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DIREITOS, NORMAS INTERNACIONAIS E COMUNITÁRIAS 
APLICÁVEIS AO TRABALHO E CARTA DOS DIREITOS 
SOCIAIS 
UFCD 5429
Documento: D8
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ÍNDICE
1. OIT e normas internacionais do trabalho
2. Processos de elaboração das normas internacionais do trabalho
3. Convenções fundamentais da OIT: 29/87/98/100/105/111/138/182
4. Convenções da OIT subscritas por Portugal
5. Mecanismos de controlo da OIT
6. Convenção europeia dos direitos do homem
7. Carta Social Europeia
8. As principais diretivas da união europeia e a sua transposição
9. Os instrumentos jurídicos comunitários
Documento: D8
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1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ A Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi concebida
num mundo que saía de uma guerra assolado pela pobreza e pela
miséria dos trabalhadores, com a finalidade de criar estrutura
social que favorecesse a paz e a estabilidade.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ Desde a sua criação, a Organização Internacional do Trabalho tem por finalidade promover o
bem-estar material e a melhoria do ser humano, através da dignificação do trabalho e do
trabalhador.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ Essa meta somente será atingida por meio da justiça social, da similaridade das condições de
trabalho na ordem internacional e da segurança socioeconómica do homem, que vive do seu
trabalho.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ As Nações Unidas reconhecem a Organização Internacional do
Trabalho como um organismo especializado, competente para
empreender a ação que considere apropriada, de conformidade
com seu instrumento constitutivo básico, para o cumprimento
dos propósitos nele expostos.
❑ Embora dotada de personalidade própria e independente, hoje a
OIT faz parte da ONU como organismo especializado, com
autonomia administrativa, financeira e de decisão.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ Não tem características de entidade supraestatal e não pode
impor obrigações aos Estados-membros, exceto até o limite em
que hajam concordado voluntariamente quando de sua adesão,
o que implica aceitarem certa restrição à sua soberania,
conforme preceitos contidos na Constituição da OIT.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ Como pessoa jurídica de Direito Internacional, a OIT é constituída de Estados:
o I - Todos os Estados que já pertenciam à Organização a 1º de novembro de 1945;
o II - Qualquer Estado, membro das Nações Unidas, que comunique ao Diretor Geral a sua
aceitação formal das obrigações contidas na mencionada Constituição;
o III - Qualquer Estado que, embora não pertencendo à ONU, comunique ao Diretor Geral a
sua formal aceitação do contido na Constituição e tenha a sua admissão aprovada por dois
terços dos delegados presentes à Conferência e, bem assim, dois terços dos votos dos
respetivos delegados governamentais".
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ Qualquer dos Estados-Membros da OIT poderá desligar-se, preenchidos os seguintes
requisitos:
o 1. Concessão de aviso prévio ao Diretor Geral, o qual surtirá efeito após dois anos do
recebimento;
o 2. Satisfação, até a última data, de todas as obrigações financeiras;
o 3. Validade da ratificação das convenções, durante o período de vigência destas, com todas
as obrigações que lhes correspondam.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ O Estado-membro poderá a ela retornar, obedecidos os preceitos para esse fim estipulados.
❑ A Organização Internacional do Trabalho (OIT) desenvolve o seu trabalho no âmbito da
redução da pobreza, de uma globalização justa e na melhoria das oportunidades para que
mulheres e homens possam ter acesso a trabalho digno e produtivo em condições de liberdade,
equidade, segurança e dignidade humana.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ Num contexto marcado por mudanças cada vez mais rápidas, o
empenho e os esforços dos Membros e da Organização, com
vista a cumprir o mandato constitucional da OIT, nomeadamente
através das normas internacionais do trabalho, e a colocar o
pleno emprego produtivo e o trabalho digno no âmago das
políticas económicas e sociais, deveriam pautar-se pelos quatro
objetivos estratégicos da OIT.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ Nesse sentido, enquanto organização tripartida, a OIT trabalha
com governos e organizações patronais e de trabalhadores
promovendo a sua prossecução:
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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❑ Promover o emprego através da criação de um ambiente institucional e económico
sustentável, de modo a que:
o Os indivíduos possam desenvolver e atualizar as capacidades e competências de que
necessitam para trabalhar produtivamente, tendo em vista a sua realização pessoal e o bem-
estar coletivo;
o Todas as empresas, públicas ou privadas, sejam sustentáveis, com vista à promoção do
crescimento e à criação de mais possibilidades e perspetivas de emprego e rendimentos
para todos; e
o As sociedades possam realizar os seus objetivos de desenvolvimento económico, alcançar
melhores níveis de vida e progresso social.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Emprego
Documento: D8
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❑ Desenvolver e reforçar medidas de proteção social – segurança social e proteção dos
trabalhadores – sustentáveis e adaptadas às circunstâncias nacionais, nomeadamente:
o Extensão da segurança social a todos, incluindo medidas para garantir um rendimento
mínimo a todos os que necessitem de tal proteção e adaptação do respetivo âmbito de
aplicação e cobertura para responder às incertezas e às novas necessidades resultantes da
rapidez das alterações tecnológicas societais, demográficas e económicas;
o Condições de trabalho saudáveis e seguras; e
o Políticas em matéria de salários e rendimentos, duração do trabalho e outras condições de
trabalho que contribuam para garantir a todos uma participação justa nos resultados do
progresso e um salário mínimo vital para todos os trabalhadores que necessitem de tal
proteção.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Proteção social
Documento: D8
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❑ Promover o diálogo social e o tripartismo, como método mais adequado para:
o Adaptar a implementação dos objetivos estratégicos às necessidades e circunstâncias de
cada país;
o Traduzir o desenvolvimento económico em progresso social e o progresso social em
desenvolvimento económico;
o Facilitar a formação de consensos sobre as políticas nacionais e internacionais com impacto
nas estratégias e programas para o emprego e o trabalho digno; e
o Tornar a legislação do trabalho e as instituições mais eficientes, nomeadamente no que
respeita ao reconhecimento da relação do trabalho, promoção de boas relações laborais e o
estabelecimento de sistemas de inspeção do trabalho eficazes.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Diálogo social 
Documento: D8
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❑ Respeitar, promover e aplicar os princípios e direitos fundamentais no trabalho, que se
revestem de particular importância, não só como direitos, mas também como condições
necessárias à plena realização de todos os objetivos estratégicos, tendo em conta:
o Que a liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva se
revestem de uma importância particular na prossecução dos quatro objetivos estratégicos; e
o Que a violação dos princípios e direitos fundamentais no trabalho não poderá ser invocada
ou utilizada como vantagem comparativa legítima e que as normas do trabalho não deverão
ser usadas para fins comerciais protecionistas.
1. OIT E NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Direitos no trabalho 
Documento: D8
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2. PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
Documento: D8
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2. PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Desde 1919,graças à sua estrutura tripartida que reúne os Governos
dos países membros e organizações de empregadores e
trabalhadores, a OIT desenvolveu um sistema de normas
internacionais que abrange todas as matérias relacionadas com o
trabalho.
Documento: D8
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2. PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Estas normas assumem a forma de convenções e recomendações internacionais sobre o
trabalho:
o As convenções da OIT são tratados internacionais sujeitos a ratificação pelos Estados
Membros da Organização.
o As recomendações são instrumentos não vinculativos – tratando muitas vezes dos mesmos
assuntos que as convenções – que definem a orientação das políticas e ações nacionais.
Documento: D8
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2. PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Tanto as convenções como as recomendações pretendem ter um
impacto real sobre as condições e as práticas de trabalho em todo o
mundo.
Documento: D8
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2. PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Até hoje, a OIT adotou mais de 180 convenções e mais de 190
recomendações sobre um vasto leque de matérias liberdade sindical e
negociação coletiva, igualdade de tratamento e de oportunidades,
abolição do trabalho forçado e do trabalho infantil, promoção do
emprego e formação profissional, segurança social, condições de
trabalho, administração do trabalho e inspeção do trabalho, prevenção
de acidentes de trabalho, proteção da maternidade e proteção de
trabalhadores migrantes e de outras categorias de trabalhadores, tais
como marítimos, enfermeiros e trabalhadores agrícolas.
Documento: D8
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2. PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Até à data, foram registadas mais de 7000 ratificações.
❑ As normas internacionais do trabalho influenciam consideravelmente a
legislação, as políticas e as decisões judiciais adotadas a nível
nacional, bem como as disposições das convenções coletivas de
trabalho.
Documento: D8
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2. PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DAS NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO
❑ Independentemente de um país ter ou não ratificado uma determinada
convenção, as normas fornecem orientações sobre o funcionamento das
instituições e mecanismos nacionais no domínio do trabalho, bem como
sobre a adoção de boas práticas em matéria de trabalho e de emprego.
❑ Por conseguinte, as normas internacionais do trabalho têm um impacto
sobre a legislação e as práticas nacionais que ultrapassa largamente a
simples adaptação da legislação às obrigações impostas por uma
convenção ratificada.
Documento: D8
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3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
Documento: D8
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❑ N.º 29 Convenção sobre o trabalho forçado, 1930
❑ Exige a supressão do trabalho forçado ou obrigatório, sob todas as suas formas. Encontram-se
previstas algumas exceções, tais como o serviço militar, o trabalho de pessoas condenadas em
tribunal sob vigilância adequada, casos de força maior como situações de guerra, incêndios e
tremores de terra.
3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
Documento: D8
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❑ N.º 87 Convenção sobre a liberdade sindical e proteção do direito sindical, 1948
❑ Garante a todos os trabalhadores e empregadores o direito de, sem autorização prévia,
constituírem organizações da sua escolha e de nelas se filiarem e estabelece um conjunto de
garantias para o livre funcionamento dessas organizações sem interferência das autoridades
públicas.
3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
Documento: D8
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❑ N.º 98 Convenção sobre o direito de organização e de negociação coletiva, 1949
❑ Prevê a proteção contra atos de discriminação antissindical e a proteção das organizações de
trabalhadores e de empregadores contra atos de ingerência de umas em relação às outras,
bem como medidas destinadas a promover a negociação coletiva.
3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
Documento: D8
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❑ N.º 100 Convenção relativa à igualdade de remuneração, 1951
❑ Apela à igualdade de remuneração entre homens e mulheres por um trabalho de igual valor.
3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
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❑ N.º 105 Convenção sobre a abolição do trabalho forçado, 1957
❑ Proíbe o recurso a qualquer forma de trabalho forçado ou obrigatório como medida de coerção
ou de educação política, sanção pela expressão de opiniões políticas ou ideológicas, método
de mobilização da mão-de-obra, medida disciplinar do trabalho, punição pela participação em
greves ou medida de discriminação.
3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
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❑ N.º 111 Convenção sobre a discriminação (emprego e profissão), 1958
❑ Apela à adoção de uma política nacional destinada a eliminar a discriminação no acesso ao
emprego, nas condições de formação e de trabalho, com fundamento na raça, cor, sexo,
religião, opinião política, ascendência nacional ou origem social, bem como a promover a
igualdade de oportunidades e de tratamento em matéria de emprego e de profissão.
3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
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❑ N.º 138 Convenção sobre a idade mínima de admissão ao emprego, 1973
❑ Visa a abolição do trabalho infantil, estipulando que a idade mínima de admissão ao emprego
não poderá ser inferior à idade de conclusão da escolaridade obrigatória.
3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
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❑ N.º 182 Convenção sobre as piores formas de trabalho das crianças, 1999
❑ Exige a adoção de medidas imediatas e eficazes para assegurar a proibição e a eliminação das
piores formas de trabalho das crianças, nomeadamente a escravatura e práticas análogas,
recrutamento forçado de crianças com vista à sua utilização em conflitos armados, utilização de
crianças para fins de prostituição, produção de material pornográfico e qualquer atividade ilícita,
bem como trabalhos que sejam suscetíveis de prejudicar a saúde, a segurança ou a moralidade
das crianças.
