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Propriedades dos Metais Resposta do material a solicitação externa ou de serviço, independentemente da geometria e tamanho. Ex: Propriedades mecânicas, elétricas, térmicas, magnéticas, óticas e químicas. • Em maior ou menor grau, os metais experimentam algum tipo de interação com ambientes diversos. • O ouro e a platina são atacados somente pela água-régia; • o aços inoxidáveis são sensíveis à presença do íon cloreto; HNO3 + 3 HCl Propriedades Químicas • o alumínio, embora possa resistir aos ácidos oxidantes como o nítrico, não resiste ao ácido clorídrico e às soluções aquosas de bases fortes como, por exemplo, hidróxido de sódio; • o cobre e suas ligas sofrem corrosão acentuada em presença de soluções amoniacais e em ácido nítrico; • o titânio sofre corrosão em ácido fluorídrico, embora seja resistente a outros meios ácidos. •Apesar da estabilidade adquirida pela ligação metálica, os metais, geralmente, são mais reativos que cerâmicos e polímeros, tanto é que na natureza, aparecem, em maioria, na forma de óxidos. •A degradação dos metais envolve reações químicas, sendo fonte de estudo de muitos pesquisadores. Não tem como eliminar totalmente a oxidação, mas sim retardar o processo protegendo o metal contra ela. Metalurgia: ΔG>0 Corrosão: ΔG<0 Reação não espontânea Reação espontânea Corrosão uniforme Corrosão galvânica Corrosão por frestas Lixiviação seletiva Corrosão por pites: Corrosão intergranular Corrosão sob tensão Principais tipos de corrosão Esse assunto será visto em maiores detalhes na disciplina de corrosão. Corrosão uniforme As reações de oxidação e de redução ocorrem aleatoriamente na superfície exposta da peça, o que resulta em superfícies com o mesmo grau de corrosão. Corrosão galvânica Ocorre quando dois metais de composições químicas diferentes e em contato mútuo são expostos a um eletrólito. Nesse meio específico, o metal menos nobre (o mais reativo) sofrerá corrosão, e o metal mais nobre será protegido contra ela. Corrosão por frestas Ocorre em frestas nas quais a água consegue penetrar. As condições do líquido estagnado e o empobrecimento do oxigênio favorecem o enriquecimento em íons de hidrogênio, os quais acabam tornando o pH ácido e corrosivo. Corrosão por pites Ocorre em metais passivos na presença de íons cloreto. Os íons cloreto rompem localmente a película passiva. Como as condições são de estagnação no interior do pite, forma-se aí uma solução ácida, o que possibilita um rápido crescimento do pite para o interior do material. Corrosão sob tensão Causada pela ação simultânea de tensões trativas e meio corrosivo. Na indústria de processos químicos ela é uma das principais causas de falhas em serviço Série Galvânica 16 Esses valores de potenciais padrão de redução foram determinados experimentalmente, tendo como eletrodo padrão de referência de hidrogênio. Eles fornecem a tendência relativa de diversas espécies químicas serem reduzidas ou oxidadas. Oxidam mais facilmente São mais resistentes Passividade • Alguns metais e ligas normalmente ativos, sob condições ambientais específicas, perdem a sua reatividade química e se tornam extremamente inertes. • Esse fenômeno é exibido pelo cromo, níquel, titânio e muitas das ligas desses metais. • A resistência do aço inoxidável à corrosão deve-se à adição de pelo menos 11% de cromo. • O cromo combina-se com o oxigênio e forma uma película aderente de óxido de cromo. Ex: Passividade do Cromo • O alumínio reage muito mais facilmente com o oxigênio do que o ferro. • Um pedaço de alumínio recém-cortado rapidamente adquire uma camada de óxido de alumínio, Al2O3. • Entretanto, essa camada de Al2O3 adere fortemente à superfície do alumínio, protegendo a peça e impedindo que a corrosão prossiga. Ex: Passividade do Alumínio Diagrama tensão-deformação de um metal Propriedades Mecânicas Sugestão de vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=D8U4G5kcpcM&t=3s Como é determinada as propriedades mecânicas? https://www.youtube.com/watch?v=D8U4G5kcpcM&t=3s • Capacidade de um material resistir à deformação plástica. • A maioria das estruturas são projetadas para assegurar que apenas a deformação elástica irá resultar quanto a aplicação de uma tensão. Em geral metais deformam entre 0,2 e 0,5%. Escoamento • Representa uma medida do grau de deformação plástica que foi suportada até a fratura. • O material que apresenta deformação plástica muito pequena (<5%), ou nenhuma, é considerado frágil. Ductilidade • Quantidade de energia que