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Pontifícia Universidade Católica de Goiás 
Pró-Reitoria de Graduação 
 
 
Organização 
Ivone Félix de Sousa 
Juliany G. Guimarães Aguiar 
Marli Bueno de Castro 
 
 
 
EBOOK 
A AVALIAÇÃO DAS QUESTÕES DO ENADE 2015 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 2018 
SUMÁRIO 
 
 
 
PREFÁCIO 05 
CAPÍTULO 1 FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS E HISTÓRICOS 08 
Questão 9 Cláudio Ivan de Oliveira 
Divino de Jesus da Silva Rodrigues 
08 
Questão 10 Nagi Hanna Salm Costa 12 
Questão 11 Cláudio Ivan de Oliveira 
Mara Rúbia Venâncio 
Marta Carmo 
14 
Questão 23 Mara Rúbia Venâncio Vieira 
Marta Carmo 
17 
CAPÍTULO 2 FUNDAMENTOS, MÉTODOS E TÉCNICAS DE COLETA E ANÁLISE DE 
DADOS PARA INVESTIGAÇÕES CIENTÍFICAS 
20 
Questão 3 
discursiva 
Suely Vieira Lopes 
Margareth Regina Veríssimo 
Weber Martins 
20 
Questão 12 Camila Alves 
Tahiná Khan 
Ivone Félix de Sousa 
23 
Questão 13 Lorena Simonassi 
Janille Ribeiro 
26 
Questão 14 Weber Martins 
Suely Vieira Lopes 
28 
Questão 15 Suely Vieira Lopes 
Weber Martins 
Dwain Phillip Santee 
31 
Questão 16 Suely Vieira Lopes 
Weber Martins 
Ivone Félix de Sousa 
33 
Questão 24 Lorena Simonassi 
Lorismario Ernesto Simonassi 
36 
CAPÍTULO 3 FENÔMENOS PSICOLÓGICOS 38 
Questão 18 Carolina Cardoso de Souza 
Rosana Carneiro Tavares 
38 
3 
 
Questão 19 Janille Ribeiro 
Júlia da Paixão Oliveira Mello e Pargeon 
Lila Spadoni45 
40 
Questão 20 Adalgisa Regin48a Teixeira 
Janille Ribeiro36 
Júlia da Paixão Oliveira Mello e Pargeon 
Analice Arruda 
42 
Questão 21 Ana Cândida Cardoso Cantarelli 
Lila Spadoni 
Rosana Carneiro Tavares 
45 
Questão 22 Alberto de Oliveira 
Daniela Cristina Campos 
Lila Spadoni 
Ronaldo Gomes Souza 
48 
Questão 25 Rosana Carneiro Tavares 51 
Questão 26 Otília Aída Monteiro Loth 
Margareth Regina Veríssimo 
Ivone Félix de Sousa 
52 
Questão 27 Otília Aída Monteiro Loth 
Ivone Félix de Sousa 
54 
Questão 29 Daniela Cristina Campos 56 
Questão 34 Margareth Regina Veríssimo 58 
CAPÍTULO 4 PRINCIPAIS DOMÍNIOS DE ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO 60 
Questão 4 
discursiva 
Rosival B. Lagares 
Margareth Regina Veríssimo 
60 
Questão 5 
discursiva 
Roberta Maia Marcon de Moura 
Silvamir Alves 
Margareth Regina Veríssimo 
63 
Questão 17 Andréa Batista Magalhães 67 
Questão 28 Marli Bueno de Castro 
Ivone Félix de Sousa 
Katya Alexandrina Matos Barreto Motta 
69 
Questão 30 Margareth Regina Veríssimo 72 
Questão 31 Daniela Sacramento Zanini 
Helenides Mendonça 
Marta Carmo 
74 
Questão 32 Daniela Sacramento Zanini 
Filomena Guterres Costa 
76 
4 
 
Marina de Moraes e Prado Morabi 
Questão 35 Marina de Moraes e Prado Morabi 
Gina Nolêto Bueno 
Lenise Santana Borges 
Daniela Sacramento Zanini 
79 
CAPÍTULO 5 QUESTÕES GERAIS DO ENADE COM INTERSECÇÃO COM A 
PSICOLOGIA – POLÍTICAS PÚBLICAS 
83 
Questão 2 Vera Lucia Morselli 83 
Questão 4 Vera Lucia Morselli 84 
Questão 6 Vera Lucia Morselli 85 
CAPÍTULO 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS 88 
REFERÊNCIAS 89 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
PREFÁCIO 
 
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE/2015) possui em 
duas partes, uma contendo os Componentes de Conhecimento Específico da Área de 
Psicologia e outra com os Componentes de Formação Geral. Assim, o Enade/2015, foi 
composto por trinta questões (três discursivas e vinte e sete de múltipla escolha), 
envolvendo situações-problema e estudos de casos contemplando os componentes 
específicos de psicologia e onze questões de Componente de Formação Geral, em que 
três delas apresentam conteúdos interdisciplinares com a psicologia. 
Neste EBOOK estão apresentadas as análises das questões do ENADE/2015, 
relativas aos Componentes de Conhecimento Específico da Área de Psicologia e aos de 
Formação Geral que abordam conteúdos interdisciplinares com as disciplinas 
ministradas neste curso. Destaca-se que mais de 50% dos alunos que compareceram 
para realizar este ENADE são da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Ficando os 
outros 49,68% distribuídos entre as diversas universidades e faculdades de Goiânia. 
Este fato motivou os professores a produzirem este documento de análises das questões, 
a fim de apresentar os conteúdos que foram contemplados nesta avaliação, 
demonstrando assim, como o curso de Psicologia da PUC Goiás abrange os conteúdos 
que foram examinados nesta prova. 
Para realizar esta análise, seguiu-se os critérios que foram propostos nas 
diretrizes para a elaboração do ENADE/2015, em relação aos Componente de 
Conhecimento Específico da Área de Psicologia voltados para: as competências e 
habilidades que os alunos desenvolveram; o perfil profissional expresso nas Diretrizes 
Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Psicologia, Resolução 
CNE/CES nº 5, de 15 de março de 2011; e os conteúdos curriculares ministrados no 
curso. 
Em relação às competências e habilidades que o estudante desenvolve, no 
processo de formação, analisou-se quais dos critérios abaixo foram avaliados nas 
questões: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em 
evidências científicas; 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, 
apoiado em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar 
projetos, planejar e agir de forma coerente com os referenciais teóricos e as 
características da população-alvo; 
IV - elaborar relatos científicos, pareceres técnicos, laudos e outras 
comunicações profissionais, inclusive materiais de divulgação; 
V - utilizar os recursos da matemática, da estatística e da informática para a 
análise e apresentação de dados e para a preparação das atividades profissionais em 
Psicologia; 
VI - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes 
contextos; 
VII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de gestão, em distintas 
organizações e instituições; 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da 
saúde, em nível individual e coletivo; 
6 
 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio 
psicossocial a grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade 
individual e social; 
X - realizar psicodiagnóstico, psicoterapia e outras estratégias clínicas frente a 
questões e demandas individuais e coletivas; 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, 
considerando as diferenças individuais e socioculturais dos seus membros; 
XII - avaliar os resultados e impactos das intervenções psicológicas conduzidas 
em diferentes contextos. 
A fim de levantar o perfil profissional expresso nas Diretrizes Curriculares 
Nacionais para os Cursos de Graduação em Psicologia, Resolução CNE/CES nº 5, de 15 
de março de 2011, que foram contemplados nas questões foram analisados os critérios 
abaixo: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento 
científico em Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e 
dos múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade 
e a multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos 
sociais e biológicos; 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com 
postura crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos 
direitos humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e 
comunidades; 
V - compromisso com a ética no que diz respeito às relações com usuários, com 
colegas, com o público e na produção e divulgação de pesquisas, trabalhos e 
informações da área da Psicologia; 
VI - atuaçãointer e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos 
e fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional; 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
Em seguida, avaliou-se quais componentes específicos da área de Psicologia que 
foram tomados como referencial examinando os conteúdos curriculares abaixo: 
I - Fundamentos epistemológicos e históricos: 
a) Constituição da Psicologia como campo de conhecimento 
b) Constituição da Psicologia como campo de atuação profissional no Brasil 
c) Constituição, fundamentos e pressupostos epistemológicos dos principais 
sistemas psicológicos 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas: 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia 
b) Instrumentos e procedimentos de coleta de dados 
c) A lógica da argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação 
científica. 
III – Fenômenos psicológicos: 
a) Processos psicológicos de atenção, memória, percepção, linguagem, 
pensamento, consciência e inteligência 
7 
 
b) Emoção, afetos e motivação 
c) Desenvolvimento humana 
d) Personalidade e subjetividade 
e) Processos psicopatológicos 
f) Indivíduo, Sociedade e Cultura 
g) Processos grupais, organizacionais e institucionais 
h) Princípios e processos de aprendizagem 
i) Psicofarmacologia e comportamento 
j) Bases biológicas e evolutivas do comportamento 
k) Neurociência das emoções, cognição e comportamento 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
a) Intervenções em processos educativos 
b) Intervenções em processos organizacionais e de gestão de pessoas 
c) Intervenções em processos de trabalho, saúde e bem estar do trabalhador 
d) Atenção e promoção da saúde (básica, secundária e terciária) 
e) Avaliação psicológica / Psicodiagnóstico 
f) Intervenções em grupos, instituições e comunidades 
g) Psicoterapias 
V - Princípios éticos e deontológicos no exercício profissional. 
Assim, dividiu-se as questões conforme os conteúdos avaliados que 
sobressaíram em cada uma delas. No entanto, várias questões tiveram como referencial 
examinado, conteúdos curriculares apresentados em mais de um dos critérios acima 
citados. 
As questões foram avaliadas por 39 professores, entre mestres e doutores, que 
ministram aulas na graduação do Curso de Psicologia da PUC Goiás, de diferentes áreas 
de conhecimentos e abordagens. A análise de cada questão apresenta a autoria, o 
gabarito, o tipo de questão, os componentes e habilidades (MEC-Psicólogo), os 
componentes específicos da área de psicologia (Diretrizes Curriculares Nacionais para 
os cursos de graduação em psicologia), os conteúdos curriculares avaliados, 
comentários e referências. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
CAPÍTULO 1 
 
FUNDAMENTOS EPISTEMOLÓGICOS E HISTÓRICOS 
 
Nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN’s) aprovadas pelo Ministério da 
Educação (MEC), em 2011, relativas aos cursos de graduação em Psicologia, estão 
inclusos os conteúdos ‘Fundamentos Epistemológicos e Históricos’ como um dos eixos 
estruturantes para a formação em psicologia. Este conteúdo deve estar apresentado de 
forma vertical em todo o currículo e permite ao formando o conhecimento das bases 
epistemológicas presentes na construção do saber psicológico, desenvolvendo a 
capacidade para avaliar criticamente as linhas de pensamento em Psicologia. Estas 
DCN’s foram elaboradas com a contribuição de diversos órgãos, instituições e entidades 
representativas da psicologia e devem ser observadas pelas instituições de ensino 
superior (IES) do país, entendendo a Psicologia enquanto ciência e profissão (Resolução 
CNE/CES nº 5, de 15 de março de 2011). 
Neste capítulo estão as avaliações de questões que contemplam os conteúdos 
‘Fundamentos Epistemológicos e Históricos’ como foco principal, embora outros eixos 
são considerados em algumas questões. As questões do ENADE/2015 que destacaram 
os conteúdos ‘Fundamentos Epistemológicos e Históricos’ foram as de número ‘9, 10, 
11 e 23’. Segue-se portanto, as análises de cada questão. 
 
Questão 9 – A psicologia constitui-se como ciência autônoma no final do século XIX e, 
desde então, caracteriza-se por diversas tensões entre a natureza subjetiva dos 
fenômenos psicológicos e a imposição de uma abordagem objetiva, típica da ciência. 
Tal tensão se expressa diferentemente nas principais matrizes que estruturam o 
pensamento psicológico nas suas origens. Isso culminou em definições diferenciadas 
sobre a forma científica de produzir conhecimento e a própria definição do objeto da 
Psicologia. Assim, caracterizam-se duas grandes vertentes, uma mais objetivista e outra 
mais subjetivista. Ao longo do tempo, várias tentativas foram feitas na direção de 
articular esses dois modelos explicativos. 
 
Considerando esse contexto, avalie as afirmações a seguir. 
 
I. Atualmente, é consenso na Psicologia a meta de conhecer para dominar os meandros 
da subjetividade. 
II. O objetivismo valoriza a experimentação e toma o comportamento manifesto como 
objeto de estudo, embasando-se na ideia de que todo conhecimento provém da 
experiência. 
III. O subjetivismo apoia-se na ideia da autonomia do ser humano, sustentando a tese de 
que o conhecimento é anterior à experiência. 
 
É correto o que se afirma em 
a. I, apenas. 
b. II, apenas. 
c. I e II apenas. 
d. II e III apenas. 
e. I, II e III. 
 
 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
9 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Cláudio Ivan de Oliveira(1) e Divino de Jesus da Silva Rodrigues(2) 
 
GABARITO: D 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
IV - elaborar relatos científicos, pareceres técnicos, laudos e outras comunicações 
profissionais, inclusive materiais de divulgação. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional; 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
I – Fundamentos epistemológicos e históricos: 
a) Constituição da Psicologia como campo de conhecimento. 
b) Constituição da Psicologia como campo de atuação profissional no Brasil. 
c) Constituição, fundamentos e pressupostos epistemológicos dos principais sistemas 
psicológicos.10 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Esta questão trata de um tema central na Psicologia, que têm pautado a discussão 
de natureza histórica e epistemológica ao longo da consolidação da Psicologia como 
ciência autônoma. A partir deste contexto, o importante é o estudante compreender que 
baliza a discussão não é a busca de superioridade de uma vertente sobre a outra, e sim, 
uma reflexão e avaliação crítica sobre tais conhecimentos, por meio da discussão do 
significado da concepção de objetividade e subjetividade que norteiam as investigações 
empreendidas pela Psicologia na produção do conhecimento. A construção desta 
questão foi baseada(2) em uma interpretação mal fundamentada das epistemologias da 
psicologia. A polaridade objetivismo versus subjetivismo, e suas respectivas definições, 
não contemplam as peculiaridades epistemológicas das diferentes matrizes do 
pensamento psicológico (1). 
O enunciado II define os sistemas objetivistas da seguinte forma: 
O objetivismo valoriza a experimentação e toma o comportamento manifesto 
como objeto de estudo, embasando-se na ideia de que todo conhecimento provém da 
experiência. 
É evidente que esta classificação pretende incluir os sistemas behavioristas. No 
entanto, tal classificação está equivocada porque não contempla a história do 
behaviorismo e suas diferentes considerações epistemológicas sobre o comportamento 
como objeto de estudo. 
O behaviorismo de John Broadus Watson tomou como objeto de estudo da 
psicologia o comportamento (observável) (Watson, 1913). Sob influência do 
positivismo, observável significou para Watson passível de consenso entre os 
observadores. Assim sendo, foi excluída a experiência consciente acessível 
introspectivamente apenas a quem a experimenta e descreve (Watson, 1924). 
Cabe então concluir que esta primeira proposta behaviorista se encaixa na 
classificação objetivista proposta na questão analisada? A resposta é sim, mas com uma 
ratificação à linguagem usada na questão. É correto afirmar que Watson restringiu a 
ciência do comportamento ao referido critério positivista de consenso entre 
observadores. Porém, o conceito “comportamento manifesto”, usado na definição de 
objetivismo na Questão 9, não é a melhor escolha para o caso. 
Isto porque Watson (1913a) fez a diferença entre comportamentos explícitos e 
comportamentos implícitos. Os primeiros são observáveis diretamente a outras pessoas 
(além daquela que os emite) sem a necessidade do uso de instrumentos fisiológicos. A 
fala em voz alta é um exemplo de comportamento explícito. Já as emoções foram 
definidas por Watson (1913a) como reações viscerais, em grande parte não manifestas, 
isto é, não diretamente observáveis para outras pessoas. São acessíveis 
intersubjetivamente apenas com o auxílio de instrumentos fisiológicos. 
O verbo manifestar é definido como “tornar(-se) manifesto ou público; 
declarar(-se), divulgar”. Assim sendo, adéqua-se ao conceito de comportamento 
explícito. Já o comportamento implícito não é “público, divulgado”. 
Conclui-se que falta à linguagem usada na questão 9 uma compreensão mais 
refinada da teoria watsoniana. Este não é um detalhe insignificante, visto que a questão 
trata das epistemologias da psicologia e, portanto, exige precisão conceitual na área. 
O problema fica mais grave quando se considera o behaviorismo radical de 
Burrhus Frederic Skinner. Seria este um sistema objetivista conforme a classificação em 
questão? A resposta é rigorosamente não. Isto porque o behaviorismo radical incluiu os 
comportamentos públicos e privados como objeto de estudo (Skinner, 2006). Os 
primeiros são aqueles observáveis por outros (como os comportamentos explícitos de 
11 
 
Watson). Os segundos são eventos observáveis apenas para quem os experimenta. Um 
exemplo é o pensamento como um operante encoberto. 
Eles (os eventos privados) ocorrem dentro da pele, possuem as mesmas 
dimensões físicas que aqueles que ocorrem fora dela, e são explicados a partir dos 
mesmos princípios comportamentais. 
Diferentemente do behaviorismo watsoniano, Skinner considerou desnecessário 
e prejudicial para a análise funcional do comportamento o esforço para observar as 
ocorrências fisiológicas relacionadas aos eventos privados (Skinner, 1953). Esta tarefa 
foi atribuída a outro nível de análise (hoje as neurociências). 
Portanto, o behaviorismo radical não pode ser considerado um sistema que 
estuda apenas o “comportamento manifesto”. Mais uma vez a classificação 
epistemológica proposta na Questão 9 mostra-se mal fundamentada. 
Passa-se agora à análise da classificação epistemológica denominada na Questão 
9 de subjetivismo. Está é definida no enunciado II como segue: 
O subjetivismo apoia-se na ideia da autonomia do ser humano, sustentando a 
tese de que o conhecimento é anterior à experiência. 
É fácil demonstrar a fragilidade desta polarização subjetivismo-objetivismo 
porque importantes matrizes do pensamento psicológico não podem ser absorvidas por 
ela. 
O paradigma tradicional da psicologia evolucionista não pode ser identificado 
como objetivista. Isto porque ele não estuda comportamentos manifestos, e sim os 
mecanismos adaptativos (módulos) internos (a mente) que foram selecionados ao longo 
da evolução. Os comportamentos manifestos ocorrem em função do processamento de 
informação realizado no aparato mental. Também não faz sentido classificar a 
psicologia evolucionista como subjetivista. A razão é que ela não “apóia-se na idéia da 
autonomia do ser humano”. 
O ideal da autonomia do indivíduo foi proposto no Iluminismo. Segundo 
Immanuel Kant autônomo é o indivíduo que governa a si mesmo, que atingiu a 
maioridade e se emancipou da tutela da tradição. A heteronomia é o pólo oposto à 
autonomia, caracteriza um indivíduo que não decide por si mesmo, mas antes se 
submete aos ditames da tradição que o coage (no sentido durkheimiano). 
O ideal iluminista de autonomia foi, portanto, de um ser humano racional. Era 
isso o que preconizava a moral formalista kantiana. Para ela se impõe o governo da 
razão. O ser humano decide moralmente de forma consciente e por isso é livre para a 
recusa à satisfação instintual. 
A antropologia kantiana, que preconiza a existência de uma decisão moral 
racional e, portanto, consciente, não é aceitável para o paradigma tradicional da 
psicologia evolucionista. Isto porque para esta o comportamento humano é 
predominantemente o resultado de mecanismos que operam inconscientemente (não no 
sentido freudiano). Assim, mais um importante paradigma da psicologia não encontra 
lugar na restrita categorização epistemológica proposta na Questão 9. 
A psicanálise de Sigmund Freud também não pode ser absorvida na 
categorização objetivismo-subjetivismo. Isto porque ela não estuda comportamentos 
manifestos (não é objetivista) e não tem como ideal o homem autônomo-racional do 
iluminismo (não é subjetivista). Pelo contrário, a psicanálise desenvolveu uma 
antropologia que concedeu às pulsões a primazia sobre a vida psíquica humana. 
Portanto, neste aspecto Freud foi um anti-iluminista. 
Essas considerações são suficientes para demonstrar a inconsistência da 
interpretação epistemológica na qual se fundamenta a Questão 9. Portanto, é grave que 
uma prova do ENADE apresente uma questão passível de tantas críticas (1). 
12 
 
REFERÊNCIA(S): 
Figueiredo, L. C. M. (2014). Matrizes do pensamento psicológico. Petrópolis, RJ: 
Vozes. 
Molon, S. I. (2010). Subjetividade e constituição do sujeito em Vygotsky. Petrópolis, 
RJ: Vozes. 
Skinner, B. F. (1953). Science and human behavior. New York: Free Press. 
Skinner, B. F. (2006). Sobre o Behaviorismo (M. P. Villalobos, Trad.). Cultrix: São 
Paulo. 
Vigotski, L. S. (1996). Teoria e método em psicologia. Tradução de: Berliner, C. São 
Paulo: Martins Fontes. 
Watson, J. B. (1913). Psychology as the Behaviorist Views it. Retirado em 13/07/00 de 
http://psychclassics.yorku.ca 
Watson,J. B. (1913a). Image and Affection in Behaviorism. Journal of Philosophy, 
Psychology and Scientific Method. (10) 421-428. 
Watson, J. B. (1920). Is thinking merely the action of language mechanisms? Retirado 
em 22/04/02 de http://psychclassics. yorku.ca 
Watson, J. B. (1970). Behaviorism. New York: Norton Library. (Trabalho original 
publicado em 1924). 
 
 
Questão 10 – A Psicologia se reconhece e é socialmente reconhecida como um campo 
multifacetado e dividido em várias áreas de atuação. Tais áreas configuram temáticas, 
problemas, conhecimentos, tecnologias, modos de pensar e de atuar sobre as demandas 
oriundas de diferentes segmentos e contextos sociais. 
Bastos, A. V. B. et al. As mudanças no exercício profissional da psicologia no Brasil: o que se alterou na 
últimas décadas e o que vislumbramos a partir de agora? In: Bastos, A. V. B., & Gondim, S. M. G. 
(Orgs.) (2010). O trabalho do psicólogo no Brasil: um exame à luz das categorias da psicologia 
organizacional e do trabalho. Porto Alegre: Artmed. 
Em agosto de 2015, comemoram-se 53 anos de regulamentação da Psicologia como 
profissão no Brasil. As mudanças contemporâneas, o avanço do conhecimento e as 
transformações na realidade nacional propiciaram alternativas significativas nessa área 
no decorrer desse período. 
 
