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Pré-eclâmpsia: momentos críticos O que não se pode deixar de saber Melania Amorim IMIP – ISEA – UFCG – IPESQ melania.amorim@gmail.com Hipertensão e Gravidez Declaração de conflito de interesses Não há conflito de interesses () Método de Busca de Evidências PubMed Embase Lilacs/SciELO Biblioteca Cochrane Scopus Diretrizes de Sociedades DESCRITORES Hypertension and pregnancy Pre-eclampsia RCT Meta-analysis http://www.who.int/reproductivehealth/publications/maternal_perinatal_health/9789241548335/en/index.html Released on September, 20 Hipertensão e Gravidez Hipertensão e Gravidez Importância 10% de todas as gestações Morbidade e mortalidade materna e perinatal 3a. causa de morte materna por causas diretas no mundo Mais de 4 milhões de casos de PE/eclâmpsia anualmente 63.000 mortes maternas/ano (OMS, 2005) 1a. causa de morte materna no Brasil (20% 2010) Hipertensão e Gravidez Epidemiologia da desigualdade Nos países em desenvolvimento: Incidência de pré-eclâmpsia 7 x maior Progressão para eclâmpsia 3 x maior Risco de morte por eclâmpsia 14 x maior Risco de morte por PE/Eclâmpsia 300x maior (OMS, 2005) PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTE MATERNA NO MUNDO OMS, 2005 MORTE MATERNA POR HIPERTENSÃO NO MUNDO Mortalidade Materna no Brasil Causas de óbitos maternos Brasil e UF, 2012 e 2013* Fonte: CGAIE/SVS/MS * 2013: dados preliminares DCV-GPP, doenças cardiovasculares complicando a gestação, parto e puerpério 2012 Hipertensão Hemorragia Infecção puerperal Aborto D. cardiovasc. complicando a GPP Outras 311 183 113 69 112 795 Causas de óbitos maternos Brasil e UF, por idade Faixa etária Hipert. Hemor. Inf.puerp Aborto DCV-GPP Total <15 a 17,4 4,3 17,4 4,3 0 23 15-19 a 22,3 6,9 10,9 5 4,5 202 20-34 a 19,4 12,6 6,6 4,3 6,4 983 35-39 a 18,6 11,4 6,8 3,8 11,4 236 >=40 a 19,4 12,2 4,3 5 9,4 139 Total 19,6 11,6 7,1 4,4 7,1 1583 Fonte: CGAIE/SVS/MS DCV-GPP, doenças cardiovasculares complicando a gestação, parto e puerpério Em todas as faixas etárias a principai causa de morte materna e a Hipertensão relacionada à gravidez. Em segundo lugar está a hemorragia, exceto nas menores de 19 anos. Hipertensão e Gravidez Importância Riscos maternos: eclâmpsia, DPPNI, hemorragia, edema agudo de pulmão, síndrome HELLP, CIVD, doença cardiovascular futura Presente em aproximadamente 1/3 dos partos prematuros Riscos perinatais: restrição do crescimento fetal, prematuridade, sofrimento fetal, óbito fetal, SDRN, hemorragia ventricular, morte neonatal Hipertensão e Gravidez ACOG EXECUTIVE SUMMARY, 2013 Metodologia GRADE Qualidade da evidência (muito baixa, baixa, moderada, alta) Força da recomendação (forte ou qualificada) RECOMENDAÇÃO FORTE = bem fundamentada, aplicável a virtualmente todas as pacientes RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA = apropriada para a maioria das pacientes, porém pode não ser a melhor para algumas (decisão individualizada provedor-paciente: características, expectativas, particularidades) Hipertensão e Gravidez Classificação Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) Crônica Pré-eclâmpsia/ Eclâmpsia Pré-eclâmpsia superposta Hipertensão Gestacional Hipertensão Transitória HAS Crônica NATIONAL HIGH BLOOD PRESSURE WORKING EDUCATION REPORT, 2000 MODIFICADA PELO ACOG (EXECUTIVE SUMMARY, 2013) Hipertensão e Gravidez HIPERTENSÃO PAS > 140 mmHg PAD > 90 mmHg Não utilizar mais acréscimos de 30 mmHg na PAS ou 15 mmHg na PAD para diagnóstico de hipertensão Critérios do ACOG e AHA para aferição da PA na gravidez – incluindo 5o. Ruído de Korotkoff (NHBP Working Education Report, 2000) Hipertensão e Gravidez Hipertensão e Gravidez HAS CRÔNICA Hipertensão arterial presente e observada antes da gravidez ou diagnosticada antes de 20 semanas Hipertensão diagnosticada pela primeira vez depois de 20 semanas de gravidez mas que persiste 12 semanas depois do parto (diagnóstico retrospectivo) Riscos: RCF, hipertensão grave Desafio: distinguir formas graves ou exacerbadas da PE superposta Hipertensão e Gravidez PRÉ-ECLÂMPSIA Hipertensão diagnosticada geralmente depois de 20 semanas de gravidez (exceto quando associada a mola ou hidropisia fetal) Proteinúria é considerada mas não é obrigatória para o diagnóstico Edema – retirado da classificação desde 2000 Hipertensão e Gravidez PRÉ-ECLÂMPSIA Proteinúria – 300mg ou mais de proteína na urina de 24 horas ou relação proteína/creatinina na urina > 0,3 Desencorajado o uso de proteinúria de fita (Labstix e similares) a menos que outros testes não estejam prontamente disponíveis (se usado, considerar 1+ como ponto de corte) Não há relação entre quantidade de proteína na urina e os desfechos gestacionais na pré-eclâmpsia Hipertensão e Gravidez PRÉ-ECLÂMPSIA Na ausência de proteinúria, pode ser diagnosticada quando ocorre hipertensão associada com: Plaquetopenia (<100.000/mm3) Elevação das enzimas hepáticas (2x o valor normal) Surgimento de insuficiência renal (creatinina >1,1mg% ou duplicação dos níveis na ausência de outra doença renal) Edema pulmonar Surgimento de distúrbios visuais e/ou cerebrais Hipertensão e Gravidez PRÉ-ECLÂMPSIA Cuidados com a nomenclatura: Evitar o termo em português “Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG)”, abolido DESDE A CLASSIFICAÇÃO DE 1990!!! Também não se usa mais “pregnancy-induced hypertension”, em inglês. Hipertensão e Gravidez PRÉ-ECLÂMPSIA SUPERPOSTA Hipertensão crônica associada com pré-eclâmpsia: Surgimento de proteinúria ou de outras manifestações da pré-eclâmpsia Aumento súbito de proteinúria Aumento súbito e inesperado da PA Trombocitopenia Elevação de enzimas hepáticas Hipertensão e Gravidez HIPERTENSÃO GESTACIONAL Elevação da pressão depois da primeira metade da gravidez sem associação com proteinúria ou qualquer dos achados já mencionados Diagnóstico não-específico – pode incluir mulheres