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Triatomíneos e a Doença de Chagas

Folheto sobre triatomíneos e Doença de Chagas: explica transmissão pelas fezes do inseto, histórico por Carlos Chagas, sinais das fases aguda e crônica e chagoma, além de descrição do vetor (hábitos, esconderijos, capacidade de voo) e classificação sistemática.

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1
Av. Torquato Tapajós, 4010 - Colônia Santo Antônio
Fone: (92) 3182 - 8550 / 3182 - 8551
Manaus-AM-CEP 69.093-018 / CNPJ: 07.141.411/0001-46.
Site: www.fvs.am.gov.br
E-mail: dipre@fvs.am.gov.br
Fundação de
Vigilância em Saúde do Amazonas –
Dra. Rosemary Costa Pinto
Triatomíneos e a Doença de 
Chagas
Departamento de Vigilância Ambiental - DVA
Gerência de Doenças Transmissíveis por Vetores – GDTV
Subgerência de Entomologia - SGENTO
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Fundação de
Vigilância em Saúde do Amazonas –
Dra. Rosemary Costa Pinto
Introdução
 É uma doença grave, transmitida principalmente pelo inseto
triatomíneo. A transmissão se dá pelas fezes contaminadas que
este inseto deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o
sangue.
 Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a
penetração do parasita pelo local da picada.
A DOENÇA DE CHAGAS
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Dra. Rosemary Costa Pinto
A Doença
Foi descrita pelo sanitarista brasileiro Carlos Chagas em 1909. É uma
parasitose causada pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi,
também conhecida como Tripanossomíase Americana.
A DOENÇA DE CHAGAS
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/12/conheca-historia-de-carlos-chagas-em-animacao.htmlhttps://www.sbmt.org.br/portal/julho-mes-de-carlos-chagas/
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Dra. Rosemary Costa Pinto
A Doença
Fase 
Aguda
• Febre persistente (mais de 7 dias)
• Dor de cabeça
• Fraqueza intensa
• Inchaço no rosto e pernas
• Manchas vermelhas na pele
Fase 
Crônica
• Pacientes não tratados na fase aguda 
podem desenvolver a fase crônica da 
doença, e apresentar complicações 
cardíacas ou digestivas.
Chagoma de inoculação
No caso de picada do
barbeiro, pode aparecer
uma lesão semelhante a
um furúnculo no local.
Fonte: Brasil, 2019 
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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VETOR
 Os vetores são triatomíneos (insetos) popularmente conhecidos como
“barbeiros”, “chupão”, “procotó” ou “bicudo”
 São hematófagos, cujos jovens e adultos (fêmeas e machos) alimentam-
se exclusivamente de sangue de animais vertebrados.
 Vivem próximos a fonte de alimento escondendo-se em ninhos de
pássaros, tocas de animais, copas de palmeiras e casca de tronco de
árvores.
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/
index.php?p=289901
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 Dentro das residências os barbeiros podem se
esconder em frestas nas paredes, camas, colchões,
atrás de móveis e quadros.
 Nos quintais os barbeiros podem se esconder em
recintos, abrigos ou toca de animais vertebrados.
O Vetor
https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/
index.php?p=289901
 São insetos que quando adultos possuem asas e
voam podendo eventualmente sair da mata e
adentrar quintais e residências.
Fonte: Jurberg et al., 2014 
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coreácea
membranosa
Sistemática
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Subordem – Heteroptera 
(hematófagos, predadores e fitófagos)
Família: Reduviidae 
Subfamília: Triatominae
SISTEMÁTICA DOS TRIATOMÍNEOS
A principal característica para da
Ordem Himiptera (hemi: metade,
ptera: asa) é a estrutura das asas
anteriores. O primeiro par de asa
apresenta a parte basal Coriácea e
a apical membranosa.
Asa anterior de um hemíptero hematófago
Fonte: Acervo da SGENTO/FVSFonte: Galvão, 2014.
