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APOSTILA 4 SEMESTRE larivet.resumos …………………………….. Sumário ……… …………………….. 1. Anatomia Patológica ………………………………………………………………………... Introdução e técnicas de necropsia Pigmentação patológica Lesões celulares reversíveis Degeneração Lesões irreversíveis Alterações circulatórias - Hiperemia e Edema Alterações circulatórias - Embolia e Trombose Isquemia Hemorragia Neoplasias Choque e Coagulação intravascular disseminada (CID) 2. Nutrição ……………………………………………………………………….………………………... Introdução à nutrição animal Programa nutricional para cães e gatos Microingredientes e aditivos Manejo alimentar de cães e gatos Distúrbios alimentares Dietas terapêuticas Introdução a nutrição de grandes Água na nutrição de ruminantes Alimentos Nutrição de ruminantes Cálculo de ração Manejo nutricional de equinos Manejo nutricional de suíno Deficiência minerais em bovinos 3. Zootecnia Geral ………………………………………………………………………... Introdução à zootecnia Domesticação de espécies zootécnicas Exterior / tipos zootécnicos / Escore corporal Ezoognósia e julgamento animal Biotecnologia animal Sistema 4.0 na produção animal Ambiente de Criação Profilaxia e higiene na produção animal 4. Avicultura …………………………………………………………...…………………………………………... Introdução à avicultura Infraestrutura dos estabelecimentos de criações comerciais de produção Linhagens comerciais de Aves Manejo geral de frango de corte Manejo de aves de galinha de postura Manejo sanitário de aves de produção Nutrição de aves de produção 5. Plantas Forrageiras ………………………………………………………………………… Fisiologia Vegetal Aspecto morfológico e botânicos das principais gramíneas Formação e manejo de forrageiras Manejo intensivo de forrageiras Cerca elétrica Cerca elétrica Cerca elétrica Cerca elétrica Interpretação e análise do solo e recomendação de adubação 6. Bovinocultura ………………………………………………………………………... Sistema de criação e termos zootécnicos Escrituração zootécnica Instalações utilizadas na pecuária Manejo da vaca Manejo sanitário de bovinos Boas práticas no manejo de bezerro Controle de carrapato em bovinos de leite Boas práticas de manejo de ordenha Manejo reprodutivo bovino (Inseminação artificial) Raças de corte Implementação da atividade pecuária de corte 7. Suinocultura ………………………………………………………………………... Introdução à suinocultura Criação de suíno Instalações de suínos Instalações na suinocultura Manejo Reprodutivo de Suínos Manejo sanitário de Suínos Manejo da fase de creche Manejo de dejetos de suínos Identificação de doenças em suínos A N A T O M I A P A T O L Ó G I C A O conteúdo presente não é de minha autoria. ………. Intr�dução s�bre ………. ………. ………. … … técnicas de necrópsia ………. ………. ……… Necrópsia é uma ferramenta de diagnóstico importante, acrescentando no aprendizado e na comunicação com outras doenças. É necessário um subsídio para o patologista como suspeita clínica, tratamento, evolução e histórico. Algumas doenças são altamente contagiosas, assim, é necessário comunicar o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e consultar o responsável do animal sobre possíveis contatos com outros animais. Alguns patógenos entram em contato com a população humana devido a interação humano x animal, assim o desmatamento e consequentemente a perda de habitat facilitam essa transmissão. Quando há um agente etiológico desconhecido (sem lesões macroscópicas, sem característica de determinada doença), pode-se realizar a histopatologia (coletar amostras e nelas conter conservação, registro e descrições). Objetivos …………………………………………………………………………………….. ● Orientações práticas ● Coleta: formol 10% tamponado adequado ● Armazenamento: fechar corretamente o pote, passar uma fita na ponta, envolver em um jornal e em caso de refrigeração colocar em isopor com gelo. ● Transporte Importante! Antes de realizar a necrópsia deve haver um exame externo minucioso: avaliar o estado nutricional, hidratação, coloração, estruturas, trauma, fraturas e/ou anomalias. Répteis Há uma diversidade de tipos de corpo individual ● Ofídios - Fechar a boca, decúbito dorsal. incisão na linha média ventral, divulsão (separação dos tecidos) - , - ● Testudíneos - Decúbito dorsal, incisar e rebater a musculatura peitoral, desarticular os membros (escapular e isquiático), pulmões e rins (dorsal). ● Crocodilianos/ Lacertídeos - Decúbito dorsal, incisão na linha média (cranial à cloaca - mentoniana), rebater a pele, incisar parede abdominal, costelas, encéfalo (retirar pele em lacertídeos), incisão com padrão retangular ou trapezoidal. Aves - Exame externo; - Solução detergente - Decúbito- incisão - pele - quilha - musculatura - cavidade celomática - Aves muito pequenas devem ser fixadas à mesa. - Encéfalo lissencéfalo (remoção das penas - pele - incisão longitudinal). - Acesso à cavidade (corte das costelas até a região cranial do tórax,, seccionar as clavículas, exame dos sacos aéreos) Aves têm o fígado com menor tecido conjuntivo, assim, deve-se fazer rapidamente a necrópsia. Para congelar mais rapidamente, antes de levar ao refrigerador deve-se molhar primeiro. 1 Mamíferos - Exame externo; 1. Oral, cardiorrespiratório 2. Omento e baço 3. Intestinos 4. Fígado e estômago 5. Geniturinário e ânus 6. Sistema nervoso - Incisão na pele - musculatura - osteotomia ● Ungulados - Decúbito lateral esquerdo - Rebater membros - Incisão mento pubiana - Costelas (vértebras torácicas e esterno) Importante! Remoção dos órgãos: 1- Oral, cardiorrespiratório. 2- Órgãos abdominais. 3- Sistema nervoso. Peixes - Exame externo - Decúbito lateral - Incisão ventral pela linha média - Remoção do opérculo e musculatura abdominal Anfíbios - Exame externo - Decúbito dorsal - Incisão mento pubiana (pele - musculatura abdominal) - Corte Do esterno - Remoção dos órgãos Conservação do cadáver …………………………………………………….. ● Realizar o exame o mais rápido possível devido à autólise ● Conservação (congelamento ou formol) ● Aves e animais peludos deve molhar antes de ir para o congelamento ● Ir às geladeiras e câmaras no máximo em 24 hrs. Alterações pós mortem …………………………………………………….. Deve-se conhecer o estado normal para perceber alguma alteração. Cada animal tem sua fase, sequência e velocidade. - Fatores que influenciam: Temperatura, causa e modo da morte, condição do animal antes da morte, tipos de tecido. - Principais alterações: 1. Rigor mortis: enrijecimento (depende do estado nutricional, 2 energia e temperatura) 2. Algor mortis: resfriamento do corpo 3. Ruptura e deslocamento 4. Livor mortis: mudança da coloração da pele devido ao depósito de sangue estagnado pela gravidade em animal em decúbito. 5. Embebição hemoglobínica: Ruptura das hemácias e autólise dos vasos 6. Embebição pela bile 7. Pseudomelanose deixa uma coloração azul-esverdeada no tecido. 8. Putrefação: aceleração do quadro de autólise ** Acúmulo de gás pelo rúmen de um dia pro outro em um animal morto que está em decúbito lateral gera um aumento abdominal pois o gás não é liberado devido ao acúmulo de líquido e alimento que impede sua passagem** ** Em casos de autólise do rúmen pode se confundir com intoxicação por ervas porém deve se avaliar se há ervas no pasto e se a mesma foi comida e se há manifestação de intoxicação** Coleta para exame histopatológico …… … ● Conhecimento prévio (saber o que está coletando) ● Fixar no menor espaço de tempo (formalina 10%, fragmentos 2x3x0,5) ● Exame tecido nervoso após fixação prévia ● Acondicionamento/ transporte Material mal selecionado, tamanho inadequado e/ou traumatizado influenciam negativamente no resultado, podendo não ser realizado o exame. Coleta para exame microbiológico …………………………… ● Técnicas dependem da lesão e localização ● Assepsia antes da manipulação dos órgãos (swab, agulhas, seringas) ● Fragmentos de tecido (flambar/ recipiente estéril) Coleta para exame parasitológico …………………………… ● Ectoparasita (exame externo) fixados em álcool etílico 70% ● Ácaros ( escarificação da pele) ● Vermes (água ou formol aquecido) ● Tênias (preservaro escólex) ● Cestóides (entre lâminas) Destinação da carcaça …………………… …………………………… ● Incinerar ● Enterrar (profundidade adequada devido a contaminação) ● Construção de uma composteira Equipamentos ……………… ………………………………… Deve-se usar equipamentos de segurança como luvas, óculos, botas, roupas adequadas, avental, máscara, cabelo preso e outros; Levar também equipamentos a serem utilizados na realização do procedimento como bisturis, serras, potes para coleta, tesoura, máquina fotográfica, caderno, álcool 70% e outros,, - Recomendações para biossegurança: Cuidado com as zoonoses, deve-se garantir a saúde e bem estar, proibido a ingestão de alimentos, cuidado com a contaminação externa dos materiais (fômites, e uso obrigatório dos EPI’S. 3 …… ……. Pigmentação patológica …… ……. Existem animais com pigmentações normais, mas quando se fala de pigmentação patológica é uma pigmentação anormal. As pigmentações podem ser de origem; Exógenas: fora do corpo do animal - Antracose:: doença com acúmulo de pigmento relacionado ao carbono - Siderose: acúmulo de depósito de ferro - Tatuagem: acúmulo de tinta de origem de hidrocarboneto - Medicamentos: Endógenas: dentro do corpo - Derivados da hemoglobina: oxigenada, mioglobina, metahemoglobina - Melanina: substância produzida dentro do organismo do animal. - Lipofuscina: substância produzida a partir de restos celulares, está relacionado à idade do animal e do envelhecimento da célula; Essa pigmentação pode estar disposta na pele e diversos outros órgãos. Pigmentos hematógenos Hemocaterese é destruição das hemácias velhas (baço). Dentro de cada hemácia tem a hemoglobina que tem quatro grupamentos heme e dentro desse grupamento heme tem um ion ferroso e outra proteína chamada porfirina. A destruição da hemoglobina vai dar origem ao grupamento heme e outras proteína chamada globina. O grupamento heme é composto por um íon ferro e porfirinas. O íon ferro é armazenado pelo organismo, esse armazenamento é chamado ferritina. Normalmente armazena na medula óssea, fígado e baço. Na medula óssea porque ocorre a formação das hemácias então ele vai ser reaproveitado. Porém se há uma grande destruição há um acúmulo de ferro se dá o nome de Hemossiderina. que produz uma coloração acastanhada dentro e fora das células As porfirinas são proteínas e a degradação da mesma dá origem a bilirrubina e quando há o acúmulo do mesmo dá uma cor amarelada (icterícia) nos tecidos, mucosas, subcutâneo. A globina vai ser reaproveitada no organismo seja para produzir hemácias ou imunoglobulinas. Bilirrubina - metabolismo normal Lise das hemácias (virou uma porção heme)→ Exporam as bilirrubina → Liga-se a albumina e leva para o → Fígado → Liga-se ao ácido glicurônico e vira uma bilirrubina conjugada → Vai ser eliminada no intestino delgado através da vesícula biliar → sofre ação de bactérias e se transforma em urobilinogênio ou/e estercobilinogênio → Reabsorção, estercobilina, urobilina. Tipos de icterícia …………………………………………………………………………………... → Pré-hepática (hemolítica): lise da hemácia excessiva. Causas: hemoparasitoses (babesiose, erliquiose, anaplasmose), anemia infecciosa equina, leptospirose, micoplasmose felina, anemia hemolítica do recém-nascido. - A erliquiose é uma hemoparasitose mas 4 não está dentro da hemácia como babesiose e anaplasmose, ela produz grande quantidade de anticorpos que se aderem na superfície da hemácia e gera uma reação inespecífica/diferente, que o corpo acha estranho, destruindo-a. - Anemia hemolítica do recém nascido é quando uma mãe fator Rh - tem um filho Rh + e os anticorpos da mãe reagem contra o bebe pois considera a presença do rh + um corpo estranho. Numa doença hemolítica, o baço está mais aumentado de tamanho, ocupando grande parte epigástrica superior próxima ao diafragma. O tecido adiposo é ictérico entre as vísceras , → Hepática: doença no fígado que leva ao acúmulo de bilirrubina. Causas: Intoxicação crônica por cobre, leptospirose, hepatite aguda, esteatose/cirrose, neoplasias hepáticas; - Esteatose é o acúmulo de gordura no fígado, geralmente está relacionado ao quadro de caquexia e desnutrição animal devido ao aumento de metabolismo do animal. O acúmulo sobrecarrega o fígado e o mesmo deixa de fazer suas funções como conjugar/transformar e excretar a bilirrubina - Neoplasia hepática fazem com que ocorra um maior fluxo de sangue para células neoplásicas e o sangue não é bem distribuído, realizando suas funções de forma insuficiente/deficidente → Pós-hepática (obstrutiva): não consegue excretar pois há alguma obstrução do fluxo biliar e reabsorção da bilirrubina para a circulação. Causas: Cálculos biliares, compressão pela proliferação de tecido fibroso, colangite, obstrução por parasitas. Tipos Localização Bil. Plasm icterícia hemolítica Pré hepática Bil. não conjugada Ictericia hepatocelular Hepática Ambas Ictericia Obstructiva Pós- hepática Bile conjugada Ferro - metabolismo normal Lise das hemácias e liberação do ferro ferroso → transferrina (proteína transportadora de íons ferro) transfere em direção a medula óssea e fígado → Ferro se liga a outra, apoferritina, formando o depósito ferritina → quando houver necessidade sai do estoque e produz novas hemácias na medula óssea. → Hemossiderose: acúmulo excessivo de ferro por dieta ou por hemocaterese. Causas: Anemias hemolíticas, traumas (hemorragias), transfusões repetitivas, insuficiência cardíaca direita (congestão crônica do fígado), insuficiência cardíaca esquerda (congestão crônica do pulmão), cirrose (congestão crônica do baço). - I.C..D: congestão de sangue no fígado/coração, o macrofago do figado (células de kupffer) vão fagocitar as hemáceas excessivas e pode gerar a um acúmulo de ferro Assim também ocorre na I.C.E/cirrose/traumas… 5 Macrófago Melanina Pigmento endógeno produzido na formação basal das células epiteliais A melanina vai ser excretada/ superficializada até a pele e funciona nos queratinócitos como uma proteção da pele contra os raios U.V. Sua formação excessiva causa melanose (apenas acúmulo), mas o processo patológico neoplásico se chama melanoma e a falha na sua formação gera o albinismo e vitiligo. - Melanose pode ser causada por um processo inflamatório crônico que causa uma hipermelanose Melanoma é o carcinoma melanótico. - A melanina é formada através de uma reação enzimática, enzima chamada tirosina quinase, e quando há deficiência dessa enzima há o albinismo. Já o vitiligo é uma doença genética que também gera a deficiência da produção de melanina. Lipofuscina É um pigmento de desgaste, ele representa a idade da célula. Hoje está relacionado a deficiência de vitamina E pois ela é essencial para retirar os antioxidantes essenciais, e com a deficiência não consegue-se controlar bem os radicais livres (resto celular). Está relacionada também com a oxidação e polimerização de lipídeos das membranas de organelas que fazem com que o resto celular seja fagocitado e acumulado dentro dos vacúolos do macrofágos. 6 …………... Lesões celulares reversíveis …………... Resposta a lesão celular: pode sofrer degeneração, adaptação, lesão irreversível ou morte celular. Adaptação celular Hipertrofia: aumento do tamanho da célula - Nº de células não aumenta, células sintetizam mais organelas e aumenta o volume - Pode ter atrofia natural por aumento de função (músculo estriado) e hipertrofia compensatória (órgãos sofrem hipertrofia para compensar a atrofia de outro órgão que teve uma perda funcional.) Hiperplasia: aumento do nº de células - Aumento do tecido, órgão ou parte dele. Células hiperplásicas podem estar hipertrofiadas. - Células de proliferação constantes como epiderme, medula óssea tornam-se hiperplásicas rapidamente. Osso, músculo liso possuem capacidade intermediária. - Pode ser por fisiologia hormonal (proliferação hormonal da glândula mamária aumentada antes da lactação), fisiológica compensatória (esfoliação da superfície da pele ocorre mitose para regenerar as camadas). - Patologia: estímulo hormonalexcessivo da célula alvo (hiperplasia prostática benigna em cães - comprime reto e uretra) e (hiperplasia endometrial cística no útero de cadelas devido a influência prolongada de progesterona,) Metaplasia: adaptação celular em função de uma irritação química/física. Ex: o epitélio cilíndrico ciliado da traquéia muda sua conformação devido ao uso do cigarro. - alteração adaptativa do tecido para resistir às condições adversas ambientais. Atrofia: redução dos tecidos e órgãos devido redução da proliferação celular - Pode ocorrer por inanição (carência de elemento essencial) ou diminuição do suprimento sanguíneo. Ex: atrofia hepática (redução do fluo da veia porta), diminuição da carga de trabalho (atrofia das fibras musculares em pessoas sedentárias). Lesões celulares irreversíveis ou morte celular Para produzir lesões irreversíveis ou morte celular depende da natureza do agente etiológico e da intensidade e duração do tempo de exposição. Necrose Quando ocorre morte celular seguida de autólise (degradação enzimática dos componentes celulares por enzimas da própria célula liberada dos lisossomos após a morte) Necrose por coagulação ou isquêmica: Falta de oxigênio nas células (redução de energia), seja por obstrução vascular (isquemia e anoxia), ou por inibição dos processos respiratórios da própria célula. (Inibição de produção de ATP) Necrose por liquefação (coliquação): Liquefação tecidual ocorre pela liberação de grande quantidade de enzimas lisossômicas. - Ex: forma especial de necrose do sistema nervoso, conhecida como Malacia – o tecido fica gelatinoso (causado por um fungo Fusarium que está no milho e produz micotoxina) - Ex: formação do pus confinado em um abscesso – quando tem um abscesso formado cheio de pus, forma a necrose dentro do tecido, pois o organismo não tem como eliminar, então ele encapsula para proteger da infecção. 7 Necrose Caseosa: Recebe esta denominação porque a área necrosada adquire um aspecto macroscópico friável, seco e caseoso, semelhante ao de uma massa de queijo - Ex: Comum na tuberculose (Mycobacterium bovis) - Ex: Linfadenite Caseosa (Corynebacterium pseudotuberculosis) Necrose Esteatonecrose: Necrose Enzimática do Tecido Adiposo. Forma de necrose que compromete os adipócitos - Ocorre em casos de pancreatite aguda - Ex: Enzimas liberadas pelas células pancreáticas lesadas ativam as lipases das células adiposas, provocando a autólise dos triglicerídeos 8 ………………… ...…... Degeneração ……………...…………... Degeneração celular: A célula sofre uma alteração físico e química que perdem a característica de manter sua estabilidade e começam a permitir a entrada de conteúdo para o seu interior. Vai haver um descontrole na sua barreira física. - Conceito: Lesões células reversíveis decorrentes de alterações bioquímicas que resultam no acúmulo de substância no interior da célula (diminuição da função) Devido ao acúmulo de substância o órgão incha e comprime os capilares fazendo com que ocorra uma microcirculação e se durar por muito tempo leva-se a morte celular (fibrose e perda funcional). Com isso ocorre comprometimento em conjunto pois os órgãos trabalham integrados. Classificação (tipos) ● Água e eletrólitos: hidrópica ● Proteínas: hialina ● Lipídios: esteatose e lipidose ● Carboidratos: glicogenoses, mucopolissacaridose Degenração hidrópica ……………………………………………………………... Causa: hipóxia, anóxia, radicais livres, toxinas, hipertermia, hipoglicemia, inflamações…. - Patogenia: perda de controle da permeabilidade seletiva das membranas celulares. Entra mais água do que sai. Macroscopia: órgão pálido (compressão dos capilares), aumentando de volume e peso, perda de brilho Macroscopia: células com vacúolo pequenos e claros, pequenos grânulos no citoplasma célula com degeneração hidrópica (esquerda) e célula normal (direita) Esteatose (degeneração gordurosa) ………………………………………… Acúmulo de: Ácidos graxos e triglicerídeos (não em adipócitos) - Metabolismo dos lipídios: Os ácidos graxos são obtidos da dieta (lipídios são transportado na corrente sanguínea na forma de quilomícrons) ou da lipólise (jejum, estresse, inanição) Ocorrência: fígado, rins, músculo estriado, pâncreas - O aporte ao fígado é aumentado ou ele não é capaz de metabolizar adequadamente Causas: lipólise excessiva (hipoglicemia, inaição diabetes), hipóxia (carência de ADP), substâncias e plantas tóxicas (bloqueiam a síntese de apopreotínas que provocam a passagem mais rápida da gordura para dentro da célula. Gatos em jejum prolongado (ocorre a lipólise), tem a tendência de fazerem o acúmulo rápido de gordura no fígado deixando o mesmo sobrecarregado. Aterosclerose …… ……………………………………………………….. Colesterol (placas de ateromas - lipídios + tecido fibroso) - Ocorrência túnica íntima e média de vasos sanguíneos, principalmente artérias - Diferenciar de arteriosclerose - calcificação de parede das artérias. Degeneração hialina …………………………… ……………………………... Causas (patogenia): Lesões tóxicas, hipóxicas (precipitação proteica), glomerulonefrite (excesso de endocitose), infecções virais (produção de ptn virais), doenças infecciosas com imunidade humoral (grande produção de imunoglobulinas) 9 Gligenólises (carboidratos) ……………… ………………… Acúmulo de glicogênio Causas (patogenia): doenças genéticas (deficiência enzimática), hiperadrenocorticismo (excesso de absorção de rins e fígados), diabetes (excesso de reabsorção tubular renal - sobrecarga hepática). Se tem uma redução do volume de insulina circulante, aumenta a glicemia. Gera a glicosúria e reabsorção tubular de glicose, com isso gera o aporte excessivo de glicose na célula e acúmulo de glicogênio. 10 …………………..…….. Lesões irreversíveis …………………..… Gangrena: é uma forma de evolução da necrose, resultado da ação de agentes externos sobre o tecido necrose. A necrose deixa uma lesão aberta e vai ser um canal de contaminação então deve provocar um com tratamento de retenção pois se não leva o animal a morte. ( carga de antibiótico circulante) Gangrena seca ……………………………………………………………………………………………. Devido a isquemia, ou seja, redução do líquido circulante local devido a vasoconstrição.. Causas: lesão vascular - Infarto: obstrução de um vaso e necrose de coagulação secundária ao infarto - Intoxicação por Ergot em bovinos: intensa vasoconstrição arteriolar periférica que danifica os capilares, provocando trombose e infarto. (início da necros) - Exposição a baixas temperaturas: congelamento e ruptura das células pela formação de cristais de gelo intracelular e extracelular, e a lesão dos vasos sanguíneos causando isquemia e infarto (início da necrose). + Desidratação do tecido necrosado + Aspecto pergaminho - mumificado + Ocorre preferencialmente nas extremidades do dedo, ponta do nariz + Cor negra azulada e enegrecida devido a impregnação por hemoglobina. Gangrena úmida ou pútrida ………………………………………………………… Ocorre a invasão da região necrosada (coagulação) por microorganismos saprófitas, que causam a putrefação e decomposição da matéria orgânica. - Estas bactérias são produtoras de enzimas que liquefazem os tecidos mortos e produzem gases com odor fétido (gás com presença de sulfeto de hidrogênio, amônio e mercaptanas). - Macroscopicamente estes tecidos tornam-se macios, úmidos e de coloração castanho-avermelhada a enegrecida. São encontradas no tubo digestivo, pulmões e pele, ou seja, onde as condições de umidade favorecem. - Ex: compressão excessiva de bandagem na porção distal dos membros, lesão de artéria por trauma, aspiração de substância irritantes, aspiração de líquido ruminal. A absorção de produtos tóxicos da gangrena pode levar a reações sistêmicas fatais (choque séptico). + Inflamação e desprendimento da região gangrenada. Gangrena gasosa ……………………………………………………………………………… É secundária a contaminação do tecido necrosado por microorganismo do gênero Clostridium. São bactérias anaeróbicas, produzem enzimas proteolíticas, lipolíticas e grande quantidade de gás. - Tecido com aspecto de bolhas - Ex: Clostridiumbotulinum (botulismo), clostridium tetani(tétano) clostridium chauvoei (carbúnculo sintomático). 11 Apoptose Morte celular programada, diferente da necrose, a célula não sofre autólise, A célula é fragmentada (endocitose) e seus fragmentos são endocitados pelas células vizinhas. - Ex: aumento do número de células na glândula mamária próximo ao parto em vacas gestantes e após a amamentação ocorre a apoptose das células a mais. A paralisação do estímulo hormonal que mantinha a secreção de leite desencadeia sinais para ativar o processo de apoptose. Regeneração Quando o tecido que sofreu necrose tem capacidade muito grande de reparação celular. Ex: regeneração das superfícies da mucosa - Desencadeia uma resposta inflamatória promovendo a reabsorção dos restos celulares. - Não tem perda funcional Cicatrização Processo pelo qual o tecido necrosada é substituído por tecido conjuntivo cicatricial (tecido conj. fibroso). - Ocorre a liberação de substâncias pró inflamatórias. - Promove reabsorção de restos inflamatórios e exsudatos. - Não tem a mesma atividade funcional do tecido que sofreu a lesão. Encistamento Quando o material necrosado não é absorvido por ser muito volumoso, cria uma cápsula fibrosa envolta para isolar o material do organismo. Eliminação Quando a zona de necrose atinge a parede de uma estrutura canalicular, que se comunica com o meio externo, o material é lançado nesta estrutura é eliminado - Ex: tuberculose, material caseiro da tuberculose é lançado nos brônquios formando as cavernas tuberculosas. Calcificação: zona de necrose pode ser calcificada. 12 …….. Alterações circulatórias - Hiperemia e Edema …….. Hiperemia é o aumento do volume de sangue nos tecidos. Há alteração na quantidade de sangue nos órgãos em função de uma alteração na regulação do sistema circulatório. Hiperemia patológica —————————————————— Há alteração no sistema circulatório que causa dificuldade no sistema de retorno venoso, o sangue fica represado na veia e há um aumento de volume de sangue. O represento de sangue pode ser geral ou local; A generalizada è partir a partir do coração, devido a icd, retendo sangue nas veias cavas cranianos e caudais e, por consequência, o corpo todo, inclusive fígado causando congestão hepática. - Veias hepáticas se ligam a veia cava caudal, o fígado fica repleto de sangue. E, a veia, por sua vez, não tem sistema de segurar sangue devido a composição da parede, o líquido do vaso pode extravasar e causar edema. A Local provoca uma retenção por uma patologia localizada, algo que provoque uma obstrução, como exemplo, o trombo que ocorre devido a agregação plaquetária ou quando há velocidade do sangue diminuída. - Em idosos os vasos fazem anastomose então se ocorrer um trombo há outras vias para o sangue passar, os jovens não tem. Macroscópica observa-se vermelho escuro ou azulado e microscopicamente vasos dilatados (acúmulo de hemácias) Hiperemia fisiologia ——————————————…………... Aumento da demanda de sangue no tecido para aumentar a taxa metabólica e ele funcionar adequadamente de acordo com sua necessidade. - Ex: em casos d luta e fuga vai massajou-se para os maculosos devido precisarem de mais oxigênio. Macroscopicamente observa-se um vermelho vivo e microscopicamente o vaso dilatado. ● AVC isquêmico: êmbolo tampa o vaso e provoca isquemia ● AVC hemorrágico: rompe o vaso Edema Acúmulo de líquido no espaço intersticial ou cavidades, devido ao aumento da pressão hidrostática, que aumenta a pressão contra a parede do vaso. Pode ser; - Localizado: obstrução venosa - Generalizado: insuficiência cardíaca Outro mecanismo que pode provar é a diminuição da pressão osmótica levando perda de ptns (albumina). Sem ptn dentro dos vasos, o líquido tende a sair devido a osmolaridade e redução da pressão coloidosmótica que trás líquido para dentro do vaso. - Pode causar desnutrição, hepatopatias, nefropatias, enteropatias O Fluxo capilar normal tem a mesma quantidade de entrada e saída de substâncias para célula. Já, o fluxo capilar em uma inflamação aguda, ocorre a vasodilatação para chegada de células do sistema imune, fluxo para fora, formação de edema, muito líquido extravasado. Outros mecanismos que pode causar edema: Maior permeabilidade vascular (lesão): causa por Inflamações, toxemias, anafilaxia Obstrução linfático (linfedema): ocorre por neoplasia, linfadenite Retenção de sódio: Causada pela glomerulonefrite Resposta inflamatória inicial (foto) 13 → Com a lesão ocorre a liberação de mediadores químicos, alterando o calibre vascular levando um aumento do fluxo sanguíneo local → Mudanças na microvasculatura que permite a saída de ptn plasmáticas e de leucócitos; formando edema → Emigração de leucócitos da microcirculação, principalmente neutrófilos, e sua ativação para eliminar o agente causador da lesão. ● Acúmulo de líquido em cavidades: Hidrotórax, Hidropericárdio, Hidroperitônio (Ascite) e Hidrartrose. ● Acúmulo de líquido generalizado: subcutâneo (anasarca) - Aspecto macro: brilhante; úmido; inchado (edemaciado) Tipos de edemas cavitários ● Exsudato: mais gelatinoso devido a maior concentração de ptn, edema de maior densidade, presença de leucócitos, cor turva e coagulam ● Transudato: mais líquido devido ao baixo teor proteico, edema de menor densidade, raros leucócitos, cor clara e não coagulam 14 …………………………... Alterações circulatórias …………………….... Embolia - obstrução total Existência de um corpo sólido, líquido ou gasoso (êmbolo), transportado pelo sangue e capaz de obstruir um vaso. São formados por fragmentos de placas de ateroma, gorduras, ou bolhas de gás. O trombo é formado a partir de uma lesão, quanto maior o trombo aderido dentro do vaso, menor o fluxo de sangue e maior a isquemia. Se solta um fragmento de um trombo pode ir passando pelos vasos até chegar em um vaso compatível com o tamanho dele e tampona-o, fechando o vaso completamente. - Se o êmbolo é originado de um trombo è tromboembolismo - mais comum. - Se originado de trombos venosos: pulmões - Se originado de trombos arteriais: cérebro, rins, baço e intestino. - Diferença de gravidade: tamanho do êmbolo, se for pequeno para em capilar e não é muito grave. - Exemplo de embolia: dirofilariose em cães Tipos de embolismos Gasoso: devido a punções, traumatismo ou cirurgia na região de cabeça, pescoço e tórax + pneumotórax com rupturas de veias + Bolhas dera no sistema de infusão + Queda brusca na pressão atmosférica Na necropsia deve abrir o coração e grandes vasos debaixo d`água Gordurosos: fratura de ossos longos com medula óssea gordurosa + traumatismo extensos ou queimaduras no tecido adiposo. Tumorais: existência de células malignas na circulação + disseminação do câncer e formação de metástase Sèpticos: condição mórbida rara caracterizada pela presença de múltiplos abscessos, em adição ao isolamento de bactérias no sangue ou em locais de infecção Trombose Formação de uma estrutura sólida no interior do sistema cardiovascular, a partir dos constituintes normais do sangue. - Dificulta a troca gasosa e gera o aumento da pressão e isquemia. O trombo pode crescer dentro do vaso mas o risco de obstruir totalmente è difícil, diferente da embolia Trombo X Coàgulo Coágulo: è formado post mortem, são brilhantes, superfície lisa, destacam-se facilmente, após a remoção, o local e adesão mostra superfície lisa que contém soro envolta, não está aderido à superfície. Trombos: è formado ante mortem, são opacos, superfície irregular, aderidos a superfície de inserção, implantados sobre superfície irregular. Acúmulo de fibrina sobre fibrina. Tríade de virchow Classificação dos trombos 1. Quanto à composição ● Brancos: secos e friáveis (plaquetas, fibrina, leucócitos) - artéria ● Vermelhos: ùmidos e elásticos (plaquetas, fibrina, hemácias) - veias ● Mistos: mais comuns 15 2. Quanto a localização ● Murais: artérias de grande calibre e coração - formação na parede do vaso. Dependendo do tempo pode gerar fibrose e ficar aderido a parede do vaso atéacontecer uma reepitelização por cima, ocorrerá uma redução da luz ● Oclusivos: artérias de médio calibre e veias - pode encontrar uma obstrução total 16 …………………………………..... Isquemia …………………………………........ Redução do fluxo sanguíneo para determinada região ou órgão. Cria-se uma dificuldade de suprir as necessidades metabólicas do tecido. - Diminui a oxigenação, nutrição, inflamação e faz com que, com o passar do tempo, ocorra fibrosa e aumento da rigidez da área. Causas: Trombose, embolia, neoplasia, choque, anemia e Ic. Consequências dependem: órgão afetado, calibre do vaso envolvido, grau de oclusão do vaso, eficiência da circulação colateral. Casos Obstrução intestinal (Vólvulo): ocorre a torção de uma alça, gerando isquemia. - Se houver um rompimento da área necrosada pode gerar um choque endotóxico, que è a falência circulatória aguda associada a foco infeccioso ou predomínio de componente endotóxico Isquemia cerebral: AVC isquêmico, forma coágulo e obstrui um vaso, gerando isquemia. Hérnia inguinal: o anel inguinal fica aberto e uma parte do intestino adentra no canal apertando o cordão espermático que tem veia, artérias e nervos. Gerando uma isquemia. Infarto: área localizada de necrose isquêmica - causas: trombose, embolia, arterite, compressão, torção. - Tipos: Anêmico ou branco (oclusão de artérias - rum coração e baço) ou hemorrágico (área isquêmica associada a hemorragia maciça - geralmente oclusão venosa - pulmão e fígado) - Consequências: organização e cicatrização, invasão por bactérias (gangrena/abscessos), morte. 17 ……….................................. Hem�rragia ……….............................. Hemostasia Parede vascular íntegra inicialmente e em algum momento ocorre uma lesão, com isso ocorre a ativação dos fatores de coagulação e ativação de plaquetas (Deve formar um tampão de fibrina para evitar o extravasamento de sangue). Deve se atentar ao qual o calibre e onde ocorreu a ruptura; se o calibre for grande e mais difícil a hemostasia devido à pressão do vaso e volume que passa; e dependendo do local a condição se torna mais leve ou mais grave. Hemorragia è a saída do sangue do interior dos vasos para o interstício, cavidades ou exterior do orgânicos Mecanismos: Per rexis (ruptura do vaso): saído do sangue intravascular (vaso e coração) para o compartimento extravascular ou para fora do organismo. Pode ser interna ou externa. Ex: fratura pra dentro da cavidade ou pra fora). Per diabrosis (corrosão): A parede do vaso vai sendo lesionada aos poucos. Ex. Úlcera péptica, cavernas pulmonares presentes na tuberculose, hematuria (sangue na urina). Per diapedesis (aumento da permeabilidade do vaso): hemorragia sem ruptura vascular, ocorre um aumento da pessoa provocando o aumento da permeabilidade vascular provocando a desestruturação da parede permitindo a passagem da hemácia. Tipos de hemorragia Petéquias: pequenos pontos Sufusões (serosas): pontos aumentados Equimoses: áreas maiores afetadas Víbices (mucosas): pontos hemorrágicos nas mucosas Hematomas: Hemorragias cavitárias Hemotórax: sangue no tórax Hemopericárdio: sangue no saco pericárdio Hemoperitônio: sangue no peritônio Hemartrose: sangue na articulação Gastrorragia: sangue no estômago Enterorragia: sangue no intestino Hematúria: sangue na vesícula urinárias (bexiga). Retenção de placenta pode gerar hemorragia no útero caso puxem a forca. Pode romper a relação dos capilares carúncula- cotilédones. Consequências das hemorragias Depende da quantidade de sangue perdido, local afetado e velocidade de hemorragia. 