Prévia do material em texto
Termodinâmica – compilação de exercícios e respetivas resoluções 2012/13 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 2 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo I. Introdução Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 3 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo I. Introdução 1. Água líquida a 100 oC e 1 bar tem uma energia interna (numa escala arbitrária) de 419.0 kJ kg-1 e um volume específico de 1.044 cm3 g-1 a) Qual a sua entalpia? Por definição de entalpia: kgkJH kg m PakgJH gcmV kgkJU barP CT PVUH /1.419 10 10 044.1101/100.419 /044.1 /0.419 1 º100 3 3 6 53 3 1 1 1 1 b) A água é vaporizada até ao estado final de 200 oC e 800 kPa, correspondendo-lhe uma entalpia de 2 838.6 kJ kg-1. Determine H e U para este processo. O volume específico deste vapor é 260.79 cm3 g-1. Estado final: 2 Estado inicial: 1 gcmV kgkJH kPaP CT /79.260 /6.2838 800 º200 3 2 2 2 2 A entalpia é função de estado: kgkJH HHH /5.24191.4196.2838 12 Por definição de entalpia: PVUH Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 4 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 logo, kgkJU kg m PakgJU PVHU /2630 10 10 79.26010800/106.2838 2 3 3 6 33 2 Energia interna é função de estado: kgkJ22114192630UUU 12 / Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 5 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2. 5 moles de azoto a 80 oC estão contidos num reservatório rígido. Dados: Para o azoto suponha: Cv = 20.8 J mol-1 oC-1 Cp = 29.1 J mol-1 oC-1 a) Desprezando a capacidade calorífica do reservatório, determine a quantidade de calor que é necessário adicionar ao sistema para elevar a temperatura até 300 oC. CT CT Ndemol º300 º80 5 2 1 2 Reservatório rígido – volume constante Pela 1ª Lei da Termodinâmica: PdVdW dWdQdU mas dW é zero visto a variação de volume ser nula, logo: dQdU JTTcndTcnQU vT T v 22880803008.20512 2 1 b) Se o reservatório tiver uma massa de 100 kg e uma capacidade calorífica de 0.5 J g-1 oC-1, determine a quantidade de calor que é necessário adicionar ao sistema para atingir a mesma temperatura final. Reservatório: CgJc kgm P º/5.0 100 kJ11023J100231180300501010022880dTcn22880Q QQQ 63T T P ioreservatórgás 2 1 .. Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 6 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 3. Três libras mol de azoto a 450 oF estão no interior de um conjunto cilindro/pistão. Determine a quantidade de calor que deve ser retirada do sistema, mantendo a pressão constante, para arrefecer o gás até 100 oF. Despreze a capacidade calorífica do pistão e do cilindro. Dados: Para o azoto considere: Cv = 5 Btu (lb mol)-1 (oF)-1 Cp = 7 Btu (lb mol)-1 (oF)-1 FT Ndemollibras º450 3 1 2 1 :inicial Estado 2 :final Estado Cilindro/Pistão Pressão constante FT º1002 Desprezar capacidade calorífica do pistão e do cilindro Entalpia: PVUH Diferenciando: VdPPdVdUdH Pela 1ª Lei da Termodinâmica: PdVdQdU Logo: VdPdQdH A pressão constante: BtuTncHQ p 31035.745010073 (calor retirado: arrefecimento) Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 7 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo II. 1ª Lei da Termodinâmica Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 8 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo II. 1ª Lei da Termodinâmica 1. Um mol de um gás ideal, Cp = (7/2) R e Cv = (5/2) R, sofre uma variação de estado de 10 bar e 0.005 m3 para 1 bar, através de cada um dos seguintes processos reversíveis. Para cada um destes processos calcule W, Q, U , H . 1 mol gás perfeito Estado inicial 3 1 1 005.0 10 cmV barP Estado final barP 12 a) Volume constante, W = 0 Como é gás perfeito: K1460 31481 0050101 T K40601 31481 00501010 T RTVPeRTVP 5 2 5 1 2211 21 . . . . . . Para gás perfeito, e sendo Cp e Cv constantes: )( )( 12P 12V TTnCH e TTnCU Assim: 2511J1025114060114603148 2 5 1U 3 ..)..(. kJ e 7515J1075154060114603148 2 7 1H 3 ..)..(. kJ Pela 1ª Lei da Termodinâmica: Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 9 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 WQU Logo, 2511Q QU . kJ b) Isotérmico (T constante) Para gás perfeito, a temperatura constante: 0 HU Da 1ª Lei da Termodinâmica: PdVnW WQ Como se trata de um gás perfeito: 1 2 V V TRnW dP V RT nW V RT P ln Como o processo é isotérmico, pode escrever-se: 2 1 1 2 P P TRn V V TRnW lnln Assim, o trabalho é igual a: J11513 1 10 460131481W ln.. E o calor é: Q=11513J =11.5 kJ Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 10 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 c) Processo adiabático( Q = 0) Pela 1ª Lei da Termodinâmica: PdVdQdU dWdQdU Como dQ = 0 PdVdU Como é gás perfeito: P= RT V dU = cvdT dV V RT dTcv (1) Modificando a equação (1): v v c R c R v v V V T T V V T T V dV c R T dT V dV R T dT c 2 1 1 2 2 1 1 2 lnln v p c c Para gás perfeito: Rcc vp Ou: 11 v p v vv v v p c c c R c R c c c c Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 11 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Logo: 1 2 1 1 2 V V T T (2) Também para gás perfeito: 222 111 TRVP TRVP Destas 2 equações, pode escrever-se: 1 2 2 1 2 1 P P T T V V Substituindo na equação (2): 1 1 2 1 2 1 1 2 P P T T T T Rearranjando: 1 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 1 2 P P T T P P T T T T Retomando a equação (2), agora em termos de P e V: 1 2 1 1 2 V V T T Com a equação dos gases perfeitos: 11 22 1 2 222 111 VP VP T T TRVP TRVP Vem então: 2 1 1 2 1 2 1 1 2 1 2 V V P P ou V V V V P P Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 12 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Que é equivalente a: constante 2211 VP ou VPVP K5311 10 1 4601 P P TT 4157 1 1 2 12 .. ./ Da equação dos gases perfeitos: JH PVUH ou TncH JH JUW p 6.8425 10005.010026.06.6025 8.84354.6015.311314.8 2 7 1 6.60254.6015.311314.8 2 5 1 65 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 13 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2. Considere um tanque munido com um agitador, como se mostra na figura. O tanque contém inicialmente 0.50 m3 de hélio a 1 atm e 26ºC. O agitador é acionado até que a pressão no tanque atinja 2 atm. Durante este processo, as perdas de calor para o meio ambiente,a 25ºC, são estimadas em 5 kcal. Suponha que o hélio tem comportamento de gás perfeito com Cp = 5/2 R. Determine: a) A temperatura final do gás atmP CT atmP mV 2 º26 1 50.0 2 1 1 3 1 Perda de calor: Q < 0 kcalQ 5 Hélio: gás perfeito com Rcp 2 5 O tanque Volume constante 3 12 50.0 mVV Da equação dos gases perfeitos: 111 nRTVP Assim, o número de moles (n) no interior do tanque: 1136 06.8237.20 15.29906.82 105.01 KmolcmatmRmoln Novamente da equação dos gases perfeitos, calcula-se a temperatura final do gás perfeito: K nR VP T 3.598 06.8237.20 105.02 622 2 