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Indaial – 2020
Tecnologia da 
consTrução de 
edificações i
Prof.ª Flavia Lamim de Arantes Soriano
Prof.ª Vivian Figueiredo Pereira Almeida
1a Edição
Copyright © UNIASSELVI 2020
Elaboração:
Prof.ª Flavia Lamim de Arantes Soriano
Prof.ª Vivian Figueiredo P. Almeida
Revisão, Diagramação e Produção:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI
Ficha catalográfica elaborada na fonte pela Biblioteca Dante Alighieri 
UNIASSELVI – Indaial.
Impresso por:
S714t
 Soriano, Flavia Lamim de Arantes
 Tecnologia da construção de edificações I. / Flavia Lamim de 
Arantes Soriano; Vivian Figueiredo Pereira de Almeida. – Indaial: UNIASSELVI, 
2020.
 215 p.; il.
 ISBN 978-85-515-0440-6
1. Edificações. - Brasil. I. Almeida, Vivian Figueiredo Pereira de. 
II. Centro Universitário Leonardo Da Vinci.
CDD 690
III
apresenTação
Bem-vindo ao Livro Didático de Tecnologia da Construção de 
Edificações I, que tem por objetivo construir conhecimentos gerais sobre as 
tecnologias básicas utilizadas na construção de edifícios e na gestão de obras. 
Espero que você se aproxime do conteúdo desta disciplina, percebendo 
o quanto o seu estudo é indispensável para a formação e aprofundamento 
dos conceitos sobre variados aspectos que permeiam a construção civil. 
É com satisfação que apresentamos este livro, visando ao seu 
desenvolvimento pessoal e contribuindo para que se torne futuramente um 
profissional capaz de promover uma gestão eficiente de obras.
Começaremos nossos estudos na Unidade 1, na qual serão 
apresentados canteiros e locação de obras. A unidade está dividida em quatro 
tópicos principais: aspectos gerais de canteiro, instalações em canteiros, 
aspectos gerais de locação e métodos executivos de locação.
Na Unidade 2 serão apresentadas fundações e sistemas estruturais, 
dividida em quatro tópicos que explicam sobre: engenharia de fundações, 
processos usuais de reforço e prevenção de fissuras, sistemas construtivos e 
alvenaria estrutural e concreto.
Por sua vez, a Unidade 3 trata da execução de estruturas de concretos, 
vedações verticais e coberturas, em que serão apresentados diversos tópicos 
explicativos sobre o sistema de formas, armação, concretagem, projeto de 
alvenaria de vedação, ligação entre estruturas e paredes de vedação, dentre 
outros.
Espero que você, acadêmico, alcance ótimos resultados nesta 
disciplina e que este livro contribua com a construção do seu conhecimento. 
Aprofunde-se nas leituras indicadas, assista aos vídeos e faça suas próprias 
anotações. Dedique-se para se tornar um profissional diferenciado no 
mercado de trabalho. Vamos lá? 
Boa leitura e bons estudos! 
Prof.ª Flavia Lamim de Arantes Soriano
Prof.ª Vivian Figueiredo P. Almeida
IV
Você já me conhece das outras disciplinas? Não? É calouro? Enfim, tanto 
para você que está chegando agora à UNIASSELVI quanto para você que já é veterano, há 
novidades em nosso material.
Na Educação a Distância, o livro impresso, entregue a todos os acadêmicos desde 2005, é 
o material base da disciplina. A partir de 2017, nossos livros estão de visual novo, com um 
formato mais prático, que cabe na bolsa e facilita a leitura. 
O conteúdo continua na íntegra, mas a estrutura interna foi aperfeiçoada com nova 
diagramação no texto, aproveitando ao máximo o espaço da página, o que também 
contribui para diminuir a extração de árvores para produção de folhas de papel, por exemplo.
Assim, a UNIASSELVI, preocupando-se com o impacto de nossas ações sobre o ambiente, 
apresenta também este livro no formato digital. Assim, você, acadêmico, tem a possibilidade 
de estudá-lo com versatilidade nas telas do celular, tablet ou computador. 
 
Eu mesmo, UNI, ganhei um novo layout, você me verá frequentemente e surgirei para 
apresentar dicas de vídeos e outras fontes de conhecimento que complementam o assunto 
em questão. 
Todos esses ajustes foram pensados a partir de relatos que recebemos nas pesquisas 
institucionais sobre os materiais impressos, para que você, nossa maior prioridade, possa 
continuar seus estudos com um material de qualidade.
Aproveito o momento para convidá-lo para um bate-papo sobre o Exame Nacional de 
Desempenho de Estudantes – ENADE. 
 
Bons estudos!
NOTA
V
VI
Olá, acadêmico! Iniciamos agora mais uma disciplina e com ela 
um novo conhecimento. 
Com o objetivo de enriquecer seu conhecimento, construímos, além do livro 
que está em suas mãos, uma rica trilha de aprendizagem, por meio dela você terá 
contato com o vídeo da disciplina, o objeto de aprendizagem, materiais complementares, 
entre outros, todos pensados e construídos na intenção de auxiliar seu crescimento.
Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
Conte conosco, estaremos juntos nesta caminhada!
LEMBRETE
VII
UNIDADE 1 – CANTEIRO E LOCAÇÃO .............................................................................................1
TÓPICO 1 – CANTEIRO DE OBRAS: ASPECTOS GERAIS ............................................................3
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................3
2 CONCEITOS BÁSICOS ........................................................................................................................4
3 TIPOS E OS ELEMENTOS DE CANTEIROS ...................................................................................7
4 PLANEJAMENTO, ELABORAÇÃO E PADRONIZAÇÃO ............................................................8
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................16
AUTOATIVIDADE .................................................................................................................................17
TÓPICO 2 – INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS ..........................................................19
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................19
2 INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS .......................................................................................................20
2.1 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS .......................................................................................................20
2.2 VESTIÁRIOS .....................................................................................................................................21
2.3 ALOJAMENTOS ..............................................................................................................................22
2.4 LOCAL PARA REFEIÇÕES E COZINHA ....................................................................................23
2.5 LAVANDERIA .................................................................................................................................25
2.6 AMBULATÓRIO .............................................................................................................................25
2.7 ÁREA DE LAZER ...........................................................................................................................25
3 MANUTENÇÃO E LIMPEZA ............................................................................................................27
4 ARMAZENAMENTO E MOVIMENTAÇÃO DE MATERIAIS ..................................................28
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................33
AUTOATIVIDADE .................................................................................................................................34
TÓPICO 3 – LOCAÇÃO DE OBRAS: CONCEITOS GERAIS........................................................37
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................372 DEFINIÇÕES BÁSICAS ......................................................................................................................37
3 REQUISITOS, EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS .................................................................40
4 TIPOS DE LOCAÇÃO ........................................................................................................................46
RESUMO DO TÓPICO 3........................................................................................................................49
AUTOATIVIDADE .................................................................................................................................50
TÓPICO 4 – MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO ................................................................51
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................51
2 PROCESSO DE LOCAÇÃO POR CAVALETES .............................................................................51
3 PROCESSO DA TÁBUA CORRIDA (GABARITO) ......................................................................52
4 TRAÇADO E LOCAÇÃO AO LONGO DA CONSTRUÇÃO .....................................................54
4.1 EDIFÍCIOS EM CONCRETO ARMADO .....................................................................................57
4.2 EDIFÍCIOS EM CONCRETO PROTENDIDO ............................................................................58
4.3 EDIFÍCIOS COM ESTRUTURA METÁLICA .............................................................................59
LEITURA COMPLEMENTAR ...............................................................................................................60
RESUMO DO TÓPICO 4........................................................................................................................64
AUTOATIVIDADE .................................................................................................................................65
sumário
VIII
UNIDADE 2 – FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS ........................................................67
TÓPICO 1 – ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES ................................................................................69
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................69
2 ELEMENTOS NECESSÁRIOS AO PROJETO ................................................................................70
3 SONDAGEM .........................................................................................................................................71
4 CONCEITUAÇÃO GERAL .................................................................................................................73
5 ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES ....................................................................................................74
5.1 TRANSMISSÃO DE FORÇA APLICADA AO SOLO ................................................................76
6 TIPOS DE FUNDAÇÕES ....................................................................................................................77
6.1 FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS ............................................................................................78
6.2 FUNDAÇÕES INDIRETAS OU PROFUNDAS ...........................................................................80
RESUMO DO TÓPICO 1........................................................................................................................85
AUTOATIVIDADE .................................................................................................................................86
TÓPICO 2 – PROCESSOS USUAIS DE REFORÇO E PREVENÇÃO DE FISSURAS
1 INTRODUÇÃO .....................................................................................................................................87
2 CONHECENDO E PREVENINDO FISSURAS ..............................................................................87
RESUMO DO TÓPICO 2........................................................................................................................99
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................100
TÓPICO 3 – SISTEMAS CONSTRUTIVOS ....................................................................................103
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................103
2 SISTEMAS CONSTRUTIVOS CONVENCIONAIS ...................................................................104
2.1 CONCRETO ARMADO COM ALVENARIA DE VEDAÇÃO ................................................108
2.2 ESTRUTURA METÁLICA ............................................................................................................110
2.3 ESTRUTURA DE MADEIRA .......................................................................................................112
2.4 ESTRUTURA PRÉ-MOLDADA ...................................................................................................113
3 SISTEMAS CONSTRUTIVOS NÃO CONVENCIONAIS ........................................................115
RESUMO DO TÓPICO 3......................................................................................................................119
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................120
TÓPICO 4 – ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO ...........................................................121
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................121
2 ALVENARIA ESTRUTURAL COM BLOCOS ..............................................................................122
2.1 ALVENARIA NÃO ARMADA ....................................................................................................123
2.2 ALVENARIA ARMADA OU PARCIALMENTE ARMADA ...................................................124
2.3 ALVENARIA PROTENDIDA ......................................................................................................124
2.4 MODULAÇÃO DOS ELEMENTOS ............................................................................................125
2.5 VANTAGENS E DESVANTAGENS ............................................................................................129
3 ALVENARIA ESTRUTURAL DE CONCRETO ............................................................................130
LEITURA COMPLEMENTAR .............................................................................................................134
RESUMO DO TÓPICO 4......................................................................................................................137
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................138
UNIDADE 3 – ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E 
 COBERTURAS ............................................................................................................139
TÓPICO 1 – EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ...................................................141
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................141
2 GENERALIDADES ............................................................................................................................142
2.1 COMPONENTES DO CONCRETO ............................................................................................142
IX
2.1.1 Cimento ..................................................................................................................................143
2.1.2 Agregados ..............................................................................................................................1452.1.3 Água .......................................................................................................................................145
3 SISTEMA DE FÔRMAS ....................................................................................................................146
4 ARMAÇÃO ..........................................................................................................................................149
RESUMO DO TÓPICO 1......................................................................................................................154
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................155
TÓPICO 2 – CONCRETAGEM ...........................................................................................................157
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................157
2 EDIFÍCIOS DE MÚLTIPLOS PAVIMENTOS...............................................................................158
RESUMO DO TÓPICO 2......................................................................................................................167
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................168
TÓPICO 3 – PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO ............................................................169
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................169
2 DEFINIÇÕES BÁSICAS ....................................................................................................................169
3 PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO .................................................................................173
4 LIGAÇÃO ENTRE ESTRUTURAS E PAREDES DE VEDAÇÃO .............................................178
RESUMO DO TÓPICO 3......................................................................................................................184
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................185
TÓPICO 4 – COBERTURAS ................................................................................................................187
1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................187
2 TIPOLOGIAS ......................................................................................................................................189
3 DESEMPENHO ...................................................................................................................................191
RESUMO DO TÓPICO 4......................................................................................................................204
AUTOATIVIDADE ...............................................................................................................................205
REFERÊNCIAS .......................................................................................................................................207
X
1
UNIDADE 1
CANTEIRO E LOCAÇÃO
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• reforçar os conceitos sobre modelagem na construção;
• conhecer elementos e tipos de canteiros;
• introduzir conceitos sobre planejamento, elaboração e implantação de um 
canteiro de obras;
• compreender sobre locação de obras e seus métodos executivos.
Esta unidade está dividida em três tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará auto atividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – CANTEIRO DE OBRAS: ASPECTOS GERAIS
TÓPICO 2 – INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS
TÓPICO 3 – LOCAÇÃO DE OBRAS: CONCEITOS GERAIS
TÓPICO 4 – MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
2
3
TÓPICO 1
UNIDADE 1
CANTEIRO DE OBRAS: ASPECTOS GERAIS
1 INTRODUÇÃO
O planejamento de operações em projetos, cujas fases são diferenciadas, 
visam à obtenção de maior produtividade, segurança, menores custos e 
desperdícios. O dimensionamento adequado em termos espaciais deve ser 
realizado com base na modelagem da construção civil, que contribui para o 
desenho de fluxos de processos operacionais de modo otimizado.
O sucesso de um canteiro de obras deve considerar diversos aspectos 
que vão desde o armazenamento, dimensionamento, transporte de materiais, 
equipamentos de segurança até as áreas de vivência garantidas por legislação 
específica. 
As áreas de vivência possuem como foco o trabalhador e suas condições 
de trabalho. Dizem respeito às condições físicas do ambiente de trabalho, políticas 
de organização, higiene e instalações como alojamento, refeitório, banheiros etc.
As áreas operacionais dizem respeito aos espaços em que a obra é 
efetivamente realizada e, por isso, os canteiros que estão bem planejados 
contribuem para obtenção de melhores resultados em função da disposição de 
equipamentos, procedimentos operacionais de movimentação de materiais e 
segurança do trabalho.
Para que tudo seja colocado em prática é estudado e desenhado um arranjo 
físico. No layout o planejamento das necessidades é adequado ao espaço físico 
existente considerando a quantidade de operários, cronogramas, orçamentos, 
movimentação de equipamentos e materiais. Assim, é importante que se tenha 
conhecimento dos processos produtivos, por quais áreas tais processos passam e 
como começam e terminam.
Existem diversos tipos de combinações possíveis, devendo ser escolhida 
a que melhor se adéque à estratégia e ao escopo do projeto. Deve-se primar 
pelo balanceamento das tarefas de modo a maximizar a utilização dos recursos 
disponíveis, evitando tempos ociosos e desperdícios. 
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
4
2 CONCEITOS BÁSICOS
As operações relacionadas às obras de construção civil podem ser 
defi nidas como um conjunto de tarefas fundamentais à realização de um projeto. 
Segundo Larson e Gray (2016, p. 4-5): 
Um projeto é um empreendimento temporário que visa criar um 
produto, serviço ou resultado único [...]. As principais características 
são: 1. um objetivo estabelecido. 2. Um ciclo de vida defi nido, com 
início e fi m. 3. Geralmente, envolve diversos departamentos e 
profi ssionais. 4. Comumente, faz algo que nunca foi feito antes. 5. 
Requisitos específi cos de tempo, custo e desempenho. 
Na construção civil, tanto o conjunto de tarefas quanto os recursos 
necessários à execução de um projeto devem ser organizados de forma lógica 
na etapa de planejamento. A tecnologia da construção será defi nida a partir da 
escolha de equipamentos, recursos humanos e materiais, tarefas, prazos, ordem e 
procedimentos de execução.
A hierarquização sequencial e lógica, estabelecida por meio de fl uxogramas, 
caracterizarão a estrutura do projeto construtivo. Para o desenvolvimento de 
um(a) modelo ou modelagem operacional, o profi ssional engenheiro deverá 
enumerar os recursos envolvidos no projeto e estabelecer o ordenamento das 
tarefas de forma otimizada, preferencialmente. 
A otimização se relaciona diretamente ao conceito de produtividade e 
ambos visam à qualidade, menores custos e tempos de execução. Na Construção 
Civil, a modelagem visa ao balanceamento entre recursos e parte disso é resultado 
da identifi cação dos processos que se repetem na linha do tempo. 
A modelagem (CYCLONE- CYCLic Operations NEtwork) para análise de 
estados de trabalho e fl uxo de entidades possui três formas básicas: 
FIGURA 1 – CYCLONE - CYCLIC OPERATIONS NETWORK
FONTE: Adaptada de Halpin e Woodhead (1998)
TÓPICO 1 | CANTEIRO DE OBRAS:ASPECTOS GERAIS
5
O formato gráfico do CYCLONE considera alguns elementos básicos que, 
de acordo com Halpin e Woodhead (1998) são:
NORMAL Usado para representar tarefas normais de trabalho, que não possuem restrições para iniciar.
COMBI
Tem por objetivo representar tarefas que possuem 
restrição, condição ou pré-requisito, no entanto, 
similar ao elemento NORMAL.
Q node Visa representar “nós”, filas ou esperas para uso de estados passivos de recursos.
Arrow Indicador de Fluxo direcional da entidade de recursos.
FIGURA 2 – ELEMENTOS BÁSICOS DA MODELAGEM
FONTE: Adaptada de Halpin e Woodhead (1998)
Pode se dizer que as formas básicas são o quadrado e o círculo, cuja 
função na modelagem é representar esquematicamente a alternância entre os 
estados ativos ou ociosos na operação construtiva, utilizando-se setas (arrows) 
indicadoras de percurso (HALPIN; WOODHEAD, 1998). 
Para que haja uma operação de construção é necessário haver uma tarefa 
de trabalho nomeada ou descrita de forma clara, em seguida observar os recursos 
necessários a sua execução e, posteriormente, à definição dos estados (ociosos ou 
ativos).
Se fôssemos considerar, como exemplo, a operação de movimentação 
de terra, de acordo com Halpin e Woodhead (1998) seria necessário: caminhões, 
carregador frontal e solo (recursos). Pensando no ciclo do caminhão apenas, a 
forma gráfica (Figura 3), já incluído o estado, seria:
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
6
Retorno do 
caminhão 
vazio
Carregamento 
do caminhão
Atividade 
de esvaziar
Viagem do 
caminhão 
cheio
Espera 
na fila
FIGURA 3 – CICLO DO CAMINHÃO
FONTE: Adaptada de Halpin e Woodhead (1998)
Existem diversas formas de se modelar as estruturas operacionais de um 
projeto de construção e o modelista deve ser capaz de identificar, desenvolver, 
integrar e definir a inicialização das unidades de fluxo, ou seja, o desenho do 
ciclo de determinada atividade prevendo suas características lineares (exemplo: 
montagem de estruturas metálicas). 
Para aprender ou relembrar sobre modelagem das operações de construção, 
leia o Capítulo 11 do livro: HALPIN, Daniel W.; WOODHEAD, Ronald W. Administração da 
construção civil. Tradução Orlando Celso Longo e Vicente Custodio Moreira de Souza. 2. 
ed. Rio de Janeiro: LTC, 2004.
DICAS
Conhecer as operações e ciclos da obra permitem a elaboração assertiva de 
um canteiro de obras, cujo objeto principal serão as atividades administrativas, as 
destinadas ao uso dos funcionários e a armazenagem de materiais. 
As tarefas administrativas acompanharão o tamanho da obra, ou seja, 
quanto maior for, mais pessoas, processos e documentos estarão envolvidos. 
As áreas destinadas ao uso dos funcionários referem-se às instalações mínimas 
TÓPICO 1 | CANTEIRO DE OBRAS: ASPECTOS GERAIS
7
obrigatórias por leis vigentes e a armazenagem de materiais é o espaço destinado 
ao estoque seguro, evitando possíveis danos à saúde. Assim, pessoas e materiais 
deverão estar em ambientes diversos.
3 TIPOS E OS ELEMENTOS DE CANTEIROS
De acordo com Illigworth (1993 apud SAURIN; FORMOSO, 2006, p. 19), os 
canteiros de obras e suas respectivas características constam no Quadro 1: 
Tipo Descrição Exemplo
RESTRITO
(Tipo mais 
comum)
A construção ocupa o terreno completo 
ou uma alta porcentagem deste. Acessos 
restritos. Áreas delimitadas por meio de 
tapumes, muros e com um portão que dá 
acesso ao local.
Construções em 
áreas centrais da 
cidade, ampliações 
e reformas.
AMPLOS
A construção ocupa somente uma parcela 
relativamente pequena do terreno. 
Há disponibilidade de acessos para 
veículos e de espaço para as áreas de 
armazenamento e acomodação de pessoal. 
Geralmente apresenta grandes máquinas 
e necessita interação com outras entidades 
(exemplo: prefeitura, polícia, stakeholders 
etc.).
Construções de 
plantas industriais, 
conjuntos 
habitacionais 
horizontais e 
outras grandes 
obras como 
barragens 
ou usinas 
hidroelétricas.
LONGOS E 
ESTREITOS 
ou
Longitudinais
Pode ter características do amplo e do 
restrito, a diferença é a complexidade 
da organização física. São restritos 
em apenas uma das dimensões, com 
possiblidade de acesso em poucos pontos 
do canteiro. Geralmente estreito, dificulta 
o fluxo adequado de pessoas, materiais e 
equipamentos.
Trabalhos em 
estradas de ferro 
e rodagem, redes 
de gás e petróleo, 
obras pluviais e 
sanitárias urbanas.
QUADRO 1 – TIPOS DE CANTEIROS
FONTE: Adaptado de Illigworth (1993 apud SAURIN; FORMOSO, 2006, p. 19)
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
8
Observe que embora o canteiro de obra possua a característica “fi xa”, 
quando estamos falando de um canteiro do tipo longitudinal esse conceito merece 
atenção. Perceba que se a própria obra “anda”, o canteiro precisa acompanhar, 
como é o caso das obras rodoviárias.
O planejamento adequado do ambiente do canteiro se relaciona 
diretamente ao desempenho e à produção da obra. Assim, o layout deve ser 
elaborado considerando-se vários elementos, dentre eles:
Áreas de Vivência Áreas Operacionais
• Vestiário
• Instalações sanitárias
• Refeitório
• Cozinha
• Área de lazer
• Alojamento e lavanderia
• Ambulatório
• Escritório
• Portaria
• Depósitos
• Almoxarifados
• Central de concreto
• Central de argamassa
• Central de armação
QUADRO 2 – ÁREAS OPERACIONAIS X ÁREAS DE VIVÊNCIA
FONTE: A autora
4 PLANEJAMENTO, ELABORAÇÃO E PADRONIZAÇÃO
O canteiro de obras é como uma “fábrica” com diversas linhas de produção. 
Seu objetivo é possibilitar o andamento da obra através das áreas de vivência, 
do armazenamento de materiais, processamento, fi scalização e gerenciamento 
(LIMMER, 2008). As macroetapas de implantação de um canteiro de obras são:
FIGURA 4 – ETAPAS
FONTE: A autora
TÓPICO 1 | CANTEIRO DE OBRAS: ASPECTOS GERAIS
9
Quando se fala em planejamento de um canteiro, a compreensão deve 
ser de que estamos falando do planejamento do layout da obra, etapa em que é 
necessário realizar os seguintes passos de forma sistematizada:
• Análise preliminar de coleta de dados:
ᵒ Programa de necessidades do canteiro listando-se as instalações que deverão 
ser locadas.
ᵒ Defi nição técnica da obra listando-se as principais tecnologias construtivas 
adotadas, a fi m de que se possa ter claro quais serão os espaços necessários 
para a circulação, estocagem de materiais e áreas operacionais de produção.
ᵒ Cronograma de fases sequenciadas quanto aos eventos da execução da obra. 
Isso permite a alocação de recursos materiais no tempo certo e a estimativa 
das respectivas áreas de armazenagem. Nesse sentido, também poderão ser 
estimadas as quantidades de operários no início, pico máximo de pessoal e 
desmobilização do canteiro.
FIGURA 5 – MODELO DE CRONOGRAMA DE FASES
FONTE: A autora
ᵒ Consulta do orçamento por etapas. 
• Preparar o arranjo físico detalhado geral para identifi car a localização de cada 
equipamento ou instalação no canteiro.
• Detalhar as instalações contendo planejamento de funcionamento e estabelecendo 
padrões básicos da empresa (exemplo: armários dos vestiários, técnicas de 
armazenamento e cada material, tipo de pavimentação das vias de circulação de 
materiais e pessoas), local e forma de fi xação de plataformas de proteção. 
O planejamento de canteiros visa à obtenção da melhor utilização do 
espaço físico disponível, possibilitando a convivência segura e efi ciente entre 
homens e máquinas. Isso se dá por meio da minimização da movimentação de 
componentes, materiais e a própria mão de obra. Por ser um processo gerencial, 
 inclui etapas conforme esquema apresentado a seguir: 
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
10
FIGURA 6 – PROCESSOS GERENCIAIS
FONTE: A autora
Cada município brasileiro possui um Código de Obras e Edifi cações 
dispondo as regras gerais e específi cas para o licenciamento, execução, utilização 
e manutenção de obras e edifi cações considerando-se os limites dos imóveis. 
Tais especifi cações podem variar de um município para o outro, de acordo com 
Pinheiro e Crivelaro (2014a).
Éimportante que o canteiro de obras seja um ambiente organizado e 
cumpra as exigências legais. Dentre essas exigências se destacam (PINHEIRO; 
CRIVELARO, 2014b):
• Norma Regulamentadora – NR 18: sobre as condições e meio ambiente de 
trabalho na indústria da construção.
• PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria 
da Construção em estabelecimentos com 20 (vinte) ou mais trabalhadores.
Acesse os vídeos para ter uma melhor compreenção dos principais tópicos e 
avanços da NR 18 e do PCMAT ao longo do tempo:
• https://youtu.be/ATGBGiPYbh0?list=PLqFX82ErS1XjviaN--JgwaoG63s5206ji 
• https://youtu.be/DFMkypjglcU
DICAS
TÓPICO 1 | CANTEIRO DE OBRAS: ASPECTOS GERAIS
11
Um canteiro eficiente é aquele que atende plenamente à obra dentro 
dos prazos e custos do projeto. É resultante de um layout baseado no estudo 
prévio da modelagem e considerando aspectos que proporcionem um ambiente 
seguro, que possibilitem a padronização de tarefas, a minimização de distâncias, 
a adequada estocagem de materiais, a produtividade, a flexibilidade e áreas de 
vivências conforme legislação vigente (LIMMER, 2008).
Avaliar o tamanho do terreno, a localização, as condições do solo, 
disponibilidade e acesso aos serviços públicos, estacionamentos e instalações 
temporárias também são fatores importantes (PEURIFOY et al., 2015). 
Note que ao desenhar um arranjo físico é preciso ter a visão do todo. De 
acordo com Salgado (2018) e Mendonça e Daibert (2014) é fundamental:
• Verificar o entorno das obras para compatibilizar os horários com as atividades 
da vizinhança, se necessário.
• Fazer registro fotográfico do entorno da obra, visando destacar eventuais 
problemas existentes na vizinhança. Como exemplo, veja a Figura 7 destacando 
a avaria no azulejo:
FIGURA 7 – RELAÇÃO DE MEDIDA
FONTE: A autora
• Preparar o terreno retirando-se entulhos, obstáculos e realizando-se a limpeza 
de vegetação, com cuidado para não remover árvores indevidamente ou sem 
autorização.
• Adequar o terreno para a implementação da obra após estudos topográficos. 
Observar possíveis desníveis de terreno entre ambos para proceder com 
a devida proteção. Essa adequação é chamada de movimentação de terra, 
realizada a partir do corte e/ou escavação por meio de equipamentos como 
retroescavadeira (Figura 8); caminhões basculantes (Figura 9) e pá carregadeira 
(Figura 10):
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
12
FIGURA 8 – RETROESCAVADEIRA
FIGURA 9 – CAMINHÃO BASCULANTE
FIGURA 10 – PÁ CARREGADEIRA
FONTE: <https://funcionamientodemaquinas.fi les.wordpress.com/2017/09/c10782527.
jpg?w=360&h=270>. Acesso em: 18 jul. 2019.
FONTE: <https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSLzlGv9Bqsrvp6FY5v4xXSX
QDlwtBT2JsKockE-VJtroF3-hYHLg>. Acesso em: 18 jul. 2019.
FONTE: <http://www.avesco-cat.lv/fi leadmin/user_upload/226D.jpg>. Acesso em: 18 jul. 2019.
TÓPICO 1 | CANTEIRO DE OBRAS: ASPECTOS GERAIS
13
• Visando à segurança da obra, realizar fechamentos da área de construção. 
Habitualmente feito com tapumes e especificações de execução.
• Certificar-se na prefeitura da cidade, onde a obra será realizada, se existe um 
cadastro completo das redes subterrâneas correspondentes à água, ao esgoto, 
às telecomunicações e ao gás.
• Simplificar os acessos de entrada e saída de materiais e sua distribuição, 
considerando-se o fluxo de pedestres.
• Prever drenagens.
• Realizar as instalações básicas (água, luz, esgoto etc.).
Embora existam técnicas modernas para o arranjo físico do canteiro de 
obras, utilizando-se programas computacionais com capacidade de distinção 
entre duas ou mais soluções, técnicas tradicionais serão exploradas mais adiante. 
O profissional deve ter uma planta mais detalhada e, no mínimo, com 
uma escala de 1:100 da área onde a obra será realizada. 
De acordo com Limmer (2008), é importante que se disponha da planta 
que contém o arranjo geral da área, a planta do pavimento ou qualquer outra com 
a extensão do terreno e suas características plana e altimétrica. É recomendado, 
a partir de então, o uso de uma das técnicas a seguir para avaliar os cenários 
possíveis:
1. Recobrir o desenho em escala com uma folha de plástico transparente, 
e usando-se lápis cera, desenhar na folha de plástico uma primeira 
alternativa de localização das diferentes unidades componentes da 
“fábrica móvel”.
2. Recortar, em cartolinas coloridas e em escala, os diferentes elementos 
que compõem o canteiro e, por tentativas, determinar o melhor 
arranjo para os mesmos.
3. Como atualmente a maioria dos projetos são desenvolvidos em CAD, 
sobre o desenho do arranjo geral da obra, criar uma camada (layer) e 
sobre esta desenhar os diversos componentes do canteiro, podendo-
se usar uma camada para prédios, outra para equipamentos etc. 
todas em cores diferentes. Com isso, várias tentativas de arranjo de 
canteiro podem ser feitas, escolhendo-se, após cuidadosa análise, a 
que se mostrar mais conveniente (LIMMER, 2008, p. 179).
A seguir, conheça um layout de canteiro de obras rodoviárias (Figura 
11) e o canteiro de uma obra de construção de linha de transmissão de energia 
implantado e em funcionamento (Figuras 12 e 13): 
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
14
FIGURA 11 – LAYOUT DE UM CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: DNIT (2016, p. 9)
FIGURA 12 – VISTA DA ÁREA DE UM CANTEIRO DE OBRAS PARA CONSTRUÇÃO DE LINHA DE 
TRANSMISSÃO DE ENERGIA
FONTE: A autora
Desenhos
1 Escritório 10 Garagens
2 Seção Técnica 11 Ambulatório
3 Almoxarifado 12 Lavador
4 Depósito de Cimento 13 Equipe de Topografi a
5 Central de Armaduras 14 Posto de Combustível
6 Refeitório da Cozinha 15 Carpintaria
7 Alojamento 16 Área de Recreação
8 Banheiro e Vestiário 17 Guaritas
9 Ofi cina 18 Residências
TÓPICO 1 | CANTEIRO DE OBRAS: ASPECTOS GERAIS
15
FIGURA 13 – VISTA DO PÁTIO DE UM CANTEIRO DE OBRAS PARA CONSTRUÇÃO DE LINHA DE 
TRANSMISSÃO DE ENERGIA
FONTE: A autora
Embora estrategicamente a padronização de procedimentos, áreas e 
atividades se destaque como uma ferramenta gerencial, na construção civil 
é importante avaliar quais serviços ou procedimentos podem e devem ser 
padronizados em uma obra. Essa avaliação deve considerar fatores como custo, 
repetição e, ainda, a semelhança entre as suas operações. 
A padronização traz consigo algumas oportunidades de melhorias na 
obra, como: diminuição do desperdício de materiais pelo reaproveitamento, 
facilidade de planejamento para novos layouts, fortalece a imagem da empresa 
no mercado, conformidade com os requisitos legais. 
De acordo com Saurin e Formoso (2006), especificamente na instalação de 
canteiro, a padronização traz benefícios relativos à redução de perdas materiais 
por melhor reaproveitamento; facilidade para planejar o arranjo físico dos novos 
canteiros e ainda contribui para consolidação da imagem no mercado (o canteiro 
é visto como uma espécie de “cartão de visitas”), conformidade com requisitos 
legais e elaboração de modelo básico de PCMAT.
As etapas de padronização dos canteiros variam, geralmente, até três meses 
e consideram uma espécie de PDCA (Planejamento, Desenvolvimento, Controle e 
Ação). Nesse sentido, primeiramente são levantadas todas as obras da empresa, 
analisadas as viabilidades técnicas e financeiras da organização, discutidos os 
padrões existentes e definidas as possibilidades de padronização. Discute-se, 
altera-se e elabora-se manuais e planos para posterior implementação e controle 
das ações. Para as áreas de vivência, não se esqueça que a NR 18 (BRASIL, 2008) 
é a norma que norteia o tema. 
16
Neste tópico, você aprendeu que:
• A modelagem na construção civil é uma das bases para a elaboração do canteiro 
de obras.
• O sucesso de um canteiro depende do seu adequado planejamento e mensuração 
de diversos aspectos. 
• Um arranjo físico de canteiro de obras segue método específico para sua 
elaboração.
RESUMO DO TÓPICO 1
17
1 “As transformações da rede urbana brasileira durante as décadas de 1940 e 
de 1950, bem como as dimensões físico-territoriaisdas cidades demandavam 
novos instrumentos urbanísticos que superassem a visão voltada unicamente 
para o controle de uso do solo urbano. A importância do Seminário da 
Habitação e da Reforma Urbana, em 1963, residia, portanto, no fato de 
assumir a questão habitacional não mais como uma política setorial urbana, 
mas como uma parte significativa do lócus da produção e da reprodução 
social de seus habitantes”. 
FONTE: QUINTO JÚNIOR, L. P. Nova legislação urbana e os velhos fantasmas. Revista 
Estudos Avançados. São Paulo, v. 17, n. 47, jan./abr. 2003. Disponível em http://www.scielo.br/
pdf/ea/v17n47/a11v1747.pdf. Acesso em: 19 set. 2019.
Com base em nossos estudos e no trecho anterior, assinale a alternativa correta:
a) ( ) O código de obras e edificações visa ao estabelecimento de condições de 
meio ambiente e de trabalho para os operários e engenheiros de campo.
b) ( ) O código de obras e edificações é um número obtido nas prefeituras para 
identificação de uma construção e processamento do registro de imóveis.
c) ( ) O código de obras e edificações visa ao ordenamento urbano por meio 
de regras e normas, estabelecendo procedimentos para uso e ocupação do 
solo.
d) ( ) O código de obras e edificações se refere ao número de controle 
constante no documento de propriedade e hereditariedade de um terreno.
e) ( ) O código de obras e edificações somente se aplica a construções de 
edifícios, havendo legislação específica para a construção de casas de um 
pavimento.
2 Sobre a modelagem CYCLONE – CYCLic Operations Network – é correto 
afirmar:
a) ( ) Nesta técnica o objetivo é realizar análise de atividades repetitivas, ou 
seja, cíclicas, visando ao alcance de uma produção mais uniforme e eficiente.
b) ( ) Trata-se de modelagem trabalhosa, pois cada elemento do modelo 
possui um conjunto de atributos associados, tornando-a difícil e demorada.
c) ( ) A modelagem CYCLONE inicia-se com um tema central e evolui através 
de linhas ou “ramos” relacionando os subtópicos de construções industriais.
d) ( ) É uma ferramenta que analisa as causas e efeitos de uma ação, servindo 
para verificação de uma ocorrência quando há problemas de segurança na 
obra.
e) ( ) Visa analisar o espaço físico e suas características espaciais. O uso da 
técnica é recomendado apenas em canteiros longitudinais em função das 
restrições existentes.
AUTOATIVIDADE
http://www.scielo.br/pdf/ea/v17n47/a11v1747.pdf
http://www.scielo.br/pdf/ea/v17n47/a11v1747.pdf
18
19
TÓPICO 2
INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
A garantia de necessidades básicas quanto à higiene e segurança do 
trabalho se traduzem em um aumento da produtividade e queda de acidentes na 
construção civil. Com o advento da Norma Regulamentadora nº 18, as condições 
obrigatórias nos canteiros de obra trouxeram bons resultados.
A NR nº 18 estabelece diretrizes administrativas, de planejamento e 
organização (BRASIL, 2008). Já o PCMAT é um programa de prevenção e riscos 
ambientais, que visa à redução ou eliminação de acidentes em uma obra. Um 
exemplo seria o cuidado com relação à boa iluminação em obras noturnas.
Apesar de culturalmente ainda existirem profissionais da construção 
civil que desconsideram a importância da manutenção e limpeza no canteiro de 
obras, associada a essa dificuldade são desenvolvidos programas de educação, 
sinalização, premiação e conscientização dos benefícios da mudança de 
comportamento.
Isso é fundamental não só nas áreas de vivências, mas no âmbito 
operacional. O cuidado na armazenagem e transporte dos materiais, a organização 
e limpeza do ambiente da obra podem evitar acidentes e traduzir-se em aumento 
da segurança do trabalho, redução de custo e tempo.
Além dos recursos humanos existem preocupações também quanto ao 
uso de tecnologias e equipamentos. Para que se faça a escolha mais assertiva é 
importante reconhecer o portfólio existente, avaliar as experiências vivenciadas 
pela empresa, analisar o custo-benefício das escolhas baseando-se em cenários.
Os cenários permitem compreender as implicações das escolhas e, a 
partir de incertezas, tomar as decisões que mais se adéquem ao tipo de obra, 
aos objetivos a que se destinam, aos investimentos necessários e aos riscos. De 
fato, certos acontecimentos podem não ser evitados, mas a tentativa de antevê-los 
propicia uma visão mais global do empreendimento.
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
20
2 INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS
As áreas de vivência, previstas na NR 18, são áreas destinadas ao uso 
dos funcionários da obra. Os canteiros devem dispor de: instalações sanitárias, 
vestiários, local para refeições, cozinha, ambulatório se houver mais de 50 
operários e, ainda, para os funcionários residentes o alojamento, lavanderia, 
área de lazer. As respectivas áreas deverão ser constantemente conservadas, 
dedetizadas e limpas, assegurando os requisitos mínimos de conforto e higiene 
(BRASIL, 2008). A seguir serão desenvolvidos os conceitos de acordo com Yazigi 
(2009). 
2.1 INSTALAÇÕES SANITÁRIAS
São as áreas destinadas ao asseio corporal e necessidades fisiológicas 
de excreção. Devem ser mantidas em pleno estado de conservação, desprovida 
de odores, especialmente durante a jornada laboral. Suas paredes devem 
ser resistentes e laváveis, assim como o piso também deve ser lavável e não 
escorregadio.
Havendo homens e mulheres na obra, os banheiros devem ser 
independentes. A sua instalação não deve ligar-se a áreas destinadas às refeições 
e devem ser iluminados e arejados. As instalações elétricas devem ser protegidas 
e ter pé-direito conforme determinado no Código de Edificações do município da 
obra.
Um único conjunto de lavatório, vaso sanitário e mictório (Figura 14) deve 
atender a cada grupo de 20 trabalhadores ou fração. Já os chuveiros (Figura 15), 
na proporção de um para cada grupo de 10 funcionários.