18 …………………………………………… Ne�plasias ……..…………………………………… Trata-se de um crescimento celular desordenado, proliferativo e autônomo, sem controle e função útil para o hospedeiro. - No tumor benigno, ele é encapsulado, circunscrito, crescimento expansivo, células neoplasias originais pouco diferenciada e não faz metástase. Pode comprimir outros órgãos provocando isquemia, infarto e necrose. Ex: adenomatosos, lipoma, hemangioma. - No tumor maligno tem um desenvolvimento expansivo e invasivo, enraizando tudo à sua volta para fazer metástase. Perde a diferenciação celular do tecido onde está se desenvolvendo, assim, não apresenta nenhuma característica do tecido original. Ele desenvolve vários vasos e neovascularização para sua nutrição e metástase. Exemplos Melanoma equino: formação de nódulos de melanoma devido a uma alta incidência de raio UV e a falta de proteção pela melanina. Melanoma metastático em cão: estágio mais grave do melanoma, pois é caracterizado pelo espalhamento das células tumorais para outros locais do corpo Tumor venéreo transmissível: não é uma neoplasia e é transmitido por contato, cruzamento, lambedura, aspiração. Deve ter cuidados com quimioterápicos pois há aqueles que causam lesões, necrose, câncer, em pessoas que estão manipulando. Agentes e susceptibilidade Exposição ambiental, ocupacional, terapêutica e/ou endógena. E, estilo de vida, tabagismo e dieta. Ocorre uma lesão na molécula do DNA e o desenvolvimento de câncer. A susceptibilidade varia do sexo, idade, etnia e condições de saúde. Elementos que podem estimular Utilização de sal, antibióticos, tritão, nitritos, vitamina c, Vit. E, Beta-caroteno, cigarro, álcool, armazenamento inadequada de alimentos Métodos de diagnóstico ● Citologia: ● Histopatologia ● Histoquímica ● Imunohistoquímica Vias de disseminação - Implantação direta em cavidades ou superfícies. - Disseminação linfática. - Disseminação hematogênica. 19 ………... Ch�que e C�agulação intravascular disseminada (CID) ………… Coagulação intravascular disseminada (CID) A coagulação irá acontecer, quando alguns mecanismos desencadeiam a cascata de coagulação. Assim, provocando consumo dos fatores de coagulação e provocando a formação de diversos microtrombos no sistema vascular. Esses microtrombos migram pelo sistema circulatório, e apesar de serem pequenos trombos, uma quantidade significativa deles podem gerar problemas sérios. Isso porque, obstrui as pontas finais do sistema circulatório, provocando isquemia e infarto. Devido se consumir totalmente os fatores de coagulação, por consequência, se terá hemorragias disseminadas. Logo, tem-se a formação de trombos, isquemia, infarto e hemorragia. Causas que levam a CID • Septicemia • Complexo Ag-Ac • Hemólise intravascular • Toxemia • Lesão endotelial • Hipersensibilidade • Neoplasias Choque Termo clínico que se aplica a quadros onde há falha de perfusão tecidual súbita e generalizada (colapso circulatório). Logo, é o sequestro do sangue para a circulação periférica e assim, redução do volume de sangue na circulação central (grande circulação – coração e pulmão). Então, ocorre deficiência na perfusão dos tecidos (isquemia) e má oxigenação. Tipos de choque 1. Hipovolêmico: Redução do volume de sangue/ líquido de forma rápida. As causas podem ser: hemorragia maciça, desidratação grave, queimaduras extensas. Isso reduz a volemia (volume circulante) e reduz o débito cardíaco. 2. Cardiogênico: Débito cardíaco sistólico inadequado. As causas podem ser: miocardites, moléstias valvares, tamponamento pericárdio. E diminuição da volemia e débito cardíaco. 3. Séptico (endotóxico): Falência circulatória aguda associada a foco infeccioso. As causas podem ser: septicemia, bacteremia, liberação de mediadores promotores de vasodilatação. Diminuição da volemia e débito cardíaco. 4. Neurogênico: Quando há uma falha de comunicação entre o cérebro e o corpo, fazendo os vasos sanguíneos sofram uma dilatação e percam o seu tônus, dificultando a circulação do sangue pelo corpo e diminuindo a pressão arterial. 5. Anafilático Causada por complexos Ag-Ac, assim tem liberação de histamina e vasodilatação periférica. Logo, é uma forma grave de reação de hipersensibilidade. E a diminuição da volemia e débito cardíaco Fisiopatologia do choque Com a diminuição da volemia e débito cardíaco, as catecolaminas são aminas vasoativas, que vão tentar fazer o coração ter um batimento mais acelerado (aumenta a força e FC para tentarcompensar essa hipotensão arterial). Ao mesmo tempo, a hipotensão leva a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e do ADH, assim ocorre a retenção de sódio e reabsorção de água, como forma de aumentar a pressão. Se as causas do choque persistir, vai ter a continuação da hipóxia tecidual vai produzir ATP via anaeróbico a gerar o acúmulo de ácido láctico. Ademais, irá diminuir o metabolismo celular e a retenção de catabólitos. Isso irá gerar uma acidose metabólica que fará a dilatação dos esfíncteres arteríolas e estase venoso, diminuindo a volemia e o DC e podendo levar a morte. 20 N U T R I Ç Ã O A N I M A L O conteúdo presente não é de minha autoria. C�nteúd�s ● Introdução à nutrição animal ● Programa nutricional para cães e gatos ● Micro Ingredientes e aditivos ● Manejo alimentar de cães e gatos ● Distúrbios alimentares ● Dietas terapêuticas ● Introdução a nutrição de grandes ● Água na nutrição de ruminantes ● Alimentos ● Nutrição de ruminantes ● Cálculo de ração ● Manejo nutricional de equinos ● Manejo nutricional de suíno ● Deficiência minerais em bovinos … . Intr�dução à nutrição animal ……… . Nutrição animal: "Ciência que integra o conjunto de processos em que se realizam a digestão, absorção e o metabolismo dos nutrientes contidos no alimento, para realizar as funções vitais.” Objetivo: suprir todos os nutrientes em quantidade e proporção, como água, carboidratos, proteínas, lipídios, minerais e vitaminas pois nem todo animal tem acesso a esses nutrientes. No século XVIII Lavoisier diz “ a vida é uma função química”. Com a descoberta do nutriente surgiu a conceituação dietética e então a bromatologia, ciência que estuda os alimentos, composição química, valor nutricional e energético e efeitos (foi o pilar para formulação e bem-estar). A etapa mais trabalhosa é determinar as estimativas das exigências nutricionais devido a diferença de espécies, raça, idade, taxa de crescimento distinto, graus de atividade física, estado fisiológico (gestação, lactação). Alimentação balanceada É necessário a utilização de conhecimentos aliados à tecnologia de programação para formulação de rações, dietas e suplementos equilibrados. Recursos para melhorar as características digestivas da ração: extorsão, floculação, cozimento, pasteurização (objetivo de melhorar a digestibilidade e controle microbiológico). Desafios futuros: nutrigenética (avalia a intenção de hábitos alimentares e perfil genético) e nutrigenômica (como os nutrientes da dieta podem influenciar a expressão gênica) ● Alimento industrializado: aquele que é submetido a qualquer tipo de processamento industrial ● Alimento natural: aquele composto por ingredientes de origem vegetal, animal ou mineral no seu estado natural, sem elementos sintetizados quimicamente. A carga tributária do produto pets é um fator importante a ser considerado, uma vez que são considerados supérfluos. Importância para o conhecimento: cadeia de preparo, marketing e logística, em reduzir o desperdício (maior tempo de prateleira), em desenvolver novos produtos. Anatomia do trato digestório O conhecimento do tubo digestivo é importante para a nutrição do pet devido a relação TGI e o mecanismo digestivo, transformando moléculas maiores em outras mais simples para maior e melhor absorção. ● Boca: apreensão, mastigação, mistura, deglutição. ● 1 ● Dentes: 6 incisivos e 2 caninos (cão e gato) O cão possui mais pré-molares e molares que o gato, assim a dentição dos cães sugere uma dieta onívora e do gato carnívora. ● ● Glândulas salivares: secretam saliva que lubrifica o alimento, é liberada por estímulo visual e olfativo. É importante na termorregulação dos cães. ● ● Língua: Onde se encontram as papilas. Os gatos têm espículas nessa região que servem para limpeza, cópula e alimentação. ● ● Esôfago: faz o transporte da digesta da boca até o estômago por movimentos peristálticos. ● ● Estômago: local de estocagem e digestão do alimento. Nos gatos o formato da ração tem influência, a triangular terá sua digestão mais lenta do que as arredondadas. - Tempo de liberação do quimo para o intestino delgado: cão (17 a 250 min), gato (25 a 450 min), varia de acordo com oconteúdo energético viscosidade do alimento, tamanha ingestão de água. - ● Intestino delgado (duodeno, jejuno, íleo): canal que comunica o estômago com o intestino grosso. Realiza a digestão e a absorção dos nutrientes, alcaliniza o quimo e mistura o alimento por movimento peristálticos para expor as partículas para terem maior contato com as vilosidades para absorção. ● ● Intestino grosso (ceco, cólon, reto, anus): Absorção de água e eletrólitos. As bactérias do cólon podem digerir fibras não digeridas nas etapas anteriores, com isso gera a formação de ácidos graxos voláteis que dá o odor das fezes. A vilosidade intestinal tem sua porção sanguínea e vasos linfáticos. É pelos vasos linfáticos que vai ser drenado para corrente sanguínea. Todos os compostos iniciais se tornam moléculas menores para melhor absorção O cão é anatomicamente carnívoro, tem hábito alimentar de onívoro (proteína e carboidrato como fonte de energia) e ausência da amilase. O gato é carnívoro estrito (proteína como fonte de energia) e ausência da alfa-amilase. 2 …..Pr�grama nutrici�nal para cães e gat�s… Nutrição X tempo A partir dos anos 2000 as rações secas ganharam destaques e nelas passaram a conter as exigências nutricionais necessárias para o animal. Em 2015 ganharam destaque as rações terapêuticas. O que é importante? ● A NUTRIÇÃO, levando em consideração a exigência básica para alimentação, dependendo assim de espécie, fisiologia, fase de vida, condição de saúde, habitat e estilo de vida. ● Saber modo de processamento e apresentação e categoria das rações. ● Saber realizar o manejo alimentar depende da espécie, idade, habitat, estilo de vida… O ideal é fracionar a ração e não dar tudo de uma vez Nutrientes e exigência nutricional Energia não é nutriente mas sim fonte do nutriente. A gordura fornece mais energia, seguido da proteína e do carboidrato. A energia serve para o desenvolvimento e funcionamento normal do organismo, suprindo as necessidades nutricionais e/ou energéticas, é útil na manutenção, crescimento, reprodução, lactação e exercício físico, ou seja, é necessária para a sobrevivência. ● Energia bruta: energia química total presente no alimento, há de 0-30% de perda nas fezes pois não ocorre a oxidação completa ● Energia digestível: energia do alimento que é absorvida após o processo de digestão. ● Energia metabolizada: diferença entre a energia bruta consumida na ração e a energia bruta excretada. ● Energia líquida: energia produzida. Energia do alimento A capacidade do alimento de suprir a necessidade energética do animal depende da sua natureza físico-química. Um fator que determina o valor a ser ingerido é que, em alta caloria, deve fornecer menor volume e em baixa caloria, maior volume. Todas as necessidades nutricionais devem ser supridas quando se satisfaz a necessidade. Fatores que influenciam a ingestão de energia: - Internos: condição da ração e fisiologia do animal (doenças, distensão gástrica, mudanças nas concentrações plasmáticas de nutrientes, hormônios e peptídeos). - Externo: manejo (disponibilidade do alimento, horário e quantidade, textura e composição). Carboidratos Tem baixa digestão e fornece uma energia (realiza a manutenção dos processos vitais) mais barata. Está presente de 30 a 60% nos alimentos secos. 3 É bom para saúde intestinal pois alguns alimentos que além de CHO fornecem fibras que ajudam na motilidade intestinal e outros; ● Carboidratos absorvíveis: glicose (fonte primária e energia para cães) ● C. digeríveis: lactose, sacarose e amido ● C. fermentáveis: oligossacarídeos, tem função pré-biótica. ● C. não fermentáveis: lignina, celulose, amido resistente… Fontes de CHO para pets: milho, arroz integral, trigo, polpa de beterraba, cenoura desidratada, aveia e derivados, sorgo, farinha de soja. AmidoRepresenta 40-60% da massa seca nas rações. Ele fornece energia e chega em forma de glicose na corrente sanguínea. Além disso, ajuda na digestibilidade e é convertido em fonte proteica em alguns animais. Sua função estrutural no extrusado são na forma, na textura, na dureza, na densidade e palatabilidade. - Glicemia pós prandial: tem rápida absorção de açúcar, assim sendo mais rápido e intensiva a curva glicêmica Existem amidos de digestão rápida e completa, digestão lenta e completa e amidos resistentes. Fibra Presente de 1 a 6,5% nos alimentos secos, são resistentes a enzimas digestivas e tem alta fermentabilidade e elevada solubilidade.. Ajuda na saúde intestinal. As dietas para perda de peso, diabetes e light usam mais fibras. Para ruminantes e equinos a sua fermentação gera ácidos graxos orgânicos que geram energia. Proteína e Aminoácidos Em carnívoros a gliconeogênese é uma fonte rápida do consumo no qual a proteína é transformada em glicose pelo fígado e rins. As vias da gliconeogênese são sempre ativas e a glicemia permanece normal. Competens estruturais: pelo, pele, unhas, tendões, ligamentos, cartilagens, componentes dos ácidos nucleicos... - É bem palatável - Alto valor biológico devido a composição e disponibilidade dos a.a. Existem aminoácidos essenciais (deve ser obtido através do alimento) e não essenciais (organismo é capaz de sintetizar). Os gatos têm deficiência no ciclo da ureia, eles acumulam nutrientes e ocorre intoxicação por insuficiência de certas enzimas. Fontes de proteínas para pet food: ● Origem animal: subprodutos de graxarias e frigoríficos, oscilação nutricional e coloração, excesso de matéria mineral, alto valor biológico e boa palatabilidade. ● Origem vegetal: subprodutos originados de milho e soja, menos oscilações nutricionais e teor de massa magra. Lipídios Fonte de energia (aumenta a densidade energética dieta), fonte de ácidos graxos essenciais (colesterol, fosfolipídios) e dá sabor e textura ao alimento. Além disso, ajuda na absorção de vitaminas lipossolúveis, fornece substrato para o processo metabólico, têm funções estruturais e regulatória e constituinte a membrana celular. ● Ácidos graxos essenciais;. Ácido linoleico (não sintetizados por cães e gatos), EPA + DHA, ácido araquidônico… devem ser supridos na dieta e em algumas situações há maior necessidade como em fase de crescimento, gestação, produção e outros… ● Óleos: Podem ser de origem vegetal e animal, são livres de partículas em dispersão e podem ser usadas várias 4 fontes na ração. Porém, pode intoxicar e prejudica na palatabilidade e odor, Vitaminas e minerais As vitaminas são compostos orgânicos essenciais e agem como coenzima nos processos metabólicos. São necessária em menor quantidade pode ter no processamento das rações Vitaminas lipossolúveis: - Vitamina A: formação óssea, dos dentes e a visão. Contribui para a função imunológica e celular enquanto mantém os intestinos funcionando adequadamente. - Vitamina D: auxilia no desenvolvimento dos dentes e ossos, incentivando a absorção e metabolismo do fósforo e cálcio. - Vitamina E: é um antioxidante que ajuda a combater infecções e mantém os glóbulos vermelhos saudáveis. - Vitamina K: é central para a coagulação do sangue e também mantém os ossos saudáveis Vitaminas hidrossolúveis - Vitamina C: antioxidante, formação de colágeno e diversos hormônios, recupera a vitamina E - Vitamina B1: absorção de glucídios - Vitamina B2: essencial para o crescimento - Vitamina B3: ajuda no sistema de redoxicação do NAD E NADP - Vitamina B6: necessário para utilização dos aminoácidos - Vitamina B12: formação de glóbulos vermelhos Minerais Os Macrominerais são necessários em maior quantidade (Ca, P, Mg, K, Na, S, Cl) e microminerais em menor quantidade (Ne, Zn, Cu, Mn, I, Se) - Fontes: suplementos ou por meio de minerais orgânicos e inorgânicos. Método de alimentação → Adultos em manutenção: alimentação equilibrada e nutricionalmente completa com alta digestibilidade. Troca de alimentação gradativa. → Gestação (estro e concepção): o animal com escore corporal baixo terá filhotes abaixo do peso e escore corporal alto filhotes maiores porém com parto difícil, então deve-se ter o peso ideal, assim como na hora da concepção para uma realização correta sem prejudicações. Na cadela gestante a alimentação deve ser de alta qualidade e digestibilidade de acordo com as exigências nutricionais. No primeiro período o manejo deve ser igual a manutenção, no final do segundo terço deve ter a introdução gradativa da nova ração e no terço final deve aumentar a ingestão de alimento e ganho de peso devido a fase ser de crescimento dos filhotes. - Obs: não deve suplementar com Ca e o peso ganhando ao final da gestação será perdido durante oparto pois há falta de apetite. - → Lactação: maior desafio nutricional/energia, a ingestão hídrica aumenta de 2 a 3 vezes mais. O estresse durante a lactação pode ser devido ao estado nutricional, peso e tamanho da ninhada. Ela deve durar de 7 a 9 semanas, porém após o aparecimento bico deve-se introduzir alimentos. → Crescimento: maior necessidade de nutrição (proteína e energia). Deve ser fornecido alimentos de alta digestibilidade e adequado à fase da vida. - 3 a 4 refeições por dia até 6 meses e depois 2 vezes ao dia, sempre controlando a quantidade. Outras categorias: idosos, obesos, atletas… 5 Consideração final: : Ao formular um novo produto deve-se ter atenção ao público alvo e categoria do produto, conhecer as exigências da espécies e estilo de vida e conhecer os ingredientes e noções de processamento. Ademais, deve orientar o tutor de acordo com sua condição financeira e cultural. Escore corporal 6 ……………… Micr�ingredientes e aditiv�s …………… São substâncias naturais ou sintéticas que são intencionalmente adicionada aos alimentos com propósito de: ● Melhorar a eficiência da digestão ● Preservar a qualidade dos componentes ● Minimizar os fatores antinutricionais ● Melhorar a aparência, olfato e paladar ● Assegurar a saúde, bem-estar e longevidade Compêndio Brasileiro de Alimentação animal, separou em categorias de acordo com suas funções e propriedades; ● Aditivos tecnológicos: substâncias adicionadas, com fins tecnológicos. Grupos funcionais: acidificantes, adsorventes de micotoxinas, antifúngico, antioxidante, estabilizantes e umectantes ● Aditivos sensoriais: substâncias adicionadas para melhorar ou modificar propriedades organolépticas e características visuais. Grupos funcionais: corantes, pigmentares, aromatizantes e palatabilidade ● Aditivos nutricionais: adicionadas para manter ou melhorar as propriedades nutricionais dos produtos. Grupos funcionais: vitaminas, aminoácidos e nutracêuticos. ● Aditivos zootécnicos: melhora a digestão e absorção, melhoradores da flora intestinal e melhoradores de desempenho. Ex: antimicrobianos, probióticos, prebióticos e enzimas. ● Aditivos anticoccidianos: Substância adicionada para controlar o desenvolvimento da coccidiose. Grupos funcionais: químicos e ionóforos Uma das principais preocupações na produção de alimentos para pets é a segurança alimentar. Um produto deve comprovar sua função nutricional e segurança - O MAPA regulariza a adição de aditivos - Estudos demonstram que aditivos auxiliam no fortalecimento do sistema imunológico. Aditivos tecnológicos: Antioxidantes são importantes para a preservação da qualidade dos produtos. Alimentos que contenham óleos gorduras e vitaminas lipossolúveis devem adicionar antioxidante pois durante a oxidação ocorre a formação de peróxidos e derivados voláteis (aldeídos e cetonas) e gera a redução do valor nutritivo e alteração do odor e paladar. Fisiológicas: reduzem radicais livres e efeito protetor de membrana Vit E e Selênio: são oxidantes e atuam nas membranas celulares Para serem eficazes devem ser incluídos nos ingredientes, garantindo qualidade e estabilidade do alimento até sua comercialização. - Podem ser naturais e sintéticos - Naturais: derivado da natureza, obtidos por meio de vegetais, ervas e especiarias - Sintéticos: produzidos quimicamente pela indústria. Não deve ser confundido como prejudicial Acidificante ou acidulantes - ac. orgânicos e inorgânico e desempenham; ● Redução do Ph do trato intestinal ● Favorece a desnaturação de ptn ● Redução do Ph urinário ● Controle da flora intestinal 7 ● Realça a palatabilidade para felinos Antifúngicos e absorventes: função de evitar aparecimento de bolores nos ingredientes para nutrição animal. Quando se desenvolve alimento, os fungos produzem micotoxinas que são altamente tóxicas. Além disso, existem estudos que relacionam essas micotoxinas no aparecimento de tumores e propriedades nefrotóxicas. Por isso deve manter a embalagem e ambiente seco, limpo, arejado e fechado. - Os principais antifúngicos são: ácido sórbico, nitratos, nitritos. Adsorventes: tem por função se ligar as toxinas e transportar pelo TGI e evitar sua absorção e consequentemente intoxicação - Exemplos: aluminossilicatos, Zeólitas e Bentonitas - Propriedades: expansão e absorção de água; Ph básico - atuam no ID Aditivos sensoriais Palatabilizantes e aromatizantes: são agentes sensoriais com objetivo de estimular o paladar. Promovem secreção das glândulas salivares e suco gástrico. - Cães e gatos: têm olfato 30 vezes mais habilitado que o humano - Os agentes sensoriais podem ser naturais (+ atrativos) ou sintéticos (sabor e aroma mais intenso) Corantes; A maioria são derivados de extratos vegetais Pontos polêmicos: potenciais alergênicos decorrente dos aditivos corantes da rações e alimentos (toxidez pode ocorrer mas é rara) Umectantes: Reduzem a capacidade higroscópica, controlam a presença de moscas, evitam ressecamento do produto, aumento de tempo de prateleira e melhoram a fluidez, favorecendo a homogeneidade Ex: propilenoglicol, sorbitol, glicerol e lactato de sódio Antiumectantes: reduzem a capacidade de absorção de água, controlam a textura e evitam a formação de pó ou granulado. Ex: silicato Espessantes: Aumenta a viscosidade dos alimentos e melhora a textura e consistência. São utilizados em alimentos úmidos Estabilizantes:: mantém a homogeneidade da porção líquida . Utilizada em sucedâneos e substitutivos do leite Aditivos nutricionais Condroprotetores:Condroitina e glucosamina - base da formação articular. Estimula a regeneração e diminui a degeneração - Podem ser extraídos de cartilagens de peixes, suínos e aves - Requer estudos quanto ao benefício da sua inclusão Nutracêuticos: Possuem efeitos metabólicos, fisiológicos e benefícios para a saúde. Os aminoácidos industriais são ingredientes importantes nos alimentos pt e possuem os benefícios - Adequação dos níveis nutricionais - Redução dos níveis proteicos - Redução dos nutrientes não digeridos Carnitina: indicada na suplementação quando não ocorre metabolização de lisina e metionina, seus precursores. Funciona como enzima transportadora de ácidos graxos pela membrana mitocondrial ● Efeitos benéficos: Maximizar a utilização de gordura, cardioproteção pela melhoras de desempenho cardíaco, maior gasto e queima de energia armazenada 8 Enzimas exógenas- poder catalítico e facilitam as reações químicas - Efeitos: Melhoram a digestibilidade de CHOS, Aumenta a disponibilidade de energia, melhoram a digestão de lipídeos, otimizam a utilização de fósforo orgânico, reduz a excreção de nutrientes não digeridos (EX: proteases, amilases, pectinase, celulases e fitases. Nucleotídeos dietéticos: Unidades de DNA e RNA - Novidade no mercado de aditivos - Benefícios: Aumento do crescimento corpóreo, retenção nitrogenada, maturação das células T Aditivos zootécnicos Bioprofiláticos: Compreendem prebiótico, probióticos e simbióticos Probióticos: microorganismos vivos não patogênicos. Auxilia de forma benéfica ao desenvolvimento da flora do TGI - Constituem bactérias ácido láticas e leveduras. Ex: lactobacillus spp. saccharomyces cerevisiae - Modos de ação: competição por sítios de ligação, produção de substâncias antibacterianas, síntese de enzimas , competição por nutrientes e estímulo ao sistema imune Prebióticos: estimulam seletivamente o crescimento e a atividade de bactérias benéficas ao TGI. Podem ser Naturais: insulinas, rafinose, manose e lactose e Sintéticas: fermentação de polissacarídeos - Propriedades: resistentes a enzima do TGI, nao são absorvidos pelo ID, Fermentados no IG formação de bactérias anaeróbicas, estimulam o crescimento bacteriano benéfico e agem junto com probióticos, sendo substratos Simbióticos : Reúne os probióticos e os prebióticos. Combinação de FOS com bifidobactéria e lactobacillus - Diversas combinações são usadas pela indústria - objetivo: proliferação de bactérias benéficas e redução de produção de metabólicos tóxicos Fitoterápicos: Prevenção e atuação sobre algumas enfermidades - Principais fitoterápicos usados: Babosa- febre e constipação, Alho- vasodilatador, Gengibre- antisséptico e anti-inflamatório, maracujá- calmante e efeito sedativo leve, Castanha de caju- antioxidante. Os fitoterápicos devem sempre ser usados com cautela, uma vez odem que pter efeito cumulativo e gerar prejuízos a saúde animal Seguranças no uso de aditivos: Baseada nas normas do comitê de segurança alimentar e nutricional (SAN). A segurança do uso de aditivos é primordial. São realizadas análise toxicológicas para avaliação prévia a sua inclusão Aditivos devem preencher 5 necessidades: - Tornar o alimento atrativo - Possibilitar a diversificação da dieta - Manter o alimento seguro até seu consumo - Vantagem econômica= maior vida útil x menor preço O perigo dos alimentos é definido por qualquer propriedade biológica, física ou química e que possam tornar alimento prejudicial ao consumo. Existem algumas medidas que permitem seu 9 controle na utilização de aditivos nas alimentações comerciais de cães e de gatos. ● Controle de fornecedores- especificações e garantias ● Controle do processo- controle do nível de dosagem e sua mistura ao produto ● Separação das substâncias químicas- realizada durante o armazenamento e manipulação ● Utilização de recipientes próprios ● Exatidão e precisão das dosagens- níveis recomendados de cada componente Produtos de mercado PET A maioria dos tutores hoje se voltam para a alimentação comercial. A escolha do alimento adequado é um desafio para o cliente e a consideração mais importante a ser feita na hora de escolher a ração é o conteúdo nutricional Teor de umidade Alimento úmidos (65 - 75%): Possuem maior palatabilidade e digestibilidade (enlatados gourmets, sachês, elaborados por pasteurização e pressurização) Alimentos semi úmidos (15 a 30%): Ingredientes como cereais, vísceras, carnes e adição de gorduras, açúcares e minerais. - Utilizam conservantes para reduzir o Ph. Alimentos secos (6 a 10%): Armazenamento em locais quentes e úmidos. Ingredientes: farelo e farinha de semente e cereais e subprodutos cárneos Linhas Industrializadas 1. Linha de combate: possui menos de 60% de digestibilidade; ingredientes como milho e trigo; 2. Linha econômica: possui de 60% a 70% e digestibilidade; 3. Linha standart: digestibilidade maior que 70%; ingredientes de origem vegetal e animal; inclusão de farinha de vísceras; maiores níveis de minerais e vitaminas; uso de milho e sorgo com bases energéticas; 4. Linha premium: possui digestibilidade maior que 80%; 75% dos ingredientes são de origem animal; inclusão de ingredientes funcionais; maiores níveis de vitaminas e minerais; uso do milho e sorgo como fontes energéticas; 5. Linha super-premium: digestibilidade maior que 85%; 80% dos ingredientes são de origem animal; fontes de alto valor biológico; inclusão de ingredientes funcionais; Maiores garantias de embalagens; 6, Natural: embora não possam ter a inclusão de aditivos, devem ser balanceados e garantir a entrega dos valores nutricionais. O Termo fresco está relacionado a falta de tratamento térmico do alimento e o Termo light é o termo que está associado a perda de 15% de EE ● Caseiro: são alimentos desbalanceados,proporcionando desbalanços energéticos, com sua diminuição do acréscimo. Não recomendável pois pode gerar obesidade, infertilidade, má-formação óssea, diabetes, doenças renais, doenças periodontais, etc ● Alimentos coadjuvantes: são alimentos direcionados a animais com distúrbios fisiológicos. Privada de qualquer adição de princípio farmacológico ● Alimentos especiais: são alimentos específicos, formulados com teores diferentes de: valor energético, ptns, E.E., carboidratos, fibras, vitaminas e minerais 10 Extrusão: É o processo hidrotérmico que o alimento passa para alterar suas características físicas e nutricionais. Etapas: 1. Moagem (garante a homogeneidade e extrusão); 2. Mistura (Homogeneidade de nutrientes na ração); 3. Hidratação (umidificação deve ser via vapor); Temperatura (fervido); 4. Pressão (para o processo de expansão); 5. Formatação (cria-se os formatos da ração de acordo com a finalidade da venda, da espécie e do seu hábito alimentar); 6. Corte: (manter a espessura adequada de 3-5mm); 7. Secagem (seca e deixa a umidade de 10-12%); 8. Engorduramento (óleos e palatabilizantes); 9. Embalagem (acondicionamentos adequados para a vida de prateleira) Vantagem da extrusão: Processamento simples, aumento da disponibilidade energética, melhora a digestibilidade, variação de textura e forma e elimina microrganismos prejudiciais Pasteurização: Utiliza a temperatura e tempo para eliminar microorganismos, preservando o valor nutritivo e tempo de prateleira. Permite o controle dos patógenos sem perda dos valores nutricionais e estruturais Cozimento: Refrigeração O frio dificulta a reprodução e ação de microorganismos, existe um protocolo industrial. O resfriamento ocorre entre entre 8 a -1ºC - Pode ser mantido de 3 a 5 dias em boas condições Congelamento Temp. abaixo de -10ºc podendo chegar a -40º, existe a formação de gelo. Podem ocorrer alterações da estrutura de alimento. O Ideal congelar pequenas porções entre 200-500g a fim de evitar degelo e congelamento em porções diferentes 11 ……. Manejo alimentar de cães e gat�s …….. Cães caçam em grupo e presas grandes., por isso sua ingestão é rápida, devido a competição. Já os gatos comem mais lentamente , são solitários e presas pequenas.. - Para gatos deve fazer várias refeições ao dia (9 a 16 com 23 kcal cada) pois os mesmos carecem de enzimas que fazem a digestão mais rápido então ele come lentamente e várias vezes devido a fácil saciedade. Perguntas a serem feitas: 1. com o que alimentar? 2. Quando e como alimentar? 3. Quanto fornecer? Cães: alimentar 2x ao dia com quantidade calculada Gato: acesso livre ao longo do dia com quantidade calculada. + Deve-se atentar a atividade física, condição corporal, ambiente, raça, predisposição de cada indivíduo. Por que não fazer consumo livre? perda da qualidade de nutriente, desequilíbrio de consumo, não indicado para animais obesos ou com problemas digestivos, ocorre competição (quando há mais de um animal) Quanto fornecer? calcular de acordo com a necessidade energética do animal individual e a quantidade de energia (kcal/g) do alimento. Existem alimentos com alta energia, moderada e baixa.; Alimento caseiro ou comercial O alimento deve suprir toda a necessidade de nutriente, deve observar se há energia suficiente para manutenção do animal, manter em boa função do TGI, se é palatável e segura.. - 42 a 43 dos nutrientes essenciais devem estar contidos no pacote energético. ● Alimento caseiro: deve ser seguro, suprir as necessidade energéticas e nutricionais do animal. Nem todo profissional pode prescrever uma alimentação ● Comercial: Prático, seguro, mais barato. Pode ser seco, úmido e semi úmido Manejo …………………………………… ………………………………….. 1. Fêmea gestante Deve ter baa condição corpórea, muito magras não suprem a necessidade dela e dos filhotes e em sobrepeso podem ter filhotes muito grande e distocias - Dieta de alta qualidade, digestibilidade e alta intensidade de nutrientes Além disso, nas cadelas deve ter o peso adequado na fecundação e várias pequenas refeições ao final da gestação (deve comer várias vezes pois seu estômago está mais comprimido devido a ocupação do útero, então, há uma saciedade mais rápido) Na gata deve ter um aumento mais linear, começando na segunda semana de gestação. 2. Latação Maior desafio nutricional e necessidade de bastante energia ● Os estresses da lactação podem ser pelo estado nutricional, tamanho da ninhada e estágio da lactação. ● Precisa de 2 a 3x mais do consumo normal ● Pico da lactação: 3 a 4 semana ● Dieta de alta energia e densidade nutricional 12 Após a 4 semana deve-se introduzir os alimentos sólidos para o filhote. O desmame comportamental é após a 5 semana até a 8, com isso, deve diminuir a alimentação da fêmea e restrição alimentar para secar o leite (25, 50, 75 a 100%) 3. Cães e gatos neonata 1 e 2 semana: totalmente dependente do cuidado maternal com amamentação de 4 a 6x dia - Colostro: nutrição especializada e fortalecimento da imunidade Cães deve ganhar 2 ag kg/dia do peso adulto até 5 meses e gatos de 50 a 100g/semana até 6 meses - Desmame: o animal tem menos lactose e mais glicosidase, maltase e sacarase. Ou seja, perdem a capacidade de absorção de leite Erupção dentária com 21 a 35 dias, após a 5 e 6 semana já são capaz de ingerir alimento (ração filhote), recipiente raso,, várias vezes no dia, removido após 30 min - nutrição dos filhotes orfãos: mãe adotiva, fórmulas caseiras, substitutos do leite comercial. 4. Crescimento Necessidade nutricional maior que os adultos, maior crescimento entre 3 e 6 meses, sistema digestório não totalmente hábil, menor digestibilidade. - Raças grandes: período de crescimento mais longo, o peso adulto entre 11 e 15 meses. O crescimento acelerado não acompanha o desenvolvimento saudável do esqueleto (alimentação controlada é fundamental). - Pequenas: alimentos com maior necessidade energética (alimento com maior densidade calórica) e menor capacidade gástrica . Deve fornecer alimento de alta digestibilidade de alta digestibilidade, nutrientes e balanceados. (ptn, extrato etéreo, ácidos graxos essenciais EPA + DHA), devem fazer exercícios diários e não suplementar com industrializadas. - Não suplementar: induz na conformação óssea, o mecanismo de absorção do cálcio é imaturo até os 6 meses, tem uma absorção baixa. Uma quantidade excessiva de cálcio faz com que os ossos crescem mais do que o organismo consegue suportar. 5. Adultos (Manutenção) Avaliação individual, local de criação e estilo de vida devem ser fatores a considerar. 6. Senilidade ● Toy: 11,4 anos ● Raça média: 10 anos ● Grande: 9 anos ● Gigantes: 7,5 anos ● Gatos: 12 anos Os cães têm propensão a obesidade na velhice pois não diminuem a digestibilidade já gatos têm tendência a caquexia porque diminui a digestibilidade. + Acúmulo de placas bacterianas nos dentes e redução de atividade física Alimentos comerciais em cães tem menor densidade energética, ele tira a gordura e em gatos tem maior densidade com maior teor de gordura ( > 18%) Ração light é para manutenção de peso e a satiety para emagrecimento Transição alimentar ● 1 e 2 dias: 75% ração atual e 25 nova, ● 3 E 4 dias: 50% cada ● 5 E 6 dias: 25% atual e 75% nova ● 7 dia: 100% nova Conclusão: A alimentação além de nutrir deve dar qualidade de vida, melhorar a saúde, diminuir o risco de doenças e bem estar. 