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Entomologia Florestal Centro de Ciências Agrárias Departamento de Ciências Agronômicas e Florestais Curso de Engenharia Florestal Prof. Marco A. Diodato Características morfológicas do inseto adulto e estados imaturos. Classificação dos insetos. Principais ordens de insetos de importância florestal. # As Imagens retiradas de Google, são apenas para fins didáticos. Características morfológicas do inseto adulto e estados imaturos. Os insetos são o grupo de animais mais diversificado existente na Terra. E isso se manifesta, também, nas múltiplas formas morfológicas e de vida dos insetos. Mas, há um certo padrão que precisa ser conhecido, quando se trata de diferenciar forma jovem do adulto. As características externas podem auxiliar na identificação dos insetos. É necessário identificar as partes do inseto que o caracteriza dentro de um grupo definido. Chave dicotômica para determinação das ordens de insetos aquáticos Usam-se, principalmente, Chaves para a identificação dos insetos, auxiliando na determinação do grupo taxonômico ao qual pertence. Classificação dos insetos. Taxonomia ▪ Sistemática é o termo que define o estudo científico das classes, diversidade dos organismos e suas inter-relações. Compreende a Classificação, a Taxonomia e a Identificação. ▪ Taxonomia é o estudo teórico da classificação, incluindo bases, princípios, procedimentos e regras. Seu objetivo são as classificações e trata de como se classifica e se identifica. ▪ Classificar é agrupar objetos em grupos, segundo um objetivo que se quer atingir. Os objetivos da classificação biológica são o conhecimento das leis gerais e das relações entre grupos. ▪ Identificação é a colocação e um animal não identificado na Classe ou grupo a que corresponde, conforme uma Classificação previamente estabelecida. Táxon Nas classificações os animais são distribuídos conforme seus caracteres, em grupos que denominamos táxons. Os níveis em que os táxons são dispostos são denominados Categorias, que podem ser principais (em negrito) ou secundários, e podem ser enumerados da seguinte forma: Os táxons Superfamília, Família, Subfamília, Tribo e Subtribo, são identificados respectivamente pelas terminações oidea, idae, inae, ini e ina. Família Subtribo Tribo Subfamília idae ina ini inae Superfamília oidae A categoria básica sobre a qual se baseia toda classificação animal é a Espécie. Espécie é uma população de animais de uma área, onde ocorre cruzamento e há produção de prole fértil. A Subespécie é um agregado da população fenotipicamente semelhante pertencente a uma espécie e que habita uma subdivisão da área de distribuição da espécie e que difere taxonomicamente de outras. Tem status nomenclatural, isto é, ela é nominada cientificamente e leva um nome trinomial. Nomenclatura Zoológica A finalidade da nomenclatura zoológica é dar nomes aos diferentes táxons das classificações. A nomenclatura binomial foi proposta por Carlos Lineu (1707- 1778), onde o primeiro nome é genérico e reflete os caracteres de um grupo e o segundo é específico e reflete caracteres de determinada espécie. ▪ O nome dado a um inseto ou qualquer outro ser é universal e é base de toda a comunicação entre os pesquisadores e de toda pesquisa. Código de Nomenclatura Zoológica (CNZ) O CNZ tem por finalidade promover a estabilidade e a universalidade do nome científico dos animais, de tal modo que só tenham um nome e adota como norma fundamental a Lei da Prioridade, isto é, o nome válido de um táxon ou nome disponível mais antigo aplicado a ele e que não seja anterior ao ano de 1758 (ano em que saiu a 10ª edição do livro “Systema naturae”, publicado por Lineu, onde descreve as normas para nomenclatura adotadas ainda hoje, com pequenas modificações) e que não seja invalidado por quaisquer disposições do CNZ. Nomes dos táxons O CNZ disciplina os nomes dos táxons do grupo Família, Tribo, Gênero e Espécie; para os demais dá somente recomendações. Nomes dos táxons Os nomes dos táxons podem ser uninominais, binominais, trinomiais e tetranominais. Forma Nome Categoria Escrita Exemplo