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MARKETING PÚBLICO Wagner da Silveira Assunção Planejamento de marketing no setor público Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identi� car os fundamentos do planejamento de marketing. Escrever um planejamento de marketing para o setor público. Explicar a importância da implementação no processo de planeja- mento de marketing no setor público. Introdução O planejamento de marketing no setor público é uma das fases mais importantes para o profissional de marketing, já que é o momento que usará todo seu conhecimento sobre marketing para formalizar o seu plano. Neste capítulo, você vai ler a respeito dos fundamentos do plane- jamento de marketing, de forma que será capaz de, ao final da leitura, fazer o seu próprio plano para o setor público e explicar a importância de implementá-lo. Fundamentos do planejamento de marketing O marketing, na busca pela otimização dos seus resultados, formaliza as estraté- gias em um planejamento de marketing que se inicia com uma análise situacional com oportunidades e ameaças, que direcionam os objetivos e estratégias para o mix de marketing e, por último, para uma avaliação e controle dos resultados. Segundo Santos (2006), a grande diferença entre o marketing no setor público e no privado é que, no primeiro, o cliente usa o serviço por necessi- dade, enquanto no marketing do setor privado deve ser convencido a comprar o produto. No setor privado, os objetivos de marketing se expressam por meio das vendas, participação de mercado (market share) e custos de marketing. O objetivo, ou meta, das vendas está sempre presente no setor privado. Cap_30_Marketing_Publico.indd 1 24/01/2018 09:16:00 No setor público, a maioria das instituições não vende diretamente os seus serviços, então os objetivos não remetem às vendas, mas às mudanças de natureza cognitiva, atitudinal, comportamental e de valor. Na maioria das situações, a entidade do setor público constitui um monopólio, então o objetivo não visa a uma maior participação no mercado; o objetivo é estabelecer um melhor desempenho das entidades públicas. Graham (1995) sugere quatro categorias de objetivos, elencados a seguir. Satisfação dos usuários A fi losofi a do marketing sustenta que o mais importante é conhecer as ne- cessidades dos consumidores/cidadãos e satisfazê-las em um prazo e custos adequados. Essa condição é igual nas aplicações de marketing em organismos públicos tanto quanto nas empresas privadas, e também nos casos de situações monopolísticas, em que a dependência do consumidor-cidadão é total das entidades prestadoras dos serviços. Qualidade de serviços Nas empresas produtoras de bens e serviços de consumo, a qualidade é esta- belecida a partir da expectativa de benefício dos consumidores e da adequação da oferta ao uso. Nas organizações públicas, as ofertas de serviços são gene- ralizadas para toda a população, independentemente dos diferentes perfi s de público. Aspectos legais e políticos, normalmente, impedem que se ajuste o padrão de serviço a cada público. Resta ao setor público o desafi o de buscar elevar ao máximo esse padrão. Entrega de serviços Uma das queixas mais frequentes dos usuários acerca das instituições pú- blicas está relacionada à lentidão com que se entregam os serviços. Muitas instituições têm estabelecido objetivos de reduzir esse tempo para os usuários. Portanto, o prazo de disponibilização dos serviços é, frequentemente, associado à qualidade oferecida. Custos de serviços No caso dos órgãos públicos, boa parte dos serviços não apresenta valor fi nanceiro além dos impostos já pagos. Aqui, serão considerados outros im- Planejamento de marketing no setor público2 Cap_30_Marketing_Publico.indd 2 24/01/2018 09:16:00 portantes custos, como tempo, desgaste físico, psicológico e social, etc. Nos casos de serviços cobrados à população, a maioria é concedida à iniciativa privada, que cobra preços contratados por meio de licitação pública. As pressões política e da opinião pública tem alguma infl uência na formulação