FIGURA 14 – BANHEIRO E LAVATÓRIO DE UM CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: A autora
TÓPICO 2 | INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS
21
FIGURA 15 – CHUVEIRO DO CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: A autora
Os lavatórios (Figura 14) podem ser individuais ou coletivos, possuir 
torneira e estar a uma altura de 90 cm a contar do piso. Devem estar ligados à 
rede de esgotos, quando houver, e revestimento liso, impermeável e lavável. 
O gabinete sanitário deve ter área minima de 1 m2, ter trinco para 
fechamento da porta garantindo a invidualidade, ter lixeira com tampa e papel 
higiênico disponível. Os vasos devem ser do tipo bacia turca ou de assento, 
sifonados, com descarga. Os mictórios devem ficar na altura máxima de 50 cm 
do piso e ambos devem estar ligados à rede de esgotos ou fossa séptica, com 
interposição de sifões hidráulicos
Os chuveiros devem estar instalados em uma área de 0,80 m2 com altura 
de 2,1 m do piso. Deve ter o escoamento para a rede de esgoto, não ter piso 
escorregadio, ter suporte para sabonete e cabide para toalhas.
 
2.2 VESTIÁRIOS
Deverá ter um vestiário para troca de roupas dos trabalhadores não 
residentes em obras (Figura 16). O ambiente deve possuir paredes de alvenaria, 
madeira ou material equivalente, cobertura, ser arejado e iluminado, ter armários 
individuais com dispositivo de cadeado e o pé-direito conforme determinado no 
Código de Edificações do município da obra. 
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
22
FIGURA 16 – VESTIÁRIO DE UM CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: <https://www.grupovendap.com.br/images/modulo-para-vestiarios-01.jpg>. Acesso em: 
20 set. 2019.
2.3 ALOJAMENTOS
Os alojamentos do canteiro de obras devem ter paredes de alvenaria e 
piso cimentado ou materiais equivalentes. Possuir ventilação 1/20 da área do 
piso, iluminação, ter área mínima de 3 m2 por módulo cama/armário, pé-direito 
mínimo de 2,5 para camas simples ou 3 m para camas duplas. Não ser instalado 
em subsolos ou porões e instalações elétricas protegidas. Veja exemplos nas 
fi guras 17, 18 e 19:
FIGURA 17 – VISÃO EXTERNA DO ALOJAMENTO DE UM CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: A autora
TÓPICO 2 | INSTALAÇÕES EM CANTEIROSDE OBRAS
23
FIGURA 18 – VISÃO INTERNA DO ALOJAMENTO DE UM CANTEIRO DE OBRAS (1)
FIGURA 19 – VISÃO INTERNA DO ALOJAMENTO DE UM CANTEIRO DE OBRAS (2)
FONTE: A autora
FONTE: A autora
2.4 LOCAL PARA REFEIÇÕES E COZINHA
O local para refeições precisa ser fechado e isolado da obra, possuir piso 
lavável e cobertura (Figura 20). Deve possuir capacidade para atender a todos os 
operários durante as refeições, ser arejado, iluminado e com lavatório próximo 
ou no interior. Assim como os alojamentos, não deve estar situado em subsolos 
ou porões. 
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
24
FIGURA 20 – ÁREA INTERNA DO REFEITÓRIO DE UM CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: A autora
Independentemente da existência de cozinha, todo canteiro terá um local 
específico para o aquecimento das refeições. Também deve estar garantido o 
fornecimento de água potável, filtrada e fresca (Figura 21).
FIGURA 21 – BEBEDOUROS DE UM CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: A autora
Havendo cozinha em um canteiro de obras, é preciso que haja ventilação 
para exaustão dos vapores, pé-direito conforme disposto no Código de Edificações, 
pia para lavar os alimentos e utensílios. Aos encarregados da cozinha devem 
ser asseguradas instalações sanitárias de uso exclusivo. Para a preservação dos 
alimentos, equipamentos de refrigeração.
TÓPICO 2 | INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS
25
2.5 LAVANDERIA 
Deve ser um local próprio, coberto, ventilado e iluminado, para que o 
trabalhador alojado possa lavar, secar e passar suas roupas de uso pessoal (Figura 
22). O local deve conter tanques individuais ou coletivos em número adequado.
FIGURA 22 – LAVANDERIA DE UM CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: A autora
2.6 AMBULATÓRIO 
Havendo 50 ou mais funcionários em uma obra, deverá ser habilitado um 
ambulatório com profi ssional e materiais de primeiros socorros.
2.7 ÁREA DE LAZER 
Local previsto para recreação dos trabalhadores, podendo ser usado o 
local de refeições para este fi m, conforme Figura 23:
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
26
FIGURA 23 –p ÁREA DE LAZER DE UM CANTEIRO DE OBRAS
FONTE: A autora
Sobre a tipologia das instalações provisórias é preciso avaliar sempre o 
custo de aquisição, implantação, manutenção, possibilidade de reaproveitamento, 
durabilidade, facilidade de montagem e desmontagem, isolamento térmico 
e impacto visual (SAURIN; FORMOSO, 2006). Pode ser em alvenaria, sistema 
racionalizado em chapas de compensado e o sistema de containers.
A instalação provisória em alvenaria é mais interessante quando o 
ambiente pode ser aproveitado após a finalização da obra. Assim, dependendo 
da análise realizada, algumas obras optam por alugar espaços já prontos como 
pousadas e condomínios para a instalação dos funcionários durante a realização 
do projeto.
De acordo com Saurin e Formoso (2006, p. 51), um sistema racionalizado 
em chapas de compensado representa:
[...] um aperfeiçoamento dos barracos em chapa de compensado 
comumente utilizados, de forma a aumentar o seu reaproveitamento 
e facilitar a sua montagem e desmontagem. O sistema racionalizado 
constitui-se de módulos de chapa de compensado resinado, com 
espessura mínima de 14 mm, ligados entre si por qualquer dispositivo 
que facilite a montagem e a desmontagem, tais como parafusos, 
dobradiças ou encaixes. Os seguintes requisitos devem ser considerados 
na concepção do sistema: (a) Proteger as paredes do banheiro contra 
a umidade (requisito da NR-18), revestindo-as, por exemplo, com 
chapa galvanizada ou pintura impermeável. Com o mesmo objetivo, 
é recomendável que o piso dos banheiros seja feito em contrapiso 
cimentado, e não em madeira; (b) Prever módulos especiais para 
portas e janelas. As janelas preferencialmente devem ser basculantes, 
garantindo iluminação natural à instalação; (c) Fazer a cobertura dos 
barracos com telhas de zinco, as quais são mais resistentes ao impacto 
de materiais se comparadas às telhas de fibrocimento. Além de usar 
TÓPICO 2 | INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS
27
telhas de zinco, pode ser necessária a colocação de uma proteção 
adicional sobre os barracos, como, por exemplo, uma tela suspensa 
de arame de pequena abertura; (d) Pintar os módulos nas duas faces, 
assim como selar os topos das chapas de compensado, contribuindo 
para o aumento da durabilidade da madeira. (e) Prever opção de 
montagem em dois pavimentos, já que esta será uma alternativa 
bastante útil em canteiros restritos. Um problema que pode surgir ao 
planejar-se um sistema com dois pavimentos é a interferência com a 
plataforma principal de proteção. Nesse caso, uma solução que tem 
sido aceita pela fiscalização é o deslocamento da plataforma para a laje 
imediatamente superior, somente no trecho em que existe interferência.
O mesmo sistema descrito poderia também ser feito com chapas 
metálicas galvanizadas, tomando-se o cuidado adicional, neste caso, 
de acrescentar algum tipo de isolamento térmico às paredes, como por 
exemplo, placas de isopor acopladas às mesmas. Deve-se estar atento 
ainda, para o fato de que o sistema apresentado pode ser aproveitado 
também em áreas cobertas. Nesse caso, os únicos componentes do 
sistema a serem usados são os módulos de parede.
Em relação ao sistema de containers, Saurin e Formoso (2006, p. 53) 
consideram uma prática comum em países desenvolvidos e afirmam que: 
Mesmo possuindo um alto custo de utilização devido às dificuldades 
para manter um bom nível de conforto térmico o que exige a aquisição 
de uma grande quantidade de aparelhos de ar-condicionado os 
containers possuem diversas vantagens listadas abaixo: a) Rapidez no 
processo de montagem e desmontagem; b) Reaproveitamento total da 
estrutura; c) Possibilidade de diversos arranjos internos. 
Hoje em dia, o mercado para aquisição de container (aluguel e venda) 
é bastante grande e diversificado, o que facilita a sua negociação, 
modos de execução e de entrega como container já montado ou 
somente de entrega de seus componentes para montagem na obra. 
Tendo esta variedade de possibilidades de instalações (Tradicional 
racionalizada, containers e alvenaria), cabe ao responsável pelo 
planejamento determinar qual é a melhor opção para o canteiro em 
questão. Para a tomada da decisão, certos itens devem ser avaliados e 
compatibilizados visando ao melhor aproveitamento do canteiro em 
questão, como: a) Duração da obra; b) Pico máximo de funcionários que 
utilizaram as instalações; c) A vida útil dos materiais que podem ser 
utilizados para instalação; d) O custo dos materiais (compra/aluguel); 
e) Facilidade de montagem e reaproveitamento; f) Custo de instalação. 
Compatibilizando todos estes itens, considerando a experiência e 
vivência em obras do engenheiro responsável será possível determinar 
qual é a melhor alternativa para o canteiro em estudo. 
 
3 MANUTENÇÃO E LIMPEZA
Tanto a manutenção quanto a limpeza são fatores que contribuem para a 
saúde e a segurança dos trabalhadores da obra. Organizar o ambiente, sinalizá-
lo e orientar a todos os envolvidos sobre a necessidade de se manter o local de 
trabalho deve ser tarefa constante.
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
28
Existe programa de manutenção da organização do canteiro, que estabelece 
rotinas de limpeza e organização com dias e horários marcados. Programas dessa 
natureza visam à redução do desperdício e maximização da eficiência quanto ao 
melhor uso do espaço disponível.
Em algumas obras são utilizados os conceitos da teoria de 5S, que de 
acordo com o Slack (2018, p. 582) consiste:
1. Separe (seiri) – Elimine o que não é necessário e mantenha o 
necessário. 
2. Organize (seiton) – Posicione as coisas de tal forma que sejam 
facilmente alcançadas sempre que necessário. 
3. Limpe (seiso) – Mantenha tudo limpo e arrumado; nenhum lixo ou 
sujeira na área de trabalho. 
4. Standardize (seiketsu) – Mantenha sempre a ordem e a limpeza – 
arrumação permanente.
 5. Sustente (shitsuke) – Desenvolva comprometimento e orgulho em 
manter padrões.
Embora ainda existam profissionais da construção civil que nãopriorizam 
esse tipo de ideia, em algumas obras a gestão do canteiro se mostra mais eficaz 
quando há treinamentos, metas, avaliações de desempenho e premiações. Todo 
esse movimento parece motivar os trabalhadores a manter o ambiente mais limpo 
e organizado.
Acesse o canal do SESI no Youtube e assista ao vídeo sobre a importância da 
ordem e limpeza em uma obra, disponível no endereço: https://youtu.be/g-orDfcHI3E. Nele 
é relatado sobre como as práticas de proteção, ordem e higiene garantem a segurança e 
melhoram a qualidade dos serviços.
DICAS
4 ARMAZENAMENTO E MOVIMENTAÇÃO DE 
MATERIAIS
De acordo com Arbache (2011), uma das atividades mais importantes, 
em qualquer que seja o negócio, é a gestão dos estoques. O local das instalações 
de armazenagem de materiais em canteiros de obras desempenha grande papel 
no processo logístico conforme pode ser observado nas operações básicas de 
funcionamento constantes na Figura 24:
https://youtu.be/g-orDfcHI3E
TÓPICO 2 | INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS
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FIGURA 24 – OPERAÇÕES DE ARMAZENAGEM
FONTE: Adaptado de Arbache (2011)
Podemos listar várias funções do estoque de materiais, dentre elas, 
agilizar e manter ininterrupta as operações, garantir melhores preços de compra 
por riscos relacionados à infl ação, economia no valor do frete e possibilidade de 
desconto no valor unitário em compras por atacado.
Os materiais em canteiros de obras podem ser classifi cados em perecíveis, 
especiais e de acabamento. Os materiais perecíveis, como cimento, cal e gesso 
devem ter depósitos específi cos, sem umidade, com ventilação e empilhados em 
piso elevado do solo. Os especiais, como as tintas, ferragens, fi ação etc. são caros 
e deterioram com facilidade. Já os materiais de acabamento, como exemplo as 
peças sanitárias e azulejos são armazenados posteriormente em local apropriado 
após os vedos.
O atendimento da demanda em cada fase do canteiro deve ser realizado 
por meio do acompanhamento do cronograma da obra. Com antecedência 
devem ser defi nidas a disposição dos equipamentos fi xos e determinadas as áreas 
de estocagem. Por vezes, um lugar poderá armazenar materiais diferentes, em 
ocasiões diferentes. Veja alguns exemplos de áreas necessárias para a adequada 
estocagem de alguns insumos da construção no Quadro 3: 
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
30
Material Quantidade Características do Estoque Área (m2)
Cimento 200 sacos Pilhas com 10 sacos 8,4
Cal 200 sacos Pilhas com 15 sacos 4,8
Areia 10 m3 Altura média de 0,8 m 12,5
Bloco 14x19x39 1000 un. Altura média de 1,6 m 7,5
Argamassa Intermediária 1 m3 Altura média de 0,3 m 3,5
Chapas de Compensado 75 chapas Até 75 chapas 4,5
Argamassa industrial 100 sacos Pilhas com 10 sacos 4,2
Madeira Serrada 320 m linear Altura média de 0,6m 6
Azulejo/Cerâmica 100 m2 Altura média de 1,6m 4
QUADRO 3 – ÁREAS NECESSÁRIAS PARA ESTOQUE
FONTE: Souza e Franco (1997, p. 12)
Uma das questões que envolvem a movimentação dos materiais é a 
escolha da tecnologia mais adequada ao transporte na obra. Mas qual será a 
melhor? Como defini-la com exatidão? Bem, o ideal é que a empresa que precisa 
tomar essa decisão tenha um portfólio de equipamentos passíveis de utilização e 
o registro das suas experiências com tais tecnologias.
O transporte de materiais pode ser horizontal, vertical e misto conforme 
alguns exemplos a seguir:
Horizontal Vertical Misto – Vertical e 
Horizontal
• Carrinho de mão
• Jerica
• Porta-palete
• Bob-cat
• Dumper
• Talha
• Guincho de coluna
• Elevador (pessoas e materiais)
• Balancim fachadeiro
• Guindaste
• Guindaste
• Bomba de concreto
• Grua
QUADRO 4 – TRANSPORTES X ORIENTAÇÃO
FONTE: Adaptado de Mendonça e Daibert (2014)
Sabendo-se que existem diferenciadas opções de composição para o 
sistema de transporte de uma obra, para a definição devem ser analisadas questões 
como a capacidade, funcionalidade, o custo de instalação e geometria do canteiro. 
TÓPICO 2 | INSTALAÇÕES EM CANTEIROS DE OBRAS
31
Para entender a diferença entre cada equipamentos de pequeno, médio e 
grande porte, leia: MENDONÇA, A. V.; DAIBERT, J. D. Equipamentos e instalações para 
construção civil. São Paulo: Érica, 2014.
DICAS
As datas de entrada, utilização e saída dos equipamentos devem estar 
bem defi nidas, principalmente quando este for alugado. Os acessos e o espaço 
para movimentação desimpedidos para que os equipamentos de guindar e 
transportar possam ser manuseados com segurança (YAZIGI, 2009). A seguir, 
apresentamos um indicador grosseiro da capacidade de uma grua para que você 
possa compreender alguns parâmetros de análise para escolha: 
Equipamento Duração de 1 
ciclo
Capacidade/
Ciclo
FIGURA – GRUA
FONTE: <https://www.casadaqualidade.
com.br/wp-content/uploads/2018/10/
constru%C3%A7%C3%B5es-contemporaneas-
768x576.jpg>. Acesso em: 18 jul. 2019.
5 minutos
0,5 m3 concreto
8 m2 de 
alvenaria
200 kg de aço
QUADRO 5 – EQUIPAMENTO X CICLO X CAPACIDADE
FONTE: Adaptado Souza e Franco (1997)
No exemplo dado, observe que pelo porte do equipamento, aspectos 
geométricos do terreno, a distância das construções vizinhas e a agilidade nos 
transportes de materiais serão determinantes para sua escolha, tanto quanto a 
complexidade de montagem e desmontagem.
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
32
Ao utilizar qualquer equipamento é importante que a capacidade máxima 
seja consultada junto ao fabricante. Todos os equipamentos de transportes devem 
ser dimensionados por profissional habilitado, bem como realizada vistoria 
prévia quanto à capacidade da carga real, altura de elevação e a conservação do 
equipamento (YAZIGI, 2009).
Acesse os seguintes links do canal do SESI na plataforma Youtube para saber 
mais sobre a utilização e movimentação de gruas e transporte de cargas em geral na 
construção civil. Lá são apresentados exemplos, dicas e orientações:
• https://youtu.be/pQ7oVUeKXIA - Gruas.
• https://youtu.be/kyCCS-OJiZ4 - Movimentação de cargas e pessoas.
• https://youtu.be/ELAZlDuPnyY - Transporte e levantamento de carga.
• https://youtu.be/jiGS7EBx0k0 - Transporte manual de cargas.
DICAS
https://youtu.be/pQ7oVUeKXIA
https://youtu.be/kyCCS-OJiZ4
https://youtu.be/ELAZlDuPnyY
https://youtu.be/jiGS7EBx0k0
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RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Instalações provisórias são obrigatórias pela NR 18.
• Manutenção e limpeza no canteiro de obras garantem a segurança e higiene no 
local de trabalho.
• Gestão de estoque e transporte de materiais refletem em custo e tempo na obra, 
portanto, deve ser tratada com atenção.
34
1 “[...] Por mais elaborado que seja um programa de Segurança e Saúde no 
Trabalho e por melhores que sejam as ferramentas por ele disponibilizadas 
para o diagnóstico e a solução dos riscos do trabalho, se não houver 
disposição e participação compromissada de todos os envolvidos em suas 
ações, especialmente do corpo gerencial da empresa, os resultados por ele 
produzidos serão limitados, tanto do ponto de vista quantitativo, quanto 
qualitativo”.
FONTE: OLIVEIRA, J. C. Segurança e saúde no trabalho: uma questão mal compreendida. 
São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 17, n. 2, abr./jun. 2003. Disponível em: http://www.
scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392003000200002. Acesso em: 10 
ago. 2019.
Com base em nossos estudos e na reflexão apresentada sobre o PCMAT ou 
NR18 é correto afirmar que:
a) ( ) A NR 18 estabelece direitos e obrigações dos operários, dentre elas, a 
conferência e adequação proativa do EPI ao serviço a ser executado.
b) ( ) O PCMAT deve ser desenvolvido por profissional da área de Segurança 
do Trabalho quando a obra possuir 20 ou mais funcionários.
c) ( ) A CIPA tem por objetivo prever acidentes e doenças em estabelecimentos 
com 10 funcionários. 
d) ( ) O PCMAT deve ser desenvolvido por qualquer engenheiro experiente 
em obras sem registros de sinistros e com qualquer quantidade de 
funcionários.
e) ( ) A NR 18 dispõe que instalações elétricas devem ser construídas, 
montadas, operadas,reformadas, ampliadas, reparadas e inspecionadas 
por todos diariamente.
2 A armazenagem de materiais no canteiro de obras pode ser entendida como 
uma atividade de planejamento e organização das operações destinadas a 
manter e a abrigar adequadamente os itens de material, mantendo-os em 
condições de uso até o momento de sua demanda efetiva na construção. 
Sobre a armazenagem de materiais em obras, é correto afirmar que:
a) ( ) Os materiais devem ser armazenados em local que não prejudique o 
trânsito de pessoas e nem obstrua acessos, podendo ir até o limite de altura 
do operário que realizar a armazenagem, desde que não ultrapasse 1,80 m.
b) ( ) Os materiais devem ser armazenados em local que não prejudique 
o trânsito de pessoas e nem obstrua acessos, podendo o almoxarifado ter 
apenas uma divisória simples para separação dos materiais tóxicos dos não 
tóxicos.
AUTOATIVIDADE
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392003000200002
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392003000200002
35
c) ( ) Receber e definir a posição dos materiais no canteiro é responsabilidade 
do operário de plantão no ato da entrega. Já o controle de cada material 
durante a obra é realizado pelo engenheiro civil presente diariamente no 
almoxarifado.
d) ( ) Materiais de grande comprimento ou tamanhos devem ser arrumados 
empilhados na vertical se tiverem 60 cm e na horizontal em tamanhos maiores 
que 60 cm. Faz-se uma espécie de cinta para que não haja tombamentos.
e) ( ) Os materiais devem ser armazenados em local que não prejudique o 
trânsito de pessoas e nem obstrua acessos, não podendo ser empilhados 
diretamente sobre piso instável, úmido ou desnivelado.
36
37
TÓPICO 3
LOCAÇÃO DE OBRAS: CONCEITOS GERAIS
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Locar uma obra significa iniciar o processo de transferência de tudo o que 
foi projetado para a realidade. Esta é uma fase importante, considerada a base 
física das medidas correspondentes à edificação que será construída.
Os trabalhos em terra somente poderão ser iniciados após autorização 
dos órgãos competentes, com documentos específicos, auxílio de equipamentos, 
ferramentas e profissionais especializados. 
Considera-se importante utilizar equipamentos eletrônicos como o nível 
a laser e estação total em obras mais complexas, pois, por meio da topografia, é 
possível obter resultados mais confiáveis e seguros. 
Erros de esquadro ou medidas na etapa de locação proporcionam 
marcações diferentes das especificadas em projeto, o que pode gerar perdas em 
função do retrabalho, desperdício de materiais, aumento de custo e até mesmo 
demolição, caso o erro não seja verificado antes da etapa construtiva. 
Os tipos de locação mais comuns são os de cavalete ou tábua corrida, sendo 
a primeira mais indicada para obras de menor porte por sua vulnerabilidade e 
custos menores, enquanto a segunda para obras maiores e que exigem precisão 
absoluta nas marcações.
Neste tópico, você verá o fluxo de atividades comuns à locação de obras 
e aprenderá sobre termos rotineiramente utilizados durante a locação. Também 
poderá explorar as tecnologias atualmente utilizadas nesta fase da obra e uma 
breve introdução sobre os métodos de locação.
 
2 DEFINIÇÕES BÁSICAS
A locação da obra é o processo de transferência das informações do projeto 
para o terreno. É nessa etapa que tudo é marcado com detalhamento e precisão, 
visto que quaisquer erros podem prejudicar o andamento das demais fases da 
obra.
38
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
Na locação são marcados os recuos, a exata posição do prédio, fundações, 
alicerces, paredes, afastamentos, aberturas etc. Para que isso seja realizado 
adequadamente é preciso considerar dentre vários aspectos: as dimensões do 
terreno, o levantamento topográfico, a extensão da obra e a presença do arquiteto 
ou engenheiro responsável.
Quaisquer erros na etapa de topografia, seja natural, instrumental ou 
humana no dimensionamento do projeto poderá ocasionar aumento de tempo e 
desperdício de materiais. Além disso, a locação é fundamental em etapas como, 
por exemplo: montagem de estruturas, marcação de alvenarias e passagem 
de instalações elétricas e tubulações. Erros na montagem da estrutura podem 
ocasionar patologias e até colapso em elementos estruturais, já na marcação de 
alvenaria afetar o uso de determinados cômodos.
O terreno da construção de um edifício deve ser identificado, localizado 
e demarcado com perfeição, conforme limites estabelecidos na escritura pública 
de compra e venda. Respeitando-se o projeto de locação, é comum ter, como 
referência, aspectos como: alinhamento da rua, ponto devidamente sinalizado 
pelo topógrafo, edificações vizinhas e até o poste de alinhamento do passeio, uma 
lateral do terreno.
Atendidos os requisitos legais junto aos órgãos competentes, parte-se 
para a etapa executiva em que é realizada a limpeza e escavação do terreno até a 
proximidade das cotas definidas. É importante que esta fase seja acompanhada 
por profissionais especializados em topografia, pois são necessários equipamentos 
adequados (estação total, nível a laser etc.) para fazer a definição da referência de 
nível (RN) e a conferência dos eixos, divisas, distâncias e alinhamento da rua.
A escolha do tipo de locação deve ser analisada com base no 
empreendimento que se pretende construir. A locação, como etapa fundamental, 
promove uma qualidade na obra e auxilia o cumprimento do que foi orçado e 
planejado em termos de prazo.
Se você considerar obras grandes, ou seja, acima de dois pavimentos ou 
mesmo com subsolo, é recomendado investir no serviço de locação topográfica, 
não só pelas marcações iniciais, mas também para acompanhar o decorrer da 
obra, através da locação dos elementos estruturais subsequentes e traduzindo-
se em conformidade da edificação. Resumidamente, as etapas executivas para a 
locação de uma obra são:
TÓPICO 3 | LOCAÇÃO DE OBRAS: CONCEITOS GERAIS
39
FIGURA 25 – FLUXO DA LOCAÇÃO DE OBRA
FONTE: A autora
Alguns termos são comumente usados na obra, são eles:
Termo Signifi cado
Cota de 
arrasamento ou 
de respaldo
 É a cota da face superior das estacas ou sapatas.
Esquadros
São gabaritos ou triângulos retângulos, com lados de 30, 40 
e 50 cm, ou 60, 80 e 100 cm, ou ainda, 90, 120 e 150 cm. Para 
esquadros maiores pode-se usar trenas com lados de 3, 4 e 5 
metros ou mais.
Piquetes Pequenas estacas de madeira que servem para marcar o local de execução de um elemento estrutural.
Pontalete Qualquer peça de madeira utilizada para apoio, escora. 
Pontos notáveis
Pontos de referência iniciais, como, por exemplo, alinhamento 
de parede de edifi cação vizinha, alinhamento predial, marco 
topográfi co, árvore, poste etc.
Testemunhos Marcos de concreto que geralmente marcam a existência de um piquete para realizar conferências no gabarito.
Tolerância É o erro admitido em uma medida.
Triangulação Verifi cação do esquadro com os triângulos retângulos.
FONTE: A autora
QUADRO 6 – TERMOS CORRIQUEIROS
40
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
Erros graves de locação podem resultar na demolição de estruturas.
IMPORTANT
E
3 REQUISITOS, EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS
Para executar cada uma das etapas da obra é preciso o uso de técnicas, 
parâmetros e orientações. Os documentos de referência para iniciar o procedimento 
de execução de trabalhos em terra são: projeto de prefeitura, levantamento 
planialtimétrico e projetos de fundação e arquitetônico executivo de implantação 
(YAZIGI, 2009).
O projeto de prefeitura também é conhecido como Projeto Legal, 
Aprovação na Prefeitura, Alvará de Construção e Habite-se. Para conseguir sua 
aprovação, o importante é conter todas as informações suficientes para a efetiva 
construção. Em termos gerais, um projeto padrão deve conter minimamente a 
planta baixa, dois cortes, duas elevações, planta de locação, planta de cobertura e 
planta de situação (PINHEIRO, 2014b; NETTO, 2014). 
A planta baixa corresponde a um cortefeito por toda a edificação à meia 
altura, para que, a partir da visão vertical, seja possível a análise da distribuição 
das paredes, pisos e cerâmicas. Os cortes são desenhos que devem permitir 
entender o telhado e outros elementos estruturais como lajes, vigas, espessuras 
de parede, contrapiso até chegar na terra, detalhamentos cerâmicos em cozinhas 
e banheiros. As elevações se relacionam às fachadas, às vistas externas (NETTO, 
2014). 
As plantas de coberturas mostram o tipo de cobertura da obra, os tipos de 
telhas, as direções das águas dos telhados e suas respectivas inclinações. A planta 
de locação mostra como a edificação está locada no terreno que será construído. 
Pode ser feito em conjunto com a planta de cobertura. A planta situação mostra 
como a obra está localizada em relação à vizinhança, como é o seu entorno, 
quais são as ruas que fazem frente, fundo e laterais e qual lote da quadra ela está 
localizada (NETTO, 2014). 
O importante é compreender que cada município brasileiro possui uma 
legislação que visa organizar as regras de uso e ocupação do solo da cidade e 
setores específicos para realização de trâmites legais. Essas regras normalmente 
estão dispostas em um plano diretor, código de obras, lei do uso e ocupação do 
solo e lei de zoneamento urbano. Cada termo desses pode variar, mas visam à 
regulamentação (BRASIL, 2001).
TÓPICO 3 | LOCAÇÃO DE OBRAS: CONCEITOS GERAIS
41
No zoneamento urbano o objetivo é estabelecer quais áreas são dedicadas 
ao comércio, residências, uso misto, habitação de interesse social, áreas industriais 
etc. Com relação ao código de obras, você encontrará critérios da construção em si. 
Como exemplo, informações sobre iluminação necessária, ventilação, espessura 
mínima de paredes de divisa etc. (BRASIL, 20--). 
Com relação à lei de uso e ocupação do solo, já levando em consideração 
o zoneamento das cidades você vai entender qual percentual de área permeável 
mínima deve haver no projeto, área construída, taxa de ocupação máxima de 
construção no tal terreno, em outros. Essas serão informações que constarão na 
escritura do seu imóvel no Registro Geral de Imóveis e no IPTU – Imposto Predial 
Territorial Urbano futuramente (SÃO PAULO, 2001).
Para enviar à prefeitura para análise, o projeto deve conter o endereço 
completo da obra, zoneamento, destinação do uso da obra, quem são os 
proprietários, quem é o responsável técnico pelo projeto, a planta de situação 
e locação, tabela contendo área total construída, área total permeável e taxa de 
ocupação dessa obra em relação ao terreno (SÃO PAULO, 2001).
Cumprindo todos os requisitos técnicos, junto aos desenhos e informações 
apresentadas à prefeitura, devem constar no kit os documentos comprobatórios 
de propriedade do terreno ou edificação existente, dos direitos de uso e dos 
proprietários. É realizado um requerimento no órgão competente que, aprovado, 
permite o início da etapa executiva (SÃO PAULO, 2001).
Para que se tenha condições de iniciar os serviços de locação, o terreno 
deverá já estar terraplanado e limpo até as cotas de nível estabelecidas para a 
execução das fundações. Os profissionais envolvidos nessa etapa devem ser 
habilitados e capazes de utilizar instrumentos e métodos apropriados, partindo 
da RN – Referência de Nível (cota 0,0) para delimitação dos eixos (SALGADO, 
2018).
Além da RN é preciso definir outras referências que permitam a conferência 
da distância entre eixos e divisas como o alinhamento da rua, por exemplo. Os 
métodos de locação variam conforme o tipo do edifício. Quanto mais extensa a 
obra, ou mais precisão tenha sua estrutura, mais precisa terá que ser a locação 
(SALGADO, 2018).
As locações podem ser realizadas a partir do uso de duas coordenadas 
planimétricas e uma altimétrica. A medição das distâncias, nesse caso, é realizada 
com trenas e a altura medida pela transferência de nível com nível de mangueira, 
fio de prumo e régua de referência. Recomenda-se o uso de instrumentos 
topográficos para definição com precisão da referência do lote no terreno, em 
seguida, locação dos alinhamentos e verificação do esquadro (TULER; SARAIVA; 
TEIXEIRA, 2017). 
42
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
FONTE: <https://fi les.construfacilrj.com.br/2013/12/locacao-de-obra.jpg>. Acesso em: 10 ago. 2019.
FIGURA 26 – REFERÊNCIA DO LOTE NO TERRENO
FONTE: <https://fi les.construfacilrj.com.br/2013/12/locacao-de-obra-1.jpg>. Acesso em: 10 ago. 2019.
FIGURA 27 – LOCAÇÃO DOS ALINHAMENTOS
TÓPICO 3 | LOCAÇÃO DE OBRAS: CONCEITOS GERAIS
43
FONTE: <https://fi les.construfacilrj.com.br/2013/12/locacao-de-obra-2.jpg>. Acesso em: 10 ago. 2019.
FIGURA 28 – VERIFICAÇÃO DO ESQUADRO
Um canteiro de obras, dentre diversos materiais e equipamentos, deverá 
ter:
• Brita 1.
• Água limpa.
• Nível de bolha com 35 cm.
• Nível de mangueira ou aparelho de nível a laser.
• Prumo de centro.
• Areia média lavada.
• Cimento Portland CP II.
• Esquadro de alumínio. 
• Marreta de 5 kg.
• Colher de pedreiro.
• Linha de náilon.
• Serrote.
• Martelo.
• Lápis de carpinteiro.
• Enxada.
• Trena de aço de 30 m. 
• Pá etc.
Para a etapa especifi camente de locação é preciso ter:
• Cavadeira.
• Martelo.
• Marreta.
• Linha.
• Sarrafos de 1’’ x 4’’ de 1ª qualidade.
• Tábuas de 1’’ x 12’’ de 1ª qualidade.
• Estacas de posição (piquetes).
• Esquadro metálico de carpinteiro.
44
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
• Tintas, principalmente preta, vermelha e branca.
• Teodolito.
• Pregos.
• Arame recozido nº 18.
Os acidentes referem-se a qualquer ocorrência que cause danos físicos ou 
à saúde de pessoas que estejam trabalhando ou transitando na obra. Podem ser 
de grande ou pequeno porte (MENDONÇA; DAIBERT, 2014). Por essa razão, 
além dos materiais que devem constar obrigatoriamente em um canteiro de 
obras, são necessários também: EPCs e EPIs (Equipamentos de Proteção Coletiva 
e Individual), respectivamente. 
Com o desenvolvimento tecnológico, surgiram ao longo do tempo diversos 
equipamentos para medição de ângulos e distâncias. Isso não só proporcionou um 
grande avanço na forma de obtenção de dados no campo e seu processamento, 
quanto melhorou a precisão dessas informações (SOUZA, 2001). 
Um dispositivo medidor eletrônico de distância (MED), de acordo com 
McCormac, Sarasua e Davis (2019, p. 76), “[...] é um aparelho que transmite um 
sinal portador de energia eletromagnética de sua posição atual para um receptor 
localizado em outra posição. O sinal é devolvido do receptor para o instrumento 
de tal forma que a distância entre eles é medida duas vezes”.
MEDs são classificados como instrumentos eletro-ópticos ou instrumentos 
de micro-ondas. A distinção entre eles é baseada no comprimento das ondas da 
energia eletromagnética que eles transmitem. Os instrumentos eletro-ópticos 
transmitem luz em ondas curtas de cerca de 0,4 a 1,2 µm. Essa luz é visível ou 
apenas pouco acima da faixa do visível no espectro. Instrumentos de micro-
ondas transmitem ondas longas, algo em torno de 10 a 100 µm (MCCORMAC; 
SARASUA; DAVIS, 2019).
Leia o Capítulo 5 sobre instrumentos medidores eletrônicos de distâncias em 
MCCORMAC, J.; SARASUA, W.; DAVIS, W. Topografia. Tradução Daniel Carneiro da Silva. 6. 
ed. Rio de Janeiro: LTC, 2019.
DICAS
TÓPICO 3 | LOCAÇÃO DE OBRAS: CONCEITOS GERAIS
45
Para a medição de ângulos e direções com Estações totais, por muito tempo 
utilizou-se instrumentos que eram divididos em dois grupos: trânsitos e teodolitos. 
A distinção não era muito clara e ambos eram conhecidos por teodolitos e usados 
para medição de ângulos horizontais e verticais (MCCORMAC; SARASUA; 
DAVIS, 2019). Uma estação total combina três componentes básicos: um MED, 
um teodolito eletrônico e um microprocessador, formando um equipamento 
único (WOLF; BRINKER, 1994).
De acordo com McCormac, Sarasua e Davis (2019), as estações totais 
podem ser:
Estações Totais Convencionais - [...] são os instrumentos de 
levantamento mais utilizados para mapeamento, levantamento de 
propriedades e estaqueamentode construções. A precisão da estação 
total para medição de ângulos pode variar entre 2″, 3″, 5″ e 7″ de 
acordo com a norma ISO 17123-3. Geralmente, instrumentos menos 
precisos são mais apropriados para a aplicação em construção. Uma 
grande quantidade de dados inseridos e armazenados, programas de 
análise e opções de transferência de dados são disponíveis. Outras 
características incluem seus sistemas operacionais fáceis de usar e 
rastreamento dinâmico.
Estação Total com Imageamento (Escaneamento a Laser) - Um escâner 
a laser que mede 50.000 pontos por segundo pode ser utilizado para a 
coleta de dados para levantamentos topográficos e para levantamento 
“as-built” [...]. Pulsos de lasers em alta velocidade com um espelho 
oscilante permitem o escaneamento instantâneo de superfícies a partir 
de uma posição conhecida. Além disso, esse tipo de equipamento 
também pode ser usado como uma estação total convencional para 
levantamento ponto a ponto em poligonais ou locações de obras.
Estação Total Robótica (Controlada Remotamente) - A comunicação 
sem fio (wireless) entre o prisma e o instrumento, combinada com 
um equipamento motorizado, permite a operação da estação total a 
partir da posição do bastão [...]. Após a instalação do instrumento, 
os dados podem ser coletados por uma única pessoa, eliminando a 
necessidade de uma equipe de levantamento diminuindo, assim, os 
custos. Um sensor de rastreamento permite ao instrumento seguir a 
localização do prisma ou da unidade de posicionamento remoto. O 
operador comunica com o equipamento através de tecnologia sem 
fio para inserir os dados das locações em campo e outras informações 
computacionais relacionadas.
Estação Total GPS (Sistema de Posicionamento Global) – A 
integração de um receptor GPS com uma estação total permite a 
instalação do instrumento em locais convenientes, eliminando a 
dependência de pontos de controle previamente definidos [...]. Esta 
tecnologia se baseia nas correções RTK da navegação por satélite para 
conseguir a precisão necessária para aplicações em levantamentos [...]. 
Além disso, sistemas de bastão ou tripé cada vez menores, mais leves 
e mais portáveis estão sendo disponibilizados, incluindo uma antena 
e receptor GPS, modem de rádio RTK e controladoras manuais. Esses 
sistemas servem para aumentar a velocidade da coleta de dados de 
campo em locais remotos e comuns (grifo do autor).
46
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
A partir da medida de ângulos e distâncias ou coordenadas, as estações 
totais permitem a locação de pontos no campo partindo-se de uma posição 
principal e seguindo para as demais, conforme composição no projeto de locação 
(TULER; SARAIVA; TEIXEIRA, 2017). 
O passo seguinte é alinhar o ângulo horizontal até zero, que a partir das 
coordenadas salvas na estação total, o operador deve zerar o ângulo e determinar 
o alinhamento do ponto a ser encontrado. Posteriormente, uma etapa mais lenta, 
que é a de verificar a distância da estação total até o prisma refletor. Quando 
a estação finaliza o cálculo dessa distância, é obtido o resultado. Se a distância 
tiver sido negativa, significa que o prisma deve se afastar da Estação Total. Caso 
a distância tenha sido positiva, o prisma deve se aproximar da estação total 
(TULER; SARAIVA; TEIXEIRA, 2017).
Esse tipo de procedimento é considerado confiável e preciso, embora 
possam ocorrer falhas humanas (TULER; SARAIVA; TEIXEIRA, 2017). O uso de 
tecnologia é interessante porque minimiza os erros durante a locação de obras 
evitando possíveis desperdícios ou prejuízos. 
