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APOSTILA 
4 SEMESTRE
larivet.resumos
…………………………….. Sumário ……… ……………………..
1. Anatomia Patológica ………………………………………………………………………...
Introdução e técnicas de necropsia
Pigmentação patológica
Lesões celulares reversíveis
Degeneração
Lesões irreversíveis
Alterações circulatórias - Hiperemia e Edema
Alterações circulatórias - Embolia e Trombose
Isquemia
Hemorragia
Neoplasias
Choque e Coagulação intravascular disseminada
(CID)
2. Nutrição ……………………………………………………………………….………………………...
Introdução à nutrição animal
Programa nutricional para cães e gatos
Microingredientes e aditivos
Manejo alimentar de cães e gatos
Distúrbios alimentares
Dietas terapêuticas
Introdução a nutrição de grandes
Água na nutrição de ruminantes
Alimentos
Nutrição de ruminantes
Cálculo de ração
Manejo nutricional de equinos
Manejo nutricional de suíno
Deficiência minerais em bovinos
3. Zootecnia Geral ………………………………………………………………………...
Introdução à zootecnia
Domesticação de espécies zootécnicas
Exterior / tipos zootécnicos / Escore corporal
Ezoognósia e julgamento animal
Biotecnologia animal
Sistema 4.0 na produção animal
Ambiente de Criação
Profilaxia e higiene na produção animal
4. Avicultura …………………………………………………………...…………………………………………...
Introdução à avicultura
Infraestrutura dos estabelecimentos de criações
comerciais de produção
Linhagens comerciais de Aves
Manejo geral de frango de corte
Manejo de aves de galinha de postura
Manejo sanitário de aves de produção
Nutrição de aves de produção
5. Plantas Forrageiras …………………………………………………………………………
Fisiologia Vegetal
Aspecto morfológico e botânicos das principais
gramíneas
Formação e manejo de forrageiras
Manejo intensivo de forrageiras
Cerca elétrica Cerca elétrica Cerca elétrica Cerca
elétrica
Interpretação e análise do solo e recomendação de
adubação
6. Bovinocultura ………………………………………………………………………...
Sistema de criação e termos zootécnicos
Escrituração zootécnica
Instalações utilizadas na pecuária
Manejo da vaca
Manejo sanitário de bovinos
Boas práticas no manejo de bezerro
Controle de carrapato em bovinos de leite
Boas práticas de manejo de ordenha
Manejo reprodutivo bovino (Inseminação artificial)
Raças de corte
Implementação da atividade pecuária de corte
7. Suinocultura ………………………………………………………………………...
Introdução à suinocultura
Criação de suíno
Instalações de suínos
Instalações na suinocultura
Manejo Reprodutivo de Suínos
Manejo sanitário de Suínos
Manejo da fase de creche
Manejo de dejetos de suínos
Identificação de doenças em suínos
A N A T O M I A
P A T O L Ó G I C A 
O conteúdo presente não é de minha autoria.
………. Intr�dução s�bre ………. ………. ……….
… … técnicas de necrópsia ………. ………. ………
Necrópsia é uma ferramenta de diagnóstico
importante, acrescentando no aprendizado e na
comunicação com outras doenças. É necessário um
subsídio para o patologista como suspeita clínica,
tratamento, evolução e histórico.
Algumas doenças são altamente contagiosas,
assim, é necessário comunicar o MAPA (Ministério
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e
consultar o responsável do animal sobre possíveis
contatos com outros animais.
Alguns patógenos entram em contato com a
população humana devido a interação humano x
animal, assim o desmatamento e
consequentemente a perda de habitat facilitam
essa transmissão.
Quando há um agente etiológico desconhecido (sem
lesões macroscópicas, sem característica de
determinada doença), pode-se realizar a
histopatologia (coletar amostras e nelas conter
conservação, registro e descrições).
Objetivos ……………………………………………………………………………………..
● Orientações práticas
● Coleta: formol 10% tamponado adequado
● Armazenamento: fechar corretamente o
pote, passar uma fita na ponta, envolver
em um jornal e em caso de refrigeração
colocar em isopor com gelo.
● Transporte
Importante!
Antes de realizar a necrópsia deve haver um exame
externo minucioso: avaliar o estado nutricional,
hidratação, coloração, estruturas, trauma, fraturas
e/ou anomalias.
Répteis
Há uma diversidade de tipos de corpo individual
● Ofídios
- Fechar a boca, decúbito dorsal.
incisão na linha média ventral,
divulsão (separação dos tecidos)
- ,
-
● Testudíneos
- Decúbito dorsal, incisar e rebater a
musculatura peitoral, desarticular
os membros (escapular e
isquiático), pulmões e rins (dorsal).
● Crocodilianos/ Lacertídeos
- Decúbito dorsal, incisão na linha
média (cranial à cloaca -
mentoniana), rebater a pele, incisar
parede abdominal, costelas, encéfalo
(retirar pele em lacertídeos), incisão
com padrão retangular ou
trapezoidal.
Aves
- Exame externo;
- Solução detergente
- Decúbito- incisão - pele - quilha -
musculatura - cavidade celomática
- Aves muito pequenas devem ser fixadas à
mesa.
- Encéfalo lissencéfalo (remoção das penas -
pele - incisão longitudinal).
- Acesso à cavidade (corte das costelas até a
região cranial do tórax,, seccionar as
clavículas, exame dos sacos aéreos)
Aves têm o fígado com menor tecido conjuntivo,
assim, deve-se fazer rapidamente a necrópsia.
Para congelar mais rapidamente, antes de levar ao
refrigerador deve-se molhar primeiro.
1
Mamíferos
- Exame externo;
1. Oral, cardiorrespiratório
2. Omento e baço
3. Intestinos
4. Fígado e estômago
5. Geniturinário e ânus
6. Sistema nervoso
- Incisão na pele - musculatura - osteotomia
● Ungulados
- Decúbito lateral esquerdo
- Rebater membros
- Incisão mento pubiana
- Costelas (vértebras torácicas e
esterno)
Importante!
Remoção dos órgãos: 1- Oral, cardiorrespiratório. 2-
Órgãos abdominais. 3- Sistema nervoso.
Peixes
- Exame externo
- Decúbito lateral
- Incisão ventral pela linha média
- Remoção do opérculo e musculatura
abdominal
Anfíbios
- Exame externo
- Decúbito dorsal
- Incisão mento pubiana (pele - musculatura
abdominal)
- Corte Do esterno
- Remoção dos órgãos
Conservação do cadáver ……………………………………………………..
● Realizar o exame o mais rápido possível
devido à autólise
● Conservação (congelamento ou formol)
● Aves e animais peludos deve molhar antes
de ir para o congelamento
● Ir às geladeiras e câmaras no máximo em
24 hrs.
Alterações pós mortem ……………………………………………………..
Deve-se conhecer o estado normal para perceber
alguma alteração. Cada animal tem sua fase,
sequência e velocidade.
- Fatores que influenciam: Temperatura,
causa e modo da morte, condição do animal
antes da morte, tipos de tecido.
- Principais alterações:
1. Rigor mortis: enrijecimento
(depende do estado nutricional,
2
energia e temperatura)
2. Algor mortis: resfriamento do
corpo
3. Ruptura e deslocamento
4. Livor mortis: mudança da coloração
da pele devido ao depósito de
sangue estagnado pela gravidade
em animal em decúbito.
5. Embebição hemoglobínica: Ruptura
das hemácias e autólise dos vasos
6. Embebição pela bile
7. Pseudomelanose deixa uma
coloração azul-esverdeada no tecido.
8. Putrefação: aceleração do quadro de
autólise
** Acúmulo de gás pelo rúmen de um dia pro outro
em um animal morto que está em decúbito lateral
gera um aumento abdominal pois o gás não é
liberado devido ao acúmulo de líquido e alimento
que impede sua passagem**
** Em casos de autólise do rúmen pode se
confundir com intoxicação por ervas porém deve se
avaliar se há ervas no pasto e se a mesma foi
comida e se há manifestação de intoxicação**
Coleta para exame histopatológico …… …
● Conhecimento prévio (saber o que está
coletando)
● Fixar no menor espaço de tempo (formalina
10%, fragmentos 2x3x0,5)
● Exame tecido nervoso após fixação prévia
● Acondicionamento/ transporte
Material mal selecionado, tamanho inadequado e/ou
traumatizado influenciam negativamente no
resultado, podendo não ser realizado o exame.
Coleta para exame microbiológico ……………………………
● Técnicas dependem da lesão e localização
● Assepsia antes da manipulação dos órgãos
(swab, agulhas, seringas)
● Fragmentos de tecido (flambar/ recipiente
estéril)
Coleta para exame parasitológico ……………………………
● Ectoparasita (exame externo) fixados em
álcool etílico 70%
● Ácaros ( escarificação da pele)
● Vermes (água ou formol aquecido)
● Tênias (preservaro escólex)
● Cestóides (entre lâminas)
Destinação da carcaça …………………… ……………………………
● Incinerar
● Enterrar (profundidade adequada devido a
contaminação)
● Construção de uma composteira
Equipamentos ……………… …………………………………
Deve-se usar equipamentos de segurança como
luvas, óculos, botas, roupas adequadas, avental,
máscara, cabelo preso e outros; Levar também
equipamentos a serem utilizados na realização do
procedimento como bisturis, serras, potes para
coleta, tesoura, máquina fotográfica, caderno, álcool
70% e outros,,
- Recomendações para biossegurança:
Cuidado com as zoonoses, deve-se garantir
a saúde e bem estar, proibido a ingestão de
alimentos, cuidado com a contaminação
externa dos materiais (fômites, e uso
obrigatório dos EPI’S.
3
…… ……. Pigmentação patológica …… …….
Existem animais com pigmentações normais, mas
quando se fala de pigmentação patológica é uma
pigmentação anormal. As pigmentações podem ser
de origem;
Exógenas: fora do corpo do animal
- Antracose:: doença com acúmulo de
pigmento relacionado ao carbono
- Siderose: acúmulo de depósito de ferro
- Tatuagem: acúmulo de tinta de origem de
hidrocarboneto
- Medicamentos:
Endógenas: dentro do corpo
- Derivados da hemoglobina: oxigenada,
mioglobina, metahemoglobina
- Melanina: substância produzida dentro do
organismo do animal.
- Lipofuscina: substância produzida a partir
de restos celulares, está relacionado à idade
do animal e do envelhecimento da célula;
Essa pigmentação pode estar disposta na pele e
diversos outros órgãos.
Pigmentos hematógenos
Hemocaterese é destruição das hemácias velhas
(baço). Dentro de cada hemácia tem a hemoglobina
que tem quatro grupamentos heme e dentro desse
grupamento heme tem um ion ferroso e outra
proteína chamada porfirina.
A destruição da hemoglobina vai dar origem ao
grupamento heme e outras proteína chamada
globina.
O grupamento heme é composto por um íon ferro e
porfirinas. O íon ferro é armazenado pelo
organismo, esse armazenamento é chamado
ferritina. Normalmente armazena na medula óssea,
fígado e baço. Na medula óssea porque ocorre a
formação das hemácias então ele vai ser
reaproveitado. Porém se há uma grande destruição
há um acúmulo de ferro se dá o nome de
Hemossiderina. que produz uma coloração
acastanhada dentro e fora das células
As porfirinas são proteínas e a degradação da
mesma dá origem a bilirrubina e quando há o
acúmulo do mesmo dá uma cor amarelada
(icterícia) nos tecidos, mucosas, subcutâneo.
A globina vai ser reaproveitada no organismo seja
para produzir hemácias ou imunoglobulinas.
Bilirrubina - metabolismo normal
Lise das hemácias (virou uma porção heme)→
Exporam as bilirrubina → Liga-se a albumina e
leva para o → Fígado → Liga-se ao ácido glicurônico
e vira uma bilirrubina conjugada → Vai ser
eliminada no intestino delgado através da vesícula
biliar → sofre ação de bactérias e se transforma
em urobilinogênio ou/e estercobilinogênio →
Reabsorção, estercobilina, urobilina.
Tipos de icterícia …………………………………………………………………………………...
→ Pré-hepática (hemolítica): lise da hemácia
excessiva.
Causas: hemoparasitoses (babesiose, erliquiose,
anaplasmose), anemia infecciosa equina,
leptospirose, micoplasmose felina, anemia
hemolítica do recém-nascido.
- A erliquiose é uma hemoparasitose mas
4
não está dentro da hemácia como
babesiose e anaplasmose, ela produz grande
quantidade de anticorpos que se aderem na
superfície da hemácia e gera uma reação
inespecífica/diferente, que o corpo acha
estranho, destruindo-a.
- Anemia hemolítica do recém nascido é
quando uma mãe fator Rh - tem um filho
Rh + e os anticorpos da mãe reagem contra
o bebe pois considera a presença do rh +
um corpo estranho.
Numa doença hemolítica, o baço está mais
aumentado de tamanho, ocupando grande parte
epigástrica superior próxima ao diafragma. O tecido
adiposo é ictérico entre as vísceras
,
→ Hepática: doença no fígado que leva ao acúmulo
de bilirrubina.
Causas: Intoxicação crônica por cobre, leptospirose,
hepatite aguda, esteatose/cirrose, neoplasias
hepáticas;
- Esteatose é o acúmulo de gordura no fígado,
geralmente está relacionado ao quadro de
caquexia e desnutrição animal devido ao
aumento de metabolismo do animal. O
acúmulo sobrecarrega o fígado e o mesmo
deixa de fazer suas funções como
conjugar/transformar e excretar a
bilirrubina
- Neoplasia hepática fazem com que ocorra
um maior fluxo de sangue para células
neoplásicas e o sangue não é bem
distribuído, realizando suas funções de
forma insuficiente/deficidente
→ Pós-hepática (obstrutiva): não consegue excretar
pois há alguma obstrução do fluxo biliar e
reabsorção da bilirrubina para a circulação.
Causas: Cálculos biliares, compressão pela
proliferação de tecido fibroso, colangite, obstrução
por parasitas.
Tipos Localização Bil. Plasm
icterícia
hemolítica
Pré hepática Bil. não
conjugada
Ictericia
hepatocelular
Hepática Ambas
Ictericia
Obstructiva
Pós- hepática Bile conjugada
Ferro - metabolismo normal
Lise das hemácias e liberação do ferro ferroso →
transferrina (proteína transportadora de íons ferro)
transfere em direção a medula óssea e fígado →
Ferro se liga a outra, apoferritina, formando o
depósito ferritina → quando houver necessidade
sai do estoque e produz novas hemácias na medula
óssea.
→ Hemossiderose: acúmulo excessivo de ferro por
dieta ou por hemocaterese.
Causas: Anemias hemolíticas, traumas
(hemorragias), transfusões repetitivas, insuficiência
cardíaca direita (congestão crônica do fígado),
insuficiência cardíaca esquerda (congestão crônica
do pulmão), cirrose (congestão crônica do baço).
- I.C..D: congestão de sangue no fígado/coração,
o macrofago do figado (células de kupffer)
vão fagocitar as hemáceas excessivas e
pode gerar a um acúmulo de ferro Assim
também ocorre na I.C.E/cirrose/traumas…
5
Macrófago
Melanina
Pigmento endógeno produzido na formação basal
das células epiteliais A melanina vai ser excretada/
superficializada até a pele e funciona nos
queratinócitos como uma proteção da pele contra os
raios U.V.
Sua formação excessiva causa melanose (apenas
acúmulo), mas o processo patológico neoplásico se
chama melanoma e a falha na sua formação gera
o albinismo e vitiligo.
- Melanose pode ser causada por um
processo inflamatório crônico que causa
uma hipermelanose Melanoma é o
carcinoma melanótico.
- A melanina é formada através de uma
reação enzimática, enzima chamada
tirosina quinase, e quando há deficiência
dessa enzima há o albinismo. Já o vitiligo é
uma doença genética que também gera a
deficiência da produção de melanina.
Lipofuscina
É um pigmento de desgaste, ele representa a idade
da célula.
Hoje está relacionado a deficiência de vitamina E
pois ela é essencial para retirar os antioxidantes
essenciais, e com a deficiência não consegue-se
controlar bem os radicais livres (resto celular).
Está relacionada também com a oxidação e
polimerização de lipídeos das membranas de
organelas que fazem com que o resto celular seja
fagocitado e acumulado dentro dos vacúolos do
macrofágos.
6
…………... Lesões celulares reversíveis …………...
Resposta a lesão celular: pode sofrer degeneração,
adaptação, lesão irreversível ou morte celular.
Adaptação celular
Hipertrofia: aumento do tamanho da célula
- Nº de células não aumenta, células
sintetizam mais organelas e aumenta o
volume
- Pode ter atrofia natural por aumento de
função (músculo estriado) e hipertrofia
compensatória (órgãos sofrem hipertrofia
para compensar a atrofia de outro órgão
que teve uma perda funcional.)
Hiperplasia: aumento do nº de células
- Aumento do tecido, órgão ou parte dele.
Células hiperplásicas podem estar
hipertrofiadas.
- Células de proliferação constantes como
epiderme, medula óssea tornam-se
hiperplásicas rapidamente. Osso, músculo
liso possuem capacidade intermediária.
- Pode ser por fisiologia hormonal
(proliferação hormonal da glândula
mamária aumentada antes da lactação),
fisiológica compensatória (esfoliação da
superfície da pele ocorre mitose para
regenerar as camadas).
- Patologia: estímulo hormonalexcessivo da
célula alvo (hiperplasia prostática benigna
em cães - comprime reto e uretra) e
(hiperplasia endometrial cística no útero de
cadelas devido a influência prolongada de
progesterona,)
Metaplasia: adaptação celular em função de uma
irritação química/física. Ex: o epitélio cilíndrico ciliado
da traquéia muda sua conformação devido ao uso
do cigarro.
- alteração adaptativa do tecido para resistir
às condições adversas ambientais.
Atrofia: redução dos tecidos e órgãos devido
redução da proliferação celular
- Pode ocorrer por inanição (carência de
elemento essencial) ou diminuição do
suprimento sanguíneo. Ex: atrofia hepática
(redução do fluo da veia porta), diminuição
da carga de trabalho (atrofia das fibras
musculares em pessoas sedentárias).
Lesões celulares irreversíveis ou morte celular
Para produzir lesões irreversíveis ou morte celular
depende da natureza do agente etiológico e da
intensidade e duração do tempo de exposição.
Necrose
Quando ocorre morte celular seguida de autólise
(degradação enzimática dos componentes celulares
por enzimas da própria célula liberada dos
lisossomos após a morte)
Necrose por coagulação ou isquêmica: Falta de
oxigênio nas células (redução de energia), seja por
obstrução vascular (isquemia e anoxia), ou por
inibição dos processos respiratórios da própria
célula. (Inibição de produção de ATP)
Necrose por liquefação (coliquação): Liquefação
tecidual ocorre pela liberação de grande quantidade
de enzimas lisossômicas.
- Ex: forma especial de necrose do sistema
nervoso, conhecida como Malacia – o tecido
fica gelatinoso (causado por um fungo
Fusarium que está no milho e produz
micotoxina)
- Ex: formação do pus confinado em um
abscesso – quando tem um abscesso
formado cheio de pus, forma a necrose
dentro do tecido, pois o organismo não tem
como eliminar, então ele encapsula para
proteger da infecção.
7
Necrose Caseosa: Recebe esta denominação porque
a área necrosada adquire um aspecto macroscópico
friável, seco e caseoso, semelhante ao de uma
massa de queijo
- Ex: Comum na tuberculose (Mycobacterium
bovis)
- Ex: Linfadenite Caseosa (Corynebacterium
pseudotuberculosis)
Necrose Esteatonecrose: Necrose Enzimática do
Tecido Adiposo. Forma de necrose que compromete
os adipócitos
- Ocorre em casos de pancreatite aguda
- Ex: Enzimas liberadas pelas células
pancreáticas lesadas ativam as lipases das
células adiposas, provocando a autólise dos
triglicerídeos
8
………………… ...…... Degeneração ……………...…………...
Degeneração celular: A célula sofre uma alteração
físico e química que perdem a característica de
manter sua estabilidade e começam a permitir a
entrada de conteúdo para o seu interior. Vai haver
um descontrole na sua barreira física.
- Conceito: Lesões células reversíveis
decorrentes de alterações bioquímicas que
resultam no acúmulo de substância no
interior da célula (diminuição da função)
Devido ao acúmulo de substância o órgão incha e
comprime os capilares fazendo com que ocorra
uma microcirculação e se durar por muito tempo
leva-se a morte celular (fibrose e perda funcional).
Com isso ocorre comprometimento em conjunto
pois os órgãos trabalham integrados.
Classificação (tipos)
● Água e eletrólitos: hidrópica
● Proteínas: hialina
● Lipídios: esteatose e lipidose
● Carboidratos: glicogenoses,
mucopolissacaridose
Degenração hidrópica ……………………………………………………………...
Causa: hipóxia, anóxia, radicais livres, toxinas,
hipertermia, hipoglicemia, inflamações….
- Patogenia: perda de controle da
permeabilidade seletiva das membranas
celulares. Entra mais água do que sai.
Macroscopia: órgão pálido (compressão dos
capilares), aumentando de volume e peso, perda de
brilho
Macroscopia: células com vacúolo pequenos e claros,
pequenos grânulos no citoplasma
célula com degeneração hidrópica (esquerda) e célula normal (direita)
Esteatose (degeneração gordurosa) …………………………………………
Acúmulo de: Ácidos graxos e triglicerídeos (não em
adipócitos)
- Metabolismo dos lipídios: Os ácidos graxos
são obtidos da dieta (lipídios são
transportado na corrente sanguínea na
forma de quilomícrons) ou da lipólise (jejum,
estresse, inanição)
Ocorrência: fígado, rins, músculo estriado, pâncreas
- O aporte ao fígado é aumentado ou ele não
é capaz de metabolizar adequadamente
Causas: lipólise excessiva (hipoglicemia, inaição
diabetes), hipóxia (carência de ADP), substâncias e
plantas tóxicas (bloqueiam a síntese de
apopreotínas que provocam a passagem mais
rápida da gordura para dentro da célula.
Gatos em jejum prolongado (ocorre a lipólise), tem a
tendência de fazerem o acúmulo rápido de gordura
no fígado deixando o mesmo sobrecarregado.
Aterosclerose …… ………………………………………………………..
Colesterol (placas de ateromas - lipídios + tecido
fibroso)
- Ocorrência túnica íntima e média de vasos
sanguíneos, principalmente artérias
- Diferenciar de arteriosclerose - calcificação
de parede das artérias.
Degeneração hialina …………………………… ……………………………...
Causas (patogenia): Lesões tóxicas, hipóxicas
(precipitação proteica), glomerulonefrite (excesso de
endocitose), infecções virais (produção de ptn virais),
doenças infecciosas com imunidade humoral
(grande produção de imunoglobulinas)
9
Gligenólises (carboidratos) ……………… …………………
Acúmulo de glicogênio
Causas (patogenia): doenças genéticas (deficiência
enzimática), hiperadrenocorticismo (excesso de
absorção de rins e fígados), diabetes (excesso de
reabsorção tubular renal - sobrecarga hepática).
Se tem uma redução do volume de insulina
circulante, aumenta a glicemia. Gera a glicosúria e
reabsorção tubular de glicose, com isso gera o
aporte excessivo de glicose na célula e acúmulo de
glicogênio.
10
…………………..…….. Lesões irreversíveis …………………..…
Gangrena: é uma forma de evolução da necrose,
resultado da ação de agentes externos sobre o
tecido necrose.
A necrose deixa uma lesão aberta e vai ser um
canal de contaminação então deve provocar um com
tratamento de retenção pois se não leva o animal a
morte. ( carga de antibiótico circulante)
Gangrena seca …………………………………………………………………………………………….
Devido a isquemia, ou seja, redução do líquido
circulante local devido a vasoconstrição..
Causas: lesão vascular
- Infarto: obstrução de um vaso e necrose de
coagulação secundária ao infarto
- Intoxicação por Ergot em bovinos: intensa
vasoconstrição arteriolar periférica que
danifica os capilares, provocando trombose e
infarto. (início da necros)
- Exposição a baixas temperaturas:
congelamento e ruptura das células pela
formação de cristais de gelo intracelular e
extracelular, e a lesão dos vasos sanguíneos
causando isquemia e infarto (início da
necrose).
+ Desidratação do tecido necrosado
+ Aspecto pergaminho - mumificado
+ Ocorre preferencialmente nas
extremidades do dedo, ponta do
nariz
+ Cor negra azulada e enegrecida
devido a impregnação por
hemoglobina.
Gangrena úmida ou pútrida …………………………………………………………
Ocorre a invasão da região necrosada (coagulação)
por microorganismos saprófitas, que causam a
putrefação e decomposição da matéria orgânica.
- Estas bactérias são produtoras de enzimas
que liquefazem os tecidos mortos e
produzem gases com odor fétido (gás com
presença de sulfeto de hidrogênio, amônio e
mercaptanas).
- Macroscopicamente estes tecidos
tornam-se macios, úmidos e de coloração
castanho-avermelhada a enegrecida.
São encontradas no tubo digestivo, pulmões e pele,
ou seja, onde as condições de umidade favorecem.
- Ex: compressão excessiva de bandagem na
porção distal dos membros, lesão de artéria
por trauma, aspiração de substância
irritantes, aspiração de líquido ruminal.
A absorção de produtos tóxicos da gangrena pode
levar a reações sistêmicas fatais (choque séptico).
+ Inflamação e desprendimento da região
gangrenada.
Gangrena gasosa ………………………………………………………………………………
É secundária a contaminação do tecido necrosado
por microorganismo do gênero Clostridium. São
bactérias anaeróbicas, produzem enzimas
proteolíticas, lipolíticas e grande quantidade de gás.
- Tecido com aspecto de bolhas
- Ex: Clostridiumbotulinum (botulismo),
clostridium tetani(tétano) clostridium
chauvoei (carbúnculo sintomático).
11
Apoptose
Morte celular programada, diferente da necrose, a
célula não sofre autólise,
A célula é fragmentada (endocitose) e seus
fragmentos são endocitados pelas células vizinhas.
- Ex: aumento do número de células na
glândula mamária próximo ao parto em
vacas gestantes e após a amamentação
ocorre a apoptose das células a mais. A
paralisação do estímulo hormonal que
mantinha a secreção de leite desencadeia
sinais para ativar o processo de apoptose.
Regeneração
Quando o tecido que sofreu necrose tem capacidade
muito grande de reparação celular. Ex: regeneração
das superfícies da mucosa
- Desencadeia uma resposta inflamatória
promovendo a reabsorção dos restos
celulares.
- Não tem perda funcional
Cicatrização
Processo pelo qual o tecido necrosada é substituído
por tecido conjuntivo cicatricial (tecido conj. fibroso).
- Ocorre a liberação de substâncias pró
inflamatórias.
- Promove reabsorção de restos
inflamatórios e exsudatos.
- Não tem a mesma atividade funcional do
tecido que sofreu a lesão.
Encistamento
Quando o material necrosado não é absorvido por
ser muito volumoso, cria uma cápsula fibrosa
envolta para isolar o material do organismo.
Eliminação
Quando a zona de necrose atinge a parede de uma
estrutura canalicular, que se comunica com o meio
externo, o material é lançado nesta estrutura é
eliminado
- Ex: tuberculose, material caseiro da
tuberculose é lançado nos brônquios
formando as cavernas tuberculosas.
Calcificação: zona de necrose pode ser calcificada.
12
…….. Alterações circulatórias - Hiperemia e Edema ……..
Hiperemia é o aumento do volume de sangue nos
tecidos. Há alteração na quantidade de sangue nos
órgãos em função de uma alteração na regulação
do sistema circulatório.
Hiperemia patológica ——————————————————
Há alteração no sistema circulatório que causa
dificuldade no sistema de retorno venoso, o sangue
fica represado na veia e há um aumento de volume
de sangue.
