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Livro Didático de Administração Financeira e Orçamentária

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gente criando o futuro
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E 
ORÇAMENTÁRIA
Organizadora Márcia Valéria Marconi
ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA E 
ORÇAMENTÁRIA
Organizadora Márcia Valéria Marconi
Adm
inistração Financeira e Orçam
entária
 GRUPO SER EDUCACIONAL 
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
Administração Financeira e 
Orçamentária
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 1eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 1 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
© by Editora Telesapiens
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser 
reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, 
eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro 
tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia 
autorização, por escrito, da Editora Telesapiens.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Bibliotecário responsável: Nelson Oliveira da Silva – CRB 10/854)
M321a Marconi, Márcia Valéria.
Administração financeira e orçamentária [recurso eletrônico]/ 
Márcia Valéria Marconi. – Recife: Telesapiens, 2019. 
168 p. : pdf
ISBN: 978-85-54921-39-2
 1. Administração financeira I. Título. 
CDU 658.15 
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 2eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 2 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
Todos os direitos reservados
2019 by Telesapiens
Administração Financeira e 
Orçamentária
Fundador e Presidente do Conselho de Administração: 
Janguê Diniz
Diretor-Presidente: 
Jânyo Diniz
Diretor de Inovação e Serviços:
Joaldo Diniz 
Diretoria Executiva de Ensino:
Adriano Azevedo
Diretoria de Ensino a Distância:
Enzo Moreira
Créditos Institucionais
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 3eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 3 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
Olá. Meu nome é Márcia Valéria Marconi. Sou formada em 
Ciências Contábeis, com uma experiência técnico-profissional 
nas áreas de contabilidade, controladoria, custos, recursos 
humanos e educação, sendo mais de 20 anos. Passei por empresas 
como a Esso Brasileira de Petróleo Ltda., Sadia S.A., Econet 
Editora Ltda, Grupo Uninter, Universidade Positivo e FAEC. Sou 
apaixonada pelo que faço e adoro transmitir minha experiência 
de vida àqueles que estão iniciando em suas profissões. Por isso 
fui convidada pela Editora Telesapiens a integrar seu elenco de 
autores independentes. Estou muito feliz em poder ajudar você 
nesta fase de muito estudo e trabalho. Conte comigo!
A AUTORA
MÁRCIA VALÉRIA MARCONI
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 4eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 4 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
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significam:
OBJETIVO
Breve descrição do objetivo 
de aprendizagem; +
OBSERVAÇÃO
Uma nota explicativa 
sobre o que acaba de 
ser dito;
CITAÇÃO
Parte retirada de um texto;
RESUMINDO
Uma síntese das 
últimas abordagens;
TESTANDO
Sugestão de práticas ou 
exercícios para fixação do 
conteúdo;
DEFINIÇÃO
Definição de um 
conceito;
IMPORTANTE
O conteúdo em destaque 
precisa ser priorizado;
ACESSE
Links úteis para 
fixação do conteúdo;
DICA
Um atalho para resolver 
algo que foi introduzido no 
conteúdo;
SAIBA MAIS
Informações adicionais 
sobre o conteúdo e 
temas afins;
+++
EXPLICANDO 
DIFERENTE
Um jeito diferente e mais 
simples de explicar o que 
acaba de ser explicado;
SOLUÇÃO
Resolução passo a 
passo de um problema 
ou exercício;
EXEMPLO
Explicação do conteúdo ou 
conceito partindo de um 
caso prático;
CURIOSIDADE
Indicação de curiosidades e 
fatos para reflexão sobre o 
tema em estudo;
PALAVRA DO AUTOR
Uma opinião pessoal e 
particular do autor da obra;
REFLITA
O texto destacado deve 
ser alvo de reflexão.
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 5eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 5 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
SUMÁRIO
UNIDADE 01
Compreendendo como funciona a administração financeira ... 11
O papel da administração Financeira .......................................11
Conceito de administração financeira ...............................13
Conceito de orçamento .....................................................14
Sistema orçamentário ...............................................................16
Características do sistema orçamentário ..................................17
Aplicando as técnicas de implantação do sistema orçamentário 
ao exercício profissional ............................................................... 18
O controle do fluxo de caixa pela organização ........................20
O custo por departamento ........................................................22
Identificando e solucionando problemas relacionados aos 
prazos médios .........................................................................32
Planejamento Econômico .........................................................33
Planejamento Financeiro ..........................................................34
Planejamento de Capital ..........................................................35
Realizar análise das necessidades de capital de giro ...........36
A necessidade da conciliação bancária ....................................37
Apuração do Custo e do Resultado ..........................................39
Custo na contabilidade ............................................................39
A gestão estratégica dos sistemas de custos .............................40
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 6eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 6 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
UNIDADE 02
Compreendendo como funciona a estrutura orçamentária ... 51
O papel do ciclo orçamentário nas empresas ...........................51
Processo Orçamentário .....................................................52
Plano Orçamentário ..........................................................55
Aplicando as técnicas de implantação do orçamento de 
investimentos ..........................................................................57
Tipos de estratégia de investimentos .......................................61
Aquisição ..........................................................................62
Fusão ...............................................................................67
Incorporação .....................................................................72
Cisão ................................................................................74
Identificando e solucionando problemas relacionados a 
alavancagem ...........................................................................76
Giro de recursos na empresa ....................................................76
Redução de custo que pode causar insolvência .......................78
Realizar análise das necessidades de financiamentos .........80
Consórcio .................................................................................81
UNIDADE 03
Compreendendo como funciona a estrutura de capital ......87
O papel da estrutura de capital adequada .................................87
Atributos da estrutura de capital ......................................88
Aplicando as técnicas de implantação da estrutura de capital.....89
Margem de Contribuição .........................................................94
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria- Aberto.indd 7eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 7 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
Ponto de equilíbrio ...................................................................97
Tomada de decisão ...........................................................98
Identificando e solucionando problemas planejamento financeiros 
de passivos .............................................................................................100
Operações de curto prazo e Contas pagas ..............................103
Planejamento Financeiro ........................................................104
Realizar análise das necessidades de projeção das 
demonstrações contábeis ........................................................109
Juros atribuídos ao pagamento ao longo do tempo ................109
Analisando e interpretando o balanço patrimonial ................111
UNIDADE 04
Compreendendo como funciona o custo de capital ...........122
O papel da estrutura de capital ...............................................122
Custo de capital próprio .................................................124
Custo de capital de terceiros ..........................................129
Identificando e solucionando problemas planejamento da 
política de dividendos ..........................................................131
Patrimônio e seu planeamento financeiro ..............................131
Identificando e solucionando problemas relacionados ao risco 
econômico e financeiro ..........................................................132
Informações contábeis e seus usuários ..................................132
Situações líquidas do patrimônio .........................................135
Realizar análise das necessidades de risco econômico e 
payback .................................................................................137
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 8eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 8 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
Valor presente líquido, Taxa interna de retorno e Período de 
Payback ..................................................................................140
Análise comparativa dos métodos utilizados nas operações ..142
Decisão de investimento ........................................................147
Técnicas de orçamento de capital ..........................................151
Payback .................................................................................152
Valor presente líquido ...........................................................157
Taxa interna de retorno ..........................................................160
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 9eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 9 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
Administração Financeira e Orçamentária10
UNIDADE
01
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Administração Financeira e Orçamentária 11
Você sabe qual é a principal responsabilidade da 
administração Financeira? Nessa disciplina você aprenderá 
a diferença entre a contabilidade e a gestão financeira, e 
a importância dos demonstrativos financeiros no âmbito 
corporativo. Além disso, será capaz de analisar e interpretar 
as demonstrações financeiras, o processo de planejamento 
financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, 
bem como, analisar a situação financeira de uma empresa 
através da análise de seus demonstrativos. Com isso, também, 
realizará operações financeiras com base no conhecimento sobre 
orçamento. 
Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado 
para refletir e tomar decisões nas organizações a partir de uma 
visão sistêmica e que traga resultados equilibrados e positivos 
para a organização. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva 
você vai mergulhar neste universo!
INTRODUÇÃO
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Administração Financeira e Orçamentária12
1
2
3
4
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 1. Nosso objetivo 
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
OBJETIVOS
Compreender como funciona a administração 
financeira;
Aplicar as técnicas de implantação do sistema 
orçamentário;
Identificar e solucionar problemas relacionados aos 
prazos;
Executar a análise da necessidade de capital de 
giro.
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 12eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 12 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
Administração Financeira e Orçamentária 13
Compreendendo como funciona a 
administração financeira
Ao término deste capítulo você irá aprender sobre as finanças 
corporativas. Verá que as finanças são extremamente importantes 
para a gestão eficiente das empresas, visando a demonstração da 
administração a partir da maximização de lucros e minimização 
de custos. Então vamos lá. Avante!
OBJETIVO
O papel da administração Financeira
O papel da administração financeira é conhecer os conceitos 
fundamentais e a essência das finanças nas organizações. 
Para isso, veremos a importância dos controles financeiros 
como orçamento, da representação dos resultados financeiros 
e contábeis e das análises dos resultados das demonstrações 
financeiras.
Gitman (2010, p. 3) define finanças como sendo:
 “a arte e a ciência de administrar o dinheiro”. 
E, explica que a maioria das pessoas físicas ou 
jurídicas ganham dinheiro, gastam ou investem. 
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 13eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 13 09/04/2020 15:26:5409/04/2020 15:26:54
Administração Financeira e Orçamentária14
A palavra Finanças segundo o autor tem relação com os 
stakeholders (partes interessadas, como: o processo produtivo, as 
instituições financeiras, os mercados (fornecedores e clientes)), 
ou seja, as empresas, órgãos governamentais e as pessoas 
envolvidas na transferência do dinheiro. 
DEFINIÇÃO
Figura 1 - A administração financeira deve trabalhar pensando em diversas oportunidades no negócio 
Fonte: Freepik
Desse modo, Assaf Neto (2010, p. 8) afirma que: 
a administração financeira é um campo de estudo 
teórico e prático que objetiva, essencialmente, 
assegurar um melhor e mais eficiente processo 
empresarial de captação e alocação de recursos de 
capital. Nesse contexto, a administração financeira 
envolve-se tanto com a problemática de escassez 
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 14eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 14 09/04/2020 15:26:5609/04/2020 15:26:56
Administração Financeira e Orçamentária 15
de recursos, quanto com a realidade operacional 
e prática da gestão financeira das empresas, 
assumindo uma definição de maior amplitude.
Sendo assim, Stephen et al (2010, p. 26) acreditam “que a 
tarefa mais importante de um administrador financeiro seja criar 
valor nas atividades de investimento, financiamento e gestão de 
liquidez da empresa”.
Nessas perspectivas, constatamos que a administração financeira 
é indispensável em todo processo produtivo, desde o orçamento 
do pedido dos suprimentos ao fornecedor, atéa distribuição do 
produto ao cliente. Além de ser essencial na análise dos projetos, 
origem dos recursos (capitais próprios e de terceiros) e nas 
aplicações de recursos (patrimônio), uma vez que a saúde da 
empresa, também, depende dessa administração.
IMPORTANTE
Conceito de administração financeira
Ao abordarmos o patrimônio da empresa, verificamos que 
é formado por bens e direitos (Ativo), obrigações e Patrimônio 
Líquido (Passivo). Enquanto o Ativo é formado por Bens e 
Diretos e o Passivo de obrigações e Patrimônio Líquido ou 
Situação Líquida. 
Os valores de origem ou fonte de recursos da empresa 
são conhecidos na contabilidade como Passivo. E os valores 
de origem de recursos aplicados são chamados de Ativo na 
contabilidade.
Na sequência veja o Quadro com informações do Ativo 
(aplicação) e do Passivo (origem) e, posteriormente, um exemplo 
de como a aplicação de recursos pode acontecer. 
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Administração Financeira e Orçamentária16
Tabela 1 – Origem e Aplicação de Recursos para análise financeira da situação da empresa. 
Fonte: Elaborado pela autora (2019)
ATIVO (Aplicação de 
Recursos)
PASSIVO (Origem/Fonte de 
Recursos)
Caixa
Bancos
Aplicações Financeiras
Estoque
Máquinas e Equipamentos
Veículos
Móveis e Utensílios
Computadores
Fornecedores
Financiamentos
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social
Por exemplo, na aquisição de um bem do ativo (máquina) 
pode ser utilizado capital próprio (retirado de aplicação 
financeira) ou um financiamento através de capitais de terceiros 
(bancos ou de instituições financeiras). A máquina adquirida 
pela empresa é um investimento que pode gerar renda para a 
empresa, seja para um novo investimento, projeto, ou, ainda, na 
melhoria ou ampliação da empresa.
Conceito de orçamento
Para o processo orçamentário a empresa precisa ter um 
planejamento financeiro, uma ferramenta que viabilizará um 
projeto, através de metas definidas e ações traçadas. Para assim, 
planejar o caixa, estimando os gastos necessários de uma forma 
contínua, pensando no resultado final e no objetivo específico 
do projeto.
Aqui observamos que a análise financeira fornecerá as 
informações necessárias para a tomada de decisão, visto que o 
objetivo principal das finanças é a administração dos recursos. 
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Administração Financeira e Orçamentária 17
Tendo como propósito a maximização do lucro na atividade da 
empresa, aumentando as riquezas da sociedade.
Com isso, o profissional de finanças precisa de instrumentos 
como o orçamento que o ajuda na análise e controle financeiro. 
Percebemos, então que as principais atividades do administrador 
financeiro é a administração da solvência e liquidez da empresa. 
Além de acompanhar o orçamento, que demonstra a situação 
financeira da empresa e a capacidade de caixa.
Já o fluxo de caixa é conceituado como o conjunto de 
entradas e saídas de dinheiro ao longo do tempo, que pode ser 
realizado através de um controle de fluxos de tesouraria. Este 
mapa de fluxo é uma forma de controle que objetiva auxiliar o 
empreendedor na situação financeira da empresa na tomada de 
decisões. Controle que auxilia, o empreendedor, na capacidade 
de liberar meios monetários para efetuar novos investimentos 
sem necessitar de fontes de financiamento externos. 
Desse modo, verificamos que o fluxo financeiro, fornece 
ao administrador financeiro as informações sobre os impactos 
internos e externos da empresa e sobre os indicadores financeiros 
para a tomada de medidas corretivas, minimizando os impactos 
em tempo hábil.
Por isso, o administrador precisa conhecer os fatores 
internos, como: volume de compra, giro de contas a pagar 
e receber, ciclo de produção, giro do estoque, distribuição do 
lucro, entre outros. E também os impactos externos: retração do 
mercado e redução de vendas, novos concorrentes no mercado, 
aumento dos impostos e de taxas de juros. 
Após a análise destes fatores internos e externos, a 
empresa realiza uma análise diária ou mensal do fluxo de caixa, 
através do saldo inicial, (entradas e saídas de caixa), do saldo 
operacional e do saldo final. 
Para acompanhar esse controle do fluxo de caixa, 
anualmente o profissional deve elaborar uma previsão deste 
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Administração Financeira e Orçamentária18
caixa. Assim, a empresa realiza o orçamento previsto x realizado. 
O previsto é previsão de gastos baseado em anos anteriores e o 
realizado o que ocorreu no ano vigente.
Sistema orçamentário
Através do sistema orçamentário a empresa será capaz de 
analisar e interpretar as demonstrações financeiras, o processo 
de planejamento financeiro, as principais fontes de recursos de 
curto prazo, bem como, analisar a situação financeira de uma 
empresa através da análise de seus demonstrativos, realizar 
operações financeiras com base no conhecimento sobre conta 
garantia e conta de investimentos.
Figura 2 - A equipe de orçamento deve agir como um time observando os indicadores e gráfico, sempre 
tentando acertar o alvo em termos de metas de ganhos para a empresa.
Fonte: Freepik
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Administração Financeira e Orçamentária 19
Ao analisar o Fluxo de Caixa e fechamento diário de caixa, 
a empresa define as operações de curto prazo e controlar as 
contas a pagar, compara os saldos bancários e outras instituições 
financeiras das movimentações correntes e a identifica valores 
de extratos e saldos bancários. 
IMPORTANTE
Características do sistema orçamentário
Iniciando pelo Fluxo de Caixa, como define Brookson 
(2000, P. 46), “(...) é o movimento de dinheiro para dentro e 
para fora da empresa. Sem um adequado controle desse fluxo, a 
organização estará ameaçada."
Para Lunkes (2003, p. 71):
O objetivo do movimento de caixa é assegurar 
recursos monetários suficientes para atender as 
operações da empresa estabelecidas nas peças 
orçamentárias. O movimento de caixa está sujeito 
a incertezas e falhas; é necessário ter uma margem 
de segurança que permita assim atender a um 
eventual erro da previsão.
Sendo assim, o fluxo de caixa tem como principal objeto as 
rotinas administrativas da empresa, necessárias para a preparação 
dos dados orçamentários e sua elaboração. Desse modo, a partir 
de agora conheceremos o fluxo de caixa e o fechamento diário 
de caixa da empresa, além de verificarmos os recursos para esta 
ferramenta.
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Administração Financeira e Orçamentária20
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à 
seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo: “O que 
são controles financeiros e fluxo de caixa”. http://www.sebrae.
com.br/sites/PortalSebrae/ufs/rr/sebraeaz/o-que-sao-controles-
financeiros-e-fluxo-de-caixa,02f50e1dca987610VgnVCM1000
004c00210aRCRD (Acesso em 14/08/2019).
ACESSE
Aplicando as técnicas de implantação 
do sistema orçamentário ao exercício 
profissional
Para aplicar o sistema orçamentário ela necessita do 
Fluxo de Caixa, como define Brookson (2000, P. 46), “(...) é 
omovimento de dinheiro para dentro e para fora da empresa. 
Sem um adequado controle desse fluxo, a organização estará 
ameaçada."
Para Lunkes (2003, p. 71):
O objetivo do movimento de caixa é assegurar 
recursos monetários suficientes para atender as 
operações da empresa estabelecidas nas peças 
orçamentárias. O movimento de caixa está sujeito 
a incertezas e falhas; é necessário ter uma margem 
de segurança que permita assim atender a um 
eventual erro da previsão.
Sendo assim, o fluxo de caixa tem como principal objeto 
as rotinas administrativas da empresa, necessárias para a 
preparação dos dados e sua elaboração. Desse modo, a partir 
de agora conheceremos o fluxo de caixa e o fechamento diário 
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 20eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 20 09/04/2020 15:26:5709/04/2020 15:26:57
Administração Financeira e Orçamentária 21
de caixa da empresa, além de verificarmos os recursos para esta 
ferramenta.
Toda e qualquer empresa deve possuir controle financeiro. 
Por isso, verificaremos, também, a obtenção do saldo final 
e as ferramentas para realizar a análise das movimentações 
financeira, através de ferramentas básicas. Isso porque, o fluxo 
de caixa deve ser utilizado na execução e no controle do processo 
administrativo, entre eles, o extrato bancário.
 �Execução: determina como, quando e onde devem ser 
aplicados os recursos.
 �Controle: deve ser usado para comparar os resultados 
alcançados com os que estavam previstos, aferindo se as metas 
estão sendo alcançadas ou não.
Assim, diante da necessidade de se tornarem mais 
competitivas, as empresas começaram a se organizar, surgindo 
o Planejamento e Orçamento. E, nas suas divisões, destaca-se 
o movimento, representando o planejamento financeiro, que 
Lunkes (2003, p. 15) definiu sucintamente como "[...] uma 
demonstração dos planos em termos financeiros".
Por outro lado, na gestão de empresas, conforme define 
Welsch (1983), o movimento tem sido identificado como um 
'modo de administrar', pois considera o papel dominante do 
administrador e proporciona um sistema de referência para a 
aplicação de elementos básicos da administração cientifica, 
tais como a administração por objetivos, comunicação efetiva, 
administração participativa, e controle dinâmico, feedback 
continuo, a contabilidade por níveis e áreas de responsabilidade, 
entre outros. 
Com isso, verificamos que “o movimento está unipresente 
no ciclo administrativo. Ele pode ser definido em termos 
amplos, como um enfoque sistemático e formal à execução 
das responsabilidades do planejamento, execução e controle” 
(LUNKES, 2003, p. 39).
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Administração Financeira e Orçamentária22
O controle do fluxo de caixa pela 
organização
Nesse contexto, considera-se que o elemento humano desempenha 
um papel relevante em todo o processo orçamentário. Por isso, 
se não houver motivação e disposição das pessoas envolvidas, 
desenvolvendo uma participação voluntária e consciente, será 
muito difícil alcançar o resultado desejado.
IMPORTANTE
A seguir vejamos algumas vantagens do fluxo de caixa:
 � Identifica a movimentação das entradas e saídas do 
dinheiro no período de movimento;
 �Verifica a capacidade financeira para assumir 
compromissos, ou seja, analisa antes de gastar o dinheiro, 
identificando as necessidades e se o dinheiro é suficiente para 
cobrir as contas a pagar e se as receitas são suficientes para pagar 
as despesas. E principalmente se a empresa conseguirá se manter 
com estes valores previstos, sem necessitar do capital de giro.
Com isso, podemos observar que o fluxo de caixa permite:
 �Verificar o melhor período para fazer as reposições 
de estoque, sendo que para isso se deve conhecer os prazos de 
pagamento e disponibilidade de caixa, com o intuito de negociar 
com o fornecedor num prazo maior para os pagamentos.
 �Conhecer o melhor momento para realizar as vendas, 
marketing e promoções.
Nessa perspectiva, identificamos que a partir do fluxo de 
caixa é possível também avaliar as decisões antecipadamente e o 
que fazer com as faltas ou sobras do caixa. Permitindo, assim ...
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Administração Financeira e Orçamentária 23
Dessa forma, a elaboração do fechamento diário de caixa 
pode ser realizada por meio de:
 � Fluxo projetado de entradas e saídas; 
 �Considerando o recebimento das receitas; 
 �O pagamento de despesas;
 �Os investimentos. 
Portanto, os saldos de caixa durante o período orçado 
podem ser apurados mensalmente. No exemplo observamos 
como isso ocorre:
Tabela 2 – Modelo de Fluxo de Caixa 
Fonte: Lunkes (2003, p. 72).
R$ R$
Dep. de vendas
Salários 8.500
Comissão 15.500
Telefone/fax 1.850
Combustíveis e lubrificantes 3.000
Depreciação 1.500
Marketing 12.000 42.350
Dep. de administração
Salários 6.500
Telefones/fax 850
Material de escritório 1.200
Depreciação 1.800 10.350
Total 52.700
Para concluir, você aprendeu a desenvolver a capacidade 
de analisar os fatores que influem fluxo de caixa e fechamento 
de caixas organizações.
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Administração Financeira e Orçamentária24
O custo por departamento
Saiba que departamentalizar uma empresa significa criar 
departamentos que recebam os próprios custos e também os de 
outros departamentos. É uma espécie de troca de informações 
até que o custo seja alocado para os produtos. Essa é a forma que 
apropria custos indiretos de fabricação de forma mais coerente 
para os produtos: primeiro, os custos são identificados em 
relação ao departamento e, posteriormente, são transferidos para 
os produtos que passarem por esses departamentos. 
O custo-padrão está bastante ligado ao processo de 
planejamento de custos, ou seja, é estipulado por meio de 
cálculos prévios que a empresa é capaz de atingir utilizando 
corretamente os seus recursos disponíveis. O custo-padrão deve 
ser acompanhado a cada período e suas variações devem ser 
investigadas para gestão dos custos e do orçamento.
Para atribuir os custos aos produtos, devemos passar por duas 
etapas, denominadas por Ribeiro (2013) de atribuição dos custos 
diretos e rateio dos custos indiretos. Observe a explicação. 
Para atribuir os custos diretos aos produtos, precisaremos de 
controles extra contábeis que identificarão a quantidade e o 
valor dos gastos com materiais, mão de obra e gastos gerais 
de fabricação que incidem diretamente sobre os produtos. Para 
atribuir os gastos de materiais, mão de obra e gastos gerais de 
fabricação, que não são facilmente identificados em relação ao 
produto, chamados de custos indiretos, deverá ser adotado um 
critério coerente de rateio ao custo de cada produto. O critério 
mais indicado é o custo departamental que, de acordo com Ri- 
beiro (2013, p. 182), “[...] é um sistema de atribuição dos Custos 
Indiretos de Fabricação aos produtos por departamentos”. 