 Leia o Capítulo 15 sobre sistema de posicionamento global (GPS) em: 
MCCORMAC, J.; SARASUA, W.; DAVIS, W. Topografia. Tradução Daniel Carneiro da Silva. 6. 
ed. Rio de Janeiro: LTC, 2019.
DICAS
4 TIPOS DE LOCAÇÃO 
A locação por cavaletes (Figura 29) é um método indicado para obras 
simples e de pequeno porte em função do menor custo e dificuldade de se 
manter as marcações ajustadas. Ele é formado por duas estacas e uma travessa 
que, niveladas, conferem estabilidade à estrutura. Chamamos obras de pequenos 
portes aquelas realizadas em garagens, barracões e ampliações.
TÓPICO 3 | LOCAÇÃO DE OBRAS: CONCEITOS GERAIS
47
FIGURA 29 – ESQUEMA DE CAVALETES DE LOCAÇÃO
FONTE: <https://fi les.construfacilrj.com.br/2013/12/locacao-de-obra-3.jpg>. Acesso em: 10 ago. 
2019.
A locação por tábua corrida (Figura 30) é utilizada em obras com muitos 
elementos ou maiores. Nesse tipo de técnica, a futura construção é contornada com 
estacas e tábuas niveladas e alinhadas, a partir de pontaletes cravados no chão, 
conforme medidas conferidas. Normalmente, associada à locação topográfi ca 
prévia.
FIGURA 30 – ESQUEMA DE TÁBUAS CORRIDAS
FONTE: <https://fi les.construfacilrj.com.br/2013/12/locacao-de-obra-4.jpg>. Acesso em: 10 ago. 
2019.
A chamada locação topográfi ca é habitualmente recomendada em obras 
de grande porte por gerar uma execução mais organizada da obra. Para esse tipo 
de locação é preciso contratar equipe especializada em topografi a (Figura 31).
48
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
FIGURA 31 – ESTAÇÃO TOTAL
FONTE: <https://cdn.pixabay.com/photo/2015/01/01/07/59/surveyor-585462_960_720.jpg>. 
Acesso em: 10 ago. 2019.
A planta topográfica do terreno é elaborada com base nos pontos de 
referência e os projetos da edificação em cima dessa planta. É a partir desses 
mesmos pontos de referência que as coordenadas passam do papel para o 
terreno. A locação de pontos é realizada com base em dois pontos de coordenadas 
conhecidas (DAIBERT, 2014).
A etapa de locação das fundações deve ser feita cuidadosamente, pois será 
a base para as demais locações da obra. Seu posicionamento correto é fundamental 
para a distribuição das cargas previstas. Se a fundação for superficial, será 
importante assegurar a posição e cota para que haja a correta centralização do 
carregamento do pilar (BUDH, 2017). Do mesmo modo que nas fundações, um 
erro na locação dos elementos estruturais poderá afetar a distribuição das cargas 
da edificação.
Ao realizar a locação, fazer a conferência da distância de pilares até o eixo 
auxiliar a identificação de erros na locação; atenção nas atualizações no projeto; concretar 
os pontaletes; pintar o gabarito de modo a facilitar a visualização das marcações e linhas; 
sinalização dos níveis de cota e pontos de referência marcados pelo topógrafo para auxiliar 
na realização das escavações.
ATENCAO
https://cdn.pixabay.com/photo/2015/01/01/07/59/surveyor-585462_960_720.jpg
49
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que:
• É necessário cumprir alguns requisitos legais antes de iniciar a locação.
• O fluxo de atividades é importante para que a locação ocorra adequadamente.
• Existem equipamentos e ferramentas específicas para cada etapa da obra.
• Os tipos de locação precisam ser escolhidos com base nas necessidades, 
tamanho e objetivos de uma obra.
50
1 Uma planta de locação tem por finalidade, como o próprio nome sugere, 
localizar a edificação no terreno. Imagine uma planta de uma casa (e uma 
área de serviço anexa) no terreno correspondente ao lote 198 de uma planta 
de situação. As medidas em metro são 12 m x 36 m. O código de obras de 
determinada cidade especifica que os recuos mínimos devem ser de 4 m 
para a rua e de 1,5 m para terrenos de extrema. Para verificar se a planta está 
dentro das medidas exigidas, quais informações complementares devem 
ser apresentadas?
a) ( ) Projeções do telhado, água do telhado, distância de circulação (largura) 
entre a casa e a área de serviço anexa.
b) ( ) Dimensões do terreno, projeções do telhado, dimensões dos passeios e 
ruas, nome dos logradouros.
c) ( ) Distância de circulação (largura) entre a casa e a área de serviço anexa, 
diagrama dos relacionamentos entre aspectos físicos.
d) ( ) Água do telhado, dimensões do terreno, dimensões dos passeios e 
ruas, nome dos logradouros.
e) ( ) Distância de circulação (largura) entre a casa e a área de serviço anexa, 
dimensões dos passeiose ruas, nome dos logradouros.
2 A locação de obras possui etapas burocráticas e executivas para sua 
realização. Enquanto a primeira se relaciona a aspectos legais e fundamentais 
ao planejamento e organização da construção, a segunda se refere à execução 
propriamente dita do projeto. Sabendo disso, assinale a opção que relaciona 
as etapas executivas conforme sua ordenação:
a) ( ) A primeira fase é definição das referências, depois limpeza do terreno, 
marcação do gabarito e locação das formas diretamente.
b) ( ) A primeira fase é marcar o gabarito e seus elementos, locar as formas 
para então realizar a limpeza do terreno.
c) ( ) A primeira fase é marcar o gabarito, iniciar o método do cavalete ou 
tabeira e durante as etapas de cravação dos pontaletes, ir conferindo as 
medidas do projeto.
d) ( ) A primeira fase é a limpeza, depois são definidas as referências, feitas 
as marcações no gabarito e executado o método de locação conveniente ao 
tipo de obra.
e) ( ) A primeira fase é cravar os pontaletes, verificar a medição topográfica 
para realizar os ajustes do que foi marcado manualmente, em seguida 
limpeza do terreno.
AUTOATIVIDADE
51
TÓPICO 4
MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Os métodos executivos de locação mais utilizados são por cavalete e tábua 
corrida, ambos realizados, preferencialmente, a partir de medidas topográficas 
fundamentais à correta marcação do gabarito. Já os traçados de ângulos retos 
e paralelas na locação de obras servem para determinar o esquadro, ou seja, o 
alinhamento da construção no terreno. 
Cada locação terá suas características próprias considerando o tipo de 
estrutura da edificação a ser construída. As estruturas que trataremos nessa 
unidade serão as de concreto armado, concreto protendido e metálica.
As estruturas de concreto armado fazem uso de aço em vigas e pilares e 
seu dimensionamento deve ser calculado conforme as normas vigentes dos órgãos 
reguladores. A estrutura de concreto protendido em lajes assegura um controle 
efetivo às flechas, deixando quase nula a ocorrência de fissuras, alcançando, 
então, excelência, qualidade e durabilidade.
As estruturas metálicas podem ser usadas para execução de pilares, vigas, 
treliças de telhado, terças, pórticos etc. É importante que não se confunda uma 
estrutura metálica com barras de aço usadas em estruturas de concreto armado, 
pois possuem propriedades e comportamentos diferentes. 
Enfim, as barras de aço são associadas ao concreto para suprir a deficiência 
deste em resistir a esforços de tração. Na estrutura metálica há diferença no 
processo produtivo e no comportamento mecânico.
2 PROCESSO DE LOCAÇÃO POR CAVALETES
Esse método visa à materialização dos alinhamentos definidos com o 
auxílio de equipamentos topográficos. Com duas linhas de nylon ou arame de 
aço recozido esticados, a partir das marcações do gabarito e no cruzamento das 
linhas, transferir as coordenadas das estacas (sapata ou elemento que venha a 
ser executado) para o terreno, usando um fio de prumo, marcar o ponto exato da 
estaca (centro), cravando um piquete (pintado de branco). Trata-se de um método 
relativamente vulnerável pela possibilidade de deslocamento das marcações 
(SCHROEDER, 2018). 
52
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
FIGURA 32 – PROCESSO DOS CAVALETES
FONTE: Schroeder (2018, p. 44)
3 PROCESSO DA TÁBUA CORRIDA (GABARITO)
Para realizar esse processo é preciso começar pela cravação de pontaletes 
a intervalos regulares alinhados e distantes aproximadamente 1,20 m da 
borda exterior da edifi cação. O esquadro correto do alinhamento dos eixos 
perpendiculares deve ser marcado e conferido antes da colocação das tábuas 
niveladas (SCHROEDER, 2018).
Em seguida são marcadas as coordenadas na tabeira com pregos e auxílio 
de nylon ou arame recozido nº 18. No gabarito devem ser delimitados os eixos 
ortogonais de referência, as posições das estacas, os eixos das vigas baldrame, o 
centro geométrico e face dos blocos e o eixo das paredes/pilares (SCHROEDER, 
2018). 
TÓPICO 4 | MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO
53
FIGURA 33 – EXEMPLO DE MARCAÇÃO COM SARRAFOS DE MADEIRA (1)
FONTE: Salgado (2018, p. 24)
FIGURA 34 – EXEMPLO DE MARCAÇÃO COM SARRAFOS DE MADEIRA (2)
FONTE: Salgado (2018, p. 24)
Acesse o vídeo sobre os procedimentos técnicos do método do cavalete no 
link https://youtu.be/-d1RALfoMio. Veja na prática como este procedimento é realizado.
DICAS
54
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
4 TRAÇADO E LOCAÇÃO AO LONGO DA 
CONSTRUÇÃO
O traçado de ângulos retos e paralelos determinam o esquadro. Esse 
procedimento é indispensável para a correta marcação dos alinhamentos das 
paredes externas da construção e referência para locação das demais paredes 
(SALGADO, 2018).
Conforme visto no vídeo anterior, um método simples consiste na 
formação de um triângulo de Pitágoras, fazendo coincidir o alinhamento da base 
ao lado do ângulo reto. O esquadro deve fi car tangenciando as linhas sem tocá-
las, quando as linhas fi carem paralelas ao esquadro garantimos o ângulo reto 
(Figura 35) (SALGADO, 2018).
FIGURA 35 – ESQUADRO DE UM TERRENO
FONTE: <http://engcarlos.com.br/servicos-preliminares-em-uma-obra-parte-2/>. Acesso em: 
15 ago. 2019.
TÓPICO 4 | MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO
55
O traçado de curvas é realizado a partir do cálculo do raio da curva. 
Primeiro acha-se o centro e com o auxílio de uma linha ou arame são traçadas 
as curvas no terreno como se fosse um compasso. É um método preciso para 
pequenos raios. 
FIGURA 36 – COMPASSO
FONTE: <https://pixabay.com/pt/vectors/geometria-b%C3%BAssolas-divisores-155184/>. Acesso 
em: 15 ago. 2019.
Grandes curvas devem ser calculadas pelo método das quatro partes 
(TULER; SARAIVA; TEIXEIRA, 2017), que consiste em aplicar, sucessivamente, 
sobre a corda obtida com a fl echa precedente, a quarta parte deste último valor 
(Figura 37):
FIGURA 37 – MÉTODO DAS QUATRO PARTES
FONTE: <https://4.bp.blogspot.com/-UFR0VYuTanU/Th4AQHUrpII/AAAAAAAAB-E/lxB9_
DCZqdg/s1600/33.gif>. Acesso em: 15 ago. 2019.
56
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
f1=r-r² / ((r²+t²) ^ 1/2)
f 2=f1/4 e f3=f2/4
• sendo: r = raio da curva;
• t = tangente à curva (na intercessão da curva com a reta).
Pode-se dizer que a etapa de locação das fundações é a mais complexa de 
todas, pois os demais elementos se utilizarão desta como referência. A execução 
perfeita das estacas nas fundações profundas garante sua eficiência e robustez 
estimadas em projeto. Se executada fora do escopo pode gerar redistribuição de 
cargas ou problemas no bloco de coroamento (ABNT, 1996).
 
No sistema convencional de locação, as marcações podem ser inexatas. Em 
grandes obras, principalmente nessa etapa de locação de fundações, recomenda-se 
que sua realização ocorra com o auxílio da topografia para assegurar a marcação 
correta das estacas (TULER; SARAIVA; TEIXEIRA, 2017). 
Em se tratando de fundações superficiais é preciso estar atento à cota de 
arrasamento e ao posicionamento das sapatas para obter centralidade da carga 
proveniente do pilar. A estrutura pode se romper em caso de falhas nessas 
locações (BUDH, 2017). 
Na etapa de locação dos elementos estruturais ocorrem os procedimentos 
de fôrma, armação e concretagem das vigas, dos pilares e das lajes. Posicionar 
corretamente esses elementos irão garantir a correta distribuição das cargas 
esperadas no projeto. Erro de locação de um pilar pode sobrecarregar mais um 
que outro, por exemplo (BRASIL, 1997). 
No decorrer da execução das estruturas que servirão de fôrma para a 
concretagem das lajes é importante provisionar as instalações, ou seja, prever 
furações para esgoto, águas pluviais, água fria, caixas de passagem elétrica etc. 
Esse cuidado evita retrabalhos, perda de tempo, de material, custos e geração de 
entulho após a concretagem (BRASIL, 1997). 
A locação das vedações verticais são elementos fundamentais ao 
empreendimento, pois são elas que delimitam ambientes e proporcionam o 
layout desenhado para o espaço.Da mesma forma que as demais locações, deve 
ser realizada com precisão conforme informações definidas em projeto. Assim, os 
ambientes ficam com as exatas medidas da planta baixa.
Além da estética e exatidão no projeto propriamente dito, é importante 
saber que está previsto no artigo 500, parágrafo primeiro do Código Civil, uma 
margem de 5% de tolerância para mais ou para menos na metragem entregue aos 
clientes. Caso haja uma entrega menor do que foi comprado, o consumidor pode 
reclamar e receber indenização por isso (BRASIL, 2002).
TÓPICO 4 | MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO
57
Existem diversos tipos de métodos construtivos para a estrutura de 
edificações como: em concreto armado, concreto protendido e os edifícios com 
estrutura metálica. Para cada tipo existe um método de locação mais adequado e 
aspectos que devem ser observados, veja: 
4.1 EDIFÍCIOS EM CONCRETO ARMADO 
 
Método amplamente usado nas edificações brasileiras, tal técnica está tão 
evoluída que sua produção é em série. Divide-se em equipes de carpinteiros para 
elaboração das fôrmas, em outra responsável pelo posicionamento das barras 
de aço dentro das fôrmas e mais uma para o lançamento e o adensamento do 
concreto. 
As fôrmas são marcadas na etapa da locação dos elementos estruturais com 
a participação, preferencialmente, de carpinteiros especializados e profissionais 
experientes como um técnico, mestre ou engenheiro. Por outro lado, é importante 
que se faça a conferência por uma terceira equipe, o que garantirá a correta locação 
(SALGADO, 2018).
Em edifícios cuja estrutura é em concreto armado, é comum realizar o 
método tradicional de locação de um gabarito dos eixos de referência no perímetro 
do canteiro e transferir o gabarito para a estrutura tão logo que seja viável. É 
fundamental ter a marcação do eixo de referência de projeto na fôrma da laje e 
deixar um grampo de aço para, após a concretagem, ter a referência de um eixo 
em cada direção para locar os elementos estruturais da laje superior e as vedações 
verticais. 
Visando evitar retrabalhos, como dito anteriormente, é necessário atentar-
se ao realizar as marcações das passagens por lajes e vigas. Caso, no meio da 
construção, seja necessária a perfuração dos elementos após o endurecimento do 
concreto, a estrutura pode ser danificada, gerar custos, dentre outros. 
Por vezes, em garagens, é necessária a previsão de passagem de instalações 
através da seção da viga. A maioria delas por conta dos ralos pluviais e sprinklers. 
É essencial que essas esperas sejam posicionadas antes da concretagem e com 
um diâmetro maior que o da passagem, preservando assim a seção do concreto 
armado. Veja um modelo de estrutura em concreto armado na figura a seguir: 
58
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
FIGURA 38 – ESTRUTURA EM CONCRETO ARMADO E PAREDES EM ALVENARIA DE VEDAÇÃO 
CERÂMICA
FONTE: <https://static.wixstatic.com/media/ebe9f6_8f110a8daacb4a849231b59defba2b7f~mv2.
jpg/v1/fi ll/w_448,h_336,al_c,lg_1,q_80/ebe9f6_8f110a8daacb4a849231b59defba2b7f~mv2.
webp>. Acesso em: 15 ago. 2019.
4.2 EDIFÍCIOS EM CONCRETO PROTENDIDO 
As armaduras protendidas em estruturas de concreto, como etapa 
construtiva, se apresentam como um sistema interessante em função das 
cordoalhas diminuírem a densidade de barras de aço na laje. Além disso, 
permitem realizar vãos maiores apoiados diretamente nos pilares (lajes planas).
Para esse tipo de estrutura, é comum utilizar o método tradicional de 
locação. É uma estrutura que tem a locação dos elementos estruturais facilitada 
por se tratar basicamente de pilares e de vigas externas. Veja fi gura a seguir:
FIGURA 39 – PONTE COM ESTRUTURA DE CONCRETO PROTENDIDO
FONTE: <http://awacomercial.com.br/blog/wp-content/uploads/2018/03/concreto-
protendido-4.jpg>. Acesso em: 15 ago. 2019.
TÓPICO 4 | MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO
59
O posicionamento das fôrmas das instalações prediais desse tipo de 
método construtivo deve ser realizado com precisão absoluta. A perfuração de 
uma laje protendida, em função da presença de cordoalhas tensionadas dentro 
do concreto, é desaconselhada, pois se uma dessas cordoalhas for rompida, há 
sérios riscos estruturais.
4.3 EDIFÍCIOS COM ESTRUTURA METÁLICA 
As estruturas metálicas têm sido cada vez mais usadas, dada a rapidez de 
execução e montagem dos elementos. Inicialmente são montados os pilares e as 
vigas para, em seguida, executar as lajes. Para o posicionamento, tanto dos pilares 
quanto das vigas, é fundamental a presença de um topógrafo e uma estação total 
no canteiro de obras.
Os elementos metálicos são içados com o auxílio de gruas e guindastes 
devidamente posicionados. Anteriormente à interligação de um elemento ao 
outro, atualmente realizado com o uso de cantoneiras e parafusos, o topógrafo, 
como já dito em outros momentos deste livro, auxiliará no posicionamento 
preciso. Nesse modelo não é possível a utilização de linhas mestras devido à 
incapacidade de se trabalhar com elas em grandes alturas sem lajes.
Iniciando a concretagem das lajes, o topógrafo realiza a marcação dos 
eixos principais de referência nas lajes para facilitar a marcação das vedações 
verticais. 
FIGURA 40 – EDIFICAÇÃO COM ESTRUTURA METÁLICA
FONTE: <https://cdn.escolaengenharia.com.br/wp-content/uploads/2018/07/estrutura-
metalica.jpg>. Acesso em: 15 ago. 2019.
https://cdn.escolaengenharia.com.br/wp-content/uploads/2018/07/estrutura-metalica.jpg
https://cdn.escolaengenharia.com.br/wp-content/uploads/2018/07/estrutura-metalica.jpg
60
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
LEITURA COMPLEMENTAR
Sistemas estruturais e seus tipos
Francis D. K. Ching
Barry S. Onouye
Douglas Zuberbuhler
Os sistemas podem ser definidos como um conjunto de partes inter-
relacionadas ou interdependentes que formam um todo mais complexo e 
unificado, servindo a um fim comum. As edificações podem ser vistas como uma 
materialização de vários sistemas e subsistemas que precisam, necessariamente, 
estar relacionados, coordenados e integrados entre si, e com a forma dimensional 
e com a organização espacial do prédio como um todo. 
O sistema estrutural de uma edificação é formado por um conjunto estável 
de elementos estruturais, projetados e construídos para sustentar e transmitir as 
cargas impostas até o solo de maneira segura, sem exceder os esforços permissíveis 
de seus elementos. Cada elemento estrutural possui características únicas e se 
comporta de maneira única sob cargas impostas. Contudo, antes que os elementos 
e componentes estruturais possam ser isolados para fins de estudo e resolução, 
é importante que o projetista entenda como o sistema estrutural acomoda e 
sustenta, de maneira holística, as formas, os espaços e as relações programáticas 
e contextuais do projeto arquitetônico. 
Independentemente do tamanho e da escala da edificação, seu sistema 
estrutural contém sistemas físicos de estrutura e vedação que definem e organizam 
suas formas e espaços. Esses elementos, por sua vez, podem ser divididos em 
subestrutura e superestrutura. 
Subestrutura
A subestrutura é a divisão inferior de uma edificação (suas fundações), 
construída parcial ou completamente abaixo da superfície do solo. Sua função 
primária consiste em sustentar e ancorar a superestrutura, além de transmitir suas 
cargas para o solo com segurança. Uma vez que funciona como um vínculo crítico 
para a distribuição e a resolução das cargas da edificação, o sistema de fundações 
(mesmo que, em geral, não fique à vista) deve ser projetado para acomodar a 
forma e o leiaute da superestrutura, e para responder às condições variáveis do 
solo, das rochas e da água subterrâneas. 
As principais cargas impostas sobre a fundação consistem numa 
combinação das cargas mortas (peso próprio) e das cargas acidentais (ou de 
serviço), que agem verticalmente sobre a superestrutura. Além disso, o sistema de 
fundação deve ancorar a superestrutura contra oscilações provocadas pelo vento, 
tombamento e pressões ascendentes ou sucção do vento suportar movimentosTÓPICO 4 | MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO
61
súbitos do solo em caso de terremoto e de resistir à pressão imposta pela água do 
lençol freático e pela massa do solo lateral sobre as paredes do subsolo. Em alguns 
casos, o sistema de fundação precisa resistir também ao empuxo das estruturas 
tensionadas ou com arcos.
O terreno e o contexto de uma edificação influenciam o tipo de subestrutura 
selecionada e, consequentemente, o padrão espacial projetado. 
• Relação com a superestrutura: o tipo e o padrão dos elementos de fundação 
exigidos influenciam, ou até determinam, o leiaute dos apoios da superestrutura. 
Para a eficiência estrutural, sempre que possível é preciso manter a continuidade 
vertical na transmissão de cargas. 
• Tipo de solo: A integridade da estrutura de uma edificação depende, em 
última análise, da estabilidade e da resistência sob carregamento do solo ou 
rocha sob a edificação. A capacidade de carregamento do solo ou rocha pode, 
portanto, limitar o dimensionamento de uma edificação ou exigir fundações 
mais profundas. 
• Relação com a topografia: As características topográficas de um terreno 
possuem implicações e consequências tanto ecológicas como estruturais, 
exigindo que todas as implantações considerem os padrões de escoamento 
naturais, as condições que podem acarretar o alagamento, a erosão ou o 
recalque, e as providências a serem tomadas para a proteção do habitat.
Fundações superficiais 
As fundações superficiais são usadas sempre que um solo estável e com 
capacidade de carregamento adequada estiver relativamente perto da superfície. 
Elas são colocadas diretamente sob a parte mais baixa de uma subestrutura, e 
transferem as cargas da edificação diretamente para o solo de apoio, por meio 
da pressão vertical. As fundações superficiais podem assumir uma das formas 
geométricas a seguir: 
• Pontuais: sapatas 
• Em linha: muros de arrimo e sapatas corridas 
• Planas: radiers – lajes de concreto espessas e extremamente armadas, que 
atuam como uma única sapata monolítica para vários pilares ou uma edificação 
inteira – são usados sempre que a capacidade de carregamento permissível 
de um solo de fundação é baixa em relação às cargas da edificação, e quando 
as sapatas dos pilares internos se tornam tão grandes que é mais econômico 
fundi-las numa laje única. Os radiers podem ser enrijecidos por meio de uma 
grelha de nervuras, vigas ou paredes. 
Fundações profundas 
As fundações profundas são formadas por tubulões ou estacas cravadas 
que descem em um solo inadequado para transferir as cargas da edificação até 
um estrato rochoso com capacidade de carregamento mais adequada, ou areias 
densas e pedras bem abaixo da superestrutura.
62
UNIDADE 1 | CANTEIRO E LOCAÇÃO
Superestrutura
A superestrutura, ou o comprimento vertical da edificação acima das 
fundações, é formada pelas vedações externas e pela estrutura interna que define 
a forma da edificação, bem como por seu leiaute e sua composição espaciais. 
Pele
A pele ou vedação externa de uma edificação (composta pela cobertura e 
pelas paredes externas, janelas e portas) fornece proteção e abrigo para os espaços 
internos da edificação. 
• A cobertura e as paredes externas protegem os espaços internos contra os 
rigores do clima, e controlam a umidade, o calor e o fluxo de ar através das 
diversas camadas de uma construção. 
• As paredes externas e a cobertura também reduzem os ruídos e proporcionam 
segurança e privacidade para os usuários da edificação. 
• As portas possibilitam o acesso físico. 
• As janelas fornecem o acesso da luz, do ar e das vistas. 
Estrutura 
O sistema estrutural é necessário para sustentar a pele da edificação, bem 
como seus pisos internos e paredes externas e internas; além disso, transfere as 
cargas impostas para a subestrutura. 
• Os pilares, as vigas e as paredes cortantes sustentam as estruturas do piso e do 
telhado. 
• As estruturas de piso são as bases planas e niveladas do espaço interno que 
sustentam nossas atividades internas e o mobiliário. 
• As paredes estruturais internas e as paredes internas não cortantes subdividem 
o interior da edificação em unidades espaciais (cômodos). 
• Os elementos que resistem aos esforços laterais são lançados para fornecer 
estabilidade lateral. 
No processo de construção, a superestrutura se eleva a partir da 
subestrutura, seguindo o mesmo caminho utilizado para transmitir suas cargas A 
intenção formal de um projeto de arquitetura pode ser sugerida ou determinada 
pelo terreno e pelo contexto, pelo programa e pela função, ou pelos objetivos e pelo 
significado. Além de considerar as opções formais e espaciais, também devemos 
contemplar nossas opções estruturais (a palheta de materiais, os tipos de apoios 
e elementos horizontais, e os sistemas de resistência aos esforços laterais). Essas 
escolhas são capazes de influenciar, sustentar e reforçar as dimensões formais e 
espaciais de um projeto.
TÓPICO 4 | MÉTODOS EXECUTIVOS DE LOCAÇÃO
63
Numa etapa posterior do processo de elaboração do projeto, também será 
preciso investigar a forma e a dimensão dos componentes estruturais, além dos 
detalhes das conexões. Porém, as decisões de larga escala supracitadas veem em 
primeiro lugar, uma vez que determinam a direção e estabelecem os parâmetros 
para o desenvolvimento do projeto e dos detalhes.
Tipos de sistemas estruturais
Considerando uma atitude especifica em relação à função expressiva do 
sistema estrutural e da composição espacial desejada, é possível fazer escolhas 
adequadas para um sistema estrutural desde que entendamos os atributos 
formais que os vários sistemas desenvolvem ao responder aos esforços impostos 
e ao redirecionar essas solicitações para suas fundações. 
• As estruturas de massa ativa redirecionam as forças externas principalmente 
através do volume e da continuidade do material, como vigas e pilares. 
• As estruturas de vetor ativo redirecionam as forças externas principalmente 
através da composição dos elementos de tração e compressão, como uma 
treliça. 
• As proporções dos elementos estruturais (como paredes cortantes, lajes de piso 
e de cobertura, abobadas e cúpulas) nos fornecem evidências visuais de suas 
funções dentro do sistema estrutural, bem como da natureza de seu material. 
Uma parede de alvenaria, que é resistente à compressão, mas relativamente 
fraca em termos de flexão, será mais espessa do que uma parede de concreto 
armado exercendo a mesma função. Um pilar de aço é mais fino do que um 
pilar de madeira suportando a mesma carga. Uma laje de concreto armado de 
10,0 centímetros, por exemplo, vencerá um vão superior ao vencido por um 
tablado de madeira com a mesma espessura. 
• As estruturas de superfície ativa redirecionam as forças externas principalmente 
ao longo da continuidade de uma superfície, como uma estrutura em lâmina 
ou casca. 
• As estruturas de forma ativa redirecionam as forças externas principalmente 
através da forma de seu material, como um sistema em arco ou cabo. 
• Para fins de estabilidade, as estruturas dependem menos do peso e da rigidez 
dos materiais, e mais de sua geometria, como ocorre com as estruturas em 
membrana e as treliças espaciais. Nesse caso, os elementos ficarão cada vez 
mais finos até perder sua capacidade de gerar a escala e a dimensão de um 
espaço.
FONTE: CHING, F. D. K. ONOUYE, B. S.; ZUBERBHLER. Sistemas estruturais ilustrados – 
padrões, sistemas e projeto. 2. ed. Tradução Alexandre Salvaterra. Porto Alegre: Bookman, 2015. 
p. 22-26.
64
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que:
• Os métodos executivos de locação podem ser realizados com o auxílio de 
cavaletes ou tábuas corridas.
• Na locação de obras é importante realizar o traçado de ângulos retos e paralelas 
para maior precisão nas marcações. 
• As características de cada tipo de locação como: em edificações em concreto 
armado, protendido e estrutura metálica possuem diferenças e objetivos 
distintos.
65
AUTOATIVIDADE
1 A locação deobra é o ponto de partida de uma construção. Faça uma visita 
a uma obra e prepare um relatório sobre uma locação qualquer contendo:
a) Tipo de construção, tipo do terreno e quantidade de pavimentos.
b) Profissionais, materiais e equipamentos utilizados na locação.
c) Citar e descrever detalhadamente as etapas realizadas.
d) Justificar o uso da metodologia de gabarito utilizada.
2 O concreto armado é moldável e pode se apresentar de diversas formas 
e concepções. É fácil de se trabalhar com ele e ainda é durável e protetor 
das armações contra a corrosão. Sabendo-se que as estruturas de concreto 
utilizam fôrmas em sua execução, sobre seu projeto é correto afirmar:
a) ( ) Incompatibilizar o sistema com o número de reutilizações consideradas 
rotineiras.
b) ( ) Utiliza as chamadas plantas de transcrição de pilares para a definição 
da vista ortogonal da medida.
c) ( ) Localiza no terreno as dimensões e arredores de onde o projeto será 
executado na vertical.
d) ( ) Um projeto de fôrmas visa eliminar soluções improvisadas e aumentar 
a precisão geométrica da estrutura.
e) ( ) Aumenta a precisão geostática da estrutura e compatibilização do 
sistema com as possibilidades de reutilização.
66
67
UNIDADE 2
FUNDAÇÕES E SISTEMAS 
ESTRUTURAIS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• identificar sistemas construtivos;
• reconhecer diferentes abordagens metodológicas de projetos;
• interpretar procedimentos e técnicas da construção civil;
• interpretar planilhas e textos técnicos.
Esta unidade está dividida em quatro tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
TÓPICO 2 – PROCESSOS USUAIS DE REFORÇO E PREVENÇÃO DE 
FISSURAS
TÓPICO 3 – SISTEMAS CONSTRUTIVOS CONVENCIONAIS
TÓPICO 4 – ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
68
69
TÓPICO 1
ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Para iniciar qualquer tipo de construção é necessário um planejamento e 
este precisa de um projeto. Sem um projeto não é possível efetuar qualquer tarefa, 
pois as informações técnicas são fundamentais. Para edificar, em qualquer lugar 
que seja, independentemente da quantidade de pavimentos e da finalidade, é 
preciso buscar soluções construtivas que permitam de forma segura e eficiente 
propor edifícios que sirvam a variadas necessidades da sociedade, como:
• Residencial (unifamiliar e multifamiliares). 
• Comercial. 
• Industrial.
• Público. 
• Misto.
A palavra projeto, segundo o dicionário Michaelis, significa: “propósito 
de executar algo; plano detalhado de um empreendimento a ser realizado” 
(PROJETO, 2019, s.p.). 
Na prática técnica, projeto é a “descrição gráfica e escrita das características 
de um serviço ou obra de Engenharia ou de Arquitetura, definindo seus atributos 
técnicos, econômicos, financeiros e legais” (ABNT, 2012a, p. 2).
Esse conjunto de documentação é capaz de permitir a execução de uma 
edificação nas seguintes fases:
• Estudo preliminar.
• Anteprojeto.
• Projeto arquitetônico (NBR 6492).
• Projeto executivo (NBR 6118):
ᵒ cálculo das cargas e esforços;
ᵒ dimensionamento, detalhamento;
ᵒ desenhos, conferência e forma e armação.
• Registros, aprovação, licenciamento para construção.
• Projeto como construído (as built) (NBR 14645-1:01; NBR 14645 - 2:05; e NBR 
14645-3:11).
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
70
• Montagem de equipe:
ᵒ engenheiros / arquitetos;
ᵒ desenhistas / projetistas;
ᵒ técnicos / estagiários;
ᵒ apoio / administrativos.
2 ELEMENTOS NECESSÁRIOS AO PROJETO
Para que haja uma organização e entendimento técnico aos projetos, alguns 
parâmetros devem ser adotados e seguidos segundo a Associação Brasileira de 
Normas Técnicas – ABNT:
• Numeração das plantas (1 / 2 / 3).
• Classificação por tipo da planta (forma / armação / instalações).
• Formato definido (oficiais A4, A3, A2, A1, A0 e outros).
• Normas construtivas (procedimentos para execução pela ABNT).
• Especificações (técnicas / administrativas).
Diante de todo o projeto definido, ele precisa ser autorizado pelo órgão 
competente da gestão municipal, que normalmente é a secretaria de obras do 
município onde a construção será executada. Cada órgão possui uma metodologia, 
mas, em geral, inicialmente é solicitado o projeto arquitetônico (planta baixa, 
cortes, fachadas, cobertura e situação), e para aprovação e liberação do término 
da construção é solicitado as built, para verificação e aprovação das alterações que 
houveram no projeto inicial. 
Após a confecção de todo o projeto inicial, a fase seguinte é a do orçamento 
(NBR 12721:06), que visa ao levantamento de custos do projeto por itens:
• Orçamento estimado:
 ᵒ por área de cálculo (m²).
• Orçamento detalhado:
 ᵒ por composição de custos unitários (planilha de preços).
• Benefício das despesas indiretas (BDI).
Para saber mais sobre BDI, acesse: https://engenheirodecustos.com.br/
formula-bdi/.
DICAS
https://engenheirodecustos.com.br/formula-bdi/
https://engenheirodecustos.com.br/formula-bdi/
TÓPICO 1 | ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
71
Com a edificação devidamente elaborada em projetos, levantados todos 
os custos e aprovada pelos proprietários, construtora e pelos órgãos competentes, 
a sua execução pode ser iniciada e acompanhada por técnicos especializados em 
cada área de acordo com o avanço da obra.
3 SONDAGEM
 
Para estar devidamente estabilizada, toda construção precisa ser edificada 
com bases sólidas e resistentes, a fim de suportar o próprio peso e as cargas de 
uso decorrentes. O solo que a ancora, por sua vez, deve transmitir a resistência 
necessária para receber a carga construída. Porém, só se pode fazer uma obra em 
solos resistentes?
A sondagem do solo se faz necessária para se obter as características 
das diversas camadas existentes em seu interior. A NBR 8036 dita as diretrizes 
para a avaliação e o estudo do subsolo do terreno com quantidade e localização 
adequadas de furos para o projeto geotécnico (ABNT, 1983).
Solo
Índice de resistência 
à penetração
N
Designação1)
Areias e siltes
Arenosos
≤ 4 Fofa(o)
5 a 8 Pouco compacta(o)
9 a 18 Medianamente compacta(o)
19 a 40 Compacta(o)
> 40 Muito compacta(o)
Argilas e siltes
Argilosos
≤ 2 Muito mole
3 a 5 Mole
6 a 10 Média(o)
11 a 19 Rija(o)
> 19 Dura (o)
1) As expressões empregadas para a classificação da compacidade das areias 
(fofa, compacta etc.) referem-se à deformabilidade e resistência destes solos, sob 
o ponto de vista de fundações, e não devem ser confundidas com as mesmas 
denominações empregadas para a designação da compacidade relativa das 
areias ou para a situação perante o índice de vazios críticos, definidos na 
Mecânica dos Solos.
QUADRO 1 – ESTADOS DE COMPACIDADE E DE CONSISTÊNCIA 
FONTE: ABNT (2001a, p. 17)
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
72
Com a sondagem devidamente executada, as características são 
apresentadas em um relatório composto de um gráfico e um texto técnico com as 
informações referentes ao subsolo analisado, como:
• Localização dos furos da sondagem.
• Caracterização das camadas do solo até a profundidade que atenda ao projeto.
• Espessura das camadas e avaliação das entre camadas.
• Informação do nível do lençol freático.
FIGURA 1 – LOCAÇÃO DOS FUROS NA SONDAGEM DO TERRENO
FONTE: A autora
Observe que na figura RN significa Referência de nível e SPT em inglês 
significa Standard Penetration Test ou Ensaio de Sondagem à Percussão.
Os furos de sondagens devem ser, no mínimo, de um para cada 200 m² 
de área projetada em planta de edifício até 1200 m² de área total. Entre 1200 m² 
e 2400 m² de áreas deve-se fazer uma sondagem para cada 400 m². Para áreas 
superiores a 2400 m², o número de sondagens deve ser fixado de acordo com o 
plano particularda construção (ABNT, 1983). A norma dita, também, a quantidade 
mínima de furos para sondagens em outras circunstâncias: 
• Dois para área da projeção em planta do edifício até 200 m².
• Três para área entre 200 m² e 400 m².
TÓPICO 1 | ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
73
FIGURA 2 – EXEMPLO DE UM PERFIL DO TERRENO AVALIADO PELA SONDAGEM À 
PERCUSSÃO
FONTE: <https://cdn.escolaengenharia.com.br/wp-content/uploads/2018/09/boletim-de-
sondagem.jpg>. Acesso em: 17 out. 2019.
As informações fornecidas pela sondagem indicam as propriedades e 
características do subsolo, o que possibilita ao técnico avaliar e escolher a fundação 
mais adequada para a edificação em função do terreno.
4 CONCEITUAÇÃO GERAL
Dá-se o nome de fundações à parte da estrutura que transmite ao solo 
a carga da edificação. Todos os esforços produzidos pelo peso da construção 
deverão ser suportados pelo terreno em que está projetado, devidamente em 
equilíbrio, sem que ocorram recalques ou ruptura do solo. 
É o início da construção, a primeira etapa a ser construída e normalmente 
todos os elementos estruturais que compõem a fundação ficam abaixo do solo. O 
volume de todo o material que compõe o solo cobre a infraestrutura até o alicerce. 
https://cdn.escolaengenharia.com.br/wp-content/uploads/2018/09/boletim-de-sondagem.jpg
https://cdn.escolaengenharia.com.br/wp-content/uploads/2018/09/boletim-de-sondagem.jpg
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
74
FIGURA 3 – SISTEMAS DE CONSTRUÇÃO
FONTE: A autora
A Figura 3 ilustra, de modo esquemático, a localização das fundações 
como parte da estrutura de uma edificação.
A fundação tem como função suportar com segurança as cargas 
provenientes do prédio. O projetista estrutural repassa ao projetista de fundação 
a demanda das cargas que serão transmitidas aos elementos da fundação. 
Confrontando essas informações com as características do solo onde será 
construído, o projetista de fundações calcula o deslocamento desses elementos e 
compara com os recalques admissíveis da estrutura, ou seja, o projeto de fundação 
é elaborado após o dimensionamento do projeto estrutural.