Q Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 14 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Ou, em alternativa, como o número de moles (n) se mantém constante, pode escrever-se: K P P TT nRT nRT VP VP 3.598 1 2 12 2 1 22 11 b) A variação de energia interna do gás. kJdTcnU v 9.7515.2993.598314.8 2 3 37.20 Como para gás perfeito RRRRcc pv 2 3 2 5 c) O trabalho executado pelo agitador. W =? Pela 1ª Lei da Termodinâmica, sistema fechado: kJ kcal kJ kcalkJW WQU 8.96 239006.0 1 59.75 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 15 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 3. Um metro cúbico de um gás perfeito a 500 K e 2000 kPa expande-se até um estado final em que o volume é 10 vezes superior ao volume inicial, através dos seguintes processos. Para cada um destes processos calcule a temperatura final, a pressão final e o trabalho realizado pelo gás. Considere que para este gás: 1121 KJmolcp Estado inicial: 1 Estado final: 2 kPaP KT 2000 500 1 1 12 10VV a) Um processo reversível e isotérmico Pela equação dos gases perfeitos: kPaPa V nRT P mol RT VP n nRTVP KTT 200200000 10 500314.812.481 12.481 500314.8 1102 500 2 2 2 6 1 11 111 12 kJ2460510500314812418 V V nRTdV V RT nPdVW 1 2 .ln..ln b) Um processo reversível e adiabático kPa2244P 10P1102000 VPVP 6551 314821 21 c c PV 0Q 2 6551 2 65513 2211 v p . . . 1 problema no feita derivação ver constante .. Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 16 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Calcula-se agora T2, pela equação dos gases perfeitos: K nR VP T 6.110 314.812.481 101022.44 322 2 O trabalho obtém-se a partir da aplicação da 1ª Lei da Termodinâmica: WQU Como o processo é adiabático: kJ2377500611031482112481TncUW V ... Ou, a partir da expressão equivalente: kJ VPVP W 2377 655.0 1102101022.44 1 63 1122 c) Um processo irreversível, adiabático, no qual a expansão é levada a cabo contra uma pressão constante de 100 kPa. kJ90011010100VPW 0Q kPa100P 3 extirr Pela 1ª Lei da Termodinâmica, que é válida para processos reversíveis e irreversíveis, pode escrever-se para o processo irreversível: WU Q como 0 WQU Calcula-se, assim, a temperatura final do gás: K54352T 500T3148211248110900 TncU 2 2 3 v . logo, ).(. P2 calcula-se pela equação dos gases perfeitos: kPa V nRT P 02.141 10 54.352314.812.481 2 2 2 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 17 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 4. Um quilograma de ar a 300 K e 1 bar é aquecido reversivelmente, a pressão constante, até o seu volume triplicar. Para este processo calcule W, Q, U , H . Dados: Para o ar considere: PV/T = 83.14 bar cm3 mol-1 K-1 Cp = 29 J mol-1 K-1 KT barP kg 300 1 ar de1 1 1 Processo a pressão constante: molKJc Kmolcmbar T PV VV p /29 14.83 3 113 12 Massa molecular do ar: M mol M massa n molgOMNMM 67.34 84.28 1000 :moles de número /84.283221.02879.021.079.0 22 Calcular T2 pela equação dos gases perfeitos (P2 = P1): KTT T V T V T VP T VP 9003 3 12 1 1 2 1 1 11 2 22 Como se trata de um processo a pressão constante: 12 3.6033009002967.34 VVnPnPdVW kJdTcnHQ p É necessário calcular o volume: Pela equação do enunciado: kJW VV molcmV V T VP 95.172102494221067.34 3 /24942 14.83 300 1 14.83 65 12 3 1 1 1 11 Pela 1ª Lei da Termodinâmica: kJ WQU 430.3172.95-603.3U Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 18 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 5. Derive uma equação para calcular o trabalho reversível durante a compressão isotérmica de um mol de gás desde um volume inicial V1 até um volume final V2, recorrendo à equação de estado: P (V - b) = RT com b - constante positiva Compressão isotérmica de um gás, desde V1 até V2 RTbvP Por definição de trabalho: 2 1 V V PdVW Da equação do enunciado: bvRTP 21 12lnVV bv bvRTdVbvRTW Como: RTbvP Pode escrever-se: 2 1 2 1 1 2 22 11 ln :logo e P P RTW P P bv bv RTbvP RTbvP Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 19 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 6. Um gás perfeito, Cp = (5/2) R e Cv = (3/2) R, sofre uma variação de estado desde 1 bar e 10 m3 para 10 bar e 1 m3, através de cada um dos seguintes processos reversíveis. Calcule, para cada um destes processos globais, o trabalho requerido, o valor transferido e as variações de energia interna e de entalpia. Gás perfeito: Rcp 2 5 ; Rcv 2 3 Estado inicial· Estado final 3 1 1 10 1 mV barP 3 2 2 1 10 mV barP Antes de mais, a partir da equação dos gases perfeitos, pode verificar-se que a temperatura inicial é igual à temperatura final: 21 5 22 5 11 logo 11010 10101 TT VP VP Como T1 e T2 são iguais, e sendo gás perfeito, conclui-se que para todas as alíneas: 0 HU Resta, então, calcular W e Q para as diferentes alíneas: a) Compressão isotérmica Equação do trabalho: PdVW Da equação dos gases perfeitos: Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 20 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 kJWQ kJ V V VPW VPnRTcomo V V nRTdV V nRT W V nRT P 2303 2303 10 1 ln10101ln )perfeito gases dos equação( ln 5 1 2 11 11 1 2 b) Compressão adiabática seguida de arrefecimento a pressão constante. Compressão adiabática i arrefecimento a pressão constante como ( 2i ) a pressão é constante barPPi 102 como ( i1 ): 1 1 11 1 0 T T T ncTTncW dTcnU WQU Q i vivi v O número de moles pode-se calcular a partir da equação dos gases perfeitos: 1 1 111 RT VP n nRTVP Voltando à equação para obter o trabalho, e substituindo: 1 11 11 1 1 T T T c RT VP W ivi Como o processo ( i1 ) é adiabático, calcula-se Ti: 512.2logo 3 5 ;ecomo 1 2 1 11 T T PP c c P P T T i i v pii Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 21 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Assim: JW T T W i i 6 1 1 1 5 1 1027.2 1512.2314.8 2 3 10 101 1222 VVPWi O volume em i calcula-se a partir do volume inicial (V1) e do conhecimento de que o processo de ( i1 ) é adiabático reversível: 6 6 2ii121 65 2i 3 i ii11 10783Q J10783WWW J1051215119211010W m51192VVPVP . . .. . c) Compressão adiabática seguida de arrefecimento a volume constante. Compressão adiabática + i1 + arrefecimento a volume constante ( 2i ) 3 21 1mVV de ( i1 ) processo adiabático reversível J104625Q J104625W 0W J1046256423 R c VPT1 T T c RT VP T1 T T ncTncW 6424 V V T T 6 21 6 21 2i 6V 11 1 i V 1 11 1 1 i VVi1 1 i 1 1 i . . )constante volume a processo( .. . Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 22 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 d) Aquecimento a volume constante seguido de arrefecimento a pressão constante. Aquecimento a volume constante (1 i) + arrefecimento a pressão constante i2( ) JQ JW JVPPdVW W PP VV i i i i 6 21 6 21 65 2 1 2 1 109 109 1091011010 )constante volumea processo(0 e) Arrefecimento a pressão constante seguido de aquecimento a volume constante. Arrefecimento a pressão constante i1 + aquecimento a volume constante 2i JVPPdVW PP VV i i i 55 1 1 2 109101101 JQ JW Wi 5 21 5 21 2 109 109 )constante volumea processo(0 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 23 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo III. Propriedades Volumétricas de Fluidos Puros Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 24 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo III. Propriedades Volumétricas de Fluidos Puros 1. Calcule Z e V para o vapor de metanol a 200 oC e 10 bar pelas seguintes equações: Comente os resultados obtidos. a) Equação virial truncada em função do volume. (B = -219 cm3 mol-1 C = -17300 cm6 mol-2) Metanol barP CT 10 º200 2 126 26 3 2 V 1017300 V 10219 1 RT PV RT PV Z molcm17300C molcm219B V C V B 1Z / / Resolvendo esta equação em ordem a V, obtém-se: 93960 RT PV Z molcm73695V molm1069573V 3 33 . /. /. b) Equação de Redlich-Kwong c c c c P RT b P TR a bVVT a bV RT P 08664.0 42748.0 5.22 2/1 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 25 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Do Apêndice do livro [1], para o metanol: K6512T bar9780P 5640 c c . . . Calcula-se agora a e b: molcm645b molbarKcm101712a 3 25068 /. . . Introduzindo na equação de Redlich-Kwong, e resolvendo em ordem a V: V = 3717.5cm3 /mol e Z = 0.9449 c) Equação Z = 1 + BP /RT, com B calculado recorrendo à correlação generalizada de Pitzer. RT BP Z 1 Correlação de Pitzer: Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 26 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 93920 T P B T P B1Z 12350P ou molcm63694 P ZRT V 93920 RT BP 1Z 10392BB P RT B 10180B 39670B 9230 6512 15473 T T T T 1720 1390B T 4220 0830B BB RT BP r r1 r r0 r 3 410 c c 1 0 c r 24 r 1 61 r 0 10 c c . . /. . . . . . . . . . . . . . Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 27 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2. Calcule o volume molar de líquido saturado e de vapor saturado para o propano a 40 oC (Psat = 13.71bar), recorrendo à equação de Redlich-Kwong e a correlações generalizadas. LV VeV Propano: barP C S 71.13 º40 Equação de Redlich-Kwong: c c c c P RT b P TR a bVVT a bV RT P 08664.0 42748.0 5.22 2/1 Do Apêndice do livro[1] (página 680): K8369T bar4842P 1520 c c . . . Assim: molm10276b molPaKm2918a 35 2506 /. . . Resolvendo em ordem ao volume (V): molcmV molcmV líquido vapor /1.108 /1499 3 3 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 28 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 b) Correlações generalizadas: Para o vapor: molcm1538V 80980 RT BP 1Z 1061183BB P RT B 20680 T 1720 1390B 46760 T 4220 0830B 84680 8369 15313 T T T BB P RT B RT BP 1Z 3V 610 c c 24 r 1 61 r 0 c r 10 c c / . . . . . . . . . . . . . Para o líquido: Equação de Rackett: c cc c T cc LS RT VP Z ZVV r 2857.01 Do Apêndice do livro[1] (página 680): Vc = 200.0cm 3 /mol Zc = 0.276 Calcula-se, agora, o volume molar de líquido saturado: molcm696276010200V 38468013LS 28570 /.. . . Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 29 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 3. Calcule: a) O volume ocupado por 20 kg de etano a 50 oC e 30 bar. 20kgetano T = 50ºC P= 30 bar Do Apêndice do livro[1], para o etano: K4305T bar848P 0980 c c . . . Tr = T Tc =1.058 Pr = P Pc = 0.6148 Vamos utilizar a correlação de Lee-Kesler: 10 ZZZ Das tabelas do Apêndice E do livro[1], págs. 696 e 697: 0Z rr PT / 0.6 0.6148 0.8 1.05 0.8002 0.7130 1.058 0.7991 1.1 0.8323 0.7649 1Z rr PT / 0.6 0.6148 0.8 1.05 -0.0097 -0.0032 1.058 0.7991 1.1 0.0106 0.0236 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 30 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 34767.0 67.666 30 20000 7985.0 mV moln nRT PV Z Z b) A massa de etano contida num cilindro com 0.3 m3, a 60 oC e 130 bar. Cilindro com: CT barP mV º60 130 3.0 3 Recorrendo à correlação de Lee-Kester: 662P 091T ZZZ r r 10 . . Das tabelas do Apêndice E do livro[1], págs. 698 e 699: 0Z rr PT / 2 2.66 3 1.05 0.3452 0.4604 1.09 0.4435 1.1 0.3953 0.4770 1Z rr PT / 2.0 2.66 3.0 1.05 -0.0432 -0.0838 1.09 -0.0143 1.1 -0.0698 -0.0373 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 31 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 kgm mol V V n molm P ZRT V Z total 5.95 88.3184 1042.9 3.0 /1042.9 4421.0 5 35 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 32 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo IV. Efeitos Térmicos Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 33 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo IV. Efeitos Térmicos 1. Calcular a energia necessária para aquecer 450 kg de protóxido de azoto (N2O) de 25 a 200 ºC, a volume constante. A capacidade calorífica do N2O a volume constante é dada pela equação: T104298550CKgKJC 4v ..)º/( com T em ºC. Ct Ct kgm ON º200 º25 450 2 1 2 Processo a volume constante CT104298550CkgkJc 4v º..º/ Como se trata de um processo a volume constante: kJUQ kgkJU T TU dTTdTcU UQ T T v 5.7567645017.168 /17.168 2 1042.9 855.0 1042.9855.0 15.473 15.298 24 15.473 15.298 42 1 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 34 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2. A entalpia de vaporização do metanol a 64.7 oC é 1099.5 J g-1. Estime o seu valor a 175 oC. Vamos usar a equação de Watson: 38.0 1, 2, 1 2 1 1 r r v v T T H H ; ciir TTT , É necessário saber a temperaturacrítica do metanol. Do Apêndice do livro [1], página 681: Tc = 512.6K Calcula-se: Tr1 = 64.7+273.15 512.6 = 0.6591 Tr2 = 175+273.15 512.6 = 0.8743 Da equação de Watson: gJH v /5.752 6591.01 8743.01 5.1099 38.0 2 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 35 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 3. Calcule a entalpia de vaporização de metanol a 300 K. ____________________________________________________________ T (K) P (bar) Vl (m3 kg-1) Vg (m3 kg-1) ____________________________________________________________ 280 0.0621 1.244 x 10-3 11.62 290 0.1094 1.259 x 10-3 6.778 300 0.1860 1.274 x 10-3 4.095 310 0.3043 1.290 x 10-3 2.566 320 0.4817 1.306 x 10-3 1.661 _____________________________________________________________ a) Recorrendo às equações de Riedel e de Watson. (Tn = 337.8 K) KT KTn 300 8.337 Equação de Riedel (para calcular a entalpia de vaporização à pressão atmosférica, a que corresponde a chamada temperatura de ebulição “normal” Tn): molJH T T P RTH v n nr nr c n v n /38267 659.0 6.512 8.337 930.0 013.1ln092.1 , , Equação de Watson: kgkJ kg g g mol molkJH molJ T T HH v r rvv /1.1288 1 1000 32 1 /221.41 /41221 659.01 6.512 300 1 38267 1 1 2 38.0 38.0 1, 2, 12 b) A partir dos dados apresentados para o metanol, na tabela do enunciado: Equação de Clapeyron: Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 36 