EXPLICANDO DIFERENTE+++
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Administração Financeira e Orçamentária 25
Para efeito de acumulação dos Custos Indiretos de 
Fabricação, entende-se como departamento a menor unidade 
administrativa de uma empresa. 
Seguem algunsexemplos de como a empresa pode ser 
organizada por unidades administrativas (departamentos): 
ambulatório médico, conservação e manutenção, almoxarifado, 
controle de qualidade, administração geral e recrutamento, 
estudos e projetos, corte, usinagem, seleção e treinamento de 
pessoal, montagem, acabamento, entre outros.
Todos esses departamentos possuem uma classificação, 
que poderá ser, conforme Ribeiro (2013, p. 182): 
 �Departamentos produtivos – compostos por homens e 
máquinas, responsáveis pela fabricação dos produtos. Nesses 
departamentos são gera- dos, em relação aos produtos, Custos 
Diretos e Indiretos. 
 �Departamentos de serviços – compostos por homens e 
máquinas (geralmente apenas por homens) que prestam serviços 
para toda a empresa industrial, inclusive para os departamentos 
produtivos. 
No que se refere aos departamentos produtivos, os custos 
diretos são atribuídos aos produtos sem maiores complicações, 
pois são facilmente identificados em relação a esses produtos. Os 
custos indiretos dos departamentos produtivos são atribuídos por 
meio de critérios de rateio para os produtos, mas sua apropriação 
é feita diretamente, pois eles passam por esses departamentos. 
Saiba que, no caso dos departamentos de serviços, 
chamados também de auxiliares, os custos gerados por eles são 
considerados diretos em relação aos outros departamentos, mas 
indiretos em relação aos produtos. 
Por sua vez, como os departamentos auxiliares prestam 
serviços para os demais departamentos da empresa, inclusive 
para os produtivos, a melhor forma de apropriar esses custos é 
fazer a distribuição direta para os departamentos e posteriormente 
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Administração Financeira e Orçamentária26
aplicar algum critério de rateio para atribuí-los aos produtos. 
Portanto, cada departamento deve ser tratado pela 
Contabilidade como Centro de Custos, que “[...] é a unidade 
mínima utilizada para acumulação dos Custos Indiretos de 
Fabricação” (RIBEIRO, 2013, p. 182). 
É importante destacar que os departamentos produtivos e 
de serviços poderão ser divididos em dois ou mais centros de 
custos, se isso for viável para a empresa. 
Os custos gerados nos departamentos de serviços devem 
ser rateados para os departamentos produtivos. Assim, esse 
rateio acontecerá de três for- mas:
 �Método direto – nesse método, os custos dos 
departamentos de serviços são apropriados diretamente para os 
departamentos produtivos que foram beneficiados pelos serviços 
executados. Por esse método, os departamentos de serviços não 
recebem custos de outros departamentos de serviços, mesmo 
que também tenham sido beneficiados;
 �Método algébrico ou da reciprocidade – nesse método, 
a reciprocidade dos serviços prestados entre os departamentos é 
reconhecida. Todos os departamentos (produtivos e de serviços) 
recebem custos;
 �Método da hierarquização ou dos degraus – é fixada 
uma ordem de prioridade entre os departamentos de serviços. Os 
custos gerados nos departamentos de serviços são rateados entre 
eles mesmos. O departamento que tiver custos transferidos não 
receberá mais custos. 
O método de hierarquização é o mais utilizado pelas 
empresas, visto que ele apresenta mais coerência na atribuição 
dos custos indiretos de fabricação aos produtos. 
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Para compreender melhor essa discussão, a seguir, veja 
um exemplo do cálculo da apropriação dos custos indiretos dado 
pelo método de hierarquização, adaptado de Perez Jr., Oliveira 
e Costa (2012). 
Seguem os autores com sua análise, solicitando que 
acompanhemos a explicação da aplicação do método de 
hierarquização no cálculo da atribuição dos custos indiretos a 
partir do seguinte exemplo: 
A Indústria de Ventiladores ABC Ltda. possui os seguintes 
departamentos auxiliares de produção, cujos custos em novembro 
foram: 
 �Compras R$ 25.000,00 
 �Almoxarifado R$ 60.000,00 
 �Recursos humanos R$ 35.000,00 
Nesse exemplo, é importante ressaltar que, durante o mês, 
os departa- mentos auxiliares prestaram serviços aos demais 
departamentos, gerando, assim, dados para apropriação dos 
gastos dos departamentos auxiliares para os departamentos 
produtivos, conforme mostra a tabela a seguir:
Tabela 3 - Serviços prestados pelos departamentos auxiliares para outros departamentos
Fonte: Perez Jr., Oliveira e Costa (2012, p. 54).
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Administração Financeira e Orçamentária28
Sendo assim, a apropriação dos custos indiretos da empresa 
como um todo passa a ser efetuada da seguinte forma: 
 �A princípio, é necessário apropriar o total dos custos 
indiretos do departamento auxiliar de compras para os demais 
departa- mentos, proporcionalmente ao percentual de utilização 
de seus serviços;
 � Para tanto, é preciso ratear os custos indiretos do 
departamento auxiliar de compras a partir de seus custos 
indiretos totais, pois, nos meses apresentados, esses eram menos 
representativos em relação ao total dos custos indiretos; 
 �Em seguida, é necessário fazer a apropriação dos 
custos indiretos do departamento auxiliar de RH para os demais 
departamentos, levando em consideração que foi recebido 
R$ 1.000,00 de custos pelos serviços prestados por compras, 
totalizando R$ 36.000,00 de custos indiretos para rateio aos 
demais departamentos; 
 � Finalmente, é preciso apropriar-se dos custos indiretos 
do departamento de almoxarifado para os departamentos 
produtivos, levando-se em consideração que foi recebido R$ 
21.250,00 de custos pelos serviços prestados por compras, e R$ 
4.320,00 de custos pelos serviços prestados pelo RH, totalizando 
R$ 85.570,00 de custos indiretos para rateio aos departamentos 
produtivos de laminação e funilaria. Para que você entenda 
melhor, veja a explicação detalhada dos cálculos da apropriação 
de compras:
 � Os R$ 25.000,00 de custos do departamento de compras 
foram assim distribuídos aos demais departamentos: RH – R$ 
25.000,00 x 4% = R$ 1.000,00; almoxarifado – R$ 25.000,00 
x 85% = R$ 21.250,00; laminação – R$ 25.000,00 x 6% = R$ 
1.500,00; funilaria – R$ 25.000,00 x 5% = R$ 1.250,00; 
 �O departamento de RH, que possuía um custo inicial 
de R$ 35.000,00, recebeu mais R$ 1.000,00 de custos referentes 
aos serviços do departamento de compras. Logo, ele terá agora 
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Administração Financeira e Orçamentária 29
R$ 36.000,00 para serem apropriados aos demais departamentos. 
Essas apropriações dos custos indiretos da empresa geraram 
valores que estão detalhados na seguinte tabela:
Tabela 4 – Apropriação dos custos indiretos dos departamentos auxiliares para os departamentos produtivos:
Fonte: Perez Jr., Oliveira e Costa (2012, p. 55).
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Administração Financeira e Orçamentária30
É importante você observar que o valor que aparece entre 
parênteses, na tabela, indica o saldo que foi zerado dos 
departamentos, ou seja, os custos dos departamentos auxiliares 
foram transferidos para os departamentosprodutivos. Dessa 
maneira, pode-se resumir a forma de apuração do custo de 
produção pelo sistema do custo departamental, do seguinte 
modo (RIBEIRO, 2013, p. 200): 
1ª) atribuição dos Custos Diretos aos produtos; 
2ª) rateio dos Custos Indiretos de Fabricação (CIF), comuns a 
todos os departamentos; 
3ª) definição da ordem hierárquica dos departamentos, para 
efeito de rateio ORDEM HIERÁRQUICA dos CIF entre eles; 
ordenar os departamentos por ordem de importância para que os 
custos sejam rateados em uma sequência lógica. 
4ª) rateio dos CIF de cada departamento de serviços para os 
departamentos beneficiados pelos seus serviços, obedecendo à 
ordem hierárquica definida; 
5ª) rateio dos CIF gerados nos departamentos produtivos mais os 
CIF recebidos por transferência dos departamentos de serviços 
para os produtos. 
IMPORTANTE
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Administração Financeira e Orçamentária 31
Para poder gerir com tranquilidade a parte de custos da empresa, 
é preciso conhecimento técnico mínimo em Contabilidade de 
custos. Por isso, nunca é demais estudar! Acesse o texto “Como 
fazer um orçamento adequado para sua empresa” e confira quais 
são os passos básicos para o cálculo dos controles do orçamento, 
através do DRE e departamentalização. https://bit.ly/2Rh7Jfg
ACESSE
O objetivo de entender a apuração do custo e resultado 
contábil, gerencial e variável faz com que o resultado seja 
analisado para a tomada de decisão.
Segundo Ching (2006, p. 98): 
[...] é uma abordagem que analisa o comportamento 
dos custos por atividade, estabelecendo relações 
entre as atividades e o consumo de permite a 
identificação dos fatores que levam a empresa a 
incorrer em custos em seus processos de oferta de 
produtos e serviços e de atendimento a mercados 
e clientes. recursos, independentemente de 
fronteiras departamentais. 
Apuração do Custo e do Resultado, através de vários 
fatores podem vir a ser custos para uma empresa. Podemos, 
assim, citar a qualificação de mão de obra, entre outras, além das 
variáveis, que podem ser externas, com o aumento da matéria-
prima, e internas, com o comportamento e a atitude. 
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Administração Financeira e Orçamentária32
Para adotar um sistema de custos em uma empresa, é 
preciso definir os objetivos, ou seja, definir o que se deve 
controlar. 
Vamos a um exemplo de Megliorini (2012, p. 1): 
 � ao atendimento de exigências legais quanto à apuração 
de resultados de suas atividades e avaliação de estoques; 
 � ao conhecimento dos custos para a tomada de decisões 
corretas e ao exercício de controles. 
Custos na Contabilidade, na demonstração de resultados 
da empresa encontramos discriminados as despesas e os custos. 
Os custos referem-se aos produtos e serviços dos quais se geram 
a receita e as despesas. Podemos, assim, considerar valores 
dispendidos para gerar a receita, como a despesa com entrega 
de um produto. Para entendermos melhor, vejamos o conceito 
segundo Megliorini (2012, p. 5): 
Na demonstração de resultados, as despesas correspondem 
às incorridas nas divisões de administração e de vendas durante 
o exercício. Já os custos dos produtos vendidos (CPV) são os 
que incorrem na divisão de fábrica e que na demonstração de 
resultados correspondem à quantidade vendida. Isso funciona 
dessa maneira porque, muitas vezes, apenas parte da produção 
de um período é vendida, e o restante é estocado para venda em 
outro período. 
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Administração Financeira e Orçamentária 33
A contabilidade de custos, então, mede e relata as informações 
necessárias ao gestor sobre qual o dispêndio de dinheiro gasto 
no produto. Assim, vejamos o conceito de Horngren, Datar e 
Foster (2004, p. 2): 
A contabilidade de custos fornece informações tanto para a 
contabilidade gerencial quanto para a financeira. Mede e relata 
informações financeiras e não financeiras relacionadas ao custo 
de aquisição ou à utilização de recursos em uma organização; 
inclui aquelas partes, tanto da contabilidade gerencial quanto da 
financeira, em que as informações de custos são coletadas.
SAIBA MAIS
Devido as mudanças, é muito importante termos um sistema 
de custos e informações de base gerencial bem atualizado e “de 
primeira linha”. Nele constará, de um modo analítico, o que 
está acontecendo na empresa naquele momento, seja na área de 
vendas, compras, almoxarifado etc. Assim, será possível detectar 
se houver alguma falha em algum setor, para que seja corrigido 
o mais rápido possível, não onerando muito financeiramente, e 
não afetando negativamente a competitividade em um mercado 
cada vez mais competitivo. 
A gestão estratégica de custos orienta o gestor na sua 
tomada de decisão, pois tem como finalidade proporcionar 
ao gestor as informações necessárias para agregar o valor, a 
qualidade e as oportunidades que os clientes almejam. Sobre o 
assunto, Ching (2006, p. 41).
Os gestores/administradores, então, podem ter em seu 
auxílio a gestão estratégica de custos, que, quando instalada 
em suas empresas, virá a ser uma excelente informação para a 
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Administração Financeira e Orçamentária34
tomada de decisão, minimizando, assim, os riscos de se tomar a 
decisão errada e gerar um impacto talvez negativo no resultado 
financeiro esperado. 
Identificando e solucionando problemas 
relacionados aos prazos médios
As operações de curto e médio prazos e contas pagas 
devem ser controladas de perto. Controlar é, essencialmente, 
acompanhar a execução de atividades da maneira mais rápida 
possível, e comparar o desempenho efetivo com o planejado. 
Isto é, o que tenha sido originalmente considerado desejável, 
satisfatório ou viável para as empresas e suas subunidades. 
Segundo Oliveira, et al. (2005, p. 131) a elaboração 
do plano de resultados das operações de curto prazo (como: 
clientes, aplicações, fornecedores e empréstimos, etc.) e contas 
pagas (despesas e custos fixos e variáveis) podem ser dividida 
em três grandes grupos, com características distintas, porém 
interdependentes, como segue:
Tabela 5 – Plano de Resultados através de Planejamento Econômico, Financeiro e de Capital. 
Fonte: Elaborado pela autora (2019)
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Administração Financeira e Orçamentária 35
Planejamento Econômico
No Planejamento Econômico de acordo com Oliveira et 
al. (2005) o sistema não se submete a uma sequência correta. 
A sequência varia de acordo com a atividade que a empresa 
desempenha. O autor ainda menciona que os princípios que 
compõem o planejamento econômico são: 
 �Movimento de vendas: consiste na elaboração das 
metas de vendas da empresa, divididas por produtos, região, 
tipos de clientes, etc. 
 �Movimento de produção: com base nas metas de 
vendas, política de estoques da empresa e estoques iniciais de 
produtos acabados, será elaborado o plano mestre de produção, 
no qual serão estimadas as quantidades de produção necessárias 
para que a empresa supra todo seu planejamento de vendas. 
 �Movimentode matéria-prima: com base no plano 
mestre de produção, será elaborado o movimento de matéria-
prima. Para cada tipo de produto a ser produzido, deve existir 
uma lista de materiais, onde devem estar discriminadas todas as 
matérias-primas e suas respectivas quantidades necessárias para 
a produção de cada unidade do produto.
 �Movimento de mão-de-obra direta: é elaborado com 
base no plano mestre de produção. Para cada tipo de produto a 
ser fabricado, deve existir uma tabela de tempos, analisando o 
tempo de mão-de-obra necessária para produção de cada unidade 
do produto. 
 �Movimento dos custos indiretos de fabricação: os custos 
indiretos de fabricação normalmente possuem natureza fixa. Em 
razão dessa natureza, para sua elaboração, são utilizados custos 
históricos corrigidos ou novas cotações efetuadas pelos diversos 
departamentos da fábrica. 
 �Movimento de despesas administrativas: as despesas 
administrativas normalmente possuem natureza fixa como; 
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Administração Financeira e Orçamentária36
pessoal, viagens, telefone, material de escritório, etc. Essas 
despesas estão relacionadas à gestão das atividades como: 
diretoria, contabilidade, pessoal, limpeza, etc. 
 �Movimento de despesas comerciais: as despesas 
comerciais possuem natureza fixas e variável. As despesas 
variáveis são; comissões, impostos, etc. 
 �Movimento de despesas financeiras: as despesas 
financeiras devem ser elaboradas do planejamento financeiro, 
onde será analisada a necessidade de caixa da empresa.
Planejamento Financeiro
Por outro lado, os autores, ressaltam que o planejamento 
financeiro consiste na elaboração de submovimentos das 
atividades que influenciam o fluxo de caixa. Possibilitando 
que à empresa obtenha as informações antecipadas, quanto à 
necessidade ou disponibilidade de recursos financeiros, o que 
facilita a tomada de decisões sobre os fatores que envolvem o 
gerenciamento do caixa. 
Com isso, a formação dos submovimentos ocorre, 
principalmente, pela conversão dos movimentos econômicos 
para o regime de caixa. Sendo os principais submovimentos: 
 �Movimento de contas a pagar: consiste na conversão de 
todas as despesas constantes do planejamento econômico para o 
regime de caixa; 
 �Movimento de contas a receber: consiste na conversão 
de todas as receitas constantes do planejamento econômico para 
o regime de caixa; 
 �Movimento de aplicações: consiste no planejamento das 
disponibilidades de caixa, ou seja, antecipação da informação 
sobre as sobras de caixa;
 �Movimento de empréstimos: consiste no planejamento 
das necessidades de caixa, ou seja, a antecipação da informação 
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Administração Financeira e Orçamentária 37
sobre as faltas de caixa;
 �Movimento de caixa: consiste na elaboração do 
planejamento do fluxo de caixa (entradas e saídas), mediante 
informações obtidas dos movimentos de contas a pagar, a 
receber, aplicações e empréstimos. 
Planejamento de Capital
Enquanto no Planejamento de Capital Gitman (2010) 
ressalta que as decisões do planejamento de capital são tratadas de 
forma separada das decisões do planejamento financeiro. Sendo 
assim, o planejamento de capital consiste na elaboração das 
estimativas de investimentos, principalmente em imobilizado, 
que serão utilizados para geração de receitas futuras, portanto, 
precisam ser depreciados ou amortizados (OLIVEIRA, 2005).
Desta forma, nesta fase de preparação dos dados para gerar 
o fluxo de caixa é levantada as vendas, prazos de pagamento 
das contas a receber e as contas a pagar e prazos de pagamento. 
Para isso, é necessário um acompanhamento das despesas fixas 
mensais, como contas de água e luz, entre outras. E ao final, 
levantar os recursos financeiros disponíveis no caixa da empresa, 
no estoque e no banco. Ou seja, especialmente nas operações de 
curto prazo e contas pagas.
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Realizar análise das necessidades de 
capital de giro
Um planejamento estratégico não elimina a Administração, 
nem lhe toma o lugar. Os executivos não deveriam se sentir 
hesitantes quanto aos movimentos e tomada de decisão. O 
movimento existe para proporcionar informação pormenorizada, 
que permita aos dirigentes operar com energia e visão no sentido 
do êxito dos objetivos empresariais.
Sendo assim, a implantação de um movimento leva tempo. 
Muitas vezes a Administração se impacienta e perde interesse, 
porque espera grandes coisas cedo demais. Desse modo, 
primeiramente o planejamento financeiro deve ser “vendido” às 
pessoas responsáveis e estas, por sua vez, devem ser guiadas, 
treinadas e conduzidas nos passos, métodos e propósitos 
fundamentais de um sistema de controle financeiro.
Passo-a-passo: Assim, o Ciclo Financeiro é o conjunto 
de fases que compreendem atividades típicas do movimento 
financeiro, desde a sua elaboração até as etapas posteriores a 
sua execução. É formado pelas fases de elaboração, aprovação, 
execução e controle (avaliação).
Tabela 6 – Fases do Ciclo Financeiro
Fonte: Elaborada pela autora (2019)
A fase de elaboração de um plano financeiro requer 
um conhecimento dos administradores junto de toda equipe 
da empresa, para que não haja dificuldade na hora de sua 
implantação. 
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Administração Financeira e Orçamentária 39
A necessidade da conciliação bancária
De acordo com Oliveira, et al. (2005) como qualquer 
sistema novo inserido na organização, a implantação do sistema 
financeiro pode ser marcado como uma tarefa um tanto quanto 
difícil, pelo simples fato de ser um sistema desconhecido dos 
gestores organizacionais, causando um certo receio nos que iram 
utilizá-lo. Desta forma, identificamos que um controle diário 
de caixa, análise das entradas e saídas dos valores contribuem 
muito para o bom andamento da empresa.
Contudo, para realizar a conciliação bancaria e controle dos 
saldos as empresas necessitam ter conta em banco e financeira, 
e analisar o extrato bancário diariamente. Isso porque, no 
extrato bancário consta: data, histórico, debito, credito e saldo. 
E diariamente existem transações ocorridas, que geram débitos 
ou créditos. 
Na sequência confira um exemplo de extrato bancário com 
movimentação mensal:
Tabela 7 – Exemplo de Extrato Bancário
DIA HISTORICO DCTO DEBITO CREDITO SALDO
Saldo 
Anterior
1500,00 
D
03/03/18
SAQUE CX 
ELETRON-
ICO
588978 500,00 1000,00 D
05/03/18 PAGAMEN-TO TITUTO 002354 300,00 700,00 D
10/03/18 CH COM-PENSADO 005656 200,00 500,00 D
15/03/18 TRANSF CC 877223 2000,00 2500,00 D
20/03/18 TARIFA MANUT CC 546830 100,00
2400,00 
D
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Administração Financeira e Orçamentária40
25/03/18 CH DEP DEVOLV 000578 400,00
2000,00 
D
30/03/18 DEP CH 215874 10000,00 3000,00 D
A partir do exemplo verificamos que através da data 
temos a informação do dia em que foi realizada a operação. 
No histórico, temos os tipos de operação que foram realizadas: 
depósitos, saques, transferências, emissãode cheques, entre 
outras operações. Em documento, o número utilizado é para 
o banco reconhecer ou identificar a operação realizada. No 
campo débito aparecerão os valores retirados da conta corrente. 
Enquanto que na conta crédito observamos os valores que 
entram na conta corrente, através dos depósitos, transferências 
e pagamentos. 
Por fim, o saldo é calculado da seguinte maneira: 
saldo inicial + crédito – débito = Saldo final
Nesse contexto, verificamos que o extrato serve para 
mostrar a conta em um certo período de tempo, ou melhor, no 
período solicitado. Essa solicitação pode variar entre os últimos 
lançamentos, últimos 5 dias, a movimentação do mês atual ou 
mesmo do mês anterior. Períodos que podem variar de acordo 
com a disponibilidade oferecida pelo banco.
Para tanto, a movimentação do extrato deve ser igual a 
movimentação contábil da empresa, este cruzamento chamamos 
de conciliação bancária, que hoje ocorre através de sistemas 
integrados, entre o extrato bancário e os sistemas contábeis.
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Administração Financeira e Orçamentária 41
Apuração do Custo e do Resultado
Vários fatores podem vir a ser custos para uma empresa. 
Podemos, assim, citar a qualificação de mão de obra, entre outras, 
além das variáveis, que podem ser externas, com o aumento da 
matéria-prima, e internas, com o comportamento e a atitude. 
Para adotar um sistema de custos em uma empresa, é 
preciso definir os objetivos, ou seja, definir o que se deve 
controlar. Vamos a um exemplo de Megliorini (2012, p. 1): 
 �Ao atendimento de exigências legais quanto à apuração 
de resultados de suas atividades e avaliação de estoques; 
 �Ao conhecimento dos custos para a tomada de decisões 
corretas e ao exercício de controles. 
Custo na contabilidade 
Na demonstração de resultados da empresa encontramos 
discriminados as despesas e os custos. Os custos referem-se aos 
produtos e serviços dos quais se geram a receita e as despesas. 
Para entendermos melhor, vejamos o conceito segundo 
Megliorini (2012, p. 5): 
Na demonstração de resultados, as despesas correspondem 
às incorridas nas divisões de administração e de vendas durante 
o exercício. Já os custos dos produtos vendidos (CPV) são os 
que incorrem na divisão de fábrica e que na demonstração de 
resultados correspondem à quantidade vendida. Isso funciona 
dessa maneira porque, muitas vezes, apenas parte da produção 
de um período é vendida, e o restante é estocado para venda em 
outro período. A contabilidade de custos, então, mede e relata 
as informações necessárias ao gestor sobre qual o dispêndio de 
dinheiro gasto no produto. 
Assim, vejamos o conceito de Horngren, Datar e Foster 
(2004, p. 2): 
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Administração Financeira e Orçamentária42
A contabilidade de custos fornece informações 
tanto para a contabilidade gerencial quanto para a 
financeira. Mede e relata informações financeiras e 
não financeiras relacionadas ao custo de aquisição ou 
à utilização de recursos em uma organização; inclui 
aquelas partes, tanto da contabilidade gerencial 
quanto da financeira, em que as informações de 
custos são coletadas e analisadas. 