5 ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
A NBR 6122 (ABNT, 1996), sobre projeto e execução de fundações, fixa as 
seguintes condições básicas a serem observadas:
• O objetivo da construção.
• Os documentos complementares do projeto.
• As definições dos elementos que compõem as fundações.
• As investigações geotécnicas, geológicas e observações locais.
• As cargas e segurança nas fundações.
• As fundações superficiais e profundas.
• As escavações.
• As observações do comportamento e instrumentação de obras de fundação.
 
TÓPICO 1 | ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
75
Inicialmente, para escolher o tipo de fundação é preciso analisar a 
topografia da área a ser construída, as características do perfil de corte do solo 
com a resistência do solo e o nível de água, os dados da estrutura conforme 
o seu tipo arquitetônico, as características da área ao entorno da construção e 
as viabilidades econômicas. Um projeto estrutural mal dimensionado pode 
inviabilizar a execução da obra.
O quadro a seguir mostra resumidamente o peso específico dos materiais 
mais utilizados para considerar as cargas atuantes numa edificação de acordo 
com o projeto de arquitetura e a sobrecarga ou carga útil nas lajes em função de 
suas finalidades. 
Material Peso específico Unidade
Alvenaria de pedra 22 a 24 kN/m³
Alvenaria de tijolo maciço revestido 16 kN/m³
Alvenaria de tijolo furado revestido 13 kN/m³
Concreto simples 23 kN/m³
Concreto armado 25 kN/m³
Enchimento de lajes rebaixadas 14 kN/m³
Revestimento com madeira (taco) 0,45 kN/m²
Ladrilho e pedras de piso 0,50 kN/m²
Mármore de 2 a 3 cm de espessura 0,80 a 0,90 kN/m²
Revestimento de tetos e pisos de lajes 
com argamassa 0,25 kN/m²
Telhado completo – telha francesa 1,25 kN/m²
Telhado completo – telha canal 1,50 kN/m²
Telhado completo – telha colonial 1,20 kN/m²
Telhado completo – telha fibrocimento 0,38 a 0,44 kN/m²
Telhado completo – telha zinco 0,32 kN/m²
Madeira de lei 0,9 kN/m³
Forro de madeira 0,16 kN/m²
Forro de fibrocimento com esp. de 6 mm 0,18 kN/m²
Carga extra para forros 0,5 kN/m²
QUADRO 2 – PESO ESPECÍFICO DOS MATERIAIS MAIS UTILIZADOS 
FONTE: Adaptado de ABNT (1980)
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
76
5.1 TRANSMISSÃO DE FORÇA APLICADA AO SOLO
A transmissão da força aplicada ocorre por meio da tensão, transmitida 
uniformemente à camada de solo, em que “F” é a força aplicada, “A” é a área da 
sapata retangular, “B e L” são as suas dimensões.
FIGURA 4 – SAPATA QUADRADA
FONTE: A autora
 FA B L
A
σ= × =
Para dimensionar a fundação adequadamente, deve-se assentar ou 
ancorar a sua base em solo com resistência compatível à estrutura. A resistência 
transmitida para o terreno depende da geometria da fundação porque esta faz 
referência à distribuição de tensões em profundidade.
FIGURA 5 – DISTRIBUIÇÃO DAS TENSÕES DO SOLO
FONTE: A autora
TÓPICO 1 | ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
77
6 TIPOS DE FUNDAÇÕES
Azeredo (1977) classifica as fundações em diretas ou rasas e indiretas ou 
profundas. 
• As fundações diretas ou rasas são aquelas que transmitem a carga da estrutura 
diretamente ao solo pela fundação. Geralmente são feitas em valas rasas, com 
profundidade máxima de 3,0 metros e a área que resiste à carga construída 
não ultrapassa ao dobro de sua menor dimensão. São denominadas por blocos, 
alicerces, sapatas e radiers. 
• As fundações indiretas ou profundas são aquelas que transferem a carga por 
efeito de atrito lateral do elemento com o solo e por meio de um fuste. As suas 
bases implantadas no solo possuem comprimento superior ao dobro da menor 
face e profundidade maior do que 3,0 metros. São denominadas de estacas ou 
tubulões.
O diagrama a seguir apresenta a subdivisão dos diferentes tipos de 
fundações.
FIGURA 6 – DIAGRAMA DE CLASSIFICAÇÃO DAS FUNDAÇÕES
FONTE: Azeredo (1977, p. 30)
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
78
6.1 FUNDAÇÕES DIRETAS OU RASAS
“São usadas quando o solo, logo nas camadas superfi ciais, apresenta 
resistência superior à exigida pela tensão da fundação a ser utilizada” (AZEREDO, 
1977, p. 31).
Bloco: elemento de fundação simples, composto de concreto simples, 
blocos de pequenas rochas ou tijolos. De forma cônica, de pedestal ou com 
degraus, sua altura é maior que a medida das faces laterais e são resistentes à 
compressão. 
FIGURA 7 – BLOCO EM ALVENARIA DE TIJOLO
FONTE: Azeredo (1977, p. 31)
Sapata: elemento em concreto com altura menor que um simples bloco, 
porém as dimensões laterais podem ser quadradas (L=B), retangular (L>B) 
ou contínua (L>3B), pois esse tipo de fundação, além da compressão, resiste 
principalmente às tensões por fl exão. 
TÓPICO 1 | ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
79
FIGURA 8 – SAPATA ARMADA
FONTE: Azeredo (1977, p. 33)
Para os bordos do terreno, quando há necessidade de o pilar fi car 
localizado na divisa, a sapata não poderá invadir a propriedade ao lado, então, 
nesses casos, usa-se a sapata de divisa ou sapata excêntrica. 
FIGURA 9 – SAPATA EXCÊNTRICA
FONTE: A autora
Lastro de concreto: chama-se lastro a camada de concreto magro, ou seja, 
o concreto simples, com baixa resistência e espessura de 5 cm colocado no fundo 
da vala para proteger a ferragem do contato com o solo e regularizar o nível da 
fundação.
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
80
ForçaTensão
Área
=
Radier: é o elemento da fundação que possui a forma semelhante à de 
uma laje, em que a altura é inferior a 50 cm na maioria das vezes e sua área é 
proporcional à área da construção. 
Essa placa é utilizada como fundação quando o terreno apresenta pouca 
resistência, ou seja, a taxa admissível do solo possui menos que a metade do 
somatório das cargas da estrutura ou excede a metade da área a ser construída, 
tornando economicamente mais viável unir toda a estrutura da fundação em um 
único elemento de concreto armado. 
FIGURA 10 – RADIER
FONTE: A autora
6.2 FUNDAÇÕES INDIRETAS OU PROFUNDASAs fundações profundas são empregadas quando o solo apresenta em 
seu perfi l a localização da camada com resistência considerada adequada para 
suportar as cargas da construção a uma grande distância da superfície. Observe 
que há uma profundidade onde a substituição das camadas sem resistência 
necessária fi ca economicamente inviável para a construção (AZEREDO, 1977).
Estas podem ser chamadas de estacas ou tubulões e sua função é transmitir 
as cargas da fundação para a camada do solo onde haja resistência necessária 
para receber as tensões da edifi cação.
Estacas: são elementos alongados, geralmente cilíndricos ou prismáticos, 
cravados ou moldados no solo para transmitir a carga da construção para 
as camadas profundas do solo e para a contenção de empuxos laterais ou 
compactação de terrenos.
TÓPICO 1 | ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
81
As estacas podem ser de madeira, porém, para construções com grandes 
cargas é mais indicada a utilização de perfi s metálicos ou estacas de concreto 
armado. Já as estacas compostas são constituídas de diferentes materiais, madeira 
e concreto, por exemplo.
FIGURA 11 – MATERIAIS DE ESTACAS
FONTE: Ching (2017, p. 99)
No mercado existem, atualmente, muitos tipos de estacas e cada uma 
possui sua particularidade. A escolha do modelo da estaca para cada obra se 
faz em função do acesso, profundidade da camada fi rme, terrenos vizinhos, 
viabilidade econômica e resistência. Na Figura 12, esses modelos são mostrados 
de modo simplifi cado. As estacas podem ser moldadas no local, pré-fabricadas 
ou escavadas.
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
82
FIGURA 12 – TIPOS DE ESTACAS
FONTE: Ching (2017, p. 99)
As estacas cravadas no solo podem utilizar os seguintes métodos:
• Percussão: utiliza pilões com queda livre ou automáticos, costuma ser o modo 
mais utilizado para cravação de estacas, porém emite muito barulho.
• Prensagem: utiliza prensa como macacos hidráulicos em plataformas com 
sobrecargas ou contra a própria estrutura existente. Esta não emite fortes 
ruídos nem grandes vibrações.
• Vibração: utiliza um grande martelo com pontas tipo garras que fi xam na 
estaca em movimentos de giros em alta rotação, produzindo assim uma 
vibração de alta frequência para a cravação ou retirada das estacas no solo. 
Essa modalidade emite vibrações para os terrenos vizinhos.
Que tal ver alguns tipos de estacas? Acesse o endereço: https://www.youtube.
com/watch?v=jPwlrUyNcMA.
DICAS
TÓPICO 1 | ENGENHARIA DE FUNDAÇÕES
83
Tubulão: são elementos estruturais de fundação que se assemelham 
a um poço. Sua montagem é feita com utilização de tubos metálicos, 
com cerca de 75 cm de diâmetros, que vão da superfície do local até 
a camada sólida com resistência admissível para a demanda de carga 
da construção. A fundação com tubulões a ar comprimido é mais 
utilizada em construções de pontes ou obras em regiões onde o solo 
seja saturado e que demandem maiores cargas (CHING, 2017, p. 100). 
FIGURA 13 – PARTES DE UM TUBULÃO A CÉU ABERTO
FONTE: Ching (2017, p. 100)
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
84
FIGURA 14 – ESQUEMA DE TUBULÃO A AR COMPRIMIDO
FONTE: <https://docplayer.com.br/69443067-Tubulao-a-ceu-aberto-tubulao-a-ar-comprimido.
html>. Acesso em: 2 set. 2019.
85
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que:
• A fundação está localizada na parte da infraestrutura da obra. 
• O estudo de toda fundação compreende:
ᵒ estudo do terreno com a sondagem do solo;
ᵒ somatório das cargas atuantes sobre a fundação;
ᵒ tipos de fundação mais apropriada ao projeto;
ᵒ execução do projeto seguindo as normas e especificações.
86
AUTOATIVIDADE
1 A fundação está em que parte da estrutura?
a) ( ) Infraestrutura.
b) ( ) Supraestrutura.
c) ( ) Subsolo.
d) ( ) Alicerce.
2 O radier é uma estrutura:
a) ( ) De fundação utilizada em solo com baixa resistência.
b) ( ) De fundação utilizada em terrenos compactados. 
c) ( ) De infraestrutura utilizada para o cobrimento da edificação.
d) ( ) De supraestrutura utilizada para o cobrimento da edificação.
87
TÓPICO 2
PROCESSOS USUAIS DE REFORÇO E PREVENÇÃO DE 
FISSURAS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Desde o início da civilização, o homem se preocupa com a construção 
de estruturas adaptadas as suas necessidades, sejam residenciais, sejam laborais 
ou de infraestrutura como pontes, por exemplo. Com isso, a humanidade 
acumulou um grande acervo científico ao longo dos séculos, o que permitiu o 
desenvolvimento da tecnologia da construção, abrangendo a concepção, o cálculo, 
a análise e detalhamento de estruturas, tecnologia de materiais e as respectivas 
técnicas construtivas (RIPPER; SOUZA, 1998). 
Com o crescimento acelerado da construção civil houve a necessidade 
de inovações e a aceitação de maiores riscos. Esses riscos aceitos, mesmo 
dentro de certos limites regulamentados de diversas formas, o progresso do 
desenvolvimento tecnológico aconteceu e, com ele, o aumento de conhecimentos 
sobre estruturas e materiais, em particular, através do estudo e análise dos erros 
acontecidos, que têm resultado em deterioração precoce ou em acidentes.
Todas as etapas de um projeto, iniciando pela concepção da ideia, 
passando pela execução, até a conclusão da construção, precisa de técnicas e 
procedimentos acompanhados com a intenção de prever qualquer erro, qualquer 
patologia oriunda de falhas executivas e degradação das estruturas (RIPPER; 
SOUZA, 1998). 
2 CONHECENDO E PREVENINDO FISSURAS
 
Quando há problemas na obra, estes podem ser de origens da execução ou 
do projeto. Como o processo construtivo envolve várias etapas e cada uma com 
a respectiva supervisão, quando um erro passa despercebido em alguma delas, 
este pode ficar acumulado no decorrer da construção e provocar sérios riscos à 
edificação antes mesmo da conclusão.
Atualmente, com o avanço da tecnologia dos materiais nas construções 
e técnicas construtivas, os edifícios têm ficado cada vez mais esbeltos e menos 
contraventados, o que os torna mais leves e de menor orçamento. No entanto, os 
erros também vêm aumentando (THOMAZ, 2003).
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
88
Thomaz (2003) ainda ressalta que, no Brasil, não há um fiel registro 
dos problemas patológicos nas construções, mas que em outros lugares, como 
na Bélgica, com base em problemas patológicos, concluiu-se que os problemas 
pesquisados eram originados de 46% de falhas de projetos, 22% de falhas de 
execução e 15% de baixa qualidade dos materiais empregados na construção.
Segundo Oliveira (2012), fissuras são manifestações patológicas e, 
geralmente, são causadas por tensões dos materiais. Se estes tiverem um esforço 
maior que sua resistência, ocorre falha que provoca uma abertura, e conforme 
sua espessura será classificada como fissura, trinca, rachadura, fenda ou brecha.
ANOMALIAS ABERTURAS (mm)
Fissura Até 0,5
Trinca De 0,5 a 1,5
Rachadura De 1,5 a 5,0
Fenda De 5,0 a 10,0
Brecha Acima de 10,0
QUADRO 3 – DEFINIÇÕES SEGUNDO A MEDIDA DAS ABERTURAS
FONTE: Oliveira (2012, p.10)
Vitório (2003, p. 26) relaciona algumas causas mais usuais do fissuramento 
das estruturas:
• Cura mal realizada: ressecamento.
• Retração.
• Variação de temperatura.
• Agressividade do meio ambiente.
• Carregamento.
• Erros de concepção.
• Mal detalhamento do projeto.
• Erros de execução.
• Recalques dos apoios.
• Acidentes.
Os quadros a seguir apresentam um resumo das diferentes configurações 
das fissuras ocorridas em alvenarias e as prováveis causas geradoras de cada uma 
dessas tipologias (TAGUCHI, 2010).
TÓPICO 2 | PROCESSOS USUAIS DE REFORÇO E PREVENÇÃO DE FISSURAS
89
SOBRECARGAS Fissuras causadas por sobrecargas
Fissuras verticais induzidas por 
sobrecargas
Fissuras horizontais por sobrecargas
Fissuras por sobrecarga em apoios
Fissuras por sobrecarga em pilares 
de alvenaria
Fissuras por sobrecarga em torno de 
aberturas
QUADRO 4 – CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DE FISSURAS POR SOBRECARGA
FONTE: Taguchi (2010, p. 33)
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMASESTRUTURAIS
90
TÉRMICAS Fissuras causadas por variações de temperatura
Fissuras horizontais por movimentação 
térmica da laje
Fissuras inclinadas por movimentação 
térmica da laje
Fissuras inclinadas em paredes transversais 
por movimentação térmica da laje
Fissuras verticais por movimentação 
térmica da laje
Fissuras inclinadas por movimentação 
térmica da estrutura de concreto armado
Fissuras de destacamento por 
movimentação térmica da estrutura de 
concreto
QUADRO 5 – CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DE FISSURAS TÉRMICAS
TÓPICO 2 | PROCESSOS USUAIS DE REFORÇO E PREVENÇÃO DE FISSURAS
91
Fissuras verticais por movimentação 
térmica da alvenaria
Fissuras de destacamento de platibanda por 
movimentação térmica
FONTE: Taguchi (2010, p. 34)
RETRAÇÃO – EXPANSÃO Fissuras causadas por retração e expansão
Fissuras horizontais em paredes por 
retração da laje
Fissuras na base de paredes por 
retração da laje
Fissuras verticais em paredes por 
retração da laje
Fissuras de destacamento de paredes 
de alvenaria por retração
QUADRO 6 – CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DE RETRAÇÃO – EXPANSÃO
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
92
Fissuras verticais em paredes por 
retração da alvenaria
Fissuras horizontais por expansão da 
alvenaria
Fissuras verticais por expansão da 
alvenaria
FONTE: Taguchi (2010, p. 35)
DEFORMAÇÕES Fissuras causadas por deformação de elementos da estrutura de concreto armado
Fissuras em paredes por deformação do 
apoio
Fissuras em paredes por deformação das 
vigas de apoio e superior
Fissuras em paredes por deformação da viga 
superior
QUADRO 7 – CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DAS FISSURAS DEVIDO ÀS DEFORMAÇÕES
TÓPICO 2 | PROCESSOS USUAIS DE REFORÇO E PREVENÇÃO DE FISSURAS
93
Fissuras em paredes com aberturas por 
deformação da estrutura
Fissuras em paredes por deformação de 
balanços
Fissuras horizontais em paredes por 
deformação da laje de cobertura
FONTE: Taguchi (2010, p. 36)
RECALQUE FUNDAÇÕES Fissuras causadas por recalque de fundações
Fissuras causadas por recalque de 
fundações segundo um eixo principal
Fissuras causadas por recalque de 
fundações fora de um eixo principal
QUADRO 8 – CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DE FISSURAS DEVIDO AO RECALQUE DAS FUNDAÇÕES
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
94
Fissuras verticais em peitoris por 
flexão negativa
Fissuras verticais junto ao solo por 
ruptura das fundações
Fissuras inclinadas em prédios 
estruturados
FONTE: Taguchi (2010, p. 37)
QUADRO 9 – FISSURAS CAUSADAS POR REAÇÕES QUÍMICAS E DETALHES CONSTRUTIVOS
REAÇÕES QUÍMICAS Fissuras causadas por reações químicas
Fissuras horizontais por expansão da 
argamassa
DETALHES CONSTRUTIVOS Fissuras causadas por detalhes construtivos
Fissuras por ancoragem de elementos 
construtivos
Fissuras por deficiência de amarração
FONTE: Taguchi (2010, p. 38)
TÓPICO 2 | PROCESSOS USUAIS DE REFORÇO E PREVENÇÃO DE FISSURAS
95
Não construímos pensando nos defeitos, não é mesmo? Errado! Assim como 
compramos um automóvel com os itens de segurança incluídos, uma edifi cação 
é planejada e projetada com materiais e procedimentos que visam à qualidade 
e à garantia. Pelo menos é o que deveria ocorrer em todas as construções, mas, 
ocasionalmente, algo sai do planejamento e um problema aparece. Quando surge 
durante a construção é um pouco mais viável de ser reparado, embora qualquer 
imprevisto possa gerar inúmeras perdas. Mas, e quando os problemas surgem 
após a conclusão da obra? Não tenha dúvidas, o problema é dobrado e os gastos 
também. Por esse motivo, o controle de uma construção deve ser minucioso e 
criterioso.
A prevenção de fi ssuras nos edifícios, como não poderia deixar de 
ser, passa obrigatoriamente por todas as regras de bem planejar, bem 
projetar e bem construir. Mais ainda, exige um controle sistemático 
e efi ciente da qualidade dos materiais e dos serviços, uma perfeita 
harmonia entre os diversos projetos executivos, estocagem e manuseio 
corretos dos materiais e componentes no canteiro de obras, utilização 
e manutenção corretas do edifício etc. (THOMAZ, 2003, p. 127).
FIGURA 15 – ENFERMIDADE – DIAGNÓSTICO
FONTE: Piancastelli (1999 p. 3) 
Para recuperar patologias em edifi cações é necessário ter ciência de como 
a construção foi executada, dos materiais utilizados, ensaios feitos e mão de 
obra utilizada. Assim, diante dos projetos e relatórios é possível diagnosticar a 
procedência da anomalia e buscar soluções cabíveis com melhor custo benefício. 
Porém, se não houver informações sufi cientes da construção onde o técnico 
foi solicitado a diagnosticar alguma patologia, o problema fi ca um pouco mais 
complicado.
É nesse momento que não pode haver barganha, nem desprezo de mão de 
obra técnica especializada, pois são justamente as respostas que diferenciam um 
técnico de uma pessoa que “quebra o galho”. Porque este, normalmente, chega ao 
local solicitado, faz a análise visual da área, às vezes usa a chave do seu chaveiro 
para verifi car alguma fragilidade e uma caneta para medir alguma dimensão e 
depois de uma avaliação personalizada comenta algo sem solução defi nida.
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
96
Uma vistoria técnica responsável registra as informações possíveis sobre 
a construção; se estas não forem suficientes, o técnico solicita um ensaio cabível 
para a situação e, antes de mais nada, se o problema oferecer riscos à vida é 
solicitada a interdição pelo técnico, ou isolamento, ou ainda escoramento da área 
comprometida até sua recuperação.
Quando é necessário algum ensaio para saber o volume do problema 
no interior da estrutura ou em alguma área, o técnico avalia a necessidade de 
usar algum que agrida ou altere a configuração da superfície a ser analisada, 
ou o profissional utiliza alguma técnica não destrutiva de ensaio. O mercado 
vem crescendo nesse setor e há várias tecnologias que diagnosticam em poucos 
minutos alguma anomalia ou sua procedência.
Em consulta à Associação Brasileira de Ensaios não Destrutíveis – ABENDI 
– foi possível observar que existem várias modalidades de END (ensaios não 
destrutíveis), os mais utilizados no mercado atualmente são:
• Ensaio visual.
• Emissão acústica.
• Partículas magnéticas.
• Radiografias.
• Correntes parasitas.
• Estanqueidade.
• Métodos esclerométricos.
• Análise de vibrações.
• Ultrassom.
• Líquidos penetrantes.
 
Para Almeida, Barata e Barros (1992), os ensaios destrutivos e não 
destrutivos se complementam. As seguintes vantagens dos ensaios não 
destrutivos, em relação aos ensaios destrutivos, são:
• Permitem praticar a inspeção 100%.
• Fornecem resultados a todo o volume de uma peça.
• Contribuem para melhorar o projeto de uma peça.
• Previnem a ocorrência de falhas em serviço.
• Permitem a detecção e caracterização de defeitos.
• Permitem fazer a caracterização de materiais.
• Permitem fazer a sua caracterização por verificação das dimensões.
As desvantagens dos ensaios destrutivos:
• Provocam a destruição das peças.
• Fornecem resultados que correspondem à inspeção de uma área específica da 
peça e não a todo o volume dela.
• Não refletem a qualidade de todas as peças de um lote. 
TÓPICO 2 | PROCESSOS USUAIS DE REFORÇO E PREVENÇÃO DE FISSURAS
97
Após análise minuciosa da construção e da patologia, o responsável 
técnico avalia o método mais viável de recuperação disponível no mercado, 
otimizando prazo de execução com o orçamento da obra de recuperação.
O engenheiro ou o técnico especializado em recuperação estrutural não 
ignoram fi ssura alguma, e reconhecem a procedência de alguns problemas 
justamente pela localização e pelo sentido das fi ssuras. Lembrando que fi ssuras 
são apenas um tipo de anomalia. Existem muitas outras, dentre elas:
• Efl orescências.
• Desagregações.
• Fissurações.
• Falhas de concretagem.
• Deformabilidade excessiva.
• Manchas de umidade.
• Bolor e/ou outros micro-organismos.
• Vibração excessiva.
• Mudanças de coloração.
• Deslocamentos.
FIGURA 16 – EFLORESCÊNCIA EM ENCONTRO DE VIGAS
FONTE: A autoraSegundo Oliveira (2012), fi ssuras são manifestações patológicas e 
geralmente são causadas por tensões dos materiais. Se estes tiverem um esforço 
maior que sua resistência, ocorre falha que provoca uma abertura, e conforme 
sua espessura será classifi cada como fi ssura, trinca, rachadura, fenda ou brecha.
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
98
Para saber mais sobre os diferentes tipos de patologia e recuperação, 
recomendamos a leitura do livro de Vicente de Souza e Thomaz Ripper, Patologia, 
recuperação e reforço de estruturas de concreto.
RIPPER, T; SOUZA, V. C. Patologia, recuperação e reforço de estruturas de concreto. São 
Paulo: PINI, 1998.
DICAS
Segundo Thomaz (2003), as obras de reparo e recuperação geralmente 
são difíceis, caras, demoradas e incômodas, quando são possíveis. Assim, o 
mais efi ciente a ser feito é que os profi ssionais atuem diretamente nas causas do 
problema, utilizando todas as técnicas de modo efi caz durante a construção ou na 
recuperação. Caso contrário, a charge a seguir sugere como “consolo” a seguinte 
ideia:
FIGURA 17 – SOLUÇÃO ALTERNATIVA PARA O PROBLEMA DAS FISSURAS
FONTE: Thomaz (2003, p.174)
99
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Para elaborar um projeto de construção, deve-se respeitar as normas e os 
padrões técnicos. Um projeto arquitetônico básico é composto por:
ᵒ planta baixa de cada pavimento;
ᵒ cortes transversais e longitudinais;
ᵒ planta das fachadas principais;
ᵒ planta de cobertura; e 
ᵒ planta de situação.
• Há erros de construção e estes vão do projeto à escolha dos materiais até a sua 
execução.
• Há diversos tipos de causas para a anomalia identificada pela fissura e que, se 
bem identificada é possível, com conhecimentos técnicos, efetuar a recuperação 
na maioria dos casos.
100
AUTOATIVIDADE
1 (IESES, 2017) Quando uma edifi cação não apresenta um desempenho 
adequado ela está sujeita a diferentes tipos de patologias que se manifestam 
externamente. Entre estas formas de manifestação estão as fi ssuras. Na fi gura 
a seguir estão representas três tipos de fi ssuras que ocorrem nas paredes de 
alvenaria. Analise as assertivas abaixo relacionadas a estas fi ssuras e assinale 
a única alternativa correta. 
FONTE: <https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/56071/ieses-2017-igp-
sc-perito-criminal-engenharias-prova.pdf?_ga=2.6256752.2130306050.1568055989-
1595872328.1568055989>. Acesso em: 17 out. 2019.
I- A fi ssura do tipo 3 está relacionada a recalques diferenciados da fundação.
II- A fi ssura do tipo 1 está relacionada a esforços de tração advindos da elevação 
de temperatura na laje.
III- A fi ssura do tipo 2 está associada à presença de umidade no solo.
a) ( ) Todas as assertivas estão corretas.
b) ( ) Apenas as assertivas II e III estão corretas.
c) ( ) Apenas as assertivas I e II estão corretas.
d) ( ) Todas as assertivas estão incorretas.
2 (Prefeitura de Luís Correia – PI, 2018) Observe os itens a seguir sobre o 
Habite-se e marque a alternativa correta: 
FONTE: https://arquivo.pciconcursos.com.br/provas/27151284/76b0f2966e59/fi scal_de_
obras.pdf>. Acesso em: 17 out. 2019.
I- É possível conseguir a escritura de um imóvel mesmo que este não possua o 
Habite-se.
II- O Habite-se é um documento que visa garantir que o imóvel foi construído 
de acordo com as exigências da cidade em que a obra foi concebida.
III- O Habite-se garante que o projeto seguiu os parâmetros exigidos pela 
legislação local.
101
a) ( ) I, II e III.
b) ( ) II.
c) ( ) I.
d) ( ) II e III.
102
103
TÓPICO 3
SISTEMAS CONSTRUTIVOS
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Com o avanço da tecnologia e ideias disponíveis na internet, quando se 
fala em construir algo, o construtor logo pensa qual sistema construtivo adotará. 
No entanto, para edificar algo normalizado, existem apenas algumas opções 
clássicas e com padrões normativos para projetar e executar um imóvel. 
Mas quem não pensou em ousar numa construção ou superar alguns 
conceitos? Há sites com inúmeras dicas e imagens que parecem até surreais. 
Imagine-se morando numa caixa metálica ou em um corredor de papel ou até 
mesmo num túnel de terra? Por outro lado, há construtores que não inovam, 
projetam o clássico com padrões populares ou sofisticados, sempre dentro do 
mesmo sistema tradicional, mas entre a inovação extrema e o conservadorismo 
clássico, o que precisa ser priorizado? Nada mais, nada menos que a segurança 
do sistema construtivo. 
Mas, o que é sistema construtivo?
Segundo Weidle (1995, p. 21), a definição de sistema construtivo trata 
do conjunto de elementos que definem a estrutura da edificação. A obra pode 
ser construída com a estrutura de concreto armado, metálica ou de madeira. A 
alvenaria estrutural tem sido muito adotada na última década pela viabilidade 
e suas particularidades. Mas essas opções são as que já possuem normatizações 
e critérios de produção. Porém, há no mercado, atualmente, empresas e 
profissionais com novas técnicas e com conceitos mais sustentáveis, mas sem 
ensaios tecnológicos suficientes para todas as abordagens de esforços.
Para saber mais sobre definições de sistemas construtivos, acesse: https://
www.escolaengenharia.com.br/tipos-de-sistemas-construtivos/.
DICAS
https://www.escolaengenharia.com.br/tipos-de-sistemas-construtivos/
https://www.escolaengenharia.com.br/tipos-de-sistemas-construtivos/
104
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
No Brasil, existem algumas técnicas e modalidades de construção que 
incluem processos mais modernos e materiais diferentes, sustentáveis ou com 
melhor custo-benefício.
2 SISTEMAS CONSTRUTIVOS CONVENCIONAIS
“O sistema convencional é formado por pilares, vigas e lajes de concreto 
armado, sendo que os vãos são preenchidos com tijolos cerâmicos para vedação” 
(VASQUES; PIZZO, 2014, p. 3). As construções são projetadas para que tenhamos 
níveis de desempenho satisfatório ao longo de sua vida útil. Assim, é necessário 
que durante e após a conclusão das obras e no período de operação, que esses 
níveis de desempenho sejam monitorados para atender à integridade da 
construção, como fatores de deterioração pelo intemperismo, desgaste natural, 
fadiga sobre solicitações, operações inadequadas e alterações ambientais.
As normas técnicas são elaboradas com o objetivo de regulamentar 
a qualidade, a classificação, a produção e o emprego dos diversos materiais e 
serviços. São revisadas conforme a evolução da técnica aplicada. No Brasil, a 
normalização cabe à ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, sociedade 
civil sem fins lucrativos, mantida por sócios em todo o país. Sua sede está no 
Rio de Janeiro. A ABNT se dedica à elaboração de normas técnicas, sua difusão 
e incentivo. Essas normas devem ser complementadas por outras normas que 
fixam critérios específicos.
Para campos mais restritos, outras entidades também possuem o mesmo 
objetivo, tais como:
• ABCP – Associação Brasileira de Cimento Portland.
• ABCI – Associação Brasileira de Construções Industrializadas.
• ABESC – Associação Brasileira dos Serviços de Concretagem.
• ABECEM – Associação Brasil.
• Em outros países, diversas associações regulamentam assuntos técnicos:
ᵒ nos EUA existem diversas associações, à ASTM – American Society for Testing 
Material cabe especificar materiais e à AWS – American Welding Society, 
especifica-se soldagem;
ᵒ na Alemanha à DIN – Deustche Normenausschuss;
ᵒ na Inglaterra à BS – British Stendards Institution;
ᵒ essas entidades são coordenadas pela ISO – International Organization for 
Standardization, através de normas de gestão.
TÓPICO 3 | SISTEMAS CONSTRUTIVOS
105
TIPO NORMA TÍTULO OBJETIVO
Estrutura 
de 
concreto 
armado
NBR 9062
Projeto e execução 
de estruturas de 
concreto pré-
moldado
Estabelecer os requisitos para o 
projeto, a execução e o controle 
de estruturas de concreto pré-
moldado, armado ou protendido.
NBR 6118
Projeto de 
estruturas de 
concreto – 
Procedimento
Fixar os requisitos básicos 
exigíveispara projeto de 
estruturas de concreto simples, 
armado e protendido, excluídas 
aquelas em que se empregam 
concreto leve, pesado ou outros 
especiais.
NBR 14931
Execução de 
estruturas de 
concreto – 
Procedimento
Estabelecer os requisitos gerais 
para a execução de estruturas 
de concreto. Em particular, 
essa norma define requisitos 
detalhados para a execução de 
obras de concreto, cujos projetos 
foram elaborados de acordo com 
a ABNT NBR 6118.
NBR 7191
Execução de 
desenhos para 
obras de concreto 
simples ou 
armado
Fixar as condições especiais 
que devem ser observadas na 
execução de desenhos técnicos 
para obras de concreto simples 
ou armado. As condições gerais 
e os significados nessa norma são 
os fixados pela ABNT NBR 5984.
QUADRO 10 – PRINCIPAIS REFERÊNCIAS NORMATIVAS E CONVENCIONAIS DE SISTEMAS 
CONSTRUTIVOS
106
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
Estrutura
 metálica
NBR 8800
Projeto de 
estruturas de aço 
e de estruturas 
mistas de aço 
e concreto de 
edifícios
Essa norma, com base no método 
dos estados-limites, estabelece 
os requisitos básicos que devem 
ser obedecidos no projeto 
à temperatura ambiente de 
estruturas de aço e de estruturas 
mistas de aço e concreto de 
edificações.
NBR 14323
Projeto de 
estruturas de aço 
e de estruturas 
mistas de aço 
e concreto de 
edifícios em 
situação de 
incêndio
Essa norma, com base no 
método dos estados-limites, 
estabelece os requisitos para o 
projeto das estruturas de aço e 
das estruturas mistas de aço e 
concreto em situação de incêndio 
de edificações cobertas pelas 
NBR 8800 e NBR 14762, conforme 
os requisitos de resistência ao 
fogo, prescritos pela NBR 14432 
ou legislação brasileira vigente.
NBR 8681
Ações e segurança 
nas estruturas – 
Procedimento
Fixar os requisitos exigíveis na 
verificação da segurança das 
estruturas usuais da construção 
civil e estabelecer as definições 
e os critérios de quantificação 
das ações e das resistências a 
serem consideradas no projeto 
das estruturas de edificações, 
quaisquer que sejam sua classe 
e destino, salvos os casos 
previstos em normas brasileiras 
específicas.
NBR 14762
Dimensionamento 
de estruturas de 
aço constituídas 
por perfis 
formados a frio
Essa norma, com base no método 
dos estados-limites, estabelece os 
requisitos básicos que devem ser 
obedecidos no dimensionamento 
à temperatura ambiente, de perfis 
estruturais de aço formados a 
frio, constituídos por chapas 
ou tiras de aço-carbono ou aço 
de baixa liga, conectados por 
parafusos ou soldas e destinados 
a estruturas de edifícios.
TÓPICO 3 | SISTEMAS CONSTRUTIVOS
107
Estrutura 
de 
madeiras
NBR 7190
Projeto de 
estruturas de 
madeira
Fixar as condições gerais que 
devem ser seguidas no projeto, 
na execução e no controle das 
estruturas correntes de madeira, 
tais como pontes, pontilhões, 
coberturas, pisos e cimbres. Além 
das regras dessa norma, devem 
ser obedecidas as de outras 
normas especiais e as exigências 
peculiares a cada caso particular.
NBR 6627
Pregos comuns 
e arestas de aço 
para madeiras
Fixar as condições exigíveis para 
a fabricação e fornecimento de 
pregos e arestas, de aço de baixo 
teor de carbono.
Pré-
moldado
NBR 9062
Projeto e execução 
de estruturas de 
concreto pré-
moldado
Estabelecer os requisitos para o 
projeto, a execução e o controle 
de estruturas de concreto pré-
moldado, armado ou protendido.
NBR 16475
Painéis de parede 
de concreto 
pré-moldado 
– Requisitos e 
procedimentos
Estabelecer os requisitos e 
procedimentos a serem atendidos 
no projeto, na produção e na 
montagem de painéis de parede 
pré-moldados que se enquadram 
nos critérios de classificação 
estabelecidos na Seção 5.
NBR 14859
Lajes pré-
fabricadas de 
concreto
Especificar os requisitos para 
os elementos pré-fabricados 
estruturais quanto à fabricação, 
recebimento e utilização dos 
componentes empregados 
na construção de lajes, para 
qualquer tipo de edificação.
108
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
Alvenaria 
estrutural
NBR 15961
Alvenaria 
estrutural – Blocos 
de concreto
Essa norma dividida em partes, 
especifica os requisitos mínimos 
exigíveis para o projeto de 
estruturas de alvenaria de blocos 
de concreto.
NBR 15812
Alvenaria 
estrutural – Blocos 
cerâmicos
Essa norma, dividida em partes, 
estabelece os requisitos mínimos 
exigíveis para o projeto de 
estruturas de alvenaria de blocos 
cerâmicos. Essa parte da NBR 
15812 também se aplica à análise 
do desempenho estrutural de 
elementos de alvenaria de blocos 
cerâmicos inseridos em outros 
sistemas estruturais.
NBR 15968
Qualificação 
de pessoas 
no processo 
construtivo para 
edificações – Perfil 
profissional do 
pedreiro de obras
Especificar o perfil de 
competência para o pedreiro de 
vedação, alvenaria estrutural, 
revestimento vertical externo, 
revestimento horizontal 
(contrapiso/piso) e revestimento 
vertical interno e para o 
encarregado de pedreiro de 
obras.
FONTE: A autora
A construção técnica aplica os padrões normativos em todas as etapas 
construtivas. Os projetos adotam os parâmetros da NBR 15575, que tem como 
objetivo estabelecer os requisitos e critérios de desempenho aplicáveis às 
edificações habitacionais, como um todo integrado, bem como a serem avaliados 
de forma isolada para um ou mais sistemas específicos, assim como na aquisição 
de profissionais qualificados no processo construtivo para edificação (ABNT, 
2013b).
2.1 CONCRETO ARMADO COM ALVENARIA DE VEDAÇÃO
Existem diversos sistemas construtivos no Brasil e o mais utilizado 
é o método de alvenaria de vedação com estrutura de concreto armado. Essas 
alvenarias podem ser compostas de tijolos cerâmicos ou blocos de concreto unidos 
entre si com uma mistura cimentícia chamada argamassa. Esse sistema não requer 
mão de obra com qualificação especializada, por isso se torna economicamente 
mais viável, porém a ocorrência de erros é maior também. Segundo Pereira (2018), 
esse tipo de sistema possui pontos positivos e negativos, tais como:
TÓPICO 3 | SISTEMAS CONSTRUTIVOS
109
• Vantagens:
ᵒ suporta grandes vãos;
ᵒ grande disponibilidade de mão de obra e materiais;
ᵒ pouco exigência de qualificação da mão de obra;
ᵒ facilita futuras reformas e mudanças no projeto.
• Desvantagens:
ᵒ maior custo;
ᵒ muito peso;
ᵒ maior tempo de execução;
ᵒ gera muitos resíduos.
FIGURA 18 – PRÉDIO EM ALVENARIA DE VEDAÇÃO E ESTRUTURA EM CONCRETO ARMADO
FONTE: <http://www.ebanataw.com.br/roberto/seguros/construcaoCLASSE1.htm>. Acesso em: 
17 out. 2019.