O represento de sangue pode ser geral ou local;
A generalizada è partir a partir do coração, devido a
icd, retendo sangue nas veias cavas cranianos e
caudais e, por consequência, o corpo todo, inclusive
fígado causando congestão hepática.
- Veias hepáticas se ligam a veia cava caudal,
o fígado fica repleto de sangue. E, a veia, por
sua vez, não tem sistema de segurar
sangue devido a composição da parede, o
líquido do vaso pode extravasar e causar
edema.
A Local provoca uma retenção por uma patologia
localizada, algo que provoque uma obstrução, como
exemplo, o trombo que ocorre devido a agregação
plaquetária ou quando há velocidade do sangue
diminuída.
- Em idosos os vasos fazem anastomose
então se ocorrer um trombo há outras vias
para o sangue passar, os jovens não tem.
Macroscópica observa-se vermelho escuro ou
azulado e microscopicamente vasos dilatados
(acúmulo de hemácias)
Hiperemia fisiologia ——————————————…………...
Aumento da demanda de sangue no tecido para
aumentar a taxa metabólica e ele funcionar
adequadamente de acordo com sua necessidade.
- Ex: em casos d luta e fuga vai massajou-se
para os maculosos devido precisarem de
mais oxigênio.
Macroscopicamente observa-se um vermelho vivo e
microscopicamente o vaso dilatado.
● AVC isquêmico: êmbolo tampa o vaso e
provoca isquemia
● AVC hemorrágico: rompe o vaso
Edema
Acúmulo de líquido no espaço intersticial ou
cavidades, devido ao aumento da pressão
hidrostática, que aumenta a pressão contra a
parede do vaso. Pode ser;
- Localizado: obstrução venosa
- Generalizado: insuficiência cardíaca
Outro mecanismo que pode provar é a diminuição
da pressão osmótica levando perda de ptns
(albumina). Sem ptn dentro dos vasos, o líquido
tende a sair devido a osmolaridade e redução da
pressão coloidosmótica que trás líquido para dentro
do vaso.
- Pode causar desnutrição, hepatopatias,
nefropatias, enteropatias
O Fluxo capilar normal tem a mesma quantidade
de entrada e saída de substâncias para célula. Já, o
fluxo capilar em uma inflamação aguda, ocorre a
vasodilatação para chegada de células do sistema
imune, fluxo para fora, formação de edema, muito
líquido extravasado.
Outros mecanismos que pode causar edema:
Maior permeabilidade vascular (lesão): causa por
Inflamações, toxemias, anafilaxia
Obstrução linfático (linfedema): ocorre por
neoplasia, linfadenite
Retenção de sódio: Causada pela glomerulonefrite
Resposta inflamatória inicial (foto)
13
→ Com a lesão ocorre a liberação de mediadores
químicos, alterando o calibre vascular levando um
aumento do fluxo sanguíneo local
→ Mudanças na microvasculatura que permite a
saída de ptn plasmáticas e de leucócitos; formando
edema
→ Emigração de leucócitos da microcirculação,
principalmente neutrófilos, e sua ativação para
eliminar o agente causador da lesão.
● Acúmulo de líquido em cavidades: Hidrotórax,
Hidropericárdio, Hidroperitônio (Ascite) e
Hidrartrose.
● Acúmulo de líquido generalizado: subcutâneo
(anasarca)
- Aspecto macro: brilhante; úmido;
inchado (edemaciado)
Tipos de edemas cavitários
● Exsudato: mais gelatinoso devido a maior
concentração de ptn, edema de maior
densidade, presença de leucócitos, cor turva
e coagulam
● Transudato: mais líquido devido ao baixo
teor proteico, edema de menor densidade,
raros leucócitos, cor clara e não coagulam
14
…………………………... Alterações circulatórias ……………………....
Embolia - obstrução total
Existência de um corpo sólido, líquido ou gasoso
(êmbolo), transportado pelo sangue e capaz de
obstruir um vaso. São formados por fragmentos de
placas de ateroma, gorduras, ou bolhas de gás.
O trombo é formado a partir de uma lesão, quanto
maior o trombo aderido dentro do vaso, menor o
fluxo de sangue e maior a isquemia.
Se solta um fragmento de um trombo pode ir
passando pelos vasos até chegar em um vaso
compatível com o tamanho dele e tampona-o,
fechando o vaso completamente.
- Se o êmbolo é originado de um trombo è
tromboembolismo - mais comum.
- Se originado de trombos venosos: pulmões
- Se originado de trombos arteriais: cérebro,
rins, baço e intestino.
- Diferença de gravidade: tamanho do êmbolo,
se for pequeno para em capilar e não é
muito grave.
- Exemplo de embolia: dirofilariose em cães
Tipos de embolismos
Gasoso: devido a punções, traumatismo ou cirurgia
na região de cabeça, pescoço e tórax
+ pneumotórax com rupturas de veias
+ Bolhas dera no sistema de infusão
+ Queda brusca na pressão atmosférica
Na necropsia deve abrir o coração e grandes vasos
debaixo d`água
Gordurosos: fratura de ossos longos com medula
óssea gordurosa + traumatismo extensos ou
queimaduras no tecido adiposo.
Tumorais: existência de células malignas na
circulação + disseminação do câncer e formação de
metástase
Sèpticos: condição mórbida rara caracterizada pela
presença de múltiplos abscessos, em adição ao
isolamento de bactérias no sangue ou em locais de
infecção
Trombose
Formação de uma estrutura sólida no interior do
sistema cardiovascular, a partir dos constituintes
normais do sangue.
- Dificulta a troca gasosa e gera o aumento
da pressão e isquemia.
O trombo pode crescer dentro do vaso mas o risco
de obstruir totalmente è difícil, diferente da embolia
Trombo X Coàgulo
Coágulo: è formado post mortem, são brilhantes,
superfície lisa, destacam-se facilmente, após a
remoção, o local e adesão mostra superfície lisa que
contém soro envolta, não está aderido à superfície.
Trombos: è formado ante mortem, são opacos,
superfície irregular, aderidos a superfície de
inserção, implantados sobre superfície irregular.
Acúmulo de fibrina sobre fibrina.
Tríade de virchow
Classificação dos trombos
1. Quanto à composição
● Brancos: secos e friáveis (plaquetas, fibrina,
leucócitos) - artéria
● Vermelhos: ùmidos e elásticos (plaquetas,
fibrina, hemácias) - veias
● Mistos: mais comuns
15
2. Quanto a localização
● Murais: artérias de grande calibre e coração
- formação na parede do vaso. Dependendo
do tempo pode gerar fibrose e ficar aderido
a parede do vaso atéacontecer uma
reepitelização por cima, ocorrerá uma
redução da luz
● Oclusivos: artérias de médio calibre e veias -
pode encontrar uma obstrução total
16
…………………………………..... Isquemia …………………………………........
Redução do fluxo sanguíneo para determinada
região ou órgão. Cria-se uma dificuldade de suprir
as necessidades metabólicas do tecido.
- Diminui a oxigenação, nutrição, inflamação
e faz com que, com o passar do tempo,
ocorra fibrosa e aumento da rigidez da
área.
Causas: Trombose, embolia, neoplasia, choque,
anemia e Ic.
Consequências dependem: órgão afetado, calibre do
vaso envolvido, grau de oclusão do vaso, eficiência da
circulação colateral.
Casos
Obstrução intestinal (Vólvulo): ocorre a torção de
uma alça, gerando isquemia.
- Se houver um rompimento da área
necrosada pode gerar um choque endotóxico,
que è a falência circulatória aguda
associada a foco infeccioso ou predomínio
de componente endotóxico
Isquemia cerebral: AVC isquêmico, forma coágulo e
obstrui um vaso, gerando isquemia.
Hérnia inguinal: o anel inguinal fica aberto e uma
parte do intestino adentra no canal apertando o
cordão espermático que tem veia, artérias e nervos.
Gerando uma isquemia.
Infarto: área localizada de necrose isquêmica
- causas: trombose, embolia, arterite,
compressão, torção.
- Tipos: Anêmico ou branco (oclusão de
artérias - rum coração e baço) ou
hemorrágico (área isquêmica associada a
hemorragia maciça - geralmente oclusão
venosa - pulmão e fígado)
- Consequências: organização e cicatrização,
invasão por bactérias (gangrena/abscessos),
morte.
17
……….................................. Hem�rragia ………..............................
Hemostasia
Parede vascular íntegra inicialmente e em algum
momento ocorre uma lesão, com isso ocorre a
ativação dos fatores de coagulação e ativação de
plaquetas (Deve formar um tampão de fibrina para
evitar o extravasamento de sangue).
Deve se atentar ao qual o calibre e onde ocorreu a
ruptura; se o calibre for grande e mais difícil a
hemostasia devido à pressão do vaso e volume que
passa; e dependendo do local a condição se torna
mais leve ou mais grave.
Hemorragia è a saída do sangue do interior dos
vasos para o interstício, cavidades ou exterior do
orgânicos
Mecanismos:
Per rexis (ruptura do vaso): saído do sangue
intravascular (vaso e coração) para o
compartimento extravascular ou para fora do
organismo. Pode ser interna ou externa. Ex: fratura
pra dentro da cavidade ou pra fora).
Per diabrosis (corrosão): A parede do vaso vai sendo
lesionada aos poucos. Ex. Úlcera péptica, cavernas
pulmonares presentes na tuberculose, hematuria
(sangue na urina).
Per diapedesis (aumento da permeabilidade do
vaso): hemorragia sem ruptura vascular, ocorre um
aumento da pessoa provocando o aumento da
permeabilidade vascular provocando a
desestruturação da parede permitindo a passagem
da hemácia.
Tipos de hemorragia
Petéquias: pequenos pontos
Sufusões (serosas): pontos aumentados
Equimoses: áreas maiores afetadas
Víbices (mucosas): pontos hemorrágicos nas
mucosas
Hematomas:
Hemorragias cavitárias
Hemotórax: sangue no tórax
Hemopericárdio: sangue no saco pericárdio
Hemoperitônio: sangue no peritônio
Hemartrose: sangue na articulação
Gastrorragia: sangue no estômago
Enterorragia: sangue no intestino
Hematúria: sangue na vesícula urinárias
(bexiga).
Retenção de placenta pode gerar hemorragia no
útero caso puxem a forca. Pode romper a relação
dos capilares carúncula- cotilédones.
Consequências das hemorragias
Depende da quantidade de sangue perdido, local
afetado e velocidade de hemorragia.
18
…………………………………………… Ne�plasias ……..……………………………………
Trata-se de um crescimento celular desordenado,
proliferativo e autônomo, sem controle e função útil
para o hospedeiro.
- No tumor benigno, ele é encapsulado,
circunscrito, crescimento expansivo, células
neoplasias originais pouco diferenciada e
não faz metástase. Pode comprimir outros
órgãos provocando isquemia, infarto e
necrose. Ex: adenomatosos, lipoma,
hemangioma.
- No tumor maligno tem um
desenvolvimento expansivo e invasivo,
enraizando tudo à sua volta para fazer
metástase. Perde a diferenciação celular do
tecido onde está se desenvolvendo, assim,
não apresenta nenhuma característica do
tecido original. Ele desenvolve vários vasos e
neovascularização para sua nutrição e
metástase.
Exemplos
Melanoma equino: formação de nódulos de
melanoma devido a uma alta incidência de raio UV
e a falta de proteção pela melanina.
Melanoma metastático em cão: estágio mais grave
do melanoma, pois é caracterizado pelo
espalhamento das células tumorais para outros
locais do corpo
Tumor venéreo transmissível: não é uma neoplasia
e é transmitido por contato, cruzamento,
lambedura, aspiração. Deve ter cuidados com
quimioterápicos pois há aqueles que causam lesões,
necrose, câncer, em pessoas que estão manipulando.
Agentes e susceptibilidade
Exposição ambiental, ocupacional, terapêutica e/ou
endógena. E, estilo de vida, tabagismo e dieta.
Ocorre uma lesão na molécula do DNA e o
desenvolvimento de câncer.
A susceptibilidade varia do sexo, idade, etnia e
condições de saúde.
Elementos que podem estimular
Utilização de sal, antibióticos, tritão, nitritos,
vitamina c, Vit. E, Beta-caroteno, cigarro, álcool,
armazenamento inadequada de alimentos
Métodos de diagnóstico
● Citologia:
● Histopatologia
● Histoquímica
● Imunohistoquímica
Vias de disseminação
- Implantação direta em cavidades ou
superfícies.
- Disseminação linfática.
- Disseminação hematogênica.
19
………... Ch�que e C�agulação intravascular disseminada (CID) …………
Coagulação intravascular disseminada (CID)
A coagulação irá acontecer, quando alguns mecanismos
desencadeiam a cascata de coagulação. Assim,
provocando consumo dos fatores de coagulação e
provocando a formação de diversos microtrombos no
sistema vascular.
Esses microtrombos migram pelo sistema circulatório,
e apesar de serem pequenos trombos, uma quantidade
significativa deles podem gerar problemas sérios. Isso
porque, obstrui as pontas finais do sistema
circulatório, provocando isquemia e infarto.
Devido se consumir totalmente os fatores de
coagulação, por consequência, se terá hemorragias
disseminadas. Logo, tem-se a formação de trombos,
isquemia, infarto e hemorragia.
Causas que levam a CID
• Septicemia
• Complexo Ag-Ac
• Hemólise intravascular
• Toxemia
• Lesão endotelial
• Hipersensibilidade
• Neoplasias
Choque
Termo clínico que se aplica a quadros onde há falha de
perfusão tecidual súbita e generalizada (colapso
circulatório). Logo, é o sequestro do sangue para a
circulação periférica e assim, redução do volume de
sangue na circulação central (grande circulação –
coração e pulmão). Então, ocorre deficiência na
perfusão dos tecidos (isquemia) e má oxigenação.
Tipos de choque
1. Hipovolêmico: Redução do volume de sangue/ líquido
de forma rápida. As causas podem ser: hemorragia
maciça, desidratação grave, queimaduras extensas. Isso
reduz a volemia (volume circulante) e reduz o débito
cardíaco.
2. Cardiogênico: Débito cardíaco sistólico inadequado. As
causas podem ser: miocardites, moléstias valvares,
tamponamento pericárdio. E diminuição da volemia e
débito cardíaco.
3. Séptico (endotóxico): Falência circulatória aguda
associada a foco infeccioso. As causas podem ser:
septicemia, bacteremia, liberação de mediadores
promotores de vasodilatação. Diminuição da volemia e
débito cardíaco.
4. Neurogênico: Quando há uma falha de comunicação
entre o cérebro e o corpo, fazendo os vasos sanguíneos
sofram uma dilatação e percam o seu tônus,
dificultando a circulação do sangue pelo corpo e
diminuindo a pressão arterial.
5. Anafilático Causada por complexos Ag-Ac, assim tem
liberação de histamina e vasodilatação periférica. Logo,
é uma forma grave de reação de hipersensibilidade. E a
diminuição da volemia e débito cardíaco
Fisiopatologia do choque
Com a diminuição da volemia e débito cardíaco, as
catecolaminas são aminas vasoativas, que vão tentar
fazer o coração ter um batimento mais acelerado
(aumenta a força e FC para tentarcompensar essa
hipotensão arterial).
Ao mesmo tempo, a hipotensão leva a ativação do
sistema renina-angiotensina-aldosterona e do ADH,
assim ocorre a retenção de sódio e reabsorção de água,
como forma de aumentar a pressão.
Se as causas do choque persistir, vai ter a continuação
da hipóxia tecidual vai produzir ATP via anaeróbico a
gerar o acúmulo de ácido láctico. Ademais, irá diminuir
o metabolismo celular e a retenção de catabólitos.
Isso irá gerar uma acidose metabólica que fará a
dilatação dos esfíncteres arteríolas e estase venoso,
diminuindo a volemia e o DC e podendo levar a morte.
20
 
N U T R I Ç Ã O
A N I M A L
O conteúdo presente não é de minha autoria.
C�nteúd�s
● Introdução à nutrição animal
● Programa nutricional para cães e gatos
● Micro Ingredientes e aditivos
● Manejo alimentar de cães e gatos
● Distúrbios alimentares
● Dietas terapêuticas
● Introdução a nutrição de grandes
● Água na nutrição de ruminantes
● Alimentos
● Nutrição de ruminantes
● Cálculo de ração
● Manejo nutricional de equinos
● Manejo nutricional de suíno
● Deficiência minerais em bovinos
… . Intr�dução à nutrição animal ……… .
Nutrição animal: "Ciência que integra o conjunto de
processos em que se realizam a digestão, absorção
e o metabolismo dos nutrientes contidos no
alimento, para realizar as funções vitais.”
Objetivo: suprir todos os nutrientes em quantidade
e proporção, como água, carboidratos, proteínas,
lipídios, minerais e vitaminas pois nem todo animal
tem acesso a esses nutrientes.
No século XVIII Lavoisier diz “ a vida é uma função
química”. Com a descoberta do nutriente surgiu a
conceituação dietética e então a bromatologia,
ciência que estuda os alimentos, composição
química, valor nutricional e energético e efeitos (foi
o pilar para formulação e bem-estar).
A etapa mais trabalhosa é determinar as
estimativas das exigências nutricionais devido a
diferença de espécies, raça, idade, taxa de
crescimento distinto, graus de atividade física,
estado fisiológico (gestação, lactação).
Alimentação balanceada
É necessário a utilização de conhecimentos aliados
à tecnologia de programação para formulação de
rações, dietas e suplementos equilibrados.
Recursos para melhorar as características
digestivas da ração: extorsão, floculação, cozimento,
pasteurização (objetivo de melhorar a digestibilidade
e controle microbiológico).
Desafios futuros: nutrigenética (avalia a intenção de
hábitos alimentares e perfil genético) e
nutrigenômica (como os nutrientes da dieta podem
influenciar a expressão gênica)
● Alimento industrializado: aquele que é
submetido a qualquer tipo de
processamento industrial
● Alimento natural: aquele composto por
ingredientes de origem vegetal, animal ou
mineral no seu estado natural, sem
elementos sintetizados quimicamente.
A carga tributária do produto pets é um fator
importante a ser considerado, uma vez que são
considerados supérfluos.
Importância para o conhecimento: cadeia de preparo,
marketing e logística, em reduzir o desperdício
(maior tempo de prateleira), em desenvolver novos
produtos.
Anatomia do trato digestório
O conhecimento do tubo digestivo é importante
para a nutrição do pet devido a relação TGI e o
mecanismo digestivo, transformando moléculas
maiores em outras mais simples para maior e
melhor absorção.
● Boca: apreensão, mastigação, mistura,
deglutição.
●
1
● Dentes: 6 incisivos e 2 caninos (cão e gato)
O cão possui mais pré-molares e molares
que o gato, assim a dentição dos cães
sugere uma dieta onívora e do gato
carnívora.
●
● Glândulas salivares: secretam saliva que
lubrifica o alimento, é liberada por estímulo
visual e olfativo. É importante na
termorregulação dos cães.
●
● Língua: Onde se encontram as papilas. Os
gatos têm espículas nessa região que
servem para limpeza, cópula e alimentação.
●
● Esôfago: faz o transporte da digesta da
boca até o estômago por movimentos
peristálticos.
●
● Estômago: local de estocagem e digestão do
alimento. Nos gatos o formato da ração
tem influência, a triangular terá sua
digestão mais lenta do que as
arredondadas.
- Tempo de liberação do quimo para o
intestino delgado: cão (17 a 250
min), gato (25 a 450 min), varia de
acordo com oconteúdo energético
viscosidade do alimento, tamanha
ingestão de água.
-
● Intestino delgado (duodeno, jejuno, íleo):
canal que comunica o estômago com o
intestino grosso. Realiza a digestão e a
absorção dos nutrientes, alcaliniza o quimo
e mistura o alimento por movimento
peristálticos para expor as partículas para
terem maior contato com as vilosidades
para absorção.
●
● Intestino grosso (ceco, cólon, reto, anus):
Absorção de água e eletrólitos. As bactérias
do cólon podem digerir fibras não digeridas
nas etapas anteriores, com isso gera a
formação de ácidos graxos voláteis que dá o
odor das fezes.
A vilosidade intestinal tem sua porção sanguínea e
vasos linfáticos. É pelos vasos linfáticos que vai ser
drenado para corrente sanguínea.
Todos os compostos iniciais se tornam moléculas
menores para melhor absorção
O cão é anatomicamente carnívoro, tem hábito
alimentar de onívoro (proteína e carboidrato como
fonte de energia) e ausência da amilase.
O gato é carnívoro estrito (proteína como fonte de
energia) e ausência da alfa-amilase.
2
…..Pr�grama nutrici�nal para cães e gat�s…
Nutrição X tempo
A partir dos anos 2000 as rações secas ganharam
destaques e nelas passaram a conter as exigências
nutricionais necessárias para o animal. Em 2015
ganharam destaque as rações terapêuticas.
O que é importante?
● A NUTRIÇÃO, levando em consideração a
exigência básica para alimentação,
dependendo assim de espécie, fisiologia, fase
de vida, condição de saúde, habitat e estilo
de vida.
● Saber modo de processamento e
apresentação e categoria das rações.
● Saber realizar o manejo alimentar depende
da espécie, idade, habitat, estilo de vida… O
ideal é fracionar a ração e não dar tudo de
uma vez
Nutrientes e exigência nutricional
Energia não é nutriente mas sim fonte do
nutriente. A gordura fornece mais energia, seguido
da proteína e do carboidrato.
A energia serve para o desenvolvimento e
funcionamento normal do organismo, suprindo as
necessidades nutricionais e/ou energéticas, é útil na
manutenção, crescimento, reprodução, lactação e
exercício físico, ou seja, é necessária para a
sobrevivência.
● Energia bruta: energia química total
presente no alimento, há de 0-30% de perda
nas fezes pois não ocorre a oxidação
completa
● Energia digestível: energia do alimento que é
absorvida após o processo de digestão.
● Energia metabolizada: diferença entre a
energia bruta consumida na ração e a
energia bruta excretada.
● Energia líquida: energia produzida.
Energia do alimento
A capacidade do alimento de suprir a necessidade
energética do animal depende da sua natureza
físico-química. Um fator que determina o valor a
ser ingerido é que, em alta caloria, deve fornecer
menor volume e em baixa caloria, maior volume.
Todas as necessidades nutricionais devem ser
supridas quando se satisfaz a necessidade.
Fatores que influenciam a ingestão de energia:
- Internos: condição da ração e fisiologia do
animal (doenças, distensão gástrica,
mudanças nas concentrações plasmáticas
de nutrientes, hormônios e peptídeos).
- Externo: manejo (disponibilidade do
alimento, horário e quantidade, textura e
composição).
Carboidratos
Tem baixa digestão e fornece uma energia (realiza a
manutenção dos processos vitais) mais barata.
Está presente de 30 a 60% nos alimentos secos.
3
É bom para saúde intestinal pois alguns alimentos
que além de CHO fornecem fibras que ajudam na
motilidade intestinal e outros;
● Carboidratos absorvíveis: glicose (fonte
primária e energia para cães)
● C. digeríveis: lactose, sacarose e amido
● C. fermentáveis: oligossacarídeos, tem
função pré-biótica.
● C. não fermentáveis: lignina, celulose, amido
resistente…
Fontes de CHO para pets: milho, arroz integral, trigo,
polpa de beterraba, cenoura desidratada, aveia e
derivados, sorgo, farinha de soja.
AmidoRepresenta 40-60% da massa seca nas rações.
Ele fornece energia e chega em forma de glicose na
corrente sanguínea. Além disso, ajuda na
digestibilidade e é convertido
em fonte proteica em alguns animais.
Sua função estrutural no extrusado são na forma,
na textura, na dureza, na densidade e palatabilidade.
- Glicemia pós prandial: tem rápida absorção
de açúcar, assim sendo mais rápido e
intensiva a curva glicêmica
Existem amidos de digestão rápida e completa,
digestão lenta e completa e amidos resistentes.
Fibra
Presente de 1 a 6,5% nos alimentos secos, são
resistentes a enzimas digestivas e tem alta
fermentabilidade e elevada solubilidade.. Ajuda na
saúde intestinal.
As dietas para perda de peso, diabetes e light usam
mais fibras.
Para ruminantes e equinos a sua fermentação gera
ácidos graxos orgânicos que geram energia.
Proteína e Aminoácidos
Em carnívoros a gliconeogênese é uma fonte rápida
do consumo no qual a proteína é transformada em
glicose pelo fígado e rins. As vias da gliconeogênese
são sempre ativas e a glicemia permanece normal.
Competens estruturais: pelo, pele, unhas, tendões,
ligamentos, cartilagens, componentes dos ácidos
nucleicos...
- É bem palatável
- Alto valor biológico devido a composição e
disponibilidade dos a.a.
Existem aminoácidos essenciais (deve ser obtido
através do alimento) e não essenciais (organismo é
capaz de sintetizar).
Os gatos têm deficiência no ciclo da ureia, eles
acumulam nutrientes e ocorre intoxicação por
insuficiência de certas enzimas.
Fontes de proteínas para pet food:
● Origem animal: subprodutos de graxarias e
frigoríficos, oscilação nutricional e coloração,
excesso de matéria mineral, alto valor
biológico e boa palatabilidade.
● Origem vegetal: subprodutos originados de
milho e soja, menos oscilações nutricionais
e teor de massa magra.
Lipídios
Fonte de energia (aumenta a densidade energética
dieta), fonte de ácidos graxos essenciais (colesterol,
fosfolipídios) e dá sabor e textura ao alimento.
Além disso, ajuda na absorção de vitaminas
lipossolúveis, fornece substrato para o processo
metabólico, têm funções estruturais e regulatória e
constituinte a membrana celular.
● Ácidos graxos essenciais;. Ácido linoleico (não
sintetizados por cães e gatos), EPA + DHA,
ácido araquidônico… devem ser supridos na
dieta e em algumas situações há maior
necessidade como em fase de crescimento,
gestação, produção e outros…
● Óleos: Podem ser de origem vegetal e
animal, são livres de partículas em
dispersão e podem ser usadas várias
4
fontes na ração. Porém, pode intoxicar e
prejudica na palatabilidade e odor,
Vitaminas e minerais
As vitaminas são compostos orgânicos essenciais e
agem como coenzima nos processos metabólicos.
São necessária em menor quantidade pode ter no
processamento das rações
Vitaminas lipossolúveis:
- Vitamina A: formação óssea, dos dentes e
a visão. Contribui para a função imunológica
e celular enquanto mantém os intestinos
funcionando adequadamente.
- Vitamina D: auxilia no desenvolvimento dos
dentes e ossos, incentivando a absorção e
metabolismo do fósforo e cálcio.
- Vitamina E: é um antioxidante que ajuda a
combater infecções e mantém os glóbulos
vermelhos saudáveis.
- Vitamina K: é central para a coagulação do
sangue e também mantém os ossos
saudáveis
Vitaminas hidrossolúveis
- Vitamina C: antioxidante, formação de
colágeno e diversos hormônios, recupera a
vitamina E
- Vitamina B1: absorção de glucídios
- Vitamina B2: essencial para o crescimento
- Vitamina B3: ajuda no sistema de
redoxicação do NAD E NADP
- Vitamina B6: necessário para utilização dos
aminoácidos
- Vitamina B12: formação de glóbulos
vermelhos
Minerais
Os Macrominerais são necessários em maior
quantidade (Ca, P, Mg, K, Na, S, Cl) e microminerais
em menor quantidade (Ne, Zn, Cu, Mn, I, Se)
- Fontes: suplementos ou por meio de
minerais orgânicos e inorgânicos.
Método de alimentação
→ Adultos em manutenção: alimentação
equilibrada e nutricionalmente completa com alta
digestibilidade.
