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Dermatologia (Recuperação Automática)

Notas de dermatologia veterinária: abordagem clínica (determinar padrão, listar diagnósticos diferenciais, exames) e definição de lesões primárias (mácula, mancha, pápula, placa, nódulo, tumor, verrucosidade, abscesso, vesícula, bolha, pústula, petéquias, equimose), diascopia e lesões secundárias (descamação, colarete epidérmico, comedo).

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➔ Na dermatologia, após anamnese completa e exame 
clinico detalhado, o caso deve ser abordado em três 
passos consecutivos: 
 
a) determinar o padrão dermatológico predominante no 
paciente; 
 b) elaborar a lista de diagnósticos diferenciais 
c) fazer os exames complementares 
 
➔ Padrão dermatológico: 
 
Lesão primárias e secundárias 
 
Lesões Primárias: Lesões primárias são aquelas 
advindas diretamente do processo patológico. Não 
são patagnomônicas, mas oferecem informações 
importantes sobre o processo patológico. 
 
Lesão Secundária: as lesões secundárias derivam da 
evolução da lesão primária, do processo patológico ou 
são consequências de traumatismos infligidos à pele 
pelo animal. São bem menos específicas que as 
primárias 
 
LESÕES PRIMÁRIAS: 
 
- Mácula: Área circunscrita, plana e não palpável cor 
distinta a pele ao redor, de até 1cm de diâmetro. 
 
 
Figura 1 - Máculas hiperpigmentadas em lábio de gato com 
lentigo 
 
 
- Mancha: Máculas maiores que 1cm. 
 
 
Figura 2 - Mancha despigmentada em nariz de cão com vitiligo 
(seta) 
 
- Pápula: Lesão sólida circunscrita, elevada, superficial de 
até 1cm de diâmetro. São causados por infiltrados 
inflamatórios na derme. Causas comum: Hipersensibilidade 
e piodermite 
 
Figura 3 - Pápulas em região torácica de cão com foliculite 
 
- Pláca: Lesão sólida superficial, plana, circunscrita e 
elevada, com mais de 1cm de diâmetro. Uma pápula que 
aumentou em duas dimensões. 
DERMATOLOGIA 
Por: Ruan Carvalho 
 
Figura 4 - Placa em abdome de cão 
 
Placa 
- Inchaço: Uma pápula ou placa edematosa e transitória. 
 
Figura 5 - Inchaço, comedos (seta fina) e bolha (seta larga) 
em cão com hipotireoidismo 
 
- Nódulo: Lesão palpável, sólida arredondada ou elíptica com 
profundidade/espessura. Uma pápula que aumentou em 3 
dimensões. uma lesão sólida elevada com mais de 1 cm de 
diâmetro. Geralmente é bem delimitada 
 
Figura 7 – Nódulo em pele 
 
- Tumor: lesão sólida, saliente ou não, com mais de cinco 
centímetros de diâmetro. 
 
 
Tumor em cão 
 
- Verrucosidade: Lesão sólida, exofítica (que cresce para fora 
da superfície da pele), acinzentada, áspera, dura inelástica, 
ocorre pelo aumento da camada córnea. 
 
 
 
 
 
 
 
Abscesso: formação circunscrita de tamanho variável, 
encapsulado, proeminente ou não, contendo líquido 
purulento na pele ou tecidos subjacentes. Há calor, dor e 
flutuação. 
 
Flegmão/flemão: aumento de volume de consistência 
flutuante, não ecapsulado, de tamanho variável, proeminente 
ou não, contendo líquido purulento na pele ou tecido 
subjacentes. Há calor e dor. 
• Significado clínico: infecção por perfuração ou via 
hematógena. 
Hematoma: formação circunscrita de tamanho variável, 
proeminente ou não, decorrente de extravasamento sanguíneo 
na pele ou tecidos subjacentes. 
 
Hematoma em orelha de cão (otohematoma) 
 
 
Eritema: Coloração avermelhada da pele decorrente de 
vasodilatação. O eritema volta à coloração normal quando 
submetido à pressão 
• Significado clínico: geralmente ocorre em dermatopatias 
inflamatórias e, frequentemente, está associado aos quadros 
pruriginosos 
 
 
 
DIASCOPIA - Diferenciação: Hemorrágica X Vascular 
 
Se pressionar a lâmina na região avermelhada da pele e a cor ficar 
‘’branca’’ é vascular, caso contrário é hemorrágico 
 
- Milia: São cistos cheios de queratina dentro ou logo abaixo 
da epiderme, mas sem abertura para a superfície. Milia são 
mais frequentemente associados a um excesso de 
corticosteroides (Iatrogênicos ou naturais) 
 
 
Figura 8 – Milia em região ventral de cão 
 
- Cisto: Cavidade elíptica, fechada, contendo fluido ou material 
semi-sólido. 
 
 
 Figura 9 – Cisto sebáceo em cão 
 
 
Cisto 
 
- Vesícula: Elevação circunscrita de até 1cm de diâmetro, 
contendo fluido seroso. 
 
 
Figura 9 - Vesícula em pele de cão com farmacodermia 
- Bolha: Uma vesícula com mais de 1cm de diâmetro 
 
 
Figura 10 - Inchaço, comedos (seta fina) e bolha (seta larga) em 
cão com hipotireoidismo 
 
- Pústulas: Lesão elevada circunscrita contendo fluido 
purulento. 
 
 
Figura 11 - Pústulas em cão com piodermite 
 
- Petéquia: Área de depósito de sangue ou seus pigmentos, 
com até 1cm de diâmetro; a de coloração arroxeada chama-se 
púrpura. 
 
 
Petéquias em orelhas de cão 
- Equimose: Área de depósito de sangue ou seus pigmentos, 
com mais de 1cm de diâmetro; a de coloração arroxeada 
chama-se púrpura. 
 
 
 
 
LESÕES SECUNDÁRIAS: 
 
Descamação: Perda de células da epiderme que podem estar 
secas ou oleosas. 
 
Figura 12 - Descamação generalizada em cão com leishmaniose 
visceral 
 
Colarete epidérmico: Aro circular de descamação com 
margem de crosta e/ou eritema. Esta lesão é mais 
comumente associada a piodermite superficial 
 
 
Figura 13 - Colarete em cão com piodermite 
 
Colarete epidérmico 
 
Comedo: Oclusão do folículo piloso (poro). Esfoliativo 
Secundária 
 
 
Figura 14 - comedos 
 
Hiperqueratose: espessamento de pele decorrente do aumento 
da camada córnea. 
A pele torna-se áspera, inelástica, dura e de coloração 
acinzentada. Denominada de leucoplasia, quando ocorre em 
mucosas. 
• Significado clínico : processo inflamatório crônico ou região de 
traumas repetidos (calo ou calosidade). Doenças virais (cinomose) 
 
 
 
Urticária e Angiodema: Elevação irregular, de tamanho, 
pruriginosa, resultante de extravasamento de plasma, formando 
um edema dérmico. O angioedema representa uma área de 
edema circunscrito na face, que pode ocorrer no subcutâneo, 
causando tumefação. 
 aumento da espessura, depressível (sinal de Godet), sem 
alterações de coloração, decorrente do extravasamento de 
plasma na derme e/ou hipoderme. 
 Significado clínico: inflamação aguda 
 
 
ANGIOEDMA 
Perdas teciduais: 
 
 
Erosão: Uma escavação da pele limitada à epiderme e que não 
ultrapassa a junção derme-epiderme. 
 
 
Erosão 
 
Úlcera: Cavitação de tamanho e forma irregulares que estende-
se pela derme. 
 
 
 
Figura 15 - Úlcera em lábio superior de cão com Leishmaniose 
Visceral 
 
Crosta: Coleções de exsudatos cutâneos secos de diversas cores. 
Concreção que se forma em área de perda tecidual, decorrente 
do acúmulo de proteínas séricas, eritrócitos, leucócitos e células 
epidérmicas descamadas na superfície da pele. 
 
 
 
Figura 16 
 
 
Escoriação: Abrasão da pele, usualmente de origem superficial e 
traumática. 
 
 
 
Figura 17 - escoriação em face dorsal de pescoço de gato com 
hipersensibilidade alimentar 
 
Fissura: Rachadura na pele definida por paredes de bordas ‘afiadas’. 
 
 
Figura 18 - Fissuras (setas) em pele de cão com demodicose 
 
 
Fissura é uma fenda linear que se estende através da epiderme 
 
Endurecimento: Espessamento palpável da pele. 
 
Cicatriz: Formação de tecido conectivo substituindo tecido 
perdido por doença ou injúria. 
 
 
A cicatriz é um defeito visível que pode estar deprimido de forma 
palpável e composto por tecido fibroso que substitui a pele 
normal. 
 
Atrofia: Afinamento ou depressão da pele, devido à redução do 
tecido subjacente. 
 
Liquenificação: Área difusa de espessamento da pele, com 
resultante aumento das linhas e marcas cutâneas. Associada á 
irritação crônica e a fricção aplicada na pele por coçar. 
 
 
 
 
 
 
Escara ou úlcera de decúbito: área com perda tecidual, 
decorrente de necrose tecidual. Ocorre, comumente, em 
situações de decúbito prolongado em que há pressão de uma 
determinada área, com diminuição da irrigação 
 
 
 
 
Fístulas: canal com pertuito na pele que drena foco de 
supuração ou necrose e elimina material purulento ou 
sanguinolento. 
Significado clínico: presença de foco infeccioso ou corpo 
estranho em tecidos subjacentes. 
 
 
FÍSTULA 
 
 
- Alopecia: A alopecia é uma diminuição ou perda visível da 
pelagem. A alopecia secundáriapode resultar da remoção 
manual do cabelo por coçar. 
Alopecia é uma denominação genérica para diminuição do 
número absoluto de folículos pilosos em uma área de superfície 
corporal ou diminuição do comprimento (tamanho) dos pelos, 
com ou sem diminuição do número de folículos pilosos 
 
 • Hipotricose – denominação específica para perda parcial dos 
folículos pilosos 
 • Tonsura - denominação específica para diminuição do 
comprimento dos folículos pilosos, decorrente de fratura 
 
 
 
 
 
 
Hiperpigmentação: Escurecimento da pele. 
(Melanodermia) 
 
 
Hiperpigmentação em região peitoral da pele 
 
- Alopecia: A alopecia é uma diminuição ou perda visível 
da pelagem. A alopecia secundária pode resultar da 
remoção manual do cabelo por coçar. 
 
 
 
 
EXAMES COMPLEMENTARES E TESTES DIAGNÓSTICOS 
 
 
Com a lista de diagnósticos diferenciais em mãos, 
faz-se necessário priorizar as possíveis doenças, 
embasadas na história, apresentação clínica e 
predisposições raciais. 
 
O quadro serve de guia para a confecção de um 
banco de dados mínimo, visto que apresenta os 
padrões já descritos, bem como sugere os 
próximos passos a serem tomados em direção ao 
diagnóstico definitivo 
 
 
 
 
 
Exames complementares: 
 
- Tricograma: O tricograma é utilizado para avaliação das 
pontas, hastes e raízes dos pelos o que permite a identificação 
da fase de crescimento, defeitos na pigmentação e, em alguns 
casos, infecções por fungos. O exame é simples e consiste na 
remoção dos pelos, sem provocar a quebra ou corte, com uma 
pinça hemostática, aplicação em uma lâmina com óleo 
mineral, coberta com lamínula e visualização no microscópio 
óptico em aumentos de 4-10x6. 
 
A avaliação da ponta dos pelos permite diferenciar a queda de 
pelo por prurido daquela não traumática, particularmente útil 
em pacientes felinos que apresentam o hábito de se lamber, 
uma vez que o prurido provoca a quebra da extremidade do 
pelo. 
 
O exame da haste do pelo permite a identificação de falhas na 
pigmentação que podem sugerir alopecia por displasia 
folicular do pelo preto ou por diluição de cor. A identificação 
de dermatófitos e ovos de ectoparasitas é possível, no 
entanto, a sensibilidade, do tricograma, é extremamente 
baixa. 
 
 
 
 
As raízes podem ser examinadas para a caracterização 
do ciclo de renovação do folículo piloso. Normalmente, 
a maioria das raças de cães e gatos apresenta maior 
número de pelos no estágio telógeno. 
 
 
tricograma 
 
(A) Fase anágena (crescimento) do pelo de um gato. 
Observe que a extremidade do bulbo é arredondada, 
pigmentada e dobrada para um lado. (B) Fase catágena do 
pelo de um cão. O bulbo é intermediário entre as formas 
anágena e telógena. (C) Fase telógena (queda) do pelo de 
um gato. Extremidades proximais de ambos os bulbos, 
pelos primários (grandes) e secundários (pequenos), são 
pontiagudos e não têm pigmento. 
TRICOGRAMA 
 
Raspados cutâneos (Pesquisa direta de sarnas e 
fungos): 
 
A pesquisa direta de sarnas e fungos compreende o exame 
complementar mais utilizado na dermatologia veterinária. A 
técnica é simples, de baixo custo e extremamente útil, sendo 
utilizada no diagnóstico e acompanhamento terapêutico de 
sarna demodécica, sarna sarcóptica e dermatofitose. A 
profundidade do raspado deve ser adaptada para a doença em 
questão, mas os locais de escolha são as áreas onde a pele se 
encontra anormal, eritematosa e/ou onde há presença de 
pápulas, pústulas, comedos, descamação e alopecia. 
 
