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CONTEÚDO 
 
 
Capítulo 1 – Planejamento.................................................................................1 
Capítulo 2 - Projeto Político Pedagógico ou Proposta Pedagógica ........................ 25 
Capítulo 3 - Planejamento Curricular..................................................................... 36 
Capitulo 4 - Planejamento de Ensino .................................................................... 53 
Capítulo 5 – Didática................................................................................................56 
Capitulo 6 - Componentes do Processo Ensino Aprendizagem ............................. 67 
Capítulo 7 - Componente do planejamento “Avaliação” ............................................. 84 
Capítulo 8 - Tendências Pedagógicas ................................................................... 98 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 1 – Planejamento 
 
 
1 
 
 
 
Planejamento e Organização do Trabalho Pedagógico 
A probabilidade de sucesso em qualquer área pode ser exponencialmente aumentada com o 
direcionamento correto dos recursos disponíveis, sejam eles material, tempo, energia, pessoas, etc., 
dessa forma se faz muito necessário, como um primeiro passo, a organização de uma rotina definida com 
objetivos e ações bem determinadas. 
 
Definir os objetivos e cada plano de ação para alcançá-los trará uma visão ampla do trabalho a ser 
desenvolvido e a segurança de uma estrutura a ser seguida. 
O planejamento é algo que está intimamente ligado ao dia-a-dia do professor e lidar com essa ferramenta 
de apoio ajudará a definir a intencionalidade das ações e direcionar o foco durante a jornada. 
 
O planejamento e organização voltados a um ensino de qualidade no âmbito escolar é definido não 
somente pela comunidade escolar em si, mas também pode e deve ser realizado com o conhecimento e 
apoio da sociedade de um modo geral, partindo desde o envolvimento direto com o planejamento para a 
educação, ou seja, planejamento educacional de forma mais abrangente, até o nível mais prático, aquele 
que ocorre em sala de aula com a regência do professor. 
 
Vamos elucidar e analisar os níveis de planejamento, como são divididos e a relevância de cada um deles 
no processo, além de abordar o conceito de interdependência desses níveis de planejamento, que ao 
serem usados de forma articulada garantem o sucesso no processo de ensino e aprendizagem. 
 
O Planejamento 
 
Planejamento é um conceito muito abrangente e não existe uma definição única ou universal, no entanto, 
baseando-se no conceito de alguns autores educacionais, podemos definir como o processo de organizar, 
classificar e racionalizar, tudo aquilo que será trabalhado durante o processo de ensino e aprendizagem. 
 
Devem ser definidos os objetivos que serão o foco nessa abordagem (o que será realizado) a forma como 
será organizado o trabalho para alcançar o objetivo (como será feito), quais serão os recursos disponíveis 
(com o que será feito), como será definido o processo de avaliação da aprendizagem de acordo com o 
proposto, e a partir desse resultado definir novos insumos para o processo de planejamento (como será 
avaliado, quais resultados desenvolvem novas ações para o processo de planejamento). 
 
 
A Organização 
 
Existem quatro principais frentes que fazem parte do planejamento do ensino aprendizagem, 
inicialmente é preciso que haja uma comunicação ativa com a comunidade escolar, para 
que se possa elucidar a função social da escola, os valores em que se baseiam e o tipo de formação 
 
 
2 
que se espera dos alunos, definir o marco situacional (onde estamos), o marco filosófico (onde queremos 
chegar), lembrando que esse planejamento é integrado e elaborado com a participação de docentes, 
discentes, pais, e todos envolvidos nesse processo. Também é necessário planejar os currículos escolares 
que serão foco da escola, na sala de aula e fora de sala de aula, uma vez que que currículo pode ser 
entendido como um conjunto de experiências, que se estendem a teoria e se baseiam no contexto social 
e situacional do aluno além de fatos históricos acumulados pela história da humanidade de modo geral. 
 
Outro importante passo é o planejamento pelo professor do roteiro do ensino pretendido, ou seja, o 
conteúdo a ser desenvolvido para cada grupo de assuntos, em várias etapas no decorrer do ano letivo, 
semestre ou bimestre. 
 
O professor define seu método e cronograma de acordo com Planejamento Escolar e 
Curricular da escola, criando seu Planejamento de Ensino também chamado de Plano de Curso ou 
Plano de Unidade Didática. 
Nesse processo é definido pelo professor todo o método e recursos que serão utilizados dentro desse 
plano e que são denominados componentes do processo de ensino aprendizagem. 
 
 
Daremos uma ênfase maior a esse, que é um item de conhecimento essencial, e é encontrado em muitas 
provas, ressaltando que o Planejamento de Ensino é um planejamento macro que depois será 
desmembrado em planos de aula, que tem os mesmos conceitos aplicados de forma mais individualizada 
para os objetivos de cada aula. 
 
Abaixo uma ilustração de como se desenvolve planejamento e a organização do trabalho pedagógico: 
 
 
 
Planejamento Escolar 
 
Planejamento Curricular 
 
Planejamento do Docente 
 
Compõem a identidade e 
essência dos objetivos da 
escola. 
 
Define o tipo de pessoas e 
valores que se deseja formar 
 
É construído em conjunto com a 
comunidade escolar 
 
Currículo está relacionado à 
experiência. 
 
Conteúdos cognitivos e 
simbólicos. 
 
Conteúdos gerados de acordo 
com contexto social atual em 
conjunto com os conteúdos 
acumulados pela humanidade. 
 
Planejamento de Ensino: 
Definição de ensino de acordo o 
período Letivo. 
 
Processo de Ensino e 
Aprendizagem: 
Componentes do Plano de 
Ensino. 
Definição de Planos de Aulas 
 
 
3 
 
 
 
 
 
 
 
Planejar é organizar e prever os processos da prática docente, definir os objetivos fins e modo 
de ação. 
 
Consiste em definir as melhores metodologias e ações, baseado em teoria e vivências, com o 
intuito de facilitar o processo de ensino aprendizagem, considerando fatores importantes como 
as necessidades individuais e do grupo para que se possa elevar o engajamento no ensino, bem 
como a qualidade do ensinar e aprender. 
 
Para um bom planejamento é imprescindível que os recursos físicos e não físicos sejam 
definidos e estejam disponíveis para o apoio da aprendizagem. Recursos tais como materiais 
que serão utilizados nas atividades com os alunos, jogos pedagógicos, além daqueles recursos 
não físicos como seminários, visitas à museus, teatros, etc. 
 
O ciclo de planejar também deve conter o um processo definidos para avaliação, onde o 
professor siga um método de como avaliar o aluno, levando em consideração suas 
particularidades, e o processo de formação/evolução. Nesse caso pode se obter apoio de 
portfólios com registros acadêmicos do aluno. 
 
 
 
 
 
Sobre o planejamento, qual o papel deste com relação ao projeto político pedagógico? 
 
No planejamento macro das variadas ações encontradas no processo ensino e aprendizagem, 
existe a divisão entre alguns componentes, como o projeto político pedagógico, o projeto curricular, 
o projeto de ensino e aprendizagem ou o projeto didático, esses podem ou não estar formalizados 
de forma documental, sendo o mais aconselhável que estejam. A principal referência do 
planejamento anual das escolas é o projeto político pedagógico. 
 
Como realizar um planejamento adequado sem que a escola possua um projeto político 
pedagógico? 
 
Todas as escolas possuem um projeto político pedagógico, mesmo que ele não esteja formalizado 
de forma documental, existem diretrizes gerais em todas as escolas que determinam esse projeto. 
O mais aconselhável é que esteja documentado e quando da definição do planejamento anual, 
essasdiretrizes possam ser usadas como parâmetro direto para toda a comunidade escolar 
 
 
 
4 
entender o que está sendo planejado e como cada componente deste planejamento está alinhado 
aos ideais políticos e pedagógicos. 
 
 
 
 
 
 
 
Ano 2017 Banca CESPE Órgão: SEDF 
 
O processo de ensino e aprendizagem exige planejamento, preparação e escolha de caminhos 
metodológicos que visem à realização de uma ação educativa político-social Neutra. 
 
ERRADO 
 
Análise da questão 
 
Não está correto classificar o planejamento como uma ação Neutra. O planejamento está 
diretamente vinculado ao compromisso político da escola, e também a fatores do educando, como 
seus conhecimentos prévios, história de vida e ambiente a qual está inserido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O planejamento define as diretrizes da prática pedagógica, mas não é uma norma. Deve ser 
encarado como uma ferramenta direcionadora, porém flexível, que permite um olhar crítico por 
parte da comunidade escolar e ajustes de direcionamento. O planejamento deve ser utilizado com 
um forte senso de intencionalidade e compromisso para com os resultados, mas preservando 
também o dinamismo dos processos escolares. 
 
 
5 
 
 
Considerando seu importante papel e suas características únicas, vamos tratar alguns conceitos 
básicos do planejamento, que apoiam diretamente a ação docente e o sucesso escolar do educando 
no decorrer do processo de ensino aprendizagem. 
 
 
Linhas gerais do Planejamento 
 
 É Ponderado;
 
 É Intencional;
 
 É um processo intelectual;
 
 Possui embasamento teórico;
 
 Direciona a tomada de decisão;
 
 Possui objetivos definidos.
 
 
É ponderado, pois traz uma reflexão e a possibilidade análise sobre o que se espera alcançar 
durante o processo de ensino e aprendizagem, ou seja, alunos com senso crítico, capacidade 
analítica e de ponderação, aptos a realizar transformações em si próprios e em seu meio. 
 
É intencional, o planejamento é determinado para que siga de encontro com a realização de 
objetivos definidos. Estabelece uma direção e é um fator determinante para um bom 
desenvolvimento das ações da comunidade escolar e principalmente do educando. 
 
É um processo intelectual pois deve ser realizado conjuntamente entre educador e aluno. Precisa 
ser organizado e distribuído em passos definidos, considerando os fatores básicos: Para que 
(ensinar), O que (ensinar), Como (ensinar), Com o que (ensinar) e Como avaliar. 
 
Possui embasamento teórico que norteia a construção do planejamento. As informações sobre o 
assunto bem como dados históricos são levadas em consideração nas concepções teóricas e suas 
contribuições na educação, com ênfase em um modelo de planejamento emancipatório. 
 
É direcionador da tomada de decisão, e em se tratando de planejamento emancipatório é 
importante valorizar um planejamento participativo, considerando as diretrizes da comunidade 
escolar para com os educandos, para que o professor possa elaborar seu plano de ensino e de 
aulas de acordo com essa diretriz definida. 
 
Tem previsão de uma ação porque para que haja resultados significativos, ou seja, uma 
aprendizagem significativa vale ressaltar que a previsão da ação docente é primordial no processo 
 
 
6 
de ensinar e aprender, evitando improvisos, lembrando sempre que o planejamento não é 
permanente pode ser alterado ao decorrer do processo com vista a promover uma aprendizagem 
significativa e de qualidade social. 
 
 
 
 
Objetivos do Planejamento 
 
 Trazer intencionalidade para as práticas educativas;
 
 Trazer um senso de unicidade às práticas educativas;
 
 Otimizar os espaços e recursos para atingir os fins do processo educativo;
 
 
O que se pretende com o planejamento 
 
 
 Sucesso no alcance dos objetivos escolares
 
 Alta qualidade de ensino e aprendizagem
 
 Escola de qualidade alinhada aos objetivos
 
 Resultados mensuráveis e positivos
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Dimensões técnicas e políticas do planejamento 
As diretrizes da prática pedagógica da escola e do professor devem ser consideradas em todo o 
processo de planejamento, mas temos uma realidade no Brasil marcada por um planejamento 
educacional desvinculado da prática da realidade social, e direcionada por uma ação mecânica, 
repetitiva e burocrática, pouco colaborativa para mudanças na qualidade do cenário da educação, 
com isso se torna imprescindível a compreensão das duas dimensões que constituem o 
planejamento: 
 
Dimensão política – toda ação humana é uma ação política. O planejamento ou a falta dele traduzem 
uma escolha política, pois uma posição descompromissada também traz resultados e 
consequências. A ação de planejar é por si só determinante de vários fatores, por isso, o 
planejamento deve ser uma ação pedagógica ponderada, que agregue valor e tomada com 
consciência do ambiente escola como um todo. 
 
Dimensão técnica – O conhecimento e aplicação da técnica são os fatores que permitem viabilizar 
a execução do ensino. Na prática do planejamento educacional, o saber técnico determina a 
competência para organizar as ações que serão desenvolvidas para agregar conhecimento aos 
alunos. Cabe ao professor o conhecimento da prática docente. A dimensão técnica é a segunda 
aprendizagem: aprender a fazer - para poder agir sobre o meio. A dimensão técnica do 
conhecimento é o aprender do aluno a fazer na prática pedagógica. 
 
 
O processo de planejamento compreende duas dimensões técnica e política. 
 
CERTO 
 
O planejamento deve ser regido por intencionalidades e objetivos, nesse caso o sucesso escolar 
dos estudantes e a melhoria na qualidade da prática docente, dessa forma o planejamento possui 
duas dimensões: A política, visto que toda ação humana é uma ação política, e mesmo quando o 
docente “não” planeja ali se traduz uma escolha política, e a dimensão técnica do conhecimento que 
é a aprendizagem do aluno, e em se tratando do aprender ao executar se configura ação a prática 
do processo de ensino e aprendizagem. 
 
 
 
8 
 
 
1. O principal objetivo do planejamento é preenchimento de formulários para o controle administrativo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
2. Os níveis de preparo dos alunos bem como suas condições socioculturais e individuais não fazem 
parte de fatores considerados no planejamento. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
3. O planejamento é um processo de racionalização e organização da ação docente. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
4. O planejamento diz respeito a função de formar o currículo em diferentes etapas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
5. Planejamento do Currículo é o mesmo que planejamento de instrução. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
6. Os únicos níveis de organização da prática educativa que influenciam no planejamento docente são o 
planejamento do professor e o planejamento escolar, que devem ser articulados. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
7. O acompanhamento do planejamento permite que se realizem alterações nas estratégias ou ações 
previstas durante a execução para corrigir o rumo do processo, visando o alcance dos objetivos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
8. O planejamento curricular é fruto de uma sucessão de etapas que vai desde as definições adotadas 
pelo Ministério de Educação até a realização do trabalho docente em sala de aula. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9. A prática educativa requer organização prévia por meio do planejamento das ações educativas e 
pedagógicas da escola. Uma vez estabelecido, esse planejamento educacional não pode ser mudado, 
pois constitui um documento formal. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
10. No processo de planejamento e organização do trabalho pedagógico, as ações estão circunstanciadas 
no âmbito dos vários elementos que compõem o universo escolar, devendo ser dada importância máxima 
aquelas circunscritas a prática pedagógica do professor e a sua formação. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
9 
 
 
 
 
 
 
1. RESPOSTA ERRADA 
 
O preenchimento deformulários administrativos não faz parte do principal objetivo que se deseja alcançar 
com o planejamento. A principal busca é pela determinação da intencionalidade do processo da educação 
e da previsão da ação docente. A prática dos processos conforme planejamento é um fator muito 
importante e deve ser acompanhado e mensurado para que não se torne apenas a realização de tarefas 
burocráticas como o preenchimento das planilhas. O foco do planejamento é definir as diretrizes e articula-
las com a prática pedagógica para que se tenha como resultado a melhoria na qualidade do ensino 
aprendizagem. 
 
 
2. RESPOSTA ERRADA 
 
O nível de conhecimento, preparação e as condições socioculturais e individuais dos alunos são fatores 
determinantes para o planejamento. Essas condições são o ponto de partida para construir o 
planejamento em seus diferentes níveis e etapas, desde o Planejamento Educacional até o Planejamento 
em sala de aula, definindo inclusive os conteúdos mais específicos a serem inseridos no processo. 
 
 
3. RESPOSTA CERTA 
 
O planejamento não é neutro, deve ser definido com intencionalidade, é preciso racionalizar as ações 
docentes, organizando-as de modo a considerar o contexto social dos educandos, o tempo e espaços 
escolares, os recursos dentro da escola e também a ações educativas que vão além dos muros da escola. 
 
4. RESPOSTA CERTA 
 
O currículo deve ser formado em diferentes etapas, que vai desde as definições pelo Ministério de 
Educação, Base Nacional Comum Curricular, Diretrizes Educacionais da Educação Básica, depois 
definidos na Proposta Pedagógica da Escola o qual se materializa o currículo, conteúdos que farão 
parte do processo de ensino e aprendizagem de docentes e discentes. 
 
5. RESPOSTA ERRADA 
Planejamento do currículo não é o mesmo que planejamento de instrução, visto que essa concepção é 
de caráter de modelo tecnicista, de caráter burocrático, onde o objetivo é modelar o comportamento 
humano para o mercado de trabalho, professor e aluno são cumpridores de tarefa e os livros didáticos 
são visto como manuais de instrução na qual o instrutor é o professor, entretanto, o modelo que se adota 
hoje nas escolas públicas de ensino é um modelo de educação progressista, emancipatória e 
 
 
10 
transformadora defendida por vários teóricos críticos como Paulo Freire, Makarenko, Manacorda, Miguel 
Arroyo e Saviani com contribuições de Gramsci e Vygotsky. Por isso o Planejamento não é neutro, não 
tem caráter meramente de instrução, busca corrigir e inovar a prática docente, professor e aluno 
contribuem no processo de planejar quando de trata de planejamento de ensino. 
 
6. RESPOSTA ERRADA 
 
Os planejamentos de ensino são interdependentes e são articulados, devendo obedecer a uma ordem 
para que o ensino e aprendizagem se concretizem, o plano de aula não pode anteceder o plano de 
unidade didática (ou plano de ensino ou plano de curso) que deve ser definido em um determinado período 
letivo, visto que o plano de aula é para uma aula. O planejamento tem um mais sentido amplo, que vai 
desde o Plano Nacional de Educação construído pelo CNE Conselho Nacional de Educação, seguido pela 
Proposta Pedagógica, Plano Escolar, Plano de Ensino e depois o Plano de Aula. 
 
7. RESPOSTA CERTA 
 
O planejamento não deve ser encarado como algo normativo, requer certa flexibilidade para fazer 
alterações nas diretrizes de ensino ou de aula, para que se alcance os resultados esperados. Na prática 
podem ser observadas necessidades individuais e coletivas que devem ser consideradas, revendo e 
alterando as estratégias de como ensinar e com o quais recursos ensinar. 
 
8. RESPOSTA CERTA 
 
O planejamento segue determinados níveis, tipos e etapas, sendo seus tipos de planejamento 
Educacional, Escolar, Curricular, de ensino, (plano de unidade didática ou plano de curso) e de aula. 
Todos possuem um papel importante e a falta de qualquer um desses traz um déficit no alcance dos 
objetivos educacionais. 
 
9. RESPOSTA ERRADA 
 
A organização prévia por meio do planejamento das ações didáticas e pedagógicas da escola é item 
fundamental para ao sucesso escolar, porém o planejamento pode ser alterado, não deve ser tratado 
como um documento formal, rígido e inalterável, o planejamento como falamos é flexível e o foco deve 
ser na qualidade de seu conteúdo e no alcance das metas e objetivos escolares. 
 
10. RESPOSTA ERRADA 
Nesse processo a é ênfase é no educando e em sua aprendizagem segundo as DCNs para a Educação 
Básica. O professor e a prática pedagógica são participantes imprescindíveis para o alcance dos objetivos 
escolares, mas não são o centro ou objeto do processo. 
Níveis de Planejamento 
 
 
11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estratégico 
Definição de missão, visão e 
valores da organização. 
 
Define metas macro, diretrizes e 
estratégias. 
 
A definição ocorre no Plano 
Nacional de Educação 
Tático 
Planejamento específico para 
setores ou departamento. 
 
Na educação esse 
planejamento ocorre em órgãos 
do governo como as secretarias 
de educação. 
Operacional 
Definido com a colaboração do 
professor com objetivo de 
facilitar a organização do 
trabalho Pedagógico. 
 
Plano de Ensino e Plano de 
Aula 
Planejamento Educacional em Nível Estratégico 
 
 
12 
 
 
O planejamento educacional consiste na tomada de decisões sobre a educação no conjunto do 
desenvolvimento geral do país. O planejamento de um sistema educacional é feito em nível sistêmico, 
isto é, em nível nacional, estadual e municipal. Consiste no processo de análise e reflexão das várias 
facetas de um sistema educacional, para delimitar suas dificuldades e prever alternativas de solução. O 
planejamento de um sistema educacional reflete a política de educação adotada (HAYDT, 2006, p. 95). 
 
O planejamento Educacional é constituído pela intencionalidade e estratégias de cada governo para lidar 
com as questões de ingresso e permanência dos alunos na escola, em especial no sistema público de 
ensino. De acordo com Horta (1991), o planejamento educacional constitui uma forma específica de 
alinhamento do Estado na educação, para a implantação de políticas educacionais do Estado, de modo 
a cumprir protocolos que lhe são atribuídos em se tratando de instrumentos deste mesmo Estado. 
Assim o planejamento educacional consiste, segundo Luckesi (2005, p.112), num processo de abordagem 
racional e científica, dos problemas de educação, incluindo a definição de prioridades e levando em conta 
a relação entre os diversos níveis do contexto educacional. 
 
O Planejamento Educacional no Brasil, adotado pelo Plano Nacional de Educação, cujo define 10 
diretrizes, 20 metas e 254 estratégias com o objetivo de melhor o acesso, permanência e qualidade social 
da educação. Sendo assim, o Plano Nacional de Educação (PNE) é uma ferramenta de planejamento de 
nível estratégico que orienta a execução e o aprimoramento eficaz de políticas públicas no âmbito da 
educação em todo território brasileiro. 
 
 
Planejamento Escolar em nível Operacional 
 
O Planejamento Escolar corresponde às ações sobre o funcionamento administrativo e pedagógico da 
escola e este planejamento necessita da participação da comunidade escolar. O trabalho pedagógico é 
desenvolvido em formato de um projeto, o planejamento escolar pode estar contido no Projeto Político 
Pedagógico (PPP). 
 
As escolas públicas utilizam o modelo de Planejamento Participativo, emancipatório, ou seja, todos fazem 
parte da tomada de decisões na escola, em conjunto determinam a identidade da escola de acordo com 
suas histórias e seus valores, e definem que tipo de aluno se espera formar de acordo com esse modelo. 
 
Dentro do Planejamento Escolar que pode ser caracterizado no (PPP) chamado pela maioria dos autores 
ou Proposta Pedagógica, temos um modelo de planejamento chamado Planejamento Participativo, toda 
a comunidade escolar participa da elaboraçãoda Proposta Pedagógica, contudo, não existe somente um 
ponto de vista na elaboração do (PPP), além da perspectiva emancipatória, existe também a estratégia 
empresarial. 
O nível operacional é voltado para a prática docente em sala de aula, é o planejamento dos conteúdos, 
 
 
13 
metodologias, recursos e a avaliação a ser aplicada. É o momento de colocar em prática todo o 
planejamento. 
 
Planejamento em nível tático 
 
O planejamento de nível tático envolve a educação como uma totalidade, abrangendo todos os recursos 
e todas as áreas de atividade. Promove ações de nível intermediário que envolvem toda organização e 
tem visão por unidades de negócios ou departamentos. Possui foco no médio prazo e a definição dos 
objetivos e resultados são bem específicos. 
 
No que se refere ao planejamento na área da educação podemos citar um exemplo como as secretarias 
de educação, que são um departamento específico ou uma área específica, sendo seus objetivos 
específicos definidos para aquela unidade que visa atender as necessidades de suas unidades de ensino 
em nível intermediário, sendo o planejamento elaborado em um departamento, pelos diretores, 
englobando a organização como um todo e sua interação com o ambiente é caracterizado como o nível 
tático, lembre, se a questão abordar que o planejamento é elaborado dentro de um departamento ou 
empresa e que seus objetos são definidos em caráter específico, pode se dizer que essas definições 
correspondem ao nível tático de planejamento. 
 
Algumas palavras podem ajudar a separar as definições e características de cada um dos níveis de 
planejamento: Nível estratégico refere-se a longo prazo e é macro, amplo, a exemplo no Brasil temos o 
(PNE) Plano Nacional de Educação. Para o nível tático há uma relação com objetivos específicos, dentro 
de um departamento, por exemplo: as secretarias de educação dos estados e municípios e do distrito 
federal, e nível operacional que se refere ao planejamento realizado nas instituições de ensino e pelo 
docente, por exemplo: o (PPP), o plano de ensino e plano de aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
1- CESPE- UNIPAMPA- PEDAGOGO – 2013 
 
O planejamento operacional trata cada aspecto isoladamente e enfatiza a técnica e os instrumentos, 
como foco na eficiência e na execução com vistas á soluções de problemas. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2- CESPE- DETRAN – DF PEDAGOGO – 2009 
 
O nível estratégico de um processo de planejamento está relacionado a um departamento ou a uma 
área específica. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
3- CESPE- DETRAN- DF – PEDAGOGO – 2009 
 
O nível estratégico de planejamento de um processo de planejamento pressupõe um grau reduzido de 
incerteza. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4- CESPE- CEBRASPE – ANALISTA – ARÉA ADMINISTRATIVA- 2019 
Cabe ao planejamento tático prever ações de longo prazo que envolvam a organização de forma 
integral. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
5- CESPE- DETRAN- DF – PEDAGOGO – 2009 
No nível estratégico de planejamento se estabelece a missão de uma instituição. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
-6 IADES- FUNDAÇÃO HEMOCENTRO DE BRASILIA – TÉCNICO DE RADIOLOGIA- 2017 
O planejamento estratégico apresenta maior flexibilidade que o planejamento tático, além de apresentar 
menores riscos. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
7- (IADES- 2017) 
Existe uma diferenciação na dimensão temporal do processo de planejamento estratégico e de 
planejamento tático, já que o horizonte do planejamento estratégico é sempre maior que o do 
planejamento tático. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
 
15 
8- INAIZ DO PARÁ – CREFITO 16o REGIÃO – ADMINISTRADOR- 2018 
O planejamento operacional aborda a organização como um todo, facilitando, dessa forma, que todos os 
colaboradores possam visualizar as futuras ações. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
9- UFPR – PREF, DE ALMIRANTE TAMANDARÉ – PR- PEDAGOGO – 2015 
Há uma hierarquia do planejamento, dada em três níveis distintos: superior (estratégico), intermediário 
(tático) e inferior ( operacional). 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
10- CESPE – TJ – DFT – PEDAGOGO – 2017 
As decisões estabelecidas no nível operacional são eminentemente de dimensão técnica, enquanto, no 
nível estratégico, elas são de cunho político social. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
1- RESPOSTA CERTA 
 
O planejamento operacional analisa cada aspecto isoladamente, pensado para as ações que ocorrem em 
sala de aula e dentro dos espaços escolares ou não, com foco na eficiência e na execução que se dá 
nos espaços educacionais. 
 
2- RESPOSTA ERRADA 
 
O processo de planejamento está relacionado a um departamento ou a uma área específica é o níve l 
tático e não o nível operacional. 
 
3- RESPOSTA ERRADA 
 
No nível estratégico de planejamento não há um grau reduzido de incertezas, pois existem objetivos mais 
amplos, como os gerais, pensando para todos os sistemas de ensino. Possui diretrizes, metas e 
estratégias pensado para longo prazo. 
 
4- RESPOSTA ERRADA 
 
O planejamento tático é de nível intermediário, ou seja, médio prazo, e não de longo prazo como, esse 
prazo se refere ao planejamento estratégico o qual é mas geral, sendo sua organização de forma pensada 
para alcançar metas, diretrizes e estratégias para todos os sistemas de ensino. 
5- RESPOSTA CERTA 
No nível estratégico de planejamento se estabelece a missão da instituição. 
6 – RESPOSTA ERRADA 
 
 
16 
 
O planejamento estratégico não possui maior flexibilidade e nem apresentar menores riscos, visto que 
possuem metas que precisam ser executadas e alcançadas em determinado período, ou seja, as metas 
são quantificáveis e possuem tempo para serem alcançadas. 
 
7- RESPOSTA CERTA 
 
O horizonte do planejamento estratégico é sempre maior que a do planejamento tático, sendo o 
estratégico pensado a longo prazo, como por exemplo o PNE de validade decenal\plurianual pensado 
para 10 anos, e o tático é de nível médio, intermediário. 
 
8- RESPOSTA ERRADA 
 
 
O planejamento operacional não aborda a organização como todo, facilitando, dessa forma, que todos os 
colaboradores possam visualizar as futuras ações essas características se refere ao nível mais 
amplo de planejamento sendo o estratégico. 
 
9- RESPOSTA CERTA 
 
Os níveis de planejamento possuem distintos graus de execução sendo o estratégico o primeiro nível, 
mais amplo sendo seu horizonte sempre maior, não é flexível pois visa alcançar as metas em determinado 
período, em segundo plano aborda-se o nível tático é de nível intermediário são materializados dentro 
dos departamentos\ empresas como exemplo temos as secretárias de educação, em último plano, o 
planejamento operacional o qual é estabelecido das instituições de ensino e pelos docentes, sendo eles 
o PPP o plano de ensino e plano de aula. 
 
10- RESPOSTA CERTA 
 
As decisões no nível operacional são de dimensão técnica, voltadas a execução do ensino, é o saber 
fazer a atividade profissional, o saber técnico visando à aprendizagem dos alunos. Cabe ao professor 
saber fazer, elaborar, organizar a prática docente. Em se tratando do nível estratégico, elas são de cunho 
político – social o que quer dizer que toda ação humana é política, ou seja, a ação de planejar é carregada 
de intencionalidades, por isso esse nível possui, diretrizes, metas e estratégias bem definidas para 
alcançar resultados para uma sociedade como um todo. 
Planejamento Participativo perspectiva do Projeto Político 
Pedagógico 
 
 
17 
 
 
O planejamento participativo (emancipatório) é o processo que envolve a organização do trabalho em 
grupo de uma instituição escolar. Baseia-se adicionalmente no trabalho coletivo com objetivo de 
solucionar os problemas comuns existentes no ambiente social. 
Nesse processo as pessoas envolvidas apresentam, analisam, discutem e decidem, ou seja, elas 
realmente participam da transformação. 
 
O planejamento participativo foi desenvolvido para grupos e instituições cujo objetivo não erapautado 
no lucro financeiro e sim a transformação e construção de uma mudança social. 
Nesse sentido ele envolve fatores do ambiente, transformando a realidade a partir da participação, análise 
e reflexão de todos. 
 
“A participação, sem seu sentido pleno caracteriza-se por uma força de atuação consciente, pelo qual os 
membros de uma unidade social reconhecem e assumem seu poder de exercer influência na 
determinação da dinâmica dessa unidade social, de sua cultura e de seus resultados, poder esse 
resultante de sua competência e vontade de compreender, decidir e agir em torno de questões afetivas”. 
(LÜCK, 1996, p.18). 
 
O principal benefício desse modo de planejamento não é o resultado final e sim o desenvolvimento do 
processo. Contemplar análises diferentes da realidade escolar permite a criação de vínculos entre pais, 
alunos, professores e funcionários. Proporcionar um debate democrático auxilia na elaboração de critérios 
na orientação do processo de planejamento, com significados comuns aos diferentes membros 
educacionais, colaborando com a identificação desses com o trabalho realizado na escola. Quando não 
existe a participação, ocorre a separação desses diferentes olhares sobre a escola. 
 