13 …………………. Distúrbi�s alimentares …………………. Raa- reação adversa a alimentação, cães e gatos tem aumentado devido a ampla exposição a variedade de alimentos. - são responsáveis por 60% de alterações nas peles e 25% relacionado a intolerância (sinais gastrointestinais) - Estratégias de relações hipoalergênicos: utilização de ptn substituta que o animal nunca teve contato. A variedade de alimentos favorece os processos alérgicos, as rações têm efeito imunológico e não imunológico. - Reações alimentares imunológicas: hipersensibilidade e anafilaxia - Reações alimentares não imunológica: relaciona a intoxicações eintolerâncias Sinais de anafilaxia Diminuição dos leucócitos, hipotermia, hipotensão, sinais gastrointestinais: dor a dominar, aumento do peristaltismo, fezes mal digeridas, náuseas vômitos e diarreias ● Sinais faciais: inchaço e rubor de face, lábios, pálpebras e orelhas. ● Sinais cutâneas: prurido, rubor, urticárias e eritema ● Sinais cardiovasculares: astenia, arritmia, dor torácica. ● Sinais oculares; edema, eritema conjuntival, lacrimejamento ● Sinais gênito urinário: cólica e incontinência urinária Diagnóstico Dieta de eliminação (retira-se o agente alergênico) e teste de provocação (reintroduz o alimento prévio) - observação da remissão ou retorno dos sinais Placas de Peyer Placas do sistema imune no intestino. Há milhares de antígenos reportados como ptns, polissacarídeos não-amiláceos, aditivos - Mecanismo de exclusão da substância: barreira mucosa mais espessa, enzima proteolítico, membrana das vilosidades mais seletiva, peristaltismo, sistema imunológico intestinal Barreira mucosa Protege contra a própria microbiota, reduz a exposição aos alérgenos, epitélio com vilosidades e mucina impedem a absorção a absorção e promovem sua liberação, hidroxilação pelos ácidos graxos e enzimas Mecanismo imunológico Exposição dos compostos > mastócitos > liberação de substâncias anti inflamatórios (histamina) > aparecimento de sinais de hipersensibilidade. Células imunes intestinais > produção de anticorpos (igG e igE) > proteção contra bactérias e parasitos. Alergia Reações imunológicas adversas a algum componente, geralmente são confundidas com alergia parasitária ou bacteriana. Os sintomas podem ser específicos ou combinados, de intensidade leve, moderada e grave. Pode ocorrer após anos de expiação a alimento - Raças predisponente: cocker, Labrador, dálmata, pastores, siamês e persas - Causa alimentar são a 3 causa mais comum (stars de atopia e DAPE), em gatos são comum apresentar edemas de pele 14 Ação: Há um ph natural da luz intestinal e quando o organismo entra em contato com alérgico cria o complexo antígeno anticorpo sendo liberada uma reação em cadeia e atuação dos mastócitos. e degranulação dos mesmos Fator pré disponente: ● Má digestão (alimentos mal processador e deteriorados) ● Deficiência enzimática (menor hidrólise dos nutrientes) ● Integridade do TGI (permeabilidade e alterações estruturais) ● Genética (manifestação alérgica) ● Reações vacinais (exacerbação de igE e desencadeamento de RAA) ● Idade (senilidade apresenta comorbidades e complicações). Opções de dietas: rações hipoalergênicas (desvantagem por conta de aditivos), alimentação natural (pode ter mais vantagens na escolha de ptn) - O alimento deve ter o nível protéico adequados proporção de aminoácidos, redução de fontes de proteínas (redução da diversificação) , fontes com alta digestibilidade, mínimo de aditivos, níveis adequados para minerais e vitaminas, granulometria dos ingredientes, qualidade dos ingredientes, controle do processamento ● Fonte proteica para estratégia de melhora; carne de cordeiro, salmão, carne de coelho ou peru, ovo em pó ● Fonte de carboidratos; arroz, batata em pé e milho pré gelatinizado ● Fonte de óleos (digestives): milho, girassóis, canola… Intolerância Reações sem manifestação imunológica , alimentos como chos, ptns, fibras. CHOS: lactose e outros polissacarídeo Devido a processamento inadequado, em execrado e amidos intactos na digestão (favorece a fermentação). - Pode provocar flatulências, distensão abdominal e presença de fezes ácidas, mucosas e mal cheirosas PTN: glúten e outros Presente nos grãos e cereais, pode provocar alteração na permeabilidade da mucosa intestinal provocando inflamação - Principais sinais: diarreia, vômito e prurido. Existem produtos específicos como ração grain free Metabólitos Respostas pós prandiais ao consumir e carboidratos e distúrbios hidroelétricos Gatos têm absorção mais lenta e prolongada e apresentam respostas sanguíneas e glicose (porém o estresse também pode aumentar a glicose, por isso, o manejo é importante e há outros métodos para medir a diabetes como exame da urina e frutosamina). - Varia conforme a ingestão de água e proteína. A utilização de fibras pode promover a redução da densidade calórica do alimento, controle de glicemia e lipemia, estimulação da saciedade e manutenção da peristalse. Ptns se fornam creatinina e é ruim para nefropatas assim como a ingestão de fósforo 15 Intoxicações Ocorrem de forma ocidental ou intencional ● Acidental: ocorrem por desconhecimento ● Proposital: ocorrem por maus-tratos Os cães são menos seletivos que os felinos então têm maior propensão à intoxicação. Contaminadores comuns: bactérias providas de alimentos (salmonella, clostridium, campylobacter) e alguns parasitas, vírus e toxinas. Sinais clínicos; cólica, desconforto abdominal, vômitos e diarréias. Dependendo de alguns ocorre salivação excessiva, dispnéia, arritmia, tremores… Alimentos intoxicantes: cebola, alho, chocolate e algumas frutas (pêssego, caqui, ameixa, uva passa) Chocolate ……………………………………………………………………………………...…………………… Possui teobromina que é pouco metabolizada e difícil excreção - Sinais clínicos: tremores, náusea, vômito, aumento da atividade miocárdio, poliúria e polidipsia Cebola, alho e alguns condimentos ………………………………………… Composto tóxicos: sulfóxidos e sulfetos alifático Faz a redução da atividade das hemácias, degeneração de glutationa e desnaturação da hemoglobina - Sinais clínicos: gastroenterite, desidratação e sinais de hemólise - Tratamento suporte: hidratação, oxigenoterapia em casos de desconforto respiratório, correção de anemia, vitamina K (anti-hemorrágica) Frutas …………………………………………………………………………………………………………………… Compostos tóxicos: xilitol (provoca hiperinsulinemia) e causa hipoglicemia. - Sinais clínicos: vômito, fraqueza e convulsão - Tratamento: Colocar no fluido e fornecer uma fonte de energia Plantas tóxicas ……………………………………………………………………………………………… Comigo ninguém pode, lírio, costela de Adão e copo de leite ; Vegetais com oxalato de cálcio e saponinas - Sinais: edema de lábios e línguas, náusea, coloca excessiva, desconforto abdominal Crisântemo, bico de papagaios, coroa de Cristo : terpenóides - Sinais: dermatite, prurido, infecções bucais e estomatite Vegetais com glicosídeo : Alteração cardíaca Vegetais alcalóides resinoso: Hipotensão e anafilaxia 16 Dietas terapêuticas “Auxiliam no gerenciamento da saúde e no tratamento de várias enfermidades” Trazer na dieta: efeito terapêutico, adjuvantes para evitar a progressão, controle de diversas comorbidades como obesidade e outros.. Cuidados: existem riscos da dieta terapêutica ser utilizada em animais saudáveis, o uso desequilibrado pode causar desnutrição. Perfis da dieta terapêutica: ● Industrializadas: comodidade, praticidade e equilíbrio ● Caseiros: deve ser formulada por um profissional Fatores a considerar para indicar a dieta: Estágio da doença, estágio nutricional, apetite e interesse pelo alimento, escore corporal Obesidade ………………………………………………..………………………………………………..…… Acúmulo de tecido adiposo com o comprometimento de funções. Fisiopatogenia desbalanço energético entre a energia ingerida e a perda. Ocorre o acúmulo de reserva no tecido adiposo. Enfermidade mais crescente, o principal fator é a humanização. Pode ocorrer por, redução da atividade, alimentação desregrada e sem orientação (excesso do valor calórico), petiscos e alimentos calóricos e inefeciencia metabólica (doença). - normal é até 20% de tecido adiposo e obesidade mórbida acima de 60% Complicações: intolerância a glicose e resposta anormal a insulina, elevação do colesterol e triglicerídeos, problema articular, predisposição oncótica, aumento do risco cirúrgico e fator de risco para diabetes Regiões principais de deposição de gordura: - Cães: tórax, abdômen e base da causa - Gatos: região inguinal e abdominal A tolerância da obesidade aumenta com o passar do tempo e redução após aos 12 anos. E a castração pode influenciar para o ganho depeso pois diminui a atividade, aumento da ingestão de alimento e ocorre alteração dos hormônios sexuais. Estratégias: determinar a perda do peso, controle de ingestão calórica de água, seleção da dieta, proposta de atividade física, monitoração da perda e manutenção do programa. Programa de redução de peso estratégia: ● Diluição da energia por meio de fibras solúveis (baixa digestibilidade reduz a densidade energética) ● Manutenção da massa magra com uso de proteínas (fonte de energia com menor conversão em gordura) ● Utilização de alimentos úmidos (menor densidade calórica que os alimentos secos). ● Redução do estresse oxidativo (uso de antioxidantes, redução dos fatores pró- inflamatórios. Ex: vitam E e C, betacaroteno, selênio). ● Utilização de suplementos de L-carnitina (auxílio da beta oxidação dos lipídeos em nível celular) Pontos importantes pro manejo nutricional: fazer uma meta de 1-2% do peso corporal por semana, seleção do alimento adequado para perda, restrição de energia metabolizável para o peso atual, mudança dos hábitos que contribuem para o 17 excesso, programa de atividade moderada (diariamente), após perda, ajuste para manutenção. Diabetes ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..……….. É a baixa produção de insulina. Coleta de sangue e urina, não levar em consideração a glicemia de coleta de sangue pois estressa. Características da insulina: hormônio secretado pelo pâncreas, função de controle glicêmico, concentrações variam (após alimentação aumentam e normalizam se de 2-3 horas de jejum). - Dentro da célula a glicose convertida em ATP é utilizada ou armazenada como glicogênio - excesso (gordura para reserva). Glicemia: cães (60-120) e gatos (70-180), mas pode haver alteração devido ao estado do animal. Fisiopatogenia: não produz insulina ou resistência dos receptores. Níveis sanguíneos elevados, e sem transporte para a célula Tratamento: hipoglicêmico anti oral (gato), insulina (cão). Glucagon: faz atividade oposta da insulina e aumenta os teores de glicose circulante, a partir do glicogênio. O pâncreas pode secretar insulina para diminuir a glicose ou secretar glucagon para aumentar. Epidemiologia: cães de meia idade a idosos, fêmeas possuem 2x mais riscos, algumas raças são predispostas (Samoieda e Poodle). Existem 2 classificações: - Tipo 1: insulino-dependente (mais comum) - Tipo 2: associada a obesidade devido a liberação excessiva de glicose. Pode ter reversão Sinais clínicos; poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, cansaço e prostração. Hálito cetônico e glicosúria, catarata e opacidade ocular, cetonemia e cetonúria (aumento dos corpos cetônicos). Objetivos do tratamento: ● Controle do peso e redução da variação glicêmica ● Uso de fibras solúveis e insolúveis ● Cães: utilização de CHOS complexos ● Gatos: utilização de CHOS de baixa qualidade e PTN de alta qualidade ● As dietas não isentam o uso de hipoglicemiantes orais e insulinas, dependendo de cada caso Hepatopatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………. Tem uma grande reserva e capacidade regenerativa, o que dificulta fechar diagnóstico Deve seguir os sinais clínicos: perda de peso e apetite, vômitos e diarreia, poliúria e polidipsia No caso de doenças crônicas os sinais clínicos são mais graves. São eles: ● Icterícia: acúmulo de bilirrubina e biliverdina no sangue ● Ascite: decorrente da hipertensão portal ● Encefalopatia hepática: acúmulo de substâncias tóxicas, principalmente a uréia, sendo acumulados no sangue e causando alterações neurológicas. A Lactulose é indicada para combater a encefalopatia hepática. ● Distúrbios de coagulação: diminuição dos cofatores ● Acúmulo de gordura hepática: lipidose, o gato não dá conta de retirar o excesso de gordura do fígado Alterações nutricionais: ● Alterações proteicas: acúmulo de compostos nitrogenados 18 ● Alterações de CHOS: flutuação dos níveis de glicose ● Alterações lipídicas: aumento do colesterol e trigliceridios ● Alteração de vitaminas 3 e minerais: estresse oxidativo dos hepatócitos Cardiopatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..……….. São comuns em pacientes mais idosos . Principais alterações que envolvem disfunções: ● Doença das válvulas cardíacas ● Doença ventricular ● Doença do miocárdio ● Arritmias ● Lesões por isquemia Cães e gatos não infartam, isso porque os cães e gatos possuem mais neovascularizações, o que não permite o entupimento do miocárdio e consequente infarto. As neovasularizações suprem a necessidade caso haja um entupimento. Sinais clínicos: Perda de peso excessiva: caquexia extrema, principalmente em músculos da face, ombros e costas. É importante a suplementação com ácidos graxos, pois é desse modo que ele recupera sua massa corpórea - Restrição de sódio: polêmico. Isso porque no tratamento/acompanhamento já se usa diuréticos, logo não tem porque restringir o sódio. Em fases iniciais não há necessidade de haver restrição de sódio - Não tira minerais do sangue mas faz com que ele não seja absorvido da dieta Dietas Terapêuticas: O hidróxido de alumínio pode auxiliar a baixar o teor de fósforo no sangue. Mudança de conduta: ● Não se restringe mais tanto às proteínas, exceto se houver acometimento renal junto. ● Gorduras e óleos trazem benefícios energéticos (ômega 3 uma ótima opção, até para a redução de mediadores inflamatórios) Sinais clínicos: Poliúria, polidipsia e perda de peso, diarreia e vômitos, anemia e uremia e osteodistrofia renal Nefropatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..……….. Manejo nutricional do nefropata: pilar da manutenção das funções e redução das consequências clínicas da DRC (desnutrição e balanceamento é a principal causa de óbito em nefropatas) - Hemodiálise para animais não é tão compensatória e prática. Bem como o transplante de rins, não tem transplantes no brasil. Dicas nutricionais para DCR: AJUSTE DOS NÍVEIS DE ELETRÓLITOS - redução de fósforo: evitar hiperparatiroidismo - redução de sódio: evitar hipertensão e retenção de água - suplementação de potássio: - Restriçao de PTNs e aas - Redução de compostos nitrogenados Base da dieta do nefropata: Utilização de cetoácidos: captam moléculas nitrogenadas e AGs essenciais Ureia diminuída quer dizer que o rim está funcionando. Por outro lado, o fígado não está convertendo a amônia em ureia. 19 ……………... Intr�dução a nutrição de grandes ………………... Conceitos A nutrição é importante para recuperação, crescimento, reparação e reprodução . ● Alimento: toda substância que quando ingerida fornece nutriente necessário ou não para comprir as exigências ● Alimentação: fornecimento do alimento ao animal de forma mais adaptado sua espécie ● Nutrientes: compostos inorgânicos e orgânicos que atua no metabolismo ● Metabolismo: conjunto ● Digestão: processos físicos e químicas que transformam os alimentos mais complexos em moléculas mais simples ● Absorção: processos físicos e químicos relacionados com o transporte da membrana ● Ração: alimento oferecido e consumido por um animal em 24hrs Importância da alimentação Sò manifesta seu potencial genético quando adequadamente alimentado, fator indireto do melhoramento, fator econômico e sanitário (busca de alimentos barato mas eficiente e prevenção das enfermidades) Desempenho: rende da genética, sanidade, manejo, ambiência e nutrição Tipos de digestão e suas espécies Monogástricos: digestão enzimática, a proteína é degradada em aminoácidos e carboidrato em monossacarídeos. Ruminantes: digestão microbiana e enzimática, o carboidrato forma os ácidos graxos voláteis, proteína degradada em ureia. Fermentadores pós gástricos: coelho, equino, avestruz - Hábito alimentar: Carnìvoros, herbívoros e omnívoros. Digestão de suínos: estômago simples, digestão enzimática Equino: O alimento passa pelo estômago rapidamente e vai ser mais digerido e aproveitado no intestino grosso para fazer as transformações. Menos eficiente na digestão da fibra Ruminantes: alimentos fermentados pelo microorganismo e depois vai paraestômago verdadeiro (abomaso) para fazer a digestão. Energia através dos AGV Aves: através da moela e bico tem quebra mecânica - Desafio: Muitas espécies e cada uma tem sua particularidade Nutrientes: ● Orgânicos: energéticos (lítio cho e fibra) proteínas (ptn e nitrogênio não protéico), vitamínicos (lipossolúveis e hidrossolúveis) ● Inorgânicos: minerais e água O Alimento é divido em água e matéria seca Balanceamento da dieta 1. estimativa das exigências 2. levantar e quantificar os alimentos disponíveis, seguido do cálculo de nutrientes fornecidos pelo alimento 3. Relacionar composição química e o valor energético dos alimentos 4. Proceder com o balanceamento da ração para o ptn bruta e energia 5. Depois de concluído a cálculo da raça deve verificar se as exigências foram atendidas Necessidade metabólica: levar em consideração a categoria, raça, tamanho, capacidade produtiva, 20 capacidade reprodutiva, nível de produção, estágio de crescimento e ambiente. , …………….…………….... Água na nutrição de ruminantes ………………….……………. A qualidade da água influencia na produção, existem doenças que usam a mesma como veículo de transmissão. Ela é um nutriente inorgânico indispensável à vida. - Se o animal perder 10% da água já é passível de morte. - A baixa ingestão de água aumenta o hematócrito, concentra ureia no sangue e diminui a taxa respiratória e a contratilidade ruminar. Diminui o peso e produção de leite e pode gerar agressividade. Na atividade pecuária, a água, além de consumo próprio, também é necessária para manejo do solo, rebanho, e limpeza. Os ruminantes podem suportar água de pior qualidade que os humanos mas são afetados por substâncias e pode ser fatal. O crescimento, lactação e produção podem ser afetados, a água constitui aproximadamente 98% das moléculas do organismos, participa das funções vitais - A limitação no insumo diminui o desempenho e prejudica animais de posições hierárquicas inferiores. O consumo de água é positivamente relacionado com a ingestão de matéria seca e aumenta com a maior quantidade de fibras na dieta. O leite é composto por 87% da água tornando sua produção dependente de ingestão de água. Qualidade Variável, depende do substrato presente onde está armazenada. Fatores que afetam a qualidade: salinidade, algas, ph, pesticidas e fertilizantes, presença de matéria orgânica. Padrões de potabilidade da água no brasil (adicionar) Análises laboratoriais Deve-se realizar análises físico-químicas e biológicas, pelo menos uma vez no período da seca e no período de chuva Observar: ph (quanto mais próximo do 7 melhor), sólidos dissolvidos, cor, dureza, turbidez, nitrito e nitratos e ferro. Ph: as dosagens dos produtos sofrem alterações dependendo do ph da água Salinidade; quantidade total de sais minerais dissolvidos em água. Tolerância de 7.000ppm de SDT - pode causar: Dor abdominal, vômito, diarreia, finais nervosos, convulsões e morte Ferro: afeta os níveis de dureza e interfere na limpeza dos equipamentos. Um excesso de ferro resulta em depleção de vitaminas (como vitE) e outros minerais. Nitritos e nitratos: relacionados à toxicidade os níveis anormais são originários de fertilização intensa do solo contaminação do lençol freático Dureza: relacionada com cálcio e magnésio em excesso. È importante para a utilização de produtos adequados e quantidades corretas que evitam incrustações dos equipamentos 21 Cor e turbidez: Parâmetros que indicam presença de algum poluente ou matéria orgânica. O aumento da turbidez muda as características organolépticas com aparência e cheiro podendo interferir no consumo, além de evitar a dificuldade de desinfecção de equipamentos. Aspectos microbiológicos: Analisar coliformes, salmonella, choverá, leptospirose, escherichia, ovos de parasitos e outros. Geralmente causam diarreia e a transmissão ocorre basicamente pela rota oral-fecal. Coliformes: pode encontrar ate 1.000 coliformes fecais por mililitro de água. Coliformes fecais indica presença de fezes e com isso, um maior potencial patogênico - Escherichia coli tem uma resistência ambiental e no solo é capaz de sobreviver por muito tempo. - Salmonella: animais que bebem água em lagos, mananciais e reservatórios são mais susceptíveis. Seu controle è difícil devido os animais serem portadores assintomáticos contaminando o ambiente - Mastite: a água ao lavar o teto, pode ser veículo de transmissão como staphylococcus aureus e coagulase-negativa. - Coccidiose: doença parasitária gerando prejuízo econômico, causa o rompimento das células intestinais . As infecções se dão por oocistos esporulados junto com alimentos contaminados por fezes de animais portadores. Tratamento da água A desinfecção deve ser adotada independente da qualidade, pois mesmo que não esteja contaminada na fonte, pode ser contaminada no processo de uso. Para que o controle microbiológico se efetive é necessário o tratamento de dejetos animais antes de sua incorporação ao solo, o saneamento básico e a manutenção do sistema de armazenamento e distribuição de água domiciliar. Algumas técnicas e equipamentos para o tratamento ou disposição dos resíduos dos animais como biodigestores, esterqueiras, compostagem e vermicompostagem, lagoas e estabilização é de grande importância. Porque a água é um nutriente essencial à vida? É um constituinte ativo e estrutural, componente corporal com maior taxa de reciclagem e veículo de nutrientes, é capaz de absorver calor ocorrido nas reações dissipando o mesmo, auxilia na coesão de células, as reações na digestão. Metabolismo geralmente implicado em adição de hidrólise e manutenção da pressão osmótica. - Função: solvente, poder hidrolítico,, facilita a passagem de alimentos e excreções e metabólitos. Fontes de água ● Água ingerida ● Água metabólica: formada no processo de oxidação ● Água coloidal: presente no alimento Perda de água: respiração , evaporação, defecação, urina, leite. Exigência: determinada pelas perdas, fase de desenvolvimento, tipo de produção e quantidade, dieta e temperatura. O centro da sede fica no hipotálamo e a sensação de sede aumenta conforme o déficit. Além disso, no sangue existem receptores que captam a informação de falta de água e envia o sinal a hipófise posterior a liberar o adh, que age nos néfron aumentando a reabsorção de água. Oferta de água : Livre, temperatura entre 25 a 30 graus, nos piquetes devem disponibilizar entre 10 e 13 22 cm lineares por animal, com um ponto de fornecimento para cada 25 animais. Fatores que afetam o consumo: diferenças individuais, dieta, consumo e forma da ração, temperatura e umidade, ph, funções do animal e enfermidades. ………….………...……..………... Aliment�s …...……..………..………..……….... A dieta compõe a maior parte do custo de produção. Assim, tomar medidas que possam reduzir os custos da dieta, sempre suprindo as necessidades do animal são essenciais. Volumoso X Concentrado Diferencia pela % de fibra presente nos alimentos. Volumoso: maior que 18% de fibra. (Pastagem, silagem, feno, capim picado) Concentrados: menor que 18% de fibra. - Concentrado proteico: mais de 20% de proteína - Concentrado energético: menos que 20%. Técnicas de conservação Silagem é o produto resultante da fermentação anaeróbica de uma forrageira fresca Feno é o produto resultante da desidratação da massa verde a no máximo 12-18% de umidade. Estágios fenológicos ● Pré-florescimento (PF) ● Início do florescimento (IF): até 1/10 de flores ● Flores de crescimento completo (FC): ⅔ ou mais da planta estiverem em flor ● Sementes em estado leitões: sementes formadas mas imaturas O valor nutritivo depende de 3 componentes gerais: Digestibilidade, consumo e eficiência energética Consumo: quantidade (peso) ingerida em 24 horas. È expresso em base seca - Quantidade absoluta: kg de MS/animal/dia - Quantidade relativa ao peso vivo: PV% Consumo voluntário é o que o animal consegue comer de forma voluntária o máximo consumo é atingido quando há alimento disponível, animal saudável, condições de conforto. Fatoresque afetam o consumo Físico: repleção ruminal dada pela distensão do órgão que faz com que o animal fique satisfeito. Tempo de retenção (consumo diminui) Fisiológicos: pós período de restrição, status energético, exigências nutricionais. Psicogênicos: resposta a fatores que inibem ou estimulam o consumo. Ex: odor, sabor, aparência, textura, conforto, interações sociais, aprendizado, status emocional. Seletividade alimentar Quando tem escolha, os animais podem reconhecer o valor energético e o custo energético para obter cada alimento. Ex: alimento que dá mais energia sem gastar muito consumo energético na digestão Digestibilidade Relação entre a quantidade de matéria seca ingerida que é digerida. - Existem espécies de gramínea e leguminosas mais adaptadas a certos climas e solos. Eficiência energética 23 Aporte de nutrientes arejados e aproveitado pelo animal Análise de alimentos Avaliação macroscópica do material: cor, cheiro, granulometria, empelotamento contaminantes (insetos/materiais estranhos) Análise químico-bromatológica de alimentos: processos químicos e físicos que o alimento passa para fazer cálculo e avaliação de nutrientes e composição do alimento. - Amostras a granel: 6 amostras de 100g por tonelada, homogeneizar e destas tirar 1kg para o laboratório. > Fazer coleta em raios pontos, mistura-las e tirar uma certa quantidade. - Amostras ensacadas: devem ser amostradas diagonalmente devido a segregação das partículas, na mesma quantidade citada acima, utilizando um calador (tubo simples ou duplo preferido com a extremidade pontiaguda) - Amostras de pastagem: amostra única e misturada em vários locais da pastagem. Se não for mandada imediatamente pode fazer o congelamento. Deve-se escolher no mínimo 10 pontos para a coleta. - Amostras de silo: coleta feita diretamente do silo. - Amostra de fenos; coleta com a mão em diferentes locais do fardo. - Amostra de farelos, grãos , concentrados: calador de posição diagonal para pegar várias áreas do alimento. Pastagem Rotativa: deve simular o pastejo do animal, observar até onde o animal corta com a boca, prender a forragem com a mão e cortar. Lotação rotativa: observar até que altura da planta dos piquetes que foi pastejado o animal comeu. Esse tamanho, você corta no próximo piquete, a forragem que será colhida acima da altura representa o estrato de pastejo (o que o animal irá consumir). Análises Deve ser devidamente armazenado adequado, apresentar data e local e as análises a serem realizados 1. Método de Wendy. Fornece o valor de matéria seca, matéria mineral, extrato etéreo, fibra bruta, proteína bruto, e extratos não nitrogenados. - Matéria seca: determinada por pré secagem, moída, secagem em estufa (tira toda a água do alimento). - Matéria mineral: incineração da amostra - Extrato estéreo: determinado com a lavagem da amostra com solvente (éter) e com isso extrai os óleos e gorduras da amostra. - Fibra bruta: determinada com solução ácido seguida de básica, é considerada a fração indigestível para monogástricas. Fração fibrosa (celulose, hemicelulose e lignina (totalmente indigestível)). 24 - Proteína bruta: determina o nitrogênio da amostra, a quantidade de nitrogênio entra em um cálculo e descobre-se a quantidade de ptn. - Extrativo não nitrogenados: os carboidratos, medida de energia do alimento. Estimado a partir das outras análises. - Nutrientes digestíveis totais: porção digestível da fração do alimento. Não se considera a perda pelos gases, incremento calórico e valor de energia da proteína. 2. Método de Van Soest Fez a separação da fibra, consiste na solubilidade de frações em soluções detergentes. Determina o FDN e FDA. Verifica se o alimento pode ser mais ou menos consumido e em relação a digestibilidade - FDN - Fibra em detergente neutro (laurel sulfato de sódio): deixa insolúvel a celulose, hemicelulose e lignina; e solúvel a pectina, açúcares, amido, proteína e EE. Sobra em um saco apenas os componentes da parede celular - FDA - Fibra em detergente ácido: pega a mesma amostra em detergente neutra e passa por detergente ácido. Insolúvel: celulose + lignina (sobre apenas esses) solúvel: pectina, açúcares, amido, proteína, + hemicelulose. Determinar a hemicelulose - Lignina: tratado com ácido sulfúrico. Determina a lignina (indigestível). Digestibilidade In vivo: considera-se os nutrientes ingeridos e os recuperados nas fezes, calculando o coeficiente de digestibilidade por diferença In situ: avaliação da degradação de alimentos incubados em sacos de náilon porosos, estes sacos são mantidos dentro do rúmen de animais fistulados e são removidos em intervalos de tempo determinados In vitro: estimativas do tempo de colonização, a taxa de degradação e a extensão da degradação 25 In Vitro gases: consegue medir a quantidade de gases produzidos. Fibra ………………………………………………………………………………………………………… ● Componente estrutural das plantas (parede celular). ● Não digerido por enzimas dos mamíferos, e digerida por microorganismos ruminais. ● É a fração do alimento que promove a ruminação. Carboidratos ……………………………………………………………………………………… ● Fibrosos: celulose, hemicelulose - de digestão lenta e energia duradoura ● Não fibroso: amido (farelo de trigo, soja, arroz, milho, sorgo), glicose prontamente aproveitável. ● Maior representante energético e o milho Quanto mais fino/moído o alimento, mais digestível ele é (em partícula menor). - Deve estimular a ruminação e salivação para redução do Ph. Aminoácidos (proteína) ……………………………………………………………… ● Crescimento, gestação, lactação, formação de lã ● As proteínas são compostas de: a.a, peptídeos, nitrogenados não roteiros (ureia) ● Maior representante protéico na formulação de dieta e farelo de soja. Disponibilidade de nitrogênio (tem relação com a degradabilidade no rúmen pois é usado por bactérias) As rações podem ter mais ptn brutas e uma com menos, porém conforme a fração de nitrogênio, a que está em maior quantidade, terá menos degradabilidade. Análise dos nutrientes - Proteína bruta: composto mais comum na determinação de aminoácidos - Lipídeos - extrato etéreo: determinação dos ácidos graxos - Fibra bruta: principalmente celulose e lignina - Extrativo não nitrogenado: amido, pectina, carboidratos e outros - Determinação de matéria seca Alimentos com menos matéria seca, os nutrientes se encontram mais diluídos. São menos nutritivos pois o animal consome maior volume para se alimentar. 26 Importância FDN - FDA Utilizado para determinar a qualidade das forrageiras. Ver o quanto vai ser digestível . Quanto mais velha a planta, menos fibras digestíveis ela tem. - Quanto mais jovem a planta, maior o conteúdo celular - Quanto mais velha: maior o FDA. - Quanto menor o FDN, mais conteúdo celular está presente na planta (maior consumo) - Maior o FDN maior a capacidade de enchimento ruminal e menor consumo.(mais conteúdo da parede celular).. E, o excesso de FDA meno à digestibilidade. 27 …………………………....……….……….. Nutrição de ruminantes ………....………..……………....………… Psedoruminantes: animais com estômago dividido em três compartimentos (omaso e abomaso unidades), dedos pares com almofadas carnosas. Ex: camelô, opaca Ruminantes verdadeiros: estômago dividido em 4 partimentos, perna alongada, número par de dedos por membro revestido com casco. São divididos em seletores de concentrado (pobre em fibras devido a dificuldade na digestão); intermediários (médio em fibra) e comedouros de gramínea (rico em fibra). Comportamento dos ruminantes: Pasta, rumina e descansa por 8 horas cada. Digestão Os micro-organismos atacam as fibras e produzem os ácidos graxos voláteis, e no abomaso forma proteína para dieta por microbianos.. Energía criada: ácido acético, ácido propiônico, ácido butírico ● Pré estômago: rúmen retículo e omaso ● Estômago redeiro: abomaso Ruminar: regurgitar os alimentos antes ingerido e fazer uma nova mastigação e deglutição, para transformar em moléculas menores. Faz com que o animal consiga tirar energia dos alimentos. 1. Com o alimentona boca, eles mastigam muito pouco, uma vez deglutido, o alimento vai para o rúmen (onde e amassado e sofre a ação de bactérias, protozoários e fungos que degradam a celulose encontrada no alimento ingerido) 2. Depois de fermentados, os carboidratos dos vegetais (celulose, amido e açucares) produzirão ácidos orgânicos que serão absorvidos pelas papilas ruminais encontradas na parede do rúmen, fornecendo energia ao animal, além de vitaminas, metano e gás carbônico. 3. Depois que esse alimento é processado no rúmen, ele segue para o retículo no qual bactérias e protozoários continuam a degradação da celulose iniciada no rúmen. 28 4. Uma vez no retículo, esse alimento é misturado à saliva, e, então, volta para a boca para ser mastigado novamente. Funções do aparelho digestório: fornecer água, nutrientes e eletrólitos, armazenar alimentos pó um prédio, absorção e eliminar resíduos alimentares Fatores responsáveis pela digestão: mecânicos (mastigação, deglutição, regurgitação, motilidade, defecação), secretório (glândulas), químicos (enzimas) e microbianos. Apreensão dos alimentos Bovino: alimento inserido na boca com o movimento da língua e cortados pela compressão do dente contra o palato superior. Ao ingerir líquido eles sugam a água a partir de uma pressão negativa. Ovino: utilizando os dentes e a língua para apreensão mas os lábios possuem grande participação. Quanto mais rica em amido, menos fibra, então rumina menos. Quanto mais rico em fibra maior o tempo para ruminação. - É necessário um efeito de ruminação para saliva tamponar o rúmen, para não acidificar (Ph). - A proteína é fundamental no desenvolvimento desse crescimento microbiano. Saliva Facilita a mastigação e deglutição, apresenta ação lubrificante devido à presença de mucina. No ruminantes existe a amilase salivar que faz o início da digestão na boca. Estômago Possui quatro compartimentos: rúmen, retículo, omaso e abomaso No rúmen há microvilosidades (papilas) para uma maior absorção do nutriente, além disso, armazena e mistura o alimento. A motilidade do rúmen garante o acesso dos microrganismos ao substrato alimentar e favorece a absorção de produtos da fermentação (AGVs e ¿) pelo contato com epitélio ruminal. Existe duas ondas 1. O retículo contrai e empurra o alimento pra trás e pra baixo 2. O saco cranial do rúmen contrai obrigando o conteúdo ruminal a se misturar com a fibra. Depois o saco ventral também se contra para que uma parte siga pro teto gastrointestinal e outra a ser regurgitada . Acontece mais para eructação; Desenvolvimento do pré estômago No nascimento o rúmen não é um órgão funcional. O filhote passa por 3 fases, lactante, transição e ruminante (a duração é variada). O filhote tem uma goteira esofágica, que faz com que o leite vá direto pro abomaso ao invés do rúmen. 