3. CONVENÇÕES FUNDAMENTAIS DA OIT: NºS 29/87/98/100/105/111/138/182
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 1 - Duração do trabalho (indústria), 1919
❑ Dec.15.361 de 3.4.28.
❑ D.G. I Série n.º 207 de 14.4.28.
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 4 - Trabalho noturno de mulheres, 1919
❑ (Nota: revista parcialmente pela Convenção 89- Denunciada em 8.12.93)
❑ Dec.20.988 de 25.11.31
❑ D.G. I Série n.º 57 de 8.3.32
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 6 - Trabalho noturno de menores (indústria), 1919
❑ Dec.20.992 de 25.11.31
❑ D.G. I Série n.º 58 de 9.3.32
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 7 - Idade mínima de admissão (trabalho marítimo), 1920
❑ (Nota: revista pela Conv.138 - Denunciada automaticamente na sequência da ratificação da Conv.138)
❑ D.L.43.020 de 15.6.60
❑ D.G. I Série n.º 138 de 15.6.60
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 8 - Subsídio de desemprego em caso de perda por naufrágio, 1920
❑ Dec.133/80 de 28.11
❑ D. R. I Série n.º 276 de 28.11.80
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 11 - Direito de associação e de coligação dos trabalhadores
agrícolas,1921
❑ Lei 41/77 de 18.6
❑ D. R. I Série n.º 139 de 18.6.77
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 12 - Reparação de acidentes de trabalho (agricultura),1921
❑ D.L.42.874 de 15.3.60
❑ D.G. I Série n.º 61 de 15.3.60
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 14 - Descanso semanal (indústria), 1921
❑ Dec.15.362 de 3.4.28
❑ D. G .I Série n.º85 de 14.4.28
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 17 - Reparação dos acidentes de trabalho, 1925
❑ Dec.16.586 de 9.3.29
❑ D.G. I Série n.º 57 de 12.3.29
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção nº 18 - Doenças profissionais, 1925
❑ Dec.16.587 de 9.3.29
❑ D.G. I Série n.º 57 de 12.3.29
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção - nº 19 - Igualdade de tratamento entre trabalhadores estrangeiros e
nacionais em matéria de reparação de acidentes de trabalho, 1925
❑ Dec.16.588 de 9.3.29
❑ D.G. I Série nº.57 de 12.3.29
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 22 - Contrato de trabalho dos marítimos, 1926
❑ Dec.112/82 de 11.10
❑ D. R. I Série n.º 235 de 11.10.82
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 23 - Repatriamento dos marítimos, 1926
❑ Dec.113/82 de 13.10
❑ D. R. I Série n.º 237 de 13.10.82
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 26 - Métodos de fixação dos salários mínimos, 1928
❑ DL. 42.521 de 23.9.59
❑ D.G. I Série n.º 219 de 23.9.59
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção nº 27 - Indicação do peso nos grandes volumes transportados em barco,
1929
❑ Dec.20.771 de 31.12.31
❑ D.G. I Série n.º 13de 16.1.32
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 29 - Trabalho forçado, 1930
❑ Dec.40.646 de 16.6.56
❑ D.G. I Série n.º 123 de 16.6.56
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 45 - Emprego de mulheres em trabalhos subterrâneos, 1935
❑ D. L. 27.891 de 26.7.37
❑ D.G. I Série n.º 172 de 26.7.37
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 63 - Estatísticas de salários e de horas de trabalho,1938
❑ (Nota: deixou de estar aberta à ratificação após entrada em vigor da Conv.160 que a revê. Denunciada
automaticamente na sequência da ratificação da Convenção 160)
❑ Dec. 90/81 de 15.7
❑ D. R. I Série n.º 160 de 15.7.81
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 68 - Alimentação e serviço de mesa a bordo (tripulação dos navios), 1946
❑ D. L. 38.340 de 16.7.51
❑ D.G. I Série n.º 147 de 16.7.51
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 69 - Diploma de aptidão profissional dos cozinheiros de bordo, 1946
❑ D. L. 38.344 de 21.7.51
❑ D.G. I Série n.º 152 de 21.7.51
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 72 - Férias remuneradas dos marítimos, 1946
❑ (Nota: não recebeu o n.º necessário de ratificações p/ a sua entrada em vigor. Deixou de estar aberta à ratificação após
a entrada em vigor Convenção 91 que a revê)
❑ D. L. 38.349 de 30.7.51
❑ D.G. I Série n.º 159 de 30.7.51
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 73 - Exame médico dos marítimos, 1946
❑ D. L. 38.362 de 4.8.51
❑ D.G. I Série n.º 164 de 4.8.51
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 74 - Certificado de aptidão de marinheiro qualificado, 1946
❑ D. L. 38.365 de 6.8.51
❑ D.G. I Série n.º 165 de 6.8.51
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção nº. 75 - Alojamento da tripulação a bordo, 1946
❑ (Nota: não chegou a entrar em vigor por não ter recebido o n.º de ratificações necessárias. Deixou de estar aberta à
ratificação após entrada em vigor da Convenção 92, que a revê)
❑ D. L. 38.377 de 7.8.51
❑ D.G. I Série n.º 166 de 7.8.51
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 77 - Exame médico de aptidão de crianças e adolescentes (indústria),
1946
❑ Dec.115/82 de 15.10
❑ D. R. I Série n.º 239 de 15.10.82
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 78 - Exame médico de aptidão de crianças e adolescentes (trabalhos não
industriais), 1946
❑ Dec.111/82 de 7.10
❑ D. R. I Série n.º 232 de 7.10.82
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 81 - Inspeção do trabalho, 1947
❑ D. L. 44.148 de 6.1.62
❑ D.G. I Série n.º 5 de 6.1.62
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 87 - Liberdade sindical e proteção do direito sindical, 1948
❑ Lei 45/77 de 7.7
❑ D. R. I Série n.º 155 de 7.7.77
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 88 - Organização do serviço de emprego, 1948
❑ D. L. 174/72 de 24.5
❑ D.G. I Série n.º 122 de 24.5.72
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 89 - Trabalho noturno de mulheres (revisão), 1948
❑ (Nota: revê parcialmente a Convenção n.º 4. Denunciada em 27.2.92)
❑ D. L. 44.862 de 23.1.63
❑ D.G.I Série n.º 19 de 23.1.63
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 91 - Férias remuneradas dos marítimos (revisão), 1949
❑ (Nota: revê a Conv.72. Deixou de estar aberta à ratificação após a entrada em vigor da Convenção146 que a revê.
Denunciada automaticamente na sequência da ratificação da Convenção 146)
❑ D. L. 38.793 de 21.6.52
❑ D.G. I Série n.º 137 de 21.6.52
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 92 - Alojamento da tripulação a bordo (revisão), 1949
❑ (Nota: revê a Convenção n.º 75)
❑ D. L. 38.800 de 25.6.52
❑ D.G. I Série n.º 140 de 25.6.52
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 95 - Proteção do salário, 1949
❑ Dec. 88/81 de 14.7
❑ D. R. I Série n.º 159 de 14.7.81
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 96 - Agências de colocação não gratuitas (revisão), 1949
❑ (Nota: Deixou de estar aberta à ratificação após a entrada em vigor da Convenção 181 que a revê. Denunciada
automaticamente na sequência da ratificação da Convenção 181.)
❑ D.G.68/84 de 17.10
❑ D. R. I Série n.º 241 de 17.10.84
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 97 - Trabalhadores migrantes (revisão),1949
❑ Lei 50/78 de 25.7
❑ D. R. I Série n.º 169 de 25.7.78
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 98 - Direito de organização e de negociação coletiva, 1949
❑ D. L. 45.758 de 12.6.64
❑ D.G. I Série n.º 138 de 12.6.64
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 100 - Igualdade de remuneração, 1951
❑ D. L. 47.302 de 4.11.66
❑ D.G. I Série n.º 256 de 4.11.66
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 102 - Segurança Social (norma mínima), 1952
❑ D. P .R. 25/92 de 3.11
❑ D. R. I Série n.º 254 de 3.11.92
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 103 - Proteção da maternidade (revisão), 1952
❑ Nota: revista pela Convenção nº 183. Denunciada automaticamente na sequência da ratificação da Convenção nº 183
❑ D. L. 63/84 de 10.10
❑ D. R. I Série n.º 235 de 10.10.84
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 104 - Abolição das sanções penais (trabalhadores indígenas), 1955
❑ D. L. 42.691 de 30.11.59
❑ D.G. I Série n.º 276 de 30.11.59
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 105 - Abolição do trabalho forçado, 1957
❑ D. L. 42.381 de 13.7.59
❑ D.G. I Série n.º 158 de 13.7.59
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 106 - Descanso semanal (comércio e escritórios),1957
❑ D.L.43.005 de 3.6.60
❑ D.G. I Série n.º 130 de 3.6.60
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 107 - Populações aborígenes e tribais, 1957
❑ (Nota:deixou de estar aberta à ratificação após a entrada em vigor da Convenção 169, que a revê. Denunciada em
07.09.09)
❑ D. L. 43.281 de 29.10.60
❑ D.G. I Série n.º 252 de 29.10.60
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 108 - Documentos de identificação dos marítimos, 1958
❑ D. L. 47.712 de 19.5.67
❑ D.G. I Série n.º 118 de 19.5.67
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 109 - Salários, duração do trabalho a bordo e lotações (revisão), 1958
❑ (Nota: Não recebeu o número necessário de ratificações para a sua entrada em vigor. Deixa de estar aberta à
ratificação após a entrada em vigor da Convenção 180, que a revê)
❑ Dec.90/80 de 23.9
❑ D. R. I Série n.º 220 de 23.9.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 111 - Discriminação (emprego e profissão), 1958
❑ D. L. 42.520 de 23.9.59
❑ D. G. I Série n.º 219 de 23.9.59
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 115 - Proteção contra as radiações, 1960
❑ Dec.26/93 de 18.8
❑ D. R. I Série n.º 193 de 18.8.93
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 117 - Política social (objetivos e normas de base), 1962
❑ Dec.57/80 de 1.8
❑ D. R. I Série n.º 176 de 1.8.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 120 - Higiene (comércio e escritórios), 1964
❑ Dec.81/81 de 29.6
❑ D. R. I Série n.º 146 de 29.6.81
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 122 - Política de emprego, 1964
❑ Dec. 54/80 de 31.7
❑ D. R. I Série n.º 175 de 31.7.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 124 - Exame médico dos adolescentes (trabalhos Subterrâneos), 1965
❑ D.G. 61/84 de 4.10
❑ D. R. I Série n.º 231 de 4.10.84
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 127 - Peso máximo, 1967
❑ D.G.17/84 de 4.4
❑ D. R. I Série n.º 80 de 4.4.84
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 129 - Inspeção do trabalho (agricultura), 1969
❑ Dec. 91/81 de 17.7
❑ D. R. I Série n.º 162 de 17.7.81
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 131 - Fixação dos salários mínimos, 1970
❑ Dec. 77/81 de 19.6
❑ D. R. I Série n.º 138 de 19.6.81
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 132 - Férias anuais remuneradas (revisão), 1970
❑ Dec. 52/80 de 29.7
❑ D. R. I Série n.º 173 de 29.7.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 135 - Representantes dos trabalhadores, 1971
❑ Dec. 263/76 de 8.4
❑ D. R. I Série n.º 84 de 8.4.76
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 137 - Repercussões sociais dos novos métodos das Operações
portuárias, 1973
❑ Dec.56/80 de 1.8
❑ D. R. I Série n.º 176 de 1.8.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 138 - Idade mínima de admissão ao emprego, 1973
❑ (Nota: Revê a Convenção n.º 7)
❑ D. P .R. 11/98 de 19.3
❑ D. R. I Série A n.º66 de 19.3.98
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 139 - Prevenção e controlo dos riscos profissionais causados por
substâncias e agentes cancerígenos, 1974
❑ D. P. R. 61/98 de 18.12
❑ D. R. I Série A n.º 291 de 18.12.98
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 142 - Valorização dos recursos humanos, 1975
❑ Dec.62/80 de 2.8
❑ D. R. I Série n.º 177 de 2.8.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 143 - Trabalhadores migrantes (disposições complementares), 1975
❑ Lei 52/78 de 25.7
❑ D. R. I Série n.º 169 de 25.7.78
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 144 - Consultas tripartidas destinadas a promover a aplicação das normas
internacionais do trabalho, 1976
❑ Dec.63/80 de 2.8
❑ D. R. I Série n.º. 177 de 2.8.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 145 - Continuidade do emprego (marítimos), 1976
❑ Dec.109/82 de 6.10
❑ D. R. I Série n.º 231 de 6.10.82
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 146 - Férias anuais remuneradas (marítimos), 1976
❑ Dec.108/82 de 6.10
❑ D. R. I Série n.º 231 de 6.10.82
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 147 - Marinha mercante (normas mínimas), 1976
❑ D.G.65/83 de 25.7
❑ D. R. I Série n.º 169 de 25.7.83
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 148 - Ambiente de trabalho (poluição do ar, ruído e vibrações), 1977
❑ Dec.106/80 de 15.10
❑ D. R. I Série n.º 239 de 15.10.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 149 - Pessoal de enfermagem, 1977
❑ Dec.80/81 de 23.6
❑ D. R. I Série n.º 141 de 23.6.81
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 150 - Administração do trabalho (papel, funções e organização), 1978
❑ Dec.53/80 de 30.7.