Troca de alimentação gradativa.
→ Gestação (estro e concepção): o animal com
escore corporal baixo terá filhotes abaixo do peso e
escore corporal alto filhotes maiores porém com
parto difícil, então deve-se ter o peso ideal, assim
como na hora da concepção para uma realização
correta sem prejudicações.
Na cadela gestante a alimentação deve ser de alta
qualidade e digestibilidade de acordo com as
exigências nutricionais. No primeiro período o
manejo deve ser igual a manutenção, no final do
segundo terço deve ter a introdução gradativa da
nova ração e no terço final deve aumentar a
ingestão de alimento e ganho de peso devido a fase
ser de crescimento dos filhotes.
- Obs: não deve suplementar com Ca e o peso
ganhando ao final da gestação será perdido
durante oparto pois há falta de apetite.
-
→ Lactação: maior desafio nutricional/energia, a
ingestão hídrica aumenta de 2 a 3 vezes mais.
O estresse durante a lactação pode ser devido ao
estado nutricional, peso e tamanho da ninhada.
Ela deve durar de 7 a 9 semanas, porém após o
aparecimento bico deve-se introduzir alimentos.
→ Crescimento: maior necessidade de nutrição
(proteína e energia). Deve ser fornecido alimentos
de alta digestibilidade e adequado à fase da vida.
- 3 a 4 refeições por dia até 6 meses e
depois 2 vezes ao dia, sempre controlando a
quantidade.
Outras categorias: idosos, obesos, atletas…
5
Consideração final: : Ao formular um novo produto
deve-se ter atenção ao público alvo e categoria do
produto, conhecer as exigências da espécies e estilo
de vida e conhecer os ingredientes e noções de
processamento. Ademais, deve orientar o tutor de
acordo com sua condição financeira e cultural.
Escore corporal
6
……………… Micr�ingredientes e aditiv�s ……………
São substâncias naturais ou sintéticas que são
intencionalmente adicionada aos alimentos com
propósito de:
● Melhorar a eficiência da digestão
● Preservar a qualidade dos componentes
● Minimizar os fatores antinutricionais
● Melhorar a aparência, olfato e paladar
● Assegurar a saúde, bem-estar e longevidade
Compêndio Brasileiro de Alimentação animal,
separou em categorias de acordo com suas funções
e propriedades;
● Aditivos tecnológicos: substâncias
adicionadas, com fins tecnológicos. Grupos
funcionais: acidificantes, adsorventes de
micotoxinas, antifúngico, antioxidante,
estabilizantes e umectantes
● Aditivos sensoriais: substâncias
adicionadas para melhorar ou modificar
propriedades organolépticas e
características visuais. Grupos funcionais:
corantes, pigmentares, aromatizantes e
palatabilidade
● Aditivos nutricionais: adicionadas para
manter ou melhorar as propriedades
nutricionais dos produtos. Grupos
funcionais: vitaminas, aminoácidos e
nutracêuticos.
● Aditivos zootécnicos: melhora a digestão e
absorção, melhoradores da flora intestinal e
melhoradores de desempenho. Ex:
antimicrobianos, probióticos, prebióticos e
enzimas.
● Aditivos anticoccidianos: Substância
adicionada para controlar o
desenvolvimento da coccidiose. Grupos
funcionais: químicos e ionóforos
Uma das principais preocupações na produção de
alimentos para pets é a segurança alimentar. Um
produto deve comprovar sua função nutricional e
segurança
- O MAPA regulariza a adição de aditivos
- Estudos demonstram que aditivos auxiliam
no fortalecimento do sistema imunológico.
Aditivos tecnológicos:
Antioxidantes são importantes para a preservação
da qualidade dos produtos.
Alimentos que contenham óleos gorduras e
vitaminas lipossolúveis devem adicionar
antioxidante pois durante a oxidação ocorre a
formação de peróxidos e derivados voláteis (aldeídos
e cetonas) e gera a redução do valor nutritivo e
alteração do odor e paladar.
Fisiológicas: reduzem radicais livres e efeito protetor
de membrana
Vit E e Selênio: são oxidantes e atuam nas
membranas celulares
Para serem eficazes devem ser incluídos nos
ingredientes, garantindo qualidade e estabilidade do
alimento até sua comercialização. - Podem ser
naturais e sintéticos
- Naturais: derivado da natureza, obtidos por
meio de vegetais, ervas e especiarias
- Sintéticos: produzidos quimicamente pela
indústria. Não deve ser confundido como
prejudicial
Acidificante ou acidulantes - ac. orgânicos e
inorgânico e desempenham;
● Redução do Ph do trato intestinal
● Favorece a desnaturação de ptn
● Redução do Ph urinário
● Controle da flora intestinal
7
● Realça a palatabilidade para felinos
Antifúngicos e absorventes: função de evitar
aparecimento de bolores nos ingredientes para
nutrição animal.
Quando se desenvolve alimento, os fungos
produzem micotoxinas que são altamente tóxicas.
Além disso, existem estudos que relacionam essas
micotoxinas no aparecimento de tumores e
propriedades nefrotóxicas.
Por isso deve manter a embalagem e ambiente
seco, limpo, arejado e fechado.
- Os principais antifúngicos são: ácido sórbico,
nitratos, nitritos.
Adsorventes: tem por função se ligar as toxinas e
transportar pelo TGI e evitar sua absorção e
consequentemente intoxicação
- Exemplos: aluminossilicatos, Zeólitas e
Bentonitas
- Propriedades: expansão e absorção de água;
Ph básico - atuam no ID
Aditivos sensoriais
Palatabilizantes e aromatizantes: são agentes
sensoriais com objetivo de estimular o paladar.
Promovem secreção das glândulas salivares e suco
gástrico.
- Cães e gatos: têm olfato 30 vezes mais
habilitado que o humano
- Os agentes sensoriais podem ser naturais
(+ atrativos) ou sintéticos (sabor e aroma
mais intenso)
Corantes; A maioria são derivados de extratos
vegetais
Pontos polêmicos: potenciais alergênicos decorrente
dos aditivos corantes da rações e alimentos (toxidez
pode ocorrer mas é rara)
Umectantes: Reduzem a capacidade higroscópica,
controlam a presença de moscas, evitam
ressecamento do produto, aumento de tempo de
prateleira e melhoram a fluidez, favorecendo a
homogeneidade
Ex: propilenoglicol, sorbitol, glicerol e lactato de sódio
Antiumectantes: reduzem a capacidade de absorção
de água, controlam a textura e evitam a formação
de pó ou granulado. Ex: silicato
Espessantes: Aumenta a viscosidade dos alimentos
e melhora a textura e consistência. São utilizados
em alimentos úmidos
Estabilizantes:: mantém a homogeneidade da
porção líquida . Utilizada em sucedâneos e
substitutivos do leite
Aditivos nutricionais
Condroprotetores:Condroitina e glucosamina - base
da formação articular. Estimula a regeneração e
diminui a degeneração
- Podem ser extraídos de cartilagens de
peixes, suínos e aves
- Requer estudos quanto ao benefício da sua
inclusão
Nutracêuticos: Possuem efeitos metabólicos,
fisiológicos e benefícios para a saúde. Os
aminoácidos industriais são ingredientes
importantes nos alimentos pt e possuem os
benefícios
- Adequação dos níveis nutricionais
- Redução dos níveis proteicos
- Redução dos nutrientes não digeridos
Carnitina: indicada na suplementação quando não
ocorre metabolização de lisina e metionina, seus
precursores. Funciona como enzima transportadora
de ácidos graxos pela membrana mitocondrial
● Efeitos benéficos: Maximizar a utilização de
gordura, cardioproteção pela melhoras de
desempenho cardíaco, maior gasto e queima
de energia armazenada
8
Enzimas exógenas- poder catalítico e facilitam as
reações químicas
- Efeitos: Melhoram a digestibilidade de CHOS,
Aumenta a disponibilidade de energia,
melhoram a digestão de lipídeos, otimizam
a utilização de fósforo orgânico, reduz a
excreção de nutrientes não digeridos (EX:
proteases, amilases, pectinase, celulases e
fitases.
Nucleotídeos dietéticos: Unidades de DNA e RNA
- Novidade no mercado de aditivos
- Benefícios: Aumento do crescimento
corpóreo, retenção nitrogenada, maturação
das células T
Aditivos zootécnicos
Bioprofiláticos: Compreendem prebiótico, probióticos
e simbióticos
Probióticos: microorganismos vivos não patogênicos.
Auxilia de forma benéfica ao desenvolvimento da
flora do TGI
- Constituem bactérias ácido láticas e
leveduras. Ex: lactobacillus spp.
saccharomyces cerevisiae
- Modos de ação: competição por sítios de
ligação, produção de substâncias
antibacterianas, síntese de enzimas ,
competição por nutrientes e estímulo ao
sistema imune
Prebióticos: estimulam seletivamente o crescimento
e a atividade de bactérias benéficas ao TGI. Podem
ser Naturais: insulinas, rafinose, manose e lactose e
Sintéticas: fermentação de polissacarídeos
- Propriedades: resistentes a enzima do TGI,
nao são absorvidos pelo ID, Fermentados no
IG formação de bactérias anaeróbicas,
estimulam o crescimento bacteriano
benéfico e agem junto com probióticos,
sendo substratos
Simbióticos : Reúne os probióticos e os prebióticos.
Combinação de FOS com bifidobactéria e
lactobacillus
- Diversas combinações são usadas pela
indústria
- objetivo: proliferação de bactérias benéficas
e redução de produção de metabólicos
tóxicos
Fitoterápicos: Prevenção e atuação sobre algumas
enfermidades
- Principais fitoterápicos usados: Babosa-
febre e constipação, Alho- vasodilatador,
Gengibre- antisséptico e anti-inflamatório,
maracujá- calmante e efeito sedativo leve,
Castanha de caju- antioxidante.
Os fitoterápicos devem sempre ser usados com
cautela, uma vez odem que pter efeito cumulativo e
gerar prejuízos a saúde animal
Seguranças no uso de aditivos:
Baseada nas normas do comitê de segurança
alimentar e nutricional (SAN). A segurança do uso
de aditivos é primordial. São realizadas análise
toxicológicas para avaliação prévia a sua inclusão
Aditivos devem preencher 5 necessidades:
- Tornar o alimento atrativo
- Possibilitar a diversificação da dieta
- Manter o alimento seguro até seu consumo
- Vantagem econômica= maior vida útil x
menor preço
O perigo dos alimentos é definido por qualquer
propriedade biológica, física ou química e que
possam tornar alimento prejudicial ao consumo.
Existem algumas medidas que permitem seu
9
controle na utilização de aditivos nas alimentações
comerciais de cães e de gatos.
● Controle de fornecedores- especificações e
garantias
● Controle do processo- controle do nível de
dosagem e sua mistura ao produto
● Separação das substâncias químicas-
realizada durante o armazenamento e
manipulação
● Utilização de recipientes próprios
● Exatidão e precisão das dosagens- níveis
recomendados de cada componente
Produtos de mercado PET
A maioria dos tutores hoje se voltam para a
alimentação comercial. A escolha do alimento
adequado é um desafio para o cliente e a
consideração mais importante a ser feita na hora
de escolher a ração é o conteúdo nutricional
Teor de umidade
Alimento úmidos (65 - 75%): Possuem maior
palatabilidade e digestibilidade (enlatados gourmets,
sachês, elaborados por pasteurização e
pressurização)
Alimentos semi úmidos (15 a 30%): Ingredientes
como cereais, vísceras, carnes e adição de gorduras,
açúcares e minerais.
- Utilizam conservantes para reduzir o Ph.
Alimentos secos (6 a 10%): Armazenamento em
locais quentes e úmidos. Ingredientes: farelo e
farinha de semente e cereais e subprodutos
cárneos
Linhas Industrializadas
1. Linha de combate: possui menos de 60% de
digestibilidade; ingredientes como milho e trigo;
2. Linha econômica: possui de 60% a 70% e
digestibilidade;
3. Linha standart: digestibilidade maior que 70%;
ingredientes de origem vegetal e animal; inclusão
de farinha de vísceras; maiores níveis de minerais e
vitaminas; uso de milho e sorgo com bases
energéticas;
4. Linha premium: possui digestibilidade maior que
80%; 75% dos ingredientes são de origem animal;
inclusão de ingredientes funcionais; maiores níveis
de vitaminas e minerais; uso do milho e sorgo como
fontes energéticas;
5. Linha super-premium: digestibilidade maior que
85%; 80% dos ingredientes são de origem animal;
fontes de alto valor biológico; inclusão de
ingredientes funcionais; Maiores garantias de
embalagens;
6, Natural: embora não possam ter a inclusão de
aditivos, devem ser balanceados e garantir a
entrega dos valores nutricionais.
O Termo fresco está relacionado a falta de
tratamento térmico do alimento e o Termo light é o
termo que está associado a perda de 15% de EE
● Caseiro: são alimentos desbalanceados,proporcionando desbalanços energéticos,
com sua diminuição do acréscimo. Não
recomendável pois pode gerar obesidade,
infertilidade, má-formação óssea, diabetes,
doenças renais, doenças periodontais, etc
● Alimentos coadjuvantes: são alimentos
direcionados a animais com distúrbios
fisiológicos. Privada de qualquer adição de
princípio farmacológico
● Alimentos especiais: são alimentos
específicos, formulados com teores
diferentes de: valor energético, ptns, E.E.,
carboidratos, fibras, vitaminas e minerais
10
Extrusão:
É o processo hidrotérmico que o alimento passa
para alterar suas características físicas e
nutricionais. Etapas:
1. Moagem (garante a homogeneidade e
extrusão);
2. Mistura (Homogeneidade de nutrientes na
ração);
3. Hidratação (umidificação deve ser via vapor);
Temperatura (fervido);
4. Pressão (para o processo de expansão);
5. Formatação (cria-se os formatos da ração
de acordo com a finalidade da venda, da
espécie e do seu hábito alimentar);
6. Corte: (manter a espessura adequada de
3-5mm);
7. Secagem (seca e deixa a umidade de
10-12%);
8. Engorduramento (óleos e palatabilizantes);
9. Embalagem (acondicionamentos adequados
para a vida de prateleira)
Vantagem da extrusão: Processamento simples,
aumento da disponibilidade energética, melhora a
digestibilidade, variação de textura e forma e
elimina microrganismos prejudiciais
Pasteurização:
Utiliza a temperatura e tempo para eliminar
microorganismos, preservando o valor nutritivo e
tempo de prateleira.
Permite o controle dos patógenos sem perda dos
valores nutricionais e estruturais
Cozimento:
Refrigeração
O frio dificulta a reprodução e ação de
microorganismos, existe um protocolo industrial. O
resfriamento ocorre entre entre 8 a -1ºC
- Pode ser mantido de 3 a 5 dias em boas
condições
Congelamento
Temp. abaixo de -10ºc podendo chegar a -40º, existe
a formação de gelo. Podem ocorrer alterações da
estrutura de alimento.
O Ideal congelar pequenas porções entre 200-500g
a fim de evitar degelo e congelamento em porções
diferentes
11
……. Manejo alimentar de cães e gat�s ……..
Cães caçam em grupo e presas grandes., por isso
sua ingestão é rápida, devido a competição. Já os
gatos comem mais lentamente , são solitários e
presas pequenas..
- Para gatos deve fazer várias refeições ao
dia (9 a 16 com 23 kcal cada) pois os
mesmos carecem de enzimas que fazem a
digestão mais rápido então ele come
lentamente e várias vezes devido a fácil
saciedade.
Perguntas a serem feitas:
1. com o que alimentar?
2. Quando e como alimentar?
3. Quanto fornecer?
Cães: alimentar 2x ao dia com quantidade calculada
Gato: acesso livre ao longo do dia com quantidade
calculada.
+ Deve-se atentar a atividade física, condição
corporal, ambiente, raça, predisposição de
cada indivíduo.
Por que não fazer consumo livre? perda da
qualidade de nutriente, desequilíbrio de consumo,
não indicado para animais obesos ou com
problemas digestivos, ocorre competição (quando há
mais de um animal)
Quanto fornecer? calcular de acordo com a
necessidade energética do animal individual e a
quantidade de energia (kcal/g) do alimento. Existem
alimentos com alta energia, moderada e baixa.;
Alimento caseiro ou comercial
O alimento deve suprir toda a necessidade de
nutriente, deve observar se há energia suficiente
para manutenção do animal, manter em boa
função do TGI, se é palatável e segura..
- 42 a 43 dos nutrientes essenciais devem
estar contidos no pacote energético.
● Alimento caseiro: deve ser seguro, suprir as
necessidade energéticas e nutricionais do
animal. Nem todo profissional pode
prescrever uma alimentação
● Comercial: Prático, seguro, mais barato. Pode
ser seco, úmido e semi úmido
Manejo …………………………………… …………………………………..
1. Fêmea gestante
Deve ter baa condição corpórea, muito magras não
suprem a necessidade dela e dos filhotes e em
sobrepeso podem ter filhotes muito grande e
distocias
- Dieta de alta qualidade, digestibilidade e alta
intensidade de nutrientes
Além disso, nas cadelas deve ter o peso adequado
na fecundação e várias pequenas refeições ao final
da gestação (deve comer várias vezes pois seu
estômago está mais comprimido devido a ocupação
do útero, então, há uma saciedade mais rápido)
Na gata deve ter um aumento mais linear,
começando na segunda semana de gestação.
2. Latação
Maior desafio nutricional e necessidade de bastante
energia
● Os estresses da lactação podem ser pelo
estado nutricional, tamanho da ninhada e
estágio da lactação.
● Precisa de 2 a 3x mais do consumo normal
● Pico da lactação: 3 a 4 semana
● Dieta de alta energia e densidade
nutricional
12
Após a 4 semana deve-se introduzir os alimentos
sólidos para o filhote. O desmame comportamental
é após a 5 semana até a 8, com isso, deve diminuir
a alimentação da fêmea e restrição alimentar para
secar o leite (25, 50, 75 a 100%)
3. Cães e gatos neonata
1 e 2 semana: totalmente dependente do cuidado
maternal com amamentação de 4 a 6x dia
- Colostro: nutrição especializada e
fortalecimento da imunidade
Cães deve ganhar 2 ag kg/dia do peso adulto até 5
meses e gatos de 50 a 100g/semana até 6 meses
- Desmame: o animal tem menos lactose e
mais glicosidase, maltase e sacarase. Ou
seja, perdem a capacidade de absorção de
leite
Erupção dentária com 21 a 35 dias, após a 5 e 6
semana já são capaz de ingerir alimento (ração
filhote), recipiente raso,, várias vezes no dia,
removido após 30 min
- nutrição dos filhotes orfãos: mãe adotiva,
fórmulas caseiras, substitutos do leite
comercial.
4. Crescimento
Necessidade nutricional maior que os adultos, maior
crescimento entre 3 e 6 meses, sistema digestório
não totalmente hábil, menor digestibilidade.
- Raças grandes: período de crescimento mais
longo, o peso adulto entre 11 e 15 meses. O
crescimento acelerado não acompanha o
desenvolvimento saudável do esqueleto
(alimentação controlada é fundamental).
- Pequenas: alimentos com maior
necessidade energética (alimento com
maior densidade calórica) e menor
capacidade gástrica .
Deve fornecer alimento de alta digestibilidade de
alta digestibilidade, nutrientes e balanceados. (ptn,
extrato etéreo, ácidos graxos essenciais EPA + DHA),
devem fazer exercícios diários e não suplementar
com industrializadas.
- Não suplementar: induz na conformação
óssea, o mecanismo de absorção do cálcio é
imaturo até os 6 meses, tem uma absorção
baixa. Uma quantidade excessiva de cálcio
faz com que os ossos crescem mais do que
o organismo consegue suportar.
5. Adultos (Manutenção)
Avaliação individual, local de criação e estilo de vida
devem ser fatores a considerar.
6. Senilidade
● Toy: 11,4 anos
● Raça média: 10 anos
● Grande: 9 anos
● Gigantes: 7,5 anos
● Gatos: 12 anos
Os cães têm propensão a obesidade na velhice pois
não diminuem a digestibilidade já gatos têm
tendência a caquexia porque diminui a
digestibilidade.
+ Acúmulo de placas bacterianas nos dentes
e redução de atividade física
Alimentos comerciais em cães tem menor
densidade energética, ele tira a gordura e em gatos
tem maior densidade com maior teor de gordura ( >
18%)
Ração light é para manutenção de peso e a satiety
para emagrecimento
Transição alimentar
● 1 e 2 dias: 75% ração atual e 25 nova,
● 3 E 4 dias: 50% cada
● 5 E 6 dias: 25% atual e 75% nova
● 7 dia: 100% nova
Conclusão: A alimentação além de nutrir deve dar
qualidade de vida, melhorar a saúde, diminuir o
risco de doenças e bem estar.
13
…………………. Distúrbi�s alimentares ………………….
Raa- reação adversa a alimentação, cães e gatos
tem aumentado devido a ampla exposição a
variedade de alimentos.
- são responsáveis por 60% de alterações nas
peles e 25% relacionado a intolerância
(sinais gastrointestinais)
- Estratégias de relações hipoalergênicos:
utilização de ptn substituta que o animal
nunca teve contato.
A variedade de alimentos favorece os processos
alérgicos, as rações têm efeito imunológico e não
imunológico.
- Reações alimentares imunológicas:
hipersensibilidade e anafilaxia
- Reações alimentares não imunológica:
relaciona a intoxicações eintolerâncias
Sinais de anafilaxia
Diminuição dos leucócitos, hipotermia, hipotensão,
sinais gastrointestinais: dor a dominar, aumento do
peristaltismo, fezes mal digeridas, náuseas vômitos
e diarreias
● Sinais faciais: inchaço e rubor de face, lábios,
pálpebras e orelhas.
● Sinais cutâneas: prurido, rubor, urticárias e
eritema
● Sinais cardiovasculares: astenia, arritmia,
dor torácica.
● Sinais oculares; edema, eritema conjuntival,
lacrimejamento
● Sinais gênito urinário: cólica e incontinência
urinária
Diagnóstico
Dieta de eliminação (retira-se o agente alergênico) e
teste de provocação (reintroduz o alimento prévio)
- observação da remissão ou retorno dos
sinais
Placas de Peyer
Placas do sistema imune no intestino. Há milhares
de antígenos reportados como ptns, polissacarídeos
não-amiláceos, aditivos
- Mecanismo de exclusão da substância:
barreira mucosa mais espessa, enzima
proteolítico, membrana das vilosidades mais
seletiva, peristaltismo, sistema imunológico
intestinal
Barreira mucosa
Protege contra a própria microbiota, reduz a
exposição aos alérgenos, epitélio com vilosidades e
mucina impedem a absorção a absorção e
promovem sua liberação, hidroxilação pelos ácidos
graxos e enzimas
Mecanismo imunológico
Exposição dos compostos > mastócitos > liberação
de substâncias anti inflamatórios (histamina) >
aparecimento de sinais de hipersensibilidade.
Células imunes intestinais > produção de anticorpos
(igG e igE) > proteção contra bactérias e parasitos.
Alergia
Reações imunológicas adversas a algum
componente, geralmente são confundidas com
alergia parasitária ou bacteriana.
Os sintomas podem ser específicos ou combinados,
de intensidade leve, moderada e grave. Pode ocorrer
após anos de expiação a alimento
- Raças predisponente: cocker, Labrador,
dálmata, pastores, siamês e persas
- Causa alimentar são a 3 causa mais
comum (stars de atopia e DAPE), em gatos
são comum apresentar edemas de pele
14
Ação: Há um ph natural da luz intestinal e quando o
organismo entra em contato com alérgico cria o
complexo antígeno anticorpo sendo liberada uma
reação em cadeia e atuação dos mastócitos. e
degranulação dos mesmos
Fator pré disponente:
● Má digestão (alimentos mal processador e
deteriorados)
● Deficiência enzimática (menor hidrólise dos
nutrientes)
● Integridade do TGI (permeabilidade e
alterações estruturais)
● Genética (manifestação alérgica)
● Reações vacinais (exacerbação de igE e
desencadeamento de RAA)
● Idade (senilidade apresenta comorbidades e
complicações).
Opções de dietas: rações hipoalergênicas
(desvantagem por conta de aditivos), alimentação
natural (pode ter mais vantagens na escolha de
ptn)
- O alimento deve ter o nível protéico
adequados proporção de aminoácidos,
redução de fontes de proteínas (redução da
diversificação) , fontes com alta
digestibilidade, mínimo de aditivos, níveis
adequados para minerais e vitaminas,
granulometria dos ingredientes, qualidade
dos ingredientes, controle do processamento
● Fonte proteica para estratégia de melhora;
carne de cordeiro, salmão, carne de coelho
ou peru, ovo em pó
● Fonte de carboidratos; arroz, batata em pé e
milho pré gelatinizado
● Fonte de óleos (digestives): milho, girassóis,
canola…
Intolerância
Reações sem manifestação imunológica , alimentos
como chos, ptns, fibras.
CHOS: lactose e outros polissacarídeo
Devido a processamento inadequado, em execrado e
amidos intactos na digestão (favorece a
fermentação).
- Pode provocar flatulências, distensão
abdominal e presença de fezes ácidas,
mucosas e mal cheirosas
PTN: glúten e outros
Presente nos grãos e cereais, pode provocar
alteração na permeabilidade da mucosa intestinal
provocando inflamação
- Principais sinais: diarreia, vômito e prurido.
Existem produtos específicos como ração grain free
Metabólitos
Respostas pós prandiais ao consumir e
carboidratos e distúrbios hidroelétricos
Gatos têm absorção mais lenta e prolongada e
apresentam respostas sanguíneas e glicose (porém
o estresse também pode aumentar a glicose, por
isso, o manejo é importante e há outros métodos
para medir a diabetes como exame da urina e
frutosamina).
- Varia conforme a ingestão de água e
proteína.
A utilização de fibras pode promover a redução da
densidade calórica do alimento, controle de glicemia
e lipemia, estimulação da saciedade e manutenção
da peristalse.
Ptns se fornam creatinina e é ruim para
nefropatas assim como a ingestão de fósforo
15
Intoxicações
Ocorrem de forma ocidental ou intencional
● Acidental: ocorrem por desconhecimento
● Proposital: ocorrem por maus-tratos
Os cães são menos seletivos que os felinos então
têm maior propensão à intoxicação.
Contaminadores comuns: bactérias providas de
alimentos (salmonella, clostridium, campylobacter)
e alguns parasitas, vírus e toxinas.
Sinais clínicos; cólica, desconforto abdominal,
vômitos e diarréias. Dependendo de alguns ocorre
salivação excessiva, dispnéia, arritmia, tremores…
Alimentos intoxicantes: cebola, alho, chocolate e
algumas frutas (pêssego, caqui, ameixa, uva passa)
Chocolate ……………………………………………………………………………………...……………………
Possui teobromina que é pouco metabolizada e
difícil excreção
- Sinais clínicos: tremores, náusea, vômito,
aumento da atividade miocárdio, poliúria e
polidipsia
Cebola, alho e alguns condimentos …………………………………………
Composto tóxicos: sulfóxidos e sulfetos alifático
Faz a redução da atividade das hemácias,
degeneração de glutationa e desnaturação da
hemoglobina
- Sinais clínicos: gastroenterite, desidratação
e sinais de hemólise
- Tratamento suporte: hidratação,
oxigenoterapia em casos de desconforto
respiratório, correção de anemia, vitamina K
(anti-hemorrágica)
Frutas ……………………………………………………………………………………………………………………
Compostos tóxicos: xilitol (provoca hiperinsulinemia)
e causa hipoglicemia.
