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Guia Essencial da Cosmetologia Natural

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Amanda Soares
C R I A D O R A D A 
R E F A S H I O N . C O M . B R
Nenhum cosmético no mundo será tão seguro e saudável pra você
quanto o que o seu próprio corpo já produz!
2
C o p y r i g h t © 2 0 2 0 Y O U T U B E . C O M / R E F A S H I O N | G U I A E S S E N C I A L D A C O S M E T O L O G I A N A T U R A L
3
Depois de muito estudar sobre o assunto, eu cheguei a
conclusão de que o nosso corpo e toda a natureza existente
funcionam de forma perfeita!
Tudo o que precisamos fazer é reparar os danos causados
pelo ambiente externo e manter nossa pele equilibrada pro
seu bom funcionamento.
O objetivo desse guia é que você se torne independente. Ou
seja, que você aprenda a identificar as causas do seu corpo e
resolvê-los, sem depender do que a indústria tem pra te
oferecer.
O nosso corpo é biocompatível com a natureza, então até os
ácidos graxos presentes nos vegetais são facilmente
absorvidos pela nossa pele, permitindo que consigamos suprir
as nossas necessidades com o melhor dos vegetais!
Amanda Soares
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https://www.youtube.com/refashion
https://www.instagram.com/amandasoares.br/
4
P R I N C I P I O S D A C O S M E T O L O G I A
S U A P E L E , C A B E L O E O P H 
M A T E R I A I S N E C E S S Á R I O S
C R E M E B A S E
A G E N T E S D E L I M P E Z A
C O N D I C I O N A N T E S
Ó L E O S V E G E T A I S
Ó L E O S E S S E N C I A I S
0 5
1 8
2 8
3 2
5 5
6 9
7 8
8 9
F O R M U L A Ç Õ E S 9 9
I N G R E D I E N T E S E C A L C U L A D O R A S 1 0 7
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C O S M E T O L O G I A N A T U R A L
Y
O
U
T
U
B
E
.
C
O
M
/
R
E
F
A
S
H
I
O
N
Olá, eu sou Amanda Soares, criadora da Refashion – Um canal que tem por
objetivo incentivar o consumo consciente sem/ou reduzindo o uso de substâncias
inadequadas tanto no nosso corpo quanto no meio ambiente.
C o m o t u d o c o m e ç o u ?
Sempre me fazem essa pergunta e eu nunca sei responder com precisão. Mas, a
realidade é que segui vários caminhos que basicamente me trouxeram para o mesmo
lugar.
Quando eu fazia faculdade de cinema, tive um trabalho sobre fotografia e o tema
era “livre.” Não sei ao certo como chegamos nessa ideia, mas fizemos um trabalho
sobre o descarte inadequado de lixo no meio ambiente. Basicamente, criamos roupas
de lixo. Sim, LIXO! Na verdade, hoje eu chamo de “resíduos”. Tiramos fotos como se
estivéssemos nesses lugares e como se nós, seres humanos fizéssemos parte de todo o
lixo que estávamos produzindo (o que de fato, é verdade). O objetivo era nos
colocarmos como pertencentes de tudo o que estávamos fazendo conosco. Queríamos
causar impacto, e esse trabalho mexeu um pouco comigo e com tudo o que estávamos
fazendo no mundo.
C O S M E T O L O G I A N A T U R A L
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6
Nesse mesmo período da faculdade, um grupo de meninas da turma de
medicina veterinária precisavam de ajuda para seu trabalho.
O tema era “O descarte inadequado de lixo no meio ambiente e como isso
impacta a vida dos animais marinhos” – Sim! Foi uma “coincidência” para uns,
obra do destino para outros ou o trabalhar de Deus, para muitos.
Eu me ofereci para captar as imagens e fazer todo o trabalho audiovisual.
Bom... Acho que isso foi o mais chocante.
Fui com as meninas em 2 lugares, um deles foi a uma praia em Praia Grande -
SP. Era basicamente uma trilha de subida de 30 minutos.
Era uma praia onde as pessoas iam acampar, fazer luau, produziam seu lixo e
não levavam embora.
A coleta de lixo não chegava até lá, então um grupo de pessoas engajadas na
sustentabilidade se reuniam aos domingos para catar os lixos nessa praia. Na
hora, eu juro que meu único pensamento egoísta era: “Não acredito que esse
pessoal está acordando cedo em pleno domingo pra vim catar os lixos dos
outros!”. Pois é... Continuo indignada por isso, mas na verdade eu só mudei a
perspectiva. A minha indignação agora é: “Não acredito que as pessoas têm a
capacidade de produzir lixo e nem ao menos levarem embora depois!”
Mas, obrigada grupo!
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Nesse mesmo trabalho das meninas, a gente foi em um instituto chamado
“Gremar”. É uma ONG que resgata animais marinhos machucados, fazem toda a
recuperação e os mandam de volta para o mar depois.
O impacto maior veio nesse momento, pois eu cheguei em um lugar com vários
animais machucados, tartarugas, pinguins dentre outros.
Bom, imagine só você chegar em um ambiente cheio de seres inocentes
machucados e muito desnutridos por não conseguir se alimentar devido ao lixo
que estamos jogando no meio ambiente? Não é exagero! Eles confundem os
resíduos com comidas e às vezes, os próprios itens prendem suas bocas
impossibilitando-os de se alimentarem.
Depois, elas abriram um baú imenso com todas as coisas que elas tiravam dos
animais que confundiam os objetos com comida. Foi chocante. Tinha desde papeis
de bala, a bitucas de cigarro, tampas de garrafas enfim...
Bom, desse momento eu não tive como ignorar a minha participação em tudo isso.
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9
É como fazer um diagrama que na verdade pode
ter vários meios.
Eu comecei querendo reduzir o meu lixo no meio
ambiente, mas logo depois eu percebi que queria
reduzir o lixo da minha vida como um todo, desde
alimentação, utilidades domésticas, e meus
produtos de consumo pessoal!
É a i q u e e n t r a a c o s m e t o l o g i a 
n a t u r a l n a m i n h a v i d a ! 
Eu queria começar a fazer meus próprios produtos
em casa com o objetivo de reduzir a minha
produção de lixo. Quando falo “lixo” me refiro as
embalagens geradas pelo exagero de produto e
por tantos ingredientes que corre pelos ralos e não
são biodegradáveis.
A primeira coisa antes de
uma pessoa mudar
drasticamente seu estilo de
vida é a conscientização... E
eu já tinha passado por
esse momento. Eu já sabia
que do jeito que estava não
dava. Eu precisava de uma
mudança.
A insatisfação ou
indignação não foi porque
alguém me contou ou assisti
em algum lugar... Foi
porque eu vi, e eu me
deparei com essas cenas 3
vezes muito próximas uma
das outras.
Você provavelmente já
percebeu ou vai perceber
daqui há um tempo que
uma coisa acaba levando a
outra...
A g r a n d e v i r a d a
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N E M T U D O S Ã O F L O R E S
Decidi aprender a fazer
cosméticos tradicionais e a partir
daí que fui substituindo por
ingredientes naturais.
Foi muito difícil no começo porque
não tinha referência nenhuma, não
tinha absolutamente ninguém
fazendo ou explicando sobre o
que eu queria aprender! Eu não
tinha a quem recorrer para tirar
as dúvidas. Foi tudo a base de
testes.
Confesso que quase perdi meu
cabelo nos meus primeiros
shampoos rs
Foram muito desperdícios de
ingredientes e formulações que
deram errado.
Até que finalmente eu consegui!
Hoje eu posso dizer: Eu vivo da
matéria prima que a natureza me
fornece da forma mais artesanal e
sustentável possível!
menor produção de lixo possível.
Quando eu comecei a pesquisar como
fazer cosméticos naturais em casa, não
existia esse conteúdo na internet.
Foi frustrante, as receitas eram cremes
feito somente com óleos e manteigas,
shampoos feito com água e bicarbonatode sódio e convenhamos que não é o que
queremos.
Eu quero um creme de cabelo de
verdade, um shampoo que também faça
espuma... Então vi que seria muito mais
difícil do que eu pensei...
Foi quando decidi que eu mesmo
preencheria essa lacuna um dia!
E é isso que estou fazendo nesse exato
momento que escrevo esse guia. – Estão
felizes por mim?! Rs
10
u resolvi que eu mesmo faria
os meus próprios cosméticos,
só que veganos e com a
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Foi quando descobri que esses ingredientes
sintéticos são facilmente substituídos por
ingredientes naturais - que inclusive trazem
muito mais benefícios em questão de
biocompatibilidade, pois os ingredientes
sintéticos cumprem apenas uma função inicial
enquanto os naturais estão cheios de
propriedades e nutrientes.
P o r e x e m p l o :
Os silicones e óleos minerais podem tanto ser
sintéticos quanto derivados de petróleo. Eles
entram em uma classe de matérias primas
chamados ”emolientes” nos cosméticos. A
função é criar uma barreira protetora na nossa
pele e evitar a perda da água, cumprindo a
função de umectante e consequentemente
deixando nossa pele mais hidratada.
Podemos substituir os silicones e óleos minerais
pelos óleos vegetais, que além de cumprir essa
função inicial de criar a barreira protetora da
pele, estão repletos de vitaminas e ácidos
graxos que são absorvidos pela nossa pele
potencializando um tratamento.
Depois que comecei a pesquisar mais
sobre os cosméticos, eu fiquei bem
decepcionada!
Os rótulos, comerciais de cosméticos e
produtos de higienes em geral nos
prometem efeitos milagrosos que a
gente prefere acreditar que são de
verdade.
A s p r o m e s s a s m a i s 
c o m u n s s ã o : 
• Clarear a pele;
• Cabelos mais sedosos e brilhantes;
• Disfarçar a nossa idade, além de
vários tipos de tratamentos.