❑ D. R. I Série n.º 174 de 30.7.80.
Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 151 - Relações de trabalho na função pública, 1978
❑ Lei 17/80 de 15.7
❑ D. R. I Série n.º 161 de 15.7.80
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 155 - Segurança e saúde dos trabalhadores, 1981
❑ D.G.1/85 de 16.1
❑ D. R. I Série n.º 13 de 16.1.85
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 156 - Trabalhadores com responsabilidades familiares, 1981
❑ D.G.66/84 de 11.10
❑ D. R. I Série n.º 236 de 11.10.84
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 158 - Cessação da relação de trabalho, 1982
❑ D. P. R. 68/94 de 27.8
❑ D. R. I Série n.º 198 de 27.8.94
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 159 - Readaptação profissional e emprego de deficientes, 1983
❑ D. P .R. 56/98 de 2.12
❑ D. R. I Série A n.º 278 de 2.12.98
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 160 - Estatísticas do Trabalho, 1985
❑ (Nota: revê a Convenção n.º. 63)
❑ Dec.22/93 de 26.6
❑ D. R. I Série n.º 148 de 26.6.93
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 162 - Segurança na utilização do amianto, 1986
❑ D. P .R. 57/98 de 2.12
❑ D. R. I Série A n.º 278 de 2.12.98
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 171 - Trabalho noturno, 1990
❑ D. P. R. 69/94 de 9.9
❑ D. R. I Série A n.º 209 de 9.9.94
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 173- Proteção dos créditos dos trabalhadores por insolvência do
empregador, 1992
❑ Dec. P. R. nº.136/2012, de 08.08
❑ D.R., I Série nº 153, de 08.08.2012
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção - n.º 175 - Trabalho a tempo parcial, 1994
❑ D. P. R. 50/2006 de 28.4
❑ D. R. I Série - A n.º 83 de 28.04.2006
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 176 - A segurança e saúde nas minas, 1995
❑ D. P. R. 55/01 de 23.10
❑ D. R. I série - A n.º 246 de 23.10.2001
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 181 - Agências de emprego privadas, 1997
❑ (Nota: revê a Convenção n.º 96)
❑ D. P. R. 13/01 de 31.01
❑ D. R. I Série - A n.º 37 de 13.02.2001
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 182 - Interdição das piores formas de trabalho das crianças, 1999
❑ D. P .R. 28/2000 de 26.05
❑ D. R. I Série A n.º 127 de 1.6.2000Documento: D8
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 183 - Proteção da maternidade, 2000
❑ (Nota: revê a Convenção nº 103)
❑ Dec. P. R. nº 137/2012, de 08.08
❑ D. R. nº 153, I Série, nº 153, de 08.08.2012
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4. CONVENÇÕES DA OIT SUBSCRITAS POR PORTUGAL
❑ Convenção n.º 184 - Segurança e saúde na agricultura, 2001
❑ Dec. P. R. nº.135/2012, de 08.08
❑ D. R. I Série, nº 153, de 08.08.2012
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ O sistema de supervisão e controle de aplicação das
normas da Organização Internacional do Trabalho
cristalizadas nas convenções ratificadas pelos Estados-
membros, constitui uma das grandes inovações do Direito
Internacional.
❑ A ratificação de convenção ou tratado acarreta, para o
Estado signatário, a obrigação de submeter-se aos
procedimentos destinados a controlar sua aplicação.
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ Cada país membro é obrigado a apresentar periodicamente um relatório sobre as medidas
adotadas, no plano jurídico e na prática, com vista a aplicar cada uma das convenções por si
ratificadas.
❑ Simultaneamente, deverá enviar cópias deste relatório às organizações de empregadores e de
trabalhadores, que têm também o direito de apresentar informações.
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ Os relatórios dos governos são inicialmente examinados pela
Comissão de Peritos para a Aplicação das Convenções e
Recomendações, um órgão constituído por vinte personalidades
eminentes nos campos jurídico e social, que são independentes
dos respetivos governos e nomeadas a título pessoal.
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ A Comissão apresenta um relatório anual à Conferência Internacional do Trabalho, que é
atentamente examinado pela Comissão da Conferência para a Aplicação das Convenções e
Recomendações, um órgão tripartido constituído por representantes dos governos, dos
empregadores e dos trabalhadores.
❑ Paralelamente a estes mecanismos de controlo regulares, as organizações de empregadores e
de trabalhadores podem instaurar processos contenciosos, designados «reclamações», contra
um país membro com fundamento na não aplicação de uma convenção por este ratificada.
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ Se a reclamação for considerada admissível pelo Conselho da
Administração da OIT, este nomeia um comité tripartido para
examinar a questão.
❑ Este comité apresenta posteriormente um relatório ao Conselho de
Administração com as suas conclusões e recomendações.
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ Além disso, qualquer país membro pode apresentar uma queixa
junto do Bureau Internacional do Trabalho contra qualquer outro
país membro que, em sua opinião, não tenha assegurado, de
forma satisfatória, a aplicação de uma convenção que ambos
tenham ratificado.
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ Neste caso, o Conselho de Administração pode criar uma Comissão de Inquérito para analisar
a questão e apresentar um relatório sobre o assunto. Este processo pode ser igualmente
iniciado oficiosamente pelo próprio Conselho de Administração ou no seguimento de uma
queixa apresentada por um delegado à Conferência Internacional do Trabalho.
❑ Se necessário, a Comissão de Inquérito formula recomendações sobre as medidas a adotar. Se
os governos não aceitarem estas recomendações, podem submeter o caso ao Tribunal
Internacional de Justiça.
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ O estudo do Direito Comparado, a análise jurídica das
convenções e recomendações escolhidas anualmente pelo
Conselho de Administração, os comentários destinados à
Comissão de Aplicação de Convenções e Recomendações,
enfim, todo este material elaborado pela Comissão de Peritos
constitui precioso manancial de interpretação das convenções,
recomendações, normas de constituição da OIT e são invocados
pela doutrina, jurisprudência e autoridades legislativas e
administrativas de vários países.
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5. MECANISMOS DE CONTROLO DA OIT
❑ Oportuno lembrar, ainda, que a OIT presta assistência técnica aos Estados-membros, para que
estes dêem fiel cumprimento às suas obrigações internacionais.
❑ Além dessa assistência, muito desenvolvida modernamente, cabe lembrar as missões de
contatos diretos, os seminários regionais e sub-regionais, etc.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Enquadramento
❑ O respeito pelos Direitos do Homem e pela dignidade constitui um
dos valores fundamentais da União Europeia (UE) consagrados
nos Tratados.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Juntamente com os princípios de liberdade, democracia, igualdade e estado de direito, este
valor fundamental guia a ação da UE tanto no interior como no exterior das respetivas
fronteiras.
❑ A ação neste campo centra-se, em particular, no combate à discriminação, racismo e xenofobia,
bem como na proteção dos grupos vulneráveis, tais como as crianças, mulheres e minorias.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ O respeito pelos Direitos do Homem foi confirmado pelos Estados-Membros no Preâmbulo do
Ato Único de 1986. Posteriormente, seria inscrito no artigo 6.º do Tratado da União Europeia, o
qual se baseia na Convenção Europeia para a Proteção dos Direitos do Homem (CEDH) do
Conselho da Europa e nas tradições constitucionais comuns aos Estados-Membros.
❑ O artigo 21.º do Tratado da União Europeia defende o respeito pelos Direitos do Homem no
seio das ações externas da UE.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ A Carta dos Direitos Fundamentais define, ainda, os direitos aplicáveis ao nível da UE, em
particular em matéria de dignidade, liberdade, igualdade, direitos dos cidadãos e justiça. Este
documento foi proclamado no Conselho Europeu de Nice, em Dezembro de 2000, gozando
atualmente dos mesmos valores juridicamente vinculativos que os Tratados.
❑ A Agência Europeia dos Direitos Fundamentais monitoriza o respeito pelos valores
fundamentais da UE e apoia a implementação do direito comunitário em matéria de direitos
fundamentais.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ A Convenção Europeia dos Direitos do Homem foi assinada em Roma em 4 de Novembro de
1950 sob a égide do Conselho da Europa.
❑ Instituiu um sistema original de proteção internacional dos Direitos do Homem, em que as
pessoas têm o benefício de um controlo judicial do respeito dos seus direitos.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ A Convenção, ratificada por todos os Estados-Membros da União, instituiu diversos órgãos de
controlo sediados em Estrasburgo:
❑ Uma Comissão encarregada de examinar previamente os pedidos apresentados por um Estado
ou, eventualmente, uma pessoa.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Um Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, ao qual a
Comissão ou um Estado-Membro podem recorrer na sequência
de um relatório da Comissão (em caso de decisão judicial).
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Um Comité dos Ministros do Conselho da Europa, que
desempenha o papel de "guardião" da CEDH, ao qual se pode
recorrer a fim de obter uma resolução política do diferendo,
sempre que um processo não tenha sido submetido ao Tribunal.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ O número crescente de processos a tratar impôs uma reforma do
mecanismo de controlo instituído pela Convenção. Foi assim que
estes órgãos foram substituídos, em 1 de Novembro de 1998, por
um único Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
❑ A simplificação das estruturas permitiu reduzir a duraçãodos
procedimentos e reforçar o carácter judicial do sistema.
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Direitos e liberdades fundamentais
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ As Altas Partes Contratantes reconhecem a qualquer pessoa dependente da sua jurisdição os
direitos e liberdades definidos no título I da presente Convenção.
❑ Artigo 1.º Obrigação de respeitar os direitos do homem
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. O direito de qualquer pessoa à vida é protegido pela lei. Ninguém poderá ser
intencionalmente privado da vida, salvo em execução de uma sentença capital pronunciada por
um tribunal, no caso de o crime ser punido com esta pena pela lei.
