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Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 1 Ponto de PARTIDA Você sabe quais são seus direitos e deveres como cidadão? Em algum momento da sua vida você já presenciou a viola- ção de direitos fundamentais? Em uma sociedade democrática, como é possível garantir o respeito aos direitos básicos das pessoas? Por meio de quais instrumentos, instituições, documentos...? Certamente, você já ouviu falar nos seguintes textos de ordem legal: Declaração dos Direitos Humanos, Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, Estatuto da Igualdade Racial, Estatuto da Pessoa com Deficiência, Código de Defesa do Consumidor, Código Florestal etc. O que você sabe a respeito desses textos? Qual deles você conhece? Agora, com suas próprias palavras, responda: 1. Qual é a finalidade de textos como esses? 2. Como eles são escritos? Que registro de linguagem utilizam? 3. Quem escreve/produz esses textos? 4. Onde eles são publicados? Em que meio circulam? 5. Para quem eles são escritos? Quem é seu público-alvo? LP Leitura e Produção Ensino Médio Sequência Didática do Aluno Campo de atuação na vida pública Documentos legais e normativos 2 Atividade 1 Você provavelmente já ouviu falar nos Direitos Humanos. O que você sabe a respeito? Sabe quando eles foram criados? Por quem e por qual motivo? Para introduzir o tema, vamos assistir a um vídeo publicado em um canal da ONU no YouTube: Observe a imagem a seguir: • O que a imagem retrata? O que essas crianças estão lendo? Agora leia a legenda que acompanha essa foto: Crianças lendo a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), pouco após sua adoção. Foto: Arquivo da ONU • Na sua opinião, com que objetivo essa foto foi tirada? Por que entregaram esse tipo de documento para que as crian- ças lessem? Vamos iniciar juntos a leitura de trechos da Declaração Universal dos Diretos Humanos. Primeiro vamos conferir o que está na contracapa do documento: TEXTO 1 – PARTE 1 Estes são os direitos de: Atribuídos em: Enunciados pela Organização das Nações Unidas na Declaração Universal dos Direitos Humanos No dia 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou e proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos cujo texto, na íntegra, pode ser lido a seguir. Logo após, a Assembleia Geral solicitou a todos os Países - Membros que publicassem o texto da Declaração “para que ele fosse divulgado, mostrado, lido e explicado, principalmente nas escolas e em outras instituições educacionais, sem distinção nenhuma baseada na situação política ou econômica dos Países ou Estados.” ONU MULHERES BRASIL. Direitos Humanos. 2016. (3min03s). Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?ed9996>. Acesso em agosto de 2019. Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 3 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Preâmbulo Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo, Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os todos gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do ser humano comum, Considerando ser essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo império da lei, para que o ser humano não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão, Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla, Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades humanas fundamentais e a observância desses direitos e liberdades, Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso, Agora portanto A ASSEMBLEIA GERAL Proclama A PRESENTE DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indi- víduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de ca- ráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição. Artigo I Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Artigo II 1 - Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição. 2 - Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania. Artigo III Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. 1. Algum trecho dessa parte do texto ajuda a explicar a foto anterior? Qual? Justifique. 4 O que você está achando de ler a DUDH? Quais são suas primeiras impressões quanto à temática e à lingua- gem empregada no texto? Agora vamos fazer uma pausa e pensar em algumas questões: 2. Qual é a finalidade do “Preâmbulo” no texto? Por que os parágrafos do preâmbulo terminam com vírgula? 3. Releia o 2º e 3º parágrafos do Preâmbulo. Dado o contexto de publicação da declaração (1948), é pos- sível supor a que episódios da História esse trecho faz alusão? 4. Em que momento no preâmbulo são mencionados os signatários do documento? Com que intenção isso é feito? 5. Por que o último parágrafo do Preâmbulo termina sem pontuação? E qual é o valor do verbo “proclama” na frase “A ASSEMBLEIA GERAL proclama”? 6. Qual é o papel do parágrafo que antecede os artigos da Declaração? O que ele apresenta no texto? 7. Os artigos I e IV tratam, respectivamente, do direito à liberdade e da proibição à escravidão. Na sua opi- nião, por que isso é reiterado no texto? 