Considerando esse contexto, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 
 
I. A clÍnica tradicional, centrada no atendimento individual, tem sido substituída por 
modalidades de atendimento grupal e familiar, ocasionando a perda de identidade 
profissional do psicólogo. 
PORQUE 
II. O surgimento de novas áreas de atuação, como as de saúde e de assistência social, 
tem representado possibilidades de inserção do psicólogo em contextos além da clÍnica. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da correta I. 
b. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da 
correta I. 
c. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
http://psychclassics.yorku.ca/
http://psychclassics.yorku.ca/
13 
 
d. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
e. As asserções I e II são proposições falsas. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Nagi Hanna Salm Costa 
 
GABARITO: D 
 
TIPO DE QUESTÃO: Asserção-Razão 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo; 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial a 
grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social; 
X - realizar psicodiagnóstico, psicoterapia e outras estratégias clínicas frente a questões 
e demandas individuais e coletivas; 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando as 
diferenças individuais e socioculturais dos seus membros; 
XII - avaliar os resultados e impactos das intervenções psicológicas conduzidas em 
diferentes contextos. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades; 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
I - Fundamentos epistemológicos e históricos: 
a) Constituição da Psicologia como campo de conhecimento 
b) Constituição da Psicologia como campo de atuação profissional no Brasil 
 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
d) Atenção e promoção da saúde (básica, secundária e terciária) 
e) Avaliação psicológica / Psicodiagnóstico 
f) Intervenções em grupos, instituições e comunidades 
g) Psicoterapias 
 
 
14 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A Psicologia na contemporaneidade tem se inserido nos mais diversos contextos 
de atuação, não se restringindo ao atendimento individual clínico. As propostas de 
intervenção do psicólogo podem ser dirigidas tanto a um único indivíduo, quanto a 
grupos de indivíduos. O psicólogo pode atuar na área Hospitalar e da Saúde, Trabalho e 
Organizações, Esporte e Exercício, Escolar e Educacional, na Neuropsicologia, na área 
Jurídica, Social, Comunitária, dentre outras. A pluralidade no que tange às áreas de 
atuação não fazem com que o psicólogo perca sua identidade profissional, pelo 
contrário, tal identidade se consolida ainda mais a medida em que se identifica espaços 
onde a inserção do psicólogo se faz relevante, necessária, essencial. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Angerami-Camon, V. A. A. (2006). Psicologia da Saúde: Um Novo Significado para a 
Prática Clínica. São Paulo: Thomson Learning. 
Bastos, A. V. B. et al. As mudanças no exercício profissional da psicologia no Brasil: o 
que se alterou na últimas décadas e o que vislumbramos a partir de agora? In: Bastos, A. 
V. B., & Gondim, S. M. G. (Orgs.) (2010). O trabalho do psicólogo no Brasil: um 
exame à luz das categorias da psicologia organizacional e do trabalho. Porto Alegre: 
Artmed 
Jacó-Vilela, A. M., Ferreira, A. A. L., & Portugal, F. T. (2015). História da Psicologia: 
Rumos e Percursos. Rio de Janeiro: NAU Editora. Marinho, A. L., & Caballo, V. E. 
(2001). Psicologia Clínica e da Saúde. Londrina: Editora UEL; Granada: APISCA. 
Straub, R. O. (2007). Psicologia da Saúde. Porto Alegre: Artmed. 
Vala, J, & Monteiro, A. B. (2004). Psicologia Social. Lisboa: Fundação Calouste 
Gulbenkina. 
 
 
 
Questão 11 – As teorias em Psicologia constituíram-se de diversas raízes filosóficas e 
epistemológicas, que deram origem a sistemas complexos de conceitos, histórica e 
culturalmente determinados. Tais sistemas conceituais, por sua vez, possibilitaram a 
emergência de abordagens, escolas, teorias e práticas diferenciadas de Psicologia. Essa 
situação configura um campo de dispersão da Psicologia, que se formou com a 
utilização de diversas perspectivas epistemológicas, metodológicas e conceituais. A 
manifestação desse processo ocorreu por meio da produção de diferentes teorias e 
sistemas que marcaram a primeira metade do século XX. 
BARRETO, C. L. B. T.; MORATO, H. T. R A dispersão do pensamento psicológico. Boletim de 
Psicologia, São Paulo, v. 58, n. 129, dez. 2008. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org>. Acesso em: 
2Gjul. 2015. 
 
Considerando os fundamentos epistemológicos da Psicologia na primeira metade do 
século XX, avalie as afirmações a seguir. 
 
I.O Behaviorismo tinha como pressupostos básicos a natureza objetiva e natural do ser 
humano e a possibilidade de construção de uma sociedade embasada em princípios do 
comportamento humano. 
15 
 
II.A Fenomenologia buscava alcançar a compreensão do ser, partindo da intuição das 
essências como possibilidade da consciência e recorrendo à noção fundamental de 
intencionalidade. 
III.A Psicologia Funcional, ao se ocupar das estruturas mentais, pretendia determinar os 
elementos constitutivos da consciência, decompor as experiências complexas em 
elementos mais simples e definir, com precisão, a sua natureza. 
IV.A Psicologia Estrutural fundamentava-se na noção de pulsão e seu arcabouço 
conceitual dependia da existência efetiva e da função desse pressuposto. 
V.A Psicanálise não pretendia ser uma teoria sistemática, mas uma atitude ou modo de 
observar os fenômenos psicológicos. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. I e II. 
b. I e III. 
c. II e IV. 
d. III e V. 
e. IV e V. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: CláudioIvan de Oliveira, Mara Rúbia e Marta Carmo 
 
GABARITO: A. 
 
TIPO DE QUESTÃO: múltipla escolha com única alternativa 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
 
 
 
16 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
I – Fundamentos epistemológicos e históricos: 
a) Constituição da Psicologia como campo de conhecimento. 
b) Constituição da Psicologia como campo de atuação profissional no Brasil. 
c) Constituição, fundamentos e pressupostos epistemológicos dos principais sistemas 
psicológicos. 
 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Cada um dos enunciados é comentado abaixo. 
 
I. O Behaviorismo tinha como pressupostos básicos a natureza objetiva e natural do ser humano e a 
possibilidade de construção de uma sociedade embasada em princípios do comportamento humano. ‘ 
 
A expressão “natureza objetiva e natural do ser humano” exige alguma crítica. 
O ser humano possui uma “natureza natural” no behaviorismo? Se a expressão é 
usada para falar do “potencial da dotação genética do homem” ela é correta. Isto porque 
John Broadus Watson admitiu uma natureza humana no sentido de que esta espécie é 
portadora de mecanismos adaptativos universais: reflexos incondicionados e 
condicionados. 
Burrhus Frederic Skinner também admite a existência de uma natureza humana 
biológica filogeneticamente constituída. O homo sapiens sapiens é dotado, por exemplo, 
de uma mecanismo de aprendizagem denominado de condicionamento operante 
(Skinner, 2007). Este é produto da seleção natural, portanto trata-se da biologia humana. 
Por outro lado, se por “natureza natural” se quer afirmar que o behaviorismo 
radical desconsiderou a cultura, o enunciado I está errado. Do ponto de vista da teoria 
skinneriana sobre a evolução da cultura como resultado de uma seleção por 
consequências (Skinner, 2007), não existe uma homogeneidade cultural biologicamente 
determinada. Cada cultura é o resultado único e singular de um processo de seleção de 
práticas culturais. 
Quanto ao indivíduo, seu comportamento é o resultado da influência interativa 
da filogênese, ontogênese e cultura. A última é caracterizada como o conjunto de 
contingências estabelecidas e mantidas pelo ambiente social. 
Visto que o gabarito da Questão 11 considera correto enunciado I, deve-se 
considerar como assumido o primeiro sentido dado acima à expressão “natureza 
natural”. 
A segunda parte do enunciado I diz que o behaviorismo afirma “a possibilidade 
de construção de uma sociedade embasada em princípios do comportamento humano”. 
Isto é verdade tanto para o behaviorismo watsoniano quanto skinneriano (radical). No 
caso do segundo autor basta citar obras como Walden II e Para Além da Liberdade e da 
Dignidade. 
 
II. A Fenomenologia buscava alcançar a compreensão do ser, partindo da intuição das essências como 
possibilidade da consciência e recorrendo à noção fundamental de intencionalidade. 
 
Não há problema nesta afirmação. 
 
III.A Psicologia Funcional, ao se ocupar das estruturas mentais, pretendia determinar os elementos 
constitutivos da consciência, decompor as experiências complexas em elementos mais simples e definir, 
com precisão, a sua natureza. 
17 
 
A ênfase da Psicologia Funcional não foi nas estruturas mentais, e sim na função 
adaptativa das faculdades mentais. A análise de William James acerca da consciência é 
exemplar nessa nova tendência da psicologia americana. Para ele a consciência 
possibilita a adaptação psicológica, na qual o propósito é antecipado pelo organismo e 
os meios mais adequados para a sua realização são selecionados. Portanto, o enunciado 
III está errado. 
 
IV.A Psicologia Estrutural fundamentava-se na noção de pulsão e seu arcabouço conceitual dependia da 
existência efetiva e da função desse pressuposto. 
 
 A Psicologia Estrutural de Edward Bradford Titchener não trabalhou com o 
conceito de pulsão. Seu objetivo prioritário era a identificação dos elementos 
componentes da consciência: “saber o que está lá e em que quantidade” (Titchener, 
1898). Por isso o enunciado IV está errado. 
 
V.A Psicanálise não pretendia ser uma teoria sistemática, mas uma atitude ou modo de observar os 
fenômenos psicológicos. 
 
A pretensão de Sigmund Freud a uma teoria sistemática é facilmente 
demonstrável a partir de sua obra clássica Compêndio de Psicanálise. Nela o autor 
desenvolve uma sistematização sintética da teoria psicanalítica. Assim, sendo, o 
enunciado V está errado. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Barreto, C. L. B. T.; Morato, H. T. R (2015). A dispersão do pensamento psicológico. 
Boletim de Psicologia, São Paulo, v. 58, n. 129, dez. 2008. Disponível em: 
<http://pepsic.bvsalud.org>. Acesso em: 2/06/2018. 
James, W. (1890). Principles of Psychology. Retirado em 22/02/2005. 
http://psychlassics. yorku.ca. 
Skinner, B. F.. (2007). Seleção por conseqüências. Revista Brasileira de Terapia 
Comportamental e Cognitiva, 9(1), 129-137. 
Titchener, E. B. (1899). The Postulates of a Structural Psychology. Retirado em 
22/02/2005. http://psychlassics. yorku.ca. 
 
 
Questão 23 – A respeito das teorias acerca da estrutura de personalidade, avalie as 
afirmações a seguir. 
 
I.Os conceitos de self na abordagem junguiana e na perspectiva centrada no cliente se 
aproximam, na medida em que ambas o consideram uma totalidade, mas divergem em 
relação ao fato de sua disponibilidade à consciência. 
II.As teorias do aparelho psíquico (topográfico e estrutural) desenvolvidas por Freud se 
integram da seguinte forma: o ego e o superego estão localizados no consciente e no 
pré-consciente e o id, no inconsciente. 
III.A noção de inconsciente na abordagem cognitiva refere-se ao processamento de 
informação acessível à consciência no seu resultado final, diferentemente da concepção 
adotada pela abordagem psicanalítica. 
http://psychlassics/
http://psychlassics/
18 
 
IV.As abordagens comportamentais de aprendizagem tendem a enfatizar 
comportamentos específicos em suas relações com o contexto, em vez de elementos da 
personalidade. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. I e II. 
b. I e III. 
c. II e IV. 
d. I, III e IV. 
e. II, III e IV. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Mara Rúbia Venâncio Vieira e Marta Carmo 
 
GABARITO: D 
 
TIPO DE QUESTÃO: Alternativa única 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
VI - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes contextos. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminaçãodo fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
I - Fundamentos epistemológicos e históricos: 
a) Constituição da Psicologia como campo de conhecimento 
c) Constituição, fundamentos e pressupostos epistemológicos dos principais sistemas 
psicológicos 
 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A questão foca aspectos da formação da personalidade em diferentes teorias. 
 
 
 
19 
 
REFERÊNCIA(S): 
 
Cloninger, S. (1999). Teorias da Personalidade. 1° ed. São Paulo: Martins Fontes. 
Schultz, D. P. & Shultz, S. E. (2002). Teorias da Personalidade. 1° ed. São Paulo: 
Thomson Pioneira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
CAPÍTULO 2 
 
FUNDAMENTOS, MÉTODOS E TÉCNICAS DE COLETA E ANÁLISE DE DADOS PARA 
INVESTIGAÇÕES CIENTÍFICAS 
 
Dois outros eixos estruturantes da matriz dos cursos de graduação em psicologia 
são neste capítulo contemplados. O dos ‘Fundamentos teórico-metodológicos’ e o dos 
‘Procedimentos para a investigação científica e a prática profissional’. O primeiro que 
garante a apropriação crítica do conhecimento disponível, assegurando uma visão 
abrangente dos diferentes métodos e estratégias de produção do conhecimento científico 
em Psicologia. Os ‘Procedimentos para a investigação científica e a prática 
profissional’, garante tanto o domínio de instrumentos e estratégias de avaliação e de 
intervenção quanto a competência para selecioná-los, avaliá-los e adequá-los a 
problemas e contextos específicos de investigação e ação profissional (Resolução 
CNE/CES nº 5, de 15 de março de 2011). Portanto, nestes dois eixos são requeridos 
conhecimentos que tornam a psicologia reconhecida como ciência. 
Neste capítulo estão as avaliações de questões que contemplam os conteúdos 
‘Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para investigações 
científicas’ como foco principal, embora outros eixos são considerados em algumas 
questões. As questões do ENADE/2015 que destacaram os conteúdos ‘Fundamentos, 
métodos e técnicas de coleta e análise de dados para investigações científicas’ foram a 
discursiva de número ‘3’ e as objetivas de número ‘12, 13, 14, 15 e 16’. Segue-se 
portanto, as análises de cada questão. 
 
 
Questão discursiva 3 – A crise de emprego, presente em diferentes países, inclusive no 
Brasil, agravou a vulnerabilidade dos jovens em termos de: a) aumento do desemprego, 
subemprego e condições precárias de inserção no mercado de trabalho; b) empregos de 
menor qualidade para aqueles que encontram trabalho; c) maior desigualdade no 
mercado de trabalho entre diferentes grupos de jovens; d) transições da escola para o 
trabalho mais longas e inseguras; e e) afastamentos prolongados do mercado de 
trabalho. 
Venturi, G. e Torini, D. 2014. Transições do mercado de trabalho de mulheres e homens jovens no Brasil. 
Genebra: OIT (Work Youth Series). 
 
Considerando o contexto apresentado, faça o que pede nos itens a seguir. 
 
a)Elabore um problema de pesquisa que esteja relacionado ao assunto tratado no texto. 
b)Descreva as etapas essenciais de sua pesquisa, incluindo: o desenho de pesquisa, os 
instrumentos, os procedimentos, as técnicas de análise de resultados e apresente uma 
consideração ética relevante sobre a pesquisa. 
 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Suely Vieira Lopes, Margareth Regina Veríssimo e Weber Martins 
 
GABARITO: Exemplo de Gabarito para esta questão 
 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
21 
 
a)Elabore um problema de pesquisa que esteja relacionado ao assunto tratado no 
texto. 
Quais as consequências sociais para os jovens em idade de inserção no mercado 
de trabalho, que vivem em países que estão em crise de emprego? 
 
b)Descreva as etapas essenciais de sua pesquisa, incluindo: o desenho de 
pesquisa, os instrumentos, os procedimentos, as técnicas de análise de resultados e 
apresente uma consideração ética relevante sobre a pesquisa. 
Problema: 
Quais as consequências sociais para os jovens em idade de inserção no mercado 
de trabalho, que vivem em países que estão em crise de emprego? 
Justificativa: 
Considerando que a crise de emprego afeta a população de um país e em 
especial as pessoas que estão em idade de inserção no mercado de trabalho, 
considerando ainda a crise de emprego tem atingido os jovens em momentos de sua 
afirmação profissional, tornando precárias as condições para o acesso a uma vida 
econômica sustentável, faz-se necessário o estudo dos impactos sociais dessa situação 
na vida desses jovens. 
Relevância ética da pesquisa: A pesquisa apresenta-se como uma possibilidade 
significativa para não apenas diagnóstico, mas como perspectiva de melhorar a vida dos 
jovens, para prevenção aos problemas sociais que podem ser originados a partir do não 
acesso ao emprego. 
Objetivos: 
- Levantar o perfil sócio demográfico dos jovens que buscaram a 
empregabilidade no último ano; 
- Compreender o contexto social dos jovens em idade de inserção no mercado de 
trabalho; 
- Avaliar o mercado de trabalho acessível aos jovens em idade de inserção no 
mundo de trabalho; 
- Conhecer as consequências sociais para os jovens em idade de inserção no 
mercado de trabalho, que vivem em países que estão em crise de emprego. 
- Metodologia: Pesquisa empírica por meio de levantamento, utilizando revisão 
bibliográfica e documental para sustentação teórica. 
- Instrumentos: Questionário 
- Procedimentos: 
Levantamento documental sobre o número previsto de sujeitos na condição de 
desemprego no último ano; 
Cálculo do tamanho da amostra utilizando fórmula estatística, com margem de 
erro de até no máximo 5%; 
Tipo de amostra: Não aleatória acidental; 
Elaboração do Projeto de Pesquisa; 
Estudo bibliográfico e documental sobre o tema; 
Elaboração do instrumento de coleta de dados; 
Pesquisa piloto para validação do instrumento de coleta de dados; 
Reavaliação do instrumento de coleta de dados; 
Coleta de dados que ocorrerá nos ambientes de empresas que oferecem vagas de 
trabalho e também na rua, com aplicação do Termo de Livre Consentimento; 
Criação de banco de dados no programa SPSS para organização dos dados; 
Digitação para alimentar o banco de dados com os questionários; 
22 
 
Procedimento de análise dos dados: Análise quantitativa com uso de modelos 
estatísticos descritivos e inferenciais. 
Elaboração do relatório de pesquisa. 
 
TIPO DE QUESTÃO: Discursiva 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
V - utilizar os recursos da matemática, da estatística e da informática para a análise e 
apresentação de dados e para a preparação das atividades profissionais em Psicologia; 
VII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de gestão, em distintas organizações 
e instituições; 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo; 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial a 
grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos;IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades; 
V - compromisso com a ética no que diz respeito às relações com usuários, com 
colegas, com o público e na produção e divulgação de pesquisas, trabalhos e 
informações da área da Psicologia. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas: 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia 
b) Instrumentos e procedimentos de coleta de dados 
c) A lógica da argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação científica. 
III – Fenômenos psicológicos: 
g) Processos grupais, organizacionais e institucionais 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
23 
 
f) Intervenções em grupos, instituições e comunidades 
c) Intervenções em processos de trabalho, saúde e bem estar do trabalhador 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A questão tem abrangência do processo investigativo, que é uma atividade 
necessária aos profissionais de Psicologia. Ela visa avaliar o quanto os processos 
investigativos foram assimilados pelos alunos, considerando tanto os conceitos teóricos 
da Psicologia, Metodologia Científica, quanto da Estatística. Portanto, esta questão 
exige conhecimento teórico e prático; exige conhecimento para construção de 
intervenções e resolução de problemas da realidade social. Além do conhecimento 
técnico sobre a área do trabalho, área social e de pesquisa; exige conhecimento sobre 
pesquisa e investigação. Desta forma, o estudante deve: 
a) apresentar objetivamente um problema de pesquisa relacionado ao assunto 
apresentado, por exemplo: as mudanças no mundo do trabalho. as políticas públicas na 
área, como as de enfrentamento do desemprego, da discriminação entre outros; 
b) descrever, em linhas gerais, as etapas de sua pesquisa, incluindo o desenho da 
pesquisa, instrumentos e procedimentos. O plano deve conter as informações 
metodológicas essenciais, de modo coerente com o problema de pesquisa proposto. 
 
 
REFERÊNCIA(S): 
Dancey, C. P., Reidy, J. (2006). Estatística sem Matemática para Psicologia. 6 ed. Porto 
Alegre: Artmed. 
Breakwell, G. M., Hammond, S., Fife-Schaw, C. &, Smith, J. A. (2010). Métodos de 
Pesquisa em Psicologia. 3 ed. Porto Alegre: Artmed. 
Lakatos, E. M. &, Marconi, M. de A. (2005). Fundamentos de metodologia científica. 6 
ed. São Paulo: Atlas. 
Venturi, G. e Torini, D. (2014). Transições do mercado de trabalho de mulheres e 
homens jovens no Brasil. Genebra: OIT (Work Youth Series). 
 
Questão 12 – A psicometria fundamenta-se na teoria da medida em ciências, buscando 
explicar o sentido que têm as respostas dadas pelos sujeitos a um conjunto de tarefas e 
propor estratégias e técnicas de medida dos processos psicológicos. 
PASQUALI, L. Psicometria. Revista da Escola de Enfermagem da USR Disponível em: 
<http://www.revistas.usp. br>. Acesso em: 17 jul. 2015 (adaptado). 
 
Acerca da psicometria e de sua base para consolidação da ciência psicológica em geral, 
avalie as afirmações a seguir. 
 
I. Os instrumentos psicológicos representam a expressão científica de um procedimento 
sistemático para avaliar fenômenos psicológicos. 
II. Os requisitos básicos dos testes psicológicos são validade, precisão, padronização e 
normalização. 
III. A psicometria clássica, também conhecida como Teoria de Resposta ao Item (TRI), 
fundamenta-se na noção teórica dos traços latentes. 
24 
 
IV. A técnica estatística da análise fatorial é um dos procedimentos centrais no 
desenvolvimento de teorias psicológicas, como, por exemplo, o modelo dos cinco 
grandes fatores de personalidade. 
V. A psicometria é um campo de conhecimento próprio da Psicologia, portanto o uso 
desse conhecimento por outros profissionais é fato cabível de processo disciplinar pelo 
Ministério Público. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. I, II e IV. 
b. I, II e V. 
c. I, III e V. 
d. II, III e IV. 
e. III, IV e V. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTORES: Camila Alves, Tahiná Khan e Ivone Félix de Sousa 
 
GABARITO: A 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais com base em evidências 
científicas; 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
V - Utilizar os recursos da matemática, da estatística e da informática para a análise e 
apresentação de dados e para a preparação das atividades profissionais em psicologia. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
V - compromisso com a ética no que diz respeito às relações com usuários, com 
colegas, com o público e na produção e divulgação de pesquisas, trabalhos e 
informações da área da Psicologia; 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
 
25 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas: 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia (construção de instrumentos psicológicos) 
b) Instrumentos e procedimentos de coleta de dados (questões básicas de mensuração) 
c) A lógica da argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação científica. 
V - Princípios éticos e deontológicos no exercício profissional (questões éticas na 
avaliação psicológica). 
 