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 dT dP VTH sat Adota-se a seguinte equação para correlacionar a pressão de saturação satP com a temperatura (T): T B APsat ln Com os valores da tabela do enunciado, obtém-se para cada valor de temperatura satPln e T/1 . Por regressão linear, calculam-se os parâmetros A e B da equação da pressão de saturação: 114591B 619113A . . LV VVV Também da tabela do enunciado: 310274.1095.4 V 22 exp T B P T B T B AdP satsat kgkJ kg J kg barm H H V V /3.116510653.11653.11 1860.0 300 11.4591 10274.1095.4300 5 3 2 3 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 37 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 4. Estime a entalpia de formação do etilbenzeno líquido a 25 oC. Tn = 409.3 K ; Tc = 617.1 K ; Pc = 36.1 bar ovaporizaçãHocondensaçãH ocondensaçãHHH barP KT KT V f L f c c n 1.36 1.617 3.409 Do Apêndice do livro [1], página 686: molkJHVf /92.29 Vamos, agora, calcular, VH (pois o de condensação tem o mesmo valor, com sinal oposto ao de vaporização): 1º VH a nT Equação de Riedel: 6633.0 1.617 3.409 930.0 013.1ln092.1 , , nr nr c n v n T T P RTH Assim, da equação de Riedel obtém-se: molkJH vn /9.35 Pela equação de Watson: molkJH T T H H v r r v v /2.42 1.617 3.409 1 1.617 15.298 1 9.35 1 1 38.0 2 38.0 1, 2, 1 2 Assim, o pedido: molkJH Lf /2.4228.122.4292.29 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 38 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo V. Balanços Energéticos Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 39 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo V. Balanços Energéticos 1. No processo de produção de 1,3 - butadieno ocorre a seguinte reação: C4 H8 (g) C4 H6 (g) + H2 (g) A corrente de alimentação ao reator contém 12 moles de vapor de água por mole de 1-buteno. A reação processa-se isotermicamente a 500 oC, verificando-se que a esta temperatura se obtém uma conversão de 30%. Calcule a quantidade de calor adicionada ao reator por mole de 1-buteno na alimentação. gHgHCsHC 26484 Alimentação: Arbitrar uma base de cálculo: 1 mol de C4H8 na alimentação ao reator. Logo, à entrada, tem-se: Componente Moles C4H8 1 H2O 12 Como a conversão é de 30% Reagem: 0.3 mol de C4H8, formando-se na reação: 0.3 mol de C4H8 0.3 mol de H2 À saída tem-se: Componente Moles H2O (inerte) C4H8 C4H6 H2 12 0.7 0.3 0.3 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 40 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Q = ΔH 21 HHHH r Cálculo de rH : Consultando o livro [1], página 686: molJH sHCgHsC molJH gHsCsHC /109240 34 /540 44 ** 642 * 2484 Somando as duas reações: molJHHH gHsHCsHC r /109780109240540 *** 26484 Mas, de facto, só reagem 0.3 mol de C4H8 (e não 1 mol). Então, o verdadeiro molJHr /329341097803.0 Cálculo de 1H : São necessários os valores de pc Do Apêndice do livro [1], página 684: H=? 500ºC 5 Entrada (reagentes) Produtos de saída H1 (Arrefecimento) H2 (Aquecimento) 25ºC Hr (Reação) Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 41 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 26384 263 64 2 5 3 2 2 2 10873.910630.31967.1 1082.810786.26734.2 10083.0 10422.0249.3 TTHC R c TTHC R c T TTH R c T D CTBTA R c p p p p Uma vez que o processo é isotérmico, e H2O é inerte - não é necessário efetuar o cálculo referente a este composto, nem para 1H nem para 2H entrada à/35287 3.03.07.0 1 8421 15.773 15.298 15.773 15.298 26415.773 15.298 84 2 15.298 15.773 84 1 HCmolJHHHH dT R Hc RdT R HCc RdT R HCc RH dT R HCc RH r PPP P Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 42 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2. O processo de oxidação do amoníaco é dado pela seguinte equação: 4 NH3 (g) + 5 O2 (g) 4 NO (g) + 6 H2O (v): º 904.7 /rH kJ mol Duas correntes, uma de 100 mol/s de NH3 e outra de 200 mol/s de O2, a 25º C, são alimentadas a um reator, no qual o amoníaco é completamente consumido. O produto gasoso à saída do reator encontra-se a 300º C. Calcule a quantidade de calor que deve ser transferida de ou para o reator de forma a manter a corrente de saída a 300º C, supondo que o reator opera a 1 atm. vOHgNOsOsNH 223 6454 NH3 totalmente consumido O2 consumido: da estequiometria da reação: mol125X OXNH100 O5NH4 23 23 H2O formado na reação: mol150Y OHYNH100 OH6NH4 23 23 100 mol/s NH3 200 mol/s O2 25ºC 100 mol/s NO 150 mol/s H2O 75 mol/s O2 300ºC 1 Atm Q? Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 43 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Componente Entrada Moles Saída Moles NH3 O2 NO H2O 100 200 - - - 75 100 150 Fazendo um raciocínio semelhante ao efetuado no problema anterior: 300ºC 21 HHHH r 01 H , visto a alimentação se encontrar a 25ºC (temperatura de referência). W10622 4 100 107904H 63r .. 2H : À saída do reator a corrente está a 300ºC Do apêndice do livro [1], página 684: 2532 253 2 253 10227.010506.0639.3 10121.010450.1470.3 10014.010629.0387.3 TTO R c TTOH R c TTNO R c p p p retirado écalor o19700 15010075 15.573 15.298 15.773 15.298 215.573 15.298 2 2 kWHQ dT R OHc RdT R NOc RdTR Oc RH ppp H Entrada (25ºC) Produtos de saída (25ºC) H2 Hr 25ºC Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 44 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 3. A um reator operando adiabaticamente são alimentadas duas correntes gasosas: uma de NH3 e outra de ar seco, estando este 25% em excesso relativamente ao necessário para a conversão total do NH3 em NO e vapor de água. Admitindo que os gases entram no reator à temperatura de 85 oC, que a conversão é de 85% e que não ocorrem outras reações, calcule a temperatura dos gases à saída do reator. (Suponha comportamento ideal para os gases). Reator adiabático: vOHgNOgOgNH 223 6454 Arbitrar base de cálculo: 4 moles de NH3 à entrada do reator: Componente Entrada Moles NH3 O2 N2 4 5x1.25=6.25 6.25x(79/21)=23.51 Como a conversão é de 85% Reagem: 0HQ Reagentes a 358.15 K Produtos a Tf Reagentes a 298.15 K Produtos a 298.15 K H=Q=0 H1 H2 Hr0 (298.15) Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 45 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 molO molNH 25.485.05 4.385.0423 Logo, à saída do reator: Componente Saída Moles NH3 O2 NO H2O N2 (inerte) 0.6 2 3.4 5.1 23.51 Fazendo um raciocínio semelhante ao efetuado nos problemas anteriores: J87696470254461104324181815902504315298H molJ241818OHH molJ90250NOH molJ0OH molJ46110NHH reagentesHnprodutosHn15298H J461161 dtT100400T10593028033148511923 dtT102270T10506063933148256 dtT101860T100203578331484H dTNcNndTOcOndTNHcNHnH 0HHHH o r 2 o f o f 2 o f 3 o f ifiifi o r 15298 15358 253 15298 15358 253 15298 15358 253 1 2 15298 15358 p22 15298 15358 p23 15298 15358 p31 2r1 ...... / / / / . . ..... ..... .... ,, . . . . . . . . . . . . Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 46 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 K31045T 0H15298HHH 5580293759 T 1 4864864303T1093297510T4006384962H 15298 1 T 1 101040015298T 2 105930 15298T2803R511923 15298 1 T 1 10227015298T 2 105060 15298T6393R02 15298 1 T 1 10121015298T 2 104501 15298T4703R15 15298 1 T 1 10014015298T 2 106290 15298T3873R43 15298 1 T 1 10186015298T 2 100203 15298T5783R60H dTT100400T1059302803R511923 dTT102270T1050606393R02 dTT101210T1045014703R15 dTT100140T1062903873R43 dTT101860T1002035783R60H dTNcNndTOcOn dTOHcOHndTNOcNOndTNHcNHnH f 2 o r1 2 ff2 f 522 f 3 f f 522 f 3 f f 522 f 3 f f 522 f 3 f f 522 f 3 f2 T 15298 253 T 15298 253 T 15298 253 T 15298 253 T 15298 253 2 2 T 15298 p22 T 15298 p2 2 T 15298 p2 T 15298 p3 T 15298 p32 f f f f f ff fff . . .... . .. . ... . .. . ... . .. . ... . .. . ... . .. . ... .... .... .... .... .... . . . . . .. ... Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 47 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 4. Num reator a operar em contínuo, o metano é oxidado para produzir formaldeído. Durante este processo, ocorre também a combustão do metano originando dióxido de carbono (reação competitiva): vOHCOOsCH vOHsHCHOOsCH 2224 224 22 O diagrama processual é esquematizado na figura seguinte. Admitindo uma base de cálculo de 100 mol de metano na alimentação ao reator e que este opera a 1 atm: Efetue os balanços material e energético a este reator. Base de cálculo: 100 mol 4CH à entrada Balanço material: Entrada Moles CH4 O2 N2 100 100 376 REATOR 100 mol 25º C 100 mol O 2 376 mol N 2 100º C 60 mol CH 4 30 mol HCHO 10 mol CO 2 50 mol H 2 O 50 mol O 2 376 mol N 2 150º C Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 48 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Saída Moles CH4 O2 HCHO CO2 H2O N2 60 50 30 10 50 376 (Inerte) Balanço energético: Estado de referência: )();();();( 1 º25 222 gNgHgOsC atmP CT Entrada: molkJ3152 15298 1 15373 1 100400 1529815373 2 105930 15298153732803 3148NH molkJ3532 15298 1 15373 1 102270 1529815373 2 105060 15298153736393 3148OH C25NHOH C25molkJ5274CHHCHH 5 22 3 2 5 22 3 2 22 4 o f4 /. .. . ´.. . ... . /. .. . .. . ... . º a relativas entalpias:e 686 pág. [1], livro do C.4 tabelaºa/. Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 49 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Saída: kJ15260HQ kJ15260HnHnH molkJ623727483241dT R c RC25OHHOHH molkJ63887545393dT R c RC25COHCOH molkJ1511175490115dT R c RC25HCHOHHCHOH molkJ8863NH molkJ9743OH C25NHOH molkJ9769 1529815423 3 101642 1529815423 2 100819 15298154237021 3148108574 dT R c RC25CHHCHH ininoutout C150 C25 p 2 o f2 C150 C25 p 2 o f2 C150 C25 po f 2 2 22 22 6 22 3 3 C150 C25 p 4 o f4 /...º, /...º, /...º, /. /. º a relativas entalpias:e /. .. . .. . ... .. º, º º º º º º º º Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 50 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo VI. 2ª Lei da Termodinâmica Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 51 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo VI. 2ª Lei da Termodinâmica 1. Uma fonte quente a 40 oC cede calor a uma determinada quantidade de um gás com comportamento de gás perfeito, Cp = (7/2) R, que se encontra inicialmente a 20 oC e 1 bar e ocupa o volume de 70 m3. O processo efetua-se a pressão constante e a temperatura final do gás é 25 oC. Calcule as variações de entropia do gás e do reservatório (fonte quente) e a variação de entropia total do processo. Comente os resultados obtidos. Tq=40ºC T1 = 20ºC P = 1 bar V = 70m3 Fonte quente – 40ºC Gás perfeito Rcp 2 7 Estado inicial (1) 3 1 1 1 70 1 º20 mV barP CT Processo isobárico (P constante) Estado final (2) CT º252 1 2 1 2 lnln P P R T T ncS pperfeitogás como constanteT Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 52 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 1 2ln T T ncS pperfeitogás O número de moles de gás calcula-se pela equação dos gases perfeitos mol RT VP n 2872 15.293314.8 70101 5 1 11 T Q S KJnS viz perfeitogás /4.1413 15.293 15.298 ln314.8 2 7 2872 como GásHP GásQ constante, KJSSS KJS JQ JTncH vizGásTotal viz viz p /7954.13344.1413 /4.1334 15.27340 417862 417862 4178622025314.8 2 7 2872 O processo é espontâneo 0S . Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 53 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2. Um mol de um gás ideal, com Cp = (7/2) R e Cv = (5/2) R, é comprimido adiabaticamente num cilindro munido de pistão, de 1 bar e 40 oC para 4 bar. O processo é irreversível e requer mais 30% de trabalho que o processo reversível de compressão adiabática do mesmo estado inicial para o mesmo estado final. Calcule a variação de entropia do gás. Como o processo é adiabático, vamos inicialmente supor um processo reversível, e assim, calcula-se o trabalho desse processo reversível. Depois, e como a eficiência é dada, obtém-se o trabalho do processo real. Como a 1ª Lei da Termodinâmica é válida para processos reversíveis e também para processos reais, com o valor do trabalho do processo real, e sabendo que 0Q , obtém-se U para o processo real. E é deste valor de U que se calcula a temperatura final “real” para o gás que sofre este processo: Assim, se o processo fosse adiabático reversível: 1 1 2 12 P P TT rev (equação derivada anteriormente no capítulo 2) 4.1 5 7 v p c c J3316315313344653148 2 5 UW K34465T 1 4 15313T rev rev2 41 141 rev2 .... . . . . Com a eficiência do processo real, calcula-se o trabalho real: Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 54 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 K511T 15313T3148 2 5 U J24112U J2411233163301W final final real .. . ... Calcula-se, agora, GásS KJ P P R T T cS ff pGás /732.2 1 4 ln314.8 15.313 511 ln314.8 2 7 lnln 11 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 55 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 3. Calcule a variação de entropia de 1 lb mol de um gás ideal, inicialmente a 150 oF e 5 atm que sofre uma expansão isotérmica até à pressão de 1 atm, seguida de arrefecimento, a pressão constante, até à temperatura de 50 oF. Os dois passos são reversíveis. (Cp = 7 Btu/lbmol R) Como a entropia é uma função de estado: atmP FTi 5 º150 1 atmP T 1 constante 2 FT P º50 constante 3 RlbmolBtu i f P P R T T cS i f i f pGás ./7c inicial final lnln p Assim, lbmolRBtuR SGás /986.1 5 1 ln986.1 67.459150 67.45950 ln7 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 56 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 4. Mostre se o seguinte processo é possível: Ar a 100 psig e 70 oF entra numa peça de equipamento bem isolada do exterior. Metade do ar sai a 180 oF e a outra metade a - 40 oF, ambas a 1 atm. Não há trocas de trabalho com o exterior e ambas as correntes de saída têm a mesma composição da corrente de entrada. DADOS: Cp = 7 (Btu)/ (lb mol) (R) 0Q F psig Ar º70 100 F F F F 5.0 º40 º180 5.0 atm1 Como a entropia é uma função de estado, vamos “dividir” a corrente de entrada em duas correntes, nas mesmas condições de temperatura e pressão, sendo que cada uma destas duas correntes tem um caudal igual a metade do da corrente de alimentação. Assim, temos uma corrente FF 5.01 e outra FF 5.02 A variação total de entropia será a soma de cada uma destas variações de entropia. Vamos considerar lbmolF 2 : À entrada, a pressão é psig100 ou seja psia69.114 Para a corrente 1F : 69.11469.14ln986.167.45970 67.459180ln711 S Para a corrente 2F : 69114691498616745970 67459407S2 ..ln.. .ln Como a variação total de entropia é dada pela soma destas duas variações de entropia: RBTu8547STotal /. O processo é, teoricamente, possível. Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 57 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 5. Uma máquina de Carnot recebe 150 kJ s-1 de calor de uma fonte quente à temperatura de 425 oC e rejeita calor para uma fonte fria à temperatura de 30 oC. Calcule a potência desenvolvida e o calor rejeitado. Para uma máquina de Carnot: skJW Q Q potênciaW Q T T T T q q q q f q f /0.84 W 566.0 566.0 15.273425 15.27330 1 quente fonte da recebidocalor W quente atemperatur fria atemperatur 1 Como o fluido perfaz um ciclo termodinâmico: skJWQQ Q QQW WQU qf f fq /1.65109.8410150 fria fonte a para rejeitadocalor ;0 33 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 58 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 6. Numa determinada instalação a fonte quente encontra-se a 300 oC e a fonte fria a 25 oC. A sua eficiência térmica é igual a 60% da eficiência térmica da máquina de Carnot a operar entre aquelas duas temperaturas. a) Calcule a eficiência térmica da instalação. 288.060.0 4798.0 15.273300 15.27325 11 60.0 º25 º300 Carnot q f Carnot Carnot f q T T CT CT b) Calcule a temperatura a que se deve elevar a fonte quente de modo a obter, para esta instalação, uma eficiência térmica igual a 40%. (Considere igualmente que esta eficiência térmica é 60% da eficiência da máquina de Carnot). KT T q q 5.894 15.27325 160.040.0 40.0 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 59 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 7. Duas máquinas de Carnot operam entre os mesmos níveis térmicos. Uma delas produz 50 hp e tem um rendimento de 30%. A outra recebe 4240 Btu/min da fonte quente. Calcule a potência fornecida por esta máquina e o calor que cada uma delas rejeita para a fonte fria. Duas máquinas de Carnot: Máquina 1: Máquina 2: 30.0 50 hpW min/4240BtuQq As duas máquinas, sendo de Carnot, a operar entre os mesmos níveis térmicos, têm eficiências iguais. Logo, a eficiência da máquina 2 é 0.30. Máquina 1: kWQ Q kWhpW q q 0.87 29.37 30.0 29.3750 Máquina 2: kWQ kW sBtu kW s Btu Q kW sBtu kW s Btu W sBtukW sBtuW W f q 2.524.2256.74 56.74 /94783.0 1min 60 1 min 4240 4.22 /94783.0 1min 60 1 min 1273 /94783.01 /1272 4240 30.0 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 60 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo VII. Propriedades Termodinâmicas de Fluidos Puros Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 61 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo VII. Propriedades Termodinâmicas de Fluidos Puros 1. Um reservatório com volume constante está cheio com água líquida a 25 oC e 1 bar. Adiciona-se calor à água até esta atingir 50 oC. Qual a pressão final? DADOS: = 36.2 x 10-5 K-1 = 4.42 x 10-5 bar-1 O volume específico da água líquida a 25 oC é 1.0030 cm3 g-1. V = constante (Processo isocórico) Estado inicial (1) barP CT 1 º25 1 1 Estado final (2) ? º50 2 2 P CT gcm00301 bar10424 K10236 3 C25 15 15 /. . . º Por definição: Coeficiente de dilatação volumétrica: PT V V 1 Coeficiente de compressibilidade isotérmica: dP T V dT P V dV PTfV P V V T ),( 1 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 62 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Introduzindo os coeficientes: e , anteriormente definidos: dPdT V dV Como: constV barP PTdPdTdPdT V dV 75.207 1042.4 102.36 1 00 5 5 2 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 63 Faculdadede Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2. Vapor de água saturado a 10 psia é convertido em vapor de água sobreaquecido a 30 psia e 1200 oF. 1 2 psiaP adoVaporsatur 101 FT psiaP aquecidoVaporsobre º1200 30 2 2 a) Calcule as variações de entalpia e de entropia, recorrendo às tabelas de propriedades de vapor do livro[1] 1 Vapor saturado a 10 psia. Da Tabela 3F , pág. 756 do livro[1]: P H S 9.747 10.168 1142.9 1143.7 1.7900 1.7865 Interpolando: RlbBtuS lbBtuH /7879.1 /4.1143 1 1 2 Vapor sobreaquecido Da tabela 4F , pág. 762 do livro[1]: FT psiaP º1200 30 Lê-se: H2 =1639.0Btu / lb S2 = 2.1217Btu / lb×R Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 64 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Logo, o pedido: RlbBtu33380SSS lbBtu6495HHH 12 12 /. /. b) Supondo que o vapor de água tinha comportamento de gás perfeito, calcule as variações de entalpia e de entropia. Comportamento de gás perfeito moln 1 02 CDTBTA R c dTcnH p p KFT KFT D C B A 04.922º1200 59.362º193 10121.0 0 1045.1 47.3 2 1 5 3 RlbmBtuH lbm g g mol J Btu mol J H T TTRH dTTTRH dTcnH T T T T T T p /0.493 1020462.2 1 18 1 1 1047831.9 23.20640 10121.0 2 1045.1 47.3 10121.01045.147.3 3 4 5 2 3 253 2 1 2 1 2 1 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 65 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 RlbmBtuS Rlbm g g mol J Btu mol J S P P RTTTTRS P P RdTT T RS P P RdT T TT RS P P R T dT cS T T p /3325.0 1 56.0 1020462.2 1 18 1 1 1047831.9 8597.24 ln 2 10121.0 1045.1ln47.3 ln10121.01045.1 47.3 ln 10121.01045.147.3 ln 3 4 1 22 5 3 1 2353 1 2 253 1 2 2 1 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 66 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 3. Vapor de água húmido a 1 800 kPa expande-se isentalpicamente até 101.33 kPa e 115 oC. Estime a qualidade do vapor de água no estado inicial. Utilize as tabelas de propriedades de vapor do livro [1]. kPaP 1800 Processo isentálpico 0H Estado final (2) CT kPaP º115 33.101 2 2 Da Tabela 2F , pág. 723 do livro [1]: T H S 100 125 2676.0 2726.4 7.3554 7.4860 Interpolando: kgkJH /9.27052 Para o estado inicial (1): H1 =H2 = 2705.9kJ / kg No estado inicial, a 1800kPa, vai ser mistura de líquido e de vapor. Assim: VsatLsatVsatLsati yHHyyHxHH 1 Da Tabela 2F , pág. 735 do livro [1]: Para kPaP 1800 , lê-se: HV = 2794.8kJ / kg H L =884.574kJ / kg E calcula-se a qualidade do vapor (y): 82794y574884y192705 ... Qualidade do vapor: 95% Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 67 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 4. Um kg de vapor de água está contido num cilindro com pistão a 700 kPa e 260 oC. Calcule a temperatura final, se este sofrer uma expansão adiabática reversível até 250 kPa. Qual o trabalho realizado? Utilize as tabelas de propriedades de vapor do livro [1]. Estado inicial (1): Estado final (2) CT kPaP º260 700 1 1 ? 