Caso existem dúvidas, o clínico realiza antes os raspados 
superficiais e posteriormente o raspado profundo. 
 
 
 
Materiais: 
 
 
Raspado de pele para Demodicose e Escabiose: 
 
 
Raspado 
cutâneo 
Raspado tem que 
ser feito em áreas 
de lesões 
primárias 
Baixo 
custo
Ótima 
sensibilidade 
quando feito 
corretamente 
Exame de 
predileção 
Técninca 
simples 
Diagnóstico de: 
Sarna 
demodécica, 
sarcoóptica e 
dermatofitoses 
técnica consiste no corte dos pelos mais longos 
da área afetada (quando necessário)
seguida de aplicação de óleo mineral na pele 
ou na lâmina de bisturi 
raspagem no sentido do crescimento dos pelos 
para a coleta de material
O material coletado deve ser colocado em lâmina 
de vidro seguida de homogeneização, cobertura 
com lamínula e exame direto ao microscópio
 
Raspado de pele 
 
O raspado superficial é utilizado em duas afecções 
contagiosas importantes, caracterizadas por prurido 
extremo e pele eritematosa e com formação de crostas, 
que são a escabiose canina causada pelo Sarcoptes scabiei 
(var canis) e a infecção em felinos pelo Notoedres cati. 
Como tais ácaros infectam apenas a camada superficial da 
pele, e migram por ela, determinando a formação de 
túneis, a preocupação no momento da coleta consiste em 
raspar áreas mais amplas de pele que fazer o raspado 
profundo, não sendo necessário o sangramento capilar. Os 
raspados devem ser múltiplos e as áreas de escolha são as 
bordas dos pavilhões auditivos, a pele glabra da região 
abdominal e aquela que recobre as articulações úmero-
radio-ulnar e tíbio-társica (Imagem abaixo) 
 
 
Locais preferencias dos raspados 
 
 
O encontro de um único ácaro tem valor diagnóstico, 
bem como o encontro de peletes fecais castanho-
escuros do ácaro!! 
 
resultados negativos não eliminam a doença da lista de 
diagnósticos diferenciais!! 
 
 
Raspado de pele Profundo: 
 
Na suspeita de demodicose a pele deve ser 
fortemente comprimida entre os dedos para facilitar 
a extrusão dos ácaros do interior do folículo e os 
raspados devem ser profundos, até que se observe 
sangramento capilar, e realizado em 
aproximadamente cinco locais. 
 
Raspado de pele para dermatofitoses: 
 
Deve-se colher o material raspando a pele limpa com 
álcool, após cortar os pelos, se necessário. O raspado 
deve ser feito de forma bastante superficial e 
delicada, pois a contaminação com sangue ou 
exsudatos pode comprometer os resultados, 
especialmente o da cultura. 
O material obtido deve conter pelos, fraturados ou 
íntegros, obtidos das bordas das lesões alopécicas, 
descamação e crostas e deve ser colocado em 
frascos de boca rosqueada, mas a tampa não deve 
ser apertada, pois a falta de oxigênio pode extinguir 
os dermatófitos da amostra, levando à resultados 
falso-negativos. 
A colocação da amostra entre duas lâminas, unidas 
por fita adesiva apenas nas pontas ou ainda, em 
envelopes de papel são também formas aceitáveis 
de armazenamento 
 
 
Amostra de raspado entre duas lâminas unidas por fita 
Cultura fúngica: 
 
A cultura fúngica, seguida da identificação das 
macroconídeas é o melhor meio de diagnóstico das 
dermatofitoses. O meio de cultura mais apropriado 
para crescimento e identificação dos dermatófitos é 
o DTM. Tal meio muda sua cor de amarelo claro para 
vermelho quando torna-se alcalino, o que acontece 
em fase precoce de crescimento dos dermatófitos, 
por vezes antes do crescimento da cultura. 
Após o crescimento da cultura, faz-se necessário o 
exame microscópico das macroconídeas, para a 
confirmação da presença dos dermatófitos 
patogênicos, identificação de gênero e espécie, o 
que auxilia na identificação das fontes de infecção. 
 
 
Meio de cultura negativo(amarelo) e positivo(vermelho) 
 
 
Citologia da pele e do ouvido: 
 
O exame citológico da pele ou da secreção auricular 
objetiva a avaliação e estudo morfológico de células 
das camadas superficiais da pele, bem como a 
identificação de micro-organismos, como bactérias, 
leveduras e protozoários. Este é um exame de fácil 
execução e baixo custo, que fornece informações 
muito importantes sobre a pele e ouvido do paciente 
e, não raramente, pode definir o diagnóstico e o 
melhor tratamento a ser instituído. Desta forma, a 
citologia deve ser empregada em uma grande 
variedade de afecções, sejam pruriginosas, pustulares,crostosas, nodulares, em placas, descamativas ou com 
alopecia. 
 
 
 
 
Técnica de aposição (imprint/impressão): 
 
utilizado nos pacientes com pele descamativa, oleosa 
ou úmida. A lâmina de vidro pode ser friccionada ou 
comprimida diretamente sobre a pele. 
 
 
Impressão da lâmina na área de lesão 
 
Esfregaço da lâmina com o material obtido da técnica 
de imprint 
 
 
Tecnicas 
citológicas 
SWABS
Tecnincas de 
aposião 
(Imprint/imp
ressão)
Aspiração 
por agulha 
fina 
escarificação
 
Aspiração por agulha fina: 
 
muito utilizada para obtenção de amostras de 
nódulos, cistos, massas e placas. Devem-se utilizar 
seringas de três a 10 ml e agulhas de 18, 20 ou 22 
gauges. A lesão é firmemente segura, a agulha é 
inserida e a aspiração é feita, até 10 vezes se possível. 
O êmbolo da seringa é solto para liberar a pressão e a 
seringa e a agulha são retiradas do nódulo. Não se 
deve empurrar o êmbolo. 
A agulha é removida, o êmbolo é puxado, a agulha é 
recolocada e o material é depositado na lâmina de 
vidro e espalhado com outra lâmina (confeccionando-
se a lâmina como um esfregaço ou “squash”) ou com 
pincel antes de ser corado. 
 
 
 
 
Escarificação: 
É a técnica de escolha para a coleta de amostras 
quando existem crostas, vesículas ou descamações do 
estrato córneo. A pele afetada é exposta e a superfície 
raspada superficial e delicadamente com uma lâmina 
de bisturi. Os debris são transferidos para a lâmina de 
vidro e espalhados uniformemente, com o uso de 
outra lâmina ou pincel. 
 
 
Swab/ As hastes de algodão: 
Comumente utilizadas para coleta de amostras do 
conduto auditivo, lesões interdigitais ou mesmo 
lesões com superfícies crostosas secas. Para obten- 
ção do material de conduto auditivo, o “swab” é 
inserido no meato acústico externo, à cerca do terço 
médio do canal horizontal, rotacionado e retirado 
contendo secreção que é transferida para a lâmina 
de vidro, rolando-se o “swab”. Se a região estiver 
seca, pode-se umedecer a haste de algodão com 
solução salina antes da coleta de material. 
Independentemente da forma de obtenção do 
material, a coloração mais comumente utilizada para 
citologia dermatológica é do tipo Romanowski, com 
destaque para o Panóptico rápido, sendo a lâmina 
examinada em aumento de 1000x (objetiva de 
imersão). 
 
 
Confecção de lâmina com material coletado do swab 
 
Biopsia e histopatologia: 
Na prática dermatológica a anamnese, exame físico 
do animal e os exames laboratoriais de triagem 
(citologia, pesquisa pa- rasitológica do raspado 
cutâneo, tricografia, micológico direto) são 
essenciais para a pesquisa diagnóstica. No entanto, 
não raramente esses procedimentos são 
insuficientes para estabelecer o diagnóstico 
definitivo ou mesmo auxiliar o clínico diante de 
quadros preocupantes ou sem resposta terapêutica 
inicial adequada. Nestes casos, é necessário avançar 
nas técnicas diagnósticas, utilizando-se do exame 
histopatológico da pele. 
No entanto, não é apenas a habilidade do 
dermatopatologista o único fator necessário para o 
sucesso do exame histopatológico da pele. De igual 
importância está a capacidade do clínico em realizar 
adequadamente o procedimento de biópsia, reconhecer 
as lesões que mais representam o processo patológico e 
manusear corretamente os fragmentos biopsiados. 
A amostra coletada deve ser submetida ao laboratório 
com a solicitação do exame, constando da história clínica, 
exame físico, tratamentos realizados, resultados e as 
suspeitas clínicas. Fotos do animal e das lesões 
dermatológicas também são úteis e devem ser enviadas 
sempre que possível. Para que o resultado do exame 
possa ser maximizado é importante existir integração en- 
tusiástica e respeitosa entre o clínico e o patologista 
responsável. 
 
Quando Biopsiar? 
Orienta-se que as principais indicações para a biópsia 
e exame histopatológico sejam: lesões suspeitas de 
serem neoplásicas, ulcerações crônicas (podem ser 
neoplásicas), dermatoses de aparência grave e 
desfigurantes (dermatoses bolhosas, ulcerativas e 
necrosantes multifocais a generalizadas) e as 
dermatoses que necessitam de exame histopatológico 
para diagnóstico (displasias anexiais, adenite sebácea, 
doenças imunomediadas, algumas dermatoses 
nutricionais). A glicocorticoterapia deve ser 
interrompida no mínimo de duas a três semanas antes 
da 
 biópsia, devido às alterações histológicas decorrentes 
desses fármacos. Se existir processo piogênico, 
convém tratar a condição com antibióticos antes do 
procedimento de biópsia. Tal conduta aumenta a 
chance do reconhecimento da enfermidade de base 
que causam as piodermites. 
Qual o local que deve ser biopsiado? 
De preferência, a biópsia deve ser obtida de lesões 
primárias (mácula, mancha, pústula, vesícula, bolha, 
nódulo, descamação, comedos, alopecia e 
discromias). Estas lesões são as mais representativas 
 
 para o diagnóstico, pois evoluem do processo 
patológico principal. As lesões secundárias, que 
evoluem das lesões primárias, da ação traumática, 
exsudação ou medicação, são consideradas em 
segundo plano, mas também podem ser muito úteis 
para o diagnóstico (ex: crostas). 
O local ideal para a biópsia varia com a natureza da 
doença. Na maioria dos casos é mais informativo o 
exame histológico de uma lesão ”madura” ao invés da 
lesão muito jovem ou antiga. Nas lesões vésico-
bolhosas é preferível buscar uma nova. Nas lesões 
mais antigas pode já ter ocorrido re-epitelização, 
deslocando para as porções superiores da epiderme a 
posição inicial da clivagem, como também é mais 
provável que se instale o processo inflamatório 
secundário à infecção. Note que as lesões pustulosas 
e vésico-bolhosas, em cães e gatos, são, em geral, 
muito frágeis e rompem-se facilmente, com o mínimo 
trauma, devendo ser prontamente biopsiadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
 
- Histórico: Identificação do animal, idade do animal, 
espécie/raça e antecedentes 
 
 Importante a identificação, idade e raça porque 
existem doenças que acometem mais uma 
raça/espécie que outra ou durante mais um período 
da vida do animal 
 
 
- Início do quadro: Tem que perguntar como eram as 
lesões no início dos sintomas caso o paciente demore 
muito tempo a ir ao veterinário porque 
provavelmente as lesões primárias podem não existir 
mais 
 
- Sinais clínicos: Lesões dermatológicas 
- Importante porque existem sinais clínicos que, 
apesar de não serem patognomônicas, podem te 
direcionar para uma lista de diagnóstico e excluir 
outras. 
Ou a ordem em que os sinais aparecem, como por 
exemplo se o prurido é a o primeiro sinal clínico que 
aparece no paciente, podemos pensar em doenças 
imuno-mediadas e de hipersensibilidade 
 
- Outros órgãos: Sinais sistémicos 
 
É necessário fazer uma avaliação geral no paciente 
porque sinais clínicos de outros sistemas podem 
refletir na pele e gerar lesões, como no caso das 
endocrinopatias 
 
- Contactantes: Animais e humanos 
 
Necessário saber se o animal possui outros 
contactante e se esses contactantes estão 
apresentando alguma sintomatologia (tanto humanos 
quanto animais) 
 
- Ambiente e manejo: Cidades frequentadas 
 
Existem cidades que tem incidência de algum agente 
em que outra cidade não tenha. Ex: leishmania 
 
- Terapias utilizadas e resultados: 
 
Se vocês esta suspeitando de uma doença fúngica, 
mas o animal já foi tratado com um antifúngico, a 
primeira coisa que se deve fazer é conferir a base do 
medicamento, se a dose foi calculado corretamente e 
se o tratamento foi realizado pelo tempo certo 
 
 
Para a realização da biopsia se deve fazer a 
realização de anestesia local a depender da 
técnica empregada 
O material coletado deve ser colocado em uma 
substância fixadora. A solução de formalina a 
10% é ainda o fixador que melhor preserva as 
estruturascelulares e é o agente mais utilizado 
na medicina veterinária. 
 