Podemos, assim, considerar valores dispendidos para gerar 
a receita, como a despesa com entrega de um produto.
Figura 4 – Conceito de Custos 
Fonte: Freepik
A gestão estratégica dos sistemas de custos
O objetivo é de verificar quais os novos enfoques para a 
gestão estratégica dos sistemas de custos.
Sabemos que as mudanças atualmente ocorrem muito 
rapidamente. Todos os dias algo se modifica, algum fato novo 
acontece. Por isso, as empresas, diante desse novo cenário 
que está sempre mudando, necessitam estar alertas a essas 
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Administração Financeira e Orçamentária 43
mudanças. Os gestores precisam definir seu posicionamento 
nas suas decisões na hora certa, para que suas empresas cresçam 
nesse novo panorama econômico de mudanças constantes, pois 
qualquer decisão baseada em informações não bem estruturadas 
ou, de alguma forma, errôneas pode criar situações complicadas, 
tais como a diminuição de receitas, o aumento de despesas e 
prejuízos não esperados. 
Assim, tomar a decisão certa no momento certo é 
determinante para o futuro da empresa. 
Vejamos o que nos diz Megliorini (2012, p. 1): 
No contexto atual, de competição acirrada, 
verifica-se que o ciclo de vida dos produtos vem 
sendo progressivamente reduzido. Além disso, 
há um grau acentuado de personalização dos 
produtos, ao mesmo tempo em que as empresas 
apresentam linhas de produtos diversificadas. 
Em função desse cenário, as empresas precisam 
modificar continuamente sua estrutura operacional 
e, em consequência disso, sua estrutura de custos. 
E agora, caro estudante, como fazer para resolver essa 
equação? Como sabemos, existe uma “competição acirrada”, ou 
seja, o mercado não para, as empresas querem vender para pagar 
seus fornecedores, custos e despesas; os produtos vêm sendo 
modificados dia a dia; o ciclo de vida dos produtos é reduzido; 
a toda hora algo novo está sendo introduzido no mercado, em 
substituição a algo que há pouco foi lançado; o cliente exige 
cada vez mais produtos personalizados; e as empresas fabricam 
produtos com linhas diversificadas. 
Diante desse cenário, ainda com base no que Megliorini 
destaca, 
“as empresas precisam modificar continuamente 
sua estrutura operacional e, em consequência 
disso, sua estrutura de custos”. 
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Administração Financeira e Orçamentária44
Mas como fazer isso? A maneira de conseguir as 
informações para a tomada de decisões é fazer a Gestão 
Estratégica de Custos. Nesse sentido, segundo Megliorini (2012, 
p. 1): 
A preocupação das empresas, hoje, não está 
focada apenas nos custos de produção. Também 
são relevantes os custos de pesquisa e de 
desenvolvimento, os custos da engenharia com 
projetos e desenhos e os custos relacionados ao 
marketing, à logística e ao atendimento ao cliente. 
Figura 5 - Custo Benefício 
Fonte: Freepik
Como podemos perceber, mais uma vez Ching nos chama 
a atenção sobre a rentabilidade dos produtos, de que é necessário 
conhecer a rentabilidade dos produtos, ou seja, saber quanto 
custa ter, fabricar e vender o produto. 
O que o consumidor espera, então? Podemos perceber, 
portanto, que não só os custos de produção são importantes hoje 
em dia, visto que para as empresas sobreviverem e crescerem, 
necessitam enxergar outros custos que seu produto ou serviço 
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Administração Financeira e Orçamentária 45
possui, sejam eles diretos ou indiretos. Muitas pessoas passaram 
a ter noção de que o controle de custo é essencial para a gestão da 
empresa, de que é vital conhecer a rentabilidade dos produtos”. 
Segundo Ching (2006, p. 42): 
Os consumidores atuais esperam serviços de alta 
qualidade, entrega rápida, flexibilidade em trocar 
a composição de seu pedido e confiabilidade. 
Tudo isso a preços baixos. Para oferecer preços 
baixos econtinuar sobrevivendo, a empresa deve 
ter uma estrutura de custos enxuta. É isso que o 
consumidor deseja: pagar o suficiente, ter qualidade 
no produto que comprar e entrega rápida. Mas 
como uma empresa pode atender todos os anseios 
do consumidor e continuar sendo rentável? É uma 
boa pergunta, e a resposta é ter uma eficiente gestão, 
para conseguir custos enxutos. 
Todas as organizações, quer se trate de indústrias, 
prestadoras de serviços, empresas do governo, quer de 
instituições não lucrativas, possuem recursos limitados. O 
uso eficiente e eficaz desses recursos irá determinar quais 
organizações sobreviverão nos próximos anos. Para isso, elas 
precisam ampliar constantemente a funcionalidade de seus 
serviços, aprimorar a produtividade, entender as necessidades e 
os desejos de seus clientes e reduzir seus custos (CHING, 2006, 
p. 42). 
Assim, chegamos no “X“ da questão. Se os recursos das 
empresas e instituições são limitados, como podemos fazer? 
Conforme Ching (2006), a saída é usar de forma eficiente e eficaz 
os poucos recursos disponíveis, e as empresas que aprenderem 
esse sistema é que irão sobreviver e crescer. 
Cadeia de Valor Sobre o conceito de Cadeia de Valor, o autor 
Ching (2006, p. 16) enaltece que “uma organização diferencia-se 
de outra pela maneira como organiza e gerencia a sequência de 
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Administração Financeira e Orçamentária46
atividades e processos que cria, e também como faz e entrega um 
produto ou serviço a seus clientes”. Essa sequência de atividades 
e processos, que é o diferencial entre as empresas que adotam 
uma cadeia de valor e as que não adotam, é a capacidade de 
agregar valor ao seu negócio/atividade, significando a vantagem 
competitiva entre seu concorrente. 
Existem várias definições para cadeia de valor, mas todas 
voltam-se à ideia de agregar valor ao cliente final e não agregar 
aumento de custo. Sobre a importância do estudo da cadeia de 
valor, podemos citar: 
 � decompor os diferentes processos da empresa em 
atividades distintas, desde a aquisição da matéria-prima até o 
pós-venda, e analisar suas inter-relações. 
 � identificar as fontes de desperdício. 
 � calcular os geradores de custo em cada elo (CHING, 
2006, p. 18). 
Sobre identificar as fontes de desperdício, uma empresa 
poderá ter várias delas. Podemos ter como exemplo o 
armazenamento de seus produtos, se estiverem estocados em 
um local maior que o necessário: é um grande desperdício de 
valores pagos à locação, que pode ser verificado no fechamento 
do balanço. Se nesse caso o estoque for realocado para um local 
menor, com logística melhor e mais perto da central de vendas, 
o gasto poderá ser bem menor. 
Segundo, Hong Yuh Ching, na obra “Contabilidade 
Gerencial” (2006, p. 26): É preciso parar de olhar as atividades 
e etapas isoladamente; é hora de enxergar o todo, entender como 
cada atividade e cada etapa interagem umas com as outras. A 
cadeia de valor é essencial para aumentar o valor que a empresa 
entrega e que o cliente percebe. Os benefícios que ela traz 
para as empresas são: eliminação dos custos desnecessários 
ou excessivos; oportunidades de melhoria por elo; vantagens 
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Administração Financeira e Orçamentária 47
divididas com fornecedores e distribuidores; melhoria nas 
propostas de valor aos clientes. 
A cadeia de valor, além de agregar valor para o cliente, em 
relação as suas expectativas, faz com que o gestor repense como 
funcionam todas as etapas de sua empresa e de que maneira elas 
podem funcionar em harmonia (e não mais isoladamente). Com 
isso, é possível reduzir principalmente os custos, verificando 
oportunidades, conseguindo estabelecer um diálogo melhor 
com seus fornecedores e distribuidores, em uma relação “ganha/
ganha”. 
O esquema da figura 3 apresenta o círculo virtuoso da 
cadeia de valor. Vejamos: 
Figura 6 – Cadeia de Valor
Fonte: Ching (2006, p. 26). 
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Administração Financeira e Orçamentária48
Assim, “a empresa deve criar sua visão da cadeia de valor. 
Ser um agente na criação de valor ao cliente é colocar em prática 
ações para reposicionar a empresa e influenciar a cadeia na 
direção dessa visão” (CHING, 2006, p. 27). 
Por isso, o administrador precisa conhecer os fatores 
internos, como: volume de compra, giro de contas a pagar 
e receber, ciclo de produção, giro do estoque, distribuição do 
lucro, entre outros. E também os impactos externos: retração do 
mercado e redução de vendas, novos concorrentes no mercado, 
aumento dos impostos e de taxas de juros. 
Caro estudante, você chegou ao fim desta aula, parabéns! 
Nela, você aprendeu sobre como analisar as contas a pagar e o 
movimento da empresa.
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo 
o que vimos. Você deve ter aprendido que a administração 
financeira e essencial para um bom controle dos fluxos de caixa 
financeiro e orçamento da empresa.
Para complementar seu aprendizado, não deixe de realizar 
as atividades que acompanham esta aula. Até a próxima!
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UNIDADE
02
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Você sabe qual é a principal responsabilidade da 
administração Financeira? Nessa disciplina você aprenderá 
a diferença entre a contabilidade e a gestão financeira, e 
a importância dos demonstrativos financeiros no âmbito 
corporativo. Além disso, será capaz de analisar e interpretar 
as demonstrações financeiras, o processo de planejamento 
financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, 
bem como, analisar a situação financeira de uma empresa 
através da análise de seus demonstrativos. Com isso, também, 
realizará operações financeiras com base no conhecimento sobre 
orçamento.
Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado 
para refletir e tomar decisões nas organizações a partir de uma 
visão sistêmica e que traga resultados equilibrados e positivos 
para a organização. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva 
você vai mergulhar neste universo!
INTRODUÇÃO
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Administração Financeira e Orçamentária52
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso objetivo 
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
OBJETIVOS
1 Compreender como funciona a estrutura orçamentária;
2 Aplicaras técnicas de implantação de orçamento de investimentos;
3 Identificar e solucionar problemas relacionados a alavancagem;
4Executar a análise da necessidade de orçamento de financiamentos.
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Administração Financeira e Orçamentária 53
Compreendendo como funciona a 
estrutura orçamentária
Ao término deste capítulo você irá aprender sobre as estrutura 
orçamentária. Verá que as finanças são extremamente 
importantes para a gestão eficiente das empresas, visando o ciclo 
orçamentário, através dos processos e planos orçamentários. 
Além de alavancagem e giros dos recursos da empresa. E 
ainda análise das necessidades de financiamento e consórcio 
utilizando a margem de contribuição e ponto de equilíbrio como 
ferramenta. Então vamos lá. Avante!
OBJETIVO
O papel do ciclo orçamentário nas 
empresas
Contabilidade tem como principal objeto o patrimônio da 
entidade, porém, acompanhando as necessidades dos usuários, 
passou a visar não mais exclusivamente bens, direitos e 
obrigações, principalmente as suas mutações. 
Desse modo, a Contabilidade começou a dar um enfoque maior 
para a Contabilidade Gerencial, na qual se destaca o Orçamento 
Empresarial, através do fluxo de caixa e fechamento diário de 
caixa da empresa.
DEFINIÇÃO
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Administração Financeira e Orçamentária54
Figura 1 – Análise do orçamento
Fonte: freepik
Toda e qualquer empresa deve possuir metas e objetivos. 
Nas empresas privadas já não se encontram somente objetivos 
focados no lucro, mas também na melhoria do ambiente externo, 
no sentido econômico e social. E o Orçamento é a técnica que 
pode ser utilizada para mensurar econômica e financeiramente 
os resultados que deverão ser alcançados futuramente em todas 
essas dimensões, gerando o ciclo orçamentário apresentado na 
unidade 1 que iremos complementar os conceitos.
Processo Orçamentário
Considera-se que elemento humano desempenha um papel 
relevante em todo o processo orçamentário. 
Se não houver motivação e disposição das pessoas 
envolvidas, desenvolvendo uma participação voluntária e 
consciente, será muito difícil alcançar o resultado desejado.
Segue algumas vantagens do orçamento:
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Administração Financeira e Orçamentária 55
1. O orçamento obriga a Administração a fazer o estudo 
prévio de seus problemas. Busca o hábito do estudo cuidadoso 
antes de serem tomadas decisões.
2. O orçamento recruta o auxílio de toda a organização 
administrativa. As decisões finais representam o juízo combinado 
da organização toda e não meramente o de um indivíduo ou 
grupo de indivíduos.
3. O orçamento proporciona um instrumento através do 
qual, periodicamente, se examinam, reformulam e estabelecem 
políticas como linhas orientadoras para toda a empresa.
4. O orçamento auxilia a encaminhar o capital e os 
esforços para os canais mais lucrativos.
5. O orçamento coordena e correlaciona todos os esforços. 
Nenhuma atividade de controle administrativo revela tão 
prontamente franquezas na organização quanto o procedimento 
metódico necessário ao orçamento sistemático.
6. O orçamento executado em quase todas as empresas 
oferece esperança para a economia total do país, porque 
proporciona estabilidade de emprego, uso econômico do 
equipamento físico e eficaz prevenção contra o desperdício.
Figura 2 – Processo orçamentário
Fonte: freepik
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Administração Financeira e Orçamentária56
Abaixo algumas limitações do orçamento:
 � Planejar, orçar ou prever não é uma ciência exata: em 
qualquer plano orçamentário está presente certa soma de juízo. 
Dever-se-ia fazer uma revisão ou modificação das estimativas 
quando suas variações justifiquem mudança dos planos.
 �Um programa orçamentário necessita da cooperação e 
participação de todos os membros da Administração. Essencial ao 
êxito do orçamento e a adesão absoluta da cúpula administrativa 
não foi fiel à sua execução.
 �Um plano orçamentário não elimina a Administração, 
nem lhe toma o lugar. Os executivos não deveriam se sentir 
hesitantes quanto aos orçamentos e seus algarismos relacio-
nados. O orçamento existe para proporcionar informação 
pormenorizada, que permita aos dirigentes operar com energia 
e visão no sentido do êxito dos objetivos empresariais.
A implantação de um orçamento desgasta a área pelo tempo de 
análise e treinamento do padrão da empresa e principalmente 
no levantamento de dados necessários comparando os anos 
anteriores, principalmente o anterior para verificar o valor mais 
próximo possível para não faltar nem sobrar dinheiro na área 
que definiu os valores orçados. Por esta razão as empresas 
necessitam de processo orçamentário e plano orçamentário para 
definir a melhor estratégia e treinamento eficiente para não ter 
tantas distorções nos números previstos e realizados.
OBSERVAÇÃO
+
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Administração Financeira e Orçamentária 57
Plano Orçamentário
Você sabia que a elaboração de um plano orçamentário requer 
um conhecimento dos administradores junto de toda equipe 
da empresa para que não haja dificuldade na hora de sua 
implantação? Por isso será abordado a seguir ideias de estudiosos 
na preparação e nas etapas para a implantação do sistema 
orçamentária nas organizações.
SAIBA MAIS
Para Welsch (1983, p.21) “orçamento pode ser definido, 
em termos amplos, como o enfoque sistemático e formal à 
execução das responsabilidades de planejamento, coordenação 
e controle da administração”. 
Já para Mendes (2010, p. 81) “o papel do orçamento 
na gestão de uma empresa é compreendido de forma melhor 
quando relacionado às funções administrativas, as funções 
básicas da administração são resumidas em: planejar, organizar 
e controlar”. Logo assim Padoveze (2010, p.62) ressalta que 
“o sistema de orçamentos é um instrumento de planejamento 
e controle de resultados econômicos e financeiros, é também 
um modelo que avalia e demonstra as projeções financeiras da 
empresa”. 
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Administração Financeira e Orçamentária58
Figura 3 – Plano orçamentário
Fonte: freepik
Acredita-se que fazer planos orçamentários para o futuro 
de uma empresa é contribuir para que suas atividades sejam 
realizadas com mais eficácia e seus objetivos sejam alcançados 
com sucesso. Ressalta-se ainda que não existe planejamento 
apropriado sem o controle orçamentário (Lunks, 2003). 
Quer se aprofundar neste tema? Recomendamos o acesso à 
seguinte fonte de consulta e aprofundamento: Artigo: “Entenda 
como realizar o orçamento de custos empresarial”. https://bit.
ly/2YdGkwo.
ACESSE
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Administração Financeira e Orçamentária 59
Aplicando as técnicas de implantação do 
orçamento de investimentos
O orçamento de investimentos deve atender a três inicia-
tivas simultâneas, conforme define Lunkes (2003, P. 67):
a. Alinhamento do orçamento de investimentos às demais 
peças orçamentárias, principalmente o orçamento de caixa.
b. Utilização de um sistema dinâmico de avaliação do risco.
c. Integração dos projetos à cultura empresarial.
Veremos a seguir cada um deles:
a. Alinhamento com orçamento de caixa
Welsch (1983, p. 255) define que as principais finalidades 
do orçamento de caixa são:
 � indicar a posição financeira provável em resultado das 
operações planejadas;
 � indicar o excesso ou a insuficiência de disponi-bilidades;
 � indicar a necessidade de empréstimos ou a disponi-
bilidade de fundos para investimento temporário;
 � permitir a coordenação dos recursos financeiros em 
relação a: (1) capital de giro total; (2) vendas; (3) investimentos; 
e (4) capital de terceiros;
 � estabelecer bases sólidas para a política de crédito; e,
 � estabelecer bases sólidas para o controle corrente da 
posição financeira.
b. Sistema de avaliação de risco
Quanto à avaliação do risco, para verificar se o 
investimento é vantajoso ou não, Lunkes (2003, p. 68) cita os 
seguinte métodos:
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Administração Financeira e Orçamentária60
 �Método do payback;
 �Método da taxa média de retorno;
 �Método do valor presente;
 �Método da taxa interna de retorno.
Figura 4 – Reunião para definir um controle com maior custo-benefício
Fonte: freepik
Para poder gerir com tranquilidade a parte de orçamento de 
investimentos da empresa, é preciso conhecimento técnico mínimo 
em Contabilidade de custos. Por isso, nunca é demais estudar! 
Acesse o texto “O que é prazo de retorno de investimento?” e 
confira quais são os passos básicos para o cálculo do prazo de 
retorno do investimento. https://bit.ly/2Rl6eg8.
ACESSE
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Administração Financeira e Orçamentária 61
a. Integração à cultura empresarial
O objeto da Contabilidade, que é o patrimônio de uma entidade, 
e seu objetivo, que é assegurar o controle desse patrimônio 
e fornecer, também, informações sobre suas variações. O 
patrimônio, quanto ao seu aspecto qualitativo, pode ser definido 
segundo a natureza de seus elementos, tais como: dinheiro, bens, 
máquinas, mercadorias etc. Quanto ao seu aspecto quantitativo, 
é definido em valores, ou seja, quanto se tem em dinheiro, 
quanto vale um bem, uma máquina etc. Então, as demonstrações 
contábeis nos informam o que está acontecendo nas entidades, 
especialmente nas empresas.
EXPLICANDO MELHOR+++
De acordo com Marion e Ribeiro (2011, p. 2), “contabilidade 
é a ciência que estuda e pratica as funções de orientação, de 
controle e de registro relativas à administração econômica”. 
Essas informações contábeis possuem algumas finalidades, das 
quais podemos destacar duas: 
1. Controle: o controle tem a finalidade de informar o 
gestor e a administração da empresa sobre como está a situação 
de liquidez da empresa.
2. Planejamento: o gestor pode se utilizar das informações 
contábeis para tomar suas decisões. 
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Administração Financeira e Orçamentária62
Ching (2006, p. 4), acrescenta que:
O objetivo básico da informação contábil é ajudar as pessoas, 
dentro e fora das organizações, a tomar decisões. É o caso 
de executivos em nível sênior, gerentes de nível médio ou 
colaboradores de “linha de frente” em qualquer tipo de 
organização (manufatura, serviço, comércio) e/ou em qualquer 
função organizacional (comercial, financeiro, recursos humanos 
ou produção).
Dependendo do tipo de informação contábil de que 
necessitamos, seja ela para fins financeiros ou para fins de 
gerenciamento, podemos optar pela Contabilidade Financeira 
ou pela Contabilidade Gerencial. Há uma demonstração sobre 
as diferenças entre a Contabilidade Financeira e a Contabilidade 
Gerencial.
Figura 5 – Reunião de um escritório moderno com cultura despojada
Fonte: freepik
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Administração Financeira e Orçamentária 63
Cada empresa tem sua cultura e define como planejar 
estrategicamente com relação ao tipo de orçamento e forma de 
atuar frente as necessidades da empresa e seus controles internos.
Tipos de estratégia de investimentos
De acordo com Padoveze (2010), a informação, segundo 
Padoveze (2010) deve ser tratada como qualquer outro 
produto disponível para o consumo, sendo primordial da 
empresa para informar os usuários internos ou externos. Por 
isso, a contabilidade tem o papel fundamental de mapear as 
necessidades de informações dos usuários internos e externos 
da organização e criar procedimentos e ferramentas que lhes 
permitam acessá-las com agilidade quando necessário. Desse 
modo, as tecnologias aplicadas aos negócios, têm trabalhado 
muito para criar condições de manter a informação disponível 
no tempo certo para a tomada de decisão. 
Para poder gerir com tranquilidade a parte cultura e investimentos 
da empresa, é preciso conhecimento técnico mínimo em 
Contabilidade de custos. Por isso, nunca é demais estudar! Acesse 
o texto “Qual é o prazo ideal para o retorno de investimento?” 
e confira quais são os passos básicos para o cálculo do prazo de 
retorno do investimento. https://bit.ly/2Ygnch5.
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eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 63eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 63 09/04/2020 15:27:0109/04/2020 15:27:01
Administração Financeira e Orçamentária64
Marion e Ribeiro (2011, p. 33) “observam que a relação 
custo-benefício não pode ser desprezada quando se planeja a 
geração de informações para o processo decisório”. Visto que 
a geração de informação envolve o financeiro, os esforços 
de produção e de divulgação das organizações, apesar das 
restrições presente, como falha na comunicação, nos processos 
e no sistema.
Sendo assim, os benefícios da informação às organi-
zações e aos usuários estão relacionados as seguintes orientações 
estratégicas: 
 �Analisar as alianças com concorrentes e demais 
empresas e instituições, para a aquisição;
 �Conhecer as sociedades com fim específico e sobre 
organização virtual, a exemplo das startups;
 �Verificar a viabilidade econômico fina, quando na 
intenção de cisão;
 �Desenvolver e aplicar um plano de negócios e 
investimentos, além de retorno esperado, em uma fusão, por 
exemplo;
 �Analisar a origem de recursos, para a incorporação.
Com relação a viabilidade e recursos a empresa deve 
verificar a redução de tempo de recebimentos dos recursos e, 
consequentemente, melhoria das condições financeiras da 
organização. Abaixo cada um deles: 
Aquisição
Ao exercer atividades econômicas as empresas objetivam 
o lucro, que proporciona, em condições normais, remuneração 
do capital aplicado por seus proprietários. 
O lucro, por sua vez, pertence aos proprietários da empresa, 
mas, quando não distribuídos entre eles é destinado ao aumento 
do Patrimônio Líquido. 
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Administração Financeira e Orçamentária 65
Para as empresas que possuem dois ou mais proprietários a 
forma jurídica da sociedade será mercantil ou comercial. Sendo 
a base das atividades o comercio.
Com isso, verificamos que as formas jurídicas de admi-
nistração apresentadas mantêm independência nas relações 
empresariais de duas ou mais empresas. Isto significa que os 
sócios fazem parte do mesmo grupo econômico.
Por outro lado, as empresas que mantem relações de 
dependência administrativa são as coligadas ou controladas. 
São coligadas quando uma influência a outra empresa. Não há 
percentual mínimo na lei, mas se recomenda que a participação 
acima de 20% é significativo para ser considerada coligada, 
desde que uma empresa adquira poder de participar nas decisões 
das políticas operacional ou financeira da empresa investida, 
mas sem controlar suas atividades. Já a controlada é comandada 
por outra, direta ou indiretamente, por outras controladas, tendo 
assegurado direitos de sócio, de forma permanente ou preponente 
nas deliberações, no poder de eleger os administradores e nos 
direitos sociais. Ou seja, não há uma obrigatoriedade expressa 
na lei de que uma empresa deve ter mais de 50% das ações com 
direito a voto para ser controladora da outra empresa, somente 
que obtenha o poder de eleger os diretores ou maioria da empresa 
e ser responsável pelas decisões da empresa.
