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INTRODUÇÃO À ABORDAGEM QUALITATIVA E QUANTITATIVA
DA AVALIAÇÃO DE RISCOS APLICADA À HO NO PGR
Marcus Braga
HOC0103 – ABHO
Membro da ACGIH | AIHA | BOHS
28 de agosto de 2020
PROCESSO DA HIGIENE OCUPACIONAL–INDUSTRIAL
LASZCZ-DAVIS, C.; MAIER, A.; PERKINS, J.. The Hierarchy of OELs: A New Organizing Principal for Occupational Risk Assessment. The Synergist. 2014. p. 26-31.
Avaliação de Perigo
Identifique e defina o “critério de 
perigo”
• Banda de Perigo (CB)
• Limites de Exposição (LEO)
• Carcinogenicidade
Antecipação
+
Reconhecimento
Avaliação
Controle
+
Confirmação
Reavaliação quando 
necessário
Avaliação da Exposição
Colete toda informação relevante da 
exposição e avalie a exposição ao risco 
em relação ao “critério de perigo”
Gerenciamento de Risco
Defina os controles e os programas 
utilizando a hierarquia de controles
AVALIAÇÃO DE RISCO NA HO (RISCO À SAÚDE)
JAHN, S. D.; BULLOCK W. H.; IGNACIO, J. S.. A Strategy for Assessing and Managing Occupational Exposures, 4th ed. Fairfax: AIHA. 2015.
Probabilidade

Exposição
Gravidade

Efeitos
Incerteza
da
Avaliação
RSAÚDE
Matriz de Classificação do Risco à Saúde
Classificação 
de Efeitos à 
Saúde
4 Muito alto
3 Alto
2 Moderado
1 Baixo
0 Trivial
0 1 2 3 4
Classificação de Exposição
Altamente 
certa
Certa Incerta
Altamente 
incerta
Classificação de Incerteza
Nenhuma ação 
necessária
Controle 
necessário
Controle e 
informação 
adicional 
necessários
Informação 
adicional 
necessária
AUMENTA A NECESSIDADE DE INFORMAÇÃO
A
U
M
E
N
TA
A
P
R
IO
R
ID
A
D
E
D
E
C
O
N
T
R
O
L
E
f
RELAÇÃO ENTRE AVALIAÇÃO DE RISCO À SAÚDE E À CORPORAÇÃO
AIHA. Strategic framework: enterprise risk management. 2020
Evento 
Significativo 
de Risco à 
Saúde
Avaliação de Risco à Saúde
RSAÚDE = f 
Exposição
(f índice de exposição)
Hazard
(f efeitos)
Avaliação de Risco Corporativo
RCORPORATIVO = f
Probabilidade
(f frequência de ocorrência em 
anos)
Dano
(f saúde, mercado, reputação, 
continuidade do negócio, 
desempenho financeiro, valor 
para o acionista)
ABORDAGENS PARA AVALIAÇÃO DA EXPOSIÇÃO (AVALIAÇÃO DA PROBABILIDADE)
Modelagem
matemática
Camada 2
Modelos
Camada 1
Modelos ou 
heurística
Camada 3
Modelos e 
simulação 
estocástica
Julgamento
Profissional
Fundamentado Subjetivo
Ferramentas 
pragmáticas
OEB - NIOSH
COSHH - HSE
ToolKit - OIT
Stoffenmanager - TNO
Avaliação simplificada
ND2233 – INRS
.
.
.