250 2 2 T kPaP 0revQ fi rev SS0S T dQ dS Processo isentrópico Da Tabela 2F , pág. 727 do livro [1]: kgKkJS kgKkJCkPaS /1470.7 /1470.7º260;700 2 1 Para a pressão final de 250kPa: Da Tabela 2F , pág. 723 do livro [1]: T S 127.43 150 7.052 7.1689 Interpolando, obtém-se: CT º77.1452 Pela 1ª Lei da Termodinâmica: 12 0como, UUUW QWQU Das tabelas do livro [1]: Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 68 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Estado inicial: Tabela 2F , pág. 727 kgkJU /0.27351 Estado final: Tabela 2F , pág. 723 kgkJUW kgkJU /4.168 /6.25662 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 69 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 5. Um kg de água contido num cilindro com pistão a 25 oC e 1 bar é comprimido reversível e isotermicamente até 1 500 bar. O volume específico da água líquida a 25 oC é 1.0030 cm3 g-1. Calcule Q, W, U, H e S. = 250 x 10-6 K-1 = 45 x 10-6 bar-1 kgm 1 Estado inicial (1) Estado final (2) CT barP º25 1 1 1 gcmV barP TT /003.1 1500 3 2 2 12 16 16 1045 10250 bar K kgmV V V PPPPTT V V /109376.0 115001045ln 0ln 33 2 6 1 2 121212 1 2 Como a diferença de volume entre o estado inicial e o estado final é relativamente pequena, vamos considerar o fluido incompressível e usar a média destes dois valores para o volume (Vm): kgm VV Vm /109703.0 2 109376.0003.1 2 33 3 21 VdP T dT cdS dPTVdPTVdTcdH p p 101 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 70 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 kJU U VPVPHU PVUH kJQ T Q S KJS S MJH H rev rev 94.5 10003.110110937.0101500101346.0 84.1015.29836.36 /36.36 101101500109703.010250 1347.0 10110150015.298102501109703.0 35356 1122 5533 5533 Pela 1ª Lei da Termodinâmica: kJW QUW WQU 9.41084.101094.5 33 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 71 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 6. Vapor de água a 375 oC e 3 800 kPa sofre uma expansão isentrópica numa turbina. Calcule a pressão final se o vapor de saída for: Estado inicial (1) kPaP CT 3800 º375 1 1 Processo isentrópico i) vapor saturado. Estado final (2): Vapor saturado Da Tabela 2F , pág. 739 do livro [1]: 12 1 /7117.6º375;3800 SS kgKkJCkPaS Da Tabela 1F , pág. 719 do livro [1]: P S 683.56 718.31 6.7133 6.6964 Interpolando, para obter 7117.6S , o valor para a pressão é: 686.85 kPa. ii) vapor com uma qualidade igual a 90%. Qualidade do vapor: 0.90 VL SSS y 9.01.0 90.0 2 Das Tabelas 1F , pág. 718 do livro [1]: 3078.7 3518.1 68.116 º104 V L S S kPaP CT 7122.69.01.0 VL SSS Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 72 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2845.7 3742.1 04.125 º106 V L S S kPaP CT 6935.69.01.0 VL SSS Por interpolação, obtém-se que para 7117.6S , kPaP 90.1162 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 73 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 7. Propano gasoso a 1 bar e 50 oC é comprimido até 125 bar e 245 oC. Calcule o volume molar do propano no estado final e as variações de entalpia e de entropia para este processo. No estado inicial o propano comporta-se como um gás perfeito. 83HC gasoso Estado inicial (1): barP CT 1 º50 1 1 Estado final (2): barP CT 125 º255 2 2 Calcula-se SHV e,2 Usando a correlação generalizada: 10 ZZZ Em que RT PV Z Para obter os valores de 0Z e 1Z , do Apêndice E do livro [1], é necessário calcular os valores de rT e rP : Para tal, tem de se obter os valores de pressão e temperatura crítica. Vamos ler no apêndice B do livro [1], onde também se encontra tabelado o valor para o fator acêntrico: 1520 K8369T bar4842P c c . . . 94.2 48.42 125 40.1 8.369 15.273245 r r P T Das Tabelas 3E e 4E , págs. 698 e 699 do livro [1]: 2367.0 7235.0 1 0 Z Z Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 74 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Calcula-se, agora, Z : 7595.0Z e o volume final: molm P RT V RT PV Z /106.2 2 34 Para o estado final, em que não temos comportamento de gás perfeito: RGP RGP SSS HHH 222 222 Considerando que no estado inicial se tem gás perfeito: RGPGPRGP HHHHHHHH 212212 Utilizando a correlação de Lee-Kester para obter o valor da entalpia residual para o estado final: 1 c R 0 c R c R RT H RT H RT H Das Tabelas 7E e 8E , págs. 702 e 703 do livro [1]: 046.0 821.1 1 0 c R c R RT H RT H Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 75 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 molJH RT H R c R /5620 828.1046.0152.0821.1 molJ13400T 3 108248 T 2 1078528 T2131RH dTT108248T10785282131RdT R c RH T108248T10785282131 R c dTcH 15273245T 1527350T 3 6 2 3 GP T T 263T T pGP 263p T T p GP 2 1 2 1 2 1 2 1 / .. . ... ... . . 7780H J/mol Usando a mesma metodologia para calcular S : 1R0RR R 2 GP R S R S R S SSS Das Tabelas 11E e 12E , págs 706 e 707 do livro [1]: 013.1286.0152.0970.0 286.0 970.0 1 0 R S R S R S R R R Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 76 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 molKJ163S 1 125 RT 2 108248 T1078528T2131RS 1 125 RdT T T108248T10785282131 RS P P R T dT R c RS molKJ4268S GP T T 2 6 3GP T T 263 GP 1 2T T pGP R f i 2 1 2 1 /. ln . .ln. ln ... ln /. 58611S . J/(mol K) Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 77 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo VIII Compressores e Turbinas; Caldeiras; Ciclos de Potência e Refrigeração Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 78 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Capítulo VIII. Compressores e Turbinas; Ciclos de Potência e Refrigeração 1. Num anúncio de um frigorífico, equipado com um compressor de 100 W, é publicitado que tem capacidade para transferir 5439 kJ h-1 de calor do seu interior a 5 oC, para o exterior, a 27 oC. Qual a leitura que faz deste anúncio? %8079.01 15.278 15.300 11 1.15 100 8.1510 8.1510/5439 f q f q f f T T Q Q W Q WhkJQ é muito baixo. 27ºC 5ºC Qq Qf W 100W Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 79 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 2. Um compressor adiabático reversível recebe ar a 100 kPa e 20 ºC (1), comprimindo-o até 1 MPa (2). Depois do aquecimento, a temperatura eleva-se a 1200 ºC (3) sem haver alteração de pressão. Seguidamente, o ar é expandido numa turbina adiabática até 100 kPa e 600 ºC (4). O trabalho líquido produzido neste processo é 1 MW. Compressor Aquecedor Turbina (1) (2) (3) (4) WCompressor Aquecedor Turbina (1) (2) (3) (4) W Supondo que o ar se comporta como gás perfeito (Cp=1.005 kJ.kg-1.K-1), determine: a) A temperatura da corrente (2): KCT kPaP 15.293º20 100 1 1 MPaP T 1 ? 