A realidade é que a grande maioria
dos produtos que estamos
acostumados a ver, são sempre
compostos pelos mesmos ingredientes
sintéticos como emolientes,
detergentes, óleos, ceras, silicones,
emulsionantes, conservantes, corantes
e perfumes.
VA N T A G E M D O S C O S M É T I C O S F E I T O E M C A S A
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Além do sofrimento deles, muitos
ingredientes de origem animal são
bem nojentos e estão camuflados
pelos “nomes fantasias”.
É dai que surge então, os cosméticos
caseiros feitos por você que serão
muito melhores do que os sintéticos
“milagrosos só que não” dos
mercados. Você já parou para pensar
que simpatizamos mais com produtos
cuja descrição dizem “Creme
composto por óleo de argan, Gel
tratamento de babosa, Extrato de
bambu” etc?!
Para quê usar os produtos artificias
com leves essências se podemos usar o
100% natural e de quebra contribuir
com a luta contra o sofrimento animal?
Sem contar que fazer cosméticos em
casa, de forma simples e natural é
muito divertido!
Usamos uma média de 9 produtos
diferentes por dia (pasta de dente,
enxaguante bucal, creme de cabelo,
creme pro corpo, creme pro rosto,
tônicos, shampoo, condicionador,
perfume etc) o que representa mais
ou menos 126 ingredientes sintéticos
diariamente!
I n g r e d i e n t e s d e o r i g e m 
a n i m a l :
Além de entender que podemos
extrair muito mais benefícios usando
ingredientes de origem vegetal,
devemos entender que muitos
produtos acompanham a dor e
o sofrimento de um ser vivo, que são
os animais.
E depois que você começa a entender
sobre o processo de criar um
cosmético, você percebe que os
ingredientes de origem animal
também são substituídos
tranquilamente por de origem
vegetal.
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Não existe uma definição padrão ou uma regra
universal para responder o que de fato é considerado
um cosmético natural. Então, vai muito do
posicionamento de cada pessoa ou marca.
Têm pessoas que consideram que se um cosmético não
tem ingrediente x,y e z então é um cosmético natural.
Enquanto para outros, se tem manteiga e óleos
vegetais na fórmula, já é natural.
Têm pessoas por exemplo, que considera como natural
apenas ingredientes ”in natura”, ou seja, não passaram
por nenhum processo químico para mudar a estrutura.
Isso é um pouco desafiador já que ingredientes como
tensoativos – que são responsáveis pela limpeza e a
espuma nos nossos produtos, são ingredientes que não
encontramos naturalmente. Eles precisam passar por
uma modificação simples.
P o s i c i o n a m e n t o s : 
Dessa forma temos o posicionamento do consumidor
como o meu ou o seu. Onde definimos por conta
própria o que é natural para mim ou pra você.
Também tem o posicionamento de alguma marca
específica, que se coloca como natural no mercado e
tem sua filosofia do que é natural para ela.
E por fim, temos os posicionamentos das certificadoras
externas.
C E R T I F I C A D O R A S
E X T E R N A S :
As certificadoras externas são
instituições que criam regras para
dizer o que elas consideram natural.
Muitas marcas e pessoas se baseiam
nos critérios delas porque hoje é o que
temos de mais rígido em termos de
critérios e definição do que é
considerado natural ou o que não é.
Então existe uma lista de ingredientes
que podem ou não podem ser usados.
Corantes e fragrâncias sintéticas não
podem, por exemplo.
Segue as principais certificadoras:
COSMOS, NATRU, IBD, ECOCERT. Seus
critérios não são iguais, mas são bem
parecidos.
O Q U E É
C O S M É T I C O N A T U R A L
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Ingredientes sintéticos são os que não existem na natureza. Foram criados do zero,
molécula por molécula até obter as características desejadas pelo seu produtor.
Já os naturais são os insumos extraídos diretamente dos vegetais ou animais (vamos
focar apenas nos vegetais). Geralmente esses ingredientes naturais vêm de
destilação a vapor, prensagem a frio ou extração física, como óleos essenciais, óleos
e manteigas vegetais ou ceras vegetais.
Esses ingredientes podem ser usados de forma ”in natura”, ou seja, no seu estado
bruto – um óleo de coco, por exemplo - ou podem passar por uma reação química
para mudar suas características físicas e consequentemente suas funcionalidades.
Nesse caso, é um ingrediente derivado do natural. Porque passaram por uma
modificação simples.
Por isso gosto muito de usar o termo ”Ingredientes de origem vegetal”
E x e m p l o :
Água em seu estado líquido, ao ficar exposta a temperaturas baixas, passa a ir para
o seu estado sólido (virou gelo). A água nesse momento deixou de ser natural e virou
sintética? Não, apenas passou por uma reação física.
D I F E R E N Ç A E N T R E
S I N T É T I C O S x N A T U R A I S
C
H
A
P
T
E
R
 
T
I
T
L
E
C o p y r i g h t © 2 0 2 0 Y O U T U B E . C O M / R E F A S H I O N | G U I A E S S E N C I A L D A C O S M E T O L O G I A N A T U R A L
S O B R E O
M A R K E T I N G D O M E D O
C o p y r i g h t © 2 0 2 0 Y O U T U B E . C O M / R E F A S H I O N | G U I A E S S E N C I A L D A C O S M E T O L O G I A N A T U R A L
Por um bom tempo eu pensei que os
cosméticos tradicionais seriam danosos
para a saúde por conta de alguns
ingredientes sintéticos ou derivados de
petróleo. Conforme fui estudando, notei
que estava sendo ingênua e vítima do
que chamamos de ”marketing do medo”.
O fato é, que está sendo criado uma
narrativa de que cosméticos naturais são
bons e cosméticos sintéticos são ruins, ou
que cosméticos com ingredientes
“químicos” são tóxicos e causam câncer.
Por isso decidi abordarum pouco sobre
esses questionamentos para que sejamos
justos e não continuemos propagando
desinformações.
I n g r e d i e n t e s q u í m i c o s :
A água que você bebe, a comida que
você come, o oxigênio que você respira...
Tudo é química!
Os óleos vegetais só são benéficos para
nossa pele, por conta da sua composição
química de ácidos graxos, por exemplo.
Acima você está vendo a composição
química de uma simples banana que
comemos no nosso dia a dia. Note que é
uma lista enorme de compostos químicos.
Sendo assim, é muita ingenuidade da
nossa parte acreditar que cosméticos que
contém ”ingredientes químicos” são ruins
porque logo vem o questionamento: ”Mas,
de qual ingrediente químico você está
falando?”.
E os alimentos que a gente come
riquíssimos em nutrientes só são possíveis
devido a composição química de cada
alimento.
16
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S i n t é t i c o s s ã o r u i n s e
n a t u r a i s s ã o b o n s !
Agora que você já viu que tudo envolve
química e que inclusive, os cosméticos que
você fará são químicos...
O que te motiva a aderir a cosmetologia
natural?
O marketing do medo está sendo
utilizado por empresas que têm essa
filosofia de que se é sintético é ruim,
tóxico, causa câncer e vai te matar...
E logo depois, oferecem um produto
embalado em um lindo pote que está
implicitamente dizendo ”Passe isso e não
tenha câncer”.
Vocês podem achar contraditório eu
abordar sobre isso em uma apostila que
incentiva a cosmetologia natural. A
verdade é que as motivações de cada
um são diferentes e devemos ser justos
em relação a essa narrativa de que o
sintético é RUIM e o natural é BOM...
”NÃO É PORQUE É NATURAL QUE
NÃO VAI TE FAZER MAL, NÃO É
PORQUE É SINTÉTICO QUE VAI TE
FAZER BEM”.
N ã o e x i s t e p r e t o n o b r a n c o
Dizer que um produto causa câncer é uma
afirmação muito séria e as pessoas que
passam essa informação adiante têm que
estar muito certas dos estudos científicos
que tiveram para essa conclusão.
E o marketing do medo entra exatamente
aqui. Se eu te falar que determinado
ingrediente causa câncer, você vai ficar
assustada e vai querer parar de passar
esse produto na hora. Estou assustando a
população e logo em seguida colocando
na embalagem do meu produto que é
”livre de (nome do ingrediente que eu
julgo causar câncer).
Se você faz isso ou conhece marcas que
fazem isso, calma... Não quer dizer que
ela esteja sendo mal intencionada, mas
que provavelmente também foi vítima do
marketing do medo assim como eu fui e
talvez você também.
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Vocês vão ver mais pra frente que todos
os ingredientes têm as dosagens
sugeridas pelo próprio fabricante.
Acontece que já foram feitos os testes
para orientar até que ponto aquele
produto será seguro para uso. Caso você
não respeite a dosagem pode causar
sensibilidades, irritações cutâneas dentre
outras patologias.
Vamos pensar no óleo essencial de
alecrim, que não pode ser usado em
crianças abaixo de 7 anos por poder
causar parada respiratória, ou em
hipertensos por aumentar a pressão
arterial, por exemplo.
Estamos falando de um produto
totalmente natural, mas que se não
respeitadas as dosagens sugeridas e as
contraindicações de uso, pode causar
grandes prejuízos.
Se é um ingrediente cosmético
independente de ser sintético ou natural,
se for autorizado pelos órgãos
regulatórios, eles são considerados
seguros nas dosagens sugeridas pelos
fabricantes.
Eu posso enumerar muitos benefícios. Mas,
nenhum deles será a afirmação de que
cosméticos tradicionais são tóxicos.
S u s t e n t a b i l i d a d e :
Muitos ingredientes sintéticos não são
biodegradáveis. Somente degradáveis, ou
seja... Escorrem pelos ralos e vão parar
nos rios e oceano e demoram anos para se
decompor. Já os naturais, são
biodegradáveis, onde os próprios
microrganismos do ambiente fazem toda a
“limpeza” pra gente!