 
Perspectivas na Construção do Projeto Político Pedagógico 
 
 
 
 
 
 
Estratégico Empresarial 
Possui currículo homogêneo 
Busca eliminar conflitos 
Centraliza poderes 
PPP Emancipatório 
É heterogêneo 
Busca a resolução de conflitos 
Descentraliza poderes 
 
 
18 
 
 
 
O planejamento participativo visa à centralização de poder, visto que o poder de decisão cabe 
exclusivamente aos gestores. 
 
ERRADO 
 
Análise da questão 
 
No planejamento participativo é considerada a descentralização do poder, sendo a tomada de decisão 
efetivada em um processo democrático. 
 
 
 
 
 
 
 - 
 
 
PPP 
Estratégico 
Empresarial 
Buscar esconder 
os conflitos, ou seja, 
eliminá-los. 
 
 
 
 
 
 
PPP 
Emancipatório 
Visa relevar os conflitos 
para depois superá-los. 
Fases do planejamento participativo 
De acordo com Ferreira (1979), podemos identificar três fases do processo de construção, dentro do 
 
 
19 
planejamento participativo: 
 
1. A preparação do planejamento escolar, 
 
2. O acompanhamento da execução das operações definidas no plano escolar; 
 
3. A revisão do processo. 
 
Podemos dizer que o planejamento pode ser visto como um ciclo de planejar, acompanhar, avaliar e gerar 
novo ciclo de planejamento, tendo como papel principal a criação de nova realidade. Desse modo, 
para a elaboração de um planejamento participativo, A ideia é que todos possam contribuir, transformando 
a realidade de forma conjunta. 
 
 
Professores, pais alunos e todos os envolvidos no ambiente escolar participam do processo, definindo a 
teoria e prática e produzindo novos conhecimentos a partir da realidade atual. Reiterando que a ação de 
planejar não pode ser neutra. 
 
Ganhos com o Planejamento Participativo 
 
 Quando há possibilidade de todos participarem, abre-se também uma variedade de oportunidades 
com diferentes experiências e olhares sobre o plano que está sendo abordado. 
 
 Amplia-se a possibilidade de ação com a de resolução de problemas, que serão discutidos a partir 
de todos os pontos de vista. 
 
 São reunidas ideias, lançadas opiniões e compartilhadas as probabilidades, não deixando que 
situações estáticas e engessadas perdurem, fazendo com que haja transformação e um trabalho 
com maior qualidade. 
 
 
 
 
 
 
1. Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: SEDF Prova: Técnico de Gestão Educacional 
 
 
20 
 
A respeito do planejamento participativo, julgue o próximo item. 
 
O planejamento participativo contribui para que os envolvidos se sintam corresponsáveis pelo que 
acontece na escola. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
2. Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: SEDF Prova: Técnico de Gestão Educacional – Secretário Escolar 
A respeito do planejamento participativo, julgue o próximo item. 
Os sujeitos do planejamento participativo integram o objeto sobre o qual se propõem a refletir e sua 
participação torna-os mais sensíveis para com as necessidades da escola. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
3. Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: SEDF Prova: Técnico de Gestão Educacional – Secretário Escolar 
A respeito do planejamento participativo, julgue o próximo item. 
Ao criar espaços para discussão de conflitos e dificuldades, o planejamento participativo impacta 
negativamente a gestão escolar porque levanta problemas para os gestores educacionais, 
sobrecarregando-os. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4. Ano: 2017 Banca: CESPE Órgão: SEDF Prova: Técnico de Gestão Educacional – 
Secretário Escolar 
 
A respeito do planejamento participativo, julgue o próximo item. 
 
Estruturar um processo de planejamento participativo demanda descrever perfis de participação, definir 
a quantidade de participantes, organizar um plano de reuniões e impor formas de controle e de avaliação. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
5. TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS CESPE 
Acerca do planejamento participativo, julgue os itens a seguir. 
O acompanhamento do planejamento permite que se realizem alterações nas estratégias ou ações 
previstas durante a execução para corrigir o rumo do processo, visando o alcance dos objetivos. 
 
 
21 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
6. ANO:2019 BANCA: IF SUL RIO-GRANDENSE 
 
Marcelo Soares Pereira da Silva no seu texto – Planejamento: concepções – aponta que o planejamento 
participativo não possui um caráter meramente técnico e instrumental. Parte de uma leitura de mundo 
crítica e aponta para a construção coletiva da escola e da própria sociedade. 
O planejamento participativo traz, segundo o autor, duas dimensões fundamentais: 
A- O trabalho coletivo e o compromisso com objetivos e metas. 
B- O trabalho intermitente e o compromisso com objetivos e metas. 
C- O trabalho coletivo e o compromisso com a transformação social. 
D- O trabalho intermitente e o compromisso com a transformação social. 
7.ANO:2013 BANCA CESPE ORGÃO: CNJ 
A convivência harmoniosa entre os membros de uma comunidade escolar constitui um princípio de 
planejamento participativo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
8. QUADRIX- 2018 – SEDF – PROFESSOR SUBSTITUTO – ATIVIDADES 
 
A efetivação do Projeto Político Pedagógico da escola dá-se por meio da organização do currículo no 
contexto educacional. Para que isso sejas possível, se faz necessária a prática do planejamento em seus 
diferentes níveis. Acerca desse tema, julgue o próximo item. 
 
O planejamento participativo requer uma integração entre a escola e a comunidade na qual ela está 
inserida, tendo como fundamento a prática democrática. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9. QUADRIX- 2018 – SEDF – PROFESSOR SUBSTITUTO – ATIVIDADES 
(Adaptada) 
 
O planejamento participativo independe do projeto político pedagógico. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
10. SELECON – 2018- PREFEITURA DE CUIABÁ – MT - PROFESSOR – 
PEDAGOGO 
Na perspectiva emancipatória o PPP preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho 
pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e 
 
 
22 
autoritárias. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
11. SELECON – 2018- PREFEITURA DE CUIABÁ – MT - PROFESSOR – 
PEDAGOGO 
 
Na implementação do PPP, a tendência emancipatória é a de eliminação dos conflitos entre indivíduos ou 
grupos para garantia da sua eficiência e eficácia. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
12. CESPE – 2010 – ABIN – OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA – ÁREA 
PEDAGOGIA 
 
Julgue os itens a seguir, relativos a Projeto Político Pedagógico, que, nas empresas pode ser considerado 
processo de permanente reflexão e discussão a respeito dos problemas da organização, com o propósito 
de propor soluções que viabilizem a efetivação dos objetivos almejados. 
 
A lógica estratégica e a visão emancipatória, perspectivas que podem orientar a construção de projetos 
político pedagógicosem ambientes escolares ou corporativos, não afetam a essência desses projetos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
1. RESPOSTA CERTA 
 
O planejamento participativo faz com que todos os participantes sejam responsáveis pelo 
desenvolvimento do planejamento. 
 
2. RESPOSTA CERTA. 
 
A abertura para todos os sujeitos participarem, traz também uma variedade de possibilidades com 
diferentes experiências e olhares sobre o assunto que está sendo abordado. 
 
3. RESPOSTA ERRADA 
Esta é uma perspectiva errada sobre o planejamento participativo. Os gestores devem proporcionar a 
participação dos demais nas decisões a serem tomadas visando sempre um melhor desenvolvimento do 
 
 
23 
trabalho educativo. 
 
4. RESPOSTA ERRADA. 
 
O planejamento participativo não impõe formas de controle e de avaliação, e sim propõe, sugere, levanta 
meios de controle e gestão, visto que a perspectiva participativa traz a opinião de todos os envolvidos no 
processo de tomada de decisão. Por isso a palavra impor anulou a resposta, deixou essa perspectiva com 
caráter hierárquico, poder de decisão centralizado em uma única pessoa, essa é a concepção de 
estratégico empresarial. 
 
5. RESPOSTA CERTA. 
 
O planejamento é flexível! É um processo contínuo de planejar, acompanhar, avaliar e replanejar, tendo 
como função transformar uma dada realidade. 
 
6. LETRA C 
 
A visão de mundo crítica faz com que a educação seja vista em uma perspectiva de transformação social, 
sendo assim o planejamento participativo visa uma construção coletiva, ou seja, trabalho coletivo. 
 
7. RESPOSTA ERRADA 
 
A visão emancipatória participativa visa revelar os conflitos em uma visão crítica para depois superá-los, 
ou seja, desvelar conflitos, visando a transformação. 
 
 
8. RESPOSTA CERTA 
 
O planejamento participativo requer a participação não só da equipe pedagógica, mas toda a comunidade 
escolar envolvida no processo de tomada de decisões, para que o PPP seja emancipatório participativo 
é necessário a participação de todos. 
 
9. RESPOSTA ERRADA 
 
O planejamento participativo, ao contrário do que diz a questão, depende do Projeto Político Pedagógico 
pois é no planejamento participativo que se elabora a proposta pedagógica da escola. 
 
10. RESPOSTA CERTA 
 
A perspectiva emancipatória de elaboração do PPP é exatamente desvelar conflitos para depois superar 
esses conflitos e não simplesmente eliminá-los como na perspectiva estratégico empresarial. 
 
11. RESPOSTA ERRADA 
O PPP emancipatório visa superar conflitos, a perspectiva que visa eliminar os conflitos é a estratégico 
empresarial. 
 
 
24 
 
 
12. RESPOSTA CERTA 
 
A lógica emancipatória orienta a construção de projetos político pedagógicos em ambientes escolares ou 
corporativos e não afetam a essência desses projetos, pelo contrário, visa com a participação coletiva 
superar os conflitos existentes seja no ambiente escolar ou corporativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 2 - Projeto Político Pedagógico ou 
 
 
 25 
 
PROJETO, pois 
determina uma direção, 
ou seja, um ato 
intencional, com sentido 
explícito. 
 
PEDAGÓGICO, pois 
estruturam atividades e 
projetos necessários a 
aprendizagem e ao bom 
relacionamento entre escola 
e comunidade. 
Proposta Pedagógica 
 
 
Elucidado o conceito de Planejamento Participativo dentro do Planejamento Escolar que é o segundo tipo 
de planejamento, vamos aprofundar o entendimento Projeto Político Pedagógico construído na 
perspectiva de planejamento participativo. 
 
Projeto Político Pedagógico (mais comumente chamado pelos autores) ou Proposta Pedagógica 
(chamado pela maioria das legislações brasileiras como a LDB) possuem o mesmo significado e ambos 
os termos devem ser considerados em questões de prova. Esse é o projeto responsável por unificar as 
atividades e procedimentos a serem realizados durante um determinado período. Por isso ele é construído 
e vivenciado em todos os momentos, por todos os envolvidos com o processo educativo da escola. 
 
 
 
 
 
POLÍTICO, pois a escola é um lugar 
de formação consciente, 
responsável e crítica, atua individual 
e coletivamente na sociedade 
e possui compromisso com a 
formação do cidadão 
 
 
Projeto Político Pedagógico 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) sobre o PPP 
 
 
26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) sobre o PPP 
 
 
Para a Lei de Diretrizes e Bases da Educação se destacam três grandes polos diretamente relacionados 
à construção do projeto pedagógico para a melhoria da qualidade de ensino, são eles: 
 
 Flexibilidade: autonomia, possibilitando à escola organizar o seu próprio trabalho pedagógico. 
 
 Avaliação: aspecto importante a ser observado nos vários níveis do ensino (Artigo 9o, inciso VI). 
 
 Liberdade: âmbito do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas (Artigo 3o, inciso III) e 
da proposta de gestão democrática do ensino público (Artigo 3o, inciso VIII), a ser definida em 
cada sistema de ensino. 
 
Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de 
ensino, terão a incumbência de: 
 
I – elaborar e executar sua proposta pedagógica; 
 
Os docentes incumbir-se-ão de: 
 
I – participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; 
 
Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público na 
educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: 
 
I – Participação dos profissionais de educação na elaboração do projeto pedagógico da 
escola. 
De acordo com o Artigo da Autora Hilma Passos Veiga o PPP possui cinco princípios para a construção 
desse planejamento participativo. 
 
 
27 
 
 IGUALDADE 
 LIBERDADE 
 QUALIDADE 
 GESTÃO DEMOCRÁTICA 
 VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO 
 
 
IGUALDADE 
Acesso e permanência na escola para todos, princípio esse expresso na LDB art 3. 
 
LIBERDADE 
Como a gestão democrática e está associada a ideia de autonomia, assim, a liberdade deve ser 
considerada, também como liberdade para aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a arte e o saber 
direcionados para uma de forma intencional e definida coletivamente.. 
 
QUALIDADE 
Relacionado a qualidade do ensino, segundo as DCNs uma escola de qualidade social visa a retenção, 
não evasão e distorção ano e série, ou seja uma escola de qualidade social alcança o acesso e 
permanência dos alunos na escola. 
 
GESTÃO DEMOCRÁTICA 
Reforça a necessidade de participação de toda a comunidade escolar, através dos pais, gestores, 
orientadores, coordenadores, órgãos colegiados. Juntos buscam superar os conflitos existentes na 
comunidade escolar. 
 
VALORIZAÇÃO DO MAGISTÉRIO 
Relacionado a formação continuada dos docentes, com o objetivo de continuação de seus estudos para 
que possam aperfeiçoar sua prática docente, seus saberes didáticos acadêmicos em articulação com a 
teoria e prática. O Projeto Político Pedagógico e suas Dimensões Quatro dimensões do projeto Político 
Pedagógico e suas autonomias. 
 
PEDAGOGICA 
Ações são definidas de acordo com a necessidade do ensino e aprendizagem. 
 
ADMINISTRATIVA 
Referente a organização como um todo da escola e suas formas de funcionamento. 
 
FINANCEIRA 
Escola com autonomia para administrar seus recursos que foram recebidos. 
 
JURÍDICA 
O funcionamento da escola depende das normais e as legislações. 
DIMENSÃO POLÍTICA 
As ações humanas são políticas e intencionais. O planejamento não é em nenhum momento neutro ou 
sem compromisso. O não planejamento traduz também algum tipo de escolha política. A ação de planejar 
é carregada de intencionalidade, por isso, o planejamento deve ser uma ação pedagógica comprometida 
e deve haver conscientização. 
CESPE-2011- SAEB-BA 
Na elaboração do projeto político pedagógico, a cargo de gestores e professores, devem ser consideradas 
tanto as necessidades dosalunos quanto as de promoção do envolvimento de todos na melhoria da 
qualidade da educação. 
 
 
28 
 
 
 
DIMENSÃO PEDAGÓGICA 
Referente ao ensino e aprendizagem, as práticas docentes, é o saber fazer a atividade profissional. Em 
se tratando da prática educacional, o saber técnico metodológico determina a competência para 
organizar as ações que serão desenvolvidas visando a aprendizagem dos alunos. Nesse momento, 
cabe o professor saber fazer, elaborar, organizar a prática docente. Vamos revisar sobre o que 
aprendemos sobre as perspectivas do PPP. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Empresarial 
Centralização de poder 
Caráter normativo estabelecido por 
poderes de nível superior. 
Não existe um processo de 
produção coletiva. 
Preocupa-se mais com o produto do 
que com o processo. 
O trabalho coletivo não está 
presente. 
 
Emancipatória 
Descentralização de poderes. 
Considera as especificidades dos 
sujeitos. 
Busca a dialogo como ponto focal 
É articulado com o PPP da escola 
A unicidade entre a dimensão 
técnica e política é essencial. 
Articulação escolar com a família e 
comunidade. 
O trabalho pedagógico é coletivo. 
ERRADO 
Análise da questão 
Na construção do PPP da escola pública é primordial a participação coletiva, com a descentralização de 
poderes, todos fazem parte do processo de tomada de decisão, sendo assim constar somente os cargos 
de gestor e professor torna a questão errada. 
conteúdos. 
4. TEMPO ESCOLAR Para que o que está escrito no PPP seja concretizado através de ações 
pedagógicas é preciso administrar os tempos escolares, lembrando sempre que o planejamento é flexível. 
 
 
29 
 
 
Dados da dissertação de Hilma Passos Veiga sobre PPP 
 
 
Para se concretizar as intencionalidades da comunidade escolar quanto ao tipo de aluno se quer formar 
e para resgatar a identidade da escola, é necessário abordar 7 elementos da concretização dos objetivos 
educacionais. Sendo eles: 
 
 Finalidades 
 Estrutura Organizacional 
 Currículo 
 Tempo Escolar 
 Processo de Decisão 
 Relações de Trabalho 
 Avaliação 
 
Deve se gravar esses conceitos para lembrar também como esses elementos são convertidos em ação 
para o alcance da realização do PPP. 
 
Abaixo uma explicação sobre cada um deles: 
 
 
1. FINALIDADE 
Se refere os objetivos, o que se quer alcançar, ou seja, os resultados os quais se incluem o sucesso 
escolar, o ensino e aprendizagem. 
 
2. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL A instituição escolar não pode ser descompromissada e nem 
bagunçada, suas ações são voltadas a uma prática compromissada, por isso sua estrutura é organizada. 
 
3. CURRÍCULO Se materializa no Projeto Político Pedagógico e são articulados os conteúdos cognitivos 
e o conjunto de experiências, por isso na construção do PPP deve ser considerada a articulação desses 
5. PROCESSO DE DECISÃO No PPP emancipatório existe a descentralização de poderes, ou seja a 
tomada de decisões é de todos, os envolvidos desvela conflitos existentes da instituição de ensino para 
que posteriormente possam juntos desvelar esses conflitos. 
6. RELAÇÕES DE TRABALHO As relações de trabalhos devem possuir caráter cooperativos, em toda 
a comunidade, as relações de trabalhos não devem ser autoritárias, é possível que todos expressem suas 
opiniões com a intenção de melhorar a organização do trabalho pedagógico. 
 
 
30 
 
7. AVALIAÇÃO A avaliação é um ato complexo, mas também dinâmico deve estar de acordo com a 
avaliação prevista no projeto político pedagógico, imprime uma direção as ações dos docentes e alunos. 
 
 
 
Vamos entender como se dá a Elaboração e Execução do PPP, em se tratando dos marcos que foram 
citados no processo de avaliação como elemento de ação do PPP. 
 
 
 
 
Veiga e Carvalho afirma que: 
 
O grande desafio da escola, ao construir sua autonomia, deixando de lado seu papel de mera “repetidora” 
de programas de “treinamento”, é ousar assumir o papel predominante na formação dos profissionais. 
(1994, p. 50) 
MARCO 
SITUACIONAL 
Pergunta chave: 
Onde estamos? 
MARCO 
CONCEITUAL 
Qual 
metodologia 
iremos nos 
embasar? 
MARCO 
OPERACIONAL 
Onde chegar? 
O que alcançar? 
Quais resultados 
almejar? 
 
 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Marco situacional 
Marco conceitual 
Marco operacional 
 
 
É a identidade da escola 
Dos alunos, professores 
e comunidade escolar 
É construído 
Coletivamente 
com toda a 
comunidade 
escolar 
 
 
Político e 
Pedagógico 
 
Os sistemas de ensino, 
terão a incumbência de 
elaborar e executar sua 
proposta pedagógica. 
Dimensão 
pedagógica 
Visa alcançar o 
ensino e 
aprendizagem 
 
 
Dimensão política 
Possui uma 
intencionalidade 
O que não pode ser feito: 
Hierarquização 
Centralização de poder 
Ênfase nos recursos 
financeiros em 
detrimento do 
 
Autonomia 
Administrativas, 
financeira e 
pedagógica. 
 
Não se restringe a 
um simples 
planejamento para 
ser silenciado. 
Qualidade, liberdade, 
igualdade, 
gestão democrática, 
valorização 
do magistério. 
é Politico: 
intencional 
É Pedagógico: 
ensino e 
aprendizagem 
 
 
32 
 
 
 
1. SELECON – 2018- Prefeitura de Cuiabá -MT – Professor Pedagogo Segundo Veiga (2007), 
 
há vários caminhos para a construção do projeto político pedagógico e a autora enfatiza os movimentos 
do processo de construção do projeto, marcado por três atos distintos e interdependentes – ato 
situacional, ao conceitual, ato operacional. Quanto ao ato conceitual, pode-se afirmar que diz respeito á 
concepção de sociedade, homem, educação, escola, currículo, ensino, aprendizagem. 
 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2. SELECON – 2018- Prefeitura de Cuiabá -MT – Professor Pedagogo Segundo Veiga (1996) “O projeto 
político pedagógico, ao se construir em processo democrático de decisões deve ser construído primeiro 
pelos gestores da escola”. 
 
( ) ERRADO ( ) CERTO 
 
3. SELECON – 2018- Prefeitura de Cuiabá -MT – Professor Pedagogo Na perspectiva emancipatória o 
PPP preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere conflitos, 
buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias. 
 
4. CESPE – 2008- TJ – DFT – Analista Judiciário – Pedagogia Na implementação do PPP, a tendência 
emancipatória é a eliminação dos conflitos entre indivíduos ou grupos para garantia da sua eficiência e 
eficácia. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
5. CESPE – 2011 - Correios – Analista de Correios- Pedagogo A respeito do projeto político pedagógico 
(PPP), julgue os itens a seguir. O PPP caracteriza-se por ser um documento estritamente administrativo, 
no qual devem estar expressos os objetivos de aprendizagem, as metas das instituições educativas bem 
como os métodos pedagógicos para o cumprimento do currículo. 
 
6. CESPE – 2011- Correios – Analista de Correios – Pedagogo A respeito do projeto político pedagógico 
(PPP), julgue os itens a seguir. 
A elaboração do PPP compete os gestores públicos, que devem observar não só a legislação educacional 
vigente, mas também as aspirações da sociedade contemporânea, no estabelecimento das concepções 
pedagógicas que fundamentam as ações educacionais, de cuja execução devem participar apenas os 
profissionais das instituições educativas. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
7. CESGRANRIO – 2010 – Prefeitura de Salvador – BA – Coordenador Pedagógico – Adaptada O Projeto 
Político-Pedagógico é um instrumento teórico-metodológico que representa o ideário de uma instituição 
de ensino, tendo como característica a participação coletiva. A construção do Projeto Político- Pedagógico 
deverá incluir a participação de todos os sujeitos da escola nas etapas de elaboração, 
 
 
33 
execução e avaliação. 
 
8. CESPE – 2011 – SAEB – BA – Todos os cargos – Ed. Física, Arte, Português, Inglês e Espanhol. O 
projeto político-pedagógico resulta do agrupamento de diversos planos de ensino e atividades 
orientadoras das ações sistemáticas de professores, gestores ealunos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9. CESPE – 2011 – SAEB – BA – Todos os cargos – Ed. Física, Arte, Português, Inglês e Espanhol. Na 
elaboração do projeto político-pedagógico, a cargo de gestores e professores, devem ser consideradas 
tanto as necessidades dos alunos, quanto as da comunidade a que a escola pertence, como forma de 
promoção do desenvolvimento de todos na melhoria da qualidade da educação. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
10. CESPE – 2011 – SAEB – BA – Todos os cargos – Ed. Física, Arte, Português, Inglês e Espanhol. 
Trata-se de um documento oficial que orienta a gestão administrativa e financeira dos espaços escolares, 
devendo ser do conhecimento de todos os atores do processo educativo. 
 
( ) CERTO ( )ERRADO 
 
11. CESPE – 2011 – SAEB – BA – Todos os cargos – Ed. Física, Arte, Português, Inglês e Espanhol. 
Trata-se de um plano em que se detalham objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser 
desenvolvido na escola, e com base no qual são tomadas as decisões, encaminhadas questões e 
analisados os resultados alcançados tanto no plano administrativo quanto no plano pedagógico. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
1. RESPOSTA CERTA 
 
O ato conceitual diz respeito a concepção de mundo, homem, sociedade, educação, lembrando que 
conceituar é explicar algo é dá nome a algo. 
 
2. RESPOSTA ERRADA 
 
O PPP na perspectiva emancipatório em um planejamento participativo deve ser construído coletivamente 
e a tomada de decisão dever ser feita coletivamente também, sendo assim, este planejamento não deve 
ser construído primeiro pelos gestores. 
 
3. RESPOSTA CERTA 
A perspectiva emancipatória do PPP visa exatamente superar conflitos e eliminar as relações 
competitivas, corporativas e autoritárias, ou seja visa a descentralização de poderes, o qual todos 
participam na tomada de decisões. 
4. RESPOSTA CERTA 
 
 
34 
 
Para que o PPP alcance a eficiência e eficácia do seu trabalho é preciso desvelar os conflitos existentes 
dentro de suas instituições para que posteriormente possa haver a superação desses conflitos. 
 
5. RESPOSTA ERRADA 
O PPP não é um documento estritamente administrativo, vai além de um simples agrupamento de planos, 
visto que esse planejamento participativo visa a previsão dos objetivos, metas e ação do que será 
realizado pela instituição escolar durante o período de sua execução. 
 
6. RESPOSTA ERRADA 
 
Para a construção do PPP é preciso que todos os envolvidos na comunidade escolar participem nas 
tomadas de decisões, apontar conflitos para superá-los, definir objetivos, e estratégias para alcançá-los, 
por isso é importante que esse planejamento seja feito coletivamente não apenas os profissionais das 
instituições educativas, pais, alunos, órgãos colegiados também fazem parte desse processo de planejar. 
 
7. RESPOSTA CERTA 
 
A construção do Projeto Político-Pedagógico deverá incluir a participação de todos os sujeitos da escola 
nas etapas de elaboração, execução e avaliação, pois definir a identidade da escola é de extrema 
importância, fazendo levantamento como: quem somos, nossas histórias, onde estamos, onde queremos 
chegar, qual escolha teórico metodológico queremos nos basear 
 
8. RESPOSTA ERRADA 
 
Como falamos anteriormente, o PPP vai além de um simples agrupamento de planos, não é voltado 
somente para as ações dos professores e alunos, mas também para toda a comunidade escolar, todos 
que fazem parte da instituição escolar, envolvem os órgãos colegiados, todos os profissionais de 
educação como gestores, orientadores, coordenadores, professores, pais, alunos e os demais atores 
envolvidos na comunidade escolar. 
 
9. RESPOSTA ERRADA 
 
Falamos anteriormente que dentro do processo do planejamento participativo (PPP), perspectiva 
emancipatória, a tomada de decisão é de todos, e não fica a cargo dos gestores e professores, é claro 
que terá um condutor que irá conduzir a direção do projeto, porém todos os atores da comunidade escolar 
fazem parte no processo de elaboração, execução e avaliação do projeto político-pedagógico. 
10. RESPOSTA ERRADA 
Vamos sempre nos lembrar que o projeto político-pedagógico vai além de um simples agrupamento de 
planos, vai além de um plano estritamente administrativo, ou seja não trata-se somente de um documento 
oficial que orienta a gestão administrativa e financeira dos espaços escolares, vai além de 
 
 
35 
teoria é planejar a ação, devendo ser de conhecimento de todos os atores do processo educativo. 
 
11. RESPOSTA CERTA 
 
A questão estaria errada se abordasse o PPP como um simples agrupamento de planos, não dando 
espaço para ser uma previsão da ação, de metas de objetivos a serem alcançados, de definição da 
identidade da escola, aliás o projeto político-pedagógico é a identidade da escola, nesse sentido o PPP 
é um plano que deverá ser analisado os resultados alcançados tanto no plano administrativo quanto no 
plano pedagógico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 3 - Planejamento Curricular 
 
 
36 
 
 
 
 
O planejamento curricular se materializa no Projeto Político Pedagógico. Desse modo o currículo refere- 
se a organização do conhecimento escolar, nesse sentido é preciso planejar os conteúdos que serão 
ensinados e aprendidos durante o processo de execução do PPP, levando em consideração os conteúdos 
advindos das experiências dos educandos, dos contextos sociais em que estão inseridos, que a 
comunidade escolar está inserida, a ideia é articular os conteúdos cognitivos e simbólicos, ou seja, 
historicamente acumulados pela humanidade, conteúdos sistematizados aos conteúdos advindos da 
prática de vida do educando. 
 
Desse modo o planejamento curricular abrange o planejamento das experiências vividas pelos alunos em 
uma escola (PILETTI, 1991). É o processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É 
previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno. Portanto, essa modalidade de planejar 
constitui um instrumento que orienta a ação educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta 
geral das experiências de aprendizagem que a escola deve oferecer ao estudante, através dos diversos 
componentes curriculares (VASCONCELLOS, 1995, p. 56). 
Cada escola deve elaborar seu planejamento de currículo, inserindo todos os componentes escolares 
que, direta ou indiretamente, fazem parte do processo educativo, como diretor, supervisor pedagógico, 
orientador educacional e professores. Assim, definirão juntos os objetivos finais, o conteúdo básico e 
delinearão os métodos e as estratégias de avaliação. Nesse sentido o planejamento curricular se 
materializa dentro do projeto político-pedagógico da instituição escolar, visto que nesse planejamento 
participativo se planeja os currículos, ou seja, os conteúdos, os conjuntos de experiências dos alunos. 
 
De acordo com Luckesi (2006, p.112), o planejamento curricular é uma tarefa multidisciplinar que tem por 
objetivo a organização de um sistema de relações lógicas e psicológicas dentro de um ou vários campos 
de conhecimento, de tal modo que se favoreça ao máximo o processo ensino-aprendizagem. É, dessa 
forma, a previsão de todas as atividades que o educando realiza sob a orientação da escola para atingir 
os fins da educação. 
 
Nesse processo dinâmico e dialético, novo saberes e experiências são considerados na relação com os 
conhecimentos produzidos pelas ciências, sendo educandos e educadores protagonistas na elaboração, 
desenvolvimento e avaliação dos processos de ensinar, aprender, pesquisar e avaliar, tendo o currículo 
como referência. Historicamente, o conceito de currículo expressa ideias como conjunto de 
disciplinas/matérias, relação de atividades a serem desenvolvidas pela escola, resultados pretendidos 
de aprendizagem, relação de conteúdos claramente delimitados e separados entre si, com períodos de 
tempos rigidamente fixados e conteúdos selecionados para satisfazeralguns critérios avaliativos. Nessas 
representações, os programas escolares e o trabalho escolar como um todo são tratados sem amplitude, 
desprovidos de significados e as questões relacionadas à função social da escola são deixadas em plano 
secundário, transformando o currículo num objeto que esgota em si mesmo, como algo dado e não como 
um processo de construção social no qual se possa intervir. 
Nesse sentido atualmente o planejamento curricular dá lugar ao contexto social em que os alunos estão 
 
 
37 
inseridos, seu contexto sociocultural, suas histórias, seus conhecimentos prévios para que posteriormente 
possa planejar os currículos da instituição. Para que isso ocorra é importante abordar as manifestações 
de currículos que podem ser classificadas em currículo oficial, formal ou prescrito, real e oculto. Vamos 
entender cada um deles. 
 
 
Currículo e Construção do Conhecimento 
 
Entendendo a visão dos autores. 
 
Como pode ser entendido o currículo na visão de alguns autores: 
 
Primeiramente é importante abordar que o currículo, mais do que uma simples enumeração de conteúdos 
e diretrizes a serem trabalhados em sala de aula pelos professores ao longo das diferentes fases da vida 
escolar dos estudantes, é uma construção histórica e também cultural que sofre, ao longo do tempo, 
transformação em suas definições. Por esse motivo, para o professor, é preciso não só conhecer os temas 
concernentes ao currículo de suas áreas de atuação, como também o sentido expresso por sua orientação 
curricular. 
 