INSPEÇÃO DIRETA: 
 
-Iluminação: Necessário ter uma iluminação muito 
boa 
 
- Necessário fazer a avaliação e verificar se a 
alteração é na pele e/ou no pelo 
 
- Classificação das lesões : 
 
Quanto a distribuição: Localizada, disseminada e 
generalizada 
 
Diferença entre disseminada e generalizada: A 
lesão disseminada ela ocorre a partir de uma lesão 
localizada e se espalha pelo corpo, já a lesão 
generalizada ela já começa com vários focos de 
lesão 
 
Localizada: 
 
 
Disseminada: 
 
 
 
 
 
Generalizada: 
 
 
Quanto a topografia: Simétricas ou assimétricas 
 
Simétricas: Se existe uma lesão que acomete o 
lado esquerdo e direito de formar simétricas, 
provavelmente é uma endocrinopatia, porque as 
outras dermatopatias são assimétricas 
Assimétricas: Atingem o lado direito e esquerdo 
de forma aleatória e assimétrica. Ocorrem na 
maiorias das doenças dermatológicas 
 
 
 
Lesão simétrica 
 
 
DISTRIBUIÇÃO/TOPOGRAFIA 
 
 
Classificação das lesões quanto a profundidade: 
 
De superfície: Quando acomete as camadas mais externas da 
epiderme na região dos queratinócitos 
 
- Superficial: Quando acomete a epiderme 
 
- Profunda: Ultrapassa a membrana basal 
 
 
 
A membrana basal é a camada que vai lanças as célula 
para fazer a reepitelização da pele, caso ocorre uma lesão 
na membrana basal, vai ocorrer a proliferação de tecido 
conjuntivo e gerar uma cicatriz 
 
 
 
 
 
- FISIOLOGIA DA PELE: 
 
- Principais funções: Proteção contra perdas 
líquidas; Proteção contra lesões externas químicas, 
físicas ou microbiológicas; Produção de estruturas 
queratinizadas (pelos, unhas e a camada córnea); 
Termorregulação; Imunorregulação; Secreção 
glandular (sebácea e sudorípara) 
 
- Epiderme: Formada pelas células que são 
produzidas pelo estrato basal que vão se 
multiplicando e sofrendo maturação e formando o 
estrato espinhoso, estrato granuloso até o estrato 
córneo que é a fase onde perdem o núcleo 
 
 
 
- A camada germinativa da epiderme é a membrana 
basal e ela vai ser sempre requisitada quando houver 
a necessidade de ter reepitelização da epiderme 
 
- Existem situações em que percebemos que o 
estrato córneo está tendo uma hiper proliferação, 
como por exemplo quando os pacientes estão tendo 
um quadro de seborreia, que é um estimulo para que 
a última cada se descame, formando a caspa 
 
- O carcinoma espino celular estar relacionado a 
camada espinhosa da epiderme 
- O carcinoma de células basais é um tipo de neoplasia 
relacionado a camada basal da epiderme 
 
- As duas neoplasias citadas anteriormente são 
neoplasias malignas e no caso dos gatos os carcinomas 
de células escamosas são altamente frequentes, 
sobretudo em gatos de pele branca. Ainda que sejam 
malignos, tem uma capacidade de metástase muito 
baixa 
 
- Essas duas neoplasias o tratamento é cirúrgico com a 
retirada da neoplasia com margem de segurança de no 
mínimo 2cm em todas as direções. Porém, muitas vezes 
é complicado conseguir essa margem de segurança por 
que essas neoplasias ocorrem com mais frequência na 
face 
- Se a margem de segurança não for respeitada, pode 
ocorrer recidiva do quadro 
 
- No caso dos cães, na pele, as neoplasias mais 
importantes são os mastocitomas 
 
- 30% da demanda de proteína é requerida para pele e 
para os pelos, então é preciso que ocorra uma nutrição 
adequada do paciente. Quando o animal está 
desnutrido e com uma dieta pobre, seus pelos vão ser 
opacos, quebradiços e com bastante queda de pelo. 
 
- Existe também um controle hormonal que vai auxiliar 
no crescimento do pelo, como por exemplo os 
hormônios tireoidianos, os corticoides endógenos e 
exógenos, melatonina. Por isso que nas 
endocrinopatias podemos ter como manifestações 
clínicas a alopecia 
 
- DERMATOPATIAS: 
 
-Casuística de 40% em clínica (MUUUITA COISA) 
 
- Porque tão incidente? 
1º) A pele é um órgão externo e o maior deles 
2º) Lesões de fácil visualização pelo tutor 
- O diagnóstico e o tratamento de muitas 
dermatopatias são desafiadores e as vezes não tem 
cura, somente controle 
- A maior parte das dermatopatias bacterianas 
primárias que ocorrem nos cães ocorrem por uma 
imunodeficiência do próprio animal de responder 
aquela bactéria 
- É importante durante o exame clínico saber sobre 
os antecedentes do paciente porque a demodicose é 
uma sarna que, embora o animal não nasça com ela, 
o animal pode se infectar com ela quando encostar o 
focinho na mãe para se amamentar. E de forma 
geral, quando o animal tem imunidade boa, ele faz 
um controle da demodicose e o ácaro não se 
prolifera, mas vai permanecer na microbiota da pele 
sem causar lesão, só vai causar lesão se o animal 
tiver uma queda na imunidade, ai ele vai passar a 
apresentar os sinais clínicos da demodicose, que é a 
manifestação clínica do demodex 
- O prurido é um dos sinais mais importante na 
dermatopatia, ainda que 90% das dermatopatias 
causem prurido, tem algumas que causam antes de 
qualquer outro tipo de lesão como por exemplo as 
imunomediadas e as de hipersensibilidade que a 
primeira manifestação clínica é o prurido. Caso o 
prurido vier depois, pensar em outros diagnósticos 
 
DERMATOPATIAS BACTERIANAS 
 
- A microbiota da pele é composta por bactérias 
residentes e que por algum fator que ocorra um 
descontrole na proteção da pele, esses 
microrganismos começam a se multiplicar de 
maneira exacerbada 
-Existe um sistema de proteção na pele, tanto 
celular quanto humoral, que faz a proteção da pele 
e impede a proliferação exacerbada dessas 
bactérias. Porém, diante de algumas situações a 
um descontrole nesses mecanismos de defesa e 
alguns microrganismos (principalmente o 
Staphylococcus pseudointermedius) começam a se 
multiplicar de maneira exacerbada e essa 
 
 proliferação exacerbada vai resultar em lesão 
dermatológica 
 
- Importante ressaltar que mais de 90% das 
dermatopatias que temos em cães e gatos possuem 
infecção bacteriana secundária. E quem são os 
agentes causadores da infecção secundárias? Segue a 
lista abaixo 
 
 
MICROBIOTA RESIDENTE NA PELE CANINA 
 
 
 
A microbiota transitória é capaz também de se 
multiplicar, mas normalmente não estão presentes, 
mas podem infectar, se multiplicar e causar lesões 
dermatológicas 
 
 
Na pele dos felinos nos temos o Micrococcus como o 
principal agente e o Staphylococcus coagulasenegative 
que também causa bastante lesões 
 
 
 
- Staphylococcus pseudointermedius como principal 
agente no cão e temos que saber o agente porque 
quando formos iniciar um tratamento, temos que saber 
quais bases agem sobre esse agente 
 
- SÓ SE UTILIZA ANTIBIOTICO SISTÉMICOS EM 
PIODERMITES PROFUNDAS E NESSES CASOS SE 
ASSOCIAM O ANTIBIOTICOS SISTEMICO E TÓPICO. 
QUANDO ESTÃO SUPERFICIAIS, DEVE-SE FAZER A 
UTULIZAÇÃO APENAS DE ANTIBIOTICOS TÓPICOS 
 
- Como foi descrito anteriormente, as dermatopatias 
bacterianas, normalmente, não acometem os cães e 
gatos de forma primária, quando ela ocorre de maneira 
primária ela está relacionada a uma imunodeficiência 
primária, ou seja, o animal não conseguiu desenvolver 
uma imunidade celular ou humoral 
 
 
 
- Ou então o animal desenvolve as dermatopatias 
bacterianas quando tem alguma imunodeficiência 
adquirida, como por exemplo um quadro endócrino de 
hipotireoidismo ou hiperadreno ou em tratamento com 
quimiotaerápicos que faz com que a imunidade do 
paciente caia e ele desenvolva as dermatopatias 
 
 
 
- A maior parte das dermatopatias bacterianas são 
através de infecção secundária, então qualquer lesão 
ou escoriação que leve a ruptura do mecanismo de 
defesa da pele é suficiente para que as bactérias 
comecem a se proliferar ali. Então absolutamente 
qualquer coisa pode desenvolver umadermatopatia 
bacteriana secundária, porque as bactérias estão ali na 
pele só esperando uma oportunidade para se proliferar 
 
- É NECESSÁRIO DETERMINAR A CAUSA PRIMÁRIA 
 
- Caso seja por uma imunodeficiência primária ou 
adquirida, vai ser muito difícil tratar esse paciente 
porque ele vai ter infecções recorrentes e quadros de 
infecções profundas como uma furunculose 
 
- Normalmente o sinônimo para as dermatopatias 
bacterianas é PIODERMITE BACTERIANAS 
 
- A distribuição das lesões bacterianas é assimétrica e o 
prurido vai depender do grau de inflamação local 
 
 
 
 
 
 
 
As piodermites elas podem receber uma classificação 
com base na localização delas na pele e podem ser 
classificadas em piodermites de superfície que são mais 
externas, como por exemplo as pústulas que são 
delimitadas pelo extrato córneo, que é a última camada 
de queratina na pele. Temos as superficiais que chegam 
na epiderme e as profundas que chegam na derme e 
podem ir para o subcutâneo como é no caso das 
celulites 
 
-Quanto mais externa é a pioderma, mais tranquilo ele 
é em relação à sinais clínicos e tratamento. Quanto mais 
profundo mais grave para o animal e mais incisivo vai 
ser o tratamento 
 
 
 
 
PIODERMITES DE SUPERFICIES: 
 
- Na classificação das piodermites de superfície inclui-se: 
 
• Dermatite piotraumática 
• intertrigo 
• síndrome de supercrescimento bacteriano 
Dermatite Pio traumática ou Dermatite úmida aguda: 
 A dermatite piotraumática ou dermatite úmida aguda tem 
início abrupto e é causado pelo autotraumatismo no ato de 
coçar (lambedura, mordedura ou roçadura) devido à alguma 
doença de base pruriginosa. 
- SINAIS CLÍNICOS: Geralmente encontra-se uma lesão única, 
alopécica, erodida ou ulcerada, de aspecto úmido e 
coloração amarelada e até brilhante, altamente pruriginosa 
e por vezes dolorida, podendo ter localizações variadas. 
-As doenças de base podem ser ectoparasitoses, alergopatias 
cutâneas, afecções de glândulas adanais, otites externas, 
psicodermatoses e até doenças músculo-esqueléticas que 
causem dor e lambedura local 
- DIAGNÓSTICO: Essencialmente clínico com anamnese e 
exame físico e dermatológico detalhados. Porém, as vezes é 
necessário descartar diagnósticos diferenciais tendo que 
abrir mão de exames complementares como citológico, 
histopatologia,, cultura e antibiograma 
- TRATAMENTO: O mais importante é conduzir um 
planejamento diagnóstico eficaz para caracterizar a doença 
de base, pois só assim evita-se falhas terapêuticas e/ou 
recorrência do quadro de piodermite. Além disso, alguns 
fatores como extensão e gravidade das lesões, 
temperamento do paciente, tipo de pelagem, ambiente 
onde vive e o comprometimento do proprietário com o 
tratamento prescrito, são essenciais para o sucesso da 
terapia 
- A terapia tópica é a escolha de eleição com a utilização de 
shampoos a base de clorexidina com uma concentração 
maior que 2% para ter uma ação de secar a pele, deixando 
agir por no mínimo 5 minutos e depois realizando o enxague 
- Colar elisabetano 
 
 
Intertrigo ou dermatite das dobras cutâneas: 
O intertrigo ou dermatite das dobras cutâneas ocorre em 
animais de raças que possuem excesso de pele como Shar 
pei, Bulldog Francês, Bulldog Inglês, Pug, entre outras, em 
locais de dobras cutâneas como face, base de cauda e 
região perivulvar. Devido à falta de ventilação e/ou higiene 
adequada destes locais, há proliferação bacteriana e 
fúngica, causando eritema, mau odor, untuosidade e 
exsudato esbranquiçado. Em casos mais graves podem 
ocorrer erosões, úlceras e dor 
Diagnóstico: Clínico com anamnese e exame físico e 
dermatológico detalhados 
 
Síndrome de supercrescimento bacteriano (SCB): 
A síndrome de supercrescimento bacteriano (SCB) é uma 
afecção secundária a uma doença de base, geralmente 
alergopatias cutâneas, caracterizada por eritema difuso, 
descamação, exsudato untuoso e queratoseborreico, 
lignificação, hiperqueratose, odor forte, escoriações e 
alopecia. Geralmente acomete a região ventral, 
principalmente regiões axilar e inguinal, mas também pode 
acometer região interdigital e pinas. Por assemelhar-se 
clinicamente à malasseziose, deve-se realizar exame 
citológico das lesões, onde evidencia-se um excessivo 
número de cocos extracelulares e baixo número 
 de neutrófilos. Lesões típicas de piodermite superficial como 
pápulas, pústulas, colarinhos epidérmicos e crostas estão 
ausentes, pois as bactérias não estão infiltradas na 
epiderme, apenas em sua superfície. Devido a isso, alguns 
autores não a consideram como uma forma de piodermite 
- IMPETIGO: 
 
O impetigo ocorre principalmente em cães jovens menores 
de 12 meses de idade, e é caracterizado por pústulas 
epidérmicas sem envolvimento folicular, pápulas 
eritematosas, crostas melicéricas e colarinhos epidérmicos. 
As lesões predominam na região abdominal meso e 
hipogástrica, podendo se estender para região axilar e face 
interna dos membros pélvicos. O prurido é discreto ou 
inexistente. Geralmente é secundário a uma doença de 
base, sendo que em filhotes deve-se investigar 
endoparasitoses, deficiências nutricionais e doenças virais 
como cinomose 
 
A característica do impetigo é que tenham lesões de 
duração pequena sem que tenhamos que fazer 
intervenções medicamentosas 
 
Tratamento: 
 
- Tratamento tópico com a utilização de shampoo a 
base de clorexidina a 2% e melhorar a imunidade do 
animal 
 
- ACNE FELINA/PIODERMITE 
MENTONIANA/FOLICULITE MENTONIANA 
 
A acne felina é uma doença de pele bem reconhecida no 
gato. A teoria atual sobre a etiologia e patogênese 
sugere um distúrbio de queratinização que é 
comumente complicado por uma infecção bacteriana 
secundária. O tratamento recomendado são xampus 
tópicos anti-seborreicos em gatos com doença leve e 
antibióticos sistêmicos concomitantes e/ou 
corticosteróides em gatos com doença grave. 
 