- Sinais clínicos: vômito, fraqueza e convulsão
- Tratamento: Colocar no fluido e fornecer
uma fonte de energia
Plantas tóxicas ………………………………………………………………………………………………
Comigo ninguém pode, lírio, costela de Adão e copo
de leite ; Vegetais com oxalato de cálcio e saponinas
- Sinais: edema de lábios e línguas, náusea,
coloca excessiva, desconforto abdominal
Crisântemo, bico de papagaios, coroa de Cristo :
terpenóides
- Sinais: dermatite, prurido, infecções bucais e
estomatite
Vegetais com glicosídeo : Alteração cardíaca
Vegetais alcalóides resinoso: Hipotensão e anafilaxia
16
Dietas terapêuticas
“Auxiliam no gerenciamento da saúde e no
tratamento de várias enfermidades”
Trazer na dieta: efeito terapêutico, adjuvantes para
evitar a progressão, controle de diversas
comorbidades como obesidade e outros..
Cuidados: existem riscos da dieta terapêutica ser
utilizada em animais saudáveis, o uso
desequilibrado pode causar desnutrição.
Perfis da dieta terapêutica:
● Industrializadas: comodidade, praticidade e
equilíbrio
● Caseiros: deve ser formulada por um
profissional
Fatores a considerar para indicar a dieta: Estágio da
doença, estágio nutricional, apetite e interesse pelo
alimento, escore corporal
Obesidade ………………………………………………..………………………………………………..……
Acúmulo de tecido adiposo com o comprometimento
de funções.
Fisiopatogenia desbalanço energético entre a
energia ingerida e a perda. Ocorre o acúmulo de
reserva no tecido adiposo.
Enfermidade mais crescente, o principal fator é a
humanização. Pode ocorrer por, redução da atividade,
alimentação desregrada e sem orientação (excesso
do valor calórico), petiscos e alimentos calóricos e
inefeciencia metabólica (doença).
- normal é até 20% de tecido adiposo e
obesidade mórbida acima de 60%
Complicações: intolerância a glicose e resposta
anormal a insulina, elevação do colesterol e
triglicerídeos, problema articular, predisposição
oncótica, aumento do risco cirúrgico e fator de risco
para diabetes
Regiões principais de deposição de gordura:
- Cães: tórax, abdômen e base da causa
- Gatos: região inguinal e abdominal
A tolerância da obesidade aumenta com o passar
do tempo e redução após aos 12 anos. E a castração
pode influenciar para o ganho depeso pois diminui
a atividade, aumento da ingestão de alimento e
ocorre alteração dos hormônios sexuais.
Estratégias: determinar a perda do peso, controle de
ingestão calórica de água, seleção da dieta, proposta
de atividade física, monitoração da perda e
manutenção do programa.
Programa de redução de peso estratégia:
● Diluição da energia por meio de fibras
solúveis (baixa digestibilidade reduz a
densidade energética)
● Manutenção da massa magra com uso de
proteínas (fonte de energia com menor
conversão em gordura)
● Utilização de alimentos úmidos (menor
densidade calórica que os alimentos secos).
● Redução do estresse oxidativo (uso de
antioxidantes, redução dos fatores pró-
inflamatórios. Ex: vitam E e C, betacaroteno,
selênio).
● Utilização de suplementos de L-carnitina
(auxílio da beta oxidação dos lipídeos em
nível celular)
Pontos importantes pro manejo nutricional: fazer
uma meta de 1-2% do peso corporal por semana,
seleção do alimento adequado para perda, restrição
de energia metabolizável para o peso atual,
mudança dos hábitos que contribuem para o
17
excesso, programa de atividade moderada
(diariamente), após perda, ajuste para manutenção.
Diabetes ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..
É a baixa produção de insulina. Coleta de sangue e
urina, não levar em consideração a glicemia de
coleta de sangue pois estressa.
Características da insulina: hormônio secretado
pelo pâncreas, função de controle glicêmico,
concentrações variam (após alimentação
aumentam e normalizam se de 2-3 horas de
jejum).
- Dentro da célula a glicose convertida em
ATP é utilizada ou armazenada como
glicogênio - excesso (gordura para reserva).
Glicemia: cães (60-120) e gatos (70-180), mas pode
haver alteração devido ao estado do animal.
Fisiopatogenia: não produz insulina ou resistência
dos receptores. Níveis sanguíneos elevados, e sem
transporte para a célula
Tratamento: hipoglicêmico anti oral (gato), insulina
(cão).
Glucagon: faz atividade oposta da insulina e
aumenta os teores de glicose circulante, a partir do
glicogênio. O pâncreas pode secretar insulina para
diminuir a glicose ou secretar glucagon para
aumentar.
Epidemiologia: cães de meia idade a idosos, fêmeas
possuem 2x mais riscos, algumas raças são
predispostas (Samoieda e Poodle).
Existem 2 classificações:
- Tipo 1: insulino-dependente (mais comum)
- Tipo 2: associada a obesidade devido a liberação
excessiva de glicose. Pode ter reversão
Sinais clínicos; poliúria, polidipsia, polifagia, perda de
peso, cansaço e prostração. Hálito cetônico e
glicosúria, catarata e opacidade ocular, cetonemia e
cetonúria (aumento dos corpos cetônicos).
Objetivos do tratamento:
● Controle do peso e redução da variação
glicêmica
● Uso de fibras solúveis e insolúveis
● Cães: utilização de CHOS complexos
● Gatos: utilização de CHOS de baixa
qualidade e PTN de alta qualidade
● As dietas não isentam o uso de
hipoglicemiantes orais e insulinas,
dependendo de cada caso
Hepatopatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..……….
Tem uma grande reserva e capacidade regenerativa,
o que dificulta fechar diagnóstico
Deve seguir os sinais clínicos: perda de peso e
apetite, vômitos e diarreia, poliúria e polidipsia
No caso de doenças crônicas os sinais clínicos são
mais graves. São eles:
● Icterícia: acúmulo de bilirrubina e biliverdina
no sangue
● Ascite: decorrente da hipertensão portal
● Encefalopatia hepática: acúmulo de
substâncias tóxicas, principalmente a uréia,
sendo acumulados no sangue e causando
alterações neurológicas. A Lactulose é
indicada para combater a encefalopatia
hepática.
● Distúrbios de coagulação: diminuição dos
cofatores
● Acúmulo de gordura hepática: lipidose, o
gato não dá conta de retirar o excesso de
gordura do fígado
Alterações nutricionais:
● Alterações proteicas: acúmulo de compostos
nitrogenados
18
● Alterações de CHOS: flutuação dos níveis de
glicose
● Alterações lipídicas: aumento do colesterol e
trigliceridios
● Alteração de vitaminas 3 e minerais:
estresse oxidativo dos hepatócitos
Cardiopatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..
São comuns em pacientes mais idosos . Principais
alterações que envolvem disfunções:
● Doença das válvulas cardíacas
● Doença ventricular
● Doença do miocárdio
● Arritmias
● Lesões por isquemia
Cães e gatos não infartam, isso porque os cães e
gatos possuem mais neovascularizações, o que não
permite o entupimento do miocárdio e consequente
infarto. As neovasularizações suprem a necessidade
caso haja um entupimento.
Sinais clínicos:
Perda de peso excessiva: caquexia extrema,
principalmente em músculos da face, ombros e
costas.
É importante a suplementação com ácidos graxos,
pois é desse modo que ele recupera sua massa
corpórea
- Restrição de sódio: polêmico. Isso porque no
tratamento/acompanhamento já se usa
diuréticos, logo não tem porque restringir o
sódio. Em fases iniciais não há necessidade
de haver restrição de sódio
- Não tira minerais do sangue mas faz com
que ele não seja absorvido da dieta
Dietas Terapêuticas: O hidróxido de alumínio pode
auxiliar a baixar o teor de fósforo no sangue.
Mudança de conduta:
● Não se restringe mais tanto às proteínas,
exceto se houver acometimento renal junto.
● Gorduras e óleos trazem benefícios
energéticos (ômega 3 uma ótima opção, até
para a redução de mediadores
inflamatórios)
Sinais clínicos: Poliúria, polidipsia e perda de peso,
diarreia e vômitos, anemia e uremia e
osteodistrofia renal
Nefropatias ………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..………..
Manejo nutricional do nefropata: pilar da
manutenção das funções e redução das
consequências clínicas da DRC (desnutrição e
balanceamento é a principal causa de óbito em
nefropatas)
- Hemodiálise para animais não é tão
compensatória e prática. Bem como o
transplante de rins, não tem transplantes
no brasil.
Dicas nutricionais para DCR: AJUSTE DOS NÍVEIS
DE ELETRÓLITOS
- redução de fósforo: evitar
hiperparatiroidismo
- redução de sódio: evitar hipertensão e
retenção de água
- suplementação de potássio:
- Restriçao de PTNs e aas
- Redução de compostos nitrogenados
Base da dieta do nefropata:
Utilização de cetoácidos: captam moléculas
nitrogenadas e AGs essenciais
Ureia diminuída quer dizer que o rim está
funcionando. Por outro lado, o fígado não está
convertendo a amônia em ureia.
19
……………... Intr�dução a
nutrição de grandes
………………...
Conceitos
A nutrição é importante para recuperação,
crescimento, reparação e reprodução .
● Alimento: toda substância que quando
ingerida fornece nutriente necessário ou não
para comprir as exigências
● Alimentação: fornecimento do alimento ao
animal de forma mais adaptado sua espécie
● Nutrientes: compostos inorgânicos e
orgânicos que atua no metabolismo
● Metabolismo: conjunto
● Digestão: processos físicos e químicas que
transformam os alimentos mais complexos
em moléculas mais simples
● Absorção: processos físicos e químicos
relacionados com o transporte da membrana
● Ração: alimento oferecido e consumido por
um animal em 24hrs
Importância da alimentação
Sò manifesta seu potencial genético quando
adequadamente alimentado, fator indireto do
melhoramento, fator econômico e sanitário (busca de
alimentos barato mas eficiente e prevenção das
enfermidades)
Desempenho: rende da genética, sanidade, manejo,
ambiência e nutrição
Tipos de digestão e suas espécies
Monogástricos: digestão enzimática, a proteína é
degradada em aminoácidos e carboidrato em
monossacarídeos.
Ruminantes: digestão microbiana e enzimática, o
carboidrato forma os ácidos graxos voláteis, proteína
degradada em ureia.
Fermentadores pós gástricos: coelho, equino, avestruz
- Hábito alimentar: Carnìvoros, herbívoros e
omnívoros.
Digestão de suínos: estômago simples, digestão
enzimática
Equino: O alimento passa pelo estômago
rapidamente e vai ser mais digerido e aproveitado no
intestino grosso para fazer as transformações.
Menos eficiente na digestão da fibra
Ruminantes: alimentos fermentados pelo
microorganismo e depois vai paraestômago
verdadeiro (abomaso) para fazer a digestão. Energia
através dos AGV
Aves: através da moela e bico tem quebra mecânica
- Desafio: Muitas espécies e cada uma tem sua
particularidade
Nutrientes:
● Orgânicos: energéticos (lítio cho e fibra)
proteínas (ptn e nitrogênio não protéico),
vitamínicos (lipossolúveis e hidrossolúveis)
● Inorgânicos: minerais e água
O Alimento é divido em água e matéria seca
Balanceamento da dieta
1. estimativa das exigências
2. levantar e quantificar os alimentos
disponíveis, seguido do cálculo de nutrientes
fornecidos pelo alimento
3. Relacionar composição química e o valor
energético dos alimentos
4. Proceder com o balanceamento da ração para
o ptn bruta e energia
5. Depois de concluído a cálculo da raça deve
verificar se as exigências foram atendidas
Necessidade metabólica: levar em consideração a
categoria, raça, tamanho, capacidade produtiva,
20
capacidade reprodutiva, nível de produção, estágio de
crescimento e ambiente.
,
…………….…………….... Água na nutrição de ruminantes
………………….…………….
A qualidade da água influencia na produção, existem
doenças que usam a mesma como veículo de
transmissão. Ela é um nutriente inorgânico
indispensável à vida.
- Se o animal perder 10% da água já é passível
de morte.
- A baixa ingestão de água aumenta o
hematócrito, concentra ureia no sangue e
diminui a taxa respiratória e a contratilidade
ruminar. Diminui o peso e produção de leite e
pode gerar agressividade.
Na atividade pecuária, a água, além de consumo
próprio, também é necessária para manejo do solo,
rebanho, e limpeza.
Os ruminantes podem suportar água de pior
qualidade que os humanos mas são afetados por
substâncias e pode ser fatal. O crescimento, lactação
e produção podem ser afetados, a água constitui
aproximadamente 98% das moléculas do organismos,
participa das funções vitais
- A limitação no insumo diminui o desempenho
e prejudica animais de posições hierárquicas
inferiores.
O consumo de água é positivamente relacionado com
a ingestão de matéria seca e aumenta com a maior
quantidade de fibras na dieta. O leite é composto por
87% da água tornando sua produção dependente de
ingestão de água.
Qualidade
Variável, depende do substrato presente onde está
armazenada.
Fatores que afetam a qualidade: salinidade, algas, ph,
pesticidas e fertilizantes, presença de matéria
orgânica.
Padrões de potabilidade da água no brasil (adicionar)
Análises laboratoriais
Deve-se realizar análises físico-químicas e biológicas,
pelo menos uma vez no período da seca e no período
de chuva
Observar: ph (quanto mais próximo do 7 melhor),
sólidos dissolvidos, cor, dureza, turbidez, nitrito e
nitratos e ferro.
Ph: as dosagens dos produtos sofrem alterações
dependendo do ph da água
Salinidade; quantidade total de sais minerais
dissolvidos em água. Tolerância de 7.000ppm de SDT
- pode causar: Dor abdominal, vômito, diarreia,
finais nervosos, convulsões e morte
Ferro: afeta os níveis de dureza e interfere na
limpeza dos equipamentos. Um excesso de ferro
resulta em depleção de vitaminas (como vitE) e
outros minerais.
Nitritos e nitratos: relacionados à toxicidade os níveis
anormais são originários de fertilização intensa do
solo contaminação do lençol freático
Dureza: relacionada com cálcio e magnésio em
excesso. È importante para a utilização de produtos
adequados e quantidades corretas que evitam
incrustações dos equipamentos
21
Cor e turbidez: Parâmetros que indicam presença de
algum poluente ou matéria orgânica. O aumento da
turbidez muda as características organolépticas com
aparência e cheiro podendo interferir no consumo,
além de evitar a dificuldade de desinfecção de
equipamentos.
Aspectos microbiológicos: Analisar coliformes,
salmonella, choverá, leptospirose, escherichia, ovos de
parasitos e outros. Geralmente causam diarreia e a
transmissão ocorre basicamente pela rota oral-fecal.
Coliformes: pode encontrar ate 1.000 coliformes
fecais por mililitro de água. Coliformes fecais indica
presença de fezes e com isso, um maior potencial
patogênico
- Escherichia coli tem uma resistência
ambiental e no solo é capaz de sobreviver por
muito tempo.
- Salmonella: animais que bebem água em
lagos, mananciais e reservatórios são mais
susceptíveis. Seu controle è difícil devido os
animais serem portadores assintomáticos
contaminando o ambiente
- Mastite: a água ao lavar o teto, pode ser
veículo de transmissão como staphylococcus
aureus e coagulase-negativa.
- Coccidiose: doença parasitária gerando
prejuízo econômico, causa o rompimento das
células intestinais . As infecções se dão por
oocistos esporulados junto com alimentos
contaminados por fezes de animais
portadores.
Tratamento da água
A desinfecção deve ser adotada independente da
qualidade, pois mesmo que não esteja contaminada
na fonte, pode ser contaminada no processo de uso.
Para que o controle microbiológico se efetive é
necessário o tratamento de dejetos animais antes de
sua incorporação ao solo, o saneamento básico e a
manutenção do sistema de armazenamento e
distribuição de água domiciliar.
Algumas técnicas e equipamentos para o tratamento
ou disposição dos resíduos dos animais como
biodigestores, esterqueiras, compostagem e
vermicompostagem, lagoas e estabilização é de
grande importância.
Porque a água é um nutriente essencial à
vida?
É um constituinte ativo e estrutural, componente
corporal com maior taxa de reciclagem e veículo de
nutrientes, é capaz de absorver calor ocorrido nas
reações dissipando o mesmo, auxilia na coesão de
células, as reações na digestão. Metabolismo
geralmente implicado em adição de hidrólise e
manutenção da pressão osmótica.
- Função: solvente, poder hidrolítico,, facilita a
passagem de alimentos e excreções e
metabólitos.
Fontes de água
● Água ingerida
● Água metabólica: formada no processo de
oxidação
● Água coloidal: presente no alimento
Perda de água: respiração , evaporação, defecação,
urina, leite.
Exigência: determinada pelas perdas, fase de
desenvolvimento, tipo de produção e quantidade, dieta
e temperatura.
O centro da sede fica no hipotálamo e a sensação de
sede aumenta conforme o déficit. Além disso, no
sangue existem receptores que captam a informação
de falta de água e envia o sinal a hipófise posterior a
liberar o adh, que age nos néfron aumentando a
reabsorção de água.
Oferta de água : Livre, temperatura entre 25 a 30
graus, nos piquetes devem disponibilizar entre 10 e 13
22
cm lineares por animal, com um ponto de
fornecimento para cada 25 animais.
Fatores que afetam o consumo: diferenças
individuais, dieta, consumo e forma da ração,
temperatura e umidade, ph, funções do animal e
enfermidades.
………….………...……..………... Aliment�s …...……..………..………..………....
A dieta compõe a maior parte do custo de produção. Assim, tomar medidas que possam reduzir os custos da
dieta, sempre suprindo as necessidades do animal são essenciais.
Volumoso X Concentrado
Diferencia pela % de fibra presente nos alimentos.
Volumoso: maior que 18% de fibra. (Pastagem,
silagem, feno, capim picado)
Concentrados: menor que 18% de fibra.
- Concentrado proteico: mais de 20% de
proteína
- Concentrado energético: menos que 20%.
Técnicas de conservação
Silagem é o produto resultante da fermentação
anaeróbica de uma forrageira fresca
Feno é o produto resultante da desidratação da
massa verde a no máximo 12-18% de umidade.
Estágios fenológicos
● Pré-florescimento (PF)
● Início do florescimento (IF): até 1/10 de flores
● Flores de crescimento completo (FC): ⅔ ou
mais da planta estiverem em flor
● Sementes em estado leitões: sementes
formadas mas imaturas
O valor nutritivo depende de 3 componentes gerais:
Digestibilidade, consumo e eficiência energética
Consumo: quantidade (peso) ingerida em 24 horas. È
expresso em base seca
- Quantidade absoluta: kg de MS/animal/dia
- Quantidade relativa ao peso vivo: PV%
Consumo voluntário é o que o animal consegue
comer de forma voluntária o máximo consumo é
atingido quando há alimento disponível, animal
saudável, condições de conforto.
Fatoresque afetam o consumo
Físico: repleção ruminal dada pela distensão do órgão
que faz com que o animal fique satisfeito. Tempo de
retenção (consumo diminui)
Fisiológicos: pós período de restrição, status
energético, exigências nutricionais.
Psicogênicos: resposta a fatores que inibem ou
estimulam o consumo. Ex: odor, sabor, aparência,
textura, conforto, interações sociais, aprendizado,
status emocional.
Seletividade alimentar
Quando tem escolha, os animais podem reconhecer o
valor energético e o custo energético para obter cada
alimento. Ex: alimento que dá mais energia sem
gastar muito consumo energético na digestão
Digestibilidade
Relação entre a quantidade de matéria seca ingerida
que é digerida.
- Existem espécies de gramínea e leguminosas
mais adaptadas a certos climas e solos.
Eficiência energética
23
Aporte de nutrientes arejados e aproveitado pelo
animal
Análise de alimentos
Avaliação macroscópica do material: cor, cheiro,
granulometria, empelotamento contaminantes
(insetos/materiais estranhos)
Análise químico-bromatológica de alimentos:
processos químicos e físicos que o alimento passa
para fazer cálculo e avaliação de nutrientes e
composição do alimento.
- Amostras a granel: 6 amostras de 100g por
tonelada, homogeneizar e destas tirar 1kg
para o laboratório. > Fazer coleta em raios
pontos, mistura-las e tirar uma certa
quantidade.
- Amostras ensacadas: devem ser amostradas
diagonalmente devido a segregação das
partículas, na mesma quantidade citada
acima, utilizando um calador (tubo simples
ou duplo preferido com a extremidade
pontiaguda)
- Amostras de pastagem: amostra única e
misturada em vários locais da pastagem. Se
não for mandada imediatamente pode fazer
o congelamento. Deve-se escolher no mínimo
10 pontos para a coleta.
- Amostras de silo: coleta feita diretamente do
silo.
- Amostra de fenos; coleta com a mão em
diferentes locais do fardo.
- Amostra de farelos, grãos , concentrados:
calador de posição diagonal para pegar várias
áreas do alimento.
Pastagem
Rotativa: deve simular o pastejo do animal, observar
até onde o animal corta com a boca, prender a
forragem com a mão e cortar.
Lotação rotativa: observar até que altura da planta
dos piquetes que foi pastejado o animal comeu. Esse
tamanho, você corta no próximo piquete, a forragem
que será colhida acima da altura representa o
estrato de pastejo (o que o animal irá consumir).
Análises
Deve ser devidamente armazenado adequado,
apresentar data e local e as análises a serem
realizados
1. Método de Wendy.
Fornece o valor de matéria seca, matéria mineral,
extrato etéreo, fibra bruta, proteína bruto, e extratos
não nitrogenados.
- Matéria seca: determinada por pré secagem,
moída, secagem em estufa (tira toda a água
do alimento).
- Matéria mineral: incineração da amostra
- Extrato estéreo: determinado com a lavagem
da amostra com solvente (éter) e com isso
extrai os óleos e gorduras da amostra.
- Fibra bruta: determinada com solução ácido
seguida de básica, é considerada a fração
indigestível para monogástricas. Fração
fibrosa (celulose, hemicelulose e lignina
(totalmente indigestível)).
24
- Proteína bruta: determina o nitrogênio da
amostra, a quantidade de nitrogênio entra
em um cálculo e descobre-se a quantidade de
ptn.
- Extrativo não nitrogenados: os carboidratos,
medida de energia do alimento. Estimado a
partir das outras análises.
- Nutrientes digestíveis totais: porção digestível
da fração do alimento. Não se considera a
perda pelos gases, incremento calórico e valor
de energia da proteína.
2. Método de Van Soest
Fez a separação da fibra, consiste na solubilidade de
frações em soluções detergentes. Determina o FDN e
FDA. Verifica se o alimento pode ser mais ou menos
consumido e em relação a digestibilidade
- FDN - Fibra em detergente neutro (laurel
sulfato de sódio): deixa insolúvel a celulose,
hemicelulose e lignina; e solúvel a pectina,
açúcares, amido, proteína e EE.
Sobra em um saco apenas os componentes
da parede celular
- FDA - Fibra em detergente ácido: pega a
mesma amostra em detergente neutra e
passa por detergente ácido.
Insolúvel: celulose + lignina (sobre
apenas esses)
solúvel: pectina, açúcares, amido, proteína,
+ hemicelulose. Determinar a hemicelulose
- Lignina: tratado com ácido sulfúrico.
Determina a lignina (indigestível).
Digestibilidade
In vivo: considera-se os nutrientes ingeridos e os
recuperados nas fezes, calculando o coeficiente de
digestibilidade por diferença
In situ: avaliação da degradação de alimentos
incubados em sacos de náilon porosos, estes sacos
são mantidos dentro do rúmen de animais fistulados
e são removidos em intervalos de tempo
determinados
In vitro: estimativas do tempo de colonização, a taxa
de degradação e a extensão da degradação
25
In Vitro gases: consegue medir a quantidade de gases
produzidos.
Fibra …………………………………………………………………………………………………………
● Componente estrutural das plantas (parede
celular).
● Não digerido por enzimas dos mamíferos, e
digerida por microorganismos ruminais.
● É a fração do alimento que promove a
ruminação.
Carboidratos ………………………………………………………………………………………
● Fibrosos: celulose, hemicelulose - de digestão
lenta e energia duradoura
● Não fibroso: amido (farelo de trigo, soja, arroz,
milho, sorgo), glicose prontamente
aproveitável.
● Maior representante energético e o milho
Quanto mais fino/moído o alimento, mais digestível
ele é (em partícula menor).
- Deve estimular a ruminação e salivação para
redução do Ph.
Aminoácidos (proteína) ………………………………………………………………
● Crescimento, gestação, lactação, formação de
lã
● As proteínas são compostas de: a.a, peptídeos,
nitrogenados não roteiros (ureia)
● Maior representante protéico na formulação
de dieta e farelo de soja.
Disponibilidade de nitrogênio (tem relação com a
degradabilidade no rúmen pois é usado por bactérias)
As rações podem ter mais ptn brutas e uma com
menos, porém conforme a fração de nitrogênio, a que
está em maior quantidade, terá menos
degradabilidade.
Análise dos nutrientes
- Proteína bruta: composto mais comum na
determinação de aminoácidos
- Lipídeos - extrato etéreo: determinação dos
ácidos graxos
- Fibra bruta: principalmente celulose e lignina
- Extrativo não nitrogenado: amido, pectina,
carboidratos e outros
-
Determinação de matéria seca Alimentos com
menos matéria seca, os nutrientes se encontram
mais diluídos. São menos nutritivos pois o animal
consome maior volume para se alimentar.
26
Importância FDN - FDA
Utilizado para determinar a qualidade das
forrageiras. Ver o quanto vai ser digestível .
Quanto mais velha a planta, menos fibras digestíveis
ela tem.
- Quanto mais jovem a planta, maior o
conteúdo celular
- Quanto mais velha: maior o FDA.
- Quanto menor o FDN, mais conteúdo celular
está presente na planta (maior consumo)
- Maior o FDN maior a capacidade de
enchimento ruminal e menor consumo.(mais
conteúdo da parede celular).. E, o excesso de
FDA meno à digestibilidade.
27
…………………………....……….……….. Nutrição de ruminantes
………....………..……………....…………
Psedoruminantes: animais com estômago dividido
em três compartimentos (omaso e abomaso
unidades), dedos pares com almofadas carnosas. Ex:
camelô, opaca
Ruminantes verdadeiros: estômago dividido em 4
partimentos, perna alongada, número par de dedos
por membro revestido com casco. São divididos em
seletores de concentrado (pobre em fibras devido a
dificuldade na digestão); intermediários (médio em
fibra) e comedouros de gramínea (rico em fibra).
Comportamento dos ruminantes: Pasta, rumina e
descansa por 8 horas cada.
Digestão
Os micro-organismos atacam as fibras e produzem
os ácidos graxos voláteis, e no abomaso forma
proteína para dieta por microbianos..
Energía criada: ácido acético, ácido propiônico, ácido
butírico
● Pré estômago: rúmen retículo e omaso
● Estômago redeiro: abomaso
Ruminar: regurgitar os alimentos antes ingerido e
fazer uma nova mastigação e deglutição, para
transformar em moléculas menores. Faz com que o
animal consiga tirar energia dos alimentos.
1. Com o alimentona boca, eles mastigam muito
pouco, uma vez deglutido, o alimento vai para o
rúmen (onde e amassado e sofre a ação de bactérias,
protozoários e fungos que degradam a celulose
encontrada no alimento ingerido)
2. Depois de fermentados, os carboidratos dos
vegetais (celulose, amido e açucares) produzirão
ácidos orgânicos que serão absorvidos pelas papilas
ruminais encontradas na parede do rúmen,
fornecendo energia ao animal, além de vitaminas,
metano e gás carbônico.
3. Depois que esse alimento é processado no rúmen,
ele segue para o retículo no qual bactérias e
protozoários continuam a degradação da celulose
iniciada no rúmen.
28
4. Uma vez no retículo, esse alimento é misturado à
saliva, e, então, volta para a boca para ser mastigado
novamente.