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DIVERSAS FAMÍLIAS
Fitófagos
Sugadores de plantas
ORDEM HEMIPTERA
FAMÍLIA CIMICIDAE
Hematófagos
Percevejos de cama
FAMÍLIA REDUVIIDAE
DIVERSAS SUBFAMÍLIAS
Hematófagos e Predadores 
de insetos
Subfamília Triatominae
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Sistemática
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Os fitófagos possuem o aparelho bucal (rostro) longo, com 4 seguimentos, que 
ultrapassa o primeiro par de pernas. Se alimentam de seiva de plantas.
Rostro
Vista dorsal
Vista lateral
FITÓFAGO
Rostro
Fonte: Ministério da Saúde
Morfologia
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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Os predadores possuem o rostro robusto (grosso) e curvo, dividido em 3
seguimentos, que atinge, mas não ultrapassa o primeiro par de pernas. Predam
insetos e se alimentam da sua hemolinfa.
Vista dorsal
Vista lateral
PREDADOR
Fonte: Ministério da Saúde
Rostro
Rostro
Morfologia
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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HEMATÓFAGO
Os hematófagos possuem o rostro reto, com 3 seguimentos, atingindo o
primeiro par de pernas. Pertencem a subfamília Triatominae, se alimentam de
sangue, tanto o macho quanto a fêmea.
Vista dorsal
Vista lateral
Rostro
Fonte: Ministério da Saúde
Morfologia
Rostro
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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1º 2º 3º 4º
1º 2º
3º
1º
2º 3º
Morfologia
Meis e Castro, 2017 
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Subfamília Triatominae
 Todas as espécies de triatomíneos são vetores potenciais do T. cruzi,
embora relativamente poucas tenham importância epidemiológica em
relação à saúde pública.
 Triatomíneos são insetos popularmente conhecidos por barbeiro, chupão,
bicudo, percevejo, piolho da piaçaba etc...
 Existem cerca de 150 espécies de triatomíneos distribuídas em 18
gêneros
 Três gêneros incluem as espécies mais comuns que transmitem o parasito
Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas (Panstrongylus,
Triatoma e Rhodnius)
Meis e Castro, 2017 
SUBFAMILIA TRIATOMINAE
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Subfamília Triatominae
SUBFAMILIA TRIATOMINAE
Meis e Castro, 2017 (modificado) 
olho
olho
olho
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Subfamília Triatominae
Fonte: Ministério da Saúde
SUBFAMILIA TRIATOMINAE
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 Os triatomíneos são
hemimetábolos, isto é, as
formas jovens são
parecidas as adultas.
 A fase de ninfa passa 
por 5 estádios até 
chegar ao adulto.
.
.
.
.
.
1⁰ estádio
2⁰ estádio
3⁰ estádio4⁰ estádio
5⁰ estádio
ovo
Adulto
 Apresentam três fases 
de desenvolvimento: 
ovo, ninfa e adulto.
CICLO BIOLÓGICO DO TRIATOMÍNEO
Ciclo de Vida
Bioecologia
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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Bioecologia
 Vivem em média 2 anos.
 Macho e fêmea são hematófagos.
 Cada fêmea ovipõe cerca de 100 a 350 ovos durante a sua
existência.
 Hematofagia geralmente a noite, atraídos pela temperatura da
pele e pelo teor superficial de CO2.
 Podem resistir 2 ou mais meses em jejum em (ambientes
adequados) – só evoluirão alimentados (ninfas).
BIOLOGIA DOS TRIATOMÍNEOS
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 Para que as ninfas mudem de um estádio para outro é
necessário que ocorra pelo menos um repasto sanguíneo.
 As ninfas procuram alimento de 2 a 3 dias depois de nascidas e
vivem no mesmo ambiente dos adultos.
 A maioria dos barbeiros apresenta hábitos silvestres, mas há
espécies que podem viver em domicílios e peridomicílios.
Bioecologia
BIOLOGIA DOS TRIATOMÍNEOS
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Bioecologia
AMBIENTES EM QUE OS BARBEIROS SÃO ENCONTRADOS
Ambiente Silvestre
 No ambiente silvestre (na mata) as espécies
de triatomíneos ocupam locais apropriados
para o seu desenvolvimento, em ninhos de
pássaros, buracos de árvores e em palmeiras.