COMENTÁRIOS: 
 
Em relação a afirmação III de que ‘A psicometria clássica, também conhecida 
como Teoria de Resposta ao Item (TRI), fundamenta-se na noção teórica dos traços 
latentes.’ o erro da questão está quando nela é afirmado que a psicometria clássica é 
conhecida como Teoria de Resposta ao Item. No entanto, a Teoria de Resposta ao Item 
(TRI) surgiu da necessidade de solucionar algumas limitações da Teoria Clássica dos 
Testes (TCT), a fim de melhorar a qualidade da avaliação da estrutura dos testes e 
portanto, a TRI veio substituir parte da TCT. Assim, ambas as teorias são vertentes da 
psicometria moderna (Pasquali, 2003; Pasquali, 2007). De um modo geral, a 
psicometria procura explicar o sentido que têm as respostas dadas pelos sujeitos a uma 
série de tarefas, tipicamente chamadas de itens. TCT tem interesse em produzir testes de 
qualidade, enquanto a TRI se interessa por produzir tarefas (itens) de qualidade. No 
final, então, temos ou testes válidos (TCT) ou itens válidos (TRI), itens com os quais se 
poderão construir tantos testes válidos quantos se quiser ou o número de itens permitir. 
Assim, com a TRI é possível construir bancos de itens válidos para avaliar os traços 
latentes (Pasquali, 2015). 
Em relação a afirmação V, de que ‘A psicometria é um campo de conhecimento 
próprio da Psicologia, portanto o uso desse conhecimento por outros profissionais é fato 
cabível de processo disciplinar pelo Ministério Público.’ pode-se dizer que a 
psicometria fundamenta-se na teoria da medida em ciências sociais em geral e que é 
especialmente aplicada nas áreas da psicologia e da educação. Assim, ela não poderiaser de conhecimento próprio da psicologia, cabendo processo disciplinar pelo Ministério 
Público a outros profissionais ao utilizá-la. Portanto, a Teoria de Resposta ao Item (TRI) 
é uma vertente da psicometria moderna e a psicometria é um campo de conhecimentos 
em ciências, não especificamente da psicologia (Pasquali, 2015). 
 
REFERÊNCIA(S): 
Alchieri, J.C e Cruz, R. M. (2003). Avaliação psicológica: conceitos, métodos e instrumentos. 
São Paulo: Casa do Psicólogo. 
Ambiel, A. M. R; Rabelo, I. S; Pacanaro, S. V; Alves, G. A. S & Leme, I. F. A. S. (2011). 
Avaliação psicológica: guia de consulta para estudantes e profissionais de psicologia. São 
Paulo: Casa do Psicólogo. 
Anastasi, A. e Urbina, S. (2000). Testagem psicológica. Porto Alegre, RS: Artes Médicas. 
Cronbach, J.L. (1996). Fundamentos da testagem psicológica. Porto Alegre, RS: Artes 
Médicas. 
26 
 
Pasquali, L. (1996). Teoria e métodos de medida em ciência do comportamento. Brasília, DF: 
INEP. 
Pasquali, L. (1997). Psicometria: teoria e aplicações. Brasília, DF: UnB. 
Pasquali, L. (1999). Instrumentos psicológicos: manual prático de elaboração. Brasília, DF: 
LabPAM/IBAPP. 
Pasquali, L. (2001). Técnicas de exame psicológico: Fundamentos de Técnicas Psicológicas. 
São Paulo: Casa do Psicólogo. 
Pasquali, L. (2003). Psicometria: Teoria dos testes na psicologia e na educação. Petrópolis, RJ: 
Vozes. 
Pasquali, L. (2007). Teoria de Resposta ao Item - TRI. Brasília, DF: LabPAM/IBAPP. 
Pasquali, L. Psicometria. Revista da Escola de Enfermagem da USR. Disponível em: 
<http://www.revistas.usp. br>. Acesso em: 17 jul. 2015 (adaptado). 
 
Questão 13 – Em determinado estudo, crianças observavam figuras de asas de 
borboleta e eram instruídas a emparelhá-las com outras parecidas, em uma amostra 
maior. O pareamento devia ser feito com base nos padrões das asas. A princípio, as 
crianças acharam esta tarefa muito difícil e intrigante porque tiveram dificuldade em 
separar o padrão e as cores das asas. Em seguida, rótulos (palavras para pontos e listas) 
descrevendo os diferentes padrões foram fornecidos a um grupo experimental, enquanto 
um grupo-controle não recebeu quaisquer rótulos descritivos. Com a aprendizagem dos 
rótulos, as crianças do grupo experimental melhoraram consideravelmente seu 
desempenho no pareamento. Até mesmo os membros mais jovens do grupo 
experimental se saíram melhor do que as crianças mais velhas do grupo controle. 
MUSSEN, R; CONCER, J.; KAGAN, J. Desenvolvimento e personalidade da criança. São Paulo: Harper 
& Row do Brasil, 1977 (adaptado). 
 
A situação apresentada descreve um experimento sobre o processo da linguagem. Com 
base na situação exposta e nos fundamentos teóricos da Psicologia sobre o processo da 
linguagem e funções mentais, avalie as afirmações a seguir. 
 
I. A linguagem é necessária à memória e à solução de problemas. 
II. A formulação de regras verbais ajuda a orientar o desempenho no raciocínio e na 
solução de problemas. 
III. A mediação verbal (atribuição de rótulos) aprimora a habilidade para lembrar de 
objetos e eventos. 
IV. Crianças mais jovens aprendem mais rápido que crianças mais velhas. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. I e II 
b. I e IV 
c. II e III 
d. I, III e IV 
e. II, III e IV 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Lorena Simonassi e Janille Ribeiro 
 
27 
 
GABARITO: C (questões II e III seriam corretas) 
 
TIPO DE QUESTÃO: Asserção Única 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
IV - elaborar relatos científicos, pareceres técnicos, laudos e outras comunicações 
profissionais, inclusive materiais de divulgação; 
XII - avaliar os resultados e impactos das intervenções psicológicas conduzidas em 
diferentes contextos. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia 
b) Instrumentos e procedimentos de coleta de dados 
c) A lógica da argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação científica. 
Conceitos de Linguagem, Pensamento e Desenvolvimento Humano conforme Vigotski. 
 
COMENTÁRIOS: 
 
I. A linguagem é necessária à memória e à solução de problemas. 
A questão I estaria errada em função das terminologias utilizadas (Linguagem) e 
Memória. Para a Análise do Comportamento linguagem é um termo geral que não 
consegue explicar as especificidades do ser humano, por tanto, deveria se fazer menção 
a Comportamento Verbal e Memória deveria especificar Comportamento de Lembrar. 
Se o termo fosse Comportamento Verbal e comportamento de lembrar esta asserção 
estaria correta. 
 
II. A formulação de regras verbais ajuda a orientar o desempenho no raciocínio e 
na solução de problemas. 
Esta questão estaria correta, mas com a ressalva de que raciocínio e solução de 
problemas poderia ser definida como sinônimos ou raciocínio como uma forma de 
comportamento privado, que não ficou claro na questão. 
 
III. A mediação verbal (atribuição de rótulos) aprimora a habilidade para 
lembrar de objetos e eventos. 
28 
 
Esta questão está correta. 
 
IV. Crianças mais jovens aprendem mais rápido que crianças mais velhas. 
Esta questão estaria errada. Não se pode dizer que repertórios comportamentais 
são obtidos em função da idade da criança. Existem inúmeras variáveis que são 
responsáveis por este desenvolvimento. 
 
A alternativa I está incorreta, pois a memória e algumas soluções de problemas 
podem ser efetivados sem a linguagem, como ocorre com os primatas e crianças bem 
pequenas de um ano de idade. A IV não possui fundamento teórico, pois o aprendizado 
ocorre em qualquer idade e depende não do fator cronológico, mas de aspectos 
biológicos, sociais, intelectuais e culturais. 
 
 
REFERÊNCIA(S): 
Baum, W. M. (1999). Compreender o behaviorismo: Ciência, comportamento e cultura. 
Porto Alegre: Artmed. 
Catania, A. C. (1999). Aprendizagem: comportamento, linguagem e cognição. Porto 
Alegre: Artes Médicas. 
Mussen, R, Concer, J. &, Kagan, J. (1977). Desenvolvimento e personalidade da 
criança. 
São Paulo: Harper & Row do Brasil, 1977 (adaptado). 
Skinner, B. F. (1981). Ciência e comportamento Humano. São Paulo, SP: Martins 
Fontes. 
Vigotski, L.S. (1998). A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos 
psicológicos superiores. (6ªed.). Trad. José Cipolla Neto, Luís Silveira Menna Barreto, 
Solange Castro Afeche. São Paulo: Martins Fontes. 
 
 
Questão 14 – 
Pesquisa 1: A pesquisa objetivou investigar representações sociais do espaço prisional 
entre detentas de uma penitenciária estadual feminina. Optou-se pela entrevista semi-
estruturada como instrumento de coleta de dados. Foram entrevistadas dez detentas, 
utilizando um roteiro focalizando: dados sócio demográficos; momento do crime; 
funções da pena; relação familiar antes e depois do encarceramento; vida antes do 
encarceramento; dia a dia na penitenciária; visão do tratamento recebido; maiores 
dificuldades da prisão e projetos futuros. 
FRINHANI, E M. D.; SOUZA, L. Mulheres encarceradas e espaço prisional: uma análise de 
representações sociais. Psicol. teor. prat. [online], v. 7, n.1, 2005 (adaptado). 
 
Pesquisa 2: Os relacionamentos íntimos, dentre eles o namoro, pressupõem a existência 
de identidades e representações sociais, que são compartilhadas através decomportamentos, normas e valores sociais. Objetivou-se identificar a representação 
social e a particularização em função da identidade sexual e experiência com o namoro. 
Para tal, a amostra foi composta por 183 estudantes universitários, com média de idade 
de 22 anos. Foi utilizado um questionário auto aplicado em situação coletiva. 
BERTOLDO, R. B.; BARBARA, A. Representação social do namoro: a intimidade na visão dos jovens. 
PsicoUSF [online], v. 11, n.2, 2006 (adaptado). 
29 
 
 
Estão resumidas, acima, duas pesquisas no campo das representações sociais. A respeito 
dos instrumentos usados para a coleta de dados nessas pesquisas, avalie as afirmações a 
seguir. 
I. A entrevista semiestruturada, utilizada na Pesquisa 1, diferentemente da entrevista 
aberta, tem como grande vantagem a possibilidade de se obterem dados já 
categorizados, o que facilita o processo de análise dos resultados. 
II. Dado que há uma relação entre o número de participantes da pesquisa e o tipo de 
instrumento usado, é correto afirmar que pequenas amostras permitem, como na 
Pesquisa 1, o uso de instrumentos abertos que captam o fenômeno em maior 
profundidade. 
III. Os questionários auto aplicáveis, como o usado na Pesquisa 2, são comuns nas 
pesquisas online e permitem a coleta de dados qualitativos e quantitativos. 
 
É correto o que se afirma em 
a. I, apenas. 
b. III, apenas. 
c. I e II, apenas. 
d. II e III, apenas. 
e. I, II e III. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Weber Martins e Suely Vieira Lopes 
 
GABARITO: D 
 
TIPO DE QUESTÃO: Objetiva 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento 
científico em Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e 
dos múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade 
e a multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com 
fenômenos sociais e biológicos. 
 
 
30 
 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas: 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia 
b) Instrumentos e procedimentos de coleta de dados 
c) A lógica da argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação científica. 
 
 
COMENTÁRIOS: 
A primeira afirmação está claramente errada, pois a entrevista semiestruturada 
não fornece dados já categorizados, mas apenas indica os tópicos (principais) a serem 
focalizados. A categorização demanda esforço analítico por parte do pesquisador, sendo 
um dos processos mais importantes. A segunda afirmativa está correta, pois as amostras 
em pesquisas qualitativas, quando empregamos “instrumentos abertos que captam o 
fenômeno em maior profundidade”, são caracterizadas por serem pequenas e, 
geralmente, intencionais. A terceira afirmação está correta, sendo interessante observar 
que a coleta de dados qualitativos não implica, necessariamente, que se trata de pesquisa 
qualitativa, onde são coletados dados abertos. A informação de profissão, por exemplo, 
é uma informação qualitativa adequada ao tratamento estatístico, que caracteriza a 
pesquisa quantitativa. A rigor, questionários permitem até a coleta de dados abertos, 
mas tal procedimento não é recomendado em grandes amostras. 
A questão tem abrangência do processo investigativo, que é uma atividade 
necessária aos profissionais de Psicologia. Ela visa avaliar o quanto os procedimentos 
para coleta de dados foram assimilados pelos alunos, considerando os conceitos teóricos 
da Psicologia e Metodologia Científica. O objetivo maior da questão é verificar se o 
estudante sabe selecionar o tipo de instrumento de coleta de dados, assim como qual é 
tipo de pesquisa que será desenvolvido. 
 
 
REFERÊNCIA(S): 
Bertoldo, R. B. &, Barbara, A. (2006). Representação social do namoro: a intimidade na 
visão dos jovens. PsicoUSF [online], v. 11, n.2, 2006 (adaptado). 
Breakwell, G. M., Hammond, S., Fife-Schaw, C. &, Smith, J. A. (2010). Métodos de 
Pesquisa em Psicologia. 3 ed. Porto Alegre: Artmed. 
Frinhani, E M. D. &, Souza, L. (2005). Mulheres encarceradas e espaço prisional: uma 
análise de representações sociais. Psicol. teor. prat. [online], v. 7, n.1, 2005 (adaptado). 
Lakatos, E. M. &, Marconi, M. de A. (2005). Fundamentos de metodologia científica. 6 
ed.. São Paulo: Atlas. 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
Questão 15 – Um estudo foi desenvolvido para investigar os efeitos de idade e sexo no 
autoconceito de crianças pré-escolares. Segundo os pesquisadores, poucas são as 
investigações sobre o autoconceito realizadas com crianças de idade pré-escolar. Nesse 
estudo, procuramos contribuir para melhor compreensão do desenvolvimento normativo 
do autoconceito, no período pré-escolar, nomeadamente, por meio da análise dos efeitos 
que o sexo e a idade nele exercem. Tratando-se de um estudo longitudinal, a amostra foi 
composta por 83 crianças portuguesas, de um total de 340, avaliadas no seu 
autoconceito aos quatro e aos cinco anos de idade, através da Pictorial Scale of 
Perceived Competence and Social Acceptance for Young Children — PSPCSA. As 
crianças apresentaram resultados muito elevados em todos os domínios do autoconceito, 
em ambas as idades. Os dados parecem indicar que os elevados valores do autoconceito 
começam a declinar já no fim do período pré-escolar, pelo menos em alguns domínios, 
sugerindo, dessa forma, um desenvolvimento diferenciado do autoconceito, consoante 
os diferentes domínios avaliados. Finalmente, parecem existir diferenças no 
autoconceito relacionadas com o sexo das crianças, favorecendo os rapazes. Os nossos 
resultados contribuem para melhor compreensão do processo de desenvolvimento do 
autoconceito. 
PINTO, A. et al. Efeitos de idade e sexo no autoconceito de crianças pré-escolares. Psicologia: reflexão e 
crítica, v. 28, n. 3, 2015 (adaptado). 
 
Considerando o relato de pesquisa apresentado, avalie as asserções a seguir e a relação 
proposta entre elas. 
 
I. A amostra utilizada no estudo é representativa e permite compreender tanto a 
realidade portuguesa como a brasileira. 
PORQUE 
II. Trata-se de um estudo longitudinal que permite generalizar os dados em função das 
similaridades culturais entre Brasil e Portugal. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
 
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 
b. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
c. A asserção I é proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
d. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
e. As asserções I e II são proposições falsas. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Suely Vieira Lopes, Weber Martins e Dwain 
 
GABARITO: E 
 
Asserção I. A amostra utilizada no estudo é representativa e permite 
compreender tanto a realidade portuguesa como a brasileira. 
 
Afirmação falsa. Para se determinar a significância da amostra seria necessário 
se estabelecer o universo amostral. Ou seja, o número de crianças com as idades 
desejadas no Brasil e em Portugal. A amostra não permite concluir nem sobre a amostra 
brasileira e nem sobre a amostra portuguesa. Só se pode concluir sobre aprópria 
32 
 
amostra e apenas das crianças portuguesas. Não está estabelecida a amostra brasileira e 
nem foram determinadas as variáveis de emparelhamento das duas amostras, se fosse 
intenção da pesquisa fazer comparações entre os dois países. 
(PORQUE) 
Asserção II. Trata-se de um estudo longitudinal que permite generalizar os dados 
em função das similaridades culturais entre Brasil e Portugal. 
 
Afirmação falsa. Primeiro, podemos argumentar que o estudo não é longitudinal, 
porque só aplica a medida em dois momentos do tempo, podendo ser simplesmente um 
desenho antes/depois. Geralmente estudos longitudinais abarcam vários anos ou 
décadas. Segundo, a amostra não permite formular comparações entre entre Brasil e 
Portugal porque as similaridades culturais são pressupostos que podem ser falsos. 
Ademais, essas comparações não são objetivos da pesquisa. 
 
TIPO DE QUESTÃO: Objetiva de asserção e razão 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas: 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia 
b) Instrumentos e procedimentos de coleta de dados 
c) A lógica da argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação científica. 
Em síntese, esta questão aborda conteúdos sobre “Metodologia de Pesquisa e Desenho 
de pesquisa”. 
 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão tem abrangência do processo investigativo, que é uma atividade 
necessária aos profissionais de Psicologia. Ela visa avaliar o quanto os processos 
investigativos foram assimilados pelos alunos, considerando tanto os conceitos teóricos 
da Psicologia, Metodologia Científica e da Estatística. O objetivo maior da questão é 
verificar se o estudante sabe selecionar avaliar a metodologia adequada ao objeto de 
estudo que é o foco da pesquisa. 
33 
 
Além dos fatos da pesquisa ter sido publicada numa revista brasileira 
(conhecimento não exigido do aluno) e de Portugal e Brasil compartilharem o mesmo 
idioma, não há ligação explícita com a realidade brasileira. Até mesmo a respeito de 
Portugal, nada garante que se trata de uma amostra representativa da realidade 
portuguesa. O fato de selecionar, 83 crianças portuguesas de um total de 340, não basta 
para assegurar a representatividade neste limitado contexto. Se buscarmos significância 
(e generalização) estatística, essa amostra deveria ser aleatória, inclusive. Essas 
considerações são suficientes para mostrar a falsidade das asserções I e II. 
 
 
REFERÊNCIA(S): 
Breakwell, G. M., Hammond, S., Fife-Schaw, C. &, Smith, J. A. (2010). Métodos de 
Pesquisa em Psicologia. 3 ed. Porto Alegre: Artmed. 
Coolican, H. (2004). Research Methods and Statistics in Psychology. Fourth Edition. 
London: 
Hodder & Stoughton. 
Lakatos, E. M. &, Marconi, M. de A. (2005). Fundamentos de metodologia científica. 
6° ed.. São Paulo: Atlas. 
Pinto, A. et al. (2015). Efeitos de idade e sexo no autoconceito de crianças pré-
escolares. Psicologia: reflexão e crítica, v. 28, n. 3, 2015 (adaptado). 
 
 
 
 
Questão 16 – De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitos países 
ainda discriminam ou simplesmente não reconhecem a existência ou o efeito prejudicial 
das doenças mentais em sua população. A OMS afirmou, em 2001, que, até 2020, as 
condições clínicas associadas a alterações mentais e neurológicas incapacitarão quase 
15% da população em algum momento. A depressão responderá pela maior parte deste 
percentual, acometendo quase o dobro de mulheres em relação ao número de homens. 
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Ministerial Round Tables 2001. S4th World Health 
Assembly. World Health Organization, Genebra, 2001 (adaptado). 
 
A partir dos dados descritos pela OMS, um pesquisador conduziu um estudo para 
compreender o motivo pelo qual a incidência de quadros depressivos tem aumentado 
significativamente no Brasil nos últimos anos. Para a coleta de dados, ele usou escalas 
de autorrelato (inventários de depressão e de ansiedade) e entrevistas semiestruturadas, 
com o intuito de avaliar dois grupos de trabalhadores com diferentes perfis 
profissionais. O primeiro grupo foi avaliado em 2013, e o segundo, em 2015. Cada 
grupo foi composto por uma amostra de 200 sujeitos. O investigador relacionou os 
escores brutos das escalas de autorrelato com categorias de respostas definidas a partir 
dos dados obtidos com as entrevistas. Ao interpretar os resultados, constatou que havia 
uma relação entre os escores de depressão e a quantidade de tempo que os profissionais 
ficavam distantes de seus familiares, o que ocorria em virtude do aumento da carga de 
trabalho. Tal relação foi observada em ambas as amostras. 
 
Considerando-se a metodologia e as variáveis presentes nesse estudo hipotético, 
conclui-se que se trata de uma pesquisa 
 
34 
 
a. experimental e quantitativa, sequencial, com diferentes coortes, cuja variável 
independente é a depressão. 
b. descritiva e correlacional, transversal, com diferentes coortes, cuja variável 
independente é a distância dos familiares. 
c. explicativa e quantitativa, longitudinal prospectiva, com mesma coorte, cuja variável 
dependente é a distância dos familiares. 
d. descritiva e qualitativa, longitudinal retrospectiva, com diferentes coortes, na qual a 
distância dos familiares é uma variável independente. 
e. descritiva e explicativa, transversal, com duas coortes, na qual tanto a depressão 
quanto a distância dos familiares são variáveis dependentes. 
 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Suely Vieira Lopes, Weber Martins e Ivone Félix de Sousa 
 
GABARITO: B 
 
TIPO DE QUESTÃO: Objetiva 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
V - utilizar os recursos da matemática, da estatística e da informática para a análise e 
apresentação de dados e para a preparação das atividades profissionais em Psicologia. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia. 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional; 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
 
 
 
35 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas: 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia 
b) Instrumentose procedimentos de coleta de dados 
c) A lógica da argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação científica. 
 