com ou sem pré-eclâmpsia ou hipertensas crônicas Diagnóstico retrospectivo no pós-parto (12 sem) Hipertensão Transitória – não ocorreu PE e PA voltou ao normal HAS Crônica – PA persiste elevada Hipertensão e Gravidez 25 – 50% das mulheres com hipertensão gestacional progridem para pré-eclâmpsia! Abaixo de 32 semanas a taxa de progressão é de 50% Hipertensão e Gravidez PRÉ-ECLÂMPSIA E ECLÂMPSIA Forma clínica de maior morbidade, sobretudo nas formas graves, superposta e eclâmpsia Um dos principais problemas na hipertensão crônica é exatamente o risco aumentado de pré-eclâmpsia: HAS Leve – 30% HAS Moderada – 50% HAS Grave – 70% Hipertensão e Gravidez PRÉ-ECLÂMPSIA E ECLÂMPSIA Natureza multissistêmica Inflamação – Estresse oxidativo => disfunção endotelial e angiogênese Processo dinâmico – natureza progressiva – desencorajado o diagnóstico de “pré-eclâmpsia leve” que se aplica unicamente ao momento em que é diagnosticado o distúrbio Potencial diagnóstico pós-parto ILHA COMPRIDA 2009 PRÉ-ECLÂMPSIA = DOENÇA INFLAMATÓRIA MULTISSISTÊMICA PRÉ-ECLÂMPSIA = MARCADOR DE RISCO POR TODA A VIDA Hipertensão e Gravidez ILHA COMPRIDA 2009 Hipertensão e Gravidez Inclui DAC, IC e morte cardiovascular McDonald A, Am H J, 2008 Hipertensão e Gravidez PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE Qualquer um dos seguintes sinais ou sintomas: PAS > 160 mmHg e/ou PAD > 110 mmHg em pelo menos 2 ocasiões com pelo menos 4 horas de intervalo com paciente em repouso (exceto se terapia anti-hipertensiva iniciada antes desse tempo) Plaquetopenia (< 100.000/mm3) Alteração da função hepática: elevação de transaminases (2x o valor normal) e/ou dor persistente em hipocôndrio direito e/ou epigastralgia que não responde à medicação e que não se pode explicar por outro diagnóstico alternativo Insuficiência renal progressiva (creatinina >1,1mg% ou duplicação dos níveis na ausência de outra doença renal) Edema pulmonar Surgimento de distúrbios visuais e/ou cerebrais Hipertensão e Gravidez IMINÊNCIA DE ECLÂMPSIA Manifestações visuais e/ou cerebrais persistentes: amaurose, turvação visual, escotomas, diplopia, cefaleia, torpor, obnubilação Dor emhipocôndrio direito e/ou epigastralgia Oligúria/cilindrúria Exaltação dos reflexos tendinosos Hipertensão e Gravidez SÍNDROME HELLP (CRITÉRIOS DE SIBAI, 1990) Hemólise Esfregaço anormal do sangue periférico Bilirrubina > 1,2 mg% DHL > 600 U/l Elevação das TGO > 70 U/l enzimas hepáticas DHL > 600 U/l Plaquetopenia < 100.000/mm3 Hipertensão e Gravidez ECLÂMPSIA Ocorrência de uma ou mais crises convulsivas tônico-clônicas, generalizadas, em pacientes com diagnóstico de pré-eclâmpsia, na ausência de outras condições neurológicas (NATIONAL HIGH BLOOD PRESSURE WORKING EDUCATION PROGRAM, 2000) Eclâmpsia Eclâmpsia Até o presente, não existem testes preditivos para pré-eclâmpsia que sejam confiáveis, válidos e econômicos para aplicação na população Meads CA, Cnossen JS, Meher S, Juarez-Garcia A, ter Riet G, Duley L, et al. Methods of prediction and prevention of pre-eclampsia: systematic reviews of accuracy and effectiveness literature with economic modelling. Health Technol Assess. 2008 TESTES PREDITIVOS DA PRÉ-ECLÂMPSIA PREDIÇÃO DA PRÉ-ECLÂMPSIA Prevenção da Pré-eclâmpsia Prevenção da Pré-eclâmpsia ALTO RISCO DE PRÉ-ECLÂMPSIA (ACOG) Pré-eclâmpsia de início precoce com parto prematuro antes de 34 semanas em gestação anterior Pré-eclâmpsia em mais que uma gestação anterior Prevenção da Pré-eclâmpsia ALTO RISCO DE PRÉ-ECLÂMPSIA (NICE, 2011) Pelo menos um dos seguintes fatores: Hipertensão arterial crônica Hipertensão em gravidez anterior Doença renal Diabetes Doença auto-imune Prevenção da Pré-eclâmpsia MODERADO RISCO DE PRÉ-ECLÂMPSIA (NICE, 2011) Pelo menos DOIS dos seguintes fatores: Idade > 40 anos Gestação gemelar IMC > 35 Primeira gravidez Intervalo maior que 10 anos entre as gestações História familiar de pré-eclâmpsia Prevenção da Pré-eclâmpsia Considerar risco de pré-eclâmpsia: Trombofilias: AAS + heparina Alto risco para pré-eclâmpsia: AAS 50-100mg/dia (ACOG 60-80mg/dia) QUALIDADE DE EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA Gestantes com baixa ingestão de cálcio: suplementação de cálcio Prevenção da Pré-eclâmpsia Vitaminas C e E não são recomendadas (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA ALTA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Não é recomendada restrição de sal (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA BAIXA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Não é recomendado repouso ou restrição da atividade física (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA BAIXA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Prevenção da Pré-eclâmpsia Prevenção da Pré-eclâmpsia Prevenção da Pré-eclâmpsia AAS em baixas doses Em quem iniciar? Com que dose? Quando iniciar? Até quando manter? Alto-risco para PE 50 – 100 mg/dia 12-16 semanas Até o termo Prevenção da Pré-eclâmpsia Prevenção da Pré-eclâmpsia Prevenção da Pré-eclâmpsia Cálcio Em quem iniciar? Com que dose? Quando iniciar? Até quando manter? Alto-risco para PE/baixa ingesta 1,5 – 2g VO/dia 12 semanas Até o final da gravidez Hipertensão e Gravidez CONDUTA SEMPRE PENSAR QUE PRÉ-ECLÂMPSIA É UMA DOENÇA PROGRESSIVA NÃO RETARDAR O DIAGNÓSTICO E A INTERVENÇÃO POR CAUSA DA AUSÊNCIA DE PROTEINÚRIA INTERROMPER A GRAVIDEZ A PARTIR DE 37 SEMANAS LEMBRAR DA POSSIBILIDADE DE DIAGNÓSTICO PÓS-PARTO Hipertensão e Gravidez CONDUTA EVITAR AINH NAS MULHERES COM HIPERTENSÃO QUE PERSISTE POR MAIS DE UM DIA PÓS-PARTO (PREFERIR OUTROS ANALGÉSICOS) Pré-eclâmpsia sem critérios de gravidade CONDUTA Internação não é necessária Conduta expectante antes de 37 semanas Avaliação seriada dos sintomas maternos e contagem diária dos movimentos fetais Monitorização da PA (2x/semana) – pelo menos uma vez na consulta, a outra em casa ou no ambulatório Monitorar