❑ 2. Não haverá violação do presente artigo quando a morte resulte de recurso à força, tornado
absolutamente necessário:
o a) Para assegurar a defesa de qualquer pessoa contra uma violência ilegal;
o b) Para efetuar uma detenção legal ou para impedir a evasão de uma pessoa detida legalmente;
o c) Para reprimir, em conformidade com a lei, uma revolta ou uma insurreição.
❑ Artigo 2.º Direito à vida
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Ninguém pode ser submetido a torturas, nem a penas ou tratamentos desumanos ou
degradantes.
❑ Artigo 3.º Proibição da tortura
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Ninguém pode ser mantido em escravidão ou servidão.
❑ 2. Ninguém pode ser constrangido a realizar um trabalho forçado ou obrigatório.
❑ 3. Não será considerado "trabalho forçado ou obrigatório" no sentido do presente artigo:
o a) Qualquer trabalho exigido normalmente a uma pessoa submetida a detenção nas
condições previstas pelo artigo 5° da presente Convenção, ou enquanto estiver em liberdade
condicional;
o b) Qualquer serviço de carácter militar ou, no caso de objetores de consciência, nos países em que a
objeção de consciência for reconhecida como legítima, qualquer outro serviço que substitua o serviço militar
obrigatório;
o c) Qualquer serviço exigido no caso de crise ou de calamidade que ameacem a vida ou o
bem - estar da comunidade;
o d) Qualquer trabalho ou serviço que fizer parte das obrigações cívicas normais.
❑ Artigo 4.º Proibição da escravatura e do trabalho forçado
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Toda a pessoa tem direito à liberdade e segurança. Ninguém pode ser privado da sua
liberdade, salvo nos casos seguintes e de acordo com o procedimento legal:
o a) Se for preso em consequência de condenação por tribunal competente;
o b) Se for preso ou detido legalmente, por desobediência a uma decisão tomada, em
conformidade com a lei, por um tribunal, ou para garantir o cumprimento de uma obrigação
prescrita pela lei;
o c) Se for preso e detido a fim de comparecer perante a autoridade judicial competente,
quando houver suspeita razoável de ter cometido uma infração, ou quando houver motivos
razoáveis para crer que é necessário impedi-lo de cometer uma infração ou de se pôr em
fuga depois de a ter cometido;
❑ Artigo 5.º Direito à liberdade e à segurança
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
o d) Se se tratar da detenção legal de um menor, feita com o propósito de o educar sob
vigilância, ou da sua detenção legal com o fim de o fazer comparecer perante a autoridade
competente;
o e) Se se tratar da detenção legal de uma pessoa suscetível de propagar uma doença
contagiosa, de um alienado mental, de um alcoólico, de um toxicómano ou de um
vagabundo;
o f) Se se tratar de prisão ou detenção legal de uma pessoa para lhe impedir a entrada ilegal
no território ou contra a qual está em curso um processo de expulsão ou de extradição.
❑ Artigo 5.º Direito à liberdade e à segurança
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 2. Qualquer pessoa presa deve ser informada, no mais breve prazo e em língua que
compreenda, das razões da sua prisão e de qualquer acusação formulada contra ela.
❑ 3. Qualquer pessoa presa ou detida nas condições previstas no parágrafo 1, alínea c), do
presente artigo deve ser apresentada imediatamente a um juiz ou outro magistrado habilitado
pela lei para exercer funções judiciais e tem direito a ser julgada num prazo razoável, ou posta
em liberdade durante o processo. A colocação em liberdade pode estar condicionada a uma
garantia que assegure a comparência do interessado em juízo.
❑ 4. Qualquer pessoa privada da sua liberdade por prisão ou detenção tem direito a recorrer a um
tribunal, a fim de que este se pronuncie, em curto prazo de tempo, sobre a legalidade da sua
detenção e ordene a sua libertação, se a detenção for ilegal.
❑ 5. Qualquer pessoa vítima de prisão ou detenção em condições contrárias às disposições deste
artigo tem direito a indemnização.
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Qualquer pessoa tem direito a que a sua causa seja examinada, equitativa e publicamente,
num prazo razoável por um tribunal independente e imparcial, estabelecido pela lei, o qual
decidirá, quer sobre a determinação dos seus direitos e obrigações de carácter civil, quer sobre
o fundamento de qualquer acusação em matéria penal dirigida contra ela. O julgamento deve
ser público, mas o acesso à sala de audiências pode ser proibido à imprensa ou ao público
durante a totalidade ou parte do processo, quando a bem da moralidade, da ordem pública ou
da segurança nacional numa sociedade democrática, quando os interesses de menores ou a
proteção da vida privada das partes no processo o exigirem, ou, na medida julgada
estritamente necessária pelo tribunal, quando, em circunstâncias especiais, a publicidade
pudesse ser prejudicial para os interesses da justiça.
❑ 2. Qualquer pessoa acusada de uma infração presume-se inocente enquanto a sua
culpabilidade não tiver sido legalmente provada.
❑ Artigo 6.º Direito a um processo equitativo
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 3. O acusado tem, como mínimo, os seguintes direitos:
o a) Ser informado no mais curto prazo, em língua que entenda e de forma minuciosa, da
natureza e da causa da acusação contra ele formulada;
o b) Dispor do tempo e dos meios necessários para a preparação da sua defesa;
o c) Defender-se a si próprio ou ter a assistência de um defensor da sua escolha e, se não
tiver meios para remunerar um defensor, poder ser assistido gratuitamente por um defensor
oficioso, quando os interesses da justiça o exigirem;
o d) Interrogar ou fazer interrogar as testemunhas de acusação e obter a convocação e o
interrogatório das testemunhas de defesa nas mesmas condições que as testemunhas de
acusação;
o e) Fazer-se assistir gratuitamente por intérprete, se não compreender ou não falar a língua
usada no processo.
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Ninguém pode ser condenado por uma ação ou uma omissão que, no momento em que foi
cometida, não constituía infração, segundo o direito nacional ou internacional. Igualmente não
pode ser imposta uma pena mais grave do que a aplicável no momento em que a infração foi
cometida.
❑ 2. O presente artigo não invalidará a sentença ou a pena de uma pessoa culpada de uma ação
ou de uma omissão que, no momento em que foi cometida, constituía crime segundo os
princípios gerais de direito reconhecidos pelas nações civilizadas.
❑ Artigo 7.º Princípio da legalidade
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Qualquer pessoa tem direito ao respeito da sua vida privada e familiar, do seu domicílio e da
sua correspondência.
❑ 2. Não pode haver ingerência da autoridade pública no exercício deste direito senão quando
esta ingerência estiver prevista na lei e constituir uma providência que, numa sociedade
democrática, seja necessária para a segurança nacional, para a segurança pública, para o bem
- estar económico do país, a defesada ordem e a prevenção das infrações penais, a proteção
da saúde ou da moral, ou a proteção dos direitos e das liberdades de terceiros.
❑ Artigo 8.º Direito ao respeito pela vida privada e familiar
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Qualquer pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este
direito implica a liberdade de mudar de religião ou de crença, assim como a liberdade de
manifestar a sua religião ou a sua crença, individual ou coletivamente, em público e em privado,
por meio do culto, do ensino, de práticas e da celebração de ritos.
❑ 2. A liberdade de manifestar a sua religião ou convicções, individual ou coletivamente, não pode
ser objeto de outras restrições senão as que, previstas na lei, constituírem disposições
necessárias, numa sociedade democrática, à segurança pública, à proteção da ordem, da
saúde e moral públicas, ou à proteção dos direitos e liberdades de outrem.
❑ Artigo 9.º Liberdade de pensamento, de consciência e de religião
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Qualquer pessoa tem direito à liberdade de expressão. Este direito compreende a liberdade
de opinião e a liberdade de receber ou de transmitir informações ou ideias sem que possa
haver ingerência de quaisquer autoridades públicas e sem considerações de fronteiras. O
presente artigo não impede que os Estados submetam as empresas de radiodifusão, de
cinematografia ou de televisão a um regime de autorização prévia.
❑ 2. O exercício desta liberdades, porquanto implica deveres e responsabilidades, pode ser
submetido a certas formalidades, condições, restrições ou sanções, previstas pela lei, que
constituam providências necessárias, numa sociedade democrática, para a segurança nacional,
a integridade territorial ou a segurança pública, a defesa da ordem e a prevenção do crime, a
proteção da saúde ou da moral, a proteção da honra ou dos direitos de outrem, para impedir a
divulgação de informações confidenciais, ou para garantir a autoridade e a imparcialidade do
poder judicial.
❑ Artigo 10.º Liberdade de expressão
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Qualquer pessoa tem direito à liberdade de reunião pacífica e à liberdade de associação,
incluindo o direito de, com outrem, fundar e filiar-se em sindicatos para a defesa dos seus
interesses.
❑ 2. O exercício deste direito só pode ser objeto de restrições que, sendo previstas na lei,
constituírem disposições necessárias, numa sociedade democrática, para a segurança
nacional, a segurança pública, a defesa da ordem e a prevenção do crime, a proteção da saúde
ou da moral, ou a proteção dos direitos e das liberdades de terceiros. O presente artigo não
proíbe que sejam impostas restrições legítimas ao exercício destes direitos aos membros das
forças armadas, da polícia ou da administração do Estado.
❑ Artigo 11.º Liberdade de reunião e de associação
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de se casar e de constituir família,
segundo as leis nacionais que regem o exercício deste direito.
❑ Artigo 12.º Direito ao casamento
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Qualquer pessoa cujos direitos e liberdades reconhecidos na presente Convenção tiverem sido
violados tem direito a recurso perante uma instância nacional, mesmo quando a violação tiver
sido cometida por pessoas que atuem no exercício das suas funções oficiais.
❑ Artigo 13.º Direito a um recurso efetivo
Documento: D8
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ O gozo dos direitos e liberdades reconhecidos na presente Convenção deve ser assegurado
sem quaisquer distinções, tais como as fundadas no sexo, raça, cor, língua, religião, opiniões
políticas ou outras, a origem nacional ou social, a pertença a uma minoria nacional, a riqueza, o
nascimento ou qualquer outra situação.
❑ Artigo 14.º Proibição de discriminação
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ 1. Em caso de guerra ou de outro perigo público que ameace a vida da nação, qualquer Alta
Parte Contratante pode tomar providências que derroguem as obrigações previstas na presente
Convenção, na estrita medida em que o exigir a situação, e em que tais providências não
estejam em contradição com as outras obrigações decorrentes do direito internacional.
❑ 2. A disposição precedente não autoriza nenhuma derrogação ao artigo 2°, salvo quanto ao
caso de morte resultante de atos lícitos de guerra, nem aos artigos 3°, 4° (parágrafo 1) e 7°.
❑ 3. Qualquer Alta Parte Contratante que exercer este direito de derrogação manterá
completamente informado o Secretário-Geral do Conselho da Europa das providências
tomadas e dos motivos que as provocaram. Deverá igualmente informar o Secretário - Geral do
Conselho da Europa da data em que essas disposições tiverem deixado de estar em vigor e da
data em que as da Convenção voltarem a ter plena aplicação.
❑ Artigo 15.º Derrogação em caso de estado de necessidade
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Nenhuma das disposições dos artigos 10°, 11° e 14° pode ser considerada como proibição às
Altas Partes Contratantes de imporem restrições à atividade política dos estrangeiros.
❑ Artigo 16.º Restrições à atividade política dos estrangeiros
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ Nenhuma das disposições da presente Convenção se pode interpretar no sentido de implicar
para um Estado, grupo ou indivíduo qualquer direito de se dedicar a atividade ou praticar atos
em ordem à destruição dos direitos ou liberdades reconhecidos na presente Convenção ou a
maiores limitações de tais direitos e liberdades do que as previstas na Convenção.