 Animais como pássaros, lagartos e mamíferos
de tamanhos pequeno e médio porte
(macacos, mucura, veado, tatu) servem como
fonte de alimentação para os barbeiros.
Meis e Castro, 2017 
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Bioecologia
AMBIENTES EM QUE OS BARBEIROS SÃO ENCONTRADOS
Peridomicílio
 Quando o ambiente natural é alterado, os triatomíneos podem colonizar o 
ambiente peridomiciliar como galinheiros, currais, amontoados de madeiras e 
paióis (local onde se armazena grãos e outros alimentos) para que possam 
se desenvolver e se alimentar. 
Meis e Castro, 2017 
Intradomicílio
 Outro ambiente que os 
triatomíneos podem colonizar é 
dentro de casas, onde eles 
encontram alimentos e o 
ambiente é favorável ao seu 
desenvolvimento. 
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TRIATOMÍNEOS DO AMAZONAS
Rhodnius robustus
Bioecologia
Palmeiras, exceção de açaí,
encontrado em todos os municípios;
as fontes alimentares são:
roedores, marsupiais, humanos,
bicho preguiças, morcegos e aves;
ocasionalmente pode invadir casas
atraídos pela luz.
R. brethesi Palmeiras Leopoldina piassaba, nos
municípios de Barcelos, Santa
Isabel do Rio Negro e São Gabriel
da Cachoeira; as fontes alimentares
são: roedores, aves, gambás,
humanos, répteis e tatus;
ocasionalmente pode invadir casas
atraídos pela luz.
Galvão, 2014
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Bioecologia
Palmeiras, exceção de açaí.
Encontrado em todos os
municípios; sua fonte alimentar
são: roedores , marsupiais,
humanos; morcegos e aves;
ocasionalmente pode invadir casas
atraídos pela luz.
Coletado em Manaus - Almeida,
Santos & Sposina, 1973; Habitat:
desconhecido.
Distribuição fora do Brasil: Guiana
Francesa
R. pictipes
R. amazonicus
Galvão, 2014
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Bioecologia
Espécimes foram encontrados em
ninhos do roedor Echimys chrysurus
(roedor).
Distribuição fora do Brasil: Guiana
Francesa
R. paraensis
Galvão, 2014
Encontrado em Attalea
butyracea, comumente referida
como Jaci or coquinho da mata
na região amazônica, em área
rural do município de Guajará-
AM.
R. montenegrensis
Madeira et al., 2020
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P. lignarius
Panstrongylus geniculatus
Bioecologia
Tocas de tatus e pacas, em cavernas,
sob cascas de árvores, próximos a
ninhos de aves, em várias espécies de
palmeiras e associados a porcos nos
peridomicílios
Palmeiras, ocos e copas de árvores,
ninhos de tucanos e bromélias,
refúgios de mamíferos. Casas e
peridomicílios. Pode ser encontrado
no Peridomicílio e ocasionalmente
encontrado dentro de casas, atraídos
pela luz.
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Eratyrus mucronatus
P. rufotuberculatus
Bioecologia
Pode ser encontrado no Peridomicílio
e ocasionalmente encontrado dentro
de casas, atraídos pela luz.
Árvores ocas e com morcegos,
palmeiras, ninhos de pássaros,
ocasionalmente pode invadir casas
atraído pela luz.
Galvão, 2014
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Cavernicola pilosa
Bioecologia
Encontrado em cavernas e ocos de
árvores habitados principalmente por
morcegos; foi encontrado em 2011 no
município de Novo Aripuanã.
Cavernicola lenti
Encontrado em ocos de árvores; a
sua fonte alimentar são roedores e
morcegos.
Galvão, 2014; Nascimento et al., 2020
Galvão, 2014
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Microtriatoma trinidadensis
Bioecologia
Galvão, 2014
Palmeiras e cavidades de árvores, escondido entre as
folhas, dentro de ninhos de gambás (Didelphis
marsupialis). Na Bolívia foi encontrada uma colônia
peridomiciliar em um galinheiro construído com folhas da
palmeira Attalea phalerata.
Registrado no Amazonas em 2019.