Nesse contexto, compreendemos como aquisição o 
investimento de uma empresa na outra com a participação de 
uma delas, adquirindo parte de suas atividades ou participação 
na outra.
Assim, segundo Giltman (2010) a partir da necessidade 
de crescimento do negócio e necessidades mercadológicas, 
as empresas encontram nas aquisições de empresas esse 
objetivo. Contudo, existem outros motivos para as empresas 
partirem para a aquisição ou realizar a fusão, como aumentar 
a liquidez, promover a diversificação ou resolver questões 
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Administração Financeira e Orçamentária66
fiscais. Visto que nestes casos as aquisições podem ocorrer 
apenas na obtenção de alguns ativos. Em alguns casos as 
empresas têm necessidade de adquirir apenas algumas máquinas 
de uma empresa que se extinguiu do mercado, por exemplo, e a 
outra aproveitou para adquirir devido ao preço mais justo.
Uma aquisição acontece quando duas ou mais empresas 
pela união de uma empresa resulta continuar mantendo a 
identidade delas. Normalmente os ativos e os passivos da menor 
empresa são incorporados aos da maior. Nos casos de bancos, 
por exemplo, um banco menor ser comprado por um maior.
Fonte: Elaborada pela autora (2019)
A aquisição de ativos acontece quando as empresas estão 
em funcionamento, pois podem ser analisadas de acordo com 
as formas de orçamento de capital, pela estimativa do fluxo de 
caixa.
Ainda falando em aquisição, o holding que é uma sociedade 
que obtém o controle acionário de uma ou mais empresas, sendo 
este das empresas grandes e de capital pulverizado, geralmente, 
exige a posse de 10 a 20% das ações já existentes. Conhecidas 
como subsidiária, essas empresas, visadas, são controladas pelo 
holding.
No entanto, caso todas as ações de uma empresa fizerem 
parte da outra, ela não é apenas controlada: ela passa a ser 
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Administração Financeira e Orçamentária 67
subsidiária total da outra empresa.
As aquisições podem ocorrer de forma amigável ou hostil:
 �Amigável: a empresa adquirente identifica a empresa 
visada iniciando as negociações. Ao ser aceita a proposta pelos 
administradores da empresa visada, eles endossam a proposta, 
recomendando a aprovação aos acionistas. Feito isto, a transação 
acontecerá por meio da compra de ações pela adquirente, ou por 
troca de ações, obrigações ou, ainda, a combinação das duas, por 
ações da empresa visada.
 �Hostil: Caso os administradores da empresa visada 
não apoiem a proposta de aquisição, ela pode lutar contra as 
intenções da adquirente.
Nesta situação, a adquirente tenta controlar a empresa 
visada comprando um número suficiente das ações no mercado. 
Isso acontece, geralmente, através de uma oferta pública de 
compra. Uma oferta formal de compra de um dado número de 
ações, a um preço especificado.
A Sadia e a Perdigão fizeram uma holding para operacionalizar 
o queijo “filadélfia”, ou seja, a Perdigão entrou com todo o 
processo operacional e a Sadia com a administração dos custos 
do processo. Mesmo concorrentes na época, uma participou com 
o processo da outra de alguma forma e ganhou participação, 
como parceiros de processo.
EXEMPLO
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Administração Financeira e Orçamentária68
Figura 6 – Aquisição amigável
Fonte: freepik
Por sua vez, as aquisições hostis são mais difíceis de 
concretizar, pois a administração da empresa visada luta para 
impedir a transação. Mas, quando acontecem são bem-sucedidas.
Para a aquisição amigável uma empresa, ainda, pode combinar 
com outra, que tenha elevado ativo líquido e baixos níveis de 
passivo, a formalização da aquisição. Aquisições desse tipo, de 
empresa ‘rica em caixa’ aumenta a capacidade de tomada de 
crédito da adquirente, reduzindo o impulso financeira, para a 
captação de fundos externos a um custo menor. Com isso, as 
empresas se unem para aprimorar a capacidade de captação de 
fundos, visto que uma empresa pode ser impossibilitada de obter 
fundos para sua própria expansão, mas consegue realizar esse 
processo a partir da combinação com outras empresas.
REFLITA
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Administração Financeira e Orçamentária 69
Uma vez decorridos 12 meses após a aquisição dos ativos 
deve ser utilizado o método do justo valor, sem prejuízo dos 
fundos para investidores qualificados poderem continuar 
a utilizar o método do valor conservador, enquanto não se 
verifiquem transações materialmente relevantes, efetuadas por 
entidades independentes (MENDES, 2016).
Quando uma empresa adquire a outra, esta pode acabar 
no mercado, ocorrendo a dissolução da Pessoa Jurídica. A 
dissolução pode acontecer por vontade ou obrigação, dependendo 
da situação que a empresa se encontra, pois em alguns casos é 
necessário a extinção seguida da liquidação da empresa. Decisões 
que tomadas por deliberação do titular, sócios, ou acionistas, ou 
por imposição ou por determinação legal do poder público.
Para tanto a liquidação voluntária ou forçada será realizada 
por um conjunto de atos destinados a realizar o ativo, pagar o 
passivo e destinar o saldo que houver (líquido), ao titular. Ou 
no caso da partilha do saldo aos componentes da sociedade, que 
dependerá do contrato social.
Fusão 
A fusão representa a junção de duas ou mais empresas 
para constituir uma nova, que, em geral, absorvendo os ativos e 
os passivos das empresas já existentes. 
Segundo Gitman, 2010, p. 645):
Após a fusão da empresa visada são elaboradas 
demonstrações de resultados projetadas, que 
representem as receitas e os custos. Resultados 
a serem ajustadas com fluxos de caixa esperado 
aolongo do prazo nesta situação. Assim, antes 
de aplicar as técnicas de orçamento de capital, 
quando uma empresa quiser adquirir outra com 
diferente comportamento de risco, deverá ser 
ajustado o custo do capital ao risco.
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Administração Financeira e Orçamentária70
Assim, na fusão, a empresa que tenta adquirir o controle 
de outra é chamada empresa adquirente. A adquirente identifica, 
avalia e negocia com os administradores e/ou acionistas da 
empresa visada. No entanto, acontecem casos, em que os 
administradores da empresa visada iniciam as negociações. 
Existem quatro tipos de fusões (GITMAN, 2010, p. 650):
 � Fusão horizontal: quando duas empresas pertencentes 
ao mesmo ramo de atividades se fundem. 
 � Fusão vertical: uma empresa adquire um fornecedor ou 
cliente.
 � Fusão de congêneres: realizada por meio da aquisição 
de uma empresa situada no mesmo setor.
 � Formação de conglomerado: envolve a combinação de 
empresas que atuam em setores diferentes.
O autor apresenta as formas de fusões podem ser por 
motivos estratégicos ou financeiros:
Fusões estratégicas Fusões financeiras
Acontecem por economias de escala:
 � Eliminar atividades redundantes;
 � Aumentar a participação no 
mercado;
 � Melhorar o acesso a matérias-
primas e da distribuição de produtos 
acabados.
Baseiam-se na reestruturação de 
empresas:
 � Melhorar o fluxo de caixa; ou,
 � Comprar linhas de produtos 
específicos (não necessariamente 
comprar a empresa).
Fonte: Elaborada pela autora (2019)
Com a extinção, depois de liquidar o patrimônio e divisão dos 
lucro final, ocorrido num período, por onde se liquidou o processo.
OBSERVAÇÃO
+
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Administração Financeira e Orçamentária 71
Nas fusões estratégicas as operações das empresas, 
adquirentes e visadas, combina-se para realizar economias e 
fazer com que o desempenho da empresa resultante supere o das 
empresas de origem. São exemplos de de fusões estratégicas: a 
Norwest com a Wells Fargo (bancos) e a Daimler-Benz com a 
Chrysler (fabricantes de automóveis).
Uma variação interessante sobre a fusão financeira é a 
compra de linhas de produto específicas e não de toda a empresa, 
como no caso da Sadia que era classe ABC e a Persigão que 
ficou com as demais classes.
Fonte: Elaborada pelo autor.
Nesse contexto, verificamos que as fusões, sejam elas estratégicas 
ou financeiras, envolvem a aquisição da empresa visada por uma 
adquirente. Podendo a adquirente ser outra empresa, um grupo 
de investidores ou os próprios administradores da empresa. Visto 
que o objetivo da adquirente é reduzir de forma significativa os 
custos, a partir da venda de determinados ativos incompatíveis 
ou improdutivos, na tentativa de promover melhorias no fluxo 
de caixa.
SAIBA MAIS
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Administração Financeira e Orçamentária72
Assim, a fundamentação das fusões financeiras ultra-
passam a capacidade da empresa em realizar economias de 
escala, mas tem a expectativa de que o valor da empresa visada 
seja recuperado através da reestruturação da empresa. Sendo o 
incremento do fluxo de caixa usado para custear o serviço da 
dívida, geralmente, incorrida para financiar as transações.
Por esta razão a fusão estratégica, que não depende do 
capital de terceiros, predomina, com isso as empresas se fundem 
para atingir determinados objetivos. Processo que aumentou a 
quantidade de fusões financeiras no inicio dos anos 90 com a 
crise do mercado de junk bonds, detentor de títulos de renda 
fixas altamente voláteis, em função dos pedidos de falência de 
diversas empresas (REIS, 2019). Desse modo, verificamos que 
as crises, geram prejuízos nas empresas e a consequente falência, 
sendo o melhor momento para a adquirente comprar a empresa 
estando no prejuízo.
Sendo assim, as fusões financeiras são fundamentadas não 
somente na capacidade da empresa de realizar economias de 
escala, mas também na crença da adquirente que o valor oculto 
da adquirida poderá ser liberado através de reestruturação. Sendo 
o incremento do fluxo de caixa usado para custear o serviço da 
dívida geralmente incorrida para financiar as transações. Por 
esta razão a fusão estratégica que não depende do capital de 
terceiros, predomina ainda, com isso as empresas se fundem para 
atingir determinados objetivos. Tem aumentado a quantidade de 
fusões financeiras atualmente. A crise do mercado de junk bonds 
no início dos anos 1990, os pedidos de falência de diversas 
importantes fusões financeiras ocorridas na década anterior e 
a alta do mercado de ações no final dos anos 1990, reduzindo 
muito deste tipo de fusão o maior objetivo da fusão é maximizar 
a riqueza dos proprietários, refletida no preço da ação da empresa 
adquirente. Os demais motivos, mais específicos incluem:
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Administração Financeira e Orçamentária 73
 � crescimento ou diversificação: aumentar o leque de 
produtos;
 � sinergias: captação de fundos, adquirir mais empresas 
para ter mais renda e fundos para poder realizar mais empréstimos;
 � obtenção de capacidade gerencial ou tecnologia: 
aquisição de máquinas de terceiros ou holding;
 � considerações fiscais: incentivos fiscais em algum ramo 
de atividade;
 � aumento da liquidez para os proprietários: mais 
aquisição, mais lucro;
 � defesa contra aquisições hostis.
Portanto, adiantar o crescimento ou a diversificação 
interna, a empresa pode realizar o processo de fusão, objetivando 
crescimento rápido em termos de participação, diversificação 
dos produtos ou aporte no mercado. 
Desta forma, quando uma empresa expande suas atividades 
ou aumenta sua linha de produtos por meio da fusão, ela elimina 
uma concorrente em potencial. Sendo uma estratégia de menor 
custo, que a alternativa de desenvolvimento da capacidade de 
produção necessária. Assim, é possível evitar muitos dos riscos 
associados ao projeto, à fabricação e à venda de novos produtos. 
Entretanto, as compras e as vendas, são as funções 
administrativas mais afetadas por esse tipo de combinação, visto 
que a sinergia das economias de escala impacta nos resultantes 
de menor custo fixo das empresas combinadas. Economias que 
elevam os lucros para um nível superior à soma dos lucros das 
empresas envolvidas. A sinergia fica mais evidente quando a 
fusão ocorre em empresas do mesmo segmento, pois muitas 
funções e cargos redundantes podem ser eliminados. 
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Administração Financeira e Orçamentária74
Então, identificamos que a fusão tende a contribuir para 
maximizar a riqueza dos proprietários. Um exemplo é a Brasil 
Foods (BRF) que surgiu a partir da fusão entre a Sadia e a 
Perdigão.
Fonte: Elaborada pela autora (2019)
Visto que existem aqueles casos em que as empresas têm 
bom potencial, mas não conseguem se desenvolver plenamente, 
por deficiências na área de gestão ou tecnológica, e encontram na 
fusão o que precisam para essa maximização e o desenvolvimento 
pleno. 
A BRF – Brasil Foods, que a Perdigão comproua Sadia, criando 
uma nova empresa, devido à Sadia ter arriscado em mercado de 
derivativos, ficado o prejuízo, houve aquisição da Perdigão.
EXEMPLO
Incorporação
A incorporação é quando as empresas são absorvidas 
por outras, ocorrendo uma transformação dela, crescendo ou 
incorporando.
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Administração Financeira e Orçamentária 75
Conforme o artigo 220 da Lei 6.404/76 a “transformação 
é a operação pela qual a sociedade passa, independentemente 
de dissolução e liquidação, de um tipo para outro”. A transfor-
mação obedecerá aos preceitos que regulam a constituição e o 
registro do tipo a ser adotada pela sociedade.
Desse modo, observamos que a operação de incorporação 
promoverá o desaparecimento da empresa incorporada. Visto 
que o artigo 227 da Lei 6.404/76 descreve que ”a incorporação 
é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas 
por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações” 
(BRASIL, 1976). 
Um exemplo de incorporação são os bancos que tem comprado 
outros bancos para ampliar os negócios, como o HSBC que 
se tornou o Bradesco. Outros ramos de atividades financeiras, 
também tem aumentado estrategicamente para se manter no 
mercado e crescer.
EXEMPLO
Os fabricantes de automóveis são exemplos bem 
interessantes, pois adquirirem uma marca específica para 
concorrer em outro mercado, como a Toyota que comprou a 
Lexus para concorrer no mercado de carro de luxo.
Toyota
Lexus
Fonte: Elaborada pela autora (2019)
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Administração Financeira e Orçamentária76
Cisão 
O artigo 229 da lei 6.404/76 descreve a cisão como:
[...] a operação pela qual a companhia transfere 
parcelas do seu patrimônio para uma ou mais 
sociedades, constituídas para esse fim ou já 
existentes, extinguindo-se a companhia cindida, se 
houver versão de todo seu patrimônio, ou dividindo-
se o seu capital, se parcial a versão (BRASIL, 1976).
A partir desse trecho verificamos que o processo de cisão, 
diferente da incorporação não promove o desaparecimento da 
empresa cindida, mas sim a sua extinção. No entanto, o processo 
se figura obedecendo as mesmas disposições da incorporação, 
visto que “a cisão é a operação com versão de parcela de 
patrimônio em sociedade já existente“ (parágrafo 3 do artigo 
227 Lei 6.404/76, BRASIL, 1976). 
Desse modo, para essa regulamentação, o parágrafo 1 do 
artigo 223 da Lei dispõe que “nas operações em que houver 
criação de sociedade serão observadas as normas reguladoras da 
constituição das sociedades do seu tipo”.
Assim, a cisão pode acontecer a partir de uma pessoa 
jurídica já existente ou constituída para este fim, que receberá o 
capital da sociedade cindida. A empresa que sofre a cisão acaba 
por se extinguir, caso a parte transferida representar a totalidade 
do patrimônio.
A partir dessa incorporação da Lexus, a Toyota cresceu para 
concorrer no mercado de carros e diversificou sua linha, se 
transformando em um grande competidor no mercado de luxo, 
para competir com a Honda, por exemplo.
EXEMPLO
eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 76eBook Completo para Impressao - Administracao Financeira e Orcamentaria - Aberto.indd 76 09/04/2020 15:27:0209/04/2020 15:27:02
Administração Financeira e Orçamentária 77
Temos como vantagem a cisão, através do planejamento, 
referente problemas societários ou com divergências familiares 
e jurídicas. 
Com isso, identificamos que a cisão pode ser parcial ou 
total:
Cisão Parcial Cisão Total
A empresa transfere parte de seu 
patrimônio à outra pessoa jurídica, 
mas continua funcionando da 
mesma maneira.
Ocorre a extinção da empresa, 
quando acontece a divisão do 
patrimônio em sua totalidade entre 
os sócios.
Quando ocorre a divisão de duas empresas, garante o 
negócio e se fortalecem no mercado. O valor negociado deve 
ser ajustado em valor real, sendo baseado no valor do balanço 
patrimonial.
A Gol que cindiu em 2012 com o Smiles, num programa de 
relacionamento (pontos), criando uma personalidade jurídica 
chamada Smiles S.A., a partir do patrimônio da Gol Linhas Aéreas.
EXEMPLO
GOL SMILES
GOL LINHAS 
AÉREAS SMILES S. A.
Fonte: Elaborada pela autora (2019)
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Administração Financeira e Orçamentária78
Identificando e solucionando problemas 
relacionados a alavancagem
Conforme IBRACON (NPC 27), “as demonstrações 
contábeis são uma representação monetária estruturada da 
posição patrimonial e financeira em determinada data e das 
transações realizadas por uma entidade no período findo nessa 
data. O objetivo das demonstrações contábeis de uso geral é 
fornecer informações sobre a posição patrimonial e financeira, 
o resultado e o fluxo financeiro de uma entidade, que são úteis 
para uma ampla variedade de usuários na tomada de decisões. 
As demonstrações contábeis também mostram os resultados do 
gerenciamento, pela Administração, dos recursos que lhe são 
confiados.”
Giro de recursos na empresa
Segundo Gitman (2010), os fatores financeiros influen-
ciam nossa vida pessoal e profissional, mas muitas vezes não 
entendemos. 
Por outro lado, os administradores precisam acom-panhar a 
evolução da gestão financeira para atualizar seus conhecimentos 
sobre as finanças empresariais, em função Assaf Neto (2010) diz 
que hoje se exige grande atualização do conhecimento por parte 
dos administradores devido ados avanços teóricos e práticos 
com relação aos estudos de finanças empresariais.
Outro exemplo são os bancos que tem comprado outros bancos 
e ampliados seus negócios, como foi o caso do HSBC que se 
tornou o Bradesco.
EXEMPLO
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Administração Financeira e Orçamentária 79
O giro dos recursos das empresas ocorre através de 
pagamento e fluxos de recebimento, ou seja, recebe dos 
seus clientes o valor das vendas e pagam seus funcionários, 
fornecedores, bancos, etc. O capital de giro representa os 
valores que a empresa desembolsa antes de ocorrer a venda e o 
recebimento da venda aos clientes.
A Demonstração do Resultado do Exercício RE (DRE) 
avalia a saúde financeira das empresas. É um relatório bastante 
detalhado e ao mesmo tempo intuitivo. A partir dele, os 
administradores e os gestores adquirem informações fundamentais 
para a tomada de decisão. Desse modo, verificamos que a DRE é 
um avalia a saúde financeira das empresas, independente de seu 
tratamento. 
Desse modo com isso, compreende-se a evolução da administração 
financeira, a partir do momento em que ela passou a analisar os 
números da empresa, que vão além de realizar. Números que 
ultrapassar os pagamentos e os controles operacionais, não só 
tecnologicamente, mas assim, podemos observar que através dos 
tempos, a gestão financeira evoluiu, também, na forma de aplicar 
através dos tempos, na forma de aplicar os recursos, de maneira 
mais ágil e, principalmente, reaproveitando os produtos, como é 
o caso dana logística reversa, onde os resíduos geram economia 
e lucro. Os recursos utilizados para incrementar o capital de giro 
da empresa através das demonstrações financeiras.
SAIBA MAIS
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Administração Financeira e Orçamentária80
Figura 6 – Apresentação dos recursos financeiros da empresa
Fonte: freepik
De acordo com Hoji (2010), o objetivo econômico das 
empresas é o de maximizar valor de mercado e aumentar a 
riqueza de seus acionistas/proprietários. Isso demonstra, que ao 
investir na empresa, o acionista deseja um retorno compatível 
com o risco assumido. Desta forma, o controle e a gestão de seus 
recursos econômicos e financeiros, deverá estar estruturada e 
orientada para o atingimento de metas que agreguem valor à 
companhia e seus proprietários. 
Redução de custo que pode causar 
insolvência
Para realizar uma boa gestão financeira as empresas podem:
 �Reduzir o tempo de estocagem dos produtos e materiais.
 �Reduzir a quantidade das vendas que são feitas a prazo 
(dando incentivos a compras à vista) ou modificando (reduzindo) 
o prazo para recebimento.
 �Negociar melhores contratos com fornecedores para 
ampliar o prazo de pagamento.
Além disso, as empresas devem saber apurar os indicadores 
e entender o que seu resultado trás de informações.
Segue fórmulas de cálculo com a função de realizar uma 
análise detalhada da situação da empresa, para evitar a liquidação 
da empresa.
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Administração Financeira e Orçamentária 81
Tabela 1 – Indicadores Financeiros
INDICADOR FÓRMULA
Capital Ciculante Líquido CCL = ATIVO CIRCULANTE - PASSIVO CIRCULANTE
Prazo Médio Estocagem (em dias) PME = 360 × (ESTOQUE MÉDIO / CUSTO DA 
MERCADORIA VENDIDA)
Prazo Médio Recebimento (em dias) PMR = 360 × (DUPLICATAS A RECEBER / VENDAS)
Prazo Médio Pagamento (em dias) PMP = 360 × (FORNECEDORES / COMPRAS)
Ciclo operacional (CO) CO = PME + PMR
Ciclo de conversão de caixa (CCC) CCC = PME + PMR – PMP
Fonte: Autora
Para realizar a análise da liquidez das demonstrações, e 
verificar a capacidade de pagamento de obrigações, deve-se 
proporcionar um entendimento maior a respeito das alternativas 
de ação pelas empresas para equilibrar a disponibilidade desses 
recursos, conhecendo a função da gestão financeira.
Figura 7 – Discussão para tomada de decisão
Fonte: freepik
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Administração Financeira e Orçamentária82
Com estas fórmulas as empresas verificam a forma de 
desenvolver a capacidade de analisar os fatores que influem 
na gestão de recursos de curto prazo nas organizações e a 
importância da gestão financeira através da função do Capital de 
Giro para manutenção das organizações.
Realizar análise das necessidades de 
financiamentos
Segundo Assaf Neto (2010), ao analisar as demonstrações 
financeiras observamos que ela tem por função estudas o 
desempenho econômico-financeiro da empresa em determinado 
período, com o propósito de diagnosticar a posição atual e 
produzir resultados que tenham como base para a previsão de 
tendências futuras.
SAIBA MAIS
Os investidores avaliam o melhor o desempenho e o crescimento 
da empresa. Com frequência as consequências dos índices 
financeiros ruins geralmente levam a custos mais altos de 
financiamento, e os bons índices muitas vezes significam que 
os investidores estarão dispostos a colocar recursos à disposição 
da empresa com custos mais razoáveis. Desta forma, os bancos 
usam os índices para determinar se concedem o crédito e, em 
caso positivo, qual o seu valor.
SAIBA MAIS
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Administração Financeira e Orçamentária 83
 A análise do índice permite-nos um melhor entendimento 
das relações entre o balanço patrimonial e o demonstrativo de 
resultado. Por exemplo, para calcular o retorno do investimento 
da empresa, precisamos do valor do ativo total do balanço 
patrimonial e do lucro líquido do demonstrativo de resultado. 
Além disso, alguns indicadores podem indicar o grau de 
eficácia com que os ativos estão sendo usados e se a estrutura 
de financiamento é das melhores. Sem dúvida, o uso dos índices 
financeiros é um instrumento importante no planejamento 
financeiro moderno.
Consórcio
Uma forma de estratégia empresarial e geração de capital 
de giro é comprar uma máquina através do consórcio. A empresa 
não terá gastos com juros, como é o caso do financiamento, e 
poderá parcelar a máquina sem tantos gastos, somente pagando 
taxas. Além disso, o consórcio pode, também, estar relacionado 
a acordos realizados entre acionistas de empresas independentes, 
que concordam entregar o controle das suas ações em troca de 
certificados de consórcio. Sendo então, autorizadas a participar 
do lucro comum do consórcio em questão.
