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Aula 7 (19/10): Round clínico e profissional (Estudo de caso) (Psicologia Comunitária) 
Aula 8 (25/10): Equipe de trabalho e atuação multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar e Atenção à Crise em Saúde Mental em decorrência do uso radical de álcool e outras drogas. (Livro Clinica Peripatética, cap 4)
Aula 9 (02/11): Sem aula
Aula 10 (09/11): Apresentação dos PTS.
Aula 11 (16/11): Sem aula	
Aula 11 (23/11): Apresentação dos PTS.
Aula 11 (30/11): Apresentação dos PTS.
Aula 16 (07/12): Regimental
Aula (12/06): Vista de Prova
Aula (19/12): Sub
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ESTUDO DE CASO
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A equipe de NASF em visita domiciliar a residência de dona Maria e sua família se deparam com uma situação extrema. Em conversa com Maria são informados que na casa vivem seis pessoas, dessas dois são idosos, o Pai João de quase 100 anos e o irmão Pedro de pouco mais de 65 anos. Pedro, o ultimo idoso foi encontrado em situações deploráveis, estado precaríssimo de higiene e em meio a fezes e mijo deitado em seu colchão que fica próxima ao quarto do pai, fora da casa. O idoso dorme ao relento e os familiares já tentaram fazer com que dormisse dentro de casa, mas as tentativas foram inúteis. Segundo relatos da irmã, Pedro tem algum tipo de problema, ele sempre foi diferente, por vezes até agredido pelos vizinhos ao caminhar nu pelo bairro. O histórico de saúde aponta para déficit intelectual. 
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Maria possui 6 irmãos, mas nenhum deles se comprometeu com qualquer forma de ajuda ou colaboração com os cuidados do irmão ou mesmo do pai. Pedro permanece próximo ao quarto do pai (Paulo), pois sempre pede ao mesmo cigarros. O pai de Pedro sempre foi um homem de muita violência e temido pela família, dessa forma são visíveis as escoriações ao longo de todo rosto e cabeça perpetradas pelo pai de 100 anos. O patriarca da família é pouco sociável e permanece em seu quarto parte considerável do tempo, Maria comenta já ter sido ameaçada e/ou mesmo agredida pelo pai em diversas ocasiões. A neta de João, Camila, é a responsável pela gestão de seus recursos financeiros oriundos do BPC. Pedro não tem nenhuma fonte de renda. 
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Ainda na mesma casa, Maria relata sobre Igor, seu sobrinho que possui movimento bastante difícil. Com frequência cria problemas e situações constrangedoras e conflituosas com os vizinhos. Maria passou a cuidar de Igor após conflitos familiares que Igor possuía com a irmã de Maria e também sua respectiva mãe. Igor, possui 35 anos. Em conversa com a equipe de NASF afirma ter capacidades investigativas, além disso também afirma que os vizinhos vigiam sua casa e rotina. Igor comenta que sic “Parei de tomar os remédios, eles estão saindo do meu corpo, posso sentir”. A relação entre Igor e Pedro é tranquila, mas ambos tem sobrecarregado Maria. 
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E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
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PSICOLOGIA COMUNITÁRIA ORIGENS, FUNDAMENTOS E ÁREAS DE INTERVENÇÃO
Autor: JOSÉ ORNELAS
Professor: Ezio Alves
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PSICOLOGIA COMUNITÁRIA
Surge em meados da década de 60, no decurso de um período de grandes transformações, não somente na área da Saúde Mental, mas também na sociedade em geral. Colocaram-se novas questões relacionadas com os problemas sociais, acrescidas de um ritmo de mudança acelerado e abrangente o que levou a que, metodologias até aí utilizadas para a compreensão dos fenómenos sociais, se tornassem inadequadas
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Rappaport (1977)
Uma abordagem dos problemas comunitários que rejeita a noção de défice, e defende o princípio do ajustamento do indivíduo ao seu meio, da relatividade cultural e da diversidade, que transforma o objectivo da intervenção social no fornecimento de recursos materiais, educacionais e psicológicos de suporte, aos indivíduos e grupos de uma comunidade que assim, podem viver segundo formas diferenciadas da sociedade em geral (pag. 61).
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A PERSPECTIVA DA SAÚDE MENTAL COMUNITÁRIA, SEGUNDO BLOOM (1973)
Pode ser descrita em termos da sua localização (na comunidade), nível de intervenção (numa comunidade global ou grupo específico, por exemplo, área geográfica ou uma população em risco), o tipo de serviços (serviços preventivos) e a forma como são prestados (serviços indirectos, através da consultoria e educação), bem como a sua estratégia (o maior número de indivíduos possível), o tipo de planeamento (focalização em necessidades prevalentes em populações de alto-risco e coordenação de serviços), os seus recursos humanos (utilização de profissionais e não-profissionais como estudantes e pessoas, de alguma forma, ligadas ao grupo-alvo), os processos de decisão (responsabilidade partilhada) e, finalmente as suas concepções etiológicas (realce das causas ambientais das perturbações emocionais).