Souza et al., 2019
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Atividade realizada pela equipe de investigação entomológica quando ocorre
Notificação de doença de Chagas, pode ser realizado no intradomicilio,
peridomicílio e ambiente silvestre.
MÉTODOS DE CAPTURAS
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Procedimentos de coleta
Coleta Ativa: Intra e peridomicílio
Em habitação humana e em seu entorno o trabalho deve ser
realizado minuciosamente, observando fendas, frestas,
móveis, utensílios domésticos, todos os ambientes devem
ser pesquisados. Para a realização dos trabalhos são
necessários: bolsa de lona, luvas, copos plásticos, etiquetas,
pinças e lanterna.
Busca ativa por triatomíneos no intradomicílio 
Ambiente peridomiciliar sujeito à 
invasão por barbeiros 
Fonte: Jurberg et al., 2014 
MÉTODOS DE CAPTURAS
Fonte: Jurberg et al., 2014 Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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Procedimentos de coleta
Coleta Ativa: Ambiente silvestre (Dissecção de palmeiras)
Durante a dissecção as palhas e fibras são retiradas com auxílio de um fação e
cuidadosamente examinadas
MÉTODOS DE CAPTURAS
Dissecação de palmeiras
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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Coleta Passiva (Armadilha de Noireau): Armadilhas com atrativo animal (pode
ser um pequeno roedor ou pinto) e fita adesiva.
MÉTODOS DE CAPTURAS
Procedimentos de coleta
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
Fonte: Acervo da SGENTO/FVSFonte: Acervo da SGENTO/FVS
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Coleta Passiva: Armadilha luminosa
Armadilhas com atrativo de luz (fonte luminosa e
ao fundo um pano branco).
MÉTODOS DE CAPTURAS
Procedimentos de coleta
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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Os insetos capturados vivos
devem ser acondicionados em
copos plásticos com tampas
perfuradas, contendo no seu
interior um suporte de papel até
a meia altura do copo. Na parte
externa deve conter a etiqueta
de procedência do inseto.
Etiqueta de Procedência
ACONDICIONAMENTO PARA OS TRIATOMÍNEOS VIVOS
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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PREPARO DE MATERIAL PARA ENVIO AO LABORATÓRIO
Os insetos mortos devem ser acondicionados em copo tipo coletor
universal.
Etiqueta de procedência:
Localidade, Município, 
Estado, País, Tipo de coleta, 
Local da Coleta, Horário, 
Nome do coletor e Data.
Naftalina
Algodão
Papel
Barbeiro
Papel
Algodão
1 2 3 4
5 6
Triagem, acondicionamento e identificação
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS
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A vigilância entomológica para doença de Chagas deve ser implantada em
todo o país, respaldada em dois pilares:
 Vigilância passiva – participação da população na notificação de
triatomíneos.
 Vigilância ativa – realizada por equipes de entomologia do município
ou do estado, sem necessariamente estar baseada na prévia notificação
pelo morador.
VIGILÂNCIA ENTOMOLÓGICA
Fonte: Ministério da Saúde
As estratégias adotadas devem
ser adequadas à realidade de
cada local, sendo que a vigilância
passiva com participação da
população é prioritária e está
indicada para a maioria dos
cenários.
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Vigilância Entomológica
Orientações para vigilância entomológica da doença de Chagas
Triatomíneos capturadas em domicílios, mas ainda predominantemente silvestres
Fonte: Ministério da Saúde
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Vigilância Entomológica
Fonte: Ministério da Saúde
É sugerida a utilização de medidas de proteção das casas e individual, manejo ambiental e
orientações sobre boas práticas no manejo de alimentos consumidos in natura, visando à
prevenção da doença de Chagas por transmissão oral.
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Agente etiológico
Tripanosoma cruzi 
É um protozoário flagelado, pertencente a Ordem Kinetoplastida, Família
Trypanosomatidae.
Forma amastigota - encontrada nos tecidos dos mamíferos
e em cultivo celular. É uma forma esférica de multiplicação
intracelular, medindo cerca de 4m de diâmetro.
