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MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
SIMPLIFICAÇÃO DA EQUAÇÃO GERAL DE UMA CURVA
DO 2º GRAU
1. Reconhecimento de Curvas do Segundo Grau
Dada a equação geral do 2º grau,
2 2Ax Bxy Cy Dx Ey F 0+ + + + + =
As condições necessárias para que a mesma represente uma
circunferência são:
• A C 0= ≠ ;
• B 0= ;
Além disso temos o seguinte:
O centro é
D E
,
2A 2A
−
;
• O raio é dado por
2 2D E 4AF
R
2A
+ −
= ;
Desta forma,
Se 2 2D E 4AF 0+ − > então a circunferência é real;
Se 2 2D E 4AF 0+ − = então o raio é nulo e a circunferência
reduz-se a um ponto;
Se 2 2D E 4AF 0+ − < então a circunferência é imaginária.
2. Cônicas
Dada a equação geral do 2º grau,
2 2Ax Bxy Cy Dx Ey F 0+ + + + + = .
Sejam,
2
2
B 4AC , chamaremos de Invariante
2(BE 2CD)
E 4CF
2A B D
B 2C E , chamaremos de Discriminante
D E 2F
− = α
− = β
− = γ
∆ =
Temos então os seguintes casos,
0 Elipse
0 0 Ponto
0 Elipse imaginária
∆ < →
α <
∆ > →
0 Hipérbole
0 0 Duas retas concorrentes
0 Hipérbole
∆ < →
α >
∆ > →
0 e 0 Parábola
0 Duas retas paralelas disjuntas
0 0 e 0 0 Duas retas paralelas coincidentes
0 Parábola imaginária
0 e 0 Parábola
β > ∆ ≠ →
γ > →
α =
γ < →
β < ∆ ≠ →
3. Determinação do centro de uma cônica
Se 2B 4AC 0− ≠ então o centro da cônica será o ponto (m,n)
onde 2
2CD BE
m
B 4AC
−
=
−
e 2
2AE BD
n
B 4AC
−
=
−
.
4. Transformação de coordenadas
Fazendo uma translação de eixos dada por x m x'= + e
y n y'= + , a equação geral 2 2Ax Bxy Cy Dx Ey F 0+ + + + + =
transforma-se em
2 2
2 2
A(x') Bx'y' C(y') (2Am Bn D)x' (Bm 2Cn E)y'
(Am Bmn Cn Dm En F) 0
+ + + + + + + + +
+ + + + + =
Desta forma podemos fazer com que os termos do 1º grau
desapareçam tomando os valores de m e n que satisfaçam,
2Am Bn D 0
Bm 2Cn E 0
+ + =
+ + =
5. Rotação de eixos
Podemos fazer uma rotação dos eixos coordenados sem mudar
a origem. As novas coordenadas serão dadas por,
x' x . cos y . sen
y' x . sen y . cos
= θ + θ
= − θ + θ
onde,
B
tg(2 )
A C
θ =
−
EXERCÍCIOS
01. (ITA-95) Uma reta t do plano cartesiano xOy tem coeficiente
angular 2a e tangencia a parábola y = x2 – 1 no ponto de
coordenadas (a, b). Se (c, 0) e (0, d) são as coordenadas de dois
pontos de t tais que c > 0 e c = –2d, então a/b é igual a
a) –4/15 b) –5/16 c) –3/16
d) –6/15 e) –7/15
02. (ITA-99) Pelo ponto C: (4, – 4) são traçadas duas retas que
tangenciam a parábola y = (x – 4)2 + 2 nos pontos A e B.
A distância do ponto C à reta determinada por A e B é:
a) 6 12 b) 12 c) 12
d) 8 e) 6
03. (UFF) Uma parábola que passa pelo ponto (–2,0) e cujo
vértice é o ponto (1,3) tem equação:
a)
2y x 2x 8= − + +
b)
2y 3x 6x 24= − + +
c )
23y x 2x 8= − + +
d)
23y x 2x 8= − −
e )
2y x 2x 8= + +
2
MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
04. Determine a equação da parábola cujo vértice é o ponto
(4,–3) tem eixo paralelo ao eixo x e passa pelo ponto (2,1).