Funções do aparelho digestório: fornecer água,
nutrientes e eletrólitos, armazenar alimentos pó um
prédio, absorção e eliminar resíduos alimentares
Fatores responsáveis pela digestão: mecânicos
(mastigação, deglutição, regurgitação, motilidade,
defecação), secretório (glândulas), químicos
(enzimas) e microbianos.
Apreensão dos alimentos
Bovino: alimento inserido na boca com o movimento
da língua e cortados pela compressão do dente
contra o palato superior. Ao ingerir líquido eles
sugam a água a partir de uma pressão negativa.
Ovino: utilizando os dentes e a língua para apreensão
mas os lábios possuem grande participação.
Quanto mais rica em amido, menos fibra, então
rumina menos. Quanto mais rico em fibra maior o
tempo para ruminação.
- É necessário um efeito de ruminação para
saliva tamponar o rúmen, para não acidificar
(Ph).
- A proteína é fundamental no
desenvolvimento desse crescimento
microbiano.
Saliva
Facilita a mastigação e deglutição, apresenta ação
lubrificante devido à presença de mucina. No
ruminantes existe a amilase salivar que faz o início
da digestão na boca.
Estômago
Possui quatro compartimentos: rúmen, retículo,
omaso e abomaso
No rúmen há microvilosidades (papilas) para uma
maior absorção do nutriente, além disso, armazena e
mistura o alimento.
A motilidade do rúmen garante o acesso dos
microrganismos ao substrato alimentar e favorece a
absorção de produtos da fermentação (AGVs e ¿) pelo
contato com epitélio ruminal.
Existe duas ondas
1. O retículo contrai e empurra o alimento pra
trás e pra baixo
2. O saco cranial do rúmen contrai obrigando o
conteúdo ruminal a se misturar com a fibra.
Depois o saco ventral também se contra
para que uma parte siga pro teto
gastrointestinal e outra a ser regurgitada .
Acontece mais para eructação;
Desenvolvimento do pré estômago
No nascimento o rúmen não é um órgão funcional. O
filhote passa por 3 fases, lactante, transição e
ruminante (a duração é variada).
O filhote tem uma goteira esofágica, que faz com
que o leite vá direto pro abomaso ao invés do rúmen.
29
Fase lactante
Após o nascimento o animal passa da alimentação
placentária para digestiva e grande parte do êxito na
sobrevivência nos primeiros dias de vida depende da
composição e fornecimento de colostro para o aporte
de nutrientes e imunidade.
Fase de transição
Rúmen começa a aumentar de tamanho, com as
papilas se desenvolvendo. E tudo isso se dá, através
do consumo de alimentos sólidos.
Fase de ruminante
Ainda que o rúmen tenha capacidade inata de se
desenvolver, o consumo de alimentos sólidos
desencadeia o desenvolvimento ruminal. Um
consumo insuficiente de nutrientes a partir do leite
estimula o consumo de alimentos sólidos e
desenvolvimento do pré estômago.
- Microorganismos ruminais: São os fungos,
bactérias (gram-positivas) e protozoários que
irão fazer a colonização inicial. A bactéria
mais predominante será aquela que
consegue digerir o tipo de alimento que o
animal está condicionado. Ex.: bovino que
come mais amido, terá mais bactérias que
são aminolíticas. Por isso cuidado quanto o
animal troca de dieta.
Rúmen: digestão do conteúdo celular e formação do
ac. voláteis que são absorvidos.
Retículo: Mucosa interna com característica
pregueada. Faz a seleção do tamanho de partículas
que seguiram pro amaso e abomaso e outros que
iram ficar.
- Regulação de entrada e saída.
Omaso: Folheada com alta absorção de água e
eletrólitos.
Abomaso: contato do alimento com HCL, ocorre a
morte dos microorganismos e digestão da proteína
microbiana.
Mucosa do intestino delgado. : Tem vilosidade e
microvilosidades e bordas em escova. Local de
absorção.
Intestino grosso : Pouca absorção de água e última
degradação de substâncias proteicas, células
descamação, suco digestivo. Produz aminoácidos,
ácidos graxos voláteis, aminas e gases.
Fígado e bile
Órgão acessório do sistema digestório, è onde os
ácidos graxos voláteis passam pela glicogênese E
secreção da bile que faz a digestão e absorção de
lipídio, dissolução dos ácidos graxos e vitaminas
lipossolúveis.
Pâncreas e secreção pancreática
O pâncreas ajuda a alcalinizar o quimo que veio dos
estômagos, para que não há lesão na mucosa
intestinal. Além disso, possui enzimas que ajuda na
digestão, sobretudo das partículas pequenas que não
passaram pela fermentação no rúmen.
Digestão do rúmen
As bactérias fazem degradação da celulose e
hemicelulose até glicose, para que elas possam
crescer e se multiplicar. E como produto
intermediário da metabolização, elas produzem
piruvato, que através do ciclo de Krebs existe
30
formação do acetato, butirato e propionato (todos
ácidos graxos voláteis).
Depois, elas passam a parede rúmen e pela circulação
porta-hepática chegam ao fígado. O butirato será
transformado em corpos cetônicos ainda na
circulação. Os demais vão até o fígado, sendo que
através da gliconeogênese o propionato muda para
glicose, e o acetato passa direto. Após isso, são
levados aos tecidos, para através do ciclo de krebs
formar cada um formar um produto.
→ Forma músculo, gordura no tecido adiposo e
gordura no leite.
→ Propionato importante para produção leiteira.
Quando fornece proteína os microorganismos irão
consumir e o animal consome do microorganismo. O
mesmo acontece em relação a energia, o carboidrato
se desassocia em glicose que é usada pelos
microrganismos, os mesmos formam os ácidos
graxos que é aproveitado pelo animal (simbiose)
- PDR: proteína degradada no rumen, e
desamina os peptídio , aminoácidos e
amônias para liberar N para os
microrganismos (constitui o corpo celular dos
microorganismos). Existe o bypass que não
sofre ação bacteriana é degradada no
intestino.
- PNDR: proteína não degradada no rúmen.
A ureia também é adicionada ao alimento e fornece
nitrogênio, mas não é de origem protéica. Tem limite
por ser tóxica. Além disso, quando dar ureia ele
fenecer carboidrato também para fornecer energia
aos microrganismos para que a ureia seja
metabolizada. (Barateia a dieta pois a proteína e a
parte mais cara)
Proteína Bypass: É um farelo de soja cuja proteína
passa, em maior proporção, intacta da degradação
ruminal comparada a outras fontes proteicas
tradicionais. Ess proteção da proteína, em que a fonte
original chega em maior proporção para ser
absorvida no intestino.
Os lipídios devem estar incluídos na dieta em
pequena quantidade para não envolver a fibra e
dificultar a chegada dos microorganismos.
Também é utilizada para aumentar o aporte
energético
Os microorganismos fazem a biohidrogenação que é
a degradação das partículas em moléculas menores
que se irão aderir às partículas de alimentos e irão
para o intestino para ser absorvida.
31
…..…............................... Cálculo de ração
…...…...….........…...…...
Passo 1: estimar os requisitos nutricionais do
animal
● MS (matéria seca)
● NDT (Energia)
● PB (proteína bruta)
Passo 2: estimar o consumo diário de MS, tanto de
concentrado e volumoso conforme as características
do animal e de alimentos disponíveis.
Vaca 600 kg > 30 kg leite/dia > GDP: 200gr
Para exigência, diz que é
necessário 70% de volumoso e 30 % de concentrado.
Volumoso: 21 kg x 0,7 = 14,7 kg
Concentrado: 21 kg x 0.,3 = 6,3 kg
O animal deve comer 14,7 kg de volumoso e 6,3 kg de
concentrado
32
Passo3: Estimar os nutriente (NDT e PTN)
fornecidos pelo volumoso
Silagem de milho:
NDT: 0,58 x 14,7 = 8,53 kg (a exigência é de 13, 5)
PB: 0,09 X 14,7 = 1,32 KG ( a exigência é de 3,2)
Déficit
NDT: 13,5 - 8,45 = 4,97 kg (deve ser suprido no
concentrado)
PB: 3,2 - 1,32 = 1,88 kg (deve ser suprido no
concentrado)
Passo 4: estimar a quantidade de MS ingerida de
concentrado e o que ele precisará fornecer de NDT e
PB em %
Concentrado: 21 kg/dia - 14,7 (V) = 6,3 kg
6,3 ------------- 100% = 6,1 kg de Con.
x -------------- 97% ( -3% de sal)
Calcular % de NDT e PB do concentrado:
NDT: 6,1 ---------------- 100% = 81, 5 %
4,97(déficit) ------- X
PB: 6,1 ---------- 100% = 30,8 %
1, 88 --------- x
Quadrado de Pearson
Utilizado para fazer a mistura do farelo de soja e
farelo de milho.
Farelo de soja: 35 ---- 100 = 60% x 0,80 = 48% NDT
21 ---- x
+
Fubá de milho: 35 ---- 100 = 40% x 0,85 = 34% NDT
14 ---- x
= 82% NDT
Passo 5: Ração da vaca
Concentrado:
Farelo de soja: 6,1 --- 100% = 3,66 kg
x ----- 60%
Fubá de milho: 6,1 ---- 100% = 2,44 kg
x ----- 40
100 ------------- 90 (MS)
x -------------- 6,1 = 7kg em matéria natural, sendo
4,2 de farelo de soja e 2,8 de farelo de milho
Volumoso:
Silagem de milho: 35 ---------- 100%
14,7 -------- X = 42kg
33
Manejo nutrici�nal de equin�s…
Estilo de alimentação: baixo volume por vez
(estômago pequeno para um maior trato digestório),
frequência alta de alimentação, cavalo antes era uma
presa e. Precisava fugir de predadores
Dieta atual: diferente do estado natural, frequência
mais comum 2x ao dia (por isso causa cólica), volume
por vezes alto.
Regras da boa alimentação: disponível água limpa e
fresca, trabalho leve ao menos 2 refeições, trabalho
intenso ao mesmo 3 refeições.
Pesar comida è mais importante do que o volume e a
dieta deve ser dada de acordo com a intensidade de
trabalho.
Cuidado com rações amolecidas e poeirenta, deve
evitar alterações na dieta (sempre gradativamente).
+ Não alimentar logo após exercício físico.
Analisar alimentos
● Energia
● Proteína
● Vitamina
● Minerais
Alimentos mais importantes: Verde picado (Napier),
milho, aveia, farelo de trigo, ração (cuidado no
armazenamento), sal mineral.
Cuidados
São monogastricos, deve fornecer o alimento de
maior qualidade e sempre com fracionamento para
evitar cólica pós tem estômago pequeno e nao tem
armazenamento de comida muito grande, alem de
nao eructar, o excesso de gás fica preso.
Utilma refeição do dia mais volumosa para evitar
cólica na madrugada.
Manejo nutrici�nal de suíno…
O maior foco e na nutrição dos leitões pois e a fase
mais complicada por não tem maturidade digestória.
As rações visa suprir o que tiria no leite manterno
para evitar infeções.
Importante: Controle e qualidade, desinfeção dos
sistemas/equipamentos, lavar e desinfectar
reservatórios a cada 6 meses, bebedouro especifico
de cada fase
Dieta: nos dias atuais tem adição de antibióticos,
probióticos, prebioticos e enzimas para melhor
eficiência e conversão alimentar.
Exigências nutricionais: Exigências especificadas para
cada categoria animal, levando em conta o GP
esperado, potencial genético, fase de criação entre
outros.. (taxa de deposição de proteína e consumo de
ração)
Fatores que variam de acordo com cada categoria
● Forma de alimentação: a vontade, restrita
● Apresentação: farelada, peletizada
● Administração: seca, úmida, lliquida
34
…………………. Deficiência minerais em b�vin�s ……………….
Funções dos minerais
Estrutural:mineral constituinte do tecido corporal
Fluidos orgânicos: suor (Na), sangue (Fe)
Bio catalisadores: gerente de uma reação química
É necessário minerais e vitaminas porém o essencial
è >>> água <<<.
Níveis hierárquicos de nutrientes
Seca: disponibilidade de pasto > nitrogênio > energia
(milho) > minerais
Chuvas: energia > proteína > minerais
Desempenho do animal depende do teor do mineral
adequado na dieta, não ocorre a deficiência com
vários elementos ao mesmo tempo, a medida que
práticas agronômicas são implementadas para
elogiar a pastagem, a deficiência de P tende a
desaparecer, a correção da deficiência de P è a mais
cara.
As deficiência de Ca Mg, S, K, Mn, NI, Cr em animais
criadas em condições naturais não foram
comprovado as deficiências
Deficiência no Brasil : Na, P, Co e Cu. Se è pouco
comum
Cálcio
Grãos são ricos em P e pobres em Ca e os alimentos
verdes são ricos em Ca. Ou seja, a deficiência de Ca
ocorre em animais que comem grãos.
Fósforo
Volumosos têm teores limitantes de P. Caso o animal
de vida livre apresenta problema nos ossos, não é
problema no Ca pois não tem déficit de Ca em vida
livre, mas pode ser de fósforo.
- Sinais de deficiência: baixa fertilidade, baixo
ganho de peso, alterações esqueléticas e
osteofagia .
Sódio
Os alimentos são pobres em sódio, o mesmo esta
presente no sal marinho. Ou seja, hà uma grande
deficiência de sódio nos animais
- Sinais: fome exagerada do sal, alotriofagia
(comer coisas estranhas), urofagia (beber
urina) e geofagia (comer terra).
Cobalto
Importante na síntese de vitamina b12
- Sinais: perda de apetite em pastos verdes
abundante, prega de peso, roer casco de
árvores.
Cobres
É comum no ruminante criados a pasto
- sinais: fragilidade óssea, baixa resistência,
falta de pigmentação no pelo (inclusive ao
redor dos olhos)
Selênio
Não é comum a deficiência
- Sinais: desordens reprodutivas e necrose
muscular
Antes de dizer que o animal tem retenção de
placenta tem relação com o selênio deve verificar
doenças de esfera reprodutiva.
A suplementação só trás efeito ao animal e retorno
econômico quando dado de forma correta. O
reconhecimento dos sinais da deficiência pode ser
feito por qualquer pessoa com conhecimento de
ruminantes, mas apenas o veterinário pode dar o
diagnóstico.
35
36
 
Z O O T E C N I A 
O conteúdo presente não é de minha autoria.
Sumário
● Introdução à zootecnia ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
● Domesticação de espécies zootécnicas …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
● Exterior / tipos zootécnicos / Escore corporal ……………………………………………………………………………………………………………………………………….
● Ezoognósia e julgamento animal ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………
● Biotecnologia animal ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
● Sistema 4.0 na produção animal ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
● Ambiente de Criação ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
● Profilaxia e higiene na produção animal ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………..
1
Intr�dução à z��tecnia ……………...
A zootecnia tem relação com o estudo do animal
com seu ambiente e sua competência produtiva. É a
ciência que estuda a criação de animais com o
objetivos econômicos e envolvendo as áreas de
melhoramento genético, nutrição, fisiologia,
morfologia e anatomia dos animais.
Seu objetivo é desenvolver recursos para gerar uma
maior produtividade e rentabilidade.
- O desenvolvimento da zootecnia envolve
muitas ferramentas tecnológicas, o
aperfeiçoamento do sistema de produção e
técnicas contribui para evolução dessa
ciência.
- A partir da criação da sociedade brasileira
de zootecnia consolidou-se a zootecnia no
brasil e a mesma ganhou força.
Classificação da zootecnia
Direciona o animal dentro de características
fenotípicas e outras; dentro da aptidão que o
animal se enquadra.
● Espécie
● Raça
● Variedade
● Família
● Linhagem
● Sangue e Mistura de sangue
● Forma
● População
● Indivíduo
● Genótipo e fenótipo
Conceitos zootécnicos: beleza, defeito, objeção,
vícios, fraude, tara, disposição, temperamento,
constitução, qualidade, substância, conformação,
simetria, tipo zootécnico, tipo sexual, estilo,
aparência geral, integridade, estado de saúde,
condição, desempenho, performance ou rendimento.
É importante dentro da zootecnia:
● Entender a taxonomia zoológica da espécie:
adomesticação da espécie ocorre de acordo
com o interesse zootécnico
● Classificação das aptidões e funções
zootécnicas: como exemplo, animais que
produzem leite, cães farejadores, animais de
esportes
● Nomenclatura e localização das regiões do
corpo dos animais: para realizar uma
avaliação.
● Idade: para ter um parâmetro da idade
pode-se realizar a avaliação da dentição
● Aprumos: Há várias alterações (regular,
debruçado, acompado de diane, transcurvo,
ajoelhado). Dependendo da
gravidade/intensidade, não é viável para
gerações futuras
● Normas para execução de serviço de
registro genealógico: o registro agrega valor
ao animal.
● Vista técnica: deve-se ter a vestimenta e
postura adequada a cada ambiente visitado
● Identificação das pelagens dos animais e
conceito de resenha: a resenha é uma
identidade do animal onde contém todas as
características do animal para evitar
fraudes.
1
… . D�mesticação de espécies z��técnicas … ….
Na pré história os animais eram de cunho
religioso,de companhia, de alimento ou agasalho. Os
primeiros animais a conviverem com os humanos
foram: cão > cabra > carneiro > boi > porco > cavalo.
A partir do momento da domesticação das espécies,
o homem deixou de ser nômade.
A domesticação é importante em três pilares sobre
os quais repousa a civilização humana e seu
progresso; a obtenção de fogo, plantas cultivadas
(homem perde a característica nômade e presta
atenção em plantas que podem ser
cultivadas/comestíveis e, animais domésticos
Domesticação: alguns conceitos
Domesticação é quando há alguma alteração na
morfologia ou comportamento animal com o
propósito de adaptar-se aos interesses do ser
humano. A domesticação é, portanto, um processo
pelo qual um ser vivo pode acomodar-se às
circunstâncias da vida humana.
Domesticação: domus/casa. Portanto é muito mais
do que criar em casa, mais importante é sentir-se
em casa.
É preciso entender a vida: a necessidade se
diferencia de acordo com cada espécie.
● Luz
● Umidade
● Abrigo
● Hábito alimentar
Característica da domesticação
● Simbiose durável: interação entre duas
espécies que vivem juntas
● Fim econômico determinado: a maior parte
dos animais domesticados são para fins
econômicos
● Reproduzem-se nessas condições: se não
consegue se reproduzir, algo deve ser
melhorado
● Sendo objeto de uma seleção artificial: o
homem vai controlar/direcionar
● Reprodução controlada pelo homem.
Na domesticação deve-se atentar ao Bem-estar
animal;
Alimento: : Deve ser alimentado adequadamente,
com uma dieta completa para uma melhor saúde.
Conforto: Deve fornecer um ambiente apropriado,
confortável.
Manejo: garantir que o que está sendo feito, não
está causando efeitos adversos ao animal.
Sanidade
Fases da domesticação
1º cativeiro: fase mais inferior de domínio, os
animais apenas permanecem sob o domínio e
cuidado do homem, não oferecendo lucro ou serviço.
2º Mansidão: status de convivência pacífica entre o
homem e o animal, muito próximo da
domesticidade. Sem agressões e perigos.
3º domesticidade: Quando estabelece uma relação
de simbiose entre o homem e o animal. Condições
das espécies criadas e reproduzidas pelo homem
Grupos domesticáveis
- Domesticidade: equino, bovino canino
- Semi-domésticos: voltam a vida selvagem
com facilidade
- Domesticidade duvidosa: peixes, ostras,
abelhas e bicho da seda
2
https://conceitos.com/comportamento/
https://conceitos.com/adaptar/
https://conceitos.com/processo/
Processo de domesticação:
Depende das características da espécie
- Pacífica: animal se aproxima por benefícios
- Emprego de força: homem se aproxima por
benefício
Atributos da domesticação: Existem diferenças
entre as espécies, há aquelas que não conseguem
expressar seu sentimento e torna-se difícil o
entendimento/produção;
● Sociabilidade: tem haver com espécie que
manifesta predileção pela vida em
companhia. Animais sem esta qualidade
mostram-se rebeldes à domesticação,
● Tendência à mansidão: é o regulador do
grau de domesticidade da espécie.
● Conservação da fecundidade: Houve uma
intensificação da fecundidade nas espécies
domésticas x selvagens, amansados nem
sempre se conversa (cativeiro)
Limitante da domesticação: Nem todos os animais
podem ser domesticados
Origem das espécies zootécnicas
- Cavalo: origem na américa e domesticado
na ásia na idade dos metais, possuem
quatro dedos nos anteriores e três nos
posteriores
- Suíno: acredita-se que são descendentes de
javalis
- Caprino: segunda espécie domesticada e
primeiro animal leiteiro. Origem no oriente
médio
- Ovinos: domesticado na ásia no mesmo
período que os caprinos
- Bovinos: Constituem a ordem dos animais
ungulados, tem grande importância
econômica para o homem
- Taurinos: Bos primigenius o provável
ancestral, todos os bovidae tem um tronco
em comum
- Zebuínos: Bos namadicus possível ancestral
e também tem um talento incomum com
antiopes.
3
.. . Exteri�r / tip�s z��técnic�s / Esc�re c�rp�ral ...
Anatomia externa dos animais: É importante saber
o nome da região dos animais e saber também
avaliar seu aspecto “normal” da região, para saber
identificar em casos de alterações, patologias e má
formação.
- Se tiver alteração interfere na produção
zootécnica animal..
Aptidão zootécnica, produtiva ou econômica
É a disposição natural do animal para exercer
determinada função produtiva. A função tem
relação com a morfologia,.
O crescimento, a força motriz, adorno, reprodução,
produção de alimento, manufatura, afetiva… depende
de cada animal e sua finalidade.
Valorização com a idade
Espécie Valor
crescente
Valor
constante
Equino e
Bovino
até 5 anos de 7 a 10 anos
Ovino e
caprino
até 4 anos até 6 anos
Suíno até 2 anos até 3 anos
Galinha caipira até 1 ano até 2 anos
Obs: Os reprodutores são exceção devido à avaliação
pelo mérito da decência (teste de progênie).
Tipos étnicos X Tipos zootécnicos
Os tipos étnicos são características referentes a
raça. Já os tipos zootécnicos tem relação com qual
tipo de produção o animal oferece; fisionomia/
produção.
- Animais podem ter tipos étnicos diferentes
mas tipos zootécnicos semelhantes.
- Bovino tem 2 tipos zootécnicos: produção
leiteira e de corte.
A ciência evolui para os animais serem mais
produtivos, a evolução dos animais tem haver com o
aumento da sua capacidade produtiva. Além disso,
sua avaliação é mais profunda.
Tipo de leite ………………………………:………………………………… .
O padrão mais recente possui:
● Cabeça pequena e chifres curtos e finos
● Pescoço fino e comprido
● Bordo superior do pescoço cortante
● Espáduas secasse bem desenvolvida
● Linha superior comprida horizontal
● Trem posterior mais desenvolvido
● Costelas compridas, oblíquas e arqueadas.
Seu formato do corpo deve ser de cunha (visão
dorsal, lateral e cranial). Isso tem relação com o
melhoramento.
Características específicas do úbere: possui quatro
glândulas independentes, sistema de sustentação,
sistema de irrigação e drenagem. Tem formato
ovóide, não deve ultrapassar o forrete, tetas bem
espaçadas, espaço amplo entre os membros, tetas
cilíndricas mais grossas na base e veias bem
desenvolvidas.
Os úberes são mais acentuados nos taurinos, já
nos zebuínos (garupa inclinada, tetas maiores,
cunha menos evidente, úbere e tetos adiantados).
Para produzir 1 litro de leite deve-se circular 500
litros de sangue
Tipo corte ……………………… ………………………………………….
● Tendência à engorda
● Corpo em formato cilíndrico, profundo e
comprido
4
● Liso na união da região
● Linha superior retilínea, longa e musculosa
Escore corporal
Avaliação das reservas corporais, avalia de muito
magro (caquetico) à muito gordo (obeso) na escala
de 1 a 5 através da observação visual e palpação.
- Regiões de observação: inserção da cauda,
lombo, garupa e costelas.
Escore 1: vaca emaciada, regiões com ossos expostos
nitidamente/bem definidos
Escore 2: Vaca magra, região podem ser sentidas
mas menos visíveis
Escorre 3: Vaca em condição corpórea média, regiões
podem ser sentidas com uma leve pressão
Escore 4: vaca em condição pesada, regiões podem
ser sentidacom pressão firme
Escore 5: vaca gorda, regiões não visíveis, corpo
arredondado.
5
6
………………………………… Ez��gnósia e julgamento animal ……………………….……
1. Definições:
● É o ramo da zootecnia que estuda a
conformação externa dos animais levando
em consideração belezas e defeitos, para a
avaliação do mérito de cada indivíduo.
● É o estudo da morfologia externa dos
animais em função de suas atividades.
● Ezoognósia tem mais a ver com questões
visuais do que produtivas dos animais.
● Ezoognósia: a arte de julgar ou apreciar os
animais.
● Exige o conhecimento de anatomia,
fisiologia, mecânica e patologia.
● O profissional deve refinar seu
conhecimento para as áreas as quais irá
trabalhar, tornando seu conhecimento e
capacidade de julgar mais elevada.
2. Formas e Funções
● Com base na associação entre a forma de
um indivíduo e a função que ela
desempenha. A forma e a função estarão
sempre associados
● Essa relação entre a forma e a função
resulta em uma última análise no TIPO. O
tipo é a soma de atributos/características
morfológicas externas dos animais
● O julgamento pelo exterior se baseia
principalmente pelo exame de conformação
e deve incluir não somente características
raciais também aquelas que acusam tipo.
● O julgamento pelo exterior adquire
importância como prática de melhoramento
quando leva em consideração as
características relacionadas ao TIPO
● Algumas espécies têm associação entre
TIPO e Produção mais nítida. Exemplo: gado
de corte e gado leiteiro
Características raciais Morfológicos
● Conformação geral
○ Exemplo de uma ovelha do tipo
leiteiro e uma do tipo carne. Suas
estruturas externas são diferentes,
isso porque o do tipo carne irá
possuir mais pelos em sua
cobertura, terão um peso maior e
serão mais robustos do que o tipo
leite.
● A conformação corporal de animais vai
variar de acordo com as aptidões, por
exemplo: uma ovelha leiteira possui mais
ângulo e é mais magra, já a ovelha de corte
é mais arredondada e com menos “pontas”
3. Importância Prática
● No melhoramento do rebanho é importante
pois: nos ensina a identificar a
caracterização racial dos animais e
reconhecer os atributos morfológicos de
importância econômica
● Nas transações comerciais também é
importante, pois toda vez que um animal é
comprado ou vendido entra em cena o
julgamento ou apreciação dos seus méritos.
A maioria dos animais são negociados com
base em sua aparência e aspectos externos,
o conhecimento sobre o aspecto racial
também é levado em conta. É importante
que na escolha da compra não só os
aspectos externos sejam levados em conta,
é importante também conhecer o histórico
e a realização de exames para checar a
saúde e possibilidades reprodutivas do
animal.
4. Julgamento
● “Arte de determinar as qualidade de um
animal, comparando-as ao tipo ideal ou a
um padrão reconhecido” (Isidore, 1934)
● O jurado eficiente é um constante estudioso
da forma e funções dos animais
● A eficiência do julgamento tende a
aumentar com a prática constante
adquirida ao se observar os animais. O
contato frequente com os animais bem
caracterizados quanto a RAÇA e o TIPO vai
7
proporcionar segurança e estudo para que o
profissional julgue. Aprendendo a diferenciar
características normais de um animal para
as características ou distúrbios anormais,
para ser capaz de julgar se há ou não
algum defeito ou doença.
Qualidade de um bom jurado:
- Conhecimento profundo da raça a ser
julgada: Ter uma visão clara do que é o tipo
padrão e habilidade para reconhecer pontos
desejáveis e indesejáveis de conformação.
