Prévia do material em texto
SUPERVISÃO, ORIENTAÇÃO E INSPEÇÃO ESCOLAR A SUPERVISÃO ESCOLAR: BREVE HISTÓRICO A origem etimológica da palavra ‘supervisionar’: ’SUPERVISIONAR = SUPERVISAR’ e ‘SUPERVISAR = dirigir ou orientar em plano superior; superintender, supervisionar’ (FEREIRA, 1993, p. 520) Nérici (1974, p. 29), afirma que Supervisão Escolar é a “visão sobre todo o processo educativo, para que a escola possa alcançar os objetivos da educação e os objetivos específicos da própria escola” Data de 1931 o primeiro registro legal sobre a atuação do Supervisor Escolar no Brasil. Neste período estes profissionais executavam as normas ‘prescritas’ pelos órgãos superiores, e eram chamados de ’orientadores pedagógicos’ ou ‘orientadores de escola’, tendo como função básica à inspeção (ANJOS, 1988). De acordo com Saviani (2003, p. 26), a função de Supervisor Escolar surge: “(...) quando se quer emprestar à figura do inspetor um papel predominantemente de orientação pedagógica e de estímulo à competência técnica, em lugar da fiscalização para detectar falhas e aplicar punições (...). No final da década de 50 e início da década de 60, no acordo firmado entre Brasil e Estado Unidos da América para implantação do Programa de Assistência Brasileiro Americana ao Ensino Elementar, o PABAEE, o Supervisor Escolar tem estritamente a função de controlar e inspecionar O PABAEE tinha por objetivo ‘treinar’ os educadores brasileiros para que garantissem a execução de uma proposta de educação tecnicista dentro dos moldes norte- americanos. Minas Gerais, Goiás e São Paulo foram os principais ‘executores’ do Programa, porém esta tendência influenciou a educação e a função do Supervisor Escolar em todo o país. Segundo Saviani, “na escola tecnicista professores e alunos ocupam papel secundário dando lugar à organização racional dos meios. Professores e alunos relegados à condição de executores de um processo cuja concepção, planejamento, coordenação e controle, ficam a cargo de especialistas supostamente habilitados, neutros, objetivos, imparciais” (1993, p. 24) não parece com alguma coisa que você ouviu esse dias? Os técnicos do PABAEE perceberam que o preparo do Supervisor Escolar, com base nas suas concepções tecnicistas, teria uma eficácia maior, pois estes profissionais poderiam atuar: “interferindo, diretamente no que ensinar, no como ensinar e avaliar educando professores e alunos para uma organização escolar fundada na ordem, na disciplina e na hierarquia e cimentada na visão liberal cristã” (GARCIA) As Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, primeiramente a LDB 4024/61, passam a prever setores especializados para coordenar as atividades pedagógicas nas escolas como forma de buscar a execução das políticas educacionais desejadas pelos Sistemas de Ensino. O Supervisor Escolar possui legalmente um poder instituído que determina suas ações frente ao corpo docente e à proposta pedagógica da escola, e a partir de então, sendo reconhecido como profissional da educação, passando a ter suas atribuições. No final da década de 80 inicia-se um movimento aberto de repensar a educação. Alguns profissionais, insatisfeitos com a educação disseminada nas escolas brasileiras, passam a refletir, discutir e buscar alternativas para uma nova proposta sobre a função social da escola, o papel do educador e os resultados que estas práticas pedagógicas trazem para os educandos. “O supervisor abdica de exercer poder e controle sobre o trabalho do professor e assume uma posição de problematizador do desempenho docente, isto é, assume com o professor uma atitude de indagar, comparar, responder, opinar, duvidar, questionar, apreciar e desnudar situações de ensino, em geral, e, em especial, as da classe regida pelo professor”(Medina) LEI 9394/1996: Art. 64. A formação de profissionais de educação para administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional para a educação básica, será feita em cursos de graduação em pedagogia ou em nível de pós-graduação, a critério da instituição de ensino, garantida, nesta formação, a base comum nacional. DE FUNÇÃO EXCLUSIVAMENTE FISCALIZADORA PARA FUNÇÃO PRIORITARIAMENTE ORIENTADORA RESSIGNIFICAÇÃO DA FUNÇÃO FISCALIZAÇÃO ---------IDÉIA DE PUNIÇÃO ORIENTAÇÃO------------IDÉIA DE AUXÍLIO Foco do trabalho: garantir a regularidade dos estudos dos alunos e a eficácia do processo educacional. FINALIDADE: A Supervisão Escolar, no âmbito da Secretaria de Estado da Educação, tem por finalidade zelar pelo cumprimento das normas gerais da educação, acompanhando no âmbito de sua competência o desenvolvimento das atividades de ensino nas escolas públicas, estaduais e municipais, e privadas, prestando orientação técnica e contribuindo para a melhoria contínua da qualidade da aprendizagem do aluno e dos serviços educacionais no Estado. As principais atividades da Supervisão Escolar REGULAÇÃO MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO VERIFICAR PRODUZIR DADOS ORIENTAÇÃO TÉCNICA As principais atividades da Supervisão Escolar I – REGULAÇÃO - consiste no controle e na fiscalização preventiva e corretiva das regras estabelecidas pelo Estado sobre as instituições de ensino públicas e privadas para o exercício das atividades de educação escolar; As principais atividades da Supervisão Escolar II – MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO - consistem no acompanhamento e avaliação das atividades executadas ao longo da implementação de um processo, objetivando ações eficientes que resultem no atendimento às metas propostas, tendo em vista: II – MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO - a) a verificação do desenvolvimento das atividades, do uso dos recursos e dos resultados alcançados, comparando-os com o planejado; b) a produção de dados e informações confiáveis para subsidiar a análise de possíveis desvios, assim como das decisões e providências a serem tomadas. As principais atividades da Supervisão Escolar III – ORIENTAÇÃO TÉCNICA - consiste na discussão e proposição de medidas ou soluções alternativas que possam contribuir para a melhoria da qualidade do trabalho pedagógico e administrativo, realizado pela equipe escolar ou para a superação dos problemas identificados. QUEM PODE SER: A supervisão escolar é exercida por profissionais do Magistério, portadores de licenciatura plena em Pedagogia e habilitação ou especialização em Supervisão Escolar, Inspeção Escolar, Administração Escolar, Planejamento Educacional, Orientação Educacional e ou Gestão na área educacional, com experiência comprovada de, no mínimo, dois anos na função de docência para atuar na Superintendência Regional de Educação e três anos de experiência em atividades de magistério para atuar na Administração Central. TAREFA EM GRUPO Na sua opinião, as funções desempenhadas hoje pelo supervisor escolar estão adequadas à atual situação educacional? Compare a função tecnicista do supervisor com a função orientadora. PORTARIA Nº 112-R, de 22 de outubro de 2010. Regulamenta as atividades da Supervisão Escolar no âmbito da SEDU – Unidade Central e Superintendências Regionais de Educação e dá outras providências. As atividades e atribuições estabelecidas nesta portaria têm como referência as normas regulamentares definidas pelo Conselho Estadual de Educação para o sistema de ensino estadual. Art. 6º - A equipe de Supervisão Escolar da administração central tem como âmbito de atuação as Superintendências Regionais de Educação com as seguintes atribuições: ATRIBUIÇÕES I. conhecer e dominar a legislação educacional, relacionando-a com as medidas e ações propostas pela SEDU; ATRIBUIÇÕES II. orientar as equipes da Administração Central, da SRE e das Escolas, e de outras Instituições na interpretação dos textos legais, observando a sua aplicação e cumprimento; ATRIBUIÇÕES III. informar aos gestores e técnicos das equipes da Administração Central e da SRE sobre a publicação desses documentos legais; ATRIBUIÇÕES IV. articular com o Conselho Estadual de Educação, como Ministério Público Estadual, com as Secretarias Municipais de Educação e com outros órgãos para definir procedimentos comuns a serem adotados no cumprimento das diretrizes legais; ATRIBUIÇÕES V. elaborar minutas de normas regulamentares, manuais ou outros documentos referentes à organização e funcionamento das escolas da rede estadual; ATRIBUIÇÕES VI. analisar processos, emitindo pareceres conclusivos sobre temas ou situações específicas da área educacional, quando solicitado, para subsidiar decisão superior; ATRIBUIÇÕES VII. participar de reuniões com as equipes dos diferentes setores da SEDU para definição ou orientação legal quanto aos projetos, medidas e ações a serem implementadas nas áreas pedagógica e administrativo- financeira; ATRIBUIÇÕES VIII. participar de