 
COMENTÁRIOS: 
 
A questão tem abrangência do processo investigativo, que é uma atividade 
necessária aos profissionais de Psicologia. Ela visa avaliar o quanto os processos 
investigativos foram assimilados pelos alunos, considerando, tanto os conceitos teóricos 
da Psicologia, quanto da Metodologia Científica e da Estatística. O objetivo maior da 
questão é verificar se o estudante tem conhecimento sobre estudos longitudinais e 
transversais de ‘coortes’ e sobre relação entre variáveis. 
Da alternativa A, a única informação coerente com a descrição da pesquisa é a 
existência de diferentes coortes. Aliás, a presença do termo ‘coortes’ em todas as 
alternativas poderia indicar estudos longitudinais, mas essa informação não está clara no 
enunciado, onde são mencionados apenas os anos de 2013 e 2015… Podemos concluir, 
portanto, que o termo ‘coorte’ foi usado em sentido amplo, como conjuntos de pessoas 
com característica em comum, evidenciado em “dois grupos de trabalhadores com 
diferentes perfis profissionais”. A alternativa B está correta, pois o uso de entrevista 
semiestruturada fortalece o caráter descritivo qualitativo da pesquisa e o uso de escalas 
de autorrelato fortalece o caráter descritivo quantitativo. O aspecto correlacional é 
evidenciado pelo trecho “constatou que havia uma relação entre os escores de depressão 
e a quantidade de tempo que os profissionais ficavam distantes de seus familiares”... 
Apesar do termo ‘coorte’, o estudo é transversal, pois nada indica acompanhamento dos 
grupos no tempo, mas apenas uma única aplicação dos instrumentos. Por fim, o termo 
“variável independente” também foi usado em sentido amplo, para indicar a busca de 
aspectos relacionados à depressão (mesmo estando distante do contexto da pesquisa 
experimental), encontrando a distância dos familiares a desempenhar tal papel. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Breakwell, G. M., Hammond, S., Fife-Schaw, C. &, Smith, J. A. (2010). Métodos de 
Pesquisa em Psicologia. 3 ed. Porto Alegre: Artmed. 
Lakatos, E. M. &, Marconi, M. de A. (2005). Fundamentos de metodologia científica. 
6° ed.. São Paulo: Atlas. 
Lakatos, E. M. &, Marconi, M. de A. (2005). Fundamentos de metodologia científica. 6 
ed.. São Paulo: Atlas. 
Organização Mundial da Saúde. (2001). Ministerial Round Tables (2001). S4th World 
Health Assembly. World Health Organization, Genebra, 2001 (adaptado). 
Pinto, A. et al. (2015). Efeitos de idade e sexo no autoconceito de crianças pré-
escolares. Psicologia: reflexão e crítica, v. 28, n. 3, 2015 (adaptado). Dancey, C. P. &, 
Reidy, J. (2006). Estatística sem Matemática para Psicologia. 6 ed. Porto Alegre: 
Artmed. 
 
36 
 
 
Questão 24 – Pesquisadores têm demonstrado que a observação de vídeo erótico, não 
violento, não gera comportamento violento subsequente, mas cenas que envolvem 
estupro foram associadas positivamente com aumento de respostas agressivas (liberação 
de choques em vítima feminina, por exemplo). Isso era verdade mesmo quando os 
participantes não tinham motivo para terem raiva da vítima. As cenas pornográficas 
agressivas também eliciaram mais agressão contra mulheres do que contra homens. 
Homens, após assistirem filmes com estupro, mostraram maior tendência a estuprarem 
mulheres do que aqueles que não assistiram a esse tipo de filme. 
GOMIDE, RI. C. A influência de filmes violentos em comportamento agressivo de crianças e 
adolescentes. Psicologia: reflexão e crítica, Porto Alegre, v. 13, n. 1. Disponível em: 
<http://www.scielo.br>. Acesso em: 23 jul. 2015 (adaptado). 
Com base no excerto apresentado, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre 
elas. 
 
I. O comportamento observado após a exposição aos filmes pode ser explicado, a partir 
da abordagem behaviorista radical, por meio do processo de aprendizagem vicariante. 
PORQUE 
II. No processo de aprendizagem vicariante, a modelagem se dá a partir da observação 
do comportamento em função das consequências observadas, estabelecendo uma 
explicação unidirecional e assumindo a mente como reativa e não generativa. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da 
I. 
b. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
c. A asserção I é proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
d. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
e. As asserções I e II são proposições falsas. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Lorena Simonassi e Lorismario Ernesto Simonassi 
 
GABARITO: E (todas erradas) 
 
TIPO DE QUESTÃO: Asserção Única ou Resposta Única 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia 
 
37 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas: 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia 
b) Instrumentos e procedimentos de coleta de dados 
c) A lógica da argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação científica. 
 
COMENTÁRIOS: 
Esta questão está errada em suas duas asserções, além disso, a questão está mal 
elaborada. A primeira asserção coloca que a Aprendizagem Vicariante ou 
Observacional foi proposta pelo Behaviorismo Radical e na realidade ela foi levantada 
por Albert Bandura (1961) em Psicologia da Aprendizagem Social com uma explicação 
do ponto de vista Cognitivista. Apesar do Albert Bandura ter utilizado algumas 
explicações do Behaviorismo Radical, sua proposta de causalidade era Cognitivista. A 
questão 1 está ERRADA e não justifica a outra. 
A segunda asserção faz uma confusão de termos, uma vez que a Análise do 
Comportamento não utiliza termos fictícios ou ficções explanatórias (Mente) para falar 
de comportamento ou dos princípios da Análise do Comportamento. Apresentar na 
mesma frase ou contexto explicações envolvendo Modelagem e Mente não condiz com 
a filosofia do Behaviorismo Radical. Outro erro está no fato de que a Modelagem não 
explica o comportamento vicariante da maneira como Bandura sugere em seus 
experimentos. A questão 2 está ERRADA. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Bandura, A. (1963). The role of imitation in personality. The Journal of Nursery 
Education, 18(3). 
Bandura, A. (1969). Social learning of moral judgments. Journal of Personality and 
Social 
Psychology, 11, 275-279. 
Bandura, Albert, (1987) “Teoría del Aprendizaje Social”, Espasa Libros (Verificar 
sobre Aprendizagem Vicariante ou Observacioanl). 
Baum,W.(2006). Compreendendo o Behaviorismo. Comportamento, Cultura e 
Evolução. Ed. Porto Alegre: Artmed. 
Gomide, R. I. C. (2015). A influência de filmes violentos em comportamento agressivo 
de crianças e adolescentes. Psicologia: reflexão e crítica, Porto Alegre, v. 13, n. 1. 
Disponível em: <http://www.scielo.br>. Acesso em: 23 jul. 2015 (adaptado). 
Martin, G. &, Pear, J. Modificação de Comportamento: O que é e como fazer. 8ed. São 
Paulo: Roca, 2009. (Verificar o que é modelagem) 
Whaley, L, D. &, Malott, W. R. (1981). Princípios Elementares do Comportamento 1. 
São Paulo: EPU. (Verificar o que é modelagem). 
 
 
 
 
 
https://www.uky.edu/~eushe2/Bandura/Bandura1963.pdf
http://www.scielo.br/
38 
 
 
CAPÍTULO 3 
 
FENÔMENOSPSICOLÓGICOS 
 
Neste capítulo são avaliadas as questões que priorizam os conteúdos avaliados 
referentes ao eixo das DCN’s do curso de psicologia ‘Fenômenos e processos 
psicológicos’ dos quais constituem classicamente objeto de investigação e atuação no 
domínio da Psicologia, de forma a propiciar amplo conhecimento de suas 
características, questões conceituais e modelos explicativos construídos no campo, 
assim como seu desenvolvimento recente (Resolução CNE/CES nº 5, de 15 de março de 
2011). Neste capítulo estão as análises das questões objetivas ‘18, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 
26, 27, 29 e 34’. 
 
 
 
Questão 18 – A respeito das funções psíquicas e alterações psicopatológicas, avalie as 
afirmações a seguir. 
 
I. As alterações da atenção podem ocorrer em distúrbios neurológicos e 
neuropsicológicos e em transtornos mentais, como, por exemplo, demências ou 
transtornos de humor. 
II. As ilusões e alucinações são consideradas aIterações quantitativas da senso 
percepção, caracterizadas pela intensidade anormal das imagens percebidas e indicativas 
da presença de transtornos mentais graves. 
III. A linguagem pode sofrer alterações muito peculiares na esquizofrenia, indicativas 
de como o processo de pensar, a formação e a utilização de conceitos, os julgamentos e 
os raciocínios estão afetados pela desestruturação da personalidade. IV. Os indivíduos 
com transtornos do espectro obsessivo-com pulsivo podem apresentar alterações de 
memória em forma de lembranças fixas que permanecem na consciência e não podem 
ser repelidas voluntariamente, embora sejam reconhecidas como absurdas e 
indesejáveis. 
V. O conhecimento das alterações no funcionamento e na integridade dos processos 
psicológicos básicos é útil para se compreender os processos psicopatológicos e estados 
mentais alterados, embora não interfira na seleção das estratégias clínicas de entrevista, 
psicodiagnóstico ou psicoterapia. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. I, II e III. 
b. I, II e V. 
c. I, III e IV. 
d. II, IV e V. 
e. III, IV e V. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Carolina Cardoso de Souza e Rosana Carneiro Tavares 
 
GABARITO: C 
 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
39 
 
TIPO DE QUESTÃO: complementação múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo. 
Além das competências e Habilidades propostas pelo MEC, para o curso de 
Psicologia, esta questão também proporciona ao desenvolvimento das competências: 
- Avaliar problemas humanos de ordem cognitiva, comportamental e afetiva, em 
diferentes contextos. 
- Analisar, descrever e interpretar relações entre contextos e processos psicológicos e 
comportamentais. 
- Analisar, descrever e interpretar manifestações verbais e corporais como fontes 
primárias de acesso a estados subjetivos. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - Interlocução com o campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
III – Fenômenos psicológicos: 
a) Processos psicológicos de atenção, memória, percepção, linguagem, pensamento, 
consciência e inteligência; 
e) Processos psicopatológicos. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão aborda o conhecimento de psicopatologia no que se refere às 
hipóteses diagnósticas e alterações de funções psíquicas, exigindo uma compreensão 
dos sinais e sintomas manifestos em alguns transtornos psiquiátricos. As afirmativas II e 
V estão incorretas. A afirmativa II está incorreta porque as alucinações e ilusões são 
alterações qualitativas da sensopercepção, e não quantitativas. E a afirmativa V está 
incorreta porque conhecer as alterações no funcionamento e na integridade dos 
processos psicológicos básicos é útil tanto para se compreender os processos 
psicopatológicos e estados mentais alterados, quanto para a seleção das estratégias 
clínicas de entrevista, psicodiagnóstico ou psicoterapia. 
As ilusões e alucinações são consideradas alterações qualitativas da 
sensopercepção. A ilusão é a percepção deformada, ou alterada, de um objeto real e 
presente. As ilusões mais comuns são as visuais e auditivas. Diferente da ilusão, a 
alucinação é a percepção de um objeto, sem que ele esteja presente, sem o estímulo 
sensorial respectivo. 
40 
 
O conhecimento das alterações no funcionamento e na integridade dos processos 
psicológicos básicos é fundamental na seleção das estratégias clínicas de entrevista, 
psicodiagnóstico ou psicoterapia. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Dalgalarrondo, P. (2008). Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. 
Artmed. 2ª Ed. 
Dalgalarrondo, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre, 
2000. Editora Artes Médicas do Sul. 
Kaplan, H. I. &, Sadock, B. J. (2007). Compêndio de Psiquiatria - Ciências do 
Comportamento e Psiquiatria Clínica. Editora: Artes Médicas, Porto Alegre. 
Organização Mundial de Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças Décima 
Revisão - CID – 10. 
 
 
 
 
Questão 19 – As bases motivacionais do comportamento podem ser sintetizadas em 
dois modelos distintos, fundamentados em dois enfoques epistemológicos 
diferenciados: o mecanicista e o organísmico. O enfoque mecanicista pressupõe um 
organismo passivo que só é ativado a partir da estimulação externa, ao passo que o 
enfoque organísmico pressupõe um organismo ativo e autodeterminado. 
Desses enfoques resultam dois modelos motivacionais distintos: as teorias de impulso, 
que só admitem motivações determinadas por déficit ou distúrbios do equilíbrio 
orgânico; e o modelo de motivações intrínsecas, que pressupõe um sistema nervoso 
dotado de atividade própria, capaz de gerar energia para ações não motivadas por déficit 
ou distúrbio de equilíbrio, ações que não cessam a partir de saciação ou reequilíbrio. 
LORDELO, EL.; CARVALHO, A.M.A. Educação infantil e psicologia: para que brincar? Psicologia: 
Ciência e Profissão. v. 2, n. 23, 2003 (adaptado). 
 
Em uma escola, um psicólogo, cujo trabalho inclui observar, planejar e agir para a 
promoção do desenvolvimento infantil, decidiu utilizar modelo de motivações 
intrínsecas como base para sustentar suas decisões. Nesse sentido, avalie as seguintes 
estratégias que ele planeja implementar. 
 
I.Aumentar a frequência de atividades que permitam ativar na criança comportamentos 
direcionados a restabelecer o equilíbrio, como colar uma etiqueta com uma estrela no 
caderno ao final de uma tarefa concluída corretamente. 
II.Promover atividades que iniciem o comportamento sem desorganizá-lo, que facilitem 
manipulação de objetos e interações sociais e que preparem a criança para a novidade, a 
complexidade e o desafio, como brincar em grupo. 
III.Organizar o ambiente de modo a estimular comportamentos exploratórios, interações 
livres e efetivas com o ambiente, levando a criança a experimentar sentimentos de 
prazer e interesse ao realizar tarefas relativamente simples, como empilhar cubos. 
IV. Proporcionar situações que levem a criança a obter satisfação inerente à própria 
atividade, sem que recorrer a recompensas externas, tal como solucionar um quebra-
cabeça após várias tentativas. 
 
Está de acordo com o modelo de motivações intrínsecas apenas o que se afirma em 
41 
 
a. IV. 
b.II e III. 
c. I, II e III. 
d. I, III e IV. 
e. II, III e IV. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Janille Ribeiro, Júlia da Paixão Oliveira Mello e Pargeon, e Lila Spadoni 
 
GABARITO: E 
I. Aumentar a frequência de atividades que permitam ativar na criança comportamentos 
direcionados a restabelecer o equilíbrio, como colar uma etiqueta com uma estrela no 
caderno ao final de uma tarefa concluída corretamente. (Esta motivação teria origem 
externa: o professor) 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
VI - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes contextos. 
Além das competências que são apresentadas para a construção do 
ENADE/2015, também são avaliadas as competências: 
-Analisar, descrever e interpretar relações entre contextos e processos psicológicos e 
comportamentais. 
-Saber buscar e usar o conhecimento científico necessário à atuação profissional, assim 
como gerar conhecimento a partir da prática profissional. 
-Avaliar problemas humanos de ordem cognitiva, comportamental e afetiva, em 
diferentes contextos. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
III – Fenômenos psicológicos: 
b) Emoção, afetos e motivação 
c) Desenvolvimento humano 
42 
 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
a) Intervenções em processos educativos 
b) Intervenções em processos organizacionais e de gestão de pessoas 
 
COMENTÁRIOS: 
Normalmente ensina-se motivação nas disciplinas de Psicologia Organizacional 
e do Trabalho. Nessa questão, no entanto, aplica-se esse conteúdo ao ambiente escolar. 
A questão traz uma articulação interessante entre teoria e prática. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Lordelo, El. &, Carvalho, A.M.A. (2003). Educação infantil e psicologia: para que 
brincar? Psicologia: Ciência e Profissão. v. 2, n. 23, 2003 (adaptado). 
Papalia, D. E., Olds, S. W. &, Feldman, R. D. Desenvolvimento Humano. 12ª ed. Porto 
Alegre: AMGH, 2013. 
Shaffer, D. R. &, Kipp, K. (2012). Psicologia do desenvolvimento. Infância e 
Adolescência. (2ªed.). Trad. Marta Reyes Gil Passos. São Paulo: Cengage Learning, 
2012. 
Zanelli, J.C., Borges-Andrade, J. E. &, Bastos, A. V. B. (Orgs.). Psicologia, 
organizações e trabalho no Brasil (pp. 466-491). Porto Alegre: Artmed. 
 
 
Questão 20 – O paradigma lifespan é pluralista, uma vez que considera múltiplos 
níveis, temporalidades e dimensões do desenvolvimento. É transacional, dinâmico e 
contextualista. Compreende o desenvolvimento como processo contínuo, 
multidimensional e multidirecional de mudanças, modulado por influências biológicas e 
socioculturais, de natureza normativa e não normativa, marcado por ganhos e perdas 
concorrentes e por interações constantes entre indivíduo e cultura. Assim, as influências 
normativas compreendem uma sequência de mudanças previsíveis, de natureza genética 
e biológica, que ocorrem ao longo das idades e que são chamadas de mudanças 
graduadas por idade; uma sequência previsível de mudanças psicossociais determinadas 
pelos processos culturais de socialização, chamadas de influências graduadas por 
história. Já sequências não previsíveis de alterações pela influência de fatores biológicos 
e sociais são chamadas de influências não normativas. 
NERI, A.L. O legado de Paul B. Baltes à psicologia do desenvolvimento e do envelhecimento. Temas em 
Psicologia. v. 14, n. 1. Ribeirâo Preto,jun. 2006. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org>. Acesso em: 
4 ago. 2015 (adaptado). 
Considerando esse contexto, avalie as afirmações a seguir. 
I. Na abordagem do ciclo vital, o desenvolvimento é concebido como fenômeno que 
ocorre ao longo de toda a vida, envolve também a maturidade e o envelhecimento. 
II. No processo de maturidade e envelhecimento, observam-se transformações 
resultantes da interação entre fatores biológicos e culturais, os quais ativam os padrões 
de enfrentamento e recursos pessoais e sociais que são fixos ao longo da vida. 
III. O climatério é um exemplo de mudança normativa de natureza genético-biológica; a 
aposentadoria por idade é um exemplo de mudança normativa de natureza histórica e 
cultural — ambas afetam as mulheres de um grupo etário em épocas próximas. 
IV. A viuvez na idade adulta, doenças e morte de um filho são exemplos de influências 
normativas no desenvolvimento. 
43 
 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. I e III. 
b. II e III. 
c. II e IV. 
d. I, II e IV. 
e. I, III e IV. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Adalgisa Regina Teixeira, Janille Ribeiro, Júlia da Paixão Oliveira Mello e 
Pargeon, e Analice Arruda. 
GABARITO: A 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
II - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
III - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes contextos; 
IV - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo; 
V - psicossocial a grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade 
individual e social. 
V I- realizar psicodiagnóstico, psicoterapia e outras estratégias clínicas frente a questões 
e demandas individuais e coletivas; 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo; 
XII - avaliar os resultados e impactos das intervenções psicológicas conduzidas em 
diferentes contextos. 
 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
44 
 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
IV - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
III – Fenômenos psicológicos: 
a)Desenvolvimento humano 
b)Indivíduo, Sociedade e Cultura 
c)Princípios e processos de aprendizagem. 
d)Bases biológicas e evolutivas do comportamento 
 IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
a)Intervenções em processos educativos 
b)Atenção e promoção da saúde (básica secundária e terciária) 
c)Avaliação psicológica / Psicodiagnóstico 
d)Intervenções em grupos, instituições e comunidades. 
e)Psicoterapias 
 
COMENTÁRIOS: 
A resposta correta é a letra (a), pois as questões I e III estão corretas. As demais 
afirmam conceitos de forma errônea.Visto que, lifes-pan é uma perspectiva de marco 
teórico no estudo do envelhecimento, uma vez que colaborou para mudar a concepção 
de que o idoso é um ser passivo e doente, ressaltando a possibilidade de 
desenvolvimento durante todo curso da vida. A lifes-pan no âmbito da Psicologia do 
Desenvolvimento discute a importância da educação para velhice saudável, a oferta de 
atividades educacionais para idosos no Brasil e elucida a amplitude de termos 
encontrado na literatura para designar o processo de aprendizagem ao longo do curso da 
vida. As sequências normativas já estão estabelecidas no calendário biológico com 
algumas definições sociais enquanto que as não normativas vai depender da vida 
individual de cada um. 
Assim, as frases II e IV são falsas. Pois os processos, maturidade e 
envelhecimento, não são fixos, mas flexíveis justamente por razões culturais que 
modificam o sujeito e este modifica o ambiente cultural e social. E a viuvez, doenças e 
morte de filho não são normativas, porque nem todos os(as) idosos(as) passam por essas 
experiências. 
Questão bem elaborada e com nível de dificuldade fácil e requer conhecimentos 
de um conteúdo clássico da psicologia do desenvolvimento humano. Ela aborda 
conteúdo do ciclo vital atualizado: enfatiza maturidade, envelhecimento, aposentadoria 
e relações familiares. 
 
 
REFERÊNCIA(S): 
Baltes, P. B. (1987). Theoretical Propositions of life-span developmental psychology:on 
the dynamics between growth and decline. Developmantal Psycho;ogy, 32 (5), 611-626. 
45 
 
Carter, B. &, Mcgoldrick, M. (1995). As mudanças do ciclo de vida familiar. Porto 
Alegre: Artes Médicas. 
Ceverny, C. M. O., Berthood, C. M. E. et al. (1997). A família e o ciclo vital: nossa 
realidade em pesquisa. São Paulo: Casa do Psicólogo. 
Neri, A. L. (2006). O legado de Paul B. Baltes à psicologia do desenvolvimento e do 
envelhecimento. Temas em Psicologia. v. 14, n. 1. Ribeirão Preto, jun. 2006. Disponível 
em: <http://pepsic.bvsalud.org>. Acesso em: 4 ago. 2015 (adaptado). 
Neri, A.L. O legado de Paul B. Baltes à psicologia do desenvolvimento e do 
envelhecimento. Temas em Psicologia. v. 14, n. 1. Ribeirão Preto,jun. 2006. Disponível 
em: <http://pepsic.bvsalud.org>. Acesso em: 4 ago. 2015 (adaptado). 
Papalia, D. E., Olds, S. W. &, Feldman, R. D. (2013). Desenvolvimento Humano. 12ª 
ed. Porto Alegre: AMGH. 
Scoralick-Lempke, N. N. &, Barbosa, A. J. G. (2012). Educação e Envelhecimento: 
contribuições da perspectiva Life-Span. Estudos de Psicologia I Campinas I 29 (supl) 
647s-655s. Outubro-dezembro 2012. www.reasearchgate.net/profile/Alter. Retirado em 
13/05/2018. 
Shaffer, D. R.; Kipp, K. (2012). Psicologia do desenvolvimento. Infância e 
Adolescência. (2ªed.). Trad. Marta Reyes Gil Passos. São Paulo: Cengage Learning, 
2012. 
 