o material absorve até a fratura. • Geralmente materiais tenazes são aqueles que apresentam alta ductilidade e alta resistência a fratura. • A geometria do corpo de prova e a maneira que a carga é aplicada influi bastante nesse ensaio. Representada pela área abaixo da curva. Tenacidade • A inclinação (coeficiente angular) deste segmento linear corresponde ao módulo de elasticidade E. • Esse módulo pode ser considerado como sendo a rigidez, ou a resistência do material à deformação elástica. • Quanto maior for esse módulo, mais rígido será o material ou menor será a deformação elástica que resultará da aplicação de uma dada tensão. Módulo de elasticidade • É a capacidade que o material tem de absorver energia quando ele é deformado elasticamente e depois, com o descarregamento, ter essa energia recuperada. Limite de elasticidade Resiliência Resiliência Resistência à fadiga Repetidas aplicações de tensões (tensões dinâmicas) Como é determinada a resistência à fadiga? Ensaio de fadiga: https://www.youtube.com/watch?v=hASl6d3z3BM As propriedades de fadiga podem ser simuladas em laboratório. Corpo de prova de acordo com norma técnica ou diretamente no produto final. Máquina de ensaio universalMáquina de ensaio de fadiga https://www.youtube.com/watch?v=hASl6d3z3BM • Resistência de um material a uma deformação plástica localizada. • Existem diferentes ensaios de dureza: ‒ Dureza Rockwell ‒ Dureza Brinell ‒ Dureza Vickers ‒ Knoop • A escolha do método dependerá do tipo de material, amostra entre outros... Dureza Equipamento de dureza Vickers. Um indentador desce sob carga pre-definida sobre a amostra metálica Vista em corte do ensaio mostrando o indentador penetrando a peça metálica. O tamanho da impressão (losango) causada na peça se refere a resistência à deformação plástica gerada pelo material frente a força do indentador contra ela. Quanto maior a endentação (losango) menor a dureza (menor a resistência à deformação plástica). Vista de topo da amostra ensaiada. •O que acontece quando a luz incide em uma superfície? •Quando a luz segue de um meio para outro, uma parte da radiação luminosa pode ser transmitida, outra absorvida e outra refletida. Propriedades Ópticas • Por "propriedade óptica" subentende-se a resposta de um material à exposição da radiação eletromagnética e, em particular, com a luz visível. violeta anil azul verde amarelo alaranjado vermelho Raios gama raio x ultravioleta visível infravermelho micro-ondas rádio A luz branca consiste simplesmente na mistura de todas as cores. O que acontece quando a luz incide em uma superfície? • Quando a luz segue de um meio para outro, uma parte da radiação luminosa pode ser transmitida, outra absorvida e outra refletida. 34 Transição de energia dos elétrons Estado fundamental Elétron excitado • Considere um átomo isolado, onde um elétron pode ser excitado de um estado de menor energia para outro de maior energia, ao retornar para o estado fundamental, ocorre a liberação de energia por meio de um fóton. Fóton: pacotes de energia quantizados (unidade quântica de energia eletromagnética). Fenômenos da luz quando a luz entra em contato com um corpo Transmitida (Refração) Reflexão Absorção Propriedadesópticas dos metais • Os metais são opacos para os espectros de frequências, desde as ondas de rádio, passando pelas radiações infravermelha e visível, até aproximadamente a metade da radiação ultravioleta. (𝑟𝑎𝑖𝑜𝑠 𝛾) • Os metais são transparentes às radiações de alta frequência: O brilho característico dos metais é devido à mobilidade dos elétrons. Quando uma onda de luz incide na superfície de um metal , os elétrons oscilam irradiando luz (brilho que enxergamos) Propriedades ópticas dos metais • A refletividade para a maioria dos metais encontra-se entre 0,90 e 0,95. • Uma pequena fração da energia dos processos de decaimento eletrônico é dissipada na forma de calor. Propriedades ópticas dos metais Uma vez que os metais são altamente refletivos, a cor percebida é determinada pelo comprimento de onda da radiação que é refletida (e não absorvida). Quando a luz de uma determinada cor atinge a superfície de um metal, os elétrons da superfície oscilam dando origem a uma onda eletromagnética que percebemos com a reflexão da fonte. O espelho é formado por um sanduíche, tendo uma lâmina de vidro, uma camada de prata e tinta. A camada de prata é responsável pela reflexão. Responsável pela reflexão Propriedades ópticas dos metais • Uma aparência prateada brilhante quando o material é exposto à luz branca indica