Assim como a estrutura de concreto armado é fechada e isolada com 
alvenaria, a estrutura metálica também. No entanto, as técnicas estruturais 
possuem métodos particulares em cada método de construção. Embora as 
alvenarias sejam feitas com os mesmos parâmetros, a finalização das paredes nas 
estruturas metálicas possui afastamentos que respeitam o trabalho de dilatação 
dos elementos metálicos da estrutura. 
http://www.ebanataw.com.br/roberto/seguros/construcaoCLASSE1.htm
110
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
FIGURA 19 – PRÉDIO EM ALVENARIA DE VEDAÇÃO E ESTRUTURA METÁLICA
FONTE: <http://guimaraesconstrucao.com.br/?portfolio=construcao-de-predio-em-estrutura-
metalica-e-alvenaria-2>. Acesso em: 17 out. 2019.
FIGURA 20 – DETALHE DE ALVENARIA COM A ESTRUTURA METÁLICA
FONTE: Salgado (2018, p. 124)
2.2 ESTRUTURA METÁLICA
A estrutura metálica é constituída por elementos como o aço, inox e ferro. 
De acordo com a demanda de carga da edificação, a estrutura será projetada com o 
perfil no teor de carbono ideal para atingir a resistência necessária. Essa estrutura 
requer mão de obra especializada e materiais apropriados para adequação do 
projeto, tornando uma obra às vezes cara e seletiva. 
Como visto no subtópico anterior, o conceito estrutural é similar ao sistema 
de concreto armado com fundações, pilares, vigas e lajes. No entanto, devido 
às propriedades do aço, o sistema de estrutura metálica possui características 
pertinentes as suaspropriedades, tais como:
• Dispensa formas.
• O comprimento dos vãos é bem maior. 
http://guimaraesconstrucao.com.br/?portfolio=construcao-de-predio-em-estrutura-metalica-e-alvenaria-2
http://guimaraesconstrucao.com.br/?portfolio=construcao-de-predio-em-estrutura-metalica-e-alvenaria-2
TÓPICO 3 | SISTEMAS CONSTRUTIVOS
111
• A estrutura é mais esbelta.
• O prazo de execução é menor se comparado ao concreto armado.
Os perfi s laminados são produzidos em siderúrgicas com dimensões e 
resistência conforme projeto solicitado. O material não é barato, porém o custo-
benefício prevalece na escolha desse sistema de construção dependendo do 
projeto e orçamento. 
FIGURA 21 – ESTRUTURA METÁLICA CLÁSSICA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DE PRÉDIO
FONTE: <https://www.escolaengenharia.com.br/estrutura-metalica/>. Acesso em: 17 out. 2019.
Para saber mais sobre execução de estruturas de aço, acesse: https://site.abece.
com.br/download/pdf/FolderExecucao10.12.pdf.
DICAS
Porém, não é somente em grandes prédios, galpões, estádios ou pontes 
que a estrutura metálica é muito utilizada, os recursos e benefícios desse sistema 
construtivo também podem ser aplicados para construção de residências de 
pequeno, médio ou grande porte.
O Steel Frame é um sistema construtivo industrializado e racionalizado. 
Sua estrutura é formada por perfi s de aço galvanizado e seu fechamento é feito 
por meio de placas cimentícias, de madeira ou drywall. A principal diferença 
do Steel Frame para os outros sistemas é a limpeza do canteiro de obras, pois a 
geração de resíduos é mínima e não há necessidade do uso de água (PEREIRA, 
2018). Pereira (2018) informa também que o sistema Steel Frame possui pontos 
positivos e negativos, tais como:
112
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
• Vantagens:
ᵒ agilidade na construção;
ᵒ redução do peso da estrutura;
ᵒ maior precisão na execução;
ᵒ melhor isolamento térmico e acústico;
ᵒ menor custo.
• Desvantagens:
ᵒ limite de pavimentos;
ᵒ difi culdade de encontrar mão de obra especializada.
FIGURA 22 – CONSTRUÇÃO COM STEEL FRAME
FONTE: <http://www.brasilengenharia.com/portal/noticias/destaque/12449-light-steel-frame-
uma-revolucao-silenciosa-no-setor-da-construcao-civil>. Acesso em: 17 out. 2019.
Para saber mais sobre Steel Frame, acesse: https://plastbrinq.com.br/steel-
frame/.
DICAS
2.3 ESTRUTURA DE MADEIRA
O método de construção do Wood Frame é muito parecido com o Steel 
Frame. A diferença é que no lugar dos perfi s de aço galvanizado são utilizados 
perfi s de madeira, normalmente de refl orestamento, como o pinus. Esse sistema 
construtivo é constituído por perfi s de madeira maciça, contraventados com 
chapas de OSB e estrutura de madeira autoclavada, com função de proteger a 
edifi cação de cupins e umidade (PEREIRA, 2018). O autor diz ainda que esse 
sistema construtivo possui pontos positivos e negativos, tais como:
TÓPICO 3 | SISTEMAS CONSTRUTIVOS
113
• Vantagens:
ᵒ canteiro de obras organizado e limpo;
ᵒ uso de madeira de reflorestamento, única matéria-prima renovável da 
construção civil;
ᵒ ótimo desempenho acústico e térmico;
ᵒ agilidade na construção;
ᵒ redução de geração de resíduos;
ᵒ baixo custo.
• Desvantagens:
ᵒ mão de obra especializada;
ᵒ limites de pavimentos;
ᵒ maiores cuidados com impermeabilização.
FIGURA 23 – CONSTRUÇÃO COM WOOD FRAME
FONTE: <https://glaucodinizduarteviagens.com.br/2019/02/19/glauco-diniz-duarte-estados-
unidos/>. Acesso em: 17 out. 2019.
Para saber mais sobre estruturas de madeira, acesse: http://www.fiepr.org.br/
para-empresas/conselhos/base_florestal/uploadAddress/Wood%20frame[15468].pdf.
DICAS
2.4 ESTRUTURA PRÉ-MOLDADA
Esse método é muito adotado para edificações sem muito espaço de 
canteiro de obras, sustentabilidade para grandes demandas de cargas construtivas 
ou mesmo para o melhor planejamento com prazos determinantes. 
https://glaucodinizduarteviagens.com.br/2019/02/19/glauco-diniz-duarte-estados-unidos/
https://glaucodinizduarteviagens.com.br/2019/02/19/glauco-diniz-duarte-estados-unidos/
http://www.fiepr.org.br/para-empresas/conselhos/base_florestal/uploadAddress/Wood frame%5b15468%5d.pdf
http://www.fiepr.org.br/para-empresas/conselhos/base_florestal/uploadAddress/Wood frame%5b15468%5d.pdf
114
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
A pré-fabricação das estruturas de concreto é um processo industrializado 
com grande potencial para o futuro. Todavia, geralmente a pré-fabricação ainda é 
vista por projetistas inexperientes como se fosse apenas uma variante técnica das 
construções de concreto moldadas no local. Nesse caso, a pré-fabricação significa 
apenas que partes da edificação são pré-moldadas em usinas fora do canteiro, 
para serem montadas depois na obra, como se o conceito inicial de uma estrutura 
moldada no local fosse obtido novamente. Esse ponto de vista é completamente 
errôneo. Todo sistema construtivo tem suas próprias características, que 
influenciam mais ou menos no layout da estrutura: largura do vão, sistemas de 
estabilidade etc. Para conseguir melhores resultados, o projeto deveria, desde o 
início, respeitar as demandas específicas e particulares estruturais dos sistemas 
construtivos pré-moldados (ACKER, 2003).
Geralmente, as edificações que adotam esse sistema construtivo possuem 
um grande volume e prazos fixos, como shoppings, universidades, fábricas e 
grandes lojas.
FIGURA 24 – CONSTRUÇÃO PRÉ-FABRICADA
FONTE: <http://www.zanollin.com.br/estruturas-de-concreto/estruturas-de-concreto/estrutura-
de-concreto-para-casas/estruturas-de-concreto-construcao-civil-marilia>. Acesso em: 17 out. 
2019.
Para saber mais sobre estruturas pré-fabricadas, acesse: http://www.ifbauer.
org.br/noticia/pre-fabricados-de-concreto-6.
DICAS
http://www.zanollin.com.br/estruturas-de-concreto/estruturas-de-concreto/estrutura-de-concreto-para-casas/estruturas-de-concreto-construcao-civil-marilia
http://www.zanollin.com.br/estruturas-de-concreto/estruturas-de-concreto/estrutura-de-concreto-para-casas/estruturas-de-concreto-construcao-civil-marilia
http://www.ifbauer.org.br/noticia/pre-fabricados-de-concreto-6
http://www.ifbauer.org.br/noticia/pre-fabricados-de-concreto-6
TÓPICO 3 | SISTEMAS CONSTRUTIVOS
115
3 SISTEMAS CONSTRUTIVOS NÃO CONVENCIONAIS
Com a defi nição de sistemas construtivos e conhecimento de normas 
visando à segurança e garantia das edifi cações, técnicos e construtores vêm 
implementando modernidade com sustentabilidade, e materiais como bambu, 
garrafas PET e terra tornaram-se elementos estruturais para algumas construções, 
porém os sistemas construtivos que não são normatizados ou não seguem um 
padrão de normas exclusivas, são considerados não convencionais.
Você já deve ter ouvido falar da fl exibilidade e resistência do bambu como 
índices de comparação para força e resistência, certo? Pois bem, a prática mostra 
muitos resultados positivos, e pessoas têm usado esse elemento encontrado 
na natureza para construírem postes, pontes, torres e até residências. Pouco 
ainda se conhece de normas que garantam as propriedades do bambu, mas há 
inúmeros pesquisadores que defendem e comprovam a efi cácia desse material 
para utilização na construção civil. Há muitos trabalhos técnicos e acadêmicos 
sobre esse assunto na internet.
FIGURA 25 – CONSTRUÇÃO COM ESTRUTURA DE BAMBU
FONTE: ABNT (2018, p. 14)
Para mais informações sobre construções com bambu, acesse: https://www.
scia.net/sites/default/fi les/thesis/construcoes_de_bambu_-_debora_0.pdf.
DICAS
116
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
Outro sistema utilizado por alguns construtores que adotam a ideia do 
pré-fabricado são os containers, uma vez em que a estrutura da caixa já vem 
pré-definida. Um container nada mais é do que uma caixa metálica destinada 
ao armazenamento de peças e materiais, e atualmente vem ganhando novas 
utilidades, seja para uma repartição em um canteiro de obras, para abrigar pessoas 
durante um evento (como uma feira, por exemplo) ou até mesmo servir como 
moradia paraalguma família em algum lugar. Essa ideia já é muito utilizada em 
países europeus e no Canadá, e aqui no Brasil vem ganhando espaço há alguns 
anos. 
Mas se você está achando desconfortável habitar numa caixa metálica em 
lugares frios ou em estações com altas temperaturas, observe que profissionais, 
como engenheiros e arquitetos que se especializam para construir com esse 
recurso estrutural, desenvolvem todo um sistema técnico para isolamento 
de acústica e térmica, instalações hidrossanitárias e até mesmo estilizar com o 
concreto e madeira para melhor acabamento. 
FONTE: <https://www.homify.com.br/foto/1921372/estudo-1-vista-longitudinal>. Acesso em: 17 
out. 2019. 
FIGURA 26 – PRÉDIO MONTADO COM CONTAINERS 
Para mais informações sobre construções com container, acesse: 
http://www.sp.senac.br/blogs/revistainiciacao/wp-content/uploads/2015/12/128_IC_
corre%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%B5es-do-autor.pdf.
DICAS
http://www.sp.senac.br/blogs/revistainiciacao/wp-content/uploads/2015/12/128_IC_corre%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%B5es-do-autor.pdf
http://www.sp.senac.br/blogs/revistainiciacao/wp-content/uploads/2015/12/128_IC_corre%C3%83%C2%A7%C3%83%C2%B5es-do-autor.pdf
TÓPICO 3 | SISTEMAS CONSTRUTIVOS
117
Continuando com a ideia do pré-fabricado e sistema alternativo de 
construção com sustentabilidade, vamos falar do ADOBE, conhecido também 
como earthbag, superadobe ou hiperadobe. Esse método consiste na técnica de 
empilhar terra ensacada, como utilizada pelos militares, para criarem barreiras 
contra inundações ou barricadas de proteção nos campos de batalha. 
A construção de alvenarias estruturais com a utilização de terra é muito 
antiga e utilizada em várias partes do planeta. Com uma breve pesquisa é 
possível encontrar castelos no deserto, muralhas em largos campos e casas em 
áreas rurais. Por ser um método simples, ecológico, resistente e econômico, 
muitas pessoas, sem grandes conhecimentos técnicos, podem executá-lo: bastam 
algumas ferramentas, sacos ecológicos especiais, arame farpado e espaço com 
grande quantidade de argila ou terra boa, já que a obra demanda material 
suficiente para montar todo o volume das paredes, que por sua vez precisam ser 
bem mais largas que as alvenarias padrões para garantir a estabilidade e ajuda no 
conforto térmico interno da construção depois de pronta.
O acabamento desse tipo de construção pode ser rústico como uma 
taipa ou revestido com argamassa e cerâmica, como as construções urbanas. A 
cobertura pode ser feita do mesmo método, já que este atende a grandes cargas 
devido ao alto índice de compressão ou outros tipos de estruturas, como a de 
madeira e telhados.
FIGURA 27 – RESIDÊNCIA CONSTRUÍDA COM O SISTEMA SUPERADOBE
FONTE: <https://construcaodicas.wordpress.com/2015/07/24/como-construir-com-sacos-de-
terra/>. Acesso em: 17 out. 2019.
https://construcaodicas.wordpress.com/2015/07/24/como-construir-com-sacos-de-terra/
https://construcaodicas.wordpress.com/2015/07/24/como-construir-com-sacos-de-terra/
118
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
Para mais informações sobre construções com superadobe, acesse: http://
portalvirtuhab.paginas.ufsc.br/hiperadobe/.
DICAS
As possibilidades e os sistemas construtivos são inúmeros, no entanto, para 
uma construção ser técnica, mesmo que não seja normativa ainda, precisa atender 
a alguns critérios de segurança e estrutura. Você se lembra qual é a norma que 
dita os procedimentos de ações e segurança nas estruturas? Isso mesmo! A tabela 
das principais referências normativas e convencionais de sistemas construtivos 
à NBR 8681, que atende a todos os tipos de estruturas, auxilia qualquer sistema 
construtivo possível de ser executado (ABNT, 2004b). Dependendo da elaboração 
do projeto é viável pesquisar normas, artigos técnicos e profissionais que estejam 
de acordo com a metodologia de construção escolhida, mesmo que inovadora.
E você, já pensou em inovar alguma construção? A figura a seguir é para 
lhe proporcionar ideias. Bons estudos.
FIGURA 28 – CASA DE CABEÇA PARA BAIXO
FONTE: <http://vogbee.com/br/essas-sao-as-12-casas-mais-incriveis-do-mundo/12/>. Acesso 
em: 17 out. 2019.
http://portalvirtuhab.paginas.ufsc.br/hiperadobe/
http://portalvirtuhab.paginas.ufsc.br/hiperadobe/
http://vogbee.com/br/essas-sao-as-12-casas-mais-incriveis-do-mundo/12/
119
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que: 
• Há sistemas de construções normatizadas, ou seja, que atendem às normas 
de padrão como a ABNT, em nível nacional, e sistemas que não atendem às 
convenções normatizadas. 
• Ambas precisam ser sustentáveis, duráveis e seguras.
• Sistemas construtivos convencionais podem ser:
ᵒ estruturas de concreto armado ou aço;
ᵒ estruturas de madeira;
ᵒ estruturas pré-fabricadas.
• Sistemas construtivos não convencionais podem ser:
ᵒ estruturas com bambu;
ᵒ estruturas com adobe;
ᵒ containers.
120
1 (TRF - 1ª REGIÃO, 2014) A NBR-15.575, enquanto Norma de desempenho, 
busca atender às exigências dos usuários e refere-se especificamente a 
sistemas que compõem edificações habitacionais, independentemente dos 
seus materiais constituintes e do sistema construtivo utilizado, e:
FONTE: <https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/41684.
pdf.>. Acesso em: 17 out. 2019.
a) ( ) O objetivo, de modo diferente das normas prescritivas, é estabelecer 
requisitos fundamentais com base no uso consagrado de produtos ou 
procedimentos, buscando o atendimento às exigências dos usuários.
b) ( ) O foco da norma está nas exigências dos usuários para o edifício 
habitacional e seus sistemas, considerando para tal o comportamento em 
uso e a prescrição atualizada de como os sistemas são construídos.
c) ( ) A forma de estabelecimento do desempenho é comum e 
internacionalmente pensada por meio da definição de requisitos, critérios 
e métodos de avaliação, os quais sempre permitem a mensuração clara do 
seu cumprimento.
d) ( ) A norma explora conceitos que, face à sua natureza conflitante 
relativamente aos critérios de medições, são aplicáveis somente com base 
nas condições do meio físico e da execução do empreendimento.
e) ( ) As normas de desempenho traduzem as exigências dos usuários em 
termos de requisitos e critérios, o que permite orientar soluções tecnicamente 
adequadas e, por isso, podem substituir as normas prescritivas.
2 (IFSC, 2017) Com relação às madeiras e estruturas de madeira, marque V 
para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. 
FONTE: <https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/42678.
pdf>. Acesso em: 17 out. 2019.
( ) As colunas de madeira podem ser de madeira roliça ou compostas por 
elementos contínuos e justapostos. 
( ) As madeiras não têm boa resistência à tração na direção das fibras. 
( ) As ligações estruturais de peças de madeira podem ser feitas por: cola; 
pregos; pinos; parafusos; conectares e entalhes. 
( ) As peças de madeira têm comprimento limitado pelo tamanho das árvores 
e meios de transporte. 
( ) A resistência à compressão normal às fibras é maior que a resistência à 
compressão paralela às fibras. 
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de cima para baixo. 
a) ( ) V, F, V, V, F.
b) ( ) F, F, V, V, F.
c) ( ) V, V, V, V, V.
d) ( ) V, F, F, V, F.
e) ( ) V, F, V, V, V.
AUTOATIVIDADE
https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/41684.pdf
https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/41684.pdf
https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/42678.pdf
https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/42678.pdf
121
TÓPICO 4
ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
UNIDADE 2
1 INTRODUÇÃO
Existem diversos tipos de alvenarias em função de sua aplicabilidade. Já 
falamos em alvenaria de vedação, aplicada para fechar, proteger e isolar uma 
edificação, com paredes cuja finalidade é apenas dividir ambientes internos. As 
alvenarias podem ser construídas ou simplesmente montadascom diversos tipos 
de materiais e tratamentos.
Chamamos de alvenaria o conjunto de peças justapostas coladas em 
sua interface, por uma argamassa apropriada, formando um elemento 
vertical coeso. Esse conjunto coeso serve para vedar espaços, resistir 
a cargas oriundas da gravidade, promover segurança, resistir a 
impactos, à ação do fogo, isolar e proteger acusticamente os ambientes, 
contribuir para a manutenção do conforto térmico, além de impedir a 
entrada de vento e chuva no interior dos ambientes (TAUIL; NESE, 
2010, p. 55).
Porém, há paredes que possuem como principal característica estruturar 
a edificação, ou seja, é a própria estrutura acima da fundação que não seja 
a alvenaria. Estas possuem particularidades para que a obra não seja só um 
amontoado de blocos ou tijolos e que pareça um jogo de lego gigante. 
Salgado (2018) define alvenaria estrutural como um sistema construtivo 
com a função de suportar os esforços estruturais da edificação, com a condição 
principal de padronização dos blocos para a eficácia e segurança desse sistema 
construtivo, uma vez que a modulação vertical e horizontal do projeto seja 
primordial. Para a base de cálculo, o sistema usa a NBR 10837.
Tauil e Nese (2010) dividem a alvenaria estrutural em três tipos: alvenaria 
não armada, alvenaria armada ou parcialmente armada e alvenaria protendida. 
Para construir com o sistema de alvenaria como estrutura é recomendado um 
projeto detalhado e de mão de obra qualificada. 
Há também as alvenarias pré-fabricadas de concreto, com as medidas 
e características definidas pelo projeto, que são construídas na empresa ou 
indústria qualificada e transportadas até a obra para serem encaixadas conforme 
orientação do projeto para atender às edificações modulares.
Construções históricas e milenares foram construídas em alvenaria 
estrutural, como, por exemplo, o Parthenon, na Grécia. No Brasil, essa técnica 
ganhou volume na década de 1980. 
122
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
2 ALVENARIA ESTRUTURAL COM BLOCOS
Para falar de alvenarias estruturais, inicialmente é preciso conhecer 
algumas especificações e normas para entender como se aplica cada processo 
da construção. As normas referentes à estrutura (NBR 15961, NBR 15812 e NBR 
15968) foram citadas no tópico anterior, agora vamos citar algumas normas que 
auxiliam e complementam as informações necessárias para projetar e executar 
obras com este sistema.
NBR 
6136
Blocos vazados de 
concreto simples para 
alvenaria
Essa norma estabelece os requisitos para 
produção e aceitação de blocos vazados de 
concreto simples, destinados à execução de 
alvenaria com ou sem função estrutural.
NBR 
15049
Chumbadores de adesão 
química instalados em 
elementos de concreto ou 
de alvenaria estrutural 
– determinação do 
desempenho
Descrever procedimentos para uma 
variedade de ensaios para determinação 
da resistência da ligação por adesão, 
desenvolvida pelo adesivo entre um 
elemento de fixação de aço e a superfície 
das paredes de um furo aberto no 
concreto ou na alvenaria estrutural 
(incluindo os elementos da alvenaria, 
o rejunte com argamassa e o graute), e 
para determinação dos efeitos sobre essa 
ligação de uma variedade de fatores, 
incluindo temperatura elevada, incêndio, 
radiação, umidade e ação de congelamento 
e descongelamento. O especificador ou o 
fabricante deve selecionar os ensaios que 
são apropriados para um dado sistema de 
ancoragem em relação a uma aplicação 
específica.
NBR 
14974
Bloco sílico-calcário para 
alvenaria
Estabelecer os requisitos mínimos 
exigíveis para especificação, recebimento, 
dimensões e campos de aplicação em obras 
de alvenaria estrutural ou de vedação, com 
ou sem revestimento, de blocos sílico-
calcários, e suas peças complementares de 
fabricação nacional ou importadas.
NBR 
12118
Blocos vazados de 
concreto simples para 
alvenaria — métodos de 
ensaio
Especificar métodos de ensaio para análise 
dimensional e determinação da absorção 
de água, da área líquida, da resistência à 
compressão e da retração por secagem, em 
blocos vazados de concreto simples para 
alvenaria.
QUADRO 11 – PRINCIPAIS NORMAS PARA ALVENARIA ESTRUTURAL
FONTE: A autora
TÓPICO 4 | ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
123
FONTE: Tauil e Nese (2010, p.21)
Quando a parede possui a função estrutural, esta substitui os elementos 
tradicionais de estruturas convencionais como pilares e vigas, pois as cargas 
da edifi cação são verticalmente distribuídas de modo uniforme nas alvenarias 
portantes, as que suportam as cargas, que por sua vez distribuem as cargas 
uniformemente ao longo da fundação (TAUIL; NESE, 2010). 
2.1 ALVENARIA NÃO ARMADA
Tauil e Nese (2010) explicam que esse tipo de alvenaria não recebe graute, 
mas reforços de aço (barras, fi os e telas) apenas por razões construtivas, nas 
vergas de portas, vergas e contravergas de janelas e outros reforços construtivos 
para aberturas. Esses aços também servem para evitar futuras patologias como 
trincas e fi ssuras provenientes da acomodação da estrutura, movimentação por 
efeitos térmicos, de vento e concentração de tensões.
FIGURA 29 – ALVENARIA NÃO ARMADA
124
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
2.2 ALVENARIA ARMADA OU PARCIALMENTE ARMADA
Para esse tipo de parede, que recebe reforços em algumas regiões devido 
às exigências estruturais, são utilizadas armaduras passivas de fi os, barras e 
telas de aço dentro dos vazios dos blocos e posteriormente grauteados, além do 
preenchimento de todas as juntas verticais (TAUIL; NESE, 2010).
FONTE: Tauil e Nese (2010, p.22)
FIGURA 30 – ALVENARIA ARMADA OU PARCIALMENTE ARMADA
2.3 ALVENARIA PROTENDIDA
Tauil e Nese (2010) citam que esse tipo de alvenaria reforçada por 
uma armadura ativa, ou seja, pré-tensionada, submete a alvenaria a esforços 
de compressão. Esse tipo de alvenaria é pouco utilizado, pois os materiais, 
dispositivos e mão de obra para a protensão têm custo muito alto para o nosso 
padrão de construção, tais como:
• Fixar a espera da barra ou cabo de protensão nas fundações.
• Levantar a parede encaixando os furos dos blocos na barra.
• Prever furos nas fi adas de caneletas.
TÓPICO 4 | ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
125
• Na altura da emenda da barra os trechos são conectados e protegidos.
• Segue-se a alvenaria até a última fi ada.
• Após 14 dias aplica-se a pro-tensão com um torquímetro, lembrando-se de 
engraxar as barras.
• Efetua-se a medição e o grauteamento da ancoragem.
FONTE: Tauil e Nese (2010, p.23)
FIGURA 31 – ALVENARIA PROTENDIDA
2.4 MODULAÇÃO DOS ELEMENTOS
O projeto para esse tipo de estrutura deve ser planejado e bem detalhado, 
caso contrário as peças não irão encaixar nas dimensões da obra. Os elementos das 
alvenarias não são chamados de tijolos e sim de blocos, que podem ser cerâmicos 
ou de concreto moldados com dimensões e aditivos necessários para atingirem a 
resistência necessária e nos padrões da norma. Há no mercado diversos modelos 
e fabricantes desses blocos, e o projetista deve estar ciente das dimensões e 
características de cada modelo de bloco, a fi m de melhor compor as alvenarias 
no projeto.
126
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
BLOCOS DIMENSÕES
Meio Bloco Estrutural – 14x19x14
Medidas (cm): 14x19x14 
Peças por m²: 33 
Peso: 2,75 (kg) 
Peças por carga: 6.000
Bloco Estrutural Principal – 14x19x29
 Medidas (cm): 14x19x29 
Peças por m²: 16 
Peso: 5,5 (kg) 
Peças por carga: 3.000
Bloco Estrutural de Amarração – 14x19x44
 Medidas (cm): 14x19x44 
Peças por m²: 11 
Peso: 7,6 (kg) 
Peças por carga: 2.000
CANALETAS
Calha “J” – 14x19x19
Medidas (cm): 14x19x19 
Peças por m²: 5 
Peso: 3,7 (kg) 
Peças por carga: 5.000
Calha “U” – 14x19x19
Medidas (cm): 14x19x19 
Peças por m2: 5 
Peso: 3,9 (kg) 
Peças por carga: 5.000
Calha “U” baixa – 14x09x19
Medidas (cm): 14x09x19 
Peças por m2: 5 
Peso: 1,9 (kg) 
Peças por carga: 9.000
QUADRO 12 – CARACTERÍSTICAS DE BLOCOS CERÂMICOS (NBR 15270)
FONTE: Adaptado de <http://www.ceramicasalema.com.br/produtos/alvenaria-estrutural/>.Acesso em:17 out. 2019.
http://www.ceramicasalema.com.br/produtos/alvenaria-estrutural/
TÓPICO 4 | ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
127
Família de 11,5 cm de largura DIMENSÕES
Bloco
Largura: 11,5 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 11,5 cm
Peças/M²: 40
Peso: 3,1 kg
Bloco
Largura: 11,5 cm 
Altura: 19 cm 
Comprimento: 11,5 cm
Peças/M²: 20
Peso: 5,6 kg
Bloco
Largura: 11,5 cm 
Altura: 19 cm 
Comprimento: 36,5 cm
Peças/M²: 13,3
Peso: 9,0 kg
Família de 29 cm de largura DIMENSÕES
Bloco
Largura: 14 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 29 cm
Peças/M²: 16,6
Peso: 8,7 kg
Bloco complementar
Largura: 14 cm
Altura: 7 cm
Comprimento: 14 cm
Peças/Metro: 6,7
Peso: 2,0 kg
Bloco complementar
Largura: 14 cm 
Altura: 19 cm 
Comprimento: 44 cm
Peso: 13,2 kg
Meio bloco
Largura: 14 cm 
Altura: 19 cm 
Comprimento: 14 cm
Peças/M²: 33,3
Peso: 4,0 kg
QUADRO 13 – CARACTERÍSTICAS DE BLOCOS CERÂMICOS (NBR 6136)
128
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
Família de 39 cm de largura DIMENSÕES
Bloco
Largura: 9 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 39 cm
Peças/M²: 12,5
Peso: 8,0 kg
Bloco
Largura: 14 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 39 cm
Peças/M²: 12,5 
Peso: 11,7 kg
Bloco
Largura: 19 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 39 cm
Peças/M²: 12,5
Peso: 16,2 kg
Bloco complementar
Largura: 14 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 9 cm
Peso: 3,3 kg
Bloco complementar
Largura: 14 cm 
Altura: 19 cm 
Comprimento: 34 cm
Peso: 10,2 kg
Bloco complementar
Largura: 14 cm 
Altura: 19 cm 
Comprimento: 54 cm
Peso: 17,4 kg
Meio bloco
Largura: 9 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 19 cm
Peças/M²: 25
Peso: 3,6 kg
Meio bloco
Largura: 14 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 19 cm
Peças/M²: 25
Peso: 5,4 kg
TÓPICO 4 | ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
129
Meio bloco
Largura: 19 cm
Altura: 19 cm
Comprimento: 19 cm
Peças/M²: 25
Peso: 7,8 kg
FONTE: Adaptado de <http://www.multibloco.com.br/produtos/lista.asp?grupo=6>. Acesso em: 
17 out. 2019.
Com as opções dos modelos de blocos, a modelagem das alvenarias em 
projetos segue a norma de encaixe alternados pelas fiadas, começando pelos 
cantos e entroncamentos com outras paredes, como mostra o esquema na imagem 
a seguir.
FONTE: <http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/upload/imagens/Proj%20Arq_06.JPG>. 
Acesso em: 17 out. 2019. 
FIGURA 32 – AMARRAÇÃO DE PAREDES EM “L” E “T”
2.5 VANTAGENS E DESVANTAGENS
As principais vantagens no sistema de alvenaria estrutural são economia, 
rapidez e racionalização (CAMPOS, 2012): 
• Economia: os números são muito variáveis, mas ficam entre 15 e 20% do custo 
da estrutura da obra:
ᵒ redução das formas;
ᵒ redução do número de especialidades de mão de obra;
ᵒ redução dos revestimentos;
ᵒ redução da armação;
ᵒ redução de desperdícios.
• Rapidez: a obra de alvenaria é mais rápida, limpa e segura.
• Racionalização: o sistema construtivo induz à: 
ᵒ racionalização de uma série de outras atividades como, por exemplo, as 
instalações elétricas e hidráulicas;
http://www.multibloco.com.br/produtos/lista.asp?grupo=6
http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/upload/imagens/Proj Arq_06.JPG
130
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
ᵒ menor diversidade de materiais;
ᵒ facilidade de controle;
ᵒ eliminação de interferências;
ᵒ distribuição das cargas no solo mais uniforme.
De acordo com Campos (2012, p. 15), as principais desvantagens no 
sistema de alvenaria estrutural são: 
• Impede a execução de reformas que alterem a disposição das 
paredes estruturais.
• A concepção estrutural pode acabar condicionando o projeto 
arquitetônico.
• A alvenaria não admite improvisações do tipo:
ᵒ “depois tira na massa”;
ᵒ “faz e quebra”;
ᵒ “na obra a gente vê o que faz”.
Para saber mais sobre alvenaria estrutural, acesse: http://wwwp.feb.unesp.br/
pbastos/alv.estrutural/Palestra%20Anicer-1.pdf.
DICAS
3 ALVENARIA ESTRUTURAL DE CONCRETO
Seguindo a ideia de alvenaria estrutural, porém agora como peça única, 
existem os sistemas pré-fabricados ou moldados no local, onde as alvenarias 
passam a ser chamadas de módulos e são projetadas individualmente para 
atender à particularidade de cada parede de uma construção nesse sistema. O 
projeto prevê todas as instalações necessárias de cada parede, a carga que ela 
deverá distribuir na fundação e acabamentos. Os encaixes são planejados por 
escala para que não haja equívocos na hora da montagem no local quando as 
paredes são pré-fabricadas.
http://wwwp.feb.unesp.br/pbastos/alv.estrutural/Palestra Anicer-1.pdf
http://wwwp.feb.unesp.br/pbastos/alv.estrutural/Palestra Anicer-1.pdf
TÓPICO 4 | ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
131
FONTE: <http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/upload/imagens/Proj%20Arq_06.JPG>. 
Acesso em: 17 out. 2019. 
FIGURA 32 – AMARRAÇÃO DE PAREDES EM “L” E “T”
Esse sistema é industrializado e utiliza formas para moldar o concreto 
conforme as propriedades de cada parede da edificação. Embora esse método 
pareça ser complicado ou muito sofisticado, saiba que o custo maior está no 
investimento da indústria de fôrmas, porém, toda a receita investida inicialmente 
é diluída no volume da produção. Esse sistema construtivo geralmente é mais 
aplicado em conjuntos habitacionais, licitação de estádios ou edificações que 
demandam curto prazo de execução. 
As obras pré-modulares requerem maior atenção aos projetos que visam 
a todo o tempo a execução. A NBR 15873 orienta a coordenação modular para 
edificações, para evitar possibilidades de erros, uma vez que o concreto, após o 
seu lançamento, não pode ser mexido (ABNT, 2010c). Outras normas da ABNT 
ditam parâmetros para o sistema de edificações modulares:
• NBR 16055: parede de concreto moldada no local para a construção de 
edificações – requisitos e procedimentos.
• NBR 15575: edificações habitacionais – desempenho.
• NBR 12655: concreto de cimento Portland – preparo, controle, recebimento e 
aceitação.
O sistema de fôrma é industrializado, assim como a elaboração do 
concreto, mas não pense que a obra consiste apenas em projetar, montar fôrmas, 
concretar, e está pronta, porque essas etapas são apenas partes da metodologia 
de construção. Há o controle em todo o processo, pois uma simples retirada de 
fôrma sem o devido cuidado pode causar vibração no concreto ainda na cura 
e ocasionar patologias nas estruturas. Os cantos de fôrmas também precisam 
ser cautelosamente cuidados para evitar volumes ou rebarbas inadequadas que 
impeçam o encaixe de esquadrias que também são projetadas e escolhidas no 
padrão modular (WENDLER; MONGE, 2018). 
http://www.comunidadedaconstrucao.com.br/upload/imagens/Proj Arq_06.JPG
132
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
01
Seguir fielmente todas as 
diretrizes do projeto estrutural: 
posição das armaduras, reforços, 
juntas de indução etc.
06
Nunca posicionar duas caixas 
elétricas uma “de costas” para 
a outra.
02
Utilizar sistemas de fôrmas 
específicos para o sistema e não 
fazer adaptações.
07 Nunca encostar dois ou mais eletrodutos dentro da parede.
03
Seguir as diretrizes do projeto 
de montagem/desmontagem das 
fôrmas – certificar-se de montar 
todas as peças do sistema de 
fôrmas.
08
Tomar providências para que 
não ocorram interrupções 
durante a concretagem.
09 Não provocar impactos nas paredes durante a desforma.
04
Colocar espaçadores plásticos de 
armadura em número suficiente 
(6 unid./m2 nas paredes e 4 unid./
m² nas lajes).
10
Não permitir vibrações 
próximas às paredes de 
concreto, como, por exemplo, 
compactação de ruas, 
cravação de estacas etc.
05
Colocar espaçadores plásticos nos 
eletrodutos em número suficiente 
(2 unid./m de eletroduto).
11 Fazer cura adequada por pelo menos 3 dias.
QUADRO 14 – 11 MANDAMENTOS DA PAREDE DE CONCRETO MOLDADA NO LOCAL
FONTE: Wendler e Monge (2018, p. 41)
Assim como as fôrmas delimitam as paredes de pequenas casas, é possível 
construir prédios com o mesmo processo. Essa técnica é usada para torres, pilares 
de pontes e outras obras que precisam de agilidade na execução. 
FIGURA 34 – FORMAS PARA MOLDAGEM DE ALVENARIAS NA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIO
FONTE: <https://engenharia360.com/sistemas-construtivos-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-paredes-de-concreto-moldadas-in-loco/>. Acesso em: 17 out. 2019.
https://engenharia360.com/sistemas-construtivos-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-paredes-de-concreto-moldadas-in-loco/
https://engenharia360.com/sistemas-construtivos-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-paredes-de-concreto-moldadas-in-loco/
TÓPICO 4 | ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
133
Você notou como as normas são importantes? Esse curso é exato e, para isso, 
segue as orientações normatizadas. É possível construir com estilo e personalidade, mas 
orientado pelas normas para discernir o que é certo ou não.
DICAS
Assista a uma animação de alvenaria de concreto moldado no local, acessando: 
https://www.youtube.com/watch?v=AHbo97alQdM.
ATENCAO
https://www.youtube.com/watch?v=AHbo97alQdM
134
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
LEITURA COMPLEMENTAR
Método de construção com materiais recicláveis de um ambiente
Autor Ana Maria Castro Machado et al
Introdução
A indústria da construção constitui um dos maiores e mais ativos setores 
em toda economia mundial que consomem matéria-prima (AMOEDA,2003). 
Em paralelo, os crescentes níveis populacionais associados com a elevação do 
poder aquisitivo têm contribuído com o crescimento progressivo e acumulativo 
da produção de dejetos descartados em aterros sanitários e/ou lixões. A 
Reciclagem de PET colabora para preservação ambiental, de maneira geral, a 
reciclagem do PET pode ocorrer de três diferentes maneiras: reciclagem química 
— onde os componentes das matérias primas do PET são separados; reciclagem 
energética — onde o calor da queima do resíduo pode ser aproveitado para a 
geração de energia elétrica (centrais termelétricas); reciclagem mecânica — onde 
é realizada a coleta seletiva, a produção de flocos e a reutilização do material 
para a produção de outros produtos, inclusive embalagens, mas para fins não 
alimentícios(FORMIGONI,2007).
Nesta última forma de reciclagem estão as tentativas de utilização das 
garrafas de PET na construção civil, sempre com o intuito de minimizar os 
custos, criando alternativas para uma construção mais acessível (ABIPET,2015). 
As necessidades implícitas em termos de construção de edifícios e outras 
infraestruturas, agrava ainda mais o consumo de matérias-primas não renováveis, 
bem assim como a produção de resíduos. A sustentabilidade da indústria da 
construção, em particular o caso dos materiais de construção, assume desta forma 
um papel primordial de divulgação e aprofundamento do assunto. Diante destes 
fatos, preocupações ambientais entram no foco de desenvolvimento sustentável, 
para Fritjof Capra, sustentabilidade é um complexo de organização que tem 
como características: reciclagem, interdependência, parceria, flexibilidade e 
diversidade. Assim, a sustentabilidade, não se refere apenas à preservação e 
conservação do meio ambiente, mas, a relação entre os princípios da ecologia 
referentes à sustentação da vida: redes, ciclos, energia solar, alianças, diversidade 
e equilíbrio dinâmico. Considerando tipos de construção alternativa, a utilização 
de garrafas de pet no lugar de tijolos, pode reduzir o custo da obra em 2/3 do 
valor e atende os pré-requisitos necessários para ser utilizado como material de 
construção (NETO,2014). Este trabalho apresenta os métodos utilizados do uso 
do resíduo plástico (garrafa pet) como matéria-prima.