A incidência de acne felina na literatura varia de 
“incomum” a “comum”. em contraste com a acne 
humana, a acne felina não está confinada à 
adolescência. 
 A literatura atual descreve a acne felina como um 
distúrbio de queratinização, ocorrendo então infecções 
bacterianas secundárias. Isso é baseado no achado 
histopatológico precoce no processo da doença de 
acúmulos de queratina no infundíbulo folicular inferior 
e o achado clínico subsequente de cilindros foliculares. 
Embora a queratinização folicular anormal tenha sido 
implicada na acne humana, a extrapolação como 
etiologia da acne felina pode não ser válida. 
Ocasionalmente, dermatofitose, demodicose, infecção 
por Malassezia pachydermatis e granulomas 
eosinofílicos podem mimetizar/causar/estar 
relacionados aos sinais clínicos da acne felina. 
 
 
 
 
 Inicialmente, são encontrados comedões e cilindros 
foliculares, geralmente no queixo, mas ocasionalmente 
também nos lábios. Pápulas, pústulas, nódulos, fístulas, 
inflamação e linfadenopatia regional podem ser 
encontrados se a doença progride. O prurido é relatado 
como incomum, a menos que uma infecção grave esteja 
presente. 
 O diagnóstico é feito mais comumente com base nos 
sinais clínicos. 
 Os achados histológicos relatados são variáveis, 
mostrando folículos pilosos hiperceratóticos dilatados com 
ou sem pustulose folicular nas lesões iniciais, com 
progressão para furunculose, inflamação 
piogranulomatosa e adenite sebácea. Bactérias isoladas da 
acne felina têm sido estafilococos, estreptococos 
Pasteurella multocida 
 
- Tratamento: Além do tratamento tópico com shampoos, 
em estudos atuais a pomada de mupirocina apresentou 
ótimos resultados 
 
- AIE NÃO SE DEVE UTILIZAR EM CASOS DE BACTERIAS 
PORQUE ELES INDUZEM UMA MAIOR PROLIFERAÇÃO 
 
Furunculo/Abscessos: 
 
A foliculite é uma infecção do folículo piloso —ela atinge 
a parte mais superficial da pele. O furúnculo é uma 
foliculite que avança—é mais profundo e alcança a 
derme 
O material que é drenado de dentro do abscesso é um 
material importantíssimo para se fazer a coleta e 
cultura, diferente do tumor, que a parte flutuante não é 
interessante para a coleta 
 
- É necessário deixar um dreno no abscesso para que ele 
não feche e continue a acumular material 
 
- É recomendado fazer a introdução de uma sonda 
urinária, preparar uma solução de povidina tópico a 1% 
e realizar a lavagem até a coloração do material sair 
quase que translucido 
 
-Associado a lavagem, se o animal está em um quadro 
de furunculose, tem que entrar com antibiótico 
sistémico por um período acima de 2 semanas 
 
- Furúnculo: inflamação profunda do folículo piloso, ou 
seja, uma foliculite causada por bactéria que vai 
inflamando e rompe o bulbo e vai formando essa 
coleção de material purulento 
 
- Sthaphylococcus pseudointermedius: Por via de regra 
é a bactéria que está presente nos abscessos. Caso você 
não consiga fazer uma cultura, pode-se abrir mão de 
antibióticos que peguem essa bactéria 
Ex.: Amoxicilina + clavu; cefalexina, Ampicilina; Enrofloxacina 
(o melhor para pseudointermédios e outras afecções de 
pele, trato urinário e respiratório) 
 
 
Abcesso com fístula drenando 
material 
 
CELULITE: 
 
A celulite é uma inflamação e infecção que acomete as 
camadas profundas da derme e tecido subcutâneo, 
geralmente localizada, porém pouco delimitada. A lesão 
apresenta-se edemaciada, dolorida, drenando líquido 
purulento ou sanguinolento e os pacientes acometidos 
apresentam sinais sistêmicos, como febre e prostração. 
A fascite necrotizante é uma forma rara e severa de celulite 
associada com certas toxinas bacterianas de Streptococcus 
spp. Além disso, a celulite juvenil é uma forma estéril que 
acomete principalmente filhotes, onde há edema facial 
agudo, aparecimento de pápulas, pústulas, crostas e até 
fístulas. Esta condição deve estar presente no diagnóstico 
diferencial, pois é estéril e responde ao tratamento com 
corticosteróides. 
 
 
- Foliculite furunculose do pastor alemão 
 
- Os indivíduos possuem uma deficiência de 
imunoglobulinas, principalmente as imunoglobulinas 
A, que são responsáveis pela defesa cutânea e 
impedem a proliferação das bactérias. E com essa 
deficiência, eles ficam mais propenso a multiplicação 
das bactérias. 
 
 Então no caso dos pastores, eles têm uma imuno 
deficiência primárias em que não conseguem 
controlar a proliferação bacteriana e ficam com uma 
suscetibilidade muito maior a esse tipo de lesão. 
 
- Muito complicado de lidar com essas lesões 
 
- Podemos entrar com antibiótico e durante o 
tratamento vai haver a melhora das lesões, mas assim 
que o tratamento é suspenso, as lesões voltam 
 
 
Quadro de foliculite furunculose do pastor alemão 
 
- Quando chega no estágio da foto de cima, temos 
que intervir com antibioticoterapia, depois que 
ocorrer a melhora, temos que focar o tratamento na 
prevenção dessas lesões e da proliferação bacteriana 
para que não ocorra esse quadro novamente 
 
- Diagnóstico: Biopsia para ter a absoluta certeza que 
não se trata de qualquer outro agente, mas se deve 
fazer raspado e citologia antes da biopsia e só deve 
fazer após o tratamento com antibiótico 
 
- Tratamento: Tratar as lesões ativas e profundas 
com antibioticoterapia, após o tratamento, focar na 
prevenção aumentando a imunidade do animal 
 
 Levamisol – Um antiparasitário que tem como efeito 
aumentar a resposta da imunidade celular, ele faz com 
que ocorra uma migração de linfócitos e há a 
possibilidade de alguns animais responderem a isso (20 a 
30% dos animais respondem). Porém o levamisol tem 
alguns efeitos colaterais e isso animal teria que usar a 
medicação para o resto da vida por ser uma 
 
 imunodeficiência primária (A prof nunca usou nesses 
casos) 
 
- Cimetidina – Um protetor gástrico que também tem um 
efeito de fazer um aumento da imunidade do animal (A 
prof nunca usou para esses casos) 
 
- Própolis + Terapia tópica quando não tem mais lesões 
ativas (É o que a prof mais utiliza) 
 
- Recomendação da antibioticoterapia: Passar o 
antibiótico por 14 dias, marca retorno, se não visualizar 
mais nenhuma lesão, continua o antibiótico por mais 5 
dias e depois suspende 
 
- Diagnóstico diferencial: Hipersensibilidade alimentar, 
reações a fármacos 
 
- PIODERMITE DOS CALOS DE APOIO: 
 
-Sinônimo: Higroma, Piodermite do ponto de pressão ou 
calo infectado 
 
-Etiologia: Região de calos com atrito e infecção 
secundária por S. pseudointermedius 
 
-Sinais clínicos: Placa hipercetatótica, com pústulas, 
fístulas, úlceras, celulite em regiões de cotovelo e joelho 
 
Raças acometidas: Pastor alemão, Dogue alemão, 
Doberman, São bernado, Rotweiller 
- Pode ocorrer em externo e proeminência ósseas em 
animais de pequeno porte como Dachshund e pointer 
 
- Diagnóstico: Exame clínico 
 
-Tratamento: Aliviar o trauma (colchão ou almofadas); 
Perda de peso em casos de obesidades; uso de 
 compressas mornas; uso tópico de solução hidratantes, 
antibioticoterapia tópico, utilizar roupas acolchoadas nas 
regiões acometidas 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Foliculites/piodermites profundas/pododermatite: 
 
-Sinonimos: Foliculite/furunculose podal ou pode dermatite 
-Etiologia: Traumas, corpos estranhos, neoplasias, 
Demodicose, Dermatofitose, Dermatite alérgica de contato 
dermatite psicogênica, doenças auto-imunes, 
hipotireoidismo, idiopátics 
Sinais clínicos: Eritema, Edema, exsudação,alopecia,ulceras, 
fistulas, nódulos interdigitais, paroníquia, celulite 
- Regiões mais complexas de serem tratadas 
-Tratamento tópico com pedilúvio por no mínimo 5 minutos 
 
 
 
 
 
 
- Parte do tratamento tópico de todas as dermatopatias 
bacterianas é a realização da tricotomia da lesão. As 
dermatopatias bacteriana tem como característica 
produzir exsudato que vão fazer com que tenha a 
presença de crosta (crosta é o resíduo do processo 
inflamatório junto com resto celular e junto com 
sangue). E como as bactérias fazem parte da microbiota 
normal da pele, a crosta faz com que tenha um meio de 
cultura para as bactérias proliferarem 
 
 
AFECÇÕES FÚNGICAS DERMATOLÓGICAS 
 
- Dermatofitose: A dermatofitose é uma dermatose 
fúngica superficial de cães e gatos. Os patógenos mais 
comuns de pequenos animais pertencem aos gêneros 
Microsporum e Trichophyton. É uma doença de pele 
importante porque é contagiosa, infecciosa e pode ser 
transmitida às pessoas. 
- Na maioria dos hospedeiros imunocompetentes, a 
dermatofitose é uma doença de pele autolimitante 
dentro de semanas e meses. 
- O tratamento é recomendado com o objetivo de 
encurtar o curso da doença e para evitar a propagação 
a outros animais e pessoas 
- Principais agentes: Microsporum canis (infecta tanto 
gatos quanto cães) e não faz parte da microbiota normal 
da pele de cães e gato 
- Prevalência e fatores de risco: 
 
A determinação da verdadeira prevalência e 
predisposição racial para dermatofitose é difícil porque 
não é uma doença de ocorrência espontânea, não é 
notificável e não é uma doença fatal. 
 A infecção varia em gravidade e desaparece sem 
tratamento em muitos cães e gatos. Todos esses fatores 
influenciam os dados de predileção por raça e 
prevalência 
 
- Pacientes de todas as idades e raças podem ser 
afetados, mas animais jovens e aqueles sob estresse 
fisiológico severo estão predispostos. Gatos persas, 
yorkshire terriers e jack russell terriers parecem estar 
super representados; 
- Lesões nodulares subcutâneas têm sido observadas 
quase exclusivamente em gatos persas e cães yorkshire 
terrier. 
- Cães de trabalho e de caça estão predispostos a lesões 
de kerion, que são áreas focais de dermatofitoses que 
se assemelham a lesões nodulares drenantes de 
piodermite profunda 
- 
- Sinais clínicos: Os sinaisclínicos refletem a patogênese 
da doença, ou seja, invadem todas as estruturas 
queratinizadas, com isso, pode haver a combinação de 
perda de pelo, pápulas, escamas, crostas, eritema, 
ringworm, obstrução folicular, hiperpigmentação e 
alterações no crescimento das unhas, normalmente as 
lesões são assimétricas, o prurido é variável, mas em 
geral é mínima ou ausente. Quando o prurido está 
presente, o autotraumatismo pode mimetizar áreas de 
dermatite piotraumática ou lesões ulceradas. 
- As lesões costumam ocorrer em face,orelhas e focinho 
dos gatos e depois progridem para as patas e outras 
parte do corpo 
 
 
 
 
 
 
 
- Trasmissão: Contato direto com outro hospedeiro 
infectado ou fômites 
 
- Testes diagnósticos 
 
- Nenhum teste diagnóstico é considerado padrão ouro 
para dermatofitose 
 
- Tricograma - Exame microscópico do pelo (avulsão do 
pelo):Os pelos devem ser arrancados no sentido de 
crescimento. O óleo mineral deve ser usado para a 
montagem. As lamínulas devem ser colocadas em amostras 
de lâminas e visualizadas com ampliação de 4x e 10x. Os 
pelos infectados são mais largos e de aparência mais pálida, 
e esporos ectotrix que envolvem o cabelo podem estar 
presentes 
 
 
 
Visão microscópica de um cabelo infectado mais 
largo(seta) que o cabelo normal; estruturas internas da 
haste do cabelo não são visíveis. Ampliação de 10x. 
 