 
Questão 21 – O pensamento psicológico move-se entre polaridades, tensões e 
paradoxos decorrentes das características ontológicas desse campo de conhecimento. 
Em geral, duas grandes alternativas se colocam com mais frequência diante das 
polaridades: 1) reducionismo e 2) conciliação. A alternativa reducionista indica a opção 
por um dos lados, relegando o polo oposto a um status ontológico frágil, como mera 
expressão ou resultado de processos que acontecem no polo escolhido. A alternativa de 
conciliação ou de coexistência de opostos reconhece que ambos os lados da polaridade 
são legítimos e que eles trazem perspectivas importantes para serem examinadas. 
BASTOS,A.V. B.;GOMES,W. B. Polaridades conceituais e tensões teóricas no campo da Psicologia: o 
falso paradoxo Indivíduo/Coletividade. In: Psicologia: ciência e profissão, 2012 (adaptado). 
 
Em face do assunto tratado no texto acima, avalie as afirmações a seguir, acerca da 
relação entre indivíduo e coletividade (sociedade, grupos, instituições, família). 
 
I. Quando a coletividade é vista como uma entidade que molda, por meio da 
socialização, os indivíduos, evidencia-se uma postura reducionista do indivíduo em 
relação à sociedade. 
II. Quando a coletividade é vista como o somatório das ações individuais, identifica-se 
uma postura reducionista da sociedade em relação ao indivíduo. 
III. Quando os fenômenos coletivos são tratados como entidades ou coisas 
independentes das atividades das pessoas que os integram, rompe-se o dualismo 
indivíduo-coletividade. 
IV. Quando se considera que o indivíduo, constituído socialmente, é um ator com o 
poder de transformar estruturas ou ordens sociais, torna-se clara uma postura 
reducionista da sociedade em relação ao indivíduo. 
 
http://pepsic.bvsalud.org/
http://www.reasearchgate.net/profile/Alter.%20Retirado
46 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. I e II. 
b. I e III. 
c. II e IV. 
d. I, III e IV. 
e. II, III e IV. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Ana Cândida Cardoso Cantarelli, Lila Spadoni e Rosana Carneiro Tavares 
 
GABARITO: A 
 
TIPO DE QUESTÃO: COMPLEMENTAÇÃO MÚLTIPLA 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial a 
grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social. 
Além das competências descritas pelo MEC-Psicólogo, também são trabalhadas as 
competências: 
- Analisar, descrever e interpretar relações entre contextos e processos psicológicos e 
comportamentais. 
- Problematizar o conhecimento científico disponível em um domínio da Psicologia, 
como fonte para avaliar e delimitar questões significativas de investigação. 
- Planejar estratégias para encaminhamento das questões de investigação 
coerentes com pressupostos teóricos e epistemológicos. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos. 
Como componente específico da Psicologia, a questão aborda a seguinte 
característica: Compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos 
e dos múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos. 
 
 
 
 
47 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
 
I – Fundamentos epistemológicos e históricos: 
a) Constituição da Psicologia como campo de conhecimento 
III – Fenômenos psicológicos: 
f) Indivíduo, Sociedade e Cultura 
g) Processos grupais, organizacionais e institucionais 
Psicologia Social, Relação indivíduo e coletividade. 
 
COMENTÁRIOS: 
Tema amplamente discutido nas disciplinas de Psicologia Social I e III. A 
questão toma como referência uma postura epistemológica crítica, contrária ao 
positivismo. A questão traz uma discussão importante sobre as diversas compreensões 
da relação indivíduo e sociedade, a depender dos fundamentos teóricos e 
epistemológicos que as sustentam. 
A afirmativa III está incorreta porque na análise da relação indivíduo e 
sociedade quando trata os fenômenos coletivos como entidades ou coisas independentes 
das atividades das pessoas que os integram, reproduz-se a ideia reducionista e 
dicotômica da relação indivíduo-coletividade e não rompe com o dualismo. A 
afirmativa IV também está incorreta porque quando se considera que o indivíduo, 
constituído socialmente, é um ator com o poder de transformar estruturas ou ordens 
sociais, evidencia-se uma postura não reducionista da sociedade, pois reconhece a 
coexistência dos opostose legitima a importância da relação entre ambos. Sílvia Lane 
ainda expande essa análise ao argumentar que essa relação não é dual, mas sempre 
dialética. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Bock, A. M. B. &, Gonçalves, M. G. M. (2003). Indivíduo-sociedade: uma relação 
importante na Psicologia Social. In Bock (org.), A Perspectiva Sócio-Histórica na 
Formação em Psicologia, pp. 41-99. Petrópolis, RJ: Vozes. 
Bock, A. M. B. (org.) (2008). A Multideterminação do Humano: uma visão em 
psicologia. 
Kahhale, E. M. P. &, Sanches, S. G. (2003). História da Psicologia: a exigência de uma 
leitura crítica. In Bock (org.), A Perspectiva Sócio-Histórica na Formação em 
Psicologia, pp.11-40. Petrópolis, RJ: Vozes. 
Lane, S. T. M. (1984). A Psicologia social e uma nova concepção de homem para a 
"Psicologia". In S. T. M. Lane, &, W. Codo (Orgs.), Psicologia social: o homem em 
movimento (pp. 10-19). São Paulo: Brasiliense. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 Questão 22– 
 
 
ZANELLI, J.C.; BORGES-ANDRADE, J.E.; BASTOS, A.V.B. Psicologia, Organizações e Trabalho no 
Brasil. Porto Alegre: Artmed. 2004 (adaptado). 
 
Considerando as características das etapas do desenvolvimento dos grupos e das equipes 
de trabalho, ilustradas na figura, assinale a opção correta. 
 
a. Denomina-se etapa de formação a fase de ajuste e negociação em que se pode instalar 
a disputa pelo poder no interior da equipe. 
b. A etapa de desintegração decorre do atingimento de objetivos pelas equipes, 
sobretudo naquelas constituídas para realizar tarefas com prazos definidos. 
c. A etapa de conflito é caracterizada pela incerteza, momento em que o próprio 
objetivo da equipe é melhor definido, assim como as regras do jogo. 
d. Na etapa de normatização, a equipe está focada no atingimento de metas e objetivos e 
sua energia está voltada para a realização das tarefas. 
e. A etapa de desempenho caracteriza-se pela coesão e identificação dos membros da 
equipe, que resulta de relações mais próximas e maior compartilhamento de percepções 
e sentimentos. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: ALBERTO DE OLIVEIRA, Daniela Cristina Campos, Lila Spadoni e 
Ronaldo Gomes Souza 
 
GABARITO: B 
a. Denomina-se etapa de formação a fase de ajuste e negociação em que se pode instalar 
a disputa pelo poder no interior da equipe. É Falsa porque esse é o processo 
denominado de conflito. 
b. A etapa de desintegração decorre do atingimento de objetivos pelas equipes, 
sobretudo naquelas constituídas para realizar tarefas com prazos definidos. É 
Verdadeira. 
c. A etapa de conflito é caracterizada pela incerteza, momento em que o próprio 
objetivo da equipe é melhor definido, assim como as regras do jogo. É Falsa porque 
esse é o processo de formação. 
d. Na etapa de normatização, a equipe está focada no atingimento de metas e objetivos e 
sua energia está voltada para a realização das tarefas. É Falsa porque esse é o processo 
de desempenho. 
e. A etapa de desempenho caracteriza-se pela coesão e identificação dos membros da 
equipe, que resulta de relações mais próximas e maior compartilhamento de percepções 
e sentimentos. É Falsa porque esse é o processo de normatização. 
 
49 
 
TIPO DE QUESTÃO: Multipla escolha/ Interpretação 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
VII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de gestão, em distintas organizações 
e instituições; 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando as 
diferenças individuais e socioculturais dos seus membros. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional; 
= “Constituição da Psicologia como campo de atuação profissional no Brasil”. 
= Psicologia Social, Psicologia das Organizações, Migrações da Inteligência 
Individual para Inteligência Coletiva etc. 
Artigo 3º; V - atuação em diferentes contextos, considerando as necessidades 
sociais e os direitos humanos, tendo em vista a promoção da qualidade de vida dos 
indivíduos, grupos, organizações e comunidades; 
Artigo 8º; VII - realizar diagnóstico e avaliação de processos psicológicos de 
indivíduos, de grupos e de organizações; 
Artigo 12º; § 1º; b) Psicologia e processos educativos, que compreende a 
concentração nas competências para diagnosticar necessidades, planejar condições e 
realizar procedimentos que envolvam o processo de educação e de ensino-aprendizagem 
através do desenvolvimento de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores de 
indivíduos e grupos em distintos contextos institucionais em que tais necessidades 
sejam detectadas; d) Psicologia e processos de prevenção e promoção da saúde, que 
consiste na concentração em competências que garantam ações de caráter preventivo, 
em nível individual e coletivo, voltadas à capacitação de indivíduos, grupos, instituições 
e comunidades para protegerem e promoverem a saúde e a qualidade de vida, em 
diferentes contextos em que tais ações possam ser demandadas; e) Psicologia e 
processos clínicos, que envolve a concentração em competências para atuar, de forma 
ética e coerente com referenciais teóricos, valendo-se de processos psicodiagnósticos, 
de aconselhamento, psicoterapia e outras estratégias clínicas, frente a questões e 
demandas de ordem psicológica apresentadas por indivíduos ou grupos em distintos 
contextos. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
 
III – Fenômenos psicológicos: 
f) Processos grupais, organizacionais e institucionais 
50 
 
Aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura crítica 
frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos humanos e 
da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades. 
Psicologia social, organizacional e do trabalho. 
 
COMENTÁRIOS: 
Questão fácil bem conteudista, sobre a teoria discutida no livro do Zanelli (2014, 
p. 404). A questão aponta a necessidade de conhecer os processos de formação de 
grupos e equipes no contexto organizacional, e o objetivo que se tem em cada uma das 
fases. 
A fim de ficar mais claro os conteúdos apresentados nesta questão, são 
transcritos aqui, alguns trechos acerca dos “Estágios de Desenvolvimento das Equipes 
de Trabalho”. 
As equipes de trabalho, após seu nascimento ou sua formação, passam por 
diferentes fases até atingir o estágio em que o desempenho das tarefas é favorecido. 
Cabe destacar que, nem todas dessas etapas são sequenciais, pode ocorrer de voltar de 
uma etapa para a anterior, antes de ir para a seguinte. Isso pode ser consequência de 
mudanças ou pressões vindas do meio externo. Ainda assim, algumas fases do 
desenvolvimento das equipes são claramente apontadas por diversos autores (Buchanan 
e Huczynski, 1985; Greenbeg e Baron, 1995; Ivancevich e Matteson, 1999; Tosi, Rizzo 
e Carrol, 1994) fases estas que serão brevemente descritas a seguir. 
FORMAÇÃO: Quando os membros da equipe iniciam os contatos com vistas à 
realização do trabalho, começa um processo de descobrimentos do outro, mesmo que 
esse “outro” seja um colega de trabalho já conhecido. 
CONFLITO: Uma vez identificados os membros, dá-se o início a um processo 
de ajuste ou negociação. Ajuste no sentido de estabelecer o que será realizado por quem 
e de qual maneira. 
NORMATIZAÇÃO: Se o conflito é característica da fase anterior, a coesão e a 
identificação dos membros da equipe são características desta. 
DESEMPENHO: O quarto estágio no desenvolvimento da equipe constitui aexecução das atividades. É o trem andando a todo vapor. Uma vez tendo sido aceitas as 
normas de comportamento e desempenho, as metas a serem atingidas e o comando das 
lideranças, toda a energia do grupo estará voltada para a realização das tarefas. 
DESINTEGRAÇÃO: A última fase do processo de desenvolvimento dos grupos, 
portanto das equipes de trabalho, é a desintegração. Essa fase ocorre quando os 
objetivos que levaram à criação da equipe são atingidos e não há mais sentido, ela 
continuar existir. Assim, essa fase está presente apenas na vida de um tipo específico de 
equipes de trabalho; as temporárias. 
Dos trechos acimas o que mais coaduna com o GABARITO é o da 
DESINTEGRAÇÃO. 
 A prioridade de quem construiu esta questão para o ENAD-2015, não foi 
verificar conhecimentos acerca do tema. Da forma com que foi construída favorece 
àqueles que a acertaria após experimentar um lastro de dúvidas. 
 
REFERÊNCIA(S): 
 
Zanelli, J. C., Borges-Andrade, J. E. &, Bastos, A. V. B. (2004). Psicologia, 
Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre RS: Artmed. 
 
 
51 
 
Questão 25 – O acidente vascular cerebral (AVC) pode ser tratado, porém o tratamento 
depende do tipo de AVC que acomete o indivíduo. O AVC isquêmico (AVCI) 
corresponde a 80% dos casos, sendo caracterizado pela interrupção do fluxo sanguíneo 
para o cérebro por um coágulo (trombo), o que leva a uma região de neurônios mortos e 
a outra em que há interrupção de atividade elétrica — área de penumbra isquêmica —, 
sem que haja morte neuronal. 
O AVC pode acarretar graves consequências físicas e sociais, inclusive prejuízos 
motores, comprometimento da fala, distúrbios psiquiátricos, problemas sexuais, 
complicações emocionais, além de dificuldades familiares e laborativas. 
Disponível em: <http://www.comciencia.br>. Acesso em: 28 jun. 2015 (adaptada). 
 
Com base nas informações apresentadas e considerando uma situação na qual um 
psicólogo receba um paciente com quadro de AVC que esteja fazendo uso de 
Benzodiazepínico (BDZ), avalie as afirmações a seguir. 
 
I.Os BDZ são substâncias com propriedades ansiolíticas, hipnóticas, anticonvulsivantes, 
miorrelaxantes, também utilizadas como pré-anestésicos. 
II.O AVC é um processo degenerativo, razão pela qual não cabe ao psicólogo realizar 
intervenção para a melhoria do quadro cognitivo. 
III.O psicólogo deve, ao avaliar o paciente, atentar para a possibilidade de 
comprometimento cognitivo e comportamental em razão do uso de BDZ. 
 
É correto o que se afirma em 
a. I, apenas. 
b. II, apenas. 
c. I e III, apenas. 
d. II e III, apenas. 
e. I, II e III. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Rosana Carneiro Tavares (análise da questão) 
 
GABARITO: C 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação Múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
XII - avaliar os resultados e impactos das intervenções psicológicas conduzidas em 
diferentes contextos; 
A questão contempla também, as seguintes competências e habilidades: 
- Avaliar problemas humanos de ordem cognitiva, comportamental e afetiva, em 
diferentes contextos. 
- Analisar, descrever e interpretar relações entre contextos e processos psicológicos e 
comportamentais. 
- Analisar, descrever e interpretar manifestações verbais e corporais como fontes 
primárias de acesso a estados subjetivos. 
52 
 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
Como componente específico da Psicologia, a questão aborda a seguinte 
característica: 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
III – Fenômenos psicológicos: 
e) Processos psicopatológicos 
i) Psicofarmacologia e comportamento 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
d) Atenção e promoção da saúde (básica, secundária e terciária) 
Ou seja, são avaliados os conteúdos de Psicopatologia e psicofarmacologia e Psicologia 
da Saúde 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão aborda conhecimentos relacionados à psicofarmacologia e à 
psicopatologia, exigindo da psicologia um conhecimento interdisciplinar, para 
possibilitar a melhor construção de estratégias de intervenção da psicologia em casos de 
Acidente Vascular Cerebral, ou de transtornos semelhantes que possam afetar as 
capacidades cognitivas dos sujeitos. 
A afirmativa II está incorreta porque embora o AVC deixe sequelas importantes 
e, algumas vezes, irreversíveis, o trabalho do psicólogo no sentido de auxiliar o 
desenvolvimento e recuperação de habilidades cognitivas perdidas ou diminuídas é 
fundamental, uma vez que estudos confirmam a grande plasticidade do cérebro e a 
importância do treino para o desenvolvimento e manutenção da cognição. Além disso, 
como destacam as afirmativas I e III, o conhecimento do psicólogo a respeito da 
psicofarmacologia é fundamental para o seu trabalho, uma vez que existem diversas 
alterações que se associam, não ao quadro patológico em si, mas sim ao uso da 
medicação. Assim, a questão evidencia a importância do trabalho do psicólogo e da 
interdisciplinaridade na atuação. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Castro, E. K. & Bornhold, T. E. (2004). Psicologia da saúde x psicologia hospitalar: 
definições e possibilidades de inserção profissional. Psicologia Ciência Profissão, 24 
(3), 48-57. 
Vieira Filho, N. G. (org.). (2012). Psicologia da Saúde: do “controle” à promoção dos 
cuidados na saúde. Manaus: EDUA. 
 
 
Questão 26 – Na manhã do dia 16 de agosto de 2012, ocorreu um evento marcante na 
cidade do Rio de Janeiro. Um operário da construção civil, de 24 anos de idade, sofreu 
um terrível acidente: um vergalhão de ferro penetrou seu crânio, perfurando o seu 
cérebro e transpassando a região entre os olhos. Antes e depois da cirurgia para a 
remoção da barra, mostrou-se consciente e lúcido, sem aparente mudança 
53 
 
comportamental, a não ser a presença de quadros convulsivos controlados por 
medicação. 
Disponível em: <http://uenfciencia.blogspot.com.br>. Acesso em: 26ju1. 2015 (adaptado). 
 
Com base na notícia acima e em conhecimentos relativos às neurociências, avalie as 
asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 
 
I.O cérebro apresenta estratégias para preservar funções, ou algum tipo de configuração 
na qual determinadas lesões não afetam o funcionamento psíquico. 
PORQUE 
 II.Apesar de haver, no cérebro humano, regiões neuroanatômicas associadas a 
funções fisiológicas e motoras específicas, este órgão apresenta expressiva plasticidade 
em relação ao funcionamento psíquico, sem funções psicológicas localizadas. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 
b. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
c. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
d. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
e. As asserções I e II são proposições falsas. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Otília A. M. Loth, Margareth Regina Veríssimo e Ivone Félix de Sousa 
 
GABARITO: C 
 
TIPO DE QUESTÃO: Asserção-Razão 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo; 
X - realizar psicodiagnóstico, psicoterapia e outras estratégias clínicas frente a questões 
e demandas individuais e coletivas. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA:II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
54 
 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
 
III – Fenômenos psicológicos: 
k) Neurociência das emoções, cognição e comportamento 
 
COMENTÁRIOS: 
A neuropsicologia cognitiva parte de um pressuposto chamado modularidade 
(Capovilla & Capovilla, 2007), que se refere à independência funcional existente entre 
diferentes processamentos, ou seja, o desenvolvimento ou o prejuízo de determinados 
componentes cognitivos não afeta a totalidade do sistema cognitivo. Desta forma, os 
diferentes módulos cognitivos apresentam especificidade de domínio, isto é, processam 
informações específicas. Portanto, uma lesão ou disfunção cerebral determinada pode 
levar a uma alteração específica, e não genérica, do funcionamento cognitivo 
(Fernandes, 2003). 
 
REFERÊNCIA(S): 
Capovilla, A. G. S. &, Capovilla, F. C. (2007). Avaliação e intervenção em dislexia do 
desenvolvimento. Em E. C. Miotto, M. C. S. Lucia &, M. Scaff (Orgs.), 
Neuropsicologia e as interfaces com as neurociências (pp. 241-248). São Paulo, SP: 
Casa do Psicólogo. 
Conzenza, R. M. &, Guerra L. B. (2011). Neurociência e educação: como o cérebro 
aprende. Porto Alegre: Artmed 
Fernandes, S. (2003). Educação bilíngüe para surdos: identidades, diferenças, 
contradições e mistérios. Tese (Doutorado) – UFPR. Curitiba. 
Fuentes, D., Malloy-Diniz, L. F., Camargo, C. H. P. &, Cosenza, A, R. M. (2014). 
Neuropsicologia: Teoria e Prática. Porto Alegre: Artmed. 
Luria, A. R. (1984). Fundamentos de Neuropsicologia. São Paulo: EDUSP 
 
 Questão 27 – Izquierdo cita a situação apresentada por Elizabeth Loftus, na década 
de 70, em que as fotografias de um acidente automobilístico foram apresentadas a 
vários indivíduos, e após alguns dias, eles foram divididos em quatro grupos: ao 
primeiro, questionou-se a velocidade dos veículos quando “se encontraram”; ao 
segundo, quando eles “toparam”; ao terceiro, quando “bateram”; e ao quarto, quando 
“estraçalharam” — e a todos foi perguntado se havia vidros quebrados e sangue na 
cena. Para o primeiro grupo, os veículos trafegavam a 35 km por hora, e não havia 
vidros quebrados e sangue. O segundo apontou velocidades superiores e vidros 
quebrados, mas não sangue. Os do terceiro grupo afirmaram que a velocidade era de 
65 a 80 km por hora, e que perceberam vidros quebrados e algum sangue. Finalmente, 
o quarto grupo ressaltou que as velocidades eram altíssimas e que havia muitos vidros 
quebrados e mortos na rua. 
NORONHA DE ÁVILA, G.; CHITTÓ GAUER, G. J. “Falsas” Memórias e Processo Penal: 
(Re)discutindo o Papel da Testemunha. Disponível em: <http://www.uniritter.edu.br>. Acesso em: 10 jul. 
2015 (adaptado). 
 
