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Júlia Figueirêdo – EMERGÊNCIAS 
 
SÍNDROME HISTÉRICA: 
A histeria atualmente é considerada um 
“termo guarda-chuva” para diversos 
transtornos mentais, cujas manifestações 
podem ser exuberantes ou sutis. Nesse 
sentido, os principais diagnósticos 
associados a essa terminologia são: 
 Transtornos dissociativos: a 
dissociação pode ser definida como um 
mecanismo inconsciente de defesa 
(associado a eventos negativos na 
infância) para a supressão de 
comportamentos do restante da atividade 
psíquica, implicando em interrupção de 
funções executivas. O quadro pode ter 
início súbito ou insidioso, com 
evolução transitória ou persistentes; 
 Transtorno de despersonalização: são 
episódios recorrentes de percepção 
alterada de si próprio, como 
experiências “extracorpóreas” ou 
distanciamento das pessoas, observado 
a realidade como se fosse um sonho; 
 Transtorno de sintomas somáticos: é 
marcado por preocupação excessiva 
com a saúde do corpo ou as 
consequências de doenças. Os 
pacientes cursam com queixas crônicas 
e recorrentes, como tontura, xerostomia, 
déficits de memória e fadiga, incapazes 
de serem explicadas por causas 
físicas (ou das manifestações esperadas 
de quadros prévios). Pode haver 
associação com ambiente familiar 
privado de afeto; 
 Transtorno de ansiedade de doença: 
anteriormente conhecido como 
hipocondria, descreve o medo de estar 
doente, mesmo na ausência de 
sintomas. Há ansiedade e preocupação 
persistentes, interpretando sinais 
inócuos como característicos de quadros 
graves; 
 Fuga dissociativa: é caracterizada por 
uma viagem não planejada súbita, que 
pode durar horas ou dias, geralmente 
precipitada por eventos estressantes. 
Também é acompanhada pelo 
estabelecimento de uma nova 
identidade. O paciente apresenta, após 
a recuperação, amnésia para os eventos 
associados à fuga; 
 Amnésia dissociativa: é definida pela 
incapacidade de recordar informações 
de eventos traumáticos, com alta 
incidência em indivíduos expostos a 
guerras, desastres naturas ou a abuso 
sexual na infância; 
 Transtorno de transe dissociativo: 
descreve episódios limitados de 
alteração da identidade usual, 
normalmente associada a entidades 
sobrenaturais (“possessão”); 
 Transtorno dissociativo de identidade: 
é definido pela presença de duas ou 
mais identidades distintas no 
subconscientes, que assumem o 
controle do comportamento do 
paciente. Durante as “transferências” 
pode ocorrer algum grau de perda de 
memória. Essa é uma condição 
crônica, que afeta predominantemente 
mulheres; 
 Transtorno de sintomas neurológicos 
funcionais: previamente classificado 
como transtorno conversivo, é 
marcado por déficits 
motores/sensoriais inexplicáveis que 
aparecem após situações de conflito.

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