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PSICOLOGIA COMUNITÁRIA
O termo surge em 1965, no âmbito da Conferência de Swampscott – Boston.
Intervir a nível da Prevenção Primária; 
intervir a nível da comunidade;
intervir numa perspectiva de mudança. 
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Psicologia Comunitária e Ecologia
O estudo de unidades maiores do que os organismos individuais tem vindo a ser o objecto da Ecologia, incluindo populações, comunidades, ecossistemas e a biosfera. Assim, a população pode ser definida como um grupo de indivíduos com semelhanças e a comunidade como uma população numa área determinada; quando esta surge associada ao que é inanimado, ambos constituem o ecossistema e, finalmente, a biosfera refere-se ao ambiente global habitado
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A perspectiva ecológica, segundo Kelly (1987)
Transpõe para a Psicologia, a necessidade da observação dos indivíduos nos seus contextos naturais, propõe a impossibilidade de separação da definição dos problemas, dos métodos de investigação, dos valores subjacentes e o trabalho ou posição do interventor social, pelo que a investigação comunitária é uma intervenção no fluxo contínuo da vida comunitária
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James Kelly
O primeiro, relaciona-se com o facto de os componentes de uma unidade social serem interdependentes.
O segundo princípio, relaciona-se com o carácter cíclico dos Recursos (cycling of Resources) 
O terceiro princípio, é o da Adaptação, que realça a especificidade dos recursos que o meio proporciona e como estes podem facilitar determinados comport
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Silvia Lane (HISTÓRICO E FUNDAMENTOS DA PSICOLOGIA COMUNITÁRIA NO BRASIL)
Na década de 60 surge uma preocupação com a educação popular, com a alfabetização de adultos como instrumento de conscientização - são os trabalhos de Paulo Freire e de outros, dos quais participavam diversos profissionais e, entre eles, psicólogos, sem qualquer preocupação em definir especificidades em termos de áreas de trabalho - eram atividades inerentes à cidadania. 
Essas experiências levam os psicólogos, na década de 70, a desenvolverem atividades em comunidades em termos de educação popular, tendo como meta a conscientização da população.
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Silvia Lane
prevenção da saúde mental, unindo psicólogos, psiquiatras e assistentes sociais 
b) educação popular com a participação de pedagogos, psicólogos, sociólogos e assistentes sociais.
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Experiencias 
Proposta de Pedro de C. Pontual e Paulo Moldes (1981), realizada pelo centro de Educação Popular do Instituto Sedes Sapientiae - SP, 
a importância da organização legítima dos trabalhadores por eles mesmos; a importância do controle pela base dos movimentos populares; a importância do aspecto organizativo como conscientizador dos movimentos; e, o profissional como dinamizador, como animador dos grupos, nunca como liderança. 
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Experiencias
Um outro relato, nesse encontro, referiu-se à utilização do psicodramapedagógico com mulheres na periferia, apresentado por Maria Alice Vassimon (1981:39-45). É colocado como objetivo a educação popular, auxiliando ”o grupo a perceber a sua própria realidade, a sua própria cultura” (Vassimon, 1981:41). O trabalho inicia-se com 60 mulheres ávidas em discutir problemas de seu cotidiano em relação a filhos, maridos, casa, família etc.,e a equipe (também interdisciplinar) preocupa-se, durante dois anos, em ”como tornar o grupo independente, e assumir a própria história e seu próprio caminho” (1981:41). 
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Psicologia Comunitária e a Teoria da Crise
Outro fundamento teórico importante para a Psicologia Comunitária é a denominada Teoria da Crise que pode ser analisada e integrada numa perspectiva comunitária, ao argumentar que as situações de crise surgem em resultado de uma falha na socialização e de dificuldades de resposta às circunstâncias, ou seja, as diferenças de funcionamento entre os indivíduos estão em função dos suportes do meio e da disponibilidade de moderadores para as situações confl
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Psicologia Comunitária e a Teoria da Crise
A origem etimológica da palavra crise, vem do grego e significa decidir e ocorre quando os indivíduos enfrentam obstáculos aos objetivos considerados relevantes, obstáculos esses que parecem ser intransponíveis pela utilização dos métodos comuns de resolução de problemas. A crise é precipitada por qualquer situação que perturbe a adaptação anterior e requer novas respostas, desafiando os indivíduos a alterações súbitas da sua conduta.
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