 
Visão microscópica de um cabelo recém-infectado mais 
largo do que os pêlos circundantes; algumas estruturas 
internas (por exemplo, pigmento preto escuro; seta) são 
visíveis na parte proximal do cabelo. 
 
- Lâmpada de wood: Ferramenta de diagnóstico que 
pode ser realizada no próprio consultório. É uma lâmpada 
ultravioleta que detecta alguns agentes que produzem 
florescência. 
- É um teste de triagem – O animal pode não demonstrar 
fluorescência, mas isso não quer dizer que ele seja 
negativo, ou pode flourescer, mas não ser positivo 
- O principal dermatófito de importância veterinária que 
produz fluorescência é o M. canis. Relatos clínicos de 
dermatofitose por M. gypseum ou M. persicolor em cães 
e gatos observam falta de fluorescência nos pelos 
infectados 
- A fluorescência verde característica observada em fios de 
cabelo infectados por M. canis é devido a um metabólito 
químico solúvel em água (pteridina) localizado dentro do 
córtex ou medula do cabelo. A fluorescência é devido a 
uma interação química que ocorre como resultado da 
infecção e não está associado a esporos ou material 
infeccioso. 
 
- Durante o exame, o clínico deve segurar a lâmpada a 2 a 
4 cm da pele do paciente e proceder lentamente, 
começando pela cabeça. A fluorescência verde-maçã na 
haste do cabelo é sugestiva de infecção por M canis. As 
crostas não brilham e podem precisar ser levantadas para 
encontrar pelos infectados embaixo 
- Falso fluorescência (Falso positivo): Fiapos, 
medicamentos tópicos, material seborreico e até resíduos 
de sabão podem fluorescer, mas não têm a fluorescência 
verde-maçã/verde esmeralda de M. canis 
 
 
 
Exame dos cabelos com lâmpada de Wood. A 
fluorescência verde-maçã clássica de M canis, o único 
patógeno veterinário importante que fluoresce, pode ser 
notada 
 
Cultura fúngica: Muitas vezes afirma-se que a cultura 
fúngica é o padrão ouro de diagnóstico, mas esta ferramenta 
de diagnóstico apenas detecta a presença ou ausência de 
esporos fúngicos na pelagem ou amostra de cabelo. 
 
 
 
Como acontece com qualquer ferramenta de 
diagnóstico, ocorrem resultados falsos positivos e falsos 
negativos 
 
Técnicas: Escova de Mackenzie, avulsão do pelo e fita 
adesiva 
 
- A técnica de escova é o procedimento mais 
comumente descrito em estudos publicados e relatos 
de casos e é amplamente utilizado. É simples, 
atraumático, econômico e rápido. As escovas de cerdas 
macias embaladas individualmente são 
micologicamente estéreis; quadrados de carpete devem 
ser esterilizados antes do uso para evitar o crescimento 
excessivo de contaminantes. Não existe uma técnica 
padrão. 20 pinceladas, 2 a 3 minutos de escovação ou 
escovação até que as cerdas estejam cheias de pelos são 
todos os pontos finais da amostragem 
- A segunda técnica é a retirada de pelos para a cultura 
de dermatófitos, a retirada dos pelos deves ocorre nas 
bordas das lesões ativas 
- A terceira técnica é pressionar uma fita adesiva sobre 
a lesão e em seguida pressionar na superfície de uma 
placa de cultura fúngica 
 
 
 
 
- Após a cultura é indicado fazer a observação da amostra 
no microscópio para a confirmação do agente: 
 
 
Macroconídios de M. canis 
 
- Biopsia: O exame histológico do tecido raramente é 
relatado como uma ajuda diagnóstica de rotina para 
diagnósticar dermatofitoses em pequenos animais. A 
revisão de literatura revela três apresentações clínicas em 
que o diagnóstico por biopsia de pele foi reportado. 
 
 1º - Investigação de uma ferida ou nódulo que não 
cicatriza causado por dermatofitose 
 2º - Investigação de cães com lesões de natureza crônica 
e/ou por suspeita de pênfigo 
 3º - Lesões de pele incomum não facilmente atribuídas 
a outras causas 
 
- Tratamento: Em animais saudáveis, a dermatofitose 
geralmente se resolve por conta própria; O tratamento 
destina-se a encurtar o curso da doença e limitar o 
contágio 
 
- Os proprietários devem ser informados de que a 
dermatofitose é uma doença zoonótica sem risco de vida 
que causa lesões cutâneas facilmente tratáveis e devem 
ser instruídos a consultar seu médico pessoal se tiverem 
dúvidas ou suspeitarem de lesões cutâneas. A 
desinformação sobre limpeza, desinfecção e 
contaminação ambiental é generalizada; os proprietários 
devem ser informados de que os esporos fúngicos não 
invadem as superfícies domésticas como outros fungos 
(por exemplo, mofo), não causam doenças respiratórias e 
podem ser facilmente removidos 
 
- Terapia Tópico: O tratamento tópico do pêlo não é 
considerado uma parte opcional da terapia. A terapia 
tópica diminui a excreção de material infeccioso, mata 
os esporos de ecto thrix (não afetados pela terapia 
sistêmica) na pelagem, ajuda a prevenir o 
desenvolvimento de novas lesões e diminui o contágio 
e a contaminação ambiental 
 
O tratamento tópico 
do pelo não é 
considerado uma 
parte opcional da 
terapia!! 
 
 
Aplicação duas vezes por semana de enxofre ou um 
xampu de miconazol/clorexidina são atualmente 
terapias tópicas eficazes no tratamento da 
dermatofitose generalizada em cães e gatos 
 
 
Cloresten (Clorexine 2% e Miconazol 2,5% 
 
- O enxofre é eficaz, é imediatamente esporicida e tem 
atividade residual. O enxofre de cal pode secar o pelo 
ou as almofadas das patas quando usado por períodos 
prolongados. 
 
- O xampu de miconazol (2%)/gluconato de clorexidina 
(2%) está amplamente disponível e é esporicida, mas 
não tem atividade residual. Embora nenhum estudo in 
vivo tenha determinado o tempo de contato ideal, um 
estudo in vitro descobriu que 3 minutos de contato era 
esporicida; portanto, 3 a 10 minutos de contato são 
recomendados. (A prof recomenda no mínimo 5 min) 
 
- Os xampus de miconazol são eficazes in vitro, mas in vivo 
são mais eficazes quando combinados com clorexidina. 
 
 - A clorexidina como monoterapia é pouco eficaz e não é 
recomendada. 
 
- A terapia tópica focal adjuvante aplicada duas vez ao dia 
é recomendada para lesões focais e/ou lesões em áreas 
de difícil tratamento (por exemplo, face, orelhas). 
 
- Para lesões perioculares, miconazol a 2% creme vaginal 
de nitrato é recomendado 
 
 
 
 
- Sistêmicos: a Itraconazol (não manipulado) e terbinafina 
são os tratamentos mais eficazes e seguros para 
dermatofitoses. - Recomenda-se que as cápsulas sejam 
administradas com alimentos para diminuir os efeitos 
adversos gastrointestinais e diminuir o pH gástrico e 
aumentar a absorção- O itraconazol manipulado não deve ser usado devido à 
baixa biodisponibilidade 
 
- Existem vários protocolos utilizados para o itraconazol, 
entre eles tem: 
 
 1º - Pulsoterapia de baixa dose (1,5 a 3,0 mg/kg a cada 15 
dias com a medicação/15 sem medicação) 
 
2º - terapia diária combinada com pulsoterapia (10 mg/kg 
por 28 dias e depois semana com medicação/ semana sem 
medicação) 
 
3º - terapia diária até a cura (8-10 mg/kg) 
 
4º - Terapia diária (5-10 mg/kg) por 21 dias associada de 
terapia apenas tópica até a cura 
 
-A recomendação é que só suspenda o tratamento após os 
a resolução completa das lesões e exame micológico 
negativo 
 
- Efeitos colaterais: Estudos experimentais e de campo 
descobriram que esta droga é bem tolerada, com os efeitos 
colaterais mais adversos sendo vômitos e/ou 
diminuição do apetite 
 
- O uso não é recomendado em gestante ou cães 
amamentando 
 
 
- Hoje se preconiza para os animais, tanto sintomáticos, 
quanto assintomáticos que estejam em contato com 
quem é sintomático, que deve-se fazer o tratamento com 
produtos tópicos (enxofre, miconazol+clorex) e a 
frequência do tratamento vai depender do tipo de 
produto, quando vamos utilizar shampoo a frequência 
dos banhos vão ser de 2 a 3x na semana deixando agir por 
no mínimo 5 min antes do enxague. Já a Loção é um 
produto que tem absorção rápida, que é interessante, já 
que se é absorvida rápida, então o animal não lambe e 
sua frequência de uso vai ser 2x ao dia. Já a pomada ela 
fica agindo por mais tempo. Na veterinária utilizamos 
mais os shampoos e loções 
 
- A terapia sistêmica é indicada em animais que 
apresentam muitas lesões e que apresentam quérion 
 
-Deve-se tratar os contactante com o mesmo shampoo 
dos sintomáticos e no caso de lesões em face, o ideal é a 
utilização de loções 
 
- A griseofulvina é eficaz, mas também tem mais efeitos 
colaterais potenciais em comparação com o itraconazol e 
a terbinafina. (não utilizar) 
 
- Cetoconazol e fluconazol são opções de tratamento 
menos eficazes e o cetoconazol tem mais potencial para 
efeitos colaterais adversos. (não utilizar) 
 
- Desinfecção do ambiente: 
 
- Existem algumas razões pelas quais se deve fazer a 
desinfecção do ambiente, entre elas: 
 -Minimizar o risco de transmissão da doença a 
pessoas e outros animais 
 - Para minimizar o transporte de fômites na pelagem 
de animais que podem complicar o monitoramento da 
doença 
 - Encurtar o curso do tratamento 
prevenindo/minimizando reinfecção e falsos positivos 
devido a fômites e transporte de esporos no pelo 
 
- Desinfetantes antifúngicos: 
 
Além de ter boa eficácia antifúngica, o produto deve ser 
atóxico e com baixa irritação para os animais e usuários. 
Além disso, deve ser acessível, fácil de aplicar, de preferência 
pronto para uso fora do recipiente para minimizar os erros 
de diluição e compatível com as superfícies em que será 
usado 
 
1 – O hipoclorito de sódio: tem se mostrado 
consistentemente um desinfetante eficaz quando usado em 
concentrações que variam de 1:10 a 1:100, mesmo com 
tempos de contato curtos. É importante notar que existem 
diferentes concentrações de alvejante doméstico vendido no 
balcão, e que pode falhar se estiver desatualizado. 
Existem muitas razões para não usar água sanitária e estas 
incluem: Potencial para reagir com outros produtos 
químicos para criar gases tóxicos, odor desagradável, danos 
em superfícies duras, descoloração de fibras e superfícies 
coloridas , danos aos acabamentos do piso, rápida perda de 
eficácia uma vez diluído e problemas de saúde humana. O 
produto é irritante para animais e pessoas 
 
- A desinfecção de superfícies não porosas deve seguir 
algumas etapas para a sua eficácia: 
 
A primeira é a remoção mecânica de todos os detritos por 
meio de aspiração ou varredura. Os desinfetantes não 
funcionam na presença de detritos orgânicos. A segunda é 
a lavagem da superfície alvo com um detergente até que a 
área esteja visivelmente limpa. O uso de um detergente é 
importante porque levantará os detritos das superfícies. Os 
detergentes devem ser enxaguados da superfície alvo 
porque alguns podem inativar os desinfetantes. Essas duas 
etapas são as mais importantes e, em muitos casos, 
sozinhas descontaminam uma superfície. A etapa final é a 
aplicação de um desinfetante para matar quaisquer 
esporos residuais 
 
Prognóstico: O prognóstico é bom em pacientes com 
dermatofitose superficial e cães com reações de kerion. 
 
