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gente criando o futuro ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Organizadora Márcia Valéria Marconi ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Organizadora Márcia Valéria Marconi Adm inistração Financeira e Orçam entária GRUPO SER EDUCACIONAL C M Y CM MY CY CMY K Administração Financeira e Orçamentária eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 1eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 1 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 © by Editora Telesapiens Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Editora Telesapiens. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Bibliotecário responsável: Nelson Oliveira da Silva – CRB 10/854) M321a Marconi, Márcia Valéria. Administração financeira e orçamentária [recurso eletrônico]/ Márcia Valéria Marconi. – Recife: Telesapiens, 2019. 168 p. : pdf ISBN: 978-85-54921-39-2 1. Administração financeira I. Título. CDU 658.15 eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 2eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 2 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 Todos os direitos reservados 2019 by Telesapiens Administração Financeira e Orçamentária Fundador e Presidente do Conselho de Administração: Janguê Diniz Diretor-Presidente: Jânyo Diniz Diretor de Inovação e Serviços: Joaldo Diniz Diretoria Executiva de Ensino: Adriano Azevedo Diretoria de Ensino a Distância: Enzo Moreira Créditos Institucionais eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 3eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 3 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 Olá. Meu nome é Márcia Valéria Marconi. Sou formada em Ciências Contábeis, com uma experiência técnico-profissional nas áreas de contabilidade, controladoria, custos, recursos humanos e educação, sendo mais de 20 anos. Passei por empresas como a Esso Brasileira de Petróleo Ltda., Sadia S.A., Econet Editora Ltda, Grupo Uninter, Universidade Positivo e FAEC. Sou apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo! A AUTORA MÁRCIA VALÉRIA MARCONI eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 4eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 4 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 ICONOGRÁFICOS Esses ícones que irão aparecer em sua trilha de aprendizagem significam: OBJETIVO Breve descrição do objetivo de aprendizagem; + OBSERVAÇÃO Uma nota explicativa sobre o que acaba de ser dito; CITAÇÃO Parte retirada de um texto; RESUMINDO Uma síntese das últimas abordagens; TESTANDO Sugestão de práticas ou exercícios para fixação do conteúdo; DEFINIÇÃO Definição de um conceito; IMPORTANTE O conteúdo em destaque precisa ser priorizado; ACESSE Links úteis para fixação do conteúdo; DICA Um atalho para resolver algo que foi introduzido no conteúdo; SAIBA MAIS Informações adicionais sobre o conteúdo e temas afins; +++ EXPLICANDO DIFERENTE Um jeito diferente e mais simples de explicar o que acaba de ser explicado; SOLUÇÃO Resolução passo a passo de um problema ou exercício; EXEMPLO Explicação do conteúdo ou conceito partindo de um caso prático; CURIOSIDADE Indicação de curiosidades e fatos para reflexão sobre o tema em estudo; PALAVRA DO AUTOR Uma opinião pessoal e particular do autor da obra; REFLITA O texto destacado deve ser alvo de reflexão. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 5eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 5 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 SUMÁRIO UNIDADE 01 Compreendendo como funciona a administração financeira ... 11 O papel da administração Financeira .......................................11 Conceito de administração financeira ...............................13 Conceito de orçamento .....................................................14 Sistema orçamentário ...............................................................16 Características do sistema orçamentário ..................................17 Aplicando as técnicas de implantação do sistema orçamentário ao exercício profissional ............................................................... 18 O controle do fluxo de caixa pela organização ........................20 O custo por departamento ........................................................22 Identificando e solucionando problemas relacionados aos prazos médios .........................................................................32 Planejamento Econômico .........................................................33 Planejamento Financeiro ..........................................................34 Planejamento de Capital ..........................................................35 Realizar análise das necessidades de capital de giro ...........36 A necessidade da conciliação bancária ....................................37 Apuração do Custo e do Resultado ..........................................39 Custo na contabilidade ............................................................39 A gestão estratégica dos sistemas de custos .............................40 eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 6eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 6 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 UNIDADE 02 Compreendendo como funciona a estrutura orçamentária ... 51 O papel do ciclo orçamentário nas empresas ...........................51 Processo Orçamentário .....................................................52 Plano Orçamentário ..........................................................55 Aplicando as técnicas de implantação do orçamento de investimentos ..........................................................................57 Tipos de estratégia de investimentos .......................................61 Aquisição ..........................................................................62 Fusão ...............................................................................67 Incorporação .....................................................................72 Cisão ................................................................................74 Identificando e solucionando problemas relacionados a alavancagem ...........................................................................76 Giro de recursos na empresa ....................................................76 Redução de custo que pode causar insolvência .......................78 Realizar análise das necessidades de financiamentos .........80 Consórcio .................................................................................81 UNIDADE 03 Compreendendo como funciona a estrutura de capital ......87 O papel da estrutura de capital adequada .................................87 Atributos da estrutura de capital ......................................88 Aplicando as técnicas de implantação da estrutura de capital.....89 Margem de Contribuição .........................................................94 eBook Completo para Impressao - 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Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 8eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 8 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 Valor presente líquido, Taxa interna de retorno e Período de Payback ..................................................................................140 Análise comparativa dos métodos utilizados nas operações ..142 Decisão de investimento ........................................................147 Técnicas de orçamento de capital ..........................................151 Payback .................................................................................152 Valor presente líquido ...........................................................157 Taxa interna de retorno ..........................................................160 eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 9eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 9 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 Administração Financeira e Orçamentária10 UNIDADE 01 eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 10eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 10 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 Administração Financeira e Orçamentária 11 Você sabe qual é a principal responsabilidade da administração Financeira? Nessa disciplina você aprenderá a diferença entre a contabilidade e a gestão financeira, e a importância dos demonstrativos financeiros no âmbito corporativo. Além disso, será capaz de analisar e interpretar as demonstrações financeiras, o processo de planejamento financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, bem como, analisar a situação financeira de uma empresa através da análise de seus demonstrativos. Com isso, também, realizará operações financeiras com base no conhecimento sobre orçamento. Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado para refletir e tomar decisões nas organizações a partir de uma visão sistêmica e que traga resultados equilibrados e positivos para a organização. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo! INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 11eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 11 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 Administração Financeira e Orçamentária12 1 2 3 4 Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: OBJETIVOS Compreender como funciona a administração financeira; Aplicar as técnicas de implantação do sistema orçamentário; Identificar e solucionar problemas relacionados aos prazos; Executar a análise da necessidade de capital de giro. Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 12eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 12 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 Administração Financeira e Orçamentária 13 Compreendendo como funciona a administração financeira Ao término deste capítulo você irá aprender sobre as finanças corporativas. Verá que as finanças são extremamente importantes para a gestão eficiente das empresas, visando a demonstração da administração a partir da maximização de lucros e minimização de custos. Então vamos lá. Avante! OBJETIVO O papel da administração Financeira O papel da administração financeira é conhecer os conceitos fundamentais e a essência das finanças nas organizações. Para isso, veremos a importância dos controles financeiros como orçamento, da representação dos resultados financeiros e contábeis e das análises dos resultados das demonstrações financeiras. Gitman (2010, p. 3) define finanças como sendo: “a arte e a ciência de administrar o dinheiro”. E, explica que a maioria das pessoas físicas ou jurídicas ganham dinheiro, gastam ou investem. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 13eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 13 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54 Administração Financeira e Orçamentária14 A palavra Finanças segundo o autor tem relação com os stakeholders (partes interessadas, como: o processo produtivo, as instituições financeiras, os mercados (fornecedores e clientes)), ou seja, as empresas, órgãos governamentais e as pessoas envolvidas na transferência do dinheiro. DEFINIÇÃO Figura 1 - A administração financeira deve trabalhar pensando em diversas oportunidades no negócio Fonte: Freepik Desse modo, Assaf Neto (2010, p. 8) afirma que: a administração financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva, essencialmente, assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação e alocação de recursos de capital. Nesse contexto, a administração financeira envolve-se tanto com a problemática de escassez eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 14eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 14 09/04/2020 15:26:5609/04/2020 15:26:56 Administração Financeira e Orçamentária 15 de recursos, quanto com a realidade operacional e prática da gestão financeira das empresas, assumindo uma definição de maior amplitude. Sendo assim, Stephen et al (2010, p. 26) acreditam “que a tarefa mais importante de um administrador financeiro seja criar valor nas atividades de investimento, financiamento e gestão de liquidez da empresa”. Nessas perspectivas, constatamos que a administração financeira é indispensável em todo processo produtivo, desde o orçamento do pedido dos suprimentos ao fornecedor, atéa distribuição do produto ao cliente. Além de ser essencial na análise dos projetos, origem dos recursos (capitais próprios e de terceiros) e nas aplicações de recursos (patrimônio), uma vez que a saúde da empresa, também, depende dessa administração. IMPORTANTE Conceito de administração financeira Ao abordarmos o patrimônio da empresa, verificamos que é formado por bens e direitos (Ativo), obrigações e Patrimônio Líquido (Passivo). Enquanto o Ativo é formado por Bens e Diretos e o Passivo de obrigações e Patrimônio Líquido ou Situação Líquida. Os valores de origem ou fonte de recursos da empresa são conhecidos na contabilidade como Passivo. E os valores de origem de recursos aplicados são chamados de Ativo na contabilidade. Na sequência veja o Quadro com informações do Ativo (aplicação) e do Passivo (origem) e, posteriormente, um exemplo de como a aplicação de recursos pode acontecer. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 15eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 15 09/04/2020 15:26:5609/04/2020 15:26:56 Administração Financeira e Orçamentária16 Tabela 1 – Origem e Aplicação de Recursos para análise financeira da situação da empresa. Fonte: Elaborado pela autora (2019) ATIVO (Aplicação de Recursos) PASSIVO (Origem/Fonte de Recursos) Caixa Bancos Aplicações Financeiras Estoque Máquinas e Equipamentos Veículos Móveis e Utensílios Computadores Fornecedores Financiamentos PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Por exemplo, na aquisição de um bem do ativo (máquina) pode ser utilizado capital próprio (retirado de aplicação financeira) ou um financiamento através de capitais de terceiros (bancos ou de instituições financeiras). A máquina adquirida pela empresa é um investimento que pode gerar renda para a empresa, seja para um novo investimento, projeto, ou, ainda, na melhoria ou ampliação da empresa. Conceito de orçamento Para o processo orçamentário a empresa precisa ter um planejamento financeiro, uma ferramenta que viabilizará um projeto, através de metas definidas e ações traçadas. Para assim, planejar o caixa, estimando os gastos necessários de uma forma contínua, pensando no resultado final e no objetivo específico do projeto. Aqui observamos que a análise financeira fornecerá as informações necessárias para a tomada de decisão, visto que o objetivo principal das finanças é a administração dos recursos. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 16eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 16 09/04/2020 15:26:5609/04/2020 15:26:56 Administração Financeira e Orçamentária 17 Tendo como propósito a maximização do lucro na atividade da empresa, aumentando as riquezas da sociedade. Com isso, o profissional de finanças precisa de instrumentos como o orçamento que o ajuda na análise e controle financeiro. Percebemos, então que as principais atividades do administrador financeiro é a administração da solvência e liquidez da empresa. Além de acompanhar o orçamento, que demonstra a situação financeira da empresa e a capacidade de caixa. Já o fluxo de caixa é conceituado como o conjunto de entradas e saídas de dinheiro ao longo do tempo, que pode ser realizado através de um controle de fluxos de tesouraria. Este mapa de fluxo é uma forma de controle que objetiva auxiliar o empreendedor na situação financeira da empresa na tomada de decisões. Controle que auxilia, o empreendedor, na capacidade de liberar meios monetários para efetuar novos investimentos sem necessitar de fontes de financiamento externos. Desse modo, verificamos que o fluxo financeiro, fornece ao administrador financeiro as informações sobre os impactos internos e externos da empresa e sobre os indicadores financeiros para a tomada de medidas corretivas, minimizando os impactos em tempo hábil. Por isso, o administrador precisa conhecer os fatores internos, como: volume de compra, giro de contas a pagar e receber, ciclo de produção, giro do estoque, distribuição do lucro, entre outros. E também os impactos externos: retração do mercado e redução de vendas, novos concorrentes no mercado, aumento dos impostos e de taxas de juros. Após a análise destes fatores internos e externos, a empresa realiza uma análise diária ou mensal do fluxo de caixa, através do saldo inicial, (entradas e saídas de caixa), do saldo operacional e do saldo final. Para acompanhar esse controle do fluxo de caixa, anualmente o profissional deve elaborar uma previsão deste eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 17eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 17 09/04/2020 15:26:5609/04/2020 15:26:56 Administração Financeira e Orçamentária18 caixa. Assim, a empresa realiza o orçamento previsto x realizado. O previsto é previsão de gastos baseado em anos anteriores e o realizado o que ocorreu no ano vigente. Sistema orçamentário Através do sistema orçamentário a empresa será capaz de analisar e interpretar as demonstrações financeiras, o processo de planejamento financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, bem como, analisar a situação financeira de uma empresa através da análise de seus demonstrativos, realizar operações financeiras com base no conhecimento sobre conta garantia e conta de investimentos. Figura 2 - A equipe de orçamento deve agir como um time observando os indicadores e gráfico, sempre tentando acertar o alvo em termos de metas de ganhos para a empresa. Fonte: Freepik eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 18eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 18 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 19 Ao analisar o Fluxo de Caixa e fechamento diário de caixa, a empresa define as operações de curto prazo e controlar as contas a pagar, compara os saldos bancários e outras instituições financeiras das movimentações correntes e a identifica valores de extratos e saldos bancários. IMPORTANTE Características do sistema orçamentário Iniciando pelo Fluxo de Caixa, como define Brookson (2000, P. 46), “(...) é o movimento de dinheiro para dentro e para fora da empresa. Sem um adequado controle desse fluxo, a organização estará ameaçada." Para Lunkes (2003, p. 71): O objetivo do movimento de caixa é assegurar recursos monetários suficientes para atender as operações da empresa estabelecidas nas peças orçamentárias. O movimento de caixa está sujeito a incertezas e falhas; é necessário ter uma margem de segurança que permita assim atender a um eventual erro da previsão. Sendo assim, o fluxo de caixa tem como principal objeto as rotinas administrativas da empresa, necessárias para a preparação dos dados orçamentários e sua elaboração. Desse modo, a partir de agora conheceremos o fluxo de caixa e o fechamento diário de caixa da empresa, além de verificarmos os recursos para esta ferramenta. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 19eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 19 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária20 Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo: “O que são controles financeiros e fluxo de caixa”. http://www.sebrae. com.br/sites/PortalSebrae/ufs/rr/sebraeaz/o-que-sao-controles- financeiros-e-fluxo-de-caixa,02f50e1dca987610VgnVCM1000 004c00210aRCRD (Acesso em 14/08/2019). ACESSE Aplicando as técnicas de implantação do sistema orçamentário ao exercício profissional Para aplicar o sistema orçamentário ela necessita do Fluxo de Caixa, como define Brookson (2000, P. 46), “(...) é omovimento de dinheiro para dentro e para fora da empresa. Sem um adequado controle desse fluxo, a organização estará ameaçada." Para Lunkes (2003, p. 71): O objetivo do movimento de caixa é assegurar recursos monetários suficientes para atender as operações da empresa estabelecidas nas peças orçamentárias. O movimento de caixa está sujeito a incertezas e falhas; é necessário ter uma margem de segurança que permita assim atender a um eventual erro da previsão. Sendo assim, o fluxo de caixa tem como principal objeto as rotinas administrativas da empresa, necessárias para a preparação dos dados e sua elaboração. Desse modo, a partir de agora conheceremos o fluxo de caixa e o fechamento diário eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 20eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 20 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 21 de caixa da empresa, além de verificarmos os recursos para esta ferramenta. Toda e qualquer empresa deve possuir controle financeiro. Por isso, verificaremos, também, a obtenção do saldo final e as ferramentas para realizar a análise das movimentações financeira, através de ferramentas básicas. Isso porque, o fluxo de caixa deve ser utilizado na execução e no controle do processo administrativo, entre eles, o extrato bancário. �Execução: determina como, quando e onde devem ser aplicados os recursos. �Controle: deve ser usado para comparar os resultados alcançados com os que estavam previstos, aferindo se as metas estão sendo alcançadas ou não. Assim, diante da necessidade de se tornarem mais competitivas, as empresas começaram a se organizar, surgindo o Planejamento e Orçamento. E, nas suas divisões, destaca-se o movimento, representando o planejamento financeiro, que Lunkes (2003, p. 15) definiu sucintamente como "[...] uma demonstração dos planos em termos financeiros". Por outro lado, na gestão de empresas, conforme define Welsch (1983), o movimento tem sido identificado como um 'modo de administrar', pois considera o papel dominante do administrador e proporciona um sistema de referência para a aplicação de elementos básicos da administração cientifica, tais como a administração por objetivos, comunicação efetiva, administração participativa, e controle dinâmico, feedback continuo, a contabilidade por níveis e áreas de responsabilidade, entre outros. Com isso, verificamos que “o movimento está unipresente no ciclo administrativo. Ele pode ser definido em termos amplos, como um enfoque sistemático e formal à execução das responsabilidades do planejamento, execução e controle” (LUNKES, 2003, p. 39). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 21eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 21 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária22 O controle do fluxo de caixa pela organização Nesse contexto, considera-se que o elemento humano desempenha um papel relevante em todo o processo orçamentário. Por isso, se não houver motivação e disposição das pessoas envolvidas, desenvolvendo uma participação voluntária e consciente, será muito difícil alcançar o resultado desejado. IMPORTANTE A seguir vejamos algumas vantagens do fluxo de caixa: � Identifica a movimentação das entradas e saídas do dinheiro no período de movimento; �Verifica a capacidade financeira para assumir compromissos, ou seja, analisa antes de gastar o dinheiro, identificando as necessidades e se o dinheiro é suficiente para cobrir as contas a pagar e se as receitas são suficientes para pagar as despesas. E principalmente se a empresa conseguirá se manter com estes valores previstos, sem necessitar do capital de giro. Com isso, podemos observar que o fluxo de caixa permite: �Verificar o melhor período para fazer as reposições de estoque, sendo que para isso se deve conhecer os prazos de pagamento e disponibilidade de caixa, com o intuito de negociar com o fornecedor num prazo maior para os pagamentos. �Conhecer o melhor momento para realizar as vendas, marketing e promoções. Nessa perspectiva, identificamos que a partir do fluxo de caixa é possível também avaliar as decisões antecipadamente e o que fazer com as faltas ou sobras do caixa. Permitindo, assim ... eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 22eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 22 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 23 Dessa forma, a elaboração do fechamento diário de caixa pode ser realizada por meio de: � Fluxo projetado de entradas e saídas; �Considerando o recebimento das receitas; �O pagamento de despesas; �Os investimentos. Portanto, os saldos de caixa durante o período orçado podem ser apurados mensalmente. No exemplo observamos como isso ocorre: Tabela 2 – Modelo de Fluxo de Caixa Fonte: Lunkes (2003, p. 72). R$ R$ Dep. de vendas Salários 8.500 Comissão 15.500 Telefone/fax 1.850 Combustíveis e lubrificantes 3.000 Depreciação 1.500 Marketing 12.000 42.350 Dep. de administração Salários 6.500 Telefones/fax 850 Material de escritório 1.200 Depreciação 1.800 10.350 Total 52.700 Para concluir, você aprendeu a desenvolver a capacidade de analisar os fatores que influem fluxo de caixa e fechamento de caixas organizações. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 23eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 23 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária24 O custo por departamento Saiba que departamentalizar uma empresa significa criar departamentos que recebam os próprios custos e também os de outros departamentos. É uma espécie de troca de informações até que o custo seja alocado para os produtos. Essa é a forma que apropria custos indiretos de fabricação de forma mais coerente para os produtos: primeiro, os custos são identificados em relação ao departamento e, posteriormente, são transferidos para os produtos que passarem por esses departamentos. O custo-padrão está bastante ligado ao processo de planejamento de custos, ou seja, é estipulado por meio de cálculos prévios que a empresa é capaz de atingir utilizando corretamente os seus recursos disponíveis. O custo-padrão deve ser acompanhado a cada período e suas variações devem ser investigadas para gestão dos custos e do orçamento. Para atribuir os custos aos produtos, devemos passar por duas etapas, denominadas por Ribeiro (2013) de atribuição dos custos diretos e rateio dos custos indiretos. Observe a explicação. Para atribuir os custos diretos aos produtos, precisaremos de controles extra contábeis que identificarão a quantidade e o valor dos gastos com materiais, mão de obra e gastos gerais de fabricação que incidem diretamente sobre os produtos. Para atribuir os gastos de materiais, mão de obra e gastos gerais de fabricação, que não são facilmente identificados em relação ao produto, chamados de custos indiretos, deverá ser adotado um critério coerente de rateio ao custo de cada produto. O critério mais indicado é o custo departamental que, de acordo com Ri- beiro (2013, p. 182), “[...] é um sistema de atribuição dos Custos Indiretos de Fabricação aos produtos por departamentos”. EXPLICANDO DIFERENTE+++ eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 24eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 24 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 25 Para efeito de acumulação dos Custos Indiretos de Fabricação, entende-se como departamento a menor unidade administrativa de uma empresa. Seguem algunsexemplos de como a empresa pode ser organizada por unidades administrativas (departamentos): ambulatório médico, conservação e manutenção, almoxarifado, controle de qualidade, administração geral e recrutamento, estudos e projetos, corte, usinagem, seleção e treinamento de pessoal, montagem, acabamento, entre outros. Todos esses departamentos possuem uma classificação, que poderá ser, conforme Ribeiro (2013, p. 182): �Departamentos produtivos – compostos por homens e máquinas, responsáveis pela fabricação dos produtos. Nesses departamentos são gera- dos, em relação aos produtos, Custos Diretos e Indiretos. �Departamentos de serviços – compostos por homens e máquinas (geralmente apenas por homens) que prestam serviços para toda a empresa industrial, inclusive para os departamentos produtivos. No que se refere aos departamentos produtivos, os custos diretos são atribuídos aos produtos sem maiores complicações, pois são facilmente identificados em relação a esses produtos. Os custos indiretos dos departamentos produtivos são atribuídos por meio de critérios de rateio para os produtos, mas sua apropriação é feita diretamente, pois eles passam por esses departamentos. Saiba que, no caso dos departamentos de serviços, chamados também de auxiliares, os custos gerados por eles são considerados diretos em relação aos outros departamentos, mas indiretos em relação aos produtos. Por sua vez, como os departamentos auxiliares prestam serviços para os demais departamentos da empresa, inclusive para os produtivos, a melhor forma de apropriar esses custos é fazer a distribuição direta para os departamentos e posteriormente eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 25eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 25 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária26 aplicar algum critério de rateio para atribuí-los aos produtos. Portanto, cada departamento deve ser tratado pela Contabilidade como Centro de Custos, que “[...] é a unidade mínima utilizada para acumulação dos Custos Indiretos de Fabricação” (RIBEIRO, 2013, p. 182). É importante destacar que os departamentos produtivos e de serviços poderão ser divididos em dois ou mais centros de custos, se isso for viável para a empresa. Os custos gerados nos departamentos de serviços devem ser rateados para os departamentos produtivos. Assim, esse rateio acontecerá de três for- mas: �Método direto – nesse método, os custos dos departamentos de serviços são apropriados diretamente para os departamentos produtivos que foram beneficiados pelos serviços executados. Por esse método, os departamentos de serviços não recebem custos de outros departamentos de serviços, mesmo que também tenham sido beneficiados; �Método algébrico ou da reciprocidade – nesse método, a reciprocidade dos serviços prestados entre os departamentos é reconhecida. Todos os departamentos (produtivos e de serviços) recebem custos; �Método da hierarquização ou dos degraus – é fixada uma ordem de prioridade entre os departamentos de serviços. Os custos gerados nos departamentos de serviços são rateados entre eles mesmos. O departamento que tiver custos transferidos não receberá mais custos. O método de hierarquização é o mais utilizado pelas empresas, visto que ele apresenta mais coerência na atribuição dos custos indiretos de fabricação aos produtos. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 26eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 26 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 27 Para compreender melhor essa discussão, a seguir, veja um exemplo do cálculo da apropriação dos custos indiretos dado pelo método de hierarquização, adaptado de Perez Jr., Oliveira e Costa (2012). Seguem os autores com sua análise, solicitando que acompanhemos a explicação da aplicação do método de hierarquização no cálculo da atribuição dos custos indiretos a partir do seguinte exemplo: A Indústria de Ventiladores ABC Ltda. possui os seguintes departamentos auxiliares de produção, cujos custos em novembro foram: �Compras R$ 25.000,00 �Almoxarifado R$ 60.000,00 �Recursos humanos R$ 35.000,00 Nesse exemplo, é importante ressaltar que, durante o mês, os departa- mentos auxiliares prestaram serviços aos demais departamentos, gerando, assim, dados para apropriação dos gastos dos departamentos auxiliares para os departamentos produtivos, conforme mostra a tabela a seguir: Tabela 3 - Serviços prestados pelos departamentos auxiliares para outros departamentos Fonte: Perez Jr., Oliveira e Costa (2012, p. 54). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 27eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 27 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária28 Sendo assim, a apropriação dos custos indiretos da empresa como um todo passa a ser efetuada da seguinte forma: �A princípio, é necessário apropriar o total dos custos indiretos do departamento auxiliar de compras para os demais departa- mentos, proporcionalmente ao percentual de utilização de seus serviços; � Para tanto, é preciso ratear os custos indiretos do departamento auxiliar de compras a partir de seus custos indiretos totais, pois, nos meses apresentados, esses eram menos representativos em relação ao total dos custos indiretos; �Em seguida, é necessário fazer a apropriação dos custos indiretos do departamento auxiliar de RH para os demais departamentos, levando em consideração que foi recebido R$ 1.000,00 de custos pelos serviços prestados por compras, totalizando R$ 36.000,00 de custos indiretos para rateio aos demais departamentos; � Finalmente, é preciso apropriar-se dos custos indiretos do departamento de almoxarifado para os departamentos produtivos, levando-se em consideração que foi recebido R$ 21.250,00 de custos pelos serviços prestados por compras, e R$ 4.320,00 de custos pelos serviços prestados pelo RH, totalizando R$ 85.570,00 de custos indiretos para rateio aos departamentos produtivos de laminação e funilaria. Para que você entenda melhor, veja a explicação detalhada dos cálculos da apropriação de compras: � Os R$ 25.000,00 de custos do departamento de compras foram assim distribuídos aos demais departamentos: RH – R$ 25.000,00 x 4% = R$ 1.000,00; almoxarifado – R$ 25.000,00 x 85% = R$ 21.250,00; laminação – R$ 25.000,00 x 6% = R$ 1.500,00; funilaria – R$ 25.000,00 x 5% = R$ 1.250,00; �O departamento de RH, que possuía um custo inicial de R$ 35.000,00, recebeu mais R$ 1.000,00 de custos referentes aos serviços do departamento de compras. Logo, ele terá agora eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 28eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 28 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 29 R$ 36.000,00 para serem apropriados aos demais departamentos. Essas apropriações dos custos indiretos da empresa geraram valores que estão detalhados na seguinte tabela: Tabela 4 – Apropriação dos custos indiretos dos departamentos auxiliares para os departamentos produtivos: Fonte: Perez Jr., Oliveira e Costa (2012, p. 55). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 29eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 29 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária30 É importante você observar que o valor que aparece entre parênteses, na tabela, indica o saldo que foi zerado dos departamentos, ou seja, os custos dos departamentos auxiliares foram transferidos para os departamentosprodutivos. Dessa maneira, pode-se resumir a forma de apuração do custo de produção pelo sistema do custo departamental, do seguinte modo (RIBEIRO, 2013, p. 200): 1ª) atribuição dos Custos Diretos aos produtos; 2ª) rateio dos Custos Indiretos de Fabricação (CIF), comuns a todos os departamentos; 3ª) definição da ordem hierárquica dos departamentos, para efeito de rateio ORDEM HIERÁRQUICA dos CIF entre eles; ordenar os departamentos por ordem de importância para que os custos sejam rateados em uma sequência lógica. 4ª) rateio dos CIF de cada departamento de serviços para os departamentos beneficiados pelos seus serviços, obedecendo à ordem hierárquica definida; 5ª) rateio dos CIF gerados nos departamentos produtivos mais os CIF recebidos por transferência dos departamentos de serviços para os produtos. IMPORTANTE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 30eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 30 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 31 Para poder gerir com tranquilidade a parte de custos da empresa, é preciso conhecimento técnico mínimo em Contabilidade de custos. Por isso, nunca é demais estudar! Acesse o texto “Como fazer um orçamento adequado para sua empresa” e confira quais são os passos básicos para o cálculo dos controles do orçamento, através do DRE e departamentalização. https://bit.ly/2Rh7Jfg ACESSE O objetivo de entender a apuração do custo e resultado contábil, gerencial e variável faz com que o resultado seja analisado para a tomada de decisão. Segundo Ching (2006, p. 98): [...] é uma abordagem que analisa o comportamento dos custos por atividade, estabelecendo relações entre as atividades e o consumo de permite a identificação dos fatores que levam a empresa a incorrer em custos em seus processos de oferta de produtos e serviços e de atendimento a mercados e clientes. recursos, independentemente de fronteiras departamentais. Apuração do Custo e do Resultado, através de vários fatores podem vir a ser custos para uma empresa. Podemos, assim, citar a qualificação de mão de obra, entre outras, além das variáveis, que podem ser externas, com o aumento da matéria- prima, e internas, com o comportamento e a atitude. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 31eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 31 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária32 Para adotar um sistema de custos em uma empresa, é preciso definir os objetivos, ou seja, definir o que se deve controlar. Vamos a um exemplo de Megliorini (2012, p. 1): � ao atendimento de exigências legais quanto à apuração de resultados de suas atividades e avaliação de estoques; � ao conhecimento dos custos para a tomada de decisões corretas e ao exercício de controles. Custos na Contabilidade, na demonstração de resultados da empresa encontramos discriminados as despesas e os custos. Os custos referem-se aos produtos e serviços dos quais se geram a receita e as despesas. Podemos, assim, considerar valores dispendidos para gerar a receita, como a despesa com entrega de um produto. Para entendermos melhor, vejamos o conceito segundo Megliorini (2012, p. 5): Na demonstração de resultados, as despesas correspondem às incorridas nas divisões de administração e de vendas durante o exercício. Já os custos dos produtos vendidos (CPV) são os que incorrem na divisão de fábrica e que na demonstração de resultados correspondem à quantidade vendida. Isso funciona dessa maneira porque, muitas vezes, apenas parte da produção de um período é vendida, e o restante é estocado para venda em outro período. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 32eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 32 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 33 A contabilidade de custos, então, mede e relata as informações necessárias ao gestor sobre qual o dispêndio de dinheiro gasto no produto. Assim, vejamos o conceito de Horngren, Datar e Foster (2004, p. 2): A contabilidade de custos fornece informações tanto para a contabilidade gerencial quanto para a financeira. Mede e relata informações financeiras e não financeiras relacionadas ao custo de aquisição ou à utilização de recursos em uma organização; inclui aquelas partes, tanto da contabilidade gerencial quanto da financeira, em que as informações de custos são coletadas. SAIBA MAIS Devido as mudanças, é muito importante termos um sistema de custos e informações de base gerencial bem atualizado e “de primeira linha”. Nele constará, de um modo analítico, o que está acontecendo na empresa naquele momento, seja na área de vendas, compras, almoxarifado etc. Assim, será possível detectar se houver alguma falha em algum setor, para que seja corrigido o mais rápido possível, não onerando muito financeiramente, e não afetando negativamente a competitividade em um mercado cada vez mais competitivo. A gestão estratégica de custos orienta o gestor na sua tomada de decisão, pois tem como finalidade proporcionar ao gestor as informações necessárias para agregar o valor, a qualidade e as oportunidades que os clientes almejam. Sobre o assunto, Ching (2006, p. 41). Os gestores/administradores, então, podem ter em seu auxílio a gestão estratégica de custos, que, quando instalada em suas empresas, virá a ser uma excelente informação para a eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 33eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 33 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária34 tomada de decisão, minimizando, assim, os riscos de se tomar a decisão errada e gerar um impacto talvez negativo no resultado financeiro esperado. Identificando e solucionando problemas relacionados aos prazos médios As operações de curto e médio prazos e contas pagas devem ser controladas de perto. Controlar é, essencialmente, acompanhar a execução de atividades da maneira mais rápida possível, e comparar o desempenho efetivo com o planejado. Isto é, o que tenha sido originalmente considerado desejável, satisfatório ou viável para as empresas e suas subunidades. Segundo Oliveira, et al. (2005, p. 131) a elaboração do plano de resultados das operações de curto prazo (como: clientes, aplicações, fornecedores e empréstimos, etc.) e contas pagas (despesas e custos fixos e variáveis) podem ser dividida em três grandes grupos, com características distintas, porém interdependentes, como segue: Tabela 5 – Plano de Resultados através de Planejamento Econômico, Financeiro e de Capital. Fonte: Elaborado pela autora (2019) eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 34eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 34 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 35 Planejamento Econômico No Planejamento Econômico de acordo com Oliveira et al. (2005) o sistema não se submete a uma sequência correta. A sequência varia de acordo com a atividade que a empresa desempenha. O autor ainda menciona que os princípios que compõem o planejamento econômico são: �Movimento de vendas: consiste na elaboração das metas de vendas da empresa, divididas por produtos, região, tipos de clientes, etc. �Movimento de produção: com base nas metas de vendas, política de estoques da empresa e estoques iniciais de produtos acabados, será elaborado o plano mestre de produção, no qual serão estimadas as quantidades de produção necessárias para que a empresa supra todo seu planejamento de vendas. �Movimentode matéria-prima: com base no plano mestre de produção, será elaborado o movimento de matéria- prima. Para cada tipo de produto a ser produzido, deve existir uma lista de materiais, onde devem estar discriminadas todas as matérias-primas e suas respectivas quantidades necessárias para a produção de cada unidade do produto. �Movimento de mão-de-obra direta: é elaborado com base no plano mestre de produção. Para cada tipo de produto a ser fabricado, deve existir uma tabela de tempos, analisando o tempo de mão-de-obra necessária para produção de cada unidade do produto. �Movimento dos custos indiretos de fabricação: os custos indiretos de fabricação normalmente possuem natureza fixa. Em razão dessa natureza, para sua elaboração, são utilizados custos históricos corrigidos ou novas cotações efetuadas pelos diversos departamentos da fábrica. �Movimento de despesas administrativas: as despesas administrativas normalmente possuem natureza fixa como; eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 35eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 35 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária36 pessoal, viagens, telefone, material de escritório, etc. Essas despesas estão relacionadas à gestão das atividades como: diretoria, contabilidade, pessoal, limpeza, etc. �Movimento de despesas comerciais: as despesas comerciais possuem natureza fixas e variável. As despesas variáveis são; comissões, impostos, etc. �Movimento de despesas financeiras: as despesas financeiras devem ser elaboradas do planejamento financeiro, onde será analisada a necessidade de caixa da empresa. Planejamento Financeiro Por outro lado, os autores, ressaltam que o planejamento financeiro consiste na elaboração de submovimentos das atividades que influenciam o fluxo de caixa. Possibilitando que à empresa obtenha as informações antecipadas, quanto à necessidade ou disponibilidade de recursos financeiros, o que facilita a tomada de decisões sobre os fatores que envolvem o gerenciamento do caixa. Com isso, a formação dos submovimentos ocorre, principalmente, pela conversão dos movimentos econômicos para o regime de caixa. Sendo os principais submovimentos: �Movimento de contas a pagar: consiste na conversão de todas as despesas constantes do planejamento econômico para o regime de caixa; �Movimento de contas a receber: consiste na conversão de todas as receitas constantes do planejamento econômico para o regime de caixa; �Movimento de aplicações: consiste no planejamento das disponibilidades de caixa, ou seja, antecipação da informação sobre as sobras de caixa; �Movimento de empréstimos: consiste no planejamento das necessidades de caixa, ou seja, a antecipação da informação eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 36eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 36 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57 Administração Financeira e Orçamentária 37 sobre as faltas de caixa; �Movimento de caixa: consiste na elaboração do planejamento do fluxo de caixa (entradas e saídas), mediante informações obtidas dos movimentos de contas a pagar, a receber, aplicações e empréstimos. Planejamento de Capital Enquanto no Planejamento de Capital Gitman (2010) ressalta que as decisões do planejamento de capital são tratadas de forma separada das decisões do planejamento financeiro. Sendo assim, o planejamento de capital consiste na elaboração das estimativas de investimentos, principalmente em imobilizado, que serão utilizados para geração de receitas futuras, portanto, precisam ser depreciados ou amortizados (OLIVEIRA, 2005). Desta forma, nesta fase de preparação dos dados para gerar o fluxo de caixa é levantada as vendas, prazos de pagamento das contas a receber e as contas a pagar e prazos de pagamento. Para isso, é necessário um acompanhamento das despesas fixas mensais, como contas de água e luz, entre outras. E ao final, levantar os recursos financeiros disponíveis no caixa da empresa, no estoque e no banco. Ou seja, especialmente nas operações de curto prazo e contas pagas. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 37eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 37 09/04/2020 15:26:5809/04/2020 15:26:58 Administração Financeira e Orçamentária38 Realizar análise das necessidades de capital de giro Um planejamento estratégico não elimina a Administração, nem lhe toma o lugar. Os executivos não deveriam se sentir hesitantes quanto aos movimentos e tomada de decisão. O movimento existe para proporcionar informação pormenorizada, que permita aos dirigentes operar com energia e visão no sentido do êxito dos objetivos empresariais. Sendo assim, a implantação de um movimento leva tempo. Muitas vezes a Administração se impacienta e perde interesse, porque espera grandes coisas cedo demais. Desse modo, primeiramente o planejamento financeiro deve ser “vendido” às pessoas responsáveis e estas, por sua vez, devem ser guiadas, treinadas e conduzidas nos passos, métodos e propósitos fundamentais de um sistema de controle financeiro. Passo-a-passo: Assim, o Ciclo Financeiro é o conjunto de fases que compreendem atividades típicas do movimento financeiro, desde a sua elaboração até as etapas posteriores a sua execução. É formado pelas fases de elaboração, aprovação, execução e controle (avaliação). Tabela 6 – Fases do Ciclo Financeiro Fonte: Elaborada pela autora (2019) A fase de elaboração de um plano financeiro requer um conhecimento dos administradores junto de toda equipe da empresa, para que não haja dificuldade na hora de sua implantação. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 38eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 38 09/04/2020 15:26:5809/04/2020 15:26:58 Administração Financeira e Orçamentária 39 A necessidade da conciliação bancária De acordo com Oliveira, et al. (2005) como qualquer sistema novo inserido na organização, a implantação do sistema financeiro pode ser marcado como uma tarefa um tanto quanto difícil, pelo simples fato de ser um sistema desconhecido dos gestores organizacionais, causando um certo receio nos que iram utilizá-lo. Desta forma, identificamos que um controle diário de caixa, análise das entradas e saídas dos valores contribuem muito para o bom andamento da empresa. Contudo, para realizar a conciliação bancaria e controle dos saldos as empresas necessitam ter conta em banco e financeira, e analisar o extrato bancário diariamente. Isso porque, no extrato bancário consta: data, histórico, debito, credito e saldo. E diariamente existem transações ocorridas, que geram débitos ou créditos. Na sequência confira um exemplo de extrato bancário com movimentação mensal: Tabela 7 – Exemplo de Extrato Bancário DIA HISTORICO DCTO DEBITO CREDITO SALDO Saldo Anterior 1500,00 D 03/03/18 SAQUE CX ELETRON- ICO 588978 500,00 1000,00 D 05/03/18 PAGAMEN-TO TITUTO 002354 300,00 700,00 D 10/03/18 CH COM-PENSADO 005656 200,00 500,00 D 15/03/18 TRANSF CC 877223 2000,00 2500,00 D 20/03/18 TARIFA MANUT CC 546830 100,00 2400,00 D eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 39eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 39 09/04/2020 15:26:5809/04/2020 15:26:58 Administração Financeira e Orçamentária40 25/03/18 CH DEP DEVOLV 000578 400,00 2000,00 D 30/03/18 DEP CH 215874 10000,00 3000,00 D A partir do exemplo verificamos que através da data temos a informação do dia em que foi realizada a operação. No histórico, temos os tipos de operação que foram realizadas: depósitos, saques, transferências, emissãode cheques, entre outras operações. Em documento, o número utilizado é para o banco reconhecer ou identificar a operação realizada. No campo débito aparecerão os valores retirados da conta corrente. Enquanto que na conta crédito observamos os valores que entram na conta corrente, através dos depósitos, transferências e pagamentos. Por fim, o saldo é calculado da seguinte maneira: saldo inicial + crédito – débito = Saldo final Nesse contexto, verificamos que o extrato serve para mostrar a conta em um certo período de tempo, ou melhor, no período solicitado. Essa solicitação pode variar entre os últimos lançamentos, últimos 5 dias, a movimentação do mês atual ou mesmo do mês anterior. Períodos que podem variar de acordo com a disponibilidade oferecida pelo banco. Para tanto, a movimentação do extrato deve ser igual a movimentação contábil da empresa, este cruzamento chamamos de conciliação bancária, que hoje ocorre através de sistemas integrados, entre o extrato bancário e os sistemas contábeis. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 40eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 40 09/04/2020 15:26:5809/04/2020 15:26:58 Administração Financeira e Orçamentária 41 Apuração do Custo e do Resultado Vários fatores podem vir a ser custos para uma empresa. Podemos, assim, citar a qualificação de mão de obra, entre outras, além das variáveis, que podem ser externas, com o aumento da matéria-prima, e internas, com o comportamento e a atitude. Para adotar um sistema de custos em uma empresa, é preciso definir os objetivos, ou seja, definir o que se deve controlar. Vamos a um exemplo de Megliorini (2012, p. 1): �Ao atendimento de exigências legais quanto à apuração de resultados de suas atividades e avaliação de estoques; �Ao conhecimento dos custos para a tomada de decisões corretas e ao exercício de controles. Custo na contabilidade Na demonstração de resultados da empresa encontramos discriminados as despesas e os custos. Os custos referem-se aos produtos e serviços dos quais se geram a receita e as despesas. Para entendermos melhor, vejamos o conceito segundo Megliorini (2012, p. 5): Na demonstração de resultados, as despesas correspondem às incorridas nas divisões de administração e de vendas durante o exercício. Já os custos dos produtos vendidos (CPV) são os que incorrem na divisão de fábrica e que na demonstração de resultados correspondem à quantidade vendida. Isso funciona dessa maneira porque, muitas vezes, apenas parte da produção de um período é vendida, e o restante é estocado para venda em outro período. A contabilidade de custos, então, mede e relata as informações necessárias ao gestor sobre qual o dispêndio de dinheiro gasto no produto. Assim, vejamos o conceito de Horngren, Datar e Foster (2004, p. 2): eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 41eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 41 09/04/2020 15:26:5809/04/2020 15:26:58 Administração Financeira e Orçamentária42 A contabilidade de custos fornece informações tanto para a contabilidade gerencial quanto para a financeira. Mede e relata informações financeiras e não financeiras relacionadas ao custo de aquisição ou à utilização de recursos em uma organização; inclui aquelas partes, tanto da contabilidade gerencial quanto da financeira, em que as informações de custos são coletadas e analisadas. Podemos, assim, considerar valores dispendidos para gerar a receita, como a despesa com entrega de um produto. Figura 4 – Conceito de Custos Fonte: Freepik A gestão estratégica dos sistemas de custos O objetivo é de verificar quais os novos enfoques para a gestão estratégica dos sistemas de custos. Sabemos que as mudanças atualmente ocorrem muito rapidamente. Todos os dias algo se modifica, algum fato novo acontece. Por isso, as empresas, diante desse novo cenário que está sempre mudando, necessitam estar alertas a essas eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 42eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 42 09/04/2020 15:26:5909/04/2020 15:26:59 Administração Financeira e Orçamentária 43 mudanças. Os gestores precisam definir seu posicionamento nas suas decisões na hora certa, para que suas empresas cresçam nesse novo panorama econômico de mudanças constantes, pois qualquer decisão baseada em informações não bem estruturadas ou, de alguma forma, errôneas pode criar situações complicadas, tais como a diminuição de receitas, o aumento de despesas e prejuízos não esperados. Assim, tomar a decisão certa no momento certo é determinante para o futuro da empresa. Vejamos o que nos diz Megliorini (2012, p. 1): No contexto atual, de competição acirrada, verifica-se que o ciclo de vida dos produtos vem sendo progressivamente reduzido. Além disso, há um grau acentuado de personalização dos produtos, ao mesmo tempo em que as empresas apresentam linhas de produtos diversificadas. Em função desse cenário, as empresas precisam modificar continuamente sua estrutura operacional e, em consequência disso, sua estrutura de custos. E agora, caro estudante, como fazer para resolver essa equação? Como sabemos, existe uma “competição acirrada”, ou seja, o mercado não para, as empresas querem vender para pagar seus fornecedores, custos e despesas; os produtos vêm sendo modificados dia a dia; o ciclo de vida dos produtos é reduzido; a toda hora algo novo está sendo introduzido no mercado, em substituição a algo que há pouco foi lançado; o cliente exige cada vez mais produtos personalizados; e as empresas fabricam produtos com linhas diversificadas. Diante desse cenário, ainda com base no que Megliorini destaca, “as empresas precisam modificar continuamente sua estrutura operacional e, em consequência disso, sua estrutura de custos”. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 43eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 43 09/04/2020 15:26:5909/04/2020 15:26:59 Administração Financeira e Orçamentária44 Mas como fazer isso? A maneira de conseguir as informações para a tomada de decisões é fazer a Gestão Estratégica de Custos. Nesse sentido, segundo Megliorini (2012, p. 1): A preocupação das empresas, hoje, não está focada apenas nos custos de produção. Também são relevantes os custos de pesquisa e de desenvolvimento, os custos da engenharia com projetos e desenhos e os custos relacionados ao marketing, à logística e ao atendimento ao cliente. Figura 5 - Custo Benefício Fonte: Freepik Como podemos perceber, mais uma vez Ching nos chama a atenção sobre a rentabilidade dos produtos, de que é necessário conhecer a rentabilidade dos produtos, ou seja, saber quanto custa ter, fabricar e vender o produto. O que o consumidor espera, então? Podemos perceber, portanto, que não só os custos de produção são importantes hoje em dia, visto que para as empresas sobreviverem e crescerem, necessitam enxergar outros custos que seu produto ou serviço eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 44eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 44 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária 45 possui, sejam eles diretos ou indiretos. Muitas pessoas passaram a ter noção de que o controle de custo é essencial para a gestão da empresa, de que é vital conhecer a rentabilidade dos produtos”. Segundo Ching (2006, p. 42): Os consumidores atuais esperam serviços de alta qualidade, entrega rápida, flexibilidade em trocar a composição de seu pedido e confiabilidade. Tudo isso a preços baixos. Para oferecer preços baixos econtinuar sobrevivendo, a empresa deve ter uma estrutura de custos enxuta. É isso que o consumidor deseja: pagar o suficiente, ter qualidade no produto que comprar e entrega rápida. Mas como uma empresa pode atender todos os anseios do consumidor e continuar sendo rentável? É uma boa pergunta, e a resposta é ter uma eficiente gestão, para conseguir custos enxutos. Todas as organizações, quer se trate de indústrias, prestadoras de serviços, empresas do governo, quer de instituições não lucrativas, possuem recursos limitados. O uso eficiente e eficaz desses recursos irá determinar quais organizações sobreviverão nos próximos anos. Para isso, elas precisam ampliar constantemente a funcionalidade de seus serviços, aprimorar a produtividade, entender as necessidades e os desejos de seus clientes e reduzir seus custos (CHING, 2006, p. 42). Assim, chegamos no “X“ da questão. Se os recursos das empresas e instituições são limitados, como podemos fazer? Conforme Ching (2006), a saída é usar de forma eficiente e eficaz os poucos recursos disponíveis, e as empresas que aprenderem esse sistema é que irão sobreviver e crescer. Cadeia de Valor Sobre o conceito de Cadeia de Valor, o autor Ching (2006, p. 16) enaltece que “uma organização diferencia-se de outra pela maneira como organiza e gerencia a sequência de eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 45eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 45 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária46 atividades e processos que cria, e também como faz e entrega um produto ou serviço a seus clientes”. Essa sequência de atividades e processos, que é o diferencial entre as empresas que adotam uma cadeia de valor e as que não adotam, é a capacidade de agregar valor ao seu negócio/atividade, significando a vantagem competitiva entre seu concorrente. Existem várias definições para cadeia de valor, mas todas voltam-se à ideia de agregar valor ao cliente final e não agregar aumento de custo. Sobre a importância do estudo da cadeia de valor, podemos citar: � decompor os diferentes processos da empresa em atividades distintas, desde a aquisição da matéria-prima até o pós-venda, e analisar suas inter-relações. � identificar as fontes de desperdício. � calcular os geradores de custo em cada elo (CHING, 2006, p. 18). Sobre identificar as fontes de desperdício, uma empresa poderá ter várias delas. Podemos ter como exemplo o armazenamento de seus produtos, se estiverem estocados em um local maior que o necessário: é um grande desperdício de valores pagos à locação, que pode ser verificado no fechamento do balanço. Se nesse caso o estoque for realocado para um local menor, com logística melhor e mais perto da central de vendas, o gasto poderá ser bem menor. Segundo, Hong Yuh Ching, na obra “Contabilidade Gerencial” (2006, p. 26): É preciso parar de olhar as atividades e etapas isoladamente; é hora de enxergar o todo, entender como cada atividade e cada etapa interagem umas com as outras. A cadeia de valor é essencial para aumentar o valor que a empresa entrega e que o cliente percebe. Os benefícios que ela traz para as empresas são: eliminação dos custos desnecessários ou excessivos; oportunidades de melhoria por elo; vantagens eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 46eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 46 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária 47 divididas com fornecedores e distribuidores; melhoria nas propostas de valor aos clientes. A cadeia de valor, além de agregar valor para o cliente, em relação as suas expectativas, faz com que o gestor repense como funcionam todas as etapas de sua empresa e de que maneira elas podem funcionar em harmonia (e não mais isoladamente). Com isso, é possível reduzir principalmente os custos, verificando oportunidades, conseguindo estabelecer um diálogo melhor com seus fornecedores e distribuidores, em uma relação “ganha/ ganha”. O esquema da figura 3 apresenta o círculo virtuoso da cadeia de valor. Vejamos: Figura 6 – Cadeia de Valor Fonte: Ching (2006, p. 26). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 47eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 47 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária48 Assim, “a empresa deve criar sua visão da cadeia de valor. Ser um agente na criação de valor ao cliente é colocar em prática ações para reposicionar a empresa e influenciar a cadeia na direção dessa visão” (CHING, 2006, p. 27). Por isso, o administrador precisa conhecer os fatores internos, como: volume de compra, giro de contas a pagar e receber, ciclo de produção, giro do estoque, distribuição do lucro, entre outros. E também os impactos externos: retração do mercado e redução de vendas, novos concorrentes no mercado, aumento dos impostos e de taxas de juros. Caro estudante, você chegou ao fim desta aula, parabéns! Nela, você aprendeu sobre como analisar as contas a pagar e o movimento da empresa. E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a administração financeira e essencial para um bom controle dos fluxos de caixa financeiro e orçamento da empresa. Para complementar seu aprendizado, não deixe de realizar as atividades que acompanham esta aula. Até a próxima! eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 48eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 48 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária 49 eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 49eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 49 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária50 UNIDADE 02 eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 50eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 50 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária 51 Você sabe qual é a principal responsabilidade da administração Financeira? Nessa disciplina você aprenderá a diferença entre a contabilidade e a gestão financeira, e a importância dos demonstrativos financeiros no âmbito corporativo. Além disso, será capaz de analisar e interpretar as demonstrações financeiras, o processo de planejamento financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, bem como, analisar a situação financeira de uma empresa através da análise de seus demonstrativos. Com isso, também, realizará operações financeiras com base no conhecimento sobre orçamento. Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado para refletir e tomar decisões nas organizações a partir de uma visão sistêmica e que traga resultados equilibrados e positivos para a organização. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo! INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 51eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 51 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária52 Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: OBJETIVOS 1 Compreender como funciona a estrutura orçamentária; 2 Aplicaras técnicas de implantação de orçamento de investimentos; 3 Identificar e solucionar problemas relacionados a alavancagem; 4Executar a análise da necessidade de orçamento de financiamentos. Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 52eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 52 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária 53 Compreendendo como funciona a estrutura orçamentária Ao término deste capítulo você irá aprender sobre as estrutura orçamentária. Verá que as finanças são extremamente importantes para a gestão eficiente das empresas, visando o ciclo orçamentário, através dos processos e planos orçamentários. Além de alavancagem e giros dos recursos da empresa. E ainda análise das necessidades de financiamento e consórcio utilizando a margem de contribuição e ponto de equilíbrio como ferramenta. Então vamos lá. Avante! OBJETIVO O papel do ciclo orçamentário nas empresas Contabilidade tem como principal objeto o patrimônio da entidade, porém, acompanhando as necessidades dos usuários, passou a visar não mais exclusivamente bens, direitos e obrigações, principalmente as suas mutações. Desse modo, a Contabilidade começou a dar um enfoque maior para a Contabilidade Gerencial, na qual se destaca o Orçamento Empresarial, através do fluxo de caixa e fechamento diário de caixa da empresa. DEFINIÇÃO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 53eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 53 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária54 Figura 1 – Análise do orçamento Fonte: freepik Toda e qualquer empresa deve possuir metas e objetivos. Nas empresas privadas já não se encontram somente objetivos focados no lucro, mas também na melhoria do ambiente externo, no sentido econômico e social. E o Orçamento é a técnica que pode ser utilizada para mensurar econômica e financeiramente os resultados que deverão ser alcançados futuramente em todas essas dimensões, gerando o ciclo orçamentário apresentado na unidade 1 que iremos complementar os conceitos. Processo Orçamentário Considera-se que elemento humano desempenha um papel relevante em todo o processo orçamentário. Se não houver motivação e disposição das pessoas envolvidas, desenvolvendo uma participação voluntária e consciente, será muito difícil alcançar o resultado desejado. Segue algumas vantagens do orçamento: eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 54eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 54 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária 55 1. O orçamento obriga a Administração a fazer o estudo prévio de seus problemas. Busca o hábito do estudo cuidadoso antes de serem tomadas decisões. 2. O orçamento recruta o auxílio de toda a organização administrativa. As decisões finais representam o juízo combinado da organização toda e não meramente o de um indivíduo ou grupo de indivíduos. 3. O orçamento proporciona um instrumento através do qual, periodicamente, se examinam, reformulam e estabelecem políticas como linhas orientadoras para toda a empresa. 4. O orçamento auxilia a encaminhar o capital e os esforços para os canais mais lucrativos. 5. O orçamento coordena e correlaciona todos os esforços. Nenhuma atividade de controle administrativo revela tão prontamente franquezas na organização quanto o procedimento metódico necessário ao orçamento sistemático. 6. O orçamento executado em quase todas as empresas oferece esperança para a economia total do país, porque proporciona estabilidade de emprego, uso econômico do equipamento físico e eficaz prevenção contra o desperdício. Figura 2 – Processo orçamentário Fonte: freepik eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 55eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 55 09/04/2020 15:27:0009/04/2020 15:27:00 Administração Financeira e Orçamentária56 Abaixo algumas limitações do orçamento: � Planejar, orçar ou prever não é uma ciência exata: em qualquer plano orçamentário está presente certa soma de juízo. Dever-se-ia fazer uma revisão ou modificação das estimativas quando suas variações justifiquem mudança dos planos. �Um programa orçamentário necessita da cooperação e participação de todos os membros da Administração. Essencial ao êxito do orçamento e a adesão absoluta da cúpula administrativa não foi fiel à sua execução. �Um plano orçamentário não elimina a Administração, nem lhe toma o lugar. Os executivos não deveriam se sentir hesitantes quanto aos orçamentos e seus algarismos relacio- nados. O orçamento existe para proporcionar informação pormenorizada, que permita aos dirigentes operar com energia e visão no sentido do êxito dos objetivos empresariais. A implantação de um orçamento desgasta a área pelo tempo de análise e treinamento do padrão da empresa e principalmente no levantamento de dados necessários comparando os anos anteriores, principalmente o anterior para verificar o valor mais próximo possível para não faltar nem sobrar dinheiro na área que definiu os valores orçados. Por esta razão as empresas necessitam de processo orçamentário e plano orçamentário para definir a melhor estratégia e treinamento eficiente para não ter tantas distorções nos números previstos e realizados. OBSERVAÇÃO + eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 56eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 56 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 57 Plano Orçamentário Você sabia que a elaboração de um plano orçamentário requer um conhecimento dos administradores junto de toda equipe da empresa para que não haja dificuldade na hora de sua implantação? Por isso será abordado a seguir ideias de estudiosos na preparação e nas etapas para a implantação do sistema orçamentária nas organizações. SAIBA MAIS Para Welsch (1983, p.21) “orçamento pode ser definido, em termos amplos, como o enfoque sistemático e formal à execução das responsabilidades de planejamento, coordenação e controle da administração”. Já para Mendes (2010, p. 81) “o papel do orçamento na gestão de uma empresa é compreendido de forma melhor quando relacionado às funções administrativas, as funções básicas da administração são resumidas em: planejar, organizar e controlar”. Logo assim Padoveze (2010, p.62) ressalta que “o sistema de orçamentos é um instrumento de planejamento e controle de resultados econômicos e financeiros, é também um modelo que avalia e demonstra as projeções financeiras da empresa”. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 57eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 57 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária58 Figura 3 – Plano orçamentário Fonte: freepik Acredita-se que fazer planos orçamentários para o futuro de uma empresa é contribuir para que suas atividades sejam realizadas com mais eficácia e seus objetivos sejam alcançados com sucesso. Ressalta-se ainda que não existe planejamento apropriado sem o controle orçamentário (Lunks, 2003). Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo: “Entenda como realizar o orçamento de custos empresarial”. https://bit. ly/2YdGkwo. ACESSE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 58eBook Completo para Impressao - Administracao Financeirae Orcamentaria - Aberto.indd 58 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 59 Aplicando as técnicas de implantação do orçamento de investimentos O orçamento de investimentos deve atender a três inicia- tivas simultâneas, conforme define Lunkes (2003, P. 67): a. Alinhamento do orçamento de investimentos às demais peças orçamentárias, principalmente o orçamento de caixa. b. Utilização de um sistema dinâmico de avaliação do risco. c. Integração dos projetos à cultura empresarial. Veremos a seguir cada um deles: a. Alinhamento com orçamento de caixa Welsch (1983, p. 255) define que as principais finalidades do orçamento de caixa são: � indicar a posição financeira provável em resultado das operações planejadas; � indicar o excesso ou a insuficiência de disponi-bilidades; � indicar a necessidade de empréstimos ou a disponi- bilidade de fundos para investimento temporário; � permitir a coordenação dos recursos financeiros em relação a: (1) capital de giro total; (2) vendas; (3) investimentos; e (4) capital de terceiros; � estabelecer bases sólidas para a política de crédito; e, � estabelecer bases sólidas para o controle corrente da posição financeira. b. Sistema de avaliação de risco Quanto à avaliação do risco, para verificar se o investimento é vantajoso ou não, Lunkes (2003, p. 68) cita os seguinte métodos: eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 59eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 59 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária60 �Método do payback; �Método da taxa média de retorno; �Método do valor presente; �Método da taxa interna de retorno. Figura 4 – Reunião para definir um controle com maior custo-benefício Fonte: freepik Para poder gerir com tranquilidade a parte de orçamento de investimentos da empresa, é preciso conhecimento técnico mínimo em Contabilidade de custos. Por isso, nunca é demais estudar! Acesse o texto “O que é prazo de retorno de investimento?” e confira quais são os passos básicos para o cálculo do prazo de retorno do investimento. https://bit.ly/2Rl6eg8. ACESSE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 60eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 60 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 61 a. Integração à cultura empresarial O objeto da Contabilidade, que é o patrimônio de uma entidade, e seu objetivo, que é assegurar o controle desse patrimônio e fornecer, também, informações sobre suas variações. O patrimônio, quanto ao seu aspecto qualitativo, pode ser definido segundo a natureza de seus elementos, tais como: dinheiro, bens, máquinas, mercadorias etc. Quanto ao seu aspecto quantitativo, é definido em valores, ou seja, quanto se tem em dinheiro, quanto vale um bem, uma máquina etc. Então, as demonstrações contábeis nos informam o que está acontecendo nas entidades, especialmente nas empresas. EXPLICANDO MELHOR+++ De acordo com Marion e Ribeiro (2011, p. 2), “contabilidade é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de controle e de registro relativas à administração econômica”. Essas informações contábeis possuem algumas finalidades, das quais podemos destacar duas: 1. Controle: o controle tem a finalidade de informar o gestor e a administração da empresa sobre como está a situação de liquidez da empresa. 2. Planejamento: o gestor pode se utilizar das informações contábeis para tomar suas decisões. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 61eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 61 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária62 Ching (2006, p. 4), acrescenta que: O objetivo básico da informação contábil é ajudar as pessoas, dentro e fora das organizações, a tomar decisões. É o caso de executivos em nível sênior, gerentes de nível médio ou colaboradores de “linha de frente” em qualquer tipo de organização (manufatura, serviço, comércio) e/ou em qualquer função organizacional (comercial, financeiro, recursos humanos ou produção). Dependendo do tipo de informação contábil de que necessitamos, seja ela para fins financeiros ou para fins de gerenciamento, podemos optar pela Contabilidade Financeira ou pela Contabilidade Gerencial. Há uma demonstração sobre as diferenças entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade Gerencial. Figura 5 – Reunião de um escritório moderno com cultura despojada Fonte: freepik eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 62eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 62 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 63 Cada empresa tem sua cultura e define como planejar estrategicamente com relação ao tipo de orçamento e forma de atuar frente as necessidades da empresa e seus controles internos. Tipos de estratégia de investimentos De acordo com Padoveze (2010), a informação, segundo Padoveze (2010) deve ser tratada como qualquer outro produto disponível para o consumo, sendo primordial da empresa para informar os usuários internos ou externos. Por isso, a contabilidade tem o papel fundamental de mapear as necessidades de informações dos usuários internos e externos da organização e criar procedimentos e ferramentas que lhes permitam acessá-las com agilidade quando necessário. Desse modo, as tecnologias aplicadas aos negócios, têm trabalhado muito para criar condições de manter a informação disponível no tempo certo para a tomada de decisão. Para poder gerir com tranquilidade a parte cultura e investimentos da empresa, é preciso conhecimento técnico mínimo em Contabilidade de custos. Por isso, nunca é demais estudar! Acesse o texto “Qual é o prazo ideal para o retorno de investimento?” e confira quais são os passos básicos para o cálculo do prazo de retorno do investimento. https://bit.ly/2Ygnch5. ACESSE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 63eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 63 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária64 Marion e Ribeiro (2011, p. 33) “observam que a relação custo-benefício não pode ser desprezada quando se planeja a geração de informações para o processo decisório”. Visto que a geração de informação envolve o financeiro, os esforços de produção e de divulgação das organizações, apesar das restrições presente, como falha na comunicação, nos processos e no sistema. Sendo assim, os benefícios da informação às organi- zações e aos usuários estão relacionados as seguintes orientações estratégicas: �Analisar as alianças com concorrentes e demais empresas e instituições, para a aquisição; �Conhecer as sociedades com fim específico e sobre organização virtual, a exemplo das startups; �Verificar a viabilidade econômico fina, quando na intenção de cisão; �Desenvolver e aplicar um plano de negócios e investimentos, além de retorno esperado, em uma fusão, por exemplo; �Analisar a origem de recursos, para a incorporação. Com relação a viabilidade e recursos a empresa deve verificar a redução de tempo de recebimentos dos recursos e, consequentemente, melhoria das condições financeiras da organização. Abaixo cada um deles: Aquisição Ao exercer atividades econômicas as empresas objetivam o lucro, que proporciona, em condições normais, remuneração do capital aplicado por seus proprietários. O lucro, por sua vez, pertence aos proprietários da empresa, mas, quando não distribuídos entre eles é destinado ao aumento do Patrimônio Líquido. eBook Completo paraImpressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 64eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 64 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 65 Para as empresas que possuem dois ou mais proprietários a forma jurídica da sociedade será mercantil ou comercial. Sendo a base das atividades o comercio. Com isso, verificamos que as formas jurídicas de admi- nistração apresentadas mantêm independência nas relações empresariais de duas ou mais empresas. Isto significa que os sócios fazem parte do mesmo grupo econômico. Por outro lado, as empresas que mantem relações de dependência administrativa são as coligadas ou controladas. São coligadas quando uma influência a outra empresa. Não há percentual mínimo na lei, mas se recomenda que a participação acima de 20% é significativo para ser considerada coligada, desde que uma empresa adquira poder de participar nas decisões das políticas operacional ou financeira da empresa investida, mas sem controlar suas atividades. Já a controlada é comandada por outra, direta ou indiretamente, por outras controladas, tendo assegurado direitos de sócio, de forma permanente ou preponente nas deliberações, no poder de eleger os administradores e nos direitos sociais. Ou seja, não há uma obrigatoriedade expressa na lei de que uma empresa deve ter mais de 50% das ações com direito a voto para ser controladora da