Por esse motivo, o conceito de currículo na educação foi se transformando ao longo do tempo, e diferentes 
correntes pedagógicas são responsáveis por abordar a sua dinâmica e suas funções. Assim, diferentes 
autores enumeram de distintas formas as várias teorias curriculares, de forma que abordaremos a seguir 
as correntes apontadas por Silva (2003)¹. No entanto, vale ressaltar que existem outras formas e 
perspectivas, a depender do autor escolhido. 
 
A concepção de currículo na obra de Dermeval Saviani indica possibilidades reais para se pensar o 
currículo, visando o desenvolvimento da pedagogia histórico-crítica como uma concepção de formação 
humana na perspectiva da transição do capitalismo para o socialismo e, deste, para o comunismo. Nesse 
sentido, iniciamos esse artigo explicitando alguns princípios curriculares para a seleção dos conteúdos do 
ensino e para o trato com o conhecimento. 
 
Na sequência, discutimos como esses princípios articulam-se à teoria marxista da liberdade. Afinal, na 
sociedade capitalista o trabalho gera a anulação da liberdade do trabalhador, posto que este é obrigado, 
pelas condições objetivas de vida, a vender sua atividade para poder sobreviver. Ao mesmo tempo e 
contraditoriamente, o trabalho na 42 sociedade capitalista é a fonte de enormes avanços em termos das 
possibilidades de construção de uma sociedade na qual os seres humanos possam viver e atuar de 
maneira livre e universal. , e que para que haja um currículo é preciso existir um planejamento curricular 
e que esse planejamento curricular se materializa dentro do Projeto Político-Pedagógico, é importante 
destacar que existem três tipos de manifestações de currículo que não se dá apenas explicitamente dentro 
da escola, ou seja materializado no planejamento curricular. Desse modo inicialmente a primeira 
manifestação de currículo encontramos nos documentos oficiais a qual é prescrito o conjunto de 
experiências conteúdos cognitivos e simbólicos que se quer através dos sistemas de educação, 
encontramos o currículo oficial nas (DCNS) e na (BNCC) esses dois documentos possuem força de lei 
por isso deve ser seguido por todas as instituições de ensino para que elaborem seu planejamento 
curricular. 
Depois do currículo oficial, destaca-se o currículo real que ocorre em sala de aula, conjunto de 
 
 
38 
experiências advindo da realidade dos alunos articulados com os conteúdos sistematizados. E vale 
ressaltar ainda o currículo oculto o qual é implícito, passa despercebido da prática docente intencional, 
são as regras, normas, relações hierárquicas, atitudes, formas de organização da sala de aula. 
 
Para entendermos melhor cada um deles vamos separá-los em tópicos para que você não possa errar as 
questões de prova e entender que dentro do planejamento curricular podemos encontrar dois tipos de 
manifestações do currículo o real que ocorre na sala de aula e o implícito que passa despercebido, e para 
que isso ocorra inicialmente é preciso existe a manifestação oficial, formal, explicita que advêm dos 
documentos oficiais. 
 
Entendendo o que falam os Documentos Oficiais 
 
Os documentos oficiais que tratam sobre currículo, costumam assumir perspectivas crítica e pós -crítica 
de currículo, ou seja, considera o campo de disputa em torno de sua construção, o que torna algo não 
neutro, além da importância do debate em torno de questões indenitárias como sexualidade, etnia, raça, 
religiosidade, multiculturalismo, diversidade. 
 
As Diretrizes Curriculares Nacionais, que orientam as escolas brasileiras na organização, articulação, no 
desenvolvimento e na avaliação de proposta pedagógica, em seu Art. 13 § 2º define currículo como 
“conjunto de valores e práticas que proporcionam a produção e socialização de significados no espaço 
social e que contribuem para a construção de identidades sociais e culturais do estudante. É campo 
conflituoso de produção de cultura e deve buscar articular vivências e saberes dos alunos com os 
conhecimentos historicamente acumulados”. Deve ter uma opção de escola que rompe com a ilusão da 
homogeneidade. A organização do percurso formativo, aberto e contextualizado, deve ser construída 
em função das peculiaridades do meio e das características, interesses e necessidades dos 43 
estudantes, incluindo não só os componentes curriculares centrais obrigatórios, previstos na legislação 
e nas normas educacionais, mas outros, também, de modo flexível e variável, conforme cada projeto 
escolar. As DCNS e a BNCC dá ênfase que haja uma Base Nacional Comum a ser complementada por 
uma parte diversificada, onde possuem características diferentes, mas não podem ser opostas, distantes 
uma da outra e sim articuladas. Desse modo a base nacional comum e a parte diversificada não podem 
ser consideradas como dois blocos distintos, pois juntos complementam os currículos que serão ensinas 
e aprendidos em todo processo de ensino e aprendizagem. 
 
 
BASE NACIONAL COMUM E A PARTE DIVERSIFICADA 
 
A base nacional comum na Educação Básica constitui-se de conhecimentos acumulados pela 
humanidade o qual são expressos nas políticas públicas e publicados nas instituições produtoras do 
conhecimento científico e tecnológico, podendo ser encontrado em diversos locais de aprendizagem e 
na produção artística, nas diferentes formas de cidadania e até mesmo na sociedade. 
 
Integram a base nacional comum segundo o Art. 14 das DCN’s: 
 
 
39 
 A Língua Portuguesa; e Matemática (Em toda a Educação Básica); 
 
 O conhecimento do mundo físico, natural, da realidade social e política, especialmente do Brasil, 
o estudo da História; 
 
 e das Culturas Afro-Brasileira e Indígena ( Ensino Fundamental e Médio); 
 
 A Arte, em suas diferentes formas de expressão, incluindo-se a música (Educação Básica); 
 
 A Educação Física; O Ensino Religioso (Ensino Fundamental). 
 
 
 
Esses componentes que compõem a Base Nacional Comum são organizados pelos sistemas estaduais, 
municipais e distritais de educação em forma de áreas de conhecimento, disciplinas, blocos temáticos, 
preservando-se a singularidade dos diferentes campos do conhecimento, por meio dos quais se 
desenvolvem o exercício da cidadania, considerando o tempo em que o aluno aprende. A parte 
diversificada enriquece e complementa a base nacional comum, prevendo o estudo das características 
regionais e locais da sociedade,da cultura, da economia e da comunidade escolar, perpassando todos 
os tempos e espaços curriculares constituintes do, independentemente do ciclo da vida no qual os sujeitos 
tenham acesso à escola. 
 
A parte diversificada pode ser organizada em temas gerais, na forma de temáticos e conteúdos 
selecionados colegiadamente pelos sistemas educativos ou pela unidade escolar. 
 
 
 
 
 
 
 
Fique atento ao que dizem as DCN’s! 
 
Art. 15. A LDB inclui o estudo de, pelo menos, uma língua estrangeira moderna na parte diversificada, 
cabendo sua escolha à comunidade escolar, dentro das possibilidades da escola, que deve considerar 
o atendimento das características locais, regionais, nacionais e transnacionais. 
 
Art. 16. Leis específicas, que complementam a LDB, determinam que sejam incluídos componentes 
não disciplinares, como temas relativos ao trânsito, ao meio ambiente e à condição e direitos do idoso. 
 
 
40 
 
 
 
 
O QUE SÃO INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSVERSALIDADE? 
 
Interdisciplinaridade 
 
O trabalho pedagógico pode ser desenvolvido por meio de uma abordagem teórico metodológica em que 
a ênfase incide sobre o trabalho de integração de diferentes áreas do conhecimento, ou seja, as disciplinas 
se articulam em torno de uma área do conhecimento, uma temática que contribuem para o ensino e 
aprendizagem de ambas. 
 
Transversalidade 
 
É abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento na prática educativa, uma articulação entre 
aprender conhecimentos teoricamente acumulados (conteúdos acumulados pela humanidade) e assuntos 
de relevância social que são trazidos da vida real. 
 
A Interdisciplinaridade e Transversalidade segundo as DCN’s 
 
Art. 13. §4º” A transversalidade é entendida como uma forma de organizar o trabalho didático pedagógico 
em que temas e eixos temáticos são integrados às disciplinas e às áreas ditas convencionais, de forma 
a estarem presentes em todas elas. 
 
§ 5º A transversalidade difere da interdisciplinaridade e ambas complementam-se, rejeitando a concepção 
de conhecimento que toma a realidade como algo estável, pronto e acabado. 
 
§ 6º A transversalidade refere-se à dimensão didático-pedagógica, e a interdisciplinaridade, à abordagem 
epistemológica dos objetos de conhecimento. 
 
 
 
A base nacional comum e a parte diversificada não podem se constituir em dois blocos distintos, com 
disciplinas específicas para cada uma dessas partes, mas devem ser organicamente planejadas e 
geridas de tal modo que as tecnologias de informação e comunicação perpassem transversalmente a 
proposta curricular, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, imprimindo direção aos projetos 
político-pedagógicos. Através da interdisciplinaridade e a contextualização devem assegurados a 
transversalidade do conhecimento de diferentes disciplinas e eixos, passando por todo o currículo e 
proporcionando a interlocução entre os conhecimentos e seus diferentes campos. 
 
 
41 
 
 
 
 
ANO: 2017 – CESPE – SEDF – PROFESSOR 
 
Com relação ás Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica, julgue os itens a seguir: A 
política curricular é uma política de Estado e prioriza a sistematização de um currículo científico, 
relegando para segundo plano as práticas sociais. Comentário da Questão 
 
 
ERRADO 
 
Análise da questão 
 
A política curricular de estado não prioriza o currículo cientifico em detrimento das práticas sociais, visto 
que a escola de Educação Básica é o espaço em que se ressignifica e se recria a cultura herdada, 
reconstruindo-se as identidades culturais, em que se aprende a valorizar as raízes próprias das 
diferentes regiões do País. 
 
 
 
 
 
 
 
Para que o planejamento educacional se concretize, plano nacional de educação, suas metas e diretrizes, 
é preciso que exista um planejamento curricular, ou seja, os conteúdos que serão ensinados e aprendidos 
na relação professor e aluno. Desse modo o planejamento dos currículos, conteúdos, conjunto de 
experiências, deve se materializado dentro do Projeto Político Pedagógico da escola, o qual identifica a 
identidade da escola, seus objetivos, seus conjuntos de experiências, currículos. Por isso a instituição 
escolar e os docentes precisam de um planejamento mais amplo o qual possam se basear para construir 
seu próprio planejamento curricular. Os documentos oficiais como as Diretrizes Curriculares Nacionais e 
a Base Nacional Comum Curricular subsidiam as instituições de ensino e os docentes para elaboração de 
seus currículos. Nesse sentido os documentos oficiais entendidos como formal e prescrito o qual possuem 
força de lei, a exemplo das DCN’s e a BNCC dão ênfase a um currículo que considere a 
multidimensionalidade, o multiculturalismo, os temas relacionados as realidades sociais dos educandos, 
desse modo enfatizam a articulação de uma base nacional comum, conhecimentos sistematizados, a uma 
parte diversificada que contemple temas transversais os quais são voltados para temas da realidade social. 
Falamos também que a BNCC e a parte diversificada não podem ser constituídas como dois blocos 
distintos pois ambas complementam o conjunto de experiências (currículo), que envolvem o processo de 
ensino e aprendizagem. Desse modo os currículos podem ser entendido como conjunto de experiências, 
conjuntos de conteúdos cognitivos e simbólicos, conteúdos advindos da experiência dos educando, da vida 
real, parte diversificado, com conteúdos acumulados pela humanidade, sistematizados. 
 
 
42 
TEÓRIAS DE CURRICULO 
 
Falamos que o Planejamento Curricular, planejamento materializado no projeto político pedagógico da 
instituição, conhecido como planejamento escolar, é em sentido amplo segundo as DCN’s conjunto de 
experiências, conhecemos também a visão de alguns autores através de suas citações. Agora convido a 
você a entender as teorias de currículo, os quais contribuem ou não para a execução de um currículo 
educacional, escolar, de ensino e de aula, formal ou informal. 
 
Para entender como o currículo é vivenciado atualmente é preciso compreender como se deu 
historicamente. Nesse sentido é importante abordar que toda escola está inserida em uma determinada 
sociedade, que por sua vez está situada em determinado contexto histórico, assim, os conceitos 
educacionais são polissêmicos e variam de acordo com fatores históricos e sociais. 
 
Tomas Tadeu Silva (2010) afirma que um discurso sobre o currículo, mesmo que pretenda apenas 
descrevê-lo “tal como ele é realmente”, o que efetivamente faz é produzir uma noção particular de 
currículo. Do ponto de vista pós-estruturalista a “teoria” descreve como uma descoberta algo que ela 
própria criou, ela primeiro cria e depois descobre, aquilo que ela cria acaba aparecendo como uma 
descoberta. 
 
Assim, a “teoria” sobre currículo aparece pela primeira vez nos anos 1920 em conexão com o processo 
de industrialização, encontrados sua máxima expressão no livro de Bobbitt, The Curriculum (1918). Sua 
inspiração teórica é a administração científica de Taylor. 
 
A partir daí vários estudos sobre currículo ganham espaços na academia, suscitando em três teorias no 
decorrer da história: Tradicional, Crítico e Pós-crítico. 
 
TRADICIONAL (O QUE DEVO ENSINAR?) 
 
Segundo Silva (2009), a teoria tradicional de currículo busca a neutralidade, tendo como escopo principal 
promover a identificação dos objetivos da educação escolarizada, formando o trabalhador especializado 
ou, proporcionando uma educação geral e acadêmica. 
 
CRÍTICO (POR QUE ENSINAR ISSO?) 
 
Busca superar a concepção tradicional ao afirmar que há relações de poder envolvidas, é algo político. 
Denuncia a escola como um instrumento de reprodução do status quo. O foco dessa corrente são as 
desigualdades sociais provocadas pelas disputas de classes e reproduzidas no currículo escolar. 
 
PÓS-CRÍTICO (PARA QUEM ENSINAR?) 
 
Para Silva (2009, p. 29-30), as teorias críticas do currículo efetuam uma completainversão nos 
fundamentos das teorias tradicionais. As teorias críticas sobre o currículo, em contrate, começam por 
colocar em questão precisamente os pressupostos dos presentes arranjos sociais e educacionais. As 
teorias críticas desconfiam do status quo, responsabilizando-o pelas desigualdades e injustiças sociais. 
Veja o quadro de palavras que se relacionam com cada Teoria do currículo 
 
 
43 
 
 
 
 
 
Entendemos que o planejamento de currículo e diferente em diferentes momentos históricos e variam de 
acordo com fatores históricos e sociais. Podendo ser definidos pelas suas teorias marcados 
historicamente, como teoria tradicional, teoria crítica e teoria pós critica. Nesse sentido currículo também 
poder ser manifestado em três diferentes formas, sendo estas, formal, real e oculto. 
 
MANIFESTAÇÕES DE CURRÍCULO 
 
Currículo Oficial Formal ou Prescrito 
 
São os currículos – conteúdos, conjuntos de experiência- e elaborado pelos mais alto escalão, ou seja 
pelo Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação, e são encontrados nos documentos 
oficiais manifestados na Base Nacional Comum Curricular, nas Diretrizes Curriculares da Educação 
Básica, são prescritos os conteúdos cognitivos e simbólicos, ou seja a Base Nacional Comum 
articulados com a Parte Diversificada que é entendida pelos temas transversais advindos dos contextos 
sociais dos educandos. 
 
Planejamento Curricular e o Currículo Formal 
 
Diz respeito aos currículos que serão escolhidos para ser compostos no planejamento escolar (PPP) 
lembrando que o planejamento curricular se materializa no projeto político pedagógico, desse modo a 
comunidade escolar deve fazer um levantamento da realidade dos alunos para a escolha dos seus 
currículos, lembrando que esses conjuntos de experiências deve estar de acordo com a Base Nacional 
Comum Curricular e as Diretrizes Educacionais (DCNs). 
 
 
Currículo Real 
 
É aquele que ocorre dentro de sala de aula, são as experiências vividas os conjuntos de ensino e 
aprendizagem, os conteúdos sistematizados acumulados pela humanidade articulados com o conjunto 
experiências advindos da vida acadêmica do educando e do seu contexto social e sua prática vivida, 
lembrando que o currículo deixou de ser meramente um conjunto de disciplinas/matérias para ser o que 
 
 
44 
realmente nasceu para ser na sociedade, um conjunto de experiências, saberes, práticas vividas, dentro 
e fora de sala de aula, considerando a diversidade cultural e os direitos humanos, um currículo inclusivo 
que elimine a seletividade e considera a diversidade e os diretos humanos, sociais, culturais, políticos e 
civis. 
 
Currículo Oculto ou Implícito 
 
É aquele que está implícito nas práticas educativas, no processo ensino e aprendizagem, se refere as 
atitudes, valores e comportamentos dos docentes e discentes, ou seja, as práticas e experiências 
compartilhadas na escola e na sala de aula. São as normas, regras, rituais, hábitos do cotidiano escolar 
que acabam por governar as relações hierárquicas. Podemos encontrar o currículo oculto em algumas 
situações como: 
 
• Imagens nos livros didáticos relacionado a determinado tema, são exemplos de um tipo de currículo 
intitulado oculto, pois não estão explicitados em documentos. 
 
• A forma de organização da sala de aula, em que as cadeiras estão enfileiradas, com o objetivo de romper 
com o dialogo com os alunos são consideradas um exemplo de manifestações do currículo oculto. Desse 
modo o currículo oculto diz respeito aquelas aprendizagens que fogem ao controle da própria escola e do 
professor e passam quase despercebidas, mas que têm uma força formadora muito intensa. Segundo 
LIBÂNEO (2001) o currículo oculto são as atividades que ocorrem na escola afetando a aprendizagem 
dos alunos e o trabalho do professor, que se originam da experiência cultural, dos valores e significados 
que as pessoas assumem do seu meio cultural e levam á escola. 
 
 
 
FCC – 2015 – DPE – SP – PEDAGOGO Os teóricos críticos entendem o currículo como: 
 
a) experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento, em meio as relações sociais, e 
que contribuem para a construção das identidades dos estudantes. 
 
b) Organização do ensino por meio de uma grade de conteúdos, na qual se define a quantidade de 
aulas por disciplinas para cada ano de ensino. 
 
c) Planos pedagógicos elaborados pelos professores da unidade escolar, em concordância com as 
determinações da secretaria de educação. 
 
d) Conjunto de objetivos a serem alcançados no final do ano, por meio dos conteúdos a serem 
ensinados e aprendidos durante o processo de ensino. 
 
e) Projeto político -pedagógico elaborado pelas escolas, com a colaboração dos professores e de 
especialistas de ensino e aprovado pelos órgãos regionais de educação. 
 
 
45 
Letra A 
 
Análise da questão 
 
Letra A é a resposta correta, visto que currículo de forma geral pode ser entendido como um conjunto de 
experiências escolares, experiências nas relações sociais, experiências que contribuem para a 
construção das identidades dos estudantes, vai além de conteúdos de disciplinas existentes em uma 
grade curricular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOBRE CURRICULO ESCOLAR 
 
 
 
 
Organiza o trabalho das instituições de ensino e dos 
professores; 
 
É entendido como conjunto de experiências segundo as 
DCN’s; 
 
CURRICULO 
ESCOLAR 
Não são meramente conteúdos expressos em uma disciplina 
ou grade curricular; 
 
O que é construído no currículo são as experiências, 
ensinamentos e aprendizagens; 
 
Lembrar sempre Currículo define o quê ensinar. 
Considera a diversidade e contexto sócio cultural 
 
 
46 
 
Articulação dos conteúdos acumulados 
pela humanidade com as experiências 
do contexto social do educando. 
No Planejamento 
Curricular da Escola 
 
ONDE O CURRICULO PODE SER 
MATERIALIZADO 
 
Conjunto de conteúdos. Podendo 
ser sistematizados ou que o 
individuo já possui na sua 
experiência de vida 
 
CONJUNTO DE EXPERIÊNCIAS 
QUE O ALUNO POSSUI COM A 
CONTRIBUIÇÃO DA ESCOLA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OCULTO 
São as normas, regras, rituais, 
hábitos. Ex: organização da 
sala, do tempo e espaços 
escolares. 
REAL 
Ocorre nos espaços escolares, mas 
especificamente na sala de aula de 
acordo com o que foi previsto no 
planejamento. 
FORMAL, PRESCRITO: 
É aquele estabelecido pelos 
sistemas de ensino, possuem 
forças de lei, são os 
normativos. Ex: BNCC, DCN’s. 
MANIFESTAÇÕES DE CURRICULO 
CURRÍCULO 
 
O planejamento 
Curricular se materializa 
no Projeto Político 
Pedagógico. 
 
O planejamento curricular não se 
restringe a seleção 
de conteúdos inseridos em uma 
grade curricular. 
 
TRADICIONAL 
(O QUE DEVE ENSINAR) ? 
CRÍTICA 
(Por que se ensina isso ?) 
 
Teorias de Currículo 
 
PÓS CRÍTICA 
(Pra quem se ensina isso ?) 
 
MANUTENÇÃO DO STATUS 
QUO 
 
CRITÍCA O MODELO DE 
MANUTENÇÃO 
 
DIVERSIDADE E 
MULTCULTURALISMO 
 
 
47 
 
 
 
1 – IFB – PROFESSOR – PEDAGOGIA 2017 
 
O currículo refere-se aos programas e conteúdos de cada componente curricular e também expressa os 
princípios e metas do projeto educativo de uma instituição. Considerando uma perspectiva crítica do 
currículo, marque a alternativa correta. 
A) O currículo deve ser utilizado para a reprodução de uma visão de mundo hegemônica. 
 
B) O currículo é um documento formal e estabelecido pelo sistema educacional que deve ser seguido 
pelas instituições de ensino, pois visa uma igualdade educacional. 
C) O conhecimento estabelecido na organização curricular do currículo é neutro cabe ao professor dar 
uma direção a esse conhecimento. 
D) O conhecimento estabelecido na organização curricular do currículo deve levar em consideração as 
relações entre os sujeitos e o espaço tempo em que se situam. 
E) É importante evitar, sistematicamente, que situações ocorridas na escola tragam contextos diferentes 
daquelesque estão devidamente planejados e incluídos no currículo. 
 
 
2- A ênfase nos conceitos pedagógicos de ensino, aprendizagem, avaliação, metodologia, didática, 
organização, planejamento, eficiência e objetivos é própria da teoria crítica de currículo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
3- FUNCAB – 2013 – IF – RR – PROFESSOR – PEDAGOGIA 
 
No currículo tradicional, a avaliação mais valorizada é a: 
 
a) comportamental. 
 
b) somativa 
 
c) progressiva 
 
d) diagnóstica 
 
e) processual 
 
 
CESPE – CARGOS DE PROFESSOR – PREF. IPOJUCA- PE- 2009 
 
As atividades educativas escolares caracterizam-se por serem atividades intencionais que respondem a 
alguns propósitos e perseguem a consecução de algumas metas. Uma das tarefas do projeto curricular 
é proceder análise, classificação, identificação e formulação das intenções que presidem o projeto 
educacional. C. Coll. 
Psicologia e currículo. São Paulo: Ática, 1997, p.66 (com adaptações). 
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a multiplicidade de aspectos que ele suscita, 
julgue os itens seguintes. 
 
 
48 
 
 
 
4- Por currículo entende-se, exclusivamente, o aglomerado de disciplinas e conteúdos desenvolvidos 
em uma etapa da educação ou em um curso específico. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
5- O currículo da educação básica é estipulado na proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais 
(PCN), por isso não pode ser adaptado pelas escolas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
6- A construção coletiva das propostas pedagógicas da escola inclui a construção do currículo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
7- O currículo oculto é aquele estabelecido pelos sistemas de ensino nas propostas curriculares 
dos estados e munícipios. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
8- O currículo escolar representa o cruzamento de culturas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9 – No currículo escolar está explicito os valores e atitudes desejadas pela comunidade escolar. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE – ANALISTA JUDICIÁRIO – PEDAGOGIA – CNJ- 2013 (ADAPTADA) 
 
Julgue os próximos itens relativos ao currículo e construção do conhecimento. 
10- Para entender o conceito de currículo, é preciso separá-lo da prática e do contexto em que se 
encontra, pois ele é uma sistematização técnica de conteúdos institucionalizados. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
49 
 
 
 
11- Entende-se por currículo silenciado tudo aquilo que poderia fazer parte do currículo, porém 
foi negado. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
12- No sentido etimológico currículo quer dizer: caminho, trajeto, percurso ou rota a seguir. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
13- O termo currículo vai muito além de uma simples grade curricular. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
14- O currículo real é aquele que foi estabelecido pelo MEC e tem que ser aplicado nas escolas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
15 - As teorias de currículo são: tradicionais, crítica e pós- críticas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
16- Na perspectiva emancipatória de currículo, não é permitida a inclusão de atividades não previstas 
inicialmente para não haver prejuízos em relações aos tempos planejados. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
 
 
50 
 
 
 
1- Letra D 
 
A organização curricular deve levar em consideração as relações entre os sujeitos e o espaço e tempo 
em que se situam. Nesse sentido o planejamento curricular requer a articulação de conteúdos inseridos 
no contexto dos educandos com os conteúdos sistematizados, considerar seu contexto sociocultural, sua 
multiculturalidade, sua trajetória de vida. 
 
 
2- RESPOSTA ERRADA 
 
A ênfase nos conceitos pedagógicos de ensino, aprendizagem, avaliação, metodologia, didática, 
organização, planejamento, eficiência e objetivos são da teoria tradicional e não crítica de currículo, pois 
a teoria tradicional tem como objetivo o que ensinar, em detrimento da teoria crítica que possui como 
ênfase ideologia, relações de poder, conscientização, classes sociais, currículo oculto e resistência. 
 
 
3- Letra C 
 
No currículo tradicional a avaliação mais valorizada é a somativa, pois na metodologia tradicional se 
preocupa com o resultado final, ou seja, visa medir, quantificar, classificar a aprendizagem e o aluno 
através de notas, em detrimento do currículo crítico e pós crítico que visa o processo de ensino e 
aprendizagem dos docentes e discentes tendo como ênfase a avaliação formativa que tem como objetivo 
formar os educandos em sua multidimensionalidade, ou seja, cognitiva, sócio emocional, afetiva, físico 
motor... 
 
 
4 – RESPOSTA ERRADA 
 
O currículo não se restringe a um aglomerado de disciplinas e conteúdos desenvolvidos em uma etapa 
da educação ou em um curso específico. Como estudamos o currículo são conjuntos de experiências, 
conjuntos de conteúdos cognitivos e simbólicos transmitidos de forma implícita ou explicita, ou seja, não 
se relaciona meramente a um conteúdo contido em uma disciplina de uma grade curricular. 
5- RESPOSTA ERRADO 
 
O currículo oficial entendido como formal ou prescrito atualmente é estabelecido pelas Diretrizes 
Curriculares para Educação (DCN’s) articulada com a Base Nacional Comum Currícular ( BNCC) esses 
dois normativos possuem forma de lei e as instituições escolares devem segui-lo e podem ser adaptado 
pelas escolas de acordo com sua singularidades e peculiaridade, pois as instituições de ensino são 
heterogêneas, diferentes, seu contexto sociocultural onde estão inseridos seus alunos, sua realidade, 
sendo assim cada instituição irão adaptar seu planejamento curricular, de acordo como o currículo oficial 
para entender as especificidades de sua comunidade escolar. 
6 – CERTO 
Em uma perspectiva emancipatória\participativa a construção coletiva das propostas pedagógicas da 
escola inclui a construção do currículo, sendo assim essa perspectiva irá dar voz e vez a todos inseridos 
da comunidade escolar para que juntos construam o PPP, identidade da escola, e o planejamento 
curricular, conjunto de experiências, visto o que já estudamos, em detrimento da perspectiva estratégico 
 
 
51 
empresarial que se restringe a um agente que tomara decisões dentro do planejamento, na construção 
coletiva de currículo existe uma descentralização de decisões, ou seja, todos possuem um papel decisório 
no processo de planejar. 
7 – ERRADO 
 
O currículo oculto não é aquele estabelecido pelos sistemas de ensino nas propostas curriculares dos 
estados e munícipios, esse se chama currículo oficial\formal\prescrito tem força de lei e deve ser base 
para que as instituições construam seu planejamento curricular. O currículo oculto está implícito, são as 
normas, regras, hábitos, práticas relações hierárquicas, procedimentos, rituais, formas de organização da 
sala, ou seja, maneira como as carteiras são arrumadas, organização do tempo espaços escolares, está 
relacionado as atitudes e valores que acabam por inculcar ideologias. 
8 – CERTO 
 
O currículo escolar representa o cruzamento de culturas, ou seja, ele é multicultural, além de considerar 
o contexto social em que sua instituição está inserida, também considera a heterogeneidade dos 
educandos e suas singularidades. Na teoria pós crítica de currículo a pergunta é: para quem ensinar, daí 
a importância do cruzamento de culturas, a ênfase nas raças, etnias, gênero, alteridade, subjetividade, 
multiculturalismo. 
9 – CERTO 
 
Em se tratando do Planejamento Curricular, o qual se materializa no Projeto político pedagógico, o 
currículo escolar está explicito os valores e atitudes desejadas pela comunidade escolar. Desse modo é 
importante que toda intencionalidade, objetividade do que se quer alcançar esteja expressa dentro do 
planejamento curricular materializado no documento de identidade da escola chamado de projeto político 
pedagógico\proposta pedagógica. 
10- ERRADO 
 
Para entender o conceito de currículo, não é preciso separá-lo da prática e do contexto em que se 
encontra, é imprescindível que ambos estejam articulados, pois elenão é uma sistematização técnica de 
conteúdos institucionalizados, é flexível, ou seja, pode ser adaptado para atender as demandas da 
sociedade em que a instituição escolar está inserida com o objetivo de se alcançar o sucesso escolar. 
11- CERTO 
 
Entende-se por currículo silenciado tudo aquilo que poderia fazer parte do currículo, porém foi negado, 
exatamente, ou seja, algo que se tornou inoportuno ou inconveniente, visto que o currículo ser adaptado 
para atender a real necessidade dos seus educandos. 
12- CERTO 
No sentido etimológico currículo quer dizer: caminho, trajeto, percurso ou rota a seguir. Etimologia é o 
estudo gramatical da origem e história das palavras, de onde surgiram e como evoluíram ao longo dos 
anos. 
13 – CERTO 
 
 
52 
 
O termo currículo vai muito além de uma simples grade curricular, esse conceito de currículo cai muito em 
prova induzindo o candidato ao erro, se disser que o currículo se resume a uma simples grade curricular 
o item estará errado, a questão disse que o currículo vai muito além de uma grade curricular e está certo, 
entende-se por currículo por conjunto de experiências que os educandos já possuem ou estão em 
processo de construção. 
14- ERRADO 
 
O currículo real não é aquele que foi estabelecido pelo MEC e tem que ser aplicado nas escolas, esse 
conceito se trata do currículo oficial entendido também como formal ou prescrito, em se tratando do 
currículo real entende-se por aquilo que de fato é trabalhado em sala de aula, em decorrência da 
efetivação do que foi planejado. 
15- CERTO 
 
Como estudamos anteriormente as teorias de currículo são tradicional, critica e pós critica. Sendo a 
tradicional dá ênfase nos conteúdos, ou seja, o que ensinar? a crítica ênfase nos questionamentos por 
que esse conteúdo e não outro?, possuem relações de poder, e por fim a pós critica se preocupam pra 
quem ensinar, ênfase no multiculturalismo, raça , etnia, gênero. 
 