Material e Métodos
Este artigo foi elaborado com dados obtidos através de bancos de dados, 
tais como a capes e scielo, referentes aos métodos de construção de ambientes 
com garrafas PETS como material. Foi escolhido o ambiente denominado Casa 
TÓPICO 4 | ALVENARIA ESTRUTURAL E CONCRETO
135
PET instalada na FATEC de Presidente Prudente que ocupa um espaço de 24 m2, 
como mostra a Figura 1. E a edificação EcoARK, localizada em Taipei, Taiwan, 
ocupando cerca de 2000 m², com três níveis, como mostra a figura 2.
Resultados e Discussão
1. Projeto Casa PET
Na construção do ambiente “Casa PET”, foi realizada a nivelação e 
limpeza da área para implantar as cavas, que delimitam o local onde as paredes 
são colocadas, posteriormente foram preenchidas com concreto. Para a fundação 
das paredes, as garrafas PETS, provenientes de campanhas de doações, foram 
dispostas de maneira que ficassem deitadas e sobrepostas, sendo preenchidas 
com uma mistura de solo cimento (numa proporção de 90% de areia e 10% 
de cimento) com o auxílio de um grupo de escoteiros da cidade de Presidente 
Prudente, para garantir a rigidez do material, sendo unidas com areia, cimento, cal 
e água. Em seguida foi feito um contra piso de cimento, onde todo o encanamento 
ficou embutido e foi dado o acabamento, como a colocação de janelas e portas. 
O ambiente “CASA PET” proporcionou uma redução elevada e significativa nos 
custos de produção, cerca de 2/3, dando uma alternativa acessível com os mesmos 
benefícios de um ambiente tradicional.
FIGURA 1 - IMAGEM DEMONSTRATIVA DO AMBIENTE CASA PET
FONTE: Casa PET da FATEC, 2014.
2. EcoARK
Na construção do pavilhão da EcoARK foram utilizadas cerca de 1,5 
milhão de garrafas PET, porém foram transformadas em polli-tijolo para criar 
uma estrutura de intertravamento (colmeia) o que confere leveza e transparência 
ao material, permitindo a entrada de luz. Os polli-tijolos são fixados em uma 
malha metálica e uma peça de acrílico revestida por uma substância ininflamável, 
juntamente com uma placa de LED, para iluminar a fachada. Posteriormente são 
136
UNIDADE 2 | FUNDAÇÕES E SISTEMAS ESTRUTURAIS
fi xados em perfi s metálicos ligados a estrutura do prédio. Em relação a estrutura 
pode ser removida com facilidade, funcionando como um lego, com a mesma 
funcionalidade de uma cortina de vidro, porém pesa cerca de apenas 1/5 em 
relação à essas estruturas e custa menos da metade.
FIGURA 2 - PAVILHÃO ECOARK
FONTE: National Geographic,2015.
Conclusões
Foi comprovado que o uso de garrafas pets como principal matéria-prima 
na construção de ambientes é viável e não desestabiliza a estrutura da casa, 
apresentou alta efi ciência para suportar sobrepeso, uma ótima durabilidade. 
Como reaproveitamento do resíduo plástico (descartados erroneamente) esta é 
uma alternativa economicamente viável para a construção de ambientes.
FONTE: <https://repositorio.unesp.br/handle/11449/142205>. Acesso em: 21 out. 2019.
137
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que:
• Existe um sistema construtivo normatizado chamado alvenaria estrutural, que 
pode ser composto de blocos ou em peças modulares em concreto constituindo 
paredes que transmitem as cargas para as fundações de forma homogênea. 
Para isso há critérios e cuidados em cada etapa da obra, como:
ᵒ elaboração de projeto de alvenaria estrutural e industrial também;
ᵒ contratação de mão de obra qualificada;
ᵒ controle de qualidade em todas as etapas.
• Mesmo que constituída por blocos, a alvenaria estrutural pode ser qualificada 
em três tipos:
ᵒ alvenaria não armada;
ᵒ alvenaria armada ou parcialmente armada;
ᵒ alvenaria protendida.
138
1 (IESES, 2016) A Alvenaria Estrutural é um sistema construtivo racionalizado 
no qual os elementos desempenham a função estrutural e de vedação ao 
mesmo tempo. O projeto deve seguir a rigorosos modelos matemáticos pré-
estabelecidos. Assinale a alternativa que NÃO correspondente à alvenaria 
estrutural. 
FONTE: <https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/47331/ieses-
2016-bahiagas-tecnico-de-processos-tecnologicos-edificacoes-prova.pdf?_
ga=2.99818011.423320919.1568594992-1595872328.1568055989>. Acesso em: 17 out. 
2019.
a) ( ) Como os blocos vazados permitem a passagem das tubulações elétricas 
e hidráulicas, também não há necessidade de quebrar paredes, reduzindo 
desperdícios de materiais e mão de obra.
b) ( ) Uma das medidas de economia para viabilizar um empreendimento 
é empregar blocos de concreto com diversas resistências à compressão, de 
acordo com a faixa de andar executada.
c) ( ) Na alvenaria estrutural, elementos como pilares e vigassão 
desnecessários, pois as paredes, chamadas portantes distribuem a carga 
uniformemente ao longo dos alicerces.
d) ( ) Na alvenaria estrutural não é dispensado o dimensionamento e 
execução de pilares convencionais, apenas elimina a execução de vigas 
aéreas, mas contribui significativamente para a redução de desperdícios de 
materiais e mão de obra.
e) ( ) Na Alvenaria Estrutural elimina-se a estrutura convencional, o que 
conduz à importante simplificação do processo construtivo, reduzindo 
etapas e mão de obra, com consequente redução do tempo de execução.
2 (INPI, 2006) Os processos tecnológicos aplicados à construção civil incluem 
a alvenaria estrutural, na qual se elimina a estrutura convencional de 
concreto armado, simplificando o processo construtivo com redução de 
etapas, mão de obra e, consequentemente, tempo de execução. No que se 
refere às características dessa tecnologia de construção, assinale a opção 
correta. 
FONTE: <https://arquivo.pciconcursos.com.br/provas/11064656/459a015a3996/inpi_006_1.
pdf>. Acesso em: 17 out. 2019. 
a) ( ) Os acabamentos conseguidos com esse tipo de alvenaria são de maior 
espessura, se comparados com os do sistema tradicional de construção.
b) ( ) Esse processo oferece menos segurança ao operário.
c) ( ) Não é possível construir pilares em alvenaria estrutural.
d) ( ) Essa tecnologia de construção gera menos entulho.
e) ( ) A montagem da estrutura é feita de modo que o eixo longitudinal dos 
furos dos tijolos (ou blocos) fique na posição horizontal. 
AUTOATIVIDADE
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/47331/ieses-2016-bahiagas-tecnico-de-processos-tecnologicos-edificacoes-prova.pdf?_ga=2.99818011.423320919.1568594992-1595872328.1568055989
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/47331/ieses-2016-bahiagas-tecnico-de-processos-tecnologicos-edificacoes-prova.pdf?_ga=2.99818011.423320919.1568594992-1595872328.1568055989
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/47331/ieses-2016-bahiagas-tecnico-de-processos-tecnologicos-edificacoes-prova.pdf?_ga=2.99818011.423320919.1568594992-1595872328.1568055989
https://arquivo.pciconcursos.com.br/provas/11064656/459a015a3996/inpi_006_1.pdf
https://arquivo.pciconcursos.com.br/provas/11064656/459a015a3996/inpi_006_1.pdf
139
UNIDADE 3
ESTRUTURAS DE CONCRETO, 
VEDAÇÕES VERTICAIS E 
COBERTURAS
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
PLANO DE ESTUDOS
A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:
• conhecer metodologias de construções com concreto armado;
• reconhecer as diferentes etapas da concretagem;
• reconhecer projetos e técnicas de diversos tipos de alvenarias;
• conhecer procedimentos de vedações e fechamentos de alvenarias;
• identificar alguns tipos de coberturas;
• conhecer algumas normas e textos técnicos.
Esta unidade está dividida em quatro tópicos. No decorrer da unidade, 
você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo 
apresentado.
TÓPICO 1 – EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETOS
TÓPICO 2 – CONCRETAGEM
TÓPICO 3 – PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
TÓPICO 4 – COBERTURAS
Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos 
em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá 
melhor as informações.
CHAMADA
140
141
TÓPICO 1
EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Na unidade anterior estudamos sobre diferentes sistemas construtivos. 
Dentre os sistemas normatizados temos como principal, e mais utilizado no 
mercado, as construções executadas com o concreto armado. Embora haja outros 
elementos que permitam estruturas mais esbeltas, com vãos maiores, mais leves 
e cronogramas mais curtos, as estruturas em concreto ainda estão em alta e isso 
talvez seja pelo fato do conservadorismo, ou pela solidez, mas observa-se que 
todo técnico que projeta uma estrutura, seja o desenho inovador que for, sempre 
prevê uma parte em concreto.
Na maior parte dos projetos, as estruturas metálicas são ancoradas em 
blocos ou fundações em concreto armado. As estruturas de madeira precisam de 
base sólida, estável e que as proteja das intempéries do solo. O concreto atende a 
essas demandas com garantias.
O concreto é a criação humana que mais se aproxima das rochas encontradas 
na natureza e talvez seja um dos elementos mais analisados em laboratórios 
técnicos. Por isso existem tantas normas com definições, procedimentos, 
nomenclaturas e ensaios com o concreto.
Mas você sabe como foi feito o primeiro concreto? Acreditaria se o concreto 
armado tivesse sido criado por um jardineiro?
Após Josef Aspdin desenvolver o cimento na ilha de Portland, na Inglaterra, 
um jardineiro francês chamado Joseph Monier, em 1861, construía jarros de flores 
que não resistiam à carga e se rompiam, até quando teve a ideia de acrescentar 
barras de aço na parte tracionada das peças feitas em argamassas de cimento, 
e gerou o concreto armado. Animado com sua experiência, Monier conseguiu 
chegar ao concreto armado, tal como o entendemos atualmente. Obteve, a partir 
de 1867, sucessivas patentes para a construção de tubos, lajes, pontes, obtendo 
êxitos em suas obras, mesmo sem qualquer base científica, apenas por métodos 
puramente empíricos. Depois que os direitos da patente de Monier foram 
vendidos para firmas alemãs, o concreto armado pôde encontrar uma primeira 
teoria cientificamente consistente, comprovada experimentalmente, elaborada e 
publicada por Emil Mörsch, em 1902 (SÜSSEKIND, 1980).
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
142
2 GENERALIDADES
O concreto é uma mistura de cimento e materiais inertes, ou seja, 
agregados miúdos e graúdos que devidamente misturados apresentam uma 
mistura uniforme com a adição de água. 
Süssekind (1980) afirma que o concreto é empregado em todos os tipos 
de estruturas. É usado nas estruturas de edifícios residenciais, industriais, 
pontes, túneis, barragens, abóbadas, silos, reservatórios, cais, fundações, 
obras de contenção, galerias de metrô etc. Listando três razões básicas, todas 
individualmente indispensáveis, o concreto armado pode ser considerado uma 
solução viável, durável e de enorme confiabilidade a:
• Trabalho conjunto do concreto e do aço, assegurado pela aderência entre os 
dois materiais.
• Os coeficientes de dilatação térmica do aço e concreto são praticamente iguais.
• O concreto protege da oxidação o aço da armadura, garantindo a durabilidade 
da estrutura.
As vantagens e desvantagens do concreto armado, segundo Süssekind 
(1980, p. 4), são:
• Vantagens:
ᵒ Economia, basicamente a mais importante. O concreto (armado ou 
protendido) é mais barato que a solução metálica na maioria dos casos, só 
perde para ela em casos de vãos excessivamente grandes.
ᵒ Adaptação a qualquer tipo de forma e facilidade de execução.
ᵒ Ótima solução para estruturas monolíticas, hiperestáticas, com maiores 
reservas de segurança.
ᵒ Manutenção e conservação praticamente nulas, associadas à grande 
durabilidade.
ᵒ Resistência a efeitos térmicos, atmosféricos e a desgastes mecânicos.
• Desvantagens:
ᵒ A grande desvantagem do concreto armado é seu peso próprio (2,5 t/m³) e 
concreto simples (de valores entre 1,2 e 2,0 t/m³).
ᵒ Outra desvantagem está na dificuldade de reformas ou demolições e o baixo 
grau de proteção térmica que oferece.
2.1 COMPONENTES DO CONCRETO
Como já mencionamos antes, o concreto é uma mistura de cimento, 
materiais inertes e água. Vejamos um pouco de cada um desses componentes.
TÓPICO 1 | EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
143
2.1.1 Cimento
O cimento geralmente é comprado em sacos de 50 kg e existem diversos 
tipos com diferentes funções. A Associação Brasileira de Cimento Portland – 
ABCP –p e a NBR 16697 dividem o cimento por tipo e padronizam por sigla cada 
tipo e suas características:
Tipos de cimento 
Portland
Siglas Características
Cimento Portland 
comum CP I
É muito adequado para o uso em construções 
de concreto em geral quando não há exposição 
a sulfatos do solo ou deáguas subterrâneas, e 
quando não há necessidade de desforma rápida ou 
baixo desprendimento de calor. Também utilizado 
como retardador da pega.
Comum com 
adições CP I-S
Com até 10% de material carbonático em massa, 
recomendado para construções em geral, com as 
mesmas características.
Composto com 
Escória CP II-E
Recomendado para estruturas que exijam um 
desprendimento de calor moderadamente lento ou 
que possam ser atacados por sulfatos.
Composto com 
Pozolana CP II-Z
Empregado em obras civis em geral, subterrâneas, 
marítimas e industriais. O concreto feito com 
esse produto é mais impermeável e por isso mais 
durável.
Composto com 
Fíler CP II-F Para aplicações gerais.
Alto Forno CP III
Apresenta maior impermeabilidade e durabilidade, 
baixo calor de hidratação, assim como alta 
resistência à expansão devido à reação álcali-
agregado, além de ser resistente a sulfatos. É 
particularmente vantajoso em obras de concreto-
massa, tais como barragens, peças de grandes 
dimensões, fundações de máquinas, pilares, 
obras em ambientes agressivos, tubos e canaletas 
para condução de líquidos agressivos, esgotos e 
efluentes industriais, concretos com agregados 
reativos, pilares de pontes ou obras submersas, 
pavimentação de estradas e pistas de aeroportos.
QUADRO 1 – TIPOS DE CIMENTO
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
144
Pozolânico CP IV
É especialmente indicado em obras expostas à 
ação de água corrente e ambientes agressivos. O 
concreto feito com este produto, em igualdade 
de condições, se torna mais impermeável, mais 
durável, apresentando resistência mecânica à 
compressão superior à do concreto feito com CP I, 
a idades avançadas.
Alta resistência 
inicial
CP 
V-ARI
É o tipo mais adequado para aplicações onde o 
requisito de elevada resistência às primeiras idades 
é fundamental, como na indústria de pré-moldados 
e, especialmente, na aplicação da protensão. 
No entanto, apesar de garantir um crescimento 
acelerado de resistência já nos primeiros dias, há 
um decréscimo na velocidade desse crescimento, 
tendendo a valores finais assintóticos próximos aos 
obtidos para os demais tipos de cimento a idades 
mais avançadas.
Resistente a 
Sulfatos CP RS
Oferece resistência aos meios agressivos sulfatados, 
como redes de esgotos de águas servidas ou 
industriais, água do mar e em alguns tipos de solos. 
Pode ser usado em concreto dosado em central, 
concreto de alto desempenho, obras de recuperação 
estrutural e industriais, concretos projetado, 
armado e protendido, elementos pré-moldados de 
concreto, pisos industriais, pavimentos, argamassa 
armada, argamassas e concretos submetidos ao 
ataque de meios agressivos, como estações de 
tratamento de água e esgotos, obras em regiões 
litorâneas, subterrâneas e marítimas.
Baixo Calor de 
Hidratação CP BC
Este tipo de cimento tem a propriedade de retardar 
o desprendimento de calor em peças de grande 
massa de concreto, evitando o aparecimento 
de fissuras de origem térmica, devido ao calor 
desenvolvido durante a hidratação do cimento.
Branco CPB
Pode ser estrutural e não estrutural. O estrutural 
é aplicado em concretos brancos para fins 
arquitetônicos, com classes de resistência 25, 32 
e 40, similares às dos demais tipos de cimento 
e pode, portanto, ser utilizado nas mesmas 
aplicações do cimento cinza. Já o não estrutural não 
tem indicações de classe e é aplicado, por exemplo, 
em rejuntamento de azulejos e em aplicações não 
estruturais.
FONTE: Salgado (2018, p. 94-95)
TÓPICO 1 | EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
145
2.1.2 Agregados
A NBR 7211 define agregados como miúdo ou graúdo:
• Miúdo – Areia de origem natural ou resultante do britamento de 
rochas estáveis, cujos grãos passam pela peneira de 4,75 mm e ficam 
retidos na peneira 0,150 mm.
• Graúdo – Pedra britada proveniente de rochas estáveis, ou a mistura 
de ambos, cujos grãos passam pela peneira 152 mm e ficam retidos na 
peneira 4,75 mm (ABNT, 1983, p.2). 
Existem os agregados naturais, os agregados artificiais (bica-corrida, 
rachão, restolho e blocos) e os agregados industrializados divididos em leves 
(argila expandida e vermiculita) e pesados (hematita e barita).
2.1.3 Água
A água utilizada no concreto deve ser potável. Não pode haver qualquer 
resíduo de óleo ou cloro, para não interferir na homogeneidade da mistura nem 
na composição química do cimento. Assim, também não pode ser utilizada água 
do mar nem água de fonte salobra.
A dosagem de água deve obedecer ao traço solicitado, pois é a quantidade 
de água que vai alterar a consistência do concreto. 
Para saber mais sobre as propriedades do concreto, veja as literaturas: 
PETRUCCI, Eladio G. R. Concreto de cimento Portland. 7. ed. Porto Alegre: Globo, 1980; e 
LEONHARD, F. Construções de concreto. Rio de Janeiro: Interciência, 2008.
DICAS
As construções com estrutura de concreto podem ser armadas ou 
protendidas. Embora à primeira vista pareçam ser a mesma coisa, a diferença 
principal está na aplicação da tensão e dos esforços solicitantes da estrutura. 
Para Santos, Pinheiro e Muzardo (2004), o concreto com armadura 
passiva (concreto armado) pode ter a sua ferragem composta por barras ou 
fios, posicionados, dimensionados e amarrados conforme projeto do calculista. 
Todas essas informações do projeto são necessárias e precisam ser respeitadas na 
execução para atender às reações calculadas. Um erro de execução pode ocasionar 
o colapso da construção. Já o concreto com armadura ativa (concreto protendido) 
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
146
possui como ferragens fios e cordoalhas. Essas armaduras são as pré-tracionadas, 
por equipamentos próprios, e depois da cura do concreto as tensões são aliviadas, 
portanto, os fios e/ou as cordoalhas aplicam uma força de compressão no elemento 
estrutural conforme dimensionamento em projeto.
FIGURA 1 – CONSTRUÇÃO COM ESTRUTURA DE CONCRETO
FONTE: <http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=19&Cod=2097>. Acesso 
em: 7 nov. 2019.
A estrutura de concreto pode ter a armadura ativa ou passiva, ou ambas. 
Sua aparência ou o seu acabamento final não mostrará a diferença das armaduras 
porque o concreto será moldado conforme a fôrma e isolará qualquer ferragem 
contra oxidação por exposição ao oxigênio.
3 SISTEMA DE FÔRMAS
 
A NBR 14931, no item 7, recomenda que o sistema que compreende as fôrmas, 
o escoramento, o cimbramento e os andaimes, incluindo seus apoios, bem como as 
uniões entre os diversos elementos, deve ser projetado e construído de modo a ter: 
• Resistência às ações a que possa ser submetido durante o processo 
de construção; 
[...]
• Rigidez suficiente para assegurar que as tolerâncias especificadas 
para a estrutura e especificações do projeto sejam satisfeitas e a 
integridade dos elementos estruturais não seja afetada (ABNT, 2004a, 
p. 5-6).
Ainda, a NBR 14931 cita no item 7.1 que assim como o formato, a função, a 
aparência e a durabilidade de uma estrutura de concreto permanente não devem 
ser prejudicadas devido à qualquer problema com as fôrmas, o escoramento ou 
sua remoção. As fôrmas devem adaptar-se ao formato e às dimensões das peças 
da estrutura projetada.
http://www.forumdaconstrucao.com.br/conteudo.php?a=19&Cod=2097
TÓPICO 1 | EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
147
As fôrmas podem ser feitas de madeira, aço ou qualquer material resistente 
para garantir a integridade geométrica dos elementos a serem moldados na obra 
(ABNT, 2004a). 
FIGURA 2 – ESQUEMA DE FÔRMA DE VIGA COM ESCORAS
FONTE: Salgado (2018, p. 67)
Pregos normais com cabeça
Aplicações:
- Montagem de fôrmas para concreto
- Confecção de estruturas diversas 
- Forros e tapumes
Tamanho: - variável, a partir de 12 x 12
Pregos sem cabeça
Aplicações:
- Assoalho e marcenaria em geral
- Rodapé 
- Molduras de portas e janelas etc.
Benefícios: - Melhor acabamento, pois 
fi ca escondido na madeira
Pregos com cabeça dupla
Aplicações:
- Ideal para montagem de estruturasde madeiras temporárias como fôrmas 
para concreto e andaimes. Sua dupla 
cabeça torna mais fácil o arranque, 
evitando danos à madeira. 
Tamanhos: - 18 x 27, 17 x 27, 18 x 30
QUADRO 2 – TIPOS DE PREGO
FONTE: <https://www.gerdau.com/br/pt/productsservices/products/Document%20Gallery/
catalogo-pregos-gerdau.pdf>. Acesso em: 7 nov. 2019.
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
148
A NBR 14931 prevê ainda que o escoramento deve ser projetado de modo 
a não sofrer, sob a ação de seu próprio peso, com o peso da estrutura e das 
cargas acidentais que possam atuar durante a execução da estrutura de concreto, 
deformações prejudiciais ao formato da estrutura ou que possam causar esforços 
não previstos no concreto (ABNT, 2004a).
No projeto do escoramento devem ser consideradas a deformação e 
a flambagem dos materiais e as vibrações a que o escoramento estará sujeito. 
Durante a construção, o escoramento deve ser apoiado sobre cunhas, caixas de 
areia ou outros dispositivos apropriados para facilitar a remoção das fôrmas, de 
maneira que não submeta a estrutura a impactos, sobrecargas ou outros danos. 
Na utilização de escoramento metálico devem ser seguidas as instruções do 
fornecedor responsável pelo sistema.
Para os planos de desforma e escoramentos remanescentes, a NBR 
14931 recomenda levar em conta os materiais utilizados associados ao ritmo de 
construção, tendo em vista o carregamento decorrente e a capacidade de suporte 
das lajes anteriores, quando for o caso (ABNT, 2004a). A colocação de novas 
escoras em posições preestabelecidas e a retirada dos elementos de um primeiro 
plano de escoramento podem reduzir os efeitos do carregamento inicial, do 
carregamento subsequente e evitar deformações excessivas.
Paredes, pilares e faces laterais de vigas 3 dias
Lajes com até 10 cm de espessura 3 dias
Lajes com mais de 10 cm de espessura 21 dias
Faces inferiores de vigas com até 10 m de vão 21 dias
Arcos e abóbadas 28 dias
Faces inferiores de vigas com mais de 10 m de vão 28 dias
QUADRO 3 – PRÁTICA PARA DESFORMA DOS PAINÉIS
FONTE: Salgado (2018, p. 71)
A NBR 14931 considera os seguintes aspectos:
• Nenhuma carga deve ser imposta e nenhum escoramento removido 
de qualquer parte da estrutura enquanto não houver certeza de que os 
elementos estruturais e o novo sistema de escoramento têm resistência 
suficiente para suportar com segurança as ações a que estarão sujeitos.
• Nenhuma ação adicional, não prevista nas especificações de projeto 
ou na programação da execução da estrutura de concreto, deve 
ser imposta à estrutura ou ao sistema de escoramento sem que se 
comprove que o conjunto tem resistência suficiente para suportar com 
segurança as ações a que estará sujeito.
TÓPICO 1 | EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
149
• A análise estrutural e os dados de deformabilidade e resistência do 
concreto usados no planejamento para a reestruturação do escoramento 
devem ser fornecidos pelo responsável pelo projeto estrutural ou pelo 
responsável pela obra, conforme acordado entre as partes.
• A verificação de que a estrutura de concreto suporta as ações 
previstas, considerando a capacidade de suporte do sistema de 
escoramento e os dados de resistência e deformabilidade do concreto 
(ABNT, 2004a, p. 7).
Para simplificar, a retirada das escoras deve respeitar o sentido das 
reações de equilíbrio das peças concretadas. Lembrando que o concreto tem 
maior resistência à compressão, ao aço e à tração, então a retirada de escoras 
de uma viga em balanço, por exemplo, é feita da parte em balanço para a parte 
engastada. Em via biapoiada, a retirada das escoras faz-se do centro do vão para 
as extremidades, conforme esquema a seguir.
FIGURA 3 – ESQUEMA DE RETIRADA DE ESCORAS DE VIGA
FONTE: A autora
Que tal assistir a uma animação sobre fôrma e desfôrma? Acesse o endereço: 
https://www.youtube.com/watch?v=V6W_ZzBFCzo.
DICAS
4 ARMAÇÃO
Como dito antes, a armadura nos concretos pode ser constituída por barras, 
fios ou cordoalhas. A ferragem no concreto armado vai garantir a resistência 
estrutural atuando com as reações de flexão e tração atuantes nas tensões. 
O aço para concreto armado (CA) apresenta-se por classes em função da 
maleabilidade e da tensão de escoamento:
https://www.youtube.com/watch?v=V6W_ZzBFCzo
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
150
Categoria
Resistência 
característica de 
escoamento fyk
Massa máxima dos lotes (t) por bitola
CA – 25 250 MPa 5t – 6,3; 6t – 8,0; 8t – 10,0; 10t – 12,5; 13t – 16,0; 16t – 20,0; 20t – 22,0 25,0; 25t – 32,0 40,0
CA – 50 500 MPa 8t – 6,3; 10t – 8,0; 13t – 10,0; 16t – 12,5; 20t – 16,0; 25t – 20,0 22,0 25,0 32,0 40,0
CA – 60 600 MPa 8t – 6,3; 10t – 8,0; 13t – 10,0; 16t – 12,5; 20t – 16,0; 25t – 20,0 22,0 25,0 32,0 40,0
QUADRO 4 – RESISTÊNCIAS DO AÇO
FONTE: ABNT (2007, p. 12)
De acordo com a norma, Salgado (2018) resume as categorias encontradas 
no mercado como:
CA-25 
Grande maleabilidade (arames), utilizado 
principalmente como tirante em fôrmas 
para concreto armado.
CA-50 
Utilizado como elemento constituinte do 
concreto armado, principalmente barras 
longitudinais.
CA-60 
Também utilizado no concreto armado, 
porém preferencialmente usado na 
confecção de estribos.
QUADRO 5 – CARACTERÍSTICAS DE CADA AÇO
FONTE: <https://www2.gerdau.com.br/produtos/vergalhao-gerdau>. Acesso em: 7 nov. 2019.
TÓPICO 1 | EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
151
O transporte, armazenamento e manuseio não podem danificar as 
peças. Cada elemento deve ser identificado conforme projeto para evitar 
equívocos durante a utilização. Quando é necessário executar alguma emenda 
das armaduras, estas devem ser feitas conforme previstas no projeto estrutural, 
respeitando os padrões da NBR 14931.
 Tipos de emendas: 
 
• por traspasse;
• por luva com preenchimento metálico, prensadas ou rosqueadas;
• por solda;
• por outros dispositivos devidamente justificados (ABNT, 2004a, p. 
10).
Para a identificação das peças da armadura nos projetos de estrutura, cada 
componente da armadura recebe uma identificação composta de um desenho 
específico que mostra as dimensões a serem formatadas na obra, uma numeração 
que identifica a posição do elemento na armadura, a quantidade dos elementos, 
o diâmetro (ou bitola) do aço e ainda o comprimento total de cada elemento 
utilizado para o corte (SALGADO, 2018).
FIGURA 4 – NOMENCLATURA DA FERRAGEM
FIGURA 5 – EXEMPLO DE UMA VIGA
FONTE: Salgado (2018, p. 79)
FONTE: Salgado (2018, p. 79)
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
152
Com essas informações, a interpretação dos desenhos no projeto estrutural 
fica mais viável. No entanto, é necessário conhecer o posicionamento das barras 
em função dos diagramas de esforços solicitantes, principalmente os de flexão e 
tração, como ilustrados nos principais elementos estruturais a seguir:
FIGURA 6 – ARMAÇÃO DE UM TIPO DE VIGA
FONTE: Salgado (2018, p. 78)
FIGURA 7 – ARMAÇÃO DE ALGUNS ELEMENTOS ESTRUTURAIS
FONTE: Salgado (2018, p. 78)
Após montada, a ferragem deve ser colocada adequadamente na fôrma, 
respeitando as dimensões do projeto e os afastamentos do aço da fôrma, e 
atendendo à exigência da NBR 6118 que estipula os recobrimentos mínimos 
em função da agressividade ambiental. Esses afastamentos são fundamentais 
para garantir o cobrimento mínimo de concreto com a finalidade de proteger a 
ferragem de fissuras que podem surgir na face do elemento estrutural após a cura 
e causar oxidação do aço por contato do oxigênio ou umidade.
TÓPICO 1 | EXECUÇÃO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO
153
FIGURA 8 – ALGUNS TIPOS DE ESPAÇADORES COMERCIALIZADOS
FONTE: Salgado (2018, p. 85)
Para saber mais sobre fôrmas e armação é recomendada a leitura de Júlio C. 
P. Salgado, Técnicas e práticas construtivas para edificação. 4. ed. São Paulo: Érica, 2018.
DICAS
154
RESUMO DO TÓPICO 1
Neste tópico, você aprendeu que: 
• O concreto é composto de cimento,agregados graúdos (pedras), agregados 
miúdos (areias) e água. 
• Cada elemento deve respeitar os critérios normatizados para garantir a 
integridade de um bom concreto.
• Há diferentes tipos de concreto e que dentre eles está o concreto armado, que 
pode ser feito com ferragens passivas ou protendidas quando a estrutura 
demandar a aplicação da tensão de cargas antes da concretagem.
• O sistema de fôrma segue as regras das normas NBR 14931 e a NBR 6118, assim 
como os critérios para o descimbramento e os demais itens:
ᵒ pregos;
ᵒ afastamento das ferragens da fôrma com a utilização de espaçadores;
ᵒ reutilização das fôrmas;
ᵒ prazos para retirada das fôrmas.
155
1 (CIAAR, 2019) O cimbramento é a estrutura provisória que sustenta as 
fôrmas que vão receber e dar forma ao concreto ainda pastoso. A respeito 
do assunto de como será a sequência correta do descimbramento de uma 
viga de concreto em balanço com 3 metros pronta para desformar, assinale 
a alternativa correta. 
FONTE: <https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/18266.
pdf>. Acesso em: 7 nov. 2019.
a) ( ) Deve-se retirar todo o escoramento de uma vez só.
b) ( ) Retiram-se primeiro as escoras do centro e depois em sentido do apoio 
e do balanço.
c) ( ) Deve-se iniciar a retirada da ponta em balanço em sentido ao apoio.
d) ( ) Deve-se iniciar a retirada na ponta do apoio e seguir em sentido ao 
balanço.
2 (CESPE/UNB, 2010):
AUTOATIVIDADE
Para construir uma mesa de concreto com apoio central, de modo a aumentar 
a resistência do seu tampo, evitando que se quebre, um pedreiro decidiu fixar 
uma armação de aço para atuar como reforço, contudo, não decidiu sobre o 
posicionamento da armação. A figura acima representa três cortes da mesa, 
cada um indicando, por meio de uma linha preta, uma possível posição de 
fixação da armação do tampo. 
FONTE: <http://www.cespe.unb.br/concursos/INMETRO2010/arquivos/
INMETRO10_055_64.pdf>. Acesso em: 7 nov. 2019.
Nessa situação:
a) ( ) a melhor alternativa para a fixação da armação é a apresentada na 
alternativa A.
b) ( ) a melhor alternativa para a fixação da armação é a apresentada na 
alternativa B. 
c) ( ) a melhor alternativa para a fixação da armação é a apresentada na 
alternativa C.
d) ( ) a utilização de armação de aço não é indicada nesse caso, visto que, 
fatalmente, irá diminuir a resistência mecânica da mesa.
https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/18266.pdf
https://s3.amazonaws.com/files-s3.iesde.com.br/resolucaoq/prova/prova/18266.pdf
http://www.cespe.unb.br/concursos/INMETRO2010/arquivos/INMETRO10_055_64.pdf
http://www.cespe.unb.br/concursos/INMETRO2010/arquivos/INMETRO10_055_64.pdf
156
157
TÓPICO 2
CONCRETAGEM
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
A concretagem compreende o preparo, o transporte e o adensamento do 
concreto. O concreto pode ser misturado à mão ou mecanicamente no canteiro, 
ou em usina de concreto que transporta o concreto em caminhões betoneiras 
em estado pastoso devidamente dosado. Esse sistema de transporte de concreto 
não pode ultrapassar um percurso com duração superior a 45 minutos. Para 
distâncias superiores são usados veículos betoneiras que, durante o percurso, 
preparam o concreto recebido em estado seco e devidamente dosado ao sair da 
central de concreto e o entregam na obra recém-preparado. O preparo industrial 
“tem a vantagem de fornecer o concreto com a composição perfeita e plasticidade 
adequada conforme solicitado” (CARDÃO, 1988, p. 305). 
A mistura do concreto pode ser manual para pouca quantidade e quando 
o concreto não requer muito controle. “Não é recomendado fazer a mistura com 
volume de concreto superior a 350 litros de uma vez” (AZEREDO, 1997, p. 66). A 
imagem a seguir ilustra as etapas da mistura manualmente.
FIGURA 9 – ETAPAS DE MISTURA MANUAL DE CONCRETO
FONTE: <https://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2012/07/mat_concreto_mistura_2.
gif>. Acesso em: 7 nov. 2019.
https://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2012/07/mat_concreto_mistura_2.gif
https://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2012/07/mat_concreto_mistura_2.gif
158
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
Azeredo (1997, p. 66) faz referência à outra opção de mistura do concreto 
que é a mecânica, ou seja, com a utilização de uma betoneira: 
[...] constituída de um tambor, fixo ou móvel em torno de um eixo 
que passa pelo seu centro, no qual é feita a mistura. As betoneiras se 
dividem em intermitentes e contínuas. As intermitentes podem ser 
de queda livre (eixo inclinado ou horizontal) e forçadas (cuba fixa ou 
contracorrente); as contínuas podem ser de queda livre e forçadas. 
Entre os misturadores de concreto, a betoneira é a mais utilizada. 
FIGURA 10 – ETAPAS DE MISTURA MECÂNICA DE CONCRETO
FONTE: <https://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2012/07/mat_concreto_mistura_3.
gif>. Acesso em: 7 nov. 2019.
Em obras sem espaço físico para armazenamento de materiais, área para 
a mistura do concreto e projetos que demandem concreto com controle, faz-
se necessária a solicitação de concreto usinado, pois este chega pronto à obra 
para aplicação imediata. Sua maior vantagem é o controle de qualidade, que 
não se compara ao concreto misturado na obra sem o controle adequado dos 
seus insumos, além da quantidade exata de cimento e água necessária. O uso 
de concreto usinado é economicamente viável quando o volume solicitado for 
superior a 3 m³ (SALGADO, 2018).
2 EDIFÍCIOS DE MÚLTIPLOS PAVIMENTOS
Depois de misturado, ou seja, após o cimento entrar em contato com a água, 
dá-se a reação química na mistura e toda a obra é preparada para o recebimento 
do concreto fresco, que demanda cuidados e procedimentos conforme as normas 
NBR 14931 e a NBR 12655. 
https://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2012/07/mat_concreto_mistura_3.gif
https://www.fazfacil.com.br/wp-content/uploads/2012/07/mat_concreto_mistura_3.gif
TÓPICO 2 | CONCRETAGEM
159
Durante o transporte de concreto fresco na obra, que pode ser por 
carrinho de mão, “giricas”, caçambas, caminhão betoneira, calhas, 
gruas, correias transportadoras etc., há risco de segregação dos 
componentes do concreto, com prejuízo da sua qualidade. Para que 
o concreto seja deslocado do local de sua mistura até a fôrma com 
qualidade, a peça a ser concretada deve estar preparada para receber o 
concreto fresco com todos os equipamentos em perfeitas condições de 
uso (SALGADO, 2018, p. 102).
Para melhor descrever os devidos preparativos e aparatos para a 
concretagem, o autor descreve uma lista com itens importantes a serem 
considerados para que a concretagem transcorra sem problemas e garantindo a 
qualidade (SALGADO, 2018, p. 102-103):
• Verificação das fôrmas:
ᵒ Conferir se o nível do concreto acabado está visivelmente 
demarcado.
ᵒ Verificar a perfeita fixação das mestras no caso de concretagem 
de lajes e de pisos.
ᵒ As fôrmas devem estar limpas e lavadas antes da concretagem.
ᵒ Quaisquer buracos ou fendas que possam deixar o concreto vazar 
precisam ser fechados.
• Verificação dos acessos:
ᵒ Procurar o menor percurso possível para o concreto.
ᵒ Verificar se as rampas de acesso não possuem inclinação 
excessiva, se o trajeto está desobstruído e livre de entulhos.
ᵒ Verificar se os acessos dos caminhões betoneiras, quando 
utilizados, estão em boas condições de tráfego e livre de atoleiros.
ᵒ A circulação dos caminhões deve ser facilitada, de modo que o 
caminhão seguinte não impeça a saída do caminhão vazio.
• Verificação do local de descarregamento e lançamento (aplicação):
ᵒ Conferir se o local de descarregamento ou lançamento está 
desimpedido e plano.
ᵒ Avaliar se há tábuas sobre as armações, principalmente em casos 
de lajes, para a movimentação de equipamentos e pessoal.
• Aplicação com bombas e tubulações:
ᵒ Caso o concreto seja bombeado, prever o local mais próximo 
possível da concretagem, para o posicionamento do equipamento 
de bombeamento e local para a manobra de caminhõesbetoneira.
ᵒ Verificar o nivelamento da bomba.
ᵒ Travar firmemente a tubulação em peças já concretadas ou em 
estruturas especialmente executadas para este fim, evitando a 
fixação na estrutura da forma que vai receber a concretagem.
ᵒ Lubrificar a tubulação com argamassa de cimento e areia, não 
utilizando essa argamassa para a concretagem.
• Condições dos equipamentos e equipes:
ᵒ Verificar se os equipamentos para o transporte de concreto estão 
limpos e em bom estado e se a equipe operacional (transporte 
e aplicação) está dimensionada para o volume e o prazo de 
concretagem previsto. 
ᵒ Conferir se a obra dispõe de equipamentos de adensamento 
(vibradores) em quantidade suficiente.
Salgado (2018, p. 104) ainda esclarece que não basta proceder corretamente 
na mistura e no transporte do concreto fresco se a aplicação não for bem executada. 
Na sequência, alguns procedimentos a serem acompanhados:
160
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
• Assegurar que o preenchimento das formas seja uniforme, 
evitando o lançamento em pontos concentrados que possam causar 
sobrecarga na estrutura.