semanalmente plaquetas e função hepática (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Pré-eclâmpsia sem critérios de gravidade CONDUTA Anti-hipertensivos não são necessários se PAS < 160mmHg e PAD < 110mmHg (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Repouso absoluto no leito não é necessário (NÍVEL DE EVIDÊNCIA BAIXO, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) USG e CTG são sugeridos (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Dopplervelocimetria fetoplacentária é recomendada (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Pré-eclâmpsia sem critérios de gravidade CONDUTA Indução a partir de 37 semanas é recomendada (HYPITAT, 2009) (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Não é necessário sulfato de magnésio universalmente (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA FRACA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Pré-eclâmpsia Propedêutica materna SEMPRE AFASTAR PE GRAVE!!! Hemograma (plaquetas) Creatininina Proteinúria 24h Relação proteína/creatinina na urina Transaminases Bilirrubinas Pré-eclâmpsia Monitorização da PA MAPA: individualizar casos Pelo menos 1 vez/semana em casa Pelo menos 1 vez/semana em unidade de saúde ALERTA: PAS>140 e/ou PAD>90mmHg URGÊNCIA: PAS>160 e/ou PAD>110mmHg (ORIENTAÇÃO PARA PROCURAR O HOSPITAL) Pré-eclâmpsia Propedêutica fetal Vigiar crescimento e vitalidade fetal!!! USG com biometria seriada quinzenal PBF semanal CTG semanal Doppler semanal ou quinzenal Monitorizar líquido amniótico Interrupção da gravidez se RCF grave ou sofrimento fetal Pré-eclâmpsia grave CONDUTA Parto recomendado a partir de 34 semanas após estabilização materna Parto recomendado em qualquer idade gestacional com condição materna ou fetal instável Conduta conservadora antes de 34 semanas se condição materna e fetal estável: INTERNAÇÃO OBRIGATÓRIA em serviços com UTI materna e neonatal (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Pré-eclâmpsia grave MEXPRE TRIAL, 2013 Pré-eclâmpsia grave MEXPRE TRIAL, 2013 Pré-eclâmpsia grave Pré-eclâmpsia grave Pré-eclâmpsia grave CONDUTA EXPECTANTE X ATIVA E então? Revisão sistemática da Cochrane (julho/2013) com 4 ECR (425 mulheres) sugere benefícios neonatais e redução de cesariana para a conduta conservadora, apesar de maior risco de PIG MEXPRE Trial (novembro/2013) com 267 mulheres sugere maior risco de DPPNI e PIG para conduta conservadora, sem benefícios neonatais Sugerimos conduta conservadora com rigorosa monitorização materna e fetal até que o MEXPRE Trial seja incorporado à RS Cochrane e publicados os resultados Pré-eclâmpsia grave CONDUTA CORTICOTERAPIA para acelerar maturidade pulmonar fetal até 34 semanas é recomendada (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA ALTA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Quando se administra corticoide, pode-se aguardar 48h para interrupção da gravidez se condição materna estável e feto viável na presença de RUPREMA, trabalho de parto, plaquetopenia, elevação das enzimas hepáticas, RCF abaixo do percentil 5 e oligo-hidrâmnio grave, doppler com diástole reversa ou disfunção renal (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Pré-eclâmpsia grave CONDUTA Corticoide é recomendado antes de 34 semanas com feto viável mas o parto não deve ser retardado depois da estabilização materna inicial nas seguintes condições: hipertensão sem controle, eclâmpsia, EAP, DPPNI, CIVD, estado fetal não tranquilizador (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Pré-eclâmpsia grave CONDUTA Tratamento anti-hipertensivo recomendado se PAS > 160 e/ou PAD > 110mmHg (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) A decisão sobre o parto não deve se basear na quantidade de proteinúria nem em modificações da proteinúria (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Conduta conservadora não é indicada antes da viabilidade fetal. O parto é recomendado! (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Pré-eclâmpsia grave CONDUTA O nascimento NÃO precisa ser por cesariana. A via de nascimento deve ser determinada por: idade gestacional, apresentação fetal, características cervicaise condição materna e fetal (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) SULFATO DE MAGNÉSIO É RECOMENDADO PARA MULHERES COM PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE E ECLÂMPSIA INTRAPARTO E PÓS-PARTO (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA ALTA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Pré-eclâmpsia grave CONDUTA O uso de sulfato de magnésio deve ser continuado durante a cesariana (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) Tanto raquianestesia como peridural são recomendadas para mulheres que precisam de analgesia de parto ou para cesariana (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO FORTE) A PRESSÃO ARTERIAL DEVE SER MONITORADA EM TODAS AS MULHERES COM HIPERTENSÃO GESTACIONAL OU PRÉ-ECLÂMPSIA POR PELO MENOS 72 HORAS PÓS-PARTO E REAVALIADA COM 7-10 DIAS (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA MODERADA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Pré-eclâmpsia grave CONDUTA É importante dar informações na alta sobre sinais e sintomas de pré-eclâmpsia SULFATO DE MAGNÉSIO indicado nas mulheres que desenvolvem hipertensão pós-parto com cefaleia ou vista turva ou com diagnóstico de pré-eclâmpsia grave (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA BAIXA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Pré-eclâmpsia grave CONDUTA O tratamento anti-hipertensivo no puerpério é recomendado para mulheres com hipertensão pós-parto persistente (PAS > 150mmHg ou PAD > 100mmHg em DUAS ocasiões com 4-6 horas de intervalo) Tratamento dos picos: PAS > 160mmHg e/ou PAD> 110mmHg (QUALIDADE DA EVIDÊNCIA BAIXA, FORÇA DA RECOMENDAÇÃO QUALIFICADA) Pré-eclâmpsia grave CONDUTA Internação obrigatória!!! Tratamento