29 Fase lactante Após o nascimento o animal passa da alimentação placentária para digestiva e grande parte do êxito na sobrevivência nos primeiros dias de vida depende da composição e fornecimento de colostro para o aporte de nutrientes e imunidade. Fase de transição Rúmen começa a aumentar de tamanho, com as papilas se desenvolvendo. E tudo isso se dá, através do consumo de alimentos sólidos. Fase de ruminante Ainda que o rúmen tenha capacidade inata de se desenvolver, o consumo de alimentos sólidos desencadeia o desenvolvimento ruminal. Um consumo insuficiente de nutrientes a partir do leite estimula o consumo de alimentos sólidos e desenvolvimento do pré estômago. - Microorganismos ruminais: São os fungos, bactérias (gram-positivas) e protozoários que irão fazer a colonização inicial. A bactéria mais predominante será aquela que consegue digerir o tipo de alimento que o animal está condicionado. Ex.: bovino que come mais amido, terá mais bactérias que são aminolíticas. Por isso cuidado quanto o animal troca de dieta. Rúmen: digestão do conteúdo celular e formação do ac. voláteis que são absorvidos. Retículo: Mucosa interna com característica pregueada. Faz a seleção do tamanho de partículas que seguiram pro amaso e abomaso e outros que iram ficar. - Regulação de entrada e saída. Omaso: Folheada com alta absorção de água e eletrólitos. Abomaso: contato do alimento com HCL, ocorre a morte dos microorganismos e digestão da proteína microbiana. Mucosa do intestino delgado. : Tem vilosidade e microvilosidades e bordas em escova. Local de absorção. Intestino grosso : Pouca absorção de água e última degradação de substâncias proteicas, células descamação, suco digestivo. Produz aminoácidos, ácidos graxos voláteis, aminas e gases. Fígado e bile Órgão acessório do sistema digestório, è onde os ácidos graxos voláteis passam pela glicogênese E secreção da bile que faz a digestão e absorção de lipídio, dissolução dos ácidos graxos e vitaminas lipossolúveis. Pâncreas e secreção pancreática O pâncreas ajuda a alcalinizar o quimo que veio dos estômagos, para que não há lesão na mucosa intestinal. Além disso, possui enzimas que ajuda na digestão, sobretudo das partículas pequenas que não passaram pela fermentação no rúmen. Digestão do rúmen As bactérias fazem degradação da celulose e hemicelulose até glicose, para que elas possam crescer e se multiplicar. E como produto intermediário da metabolização, elas produzem piruvato, que através do ciclo de Krebs existe 30 formação do acetato, butirato e propionato (todos ácidos graxos voláteis). Depois, elas passam a parede rúmen e pela circulação porta-hepática chegam ao fígado. O butirato será transformado em corpos cetônicos ainda na circulação. Os demais vão até o fígado, sendo que através da gliconeogênese o propionato muda para glicose, e o acetato passa direto. Após isso, são levados aos tecidos, para através do ciclo de krebs formar cada um formar um produto. → Forma músculo, gordura no tecido adiposo e gordura no leite. → Propionato importante para produção leiteira. Quando fornece proteína os microorganismos irão consumir e o animal consome do microorganismo. O mesmo acontece em relação a energia, o carboidrato se desassocia em glicose que é usada pelos microrganismos, os mesmos formam os ácidos graxos que é aproveitado pelo animal (simbiose) - PDR: proteína degradada no rumen, e desamina os peptídio , aminoácidos e amônias para liberar N para os microrganismos (constitui o corpo celular dos microorganismos). Existe o bypass que não sofre ação bacteriana é degradada no intestino. - PNDR: proteína não degradada no rúmen. A ureia também é adicionada ao alimento e fornece nitrogênio, mas não é de origem protéica. Tem limite por ser tóxica. Além disso, quando dar ureia ele fenecer carboidrato também para fornecer energia aos microrganismos para que a ureia seja metabolizada. (Barateia a dieta pois a proteína e a parte mais cara) Proteína Bypass: É um farelo de soja cuja proteína passa, em maior proporção, intacta da degradação ruminal comparada a outras fontes proteicas tradicionais. Ess proteção da proteína, em que a fonte original chega em maior proporção para ser absorvida no intestino. Os lipídios devem estar incluídos na dieta em pequena quantidade para não envolver a fibra e dificultar a chegada dos microorganismos. Também é utilizada para aumentar o aporte energético Os microorganismos fazem a biohidrogenação que é a degradação das partículas em moléculas menores que se irão aderir às partículas de alimentos e irão para o intestino para ser absorvida. 31 …..…............................... Cálculo de ração …...…...….........…...…... Passo 1: estimar os requisitos nutricionais do animal ● MS (matéria seca) ● NDT (Energia) ● PB (proteína bruta) Passo 2: estimar o consumo diário de MS, tanto de concentrado e volumoso conforme as características do animal e de alimentos disponíveis. Vaca 600 kg > 30 kg leite/dia > GDP: 200gr Para exigência, diz que é necessário 70% de volumoso e 30 % de concentrado. Volumoso: 21 kg x 0,7 = 14,7 kg Concentrado: 21 kg x 0.,3 = 6,3 kg O animal deve comer 14,7 kg de volumoso e 6,3 kg de concentrado 32 Passo3: Estimar os nutriente (NDT e PTN) fornecidos pelo volumoso Silagem de milho: NDT: 0,58 x 14,7 = 8,53 kg (a exigência é de 13, 5) PB: 0,09 X 14,7 = 1,32 KG ( a exigência é de 3,2) Déficit NDT: 13,5 - 8,45 = 4,97 kg (deve ser suprido no concentrado) PB: 3,2 - 1,32 = 1,88 kg (deve ser suprido no concentrado) Passo 4: estimar a quantidade de MS ingerida de concentrado e o que ele precisará fornecer de NDT e PB em % Concentrado: 21 kg/dia - 14,7 (V) = 6,3 kg 6,3 ------------- 100% = 6,1 kg de Con. x -------------- 97% ( -3% de sal) Calcular % de NDT e PB do concentrado: NDT: 6,1 ---------------- 100% = 81, 5 % 4,97(déficit) ------- X PB: 6,1 ---------- 100% = 30,8 % 1, 88 --------- x Quadrado de Pearson Utilizado para fazer a mistura do farelo de soja e farelo de milho. Farelo de soja: 35 ---- 100 = 60% x 0,80 = 48% NDT 21 ---- x + Fubá de milho: 35 ---- 100 = 40% x 0,85 = 34% NDT 14 ---- x = 82% NDT Passo 5: Ração da vaca Concentrado: Farelo de soja: 6,1 --- 100% = 3,66 kg x ----- 60% Fubá de milho: 6,1 ---- 100% = 2,44 kg x ----- 40 100 ------------- 90 (MS) x -------------- 6,1 = 7kg em matéria natural, sendo 4,2 de farelo de soja e 2,8 de farelo de milho Volumoso: Silagem de milho: 35 ---------- 100% 14,7 -------- X = 42kg 33 Manejo nutrici�nal de equin�s… Estilo de alimentação: baixo volume por vez (estômago pequeno para um maior trato digestório), frequência alta de alimentação, cavalo antes era uma presa e. Precisava fugir de predadores Dieta atual: diferente do estado natural, frequência mais comum 2x ao dia (por isso causa cólica), volume por vezes alto. Regras da boa alimentação: disponível água limpa e fresca, trabalho leve ao menos 2 refeições, trabalho intenso ao mesmo 3 refeições. Pesar comida è mais importante do que o volume e a dieta deve ser dada de acordo com a intensidade de trabalho. Cuidado com rações amolecidas e poeirenta, deve evitar alterações na dieta (sempre gradativamente). + Não alimentar logo após exercício físico. Analisar alimentos ● Energia ● Proteína ● Vitamina ● Minerais Alimentos mais importantes: Verde picado (Napier), milho, aveia, farelo de trigo, ração (cuidado no armazenamento), sal mineral. Cuidados São monogastricos, deve fornecer o alimento de maior qualidade e sempre com fracionamento para evitar cólica pós tem estômago pequeno e nao tem armazenamento de comida muito grande, alem de nao eructar, o excesso de gás fica preso. Utilma refeição do dia mais volumosa para evitar cólica na madrugada. Manejo nutrici�nal de suíno… O maior foco e na nutrição dos leitões pois e a fase mais complicada por não tem maturidade digestória. As rações visa suprir o que tiria no leite manterno para evitar infeções. Importante: Controle e qualidade, desinfeção dos sistemas/equipamentos, lavar e desinfectar reservatórios a cada 6 meses, bebedouro especifico de cada fase Dieta: nos dias atuais tem adição de antibióticos, probióticos, prebioticos e enzimas para melhor eficiência e conversão alimentar. Exigências nutricionais: Exigências especificadas para cada categoria animal, levando em conta o GP esperado, potencial genético, fase de criação entre outros.. (taxa de deposição de proteína e consumo de ração) Fatores que variam de acordo com cada categoria ● Forma de alimentação: a vontade, restrita ● Apresentação: farelada, peletizada ● Administração: seca, úmida, lliquida 34 …………………. Deficiência minerais em b�vin�s ………………. Funções dos minerais Estrutural:mineral constituinte do tecido corporal Fluidos orgânicos: suor (Na), sangue (Fe) Bio catalisadores: gerente de uma reação química É necessário minerais e vitaminas porém o essencial è >>> água <<<. Níveis hierárquicos de nutrientes Seca: disponibilidade de pasto > nitrogênio > energia (milho) > minerais Chuvas: energia > proteína > minerais Desempenho do animal depende do teor do mineral adequado na dieta, não ocorre a deficiência com vários elementos ao mesmo tempo, a medida que práticas agronômicas são implementadas para elogiar a pastagem, a deficiência de P tende a desaparecer, a correção da deficiência de P è a mais cara. As deficiência de Ca Mg, S, K, Mn, NI, Cr em animais criadas em condições naturais não foram comprovado as deficiências Deficiência no Brasil : Na, P, Co e Cu. Se è pouco comum Cálcio Grãos são ricos em P e pobres em Ca e os alimentos verdes são ricos em Ca. Ou seja, a deficiência de Ca ocorre em animais que comem grãos. Fósforo Volumosos têm teores limitantes de P. Caso o animal de vida livre apresenta problema nos ossos, não é problema no Ca pois não tem déficit de Ca em vida livre, mas pode ser de fósforo. - Sinais de deficiência: baixa fertilidade, baixo ganho de peso, alterações esqueléticas e osteofagia . Sódio Os alimentos são pobres em sódio, o mesmo esta presente no sal marinho. Ou seja, hà uma grande deficiência de sódio nos animais - Sinais: fome exagerada do sal, alotriofagia (comer coisas estranhas), urofagia (beber urina) e geofagia (comer terra). Cobalto Importante na síntese de vitamina b12 - Sinais: perda de apetite em pastos verdes abundante, prega de peso, roer casco de árvores. Cobres É comum no ruminante criados a pasto - sinais: fragilidade óssea, baixa resistência, falta de pigmentação no pelo (inclusive ao redor dos olhos) Selênio Não é comum a deficiência - Sinais: desordens reprodutivas e necrose muscular Antes de dizer que o animal tem retenção de placenta tem relação com o selênio deve verificar doenças de esfera reprodutiva. A suplementação só trás efeito ao animal e retorno econômico quando dado de forma correta. O reconhecimento dos sinais da deficiência pode ser feito por qualquer pessoa com conhecimento de ruminantes, mas apenas o veterinário pode dar o diagnóstico. 35 36 Z O O T E C N I A O conteúdo presente não é de minha autoria. Sumário ● Introdução à zootecnia ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. ● Domesticação de espécies zootécnicas ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. ● Exterior / tipos zootécnicos / Escore corporal ………………………………………………………………………………………………………………………………………. ● Ezoognósia e julgamento animal ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………… ● Biotecnologia animal ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. ● Sistema 4.0 na produção animal ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. ● Ambiente de Criação ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. ● Profilaxia e higiene na produção animal …………………………………………………………………………………………………………………………………………………….. 1 Intr�dução à z��tecnia ……………... A zootecnia tem relação com o estudo do animal com seu ambiente e sua competência produtiva. É a ciência que estuda a criação de animais com o objetivos econômicos e envolvendo as áreas de melhoramento genético, nutrição, fisiologia, morfologia e anatomia dos animais. Seu objetivo é desenvolver recursos para gerar uma maior produtividade e rentabilidade. - O desenvolvimento da zootecnia envolve muitas ferramentas tecnológicas, o aperfeiçoamento do sistema de produção e técnicas contribui para evolução dessa ciência. - A partir da criação da sociedade brasileira de zootecnia consolidou-se a zootecnia no brasil e a mesma ganhou força. Classificação da zootecnia Direciona o animal dentro de características fenotípicas e outras; dentro da aptidão que o animal se enquadra. ● Espécie ● Raça ● Variedade ● Família ● Linhagem ● Sangue e Mistura de sangue ● Forma ● População ● Indivíduo ● Genótipo e fenótipo Conceitos zootécnicos: beleza, defeito, objeção, vícios, fraude, tara, disposição, temperamento, constitução, qualidade, substância, conformação, simetria, tipo zootécnico, tipo sexual, estilo, aparência geral, integridade, estado de saúde, condição, desempenho, performance ou rendimento. É importante dentro da zootecnia: ● Entender a taxonomia zoológica da espécie: adomesticação da espécie ocorre de acordo com o interesse zootécnico ● Classificação das aptidões e funções zootécnicas: como exemplo, animais que produzem leite, cães farejadores, animais de esportes ● Nomenclatura e localização das regiões do corpo dos animais: para realizar uma avaliação. ● Idade: para ter um parâmetro da idade pode-se realizar a avaliação da dentição ● Aprumos: Há várias alterações (regular, debruçado, acompado de diane, transcurvo, ajoelhado). Dependendo da gravidade/intensidade, não é viável para gerações futuras ● Normas para execução de serviço de registro genealógico: o registro agrega valor ao animal. ● Vista técnica: deve-se ter a vestimenta e postura adequada a cada ambiente visitado ● Identificação das pelagens dos animais e conceito de resenha: a resenha é uma identidade do animal onde contém todas as características do animal para evitar fraudes. 1 … . D�mesticação de espécies z��técnicas … …. Na pré história os animais eram de cunho religioso,de companhia, de alimento ou agasalho. Os primeiros animais a conviverem com os humanos foram: cão > cabra > carneiro > boi > porco > cavalo. A partir do momento da domesticação das espécies, o homem deixou de ser nômade. A domesticação é importante em três pilares sobre os quais repousa a civilização humana e seu progresso; a obtenção de fogo, plantas cultivadas (homem perde a característica nômade e presta atenção em plantas que podem ser cultivadas/comestíveis e, animais domésticos Domesticação: alguns conceitos Domesticação é quando há alguma alteração na morfologia ou comportamento animal com o propósito de adaptar-se aos interesses do ser humano. A domesticação é, portanto, um processo pelo qual um ser vivo pode acomodar-se às circunstâncias da vida humana. Domesticação: domus/casa. Portanto é muito mais do que criar em casa, mais importante é sentir-se em casa. É preciso entender a vida: a necessidade se diferencia de acordo com cada espécie. ● Luz ● Umidade ● Abrigo ● Hábito alimentar Característica da domesticação ● Simbiose durável: interação entre duas espécies que vivem juntas ● Fim econômico determinado: a maior parte dos animais domesticados são para fins econômicos ● Reproduzem-se nessas condições: se não consegue se reproduzir, algo deve ser melhorado ● Sendo objeto de uma seleção artificial: o homem vai controlar/direcionar ● Reprodução controlada pelo homem. Na domesticação deve-se atentar ao Bem-estar animal; Alimento: : Deve ser alimentado adequadamente, com uma dieta completa para uma melhor saúde. Conforto: Deve fornecer um ambiente apropriado, confortável. Manejo: garantir que o que está sendo feito, não está causando efeitos adversos ao animal. Sanidade Fases da domesticação 1º cativeiro: fase mais inferior de domínio, os animais apenas permanecem sob o domínio e cuidado do homem, não oferecendo lucro ou serviço. 2º Mansidão: status de convivência pacífica entre o homem e o animal, muito próximo da domesticidade. Sem agressões e perigos. 3º domesticidade: Quando estabelece uma relação de simbiose entre o homem e o animal. Condições das espécies criadas e reproduzidas pelo homem Grupos domesticáveis - Domesticidade: equino, bovino canino - Semi-domésticos: voltam a vida selvagem com facilidade - Domesticidade duvidosa: peixes, ostras, abelhas e bicho da seda 2 https://conceitos.com/comportamento/ https://conceitos.com/adaptar/ https://conceitos.com/processo/ Processo de domesticação: Depende das características da espécie - Pacífica: animal se aproxima por benefícios - Emprego de força: homem se aproxima por benefício Atributos da domesticação: Existem diferenças entre as espécies, há aquelas que não conseguem expressar seu sentimento e torna-se difícil o entendimento/produção; ● Sociabilidade: tem haver com espécie que manifesta predileção pela vida em companhia. Animais sem esta qualidade mostram-se rebeldes à domesticação, ● Tendência à mansidão: é o regulador do grau de domesticidade da espécie. ● Conservação da fecundidade: Houve uma intensificação da fecundidade nas espécies domésticas x selvagens, amansados nem sempre se conversa (cativeiro) Limitante da domesticação: Nem todos os animais podem ser domesticados Origem das espécies zootécnicas - Cavalo: origem na américa e domesticado na ásia na idade dos metais, possuem quatro dedos nos anteriores e três nos posteriores - Suíno: acredita-se que são descendentes de javalis - Caprino: segunda espécie domesticada e primeiro animal leiteiro. Origem no oriente médio - Ovinos: domesticado na ásia no mesmo período que os caprinos - Bovinos: Constituem a ordem dos animais ungulados, tem grande importância econômica para o homem - Taurinos: Bos primigenius o provável ancestral, todos os bovidae tem um tronco em comum - Zebuínos: Bos namadicus possível ancestral e também tem um talento incomum com antiopes. 3 .. . Exteri�r / tip�s z��técnic�s / Esc�re c�rp�ral ... Anatomia externa dos animais: É importante saber o nome da região dos animais e saber também avaliar seu aspecto “normal” da região, para saber identificar em casos de alterações, patologias e má formação. - Se tiver alteração interfere na produção zootécnica animal.. Aptidão zootécnica, produtiva ou econômica É a disposição natural do animal para exercer determinada função produtiva. A função tem relação com a morfologia,. O crescimento, a força motriz, adorno, reprodução, produção de alimento, manufatura, afetiva… depende de cada animal e sua finalidade. Valorização com a idade Espécie Valor crescente Valor constante Equino e Bovino até 5 anos de 7 a 10 anos Ovino e caprino até 4 anos até 6 anos Suíno até 2 anos até 3 anos Galinha caipira até 1 ano até 2 anos Obs: Os reprodutores são exceção devido à avaliação pelo mérito da decência (teste de progênie). Tipos étnicos X Tipos zootécnicos Os tipos étnicos são características referentes a raça. Já os tipos zootécnicos tem relação com qual tipo de produção o animal oferece; fisionomia/ produção. - Animais podem ter tipos étnicos diferentes mas tipos zootécnicos semelhantes. - Bovino tem 2 tipos zootécnicos: produção leiteira e de corte. A ciência evolui para os animais serem mais produtivos, a evolução dos animais tem haver com o aumento da sua capacidade produtiva. Além disso, sua avaliação é mais profunda. Tipo de leite ………………………………:………………………………… . O padrão mais recente possui: ● Cabeça pequena e chifres curtos e finos ● Pescoço fino e comprido ● Bordo superior do pescoço cortante ● Espáduas secasse bem desenvolvida ● Linha superior comprida horizontal ● Trem posterior mais desenvolvido ● Costelas compridas, oblíquas e arqueadas. Seu formato do corpo deve ser de cunha (visão dorsal, lateral e cranial). Isso tem relação com o melhoramento. Características específicas do úbere: possui quatro glândulas independentes, sistema de sustentação, sistema de irrigação e drenagem. Tem formato ovóide, não deve ultrapassar o forrete, tetas bem espaçadas, espaço amplo entre os membros, tetas cilíndricas mais grossas na base e veias bem desenvolvidas. Os úberes são mais acentuados nos taurinos, já nos zebuínos (garupa inclinada, tetas maiores, cunha menos evidente, úbere e tetos adiantados). Para produzir 1 litro de leite deve-se circular 500 litros de sangue Tipo corte ……………………… …………………………………………. ● Tendência à engorda ● Corpo em formato cilíndrico, profundo e comprido 4 ● Liso na união da região ● Linha superior retilínea, longa e musculosa Escore corporal Avaliação das reservas corporais, avalia de muito magro (caquetico) à muito gordo (obeso) na escala de 1 a 5 através da observação visual e palpação. - Regiões de observação: inserção da cauda, lombo, garupa e costelas. Escore 1: vaca emaciada, regiões com ossos expostos nitidamente/bem definidos Escore 2: Vaca magra, região podem ser sentidas mas menos visíveis Escorre 3: Vaca em condição corpórea média, regiões podem ser sentidas com uma leve pressão Escore 4: vaca em condição pesada, regiões podem ser sentidacom pressão firme Escore 5: vaca gorda, regiões não visíveis, corpo arredondado. 5 6 ………………………………… Ez��gnósia e julgamento animal ……………………….…… 1. Definições: ● É o ramo da zootecnia que estuda a conformação externa dos animais levando em consideração belezas e defeitos, para a avaliação do mérito de cada indivíduo. ● É o estudo da morfologia externa dos animais em função de suas atividades. ● Ezoognósia tem mais a ver com questões visuais do que produtivas dos animais. ● Ezoognósia: a arte de julgar ou apreciar os animais. ● Exige o conhecimento de anatomia, fisiologia, mecânica e patologia. ● O profissional deve refinar seu conhecimento para as áreas as quais irá trabalhar, tornando seu conhecimento e capacidade de julgar mais elevada. 2. Formas e Funções ● Com base na associação entre a forma de um indivíduo e a função que ela desempenha. A forma e a função estarão sempre associados ● Essa relação entre a forma e a função resulta em uma última análise no TIPO. O tipo é a soma de atributos/características morfológicas externas dos animais ● O julgamento pelo exterior se baseia principalmente pelo exame de conformação e deve incluir não somente características raciais também aquelas que acusam tipo. ● O julgamento pelo exterior adquire importância como prática de melhoramento quando leva em consideração as características relacionadas ao TIPO ● Algumas espécies têm associação entre TIPO e Produção mais nítida. Exemplo: gado de corte e gado leiteiro Características raciais Morfológicos ● Conformação geral ○ Exemplo de uma ovelha do tipo leiteiro e uma do tipo carne. Suas estruturas externas são diferentes, isso porque o do tipo carne irá possuir mais pelos em sua cobertura, terão um peso maior e serão mais robustos do que o tipo leite. ● A conformação corporal de animais vai variar de acordo com as aptidões, por exemplo: uma ovelha leiteira possui mais ângulo e é mais magra, já a ovelha de corte é mais arredondada e com menos “pontas” 3. Importância Prática ● No melhoramento do rebanho é importante pois: nos ensina a identificar a caracterização racial dos animais e reconhecer os atributos morfológicos de importância econômica ● Nas transações comerciais também é importante, pois toda vez que um animal é comprado ou vendido entra em cena o julgamento ou apreciação dos seus méritos. A maioria dos animais são negociados com base em sua aparência e aspectos externos, o conhecimento sobre o aspecto racial também é levado em conta. É importante que na escolha da compra não só os aspectos externos sejam levados em conta, é importante também conhecer o histórico e a realização de exames para checar a saúde e possibilidades reprodutivas do animal. 4. Julgamento ● “Arte de determinar as qualidade de um animal, comparando-as ao tipo ideal ou a um padrão reconhecido” (Isidore, 1934) ● O jurado eficiente é um constante estudioso da forma e funções dos animais ● A eficiência do julgamento tende a aumentar com a prática constante adquirida ao se observar os animais. O contato frequente com os animais bem caracterizados quanto a RAÇA e o TIPO vai 7 proporcionar segurança e estudo para que o profissional julgue. Aprendendo a diferenciar características normais de um animal para as características ou distúrbios anormais, para ser capaz de julgar se há ou não algum defeito ou doença. Qualidade de um bom jurado: - Conhecimento profundo da raça a ser julgada: Ter uma visão clara do que é o tipo padrão e habilidade para reconhecer pontos desejáveis e indesejáveis de conformação. Exemplos: conhecer o andar do animal, o temperamento, a anatomia, o comportamento…. - Observação acirrada: ter a habilidade para formar uma imagem mental de vários animais individualmente e classificá-los fazendo comparações - Ter bom senso nas avaliações: equilíbrio emocional e auto confiança - Coragem e honestidade: manter suas convicções independente do ambiente externo. Se manter firme em seu posicionamento mesmo com a pressão de proprietários e participantes do evento. 5. Regiões do corpo do animal ● Conhecimento acerca da divisão e nomenclaturas das diversas regiões do corpo dos animais e o que cada região representa em quantidade e qualidade no produto final de interesse (leite, carne, lã…) ● Características de cada região com relação a sua forma típica e análise de eventuais deformações , distinguindo as acidentais (viciosas) daquelas que são genéticas (hereditárias) 6.Métodos de julgamento Individual: Cada animal é observado individualmente, comparando um boi com outro, um bezerro com outro. ○ E- estrutura corporal (observa o comprimento e profundidade das costelas) ○ P- precocidade maior profundidade das costelas em relação ao umbigo) ○ M- musculosidade (estrutura muscular espalhada por todo o corpo de modo homogêneo) ○ U- umbigo (bainha do umbigo e prepúcio não devem ser grandes e pendulares, nem colados ao corpo) ○ R- racial ○ A- aprumos ○ S- sexualidade Comparativo (lotes ou rebanhos): compara-se lotes de animais olhando o lote como um todo Desempenho funcional: animais que são submetidos a provas e serão avaliados a partir do resultado que eles obtêm nas mesmas 8 8. A finalidade do julgamento Avaliação dos animais com um propósito específico. É importante para: ● Registro genealógico ● Exposições e feiras agropecuárias ● Concursos (provas de ganho de peso, torneios leiteiros…) ● Para a escolha de animais reprodutores O animal ideal nem sempre é aquele que aparenta externamente estar mais bonito, o animal ideal éaquele que possui um fisiológico bom e um exterior bom também. Às vezes animais que são escolhidos apenas por aparência podem possuir algum problema ou distúrbio que venham a trazer prejuízos ao proprietário. 9 10 …………………..………....………... Bi�tecn�l�gia animal ………………..………...…...………... Conjunto de técnicas que utilizam seres vivos no desenvolvimento dos processos e produtos Histórico 6.000 a.c : produção de bebidas alcoólicas seguida da produção de vinagre, iogurte, queijos… 1875 d.C : Pasteur mostra que a fermentação é causada por microorganismo, seguido do surgimento da fermentação industrial, síntese de glicerol, acetona e ácido cítrico, antibióticos, estabelecimento da estrutura do DNA, síntese química do DNA, inicio da engenharia genética, produção de insulina humana e outros…. Multidisciplinares Pessoas diferentes para gerar maiores conhecimentos Aplicações Processos fermentativos: enzimas, ác. orgânicos, aminoácidos, vitaminas, biopolímeros, bebidas alcoólicas, microorganismos, alimentos….. Saúde: antibióticos, hormônios e vacinas….. Mineração: lixiviação bacteriana de minérios , Agricultura: cultura de tecidos, fixação de nitrogênio, controle biológico de pragas, melhoria de sementes, transgenia…. Pecuária: inseminação artificial (Utiliza o animal para a geração de um produto que não é o próprio animal,melhoramento genético, maior qualidade e quantidade de produção), transferência de embriões…. , - Em casos de animais transgênicos ( aquele que surgiu a partir da fusão do material genético de duas espécies diferentes) não é produto: produção de biofármacos, xenotransplantes, modelos em medicina - O animal que nasceu de IA é o produto, são selecionados indivíduos com as melhores características e índices zootécnicos. Bovinos são os melhores reprodutores melhor tamanho de carcaça: padrão de marmoreio e maciez da carne, maior produção de leite, mestre de paternidade Suínos são os melhores reprodutores e animais resistentes à doenças. Eles possuem alta resistência a agentes virais, bacterianos e doenças. A biotecnologia possibilitou a produção de uma carne de suínos com um menor teor de gordura nos entremeios da carne, são muito utilizados para experimentos para produção de biofármacos. Equinos:: é um mercado muito valioso e de grande força, porém alterações cromossômicas podem gerar danos reprodutivos. Importante realizar testes de paternidade para assegurar que o pai é um cavalo de raça e qualidade. Aves: possui aplicações para marcadores de produção,mediar o tamanho das carcaças, tamanho dos músculos . Peixes: são utilizados para marcadores fisiológicos para melhor entender o funcionamento e desempenho dos animais. 11 ……………………...... Sistema 4.0 na pr�dução animal …………………… Pilares da produção animal: genética, sanidade, nutrição, manejo/gestão. Nenhum desses deve ser perdido Ferramentas como softwares, smartphones, Wi-Fi são elementos que auxiliam a tomada de decisão do gestor/produtor dentro do maio agro 4.0. A automação e a instrumentação gera uma maior produtividade e eficiência. ● Ex 1: comedouros automáticos que detectam o animal via brinco que contém o chip e fornece a quantidade exata de alimento necessário de acordo com cada animal. ● Ex 2: ventiladores e aspersores ligados automaticamente quando ocorre alguma mudança de temperatura, garantindo o conforto térmico. ● Ex 3: rúmen pellet identifica o animal, a temperatura e rastreio do mesmo, è implantado no rúmen. Ambiência de precisão: equipamentos que coletam temperatura, umidade, corrente ar e outros Passos; 1. Coleta os dados 2. transmissão dos dados 3. Gerenciamento de dados 4. Apresentação dos dados por aparelhos coletores. 12 ……………................. Ambiente de Criação ……………...……………...… Exploração máxima do potencial produtivo e reprodutivo Para que esse potencial seja atingido é necessário ter um alinhamento e boas condições de manejo, sanidade, genética e nutrição. O novo conceito diz que para uma melhor proveito do potencial produtivo e reprodutivo, além dos 4 pontos citados, o local e condições que o animal vive vai interferir diretamente na produção e reprodução do animal. Ambiente: é a soma dos impactos circundantes biológicos e físicos. Então os principais fatores que dizem respeito a ambiente são: ● Densidade animal; ● Conforto térmico; ● Possibilidade dos animais; realizarem seus comportamentos naturais; ● Ausência de poluições sonoras; ambientais e/ou visuais; ● Ausência de gases tóxicos; Características Importantes Existem diversos tipos de animais e diversos tipos de produtos gerados a partir dos mesmo. É importante que cada espécie possua um ambiente adequado para o seu conforto, seja ele um conforto térmico, físico ou biológico. Por exemplo, animais produtores de lã necessitam de ambientes mais frios, uma vez que sua pelagem já o esquenta muito, porém outras espécies já necessitam de ambientes mais quentes pela dificuldade de reter temperatura. Prejuízos gerados pela estresse térmico: ● Gera uma menor produção devido a termogênese ou termólise; ● Os machos terão a queda da libido, menor volume de ejaculado e menor quantidade de espermatozoides; ● A fêmea terá uma maior taxa de retorno ao cio, alteração de oócitos reduzindo sua qualidade, morte embrionária em bezerros mais leves; Controle do ambiente por meios naturais e artificiais Controle de temperatura: ● Radiação solar (natural) ● Calor metabólico dos próprios animais (natural) ● Campânulas (artificial) ● Ventos (natural) ● Cortinas (artificial) ● Telhados (artificial) ● Ventiladores (artificial) ● Nebulizadores (artificial) ● Refrigeração de água (artificial) Características construtivas com meios naturais ● Localização do sistema de produção: É necessário analisar a umidade do lugar, a ventilação, relevo e demais fatores antes de estabelecer um sistema produtivo. Deve-se escolher um local adequado para a espécie e hábitos que a mesma possui e é capaz de se adequar. ● Orientação da instalação: sentido em que o sol passe sempre por cima do telhado e não pelos lados, desse modo os animais não serão expostos aos raios solares. ● Telhado: material de boa qualidade e baixa emissividade, baixa absortividade e alta refletividade dos raios solares. Pode-se escolher telhas de barro, de cimento ou alumínio, utilizando a mais adequada de acordo com o animal e tipo de criação. Beirais largos que evitem a incidência de raios solares dentro do recinto e 13 evitar que a chuva adentre o recinto também ● Lanternim: sistema de ventilação natural para renovação do ar. O ar quente sai por vazamentos no telhado e o ar frio entra por fendas laterais; ● Oitões: são a frente e as “costas” dos galpões, deve-se pintar com cores clara, sombrear se possível e colocar vegetações Características construtivas com meios artificiais São mais eficientes porém mais caras ● Aspersores de água: Sistema de aspersão de água para conforto térmico e ajuste de umidade relativa do ar do ambiente. Deve-se associar a aspersão d’água a uma ventilação positiva.. Essa aspersão d’água pode ser feita tanto sob os animais quanto sob os telhados para refrigera o ambiente ● Ventilação forçada: é usado quando o meio natural não funciona na proporção que deveria. Os ventiladores irão melhorar as sensações térmicas, podem tratar o ar e eliminar a concentração de gases produzidos pelos animais. Ventilação de pressão positiva: utilizam ventiladores Ventilação de pressão negativa: utilizam exaustores 14 …..….….…….….. Profilaxia e higiene na pr�dução animal …..….….….…….