que o metal é altamente refletivo ao longo de toda a faixa do espectro visível. • Por exemplo, o alumínio e a prata são dois metais que exibem esse comportamento refletivo. • O cobre e o ouro possuem aparência vermelho-alaranjada e amarela, respectivamente, pois uma parte da energia que está associada aos fótons de luz com menores comprimentos de onda não é reemitida na forma de luz visível. Alumínio Prata Ouro Cobre Propriedades ópticas dos metais Cor do metal: distribuição dos comprimentos de onda refletidos 400 a 450 nm – violeta 450 a 500 nm – azul 500 a 550 nm – verde 550 a 600 µm – amarelo 600 a 650 nm – laranja 650 a 700 nm – vermelho A prata reflete eficientemente quase todos os comprimentos de onda do espectro visível, por isso sua cor esbranquiçada. O ouro reflete quase que completamente a luz vermelha e a amarela.. •O que acontece quando mudamos a temperatura de um material? •Variação dimensional; •Dilatação ou expansão térmica (em aquecimento); •Contração (no resfriamento); •Calor é absorvido ou transmitido; • Transformações de fases. Propriedades Térmicas Por que estudar as Propriedades Térmica dos Metais? • As decisões referentes à seleção de materiais para componentes que devem ser expostos a temperaturas elevadas ou extremamente baixas, ou alterações de temperaturas e gradientes térmicos, exigem que se tenha uma boa compreensão dos fenômenos térmicos dos metais. 44 Propriedade térmica é a resposta de um material à aplicação de calor. À medida que um sólido absorve energia na forma de calor, a sua temperatura aumenta, assim como também aumentam as suas dimensões. Capacidade Calorífica • Um material sólido, quando aquecido, experimenta um aumento de temperatura, o que significa que alguma energia foi absorvida. Ti = 20°C Q= 1000cal Tf = 24°C Ti = 20°C Q= 1000 cal Tf = 44°C alumínio madeira Qual dos dois materiais apresenta maior capacidade calorífica? A capacidade calorífica representa a quantidade de energia para produzir um aumento unitário de temperatura. Calor específico: É a quantidade de calor que um grama de uma substância recebe ou cede para que sua temperatura se altere de 1oC. Podemos interpretar como a dificuldade de variar a temperatura de um material , ou seja, quanto maior o calor específico maior a quantidade de calor necessária para variar a temperatura. Capacidade Calorífica Vibracional Os átomos nos materiais sólidos estão constantemente vibrando a frequências muito altas e com amplitudes relativamente pequenas. Na maioria dos sólidos a principal modalidade de assimilação da energia térmica é pelo aumento da energia vibracional dos átomos. Representação esquemática da geração de ondas reticulares em um cristal por meio de vibrações atômicas. Posições normais dos átomos na rede cristalina Posições deslocadas dos átomos devido às vibrações Fônons O aquecimento até temperaturas sucessivamente elevadas aumenta a energia vibracional. Expansão Térmica • De uma perspectiva atômica, a expansão térmica é refletida por um aumento na distância média entre os átomos. • A expansão térmica pode ser: linear, volumétrica e superficial. T2 > T1 T1 Expansão térmica linear Consiste na variação considerável de apenas uma dimensão. Como, por exemplo, em barras, cabos e fios. Mudança de volume no ferro: A mudança de volume também pode decorrer da mudança de fase. A mudança de volume ocorre quando o FeCCC é aquecido e transforma-se em FeCFC. Na transformação o parâmetro de rede muda de aCCC = 2,863A para aCFC = 3,591A. Expansão térmica volumétrica Dilatação ocorre nas três dimensões de um sólido (largura, comprimento e altura). T1 T2 > T1 Expansão térmica superficial http://www.tribunapr.com.br/noticias/parana/forte-calor-faz-concreto-dilatar-na-avenida-iguacu/ Quando a dilatação é predominante na área do corpo. Para cada classe de materiais (metais, cerâmicas e polímeros), quanto maior for a energia da ligação atômica, menor a expansão térmica. Condutividade Térmica • O calor é transportado em materiais sólidos tanto através das ondas de vibração do retículo (fônons), como através dos elétrons livres. • Os elétrons livres em uma região quente da amostra aumentam sua energia cinética. Então eles migram para as áreas mais frias, onde uma parte dessa energia cinética é transferida para os próprios átomos (na forma de energia vibracional). Condutividade Térmica em Metais • A condutividade térmica total aumenta com o aumento das concentrações de elétrons livres, uma vez que mais elétrons estão disponíveis para participar nesse processo de