05. Determine a equação da parábola que tem vértice (–2,3),
eixo dado por x 2 0+ = e que passa pelo ponto (2,0).
06. Encontre a equação da parábola que passa pelo ponto
P (0,10) e pelos focos da hipérbole de equação 9x² - 16y² = 144
07. (AFA-89) Para que o valor mínimo da função y = x2 – 4x + k
seja igual a -1, o valor de k é :
a) 1 b) 2 c) 3 d) 4
08. (EN-94) A equação da parábola cujo foco é o ponto (1 , 4) e
cuja diretriz é a reta y = 3 é:
a) y = x2 – 2x + 4
b) y = –x2 + x - 8
c) y =
2x
x 4
2
− +
d)
2x x
y 2
2 2
= − +
e) x = y2 – y + 4
09. Determine a natureza do lugar geométrico representado
pela curva 2 23x 2xy 3y 2x 10y 9 0− + − − + = .
10. Determine a natureza do lugar geométrico
2 2x 6xy 5y 4x 12y 4 0− + + − + = .
11. Verifique a natureza da curva xy x 3y 3 0− − + = .
12. Determine o centro, se houver, da cônica
2 24x xy y x 2y 2 0− + − + − = .
13. Determine a natureza da curva
2 23x 8xy 4y x 4y 5 0− + − + + = .
14. Determine a natureza da curva
2 216x 24xy 9y 300x 400y 0− + − − = .
SISTEMAS LINEARES
1. Sistema Linear
Um sistema linear é um conjunto de equações lineares que
devem ser satisfeitas simultaneamente. O sistema linear abaixo
é um sistema de m equações e n incógnitas ( 1 2 nx ,x ,...x ).
11 1 12 2 1n n 1
21 1 22 2 2n n 2
m1 1 m2 2 mn n m
a x a x a x b
a x a x a x b
a x a x a x b
+ + + =
+ + + =
+ + + =
…
…
⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯
…
Além disso, todo sistema linear pode ser escrito na forma
matricial que será dada por,
11 12 1n 1 1
21 22 2n 2 2
m1 m 2 mn n m
a a a x b
a a a x b
a a a x b
⋅ =
⋯
⋯
⋮ ⋮ ⋯ ⋮ ⋮ ⋮
⋯
A matriz dos coeficientes das equações é chamada matriz
incompleta do sistema.
A =
11 12 1n
21 22 2n
m1 m 2 mn
a a a
a a a
a a a
⋯
⋯
⋮ ⋮ ⋯ ⋮
⋯
A matriz completa é obtida justapondo a matriz dos
coeficientes à matriz incompleta.
11 12 1n 1
21 22 2n 2
m1 m 2 mn m
a a a b
a a a b
B
a a a b
=
⋯
⋯
⋮ ⋮ ⋯ ⋮ ⋮
⋯
2. Classificação de um sistema linear
De acordo com as soluções encontradas no sistema linear
podemos classificá-lo como:
• Sistema Possível e Determinado (SPD): possui uma única
solução;
• Sistema Possível e Indeterminado (SPI): possui infinitas
soluções;
• Sistema Impossível (SI): não possui solução.
3. Teorema de Cramer
O teorema de Cramer nos permite fazer algumas
afirmações a respeito de sistemas quadrados (n equações e n
incógnitas) SPD.
Consideremos a forma matricial de um sistema,
A . X C=
onde, A é uma matriz nxn, X é uma matriz nx1 e C também
é nx1.
Uma condição necessária e suficiente para que exista uma
única solução X para a equação matricial (e consequentemente
para o sistema linear) é que a matriz A seja inversível pois
dessa forma poderemos escrever,
1X A C−= .
O teorema de Cramer nos diz então que se det(A) 0≠ (o
que significa que A tem inversa) então o sistema é SPD e a
solução será dada por,
i
i
det A
x
det A
= , para i = 1,2,...,n
onde iA é a matriz obtida de A, substituindo-se a i-ésima
coluna pela coluna dos termos independentes.
