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29/05/2021 Modelos de Gestão Ambiental
https://cead.uvv.br/saladeaula/conteudo.php?aula=modelos-de-gestao-ambiental&dcp=meio-ambiente-sustentabilidade-eficiencia-energetica-e-energias-sustentaveis&topico=6 1/20
Lição 06
Modelos de Gestão Ambiental
Meio Ambiente, Sustentabilidade, E�ciência Energética e Energias Renováveis
Começar a aula
1. Introdução
Apesar de algumas ações terem sido tomadas anteriores a Revolução Industrial na proteção do
meio ambiente quanto à gestão ambiental, como a proibição de serras hidráulicas na Inglaterra e
leis para proteção das florestas na França, nos séculos XIV e XVII (ACOT, 1990), respectivamente,
a preocupação era em salvaguardar os recursos naturais do país e não uma preocupação genuína
com o meio ambiente conforme comenta Barbieri (2012) em seu trabalho.
A partir da Revolução Industrial, medidas efetivas no combate à poluição tiverem início, mas só a
partir da metade do século XIX, discussões sobre proteção de áreas naturais, e, só no pós-guerra, os
movimentos ambientalistas surgiram. Importante destacar a ocorrência de grandes impactos
ambientais como Bophal, Exxon Valdez, Cubatão Chernobil, dentre outras, resultando um aumento
da consciência ambiental entre os diversos setores da sociedade e da economia, o que ensejou a
necessidade de ações mais efetivas na prevenção de danos ao do meio ambiente.
29/05/2021 Modelos de Gestão Ambiental
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O conhecimento crescente das populações em todo o mundo, das causas e consequências de
fenômenos como o Aquecimento Global, conforme já comentado no tópico 1, destruição da camada
de ozônio, perda acelerada das florestas e biodiversidade dos ecossistemas, contaminação e
exaurimento dos recursos naturais vêm gerando maior cobrança dos governos por leis mais
restritivas ao uso não sustentável dos recursos naturais e ao mesmo tempo mais severas quanto à
punição de indivíduos e empresas à contaminação e exaurimento de destes mesmos recursos.
Nesse contexto, as empresas vêm assumindo uma nova postura no intuito de procurar obter
soluções ou minimizar o impacto de suas ações sobre o meio ambiente. Mas, para isso, não basta
investir em tecnologias, treinamentos e mão de obra especializada, mas sim, sobretudo, em
sistemas gerenciais administrativos que balizem, normatizem e tornem mais racionais as ações
focadas na prevenção e proteção ambientais, como na Gestão Ambiental Empresarial, cuja
importância no atendimento a essas necessidades serão abordadas também neste tópico.
2. Definição de gestão ambiental
Várias são as definições encontradas na literatura referentes à Gestão Ambiental. Barbieri (2012, p.
19) define-a como sendo:
As diretrizes e as atividades administrativas e operacionais, tais como planejamento, direção,
controle, alocação de recursos e outras realizadas com o objetivo de obter efeitos positivos
sobre o meio ambiente, tanto reduzindo, eliminando ou compensando os danos ou problemas
causados pelas ações humanas, quanto evitando que eles surjam.
Já Sánchez (2008, p.19) conceitua Gestão ambiental, como sendo:
Um conjunto de medidas de ordem técnica e gerencial que visam a assegurar que o
empreendimento seja implantado, operado e desativado em conformidade com a legislação
ambiental e outras diretrizes relevantes, a fim de minimizar os riscos ambientais e os impactos
adversos, além de maximizar os efeitos benéficos.
Lanna (1995, p.17) coloca “Gestão Ambiental como sendo o:
Processo de articulação das ações dos diferentes agentes sociais que interagem em um dado
espaço, visando garantir, com base em princípios e diretrizes previamente
acordados/definidos, a adequação dos meios de exploração dos recursos ambientais/naturais,
econômicos e socioculturais às especificidades do meio ambiente.
29/05/2021 Modelos de Gestão Ambiental
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Mas, o que essas definições teriam em comum? As ações de controle ambiental derivadas dos
planos de Gestão Ambiental encontram sua única aplicação na fase de operação?