Exemplos: conhecer o andar do animal, o
temperamento, a anatomia, o
comportamento….
- Observação acirrada: ter a habilidade para
formar uma imagem mental de vários
animais individualmente e classificá-los
fazendo comparações
- Ter bom senso nas avaliações: equilíbrio
emocional e auto confiança
- Coragem e honestidade: manter suas
convicções independente do ambiente
externo. Se manter firme em seu
posicionamento mesmo com a pressão de
proprietários e participantes do evento.
5. Regiões do corpo do animal
● Conhecimento acerca da divisão e
nomenclaturas das diversas regiões do
corpo dos animais e o que cada região
representa em quantidade e qualidade no
produto final de interesse (leite, carne, lã…)
● Características de cada região com relação a
sua forma típica e análise de eventuais
deformações , distinguindo as acidentais
(viciosas) daquelas que são genéticas
(hereditárias)
6.Métodos de julgamento
Individual: Cada animal é observado individualmente,
comparando um boi com outro, um bezerro com
outro.
○ E- estrutura corporal (observa o
comprimento e profundidade das
costelas)
○ P- precocidade maior profundidade
das costelas em relação ao umbigo)
○ M- musculosidade (estrutura
muscular espalhada por todo o
corpo de modo homogêneo)
○ U- umbigo (bainha do umbigo e
prepúcio não devem ser grandes e
pendulares, nem colados ao corpo)
○ R- racial
○ A- aprumos
○ S- sexualidade
Comparativo (lotes ou rebanhos): compara-se lotes
de animais olhando o lote como um todo
Desempenho funcional: animais que são
submetidos a provas e serão avaliados a partir do
resultado que eles obtêm nas mesmas
8
8. A finalidade do julgamento
Avaliação dos animais com um propósito específico.
É importante para:
● Registro genealógico
● Exposições e feiras agropecuárias
● Concursos (provas de ganho de peso,
torneios leiteiros…)
● Para a escolha de animais reprodutores
O animal ideal nem sempre é aquele que aparenta
externamente estar mais bonito, o animal ideal
éaquele que possui um fisiológico bom e um
exterior bom também. Às vezes animais que são
escolhidos apenas por aparência podem possuir
algum problema ou distúrbio que venham a trazer
prejuízos ao proprietário.
9
10
…………………..………....………... Bi�tecn�l�gia animal ………………..………...…...………...
Conjunto de técnicas que utilizam seres vivos no
desenvolvimento dos processos e produtos
Histórico
6.000 a.c : produção de bebidas alcoólicas
seguida da produção de vinagre, iogurte, queijos…
1875 d.C : Pasteur mostra que a fermentação é
causada por microorganismo, seguido do
surgimento da fermentação industrial, síntese de
glicerol, acetona e ácido cítrico, antibióticos,
estabelecimento da estrutura do DNA, síntese
química do DNA, inicio da engenharia genética,
produção de insulina humana e outros….
Multidisciplinares
Pessoas diferentes para gerar maiores
conhecimentos
Aplicações
Processos fermentativos: enzimas, ác. orgânicos,
aminoácidos, vitaminas, biopolímeros, bebidas
alcoólicas, microorganismos, alimentos…..
Saúde: antibióticos, hormônios e vacinas…..
Mineração: lixiviação bacteriana de minérios
,
Agricultura: cultura de tecidos, fixação de nitrogênio,
controle biológico de pragas, melhoria de sementes,
transgenia….
Pecuária: inseminação artificial (Utiliza o animal
para a geração de um produto que não é o próprio
animal,melhoramento genético, maior qualidade e
quantidade de produção), transferência de
embriões…. ,
- Em casos de animais transgênicos ( aquele
que surgiu a partir da fusão do material
genético de duas espécies diferentes) não é
produto: produção de biofármacos,
xenotransplantes, modelos em medicina
- O animal que nasceu de IA é o produto, são
selecionados indivíduos com as melhores
características e índices zootécnicos.
Bovinos são os melhores reprodutores melhor
tamanho de carcaça: padrão de marmoreio e
maciez da carne, maior produção de leite, mestre de
paternidade
Suínos são os melhores reprodutores e animais
resistentes à doenças. Eles possuem alta
resistência a agentes virais, bacterianos e doenças.
A biotecnologia possibilitou a produção de uma
carne de suínos com um menor teor de gordura
nos entremeios da carne, são muito utilizados para
experimentos para produção de biofármacos.
Equinos:: é um mercado muito valioso e de grande
força, porém alterações cromossômicas podem
gerar danos reprodutivos. Importante realizar
testes de paternidade para assegurar que o pai é
um cavalo de raça e qualidade.
Aves: possui aplicações para marcadores de
produção,mediar o tamanho das carcaças, tamanho
dos músculos .
Peixes: são utilizados para marcadores fisiológicos
para melhor entender o funcionamento e
desempenho dos animais.
11
……………………...... Sistema 4.0 na pr�dução animal ……………………
Pilares da produção animal: genética, sanidade,
nutrição, manejo/gestão. Nenhum desses deve ser
perdido
Ferramentas como softwares, smartphones, Wi-Fi
são elementos que auxiliam a tomada de decisão do
gestor/produtor dentro do maio agro 4.0.
A automação e a instrumentação gera uma maior
produtividade e eficiência.
● Ex 1: comedouros automáticos que detectam
o animal via brinco que contém o chip e
fornece a quantidade exata de alimento
necessário de acordo com cada animal.
● Ex 2: ventiladores e aspersores ligados
automaticamente quando ocorre alguma
mudança de temperatura, garantindo o
conforto térmico.
● Ex 3: rúmen pellet identifica o animal, a
temperatura e rastreio do mesmo, è
implantado no rúmen.
Ambiência de precisão: equipamentos que coletam
temperatura, umidade, corrente ar e outros
Passos;
1. Coleta os dados
2. transmissão dos dados
3. Gerenciamento de dados
4. Apresentação dos dados por aparelhos
coletores.
12
……………................. Ambiente de Criação ……………...……………...…
Exploração máxima do potencial produtivo e reprodutivo
Para que esse potencial seja atingido é necessário ter
um alinhamento e boas condições de manejo,
sanidade, genética e nutrição.
O novo conceito diz que para uma melhor proveito do
potencial produtivo e reprodutivo, além dos 4 pontos
citados, o local e condições que o animal vive vai
interferir diretamente na produção e reprodução do
animal.
Ambiente: é a soma dos impactos circundantes
biológicos e físicos. Então os principais fatores que
dizem respeito a ambiente são:
● Densidade animal;
● Conforto térmico;
● Possibilidade dos animais; realizarem
seus comportamentos naturais;
● Ausência de poluições sonoras;
ambientais e/ou visuais;
● Ausência de gases tóxicos;
Características Importantes
Existem diversos tipos de animais e diversos tipos de
produtos gerados a partir dos mesmo. É importante
que cada espécie possua um ambiente adequado
para o seu conforto, seja ele um conforto térmico,
físico ou biológico. Por exemplo, animais produtores
de lã necessitam de ambientes mais frios, uma vez
que sua pelagem já o esquenta muito, porém outras
espécies já necessitam de ambientes mais quentes
pela dificuldade de reter temperatura.
Prejuízos gerados pela estresse térmico:
● Gera uma menor produção devido a
termogênese ou termólise;
● Os machos terão a queda da libido, menor
volume de ejaculado e menor quantidade de
espermatozoides;
● A fêmea terá uma maior taxa de retorno ao
cio, alteração de oócitos reduzindo sua
qualidade, morte embrionária em bezerros
mais leves;
Controle do ambiente por meios naturais e artificiais
Controle de temperatura:
● Radiação solar (natural)
● Calor metabólico dos próprios
animais (natural)
● Campânulas (artificial)
● Ventos (natural)
● Cortinas (artificial)
● Telhados (artificial)
● Ventiladores (artificial)
● Nebulizadores (artificial)
● Refrigeração de água (artificial)
Características construtivas com meios naturais
● Localização do sistema de produção: É
necessário analisar a umidade do lugar, a
ventilação, relevo e demais fatores antes de
estabelecer um sistema produtivo. Deve-se
escolher um local adequado para a espécie e
hábitos
que a mesma possui e é capaz de se
adequar.
● Orientação da instalação: sentido em que o
sol passe sempre por cima do telhado e não
pelos lados, desse modo os animais não
serão expostos aos raios solares.
● Telhado: material de boa qualidade e baixa
emissividade, baixa absortividade e alta
refletividade dos raios solares.
Pode-se escolher telhas de barro, de
cimento ou alumínio, utilizando a
mais adequada de acordo com o
animal e tipo de criação.
Beirais largos que evitem a incidência
de raios solares dentro do recinto e
13
evitar que a chuva adentre o recinto
também
● Lanternim: sistema de ventilação natural
para renovação do ar. O ar quente sai por
vazamentos no telhado e o ar frio entra por
fendas laterais;
● Oitões: são a frente e as “costas” dos galpões,
deve-se pintar com cores clara, sombrear se
possível e colocar vegetações
Características construtivas com meios artificiais
São mais eficientes porém mais caras
● Aspersores de água: Sistema de aspersão de
água para conforto térmico e ajuste de
umidade relativa do ar do ambiente. Deve-se
associar a aspersão d’água a uma ventilação
positiva..
Essa aspersão d’água pode ser feita tanto
sob os animais quanto sob os telhados para
refrigera o ambiente
● Ventilação forçada: é usado quando o meio
natural não funciona na proporção que
deveria. Os ventiladores irão melhorar as
sensações térmicas, podem tratar o ar e
eliminar a concentração de gases produzidos
pelos animais.
Ventilação de pressão positiva: utilizam ventiladores
Ventilação de pressão negativa: utilizam exaustores
14
…..….….…….….. Profilaxia e higiene na pr�dução animal …..….….….…….…..
Etapas da profilaxia:
Medidas de prevenção
● Saneamento básico: manejo
adequado de água, dejetos e lixos;
● Quarentena: quando houver
introdução de novos animais na
propriedade;
● Imunoprofilaxia: vacinação dos
animais da propriedade afetada e dos
animais dos arredores;
● Quimioprofilaxia: uso de substâncias
químicas para auxiliar tratamentos,
prevenção e erradicação dos
patógenos;
● Diagnóstico precoce: assegurando um
rápido controle e tratamento da
doença.
● Vigilância sanitária:
● Educação sanitária
Controle
● Isolamento: para diminuir os riscos;
● Desinfecção
● Interdição: animais afetados ou não
não deixam uma propriedade onde se
teve a manifestação de um patógeno
até que haja um tratamento e
erradicação do mesmo;
● Notificação de órgãos públicos da
saúde;
● Destruição de cadáveres
Erradicação
● Diagnóstico e consequente eutanásia
ou tratamento;
● Eliminação de vetores da doença;
● Vacinação adequada, respeitando o
calendário de vacinação.
Profilaxia: Conjunto de procedimentos utilizado para a
prevenção de doenças em uma população de animais
ou pessoas.
- Tem como objetivo: Evitar ou controlar os
novos casos de doenças, diminuir os
sintomas das doenças e controlar os níveis
da doença, para que a mesma não interfira
na produção animal.
Uma doença tem como características uma fonte
infecciosa, um hospedeiro suscetível é uma via de
transmissão.
Saúde pública - zoonoses de maior importância:
● Tuberculose
● Brucelose
● Cisticercose
15
 
A V I C U L T U R A
O conteúdo presente não é de minha autoria.
C�nteúd�s
● Introdução à avicultura
● Infraestrutura dos estabelecimentos de criações comerciais de produção
● Linhagens comerciais de Aves
● Manejo geral de frango de corte
● Manejo de aves de galinha de postura
● Manejo sanitário de aves de produção
● Nutrição de aves de produção
……………….... Intr�dução à avicultura ………………....
Inicialmente as aves eram utilizadas como galo de
briga e ornamentais. No Brasil a história da
avicultura iniciou-se em 1503 com Gonçalo Coelho
no RJ, porém, ganhou força com a vinda da família
real devido sua apreciação pela carne de ave (1808).
● Período romântico (1900 - 1930):
implantação das primeiras galinhas de raça
pura, criação de aves como passatempo e
instalações avícolas pecuárias
● Período comercial (1930 - 1960): criação do
instituto biológico (início do preparo das
primeiras vacinas), importação de material
avícola, surgimento das primeiras fábricas
de ração.
● Período industrial (1960-1990): introdução
de linhagens estrangeiras, melhoria de
técnicas de manejo e nutrição, implantação
de grandes complexos, melhoramento
genético, início às exportações devido ao
subsídio financeiro do governo que gerou
produção maior que a demanda.
O Brasil é um grande exportador e produtor devido
seu melhor índice sanitário e melhor preço. 2,98 %
do seu PIB é devido a carne de ave.
- Paraná é uma grande potência na produção
de carne de ave (33,4%) devido às plantações
de milho e soja serem próximas,assim,
gerando um menor custo na ração e menor
despesa com transportes.
Entre 2010 e 2018 houve um aumento significativo
na produção de ovos porém ocorreu pouca
exportação.
Importante! ………………………………………………………………………………………………….……………
Não utiliza-se hormônios em frangos para atingir
um maior crescimento mas sim os pilares da
produção, que são;
● Melhoramento genético
● Ambiência
● Nutrição
● Sanidade
Organização da cadeia produtiva brasileira
⇢ Produção vertical: uma única empresa detém
toda a cadeia de produção agrícola.
- Matrizeiro, incubatório, fábrica de ração,
granja comercial e abatedouro
⇢ Integração: A empresa é proprietária (integrador)
e o produtor é o integrado. Existe uma relação
contratual onde o integrador fornece ao integrado
as aves, rações e auxílio veterinário. Quando a ave
está pronta, o integrado vende-a para o integrador
descontando o valor que foi prestado.
Integrador é dono das estruturas mais complexas .
- Matrizeiro, incubação, fábrica de rações e
abatedouro.
Integrado é dono das estruturas mais simples.
- Granjas comerciais.
Vantagens: implantação do sistema em pequenas
propriedades, certeza de uma renda final da criação,
pagamento baseado no índice zootécnico conhecido
como conversão alimentar, facilidades oferecidas
pela empresa integradora no processo de criação
(ex:moradia), redução dos riscos inerentes às
atividades produtivas.
1
Infraestrutura d�s estabeleciment�s de criações
………… … c�merciais de pr�dução ……… ……….
Os galpões variam de acordo com a finalidade de
produção. Ao construir um galpão sanidade e
ambiência é essencial e dentro da sanidade tem o
conceito de biosseguridade que são todas as
medidas, estruturais e de manejo, na qual evita-se
que um gente etil[olgico causadores de doença
entram ou saem de determinado lote, ou seja,
conjunto de procedimentos técnicos-conceituais,
operacionais - estruturais que tem como objetivo
controle, prevenção e dispersão de determinada
doença.
Pirâmide de produção da avicultura
1. Pedigrees, linha pura de determinada
rç/linha genética
2. Bisavós: com o cruzamento obtém as avós
3. Avós: com o cruzamento uma das outras
obtém as matrizes
4. matrizes/reprodutoras: mãe e pai dos
frangos de cortes e galinhas de posturas
5. Base das pirâmides: frango de corte ou
postura de ovos
Se quer um animal com determinada característica,
deve selecionar animais que tenham a mesma
desde a topo da pirâmide e vai passando por todas
as gerações. De pedigree a matrizes são de
produção e a base da pirâmide de corte Cada
melhoramento do índice produtivo, porém são mais
susceptíveis a doenças.
A Biosseguridade é mais aplicadas na granja de
reprodução pois existem as doenças verticais que
passam da mãe para o pintinho e às vezes não
tem sintomatologia clínica adultos mas sim em
pintinhos
Escolha da localidade:
Deve-se levar em consideração o capital disponível,
funcionários e assistência técnica, fatores
ambientais (umidade e temperatura), estradas e
vias de acesso , proximidade ao abatedouro/
entreposto de ovos, energia elétrica + água +
comunicação, condições topográficas (drenagem do
terreno, circulação de ar), área de granja,
fornecedores de pintinhos e ração próximos.
- O que esquenta a tº de um galpão é o
próprio metabolismo das aves, o galpão já
gera calor. Assim é mais difícil resfriar um
galpão do que aquecê-lo, então tende-se a
criar galpões em áreas mais frias. Já a
umidade alta facilita a transmissão de
doenças e dificulta a troca de calor entre
aves. Assim, um local com umidade baixa é
ideal..
2
- Não se pode fazer abatedouro do lado de
uma granja pois as granjas possuem
cheiro ruim e muita poeira. As carnes das
aves abatidas, por sua vez, podem
apresentar esses aspectos. Porém, muito
longe, durante a viagem a ave pode perder
peso.
- A ventilação é importante para a renovação
de ar e a drenagem do solo devido a
insalubridade.
Infraestrutura básica de granjas e
biosseguridade
No núcleo de produção há os galpões e dentro dos
galpões há os lotes (aves com mesma idade e
mesma origem )
Os galpões devem seguir a dinâmica leste-oeste de
produção, pois o sol nasce no leste e se põe no
oeste, garantindo assim que o sol sempre passa
pelo telhado do galpão e não na lateral. Se passasse
na lateral, faria com que as aves fugissem do sol e
se aglomerassem gerando mortalidade. E, para não
entrar raios solares diretamente nas laterais, pode
plantar árvores adequadas.
Geralmente os funcionários moram dentro das
granjas para não ocorrer transmissão de patógenos
de uma granja para outra. Além disso, para entrar
em qualquer área do núcleo de produção passa-se
por uma barreira sanitária.
Há também, florestas dentro do núcleo de produção
separando uma área da outra e servem como filtro
do ar, evitando a disseminação de doenças
Instalações
Dimensões de galpões
- Largura: 8 a 15m
- Altura: 1,8 a 3,30
- Comprimento: 100 a 150m
Tipo de galpões
- Pressão positiva: convencionais (mais mão
de obra)
- Pressão negativa: penumbra e dark house.
(mais automatizado)
Galpões mais antigos são de pressão positiva e
mais novos de pressão negativa.
Convencionais
● Sistema de produção mais antigo, é mais
barato mas exige mão de obra mais
qualificada.
● Uso de ventiladores
● Resultados zootécnicos mais baixos
Fluxo de ar em um galpão de pressão positiva: o ar
frio entra pelas laterais (cortina), o fogo aquece e
leva consigo CO2 e o vapor de amônia, esse ar sobe
e é eliminado pelos lanternins
- Lanternim: telhado em cima do telhado,
serve para dissipar o ar.
Por que a cortina deve ser de baixo pra cima? pois
as aves não gostam de vento direto em cima delas
e caso aconteça, mudam seu comportamento
natural. Assim, o ar ao entrar na na cortina diminui
sua velocidade.
- Aves paradas: velocidade de ar está alta
Galpão de pressão positiva devem ter telas ao redor
do galpão (de 1 polegada) que evita que outras aves
entrem dentro do galpão.
Penumbra e dark house
● Melhores resultados zootécnicos e redução
na mão de obra
● Cortinas externas de duas cores: preta,
azul/branca ou prata - A luz não pode
passar pela cortina.
3
● Contém exaustores
● Totalmente vedado para não ocorrer fluxo
de ar indevido
● Ideal para cria e recria (produtores e
galinhas de postura)
● Permite maior controle da tº, umidade,
fotoperíodo e da maturidade sexual da ave.
● Evita catabolismo, melhora uniformidade e
melhora conformação corporal
O Túnel de pressão é um sistema de ventilação dos
galpões de pressão negativa.
Ventilação em túnel: de um lado tem exaustores
que fazem uma pressão negativa dentro do galpão
para a passagem de ar e do outro lado as placas
evaporativas onde passa a água e serve como filtro
e umidade. Gera um fluxo de ar contínuo.
- Mesmo nas estruturas de ventilação em
túnel há cortinas pois caso falte energia
elétrica na granja, os exaustores param e o
sistema de cortina é aberto para circulação
do ar.
- Existem cortinas fixas para evitar a
entrada de ar em frestas.
Painel de controle do galpão: regula a ventilação e
outros, dispara alarme quando há algo irregular.
Pilares dos galpões
Podem ser de: concreto armado, concreto pré
moldado, madeira tratada, metálica.
Piso: concreto ou chão batido, deve haver declividade
para canaletas.
Cobertura: telha de barro, telhas de chapa zincada
ou ferro galvanizado (conduz muito calor e barulho
na chuva), telhas sanduíches, sapê (riscos de
carrapatos e outros..), compensado revestido por
alumínio, alumínio simples, amianto (proibido).
Artifícios para melhorar o ambiente térmico
- Lonagem do teto do galpão: diminui a
superfície de aquecimento, evita a entrada
de ar por cima do telhado
- Pintar telhado de cores claras ou escuras:
depende da região
- Materiais isolantes: poliuretano, eucatex, lã...
- Materiais de grande inércia térmica:
plástico, borracha sintética.
- Aspersão d'água sobre o telhado
- Inclinação do telhado
Sistema de iluminação artificial
- Os galpões precisam ter luz para induzir a
ingestão de água e alimentos.
- As luzes devem ser 2,5 metros do chão.
- Deve serde 20 a 22 lumens por metro
quadrado por galpão.
Sistema de abastecimento de água
- 1 a 2 caixas de 1000l d’água localizadas
dentro do galpão para impedir a variação de
tº.
4
- Área com tanque para lavagem de
equipamentos
Equipamentos
- Ventilação forçada: ventiladores, exaustores
- Resfriamento de ar: aspersão, nebulização e
cooling
- Aquecimento: pode ser necessário até os 15
dias de vida da ave. Campânula elétrica,
campânula a gás, lenha, resistências,
cortinas.
Nos primeiros dias de alojamento, fazem-se círculos
de Eucatex e uma fonte de aquecimento. Já em
galinha de postura deve ter um galpão próprio para
recria.
- Comedouros: bandeja, tubular infantil,
automático (1 a 14 dias), tubulares,
automático linear, automático prato (acima
de 14 dias)
(altura do dorso)
- Bebedouros: tipo nipple, tipo pendular e tipo
calha
(altura dos olhos)
Vantagens do nipple: sistema fechado podendo ser
usado em gaiola ou piso, disponibilidade de água
limpa, cama mais seca, menor mão de obra pra
limpeza.
Desvantagem: má funcionamento da válvula pode
fazer vazamentos, água de qualidade isenta de
minerais, presença de ar nos tubos.
- Cortinas: Plásticas, sistema de
acionamento por carretilha, manivela e
cordões, abertura de baixo para cima,
controle da movimentação do ar dentro do
galpão, galpão de pressão negativas sempre
fechadas até a falta de energia elétrica
(face interna azul ou preta, face externa
branca ou prata).
Em galinhas de postura não precisa de tela/cortina
pois são criadas dentro da gaiolas com o ninho
embaixo
5
… ... Linhagens c�merciais de Aves ………
Melhoramento genético é diferente de manipulação
genética
- Manipulação: editar, alterar o material
genético. > Transgênico.
- Melhoramento: aumentar a frequência de
alelos desejáveis em uma população. Faz
cruzamentos em diferentes raças com
objetivo de melhorar os índices produtivos.
O melhoramento genético é realizado em cima do
que o consumidor quer e em cima do que a
indústria quer.
● Consumidor: Peito de frango maior e coxa
de frango com mais carne
● Indústria: Visa a precocidade para um
maior giro - se ocorre o crescimento mais
rápido, vende mais rápido. Eles querem que
os aves comem pouco e converta tudo em
carne ou/e ovos
- Altos índices de ganho de peso geram
maior produtividade no abatedouro.
- Maior volume de produção utilizando menos
recurso gera preço baixo na gôndola do
mercado.
Linhas de cruzamento
Se faz duas linhas de cruzamento para
determinada raça, (uma linha de macho e outra de
fêmea) para que nas matrizes consigam cruzar os
machos e as fêmeas que foram melhoradas para
determinada característica.
1. Bisavós: duas raças diferentes mas ambas
com características interessantes, pega os
melhores machos e cruza com as melhores
fêmeas da outra raça.
2. Avós: Em um cruzamento elimina as
fêmeas e no outro os machos, ao final vai
ter um macho de um cruzamento e fêmea
de outro cruzamento (a x b)
3. Linha macho -- matriz: Quando cruzar a
avó macho com a avó fêmea terá
descendentes fêmeas e machos, mas
elimina as fêmeas e fica com o macho
(macho matriz) - linha macho
4. Linha fêmea - matriz: nos avós têm o
cruzamento macho com fêmea (c x d),
desse cruzamento elimina-se o macho e
gera apenas a fêmea
Os machos têm melhoramento para ganho de peso
e fêmea para ganho de peso e postura.
Os frangos gerados da matriz, serão heterozigotos
e se fizer o cruzamento entre os mesmo, terá
apenas ¼ % de chance de reproduzir os indivíduos
com as características desejáveis.
Nos cruzamentos, tira proveito do:
Efeitos genéticos:
- Efeito raça: inclui habilidade geral de
combinação das linhas utilizadas no
cruzamento devido ao efeito aditivo de
genes, passa de geração a geração.
- Efeito heterose: inclui a habilidade
específica de combinação das linhas
utilizadas no cruzamento devido aos desvios
de dominância dos alelos e dos desvios da
epistasia entre locus e
- Efeito recíproco: é o desvio entre o
desempenho dos indivíduos de um
cruzamento e do seu recíproco. Na
nomenclatura de melhoramento genético se
6
convenciona que a primeira letra representa
a raça do pai e a segunda mãe
Não genéticos
- Complementaridade: produzir animais de
dupla aptidão. É vantagem que se obtém ao
cruzar galinhas de maior produção de ovos
com galos de potencial genético para mais
ganho de peso. - tende a aumentar os
custos de produção
Linhas puras de frango de corte ………………………...
Plymouth Rock Branca
● Pele Amarela e crista lisa;
● Utilizados nos primeiros cruzamentos para
produção e atualmente serve de material
básico de muitas linhas cruzadas;
● A maioria das linhas originais eram de
empenamento tardio, uma desvantagem
para frangos de qualidade porque a pele
muito expostas tem mais dermatoses
(arranhões). Atualmente são de
empenamento rápido.
Plymouth Rock Barrada
Única diferença da rock branca é a penagem
New hampshire
● Cor vermelha, pele amarela, crista lisa e
produz ovos de cor marrom
● Já foi utilizada na produção de frangos de
corte e mais tarde passou a ser utilizada
para cruzamentos com outras raças de
corte .
● Atualmente poucos se dedicam a
comercialização dessa raça (frango caipira)
● Foi utilizado em muitos cruzamentos que
formam os atuais híbridos de corte, em
função da habilidade de produção de ovos
Cornish Branca
● Corpo amplo com peito musculoso e largo e
pata mais curta.
● Crista ervilha, pele amarela e produz ovos
de casca marrom
● Habilidades de produção de carne , porém
produzem poucos ovos de tamanho pequeno
e com baixa eclodibilidade.
● Habilidade de produzir carne desta raça tem
sido explorada no cruzamento de galos
Cornish ,,
Quando o frango fica muito pesado e cresce muito
comprime os capilares e se transforma em tecido
conjuntivo que dá aspecto esverdeado
desvalorizando a carcaça.
Sussex
7
● Raça inglesa
● Predominante para corte com diversas
variedades das quais a light sussex é mais
popular
● Apresenta pele branca, produz ovos de casca
marrom
● Boa produtora de carne
Melhoramento genético
Seleções:
- Conformação: peito, pés, coxas,
- Peso: se está batendo com a curva de
crescimento esperada.
- Índice de conversão alimentar: vê o quanto
a ave comeu para ganhar 1kg de peso.
- Eficiência alimentar
Marcas de Híbridos comerciais de frangos de corte
(importadas): Ag Ross, Cobb Vantress, Hybro, Isa
Vedette, MPK, Arbor Acres, Avian, Shaver e Hubbard.