Obs. Uninominais Expressos com uma só palavra. Filo até Subtribo Inicial maiúscula e não são grifados (Ordem) Coleoptera Se o nome do táxon é um gênero, uninomial, é escrito com inicial maiúscula e grifado. Ex.: Aphis (gênero de abelhas). Binomiais Duas palavras Espécie Nome do gênero e nome específico Aphis mellifera O nome da espécie é grifado e não pode ser acentuado. Trinomiais Três palavras Quando há um subgênero ou uma subespécie Todos devem ser grifados. Glenea (Paraglenea) tigrinata (Subgênero) Papilio thoas brasiliensis (Subespécie) Quando o subgênero tem o mesmo nome que o gênero, costuma-se abreviá-lo, como por exemplo: Formica (F.) rufa. Tetranomiais Contém quatro termos Gênero, subgênero, espécie e subespécie Todos devem ser grifados. Partamona (Partamona) cupira helleri (uma abelha Meliponínea) Art.5. O nome da espécie é binominal e o da subespécie é trinomial. O primeiro nome é indicativo do gênero; o segundo, da espécie e o terceiro, da subespécie. Art. 22. A data da publicação de um nome, se citada, segue o nome do autor com uma vírgula interposta. Aphis mellifera Lin., 1758. Art. 28. Os nomes de Famílias e Gêneros devem iniciar com letra maiúscula e os nomes das Espécies, com letra minúscula. Art. 29. O nome da Família é formado pela adição da terminação IDAE ao gênero-tipo e no caso de subfamília pela adição da terminação INAE ao gênero-tipo. Família Papilionidae, deriva do Gênero Papilio. Art. 51. O nome do autor não faz parte do nome de um táxon e sua citação é opcional. Gênero-tipo. O que determina o padrão para uma família, de acordo com suas características. Cada gênero é constituído em torno de uma espécie-tipo, por sua vez associada permanentemente a um espécime-tipo devidamente preservado e descrito, a partir do qual se avalia a proximidade ou diferenciação de cada uma das espécies que são incluídas no táxon. Identificação de Espécies Quatro aspectos dificultam a identificação dos insetos pelo entomólogo. 1. Grande variedade de diferentes tipos de insetos. 2. A maioria dos insetos são pequenos demais, dificultando a visualização e interpretação das estruturas morfológicas. 3. Muitos insetos são pouco conhecidos. 4. Quando são identificados, surge um nome um tanto complicado e fica-se sem saber o que fazer. A maioria dos insetos não tem nome popular. Há seis caminhos possíveis para se obter ou dar nome a esses insetos: 1) Mandar o inseto para um especialista, quando houver. Os insetos devem ser montados e devidamente etiquetados da seguinte maneira: ▪ Se forem insetos pequenos devem ser fixados em álcool 70% e colocados no interior de vidros pequenos hermeticamente fechados e devidamente etiquetados; ▪ Se forem insetos maiores devem ser enviados ao especialista devidamente alfinetados e etiquetados. Para evitar que cheguem ao seu destino danificados, devem ser colocados numa caixa pequena colocada dentro de uma outra maior, repleta de isopor, espuma ou outro material que diminua impactos. 2) Comparar o inseto que se quer identificar com insetos já determinados de uma coleção. 3) Comparar o inseto com figuras ou mesmo fotografia. Só isto, no entanto, não é suficiente. 4) Comparando os insetos com descrições originais ou posteriores. 5) Comparando ou combinando dois ou mais desses processos. 6) Usando chaves analíticas. Estas chaves funcionam 95% dos casos. Chaves analíticas OBS.: Existem divergências entre os diversos autores a respeito da classificação dos Insetos. Classe Insecta Subclasse Pterygota Subclasse Apterygota Archaeognatha Thysanura - traça Características dos principais grupos taxonômicos Coleoptera Lepidoptera Hymenoptera Diptera Principais ordens de insetos de importânciaflorestal Divisão Endopterygota COLEOPTERA LEPIDOPTERA HYMENOPTERA DIPTERA Aqui são apresentadas as principais Ordens de insetos com metamorfose completa. Pertencem à Divisão Endopterygota. CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ORDEM COLEOPTERA (Gr. Koleos: estojo; pteron: asa. Asas em estojo. ✓Formas e tamanhos variados. ✓Tegumento geralmente esclerotizado. ✓Cores variadas. ✓Antenas filiformes, clavadas, capitadas, serradas, laminadas. ✓Aparelho