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MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
4. Sistema homogêneo
Um sistema homogêneo é todo sistema da forma,
11 1 12 2 1n n
21 1 22 2 2n n
m1 1 m2 2 mn n
a x a x a x 0
a x a x a x 0
a x a x a x 0
+ + + =
+ + + =
+ + + =
…
…
⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯
…
Um sistema homogêneo sempre tem a solução
1 2 nx x ... x 0= = = = que é chamada de solução trivial. Portanto
um sistema desse tipo nunca é impossível. Note também o
seguinte:
• Se um sistema homogêneo é de Cramer (det A ≠ 0), então a
solução trivial é a única solução e o sistema é possível
determinado.
• Se um sistema homogêneo não é de Cramer ( det A 0= ),
então ele é necessariamente possível e indeterminado,
possuindo infinitas soluções inclusive a trivial.
5. Escalonamento de sistemas lineares
5.1. Sistemas escalonados
Dizemos que o sistema está na forma escalonada se o
número de coeficientes nulos, antes do primeiro não nulo,
aumenta de equação para equação.
O principal método para a resolução de sistemas lineares é
o método do escalonamento que consiste em transformar um
sistema genérico em um sistema escalonado cuja resolução é
bem mais simples. Basta resolvê-lo a partir da última equação
até a primeira.
5.2. Resolução de sistemas escalonados
Quando o sistema escalonado é quadrado (mesmo número
de equações e incógnitas) teremos,
11 1 12 2 13 3 1n n 1
22 2 23 3 2n n 2
33 3 3n n 3
nn n n
a x a x a x a x b
a x a x a x b
a x a x b
a x b
+ + + =
+ + =
+ + =
=
…
…
⋯
⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯
onde iia 0, i≠ ∀ . A resolução é feita a partir da última equação
até a primeira.Desta forma teremos um sistema SPD.
Um outro caso possível é quando o número de equações
(m) é menor que o número de incógnitas (n) e nem todos os
termos, iia i = 1, 2, ..., n, são não nulos.
Para resolver esse tipo de sistema devemos transformá-lo num
sistema do tipo anterior como segue:
1º) as incógnitas que não aparecem no início de nenhuma
equação, chamadas variáveis livres, devem ser
transpostas para os 2os membros das equações.
2º) O novo sistema assim obtido deve ser considerado
como um sistema contendo apenas as incógnitas que
sobraram nos 1os membros das equações.
3º) O sistema resultante estará na forma escalonada e pode
ser resolvido pelo método exposto no item anterior,
onde as variáveis do 1º membro serão apresentadas em
função das variáveis do 2º membro (variáveis livres).
Como para cada valor assumido pelas variáveis livres
resulta uma solução diferente, o sistema possui infinitas
soluções, ou seja, é possível e indeterminado.
O número de variáveis livres é obtido subtraindo do
número total de variáveis o número de equações do sistema
escalonado e é chamado grau de indeterminação do sistema.
Nos dois tipos de sistemas escalonados não foram
apresentados sistemas impossíveis. Isto se deve ao fato de
ser uma exigência para que o sistema seja considerado na
forma escalonada que todas as equações possuam pelo
menos um coeficiente não nulo. Como veremos a seguir, essa
condição não é satisfeita para os sistemas impossíveis.
O sistema escalonado pode apresentar uma das seguintes
características:
1º
tipo
nº de equações = nº
incógnitas
sistema
possível
determinado
1 única
solução
2º
tipo
nº de equações < nº
incógnitas
sistema
possível
indeterminado
infinitas
soluções
apresenta equação da
forma
1 2 n0x 0x 0x b+ + + =…
com b ≠ 0,
sistema
impossível
nenhuma
solução
6. Discussão de sistemas lineares
6.1. Teorema de Rouché-Capelli
Primeiramente vamos introduzir alguns conceitos:
• Matriz escalonada: Uma matriz está na forma escalonada se o
número de zeros que precedem o primeiro elemento não
nulo de uma linha aumenta, linha por linha, até que restem
eventualmente apenas linhas nulas;
• Característica de uma matriz: É o número de linhas não nulas
de uma matriz escalonadas.