T r a t a m e n t o s :
A maioria dos ativos de tratamentos que
têm na indústria tradicional foram
inspirados em propriedades dos
ingredientes naturais. Logo, por quê não
extrairmos direto da fonte?!
“O QUE DIFERENCIA O REMÉDIO
DO VENENO É A DOSAGEM”
P O R Q U E U S A R C O S M É T I C O S
N A T U R A I S ?
18
Os sintéticos geralmente possuem uma
performance maior em questão de composição
porque foram feitos especificamente pra
cumprir essa função de forma controlada em
laboratório.
Os ingredientes de origem vegetal já não
foram feitos com esse objetivo.
Um shampoo natural não faz a espuma
volumosa, então precisa da reeducação do
consumidor. Eu falo muito sobre a prioridade.
Ao escolher usar produtos naturais, sua
prioridade não será mais a performance do
produto, mas sim a qualidade em termos de
propriedades ou outros fatores. Claro que
tentamos ao máximo chegar o mais próximo
possível e estamos bem perto, basta unir a
criatividade com as técnicas.
É um desafio desenvolver os cosméticos
naturais com as mesmas performances dos
tradicionais, mas a boa notícia é que os
fabricantes já estão investindo na melhoria das
matérias primas para atender essa demanda
que está crescendo.
Culturalmente estamos acostumados a
performance de alguns produtos, como é
o caso de condicionadores, shampoos etc.
O fato de lavarmos o cabelo e ter muita
espuma, nos fez ficar culturalmente mal
acostumados acreditando que é aquela
espuma que está fazendo toda a
limpeza.
No caso dos condicionadores, existe uma
classe de ingredientes que não são
autorizadas pelas certificadoras
externas, que são os ”quaternários de
amônio”. Eles são os principais
ingredientes para efeitos condicionantes
no fio.
É aqui que entram os desafios da
cosmetologia natural, pois você vai ter
que substituir esses ingredientes por
outros com efeitos condicionantes porque
se você seguir à risca o que as
certificadoras dizem, você vai deixar de
usar esses ingredientes e logo não
conseguirá manter a mesma performance
dos produtos que você já está
acostumada.
A D A P T A Ç Ã O E P E R F O R M A N C E
C o p y r i g h t © 2 0 2 0 Y O U T U B E . C O M / R E F A S H I O N | G U I A E S S E N C I A L D A C O S M E T O L O G I A N A T U R A L
19
Algumas pessoas podem confundir o que eu
quero dizer quando exponho a frase
“sintetizado em laboratório” e quando eu falo
dos naturais que passam por reações químicas.
Eu imagino que as dúvidas sejam porque
quando se fala em ingredientes naturais, se
pensam nos ingredientes “in natura”. Ou seja, o
“óleo de coco bruto” por exemplo. Mas,
quando vai ver a lista de ingredientes de
alguma formulação, os nomes são científicos.
Daí nasce a desconfiança!
P O I S B E M , V A M O S L Á :
Não é porque o nome é cientifico, que seja
sintético.
A l g u n s e x e m p l o s :
Tocopherol - vitamina E.
Utilizado sempre que tiver óleo na fórmula –
Evita que o produto fique rançoso.
Xanthan gum - Goma xantana
É utilizado como espessante de origem natural
para engrossar ou dar mais viscosidade a uma
loção.
Cetyl alcohol and cetearyl alcohol – Álcool
cetílico e álcool cetoestearílico.
Álcoois graxos que são usados como
agentes de consistência.
Citric acid - Ácido cítrico.
Embora tenha a palavra “ácido”, não é
prejudicial. Regula os níveis de pH do
produto e também protege contra
contaminação microbiana.
Sorbitan olivate - Sorbitano olivato.
Este é um exemplo de um emulsionante,
soa muito científico, mas na verdade é
feito de sorbitol (açúcar alcoólico
encontrado em gomas de mascar) e
azeite de oliva;
Potassium sorbate - Sorbato de potássio.
Um conservante: sal de potássio de ácido
sórbico natural. Também é usado para
conservar alimentos.
I N G R E D I E N T E S
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Porque eles seguem o sistema International Nomenclature of Cosmetic
Ingredients (INCI)
É um sistema mundial para padronizar os nomes dos ingredientes.
Imagine se cada país tivesse um nome diferente de acordo com sua
linguagem? Seria ainda mais confuso!
O sistema INCI faz com chamemos os ingredientes pelo seus nomes
científicos e, para plantas, latinos.
Os ingredientes botânicos/vegetais são os mais fáceis de identificar
porque usam nomes latinos, SEMPRE compostos por 2 palavras e um
nome comum em inglês/português entre parênteses.
P o r e x e m p l o :
Lavandula Angustifolia (Lavender) Flower Oil – Óleo essencial de
lavanda.
Elaeis guineensis (Palm) kernel oil – Óleo vegetal de coco Palmiste.
Simmondsia chinensis – Bruxaceae (Desodorized jojoba oil) – Óleo
vegetal de Jojoba.
Persea americana Mill. – Lauraceae (Avocado oil) – Óleo vegetal.
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P O R Q U E O S N O M E S D O S I N G R E D I E N T E S 
S Ã O T Ã O C O M P L I C A D O S ?
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Muitas empresas nos induzem de que
seus produtos são naturais ou
saudáveis, sem nem ao menos dizer
em seus rótulos a palavra “natural ou
saudável”. Eles apenas usam os
gatilhos que nos fazem
inconscientemente acreditar que são.
Mas, também têm situações que
evidenciam ingredientes mais
naturais ou nomes “natural e
orgânico” nos rótulos, quando na
verdade têm apenas 1 ingrediente
natural ou orgânico que muitas vezes
não chegam nem a 1% da
formulação e mal fazem efeito. São
apenas para levar a boa impressão!
Então, entenda agora alguns termos
e não caia em armadilhas:
Testado por dermatologista: Ouvir ou ler
em um comercial ou propagandas em
geral que o produto foi testado por algum
dermatologista ou médicos em geral é uma
informação totalmente insignificante já que
não há uma fiscalização em cima dessa
afirmação, ou até mesmo “cientificamente
comprovado” quando você nem tem acesso
ao processo científico que aprovou a
funcionalidade. Muitos estudos científicos
são feitos pela própria marca que produz
o produto, tendo um conflito de interesses.
Então, é sempre bom averiguar quem está
por trás desses estudos. Não se deixem
levar por esses termos. Experimentem e
tirem suas próprias conclusões.
M A Q U I A G E M V E R D E
M A L A N D R A G E M D A S 
P R O PA G A N D A S 
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Livre de ... - Não confiem em um
produto que diz apenas “Livre de
sulfatos ou petrolatos etc”. Pode até
ser verdade. Mas, e todos os outros
ingredientes que estão na
composição? Embora esses nomes
sejam bem populares e existe uma
resistência de nós consumidores, não
quer dizer que esse produto seja
”melhor” ou mais ”seguro” por isso.
Natural e orgânico – Todos nós
tendemos a olhar com mais atenção
quando vemos algum item na
prateleira escrito “natural ou
orgânico”. Mas, saiba que não tem
nenhum órgão que proíba essas duas
afirmações. A menos que tenha os
selos da Ecocert, IBD ou do Orgânico,
esse mesmo produto pode estar se
referindo apenas a 1 ingrediente
que seja natural ou orgânico, e todo
o restante pode ser sintético.
Afirmações de falta de ingrediente -
Também é muito comum ver afirmações
como “Shampoo sem silicone” e
“condicionador sem sulfato”. Shampoos
geralmente não têm silicones e os
condicionadores geralmente não têm
sulfatos!
Ingredientes abreviados - Algumas
marcas tendem a “esconder” alguns
ingredientes em sites online, deixando
visíveis apenas alguns ingredientes ativos e
geralmente de origem vegetal para que
achemos a composição mais atraente. Isso
é feito apenas em sites online, já que no
produto físico é obrigatório ter todos os
itens.
M A Q U I A G E M V E R D E
M A L A N D R A G E M D A S 
P R O PA G A N D A S 
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São vários os fatores que nos levam a
escolher um determinado produto, seja a
eficácia, o cheiro, o sensorial... Tudo isso
influencia nossa decisão no ato da compra.
Você geralmente não compra novamente
um produto que você não gostou por
algum motivo antes.
Então, é importante saber que existe as
categorias de ingredientes que juntos
trarão a identidade do seu produto.
Eu sempre gosto de pensar numa receita
de bolo, onde teremos alguns ingredientes
para a estrutura, para ele crescer e ficar
fofinho, os ingredientes para dar uma boa
aparência e ficar visualmente gostoso e os
ingredientes que dão a identidade do
bolo, que no caso são os recheios.
Tudo isso junto fará com que seu produto
seja atraente!
3 G A T E G O R I A S D E
I N G R E D I E N T E S
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I N G R E D I E N T E S E S T É T I C O S
Sua função é melhorar a estética do
produto. Deixando visualmente mais bonito
Exemplo:
• Os conservantes evitam que o produto
fique contaminado e, consequentemente
altere sua aparência já que um produto
contaminado muda cor, cheiro e textura.
• Os espessantes também são utilizados
para dar textura e viscosidade,
deixando a formulação mais bonita
Ingredientes utilizados para o marketing do
produto. Muito utilizado para chamar a
atenção dos consumidores nos rótulos, como
os extratos vegetais ou ativos botânicos.
Quando usado para esse fim, é utilizado
apenas 0,5% dele na fórmula.
I N G R E D I E N T E S F U N C I O N A I S
São os ingredientes responsáveis por dar
as características que o produto se propõe.