Dados
sub-rogados
Dados da literatura
Processos análogos
Adaptações baseadas nas 
propriedades físicas e/ou 
químicas
Análise de Decisão
Bayesiana
Definir os parâmetros do perfil de exposição
MPT(TWA), തx, MVUE, LCS1,95%, X95%, LTS95%,95%
Definir os critérios de tolerabilidade
LEO, Nível de Ação, Região de Incerteza, IPVS
Classificação da exposição
Medições de 
triagem
Leitura direta 
(instantânea)
Tubos detectores
Detectores de 
fotoionização
Monitores de 
aerossol
Sonômetro
Estratégia de
Amostragem
Baseado em 
tarefa
Em componente 
de exposição
ou em situação 
térmica
Inferência 
estatística da 
AIHA
6 ≤ n ≤ 10
Random
EN 689 2018
Regra de 
decisão
3 ≤ n ≤ 5
n = 3
ni < 0,1 LEO
n = 4
ni < 0,15 LEO
n = 5
ni < 0,2 LEO
Regra Empírica 
de Hewett
n ≤ 6
DPG (1,5 | 2,3 | 3)
DPG1,645 (2 | 4 | 6)
X0,95 = MG × DPG
1,645
X0,95 = me × (2; 4; 6)
me = mediana
Dados de 
monitoramento
Manual do 
NIOSH
n = 1
EMR GES
Dia típico
DPG < 1,22
CVT < 10%
Tratamento de dados 
censurados
USA-OSHA 
Technical
Manual
n = 1
LCS95% =
CMPT/LEO + SAE
SAE = 1,645 × CVT
SAE = 1,645 × ෠SrT
AIHA. A strategy for assessing and managing occupational exposures, 2nd 4th ed.
ALTEMOSE, B. et al. Nothing detected: nothing gained?. AIHce 2019.
DROLET, D. et al. Stratégies de diagnostic de l’exposition des travailleurs aux substances chimiques. Montreal: IRSST. 2010.
OSHA. OTM: OSHA Technical Manual. Acessado em: 30 de junho de 2020.
CLASSIFICAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES (ÍNDICE DE PROBABILIDADE – P) – QUALITATIVA
ACGIH. 2020 TLVs and BEIs. Cincinnati. Cincinnati: ACGIH. 2020.
HAWKINS, N. C.; NORWOOD, S. K.; ROCK, J. C.. A strategy occupational exposure assessment, 1st ed. Fairfax: AIHA. 1991.
NIOSH. NIOSH Pocket Guide to Chemical Hazards, 3rd ed. Springfield: NIOSH. 2007.
Concentração
Intensidade
Tempo FrequênciaExposição f
P Descrição Descrição geral Descrição qualitativa
0 Triviais a inexistentes
Exposições são triviais a inexistentes — trabalhadores têm baixa a 
nenhuma exposição, com baixo para nenhum contato.
Exposições, se elas ocorrerem, infrequentemente (<5% do 
tempo) excedem 1% do LEO.
1 Altamente controladas
Exposições são altamente controladas — trabalhadores têm exposição 
mínima, com baixo para nenhum contato.
Exposições infrequentemente (<5% do tempo) excedem 10% 
do LEO.
2 Bem controladas
Exposições são bem controladas — trabalhadores têm contato frequente 
a baixas concentrações ou contato raro a altas concentrações.
Exposições infrequentemente (<5% do tempo) excedem 50% 
do LEO e raramente (<1% do tempo) excedem o LEO.
3 Controladas
Exposições são controladas — trabalhadores têm contato frequente a 
baixas concentrações ou contato infrequente a altas concentrações.
Exposições infrequentemente (<5% do tempo) excedem o LEO.
4
Insuficientemente 
controladas
Exposições são insuficientemente controladas — trabalhadores 
frequentemente têm contato a concentrações altas ou muito altas.
Exposições frequentemente excedem o LEO.
5
Extremamente 
descontrolada
Exposições são extremamente descontroladas — trabalhadores frequente 
ou infrequentemente têm contato a altíssimas concentrações.
Exposições frequente ou infrequentemente excedem 
múltiplos do LEO (maior do que 3 x LEO) ou da atmosfera IPVS.
CLASSIFICAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES (ÍNDICE DE PROBABILIDADE – P) – QUANTITATIVA
P Descrição
Exposição respiratória 
(agentes químicos)
[Índice de Exposição (IE) – %]
Exposição dérmica por efeito 
sistêmico (agentes químicos)
[Dose Equivalente (DE) – %]
Exposição ao ruído
[Dose (D) – %]
[Nível Equivalente Normalizado (NENA,Q3) – dB]
0
Triviais a 
inexistentes
IE < 1% do LEO DE < 1% do LEO
< Silêncio Efetivo [SE]
D < 3%
NENA,Q3 < 70
1
Altamente 
controladas
1% ≤ IE < 10% do LEO 1% ≤ DE < 10% do LEO
SE ≥ & < Nível Seguro [NS]
3% ≤ D < 10%
70 ≤ NENA,Q3 < 75
2 Bem controladas 10% ≤ IE < 50% do LEO 10% ≤ DE < 50% do LEO
NS ≥ & < NA
10% ≤ D < 50%
75 ≤ NENA,Q3 < 82
3 Controladas 50% ≤ IE < 100% do LEO 50% ≤ DE < 100% do LEO
NA ≥ & < LEO
50% ≤ D < 100%
82 ≤ NENA,Q3 < 85
4
Insuficientemente 
controladas
100% ≤ IE < 300% do LEO 100% ≤ DE < 300% do LEO
LEO ≥ & < 3 x LEO
100% ≤ D < 300%
85 ≤ NENA,Q3 < 90
5
Extremamente 
descontrolada
IE ≥ 300% do LEO ou
IE ≥ 100% da atmosfera IPVS
DE ≥ 300% do LEO
≥ 3 x LEO
D ≥ 300%
NENA,Q3 ≥ 90
IE
Parâmetro do perfil 
de exposição.
Critério de
tolerabilidade
Verificar referências finais
CLASSIFICAÇÃO DAS EXPOSIÇÕES (ÍNDICE DE PROBABILIDADE – P) – QUANTITATIVA
P Descrição
Exposição ao calor
[ ഥ𝑀 – W & 𝐼𝐵𝑈𝑇𝐺 – °C ]
Exposição à VCI
[aren – m/s²]
[VDVR – m/s1,75]
Exposição à VMB
[aren – m/s²]
Radiação ionizante para corpo inteiro
[Dose efetiva (E) – mSv/ano]
0 Triviais a inexistentes ― ― ― E < 1
1 Altamente controladas < NA
< NA
aren < 0,5
VDVR < 9,1
< NA
aren < 2,5
1 ≤ E < 5
2 Bem controladas NA ≥ & < RI
≥ NA & < RI
0,5 ≤ aren < 0,9
9,1 ≤ VDVR < 16,4
≥ NA & < RI
2,5 ≥ aren < 3,5
5 ≤ E < 10
3 Controladas RI ≥ & < LEO
≥ RI & < LEO
0,9 ≤ aren < 1,1
16,4 ≤ VDVR < 21
≥ RI & < LEO
3,5 ≥ aren < 5
10 ≤ E < 20
4
Insuficientemente 
controladas
≥ LEO
≥ LEO
aren ≥ 1,1
VDVR ≥ 21
≥ LEO
aren ≥ 5
20 ≤ E < 50
5
Extremamente 
descontrolada
― ― ― E ≥ 50
Verificar referências finais
CLASSIFICAÇÃO DOS EFEITOS (ÍNDICE DE GRAVIDADE – G)
Verificar referências finais
Carcinogenicidade
Faixas
de LEO
OutrosEfeitos f
G
Carcinogenicidade Faixas de LEO
Banda de Perigo
Frases-H ou -R
Genérica
Grupo de Riscode 
Biossegurança
ACGIH IARC NTP MAK Gás ou vapor Particulado
1 A5 4 MAK-5
> 100
ppm
> 5
mg/m³ ou f/cm³
A
Efeitos de incômodo (por exemplo, olhos lacrimejantes ou odores 
desagradáveis), dermatose
– – – – –
2 A4 3 MAK-4
> 10 e ≤ 100
ppm
> 1 e ≤ 5
mg/m³ ou f/cm³
B
Irritação ou desconforto reversível (cheiro de amônia), dermatite de 
contato irritativa 
1: risco individual e para a 
comunidade ausente ou 
muito baixo.