 
16- ERRADO 
 
Na perspectiva emancipatória de currículo, é permitida a inclusão de atividades não previstas inicialmente 
essas adaptações não ocorre prejuízos em relações aos tempos planejados, visto que o planejamento 
que visa a transformação social com foco no aluno e no ensino e aprendizagem e não somente no produto, 
resultado final, é flexível, ou seja, o planejamento pode ser adaptado. 
 
 
 
 
 
 
 
Capitulo 4 - Planejamento de Ensino 
 
 
53 
 
 
 
 
Agora que entendemos sobre o Planejamento Educacional que corresponde ao Plano Nacional de 
Educação, ou seja, é uma política de Estado, que possuem metas, objetivos, e diretrizes pensadas para 
dez anos, esse planejamento é nível estratégico, ou seja, é amplo de longo prazo, sendo decenal, 
posteriormente temos o planejamento escolar\institucional é o Projeto Político Pedagógico que 
corresponde os objetivos da instituição, define sua identidade e o rumo e a direção a seguir, é de nível 
tático, ou seja, não é de longo prazo e nem de pequeno prazo é pensado para um determinado período 
e define objetivos com a comunidade escolar, sendo ele: que tipo de alunos se quer formar, onde a 
instituição está e aonde quer chegar, falamos sobre o planejamento curricular o qual se materializa no 
PPP da escola, pois nele se define o conjunto de experiência que o educando irá conhecer e aprender 
durante o processo de ensino e aprendizagem e durante o período letivo , também considerado de nível 
tático agora vamos conhecer o planejamento de ensino o qual é feito pelo professor. 
 
Pode-se dizer que o planejamento de ensino é uma especificação do planejamento curricular, já que 
traduz em termos mais concretos o que o professor irá realizar em sala de aula e como irá alcançar os 
objetivos educacionais propostos, seu nível de planejamento é o operacional, pois se materializa dentro 
da sala de aula, através do ensino e aprendizagem, através das experiências entre professor e aluno e 
aluno e aluno. 
 
O professor, ao realizar seu planejamento de ensino, antecipa de forma coerente e organizada todas as 
etapas do trabalho escolar, não permitindo que as atitudes propostas percam sua essência, ou seja, o 
seu trabalho a ser realizado encaixa-se em uma sequência, uma linha de raciocínio, em que o professor 
tem a real consciência do que ensina e quais os objetivos que espera atingir, para que nada fique disperso 
ao acaso. 
 
O planejamento de ensino passa a ser compreendido de forma estreitamente vinculada às relações que 
se produzem entre a escola e o contexto histórico-cultural em que a educação se realiza. Desse modo, 
o planejamento de ensino é um elemento integrador entre a escola e o ambiente social em que a escola 
e seus alunos estão inseridos. 
 
Nesse planejamento deverá prever os seguintes itens: 
 
- objetivos específicos estabelecidos a partir dos objetivos educacionais; 
 
- conteúdos a serem adquiridos pelos alunos no sentido determinado pelos objetivos; - metodologias e 
recursos de ensino que estimulam as atividades de aprendizagem e; 
 
- procedimento de avaliação que possibilitem verificar, de alguma forma, até que ponto os objetivos foram 
alcançados. Nessa forma de planejamento de ensino, a avaliação da aprendizagem adquire especial 
relevância, uma vez que não pode constituir-se unicamente em forma de verificação do que o aluno 
aprendeu. Antes de qualquer coisa, deve servir como parâmetro de avaliação do trabalho do próprio 
professor. 
 
O planejamento de ensino é dividido em quatro etapas que são o conhecimento da realidade, 
elaboração do plano, a execução do plano, e a avaliação e aperfeiçoamento do plano. O conhecimento 
da realidade é o primeiro passo para o planejamento, pois é preciso conhecer o aluno e seu meio para 
saber para quem se vai planejar, conhecendo as aspirações, frustrações, necessidades e possibilidades 
dos alunos. Fazendo essa “sondagem” e realizando o diagnóstico, isto é, analisando os 
dados coletados, podemos propor o que é possível alcançar pelos alunos e até mesmo o que lhes 
 
 
54 
interessa aprender. 
 
A elaboração do plano de ensino é a segunda etapa que devemos percorrer. Nessa etapa estaremos 
determinando o que é possível alcançar, como fazer para alcançar, e o que julgamos possível alcançar, 
e ainda como avaliar os resultados. Para a elaboração desse plano seguem-se seis passos que são a 
determinação dos objetivos, seleção e organização dos conteúdos, seleção e organização dos 
procedimentos de ensino, seleção de recursos, seleção de procedimentos de avaliação e estruturação do 
plano de avaliação. 
 
O terceiro passo a ser percorrido pelo professor é a execução do plano, sendo que esse consiste no 
desenvolvimento das atividades previstas. Algumas vezes é necessário fazer alterações no planejamento, 
devido a reações dos alunos ou mesmo devido a circunstâncias do ambiente, mas isso é normal. Assim 
uma característica de um bom planejamento é a flexibilidade. 
 
Por último devemos realizar a avaliação e o aperfeiçoamento do plano. Nessa etapa a avaliação toma um 
sentido diferente da avaliação do ensino-aprendizagem, pois procuramos avaliar, além dos resultados do 
ensino-aprendizagem, avaliar a qualidade do nosso plano, nossa eficiência como professor e a eficiência 
do sistema escolar. 
 
 
Segundo Nervi (1967, p. 56, apud GAMA; FIGUEREDO, s/d), estas são as características essenciais do 
bom plano de ensino: 
 
 Coerentes: as atividades planejadas devem manter perfeita coesão entre si de modo que não se 
dispersem em distintas direções; de sua unidade e correlação dependerá o alcance dos objetivos 
propostos. 
 
 Sequenciais: deve existir uma linha ininterrupta que integre gradualmente as distintas atividades 
desde a primeira até a última de modo que nada fique jogado ao acaso. 
 
 Flexíveis: é outro pré-requisito importante que permite a inserção sobre a marcha de temas 
ocasionais, subtemas não previstos e questões que enriqueçam os conteúdos por desenvolver, 
bem comopermitir alteração, de acordo com as necessidades ou interesses dos alunos. 
 
 
 Precisão e objetividade: os enunciados devem ser claros, precisos, objetivos e sintaticamente 
impecáveis. As indicações não podem ser objetos de dupla interpretação, as sugestões devem 
ser inequívocas. 
 
 
Agora que entendemos melhor o que é o planejamento de ensino, o qual é de nível operacional, pois se 
materializa nas práticas e experiências vividas e compartilhadas na sala de aula, para que esse 
planejamento se torne real é preciso definir seus componentes que farão parte desse processo, 
lembrando que o planejamento de ensino é pensado para um determinado período letivo, semestre ou 
bimestre. Desse modo os componentes do processo de ensino são: objetivo, conteúdos, metodologia, 
recursos e avaliação, todos devem estar articulados para que haja sucesso no processo de ensinar e 
aprender. Vamos fazer um quadro exemplificando como pode ser feito o planejamento de ensino: 
 
 
55 
OBJETIVOS CONTÉUDOS METODOLOGIA RECURSOS AVALIAÇÃO 
Qual o objetivo que o 
docente alcançar; 
Qual o resultado 
esperado. 
Ex. Formar frases 
com dissílabas. 
Quais os 
conteúdos que 
se deseja 
ensinar e 
aprender. 
Ex. Dissílabas 
Qual a metodologia 
que irá facilitar o 
ensino para que o 
aluno aprenda. 
Que recurso vou 
usar na aula. 
Ex. Quebra cabeça. 
Com palavras 
Como o docente vai 
avaliar os alunos. 
Ex. Registros de 
atividades no 
caderno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 5 – Didática 
 
CONCEPÇÕES TEÓRICAS QUE SUSTENTAM A PRÁTICA PEDAGÓGICA 
DO PROFESSOR 
Na prática pedagógica, as ações do professor se orientam por um conjunto de idéias, concepções, 
teorias, mesmo que sua existência seja inconsciente. É possível compreender a ação docente, 
analisando a sua concepção de mundo, de sociedade, de aluno, de ensino, entre outros, que se 
expressa em seus atos, referente a: 
 Seleção dos conteúdos que os alunos vão aprender; 
 Como acredita que se dá o processo de aprendizagem – Os caminhos para a aprendizagem 
acontecer; 
 Como acredita que deve ser o ensino. 
 
A teoria empirista 
 O modelo de aprendizagem estímulo-resposta. Substitui respostas erradas por certas; 
 O aluno é vazio, mas vai ser preenchido pelas experiências com o mundo. Ele vai 
acumulando as informações. (Paulo Freire chama isso de Educação bancária); 
 A aprendizagem é o acumulo de informações; 
 O processo de ensino é caracterizado pela cópia - questionário – repetições; 
 O ensino se dá através da memorização; 
 O aluno precisa memorizar e fixar as informações, que seguem das mais simples às mais 
complexas. (A decorreba da tabuada, sem saber o que está decorando, é exemplo disso). 
 
Construtivismo 
 O conhecimento pressupõe uma atividade que organiza e integra os novos conhecimentos 
aos já existentes (Conhecimentos Prévios); 
 O conhecimento prévio é a base da aprendizagem; 
 O conhecimento é uma transformação do que já existe. Precisa ser algo apreensível; 
 O aluno é um sujeito ativo que para aprender: reflete e interage com outras pessoas. Ele 
precisa transformar a informação para poder assimilar; 
 A idéia distorcida do construtivismo levou professores a deixar o aluno livre, construindo sem 
próprios conhecimentos, sem a importante intervenção pedagógica; 
 O professor deve atuar o tempo inteiro, propondo atividades, encorajando os alunos em suas 
ousadias, desafiando. A intervenção do professor é determinante no processo de 
aprendizagem; 
 O modelo de ensino se dá através de resolução de problemas, onde o professor também é 
56 
 
 
 
 
 aprendiz; 
 O professor deve tomar cuidados com os erros cometidos pelos alunos (não deixar o aluno 
“fazer do seu jeito” sem corrigir os erros) e ir montando as atividades que levam a construção 
do conhecimento. 
 
OS MÉTODOS DE ENSINO 
 
Conceito de método de ensino. 
 É o caminho para atingir um objetivo, com os meios adequados; (investigação científica; 
assimilação do conhecimento, etc.) 
 Ver o objeto de estudo nas suas propriedades e relações com outros objetos e fenômenos e 
sob vários ângulos; 
 São ações, passos e procedimentos vinculados a reflexão, compreensão e transformação da 
realidade; 
 São ações do professor pelas quais se organizam as atividades de ensino e dos alunos para 
atingir os objetivos; 
 Deve expressar compreensão global do processo educativo na sociedade: A escolha e 
organização dos métodos. 
 Deve corresponder à necessária unidade objetivo-conteúdo-método. (um depende do outro 
para ter sucesso). 
 Dependem dos conteúdos específicos; 
 Implica o conhecimento das características dos alunos quanto à capacidade de assimilação e 
quanto as suas características sócio-culturais e individuais; 
 ligação entre os objetivos e as condições de aprender do aluno. 
 
Princípios básicos do Ensino 
 Ter caráter científico e sistemático. (Ficar atento ao conteúdo científico); 
 Ser compreensível e possível de ser assimilado. (Ver as condições dos alunos e ir dosando 
as dificuldades); 
 Assegurar a relação conhecimento-prática. (Saber aplicar o conhecimento na sua vida 
prática); 
 Apoiar-se na unidade ensino-aprendizagem. (Criar condições de ensino que resultem em 
aprendizagem); 
 Garantir a solidez dos conhecimentos. (Recapitulação, fixação, etc); 
 Levar à vinculação trabalho coletivo – particularidades individuais. (Educar a todos, 
observando as diferenças). 
 
 
57 
 
 
 
 
 Classificação dos métodos de ensino 
 
1. Método de exposição pelo professor: Na exposição, o professor deve mobilizar a atividade 
interna do aluno de concentrar-se e de pensar, e a combinar com outros procedimentos. 
 Exposição verbal – sua função é explicar um assunto desconhecido. O professor deverá 
estimular sentimentos, instigar a curiosidade, relatar sugestivamente um fato, descrever com 
vivacidade uma situação real, fazer leitura expressiva, etc. 
 Demonstração – é a forma de representar fenômenos e processos reais (germinação). 
 Ilustração – é uma forma de representar fatos e fenômenos reais através de gráficos, mapas, 
esquemas, gravuras, etc. (Requer dos alunos capacidade de concentração e observação). 
 Exemplificação – é um meio de auxiliar a exposição verbal 
 
2. Método de trabalho independente: (Uma das formas didática desse método é o estudo dirigido). 
Atividades realizadas pelos alunos, dirigidas e orientadas pelo professor. Para que esse método seja 
eficiente, o professor precisa: 
 Dar tarefas claras e acessíveis; 
 Assegurar condições de trabalho (silêncio, material, etc); 
 Acompanhar de perto; 
 Aproveitar o resultado da tarefa para toda classe. 
 
3. Método de elaboração conjunta: Interação entre alunos e professor. É a conversação, aula 
dialogada, com elaboração de perguntas que leve os alunos a reflexão. 
 
4. Método de trabalho em grupo: Sua finalidade é obter a cooperação dos alunos para realização 
de uma tarefa. 
 Debate – os debatedores devem defender uma posição; 
 Philips 66 – seis grupos de seis pessoas discutem uma questão em poucos minutos e 
apresentam a conclusão. (Verifica o nível de conhecimento da turma antes ou depois de uma 
explicação); 
 Tempestade mental – escrever no quadro o que vem em mente sobre determinado assunto, 
destacar o mais relevante e discutir; 
 Grupo de verbalização – grupo de observação (GV-GO) – uma parte da turma forma um 
círculo central para discutir o tema, outra parte fica em volta observando se o que está sendo 
apresentado tem coerência; 
 Seminário – pode ser exposição ou conversação sobre determinado assunto previamente 
estudado pelo grupo. 
 
5. Atividades especiais: Complementam os métodos de ensino com objetivo de assimilação dos 
conteúdos. São os: Jornal escolar, Museu escolar, Teatro, Biblioteca escolar, estudo do meio, etc. 
58 
 
 
 
 
O Estudo do meionão se limita só aos passeios, mas a todos os procedimentos que possibilitem a 
discussão e compreensão do cotidiano. São necessárias 3 fases: 
 Planejamento – o que observar? Que perguntas poderão ser feitas? (O professor deverá fazer 
conhecer o local); 
 Execução – observar, tomar nota, conversar com as pessoas, etc; 
 Exploração dos resultados e avaliação – relatório, redação, sistematização pelo professor. 
Utilidade do estudo. 
 
OS 4 PILARES DA EDUCAÇÃO 
Cabe a educação, de forma competente, fornecer os saberes que contribuam para a compreensão e 
vivência no mundo atual, cheio de complexidade. Os conhecimentos precisam sempre estar 
atualizados devendo ser, ao longo da vida, aprofundados e enriquecidos, para isso, a educação deve 
organizar-se em torno de 4 aprendizagens fundamentais: 
Aprender a Conhecer 
Combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em 
profundidade um pequeno numero de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para 
beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida. 
Aprender a Fazer 
Afim de adquirir qualificação profissional e competências que tornem a pessoa apta a enfrentar as 
situações e a trabalhar em equipes. Também aprender a fazer, no âmbito das diversas experiências 
sociais ou de trabalho que se oferecem, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou nacional, 
quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o trabalho. 
Aprender a viver junto 
Desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos 
comuns e preparar-se para gerir conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão 
mutua e da paz. 
Aprender a ser 
Para melhor desenvolver a sua personalidade e estar a altura de agir com cada vez maior 
capacidade de autonomia, de discernimento e de responsabilidade pessoal. Para isso, não 
negligenciar na educação nenhuma das potencialidades de cada indivíduo: memória, raciocínio, 
sentido estético, capacidades físicas, aptidão para comunicar-se. 
 
ABORDAGENS E PRÁTICA PEDAGÓGICA 
 Maria da Conceição dos Reis 
A prática pedagógica está fundamentada na concepção de vida e sociedade do professor. É a 
partir dela que o professor realiza as atividades cotidianas nas escolas, seguindo uma linha pedagógica 
que fornece diretrizes para essas atividades, pois a pratica pedagógica destinada à sala de aula é, 
ainda hoje, influenciada pelas várias tendências ou teorias pedagógicas que marcaram a história 
educacional no Brasil. 
Saviani (2002) classifica essas teorias em dois grupos: teorias não-críticas e teorias crítico-
reprodutivista e apresenta uma nova proposta através da teoria crítica. Essas idéias são apresentadas 
59 
60 
 
 
 
 
através de cinco enfoques:tradicional, escolanovismo, tecnicismo, crítico-reprodutivista e histórico-
crítica. 
Pelas idéias abordadas nas teorias não-críticas, a educação é entendida como instrumento de 
superação social. O aluno marginalizado deveria ser integrado a sociedade. Cabendo a educação 
corrigir as distorções sociais. As idéias das teorias não críticas se expressam através da Pedagogia 
Tradicional, Pedagogia Nova e Pedagogia Tecnicista. Vejamos: 
A Pedagogia Tradicional teve inicio juntamente com a educação escolar no Brasil, através dos 
jesuítas que, mesmo sem facilitar uma prática pedagógica que contribuísse com a transformação da 
vida social e econômica da colônia, monopolizaram toda essa educação desde 1549 até a expulsão 
da Companhia de Jesus em 1759. 
Essa expulsou não fez mudar o princípio pedagógico, apenas mudou os interesses - por passar 
das mãos da igreja para a burguesia - o que antes era pedagogia tradicional religiosa, transformou-se 
em pedagogia tradicional leiga. (Saviani, 2002). 
Com o discurso de construir uma sociedade democrática, a burguesia, que acabara de se 
consolidar no poder, defendia o conhecimento para todos. Cabia a escola e ao professor transmitir o 
conhecimento aos alunos organizados em classes. O professor era o centro das atenções que, através 
das aulas expositivas, transmitia todo o conteúdo que ele mesmo determinava para o aluno. Esse, 
ouvia passivamente e disciplinadamente, sem direito a desenvolver sua criatividade. Mas, começa a 
surgir os problemas, pois a escola não conseguia ser universal, os alunos que ingressavam não 
obteriam os mesmos resultados esperados pela escola, "não se ajustavam ao tipo de sociedade que 
se queria consolidar". (idem, p.7). A educação era totalmente dissociada das questões sociais vigentes. 
Também, não havia unidade entre prática e teoria. A prática era vista como aplicação da teoria. (Veiga, 
1989: 44). Porém, essa tendência predominou, aproximadamente, até 1930. 
Com inspiração filosófica no humanismo moderno - visão de homem centrada na própria 
existência, - que ganha impulso em 1924 com a criação da Associação Brasileira de Educação, começa 
a surgir a Pedagogia Nova fazendo críticas à pedagogia tradicional. O escolanovismo, como ficou 
sendo conhecido, acreditava no potencial da escola para erradicar a marginalidade social (o que a 
escola tradicional não estava conseguindo). Foi a partir dessa percepção que começou o movimento 
de reforma dessa escola, que passou a ser vista como "redentora da humanidade". O professor passou 
a ser o facilitador da aprendizagem. O aluno era o centro de tudo, que deveria ser respeitado em suas 
escolhas. "A prática pedagógica é ancorada em si mesma, sem vinculação com o contexto mais amplo" 
(Veiga, 1989:52). 
Essa tendência galgou forma no Brasil através da elaboração do projeto da primeira Lei de 
Diretrizes e Base da Educação, pois para sua elaboração estavam presentes os principais educadores 
escolanovistas e representantes católicos, portanto puderam definir os caminhos da educação 
brasileira. 
Para atender aos pressupostos da Escola Nova, a educação católica, que ainda tinha muito 
poder, influência e predomínio em várias escolas, buscou se renovar através do método pedagógico 
de Montessori e Lubienska, disseminando o amor que o professor deveria ter com as crianças, para 
que as mesmas pudessem aprender num ambiente amoroso e feliz. Foi em 1932 que surgiu o 
Manifesto da Escola Nova, cuja essência predominou até 1960, quando começa a apresentar os sinais 
de crise. Com isso, ganha força a concepção analítica com seus princípios científicos objetivos, 
racionais e neutros. 
Em 1969, começa a ascensão da Pedagogia Tecnicista,dando ênfase a formação de técnicos 
para educação. Ao professor competia efetivar a prática: A relação professor-aluno é estritamente 
técnica, ou seja, visa a garantir a eficácia da transmissão dos conhecimentos. (Veiga, 1989: 58) 
O que mais tinha destaque nesta teoria eram as técnicas e os métodos, que se preocupavam 
em preparar a mão-de-obra para o mercado de trabalho que atendia aos interesses do capitalismo. A 
autora chama atenção que nesta visão, a separação entre teoria e prática fica mais acentuada. 
61 
 
 
 
 
Durante o governo militar esta pedagogia teve seu ponto alto, porém começam os estudos à 
crítica da educação dominante. Os educadores não aceitavam este tipo de educação baseada no 
autoritarismo e tecnicismo, que confiava à escola, através dos seus meios de instrução baseada no 
behaviorismo, a função de conservar a sociedade capitalista vigente. 
A partir de 1974, com a abertura do regime militar no Brasil, os estudos e críticas dos 
educadores preocupados com os caminhos da educação nacional, começam a se destacar através de 
denúncias à pedagogia oficial e fazendo surgir uma nova pedagogia denominada por Saviani (2002) 
de crítico-reprodutivista, por conceber a função da educação como reprodução das relações sociais, 
sem vislumbrar a possibilidade de uma educação que pudesse está comprometida em promover a 
transformação dessas relações. 
Portanto, estas teorias apenas explicam/criticamcomo a escola esta constituída. Nasce da 
crítica, mas não elabora uma proposta pedagógica, vive apenas a combater as que se apresentam. 
É por esta falta de proposta da pedagogia crítico-reprodutivista e pelo descrédito na 
transformação da escola, que em 1979 começa a se espalhar à discussão sobre uma nova tendência 
embasada na concepção dialética. É neste período que nasce a pedagogia que Saviani denomina de 
histórico-crítica, procurando articular uma proposta pedagógica que busque a transformação social, 
através do resgate da importância da escola, da interação entre os sujeitos e da reorganização do 
trabalho educativo. Sobre a interação professor-aluno, inclusa nesta teoria histórico-crítica Veiga 
(1989) explica que: O trabalho pedagógico está centrado não no professor e no aluno, mas na questão 
central da formação do homem. O professor é valorizado no seu papel de autoridade que orienta e 
favorece o processo de ensinar e de aprender. (...) O aluno e visto como um ser concreto situado 
historicamente. Traz consigo um saber que Ihe é próprio, e que precisa ser valorizado e reelaborado 
para que, concretamente, possa gerar mudanças na realidade. Neste sentido, a relação pedagógica é 
calcada na autonomia e reciprocidade, provenientes de um processo de maturação. (67) 
É dessa forma que Saviani (2002) reconhece na educação um instrumento de luta, e diante da 
visão dialética, o professor, com uma prática pedagógica reflexiva, crítica, criativa e transformadora, 
instrumentaliza seu aluno para a prática social através da construção crítica do saber. 
Portanto, o professor que se propõe crítico, precisa estar preparado para a prática pedagógica 
ancorada numa concepção de educação articulada com a realidade social. Uma ação pedagógica que 
valorize a relação dialética teoria-prática, em que a prática seja uma ação guiada e mediada pela teoria. 
A unidade entre o ideal (a teoria) e o real (a prática), é de extrema importância no trabalho desenvolvido 
no cotidiano escolar para que os professores estejam atentos no pensar e no fazer. 
É nessa relação dialética, com a prática sendo alimentada pela teoria, e, ao mesmo tempo, a 
teoria sendo alimentada pela prática, que se mantém a prática pedagógica do professor com 
características renovada, reflexiva e transformadora. Libâneo (2000, p. 37) afirma que os professores 
precisam ser críticos para compreender e analisar criticamente a sociedade, a política, as diferenças 
sociais, a diversidade cultural, os interesses de classe, agir diante das situações escolares e, assim, 
problematizar com os alunos o conhecimento. Ao dissertar sobre prática pedagógica que busca uma 
transformação, ressalta-se a contribuição do educador Paulo Freire, enquanto professor 
crítico/comprometido, que concebe a educação como um ato político, compreendendo-a como um 
instrumento de luta que, em conjunto com as outras práticas sociais, está a serviço da transformação 
da sociedade vigente. 
 
 
 
 
SIMULADO COM QUESTÕES DE CONCURSO 
 
Questão 01 
62 
 
 
 
 
Ensinar resulta em adotar procedimentos diferentes dependendo do tipo de conteúdo com que 
se lida. A que se atribui a função de propor os melhores meios para tornar possíveis, efetivos 
e eficientes esse ensino e essa aprendizagem? 
A) Sistema. 
B) Professores. 
C) Escola. 
D) Didática. 
Ano: 2020 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Jaguapitã – PR Prova: Professor 
 
Questão 02 
A didática tem como objeto de estudo: 
A) As ações docentes restritas ao Ensino Fundamental. 
B) A teoria dissociada da prática docente. 
C) A legislação educacional nos anos finais da Educação Infantil. 
D) O processo de ensino na sua globalidade. 
E) Os instrumentos avaliativos das séries de mudanças de níveis. 
Ano: 2020 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Santiago do Sul – SC Prova: Professor 
 
Questão 03 
Leia os trechos de Schneider, In: Bacich, Tanzi e Trevisani (2015): “… Significa que as 
atividades a serem desenvolvidas devem considerar o que o aluno está aprendendo, suas 
necessidades, dificuldades e evolução – ou seja, significa centrar o ensino no aprendiz … 
Acontece nos diferentes espaços escolares, entre eles – e talvez em primeiro lugar – a sala de 
aula.” 
Os trechos referem-se à presença do ensino híbrido no processo de otimização do espaço escolar 
por meio 
A) de portfólio individual. 
B) da personalização do ensino. 
C) de autonomia didática do aluno. 
D) da tecnologia na educação. 
E) da parceria entre professor e aluno. 
Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Cananéia – SP Prova: Professor – Educação 
Especial 
 
 
Questão 04 
O plano de ensino é um roteiro das unidades didáticas para o professor ministrar as aulas. 
Desse modo, o plano de ensino deve ser composto por: 
A) objetivos gerais, avaliação, princípios do professor, questões para provas e nome das disciplinas. 
B) tempo, metodologias, biblioteca, leituras e atitudes do professor. 
63 
 
 
 
 
C) atividades extraclasse, calendário e sistema de organização da classe. 
D) justificativa da disciplina, objetivos gerais e específicos, conteúdos, tempo, metodologias e 
avaliação. 
E) objetivos gerais e específicos, conteúdos, trabalho de grupo, provas e lançamento de notas. 
Ano: 2020 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo – RS Prova: 
Professor – Educação Básica I 
 
Questão 05 
Para Libâneo (1985), os enfoques sobre o papel da didática na atividade escolar variam de 
acordo com as tendências pedagógicas. Uma dessas tendências refere-se à didática 
assentada na transmissão cultural, concebendo o aluno como um ser receptivo/passivo, 
atribuindo um caráter dogmático aos conteúdos e métodos da educação. 
Assinale a alternativa correta da tendência pedagógica descrita. 
A) Escolanovista. 
B) Tradicional. 
C) Sociopolítico. 
D) Renovado-tecnicista. 
E) Técnico-crítico. 
Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Morro Agudo – SP Prova: Professor – 
Educação Especial 
 
Questão 06 
A formação profissional é um processo pedagógico, intencional e organizado, de preparação 
teóricocientífica e técnica do professor para dirigir competentemente o processo de ensino. 
Nessa perspectiva, sobre a didática e a formação profissional do professor, assinale (C) para 
alternativa CORRETA e (I) para alternativa INCORRETA: 
( ) O processo didático efetiva a mediação escolar de objetivos, conteúdos e métodos das matérias 
de ensino. 
( ) A didática pode constituir-se em teoria da educação. 
( ) A didática descreve e explica os nexos, relações e ligações entre ensino e a aprendizagem; 
investiga os fatores codeterminantes desses processos; indica princípios, condições e meios de 
direção do ensino, tendo em vista a aprendizagem, que são comuns ao ensino das diferentes 
disciplinas de conteúdos específicos. 
( ) A didática se caracteriza como mediação entre as bases teórico-científicas da educação escolar e 
a prática docente. 
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA: 
A) C, I, C, C. 
B) C, C, I, C. 
C) C, C, C, C. 
D) C, C, C, I. 
64 
 
 
 
 
E) I, I, C, C. 
Ano: 2020 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Arapongas – PR Prova: Professor – Educação 
Física 
 
Questão 07 
O objeto da Didática diz respeito ao processo de compreensão, problematização e proposição 
acerca do ensino, sendo este entendido como o processo de fazer aprender alguma coisa a 
alguém, marcado pela mediação e pela dupla transitividade. Dessa forma, o processo de 
ensinar incorpora em si mesmo o processo de aprender, constituindo-se como um único 
processo com movimentos distintos (ensinagem e aprendizagem), porém indissociáveis. 
Trata-se de favorecer ao professor em formação e em atuação condições de propor formas de 
mediação da prática pedagógica, fundamentadas por concepções que permitam situar a 
função social de tais mediações. Não se trata, pois, de enfatizar o como fazer, porém o como 
fazer (mediação) em articulação ao por que fazer (intencionalidade pedagógica),condição 
intrínseca da Didática fundamental. 
(Adaptado de: CRUZ, G. B.; André, M. E. D. A. “Ensino de didática: um estudo sobre concepções e 
práticas de professores formadores”. Educação em Revista, vol. 30, n. 4, out.-dez. 2014.) 
Na situação exposta pelo texto, 
A) dupla transitividade corresponde à definição didática de que o professor ensina e o aluno aprende. 
B) concepções que permitam situar a função social de tais mediações (linhas 5 e 6) é equivalente à 
intencionalidade pedagógica implicada na didática. 
C) propor formas de medição da prática pedagógica (linha 5) significa que o professor mediador é 
aquele que propõe formas de mediação de conflitos no ambiente pedagógico. 
D) como fazer e por que fazer constituem dois movimentos dissociados na aprendizagem de um 
conteúdo. 
E) o professor em formação deve aprender técnicas de mediação eficientes em qualquer situação de 
aprendizagem. 
Ano: 2020 Banca: FCC Órgão: AL-AP Prova: Pedagogo 
 
Questão 08 
O conhecimento sobre as didáticas específicas – verdadeira matéria-prima do trabalho do 
professor – existe e começa a ser incorporado às escolas. Hoje, sabe-se que os alunos sempre 
têm alguma, ou muita, informação sobre o objeto de ensino que será trabalhado em classe. 
Portanto, é preciso levar isso em conta na hora de planejar e propor atividades – em vez de 
ficar simplesmente reproduzindo um mesmo método como se a turma fosse 100% homogênea, 
tanto em termos de conhecimentos prévios, como na capacidade de avançar. 
Ou seja, há didáticas específicas porque não apenas o jeito de ensinar Geografia é diferente do de 
ensinar História, por exemplo, mas porque: 
A) cada área do conhecimento tem uma estrutura diferente que requer atividades de ensino também 
diferentes. 
B) as possibilidades de suporte pedagógico são metodologicamente diferentes para cada disciplina. 
C) os conteúdos têm que ser adequados de maneira a homogeneizar as metodologias de ensino. 
D) devem-se utilizar metodologias diferentes para cada turma, mesmo estas sendo de séries 
equivalentes. 
65 
 