comitês/comissões que tratam de medidas a serem implementadas nas escolas estaduais, nas áreas da gestão, do ensino e da aprendizagem e de suporte escolar seja de natureza pedagógica ou administrativo- financeira; ATRIBUIÇÕES IX. visitar estabelecimentos educacionais públicos e privados em conjunto com a equipe da SRE, quando constatada a necessidade, para garantir a observância ao fiel cumprimento da legislação e encaminhamento de providências no âmbito da Administração Central; ATRIBUIÇÕES X. monitorar, via sistema de gestão e outros instrumentos, os indicadores educacionais de cada unidade escolar por SRE, analisando os dados em busca de alternativas de solução de problemas específicos de cada etapa/modalidade de ensino, apresentando propostas para melhoria do processo ensino/aprendizagem e da gestão das escolas; ATRIBUIÇÕES XI. visitar periodicamente as SRE e participar de reuniões e outros eventos com os membros das equipes para discutir, orientar e propor formas mais adequadas de aprimoramento do trabalho de supervisão nas escolas; ATRIBUIÇÕES XII. manter as SRE devidamente informadas sobre as diretrizes técnico– pedagógicas e administrativo-financeiras emanadas da Administração Central, prestando as orientações ou os esclarecimentos necessários para garantir a integração da rede estadual de ensino; ATRIBUIÇÕES XIII. reunir-se periodicamente com as demais equipes da Administração Central para apresentar relatórios das SRE e informar sobre a execução das ações / avaliar resultados alcançados e situações identificadas em projetos específicos que necessitem de providências/intervenção imediata para correção; ATRIBUIÇÕES XIV. informar aos gestores do órgão central as condições de funcionamento e demanda das escolas, bem como os efeitos da implantação das políticas definidas; ATRIBUIÇÕES XV. selecionar e oferecer material para estudo e melhoria da competência técnica dos profissionais que exercem a função de supervisão escolar; ATRIBUIÇÕES XVI. manter atualizados os arquivos dos atos legais das unidades do sistema estadual de ensino; XVII. outras atividades correlatas. Art. 8º - São atribuições da equipe de Supervisão Escolar no âmbito das SRE: I. reunir, informar e orientar os gestores escolares quanto ao cumprimento das normas legais e regimentais vigentes; II. apreciar e emitir pareceres em processos de autorização, aprovação, reconhecimento, credenciamento e encerramento de atividades dos estabelecimentos e cursos para subsidiar decisão do Conselho Estadual de Educação/ES; III. apurar denúncias referentes a possíveis irregularidades nos estabelecimentos de ensino públicos e privado para instauração ou não de sindicância e ou processo administrativo disciplinar, no caso de escolas estaduais; IV. comunicar formalmente à supervisão da Administração Central o funcionamento irregular de qualquer instituição de ensino para as devidas providências; V. verificar em que condições estão sendo obtidos os resultados dos projetos e da aprendizagem dos alunos e as áreas em que são registradas as maiores dificuldades; VI. orientar a equipe escolar na formulação da proposta pedagógica, acompanhando sua execução e sugerindo reformulações, quando necessárias; VII. orientar a equipe gestora das unidades de ensino da rede pública estadual na organização dos colegiados, visando ao envolvimento efetivo da comunidade; VIII. informar à equipe de Supervisão Escolar da Administração Central, por meio de termos de acompanhamento/visita registrados junto às unidades escolares, as condições de funcionamento pedagógico, administrativo, físico, material, bem como as demandas das escolas e as medidas sugeridas para a superação das dificuldades; IX. articular com as Secretarias Municipais de Educação, com o Conselho Municipal e Tutelar, com as Promotorias Públicas e outros órgãos para definir ou esclarecer procedimentos legais implantados e/ou a serem implantados; X. articular com as demais equipes da Superintendência Regional de Educação para integrar ações e definir procedimentos comuns junto as unidades de ensino; XI. monitorar, via sistema de gestão e outros instrumentos, os indicadores educacionais de cada unidade escolar jurisdicionada a SRE, analisando os dados em busca de alternativas de solução de problemas específicos de cada etapa/modalidade de ensino, apresentando propostas para melhoria do processo ensinoaprendizagem e da gestão