❑ Artigo 17.º Proibição do abuso de direito
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6. CONVENÇÃO EUROPEIA DOS DIREITOS DO HOMEM
❑ As restrições feitas nos termos da presente Convenção aos referidos direitos e liberdades só
podem ser aplicadas para os fins que foram previstas.
❑ Artigo 18.º Limitação da aplicação de restrições aos direitos
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Enquadramento
❑ A Carta Comunitária dos Direitos Sociais Fundamentais dos Trabalhadores, foi adotada
em 1989 por todos os Estados-Membros, à exceção do Reino Unido.
❑ Os objetivos da Carta foram retomados no Tratado de Amsterdão aquando da integração neste
último das disposições do protocolo social de Maastricht.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ O Tratado de Lisboa faz-lhes referência
no Título X relativo à política social
(artigo 151.º do Tratado sobre o
Funcionamento da União Europeia).
❑ O Tratado reconhece igualmente a Carta
Social Europeia do Conselho da Europa,
assinada em 1961 em Turim.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ A Carta Social Europeia do Conselho da Europa é considerada um instrumento político que
estabelece "obrigações morais" com o objetivo de assegurar o respeito por determinados
direitos sociais nos Estados.
❑ Estes direitos dizem sobretudo respeito ao mercado de trabalho, à formação profissional, à
proteção social, à igualdade de oportunidade e à saúde e segurança no trabalho.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Inclui ainda um pedido expresso à Comissão para
que apresente iniciativas destinadas a traduzir o
conteúdo da Carta em atos legislativos. Na
sequência da Carta, foram adotados vários
programas de ação e propostas legislativas
concretas.
❑ A Carta dos Direitos Fundamentais, proclamada
em Nice em 7 de Dezembro de 2000 e integrada
no Tratado de Lisboa, retoma os direitos
enunciados naquela.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Síntese
❑ As Partes reconhecem como objetivo de uma política que prosseguirão por todos os meios
úteis, nos planos nacional e internacional, a realizaçãode condições próprias a assegurar o
exercício efetivo dos direitos e princípios seguintes:
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
o 1) Todaa pessoadeve ter a possibilidade de ganhara suavida por umtrabalho livremente empreendido;
o 2) Todos os trabalhadores têm direito a condições de trabalho justas;
o 3) Todos os trabalhadores têm direito à segurança e à higiene no trabalho;
o 4) Todos os trabalhadores têm direito a uma remuneração justa que lhes assegure, assim
como às suas famílias, um nível de vida satisfatório;
o 5) Todos os trabalhadores e empregadores têm o direito de se associar livremente em organizações
nacionais ou internacionais para a proteção dos seus interesses económicos e sociais;
o 6) Todos os trabalhadores e empregadores têm o direito de negociar coletivamente;
o 7) As crianças e os adolescentes têm direito a uma proteção especial contra os perigos
físicos e morais a que se encontrem expostos;
o 8) As trabalhadoras, em caso de maternidade, têm direito a uma proteção especial;
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
o 9) Toda a pessoa tem direito a meios apropriados de orientação profissional, com vista a ajudá-la a
escolher uma profissão conforme às suas aptidões pessoais e aos seus interesses;
o 10) Todas as pessoas têm direito a meios apropriados de formação profissional;
o 11) Todas as pessoas têm o direito de beneficiar de todas as medidas que lhes permitam
gozar do melhor estado de saúde que possam atingir;
o 12) Todos os trabalhadores e os seus dependentes têm direito à segurança social;
o 13) Todas as pessoas carecidas de recursos suficientes têm direito à assistência social e médica;
o 14) Todas as pessoas têm o direito de beneficiar de serviços sociais qualificados;
o 15) Todas as pessoas com deficiência têm direito à autonomia, à integração social e à
participação na vida da comunidade;
o 16) A família, como célula fundamental da sociedade, tem direito a uma proteção social,
jurídica e económica apropriada para assegurar o seu pleno desenvolvimento;
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
o 17) As crianças e adolescentes têm direito a uma proteção social, jurídica e económica
apropriada;
o 18) Os nacionais de uma das Partes têm o direito de exercer no território de uma outra Parte
qualquer atividade lucrativa, em pé de igualdade com os nacionais desta última, sob reserva
das restrições fundadas em razões sérias de carácter económico ou social;
o 19) Os trabalhadores migrantes originários de uma das Partes e suas famílias têm direito a
proteção e à assistência no território de qualquer outra Parte;
o 20) Todos os trabalhadores têm direito à igualdade de oportunidades e de tratamento em
matéria de emprego e de profissão, sem discriminação baseada no sexo;
o 21) Os trabalhadores têm direito à informação e à consulta na empresa;
o 22) Os trabalhadores têm o direito de participar, na determinação e na melhoria das
condições de trabalho e do meio de trabalho na empresa;
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
o 23) Toda a pessoa idosa tem direito a uma proteção social;
o 24) Todos os trabalhadores têm direito a uma proteção em caso de despedimento;
o 25) Todos os trabalhadores têm direito à proteção dos seus créditos em caso de insolvência do
seu empregador;
o 26) Todos os trabalhadores têm direito à dignidade no trabalho;
o 27) Todas as pessoas com responsabilidades familiares que ocupem ou desejem ocupar um
emprego têm direito de o fazer sem ser submetidas a discriminações e, tanto quanto possível,
sem que haja conflito entre o seu emprego e as suas responsabilidades familiares;
o 28) Os representantes dos trabalhadores na empresa têm direito à proteção contra os atos
suscetíveis de lhes causarem prejuízo e devem beneficiar de facilidades adequadas ao
desempenho das suas funções;
o 29) Todos os trabalhadores têm o direito de serem informados e consultados nos processos de
despedimentos coletivos;
o 30) Toda a pessoa tem direito à proteção contra a pobreza e a exclusão social;
o 31) Toda a pessoa tem direito à habitação.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Direitos fundamentais
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito ao trabalho, as Partes comprometem-se:
o 1) A reconhecer como um dos seus principais objetivos e responsabilidades a realização e a
manutenção do nível mais elevado e mais estável possível de emprego, com vista à
realização do pleno emprego;
o 2) A proteger de modo eficaz o direito de o trabalhador ganhar a sua vida por meio de um
trabalho livremente empreendido;
o 3) A estabelecer ou a manter serviços gratuitos de emprego para todos os trabalhadores;
o 4) A assegurar ou a favorecer uma orientação, uma formação e uma readaptação
profissionais apropriadas.
❑ Artigo 1.º Direito ao trabalho
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito a condições de trabalho justas, as
Partes comprometem-se:
o 1) A fixar uma duração razoável ao trabalho diário e semanal, devendo a semana de trabalho
ser progressivamente reduzida, tanto quanto o aumento da produtividade e os outros fatores
em jogo o permitam;
o 2) A prever dias feriados pagos;
o 3) A assegurar um período anual de férias pagas de quatro semanas, pelo menos;
❑ Artigo 2.º Direito a condições de trabalho justas
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito a condições de trabalho justas, as Partes
comprometem-se:
o 4) A eliminar os riscos inerentes às ocupações perigosas ou insalubres e, quando esses riscos
ainda não tenham podido ser eliminados ou suficientemente reduzidos, a assegurar aos
trabalhadores empregados nessas ocupações quer uma redução da duração do trabalho quer
férias pagas suplementares;
o 5) A assegurar um descanso semanal que coincida, tanto quanto possível, com o dia da semana
reconhecido como dia de descanso pela tradição ou pelos usos do país ou da região;
o 6) A providenciar que os trabalhadores sejam informados por escrito, logo que possível, e, de
qualquer modo, o mais tardar nos dois meses subsequentes ao início do seu emprego, dos
aspetos essenciais do contrato ou da relação de trabalho;
o 7) A diligenciar que os trabalhadores que efetuem um trabalho noturno beneficiem de medidas
que tenham em conta a natureza especial desse trabalho.
❑ Artigo 2.º Direito a condições de trabalho justas
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à segurança e à higiene no trabalho, as
Partes comprometem-se, em consulta com as organizações de empregadores e de
trabalhadores:
o 1) A definir, executar e reexaminar periodicamente uma política nacional coerente em matéria de
segurança, saúde dos trabalhadores e do meio de trabalho. Essa política terá como objetivo
primordial melhorar a segurança e a higiene profissionais e prevenir os acidentes e os danos para a
saúde que resultem do trabalho, estejam ligados ao trabalho ou ocorram no decurso do trabalho,
designadamente reduzindo ao mínimo as causas dos riscos inerentes ao meio de trabalho;
o 2) A adotar regulamentos de segurança e de higiene;
o 3) A adotar medidas de controlo da aplicação desses regulamentos;
o 4) A promover a instituição progressiva de serviços de saúde no trabalho para todos os
trabalhadores, com funções essencialmente preventivas e de aconselhamento.
❑ Artigo 3.º Direito à segurança e à higiene no trabalho
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito a uma remuneração justa, as Partes comprometem-se:
o 1) A reconhecer o direito dos trabalhadores a uma remuneração suficiente para lhes
assegurar, assim como às suas famílias, um nível de vida decente;
o 2) A reconhecer o direito dos trabalhadores a uma taxa de remuneração acrescida para as
horas de trabalho suplementar, com exceção de certos casos particulares;
o 3) A reconhecer o direitodos homens e mulheres a uma remuneração igual para um trabalho
de valor igual;
o 4) A reconhecer o direito de todos os trabalhadores a um prazo razoável de pré-aviso no
caso de cessação do emprego;
o 5) A não autorizar descontos nos salários, a não ser nas condições e limites prescritos pelas
leis ou regulamentos nacionais ou fixados por convenções coletivas ou sentenças arbitrais.
❑ Artigo 4.º Direito a uma remuneração justa
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ O exercício destes direitos deve ser assegurado quer por meio de convenções coletivas
livremente celebradas, quer por métodos legais de fixação de salários, quer por qualquer outro
modo apropriado às condições nacionais.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a garantir ou promover a liberdade dos trabalhadores e dos empregadores de
constituírem organizações locais, nacionais ou internacionais para a proteção dos seus
interesses económicos e sociais e de aderirem a estas organizações, as Partes comprometem-
se a que a legislação nacional não restrinja nem seja aplicada de modo a restringir esta
liberdade.
❑ A medida em que as garantias previstas no presente artigo se aplicarão à polícia será
determinada pelas leis ou pelos regulamentos nacionais. O princípio da aplicação destas
garantias aos membros das Forças Armadas e a medida em que se aplicarão a esta categoria
de pessoas são igualmente determinados pelas leis ou regulamentos nacionais.