Pelas definições apresentadas, pode-se perceber que um ponto comum a todas é o fato de
utilizarem diferentes formas de gestão e controle, balizadas por normas e diretrizes ambientais,
com o objetivo de proteger o meio ambiente, reduzindo e/ou minimizando as agressões, ou
evitando-as. Quando Lanna (1995) menciona diferentes agentes sociais, inclui, nesse contexto,
o setor públicotambém como agente utilizador e promotor da gestão ambiental, e não só aquelas
ligadas à iniciativa privada. Apesar das ações de controle ambiental ser muito utilizadas na fase de
operação, principalmente quando originadas do Sistema de Gestão Ambiental (SGA), Sánchez
(2008), em sua definição, menciona também as fases de implantação e desativação dos
empreendimentos (inerentes ao EIA - Tópico 5 –, salientando a importância dos planos de Gestão
Ambiental a eles aplicados.
3. Dimensões da gestão ambiental
Embora as iniciativas à Gestão Ambiental tenham tido origem em ações governamentais com
o objetivo de enfrentar a escassez de recursos naturais, com o tempo, outras questões
ambientais foram sendo consideradas por outros agentes e com alcances diferentes.
Segundo Barbieri (2011), qualquer proposta de gestão ambiental inclui no mínimo três
dimensões:
1. Dimensão ESPACIAL que concerne área na qual se espera que as ações de gestão tenham
eficácia, podendo ser global, regional, nacional, local, setorial, empresarial e outros;
2. Dimensão TEMÁTICA que delimita as questões ambientais às quais as ações se destinam
como o ar, águas, solo, fauna e flora, recursos minerais e outras; e
3. Dimensão INSTITUCIONAL relativa aos agentes que tomam as ini ciativas de gestão como
empresas, governo, sociedade civil, instituição multilateral e outros.
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A essas dimensões, pode-se acrescentar a dimensão filosófica que em última análise está ligada à
percepção e entendimento do ser humano quanto ao mundo natural que o cerca. A partir dela,
podem-se identificar posicionamentos extremados que vão de um polo ao outro, passando por
posições intermediárias, os chamados:
 
Antropocêntricos - entendem que a natureza está a serviço do ser humano e só tem valor à
medida que venha atender as necessidades do ser humano. Numa posição mais estremada não
há preocupação com a quantidade com o que se produz ou com que finalidade a
que se destina (supérfluo ou não). Quando há alguma preocupação com a natureza está
apenas no limite do atendimento às leis pertinentes.
 
Ecocêntricos – estão no outro extremo, ou seja, os seres humanos não apresentam nenhum
direito especial sobre a natureza, há uma equidade entre as espécies em que o ser humano
possui os mesmos direitos. O consumo do ser humano deve ser restrito ao mínimo
necessário para que não interfira nos processos de regeneração e que a tecnologia não é capaz
de resolver os problemas gerados.
 
Socioambientais – ocupam uma posição intermediária onde, apesar da valorização do meio
ambiente, o uso da natureza é necessário para atender às necessidades do ser
humano, respeitando suas limitações.
Cada eixo da figura representa uma das dimensões da Gestão Ambiental.
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Barbieri (2011) menciona que gestão ambiental empresarial, com predominância
socioambiental, apoia-seem três critérios de desempenho:
EFICIÊNCIA ECONÔMICA,
EQUIDADE SOCIAL e
RESPEITO AO MEIO AMBIENTE,
os quais devem ser aplicados ao mesmo tempo.
Em qual das posições de origem filosófica apresentadas acima você se encontra?
4. Modelos de gestão ambiental
Qualquer modelo de gestão, do ponto de vista conceitual, relaciona-se a processos administrativos
que visam verificar, organizar e também orientar os diversos setores de uma empresa, tendo como
meta alcançar objetivos específicos. Da mesma forma, quando o foco da gestão são as questões
ambientais inerentes às empresas, os modelos de gestão ambiental balizam os procedimentos
administrativos no tempo e no espaço, assim como permitem maior coerência nas atividades a
serem executadas pelos seus colaboradores.
O modelo de gestão poderá ser desenvolvido pela própria empresa, atendendo às suas
necessidades específicas ou ser adotado, tendo sua origem em modelos genéricos ou mesmo
específicos. Importante salientar que independente do modelo, este deverá criar uma sinergia
positiva com as outras necessidades administrativas.