3 A3 2B
MAK-3A
MAK-3B
> 1 e ≤ 10
ppm
> 0,1 e ≤ 1
mg/m³ ou f/cm³
C
Irritação dérmica ou inalatória contínua ou toxicidade reversível que 
podem prejudicar a capacidade de funcionar ou afetar o julgamento do 
indivíduo, perda auditiva, estresse térmico, hipotermia, fenômeno de 
Raynaud, desordens vasculares, neurossensoriais e musculoesqueléticos, 
catarata, ulceração dérmica
2: risco individual 
moderado, baixo risco para 
a comunidade.
4 A2 2A NTP-R MAK-2
> 0,1 e ≤ 1
ppm
> 0,01 e ≤ 0,1
mg/m³ ou f/cm³
D
Efeitos da disfunção (por exemplo, pulmão, rim, fígado, sangue), risco de 
câncer devido a suspeitas de cancerígenos humanos ou efeitos adversos 
graves à saúde a curto prazo, sensibilização dérmica ou inalatória
3: alto risco individual, 
baixo risco para a 
comunidade.
5 A1 1 NTP-K MAK-1
≤ 0,1
ppm
≤ 0,01
mg/m³ ou f/cm³
E
Efeitos reprodutivos significativos, neurotoxicidade irreversível, 
toxicidade irreversível a significante para o sistema corporal (por exemplo, 
doença pulmonar obstrutiva - bronquiolite obliterante), carcinogenicidade 
ou mortalidade humana conhecida por exposições únicas (por exemplo, 
monóxido de carbono, fosgênio, cianeto de hidrogênio)
4: alto risco individual, alto 
risco para a comunidade.
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO À SAÚDE
AIHA. A strategy for assessing and managing occupational exposures, 4th ed.
Matriz de Classificação do Risco à Saúde
G
4 Muito alto RGI
3 Alto
2 Moderado
1 Baixo
0 Trivial
0 1 2 3 4 5
P
AVALIAÇÃO DA INCERTEZA
JAYJOCK, M. A.; ARMSTRONG, T. W.. Uncertainty Analysis. In: JAHN, S. D.; BULLOCK, W. H.; IGNACIO, J. S.. A strategy for assessing and managing occupational exposures, 4th ed. Fairfax: AIHA, 2015.
LASZCZ-DAVIS, C.; MAIER, A.; PERKINS, J.. The Hierarchy of OELs: A New Organizing Principal for Occupational Risk Assessment. The Synergist. 2014. p. 26-31.
LEIDEL , N. A.; BUSCH , K. A.; LYNCH, J. R.. NIOSH Occupational Exposure Sampling Strategy Manual. Cincinnati: NIOSH. 1977.
Base de informação do 
Perfil de exposição
Base de informação do 
Critério de tolerabilidade
Incerteza f
Tipo # 1
Variabilidade 
natural
Tipo # 2
Ignorância acerca 
da realidade
Fontes de 
incerteza 
científica
Percentil 95
LTS95%,95%
LCS1,95% do 
Percentil 95
Moda
Média geométrica
Mediana
Média
AVALIAÇÃO DA INCERTEZA DO PERFIL DE EXPOSIÇÃO
MULHAUSEN, J.; MILZ, S.. Descriptive Statistics, Inferential Statistics, and Goodness of Fit. In: JAHN, S. D.; BULLOCK, W. H.; IGNACIO, J. S.. A strategy for assessing and managing occupational exposures, 4th ed. 
Fairfax: AIHA, 2015.
PERKINS, J. L. Approximating the truth. In: _____. Modern Industrial Hygiene, vol 1, 2nd ed. Cincinnati: ACGIH. 2008.
AVALIAÇÃO DA INCERTEZA DO PERFIL DE EXPOSIÇÃO
JAYJOCK, M. A.; ARMSTRONG, T. W.. Uncertainty Analysis. In: JAHN, S. D.; BULLOCK, W. H.; IGNACIO, J. S.. A strategy for assessing and managing occupational exposures, 4th ed. Fairfax: AIHA, 2015.