Isso acontece porque o consórcio é uma forma de crédito 
embasada na reunião de pessoas, físicas ou jurídicas, formando 
uma poupança em grupo, objetivando a aquisição de um bem. 
Conhecida como um autofinanciamento, sem juros e do valor 
total parcelado.
O consórcio inicia com a parcela de cada acionista 
participante pode obter um bem, serviço ou ação que serão 
parceladas mensalmente se tornando um consorciado, e criando 
um grupo que pagará apenas taxas até finalizar o grupo, pagando 
mesmas parcelas pelo plano.
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Administração Financeira e Orçamentária84
O consorciado pode ter direito de usar o crédito para 
adquirir um bem, serviço ou ação, através de sorteio ou lance e 
ainda por assembleias mensais. 
Após contemplado, o consorciado adquire o bem, serviço 
ou ação mas continua pagando as parcelas que se comprometeu 
com o grupo. 
Por fim, com o encerramento do pagamento do plano, 
haverá um cálculo das parcelas e um residual do grupo.
Aqui observamos que o consórcio representa uma boa 
estratégia empresarial, aumentando a competitividade da 
empresa.
RELEMBRANDO
Por isso, o administrador precisa conhecer como planejar o 
orçamento e analisar os riscos e custo-benefício do negócio. Para 
poder estar alinhado ao mercado e ser um diferencial frente aos 
concorrentes analisar seus indicadores financeiros para verificar 
se esta tendo um grande retorno do investimento.
Caro estudante, você chegou ao fim desta aula, parabéns! 
Nela, você aprendeu sobre análise sobre orçamento de 
investimentos e de 
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Administração Financeira e Orçamentária 85
Para complementar seu aprendizado, não deixe de realizar 
as atividades que acompanham esta aula. Até a próxima!
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo 
o que vimos. Você deve ter aprendido que a administração 
financeira e essencial para um investimento financeiro e 
orçamento da empresa.
REFLITA
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UNIDADE
03
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Administração Financeira e Orçamentária 87
Você sabe qual é a principal responsabilidade da 
administração Financeira? Nessa disciplina você aprenderá 
a diferença entre a contabilidade e a gestão financeira, e 
a importância dos demonstrativos financeiros no âmbito 
corporativo. Além disso, será capaz de analisar e interpretar 
as demonstrações financeiras, o processo de planejamento 
financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, 
bem como, analisar a situação financeira de uma empresa 
através da análise de seus demonstrativos. Com isso, também, 
realizará operações financeiras com base no conhecimento sobre 
orçamento.
Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado 
para refletir e tomar decisões nas organizações a partir de uma 
visão sistêmica e que traga resultados equilibrados e positivos 
para a organização. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva 
você vai mergulhar neste universo!
INTRODUÇÃO
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1
2
3
4
Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 3. Nosso objetivo 
é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes competências 
profissionais até o término desta etapa de estudos:
OBJETIVOS
Compreender como funciona a estrutura de capital 
apropriada
Aplicar as técnicas de implantação de planejamento 
financeiro
Identificar e solucionar problemas relacionados ao 
planejamento financeiro de ativos
Executar a análise da necessidade de projeção 
das demonstrações financeiras
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Administração Financeira e Orçamentária 89
Compreendendo como funciona a 
estrutura de capital
Ao término deste capítulo você irá aprender sobre a estrutura 
de capital. Verá que as finanças são extremamente importantes 
para a gestão eficiente das empresas, visando a estrutura de 
capital adequada, através dos atributos da estrutura de capital. 
Além de conhecer sobre o planejamento financeiro do ativo e 
ainda veremos sobre análise das necessidades de projeção das 
demonstrações financeiras como ferramenta de gestão. Então 
vamos lá. Avante!
OBJETIVO
O papel da estrutura de capital adequada
Brealey e Myers (1992) definem a estrutura de capital como 
a carteira de títulos composta pelas enumeras combinações de 
diferentes títulos que a empresa pode emitir.
DEFINIÇÃO
A teoria da estrutura de capital trata de que se devem 
comparar os proveitos e custos inerentes a utilização de capitais 
alheios (de terceiros), tendo como objetivo a maximização do 
valor da empresa (Gomes, 2012).
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Figura 1 – Análise do valor da empresa
Fonte: Freepik
Segundo Myers (1984), através da sua teoria revela que 
empresas só obtém menos endividamento quando consegue ter 
mais lucro.
 Atributos da estrutura de capital 
Conforme Titman e Wessels (1988) elenca os atributos/
fatores determinantes da estrutura de capital das empresas nos 
diferentes mercados, como:
�Estrutura dos ativos da empresa (colaterais);
�Usufruto de outros benefícios fi scais que não os gerados 
pelo endividamento;
�Expectativa de crescimento da empresa;
�Grau de singularidade da empresa;
�Tamanho da empresa;
�Volatilidade de seus resultados operacionais; e
�Lucratividade.
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Administração Financeira e Orçamentária 91
Figura 2 – Análise da lucratividade da empresa
Fonte: Freepik
Se as empresas se fi nanciassem através de lucros retidos 
e endividamento e emissão de ações, seriam mais lucrativas e 
menos endividadas (Meyer, 1984).
 Aplicando as técnicas de implantação da 
estrutura de capital
VOCÊ SABIA?
A estrutura patrimonial de uma entidade também pode ser 
conceituada como um conjunto de capitais. Do lado do ativo 
estão o capital circulante e o capital não circulante, isto é, de curto 
prazo ou de longo prazo, ou permanente. No capital circulante, 
pode-se identifi car uma parcela que já se encontra disponível, 
denominado capital disponível. No capital não circulante, pode-
se identifi car uma parcela de capital que tem característica de 
permanência na entidade, auxiliando-a na geração de benefícios 
econômicos futuros, chamada capital fi xo ou permanente.
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Administração Financeira e Orçamentária92
Do lado do passivo, tem-se o capital de terceiros, que 
também pode ser caracterizado como circulante e não circulante. 
O Patrimônio Líquido equivale ao capital próprio da entidade, 
formado pelo capital nominal e os resultados acumulados 
(lucros ou prejuízos). O capital nominal é formado pelo capital 
investido pelos sócios e proprietários, conhecido como capital 
social da entidade. A partir do ativo, por meio da soma do 
capital circulante com o capital não circulante, tem-se o capital 
à disposição da entidade. 
Esse valor também pode ser obtido somando-se o capital 
de terceiros e o capital próprio. Graficamente, é possível 
visualizar a estrutura de capitais adaptando a apresentação do 
balanço patrimonial da entidade: 
ATIVO PASSIVO
Capital circulante
Capital não circulante Capital não circulante
Capitalde terceiros
Capital disponível
Outros capitais 
circulantes
Capital fixo ou 
permanente
Outros capitais não 
circulantes
Circulante
Não circulante
Capital nominal
Resultados 
acumulados
Considere novamente o Balanço Patrimonial da indústria 
metalúrgica, criando a visualização do patrimônio da empresa 
como um conjunto de capitais. Nesse caso: 
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Administração Financeira e Orçamentária 93
Tabela: Patrimônio
 �O capital de curto prazo da empresa equivale a R$ 
275.000,00, formado pelas disponibilidades, estoques e valores 
a receber de clientes. 
 �Do capital circulante, o capital disponível equivale a 
R$ 61.000,00, formado por recursos em caixa e depósitos em 
conta corrente. 
 �O capital de longo prazo ou permanente equivale a R$ 
450.000,00, formado pelos itens permanentes como terrenos, 
barracão, máquinas e equipamentos e equipamentos de informática. 
 �O capital de terceiros é representado por capitais de 
curto prazo e equivale a R$ 268.000,00. 
 � Seu capital próprio equivale a R$ 457.000,00, formado 
pelo capital nominal (R$ 100.000,00) e resultados acumulados 
(R$ 357.000,00). 
 �O total do capital à disposição da empresa é de R$ 
725.000,00 no período. 
Veja como fica a representação do patrimônio do exemplo, 
considerando a estrutura de capitais que o formam.
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Administração Financeira e Orçamentária94
A análise da estrutura patrimonial da empresa também 
permite identificar a situação financeira da entidade por meio da 
comparação dos ativos e passivos circulantes. Dessa comparação 
surge o valor do Capital Circulante Líquido (CCL) ou Capital de 
Giro Líquido (CGL), que é o resultado da diferença entre ativos 
circulantes e passivos circulantes. 
Capital circulante líquido = Ativo circulante – Passivo 
circulante A interpretação do CCL permite identificar se a 
situação financeira é de liquidez ou de falta de liquidez. Quando o 
CCL é positivo (CCL > 0) tem-se uma situação de liquidez; caso 
contrário, de falta de liquidez (CCL < 0). A liquidez financeira 
representa a capacidade de a empresa honrar os compromissos 
com os recursos existentes em seus ativos. No caso da indústria 
metalúrgica, o seu CCL é positivo, equivale a R$ 7.000,00 
(R$ 275.000,00 – R$ 268.000,00), ou seja, a empresa possui 
liquidez financeira de curto prazo. Em resumo, a identificação 
das estruturas de capitais que fazem parte do patrimônio da 
entidade permitirá aos usuários da informação contábil conhecer 
a real situação financeira e patrimonial em determinado período, 
propiciando tomadas de decisão mais assertivas.
Os usuários das informações contábeis podem ser 
divididos em dois grupos, segundo os modelos de contabilidade 
analisados: os usuários do modelo de Contabilidade Gerencial e 
os usuários do modelo de Contabilidade Financeira. Assim sendo, 
serão apresentados primeiramente os usuários das informações 
contábeis gerenciais, bem como para que essas informações lhes 
são úteis.
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Administração Financeira e Orçamentária 95
Tabela 1: Tipos de usuários e informações relevantes
Fonte: Blatt (2000, p. 6).
REFLITA
Podemos nos perguntar: por que são utilizados relatórios 
contábeis? Para que servem?
Para os gestores/administradores, por exemplo, os 
relatórios servem para verifi car a situação da empresa, se está 
havendo lucro ou prejuízo, qual problema está ocorrendo e qual 
medida deve ser tomada para solucionar a questão.
Figura 3 - Relatórios gerenciais
Freepik
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Administração Financeira e Orçamentária96
Margem de Contribuição
No competitivo mercado em que vivemos e trabalhamos, os 
gestores não podem se dar ao luxo de errar em suas decisões, então 
é imprescindível ter em mãos um eficiente sistema de custeio. 
Nas empresas em que gestores/administradores se utilizam 
da contabilidade de custos para a sua tomada de decisões, é 
solicitado aos respectivos departamentos de custos os relatórios 
contendo informações de nível gerencial. Eles são elaborados 
por meio das demonstrações de resultado, nas quais constam 
importantes informações com valores que foram orçados e 
realizados, além do cálculo de percentual entre eles. 
Na realidade, o conceito de Margem de Contribuição 
(Martins, 2009, p. 216) fica exatamente completo dessa forma, 
já que todos os custos e despesas variáveis de todas as naturezas 
(produção, vendas, administração, financiamento etc.) estarão 
totalmente alocados ao produto.
IMPORTANTE
Mencionando o nosso país, pode-se dizer que as empresas 
brasileiras, após a implantação do Plano Real, em 1994, 
começaram a dar importância à questão de custos, pois, antes 
disso, com a inflação chegando a 80% ao mês, a correção dos 
estoques e a correção monetária acobertavam os custos e pouco 
se sabia sobre o custo de produção de determinado produto e se 
ele estava dando lucro ou prejuízo à empresa. Atualmente, com a 
competição acirrada, cada vez mais se discute sobre custos, seja 
em qualquer setor dentro de uma empresa. Assim, podemos citar 
qual o custo dos insumos para produzir determinado produto, o 
custo de energia, o custo de venda, como se pode reduzir o custo 
ou ser mais eficiente e qual o custo do capital para tocar a empresa.
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Administração Financeira e Orçamentária 97
Atualmente, cada vez mais as empresas investem em 
softwares e treinamento de pessoal, com foco no levantamento 
de custos. Consegue-se, assim, excelentes relatórios gerenciais, 
que dão suporte para que o gestor tome suas decisões.
A contabilidade de custos tem por objetivo, então, captar 
as informações geradas dentro da empresa, sejam elas físicas 
ou monetárias, e, por meio delas, elaborar relatórios de nível 
gerencial que serão utilizados pelos administradores/gestores 
nas suas decisões.
SAIBA MAIS
Com a gestão de custos, os gestores conseguem informações de 
como decidir se podem investir mais na produção de determinado 
produto, a qual preço ele pode ser vendido e qual a margem 
de contribuição de cada produto. E é muito importante, ainda, 
analisar o ponto de equilíbrio da empresa, determinando com 
esse dado o quanto se deve produzir e por quanto vender para 
que a empresa seja rentável.
Outra questão que se deve ter uma atenção grande é em 
relação aos custos fixos; nesse caso, podemos ver um exemplo 
de uma empresa que utiliza somente uma parte de um imóvel, 
ficando as demais salas ociosas. Temos, com isso, um dispêndio 
de valor desnecessário, gerando um custo fixo alto, o que 
repercute no preço e também no resultado da empresa, e caso 
ela mude para um imóvel de valor menor, ocasionará mudanças 
no resultado da empresa e no preço do produto. 
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Administração Financeira e Orçamentária98
Em relação aos custos de um produto, Ching (2006) 
destaca que, para conhecermos os determinantes de custos de 
um produto, é necessário antes entendermos como os custos são 
acumulados no decorrer do ciclo de vida do produto. À medida 
que os produtos se movem ao longo do seu ciclo de vida, eles 
acumulam custos. O custeio do ciclo de vida implica o processo 
de gerenciar todos os custos mediante as várias fases do ciclo 
de vida: desenho, desenvolvimento, manufatura, marketing, 
distribuição, manutenção, serviço de pós-venda e descarte. 
Enfim, é necessário entender os custos do produto desde sua 
concepção até sua “morte”. 
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
Então, podemos dizer que a cada etapa pela qual o produto passa, 
seja ela o beneficiamento da matéria-prima ou a sua embalagem, 
o produto está sempre acumulando custos, e essas informações 
precisam ser precisas para serem repassadas aos gestores.
Diante disso, temos que a Margem de Contribuição é o 
valor restante de cada produto após a dedução de seus custos 
variáveis, ou seja, é o preço de venda menos a despesa e o custo 
variável para esse produto ser produzido/vendido. 
Sobre a Margem de Contribuição, Megliorini (2012, 
p.137) destaca: 
[...] a margem de contribuição é o montante que 
resta do preço de venda de um produto depois 
da dedução de seus custos e despesas variáveis. 
Representa a parcela excedente dos custos e das 
despesas gerados pelos produtos. Caso o preço de 
venda de um produto seja inferior a seus custos e 
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Administração Financeira e Orçamentária 99
despesas variáveis, temos uma situação de margem 
de contribuição negativa, que deve ser revista ou, 
por condições comerciais, suportada, ou, mesmo 
por razões estratégicas, a empresa poderá manter 
produtos com essa situação. A empresa só começa 
a ter lucro quando a margem de contribuição dos 
produtos vendidos supera os custos e despesas 
fixos do exercício. Assim, essa margem pode ser 
entendida como a contribuição dos produtos à 
cobertura dos custos e despesas fixos e ao lucro.
Portanto, a margem de contribuição pode ser compreendida 
como o valor que sobra após a retirada dos custos e das despesas 
variáveis, em conjunto com a margem de contribuição. Pode-se 
dizer até que o chamado ponto de equilíbrio é mais importante 
que ela, visto que as receitas, os custos e as despesas fixas e 
variáveis se igualam.
Ponto de equilíbrio
O ponto de equilíbrio ocorre quando as receitas geradas 
pelas vendas da empresa se equivalem às despesas e aos custos da 
empresa, ou seja, ocorre quando a empresa não possui prejuízo. 
Para Ching (2006, p. 55), o ponto de equilíbrio é a situação na 
qual o somatório dos custos da empresa é igual à sua receita, ou 
seja, é o ponto de lucro zero. 
Aqui, não consideramos as despesas financeiras como 
parte dos custos da empresa, só levamos em conta as despesas 
operacionais. Despesas financeiras são consequência do 
empréstimo que a empresa toma quando começa a ter prejuízo, 
a enfrentar falta de caixa para suas operações, e se vê obrigada a 
cobrir essa falta. É importante que as empresas saibam qual é o 
valor mínimo das vendas para cobrir seus custos – seu ponto de 
equilíbrio – e, a partir daí, quanto obtém de lucro a cada valor 
incremental de receita. 
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Administração Financeira e Orçamentária100
Vejamos a fórmula para o cálculo do ponto de equilíbrio, 
segundo Megliorini (2012, p. 149):
 Tomada de decisão
A contabilidade de custos sempre foi um instrumento 
para resolver problemas de mensuração monetária de estoque e 
resultado e, sendo assim, não teve uma evolução. 
No entanto, com a entrada das Leis das Sociedades 
Anônimas, houve algumas modifi cações. Vejamos a defi nição 
de Ching (2006, p. 52) a respeito: 
Com o advento das Leis das Sociedades Anônimas, 
a contabilidade de custos teve de ser formalmente 
integrada à contabilidade geral da empresa, 
registrando as contas de “custo de mercadorias 
vendidas” no demonstrativo de resultados e as de 
estoques (matéria-prima, produtos em processo e 
produtos acabados) no Balanço Patrimonial.
Após esse acontecimento, tudo começou a mudar. A 
contabilidade de custos não está sendo somente considerada na 
contabilidade geral, mas também na contabilidade gerencial. 
Isso ocorre porque mudou todo o panorama competitivo e as 
empresas, tanto industriais como de serviço, necessitam de 
informações gerenciais mais precisas. Assim, “[...] é preciso 
passar a encarar a contabilidade de custos como uma forma 
efi ciente de auxílio no desempenho da nova missão, que é 
gerencial” (CHING, 2006, p. 52).
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Administração Financeira e Orçamentária 101
Figura 4 - Ponto de Equilíbrio
Freepik
Sobre o profi ssional da contabilidade que atua na 
contabilidade gerencial, ele geralmente possui uma visão 
orientada para o negócio da empresa. Horngren, Datar e Foster 
(2004, p. 2) nos fornecem uma visão estratégia, ou seja, na 
implementação da estratégia o profi ssional contábil deve estar 
envolvido para colaborar na orientação do negócio. Podemos 
concluir que, para entender o papel do contador gerencial, 
devemos, em primeiro lugar, compreender, com mais detalhes, 
as tarefas dos administradores.
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Administração Financeira e Orçamentária102
Identificando e solucionando problemas 
planejamento financeiros de passivos
A contabilidade gera informações armazenadas em vários 
setores da empresa e também produz suas próprias informações, 
resultando dos processos e realização das informações de 
diferentes departamentos.
Desta forma, se torna possível dizer que a contabilidade 
como um grande e rico sistema de informações para se atender 
aos interesses da organização, do governo e de diversos outros 
envolvidos no contexto patrimonial e financeiro. Como sistema 
de informação encontra-se um conjunto de recursos voltado para 
a geração de informações, de forma que a organização consiga 
cumprir seus objetivos (PADOVEZE, 2010). Os recursos 
utilizados pela contabilidade umas técnicas são:
Identificação, classificação e registro das 
mutações patrimoniais
Verificação da veracidade e exatidão dos registros 
das mutações patrimoniais, propiciando maior 
confiabilidade sobre a situação patrimonial 
demonstrada
Diagnóstico da situação patrimonial 
demonstrada,comparando-a com situações em 
outros períodos.
Apresentação das mutações patrimoniais e 
financeiras de determinado período, de forma 
sistematizada ou estratificada, isto é, seguindo 
modelos de relatórios predeterminados ou 
criando estratos de informações contábeis para 
atender às necessidades dos usuários
REGISTRO
AUDITORIA
ANÁLISE
DEMONSTRAÇÃO
Tabela 2: Recursos técnicos
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Administração Financeira e Orçamentária 103
O uso de sistemas integrados e especializados são elementos 
importantes para que a contabilidade de uma organização alcance 
esses resultados.
As instituições financeiras são outra classe de usuários das 
informações contábeis das empresas. Para elas, a contabilidade da 
empresa vai determinar a capacidade de pagar seus empréstimos 
ou financiamentos e os correspondentes custos financeiros no 
vencimento contratado. 
Em situação semelhante às instituições financeiras estão os 
diversos credores da entidade, como fornecedores de matérias-
primas, imobilizados, serviços, entre outros. 
Porém, o horizonte de tempo que eles consideram para a 
análise das condições financeiras e patrimoniais da entidade é 
mais curto.
Os clientes, por sua vez, também têm interesse em 
informações contábeis que demonstrem a continuidade 
operacional da entidade, especialmente quando possuem 
relacionamento em longo prazo com os produtos por ela 
fornecidos, ou, ainda, quando dependem dela como fornecedor 
importante.
VOCÊ SABIA?
As esferas governamentais estão interessadas na destinação dos 
recursos gerados pela empresa com a finalidade de regulamentar as 
atividades das entidades, estabelecer políticas tributárias e produzir 
bases estatísticas do desempenho econômico e social do país.
As entidades interferem no meio social de diversas formas 
e, por isso, a sociedade em geral também é uma possível usuária 
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Administração Financeira e Orçamentária104
da informação contábil. Por intermédio da contabilidade das 
entidades, a sociedade poderá avaliar a contribuição que ela traz 
à economia local, empregando pessoas e utilizando fornecedores 
locais. Além disso, podem identifi car a evoluçãodo desempenho 
da organização, seus projetos sociais e ambientais.
Resumo dos principais usuários da informação contábeis 
exemplifi ca o tipo de informação da empresa que o usuário tem 
interesse:
Tabela 3 - informações contábeis
Fonte: o autor
A estrutura patrimonial de uma entidade também pode ser 
conceituada como um conjunto de capitais.
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
Do lado do ativo estão o capital circulante e o capital não 
circulante, isto é, de curto prazo ou de longo prazo, ou permanente. 
No capital circulante, pode-se identifi car uma parcela que já se 
encontra disponível, denominado capital disponível. No capital 
não circulante, pode-se identifi car uma parcela de capital que 
tem característica de permanência na entidade, auxiliando-a na 
geração de benefícios econômicos futuros, chamada capital fi xo 
ou permanente.
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Administração Financeira e Orçamentária 105
Do lado do passivo, tem-se o capital de terceiros, que 
também pode ser caracterizado como circulante e não circulante. 
O Patrimônio Líquido equivale ao capital próprio da entidade, 
formado pelo capital nominal e os resultados acumulados 
(lucros ou prejuízos). O capital nominal é formado pelo capital 
investido pelos sócios e proprietários, conhecido como capital 
social da entidade.
A partir do ativo, por meio da soma do capital circulante 
com o capital não circulante, tem-se o capital à disposição da 
entidade. Esse valor também pode ser obtido somando-se o 
capital de terceiros e o capital próprio.
Grafi camente, é possível visualizar a estrutura de capitais 
adaptando a apresentação do balanço patrimonial da entidade 
em relação ao empréstimo de capital de terceiros:
Figura 5 - Capital de Terceiros
Fonte: o autor
 Operações de curto prazo e Contas pagas
As operações de curto prazo e contas a pagar devem ser 
controladas de perto. Controlar é, essencialmente, acompanhar 
a execução de atividades da maneira mais rápida possível, e 
comparar o desempenho efetivo com o planejado, isto é, o que 
tenha sido originalmente considerado desejável, satisfatório ou 
viável para as empresas e suas subunidades. Evidentemente, 
a função de controle não se esgota no acompanhamento puro 
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Administração Financeira e Orçamentária106
e simples, como também envolve a geração de informações 
para a tomada de decisões de avaliação e eventual correção 
do desempenho alcançado, proporcionalmente ao seu 
afastamento em relação ao tido como desejável ou satisfatório. 
(SANVICENTE e SANTOS, 1995, p.22). 
SAIBA MAIS
De acordo ainda com os autores Sanvicente e Santos (1995) 
controlar é acompanhar a evolução das atividades e checar 
diariamente a atuação efetiva com o que foi planejado. Os autores 
ainda comentam que controle orçamentário é um procedimento 
que visa acompanhar, avaliar e analisar o planejamento financeiro 
em seus diversos passos, analisando se há diferença entre valores 
orçados e valores realizados.