bucal mastigador. ✓Asas anteriores élitros, posteriores membranosas. ✓Pernas ambulatórias, nadadoras, escavadoras. ✓Abdome séssil. ✓Metamorfose completa. ✓Larvas campodeiforme, escarabeiforme, cerambiciforme, elateriforme, brupestriforme, curculioniforme. Nome comum: besouros. ✓Pupa livre. ✓Reprodução sexual. ✓Hábitos terrestres e aquáticos. ✓Alimentação: xilófagos, fitófagos, predadores. ✓Importância econômica: pragas em todos os sistemas florestais SUBORDENS DE COLEOPTERA 1o segmento abdominal dividido pelas coxas 1o segmento abdominal inteiro, não dividido pelas coxas ADEPHAGA POLYPHAGA Coxas desenvolvidas que dividem o 1° segmento abdominal. Coxas desenvolvidas que não dividem o 1° segmento abdominal. FAMÍLIA CARACTERÍSTICAS Alimentação Espécies Cerambycidae Tamanho de médio a grande. Corpo alongado. Antenas filiformes compridas. Cores variadas. Larva cerambiciforme. Xilófagos Oncideres sp. Serra Pau Phoracantha sp., Broca do eucalipto Hylotrupes bajulus Platypodidae Tamanho pequeno Corpo alongado. Cores escuras. Antenas curtas, dilatadas nas pontas. Élitros estriados. Protórax grande e quadrado. Larva escarabeiforme. Xilomicetofagos Megaplatypus mutatus Besouros ambrosia Scolytidae Tamanho pequeno. Cor café ou preto. Antenas curtas, dilatadas nas pontas. Larva apodeiforme. Xilófagos Besouros da casca Anobiidae Tamanho pequeno. Cor castanho escuro ou avermelhado. Cabeça escondida sob o pronoto. Antenas serradas ou pectinadas. Élitros estriados. Larva escarabeiforme. Xilófagos Anobiium punctatum Besouro dos móveis ORDEM COLEOPTERA: Subordem Polyphaga FAMÍLIA CARACTERÍSTICAS Alimentação Espécies Lyctidae Tamanho pequeno Corpo alongado Cores pardo ou avermelhado Antenas claviformes Larva escarabeiforme. Xilófagos Lyctus bruneus. Lyctus linearis. Bostrychidae Tamanho pequeno. Corpo alongado cilíndrico. Cor preto, pardo, marrão. Protórax globoso. Élitros truncados. Larva escarabeiforme. Xilófagos Botrychopsis uncinata Buprestidae Corpo acaba em formato de ponta. Antenas curtas e serradas Cores brilhantes e metalizados. Larvas buprestiforme. Xilófagos Melanophyla bahiana Bruchidae Tamanho pequeno. Corpo oval, estriado. Cor preto, cinza, castanho, às vezes com manchas claras. Élitros estriados não recobrem totalmente o tórax. Larva curculioniforme. Seminofago Scutubruchus vinalicola S. ceratioborus Rhiphibruchus picturatus. R. atratus. R. prosopis. R. acanthoscelides. ORDEM COLEOPTERA: Subordem Polyphaga FAMÍLIA CARACTERÍSTICAS Alimentação Espécies Chrysomelidae Tamanho pequeno. Formas variáveis, semiesféricos, alongados. Cores variadas, alguns metálicos. Larvas limaciformes. Fitófago Xanthogalerucella luteola Curculionidae Tamanho pequeno a médio. Corpo robusto. Cores variadas. Cabeça alongada formando um rosto que termina no aparelho bucal mastigador. Antenas geniculadas ou clavadas. Larva curculioniforme. Fitófago, seminívoros. Gonipterus gibberus Gorgulho do eucalipto ORDEM COLEOPTERA: Subordem Polyphaga ORDEM LEPIDOPTERA (Gr. Lepi: escamas, pteron: asa. Asas recobertas com escamas) Nome comum: borboleta, mariposa. ✓Tamanhos pequeno, médio e grandes. ✓Cores chamativas, brilhantes, amarelo, vermelho, laranja, verde, azul, também cores escuras tais como cinza, marrão, preto, etc. ✓Antenas filiformes, clavadas, bipectinadas e plumosas. ✓Aparelho bucal sugador em espirotromba quando adulto, mastigador na fase larval. ✓Asas membranosas recobertas com escamas. ✓Pernas ambulatórias ✓Abdome séssil. ✓Larva eruciforme. ✓Pupas obtecta ou crisálidas. ✓Reprodução sexual. ✓Hábitos diurnos (borboletas) ou noturnos (mariposas) ✓Importância econômica: pragas em todos os sistemas florestais. SUBORDENS DE LEPIDOPTERA Atualmente se reconhecem 4 subordens: Zeugloptera, Aglossata, Heterobathmiina e Glossata. Os três primeiros representam aproximadamente 2% do total de espécies. Glossata representa 98% e compreende as espécies de importância florestal. Zeugloptera Aglossata Heterobathmiina Glossata ORDEM LEPIDOPTERA: Subordem Glossata FAMILIA CARACTERÍSTICAS Especies Phychidae Tamanho médio. Cores escuras, cinza, marrão, preto. Possuem