LEIDEL , N. A.; BUSCH , K. A.; LYNCH, J. R.. Occupational Exposure Sampling Strategy Manual. Cincinnati: NIOSH. 1977.
LOGAN, P. et al. Occupational Exposure Decisions: Can Limited Data Interpretation Training Help Improve Accuracy? Ann. Occup. Hyg., vol. 53, n. 4, 2009. p. 311–324.
LEOExposição
Classificação da
variabilidade da exposição
Baixa variabilidade
DPG ≈ 1,5
Moderada variabilidade
DPG ≈ 2,3
Alta variabilidade
DPG ≈ 3
LEOExposição LEOExposição
Superexposição
Possível 
superexposição
Sem violação
AVALIAÇÃO DA INCERTEZA DO LIMITE DE EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
DANKOVIC, D. A. et al. The Scientific Basis of Uncertainty Factors Used in Setting Occupational Exposure Limits. Journal of Occupational and Environmental Hygiene, 12:sup1, S55-S68, 2015.
STILL, K. R.; JEDERBERG, W. W.; LUTTRELL, W. E.. Derivation of occupational exposure limits. In: _____. Toxicology Principles for the Industrial Hygienist. Fairfax: AIHA. 2008
𝐋𝐄𝐎 =
𝐏𝐎𝐃(𝐦𝐠/𝐤𝐠) × 𝐁𝐖(𝐤𝐠)
𝐔𝐅 ×𝐌𝐅× 𝐕 𝐦𝟑 × 𝛂× 𝐒
POD: Point Of Departure (ponto de partida)
BW: Body Weight (peso corporal)
UF: Uncertainty Factors (fatores de incerteza)
MF: Modifying Factor (fator de modificação)
V: Volume (volume de ar inalado)
α : fator de ajuste de biodisponibilidade
S: fator de concentração plasmática em 
estado estacionário
HIERARQUIA DOS LEO
LASZCZ-DAVIS, C.; MAIER, A.; PERKINS, J.. The Hierarchy of OELs: A New Organizing Principal for Occupational Risk Assessment. The Synergist. 2014. p. 26-31.
LEO Provisórios ou de 
Trabalho
(limites internos de empresa, associação 
comercial, fornecedor)
LEO Baseados em Processo ou 
Prescritivos
(REACh DNEL/DMEL)
LEO Quantitativos
Baseados em Saúde
LEO Baseados
em Saúde
• Regulatório, Compulsório
• Tradicional
(TLV, MAK, WEEL, PEL, MAC, REL) 
Menos Dados são Requeridos
(estudos in vitro e em animais)
Mais Dados são Requeridos
(estudos epidemiológicos de humanos)
Dados são Requeridos Moderadamente
(estudos in vitro e em animais e relatórios sem fundamentação 
científica formal sobre os efeitos à saúde humana)
À medida que mais
dados toxicológicos
e epidemiológicos
se tornam
disponíveis,
subimos na
hierarquia
dos LEO.
Estratégias de Banda de Perigo
• Banda Farmacêutica
• Bandas de Exposição Ocupacional
CLASSIFICAÇÃO DAS INCERTEZAS (I)
Verificar referências finais
I
Descrição 
geral
Incerteza sobre a
estimativa da exposição ( IEXP )
Incerteza sobre o
LEO e dos efeitos nocivos à saúde humana ( ILEO )
1
Altamente 
certa
Estimativa do perfil de exposição de longo prazo baseada em tratamento estatístico 
avançado de dados confiáveis de monitoramento ambiental ou em inferência bayesiana.
LEO bem conhecidos, os dados possuem qualidade e alta certeza, são 
resultantes de estudos epidemiológicos ou estudos em animais somado ao 
Modo de Ação dos efeitos nocivos sobre a saúde humana com revisão formal 
por pares. LEO quantitativos baseados na saúde ou LEO tradicionais - órgãos 
regulatórios ou emitidos por autoridades.
