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Título: As máscaras da ciência Aluno(a): Carla Giselle Silva Pontes Resumo O significado da ciência em síntese estaria associado à busca por um conhecimento de cunho “imaculado”, onde o início e o fim estariam em um mesmo lugar. Entretanto, essa concepção sofreu modificações em sua essência com a aparição de mitos (ilusões, máscaras) a partir da percepção da relação saber e poder que passou a fazer diferença no que diz respeito ao desenvolvimento maior e mais rápido da produção de bens. Estes mitos têm origem nas reflexões em torno do significado de ciência com destaque para dois panoramas: o saber científico como algo puro, ou seja, “saber pelo saber”; e a ciência sendo vinculada a um ideal de progresso, utilizando-se da tecnologia para conseguir resultados mais eficientes. Vale destacar que esta “ciência progressista” aos olhos dos industriais e grandes empresários fez com que os cientistas se tornassem objetos de desejo adquiridos com o objetivo de gerarem alta produtividade e, por consequência, maiores lucros. Este vínculo com o desenvolvimento em maior escala tornou o conhecimento científico uma espécie de motor que manteria tudo no lugar e funcionando. Dessa forma, a evolução e ascensão do saber juntamente com outros componentes como a estratégia impõe aos estudiosos que repensem seu comportamento frente a uma sapiência nova. Nesse contexto, surgiram as dúvidas quanto às formas de estudo e aplicação de novos tipos de erudição. Palavras-Chave: Ciência, Progresso, Mitos, Saber. Referência Bibliográfica: JAPIASSU, Hilton. As máscaras da ciência. Ciência da Informação, v. 6, n. 1, 1977.