❑ Artigo 5.º Direito sindical
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à negociação coletiva, as Partes
comprometem-se:
o 1) A favorecer a consulta paritária entre trabalhadores e empregadores;
o 2) A promover, quando necessário e útil, a instituição de processos de negociação voluntária
entre os empregadores ou suas organizações, de um lado, e as organizações de
trabalhadores, de outro, com o fim de regulamentar as condições de emprego através de
convenções coletivas;
o 3) A favorecer a instituição e utilização de processos apropriados de conciliação e arbitragem
voluntária para resolução dos conflitos de trabalho;
❑ Artigo 6.º Direito à negociação coletiva
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ E reconhecem:
❑ 4) O direito dos trabalhadores e dos empregadores a ações coletivas no caso de conflitos de
interesses, incluindo o direito de greve, sob reserva das obrigações decorrentes das
convenções coletivas em vigor.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito das crianças e dos adolescentes à
proteção, as Partes comprometem-se:
o 1) A fixar em 15 anos a idade mínima de admissão ao emprego, bem como as exceções
admissíveis para crianças empregadas em determinados trabalhos ligeiros que não
impliquem o risco de prejudicar a sua saúde, moralidade ou educação;
o 2) A fixar em 18 anos a idade mínima de admissão ao emprego em certas ocupações
consideradas como perigosas ou insalubres;
o 3) A proibir que as crianças ainda sujeitas a escolaridade obrigatória se empreguem em
trabalhos que as privem do pleno benefício desta escolaridade;
❑ Artigo 7.º Direito das crianças e dos adolescentes à proteção
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
o 4) A limitar a duração do trabalho dos trabalhadores com menos de 18 anos, de acordo com as exigências do
seu desenvolvimento e, mais particularmente, das necessidades da sua formação profissional;
o 5)Areconhecer odireito dos jovens trabalhadores eaprendizes aumaremuneração justa ouaumsubsídio apropriado;
o 6) A determinar que as horas que os adolescentes consagram à formação profissional durante o
período normal de trabalho, com o consentimento do empregador, sejam consideradas como parte do
trabalho diário;
o 7)Afixar em 4 semanas, no mínimo, a duração das férias pagas anuais dos trabalhadores menores de 18 anos;
o 8) A proibir o emprego dos trabalhadores menores de 18 anos em trabalhos noturnos, com exceção de
empregos concretamente determinados por legislação ou regulamentação nacionais;
o 9) A determinar que os trabalhadores menores de 18 anos ocupados em certos empregos determinados pela
legislação ou regulamentação nacionais devem ser submetidos a observação médica regular;
o 10) A assegurar uma proteção especial contra os perigos físicos e morais a que as crianças e adolescentes
estejam expostos, nomeadamente contra os que resultem de forma direta ou indireta do seu trabalho.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito das trabalhadoras à proteção da
maternidade, as Partes comprometem-se:
o 1) A assegurar às trabalhadoras, antes e depois do parto, uma interrupção do trabalho com
uma duração total mínima de 14 semanas, quer por meio de uma licença paga, quer por
prestações apropriadas da segurança social, ou por fundos públicos;
o 2) A considerar como ilegal para o empregador proceder ao despedimento de uma mulher
durante o período compreendido entre o momento em que esta notifica o empregador da sua
gravidez e o fim da sua licença de maternidade, ou numa data tal que o prazo de pré-aviso
expire durante esse período;
❑ Artigo 8.º Direito das trabalhadoras à proteção da maternidade
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito das trabalhadoras à proteção da
maternidade, as Partes comprometem-se:
o 3) A assegurar às mães que aleitem os seus filhos pausas suficientes para esse fim;
o 4) A regulamentar o trabalho noturno das mulheres grávidas, puérperas ou lactantes;
o 5) A proibir o trabalho das mulheres grávidas, puérperas ou lactantes em trabalhos
subterrâneos nas minas e em quaisquer outros trabalhos de carácter perigoso, insalubre ou
penoso, e a tomar medidas apropriadas para proteger os direitos dessas mulheres em
matéria de emprego.
❑ Artigo 8.º Direito das trabalhadoras à proteção da maternidade
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à orientação profissional, as Partes
comprometem-se a proporcionar ou a promover, tanto quanto necessário, um serviço que
auxiliará todas as pessoas, incluindo as pessoas com deficiência, a resolver os problemas
relativos à escolha de uma profissão ou ao aperfeiçoamento profissional, tendo em conta as
características do interessado e a relação entre estas e as possibilidades do mercado de
emprego; esta ajuda deverá ser prestada gratuitamente tanto aos jovens, incluindo as crianças
em idade escolar, como aos adultos.
❑ Artigo 9.º Direito à orientação profissional
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à formação profissional, as Partes
comprometem-se:
o 1) A assegurar ou a favorecer, tanto quanto necessário, a formação técnica e profissional de
todas as pessoas, incluindo as pessoas com deficiência, consultadas as organizações
profissionais de empregadores e de trabalhadores, e a conceder meios que permitam o
acesso ao ensino técnico superior e ao ensino universitário, segundo o critério único de
aptidão individual;
o (…)
❑ Artigo 10.º Direito à formação profissional
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à formação profissional, as Partes
comprometem-se:
o 2) A assegurar ou a favorecer um sistema de aprendizagem e outros sistemas de formação
de jovens, rapazes e raparigas, nos seus diversos empregos;
o 3) A assegurar ou a favorecer, tanto quanto necessário:
❑ a) Medidas apropriadas e facilmente acessíveis tendo em vista a formação dos
trabalhadores adultos;
❑ b) Medidas especiais tendo em vista a reconversão profissional dos trabalhadores
adultos, tornada necessária pela evolução técnica ou por uma orientação nova do
mercado de trabalho;
❑ Artigo 10.º Direito à formação profissional
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
o 4) A assegurar ou a favorecer, tanto quanto necessário,medidas particulares de reciclagem
e de reinserção dos desempregados de longa duração;
o 5) A encorajar a plena utilização dos meios previstos em disposições apropriadas, tais como:
❑ a) A redução ou abolição de todas as propinas e encargos;
❑ b) A concessão de assistência financeira nos casos apropriados;
❑ c) A inclusão nas horas normais de trabalho do tempo consagrado aos cursos
suplementares de formação frequentados durante o emprego pelo trabalhador, a pedido
do seu empregador;
❑ d) A garantia, por meio de um controlo apropriado, consultadas as organizações
profissionais de empregadores e de trabalhadores, da eficácia do sistema de
aprendizagem e de qualquer outro sistema de formação para jovens trabalhadores e, de
uma maneira geral, da proteção adequada dos jovens trabalhadores.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à proteção da saúde, as Partes
comprometem-se a tomar, quer diretamente, quer em cooperação com as organizações
públicas e privadas, medidas apropriadas tendentes, nomeadamente:
o 1) A eliminar, na medida do possível, as causas de uma saúde deficiente;
o 2) A estabelecer serviços de consulta e de educação no que respeita à melhoria da saúde e
ao desenvolvimento do sentido da responsabilidade individual em matéria de saúde;
o 3) A prevenir, na medida do possível, as doenças epidémicas, endémicas e outras, assim
como os acidentes.
❑ Artigo 11.º Direito à proteção da saúde
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à segurança social, as Partes
comprometem-se:
o 1) A estabelecer ou a manter um regime de segurança social;
o 2) A manter o regime de segurança social num nível satisfatório, pelo menos igual ao
necessário para a ratificação do Código Europeu de Segurança Social;
o 3) A esforçar-se por elevar progressivamente o nível do regime de segurança social;
o (…)
❑ Artigo 12.º Direito à segurança social
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à segurança social, as Partes
comprometem-se:
❑ 4) A tomar medidas, mediante a conclusão de acordos bilaterais ou multilaterais apropriados ou
por outros meios e sob reserva das condições fixadas nestes acordos, para assegurar:
o a) A igualdade de tratamento entre os nacionais de cada uma das Partes e os nacionais das
outras Partes no que respeita aos direitos à segurança social, incluindo a conservação dos
benefícios concedidos pelas legislações de segurança social, quaisquer que possam ser as
deslocações que as pessoas protegidas possam efetuar entre os territórios das Partes;
o b) A atribuição, a manutenção e o restabelecimento dos direitos à segurança social por
meios como, por exemplo, a soma dos períodos de segurança ou de emprego completados
de harmonia com a legislação de cada uma das Partes.
❑ Artigo 12.º Direito à segurança social
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à assistência social e médica, as
Partes comprometem-se:
o 1) A assegurar que qualquer pessoa que não disponha de recursos suficientes e que não
esteja em condições de os angariar pelos seus próprios meios ou de os receber de outra
fonte, designadamente por prestações resultantes de um regime de segurança social, possa
obter uma assistência apropriada e, em caso de doença, os cuidados necessários ao seu
estado;
o 2) A assegurar que as pessoas que beneficiem de tal assistência não sofram, por esse
motivo, uma diminuição dos seus direitos políticos ou sociais;
❑ Artigo 13.º Direito à assistência social e médica
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à assistência social e médica, as
Partes comprometem-se:
o 3) A determinar que qualquer pessoa possa obter, através de serviços competentes de
carácter público ou privado, os esclarecimentos e o auxílio pessoal necessários para
prevenir, abolir ou aliviar o estado de carência de ordem pessoal e de ordem familiar;
o 4) A aplicar as disposições constantes dos parágrafos 1, 2 e 3 do presente artigo, em plano
de igualdade com os seus nacionais, aos nacionais das outras Partes que se encontrem
legalmente no seu território, de acordo com as obrigações por elas assumidas em virtude da
Convenção Europeia de Assistência Social e Médica, assinada em Paris, em 11 de
Dezembro de 1953.
❑ Artigo 13.º Direito à assistência social e médica
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito de beneficiar de serviços sociais, as
Partes comprometem-se:
o 1) A encorajar ou a organizar serviços que utilizem métodos próprios de serviço social e que
contribuam para o bem-estar e desenvolvimento dos indivíduos e dos grupos na
comunidade, bem como para a sua adaptação ao meio social;
o 2) A encorajar a participação dos indivíduos e das organizações de beneficência ou outras
na criação ou manutenção desses serviços.
❑ Artigo 14.º Direito ao benefício dos serviços sociais
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a garantir às pessoas com deficiência, independentemente da sua idade, da
natureza e da origem da sua deficiência, o exercício efetivo do direito à autonomia, à
integração social e à participação na vida da comunidade, as Partes comprometem-se,
designadamente:
o 1) A tomar as medidas necessárias para pôr à disposição das pessoas com deficiência uma
orientação, uma educação e uma formação profissional no quadro do direito comum sempre
que for possível ou, se não o for, através de instituições especializadas públicas ou privadas;
❑ Artigo 15.º Direito das pessoas com deficiência à autonomia, à integração social e à
participação na vida da comunidade
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
o 2) A favorecer o seu acesso ao emprego por meio de toda e qualquer medida suscetível de
encorajar os empregadores a contratarem e a manterem em atividade pessoas com
deficiência no meio usual de trabalho e a adaptarem as condições de trabalho às
necessidades dessas pessoas ou, em caso de impossibilidade motivada pela deficiência,
mediante a adaptação ou a criação de empregos protegidos em função do grau de
incapacidade. Estas medidas podem justificar, se for caso disso, o recurso a serviços
especializados de colocação e de acompanhamento;
o 3) A favorecer a sua plena integração e participação na vida social, designadamente através
de medidas, incluindo apoios técnicos, que visem ultrapassar os obstáculos à comunicação
e à mobilidade e permitir-lhes o acesso aos transportes, à habitação, às atividades culturais
e aos tempos livres.
❑ Artigo 15.º Direito das pessoas com deficiência à autonomia, à integração social e à
participação na vida da comunidade
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar as condições de vida indispensáveis ao pleno desenvolvimento da
família, célula fundamental da sociedade, as Partes comprometem-se a promover a proteção
económica, jurídica e social da vida de família, designadamente por meio de prestações sociais
e familiares, de disposições fiscais, de encorajamento à construção de habitações adaptadas
às necessidades das famílias, de ajuda aos lares de jovens ou de quaisquer outras medidas
apropriadas.
❑ Artigo 16.º Direito da família a uma proteção social, jurídica e económica
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar às crianças e aos adolescentes o exercício efetivo do direito a crescer num
ambiente favorável ao desabrochar da sua personalidade e ao desenvolvimento das suas aptidões
físicas e mentais, as Partes comprometem-se a tomar, quer diretamente quer em cooperação com
as organizações públicas ou privadas, todas as medidas necessárias e apropriadas que visem:
o 1:
o a) Assegurar às crianças e aos adolescentes, tendo em conta os direitos e os deveres dos pais,
os cuidados, a assistência, a educaçãoe a formação de que necessitem, nomeadamente
prevendo a criação ou a manutenção de instituições ou de serviços adequados e suficientes para
esse fim;
o b) Proteger as crianças e adolescentes contra a negligência, a violência ou a exploração;
o c) Assegurar uma proteção e uma ajuda especial do Estado à criança ou adolescente temporária
ou definitivamente privados do seu apoio familiar;
o 2) Assegurar às crianças e aos adolescentes um ensino primário e secundário gratuitos, assim
como favorecer a regularidade da frequência escolar.