4.1. Administração da qualidade ambiental
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Segundo Barbieri (2011), o Total Quality Environmental Management (TQEM) é uma ampliação
do modelo de Administração da Qualidade Total (TQM: do inglês Total Quality Management).
De forma objetiva, o TQEM, também conhecido como TQM, preocupa-se com as questões
ambientais, como ilustra a Figura abaixo. Nesse sentido, pode-se mencionar que no TQEM a
qualidade ambiental é a superação das expectativas dos clientes internos e externos em termos
ambientais e apresenta como meta poluição zero e amplia o entendimento de desperdício para
incluir tudo que possa causar problemas ambientais.
ADMINISTRAÇÃO DA
QUALIDADE TOTAL (TQM)
ADMINISTRAÇÃO DA QUALIDADE
AMBIENTAL TOTAL (TQEM)
Qualidade como dimensão
estratégica
Meio Ambiente como dimensão
estratégica
Liderança da alta administração Liderança de alta administração
Foco no cliente Foco no cliente
Abordagem por processo Abordagem por processo
Participação de todos os níveis Participação de todos os níveis
Melhoria contínua Melhoria contínua
Meta: defeito zero Meta: resíduos zero
TQM e TQEM - similaridades 
Fonte: Barbieri (2011)
Para alcançar um desempenho ambiental cada vez mais elevado, o TQEM se vale de ferramentas
típicas da qualidade, dentre eles o ciclo PDCA que em inglês significa Plan-Do-Check-Aet, (Ver
figura abaixo em português). Esse ciclo permite elaborar planos de trabalhos para qualquer área-
problema de modo contínuo (Figura abaixo) e, assim, a cada volta do ciclo, busca-se sempre a
melhoria que, no caso, é a ambiental.
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Na TQEM, os custos da qualidade são classificados em quatro categorias segundo Barbieri (2011):
Cus tos de prevenção;
Custos de avaliação;
Custos de falhas internas;
Custos de falhas externas.
Enquanto os dois primeiros estão ligados as atividades para evitar problemas de qualidade, os dois
últimos estão relacionados com os problemas causados pela ausência de qualidade.
 
O Quadro abaixo apresenta exemplos dessas diferentes categorias de custos am bientais.
Ciclo PDCA.
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Custos da qualidade e custos ambientais.
4.2. produção mais limpa (P+ L)
Esse modelo (Cleaner Production) é aplicado a processos, produtos e serviços com foco
preventivo e objetiva minimizar os efeitos negativos sobre o ambiente natural. Teve sua
origem no PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e na Orga nização das
Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONU DI/UNIDO).
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A Declaração Internacional sobre Produção Mais Limpa, elaborada pelo PNUMA, instrui que a P
+ L deve ser entendida como a aplicação contínua de uma estratégia preventiva
integrada, envolvendo processos, produtos e serviços a fim de alcançar benefícios econômicos e
sociais para a saúde humana e o meio ambiente.
Já para o Centro Nacional de Tecnologias Limpas (CNTL), “Produção Mais Limpa significa a
aplicação contínua de uma estratégia econômica, ambiental e tecnológica integrada aos processos e
produtos, a fim de aumentar a eficiência no uso de matérias-primas, água e energia, através da não
geração, minimização ou reciclagem de resíduos gerados” (CNTL/SNAI-RS, 1999, apud BABIERI,
2011).
Fique sabendo!
 Foi definida pelo PNUMA, em 1990, uma “abordagem de proteção ambiental ampla que considera
todas as fases do processo de manufatura ou ciclo de vida do produto, com o objetivo de prevenir e
minimizar os riscos para os seres humanos e o meio ambiente a curto e a longo prazo” (BARBIERI,
2011).
4.3. Ecoeficiência
“A ecoeficiência se alcança pela entrega de produtos e serviços com preços competitivos que
satisfaçam as necessidades humanas e melhorem a qualida de de vida, enquanto reduzem
progressivamente os impactos ecológicos e a intensi dade dos recursos ao longo de
seu ciclo de vida para, no mínimo, manter a capacidade de carga estimada do planeta”. 