Forma tripomastigota - alongada, possui um núcleo
central, cinetoplasto na porção terminal posterior de onde
emerge o flagelo e a membrana ondulante, mede cerca de
20 a 30 m de comprimento.
Forma hepimastigota - intermediária encontrada no tubo
digestivo do inseto vetor.. Essa forma possui um núcleo, um
cinetoplasto acima do núcleo de onde emerge o flagelo e
uma pequena membrana ondulante; mede cerca de 15 a 20
m de comprimento.
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CICLO BIOLÓGICO DO Tripanosoma cruzi
Fonte: https://querobolsa.com.br/enem/biologia/doenca-de-chagas
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Características Epidemiológicas 
da Doença de Chagas
 No Brasil, a epidemiologia da DC foi alterada devido às ações de controle,
de mudanças ambientais, econômicas e sociais, além da maior
concentração da população em áreas urbanas ocorrida nas últimas
décadas no país.
 Em 2006 recebeu da OPAS e OMS a “Certificação da Interrupção da
Transmissão da Doença de Chagas pelo principal vetor domiciliado, o T.
infestans”;
Fonte: Brasil, 2019 
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 Entretanto, o risco de transmissão vetorial da doença de Chagas persiste em
função:
 Existência de espécies de triatomíneos autóctones com elevado potencial de
colonização;
 Presença de reservatórios de T. cruzi e da aproximação cada vez mais
frequente das populações humanas a esses ambientes;
 Persistência de focos residuais de T. infestans, ainda existentes em alguns
municípios dos estados da Bahia e do Rio Grande do Sul.
Características Entomológicas
Fonte: Brasil, 2019 
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 Soma-se a esse quadro a ocorrência de casos e surtos por transmissão
oral, vetorial domiciliar sem colonização e vetorial extradomiciliar,
principalmente na Amazônia Legal.
 Entre o período de 2008 a 2017, foram registrados casos confirmados de
doença de Chagas aguda na maioria dos estados brasileiros. Entretanto, a
maior distribuição, cerca de 95%, concentra-se na região Norte.

 Nesse período o estado do Pará foi responsável por 83% dos casos.
 Em relação às principais formas prováveis de transmissão ocorridas no
país, 72% foram por transmissão oral, 9% por transmissão vetorial e
em 18% não foi identificada a forma de transmissão.
Características Entomológicas
Fonte: Brasil, 2019 
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MODO DE TRANSMISSÃO 
A DC não é transmitida ao ser humano diretamente pela picada do inseto. A
transmissão ocorre quando a pessoa coça o local da picada e as fezes
eliminadas pelo barbeiro penetram pelo orifício que ali deixou.
A transmissão pode também ocorrer por transfusão de sangue contaminado e
de mãe para filho, durante a gravidez.
Fonte: Ministério da Saúde
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Vetorial Clássica – Ao picar a pessoa, o barbeiro defeca, e em suas fezes está
a forma infectante (tripomastigota metacíclica) do T. cruzi. Ao se coçar, os
parasitos invadem células da região da picada.
Oral - Ao ingerir alimentos contaminados, o T. cruzi infecta células da boca e do
estômago.
*Casos da infecção transmitida pelo consumo de caldo de cana ou açaí
contaminados por esses insetos já foram registrados no Brasil
Modo de transmissão
Outras vias de 
transmissão 
são:
Meis e Castro, 2017 
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Noção de boas práticas de higienização e manipulação do açaí
Fonte: Acervo da SGENTO/FVS https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publica
coes/guia_vigilancia_prevencao_doenc
a_chagas.pdf
https://www.embrapa.br/busca-de-
publicacoes/-/publicacao/939272/planejando-
batedeira-de-acai
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Noção de boas práticas de higienização e manipulação do açaí
Após a colheita os frutos do açaí
devem ser higienizados. Em uma
peneira faz-se a catação para
retirar os detritos, frutos inservíveis,
folhas e insetos, em seguida faze-
se uma lavagem com água para
retirar o restante da sujeira.
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A água utilizada na preparação do açaí deve ser de boa qualidade. Todos
os equipamentos e utensílios devem ser higienizados antes do preparo para
evitar a contaminação do suco de açaí.