da emergência hipertensiva Profilaxia da eclâmpsia (USO DE SULFATO DE MAGNÉSIO) Anamnese – exame físico – SatO2 Propedêutica complementar Definição: CONDUTA CONSERVADORA X ATIVA Pré-eclâmpsia grave Propedêutica complementar Ureia, creatinina Proteinúria 24h Relação proteína/creatinina na urina Rastreamento de síndrome HELLP: hemograma, transaminases, bilirrubinas, DHL Pré-eclâmpsia grave Conduta Ativa x Conservadora Critérios de conduta conservadora: IG < 34 semanas Boa vitalidade fetal Ausência de complicações maternas Finalidade: obter maturação pulmonar fetal e melhorar prognóstico neonatal Pré-eclâmpsia grave Conduta Conservadora INTERNAÇÃO Dieta Repouso relativo Monitorização de PA Peso diário / Diurese Avaliação clínica diária Uso de anti-hipertensivos: controverso Pré-eclâmpsia grave Propedêutica materna Repetir propedêutica laboratorial a cada 3 dias Hemograma (plaquetas) Uréia, creatinina Transaminases Bilirrubinas Desnecessário repetir proteinúria e relação P/C se exame inicial alterado Avaliação cardiológica: ECG + fundoscopia Pré-eclâmpsia grave Propedêutica da vitalidade fetal Mobilograma diário Asculta fetal diária Alternar PBF e CTG Biometria fetal seriada (USG) Dopplervelocimetria semanal ou 2x/semana Considerar volume do líquido amniótico Pré-eclâmpsia grave Corticoterapia Betametasona 12mg IM – repetir com 24h Reduz o risco de SDRN e outras morbidades do prematuro entre 24-34 semanas (AMORIM, SANTOS & FAÚNDES, 1999 – AJOG) Considerar na conduta conservadora antes de 34 semanas ACOG, 2013: dose de resgate com 7 dias Pré-eclâmpsia grave ESCORE PIERS (Preeclampsia Integrated Estimate of Risk) Modelo para predição de efeitos adversos considerando dados coletados na admissão de pacientes com pré-eclâmpsia. Estudo multicêntrico, prospectivo. AUC = 0,88 (0,84 – 0,92) THE LANCET, JAN/2011 Pré-eclâmpsia grave Escore fullPIERS: SatO2 Pré-eclâmpsia grave Conduta Ativa IG > 34 semanas Vitalidade fetal comprometida Complicações maternas Síndrome HELLP Pré-eclâmpsia grave Via de Parto Indicação de interrupção da gravidez NÃO é sinônimo de cesariana! PN associa-se com melhor prognóstico materno (AMORIM et al., 2014) e neonatal Tentar indução se TP ausente Considerar escore de Bishop e vitalidade fetal Pré-eclâmpsia grave Via de Parto Indicações de cesárea são obstétricas: Apresentações anômalas Sofrimento fetal DPPNI Restrição grave do crescimento fetal Indicação de imediata resolução da gravidez Síndrome HELLP Conduta O risco de morte materna é elevado (5%) Complicação temível: RUPTURA DE HEMATOMA HEPÁTICO SEMPRE está indicada a interrupção da gravidez Pacientes estáveis 34 semanas: fazer corticoide e interromper com 24-48 horas (pode-se fazer intervalo 12h) O prognóstico materno é melhor com o parto normal CESARIANA = risco de complicações hemorrágicas Dexametasona não indicada de rotina para acelerar recuperação pós-parto Síndrome HELLP Síndrome HELLP Eclâmpsia Características Crise convulsiva Durante a gestação: 60,5% Durante o TP: 26% No pós-parto: 13,5% Manifestações prodrômicas: 50% dos casos Alterações respiratórias, taquicardia, hipertermia Casos graves Lesão hepática = icterícia Lesão renal = oligoanúria Lesão cerebral = coma Eclâmpsia IMINÊNCIA DE ECLÂMPSIA Manifestações visuais e/ou cerebrais persistentes: amaurose, turvação visual, escotomas, diplopia, cefaleia, torpor, obnubilação Dor em hipocôndrio direito e/ou epigastralgia Oligúria/cilindrúria Exaltação dos reflexos tendinosos Eclâmpsia Conduta Suporte imediato à vida (A, B, C) Tratamento anticonvulsivante (D) Avaliação clínica e obstétrica (E, F) Tratamento da hipertensão Estabilização do quadro clínico Propedêutica laboratorial Resolução da gravidez Terapia intensiva Eclâmpsia A, B, C, D, F, G Assegurar permeabilidade das vias aéreas Oxigenioterapia suplementar Acesso venoso periférico TERAPIA ANTICONVULSIVANTE COM SULFATO DE MAGNÉSIO EXAMINAR – ESTABILIZAR – EXAMES LABORATORIAIS – EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA (TRATAMENTO) Avaliação FETAL Interromper a GRAVIDEZ (Amorim e Katz, 2011) Eclâmpsia SUPORTE IMEDIATO À VIDA (A, B, C, D) Assegurar permeabilidade das vias aéreas Proteção da língua (Guedel) Aspirar secreções Intubação orotraqueal S/N (Glasgow < 8) Oxigenioterapia suplementar O2 sob máscara ou cateter Ventilação mecânica S/N Acesso venoso periférico TERAPIA ANTICONVULSIVANTE COM SULFATO DE MAGNÉSIO Eclâmpsia EXAMINAR (E) Estado geral – nível de consciência Ausculta cardiopulmonar Avaliação obstétrica AFU Tono uterino Dinâmica uterina Ausculta fetal (F) Toque vaginal Eclâmpsia Estabilização (E) e medidas de suporte Oximetria de pulso – SatO2 Sonda vesical de demora – monitorizar diurese EVITAR DIURÉTICOS Hidratação cautelosa – Ringer lactato Proteção gástrica – OMEPRAZOL IV Prevenção de tromboembolismo – ENOXAPARINA SC Monitorização hemodinâmica (PVC, PACP S/N) Eclâmpsia EXAMES (E) Hemograma – Coagulograma Uréia, creatinina, coagulograma Transaminases, DHL, bilirrubinas Ionograma Gasimetria Fundoscopia ECG R-X tórax Imagem cerebral: TC, RNM Eclâmpsia TOMOGRAFIA Hemorragia Cerebral Eclâmpsia RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Edema vasogênico Edema citotóxico Controle 15 dias Controle 10 dias Eclâmpsia Resolução da Gravidez (G) Indicação de interrupção da gravidez Essa indicação NÃO deve ser imediata nem intempestiva EVITAR RETIRAR O FETO IMEDIATAMENTE DEPOIS DA CRISE CONVULSIVA Necessidade de estabilização materna Acidose/hipoxia fetal na convulsão bradicardia e desacelerações Eclâmpsia VIA DE PARTO Eclâmpsia NÃO é indicação de cesárea!!! Benefícios do parto normal Indicações obstétricas de cesariana Indução recomendada acima de 34 semanas Abaixo de 34 semanas: cesariana se colo desfavorável (obter contagem de plaquetas, estabilizar o quadro) Cuidados no parto normal: Analgesia de parto Abreviar período expulsivo Eclâmpsia Hipertensão