Exemplo:
• Um shampoo ou sabonete líquido só
fazem a limpeza devido aos tensoativos
que estão presente neles. São eles os
responsáveis por limpar.
• Os condicionantes só condicionam devido
aos seus emulsionantes/tensoativos
catiônicos. Que são os responsáveis por
equilibrar as cargas eletroestáticas do
fio e trazer o efeito condicionante
I N G R E D I E N T E S D E M A R K E T I N G
24
Ó L E O S , M A N T E I G A S , B A L M S
Você pode tranquilamente fazer formulações a
base somente de óleos, ou misturar óleos e
manteigas, ou ainda misturar óleos, manteigas e
acrescentar ceras vegetais para ter um produto
mais sólido. Esses ingredientes entram na classe de
matérias primas chamados “emolientes” em uma
formulação cosmética. Independente da forma
como você vai utilizar esses ingredientes, todos são
compostos por ácidos graxos que são substâncias
gordurosas.
Ao utilizar esses produtos diretamente na pele,
eles criam uma película de proteção e evitam que
sua pele libere água pro ambiente, deixando-a
assim, mais hidratada!
Então sim, óleos, manteigas e ceras são
considerados um tipo de hidratante já que
auxiliam na hidratação da sua pele.
Esse produto fica na sua pele por bastante tempo,
demorando mais para absorver, e dependendo do
óleo e manteiga usado, você tem maior ou menor
absorção.
Exemplo: Óleo de buriti vai ficar na superfície da
sua pele por horas, enquanto óleo de maracujá em
pouquíssimo tempo já é absorvido.
T i p o s d e p r o d u t o s o l e o s o s :
Sempre que usar substâncias oleosas na sua
pele, o objetivo inicial será criar a película de
proteção, seja para um efeito de deslizamento
ou evitar a perda da água pro ambiente e,
consequentemente você estará acrescendo as
propriedades de ácidos graxos e vitaminas na
sua pele também.
Ao manter sua pele hidratada com a barreira
de proteção, você aumenta a lubrificação e,
consequentemente, sofre menos danos na pele
em casos de esticamento que ocasionam
estrias, por exemplo.
Quanto maiora mistura entre essas 3 matérias
primas (óleos, manteigas e ceras), maior será
a função de barreira de proteção.
Ao usar esses produtos você pode
potencializar com ativos de tratamentos
solúveis em óleo.
Exemplos:
• Extratos oleosos;
• Óleos essenciais.
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T I P O S D E F O R M U L A Ç Õ E S E S U A S A P L I C A Ç Õ E S
A principio existem 3 tipos de formulações iniciais que serão bem eficiente de acordo com as suas 
características.
25
G É L / S É R U M
Um outro tipo de formulação são os
produtos gelificados. Basicamente
compostos por:
• Água;
• Umectante (glicerina vegetal) – Retém
água do ambiente para a pele;
• Espessante (goma guar ou xantana)
para dar a viscosidade.
O que difere o gel do sérum é a
consistência do produto. Sendo que o
sérum tende a ser bem mais fluído do que
o gel. E o que vai definir a consistência é
a quantidade de espessante.
Os séruns por sua vez, são chamados
assim por sempre virem acompanhados
de uma concentração de ativos de
tratamento, sendo facilmente absorvido
pela pele, levando os ingredientes ativos
para dentro da epiderme.
Como vocês podem ver, o gel é
totalmente aquoso. E a presença da
glicerina potencializa a sua função
hidratante, já que tem atração pelas
moléculas de água do ambiente, trazendo
para junto da sua pele. Fazendo dele um
ótimo hidratante!
P o t e n c i a l i z a n d o s e u G e l / S é r u m
Você pode usar o gel para formulações
capilares, onde define os cachos ou estruturar o
cabelo de alguma forma, como pode ser um
gel de massagem ou até mesmo um sérum
secativo de espinhas, clareador de manchas ou
rejuvenescedor profundo!
Apesar de ser um produto aquoso, a presença
da glicerina na formulação aumenta as
possibilidades de solubilidade dos ativos de
tratamento, podendo usar óleos essenciais, mas
não óleos e manteigas vegetais.
Exemplos:
• Extratos aquosos
• Extratos glicólicos
• Extratos alcoólicos
• Óleos essenciais
• Bepantenol
• Sorbitol
• Soluções de ácidos como hialurônico ou lático
• Proteínas hidrolisadas etc.
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C R E M E S / L O Ç Õ E S
Agora vamos falar desse produto tão famoso
e usado. E não é por menos!
Até aqui vimos que tanto os óleos, manteigas e
ceras quanto os géis e séruns são produtos
hidratantes que atuam de formas diferentes.
O creme por sua vez, em termos de absorção,
é um intermediário entre esses dois primeiros
produtos. Já que ele é basicamente a junção
dos dois!
O Q U E É U M H I D R A T A N T E ?
Uma pele hidratada é uma pele que tem
água de alguma forma. Seja você
evitando que ela evapore pro ambiente
ou puxando água para dentro dela.
Um hidratante perfeito é a junção de 3
classes de ingredientes:
• O c l u s i v o s : Ingredientes que
criam a camada de proteção e evitam
a saída da água. Na cosmetologia
tradicional é usado os derivados de
petróleo para cumprir essa função. Na
cosmetologia natural, o mais próximo
que temos de criar essa barreira tão
oclusiva são as ceras vegetais.
• U m e c t a n t e s : São os
ingredientes que retém a água do
ambiente, puxando para dentro da
pele. Temos a glicerina vegetal,
sorbitol, bepantenol etc.
• E m o l i e n t e s : Os emolientes
cumprem a função de criar a barreira
de proteção, mas não são tão potentes
quanto os oclusivos, que praticamente
não saem e são comedogênicos, além
de lubrificar e nutrir. Na cosmetologia
natural usamos os óleos e manteigas
vegetais.
C o p y r i g h t © 2 0 2 0 Y O U T U B E . C O M / R E F A S H I O N | G U I A E S S E N C I A L D A C O S M E T O L O G I A N A T U R A L
Ou seja, é um produto que une o melhor dos
dois “mundos”, sendo que tem tanto os
ingredientes que criam a película de proteção
na pele e no nosso caso, que usamos óleos e
manteigas vegetais, ele cumpre essa função de
forma melhorada já que está nutrindo com suas
propriedades. Além de estar com os
umectantes, puxando a água do ambiente,
fazendo um produto mega hidratante!
Quanto aos ingredientes ativos, aumentam
muito mais as nossas possibilidades, já que
todos os ativos, tanto os solúveis em óleos
quanto os solúveis em água serão facilmente
diluídos.
P E L E , C A B E L O E P H
Y
O
U
T
U
B
E
.
C
O
M
/
R
E
F
A
S
H
I
O
N
A pele é o maior órgão do nosso corpo e tem por objetivo nos
proteger, nutrir e remover toxinas, e por ser uma célula viva, está
sempre se renovando.
S u a s p r i n c i p a i s f u n ç õ e s s ã o :
• Proteger de agressões externas, como poeiras, poluições,
bactérias, vírus;
• Regular a nossa temperatura corporal;
• Impedir a saída da água do nosso corpo pra atmosfera;
• Produzir vitamina D – Devido a exposição na luz solar;
• Remover toxinas através do suor.
Entender as necessidades da sua pele é essencial para sua saúde!
S U A P E L E , C A B E L O E P H
28
P O R T R Á S D A S U A P E L E
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29
E P I D E R M E : 
É uma camada elástica externa que
se renova de maneira continuada.
É composta por vários tipos de células
D E R M E :
É a camada interior da pele, é
composta por tecido conjuntivo, que
contém elastina (fibras que
proporcionam elasticidade e
maleabilidade) e colágeno (fibras
que dão sustentação). Contém
também muitos vasos sanguíneos,
folículos e glândulas.
F o l í c u l o s p i l o s o s : É onde os
pelos começam a crescer. Protegem e
são importantes na regulação da
temperatura corporal.
G l â n d u l a s s e b á c e a s : Produzem sebo
(óleo natural). Forma uma película protetora e
umectante sobre a pele, evitando a saída da
água.
G l â n d u l a s s u d o r í p a r a s : Produzem suor,
que viajam pelos dutos sudoríparos até a
aberturas na epiderme (os poros). O suor por sua
vez é importante para a regulação da
temperatura do corpo e para liberar toxinas.
T E L A S U B C U T Â N E A :
Também chamada hipoderme, localiza-se sob a
derme e é formada por tecido. conjuntivo e
gordura. Tem função isolante.
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30
N E C E S S I D A D E S D A P E L E
Diariamente você deve seguir uma rotina de
cuidados para que a sua pele consiga
desempenhar bem suas funções, que seguem
basicamente 3 etapas: limpeza, hidratação e
proteção. São os cuidados diários, feitos pelos
menos 2 vezes ao dia, é como escovar os dentes...
Além desses 3 passos primordiais, temos outros que
entram auxiliando no tratamento mais completo
como esfoliar, tonificar, usar máscaras de
tratamentos etc. Mas, que passam a ser mais
opcionais.
H i g i e n i z a r
A princípio é disso que sua pele precisa. Tudo
inicia na higienização, onde o sebo natural
produzido pela nossa pele é uma substância
pegajosa que gruda toda a sujeira externa,
precisando de uma higienização regular e uma
preparação para que ela continue
desempenhando sua função.
H i d r a t a r
No ato da lavagem é removido o manto ácido da
pele, fazendo com que a água evapore e sua pele
fique com aspecto ressecado. Nesse caso,
precisamos repor a água e umectar para criar a
película protetora, evitando que a água saia
novamente, mantendo a pele hidratada
P r o t e g e r
Precisamos de agentes capazes de
dificultar que a radiação UV atinja e
danifique nossa pele, causando vários
problemas desde envelhecimento precoce
ou até mesmo câncer de pele. O uso de
protetor solar é essencial, apesar de haver
muita polêmica em torno disso. Na dúvida,
evite os químicos e use os físicos.