Para a sanitização dos frutos de açaí, deve-se preparar uma água clorada
de 150 ppm de Hipoclorito de Sódio e deixar os frutos nesta água clorada
por 15 a 20 minutos e depois enxaguar com água potável.
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Controle vetorial
 O controle vetorial é o ponto chave para minimizar a transmissão da DC,
já que vacinas ou tratamento eficaz para a fase crônica da infecção,
apesar de incansáveis esforços, ainda estão por ser desenvolvidos.
 O íntimo contato dos insetos vetores infectados por T. cruzi, com os seres
humanos é propiciado, principalmente pela precariedade das moradias
nas áreas rurais, o que cria condições favoráveis à infestação das casas
pelos triatomíneos.
CONTROLE VETORIAL
http://chagas.fiocruz.br/sessao/vetor/
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Controle vetorial
 A transmissão da DC na Amazônia apresenta peculiaridades que obrigam
a adoção de um modelo de vigilância distinto daquele proposto para a
área originalmente de risco da DC, no país.
 Não há vetores que colonizem o domicílio e, no entanto, pode haver
transmissão domiciliar da infecção ao homem, porém sem domicialização
do vetor.
 Informações epidemiológicas acerca da endemia na Amazonônia são
insuficientes para se conhecer a verdadeira situação. Conseqüentemente,
ainda não é possível propor um conjunto completo de medidas de
prevenção e controle.
Brasil, 2019; Rojas et al., 2005
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 Melhorias nas habitações – construção de casas com proteção para
impedir a invasão de triatomíneos.
 Mantenha os ambientes limpos e sem entulhos, inclusive os anexos
como galinheiros e estábulos
 Construção de habitações distante de palmeiras e a mata.
 Cuidados na manipulação de alimentos – higienização no preparo de
alimentos procedentes de áreas silvestres.
 Controle de Qualidade em sangue de doadores.
 Controle na transmissão congênita.
MEDIDAS PARA A PROFILAXIA
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Referências
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Galvão, C. Vetores da doença de chagas no Brasil. Curitiba: Sociedade Brasileira de Zoologia,
2014, 289 p.
2. Meis, J.; Castro, RSS. 2017. Manual para diagnóstico em doença de Chagas para microscopistas
de base do estado do Pará. Biblioteca de Ciências Biomédicas/ ICICT / FIOCRUZ – RJ, 2017
110p.
3. Bezerra, V.S. Planejando uma batedeira de açaí / Valeria Saldanha Bezerra; ilustração de Marco
Antônio da Silva. – Macapá: Embrapa Amapá, 2011. 39 p
4. BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE, Guia de Vigilância em Saúde, 3ª Edição – BRASIL 2019
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Links para vídeos
Vídeo 1 - História de Carlos Chagas
https://www.youtube.com/watch?v=uitvjnkUDnc&list=PL4_wpZsopCJJ-FDPoi8C59bdV0CyJqJ76&index=2
Vídeo 2 - Instalação da armadilha Noireau
https://www.youtube.com/watch?v=KiHGrH9JO-Y
Vídeo 3 - Instalação de armadilha Luminosa
https://www.youtube.com/watch?v=9M8dJjBp5Gk
Vídeo 4 – Ciclo de vida do Trypanosoma cruzi no homem
https://www.youtube.com/watch?v=HwAcuTKWFPU
Vídeo 5 – Ciclo de vida do Trypanosoma cruzi no inseto
https://www.youtube.com/watch?v=koIE0j-zi-4
Vídeo 6 - Técnicas de higienização para prepara açaí
https://www.youtube.com/watch?v=OkCMnDut6bk
LINKS PARA VIDEOS
https://www.youtube.com/watch?v=uitvjnkUDnc&list=PL4_wpZsopCJJ-FDPoi8C59bdV0CyJqJ76&index=2
https://www.youtube.com/watch?v=KiHGrH9JO-Y
https://www.youtube.com/watch?v=9M8dJjBp5Gk
https://www.youtube.com/watch?v=HwAcuTKWFPU
https://www.youtube.com/watch?v=koIE0j-zi-4
https://www.youtube.com/watch?v=OkCMnDut6bk

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