• Não lançar o concreto de altura superior a três metros nem o jogar a 
grande distância com pá para evitar a separação da brita. Quando a 
altura for muito elevada, deve-se utilizar anteparos ou funil.
• A aplicação do concreto deve ocorrer no menor prazo possível.
• Lançar o concreto diretamente sobre a peça a ser concretada.
• Adensamento do concreto deve ser com auxílio de vibrador de 
agulha, ou régua vibratória no caso da concretagem de lajes.
• Iniciar a cura do elemento concretado o mais rápido possível.
• A concretagem deve ser feita no máximo duas horas após a mistura 
ficar pronta.
• Evitar paradas de concretagem para que não cause a chamada junta 
fria.
• O concreto deve ser adensado em camadas e compatível com o 
equipamento de vibradores.
• Utilizar um funil como auxílio para o lançamento de concreto em 
pilares quando a altura de lançamento for superior a 2,50 m.
• Verificar se foram previstas ancoragens para os gastalhos de pé de 
pilar se for concretada uma laje.
• Realizar ensaios de abatimento (slump-test) no recebimento do 
concreto e providenciar coleta para ensaio e controle da resistência 
à compressão (fck).
• Antes do início da concretagem de pilares verificar se os elementos 
de apoio estão devidamente limpos e com a superfície apicoada.
• Antes da concretagem é comum despejar no pé do pilar uma 
argamassa de cimento e areia no traço de 1:3.
• Verificar se toda a camada de concreto está sendo vibrada, bem 
como se estão sendo respeitados o tempo de vibração e as camadas 
de concretagem.
• Confirmar se os procedimentos para cura da superfície exposta 
estão sendo observados.
• Retirar por sarrafeamento ou com auxílio de desempenadeira ou 
colher de pedreiro o material exsudado do concreto.
Durante a montagem das ferragens, deve-se verificar a concentração de 
armaduras, principalmente nos encontros de pilares com vigas e em emendas, 
pois o afastamento entre as barras pode ser menor que o agregado graúdo do 
concreto e impedir o preenchimento de toda a fôrma, causando o chamado “ninho 
de pedra” e comprometendo a exposição da ferragem na retirada das fôrmas. A 
solução para esses casos seria o reposicionamento das ferragens ou a redução 
do diâmetro dos agregados, tornando o concreto mais fluido, de acordo com a 
autorização do responsável técnico pela estrutura (SALGADO, 2018). 
TÓPICO 2 | CONCRETAGEM
161
FIGURA 11 – SEÇÃO DE ELEMENTO MAL CONCRETADO
FONTE: Salgado (2018, p. 105)
As falhas de concretagem podem surgir por vários motivos, entre eles 
a concentração de armaduras. Por esse motivo deve-se manter a qualidade de 
adensamento e observar o diâmetro dos agregados do concreto. Nas figuras a 
seguir são apresentados dois tipos de armação e o posicionamento das barras, de 
armadura espaçada (no exemplo da armadura passiva) ou em armaduras densas, 
ou seja, com muitas barras.
FIGURA 12 – ARMAÇÃO PASSIVA
FONTE: <https://s3.amazonaws.com/mapa-da-obra-producao/wp-content/uploads/2017/03/
novo-layout-6.jpg>. Acesso em: 7 nov. 2019.
https://s3.amazonaws.com/mapa-da-obra-producao/wp-content/uploads/2017/03/novo-layout-6.jpg
https://s3.amazonaws.com/mapa-da-obra-producao/wp-content/uploads/2017/03/novo-layout-6.jpg
162
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
FIGURA 13 – ARMAÇÃO ATIVA PÓS-TRACIONADA
FONTE: <https://evehx.com/wp-content/uploads/2015/11/aderente-52-250x200.jpg>. Acesso 
em: 7 nov. 2019.
Para saber mais sobre estruturas de concreto protendido, acesse o site: https://
docplayer.com.br/84336614-Estruturas-de-concreto-protendido.html.
DICAS
Quando o concreto é usinado, a mistura da massa possui procedimentos 
rigorosos e supervisionados por técnicos habilitados para atender às especificações 
do projeto elaborado pelo calculista da obra. 
As centrais de concreto disponibilizam profissionais credenciados que 
auxiliam na especificação do concreto sem interferir na resistência 
especificada no projeto. Podem auxiliar quanto à utilização de aditivos, 
diâmetro dos inertes em função das peças a serem concretadas e 
programação de concretagem. Em obras de médio ou grande porte, 
deve-se solicitar uma visita desses profissionais para verificação das 
condições da obra (SALGADO, 2018, p. 108). 
No pedido do concreto deve-se mencionar:
• Resistência característica do concreto, inclusive o aditivo, se for 
usado.
• Dimensão dos agregados em função da peça concretada.
• Consumo mínimo de cimento, se for exigido pelo calculista.
• Fazer referência quanto ao abatimento (slump-test) desejado.
• Volume.
• Peça a ser concretada.
• Programação de entrega em função da capacidade de aplicação.
https://evehx.com/wp-content/uploads/2015/11/aderente-52-250x200.jpg
https://docplayer.com.br/84336614-Estruturas-de-concreto-protendido.html
https://docplayer.com.br/84336614-Estruturas-de-concreto-protendido.html
TÓPICO 2 | CONCRETAGEM
163
No recebimento do concreto usinado na obra deve-se observar:
• Se a nota fiscal possui todas as informações do concreto solicitado. 
Não receber o caminhão caso haja discordância na nota fiscal.
• Solicitar que o concreto seja movimentado energeticamente no 
“balão” do caminhão antes do descarregamento.
• Realizar o teste de abatimento e, se for necessário, adicionar água 
somente com o consentimento do responsável técnico da obra.
• Conforme a norma, retirar corpos de prova para a verificação da 
resistência. Esse procedimento também deve ser observado quando 
o concreto é feito na própria obra (SALGADO, 2018, p. 108-109).
FIGURA 14 – CAMINHÃO BETONEIRA E CAMINHÃO BOMBA CONCRETANDO LAJE
FONTE: <https://www.concrezac.com.br/images/servicos/02.jpg>. Acesso em: 7 nov. 2019.
FIGURA 15 – TESTE DE ABATIMENTO
FONTE: <http://www.concretoengenharia.com/tpl/timthumb.php?src=uploads/
ConcretoEngenharia-91ece19f88f1b3ee72b6a0e8b9703a56.jpg&h=637&w=871&zc=1>. Acesso 
em: 7 nov. 2019.
https://www.concrezac.com.br/images/servicos/02.jpg
http://www.concretoengenharia.com/tpl/timthumb.php?src=uploads/ConcretoEngenharia-91ece19f88f1b3ee72b6a0e8b9703a56.jpg&h=637&w=871&zc=1
http://www.concretoengenharia.com/tpl/timthumb.php?src=uploads/ConcretoEngenharia-91ece19f88f1b3ee72b6a0e8b9703a56.jpg&h=637&w=871&zc=1
164
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
O que é Slump do concreto e como fazer o teste? Veja no endereço: https://
www.escolaengenharia.com.br/slump-test/.
DICAS
Após o manuseio do concreto fresco com o devido transporte e aplicação 
do concreto, o adensamento da mistura na fôrma tem por finalidade acomodar 
o concreto, fazendo com que não haja vazios no interior da fôrma, deixando 
a massa de concreto bem coesa. O método mais usual e eficaz de fazer isso é 
com a utilização de vibradores especialmente destinados a essa finalidade. Esse 
procedimento é muito importante e requer habilidade e treino, por isso essa tarefa 
deve ser sempresupervisada pelo técnico responsável pela concretagem ou pelo 
mestre de obras. 
O excesso de vibração pode provocar a segregação do concreto, 
comprometendo assim sua qualidade e eficiência. Acompanhe 
algumas observações quanto ao procedimento de vibração:
• O adensamento deve ser feito de modo contínuo e enérgico.
• A vibração da armadura como auxílio no adensamento só é 
prejudicial à estrutura. Criam-se bolhas de ar entre a armadura e o 
concreto com prejuízo da aderência.
• No uso de vibradores de imersão, eles devem ser introduzidos na 
massa de concreto vertical ou pouco inclinada.
• Deve-se evitar uma vibração com duração longa demais, pois 
provoca a desagregação do concreto.
• É necessário que a espessura da camada a ser vibrada seja 
aproximadamente igual a três quartos do comprimento da agulha 
do vibrador, que deve atingir a camada anterior, sem penetrá-la. 
• Nas colunas e paredes é melhor usar também um vibrador externo 
(ou de parede).
• A batida com o martelo nas fôrmas, bem como o uso de barras de 
ferro, não é suficiente para socar o concreto dentro das fôrmas.
• Não se deve deitar o vibrador sobre a armadura em caso de concreto 
de lajes.
• Nas lajes e pisos com pouca espessura, o vibrador de imersão tem 
pouca eficiência. Utilizar réguas vibratórias especialmente para este 
fim (SALGADO, 2018, p. 106).
Há no mercado, motores com diferentes alimentações (elétricos, a gasolina, 
portáteis), e mangotes com tamanho e peso diferenciados. 
https://www.escolaengenharia.com.br/slump-test/
https://www.escolaengenharia.com.br/slump-test/
TÓPICO 2 | CONCRETAGEM
165
FIGURA 16 – MOTOR VIBRADOR E MANGOTES
FONTE: <https://sc01.alicdn.com/kf/HTB1rwkRbUD.BuNjt_h7q6yNDVXaE/230V-Part-of-
Concrete-vibrator.jpg_350x350.jpg>. Acesso em: 7 nov. 2019.
Logo após o adensamento do concreto, este deve “descansar” enquanto as 
reações químicas reagem durante o período de cura. Para isso, as superfícies das 
peças concretadas, “expostas a condições que acarretam a secagem prematura, 
deverão ser protegidas por meios adequados, de modo a conservarem-se úmidas 
durante pelo menos sete dias contados a partir do dia do lançamento” (AZEREDO, 
1997, p. 78). 
A cura do concreto pode ser feita de modo tradicional, ou seja, mantendo 
a superfície úmida. Em casos em que é difícil manter a superfície úmida, como 
em muros e barragen,s por exemplo, é feita a cura química: na superfície 
recém-concretada é aplicada uma película como parafina ou resina que impede 
a evaporação da água do concreto. Quando o tempo de cura é reduzido, faz-
se a cura térmica, com o objetivo de auxiliar a secagem do concreto de modo 
controlado. 
Para saber mais sobre cura do concreto, acesse: https://www.tecnosilbr.com.
br/o-que-e-cura-de-concreto-e-como-fazer-uma-cura-eficiente/.
DICAS
https://portuguese.alibaba.com/product-detail/230v-part-of-concrete-vibrator-60770802740.html
https://sc01.alicdn.com/kf/HTB1rwkRbUD.BuNjt_h7q6yNDVXaE/230V-Part-of-Concrete-vibrator.jpg_350x350.jpg
https://sc01.alicdn.com/kf/HTB1rwkRbUD.BuNjt_h7q6yNDVXaE/230V-Part-of-Concrete-vibrator.jpg_350x350.jpg
https://www.tecnosilbr.com.br/o-que-e-cura-de-concreto-e-como-fazer-uma-cura-eficiente/
https://www.tecnosilbr.com.br/o-que-e-cura-de-concreto-e-como-fazer-uma-cura-eficiente/
166
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
FIGURA 17 – APLICAÇÃO DE PRODUTO PARA A CURA DO CONCRETO EXPOSTO AO CALOR E 
VENTOS
FONTE: <https://www.aecweb.com.br/prod/cls/anuncios/pes_47052/ag-cura-acrilico-med.jpg>. 
Acesso em: 7 nov. 2019.
file:///C:\Users\05709246930\Downloads\%3c
https://www.aecweb.com.br/prod/cls/anuncios/pes_47052/ag-cura-acrilico-med.jpg
167
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que: 
• A execução de concretagem requer muita atenção e critérios quanto à/ao: 
ᵒ mistura;
ᵒ transporte;
ᵒ recebimento;
ᵒ lançamento;
ᵒ adensamento;
ᵒ cura.
• Por ser uma mistura de materiais inertes e químicos, o concreto não pode ser 
lançado de altura superior a 2,50 m em função de sua plasticidade. 
• O prazo de validade do concreto fresco da mistura até o adensamento deve 
seguir as recomendações da NBR 7212.
168
AUTOATIVIDADE
1 (UFJF, 2014) Com relação às propriedades do concreto no estado fresco, 
marque a alternativa INCORRETA.
FONTE: <http://www.ufjf.br/antenado/files/2014/03/T%C3%89CNICO-EM-
EDIFICA%C3%87%C3%95ES-PROVA-E-GABARITO.pdf>. Acesso em: 7 nov. 2019.
a) ( ) Alguns fatores como consumo de água, agregados, consumo de 
cimento, relação água/cimento, adições e aditivos podem afetar a 
trabalhabilidade do concreto fresco, pois, alterando um ou mais desses 
fatores, haverá mudanças na fluidez ou na coesão ou em ambas as 
características.
b) ( ) Um dos equipamentos utilizados em ensaios para medir a consistência 
do concreto é o cone de Abrams. O ensaio é conhecido como abatimento de 
tronco de cone. Concretos mais fluídos tendem a apresentar abatimentos 
menores, devido ao seu espalhamento.
c) ( ) O tipo de mistura, transporte, lançamento e adensamento do concreto 
são fatores que limitam a trabalhabilidade, de forma a permitir um 
adensamento nos níveis aceitáveis, sem que haja segregação e exsudação 
consideráveis do concreto.
d) ( ) O tempo de pega varia, principalmente, com o tipo de cimento, a relação 
água/cimento, a temperatura e os aditivos. Cimentos com maior calor de 
hidratação ou mais finos apresentam tempos de pega menores. Relações 
água/cimento maiores, normalmente, apresentam maiores tempos de pega. 
Maiores temperaturas diminuem os tempos de pega.
2 (FCC, 2016) A propriedade das argamassas no estado fresco que determina 
a facilidade com que elas podem ser misturadas, transportadas, aplicadas, 
consolidadas e acabadas, em uma condição homogênea, recebe o nome de: 
FONTE: <https://arquivo.pciconcursos.com.br/provas/25542535/67ccfa33468d/assist_tec_
infraestrutura_tec_edificacoes.pdf>. Acesso em: 7 nov. 2019.
 
a) ( ) Adesão inicial.
b) ( ) Homogeneidade.
c) ( ) Trabalhabilidade.
d) ( ) Consistência.
e) ( ) Exsudação.
http://www.ufjf.br/antenado/files/2014/03/T%C3%89CNICO-EM-EDIFICA%C3%87%C3%95ES-PROVA-E-GABARITO.pdf
http://www.ufjf.br/antenado/files/2014/03/T%C3%89CNICO-EM-EDIFICA%C3%87%C3%95ES-PROVA-E-GABARITO.pdf
169
TÓPICO 3
PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
Uma construção é composta de elementos estruturais e de vedação. 
Denomina-se alvenaria, a vedação feita de pedras naturais, tijolos ou blocos de 
concreto, ligados ou não por meio de argamassas, e deve: 
[...] oferecer condições de resistência, durabilidade e impermeabilidade. 
A aplicação de tijolos satisfaz plenamente as condições de resistência 
e durabilidade; a Impermeabilização, nesse caso, é obtida por meios 
artificiais, utilizando produtos específicos. A impermeabilidade 
à umidade tem interesse especial sob o ponto de vista higiênico 
(AZEREDO, 1997, p. 125). 
A alvenaria pode ser feita com os seguintes materiais:
• Tijolos de barro cozido – comum; Iaminado; furado, com quatro furos, com 
seis furos, com oito furos; refratário baiano.
• Blocos de concreto.
• Concreto celular. 
• Tijolo de vidro.
• Pedras naturais (argamassados, travados).
Cardão (1988, p. 231) trata alvenaria como “um conjunto de materiais 
de um trabalho e que deve se comportar como um único bloco”. Ou seja, seus 
elementos devem possuir equilíbrio estável sob ação das diferentes forças que a 
solicitam.
2 DEFINIÇÕES BÁSICAS
As vedações verticais existentes numa edificação formam um subsistema 
composto por elementos que dividem os ambientes internos, controlam e 
protegem a ação de agentes indesejáveis e intempéries, e fornecem suporte para 
as tubulações das diversas instalações, proporcionando condições de habitação 
necessária. “As vedações verticais podem ter esquadrias, vidros, painéis de 
diferentes materiais” (SALGADO, 2018, p. 112).
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
170
Alvenaria pode ser entendida como um componente construído em obrapela união entre blocos e tijolos com argamassa de assentamento como elemento 
de ligação, formando um conjunto monolítico estável, como ilustrado na imagem 
a seguir. Normalmente, as alvenarias de vedação compostas por blocos ou tijolos 
possuem um alto índice de quebras, desperdícios, retrabalhos, ausência de projeto 
de paginação, sem muito cuidado na execução (SALGADO, 2018). 
FIGURA 18 – ELEMENTOS DE ALVENARIA
FONTE: Salgado (2018, p. 112)
Ainda, Salgado (2018, p. 113-114) nos mostra que as principais propriedades 
das alvenarias são: 
• Ergonomia – a alvenaria é executada assentando peça por peça, 
proporcionando um desgaste físico considerável aos trabalhadores. 
O seu tamanho, a sua textura e o seu peso podem influenciar 
diretamente na produtividade. Nem sempre um bloco maior é mais 
produtivo que um bloco pequeno.
• Regularidade dimensional – a regularidade nas dimensões dos 
blocos ou tijolos é fator importante para uma uniformidade no 
elemento final, além de proporcional economia de argamassa.
• Absorção de água – um bloco ou tijolo com baixa absorção de água 
pode comprometer a penetração da nata do cimento nos seus poros, 
comprometendo a aderência com a argamassa de assentamento. 
Em regiões ou climas muito quentes, deve-se umedecer os blocos, 
principalmente os cerâmicos para que não haja uma perda brusca 
da umidade da argamassa.
• Tamanho do bloco – diretamente ligado à capacidade da alvenaria 
em absorver movimentações oriundas de dilatação térmica e 
eventuais recalques. Quanto menos juntas, menor o poder de 
movimentação.
• Desempenho térmico e acústico – as alvenarias podem também ser 
boas aliadas no isolamento térmico-acústico. 
• Peso específico – característica que influencia o dimensionamento 
estrutural da edificação, inclusive nas estruturas de fundação.
• Outros elementos – na escolha do elemento de alvenaria deve-
se também verificar a capacidade de suporte e fixação de outros 
elementos de acabamento ou decoração, tais como esquadrias, 
equipamentos, armários e redes.
TÓPICO 3 | PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
171
Essas propriedades devem ser observadas quanto: à resistência à 
compressão, à porosidade, à capilaridade, à absorção de água e aos coeficientes 
de absorção e dilatação térmica.
Para melhor conceituar cada parte do sistema de alvenaria, seguiremos a 
terminologia sugerida por Thomaz et al. (2009, p. 4):
Alvenaria de vedação - Parede constituída pelo assentamento de tijolos maciços 
ou blocos vazados com argamassa, com a função de suportar apenas seu peso 
próprio e cargas de ocupação como armários, prateleiras, redes de dormir etc.
Bisnaga de assentar - Bolsa de couro ou tecido resistente, com formato cônico, 
tendo no vértice orifício circular, utilizada na execução de alvenarias, para 
formar cordões para o assentamento ou o rejuntamento dos blocos.
Bloco cerâmico de vedação - Componente vazado, com furos prismáticos 
perpendiculares às faces que os contêm, que integra alvenarias de vedação 
intercaladas nos vãos de estruturas de concreto armado, aço ou outros materiais. 
Normalmente são empregados com os furos dispostos horizontalmente, 
devendo resistir somente ao peso próprio e a pequenas cargas de ocupação.
Bloco cerâmico estrutural - Componente vazado, com furos prismáticos 
perpendiculares às faces que os contêm, que integra alvenarias que constituem 
o arcabouço resistente da construção, sendo normalmente aplicados com os 
furos dispostos verticalmente. Pode também ser aplicado em alvenarias de 
vedação.
Bloco cerâmico vazado - Componente de alvenaria fabricado com material 
cerâmico, com furos posicionados vertical ou horizontalmente, com área útil 
do material cerâmico não excedendo a 25% da correspondente área bruta da 
seção.
Bloco compensador - Componente com medidas equivalentes a submódulo 
do comprimento do bloco padrão (exemplo 1/4 M e 1/8 M), utilizado para 
complementar vãos que não sejam múltiplos inteiros do módulo.
Bloco de amarração - Bloco com dimensões que permitem a amarração das 
paredes entre si, sem interferir na modulação.
“Boneca” - Pequeno trecho saliente de alvenaria destinado ao alojamento de 
tubulações ou à fixação de marcos de portas e janelas.
Canaleta J - Componente cerâmico com seção em forma de J, sem paredes 
transversais, que permite o apoio de lajes sem que se quebre a modulação 
vertical das fiadas nas paredes de fachada.
Canaleta U - Componente cerâmico com seção em forma de U, sem paredes 
transversais, que permite a construção de cintas de amarração, vergas e 
contravergas. Aplicada no topo de paredes internas, permite o apoio de laje 
sem que se quebre a modulação vertical das fiadas.
Cinta de amarração - Reforço de material resistente à tração e ao cisalhamento, 
introduzida e solidarizada às alvenarias para melhorar o desempenho das 
paredes frente a essas tensões.
Componentes complementares - Blocos ou outros componentes cerâmicos que 
integram as alvenarias com função específica.
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
172
Contraverga - Reforço de material resistente à tração e ao cisalhamento, 
introduzida e solidarizada às alvenarias, localizada na parte inferior de vãos, 
como os de janelas, com a finalidade de absorver essas tensões.
Escantilhão - Régua graduada, com subdivisão correspondente à altura de cada 
fiada, utilizada para obediência à modulação vertical da alvenaria e também 
para orientar o prumo das paredes.
Escantilhão com tripé - Escantilhão suportado na vertical por três hastes 
articuladas, fixadas na base com pregos de aço, parafusos com buchas ou 
outros recursos, com sistema de regulagem que possibilita mantê-lo no prumo 
e alinhar a primeira marca com a cota da primeira fiada.
Escantilhão telescópio - Escantilhão constituído por partes escamoteáveis, 
com regulagem de altura e sistema de molas que lhes confere capacidade de 
encaixar-se e manter-se preso nos reticulados da estrutura, com possibilidade 
de manter-se aprumado e alinhado com a cota da primeira fiada.
Esticador de linha - Ferramenta normalmente de madeira, com formato de “U”, 
com a linha de náilon enrolada na base do “U”; encaixa-se a ferramenta nos 
blocos extremos da fiada que se está executando, com suas pernas enviesadas 
em relação ao eixo da parede, de forma que ao se esticar a linha a ferramenta 
fica presa por atrito e permite manter a linha esticada.
Finca pinos - Ferramenta semelhante a uma pistola, destinada a cravar pinos 
de aço no concreto, na alvenaria ou em outros materiais, funcionando à base 
de explosivos; a ferramenta deve ser operada por profissionais habilitados, 
devendo apresentar regulagem de pressão (diferentes para os diferentes tipos 
de base) e sistema de comando que evite a deflagração acidental do projétil 
(pino de aço).
Fio traçante - Barbante / fio de algodão que é impregnado com pó colorido 
(“vermelhão” ou equivalente), destinado à marcação de paredes, eixos de 
referência etc.; na exata posição que se quer demarcar, o fio é distendido e 
suportado nas extremidades, sendo em seguida esticado intermediariamente 
para que forme uma catenária invertida; soltando-se repentinamente o fio 
tencionado, grava na base a linha desejada.
Graute - Micro concreto ou argamassa autoadensável, isto é, material que se 
acomoda no interior do molde sem a necessidade de ser socado ou vibrado, 
com a função de solidarizar a armadura à alvenaria.
Junta a prumo - Assentamento de blocos ou tijolos onde os componentes da 
fiada superior projetam-se exatamente sobre os componentes inferiores, isto é, 
as juntas verticais de assentamento resultam alinhadas.
Junta de controle - Junta introduzida em parede muito longa, em seção com 
mudança abrupta de direção ou mudança de espessura da parede, com a 
finalidade de evitar a fissuração da alvenaria. 
Junta em amarração – Assentamento de blocos ou tijolos de forma defasada, isto 
é, o componente superior projeta-se simultaneamente sobre as duas metades 
dos componentes inferiores, aceitando-se sobreposiçãomínima de um quarto 
do comprimento em trechos localizados das paredes.
Junta seca - Encontro vertical entre dois blocos contíguos, sem argamassa na 
junta vertical de assentamento.
TÓPICO 3 | PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
173
Meia cana - Ferramenta côncava destinada à execução de alvenarias, com 
pequena largura, com capacidade para recolher quantidade de argamassa 
compatível com a dimensão do cordão que se pretende constituir para o 
assentamento de blocos.
Módulo (M) - Unidade de medida padrão que representa a distância entre dois 
planos consecutivos do reticulado modular de referência (em geral, assume-se 
para essa distância o valor de um decímetro: 1 M = 10 cm).
Palete - Plataforma de madeira sobre a qual se empilham os blocos ou tijolos a 
fim de transportá-los em maior quantidade e de forma segura, possibilitando 
ainda o içamento através de gruas ou guinchos e facilitando o encaixe de garfos 
de carrinhos porta-paletes.
 “Palheta”, meia desempenadeira ou régua de assentar - Régua com largura em 
torno de 4 ou 5 cm, ligeiramente mais comprida que os blocos, com a qual se 
recolhe argamassa da masseira e a deposita sobre o bloco mediante pequenos 
movimentos de translação e rotação (raspando a ferramenta na lateral do bloco 
e deixando a argamassa depositada no seu topo).
Tijolo cerâmico maciço - Componente de alvenaria com forma de paralelepípedo, 
com todas as faces plenas de material cerâmico, podendo apresentar rebaixos 
de fabricação em uma das faces de maior área.
Vão “em osso” - Dimensões de uma parede ou de um vão de esquadria, ou ainda 
medida linear entre faces de componentes estruturais ou de paredes, sem 
que tenha ocorrido aplicação de qualquer tipo de acabamento na obra bruta 
(estrutura e alvenarias).
Verga - Reforço de material resistente à flexão e ao cisalhamento, introduzida 
e solidarizada às alvenarias sobre os vãos como os de portas ou janelas, com a 
finalidade de absorver tensões que se concentram no entorno dos vãos.
Vida útil (VU) - Período de tempo durante o qual o edifício ou seus sistemas 
mantém o desempenho esperado, quando submetidos às atividades de 
manutenção pré-definidas no respectivo manual de operação, uso e manutenção.
Vida útil de projeto (VUP) - Período estimado de tempo em que um sistema é 
projetado para atender aos requisitos de desempenho estabelecidos na série de 
normas NBR 15575, desde que cumprido o programa de manutenção previsto 
no respectivo manual de operação, uso e manutenção.
3 PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
A primeira parte da NBR 15270 nos orienta quanto às características 
(visuais, geométricas, físicas e mecânicas) a serem respeitadas nas indústrias na 
confecção dos tijolos e blocos, ilustrados a seguir (ABNT, 2017d).
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
174
FIGURA 19 – BLOCOS CERÂMICOS
FONTE: ABNT (2017d, p. 2)
O seguinte quadro mostra as dimensões adotadas para comercialização. 
Dimensões
L X H X C
Módulo Dimensional
M = 10 cm
Dimensões de fabricação (cm)
Largura
(L)
Altura
(H)
Comprimento (C)
Bloco 
principal ½ Bloco
(1) M x (1) M x (2) M
9
9 19 9(1) M x (1) M x (5/2) M 24 11,5
(1) M x (3/2) M x (2) M
14
19 9
(1) M x (3/2) M x (5/2) M 24 11,5
(1) M x (3/2) M x (3) M 29 14
(1) M x (2) M x (2) M
19
19 9
(1) M x (2) M x (5/2) M 24 11,5
(1) M x (2) M x (3) M 29 14
(1) M x (2) M x (4) M 39 19
(5/4) M x (5/4) M x (5/2) M
11,5
11,5 24 11,5
(5/4) M x (3/2) M x (5/2) M 14 24 11,5
(5/4) M x (2) M x (2) M
19
19 9
(5/4) M x (2) M x (5/2) M 24 11,5
(5/4) M x (2) M x (3) M 29 14
(5/4) M x (2) M x (4) M
14 19
39 19
(3/2) M x (2) M x (2) M 19 9
(3/2) M x (2) M x (5/2) M 24 11,5
(3/2) M x (2) M x (3) M 29 14
(3/2) M x (2) M x (4) M 39 19
QUADRO 6 — DIMENSÕES DE FABRICAÇÃO DE BLOCOS CERÂMICOS DE VEDAÇÃO
TÓPICO 3 | PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
175
(2) M x (2) M x (2) M
19 19
19 9
(2) M x (2) M x (5/2) M 24 11,5
(2) M x (2) M x (3) M 29 14
(2) M x (2) M x (4) M 39 19
(5/2) M x (5/2) M x (5/2) M
24 24
24 11,5
(5/2) M x (5/2) M x (3) M 29 14
(5/2) M x (5/2) M x (4) M 39 19
NOTA: os blocos com largura de 6,5 cm e altura de 19 cm serão admitidos 
excepcionalmente, somente em funções secundárias (como em shafts ou 
pequenos enchimentos) e respaldados por projeto com identificação do 
responsável técnico.
FONTE: ABNT (2017d, p. 6-7)
Tipos de tijolos e blocos:
FONTE: <https://image.slidesharecdn.com/pedraartificialceramica-141126152000-conversion-
gate01/95/pedra-artificial-ceramica-18-1024.jpg?cb=1417015554>. Acesso em: 7 nov. 2019.
FIGURA 20 – TIPOS DE TIJOLOS MACIÇOS DE BARRO
https://pt.slideshare.net/ElizabethLambrecht/pedra-artificial-ceramica
https://image.slidesharecdn.com/pedraartificialceramica-141126152000-conversion-gate01/95/pedra-artificial-ceramica-18-1024.jpg?cb=1417015554
https://image.slidesharecdn.com/pedraartificialceramica-141126152000-conversion-gate01/95/pedra-artificial-ceramica-18-1024.jpg?cb=1417015554
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
176
FONTE: <http://ew7.com.br/projeto-arquitetonico-com-autocad/images/stories/dimenses-dos-
tijolos.png>. Acesso em: 7 nov. 2019.
FIGURA 21 – TIJOLOS FURADOS
FONTE: <https://portalconstrucaofacil.com/wp-content/uploads/2019/02/bloco-concreto-
estrutural.jpg>. Acesso em: 7 nov. 2019.
FIGURA 22 – BLOCOS DE CONCRETO
FONTE: <https://precon.com.br/portal/wp-content/uploads/2017/09/img_bloco_precon.png>. 
Acesso em: 7 nov. 2019.
FIGURA 23 – BLOCO DE CONCRETO CELULAR
file:///C:\Users\05709246930\Downloads\%3c
http://ew7.com.br/projeto-arquitetonico-com-autocad/images/stories/dimenses-dos-tijolos.png
http://ew7.com.br/projeto-arquitetonico-com-autocad/images/stories/dimenses-dos-tijolos.png
file:///C:\Users\05709246930\Downloads\%3c
https://portalconstrucaofacil.com/wp-content/uploads/2019/02/bloco-concreto-estrutural.jpg
https://portalconstrucaofacil.com/wp-content/uploads/2019/02/bloco-concreto-estrutural.jpg
file:///C:\Users\05709246930\Downloads\%3c
https://precon.com.br/portal/wp-content/uploads/2017/09/img_bloco_precon.png
TÓPICO 3 | PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
177
Os blocos de concreto celular, ilustrados na imagem anterior, são utilizados 
na confecção de alvenarias e seu peso é inferior ao bloco de concreto comum, 
proporcionando o manuseio fácil e custo benefício. As normas NBR 14956, NBR 
13438 e NBR 13440 estabelecem métodos e procedimentos de assentamento com 
argamassa, além de dimensões e características. 
Na execução das alvenarias, dependendo da finalidade, pode-se executar 
paredes de “meia vez”, ou seja, paredes com espessura de 10 cm ou a menor 
dimensão do tijolo; ou parede “de uma vez” que geralmente são alvenarias de 
uso externo, construídas com tijolos deitados, de modo que a sua espessura seja 
o dobro da parede de meia vez (REGO, 2010).
FONTE: <http://ew7.com.br/projeto-arquitetonico-com-autocad/images/stories/tijolos%20
baianos.png>. Acesso em: 7 nov. 2019.
FIGURA 24 – POSIÇÃO DOS TIJOLOS NO ASSENTAMENTO
As fiadas são assentadas de modo que as peças (blocos ou tijolos) fiquem 
desalinhadas na direção vertical (no prumo). Esse procedimento é feito para que 
haja uma amarração entre as peças. “O alinhamento vertical é verificado com o 
fio de prumo e na posição horizontal com nível de bolha, prego e linha de nylon 
esticada” (REGO, 2010 p. 86), como ilustrado na imagem a seguir.
FONTE: Rego (2010, p. 86)
FIGURA 25 – FIADAS E PRUMO DE ALVENARIA
file:///C:\Users\05709246930\Downloads\%3c
http://ew7.com.br/projeto-arquitetonico-com-autocad/images/stories/tijolos baianos.png
http://ew7.com.br/projeto-arquitetonico-com-autocad/images/stories/tijolos baianos.png
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
178
Para vãos nas alvenarias, como portas, por exemplo, o assentamento 
é interrompido na medida necessária do vão e entre os tijolos são colocados 
elementos de madeira cortados em forma de trapézio, chumbados nas laterais dos 
vãos que servem para colocação de portas ou janelas de madeira. Esses elementossão chamados de tacos (REGO, 2010).
Atualmente, nas obras de médio a grande porte, esses tacos são substituídos 
por ganchos ou parafusos fi xados nos caixonetes ou batentes das esquadrias e 
fi xados por argamassa ou espuma expansiva de poliuretano (SALGADO, 2018).
FIGURA 26 – TACOS DE ALVENARIA
FONTE: Rego (2010, p. 89)
Para saber mais sobre execução de alvenaria, acesse: https://www.docsity.
com/pt/apostila-de-pedreiro/4716295/.
DICAS
4 LIGAÇÃO ENTRE ESTRUTURAS E PAREDES DE 
VEDAÇÃO
Para as ligações das alvenarias com a estrutura da edifi cação, devem-
se considerar “os gradientes térmicos nas fachadas, as dimensões dos panos e 
a fl exibilidade da estrutura; [para estruturas muito fl exíveis como estruturas 
reticuladas de grandes vãos por exemplo], adotam-se detalhes construtivos 
especiais” (THOMAZ et al., 2009, p. 27), como ilustrado na imagem a seguir. 
TÓPICO 3 | PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
179
FIGURA 27 – LIGAÇÕES ENTRE ALVENARIAS E PILARES DE ESTRUTURAS FLEXÍVEIS
FONTE: Thomaz et al. (2009, p. 29)
Seguindo as recomendações de Thomaz et al. (2009, p. 27), para as: 
[...] ligações convencionais com materiais rígidos e estruturas de 
concreto armado [...], deve-se proceder inicialmente à vigorosa 
limpeza das faces do pilar, com completa remoção do desmoldante. 
[Em seguida], as faces de arranque das alvenarias devem receber uma 
camada de chapisco. No assentamento, os blocos devem ser fortemente 
pressionados contra o pilar, resultando refluxo de argamassa e total 
compacidade da junta. 
O projeto da alvenaria deve definir a forma de ligação das paredes 
com os pilares, a fim de prevenir futuros destacamentos. [...] As 
ligações com os pilares podem ser executadas com telas metálicas 
[eletro soldadas, galvanizadas, aplicadas a cada duas fiadas e fixadas 
no concreto com pinos metálicos] (“tiros” aplicados com finca-pinos). 
Neste caso a tela deve ser dobrada exatamente a 90º, [...] aplicando-se 
os pinos e as respectivas arruelas o mais próximo possível da dobra da 
tela. As ligações com telas podem ser reforçadas mediante emprego de 
cantoneira metálica entre a tela e a arruela/cabeça do pino. Para evitar-
se risco de corrosão, as telas devem ser recortadas com largura 1 ou 2 
cm menor que a largura dos blocos.
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
180
FIGURA 28 – FIXAÇÃO DE ALVENARIAS EM PILARES COM O EMPREGO DE TELA METÁLICA 
GALVANIZADA
FONTE: Thomaz et al. (2009, p. 28)
Thomaz et al. (2009 p. 28) recomendam ainda que: 
[Para as] ligações mais fortes com armações de espera podem 
ser introduzidas na armadura do pilar, ou com “ferros-cabelo” 
posteriormente colados em furos executados com brocas de 8 mm de 
diâmetro (colagem com resina epóxi); nos casos correntes recomenda-
se introduzir um ferro de 6 mm a cada 40 ou 50 cm, com transpasse 
em torno de 50 cm para o interior da alvenaria e com penetração no 
pilar de 6 a 8 cm. [...] A ligação pode ainda ser executada com gancho 
/ estribo de dois ramos.
Como veremos na imagem a seguir.
FIGURA 29 – LIGAÇÕES ENTRE ALVENARIAS E PILARES COM GANCHO DE AÇO DE DOIS 
RAMOS OU COM AUXÍLIO DE BLOCOS TIPO CANALETA
FONTE: Thomaz et al. (2009, p. 29)
TÓPICO 3 | PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
181
Para as ligações de alvenarias com estruturas metálicas, Thomaz et al. 
(2009 p. 30) recomendam que “as ancoragens sejam executadas com insertos de 
aço soldados nos pilares e chumbados nas juntas horizontais de assentamento, 
seguindo os métodos das ligações nas peças em concreto”. As imagens a seguir 
ilustram a ideia.
FIGURA 30 – LIGAÇÕES ENTRE ALVENARIAS E PILARES DE AÇO – ESTRUTURA APARENTE
FONTE: Thomaz et al. (2009, p. 30)
FONTE: Thomaz et al. (2009, p. 30)
FIGURA 31 – LIGAÇÕES ENTRE ALVENARIAS E PILARES DE AÇO – ESTRUTURA EMBUTIDA
Nas fixações de alvenarias com lajes ou vigas superiores, após limpeza e 
aplicação de chapisco no componente estrutural é recomendado assentamento 
inclinado de tijolos de barro cozido, empregando-se argamassa relativamente 
fraca. Cria-se assim uma espécie de “colchão deformável”, amortecedor das 
deformações estruturais que seriam transmitidas à parede.
Nos projetos modulados, onde a última fiada de blocos praticamente 
faceia a face inferior do componente estrutural, emprega-se argamassa 
fraca em cimento. Em se tratando de blocos vazados, a última 
fiada pode ser composta por meio-blocos assentados com furos 
na horizontal, facilitando-se sobremaneira a execução da fixação 
denominada “encunhamento” (THOMAZ et al., 2009, p. 31).
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
182
FIGURA 32 – ENCUNHAMENTO DE PAREDE COM O EMPREGO DE TIJOLOS DE BARRO 
COZIDO
FONTE: Thomaz et al. (2009, p. 31)
Quanto à fixação da alvenaria em estruturas muito deformáveis, Thomaz 
et al. (2009) recomendam a utilização de ligações ainda mais flexíveis, como, por 
exemplo, o emprego de poliuretano expandido ou “massa podre” composta com 
esferas de EPS (poliestireno expandido). Nesse caso, adequações de materiais 
e de detalhes construtivos devem ser estudadas para garantir a integridade do 
revestimento das paredes. O tempo entre a execução da parede e o encunhamento 
deve ser respeitado, proporcionando a retração natural da argamassa de 
assentamento entre os tijolos. 