Com base nas características da memória apresentadas pelos fundamentos teóricos da 
Psicologia, a situação exposta acima é um exemplo de que a memória 
55 
 
 
a. é alterada pelo processo de raciocínio lógico. 
b. tem como processo básico a defesa perceptiva. 
c. é alterada por novos estímulos do ambiente presente. 
d. é a capacidade de reconhecer com exatidão os fatos ocorridos. 
e. é formada por um componente de curto prazo, que independe da familiaridade da 
pessoa com o material informacional. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Otília Aída Monteiro Loth e Ivone Félix de Sousa 
 
GABARITO: C 
 
TIPO DE QUESTÃO: múltipla escolha 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
 
III – Fenômenos psicológicos: 
k) Neurociência das emoções, cognição e comportamento 
 
COMENTÁRIOS: 
De acordo com Abreu e Paulo (2010, citando Helene e Xavier, 2003) a memória 
uma das mais complexas funções neuropsicológicas, o que possibilita à cada pessoa 
remeter-se a experiências subjetivas, em que há a comparação de experiências atuais e 
projeções futuras. Desta forma, a memória, a partir das experiências passadas, levam à 
alteração de comportamento. Moscovitch (2004, citado por Abreu e Paulo, 2010) afirma 
que a memória parece repousar na complexidade dos seus processos e que consiste em 
diferentes componentes que são mediados por processos conduzidos por circuitarias 
neuronais diferentes. 
Ávila, Gauer e Pires Filho (2012) apresentam a memória enquanto processo de 
aquisição, formação, conservação e evocação de informações. A aquisição é chamada 
de aprendizagem e só se ‘grava’ aquilo que foi aprendido. A evocação é a recordação, a 
lembrança, a recuperação. Só lembra daquilo que se grava e que foi aprendido. Dentre 
milhões de neurônios que compõem o cérebro humano e que fazem sinapse com 
milhares de outros, boa parte deles é capaz de formar, armazenar e evocar memórias. 
Porém, nem todos os neurônios memorizam, muitos deles, como os do hipocampo, 
56 
 
assim como, de várias regiões corticais (pré-frontal, frontal, temporal, parietal) podem 
até inibir a formação ou evocação de memórias, ou seja, estão constantemente 
submetidos aos efeitos moduladores de vias nervosas vinculadas com o nível de alerta, 
com as emoções, os sentimentos e os estados de ânimo (Izquierdo, 2002, 2004, citado 
por Ávila, Gauer e Pires Filho, 2012), que podem levar as falsas memórias. 
No caso citado na questão, fica claro a formação de falsa memórias que 
conforme Ávila, Gauer e Pires Filho (2012) podem ser formadas de maneira natural, por 
meio de falha na interpretação de uma informação, ou por uma falsa sugestão externa, 
acidental ou deliberada apresentada ao indivíduo. Portanto, a alternativa C ‘é alterada 
por novos estímulos do ambiente presente.’ é a correta. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Abreu, N. &, Mattos, P. (2010). Memória. Em: Malloy-Diniz, Leandro F.; Fuentes, 
Daniel; Mattos, Paulo; Abreu, Neander e col. Avaliação Neuropsicológica. Porto 
Alegre: Artmed. 
Conzenza, R. M. &, Guerra L. B. (2011). Neurociência e educação: como o cérebro 
aprende. Porto Alegre: Artmed 
Fuentes, D., Malloy-Diniz, L. F., Camargo, C. H. P. &, Cosenza, R. M. (2014). 
Neuropsicologia: Teoria e Prática. Porto Alegre: Artmed. 
Luria, A. R. (1984). Fundamentos de Neuropsicologia. São Paulo: EDUSP. 
Noronha, de Á. G. &, Chittó Gauer, G. J. (2018). “Falsas” Memórias e Processo Penal: 
(Re)discutindo o Papel da Testemunha. Acessado em 17/06/2018, 
http://repositorio.pucrs.br/dspace/bitstream/10923/11300/2/Falsas_Memorias_e_Process
o_Penal_Re_Discutindo_o_Papel_da_Testemunha.pdf. 
 
 
 
 
Questão 29 – A cultura organizacional é o modelo de pressupostos básicos que 
determinado grupo tem inventado, descoberto ou desenvolvido no processo de 
aprendizagem para lidar com os problemas de adaptação externa e adaptação interna. 
Uma vez que os pressupostos tenham funcionado bem o suficiente para serem 
considerados válidos, eles são ensinados aos demais membros como a maneira correta 
de se perceber, se pensar e se sentir em relação àqueles problemas. 
SCHEIN, E. H. Guia de sobrevivência da cultura corporativa. Rio de Janeiro: José Olympio, 2001 
(adaptado). 
 
Com relação ao tema abordado no texto apresentado, avalie as afirmações a seguir. 
 
I.Cultura é um conceito que ajuda a entendera estabilidade do sistema organizacional já 
que se refere a características que são gerenciadas e alteradas sem grandes dificuldades 
na vida da organização. 
II.A cultura organizacional pode ser vista como um sistema de símbolos e significados 
que atua como poderosa ferramenta de controle dos indivíduos, diminuindo a 
necessidade de normas explícitas e formalização. 
III.Quanto mais uma cultura é forte ou densa, maior é o compartilhamento de crenças e 
valores entre os membros organizacionais, o que dificulta as mudanças organizacionais. 
57 
 
IV.Os artefatos visíveis, tais como os ritos de integração e de renovação, são 
importantes para a compreensão da cultura, pois sinalizam seus valores profundos. 
V.Subculturas, ao contrário de contraculturas, significam rupturas com a cultura e o 
poder dominantes. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. II e III. 
b. I, II e IV. 
c. I, III e V. 
d. I, IV e V. 
e. II, III, IV e V. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Daniela Cristina Campos 
 
GABARITO: A 
 
TIPO DE QUESTÃO: Múltipla escolha/ Interpretação 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
VII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de gestão, em distintas organizações 
e instituições. 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando as 
diferenças individuais e socioculturais dos seus membros. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos. 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
III – Fenômenos psicológicos: 
f) Indivíduo, Sociedade e Cultura. 
g) Processos grupais, organizacionais e institucionais. 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
b) Intervenções em processos organizacionais e de gestão de pessoas 
 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão aponta para a necessidade de o psicólogo atuar no contexto 
organizacional e do trabalho e de conhecer a teoria sobre cultura organizacional, pois 
58 
 
sua atuação precisará partir da observação dos elementos culturais de cada contexto 
organizacional. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Schein, E. H. (2001). Guia de sobrevivência da cultura corporativa. Rio de Janeiro: José 
Olympio. (adaptado). 
Zanelli, J. C., Borges-Andrade, J. E. &, Bastos, A. V. B. (Org.) (2014). Psicologia, 
organizações e trabalho no Brasil. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 616 p. 
 
 
 
Questão 34 – A emoção é um tema muito estudado pelos neurocientistas. A experiência 
emocional não é um fenômeno único, varia de indivíduo para indivíduo, sendo o 
resultado de diferentes eventos. De forma simplista, a emoção se expressa por um ato 
motor, em decorrência de sensações provocadas por estímulos sensoriais do meio onde 
está inserida a pessoa. 
BRANDÃO, L. M. As bases biológicas do comportamento: introdução à Neurociência. São Paulo: 
E.P.U., 2009 (adaptado). 
Considerando a neurociência das emoções, avalie as afirmações a seguir. 
 
I. A emoção pode abarcar um conjunto de pensamentos e planos sobre um evento que 
aconteceu, está acontecendo ou que vai acontecer, e uma das formas de se manifestar é 
por expressões faciais específicas. 
II.As emoções podem desencadear mudanças endócrinas e autonômicas significativas, 
como, por exemplo, sudorese, aumento dos batimentos cardíacos e da respiração, rubor 
facial, incontinência urinária e intestinal e espasmos. 
III.A emoção tem base ambiental, umas das razões pelas quais não se cogita a existência 
de componente genético na manifestação de expressões faciais. 
 
É correto o que se afirma em 
a. I, apenas. 
b. III, apenas. 
c. I e II, apenas. 
d. II e III, apenas. 
e. I, II e III. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Margareth Veríssimo 
 
GABARITO: C 
 
TIPO DE QUESTÃO: resposta única 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
59 
 
X - realizar psicodiagnóstico, psicoterapia e outras estratégias clínicas frente a questões 
e demandas individuais e coletivas. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
III – Fenômenos psicológicos: 
b) Emoção, afetos e motivação 
k) Neurociência das emoções, cognição e comportamento 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão exige conhecimento científico e teórico sobre os fenômenos 
psicológicos ‘emoções, afetos e motivação’, assim como, sobre a neurociência das 
emoções, cognição e do comportamento’. Os temas são relevantes para a compreensão 
do problema psicológico e atuação profissional. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Brandão, L. M. (2009). As bases biológicas do comportamento: introdução à 
Neurociência. São Paulo: E.P.U. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
CAPÍTULO 4 
 
PRINCIPAIS DOMÍNIOS DE ATUAÇÃO DO PSICÓLOGO E PRINCÍPIOS ÉTICOS E 
DEONTOLÓGICOS NO EXERCÍCIO PROFISSIONAL 
 
Neste capítulo são avaliadas as questões que priorizam os conteúdos contidos 
nas DCN’s que requerem as ‘Interfaces com campos afins do conhecimento’ e as 
‘Práticas profissionais’, além de conteúdos sobre ‘Ética e deontologia no exercício 
profissional’. Nas Interfaces com campos afins do conhecimento deve-se demarcar a 
natureza e a especificidade do fenômeno psicológico e percebê-lo em sua interação com 
fenômenos biológicos, humanos e sociais, assegurando uma compreensão integral e 
contextualizada dos fenômenos e processos psicológicos. As Práticas profissionais 
devem ser voltadas para assegurar um núcleo básico de competências que permitam a 
atuação profissional e a inserção do graduado em diferentes contextos institucionais e 
sociais, de forma articulada com profissionais de áreas afins (Resolução CNE/CES nº 5, 
de 15 de março de 2011). E os conhecimentos sobre a ética profissional refere-se às 
resoluções do Conselho Federal de Psicologia que voltam-se para os princípios éticos 
para a atuação profissional (RESOLUÇÃO CFP Nº 010/05). Neste capítulo estão as 
análises das questões discursivas ‘4 e 5’ e objetivas ‘17, 28, 30, 31, 32 e 35’. 
 
 
Questão discursiva 4 – A presença do psicólogo nos serviços de Assistência Social é 
anterior ao estabelecimento da Política Nacional de Assistência Social. No entanto, com 
a implantação da política e a definição de suas normas e diretrizes, o psicólogo aparece 
como integrante efetivo da equipe de referência dos Centros de Referência da 
Assistência Social – CRAS, como um dos técnicos de nível superior. 
BRESSAN, S. P.; CARRELLI, E. O psicólogo e a assistência Social: desafios do trabalho interdisciplinar 
na proteção social básica. 
Considerando a atuação do psicólogo no CRAS, analise a seguinte hipótese. 
Um diagnóstico realizado pelo CRAS de um município de pequeno porte (com até 2500 
famílias referenciadas) apontou como principais problemas dessa comunidade a falta de 
qualificação profissional, o desemprego estrutural, o uso abusivo de drogas e a violência 
familiar. Para enfrentar essas dificuldades, a equipe que compõe esse CRAS, formada 
por um assistente social, um psicólogo e dois técnicos de nível médio, deve desenvolver 
ações junto à comunidade. 
 
Em relação à situação descrita, escolha um dos problemas levantados e elabore um 
plano de intervenção no nível coletivo, que contempleos seguintes aspectos: 
 
a) Análise de dois determinantes do problema; 
b) Planejamento de uma ação específica do psicólogo que inclua a interface com outros 
profissionais, embasada em teorias psicológicas que permita apoiar a ação. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Rosival B.Lagares e Margareth Regina Veríssimo 
 
TIPO DE QUESTÃO: discursiva 
 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
61 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
VI - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes contextos; 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo; 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial a 
grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social; 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando as 
diferenças individuais e socioculturais dos seus membros. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades; 
V - compromisso com a ética no que diz respeito às relações com usuários, com 
colegas, com o público e na produção e divulgação de pesquisas, trabalhos e 
informações da área da Psicologia; 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional; 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
I - Fundamentos epistemológicos e históricos: 
b) Constituição da Psicologia como campo de atuação profissional no Brasil 
III – Fenômenos psicológicos: 
f) Indivíduo, Sociedade e Cultura 
g) Processos grupais, organizacionais e institucionais 
62 
 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
a) Intervenções em processos educativos 
b) Intervenções em processos organizacionais e de gestão de pessoas 
c) Intervenções em processos de trabalho, saúde e bem estar do trabalhador 
d) Atenção e promoção da saúde (básica, secundária e terciária) 
f) Intervenções em grupos, instituições e comunidades 
V - Princípios éticos e deontológicos no exercício profissional. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão compõe-se de duas partes: na primeira, busca avaliar a capacidade do 
egresso de analisar fenômenos do contexto comunitário, como aqueles apontados pelo 
hipotético estudo, pressupõe um conhecimento geral do egresso dos graves problemas 
sociais do nosso país; na segunda parte, busca avaliar a capacidade desse egresso de 
elaborar um “plano de intervenção em nível coletivo”. 
A apresentação de uma questão discursiva com este nível de exigência no 
ENADE deve despertar os responsáveis pelo projeto pedagógico do curso de Psicologia 
para a necessidade de se fortalecer a formação dos egressos para o diagnóstico 
institucional e elaboração de projetos. 
Se há vinte anos, Bock (2003) reputava à Psicologia brasileira um compromisso 
com as elites, uma ciência e profissão com as costas para a população economicamente 
desfavorecida ou mesmo excluída, atualmente, isto já não pode ser dito. Pelo contrário, 
nos dias de hoje, a presença da Psicologia nas “comunidades” (apesar do uso 
inapropriado do termo), é cada vez maior e constitui-se em um dos principais campos de 
atuação deste profissional. 
Uma crítica pode ser feita ao termo “intervenção em nível coletivo”: os textos 
clássicos na Psicologia Comunitária, no Brasil, rejeitam a idéia de um profissional que 
chega a uma comunidade para “intervir”, pois isso remete à ideologia cultural 
dominante, ou seja, a alguém que vem de uma universidade e “sabe das coisas” e chega 
para “resolver” os problemas daqueles que não sabem. Nesse caso, seria mais adequado 
referir-se a um “plano de atuação psicossocial”, no qual este profissional se insere, 
juntamente com outros profissionais, de modo a facilitar o desenvolvimento dos 
indivíduos e dos grupos rumo à sua autonomia. 
Esta questão é complexa. Exige conhecimento aprofundado e interdisciplinar, 
teórico e prático. O profissional precisa conhecer da teoria para conseguir elaborar um 
plano de intervenção com investigação anterior apresentada em um diagnóstico da 
situação e com base nas experiências vivenciadas na comunidade. Além do 
conhecimento teórico e prático, o profissional precisa conhecer das orientações do 
Conselho Federal de Psicologia, entidade responsável por orientar sobre a atuação do 
psicólogo nesse contexto. 
 
 
REFERÊNCIA(S): 
Bock, A. M. B. (2003). Psicologia e sua ideologia – 40 anos de compromisso com a 
elite. Em Bock, A. M. B. (org.), Psicologia e compromisso social (pp. 15-29). São 
Paulo: Cortez. 
Bressan, S. P. &, Carrelli, E. (2011). O psicólogo e a assistência Social: desafios do 
trabalho interdisciplinar na proteção social básica. 
63 
 
Lane, S. T. M. (2008). Histórico e fundamentos da psicologia comunitária no Brasil. Em 
Campos, R.H.F (org). Psicologia Social Comunitária da solidariedade à autonomia (pp. 
17-34). Petrópolis: Editora Vozes. 
Sawaia, B. B. (2008) Comunidade: a apropriação científica de um conceito tão antigo 
quanto a humanidade. Em Campos, R. H. F (org). Psicologia Social Comunitária da 
solidariedade à autonomia (pp. 35-53). Petrópolis: Editora Vozes. 
 
 
Questão discursiva 5 – Uma menina de 10 anos de idade, filha única, veio 
encaminhada pelo médico psiquiatra ao Serviço-Escola de Psicologia, com solicitação 
de acompanhamento psicológico. Sua mãe relatou que a filha tem medo excessivo em 
diversas situações, como dormir sozinha, ficar doente ou fazer novas amizades. A mãe 
descreveu que a menina é muito quieta e tímida, queixa-se constantemente de dor no 
peito, cefaléia, náuseas, que tem pesadelos e chora constantemente. Ela relatou que, 
depois que se separou do marido, há dois anos, ficou com a guarda da filha e ambas 
foram morar na casa da avó materna. Desde essa época, percebeu que esses 
comportamentos se acentuaram. A mãe foi chamada pela escola porque a menina está 
com dificuldades de realizar atividades em grupo, fica apreensiva quando tem que 
apresentar um trabalho e não brinca com os colegas durante o intervalo, ficando sozinha 
no pátio da escola. A orientadora da escola e a professora relatam que o rendimento da 
menina nas tarefas escolares é muito bom e que não há prejuízo na sua capacidade 
cognitiva. 
 
A partir das informações apresentadas, faça o que se pede nos itens a seguir. 
a) Descreva uma intervenção psicoterapêutica a ser adotada para esse caso, 
fundamentando-a em uma abordagempsicológica. 
b) Cite cuidados éticos na condução do caso. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Roberta Maia Marcon de Moura, Silvamir Alves e Margareth Regina 
Veríssimo 
 
GABARITO: 
a) Para o caso descrito, descreve-se o processo de avaliação e intervenção 
terapêutica fundamentado na abordagem comportamental. Para avaliação, adotar-se-á 
diversas fontes de informação (pais, professores, própria criança) e observação direta 
(na escola). Depois de uma primeira análise dos dados inicialmente coletados, iniciar-
se-á o processo de intervenção que poderá ter como objetivos terapêuticos: (a) aumentar 
os comportamentos de interação com outras pessoas (colegas e adultos) e diminuir os 
comportamentos de isolamento e (b) reduzir a ansiedade social apresentada em relação 
aos contatos interpessoais. Para aumentar comportamentos de interação será adotado 
como procedimento o treinamento em habilidades sociais que contempla instrução 
verbal, modelação da habilidade a treinar, prática (representação de papeis), 
retroalimentação e reforço e tarefas para casa. Para reduzir a ansiedade social será 
adotada uma técnica de relaxamento. De modo complementar, a intervenção será 
realizada na escola, mais especificamente, pelos professores, podendo ser recomendado: 
reforçar positivamente as interações sociais da criança, evitar situações que pudessem 
aumentar a ansiedade da criança (por exemplo, todas ficarem esperando que ela 
responda), não permitir que os pares a insultem, intimidem ou riam dela, estimular e 
64 
 
envolver os colegas para que o ajudem e para que participem nas sessões de 
intervenção. 
b) Dentre os cuidados éticos na condução do caso destaca-se, no início da 
terapia, o estabelecimento de uma relação de confiança entre terapeuta e cliente, 
explicação sobre o funcionamento da terapia, definição com a criança do problema a ser 
trabalhado. Ao fim da terapia, essencial se torna discutir as metas alcançadas e 
programar generalização dos efeitos para o dia a dia. 
Outro exemplo: 
a) Descreva uma intervenção psicoterapêutica a ser adotada para esse caso, 
fundamentando-a em uma abordagem psicológica. 
Intervenção fundamentada na abordagem psicológica Psicodrama. De acordo 
com Moreno (1946/1992), “o Psicodrama pode ser definido como a ciência que explora 
a ‘verdade’ por métodos dramáticos” (p. 17). Nesse sentido, o Psicodrama auxilia seu 
cliente na superação de obstáculos no seu desenvolvimento emocional, por meio da 
imaginação, nesse caso uma criança. As psicoterapias com crianças são sempre 
ludoterapias. A psicoterapia psicodramática conta com uma forma específica de 
brincadeira: o teatro de faz-de-conta. Na representação dramática, agindo “como se” ou 
“fazendo de conta que”, a criança expressa o que atinge sua sensibilidade, o que lhe dá 
prazer ou desprazer e vontade ou medo. Revela o sentido que o mundo tem para ela, ou 
o revê, por meio de papéis imaginários que é capaz de reconhecer, imitar e interpretar 
(Gonçalves, 1988). 
Objetivo da psicoterapia com essa criança é propiciar condições para o 
surgimento de novos papéis (filha de pais separados, fazer novas amizades, relacionar 
com os colegas da escola, mudança de casa), fortalecer os papéis pouco desenvolvidos 
ou mal estruturados (lidar com o medo, com a ansiedade e com a timidez) e identificar o 
que provoca as manifestações psicossomáticas (agravadas pela separação dos pais). 
Etapas do atendimento: Entrevista com os pais (anamnese), entrevista com a 
criança (estabelecer o vínculo), entrevista com a criança e com os pais. Mãe e pai 
precisam participar do processo psicoterapêutico da filha. A partir de suas próprias 
experiências, filha e pais compreendem melhor o crescimento uns dos outros, 
respeitando mais facilmente o sigilo e a privacidade necessários à psicoterapia e a outras 
situações. 
Princípio do tratamento é representar situações traumáticas. A expressão da 
criança ocorrerá por meio de cenas reais, imaginárias ou fantasiosas. Os papéis 
psicodramáticos (psicológicos), jogados no “como se” das sessões, propiciam a 
manifestação de comportamentos e sentimentos proibidos no contexto social. 
Considera-se que o jogo dramático e o desempenho de papéis auxiliam a criança no 
enfrentamento de suas dificuldades e limitações, favorecendo o desenvolvimento de 
recursos para lidar com essa demanda. Um mesmo tema da dramatização se repete com 
pequenas diferenças até que os papéis desempenhados sejam suficientemente jogados e 
elaborados. Essa elaboração se confirma por meio de mudanças em seu comportamento 
no contexto social e pode ser relatada por seus cuidadores (Filipini, 2014). 
As técnicas mais utilizadas com crianças são: entrevista; duplo: o psicoterapeuta 
expressa os sentimentos que a criança não está podendo trazer à tona; espelho: amplia a 
capacidade de autopercepção da criança; inversão de papéis: propicia que a criança sinta 
os efeitos de sua conduta sobre o outro; interpolação de resistência: é a modificação da 
cena, por parte do psicoterapeuta, colocando a criança diante de uma situação nova e 
solilóquio: reproduzir sentimentos e pensamentos ocultos. 
Fases da sessão: 1) Aquecimento: a função principal do brinquedo é de 
aquecimento para a dramatização. 2) Dramatização: jogo de papéis de situações reais, 
65 
 
sonhos ou histórias inventadas. 3) Comentários: Acontece após a dramatização ou 
durante a sessão. O psicoterapeuta faz uma associação da história ou aspectos dela com 
situações da vida real da criança, proporciona uma reflexão e elaboração desses 
conteúdos. 
Considera-se que a ação dramática, onde os personagens surgem como papéis e 
contrapapéis, favorece que a criança experimente e reorganize novas possibilidades de 
relação em função da espontaneidade-criatividade. 
 
b) Cite cuidados éticos na condução do caso. 
Na condução desse caso clínico, o aluno deve ter, de acordo com o Código de 
Ética Profissional do Psicólogo, os seguintes cuidados éticos: 
Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, 
por meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a que 
tenha acesso no exercício profissional. 
Art. 13 – No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, deve ser 
comunicado aos responsáveis o estritamente essencial para se promoverem medidas em 
seu benefício. 
 