 
 
 
E) dentro da própria disciplina há formas mais eficientes de trabalhar cada conteúdo. 
Ano: 2020 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Linhares – ES Prova: Técnico Pedagógico 
 
Questão 09 
Para Lerner (2002), uma das formas para conciliar as necessidades inerentes à instituição 
escolar com o propósito educativo de formar leitores e escritores, o possível é gerar 
condições didáticas que permitam por em cena uma versão escolar da leitura e da escrita mais 
próxima da versão social dessas práticas. Para tal, a autora sugere, como uma das 
possibilidades, 
A) o teatro introduzido na escola. 
B) os saraus, contemplando toda comunidade. 
C) as histórias em quadrinhos. 
D) os projetos de produção-interpretação ou trabalho por projeto. 
E) o jornal falado e escrito. 
Ano: 2020 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Piracicaba – SP Prova: Professor de Ensino 
Fundamental 
 
Questão 10 
Analise as afirmativas a seguir: 
I. Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-la com eficácia em instâncias 
públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos coerentes e coesos, é um dos objetivos do 
ensino de língua portuguesa no Ensino Fundamental. 
II. A didática é a sistematização e a racionalização do ensino, constituída de métodos e técnicas de 
ensino de que se vale o professor para efetivar a sua intervenção no comportamento do estudante. 
Ou seja, a didática tem como objetivo ensinar métodos e técnicas que possibilitem a aprendizagem 
do aluno por parte do professor ou instrutor. 
III. Quando se pretende que o aluno construa o conhecimento, a intervenção pedagógica do professor 
tem valor decisivo no processo de aprendizagem e, por isso, é preciso avaliar sistematicamente se a 
intervenção está adequada, se está contribuindo para as aprendizagens que se espera alcançar. 
Marque a alternativa CORRETA: 
A) Nenhuma afirmativa está correta 
B) Apenas uma afirmativa está correta 
C) Apenas duas afirmativas estão corretas 
D) Todas as afirmativas estão corretas 
Ano: 2020 Banca: ADM&TEC Órgão: Prefeitura de Gravatá – PE Prova: Professor – Língua 
Portuguesa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GABARITO: 
1. D 
2. D 
3. B 
4. D 
5. B 
6. A 
7. B 
8. E 
9. D 
10. D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 6 – Componentes do Processo de 
Ensino Aprendizagem 
 
 
Entendemos por aula toda situação didática na qual põem objetivos, conhecimentos, 
problemas, desafios com fins instrutivos e formativos, que incitam as crianças e 
jovens a aprender. Cada aula é única, pois ela possui seus próprios objetivos e 
métodos que devem ir de acordo com a necessidade observada no educando. O 
planejamento de ensino e a aula é norteada por uma série de componentes, que vão 
conduzir o processo didático facilitando tanto o desenvolvimento das atividades 
educacionais pelo educador como a compreensão e o entendimento pelos indivíduos 
em formação; ela deve, pois, ter uma estruturação e organização, a fim de que sejam 
alcançados os objetivos de ensino. Ao preparar uma aula o professor deve estar 
atento às quais interesses e necessidades almejam atender, o que pretende com a 
aula, quais seus objetivos e o que é de caráter urgente naquele momento. Sendo 
assim a organização e estruturação didática da aula têm por finalidade proporcionar 
um trabalho mais significativo e bem elaborado para a transmissão dos conteúdos. 
O estabelecimento desses caminhos proporciona ao professor um maior controle de 
processo e aos alunos uma orientação mais eficaz, que vá de acordo com previsto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
A RELAÇÃO PROFESSOR\ALUNO 
67 
 
 
 
 
 
Entre os elementos que se deve considerar no processo de planejamento de ensino 
é imprescindível considerar para que haja sucesso no ensino e aprendizagem é 
possível haver a relação professor e aluno para que a aprendizagem seja 
significativa. Desse modo “a relação educador e educando não deve ser uma relação 
de imposição, mas sim, uma relação de cooperação, de respeito e de 
68 
crescimento. O aluno deve ser considerado como um sujeito interativo e ativo no seu processo de 
construção de conhecimento. Assumindo o educador um papel fundamental nesse processo, como um 
individuo mais experiente. ” (VIGOTSKI) 
ASPECTOS RELAÇÃO PROFESSOR\ 
ALUNO 
 
 
 
 
 
 
 
Aspecto 
Cognoscitivo 
Forma de ensinar o conteúdo. 
Professor deve conhecer o grau de conhecimento de seus seus alunos; 
Ter domínio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aspectos 
Socioemocionais 
Relações socioafetivas. 
Existe dialogo 
Vínculos afetivos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CESPE\CEBRASPE – SEE\DF – CARGO – PROFESSOR ATIVIDADES - Tendo em vista que a 
interação professor\aluno, crucial para a relação pedagógica e para a efetivação do processo ensinar- 
aprender é permeado por dois aspectos, o cognoscitivo e o socioemocional, julgue o item a seguir, a cerca 
da relação professor\aluno. A exigência de que o professor trace objetivo, organize o planejamento da 
aula e busque formas de estabelecer uma comunicação que garanta a aprendizagem efetiva está 
diretamente relacionada aos aspectos socioemocional. 
 
ERRADO 
 
Análise da questão 
 
 
A banca inverteu as perspectivas de relação professor e aluno, para induzir o candidato ao erro, fique 
atento! Essas características correspondem aos aspectos cognoscitivos, pois seu objetivo é o 
69 
planejamento das ações que serão realizadas com vista a alcançar o resultado que é a aprendizagem 
dos alunos, em detrimento dos aspectos socioemocionais que correspondem as relações pessoais 
estabelecidas entre o educador e a turma, a afetividade e o diálogo são características da perspectiva de 
relação professor\aluno socioemocional. 
 
 
 
 
 
COMPONENTES DO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM 
 
Agora que entendemos os elementos que deve se dar importância no processo de Planejamento de 
ensino do docente, vamosentender melhor a função de cada componente que faz parte desse 
planejamento e do processo de ensino e aprendizagem. 
 
OBJETIVOS GERAIS 
 
Se refere ao resultado que pretendo alcançar com a prática docente com apoio dos componentes que 
compõem o planejamento de ensino, é a primeira definição dentro de um planejamento, pois visa alcançar 
um objetivo, é um norte, um rumo a seguir. 
 
OBJETIVOS ESPECIFICOS 
 
É o momento de detalhamento dos objetivos gerais, ou seja, fazer levantamentos de cada objetivo que 
se quer alcançar, está relacionado aos alunos e o resultado que esperamos alcançar em relação aos 
educandos, o que queremos ensinar e aprender. 
 
CONTEÚDOS 
 
É o componente o qual se define que conteúdos queremos incluir no processo de ensino e aprendizagem, 
lembrando que conteúdos não se restringe a uma lista de conteúdos inseridas em uma grade curricular, 
é conjunto de experiência, conjunto de conteúdos cognitivos e simbólicos, segundo Antônio Zabala os 
conteúdos podem ser divididos em factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais. 
 
tipologia de conteúdos educacionais de acordo com ZABALA, 2010: 
 
Conteúdos factuais 
 
“por conteúdos factuais se entende o conhecimento de fatos, acontecimentos, situações, dados e 
fenômenos concretos e singulares: a idade de uma pessoa a conquista de um território, a localização ou 
altura de uma montanha, os nomes, os códigos, os axiomas, um fato determinado num determinado 
momento, etc.” Por muitas vezes esse conteúdo tem caráter arbitrário, portanto não necessitam de uma 
compreensão, aprende-se pela cópia e memorização.( ZABALA, 2010, p.41), 
 
Conteúdos conceituais e princípios “os conceitos e os princípios são termos abstratos. Os conceitos se 
referem ao conjunto de fatos, objetos ou símbolos que têm características comuns, e os princípios se 
referem às mudanças que produzem num fato, objeto ou situação em relação a outros fatos, objetos ou 
situações que normalmente descrevem relações de causa-efeito ou de correlação.” (ZABALA, p.42, 2010). 
 
Conteúdos procedimentais “um conteúdo procedimental (...) é um conjunto de ações ordenadas e com 
um fim, quer dizer, dirigidas para a realização de um objetivo. São conteúdos procedimentais: ler, 
70 
desenhar, observar, calcular, classificar, traduzir, recortar, saltar, inferir, espetar, etc.” (ZABALA, 1998, 
p.43) 
Objetivos da tipologia de conteúdos estudada por ZABALA: 
 
 
 
Conteúdos factuais e conceituais: Identificar, reconhecer, classificar, descrever, comparar, conhecer, 
explicar, relacionar, situar (no espaço ou no tempo), lembrar, analisar, inferir, generalizar, comentar, 
interpretar, tirar conclusões, esboçar, indicar, enumerar, assinalar, resumir, distinguir, aplicar. 
 
Conteúdos procedimentais: Manejar, confeccionar, utilizar, construir, aplicar, coletar, representar, 
observar, experimentar, testar, elaborar, desenhar, simular, demonstrar, reconstruir, planejar e executar. 
 
Conteúdos atitudinais: Comportar-se (de acordo com), respeitar, tolerar, apreciar, ponderar (positiva 
ou negativamente), aceitar, praticar, ser consciente de, reagir a, conformar-se com, agir, conhecer, 
perceber, estar sensibilizado, sentir, prestar atenção à, interessar por, obedecer, permitir, preocupar-se 
com, deleitar-se com, recrear-se, preferir, inclinar-se a, ter autonomia, pesquisar, estudar. O termo 
conteúdos atitudinais engloba valores, normas e atitudes. (ZABALA, 1998, p.43) Os tipos de conteúdos 
estão geralmente associados a verbos que caracterizam habilidades e competências (BERNINI, 2012). 
 
Na área meio ambiente, todos os tipos de conteúdos são importantes, mas destacam-se os atitudinais. 
São necessárias a conscientização e mudança de postura em relação aos problemas ambientais. Existe 
a preocupação em promover o desenvolvimento de valores e atitudes em prol de uma sociedade pautada 
por novos patamares civilizacionais (LOUREIRO, 2009; GUIMARÃES, 2010). 
 
 
 
 
 
Ano 2017 Banca CESPE Órgão: SEDF 
 
 
Ao realizar o planejamento o professor deve pensar e estruturar um conjunto de objetivos e conteúdos 
que devem ser trabalhados no decorrer do período previsto no planejamento. São eles (conteúdos reais, 
conceituais, procedimentais, e atitudinais. 
 
 
Análise da questão 
 
O erro está em conteúdos reais, este não faz parte da tipologia de conteúdos definida por Zaballa, o certo 
seria conteúdos factuais no qual é identificar, classifica ou descrever algo, algum assunto que é estudado, 
o conhecimento de fatos, acontecimentos, situações, dados e fenômenos concretos e singulares na 
maioria das vezes não precisa entender o assunto mais sim decorá-lo. 
 
 
71 
 
 
 
 
Os conteúdos e suas tipologias são importantes no planejamento de ensino, cabe ao professor 
escolher qual se adequa melhor na realidade dos educandos, em seu contexto social. 
Lembrando que os objetivos devem ser o primeiro a ser definido no processo de planejamento 
de ensino, sendo eles gerais, mas amplos, e específicos, de acordo com as necessidades de 
aprendizagem dos alunos, posteriormente se define os métodos que serão utilizados e seus 
recursos para operacionalização do método, lembrando que os recursos podem ser encontrados 
não só em sala de aula, visto que a aprendizagem vai além dos espaços escolares. 
Nesse sentido podemos encontrar recursos em visitas em espaços históricos e geográficos 
como museus, teatros e etc. posteriormente o componente que deve definir é a avaliação, ou 
seja, como avaliar, visto que na visão progressista transformadora de educação é possível 
avaliar sem visar a classificação, a retenção dos educandos, visando uma avaliação formativa 
que considera o processo e o resultado como crucial no sucesso escolar. Vimos que dentro do 
planejamento de ensino, do docente, existem elementos que devem ser levados em 
consideração para que o processo aconteça, são eles: o aluno como centro do processo, a 
aprendizagem o qual se concretiza na relação professor\ aluno, tendo duas perspectivas a 
cognoscitiva que correspondem a organização do planejamento do professor, traçando objetivos 
e conteúdos e a perspectiva socioemocional é o conhecimento que se constrói coletivamente 
através das relações de afetividade e diálogo. 
Para que ocorra um processo de ensinar e aprender a aprendizagem é organizada em dois 
momentos, sendo elas aprendizagem casual e organizada. A respeito da aprendizagem casual 
não é intencional e ocorre em diferentes espaços sociais o qual o educando está inserindo, 
formando suas experiências de vida e de mundo. A aprendizagem organizada ocorre com a 
contribuição dos saberes escolares, o professor é um mediador no processo, ajudando o 
educando a organizar a aprendizagem casual que já possuía com a aprendizagem organizada 
articulada sistematicamente com os conteúdos escolares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
 
 
 
 
1- Faz parte do planejamento de ensino selecionar material didático, identificar tarefas a serem 
executadas pelo professor e pelos alunos e replanejar o trabalho docente conforme situações ocorridas 
nas salas. 
 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2- O planejamento de ensino deve ser rígido e absoluto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
3- O processo de ensino e aprendizagem exige planejamento, preparação e escolha de caminhos 
metodológicos que visem á realização de uma ação educativa político social neutra. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4- A tipologia dos conteúdos defende que para que os conteúdos a serem ensinados em sala de aula se 
diferenciem da forma tradicional é preciso pensar em um conjunto de aprendizagens que sejam 
designadas como factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais. Os conteúdos conceituais 
relacionam-se conceitos propriamente ditos e referem-se ao conjunto de fatos objetos ou símbolos que 
possuem características comuns. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
5- O plano de ensino deve ter coerência quanto a seus objetivos e aos meios para alcançá-los. 
( ) CERTO ( )ERRADO 
6- Os elementos constituintes, os objetivos e os conteúdos de um planejamento de ensino devem, 
obrigatoriamente, estar interligados, mas as estratégias, não, pois estas são flexíveis. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
7- Os objetivos específicos dosam o grau de dificuldades dos conteúdos que serão trabalhados na prática 
pedagógica, de forma a explicitar, também, os resultados a serem atingidos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
8- Os objetivos gerais e específicos do planejamento de ensino não precisam necessariamente estar 
vinculados entre si. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9- Considera-se recurso didático todo material audiovisual utilizado pelo professor no processo de ensino 
e aprendizagem exceto passeio e visitas a museus e zoológicos, que são atividades pedagógicas 
vivenciais. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
73 
10- Os métodos de ensino são ações por meio das quais os professores organizam as atividades de 
ensino com o intuito de atingir objetivos. Considerando essa informação, assinale a alternativa correta. 
A) Os métodos de ensino adotados em sala de aula independem dos objetivos. 
B) O método de ensino deve corresponder á necessária unidade: objetivos; 
C) Conteúdos; métodos; e formas de organização do ensino; 
D) Os métodos de ensino independem dos conteúdos e das disciplinas, por isso todos os métodos 
podem ser utilizados em qualquer conteúdo. 
11- O planejamento de ensino corresponde ao conjunto de ações previsto para ser desenvolvido pelos 
 
 
professores com a colaboração dos alunos. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
12- A avaliação formativa deve ser utilizada ao longo do ano letivo, permitindo o acompanhamento 
contínuo do processo de aprendizagem. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
13- Entre os componentes do processo ensino e aprendizagem, envolvendo docente e aluno, temo: o 
 , que deve responder a pergunta: “Para que ensinar? Os , que deve 
responder a pergunta: “O que aprender” ?; e o , que deve responder a pergunta: ”Com o quê 
aprender?” Assinale a opção cujo os itens completam corretamente as lacunas do fragmento acima. A - 
recursos, conteúdos, objetivos B- objetivo, conteúdo, recurso C- recurso, conteúdo, método 
 
 
 
 
 
1- RESPOSTA CERTA 
 
O planejamento existe para que se organize previamente o que será feito na prática docente, como: 
selecionar o material de didático com vista a atender as necessidades dos educandos, replanejar seu 
trabalho docente para que haja sucesso escolar no ensino e aprendizagem. 
 
2- RESPOSTA ERRADA 
 
A questão não trouxe em uma perspectiva tradicional o qual é planejamento é rígido e absoluto, abordou 
de forma ampla o qual o planejamento deve ser flexível e pode ser alterado e adaptado para atender as 
necessidades do educando o qual é o foco principal no processo de ensino e aprendizagem. 
 
3- RESPOSTA ERRADA 
 
O processo de ensino e aprendizagem exige planejamento, preparação e escolha de caminhos 
metodológicos que visem á realização de uma ação educativa, porém nenhum planejamento não é neutro 
nem mesmo o planejamento tradicional pois visa alcançar um objetivo, ou seja é intencional. 
 
4- RESPOSTA CERTA 
74 
Para que ocorra a diferença entre ensinar de forma tradicional é preciso pensar em conjunto de conteúdos, 
Zabala trouxe esse conjunto de conteúdos como factuais, conceituais, procedimentais 69 e atitudinais. 
Os conteúdos conceituais se relacionam a conjunto de fatos, objetos ou símbolos situações que 
normalmente descrevem relações de causa-efeito ou de correlação. 
5- RESPOSTA CERTA 
Para que se possa iniciar um planejamento é imprescindível que se defina inicialmente o componente 
objetivo, pois nele se define quais os resultados se quer alcançar com o processo de ensino e 
aprendizagem. Não se pode planejar sem definir primeiramente um objetivo um norte a seguir. 
 
 
 
6- RESPOSTA ERRADA 
 
Todos os elementos devem estar interligados no planejamento de ensino até mesmo as estratégias que 
fazem parte da metodologia, ou seja, todos os componentes devem estar interligados, sendo assim se 
um componente faltar haverá defict no planejamento causando fracasso no ensino e aprendizagem. 
 
7- RESPOSTA CERTA 
 
Os objetivos gerais vão definir quais resultados se quer alcançar, em se tratando dos objetivos 
específicos dosam o grau de dificuldades dos conteúdos que serão trabalhados durante o processo, ou 
seja, como será a dificuldade para resolver ou elaborar a atividade, visando alcançar um objetivo. 
 
8- RESPOSTA ERRADA 
 
Como falamos todos os componentes do processo de ensino e aprendizagem devem estar articulados 
entre si, nesse sentido os objetivos gerais devem necessariamente estar vinculados entre si. 
 
9- RESPOSTA ERRADA 
 
Os recursos didáticos não são somente encontrados na escola, mas precisamente na sala de aula, 
podemos encontrar recursos didáticos além da instituição escolar, como visitas a museus e zoológicos, 
teatros e outros locais que possam contribuir e facilitar a compreensão da experiência escolar, ou seja 
conteúdo. 
 
10- Letra B 
 
O método de ensino deve corresponder á necessária unidade objetivos, ou seja, os objetivos vêm 
inicialmente e posteriormente se define o método que será utilizado para a concretização dos objetivos. 
 
11- RESPOSTA CERTA 
 
Muitos candidatos que não conhecem a profundo os estudos sobre planejamento acabam errando 
questões como essa, ou seja, que o planejamento é realizado somente pelo professor, porém o 
planejamento de ensino é realizado pelo professor com a colaboração dos alunos, pois as necessidades 
dos educandos devem ser sanadas de acordo com o planejamento de ensino. 
 
12- RESPOSTA CERTA 
 
A avaliação formativa, ocorre durante todo o processo, seus aspectos são qualitativos sobre os 
quantitativos, podem ser avaliados através de portfólios de registros da criança, das atividades do 
caderno, atividades realizadas dentro e fora da sala de aula, a participação dos alunos e em grupo na 
realização das atividades e projetos, lembrando que a avaliação formativa visa formar os alunos em sua 
75 
integralidade, não tem como objetivo a classificação a retenção e seleção dos educandos mais sim a 
formação da cidadania e suas multidimensionalidade como todo. 
 
 
 
 
13- letra B (objetivo, conteúdo, recurso) 
 
Entre os componentes do processo ensino e aprendizagem, envolvendo docente e aluno, temos: o 
OBJETIVO, que deve responder a pergunta: “Para que ensinar? Os CONTEÚDOS, que deve responder 
a pergunta: “O que aprender” ?; e o RECURSO, que deve responder a pergunta: ”Com o quê aprender? 
” 
 
 
 
Vamos revisar o que aprendemos sobre os componentes do planejamento de ensino crucial para 
o processo de ensino e aprendizagem: Primeiramente traçamos os objetivos que se quer 
alcançar, ou seja, o resultado, a definição dos objetivos nos remete a pergunta sobre: Para que 
ensinar Todos os elementos devem estar articulados uns aos outros e primordialmente aos 
objetivos, pois sem objetivos não há definição de um rumo a seguir para o alcance do resultado 
final. A metodologia é definida conforme os objetivos a serem alcançados, desse modo devem 
selecionar quais os recursos melhores que facilitaram o processo de ensino e aprendizagem, 
lembrando que os recursos não se restringem somente a livros didáticos, podendo ser 
explorados tanto na escola como fora da instituição. A avaliação é o último componente crucial 
para a verificação do que foi ensinado e aprendido, serve para avaliar o aluno, o que ele 
aprendeu, e a prática docente para que possa ser revista se necessário o planejamento com a 
finalidade de adequar as necessidades reais de aprendizagem dos educandos. Lembre-se 
sempre, todos os componentes devem estar articulados e devem ser abordados dentro do 
planejamento de ensino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
Plano de Aula 
 
 
 
O plano de aula é um detalhamento do plano de ensino. As unidades e subunidades (tópicos) que foram 
previstas em linhas gerais são agoraespecificadas e sistematizadas para uma situação didática real. A 
preparação de aulas é uma tarefa indispensável e , assim como o plano de ensino, devem resultar em um 
documento escrito que servirá não só para orientar ações do professor como também para possibilitar 
constantes revisões e aprimoramentos de ano para ano. Em todas as profissões o aprimoramento 
profissional depende de acumulação de experiências conjugando a prática e reflexão criteriosa sobre ela, 
tendo em vista uma prática constantemente transformadora para melhor. 
 
Ao adentrar em uma sala de aula o professor deve sempre ter em mente o que irá lecionar para aquela 
turma, ele deve saber o conteúdo, de que maneira vai abordar o assunto, quais os recursos didáticos 
necessários para aquela aula e, acima de tudo, ter uma aula bem preparada. Todo esse preparo tem um 
nome específico e chama-se plano de aula. Um plano de aula é um instrumento de trabalho do professor, 
nele o docente especifica o que será realizado dentro da sala, buscando com isso aprimorar a sua prática 
pedagógica bem como melhorar o aprendizado dos alunos. 
 
O plano de aula funciona como um instrumento no qual o professor aborda de forma detalhada as 
atividades que pretende executar dentro da sala de aula, assim como a relação dos meios que ele utilizará 
para realização das mesmas. De maneira bem sintetizada pode-se dizer que o plano de aula é uma 
previsão de tudo o que será feito dentro de classe em um período determinado. É importante lembrar ao 
professor que a elaboração de um plano de aula não o isenta de preparar as aulas a serem ministradas, 
pelo contrário, ele deve sempre preparar uma boa aula, apresentando um esquema e uma sequência 
lógica dos temas trabalhados. 
 
Um plano de aula tem como principal objetivo fazer a distribuição do conteúdo programático que será 
trabalhado durante uma única aula diferente do plano de ensino o qual é pensado para um determinado 
período letivo, bimestre o semestre este diferente do plano de aula que ainda deverá constar o número 
de aula e o tempo necessário para cada assunto abordado dentro da disciplina. É importante ressaltar 
que o plano de aula deve ser encarado como uma necessidade e não como exigência ou obrigação 
imposta pela coordenação do colégio. 
 
De acordo com Libâneo “o planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das 
atividades didáticas em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto 
a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino”. Portanto, o planejamento de aula é um 
instrumento essencial para o professor elaborar sua metodologia conforme o objetivo a ser alcançado, 
tendo que ser criteriosamente adequado para as diferentes turmas, havendo flexibilidade caso necessite 
de alterações. 
 
Porém, apesar da grande importância do planejamento de aula, muitos professores optam por aulas 
improvisadas, o que é extremamente prejudicial no ambiente de sala de aula, pois muitas vezes as 
atividades são desenvolvidas de forma desorganizada, não havendo assim, compatibilidade com o tempo 
disponível. 
 
Entre os elementos que devem compor um plano de aula estão: 
77 
 clareza e objetividade; 
 
 
 Atualização do plano periodicamente; 
 Conhecimento dos recursos disponíveis da escola;
 Noção do conhecimento que os alunos já possuem sobre o conteúdo abordado;
 Articulação entre a teoria e a prática;
 Utilização de metodologias diversificadas, inovadoras e que auxiliem no processo de ensino- 
aprendizagem;
 Sistematização das atividades com o tempo;
 Flexibilidade frente a situações imprevistas;
 Realização de pesquisas buscando diferentes referências, como revistas, jornais, filmes entre 
outros;
 Elaboração de aulas de acordo com a realidade sociocultural dos estudantes.
 
Portanto, o bom planejamento das aulas aliado à utilização de novas metodologias (filmes, mapas, 
poesias, músicas, computador, jogos, aulas práticas, atividades dinâmicas, etc.) contribui para a 
realização de aulas satisfatórias em que os estudantes e professores se sintam estimulados, tornando o 
conteúdo mais agradável com vistas a facilitar a compreensão, esses se tratam de recursos que 
facilitaram o processo de ensino e aprendizagem pensado para uma aula. 
 
Segundo Libâneo: “O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui tanto a previsão das 
atividades em termos de organização e coordenação em face dos objetivos, propostos, quanto a sua 
revisão e adequação no decorrer do processo de ensino”. Nesse caso, não é diferente com o plano de 
aula, pois nele esta constituído todos os componentes que é abordado também no planejamento de ensino 
como: objetivos, conteúdos, metodologias, recursos e avaliação, porém pensado para uma única aula, 
para que haja organização da prática docente em sala de aula, ou seja, na rotina diária. Pois não existe 
planejamento neutro, é político no sentido de ser intencional. 
 
Existe uma diferença entre planejamento e plano, o planejamento é a prática de planejar as ações 
previstas para alcançar resultado. Diferente do plano que é um documento, expressando o trabalho que 
será realizado para alcançar esses resultados, o sucesso escolar. 
 
 
Para entendermos melhor sobre o Plano de aula vamos abordar os planejamentos que já estudamos 
anteriormente em sequência e conhecer os planejamentos que ocorrem na instituição de ensino (escola) 
e a diferença entre esses planejamentos e o plano: 
 
 
 
78 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se refere a ação do 
planejamento docente ( do 
professor)e nele consta todos 
os componentes que farão 
parte do processo de ensino e 
aprendizagem, sendo eles: 
objetivos gerais, objetivos 
específicos, conteúdos, 
métodos\estratégias, recursos 
e avaliação. Lembrando que 
todos esses componentes 
estão articulados e devem 
obedecer a sua ordem de 
definição para que haja 
sucesso. 
Plano de Ensino 
 
É o documento do que 
foi definido no 
planejamento de ensino, 
pode ser chamado de 
unidade didática, onde o 
docente define quais 
conteúdos serão 
ensinados e aprendidos 
em uma ordem lógica, 
podendo ser adaptados 
e alterados para atender 
as necessidades dos 
educandos. 
Planejamento Curricular Plano de Curso 
 
 
É um documento pensado para um 
tipo de curso, série\ano como, por 
exemplo: um plano de curso para o 
1º ano do ensino fundamental, 1º 
ano do ensino médio, 1º semestre 
do curso de pedagógica. Diferente 
do planejamento curricular que é 
pensado para um determinado 
período letivo, semestre ou 
bimestre o plano de curso é um 
documento pensado para um tipo 
de série, ano ou até mesmo 
semestre de uma faculdade. Nele 
se define integração sequencial dos 
conteúdos didáticos, detalhamento 
da proposta pedagógica pensada 
para o curso, objetivos gerais e 
específicos pensados para um tipo 
de curso, ano ou série. 
Planejamento de Ensino 
79 
 
Se refere a ação de planejar, mas 
especificamente o currículo, 
conteúdos, conjunto de 
experiências esse planejamento 
dos currículos se materializa 
dentro do Projeto Politico 
Pedagógico (PPP), onde será 
selecionados os conjuntos de 
conteúdos cognitivos e simbólicos 
que faram parte no processo de 
ensino e aprendizagem. Entende- 
se por currículo como o conjunto 
de experiências, não se 
restringindo a um conteúdo 
absoluto expresso em uma 
disciplina existente em uma grade 
curricular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Planejamento Escolar Plano da Escola 
 
 
É a ação de planejar o que 
será realizado em uma aula, 
sendo específico para 
organizar a rotina diária da 
prática docente e facilitar o 
ensino e aprendizagem de 
uma aula. Algumas escolas 
substituem um plano de aula 
pela sequência didática, pois 
nela também se define os 
conteúdos porém em uma 
ordem sequencial, 
considerando o nível de 
aprendizagem dos educandos. 
 
 
É o documento que define o 
planejamento pensado para 
uma aula, planejaruma rotina 
diária que pode ser dentro ou 
fora dos espaços escolares 
com a mediação dos 
docentes. Assim como o plano 
de ensino se define os 
componentes, o plano de aula 
também possui componentes: 
objetivos, conteúdos, 
metodologias, recursos, 
avaliação. Porém esses 
componentes são definidos 
para uma única aula. 
80 
 
Se refere a ação de planejar, 
ocorre com a participação da 
comunidade escolar, ou seja, 
pais, alunos, professores, 
coordenadores, orientadores, 
gestores e os órgãos colegiados, 
grêmios estudantis, associação 
de pais e mestres, conselho de 
classe, conselho escolar. Juntos 
vão definir a identidade da 
escola, respondendo as seguintes 
perguntas: onde estamos o que 
queremos, onde queremos 
chegar. Através de marcos como, 
conceitual, situacional e 
filosófico. 
 
É um documento escrito, se 
refere ao PPP da escola, Projeto 
político pedagógico, na literatura 
brasileira, os objetivos do PPP se 
apresentam de diferentes 
formas, entre elas: consolidar a 
autonomia das escolas; articular 
concepções de mundo, de 
educação e de ensino definidas 
pela escola, com o propósito de 
realizar sua função social; 
fortalecer a gestão democrática 
nas escolas, com o proposito de 
realizar sua função social; afirmar 
a identidade da escola, sua 
organização, suas metas e seus 
planos.. 
Planejamento de Aula Plano de Aula 
 
 
Agora que entendemos que o planejamento escolar, de ensino, de aula se referem a ação de planejar o 
que se espera alcançar, os planos de ensino, de curso e de aula se refere a um documento onde são 
definidas as suas intencionalidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PLANEJAMENTO É A AÇÃO DE PLANEJAR A PRÁTICA DOCENTE 
PLANO É O DOCUMENTO ONDE SE MATERIALIZA O PLANEJAMENTO 
 
Lembrando que o planejamento não deve ser feito com a finalidade de apenas obedecer as normais 
expressas nas legislações para posteriormente ser engavetado ou silenciado, visto que o planejamento 
norteia a prática docente, o ensino e a aprendizagem e alcançar o sucesso escolar. 
 