8. Segundo o artigo I, “Todos os seres humanos nas- cem livres e iguais... e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.” As palavras em destaquem se relacionam a ideais de algum contexto histórico e político? Qual? 9. Releia o artigo II. Qual é o efeito de sentido (ou finali- dade) dos trechos: “sem distinção de qualquer espé- cie", “ou qualquer outra condição.” e “quer...quer”? Atividade 2 Vamos assistir a mais um vídeo, sobre o contexto his- tórico da Declaração Universal dos Direitos Humanos. PORTAL UAI. Os direitos humanos em 2 minutos. 2018. (2min23s). Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?f54969>. Acesso em: agosto de 2019. Artigo IV Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas. Artigo V Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante. Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 5 Além de ser um marco na história da humanidade, a DeclaraçãoUniversal dos Direitos Humanos (DUDH) é um documento normativo de âmbito universal e por isso faz parte dos gêneros textuais prescritivos, ou seja, sua finalidade é prescrever ações, instruir o que pode ou não ser feito, estabelecer normas comuns a serem respeitadas por todos os povos. ? Você SABIA? Vamos continuar a leitura e análise do texto. TEXTO 1 – PARTE 2 Artigo VI Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei. Artigo VII Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação. [...] Artigo IX Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado. Artigo X Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele. [...] Artigo XIV 1 - Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países. 2 - Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas. Artigo XV 1 - Todo homem tem direito a uma nacionalidade. 2 - Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade. Artigo XVI 1 - Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução. 2 - O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes. 3 - A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado. [...] 6 Após o preâmbulo e o parágrafo introdutório, o texto da Declaração Universal dos Direitos Humanos é composto de trinta artigos, enumerados em algarismos romanos (Artigo I, II, II...). Alguns deles são ainda subdivididos em parágrafos, sequenciados em algarismos arábicos (1. 2. 3.), com o objetivo de completar ou detalhar o conteúdo do artigo. Devido a seu contexto legal e normativo, o texto da DUDH respeita as regras da norma padrão da lín- gua, empregando termos oficiais, técnicos ou jurídicos, próprios das leis, estatutos e decretos. Além disso, é comum o emprego de pronomes e expressões para generalizar ou indeterminar (todo homem, todos os seres humanos, as pessoas, ninguém, nenhum ser humano), a fim de garantir textual- mente que os diretos se estendam a todos, sem distinção, pois são universais. + Para saber MAIS 1. Analise os artigos que contêm mais de um parágrafo. Cite um exemplo em que os parágrafos complementam ou detalham o parágrafo anterior. 2. Encontre e destaque no texto pronomes, substantivos e demais termos usados para generalizar ou indeterminar. 3. Em sua opinião, qual a finalidade do segundo parágrafo do artigo XIV? 4. Cite termos ou expressões que são exemplos da norma padrão utilizada em um texto normativo. Você sabe o que esses termos significam? 5. Algum artigo cita o próprio documento da Declaração? Por meio de qual termo? Artigo XIX Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interfe- rência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independente- mente de fronteiras. Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 7 [...] Artigo XXIII 1 - Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 2 - Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho. 3 - Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social. 4 - Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses. Artigo XXIV Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas. Artigo XXV 1 - Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e a sua família, saúde e bem- -estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direi- to à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. 2 - A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozarão da mesma proteção social. Artigo XXVI 1 - Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito. 2 - A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortaleci- mento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreen- são, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz. 3 - Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos. [...] Artigo XXIX 1 - Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível. 2 - No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determi- nadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberda- des de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática. Atividade 3 Agora, vamos ler e analisar a terceira e última parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos. TEXTO 1 – PARTE 3 8 O estilo de textos legais e normativos como a DUDH costuma apresentar as seguintes características: • Palavras e construções que evitam a ambiguidade; • Linguagem clara, concisa e denotativa; • Emprego da 3ª pessoa e de frases declarativas; • Predominância de verbos no presente e/ou futuro do indicativo; • Verbos e locuções verbais prescritivas. + Para saber MAIS 1. Identifique e anote no próprio texto: a) expressões próprias da norma padrão. b) trechos com linguagem clara, evitando ambiguidades. c) verbos e locuções verbais com sentido de prescrição. 