desses preços. Conhecendo os objetivos do marketing do setor público e diferenciando-o da iniciativa privada, o próximo passo é a elaboração formal do planejamento de marketing. O plano de marketing é o documento formal que auxiliará na tomada de decisões e possibilitará direcionamento necessário para que o serviço público cumpra o seu papel por meio dos objetivos de marketing. Sem a devida formalização do planejamento, cada um agirá de acordo com sua intenção, dificultando o papel do gestor público. Para Santos (2006, p. 120), uma das principais preocupações do marketing no setor público é “desenvolver e implementar um plano que torne o bem ou o produto disponível”. E isso de forma eficiente, visando atender e satisfazer os anseios e as necessidades da população. O planejamento de marketing é algo para ser seguido como uma orientação no cum- primento de objetivos preestabelecidos, mas mudanças podem ocorrer no percurso, e quando acontecem, o planejamento deverá ser revisto, adaptando estratégias para que se possa cumprir com os objetivos iniciais, ou mesmo adaptar os objetivos à nova realidade. Estrutura do plano de marketing Para conseguir desenvolver um plano de marketing no setor público, é neces- sário que se sigam alguns passos dentro de um processo sistemático, como explica Kotler e Lee (2010, p. 298): [...] inicie com a análise da situação atual e do ambiente, passe para o estabe- lecimento de objetivos e de metas do marketing identificando públicos-alvo, determinando o posicionamento desejado e projetando um composto (mix) de marketing estratégico (4 “Ps”) e, então, conclua com o desenvolvimento de planos de avaliação, orçamento e implementação. 3Planejamento de marketing no setor público Cap_30_Marketing_Publico.indd 3 24/01/2018 09:16:00 Para Chaves, Cunha e Barbosa (2006, p. 144): Um plano de marketing envolve as seguintes etapas: a) definição dos objetivos da instituição; b) análise SWOT; c) formulação de estratégias de marketing englobando os objetivos do marketing, público-alvo/segmentação e posi- cionamento; d) gestão do Mix de Marketing, que diz respeito aos quatro pês (produto, preço, praça e promoção); e) programa de Ações; f) recursos financeiros; g) acompanhamento e controle da estratégia. Para obter os benefícios da utilização dos conceitos de marketing no âmbito das organizações e agências de serviços públicos, é preciso aplicar os princípios do planejamento estratégico, tal qual é realizado em qualquer atividade de cunho de gestão, alertam Kotler e Lee (2010). O planejamento de marketing exige um processo sistemático que comece com a análise da situação atual da organização e do ambiente e passe para: 1. o estabelecimento de objetivos e de metas de marketing; 2. a identificação dos públicos-alvo a quem se destinam os programas; 3. a determinação da imagem, o que denominamos posicionamento, que é a maneira como se quer ser percebido pelos públicos envolvidos; 4. o planejamento do composto de marketing estratégico baseado nos 4 Ps — produto, preço, praça (canal de distribuição) e promoção (composto de comunicação); 5. um sistema de avaliação contínua; 6. o orçamento — os planos devem atender os recursos possíveis para a sua consecução; 7. a implementação — as ações que façam o plano saltar do nível das ideias para as ações, sempre um ponto nevrálgico do processo de planejamento. A Figura 1 mostra em detalhes a estrutura de um planejamento de marketing para o setor público. Planejamento de marketing no setor público4 Cap_30_Marketing_Publico.indd 4 24/01/2018 09:16:00 Figura 1. Esquema de plano de marketing. Fonte: Kotler e Lee (2010, p. 300). 