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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE PRO-REITORIA DE GRADUAÇÃO CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS CURSO: LICENCIATURA EM GEOGRAFIA RAMIRO CAVALCANTE MELO RESUMO: CONHECIMENTO OBJETIVO: UMA ABORDAGEM EVOLUCIONÁRIA A EVOLUÇÃO E A ÁRVORE DO CONHECIMENTO Rio Branco 2022 RAMIRO CAVALCANTE MELO RESUMO: CONHECIMENTO OBJETIVO: UMA ABORDAGEM EVOLUCIONÁRIA A EVOLUÇÃO E A ÁRVORE DO CONHECIMENTO Trabalho, apresentado ao Curso de Licenciatura em Geografia, como pré-requisito para avaliação na disciplina Teoria do Conhecimento (CFCH 236) como parte das avaliações parciais. Professor : Aristides Moreira Filho Rio Branco 2022 Karl R. Popper, recebeu o convite para proferir a Conferência em homenagem Herbert Spencer. Após a Diretoria de Administração dar liberdade na escolha do tema como “O Método das Ciências Biológicas”. Karl desenvolveu inúmeras ideias dignas de discussão. Todas as idealizações tange a problemas do método em biologia. No entanto, o autor não se limitou a este campo seu plano se fracionou em três partes da conferência, seu estudo iniciou-se a problemas de método relativo à teoria da evolução, já na terceira parte da conferencia o autor explorou sua conjectura que pretendia resolver dentro da estrutura darwiniana da seleção natural algumas das dificuldades clássicas que a teoria embasou. Portanto a conferência estende-se na teoria geral do conhecimento para os métodos da biologia e para a própria teoria de evolução. Primeiramente, o autor buscou explanar a teoria geral do conhecimento. No qual seu principal ponto de debate é a relação entre a observação e teoria, na sua concepção as teorias, ou pelo menos algumas sempre vem primeiro, e que ela sempre precede da observação no qual o papel fundamental das observações é que os testes experimentais mostram que algumas de nossas teorias são falsas e assim, nos estimula a produzir outras melhores. Karl afirma que nunca partimos das observações mais sim de problemas ou de uma teoria que caiu em dificuldades. Diante disso o autor expõe que os problemas podem ser trabalhados por meio de duas tentativas diferentes: podendo prosseguir tentando primeiro supor ou conjecturar uma solução para nosso problema, ou depois tentar criticar as suposições, costumeiramente fracas. Assim, o crescimento do conhecimento marcha de velhos problemas para novos problemas, por meio de conjeturas e refutações. Karl, afirma que todo animal nasce com expectativas ou antecipações que podem ou não serem enquadradas como hipóteses, ou seja uma espécie de conhecimento hipotético. Ressalta ainda, um certo grau de conhecimento inato a partir do qual podemos “começar”, ainda que possa ser completamente indigno de confiança. Este conhecimento e expectativas inatas se desiludidas, criarão nosso primeiro problema, e o conhecimento descrito consiste em correções e modificações de conhecimento prévio. Ressalta ainda que a observação não precede de expectativas e problemas, assim a observação pode proceder por meio de experiências simples que o autor realizou com elementos experimentais. Pois o mesmo em seu projeto ilustrou que devemos ter em mente uma indagação segunda que pode ser realizada por meio da observação. Segundo sua tese, Karl indaga o método de conjectura e refutação que é o método pelo qual o conhecimento cresce. Na qual ele busca explicar citando que a solução de um problema ou dificuldade pode ser prático ou teórico. Visando que, produzir uma solução inadequada e criticá-la pode ser a solução, considerando a análise, observamos que ela se encaixa na fórmula que diz que o progresso do conhecimento vem de problemas velhos para novos problemas por meio de conjecturas e de tentativas críticas para refutá-las. Já no passo seguinte, a solução experimental que o autor encontrou é discutida e criticada, tudo isto pode ser expresso dizendo que o crescimento de nosso conhecimento é o resultado de um processo estreitamente semelhante ao que Darwin chamou de “seleção natural”, isto é a seleção natural de hipóteses: nosso conhecimento consiste, a cada momento, daquelas hipóteses que mostram sua aptidão para sobreviver em sua luta de existência, uma luta de competição que elimina aquelas hipóteses que são incapazes. Essa interpretação pode ser aplicada ao conhecimento animal, ao conhecimento pré-científico e ao conhecimento científico. Assim, enquanto conhecimento animal e o conhecimento pré-científico crescem principalmente através da eliminação daqueles que sustenta as hipóteses incapazes, a crítica científica faz muitas vezes nossas hipóteses perecerem em lugar de nós, eliminando nossas crenças errôneas antes que essas crenças levem a nossa eliminação. Contudo, algo novo emergiu no nível humano. A fim de que isto possa ser visto de um relance, o autor cita a árvore evolucionária chamada também de árvore crescente do conhecimento. A árvore evolucionária cresce, de um tronco comum, em mais ramos. Os ramos representam desenvolvimentos posteriores, muitos dos quais, para usar a terminologia de Spencer, se “diferenciam” em formas altamente especializadas, cada uma das quais é tão “integrada” que pode resolver suas dificuldades particulares, seus problemas de sobrevivência. Não podemos assim, atribuir verdade ou probabilidade, as nossas teorias. O uso de padrões tais como a verdade e a aproximação da verdade só desempenha o papel dentro de nossa crítica Por fim, o programa de conferência de Karl R. Popper, estende-se, portando da teoria geral do conhecimento para os métodos da biologia e para própria teoria da evolução. O programa consiste em uma aproximação mais esperada da verdade. Certamente não contém nem a verdade final, e nem a verdade inteira da questão. O autor porém tentou explicar de maneira clara e explícita reavivar os interesses para a solução dos questionamentos e dos problemas. Referência: POPPER, Sir R. Conhecimento científico: Uma abordagem evolucionária. Tradução:Milton Amado. Belo Horizonte: Itatiaia,1975.394 p.