….. Etapas da profilaxia: Medidas de prevenção ● Saneamento básico: manejo adequado de água, dejetos e lixos; ● Quarentena: quando houver introdução de novos animais na propriedade; ● Imunoprofilaxia: vacinação dos animais da propriedade afetada e dos animais dos arredores; ● Quimioprofilaxia: uso de substâncias químicas para auxiliar tratamentos, prevenção e erradicação dos patógenos; ● Diagnóstico precoce: assegurando um rápido controle e tratamento da doença. ● Vigilância sanitária: ● Educação sanitária Controle ● Isolamento: para diminuir os riscos; ● Desinfecção ● Interdição: animais afetados ou não não deixam uma propriedade onde se teve a manifestação de um patógeno até que haja um tratamento e erradicação do mesmo; ● Notificação de órgãos públicos da saúde; ● Destruição de cadáveres Erradicação ● Diagnóstico e consequente eutanásia ou tratamento; ● Eliminação de vetores da doença; ● Vacinação adequada, respeitando o calendário de vacinação. Profilaxia: Conjunto de procedimentos utilizado para a prevenção de doenças em uma população de animais ou pessoas. - Tem como objetivo: Evitar ou controlar os novos casos de doenças, diminuir os sintomas das doenças e controlar os níveis da doença, para que a mesma não interfira na produção animal. Uma doença tem como características uma fonte infecciosa, um hospedeiro suscetível é uma via de transmissão. Saúde pública - zoonoses de maior importância: ● Tuberculose ● Brucelose ● Cisticercose 15 A V I C U L T U R A O conteúdo presente não é de minha autoria. C�nteúd�s ● Introdução à avicultura ● Infraestrutura dos estabelecimentos de criações comerciais de produção ● Linhagens comerciais de Aves ● Manejo geral de frango de corte ● Manejo de aves de galinha de postura ● Manejo sanitário de aves de produção ● Nutrição de aves de produção ……………….... Intr�dução à avicultura ……………….... Inicialmente as aves eram utilizadas como galo de briga e ornamentais. No Brasil a história da avicultura iniciou-se em 1503 com Gonçalo Coelho no RJ, porém, ganhou força com a vinda da família real devido sua apreciação pela carne de ave (1808). ● Período romântico (1900 - 1930): implantação das primeiras galinhas de raça pura, criação de aves como passatempo e instalações avícolas pecuárias ● Período comercial (1930 - 1960): criação do instituto biológico (início do preparo das primeiras vacinas), importação de material avícola, surgimento das primeiras fábricas de ração. ● Período industrial (1960-1990): introdução de linhagens estrangeiras, melhoria de técnicas de manejo e nutrição, implantação de grandes complexos, melhoramento genético, início às exportações devido ao subsídio financeiro do governo que gerou produção maior que a demanda. O Brasil é um grande exportador e produtor devido seu melhor índice sanitário e melhor preço. 2,98 % do seu PIB é devido a carne de ave. - Paraná é uma grande potência na produção de carne de ave (33,4%) devido às plantações de milho e soja serem próximas,assim, gerando um menor custo na ração e menor despesa com transportes. Entre 2010 e 2018 houve um aumento significativo na produção de ovos porém ocorreu pouca exportação. Importante! ………………………………………………………………………………………………….…………… Não utiliza-se hormônios em frangos para atingir um maior crescimento mas sim os pilares da produção, que são; ● Melhoramento genético ● Ambiência ● Nutrição ● Sanidade Organização da cadeia produtiva brasileira ⇢ Produção vertical: uma única empresa detém toda a cadeia de produção agrícola. - Matrizeiro, incubatório, fábrica de ração, granja comercial e abatedouro ⇢ Integração: A empresa é proprietária (integrador) e o produtor é o integrado. Existe uma relação contratual onde o integrador fornece ao integrado as aves, rações e auxílio veterinário. Quando a ave está pronta, o integrado vende-a para o integrador descontando o valor que foi prestado. Integrador é dono das estruturas mais complexas . - Matrizeiro, incubação, fábrica de rações e abatedouro. Integrado é dono das estruturas mais simples. - Granjas comerciais. Vantagens: implantação do sistema em pequenas propriedades, certeza de uma renda final da criação, pagamento baseado no índice zootécnico conhecido como conversão alimentar, facilidades oferecidas pela empresa integradora no processo de criação (ex:moradia), redução dos riscos inerentes às atividades produtivas. 1 Infraestrutura d�s estabeleciment�s de criações ………… … c�merciais de pr�dução ……… ………. Os galpões variam de acordo com a finalidade de produção. Ao construir um galpão sanidade e ambiência é essencial e dentro da sanidade tem o conceito de biosseguridade que são todas as medidas, estruturais e de manejo, na qual evita-se que um gente etil[olgico causadores de doença entram ou saem de determinado lote, ou seja, conjunto de procedimentos técnicos-conceituais, operacionais - estruturais que tem como objetivo controle, prevenção e dispersão de determinada doença. Pirâmide de produção da avicultura 1. Pedigrees, linha pura de determinada rç/linha genética 2. Bisavós: com o cruzamento obtém as avós 3. Avós: com o cruzamento uma das outras obtém as matrizes 4. matrizes/reprodutoras: mãe e pai dos frangos de cortes e galinhas de posturas 5. Base das pirâmides: frango de corte ou postura de ovos Se quer um animal com determinada característica, deve selecionar animais que tenham a mesma desde a topo da pirâmide e vai passando por todas as gerações. De pedigree a matrizes são de produção e a base da pirâmide de corte Cada melhoramento do índice produtivo, porém são mais susceptíveis a doenças. A Biosseguridade é mais aplicadas na granja de reprodução pois existem as doenças verticais que passam da mãe para o pintinho e às vezes não tem sintomatologia clínica adultos mas sim em pintinhos Escolha da localidade: Deve-se levar em consideração o capital disponível, funcionários e assistência técnica, fatores ambientais (umidade e temperatura), estradas e vias de acesso , proximidade ao abatedouro/ entreposto de ovos, energia elétrica + água + comunicação, condições topográficas (drenagem do terreno, circulação de ar), área de granja, fornecedores de pintinhos e ração próximos. - O que esquenta a tº de um galpão é o próprio metabolismo das aves, o galpão já gera calor. Assim é mais difícil resfriar um galpão do que aquecê-lo, então tende-se a criar galpões em áreas mais frias. Já a umidade alta facilita a transmissão de doenças e dificulta a troca de calor entre aves. Assim, um local com umidade baixa é ideal.. 2 - Não se pode fazer abatedouro do lado de uma granja pois as granjas possuem cheiro ruim e muita poeira. As carnes das aves abatidas, por sua vez, podem apresentar esses aspectos. Porém, muito longe, durante a viagem a ave pode perder peso. - A ventilação é importante para a renovação de ar e a drenagem do solo devido a insalubridade. Infraestrutura básica de granjas e biosseguridade No núcleo de produção há os galpões e dentro dos galpões há os lotes (aves com mesma idade e mesma origem ) Os galpões devem seguir a dinâmica leste-oeste de produção, pois o sol nasce no leste e se põe no oeste, garantindo assim que o sol sempre passa pelo telhado do galpão e não na lateral. Se passasse na lateral, faria com que as aves fugissem do sol e se aglomerassem gerando mortalidade. E, para não entrar raios solares diretamente nas laterais, pode plantar árvores adequadas. Geralmente os funcionários moram dentro das granjas para não ocorrer transmissão de patógenos de uma granja para outra. Além disso, para entrar em qualquer área do núcleo de produção passa-se por uma barreira sanitária. Há também, florestas dentro do núcleo de produção separando uma área da outra e servem como filtro do ar, evitando a disseminação de doenças Instalações Dimensões de galpões - Largura: 8 a 15m - Altura: 1,8 a 3,30 - Comprimento: 100 a 150m Tipo de galpões - Pressão positiva: convencionais (mais mão de obra) - Pressão negativa: penumbra e dark house. (mais automatizado) Galpões mais antigos são de pressão positiva e mais novos de pressão negativa. Convencionais ● Sistema de produção mais antigo, é mais barato mas exige mão de obra mais qualificada. ● Uso de ventiladores ● Resultados zootécnicos mais baixos Fluxo de ar em um galpão de pressão positiva: o ar frio entra pelas laterais (cortina), o fogo aquece e leva consigo CO2 e o vapor de amônia, esse ar sobe e é eliminado pelos lanternins - Lanternim: telhado em cima do telhado, serve para dissipar o ar. Por que a cortina deve ser de baixo pra cima? pois as aves não gostam de vento direto em cima delas e caso aconteça, mudam seu comportamento natural. Assim, o ar ao entrar na na cortina diminui sua velocidade. - Aves paradas: velocidade de ar está alta Galpão de pressão positiva devem ter telas ao redor do galpão (de 1 polegada) que evita que outras aves entrem dentro do galpão. Penumbra e dark house ● Melhores resultados zootécnicos e redução na mão de obra ● Cortinas externas de duas cores: preta, azul/branca ou prata - A luz não pode passar pela cortina. 3 ● Contém exaustores ● Totalmente vedado para não ocorrer fluxo de ar indevido ● Ideal para cria e recria (produtores e galinhas de postura) ● Permite maior controle da tº, umidade, fotoperíodo e da maturidade sexual da ave. ● Evita catabolismo, melhora uniformidade e melhora conformação corporal O Túnel de pressão é um sistema de ventilação dos galpões de pressão negativa. Ventilação em túnel: de um lado tem exaustores que fazem uma pressão negativa dentro do galpão para a passagem de ar e do outro lado as placas evaporativas onde passa a água e serve como filtro e umidade. Gera um fluxo de ar contínuo. - Mesmo nas estruturas de ventilação em túnel há cortinas pois caso falte energia elétrica na granja, os exaustores param e o sistema de cortina é aberto para circulação do ar. - Existem cortinas fixas para evitar a entrada de ar em frestas. Painel de controle do galpão: regula a ventilação e outros, dispara alarme quando há algo irregular. Pilares dos galpões Podem ser de: concreto armado, concreto pré moldado, madeira tratada, metálica. Piso: concreto ou chão batido, deve haver declividade para canaletas. Cobertura: telha de barro, telhas de chapa zincada ou ferro galvanizado (conduz muito calor e barulho na chuva), telhas sanduíches, sapê (riscos de carrapatos e outros..), compensado revestido por alumínio, alumínio simples, amianto (proibido). Artifícios para melhorar o ambiente térmico - Lonagem do teto do galpão: diminui a superfície de aquecimento, evita a entrada de ar por cima do telhado - Pintar telhado de cores claras ou escuras: depende da região - Materiais isolantes: poliuretano, eucatex, lã... - Materiais de grande inércia térmica: plástico, borracha sintética. - Aspersão d'água sobre o telhado - Inclinação do telhado Sistema de iluminação artificial - Os galpões precisam ter luz para induzir a ingestão de água e alimentos. - As luzes devem ser 2,5 metros do chão. - Deve serde 20 a 22 lumens por metro quadrado por galpão. Sistema de abastecimento de água - 1 a 2 caixas de 1000l d’água localizadas dentro do galpão para impedir a variação de tº. 4 - Área com tanque para lavagem de equipamentos Equipamentos - Ventilação forçada: ventiladores, exaustores - Resfriamento de ar: aspersão, nebulização e cooling - Aquecimento: pode ser necessário até os 15 dias de vida da ave. Campânula elétrica, campânula a gás, lenha, resistências, cortinas. Nos primeiros dias de alojamento, fazem-se círculos de Eucatex e uma fonte de aquecimento. Já em galinha de postura deve ter um galpão próprio para recria. - Comedouros: bandeja, tubular infantil, automático (1 a 14 dias), tubulares, automático linear, automático prato (acima de 14 dias) (altura do dorso) - Bebedouros: tipo nipple, tipo pendular e tipo calha (altura dos olhos) Vantagens do nipple: sistema fechado podendo ser usado em gaiola ou piso, disponibilidade de água limpa, cama mais seca, menor mão de obra pra limpeza. Desvantagem: má funcionamento da válvula pode fazer vazamentos, água de qualidade isenta de minerais, presença de ar nos tubos. - Cortinas: Plásticas, sistema de acionamento por carretilha, manivela e cordões, abertura de baixo para cima, controle da movimentação do ar dentro do galpão, galpão de pressão negativas sempre fechadas até a falta de energia elétrica (face interna azul ou preta, face externa branca ou prata). Em galinhas de postura não precisa de tela/cortina pois são criadas dentro da gaiolas com o ninho embaixo 5 … ... Linhagens c�merciais de Aves ……… Melhoramento genético é diferente de manipulação genética - Manipulação: editar, alterar o material genético. > Transgênico. - Melhoramento: aumentar a frequência de alelos desejáveis em uma população. Faz cruzamentos em diferentes raças com objetivo de melhorar os índices produtivos. O melhoramento genético é realizado em cima do que o consumidor quer e em cima do que a indústria quer. ● Consumidor: Peito de frango maior e coxa de frango com mais carne ● Indústria: Visa a precocidade para um maior giro - se ocorre o crescimento mais rápido, vende mais rápido. Eles querem que os aves comem pouco e converta tudo em carne ou/e ovos - Altos índices de ganho de peso geram maior produtividade no abatedouro. - Maior volume de produção utilizando menos recurso gera preço baixo na gôndola do mercado. Linhas de cruzamento Se faz duas linhas de cruzamento para determinada raça, (uma linha de macho e outra de fêmea) para que nas matrizes consigam cruzar os machos e as fêmeas que foram melhoradas para determinada característica. 1. Bisavós: duas raças diferentes mas ambas com características interessantes, pega os melhores machos e cruza com as melhores fêmeas da outra raça. 2. Avós: Em um cruzamento elimina as fêmeas e no outro os machos, ao final vai ter um macho de um cruzamento e fêmea de outro cruzamento (a x b) 3. Linha macho -- matriz: Quando cruzar a avó macho com a avó fêmea terá descendentes fêmeas e machos, mas elimina as fêmeas e fica com o macho (macho matriz) - linha macho 4. Linha fêmea - matriz: nos avós têm o cruzamento macho com fêmea (c x d), desse cruzamento elimina-se o macho e gera apenas a fêmea Os machos têm melhoramento para ganho de peso e fêmea para ganho de peso e postura. Os frangos gerados da matriz, serão heterozigotos e se fizer o cruzamento entre os mesmo, terá apenas ¼ % de chance de reproduzir os indivíduos com as características desejáveis. Nos cruzamentos, tira proveito do: Efeitos genéticos: - Efeito raça: inclui habilidade geral de combinação das linhas utilizadas no cruzamento devido ao efeito aditivo de genes, passa de geração a geração. - Efeito heterose: inclui a habilidade específica de combinação das linhas utilizadas no cruzamento devido aos desvios de dominância dos alelos e dos desvios da epistasia entre locus e - Efeito recíproco: é o desvio entre o desempenho dos indivíduos de um cruzamento e do seu recíproco. Na nomenclatura de melhoramento genético se 6 convenciona que a primeira letra representa a raça do pai e a segunda mãe Não genéticos - Complementaridade: produzir animais de dupla aptidão. É vantagem que se obtém ao cruzar galinhas de maior produção de ovos com galos de potencial genético para mais ganho de peso. - tende a aumentar os custos de produção Linhas puras de frango de corte ………………………... Plymouth Rock Branca ● Pele Amarela e crista lisa; ● Utilizados nos primeiros cruzamentos para produção e atualmente serve de material básico de muitas linhas cruzadas; ● A maioria das linhas originais eram de empenamento tardio, uma desvantagem para frangos de qualidade porque a pele muito expostas tem mais dermatoses (arranhões). Atualmente são de empenamento rápido. Plymouth Rock Barrada Única diferença da rock branca é a penagem New hampshire ● Cor vermelha, pele amarela, crista lisa e produz ovos de cor marrom ● Já foi utilizada na produção de frangos de corte e mais tarde passou a ser utilizada para cruzamentos com outras raças de corte . ● Atualmente poucos se dedicam a comercialização dessa raça (frango caipira) ● Foi utilizado em muitos cruzamentos que formam os atuais híbridos de corte, em função da habilidade de produção de ovos Cornish Branca ● Corpo amplo com peito musculoso e largo e pata mais curta. ● Crista ervilha, pele amarela e produz ovos de casca marrom ● Habilidades de produção de carne , porém produzem poucos ovos de tamanho pequeno e com baixa eclodibilidade. ● Habilidade de produzir carne desta raça tem sido explorada no cruzamento de galos Cornish ,, Quando o frango fica muito pesado e cresce muito comprime os capilares e se transforma em tecido conjuntivo que dá aspecto esverdeado desvalorizando a carcaça. Sussex 7 ● Raça inglesa ● Predominante para corte com diversas variedades das quais a light sussex é mais popular ● Apresenta pele branca, produz ovos de casca marrom ● Boa produtora de carne Melhoramento genético Seleções: - Conformação: peito, pés, coxas, - Peso: se está batendo com a curva de crescimento esperada. - Índice de conversão alimentar: vê o quanto a ave comeu para ganhar 1kg de peso. - Eficiência alimentar Marcas de Híbridos comerciais de frangos de corte (importadas): Ag Ross, Cobb Vantress, Hybro, Isa Vedette, MPK, Arbor Acres, Avian, Shaver e Hubbard. (nacionais): Embrapa 021, S-54 e Chester. Linhagem de galinhas de posturas comerciais ………………………...………………………...…………… Leghorn ● Variedades de cores e possuem pele amarela ● Produz ovos de cor branca ● Consegue ser sexada pelas pernas com 1 dia de idade ● São pequenas e leves pois a linha de melhoramento genético é para postura e não ganho de peso. ● Grande produtora de ovos por ciclo de postura (200) Objetivos da produção de ovos: subsistência, concurso para padrão raça, criações comerciais (melhorar eficiência e competitividade comercial). Linhas de dupla aptidão ………………………...………… Plymouth rock/rock branca /rock barrada Rhode island/ rhode red New hampshire Monarch, orpingtons Gigante de jersey Minorcas, australorp Turken Ayam cemani ………………. Manejo geral de frango de c�rte …………..…. 8 Preparo das instalações para recepção dos lotes Material da cama: maravalhas (lascas de madeira), sabugo de milho triturado, casca de arroz, palhada, feno de gramínea, casca de amendoim, areia, papel picado. ● Cuidar da cama é essencial, ela é reaproveitada e gera uma economia ● Características: tamanho médio picado ou triturado, absorver umidade, baixo nível de pó (se aparecer uma sintomatologia respiratório tem que comunicar pois pode ser doença), baixa condutividade térmica, macia (evitar calo de pé/peito), baixo custo pro produtor, biosseguridade e biodegradabilidade (se não for de bom local pode vir como meio de transmissão de patógenos como Salmonela). Deve ter uma altura que varia da época do ano (calor + fina 5-8cm / frio + grossa 8-10cm) ● Funções: boa capacidade de absorver umidade, absorver impacto, isolamento térmico, ter pouca poeirae macio - evita calo Em galpões que tenham casulo (outra cortina interna e fecha as cortinas de cima pra baixo - garante a circulação mínima de ar e mais econômica) a parte central deve ser mais espessa (cama) para maior absorção. Antes da chegada dos pintinhos Deve acender a campânulas 24hrs antes da chegada as aves (até 33°), além disso coloca os comedouros (1:100), bebedouro (1:100) e campânulas (1:500), espalhar a cama, forrar papel em cima da maravalhas e ração em cima para facilitar o acesso a ração ● Verificar a disponibilidade e distribuição de água e ração (bebedouros infantis ao nippler baixa) ● Pode ser usado sistema de casulo ou por eucatex Organização do círculo de eucatex Durante a recepção do pintinho - Chegada granja Chegam dentro de caixas do incubatório (papelão ou plástico). A caixa de papelão é melhor pois incinera após o uso, já a plástica volta pro incubatório podendo levar um patógeno. ● Luz acesa 24 horas (a luz estimula a comer ração e beber água) ● Verificar a t° do caminhão e se o animal está desidratado ● Conferir o GTA (guia de trânsito animal com a nota fiscal e com boletim sanitário) ● Cada caixa transporta 100 animais (4 partimentos- 25 cada) Durante a recepção dos pintinhos devemos observar: 9 ● Problemas de saúde, infecções, mau fechamento do cordão umbilical, comportamento e estado físico ● Observar a plumagem: penas úmidas ou secas ● Realizar amostragem, para não ter que checar todos as centenas de pintinhos. ● Fazer contagens para verificar a quantidade de pintinhos, pesagem e em algumas aves realizar necropsias para checar a qualidade das aves e a disposição dos órgãos e possíveis lesões. Manejo geral frango de corte Abertura dos círculos em eucatex: 1° abertura do 3° ao 5° dia / 2° : 5 a 7° dia / 3°: 7 a 10° dia. Nos 3 primeiros dias tem que estar 33° e após vai tirando -1° até chegar 25°c - Deve ter uma estrutura eficiente de resfriamento e aquecimento. Densidade de alojamento: 14 aves/m2 (ao final) / 70 aves/m2 (início) Cuidados a serem tomados Regular a altura das linhas de águas de bebedouros diariamente, virar a cama a cada 7 dias, retirar os pontos úmidos diariamente, retirar carcaças (botulismo), verificar diariamente se a pressão de água e comida chega em todo galpão. Deve sempre observar o comportamento para ver se há algo errado ● Animais empoleirados em cima do comedouro ou em cima do prato de comida: faltou ração ● Empoleirada em cima do bebedouros: faltam água ou demorou a ter água ● Animais com bico aberto ou ofegante: calor. ● Animais amontoados de um lado do galpão: corrente de ar ● Animais aglomerados: fome ● Canibalismo: estresse (t°, densidade de loteamento, variação nutricional na ração, deficiência de sódio).. Círculo de eucatex (interpretação do comportamento devido a t° ou corrente de ar) Observações As aves devem ser estimuladas a circular no galpão para procurar água, comida e terá diferença de desempenho caso não ocorra. Os frangos são fotoperíodo positivo porém não precisa estar 24hrs na luz. O hormônio do crescimento atua no escuro. - valor ideal de foto período: 17 a 20 hrs Frango de corte 1° retirada: 15dias (350g a 509g) 2° retirada: 23 a 25 dias (1,300kg a 1,500kg), chamado de “galeto” 3° retirada: 37 dias, chamada de "alívio", retira as fêmeas (1,900kg) 4° retirada: 42 dias (2,500kg) 5° retirada: 60 dias, ave chefe ou chester Pagamento do produtor ICA: CM/GPM - GMP: peso do animal na data do abate - peso do pintinho - CM: consumo médio - ICA: índice de conversão alimentar IEA: (GPM/CM) x 100 - IEA: índice de eficiência alimentar 10 ……………… Manejo de aves de galinha de p�stura …...………… Nos manuais e manejo, existem várias recomendações de cada linhagem genético e deve seguir uma curva de desenvolvimento das linhagens, pois a ave deve chegar na maturidade sexual com peso recomendado Inicialmente tem mais proteína e os níveis de energia são mais baixos e vão crescendo de acordo com o crescimento da ave Objetivo de controlar o peso corporal: avaliar o desenvolvimento corporal, tomar decisões em relação a mudança de ração, indicação da quantidade de ração a ser administrada, ter referência no momento correto para estimular a luz, medir a uniformidade do lote Pesagem: iniciam na 4 semana com amostragem: 100 aves até 1 a 5% do lote - Individual em balanças graduadas 10 em 10 ou 20 em 20 gramas Na 16 semana faz uma amostragem de 10% - Se possível, pesar 100% para dividir em 3 faixas de peso: leve (fora da janela de uniformidade pra baixo), padrão (peso médio) e pesada (fora da janela de uniformidade pra cima) Uniformidade uniformidade é a quantidade de animal que variam dentro de uma janela aceitável de desvio de pes Cálculo da uniformidade: Calcula o Peso médio, vê o 10% e soma ( vai ser o limite máximo de peso) e subtrai (limite mínimo) do peso médio Causas da má uniformidade ● Má debicagem: corte do bico para evitar que selecionem os maiores grãos e não ingere os nutrientes necessários. ● Má distribuição da ração e nutrição inadequada ● Disponibilidade de comedouros e bebedouros Boa uniformidade assegura ● Aves com picos de produção mais elevados: atinge em torno de 95% de postura (basicamente 1 ovo por dia). ● Maior massa de ovos: ter vários lotes diferentes para sempre estar pondo ovo, pois chega um momento que essa produção decai e se for tudo do mesmo lote cai em massa. ● Melhor persistência da produção de ovos ● Uniformidade dos tamanhos dos ovos Fatores que afetam o consumo de ração: Temperatura, linhagens, produção, ajustar o programa nutricional em função das variações de consumo 11 Densidade de criação Varia em função das condições ambientais. Intensivo: aves em gaiolas(linha de água e comedouro e estreita que carrega ovos) Cage- free: são criadas dentro de galpões e soltas Extensivo (free- range): galinha tem galpões mas também tem acesso ao piquetes Proporciona uma otimização do uso das instalações e equipamentos e racionalização da mão de obra. Debicagem Objetivo: previne o canibalismo, evita que fiquem s ovos, reduz o estresse social, redução da bicagem de penas, diminui o desperdício da ração e evita que as aves selecionem partículas maiores de grãos. - Causas do canibalismos: deficiência nutricional (geralmente relacionada a cloreto de sódio) , falta de água e ração, ferimento/prolapso de oviduto, hierarquia social, altas temperaturas Idade do procedimento 1º debicagem: 7 a 10 duas de idade, corta ⅓ do bico 2º debicagem: 8 a 14 semana de idade, corta-se ⅔ do bico superior e ⅓ do bico inferior Não deve debicar o bico de cima e debaixo juntos, mas sim separados Como se faz Não há padronização da técnica, cada linhagem tem sua recomendação. Através de uma máquina com lâminas incandescentes, que cauterizam logo após o corte - Suplementar com vitamina K na ração antes para ajudar na cicatrização, melhorar a coagulação e evitar o sangramento.. Pode ser: leve, média e severa; e pode ser feita do bico superior e inferior Não se faz em frango de corte, apenas de posturas Consequências da má debicagem: ● Prejudicar a sobrevivência peso e uniformidade. ● Aumenta o desperdício de ração ● Redução do desempenho devido a formação de neuromas nobico, que são muito sensíveis e causam desconfortos fazendo com que o animal deixe de se alimentar. ● Dificultar a apreensão da ração e a água Iluminação Importante pois controla a maturidade do ave, 12 Quando o animal tem acesso a luz ela bloqueia a pineal, que bloqueia a liberação de melatonina o hipotálamo começa a liberar o hormônio que estimula a hipófise a produzir e liberar o FSH, estimulando o desenvolvimento e crescimento dos folículos ovarianos.. E, no escuro, atua o hormônio de crescimento (GH). ● Evita uma postura precoce - Diminuindo a intensidade e o tempo de exposição à luz, a pineal fica mais ativada e produz mais melatonina que bloqueia a liberação e FSH. Se entra em maturidade precoce, a pelve não está totalmente ossificada e pode dar problema de prolapso de cloaca. ● Estimulam a produçãode ovos ● Afetam ganho de peso corporal e uniformidade. ● Fornecer o número de horas de iluminação de acordo com a idade: Cria e recria- menos luz e Reprodução - mais luz Considerações para implantação ● Levar em consideração a posição dos pais - No brasil ocorre 10 horas de luz natural todo o ano. Na região sul e sudeste têm uma alta atitude (programa de luz na recria); No centro e norte há pouca diferença de comprimento do dia (não é feito programa de luz). ● Tipo de aviário (abeto ou controlado) ● ● Localização geográfica da granja (latitude) ● Época do ano no alojamento da ave (fotoperíodos naturais crescentes decrescente - verão/inverno) ● Grau de sensibilidade aos estímulos luminosos ● Ave são refratárias a luz até o 10º semana de vida Regras para iluminação Recria: evita a maturidade seual precoce Postura: estimula a produção de ovos Aves em crescimentos: devem ser submetidas a fotoperíodos constantes e decrescentes Aves em produção: devem ser submetidas a fotoperíodos constantes e crescentes - Não deve proporcionar estamos luminosas para as aves que não estejam no peso atingido. - Na 18º semana de vida: peso corporal mínimo para linganhem, consumo de nutrientes para suportar a produção luz do dia constante de pelo menos 12 horas. O Estímulo da luz interfere no tamanho e produção dos ovos, estímulo precoce renderá em poucos ovose re dução do tamanho do mesmo Elaboração do programa Determinar a data em que as aves completaram 10 semanas de idade Verificar o comportamento da luz natural; - Dias crescente: 21 junho a 21 de dezembro (ideal para recria) Período crescente - Dias decrescentes: 21 de dezembro a 21 de junho Período decrescente Vai estimular a produção de ovos e manter a uniformidade do lote. ● Peso adequado para iniciação de postura 1,3 kg e idade a partir da 20 semana. ● Luminosidade recomendada de 22 lúmens/m2 na fase de produção. ………... Manejo sanitário de aves de pr�dução…………. 13 Dentro da sanidade tem o PNSA (plano nacional de sanidade avícola) conjunto de legislação criadas pelo ministério da agricultura relacionadas à sanidade na criação de aves de produção. Como exemplo, vacinação obrigatória, monitoramento e notificação de doenças. Ademais, dentro da sanidade tem a biosseguridade que são conjunto de medidas que evitam a entrada de agentes etiológicos e também previne a saída caso ocorra a entrada. As empresas também têm liberdade para fazer um cronograma para o monitoramento interno das empresas - Monitoramento oficial: PSNA - Monitoramento da própria empresa: acompanhamento diário da mortalidade e da produção. Deve-se fazer necropsia pois as doenças nas aves as sintomatologias são parecidas. Então, é necessária para fechar um diagnóstico. - Vacinação obrigatória ● DM - contra doença de marek - quando o pintinho sai do ovo ou quando está no ovo (18 dia) ● DN - contra a doença de Newcastle (nem todo lugar precisa, desde que o lugar prove que não há essa circulação viral e tenha um bom manejo sanitário). ● Salmonella Enteritidis: Em postura é obrigatória, em matrizes é facultativo e em melhoramento genético e corte é proibido. Controle de ração Observar se há presença de salmonella spp e micotoxina. - Deve-se evitar as rações fareladas pois quanto mais umidade, mais propício é a introdução do fungo. Ademais, provoca poeira e irritação causando sintomatologia respiratória e deve haver notificação para o ministério da agricultura. Cama Pode ser reutilizada quando não ocorrerem problemas sanitários no lote anterior, quando no local tiver escassez de material bom e alto valor. Fermentação: tirar todos os equipamentos do aviário, lavar e desinfectar o mesmo, cobrir a cama com lona plástica em toda sua extensão de derivar totalmente vedada por 10 dias. A cama tem nitrogênio, fósforo e carboidrato, os microorganismos presentes na cama fermentam esses nutrientes junto com as fezes e a cama irá aquecer a 70 graus pela fermentação, assim, matando os agentes patogênicos. Após esse processo, deve espalhar a cama e tirar as partes que estiver muito úmidas - Deve repor uma nova cama no pinteiro A cama deve ser revirada pois caso não seja, forma placas de umidade causando problemas no pé e calo de peito das aves. Frequência: 2x na vida (frango de corte) pois há um caso de estresse , podendo perder as aves. - Deve ter uma ventilação adequada e abaixar a cortina pois utiliza-se um motor e libera monóxido de carbono, para assim, não intoxicar as aves. Após toda sua utilização pode utilizá-la na lavoura e usar biodigestores para produzir gás (metano) para utilizar na própria granja, como exemplo, aquecendo. Limpeza e desinfecção após a retirada do lote Limpeza: retirar matéria orgânica através d exato de água com detergente Desinfecção: aplicar soluções com ações bactericidas, bacteriostáticas e outros.. Deve retirar restos da ração, remover equipamentos, varrer o todo espaço e lavar com água e detergente. O enxágue deve ser com água quente que potencializa os produtos utilizados Ademais, fazer vassoura de fogo para acabar com as penas presente que possam ter fezes de lotes antigos. - Após a limpeza faz a sanitização/ desinfecção e após isso faz o vazio sanitário por 10 dias. Escolha do desinfetante: ser altamente germicida, não ser tóxico, bom efeito na presença de matéria orgânica, não ser corrosivo, ser solúvel em água, ter boa penetração, ter baixo custo. ………………….... Nutrição de aves de pr�dução ………………....... 14 Milho: fração energética da ração Soja: fração protéica da ração Pré mix: microminerais, vitaminas, aditivos, a.a essenciais e outros.. - os adivinhos são promotores de crescimento (antibióticos), enzimas, ácidos orgânicos. A maior parte da ração contém energia (60%), soja (20-30%) e o resto é pré mix. Quanto mais velha a ave menos proteína deve ter na ração, ao contrário da energia, que aumenta no decorrer do crescimento da ave. Há necessidade constantes da atualização dos padrões nutricionais em função do potencial genético visando a obtenção do máximo de desempenho de acordo com as exigências de mercado e do produtor. - Objetivo: minimizar a gordura abdominal, maximizar o rendimento do peito, aumentar a conversão alimentar. Programas de alimentação Faz com que a ave aproveite melhor os nutrientes presentes da ração com o conjunto de práticas de arraçoamento com objetivo de minimizar o alto custo gasto na alimentação. A variação das exigências nutricionais variam de acordo com crescimento, sexo (devido a testosterona), idade, linhagem, finalidade do programa e outros… Arraçoamento em fases: Quanto mais rações diferentes, maior o atingimento de meta no qual a concentração na ração é igual o que a ave necessita, tendo uma maior rendimento. - Quando se trata de macho e fêmea deve fazer os lotes sexados para promover a ração adequada a cada sexo. Ex: PTN (inferior fêmea e superior macho) Vantagens: explorar o potencial de crescimento, maior uniformidade do lote, atender mercados específicos. Restrição alimentar: reduzir mortalidade (síndrome da morte súbita, ascite devido o congestionamento dos vasos devido a hipertensão pulmonar), prevenção de problemas locomotores (pata não sustenta o peso da ave), evitar peito amadeirado (crescimento excessivo do peito superfície e compressão do peito profundo, comprimindo vasos e causando necrose, - cor esverdeada/ cinza /marrom - e criação de tecido conjuntivo - dureza-) e evitar peito com linhas brancas (suíte strippers). - Restrição quantitativa: forma incorreta, diminui a quantidade de ração ofertada limitando a quantidade (gera estresse) - Restrição qualitativa: diminui os níveis nutricionais da ração porém mantém o volume. (Gera menos estresse). Adiciona volumoso (farinha de pena e sangue). Recomendações nutricionais Deve seguir o manual das linhagens. Varia de acordo com sexo, fase de vida, tipo de desempenho, ingrediente totais e digstiveis. As tabelas são de níveis mínimos de PB (adição de lis, met e ter). Para definir a exigência de a.a fazem o conceito de proteína ideal (relaçãoentre lisina e outros a.a essenciais). ● Lisina: muito estudado, 2 a.a limitante, a.a importante na absorção de cálcio, desenvolvimento ósseo e muscular infantil, participa da atividade do GH Vantagens da proteína ideal: diminui a excreção de N, redução da quantidade de soja utilizada nas rações. Aditivos Substâncias ou microorganismos adicionados intencionalmente, que normalmente não se consomem como alimento, tenham valor nutritivo ou não, que afetem ou melhorem as características dos alimentos ou dos produtos animais. - Objetivo: melhorar a eficiência de produção do animais pelo aumento o produto de usos alternativos e redução das perdas de nutrientes nas fezes, abaixando os níveis nutricionais da dieta com vantagens econômicas e ambientais Microbiota do trato gastrointestinal A microbiota influencia na absorção do alimento e no bom funcionamento do trato gastro intestinal . - Ruminococus, bifidobacteium, lactobacillus e bacterioides são as microbiotas dominantes. Deve ter menos clostidium e Escherichia Coli. Antibiótico = promotor de crescimento 15 Amônia produz irritação na mucosa intestinal podendo causar enterite, quando usa o promotor de crescimento, o antibiótico é usado abaixo da concentração inibitória mínima com objetivo de controlar a microbiota intestinal provocando menos pontos de inflamação. (Porém aumenta os genes de resistências) Quando há essa inflamação, maior o espessamento da camada da mucosa e menor a absorção. Evitando isso, aumenta a absorção de nutrientes e o animal cresce mais. O uso de antimicrobianos pode ser terapêutico, profilático e aditivo. Substitutos aos uso de promotores (AGP) que já são usados: óleos essenciais (plantas), probióticos (dar microorganismos benéficos), prebióticos (nutrientes que favorecem o crescimento das bactérias benéficas para ave), simbiótico (prebiótico e probióticos), ácidos orgânicos (fumárico, lático, cítrico, as….) Enzimas Endógenas: completar as enzimas a existente no organismo do animal Exógenas: enzimas que o animal não produz no organismo, coloca para fazer com que os ingredientes fiquem mais biodisponível, melhorando a digestibilidade. + remoção dos fatores anti-nutricionais, diminuição da viscosidade da digesta. Fitase: enzima que promove a hidrólise do ácido fítico melhorando a absorção do fósforo, cálcio, nitrogênio, cobre e zinco, diminuindo a presença desses na festa e causando menos impacto ambiental. Ácidos orgânicos Controlam a microbiota intestinal causando menos impactos ambientais Tipos de ração Frango de corte (5 tipos) ● Pré inicial: 1 a 7 dias ● Inicial: 7 a 21 dias ● Crescimento 1: 21 a 33 dias ● Crescimento 2: 33 a 42 dias ● Final: a partir do 42 dias Galinhas de postura ● Ração de crescimento: 1 a 8 semanas ● Desenvolvimento: 9 a 17 semanas ● Pré postura: 18 a 19 semanas ● Início de postura: a partir da 20 semanas 16 P L A N T A S F O R R A G E I R A S O conteúdo presente não é de minha autoria. ……………………………………….. Fisi�l�gia Vegetal ………………… ……………… É de grande importância produzir pastagem de qualidade pois são ingredientes necessários para uma melhor produção, diante disso, estudaremos sobre plantas forrageiras. Na plantação de um planta forrageira, deve-se avaliar solo, clima, pluviometria e manejo, porém o maior desafio é a pecuária de corte pois é extensiva e a maioria dos produtores não aceitam. Cenário brasileiro O capim brasileiro tem um bom crescimento devido ao solo e ao clima. O país tem o maior rebanho comercial do mundo, sendo 88% dos bovinos exclusivamente a pasto, ou seja, um dos menores custos de produção do mundo. Foco dos estudos: aumentar a produtividade e eficiência na utilização da pastagem, utilização de espécies forrageiras mais produtivas adaptadas às condições de relevo e climática, otimização do consumo e disponibilidade de nutrientes. Sistema de produção A pastagem deve ser inserida no sistema principal de produção pois é um fator produtivo, porém uma lotação de bovinos na pastagem faz com que a mesma comece a degradar. Além disso, o custo da alimentação chega a 75% do custo de produção, então o pasto é uma forma mais barata de alimentação. Morfologia das plantas As plantas são formadas por vários órgãos (raiz, caule, semente , fruto) e cada região executa uma função específica. Raiz: fixa o vegetal no solo, é dividida em: - Coifa: protege o meristema apical - Zona pilífera: absorção de água e nutrientes - Zona lisa: responsável pelo crescimento Caule - Nó: região de inserção da folha - Entrenó: corpo do caule - Gema apical: região do meristema (crescimento da planta) - Gema lateral: região responsável pelo brotamento. É dividido em epiderme (troca gasosa e impermeabilidade devido aos lipídeos), córtex (dá estrutura) e sistema vascular (floema e xilema). ● Caules aéreos: se situam acima da superfície do solo. ex: haste (arbusto), tronco (árvore), colmo (bambu).. ● Caules aéreos rastejantes: se amplia sobre a superfície. ex: melancia ● Caules aéreos volúvel: se enrola em outro para crescer ● Caules subterrâneos: crescem abaixo da superfície. ex:gengibre. Folha: Realiza a fotossíntese, respiração, transpiração, condução e distribuição de seiva.. 