 
Para que os planos sejam efetivamente instrumentos para a ação, devem ser como guia de orientação e 
devem apresentar ordem sequencial, objetividade, coerência, flexibilidade. 
 
 
 
Ordem sequencial dos planos 
 
1º PLANO DA ESCOLA (PPP) 
 
É um documento mais global; expressa orientações gerais que sintetizam, de um lado, as ligações da 
escola com o sistema escolar mais amplo e, de outro, as ligações do projeto político pedagógico da escola 
com os planos de ensino propriamente ditos. 
 
2º PLANO DE CURSO 
 
Vimos anteriormente que é um documento pensado para um tipo de curso, série\ ano como por exemplo: 
um plano de curso para o 1º ano do ensino fundamental, 1º ano do ensino médio, 1º semestre do curso 
de pedagógica. Diferente do planejamento curricular que é pensado para um determinado período letivo, 
semestre ou bimestre o plano de curso é um documento pensado para um tipo de série, ano ou até mesmo 
semestre de uma faculdade. Nele se define integração sequencial dos conteúdos didáticos, detalhamento 
da proposta pedagógica pensados para o curso, objetivos gerais e específicos pensados para um tipo de 
curso, ano ou série. 
2º PLANO DE ENSINO 
81 
 
 
Ou plano de unidade didática é a previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para o ano ou 
semestre; é o documento maios elaborado, dividindo por unidades sequenciais, no qual aparecem 
objetivos específicos, conteúdos e desenvolvimentos metodológicos. 
 
3º PLANO DE AULA 
 
Como falamos anteriormente, é o detalhamento do plano de ensino, porém pensado para uma aula, as 
unidades que foram prevista em linhas gerais, plano de ensino, são previstas agora especificadas e 
sistematizadas para uma única aula, com vista a organizar os conteúdos, tempos e espaços escolares. 
 
 
 
Entendendo melhor o plano de curso 
 
O Plano de Curso corresponde a um documento no qual é descrito o trabalho a ser realizado por docente 
e discente em determinado período letivo, é um instrumento de trabalho que possui o objetivo de 
referenciar os conteúdos, as metodologias, os procedimentos e as técnicas a serem utilizadas no 
processo de ensino-aprendizagem concernentes às unidades. Entendendo melhor o plano de curso 
escolares. Sejam estas de ensino fundamental e médio, instituições de ensino superior e cursos técnicos 
de qualquer nível. A confecção do plano deve ocorrer na presença do grupo pedagógico da unidade 
escolar, atendendo à característica interdisciplinar e contextualizada estabelecida pelas (DCNs) Diretrizes 
Curriculares e BNCC). A construção desse material gera entre os profissionais uma nova postura, 
ocasionando debates voltados para a satisfação em promover ações norteadoras, visando a um melhor 
nível de ensino dos conteúdos programáticos. Constituído, o plano de curso orienta o profissional no 
decorrer das atividades escolares, sequenciando os conteúdos primordiais, os eventos escolares, os 
materiais a serem utilizados, os procedimentos avaliativos, entre outros. Devido à evidência do processo 
organizacional desse instrumento, as instituições educacionais vêm exigindo de seus colaboradores, a 
elaboração do mesmo. 
 
O plano de curso precisa conter no mínimo as seguintes orientações: 
 
 Integração sequencial dos conteúdos didáticos.
 Detalhamento da proposta pedagógica.
 Listagem dos materiais a serem utilizados.
 As formas de avaliação individual e coletiva.
 Objetivos gerais.
 Objetivos específicos.
 Conclusão.
 
Portanto devemos salientar que o plano de curso é um instrumento flexível, pois no decorrer do ano letivo, 
de acordo com o surgimento de novas situações metodológicas, estas poderão ser inseridas e registradas. 
Algumas unidades escolares adotam dois tipos de trabalho, um ligado à coletividade de todos os 
professores e outro individual, o qual fornece as particularidades de cada disciplina. 
82 
 
 
 
Aprendemos que o plano de aula é o detalhamento do plano de ensino e que ambos possuem 
os mesmos componentes que fazem parte do processo de ensino e aprendizagem. Sendo eles os 
objetivos, conteúdos, métodos, avaliação. Lembrando que o planejamento de ensino é para determinado 
período letivo, semestre ou bimestre e que o plano de aula é para uma única aula. Desse modo o plano 
de aula busca orientar a prática docente na rotina diária, organizando o tempo e espaços escolares, os 
recursos didáticos a serem usados na aula, organizar as atividades que serão realizados durante a aula. 
 
Vimos a diferença de planejamento e de plano, sendo o primeiro uma ação de planejar resultados que 
queremos alcançar, e o segundo sendo um documento no qual se materializa o planejamento. Nesse 
sentido o planejamento é a ação e o plano é um documento na qual se materializa o planejamento, 
lembrando que o plano não pode se restringir a obedecer uma norma de fazer um documento para ser 
posteriormente silenciado e esquecido, mas sim para fazer cumprir o que está previsto no plano com o 
objetivo de alcançar o sucesso escolar e a melhoria doo trabalho pedagógico. 
 
Falamos também sobre o plano de curso o qual é previsto para uma determinada turma, como por 
exemplo: 1º ano do ensino fundamental, 1º ano do ensino médio, 1º semestre do curso de pedagogia. Se 
refere a materialização do planejamento no plano de um curso determinado. Posteriormente falamos 
sobre o plano de unidade didática que é a mesma nomenclatura chamada plano de ensino, visa seguir 
uma sequência ordenada de conteúdos, elevando seus níveis e graus de dificuldades para que o aluno 
possa compreender e colocar em prática tudo que envolveu dentro do processo de ensino e 
aprendizagem, muitas instituições de ensino adotam o plano de ensino também chamado plano de 
unidade didática no lugar do plano de aula pois facilita o processo de ensino e aprendizagem em 
sequência didáticas de aulas, mas lembre-se o plano de aula também facilita a execução da prática 
docente tanto dentrocomo fora dos espaços escolares. Todos os planejamentos buscam alcançar um 
resultado positivo em relação a aprendizagem dos educandos e que o plano é a materialização desses 
planejamentos em forma de documentos que posteriormente servem de consulta aos docentes para que 
realizem sua prática docente, os alunos também participam na elaboração dos planejamentos, quando 
expressam suas dificuldades e dúvidas estão contribuindo para que o professor identifique quais os 
conjuntos de experiências que faram parte dos planos para serem executados posteriormente. 
 
Portanto, planejar não é algo burocrático e nenhum planejamento é neutro, pois possuem uma 
intencionalidade, possuem uma escolha teórico metodológica, nem mesmo o método tradicional de 
ensino, pois possuem a intencionalidade de conservar a sociedade. 
 
 
 
 
 
 
 
83 
Capítulo 7 - Componente do planejamento 
“Avaliação” 
 
 
 
 
 
 
Em se tratando de conceito etimológico de avaliação se refere a um substantivo feminino que significa ato 
de avaliar, ou remete para efeito essa avaliação. Pode ser sinônimo de estimativa ou apreciação. Uma 
avaliação pode ser a estimativa do valor de alguma coisa ou de algum trabalho. No mercado imobiliário, 
por exemplo, uma avaliação é feita por um avaliador e consiste no valor comercial de uma propriedade. 
 
Segundo Cipriano C. Luckesi, a avaliação é uma análise quantitativa dos dados relevantes do processo 
de ensino aprendizagem que auxilia o professor na tomada de decisões. Os dados relevantes aqui se 
referem as ações didáticas. Com isto, nos diversos momentos de ensino a avaliação tem como tarefa: a 
verificação, a qualificação e a apreciação qualitativa. 
 
Conceitos de autores importantes, mais cobrados em provas! 
 
Para Vasconcellos (1995) “a avaliação é, na prática, um entulho contra o qual se esboroam muitos 
esforços para pôr um pouco de dignidade no processo escolar”. 
 
LIBÂNEO, 1994, P. 195 A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume a realização de provas e 
atribuição de notas. A mensuração apenas proporciona dados que devem ser submetidos a uma 
apreciação qualitativa. A avaliação, assim, cumpre funções pedagógico-didáticas, de diagnostico e de 
controle em relação as quais se recorrem a instrumentos de verificação do rendimento escolar. (LIBÂNEO, 
1994, p. 195) 
 
 
(GIL, 2006, p. 247). “Constitui-se num levantamento das capacidades dos estudantes em relação aos 
conteúdos a serem abordados, com essa avaliação, busca-se identificar as aptidões iniciais, 
necessidades e interesses dos estudantes com vistas a determinar os conteúdos e as estratégias de 
ensino mais adequadas 
 
 
Kraemer (2006) avaliação vem do latim, e significa valor ou mérito ao objeto em pesquisa, junção do ato 
de avaliar ao de medir os conhecimentos adquiridos pelo individuo. È um instrumento valioso e 
indispensável no sistema escolar, podendo descrever os conhecimentos, atitudes ou aptidões que os 
alunos apropriaram. Sendo assim a avaliação revela os objetivos de ensino já atingidos num determinado 
ponto de percurso e também as dificuldades no processo de ensino 
 
 
A avaliação é essencial á educação. Inerente e indissociável enquanto concebida como problematização, 
questionamento, reflexão sobre a ação. 
 
Um professor que não avalia constantemente a ação educativa, no sentido indagativo, investigativo, do 
termo, instala sua docência em verdades absolutas, pré-moldadas e terminais. (p. 17) 
84 
A avaliação é reflexão transformada em ação. Ação essa que, nos impulsiona para novas ref lexões. 
Reflexão permanente do educador sobre a realidade, e acompanhamento, passo a passo do educando, 
na sua trajetória de construção de conhecimento (p.18) 
 
 
 
A AVALIAÇÃO SEGUNDO A LDB 
 
De acordo com a LDB 9394\96, artigo 24 inciso V. A verificação do rendimento escolar observará os 
seguintes critérios: 
 
✓ A avaliação continua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos 
qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas 
finais; 
 
✓ Possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; 
 
 
 
 ENTENDENDO MELHOR 
 
Em relação no que consta na LDB, a avaliação precisa dar primordial importância nos aspectos qualitativos 
em detrimento dos quantitativos, visto que a qualidade da avaliação deve ser apreciada, ou seja, o que 
os educando conseguiram aprender e colocar em prática em suas práticas escolares e de vida durante 
todo o processo de ensino e aprendizagem. 
 
Avaliar não se restringe a obedecer uma ordem direta e vencer todo o conteúdo proposta na grade 
curriculares, esse modelo de avaliação corresponde a metodologia tradicional, ainda existente nas 
práticas docente, porém os normativos dão ênfase que as instituições de ensino deem prevalência dos 
aspectos qualitativos da avaliação. Que a avaliação tenha como objetivo formar os educandos em sua 
multidimensionalidade, em todos seus aspectos, pois não basta formar o aluno somente no aspecto 
cognitivo, os aspectos multidimensionais contemplam o socioafetivo, físico motor, sociocultural dentre 
outros. 
 
NÍVEIS DA AVALIAÇÃO 
 
Assim como existem vários níveis de planejamento, não é diferente com a avaliação podendo avaliação 
da aprendizagem, institucional e de larga escala ou de redes. 
 
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 
 
Acontece na sala de aula. Na maioria das vezes o professor tem a intenção de avaliar a aprendizagem 
dos estudantes. É um processo mediador na construção do currículo e se encontra intimamente 
relacionado á gestão da aprendizagem dos alunos. Ou seja, o professor ministrou a aula e precisa saber 
se o conhecimento foi construído pelo aluno ou não. Neste nível, o professor não deve permitir que os 
resultados das provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam supervalorizados em 
detrimento de suas observações diárias, de caráter diagnóstico. Assim, não se deve supervalorizar a 
avaliação somativa, mas sim a formativa. 
 
 
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL 
85 
É a avaliação que acontece na instituição de ensino, ou seja, na escola. Tem a função de construir, 
reconstruir e aperfeiçoar o Projeto politico pedagógico (PPP), promovendo melhorias de qualidade, 
atendendo quatro objetivos diretos e básicos: 
 
 
 
 Alimentar o interesse pela auto avaliação de todos os envolvidos e interessados no processo 
(professores, funcionários, alunos, egressos, familiares, comunidade, etc). 
 
 Conhecer melhor as tarefas pedagógicas e administrativas para direcioná-las a função 
educacional; 
 
 Promover a sistematização das ações educacionais, propondo mudanças; 
 
 Divulgar os resultados para prestar contas á sociedade. É importante que essa avaliação deve ser 
contínua a fim de verificar o que foi planejado e o que é executado dentro da escola, provendo um 
feedback e uma retroalimentação do que foi proposto para acontecer dentro do espaço. 
 
 
AVALIAÇÃO DE LARGA ESCALA 
 
Ocorre em um sistema e pode ser conhecida também como avaliação de rede\externa. Geralmente é feita 
em larga escala e têm objetivos e procedimentos diferenciados das avaliações realizadas pelos 
professores nas salas de aula. 
 
Entre os objetivos deste nível de avaliação, pode-se destacar a certificação, o credenciamento, o 
diagnóstico e a rendição de contas, ou seja, o sistema como um todo. Além da aprendizagem do 
estudante, avalia-se a formação dos professores, a estrutura escolar, e socioeconômica. O principal 
objetivo dessa avaliação é entender o ensino ofertado. Essas avaliações são, em geral, organizadas a 
partir de um sistema de avaliação cognitiva dos alunos e são aplicadas de forma padronizada para uma 
grande numero de pessoas, entre os quais estão alunos, professores, diretores e coordenadores, por 
exemplo. 
 
 
Esse nível de avaliação é tão importante que pode inclusive ajudar a criar novas políticas públicas. Por 
exemplo, a Avaliação Nacional de Alfabetização(ANA), trouxe a informação de que nossos estudantes 
não estavam sendo alfabetizados até os oito anos. A partir deste dado, estratégias foram definidas e 
políticas públicas criadas para que as crianças pudessem ser alfabetizadas até os oito anos. Uma delas, 
inclusive foi antecipar a alfabetização para a educação infantil. 
 
Freitas (2009),p. 47) esclarece que “a avaliação em larga escala[..] é um instrumento de acompanhamento 
global de redes de ensino com o objetivo de traçar séries históricas do desempenho dos sistemas, que 
permitam verificar tendências ao longo do tempo, com a finalidade de reorientar políticas públicas.” 
86 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qual a diferença de avaliação das aprendizagens e avaliação para as aprendizagens? 
 
 
 A avaliação da aprendizagem: tem caráter formal é materializada nas provas, nas atividades, visa 
alcançar os aspectos cognitivos dos alunos.
 
 A avaliação para as aprendizagens: possui caráter formativo, ou seja, visa formar os educandos 
em todos seus aspectos, como: cognitivo, sócio emocional, afetivo, físico motor, dentre outros. Essa 
avaliação não tem como principal objetivo classificar nem reter o aluno, mas sim formá-lo como um 
todo.
 
DASPRENDIZAGENS 
 
 
Se refere as avalições 
externas como por exemplo 
o SAEB. 
 
LARGA ESCALA 
 
 
 
INSTITUCIONAL 
 
 
É definido em um 
departamento ou seja na 
escola. 
NÍVEIS 
 
 
Acontece na sala de aula e 
orientado ao Professor. 
87 
Vamos conhecer algumas avaliações de larga escala\de redes\externa 
SAEB Segundo o INEP o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é um conjunto de avaliações 
externas em larga escala que permite ao Inep realizar um diagnóstico da educação básica brasileira e de 
fatores que podem interferir no desempenho do estudante. 
 
 
 
Por meio de testes e questionários, aplicados a cada dois anos na rede pública e em uma amostra da 
rede privada, o Saeb reflete os níveis de aprendizagem demonstrados pelos estudantes avaliados, 
explicando esses resultados a partir de uma série de informações contextuais. 
 
O Saeb permite que as escolas e as redes municipais e estaduais de ensino avaliem a qualidade da 
educação oferecida aos estudantes. O resultado da avaliação é um indicativo da qualidade do ensino 
brasileiro e oferece subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas 
educacionais com base em evidências. As médias de desempenho dos estudantes, apuradas no Saeb, 
juntamente com as taxas de aprovação, reprovação e abandono, apuradas no Censo Escolar, compõem 
o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). 
 
 
 
 
 
 
MUDANÇA NO SAEB EM 2019 
 
Segundo o INEP Às vésperas de completar três décadas de realização, o Saeb passa por uma nova 
reestruturação para se adequar à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A BNCC torna-se a referência na 
formulação dos itens do 2º ano (língua portuguesa e matemática) e do 9º ano do ensino fundamental, no caso 
dos testes de ciências da natureza e ciências humanas, aplicados de forma amostral. 
 
As siglas ANA, Aneb e Anresc deixam de existir e todas as avaliações passam a ser identificadas pelo nome 
Saeb, acompanhado das etapas, áreas de conhecimento e tipos de instrumentos envolvidos. 
 
A avaliação da alfabetização passa a ser realizada no 2º ano do ensino fundamental, primeiramente de forma 
amostral. Começa a avaliação da educação infantil, em caráter de estudo-piloto, com aplicação de 
questionários eletrônicos exclusivamente para professores e diretores. Secretários municipais e estaduais 
também passam a responder questionários eletrônicos. 
 
O SAEB não tem os seus resultados vinculado a alguma política meritocrática, mas a sua política norteia os 
currículos escolares, consequentemente influenciam a organização do trabalho nas escolas e também instaura 
um clima de competitividade em as escolas/sistemas, pois os seus resultados fazem parte do IDEB, que é 
amplamente divulgado pela mídia. ENADE 
88 
O ENADE é aplicado aos estudantes ingressantes e concluintes de cursos de graduação de áreas 
definidas pelo MEC, trienalmente. Até o ano de 2008 o ENADE, era aplicado por amostragem. Com as 
notas do ENADE, o Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) gera 
o Conceito ENADE que atribui nota de 1 a 5 aos cursos 
 
 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL 
 
Podemos entender por avaliações institucional aquela realizado na escola, a instituição estabelece metas 
e ações no seu Plano de Desenvolvimento Escolar. A avaliação institucional tem sua legitimidade quando 
a escola estabelece a relação entre a sua política educacional, o Projeto Pedagógico, sua organização, 
suas ações definidas no Plano de Desenvolvimento da Escola e a prática do dia a dia da instituição. 
 
Com isso, garante-se a lógica do trabalho da escola, sua sistematização. 
 
A escola tem sua autonomia administrativa garantida na forma da LDB/96 e com isso deve articular 
mecanismos para garantir tomadas de decisões fundamentadas. 
 
Nesse contexto há necessidade da promoção da participação de todos os segmentos da escola na 
discussão e definição dos processos que assegurem o padrão de qualidade almejado por ela. 
 
Atualmente a política de avaliação externa do Ministério da Educação, gerenciada pelo Instituto Nacional 
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), aplica os instrumentos de avaliação do 
rendimento dos alunos nas escolas, como a Prova Brasil, que geram o Índice de Desenvolvimento da 
Escola (IDEB), esta avaliação é conhecida como sendo de larga escala. 
 
Este Índice serve como parâmetro para a escola verificar o rendimento escolar dos alunos, além de que 
a escola deve ter também sua própria forma de mensuração e acompanhamento da aprendizagem do 
aluno. 
 
Porém ainda falta a avaliação que lhe proporcionará a visão do funcionamento de todos os aspectos da 
escola e de suas relações; aspecto importante para garantir a democracia na escola e assegurar a 
participação. A avaliação institucional proporciona esta visão. 
 
A avaliação institucional é uma das formas da gestão conhecer o que pensam os diferentes segmentos, 
seus anseios, fragilidades e pontos fortes. 
 
Com as análises que os resultados da aplicação da avaliação institucional permitem, o gestor tem 
condições de promover e estimular a melhoria do desempenho de toda a equipe escolar, estabelecendo 
a sintonia do trabalho e entre as pessoas. 
 
O projeto das avaliações em larga escala tem em princípio o interesse de zelar pela qualidade da 
educação e a sua melhora, mas no “contexto da prática” essas políticas são interpretadas, e produz 
efeitos/consequências diferentes e significativas do planejado pela política original, tornando-se uma 
política transversal nas instituições e sistemas de ensino que passa a balizar a suas ações. Podemos dar 
o exemplo do currículo da educação básica embasado nos descritores do IDEB, o treino para a prova 
Brasil, no ensino superior a preocupação em preparar o aluno para o ENADE. Este fator negativo do 
desdobramento das políticas de avalição em larga escala no contexto escolar 
89 
Com esse processo a escola estabelece condições necessárias para a superação dos problemas e 
conflitos internos, em prol da melhoria do processo educativo. 
Com os resultados da avaliação institucional, o gestor viabiliza o acompanhamento das ações previstas 
no PDE, estabelecendo a coerência entre essas e sua política educacional constante no Projeto 
 
 
Pedagógico. 
 
Heloisa Lück (2009) propõe uma série de competências para a efetivação do acompanhamento, que 
denomina de monitoramento de processos educacionais e deve ser aliado à avaliação institucional. 
Destaca que os dois procedimentos são aspectos do mesmo processo, qual seja, qualificar o trabalho 
da escola. 
 
Há várias maneiras para se organizar a aplicação de instrumentosque compõem o processo de avaliação 
institucional, alguns aspectos, porém, são de relevância comum a qualquer tipo de organização: a garantia 
de que todos os segmentos da escola sejam avaliados e se auto avaliem, bem como o gestor escolar; a 
cientificidade do processo seguindo etapas como a coleta de dados, 85 de maneira fidedigna, sigilosa, 
preservando o autor das informações; a divulgação e utilização dos resultados da avaliação. 
 
 
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM 
 
A avaliação da aprendizagem ocorre na sala de aula e sob orientação do professor, é uma tarefa complexa 
que não se resume á realização de provas e atribuições de notas. 
 
Segundo Libâneo a avaliação possui três funções: 
 
Pedagógica-didática Se refere ao ensino e aprendizagem, o ensino que a escola proporciona aos alunos 
e a aprendizagem que os alunos conseguem adquirir. 
 
Diagnóstica Ocorre no inicio avaliação diagnóstica, durante o processo, avaliação formativa e no final, 
avaliação somativa. 
 
Controle refere-se aos meios e a frequência das verificações e de qualificação dos resultados escolares, 
e sistemático e contínuo que ocorre no processo de interação professor-aluno, através de uma variedade 
de atividades diz respeito também a avaliação formativa. 
 
Segundo Libaneo a avaliação possuem dois tipos: FORMAL É intencional e organizada, ocorre 
primordialmente nos espações escolares, através de provas, testes, questionários e exercícios, são 
alguns exemplos da materialização da avaliação formal. INFORMAL Não é intencional, ocorre através 
das relações socioafetivas, do diálogo, nas rodas de conversas, na família, na sociedade de até mesmo 
nos espaços escolares, porém não visa somente os aspectos cognitivos. 
 
AVALIAÇÃO FORMAL E INFORMAL 
 
Os elementos formais que compõem a avaliação são os mais conhecidos por serem os que têm 
visibilidade. São considerados procedimentos\instrumentos formais de avaliação os que deixam claro para 
os estudantes e seus familiares que, por meio deles, a avaliação está acontecendo: testes, provas, listas 
de exercícios, deveres de casa, formulários, relatórios e outros. De modo geral a escola dá ênfase aos 
procedimentos formais. Contudo, os que compõem a avaliação informal merecem nossa reflexão por 
exercerem forte influência sobre os resultados do processo avaliativo. São constituídos pelos juízos 
90 
que os professores fazem sobre os estudantes e vice-versa. Estudos recentes apontam que a avaliação 
informal pode ser utilizada a favor do estudante, do docente e das aprendizagens ou, ao contrário, 
 
 
contra todos eles. Diz-se que seu uso formativo e, portanto, recomendável, ocorre quando identificamos 
as fragilidades e as potencialidades desses atores e as utilizamos em favor deles, sem compará-los com 
outros. 
O ponto de partida e de chegada é fruto da avaliação diagnóstica, que deve ser permanente. Alertamos 
que seu uso negativo e, portanto, contraproducente ocorre quando a avaliação informal gera rótulos como 
mau aluno, lento, preguiçoso, entre outros, que nada contribuem para a melhoria do processo nem para 
o desenvolvimento do estudante. Mesmo quando não elogiamos publicamente um estudante, isso nem 
sempre é válido porque pode cumprir uma agenda subliminar para comparar e intimidar os demais que 
não se encontram no nível esperado ou desejado por quem elogia. A intenção é que, ao realizar esse 
filtro ético, o processo e o produto dessa avaliação não sejam minados por elementos negativos oriundos 
da avaliação informal. 
 
Mesmo quando não proferidos verbalmente, os elementos da avaliação informal demarcam fortemente a 
relação diária dos docentes com os estudantes e, em consequência, influenciam os processos de ensino 
e aprendizagem que daí decorrem. Os estudantes que têm tempo maior de convivência escolar com seus 
professores estão mais sujeitos ás consequências negativas da avaliação informal. O que levará o 
proposito formativo da avaliação é a maneira como serão utilizadas tais informações surgidas nessas 
convivências. As reuniões pedagógicas como os conselhos de classes são momentos propícios a 
ocorrência de avaliação informal. 
 
 
É preciso que se reflita sobre seus benefícios, de modo que se possa tirar proveito delas e não usá-las 
para desvalorizar a imagem dos estudantes frente a todos os presentes. A avaliação informal deve ser 
sempre encorajada e jamais servir para constranger e punir o estudante. Afinal de contas, o papel da 
escola é contribuir para a formação do cidadão capaz de inserção social crítica, o que somente será obtido 
se a avaliação estiver a serviço das aprendizagens de todos. Portanto, a avaliação informal formativa visa 
incluir, incluir para aprender e aprender para desenvolver-se. O feedback ou retorno de informações aos 
aprendizes é indispensável para o processo avaliativo formativo, sejam em sala de aula, seja fora dos 
espaços escolares. 
 
Segundo Libâneo a aprendizagem pode ser casual ou intencional: 
 
CASUAL 
 
Não é organizada, são formadas pelas experiências fora da escola que acabam por desenvolver a 
aprendizagem do aluno 
 
 
ORGANIZADA 
 
É transmitida pela escola, é intencional, é planejada, é sistemática. ou seja passa de um saber 
sincrético para um saber sintético, uma aprendizagem bagunçada para organizada. 
 
91 
RELAÇÃO PROFESSOR- ALUNO E O COMPROMISSO SÓCIAL E ÉTICO DO 
PROFESSOR E A AVALIAÇÃO 
 
 
 
Aspecto Cognoscitivo 
 
Como falamos anteriormente no processo de ensino e aprendizagem, não é diferente no processo de 
avaliação, ou seja, são conteúdos e tarefas escolares, cognitivo. 
 
Aspecto socioemocional 
 
Novamente ressaltando, como falamos anteriormente no processo de ensino e aprendizagem, não é 
diferente no processo de avaliação, ou seja, são as relações pessoais, socioafetivas, ocorrem através da 
relação professor\aluno, diálogo também. 
 
 
CLASSIFICAÇÕES DA AVALIAÇÃO NA PRÁTICA DOCENTE 
 
Existem três classificações de avaliação na prática docente, sendo elas a diagnóstica, formativa e 
somativa. Vamos entender melhor cada uma dessas avaliações e sua importância na educação dos 
educandos. 
 
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 
 
Se refere a avaliação que ocorre no início do ano letivo. Esta forma de avaliação é utilizada objetivando 
pré-determinar a maneira pela qual o educador deverá encaminhar, através do planejamento, a sua ação 
educativa. Terá como função estabelecer os limites para tornar o processo de aprendizagem mais 
eficiente e eficaz. Esta didática pode ser considerada como o ponto de partida para todo trabalho a ser 
desenvolvido durante o ano pelo educador. 
 
Não é organizada, são formadas pelas experiências fora da escola que acabam por desenvolver a 
aprendizagem do aluno. É transmitida pela escola, é intencional, é planejada, é sistemática. ou seja passa 
de um saber sincrético para um saber sintético, uma aprendizagem bagunçada para organizada. 
 
Objetivos da avaliação diagnóstica 
 
É possível observar que a avaliação diagnóstica possui três objetivos: 
 
 O primeiro é identificar a realidade de cada aluno que irá participar do processo; 
 
 O segundo é verificar se o aluno apresenta ou não habilidades e pré-requisitos para o processo; 
 
 O terceiro objetivo está relacionado com a identificação das causas, de dificuldades recorrentes 
na aprendizagem. Assim é possível rever a ação educativa para sanar os problemas. 
92 
Estudos de avaliação de autores importantes, mais cobrados em provas! 
De acordo com os estudos de Bloom (1993) a avaliação do processo ensino-aprendizagem, apresenta 
 
 
três tipos de funções: diagnóstica (analítica), formativa (controladora) e somativa (classificatória). 
 
 
A avaliação diagnóstica (analítica) 
 
É adequada para o início do o período letivo, porém não se restringe somente a esse período, podendo 
ocorre no inicio de vários períodos, como inicio de um bimestre, semestre, inicio de cada processo de 
ensino e aprendizagem, pois permite conhecer a realidadena qual o processo de ensino-aprendizagem 
vai acontecer. O professor tem como principal objetivo verificar o conhecimento prévio de cada aluno, 
tendo como finalidade de constata os pré-requisitos necessários de conhecimento ou habilidades 
imprescindíveis de que os estudantes possuem para o preparo de uma nova etapa de aprendizagem. 
 
De acordo com Luckesi 2003 "Para que a avaliação diagnóstica seja possível, é preciso compreendê-la e 
realizá-la comprometida com uma concepção pedagógica. No caso, considerarmos que ela deva estar 
comprometida com uma proposta pedagógica histórico crítica, uma vez que esta concepção está 
preocupada com a perspectiva de que o educando deverá apropriar-se criticamente de conhecimentos e 
habilidades necessárias à sua realização como sujeito crítico dentro desta sociedade que se caracteriza 
pelo modo capitalista de produção. A avaliação diagnostica não se propõe e nem existe uma forma solta 
isolada. É condição de sua existência e articulação com uma concepção pedagógica progressista". 
(LUCKESI 2003, p.82). 
 
AVALIAÇÃO FORMATIVA OU AVALIAÇÃO PARA APRENDIZAGENS 
 
A avaliação formativa ocorre durante todo o ano letivo, durante o processo de ensino e aprendizagem. 
Essa avaliação é privilegiada tanto pelas legislações como LDB, como nas instituições de ensino e pelo 
docente, pois visa forma os educando em sua integralidade, multidimensionalidade, seu instrumento de 
avaliação são os registros de tudo que o educando faz durante o processo, incluindo sua participação 
nesse processo como forma de avaliar a sua evolução. A avaliação formativa não se caracteriza como 
classificar o aluno ou reprová-lo, mas sim de avaliar o que foi ensino e aprendido tanto pelo docente como 
pelo discente (educando). 
 
Objetivos da avaliação formativa 
 
 Permite que o aluno toma conhecimento dos seus erros e acertos e encontra estimulo para 
continuar os estudos de forma sistemática. 
 Permite ao professor detectar e identificar deficiências na forma de ensinar, auxiliando na 
reformulação do seu trabalho didático, visando aperfeiçoá-lo. 
 
Suas finalidades 
 
 Para que esta forma de avaliação ocorra é necessário que seja controlada, porque orienta o estudo 
do aluno ao trabalho do professor, também podemos dizer que é motivadora porque evita as 
tensões causadas pela as avaliações tradicionais. 
 