2. Identifique no texto os verbos ou locuções no presente e no futuro do indicativo. Em seguida, separe dois exemplos e analise a finalidade de cada tempo verbal: a) Presente. b) Futuro. 3. Destaque no texto palavras ou expressões que detonam o conceito de “liberdade". 4. Releia o artigo XXIX. Por que os direitos de todos estão sujeitos a limitações? Justifique com trechos do texto. 5. Qual é a finalidade do último artigo do documento? 3 - Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas. Artigo XXX Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Esta- do, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. Declaração dos Direitos Humanos: Paris,França, 1948. Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?6ae6fb>. Acesso em: 23 de ago. de 2019. Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 9 Atividade 4 No âmbito nacional, a lei máxima que garante os diretos e deveres dos brasileiros é a Constituição Federal de 1988, também conhecida como Constituição Cidadã. Vamos assistir a um breve vídeo para introduzirmos o tema: HISTÓRIA ONLINE. PAPO RETO: CONSTITUIÇÃO. 2016. (2min47s) Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?c6297b>. Acesso em: 23 de ago. de 2019. TEXTO 2 - PARTE 1 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988 PREÂMBULO Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a seguran- ça, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. TÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distri- to Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. 10 Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamen- te, nos termos desta Constituição. Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I - independência nacional; II - prevalência dos direitos humanos; III - autodeterminação dos povos; IV - não-intervenção; V - igualdade entre os Estados; VI - defesa da paz; VII - solução pacífica dos conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X - concessão de asilo político. Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?7e8859>. Acesso em: 29 de ago. de 2019. O que você está achando de ler a Constituição Fede- ral? Quais são suas primeiras impressões? O texto é fácil ou difícil de ler? Você já conhecia algum trecho? Comente com os colegas. Em seguida, vocês vão se juntar em du- pla para pensar e responder a algumas questões. 1. É possível saber onde e por quem o texto foi produzi- do e publicado? 2. O texto apresenta indícios de qual é seu leitor visado e sua finalidade? 3. No Preâmbulo, há a indicação da autoridade respon- sável pelo texto? Quem? Na abertura de textos normativos, é comum haver verbos de valor performativo como: decretar, declarar, condenar, sancionar, prometer, garantir, certificar etc. Em contextos oficiais, o locutor, ao proferir um enunciado com esses verbos na 1ª pessoa, realiza o ato que aquele verbo descreve. Um exemplo clássico é quando duas pessoas vão se casar no cartório e o juiz diz: “Eu os declaro casados”. ? Você SABIA? Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 11 4. Qual é o verbo de valor performativo da Constitui- ção? O que ele significa? E o verbo performativo da DUDH, texto anterior? Textos normativos como as leis, códigos e estatutos e a Constituição Federal podem conter várias partes, como: títulos e capítulos (numerados por algaris- mos romanos), artigos e parágrafos (sequenciados por algarismos arábicos), parágrafo único e os in- cisos (que completam o conteúdo dos parágrafos ou dos artigos e são sequenciados por algarismos romanos). As alíneas, que podem aparecer após os parágrafos ou incisos, em continuação à matéria são sequenciadas por letras minúsculas em ordem alfabética. Os itens são usados após os parágrafos e sequenciados por algarismos arábicos. ? Você SABIA? 5. Quais dessas partes vocês identificam no texto 2? Citem um exemplo. 6. Qual é a finalidade dos incisos nos artigos 1º, 3º e 4º? 7. Identifiquem e destaquem no texto: a) Palavras ou construções da norma padrão, comuns em textos normativos: b) Verbos ou locuções com valor prescritivo: 8. Releiam o inciso IV do artigo 3º: IV - promover o bem de todos, sem pre- conceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. É possível dizer que o trecho em destaque foi descri- to para evitar ambiguidades? Por quê? 9. Alguns trechos da Constituição Federal retomam ideais e princípios básicos da Declaração Universal dos Direi- tos Humanos? Quais? Localizem exemplos no texto. 