Segundo a Organization for Economic Co-Operation end Development OCDE (apud BARBIERI,
2011, p.x), uma empresa se tornaria ecoeficiente por meio de práticas focadas em:
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a. minimizar a intensidade de materiais nos produtos e serviços;
b. minimizar a intensidade de energia nos produtos e serviços;
c. minimizar a dispersão de qualquer tipo de material tóxico pela empresa;
d. aumentar a reciclabilidade de seus materiais;
e. maximizar o uso sustentável dos recursos renováveis;
f. aumentar a durabilidade dos produtos da empresa e
g. aumentar a intensidade dos serviços em seus produtos e serviços.
O modelo de Ecoeficiência utiliza a seguinte relação para medir a eficiência ambiental:
na qual o valor do produto ou serviço pode ser dado em termos monetários, como receita
líquida de vendas, margem líquida ou outro dessa natureza, ou quantidades físicas de produtos e
serviços vendidos, como unidades ou toneladas vendidas. Já as influências podem ser medidas
em quantidade total de energia ou de mate riais usados para produzir e entregar os produtos ou
serviços. Conforme Barbieri (2011, p. 130) menciona: “quanto maior essa relação, maior é a
efici ência do sistema produtivo em transformar recursos produtivos em produtos e
servi ços vendidos”.
Custos da qualidade e custos ambientais.
4.4. Ecologia industrial
A Ecologia Industrial faz parte de um modelo de Gestão Ambiental inspirado na maneira
como os organismos vivos interagem entre si e com o meio ambiente que o cerca, ou seja, tenta
reproduzir nos sistemas produtivos da sociedade humana aquilo que ocorre nos
ecossistemas naturais e seus organismos.
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Metabolismo industrial (industrial meta bolism) é um conjunto de transformações físico-
químicas que converte matérias-primas (biomassa, combustíveis minerais, metais etc.) em
produtos manufaturados, estruturas produtivas e resíduos (ALMEIDA, 2006; BARBIERI, 2011). Já
Ecologia Industrial, além de conter essa dimensão, ou seja, converter a matéria-prima em
produtos e resíduos, vai mais longe, permite uma abordagem ambiental mais completa,
procura fechar os ciclos de materiais e energia, imitando os sistemas biológicos.
Mas, nos sistemas naturais, os animais e mesmo as plantas não geram resíduos, sobras de seus
processos metabólicos? Isso não vai gerar poluição?
No ambiente natural, não há geração de resíduos que não desempenhe alguma função, ou seja, os
dejetos resultantes da alimentação dos organismos servem de alimento para outros, um conjunto
de empresas poderia formar uma comunidade empresarial na quais os resíduos de produção de
certas empresas se riam insumos de outras. Diferente dos outros modelos, os inspirados na
natureza só poderão ser aplicados, então, em um conjunto de empresas (numa mesma área) e não
em empresas isoladas.
Mas, essa história toda não é muito teórica? Isso existe na prática ou é apenas algo que
gostaríamos que fosse verdade? Observe e analise a figura abaixo.
Kalundborg - parque industrial na Dinamarca.
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4.5. Projeto para o meio ambiente
Almeida (2006) define Projeto para O Meio Ambiente como sendo aquele que se preocupa em
“examinar todo o ciclo de vida de um produto e propor alterações no projeto, de forma a
minimizar seu impacto ambiental, da fabricação ao descarte.”
Iniciativas como essas exigem o envolvimento da empresa como um todo, considerando seus
diversos setores, bem como de fornecedores e dos canais de distribuição.
Enquanto o DfE (Design for Environment) pode ser aplicado utilizando critérios ambientais
específicos, os chamados DfX onde X está relacionado ao critério selecionado e, normalmente é
substituído pela letra correspondente, também pode ser aplicado, utilizando múltiplos critérios
como os da ISO/TR 14062 que objetiva integrar os aspectos ambientais no projeto e
desenvolvimento do produto. Compare os quadros abaixo e verifique a diferença de abordagem
entre um DfE específico e um que visa a combinação de diferentes ações ambientais de
projeto sobre o desenvolvimento de produtos.
Pode-se considerar um modelo de gestão centrado na fase de concepção dos produtos e de seus
respectivos processos de produção, distribuição e utilização, tendo como objetivo a redução da
poluição em todas as fases do ciclo de vida do produto.
Projeto para o Meio Ambiente – exemplos que atendem a critérios ambientais específicos.