❑ Artigo 16.º Direito da família a uma proteção social, jurídica e económica
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito ao exercício de uma atividade
lucrativa no território de qualquer Parte, as Partes comprometem-se:
o 1) A aplicar os regulamentos existentes num espírito liberal;
o 2) A simplificar as formalidades em vigor e a reduzir ou a suprimir os encargos financeiros e
outras taxas a pagar pelos trabalhadores estrangeiros ou pelos seus empregadores;
o 3) A liberalizar, individual ou coletivamente, os regulamentos que regem o emprego dos
trabalhadores estrangeiros;
❑ E reconhecem:
o 4) O direito de saída dos seus nacionais que desejem exercer uma atividade lucrativa no
território de outras Partes.
❑ Artigo 18.º Direito ao exercício de uma atividade lucrativa no território das outras Partes
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito dos trabalhadores migrantes e das suas
famílias à proteção e à assistência no território de qualquer Parte, as Partes comprometem-se:
o 1) A manter ou a assegurar a existência de serviços gratuitos apropriados, encarregados de
auxiliar estes trabalhadores e, nomeadamente, de lhes fornecer informações exatas e a
tomar todas as medidas úteis, desde que a legislação e a regulamentação nacionais o
permitam, contra toda a propaganda enganadora sobre a emigração e a imigração;
o 2) A adotar, dentro dos limites da sua jurisdição, medidas apropriadas para facilitar a partida,
a viagem e o acolhimento destes trabalhadores e das suas famílias e a assegurar-lhes, nos
limites da sua jurisdição, durante a viagem, os serviços sanitários e médicos necessários,
assim como boas condições de higiene;
❑ Artigo 19.º Direito dos trabalhadores migrantes e das suas famílias à proteção e à assistência
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ 3) A promover a colaboração, conforme os casos, entre os serviços sociais públicos ou privados dos
países de emigração e de imigração;
❑ 4) A garantir a estes trabalhadores que se encontrem legalmente no seu território, quer estas
matérias sejam reguladas por lei ou regulamento quer sejam submetidas ao controlo das
autoridades administrativas, um tratamento não menos favorável do que aos seus nacionais no que
respeita às matérias seguintes:
o a) Remuneração e outras condições de emprego e de trabalho;
o b) Filiação em organizações sindicais e fruição dos benefícios resultantes de convenções
coletivas;
o c) Habitação;
❑ 5) A assegurar a estes trabalhadores, que se encontrem legalmente no seu território, um tratamento
não menos favorável do que aos seus próprios nacionais no que respeita a impostos, taxas e
contribuições referentes ao trabalho, pagas a título de trabalhador;
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ 6) A facilitar, tanto quanto possível, o reagrupamento da família do trabalhador migrante autorizado a fixar-se no
território;
❑ 7) A assegurar a estes trabalhadores, que se encontrem legalmente no seu território, um tratamento não menos
favorável do que aos seus nacionais em ações judiciais respeitantes às questões mencionadas no presente
artigo;
❑ 8) A garantir a estes trabalhadores, que residam regularmente no seu território, que não poderão ser expulsos, a
não ser que ameacem a segurança do Estado ou violem a ordem pública ou os bons costumes;
❑ 9) A permitir, no quadro dos limites fixados por lei, a transferência de qualquer parte dos salários e
das economias dos trabalhadores migrantes que estes desejem transferir;
❑ 10) A estender a proteção e a assistência previstas no presente artigo aos trabalhadores migrantes que trabalhem
por conta própria, tanto quanto as medidas em questão sejam aplicáveis a esta categoria;
❑ 11) A favorecer e a facilitar o ensino da língua nacional do Estado de acolhimento ou, se neste
houver várias, de uma delas, aos trabalhadores migrantes e aos membros das suas famílias;
❑ 12) A favorecer e a facilitar, na medida do possível, o ensino da língua materna do trabalhador migrante aos seus
filhos.
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à igualdade de oportunidades e de
tratamento em matéria de emprego e de profissão, sem discriminação baseada no sexo,
as Partes comprometem-se a reconhecer esse direito e a tomar as medidas apropriadas
para assegurar ou promover a sua aplicação nos seguintes domínios:
o a) Acesso ao emprego, proteção contra o despedimento e reinserção profissional;
o b) Orientação e formação profissionais, reciclagem, reabilitação profissional;
o c) Condições de emprego e de trabalho, incluindo a remuneração;
o d) Progressão na carreira, incluindo a promoção.
❑ Artigo 20.º Direito à igualdade de oportunidades e de tratamento em matéria de emprego e de
profissão, sem discriminação baseada no sexo
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito dos trabalhadores à informação e à
consulta na empresa, as Partes comprometem-se a tomar ou a promover medidas que
permitam aos trabalhadores ou aos seus representantes, em conformidade com a
legislação e a prática nacionais:
o a) Ser informados regularmente ou em tempo oportuno e de maneira compreensível sobre a
situação económica e financeira da empresa onde trabalham, considerando-se que a
divulgação de certas informações suscetíveis de prejudicar a empresa poderá ser recusada
ou que poderá exigir-se que estas permaneçam confidenciais;
o b) Ser consultados em tempo útil sobre as decisões previstas que sejam suscetíveis de
afetar substancialmente os interesses dos trabalhadores e, nomeadamente, sobre aquelas
que tenham consequências importantes para a situação do emprego na empresa.
❑ Artigo 21.º Direito à informação e à consulta
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito dos trabalhadores a tomarem parte
na determinação e na melhoria das condições de trabalho e do meio de trabalho na
empresa, as Partes comprometem-se a tomar ou a promover medidas que permitam aos
trabalhadores ou aos seus representantes, em conformidade com a legislação e a prática
nacionais, contribuírem:
o a) Para a determinação e a melhoria das condições de trabalho, da organização do trabalho
e do meio de trabalho;
o b) Para a proteção da saúde e da segurança na empresa;
o c) Para a organização de serviços e equipamentos sociais e socioculturais na empresa;
o d) Para o controlo do respeito da regulamentação nestas matérias.
❑ Artigo 22.º Direito de tomar parte na determinação e na melhoria das condições de
trabalho e do meio de trabalho
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito das pessoas idosas a uma proteção social,
as Partes comprometem-se a tomar ou a promover quer diretamente quer em cooperação com
organizações públicas ou privadas, medidas apropriadas que visem, designadamente:
o - Permitir às pessoas idosas permanecerem durante o maior período de tempo possível
membros de pleno direito da sociedade, mediante:
❑ a) A atribuição de recursos suficientes que lhes permitam levar uma existência decente e
participar ativamente na vida pública, social e cultural;
❑ b) A difusão das informações relativas aos serviços e equipamentos ao dispor das
pessoas idosas e a possibilidade de estas a eles recorrerem;
❑Artigo 23.º Direito das pessoas idosas a uma proteção social
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
o - Permitir às pessoas idosas escolher livremente o seu modo de vida e levar uma existência
independente no seu ambiente habitual, enquanto o desejarem e tal for possível, mediante:
❑ a) A disponibilização de habitações apropriadas às suas necessidades e estado de saúde
ou de ajudas adequadas com vista ao arranjo da habitação;
❑ b) Os cuidados de saúde e os serviços que o seu estado exigir;
o - Garantir às pessoas idosas que vivam em instituições a assistência apropriada, no respeito
da sua vida privada, e a participação na determinação das condições de vida da instituição.
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à proteção em caso de
despedimento, as Partes comprometem-se a reconhecer:
o a) O direito de os trabalhadores não serem despedidos sem motivo válido ligado à sua
aptidão ou comportamento, ou baseado nas necessidades de funcionamento da empresa,
do estabelecimento ou do serviço;
o b) O direito dos trabalhadores despedidos sem motivo válido a uma indemnização adequada
ou a outra reparação apropriada.
❑ Para esse efeito, as Partes comprometem-se a assegurar ao trabalhador que considere ter sido
objeto de uma medida de despedimento sem motivo válido direito de recurso contra essa
medida perante um órgão imparcial.
❑ Artigo 24.º Direito à proteção em caso de despedimento
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito dos trabalhadores à proteção dos seus
créditos em caso de insolvência do seu empregador, as Partes comprometem-se a prever que
os créditos dos trabalhadores resultantes de contratos de trabalho ou de relações de emprego
sejam garantidos por uma instituição de garantia ou por qualquer outra forma efetiva de
proteção.
❑ Artigo 25.º Direito dos trabalhadores à proteção dos seus créditos em caso de
insolvência do seu empregador
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito de todos os trabalhadores à proteção
da sua dignidade no trabalho, as Partes comprometem-se, em consulta com as
organizações de empregadores e de trabalhadores:
o 1) A promover a sensibilização, a informação e a prevenção em matéria de assédio sexual
no local de trabalho, ou em relação com o trabalho, e a tomar todas as medidas apropriadas
para proteger os trabalhadores contra tais comportamentos;
o 2) A promover a sensibilização, a informação e a prevenção em matéria de atos condenáveis
ou explicitamente hostis e ofensivos dirigidos reiteradamente contra qualquer assalariado no
local de trabalho ou em relação com o trabalho, e a tornar todas as medidas apropriadas
para proteger os trabalhadores contra tais comportamentos.
❑ Artigo 26.º Direito à dignidade no trabalho
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à igualdade de oportunidades e de
tratamento entre trabalhadores de ambos os sexos com responsabilidades familiares, e
entre estes trabalhadores e os outros trabalhadores, as Partes comprometem-se:
❑ 1) A tomar medidas apropriadas:
o a) Para permitir aos trabalhadores com responsabilidades familiares entrar e permanecer na
vida ativa ou regressar a ela após uma ausência devida a essas responsabilidades, incluindo
medidas no domínio da orientação e da formação profissionais;
o b) Para ter em conta as suas necessidades no que respeita às condições de emprego e à
segurança social;
o c) Para desenvolver ou promover serviços, públicos ou privados, em particular os serviços
de guarda de crianças durante o dia e outras formas de guarda;
❑ Artigo 27.º Direito dos trabalhadores com responsabilidades familiares à
igualdade de oportunidades e de tratamento
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ 2) A prever a possibilidade de cada um dos pais, durante um período posterior à licença de
maternidade, obter uma licença parental para acompanhamento de um filho, cuja duração e
condições serão fixadas pela legislação nacional, pelas convenções coletivas ou pela prática;
❑ 3) A assegurar que as responsabilidades familiares não possam, como tais, constituir motivo
válido de despedimento.
❑ Artigo 27.º Direito dos trabalhadores com responsabilidades familiares à
igualdade de oportunidades e de tratamento
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ A fim de assegurar o exercício efetivo do direito dos representantes dos trabalhadores a
exercerem as suas funções de representantes, as Partes comprometem-se a assegurar
que, na empresa:
o a) Beneficiem de uma proteção efetiva contra os atos que possam prejudicá-los, incluindo o
despedimento, e que sejam motivados pela sua qualidade ou pelas suas atividades de
representantes dos trabalhadores na empresa;
o b) Gozem de facilidades apropriadas, que lhes permitam exercer rápida e eficazmente as
suas funções, tendo em conta o sistema de relações profissionais existentes no país, assim
como as necessidades, importância e possibilidades da empresa em causa.