P. ex.: TLV-ACGIH, MAK-DFG, WEEL-AIHA, PEL-OSHA, REL-NIOSH.
2 Certa
Estimativa do perfil de exposição baseada em monitoramento ambiental do EMR do GHE 
com baixa variabilidade (DPG <= 1,5); em monitoramento ambiental com teste estatístico 
para avaliação de conformidade (EN 689:2019); em abordagem empírica de Hewett para X0,95; 
em abordagem probabilística simplificada (R-665:INRS); em monitoramento ambiental 
baseado em tarefa; em modelagem matemática (camada nível 3) a depender da qualidade 
dos dados; em analogia de dados sub-rogados com ambientes semelhantes para os quais 
existem dados seguros na literatura; ou em dados qualitativos objetivos.
LEO parcialmente conhecidos, os dados possuem moderada qualidade e 
moderada certeza, são resultantes de estudos in vitro e em animais e reports 
anedóticos dos efeitos nocivos sobre a saúde humana. LEO provisórios de 
trabalho sem revisão independente por pares.
P. ex.: PNOS-ACGIH, interno da empresa, associações comerciais e limites do 
fornecedor.
3 Incerta
Estimativa do perfil de exposição com base em monitoramento ambiental do EMR do GHE 
com média a alta variabilidade (DPG > 1,5); em modelagem matemática (camada nível 2) a 
depender da qualidade dos dados; ou em analogia de dados sub-rogados com ambientes 
semelhantes para os quais existem dados limitados na literatura.
LEO desconhecidos, os dados são limitados e resultantes de estudos in vitro e 
em animais e relatórios sem fundamentação científica formal dos efeitos 
nocivos sobre a saúde humana. LEO baseado em método de derivação 
prescritivo sem revisão formalpor pares.
P. ex.: DNEL (nível derivado de exposição sem efeitos) ou DMEL (nível derivado 
de exposição com efeitos mínimos) do REACH-EU.
4
Altamente 
incerta
Estimativa do perfil de exposição com base em modelagem matemática ou heurística 
(camada nível 1) a depender da qualidade dos dados; em banda de exposição ocupacional 
(ex. COSHH:HSE, OEB:NIOSH, ToolKit:ILO etc.); em avaliação simplificada (ex. ND2233:INRS); ou 
em dados qualitativos baseados apenas no julgamento profissional subjetivo.
LEO desconhecidos, os dados estão indisponíveis ou são resultantes de estudos 
in vitro e em animais, sem estudos dos efeitos nocivos sobre a saúde humana. 
LEO baseado em estratégia de banda de perigo.
P. ex.: faixas farmacêuticas e bandas de exposição ocupacional.
MATRIZ DE CLASSIFICAÇÃO DAS INCERTEZAS
Matriz de Classificação da Incerteza Total ( IT )
IEXP
4
Altamente 
incerta
3 Incerta
2 Certa
1
Altamente 
certa
1 2 3 4
ILEO
I Descrição geral
1 Altamente certa
2 Certa
3 Incerta
4 Altamente incerta
DEFINIÇÕES DE AÇÕES DE CONTROLE E COLETA DE INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Classificação 
de Risco
RGI
MC (P1)
IR (N)
MC (P1)
IR-TF (P2)
MC (P1)
IR-T (P2)
MC (P1)
IR-T (P2)
Muito alto
MC (P1)
IR (N)
MC (P1)
IR-TF (P2)
MC (P1)
IR-T (P2)
MC (P1)
IR-T (P2)
Alto
MC (P1)
IR (N)
MC (P1)
IR-TF (P2)
MC (P1)
IR-T (P2)
MC (P1)
IR-T (P2)
Moderado
MC (N)
IR (N)
MC (P2)
IR-T (P1)
MC (P2)
IR-T (P1)
MC (P1)
IR-T (P2)
Baixo
MC (N)
IR (N)
MC (N)
IR (N)
MC (P2)
IR-T (P1)