10. Diferentemente da DUDH, de âmbito universal, a Constituição Federal possui âmbito nacional. Que diferenças ou especificidades próprias do Brasil e seu continente existem no texto? Atividade 5 Antes de continuarmos a leitura da Constituição Fede- ral, vamos assistir a um vídeo sobre um projeto chamado Constituição na Escola. Projeto Constituição na Escola. Projeto Constituição na Escola – Vídeo Institucional. 2017. (6min06s). Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?e85963>. Acesso em 29 de ago. de 2019. 12 TEXTO 2 – PARTE 2 TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religio- sos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternati- va, fixada em lei; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a inde- nização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI -a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judi- cial; (Vide Lei nº 13.105, de 2015) (Vigência) XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996) XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional; XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; [...] BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?7e8859>. Acesso em: 29 de ago. de 2019. Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 13 1. Como você já sabe, os incisos (sequenciados por algarismos romanos) têm a finalidade de detalhar o conteúdo do arti- go. No artigo 5º, encontre palavras ou trechos dos incisos de I a XVI que retomam e especificam ideias do artigo. 2. Localize pronomes e substantivos usados para se referir às pessoas. Eles são semelhantes aos termos empregados na DUDH? 3. Nos incisos XI e XII, o que significa o trecho entre parênteses “(Vide)” no final? Qual é a sua finalidade? 4. Localize termos que estabelecem a coesão do texto (como conjunções, preposições, advérbios e locuções) que ex- pressem o sentido de: Acréscimo Exceção Condição Alternância Restrição 5. Qual é o tempo e modo verbal predominante no texto? Marque exemplos no próprio texto. Que efeito de sentido esse uso confere ao documento? 6. O artigo 5° da Constituição Federal se relaciona com algum artigo da DUDH? Que ideais são retomados? 14 Atividade 6 Você provavelmente já ouviu falar no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O que você sabe sobre ele. Vamos assistir a um vídeo sobre o tema e discutir: FUNDAÇÃO ABRINQ. Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): Saiba o que é. 2019. (3min53s). Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?c67077>. Acesso em 29 de ago. de 2019. TEXTO 3 PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA: Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: [...] TÍTULO II DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS [...] CAPÍTULO IV DO DIREITO À EDUCAÇÃO, À CULTURA, AO ESPORTE E AO LAZER Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 15 V - acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabeleci- mento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.845, de 2019) Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas e de estabelecimentos congê- neres assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabi- lidade da autoridade competente. § 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à escola. Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - maus-tratos envolvendo seus alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; III - elevados níveis de repetência. Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a calendário, seria- ção, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório. Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura. Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. BRASIL. Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, 16 jul. 1990. Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?65b9e2>. Acesso em 29 de ago. de 2019. 16 1. Onde e quando a lei foi publicada? Em que parte do texto há essa informação? 2. De quem é a autoria do texto? Qual é a autoridade responsável por ele? 3. No início do texto, são usadas formas verbais de valor performativo? Por quem? Qual é seu efeito de sentido? 4. Como você enxerga no seu dia a dia os direitos e deveres mencionados no estatuto lido? Cite um exemplo. 5. Identifique no texto termos ou expressões que expressem a ideia de: A) Finalidade/ objetivo B) Acréscimo 6. Qual o papel dos incisos nos artigos 53 e 54? 7. O que significam as informações entre parênteses após alguns artigos? 8. Do artigo 56 ao 59 qual é o tempo verbal predominante? Cite um exemplo. Por que esse tempo foi utilizado nessa parte do documento? Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 17 Os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, os, as, lhes, nos, vos) podemocupar três posições diferentes em relação ao verbo: • Quando o pronome vem antes do verbo, damos o nome de Próclise. Ex.: “Não se preocupe, tudo ficará bem.” “Aquilo me deixou de boca aberta.” • No final do verbo, chamamos de ênclise. Ex.: “Conte-me tudo o que você sabe.” “A gerente apareceu, exigindo-lhe uma explicação.” • E no meio do verbo, recebe o nome de mesóclise. Só ocorre com verbos conjugados no futuro do presente e futuro do pretérito. Ex.: “Planejar-se-ia o aniversário de todos os funcionários.” “Contar-me-ão todos os gastos referentes a este ano.” Adaptado de: COLOCAÇÃO pronominal. Infoescola, 2019. Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?d5abb6>. Acesso em: 29 de ago. de 2019. PRÓCLISE - Mesóclise – Ênclise. Mundo Educação, 2019. Disponível em: <www.iqe.org.br/surl/?d0f9ce>. Acesso em 29 de ago. de 2019. ? Você SABIA? 9. Há ocorrências de ênclise ou mesóclise no trecho lido do ECA? Cite exemplos. Que efeito essas colocações pronomi- nais provocam no texto? 10. Releia e compare os trechos seguintes: Texto 2 Texto 2 Texto 3 TÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS TÍTULO II DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS CAPÍTULO IV DO DIREITO À EDUCAÇÃO, À CULTURA, AO ESPORTE E AO LAZER Por que os títulos e capítulos começam pelas preposições em destaque? Que sentido elas possuem na frase? 18 Sistematizando APRENDIZAGENS Ao longo desta Sequência Didática, você e seus colegas conheceram e analisaram três exemplos de gêneros norma- tivos: a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adoles- cente (ECA). O que você achou de estudar esses textos? Já os conhecia? O que de novo você aprendeu? E o que você acha que precisa continuar estudando? Agora, como forma de fazer uma síntese, vamos relacionar e comparar os três documentos legais lidos: Texto 1 Declaração Universal dos Direitos Humanos Texto 2 Constituição Federal de 1988 Texto 3 Estatuto da Criança e do Adolescente Âmbito/abrangência Autoria/Autoridade responsável Local e data de publicação Verbo performativo Motivações e finalidades do documento • Na sua escola, existe um grêmio ou clube estudantil? Ele tem um documento/estatuto que esta- belece os direitos e deveres de seus membros? • Comparado aos documentos legais lidos anteriormente, qual seria a abrangência do estatuto de grêmio ou clube da sua escola? Quem sabe diz Sequência Didática | Língua Portuguesa | Leitura e Produção de Textos | Campo de atuação na vida pública 19 Proposta de Produção Agora, nós vamos realizar um debate conjunto a fim de discutir a criação de um estatuto do grêmio ou clube para repre- sentar sua escola. Para organizar o debate, vocês vão defender seus pontos de vista e apresentar suas propostas, ideias, de forma respei- tosa e fundamentada, respeitando o tempo pré-estabelecido e o turno de fala dos demais colegas. O professor vai mediar esse debate, com as seguintes questões: • Você tem o hábito de participar de reuniões e debates em sua escola, como reuniões de conselho, grêmio, coletivos, movi- mentos, assembleias...? Como são essas reuniões? • Que problemas existem no território da escola para os quais podemos buscar uma solução? Quais são as soluções possí- veis dentro das regras? • Vocês sabem quais são seus direitos como estudantes na escola? E os deveres? • Se criarmos um grêmio na escola, quais seriam suas atribuições e sua finalidade? • Já existem outros documentos normativos na sua escola? Quais? • Como esse documento se relacionaria com o projeto político-pedagógico da escola? • Na escrita do documento, como é possível garantir que os direitos e deveres de todos na escola sejam respeitados. • Na elaboração de um estatuto do grêmio ou clube estudantil, quais tópicos não poderiam faltar? Quais seriam seus títulos, capítulos, seções e artigos? Quem sabe diz Planejamento Em primeiro lugar, vamos pensar juntos nas condições de produção do estatuto do grêmio ou clube estudantil: Nome do documento Tema e Finalidade Autoria (responsáveis pela escrita do documento) Público-alvo Local e data do documento Linguagem do texto 20 Agora, vocês vão se reunir em grupos e, em uma folha separada ou no caderno, fazer um esboço das informações que devem constar no estatuto. Cabeçalho (Entidade responsável e local de publicação do documento) Nome do documento Tema do texto (Dispõe sobre...) Preâmbulo contendo as informações preliminares sobre o contexto do documento, como autoria, finalida- de e verbo performativo. (Nós, representantes..., com o objetivo de... declaramos/promulgamos...) Corpo do texto, dividido em títulos, capítulos, seções, artigos, incisos e parágrafos. Nessa parte, é preciso contemplar principalmente: • Direitos e deveres dos estudantes na escola; • Finalidade do grêmio e atribuições dos integrantes; • Relação da agremiação com a escola e a comunidade. Escrita Realizado o esboço em grupos, é a hora de apresentar os textos e discutir as ideias de cada um. A partir daí, vamos redigir coletivamente a versão final do documento, com a colaboração de todos. Revisão e publicação Após a escrita coletiva, é hora de revisar o estatuto elaborado. Para ajudar, vocês devem retomar o texto produzido e revisá-lo, verificando se os itens elencados na etapa de planejamento foram atendidos ou não e o que deve ser melhorado. Por fim, feita a revisão, após todos concordarem com os termos do documento, ele deve ser disponibilizado para que todos tenham acesso, promulgado e publicado oficialmente na escola, em meio impresso (mural da turma e/ou da escola) e digital (página oficial da turma e da escola). SDName: EM.11.LP.1.17.45.A-4019