 
 
 
 
➔ QUÉRION (Dermatofitose nodular): 
 
-A dermatofitose é uma afecção fúngica que pode 
acometer cães e gatos de diversas idades. Uma 
apresentação pouco comum para esta doença é sua 
forma nodular, chamada quérion. 
 - Quérion (dermatofitose nodular) é uma apresentação 
clínica de micose cutânea caracterizada por uma 
dermatite profunda que varia de uma reação 
granulomatosa até piogranulomatosa, com aspecto de 
nódulo edematoso, circular e alopécico 
-Em animais é causado principalmente pelas espécies de 
dermatófitos Microsporum gypseum, M. canis e 
Trichophyton mentagrophytes 
- Este quadro é reflexo de uma resposta inflamatória, 
resultante de uma reação de hipersensibilidade do 
hospedeiro, estimulada pelos produtos metabólitos do 
dermatófito. Em muitos casos coexiste uma infecção 
bacteriana que é normalente causada por Staphylococcus 
intermedius 
- Diagnóstico e tratamento: Os mesmos utilizados na 
dermatofitose, mas nesse caso o tratamento sistêmico é 
o mais recomendado 
 
 
QUÉRION 
 
Apresentação de quérion em cadela, a tutora também 
relatou apresentar lesão de pele, que foi uma informação 
importante para fechar o diagnóstico 
 
Lesões causada pelo agente Trichophyton 
mentagrophytes: 
- Quando acomete a unha, causa deformação na unha, 
fragilidade e crescimento tortuoso. Na unha o tratamento 
é mais demorado 
- Esse agente costuma causa bastante lesões crostosas e 
pode ter diagnóstico diferencial de pênfigo foleaceo 
 
 
 
 
➔ MALASSEZIA 
 
O gênero Malassezia é composto por um grupo de 
leveduras lipofílicas que evoluíram como comensais 
cutâneos e patógenos cutâneos oportunistas de uma 
variedade de mamíferos e aves. 
 
A dermatite por Malassezia em cães e gatos evoluiu de 
uma doença obscura e controversa sobre sua existência, 
para agora ser um diagnóstico de rotina na prática 
veterinária geral. Os sinais clínicos são bem 
reconhecidos e as abordagens diagnósticas são bem 
desenvolvidas. Uma gama de terapias tópicas e 
sistêmicas é reconhecidamente eficaz, principalmente 
quando os fatores predisponentes são identificados e 
corrigidos. 
 
-Malassezia pachydermatis é um habitante normal da 
pele e mucosas caninas saudáveis. Malassezia pachyder 
matis também predomina na pele do gato doméstico, 
embora outras espécies sejam ocasionalmente 
identificadas, principalmente M. nana no canal auditivo 
e M. slooffiae na prega ungueal. 
 O tamanho da população varia marcadamente entre os 
sítios anatômicos e entre as diferentes raças. Essas 
populações comensais de Malassezia fornecem um 
reservatório de leveduras que podem proliferar e/ou 
induzir uma resposta inflamatória sob a influência de vários 
fatores predisponentes do hospedeiro 
 
 
 
- Patogênese: A presença de um fungo nutricionalmente 
absorvente dentro do estrato córneo expõe o hospedeiro a 
uma série de produtos químicos, imunógenos e alérgenos, 
incluindo carboidratos, proteínas e lipídios associados à 
parede celular fúngica; enzimas secretadas que geram 
tanto substratos para nutrição quanto uma série de 
subprodutos metabólicos irritantes. A parede celular de 
Malassezia spp. é incomum em espessura e interação com 
outros micróbios comensais também pode influenciar a 
patogenicidade e a expressão de fatores de virulência. 
Assim, essas leveduras comensais provavelmentesão 
altamente reguladas por interações contínuas com o 
sistema imunológico do hospedeiro e essas interações 
determinam se o resultado é inflamação(ou seja, doença 
fúngica) ou não 
 
-A aderência e ligação especifica do micróbio as células do 
hospedeiro é um passo chave na colonização e infecção de 
animais pelos fungos oportunistas e patogênicos. A adesão 
de M. pachydermatis aos corneócitos caninos envolve uma 
pequena família de proteínas que são covalentemente 
ligadas aos carboidratos da parede celular e ancoradas a 
membrana plasmática. As células da malassezia aderidas aos 
queratinócitos tem potencial apara modular a expressão de 
uma série de citocinas, quimiocinas e peptídeos 
antimicrobianos, o resultado dos quais pode ser 
imunoestimulante (como pode ocorrer em estado 
patológico, caracterizado pelo desenvolvimento de 
inflamação cutânea) ou imunossupressor (promovendo 
transporte de patógenos oportunistas) 
 
 
- Conforme dito, uma mudança na imunidade do 
hospedeiro, microclima da pele alterado ou 
perturbação na fisiologia epidérmica associada a 
doenças concomitantes pode predispor aos animais a 
apresentação clínica da malassezia 
 
Raças predisponentes: West Highland White terriers, 
setters ingleses, shihtzus, basset hounds, Cocker 
spaniels, boxers, dachshunds, poodles, Devon rex e 
sphynx 
 
- Doenças inflamatórias pruriginosas, como dermatite 
atópica pode criar alterações microclimáticas da pele 
devido a arranhões (lesão de descontinuidade da pele), 
lambidas (umidade adicionada) ou aumento da 
produção de sebo pode proporcionar a proliferação da 
malazessia e consequentemente aumentar a 
inflamação associada a dermatite atópica 
 
➔ Apresentação clínica em cães: A dermatite por 
Malassezia geralmente se apresenta como dermatite 
pruriginosa ou otite e é um importante diagnóstico 
diferencial em qualquer cão com esses sinais 
 
-O prurido pode manifestar-se como fricção da face, 
sacudir a cabeça, coçar as orelhas, lamber/ mastigar a 
pata, escoriação anal ou coçar generalizado, 
dependendo da localização da infecção 
 
- Lesões cutâneas em cães com dermatite por 
Malassezia podem ser localizadas ou generalizadas. 
 
-Ao exame, as lesões cutâneas são caracterizadas por 
eritema difuso e quantidades variáveis de escamas 
cerato-sebáceas que podem ser marrom, amarela ou 
cinza ao prurido. Quando a paroníquia está envolvida, 
há coloração vermelho-marrom das garras (Figura 5) 
ou cabelo, com inflamação do tecido mole 
circundante. 
 
- Casos crônicos podem ter liquenificação acentuada. 
A hiperpigmentação também pode ocorrer com 
cronicidade, dependendo da raça; por exemplo, os 
West Highland white terriers normalmente 
desenvolvem essa alteração com doença crônica 
(Figura 6), enquanto os basset hounds normalmente 
não. Cães com lesões generalizadas geralmente têm 
um odor desagradável e rançoso. 
 
- A hiperpigmentação vai estar presente em 
processos inflamatórios crônico porque esses 
processos geram aumento da produção de melanina 
 
Hiperpigmentação em processo crônico 
 
 
Liquenificação 
 
➔ Apresentação clínica em gatos: Eritema, geralmente 
com escamas cerato-sebáceas, e prurido (mínimo, leve, 
moderado ou intenso) dominam a apresentação clínica. 
Pode haver otite externa concomitante e uma 
predileção por raça observada (Devon rex, sphynx). A 
dermatite por Malassezia pode ocorrer em gatos que 
apresentam um fenótipo de doença alérgica da pele, 
dermatite facial idiopática (Persa / Himalaia), acne 
felina e distúrbios médicos internos graves, como 
alopecia paraneoplásica felina e dermatite esfoliativa 
associada ao timoma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
➔ Diagnóstico: Passar um swab nas dobras; fita de 
acetado para citologia em objetiva de 100x 
 
 
Exame citológico utilizando fita de acetato 
 
➔ Tratamento: O tratamento da malasseziose é o 
mesmo da dermatofitose, ou seja, pode ser utilizado 
como terapia tópica o shampoo de miconazol 
associado com a clorexidina a 2% ou pode ser utilizado 
o enxofre, só precisa ter cuidado porque o enxofre 
resseca a pele, mas nos casos de malassezia isso não é 
um problema já que a pele desses animais vai estar 
bastante oleosas. E para terapia sistêmica o mais 
recomendado é a utilização do itraconazol 
 
- A griseofuvina não é eficaz para malasseziose 
 
- A griseofuvina e cetaconazol sistémico tem alta 
toxicidade para os animais 
 
 
 
 
TRATAMENTO TÓPICO – C = Candidíase; D = 
Dermatofitose; M= Malasseziose 
 
 
 
ESPOROTRICOSE 
 
 sporotricose é uma micose subaguda ou crônica 
causada pelos fungos do gênero Sporothrix. A doença 
acomete o homem e muitos animais, especialmente os 
felinos domésticos. A micose pode se apresentar na 
forma 
 cutânea localizada, linfocutânea, linfática ou disseminada, 
e raramente evolui para a forma extracutânea. 
 
tem aspectos micro e macromorfológico distintos, em 
função do substrato e da temperatura, naquela ambiente (25 
ºC) é filamentoso e a 37 ºC é leveduriforme, tal como se 
apresenta no suscetível, animal ou humano 
 
 
 
Figura 1 - Sporothrix schenckii na forma de micélio, a 27° 
Figura 2 - Sporothrix schenckii na forma de levedura a 37°C 
 
A infecção se dá pelo contacto com o solo (transmissão 
dita geofílica, a partir do escavar e encobrir as dejeções 
com terra pelo hábito inato dos felinos), com vegetais 
secos ou em decomposição e cascas de arvore (locais de 
afiação ungueal de gatos errantes), pela mordedura e 
arranhadura do suscetível 
 
- Patogenia: O Sporothrix sp não é capaz de penetrar a 
pele intacta; logo, a infecção ocorre geralmente por 
inoculação do agente, quando o fungo penetra camadas 
mais profundas do tecido e se converte para a forma de 
levedura. A partir desse ponto, o agente pode permanecer 
no local da inoculação e desenvolver lesões nodulares que 
ulceram centralmente e drenam exsudato castanho-
avermelhado ou purulento, ou pode se disseminar pela via 
hematógena ou linfática e se estabelecer nos olhos, trato 
gastrointestinal, sistema nervoso central e outros órgãos. A 
forma que assume a doença é determinada pela resposta 
imunológica do hospedeiro. A inalação, aspiração ou 
ingestão do fungo podem também produzir doença 
 
- O período de incubação nos animais pode oscilar entre um 
e três meses 
 
- Achados clínicos: Nos felinos, altamente suscetíveis a 
esporotricose, a evolução é rápida. Os sinais variam de uma 
infecção subclínica, apresentando uma única lesão em pele 
com regressão espontânea, para até uma forma fatal de 
manifestação sistêmica devido a disseminação hematógena. 
Na forma disseminada, os sinais sistêmicos são febre, 
 mal-estar e anorexia. Os gatos apresentam três 
síndromes clínicas: a) cutânea localizada, b) linfocutânea 
e c) cutânea disseminada. A forma cutânea, a mais 
comumente observada, é caracterizada por feridas que 
ulceram centralmente, drenando um exsudato 
castanho-escuro. Os principais sintomas são lesões, 
nódulos e ulcerações em pele e mucosas, principalmente 
em regiões da cabeça, lombar e porção distal dos 
membros.. 
 
 
 
 
 
 
 
- Diagnóstico: Demonstração do fungo por microscopia 
direta do exsudato, exame histopatológico e cultivo do 
S. schenckii a partir de biopsia 
Exames laboratoriais: Hemograma, exame de urina ou 
bioquímica sérica 
 
 
 
 
 
 
- Diagnósticos diferenciais: Os sinais clínicos da 
esporotricose não são específicos e podem ser observados 
em outras doenças. Por isso, deve ser efetuado o 
diagnóstico diferencial para doenças bacterianas, como 
pioderma, micobacteriose, nocardiose, actinomicose, 
criptococose, complexo granuloma eosinofílico, neoplasia, 
lúpus, pênfigo vulgar, parasitas e lesões induzidas por 
fármacos. 
 
- Tratamento: 
 
 Terapia de escolhapara gatos: 
 
- Itraconazol: 10 mg/kg VO 1x ao dia, podendo fracionar 
esta dose e administrar a cada 12 horas 
 
- Associação eficiente para gatos: Itraconazol + 5-
fluocistosina (Ancotil) no mínimo durante 1 mês e mais 
1 semana após a cura clínica 
 
- O uso de glicocorticoides e outros 
imunossupressores é contraindicado durante o 
tratamento 
 
- Terapia de escolha para cães: 
 
- Terbinafina: 30-40 mg/Kg a cada 12 ou 24h 
 
- Fluconazol: 10mg/Kg a cada 24 horas com alimento 
 
-5-Fluocitosina: 40-60mg/kg VO 1x ao dia 
 
-Prognóstico: 
 
Cães: Reservado a favorável - Com terapia apropriada 
involui em 10 ou 15 dias 
Gatos: Reservado a desfavorável – Caraterísticas 
zoonóticas e a terapia é longa podendo demorar até 
aproximadamente 6 meses, porém é curativa 
 
 
 
CRIPTOCOCOSE 
CRIPTOSPORIDEO 
 
DOENÇAS PARASITÁRIAS 
 
- Demodicose 
 
demodicose ocorre quando os ácaros Demodex , que 
fazem parte da flora normal de um animal, proliferam 
na pele (mais frequentemente no folículo piloso) 
 
- No cão, eles são transmitidos durante os primeiros dias de 
vida da mãe para os filhotes, quando ocorre a apresentação 
clínica do demodex em adultos é porque está relacionado 
a alguma doença base ou quando os animais estão 
imunologicamente comprometidos ou são submetidos a 
terapia imunossupressora 
 
- Três espécies de ácaros Demodex afetam os cães: D canis, 
D injai (ácaro de corpo longo) e D. cornei (ácaro de corpo 
curto). 
 
- Duas espécies afetam os gatos: D cati (ácaro de corpo 
longo) e D gatoi (ácaro de corpo curto e largo). 
 