5Planejamento de marketing no setor público Cap_30_Marketing_Publico.indd 5 24/01/2018 09:16:01 Froemming (2009) apresenta de forma detalhada o passo a passo para a redação do planejamento de marketing parao setor público. Análise da situação Nessa etapa, empregam-se informações relevantes, como as forças da organiza- ção e do meio ambiente que podem interferir na determinação das estratégias, bem como avaliações de situações similares anteriores que possam contribuir para a contextualização do programa em questão. Como exemplo, podemos pensar em uma situação que atualmente afl ige os órgãos públicos ligados à saúde, como a propagação da gripe A (suína). A situação é cambiante, não previsível de antemão e requer contínua análise do ambiente para dar prosse- guimento às demais etapas. O propósito do plano deve ser informado — ele pode ser decorrente (nor- malmente é) da análise da situação que leva à formulação de estratégias. No nosso exemplo, ele decorre de uma crise na saúde pública que é “importada” de países vizinhos, na maioria dos casos. A inclusão da declaração do propósito do plano dará referência e servirá de ponto base para as decisões sequenciais. Para a efetivação das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças (etapa que, em planejamento, conhece-se por SWOT, do inglês strenghts, weaknesses, opportunities and threats), pode-se fazer uma lista nomeando tendências e eventos importantes de âmbito externo, bem como potencialidades internas e fatores que terão impacto no processo de planejamento em pauta. Objetivos e metas Os objetivos são vitais, pois signifi cam a razão de ser do plano que representa o resultado esperado pelo órgão que efetiva o planejamento. Eles devem ser expressos de maneira clara e concisa, projetados no fi m almejado. Planejamento de marketing no setor público6 Cap_30_Marketing_Publico.indd 6 24/01/2018 09:16:01 Para elucidação, podemos nos apropriar de alguns exemplos baseados em Kotler e Lee (2010, p. 302): Incremento de compras de embalagens oferecidas em agências dos Correios. Aumento de voluntários para programas de ensino após o horário de aulas (atividades extraclasse). Crescimento de utilização de serviços online para renovações de carteira de motorista. Redução do número de pessoas alcoolizadas que voltam para casa dirigindo depois de eventos esportivos. Diminuição do número de roubo de carros em bairros de alta criminalidade. Criação da conscientização de novas opções de receituários do Pro- grama HIV. Melhoria da percepção a respeito dos agentes policiais que garantem o cumprimento da lei. Por sua vez, as metas são a expressão quantificável e mensurável dos objetivos de marketing. Devem, por exemplo, atender a perguntas “Quantos roubos de carro desejamos evitar com as medidas do plano?” e “Quantas renovações de carteira pretendemos que passem a ser via online?”. Metas devem ser realistas, incluindo cronogramas com prazos e encarregados. Público-alvo O perfi l demográfi co dos públicos a quem o programa é direcionado deve ser considerado. Precisamos levar em conta variáveis como idade, gênero, tamanho da família, renda, ocupação, instrução, religião, raça e nacionalidade dos usuários pretendidos. Além disso, é importante ter informações sobre valores, estilo de vida, personalidade e benefícios de adoção do programa, para que essas informações colaborem na formatação adequada à nossa oferta. Posicionamento O posicionamento — ou a maneira como o órgão ou agência pública quer que a sua oferta seja vista e registrada — deve ser previamente defi nido para que possa se fazer representar no composto dos 4 Ps. 7Planejamento de marketing no setor público Cap_30_Marketing_Publico.indd 7 24/01/2018 09:16:01 Deve ser descrito utilizando poucas frases, enfatizando pontos-chave, incluindo uma proposta de valor e chamando atenção para os benefícios a serem auferidos. Por exemplo, campanha de escolarização com a chamada “Nenhuma criança sem escola”, um slogan curto que representa com clareza o programa em sua amplitude. Composto de marketing Nesse conjunto é que se concebe a integralidade da oferta, os 4 Ps, o que vamos ofertar, o custo que implicará para o benefi ciamento, como o público-alvo acessará o benefício e como o informaremos a respeito. Produto — Neste quesito, o produto é descrito em toda a sua concepção, envol- vendo as dimensões de produto central, produto real e produto ampliado. Como exemplo, em qualquer prefeitura um produto comum a todas será a