e Gravidez EVIDÊNCIAS Tratamento anti-hipertensivo NA CRISE HIPERTENSIVA DE MANUTENÇÃO Prevenção e controle das crises convulsivas: SULFATO DE MAGNÉSIO!!! Tratamento da crise hipertensiva Tratamento da crise hipertensiva Medidas gerais: ambiente calmo, repouso, analgesia e sedação S/N Hipertensão e Gravidez CRISE HIPERTENSIVA Indicações de tratamento PAS > 160mmHg e/ou PAD > 110mmHg (gravidez) PAS > 180mmHg e/ou PAD > 110mmHg (puerpério) Encefalopatia HipertensivaEdema Agudo de Pulmão Outras emergências hipertensivas Lesão de órgãos-alvo estabelecida Hipertensão e Gravidez CRISE HIPERTENSIVA Objetivos do tratamento Evitar lesões agudas em órgãos-alvo maternos Prevenir hemorragia cerebral (principal causa de morte por PE/eclâmpsia) Reduzir a pressão arterial materna sem comprometer o fluxo sanguíneo uteroplacentário (redução de 20% da PAM em duas horas) Evitar hipotensão fetal A terapia anti-hipertensiva NÃO previne a eclâmpsia DROGAS DISPONÍVEIS LABETALOL (C) HIDRALAZINA (C) (recomendadas pelo consenso de 2000) NIFEDIPINA (C) (revisões sistemáticas) CAPTOPRIL (D) (pós-parto) CLONIDINA (C) (pós-parto) NITROGLICERINA (C) NITROPRUSSIATO (C/D) (CI relativa na gravidez) Tratamento da crise hipertensiva HIDRALAZINA Mecanismo de ação: vasodilatador arterial Dose inicial: 5mg IV (bolus) Doses subsequentes: administrar 5mg IV a cada 20 minutos até queda da PA Dose máxima: 20mg Droga muito utilizada para emergência hipertensiva na gravidez, porém efetividade menor e praticamente não usada fora da gravidez Tratamento da crise hipertensiva NIFEDIPINA Mecanismo de ação: antagonista dos canais de cálcio Dose: 10-30mg VO (repetir em 45min S/N) Liberação lenta: 30mg VO Evitar uso SL – nunca foi liberado pelo FDA (Maior risco de queda abrupta da PA e hipertensão de rebote) Uso VO igualmente eficaz e mais seguro Evitar uso em pacientes com IC, valvulopatia importante – Estenose Mitral Tratamento da crise hipertensiva LABETALOL Alfa-beta-bloqueador Dose inicial: 20mg IV Doses subsequentes: doses escalonadas de 40, 80 e 80mg IV a cada 20 minutos até queda da PA – máximo de 5 doses Constitui alternativa adequada ao uso de hidralazina IV Recomendado pelo Consenso de 2000 Tratamento da crise hipertensiva CAPTOPRIL IECA Dose: 25mg VO, repetida S/N Não há vantagens no uso sublingual Efeitos colaterais: hipotensão, lesão renal aguda, hipercalemia Não pode ser utilizado na gravidez em nenhum trimestre Compatível com a lactação Tratamento da crise hipertensiva CLONIDINA 2-agonista de ação central Efetiva para o tratamento de picos pressóricos Pode ser usada em pacientes com contraindicação a IECA Dose: 0,1mg – 0,2mg VO, podendo ser repetida S/N 3a. linha na gravidez – Compatível com a amamentação Tratamento da crise hipertensiva NITROPRUSSIATO DE SÓDIO Doador de NO = vasodilator arterial e venoso, ↓pré e pós-carga Infusão constante 0,25 – 5mcg/kg/min IV (máximo de 10mcg/min por no máximo 10 minutos) Diluído em SG a 5% (proteger da luz) Efeitos colaterais: hipotensão grave e possível toxicidade pelo cianeto (acidose metabólica, hiperoxemia venosa, dispneia, confusão mental e morte) com doses altas e infusão > 4 horas Possível ocorrência de risco fetal (CIANETO) Tratamento da emergência hipertensiva NITROGLICERINA Doador de NO = maior efeito venodilator do que arteriolar Usado em pacientes com IAM, IC, EAP Diluir ampola com 25 ou 50mg em SG a 5% ou SF 0,9% - concentração de 50 ou 100mcg/ml Dose inicial: 5mcg/min, máximo de 100mcg/min Início de ação em 2-5 minutos Efeitos colaterais: cefaleia e taquicardia Tratamento da emergência hipertensiva REVISÃO SISTEMÁTICA: HIDRALAZINA Magee et al. Hydralazine for treatment of severe hypertension in pregnancy: meta-analysis. BMJ 2003; 327(7421): 955-60. 21 ECR: 893 MULHERES 8 ECR: HIDRALAZINA X NIFEDIPINA 5 ECR: HIDRALAZINA X LABETALOL A Tratamento da crise hipertensiva REVISÃO SISTEMÁTICA: HIDRALAZINA HIDRALAZINA X LABETALOL: menor risco de hipertensão persistente (RR=0,29; IC 95%= 0,08-1,04) HIDRALAZINA X NIFEDIPINA OU ISRADIPINA: maior risco de hipertensão persistente (RR=1,41; IC 95%= 0,95-2,09) Tratamento da crise hipertensiva REVISÃO SISTEMÁTICA: EFEITOS COLATERAIS MAIS FREQUENTES COM HIDRALAZINA Hipotensão materna: RR=3,29 (1,50-7,3) Cesariana: RR=1,30 (1,08-1,59) DPPNI: RR=4,17 (1,19-14,28) Oligúria: RR=4,0 (1,22-12,50) Alterações da FCF: RR=2,04 (1,32-3,16) < escores de Apgar 1º. Minuto: RR=2,70 (1,27-5,88) Tratamento da crise hipertensiva REVISÃO SISTEMÁTICA: HIDRALAZINA CONCLUSÕES DOS REVISORES Os resultados não são robustos o suficiente para orientar a prática clínica, porém não apóiam o uso da hidralazina como droga de 1ª. linha para o tratamento da emergência hipertensiva na gravidez Novos ECR devem ser conduzidos, comparando HDZ com nifedipina e labetalol Tratamento da crise hipertensiva REVISÃO SISTEMÁTICA Duley L, Henderson-Smart DJ. Drugs for treatment of very high blood pressure during pregnancy (Cochrane Review, julho/2013) The Cochrane Library, Issue 7, 2013. Oxford: Update Software. A Tratamento da crise hipertensiva REVISÃO SISTEMÁTICA (COCHRANE, 2013) 35 ECR = 3573 mulheres Nifedipina: menor risco de hipertensão persistente que hidralazina (RR=0,37; IC 95%=0,21-0,66) Ketanserina: maior risco de hipertensão persistente Não existem evidências convincentes sobre a superioridade de uma ou outra droga Tratamento da crise hipertensiva CONCLUSÕES DOS REVISORES Até que melhores evidências estejam disponíveis, a escolha do anti-hipertensivo deve se basear na experiência e familiaridade de cada clínico com uma determinada droga, e também no que se conhece sobre efeitos adversos maternos e fetais. As exceções são diazóxido, ketanserina, nimodipina e MgSO4, que provavelmente não são boas escolhas. Tratamento da crise hipertensiva RECOMENDAÇÕES PARA A PRÁTICA Selecionar a droga anti-hipertensiva com que se tem maior familiaridade Opções