1 Flor: É uma modificação da folha, fornece a polinização. Nele está presente o sistema reprodutor da planta (gineceu e androceu). A flor as forrageiras são incompletas - napier: capim do tipo cespitoso, parece bucha. - Gordura: flor rosa - Brachiária: flor pequena aderida a ponta da semente Crescimento da planta ● Células meristemáticas: crescimento das estruturas vegetais ● Tipos de meristemas: apical e lateral ● Tipos de crescimento: primário (meristema apical-vertical) e secundário (adição do tecido vascular-horizontal). Tipos de crescimento: - Crepitoso ou ereto: podem apresentar rizomas, perfilhas distanciados uns dos outros, formação de touceiras - Prostrado: crescimento rente ao solo, cobrem a superfície. A estrutura de propagação são os perfilhos, tem alta capacidade de colonização e não deixa espaço para invasoras - Semicresptoso ou decumbente: forma de crescimento mesclado entre prostrado e cespitoso. - Gramíneas e leguminosas As gramíneas têm folhas lineares e são monocotiledôneas, já as leguminosas têm folhas compostas e são dicotiledôneas. Ambas são do grupo forrageira mas distintas entre si, são fontes de alimentação pros herbívoros e responsáveis pelo desenvolvimento e produção. Há diferenças bioquímicas em relação à reserva energética (proteínas - leguminosas, carboidrato -gramíneas). e diferença pela fixação do nitrogênio por parte das leguminosas (aduba o solo). O cenário ideal seria gramíneas com leguminosas porém há controvérsias devido seus ciclos serem distintos, tornando assim nem sempre possível e a exigência de um manejo altamente refinado. Bancos de proteína São áreas cultivadas com leguminosas adaptadas ao pastejo visando o fornecimento de forragem suplementar de maior valor nutritivo especialmente ao suprimento de proteína. Ex: gliricídia (leguminosa mais difícil de pegar), guandu, leucena, amendoim forrageiro; Plantas C3 x C4 As plantas c3 são sazonais frias e c4 são de estações quentes e padrão de fixação de carbono (ex:brachiaria, panicum, cynodon) Para a escolha da forrageira, é necessária avaliações como: pastejo contínuo ou rotacionado, umidade do solo, sombreamento da área, qualidade física e química do solo e outros... 2 Aspecto m�rf�lógico e b�tânic�s das principais …… ………….. gramíneas …… ………….. Na identificação das plantas é muito comum o uso das inflorescências. Exemplos de inflorescência Racemosa: eixo principal cresce mais que os laterais, eixo principal termina em uma gema. Ex: Brachiária Decumbens Panícula: flores dispostas em vários eixos, eixos laterais possuem dois ou mais eixos. Ex: panicum máximo. Espécies forrageiras Brachiaria Decumbens (brachiarinha) ● Gramínea perene (longo tempo) e intolerante a encharcamento; ● Folhas pubescentes, pelos dos 2 lados ● Fornec cobertura do solo em forma de touceiras ● bem adaptadoo clima, resiste à seca, boa tolerância a solos ácidos e a sombreamento ● recupera-se rapidamente após o pastejo; Problemas; presença de agentes fotodinâmicos e em animais de pelos claros se acumula no subcutâneo, desenvolvendo fotossensibilização. E, não deve ser estabelecida em regiões endêmicas de cigarrinha. Brachiaria Brizantha (brachiarão/marandu) ● Porte média, folhas sem pilosidades (apenas na bainha) ● Possui uma certa resistência a cigarrinha ● Exige melhores solos ● Não causam fotossensibilização e são pouco aceitas pelos equinos Brachiaria humidicola (espetadinha) ● Folhas mais rijas com ápice em agulha ● Sem pelos, planta de semente ou muda 3 ● Semente sem dormência (estabelecimento lento) - para quebra da dormência deve-se deixá-las ao sol por 3 dias. ● Problemas: alto teor de oxalato que inibe a absorção de Ca (Síndrome da cara inchada) Brachiaria Ruziziensis (capim congo) ● Semelhante ao decumbens ● dupla fileira de sementes e folhas pilosas ● coloração verde mais clara ● Crescimento mais ereto e menos rigorosa na expansão ● Caiu em desuso (cigarrinha e baixa rebrota) Brachiaria radicans (Braquiária do brejo) ● Brachiaria tóxica com folhas verdes escuras ● Flutua sobre as águas ● Muito caule e pouca folha ● Tem alta palatabilidade para equinos ● Plantio proibido devido ao potencial tóxico (causa hemólise) Brachiaria mutica (capim angola) ● Semelhante a radicans ● Levemente piloso ● Pode ser utilizado em pastejo rotacionado ● Pode desenvolver a síndrome da cara inchada ● Capim de região úmida porém a umidade dificulta a adubação Brachiaria radicans + mutica (tangola) ● Alternativa para a baixada úmida que não possui outros tipos de capins ● Híbrido e adaptado a áreas temporariamente alagadas mas também resistem à seca Andropogon Agnys (capim gambá) ● Crescimento cespitoso em locais de pouca chuva ● Regiõe secas de solos arenosos e cascalhos ● Média qualidade nutricional e sobrevive em solos de baixa fertilidade Melinis Minutiflora (capim gordura) 4 ● Coloração arroxeada, cresce espontaneamente ● Altamente palatável e com secreção pegajosa ● Não Rebrota bem em queimadas e é uma invasora Pennisetum purpureum (capim elefante) ● Alta produção com cortes frequentes ● Deve ser adubada e irrigada ● Inflorescência na forma de esponja Panincum maximum (apim colonião) ● Inflorescência panícula, ● Possui serosidade esbranquiçada na base ● Capim exigente em fertilidade e altamente produtivo Paspalum notatum (grama batatas) ● Baixa produtividade e encontrada em campos de futebol ● Altamente invasora e reside bem ao pisoteio ● Não é utilizada em pastejos opcionais é muito apreciada por equinos Cynodon Plectostachyus(grama estrela) ● Semente com baixa fertilidade ● Planta com estolões e propagação vegetativa ● Produz feno Cynodon nlemfuensis (grama estrela roxa) ● Talos e inflorescência oxas, baixa palatividade p/ equinos. 5 Cynodon Nlenfrensis x Dactylon (coast-cross) ● Grupos da bermuda, não são rizomas. ● Alta resistência a pastejo e pisoteio ● Apim de baixas temperaturas e aguenta chuvas fortes ● Semnte de baixa fertilidade Plantas de tamanho curto, quando o animal for pegar para comer, ele puxa toda a planta, inclusive a raiz. Por isso, torna-se necessário um tempo até que a planta fique no tamanho ideal para o pastejo. 6 …... F�rmação e manejo de f�rrageiras …... A pastagem é a forma mais econômica de alimento e para ter um sucesso de produção deve controlar o acesso da mesma. A pastagem deve ser submetida a cuidados pecuarista e agricultor. Ao iniciar a plantação deve-se primeiramente fazer um diagnóstico da área Diagnóstico da área 1. Identificação física e topográfica da área 2. Declividade do solo e presença de pedra no solo 3. Encharcamento e drenagem da área e plantas invasoras 4. Planeamento do início das atividades Análise do solo ● P, K, Ca, Mg e H + AL, minerais mais necessários, precisa-se saber o teor de cada um para caso precise corrigir em certa quantidade; ● Área máxima por amostra 10ha ● Gramíneas 0-20cm e Leguminosas 0-40 cm ● pH e características físicas muito importantes (areia e argila). Areia infiltra a água e a argila represa a água. ● Amostra simples: cano até 20 cm, um ponto específico da pastagem ● Amostra composta: mais de uma amostra da mesma área. Preparo do solo - derrubada e destoca ● Obtenção da licença ambiental ● Delimitação da área de reserva ● Proteção de mananciais de água ● Curva de nível Aração: Objetivo de revirar o solo e arrancar as invasoras,enterrar sementes de invasoras. Profundidade variável, o ideal de 15 a 20 Gradagem: preparo final para receber a semente, tem objetivo de nivelar/uniformizar a área de plantação. Compactação: Quando ocorre exageramento de soltura da terra, ocorre em solos muito arenosos e por vase precisa realizar pré compactação Plantio ● Imediatamente após a gradagem para não dar espaço para invasora. ● Semente: plantio no início da estação chuvosa (setembro) ● Observar a meteorologia devido a abundância e regularidade de chuvas para fazer o plantio no tempo correto (deve ter cuidado com o veranico, ausência de chuva em períodos chuvosos): Compactação: favorece a aderência da semente ao solo e facilita a absorção de água pela planta. Além disso faz com que não fique uma grande camada de terra sobre a planta, assim, para a planta conseguir chegar à superfície Sementes de qualidade: Deve observar o valor cultural da semente. Sementes limpas não trazem contaminações (pragas e invasoras) - Deve-se comprar semeente por unidade de valor cultura 7 Manejo de pastagen Conjunto de ações que visam a máxima produção por unidade de área. A Pastagem não pode ser desfolhada muito intensamente e deve retirar a máxima produção animal sem extinguir forrageiras Primeiro pastejo: 20 a 70 dias após o estabelecimento (depende do clima), ocorre a desponta da planta, de preferência utilizar animais jovens (mais leves) Altura do pastejo: padrão específico de cada variedade, ajuste de acordo com a região onde se encontra, (clima, solo, pastejo, manejo..) ajuste de acordo com o mês do ano. - A altura de entrada e saída é um manejo muito simples para as pastagens mas de grande impacto na produtividade. Os animais vão para o pasto no momento de altura e idade ideais das plantas e saem antes de prejudicarem a rebrota. Varia de acordo com a espécie. ● Quanto menor a planta, maior o valor nutricional ● Período Ótimo: intercessão de estágio vegetativo antes de entrar no estágio reprodutivo Superpastejo: Acesso de animal por área, surgimento de clareira com a degradação da prastagem Subpastejo: passou do estágio reprodutivo, boa parte capim não é utilizável, parte nutricional ruim. Tipos de pastejo ● Pastejo contínuo: animais permanecem todo o tempo no pasto. Exploração de gado de corte, controle: inclusão ou retirada do animal, baixa eficiência ● Pastejo Rotacionado: animais transferidos, reduz a forrageira. Uso de animais mais exigentes, produtividade e precocidade - Período de ocupação: 1 a 7 dias - Período de descanso: 20 a 45 dias - Separação por categoria (por estágios produtivos) - Piquetes/cercas/aguadas/corredores - Reposição dos nutrientes do pasto - Variedades de forrageiras muito produtivas - Possibilidade de irrigação e fertirrigação ● Pasto diferido: reserva de uma área para seca. Parte fica vedada para época da seca. Principais capins braquiária e Cynodons Combate a invasões ● Mecânico: roçadeira ● Químico: herbicida ● Manual: foice, enxada, enxadão 8 Princípios de conservação de Forragens (Fenação e Ensilagem) Qualidade nutricional E Conservação No Brasil existem períodos de estiagem/escassez e período das águas/abundância. ● 70 a 90% da produção anual (águas) ● 10 a 30% das produção anual (secas) Técnica de conservação A silagem e feno conserva o alimento do período das águas para seca, conserva a produtividade e qualidade e evita boi sanfona; Feno é a forragem desidratada e conservada no seu estado seco. - Fenação: processo dedesidratação (até 15 a 20%) da forragem pelo sol e pelo vento, conservando o valor nutricional. mantendo aroma, cor e maciez do material - Vantagens: preservar o excesso de forragem, guardar matéria seca sob forma palatável, fácil de ser feito e fácil manuseio, fonte de carboidratos, ptn, minerais, vitaminas - Quanto mais água no alimento menor a concentração energética. , Característica da forrageira ● Boa relação folha/colmo, quanto maior o valor nutritivo maior a relação. ● Facilidade de corte - cespitosas enfraquecem com corte baixo. ● Capacidade de rebrota: meristema apical baixo rente ao solo ● Facilidade/desidratação: morte rápida da célula, para de consumir nutrientes, para a atividade enzimática , Forrageiras mais comuns: Tifton 85 , capim vaqueiro, coast-cross, alfafa e estilosantes (leguminosas) ● Alto valor forrageiro depende da espécie, idade e fertilidade do solo ● A técnica deve ser realizada de forma correta. ● Coloração mais natural possível, quanto mais verde melhor. ● Livre de materiais estranhos. Corte da forrageira (ceifa) ● Roçadeira manual, ceifadora ou mecanizado. ● Deve ser cortado em dias ensolarados pela manhã ● Revolver várias vezes para secar ● Enleiramento ao final do dia - Corte feito em faixas, incentivar a secagem, não utilizar esteiras ou densas, não secam perfeitamente. ● Espalhar novamente pela manhã Desidratação: Técnicas de conservação em 3 fases (geralmente 2 dias) 1. Evapotranspiração: de 75/80% para 65% a umidade 2. Evaporação cuticular: queda para 30%, água sai pela cutícula e epiderme 3. Plasmólise da perda da permeabilidade seletiva: queda de 30 para 15%, planta desidratada Ponto do feno: Deve torcer um feixe de forragem e não deve conter água (deve partir ao meio) e ao pressionar a unha nos nós os estalões devem partir. Perdas na fenação ● Chuvas intensas no momento da secagem (ver a meteorologia) ● Fenação com umidade maior que 30% (intensa transpiração) 9 ● Umidade maior 30 eleva a temperatura (fermentação)e o excesso de umidade pode predispor a ocorrência de fungo. Produção de silagem ● Processo de conservação de forrageiras; ● Preservação das características nutricionais da planta; ● Conversação dos carboidratos solúveis em ácidos orgânicos; ● Ação de microorganismos lácticos para liberar ácidos devido a fermentação do carboidrato, conserva o alimento pelo Ph ao contrário de feno que é a desidratação. Termos importantes - Silagem: Alimento conservado para ser usado na alimentação animal. Pode ser gramínea e leguminosas fermentadas em anaerobiosis - Silo: estrutura física onde a planta forrageira é picada e colocada e armazenada - Ensilagem: processo pelo qual a forrageira é submetida visando sua conservação por redução do Ph Vantagens: conservação dos excessos produzidos na água, fonte segura e mais econômica que alguns concentrados, pode ser totalmente mecanizada e conservação de alimento por vários anos. Escolha da área de plantio ● Rendimento tonelada por hectare de cada espécie ● Número de animais que irá consumir ● Dias de consumo considerando as perdas ● escolha da espécie: teor de carboidrato, valor nutritivo Matéria Seca, poder tampão (quanto menor melhor o teor de MS) ● Tamanho ideal da partícula entre 1 a 3 cm Rendimento de algumas forrageiras: ● Milho - 30 a 60 toneladas por hectare - Corte de silagem: Matéria seca em torno de 30 a 35%, ⅔ da linha do leite e 70% de amido acumulado ● Sorgo: 50t primeiro corte e 20 segundo corte, - Ponto de coleta: 100 a 110 dias de crescimento vegetativo para ensilar ● Cupuaçu: 300 toneladas - 90 a 100 dia para ensilagem, de 3 a 4 m de tamanho ● Cana: 70 toneladas Compactação: (para tirar o ar do alimento) Passagem consecutiva do trator (melhor pneu estreito p/ maior compactação), a superfície deve ficar lisa, expulsar o ar da forragem, trator mais pesado. Uso de inoculante Não é obrigatório. O inoculante controla o microrganismo presente em função das bactérias desejáveis em detrimento a microorganismos indesejáveis, para que não ocorra a perda fermentativa do valor nutritivo da silagem confeccionada. Vedação (manter em anaerobiose) Envolver toda a silagem para expulsar o ar existente entre as partículas.. - Lona dupla face e de preferência cor branca e essa parte ser colada voltado para o lado externo Retirada da silagem em fatia de no mínimo 20 cm, depois recobre novamente O gado não come mais silagem do que feno, a matéria seca da silagem é inferior a do feno. O feno é mais concentrado e a silagem é mais diluída, por isso a impressão que o gado come mais quantidade de silagem. 10 ………..……… Manejo intensivo de f�rrageiras ………….….. O pasto é a forma mais econômica de fornecimento de volumoso e vários fatores interagem no desenvolvimento produtivo. Fatores que interferem na produção: ● Área, água, drenagem, fertilidade relevo ● Clima: t°, chuva, geada e tempo ● Vacas em lactação, bem estar, conforto, nutrição e reprodução ● Manejo:, controle, descarte, melhoramento sanidade ● Rebanho: estrutura, percentual de bezerros e novilhas, percentual de lactação ● Máquinas: custo de mão de obra, manejo, necessidade,operação ● Instalações: ● Mercado: compra de animais, compra de consumos ● Homem: capacidade gerencial O Brasil está na região intertropical, há calor, dia longo e água. Quando tem profissionalismo e competência técnica no meio de produção, há sucesso e agrega valor a seus produtos Pastejo rotacionado Colheita organizada: divisão de pastagem em piquetes, vão rotacionando de piquetes para dar dias de descansos da pastagem (1 dia em cada piquete (leiteira) / 7 dias em cada (corte)) * vaca a própria picadora * Deve encaminhar a alfa, que as outras vacas vão. Cerca elétrica - bambu ● Mais barata que cerca convencional e puxa baixa eletricidade ● Madeira plástica é indicada para produção para fazer cerca ● Identificação de piquetes: para localização (por cor, nº, nome) Em terras altas deve ter um corredor de boa condição devido aos períodos de chuva * Várzea: córrego no meio, ver qual capim tolera para se plantar Final de tarde é hora pra ir pro pasto, vaca de leite não gosta de sol e quando é solta no sol, não pasta, procura sombra. Mombaça Altura pós pastejo 30 a 35cm, caso não tenha essa altura deve ter a roçada pós pastejo. - rebrota de uma hora - Formado em touceiras Elefante Altura pós pastejo de 35 a 40 - 1 hora de rebrota Tifton Altura pós pastejo 5 a 10cm. Repasse com novilhas se não chegar na altura - manejo errado : presença de montículos de tifton não consumidos devido a presença de esterco deve ser desfeitos pois as vacas não comem Quando há cobertura morta, a t° não sobe com cobertura, sem cobertura aumenta e decai a temperatura rapidamente. - terra queimada perde a matéria orgânica - nesses casos pode adicionar esterco ou deixar encabelar a pastagem e depois roçar Por que irrigar? possibilita uma melhoria na qualidade da forragem e um aumento significativo 11 na produção de matéria seca por área. Inclusive no período de seca. Geralmente em pastos as vacas suprem a proteína para produção determinada de leite mas não produz essa quantidade devido a pouca energia da vaca. Para aumentar a energia pode fornecer milho - Vacas de alta demanda energética deve ter uma melhor nutrição A = vl / 2 ( A = n° de vacas) Para saber a quantidade de vacas que deve adotar em um piquete. Ex: 4 vacas em 3m de lactação e 6 vacas com 8m d lactação. A = 10 / 2 = 5 Deve adotar 5 vacas, sendo preferencial às 4 de 3m em lactação e 1 com 8m de lactação 1- medir quadrado de 1x1 (PVC) 2- cálculo de matéria seca N° piquetes: descanso/ ocupação + 1 Para saber a área de piquetes - Área total- 10% (devido aos corredores) = área sem o corredor - Área sem o corredor/ n° de piquetes = X - Raiz de X = área pra fazer por piquete Ex: Implantação de Tiftons com 10 vacas com área de 10.000, com 2 dias de ocupação 1. N= 20dias/2 = 10 piquetes 2. 10.000 - 1.000 = 9.000 área s/corredor 3. 9.000/10 = 900 área por piquete 4. Raiz: 30 x 30 cm1 capim elefante 30/35 dias descanso 2 mombaça. 24/28 dias 3 Brachiaria decubens 24 dias 4 Estrela/ Tiftons 15/ 20 dias 1 hectare= 10.000m2 = roda 10 vacas 12 …………………………….......... Cerca elétrica …………………………………....... É uma alternativa simples, rápida e barata. É a metade do valor da cerca de arame liso e ⅓ do arame farpado, além disso, tem baixo puxo de luz, e necessita de menos materiais na sua confecção. - É de fácil adaptação, pode servir como cercas temporárias, faz a renovação das convencionais com apenas um fio. - A cerca deve estar no visual do boi para ele não chegar perto, por ser choque de barreira psíquica. Finalidade: pastejo rotacionado de bùfalos e galinhas Objetivo da aula: escolher eletrificados corretos, realizar isolamentos eficientes, calcular a quantidade de material, implantação da cerca, e teste de eficiência. Materiais ● Isoladores (chamando de W) ● Chave ininterruptas: interromper o choque ● Voltìmetro: medir a voltagem ● Kit para-raio ● Fios condutores Eletrificados Transforma energia da rede elétrica em pulso, tem curta duração, alta voltagem (liberado de 1 em 1 segundo), > sem risco humano e animal Ao invés de usar tomadas, pode usar outras fontes como bateria e painel solar. Aterramento Modo: Encosta no fio ⇢ o choque passa pelo corpo ⇢ se dirige ao solo ⇢ fecha contato com o aterramento. - O estado do aterramento mede a qualidade do choque. Deve fazer uma escolha de um local mais ùmido para fazer o aterramento Legislação: determina o tempo de duração do pulso, qual energia dissipada, qual tempo de repetição. Ele tem aprovação dos órgãos. Energia elétrica Transforma 110 ou 220v em pulsos, bateria trocada por semanas. Vantagem: pode ser ligada na tomada e funciona na falta de luz. Na energia solar a placa carrega bateria (dura 5 dias) e funciona mesmo na falta de energia e em dias nublados. - Painel solar orientado para o norte (passar o sol por cima da placa o dia todo), seguindo as recomendações do fabricante. É uma energia renovável. Isoladores Finalidade de isolar o fio de locais de perda (árvores): isola de mourões e estacas que sustentam a cerca. Realizar proteção contra o ressecamento por radiação (UV): pois causa perda de isolamento. - Não utilizar mangueiras, borracha, cano de PVC - Há isoladores de canto "castanhas'' que são fixadas nos mourões, mantém arames esticado e reduz as perdas de condução - pode ser de porcelana ou polietileno. 13 Isoladores de linha ‘w', fixados externamente na estaca. Instalações corretas impede o escape do fio - Isoladores de linha: tubo isolado: utilizados em estacas furadas, isola os orifícios cerca mais resistente Outros isoladores ● Cabo isolado: utilizados em ligações subterrâneas e áreas também conexões de hastes de aterramento. ● Chave interrupta : permite a manutenção de área por área. ● Colchete (porteira): implantação de porteiras para cerca elétricas ● Kit para-raio: reduz a velocidade do raio e evita sua chegada até o aparelho de choque. ● Haste de aterramento: hastes, cabos e abraçadeiras (cobre). Os mais simples são 3 hastes Encostar apenas em (+) e um (-) não fornece choque, mas encostando em um positivo e outro negativo, leva o choque pois a corrente de um pro outro passa pelo meio ligante. Não se pode colocar + e - no mesmo fio pois esquenta Arame Deve ter boa condutividade, resistência a mecânica e a ferrugem (preferência os galvanizados). - Maior espessura tem melhor condução. - O ovalado liso pode ser eletrificado e o farpado é proibido. Estacas Estruturas de sustentação que deixam os arames alinhados (estacas se localizam entre os mourões). O ideal é de 6 a 10 cm de diâmetro, proximidade uma garrafa para os mourões, local de menor tensão mecânica pois são mais frágeis.. Mourões Mourão é uma estaca de concreto, madeira ou pedra que serve para construir uma cerca, ele sustenta e traciona os fios. Fica nas extremidades. Quanto maior os piquetes menor a quantidade de material. Quantidade de fio Depende do animal criado, relevo da propriedade, duração do período seco e tamanho da propriedade. Tabelada quantidade fio 14 Quando implantar? Só é uteis após a organização básica de todos os sistemas Escolha do eletrificados O eletrificador concentra energia e emite pulsos. 1. Tamanho da cerca e ter medida da área a ser eletrificada 2. Número de fios: se o choque não tiver daquela, dois fios reduz 3. Escolha da fonte de energia: rede elètrica/placa solar Deve considerar a distância entre o eletrificados e o piquete ● Para cada 1 Joule = 5 km de cerca ● 2 fios = Capacidade/2 ● Ideal: O choque que sai é o mesmo de toda linha. Recomendações: evitar a compra de eletrificados de procedência duvidosa pode trazer riscos ou baixa eficiência. Além disso, preferir de máxima potência pois manteriam o choque com maior qualidade e cerca elétrica funcionando perfeitamente. Implantação (Foto) Medindo àrea: Utilização de GPS Croqui da área e quantificação do material: Materiais: (foto) 15 …….. Interpretação e análise do s�lo e rec�mendação de adubação …… 1. COLETA E ENVIO DE AMOSTRA Finalidade: definir o estado atual da fertilidade norteando as atitudes para correção. 500g é a realidade de uma extensa área. (tira várias amostras de uma área e mistura tudo) Padronização da área: a área deve ser homogênea (separar em áreas que considera homogênea), avaliar textura e coloração (para não coletar errado, deve ser igual), relevo e vegetação, profundidade 0-20cm (forrageira) e 0-40cm leguminosas. Material para coleta: trado, luva, ficha de identificação. Padrão de coleta: coleta anual e semestral (mais ideal) em zigue-zague de no mínimo 20 amostras por hectare. Deve evitar proximidade de residências, cochos, bebedouros, poço, cerca, estábulo e outros para ter menos contaminação. - Amostra simples: única amostra - Amostra composta: mistura das amostras - Época de coleta: setembro e outubro (final da seca - antes das chuvas), com finalidade de não retirar solos úmidos e solos excessivamente secos. - Dois a 3 dias após chuvas, em caso de umidade secar a sombra em local ventilado sobre lona plástica limpa. O canavial deve ser enviado logo após a colheita. - Na primeira análise deve solicitar também a análise física (areia (necessita matéria orgânica para fixar o adubo) e argila). - Envio de amostra: 500g (composta), lavar e secar equipamento, o melhor método de extração de fósforo è por resina. Só deve enviar para laboratório certificados pelo monitoramento de qualidades. Conceitos básicos sobre fertilidade do solo Macronutriente: N (uréia) , P, K, S, Ca (calcário), Mg Micronutrientes: Zn, B, Mn, Fe, Cu, Mo, Cl ● A coleta é superficial, no horizonte A (matéria organica e inorganica) e horizonte B (zona de acumulação Fatores que influenciam o solo: idade do material, relevo/clima, organismos presentes (solo quente e fogo reduz os microorganismos levando consigo a matéria orgânica pois os mesmos decompõe as matérias orgânicas presentes). - Correção: fertilizantes químicos ou orgânicos - Sucesso produtivo: evitar desperdício (caso para adubar a área custe 5 mil e o produtor tem a metade, não deve-se adubar toda área com pouco adubo mas sim adubar a metade da área, ou seja, adubar a área correspondente a quantidade exata de adubo) - Formas de absorção pela planta ● Interceptação radicular: desenvolvimento das raízes que encontram o nutriente ● Fluxo de massa: água carreira os nutrientes ● Difusão: por diferença de gradiente de concentração (onde tem + para onde tem - ) Lei do mínimo: o rendimento é limitado pela ausência Nutrientes ou fatores abaixo do mínimo limitam desenvolvimento. Nada adianta adubar com um se tiver limitantes. Matéria Orgânica: Resíduos de plantas e animais em fase de decomposição Melhora as condições físicas, aumenta a capacidade de reter água, diminui perdas com erosão, diminui a praga, alta capacidade de troca catiônica aproveitando os minerais, fonte de liberação lenta de P, N e S. - Fezes é uma MO muito utilizada.A matéria orgânica promove carga negativa,para adotar 16 o adubo, que é carga positiva, atrair, pois os opostos se atraem. Conceitos Clorose: falta de cálcio na planta, morte da extremidade da raiz. O Ca ajuda no crescimento do sistema radicular. Mg: listra esbranquiçadas é a falta, reduz o crescimento da planta. Mg é componente da clorofila. Calcário dolomítico é o mais utilizado na região. Formula: Mg / CTC ● quando > 20% usa o calcário calcítico e < 20% o dolomítico PRNT (grau de pureza): qualidade do calcário a ser utilizado, está nos rótulos do calcário. Quanto maior, maior a qualidade e melhor sua reação no solo. - ideal acima de 90% Reforma X Recuperação: Recuperação é quando já existe a planta e dá condição para ela povoar e a reforma é a formar de novo a área ● Recuperação: apenas lanço ● Reforma: incorporação - calagem Calcário na seca tem perda pelo vento e o ideal é aplicar em março/ abril e fazer análise de solo depois de 4/4 mêses, setembro. Contas 1° PASSO: SB - saturação por base ----------------- K + Ca + Mg CTC - capacidade de troca catiônica ------ SB + (H+Al) Sb: 1,7 + 16,1 + 12 = 29,8 CTC: 29,8 + 15,7 = 45,5 (dado na tabela) 2° PASSO: V% = SB/CTC . 100 = 65,5 % Objetivo: 80% máx e 50% min 3° PASSO: Fórmula de Necessidade de Calcário NC: (V2- V1) . ctc / 10 x PRNT (Valor dado) Nc: (80 - 65,5) . 45,5/10 . 75 = 0,87t/Ha (passamos pra Kg, 870 Kg/Ha+) V1 - saturação por base inicial V2 - Saturação por base ideal (Objetivo: 80% máx e 50% min) 17 Recomendação do fósforo: Um nutriente extremamente importante para produtividade e qualidade da planta. Está contido dentro de diversos adubos comerciais, como o “Super Simples” O objetivo máximo para fósforo é de 30ppm/dm³ e o mínimo é de 10ppm/dm³ . A principal fonte de fósforo é o super fosfato simples que possui 18% de fósforo em sua composição. Logo, uma análise com 2ppm. Existe a necessidade de se aumentar 8ppm de fósforo para que se chegue ao valor mínimo de 10ppm. Cada 1 ppm necessita de 10 kg de P2O5 logo 1ppm ----- 10kg P2O5 8ppm ---- X kg P2O5 X= 80kg p2o5 Como o fosfato simples só possui 18% de fósforo iremos dividir os 80Kg por 0,18 para achar o quanto de fosfato simples precisamos aplicar ao solo. Cálculo em 7 passos para cálculo do potássio Objetivo mínimo de potássio: 2,5% Objetivo máximo: 6% 1. Calcular o Potássio em relação a CTC (potássio dividido pela CTC x 100 2. Definir a meta de potássio na CTC (adubação cara) 3. Calcular a deficiência de potássio (Meta - a quantidade atual do solo) (a meta - a quantidade obtida no passo 1 4. multiplicar a diferença entre a meta e a atual em % pela CTC 5. Multiplicar o resultado por 100 6. Dividir o resultado por 0,7, pois se tem um aproveitamento de 70% 7. Dividir por 0,6, pois existe 60% de potássio no cloreto. Recomendação de Matéria Orgânica Mínimo de 5 Kg/M² para esterco de Bovinos Mínimo de 1 Kg/M² para esterco de galinhas Mínimo de 3 kg/M² para esterco de porco Micronutrientes B, C, Fe, Mn, Mo e Zn Quatro exemplos que possuem micronutrientes: Br-12, Br-12 extra, Br 13 e Br 15. Nitrogênio Um adubo modulador da produção de plantas forrageiras tropicais, devido ao aumento na quantidade de células. O Nitrogênio vai aumentar o ganho da forrageira, também conhecida como Uréia (uréia necessita de água para a expansão). O Nitrogênio vai fazer com que a planta produza mais células porém elas hipertrofiam, quando ocorre a chuva as plantas crescem de maneira exorbitante (está ligado ao teor de proteína e crescimento da planta) Recomendação- usar Nitrogênio somente no final da tarde A falta de ureia deixa as folhas amarelas (clorose) ● Fontes de N: Ureia, Sulfato de amônio, Nitrato de amônio e Nitrocálcio ● Aplicação: Após cada pastejo, após a cada corte, em estações chuvosas A eficiência está relacionada à temperatura, luminosidade e águ e a cobertura de matéria orgânica garante a umidade e assegura a possibilidade de utilizar uréia. 