(nacionais): Embrapa 021, S-54 e Chester.
Linhagem de galinhas de posturas
comerciais ………………………...………………………...……………
Leghorn
● Variedades de cores e possuem pele
amarela
● Produz ovos de cor branca
● Consegue ser sexada pelas pernas com 1 dia
de idade
● São pequenas e leves pois a linha de
melhoramento genético é para postura e
não ganho de peso.
● Grande produtora de ovos por ciclo de
postura (200)
Objetivos da produção de ovos: subsistência,
concurso para padrão raça, criações comerciais
(melhorar eficiência e competitividade comercial).
Linhas de dupla aptidão ………………………...…………
Plymouth rock/rock branca /rock barrada
Rhode island/ rhode red
New hampshire
Monarch, orpingtons
Gigante de jersey
Minorcas, australorp
Turken
Ayam cemani
………………. Manejo geral de frango de c�rte …………..….
8
Preparo das instalações para recepção dos
lotes
Material da cama: maravalhas (lascas de madeira),
sabugo de milho triturado, casca de arroz, palhada,
feno de gramínea, casca de amendoim, areia, papel
picado.
● Cuidar da cama é essencial, ela é
reaproveitada e gera uma economia
● Características: tamanho médio picado ou
triturado, absorver umidade, baixo nível de
pó (se aparecer uma sintomatologia
respiratório tem que comunicar pois pode
ser doença), baixa condutividade térmica,
macia (evitar calo de pé/peito), baixo custo
pro produtor, biosseguridade e
biodegradabilidade (se não for de bom local
pode vir como meio de transmissão de
patógenos como Salmonela). Deve ter uma
altura que varia da época do ano (calor +
fina 5-8cm / frio + grossa 8-10cm)
● Funções: boa capacidade de absorver
umidade, absorver impacto, isolamento
térmico, ter pouca poeirae macio - evita
calo
Em galpões que tenham casulo (outra cortina
interna e fecha as cortinas de cima pra baixo -
garante a circulação mínima de ar e mais
econômica) a parte central deve ser mais espessa
(cama) para maior absorção.
Antes da chegada dos pintinhos
Deve acender a campânulas 24hrs antes da
chegada as aves (até 33°), além disso coloca os
comedouros (1:100), bebedouro (1:100) e campânulas
(1:500), espalhar a cama, forrar papel em cima da
maravalhas e ração em cima para facilitar o acesso
a ração
● Verificar a disponibilidade e distribuição de
água e ração (bebedouros infantis ao
nippler baixa)
● Pode ser usado sistema de casulo ou por
eucatex
Organização do círculo de eucatex
Durante a recepção do pintinho - Chegada
granja
Chegam dentro de caixas do incubatório (papelão ou
plástico). A caixa de papelão é melhor pois incinera
após o uso, já a plástica volta pro incubatório
podendo levar um patógeno.
● Luz acesa 24 horas (a luz estimula a comer
ração e beber água)
● Verificar a t° do caminhão e se o animal
está desidratado
● Conferir o GTA (guia de trânsito animal
com a nota fiscal e com boletim sanitário)
● Cada caixa transporta 100 animais (4
partimentos- 25 cada)
Durante a recepção dos pintinhos devemos
observar:
9
● Problemas de saúde, infecções, mau
fechamento do cordão umbilical,
comportamento e estado físico
● Observar a plumagem: penas úmidas ou
secas
● Realizar amostragem, para não ter que
checar todos as centenas de pintinhos.
● Fazer contagens para verificar a quantidade
de pintinhos, pesagem e em algumas aves
realizar necropsias para checar a qualidade
das aves e a disposição dos órgãos e
possíveis lesões.
Manejo geral frango de corte
Abertura dos círculos em eucatex: 1° abertura do 3°
ao 5° dia / 2° : 5 a 7° dia / 3°: 7 a 10° dia. Nos 3
primeiros dias tem que estar 33° e após vai tirando
-1° até chegar 25°c
- Deve ter uma estrutura eficiente de
resfriamento e aquecimento.
Densidade de alojamento: 14 aves/m2 (ao final) / 70
aves/m2 (início)
Cuidados a serem tomados
Regular a altura das linhas de águas de bebedouros
diariamente, virar a cama a cada 7 dias, retirar os
pontos úmidos diariamente, retirar carcaças
(botulismo), verificar diariamente se a pressão de
água e comida chega em todo galpão.
Deve sempre observar o comportamento para ver
se há algo errado
● Animais empoleirados em cima do
comedouro ou em cima do prato de comida:
faltou ração
● Empoleirada em cima do bebedouros:
faltam água ou demorou a ter água
● Animais com bico aberto ou ofegante: calor.
● Animais amontoados de um lado do galpão:
corrente de ar
● Animais aglomerados: fome
● Canibalismo: estresse (t°, densidade de
loteamento, variação nutricional na ração,
deficiência de sódio)..
Círculo de eucatex (interpretação do
comportamento devido a t° ou corrente de ar)
Observações
As aves devem ser estimuladas a circular no galpão
para procurar água, comida e terá diferença de
desempenho caso não ocorra.
Os frangos são fotoperíodo positivo porém não
precisa estar 24hrs na luz. O hormônio do
crescimento atua no escuro.
- valor ideal de foto período: 17 a 20 hrs
Frango de corte
1° retirada: 15dias (350g a 509g)
2° retirada: 23 a 25 dias (1,300kg a 1,500kg),
chamado de “galeto”
3° retirada: 37 dias, chamada de "alívio", retira as
fêmeas (1,900kg)
4° retirada: 42 dias (2,500kg)
5° retirada: 60 dias, ave chefe ou chester
Pagamento do produtor
ICA: CM/GPM
- GMP: peso do animal na data do abate -
peso do pintinho
- CM: consumo médio
- ICA: índice de conversão alimentar
IEA: (GPM/CM) x 100
- IEA: índice de eficiência alimentar
10
……………… Manejo de aves
de galinha de p�stura
…...…………
Nos manuais e manejo, existem várias
recomendações de cada linhagem genético e deve
seguir uma curva de desenvolvimento das linhagens,
pois a ave deve chegar na maturidade sexual com
peso recomendado
Inicialmente tem mais proteína e os níveis de energia
são mais baixos e vão crescendo de acordo com o
crescimento da ave
Objetivo de controlar o peso corporal: avaliar o
desenvolvimento corporal, tomar decisões em relação
a mudança de ração, indicação da quantidade de
ração a ser administrada, ter referência no momento
correto para estimular a luz, medir a uniformidade
do lote
Pesagem: iniciam na 4 semana com amostragem:
100 aves até 1 a 5% do lote
- Individual em balanças graduadas 10 em 10
ou 20 em 20 gramas
Na 16 semana faz uma amostragem de 10%
- Se possível, pesar 100% para dividir em 3
faixas de peso: leve (fora da janela de
uniformidade pra baixo), padrão (peso médio)
e pesada (fora da janela de uniformidade
pra cima)
Uniformidade
uniformidade é a quantidade de animal que variam
dentro de uma janela aceitável de desvio de pes
Cálculo da uniformidade: Calcula o Peso médio, vê o
10% e soma ( vai ser o limite máximo de peso) e
subtrai (limite mínimo) do peso médio
Causas da má uniformidade
● Má debicagem: corte do bico para evitar que
selecionem os maiores grãos e não ingere os
nutrientes necessários.
● Má distribuição da ração e nutrição
inadequada
● Disponibilidade de comedouros e bebedouros
Boa uniformidade assegura
● Aves com picos de produção mais elevados:
atinge em torno de 95% de postura
(basicamente 1 ovo por dia).
● Maior massa de ovos: ter vários lotes
diferentes para sempre estar pondo ovo, pois
chega um momento que essa produção decai
e se for tudo do mesmo lote cai em massa.
● Melhor persistência da produção de ovos
● Uniformidade dos tamanhos dos ovos
Fatores que afetam o consumo de ração:
Temperatura, linhagens, produção, ajustar o
programa nutricional em função das variações de
consumo
11
Densidade de criação
Varia em função das condições ambientais.
Intensivo: aves em gaiolas(linha de água e comedouro
e estreita que carrega ovos)
Cage- free: são criadas dentro de galpões e soltas
Extensivo (free- range): galinha tem galpões mas
também tem acesso ao piquetes
Proporciona uma otimização do uso das instalações e
equipamentos e racionalização da mão de obra.
Debicagem
Objetivo: previne o canibalismo, evita que fiquem s
ovos, reduz o estresse social, redução da bicagem de
penas, diminui o desperdício da ração e evita que as
aves selecionem partículas maiores de grãos.
- Causas do canibalismos: deficiência
nutricional (geralmente relacionada a cloreto
de sódio) , falta de água e ração,
ferimento/prolapso de oviduto, hierarquia
social, altas temperaturas
Idade do procedimento
1º debicagem: 7 a 10 duas de idade, corta ⅓ do bico
2º debicagem: 8 a 14 semana de idade, corta-se ⅔ do
bico superior e ⅓ do bico inferior
Não deve debicar o bico de cima e debaixo juntos,
mas sim separados
Como se faz
Não há padronização da técnica, cada linhagem tem
sua recomendação.
Através de uma máquina com lâminas
incandescentes, que cauterizam logo após o corte
- Suplementar com vitamina K na ração antes
para ajudar na cicatrização, melhorar a
coagulação e evitar o sangramento..
Pode ser: leve, média e severa; e pode ser feita do bico
superior e inferior
Não se faz em frango de corte, apenas de posturas
Consequências da má debicagem:
● Prejudicar a sobrevivência peso e
uniformidade.
● Aumenta o desperdício de ração
● Redução do desempenho devido a formação
de neuromas nobico, que são muito sensíveis
e causam desconfortos fazendo com que o
animal deixe de se alimentar.
● Dificultar a apreensão da ração e a água
Iluminação
Importante pois controla a maturidade do ave,
12
Quando o animal tem acesso a luz ela bloqueia a
pineal, que bloqueia a liberação de melatonina o
hipotálamo começa a liberar o hormônio que
estimula a hipófise a produzir e liberar o FSH,
estimulando o desenvolvimento e crescimento dos
folículos ovarianos..
E, no escuro, atua o hormônio de crescimento (GH).
● Evita uma postura precoce - Diminuindo a
intensidade e o tempo de exposição à luz, a
pineal fica mais ativada e produz mais
melatonina que bloqueia a liberação e FSH. Se
entra em maturidade precoce, a pelve não
está totalmente ossificada e pode dar
problema de prolapso de cloaca.
● Estimulam a produçãode ovos
● Afetam ganho de peso corporal e
uniformidade.
● Fornecer o número de horas de iluminação de
acordo com a idade: Cria e recria- menos luz
e Reprodução - mais luz
Considerações para implantação
● Levar em consideração a posição dos pais -
No brasil ocorre 10 horas de luz natural todo
o ano. Na região sul e sudeste têm uma alta
atitude (programa de luz na recria); No
centro e norte há pouca diferença de
comprimento do dia (não é feito programa de
luz).
● Tipo de aviário (abeto ou controlado)
●
● Localização geográfica da granja (latitude)
● Época do ano no alojamento da ave
(fotoperíodos naturais crescentes decrescente
- verão/inverno)
● Grau de sensibilidade aos estímulos
luminosos
● Ave são refratárias a luz até o 10º semana
de vida
Regras para iluminação
Recria: evita a maturidade seual precoce
Postura: estimula a produção de ovos
Aves em crescimentos: devem ser submetidas a
fotoperíodos constantes e decrescentes
Aves em produção: devem ser submetidas a
fotoperíodos constantes e crescentes
- Não deve proporcionar estamos luminosas
para as aves que não estejam no peso
atingido.
- Na 18º semana de vida: peso corporal mínimo
para linganhem, consumo de nutrientes para
suportar a produção luz do dia constante de
pelo menos 12 horas. O Estímulo da luz
interfere no tamanho e produção dos ovos,
estímulo precoce renderá em poucos ovose re
dução do tamanho do mesmo
Elaboração do programa
Determinar a data em que as aves completaram 10
semanas de idade
Verificar o comportamento da luz natural;
- Dias crescente: 21 junho a 21 de dezembro
(ideal para recria)
Período crescente
- Dias decrescentes: 21 de dezembro a 21 de
junho
Período decrescente
Vai estimular a produção de ovos e manter a
uniformidade do lote.
● Peso adequado para iniciação de postura 1,3
kg e idade a partir da 20 semana.
● Luminosidade recomendada de 22
lúmens/m2 na fase de produção.
………... Manejo sanitário de aves de pr�dução………….
13
Dentro da sanidade tem o PNSA (plano nacional de
sanidade avícola) conjunto de legislação criadas pelo
ministério da agricultura relacionadas à sanidade na
criação de aves de produção. Como exemplo, vacinação
obrigatória, monitoramento e notificação de doenças.
Ademais, dentro da sanidade tem a biosseguridade
que são conjunto de medidas que evitam a entrada
de agentes etiológicos e também previne a saída
caso ocorra a entrada.
As empresas também têm liberdade para fazer um
cronograma para o monitoramento interno das
empresas
- Monitoramento oficial: PSNA
- Monitoramento da própria empresa:
acompanhamento diário da mortalidade e da
produção. Deve-se fazer necropsia pois as
doenças nas aves as sintomatologias são
parecidas. Então, é necessária para fechar
um diagnóstico.
-
Vacinação obrigatória
● DM - contra doença de marek - quando o
pintinho sai do ovo ou quando está no ovo (18
dia)
● DN - contra a doença de Newcastle (nem
todo lugar precisa, desde que o lugar prove
que não há essa circulação viral e tenha um
bom manejo sanitário).
● Salmonella Enteritidis: Em postura é
obrigatória, em matrizes é facultativo e em
melhoramento genético e corte é proibido.
Controle de ração
Observar se há presença de salmonella spp e
micotoxina.
- Deve-se evitar as rações fareladas pois
quanto mais umidade, mais propício é a
introdução do fungo. Ademais, provoca poeira
e irritação causando sintomatologia
respiratória e deve haver notificação para o
ministério da agricultura.
Cama
Pode ser reutilizada quando não ocorrerem
problemas sanitários no lote anterior, quando no
local tiver escassez de material bom e alto valor.
Fermentação: tirar todos os equipamentos do aviário,
lavar e desinfectar o mesmo, cobrir a cama com lona
plástica em toda sua extensão de derivar totalmente
vedada por 10 dias.
A cama tem nitrogênio, fósforo e carboidrato, os
microorganismos presentes na cama fermentam
esses nutrientes junto com as fezes e a cama irá
aquecer a 70 graus pela fermentação, assim,
matando os agentes patogênicos.
Após esse processo, deve espalhar a cama e tirar as
partes que estiver muito úmidas
- Deve repor uma nova cama no pinteiro
A cama deve ser revirada pois caso não seja, forma
placas de umidade causando problemas no pé e calo
de peito das aves. Frequência: 2x na vida (frango de
corte) pois há um caso de estresse , podendo perder
as aves.
- Deve ter uma ventilação adequada e abaixar
a cortina pois utiliza-se um motor e libera
monóxido de carbono, para assim, não
intoxicar as aves.
Após toda sua utilização pode utilizá-la na lavoura e
usar biodigestores para produzir gás (metano) para
utilizar na própria granja, como exemplo, aquecendo.
Limpeza e desinfecção após a retirada do lote
Limpeza: retirar matéria orgânica através d exato de
água com detergente
Desinfecção: aplicar soluções com ações bactericidas,
bacteriostáticas e outros..
Deve retirar restos da ração, remover equipamentos,
varrer o todo espaço e lavar com água e detergente.
O enxágue deve ser com água quente que
potencializa os produtos utilizados
Ademais, fazer vassoura de fogo para acabar com as
penas presente que possam ter fezes de lotes
antigos.
- Após a limpeza faz a sanitização/ desinfecção
e após isso faz o vazio sanitário por 10 dias.
Escolha do desinfetante: ser altamente germicida,
não ser tóxico, bom efeito na presença de matéria
orgânica, não ser corrosivo, ser solúvel em água, ter
boa penetração, ter baixo custo.
………………….... Nutrição de aves de pr�dução ……………….......
14
Milho: fração energética da ração
Soja: fração protéica da ração
Pré mix: microminerais, vitaminas, aditivos, a.a
essenciais e outros.. - os adivinhos são promotores de
crescimento (antibióticos), enzimas, ácidos orgânicos.
A maior parte da ração contém energia (60%), soja
(20-30%) e o resto é pré mix. Quanto mais velha a
ave menos proteína deve ter na ração, ao contrário
da energia, que aumenta no decorrer do crescimento
da ave.
Há necessidade constantes da atualização dos
padrões nutricionais em função do potencial genético
visando a obtenção do máximo de desempenho de
acordo com as exigências de mercado e do produtor.
- Objetivo: minimizar a gordura abdominal,
maximizar o rendimento do peito, aumentar
a conversão alimentar.
Programas de alimentação
Faz com que a ave aproveite melhor os nutrientes
presentes da ração com o conjunto de práticas de
arraçoamento com objetivo de minimizar o alto custo
gasto na alimentação.
A variação das exigências nutricionais variam de
acordo com crescimento, sexo (devido a testosterona),
idade, linhagem, finalidade do programa e outros…
Arraçoamento em fases: Quanto mais rações
diferentes, maior o atingimento de meta no qual a
concentração na ração é igual o que a ave necessita,
tendo uma maior rendimento.
- Quando se trata de macho e fêmea deve
fazer os lotes sexados para promover a ração
adequada a cada sexo. Ex: PTN (inferior
fêmea e superior macho)
Vantagens: explorar o potencial de crescimento, maior
uniformidade do lote, atender mercados específicos.
Restrição alimentar: reduzir mortalidade (síndrome
da morte súbita, ascite devido o congestionamento
dos vasos devido a hipertensão pulmonar), prevenção
de problemas locomotores (pata não sustenta o peso
da ave), evitar peito amadeirado (crescimento
excessivo do peito superfície e compressão do peito
profundo, comprimindo vasos e causando necrose, -
cor esverdeada/ cinza /marrom - e criação de tecido
conjuntivo - dureza-) e evitar peito com linhas
brancas (suíte strippers).
- Restrição quantitativa: forma incorreta,
diminui a quantidade de ração ofertada
limitando a quantidade (gera estresse)
- Restrição qualitativa: diminui os níveis
nutricionais da ração porém mantém o
volume. (Gera menos estresse). Adiciona
volumoso (farinha de pena e sangue).
Recomendações nutricionais
Deve seguir o manual das linhagens. Varia de acordo
com sexo, fase de vida, tipo de desempenho,
ingrediente totais e digstiveis.
As tabelas são de níveis mínimos de PB (adição de lis,
met e ter). Para definir a exigência de a.a fazem o
conceito de proteína ideal (relaçãoentre lisina e
outros a.a essenciais).
● Lisina: muito estudado, 2 a.a limitante, a.a
importante na absorção de cálcio,
desenvolvimento ósseo e muscular infantil,
participa da atividade do GH
Vantagens da proteína ideal: diminui a excreção de N,
redução da quantidade de soja utilizada nas rações.
Aditivos
Substâncias ou microorganismos adicionados
intencionalmente, que normalmente não se
consomem como alimento, tenham valor nutritivo ou
não, que afetem ou melhorem as características dos
alimentos ou dos produtos animais.
- Objetivo: melhorar a eficiência de produção do
animais pelo aumento o produto de usos
alternativos e redução das perdas de
nutrientes nas fezes, abaixando os níveis
nutricionais da dieta com vantagens
econômicas e ambientais
Microbiota do trato gastrointestinal
A microbiota influencia na absorção do alimento e no
bom funcionamento do trato gastro intestinal .
- Ruminococus, bifidobacteium, lactobacillus e
bacterioides são as microbiotas dominantes.
Deve ter menos clostidium e Escherichia Coli.
Antibiótico = promotor de crescimento
15
Amônia produz irritação na mucosa intestinal
podendo causar enterite, quando usa o promotor de
crescimento, o antibiótico é usado abaixo da
concentração inibitória mínima com objetivo de
controlar a microbiota intestinal provocando menos
pontos de inflamação. (Porém aumenta os genes de
resistências)
Quando há essa inflamação, maior o espessamento
da camada da mucosa e menor a absorção. Evitando
isso, aumenta a absorção de nutrientes e o animal
cresce mais.
O uso de antimicrobianos pode ser terapêutico,
profilático e aditivo.
Substitutos aos uso de promotores (AGP) que já são
usados: óleos essenciais (plantas), probióticos (dar
microorganismos benéficos), prebióticos (nutrientes
que favorecem o crescimento das bactérias benéficas
para ave), simbiótico (prebiótico e probióticos), ácidos
orgânicos (fumárico, lático, cítrico, as….)
Enzimas
Endógenas: completar as enzimas a existente no
organismo do animal
Exógenas: enzimas que o animal não produz no
organismo, coloca para fazer com que os ingredientes
fiquem mais biodisponível, melhorando a
digestibilidade.
+ remoção dos fatores anti-nutricionais,
diminuição da viscosidade da digesta.
Fitase: enzima que promove a hidrólise do ácido fítico
melhorando a absorção do fósforo, cálcio, nitrogênio,
cobre e zinco, diminuindo a presença desses na festa
e causando menos impacto ambiental.
Ácidos orgânicos
Controlam a microbiota intestinal causando menos
impactos ambientais
Tipos de ração
Frango de corte (5 tipos)
● Pré inicial: 1 a 7 dias
● Inicial: 7 a 21 dias
● Crescimento 1: 21 a 33 dias
● Crescimento 2: 33 a 42 dias
● Final: a partir do 42 dias
Galinhas de postura
● Ração de crescimento: 1 a 8 semanas
● Desenvolvimento: 9 a 17 semanas
● Pré postura: 18 a 19 semanas
● Início de postura: a partir da 20 semanas
16
 
P L A N T A S
F O R R A G E I R A S
O conteúdo presente não é de minha autoria.
……………………………………….. Fisi�l�gia Vegetal ………………… ………………
É de grande importância produzir pastagem de
qualidade pois são ingredientes necessários para
uma melhor produção, diante disso, estudaremos
sobre plantas forrageiras. Na plantação de um
planta forrageira, deve-se avaliar solo, clima,
pluviometria e manejo, porém o maior desafio é a
pecuária de corte pois é extensiva e a maioria dos
produtores não aceitam.
Cenário brasileiro
O capim brasileiro tem um bom crescimento devido
ao solo e ao clima. O país tem o maior rebanho
comercial do mundo, sendo 88% dos bovinos
exclusivamente a pasto, ou seja, um dos menores
custos de produção do mundo.
Foco dos estudos: aumentar a produtividade e
eficiência na utilização da pastagem, utilização de
espécies forrageiras mais produtivas adaptadas às
condições de relevo e climática, otimização do
consumo e disponibilidade de nutrientes.
Sistema de produção
A pastagem deve ser inserida no sistema principal
de produção pois é um fator produtivo, porém uma
lotação de bovinos na pastagem faz com que a
mesma comece a degradar. Além disso, o custo da
alimentação chega a 75% do custo de produção,
então o pasto é uma forma mais barata de
alimentação.
Morfologia das plantas
As plantas são formadas por vários órgãos (raiz,
caule, semente , fruto) e cada região executa uma
função específica.
Raiz: fixa o vegetal no solo, é dividida em:
- Coifa: protege o meristema apical
- Zona pilífera: absorção de água e nutrientes
- Zona lisa: responsável pelo crescimento
Caule
- Nó: região de inserção da folha
- Entrenó: corpo do caule
- Gema apical: região do meristema
(crescimento da planta)
- Gema lateral: região responsável pelo
brotamento.
É dividido em epiderme (troca gasosa e
impermeabilidade devido aos lipídeos), córtex (dá
estrutura) e sistema vascular (floema e xilema).
● Caules aéreos: se situam acima da
superfície do solo. ex: haste (arbusto), tronco
(árvore), colmo (bambu)..
● Caules aéreos rastejantes: se amplia sobre
a superfície. ex: melancia
● Caules aéreos volúvel: se enrola em outro
para crescer
● Caules subterrâneos: crescem abaixo da
superfície. ex:gengibre.
Folha: Realiza a fotossíntese, respiração,
transpiração, condução e distribuição de seiva..
1
Flor: É uma modificação da folha, fornece a
polinização. Nele está presente o sistema
reprodutor da planta (gineceu e androceu). A flor as
forrageiras são incompletas
- napier: capim do tipo cespitoso, parece
bucha.
- Gordura: flor rosa
- Brachiária: flor pequena aderida a ponta da
semente
Crescimento da planta
● Células meristemáticas: crescimento das
estruturas vegetais
● Tipos de meristemas: apical e lateral
● Tipos de crescimento: primário (meristema
apical-vertical) e secundário (adição do
tecido vascular-horizontal).
Tipos de crescimento:
- Crepitoso ou ereto: podem apresentar
rizomas, perfilhas distanciados uns dos
outros, formação de touceiras
- Prostrado: crescimento rente ao solo,
cobrem a superfície. A estrutura de
propagação são os perfilhos, tem alta
capacidade de colonização e não deixa
espaço para invasoras
- Semicresptoso ou decumbente: forma de
crescimento mesclado entre prostrado e
cespitoso.
-
Gramíneas e leguminosas
As gramíneas têm folhas lineares e são
monocotiledôneas, já as leguminosas têm folhas
compostas e são dicotiledôneas. Ambas são do
grupo forrageira mas distintas entre si, são fontes
de alimentação pros herbívoros e responsáveis pelo
desenvolvimento e produção.
Há diferenças bioquímicas em relação à reserva
energética (proteínas - leguminosas, carboidrato
-gramíneas). e diferença pela fixação do nitrogênio
por parte das leguminosas (aduba o solo).
O cenário ideal seria gramíneas com leguminosas
porém há controvérsias devido seus ciclos serem
distintos, tornando assim nem sempre possível e a
exigência de um manejo altamente refinado.
Bancos de proteína
São áreas cultivadas com leguminosas adaptadas
ao pastejo visando o fornecimento de forragem
suplementar de maior valor nutritivo especialmente
ao suprimento de proteína. Ex: gliricídia (leguminosa
mais difícil de pegar), guandu, leucena, amendoim
forrageiro;
Plantas C3 x C4
As plantas c3 são sazonais frias e c4 são de
estações quentes e padrão de fixação de carbono
(ex:brachiaria, panicum, cynodon)
Para a escolha da forrageira, é necessária
avaliações como: pastejo contínuo ou rotacionado,
umidade do solo, sombreamento da área, qualidade
física e química do solo e outros...
2
Aspecto m�rf�lógico e b�tânic�s das principais
…… ………….. gramíneas …… …………..
Na identificação das plantas é muito comum o uso
das inflorescências.
Exemplos de inflorescência
Racemosa: eixo principal cresce mais que os
laterais, eixo principal termina em uma gema. Ex:
Brachiária Decumbens
Panícula: flores dispostas em vários eixos, eixos
laterais possuem dois ou mais eixos. Ex: panicum
máximo.
Espécies forrageiras
Brachiaria Decumbens (brachiarinha)
● Gramínea perene (longo tempo) e
intolerante a encharcamento;
● Folhas pubescentes, pelos dos 2 lados
● Fornec cobertura do solo em forma de
touceiras
● bem adaptadoo clima, resiste à seca, boa
tolerância a solos ácidos e a sombreamento
● recupera-se rapidamente após o pastejo;
Problemas; presença de agentes fotodinâmicos e
em animais de pelos claros se acumula no
subcutâneo, desenvolvendo fotossensibilização. E,
não deve ser estabelecida em regiões endêmicas de
cigarrinha.