dimorfismo sexual. Macho alado, cor parda amarelada, aparelho bucal atrofiado. Antenas bipectinadas Fêmea áptera, de aspecto larviforme, sempre dentro do csaulo, sem pernas, sem antenas e sem aparelho bucal. Oiketicus platensis Oiketicus geyeri Tortricidae Tamanho pequeno a médio. Asas anteriores largas, truncadas no seu extremo distal. Em repouso, as asas se dispõem semelhante a telhado sobre o corpo. Rhyacionia buoliana Mariposa europeia do broto do pinus Hemileucidae Tamanho médio a grande. Cores escuras, preto, marrão. Machos com antenas bipectinadas, curtas, peças bucais reduzidas. Larvas de tamanho grande, de cor castanho amarelado com a presença de pelos urticantes ramificados. Hylesia nigricans Bicho quemador, gata peluda. Pyralidae Tamanho pequeno a médio. Cor branca, marrão, preto, cinza. Antenas filiformes. Hypsipyla grandella Mariposa brocadora dos cedros Crambidae Tamanho pequeno a médio. Coles variáveis. Antenas filiformes. Palpita flegia ORDEM HYMENOPTERA (Gr. Hymen: membrana, pteron: asa. Asas membranosas) Nome comum: formiga, abelha, vespas. ✓Tamanho pequenos a grandes. ✓Cores e formas variáveis. ✓Antenas geniculadas, filiformes. ✓Aparelho bucal mastigador-lambedor (abelhas), mastigador (formigas). ✓Asas membranosas transparentes. ✓Pernas ambulatórias. ✓Abdome séssil ou peciolado. ✓Larva apodeiforme, limaciforme. ✓Pupas livre e/ou protegidas. ✓Reprodução sexual. ✓Hábitos terrestres. ✓Importância econômica: pragas em todos os sistemas florestais. SUBORDENS DE HYMENOPTERA Subordem Symphita Subordem Apocrita Abdome séssil. Abdome peciolado. Asas com abundante nervuras. Asas com nervuras normal ou reduzida. Fêmeas com ovipositor na forma de serra. Fêmeas com ovipositor não serrado. Larvas frequentemente limaciformes. Larvas apodas. Fitófagos. Regime alimentar variado. FAMILIA CARACTERÍSTICAS Alimentación Especies S Y M P H I T A Tenthredinidae Tamanho pequeno. Cores preto, pardo, às vezes de cores brilhantes. Antenas filiformes de 5 a 9 flagelos. Apresentam dimorfismo sexual. Fitófagos Nematus oligospilus Siricidae Tamanho médio a grande. Corpo robusto. Cor azul, castanho, preto Antenas filiformes. Pernas amarelas. Asas membranosas de cor âmbar. No último segmento abdominal, dorsalmente apresenta um espinho em ambos os sexos. Xilomicetofagos Sirex noctilio Vespa-da-madeira. Tremex fuscicornis A P O C R I T A Eulophidae Tamanho pequeno (microhimenóptero) Asas com nervuras ausentes. Antenas geniculadas. Cor marrão, com brilhos metálicos. Fitófagos Leptocybe invasa Vespa do eucalipto. Formicidae Tamanho pequeno a médio. Cores variadas. Antenas geniculadas. Abdome diferenciado por propódeo, pecíolo, gáster. Aparelho bucal mastigador. Vivem em sociedade dividas em castas. Reprodutores alados, operárias ápteras. Micetófagas Predadoras Omnívora Acromyrmex sp. / Atta sp. Famílias de interesse florestal da Ordem HYMENOPTERA ORDEM DIPTERA (Gr. Di: duas, pteron: asa. Duas asas ) ✓Tamanho pequeno a médio. ✓Cores escuras, às vezes brilhantes ou metálicas. ✓Tegumento bem esclerotizado, recobertos de sedas e escamas. ✓Cabeça com olhos compostos, geralmente grande. ✓Antenas plumosas, setáceas, aristadas, filiformes,moniliformes. ✓Aparelho bucal picador sugador e em esponja. ✓Primeiro par de asas membranosas, segundo par atrofiado (halter ou balancim). ✓Pernas ambulatórias. ✓Abdome peciolado. ✓Larva vermiforme, apodeiforme. ✓Pupa coartada, obtecta. ✓Reprodução sexual. ✓Hábitos terrestres e aquáticos. ✓Importância econômica: pragas em todos os sistemas florestais. Nome comum: Moscas, mosquitos. SUBORDENS DE DIPTERA NEMATOCERA (Mosquitos) BRACHYCERA (Moscas) Antena comprida plurisegmentada, tipo plumosa. Antenas curtas trisegmentadas, tipo filiforme. soborden FAMILIA CARACTERÍSTICAS Alimentación Especies Nematocera Cecidomyiidae Tamanho pequeno. Aparência delgada e frágil. Antenas longas e flexíveis. Fitófagos Formadoras de galhas Brachycera Pantophthalmidae Tamanho grande. Cores escuras. Xilófagos Mosca da madeira Agromyzidae Tamanho pequeno. Cores escuras e amarela. Fitófagos Liriomyza Mosca minadora Famílias da Ordem DIPTERA de interesse florestal FIM