1 unidade animal/Ha ————- Não tem necessidade 2 Unidade animais/Ha ----- 50Kg de N ------ 110 Kg de uréia/Ha 3 Unidade animais/Ha ----- 100Kg de N ------ 220Kg de uréia/Ha 18 B O V I N O C U L T U R A O conteúdo presente não é de minha autoria. C�nteúd�s ● Sistema de criação e termos zootécnicos ● Escrituração zootécnica ● Instalações utilizadas na pecuária ● Manejo da vaca ● Manejo sanitário de bovinos ● Boas práticas no manejo de bezerro ● Controle de carrapato em bovinos de leite ● Boas práticas de manejo de ordenha ● Manejo reprodutivo bovino (Inseminação artificial) ● Raças de corte ● Implementação da atividade pecuária de corte …… Sistema de criação e term�s z��técnic�s … O Brasil é um dos principais produtores de leite do mundo, é importante para economia do nosso país. O sistema de criação se define em quão dependente é o bovino pois quanto mais dependente maior o valor a ser utilizado na produção. Sistema de criação é o conjunto de elementos que interagem entre si, dinâmicas organizadas pelo homem para valorizar recursos pelo intermediário de animais domésticos. Elementos ● Produtor: centro de decisões inerentes à produção. Dono da estrutura e dos animais ● Território: espaço disponível para o sistema de criação ● Rebanho: conjunto de animais Sistema de produção ● Intensivo: bovino 100% dependente, passa a maior parte da vida confinado. ● Extensivo: boi a pasto, ele tem tudo o que precisa no ambiente ● Semi intensivo: meio dependente. Característica do intensivo ……………………… ………………………………… Só justificado com gado altamente produtivo, com 100 ou mais vacas e média acima de 20kg. O animal recebe alimentação durante todo o período produtivo (feno, volumoso (elemento com alto teor de fibra), ração e água). Além disso, contém instalações mais complexas como ventiladores para conforto térmico, limpeza, cama, n° de lotação e outros... ● Vantagens: maior concentração de vacas por propriedade, altos índices produtivos, maior controle do processo, produção constante. ● Desvantagens: problemas de casco, animal totalmente dependente, maior manutenção de resíduos, necessidade de mão de obra de alta qualidade, disseminação de doenças (não há distanciamento) Instalações: galpões de descanso, cama (madeira vazada, borracha, areia, brita), comedouros, sala de ordenha próxima e outros… Sistema extensivo ……………………………………………………………………………….. Predominância da criação a pasto, o gado busca seu próprio alimento. Características: Rebanho heterogêneo (dupla aptidão), gado mestiço/rustico, produtor mais interessado no bezerro, instalações simples, uma ordenha diária, animal preso apenas para dormir. Sistema semi-intensivo ……………………………………………………………………… Predominante da atividade leiteira no país. Características: suplementação principalmente na seca, presença de instalações de conservação de alimentos, gado selecionado com característica produtiva, duas ordenhas diárias, criação e reposição de fêmeas, criação de macho depende do grau de sangue, por vezes utiliza a rotação de pastagem Deve-se separar elementos para produzir na seca, pois o preço do leite é elevado/valorizado. Percentual de vacas em lactação Vl = Nº de vacas em lactação/ total de vacas no rebanho. O ideal é 83%, porém maior de 75% é um bom resultado. O ideal também é que ocorra o intervalo de parto entre 12 meses (um bezerro por ano), porém depende da raça, manejo, nutrição…. 1 Duração da lactação (DL) Total de dias do parto ao término da lactação. ● Ideal: lactação de 10 meses (305 dias) ● Mestiços meio sangue: acima de 290 dias ● Vaca mais azebuadas : acima de 270 dias Persistência da lactação Após o terceiro mês da lactação ocorre um declínio na lactação, o ideal é de 10% por mês de queda. Produção de leite por vaca PVO (ordenhada): leite diário/ nº de vacas ordenhadas PTV (total de vacas): leite diário/nº total de vacas Produção por lactação ● Á pasto: acima de 3.000 por vaca ● Holandesa confinada: acima de 7.000 por vaca Período seco Induzir 60 dias antes do parto para que ocorra a secagem do animal e um descanso. Acimade 120 dias de descanso é ruim. 2 ………………… Escrituração z��técnica …………………… É o conjunto de práticas com objetivo de conhecer com precisão a realidade, efetuar seleção tecnicamente embasada, nortear as estratégias de crescimento. ● Sentido amplo: Inclui até um inventário ● Sentido restrito: anotações de manejo Identificação dos animais Colocação do brinco, marcação (ferro quente, pasta de hidróxido de sódio, crio (a frio)e tatuagem. Informações colhidas produtiva, reprodutiva, sanitária Quem coleta os dados: responsável pelo curral ou pessoa com melhor instrução e mais organizada pois deve-se realizar de forma disciplinada Freqûencias: definitiva (uma única vez. ex:nº e nome da vaca) e variáveis (maior frequência ex: volume de leite) Tipo de avaliação Na avaliação individual deve fazer a descrição completa dos animais com fotos, nome, nº, cor da pelagem e particularidades, raça, grau de sangue e outros… Na avaliação em grupo deve ter a descrição de dados referentes ao manejo como por exemplo, vermifugação. Tipos de fichas: ● Ficha cadastral do animal ● Ficha de controle leiteiro ● Ficha de controle geral do rebanho ● Calendário sanitário (vacina, banho, verminose) ● Ficha de controle reprodutivo ● Ficha de controle de ganho de peso ● Ficha de controle de cria Outros índices zootécnicos importantes 1º parto: determinar o percentual de fertilidade da fazenda. Em 45 dias não dá para ter certeza de uma gestão, mas nos 60 dias sim. O Grupo 1 tem prioridade de nutrição, em um rebanho bem manejado não existe grupo 4, já em um rebanho iniciando assistência é comum grupo 4. Anotações mínimas ● Parto: nome e nº da vaca, data, tipo de parto, condição do corpo no parto, sexo da cria ● Estro: data, nome e nº ● Inseminação Artificial: nome e nº da vaca e touro. ● Aborto: data, nome e nº ● Outras ocorrências: infecções uterinas, cistos, retenção de placenta ● Tratamentos: nome e número da vaca, problema, data e tratamentos efetuados ● Controle leiteiro: pesar o leite quinzenal ou mensal. ● Controle de medicações ● Controle produtivo Lotação média do país: 1 unidade animal (420 kg) por hectare. > 1 hectare = 10.000m^2 Melhoram a lotação: reforma e recuperação da pastagem, pastejo rotacionado, diferenciamento de pastagem… 3 Percentual de prenhez: Vacas prenhas/ total de vacas x 100 - Acima d 75% é bom Taxa de fertilidade: bezerro por ano / nº de vacas x 100 Intervalo entre partos: intervalo de partos consecutivos. O ideal é 3 meses de descanso e 9 de prenhez. 4 …... Instalações utilizadas na pecuária ….. Escolha de localidade Como possui localização fixa, precisa considerar; - Clima (umidade e temperatura): temperatura ideal tanto para plantações quanto para os animais - Solo: de qualidade para o cultivo - Relevo: ideal não muito íngreme - Acesso: para a chega dos animais, insumos, assistência técnica, caminhão de leite. Não existe instalações e sistema de produção padrão, devido a heterogeneidade desses fatores Fatores a considerar: ● Exposição aos raios solares ● Circulação agradável de ar ● Bem drenado para alagamentos ● Temperatura confortável ● Protegido de ventos fortes Função das instalações: Proporcionar manejo confortável para melhor expressar genética Sistema de ordenha ● Manual: utilização das mãos, rendimento variável dependendo de uma série de fatores. Normal: 18 a 25 vacas por homem ou 200 a 250 litros por homem/dia. ● Mecânica: sistema de vácuo gerado por uma máquina. Permite a redução de tempo de ordenho e do número de retireiros. Leite teoricamente mais higiênicos. - Tem um pulsador alternando a pressão para não lesionar o teto/glândula. ● Modelo balde ao pé: bomba, tubulação. válvula e torneira de vácuo, vacuômetro e conjunto de ordenha com pulsador, teteira e lata de 50 litros. ● Modelo por circuito fechado: indicada para ordenha em sala de fosso, evita a perda de tempo com montagem. Padrões de Orientação Construção Leste - Oeste: o sol deve passar por cima e não ter a incidência lateral Instalações ideais: - curral de espera: recepção do gado das pastagem, sem acesso a alimentação, coberto com sombra, piso ideal é o de concreto - Embarcadouro - Depósito de materiais - Curral de alimentação: deve suplementar vacas já ordenhadas - Sala de manuseio do leite: tanque para lavar baldes e suporte para latões de boca para baixo (evitar contato com o piso). - Bezerreiro: Ao menos duas baias para dividir por idade, cochos na parte externa (água, alimento, leite), piso deve ser elevado , drenado e com ventilação. - Sala de ordenha: grupo de 4 animais, piso de concreto, o ideal é não possuir estrutura de alimentação. Proporciona vacas contidas todos no mesmo sentido. - Brete para manejo Silos de armazenamento 1. Aéreo (armazenamento, não confecciona silagem) 2. Encosta 5 3. Superfície (armazenamento e produção de silagem) 4. Trincheira 5. Cisterna (não é prático) 6. Bolsa Pé de lúvio 1. Vacas zebuínas não precisam muito de pé de lúvio, a não ser que possuam uma dieta muito carregada de milho. 2. O pé de lúvio é uma substância de 5% de formol e 5% de sulfato de cobre e água para lavar os pés dos bois. Essas substâncias são colocadas na entrada ou saída por onde o boi passa molhando os pés na solução. Picadeira 1. O mais organizado possível 2. Colocar pessoas que saibam manejar e manter crianças longes 3. Facas afiadas e manutenção em dia 4. Não utilizar roupas largas Farmácia 1. Bem organizada 2. Medicamentos de qualidade ……………………………... Manejo da vaca ……………………………………... A melhor opção é o cruzamento gir com holandês pois essas raças são adaptadas a climas distintos. Caso vá para um clima mais frio tende a voltar o cruzamento para X e um clima mais quente tende a voltar pro cruzamos pro Y. ● Vaca leite - girolando ● Vaca corte - nelore Tudo começa na criação do bezerro Bezerras bem criadas: escolha de bom material genético, desmame de forma correta, ganho de peso correto (deve ter rotina de pesagem e gráfico de crescimento), manejo do parto ideal (parto não é assistido pois se incomodam). - Alimentação descontrolada: Gordura no periovario nas vacas e na bezerra deposita gordura na região do úbere ocupando o alvéolo na produção de leite. Cuidados com a novilha do desmame a cobertura Pois são os animais que substituirão as vacas ● Rebanho fechado: nasceu o bezerro, seleciona, e não entra animal de fora. Deve ter tudo para produzir. ● Rebanho aberto: há compras de vacas e reposição. Há risco sanitário (brucelose e tuberculose). Após a desmama Encaminhar para bom pasto e em época de seca suplementação (verde picado/ silagem/ feno). Deve fornecer sombra, água e minerais. - Se a vaca não tem bom escore corporal ela não entra em cio. - Fósforo, cobalto, sódio e cobre (minerais necessários) 6 Qual objetivo? Atingir peso de cobertura, estar dentro dos índices ideias Escore corporal: 1. muito magras (não entram em cio) 2. magra 3. boa 4. gorda 5. muito gorda (tem cio, mas não emprenham, tem subfertilidade). Observação e palpação do processo espinhoso, transverso das lombares e tuberosidade isquiática Atingindo o peso ideal pode ser liberada para reprodução e não idade. Recomendação do primeiro touro: não ter um porte muito elevado Manejo de novilhas prenhas 1. Forragem de boa qualidade, isso para compensar o pouco espaço ruminal devido a compressão por conta do filhote 2. Suplementação com verde picado, silagem ou feno 3. Dois meses antes deve se começar um manejo de reconhecimento para acalmar a vaca Manejo de vaca seca ● Descanso de 60 dias ● Próximo ao parto não se deve engordar muito as vacas pois podem gerar doenças metabólicas como exemplo Cetose (acúmulo de corpos cetônicos), retenção de placenta, entre outros ● Não pode parir magra pois demora mais a dar cio (o ideal é 3 meses de paridas porém nesses casos, podem demorar 5 ou mais) Manejo da vaca em lactação Rotina: Vem do pasto > entra no curral de espera (sem alimentação) > vai pra sala de ordenha (com bezerro ou não) > alimentação (em pé, para fechar ósteo e etc) > retornoao pasto (final de tarde pra noite). Vaca em lactação Tratar do pasto para não precisar tratar as vacas ● Nas águas: principalmente as pastagens - Boas pastagens nas águas suportam 8 a 10kg - Suplementação depende do potencial da pastagem associado ao potencial leiteiro dos animais ● Na seca: suplementação com volumoso e concentrado - Suplementação pois existem poucos nutrientes Principais alimentos volumosos: Aquele que tem teor de fibra mais que 18%, celulose - Forrageiras destinadas ao pastejo, forrageira fornecidas verdes e picadas no cocho (capineiras e cana), conservadas pela fermentação (silagem), conservada pela desidratação (feno). Cana é boa mas tem deficiência em ptn, para melhorar pica a mesma e adiciona uréia na quantidade adequada 7 Alimentos concentrados: menos que 18% de fibra, alta energia, maior que 60% de nutrientes digestíveis totais - Concentrador energético: em energia, pouca fibra. Grãos de cereais, amido, milho, sorgo, arroz, trigo. - Concentrados proteico : pouca fibra e bastante proteína. Oleaginosas: soja, algodão, amendoim Regras utilizadas ● Seca: merece concentrado acima de 3kg ( 1kg de concentrado / 3 litros de leite). ● Águas: acima de 5kg Seca: 12L de leite = acima de 3L (12-3 = 9L) > 9/3 = 3 kg d concentrado Águas: 8L de leite = acima de 5L (8-5 = 3L) > 3L/3: 1kg de concentrado Tudo depende da alimentação e genética do animal Qualidade de água: Deve ser de qualidade Inseminação X touro Não pode ser em qualquer propriedade, pois tem que Observação do cio: Vaca correndo muco cristalino na vulva não é fator importante para inseminar. - Vaca que monta na outra: a que está no cio é a de baixo. Fator a ser considerado é: deixar montar, a parada que tá preparada. Tempo após inseminação para diagnosticar gestação: ● Palpação:: 60 dias ● Ultrassom: 30/45 dias Secagem da vaca 60 dias antes do parto ou quando a produção está muito baixa. Princípios: interromper o estimules - Não deve secar vaca com mastite, deve tratar e quando curar secar. - Tratamento: esgotar o teto e antibióticos de longa duração, cortar o concentrado e passar para um pasto com pouco capim Método de secagem em 5 dias - 1º dia: suspende a ordenha, suspende o concentrado. Come apenas volumoso e água durante o dia e a noite sem água e sem comida. - 2º dia: Ordenha a vaca, apenas volumoso e água durante o dia e noite sem água e comida - 3º e 4º dia: Apenas volumoso e água durante o dia e sem água e sem comida noite - 5º dia: Limpeza do teto e pré dipping / intramamário vaca seca / pós-dipping. Bovino precisa de 3% volumoso do seu peso vivo 8 …………,,,,,,,,,…. Manejo sanitário de b�vin�s …,,,,………,,,,... Técnicas O acompanhamento trás sanidade Ex: pesagem, tratamento antiparasitário, exame laboratorial e exame de fezes. Patologias importantes Febre aftosa, Clostridioses, Pneumoenterites, Leptospira, Endoparasitoses, Ectoparasitoses, IBR/BVD, Raiva, Pasteurelose, Mastite, Brucelose, Tuberculose. - Existe curso para capacitação de diagnóstico a campo de tuberculose e coleta de sangue. Tuberculose ……………………………………………………………………………………. Causada pelo Mycobacterium bovis, afeta bovinos e búfalos. Desfecho clínico e potencial zoonótico. ● Órgãos afetados: pulmão, fígado e baço. Diagnóstico: tuberculina (antígeno da tuberculose). Leva o material refrigerado e uma pistola com aplicação intradérmica (da caroço na pele) > Mede o nódulo e de acordo com o resultado é positivo ou negativo. A tuberculose aviária dá reação na aplicação, mas não causa patologia no bovino. Então deve-se inocular as duas e comparar o nódulo de uma e da outra. ● Na inoculação a primeira deve ser para tuberculose aviária e a segunda bovina. ● Na vaca de leite aplica no pescoço e vaca de corte na prega caudal Brucelose …………………………………………………………………………………………………….. Doença zoonótica causada pelo gênero Brucella. Nos bovinos está relacionada a reprodução, geralmente gera aborto no final da gestação. Marcação: mudou desde 2017, não deve colocar o V. Apenas colocar o último número do ano. ● B19: vacina reativa, vacinar entre 3 a 8 meses. Menos que 3 imunidades baixas, e acima de 8 dá falso positivo. ● RB51: não reativa e mais cara. Clostridiose …………………………………………………………………………...……………………………. Ao puxar a língua de um animal doente, se a mesma estiver rígida pode ser tétano e se tiver flácida, botulismo. ● Carbúnculo sintomático: conhecido como manqueira. Gera febre, perda de apetite e manqueira. Apresenta uma gangrena localizada. 9 ● Gangrena gasosa: inchaço caracterizado como pastoso, congestão local (crepitação subcutânea). ● Enterotoxemia: diarreia hemorrágica. ● Botulismo: desenvolvem osteofagia e sarcofagia. Pneumoenterite …………………………………………….…………………………………………. Comprometimento de vias respiratórias e diarréia. Geralmente afeta bovinos jovens. Há vacinação para a mãe aos 8 meses de gestação e previne a patologia do bezerro e depois dá reforço no bezerro recém nascido. Pasteurelose …………………………………….…………………….………………………………… Tem relação ao estresse e confinamentos. Apresentam problemas respiratórios, secreção purulenta nasal e ocular. Origem bacteriana Mannheimia haemolítica. Febre aftosa ………………………….…………………….………………………………….…………… Doença viral altamente contagiosa e grande disseminação. O animal apresenta ulcerações no corpo do animal e é de notificação obrigatória. Tem potencial zoonótico e a repercussão clínica em humanos é muito baixa. , Leptospira …………………….…………………….………………………………….……………………….… Doença infecciosa causada pelo gênero leptospira. No bovino pode apresentar problemas reprodutivos como abortamento. Além disso, causa febre, icterícia, alterações hepáticas e renais e icterícia. Raiva …………………….…………………….………………………………….……………………….……… Encefalite viral aguda que gera um quadro neurológico grave fatal., destrói a bainha de mielina dos neurônios e não controla os impulsos. É de notificação obrigatória e transmitida pelo morcego. BR/BVD …………………….…………………….………………………………….………………………. Doença de cunho reprodutivo ● IBR: rinotraqueíte infecciosa bovina, causada pelo herpesvírus ocasionando quadros de rinotraqueíte, vulvovaginite, conjuntivite, abortamento e infecção generalizada em neonatos. Prejudica na fertilidade do animal ● BVD: diarréia viral bovina causada pela família flaviridae e gênero Pesrísvirus, gera aborto e má formação do feto. Endoparasitoses ………………...…….…………………….………………………………….… Nemaotide habito hematofago, atinge animais jovens e como sintoma clínico apresenta edema de barbela. - Os vasos sanguíneos têm porosidades para trânsito de substâncias e não extravasa devido a pressão coloidosmótica. Esses parasitos consomem ptn e abaixa a pressão coloidosmótica extravasando líquido. 10 Ectoparasites ………………...…….…………………….………………………………….… Carrapatos (Rhipicephalus Boophilus microplus), consome sangue e transmite babésia e anaplasma que formam um complexo chamado tristeza parasitária. Causa anemia. 11 https://www.researchgate.net/publication/251572308_Rhipicephalus_Boophilus_microplus_Biologia_Controle_e_Resistencia_Prefacio …………… B�as práticas no manejo de bezerro ……………. É uma das atividades mais complexas pois merece toda atenção, uma mão de obra bem dedicada à criação dos bezerros.. Há, por exemplo, fazendas de criação de bezerros para avaliação de hematócritos, que reflete na saúde do animal.. É comum entrar em uma propriedade e encontrar inúmeros erros e o maior desafio é as doenças infecto contagiosas, parasitárias e verminoses, pois os mesmos nascem com imunidade zero. O maior inimigo do bezerro é a umidade, as instalações de criações refletem na saúde do animal. Objetivo: reduzir a mortalidade dos bezerros, reduzir o número de tratamentos, favorecer o desenvolvimento e a imunidade (reduzir o stress). Primeiro passo Quem será o responsável pela criação, onde será realizado (verificar as instalações) e quais recursos necessários. - Instalações: local deve ser de fácil acesso, de passagem frequente próxima, local limpo e confortável. Deve ter cuidados na corrente de ar e umidade e facilidadede manejo como limpeza. - É essencial o período de descanso para a produção do colostro de boa qualidade (60 dias). Piquete maternidade O piquete deve ser deve ser limpo, seco, organizado, livre de lama, livre de água empoçada. Deve ser controlado à parasitos, fácil acesso, boa visualização e deve ter condições da vaca se isolar na hora do parto. - A vaca deve ir pro piquete 30 dias antes do parto para se acostumar. Os primeiros cuidados vem da mãe e o parto ocorre sem auxílio (em exceção com acidentes). Um sinal de parto é a vaca levantar e deitar repetida vezes, dura de 1 a 4 horas e é errado mais de 12 horas (a placenta também deve sair até 12 horas) - Emergência com o bezerro: dificuldade respiratória, rejeição pela mãe, incapacidade de mamar. Primeira mamada De 2 a 6 horas após o nascimento, em vaca brava pode conduzir para o curral, caso o bezerro não saiba mamar deve ordenhar o teto na boca do bezerro.. Fornecimento por baldes de aleitamento, frequência: duas a três vezes ao dia - Tetos cheios e brilhantes da vaca e o bezerro com abdome vazio significa que o animal não mamou, não que ela tenha bastante leite. Em até 6 horas pós parto, o bezerro aproveita 70% da imunoglobulina do colostro ● 12 horas: 50% ● 24 horas: abaixo de 20% ● Acima de 48 horas: crítico, pois o abdômen não está mais aberto para macromoléculas, que é uma imunoglobulina e depois de 48 o bezerro digere e não absorve pois começa a produção de ácido clorídrico e a imunoglobulina é uma proteína. Banco do colostro 12 Primeiro limpar o teto, o melhor é o do primeiro dia e congelado dura 12 meses. Pode congelar em garrafa pet previamente higienizada. Deve descongelar em banho maria/ambiente a 37 graus, pois acima ou abaixo desnatura a proteína. - Qualidade: pode avaliar pelo colostrômetro - vidro com tarjas e funciona por densidade, se for bom ele flutua e de acordo com a má qualidade ele afunda.. Ou por refratometria que dá o teor de proteína e compara com o valor padrão. Contenção do bezerro: mão no pescoço e outra na virilha, levanta com o joelho e acompanho o animal até o chão Corte do umbigo: primeiro dia de nascido após a primeira mamada, iodo a 10% em álcool com corte de 4 a 5 dedos e mão descontaminada. - Deve lavar o umbigo com iodo por dentro também até o umbigo secar. Pesagem: O ideal é dobrar de peso aos 70 dias, o bezerro deve nascer leve para evitar o problema de parto. Aleitamento Pode ser Natural com um dos tetos ou Artificial, que fornece em mamadeira ou balde de leites ou substituto aquecido a 37 graus pois gelado ajuda a regredir a goteira esofágica e deixa de conduzir o leite diretamente para o abomaso. + O bezerro deve mamar de cabeça erguida + .O bico da mamadeira é adaptado à velocidade de sucção natural do animal, sem o risco de fazer uma falsa via. Mamada cruzada: o bezerro mama na outra bezerra, pois o leite é produzido por estímulo.. Ambiente de criação Piquetes, galpões ou casas tropicais. Em todos, o animal deve expressar comportamento natural. - Piquetes: dá menos trabalho, a partir da segunda semana de vida, cuidado com acidentes, infecções e infestações e cuidado com o clima e presença de sombras. - Galpões: 3m por bezerro, cama de capim de 10cm de altura, limpeza total em 1 semana, soltar animais em algumas horas por dia - Casas tropicais: alojamento individual, acesso a um abrigo, os animais ficam amarrados para maior controle de alimentação e deve permanecer por algumas horas. Local de convivência: Lugar para exercício, convivência e banho de sol. Deve ter pelo menos 10m2 por animal, após a manhã soltar o animal e não soltar com chuva. - Depois de 15 dias pode ficar o dia todo Fornecimento de concentrado e feno Na fase de aleitamento não deve utilizar alimento fermentado. Até 3 meses de idade o leite é tudo que o animal precisa. Dar antes dos 3 meses, cai no rúmen, fermenta, produz ac.voláteis e incentiva a ruminação. Serve para amadurecer o rúmen. Desmama O melhor método é a desmama progressiva para não causar estresse, perda de peso e a baixa da imunidade. 13 ………...…… C�ntr�le de carrapato em b�vin�s de leite ………..... Os animais mais sensíveis são de acordo com a região que veio, caso não tenha carrapato do local de origem são mais sensíveis, não envolvem a modalidade de corte ou leite,. Desafio: mudar a conduta enraizada, aplicar o veneno em cima do carrapato, aplicação mediante observação da infestação, mudança de atitude (deve aplicar um controle estratégico) - Boa estratégia é o banho com controlador. Entendo o problema: Existe uma relação ecológica carrapato-bovino - ambiente. O principal é achar o ponto fraco e utilizar a arma correta. Ciclo Monoxeno 1. A larva sobe no animal, se alimenta, vira ninfa e depois adulta. Após isso, que a fêmea fica ingurgitada e cai no solo. 2. Faz a postura no solo e os ovos no solo se desenvolvem até virar larvas e encontrar um animal para continuar o seu ciclo. - Pode transmitir anaplasma e babésia. O ciclo de vida do carrapato é 5% no animal, as larvas sobem no bovino e 95% é retirada em vassoura de calda e lambedura do próprio animal. Atualmente os produtores aplicam o carrapaticida quando o animal já apresenta carrapato e não aplica um controle estratégico. Quando o carrapato tá maior, é a fase mais difícil de tratar devido a cutícula triplicada que gera uma blindagem. Deve trabalhar em cima da larva,. Como escolher um carrapaticida: 1. Escolher o momento certo de fazer: fase não parasitária é um ponto fraco pois é sensível a temperatura e umidade. Na fase parasitária deve ter foco nas larvas com acaricida. Temperatura entre 15 a 35 graus ou umidade superior a 60% é favorável para o carrapato. O ponto 14 fraco dos carrapatos são os momentos mais quentes do ano. Então deve começar a banhar quando tiver menos, e quando o parasito tiver mais fragilizado, controlando a pastagem (outubro a março). 2. Bovino como estratégia: retorna ao pasto, pega carrapato e quando retorna (antes dos carrapatos se tornarem teleóginas) toma o banho de novo. Animais de sangue doce não se lambem então dificulta a remoção do carrapato, então fora dos períodos quentes deve banhar somente esses animais para manter o pasto limpo. Na região de cerrado e regiões altas deve-se trabalhar com umidade e não temperatura, trabalhar com umidade baixa. 3. Escolha do produto: Há teste gratuito que envia as teleóginas para a Embrapa Gado de leite. O teste consiste na determinação do produto mais adequado para combate do carrapato do bovino em cada propriedade, garantindo economia de recurso e de mão de obra, desaceleração do processo de resistência dos carrapatos e menor agressão ambiental. Grupos de carrapaticidas: fosforados, amidinas, piretróides, avermectinas, milbemicina, fluazuron Teste 1. Colher e enviar o carrapato: 3 animais sem tartar com 30-45 dias, arrancar somente as fêmeas ingurgitadas (200). Deve lavar, secar, colocar em pote plástico com furos. Depois, enviar por sedex para Embrapa gado de leite no mesmo dia ou acondicionar na geladeira. Erros comuns: resíduo carrapaticida, pouco carrapato, iniciar postura (demora do envio) e usar por mais de um a informação do teste. É um teste anual. Como fazer o tratamento? Dose certa dá recomendações do fabricante bem diluída em uma pré mistura. O local do banho de preferência que pegue todo o animal,, bico adequado para penetração em pelo oleoso. O tratamento deve ser feito com EPI 'S parasitário. 15 ……………. B�as práticas de manejo de �rdenha …...…. Conceito de ordenha sustentável - práticas para obter leite: ● Saiba o que fazer ● Faça de forma correta, com monitoramento ● Faça com cuidado ● Sem estressar a vaca Leite saudável quer dizer que a vaca está em boas condições Sinais naturais: Olhos fundos, Pelos arrepiados O principal desafio da produção de leite é a mastite bovina, ela pode ser contagiosa (subclinica) ou ambiental (clinica) Mastite contagiosa Microrganismos oriundos do úbere Transmitida por: mão, equipamentos, boca do bezerro e outros. Está relacionadacom a prática de ordenha. Patógenos: Staphylococcus aureus, agalactiae, bovis e mycoplasma sp. Mastite ambiental Microrganismos do ambiente: cama, solo, com maior incidência nas águas Contaminação maior no pós ordenha- isso se dá pela abertura constante do óstio sob efeito da ocitocina. Está relacionado com o manejo pós ordenha Patógenos: streptococcus dysgalactiae, uberis,, coliformes, serratia sp., klebsiella sp.. Diagnóstico Clínica: reduz a ingestão de alimento, calor, dor, rubor, grumos e/ou sangue no leite. Usar caneca de fundo preto para reconhecer grumos ou sangue, além de reconhecer bactérias. Subclínica: não tem sintomas claros, reduz a quantidade de leite, detectada pelo C.M.T e por contagem de CCS. Foco no ordenhador Lavar as mãos antes da ordenha e sempre que realizar outra atividade Cabelo preso e unhas cortadas com roupas adequadas (aventais, luvas e botas). Funcionários doentes ficam fora da sala de ordenha 16 A vaca e sua rotina Mesma pessoa lidando com a vaca Mesmos horários Alimentação e ordenha em mesmos horários 3 locais Formação da linha de ordenha: É a ordem de entrada das vacas 1. As vacas primíparas sem mastite 2. Pluríparas sem mastite 3. Vacas com mastite curadas 4. Vacas com mastite subclínicas 5. Vacas com mastite clínica Condução da sala de ordenha: Antes de buscar as vacas arrumar e montar tudo. Depois deve fazer a vaca andar por vontade própria, descobrir o alfa pois elas seguem um líder e deixar elas aguardando na sala de espera Preparação para a ordenha: Canzil para prender o pescoço ou peia de pé para prender as pernas (mas evitar o uso) Contato com a vaca: Chamar a vaca pelo nome e sinalizar a presença antes de tocar o úbere para que ela não se assuste (previne coices) e gerar uma relação de amizade. Lavagem do teto: Água direcionado para o teto e não para o úbere, nunca lavar na sala de espera, não ordenhar vaca molhada. O teto deve ser lavado com água com cloro, porém a vaca não pode beber água com cloro Caneca de fundo preto: California mastitis test: É um indicador de pH que rompe os leucócitos do leite e coagula as proteínas. Quanto mais coágulo mais grave Pré dipping: Faz a prevenção de mastite ambiental utilizando Iodo, Clorexidina ou Cloro. Deve ser feito em todas as vacas com e sem mastite e em todos os tetos. Em seguida, deixar agir por alguns segundos e depois secar Ordenha mecânica: Fazer um fosso para auxiliar na ordenha e o ordenhador não ter que ficar em posição desconfortável e remover a teteira somente após retirar o vácuo. Pós dipping: Usar soluções como Glicerinada, Clorexidina, Iodo ou cloro para evitar colonização de bactérias da ordenha,o Pós ordenha: Um bom cocho de alimentação, sempre alimentar para manter os animais em pé e evitar a mastite. - Após a ordenha manter os animais em pé por cerca de 20 minutos para o fechamento do teto.. 17 …….. Manejo repr�dutivo b�vino (Inseminação artificial) ……… Existem várias ferramentas para o melhoramento e conservação do recurso genético. - EX: marcadores genéticos, formação de banco de semen, oócitos (por aspiração) embriões, folículos, sexagem de semes, transferência de embriões, fertilização in vitro, clonagem, inseminação artificial Inseminação artificial Após a palpação deve achar a pelve, após achar a pelve com a mão, o útero estará para trás. Em seguida, deve puxar a mão em forma de concha, onde a mão parar será a cérvix (entrada do útero), lodo, deve passar o aplicador no trato genial até atingir o útero. Disposição mecânica > semen de reprodutor > T genital feminina - A palpação deve ser de mão contrária ao uso, para que a outra seja utilizada para escrita. A possibilidade de congelamento (-192ºC) de semen conseguiu-se realizar a inseminação artificial Benefícios: genética de ponta sem aquisicao de ouro, maior produtividade devido a uma melhor genética, maior reprodução, maximizar o uso de touros melhoradores. Escolha do acasalamento O ideal é ter boas vacas e novilhas e ter certeza que os reprodutores transmitirá suas características. DEP (diferença espaçada nas progênies) avalia a DEP para escolher o bom touro. Deve-se avaliar: - D160: quantos dias pra ganhar 160kg - GND: ganho de peso do nascimento a desmama - CPM: conformação, precocidade, musculatura - Prepúcio e Umbigo - HM: habilidade materna Escolha do touro ● Qual o padrão racial do rebanho a se coberto ● Qual característica pretende melhorar ● Condições de manejo ambiental é um fator limitante: não pode inserir vacas que não resistem ao calor, a ectoparasitas e outros.. ● Qual o dinheiro disponível Passo a passo 1. Observação do cio: observa se alguma vai manifestar o cio, para detectar a vaca deve aceitar a monta. 2. Condução do local pro manejo 18 3. Contenção individual: prender no canzil, prender o pé (leite), brete(corte) 4. Higienização: lavar e secar (vulva e anus) 5. Retirada da paleta do botijão: adequadamente 6. Descongelamento 7. Corte da paleta 8. Montagem do aplicador 9. Passagem da cerviz 10. Aplicação do semen A reprodução é multifatorial, envolve, nutrição, manejo genético e saúde. O cio das vacas variam de acordo com o escore corporal, se fizer em vacas magras ou muito gordas decai a qualidade. Condução e manejo racional: o estresse leva um pior resultado Cio Dura de 12 a 18 horas (repete de 21 a 21 dias). A observação deve ser em 2 horários (manhã e tarde) de no mínimo 60 minutos. As vacas zebuínas apresentam cios pouco evidentes de 8-12h, já as vacas de alta produção geralmente apresentam cio noturno e de 4 horas. - Dificuldades: fêmeas dominantes rejeitam a montam, macho rufião tem predileção por algumas fêmeas e baixo libido, fêmeas com baixo tempo de cio e noturno. Pontos críticos Não deve inseminar fêmea com menos de 35 dias de parida, com ciclo menor que 18 dias e maior que 24 dias, muco com sangue/turvo/cheiro ruim Higienização ● Contaminação do ambiente uterino (metrite) ● Limpeza realizada com todo cuidado ● Evitar direcionar a lavagem para o ambiente de inseminação ● Água não pode entrar em contato com o espermatozóide. Manutenção e cuidado com botijão ● Aferir o nível do nitrogênio frequente, implantar planilha de acompanhamento e planilha identificadora de caneco. ● Manter sempre em ambiente evitado, seco e livre de irradiação solar direta. ● Cuidado ao transportar, deve ser transportado na vertical (existem caixas protetoras para botijão). ● Botijão suando significa troca de temperatura, deve fazer a troca do mesmo. Cuidado ao retirar o semen ● Caneca no máximo 7 cm da boca (inha de congelamento) ● Não manular a paleta com a mão (choque térmico) e encostar nas paletas que ficam ● Tempo máximo de manipulação 10 segundos, caso não ocorra, retornará para o caneco, espere um tempo depois repetir. Descongelamento Temperatura de descongelamento: 35-37ºC Mínimo tempo de exposição a luz Tempo mínimo de congelamento sempre respeitado (palheta fina 20s e paleta média 30s) Principais Raças de Bovinos de Corte Criados no Brasil Cuidados ao montar aplicador ● Não abrir completamente o pacote (usar luva) ● Encobrir a paleta cm papel toalha após o descongelamento para eitr irradiação de luz 19 ● Secar totalmente a plate antes de inserir no aplicador ● Ejeção de semenno pacote de bainha pode gerar contaminação Erro na inseminação ● Não ultrapassar todos os animais ● Aplicat p semen direcionado para um dos cornos: pois se um corno for escolhido a ovulação pode estar ocorrendo no outro. ● Não aplicação total do semen ● Aplicação de semen ainda congelado ● Contaminação do aplicador A simplicidade do procedimento e rusticidade dos bovinos são os principais inimigos dos inseminadores. …………………………..……... Raças de c�rte …………….………………..………... Raças mochas das ilhas ibéricas Menor porte entre os taurinos (420 a 450kg), ótimo acabamento, maciez e suculência, marmoreio de carne (gordura entremeada - é uma característica fenotípica). ● Aberdeen Angus: gado preto de corte ● Red angus: gado vermelhos de corte ● Red pool: pouco visto, tem cara grosseira.O animal da região dá em média 50% de aproveitamento, com isso, divide para 2 o peso do animal. (Cada arroba representa 15kg de carcaça) Ex: 450kg/2 = 225 > 225/15= 15 arroba. Raças do continente europeu Raças fenotípicamente diferentes, subgrupo 1 (450 a 500 kg - Países Baixos), subgrupo 2 (interior dos continentes 500-610 kg). ● Hereford: cara branca e tom avermelhado pelo corpo ● Belgian Blue: foi selecionada em cima da miostatina para serem musculosos ● Limousin: paro com olhos mais claros (parece boi de óculos mas nao tem deficiência de cobre) ● Charolês ● Simental: lembra o hereford ● Pardo suíço ● Piemontês: boi musculoso Raças taurinas adaptadas Raças taurinas introduzidas, no BR desde o período colonial, são raças crioulas e naturalizadas (não tem problema de carrapato, relevo, clima - adaptação) ● Caracu ● Pé duro curraleiro: raça quilombola isolada no interior de Goiás. ● Compostos taurinas - senepol ● N`dama taurina do Senegal (África) + Cruzamento com Red bull = senepol (menos peso que o angus, adaptado a temperatura e relevo) Raças zebuínas Surgiram em ambientes adversos, índices produtivos mais baixos. Na Índia e Paquistão (350-450kg) e no Brasil (460-500kg). Chegam no abate de 15@ a 17@ normal. Biotipo indiano ● Guzerá , Sindi , Cangaian ● Gir : raiz de boi de corte mas atualmente tende a ser boi leiteiro. 