outra empresa, somente que obtenha o poder de eleger os diretores ou maioria da empresa e ser responsável pelas decisões da empresa. Nesse contexto, compreendemos como aquisição o investimento de uma empresa na outra com a participação de uma delas, adquirindo parte de suas atividades ou participação na outra. Assim, segundo Giltman (2010) a partir da necessidade de crescimento do negócio e necessidades mercadológicas, as empresas encontram nas aquisições de empresas esse objetivo. Contudo, existem outros motivos para as empresas partirem para a aquisição ou realizar a fusão, como aumentar a liquidez, promover a diversificação ou resolver questões eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 65eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 65 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária66 fiscais. Visto que nestes casos as aquisições podem ocorrer apenas na obtenção de alguns ativos. Em alguns casos as empresas têm necessidade de adquirir apenas algumas máquinas de uma empresa que se extinguiu do mercado, por exemplo, e a outra aproveitou para adquirir devido ao preço mais justo. Uma aquisição acontece quando duas ou mais empresas pela união de uma empresa resulta continuar mantendo a identidade delas. Normalmente os ativos e os passivos da menor empresa são incorporados aos da maior. Nos casos de bancos, por exemplo, um banco menor ser comprado por um maior. Fonte: Elaborada pela autora (2019) A aquisição de ativos acontece quando as empresas estão em funcionamento, pois podem ser analisadas de acordo com as formas de orçamento de capital, pela estimativa do fluxo de caixa. Ainda falando em aquisição, o holding que é uma sociedade que obtém o controle acionário de uma ou mais empresas, sendo este das empresas grandes e de capital pulverizado, geralmente, exige a posse de 10 a 20% das ações já existentes. Conhecidas como subsidiária, essas empresas, visadas, são controladas pelo holding. No entanto, caso todas as ações de uma empresa fizerem parte da outra, ela não é apenas controlada: ela passa a ser eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 66eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 66 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 67 subsidiária total da outra empresa. As aquisições podem ocorrer de forma amigável ou hostil: �Amigável: a empresa adquirente identifica a empresa visada iniciando as negociações. Ao ser aceita a proposta pelos administradores da empresa visada, eles endossam a proposta, recomendando a aprovação aos acionistas. Feito isto, a transação acontecerá por meio da compra de ações pela adquirente, ou por troca de ações, obrigações ou, ainda, a combinação das duas, por ações da empresa visada. �Hostil: Caso os administradores da empresa visada não apoiem a proposta de aquisição, ela pode lutar contra as intenções da adquirente. Nesta situação, a adquirente tenta controlar a empresa visada comprando um número suficiente das ações no mercado. Isso acontece, geralmente, através de uma oferta pública de compra. Uma oferta formal de compra de um dado número de ações, a um preço especificado. A Sadia e a Perdigão fizeram uma holding para operacionalizar o queijo “filadélfia”, ou seja, a Perdigão entrou com todo o processo operacional e a Sadia com a administração dos custos do processo. Mesmo concorrentes na época, uma participou com o processo da outra de alguma forma e ganhou participação, como parceiros de processo. EXEMPLO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 67eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 67 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária68 Figura 6 – Aquisição amigável Fonte: freepik Por sua vez, as aquisições hostis são mais difíceis de concretizar, pois a administração da empresa visada luta para impedir a transação. Mas, quando acontecem são bem-sucedidas. Para a aquisição amigável uma empresa, ainda, pode combinar com outra, que tenha elevado ativo líquido e baixos níveis de passivo, a formalização da aquisição. Aquisições desse tipo, de empresa ‘rica em caixa’ aumenta a capacidade de tomada de crédito da adquirente, reduzindo o impulso financeira, para a captação de fundos externos a um custo menor. Com isso, as empresas se unem para aprimorar a capacidade de captação de fundos, visto que uma empresa pode ser impossibilitada de obter fundos para sua própria expansão, mas consegue realizar esse processo a partir da combinação com outras empresas. REFLITA eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 68eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 68 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 69 Uma vez decorridos 12 meses após a aquisição dos ativos deve ser utilizado o método do justo valor, sem prejuízo dos fundos para investidores qualificados poderem continuar a utilizar o método do valor conservador, enquanto não se verifiquem transações materialmente relevantes, efetuadas por entidades independentes (MENDES, 2016). Quando uma empresa adquire a outra, esta pode acabar no mercado, ocorrendo a dissolução da Pessoa Jurídica. A dissolução pode acontecer por vontade ou obrigação, dependendo da situação que a empresa se encontra, pois em alguns casos é necessário a extinção seguida da liquidação da empresa. Decisões que tomadas por deliberação do titular, sócios, ou acionistas, ou por imposição ou por determinação legal do poder público. Para tanto a liquidação voluntária ou forçada será realizada por um conjunto de atos destinados a realizar o ativo, pagar o passivo e destinar o saldo que houver (líquido), ao titular. Ou no caso da partilha do saldo aos componentes da sociedade, que dependerá do contrato social. Fusão A fusão representa a junção de duas ou mais empresas para constituir uma nova, que, em geral, absorvendo os ativos e os passivos das empresas já existentes. Segundo Gitman, 2010, p. 645): Após a fusão da empresa visada são elaboradas demonstrações de resultados projetadas, que representem as receitas e os custos. Resultados a serem ajustadas com fluxos de caixa esperado aolongo do prazo nesta situação. Assim, antes de aplicar as técnicas de orçamento de capital, quando uma empresa quiser adquirir outra com diferente comportamento de risco, deverá ser ajustado o custo do capital ao risco. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 69eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 69 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária70 Assim, na fusão, a empresa que tenta adquirir o controle de outra é chamada empresa adquirente. A adquirente identifica, avalia e negocia com os administradores e/ou acionistas da empresa visada. No entanto, acontecem casos, em que os administradores da empresa visada iniciam as negociações. Existem quatro tipos de fusões (GITMAN, 2010, p. 650): � Fusão horizontal: quando duas empresas pertencentes ao mesmo ramo de atividades se fundem. � Fusão vertical: uma empresa adquire um fornecedor ou cliente. � Fusão de congêneres: realizada por meio da aquisição de uma empresa situada no mesmo setor. � Formação de conglomerado: envolve a combinação de empresas que atuam em setores diferentes. O autor apresenta as formas de fusões podem ser por motivos estratégicos ou financeiros: Fusões estratégicas Fusões financeiras Acontecem por economias de escala: � Eliminar atividades redundantes; � Aumentar a participação no mercado; � Melhorar o acesso a matérias- primas e da distribuição de produtos acabados. Baseiam-se na reestruturação de empresas: � Melhorar o fluxo de caixa; ou, � Comprar linhas de produtos específicos (não necessariamente comprar a empresa). Fonte: Elaborada pela autora (2019) Com a extinção, depois de liquidar o patrimônio e divisão dos lucro final, ocorrido num período, por onde se liquidou o processo. OBSERVAÇÃO + eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 70eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 70 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 71 Nas fusões estratégicas as operações das empresas, adquirentes e visadas, combina-se para realizar economias e fazer com que o desempenho da empresa resultante supere o das empresas de origem. São exemplos de de fusões estratégicas: a Norwest com a Wells Fargo (bancos) e a Daimler-Benz com a Chrysler (fabricantes de automóveis). Uma variação interessante sobre a fusão financeira é a compra de linhas de produto específicas e não de toda a empresa, como no caso da Sadia que era classe ABC e a Persigão que ficou com as demais classes. Fonte: Elaborada pelo autor. Nesse contexto, verificamos que as fusões, sejam elas estratégicas ou financeiras, envolvem a aquisição da empresa visada por uma adquirente. Podendo a adquirente ser outra empresa, um grupo de investidores ou os próprios administradores da empresa. Visto que o objetivo da adquirente é reduzir de forma significativa os custos, a partir da venda de determinados ativos incompatíveis ou improdutivos, na tentativa de promover melhorias no fluxo de caixa. SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 71eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 71 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária72 Assim, a fundamentação das fusões financeiras ultra- passam a capacidade da empresa em realizar economias de escala, mas tem a expectativa de que o valor da empresa visada seja recuperado através da reestruturação da empresa. Sendo o incremento do fluxo de caixa usado para custear o serviço da dívida, geralmente, incorrida para financiar as transações. Por esta razão a fusão estratégica, que não depende do capital de terceiros, predomina, com isso as empresas se fundem para atingir determinados objetivos. Processo que aumentou a quantidade de fusões financeiras no inicio dos anos 90 com a crise do mercado de junk bonds, detentor de títulos de renda fixas altamente voláteis, em função dos pedidos de falência de diversas empresas (REIS, 2019). Desse modo, verificamos que as crises, geram prejuízos nas empresas e a consequente falência, sendo o melhor momento para a adquirente comprar a empresa estando no prejuízo. Sendo assim, as fusões financeiras são fundamentadas não somente na capacidade da empresa de realizar economias de escala, mas também na crença da adquirente que o valor oculto da adquirida poderá ser liberado através de reestruturação. Sendo o incremento do fluxo de caixa usado para custear o serviço da dívida geralmente incorrida para financiar as transações. Por esta razão a fusão estratégica que não depende do capital de terceiros, predomina ainda, com isso as empresas se fundem para atingir determinados objetivos. Tem aumentado a quantidade de fusões financeiras atualmente. A crise do mercado de junk bonds no início dos anos 1990, os pedidos de falência de diversas importantes fusões financeiras ocorridas na década anterior e a alta do mercado de ações no final dos anos 1990, reduzindo muito deste tipo de fusão o maior objetivo da fusão é maximizar a riqueza dos proprietários, refletida no preço da ação da empresa adquirente. Os demais motivos, mais específicos incluem: eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 72eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 72 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária 73 � crescimento ou diversificação: aumentar o leque de produtos; � sinergias: captação de fundos, adquirir mais empresas para ter mais renda e fundos para poder realizar mais empréstimos; � obtenção de capacidade gerencial ou tecnologia: aquisição de máquinas de terceiros ou holding; � considerações fiscais: incentivos fiscais em algum ramo de atividade; � aumento da liquidez para os proprietários: mais aquisição, mais lucro; � defesa contra aquisições hostis. Portanto, adiantar o crescimento ou a diversificação interna, a empresa pode realizar o processo de fusão, objetivando crescimento rápido em termos de participação, diversificação dos produtos ou aporte no mercado. Desta forma, quando uma empresa expande suas atividades ou aumenta sua linha de produtos por meio da fusão, ela elimina uma concorrente em potencial. Sendo uma estratégia de menor custo, que a alternativa de desenvolvimento da capacidade de produção necessária. Assim, é possível evitar muitos dos riscos associados ao projeto, à fabricação e à venda de novos produtos. Entretanto, as compras e as vendas, são as funções administrativas mais afetadas por esse tipo de combinação, visto que a sinergia das economias de escala impacta nos resultantes de menor custo fixo das empresas combinadas. Economias que elevam os lucros para um nível superior à soma dos lucros das empresas envolvidas. A sinergia fica mais evidente quando a fusão ocorre em empresas do mesmo segmento, pois muitas funções e cargos redundantes podem ser eliminados. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 73eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 73 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01 Administração Financeira e Orçamentária74 Então, identificamos que a fusão tende a contribuir para maximizar a riqueza dos proprietários. Um exemplo é a Brasil Foods (BRF) que surgiu a partir da fusão entre a Sadia e a Perdigão. Fonte: Elaborada pela autora (2019) Visto que existem aqueles casos em que as empresas têm bom potencial, mas não conseguem se desenvolver plenamente, por deficiências na área de gestão ou tecnológica, e encontram na fusão o que precisam para essa maximização e o desenvolvimento pleno. A BRF – Brasil Foods, que a Perdigão comproua Sadia, criando uma nova empresa, devido à Sadia ter arriscado em mercado de derivativos, ficado o prejuízo, houve aquisição da Perdigão. EXEMPLO Incorporação A incorporação é quando as empresas são absorvidas por outras, ocorrendo uma transformação dela, crescendo ou incorporando. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 74eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 74 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 75 Conforme o artigo 220 da Lei 6.404/76 a “transformação é a operação pela qual a sociedade passa, independentemente de dissolução e liquidação, de um tipo para outro”. A transfor- mação obedecerá aos preceitos que regulam a constituição e o registro do tipo a ser adotada pela sociedade. Desse modo, observamos que a operação de incorporação promoverá o desaparecimento da empresa incorporada. Visto que o artigo 227 da Lei 6.404/76 descreve que ”a incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações” (BRASIL, 1976). Um exemplo de incorporação são os bancos que tem comprado outros bancos para ampliar os negócios, como o HSBC que se tornou o Bradesco. Outros ramos de atividades financeiras, também tem aumentado estrategicamente para se manter no mercado e crescer. EXEMPLO Os fabricantes de automóveis são exemplos bem interessantes, pois adquirirem uma marca específica para concorrer em outro mercado, como a Toyota que comprou a Lexus para concorrer no mercado de carro de luxo. Toyota Lexus Fonte: Elaborada pela autora (2019) eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 75eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 75 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária76 Cisão O artigo 229 da lei 6.404/76 descreve a cisão como: [...] a operação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais sociedades, constituídas para esse fim ou já existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se houver versão de todo seu patrimônio, ou dividindo- se o seu capital, se parcial a versão (BRASIL, 1976). A partir desse trecho verificamos que o processo de cisão, diferente da incorporação não promove o desaparecimento da empresa cindida, mas sim a sua extinção. No entanto, o processo se figura obedecendo as mesmas disposições da incorporação, visto que “a cisão é a operação com versão de parcela de patrimônio em sociedade já existente“ (parágrafo 3 do artigo 227 Lei 6.404/76, BRASIL, 1976). Desse modo, para essa regulamentação, o parágrafo 1 do artigo 223 da Lei dispõe que “nas operações em que houver criação de sociedade serão observadas as normas reguladoras da constituição das sociedades do seu tipo”. Assim, a cisão pode acontecer a partir de uma pessoa jurídica já existente ou constituída para este fim, que receberá o capital da sociedade cindida. A empresa que sofre a cisão acaba por se extinguir, caso a parte transferida representar a totalidade do patrimônio. A partir dessa incorporação da Lexus, a Toyota cresceu para concorrer no mercado de carros e diversificou sua linha, se transformando em um grande competidor no mercado de luxo, para competir com a Honda, por exemplo. EXEMPLO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 76eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 76 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 77 Temos como vantagem a cisão, através do planejamento, referente problemas societários ou com divergências familiares e jurídicas. Com isso, identificamos que a cisão pode ser parcial ou total: Cisão Parcial Cisão Total A empresa transfere parte de seu patrimônio à outra pessoa jurídica, mas continua funcionando da mesma maneira. Ocorre a extinção da empresa, quando acontece a divisão do patrimônio em sua totalidade entre os sócios. Quando ocorre a divisão de duas empresas, garante o negócio e se fortalecem no mercado. O valor negociado deve ser ajustado em valor real, sendo baseado no valor do balanço patrimonial. A Gol que cindiu em 2012 com o Smiles, num programa de relacionamento (pontos), criando uma personalidade jurídica chamada Smiles S.A., a partir do patrimônio da Gol Linhas Aéreas. EXEMPLO GOL SMILES GOL LINHAS AÉREAS SMILES S. A. Fonte: Elaborada pela autora (2019) eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 77eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 77 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária78 Identificando e solucionando problemas relacionados a alavancagem Conforme IBRACON (NPC 27), “as demonstrações contábeis são uma representação monetária estruturada da posição patrimonial e financeira em determinada data e das transações realizadas por uma entidade no período findo nessa data. O objetivo das demonstrações contábeis de uso geral é fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, o resultado e o fluxo financeiro de uma entidade, que são úteis para uma ampla variedade de usuários na tomada de decisões. As demonstrações contábeis também mostram os resultados do gerenciamento, pela Administração, dos recursos que lhe são confiados.” Giro de recursos na empresa Segundo Gitman (2010), os fatores financeiros influen- ciam nossa vida pessoal e profissional, mas muitas vezes não entendemos. Por outro lado, os administradores precisam acom-panhar a evolução da gestão financeira para atualizar seus conhecimentos sobre as finanças empresariais, em função Assaf Neto (2010) diz que hoje se exige grande atualização do conhecimento por parte dos administradores devido ados avanços teóricos e práticos com relação aos estudos de finanças empresariais. Outro exemplo são os bancos que tem comprado outros bancos e ampliados seus negócios, como foi o caso do HSBC que se tornou o Bradesco. EXEMPLO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 78eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 78 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 79 O giro dos recursos das empresas ocorre através de pagamento e fluxos de recebimento, ou seja, recebe dos seus clientes o valor das vendas e pagam seus funcionários, fornecedores, bancos, etc. O capital de giro representa os valores que a empresa desembolsa antes de ocorrer a venda e o recebimento da venda aos clientes. A Demonstração do Resultado do Exercício RE (DRE) avalia a saúde financeira das empresas. É um relatório bastante detalhado e ao mesmo tempo intuitivo. A partir dele, os administradores e os gestores adquirem informações fundamentais para a tomada de decisão. Desse modo, verificamos que a DRE é um avalia a saúde financeira das empresas, independente de seu tratamento. Desse modo com isso, compreende-se a evolução da administração financeira, a partir do momento em que ela passou a analisar os números da empresa, que vão além de realizar. Números que ultrapassar os pagamentos e os controles operacionais, não só tecnologicamente, mas assim, podemos observar que através dos tempos, a gestão financeira evoluiu, também, na forma de aplicar através dos tempos, na forma de aplicar os recursos, de maneira mais ágil e, principalmente, reaproveitando os produtos, como é o caso dana logística reversa, onde os resíduos geram economia e lucro. Os recursos utilizados para incrementar o capital de giro da empresa através das demonstrações financeiras. SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 79eBookCompleto para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 79 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária80 Figura 6 – Apresentação dos recursos financeiros da empresa Fonte: freepik De acordo com Hoji (2010), o objetivo econômico das empresas é o de maximizar valor de mercado e aumentar a riqueza de seus acionistas/proprietários. Isso demonstra, que ao investir na empresa, o acionista deseja um retorno compatível com o risco assumido. Desta forma, o controle e a gestão de seus recursos econômicos e financeiros, deverá estar estruturada e orientada para o atingimento de metas que agreguem valor à companhia e seus proprietários. Redução de custo que pode causar insolvência Para realizar uma boa gestão financeira as empresas podem: �Reduzir o tempo de estocagem dos produtos e materiais. �Reduzir a quantidade das vendas que são feitas a prazo (dando incentivos a compras à vista) ou modificando (reduzindo) o prazo para recebimento. �Negociar melhores contratos com fornecedores para ampliar o prazo de pagamento. Além disso, as empresas devem saber apurar os indicadores e entender o que seu resultado trás de informações. Segue fórmulas de cálculo com a função de realizar uma análise detalhada da situação da empresa, para evitar a liquidação da empresa. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 80eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 80 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 81 Tabela 1 – Indicadores Financeiros INDICADOR FÓRMULA Capital Ciculante Líquido CCL = ATIVO CIRCULANTE - PASSIVO CIRCULANTE Prazo Médio Estocagem (em dias) PME = 360 × (ESTOQUE MÉDIO / CUSTO DA MERCADORIA VENDIDA) Prazo Médio Recebimento (em dias) PMR = 360 × (DUPLICATAS A RECEBER / VENDAS) Prazo Médio Pagamento (em dias) PMP = 360 × (FORNECEDORES / COMPRAS) Ciclo operacional (CO) CO = PME + PMR Ciclo de conversão de caixa (CCC) CCC = PME + PMR – PMP Fonte: Autora Para realizar a análise da liquidez das demonstrações, e verificar a capacidade de pagamento de obrigações, deve-se proporcionar um entendimento maior a respeito das alternativas de ação pelas empresas para equilibrar a disponibilidade desses recursos, conhecendo a função da gestão financeira. Figura 7 – Discussão para tomada de decisão Fonte: freepik eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 81eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 81 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária82 Com estas fórmulas as empresas verificam a forma de desenvolver a capacidade de analisar os fatores que influem na gestão de recursos de curto prazo nas organizações e a importância da gestão financeira através da função do Capital de Giro para manutenção das organizações. Realizar análise das necessidades de financiamentos Segundo Assaf Neto (2010), ao analisar as demonstrações financeiras observamos que ela tem por função estudas o desempenho econômico-financeiro da empresa em determinado período, com o propósito de diagnosticar a posição atual e produzir resultados que tenham como base para a previsão de tendências futuras. SAIBA MAIS Os investidores avaliam o melhor o desempenho e o crescimento da empresa. Com frequência as consequências dos índices financeiros ruins geralmente levam a custos mais altos de financiamento, e os bons índices muitas vezes significam que os investidores estarão dispostos a colocar recursos à disposição da empresa com custos mais razoáveis. Desta forma, os bancos usam os índices para determinar se concedem o crédito e, em caso positivo, qual o seu valor. SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 82eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 82 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 83 A análise do índice permite-nos um melhor entendimento das relações entre o balanço patrimonial e o demonstrativo de resultado. Por exemplo, para calcular o retorno do investimento da empresa, precisamos do valor do ativo total do balanço patrimonial e do lucro líquido do demonstrativo de resultado. Além disso, alguns indicadores podem indicar o grau de eficácia com que os ativos estão sendo usados e se a estrutura de financiamento é das melhores. Sem dúvida, o uso dos índices financeiros é um instrumento importante no planejamento financeiro moderno. Consórcio Uma forma de estratégia empresarial e geração de capital de giro é comprar uma máquina através do consórcio. A empresa não terá gastos com juros, como é o caso do financiamento, e poderá parcelar a máquina sem tantos gastos, somente pagando taxas. Além disso, o consórcio pode, também, estar relacionado a acordos realizados entre acionistas de empresas independentes, que concordam entregar o controle das suas ações em troca de certificados de consórcio. Sendo então, autorizadas a participar do lucro comum do consórcio em questão. Isso acontece porque o consórcio é uma forma de crédito embasada na reunião de pessoas, físicas ou jurídicas, formando uma poupança em grupo, objetivando a aquisição de um bem. Conhecida como um autofinanciamento, sem juros e do valor total parcelado. O consórcio inicia com a parcela de cada acionista participante pode obter um bem, serviço ou ação que serão parceladas mensalmente se tornando um consorciado, e criando um grupo que pagará apenas taxas até finalizar o grupo, pagando mesmas parcelas pelo plano. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 83eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 83 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária84 O consorciado pode ter direito de usar o crédito para adquirir um bem, serviço ou ação, através de sorteio ou lance e ainda por assembleias mensais. Após contemplado, o consorciado adquire o bem, serviço ou ação mas continua pagando as parcelas que se comprometeu com o grupo. Por fim, com o encerramento do pagamento do plano, haverá um cálculo das parcelas e um residual do grupo. Aqui observamos que o consórcio representa uma boa estratégia empresarial, aumentando a competitividade da empresa. RELEMBRANDO Por isso, o administrador precisa conhecer como planejar o orçamento e analisar os riscos e custo-benefício do negócio. Para poder estar alinhado ao mercado e ser um diferencial frente aos concorrentes analisar seus indicadores financeiros para verificar se esta tendo um grande retorno do investimento. Caro estudante, você chegou ao fim desta aula, parabéns! Nela, você aprendeu sobre análise sobre orçamento de investimentos e de eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 84eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 84 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 85 Para complementar seu aprendizado, não deixe de realizar as atividades que acompanham esta aula. Até a próxima! E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a administração financeira e essencial para um investimento financeiro e orçamento da empresa. REFLITA eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 85eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 85 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária86 UNIDADE 03 eBook Completo para Impressao- Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 86eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 86 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 87 Você sabe qual é a principal responsabilidade da administração Financeira? Nessa disciplina você aprenderá a diferença entre a contabilidade e a gestão financeira, e a importância dos demonstrativos financeiros no âmbito corporativo. Além disso, será capaz de analisar e interpretar as demonstrações financeiras, o processo de planejamento financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, bem como, analisar a situação financeira de uma empresa através da análise de seus demonstrativos. Com isso, também, realizará operações financeiras com base no conhecimento sobre orçamento. Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado para refletir e tomar decisões nas organizações a partir de uma visão sistêmica e que traga resultados equilibrados e positivos para a organização. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo! INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 87eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 87 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária88 1 2 3 4 Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências profissionais até o término desta etapa de estudos: OBJETIVOS Compreender como funciona a estrutura de capital apropriada Aplicar as técnicas de implantação de planejamento financeiro Identificar e solucionar problemas relacionados ao planejamento financeiro de ativos Executar a análise da necessidade de projeção das demonstrações financeiras Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 88eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 88 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 89 Compreendendo como funciona a estrutura de capital Ao término deste capítulo você irá aprender sobre a estrutura de capital. Verá que as finanças são extremamente importantes para a gestão eficiente das empresas, visando a estrutura de capital adequada, através dos atributos da estrutura de capital. Além de conhecer sobre o planejamento financeiro do ativo e ainda veremos sobre análise das necessidades de projeção das demonstrações financeiras como ferramenta de gestão. Então vamos lá. Avante! OBJETIVO O papel da estrutura de capital adequada Brealey e Myers (1992) definem a estrutura de capital como a carteira de títulos composta pelas enumeras combinações de diferentes títulos que a empresa pode emitir. DEFINIÇÃO A teoria da estrutura de capital trata de que se devem comparar os proveitos e custos inerentes a utilização de capitais alheios (de terceiros), tendo como objetivo a maximização do valor da empresa (Gomes, 2012). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 89eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 89 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária90 Figura 1 – Análise do valor da empresa Fonte: Freepik Segundo Myers (1984), através da sua teoria revela que empresas só obtém menos endividamento quando consegue ter mais lucro. Atributos da estrutura de capital Conforme Titman e Wessels (1988) elenca os atributos/ fatores determinantes da estrutura de capital das empresas nos diferentes mercados, como: �Estrutura dos ativos da empresa (colaterais); �Usufruto de outros benefícios fi scais que não os gerados pelo endividamento; �Expectativa de crescimento da empresa; �Grau de singularidade da empresa; �Tamanho da empresa; �Volatilidade de seus resultados operacionais; e �Lucratividade. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 90eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 90 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 91 Figura 2 – Análise da lucratividade da empresa Fonte: Freepik Se as empresas se fi nanciassem através de lucros retidos e endividamento e emissão de ações, seriam mais lucrativas e menos endividadas (Meyer, 1984). Aplicando as técnicas de implantação da estrutura de capital VOCÊ SABIA? A estrutura patrimonial de uma entidade também pode ser conceituada como um conjunto de capitais. Do lado do ativo estão o capital circulante e o capital não circulante, isto é, de curto prazo ou de longo prazo, ou permanente. No capital circulante, pode-se identifi car uma parcela que já se encontra disponível, denominado capital disponível. No capital não circulante, pode- se identifi car uma parcela de capital que tem característica de permanência na entidade, auxiliando-a na geração de benefícios econômicos futuros, chamada capital fi xo ou permanente. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 91eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 91 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária92 Do lado do passivo, tem-se o capital de terceiros, que também pode ser caracterizado como circulante e não circulante. O Patrimônio Líquido equivale ao capital próprio da entidade, formado pelo capital nominal e os resultados acumulados (lucros ou prejuízos). O capital nominal é formado pelo capital investido pelos sócios e proprietários, conhecido como capital social da entidade. A partir do ativo, por meio da soma do capital circulante com o capital não circulante, tem-se o capital à disposição da entidade. Esse valor também pode ser obtido somando-se o capital de terceiros e o capital próprio. Graficamente, é possível visualizar a estrutura de capitais adaptando a apresentação do balanço patrimonial da entidade: ATIVO PASSIVO Capital circulante Capital não circulante Capital não circulante Capitalde terceiros Capital disponível Outros capitais circulantes Capital fixo ou permanente Outros capitais não circulantes Circulante Não circulante Capital nominal Resultados acumulados Considere novamente o Balanço Patrimonial da indústria metalúrgica, criando a visualização do patrimônio da empresa como um conjunto de capitais. Nesse caso: eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 92eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 92 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 93 Tabela: Patrimônio �O capital de curto prazo da empresa equivale a R$ 275.000,00, formado pelas disponibilidades, estoques e valores a receber de clientes. �Do capital circulante, o capital disponível equivale a R$ 61.000,00, formado por recursos em caixa e depósitos em conta corrente. �O capital de longo prazo ou permanente equivale a R$ 450.000,00, formado pelos itens permanentes como terrenos, barracão, máquinas e equipamentos e equipamentos de informática. �O capital de terceiros é representado por capitais de curto prazo e equivale a R$ 268.000,00. � Seu capital próprio equivale a R$ 457.000,00, formado pelo capital nominal (R$ 100.000,00) e resultados acumulados (R$ 357.000,00). �O total do capital à disposição da empresa é de R$ 725.000,00 no período. Veja como fica a representação do patrimônio do exemplo, considerando a estrutura de capitais que o formam. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 93eBook Completo para Impressao - Administracao Financeirae Orcamentaria - Aberto.indd 93 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária94 A análise da estrutura patrimonial da empresa também permite identificar a situação financeira da entidade por meio da comparação dos ativos e passivos circulantes. Dessa comparação surge o valor do Capital Circulante Líquido (CCL) ou Capital de Giro Líquido (CGL), que é o resultado da diferença entre ativos circulantes e passivos circulantes. Capital circulante líquido = Ativo circulante – Passivo circulante A interpretação do CCL permite identificar se a situação financeira é de liquidez ou de falta de liquidez. Quando o CCL é positivo (CCL > 0) tem-se uma situação de liquidez; caso contrário, de falta de liquidez (CCL < 0). A liquidez financeira representa a capacidade de a empresa honrar os compromissos com os recursos existentes em seus ativos. No caso da indústria metalúrgica, o seu CCL é positivo, equivale a R$ 7.000,00 (R$ 275.000,00 – R$ 268.000,00), ou seja, a empresa possui liquidez financeira de curto prazo. Em resumo, a identificação das estruturas de capitais que fazem parte do patrimônio da entidade permitirá aos usuários da informação contábil conhecer a real situação financeira e patrimonial em determinado período, propiciando tomadas de decisão mais assertivas. Os usuários das informações contábeis podem ser divididos em dois grupos, segundo os modelos de contabilidade analisados: os usuários do modelo de Contabilidade Gerencial e os usuários do modelo de Contabilidade Financeira. Assim sendo, serão apresentados primeiramente os usuários das informações contábeis gerenciais, bem como para que essas informações lhes são úteis. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 94eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 94 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 95 Tabela 1: Tipos de usuários e informações relevantes Fonte: Blatt (2000, p. 6). REFLITA Podemos nos perguntar: por que são utilizados relatórios contábeis? Para que servem? Para os gestores/administradores, por exemplo, os relatórios servem para verifi car a situação da empresa, se está havendo lucro ou prejuízo, qual problema está ocorrendo e qual medida deve ser tomada para solucionar a questão. Figura 3 - Relatórios gerenciais Freepik eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 95eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 95 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária96 Margem de Contribuição No competitivo mercado em que vivemos e trabalhamos, os gestores não podem se dar ao luxo de errar em suas decisões, então é imprescindível ter em mãos um eficiente sistema de custeio. Nas empresas em que gestores/administradores se utilizam da contabilidade de custos para a sua tomada de decisões, é solicitado aos respectivos departamentos de custos os relatórios contendo informações de nível gerencial. Eles são elaborados por meio das demonstrações de resultado, nas quais constam importantes informações com valores que foram orçados e realizados, além do cálculo de percentual entre eles. Na realidade, o conceito de Margem de Contribuição (Martins, 2009, p. 216) fica exatamente completo dessa forma, já que todos os custos e despesas variáveis de todas as naturezas (produção, vendas, administração, financiamento etc.) estarão totalmente alocados ao produto. IMPORTANTE Mencionando o nosso país, pode-se dizer que as empresas brasileiras, após a implantação do Plano Real, em 1994, começaram a dar importância à questão de custos, pois, antes disso, com a inflação chegando a 80% ao mês, a correção dos estoques e a correção monetária acobertavam os custos e pouco se sabia sobre o custo de produção de determinado produto e se ele estava dando lucro ou prejuízo à empresa. Atualmente, com a competição acirrada, cada vez mais se discute sobre custos, seja em qualquer setor dentro de uma empresa. Assim, podemos citar qual o custo dos insumos para produzir determinado produto, o custo de energia, o custo de venda, como se pode reduzir o custo ou ser mais eficiente e qual o custo do capital para tocar a empresa. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 96eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 96 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02 Administração Financeira e Orçamentária 97 Atualmente, cada vez mais as empresas investem em softwares e treinamento de pessoal, com foco no levantamento de custos. Consegue-se, assim, excelentes relatórios gerenciais, que dão suporte para que o gestor tome suas decisões. A contabilidade de custos tem por objetivo, então, captar as informações geradas dentro da empresa, sejam elas físicas ou monetárias, e, por meio delas, elaborar relatórios de nível gerencial que serão utilizados pelos administradores/gestores nas suas decisões. SAIBA MAIS Com a gestão de custos, os gestores conseguem informações de como decidir se podem investir mais na produção de determinado produto, a qual preço ele pode ser vendido e qual a margem de contribuição de cada produto. E é muito importante, ainda, analisar o ponto de equilíbrio da empresa, determinando com esse dado o quanto se deve produzir e por quanto vender para que a empresa seja rentável. Outra questão que se deve ter uma atenção grande é em relação aos custos fixos; nesse caso, podemos ver um exemplo de uma empresa que utiliza somente uma parte de um imóvel, ficando as demais salas ociosas. Temos, com isso, um dispêndio de valor desnecessário, gerando um custo fixo alto, o que repercute no preço e também no resultado da empresa, e caso ela mude para um imóvel de valor menor, ocasionará mudanças no resultado da empresa e no preço do produto. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 97eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 97 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária98 Em relação aos custos de um produto, Ching (2006) destaca que, para conhecermos os determinantes de custos de um produto, é necessário antes entendermos como os custos são acumulados no decorrer do ciclo de vida do produto. À medida que os produtos se movem ao longo do seu ciclo de vida, eles acumulam custos. O custeio do ciclo de vida implica o processo de gerenciar todos os custos mediante as várias fases do ciclo de vida: desenho, desenvolvimento, manufatura, marketing, distribuição, manutenção, serviço de pós-venda e descarte. Enfim, é necessário entender os custos do produto desde sua concepção até sua “morte”. +++ EXPLICANDO DIFERENTE Então, podemos dizer que a cada etapa pela qual o produto passa, seja ela o beneficiamento da matéria-prima ou a sua embalagem, o produto está sempre acumulando custos, e essas informações precisam ser precisas para serem repassadas aos gestores. Diante disso, temos que a Margem de Contribuição é o valor restante de cada produto após a dedução de seus custos variáveis, ou seja, é o preço de venda menos a despesa e o custo variável para esse produto ser produzido/vendido. Sobre a Margem de Contribuição, Megliorini (2012, p.137) destaca: [...] a margem de contribuição é o montante que resta do preço de venda de um produto depois da dedução de seus custos e despesas variáveis. Representa a parcela excedente dos custos e das despesas gerados pelos produtos. Caso o preço de venda de um produto seja inferior a seus custos e eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 98eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 98 09/04/2020 15:27:0309/04/202015:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 99 despesas variáveis, temos uma situação de margem de contribuição negativa, que deve ser revista ou, por condições comerciais, suportada, ou, mesmo por razões estratégicas, a empresa poderá manter produtos com essa situação. A empresa só começa a ter lucro quando a margem de contribuição dos produtos vendidos supera os custos e despesas fixos do exercício. Assim, essa margem pode ser entendida como a contribuição dos produtos à cobertura dos custos e despesas fixos e ao lucro. Portanto, a margem de contribuição pode ser compreendida como o valor que sobra após a retirada dos custos e das despesas variáveis, em conjunto com a margem de contribuição. Pode-se dizer até que o chamado ponto de equilíbrio é mais importante que ela, visto que as receitas, os custos e as despesas fixas e variáveis se igualam. Ponto de equilíbrio O ponto de equilíbrio ocorre quando as receitas geradas pelas vendas da empresa se equivalem às despesas e aos custos da empresa, ou seja, ocorre quando a empresa não possui prejuízo. Para Ching (2006, p. 55), o ponto de equilíbrio é a situação na qual o somatório dos custos da empresa é igual à sua receita, ou seja, é o ponto de lucro zero. Aqui, não consideramos as despesas financeiras como parte dos custos da empresa, só levamos em conta as despesas operacionais. Despesas financeiras são consequência do empréstimo que a empresa toma quando começa a ter prejuízo, a enfrentar falta de caixa para suas operações, e se vê obrigada a cobrir essa falta. É importante que as empresas saibam qual é o valor mínimo das vendas para cobrir seus custos – seu ponto de equilíbrio – e, a partir daí, quanto obtém de lucro a cada valor incremental de receita. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 99eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 99 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária100 Vejamos a fórmula para o cálculo do ponto de equilíbrio, segundo Megliorini (2012, p. 149): Tomada de decisão A contabilidade de custos sempre foi um instrumento para resolver problemas de mensuração monetária de estoque e resultado e, sendo assim, não teve uma evolução. No entanto, com a entrada das Leis das Sociedades Anônimas, houve algumas modifi cações. Vejamos a defi nição de Ching (2006, p. 52) a respeito: Com o advento das Leis das Sociedades Anônimas, a contabilidade de custos teve de ser formalmente integrada à contabilidade geral da empresa, registrando as contas de “custo de mercadorias vendidas” no demonstrativo de resultados e as de estoques (matéria-prima, produtos em processo e produtos acabados) no Balanço Patrimonial. Após esse acontecimento, tudo começou a mudar. A contabilidade de custos não está sendo somente considerada na contabilidade geral, mas também na contabilidade gerencial. Isso ocorre porque mudou todo o panorama competitivo e as empresas, tanto industriais como de serviço, necessitam de informações gerenciais mais precisas. Assim, “[...] é preciso passar a encarar a contabilidade de custos como uma forma efi ciente de auxílio no desempenho da nova missão, que é gerencial” (CHING, 2006, p. 52). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 100eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 100 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 101 Figura 4 - Ponto de Equilíbrio Freepik Sobre o profi ssional da contabilidade que atua na contabilidade gerencial, ele geralmente possui uma visão orientada para o negócio da empresa. Horngren, Datar e Foster (2004, p. 2) nos fornecem uma visão estratégia, ou seja, na implementação da estratégia o profi ssional contábil deve estar envolvido para colaborar na orientação do negócio. Podemos concluir que, para entender o papel do contador gerencial, devemos, em primeiro lugar, compreender, com mais detalhes, as tarefas dos administradores. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 101eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 101 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária102 Identificando e solucionando problemas planejamento financeiros de passivos A contabilidade gera informações armazenadas em vários setores da empresa e também produz suas próprias informações, resultando dos processos e realização das informações de diferentes departamentos. Desta forma, se torna possível dizer que a contabilidade como um grande e rico sistema de informações para se atender aos interesses da organização, do governo e de diversos outros envolvidos no contexto patrimonial e financeiro. Como sistema de informação encontra-se um conjunto de recursos voltado para a geração de informações, de forma que a organização consiga cumprir seus objetivos (PADOVEZE, 2010). Os recursos utilizados pela contabilidade umas técnicas são: Identificação, classificação e registro das mutações patrimoniais Verificação da veracidade e exatidão dos registros das mutações patrimoniais, propiciando maior confiabilidade sobre a situação patrimonial demonstrada Diagnóstico da situação patrimonial demonstrada,comparando-a com situações em outros períodos. Apresentação das mutações patrimoniais e financeiras de determinado período, de forma sistematizada ou estratificada, isto é, seguindo modelos de relatórios predeterminados ou criando estratos de informações contábeis para atender às necessidades dos usuários REGISTRO AUDITORIA ANÁLISE DEMONSTRAÇÃO Tabela 2: Recursos técnicos eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 102eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 102 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 103 O uso de sistemas integrados e especializados são elementos importantes para que a contabilidade de uma organização alcance esses resultados. As instituições financeiras são outra classe de usuários das informações contábeis das empresas. Para elas, a contabilidade da empresa vai determinar a capacidade de pagar seus empréstimos ou financiamentos e os correspondentes custos financeiros no vencimento contratado. Em situação semelhante às instituições financeiras estão os diversos credores da entidade, como fornecedores de matérias- primas, imobilizados, serviços, entre outros. Porém, o horizonte de tempo que eles consideram para a análise das condições financeiras e patrimoniais da entidade é mais curto. Os clientes, por sua vez, também têm interesse em informações contábeis que demonstrem a continuidade operacional da entidade, especialmente quando possuem relacionamento em longo prazo com os produtos por ela fornecidos, ou, ainda, quando dependem dela como fornecedor importante. VOCÊ SABIA? As esferas governamentais estão interessadas na destinação dos recursos gerados pela empresa com a finalidade de regulamentar as atividades das entidades, estabelecer políticas tributárias e produzir bases estatísticas do desempenho econômico e social do país. As entidades interferem no meio social de diversas formas e, por isso, a sociedade em geral também é uma possível usuária eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 103eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 103 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária104 da informação contábil. Por intermédio da contabilidade das entidades, a sociedade poderá avaliar a contribuição que ela traz à economia local, empregando pessoas e utilizando fornecedores locais. Além disso, podem identifi car a evoluçãodo desempenho da organização, seus projetos sociais e ambientais. Resumo dos principais usuários da informação contábeis exemplifi ca o tipo de informação da empresa que o usuário tem interesse: Tabela 3 - informações contábeis Fonte: o autor A estrutura patrimonial de uma entidade também pode ser conceituada como um conjunto de capitais. +++ EXPLICANDO DIFERENTE Do lado do ativo estão o capital circulante e o capital não circulante, isto é, de curto prazo ou de longo prazo, ou permanente. No capital circulante, pode-se identifi car uma parcela que já se encontra disponível, denominado capital disponível. No capital não circulante, pode-se identifi car uma parcela de capital que tem característica de permanência na entidade, auxiliando-a na geração de benefícios econômicos futuros, chamada capital fi xo ou permanente. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 104eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 104 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 105 Do lado do passivo, tem-se o capital de terceiros, que também pode ser caracterizado como circulante e não circulante. O Patrimônio Líquido equivale ao capital próprio da entidade, formado pelo capital nominal e os resultados acumulados (lucros ou prejuízos). O capital nominal é formado pelo capital investido pelos sócios e proprietários, conhecido como capital social da entidade. A partir do ativo, por meio da soma do capital circulante com o capital não circulante, tem-se o capital à disposição da entidade. Esse valor também pode ser obtido somando-se o capital de terceiros e o capital próprio. Grafi camente, é possível visualizar a estrutura de capitais adaptando a apresentação do balanço patrimonial da entidade em relação ao empréstimo de capital de terceiros: Figura 5 - Capital de Terceiros Fonte: o autor Operações de curto prazo e Contas pagas As operações de curto prazo e contas a pagar devem ser controladas de perto. Controlar é, essencialmente, acompanhar a execução de atividades da maneira mais rápida possível, e comparar o desempenho efetivo com o planejado, isto é, o que tenha sido originalmente considerado desejável, satisfatório ou viável para as empresas e suas subunidades. Evidentemente, a função de controle não se esgota no acompanhamento puro eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 105eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 105 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária106 e simples, como também envolve a geração de informações para a tomada de decisões de avaliação e eventual correção do desempenho alcançado, proporcionalmente ao seu afastamento em relação ao tido como desejável ou satisfatório. (SANVICENTE e SANTOS, 1995, p.22). SAIBA MAIS De acordo ainda com os autores Sanvicente e Santos (1995) controlar é acompanhar a evolução das atividades e checar diariamente a atuação efetiva com o que foi planejado. Os autores ainda comentam que controle orçamentário é um procedimento que visa acompanhar, avaliar e analisar o planejamento financeiro em seus diversos passos, analisando se há diferença entre valores orçados e valores realizados. Já Padoveze (2005, p. 23) “o controle é um processo contínuo e recorrente que avalia o grau de aderência entre os planos e sua execução, compreende a análise dos desvios ocorridos, procurando identificar suas causas e direcionando ações corretivas”. Planejamento Financeiro Os benefícios são privilegiados as organizações a partir das informações necessárias ao alcance dos usuários internos, pois permitirá o melhor desempenho das atribuições. Dessa forma, a produção das informações contábeis internas deve estar orientada ao alcance dos objetivos estratégicos e metas planejadas para a organização. Por outro lado, a informação prestada aos usuários externos é necessária para a proteção dos investidores interessados ou eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 106eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 106 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 107 vinculados às organizações. Para eles, o ordenamento societário e jurídico impõe informações mínimas, periodicidades de apresentação e outras obrigações de acessoria. Contudo, são informações que geram benefícios indiretos a organização na relação com o mercado e os invesdores, valorizando a imagem e a captação de novos negócios e oportunidades, para a empresa frente aos investidores. Figura 6: Planejamento Financeiro Fonte: Freepik Para esse investimento é necessário um planejamento fi nanceiro, que: [...] consiste na elaboração de suborçamentos das atividades que infl uenciam o fl uxo de caixa, possibilitando informações antecipadas quanto a disponibilidade e necessidade de recursos fi nanceiros, facilitando o gerenciamento de caixa e conversão dos orçamentos econômicos em regime de caixa (OLIVEIRA, 2005, p. 131). Segundo Oliveira (2019) os suborçamentos que compõem o planejamento fi nanceiro são: � orçamento de contas a pagar: conversão de despesas constantes para regime de caixa; � orçamento de contas a receber: conversão de receitas constantes em regime de caixa; eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 107eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 107 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária108 � orçamento de aplicações financeiras: planejamento de caixa, com a antecipação de informações sobre sobras de caixa; � orçamento de empréstimo: planejamento das necessidades de caixa, com a antecipação de informações sobre faltas de caixa; � orçamento de caixa: fluxo de caixa com entradas e saídas, obtidas das contas a pagar, receber, aplicações e empréstimos. Para tanto, verificamos que a: “a administração financeira é um campo de estudo teórico e prático que objetiva, essencialmente, assegurar um melhor e mais eficiente processo empresarial de captação e alocação de recursos de capital. Nesse contexto, a administração financeira envolve-se tanto com a problemática de escassez de recursos, quanto com a realidade operacional e prática da gestão financeira das empresas, assumindo uma definição de maior amplitude (ASSAF NETO, 2010, p. 8). +++ EXPLICANDO DIFERENTE Nesse contexto, observamos que a administração financeira objetiva encontrar o equilíbrio entre a “rentabilidade” (maximização dos retornos dos proprietários da empresa) e a “liquidez” (que se refere à capacidade de a empresa honrar seus compromissos nos prazos contratados) (MENDES, 2010, p. 18). Já Matarazzo (2007, p. 175) diz que “os índices mostram qual a rentabilidade dos capitais investidos, isto é, quanto renderam os investimentos e, portanto, qual o grau de êxito econômico da empresa.” Para que esse equilíbrio aconteça as ferramentas de planejamento que as organizações podem utilizar são: eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 108eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 108 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 109 Tabela 3 - Ferramentas de planejamento Fonte: A autora (2019) Plano estratégico: se traduz na elaboração de um plano que estabelece os valores da organização e os principais reconhecimentos que ela deseja em relação a valores e visão de futuro. Plano tático: é um orçamento empresarial que contempla as principais diretrizes para períodos de curto e médio prazo. Quando o orçamento empresarial é elaborado em organizações que já possuem um plano estratégico,deverá ocorrer a vinculação das duas ferramentas, de forma que o plano estratégico seja o norteador de diretrizes, objetivos e metas orçamentárias para toda a organização. Desse modo, o processo de verificação da execução orçamentária vai contribuir também para a verificação da execução do plano estratégico. O Plano operacional: é o nível mais próximo da execução das atividades organizacionais. Nele se estabelecem as ações de curto prazo de recursos necessários, os prazos e as condições para a execução da empresa. Pode ser representado por instrumentos como planos de fabricação, programações de compras, cronogramas de projetos, etc. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 109eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 109 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária110 Planos operacionais são elaborados e executados à luz das definições do orçamento empresarial. +++ EXPLICANDO DIFERENTE Todos os planos (estratégico, tático e operacional) estão vinculados ao orçamento empresarial e, juntos, alimentam o sistema de informações da organização, que é o principal veículo de medição e comunicação dos resultados alcançados. Visto que o orçamento empresarial possibilita prever os gastos baseados nos períodos anteriores e o planejamento financeiro é o plano de negócios da empresa para os investimentos ou a incorporação. Portanto, o planejamento financeiro é uma ferramenta que possibilita o alcance dos objetivos estratégicos das organizações, ao mesmo tempo que concebe harmonia e integração ao plano estratégico. Isso porque, na ausência da definição de objetivos estratégicos, o planejamento financeiro tende a ser apenas um orientador de gastos e de resultados de curto prazo. Tabela 4: - Aquisição Fonte: A autora (2019) eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 110eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 110 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 111 A análise de índices ajuda a revelar a condição global de uma empresa. Auxiliam analistas e investidores a determinar se a empresa está sujeita ao risco. Realizar análise das necessidades de projeção das demonstrações contábeis Há uma relação direta de integração do desempenho operacional com os itens que compõem o patrimônio da entidade. A partir dessa integração é possível analisar a situação fi nanceira e patrimonial. Juros atribuídos ao pagamento ao longo do tempo Unindo as principais demonstrações da contabilidade, o Balanço Patrimonial e a Demonstração dos Resultados, é possível compreender melhor essa integração. Veja as principais integrações no quadro a seguir: Tabela 5 - Integração do desempenho ao patrimônio Fonte: Controle de datas para o desembolso alinhado ao faturamento, adaptada pelo autor. Há uma relação direta de integração do desempenho operacional com os itens que compõem o patrimônio da entidade. A partir dessa integração é possível analisar a situação fi nanceira e patrimonial. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 111eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 111 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária112 Unindo as principais demonstrações da contabilidade, o Balanço Patrimonial e a Demonstração dos Resultados, é possível compreender melhor essa integração. Veja as principais integrações no quadro a seguir: Tabela 6 - Integração desempenho organizacional x patrimônio Fonte: Adaptada pelo autor. O desempenho operacional, por intermédio do lucro líquido do período, também será reconhecido no Patrimônio Líquido da entidade, contrabalanceando com as integrações dos ativos e passivos. Figura 7: Integração do desempenho ao patrimônio Fonte:Freepik Retomando o exemplo da indústria metalúrgica e considerando a integração do seu desempenho operacional ao seu patrimônio, obtêm-se as seguintes relações: eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 112eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 112 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 113 Tabela 7 - Desempenho operacional do patrimônio Fonte: Adaptada pelo autor. +++ EXPLICANDO DIFERENTE Algumas informações são obtidas simplesmente pela leitura dos demonstrativos e outras somente após aplicar a técnica contábil de análise de balanços. Essa técnica consiste em uma ferramenta de grande valor nas tomadas de decisões, especialmente por possibilitar o conhecimento da situação econômica e fi nanceira da organização (MARION; OSNI, 2011). Percebe-se, então, que ao mensurar o desempenho operacional da entidade e apontar os itens que o compõem faz-se necessário identifi car a relação destes com os ativos e passivos que constituem o patrimônio da entidade. Todos os itens patrimoniais emergem a partir do patrimônio da entidade, e ao mesmo tempo que são infl uenciados por ele também infl uenciam a sua composição. Analisando e interpretando o balanço patrimonial O balanço patrimonial é a principal demonstração gerada pela contabilidade e tem sua obrigatoriedade prevista eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 113eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 113 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária114 na legislação brasileira (Lei n. 6.404/1976, art.176, I). Nesse demonstrativo constam informações fi nanceiras e econômicas da organização em determinado período. Veja um exemplo de apresentação do balanço patrimonial. Tabela 8 - Balanço patrimonial Fonte: Adaptada pelo autor. Para realizar a análise do balanço patrimonial – e também dos demais demonstrativos – é necessário seguir alguns procedimentos que permitirão maior compreensão das informações contábeis registradas: 1.º Passo Leitura prévia do demonstrativo Permite identifi car as informações disponíveis sem a necessidade de aplicação de alguma técnica. Basta apenas ler o demonstrativo. Informações como o período a que se referem, a moeda em que os valores são apresentados e os itens patrimoniais da organização no período são identifi cados na leitura prévia. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 114eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 114 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 115 2.º Passo Análise da estrutura do demonstrativo, ou análise vertical Permitirá identificar a relevância dos itens patrimoniais por período, assim como compreender as estruturas de aplicação e financiamento do capital. 3.º Passo Análise da evolução das contas patrimoniais ou análise horizontal Demonstra como os itens patrimoniais evoluíram de um período para o outro. A análise não explica as causas da evolução, mas pode indicar os principais itens patrimoniais que contribuíram para a realidade patrimonial, financeira e de desempenho da organização. 4.º Passo Análise de indicadores Revelará informações ocultas nas demonstrações, como liquidez, endividamento, rentabilidade, prazos médios, entre outras informações. 5.º Passo Análise comparativa com padrões de mercado Caso a organização tenha disponível o demonstrativo de empresas similares no ramo de atuação, pode-se também aplicar a análise comparativa entre elas. Para a análise ser útil, é necessário tomar alguns cuidados, como: �Assegurar que os demonstrativos utilizem o mesmo período de referência; �Assegurar que os demonstrativos registrem os valores na mesmamoeda; � Identificar se há similaridades nos itens patrimoniais demonstrados pelas empresas. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 115eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 115 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária116 Tomados esses cuidados, a análise comparativa poderá ajudar muito a organização a equiparar-se com outras empresas do mercado. Nesse caso, não se buscará explicações para este ou aquele comportamento, mas apenas se confirmará como está a realidade patrimonial, financeira e de desempenho da organização. Por exemplo, a empresa A, similar às empresas B e C, alcançou uma taxa de lucratividade de 10% no período, enquanto que as empresas B e C alcançaram, respectivamente, 25% e 30%. Todas as três possuem contextos empresariais muito semelhantes, como porte, número de clientes, processos, parque fabril, produtos, entre outros. A análise comparativa da taxa de lucratividade da empresa A, por mais que tenha sido comemorada pelos proprietários e dirigentes, pode ser considerada como um desempenho medíocre para o mercado, indicando que a empresa não soube aproveitar o bom momento econômico. 6.º Passo Relatório de análise de balanço Sempre será elaborado concomitantemente ao desenvolvimento dos passos anteriores, e será nele que as informações significativas serão descritas. Aqui se faz uso da boa comunicação escrita, aliada a recursos que auxiliam na compreensão das informações, como quadros, tabelas e gráficos. Juntamente com os demonstrativos contábeis elaborados pelas organizações, é um relatório da administração, que é um exemplo prático de análise de balanço, no qual constam informações que podem auxiliar na elaboração de conclusões sobre a realidade patrimonial, financeira e de desempenho da organização. Esses passos também podem ser entendidos como camadas da informação, de forma que em cada camada se descobrem várias informações e se formam diversos questionamentos que serão respondidos por meio da análise. Ao chegar ao último passo, ou camada, toda a informação se torna nítida e evidente, podendo-se concluir sobre a realidade patrimonial, financeira e de desempenho da organização nos períodos. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 116eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 116 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 117 Leitura prévia Informações facilmente obtidas com a leitura da demonstração do resultado: �Os períodos retratados na demonstração. �A unidade monetária aplicada aos valores apresentados. �O faturamento ou receitas de vendas auferidas em cada período. �A composição dos custos da operação em cada período. �A composição das despesas de operação em cada período. �O resultado econômico alcançado ao final de cada período. �As contas de resultado que possuem notas explicativas que detalham melhor a composição do seu montante. Também é possível cruzar informações com outros demonstrativos, principalmente o balanço patrimonial, para identificar informações ou inferir sobre comportamentos e causas. Analisando e interpretando a demonstração dos resultados A demonstração dos resultados da organização é o segundo principal relatório contábil e também faz parte do rol de demonstrativos exigidos pela Lei n. 6.404/1976 (art.176, III). Esse demonstrativo apresenta as receitas auferidas no período deduzidos todos os esforços operacionais para sua geração, destacando os vários estágios de formação dos lucros da organização para os usuários internos e externos. Dentre os esforços, estão os tributos sobre a venda e lucros, custos de mercadoria, produto ou serviços vendidos e despesas com vendas, administrativas e financeiras. Os mesmos procedimentos de análise do balanço patrimonial são aplicáveis à demonstração dos resultados, inclusive os mesmos passos são necessários para identificar as informações contábeis visíveis e ocultas. Acompanhe um exemplo de apresentação da demonstração dos resultados: eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 117eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 117 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária118 Tabela 9 - DRE – Demonstração do Resultado do Exercício Fonte: Elaborada pela autora Leitura prévia Informações facilmente obtidas com a leitura da demonstração do resultado: �Os períodos retratados na demonstração. �A unidade monetária aplicada aos valores apresentados. �O faturamento ou receitas de vendas auferidas em cada período. �A composição dos custos da operação em cada período. �A composição das despesas de operação em cada período. �O resultado econômico alcançado ao fi nal de cada período. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 118eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 118 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 119 �As contas de resultado que possuem notas explicativas que detalham melhor a composição do seu montante. Também é possível cruzar informações com outros demonstrativos, principalmente o balanço patrimonial, para identificar informações ou inferir sobre comportamentos e causas. Para concluir, para se conseguir realizar a análise do DRE Planejado x Realizado, a empresa precisa ter realizado seu planejamento orçamentário. Caso sua empresa ainda não tenha um planejamento orçamentário, deve realiza-lo. RESUMINDO Por isso, o administrador precisa conhecer como planejar a estrutura de capital e analisar o planejamento financeiro e para ter um negócio adequado. Para poder estar alinhado ao mercado e ser um diferencial frente aos concorrentes analisar suas demonstrações financeiras para verificar se está sendo relevante para o mercado. Caro estudante, você chegou ao fim desta aula, parabéns! Nela, você aprendeu sobre análise sobre orçamento de investimentos e de estrutura de capital. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 119eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 119 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária120 REFLITA E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Você deve ter aprendido que a estrutura de capital apropriada é essencial para um bom planejamento financeiro e análise das demonstrações financeiras. Para complementar seu aprendizado, não deixe de realizar as atividades que acompanham esta aula. Até a próxima. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 120eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 120 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 121 UNIDADE 04 eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 121eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 121 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária122 Você sabe qual é a principal responsabilidade da administração Financeira? Nessa disciplina você aprenderá a diferença entre a contabilidade e a gestão financeira, e a importância dos demonstrativos financeiros no âmbito corporativo. Além disso, será capaz de analisar e interpretar as demonstrações financeiras, o processo de planejamento financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, bem como,analisar a situação financeira de uma empresa através da análise de seus demonstrativos. Com isso, também, realizará operações financeiras com base no conhecimento sobre orçamento. Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado para refletir e tomar decisões nas organizações a partir de uma visão sistêmica e que traga resultados equilibrados e positivos para a organização. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva você vai mergulhar neste universo! INTRODUÇÃO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 122eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 122 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária 123 1 2 3 4 Olá. Seja muito bem-vindo a nossa Unidade 4. Nesta unidade, o nosso objetivo é auxiliá-lo no desenvolvimento das seguintes competências profissionais: OBJETIVOS Compreender como funciona a estrutura do custo de capital; Aplicar as técnicas de implantação da política de dividendos; Identificar e solucionar problemas relacionados ao planejamento financeiro de ativos; Executar a análise da necessidade de projeção das demonstrações financeiras. Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento? Ao trabalho! eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 123eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 123 09/04/2020 15:27:0309/04/2020 15:27:03 Administração Financeira e Orçamentária124 Compreendendo como funciona o custo de capital O papel da estrutura de capital A literatura financeira ainda não apresentou um método de determinação da estrutura ótima de capital para as empresas. Por isso, nas análises financeiras da melhor estrutura de capital, as empresas buscam o equilíbrio entre os benefícios e os custos do financiamento com recursos próprios e com capital de terceiros. As fontes de capital podem ser originadas em capital próprio (aporte de capital dos sócios, emissão de ações, retenção de dividendos) e em capital de terceiros (emissão de debêntures, leasing, empréstimos e financiamentos bancários). Vamos OBJETIVO Ao término deste capítulo você irá aprender sobre o custo de capital. O objetivo das empresas é obter com seus investimentos um retorno que possa cobrir, pelo menos, a expectativa mínima de ganhos almejada pelo proprietário. Nas análises financeiras, o custo de capital é uma ferramenta de planejamento financeiro, determinada pela combinação dos custos de oportunidade do capital próprio e do capital de terceiros. Mas quais capitais podem ser empregados numa empresa? Quais fontes de capital podem ser utilizadas? Como medir os custos desses capitais? Para responder a essas questões, vamos ao estudo da estrutura e do custo do capital próprio, do custo de capital de terceiros, bem como do custo médio ponderado de capital. Então vamos lá. Avante! eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 124eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 124 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 125 conhecer os componentes básicos da estrutura de capital a partir da leitura do balanço patrimonial (BP). Figura 1 – Análise do valor da empresa Fonte: GITMAN, 2010, p. 445. (Adaptado pelo autor). A composição final da estrutura de capital depende das decisões dos administradores financeiros da empresa. Hoji (2009), entretanto, argumenta que a estrutura de capital mais próxima da ideal é aquela em que a relação entre o exigível de longo prazo e o patrimônio líquido produza o menor custo de capital para a empresa. O custo de oportunidade é o retorno da melhor oportunidade de investimento abandonada ao realizar o investimento na empresa (ASSAF NETO, 2009). Gitman (2006) salienta que existem diferenças básicas entre as duas fontes na sequência. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 125eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 125 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária126 Custo de capital próprio Fonte: Freepik O capital próprio são os fundos de longo prazo proporcionados pelos proprietários da empresa. No caso da empresa de sociedade limitada, a origem do capital próprio é o aporte de capital social realizado pelos sócios proprietários da empresa. Para esse caso, o custo do capital próprio é calculado a partir do custo de oportunidade do sócio proprietário, ou seja, pelo custo da melhor alternativa de investimento que ele deixa de realizar ao investir seu capital na empresa. Por isso, Gitman (2006) e Assaf Neto (2009) afirmam que o custo do capital próprio nesse caso considera a expectativa de retorno do empresário sobre o seu patrimônio líquido. +++ EXPLICANDO DIFERENTE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 126eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 126 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 127 O custo do uso do capital próprio, de forma geral, é a taxa de retorno dos investimentos realizados pela empresa que permite manter o valor de mercado de sua ação. O capital obtido com a emissão de ações ordinárias é, geralmente, a forma mais cara de capital próprio, seguida dos lucros retidos e das ações preferenciais . A emissão de ações ordinárias é a forma mais cara de capital próprio em função dos riscos que os acionistas assumem, uma vez que o recebimento dos dividendos fica condicionado ao resultado da empresa, após o pagamento dos dividendos das ações preferenciais. Ao realizar o cálculo do custo do capital próprio, é necessário levar em conta os dividendos esperados pelos acionistas, pois, normalmente, espera-se que a empresa efetue a distribuição dos lucros periodicamente. A taxa tradicionalmente utilizada para fins de custo de oportunidade é a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), que é a taxa básica de juros na economia, estabelecida pelo Banco Central do Brasil. No caso das empresas de capital aberto, o capital próprio tem origem em duas fontes básicas: ações preferenciais e capital de acionistas ordinários, o que inclui ações ordinárias e lucros retidos. Salientamos que uma ação é uma cota-parte do capital social de empresas de capital aberto, assim, quem compra uma ação se torna sócio da empresa. Existem dois tipos de ações: preferenciais e ordinárias. As ações preferenciais se caracterizam, como o próprio nome diz, pela preferência no recebimento dos dividendos, porém, não dão direito a voto nas assembleias da empresa. As ações ordinárias dão direito de voto e de participação nos lucros aos acionistas. SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 127eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 127 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária128 Por dividendo, podemos entender a distribuição de lucros do ano corrente ou acumulado, em dinheiro, pelas sociedades de capital aberto . Hoji (2009, p. 203) diz que a empresa que paga os dividendos de forma regular passa credibilidade ao mercado, mas, “caso não pague os dividendos ou reduza significativamente seu valor, pode transmitir a sensação de dificuldades financeiras”. Sendo assim, a tomada de decisão de distribuição de dividendos é um fator importante, pois “determina a relação entre a parcela do lucro que será distribuída e a parcela do lucro que será retida para reinvestimento”, bem como considera os custos da emissão de novas ações e dos lucros retidos, pois o pagamento de dividendos implica redução de caixada empresa. O risco não diversificável é um tipo de risco que ocorre de forma sistêmica no setor empresarial, ou seja, afeta todas as empresas, independente do setor em que se encontrem situadas. São exemplos interligados ao risco não diversificável: a inflação, as crises econômicas e as guerras. No CAPM, o retorno exigido, para todos os ativos, é formado de duas partes: a taxa livre de risco e um prêmio por risco. Para medir o custo do capital próprio, podemos utilizar a taxa obtida no modelo de precifi cação de ativos, também conhecido como capital asset pricing model (CAPM), segundo o qual o custo de capital próprio é o retorno exigido pelos investidores como recompensa pelo risco não diversifi cável da empresa, também denominado risco sistemático, atribuído a fatores de mercado que afetam todas as empresas (ASSAF NETO, 2009). +++ EXPLICANDO DIFERENTE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 128eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 128 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 129 A taxa livre de risco ou risk free (RF), geralmente, é estimada a partir do retorno das aplicações mais seguras do país, como a poupança. O prêmio por risco, por sua vez, depende das condições do mercado e do próprio ativo e pode ser dividido em: a. o prêmio por risco do mercado, ou seja, o retorno exigido ao se aplicar em qualquer ativo com risco (exemplo: ações das empresas), em lugar de aplicar à taxa livre de risco; b. um coeficiente de risco beta (β) que mede a sensibilidade do retorno da ação específica a variações das condições do mercado (GITMAN, 2006). Salientamos, que de acordo com Gitman (2006), o coeficiente beta (β) pode ser estimado através da covariância entre os retornos das ações da empresa (Ri) e os retornos do índice de mercado (Rm) dividido pela variância (σ2) dos retornos deste mesmo índice. A equação específica para o cálculo é: β = Cov (Ri, Rm) σ2 (Rm) Assim, a equação do CAPM é: ki = Rf + [β i x (Rm – Rf )] Onde: ki = retorno esperado ou exigido de um ativo, obtido a partir da média aritmética simples dos dados observados nas séries históricas de retorno dos investimentos; Rf = taxa livre de risco, ex: poupança; βi = beta de um ativo ou carteira: identifica o risco sistemático do ativo em relação ao mercado; Rm = retorno esperado da carteira de mercado, representa a média dos retornos de todos os investimentos disponíveis no mercado; (Rm – Rf) = prêmio pelo risco de mercado. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 129eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 129 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária130 Nas análises do CAPM, precisamos considerar duas outras propriedades do beta: o beta de carteira de mercado é igual a 1, e o beta de ativo livre de risco, zero. Se β = 1,0, o risco da ação é igual ao risco sistemático do mercado como um todo; se β > 1,0, há um risco sistemático mais alto que o risco da carteira de mercado, e o investimento é interpretado como agressivo; se β < 1,0, há um risco sistemático menor que o da carteira de mercado, e o investimento é interpretado como defensivo (ASSAF NETO, 2009). Acrescentamos que uma carteira de mercado é um conjunto de ativos (títulos), sendo que cada ativo é ponderado pelo seu peso no valor total da carteira. Acompanhe o exemplo: o beta da empresa Delta SA é igual a 1,2. Se o retorno da carteira de mercado variar 1%, quanto será o impacto sobre o retorno da empresa? Solução: O valor do coeficiente beta demonstra a variação do retorno da empresa sempre que o retorno do mercado variar 1%. Assim, temos duas possibilidades: Uma vez que o beta da empresa Delta é positivo (1,2), então a variação do retorno da empresa será diretamente proporcional à variação do retorno do mercado, ou seja, se o retorno de mercado variar positivamente em 1%, o retorno da empresa Delta SA variará positivamente em 1,2%; Isso significa que em período de ganhos do retorno do mercado a empresa Delta tem maiores ganhos que o mercado. Por outro lado, se o retorno de mercado variar negativamente em 1%, o retorno da empresa Delta SA varia negativamente em 1,2%. Isso significa que em período de queda do retorno do mercado a empresa Delta tem maiores perdas que o mercado. A maioria dos coeficientes β está entre 0,5 e 2. O retorno de uma ação que tem β = 0,5 tende a variar 0,5% a cada 1% de variação do retorno de carteira de mercado. Uma ação que tem β = 2 tende a variar 2% a cada 1% de variação do retorno da carteira de mercado (GITMAN, 2006). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 130eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 130 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 131 Assim, o capital próprio é um elemento importante na estruturação de capital de uma empresa, porém pode ser complementado com capitais de origem de terceiros, tema que será abordado na sequência. Ponto de equilíbrio. Custo de capital de terceiros O capital de terceiros é o recurso financeiro oriundo de empréstimos e financiamentos de longo prazo, remunerado pelos juros e, geralmente, adquiridos em empréstimos e emissão de debêntures. O custo de capital de terceiros é relativamente mais barato em comparação a outras formas de financiamento, porque os credores têm menores riscos, dada sua preferência sobre qualquer outro pagamento. Há, ainda, outro elemento que pode ser decisivo na definição do uso de capital de terceiros: no caso dos empréstimos ou debêntures, a taxa real de juros se torna inferior à taxa de juros efetivamente paga, uma vez que os juros pagos são despesas dedutíveis do IR. Essa dedução aumenta os fluxos de caixa e deixa maior valor disponível aos investidores. Neste caso o custo pode ser encontrado com a seguinte equação (GITMAN, 2006): Ki = Kd × (1 – T) Onde: Ki = custo de capital de terceiros depois do IR; Kd = custo de capital de terceiros antes do IR; T = alíquota do IR. Debêntures são títulos de longo prazo que as empresas podem emitir para captar recursos no mercado para novos investimentos ou para capital de giro, em que os títulos oferecem uma remuneração atrativa . Vamos ao cálculo: supondo que a alíquota de IR da empresa Delta seja de 25%. Usando o custo de capital de terceiros de 8% antes do imposto de renda, temos o custo de capital de terceiros depois do imposto de renda: [8% × (1-0,25)] = 6%. Gitman (2006) destaca que os investimentos da empresa deverão render o suficiente para pagar os juros dos capitais de terceiros e proporcionar um lucro compatível com as expectativas dos acionistas. As empresas podem captar crédito no mercado, eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 131eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 131 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária132 porém, é necessário planejar e controlar as dívidas. Seguem dicas sobre financiamentos empresariais no vídeo “Como obter uma linha de crédito para minha empresa?”. Fonte:Freepik Dessa forma, a estrutura de capital pode ser formada pela composição de capital próprio e de capital de terceiros, neste caso, podemos calcular o custo médio ponderado de capital, tema a ser estudado na sequência. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 132eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 132 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 133 Identificando e solucionando problemas planejamento da política de dividendosPatrimônio e seu planeamento financeiro Patrimônio é o conjunto de bens que pertencem a uma pessoa, física ou jurídica, e que podem se enquadrar em três situações distintas: �Bens da empresa que estão em seu poder – são as mercadorias, máquinas, instalações, computadores, dinheiro em espécie, entre outros, denominados como “bens”. �Bens da empresa que estão em poder de terceiros – representam os “direitos” que a empresa possui de receber bens entregues a terceiros ou o correspondente em dinheiro, tais como os recursos provenientes de uma venda de mercadoria que estão por receber, os recursos aplicados em uma instituição financeira, entre outros. �Bens de terceiros que estão em poder da empresa – são as “obrigações” que a instituição possui em relação a terceiros, tais como matérias-primas ou mercadorias adquiridas para revenda, pelas quais a empresa pagará, ou adiantamentos realizados por clientes para recebimento futuro de mercadorias, produtos ou serviços. DEFINIÇÃO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 133eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 133 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária134 Pode-se resumir patrimônio como o conjunto de bens, direitos e obrigações que são necessários para que a entidade cumpra seu objetivo social. Identificando e solucionando problemas relacionados ao risco econômico e financeiro Informações contábeis e seus usuários Consequentemente, desejam que a empresa criada aumente sua riqueza pessoal por intermédio da distribuição dos lucros auferidos. Para os sócios, a contabilidade é fundamental. Uma contabilidade ágil e fidedigna possibilitará que os sócios administradores acompanhem toda a evolução da empresa que criaram e obtenham informações sobre questionamentos, como: �A empresa está gerando lucros? �Como está a situação financeira da empresa? �Em qual projeto é possível investir? Os sócios administradores são os principais usuários da informação contábil. Ao fundarem a organização a partir de uma ideia, disponibilizaram recursos para sua operação e, desde então, dedicam tempo para que ela obtenha o reconhecimento do mercado. IMPORTANTE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 134eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 134 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 135 Responder a essas perguntas é crucial para que as decisões tomadas pelos sócios surtam efeitos positivos sobre a organização. Ou, em situações ruins, minimizem possíveis efeitos negativos. Além dos sócios administradores, os sócios investidores também são usuários da informação contábil. Esses sócios se preocupam com os riscos inerentes ao investimento e ao retorno produzido por ele. As informações contábeis permitirão decidirem entre a compra, a manutenção ou a venda de investimentos. Por exemplo, ao divulgar as informações contábeis sobre o resultado gerado em determinada empresa e as influências desses resultados sobre o patrimônio da entidade, os sócios investidores poderão avaliar se haverá um incremento no valor das ações ou participações que detêm sobre o capital da entidade. Há de se destacar que esse tipo de sócio é de grande relevância para empresas com ações negociadas em bolsa de valores e para alguns modelos de negócios em que o sócio investidor participa da sociedade empresarial em caráter temporário. Em muitos casos, esse parceiro pode não participar da administração, mas influencia algumas decisões. +++ EXPLICANDO DIFERENTE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 135eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 135 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária136 Outra categoria de usuário da informação contábil que se pode destacar são os próprios empregados da entidade e entidades sindicais. Tais usuários estão interessados em informações contábeis que lhes permitam avaliar a estabilidade e a lucratividade de seus empregadores e, consequentemente, se a entidade tem capacidade de prover sua remuneração, benefícios de aposentadoria e oportunidades de emprego. Em situação semelhante às instituições financeiras estão os diversos credores da entidade, como fornecedores de matérias- primas, imobilizados, serviços, entre outros. Porém, o horizonte de tempo que eles consideram para a análise das condições financeiras e patrimoniais da entidade é mais curto. Os clientes, por sua vez, também têm interesse em informações contábeis que demonstrem a continuidade operacional da entidade, especialmente quando possuem relacionamento em longo prazo com os produtos por ela fornecidos, ou, ainda, quando dependem dela como fornecedor importante. As esferas governamentais estão interessadas na destinação dos recursos gerados pela empresa com a finalidade Instituições financeiras são outra classe de usuários das informações contábeis das empresas. Para elas, a contabilidade da empresa vai determinar a capacidade de pagar seus empréstimos ou financiamentos e os correspondentes custos financeiros no vencimento contratado. SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 136eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 136 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 137 de regulamentar as atividades das entidades, esta=belecer políticas tributárias e produzir bases estatísticas do desempenho econômico e social do país. Situações líquidas do patrimônio Em uma situação líquida negativa, o lastro é inferior aos compromissos, indicando a possibilidade de risco de não recebimento por parte dos terceiros. Essa análise é muito mais complexa que uma simples comparação entre bens e direitos e obrigações, sendo necessário considerar outros aspectos, como prazos de recebimentos dos direitos e pagamentos das obrigações, característica do bem e seu valor venal. Há situações em que os valores dos bens, dos direitos e das obrigações estão subavaliados ou superavaliados, gerando uma situação líquida aparente que não condiz com a realidade patrimonial da empresa. As entidades interferem no meio social de diversas formas e, por isso, a sociedade em geral também é uma possível usuária da informação contábil. Por intermédio da contabilidade das entidades, a sociedade poderá avaliar a contribuição que ela traz à economia local, empregando pessoas e utilizando fornecedores locais. Além disso, podem identificar a evolução do desempenho da organização, seus projetos sociais e ambientais. REFLITA eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 137eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 137 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária138 Por exemplo, considere que nos dados patrimoniais da loja de informática existem as seguintes distorções de valor dos itens patrimoniais: �No saldo do dinheiro em caixa foi identificado que há R$ 500,00 em cheque de terceiros, que não possuem fundos. �No saldo de estoques de peças para manutenção de computadores existem peças obsoletas que somam R$ 5.000,00, o que significa que não poderão ser utilizadas. �No saldo de valores a receber dos clientes pela revenda de computadores, �R$ 20.000,00 são irrecuperáveis, ou seja, não será possível o recebimento desse valor. �No saldo a pagar de obrigações com fornecedores de computadores há uma dívida vencida que vai gerar uma multa de R$ 3.000,00 pelo atraso. �No saldo a pagar de obrigações com fornecedores de peças está faltando oregistro de uma obrigação antiga no valor de R$ 50.000,00 que o fornecedor ainda não cobrou, porém existe documentação hábil para que ele exija o pagamento a qualquer momento. EXEMPLO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 138eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 138 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 139 Diante desse contexto, a realidade patrimonial da loja é outra, pois são necessários ajustes aos valores dos bens, dos direitos e das obrigações, alterando a situação líquida do patrimônio. Fonte:Freepik Realizar análise das necessidades de risco econômico e payback Taxa mínima de atratividade e Retorno do Investimento De acordo com os autores: Segundo Galvão; Bressan; Campos; Boechat; Araujo; Ribeiro; Brasil; Mota; Rossetti; Lauria;Barros; Gontijo; Pires; Oliveira (2008):, os indicadores de rentabilidade são demonstrados na relação entre o resultado líquido da empresa num determinado período e o capital investido. Desta forma, são os principais indicadores de rentabilidade: eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 139eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 139 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária140 a. Lucro por ação (LPA); b. Retorno sobre o investimento (ROI); c. Retorno sobre o ativo (ROA); d. Retorno sobre o capital próprio (ROE). Segundo o autor: “Os índices de rentabilidade verificam o retorno dos capitais investidos, são indicadores vitais para a análise do desempenho das empresas, através destes indicadores é possível identificar se as empresas são viáveis operacionais”. Portanto analisando as citações da KPMG e de Guedes, as organizações devem adotar sistemas de gestão eficiente para se mantiver no mercado, tendo lucro e gerando riqueza e sendo muito importante também na reestruturação de uma empresa em crise, tais como: uma gestão financeira profissional/governança corporativa, a liquidez, a gestão do capital de giro, e a análise dos indicadores econômicos e financeiros, que são gerados através dos relatórios contábeis. Segundo citações dos autores, vemos que os indicadores de rentabilidade expressam através de números a relação entre o resultado líquido e o capital investido e são extremamente importantes para empresa. Diante disso, serão abordados alguns indicadores de rentabilidade, tais como: retorno sobre o investimento, retorno sobre o ativo e o retorno sobre o capital próprio. Segundo o autores Galvão; Bressan; Campos; Boechat; Araujo; Ribeiro; Brasil; Mota; Rossetti; Lauria; Barros; Gontijo; Pires; Oliveira (2008) “O retorno sobre o investimento demonstra qual foi, no período, a rentabilidade sobre o investimento realizado para a geração do resultado”. “O retorno sobre o ativo dá uma medida de recuperação do investimento. Quanto maior o resultado, melhor, indicando que a empresa recuperará o capital investido em menor tempo.”(GALVÃO; BRESSAN; CAMPOS; BOECHAT; ARAUJO; RIBEIRO; BRASIL; MOTA; ROSSETTI; LAURIA; BARROS; CONTIJO; PIRES; OLIVEIRA, 2008) Segundo eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 140eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 140 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária 141 Galvão; Bressan; Campos; Boechat; Araujo; Ribeiro; Brasil; Mota; Rossetti; Lauria;Barros; Gontijo; Pires; Oliveira (2008) “O retorno sobre o capital próprio mostra a rentabilidade do capital próprio num determinado período”. Tabela – Indicadores de rentabilidade Fonte: Adaptado de Galvão; Bressan; Campos; Boechat; Araujo; Ribeiro; Brasil; Mota; Rossetti; Lauria; Barros; Contijo; Pires; Oliveira, (2008). Portanto, os indicadores de rentabilidade demonstram através de números qual foi o retorno que a empresa teve diante dos capitais investido. Esta análise de rentabilidade é muito importante, visto que em uma economia em crise, ser rentável significa maior ganho e consequentemente maior competitividade. A gestão financeira é de suma importância em tempos de crise, seja ela relacionada a fatores interno ou externos, pois contribui para a geração de resultado e para a perenidade da empresa. No trabalho foram feitos levantamentos de dados para a busca de informações referente às crises, buscou-se também analisar a importância da gestão financeira, as principais ações do gestor e a análise dos resultados encontrados. Sendo assim, houve o alcance de todos os objetivos, tanto geral como específicos. Retorno sobre o investimento Retorno sobre o investimento = lucro líquido investimento médio Retorno sobre o ativo. Retorno sobre o ativo = lucro líquido ativo total médio Retorno sobre o capital próprio Retorno sobre o capital próprio = lucro líquido patrimônio líquido médio eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 141eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 141 09/04/2020 15:27:0409/04/2020 15:27:04 Administração Financeira e Orçamentária142 Através do estudo chegou-se à conclusão que diante das dificuldades que os empresários passam em tempos de crise, a gestão financeira é uma das principais ferramentas que o gestor deve utilizar, devido os benefícios que pode oferecer, pois ajuda a ter uma gestão mais profissional, através dos cálculos dos indicadores econômico-financeiros é possível saber se a empresa possui liquidez, se tem capital de giro suficiente para suas operações, qual o grau de endividamento, se a empresa é rentável e se está tendo lucro. Valor presente líquido, Taxa interna de retorno e Período de Payback A análise da viabilidade do empreendimento visa principalmente decidir sobre a aplicação dos recursos e o retorno sobre o investimento. A análise da viabilidade para a implantação do centro de distribuição para a Decori foi realizada através dos cálculos do ROI (Retorno sobre o investimento), PAYBACK (Tempo de recuperação do investimento realizado), TIR (Taxa Interna de Retorno) e VPL (Valor Presente Líquido). Para complementar a análise, foram realizados cálculos de indicadores financeiros a fim de avaliar o potencial de pagamento e o grau de endividamento do projeto. O conceito de ROI (retorno sobre o investimento) é o período que o investimento será amortizado, para começar eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 142eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 142 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária 143 a gerar lucros. No caso da Decori, a partir do 14º a empresa recupera todo o investimento necessário e começa a gerar lucros. Já o Payback (prazo de retorno do investimento inicial) indica basicamente quando o investimento necessário será recuperado, no caso da empresa, também no 14º ano. Com relação a TIR (taxa interna de retorno) é a taxa de juros necessária para igualar o valor de um investimento (valor presente) com seus respectivos retornos. Quanto maior o TIR, melhor a saúde financeira da empresa. Por exemplo uma epes a taxa não fica positiva dentro de vinte anos, considerando um retorno esperado de 20%. Já o VPL (valor presente líquido) é o resultado da diferença entre o valor dos fluxos livres de caixa trazidos ao período inicial e o valor do investimento. Quando o VPL é maior que 0, informa que o projeto é viável. O projeto do centro de distribuição da Decori com apenas 02 lojas não se torna viável ao longodos 20 anos projetados. Os indicadores financeiros calculam a situação atual da empresa, visando analisar a sensibilidade do investimento, devido ao grau de incerteza das estimativas foram considerados pontos relevante a análise do ROI (retorno sobre o investimento) e do Payback (prazo de retorno do investimento inicial) e ambos demonstram que a Decori só terá resultados positivos a partir do 14º ano, onde a empresa recupera todo o investimento necessário e começa a gerar lucros. Nessa analise a TIR (taxa interna de retorno) e o VPL (valor presente líquido) apresentaram resultados negativos, valores que não atendem a expectativa, demonstrando que atualmente o projeto é inviável. Tentando avaliar se o projeto se tornaria viável em algum momento, nos foi projetado o fluxo de caixa e nos indicadores financeiros considerando e chegou-se a conclusão que com esse número de empresas gerando receita para o centro de distribuição o projeto torna-se viável financeiramente. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 143eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 143 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária144 Análise comparativa dos métodos utilizados nas operações Analisando as qualidades inerentes à informação contábil de modo que possa criar valor no processo de gerenciamento das organizações. De acordo com a Resolução CFC n. 1.374/2011, que estabelece a estrutura conceitual para elaboração e divulgação de relatório contábil-financeiro, a informação contábil deve conter várias qualidades para ser julgada útil no processo de gerenciamento das organizações: a. Qualidades primárias da informação contábil – relevância e fidedignidade. b. Qualidades que adicionam valor à informação contábil – comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade. A seguir serão verificadas cada uma dessas qualidades. a. Relevância é um atributo da informação contábil que faz a diferença em um processo decisório. Isso é possível pela capacidade da contabilidade de predizer cenários futuros ou confirmá-los. Quando a informação contábil é empregada internamente pelos dirigentes e gerentes, esses cenários estão diretamente ligados ao impacto da decisão sobre o patrimônio e o desempenho da organização. Ou, quando utilizada pelos usuários externos à organização, podem estar ligados a outra finalidade como decisões de investir, comprar, vender, associar- se à organização etc. A informação contábil tem valor preditivo se puder servir como dado de entrada em processos utilizados pelos usuários para antecipar comportamentos. Para ter a capacidade de confirmar cenários, a informação contábil necessita retroalimentar o processo decisório, servindo como feedback comparativo dos impactos causados pela decisão tomada em uma predição, conforme ilustrado na figura a seguir. O valor preditivo e o valor confirmatório da informação eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 144eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 144 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária 145 contábil estão inter-relacionados. Toda informação que tem valor preditivo pode ser confirmada no momento em que se espera que os impactos se concretizem. Por exemplo, ao elaborar um orçamento empresarial, as organizações predizem comportamentos de receitas, custos, despesas, tributos, fluxos de caixa, resultados e necessidades patrimoniais e financeiras para um período. Portanto, estabelece- se um cenário futuro baseado em diversas predições, muitas delas originadas das informações contábeis. Dessa forma, a informação contábil retroalimenta o processo de gestão do orçamento da organização. Para ser relevante, a informação contábil também necessita possuir características de materialidade. De acordo com a Resolução CFC n. 1.374/2011, “a materialidade é um aspecto de relevância específico da entidade baseado na natureza ou na magnitude, ou em ambos, dos itens para os quais a informação está relacionada” (RESOLUÇÃO CFC. n. 1.374/2011, QC11, p. 12). Diz se que a informação contábil é material quando sua ausência ou divulgação distorcida podem influenciar o processo decisório dos usuários. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 145eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 145 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária146 Portanto, a materialidade pressupõe a perícia e a ética do profissional contábil, de forma que quando empregadas garantam que a informação reportada reflita com exatidão a realidade patrimonial e financeira da entidade. A relevância da informação pode ser demonstrada quando sua existência e consideração fortalecem ou enfraquecem a seleção de alternativas, confirmam comportamentos e resultados esperados, ou propiciam novas abordagens ao processo decisório dos usuários da informação contábil. • Fidedignidade Para ser útil, a informação contábil precisa ter a qualidade de ser relevante, mas também deve representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. A fidedignidade é um termo relacionado à veracidade, autenticidade, credibilidade e confiabilidade da informação contábil. Para se afirmar que a informação contábil é fidedigna, é necessário a existência de três atributos para a informação: “Nem a representação fidedigna de fenômeno irrelevante, tampouco a representação não fidedigna de fenômenos relevante auxiliam os usuários a tomarem boas decisões” (RESOLUÇÃO CFC n. 1.374/2011, QC17). Portanto, a utilidade da informação contábil depende de relevância e fidedignidade. • Comparabilidade é a característica da informação contábil que permite aos usuários identificar e compreender similaridades e diferenças entre os mesmos objetos de decisão. Um objeto de decisão é aquele para o qual é canalizado todo o esforço de análise, avaliação e predição. Alguns exemplos de objeto de decisão: obter o maior retorno sobre o investimento, reduzir gastos operacionais de curto prazo, elevar lucros na operação, gerar mais caixa, entre outros. +++ EXPLICANDO DIFERENTE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 146eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 146 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária 147 Em suma, os objetos de decisão representam os resultados esperados a partir da tomada de decisão do usuário. Diferentemente de outras características qualitativas da informação contábil, a comparabilidade não está relacionada a um único item. A comparação requer no mínimo dois itens para que se possa inferir a melhor ou a pior alternativa. Ressalta se que para haver a comparabilidade é necessário que as bases comparativas estejam consistentes e uniformes. A consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para os mesmos itens comparáveis, o que pode ser representado como período, base monetária, valor real ou atualizado. Já a uniformidade diz respeito à estrutura das bases comparativas dos itens comparáveis. Tais estruturas precisam ser iguais para ocorrer o processo de comparabilidade. Por exemplo, ao comparar o crescimento do faturamento de um período a outro, faz-se necessário que algumas regras estejam implícitas na informação contábil: a. As informações devem estar representadas na mesma medida de valor (moeda). b. Todas as informações estão acumuladas para o mesmo intervalo de meses. c. Todas as informações referem-se às mesmas fontes de receitas. d) Não ocorreram exclusões ou adições de receitas apenas em determinado período que não foram realizadas no outro período em comparação.Decisões sempre envolvem escolhas, como, por exemplo, vender ou manter um investimento, ou investir em uma entidade ou em outra. Consequentemente, a informação contábil acerca da entidade terá mais utilidade caso possa ser comparada com uma informação similar de outras entidades ou com informação similar sobre a mesma entidade em outro período a. Verificabilidade: Essa qualidade da informação contábil refere-se à capacidade de comprovação da sua autenticidade eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 147eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 147 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária148 por qualquer usuário e em qualquer tempo. A verificabilidade ajuda a assegurar que a informação contábil representa, com fidedignidade, o fenômeno econômico que se propõe a representar. Em situações de predição da informação contábil, pode não ser possível verificar algumas explicações e alguma informação sobre o futuro. Para ajudar os usuários a decidirem se desejam utilizar a informação contábil preditiva, é necessário divulgar as premissas, métodos de obtenção da informação e outros fatores e circunstâncias que foram utilizadas na sua formação. Essa divulgação permitirá que os usuários possam avaliar se algum item foi aplicado de forma equivocada, e repetir o processo de predição, criando novas bases para a tomada de decisão. b. Tempestividade: Essa qualidade da informação contábil está relacionada ao tempo em que a informação está disponível aos tomadores de decisão. Esse tempo deve ser adequado e dentro do espaço de tempo em que a decisão vai ser (ou precisa ser) tomada pelos usuários. Geralmente, a informação mais antiga tem menos utilidade que a informação mais recente. De acordo com a Resolução CFC n. 1374/2011, “certa informação pode ter o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramento do período contábil, em decorrência de alguns usuários, por exemplo, necessitarem identificar e avaliar tendências” (RESOLUÇÃO CFC n. 1374/2011, QC29). De acordo com Padoveze (2010), a informação deve ser tratada como qualquer outro produto disponível para o consumo. Algumas vezes não se sabe quando os usuários vão consumir as informações, mas na maioria das vezes sim. Por isso, a contabili- SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 148eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 148 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária 149 Algumas vezes, vai além da manifestação da necessidade do usuário, sendo a própria tecnologia o meio para detectar situações e criar essas necessidades. Softwares poderosos, como sistemas integrados de gestão, banco de dados robustos e soluções de mineração de dados aliados a hardwares mais eficientes, permitem a identificação de comportamentos e situações empresariais em desacordo e comunicam-se com o usuário da informação para que tome as providências necessárias. Em alguns casos, o próprio software dá início a uma ação programada que corrige ou inibe a ocorrência de erros e fraudes. Decisão de investimento As decisões de investimento têm por objetivo criar valor para a empresa a partir da escolha da melhor e mais rentável alternativa de emprego dos recursos financeiros. dade tem o papel fundamental de mapear as necessidades de informações dos usuários internos e externos e criar procedimentos e ferramentas que lhes permitam acessá-las com agilidade quando houver necessidade. Indiscutivelmente, os avanços da tecnologia da informação, sobretudo as tecnologias aplicadas aos negócios, têm trabalhado muito para criar condições para que a informação esteja disponível no tempo certo para a tomada de decisão. SAIBA MAIS (CONTINUAÇÃO) eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 149eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 149 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária150 Para embasar suas escolhas, a empresa pode utilizar técnicas de orçamento de capital, tais como payback, valor presente líquido (VPL) e taxa interna de retorno (TIR). Porém, os investimentos estão predispostos aos riscos que, por sua vez, estão relacionados à variabilidade dos retornos da empresa. Por isso, existem técnicas estatísticas que podem auxiliar o administrador financeiro na mensuração dos riscos e na tomada de decisão de investimento. Você sabe o que é orçamento de capital? Conhece as equações das técnicas desse orçamento? Conhece as principais medidas de risco e de retorno? O orçamento de capital é um processo que auxilia no programa de investimentos em ativos permanentes da empresa, considerando períodos acima de um ano. Para realizar gastos de capital, é fundamental que a empresa contabilize o custo- benefício de cada aquisição, com vistas a escolher a alternativa mais rentável. Quais os principais motivos para realizar gastos de capital? Quais fluxos de caixa devemos considerar para as análises de investimento? O gasto de capital é um desembolso realizado com o intuito de gerar resultados econômicos em um período superior a um ano e, por isso, é considerado um investimento empresarial. Os principais motivos para os gastos de capital são: Expansão, que é a aquisição de ativos imobilizados, como imóveis e instalações de produção; substituição, que é a reposição ou substituição de ativos obsoletos ou desgastados; renovação, que é a construção, reforma ou ajuste de um ativo imobilizado e outros gastos, tais como, desembolsos com: propaganda, pesquisa e desenvolvimento, consultoria de gestão e novos produtos, instalação de controle de poluição e segurança etc. Salientamos que se uma máquina precisar de um reparo importante, o custo do reparo deve ser comparado ao da substituição da máquina, levando em conta também os benefícios da substituição (GITMAN, 2006). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 150eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 150 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária 151 De modo geral, podemos dizer que os gastos de capital são realizados para atender à necessidade de investimentos da empresa Na sequência, serão apresentados os tipos de investimento. Para responder a essas questões, vamos ao estudo dos motivos do gasto de capital, dos tipos de investimento, dos fluxos de caixa relevantes e da engenharia econômica. Tipos de investimento Segundo Hoji (2009), podemos considerar os investimentos permanentes como imobilização fixa, que corresponde ao conjunto de bens tangíveis ou intangíveis vinculados ao processo produtivo. Assaf Neto (2009, p. 298-299) descreve os tipos de investimento que as empresas podem realizar, dos quais destacamos os seguintes: É importante observar que, na execução de suas atividades, as empresas realizam também os gastos operacionais, dos quais são exemplos os gastos administrativos e gastos com salários que são desembolsos realizados para facilitar as operações da empresa e, por isso, não são considerados investimentos. Neste material, trataremos apenas dos gastos de capital. IMPORTANTE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 151eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 151 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária152 � Investimento economicamente independente: são investimentos nos quais os fluxos de caixa de um não influenciam os fluxos de caixa do outro, ou ainda, a escolha de um investimento não exclui a escolha do outro. Por exemplo: aaquisição de ar condicionado para o setor administrativo e de nova máquina de costura para o setor produtivo. � Investimento economicamente dependente: são investimentos nos quais os fluxos de caixa de um influenciam os fluxos de caixa do outro, por isso, a escolha de um investimento está relacionada a escolha do outro. Se a influência for negativa significa que são investimentos substitutos, se a influência for positiva, são investimentos complementares. � Investimentos com dependência estatística: são investimentos em que os retornos variam de acordo com variações no retorno de outros. � Investimento com restrição orçamentária: ocorre quando duas ou mais propostas independentes de investimento não podem ser viabilizadas ao mesmo tempo em função da impossibilidade de financiamento. � Investimento mutuamente excludente: projetos em que a aceitação de um deles implica desconsiderar os demais. Exemplo: a empresa analisa a aquisição de um veículo e avalia, no estudo, cinco marcas diferentes. Apenas a marca que apresentar o melhor custo-benefício será escolhida. Assim, no processo de decisão de investimento da empresa, muitas vezes, serão diversas as alternativas a serem avaliadas. Para a tomada de decisão, um elemento importante de análise é o fluxo de caixa de cada investimento, por isso, na sequência, estudaremos os fluxos de caixa mais relevantes. Fluxos de caixa relevantes Por meio da elaboração de um orçamento de capital, é possível determinar os fluxos de caixa relevantes para a empresa: investimento inicial, caixa operacionais e caixa terminais ou residuais. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 152eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 152 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária 153 O valor do investimento inicial se refere ao recurso financeiro que será desembolsado inicialmente pela empresa em um novo empreendimento. Os caixas operacionais são compostos pelos recursos financeiros oriundos das vendas dos bens e serviços e pelos gastos com as operações da empresa, sendo que no registro dos gastos ressalta-se como exceção os custos com depreciação e amortização, uma vez que estão relacionados a atividades de investimento. Ressaltamos que o resultado operacional é sempre apurado antes dos encargos financeiros. Os caixas terminais (residuais) podem ser compreendidos como o resultado do encerramento e da liquidação de um projeto no fim de sua vida útil, e são calculados após o imposto de renda, excluindo as entradas operacionais que ocorrem no último ano do projeto. Dessa forma, o acompanhamento dos fluxos de caixa relevantes considerando os investimentos iniciais, os caixas operacionais e os terminais (residuais), é uma ferramenta fundamental para que a empresa realize análises que permitam maximizar o investimento de seus recursos financeiros. E além disso, conhecer os fluxos de caixa relevantes também auxiliam na realização da engenharia econômica, tema que estudaremos na sequência. Técnicas de orçamento de capital A elaboração do orçamento de capital é de substancial importância para a gestão financeira e a decisão de investimento nas empresas. Para isso, há técnicas de orçamento de capital oriundas da matemática financeira, que permitem calcular o tempo que a empresa levará para recuperar o capital investido, classificar projetos aceitáveis para investimentos e, ainda, comparar projetos com base em seus custos de oportunidade. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 153eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 153 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária154 Quais as técnicas mais utilizadas para isso? Podemos utilizá-las de forma conjugada? Para responder a essas questões, vamos ao estudo dos conceitos básicos de matemática financeira, do payback, do valor presente líquido (VPL) e da taxa interna de retorno (TIR). Conceitos básicos de matemática financeira A matemática financeira fornece técnicas importantes para a análise e para a tomada de decisão na área de investimentos, entre elas, as mais usuais são: payback, valor presente líquido e taxa interna de retorno. A técnica do payback é utilizada para prever o número de períodos necessários para que a empresa recupere o capital investido. Já o VPL e a TIR são técnicas utilizadas para avaliação de propostas de investimento a fim de determinar se atendem ao critério mínimo de aceitação da empresa e auxiliar na classificação de projetos prioritários ou mais rentáveis. É importante salientar que são técnicas que consideram o valor do dinheiro no tempo e, por isso, são as mais utilizadas pelos administradores financeiros (GITMAN, 2006). Você pode realizar os cálculos dessas técnicas com o uso de calculadoras financeiras, mas é fundamental compreender os conceitos e a lógica que envolvem cada uma delas. Vamos iniciar nossos estudos pelo payback. Payback Payback é uma técnica de orçamento de capital que consiste em encontrar o tempo necessário para que o valor do investimento seja recuperado. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 154eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 154 09/04/2020 15:27:0509/04/2020 15:27:05 Administração Financeira e Orçamentária 155 Equação do payback: Pb = I FC Onde: I = investimento inicial; FC = fluxo de caixa dos períodos. Exemplo: Considere que a empresa Delta S A pretende realizar o investimento X e para isso quer conhecer o período de retorno do investimento. Com base nos dados abaixo calcularemos o Payback. Para concluir, para se conseguir realizar a análise índice de endividamento utilizando o planejamento do orçamento do DRE Planejado x Realizado, a empresa precisa ter realizado seu planejamento orçamentário. Caso sua empresa ainda não tenha um planejamento orçamentário, deve realiza-lo. O conceito de Planejamento Orçamentário é definindo pelo o melhor futuro financeiro para sua empresa. RESUMINDO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 155eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 155 09/04/2020 15:27:0609/04/2020 15:27:06 Administração Financeira e Orçamentária156 Aplicação do método Payback ao Investimento X Investimento X Investimento Inicial R$ 24.000,00 Ano Entradas Operacionais de Caixa 1 R$ 15.000,00 2 R$ 15.000,00 Dados: I = R$ 24.000,00 FC = R$ 15.000,00 Solução: Payback (Investimento X) = Pb = I FC = 24.000,00/15.000,00 = 1,6 , ou seja, aproximadamente 1 ano e 7 meses para recuperar o capital investido. Para calcular a correspondência da parte decimal do resultado (0,6 meses), faça: 0,6 x 12 = 7 meses. As vantagens dessa técnica residem na simplicidade do cálculo e na utilidade de seu resultado nos casos de análise de projetos com vida limitada. É preciso, no entanto, que utilizemos o payback com ressalvas, pois existem algumas desvantagens, tais como não permitir comparação entre o retorno de dois investimentos. Isso ocorre porque o cálculo do payback não considera os fluxos de caixa gerados antes do investimento e após o ano de recuperação. Outra desvantagem apontada por Assaf Neto (2009) é que o Payback não considera o valor do dinheiro no tempo. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 156eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 156 09/04/2020 15:27:0609/04/2020 15:27:06 Administração Financeira e Orçamentária 157 Assim, a fórmula do Payback descontado é: PB = I (1+i)n ∑ n 1 FC Onde: I = investimento inicial; FC = fluxo de caixa dos períodos; N = número de períodos; i = taxa dejuros. Segundo Gitman (2006, p. 339), os critérios de aceitação são: “se o período de payback for menor que o período máximo aceitável de recuperação, o projeto será aceito, e se o período de payback for maior que o período máximo aceitável de recuperação, o projeto será rejeitado”. No caso do payback atualizado, o resultado deve ser menor que 1 para ser aceito. Para corrigir a restrição da técnica no tocante ao valor do dinheiro no tempo, recomenda-se o cálculo do payback atualizado, que utiliza os fluxos de caixa em valor presente, ou seja, os fluxos de caixa são descontados pela taxa mínima de atratividade. A taxa mínima de atratividade é também conhecida como custo de capital ou X’custo de oportunidade e simboliza o retorno mínimo a ser gerado pelo projeto para que não se altere o valor aplicado pelos investidores, pois o fluxo de caixa em valores correntes não considera o valor do dinheiro no tempo, o que pode produzir um resultado viesado. (HOJI, 2009; GITMAN, 2006). SAIBA MAIS eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 157eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 157 09/04/2020 15:27:0609/04/2020 15:27:06 Administração Financeira e Orçamentária158 Exemplo: A empresa Alfa que verifi car a viabilidade do projeto A, considerando uma taxa mínima de atratividade de 10% a.a.: 1º Passo – aplicar o formulário para o Payback: Payback (Projeto A): Pb = I FC = 22.000,00/13.000,00 = 1,7 , ou seja, aproximadamente 1 ano e 8 meses para recuperar o capital investido. Para calcular a correspondência da parte decimal do resultado (0,7 meses), faça: 0,7 x 12 = 8 meses. 2º Passo – atualizar os fl uxos de caixa: Fluxos de Caixa (Projeto A) = 13.000,00 / 1,1 + 13.000,00 / (1,1)2 = 11.818,18 + 10.743,80 = 22.561,98. 3º Passo – aplicar o formulário para o Payback Atualizado: Payback (Projeto A): Pb = I FC = 22.000,00/22.561,98 = 0,98 eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 158eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 158 09/04/2020 15:27:0609/04/2020 15:27:06 Administração Financeira e Orçamentária 159 Observe que o valor atualizado dos fluxos de caixa do projeto A (R$ 22.562,00) ultrapassou o valor do investimento inicial (R$22.000,00) dentro do período de vida útil do projeto. Portanto, é um projeto aceitável. Assim, pelo payback atualizado, o resultado anterior demonstra um projeto viável economicamente. Para complementar os estudos, na sequência, vamos apresentar outro método de cálculo de análise de investimentos, o VPL. Valor presente líquido O VPL é a diferença entre o valor presente dos fl uxos líquidos de caixa e o valor presente do investimento inicial. Uma das vantagens de aplicação do VPL é que ele considera o valor do dinheiro no tempo, por meio da utilização da taxa mínima de atratividade. Equação do valor presente líquido FC1 (1 + i)1 FC2 (1 + i)2 FC n (1 + i)n VPL = – FC0 + + + ... + Fonte: GITMAN, 2006, p. 342. (Adaptado). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 159eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 159 09/04/2020 15:27:0609/04/2020 15:27:06 Administração Financeira e Orçamentária160 Onde: FC0 = investimento inicial; FC = fluxos de caixa ao longo dos períodos de vida útil do projeto; i = taxa mínima de atratividade; n = número de períodos. Dentre as vantagens dessa técnica temos: � pode ser aplicada a qualquer fluxo de caixa e considera o valor do dinheiro no tempo, pois desconta os fluxos de caixa de acordo com uma taxa mínima de atratividade. Porém, há desvantagens, assinaladas por Assaf Neto (2009), que são: � o resultado do VPL é um valor monetário, o que dificulta a comparação com outras técnicas de análise de investimento, e a taxa mínima de atratividade não possui uma regra padrão, cada investimento poderá estabelecer a sua taxa mínima de atratividade de acordo com as taxas de juros mais atraentes do mercado. Segundo Gitman (2006), para a interpretação dos resultados, precisamos considerar os seguintes critérios de decisão: se o VPL for maior que R$ 0,00, o projeto deve ser aceito, pois o investidor obterá retorno superior ao custo de capital; se o VPL for igual a R$ 0,00, o projeto é indiferente; se o VPL for menor que R$ 0,00, o projeto deve ser rejeitado. Vamos calcular o VPL para auxiliar a empresa Alfa a decidir entre dois projetos A e B. A taxa mínima de atratividade é de 10%. a.a. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 160eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 160 09/04/2020 15:27:0609/04/2020 15:27:06 Administração Financeira e Orçamentária 161 VPL (projeto A) = FC1(1 + i)1 FC2 (1 + i)2 FC n (1 + i) n – FC0 + + + ... + = - 22.000,00 + 13.000,00 / 1,1 + 13.000,00 / (1,1)2 = – 22.000,00 + 11.818,18 + 10.743,80 = R$ 561,98. VPL (projeto B) = – 28.000,00 + 14.500 / 1,1 + 14.500,00 / (1,1)2 = – 28.000,00 + 13.181,82 + 11.983,47 = – R$ 2.834,71 Quadro síntese O VPL do projeto A resultou em valor positivo, ou seja, VPL > 0, assim, aceita-se o projeto. Por outro lado, deve-se rejeitar o projeto B, uma vez que resultou em valor negativo, ou seja, VPL < 0. Para complementar as técnicas de orçamento de capital, na sequência, abordaremos a TIR. eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 161eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 161 09/04/2020 15:27:0709/04/2020 15:27:07 Administração Financeira e Orçamentária162 Taxa interna de retorno A Taxa interna de retorno (TIR) é uma técnica de análise de investimento pela qual os valores dos fluxos de caixa atualizados ao valor presente se iguala ao valor do investimento inicial, ou seja, é a taxa de retorno do investimento que torna o valor presente líquido (VPL) igual a zero. A TIR apresenta duas características básicas (GITMAN, 2006, p. 344): a. É a taxa de desconto que iguala o VPL de uma opção de investimento a R$ 0,00; b. É a taxa “i” na equação do VPL. Segundo Assaf Neto (2009), a TIR é, ainda, a taxa de desconto que iguala as entradas às saídas previstas de caixa. Equação da taxa interna de retorno Onde: FC= fluxos de caixa ao longo dos períodos de vida útil do projeto; TIR = taxa interna de retorno (taxa de juros que remunera o projeto) n = número de períodos. A principal vantagem da TIR é que seu cálculo resulta numa taxa de juros, o que facilita a compreensão para os mais diversos públicos e possibilita a comparação com diversas taxas do mercado. A desvantagem é que ela não serve para comparar projetos com investimentos diferentes (ASSAF NETO, 2009). eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 162eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 162 09/04/2020 15:27:0709/04/2020 15:27:07 Administração Financeira e Orçamentária 163 Quanto aos critérios de decisão, temos que: se a TIR for maior que a taxa mínima de atratividade, a indicação é de que o projeto deve ser aceito; se a TIR for igual à taxa mínima de atratividade, o projeto é indiferente; se a TIR for menor que a taxa mínima de atratividade, o projeto deve ser rejeitado. Riscos dos investimentos A incerteza relativa aos resultados da empresa, tendo em vista possíveis oscilações nas atividades econômicas, pode culminar no cenário de riscos operacionais e financeiros, vinculados à formação dos ativos da empresa. O administrador financeiro pode embasar as decisões de investimento na empresa, considerando os riscos a partir da análise de sensibilidade e da avaliação de cenários. O que são, de fato, riscos operacionais e financeiros? O queé análise de sensibilidade? Como avaliar cenários? Cabe salientar que, em função da dificuldade de realizar o cálculo da TIR, que necessita da resolução de um polinômio de grau n ou de uma técnica complexa de tentativa e erro, recomenda-se utilizar o recurso da calculadora financeira (ou da planilha Excel). Na calculadora financeira, utilizamos a tecla IRR (Internal Return Rate). Vamos utilizar os dados dos projetos A e B da empresa Alfa para calcular a TIR, – considerando para fins de análise a taxa mínima de atratividade de 10% a.a. IMPORTANTE eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 163eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 163 09/04/2020 15:27:0709/04/2020 15:27:07 Administração Financeira e Orçamentária164 Fonte:Freepik Para responder a essas questões, vamos ao estudo dos riscos operacionais e financeiros, da restrição de capital, da análise de sensibilidade e da avaliação de cenários. E para concluir, para se conseguir realizar a análise índice de endividamento utilizando o planejamento do orçamento do DRE Planejado x Realizado, a empresa precisa ter realizado seu planejamento orçamentário. Caso sua empresa ainda não tenha um planejamento orçamentário, deve realiza-lo. O conceito de Planejamento Orçamentário é definindo pelo o melhor futuro financeiro para sua empresa. RESUMINDO eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 164eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 164 09/04/2020 15:27:0709/04/2020 15:27:07 Administração Financeira e Orçamentária 165 REFERÊNCIAS UNIDADE 01 BROOKSON, S. Como elaborar orçamentos. São Paulo: Publifolha, 2000. CHING, Hong Yuh. Contabilidade Gerencial: novas práticas contábeis para a gestão de negócios. São Paulo: Pearson, 2006 GITMAN, L. J. Princípios de administração financeira. São Paulo: Pearson,2010 LUNKES, R. J. Manual de orçamento. São Paulo: Atlas, 2003. MEGLIORINI, Evandir. Custos: análise e gestão. 3. ed. São Paulo: Pearson, 2012. OLIVEIRA, D. P. R. de. Planejamento estratégico: conceitos, metodologia e práticas. 22. ed. São Paulo: Atlas, 2005. WELSCH, G. A. Orçamento empresarial: planejamento e controle do lucro. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1978. Orçamento empresarial. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1983 UNIDADE 02 ASSAF NETO, A. 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