Podemos escalonar uma matriz procedendo da mesma
maneira que fizemos para escalonar um sistema linear.
Seja um sistema linear de m equações a n variáveis
(S)
11 1 12 2 1n n 1
21 1 22 2 2n n 2
m1 1 m2 2 mn n m
a x a x a x b
a x a x a x b
a x a x a x b
+ + + =
+ + + =
+ + + =
…
…
⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯⋯
…
Sejam A e B, as matrizes incompleta e completa do sistema
11 12 1n
21 22 2n
m1 m 2 mn
a a a
a a a
A
a a a
=
⋯
⋯
⋮ ⋮ ⋯ ⋮
⋯
,
11 12 1n 1
21 22 2n 2
m1 m 2 mn m
a a a b
a a a b
B
a a a b
=
⋯
⋯
⋮ ⋮ ⋯ ⋮ ⋮
⋯
e suas características p(A) e p(B), respectivamente.
Teremos então que o sistema (S) será:
• Possível e Determinado se só se p(A) = p(B) = n;
• Possível e Indeterminado se e só se p(A) = p(B) < n;
• Impossível se e só se p(A) < p(B).
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MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
EXERCÍCIOS
01. Mostre que
n n
x a a ... a a
a x a ... a a
(x a) (x a)
a a x ... a a
2
... ... ... ... ... ...
a a a ... a x
−
+ + −
=− −
− − − −
.
02. Prove que
1 2 3 ... n
1 0 3 ... n
n!1 2 0 ... n
... ... ... ... ...
1 2 3 ... 0
−
=− −
− − −
.
03. Prove que
1 2 n 1 n
2 n 1 n
1 n 1 n
1 2 n
1 2 n
1 2 n 1
1 x x ... x x
1 x x ... x x
1 x x ... x x
(x x )(x x )...(x x )
... ... ... ... ... ...
1 x x ... x x
1 x x ... x x
−
−
−
−
= − − − .
04. (ITA-82) Sendo A uma matriz real quadrada de ordem 3,
cujo determinante é igual a 4, qual o valor de x na equação det
( 2 AAt ) = 4x ?
a) 4 b) 8 c) 16
d) 32 e) 64
05. (ITA-88) Seja A uma matriz quadrada inversível, de ordem 3.
Seja B a matriz dos cofatores da matriz A. Sabendo-se que
det A = –2, calcule det B.
06. (ITA-90) Sejam A, B e C matrizes n x n tais que A e B são
inversíveis e ABCA = At é a transposta da matriz A.
Então, podemos afirmar que:
a) C é inversível e det C = det (AB)– 1
b) C não é inversível pois det C = 0
c) C é inversível e det C = det B
d) C é inversível e det C = (det A)2.det B
e) C é inversível e det C = (det A)/(det B)
07. (ITA-94) Sejam A e P matrizes reais quadradas de ordem n
tais que A é simétrica (isto é A = At) e P é ortogonal (isto é,
PPt = I = PtP), P diferente da matriz identidade. Se B = PtAP
então:
a) AB é simétrica
b) BA é simétrica
c) det A = det B
d) BA = AB
e) B é ortogonal
08. (IME-91/92) Calcule o valor do determinante nxn abaixo:
Dn =
m x m m m ... m
m m x m m ... m
m m m x m ... m
... ... ... ... ... ...
m m m m ... m x
+
+
+
+
.
09. (UNICAMP-95) Em um restaurante, todas as pessoas de um
grupo pediram um mesmo prato principal e uma mesma
sobremesa. Com o prato principal o grupo gastou R$56,00
e com a sobremesa R$35,00; cada sobremesa custou R$3,00
a menos do que o prato principal.
a) Encontre o número de pessoas neste grupo.
b) Qual o preço do prato principal?
10. (UNITAU-95) O sistema
x – 2y = 5
–3x + 6y = -15
a) é possível e determinado.
b) é possível e indeterminado.
c) é impossível.
d) tem determinante principal diferente de zero.
e) não admite nenhuma raiz real.
11. (UNITAU-95) Calcule o valor de k para que o sistema a
seguir tenha solução diferente da trivial.