sugeridas: NIFEDIPINA, HIDRALAZINA, LABETALOL Sulfato de magnésio, nimodipina e ketanserina não são boas opções para tratamento anti-hipertensivo Diazóxido em doses elevadas tem maior risco de hipotensão Tratamento da crise hipertensiva Tratamento da crise hipertensiva Tratamento da crise hipertensiva Hipertensão e Gravidez TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO DE MANUTENÇÃO Indicações Hipertensão Arterial Crônica: controle estrito ou não? (CHIPS TRIAL) Pré-eclâmpsia grave (recomendado pelo ACOG, mas não há consenso; pode possibilitar conduta conservadora) Hipertensão e Gravidez Hipertensão e Gravidez TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO DE MANUTENÇÃO Objetivos Manter PAS entre 140-150mmHg e PAD 90-100mmHg Proteger os órgãos-alvo maternos Evitar encefalopatia hipertensiva Evitar hemorragia cerebral Permitir conduta conservadora quando indicada Hipertensão e Gravidez ANTI-HIPERTENSIVO IDEAL NA GRAVIDEZ Não atravessa a barreira placentária Ausência de efeitos teratogênicos Ausência de excreção no leite Controle efetivo da hipertensão Mínimo de efeitos colaterais Hipertensão e Gravidez TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO Alfametildopa (B) Hidralazina (C) Bloqueadores dos canais de cálcio (C) Nifedipina Verapamil Beta-bloqueadores (C) Pindolol Atenolol Metoprolol Labetalol Hipertensão e Gravidez Alfametildopa (B) Mecanismo de ação: central (agonista alfa-2) – resistência vascular periférica Dose inicial: 750mg/dia Dose máxima: 2 gramas/dia Efeitos colaterais: Hipotensão ortostática Sonolência Tratamento anti-hipertensivo Alfametildopa (B) Vantagens: Maior experiência clínica documentada em Obstetrícia Efeitos materno-fetais bem documentados Indicada como primeira linha pela maior parte dos consensos Efeito anti-hipertensivo adequado Não afeta o fluxo uteroplacentário Tratamento anti-hipertensivo Hidralazina (B) Mecanismo de ação: periférico (vasodilatador arterial) Dose inicial: 75mg/dia Dose máxima: 200mg/dia Efeito anti-hipertensivo bastante limitado por via oral (não recomendamos) Efeitos colaterais: Cefaleia e taquicardia Síndrome lupus-like (doses elevadas) Tratamento anti-hipertensivo Nifedipina (C) Mecanismo de ação: antagonista dos canais de cálcio Dose: 30-120mg/dia – liberação lenta preferível Efeitos colaterais: Edema angular Queda abrupta da PA e ativação simpática Hiperplasia gengival Tratamento anti-hipertensivo Labetalol (C) Mecanismo de ação: alfa e beta-bloqueador Dose: 200mg/dia (2 tomadas de 100mg) até dose máxima de 2,4g/dia Efeitos colaterais: Fadiga, fraqueza,insônia Desconforto respiratório Contraindicado em pacientes com asma Tratamento anti-hipertensivo Metoprolol (C) Mecanismo de ação: beta-bloqueador – 1 seletivo Dose: 50-200mg/dia Disponível em comprimidos de liberação rápida ou controlada Efeitos colaterais: Hipotensão, bradicardia, tontura, síncope, fadiga, depressão Tratamento anti-hipertensivo Hipertensão e Gravidez Proteção materna dos riscos da crise hipertensiva Controle da hipertensão grave quando o feto é imaturo, evitando a interrupção da gestação Efeitos incertos na hipertensão leve/moderada (Abalos, 2007) Controle rigoroso ou não: CHIPS Trial (2009) BENEFÍCIOS DA TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA Hipertensão e Gravidez Abalos E, Duley L, Steyn DW, Henderson-Smart DJ. (Cochrane Review). In: Cochrane Library, Janeiro/2007. Update Software. 46 ECR: 4282 mulheres Permanece incerto se há necessidade de tratamento da hipertensão leve/moderada na gravidez TERAPIA ANTI-HIPERTENSIVA TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO NO PUERPÉRIO Hipertensão pós-parto Sobrecarga de volume pós-cesárea Perda do efeito vasodilator da gravidez Mobilização do líquido extracelular Uso de AINH Pré-eclâmpsia de início no pós-parto Tratamento da crise hipertensiva TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO Urgência hipertensiva (PAS> 180mmHg e/ou PAD>120mmHg em pacientes assintomáticas sem lesão de órgãos-alvo) AUSÊNCIA DE CONTRAINDICAÇÕES PARA IECA: CAPTOPRIL (25mg VO) DROGA ATUALMENTE USADA NO IMIP: CLONIDINA (0,1mg nos picos) ECR (NORONHA, 2013): vantagens da clonidina Tratamento da crise hipertensiva TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO NO PUERPÉRIO Emergência hipertensiva Aumento da PA que requer imediata redução das cifras tensionais devido ao risco iminente de morte, lesão aguda ou progressão de lesão em algum órgão alvo. Indicação de terapia anti-hipertensiva IV com NITROPRUSSIATO OU NITROCERINA (de acordo com o quadro clínico) Tratamento da crise hipertensiva Hipertensão pós-parto Hipertensão pós-parto Hipertensão pós-parto Hipertensão pós-parto Hipertensão pós-parto Hipertensão pós-parto Hipertensão pós-parto Parâmetro Clonidina(n=43) Captopril(n=45) RR (IC95%) p Dias de internamento média (DP) 4,8(2,0) 4,1(1,9) - 0,09** Nº de picos/dia média (DP) 2,1(2,1) 3,5(4,7) - 0,08** Nº de dias com picos média (DP) 3,3(2,5) 3,0(1,9) - 0,52** Nº dias até controle PA média (DP) 4,1(2,5) 3,5(2,0) - 0,25** % de redução da PAS média (DP) 14,0(8,6) 10,8(8,8) - 0,08** % de redução da PAD média (DP) 15,6(9,7) 14,9(9,1) - 0,73** Nº doses até controle da PA média (DP) 2,3(1,9) 2,2(1,6) 0,69** Outros anti-hipertensivos n(%) 35(81,4) 37(82,2) 0,98(0,81-1,20) 0,86* Nitroprussiato n(%) 1(2,3) 6(13,3) 0,17(0,02-1,39) 0,06*** NORONHA et al., 2013 Hipertensão pós-parto NORONHA et al., 2013 Característica Clonidina(n=43) Captopril(n=45) p 3º dia de internamento PAS (mmHg) média(DP) 151,9(11,8) 158,1(13,6) 0,02 PAD (mmHg) média(DP) 99,3(9,0) 100,6(8,6) 0,47 4º dia de internamento PAS (mmHg) média(DP) 151,3(13,3) 154,3(13,8) 0,30 PAD (mmHg) média(DP) 98,9(9,1) 100,2(10,0) 0,52 Hipertensão pós-parto ALEITAMENTO Hipertensão pós-parto TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO NO PUERPÉRIO Iniciar tratamento quando PAS > 150mmHg e/ou PAD > 100mmHg nos primeiros quatro dias pós-parto Pacientes já em uso de medicamentos: manter medicação ou iniciar captopril (evitar alfametildopa – ESC Guidelines, 2011 – risco de depressão neonatal) Pacientes sem medicação prévia: iniciar captopril SEQUÊNCIA DE DROGAS: CAPTOPRIL (75-150mg VO/dia), NIFEDIPINA (30-120mg VO/dia) PROPRANOLOL (80-120mg VO/dia), DIURÉTICO Hipertensão pós-parto TRATAMENTO ANTI-HIPERTENSIVO NO PUERPÉRIO Hipertensão moderada: iniciar captopril 75-150mg VO/dia Hipertensão grave sem lesão de órgãos-alvo: tratar os picos com clonidina 0,1mg VO Hipertensão grave com evidente lesão de órgãos-alvo: NIPRIDE OU TRIDIL até controle efetivo da PA (preferir TRIDIL quando presentes congestão pulmonar ou IC) Associar furosemida em casos de EAP (40-80mg VO/dia) Alta da UTI após 24 horas com medicação somente oral, sem sinais de lesão de orgãos-alvo Evolução dos níveis tensionais no puerpério em mulheres com PE grave SANCTOS et al., 2004 Uso do sulfato de magnésio Eclâmpsia Pré-eclâmpsia grave Iminência de eclâmpsia PREVENÇÃO E TRATAMENTO DAS CONVULSÕES ECLÂMPTICAS A Tratamento da Eclâmpsia TRATAMENTO ANTICONVULSIVANTE Which anticonvulsant for women with eclampsia ? Evidence from the Collaborative Eclampsia Trial The Eclampsia Trial Collaborative Group Lancet 345 : 10 jun 1995 Sulfato de Magnésio (MgSO4) 1687 MULHERES COM ECLÂMPSIA Which anticonvulsant for women with eclampsia? Lancet, 1995; 345: 1455-1459. Eclampsia Trial Collaborative Group SULFATO DE MAGNÉSIO: 82 / 841 = 9,75% DIAZEPAM: 126 / 452 (27,9%) FENITOÍNA: 66 / 387 (17,1%) Taxa de recorrência da crise convulsiva Tratamento da Eclâmpsia Sulfato de Magnésio (MgSO4) 1687 MULHERES COM ECLÂMPSIA Which anticonvulsant for women with eclampsia? Lancet, 1995; 345: 1455-1459. Eclampsia Trial Collaborative Group SULFATO DE MAGNÉSIO: 2% (n = 841) DIAZEPAM: 5,1% (n = 452) FENITOÍNA: 5,2% (n = 387) Morte materna Tratamento da Eclâmpsia Eclâmpsia Revisões Sistemáticas (Cochrane) SULFATO DE MAGNÉSIO X FENITOÍNA SULFATO DE MAGNÉSIO X DIAZEPAM SULFATO DE MAGNÉSIO X COQUETEL LÍTICO Eclâmpsia MgSO4 x Fenitoína / Recorrência Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus phenytoin for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 10, 2010. Oxford: Uptodate Sofware Eclâmpsia MgSO4 x Fenitoína / Morte Materna Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus phenytoin for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 10, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia MgSO4 x Fenitoína / Morte Perinatal Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus phenytoin for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 10, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia MgSO4 x Diazepam / Recorrência Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus diazepam for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 12, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia MgSO4 x Diazepam / Morte Materna Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus diazepam for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 12, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia MgSO4 x Diazepam / Escores de Apgar Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus diazepam for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 12, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia MgSO4 x Coquetel lítico/ Recorrência Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus lytic cocktail for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 9, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia MgSO4 x Coquetel lítico/ Coma Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus lytic cocktail for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 9, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia MgSO4 x Coquetel lítico/ Depressão respiratória Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus lytic cocktail for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 9, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia MgSO4 x Coquetel lítico/ Morte materna Duley L, Henderson-Smart D. Magnesium sulphate versus lytic cocktail for eclampsia (Cochrane Review). The Cochrane Library, Issue 9, 2010. Oxford: Update Software. Eclâmpsia CONCLUSÕES DOS REVISORES AS EVIDÊNCIAS DISPONÍVEIS FAVORECEM O USO ROTINEIRO DO SULFATO DE MAGNÉSIO EM MULHERES COM ECLÂMPSIA, EM RELAÇÃO A DIAZEPAM, FENITOÍNA E COQUETEL LÍTICO. O SULFATO DE MAGNÉSIO É BARATO E FÁCIL DE PRODUZIR. DEVE SER UMA QUESTÃO DE ALTA PRIORIDADE TORNÁ-LO DISPONÍVEL PARA O TRATAMENTO DE MULHERES COM ECLÂMPSIA TANTO NOS PAÍSESDESENVOLVIDOS COMO EM DESENVOLVIMENTO. Eclâmpsia OMS, 1994 SULFATO DE MAGNÉSIO É A DROGA MAIS SEGURA, EFETIVA E DE BAIXO CUSTO PARA O TRATAMENTO DA ECLÂMPSIA E DA PRÉ-ECLÂMPSIA GRAVE SULFATO DE MAGNÉSIO = SOLUÇÃO BASEADA EM EVIDÊNCIAS Workshop on Magnesium Sulfate for the Management of Pre-eclampsia and Eclampsia (2007) Sulfato de Magnésio (MgSO4) Workshop on Magnesium Sulfate for the Management of Pre-eclampsia and Eclampsia (2007): AUMENTAR ACESSO E IMPLEMENTAÇÃO DO CONTROLE DA ECLÂMPSIA COM SULFATO DE MAGNÉSIO – “CALL TO ACTION” Sulfato de Magnésio (MgSO4) COMO TRANSFORMAR A EVIDÊNCIA EM PRÁTICA? Sulfato de magnésio como droga essencial Protocolos específicos para cada país, baseados em evidências e recomendações da OMS Disponibilidade de kits para tratamento de eclâmpsia Treinamento e educação dos profissionais de saúde OBTER ESTATÍSTICAS CONFIÁVEIS Sulfato de Magnésio (MgSO4) Magnesium sulfate is a lifesaving drug and should be available in all health-care facilities throughout the health system. The Guideline development group believed that capacity for clinical surveillance of women and administration of calcium gluconate were essential components of the package of services for the delivery of magnesium sulfate. OMS, 2011 Sulfato de Magnésio (MgSO4) Mecanismos