transferência de calor. • Em metais o mecanismo de transporte de calor é muito mais eficiente com elétrons do que a contribuição dos fônons. Efeito do zinco em solução sólida na condutividade térmica do cobre: Quanto maior a quantidade de zinco (impureza), menor a condutividade térmica. O que podemos concluir? Os metais possuem melhor condutividade devido aos elétrons livres e as espumas possuem pior condutividade tanto pelo fato de não terem elétrons livres como também pela presença de poros. O movimento ordenado de cargas elétricas é o que determina a corrente elétrica. Propriedades Elétricas Resistividade • Propriedade específica de cada material que define o quanto ele se opõe à passagem de uma corrente elétrica. Condutividade elétrica • É um indicativo da facilidade como que um material é capaz de conduzir uma corrente elétrica. 𝜎 = 1 𝜌 Inverso da resistividade Uma vez que os defeitos cristalinos servem como centros de espalhamento para os elétrons de condução nos metais, o aumento do número destes também aumenta a resistividade (ou diminui a condutividade). A concentração dessas imperfeições depende da temperatura, da composição e do grau de deformação a frio de uma amostra de metal. Resistividade elétrica à temperatura ambiente em função da composição para ligas Cu-Ni. Eventos de espalhamento Movimento líquido do elétron Influência das Impurezas O aumento da temperatura e a deformação plástica também diminuem a condutividade elétrica dos metais. Por que? Aumentam a quantidade defeitos cristalinos, dificultando a passagem dos elétrons. • Magnetismo é um fenômeno onde os materiais impõem uma força atrativa ou repulsiva sobre outros materiais. Propriedades Magnéticas Qualquer metal é atraído por imã? • Não, dependerá do emparelhamento/desemparelhamento do par de elétrons. Elétrons emparelhados: não atrai, fraca repulsão.Poucos elétrons desemparelhados: atrai fracamente. Muitos elétrons desemparelhados: atrai fortemente). Origem do campo magnético As propriedades magnéticas dos materiais têm sua origem na estrutura eletrônica dos átomos. Dois tipos os movimentos, associados ao elétron explicam a origem dos momentos magnéticos: o momento angular orbital do elétron, e o momento angular do “spin” do elétron Momento magnético relacionado ao movimento ao longo do eixo de rotação (elétron ao redor do eixo). Momento magnético relacionado ao movimento orbital ao redor do núcleo (elétron em órbita). • Os tipos de magnetismo são o diamagnetismo, o paramagnetismo e o ferromagnetismo; além destes, o antiferromagnetismo e o ferrimagnetismo são considerados subclasses do ferromagnetismo. • Todos os materiais exibem pelo menos um desses tipos, e o comportamento depende da resposta do elétron e dos dipolos magnéticos atômicos à aplicação de um campo magnético aplicado externamente. • As substâncias ferromagnéticas são fortemente atraídas pelos ímãs. Já as substâncias paramagnéticas e diamagnéticas são, na maioria das vezes, denominadas de substâncias não magnéticas, pois seus efeitos são muito pequenos quando estão sobre a influência de um campo magnético. Diamagnetismo • O diamagnetismo é uma forma muito fraca de magnetismo que é não permanente e que persiste somente enquanto um campo externo está sendo aplicado. Na ausência de campo externo, não existem dipolos Na presença de campo externo, são induzidos dipolos que estão alinhados na direção oposta à direção do campo Exemplo: Cu, Au, Ag, Zn, Pb, etc... Paramagnetismo • Resulta quando materiais com elétrons desalinhados, se alinham preferencialmente através de rotação, com aplicação de um campo magnético externo. Domínios magnéticos desalinhados. Domínios magnéticos alinhados. São materiais fracamente atraídos por imãs. Ex: Al, Ti, Mg, Cr, Pt, Sn Ferromagnetismo • Certos materiais metálicos possuem um momento magnético permanente na ausência de um campo externo e manifestam magnetizações muito grandes e permanentes. São exibidas pelos metais de transição ferro (como ferrita α CCC), cobalto, níquel e alguns dos metais terras-raras, como o gadolínio (Gd). Alinhamento dos dipolos atômicos para um material ferromagnético. Domínios: regiões com orientação magnética. Antiferromagnetismo • É o ordenamento dos momentos magnéticos na mesma direção, porém em sentidos inversos (alinhamento antiparalelo). O oxido de manganês (MnO) é um material que exibe esse comportamento Esse fenômeno de pareamento do momento magnético entre átomos ou íons adjacentes ocorre em materiais que não são ferromagnéticos. Bons estudos!