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pH – Potencial hidrogeniônico é uma escala
que vai de 0 a 14 e mede o grau de acidez,
neutralidade ou alcalinidade de uma
solução, onde 0 é extremamente ácido, 7 é
neutro e 14 extremamente alcalino.
O suor junto com o sebo natural formam uma
película protetora na nossa pele conhecida
como manto ácido que serve como barreira
de proteção contra agressões externas – Tais
como raios UV, poluição, fumaça, exposição
solar, luz artificial, ar condicionado e até
mesmo fungos, bactérias e microrganismos.
Para manter essa acidez da pele precisamos
que haja um equilíbrio do estado normal da
superfície da pele.
O grau de acidez varia conforme
idade, sexo e do indivíduo.
A pele humana nas condições ideais
apresenta uma camada naturalmente
ácida, com pH entre 3 e 5.
É extremamente importante regular o pH
dos cosméticos para que mantenha-o
igualmente ácido. Dessa forma
manteremos o equilíbrio e o bom
funcionamento da pele bonita e saudável.
Caso essa acidez seja perdida – isso pode
acontecer caso coloque uma substância
alcalina - nossa pele passa a ficar
desprotegida, levando a algumas
alterações no seu aspecto físico.
I M P O R T Â N C I A D O p H N A P E L E
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Quando perdemos a nossa barreira
de proteção (manto ácido), algumas
coisas passam a acontecer, como a
água que evapora da região e a
pele que fica com aspecto seco e
consequentemente apresenta
descamações, vermelhidões, coceiras
e escurecimento. É como se tivesse
sofrido uma queimadura.
E x e m p l o r e a l :
Meu primeiro sabonete líquido (que
eu mesmo fiz), me deixava com uma
sensação de pele repuxada e eu
acreditava que aquilo era bom. Até
que depois começou a descamar e
apresentar coceiras.
Meu primeiro shampoo ressecou (pra não
dizer “empalhou”) meu cabelo todo.
Foi dessa forma que aprendi na prática a
importância de regular o pH. Eu realmente
não sabia no que estava errando. Até que
vi que os tensoativos (agentes de limpeza
dos sabonetes e shampoos) eram alcalinos,
e eu precisava deixar a substância mais
ácida.
Outro caso interessante foi com um
desodorante – também natural. Ele tinha
em sua composição carbonato de sódio
que é alcalino.
Foi um dos melhores desodorantes que já
passei – em questão de evitar o mal
cheiro. Porém, a longo prazo minha pele
começou a ficar avermelhada, depois
começou a apresentar coceiras e por fim,
começou a escurecer minhas axilas. Só que
o escurecimento era como queimaduras. Eu
parei logo em seguida e voltou ao normal.
Foi exatamente o que aconteceu na figura
ao lado.
Mas, já foi outro aprendizado da
importância do pH regulado na nossa
pele.
P E L E D E S P R O T E G I D A
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Devemos saber que o fio capilar não pode
ser regenerado ou recuperado porque é um
tecido morto!
Isso pode confundir um pouco já que vemos o
crescimento constante do cabelo.
Por baixo da estrutura da nossa pele temos o
folículo piloso que é vivo. Porém, o material
que ele produz é um material morto, que no
caso é a haste capilar.
A estrutura capilar apresenta 3 camadas de
células sobrepostas: cutícula, córtex e, em
alguns casos, medula na região central.
Todas essas camadas são compostas por
células mortas, preenchidas essencialmente
por queratina.
Dependendo da quantidade de água, o 
cabelo é constituído aproximadamente entre 
65% a 95% por queratina, sendo os 
restantes constituintes água, lipídios e 
pigmentos 
O córtex é o responsável pela grande 
resistência dos fios de cabelo. Localiza-se em 
volta da medula (quando presente), e é 
composto por células corticais alongadas, 
firmemente compactadas, preenchidas com 
filamentos de queratina que estão orientados 
paralelamente à fibra do cabelo. 
A cutícula atua como uma barreira de 
proteção do córtex. Ou seja, devemos sempre 
manter a cutícula alinhada em seu estado 
natural para manter o nosso cabelo forte e 
saudável.
E S T R U T U R A C A P I L A R
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O pH do cabelo está entre 4,5 e 5,6
aproximadamente. Essa acidez deve-se à
produção de ácidos graxos pelas
glândulas sebáceas - Ou seja, a produção
da oleosidade natural do nosso corpo.
Essa oleosidade produzida no couro
cabeludo escorrega pelo seu fio com o
objetivo de formar uma camada protetora
e umectante no nosso cabelo. Essa camada
de proteção forma uma película que
impede a saída da água do nosso fio
para o ambiente. Fazendo assim, uma
umectação natural.
Cabelos que têm a estrutura reta como os
lisos, tendem a ter mais oleosidade porque
a oleosidade escorrega com mais
facilidade. Já os cabelos crespos tendem a
serem mais ressecados por demorar mais
para descer essa oleosidade.
I M P O R T Â N C I A D O 
p H N O C A B E L O
Quando as cutículas – também conhecidas como 
escamas - estão abertas, o córtex fica exposto 
a agressões externas como raios solares, 
poluentes, temperaturas, bactérias, fungos, 
fumaças etc. Isso faz com que a aparência do 
cabelo seja desalinhado e sem vida.
Numa cutícula normal, sem estragos, as células 
estão aconchegadas ao eixo do cabelo. O fio 
tem uma aparência macia, que permite a 
reflexão da luz e a diminuição da fricção entre 
os fios de cabelo. Consequentemente, temos um 
cabelo brilhoso e com aparência saudável.
A cutícula é a responsável pelo brilho e textura 
do cabelo.
Por outro lado, num cabelo danificado, esta 
superfície apresenta-se áspera e com 
irregularidades, devido às cargas elétricas 
negativas que se acumulam e fazem levantar 
as cutículas.
pH SUGERIDO NOS COSMÉTICOS
Creme de cabelo
(tratamento ou pentear)
5.0 a 5.5
Condicionador 4.0
Shampoo 5.0 a 6.7
Sabonete íntimo 4.5 a 5.6
Sabonete líquido 6.5 a 7.5
Creme facial ou corporal 5.6 a 6.5
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Esses valores de pH são uma média.
É natural que em shampoos e sabonetes
líquidos, o pH seja um pouco maior em
relação ao nosso cabelo.
Isso se torna necessário para uma limpeza
mais eficiente. Já que pH mais alcalino
abre as escamas do fio, permitindo uma
limpeza mais profunda.
pH NAS PARTES DO CORPO
Pele do corpo adulto
(saudável)
4.5 a 6.0
Pernas e tornozelos 7.0
Rosto 4.7
Bocas e lábios 6.0 a 7.0
Genitais 6.5
Axilas 6.5
Mãos 3 a 5
Couro cabeludo 3.8 a 5.6
Recém nascido 5.5 a 6.5
Shampoos alcalinos mudam o pH do cabelo
e, consequentemente causa alteração na
estrutura capilar.
Nas soluções levemente alcalinas (PH 8,5)
algumas ligações dissulfeto são quebradas e
as cutículas deixam o cabelo desnivelado e
fica opaco, ou seja, os cabelos começam a
ficar ásperos.
Consequentemente, shampoos muitos
alcalinos prejudicam o cabelo, pois quebram
as ligações dissulfeto, o que resulta em fios
com mais de uma ponta;
Em soluções altamente alcalinas (pH 12), os
três tipos de ligação serão quebradas e, com
isso, ocorrerá queda de cabelo
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Um cabelo com o pH alcalino, consequentemente está com cargas elétricas negativas.
Essa carga negativa deixa nosso cabelo com todo esse aspecto ressecado, poroso e
sem vida.
Além do shampoo tradicional (que são compostos por tensoativos aniônicos), outros
fatores também contribuem para o desequilíbrio da energia no nosso fio, como
fumaças, água de praia e piscina, secadores,chapinhas, descolorantes, tinturas e
tratamentos químicos (como progressivas, descoloração) em geral.
Uma forma de recuperar um cabelo que está nessa situação é colocar soluções com
carga elétrica positiva e ácidas, como um condicionador ou creme de tratamento.
O pH de produtos cosméticos variam em função de sua aplicabilidade.
Exemplo: produtos de permanência prolongada sobre a pele devem ter um pH de
4,0 a 7,0.
O pH deve se aproximar o máximo possível do pH cutâneo, que varia de 4,5 a 5,5.
C A R G A S E L É T R I C A S
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Y
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U
T
U
B
E
.
C
O
M
/
R
E
F
A
S
H
I
O
N
A partir de agora você será totalmente introduzida ao universo dos
cosméticos naturais. É um caminho sem volta!
A partir das próximas páginas você colocará a mão na massa
literalmente. Irá conhecer as classes de ingredientes para cada tipo de
produto como cremes, géis, produtos de limpeza, dentre outros.
Isso porque você vai conhecer as classes de ingredientes e como montar
a fórmula para cada produtinho que você precisa!
Agora você já saber identificar os problemas do seu fio e quais as suas
necessidades.
Você vai ficar mais criteriosa com as escolhas que você fará para seus
produtos de uso pessoal. É viciante!
38
M Ã O N A M A S S A
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◙ Balança de precisão 0,01g
◙ Bastão batedor de vidro (opcional)
◙ Becker de vidro ou tigela comum;
◙ Deionizador;
◙ Embalagens para produtos prontos;
◙ Espátula de inox ou de madeira;
◙ Etiquetas para identificação;
◙ Funil de vidro (opcional);
◙ Mixer, fuê, mini mixer;
◙ Panela ou chapa para banho-maria;
◙ Phmetro (peagâmetro) fita ou digital;
◙ Seringas (opcional);
◙ Termômetro culinário.