- Com excessão do Demodex gatoi no gato, o cão é a única 
espécie onde animais jovens e saudáveis desenvolvem a 
demodicose. Esta demodicose juvenil foi presumivelmente 
devido a deficiência medidada por células 
 
 
Ácaro de corpo longo 
 
 
Demodex felino 
 
- A demodicose pode se desenvolver em qualquer idade. 
 
- Nenhuma predileção por sexo é observada em cães ou 
gatos. 
 
- As raças com maior risco de desenvolver demodicose 
generalizada de início juvenil devido a D canis incluem 
shar-peis, pit bulls, Boston terriers, buldogues ingleses, 
boxers, pinschers miniatura, Great Danes e pugs 
 
- Evidências emergentes sugerem que fox terriers de pelo 
duro, e terriers em geral, também podem estar 
predispostos à demodicose. 
 
 - Não há predileção por raça reconhecida em gatos 
 
 
 
- Em cães jovens a demodicose tem uma base genética e 
provavelmente múltiplos genes são envolvidos 
 
- Fatores de risco para cães e gatos: doenças crônicas 
graves, neoplasias, uso prolongado de glicocorticóides e 
quimioterapia. 
- Em cães, os fatores de risco para demodicose 
generalizada de início juvenil incluem piodermite, 
coccidiose, ancilostomídeos, pelagem curta e falta de 
participação em um plano de bem-estar de cuidados 
preventivo 
- A demodicose focal é comum em filhotes e estresse 
fisiológico e debilitação são fatores de risco 
-Em gatos, D. gatoi é contagioso. Gatos em risco 
para esta infestação tendem a vir de populações de alta 
densidade 
 
Fisiopatogenia: A doença clínica resulta da proliferação 
excessiva de ácaros na pele devido a defeitos ou 
comprometimento do sistema imunológico da pele. 
 
-Sinais clínicos: 
 
A demodicose juvenil em cães apresenta uma grande 
variedade de sinais clínicos, desde alopecia leve e 
localizada até formas generalizadas graves com sinais 
Sistêmicos proeminentes. Essas variações podem ser 
observadas na mesma ninhada de filhotes 
 
- No cão, as formas localizadas e generalizadas de 
demodicose foram diferenciadas com base no fato de que 
a grande maioria dos cães com demodicose localizadas 
entraram em remissão espontânea sem tratamento. 
 
- Os sinais clínicos se desenvolvem após a proliferação do 
ácaro; eles dependem do grau de proliferação do ácaro 
Inicialmente, pode haver hipotricose/alopecia não 
inflamatória e/ ou dermatite inflamatória com eritema 
leve, formação de comedões, descamação e 
hipotricose/alopecia associada 
 
 
 
 
As lesões podem ser focais ou multifocais a coalescentes 
envolvendo grandes áreas do corpo. Tamponamento 
folicular, dilatação e hiperpigmentação dos óstios 
foliculares capilares podem estar presentes e, quando 
vistos, são indícios clínicos da doença. A demodicose do 
pedal comumente causa hiperpigmentação bastante 
acentuada (de ambos os folículos e da pele circundante) 
 e pode apresentar inflamação interdigital significativa, 
edema e dor. 
 
 
 
 Em apresentações mais inflamatórias, pápulas de 
orientação folicular podem se desenvolver. O prurido 
geralmente não é característico de apresentações mais 
leves; no entanto, é mais comum se a variante morfológica 
de corpo curto de D. canis estiver presente e/ou se ocorrer 
infecção bacteriana secundária. Cilindros foliculares 
(escama aderente às hastes capilares) podem estar 
presentes 
 
Na doença mais grave ou avançada, a infecção bacteriana 
secundária pode levar a pústulas foliculares, furunculose 
com escamas, crostas, exsudação e ulceração com tratos 
de drenagem. A demodicose pustulosa grave e 
generalizada pode ser dolorosa e associada a 
hiperpigmentação, linfadenopatia, letargia e febre. Nesses 
cães gravemente afetados, a septicemia secundária à 
infecção bacteriana é possível e pode até ter um desfecho 
fatal 
 
- Demodex injai foi relatado em várias raças de cães, mas 
parece super-representado em raças terrier e seus 
cruzamentos.60 Embora possa estar associado a eritema, 
formação de comedões, hiperpigmentação e alopecia, 
semelhante a D. canis, a característica clínica mais 
 marcante e consistente é a oleosidade acentuada do 
tronco dorsal 
 
 
 
 
 
- Sinais clínicos em gatos: 
 
Demodex cati pode causar doença localizada ou 
generalizada e as lesões incluem eritema, 
hipotricose/alopecia, escamas e crostas (Figura 6). O 
prurido é variável, mas pode ser intenso em alguns 
indivíduos. Doença generalizada com geralmente está 
associada a uma doença subjacente, como o vírus da 
imunodeficiência felina, xantoma ou diabetes mellitus. Em 
alguns gatos, nenhuma outra doença pode ser identificada 
 
 
 
 
 
Demodex gatoi é um ácaro contagioso que habita o 
estrato córneo (como Sarcoptes) e a característica 
clínica mais comum é o prurido que varia de leve a 
muito intenso. As lesões cutâneas além da alopecia 
auto-induzida e escamação são hiperpigmentação 
secundária, erosão superficial e ulceração. As 
alterações são predominantemente tronculares, 
sendo o abdome ventral relatado como local de 
predileção 
 
 
 
RESUMÃO DOS SINAIS CLÍNICOS 
 
A demodicose em cães é caracterizada por alopecia e 
comedões, cilindros foliculares, pápulas e pústulas. Em 
cães mais severamente afetados podem desenvolver-se 
crostas com infecções bacterianas secundárias e sinais 
sistêmicos. Cães com demodicose por D. canis também 
podem apresentar prurido, principalmente quando há 
infecção secundária. Demodex injae ocorre com mais 
 frequência em raças terrier e, além disso, causa 
oleosidade excessiva. Em gatos, D. cati apresenta sinais 
clínicos semelhantes, enquanto que, em contraste, as 
infestações com o contagioso D. gatoi geralmente levam a 
prurido troncular 
 
 
 
 
 
- Diagnóstico: 
 
- Raspado cutâneo: As raspagens cutâneas profundas são 
consideradas a ferramenta diagnóstica de escolha na 
maioria dos pacientes com suspeita de demodiose. As 
amostras podem ser coletadas com curetas, espátulas, 
lâminas de bisturi. Colocar uma gota de óleo minera no 
instrumento de amostragem ou diretamente na pele é útil 
para uma melhor aderência dos detritos amostrados ao 
instrumento. Múltiplas raspagens de aproximadamente 1 
cm2 de pele afetada devem ser realizadas na direção do 
crescimento do cabelo e, principalmente, a pele deve ser 
espremida constantemente ou intermitentemente durante 
a raspagempara extrudar os ácaros da profundidade dos 
folículos para a superfície. 
 
Apertar a pele mostrou aumentar o número de ácaros 
encontrados. Lesões primárias como pápulas foliculares e 
pústulas devem ser selecionadas para obter o melhor 
 
rendimento. Se no início precoce pápulas e pústulas não 
estiverem presentes, áreas eritematosas e alopécicas 
devem ser escolhidas. As áreas ulceradas não são 
adequadas, pois são menos propensos a encontrar 
parasitas em tais áreas. A pele é raspada até que ocorra 
sangramento capilar, indicando profundidade suficiente 
da raspagem. Os detritos recolhidos devem ser de cor 
avermelhada a acastanhada, indicando material 
suficiente 
 
Os detritos são então transferidos para uma lâmina, 
misturados com óleo mineral e examinados com uma 
lamínula ao microscópio 
 
- As amostras devem ser avaliadas imediatamente 
 
- Como os ácaros Demodex fazem parte da microfauna 
normal, um ácaro identificado em várias raspagens 
profundas da pele pode ser um achado normal, mas 
incomum. No entanto, mais de um ácaro é fortemente 
sugestivo de demodicose clínica. Se apenas um ácaro for 
encontrado em um cão com sinais clínicos compatíveis, 
 outras raspagens de pele devem ser realizadas para 
confirmar o diagnóstico 
 
 
 
Raspado cutâneo profundo 
 
- Tricograma: têm sido relatados como uma alternativa aos 
raspados cutâneos profundos e são particularmente úteis 
em áreas de difícil raspagem, como áreas perioculares e 
 interdigitais. Uma área de 1 cm2 deve ser arrancada com 
fórceps no sentido do crescimento do cabelo e colocada em 
uma lâmina de óleo minera 
 
 
Ácaros em tricograma 
 
 
- Teste de fita: As fitas adesivas também têm sido relatadas 
como um excelente método de diagnóstico da demodicose 
canina. Ao apertar a pele, a fita de acetato é pressionada 
sobre a pele com a superfície adesiva para baixo e depois 
fixada em uma lâmina. 
 
- Em casos de não detecção do ácaro nos exames anteriores 
ou em granulomas, pode ser realizado a biopsia de pele 
 
- O exame direto do exsudato de pústulas ou tratos de 
drenagem pode revelar ácaros em alguns casos. As 
amostras podem ser coletadas espremendo o exsudato em 
uma lâmina de vidro e visualizadas pela adição de óleo 
mineral e uma lamínula. 
 
- Em gatos, D gatoi é contagioso. Gatos em risco para esta 
infestação tendem a vir de populações de alta densidade. 
estresse fisiológico e debilitação são fatores de risco. 
 
- Os ácaros são encontrados em raspagens profundas da 
pele ou através de tricogramas capilares; os últimos são 
úteis para locais de amostragem próximos aos olhos ou 
difíceis de raspar (por exemplo, áreas interdigitais). 
Depenar o pelo pode ser o teste diagnóstico de escolha 
para amostragem de cães com pelo oleoso 
 
- Os ácaros D cati tendem a ser facilmente encontrados 
em raspados de pele. 
 
- Os ácaros D gatoi podem ser difíceis de encontrar 
mesmo quando o paciente apresenta prurido grave. Para 
esses ácaros, os testes sugeridos incluem raspagens 
superficiais amplas da pele, arrancamento de pelos, 
flutuações fecais ou resposta à terapia 
 
- Os teste laboratoriais são mais úteis ao procurar a causa 
subjacente da demodicose de inicio adulto em cães 
 
Diagnóstico diferencial: A demodicose canina pode 
mimetizar qualquer doença de pele; a regra geral é ‘’ 
demodicose até que prove o contrário’’ 
 
- Em gatos deve-se considerar a demodicose em qualquer 
gato com queda de cabelo, alopecia simétrica ou prurido 
 
Tratamento para cães: 
 
Isoxazolinas: Recentemente, um grupo de parasiticidas 
também eficaz contra demodicose canina foi introduzida 
na medicina veterinária. Esses ectoparasiticidas são 
isoxazolinos e incluem fluralaner, sarolaner, afoxolaner e 
lotilaner. Estas moléculas tem como alvo um sítio de 
ligação que inibe os canais de cloreto de insetos e acaro, 
em particular aqueles controlados pelo neurotransmissor 
GABA, bloqueando transferências pré e pos sinpaticas de 
ions cloreto através das membranas celulares. A 
hiperexcitação prolongada induzida por isoxazolina 
resulta em atividade descontrolado do SNC e morte do 
insetos e acarinos. 
 
-Fluralaner: é uma isoxazolina que atinge concentração 
máxima dentro de 24h e é quantificada no plasma por até 
112 dias após uma única administração 
 
- Absorção aumentada quando dada junto com alimento 
 
- Eliminada pelas fezes com excreção hepática 
 
-Adm via oral de 3 em 3 meses 
 
- A forma de adm aumenta a adesão do tratamento pelo 
tutor, o que promove um maior sucesso no tratamento 
 
- Em estudo, raspados de pele foram negativos em todos os 
cães tratados com fluralaner após 56 dias 
 
- Efeitos colaterais são incomuns ou raro 
 
- Fluralaner é um método eficaz, seguro e uma conveniente 
opção de tratamento para todas as raças de cães com 
demodicose. Porém, devido a casos muito raros de efeitos 
adversos neurológicos, é recomendado uso com cautela 
para cães com epilepsia pré-existente 
 
 
Nome comercial do FLuralaner: Bravecto 
 
 
- Afoxolaner: Um dos membros da família das isoxazolinas 
-é uma forma eficaz e segura de controle de pulgas e 
carrapatos 
- Efeitos adversos raros ou ausentes 
- devido a casos muito raros de efeitos adversos 
neurológicos, é recomendado uso com cautela para cães 
com epilepsia pré-existente 
- Altamente eficaz para tratamento de demodicose 
 
-Produto saboroso com sabor carne 
 
- Após a administração por via oral em cães é rapidamente 
absorvido pela circulação sistêmica 
 
- Altamente ligado a proteínas 
 
- Eliminado lentamente pelo corpo com excreções biliares 
 
-Meia vida plasmática terminal de 15 dias 
 
 
Nome comercial do foxalaner: Nexgard 
 
- Saralaner: Esta isoxazolina pode ser usado com 
segurança para cachorros a partir de oito semanas de 
idade 
 
- Em um estudo inicial in vivo em cães, o sarolaner 
demonstrou eficácia robusta (99,8%) por 35 dias contra 
pulgas e carrapatos p 
 
-Possui rara reação adversa 
 
- Sarolaner está atualmente autorizado como mastigável 
comprimido com indicações para o tratamento de pulgas, 
carrapatos, demodicose e ácaros de orelha 
 
 
Nome comercial do Saralaner: Simparic 
 
Lotilano: É a mais nova molécula de isoxazolina 
 
- Droga eficaz contra demodicose canina 
 
-Em estudos, após a primeira e segunda dose (56 dias) 
todos os animais tratados deram raspado negativo 
 
 
Nome comercial: Credeli 
 
- Tratamento da demodicose felina: 
 
- Varios medicamentos têm sido usados para tratar a 
demodicose felina, incluindo banhos com amitraz, enxofre, 
invermectina por via oral e por injeção, selemectina, 
milbeminina e moxidectina/imidaclopride spot on 
 
- Porém os tratamentos bem sucedidos foram banhos com 
enxofre e amitraz, porém nem sempre são bem tolerados 
pelos felinos 
 
- Moxidectin/imidacloprid (advocate): 
 
- A administração semanal do spot-on se mostrou eficaz 
 
 
 
Selemectina (revolution): 
 
 
 
- Fluralaner: O fluralaner oral spot on tem sido usado 
em um gato com demodicose levando à rápida 
resolução dos sinais clínicos e raspagens de pele 
negativas 
 
 
 
 
Prognóstico: Com o advento e uso generalizado da 
terapia com isoxazolina para controle de pulgas e 
carrapatos, a incidência futura de demodicose pode ser 
afetada. Quão proeminente isso efeito será continua a 
ser visto nos próximos anos. 
 