das escolas; XII. manter as SRE devidamente informadas sobre as diretrizes técnico– pedagógicas e administrativo-financeiras emanadas da Administração Central, prestando as orientações ou os esclarecimentos necessários para garantir a integração da rede estadual de ensino; XII. visitar as unidades de ensino públicas e privadas para acompanhar e verificar o seu funcionamento, observando: OBSERVANDO: a) o cumprimento da legislação; b) a execução da proposta pedagógica, dos planos e projetos curriculares; c) o cumprimento das normas regimentais; d) a integração da escola/pais e escola/comunidade; e) o desempenho escolar dos alunos; f) a melhoria do ensino oferecido e o progresso da atuação institucional; g) as propostas de melhoria dos quadros docente; h) os registros, a documentação e os arquivos escolares; XIII. recolher o acervo documental de escolas extintas; XIV. divulgar e promover o cumprimento das diretrizes da política educacional nas unidades de ensino estadual; XV. acompanhar a utilização racional dos espaços escolares na rede escolar estadual por meio dos processos de matriculas, criação/extinção de turmas e enturmação de alunos; XVI. orientar e acompanhar os serviços de segurança e conservação patrimonial nas unidades de ensino da rede estadual; XVII. colaborar com as demais equipes da SRE na difusão e orientação das ações pedagógicas desenvolvidas nas unidades de ensino da rede estadual; XVIII. orientar e acompanhar o processo de gestão participativa nas unidades de ensino estaduais; XIX. outras atividades correlatas. Art. 9º - A equipe de supervisão escolar terá livre acesso às instituições de ensino do sistema estadual, a fim de obter informações que possam facilitar o cumprimento de suas atribuições. Art. 10 - Para a correção das disfunções detectadas nas unidades escolares estaduais e registradas no Termo de Visita, a equipe da unidade de ensino deverá elaborar e apresentar um plano de melhorias no prazo máximo de 40 dias, a contar da data da visita do Supervisor Escolar da SRE. FORMULÁRIO PARA AVALIAÇÃO DAS ESCOLAS INSTRUÇÃO TÉCNICA GEMPRO/SIE Nº 01, 02 e 03 “Termo de Visita Monitorada” Objetivos do Instrumento a) Identificar pontos Não Conformes à legislação vigente e às orientações oficiais da SEDU; b) Servir como documento orientador para a Direção Escolar retificar as Não Conformidades descritas junto a sua equipe escolar; Objetivos do Instrumento c) Subsidiar o Setor Pedagógico da Superintendência Regional de Educação – S.R.E. no sentido de promover orientação/intervenção mais incisiva nos pontos de Não Conformidade detectados, auxiliando a Direção Escolar na retificação das mesmas; Objetivos do Instrumentod) Subsidiar à SEDU para melhoria das Políticas Internas sobre a Gestão das Escolas da Rede Estadual visando a melhoria contínua do processo de ensino e aprendizagem. e) Atender a legislação vigente, em especial o que determina a Resolução Nº 3.777/2014: Resolução Nº 3.777/2014: TÍTULO V DO ACOMPANHAMENTO E CONTROLE DO SISTEMA DE ENSINO DO ESTADO CAPÍTULO I DA SUPERVISÃO DO SISTEMA DE ENSINO DO ESTADO Art. 145 A Secretaria de Estado da Educação exercerá as atividades de supervisão relativas, respectivamente, a: I – legalização e funcionamento das instituições de ensino; II – legalização e funcionamento dos cursos, etapas e modalidades de ensino; e III – resultados obtidos pelas instituições de ensino nos processos avaliativos. Art. 147 O processo de avaliação institucional abrangerá os seguintes aspectos: I – cumprimento da legislação de ensino; II – desempenho dos estudantes e produtividade da instituição, aferidos por meio das avaliações oficiais e do censo escolar; III – planejamento do ensino expresso por meio dos PPCs ou planos de cursos; IV – relatórios da autoavaliação, organizada e executada pela própria instituição; V – qualificação e desempenho dos dirigentes, professores e demais funcionários; e VI – qualidade dos espaços físicos, instalações, equipamentos, materiais de ensino e adequação às suas finalidades. Formato do instrumento 1ª Coluna: Item Verificado Todos os itens já estarão impressos. 2ª Coluna: Descrição da Não Conformidade a) Será a descrição da Não Conformidade encontrada (aqui entendida como algo que está em desacordo com a legislação vigente e/ou com as orientações da SEDU, via documento próprio aprovado pela autoridade competente). 