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Escola Estadual Professor Miguel Oliva Feitosa Alicia Arellano , Brenda Duarte, Kailane Carvalho, Rafael Gustavo 3º A Arcadismo Brasileiro Literatura Brasileira INTRODUÇÃO Arcadismo no Brasil ou Neoclassicismo foi uma escola literária que surgiu no século XVIII através da publicação de “Obras Poéticas” de Cláudio Manuel da Costa e marcado também pela fundação da Arcádia Ultramarina, uma sociedade literária em Vila Rica (MG) influenciada pela Arcádia Italiana, cujos membros faziam uso dos pseudônimos. Contexto histórico O Arcadismo no Brasil ocorreu em meados do século XVIII e concentrou-se principalmente na região da Vila Rica, atual Ouro Preto, em Minas Gerais. Esteve diretamente ligado ao crescimento urbano das cidades do Estado e sofreu influências de outros movimentos intelectuais, como o Iluminismo. A escola literária sucedeu o Barroco e é conhecida também como Neoclassicismo. O Arcadismo teve início, no Brasil, a partir da publicação do livro Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, no ano de 1768. Concentrou-se, principalmente, na região de Ouro Preto em Minas Gerais durante o Ciclo do Ouro, o que tornou o local o centro econômico do país. Na época, o Brasil ainda era colônia da coroa portuguesa, portanto, ainda tinhas seus recursos atrelados à metrópole. Por conta disso, os movimentos separatistas ganharam força, culminando na Inconfidência Mineira (1789), que era contra a derrama e o domínio português no país. Contou com a participação de alguns autores árcades, como Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa. O movimento foi fortemente reprimido por Portugal, o que resultou na condenação e morte de Tiradentes que viria a ser martirizado e se tornar símbolo. Produção literária do período O arcadismo no Brasil foi dividido em dois momentos de produção: épico e lírico. O épico foi marcado por Basílio da Gama com a famosa obra “O Uraguai” e Frei Santa Rita Durão com a obra "Caramuru”. O lírico foi marcado por autores como Cláudio Manuel da Costa com seus sonetos e poemas e Tomás Antônio Gonzaga com os épicos poemas “Marília de Dirceu” e “Cartas Chilenas”. Tomás Antônio Gonzaga, que escreveu o livro lírico “Marília de Dirceu” (1792) e as satíricas “Cartas Chilenas” (1863); As liras de Marília de Dirceu exploram o tema do amor entre dois pastores de ovelhas. Trata-se de uma das obras satíricas mais emblemáticas desse período.Ela é composta por diversos poemas que ficaram conhecidos na cidade de Vila Rica (atual Ouro Preto), Minas Gerais, no contexto da Inconfidência Mineira. Cláudio Manuel da Costa, autor dos livros “Culto Métrico” (1749), “Munúsculo Métrico” (1751), “Epicédio” (1753), “Obras Poéticas de Glauceste Satúrnio (sonetos, epicédios, romances, éclogas, epístolas, liras)” (1768), “O Parnaso Obsequioso e Obras Poéticas” (1768), “Vila Rica” (1773) e “Poesias Manuscritas” (1779); Basílio da Gama, cujas obras são “Epitalâmio às núpcias da Sra. D. Maria Amália” (1769), “O Uraguai” (1769), “A declamação trágica” (1772), “Os Campos Elíseos” (1776), “Relação abreviada da República e Lenitivo da saudade” (1788) e “Quitúbia” (1791). O livro é considerado um poema épico de 1769 que tinha o objetivo de exaltar a política do Marquês de Pombal contra os jesuítas. Santa Rita Durão, que escreveu as obras “Pro anmia studiorum instauratione oratio” (1778) e “Caramuru” (1781). Santa Rita Durão narra ainda as aventuras de Diogo, bem como seu envolvimento com as Índias, sobretudo com Paraguaçu, com quem se casa, deixando para trás Moema que se suicida no mar ao ver partir o casal. Características do Arcadismo Pastoralismo Bucolismo Nativismo Subjetividade Exploração satírica da realidade burguesa Universalismo e respeito à formas fixas Preferência pela cultura clássica Adoção de pseudônimos pastoris Mapa Mental