TIPO DE QUESTÃO: Discursiva. 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas. 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo. 
VI - descrever, analisar e interpretar manifestações verbais e não verbais como fontes 
primárias de acesso a estados subjetivos. 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo. 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial a 
grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social. 
X - realizar psicodiagnóstico, psicoterapia e outras estratégias clínicas frente a questões 
e demandas individuais e coletivas. 
XI - atuar, profissionalmente, em diferentes níveis de ação, de caráter preventivo ou 
terapêutico, considerando as características das situações e dos problemas específicos 
com os quais se depara. 
XII - avaliar os resultados e impactos das intervenções psicológicas conduzidas em 
diferentes contextos. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia. 
66 
 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processospsicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos. 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos. 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades. 
V - compromisso com a ética no que diz respeito às relações com usuários, com 
colegas, com o público e na produção e divulgação de pesquisas, trabalhos e 
informações da área da Psicologia. 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional. 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
g) Psicoterapias. 
III – Fenômenos psicológicos: 
a) Processos psicológicos de atenção, memória, percepção, linguagem, pensamento, 
consciência e inteligência 
b) Emoção, afetos e motivação 
c) Desenvolvimento humana 
d) Personalidade e subjetividade 
e) Processos psicopatológicos 
f) Indivíduo, Sociedade e Cultura 
g) Processos grupais, organizacionais e institucionais 
h) Princípios e processos de aprendizagem 
i) Psicofarmacologia e comportamento 
j) Bases biológicas e evolutivas do comportamento 
k) Neurociência das emoções, cognição e comportamento 
V - Princípios éticos e deontológicos no exercício profissional. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão exige conhecimento aprofundado sobre os aspectos psicológicos e 
sociais, de pesquisa, e de ética profissional. Além disso, requer do aluno conhecimento 
e prática em Psicoterapia, pois exige descrição de uma intervenção psicoterapêutica 
fundamentada em uma abordagem psicológica, de escolha do aluno. Bem como, 
conhecimento do Código de Ética Profissional do Psicólogo para que a atuação 
profissional esteja pautada nos aspectos éticos. 
A proposta a esse caso se fundamenta em pesquisas prévias sobre o tema que 
assinalam que os comportamentos, de timidez e de inibição podem ser modificados com 
estratégias de treinamento em habilidades sociais. Além disso, técnicas de exposição e 
relaxamento utilizadas em problemas de ansiedade mostraram-se satisfatórias. 
 
67 
 
REFERÊNCIA(S): 
Caballo, V. E. (2016). Manual de técnicas de terapia e modificação do comportamento. 
São Paulo: Santos. (Trabalho original publicado em 1996). 
Conselho Federal de Psicologia, (2005). Código de Ética Profissional do Psicólogo. 
Brasília. 
Filipini, R. (2014). Psicoterapia psicodramática com crianças: uma proposta 
socionômica. São Paulo: Ágora. 
Gonçalves, C. S. (1988). Psicodrama com crianças: uma psicoterapia possível. São 
Paulo: Ágora. 
Lipp, M. (1995). Ética e psicologia comportamental. Em Rangé, B. (Org.), Psicoterapia 
Comportamental e Cognitiva: pesquisa, prática, aplicações e problemas. Editorial Psy. 
Moreno, J. L. (1946/1992). Psicodrama. São Paulo, Cultrix. 
Silvares, E. F. M. (2000). Estudos de caso em psicologia clínica comportamental 
infantil. Campinas: Papirus. 
 
 
 
Questão 17 – Uma criança de seis anos de idade foi encaminhada para avaliação 
psicológica com queixas de dificuldades escolares. Ela tem tido dificuldade de prestar 
atenção, é bastante agitada, fala muito com os colegas durante as aulas, se distrai com 
facilidade e tem dificuldade de atender os limites estabelecidos pela professora. A 
criança teve um desenvolvimento motor e da linguagem típico das crianças da sua 
idade. Não há queixas anteriores de aspectos ligados ao desenvolvimento. 
Diante desse quadro, analise os resultados de avaliações ou observações do cotidiano da 
criança apresentados nas situações a seguir. 
 
I.Em uma avaliação aplicada por meio de uma bateria de testes cognitivos, a criança 
obteve um resultado global equivalente a percentil 14 comparado com outras crianças 
de sua idade, caracterizando um déficit cognitivo acentuado. 
II.Em avaliação aplicada por meio de uma bateria de testes neuropsicológicos, a criança 
obteve os seguintes resultados em percentis: memória de trabalho — P22, velocidade de 
processamento — P12, controle inibitório — P14 e teste de vocabulário por imagens 
(nomeação de figuras) — P48. 
III.Com a recente mudança de escola, cuja rotina é bastante diferente da anterior, com 
regras mais rígidas do que aquelas às quais ela estava acostumada, a criança reclama 
não ter gostado dos métodos da nova professora. 
 
As dificuldades apresentadas pela criança podem ser justificadas pela(s) situação(ões) 
descrita(s) em 
a. I, apenas. 
b. III, apenas. 
c. I e II, apenas. 
d. II e III, apenas. 
e. I, II e III. 
 
 
68 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Andréa Batista Magalhães 
 
GABARITO: D 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
IV - elaborar relatos científicos, pareceres técnicos, laudos e outras comunicações 
profissionais, inclusive materiais de divulgação; 
VI - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes contextos; 
X - realizar psicodiagnóstico, psicoterapia e outras estratégias clínicas frente a questões 
e demandas individuais e coletivas. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
V - compromisso com a ética no que diz respeito às relações com usuários, com 
colegas, com o público e na produção e divulgação de pesquisas, trabalhos e 
informações da área da Psicologia; 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
a) Intervenções em processos educativos 
e) Avaliação psicológica / Psicodiagnóstico 
III – Fenômenos psicológicos: 
a) Processos psicológicos de atenção, memória, percepção, linguagem, pensamento, 
consciência e inteligência 
b) Emoção, afetos e motivação 
c) Desenvolvimento humana 
d) Personalidade e subjetividade 
e) Processos psicopatológicos 
f) Indivíduo, Sociedade e Cultura 
g) Processos grupais, organizacionais e institucionais 
h) Princípios e processos de aprendizagem 
69 
 
i) Psicofarmacologia e comportamento 
j) Bases biológicas e evolutivas do comportamento 
k) Neurociência das emoções, cognição e comportamento 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão fortalece a importância do olhar clínico e metodológico para trabalhar 
avaliações psicológicas, psicodiagnósticos e/ou neuropsicológicas. É preciso 
compreender de forma teórica as habilidades práticas na conduta avaliativa para que a 
avaliação seja realizada com base em evidências científicas e resguardadas quando os 
encaminhamentos forem necessários. Ressalta-se também a importância do olhar global 
no paciente e não somente nas queixas. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Enricone, J. R. B. &, Salles, J. F. de. (2011). Relação entre variáveis psicossociais 
familiares e desempenho em leitura/escrita em crianças. Psicologia Escolar e 
Educacional, 15(2), 199-210. https://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572011000200002. 
Jiménez-Jiménez, S. &, Marques, D. F. (2018).Impacto de la intervención 
neuropsicológica infantil en el desarrollo del sistema ejecutivo. Análisis de un caso. 
Avances en Psicología Latinoamericana, 36(1), 11-28. 
https://dx.doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.4150. 
 
Questão 28 – No ano de 2008, considerado pelo Conselho Federal de Psicologia como 
o Ano da Educação para os Psicólogos, criou-se a oportunidade de um debate nacional 
em torno das questões educacionais. Foram definidos quatro eixos temáticos como 
norteadores das discussões. No que se refere ao eixo “Psicologia e Instituições 
Escolares e Educacionais” os psicólogos apontaram, entre outros aspectos, que existe 
desconhecimento da comunidade escolar a respeito do papel do psicólogo escolar. 
Desse modo, indicaram a necessidade de desenvolvimento de estudos e divulgação do 
papel e da atuação desse profissional. 
GUZZO, R. S. L.; MEZZALIRA, A. S. C. 2008—Ano da Educação para os Psicólogos: 
encaminhamentos e próximos passos. In: GUZZO, R. 5. L.; MARINHO-ARAÚJO, C. M. (Org). 
Psicologia Escolar: identificando e superando barreiras. Campinas: Alínea, 2011 (adaptado). 
 
A partir dessas informações, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. 
 
I. No contexto escolar, o eixo principal de intervenção do psicólogo é direcionado a 
alunos que demonstrem dificuldades no processo de escolarização ou que apresentem 
comportamentos inadequados. 
PORQUE 
II. A atuação do psicólogo escolar deve concentrar-se na promoção de espaços de 
reflexão, possibilitando a transformação de concepções centradas no fracasso e na 
doença em concepções de sucesso e de saúde. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
a. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. 
b. O As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta da I. 
c. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
d. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
e. As asserções I e II são proposições falsas. 
https://dx.doi.org/10.1590/S1413-85572011000200002
https://dx.doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.4150
https://dx.doi.org/10.12804/revistas.urosario.edu.co/apl/a.4150
70 
 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Marli Bueno de Castro, Ivone Félix de Sousa e Katya Alexandrina Matos 
Barreto Motta 
 
GABARITO: D 
 
TIPO DE QUESTÃO: asserção/razão 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
VI - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes contextos; 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial a 
grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social; 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando as 
diferenças individuais e socioculturais dos seus membros. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades; 
V - compromisso com a ética no que diz respeito às relações com usuários, com 
colegas, com o público e na produção e divulgação de pesquisas, trabalhos e 
informações da área da Psicologia; 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional; 
VII - compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
 
 
71 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
a) Intervenções em processos educativos 
 
COMENTÁRIOS: 
Ao considerar o contexto escolar e as condições concretas da comunidade e as 
multideterminações que as perpassam, o psicólogo pode direcionar sua prática de forma 
a favorecer a autonomia dos sujeitos e a melhoria das práticas pedagógicas, a partir de 
um diálogo com os diferentes agentes da escola. Assim, o psicólogo escolar em sua 
prática necessita pautar-se em uma perspectiva emancipadora, fomentando a 
consciência crítica das pessoas, a fim de que elas possam intervir na realidade, 
contribuir para a melhoria de condições de vida. Os princípios teóricos da 
conscientização e da libertação podem resultar em um modelo que subsidie as 
intervenções do psicólogo na busca de transformação do espaço educativo. De acordo 
com Montero (2003, citado por Sant’Ana &, Guzzo, 2015, p. 4), 
(....) o processo de fortalecimento necessariamente supõe as seguintes fases: o 
desenvolvimento de um forte sentido da pessoa em sua relação com o mundo; a 
construção de uma concepção crítica sobre as forças sociais e políticas que 
compõem a realidade e que influenciam o contexto de vida dos indivíduos e das 
comunidades; o desenvolvimento da capacidade de relacionar reflexão e ação; e, 
por último, a criação e a aplicação de estratégias e recursos visando fortalecer os 
grupos e produzir intervenções que beneficiem a coletividade. Para isso, 
entendemos que o psicólogo necessita estar junto a esses profissionais, 
participando da rotina escolar e de encontros de trabalho docente com o objetivo 
de favorecer a discussão e a reflexão acerca das práticas e dos conflitos 
verificados no cotidiano da escola. Tais momentos são essenciais, pois há troca 
de experiências entre os participantes e podem configurar-se como espaços nos 
quais o professor fale de suas percepções, emoções, dificuldades e 
potencialidades em sua atuação (p.4). 
Portanto, a asserção descrita no item I é uma proposição falsa, pois o papel do 
psicólogo assenta em quatro eixos estruturais: a prevenção, a avaliação, a intervenção 
e a investigação. As intervenções direcionadas a alunos com dificuldades no processo 
de escolarização corresponde a uma ação interventiva do psicólogo e não é classificada 
como eixo principal nas ações de intervenção. A asserção descrita no item II é uma 
proposição verdadeira, pois a atuação do psicólogo em conjunto com a equipe escolar, 
colabora com o corpo discente, docente e técnico na elaboração, implantação, avaliação 
e reformulação de currículos, projetos pedagógicos, de políticas educacionais e outros. 
proporcionando um ambiente de reflexão crítica e transformadora (RESOLUÇÃO 
13/2007-CRP). 
 
REFERÊNCIA(S): 
Guzzo, R. &, Marinho-Araújo, C. (2011). Psicologia escolar: identificando e superando 
barreiras. Campinas, SP: Alínea 
Guzzo, R. S. (2005). Escola amordaçada: compromisso do psicólogo com esse contexto. 
In A. Martínez (Org.), Psicologia escolar e compromisso social (pp. 17-29). Campinas, 
SP: Alínea. 
72 
 
Guzzo, R. S. L. &, Mezzalira, A. S. C. (2008). Ano da Educação para os Psicólogos: 
encaminhamentos e próximos passos. In: Guzzo, R. S. L. &, Marinho-Araújo, C. M. 
(Org). Psicologia Escolar: identificando e superando barreiras. Campinas: Alínea, 2011 
(adaptado). 
Montero, M. (Org.). (2003). Teoría y prácticade la psicología comunitaria: la tensión 
entre comunidad y sociedad. Buenos Aires: Paidós. 
Resolução n° 13/2007. Conselho Federal de Psicologia. Disponível: 
https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2008/08/Resolucao_CFP_nx_013-2007.pdf 
Sant’Ana, I. M. &, Guzzo, R. S. L. (2015). Psicologia escolar e projeto político-
pedagógico: análise de uma experiência. Psicologia & Sociedade, ahead of print. 
http://www.scielo.br/pdf/psoc/2015nahead/1807-0310-psoc-2015aop004.pdf. 
Wechsler, S. M. (2004). Psicologia Escolar. Pesquisa, Formação e Prática. São Paulo: 
Alínea. 
 
 
Questão 30 – As doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo têm 
assumido grandes proporções, implicando custos elevados para a Previdência Social. 
Em 2008, foram gastos, no Brasil, cerca de 90 milhões de reais com 108.844 auxílios-
doença (Previdência Social do Brasil – DATAPREV). Nos EUA, os custos com 
LER/DORT estão em torno de 50 bilhões de dólares por ano. Há, todavia, custos 
organizacionais (pelos impactos da doença na produtividade, absenteísmo, perda de 
qualidade) e, especialmente, custos individuais (intenso sofrimento psíquico, estresse e 
insatisfação com o trabalho, que afetam a qualidade de vida do trabalhador). 
Com relação à síndrome LER/DORT, avalie as afirmações a seguir. 
 
I.As pesquisas sobre os fatores determinantes da LER/DORT concentram-se em três 
grandes categorias: fatores biomecânicos, fatores da organização do trabalho e fatores 
psicossociais. 
II.O paradigma biomecânico busca correlacionar as lesões a quatro fatores: carga de 
trabalho, esforço repetitivo, posturas inadequadas e vibração. Quanto mais fatores 
estiverem presentes na tarefa desempenhada, mais riscos existem de desenvolver a 
doença. 
III.As pesquisas não revelam evidências de que a autonomia na definição do ritmo do 
trabalho e o estilo de gestão que caracterizam a forma como o trabalho é organizado e 
gerenciado tenham papel significativo no desencadeamento, desenvolvimento e 
reabilitação da LER/DORI. 
V.Os estudos sobre os programas de intervenção ou reabilitação mostram que as 
intervenções individuais são mais efetivas a curto prazo, porém é maior a eficácia 
quando as medidas individuais se aliam a intervenções organizacionais. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a.II. 
b. III. 
c. I e II. 
d. I e IV. 
e. III e IV. 
 
https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Solange+M%C3%BAglia+Wechsler&search-alias=books
73 
 
 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Margareth Regina Veríssimo 
 
GABARITO: D 
 
TIPO DE QUESTÃO: resposta única 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
VII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de gestão, em distintas organizações 
e instituições; 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
b) Intervenções em processos organizacionais e de gestão de pessoas 
c) Intervenções em processos de trabalho, saúde e bem estar do trabalhador 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão exige conhecimentos sobre a doença do trabalhador, exige que o 
profissional tenha conhecimentos teóricos para criar formas de intervir e evitar o 
adoecimento no âmbito do trabalho. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de 
Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Dor relacionada ao trabalho: 
lesões por esforços repetitivos (LER): distúrbios osteomusculares relacionados ao 
trabalho (Dort) / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento 
de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. – Brasília: Editora do 
Ministério da Saúde, 2012. 68 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Saúde do 
Trabalhador; 10. Protocolos de Complexidade Diferenciada) ISBN 978-85-334-1728-1. 
 
 
74 
 
Questão 31 – A avaliação psicológica é um processo técnico e científico realizado com 
pessoas ou grupos de pessoas que, de acordo com cada área do conhecimento, requer 
metodologias específicas. Ela é dinâmica e constitui-se fonte de informações de caráter 
explicativo sobre os fenômenos psicológicos, com a finalidade de subsidiar os trabalhos 
nos diferentes campos de atuação do psicólogo, tais como, saúde, educação, trabalho e 
outros setores em que ela se fizer necessária. Trata-se de um estudo que requer um 
planejamento prévio e cuidadoso, de acordo com a demanda e os fins aos quais a 
avaliação se destina. 
Conselho Federal de Psicologia. Cartilha sobre Avaliação Psicológica. ago. 2007 (adaptado). 
 
Com base na definição de avaliação psicológica proposta pelo Conselho Federal de 
Psicologia, avalie as afirmações a seguir. 
 
I.A avaliação psicológica permite entender e considerar nuances do comportamento 
humano, além de subsidiar a elaboração de parecer cientificamente fundamentado. 
II.A recomendação para o uso específico dos testes deve ser buscada nos estudos que 
foram feitos com esse instrumento, principalmente nos estudos de validade e nos de 
precisão e de padronização. 
III.O processo de avaliação psicológica é capaz de prover, aos psicólogos, informações 
importantes para o desenvolvimento de hipóteses que levem à compreensão das 
características psicológicas da pessoa ou de um grupo. 
 
É correto o que se afirma em 
a. I, apenas. 
b. III, apenas. 
c. I e II, apenas. 
d. II e III, apenas. 
e. I, II e III. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Daniela Sacramento Zanini, Helenides Mendonça e Marta Carmo 
 
GABARITO: E 
 
TIPO DE QUESTÃO: complementação 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
II - planejar, conduzir e relatar investigações científicas de distintas naturezas, apoiado 
em análise crítica das diferentes estratégias de pesquisa; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
IV - elaborar relatos científicos, pareceres técnicos, laudos e outras comunicações 
profissionais, inclusive materiais de divulgação; 
75 
 
X - realizar psicodiagnóstico, psicoterapia e outras estratégias clínicas frente a questões 
e demandas individuais e coletivas. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
I - compromisso com a construção e o desenvolvimento do conhecimento científico em 
Psicologia; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
e) Avaliação psicológica / Psicodiagnóstico 
II - Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para 
investigações científicas: 
a) Fundamentos das medidas em Psicologia 
b) Instrumentos e procedimentos de coleta de dados 
c) A lógicada argumentação científica em Psicologia 
d) Concepção, planejamento, delineamento e comunicação de investigação científica. 
 
COMENTÁRIOS: 
A questão aborda a avaliação psicológica e sua importância na prática do 
psicólogo nos diferentes campos de atuação, seja educacional, clínica, organizacional, 
saúde e outros. Ela tem como propósito avaliar o quanto a avaliação psicológica é 
percebida pelos estudantes como relevante para a prática profissional como ferramenta 
diagnóstica. 
O processo de avaliação psicológica é complexo e exige do psicólogo 
habilidades e conhecimentos para identificar o construto a ser avaliado, selecionar a 
melhor forma de medí-lo e os instrumentos mais adequados ao contexto específico que 
pretende avaliar, reunir as informações obtidas e integrá-las de forma a contribuir para a 
compreensão do funcionamento do indivíduo e sua relação com a sociedade. Desta 
forma, a avaliação psicológica não é simplesmente uma área técnica produtora de 
ferramentas profissionais, mas uma área da psicologia responsável pela 
operacionalização das teorias psicológicas em eventos observáveis (Primi, 2010), com 
vistas a produzir hipóteses ou diagnóstico sobre uma pessoa ou um grupo (Hutz, 
Bandeira & Trentini, 2015). 
Quando na pergunta se diz “Com base na definição de avaliação 
psicológica”, Esta é uma questão bastante conturbada. Há uma discussão grande de que o 
CFP não define, apenas orienta. Então seria melhor reescrever a frase para “com base no texto 
acima .....” 
 
REFERÊNCIA(S): 
Conselho Federal de Psicologia. Cartilha sobre Avaliação Psicológica. ago. 2007 
76 
 
Hutz, C. S., Bandeira, D. R., &, Trentini, C. M. (Ed.). (2015). Psicometria. Porto 
Alegre: Artmed. 
Noronha, A. P. P. &, Reppold, C. T. (2010).Considerações sobre a Avaliação 
Psicológica no Brasil. Psicologia: Ciência e Profissão, 30, 192-201. 
Pasquali, L. (2010). Instrumentação Psicológica: Fundamentos e Práticas. Porto Alegre: 
Artmed. 
Primi, R. (Org.) (2002).Temas em Avaliação Psicológica. Campinas: Impressão Digital 
do Brasil Gráficas e Editora Ltda. 
Primi, R. (2010). Avaliação psicológica no Brasil: fundamentos, situação atual e 
direções para o futuro. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 26(spe), 25-35. 
https://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722010000500003. 
Wechsler, S. M. &, Guzzo, R. S. L. (Eds.) (2005). Avaliação psicológica: perspectiva 
internacional. São Paulo: Casa do Psicólogo. 
 
 
 
 
 
Questão 32 – Para promover a atenção integral à saúde, é essencial reconhecer a 
multiplicidade e a complexidade dos fatores implicados no processo saúde-doença-
cuidado. Por isso, o trabalho interdisciplinar é fundamental ao sistema de saúde. É 
dentro desse contexto que se debate a ampliação da inserção da Psicologia na Estratégia 
de Saúde da Família (ESF), tema que se torna relevante e atual diante do progressivo 
avanço das práticas de Atenção Primária à Saúde (APS) no Sistema Único de Saúde 
(SUS) do Brasil. Como reflexo do avanço das políticas públicas de saúde, os saberes e 
as práticas da Psicologia passam a ser cada vez mais requisitados, bem como os de 
outras categorias profissionais da saúde. 
NEPOMUCENO, L. B.; BRANDÃO, 1. R. Psicólogos na estratégia saúde da família: caminhos 
percorridos e desafios a superar. Psicol. Cienc. Prof. Brasília ,v. 31, n. 4,2011. Disponível em: 
<http:Jjwww.scielo.br>. Acesso em: 26ju1. 2015 (adaptado). 
 
De acordo com as concepções e possibilidades de atuação do psicólogo da Atenção 
Primária ou Básica de Saúde, avalie as afirmações a seguir. 
 