2ª Coluna: Descrição da Não Conformidade b) A descrição da Não Conformidade deve conter informações técnicas, não fazendo julgamento de valor sobre a qualidade do profissional da escola; c) A descrição da Não Conformidade faz menção estritamente ao que está em desacordo com a legislação vigente e/ou procedimento da SEDU; 2ª Coluna: Descrição da Não Conformidade d) Para itens e subitens que estiverem de acordo com a legislação vigente e/ou procedimento da SEDU a descrição será: “Item Conforme” e) Para itens e subitens que não fizerem parte da realidade da Unidade de Ensino a descrição será: “Não se Aplica” 3ª Coluna: Orientações/Encaminhamentos As orientações/encaminhamentos versarão basicamente em: a) Correção imediata ao item Não Conforme pela própria Unidade de Ensino; 3ª Coluna: Orientações/Encaminhamentos b) Encaminhamento para interface com a S.R.E. visando sanear o item Não Conforme, através de orientações ou enviando técnicos do setor pedagógico ou do setor administrativo para auxílio in loco; c) Encaminhamento ao setor responsável da SEDU, devendo a S.R.E. acompanhar o desenvolvimento da ação. Eixos do Instrumento O instrumento conta com quatro eixos que se complementam, a saber: Eixo A: Secretaria Escolar Eixo B: Coordenação Escolar Eixo C: Pedagogo(a) Eixo D: Direção Escolar INSTRUÇÃO TÉCNICA GEMPRO/SIE Nº 02 Fluxo para uso efetivo pela S.R.E. das informações coletadas no instrumento “Termo de Visita Monitorada”. Versão 2015 Objetivo da Instrução Técnica: Orientar sobre o fluxo de ações desenvolvidas pela S.R.E. para a realização, utilização dos dados e intervenção efetiva visando melhoria contínua na gestão pedagógica e administrativa da unidade de ensino tendo como base o “Termo de Visita Monitorada”. Monitoramento das ações das equipes de Supervisão Escolar das S.R.E. A GEMPRO/SIE fará o monitoramento das ações da equipe de Supervisão Escolar da S.R.E., ao longo do ano letivo, visando: a) Verificar se os itens dessa instrução técnica estão sendo seguidos; b) Verificar in loco a qualidade da escrituração dos termos de visita monitorada; c) Assessorar a equipe em dúvidas que surgirem durante a visita in loco; d) Detectar práticas exitosas, no intuito de replica-las junto a outras equipes de Supervisão Escolar da Rede Estadual. Orientações sobre visitas monitoradas feitas em 2015 com o Termo de Visita Monitorada versão 2014 a) A S.R.E. deve promover o replanejamento das visitas do ano de 2015 para as escolas estaduais e privadas; b) A S.R.E. deve desenvolver as ações previstas a partir do Bloco C dessa Instrução Técnica, para as Unidades de Ensino que foram visitadas no primeiro semestre de 2015, utilizando o Termo de Visita Monitora versão 2014; c) Dentro do novo cronograma, as Unidades de Ensino que ainda não foram visitadas, o serão utilizando o Termo de Visita Monitorada versão 2015, seguindo os procedimentos contidos nos Blocos de A a D dessa Instrução Técnica. INSTRUÇÃO TÉCNICA GEMPRO/SIE Nº 03 Orientações para preenchimento do instrumento “Termo de Visita Monitorada” realizada em Instituições de Ensino Privadas - Versão 2016. Objetivo da Instrução Técnica: Instruir quanto aos procedimentos de planejamento, execução e retorno de visita monitorada realizada às Instituições de Ensino Privadas do Estado do Espírito Santo que ofertam Educação Básica, considerando as situações detectadas, os pontos Não Conformes à legislação vigente e os respectivos encaminhamentos para a melhoria do funcionamento da Instituição de Ensino. Objetivos do Instrumento de Vista Monitorada às Instituições de Ensino Privadas. a) Identificar pontos Não Conformes à legislação vigente; b) Servir como documento orientador para a mantenedora retificar as Não Conformidades descritas; c) Subsidiar a Superintendência Regional de Educação – SRE no monitoramento das Instituições de Ensino Privadas; d) Subsidiar o CEE na tomada de decisão, quando detectado Não Conformidades na Instituição de Ensino Privada. e) Atender a legislação vigente, em especial o que determina a Resolução Nº 3.777/2014: Gestão Escolar Voltada para Resultados de Aprendizagem Circuito de Gestão O Circuito de Gestão é um método inspirado nos princípios e nas propostas do chamado ciclo PDCA – Plan, Do, Check, Act, tendo quatro etapas ao longo de cada período letivo: o Planejamento, a Execução, o Monitoramento e a Avaliação e Correção de Rotas, as quais propiciam: I. Estabelecer metas de melhoria