20 A intolerância indiana: deu origem ao Nelore ● Indubrasil ● Tabapuã: gado manso Raças zebuínas americanas ● Brahma Raças compostas Cruzamento entre 2 ou mais raças, produtividade do taurino, rusticidade do zebuíno, seleção permanente, fixação do padrão racial. ● Santa Gertrudis: ⅝ shorthorn x ⅜ Brahman ● Bonsmara: ⅝ africânder x ⅜ hereford x 3/16 shorthorn ● Braford: ⅜ hereford ou poll hereford x ⅜ Brahman ou Nelore ● Brangus: ⅝ Aberdeen Angus ou Red angus X ⅜ Brahman ou Nelore. ● Cachin: ⅝ Charolês x ⅜ Brahman ou Zebu (predominantemente Nelore) ● SIMBRASIL: ⅝ simental e ⅜ Brahma ou Nelore. Parto na seca: menos verme, menos umidade ……….. Implementação da atividade pecuária de c�rte ………….. Como começar? Devemos começar realizando uma análise física da propriedade, realizando as seguintes perguntas para identificar quais as necessidades da propriedade e como adequá-la para produção: ● Localização e tamanho da propriedade: O tamanho da área é extremamente importante para que saiba quantos animais se pode criar na propriedade. Montar uma planta com tamanho e divisão de piquetes. ● Qual o relevo da propriedade? Adequar o gado que será colocado na propriedade, isso porque animais menos rústicos não serão bem em relevos acentuados ● Existe disponibilidade de água? identificar os pontos de água para criação de bebedouros. ● Qual o clima da região? Analisar o clima da região onde a propriedade se encontra, existem grandes diferenças climáticas que farão com que possamos escolher a raça mais adaptada de gado que será criado. Utilizando gado mais rústico para climas mais frios e gado menos rústico em climas mais frios. ● Existe estrutura, casa, galpão na propriedade? montar uma estruturante suporte aos animais e seja adequada ao manejo. Utilizando materiais de qualidade e duradouros para montar os bretões, currais, corredores, cerca elétrica e outros.... O estado das pastagens, analisar se existe a necessidade de tratar o pasto antes de colocar os animais no pasto. Direcionamento Inicial Conversa com o proprietário: ● Definir qual o objetivo da propriedade, se é para cria, recria ou engorda dos animais. ● Definir quais as raças e cruzamentos serão empregados ● Qual a precocidade e o nível de manejo desejado ● Definir a estrutura e a mão de obra necessária para gerir a produção. Definir o tamanho da propriedade, tanto em alqueire como em hectare., definir o tamanho da área 21 utilizável, retirando a área de reserva legal, área de proteção permanente e de áreas que não podem ser utilizadas. O negócio pecuária de corte As maiores dificuldades estão relacionadas a compra e venda de animais. Saber utilizar aplicativos para verificar valores de compra e de venda dos animais, sendo o SCOT CONSULTORIAS o aplicativo que irá dizer os preços médios de cada região para venda e para compra de bezerros, do peso do animal e demais fatores relacionados à produção de bovinos. ● As bezerras são mais baratas para compra quando comparadas com os bezerros machos. Além de serem mais comuns para o abate e comercialização.3 Um bom peso de venda de boi fica em torno de 14/16@, que demonstra que o animal ainda é jovem e possui um bom peso para comercialização. Adubação e reestruturação são excelentes pontos a se investir, gerando um pasto de qualidade. Benefícios da estação de monta ● Concentrar a atenção para a reprodução ● Deslocar a mão de obra por pouco tempo para a reprodução ● Planejar o momento favorável para partos ● Padronizar o lote de bezerros ● Escolher o momento adequado para estabelecer a monta ● Determinar a duração da estação de monta (Algo em torno de 5 a 6 meses, ideal é só 3 meses Novembro,Dezembro e Janeiro) ● Precocidade desejada ● Nível da mão de obra A técnica de reprodução de IATF e IA deve sempre ser ajustada e testada para manter a reprodução funcional e de qualidade. Após 30 dias deve-se verificar a gestação, caso dê negativo fazer uma nova IA e se for novamente - , fazer o descarte do animal. Fazer a seleção de matrizes por fertilidade. As vacas que emprenharam na primeira IATF, tem grande chances de gerar bezerras de excelente fertilidade também. ● Estação de monta: Nov, Dez e Jan ● Estação de parição: Ago, Set e Out ● Desmame: Mar, Abril e Mai Evitar parição nas águas ● Imunidade baixa ● Parasitas internos aumenta ● Se desmamados vão ter pasto de qualidade Importância do Bem estar O bom bem estar garante a boa produtividade, melhora a qualidade da carne e amplia oportunidades de negócio. O primeiro passo para instaurar uma qualidade de bem estar é escolher pessoas que gostem de trabalhar com bovinos. Deve- se manejar o animal de modo correto e evitar estresses, sofrimento, dor, medo agressividade e manejos aversivo. 22 S U I N O C U L T U R A O conteúdo presente não é de minha autoria. C�nteúd�s ● Introdução à suinocultura ● Criação de suíno ● Instalações de suínos ● Instalações na suinocultura ● Manejo Reprodutivo de Suínos ● Manejo sanitário de Suínos ● Manejo da fase de creche ● Manejo de dejetos de suínos ● Identificação de doenças em suínos …… ….. Intr�dução à suin�cultura … …….. A suinocultura cresceu nas últimas duas décadas a nível comercial e o Brasil tem um grande volume de exportação. Além disso, gera empregos significativos e evoluiu as técnicas de criação e a forma de controlar o negócio. Crescimento e potencialidades do brasil Um grande desafio é a implantação das medidas preventivas visando a redução de barreiras comerciais. Um grande risco é a alta dependência de um único país pois há um país como comprador majoritário. - São cinco países responsáveis por 90% do consumo (Rússia - 50%). Assim torna-se a necessidade de ampliação no mercado mundial. → Benefícios: produz renda para mais de 1,7 milhões de pessoas, influencia na plantação de milho e soja e gera crescente número de tecnologia relacionada e custo de produção inferior aos países competidores. O Brasil tem o terceiro maior rebanho mundial e o 4º maior produtor de carne e exportador e uma das suas vantagens é a disponibilidade de terras agricultáveis/maior produção de grãos. Manejo orgânico de suínos É uma alternativa para regiões menores produtores de grãos.. → Fazenda orgânica: tem um ambiente diferente, consciência do proprietário e funcionários, bem-estar familiar, forma de cultivar diferente, é o meio ambiente onde vivem. Tem como foco o suíno feliz e o ambiente e bem-estar ajuda também na imunidade do animal. - Apelo: gera um aumento significativo de consumidores de alimentos pois são baseados na produção com qualidade ética, produção e abate considerando o bem estar animal e respeito máximo ao meio ambiente.→ Vantagens: poucos concorrentes, lucro alto (porém com capital inicial relativamente baixo) , superou quase todos os animais domésticos. → Base: produtor é agricultor e às vezes o próprio administrador, sistema produtivo e fases integradas e em menor escala. → Elementos essências: animais de boa linhagem e procedência, instalações e equipamentos eficientes, alimentação racional, cultivo de alimentos interno, ausência do rebanho, profilaxia das enfermidades, escrituração zootécnica e econômica, Bases obrigatórias Sustentabilidade (independência produtiva) e integração (integrar os processos produtivos). - Normas da sustentabilidade: restrita utilização de insumos, restrita utilização de alimentos não orgânicos, dejeto dos animais aplicados à lavoura, insumo alimentos orgânicos tem alto custo então o ideal é produzir dentro da propriedade. Integração: pasto → vacas se alimentam → vacas vão para ordenha e captação da urina → urina direcionada para o canavial (aduba por ser rica em uréia) → cana como alimento para o suíno → esterco dos suínos lavados e encaminhados para irrigação do pasto. - Normas de produção orgânica: as empresas credenciadas ditam as normas e as mesmas fiscalizam , validação no mercado interno e externo (somente com o selo de 1 fiscalização). > Deve-se atentar a sanidade, alimentação, qualidade de vida, responsabilidade com o impacto ambiental, escolha e aquisição de animais, instalações e manejo animal . - É proibido multiliações Escolha e aquisição dos animais Raças com rusticidade de boa produtividade e resistência, origem preferencial de criação orgânica e jovem logo após o desmame. Animais adquiridos em criação convencional devem passar por uma quarentena. Princípios semelhantes a criação convencional: seleção genética, escolha do tipo ideal dentro da raça, busca pela precocidade, aquisição de animais com mérito zootécnico. Instalações e manejo Deve seguir os princípios de B.E.A; - Ambiente semelhante ao natural - Especial cuidado com sombreamento - Área de criação com ampla pastagem: minimiza a competição - Animais socializam: deve consultar a credenciadora para saber os dados de lotação - Construir abrigos naturais Necessidade: água limpa para banhar e beber, calor ambiental mantém a tº corporal (leitões não retém calor e necessitam de fonte artificial e adultos perdem pouco calor), bloqueio da incidência de sol, local de banho coberto. Reprodução Prefere-se monta natural mas é permitido a inseminação artificial e castração. Alimentação Busca pela autossuficiência da produção, ter o número de animais que pode alimentar, apenas 20% dos alimentos podem ser não-orgânicos, proibido o uso de rações comerciais prontas. - Aproveitamento de frutas, sobra de horta, cana orgânica e plantação de abóbora. Pastejo De 30 a 40% da concentração, a própria presença fertiliza o solo. Sanidade animal Foco na profilaxia, localizar o piquete em terra fétil/inclinada, não incluir animais sem quarentena (28 dias), bloquear trânsito de pessoas, vacinação criteriosa, isolar animais doentes, limpeza frequente, lavagem diária dos animais e secagem na pastagem. - produtos de limpeza: sabão, criolina vassoura de fogo (mata parasitas e elimina patógenos), hipoclorito de sódio, soda cáustica Tratamento alopático Somente com risco de vida, o animal deve ser separado do plantel e o produto não pode ser comercializado como orgânico até liberação pelo veterinário da certificadora. Fitoterapia (recomendável): folha de bananeira (verminoses e diarreia), melão de são caetano (diarreia em leitões), folha de mandioca (não utilizar muito por ser tóxica). Homeopatia (todo grupo é medicado): A medicação é adicionada ao açúcar e o açúcar a ração, que é fornecida para todo o grupo. - Preventivo de anemia em leitões - Preventivo de diarreia em leitões - Estresse de desmame - Incremento de crescimento - Incremento de engorda - Facilitador de partos - Transtornos reprodutivo - Controle de moscas e verminose. 2 … …………………. Criação de suíno …………… … ……. Os suínos provavelmente são descendentes de javalis asiáticos/europeus pois são parecidos na sua morfologia geral e fórmula vertebral. Sua domesticação começou na china e hoje existem mais de 350 raças catalogadas no mundo. Para a diferenciação e identificação de raças dos suínos podemos observar o perfil fronto-nasal (retilíneo, concavilíneo e ultraconcavilíneo) e pelos tamanhos de orelhas (asiático,ibérica, céltica) asiático - ibérica - céltica Raças mais comuns no Brasil: Hampshire, Landrace, Wessex, Lager-white, Duroc e Pietran. Raças importadas Duroc Primeira raça introduzida no brasil, importante atual cruzamento. - Domesticação: tipo intermediário (produz bem carne e toucinho), pelagem vermelha uniforme, pouco côncavo com orelha média tipo ibérica. Landrace Terceira posição entre os reprodutores do Brasil, existem algumas linhagens (holandes, alemão, sueco e inglês). - Domesticação: Ideal para produção de carne magra (consome menos), muito comum no cruzamento Duroc X Landrace, pelagem branca fina e sedosa, perfil pouco côncavo com orelha comprida do tipo céltica. Expostos ao sol podem apresentar problemas na pele Yorkshire (Large-White) Maior produção de leite e leitões mais pesados, 11 leitões por leitegada, maior rebanho brasileirro. - Domesticação: pelagem branca fina e sedosa, pele despigmentada (U.V), perfil ultraconcavalíneo com orelha comprida tipo asiática. Comum no cruzamento LW x Landrace e LW x Duroc 3 Hampshire Pelagem preta com listra branca nos anteriores, perfil ligeiramente côncavo com orelha asiática e fina na base. Wessex Deu origem aos Hampshire, faixa branca nos anteriores, perfil concavilíneo com orelha longa na base, raça mansa e tolerante ao calor. Pietran (raça de 4 pernis) Perfil concavilíneo com orelha asiática, tem bom desenvolvimento de posterior e anterior, maior área de olho de lombo, tem leve cobertura de gordura. Raças nacionais Não possuem registros em associações, apresentam baixa produtividade, apresentam alta rusticidade, indicadas para produção de banha(sem status sanitário). Piau (molhada na língua indigena) Primeira raça nacional, tem pelagem branca, creme e negra. Canastrão Animal do sul do Brasil, pele grossa e pregueada Pelagem negra com pelos rasos, perfil côncavo com orelha céltica Canastra (meia perna) Membros curtos e produção de banha. Moura Pelagem tordilha, suíno do sul do Brasil 4 ……………….…. Instalações de suín�s ……………….……… Categoria animal, existem animais de diferentes tipos zootécnicos - Reprodutores: machos que são inseminadores - Leitoa: jovem futura repositora - Fêmea reprodutora: matriz - Leitão na maternidade: contato direto com a mãe - Leitão na creche: recém desmamado - Suíno em crescimento: caminhando para o objetivo de crescimento e engorda - Suíno em terminação Reprodutor ● Inicia a reprodução aos 8 meses e permanece até 2 anos e meio depois da reprodução ● É responsável por ½ genética Leitoa ● Fêmeas e reposição, incluídas as 150 dias e liberadas aos 135 kg no terceiro cio. ● Intrusão em idade e liberação em peso Fêmea reprodutora ● Fêmeas incorporada do plantel ● Fêmeas fecundadas, leitoas cobertas ou Fêmeas que já pariram em ciclos anterior Leitões na maternidade ● Nascimento ao desmame, entre 21 e 28 dias; ● Criações tecnificadas Leitões na creche ● Desmama até a saída da creche, saída com 63 dias de idade com ideal de 24 kg Suíno em crescimento ● Após a saída da creche, pertencem nessa fase até aproximadamente 55 kg Suíno em terminação Última fase do ciclo, inicia aos 55kg e finaliza aos 100 a 120kg (5 meses/150 dias) 5 ………...... Instalações na suin�cultura ……….…... Local destinada a suinocultura A granja é localizada na região mais alta do terreno, local seco e boa declividade para escoar água. É importante também a manutenção de temperatura no ambiente. - Do esterco de suíno pode-se aproveitar o gás produzido e seu efeito fertilizante Conforto térmico: Os galpões devem ser distantes uns dos outros,nãoseguindo o mesmo padrão, A distância entre o primeiro e o segundo deve ser 10x da altura do primeiro e do segundo para o terceiro dobrar essa distância. Sombreamento com árvores: árvore deve ter a copa alta ou a poda da região mais baixa para não impedir a circulação de vento Tipos de galpões 1. Maternidade : deve ser higiênico com disposição da estrutura para facilitar o manejo e proteção contra esmagamento. + Fonte de calor pros animais recém nascidos que ficam em abrigos geralmente anexos a essa estrutura + Gaiolas de parição: ferro com 2,2 de comprimento, 1,1 de altura e 0,6 de largura. Bebedouros do tipo chupeta e cocho para os leitões e porcas + Escamoteador: presença de fonte de calor 2. Creche: Gaiola de piso vazado, divisórias desmontáveis, 25 leitões menores por baia e 12 leitões maiores por baia 3. Gestação: Galpões coletivos (10m2/porca), vão para as gaiolas próximo ao momento de parto. + Podem conter baias de reprodutores. + Pré cobrição: utiliza o macho para estimulação de cio 4. Crescimento e terminação: Ideal a mesma baía até o final do cio, parede divisória com .0,6m de altura + Piso com inclinação e lote máxima de 25 animais 6 + Reservatório de água: água de boa qualidade e tº fresca, água para bebida e limpeza e estoque mínimo de 3 dias. + Quarentenário: Impede a introdução de agentes patogênicos, forma mais comum de introdução de animais novos + Fábrica de ração: a maioria tem optado por produzir os alimentos dentro do próprio sistema de produção pois barateia o custo e possui maior controle sobre qualidade. - Deve ser próxima a entrada para facilitar a chegada de insumo - Deve ter triturador, balança para pesagem, silo e misturador + Outros: depósito, escritório, tratamento de dejetos 7 …………………. Manejo Repr�dutivo de Suín�s ……v………. -Reprodução da Fêmea- Puberdade É o preparo do organismo para atividade sexual. A idade de indução sexual é de 5 a 6 meses - A indução hormonal para o cio antes da idade não é recomendado Fatores que interferem na puberdade: raça, genótipo, nutrição, manejo e ambiente. O manejo correto dos suínos irá maximizar os resultados da produção ● Fêmeas transferidas entram em cio após 4 a 7 dias, isso porque a troca de ambiente induz o cio ● Mistura de lote ou troca de baia induz a liberação do cio ● Contato com o cachaço tem um efeito bioestimulante ● Feromônios presentes na saliva vão estimular a fêmea. O cachaço vai tocar focinho a focinho com a fêmea e estimular o cio da fêmea Flushing- maior fornecimento de nutrientes. Quantidade maior de ração que o normal. Mesmo volume com teor energético maior. Iniciar de 7 a 10 dias antes da data prevista de cio. Essa técnica aumenta a taxa de ovulação de qualidade Primeiro acasalamento Condições: bom estado corporal, ração de crescimento e gestação. A instalação e o manejo devem estar de acordo O peso deve ter mais influência do que a idade A taxa de ovulação cresce do 1° para o 3° cio, o ideal de ovulação é o 3°sio. O peso nunca deve ser inferior a 110Kg - A idade pode ficar entre 5 e 6 meses Local de cobertura Baía de acasalamento Fêmea levada ao macho, devem ter tamanhos semelhantes e proporcionais. Assim como, piso adequado para evitar escorregões e lesões - Devem ter acompanhamento da cobertura Manifestações de Cio Início da ovulação é de 33 a 39 horas em primíparas e 24 a 36 horas em nulíparas (primeiro cio). A duração da emprenhação é de 3 horas ● A fêmea pode emprenhar de mais de um macho ● O espermatozoide tem sobrevivência de 40 a 60 horas e os ovulos sobrevivem por 15 horas. ● A vulva intumescida e avermelhada com corrimento vaginal claro e viscoso ● Micção frequente e perda de apetite ● Excitação e emissão de grunhidos ● A fêmea em cio procura o cachaço se o mesmo estiver por perto e fica imovel na presença do cachaco. ● A fêmea ergue a garupa e aproxima as orelhas, quando tocada em sua região posterior pelo homem ou quando há presença do reprodutor Reflexo de tolerância ao homem São áreas que se pressionadas pelo homem serão estimulantes para o cio. 8 Reflexo de tolerância ao cachaço 1. Ação hormonal 2. Contato focinho a focinho Número de coberturas por cio Ideal 2 montas por cio. Pode-se utilizar um segundo cachaço na remonta Diagnóstico de gestação Externa (ultrassom), deve ser o mais precoce possível. ● Retornam ao cio entre 21 a 35 dias e o reaparecimento dos sinais do cia quer dizer ausência de gestação Ultrassom e palpação Avaliação baseada na ecogenicidade, realizada 21 a 60 dias pós cópula/IA Palpação para diagnóstico: palpação retal, entre 30 a 60 dias Cuidados com gestação Duração- 114 dias ● Evitar exposição da fêmea a ambientes estressantes ● Utilizar baias individuais principalmente no primeiro (fixação dos embriões na parede uterina) e último mês (aumenta o número de mortes pré-parto) ● Transferência para a maternidade, 5 a 7 dias antes do parto para não esmagar o leitão Esquema reprodutivo 9 10 …………………. Manejo sanitário de Suín�s ……………………. Atividades planejadas para a prevenção e manutenção da saúde dos animais. Se ocorre uma doença, acontece a perda de desempenho e pode gerar altas taxas de mortalidade. Biosseguridade: identificar todas as possíveis transmissões de doenças e neutralizá-las com controles sanitários, como a vacinação. - Fatores importantes para a biosseguridade: qualidade de água, qualidade de alimentos e bons fornecedores, cercas de isolamento para impedir entrada de outros animais, vestimenta adequada, limpeza e desinfecção. Quarentena A entrada de novos animais aumenta o risco de doenças; Deve-se fazer o isolamento e cuidados na introdução de animais com objetivo de evitar introdução de agentes patogênicos. - Mínimo por 28 dias a 40 dias e a distância mínima de 500m, separada por barreira física vegetal. Alto status sanitário: distância de 2km, inspeção dos lotes 2 vezes ao dia. Devem ser feitos exames clínicos e laboratoriais. Adaptação sanitária: Exposição gradativamente os animais de reposição aos patógenos existentes na granja. - Dura de 20 a 90 dias, após quarentena. - Principais atividades: vacinação, contato com suínos mais velhos, uso de rufiões. - Só deve comprar reprodutor de GRSC (granjas de reprodutores suídeos certificadas) Limpeza e desinfecção Deve preparar as instalações no recebimento de um novo lote de suínos, isso diminui a pressão de infecção e aumenta a produtividade e lucratividade + Representa menos de 1% do custo total. + Minimiza os efeitos negativos de doenças endêmicas - Desinfetantes: glutaraldeído, fenol, compostos de cloro, ácidos e formaldeído. Na suinocultura os grupos são transferidos em sua totalidade de uma instalação a outra. Não mistura lote. Vazio sanitário: é o descanso que se inicia após a infecção. fazem com o que os patógenos morram, devido aos produtos utilizados e a ausência do hospedeiro. Densidade de alojamento: deve respeitar cada fase de criação, maiores densidades levam a uma maior pressão de infecção. Programa de limpeza Limpeza e desinfecção após saída dos animais: limpeza seca e desmontagem dos equipamentos, lavagem de instalações, desinfecção de parede, piso teto e equipamentos em geral Medidas complementares 11 Pedilúvio: escavado no chão situado em entradas específicas onde trabalha com Cal, solução desinfetante para desinfecção de suínos Rodolúvio: para entrada de caminhões + limpeza e desinfecção dos veículos, arredores de construções, água, silo de ração.. Destino de animais mortos Enterramento, incineração, compostagem. Utilização de medicamentos Papel na promoção e manutenção da saúde dos rebanhos. Algumas doenças têm a notificação obrigatória. Abordagens terapêuticas para o uso de antimicrobianos em animais de produção Promotor de crescimento: uso de antimicrobianos orais de baixa absorção intestinal, em baixas dosagens e por longos períodos, tendo como função modular a flora intestinal, resultando em ganhos de desempenho. Profilático: prevenir de forma individual antes da doença ocorrer. Metafilático: tratamentode animais em risco. Previne de forma grupal a disseminação do agente infeccioso assim que alguns animais adoecem Terapêutico: tratamento individual ou grupal dos animais doentes. Medicação oral Presença de alimento no trato gastrointestinal: altera a eficiência Solubilidade dos medicamentos: às vezes não pode dar com veículo aquoso. E, existem medicações via água e via ração. - Programa de vacinação Um dos métodos eficaz de prevenção Sistema intensivo > proximidade dos animais > utilização de vacinas > redução de perdas econômicas 12 ……….………..…... Manejo da fase de creche …………v…..…..…. É a fase mais importante da vida de um suíno. Na saída da maternidade e na entrada da creche ocorrem variações técnicas/ características genéticas. Sendo assim cada animal terá uma necessidade diferente de outro. Deve-se ter cuidados como não deixar o animal passar frio, fome, sede… Inseminação artificial O sêmen deve ser conservado entre 16 e 17°C. 90 mls, usa 3 doses em leitoas e em fêmeas adultas 2 doses. Hora zero e hora doze para Inseminação em 2 doses e hora 24 para Inseminação em 3 doses Lactação atual O ciclo seguinte só terá sucesso se a Lactação atual for eficiente (fêmea bem conduzida com leitão ao pé, tendo bem estar e nutrição terá boa lactação). As dificuldades de produção de leite interferem no próximo ciclo. - Ambiência, temperatura, conforto e umidade são essenciais Escore da fêmea saindo do desmame Varia de muito magra a muito gorda; De 4 a 7 dias após desmame a fêmea retorna ao cio, o escore ideal é o de transição do 2 pro 3 Caliper: equipamento utilizado para identificar o escore corporal dos suínos Manejo alimentar pós cobertura Leitoas devem consumir 1,8kg da cobertura até o parto e Matrizes comem 2,3kg até 30 dias e 1,8kg até o parto Mito: fêmeas não devem deixar de comer 1 dia antes do parto. O parto requer energia, elas devem se alimentar sim com 0,5 kg de farelo Momento do parto A fêmea arreia a barriga próximo do momento do parto Manejo imediato correto: secagem e limpeza das vias aéreas dos filhotes, corte do umbigo para evitar bactérias e infecções e colostro para proporcionar imunidade. A secagem é feita com pó de secagem,. que seca e mantém a temperatura Banco de colostro Todo lugar que possui filhotes deve ter um banco porque existem fêmeas que não produzem colostro ou não produzem em quantidade e qualidade. Muitas fêmeas parem 22 leitões, tem casos que o colostro não é suficiente e nem os tetos. ● Mães de leite: Quando se falta teto e tem filhotes demais utiliza-se mães de leite para amamentar os filhotes Arraçoamento pós parto É a quantidade de alimento que os porcos vão comer após o parto. ● Primeiro dia 2kg ● Segundo dia 2,5kg ● Terceiro dia 3kg ● Quarto dia 3,5kg ● Quinto dia 4 kg ● Sexto dia 4,5kg ● Sétimo dia 5kg ● Oitavo dia á vontade Protocolos de vacinas das matrizes Parvovirose, leptospirose, erisipela, colibacilose, rinite atrófica, streptoculose… Manejo de 3°dia : Administração de FE, reserva é limitada a 3 dias Desafios: diarreias, refugo de leitões, pode ocorrer devido a erros no manejo vacinal e/ou erro de 13 proteção contra o vento. Isso baixa a imunidade do leitão Melhora de desempenho: Ração sólida e adocicada aos 7 dias e uso de probióticos. Fatores que afetam o desmame Porcas velhas com reposição criteriosa, clima quente, genética. Bons desmames são feitos no inverno e com os leitões entre 21 e 28 dias de vida com cerca de 7 a 8kg. Planejamento da creche Alojamento adequado para quantidade de animais, lavagem, desinfetante, manutenção correta, hidratação, conforto, ambiência e sanidade.. Chegada dos leitões ● Serão reclassificados em: Herniados, Artrite, Baixo peso, Lordose (desvios de coluna) ● Separar as baias por tamanho de leitões e por sexo ● Dar cuidados aos que chegam necessitando Conforto e Ambiência Mantê-los em temperatura quente, pois os filhotes têm dificuldades em reter temperatura. Deve manter umidade em 70 e com o tempo ir oscilando entre 50 e 70. Marcações em leitões para identificar animais doentes. ● Traços na horizontal = diarreia ● Traços na vertical= tosse ● Círculo= artrite ● Fraco= x Índices buscados ● GPD mínimo de 400g ● Idade entre 35 e 42 dias ● CAA- entre 1,25 e 1,60 ● Peso mínimo de 18 kg ● Mortalidade máxima de 3% 14 ………...……….. Manejo de dejet�s de suín�s ………………… Quanto maior oconsumo alimentar, maior número de animais na produção e maior produção de dejetos. - Os dejetos e gases produzidos (co2 e metano) trazem impactos ambientais, a diferença é como vão ser manejados. Resíduos Água não potável após o uso, fezes oriunda da limpeza das granjas, urina oriunda das limpezas diárias e resíduo de ração que não vão ser mais utilizadas - Geram compostos químicos e orgânicos que levam à poluição do solo, lençol freático e atmosférica. - Nesses resíduos terá Nitrogênio, fósforo, potássio o que é ruim é o microrganismos patogênicos. Fora isso, serve de fertilizante. O que fazer com os dejetos 1. Sem tratamento: utilização como fertilizante 2. Com tratamento: separa em fração líquida e sólida, com a fração sólida faz depuração anaeróbica produzindo biogás e compostagem levando para plantações. A fração líquida passa com tratamento biológico aeróbio ( fertilizante) e anaeróbico (gás) Biodigestor Sistema de decomposição biológica baseado na decomposição anaeróbica. É destinado para os dejetos de suínos e pode produzir biogás e fertilizantes. Fertirrigação: subproduto da biodigestão utilizado na adubação. Aumenta a produção de massa Modelos de biodigestor Modelo indiano: Existe uma campânula de metal que em contato com os dejetos leva a oxidação (não há sucesso) Modelo Chines: Tem apenas uma entrada e uma saída com campânula de alvenaria. O problema é a necessidade de fluidificar os dejetos (procedimento manual) Modelo canadense: Há uma entrada e uma saída, com uma única câmara que deposita dejetos e um lona no qual capta o gás e sai o biogás. Mais utilizado Possui um agitador que mantém o material homogêneo e não precisa de uso manual. Utilização de biogás e biofertilizante Biogás: aquecimento ambiental, refrigeração, iluminação, incubadora, geração de energia elétrica, gás de fogão e outros. Gera economia na propriedade. 15 Biofertilizante: aproveitado na agricultura (repõe os nutrientes e não possui agentes causadores de pragas ou doenças), produzido através do processo anaeróbio proveniente do biodigestor. Legislação ambiental ABCS (associação brasileira de criação de suínos) ● Distância mínima do curso de águas e profundidade de lençóis ● Existência das áreas de preservação permanente ● Distância da propriedade de meios urbanos ● Distância da propriedade/ acessibilidade/ abastecimento. As granjas são classificadas de acordo com o potencial poluidor de água, ar e solo - P / M /G e subdividida em I, II e III Os órgãos que devem ser consultados para legalização da granja são: Órgãos estaduais do meio ambiente, IBAMA e sistema nacional do meio ambiente (SISNAMA) Inicialmente há uma licença prévia, depois licença de instalação e por fim a licença de operação. Estrutura física ● Uma caixa de recepção e distribuição de dejetos ● Biodigestor e tanque de decantação (depósito de fertilizante) ● As dimensões devem ser de acordo com o número de animais ● Os dejetos vão para Lagoas produzidas (previamente demarcadas com levantamento topográfico): deve ser construída sem possibilidade de invasão de águas externas 16 ……………… Identificação de d�enças em suín�s …………..… Saúde é o completo estado de bem estar mental, físico e social, não é somente a ausência de doenças. A doença não é apenas a presença de um agente etiológico mas é sim um desequilíbrio entre a presença de um agente etiológico, o ambiente e a imunidade do hospedeiro. Comportamento: Os suínos são extremamente curiosos, quando eles não demonstram curiosidade pode ser um sinal de distúrbio ou problema de saúde.. Além disso, são animais que vivem em sociedades grupais hierárquicas, e apresentam emoções bem definidas,quando se encontram em estado de estresse, medo ou qualquer outra coisa que o tire de seu estado de bem estar, causa alterações na imunidade, frequência cardíaca e respiratório. Os suínos possuem uma memória boa e associativa, então quando os suínos são castigados ou passam por processos constantes de estresse eles começam a sofrer antes mesmo de passarem pela situação estressante, o que causa malefícios ao organismo do animal. Identificação de animais doentes Quanto mais cedo identificarmos a doença no animal mais cedo eles serão tratados e menos prejuízo serão gerados. Os suínos com comportamentos anormais devem ser marcados e observados para identificar se há alguma patologia. Principais sistemas acometidos SISTEMA RESPIRATÓRIO superior (nariz, faringe, laringe, traquéia, brônquios) e inferior (bronquíolos e alvéolos). Sinais clínicos das doenças respiratórias: ● Alterações nos focinhos ● Tosse seca ou produtiva ● Secreção nasal ● Dispneia ● Espirro ● Perda de desempenho Rinite Atrófica dos suínos Causada pela associação de duas bactérias que vão acometer o trato respiratório inferior e atrofiar os cornetos, impedindo o resfriamento do ar e a filtração do ar. A doença pode ser identificada por sangramentos nasais, perda de desempenho e desvios nasais. Pneumonia ● Broncopneumonia Causado pelo agente mycoplasma associado a outros agentes que produzirão um complexo respiratório. Gerando uma reação em brônquios e alvéolos e impedindo a troca gasosa nas regiões acometidas ● Pleuropneumonia Ocorre na pleura, formam-se zonas com fibras e zonas firmes e pode facilmente ser identificado em necropsias pois os pulmões estão aderidos às costelas. Os principais sinais clínicos da pneumonia são: Tosse seca, tosse produtiva (há a presença de catarro), secreções nasais, dispneia/ Batedeira, dificuldade respiratória extrema e perda de desempenho SISTEMA DIGESTÓRIO É um sistema de grande importância para a suinocultura. É composto por boca, faringe, esofago, estomago, fígado pâncreas, intestino delgado, intestino grosso, Os principais sinais clínicos são vômitos, palidez, perda de desempenho, diarréias. Úlcera Gástrica 17 Pode ser causada por diversos fatores como estresse, dieta, uso contínuo de anti-inflamatórios, quantidade de tempo que ele passa em jejum. Sendo o estresse o principal causador das úlceras gástricas. Reconhecer os sinais clínicos das úlceras gástricas é extremamente importante para o tratamento,. Deve-se reconhecer a palidez (causada pela perda de sangue para o trato digestório), reconhecer alterações nas fezes que possuem aspecto sanguinolento Diarréias Ocorre quando há um desequilíbrio no processo de absorção e secreção dos líquidos, tendo uma alta na quantidade de água nas fezes. Realizar a avaliação das fezes para reconhecer um processo de diarréia. Sabendo que as fezes normais possuem uma consistência mais sólida e seca. Enquanto que na diarréia as fezes estão mais líquidas e cremosas. Existem também as fezes hemorrágicas, onde após um processo de hemorragia o sangue que foi extravasado para dentro do sistema digestório sai nas fezes SISTEMA NERVOSO Sistema mais importante do suínos, sendo ele dividido em SNC e SNP Principais sinais clínicos causados por alterações no sistema nervoso: ● Morte súbita ● Falta de coordenação motora ● Decúbito lateral ● Movimentos de pedalagem ● Tremedeira ● Vocalização ● Andar cambaleante: falta de coordenação motora Encefalite Causada pelo Streptococcus suis e acomete animais mais jovens, mais frequente no período pós desmame e misturas (quando há um alto estresse e diminui o sistema imune). - Inicia com andar cambaleante e evolui parra pedalada SISTEMA LOCOMOTOR Artrites Processo inflamatório das articulações e gera dificuldade locomotora. Mais comum em aimais de sexo masculino e manejados em ambientes com piso liso (leva a lesão e bacteria se instala) - Sinais Clínicos: Dificuldade de apoiar o membro, dor, dificuldade de locomoção. DOENÇAS DE PELE Generalizada: modificação da coloração da pele e depois surgem bolhas que formam crostas para todo o corpo do animal. Localizadas: pequenas lesões que surgem na região dorsal e ventral do pescoço recobertas por crostas escamosas. CANIBALISMO Comem os rabos e a ponta das orelhas um dos outros, geralmente é multifatorial, questão ambiental, lotação, manejo, estresse, problema sanitário e outros.. Com isso, abre porta para entrada de bactérias e a maioria se instala na costela fazendo paralisia dos membros posteriores. É fundamental ter sempre uma ficha com identificação e escritura correta de tudo que ocorre dentro do lote para que tenha informações de todo o histórico e tentar solucionar os problemas. 18