2 2 Compressor: 0S KT T Kkg kJ P P RdT T c S p 7.566 1.0 1 ln 09.28 1 314.8 15.293 ln005.10 ln 2 2 1 2 Kkg kJ b) O caudal mássico de ar; ?arm No compressor: HW 2 1 0/9.27415.2937.566005.1 T T p kgkJdTcH Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 80 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Turbina: skg kgJ mWmW kgkJW kgkJdTcH artotalarlíquido total T T p /05.3 /101.328 10 /1.3289.274603 0/0.6031200600005.1 3 6 4 3 c) A eficiência isentrópica da turbina; Turbina: 0S CT MPaP º1200 1 3 3 ? 100 4 4 T kPaP KT T P P RdT T c S T T p 7.747 1000 100 ln 09.28 1 314.8 15.1473 ln005.1 0ln 4 4 3 44 3 %7.82827.0 08.729 603 /08.72915.14737.747005.14 3 aisentrópic Turbina isent real T T p W W kgkJdT T c H HW d) A geração de entropia na turbina. Kkg kJ S P P RdT T c S S T T p real 1558.0 1000 100 ln 09.28 1 314.8 15.1473 15.873 ln005.1ln ? 4 3 3 4 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 81 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 3. Vapor de água a 200 bar e 407 oC entra numa turbina adiabática reversível, passando depois numa válvula isentálpica. À saída desta válvula obtém-se vapor saturado a 50 bar. Utilize o diagrama junto. S=0 a) Quais as temperaturas à saída da turbina e à saída da válvula? ? ? 3 2 T T Diagrama barP 503 , vapor saturado KT HkgkJH 540 /3400 3 23 Diagrama: 21 /2.9º407,200 SKkgkJCbarS Em 2 sabemos: barP KT KkgkJS HkgkJH 100 600 /2.9 /3400 2 2 2 22 b) Calcule o trabalho da turbina. kgkJH kgkJH barP KT HHHW /10035003400 /3500 200 680 1 1 1 12 Turbina Adiabática Reversível Válvula H = 0 P1= 200 bar T1= 407ºC = 680.15 K Vapor Saturado P3 = 50 bar Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 82 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 4 - Uma corrente de etileno gasoso a 260 oC e 4 100 kPa sofre uma expansão isentrópica numa turbina até 140 kPa. Calcule a temperatura do gás expandido e o trabalho produzido, recorrendo a: a) Equação dos gases perfeitos. Etileno gasoso Ti = 260ºC Pi = 4100kPa Pf =140kPa KT T T T P P RdTT T R P P R T dT R c RS f f f f T T i f T T i fp f i f i 07.321 0 4600 140 ln314.815.533 2 10392.4 15.53310394.14 15.533 ln424.1 0ln10392.410394.14 424.1 0ln 22 6 3 63 f i T T p m JdT R c RHW 15.11909 b) Correlações generalizadas. 0SS P dP RdT T c S 0SSS R i R f p RGP Etileno (Tabela B1, pág. 680, livro [1]) bar4050P K3282T 0870 c c . . . 8135.0 886.1 , , ir ir P T Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 83 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 r 1 r 0 r R dT dB dT dB P R S 6.2 0 675.0 rr TdT dB 2.5 1 722.0 rr TdT dB 62 fir 0 3282 T 6750 dT dB . . . 25 fir 1 3282 T 7220 dT dB . . . Para o estado inicial: 026460 dT dB 12920 dT dB ir 1 ir 0 . . 889400246460087012920813503148SRi ...... f i f i T T R i R f T T p 0SS P dP R T dT R c RS Por processo iterativo na equação acima, obtém-se Tf: Tf =315.80K A esta temperatura: 402980 dT dB 504290 dT dB fr 1 fr 0 . . Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 84 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Calcula-se agora o trabalho: r 1 r 1 r 0 r 0 r c R R i R f T T pm n dT dB TB dT dB TBP RT H HHdT R c RW 0QWQH f i É necessário calcular também, para os estados inicial (i) e final (f): 24 r 1 61 r 0 T 1720 1390B T 4220 0830B . . . . . . 127090B 069580B i1 i 0 . . 031600B 269690B f1 f 0 . . f i T T R i R f p m R f R i J11624HHdT R c RW J7456H J01586H . . Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 85 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 5 - Considere a máquina de calor representada na figura: Trata-se de uma instalação de potência que converte calor em trabalho, nas seguintes etapas: 1 - 2 a água líquida saturada é comprimida adiabática e reversivelmente, sendo fornecido trabalho nesta etapa (w12). 2 - 3 a água é aquecida isobaricamente até ao seu ponto de ebulição. 3 - 4 a água é evaporada. 4 - 5 o vapor de água é aquecido isobaricamente. O calor proveniente de uma combustão é cedido à água nestas três etapas de aquecimento. Parte deste calor é convertido em trabalho. 5 - 6 o vapor expande-se adiabaticamente na turbina. Nesta etapa, o vapor fornece trabalho ao exterior. 6 - 7 o vapor que sai da turbina é arrefecido isobaricamente até à saturação. 7 - 1 o vapor condensa e o líquido inicia novo ciclo. Nesta etapa, parte do calor recebido é cedido ao exterior. Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 86 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 a) Supondo que o líquido é incompressível, calcule w12. De 1 para 2: compressão adiabática reversível, sendo 1 e 2 ambos líquidos: Pela 1ª lei da Termodinâmica, para processo de fluxo em estado estacionário: dH=dQ+dW (processo adiabático: dQ=0): dH=dW Introduzindo agora a definição de entalpia, e tendo em consideração que se trata de fluido puro, e uma fase (sistema homogéneo), sabe-se que: dH= TdS+VdP Como o processo é adiabático e reversível, é isentrópico, ou seja dS=0 Logo: dH=dW=VdP dW=dH+VdP Com base nesta expressão, e admitindo líquido incompressível (V=constante), calcula- -se o trabalho de 1 para 2: 118714500016720dPVW12 ... psia ft3lbm-1 m12 lbBtu51W /. b) Calcule a entalpia no estado 2. Por leitura nas tabelas de líquido saturado, a 14.7 psia, no livro [1], página 756: H1 =180.17Btu / lb Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 87 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 lbBtu71815117180HHH 51WH H 1212 1212 2 /... . ? c) Calcule w56 e T6. ? ? 6 56 T W FT psiP º03.467 500 3 3 FT psiP º1200 500 5 5 1 até isobárico7.146 psiP Expansão adiabática reversível Tabela F4, página 779, do livro [1]: H5 =1629.1Btu / lb S5 =1.8069Btu / lb×R Como o processo é adiabático reversível: S6 =S5 Em 6, sabemos: psiP RlbBtuS 7.14 /8069.1 6 6 Tabela F4, página 760, do livro [1]: T S 250 1.7833 300 1.8158 lbBtuHFTRlbBtuS /08.1186º3.286/8069.1 666 lbBtuHHW /02.4435656 T H 250 1168.8 300 1192.6 Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 88 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 d) Calcule Q1 e Q2. lbBtu91005HHQ lbBtu41447HHQ Q Q 612 251 2 1 /. /. ? ? e) Determine a eficiência desta instalação. %..... ..recebido ? 5303050 41447 52441 41447 50102443 Q WW 1 5612 f) Determine a eficiência de uma máquina de Carnot que funcionasse entre os mesmos limites de temperatura. %5.59595.0 4601200 460212 11 Carnot i f Carnot T T Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 89 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Apêndice: Diagrama Entropia-temperatura para água: Termodinâmica Maria Eugénia Macedo 90 Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro de 2012 Bibliografia: [1] Smith, J. M.; Van Ness, H. C.; Abott, M. M.; Introduction to Chemical Engineering Thermodynamics, 7th Ed., McGraw-Hill, NY, 2005