Sempre que as estruturas forem intencionalmente flexíveis, com 
deformações que precisam superar a capacidade de acomodação das 
alvenarias, detalhes construtivos apropriados devem ser adotados nos 
encontros das alvenarias com as vigas ou lajes, conforme ilustração a 
seguir. A ancoragem superior das paredes, nesse caso, pode ser feita 
com insertos de aço (ferro de 6 mm, espaçamento em torno de 2 m), 
fixados nas vigas ou lajes mediante furação (broca 8 mm, profundidade 
do furo 5 a 6 cm), limpeza e colagem com resina epóxi. O acabamento 
da junta pode ser executado com selante flexível e moldura de gesso 
(“roda-teto”) (THOMAZ et al., 2009, p. 32).
FIGURA 33 – DETALHES DE LIGAÇÃO DAS ALVENARIAS COM LAJE MUITO DEFORMÁVEL
FONTE: Thomaz et al. (2009, p. 32)
TÓPICO 3 | PROJETO DE ALVENARIA DE VEDAÇÃO
183
Para as ligações com vigas de aço ou lajes mistas, valem as mesmas 
recomendações anteriores, pois as alvenarias de fachada podem ser posicionadas 
externamente à estrutura, conforme detalhe ilustrado a seguir.
FIGURA 34 – ALVENARIAS POSICIONADAS EXTERNAMENTE À ESTRUTURA METÁLICA
FONTE: Thomaz et al. (2009, p. 33)
184
RESUMO DO TÓPICO 3
Neste tópico, você aprendeu que: 
• A alvenaria se define como elementos de vedações verticais nas construções e 
a implementar os componentes que constituem esse sistema de vedação. 
• É possível observar os diferentes blocos e tijolos que compõem uma alvenaria 
e recomendações normativas quanto às:
ᵒ dimensões;
ᵒ características geométricas;
ᵒ característica mecânica.
• Existem ligações especiais entre elementos estruturais e as paredes de vedação.
185
AUTOATIVIDADE
1 (FGV, 2019) A execução de alvenaria de tijolos e blocos cerâmicos, sem 
função estrutural, é muito empregada nas edificações. Com relação às 
condições de execução estabelecidas pela ABNT, analise as afirmativas a 
seguir. 
FONTE: <https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/61546/
fgv-2019-dpe-rj-tecnico-superior-especializado-engenharia-civil-prova.pdf?_
ga=2.265092812.279688464.1570584934-231533174.1569810571>. Acesso em: 7 nov. 2019.
I- As alvenarias apoiadas em alicerces devem ser executadas no mínimo 48 
horas após a impermeabilização dos alicerces.
II- Recomenda-se chapiscar a face da estrutura que fica em contato com a 
alvenaria.
III- No caso de alvenaria de blocos de vedação, estes devem ser usados com 
furos na vertical, exceto em disposições construtivas particulares.
Está correto o que se afirma em:
a) ( ) somente I.
b) ( ) somente II.
c) ( ) somente I e II.
d) ( ) somente II e III.
2 (CEPS/UFPA, 2018) Nas paredes de alvenaria, as aberturas de portas e 
janelas devem ser reforçadas com elementos construtivos que minimizemas 
concentrações de tensões e evitem fissurações localizadas. Esses elementos 
são conhecidos como: 
FONTE: <https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/57968/
ceps-ufpa-2018-unifesspa-tecnico-de-laboratorio-edificacoes-prova.pdf?_
ga=2.261954254.279688464.1570584934-231533174.1569810571>. Acesso em: 7 nov. 2019. 
a) ( ) marcos para as portas e contravergas para as janelas.
b) ( ) vergas para as portas e contramarcos para as janelas.
c) ( ) vergas para as portas e janelas e contravergas para as janelas.
d) ( ) marcos para as portas e janelas e contravergas para as janelas.
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/61546/fgv-2019-dpe-rj-tecnico-superior-especializado-engenharia-civil-prova.pdf?_ga=2.265092812.279688464.1570584934-231533174.1569810571
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/61546/fgv-2019-dpe-rj-tecnico-superior-especializado-engenharia-civil-prova.pdf?_ga=2.265092812.279688464.1570584934-231533174.1569810571
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/61546/fgv-2019-dpe-rj-tecnico-superior-especializado-engenharia-civil-prova.pdf?_ga=2.265092812.279688464.1570584934-231533174.1569810571
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/57968/ceps-ufpa-2018-unifesspa-tecnico-de-laboratorio-edificacoes-prova.pdf?_ga=2.261954254.279688464.1570584934-231533174.1569810571
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/57968/ceps-ufpa-2018-unifesspa-tecnico-de-laboratorio-edificacoes-prova.pdf?_ga=2.261954254.279688464.1570584934-231533174.1569810571
https://arquivos.qconcursos.com/prova/arquivo_prova/57968/ceps-ufpa-2018-unifesspa-tecnico-de-laboratorio-edificacoes-prova.pdf?_ga=2.261954254.279688464.1570584934-231533174.1569810571
186
187
TÓPICO 4
COBERTURAS
UNIDADE 3
1 INTRODUÇÃO
A cobertura da edificação tem a finalidade de proteger a construção das 
intempéries. Desde a construção dos abrigos rústicos nas cavernas até os dias 
atuais, a evolução se fez quanto aos materiais utilizados, técnicas construtivas, 
tipos de acabamento, elementos estruturais, características e formas de coberturas. 
As construções residenciais e de pequeno porte possuem maior índice 
de utilização de materiais cerâmicos, porém as obras de grande porte optam por 
materiais metálicos em função da rapidez e do custo-benefício.
Uma obra de cobertura consiste em duas partes: a estrutura que pode 
ser executada com materiais e peças característicos para sustentar a outra parte 
chamada de cobertura. Esta cobre a estrutura com telhas, proporcionando a 
proteção da obra. É possível incluir na cobertura elementos destinados à captação 
das águas pluviais, como calhas e condutores. A parte estrutural da cobertura 
forma um sistema treliçado destinado a suportar toda a carga da cobertura, além 
dos esforços provenientes da ação das intempéries e suas variações. Cada parte 
desta estrutura possui uma nomenclatura (SALGADO, 2018, p. 146-147):
• Tesoura – estrutura autoportante constituída de diversas peças 
formando uma estrutura treliçada com a finalidade de suportar toda 
a carga de um telhado.
• Cumeeira – linha mais alta de um telhado.
• Linha – peça de alinhamento da tesoura que recebe todos os esforços 
da tesoura e pela qual é transmitida a estrutura principal da obra.
• Perna – suporta as terças e dá inclinação à estrutura conforme o tipo 
de telha utilizado.
• Pendural – elemento vertical de distribuição das cargas de um 
telhado. 
• Escora – elemento oblíquo de distribuição das cargas de um telhado.
• Empena – o mesmo que perna. 
• Terça – peça localizada entre o frechal e a cumeeira que tem a 
finalidade de travar as tesouras e suportar a estrutura de caibros.
• Água – plano inclinado que define o caimento de um telhado. 
• Rincão – linha de encontro entre duas águas de um telhado. 
• Empeno – parte de alvenaria de elevação que acompanha o caimento 
de um telhado. 
• Beiral – parte da estrutura do telhado que se projeta além da 
alvenaria externa.
• Tirante – peça em diagonal destinada ao travamento, absorvendo os 
esforços de tração da tesoura.
• Frechal – nome dado à primeira terça da tesoura.
• Caibro – peças de apoio para as ripas, pregadas sobre as terças.
• Ripa – peças de apoio das telhas, pregadas sobre os caibros.
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
188
FIGURA 35 – ELEMENTOS DE COBERTURA
FONTE: Salgado (2018, p. 147)
Salgado (2018) ainda comenta sobre outro esquema de apoio da cobertura 
que pode ser a utilização de um pilar sobre a laje projetada com essa fi nalidade. 
Esse pilar ou pilarete, que pode ser de alvenaria, suporta as terças e cumeeira. Para 
vãos maiores que 3,00 m é recomendado um reforço com pontaletes servindo de 
mão francesa para o reforço da estrutura, conforme ilustração a seguir.
FIGURA 36 – ESQUEMA DE APOIO DE COBERTURA
FONTE: Salgado (2018, p. 148)
TÓPICO 4 | COBERTURAS
189
2 TIPOLOGIAS
Existem vários tipos de coberturas que variam de acordo com a escolha do 
técnico, levando em conta os fatores climáticos como chuva, vento, temperatura, 
neve etc. 
FIGURA 37 – TIPOS DE COBERTURAS
FONTE: <http://usuarios.upf.br/~zacarias/Telhados.pdf>. Acesso em: 7 nov. 2019.
Para cada tipo de telhado há um tipo de tesoura:
FIGURA 38 – TIPOS DE TESOURA
FONTE: Rego (2010, p. 111)
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
190
A cobertura pode variar conforme o sistema construtivo. Existem vários 
tipos de telhados, como as telhas de barro cozido, telhas metálicas, plásticas, 
vidro, pedra natural e outros, como no quadro a seguir.
Telha de barro cozido (cerâmica)
• marselhe ou francesa
• paulistinha
• paulista
• itu • colonial • plan
Telhas de fibrocimento (cimento amianto)
• ondulada • canalete • moduladas
Telha asfáltica com fibra vegetal
• ondulada • placas em formato de escama
Telhas com fibras de polímeros
• ondulada • canalete
Telhas metálicas
• alumínio • cobre • ferro • zinco
Plástico ou PVC
• onduladas • dômus
Telhas de vidro
• tipo marselhe • tipo paulista
Telha de pedra natural
• escamas (ardósia)
Telhas de policarbonatos
• em formatos diversos
QUADRO 7 – TIPOS DE TELHAS
FONTE: Rego (2010, p. 112)
A imagem a seguir ilustra alguns tipos de telhas comercializados 
atualmente e cada modelo possui características particulares quanto à colocação, 
rendimento, peso e resistência.
TÓPICO 4 | COBERTURAS
191
FIGURA 39 – TIPOS DE TELHAS NO MERCADO
FONTE: <https://www.tuacasa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tipos-de-telhas-18.png>. 
Acesso em: 7 nov. 2019
3 DESEMPENHO
Salgado (2018, p. 148) nos orienta que a altura da cumeeira é “o ponto mais 
alto do telhado. Para o cálculo deste ponto é necessário saber o comprimento do 
vão e o grau de inclinação ou a porcentagem de inclinação conforme o modelo da 
telha a ser utilizada”.
Exemplo:
• Vão de 7 m.
• Inclinação de 30% para o telhado.
• A cumeeira está no meio do vão.
file:///C:\Users\05709246930\Downloads\%3c
https://www.tuacasa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/tipos-de-telhas-18.png
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
192
Com estes dados temos:
• Ponto do telhado = 30% de 3,50 (metade de 7 m).
• Altura ou ponto do telhado = 1,05 m (SALGADO, 2018, p. 149).
FIGURA 40 – EXEMPLO DE ALTURA DE TELHADO
FONTE: Salgado (2018, p. 149)
Como as madeiras possuem medidas limitadas em função do comprimento 
natural de árvores, ou parte do pedaço da madeira não está íntegro para utilizar 
na estrutura, nesses casos é necessário fazer emenda de peças com cuidado e 
critério em função dos esforços a que se destinam. Veja os tipos de emendas mais 
comuns:
FIGURA 41 – TIPOS DE EMENDAS
FONTE: Salgado (2018, p. 149)
“O conjunto das peças que transmitem as cargas das telhas para a tesoura 
chama-se engradamento” (REGO, 2010, p. 108). 
TÓPICO 4 | COBERTURAS
193
FIGURA 42 – ESQUEMA DE ENGRADAMENTO
FONTE: Rego (2010, p. 108)
As uniões entre as diferentes peças que compõem uma tesoura são 
chamadas de sambladuras. As mais comuns estãorepresentadas no quadro a 
seguir.
linha ↔ perna Estas emendas devem ser feitas sobre 
o plano da parede, evitando, com isto, 
que a reação vertical da parede venha 
tirar o equilíbrio da tesoura. Quando 
não for possível, deverá ser colocada 
uma peça complementar, chamada 
de "cachorro", para que a emenda 
possa ser ancorada com braçadeiras 
ou reforçada lateralmente com chapas 
metálicas e aparafusadas.
perna ↔ pendural
Deve ser feita de maneira a resistir ao 
cisalhamento, pelo esforço que sofre a 
perna.
QUADRO 8 – PRINCIPAIS SAMBLADURAS
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
194
pendural ↔ linha Este tipo de sambladura deve ser feito 
de maneira tal, a não permitir esforços 
à linha. Deve ser com presilha, sem 
prender a linha, mantendo distância 
de ± 2 cm entre as peças, pois, quando 
da época das chuvas, o telhado 
aumenta de peso e se essa carga de 
peso for transmitida para a linha, esta, 
provavelmente, trabalhará à fl exão, o 
que não é recomendado.
perna ↔ escora ↔ suspensório Este último, embora seja um pendural 
secundário, será fi xado à linha e à 
perna por meio de parafusos, porque 
ele não estará sendo fi xado na posição 
do momento máximo da linha, isto é, 
não estará transmitindo carga no ponto 
onde a linha está mais sujeita a romper-
se. A escora deverá fi car junto a estes 
dois e embaixo da linha de centro da 
terça.
terças - estas serão fi xadas com pregos sobre a perna da tesoura. Por serem peças 
de grande comprimento, necessitam de emendas que deverão ser feitas, sempre, 
onde o momento for nulo, aproximadamente a 1/4 do comprimento do vão, isto 
é, a 1/4 do espaçamento entre as tesouras, que é de ± 2,5 m.
FONTE: Rego (2010, p. 109)
• cumeeira 6 cm x 12 cm
• terça 6 cm x 12 cm
• frechal 6 cm x 12 cm
• perna 6 cm x 12 cm
• escora 2,5 cm x 12 cm
• suspensório 2,5 cm x 12 cm
• linha 6 cm x 12 cm
• pendural 6 cm x 16 cm
• caibro 5 cm x 7,5 cm
• ripa 1,5 cm x 5 cm
QUADRO 9 – DIMENSIONAMENTO APROXIMADO DA SEÇÃO DAS PEÇAS DA COBERTURA
FONTE: Rego (2010, p. 110)
TÓPICO 4 | COBERTURAS
195
A colocação das telhas deve ser de baixo para cima, ou seja, iniciando pelo 
beiral. Recomenda-se colocar duas ripas na primeira fi ada para alinhamento das 
telhas. Geralmente, no início do beiral coloca-se uma calha e, por conta disso, a 
linha dupla de ripa deve ser recuada em aproximadamente 10 cm. Para melhor 
acabamento do beiral, os caibros devem ser serrados na ponta na posição vertical 
para que seja fi xada uma tábua de acabamento denominada testeira ou tabeira 
(SALGADO, 2018), como ilustrado a seguir.
FONTE: Salgado (2018, p. 155)
FIGURA 43 – COLOCAÇÃO DE TELHA CERÂMICA E ACABAMENTO
Na fi nalização da colocação de telhas no encontro com a cumeeira, 
normalmente é colocada uma linha de “telhas ‘cumeeira’ assentada com 
argamassa mista de cimento, cal e areia” (SALGADO, 2018, p. 155). Mas esse 
fechamento se faz após a verifi cação do alinhamento das telhas assentadas para 
melhor acabamento. 
Para os acabamentos de telhado em platibanda ou arremate com 
alvenaria, se faz necessária a utilização de rufo para isolamento do telhado e 
melhor aparência no acabamento. Os rufos podem ser confeccionados no local 
em concreto, argamassa ou em chapas metálicas comercializadas. Porém, o rufo 
metálico precisa ser fi xado na alvenaria e coberto com argamassa (contrarrufo) na 
parte superior garantindo a impermeação do mesmo (SALGADO, 2018).
FONTE: Salgado (2018, p. 161)
FIGURA 44 – ILUSTRAÇÃO DE RUFO EM ARREMATE COM PAREDE
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
196
Algumas telhas precisam ser fi xadas com o auxílio de parafusos, como 
é o caso das telhas metálicas. Mas a fi xação das telhas pode ser problema para 
a cobertura se for executada de modo inadequado, uma vez que as telhas são 
furadas para receberem parafusos quando apoiadas sobre madeiras ou ganchos 
em estruturas metálicas ou concreto. Em todos os casos e sobre as telhas, os 
elementos de fi xação (parafusos) devem receber um anel de borracha a ser 
colocado entre a telha e a porca ou na cabeça do parafuso de fi xação para a 
vedação do furo de passagem, mas com o devido cuidado na colocação, como 
ilustrado a seguir (SALGADO, 2018). 
FIGURA 45 – REGULAGEM DE FIXAÇÃO
FONTE: <https://www.telhap.com.br/parafusos-de-fi xacao/>. Acesso em: 11 nov. 2019.
No quadro a seguir é apresentada uma lista de elementos para fi xação 
de alguns modelos de telhas, conforme projeto e condições climáticas, como a 
incidência de fortes ventos.
Parafuso com rosca soberba
Fabricado em ferro galvanizado a fogo, com 
diâmetro de 8 mm e cabeça com estampa 
especial. 
Seu uso é imprescindível em coberturas 
sujeitas à forte sucção de vento e nas telhas 
do beiral, bem como nas coberturas com 
inclinação abaixo de 10º (18%).
Gancho com rosca reto L
Para fi xação de telhas e peças complementares 
em apoio metálico ou de concreto.
Gancho com rosca reto simples
Para fi xação de telhas e peças complementares 
em apoio metálico.
QUADRO 10 – ELEMENTOS DE FIXAÇÃO
TÓPICO 4 | COBERTURAS
197
Fixador de abas simples
Para fi xação de peças complementares 
diretamente nas telhas quando há acesso por 
baixo da cobertura.
FONTE: Salgado (2018, p. 162)
A cobertura protege a construção ao receber as águas de chuvas, porém, 
devido ao seu volume ou aos ventos, a água que precipita nos beirais pode atingir 
a edifi cação. Para melhor direcionar as águas pluviais recebidas do telhado, é 
recomendado prever um sistema de captação de águas pluviais composto de 
calhas e condutores. 
As calhas possuem dimensões e materiais variados, e são fi xadas nos 
beirais dos telhados com a fi nalidade de captar as águas pluviais e direcioná-
las aos condutores, que são fi xados nas alvenarias em pontos estratégicos. A 
NBR 10844 fi xa exigências e critérios necessários aos projetos das instalações de 
drenagem de águas pluviais, para garantir níveis aceitáveis de funcionalidade, 
segurança, higiene, conforto, durabilidade e economia (ABNT, 1989b).
Nas instalações das calhas recomenda-se “prever saídas de excesso de 
água nas extremidades para que não haja problema com o escoamento como 
entupimento nos condutores, situação comum em lugares com muita vegetação” 
(SALGADO, 2018, p. 166).
FONTE: Salgado (2018, p. 166)
FIGURA 46 – CALHA COM PONTA REBAIXADA PARA ESCOAMENTO DE EXCESSO DE ÁGUA
Observe os cuidados na execução ou manutenção de um telhado.
ATENCAO
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
198
Segundo Salgado (2018, p. 168-169), estes são os cuidados que se deve 
ter na execução ou manutenção de um telhado, de acordo com o material da 
estrutura. Assim, se for:
• Madeira 
ᵒ Usar sempre madeira de lei, sem nós nem lascas, que não 
apresentam “brocas”.
ᵒ Usar madeira de bitolas uniformes e sem empenos.
ᵒ A madeira deve estar seca.
ᵒ A madeira que ficar exposta às intempéries deve receber 
tratamento impermeabilizante.
• Metálica 
ᵒ As peças devem ter recebido tratamento anticorrosivo e pintura 
de acabamento.
ᵒ Não deve apresentar sinais de ferrugem e, caso aconteça, deve ser 
tratada.
ᵒ As soldas devem ser íntegras e não apresentar sinais de fissuras. 
Na dúvida, usar produto específico para visualização.
• Cuidados gerais
ᵒ Não se deve fazer manutenção de telhados em dias de chuva, 
exceto em casos de extrema necessidade.
ᵒ Usar, sempre que possível, tábuas sobre as telhas para servirem 
de passarelas.
ᵒ O uso do cinto de segurança é imprescindível em qualquer 
situação.
ᵒ Na colocação das telhas cerâmicas, elas devem estar bem 
apoiadas umas nas outras e sobre a estrutura. As telhas 
consideradas empenadas devem ser descartadas, bem como as 
que apresentarem fissuras.
ᵒ Na colocação de telhas de fibrocimento o aperto dos parafusos 
de fixação deve ser bastante controlado para evitar riscos de 
rompimento na telha.
ᵒ Quando a inclinação do telhado é grande ou o local da obra é 
sujeito a fortes ventos, é recomendável a amarraçãodas telhas.
ᵒ Na colocação das telhas, não se recomenda empilhar muitas num 
só lugar. Aconselha-se distribuí-las em pequenas pilhas ao longo 
da superfície do telhado.
ᵒ Durante a colocação das telhas, é preciso prestar bastante atenção 
no seu alinhamento.
TÓPICO 4 | COBERTURAS
199
LEITURA COMPLEMENTAR
Telhados verdes como alternativa para construções sustentáveis
Ana Júlia Frizon
Pedro Henrique Branco Lázaro
Eloisa Dezen Kempter
Felippe Benavente Canteras
INTRODUÇÃO
A revolução industrial levou à formação de grandes centros urbanos e 
populacionais, na maioria das vezes criados sem planejamento e com poucas 
áreas verdes (SPOSITO, 2000). Problemas ambientais como a poluição do ar, 
solo e água, escassez de água de boa qualidade, ocorrência de enchentes, ilhas de 
calor, entre outros, podem estar relacionados à ocupação desordenada do solo, 
ao elevado número de indústrias e à ausência de espaços verdes (PAULA, 2004; 
SANTOS, 2012).
As ilhas de calor são anormalidades térmicas, em que a temperatura dos 
grandes centros urbanos é maior do que áreas vizinhas, devido à substituição 
de materiais naturais pelos urbanos (concreto e asfalto). Esta elevação da 
temperatura nas cidades altera a circulação dos ventos, a umidade e as chuvas, 
devido à evaporação rápida da água e a poluição lançada na atmosfera pelos 
carros e indústrias (PAULA, 2004). O efeito das ilhas de calor é um agravante às 
condições térmicas encontradas no interior das edificações, principalmente em 
grandes centros urbanos, diminuindo a qualidade de vida dos habitantes destas 
edificações.
Dessa forma, é crescente a busca por alternativas que solucionem ou 
minimizem esses problemas. Uma destas alternativas são os telhados verdes, 
compostos por diversas camadas com diferentes funções, como impermeabilização 
da laje, barreira radicular (sistema anti-raiz), sistema de drenagem, filtro, solo, 
substrato e vegetação (TAM et al., 2016). Os telhados verdes são coberturas 
vegetadas que auxiliam no processo de isolamento térmico e podem ser 
classificados de acordo com o porte das espécies vegetais utilizadas: plantas de 
porte baixo ou rasteiras caracterizam os telhados verdes extensivos e espécies de 
porte médio e arbóreo caracterizam os telhados verdes intensivos.
Além da vista arquitetônica, os telhados ecológicos prestam serviços 
ambientais, como filtrar a poluição do ar [...]
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
200
MATERIAIS E MÉTODOS
Área de Estudo
O município de Limeira está localizado no centro-oeste do Estado de São 
Paulo, a 154 km da capital (São Paulo), em latitude S 22º 33' 53"e longitude W 
47º 24' 06", com uma área total de aproximadamente 581 km², sendo 127 km² de 
área urbana com uma população de aproximadamente 303.682 habitantes (IBGE, 
2018).
Em relação ao clima, o município insere-se na zona subtropical úmida, 
caracterizado como tropical de altitude, com invernos secos e verões quentes. 
Segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à 
Agricultura (CEPAGRI, 2018), o clima de Limeira é do tipo Aw, denominado 
como clima tropical de savanas, com intensas chuvas no verão e invernos secos. 
Ao longo do ano, as temperaturas variam de 12 °C a 30 °C e dificilmente é inferior 
a 8 °C e superior a 34 °C. Tem precipitação média anual de 1.312 mm, e no mês 
mais seco, esta é inferior a 60 mm (WEATHERS PARK, 2018). De acordo com o 
Centro Integrado Informações Agrometeorológicas (CIIAGRO, 2018), janeiro é o 
mês com maior incidência de chuva, com média de 244,3 mm, e julho é o mês com 
menor incidência de chuva, a qual possui uma média de 24,7 mm.
Levantamento de Custos
Através de revisão de literatura foi possível definir as principais variáveis 
construtivas dos telhados verdes extensivos, desde os mais simples até os mais 
complexos, sendo possível listar os principais materiais utilizados na construção. 
Posteriormente foi realizada a consulta a 77 lojas de diversas áreas de comercio 
(sendo elas floriculturas, lojas de impermeabilizantes, lojas de materiais de 
construção, e outras áreas correlatas), orçando todos os materiais utilizados, a 
fim de realizar o levantamento de custo médio de implantação do telhado verde 
por metro quadrado. Foram consultadas ainda 05 empresas especializadas em 
instalação de telhados verdes, obtendo-se o custo por metro quadrado e os 
materiais utilizados para a construção. Os orçamentos foram realizados no estado 
de São Paulo. [...]
Módulos Experimentais (M)
Para avaliar o desempenho térmico, três módulos experimentais de 
alvenaria estrutural de blocos de concreto e laje de concreto foram construídos. 
Um deles foi designado como módulo de Controle (M1), recebendo apenas 
impermeabilização superficial da laje. Os demais módulos, contam com camada 
de impermeabilização, manta anti-raiz, drenagem (manta geotêxtil Geoflex 130 
g.m-2 e camada de 10 cm de argila expandida), 10 cm de substrato e as espécies 
escolhidas, Chlorophytum comosum, também conhecida como Clorofito do Sol 
(M2), e Hemigrafis alternata (M3), conforme a Figura 1. Os módulos medem 1,74 
x 1,74 m e têm 3,00 m de altura.
TÓPICO 4 | COBERTURAS
201
Figura 1. Detalhes Construtivos dos Módulos Experimentais. (A) Vista 
Frontal dos três Módulos. (B) Módulo Controle. (C) Módulo com Chlorophytum 
comosum. (D) Módulo com Hemigrafis alternata.
Foram utilizados termohigrômetros da marca Testo modelo 174 h data 
logger, com capacidade para medições de temperatura, na faixa de -20 oC a +70 
oC e resolução de 0,1 oC e precisão de 0,5 oC, e umidade, na faixa de 0 a 100% RH 
e resolução 0,1% RH e precisão de 3%. Com a utilização de quatro equipamentos, 
as medições foram realizadas simultaneamente no ambiente externo e no interior 
de cada um dos módulos a cada 10 minutos (medidas de temperatura e umidade 
do ar ambiente interno e externo), gerando 144 medidas por dia em cada um 
dos equipamentos. Ressalta-se que as medidas de temperatura e umidade foram 
iniciadas na segunda quinzena de fevereiro sendo registradas até dia 10 de abril 
de 2018 e foram excluídos os dias em que os módulos sofreram algum tipo de 
manutenção, sendo analisados no total 40 dias válidos, sendo 21 dias de medições 
no verão e 19 dias no outono.
Os equipamentos forneceram dados brutos em formato de planilha 
de Excel, da qual foram extraídos os valores máximos, mínimos e médios. Foi 
realizada ainda a comparação das temperaturas entre os módulos a cada seis 
horas, dividindo os dias em quatro períodos: madrugada (00:00 as 6:00h), manhã 
(6:00 às 12:00h), tarde (12:00 às 18:00h) e noite (18:00 às 24:00h). A partir da 
divisão de períodos, foi aplicado o teste t de student pareado e bicaudal, a nível 
de significância de 5%, com a finalidade de comparar as temperaturas registradas 
nos períodos entre os módulos e confirmar a existência de diferenças significativas 
do ponto de vista estatístico.
Fonte: Autores (2018)
UNIDADE 3 | ESTRUTURAS DE CONCRETO, VEDAÇÕES VERTICAIS E COBERTURAS
202
RESULTADOS E DISCUSSÕES
Levantamento de Custos
No levantamento de custos, verificou-se os valores de cada uma das 
camadas (identificadas de (a) a (g)) que compõe os diversos modelos de telhados 
verdes. A Tabela 1 apresenta esses valores por camadas e por modelos, com os 
custos mínimo, médio e máximo encontrados na pesquisa.
Custo 
Mínimo (R$)
Custo 
Médio (R$)
Custo 
Máximo (R$)
Custos por
Camadas
(R$. m -2)
(a)Impermeabilização
(b) Drenagem
(c) Substrato
(d) Vegetação
(e) Módulos Plásticos
(f) Membrana 
Alveolar
(g) Irrigação
7,75
96,40
9,00
4,50
74,40
55,08
0,74
29,26
196,08
35,24
24,06
101,60
55,08
77,92
75,00
279,95
87,50
48,00
125,60
55,08
366,12
Custos por 
Modelo
(R$. m -2)
Modelo 1 – (a) a (d)
Modelo 2 – (a) a (e)
Modelo 3 – (a) a (f)
Modelo 4 – (a) a (e) 
e (g)
Empresas
117,65
192,05
247,13
192,79
190,00
284,64
386,24
441,32
464,16
249,20
490,45
616,05
671,13
982,17
310,00
Tabela 1. Custos gerais dos telhados verdes no estado de São Paulo
Nota-se que osvalores mais altos estão relacionados às camadas de 
irrigação, drenagem e módulos plásticos. Ressalta-se que a camada de drenagem 
é obrigatória em todos os modelos de telhados verdes, sendo dessa forma, 
a principal responsável pela elevação dos custos construtivos desse tipo de 
cobertura, principalmente dos modelos mais simples. Por outro lado, a camada 
de irrigação, que apresenta o maior custo dentre todos os componentes, e os 
módulos plásticos são utilizados apenas em modelos de telhados mais complexos, 
não sendo componentes obrigatórios nos telhados vegetados. [...]
Conforto Térmico
As medições com os termohigrômetros durante 40 dias indicaram que 
as temperaturas máximas tanto no verão (21 dias avaliados) quanto no outono 
(19 dias avaliados) ocorrem no período das 14:00 às 15:00 no ambiente externo 
aos módulos, sendo que esse comportamento foi observado em 45% dos dias 
avaliados. As temperaturas máximas observadas dentro dos módulos ocorreram 
majoritariamente no intervalo entre as 17:00 e 18:00, ocorrendo em 57,50% dos 
dias no M1, em 50% dos dias no M2 e 42,50% dos dias em M3. Dessa forma, 
TÓPICO 4 | COBERTURAS
203
afirma-se que ocorre um atraso térmico médio de 4 horas. Porém ressalta-se 
que os materiais empregados nos módulos possuem alta massa térmica, sendo 
compostos de blocos de concreto, um material que apresenta capacidade de 
absorver, armazenar e liberar calor lentamente. As mínimas temperaturas 
registradas, ocorrem entre as 6:00 e as 7:00 nos registros externos (80% dos dias) 
e entre as 7:00 e as 8:00 nos módulos, com uma ocorrência em 82,50% dos dias em 
M1, 67,50% dos dias em M2 e 70% dos dias em M3, este comportamento pode 
ser observado na figura 2A. O período de ocorrência das temperaturas máximas 
e mínimas se assemelha aos obtidos por Feitosa e Wilkinson (2018) no Rio de 
Janeiro. [...]
CONCLUSÕES
Os telhados verdes têm maior custo de implementação (R$321,64m-2), 
porém os ganhos de isolamento e conforto térmico são comprovados, mantendo 
a edificação até 3,4°C mais fria em dias de verão em comparação com um telhado 
convencional, além de manter a umidade do ambiente até 23,4% maior.
Os telhados verdes conseguem atenuar os picos de temperatura e aumentar 
a umidade nas edificações durante os períodos mais quentes do ano, mantendo 
o ambiente mais confortável para os usuários, podendo inclusive diminuir o uso 
de equipamentos de refrigeração de ambientes, gerando economia de energia.
A espécie vegetal Hemigrafis alternata utilizada no telhado verde 
tem melhor isolamento térmico na construção, em comparação com o telhado 
convencional e com o telhado verde com Chlorophytum comosum.
REFERÊNCIAS
Revista Verde, v.13, n.5, p.620-629, 2018.
FONTE: <http://dx.doi.org/10.18378/rvads.v13i5.6197>. Acesso em: 21 nov. 2019. 
http://dx.doi.org/10.18378/rvads.v13i5.6197
204
RESUMO DO TÓPICO 4
Neste tópico, você aprendeu que: 
• A cobertura protege a edifi cação e pode ser feita de vários tipos, materiais e 
dimensões. 
• A NBR 10884 fi xa exigências e critérios necessários aos projetos das instalações de 
drenagem de águas pluviais, para garantir níveis aceitáveis de funcionalidade, 
segurança, higiene, conforto, durabilidade e economia.
• Cada elemento da estrutura do telhado possui nome específi co para melhor 
identifi cação no projeto.
• O telhado pode ser construído com diversos tipos de telhas existentes no 
mercado e, para cada método construtivo, deve-se respeitar as propriedades 
de cada telha, projetando a estrutura quanto a:
ᵒ dimensão;
ᵒ peso;
ᵒ fi xação;
ᵒ inclinação. 
Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem 
pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao 
AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.
CHAMADA
205
AUTOATIVIDADE
1 (AMEOSC, 2018) “Como regra básica, a estrutura de uma cobertura é 
composta de um sistema treliçado destinado a suportar todo o carregamento 
da cobertura, além dos esforços provenientes da ação das intempéries, 
como variação de temperatura, chuva, vento e neve" (SALGADO, J. – 
Técnicas e Práticas Construtivas para Edifi cação). Com base nisso, assinale 
a alternativa incorreta acerca da nomenclatura e sua defi nição: 
FONTE: <https://www.aprovaconcursos.com.br/questoes-de-concurso/prova/ameosc-
2018-prefeitura-de-bandeirante-sc-engenheiro-civil>. Acesso em: 7 nov. 2019. 
a) ( ) Tesoura: estrutura autoportante constituída de diversas peças 
formando uma estrutura treliçada com a fi nalidade de suportar toda a 
carga de um telhado.
b) ( ) Cumeeira: linha mais alta de um telhado.
c) ( ) Pendural: suporta as terças e dá inclinação à estrutura conforme o tipo 
de telha utilizado.
d) ( ) Escora: elemento oblíquo de distribuição das cargas de um telhado.
2 (FCC, 2011) Considere a fi gura a seguir.
Uma cobertura é formada por superfícies planas inclinadas para um perfeito 
escoamento das águas de chuvas, onde o encontro destas superfícies recebe 
denominações específi cas. Considerando um telhado de quatro águas, as 
indicações numeradas por 1, 2 e 3, respectivamente, referem-se a: 
FONTE: <https://s3.amazonaws.com/questao-certa/arquivos_do/provas/2263/prova/fcc-
2011-tre-ap-analista-judiciario-engenharia-civil-prova.pdf>. Acesso em: 7 nov. 2019.
a) ( ) cumeeira, rincão e espigão. 
b) ( ) espigão, rincão e cumeeira.
c) ( ) rincão, espigão e água.
d) ( ) água, rincão e espigão.
e) ( ) cumeeira, espigão e água.
206
207
REFERÊNCIAS
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. A vez do 
bambu na construção civil. Boletim ABNT. Rio de Janeiro, v. 15, n. 161, p. 14-16, 
jan./fev. 2018. Disponível em: http://www.abnt.org.br/images/boletim/2018/Jan-
Fev/Boletim_ABNT_161_jan_fev_2018.pdf. Acesso em: 17 out. 2019.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9062: 
projeto e execução de estruturas de concreto pré-moldado. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2017a. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16475: 
painéis de parede de concreto pré-moldado - requisitos e procedimentos. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2017b. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14859-3: 
lajes pré-fabricadas de concreto. parte 3: armadura treliçadas eletrossoldadas 
para lajes pré-fabricadas — requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2017c. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15270-
1: componentes cerâmicos - blocos e tijolos para alvenaria. parte 1: requisitos. 
Rio de Janeiro: ABNT, 2017d. Disponível em: http://professor.pucgoias.edu.br/
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Acesso em: 17 out. 2019. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12655: 
concreto de cimento Portland - preparo, controle, recebimento e aceitação - 
procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2015. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6136: 
blocos vazados de concreto simples para alvenaria — requisitos. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2014. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14323: 
Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios 
em situação de incêndio. Rio de Janeiro: ABNT, 2013a. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15575: 
Levar ao entendimento dos conceitos e à forma de atender aos requisitos da 
norma. Rio de Janeiro: ABNT, 2013b. 
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5674: 
manutenção de edificações - requisitos para o sistema de gestão de manutenção. 
Rio de Janeiro: ABNT, 2012a. Disponível em: http://www.pmb.eb.mil.br/images/
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ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16055: 
parede de concreto moldada no local para a construção de edificações — 
requisitos e procedimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 2012b.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14645-
3: elaboração do "como construído" (as built) para edificações. parte 3: locação 
topográfica e controle dimensional da obra - procedimento. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2011a.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15968: 
qualificação de pessoas no processo construtivo para edificações — perfil 
profissional do pedreiro de obras. Rio de Janeiro: ABNT, 2011b.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15961-
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Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio. 
Rio de Janeiro: ABNT, 2010a.
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alvenaria estrutural — blocos cerâmicos. parte 2: execução e controle de obras. 
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coordenação modular para edificações. Rio de Janeiro: ABNT, 2010c.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8800: 
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levantamento planimétrico para registro público, para retificação de imóvel 
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chumbadores de adesão química instalados em elementos de concreto ou de 
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14645-1: elaboração do "como construído" (as built) para edificações. parte 1: 
levantamento planialtimétrico e cadastral de imóvel urbanizado com área até 
25 000 m², para fins de estudos, projetos e edificação - procedimento. Rio de 
Janeiro: ABNT, 2001b.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14432: 
exigências de resistência ao fogo de elementos construtivos de edificações - 
procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 2001c.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10837: 
cálculo de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto - procedimento. 
Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 7190: 
Projeto de estruturas de madeira. Rio de Janeiro: ABNT, 1997.
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https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-de-edificios/nbr-14931-2004-execucao-de-estruturas-de-concreto-procedimento
https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-de-edificios/nbr-14931-2004-execucao-de-estruturas-de-concreto-procedimento
https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-de-edificios/abnt-6118-projeto-de-estruturas-de-concreto-procedimento
https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-de-edificios/abnt-6118-projeto-de-estruturas-de-concreto-procedimento
https://docente.ifrn.edu.br/valtencirgomes/disciplinas/construcao-de-edificios/abnt-6118-projeto-de-estruturas-de-concreto-procedimento
https://engenhariacivilfsp.files.wordpress.com/2014/11/spt-metodo_de_ensaio_nbr_6484.pdf
https://engenhariacivilfsp.files.wordpress.com/2014/11/spt-metodo_de_ensaio_nbr_6484.pdf
210
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6122: 
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ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6492: 
desenho de arquitetura - projeto. Rio de Janeiro: ABNT, 1994. Disponível em: 
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https://revista.unilins.edu.br/index.php/cognitio/article/view/193/188
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http://vitorioemelo.com.br/publicacoes/Fundamentos_Patologia_Estruturas_Pericias_Engenharia.pdf
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