Já Padoveze (2005, p. 23) “o controle é um processo 
contínuo e recorrente que avalia o grau de aderência entre os 
planos e sua execução, compreende a análise dos desvios 
ocorridos, procurando identificar suas causas e direcionando 
ações corretivas”. 
Planejamento Financeiro
 Os benefícios são privilegiados as organizações a partir 
das informações necessárias ao alcance dos usuários internos, 
pois permitirá o melhor desempenho das atribuições. Dessa 
forma, a produção das informações contábeis internas deve 
estar orientada ao alcance dos objetivos estratégicos e metas 
planejadas para a organização. 
Por outro lado, a informação prestada aos usuários externos 
é necessária para a proteção dos investidores interessados ou 
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Administração Financeira e Orçamentária 107
vinculados às organizações. Para eles, o ordenamento societário 
e jurídico impõe informações mínimas, periodicidades de 
apresentação e outras obrigações de acessoria. Contudo, são 
informações que geram benefícios indiretos a organização na 
relação com o mercado e os invesdores, valorizando a imagem 
e a captação de novos negócios e oportunidades, para a empresa 
frente aos investidores.
Figura 6: Planejamento Financeiro
Fonte: Freepik
Para esse investimento é necessário um planejamento 
fi nanceiro, que:
[...] consiste na elaboração de suborçamentos 
das atividades que infl uenciam o fl uxo de caixa, 
possibilitando informações antecipadas quanto 
a disponibilidade e necessidade de recursos 
fi nanceiros, facilitando o gerenciamento de caixa 
e conversão dos orçamentos econômicos em 
regime de caixa (OLIVEIRA, 2005, p. 131).
Segundo Oliveira (2019) os suborçamentos que compõem 
o planejamento fi nanceiro são: 
� orçamento de contas a pagar: conversão de despesas 
constantes para regime de caixa;
� orçamento de contas a receber: conversão de receitas 
constantes em regime de caixa;
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Administração Financeira e Orçamentária108
 � orçamento de aplicações financeiras: planejamento de 
caixa, com a antecipação de informações sobre sobras de caixa;
 � orçamento de empréstimo: planejamento das necessidades 
de caixa, com a antecipação de informações sobre faltas de caixa;
 � orçamento de caixa: fluxo de caixa com entradas e saídas, 
obtidas das contas a pagar, receber, aplicações e empréstimos.
Para tanto, verificamos que a: 
“a administração financeira é um campo de estudo 
teórico e prático que objetiva, essencialmente, 
assegurar um melhor e mais eficiente processo 
empresarial de captação e alocação de recursos de 
capital. Nesse contexto, a administração financeira 
envolve-se tanto com a problemática de escassez 
de recursos, quanto com a realidade operacional 
e prática da gestão financeira das empresas, 
assumindo uma definição de maior amplitude 
(ASSAF NETO, 2010, p. 8).
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
Nesse contexto, observamos que a administração financeira objetiva 
encontrar o equilíbrio entre a “rentabilidade” (maximização dos 
retornos dos proprietários da empresa) e a “liquidez” (que se refere 
à capacidade de a empresa honrar seus compromissos nos prazos 
contratados) (MENDES, 2010, p. 18). Já Matarazzo (2007, p. 
175) diz que “os índices mostram qual a rentabilidade dos capitais 
investidos, isto é, quanto renderam os investimentos e, portanto, 
qual o grau de êxito econômico da empresa.”
Para que esse equilíbrio aconteça as ferramentas de 
planejamento que as organizações podem utilizar são:
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Administração Financeira e Orçamentária 109
Tabela 3 - Ferramentas de planejamento
Fonte: A autora (2019)
Plano estratégico: se traduz na elaboração de um plano que 
estabelece os valores da organização e os principais reconhecimentos 
que ela deseja em relação a valores e visão de futuro. 
Plano tático: é um orçamento empresarial que contempla 
as principais diretrizes para períodos de curto e médio prazo. 
Quando o orçamento empresarial é elaborado em organizações 
que já possuem um plano estratégico,deverá ocorrer a vinculação 
das duas ferramentas, de forma que o plano estratégico seja o 
norteador de diretrizes, objetivos e metas orçamentárias para 
toda a organização. Desse modo, o processo de verificação da 
execução orçamentária vai contribuir também para a verificação 
da execução do plano estratégico. 
O Plano operacional: é o nível mais próximo da execução 
das atividades organizacionais. Nele se estabelecem as ações de curto 
prazo de recursos necessários, os prazos e as condições para a execução 
da empresa. Pode ser representado por instrumentos como planos de 
fabricação, programações de compras, cronogramas de projetos, etc. 
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Administração Financeira e Orçamentária110
Planos operacionais são elaborados e executados à luz das 
definições do orçamento empresarial.
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
Todos os planos (estratégico, tático e operacional) estão 
vinculados ao orçamento empresarial e, juntos, alimentam o 
sistema de informações da organização, que é o principal veículo 
de medição e comunicação dos resultados alcançados. Visto que 
o orçamento empresarial possibilita prever os gastos baseados 
nos períodos anteriores e o planejamento financeiro é o plano de 
negócios da empresa para os investimentos ou a incorporação.
Portanto, o planejamento financeiro é uma ferramenta que 
possibilita o alcance dos objetivos estratégicos das organizações, 
ao mesmo tempo que concebe harmonia e integração ao plano 
estratégico. Isso porque, na ausência da definição de objetivos 
estratégicos, o planejamento financeiro tende a ser apenas um 
orientador de gastos e de resultados de curto prazo.
Tabela 4: - Aquisição
Fonte: A autora (2019)
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Administração Financeira e Orçamentária 111
A análise de índices ajuda a revelar a condição global de 
uma empresa. Auxiliam analistas e investidores a determinar se 
a empresa está sujeita ao risco.
 Realizar análise das necessidades de 
projeção das demonstrações contábeis
Há uma relação direta de integração do desempenho 
operacional com os itens que compõem o patrimônio da entidade. 
A partir dessa integração é possível analisar a situação fi nanceira 
e patrimonial.
 Juros atribuídos ao pagamento ao longo do tempo
Unindo as principais demonstrações da contabilidade, 
o Balanço Patrimonial e a Demonstração dos Resultados, é 
possível compreender melhor essa integração. 
Veja as principais integrações no quadro a seguir:
Tabela 5 - Integração do desempenho ao patrimônio
Fonte: Controle de datas para o desembolso alinhado ao faturamento, adaptada pelo autor.
Há uma relação direta de integração do desempenho 
operacional com os itens que compõem o patrimônio da entidade. 
A partir dessa integração é possível analisar a situação fi nanceira 
e patrimonial.
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Administração Financeira e Orçamentária112
Unindo as principais demonstrações da contabilidade, 
o Balanço Patrimonial e a Demonstração dos Resultados, é 
possível compreender melhor essa integração. 
Veja as principais integrações no quadro a seguir:
Tabela 6 - Integração desempenho organizacional x patrimônio
Fonte: Adaptada pelo autor.
O desempenho operacional, por intermédio do lucro líquido 
do período, também será reconhecido no Patrimônio Líquido da 
entidade, contrabalanceando com as integrações dos ativos e passivos.
Figura 7: Integração do desempenho ao patrimônio
Fonte:Freepik
Retomando o exemplo da indústria metalúrgica e 
considerando a integração do seu desempenho operacional ao 
seu patrimônio, obtêm-se as seguintes relações:
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Administração Financeira e Orçamentária 113
Tabela 7 - Desempenho operacional do patrimônio
Fonte: Adaptada pelo autor.
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
Algumas informações são obtidas simplesmente pela leitura dos 
demonstrativos e outras somente após aplicar a técnica contábil 
de análise de balanços. Essa técnica consiste em uma ferramenta 
de grande valor nas tomadas de decisões, especialmente por 
possibilitar o conhecimento da situação econômica e fi nanceira 
da organização (MARION; OSNI, 2011).
Percebe-se, então, que ao mensurar o desempenho 
operacional da entidade e apontar os itens que o compõem faz-se 
necessário identifi car a relação destes com os ativos e passivos 
que constituem o patrimônio da entidade. Todos os itens 
patrimoniais emergem a partir do patrimônio da entidade, e ao 
mesmo tempo que são infl uenciados por ele também infl uenciam 
a sua composição.
 Analisando e interpretando o balanço patrimonial
O balanço patrimonial é a principal demonstração 
gerada pela contabilidade e tem sua obrigatoriedade prevista
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Administração Financeira e Orçamentária114
na legislação brasileira (Lei n. 6.404/1976, art.176, I). Nesse 
demonstrativo constam informações fi nanceiras e econômicas 
da organização em determinado período. Veja um exemplo de 
apresentação do balanço patrimonial. 
Tabela 8 - Balanço patrimonial
Fonte: Adaptada pelo autor.
Para realizar a análise do balanço patrimonial – e 
também dos demais demonstrativos – é necessário seguir 
alguns procedimentos que permitirão maior compreensão das 
informações contábeis registradas: 
1.º Passo Leitura prévia do demonstrativo 
Permite identifi car as informações disponíveis sem a 
necessidade de aplicação de alguma técnica. Basta apenas ler o 
demonstrativo. Informações como o período a que se referem, a 
moeda em que os valores são apresentados e os itens patrimoniais 
da organização no período são identifi cados na leitura prévia.
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Administração Financeira e Orçamentária 115
2.º Passo Análise da estrutura do demonstrativo, ou 
análise vertical 
Permitirá identificar a relevância dos itens patrimoniais 
por período, assim como compreender as estruturas de aplicação 
e financiamento do capital. 
3.º Passo Análise da evolução das contas patrimoniais 
ou análise horizontal 
Demonstra como os itens patrimoniais evoluíram de 
um período para o outro. A análise não explica as causas da 
evolução, mas pode indicar os principais itens patrimoniais 
que contribuíram para a realidade patrimonial, financeira e de 
desempenho da organização. 
4.º Passo Análise de indicadores 
Revelará informações ocultas nas demonstrações, como 
liquidez, endividamento, rentabilidade, prazos médios, entre 
outras informações. 
5.º Passo Análise comparativa com padrões de mercado 
Caso a organização tenha disponível o demonstrativo 
de empresas similares no ramo de atuação, pode-se também 
aplicar a análise comparativa entre elas. Para a análise ser útil, é 
necessário tomar alguns cuidados, como: 
 �Assegurar que os demonstrativos utilizem o mesmo 
período de referência; 
 �Assegurar que os demonstrativos registrem os valores 
na mesmamoeda; 
 � Identificar se há similaridades nos itens patrimoniais 
demonstrados pelas empresas. 
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Administração Financeira e Orçamentária116
Tomados esses cuidados, a análise comparativa poderá ajudar 
muito a organização a equiparar-se com outras empresas do 
mercado. Nesse caso, não se buscará explicações para este 
ou aquele comportamento, mas apenas se confirmará como 
está a realidade patrimonial, financeira e de desempenho da 
organização. Por exemplo, a empresa A, similar às empresas B 
e C, alcançou uma taxa de lucratividade de 10% no período, 
enquanto que as empresas B e C alcançaram, respectivamente, 
25% e 30%. Todas as três possuem contextos empresariais muito 
semelhantes, como porte, número de clientes, processos, parque 
fabril, produtos, entre outros. A análise comparativa da taxa de 
lucratividade da empresa A, por mais que tenha sido comemorada 
pelos proprietários e dirigentes, pode ser considerada como um 
desempenho medíocre para o mercado, indicando que a empresa 
não soube aproveitar o bom momento econômico. 
6.º Passo Relatório de análise de balanço 
Sempre será elaborado concomitantemente ao 
desenvolvimento dos passos anteriores, e será nele que as 
informações significativas serão descritas. Aqui se faz uso da 
boa comunicação escrita, aliada a recursos que auxiliam na 
compreensão das informações, como quadros, tabelas e gráficos. 
Juntamente com os demonstrativos contábeis elaborados pelas 
organizações, é um relatório da administração, que é um exemplo 
prático de análise de balanço, no qual constam informações que 
podem auxiliar na elaboração de conclusões sobre a realidade 
patrimonial, financeira e de desempenho da organização. 
Esses passos também podem ser entendidos como camadas 
da informação, de forma que em cada camada se descobrem 
várias informações e se formam diversos questionamentos que 
serão respondidos por meio da análise. Ao chegar ao último 
passo, ou camada, toda a informação se torna nítida e evidente, 
podendo-se concluir sobre a realidade patrimonial, financeira e 
de desempenho da organização nos períodos.
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Administração Financeira e Orçamentária 117
Leitura prévia 
Informações facilmente obtidas com a leitura da 
demonstração do resultado: 
 �Os períodos retratados na demonstração. 
 �A unidade monetária aplicada aos valores apresentados. 
 �O faturamento ou receitas de vendas auferidas em cada período. 
 �A composição dos custos da operação em cada período. 
 �A composição das despesas de operação em cada período. 
 �O resultado econômico alcançado ao final de cada período. 
 �As contas de resultado que possuem notas explicativas 
que detalham melhor a composição do seu montante. 
Também é possível cruzar informações com outros 
demonstrativos, principalmente o balanço patrimonial, para 
identificar informações ou inferir sobre comportamentos e causas. 
Analisando e interpretando a demonstração dos resultados A 
demonstração dos resultados da organização é o segundo principal 
relatório contábil e também faz parte do rol de demonstrativos 
exigidos pela Lei n. 6.404/1976 (art.176, III). Esse demonstrativo 
apresenta as receitas auferidas no período deduzidos todos os 
esforços operacionais para sua geração, destacando os vários 
estágios de formação dos lucros da organização para os usuários 
internos e externos. Dentre os esforços, estão os tributos sobre 
a venda e lucros, custos de mercadoria, produto ou serviços 
vendidos e despesas com vendas, administrativas e financeiras. 
Os mesmos procedimentos de análise do balanço patrimonial são 
aplicáveis à demonstração dos resultados, inclusive os mesmos 
passos são necessários para identificar as informações contábeis 
visíveis e ocultas. Acompanhe um exemplo de apresentação da 
demonstração dos resultados:
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Administração Financeira e Orçamentária118
Tabela 9 - DRE – Demonstração do Resultado do Exercício
Fonte: Elaborada pela autora
Leitura prévia 
Informações facilmente obtidas com a leitura da 
demonstração do resultado: 
�Os períodos retratados na demonstração. 
�A unidade monetária aplicada aos valores apresentados.
�O faturamento ou receitas de vendas auferidas em cada período. 
�A composição dos custos da operação em cada período. 
�A composição das despesas de operação em cada período. 
�O resultado econômico alcançado ao fi nal de cada período. 
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Administração Financeira e Orçamentária 119
 �As contas de resultado que possuem notas explicativas 
que detalham melhor a composição do seu montante. 
Também é possível cruzar informações com outros 
demonstrativos, principalmente o balanço patrimonial, para 
identificar informações ou inferir sobre comportamentos e 
causas.
Para concluir, para se conseguir realizar a análise do DRE 
Planejado x Realizado, a empresa precisa ter realizado seu 
planejamento orçamentário. Caso sua empresa ainda não tenha 
um planejamento orçamentário, deve realiza-lo. 
RESUMINDO
Por isso, o administrador precisa conhecer como planejar a 
estrutura de capital e analisar o planejamento financeiro e para 
ter um negócio adequado. Para poder estar alinhado ao mercado 
e ser um diferencial frente aos concorrentes analisar suas 
demonstrações financeiras para verificar se está sendo relevante 
para o mercado.
Caro estudante, você chegou ao fim desta aula, parabéns! Nela, 
você aprendeu sobre análise sobre orçamento de investimentos 
e de estrutura de capital. 
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Administração Financeira e Orçamentária120
REFLITA
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo 
tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente 
entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo 
o que vimos. Você deve ter aprendido que a estrutura de capital 
apropriada é essencial para um bom planejamento financeiro e 
análise das demonstrações financeiras.
Para complementar seu aprendizado, não deixe de realizar as 
atividades que acompanham esta aula. Até a próxima.
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Administração Financeira e Orçamentária 121
UNIDADE
04
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Administração Financeira e Orçamentária122
Você sabe qual é a principal responsabilidade da 
administração Financeira? Nessa disciplina você aprenderá 
a diferença entre a contabilidade e a gestão financeira, e 
a importância dos demonstrativos financeiros no âmbito 
corporativo. Além disso, será capaz de analisar e interpretar 
as demonstrações financeiras, o processo de planejamento 
financeiro, as principais fontes de recursos de curto prazo, 
bem como,analisar a situação financeira de uma empresa 
através da análise de seus demonstrativos. Com isso, também, 
realizará operações financeiras com base no conhecimento sobre 
orçamento.
Desse modo, ao final da disciplina você estará preparado 
para refletir e tomar decisões nas organizações a partir de uma 
visão sistêmica e que traga resultados equilibrados e positivos 
para a organização. Entendeu? Ao longo desta unidade letiva 
você vai mergulhar neste universo!
INTRODUÇÃO
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Administração Financeira e Orçamentária 123
1
2
3
4
Olá. Seja muito bem-vindo a nossa Unidade 4. Nesta 
unidade, o nosso objetivo é auxiliá-lo no desenvolvimento das 
seguintes competências profissionais: 
OBJETIVOS
Compreender como funciona a estrutura do custo 
de capital;
Aplicar as técnicas de implantação da política de 
dividendos;
Identificar e solucionar problemas relacionados ao 
planejamento financeiro de ativos;
Executar a análise da necessidade de projeção das 
demonstrações financeiras.
Então? Está preparado para uma viagem sem volta rumo ao 
conhecimento? Ao trabalho!
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Administração Financeira e Orçamentária124
Compreendendo como funciona o custo 
de capital
O papel da estrutura de capital
A literatura financeira ainda não apresentou um método de 
determinação da estrutura ótima de capital para as empresas. Por 
isso, nas análises financeiras da melhor estrutura de capital, as 
empresas buscam o equilíbrio entre os benefícios e os custos do 
financiamento com recursos próprios e com capital de terceiros. 
As fontes de capital podem ser originadas em capital 
próprio (aporte de capital dos sócios, emissão de ações, retenção 
de dividendos) e em capital de terceiros (emissão de debêntures, 
leasing, empréstimos e financiamentos bancários). Vamos 
OBJETIVO
Ao término deste capítulo você irá aprender sobre o custo de 
capital. O objetivo das empresas é obter com seus investimentos 
um retorno que possa cobrir, pelo menos, a expectativa mínima 
de ganhos almejada pelo proprietário. Nas análises financeiras, 
o custo de capital é uma ferramenta de planejamento financeiro, 
determinada pela combinação dos custos de oportunidade do 
capital próprio e do capital de terceiros. Mas quais capitais 
podem ser empregados numa empresa? Quais fontes de capital 
podem ser utilizadas? Como medir os custos desses capitais? 
Para responder a essas questões, vamos ao estudo da estrutura 
e do custo do capital próprio, do custo de capital de terceiros, 
bem como do custo médio ponderado de capital. Então vamos 
lá. Avante!
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Administração Financeira e Orçamentária 125
conhecer os componentes básicos da estrutura de capital a partir 
da leitura do balanço patrimonial (BP).
Figura 1 – Análise do valor da empresa
Fonte: GITMAN, 2010, p. 445. (Adaptado pelo autor).
A composição final da estrutura de capital depende das 
decisões dos administradores financeiros da empresa. Hoji 
(2009), entretanto, argumenta que a estrutura de capital mais 
próxima da ideal é aquela em que a relação entre o exigível de 
longo prazo e o patrimônio líquido produza o menor custo de 
capital para a empresa. O custo de oportunidade é o retorno da 
melhor oportunidade de investimento abandonada ao realizar 
o investimento na empresa (ASSAF NETO, 2009). Gitman 
(2006) salienta que existem diferenças básicas entre as duas 
fontes na sequência.
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Administração Financeira e Orçamentária126
Custo de capital próprio
 
Fonte: Freepik
O capital próprio são os fundos de longo prazo proporcionados 
pelos proprietários da empresa. No caso da empresa de 
sociedade limitada, a origem do capital próprio é o aporte de 
capital social realizado pelos sócios proprietários da empresa. 
Para esse caso, o custo do capital próprio é calculado a partir do 
custo de oportunidade do sócio proprietário, ou seja, pelo custo 
da melhor alternativa de investimento que ele deixa de realizar 
ao investir seu capital na empresa. Por isso, Gitman (2006) e 
Assaf Neto (2009) afirmam que o custo do capital próprio nesse 
caso considera a expectativa de retorno do empresário sobre o 
seu patrimônio líquido. 
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
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Administração Financeira e Orçamentária 127
O custo do uso do capital próprio, de forma geral, é a 
taxa de retorno dos investimentos realizados pela empresa que 
permite manter o valor de mercado de sua ação. O capital obtido 
com a emissão de ações ordinárias é, geralmente, a forma mais 
cara de capital próprio, seguida dos lucros retidos e das ações 
preferenciais .
A emissão de ações ordinárias é a forma mais cara de 
capital próprio em função dos riscos que os acionistas assumem, 
uma vez que o recebimento dos dividendos fica condicionado 
ao resultado da empresa, após o pagamento dos dividendos das 
ações preferenciais. Ao realizar o cálculo do custo do capital 
próprio, é necessário levar em conta os dividendos esperados 
pelos acionistas, pois, normalmente, espera-se que a empresa 
efetue a distribuição dos lucros periodicamente.
A taxa tradicionalmente utilizada para fins de custo de 
oportunidade é a taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de 
Custódia), que é a taxa básica de juros na economia, estabelecida 
pelo Banco Central do Brasil. No caso das empresas de capital 
aberto, o capital próprio tem origem em duas fontes básicas: 
ações preferenciais e capital de acionistas ordinários, o que 
inclui ações ordinárias e lucros retidos. Salientamos que uma 
ação é uma cota-parte do capital social de empresas de capital 
aberto, assim, quem compra uma ação se torna sócio da empresa. 
Existem dois tipos de ações: preferenciais e ordinárias. As ações 
preferenciais se caracterizam, como o próprio nome diz, pela 
preferência no recebimento dos dividendos, porém, não dão 
direito a voto nas assembleias da empresa. As ações ordinárias 
dão direito de voto e de participação nos lucros aos acionistas.
SAIBA MAIS
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Administração Financeira e Orçamentária128
Por dividendo, podemos entender a distribuição de lucros 
do ano corrente ou acumulado, em dinheiro, pelas sociedades de 
capital aberto . 
Hoji (2009, p. 203) diz que a empresa que paga os 
dividendos de forma regular passa credibilidade ao mercado, mas, 
“caso não pague os dividendos ou reduza significativamente seu 
valor, pode transmitir a sensação de dificuldades financeiras”. 
Sendo assim, a tomada de decisão de distribuição de dividendos 
é um fator importante, pois “determina a relação entre a parcela 
do lucro que será distribuída e a parcela do lucro que será 
retida para reinvestimento”, bem como considera os custos da 
emissão de novas ações e dos lucros retidos, pois o pagamento 
de dividendos implica redução de caixada empresa.
O risco não diversificável é um tipo de risco que ocorre 
de forma sistêmica no setor empresarial, ou seja, afeta todas as 
empresas, independente do setor em que se encontrem situadas. 
São exemplos interligados ao risco não diversificável: a inflação, 
as crises econômicas e as guerras. No CAPM, o retorno exigido, 
para todos os ativos, é formado de duas partes: a taxa livre de 
risco e um prêmio por risco. 
Para medir o custo do capital próprio, podemos utilizar a taxa 
obtida no modelo de precifi cação de ativos, também conhecido 
como capital asset pricing model (CAPM), segundo o qual o 
custo de capital próprio é o retorno exigido pelos investidores 
como recompensa pelo risco não diversifi cável da empresa, 
também denominado risco sistemático, atribuído a fatores de 
mercado que afetam todas as empresas (ASSAF NETO, 2009). 