3x + y + z = 0
2x + (2 – k)y + 2z = 0
x + y + (1 – k)z = 0
12. (VUNESP-95) Seja (1, 1, 1) uma solução particular do
sistema linear
x+ay=2
2x+by-az=0
nas incógnitas x, y e z. Nessas
condições,
o conjunto solução do sistema é;
a) {(x, –x + 2, 3x –2) | x ∈ IR}.
b) {(1, 1, 1)}.
c) {(x, x –2, 3x –2) | x ∈ IR}.
d) {( –y + 2, y, 5y –4) | y ∈ IR}.
e) {(z, z, z) | z ∈ IR}.
13. (FEI-94) Se as retas de equações:
x + 2y – 2a = 0
ax – y – 3 = 0
2x – 2y – a = 0
são
correntes em um mesmo ponto, então:
a) a = 4 ou a = 2/3
b) a = –3/2 ou a = 2/3
c) a = 2 ou a = –3/2
d) a = 1 ou a = 4
e) a = 0 ou a = 5
14. (FEI-95) Se o sistema linear a seguir, é
impossível,
ax + y + z = 1
x – 2y + 3z = 0
2x + y – 3z = 2
então:
a) a = 0 b) a = –14/3 c) a = 3/4
d) a = 1 e) a = 28
5
MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
15. (ITA-95) Se S é o conjunto dos valores de a para os quais o
sistema: 23
3
x + y + z = 0
x + (log a) y + z = 0
27
2x + 2y + (log )z 0
a
=
é indeterminado, então:
a) S ⊂ [–3, 3]
b) S é vazio
c) S ⊂ [2, 4]
d) S ⊂ [1, 3]
e) S ⊂ [0, 1]
16. (VUNESP-89) Determine "p", "q", "r", "s" de modo que o
sistema linear a seguir seja possível e indeterminado. Calcule a
solução que satisfaz x = y2.
2x + 6y = 8
x + py = r
5x + qy = s
PROBABILIDADE CONDICIONAL, TEOREMA DE BAYES
E TEOREMA DA PROBABILIDADE TOTAL
1. Probabilidade Condicional
Dados dois eventos A e B, a probabilidade condicional de A
dado que ocorreu B é representada por P(A|B) e dada por,
P(A B)
P(A|B)
P(B)
∩
=
2. Regra do Produto de probabilidades
Dois eventos A e B são independentes quando a ocorrência
de um deles não influi na probabilidade do outro, mais
precisamente
P(A|B) P(A)=
ou ainda,
P(A B) P(A).P(B)∩ =
3. Proposição
Sejam A, B e C eventos de algum espaço amostral Ω . Então,
• P( |A) 0∅ = P( |A) 1Ω =
• P((B C)|A) P(B|A) P(C|A)∪ = + , se A B∩ = ∅
4. Teorema de Bayes
Sejam 1 2 pA ,A ,...,A eventos disjuntos e
p
i
i 1
B A
=
⊂∪ , então
p
i i
i 1
P(B) P(A ).P(B|A )
=
=
e, k kk
1 1 p p
P(A ) . P(B|A )
P(A |B)
P(A ) . P(B|A ) ... P(A ) . P(B|A )
=
+ +
.
EXERCÍCIOS
01. Um baralho de 12 cartas tem 4 ases. Retiram-se duas cartas
uma após outra. Qual a probabilidade de que a segunda seja
um ás sabendo que a primeiraé um ás?
02. Dois jogadores A e B vão lançar um par de dados.
Eles combinam que se a soma dos números dos dados for 5,
A ganha e se a soma for 8, B é quem ganha. Os dados são
lançados. Sabe-se que A não ganhou. Qual a probabilidade de B
ter ganho?
a) 10/36
b) 5/32
c) 5/36
d) 5/35
e) Não se pode calcular sem saber os números sorteados.
03. Escolhem-se aleatoriamente três dos seis vértices de um
hexágono regular. Qual a probabilidade de que os vértices
escolhidos formem um triângulo equilátero?