❑ Artigo 28.º Direito dos representantes dos trabalhadores à proteção na
empresa e facilidades a conceder-lhes
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ A fim de assegurar o exercício efetivo do direito dos trabalhadores a serem informados e
consultados em caso de despedimento coletivo, as Partes comprometem-se a assegurar que
os empregadores informem e consultem os representantes dos trabalhadores em tempo útil,
antes desses despedimentos coletivos, sobre as possibilidades de os evitar ou de limitar o seu
número e de atenuar as suas consequências, por exemplo, recorrendo a medidas sociais de
acompanhamento que visem, designadamente, o apoio à reclassificação ou à reinserção dos
trabalhadores em causa.
❑ Artigo 29.º Direito à informação e à consulta nos processos de despedimento coletivo
Documento: D8
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à proteção contra a pobreza e a
exclusão social, as Partes comprometem-se:
o a) A tomar medidas, no quadro de uma abordagem global e coordenada, para promover o
acesso efetivo, designadamente, ao emprego, à habitação, à formação, ao ensino, à cultura,
à assistência social e médica das pessoas que se encontrem ou corram o risco de se
encontrar em situação de exclusão social ou de pobreza, e da sua família;
o b) A reexaminar essas medidas com vista à sua adaptação, se necessário.
❑ Artigo 30.º Direito à proteção contra a pobreza e a exclusão social
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7. CARTA SOCIAL EUROPEIA
❑ Com vista a assegurar o exercício efetivo do direito à habitação, as Partes
comprometem-se a tomar medidas destinadas a:
o 1) Favorecer o acesso à habitação de nível suficiente;
o 2) Prevenir e reduzir o estado de sem-abrigo, com vista à sua eliminação progressiva;
o 3) Tornar o preço da habitação acessível às pessoas que não disponham de recursos
suficientes.
❑ Artigo 31.º Direito à habitação
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ A legislação fundamental portuguesa em matéria de direito do trabalho é a Lei n.º 7/2009,
de 12 de Fevereiro - CÓDIGO DO TRABALHO, com as seguintes alterações:
o Rectif. n.º 21/2009, de 18 de Março.
o Lei n.º 105/2009, de 14 de Setembro.
o Lei n.º 53/2011, de 14 de Outubro.
o Lei n.º 23/2012, de 25 de Junho.
o Retificação n.º 38/2012, de 23 de Julho.
o Lei n.º 47/2012, de 29 de Agosto.
o Lei n.º 69/2013, de 30 de Agosto .
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ O Código do Trabalho transpõe para a ordem jurídica interna, total ou parcialmente, as
seguintes diretivas comunitárias:
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva do Conselhon.º 91/533/CEE, de 14 de Outubro
❑ Relativa à obrigação de a entidade patronal informar o trabalhador sobre as condições
aplicáveis ao contrato ou à relação de trabalho;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 92/85/CEE, do Conselho, de 19 de Outubro
❑ Relativa à implementação de medidas destinadas a promover a melhoria da segurança e da
saúde das trabalhadoras grávidas, puérperas ou lactantes no trabalho;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 94/33/CE, do Conselho, de 22 de Junho
❑ Relativa à proteção dos jovens no trabalho;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 96/34/CE, do Conselho, de 3 de Junho
❑ Relativa ao acordo quadro sobre a licença parental celebrado pela União das Confederações
da Indústria e dos Empregadores da Europa (UNICE), pelo Centro Europeu das Empresas
Públicas (CEEP) e pela Confederação Europeia dos Sindicatos (CES);
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 96/71/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de Dezembro
❑ Relativa ao destacamento de trabalhadores no âmbito de uma prestação de serviços;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 97/81/CE, do Conselho, de 15 de Dezembro
❑ Respeitante ao acordo quadro relativo ao trabalho a tempo parcial celebrado pela UNICE, pelo
CEEP e pela CES;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 98/59/CE, do Conselho, de 20 de Julho
❑ Relativa à aproximação das legislações dos Estados membros respeitantes aos despedimentos
coletivos;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 1999/70/CE, do Conselho, de 28 de Junho
❑ Respeitante ao acordo quadro CES, UNICE e CEEP relativo a contratos de trabalho a termo;
Documento: D8
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 2000/43/CE, do Conselho, de 29 de Junho
❑ Que aplica o princípio da igualdade de tratamento entre as pessoas, sem distinção de origem
racial ou étnica;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 2000/78/CE, do Conselho, de 27 de Novembro
❑ Que estabelece um quadro geral de igualdade de tratamento no emprego e na atividade
profissional;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 2001/23/CE, do Conselho, de 12 de Março
❑ Relativa à aproximação das legislações dos Estados membros respeitantes à manutenção dos
direitos dos trabalhadores em caso de transferência de empresas ou de estabelecimentos, ou
de partes de empresas ou de estabelecimentos;
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 2002/14/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de Março
❑ Que estabelece um quadro geral relativo à informação e à consulta dos trabalhadores na
Comunidade Europeia;
Documento: D8
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 2003/88/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de Novembro,
❑ Relativa a determinados aspetos da organização do tempo de trabalho;
Documento: D8
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8. AS PRINCIPAIS DIRETIVAS DA UNIÃO EUROPEIA E A SUA TRANSPOSIÇÃO
❑ Diretiva n.º 2006/54/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 5 de Julho
❑ Relativa à aplicação do princípio da igualdade de oportunidades e igualdade de tratamento
entre homens e mulheres em domínios ligados ao emprego e à atividade profissional
(reformulação).
Documento: D8
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9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
Documento: D8
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❑ O direito comunitário
❑ A ordem jurídica da Comunidade Europeia
tornou-se parte integrante da realidade política
nos 25 Estados-Membros.
❑ Todos os anos, com base nos tratados
europeus, são tomadas milhares de decisões
que influenciam de forma determinante a vida
dos Estados-Membros e respetivos povos.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
Documento: D8
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❑ Os nacionais dos Estados-Membros da UE deixaram de ser apenas
cidadãos da respetiva cidade, região ou Estado, são também
cidadãos da Comunidade.
❑ Em sentido estrito, o direito comunitário é constituído pelos tratados
constitutivos (direito primário), assim como os atos legislativos
adotados pelas instituições comunitárias em aplicação desses
tratados (direito derivado) e ainda a jurisprudência do Tribunal de
Justiça das Comunidades Europeias.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
Documento: D8
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❑ O direito primário inclui os Tratados e outros acordos com estatuto
semelhante e é negociado diretamente entre os governos dos Estados-
Membros.
❑ Estes acordos assumem a forma de tratados que são, posteriormente,
sujeitos a ratificação pelos parlamentos nacionais. Para eventuais
alterações aos tratados, convoca-se uma conferência dos
representantes dos governos dos Estados-Membros (CIG).
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
Documento: D8
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❑ O direito derivado baseia-se nos Tratados e assume as seguintes formas:
o Regulamentos, que são diretamente aplicáveis e obrigatórios em todos os Estados-Membros
sem que seja necessária qualquer legislação de aplicação;
o Diretivas, que vinculam os Estados-Membros quanto aos objetivos a alcançar num
determinado prazo, deixando, no entanto, às instâncias nacionais a competência quanto à
forma e aos meios a utilizar. As diretivas têm de ser transpostas para o direito interno de
cada país de acordo com os seus procedimentos específicos;
o Decisões, que são vinculativas na sua integralidade para os seus destinatários. Assim, as
decisões não requerem legislação de transposição nacional. Uma decisão pode ser dirigida
a um ou a todos os Estados-Membros, bem como a empresas e pessoas;
o Recomendações e pareceres, que não são vinculativos.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
Documento: D8
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❑ A jurisprudência inclui acórdãos do Tribunal de Justiça Europeu e
do Tribunal de Primeira Instância Europeu, nomeadamente na
sequência de requerimentos da Comissão, dos tribunais nacionais
dos Estados-Membros ou de particulares.
❑ Estes diferentes tipos de legislação formam um conjunto de atos
designado por acervo comunitário. O acervo comunitário constitui
a base comum de direitos e obrigações que vinculam todos os
Estados-Membros.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
Documento: D8
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❑ A União adotou como seu o objetivo da manutenção da
integralidade do acervo comunitário e o seu desenvolvimento. No
decorrer das negociações de novos Estados Membros, na
perspetiva do alargamento, os países candidatos encontram-se
face à necessidade de transpor o acervo, o qual deverão passar a
aplicar a partir da sua adesão efetiva.
❑ O Tratado de Lisboa introduz ainda a possibilidade de o legislador
europeu delegar à Comissão o poder de adotar atos não
legislativos de alcance geral que completam ou modificam
elementos não essenciais dos atos legislativos (artigo 290.º do
TFUE).
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
Documento: D8
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❑ Para além destes atos, enumerados no artigo 288.º do TFUE, a
prática determinou o desenvolvimento de toda uma série de atos
atípicos: acordos interinstitucionais, resoluções, conclusões,
comunicações, livros verdes e livros brancos.
❑ No domínio da PESC, são utilizados instrumentos jurídicos
específicos como as ações e as posições comuns da UE.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
Documento: D8
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❑ O direito do trabalho ao nível comunitário
❑ O direito do trabalho é o conjunto dos diplomas legislativos que
definem os direitos e as obrigações, quer dos trabalhadores quer
dos empregadores, no local de trabalho.
9. OS INSTRUMENTOSJURÍDICOS COMUNITÁRIOS
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❑ A nível comunitário, o direito do trabalho cobre duas áreas principais:
❑ Por um lado, as condições de trabalho, nomeadamente aspetos como o tempo de trabalho, o
trabalho a tempo parcial, os contratos de trabalho a termo e o destacamento de trabalhadores;
❑ Por outro, a informação e consulta dos trabalhadores, nomeadamente na eventualidade de
despedimentos coletivos ou de transferência de empresas.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
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❑ Como funciona na prática?
❑ Há 50 anos que a União Europeia (UE) se esforça por assegurar
um elevado nível de emprego e de proteção social, melhores
condições de vida e de trabalho e a coesão económica e social.
❑ Nessa perspetiva, a UE apoia e complementa as atividades dos
Estados-Membros em matéria de política social, em conformidade
com o disposto no Tratado CE, nomeadamente nos seus artigos
136º a 139º.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
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❑ A UE adota legislação que define requisitos mínimos em todo
seu território nos domínios das condições de trabalho e de
emprego e da informação e consulta dos trabalhadores.
❑ Os Estados-Membros transpõem o direito comunitário para o
direito nacional e asseguram a sua aplicação, garantindo
assim um nível de proteção idêntico dos direitos e obrigações
dos cidadãos em toda a União Europeia.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
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❑ As autoridades nacionais, nomeadamente os tribunais, são
responsáveis pelo cumprimento das medidas de transposição
nacionais.
❑ A Comissão controla a transposição do direito comunitário e
assegura a sua correta aplicação através de uma fiscalização
sistemática.
9. OS INSTRUMENTOS JURÍDICOS COMUNITÁRIOS
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❑ O Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias desempenha
um papel importante na resolução de litígios, prestando também
assessoria jurídica em matéria de interpretação da lei, em resposta
a questões apresentadas pelos tribunais nacionais.
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❑ A adoção de legislação que estabelece requisitos mínimos
melhorou as normas laborais e reforçou os direitos dos
trabalhadores, constituindo uma das principais realizações da
União Europeia no domínio da política social.
❑ No início, o direito do trabalho comunitário foi concebido com o
objetivo de impedir que a criação do mercado único conduzisse a
uma redução do nível das normas laborais ou a distorções na
concorrência.
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❑ Hoje em dia, o direito do trabalho desempenha um papel
fundamental, assegurando que a um elevado nível de emprego e de
crescimento económico sustentável corresponda uma melhoria
constante das condições de vida e de trabalho em toda a União
Europeia.
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MUITO OBRIGADO!
O FORMADOR,
JÚLIO ANDRÉ SOARES
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