de Ação Antagonismo do cálcio intracelular PGI2 – alívio do vasoespasmo Antagonismo da N-metil-D-aspartato Vasodilatação periférica Óxido Nítrico enzima conversora de angiotensina agregação plaquetária Broncodilatação Sulfato de Magnésio (MgSO4) Sulfato de Magnésio (MgSO4) Sulfato de Magnésio (MgSO4) Manifestações de Toxicidade Ação periférica – bloqueio da JNM (efeito curarizante) Relação com os níveis plasmáticos 7 - 9 mEq/l Reflexos profundos 9 - 10 mEq/l Abolição dos reflexos 10 - 13 mEq/l Depressão respiratória 13 - 15 mEq/l Parada respiratória 25 mEq/l Parada cardíaca Sulfato de Magnésio (MgSO4) Monitorização Frequência respiratória Reflexos patelares Diurese Manter antagonista (gluconato de cálcio) à cabeceira – 10 ml a 10% Sulfato de Magnésio (MgSO4) TRATAMENTO DA RECORRÊNCIA Repetir 1/2 da dose de MgSO4 (3 gramas) Uso de Fenitoína (10mg/kg ataque) Lorazepam, midazolam ou propofol Indução de coma barbitúrico Anestesia Geral Sulfato de Magnésio (MgSO4) Cuidados pós-parto Manter sulfato de magnésio por 24h depois do parto ou da última crise convulsiva Monitorização dos níveis séricos do magnésio não é necessária Monitorização clínica fundamental Vigiar diurese Hipertensão e Gravidez Profilaxia com MgSO4 A profilaxia é necessária em todos os casos de pré-eclâmpsia? Indicações de profilaxia: PE grave, iminência de eclâmpsia, PE sem critérios de gravidade Qual o regime e a dose ideal? Profilaxia da eclâmpsia REVISÃO SISTEMÁTICA (COCHRANE) Duley L, Gulmezoglu AM, Henderson-Smart DJ. Magnesium sulphate and other anticonvulsants for women with pre-eclampsia (Novembro, 2010): 15 ECR 6 ECR: 11.444 mulheres (MgSO4 x placebo ou nenhum anticonvulsivante) 3 ECR: 2241 mulheres (MgSO4 x Fenitoína) 1 ECR: 1650 mulheres (MgSO4 x Nimodipina) REVISÃO SISTEMÁTICA (COCHRANE) Duley L, Gulmezoglu AM, Henderson-Smart DJ. Magnesium sulphate and other anticonvulsants for women with pre-eclampsia. Cochrane Review, Issue 11, 2010. MgSO4 x placebo ou nenhuma droga: 15 ECR Redução significativa do risco de eclâmpsia: RR=0,41 (0,29 – 0,58) NNT = 100 (50-100) PE Grave: 60 PE leve: 110 Redução significativa do risco de DPPNI: RR=0,64 (0,50 – 0,83) NNT = 100 (50 – 1000) Tendência a redução do risco de morte materna: RR=0,54 (0,26 – 1,10) Profilaxia da eclâmpsia Profilaxia da eclâmpsia Profilaxia da eclâmpsia Profilaxia da eclâmpsia REVISÃO SISTEMÁTICA (COCHRANE) Duley L, Gulmezoglu AM, Henderson-Smart DJ. Magnesium sulphate and other anticonvulsants for women with pre-eclampsia. MgSO4 x fenitoína: melhor efeito do MgSO4 (RR=0,05; IC 95%= 0,00 to 0,84) MgSO4 x nimodipina: melhor efeito do MgSO4 (RR=0,33; IC 95%= 0,14 to 0.77) Profilaxia da eclâmpsia Conclusões dos revisores: MgSO4 deve ser considerado para gestantes com pré-eclâmpsia para as quais houver preocupação com o risco de eclâmpsia Droga de baixo custo, adequada para uso em países de baixa renda Esquema IV preferível quando há recursos apropriados (menos EC e problemas no local da injeção) Profilaxia da eclâmpsia Conclusões dos revisores: Duração do tratamento não deve exceder 24 horas Dose de manutenção: 1 g/hora Monitorização sérica não necessária (recomendada avaliação clínica, pela equipe treinada, médica ou de enfermagem) Questão a ser discutida: uso da dose de ataque no nível primário antes da transferência Profilaxia da eclâmpsia Duração do esquema Ehremberg & Mercer, 2006 (Obstet Gynecol): MgSO4 12 horas x 24 horas (200 mulheres com PE leve) Não houve casos de eclâmpsia. Taxas de progressão da doença semelhantes; curso clínico semelhante. Mulheres com maior risco de progressão da doença: hipertensas crônicas, diabéticas Profilaxia da eclâmpsia Duração do esquema Fontenot et al., 2005 (AJOG): diurese como parâmetro para definir duração da terapia com MgSO4 na PE grave 48 pacientes: MgSO4 até reinício da diurese (>100ml/hora por 2 horas) 50 pacientes: MgSO4 por 24 h (controle) Nenhuma paciente teve eclâmpsia; desfechos maternos semelhantes Duração da terapia + curta no grupo de estudo Profilaxia da eclâmpsia Sulfato de Magnésio – duração Sulfato de Magnésio – duração MAIA et al., 2012 Sulfato de Magnésio – duração MAIA et al., 2012 Profilaxia da eclâmpsia Profilaxia da eclâmpsia Esquema de Pritchard (1955) Ataque: 4 g IV (lentamente) Manutenção 10 g IM (5g em cada nádega) – MgSO4 a 50% A seguir: 5 g IM 4/4 horas SULFATO DE MAGNÉSIO (MgSO4) Profilaxia da eclâmpsia Esquema de Zuspan (1966) Ataque: 4 g IV (lentamente) – MgSO4 a 10% Manutenção: 1 grama/hora (24 horas) Esquema de Sibai (1981) Ataque: 6 g IV (lentamente) Manutenção: 2 gramas/hora (24 horas) SULFATO DE MAGNÉSIO (MgSO4) SULFATO DE MAGNÉSIO Esquemas Não há ECR de boa qualidade (A) comparando os diversos esquemas entre si Evidências derivadas de outros estudos (B): Eclampsia Trial (1995), Magpie (2002) => esquema IV x IM Profilaxia da eclâmpsia SULFATO DE MAGNÉSIO Vantagens da via intravenosa Menos dolorosa Possibilidade de interrupção caso se manifestem efeitos adversos Via IM: maior risco de hematomas e abscessos Profilaxia da eclâmpsia MgSO4 na pré-eclâmpsia PRINCIPAL FATOR DE RISCO PARA MORTE NA ECLÂMPSIA: CONDUTA INICIAL INADEQUADA NÃO UTILIZAÇÃO DO SULFATO DE MAGNÉSIO A Profilaxia da eclâmpsia SULFATO DE MAGNÉSIO (MgSO4) Profilaxia da eclâmpsia A SULFATO DE MAGNÉSIO (MgSO4) Profilaxia da eclâmpsia PRINCIPAL FATOR DE RISCO PARA MORTE NA ECLÂMPSIA: Apenas 10% das mulheres com eclâmpsia que morreram em São Paulo tinham recebido MgSO4! A SULFATO DE MAGNÉSIO (MgSO4) “ MAIS DO QUE NAVEGAR SULFATAR É PRECISO!” Melania Amorim, 2012 Gráf1 Hemorragia 25% Infecção 15% Eclâmpsia 12% Parto obstruído 8% Aborto inseguro 13% Outras causas diretas 8% Causas indiretas 20% MM 8% 0.25 0.15 0.12 0.08 0.13 0.08 0.2 Sheet1 Hemorragia 25% Infecção 15% Eclâmpsia 12% Parto obstruído 8% Aborto inseguro 13% Outras causas diretas 8% Causas indiretas 20% MM 25% 15% 12% 8% 13% 8.00% 20%