04. Em um campeonato de tiro ao alvo, dois finalistas atiram
num alvo com probabilidade de 60% e 70%, respectivamente,
de acertar. Nessas condições, a probabilidade de ambos errarem
o alvo é:
a) 30% b) 42% c) 50%
d) 12% e) 25%
05. Num grupo de 12 professores, somente 5 são de
matemática. Escolhidos ao acaso 3 professores do grupo, a
probabilidade de no máximo um deles ser de matemática é:
a) 3/11 b) 5/11 c) 7/11
d) 8/11 e) 9/11
06. Dois dados não viciados são lançados. A probabilidade de
obter-se a soma de seus pontos maior ou igual a 5 é:
a) 5/6 b) 13/18 c) 2/3
d) 5/12 e) 1/2
07. Uma urna contém bolas numeradas de 1 a 5. Sorteia-se uma
bola, verifica-se o seu número e ela é reposta na urna.
Num segundo sorteio, procede-se da mesma forma que no
primeiro sorteio. A probabilidade de que o número da segunda
bola seja estritamente maior que o da primeira é
a) 4/5 b) 2/5 c) 1/5
d) 1/25 e) 15/25
08. Numa urna são colocadas 60 bolas iguais, numeradas de
1 a 60. A probabilidade de sortearmos, sucessivamente, com
reposição, 3 bolas com números que são múltiplos de 5, é:
a) 8%
b) 0,8%
c) 0,08%
d) 0,008%
e) 0,0008%
6
MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
09. (FUVEST) Considere o experimento que consiste no
lançamento e um dado perfeito. Com relação a esse
experimento considere:
I. O resultado do lançamento é par;
II. O resultado do lançamento é estritamente maior que 4;
III. O resultado é múltiplo de 3.
a) I e II são eventos independentes?
b) II e III são eventos independentes?
10. (FUVEST) São efetuados lançamentos sucessivos e
independentes de uma moeda perfeita até que apareça cara
pela segunda vez. Sabendo-se que a segunda cara apareceu no
oitavo lançamento qual é a probabilidade de que a primeira
cara tenha aparecido no terceiro?
11. Sejam A e B dois eventos independentes tais que
P(A) 1 / 4= e P(A B) 1 / 3∪ = . Calcule P(B).
12. Uma moeda equilibrada é jogada duas vezes. A e B são os
eventos:
A: cara na primeira jogada;
B: cara na segunda jogada;
Verifique que A e B são independentes.
13. (FMU) Uma urna contém 5 bolas vermelhas e 4 pretas; dela
são retiradas duas bolas, uma após a outra, sem reposição;
a primeira bola retirada é de cor preta; Qual a probabilidade de
que a segunda bola retirada seja vermelha?
14. (FATEC-97) De um grupo de 8 homens e 12 mulheres,
escolhemos, ao acaso, duas pessoas, uma após a outra. Se P1 é a
probabilidade da primeira ser mulher e a segunda homem, e P2
a probabilidade das duas serem homens, então é verdade que:
a) P1 = P2
b) P1 = 3/4 P2
c) P1 = 12/7 P2
d) P1 + P2 > 0,40
e) P1 – P2 < 0,10
15. (FEI-97) Para ter acesso a um determinado programa de
computador o usuário deve digitar uma senha composta por
4 letras distintas. Supondo que o usuário saiba quais são essas
4 letras mas não saiba a ordem correta em que devem ser
digitadas, qual a probabilidade desse usuário conseguir acesso
ao programa numa única tentativa?
a) 1/4 b) 1/12 c) 1/16
d) 1/24 e) 1/256
16. Uma urna contém 3 bolas vermelhas e 7 bolas brancas.
A e B sacam alternadamente, sem reposição, bolas dessa urna
até que uma bola vermelha seja retirada. A saca a 1º bola.
Qual a probabilidade de A sacar a bola vermelha?
REDUÇÃO AO PRIMEIRO QUADRANTE
1. Redução do 2º quadrante para o 1º quadrante
Pela figura acima é fácil ver que:
• sen(x) sen( x)= π − ;
• cos(x) cos( x)= − π −
2. Redução do 3º quadrante para o 1º quadrante
Podemos ver que:
• sen(x) sen(x )= − − π ;
• cos(x) cos(x )= − − π .