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
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Administração Financeira e Orçamentária 129
A taxa livre de risco ou risk free (RF), geralmente, é 
estimada a partir do retorno das aplicações mais seguras do país, 
como a poupança. O prêmio por risco, por sua vez, depende das 
condições do mercado e do próprio ativo e pode ser dividido em: 
a. o prêmio por risco do mercado, ou seja, o retorno exigido 
ao se aplicar em qualquer ativo com risco (exemplo: ações das 
empresas), em lugar de aplicar à taxa livre de risco; 
b. um coeficiente de risco beta (β) que mede a sensibilidade 
do retorno da ação específica a variações das condições do 
mercado (GITMAN, 2006). Salientamos, que de acordo com 
Gitman (2006), o coeficiente beta (β) pode ser estimado através 
da covariância entre os retornos das ações da empresa (Ri) e 
os retornos do índice de mercado (Rm) dividido pela variância 
(σ2) dos retornos deste mesmo índice. A equação específica para 
o cálculo é: β = Cov (Ri, Rm) σ2 (Rm) Assim, a equação do 
CAPM é: 
ki = Rf + [β i x (Rm – Rf )] 
Onde: 
ki = retorno esperado ou exigido de um ativo, obtido a 
partir da média aritmética simples dos dados observados nas 
séries históricas de retorno dos investimentos; 
Rf = taxa livre de risco, ex: poupança; 
βi = beta de um ativo ou carteira: identifica o risco 
sistemático do ativo em relação ao mercado; Rm = retorno 
esperado da carteira de mercado, representa a média dos retornos 
de todos os investimentos disponíveis no mercado; 
(Rm – Rf) = prêmio pelo risco de mercado.
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Administração Financeira e Orçamentária130
Nas análises do CAPM, precisamos considerar duas outras 
propriedades do beta: o beta de carteira de mercado é igual a 1, 
e o beta de ativo livre de risco, zero. Se β = 1,0, o risco da ação 
é igual ao risco sistemático do mercado como um todo; se β > 
1,0, há um risco sistemático mais alto que o risco da carteira de 
mercado, e o investimento é interpretado como agressivo; se β < 
1,0, há um risco sistemático menor que o da carteira de mercado, 
e o investimento é interpretado como defensivo (ASSAF NETO, 
2009). Acrescentamos que uma carteira de mercado é um 
conjunto de ativos (títulos), sendo que cada ativo é ponderado 
pelo seu peso no valor total da carteira. 
Acompanhe o exemplo: o beta da empresa Delta SA é igual 
a 1,2. Se o retorno da carteira de mercado variar 1%, quanto será 
o impacto sobre o retorno da empresa? 
Solução: O valor do coeficiente beta demonstra a variação 
do retorno da empresa sempre que o retorno do mercado variar 
1%. Assim, temos duas possibilidades: Uma vez que o beta da 
empresa Delta é positivo (1,2), então a variação do retorno da 
empresa será diretamente proporcional à variação do retorno do 
mercado, ou seja, se o retorno de mercado variar positivamente 
em 1%, o retorno da empresa Delta SA variará positivamente 
em 1,2%; Isso significa que em período de ganhos do retorno do 
mercado a empresa Delta tem maiores ganhos que o mercado. 
Por outro lado, se o retorno de mercado variar negativamente 
em 1%, o retorno da empresa Delta SA varia negativamente 
em 1,2%. Isso significa que em período de queda do retorno do 
mercado a empresa Delta tem maiores perdas que o mercado. 
A maioria dos coeficientes β está entre 0,5 e 2. O 
retorno de uma ação que tem β = 0,5 tende a variar 
0,5% a cada 1% de variação do retorno de carteira 
de mercado. Uma ação que tem β = 2 tende a variar 
2% a cada 1% de variação do retorno da carteira 
de mercado (GITMAN, 2006). 
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Administração Financeira e Orçamentária 131
Assim, o capital próprio é um elemento importante 
na estruturação de capital de uma empresa, porém pode ser 
complementado com capitais de origem de terceiros, tema que 
será abordado na sequência. Ponto de equilíbrio.
Custo de capital de terceiros 
O capital de terceiros é o recurso financeiro oriundo de 
empréstimos e financiamentos de longo prazo, remunerado 
pelos juros e, geralmente, adquiridos em empréstimos e emissão 
de debêntures. O custo de capital de terceiros é relativamente 
mais barato em comparação a outras formas de financiamento, 
porque os credores têm menores riscos, dada sua preferência 
sobre qualquer outro pagamento. Há, ainda, outro elemento que 
pode ser decisivo na definição do uso de capital de terceiros: no 
caso dos empréstimos ou debêntures, a taxa real de juros se torna 
inferior à taxa de juros efetivamente paga, uma vez que os juros 
pagos são despesas dedutíveis do IR. 
Essa dedução aumenta os fluxos de caixa e deixa maior 
valor disponível aos investidores. Neste caso o custo pode ser 
encontrado com a seguinte equação (GITMAN, 2006): Ki = Kd 
× (1 – T) Onde: Ki = custo de capital de terceiros depois do 
IR; Kd = custo de capital de terceiros antes do IR; T = alíquota 
do IR. Debêntures são títulos de longo prazo que as empresas 
podem emitir para captar recursos no mercado para novos 
investimentos ou para capital de giro, em que os títulos oferecem 
uma remuneração atrativa .
Vamos ao cálculo: supondo que a alíquota de IR da empresa 
Delta seja de 25%. Usando o custo de capital de terceiros de 
8% antes do imposto de renda, temos o custo de capital de 
terceiros depois do imposto de renda: [8% × (1-0,25)] = 6%. 
Gitman (2006) destaca que os investimentos da empresa deverão 
render o suficiente para pagar os juros dos capitais de terceiros 
e proporcionar um lucro compatível com as expectativas dos 
acionistas. As empresas podem captar crédito no mercado, 
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Administração Financeira e Orçamentária132
porém, é necessário planejar e controlar as dívidas. Seguem 
dicas sobre financiamentos empresariais no vídeo “Como obter 
uma linha de crédito para minha empresa?”. 
Fonte:Freepik
Dessa forma, a estrutura de capital pode ser formada pela 
composição de capital próprio e de capital de terceiros, neste 
caso, podemos calcular o custo médio ponderado de capital, 
tema a ser estudado na sequência.
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Administração Financeira e Orçamentária 133
Identificando e solucionando problemas 
planejamento da política de dividendosPatrimônio e seu planeamento financeiro
Patrimônio é o conjunto de bens que pertencem a uma pessoa, 
física ou jurídica, e que podem se enquadrar em três situações 
distintas:
 �Bens da empresa que estão em seu poder – são as 
mercadorias, máquinas, instalações, computadores, dinheiro em 
espécie, entre outros, denominados como “bens”.
 �Bens da empresa que estão em poder de terceiros – 
representam os “direitos” que a empresa possui de receber bens 
entregues a terceiros ou o correspondente em dinheiro, tais como 
os recursos provenientes de uma venda de mercadoria que estão 
por receber, os recursos aplicados em uma instituição financeira, 
entre outros.
 �Bens de terceiros que estão em poder da empresa 
– são as “obrigações” que a instituição possui em relação a 
terceiros, tais como matérias-primas ou mercadorias adquiridas 
para revenda, pelas quais a empresa pagará, ou adiantamentos 
realizados por clientes para recebimento futuro de mercadorias, 
produtos ou serviços.
DEFINIÇÃO
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Administração Financeira e Orçamentária134
Pode-se resumir patrimônio como o conjunto de bens, 
direitos e obrigações que são necessários para que a entidade 
cumpra seu objetivo social.
Identificando e solucionando problemas 
relacionados ao risco econômico e financeiro
Informações contábeis e seus usuários
Consequentemente, desejam que a empresa criada aumente 
sua riqueza pessoal por intermédio da distribuição dos lucros 
auferidos. Para os sócios, a contabilidade é fundamental. 
Uma contabilidade ágil e fidedigna possibilitará que os 
sócios administradores acompanhem toda a evolução da empresa 
que criaram e obtenham informações sobre questionamentos, 
como: 
 �A empresa está gerando lucros? 
 �Como está a situação financeira da empresa? 
 �Em qual projeto é possível investir? 
Os sócios administradores são os principais usuários da 
informação contábil. Ao fundarem a organização a partir de 
uma ideia, disponibilizaram recursos para sua operação e, desde 
então, dedicam tempo para que ela obtenha o reconhecimento 
do mercado.
IMPORTANTE
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Administração Financeira e Orçamentária 135
Responder a essas perguntas é crucial para que as 
decisões tomadas pelos sócios surtam efeitos positivos sobre 
a organização. Ou, em situações ruins, minimizem possíveis 
efeitos negativos. 
Além dos sócios administradores, os sócios investidores 
também são usuários da informação contábil. Esses sócios 
se preocupam com os riscos inerentes ao investimento e 
ao retorno produzido por ele. As informações contábeis 
permitirão decidirem entre a compra, a manutenção ou a venda 
de investimentos. Por exemplo, ao divulgar as informações 
contábeis sobre o resultado gerado em determinada empresa e 
as influências desses resultados sobre o patrimônio da entidade, 
os sócios investidores poderão avaliar se haverá um incremento 
no valor das ações ou participações que detêm sobre o capital da 
entidade.
Há de se destacar que esse tipo de sócio é de grande relevância 
para empresas com ações negociadas em bolsa de valores e para 
alguns modelos de negócios em que o sócio investidor participa 
da sociedade empresarial em caráter temporário. Em muitos 
casos, esse parceiro pode não participar da administração, mas 
influencia algumas decisões.
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
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Administração Financeira e Orçamentária136
Outra categoria de usuário da informação contábil que 
se pode destacar são os próprios empregados da entidade 
e entidades sindicais. Tais usuários estão interessados em 
informações contábeis que lhes permitam avaliar a estabilidade e 
a lucratividade de seus empregadores e, consequentemente, se a 
entidade tem capacidade de prover sua remuneração, benefícios 
de aposentadoria e oportunidades de emprego.
Em situação semelhante às instituições financeiras estão os 
diversos credores da entidade, como fornecedores de matérias-
primas, imobilizados, serviços, entre outros. 
Porém, o horizonte de tempo que eles consideram para a 
análise das condições financeiras e patrimoniais da entidade é 
mais curto.
Os clientes, por sua vez, também têm interesse em 
informações contábeis que demonstrem a continuidade 
operacional da entidade, especialmente quando possuem 
relacionamento em longo prazo com os produtos por ela 
fornecidos, ou, ainda, quando dependem dela como fornecedor 
importante.
As esferas governamentais estão interessadas na 
destinação dos recursos gerados pela empresa com a finalidade 
Instituições financeiras são outra classe de usuários das 
informações contábeis das empresas. Para elas, a contabilidade da 
empresa vai determinar a capacidade de pagar seus empréstimos 
ou financiamentos e os correspondentes custos financeiros no 
vencimento contratado. 
SAIBA MAIS
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Administração Financeira e Orçamentária 137
de regulamentar as atividades das entidades, esta=belecer 
políticas tributárias e produzir bases estatísticas do desempenho 
econômico e social do país.
Situações líquidas do patrimônio 
Em uma situação líquida negativa, o lastro é inferior 
aos compromissos, indicando a possibilidade de risco de não 
recebimento por parte dos terceiros. 
Essa análise é muito mais complexa que uma simples 
comparação entre bens e direitos e obrigações, sendo necessário 
considerar outros aspectos, como prazos de recebimentos dos 
direitos e pagamentos das obrigações, característica do bem e 
seu valor venal. 
Há situações em que os valores dos bens, dos direitos e 
das obrigações estão subavaliados ou superavaliados, gerando 
uma situação líquida aparente que não condiz com a realidade 
patrimonial da empresa. 
As entidades interferem no meio social de diversas formas e, 
por isso, a sociedade em geral também é uma possível usuária 
da informação contábil. Por intermédio da contabilidade das 
entidades, a sociedade poderá avaliar a contribuição que ela traz 
à economia local, empregando pessoas e utilizando fornecedores 
locais. Além disso, podem identificar a evolução do desempenho 
da organização, seus projetos sociais e ambientais.
REFLITA
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Administração Financeira e Orçamentária138
Por exemplo, considere que nos dados patrimoniais da loja de 
informática existem as seguintes distorções de valor dos itens 
patrimoniais:
 �No saldo do dinheiro em caixa foi identificado que há 
R$ 500,00 em cheque de terceiros, que não possuem fundos.
 �No saldo de estoques de peças para manutenção de 
computadores existem peças obsoletas que somam R$ 5.000,00, 
o que significa que não poderão ser utilizadas.
 �No saldo de valores a receber dos clientes pela revenda 
de computadores, 
 �R$ 20.000,00 são irrecuperáveis, ou seja, não será 
possível o recebimento desse valor.
 �No saldo a pagar de obrigações com fornecedores de 
computadores há uma dívida vencida que vai gerar uma multa 
de R$ 3.000,00 pelo atraso.
 �No saldo a pagar de obrigações com fornecedores de 
peças está faltando oregistro de uma obrigação antiga no valor 
de R$ 50.000,00 que o fornecedor ainda não cobrou, porém 
existe documentação hábil para que ele exija o pagamento a 
qualquer momento.
EXEMPLO
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Administração Financeira e Orçamentária 139
Diante desse contexto, a realidade patrimonial da loja 
é outra, pois são necessários ajustes aos valores dos bens, 
dos direitos e das obrigações, alterando a situação líquida do 
patrimônio.
Fonte:Freepik 
Realizar análise das necessidades de risco 
econômico e payback
Taxa mínima de atratividade e Retorno do Investimento
De acordo com os autores: Segundo Galvão; Bressan; 
Campos; Boechat; Araujo; Ribeiro; Brasil; Mota; Rossetti; 
Lauria;Barros; Gontijo; Pires; Oliveira (2008):, os indicadores 
de rentabilidade são demonstrados na relação entre o resultado 
líquido da empresa num determinado período e o capital investido. 
Desta forma, são os principais indicadores de rentabilidade: 
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Administração Financeira e Orçamentária140
a. Lucro por ação (LPA);
b. Retorno sobre o investimento (ROI); 
c. Retorno sobre o ativo (ROA); 
d. Retorno sobre o capital próprio (ROE). 
Segundo o autor: “Os índices de rentabilidade verificam 
o retorno dos capitais investidos, são indicadores vitais para a 
análise do desempenho das empresas, através destes indicadores 
é possível identificar se as empresas são viáveis operacionais”. 
Portanto analisando as citações da KPMG e de Guedes, 
as organizações devem adotar sistemas de gestão eficiente para 
se mantiver no mercado, tendo lucro e gerando riqueza e sendo 
muito importante também na reestruturação de uma empresa em 
crise, tais como: uma gestão financeira profissional/governança 
corporativa, a liquidez, a gestão do capital de giro, e a análise dos 
indicadores econômicos e financeiros, que são gerados através 
dos relatórios contábeis.
Segundo citações dos autores, vemos que os indicadores 
de rentabilidade expressam através de números a relação entre 
o resultado líquido e o capital investido e são extremamente 
importantes para empresa. Diante disso, serão abordados 
alguns indicadores de rentabilidade, tais como: retorno sobre o 
investimento, retorno sobre o ativo e o retorno sobre o capital 
próprio. Segundo o autores Galvão; Bressan; Campos; Boechat; 
Araujo; Ribeiro; Brasil; Mota; Rossetti; Lauria; Barros; Gontijo; 
Pires; Oliveira (2008) “O retorno sobre o investimento demonstra 
qual foi, no período, a rentabilidade sobre o investimento 
realizado para a geração do resultado”. 
“O retorno sobre o ativo dá uma medida de recuperação 
do investimento. Quanto maior o resultado, melhor, indicando 
que a empresa recuperará o capital investido em menor 
tempo.”(GALVÃO; BRESSAN; CAMPOS; BOECHAT; 
ARAUJO; RIBEIRO; BRASIL; MOTA; ROSSETTI; LAURIA; 
BARROS; CONTIJO; PIRES; OLIVEIRA, 2008) Segundo 
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Administração Financeira e Orçamentária 141
Galvão; Bressan; Campos; Boechat; Araujo; Ribeiro; Brasil; 
Mota; Rossetti; Lauria;Barros; Gontijo; Pires; Oliveira (2008) 
“O retorno sobre o capital próprio mostra a rentabilidade do 
capital próprio num determinado período”. 
Tabela – Indicadores de rentabilidade Fonte: Adaptado de Galvão; Bressan; Campos; Boechat; Araujo; 
Ribeiro; Brasil; Mota; Rossetti; Lauria; Barros; Contijo; Pires; Oliveira, (2008).
 Portanto, os indicadores de rentabilidade demonstram 
através de números qual foi o retorno que a empresa teve 
diante dos capitais investido. Esta análise de rentabilidade é 
muito importante, visto que em uma economia em crise, ser 
rentável significa maior ganho e consequentemente maior 
competitividade.
A gestão financeira é de suma importância em tempos de 
crise, seja ela relacionada a fatores interno ou externos, pois 
contribui para a geração de resultado e para a perenidade da 
empresa. No trabalho foram feitos levantamentos de dados para 
a busca de informações referente às crises, buscou-se também 
analisar a importância da gestão financeira, as principais 
ações do gestor e a análise dos resultados encontrados. Sendo 
assim, houve o alcance de todos os objetivos, tanto geral como 
específicos. 
Retorno sobre 
o investimento
Retorno sobre o investimento = lucro líquido
 
 investimento médio
Retorno sobre 
o ativo.
Retorno sobre o ativo = lucro líquido
 ativo total médio
Retorno sobre 
o capital 
próprio
Retorno sobre o capital próprio = lucro líquido
 patrimônio líquido médio
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Administração Financeira e Orçamentária142
Através do estudo chegou-se à conclusão que diante das 
dificuldades que os empresários passam em tempos de crise, a 
gestão financeira é uma das principais ferramentas que o gestor 
deve utilizar, devido os benefícios que pode oferecer, pois 
ajuda a ter uma gestão mais profissional, através dos cálculos 
dos indicadores econômico-financeiros é possível saber se a 
empresa possui liquidez, se tem capital de giro suficiente para 
suas operações, qual o grau de endividamento, se a empresa é 
rentável e se está tendo lucro.
Valor presente líquido, Taxa interna de 
retorno e Período de Payback
A análise da viabilidade do empreendimento visa 
principalmente decidir sobre a aplicação dos recursos e o retorno 
sobre o investimento. A análise da viabilidade para a implantação 
do centro de distribuição para a Decori foi realizada através dos 
cálculos do ROI (Retorno sobre o investimento), PAYBACK 
(Tempo de recuperação do investimento realizado), TIR (Taxa 
Interna de Retorno) e VPL (Valor Presente Líquido). Para 
complementar a análise, foram realizados cálculos de indicadores 
financeiros a fim de avaliar o potencial de pagamento e o grau de 
endividamento do projeto. 
O conceito de ROI (retorno sobre o investimento) é o 
período que o investimento será amortizado, para começar 
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Administração Financeira e Orçamentária 143
a gerar lucros. No caso da Decori, a partir do 14º a empresa 
recupera todo o investimento necessário e começa a gerar lucros. 
Já o Payback (prazo de retorno do investimento inicial) indica 
basicamente quando o investimento necessário será recuperado, 
no caso da empresa, também no 14º ano. 
Com relação a TIR (taxa interna de retorno) é a taxa de 
juros necessária para igualar o valor de um investimento (valor 
presente) com seus respectivos retornos. Quanto maior o TIR, 
melhor a saúde financeira da empresa. Por exemplo uma epes 
a taxa não fica positiva dentro de vinte anos, considerando um 
retorno esperado de 20%. Já o VPL (valor presente líquido) é o 
resultado da diferença entre o valor dos fluxos livres de caixa 
trazidos ao período inicial e o valor do investimento. Quando 
o VPL é maior que 0, informa que o projeto é viável. O projeto 
do centro de distribuição da Decori com apenas 02 lojas não se 
torna viável ao longodos 20 anos projetados. 
Os indicadores financeiros calculam a situação atual 
da empresa, visando analisar a sensibilidade do investimento, 
devido ao grau de incerteza das estimativas foram considerados 
pontos relevante a análise do ROI (retorno sobre o investimento) 
e do Payback (prazo de retorno do investimento inicial) e 
ambos demonstram que a Decori só terá resultados positivos a 
partir do 14º ano, onde a empresa recupera todo o investimento 
necessário e começa a gerar lucros. Nessa analise a TIR (taxa 
interna de retorno) e o VPL (valor presente líquido) apresentaram 
resultados negativos, valores que não atendem a expectativa, 
demonstrando que atualmente o projeto é inviável. 
Tentando avaliar se o projeto se tornaria viável em algum 
momento, nos foi projetado o fluxo de caixa e nos indicadores 
financeiros considerando e chegou-se a conclusão que com esse 
número de empresas gerando receita para o centro de distribuição 
o projeto torna-se viável financeiramente.
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Administração Financeira e Orçamentária144
Análise comparativa dos métodos utilizados 
nas operações
Analisando as qualidades inerentes à informação contábil 
de modo que possa criar valor no processo de gerenciamento das 
organizações. De acordo com a Resolução CFC n. 1.374/2011, 
que estabelece a estrutura conceitual para elaboração e divulgação 
de relatório contábil-financeiro, a informação contábil deve 
conter várias qualidades para ser julgada útil no processo de 
gerenciamento das organizações: 
a. Qualidades primárias da informação contábil – 
relevância e fidedignidade. 
b. Qualidades que adicionam valor à informação 
contábil – comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e 
compreensibilidade. 
A seguir serão verificadas cada uma dessas qualidades. 
a. Relevância é um atributo da informação contábil que 
faz a diferença em um processo decisório. Isso é possível 
pela capacidade da contabilidade de predizer cenários futuros 
ou confirmá-los. Quando a informação contábil é empregada 
internamente pelos dirigentes e gerentes, esses cenários estão 
diretamente ligados ao impacto da decisão sobre o patrimônio 
e o desempenho da organização. Ou, quando utilizada pelos 
usuários externos à organização, podem estar ligados a outra 
finalidade como decisões de investir, comprar, vender, associar-
se à organização etc. A informação contábil tem valor preditivo 
se puder servir como dado de entrada em processos utilizados 
pelos usuários para antecipar comportamentos. 
Para ter a capacidade de confirmar cenários, a informação 
contábil necessita retroalimentar o processo decisório, servindo 
como feedback comparativo dos impactos causados pela decisão 
tomada em uma predição, conforme ilustrado na figura a seguir.
O valor preditivo e o valor confirmatório da informação 
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Administração Financeira e Orçamentária 145
contábil estão inter-relacionados. Toda informação que tem valor 
preditivo pode ser confirmada no momento em que se espera que 
os impactos se concretizem. 
Por exemplo, ao elaborar um orçamento empresarial, as 
organizações predizem comportamentos de receitas, custos, 
despesas, tributos, fluxos de caixa, resultados e necessidades 
patrimoniais e financeiras para um período. Portanto, estabelece-
se um cenário futuro baseado em diversas predições, muitas 
delas originadas das informações contábeis. 
Dessa forma, a informação contábil retroalimenta o 
processo de gestão do orçamento da organização. Para ser 
relevante, a informação contábil também necessita possuir 
características de materialidade. De acordo com a Resolução 
CFC n. 1.374/2011, “a materialidade é um aspecto de relevância 
específico da entidade baseado na natureza ou na magnitude, 
ou em ambos, dos itens para os quais a informação está 
relacionada” (RESOLUÇÃO CFC. n. 1.374/2011, QC11, p. 12). 
Diz se que a informação contábil é material quando sua ausência 
ou divulgação distorcida podem influenciar o processo decisório 
dos usuários. 
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Administração Financeira e Orçamentária146
Portanto, a materialidade pressupõe a perícia e a ética do 
profissional contábil, de forma que quando empregadas garantam 
que a informação reportada reflita com exatidão a realidade 
patrimonial e financeira da entidade. A relevância da informação 
pode ser demonstrada quando sua existência e consideração 
fortalecem ou enfraquecem a seleção de alternativas, confirmam 
comportamentos e resultados esperados, ou propiciam novas 
abordagens ao processo decisório dos usuários da informação 
contábil. • Fidedignidade Para ser útil, a informação contábil 
precisa ter a qualidade de ser relevante, mas também deve 
representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe 
representar. A fidedignidade é um termo relacionado à veracidade, 
autenticidade, credibilidade e confiabilidade da informação 
contábil. Para se afirmar que a informação contábil é fidedigna, é 
necessário a existência de três atributos para a informação: “Nem 
a representação fidedigna de fenômeno irrelevante, tampouco a 
representação não fidedigna de fenômenos relevante auxiliam 
os usuários a tomarem boas decisões” (RESOLUÇÃO CFC n. 