para cada unidade escolar, considerando informações de fluxo, por meio do acompanhamento das aulas dadas, frequência de alunos e desempenho dos estudantes, a partir do uso de avaliações de larga escala; II. elaborar o Plano de Ação Anual voltado para os resultados de aprendizagem e equidade, a partir do diagnóstico, que consiste no mapeamento dos problemas , na identificação e na priorização de suas causas e na proposição de ações para superar as fragilidades priorizadas; III. monitorar, semanalmente, a execução do Plano de Ação e de indicadores, propondo reajustes se for o caso; IV. realizar reuniões sistemáticas de avaliação, das quais participam todos os segmentos escolares e de compartilhamento de boas práticas com outras unidades escolares; V. realizar reuniões de Sistemática de Monitoramento e Avaliação de Resultados – SMAR N1, ao final de cada trimestre/bimestre, objetivando analisar e avaliar os resultados escolares e o Plano de Ação da unidade escolar para possíveis ajustes; VI. participar da Reunião de Boas Práticas - RBP organizada pela Superintendência Regional de Educação a qual a escola está jurisdicionada, para compartilhamento de ações que obtiveram êxito, a fim de subsidiar o replanejamento; VII. orientar e apoiar a equipe pedagógica na Correção de Rotas das ações do Plano de Ação, tendo como base a problematização dos resultados e o diagnóstico para enfrentamento do desafio de melhoria de resultados de aprendizagem. cada etapa do Circuito de Gestão é assim caracterizada: I. Etapa Planejamento: a escola conhece e pactua suas metas com a comunidade escolar, realiza o diagnóstico e elabora seu Plano de Ação, conforme modelo no Anexo I; II. Etapa Execução: a escola realiza as açõesplanejadas, controla os prazos estipulados e a qualidade da execução das tarefas; III. Etapa Monitoramento e Avaliação: a escola, a partir dos registros realizados durante a execução de tarefas, do monitoramento das ações de rotina e, principalmente, dos resultados de aprendizagem, verifica, trimestralmente, se as ações traçadas estão sendo realizadas em direção às metas e aos objetivos traçados; IV. Correção de Rotas/Replanejamento: a unidade escolar realiza adequações no seu Plano de Ação, a partir de observações das necessidades durante as etapas anteriores. Etapa de Sistemática de Monitoramento e Avaliação de Resultados - SMAR acontece em todas as instâncias de gerenciamento (unidade escolar, regionais e Secretaria) e é desenvolvida em quatro níveis: I. SMAR N1 - acontece na escola, envolvendo a equipe gestora, membros da comunidade escolar e um supervisor escolar da SRE, para analisar os resultados e a situação da unidade escolar; II. SMAR N2 - acontece na SRE, envolvendo o Superintendente, o Supervisor de Atividades Pedagógicas, o Supervisor de Atividades Administrativas e a equipe de Supervisores Escolares, para analisar os resultados das unidades escolares e a situação da SRE em relação à meta; III. SMAR N3 – acontece na SEDU, coordenada pela s subsecretarias de Educação Básica e Profissional e de Planejamento e envolve equipes da Unidade Central, das regionais, representadas pelos Superintendentes, objetivando analisar os resultados das SRE e a situação do Estado em relação à Meta; IV. SMAR N4 - acontece na SEDU, com a participação do Secretário, dos Subsecretários, das Gerências e Assessorias objetivando avaliar a situação do Estado em relação à meta e apresentar e deliberar devolutivas para as SRE e unidades escolares. Na Etapa Correção de Rotas/Replanejamento, a escola adequa o seu Plano de Ação ou a execução do que foi planejado, caso a análise realizada na etapa anterior apontar que as ações planejadas não são suficientes para o alcance das metas. A implementação do Circuito de Gestão nas unidades escolares será realizada pelo diretor escolar com o apoio e a assessoria do Supervisor Escolar, considerando as seguintes premissas: I. Cada unidade escolar será acompanhada por um Supervisor Escolar. II. As visitas técnicas às escolas deverão ser quinzenais, sendo que nas unidades escolares consideradas prioritárias serão semanais. III. Escolas prioritárias são as unidades escolares que apresentam Índice de Desenvolvimento da Educação Básica - IDEB e/ou Índice de Desenvolvimento PROJETO DE LEI Projeto de Lei 4.106: objetiva regulamentar a profissão, bem como permitir a organização e a representação sindicais.