Projeto para o Meio Ambiente – exemplos que integram diversas abordagens ambientais no projeto.
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Múltiplos critérios ambientais no projeto do produto? Como esse modelo poderia contribuir
de forma mais ampla na melhoria ambiental do produto?
Aprendendo mais uma!
Um exemplo do uso de múltiplos critérios ambientais no projeto do produto é a redução do
volume ou a massa dos ma teriais para melhorar sua eficiência, pois pode contribuir para reduzir o
consumo de combustíveis nos transportes e o uso de espaços para armazenagem, ou seja,
contribui também para a melhoria da eficiência energética e uso criterioso do solo.
4.6. Combinando modelos
O quadro abaixo resume as principais características que diferenciam alguns dos modelos de
Gestão Ambiental. Há de se sublinhar que tais modelos podem ser utilizados por empresas de
diferentes setores e diferentes tamanhos, assim como aplicados não só isoladamente, mas
combinados de forma que atenda às necessidades específicas de uma determinada empresa.
Alguns modelos de gestão ambiental - resumo
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5. A empresa como instituição sociopolítica e
a evolução das práticas ambientais
Culturalmente, em nosso país, a resposta para as questões ambientais tem partido do próprio
governo. Isso se deve à predominância da abordagem tradicional da empresa típica da década de
80, quando era vista como uma instituição econômica, destinada à busca da maximização dos
lucros e na minimização dos custos, incompatível, portanto, com investimento em proteção
ambiental, pois esta era custosa e indesejável. Nessa abordagem, o meio ambiente é visto como
fonte gratuita e inesgotável de matérias-primas e insumos e de destinação de resíduos, que se auto
recupera.
Por isso, as empresas buscavam apenas responder às determinações e regulamentações para evitar
multas ou sanções, mas sem procurar prevenir os problemas. Suas atitudes reativas tendiam a
focalizar as exigências de cada regra isoladamente e não dedicavam muito tempo, nem pensavam
em integrar em um único sistema os procedimentos relativos à conformidade de cada regra ou lei.
Nos anos noventa, em resposta às inúmeras pressões sofridas por parte da sociedade e do ambiente
de negócios, as empresas têm atuado como uma instituição sociopolítica respondendo a:
1. Custos crescentes da proteção ambiental;
2. Análises minuciosas por seguradoras, instituições financeiras e investidores;
3. Regulamentação rigorosa para implementação de abordagens preventivas ao invés daquelas
focadas no final dos processos;
4. Pressões governamentais de “comando e controle” para incentivos de mercado;
5. Percepção sistêmica do meio ambiente por parte de cientistas, técnicos e da sociedade em
geral;
6. Necessidade de atender às exigências rígidas dos clientes que sinalizam com: desenvolvimento
sustentável, ética, boa imagem institucional no mercado, atuação ecológica e responsável.
A figura abaixo expõe as relações que as empresas passam a ter com a sociedade e com o ambiente
de negócios:
Nessa abordagem, a empresa deve responder com ações mais integradas, posicionando-se no
mercado com práticas que variam de preventiva e até ofensiva (estratégica) em relação às questões
ambientais, como sintetiza o quadro a seguir:
 
A empresa como instituição sociopolítica.
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CARACTERÍSTICAS
ABORDAGENS
CONTROLE DA 
POLUIÇÃO
PREVENÇÃO DA 
POLUIÇÃO
ESTRATÉGICA
CARACTERÍSTICAS
ABORDAGENS
CONTROLE DA 
POLUIÇÃO
PREVENÇÃO DA 
POLUIÇÃO
ESTRATÉGICA
Preocupação
básica
Cumprimento da
legislação e
respostas às
pressões da
comunidade.
Uso e�ciente dos insumos. Competitividade.
Postura típica Reativa. Reativa e proativa. Reativa e proativa.
Ações típicas Corretivas; 
Tecnologias de
remediação e de
controle no �nal do
processo (end of
pipe); 
Aplicação de
normas de
segurança.
Corretivas e preventivas; 
Conservação e substituição de
insumos; 
Uso de tecnologias limpas.