educação. Preço — Nesse item, elencam-se os custos fi nanceiros — taxas, se houver, e incentivos fi nanceiros e não fi nanceiros, como tempo, esforço, risco psicológico, e energia desprendida pelo cidadão. Em nosso exemplo, o tempo gasto em fi las para conseguir matrícula em uma escola ou mesmo em fi la de espera, apesar de não ter custo fi nanceiro, pois não há pagamento de mensalidades. Praça (local) — Essas decisões se referem ao local que se escolheu para dis- ponibilizar nossa oferta e as formas que os cidadãos possuem para acessá-la. Aqui serão incluídos os canais escolhidos, quando permanecerão disponíveis, o tempo de espera previsto e a atmosfera do local. Toda estrutura e localização da escola de nosso exemplo. Promoção — Constam, aqui, as decisões sobre as mensagens (o que se quer comunicar), as fontes de mensagens (quem fará o comunicado) e os canais de mídia (onde as mensagens aparecerão). Campanhas da escola para divulgação de período de matrículas, benefícios, entre outras, fecha nosso exemplo. É importante organizar os 4 Ps na sequência proposta, começando com a descrição do produto e fi nalizando com a estratégia promocional; posto que, ao se chegar à formulação da última (estratégia promocional), já se possa assegurar que poderemos informar ao público-alvo sobre produto, preço e onde poderão acessá-lo, decisões que serão tomadas antes da elaboração do plano de comunicação. Planejamento de marketing no setor público8 Cap_30_Marketing_Publico.indd 8 24/01/2018 09:16:01 Avaliação e orçamento A avaliação é a parte do plano em que se destacarão as mensurações que serão utilizadas para avaliar o sucesso do esforço de planejamento e se defi ne como e quando as medidas serão aplicadas. As metas anteriormente definidas são a base para essa etapa, que pode ser relacionada ao exercício de monitoramento e avaliação de desempenho, procedimento que gestores aplicam nas mais variadas áreas da administração. Alguns itens que podem ser incluídos no processo de avaliação são: mensurações de produção — identificarão o que já foi realizado (como número de folhetos distribuídos, número de carros vistoriados em blitz urbana, etc.); mensurações de resultados — centram-se na resposta do cidadão re- lacionada às ações que se está mensurando (número de pessoas que se imunizaram na campanha de vacinação para idosos, etc.); mensurações de impacto — é a etapa relacionada aos benefícios advindos das ações planejadas. Como exemplos, podemos citar redução de acidentes resultante da campanha “Se dirigir, não beba”, a diminuição do número de gravidez na adolescência, fruto da campanha de conscientização, e a redução de criminalidade resultante do policiamento mais efetivo. Os custos relativos ao desenvolvimento e à implementação do plano de marketing são delineados na seção orçamento. Nesse orçamento, precisam ser contemplados os custos necessários para desenvolver o produto, incentivos de preço que possam ser envolvidos, custos relativos aos canais de distribuição, bem como os referentes ao desenvolvimento e disseminação do conjunto de instrumentos de divulgação (o composto de comunicação). O orçamento é o espaço no qual se registram as receitas incrementais previstas ou mesmo econômicas de custo que serão confrontadas com os custos projetados para que se possa antever os resultados que se lançam para justificar o investimento. Tem-se presente que, em campanhas de cunho de benefícios públicos, as variáveis que medirão retorno, de um modo geral, não serão variáveis financeiras. Muitas delas envolverão mudança de comportamento, melhoria de nível educacional, cultural,e/ou de qualidade de vida. Esse tipo de medição de retorno — medidas sociais — deverá também ser contemplado por meio de pesquisas quantitativas ou qualitativas. 