3. Redução do 4º quadrante para o 1º quadrante
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MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
Podemos ver que:
• sen(x) sen(2 x)= − π − ;
• cos(x) cos(2 x)= π − .
4. Redução de [ / 4, / 2]π π a [0, / 4]π
Um ângulo x qualquer com extremidade no intervalo
[ / 4, / 2]π π possui simetria, em relação a bissetriz dos
quadrantes ímpares, com o ângulo no intervalo [0, / 4]π .
Portanto, teremos:
• sen(x) cos( / 2 x)= π − ;
• cos(x) sen( / 2 x)= π − .
FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS
1. Função Seno
A função seno é a correspondência entre um ângulo
qualquer x e sua linha trigonométrica seno. Podemos concluir
que essa função é periódica de período 2π , seu domínio são os
reais e sua imagem é o intervalo [-1,1]. Além disso, a função
seno é uma função ímpar ( f(x) f( x)= − − ) e seu gráfico é dado
abaixo.
2. Função Cosseno
A função cosseno é a correspondência entre um ângulo
qualquer x e sua linha trigonométrica cosseno. Podemos
concluir que essa função é periódica de período 2π , seu
domínio são os reais e sua imagem é o intervalo [-1,1]. Além
disso, a função cosseno é uma função par ( f(x) f( x)= − ) e seu
gráfico é dado abaixo.
3. Função Tangente
A função tangente é a correspondência entre um ângulo
qualquer x e sua linha trigonométrica tangente (razão entre o
seno e o cosseno). Podemos concluir que essa função é
periódica de período π , seu domínio será { / 2 k }− π + πℝ e sua
imagem são os reais. Além disso, a função tangente é uma
função ímpar e seu gráfico é dado abaixo.
4. Função Cotangente
A função cotangente é a correspondência entre um ângulo
qualquer x e sua linha trigonométrica cotangente (inverso da
tangente). Podemos concluir que essa função é periódica de
período π , seu domínio será {k }− πℝ e sua imagem são os
reais. Além disso, a função tangente é uma função ímpar e seu
gráfico é dado abaixo.
5. Função Cossecante
A função cossecante é a correspondência entre um ângulo
qualquer x e sua linha trigonométrica cossecante (inverso do
seno). Podemos concluir que essa função é periódica de período
2π , seu domínio será {k }− πℝ e sua imagem será ( 1,1)− −ℝ .
Além disso, a função tangente é uma função ímpar e seu gráfico
é dado abaixo.
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MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
6. Função Secante
A função secante é a correspondência entre um ângulo
qualquer x e sua linha trigonométrica secante (inverso do
cosseno). Podemos concluir que essa função é periódica de
período 2π , seu domínio será { / 2 k }− π + πℝ e sua imagem
será ( 1,1)− −ℝ . Além disso, a função tangente é uma função
par e seu gráfico é dado abaixo.
EXERCÍCIOS
01. (ESPCEX) Sendo m tg(x) sec(x)= + e n sec(x) tg(x)= −
então o valor de m.n é:
a) –1 b) 1 c) 2
d) 4 e) 6
02. (ESPCEX) A expressão
3 3sen (x) cos (x)
sen(x) cos(x)
−
−
é equivalente a:
a) 1
b) 2
c) sen(x) cos(x)+
d) 1 sen(x).cos(x)+
e) 2 / sen(x)
03. O período da função 5cos(4x) é:
a) / 16π b) 5 / 16π c) / 4π
d) / 2π e) π
04. (UNITAU) Indique a função trigonométrica f(x) de domínio R;
Im = [– 1, 1] e período π que é representada, aproximadamente,
pelo gráfico a seguir:
a) y = 1 + cos x.
b) y = 1 – sen x.
c) y = sen (– 2x).
d) y = cos (– 2x).
e) y = – cos x.
05. O período da função y = sen( π 2 . x) é:
a) 2 /2. b) π /2. c) π /2.
d) 2 . e) 2 2 .