M A T E R I A I S N E C E S S Á R I O S
39
O B S E R VA Ç Õ E S
B a l a n ç a d e p r e c i s ã o : A
balança deve ser de precisão, devido a
alguns ingredientes que são quantidades
abaixo de 1g, sendo necessário uma
balança mais precisa.
D e i o n i z a d o r : Serve para deionizar
a água que será utilizada nos cosméticos,
já que não pode ser água da torneira
(nem a filtrada). A água deionizada você
encontra em farmácias de manipulação,
eles deionizam na hora. Mas, caso você
não encontre com facilidade, o
deionizador traz essa autonomia maior.
P h m e t r o : É muito importante para
medir o PH das formulações. Esse item não
pode ser ignorado.
T e r m ô m e t r o c u l i n á r i o : Vocês
vão precisar controlar o ponto de fusão
da emulsão (no decorrer das páginas você
entenderá melhor).
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Embalagens de plástico vão se deteriorando com o tempo e
os componentes como óleos essenciais vão interagindo com
ele. Com o tempo, você percebe que o plástico vai
mudando de cor para a cor do respectivo óleo essencial
presente na fórmula.
Saber que os cosméticos interagem com o plástico nos traz
a necessidade de não usá-los, já que o plástico comum
(derivado de petróleo) é um liberador de compostos como
ftalatos e BPA, que são disruptores endócrinos.
Em contraponto, não temos muitas opções disponíveis no
mercado e a liberação de BPA ocorre quando aquecemos a
embalagem (no caso de comidas no micro-ondas), não
praticamos esse hábito com os cosméticos.
Também saiu uma pesquisa na Unicamp em 2011 com
azeites de oliva armazenados em 3 tipos de embalagens
diferentes, sendo um plástico comum, um vidro transparente
e um plástico da cor âmbar. Percebeu-se na pesquisa que
todos que estavam em embalagens transparentes oxidaram
em 1 mês por conta do contato com a luz direta. E os que
estavam na cor âmbar oxidaram em 6 meses.
E M B A L A G E M I D E A L
40
Então juntando essas duas
informações, concluímos que a
melhor embalagem será
sempre vidro âmbar, já que
usaremos óleos vegetais e
essenciais ou no mínimo, vidro
fosco.
Hoje em dia, já temos opções
de plásticos derivados de cana
de açúcar. Nesse caso não são
liberadores de compostos como
BPA.
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C R E M E B A S E
Y
O
U
T
U
B
E
.
C
O
M
/
R
E
F
A
S
H
I
O
N
A partir de agora você será totalmente inserida(o) no mundo da
cosmetologia. Para aprender a fazer os cosméticos naturais em casa, foi
necessário aprender mais sobre química e cosmetologia tradicional. Imagine
uma farmácia de manipulação na sua própria casa a partir de agora.
A melhor forma de aprender a fazer os produtos não é ver uma receita
pronta, imagino que você comprou esse Guia por pensar dessa forma. O
maior objetivo é aprender a “pescar”. Ou seja, criar por conta própria sua
formulação exclusiva de acordo com a sua necessidade.
Para isso, você irá aprender a fazer um creme/loção base.
O q u e é u m c r e m e / l o ç ã o b a s e ?
O processo da criação de um creme, independente de qual creme – podendo
ser facial, capilar, corporal etc - é sempre o mesmo. É composto basicamente
por uma classe de ingredientes necessários. Imagine uma obra de uma casa,
você precisa do cimento, mas para fazer o cimento é necessário não só o
cimento, como água e areia. E depois as vigas, os blocos enfim... Se faltar um
desses itens, as paredes não ficarão firmes. Em outras palavras ”A CASA
CAI”.
Mas, dentro dessa classe de ingredientes necessários, você decidirá quais
ingredientes utilizará para quais necessidades. Você aprenderá como fazer
uma formulação de creme base, onde você vai decidir se vai passar no
cabelo, no corpo, no rosto, nas mãos ou pés ou se será para uma pele/cabelo
seco, oleoso ou normal.
C R E M E B A S E
42
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O Q U E VA I D I F E R E N C I A R U M C R E M E D O
O U T R O S Ã O 3 D E T A L H E S I M P O R T A N T E S :
43
C o n c e n t r a ç ã o d e c a d a i n g r e d i e n t e – Se uma pessoa
tem a pele muito oleosa, provavelmente vai querer um creme mais
gelificado, menos cremoso, com toque mais leve e suave.
Se uma pessoa tem a pele muito seca, provavelmente vai querer um
creme mais cremoso, com mais óleo na formula. Essa decisão irá
influenciar muito na concentração de cada ingrediente.
p H – Cada parte do nosso corpo necessita de um PH específico, e
consequentemente o cosmético para ser perfeito, terá que se enquadrar
nesses PH`s. Em sua maioria, serão substâncias ácidas, mas para algumas
situações temos a necessidade de um PH mais neutro ou alcalino, como
nos shampoos ou desodorantes, por exemplo.
A t i v o s – Por fim, os princípios ativos vêm para entregar uma
identidade pra sua formulação. Ou seja, se você quiser um creme pra
estimular o crescimento capilar você usará um determinado princípio
ativo. Mas, se você quiser um creme rejuvenescedor, já será outro.
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O emulsionante vem
basicamente para prender as
gotículas de óleo dentro da
água, e transforar esses dois
líquidos que não se misturam
em uma substância cremosa.
Falaremos melhor sobre o
emulsionante na página 41
Emulsão é uma mistura de dois líquidos
imiscíveis (que não se misturam).
O líquido que está em maior quantidade é o
dispergente e o líquido que encontra-se em
menor quantidade é o disperso. Na maioria
das emulsões, os dois líquidos envolvidos são
água e óleo.
Como mostra nas figuras abaixo, ao misturar
água e óleo no mesmo copo os dois formam
duas fases.
Mas, quando vemos um cosméticoe lemos o
rótulo, você verá que tem tanto água, quanto
óleos... Os dois se misturaram devido a um
processo de emulsão
Para fazer essa emulsão (mistura da água e
do óleo) precisaremos de algo chamado
“emulsionante”
44
m creme ou loção é o resultado do
sucesso de uma emulsão!
O Q U E É U M A E M U L S Ã O ?
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As formulações devem seguir alguns
passos simples para que ocorra tudo
certo.
Por exemplo, já sabemos que água e
óleo não se misturam e que existe um
ingrediente responsável por misturar
os dois. Para que isso dê certo, a
gente divide os grupos de ingredientes
em fases. São as fases aquosa, oleosa
e termolábil.
Essa divisão é feita de acordo com a
solubilidade de cada ingrediente.
Então, todos os ingredientes que são
solúveis em água entrarão na fase
aquosa. Todos os ingredientes solúveis
em óleo, serão misturados na fase
oleosa. Só depois dessa mistura é que
juntaremos as duas fases em uma só. E
por fim, temos a fase termolábil, que
tem tanto ingredientes oleosos quanto
aquosos, porém esses ingredientes não
podem ser aquecidos. Por isso, ficam
no final.
Na dúvida, ao comprar qualquer ingrediente
cosmético, você sempre verá as informações
de diluições (até quantos % pode usar da
formulação), sua solubilidade, ou seja, se é
solúvel em óleo ou em água, e a temperatura
máxima que podem sofrer de aquecimento
sem que perca suas propriedades. Têm
ingredientes que perdem suas propriedades
acima de 45 graus. Já têm ingredientes que
para funcionar devem estar a 70 graus (daí
vem a importância de ter o termômetro). Têm
ingredientes como conservantes
principalmente, que só funcionam em uma
determinada escala de PH.
Todas essas informações estará no site que
você comprará os ingredientes e nos laudos
técnicos que empresas sérias enviam.
45
CLASSES DE INGREDIENTES
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Veículo – Será onde sua formulação será diluída. Um exemplo
simples: Água;
Umectante – Evita o ressecamento da formulação;
Espessante – Aumenta a viscosidade de um produto.
FA S E 1 : A Q U O S A - C o m p o s t a p o r á g u a 
e c o m p o n e n t e s s o l ú v e i s e m á g u a
Emulsionante – Permite que o óleo se misture com a água;
Agente de consistência – Deixa o produto mais cremoso;
Emoliente – Melhora o deslizamento e lubrificação da
pele/cabelo.
Conservante – Evita a proliferação de fungos, bactérias e
microrganismos;
Antioxidante – Impede a oxidação dos componentes oleosos,
rancificação (decomposição) e mudança de cor;
Fragrância – Responsável por acrescentar cheiro nos produtos;
Ativos – Acrescenta tratamento nos cosméticos
P H A S E 3 : T E R M O L Á B I L - T u d o q u e n ã o 
p o d e s e r a q u e c i d o . S e a q u e c e r p o d e 
d a n i f i c a r e p e r d e r s u a s p r o p r i e d a d e s
FA S E 2 : O L E O S A - T u d o q u e t i v e r ó l e o
46
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Agora, vamos entender cada componente da classe de
ingredientes e as porcentagens indicadas das concentrações.
Toda vez que eu falar de alguma formulação farei em
percentual porque o certo é sempre formular em porcentagem (%) e
depois converter para gramas (gr). Nesse meio, não usamos medidas de
colher, copo ou xícara. Então, se eu tenho um creme de 100 gramas, e
nessa formulação for usada 70% de água, pese 70gr de água (Sim, em
gramas porque são todos pesados na mesma unidade de medida).
10% de óleo vegetal de 100gr de produto serão 10gr de óleo
vegetal. Para isso, precisamos da balança de precisão.
Fazer em porcentagem é uma forma de deixá-los mais livres para
escolher a quantidade que deseja fazer. Dessa forma, você terá as
proporções indicadas, e assim, é só escolher a quantidade que deseja.