Corretivas, preventivas e
antecipatórias; 
Antecipação de problemas
e captura de
oportunidades utilizando
soluções de médio elongo
prazos; 
Uso de tecnologias
limpas.Teste 01
Percepção dos
empresários e
administradores
Custo adicional. Redução de custo e aumento da
produtividade.
Vantagens competitivas.
Envolvimento da
alta administração
Esporádico. Periódico. Permanente e sistemático.
Áreas envolvidas Ações ambientais
con�nadas nas
áreas produtivas.
As principais ações ambientais
continuam con�nadas nas áreas
produtivas, mas há crescente
envolvimento de outras áreas.
Atividades ambientais
disseminadas pela
organização; 
Ampliação das ações
ambientais para toda a
cadeia produtiva.
 
Quadro abordagens da gestão ambiental na empresa. 
Fonte: Barbieri (2012, p. 107)
6. Abordagem preventiva, estratégica e uso
dos sistemas de gestão ambiental
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Quando há uma baixa cobrança da sociedade e do mundo dos negócios, normalmente as empresas
adotam uma abordagem de controle da poluição (reação às demandas governamentais) apenas ao
ponto em que não incorram em custos ainda maiores. Depois, ela avança para abordagem
preventiva quando nota que seu custo em corrigir está sendo muito alto e que pode melhorar sua
produtividade. Para isso, ela investe em evitar, reduzir ou modificar a geração de poluição,
buscando ser mais eficiente e reduzir desperdícios. Daqui ela pode evoluir para uma abordagem
estratégica e passar a antecipar os problemas, utilizando tecnologias limpas em prol da
causa ambiental (BARBIERI, 2012). Mas, esse salto é ainda maior, como vemos a seguir:
“Ser uma empresa ecológica é uma decisão politicamente correta, mas também, uma
estratégia empresarial pró ativa e sustentável. Neste início de novo século, colocar em risco ou
provocar danos ao meio ambiente passa a ficar oneroso para as empresas, além de
representar a ineficiência do processo produtivo. As responsabilidades legais e penalidades
resultantes dos desastres ecológicos, sejam por acidentes ou por negligência, têm trazido
impactos e consequências graves para o universo das organizações empresariais,
comprometendo a imagem da empresa. O exemplo ocorrido com a Exxon/Valdez, com multa
de U$ 2 bilhões, impulsionou ações e estratégias nas empresas direcionadas à implantação de
sistemas de gestão ambiental. As multas são tão prejudiciais para o mundo dos negócios, como
são os efeitos na imagem externa e interna da empresa. Desastres ecológicos como o de
Chernobyl (URSS), Bhopal (Índia), Petrobrás (Brasil) são cenários que devem ser avaliados,
analisados e divulgados, não só pelas multas e cifras desprendidas ou apenas pela necessidade
de que sejam seguidas as normas e a legislação ambiental; sobretudo, para que a ética de uma
nova relação sociedade e natureza possa ser conquistada. É necessário que os conceitos
ecológicos de redução do consumo, reutilização, reciclagem e respeito pelos outros elementos
da natureza sejam os carros-chefes dos processos de gestão ambiental” 
Deslizamentos nas encostas do entorno da cidade provocados pela poluição atmosférica gerada nos parques industriais
na cidade de Cubatão – SP, em 1985.
Resultado do acidente de Chernobyl na Ucrânia – doenças geradas pela radiação liberada.
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29/05/2021 Modelos de Gestão Ambiental
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Mais do que os prejuízos com a imagem da empresa ou por multas ambientais, os sistemas de
gestão ambiental promovem uma relação mais ética com a sociedade e com a natureza.
As empresas que querem estabelecer uma relação duradoura para com o meio ambiente optam por
utilizar um sistema de gestão ambiental; pode ser criado pela empresa ou a empresa pode
escolher adotar um sistema de gestão ambiental que já tenha sido testado, homologado e seja o
mais aceito em todo o mundo (conforme abordado no tópico anterior).
Daremos foco na ISO 14001, abordada no próximo tópico, pois é o SGA mais utilizado em todo o
mundo.
Milhares de mortos em Bhopal na Índia em vazamento de gás em planta química para fabricação de agrotóxico.
Se cada caso é um caso, empresas com necessidades e ramos de atuação diferentes, por que
preferir um sistema de gestão ambiental (SGA) padrão, mesmo que reconhecidos
internacionalmente, do que desenvolver seu próprio SGA? 