MC (P2)
IR-T (P1)
Trivial
MC (N)
IR (N)
MC (N)
IR (N)
MC (N)
IR-TF (P1)
MC (P2)
IR-T (P1)
Altamente 
Certa
Certa Incerta
Altamente 
incerta
Classificação da Incerta Total
AUMENTA A NECESSIDADE DE INFORMAÇÃO
A
U
M
E
N
T
A
A
P
R
IO
R
ID
A
D
E
D
E
C
O
N
T
R
O
L
E Medidas de Controle
Descritor Descrição
MC (N) Medida de controle adicional não é necessária
MC (P2) Medida de controle adicional (Prioridade secundária)
MC (P1) Medida de controle adicional (Prioridade primária)
Informação Adicional
Descritor Descrição
IR (N) Informação adicional não é necessária
IR-TF (P1)
Informação adicional é requerida, se for possível 
tecnicamente e viável financeiramente (Prioridade 
primária)
IR-T (P1)
Informação adicional é requerida, se for possível 
tecnicamente (Prioridade primária)
IR-TF (P2)
Informação adicional é requerida, se for possível 
tecnicamente e viável financeiramente (Prioridade 
secundária)
Referências
ACGIH. 2020 TLVs and BEIs. Cincinnati: ACGIH. 2020.
ACGIH. Audible sound. Cincinnati: ACGIH. 2018.
ACGIH. Heat stress and strain. Cincinnati: ACGIH. 2017.
ACGIH. Hand-arm vibration. Cincinnati: ACGIH. 2019.
ACGIH. Ionizing radiation. Cincinnati: ACGIH. 2012.
ACGIH. Whole-body vibration. Cincinnati: ACGIH. 2016. 
ACGIH. 2020 TLVs and BEIs. Cincinnati. Cincinnati: ACGIH. 2020. 
AIHA. Strategic framework: enterprise risk management. 2020
ALTEMOSE, B. et al. Nothing detected: nothing gained?. AIHce 2019.
CNEN. CNEN NN 3.01 – Diretrizes básicas de proteção radiológica. 2014.
CNEN. Posição regulatória 3.01/007. 2005.
DANKOVIC, D. A. et al. The Scientific Basis of Uncertainty Factors Used in Setting Occupational Exposure Limits. Journal of Occupational and Environmental Hygiene, 12:sup1, S55-S68, 2015.
DROLET, D. et al. Stratégies de diagnostic de l’exposition des travailleurs aux substances chimiques. Montreal: IRSST. 2010.
FUNDACENTRO. NHO 01 – Procedimento técnico: Avaliação da exposição ocupacional ao ruído. 2001.
FUNDACENTRO. NHO 06 – Procedimento técnico: Avaliação da exposição ocupacional ao calor, 2ª ed. 2017.
FUNDACENTRO. NHO 09 – Procedimento técnico: Avaliação da exposição ocupacional a vibrações de corpo inteiro. 2013.
FUNDACENTRO. NHO 10 – Procedimento técnico: Avaliação da exposição ocupacional a vibrações em mãos e braços. 2013. 
HAWKINS, N. C.; NORWOOD, S. K.; ROCK, J. C.. A strategy occupational exposure assessment, 1st ed. Fairfax: AIHA. 1991. 
JAHN, S. D.; BULLOCK W. H.; IGNACIO, J. S.. A Strategy for Assessing and Managing Occupational Exposures, 4th ed. Fairfax: AIHA. 2015.
JAYJOCK, M. A.; ARMSTRONG, T. W.. Uncertainty Analysis. In: JAHN, S. D.; BULLOCK, W. H.; IGNACIO, J. S.. A strategy for assessing and managing occupational exposures, 4th ed. Fairfax: AIHA, 2015.
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Todo julgamento e toda decisão são limitados ao conhecimento
de quem julga e decide e sua capacidade de operá-los.
Quanto mais desconhecido for o fenômeno sobre o qual se julga
e se decide, maior a chance de não conhecer as variáveis.

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