- Curiosamente, o tratamento de 15 cadelas 
reprodutoras com 25 mg/kg de fluralaner 10 dias antes 
do acasalamento programado e três meses depois com 
uma segunda dose, resultou em redução acentuada no 
número de filhotes saindo com demodicose em 
comparação com a ninhada anterior 
 
- Nesse estudo, todas as 15 cadelas deram aluz a filhotes 
saudáveis e 14, das 15 ninhadas não desenvolveram 
demodicose no primeiro ano e dois filhotes de uma 
ninhada desenvolveram apenas demodicose localizada- Estudo revelou que o fluralaner é eficaz não apenas 
como tratamento, mas também como prevenção em 
demodicose juvenil generalizada e com predisposição de 
à raça 
 
 
 
- ESCABIOSE: 
 
A sarna sarcóptica é a infecção apresentada na pele, 
causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei. Estes ácaros são 
microscópicos e não podem ser vistos a olho nu. Este 
parasita se aloja na pele dos animais e gera uma 
dermatite pruriginosa severa e generalizada. 
 
-Dentre os animais, o cão doméstico (Canis lupus 
familiaris), é indubitavelmente, o animal mais atingido, 
especialmente quando este é um cão sem tutor ou que se 
encontra em um Centro de Vigilância Ambiental e 
Zoonoses 
 
- SINAIS CLÍNICOS: 
 
- Intenso prurido 
 
-Pele fina e sem pelos: abdome ventral, tórax, membros, 
periocular, focinho, margem da orelha, cotovelo, Joelho 
 
- Podem desenvolver uma infecção bacteriana secundária 
 
 
 
 
 
 
 
- DIAGNÓSTICO: Raspado de pele 
 
O parasitológico é difícil achar e deve ser feita o raspado em em 
diversos locais e utilizar a óleo mineral 
 
- Apenas a presença de 1 ácaro já fecha diagnóstico 
 
- Reflexo otopodal: Fricção da ponta da orelha, refleco de coçar 
com os membros, porém não é patognomônico (82% dos casos 
positivos, com diagnóstico de escabiose) 
 
 
Ácaro Sarcoptes scabiei 
 
- Diagnóstico diferencial: Piodermas, atopia, 
Hipersensibilidade alimentar, dermatite de contato, 
dermatite por malassezia, queiletielose, dermatite 
seborréica, otoacaríase 
 
- É um potencial zoonótico 
 
- Tratamento: Atualmente são utilizado as Isoxazolinas 
para tratamento de sarna 
 
- Pode ser utilizados também a selemectina (Revolution) e 
Moxidectin/imidacloprid (advocate) 
 
 
Sarna Notoedrica: 
 
A sarna notoédrica (sarna felina) é uma dermatose 
intensamente pruriginosa e formadora de crostas dos 
gatos, causada pelo ácaro sarcoptiforme Notoedres cati. O 
ácaro também pode infestar cães e pode causar lesões 
transitórias nos seres humanos em contato com os animais 
infestados. A sarna notoédrica é altamente contagiosa, 
geralmente por meio do contato direto. O ácaro pode 
sobreviver fora do hospedeiro por somente alguns dias 
 
- Sinais clínicos: A infecção manifesta-se como lesões 
escamosas, secas, com crostas nas bordas das orelhas e na 
face e pele espessada e algo coriácea. O purido associado é 
freqüente intenso, e pode haver graves escoriações na 
cabeça e no pescoço por arranhaduras. Nos casos típicos as 
lesões aparecem primeiramente na borda medial do 
pavilhão auricular e em seguida se disseminam nas orelhas, 
face, pálpebras e pescoço. Pode difundir-se pela cauda 
por contato quando o gato se limpa e dorme e pode ter 
presença de alopecia e liquenificação 
 
 
Arquivo pessoal 
 
- Diagnóstico: Os sinais clínicos da sarna notoedrica são 
bem clássicas e já podem predispor a um diagnóstico 
somente pela analise clínica, porém, para fechar o 
diagnóstico deve ser realizado um raspado cutâneo 
(destacar uma crosta do pavilhão auricular) 
 
 
 
 
Ácaro Notoedres cati 
 
- Tratamento: Similar ao tratamento da sarna 
demodex e da escabiose com a utilização de 
isoxazolinas ou selemectina 
 
Linxacariose: 
 
Lynxacarus radovskyié um ácaro pertencente à 
família Listrophoridae, que possui como sua 
característica anatômica um tamanho que varia 
em torno de 0,5mm e entre 430 e 515μc de 
comprimento, propriedades essas que 
possibilitam a sua permanência na porção distal 
da haste pilosa do hospedeiro, fato que permite 
sua visualização a olho nu 
 
 
 - Forma de transmissão ocorre principalmente através 
do contato direto. Contudo, os fômites também são 
citados como uma importante via de transmissão entre 
esses animais. Contudo, é de suma importância destacar 
que mesmo em uma população grande de felinos em 
determinado ambiente,apenas uma quantidade menor 
pode se infectar, haja vista que o agente não possui um 
alto poder de contágio 
 
 
- Sinais clínicos: 
 
 
- A maior parte dos animais manifestam de forma 
subclínica 
 
- Quando visíveis, os sinais clínicos apresentados variam 
no que diz respeito a intensidade, de acordo com o 
parasitismo do ácaro no animal examinado e do tempo 
de duração da infestação 
 
- Os sintomas clínicos mais relatados da infecção por 
esse agente são pruridos com intensidade variada, 
pelagem que lembra o aspecto de “sal e pimenta” no 
pelo do animal, além de possíveis áreas alopécicas que 
podem ser justificadas pela facilidade da queda de 
pelo no manuseio do animal infectado, podendo surgir 
caspas e dermatite miliar 
 
- animal pode manifestar distúrbios gastrointestinais 
em decorrência do excesso de lambedura, podendo 
ocasionar êmese, irritação ou prolapsos retais, 
constipação e bolas de pelo 
 
 
 
 
 
- Diangóstico: Avulsão do pelo da área mais afetada e 
visualização em microscópio é interessante adicionar o 
hidróxido de potássio na lâmina para uma melhor 
visualização 
 
- Muito comum na região de Ilhéus/Itabuna 35% dos gatos 
 
 
 
 
 
 
- Tratamento: Selemectina, Isoxazolina (de preferência o 
furalaner) 
Infestação por pulga e carrapatos: 
 
- Carrapato: Rhipicephalus, Amblyomma 
- Podem causar reações cutâneas 
-Podem ser vetores de diversas enfermidades (algumas 
zoonoses) 
-Pulgas: Ctenocephalides felis 
-DAPP: Deermatite atópica por picada de pulga 
-Tratamento: agentes pulicidas e carrapaticidas 
(Isoxazolinas) 
 
 
 
 
Animal com DAPP 
 
DAPP: Ctenocephalides felis é a principal espécie de pulga 
queinfesta tanto cães como gatos. Ela também 
representa o ectoparasita mais importante para cães em 
muitas partes do mundo. Sem tratamento, a infestação 
persistente de pulgas pode induzir prurido intenso e 
trauma autoinfligido. Com a exposição repetida, os cães 
podem desenvolver hipersensibilidade aos componentes 
da saliva da pulga, uma “condição” que leva à dermatite 
alérgica a picada de pulgas (DAPP). Os cães predispostos 
à DAPP e que vivem em uma área 
 
endêmica, normalmente desenvolverão sinais clínicos 
aproximadamente aos 5 anos de idade. No entanto, os 
sinais clínicos podem aparecer em qualquer idade, 
particularmente se os animais mudarem de uma área de 
baixa exposição ao risco para uma área onde as pulgas são 
endêmicas. Tendo ocorrido a sensibilização, basta um 
pequeno número de picadas de pulga para iniciar a 
reincidência clínica . 
Nos cães, a apresentação clínica típica da DAPP é uma 
dermatite papular pruriginosa que fica concentrada nas 
ancas, tórax dorsal, flancos, rabo e área perineal. O prurido 
fica geralmente focalizado nas áreas caudais e no rabo, 
embora alguns cães expressem prurido generalizado. Os 
sinais clínicos podem incluir alopecia, crostas, 
hiperpigmentação, liquenificação e lesões de dermatite 
piotraumática. Infecções de pele secundárias 
frequentemente complicam o quadro clínico dos cães, que 
podem desenvolver foliculite bacteriana e/ou dermatite 
por Malassezia 
 
- Dermatite à picada de mosca: 
-Carcaterizadas por áreas eritematosas, crostas 
hemorrágicas e erosões localizadas em região de margem 
de orelha 
-Tratamento deve ser realizado com solução antissépticas 
e repelentes 
 
 
 
 
- Miiase: Infestação por larvas de Dermatobia hominis 
causam lesões nodulares, conhecidas como dermatobiose 
ou berne 
 
-Tratamento é realizado por remoção mecâninca das larvas 
 
 
 
 
 
Mosca Dermatobia hominis 
 
Tunguiase: Tunga penetrans conhecido como ‘’bicho de 
porco e ‘’bicho de pé’’ 
 
- Terapia: Remoção mecânica e uso de antiparasitários 
 
 
 
 
Tunga penetrans 
 
 
 
 
 
 
 
-- Afecções dermatológicas imunomediadas 
 
- Atopia: Dermatopatia inflamatóriae pruriginosa, com 
predisposição genética, caracterizadas por manifestações 
clínicas associada com aumento de igE contra antígenos 
ambientais e ativação de resposta imune celular 
 
 
- Predisposição: 
-Algumas raças são mais predispostas que outras: shar-pei, 
Lhasa Apso, Shih Tzu, Dálmata, Pug, Golden, Bocer, 
Labrador e Scnauzer miniatura 
- Fêmeas são mais predispostas 
-Incidência na população felina é desconhecida 
-Exposição pode ser via epicutânea, inalatória ou oral 
- Sinais clínicos: 
-Prurido, principalmente em região de face, paras, axila e 
virilha 
 
- Eritema, escoriação, hiperpigmentação, liquinificação, 
otite externa, dermatite por lambedura acral, 
pododermatite 
 
 
 
- Podem ter associações com dermatite alérgica à picada 
de pulgas, pioderma bacteriano secundário, infecção por 
malassezia secundária 
 
- Principais características: Primeira apresentação em 
idade inferior há 3 anos (6 meses - 3anos); Histórico 
familiar de atopia; Prurido no inicio da apresentação 
clínica (prurido sem outras lesões iniciais); É responsivo a 
corticoide, Piodermas recorrentes, acometimento dos 
membros, otite externa (50% dos casos), acometimento 
da região perioral 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Diagnóstico diferencial: 
 
- Prurido sem lesão primária podemos pensar em 
hipersensibilidade alimentar, seborreia primária ou 
dermatite psicogênica 
 
- Prurido com pápulas: Pioderma, DAPP, 
Escabiose/demodicose, ectoparasitos, hipersensibilidade 
por contato 
 
- Diagnóstico: Histórico, sinais clínicos, exclusão dos 
diferenciais, teste de exclusão para hipersensibilidade 
alimentar, teste intradérmico, dosagem de IgE 
 
- Diagnóstico clínico: Ao menos três dos “sinais 
principais” 
 
◦ Prurido 
◦ Envolvimento facial e / ou digital 
◦ Liquenificação da superfície flexora do 
tarso ou extensor superfície do carpo 
◦ Dermatite crônica ou recidivante 
crônica 
◦ História individual ou familiar de 
atopia 
◦ Predileção da raça 
 
- Ao menos três dos “sinais secundários”: 
◦Início dos sinais antes dos 3 anos de 
idade 
◦ Eritema facial 
◦ Conjuntivite bacteriana 
◦ Pioderma estafilocócica superficial 
◦IgE específica de alérgeno elevada 
 
 
TESTE INTRADERMICO

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