I.A intervenção do psicólogo realiza-se por meio de atividades como a escuta de 
necessidades e a estruturação de planos terapêuticos individuais e coletivos, em equipe, 
nos diversos níveis de atenção. 
II.A atuação centra-se no atendimento individual a pessoas com sofrimento psíquico, 
em consultas agendadas, e em uma visão clínica das demandas trazidas pelos sujeitos 
encaminhados. 
III.A concepção matricial como metodologia de atuação pressupõe uma organização de 
trabalho que valoriza a integração e a descentralização; nesse sentido, o psicólogo visa 
assegurar retaguarda a equipes e profissionais encarregados da atenção a problemas de 
saúde, que inclui a saúde mental. 
IV.O papel do psicólogo está mais voltado à promoção e à manutenção da saúde física e 
emocional, tendo como um dos principais objetivos buscar a minimização do 
sofrimento do paciente e de sua família, que decorre do binômio doença-internação. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
https://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722010000500003
https://dx.doi.org/10.1590/S0102-37722010000500003
77 
 
a. I e II. 
b. I e III. 
c. II e IV. 
d. I, III e IV. 
e. II, III e IV. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Daniela Sacramento Zanini, Filomena Guterres Costa e Marina de Moraes e 
Prado Morabi 
 
GABARITO: B 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
VI - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes contextos; 
VII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de gestão, em distintas organizações 
e instituições; 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo; 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando as 
diferenças individuais e socioculturais dos seus membros; 
XII - avaliar os resultados e impactos das intervenções psicológicas conduzidas em 
diferentes contextos; 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial a 
grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social; 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando as 
diferenças individuais e socioculturais dos seus membros. 
 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
78 
 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional; 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades; 
VI - atuação inter e multiprofissional, sempre que a compreensão dos processos e 
fenômenos envolvidos assim o recomendar, relacionando-se com o outro de modo a 
propiciar o desenvolvimento de vínculos interpessoais requeridos na sua atuação 
profissional. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
a) Intervenções em processos educativos 
b) Intervenções em processos organizacionais e de gestão de pessoas 
c) Intervenções em processos de trabalho, saúde e bem estar do trabalhador 
d) Atenção e promoção da saúde (básica, secundária e terciária) 
e) Avaliação psicológica / Psicodiagnósticof) Intervenções em grupos, instituições e comunidades 
g) Psicoterapias 
 
COMENTÁRIOS: 
As contribuições da psicologia situam-se na possibilidade de criar espaços e 
dispositivos de diálogo aos usuários e equipe fortalecendo o autocuidado e autonomia, atuando 
como facilitador dos modos de vida e de grupos e pessoas inseridas no mesmo contexto 
territorial da PSF colaborando na transformação do desenvolvimento humano e da realidade 
social desses sujeitos. Dentro dessa perspectiva, além da diversidade de saberes voltados ao 
atendimento do usuário é importante o desenvolvimento da prática interdisciplinar entre os 
profissionais. 
O atendimento no contexto de saúde demanda do profissional uma atuação em 
equipe interdisciplinar, de modo a contemplar a integralidade de atenção, desde o nível 
primário de intervenção até o nível quartenário, perpassando a promoção e a prevenção 
em saúde nos seus mais diversos níveis. Para isso, a intervenção demanda um 
atendimento breve e focal, sem setting ou tempo cronológico de sessão previamente 
definido, para que se consiga acolher a demanda de intervenção emergencial da tríade 
de intervenção: paciente, família e equipe de saúde. Nesse contexto, a articulação da 
rede em saúde é fundamental, compreendendo os conceitos de matriciamento, 
descentralização, hierarquização e regionalização enquanto princípios do SUS e 
instâncias norteadoras e possibilitadoras da implantação das políticas públicas em 
saúde. Assim, é necessário um olhar ampliado biopsicossocial do binômio saúde-doença 
para que se atenda às demandas específicas deste contexto, sem simplesmente 
transportar a clínica para o atendimento institucional. 
 
 
 
79 
 
REFERÊNCIA(S): 
Angerami Camon, V. A. (1986). E a psicologia entrou no hospital. São Paulo: Pioneira. 
Cardoso, C. L. (2002). A inserção do psicólogo no Programa Saúde da Família. 
Psicologia Ciência e Profissão, 22(1), 2-9. 
Chiaverini, D. H. (Org.) (2011). Guia prático de matriciamento em saúde mental. 
Brasília, DF: Ministério da Saúde: Centro de Estudo e Pesquisa em Saúde Coletiva. 
Giacomozzi, A. (2012). A Inserção do psicólogo na Estratégia de Saúde da Família e a 
transição de paradigma em saúde. Psico, 43(3), 298-308. 
Nepomuceno, L. B. &, Brandão, I. R. (2011). Psicólogos na estratégia saúde da família: 
Caminhos percorridos e desafios a superar. Psicologia Ciência e Profissão, 31(4), 762-
777. 
Nepomuceno, L. B. &, Brandão, L. R. (2011). Psicólogos na estratégia saúde da família: 
caminhos percorridos e desafios a superar. Psicol. Cienc. Prof. Brasília ,v. 31, n. 4,2011. 
Disponível em: <http:Jjwww.scielo.br>. Acesso em: 26ju1. 2015 (adaptado). 
Ogden, J. E. (2004). Psicologia da Saúde. Lisboa, Portugal: Climepsi. 
Simonetti, A. (2008). Manual de Psicologia Hospitalar: o Mapa da Doença. São Paulo: 
Casa do Psicólogo. 
Straub, R. O. (2005). Psicologia da saúde (R. C. Costa, Trad.). Porto Alegre: Artmed 
(trabalho publicado originalmente em 2002). 
 
 
Questão 35 – Na Psicologia, há algum tempo deixou-se de atuar exclusivamente por 
meio das intervenções individuais, dando-se espaço para as intervenções grupais. Há 
várias possibilidades de práticas grupais e de formas de intervenção em cada uma delas, 
mesmo que em diferentes referenciais teóricos. Conhecer as intervenções e as 
possibilidades de práticas psicológicas relacionadas a grupos em contextos diversos é 
importante para que o psicólogo possa organizar intervenções efetivas e eficazes. 
OSÓRIO, L. C. Psicologia Grupal: uma nova disciplina para o advento de uma era. Porto Alegre: Artmed, 
2003 (adaptado). 
A respeito desse tema, avalie as afirmações a seguir. 
I. No contexto da saúde, as intervenções em grupo com foco na psicoeducação têm 
maior eficácia do que as práticas individualizadas. 
II. No contexto educacional, privilegiam-se práticas individuais com os alunos, já que 
lida com o processo de aprendizagem. 
III. No contexto organizacional, empregam-se práticas grupais para desenvolver 
competências e melhorar a qualidade do desempenho. 
IV. No contexto comunitário, para a eficácia das práticas grupais, deve-se considerar as 
redes de relações nela existentes. 
 
É correto apenas o que se afirma em 
a. I. 
b. II. 
c. I e IV. 
d. II e III. 
e. III e IV. 
 
80 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Marina de Moraes e Prado Morabi, Gina Nolêto Bueno, Lenise Santana 
Borges e Daniela Sacramento Zanini 
 
GABARITO: E 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação múltipla 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
I - avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas; 
III - identificar e analisar necessidades de natureza psicológica, elaborar projetos, 
planejar e agir de forma coerente com referenciais teóricos e características da 
população-alvo; 
VI - diagnosticar, planejar e intervir em processos educativos em diferentes contextos; 
VII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de gestão, em distintas organizações 
e instituições; 
VIII - diagnosticar, planejar e intervir em processos de prevenção e promoção da saúde, 
em nível individual e coletivo; 
IX - diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial a 
grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social; 
XI - coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando as 
diferenças individuais e socioculturais dos seus membros; 
XII - avaliar os resultados e impactos das intervenções psicológicas conduzidas em 
diferentes contextos. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
II - compreensão da especificidade dos fenômenos e processos psicológicos e dos 
múltiplos referenciais teóricos e epistemológicos; 
III - interlocução com campos de conhecimento para apreender a complexidade e a 
multideterminação do fenômeno psicológico, em suas interfaces com fenômenos sociais 
e biológicos; 
IV - aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
 
Psicologia Social, sobretudo os temas relacionados à intervenções em grupos, 
instituições e comunidades, assim como conteúdos da Psicologia Clínica Individual e de 
Grupo. 
81 
 
IV - Principais domínios de atuação do Psicólogo: 
f) Intervenções em grupos, instituições e comunidades 
 
COMENTÁRIOS: 
No contexto de saúde, as intervenções grupais, assim como as individuais 
possuem características diferenciadas, dependendo da demanda institucional e da tríade 
de intervenção: paciente, família e equipe de saúde para a elaboração do plano 
terapêutico singular em cada caso específico, compreendendo se a demanda é para 
atendimento individual, grupal ou ambos, assim não há uma forma de intervenção que 
seja mais ou menos eficaz, mas sim, mais adequada para cada caso clínico subjetivo. No 
contexto educacional há a necessidade de adequação da intervenção às características e 
demandas institucionais e dos atores envolvidos no processo, demandando processos 
grupais de intervenção, já que não é adequada a simples transposição do atendimento 
clínico clássico individual para o contexto escolar. 
O enunciado apresenta a prática clínica de grupo, aplicada tanto pela Psicologia 
Social quanto pela Psicologia Clínica, de práticas de grupo, como uma ferramenta de 
relevância à construção de resultados para a promoção da qualidade de vida das pessoas 
em contexto coletivo. Destaca que a terapêutica psicológica de grupo pode ser aplicada 
em diferentes ambientes sociais Adverte que o conhecimento e a prática de sua 
tecnologia favorece, ao profissionalda psicologia, o planejamento apropriado de 
programas de intervenção para o alcance de resultados vigorosos. 
Em relação às alternativas apresentadas na questão, salienta-se que, as 
afirmações apresentadas nas alternativas I e II estão incorretas. Na alternativas I, a 
psicoeducação pode ser considerada como uma técnica aplicada no contexto da saúde. 
No entanto, não há como afirmar que essa técnica seja mais ou menos eficaz do que as 
práticas individuais. Assim como não há elementos no texto que explicitem qual o 
contexto no qual a técnica está inserida. Em relação à alternativa II, o contexto de 
aprendizagem pode ser entendido como um lugar no qual múltiplas estratégias de 
ensino são aplicadas, não se resumindo a práticas individuais. As alternativas III e IV 
são corretas. Quanto à alternativa III, é correto dizer que a estratégia de trabalho grupal 
pode ser utilizada como uma das formas para o desenvolvimento de competências e 
melhoria da qualidade do desempenho. E, em relação à alternativa IV, considera-se que 
para uma maior eficácia das práticas grupais, a constituição e a manutenção de redes 
sociais produzem efeitos muito produtivos para a adesão às tarefas, assim como para o 
fortalecimento dos vínculos e da consecução dos objetivos e propósitos estabelecidos ao 
grupo. 
Existem diferentes estudos que demonstram a eficácia das intervenções em 
grupo em diferentes contextos inclusive o educacional. Além disso, no contexto 
organizacional as intervenções grupais são utilizadas para além do desenvolvimento de 
competências individuais. Estas buscam a integração entre equipes, desenvolvimento de 
habilidades de liderança, colaboração e etc. 
 
 
REFERÊNCIA(S): 
Abreu, C. N. & Guilhardi, H. J. (2004), Terapia Comportamental e Cognitivo-
comportamental: práticas clínicas. São Paulo: ROCA. 
Barbosa, R. M., &, Marinho-Araújo, C. M. (2010). Psicologia escolar no Brasil: 
considerações e reflexões históricas. Estudos de Psicologia, 27(3), 393-402. 
82 
 
Castro, E. K. D., &, Bornholdt, E. (2004). Psicologia da saúde x psicologia hospitalar: 
definições e possibilidades de inserção profissional. Psicologia: ciência e profissão, 
24(3), 48-57. 
Del Prette, A., &, Del Prette, Z. A. P. (2011). Habilidades socias: intervenções efetivas 
em grupos. São Paulo: Casa do Psicólogo. 
Del Prette, Z. A. P., &, Del Prette, A. (2001). Psicologia das relações interpessoais: 
vivências para o trabalho em grupo. Petrópolis: Editora Vozes. 
Martinez, A. M. (2009). Psicologia Escolar e Educacional: compromissos com a 
educação brasileira. Psicologia Escolar e Educacional, 13(1), 169-177. 
Osório, L. C. (2003). Psicologia Grupal: uma nova disciplina para o advento de uma 
era. Porto Alegre: Artmed. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 
 
 
 
CAPÍTULO 5 
 
 
QUESTÕES DE CONTEÚDO GERAL DO ENADE COM INTERSECÇÃO COM 
A PSICOLOGIA – POLÍTICAS PÚBLICAS 
 
Neste capítulo são apresentadas as análises das questões de conteúdo geral que 
fazem interface com as Políticas Públicas, disciplina obrigatória contida no currículo 
dos alunos de psicologia da PUC Goiás. Três das oito questões de conteúdo geral 
apresentaram esta interface (questões 2, 4 e 6). Assim, a professora da disciplina 
Políticas Públicas trouxe a avaliação das questões, por achar pertinente e indispensável 
esta avaliação. 
 
QUESTÃO 2 - A ideia segundo a qual todo ser humano, sem distinção, merece 
tratamento digno corresponde a um valor moral. O pluralismo político, por exemplo, 
pressupõe um valor moral: os seres humanos têm o direito de ter suas opiniões, 
expressá-las e organizar-se em torno delas. Não se deve, portanto, obrigá-los a silenciar 
ou a esconder seus pontos de vista; vale dizer, são livres. Na sociedade brasileira, não é 
permitido agir de forma preconceituosa, presumindo a inferioridade de alguns (em razão 
de etnia, raça, sexo ou cor), sustentando e promovendo a desigualdade. Trata-se de um 
consenso mínimo, de um conjunto central de valores, indispensável à sociedade 
democrática: sem esse conjunto central, cai-se na anomia, entendida como ausência de 
regras ou como total relativização delas. 
Brasil. Ética e Cidadania. Brasília: MEC/SEB, 2007 (adaptado). 
 
Com base nesse fragmento de texto, infere-se que a sociedade moderna e democrática: 
A - Promove a anomia ao garantir os direitos de minorias étnicas, de raça, de sexo ou de 
cor. 
B - Admite o pluralismo político, que pressupõe a promoção de algumas identidades 
étnicas em detrimento de outras. 
C - Sustenta-se em um conjunto de valores pautados pela isonomia no tratamento dos 
cidadãos. 
D - Apoia-se em preceitos éticos e morais que fundamentam a completa relativização de 
valores. 
E – Adota preceitos éticos e morais incompatíveis com o pluralismo político. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Vera Lucia Morselli 
 
GABARITO: C 
 
TIPO DE QUESTÃO: Resposta única 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
84 
 
Coordenar e manejar processos grupais, em diferentes contextos, considerando 
as diferenças individuais e socioculturais dos seus membros. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
Aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
Democracia e cidadania. 
 
COMENTÁRIOS: 
A base de uma sociedade democrática está em um conjunto de valores 
pautados pela isonomia no tratamento dos cidadãos, não havendo relativização de 
valores, nem promoção de algumas identidades étnicas em detrimento de outras. 
 
REFERÊNCIA(S): 
Dias, R. &, Matos, F. (2012). Políticas públicas: princípios, propósitos e processos. São 
Paulo. 
Rodrigues, M. M. A. (2010). Políticas Públicas. São Paulo: Publifolha. 
 
 
QUESTÃO 4 – Mais de um quarto de presos do Centro de Detenção Provisória (CDP), 
de Pinheiros I, na zona oeste da capital paulista, havia morado nas ruas. Há alguns anos, 
percebe-se progressiva mudança da população carcerária dos CDPs de São Paulo: além 
da tradicional parcela de acusados e condenados por crimes patrimoniais com emprego 
de violência ou por tráfico de drogas, passou a integrar o quadro prisional uma parcela 
da população sem histórico de violência, habitante, majoritariamente, das ruas do centro 
da cidade. Nos últimos três anos, o número de presos provenientes das ruas da região 
central da capital paulista aumentou significativamente; a maioria deles é presa pela 
prática de pequenos furtos e/ou porte de drogas. Os casos são, em geral, similares: 
pessoas dependentes de crack que vivem nas ruas e são flagradas furtando lojas ou 
tentando roubar transeuntes, sem o uso de armas. Como são crimes leves, os acusados 
poderiam aguardar a conclusão do inquérito em liberdade. 
Disponível em: <http://ibccrim.jusbrasil.com.br>. Acesso em: 25 jul. 2015 (adaptado). 
 
Tendo este texto como referência e considerando a relação entre políticas públicas de 
segurança e a realidade social nas metrópoles brasileiras, avalie as seguintes asserções e 
a relação proposta entre elas 
 
I - A presença de policiais nas ruas das grandes cidades brasileiras atende, em geral, à 
solicitação de lojistas, que constantemente se queixam da presença de moradores de rua 
dependentes de crack. 
PORQUE 
II - O encarceramento de moradores de rua viciados em crack que praticam, pequenos 
delitos não resolve os problemas que afetam a população, como os de segurança, 
violência, saúde, educação e moradia. 
http://ibccrim.jusbrasil.com.br/
85 
 
 
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. 
A – As asserções I e II são proposições verdadeiras,e a II é uma justificativa correta de 
I. 
B - As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa 
correta de I. 
C - A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. 
D - A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
E – As asserções I e II são proposições falsas. 
 
ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Vera Lucia Morselli 
 
GABARITO: B 
 
TIPO DE QUESTÃO: Asserção – Razão. 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
Diagnosticar, planejar e intervir em processos de assistência e apoio psicossocial 
a grupos, segmentos e comunidades em situação de vulnerabilidade individual e social. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
Aptidão para atuar em diferentes contextos de inserção profissional, com postura 
crítica frente aos contextos macrossociais, tendo em vista a promoção dos direitos 
humanos e da qualidade de vida dos indivíduos, grupos, organizações e comunidades. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
Políticas públicas sobre álcool e outras drogas e de segurança. 
 
 
COMENTÁRIOS: 
Crack, população em situação de rua, políticas de segurança, sistema prisional 
brasileiro e sua relação com a realidade social são temas que devem fazer parte da 
formação do psicólogo. 
 
REFERÊNCIA(S): 
https://www.obid.senad.gov.br/pessoas-sujeitos-drogas-e-sociedade/politicas-e-
legislacoes 
 
 
QUESTÃO 6 - Hoje, o conceito de inclusão digital está intimamente ligado ao de 
inclusão social. Nesse sentido, o computador é uma ferramenta de construção e 
aprimoramento de conhecimento que permite acesso à educação e ao trabalho, 
desenvolvimento pessoal e melhor qualidade de vida. 
FERREIRA, J. R. et al. Inclusão Digital. In: Brasil. O Futuro da Indústria de 
Software: a perspectiva do Brasil. Brasília: MDIC/STI, 2004 (adaptado). 
https://www.obid.senad.gov.br/pessoas-sujeitos-drogas-e-sociedade/politicas-e-legislacoes
https://www.obid.senad.gov.br/pessoas-sujeitos-drogas-e-sociedade/politicas-e-legislacoes
86 
 
 
Diante do cenário high tech (de alta tecnologia), a inclusão digital faz-se necessária para 
todos. As situações rotineiras geradas pelo avanço tecnológico produzem fascínio, 
admiração, euforia e curiosidade em alguns, mas, em outros, provocam sentimento de 
impotência, ansiedade, medo e insegurança. Algumas pessoas ainda olham para a 
tecnologia como um mundo complicado e desconhecido. No entanto, conhecer as 
características da tecnologia e sua linguagem digital é importante para a inclusão na 
sociedade globalizada. 
 
Nesse contexto, políticas públicas de inclusão digital devem ser norteadas por objetivos 
que incluam 
 
I – A inserção no mercado de trabalho e a geração de renda. 
II – O domínio de ferramentas de robótica e de automação. 
III – A melhoria e a facilitação de tarefas cotidianas das pessoas. 
IV – A difusão do conhecimento tecnológico. 
 
É correto apenas o que se afirma em: 
A – I e II. 
B – I e IV. 
C – II e III 
D – I, II e IV. 
E – II, III e IV. 
 
 ANÁLISE DA QUESTÃO 
 
AUTOR: Vera Lucia Morselli 
 
GABARITO: D 
 
TIPO DE QUESTÃO: Complementação Múltipla. 
 
COMPETÊNCIAS E HABILIDADES (MEC-PSICÓLOGO) CONTEMPLADAS NA 
QUESTÃO: 
Avaliar, sistematizar e decidir as condutas profissionais, com base em evidências 
científicas. 
 
COMPONENTES ESPECÍFICOS DA ÁREA DE PSICOLOGIA (DIRETRIZES 
CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM 
PSICOLOGIA: 
Compromisso com o aprimoramento e a capacitação contínuos, atento ao 
desenvolvimento da Psicologia enquanto ciência e profissão. 
 
CONTEÚDO(S) CURRICULARES AVALIADO(S): 
Políticas Públicas e inclusão digital/social. 
 
COMENTÁRIOS: 
Na sociedade atual, dominada pela alta tecnologia, o indivíduo para se sentir 
incluído socialmente tem que estar incluído de forma digital. Entender o processo 
87 
 
inclusão/exclusão é fundamental para a formação do profissional de psicologia e sua 
atuação, seja no campo individual ou social. 
 
REFERÊNCIA(S): 
http://www2.faac.unesp.br/blog/obsmidia/files/Maria-Thereza-Pillon-Ribeiro.pdf 
http://portal.tcu.gov.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A8182A1500586020
1501F69C07E6B0A&inline=1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www2.faac.unesp.br/blog/obsmidia/files/Maria-Thereza-Pillon-Ribeiro.pdf
http://www2.faac.unesp.br/blog/obsmidia/files/Maria-Thereza-Pillon-Ribeiro.pdf
http://portal.tcu.gov.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A8182A15005860201501F69C07E6B0A&inline=1
http://portal.tcu.gov.br/lumis/portal/file/fileDownload.jsp?fileId=8A8182A15005860201501F69C07E6B0A&inline=1
88 
 
 
CAPÍTULO 6 
 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
 
 
Observou-se nestas análises que as questões propostas no ENADE-2015 conseguiram 
abarcar o objetivo proposto de apresentar um exame com conteúdos curriculares, competências 
e habilidades e componentes específicos da área da psicologia de acordo com as Diretrizes 
Curriculares Nacionais (Resolução CNE/CES nº 5, de 15 de março de 2011). 
De acordo com as propostas avaliativas do ENADE para os componentes 
específicos da área de Psicologia, tomando como referencial os conteúdos curriculares 
observou-se que 13,34% das questões abordaram principalmente os conteúdos 
referentes aos Fundamentos epistemológicos e históricos; 20% aos conteúdos 
Fundamentos, métodos e técnicas de coleta e análise de dados para investigações 
científicas; 36,67% referentes aos conteúdos Fenômenos psicológicos; e 26,266% 
referentes aos conteúdos Principais domínios de atuação do Psicólogo e Princípios 
éticos e deontológicos no exercício profissional. Em relação aos conteúdos gerais, 
observa-se que 37% das questões apresentaram a interdisciplinaridade com a psicologia 
em relação às políticas públicas. 
Espera-se que este material contribua ampliar os conhecimentos de acadêmicos 
de psicologia que buscam por estas informações sobre o Sistema Nacional de Avaliação 
(ENADE). 
A todos boa prova em 2018!!!! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=7692&Itemid=
89 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
Abreu, C. N. &, Guilhardi, H. J. (2004), Terapia Comportamental e Cognitivo-
comportamental: práticas clínicas. São Paulo: ROCA. 
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Alegre: Artmed. 
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