9Planejamento de marketing no setor público Cap_30_Marketing_Publico.indd 9 24/01/2018 09:16:01 Implementação de um plano de marketing para o setor público Segundo Froemming (2009), essa é uma fase importantíssima para o sucesso de um planejamento de marketing. É a transformação do exercício mental do plano em ações efetivas que consubstanciam o ato de planejar. A fi nalização do plano resultará em um documento em que se especifi ca quem fará o que, quando e por quanto tempo. Isso transforma as estratégias de marketing em ação. Kotler e Lee (2010, p. 308) apontam que se pode considerar essa etapa como “o real plano de marketing”, uma vez que oferece um cenário claro para a evolução das atividades de marketing, atribuição de responsabilidades, cronogramas e orçamentos. Serve como “uma peça independente, que pode ser partilhada com grupos internos importantes, especialmente aqueles que serão impactados pelas atividades da campanha, bem como pela resposta de mercados-alvo” (KOTLER; LEE, 2010, p. 308). As tarefas incluirão atividades do desenvolvimento do processo, como produção de materiais, e datas importantes para elementos da comunicação. O plano oferece o mapa que registra o seu curso, facilitando a avaliação no tempo certo ou a correção de percurso quando contingências ocorrerem. Podemos construir uma analogia entre o plano e um mapa para viagem. O mapa nos indica o percurso; a viagem ocorre em território real e tridimensional com as peculia- ridades do momento da viagem. Assim, o planejamento procura antecipar o caminho, mas o gerenciamento do plano se dará durante o seu percurso, momento em que sofrerá impacto das variáveis ambientais externas e internas. Certamente a existência do plano com as atividades planejadas garantirá que estas sejam implementadas com as correções que forem requeridas no seu transcurso. Kotler e Lee (2010, p. 308) consideram que “o plano ideal identifica as atividades mais importantes que serão realizadas em período de um a três anos”. Isso não implica não se poder realizar planos para prazos mais restritos, envolvendo campanhas com curta duração. O que pode ocorrer é que, às vezes, estas podem resultar de subprojetos, então destacados, de um plano mais global. Podemos afirmar que “o processo de desenvolvimento de um plano de marketing pode ser tão importante quanto o plano em si” (KOTLER; LEE, Planejamento de marketing no setor público10 Cap_30_Marketing_Publico.indd 10 24/01/2018 09:16:02 2010, p. 308). No processo de elaboração do plano, estimula-se o pensamento estratégico e compartilhado pelas pessoas envolvidas. Começa-se com o es- tabelecimento de uma proposta e um foco de interesse para o plano e inicia o exercício de “onde estamos” (análise do ambiente). Isso leva à identificação de “onde queremos chegar”, expresso em termos de metas e objetivos de marketing. Estratégias são selecionadas para o momento do “como chegamos lá”, quando se inclui a escolha das pessoas atingidas (públicos-alvo), o posicio- namento desejado (como queremos ser percebidos com nossa proposta) e o delineamento do composto adequado do mix de marketing (os 4 Ps). Importante ainda é definir “como saberemos que chegamos lá” (medidas de avaliação) e “como vamos nos manter nesse rumo” ( feedback contínuo dos atos de implementação). Partilhar o plano com outros acrescenta ainda mais valor ao processo, servindo como, nas palavras de Kotler e Lee (2010, p. 309), “um testemunho de que suas ações estão baseadas em estratégias, que seus orçamentos estão alinhados com metas e que você possui estruturas estabelecidas que irão garantir o controle de resultados”. 11Planejamento de marketing no setor público Cap_30_Marketing_Publico.indd 11 24/01/2018 09:16:02 Planejamento de marketing no setor público12 Cap_30_Marketing_Publico.indd 12 24/01/2018 09:16:03 CHAVES, C. L.; CUNHA, F.; BARBOSA, J. D. Marketing Cultural para uma Instituição de Ensino Superior. Revista da Fapese, v. 2, n. 2, p.141-156, jul./dez. 2006. Disponível em: <http://www.fapese.org.br/revista_fapese/v2n2/artigo9.pdf>. Acesso em: 22 set. 2017. FROEMMING, L. M. S. Marketing público. Ijuí: Unijuí, 2009. GRAHAM, P. Are Public Sector Organizations Becoming Customer Centred? Marketing Intelligence and Planning, v. 13, n. 1, p. 35-47, 1995. KOTLER, P.; LEE, N. 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