 Para que seja realizada com eficiência, ela deve ser planejada em função de todos os objetivos, 
deste modo o instrutor continuará seu trabalho ou irá direcionar de modo que a maioria dos alunos 
alcance plenamente todos os objetivos propostos. 
Por depender mais da sensibilidade e do olhar técnico do educador, esse formato de avaliação fornece 
mais informações que permitem a customização do trabalho do professor com base nas necessidades 
93 
de cada aluno. Nesse sentido a avaliação é um instrumento de controle da qualidade, tendo como maior 
objetivo um ensino de excelência em todos os níveis. 
Ganhos com a avaliação formativa 
 
 
 
A capacidade em gerar, com rapidez, informações úteis 
Buscar entender as dificuldades dos educandos e o que foi possível aprender durante o processo. 
 
Dá informações úteis sobre etapas vencidas e dificuldades encontradas 
Se refere a possibilitar conhecer cada um, estabelecendo uma base para as atividades de ensino 
aprendizagem. 
 
Estabelece um feedback 
O retorno de verificação de resultados é contínuo sobre o andamento do processo de ensino e 
aprendizagem. 
 
Busca subsídios 
Para a busca de informações para solução de problemas. os fatores endógenos são levados em conta se 
refere aos fatores internos situação educacional são levados em conta para proceder à avaliação. 
 
Ou seja, os fatores internos permite ao docente avaliar o desempenho dos estudantes e também o seu 
próprio trabalho. 
 
Reflete valores e expectativas do professor em relação aos alunos. 
Desse modo é um ato pedagógico, a avaliação revela as qualidades e perspectivas do educador. 
 
 
 
A avaliação deve ser diferente para os estudantes? 
 
 
Devemos avaliar de forma diferente, a avaliação não pode ser igual, visto que cada estudando tem suas 
peculiaridades e singularidades, uma turma nunca é homogênea e sim heterogênea, diferente, os alunos 
possuem culturas diferentes, dificuldades diferentes e estão inseridos em um contexto diferente. 
 
 
Para que serve os resultados da avaliação somativa? 
 
 
Os resultados da avaliação formativa servirão de base para identificar como o processo de aprendizagem 
tem acontecido. As informações que essa avaliação revela permitem o planejamento, o ajuste, o 
redirecionamento das práticas pedagógicas no intuito de aprimorar as aprendizagens dos alunos. Ou seja, 
seus resultados servem para apoiar, compreender, reforçar, facilitar, harmonizar as competências e 
aprendizagens dos alunos. 
94 
 
 
 
 
 
 
 
 
CESPE- 2013-SEDF – CARGO – PROFESSOR 
Uma vez observadas pelo professor as normas de avaliação da escola e as do sistema de ensino no 
desenvolvimento da avaliação educacional, é desnecessário adequar a avaliação aos objetivos, 
conteúdos e procedimentos de ensino. 
 
 
ERRADO 
 
Análise da questão 
 
É imprescindível que o componente avaliação, dentro dos planejamento e planos, esteja articulado entre 
objetivos, conteúdos, métodos ou procedimentos, sendo a avaliação interligada a esses componentes, 
por isso é necessário adequá-lo a todos os outros elementos, para que ocorra o sucesso do ensino e 
aprendizagem. 
 
 
 
AVALIAÇÃO SOMATIVA (classificatória) 
 
 
Tem como função básica a classificação dos alunos, sendo realizada ao final de um curso ou unidade de 
ensino. Classificando os estudantes de acordo com os níveis de aproveitamento previamente 
estabelecidos. Atualmente a classificação dos estudantes se processa segundo o rendimento alcançado, 
tendo por base os objetivos previstos. Para Bloom (1983), a avaliação somativa "objetiva avaliar de 
maneira geral o grau em que os resultados mais amplos têm sido alcançados ao longo e final de um 
curso". É através deste tipo de avaliação que são fornecidos aos estudantes os chamados feedback que 
informa o nível de aprendizagem alcançado, se este for o objetivo central da avaliação formativa; e presta-
se à comparação de resultados obtidos, visando também a atribuição de notas Características da 
avaliação somativa ✓ É expressa nas provas ✓ Ocorre no final do processo ✓ Tem o objetivo de 
classificar o aluno para uma série ou etapa. ✓ A avaliação somativa não ocorre na pré- escola 
95 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Inicialmente aprendemos que a avaliação é um processo de diagnóstico, de verificação da aprendizagem, 
de controle, de reavaliar a prática pedagógica, desse modo para que a avaliação desempenhe diversas 
funções de acordo com o momento em que ela é inserida e de acordo com as necessidades dos educandos, 
é preciso identificá-las em seus diferentes níveis, seus tipos e suas classificações. 
 
Vimos que a avaliação possui três níveis sendo eles: da aprendizagem, que ocorre na sala de aula é mais 
corriqueira, avaliação institucional, que ocorre na escola com objetivo de fazer levantamentos sobre a 
capacidade de funcionamento da instituição e se essa é capaz de desenvolver a prática educacional, 
docente, momento de auto avaliação e falamos da avaliação de larga escola, que possui o objetivo de 
subsidiar na elaboração da proposta pedagógica da escola e elaborar suas avaliações tanto institucional 
como da aprendizagem, é um suporte para fazer levantamentos de como se encontra a situação dos graus 
de aprendizagem dos educandos em sentido amplo, contribuindo para desenvolver percentuais de 
qualidade da educação como o IDEB, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. 
 
Abordamos sobre os tipos de avaliação. A partir dos estudos de Bloom, a avaliação possui três funções 
principais, que consiste em função de diagnosticar os conhecimentos prévios dos alunos, para planejar 
incutindoo conhecimento anterior de cada um, também tem como função a avaliação formativa que preza 
controlar verificando se os alunos estão atingindo os objetivos propostos anteriormente auxiliando o 
professor na identificação de deficiências, e por último temos a função somativa que tem como objetivo a 
classificação dos alunos no final de um módulo ou curso de acordo com o rendimento de cada aluno. 
 
Essas três funções da avaliação devem ser vinculadas ou conjugadas para se garantir a eficiência e eficácia 
do sistema de avaliação e assim tendo como resultado final a excelência do processo ensino- 
aprendizagem. Por outro lado, é importante lembrar, que é necessário em todos os casos levar em conta 
a realidade administrativa da instituição como, por exemplo, o número de alunos, objetivos, conhecimento 
técnico do professor, materiais, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
96 
COMPONENTE DE APRENDIZAGEM (AVALIAÇÃO) 
 
 
 
 
 
Normativo 
 
 
 
 
Libâneo 
 
 
 
Bloom 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HOFFMAM 
 
 
DIMENSÕES DA AVALIAÇÃO 
1º Quem é esse aluno?, de onde 
vem?, com e com quem convive? 
2º Que saberes estão sendo 
desenvolvidos? buscam a formação de 
um aluno pesquisador? 
3º Como sem aprende? Em que idade, 
tempo e momento? 
AVALIAÇÃO SEGUNDO A LDB 
A avaliação continua e cumulativa 
do desempenho do aluno, com 
prevalência dos aspectos 
qualitativos sobre os 
quantitativos 
 
NIVEIS DE AVALIAÇÃO 
Avaliação da aprendizagem 
Avaliação institucional\interna 
Avaliação de larga escala\de 
rede\externa 
AVALIAÇÃO SEGUNDO LIBÂNEO 
Pedagógica-didática se refere a 
correção dos erros possibilita o 
aprimoramento. Diagnóstica ocorre no 
início, durante e no final . Controle é 
contínuo que ocorre no processo de 
interação professor-aluno, através de 
uma variedade de atividades. 
TIPOS DE AVALIAÇÃO 
FORMAL é sistêmica, sistemática, é 
planejada a partir dos objetivos 
educacionais. I 
NFORMAL é natural, espontânea e 
assistemática, nem sempre o aluno sabe 
que está sendo avaliado. 
 
AVALIAÇÃO SEGUNDO BLOOM 
Pode ter três funções sendo elas 
diagnóstica (analítica), formativa 
(controladora) e somativa 
(classificatória). 
 
FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO 
Diagnóstica que ocorre o início de cada 
período, como ano letivo, bimestre, 
semestre, tem função de sondar 
conhecimentos prévios dos alunos. 
Formativa tem a função de controlar os 
processos de ensino e aprendizagem, é 
continua e cumulativa, processual. 
Somativa tem a função de classificar 
através de notas, com o objetivo de 
verificar se o aluno tem condições de 
passar para uma série ou etapa 
subsequente. 
DIMENSÕES DA AVALIAÇÃO 
SEGUNDO JUSSARA HOFFMAN 
1 dimensão: contexto sócio 
cultural do aluno. 
2º dimensão: saberes 
significativos. 
3º dimensão: questões 
epistemológicas se refere a 
gênese do conhecimento e as 
teorias de aprendizagens; 
4 dimensão: articulado aos 
saberes significativos se refere ao 
cenário educativo\avaliativo. 
97 
Capítulo 8 - Tendências Pedagógicas 
 
 
 
 
 
 
As tendências pedagógicas brasileiras são divididas em tendências liberais e tendências progressistas. 
Abaixo entenderemos mais sobre essas classificações e suas ramificações. 
 
 
 
 
 
TENDÊNCAS LIBERAIS 
 
Defende a predominância da liberdade e dos interesses individuais na sociedade, assim como, estabelece 
uma organização social baseada na propriedade privada. A pedagogia liberal sustenta a ideia de que a 
escola tem por função preparar o indivíduo para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as 
aptidões individuais. Para isso, os indivíduos precisam aprender a adaptar-se aos vários valores e às 
normas vigentes na sociedade de classes, por meio de desenvolvimento da cultura individual. A ênfase 
no aspecto cultural esconde a realidade das diferenças de classes, pois, embora difundida a ideia de 
igualdade de oportunidades, não leva em conta a desigualdade de condições. Segundo Luckesi (2005), 
a educação brasileira, pelo menos nos últimos 50 anos, tem se identificado fortemente com as tendências 
liberais. Esta influência não necessariamente é percebida por muitos professores. A pedagogia liberal tem 
como fundamento a preparação do indivíduo para a sociedade, porém, como uma visão restrita sobre as 
diferenças de classe. 
 
 
 
 
 
AS TENDÊNCIAS LIBERAIS 
 
 
 
Tendência liberal tradicional 
Tendência liberal renovada progressivista 
Tendência liberal renovada não diretiva 
Tendência liberal tecnicista 
98 
TENDÊNCIA LIBERAL TRADICIONAL 
 
 
 
Consiste na preparação intelectual e moral dos alunos para assumir uma posição na sociedade. O 
compromisso da escola é com a cultura, fatores de ordem social pertencem exclusivamente à sociedade. 
O caminho educacional dos alunos é o mesmo, desde que se esforcem. Assim, os menos capacitados 
devem lutar para chegar ao nível dos melhores, caso não consigam, devem se contentar com uma 
escolarização inferior. Valores acumulados ao longo da história pelas gerações adultas são a base do 
conteúdo programático. Devido a isto, a educação tradicional é tida como intelectualista e, às vezes, como 
enciclopédica. Os métodos de ensino são expositivos com ênfase nos exercícios, na repetição de 
conceitos ou fórmulas de memorização, tendo como objetivo disciplinar a mente e formar hábitos. Os 
pressupostos de aprendizagem se baseiam na ideia de que o ensino consiste em repassar os 
conhecimentos para o espírito da criança, assim como, a capacidade de assimilação da criança é idêntica 
à do adulto (sendo apenas menos desenvolvida). Os programas devem ser dados em uma progressão 
lógica, estabelecida pelo adulto, sem levar em conta as características próprias de cada idade. A avaliação 
se dá por verificações de curto prazo (interrogatórios orais, exercícios de casa) e de prazo mais longo 
(provas escritas e trabalhos de casa). 
 
 
TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADA PROGRESSIVISTA 
 
A necessidade da escola é adequar as necessidades individuais ao meio social e, para isso, ela deve se 
organizar de forma a retratar, o quanto possível, a vida. Tais integrações se dão por meio de experiências 
que devem satisfazer ao mesmo tempo, os interesses do aluno e as exigências sociais. Nesta concepção, 
dá-se muito mais valor aos processos mentais e habilidades cognitivas do que a conteúdos organizados 
racionalmente. Trata-se de “aprender a aprender”, ou seja, é mais importante o processo de aquisição do 
saber do que o saber propriamente dito. A ideia de “aprender fazendo” está sempre presente, valoriza-se 
as tentativas experimentais, a pesquisa, a descoberta, o estudo do meio natural e social, o método de 
solução de problemas. Diferente da abordagem tradicional, aqui não há um local privilegiado para o 
professor, antes seu papel é auxiliar o desenvolvimento livre e espontâneo da criança. Pertencem, 
também, à tendência progressivista muitas das escolas denominadas “experimentais” e as escolas 
“comunitárias”. 
 
 
TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADA NÃO DIRETIVA 
 
Acentua-se nesta tendência o papel da escola na formação de atitudes, razão pela qual deve estar mais 
preocupada com os problemas psicológicos do que com o pedagógico. Os adeptos desta metodologia 
alegam que o ensino é uma atividade bastante valorizada; para eles os procedimentos didáticos, a 
competência na matéria, as aulas, os livros, tudo tem muita pouca importância, face ao propósito de 
favorecer à pessoa, o que implica estar bem consigo próprio e com seus semelhantes. A pedagogia não 
diretiva propõe uma educação centrada no aluno, visando formar sua personalidade por meio de 
experiências significativas que lhe permitam desenvolver características inerentes à sua natureza. No 
quesito avaliação, o teste formal acaba perdendo seu sentido, sendo substituído pela autoavaliação. 
99 
 
 
TENDÊNCIA LIBERAL TECNICISTA 
 
Tal sistema é regido por leis naturais (mesma regularidade encontrada nos fenômenos da natureza), 
cientificamente descobertas; basta aplicá-las. Asdescobertas educacionais devem ser restritas aos 
técnicos “especialistas”. A escola atua para o aperfeiçoamento da ordem vigente, neste caso o sistema 
capitalista, articulando-se com o sistema produtivo. Para isso, se utiliza da ciência comportamentalista 
ou behaviorismo O objetivo principal desta didática é a formação de mão de obra “competente” para o 
mercado de trabalho, transmitindo informações precisas, objetivas e rápidas. Os conteúdos de ensino 
tratam de princípios científicos, leis etc., estabelecidos e ordenados em uma sequência lógica e 
psicológica por especialistas. As relações entre docente e discente são bem estruturadas e objetivas, com 
papeis bem definidos: o professor administra as condições de transmissão da matéria, conforme um 
sistema instrucional e “eficiente”. O professor é apenas um elo de ligação entre a verdade científica e o 
aluno, cabendo-lhe empregar o sistema instrucional previsto. O ensino é um processo de 
condicionamentos por meio do uso de reforços das respostas que se quer obter. Faz-se da educação uma 
experimentação da psicologia, isto é, cria-se um estudo científico do comportamento, com o intuito de 
descobrir as leis naturais que presidem as reações físicas do organismo que aprende, a fim de aumentar 
o controle das variáveis que o afetam. 
 
 
PEDAGOGIA PROGRESSISTA 
 
 
Correntes educacionais que, partindo de uma análise crítica da sociedade, defendem finalidades 
sociopolíticas da educação. Libâneo (1990) defende que a pedagogia progressivista não tem como 
institucionalizar-se numa sociedade capitalista; daí ela ser um instrumento de luta dos professores ao lado 
de outras práticas sociais. Três pedagogias despontam como críticas: a libertadora, mais conhecida como 
pedagogia de Paulo Freire; a libertária, que reúne os defensores da autogestão pedagógica; a crítico-
social dos conteúdos que, diferentemente das outras, acentua a primazia dos conteúdos no confronto com 
as realidades sociais. As versões libertadoras e libertárias têm em comum o antiautoritaríssimo, a 
valorização da vivência do educando, assim como, a autogestão. Sendo assim, esta prática somente faz 
sentido junto ao povo, razão pela qual preferem as modalidades de ensino “não formal”. A tendência 
crítico-social dos conteúdos entende a escola com mediação entre o individual e o social, exercendo ali a 
articulação entre a transmissão dos conteúdos e a assimilação ativa por parte de um aluno concreto. 
 
 
 
Tendência progressista libertadora 
AS TENDÊNCIAS PROGRESSISTAS Tendência progressista libertária 
Tendência progressista crítico social dos conteúdos 
100 
 
 
TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTADORA 
 
Para esta corrente, a educação é uma atividade em que professores e alunos, mediatizados pela realidade 
atingem um nível de consciência desta mesma realidade, a fim de nela atuarem em um sentido de 
transformação social. Tanto a pedagogia tradicional, quanto a renovada (escolanovista) são 
domesticadoras, pois em nada cooperam para revelar a opressão das classes populares. A educação 
freireana, pelo contrário, desperta o lado crítico voltado para os problemas sociais vigentes na sociedade. 
Temas geradores são extraídos e utilizados de parâmetros de ensino. O importante não é a transmissão 
de conteúdos específicos, mas despertar uma nova forma de relação com a experiência vivida. Em 
nenhum momento o inspirador e mentor da pedagogia libertadora, Paulo Freire, deixa de mencionar o 
caráter essencialmente político de sua pedagogia, o que, segundo suas próprias palavras, impede que 
ele seja posto em prática, em termos sistemáticos nas instituições oficiais, antes da transformação da 
sociedade. Daí porque sua atuação se dá mais na educação extraescolar. O que não tem impedido, por 
outro lado, que seus pressupostos sejam adotados e aplicados por numerosos professores. O método de 
ensino é sempre mediatizado pelo diálogo, aquele em que os sujeitos do ato de conhecer se encontram 
em favor do objeto a ser conhecido. A forma de trabalho educativo é o grupo de discussão. O professor é 
um animador que, por princípio, deve “descer” ao nível dos alunos, adaptando-se à cultura do educando. 
Pela dialética é abolida toda forma de autoridade, a relação é horizontal. Aqui temos uma ação “não 
diretiva”, não no sentido de professor que se ausenta, mas sim, como um vigilante para assegurar ao 
grupo um espaço humano para “dizer sua palavra”, para se exprimir sem se neutralizar. 
 
TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA 
 
Esta pedagogia espera que a escola exerça uma transformação na personalidade dos alunos em um 
sentido libertário e autogestionário. Há, portanto, um sentido expressamente político, à medida que se 
afirma o indivíduo como produto do social e que o desenvolvimento individual somente se realiza no 
coletivo. As matérias são colocadas à disposição dos alunos, no entanto, não são exigidas. O importante 
é o conhecimento que resulta das experiências vividas pelo grupo. “Conhecimento” aqui não é a 
investigação cognitiva do real, para extrair dele um sistema de representações mentais, mas a descoberta 
de respostas às necessidades e às exigências da vida social. A pedagogia institucional visa em primeiro 
lugar, transformar a relação professor-aluno no sentido da não diretividade, isto é, considerar desde o 
início a ineficácia e a nocividade de todos os métodos à base de obrigações e ameaças. Cabe ao professor 
a função de “conselheiro” ou monitor à disposição do grupo. A ênfase na aprendizagem informal, via 
grupo, e a negação de toda forma de repressão visam favorecer o desenvolvimento de pessoas mais 
livres. A pedagogia libertária abrange quase todas as tendências antiautoritárias em educação, entre elas 
a anarquista, a psicanalista e dos professores progressistas. 
 
 
TENDÊNCIA PROGRESSISTA CRÍTICO SOCIAL DOS CONTEÚDOS 
 
A difusão de conteúdos é a tarefa primordial. Não conteúdos abstratos, mas vivos, concretos e, portanto, 
indissociáveis das realidades sociais. Acredita-se que a própria escola pode contribuir para eliminar a 
seletividade social e torná-la democrática. Se o que define uma pedagogia crítica é a consciência de seus 
condicionantes histórico sociais, a função da pedagogia “dos conteúdos” é dar um passo à frente no papel 
transformador da escola, mas a partir das condições existentes. Assim, a condição para que a escola 
sirva aos interesses populares é garantir a todos um bom ensino, isto é, a apropriação dos conteúdos 
escolares básicos que tenham ressonância na vida dos alunos. 
101 
 
 
Em síntese, a atuação da escola consiste na preparação do aluno para o mundo adulto e suas 
contradições, fornecendo-lhes um instrumental, por meio de aquisições de conteúdos e da socialização, 
para uma participação organizada e ativa na democratização da sociedade. 
A maneira de conceber os conteúdos do saber não estabelece oposição entre cultura popular e cultura 
erudita. O que se prega é uma relação de continuidade em que, progressivamente se passa da 
experiência imediata e desorganizada ao conhecimento sistematizado. Os métodos de uma pedagogia 
crítico-social dos conteúdos não partem de um saber artificial, depositado a partir da exterioridade; nem 
do saber espontâneo, mas de uma relação direta com a experiência do aluno, confrontada com o saber 
trazido de fora. 
O papel de mediação exercido em torno da análise dos conteúdos exclui a não diretividade como forma 
de orientação do trabalho escolar, porque o diálogo adulto-aluno é desigual. O adulto tem mais 
experiência acerca das realidades sociais, dispõe de uma formação para ensinar, possui conhecimentos 
e a ele cabe fazer a análise dos conteúdos em confronto com as realidades sociais. 
Sabemos que as tendências espontâneas e naturais são “naturais”, antes são tributárias das condições 
de vida e do meio. Não são suficientes o amor, a aceitação, para que os filhos dos trabalhadores adquiram 
o desejo de estudarmais, de progredir; é necessária a intervenção do professor para levar o aluno a 
acreditar nas suas possibilidades, a ir mais longe, a prolongar a experiência vivida. 
 
 
 
 
 
 
Na Pedagogia Liberal Tradicional o papel da escola é a preparação intelectual e moral dos 
alunos para assumir seu papel na sociedade, o conteúdo é baseado em conhecimentos e valores 
sociais acumulados através dos tempos e repassados aos alunos como verdades absolutas 
através de exposição e demonstração verbal da matéria e /ou por meios de modelos. A autoridade 
do professor que exige atitude receptiva do aluno e a aprendizagem tende a ser receptiva e 
mecânica, sem se considerar as características próprias de cada idade. É encontrada em escolas 
que adotam filosofias humanistas clássicas ou científicas. 
 
Na Tendência Liberal Renovadora Progressiva a escola deve adequar as necessidades 
individuais ao meio social, os conteúdos são estabelecidos a partir das experiências vividas pelos 
alunos frente às situações problemas e demonstrado por meio de experiências, pesquisas e 
métodos de solução de problemas. O professor é auxiliador do desenvolvimento livre da criança, 
e se foca na motivação e estimulação. É encontrada nas escolas Montessori, Decroly, Dewery, 
Piaget, Lauro de Oliveira Lima. 
 
Na Tendência Liberal Renovadora não diretiva (Escola Nova) a escola tem o papel de 
formação de atitudes, baseia-se na busca dos conhecimentos pelos próprios alunos através da 
facilitação da apresentação da aprendizagem. A educação é centralizada no aluno e o professor 
é quem garantirá um relacionamento de respeito. Tem como filosofia aprender ao modificar as 
percepções da realidade e é encontrada em escolas Carl Rogers, "Sumermerhill" escola de A. 
Neill. 
102 
 
 
Na Tendência Liberal Tecnicista a escola é modeladora do comportamento humano através 
de técnicas específicas, os conteúdos são informações ordenadas numa sequência lógica e 
psicológica, disseminados através de procedimentos e técnicas para a transmissão e recepção 
de informações. Existe uma relação objetiva onde o professor transmite informações e o aluno 
vai fixá-las e aprendizagem é baseada no desempenho. 
 
A Tendência Progressista Libertadora não atua em escolas, porém visa levar professores e 
alunos a atingir um nível de consciência da realidade em que vivem na busca da transformação 
social, através de temas geradores de discussões em grupos. Entende-se o papel do aluno 
professor como uma relação de igual para igual e o foco é na resolução da situação problema. 
 
A Tendência Progressista Libertária tem foco na transformação da personalidade num sentido 
libertário e autogestionário. As matérias são colocadas, mas não exigidas e transmitidas através 
vivência grupal na forma de auto-gestão. Entende-se o papel do professor como orientador e os 
alunos livres e aprendizagem é informal e em grupo. 
 
A Tendência Progressista "crítico social dos conteúdos" ou histórico-crítica" tem foco na 
difusão de conteúdos culturais universais que são incorporados pela humanidade frente à 
realidade social. O método parte de uma relação direta da experiência do aluno confrontada 
com o saber sistematizado. Papel do aluno como participador e do professor como mediador 
entre o saber e o aluno e é baseada nas estruturas cognitivas já estruturadas nos alunos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
103 
 
 
 
 
1) BLOCO – PLANEJAMENTO CESPE – ABIN – OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA – 2018 1- O 
planejamento de aula antecede hierarquicamente o planejamento da unidade didática. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2- O Plano Nacional de Educação é instrumento de planejamento educacional pertencente ao nível 
operacional de planejamento. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
3- O Planejamento estratégico é utilizado como metodologia para efetivar a participação dos diferentes 
segmentos da comunidade educativa no processo de construção do planejamento participativo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4- Planejamento participativo e planejamento estratégico apresentam características comuns no que 
concerne á gestão dos processos escolares. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
CESPE – DEPEN – PEDAGOGIA- 2015 
 
5- O planejamento da ação docente deve ser articulado com o planejamento escolar e institucional. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
6- O planejamento deve expressar uma unidade de ideias, princípios e ações. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE- IFB-CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR- 2011 
 
7- O planejamento didático compreende a operacionalização do plano curricular. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE- INPI- ANALISTA DE PLANEJAMENTO – PEDSGOGIA – 2013 
 
8- O planejamento dos conteúdos de aprendizagem é o elemento mais importante para o educador 
corporativo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
CESPE- TJ- DFT- ANALISTA JUDICIÁRIO- PEDAGOGIA 
 
9- A organização ou instituição é considerada em sua totalidade para o planejamento no nível 
estratégico. 
104 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
CESPE- SEE- AL- PROFESSOR- 2013 
19- Atualizar o conteúdo e facilitar a preparação de aulas são funções do planejamento escolar. 
 
 
 
funções da instituição em dado momento histórico e 
 
 
CESPE- SEDF- CONHECIMENTOS BÁSICOS – 2017 
 
10 -Os únicos níveis de organização da prática educativa que influenciam no planejamento docente são 
o planejamento do professor e o planejamento escolar, que devem ser articulados. 
 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
CESPE – TJ- ES- ANALISTA JUDICIÁRIO- PEDAGOGIA – 2011 
 
11- Segundo a abordagem tradicional de planejamento, que se apoia na teoria positivista, as ações de 
planejamento cabem aos especialistas que ocupam os mais elevados níveis hierárquicos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO CESPE- TJ-DFT- ANALISTA JUDICIÁRIO- PEDAGOGIA 
 
12- A priorização da questão orçamentária em um planejamento prejudica o sucesso da intervenção na 
realidade oriunda de um planejamento participativo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO CESPE- ABIN- OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA – 2018 
 
13- O planejamento independe do nível de preparo e das condições socioculturais e individuais dos 
alunos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
14- O planejamento de ensino é rígido e absoluto 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
15- O planejamento é um processo de racionalização e organização da ação docente. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
16- O planejamento curricular define a seleção de conteúdos a serem ministrados em sala de aula. ( ) 
CERTO ( ) ERRADO 
17- O planejamento diz respeito á função de formar progressivamente o currículo em diferentes etapas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
18- O planejamento escolar expressa as social. 
105 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
20- O planejamento eficaz deve ser um instrumento rígido e absoluto para direcionar a prática docente. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
21- O planejamento, por si só, assegura o andamento do processo de ensino. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
22- No planejamento são identificadas as opções político- pedagógicas do docente e da escola. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
23- A elaboração do planejamento da instituição de ensino dispensa a participação do professor. 
CESPE- MPU- ANALISTA- EDUCAÇÃO- 2013 
24- O planejamento de ensino restringe-se ao momento de elaboração dos planos de trabalho pelo 
educador. 
 
CERTO ( ) ( ) ERRADO 
 
25- O foco exclusivo do planejamento participativo é a democratização das decisões. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
26- O planejamento participativo distingue-se por seu caráter tradicionalista. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
CESPE- SEDF- TÉCNICO DE GESTÃO EDUCACIONAL – SECRETÁRIO ESCOLAR- 2017 
 
27-O planejamento participativo contribui para que os envolvidos se sintam corresponsável pelo que 
acontece na escola. 
 
CESPE- SEDUC- AM- PEDAGOGO- 2011 
 
28- O processo de planejamento compreende três dimensões: técnica, conceitual, política. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO CESPE- CNJ- ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA- 2013 
 
29-A convivência harmoniosa entre os membros de uma comunidade escolar constitui um principio doplanejamento participativo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
30-O planejamento participativo compreende o diagnóstico da realidade dos alunos. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
106 
31- A preparação, o desenvolvimento e o aperfeiçoamento são fases do planejamento de ensino. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
CESPE- UNIPAMPA- TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS 
32- Atualmente, o planejamento nas escolas tem sido executado sob a forma de projeto político 
pedagógico, modalidade de planejamento resultante de uma construção coletiva em que se negligenciam 
o diagnóstico e as avaliações da realidade. 
( ) CERTO ( )ERRADO 
 
 
 
 
CESPE- SEE-AL- SECRETÁRIO ESCOLAR- 2013 
 
33- O planejamento curricular, que apresenta alto grau de incerteza, é um elemento pertinente ao nível 
estratégico de planejamento escolar. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
CESPE – DEPEN- PEDAGOGIA- 2013 
 
34- O principal objetivo do planejamento de ensino é garantir o cumprimento dos conteúdos 
estabelecidos na grade curricular. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
35- O desafio da escola, em uma perspectiva empresarial, é garantir a qualidade formal por meio de um 
planejamento eficaz. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE- INSS- ANALISTA DE SEGURANÇA SOCIAL- PEDAGOGIA 
 
36- Na perspectiva tradicional de planejamento, a visão estratégica abrange todos os níveis da 
organização. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
37- Por considerarem a organização em sua totalidade, o planejamento institucional e o nível estratégico 
estão diretamente relacionados. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE- ME- TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS- 2008 
 
38- A centralidade na dimensão orçamentária é a garantia de eficiência e eficácia na implementação de 
um planejamento participativo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE- INCA-TECNOLOGISTA JUNIOR- ANALISTA PEDAGÓGICO- 2010- ADAPTADA 
107 
39- O planejamento educacional passou a ser concebida como instrumento imprescindível na 
 
 
elaboração de um projeto educativo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
CESPE- ABIN- OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA-2018 
 
40- No que se refere ao planejamento curricular, julgue o próximo item. O planejamento curricular é o 
mesmo que planejamento da instrução. 
 