1.374/2011, QC17). Portanto, a utilidade da informação contábil 
depende de relevância e fidedignidade. • Comparabilidade é a 
característica da informação contábil que permite aos usuários 
identificar e compreender similaridades e diferenças entre os 
mesmos objetos de decisão. Um objeto de decisão é aquele 
para o qual é canalizado todo o esforço de análise, avaliação e 
predição. Alguns exemplos de objeto de decisão: obter o maior 
retorno sobre o investimento, reduzir gastos operacionais de 
curto prazo, elevar lucros na operação, gerar mais caixa, entre 
outros.
+++ EXPLICANDO DIFERENTE
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Administração Financeira e Orçamentária 147
Em suma, os objetos de decisão representam os 
resultados esperados a partir da tomada de decisão do usuário. 
Diferentemente de outras características qualitativas da 
informação contábil, a comparabilidade não está relacionada a 
um único item. A comparação requer no mínimo dois itens para 
que se possa inferir a melhor ou a pior alternativa.
Ressalta se que para haver a comparabilidade é necessário 
que as bases comparativas estejam consistentes e uniformes. 
A consistência refere-se ao uso dos mesmos métodos para 
os mesmos itens comparáveis, o que pode ser representado 
como período, base monetária, valor real ou atualizado. Já a 
uniformidade diz respeito à estrutura das bases comparativas 
dos itens comparáveis. Tais estruturas precisam ser iguais 
para ocorrer o processo de comparabilidade. Por exemplo, ao 
comparar o crescimento do faturamento de um período a outro, 
faz-se necessário que algumas regras estejam implícitas na 
informação contábil: 
a. As informações devem estar representadas na mesma 
medida de valor (moeda). 
b. Todas as informações estão acumuladas para o mesmo 
intervalo de meses. 
c. Todas as informações referem-se às mesmas fontes de 
receitas. d) Não ocorreram exclusões ou adições de receitas 
apenas em determinado período que não foram realizadas no 
outro período em comparação.Decisões sempre envolvem 
escolhas, como, por exemplo, vender ou manter um investimento, 
ou investir em uma entidade ou em outra. 
Consequentemente, a informação contábil acerca da 
entidade terá mais utilidade caso possa ser comparada com 
uma informação similar de outras entidades ou com informação 
similar sobre a mesma entidade em outro período 
a. Verificabilidade: Essa qualidade da informação contábil 
refere-se à capacidade de comprovação da sua autenticidade 
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Administração Financeira e Orçamentária148
por qualquer usuário e em qualquer tempo. A verificabilidade 
ajuda a assegurar que a informação contábil representa, 
com fidedignidade, o fenômeno econômico que se propõe a 
representar. Em situações de predição da informação contábil, 
pode não ser possível verificar algumas explicações e alguma 
informação sobre o futuro. Para ajudar os usuários a decidirem 
se desejam utilizar a informação contábil preditiva, é necessário 
divulgar as premissas, métodos de obtenção da informação 
e outros fatores e circunstâncias que foram utilizadas na sua 
formação. Essa divulgação permitirá que os usuários possam 
avaliar se algum item foi aplicado de forma equivocada, e repetir 
o processo de predição, criando novas bases para a tomada de 
decisão. 
b. Tempestividade: Essa qualidade da informação contábil 
está relacionada ao tempo em que a informação está disponível 
aos tomadores de decisão. Esse tempo deve ser adequado e dentro 
do espaço de tempo em que a decisão vai ser (ou precisa ser) 
tomada pelos usuários. Geralmente, a informação mais antiga 
tem menos utilidade que a informação mais recente. De acordo 
com a Resolução CFC n. 1374/2011, “certa informação pode ter 
o seu atributo tempestividade prolongado após o encerramento 
do período contábil, em decorrência de alguns usuários, 
por exemplo, necessitarem identificar e avaliar tendências” 
(RESOLUÇÃO CFC n. 1374/2011, QC29). 
De acordo com Padoveze (2010), a informação deve ser tratada 
como qualquer outro produto disponível para o consumo. 
Algumas vezes não se sabe quando os usuários vão consumir as 
informações, mas na maioria das vezes sim. Por isso, a contabili-
SAIBA MAIS
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Administração Financeira e Orçamentária 149
Algumas vezes, vai além da manifestação da necessidade 
do usuário, sendo a própria tecnologia o meio para detectar 
situações e criar essas necessidades. Softwares poderosos, 
como sistemas integrados de gestão, banco de dados robustos 
e soluções de mineração de dados aliados a hardwares mais 
eficientes, permitem a identificação de comportamentos e 
situações empresariais em desacordo e comunicam-se com o 
usuário da informação para que tome as providências necessárias. 
Em alguns casos, o próprio software dá início a uma ação 
programada que corrige ou inibe a ocorrência de erros e fraudes.
Decisão de investimento
As decisões de investimento têm por objetivo criar valor 
para a empresa a partir da escolha da melhor e mais rentável 
alternativa de emprego dos recursos financeiros. 
dade tem o papel fundamental de mapear as necessidades 
de informações dos usuários internos e externos e criar 
procedimentos e ferramentas que lhes permitam acessá-las com 
agilidade quando houver necessidade. Indiscutivelmente, os 
avanços da tecnologia da informação, sobretudo as tecnologias 
aplicadas aos negócios, têm trabalhado muito para criar 
condições para que a informação esteja disponível no tempo 
certo para a tomada de decisão.
SAIBA MAIS (CONTINUAÇÃO)
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Administração Financeira e Orçamentária150
Para embasar suas escolhas, a empresa pode utilizar 
técnicas de orçamento de capital, tais como payback, valor 
presente líquido (VPL) e taxa interna de retorno (TIR). Porém, 
os investimentos estão predispostos aos riscos que, por sua vez, 
estão relacionados à variabilidade dos retornos da empresa. 
Por isso, existem técnicas estatísticas que podem auxiliar o 
administrador financeiro na mensuração dos riscos e na tomada 
de decisão de investimento. Você sabe o que é orçamento de 
capital? Conhece as equações das técnicas desse orçamento? 
Conhece as principais medidas de risco e de retorno? 
O orçamento de capital é um processo que auxilia no 
programa de investimentos em ativos permanentes da empresa, 
considerando períodos acima de um ano. Para realizar gastos 
de capital, é fundamental que a empresa contabilize o custo-
benefício de cada aquisição, com vistas a escolher a alternativa 
mais rentável. Quais os principais motivos para realizar gastos 
de capital? Quais fluxos de caixa devemos considerar para as 
análises de investimento? 
O gasto de capital é um desembolso realizado com o intuito 
de gerar resultados econômicos em um período superior a um 
ano e, por isso, é considerado um investimento empresarial.
Os principais motivos para os gastos de capital 
são: Expansão, que é a aquisição de ativos 
imobilizados, como imóveis e instalações de 
produção; substituição, que é a reposição ou 
substituição de ativos obsoletos ou desgastados; 
renovação, que é a construção, reforma ou ajuste 
de um ativo imobilizado e outros gastos, tais 
como, desembolsos com: propaganda, pesquisa e 
desenvolvimento, consultoria de gestão e novos 
produtos, instalação de controle de poluição e 
segurança etc. Salientamos que se uma máquina 
precisar de um reparo importante, o custo do 
reparo deve ser comparado ao da substituição da 
máquina, levando em conta também os benefícios 
da substituição (GITMAN, 2006). 
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Administração Financeira e Orçamentária 151
De modo geral, podemos dizer que os gastos de capital 
são realizados para atender à necessidade de investimentos 
da empresa Na sequência, serão apresentados os tipos de 
investimento.
Para responder a essas questões, vamos ao estudo dos 
motivos do gasto de capital, dos tipos de investimento, dos 
fluxos de caixa relevantes e da engenharia econômica.
Tipos de investimento
Segundo Hoji (2009), podemos considerar os investimentos 
permanentes como imobilização fixa, que corresponde ao 
conjunto de bens tangíveis ou intangíveis vinculados ao 
processo produtivo. Assaf Neto (2009, p. 298-299) descreve os 
tipos de investimento que as empresas podem realizar, dos quais 
destacamos os seguintes: 
É importante observar que, na execução de suas atividades, as 
empresas realizam também os gastos operacionais, dos quais 
são exemplos os gastos administrativos e gastos com salários 
que são desembolsos realizados para facilitar as operações da 
empresa e, por isso, não são considerados investimentos. Neste 
material, trataremos apenas dos gastos de capital.
IMPORTANTE
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Administração Financeira e Orçamentária152
 � Investimento economicamente independente: são 
investimentos nos quais os fluxos de caixa de um não influenciam 
os fluxos de caixa do outro, ou ainda, a escolha de um investimento 
não exclui a escolha do outro. Por exemplo: aaquisição de ar 
condicionado para o setor administrativo e de nova máquina de 
costura para o setor produtivo.
 � Investimento economicamente dependente: são 
investimentos nos quais os fluxos de caixa de um influenciam os 
fluxos de caixa do outro, por isso, a escolha de um investimento 
está relacionada a escolha do outro. Se a influência for negativa 
significa que são investimentos substitutos, se a influência for 
positiva, são investimentos complementares.
 � Investimentos com dependência estatística: são 
investimentos em que os retornos variam de acordo com 
variações no retorno de outros.
 � Investimento com restrição orçamentária: ocorre 
quando duas ou mais propostas independentes de investimento 
não podem ser viabilizadas ao mesmo tempo em função da 
impossibilidade de financiamento.
 � Investimento mutuamente excludente: projetos em 
que a aceitação de um deles implica desconsiderar os demais. 
Exemplo: a empresa analisa a aquisição de um veículo e 
avalia, no estudo, cinco marcas diferentes. Apenas a marca que 
apresentar o melhor custo-benefício será escolhida. 
Assim, no processo de decisão de investimento da empresa, 
muitas vezes, serão diversas as alternativas a serem avaliadas. 
Para a tomada de decisão, um elemento importante de análise 
é o fluxo de caixa de cada investimento, por isso, na sequência, 
estudaremos os fluxos de caixa mais relevantes.
Fluxos de caixa relevantes
Por meio da elaboração de um orçamento de capital, é possível 
determinar os fluxos de caixa relevantes para a empresa: investimento 
inicial, caixa operacionais e caixa terminais ou residuais.
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Administração Financeira e Orçamentária 153
O valor do investimento inicial se refere ao recurso 
financeiro que será desembolsado inicialmente pela empresa em 
um novo empreendimento. 
Os caixas operacionais são compostos pelos recursos 
financeiros oriundos das vendas dos bens e serviços e pelos 
gastos com as operações da empresa, sendo que no registro dos 
gastos ressalta-se como exceção os custos com depreciação e 
amortização, uma vez que estão relacionados a atividades de 
investimento. Ressaltamos que o resultado operacional é sempre 
apurado antes dos encargos financeiros.
Os caixas terminais (residuais) podem ser compreendidos 
como o resultado do encerramento e da liquidação de um projeto 
no fim de sua vida útil, e são calculados após o imposto de renda, 
excluindo as entradas operacionais que ocorrem no último ano 
do projeto.
Dessa forma, o acompanhamento dos fluxos de caixa 
relevantes considerando os investimentos iniciais, os caixas 
operacionais e os terminais (residuais), é uma ferramenta 
fundamental para que a empresa realize análises que permitam 
maximizar o investimento de seus recursos financeiros. E além 
disso, conhecer os fluxos de caixa relevantes também auxiliam 
na realização da engenharia econômica, tema que estudaremos 
na sequência.
Técnicas de orçamento de capital
A elaboração do orçamento de capital é de substancial 
importância para a gestão financeira e a decisão de investimento 
nas empresas. Para isso, há técnicas de orçamento de capital 
oriundas da matemática financeira, que permitem calcular o 
tempo que a empresa levará para recuperar o capital investido, 
classificar projetos aceitáveis para investimentos e, ainda, 
comparar projetos com base em seus custos de oportunidade. 
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Administração Financeira e Orçamentária154
Quais as técnicas mais utilizadas para isso? Podemos 
utilizá-las de forma conjugada?
Para responder a essas questões, vamos ao estudo dos 
conceitos básicos de matemática financeira, do payback, do 
valor presente líquido (VPL) e da taxa interna de retorno (TIR).
Conceitos básicos de matemática financeira
A matemática financeira fornece técnicas importantes para 
a análise e para a tomada de decisão na área de investimentos, 
entre elas, as mais usuais são: payback, valor presente líquido e 
taxa interna de retorno. 
A técnica do payback é utilizada para prever o 
número de períodos necessários para que a empresa 
recupere o capital investido. Já o VPL e a TIR são 
técnicas utilizadas para avaliação de propostas de 
investimento a fim de determinar se atendem ao 
critério mínimo de aceitação da empresa e auxiliar 
na classificação de projetos prioritários ou mais 
rentáveis. É importante salientar que são técnicas 
que consideram o valor do dinheiro no tempo e, por 
isso, são as mais utilizadas pelos administradores 
financeiros (GITMAN, 2006).
Você pode realizar os cálculos dessas técnicas com o uso 
de calculadoras financeiras, mas é fundamental compreender 
os conceitos e a lógica que envolvem cada uma delas. Vamos 
iniciar nossos estudos pelo payback. 
Payback
Payback é uma técnica de orçamento de capital que 
consiste em encontrar o tempo necessário para que o valor do 
investimento seja recuperado.
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Administração Financeira e Orçamentária 155
Equação do payback:
Pb = I
FC
Onde: 
I = investimento inicial; 
FC = fluxo de caixa dos períodos.
Exemplo: Considere que a empresa Delta S A pretende 
realizar o investimento X e para isso quer conhecer o período 
de retorno do investimento. Com base nos dados abaixo 
calcularemos o Payback.
Para concluir, para se conseguir realizar a análise índice de 
endividamento utilizando o planejamento do orçamento do 
DRE Planejado x Realizado, a empresa precisa ter realizado seu 
planejamento orçamentário. Caso sua empresa ainda não tenha 
um planejamento orçamentário, deve realiza-lo. O conceito de 
Planejamento Orçamentário é definindo pelo o melhor futuro 
financeiro para sua empresa.
RESUMINDO
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Administração Financeira e Orçamentária156
Aplicação do método Payback ao Investimento X
Investimento X
Investimento Inicial R$ 24.000,00
Ano Entradas Operacionais de Caixa
1 R$ 15.000,00
2 R$ 15.000,00
Dados:
I = R$ 24.000,00
FC = R$ 15.000,00
Solução:
Payback (Investimento X) = Pb = I
FC = 24.000,00/15.000,00 = 1,6 , ou seja, aproximadamente 
1 ano e 7 meses para recuperar o capital investido. 
Para calcular a correspondência da parte decimal do 
resultado (0,6 meses), faça: 
0,6 x 12 = 7 meses. 
As vantagens dessa técnica residem na simplicidade do 
cálculo e na utilidade de seu resultado nos casos de análise de 
projetos com vida limitada. É preciso, no entanto, que utilizemos 
o payback com ressalvas, pois existem algumas desvantagens, 
tais como não permitir comparação entre o retorno de dois 
investimentos. Isso ocorre porque o cálculo do payback não 
considera os fluxos de caixa gerados antes do investimento e 
após o ano de recuperação. Outra desvantagem apontada por 
Assaf Neto (2009) é que o Payback não considera o valor do 
dinheiro no tempo.
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Administração Financeira e Orçamentária 157
Assim, a fórmula do Payback descontado é: PB = I
(1+i)n
∑ n
1 FC
Onde: 
I = investimento inicial; 
FC = fluxo de caixa dos períodos;
N = número de períodos;
i = taxa dejuros.
Segundo Gitman (2006, p. 339), os critérios de aceitação 
são: “se o período de payback for menor que o período máximo 
aceitável de recuperação, o projeto será aceito, e se o período 
de payback for maior que o período máximo aceitável de 
recuperação, o projeto será rejeitado”. No caso do payback 
atualizado, o resultado deve ser menor que 1 para ser aceito.
Para corrigir a restrição da técnica no tocante ao valor do dinheiro 
no tempo, recomenda-se o cálculo do payback atualizado, que 
utiliza os fluxos de caixa em valor presente, ou seja, os fluxos 
de caixa são descontados pela taxa mínima de atratividade. A 
taxa mínima de atratividade é também conhecida como custo de 
capital ou X’custo de oportunidade e simboliza o retorno mínimo 
a ser gerado pelo projeto para que não se altere o valor aplicado 
pelos investidores, pois o fluxo de caixa em valores correntes 
não considera o valor do dinheiro no tempo, o que pode produzir 
um resultado viesado. (HOJI, 2009; GITMAN, 2006).
SAIBA MAIS
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Administração Financeira e Orçamentária158
Exemplo: A empresa Alfa que verifi car a viabilidade do 
projeto A, considerando uma taxa mínima de atratividade de 
10% a.a.: 
1º Passo – aplicar o formulário para o Payback:
Payback (Projeto A): Pb = I
FC = 22.000,00/13.000,00 = 1,7 , ou seja, 
aproximadamente 1 ano e 8 meses para recuperar 
o capital investido. 
Para calcular a correspondência da parte decimal 
do resultado (0,7 meses), faça: 
0,7 x 12 = 8 meses. 
2º Passo – atualizar os fl uxos de caixa:
Fluxos de Caixa (Projeto A) = 13.000,00 / 1,1 + 
13.000,00 / (1,1)2
 = 11.818,18 + 
10.743,80 = 22.561,98.
3º Passo – aplicar o formulário para o Payback 
Atualizado:
Payback (Projeto A): Pb = I
FC = 22.000,00/22.561,98 = 0,98
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Administração Financeira e Orçamentária 159
Observe que o valor atualizado dos fluxos de caixa do 
projeto A (R$ 22.562,00) ultrapassou o valor do investimento 
inicial (R$22.000,00) dentro do período de vida útil do 
projeto. Portanto, é um projeto aceitável. Assim, pelo payback 
atualizado, o resultado anterior demonstra um projeto viável 
economicamente.
Para complementar os estudos, na sequência, vamos 
apresentar outro método de cálculo de análise de investimentos, 
o VPL. 
Valor presente líquido 
O VPL é a diferença entre o valor presente dos fl uxos 
líquidos de caixa e o valor presente do investimento inicial. Uma 
das vantagens de aplicação do VPL é que ele considera o valor 
do dinheiro no tempo, por meio da utilização da taxa mínima de 
atratividade.
Equação do valor presente líquido
FC1
(1 + i)1
FC2
(1 + i)2
FC
n
(1 + i)n
VPL = – FC0
 + + + ... +
Fonte: GITMAN, 2006, p. 342. (Adaptado).
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Administração Financeira e Orçamentária160
Onde: 
FC0 = investimento inicial; 
FC = fluxos de caixa ao longo dos períodos de vida útil do 
projeto; 
i = taxa mínima de atratividade; 
n = número de períodos.
Dentre as vantagens dessa técnica temos: 
 � pode ser aplicada a qualquer fluxo de caixa e considera 
o valor do dinheiro no tempo, pois desconta os fluxos de caixa 
de acordo com uma taxa mínima de atratividade. 
Porém, há desvantagens, assinaladas por Assaf Neto 
(2009), que são: 
 � o resultado do VPL é um valor monetário, o que dificulta 
a comparação com 
outras técnicas de análise de investimento, e a taxa mínima 
de atratividade não possui uma regra padrão, cada investimento 
poderá estabelecer a sua taxa mínima de atratividade de acordo 
com as taxas de juros mais atraentes do mercado.
Segundo Gitman (2006), para a interpretação dos 
resultados, precisamos considerar os seguintes critérios de 
decisão: se o VPL for maior que R$ 0,00, o projeto deve ser 
aceito, pois o investidor obterá retorno superior ao custo de 
capital; se o VPL for igual a R$ 0,00, o projeto é indiferente; se 
o VPL for menor que R$ 0,00, o projeto deve ser rejeitado.
Vamos calcular o VPL para auxiliar a empresa Alfa a 
decidir entre dois projetos A e B. A taxa mínima de atratividade 
é de 10%. a.a. 
 
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Administração Financeira e Orçamentária 161
VPL (projeto A) = FC1(1 + i)1 FC2 (1 + i)2 FC n (1 + i)
n – FC0
 + + + ... + = - 22.000,00 + 13.000,00 / 
1,1 + 13.000,00 / (1,1)2 = – 22.000,00 + 11.818,18 + 
10.743,80 = R$ 561,98.
VPL (projeto B) = – 28.000,00 + 14.500 / 1,1 + 14.500,00 
/ (1,1)2
 = – 28.000,00 + 13.181,82 + 11.983,47 = – R$ 2.834,71 
Quadro síntese 
 
O VPL do projeto A resultou em valor positivo, ou seja, 
VPL > 0, assim, aceita-se o projeto. Por outro lado, deve-se 
rejeitar o projeto B, uma vez que resultou em valor negativo, ou 
seja, VPL < 0.
Para complementar as técnicas de orçamento de capital, na 
sequência, abordaremos a TIR.
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Administração Financeira e Orçamentária162
Taxa interna de retorno
A Taxa interna de retorno (TIR) é uma técnica de análise 
de investimento pela qual os valores dos fluxos de caixa 
atualizados ao valor presente se iguala ao valor do investimento 
inicial, ou seja, é a taxa de retorno do investimento que torna o 
valor presente líquido (VPL) igual a zero.
A TIR apresenta duas características básicas (GITMAN, 
2006, p. 344): 
a. É a taxa de desconto que iguala o VPL de uma opção de 
investimento a R$ 0,00; 
b. É a taxa “i” na equação do VPL.
Segundo Assaf Neto (2009), a TIR é, ainda, a taxa de 
desconto que iguala as entradas às saídas previstas de caixa. 
Equação da taxa interna de retorno
Onde:
FC= fluxos de caixa ao longo dos períodos de vida útil do 
projeto; 
TIR = taxa interna de retorno (taxa de juros que remunera 
o projeto)
n = número de períodos.
A principal vantagem da TIR é que seu cálculo 
resulta numa taxa de juros, o que facilita a 
compreensão para os mais diversos públicos e 
possibilita a comparação com diversas taxas do 
mercado. A desvantagem é que ela não serve para 
comparar projetos com investimentos diferentes 
(ASSAF NETO, 2009).
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Administração Financeira e Orçamentária 163
Quanto aos critérios de decisão, temos que: se a TIR for 
maior que a taxa mínima de atratividade, a indicação é de que 
o projeto deve ser aceito; se a TIR for igual à taxa mínima de 
atratividade, o projeto é indiferente; se a TIR for menor que a 
taxa mínima de atratividade, o projeto deve ser rejeitado.
Riscos dos investimentos
A incerteza relativa aos resultados da empresa, tendo 
em vista possíveis oscilações nas atividades econômicas, 
pode culminar no cenário de riscos operacionais e financeiros, 
vinculados à formação dos ativos da empresa. O administrador 
financeiro pode embasar as decisões de investimento na empresa, 
considerando os riscos a partir da análise de sensibilidade e da 
avaliação de cenários. O que são, de fato, riscos operacionais 
e financeiros? O queé análise de sensibilidade? Como avaliar 
cenários? 
Cabe salientar que, em função da dificuldade de realizar o 
cálculo da TIR, que necessita da resolução de um polinômio 
de grau n ou de uma técnica complexa de tentativa e erro, 
recomenda-se utilizar o recurso da calculadora financeira (ou 
da planilha Excel). Na calculadora financeira, utilizamos a tecla 
IRR (Internal Return Rate). Vamos utilizar os dados dos projetos 
A e B da empresa Alfa para calcular a TIR, – considerando para 
fins de análise a taxa mínima de atratividade de 10% a.a.
IMPORTANTE
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Administração Financeira e Orçamentária164
Fonte:Freepik
Para responder a essas questões, vamos ao estudo dos 
riscos operacionais e financeiros, da restrição de capital, da 
análise de sensibilidade e da avaliação de cenários. 
E para concluir, para se conseguir realizar a análise índice de 
endividamento utilizando o planejamento do orçamento do 
DRE Planejado x Realizado, a empresa precisa ter realizado seu 
planejamento orçamentário. Caso sua empresa ainda não tenha 
um planejamento orçamentário, deve realiza-lo. O conceito de 
Planejamento Orçamentário é definindo pelo o melhor futuro 
financeiro para sua empresa.
RESUMINDO
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Administração Financeira e Orçamentária 165
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Administração Financeira e Orçamentária168
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