06. (CESGRANRIO-95) Se senx – cosx = 1/2, o valor de
senx.cosx é igual a:
a) – 3/16 b) – 3/8 c) 3/8
d) 3/4 e) 3/2
07. A figura a seguir mostra parte do gráfico da função:
a) sen x b) 2 sen (x/2) c) 2 sen x
d) 2 sen 2x e) sen 2x
08. (CESGRANRIO-94) Se x é ângulo agudo, tg (90°+x) é igual
a:
a) tg x b) cot x c) –tg x
d) –cot x e) 1 + tg x
09. O gráfico da função f(x)= cosx+ |cos x|, para x ∈ [0, 2 π ] é:
a)
b)
c)
d)
e)
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MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
10. Sabendo que tg(x) = 12/5 e que π < x < 3 π /2, podemos
afirmar que:
a) cotg(x) = – 5/12
b) sec(x) = 13/5
c) cos(x) = – 5/13
d) sen(x) = 12/13
e) nenhuma anterior é correta
11. (PUCCAMP-95) Observe o gráfico a seguir.
A função real de variável real que MELHOR corresponde a esse
gráfico é:
a) y = cos x
b) y = sen x
c) y = cos 2x
d) y = sen 2x
e) y = 2 sen x
12. (PUCSP-96) O gráfico seguinte corresponde a uma das
funções de IR em IR a seguir definidas. A qual delas?
a) f(x) = sen 2x + 1
b) f(x) = 2 sen x
c) f(x) = cos x + 1
d) f(x) = 2 sen 2x
e) f(x) = 2 cos x + 1
13. A expressão cos [(3 π /2) + x] é equivalente a
a) –sen x
b) –cos x
c) sen x.cos x
d) cos x
e) sen x
14. A função dada por f(x) = (tg x) . (cotg x) está definida se, e
somente se,
a) x é um número real qualquer.
b) x ≠ 2k π , onde k ∈ Z
c) x ≠ k π , onde k ∈ Z
d) x ≠ k π /2, onde k ∈ Z
e) x ≠ k π /4, onde k ∈ Z
15. (CESGRANRIO-93) Entre as funções reais a seguir, aquela
cujo gráfico é simétrico em relação à origem é:
a) f (x) = x3+1
b) f (x) = |x|
c) f (x) = ex
d) f (x) = sen x
e) f (x) = cos x
16. Sobre a função f(x) = |senx| é válido afirmar-se que:
a) f (x) = f (2x)
b) f (–x) = –f (x)
c) f (x) = f (x + π )
d) f (x) = f (x + π /2)
e) f (x) = f (x – π /2)
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MATEMÁTICA – EMM2 ET 13
GABARITO
SIMPLIFICAÇÃO DA EQUAÇÃO GERAL DE UMA CURVA
DO 2º GRAU
01. A
02. C
03. C
04. 2y 6y 8x 23 0+ + − =
05. 23x 12x 16y 36 0+ + − =
06. 25y 2x 50+ =
07. D
08. C
09. Elipse real
10. Duas retas concorrentes.
11. Duas retas concorrentes.
12. (0,-1), elipse real
13. Hipérbole real
14. Parábola real
SISTEMAS LINEARES
01.
02.
03.
04. D
05. 4
06. A
07. C
08. n 1(n.m x).x −+
09.
a) 7 pessoas
b) R$ 8,00
10. B
11. k 1 2≠ ±
12. A
13. C
14. B
15. A
16. p = 3 q = 15 r = 4 s = 20 V = { (1, 1) }
PROBABILIDADE CONDICIONAL, TEOREMA DE BAYES
E TEOREMA DA PROBABILIDADE TOTAL
01. 3/11
02. B
03. 1/10
04. D
05. C
06. A
07. B
08. B
09.
a) sim;
b) não
10. 1/7
11. 1/9
12.
13. 5/8
14. C
15. D
16. 7/12
REDUÇÃO AO PRIMEIRO QUADRANTE
01. A 02. D 03. D 04. C 05. D 06. C
07. B 08. D 09. A 10. C 11. D 12. A
13. E 14. D 15. D 16. C