 
 
 
1- E 21-E 
2- E 22-C 
3- C 23-E 
4- E 24-E 
5- C 25-E 
6- C 26-E 
7- C 27-C 
8- E 28-C 
9- C 29-E 
10- E 30-C 
11-C 31-C 
12-C 32-E 
13- E 33-C 
14- E 34-E 
15-C 35-C 
16- E 36-E 
17-C 37-C 
18-C 38-E 
19-C 39-C 
20- E 40-E 
 
 
 
108 
 
 
 
 
 
1- SELECON- 2018- PREFEITURA DE CUIABÁ -MT-PROFESSOR -PEDAGOGO 
 
Segundo Veiga (2007) o projeto de construção do projeto é mercado por três atos distintos e 
interdependentes- o ato situacional, o conceitual, ato operacional. Quanto ao ato conceitual, pode-se 
afirmar que diz respeito á concepção de sociedade, homem, educação, escola, currículo , ensino e 
aprendizagem. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2- Segundo Veiga (1996), “O projeto político-pedagógico, ao se construir em processo democrático de 
decisões deve ser construído primeiro pelos gestores das escolas. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
3- Na perspectiva emancipatória o PPP preocupa-se em instaurar uma forma de organização do trabalho 
pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e 
autoritárias. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE-2008-TJ-DFT-ANALISTA JUDICIÁRIO-PEDAGOGIA 
 
4- Na implementação do PPP, a tendência emancipatória é a de eliminação de conflitos entre os 
indivíduos ou grupos para a garantia da sua eficiência e eficácia. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
CETRO-2008-SEED-SP- SUPERVISOR ESCOLAR 
 
5- Fonseca (2001),ao refletir sobre PPP das escolas, seu significado e sentido, com vistas ao sucesso 
escolar deve ser entendido como o conjunto articulado de propostas e planos em função de finalidades 
fundadas em valores previamente explicitado e assumidos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
COPEVE-UFAL-2011-PEDAGOGO 
 
6- A construção do PPP somente se dá na perspectiva da gestão democrática participativa, para que 
esteja de fato voltada ás necessidades de mudança na educação, no currículo e no processo ensino- 
aprendizagem. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE-2011-CORREIOS -ANALISTA DE CORREIOS-PEDAGOGO 
 
7- O PPP caracteriza-se por ser um documento estritamente administrativo, no qual devem estar 
expressos os objetivos de aprendizagens, as metas das instituições educativas bem como os métodos 
pedagógicos para o cumprimento do currículo. 
109 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
8- CESPE-2011- CORREIOS- ANALISTA DE CORREIOS-PEDAGOGO 
 
A elaboração do PPP compete aos gestores públicos, que devem observar não só a legislação 
educacional vigente, mas também as aspirações da sociedade contemporânea, no estabelecimento das 
concepções pedagógicas que fundamentarão as ações educacionais, de cuja, execução devem participar 
apenas os profissionais das instituições educativas. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
CESPE-2010-ABIN- OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA- ÁREA DE PEDAGOGIA 
 
9- A lógica estratégica e a visão emancipatória, perspectivas que podem orientar a construção de projetos 
político-pedagógico em ambientes escolares ou corporativos, não afetam a essência desses projetos. ( ) 
CERTO ( ) ERADO 
 
 
NUCEPE- 2009-SEDUC-PI- PROFESSOR- INFORMÁTICA 
 
10- O PPP, pensado como instrumento de democratização da escola, postula a necessidade de 
estabelecimento de relações democráticas no contexto escolar, bem como indica a necessidade de se 
respeitar a diversidade de características dos atores envolvidos no processo educativo. 
 
Em relação ao referido projeto é correto afirmar: 
 
I. desenvolve-se orientando por concepções de educação e de ensino; 
 
II. prevê como a base para a atividade pedagógica os princípios tecnicistas; 
 
III. efetiva-se no cotidiano, estando em constante reconstrução; 
 
IV. prioriza as ações técnicos administrativas; 
 
V. articula princípios pedagógicos e administrativos. 
 
 
A respeito das afirmações constantes dos itens I a V, a alternativa CORRETA é: 
A- Apenas as afirmações dos itens II, II e IV estão corretas. 
B- Apenas as afirmações dos itens I,II e II estão corretas. 
 
C- Apenas as afirmações constantes dos itens I, II e IV estão corretas. 
 
D- Apenas as afirmações dos itens I, III e V estão corretas. 
 
 
CESPE-2011-SAEB-BA-TODOS OS CARGOS-EDU.FÍSICA, ARTE, PORTUGUÊS, INGLÊS E 
ESPANHOL 
110 
11- O projeto político-pedagógico resulta do agrupamento de diversos planos de ensino e atividades 
 
 
orientadores das ações sistemáticas de professores, gestores e alunos. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
12- Na elaboração do PPP, a cargo dos gestores e professores, devem ser consideradas tanto as 
necessidades dos alunos quanto as da comunidade a que a escola pertence, como forma de promoção 
do envolvimento de todos na melhoria da qualidade da educação. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
13- Trata-se de documento oficial que orienta a gestão administrativa e financeira dos espaços escolares, 
devendo ser do conhecimento de todos os atores do processo educativo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
14- Trata-se de um plano em que se detalham objetivos, diretrizes e ações do processo educativo a ser 
desenvolvido na escola, e com base no qual são tomadas as decisões, encaminhadas questões e 
analisando os resultados alcançados tanto no plano administrativo quanto no pedagógico. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
IF-PR-2010-PEDAGOGO15- O Projeto Político Pedagógico deve estabelecer uma relação distinta entre 
a dimensão política e a dimensão pedagógica da escola. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
16- A gestão democrática é um dos princípios para a elaboração do Projeto politico-pedagógico. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
17- O Projeto politico-pedagógico configura-se como um processo permanente de reflexão e discussão 
dos problemas da escola, na busca de alternativas viáveis á efetivação de sua intencionalidade. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
18- Toda ação pedagógica é, também, uma ação política,não no sentido de uma doutrina ou partido, mas 
no sentido da busca do bem comum e coletivo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
19- O projeto político-pedagógico da escola deve ser construído e vivenciado por todos os envolvidos no 
processo educativo da escola. É uma ação intenciona, com objetivos implícitos e um compromisso 
definido coletivamente. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
111 
CESPE-DPU-TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS-2016 
 
 
 
20- O PPP é um guia para ação, que prevê e fornece uma direção política e pedagógica para o trabalho 
educativo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
 
 
1-C 11-E 
2-E 12-E 
3-C 13-E 
4-E 14-C 
5-C 15-E 
6-E 16-C 
7-E 17-C 
8-E 18-C 
9-C 19-E 
10-D 20-C 
 
 
 
112 
 
 
 
 
 
 
1- VUNESP- TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS-UFSCAR-2008 
 
O currículo é o resultado de uma seleção que opera, em relação á cultura de uma sociedade, a partir de 
critérios neutros e objetivos, pelos quais se determina os conteúdos a serem priorizados para transmissão 
ás novas gerações. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2- UFScar- TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS -2009 
O currículo é um instrumento norteador do trabalho docente, sempre provisório e inacabado aberto á 
produção de sentidos; um processo dinâmico que incorpora constantemente os saberes e os elementos 
culturais de seus agentes. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
3- UFScar-TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS -2009 
 
Considerando que o currículo é um processo de produção e\ou construção do conhecimento, a partir de 
experiências de vidas dos professores e alunos, situados num contexto sócio histórico mais amplo, 
assinale a alternativa compatível com essa definição. 
 
a) A organização curricular deve levar em consideração as relações entre os agentes sociais que dela 
participam num espaço e num tempo determinado e a definição de um suporte teórico que a sustente. 
 
b) O currículo escolar é responsável pela produção do conhecimento neutro entre o sujeito individual e o 
sujeito da comunidade. 
 
c) O currículo caracteriza-se como o conjunto de disciplinas que compõem um curso organizadas em uma 
matriz curricular. 
 
d) O currículo é um instrumento formal preconcebido, delimitado, definidor das atividades que o 
professor deve realizar na escola. 
 
e) O currículo não deve contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento de identidades culturais, pois 
dessa forma não estará situando os alunos como sujeitos conscientes dentro do universo simbólico que 
os constitui sujeitos e cidadãos. 
 
4- COPEC-UFAL-TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS-2009 
 
O currículo é um dos locais privilegiados onde se entrecruzam saber e poder, representações e domínio, 
discurso e regulação. É também no currículo que se condensam relações de poder e subjetividades 
sociais. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
113 
5-CESPE-SEDU-ES-PEDAGOGO-2010-ADAPTADA 
O currículo compreende apenas a sistematização dos conhecimentos a serem transmitidos no processo 
 
 
 
 
a teoria crítica do currículo enfatiza. 
educativo. 
 
6-AOCP-PEDAGOGO-2012-ADAPTADA 
 
A palavra currículo associa-se distintas concepções, que derivam dos diversos modos de como a 
educação é concebida historicamente, bem como das influências teóricas que a afetam e se fazem 
hegemônicas em um dando momento. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
7-A palavra currículo tem sido também utilizada para indicar efeitos alcançados na escola, que não 
estão explicados nos planos e nas propostas, não sendo sempre, por isso, claramente percebidos pela 
comunidade escolar. 
 
8-O currículo é o coração da escola, o espaço central em que todos atuamos, o que nos torna, nos 
diferentes níveis do processo educacional, responsáveis por sua elaboração. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9-O currículo constitui um dispositivo em que se concentram as relações entre a sociedade e a escola, 
entre os saberes e as práticas socialmente construídos e os conhecimentos escolares. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
FGV-PEDAGOGO-2012-ADAPTADA 
 
10-O currículo pode ser pensado apenas como um rol de conteúdos a serem transmitidos para um sujeito 
passivo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
11- Conhecimentos, valores, costumes e hábitos não interferem na organização de um currículo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
TEORIA DE CURRICULO 
 
12- CESPE-SEMEC-TERESINA-PEDAGOGO-2008-ADAPTADA 
 
Metodologia e eficiência são conceitos que a teoria tradicional de currículo enfatiza. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
13- Eficiência e poder são conceitos que 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
114
 110 
14-Relações sociais e poder são conceitos que a teoria crítica de currículo enfatiza. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
CESPE-DETRAN-DF-PEDAGOGO-2009 
 
Julgue os itens a seguir a luz da concepção crítica de currículo e de construção do conhecimento. 
15-A eficiência é a diretriz que conduz todo o planejamento da organização do trabalho pedagógico. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
16-O reconhecimento da existência de um currículo oculto é primordial para a identificação da ideologia 
presente no cotidiano escolar. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
17-A subjetividade e o multiculturalismo são traços marcantes das teorias baseadas nessa concepção. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
18-A neutralidade dos saberes é defendida para a garantia da cientificidade de seleção de conteúdos. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
19- A analise de relações de produção, busca da emancipação e da libertação das classes dominadas 
direciona a organização curricular. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE-SEDF-PROFESSOR CLASSE A-2008 
 
20- Ensino, planejamento e eficiência são conceitos enfatizados pela teoria tradicional de currículo. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
21- A teoria crítica põe em relevo os conceitos de subjetividade, multiculturalismo e identidade. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
22- Os conceitos de ideologia, emancipação e reprodução cultural são próprios da teoria póscritica. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
IF BA-PREF-IRECÊ-BA-PEDAGOGO-2010-ADAPTADA 
 
23- A teoria pós critica de currículo Põe em relevo temas como gênero, raça, etnia, sexualidade, 
subjetividade e multiculturalismo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
MANIFESTAÇÕES DE CURRICULO 
115
 110 
24-FGV-ASSEMBLEIA LEGISLATIVA-RO-ANALISTA LEGISLATIVO-PEDAGOGIA-2018- ADAPTADA 
O currículo real é aquele que se materializa dentro do espaço da sala de aula, com professores e 
alunos, a cada dia. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
25-O currículo formal refere-se ás influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos 
 
 
professores provenientes da experiência cultural de cada um. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
CESPE-TJ-CE-PEDAGOGO-2008 O currículo reflete intenções ( objetivos) e ações ( conhecimentos, 
procedimentos, valores, formas de gestão, de avaliação, etc), tornadas realidades pelo trabalho dos 
professores e, sob determinadas condições, providas pela organização escolar, tendo em vista a melhor 
qualidade do processo ensino-aprendizagem. LIBANEO,J,C Organização e gestão da escola- teoria e 
prática. Goiânia.2004,p 171 (adaptada) Acerca desse assunto tratado no texto acima, julgue os itens: 
 
 
26-O currículo oculto é aquele estabelecido pelos sistemas de ensino expresso em diretrizes 
curriculares. 
 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
27- Currículo real é aquele que de fato é trabalhado em sala de aula, em decorrência da efetivação do 
que foi planejado. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
28- As imagens de família presentes em determinados livros didáticos são exemplos de um tipo de 
currículo intitulado oculto, pois não são explicitados em documentos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
29-O currículo pode ser compreendido em três dimensões, sendo a dimensão real a que reflete o que 
acontece no dia a dia da sala de aula. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE-IPOJUCA-PEDAGOGO-2009 
 
30-O currículo oculto é aquele estabelecido pelos sistemas de ensino nas propostas curriculares dos 
estados e municípios. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
31-O reconhecimento da existência de um currículo oculto é primordial para a identificação da ideologiapresente no cotidiano escolar. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
116
 110 
QUADRIX-SEEDF-PROFESSOR SUBSTITUTO-2018- ADAPTADA 
32-Currículo oculto é um conceito do qual fazem parte rituais, relações hierárquicas, regramentos e 
organização dos tempos e espaços escolares. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
FUNIVERSA-SESI-DF-PROFESSOR 1º AO 5º ANO-2010-ADAPTADA 
 
 
 
33-O currículo oculto é constituído por todas aqueles aspectos que, sem fazer parte do currículo oficial, 
explícito, contribuem, de forma nítida e transparente, para aprendizagens sociais relevantes. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
34-O currículo oculto reproduz, por meio da cultura escolar, as estruturas sociais e a ideologia dominante 
do capitalismo. Por isso, o currículo oculto não interfere na subjetividade dos alunos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
35-A disposição das carteiras em filas indianas, em que cada aluno tem sua atenção voltada sempre para 
frente, com o fim único de interromper toda e qualquer forma de comunicação entre os alunos, não pode 
ser considerada um exemplo de aspecto do currículo oculto. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
QUADRIX-SEEDF-PROFESSOR SUBSTITUTO-2018-ADAPTADA 
 
36-O currículo formal constitui o conjunto das aprendizagens construídas e das experiências vividas pelo 
estudante. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
37- São manifestações de currículo: o currículo formal, o currículo real e o currículo oculto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
38- Fazem parte do currículo oculto; rituais e práticas; relações hierárquicas; regras e procedimentos, 
modos de organizar o espaço e o tempo da escola, a maneira como arrumamos as carteiras na sala de 
aula. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
39-O currículo real é aquele estabelecido pelos sistemas de ensino. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
40-Há uma distinção estabelecida entre vários níveis de currículo, cada qual com suas especificidades. 
Sobre o currículo formal, pode-se afirmar que são diretrizes normativas prescritas. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
117
 110 
 
 
 
 
 
1-E 21-E 
2-C 22-E 
3-A 23-C 
4-C 24-C 
5-E 25-E 
6-C 26-E 
7-C 27-C 
8-C 28-E 
9-C 29-C 
10-E 30-E 
11-E 31-C 
12-C 32-C 
13-E 33-C 
14-C 34-E 
15-E 35-C 
16-C 36-E 
17-E 37-C 
18-E 38-C 
19-C 39-E 
20-C 40-C 
 
 
 
118
 110 
 
 
 
 
 
 
 
1- A realização de um trabalho sistematizado com base em uma visão estratégica e objetiva da 
realidade é própria de planejamentos elaborados por meio da metodologia de projetos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2- O processo de planejamento compreende três dimensões: técnica, conceitual e política. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
3- A elaboração e execução constituem etapas separadas, que não se relacionam, da elaboração de um 
projeto. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4- Ao elaborar um projeto, os gestores devem certificar-se da compatibilidade dos objetivos pretendidos 
com a metodologia a ser utilizada para alcança-los. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
5- Entre os elementos constitutivos do planejamento de ensino está o método que é o conjunto de 
normas didáticas e atitudinais. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
6- As disciplinas denominadas práticas pedagógicas ou de ensino constituem elos entre os 
conhecimentos teóricos e o empirismo na formação do pedagogo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
7- Ao planejar sua disciplina, o professor conta com recursos didáticos que podem ser materiais e (ou) 
humanos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
8- Todas as ações escolares devem ter origem nos planos curriculares. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
9- Plano de curso é o conjunto de ações a serem desenvolvidas na vigência de determinado período 
letivo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
10- Na elaboração do planejamento, a etapa na qual se busca conhecer a realidade a ser modificada 
chama-se classificação. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
119
 110 
 
 
11- Planejar é, sobretudo, preencher formulários para o controle administrativo da ação educativa. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
12- O planejamento independe do nível de preparo e das condições socioculturais e individuais dos 
alunos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
13- Faz parte do planejamento de ensino selecionar material didático, identificar tarefas a serem 
executadas pelo professor e pelos alunos e replanejar o trabalho docente conforme situações ocorridas 
nas aulas 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
14- O planejamento de ensino deve ser rígido e absoluto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
15- O planejamento é um processo de racionalização e organização da ação docente. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
16- O planejamento diz respeito á função de formar progressivamente o currículo em diferentes etapas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
17-O planejamento curricular expressa as funções da escola em dado momento histórico e social 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
18-No plano de aula, o professor deve especificar o que será realizado na sala, buscando aprimorar a 
sua prática pedagógica, bem como melhorar o aprendizado dos alunos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
19-O plano de aula antecede hierarquicamente o plano de unidade diática. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
20-O planejamento curricular é fruto de uma sucessão de etapas que vai desde as definições adotadas 
pelo Ministério da Educação até a realização do trabalho docente em sala de aula. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
120
 110 
 
 
 
 
 
 
 
1-C 11-E 
2-C 12-E 
3-E 13-C 
4-C 14-E 
5-C 15-C 
6-C 16-C 
7-C 17-C 
8-C 18-C 
9-C 19-E 
10-E 20-C 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
121
 110 
 
 
 
 
 
 
1- QUADRIX-2018-SEDF-PROFESSOR SUBSTITUTO-ATIVIDADES Considerando os métodos, as 
estratégias e as concepções de avaliação utilizados nos processos de ensino-aprendizagem, julgue o 
próximo item. No contexto da prática docente, as técnicas são componentes operacionais do método. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
2- QUADRIX-2018- SEDUCE-GO-PROFESSOR DE NÍVEL III- BIOLOGIA A avaliação somativa deve 
ser realizada no início do período letivo para indicar o quanto o aluno já sabe a respeito dos conteúdos a 
serem ministrados. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
3-A avaliação diagnóstica deve ser realizada ao final do ano letivo para contribuir com a avaliação final 
do aluno. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4-A avaliação formativa deve ser utilizada ao longo do ano letivo, permitindo o acompanhamento 
contínuo do processo de aprendizagem. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
5-A avaliação por certificação de competências deve ser realizada para medição do que os alunos 
conseguiram construir ao longo de um ano letivo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
6-A avaliação classificatória deve ser uma prática das escolas, pois informa, de modo seguro, as 
habilidades desenvolvidas por cada aluno. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
FGV-2019-PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS-RJ-MONITOR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL 
 
7- Entre os componentes do processo de ensino-aprendizagem envolvendo docente e aluno, temos: 
o , que deve responder a pergunta: “Para que ensinar?”; o , que deve responder 
a pergunta: “ O que aprender?; e o que deve responder a pergunta: “Com o quê?” Assinale 
a opção cujo os itens completam corretamente as lacunas do fragmento acima. 
 
a) Recurso-conteúdo-objetivo 
b) Objetivo-conteúdo-recurso 
c)Conteúdo-recurso-objetivo 
d) Recurso-conteúdo-método 
122
 110 
IDECAN-2016-UFPB-PEDAGOGO 
 
 
 
8- Os objetivos educacionais constituem de uma ação intencional e sistemática e são exigências que 
requerem do professor um posicionamento reflexivo, que o leve a questionamentos sobre a sua própria 
prática. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9- Os conteúdos não precisam fazer parte dos saberes advindos do conjunto social formado pela 
cultura, ciência, técnica e arte, sendo ainda o elemento de mediação no processo de ensino. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
10- O método constitui as formas que o professor organiza suas atividades de ensino e de seus alunos 
e regula as formas de interação entre ensino e aprendizagem, na qual os resultados obtidos é assimilação 
consciente de conhecimentos e desenvolvimento das capacidades cognoscitivas e operativas dos alunos. 
 
( ) CERTO( ) ERRADO 
 
IF-PE-2016-PROFESSOR-INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO 
 
11- Conteúdos, objetivos e métodos constituem uma unidade, não podendo ser considerados 
isoladamente sendo o ensino inseparável das condições concretas de cada situação didática. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
12- Os conteúdos mesmo desvinculados dos objetivos, são insuficientes para efetivação do trabalho 
docente e asseguram a assimilação de habilidades e conhecimentos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO IBADE-2016-SEDUC-RO-PROFESSOR CLASSE C- SÉRIES INICIAIS 
 
13- Os recursos didáticos-pedagógicos são componentes do ambiente educacional estimuladores do 
educando, facilitando e enriquecendo o processo de ensino e aprendizagem. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
14- Metodologia e todo material utilizado como auxílio no ensino-aprendizagem do conteúdo proposto 
para ser aplicado pelo professor a seus alunos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
CESPE – OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA- PEDAGOGIA- ABIN-2010 
 
15- Na relação dos objetivos devem se observar se a relação objetivo-conteúdo expressa finalidades 
sociais e pedagógicas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
16- Os objetivos devem abranger critérios para a seleção de outros elementos que constituem o 
planejamento de ensino, como, por exemplo, conteúdos, procedimentos, recursos e processos de 
avaliação. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
123
 110 
17- A metodologia centrada na compreensão reflexão e ação caracteriza a tendência educacional 
 
 
libertadora de Paulo Freire. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
18- Ao realizar um planejamento o professor deve pensar e estruturar um conjunto de objetivos e 
conteúdos que devem ser trabalhados no decorrer do período previsto no planejamento. São eles 
(Conteúdos reais, conceituais, procedimentais e atitudinais). 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
QUADRIX-2019- PREFEITURA DE JATAÍ-GO- PROFISSIONAL DO MAGISTÉRIO-CLASSE III 19- 
Assinale a alternativa que apresenta os passos didáticos de uma aula. 
 
a) exposição da matéria, adequação curricular, apreensão, apropriação do conhecimento e avaliação 
b) preparação ,aula expositiva, aprimoramento dos conhecimentos, compartilhamento e avaliação 
c) introdução da matéria, treino, verificação da aprendizagem e avaliação da aprendizagem. 
d) preparação da matéria, socialização dos conhecimentos e anlise dos centros de interesse. 
e) introdução da matéria, tratamento didático do conteúdo novo e aprimoramento de conhecimentos e 
habilidades. 
 
 
FUNDAB-2013-IF-RR-PROFESSOR-PEDAGOGIA 
 
20-No currículo tradicional, a avaliação mais valorizada é a: 
 
a) comportamental 
b) somativa 
c) progressiva 
d) diagnóstica 
e) processual 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
124
 110 
 
 
 
 
 
 
1-C 11-E 
2-E 12-E 
3-E 13-C 
4-C 14-E 
5-E 15-C 
6-E 16-C 
7-B 17-C 
8-C 18-E 
9-E 19-E 
10-C 20-B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
125
 110 
1) CESPE-UNB (Adaptadas) 
 
 
 
A avaliação formativa é processual, contínua, cumulativa, abrangente e interdisciplinar, com prevalência 
dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
2-A avaliação diagnóstica é utilizada quando se pretende encaminhar o aluno para a avaliação do 
psicopedagogo. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
3-A avaliação da aprendizagem contribui para o planejamento do ensino, cujo foco é a avaliação dos 
alunos e, para o planejamento do ensino, cujo foco é a avaliação do trabalho do professor. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
4-A função da avaliação formativa é checar se os objetivos das políticas públicas foram atendidos. ( ) 
CERTO ( ) ERRADO 
 
5-A avaliação da aprendizagem pode assumir diversas funções, como a diagnóstica, a formativa e a 
somativa, ocorrendo preponderantemente, antes, durante e depois do processo formativo. 
 
6-A avaliação somativa é uma avaliação de aprendizagem de acordo com a qual as notas e conceitos 
são atribuídos ao aluno. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
7-A avaliação somativa funciona como parâmetro para checagem das metas que a direção da escola 
ainda necessita alcançar. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
8- A avaliação do ensino consiste em os alunos atribuírem notas e conceitos aos desempenhos dos 
professores. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
9-A avaliação diagnóstica revela apenas os conhecimentos que o aluno não aprendeu. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
10-A avaliação da aprendizagem aplicada a um aluno jamais deve ser usada para informar os 
professores da escola como é o desempenho escolar dele. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
11-Currículo e avaliação devem ser definidos separadamente 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
126
 110 
12-A avaliação da aprendizagem não pode interferir no modo como o professor planeja sua prática 
 
 
pedagógica, pois seu foco é o desempenho do aluno, e não o do professor. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
13-A avaliação escolar ocorre sempre de forma explicita em função da necessidade de registro dos 
resultados. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
14-Os efeitos da avaliação da aprendizagem não se direcionam ao planejamento pedagógico do ano 
letivo de sua aplicação, mas ao ano letivo posterior. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
15-A avaliação formativa visa acompanhar, de forma contínua, o desempenho do aluno durante o 
processo de ensino-aprendizagem. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
16-A avaliação da aprendizagem baseia-se na concepção de educação que norteia a reflexão do aluno 
sobre seus acertos, de fundamental importância para a formação do cidadão. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
17-A avaliação da aprendizagem no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, adota uma estratégia de 
progresso individual e contínuo que favorece o crescimento do educando, preservando a qualidade 
necessária para sua formação escolar, sendo organizada de acordo com as regras comuns a essas duas 
etapas. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
18-O uso de um currículo crítico e transformador possibilita uma prática avaliativa classificatória e 
autoritária. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
19-A função classificatória da avaliação tem o propósito de identificar as causas de repetidas dificuldades 
na aprendizagem. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
20-A avaliação institucional deve ser realizada com base na proposta pedagógica da escola, assim como 
do seu plano de trabalho, de maneira a possibilitar a análise de seus avanços e localizar aspectos que 
merecem reorientação. 
 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
127
 110 
 
 
 
 
 
1-C 
 
11-E 
 
2-E 
 
12-E 
 
3-C 
 
13-E 
 
4-E 
 
14-E 
 
5-C 
 
15-C 
 
6-C 
 
16-E 
 
7-E 
 
17-C 
 
8-E 
 
18-E 
 
9-E 
 
19-E 
 
10-E 
 
20-C 
 
 
 
 
 
 
 
128
 110 
 
 
 
 
Diversos (Adaptadas) 
 
1) O modelo pedagógico difundido por Paulo Freire encontra-se inserido na pedagogia: 
 
a) libertadora 
b) tecnicista 
c) tradicional 
d) libertária 
 
2) sobre a Educação e a Escola no Brasil, Saviani identifica quatro grandes concepções na organização, 
orientação e funcionamento da escola. Assinale a alternativa correta: 
 
a) concepção humanista, tradicional, moderna, analítica e dialética 
b) concepção positivista, humanista, moderna, analítica e dialética 
c) concepção humanista, moderna, analítica, pós- moderna e dialética 
d) concepção humanista, cognitivista, analítica, moderna e dialética 
e) concepção humanista, tradicional, positivista, critico social e analítico. 
 
 
3) A prática do professor está focada na realização pessoal do aluno através de seu próprio esforço, cujos 
conteúdos são acumulados historicamente sem reconstrução ou questionamentos. A aprendizagem se 
dá de forma receptiva, automática, propiciando a memorização. Assim podemos afirmar que esta 
tendência é: 
 
a) tendência pedagógica renovada progressista. 
b) tendência pedagógica progressista libertadora. 
c) tendência pedagógica progressista crítico-social dos conteúdos. 
d) tendência pedagógica renovada não diretiva. 
e) tendência pedagógica liberal tradicional 
 
4) Entre as práticas pedagógicas progressistas, estão as pedagogias: 
 
a) tecnicista, tradicional e crítico-social dos conteúdos. 
b) libertária,tradicional e renovada. 
c) tradicional, tecnicista e renovada. 
d) libertadora, libertária e crítico-social dos conteúdos 
 
 
5) O Movimento dos Pioneiros da Educação Renovada também pode ser chamado de Movimento: 
 
a) renovador da educação pública. 
b) dos intelectuais da educação. 
c) escolanovista. 
d) educacional europeu. 
 
6) De acordo com Saviani (1983), qual a identificação CORRETA da abordagem da ação pedagógica 
centrada no processo e daquela que tem seu centro no produto? 
129
 110 
 
 
a) Freinetiana e Freiriana 
b) Crítica e Reprodutivista. 
c) Escola Nova e Tradicional. 
d) Montessoriana e de Conteúdos. 
 
7) na tendência tradicional, a Pedagogia Liberal se caracteriza por: 
 
a) subordinar a educação à sociedade, tendo como função a preparação de recursos humanos por meio 
da profissionalização. b) valorizar a autoeducação, a experiência direta sobre o meio pela atividade e o 
ensino centrado no aluno e no grupo. 
c) acentuar o ensino humanístico, de cultura geral, através do qual o aluno deve atingir pelo seu próprio 
esforço, sua plena realização. 
d) considerar a educação um processo interno, que parte das necessidades e dos interesses individuais. 
e) focar no aprender a aprender, ou seja, é mais importante o processo de aquisição do sabe 
 
8) A aprendizagem, de acordo com a concepção pedagógica liberal renovadora não diretiva: 
 
a) consiste em modificar as percepções da realidade 
b) baseia-se na motivação e na estimulação de problemas 
c) baseia-se no desempenho do aluno. d) prioriza a resolução de situações-problema a partir de temas 
geradores. 
e) ocorre a partir da interação social, da construção de conhecimento em grupo. 
 
9) confrontar a experiência do aluno com o saber sistematizado constitui método de ensino- 
aprendizagem próprio da concepção pedagógica. 
 
a) liberal tecnicista 
b) progressista histórico-crítica 
c) liberal renovadora progressiva 
d) progressista libertadora 
e) progressista libertária. 
 
10) considerando a tendência pedagógica liberal tecnicista, é falso afirmar que: 
 
a) O tecnicismo educacional ganhou autonomia enquanto tendência pedagógica nos anos 60, inspirada 
na teoria behaviorista da aprendizagem e na abordagem sistêmica do ensino. 
b) A tendência tecnicista está interessada na racionalização do ensino, no uso de meios e técnicas mais 
eficazes, prevalecendo o uso de manuais de caráter instrumental. 
c) Os livros didáticos utilizados nas escolas que adotam essa tendência são elaborados com base na 
tecnologia da instrução. 
d) A tendência tecnicista foi imposta às escolas pelos órgãos oficiais do governo populista, por ser 
compatível com a orientação econômica, política e ideológica vigente nesse período. 
e) No tecnicismo, o professor é um administrador e executor do planejamento, que é organizado com 
objetivos, conteúdos, estratégias e avaliação 
130
 110 
 
 
 
 
 
 
1 - A 
2 - E 
3 - E 
4 - D 
5 - C 
6 - C 
7 - C 
8 - A 
9 - B 
10 - D 
 
 
 
 
 
 
 
131
 110 
 
 
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ROUSSEAU, J.–J. Emílio ou da educação. São Paulo: Difusão Européia do Livro, 1968. p.60-2 apud 
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VIEIRA, A. Os Sermões. São Paulo: Difel, 1968. p.99 apud FIORIN, J. L. & SAVIOLI, F. P. Para 
entender o texto: leitura e redação. 5. ed. São Paulo: Ática, 1992. p.173. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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