Então, se eu disser 10% para 100 gr, será 10 gramas. Mas, se você
quiser fazer 300 gramas ao invés de 100. Então 10% de 300 gr é 30.
A seguir, ao lado de cada informação terá a porcentagem sugerida
para cada ingrediente.
P O R C E N T A G E M E U N I D A D E D E M E D I D A
47
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C A L C U L E A Q U A N T I D A D E D E 
Á G U A :
Suas formulações têm que ter quantidade
suficiente para chegar a 100%
(QSP = Quantidade Suficiente Para). Ou seja, se
todos os ingredientes que você utilizou até
agora, fora a água, deram 25%, você precisa
colocar 75% de água para completar a
formulação de 100%. Se todos os ingredientes
somaram 45%, então você precisará completar
com 55% de água.
E x e m p l o : L o ç ã o d e 2 4 0 g r a m a s
240 gramas = 100% do lote total do produto
72 gramas de ingredientes = 30% de 240 
gramas
Logo, eu preciso completar com 70% de 
água, que dá 168 gramas (mesmo sendo 
líquido, deve ser pesado em gr) para totalizar os 
240 gramas da loção.
A quantidade de água será sempre a
quantidade suficiente para completar a sua
formulação – QSP.
porque tem grande quantidade de
elementos químicos como cloros,
minerais, cargas elétricas e até
impurezas, e isso afeta a qualidade
final do cosmético. O ideal são águas
que têm o PH 7, que é neutro. A água
você encontra em farmácias de
manipulação pra comprar, mas
cuidado com os conservantes. Água
deionizada tem durabilidade de até
48 horas. Se tiver uma água com
durabilidade acima disso - como em
alguns casos que são até de 2 anos -,
pode estar com um conservante, e dos
pesados, por exemplo um BHT.
E x e m p l o s : 
• Água destilada;
• Água deionizada;
• Infusão de ervas (com as
águas citadas acima) ou até mesmo
géis (babosa, por exemplo).
48
eículo – 55 A 90%
A água não pode ser da
torneira e nem filtrada
F A S E A Q U O S A
Aqui colocaremos todos os ingredientes 
que são solúveis em água.
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formulação, quanto na sua
pele/cabelo. No cabelo e pele
cria uma camada protetora e evita
que percamos água para a
atmosfera. Mantendo-os
umedecidos e hidratados. Para
definir a quantidade basta seguir
a seguinte regra:
◙ 1,5% Pele e cabelo oleosos;
◙ 2 a 3,5% Pele/ cabelo normal a
seca;
◙ 4-5% em hidratantes corporais.
E x e m p l o d e u m e c t a n t e :
• Glicerina vegetal;
49
mectante – 1,5 a 5%
Serve para evitar o
ressecamento tanto na
uma loção. Entrega um efeito gelificado.
Se colocar o espessante dentro de um
copo de água e mexer, você terá um gel.
Quanto mais espessante colocar, mais
viscoso o creme fica. E, quanto menos
espessante, mais fluído. Se você quiser
fazer uma loção líquida, não use
espessante.
E x e m p l o s :
• Goma xantana;
• Goma guar;
O b s e r v a ç ã o :
Use sempre que quiser fazer um gel ou
loção mais viscosa com efeito gelificado.
E x e m p l o s d e a p l i c a ç ã o :
◙ Cremes suaves e leves; 
◙ Shampoos;
◙ Sabonetes líquidos;
◙ Séruns;
◙ Gél;
spessante – 0,1 a 3%
Serve como agente de
viscosidade, para “engrossar”
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sucesso da receita. Sabemos que óleo 
e água não se misturam, então esse é 
o ingrediente responsável por misturar 
os dois. 
A estrutura do emulsionante é anfipa ́-
tica, pois tem uma cabeça polar 
hidrofílica, ou seja, tem atração pela 
água. E sua causa é hidrofóbica, ou 
seja, não gosta da água mas se atrai 
pelo óleo. Como na figura abaixo
50
mulsionante – 2% a 10%
O emulsionanteem uma
loção é primordial para o
F A S E O L E O S A
Aqui colocaremos todos os ingredientes que são solúveis em óleo.
Ao colocar um emulsionante dentro
de uma formulação, eles se unirão
uns com os outros formando uma
micela (figura 2 e 3) protegendo
assim as gotículas. O emulsionante
deve ser muito bom e potente, pois
é ele que vai prender as gotículas
de óleo em micelas dentro da
água (figura 2), ou as gotículas de
água dentro do óleo (figura 3)
impedindo que as gotículas de óleo
se encontrem e comecem a se
juntar umas nas outras - fazendo
com que as fases se separem
novamente.
O sucesso da emulsão, não permite
que o creme se desestabilize – Ou
seja, que as fases se separem.
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51
Existem 2 tipos de emulsões: a “óleo em água
(o/a)” e a “água em óleo (a/o)”
No caso de formulação óleo em água, as
gotículas de óleo ficam protegidas da água
dentro dessas micelas.
Em formulações água em óleo, as gotículas de
água que ficam presos nas micelas. Como
ilustrado nas figuras abaixo, a posição das
micelas mudam proporcionalmente.
D i f e r e n ç a n a p r á t i c a :
Emulsões óleo em água (o/a): A água está
preenchendo o lado externo, fazendo com
que seja uma emulsão mais leve, com sensorial
mais seca e suave;
Emulsões água em óleo (a/o): Á água está
envolvida no óleo, fazendo com que seja uma
emulsão mais gordurosa e densa (manteigas,
por exemplo).
As emulsões O/A são as mais populares. São
as que já estamos acostumados na
cosmetologia tradicional.
O objetivo sempre será fazer um
creme/loção estável, ou seja, que não se
separem depois de um tempo.
D O S A G E M D E A P L I C A Ç Ã 0
• 2% a 3% em emulsões líquidas;
• 5% a 10% em cremes e loções;
Quanto mais emulsionante colocar, mais
consistente ficará o creme, e vice-versa.
E x e m p l o s d e e m u l s i o n a n t e s 
n a t u r a i s :
• Olivem 1000 – Cetearyl olivato,
sorbitan olivate
• BTMS (Metossulfato de Behetrimonio
& Álcool Cetoestearilico);
• Dub Base Expert
Mais opções de emulsionantes na página
110
E M U L S Ã O Ó L E O E M Á G U A x
Á G U A E M Ó L E O
O B J E T I V O
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52
I N D I C A Ç Ã O :
Espessante: Use em géis, shampoos,
sabonetes liqudos ou em loções com
sensorial mais leve e gelificado.
Agente de consistência: Use em cremes e
condicionadores sempre que quiser uma
loção mais cremosa.
A T E N Ç Ã O :
Você só conseguirá ver a real consistência
da sua loção com o álcool graxo depois de,
no mínimo, 4 horas.
Não exagere na dosagem de ceras, pois
em excesso elas travam na pele, perdendo
espalhabilidade.
E X E M P L O S :
• Álcool cetílico
• Álcool cetoestearílico
Existem duas maneiras de deixar uma
emulsão mais consistente: com o
espessante da fase aquosa e com o
agente de consistência da fase oleosa.
A diferença entre os dois está no toque.
• Espessante: Deixa gelificado
• Agente de consistência: Cremoso
Podemos ter um meio termo, usando um
pouquinho de cera e um pouquinho de
espessante. Ou usar somente o
espessante em uma formulação e
somente o agente de consistência em
outra.
gente de consistência – 1% a 5%
Agente de consistência como o
nome já diz, doa consistência na
fórmula, deixando-a cremosa.
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53
Quando nos referimos a óleos vegetais são
os 100% puro e prensados a frio, pois
dessa forma teremos todas as riquezas dos
compostos químicos presentes em cada
óleo.
Q u a n t o u s a r ?
Quanto mais oleosa for sua pele ou cabelo,
mais próximo da quantidade mínima
sugerida (5%) deve ser. Quanto mais seca
estiver a região mais próximo dos 25%.
E M O L I E N T E – 1 % A 2 5 %
Ó L E O S E M A N T E I G A S 
V E G E T A I S
Agente de lubrificação, proteção e
“espalhabilidade”, ou seja, traz a
característica de hidratação e
deslizamento, além do sensorial
agradável para a pele.
A quantidade de emoliente dependerá
do tipo da sua pele e do toque
desejado. Se você tiver a pele muito
oleosa, talvez seja melhor não passar
dos 5%. Mas, se o intuito é um creme de
tratamento capilar, pode ser usado até
25%, mas saiba que ficará bem oleoso.
Entenda: Todos os emolientes têm que
caber dentro desse valor de 5% a 25%
. Por exemplo: 20% do total de
emoliente: 10% de óleo vegetal + 10%
de manteiga vegetal = 20% de
emoliente!
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54
Ó l e o s v e g e t a i s : 1 % A 
1 0 %
Têm muitos óleos para você se
aventurar nas escolhas. Cada um com
uma propriedade específica que irá
influenciar grandemente na sua
formulação.
Óleos mais leves como óleo de jojoba,
semente de uva e semente de
maracujá são mais fluídos e de fácil
absorção. Indicados para peles mistas
ou oleosas.
Já os óleos de buriti e abacate são
mais umectantes e nutritivos. Indicados
para peles maduras e secas.
O universo dos óleos vegetais é muito
mais extenso, então eles merecem um
módulo só deles que está na página
78
M a n t e i g a s v e g e t a i s : 1 % a 1 0 %
(do total da fase oleosa)
Manteigas certamente farão uma grande
diferença nas propriedades da fórmula. Porém,
se sua pele for oleosa não coloque mais de 5%.