A escolha acaba sendo pelos sistemas de gestão ambiental normatizados e que possuem grande
credibilidade internacional por terem sido desenvolvidos e serem atualizados periodicamente por
organizações como: Organização Internacional de Comércio (OIC, em inglês ICC), Sistema
Comunitário de Ecogestão e Auditoria (EMAS) e Organização Internacional de Padronização (ISO,
sem tradução: a mesma sigla para todas as línguas).
7. Conclusão
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29/05/2021 Modelos de Gestão Ambiental
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Percebe-se que um ponto comum às definições de Gestão Ambiental é o fato de utilizarem
diferentes formas de gestão e controle, balizadas por normas e diretrizes ambientais, com o objetivo
de proteger o meio ambiente, reduzindo e/ou minimizando as agressões, ou evitando-as.
Dimensões Espacial, Temática e Institucional deverão estar contidas em qualquer proposta de
Gestão Ambiental e a elas pode-se acrescentar a dimensão filosófica, que estando ligada à natureza,
acaba por gerar posições antropocêntricas, ecocêntricas e socioambientais. Para que a Gestão
ambiental possa ser implementada com controle e de forma adequada, diferentes modelos foram
desenvolvidos, dentre eles os que podem ser individualmente aplicados ou combinados entre si, em
geral, em empresas isoladas. Já outros, como os inspirados na natureza, aplicados em comunidades
de empresas. Não importando qual seja o modelo, o objetivo é inserir nos processos de produção,
administrativos e culturais da empresa a variável ambiental, reduzindo a necessidade de matéria
prima, energia e geração de resíduos. Quando se considera a empresa como instituição
sociopolítica, a empresa deve responder com ações mais integradas, com práticas que variam de
preventiva e até ofensiva (estratégica) em relação às questões ambientais. As empresas que querem
estabelecer uma relação duradoura para com o meio ambiente, optam por utilizar um sistema de
gestão ambiental. A escolha acaba sendo pelos sistemas de gestão ambiental normatizados e que
possuem grande credibilidade internacional por terem sido desenvolvidos e serem atualizados
periodicamente.
8. Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT).
ABNT ISO/TR 14062:2004. Gestão ambiental - Integração de aspectos ambientais no
projeto e desenvolvimento do produto. Disponível em:
<https://pt.scribd.com/document/186971908/ABNT-ISO-TR-14062-Gestao-ambiental-
Integracao-de-aspectos-ambientais-no-projeto-e-desenvolvimento-do-produto>. Acesso em: 20
fev. 2014.
ALMEIDA, C.M.V.B.; GIANNETTI, B.F. Ecologia industrial: Conceitos, ferramentas e
aplicações. São Paulo: Edgar Blunger, 2006.
ACOT, P. História da ecologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Campus, 1990
BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. 3. ed. São
Paulo: Saraiva, 2012.
DONAIRE, D. Gestão Ambiental na empresa. São Paulo: Atlas, 1999.
INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA (IBICT). Brasília, DF:
2012. http://www.ibict.br
FIKSEL, J. Ingenieria de diseño medioambiental. DEF: desarrollo integral de produtos y processos
ecoeficientes. Madri: McGraw-Hill, 1997.
29/05/2021 Modelos de Gestão Ambientalhttps://cead.uvv.br/saladeaula/conteudo.php?aula=modelos-de-gestao-ambiental&dcp=meio-ambiente-sustentabilidade-eficiencia-energetica-e-energias-sustentaveis&topico=6 19/20
LANNA, A. E. L. Gerenciamento de bacia hidrográfica: aspectos conceituais e metodológicos,
1995. 171 p. Disponível em: <http://www.ibama.gov.br/rqma/gestao-ambiental> Acesso em: 19 fev.
2014.
LEÃO, A.L.C.; FALCÃO, C.A.C. Fazendo educação e vivendo a gestão ambiental. Recife:
CPRH, 2002. 28p. Disponível em:<http://www.cprh.pe.gov.br/downloads/livreto-cprh.pdf>.
Acesso em: 19 fev. 2014.
SÁNCHEZ, Luis Enrique. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina
de Textos, 2008. 495 p.
Ficha técnica
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