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55
E x e m p l o s d e c o n s e r v a n t e s 
n a t u r a i s :
• Sorbato de potássio + benzoato de
sódio;
• Conservante verde;
• Conservante “Preservative free”
/Spectrastast (autorizado pela ECOCERT).
• Nipaguard SCE
Mais opções de conservantes na página 110.
A n t i o x i d a n t e s : A t é 1 %
É um aditivo bem utilizado para os
cosméticos naturais que vão evitar a
oxidação e ranço (decomposição) em tudo
que houver óleos e manteigas vegetais,
aumentando a durabilidade. Conservantes
e antioxidantes são diferentes. Um é para
a água e o outro para os óleos.
Exemplos de antioxidantes naturais:
• Oleoresina de alecrim
• Vitamina E
C o n s e r v a n t e – 0 , 6 % a 
1 , 2 %
Tudo que houver água na formulação
aumentará a proliferação de fungos,
bactérias, bolores e microrganismos.
Portanto, para que você tenha uma
durabilidade maior dos seus produtos é
essencial que use um conservante. Mas
claro, livre de Parabenos
e Formaldeídos.
Se na sua formulação não tiver água,
somente óleos, você pode dispensar o
conservante. Mas, caso você faça uma
formulação somente com óleos e ele ficar
exposto a umidade, então é sempre bom
colocar algumas gotinhas de
conservante.
I M P O R T A N T E
Não subestime o uso de conservantes,
usar cosméticos contaminados é pior do
que usar cosméticos com parabenos.
F A S E T E R M O L Á B I L
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56
D o s a g e m : 
0,5% - Produtos para rosto e cabelos;
1% - Produtos aplicados no corpo inteiro,
como uma loção corporal;
1,5% Produtos para uma área específica,
como por exemplo, celulite ou varizes.
Dica para as medidas do óleo essencial:
1ml = 20 gotas (aproximadamente)
A t i v o s e f r a g r â n c i a s - d e 
0 , 5 % a 1 , 5 % 
Ativos de tratamento basicamente
entregam a identidade do produto. Com
a mesma formulação de creme, você
pode fazer dele um ótimo produto para
estimular colágeno e elastina, ou até
mesmo um produto para evitar a queda
do cabelo.
Sempre que você ler em algum rótulo
dizendo “Rejuvenescedor” ou
“Antibacteriano”provém dos princípios
ativos da fórmula, que são as substâncias
que adicionam tratamento nos produtos.
Usamos como principais ativos os
óleos essenciais - responsáveis pelas
fragrâncias também.
Óleos essenciais são as extrações mais
ricas e concentradas de uma planta.
Você entenderá melhor sobre eles na
página “89”.
Além dos óleos essenciais, temos como
princípios ativos os extratos vegetais
(página 107) e proteínas hidrolisadas.
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F A S E T E R M O L Á B I L
Abaixo está uma tabela com todos os ingredientes e dosagens específicas de cada para
você começar a entender uma formulação e como ela é montada.
Não se esqueça de definir a identidade da sua formulação. Se será pra pele ou cabelo
oleoso, seco ou normal. Preste atenção no PH de cada parte do corpo e para cada
necessidade. Ao montar a sua formulação, você pode fazer os cálculos usando o
conversor de medidas que eu disponibilizo na página 111.
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C L A S S E S D E I N G R E D I E N T E S
FASE AQUOSA FUNÇÃO EXEMPLOS %
Veículo Diluição e homogeneidade da solução Água QSP
Umectantes Retenção de umidade Glicerina vegetal 1,5% a 5%
Espessantes Agente de viscosidade Goma guar 0.01% a 3%
FASE OLEOSA
Emulsionantes
Agente de mistura das fases aquosa
e oleosa
Olivem mil e BTMS 2% a 10%
Emolientes
Auxilia na lubrificação e
espalhabilidade
Óleos e manteigas
vegetais
1% a 25%
Agentes de
consistência
Doador de viscosidade e
cremosidade
Ceras e álcoois
graxos
1% a 5%
FASE TERMOLÁBIL
Antioxidantes
Evita a oxidação dos óleos e
manteigas
Oleoresina de
alecrim e vitamina
E
Até 1%
Conservantes
Evita a criação de bactérias e
microrganismos
Sorbato de potássio
e benzoato de sódio
e Spectrastast
0,05% a 1,2%
Ativos Adiciona ativos de tratamento
Óleos essenciais,
extratos e proteínas
0,5% a 1,5%
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FASE AQUOSA
79,5 % Água deionizada
4,0 % Glicerina vegetal
0,5 % Goma xantana
FASE OLEOSA
8,0 % Olivem 1000
1,0 % Álcool cetílico
4,0 % Óleo de semente de uva
1,0 % Manteiga de karité
FASE TERMOLÁBIL
1,0 % Conservante
1,0 % Vitamina E
79,5 GR
4,0 GR
0,5 GR
8,0 GR
1,0 GR
4,0 GR
1,0 GR
1,0 GR
1,0 GR
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M I S T U R E E A Q U E Ç A A F A S E A Q U O S A
Misture todos os componentes que compõem a fase aquosa: espessante, umectante e a
solução em água. Com isso, você fará um gel. É importante seguir exatamente a
ordem ilustrada abaixo.
1. Coloque o espessante no recipiente e a glicerina por cima, agite bastante até
criar um gel.
2. Agora vá despejando a água aos poucos enquanto continua mexendo o gel no
recipiente para que fique uma única solução homogênea.
3. Após feita a mistura, aqueça a fase aquosa em banho-maria ou em fogão elétrico
até atingir – no máximo - a temperatura de 75 graus.
O B S E R V A Ç Õ E S :
§ Se você colocar o espessante diretamente na água, ele criará grumos, dificultando a
mistura dos itens.
§ Se não tiver umectante na sua formulação, você deve aquecer a água para fazer
essa mistura com espessante. Siga a mesma regra de não colocar toda água de uma
vez.
§ Se não tiver espessante na sua formulação, apenas misture a água com o umectante
e já coloque sob aquecimento.
PA S S O A PA S S O
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D E R R E T A A F A S E O L E O S A
1. Enquanto a fase aquosa está sendo aquecida, você precisa aquecer a fase oleosa.
Aqui serão derretidas as ceras, manteigas, emulsionantes, e também iremos
homogeneizar com os óleos vegetais para que tudo se torne uma única solução. Esse
processo é feito em banho-maria ou em fogão elétrico.
2. Pese o emulsionante e o agente de consistência e coloque-os para derreter.
3. Depois de derretidos, coloque a manteiga e óleo vegetal. E continue aquecendo
até chegar na temperatura de 75 graus.
O B S E R V A Ç Ã O :
§ Eu aconselho derreter primeiro as ceras (emulsionantes e agentes de consistência) -
porque demora mais para dissolver -, e só depois ir acrescentando as manteigas e
óleos porque não queremos perder as propriedades dos nossos ingredientes expondo-
os muito tempo a temperaturas altas. Controle a temperatura para que não ultrapasse
os 75 graus.
PA S S O A PA S S O
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M I S T U R E A F A S E O L E O S A + A Q U O S A
1. Quando as duas fases estiverem na mesma temperatura (75 graus), misture a fase
oleosa com a aquosa.
2. Nesse momento, agite a fase aquosa (com o mini mixer, mixer ou fuê) e vá
adicionando a fase oleosa sobre a aquosa. É muito importante que a fase aquosa
esteja sob agitação.
3. Nesse momento a solução está ficando bem homogênea, continue agitando por até
3 minutos.
O B S E R V A Ç Ã O :
Você só conseguirá ver a consistência real depois que a solução esfriar. Devido o
agente de consistência, pode demorar até 4 horas pra você ver a real consistência do
creme.
PA S S O A PA S S O
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E S P E R E E S F R I A R A F O R M U L A Ç Ã O
Nesse momento você já têm uma solução cremosa, ou seja, você já tem uma emulsão.
Para adicionar a próxima fase, é necessário esfriar a formulação para uma
temperatura abaixo de 45 graus.
Você pode deixar a mistura descansando até chegar à temperatura ambiente ou fazer
um “banho-maria”, porém com água gelada (porque ao invés de esquentar,
precisamos esfriar).
Depois de fria, acrescente a fase termolábil que são o antioxidante, conservante e
ativos de tratamento se houver.
Acrescente a fase termolábil
Loção fria, podemos acrescentar a fase termolábil. No nosso caso serão os
antioxidantes, conservantes e óleos essenciais. Por serem produtos sensíveis, é
necessário colocar somente depois que a nossa loção atingir uma temperatura abaixo
de 45 graus. E, volte a misturar, até perceber que estão todos os ingredientes
igualmente misturados.
Por fim, envase em algum recipiente.
PA S S O A PA S S O
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Agora você tem uma emulsão. Parabéns, estou muito orgulhosa de você!
Que tal postar a sua emulsão para que mais pessoas possam se inspirar? É só postar
no seu Instagram com a #meucosmeticonatural.
Uma loção cosmética tem no mínimo uma fase aquosa e uma oleosa porque a
emulsão vem da mistura dos dois.
Você aprendeu a classe de componentes para um creme ou loção. É como um quebra
cabeças, onde você vai montar tudo e terá o resultado perfeito.
Para cada tipo de cosmético terá uma classe um pouco diferente. Aqui você viu do
creme e da loção. Mas, temos a classe de ingredientes também dos condicionadores
(que muda pouca coisa) e dos shampoos.
Eu fui dando os exemplos pra você iniciar suas formulações. Eu não dei o produto
pronto porque quero que você tenha autonomia.
Agora você já sabe as classes de ingredientes e isso vai te ajudar a escolher o que
precisa conforme sua necessidade.
C O N C L U S Ã O
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A G E N T E S D E L I M P E Z A
Y
O
U
T
U
B
E
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C
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M
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F
A
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N
Agora vamos iniciar uma nova classe de ingredientes,