Brachiaria Brizantha (brachiarão/marandu)
● Porte média, folhas sem pilosidades
(apenas na bainha)
● Possui uma certa resistência a cigarrinha
● Exige melhores solos
● Não causam fotossensibilização e são pouco
aceitas pelos equinos
Brachiaria humidicola (espetadinha)
● Folhas mais rijas com ápice em agulha
● Sem pelos, planta de semente ou muda
3
● Semente sem dormência (estabelecimento
lento) - para quebra da dormência deve-se
deixá-las ao sol por 3 dias.
● Problemas: alto teor de oxalato que inibe a
absorção de Ca (Síndrome da cara inchada)
Brachiaria Ruziziensis (capim congo)
● Semelhante ao decumbens
● dupla fileira de sementes e folhas pilosas
● coloração verde mais clara
● Crescimento mais ereto e menos rigorosa
na expansão
● Caiu em desuso (cigarrinha e baixa rebrota)
Brachiaria radicans (Braquiária do brejo)
● Brachiaria tóxica com folhas verdes escuras
● Flutua sobre as águas
● Muito caule e pouca folha
● Tem alta palatabilidade para equinos
● Plantio proibido devido ao potencial tóxico
(causa hemólise)
Brachiaria mutica (capim angola)
● Semelhante a radicans
● Levemente piloso
● Pode ser utilizado em pastejo rotacionado
● Pode desenvolver a síndrome da cara
inchada
● Capim de região úmida porém a umidade
dificulta a adubação
Brachiaria radicans + mutica (tangola)
● Alternativa para a baixada úmida que não
possui outros tipos de capins
● Híbrido e adaptado a áreas
temporariamente alagadas mas também
resistem à seca
Andropogon Agnys (capim gambá)
● Crescimento cespitoso em locais de pouca
chuva
● Regiõe secas de solos arenosos e cascalhos
● Média qualidade nutricional e sobrevive em
solos de baixa fertilidade
Melinis Minutiflora (capim gordura)
4
● Coloração arroxeada, cresce
espontaneamente
● Altamente palatável e com secreção
pegajosa
● Não Rebrota bem em queimadas e é uma
invasora
Pennisetum purpureum (capim elefante)
● Alta produção com cortes frequentes
● Deve ser adubada e irrigada
● Inflorescência na forma de esponja
Panincum maximum (apim colonião)
● Inflorescência panícula,
● Possui serosidade esbranquiçada na base
● Capim exigente em fertilidade e altamente
produtivo
Paspalum notatum (grama batatas)
● Baixa produtividade e encontrada em
campos de futebol
● Altamente invasora e reside bem ao
pisoteio
● Não é utilizada em pastejos opcionais é
muito apreciada por equinos
Cynodon Plectostachyus(grama estrela)
● Semente com baixa fertilidade
● Planta com estolões e propagação
vegetativa
● Produz feno
Cynodon nlemfuensis (grama estrela roxa)
● Talos e inflorescência oxas, baixa
palatividade p/ equinos.
5
Cynodon Nlenfrensis x Dactylon (coast-cross)
● Grupos da bermuda, não são rizomas.
● Alta resistência a pastejo e pisoteio
● Apim de baixas temperaturas e aguenta
chuvas fortes
● Semnte de baixa fertilidade
Plantas de tamanho curto, quando o animal for
pegar para comer, ele puxa toda a planta, inclusive
a raiz. Por isso, torna-se necessário um tempo até
que a planta fique no tamanho ideal para o pastejo.
6
…... F�rmação e manejo de f�rrageiras …...
A pastagem é a forma mais econômica de alimento
e para ter um sucesso de produção deve controlar o
acesso da mesma. A pastagem deve ser submetida
a cuidados pecuarista e agricultor.
Ao iniciar a plantação deve-se primeiramente fazer
um diagnóstico da área
Diagnóstico da área
1. Identificação física e topográfica da área
2. Declividade do solo e presença de pedra no
solo
3. Encharcamento e drenagem da área e
plantas invasoras
4. Planeamento do início das atividades
Análise do solo
● P, K, Ca, Mg e H + AL, minerais mais
necessários, precisa-se saber o teor de cada
um para caso precise corrigir em certa
quantidade;
● Área máxima por amostra 10ha
● Gramíneas 0-20cm e Leguminosas 0-40 cm
● pH e características físicas muito
importantes (areia e argila). Areia infiltra a
água e a argila represa a água.
● Amostra simples: cano até 20 cm, um
ponto específico da pastagem
● Amostra composta: mais de uma amostra
da mesma área.
Preparo do solo - derrubada e destoca
● Obtenção da licença ambiental
● Delimitação da área de reserva
● Proteção de mananciais de água
● Curva de nível
Aração: Objetivo de revirar o solo e arrancar as
invasoras,enterrar sementes de invasoras.
Profundidade variável, o ideal de 15 a 20
Gradagem: preparo final para receber a semente,
tem objetivo de nivelar/uniformizar a área de
plantação.
Compactação: Quando ocorre exageramento de
soltura da terra, ocorre em solos muito arenosos e
por vase precisa realizar pré compactação
Plantio
● Imediatamente após a gradagem para não
dar espaço para invasora.
● Semente: plantio no início da estação
chuvosa (setembro)
● Observar a meteorologia devido a
abundância e regularidade de chuvas para
fazer o plantio no tempo correto (deve ter
cuidado com o veranico, ausência de chuva
em períodos chuvosos):
Compactação: favorece a aderência da semente ao
solo e facilita a absorção de água pela planta. Além
disso faz com que não fique uma grande camada
de terra sobre a planta, assim, para a planta
conseguir chegar à superfície
Sementes de qualidade: Deve observar o valor
cultural da semente. Sementes limpas não trazem
contaminações (pragas e invasoras)
- Deve-se comprar semeente por unidade de
valor cultura
7
Manejo de pastagen
Conjunto de ações que visam a máxima produção
por unidade de área. A Pastagem não pode ser
desfolhada muito intensamente e deve retirar a
máxima produção animal sem extinguir forrageiras
Primeiro pastejo: 20 a 70 dias após o
estabelecimento (depende do clima), ocorre a
desponta da planta, de preferência utilizar animais
jovens (mais leves)
Altura do pastejo: padrão específico de cada
variedade, ajuste de acordo com a região onde se
encontra, (clima, solo, pastejo, manejo..) ajuste de
acordo com o mês do ano.
- A altura de entrada e saída é um manejo
muito simples para as pastagens mas de
grande impacto na produtividade. Os
animais vão para o pasto no momento de
altura e idade ideais das plantas e saem
antes de prejudicarem a rebrota. Varia de
acordo com a espécie.
● Quanto menor a planta, maior o valor
nutricional
● Período Ótimo: intercessão de estágio
vegetativo antes de entrar no estágio
reprodutivo
Superpastejo: Acesso de animal por área,
surgimento de clareira com a degradação da
prastagem
Subpastejo: passou do estágio reprodutivo, boa
parte capim não é utilizável, parte nutricional ruim.
Tipos de pastejo
● Pastejo contínuo: animais permanecem
todo o tempo no pasto. Exploração de gado
de corte, controle: inclusão ou retirada do
animal, baixa eficiência
● Pastejo Rotacionado: animais transferidos,
reduz a forrageira. Uso de animais mais
exigentes, produtividade e precocidade
- Período de ocupação: 1 a 7 dias
- Período de descanso: 20 a 45 dias
- Separação por categoria (por
estágios produtivos)
- Piquetes/cercas/aguadas/corredores
- Reposição dos nutrientes do pasto
- Variedades de forrageiras muito
produtivas
- Possibilidade de irrigação e
fertirrigação
● Pasto diferido: reserva de uma área para
seca. Parte fica vedada para época da seca.
Principais capins braquiária e Cynodons
Combate a invasões
● Mecânico: roçadeira
● Químico: herbicida
● Manual: foice, enxada, enxadão
8
Princípios de conservação de Forragens (Fenação e Ensilagem)
Qualidade nutricional E Conservação
No Brasil existem períodos de estiagem/escassez e
período das águas/abundância.
● 70 a 90% da produção anual (águas)
● 10 a 30% das produção anual (secas)
Técnica de conservação
A silagem e feno conserva o alimento do período
das águas para seca, conserva a produtividade e
qualidade e evita boi sanfona;
Feno é a forragem desidratada e conservada no seu
estado seco.
- Fenação: processo dedesidratação (até 15 a
20%) da forragem pelo sol e pelo vento,
conservando o valor nutricional. mantendo
aroma, cor e maciez do material
-
Vantagens: preservar o excesso de forragem,
guardar matéria seca sob forma palatável, fácil de
ser feito e fácil manuseio, fonte de carboidratos,
ptn, minerais, vitaminas
- Quanto mais água no alimento menor a
concentração energética. ,
Característica da forrageira
● Boa relação folha/colmo, quanto maior o
valor nutritivo maior a relação.
● Facilidade de corte - cespitosas
enfraquecem com corte baixo.
● Capacidade de rebrota: meristema apical
baixo rente ao solo
● Facilidade/desidratação: morte rápida da
célula, para de consumir nutrientes, para a
atividade enzimática
,
Forrageiras mais comuns: Tifton 85 , capim
vaqueiro, coast-cross, alfafa e estilosantes
(leguminosas)
● Alto valor forrageiro depende da espécie,
idade e fertilidade do solo
● A técnica deve ser realizada de forma
correta.
● Coloração mais natural possível, quanto
mais verde melhor.
● Livre de materiais estranhos.
Corte da forrageira (ceifa)
● Roçadeira manual, ceifadora ou mecanizado.
● Deve ser cortado em dias ensolarados pela
manhã
● Revolver várias vezes para secar
● Enleiramento ao final do dia
- Corte feito em faixas, incentivar a
secagem, não utilizar esteiras ou
densas, não secam perfeitamente.
● Espalhar novamente pela manhã
Desidratação: Técnicas de conservação em 3 fases
(geralmente 2 dias)
1. Evapotranspiração: de 75/80% para 65% a
umidade
2. Evaporação cuticular: queda para 30%, água
sai pela cutícula e epiderme
3. Plasmólise da perda da permeabilidade
seletiva: queda de 30 para 15%, planta
desidratada
Ponto do feno: Deve torcer um feixe de forragem e
não deve conter água (deve partir ao meio) e ao
pressionar a unha nos nós os estalões devem
partir.
Perdas na fenação
● Chuvas intensas no momento da secagem
(ver a meteorologia)
● Fenação com umidade maior que 30%
(intensa transpiração)
9
● Umidade maior 30 eleva a temperatura
(fermentação)e o excesso de umidade pode
predispor a ocorrência de fungo.
Produção de silagem
● Processo de conservação de forrageiras;
● Preservação das características nutricionais
da planta;
● Conversação dos carboidratos solúveis em
ácidos orgânicos;
● Ação de microorganismos lácticos para
liberar ácidos devido a fermentação do
carboidrato, conserva o alimento pelo Ph ao
contrário de feno que é a desidratação.
Termos importantes
- Silagem: Alimento conservado para ser
usado na alimentação animal. Pode ser
gramínea e leguminosas fermentadas em
anaerobiosis
- Silo: estrutura física onde a planta
forrageira é picada e colocada e
armazenada
- Ensilagem: processo pelo qual a forrageira é
submetida visando sua conservação por
redução do Ph
Vantagens: conservação dos excessos produzidos na
água, fonte segura e mais econômica que alguns
concentrados, pode ser totalmente mecanizada e
conservação de alimento por vários anos.
Escolha da área de plantio
● Rendimento tonelada por hectare de cada
espécie
● Número de animais que irá consumir
● Dias de consumo considerando as perdas
● escolha da espécie: teor de carboidrato, valor
nutritivo Matéria Seca, poder tampão
(quanto menor melhor o teor de MS)
● Tamanho ideal da partícula entre 1 a 3 cm
Rendimento de algumas forrageiras:
● Milho - 30 a 60 toneladas por hectare
- Corte de silagem: Matéria seca em torno
de 30 a 35%, ⅔ da linha do leite e 70% de
amido acumulado
● Sorgo: 50t primeiro corte e 20 segundo
corte,
- Ponto de coleta: 100 a 110 dias de
crescimento vegetativo para ensilar
● Cupuaçu: 300 toneladas
- 90 a 100 dia para ensilagem, de 3 a 4 m
de tamanho
● Cana: 70 toneladas
Compactação: (para tirar o ar do alimento)
Passagem consecutiva do trator (melhor pneu
estreito p/ maior compactação), a superfície deve
ficar lisa, expulsar o ar da forragem, trator mais
pesado.
Uso de inoculante
Não é obrigatório. O inoculante controla o
microrganismo presente em função das bactérias
desejáveis em detrimento a microorganismos
indesejáveis, para que não ocorra a perda
fermentativa do valor nutritivo da silagem
confeccionada.
Vedação (manter em anaerobiose)
Envolver toda a silagem para expulsar o ar
existente entre as partículas..
- Lona dupla face e de preferência cor branca
e essa parte ser colada voltado para o lado
externo
Retirada da silagem em fatia de no mínimo 20 cm,
depois recobre novamente
O gado não come mais silagem do que feno, a matéria
seca da silagem é inferior a do feno. O feno é mais
concentrado e a silagem é mais diluída, por isso a
impressão que o gado come mais quantidade de silagem.
10
………..……… Manejo intensivo de f�rrageiras ………….…..
O pasto é a forma mais econômica de
fornecimento de volumoso e vários fatores
interagem no desenvolvimento produtivo.
Fatores que interferem na produção:
● Área, água, drenagem, fertilidade relevo
● Clima: t°, chuva, geada e tempo
● Vacas em lactação, bem estar, conforto,
nutrição e reprodução
● Manejo:, controle, descarte, melhoramento
sanidade
● Rebanho: estrutura, percentual de bezerros
e novilhas, percentual de lactação
● Máquinas: custo de mão de obra, manejo,
necessidade,operação
● Instalações:
● Mercado: compra de animais, compra de
consumos
● Homem: capacidade gerencial
O Brasil está na região intertropical, há calor, dia
longo e água. Quando tem profissionalismo e
competência técnica no meio de produção, há
sucesso e agrega valor a seus produtos
Pastejo rotacionado
Colheita organizada: divisão de pastagem em
piquetes, vão rotacionando de piquetes para dar
dias de descansos da pastagem (1 dia em cada
piquete (leiteira) / 7 dias em cada (corte))
* vaca a própria picadora
* Deve encaminhar a alfa, que as outras vacas vão.
Cerca elétrica - bambu
● Mais barata que cerca convencional e puxa
baixa eletricidade
● Madeira plástica é indicada para produção
para fazer cerca
● Identificação de piquetes: para localização
(por cor, nº, nome)
Em terras altas deve ter um corredor de boa
condição devido aos períodos de chuva
* Várzea: córrego no meio, ver qual capim tolera
para se plantar
Final de tarde é hora pra ir pro pasto, vaca de leite
não gosta de sol e quando é solta no sol, não pasta,
procura sombra.
Mombaça
Altura pós pastejo 30 a 35cm, caso não tenha essa
altura deve ter a roçada pós pastejo.
- rebrota de uma hora
- Formado em touceiras
Elefante
Altura pós pastejo de 35 a 40
- 1 hora de rebrota
Tifton
Altura pós pastejo 5 a 10cm. Repasse com novilhas
se não chegar na altura
- manejo errado : presença de montículos de
tifton não consumidos devido a presença de
esterco deve ser desfeitos pois as vacas não
comem
Quando há cobertura morta, a t° não sobe com
cobertura, sem cobertura aumenta e decai a
temperatura rapidamente.
- terra queimada perde a matéria orgânica
- nesses casos pode adicionar esterco ou
deixar encabelar a pastagem e depois roçar
Por que irrigar? possibilita uma melhoria na
qualidade da forragem e um aumento significativo
11
na produção de matéria seca por área. Inclusive no
período de seca.
Geralmente em pastos as vacas suprem a proteína
para produção determinada de leite mas não produz
essa quantidade devido a pouca energia da vaca.
Para aumentar a energia pode fornecer milho
- Vacas de alta demanda energética deve ter
uma melhor nutrição
A = vl / 2 ( A = n° de vacas)
Para saber a quantidade de vacas que deve adotar
em um piquete.
Ex: 4 vacas em 3m de lactação e 6 vacas com 8m
d lactação.
A = 10 / 2 = 5
Deve adotar 5 vacas, sendo preferencial às 4 de 3m
em lactação e 1 com 8m de lactação
1- medir quadrado de 1x1 (PVC)
2- cálculo de matéria seca
N° piquetes: descanso/ ocupação + 1
Para saber a área de piquetes
- Área total- 10% (devido aos corredores) =
área sem o corredor
- Área sem o corredor/ n° de piquetes = X
- Raiz de X = área pra fazer por piquete
Ex: Implantação de Tiftons com 10 vacas com área
de 10.000, com 2 dias de ocupação
1. N= 20dias/2 = 10 piquetes
2. 10.000 - 1.000 = 9.000 área s/corredor
3. 9.000/10 = 900 área por piquete
4. Raiz: 30 x 30 cm1 capim elefante 30/35 dias descanso
2 mombaça. 24/28 dias
3 Brachiaria decubens 24 dias
4 Estrela/ Tiftons 15/ 20 dias
1 hectare= 10.000m2 = roda 10 vacas
12
…………………………….......... Cerca elétrica ………………………………….......
É uma alternativa simples, rápida e barata. É a
metade do valor da cerca de arame liso e ⅓ do
arame farpado, além disso, tem baixo puxo de luz, e
necessita de menos materiais na sua confecção.
- É de fácil adaptação, pode servir como cercas
temporárias, faz a renovação das
convencionais com apenas um fio.
- A cerca deve estar no visual do boi para ele
não chegar perto, por ser choque de barreira
psíquica.
Finalidade: pastejo rotacionado de bùfalos e galinhas
Objetivo da aula: escolher eletrificados corretos,
realizar isolamentos eficientes, calcular a quantidade
de material, implantação da cerca, e teste de
eficiência.
Materiais
● Isoladores (chamando de W)
● Chave ininterruptas: interromper o choque
● Voltìmetro: medir a voltagem
● Kit para-raio
● Fios condutores
Eletrificados
Transforma energia da rede elétrica em pulso, tem
curta duração, alta voltagem (liberado de 1 em 1
segundo), > sem risco humano e animal
Ao invés de usar tomadas, pode usar outras fontes
como bateria e painel solar.
Aterramento
Modo: Encosta no fio ⇢ o choque passa pelo corpo ⇢
se dirige ao solo ⇢ fecha contato com o aterramento.
- O estado do aterramento mede a qualidade
do choque. Deve fazer uma escolha de um
local mais ùmido para fazer o aterramento
Legislação: determina o tempo de duração do pulso,
qual energia dissipada, qual tempo de repetição. Ele
tem aprovação dos órgãos.
Energia elétrica
Transforma 110 ou 220v em pulsos, bateria trocada
por semanas.
Vantagem: pode ser ligada na tomada e funciona na
falta de luz. Na energia solar a placa carrega bateria
(dura 5 dias) e funciona mesmo na falta de energia
e em dias nublados.
- Painel solar orientado para o norte (passar o
sol por cima da placa o dia todo), seguindo as
recomendações do fabricante. É uma energia
renovável.
Isoladores
Finalidade de isolar o fio de locais de perda (árvores):
isola de mourões e estacas que sustentam a cerca.
Realizar proteção contra o ressecamento por radiação
(UV): pois causa perda de isolamento.
- Não utilizar mangueiras, borracha, cano de
PVC
-
Há isoladores de canto "castanhas'' que são fixadas
nos mourões, mantém arames esticado e reduz as
perdas de condução
- pode ser de porcelana ou polietileno.
13
Isoladores de linha ‘w', fixados externamente na
estaca. Instalações corretas impede o escape do fio
- Isoladores de linha: tubo isolado: utilizados
em estacas furadas, isola os orifícios cerca
mais resistente
Outros isoladores
● Cabo isolado: utilizados em ligações
subterrâneas e áreas também conexões de
hastes de aterramento.
● Chave interrupta : permite a manutenção de
área por área.
● Colchete (porteira): implantação de porteiras
para cerca elétricas
● Kit para-raio: reduz a velocidade do raio e
evita sua chegada até o aparelho de choque.
● Haste de aterramento: hastes, cabos e
abraçadeiras (cobre). Os mais simples são 3
hastes
Encostar apenas em (+) e um (-) não fornece choque,
mas encostando em um positivo e outro negativo,
leva o choque pois a corrente de um pro outro passa
pelo meio ligante. Não se pode colocar + e - no
mesmo fio pois esquenta
Arame
Deve ter boa condutividade, resistência a mecânica e
a ferrugem (preferência os galvanizados).
- Maior espessura tem melhor condução.
- O ovalado liso pode ser eletrificado e o
farpado é proibido.
Estacas
Estruturas de sustentação que deixam os arames
alinhados (estacas se localizam entre os mourões).
O ideal é de 6 a 10 cm de diâmetro, proximidade
uma garrafa para os mourões, local de menor tensão
mecânica pois são mais frágeis..
Mourões
Mourão é uma estaca de concreto, madeira ou pedra
que serve para construir uma cerca, ele sustenta e
traciona os fios. Fica nas extremidades.
Quanto maior os piquetes menor a quantidade de
material.
Quantidade de fio
Depende do animal criado, relevo da propriedade,
duração do período seco e tamanho da propriedade.
Tabelada quantidade fio
14
Quando implantar? Só é uteis após a organização
básica de todos os sistemas
Escolha do eletrificados
O eletrificador concentra energia e emite pulsos.
1. Tamanho da cerca e ter medida da área a ser
eletrificada
2. Número de fios: se o choque não tiver
daquela, dois fios reduz
3. Escolha da fonte de energia: rede
elètrica/placa solar
Deve considerar a distância entre o eletrificados e o
piquete
● Para cada 1 Joule = 5 km de cerca
● 2 fios = Capacidade/2
● Ideal: O choque que sai é o mesmo de toda
linha.
Recomendações: evitar a compra de eletrificados de
procedência duvidosa pode trazer riscos ou baixa
eficiência. Além disso, preferir de máxima potência
pois manteriam o choque com maior qualidade e
cerca elétrica funcionando perfeitamente.
Implantação
(Foto)
Medindo àrea: Utilização de GPS
Croqui da área e quantificação do material:
Materiais: (foto)
15
…….. Interpretação e análise do s�lo e rec�mendação de adubação ……
1. COLETA E ENVIO DE AMOSTRA
Finalidade: definir o estado atual da fertilidade
norteando as atitudes para correção.
500g é a realidade de uma extensa área. (tira várias
amostras de uma área e mistura tudo)
Padronização da área: a área deve ser homogênea
(separar em áreas que considera homogênea), avaliar
textura e coloração (para não coletar errado, deve ser
igual), relevo e vegetação, profundidade 0-20cm
(forrageira) e 0-40cm leguminosas.
Material para coleta: trado, luva, ficha de identificação.
Padrão de coleta: coleta anual e semestral (mais
ideal) em zigue-zague de no mínimo 20 amostras
por hectare. Deve evitar proximidade de residências,
cochos, bebedouros, poço, cerca, estábulo e outros para
ter menos contaminação.
- Amostra simples: única amostra
- Amostra composta: mistura das amostras
-
Época de coleta: setembro e outubro (final da seca -
antes das chuvas), com finalidade de não retirar
solos úmidos e solos excessivamente secos.
- Dois a 3 dias após chuvas, em caso de
umidade secar a sombra em local ventilado
sobre lona plástica limpa. O canavial deve ser
enviado logo após a colheita.
- Na primeira análise deve solicitar também a
análise física (areia (necessita matéria
orgânica para fixar o adubo) e argila).
-
Envio de amostra: 500g (composta), lavar e secar
equipamento, o melhor método de extração de
fósforo è por resina. Só deve enviar para laboratório
certificados pelo monitoramento de qualidades.
Conceitos básicos sobre fertilidade do solo
Macronutriente: N (uréia) , P, K, S, Ca (calcário), Mg
Micronutrientes: Zn, B, Mn, Fe, Cu, Mo, Cl
● A coleta é superficial, no horizonte A
(matéria organica e inorganica) e horizonte B
(zona de acumulação
Fatores que influenciam o solo: idade do material,
relevo/clima, organismos presentes (solo quente e
fogo reduz os microorganismos levando consigo a
matéria orgânica pois os mesmos decompõe as
matérias orgânicas presentes).
- Correção: fertilizantes químicos ou orgânicos
- Sucesso produtivo: evitar desperdício (caso
para adubar a área custe 5 mil e o produtor
tem a metade, não deve-se adubar toda área
com pouco adubo mas sim adubar a metade
da área, ou seja, adubar a área
correspondente a quantidade exata de adubo)
-
Formas de absorção pela planta
● Interceptação radicular: desenvolvimento das
raízes que encontram o nutriente
● Fluxo de massa: água carreira os nutrientes
● Difusão: por diferença de gradiente de
concentração (onde tem + para onde tem - )
Lei do mínimo: o rendimento é limitado pela ausência
Nutrientes ou fatores abaixo do mínimo limitam
desenvolvimento. Nada adianta adubar com um se
tiver limitantes.
Matéria Orgânica: Resíduos de plantas e animais em
fase de decomposição
Melhora as condições físicas, aumenta a capacidade
de reter água, diminui perdas com erosão, diminui a
praga, alta capacidade de troca catiônica aproveitando
os minerais, fonte de liberação lenta de P, N e S.
- Fezes é uma MO muito utilizada.A matéria
orgânica promove carga negativa,para adotar
16
o adubo, que é carga positiva, atrair, pois os
opostos se atraem.
Conceitos
Clorose: falta de cálcio na planta, morte da
extremidade da raiz. O Ca ajuda no crescimento do
sistema radicular.
Mg: listra esbranquiçadas é a falta, reduz o
crescimento da planta. Mg é componente da clorofila.
Calcário dolomítico é o mais utilizado na região.
Formula: Mg / CTC
● quando > 20% usa o calcário calcítico e < 20%
o dolomítico
PRNT (grau de pureza): qualidade do calcário a ser
utilizado, está nos rótulos do calcário. Quanto maior,
maior a qualidade e melhor sua reação no solo.
- ideal acima de 90%
Reforma X Recuperação: Recuperação é quando já
existe a planta e dá condição para ela povoar e a
reforma é a formar de novo a área
● Recuperação: apenas lanço
● Reforma: incorporação - calagem
Calcário na seca tem perda pelo vento e o ideal é
aplicar em março/ abril e fazer análise de solo depois
de 4/4 mêses, setembro.
Contas
1° PASSO:
SB - saturação por base ----------------- K + Ca + Mg
CTC - capacidade de troca catiônica ------ SB + (H+Al)
Sb: 1,7 + 16,1 + 12 = 29,8 CTC: 29,8 + 15,7 = 45,5
(dado na tabela)
2° PASSO:
V% = SB/CTC . 100 = 65,5 %
Objetivo: 80% máx e 50% min
3° PASSO:
Fórmula de Necessidade de Calcário
NC: (V2- V1) . ctc / 10 x PRNT (Valor dado)
Nc: (80 - 65,5) . 45,5/10 . 75 = 0,87t/Ha (passamos pra
Kg, 870 Kg/Ha+)
V1 - saturação por base inicial
V2 - Saturação por base ideal (Objetivo: 80% máx e
50% min)
17
Recomendação do fósforo:
Um nutriente extremamente importante para
produtividade e qualidade da planta. Está contido
dentro de diversos adubos comerciais, como o “Super
Simples”
O objetivo máximo para fósforo é de 30ppm/dm³ e o
mínimo é de 10ppm/dm³ . A principal fonte de fósforo
é o super fosfato simples que possui 18% de fósforo
em sua composição.
Logo, uma análise com 2ppm. Existe a necessidade de
se aumentar 8ppm de fósforo para que se chegue ao
valor mínimo de 10ppm.
Cada 1 ppm necessita de 10 kg de P2O5 logo
1ppm ----- 10kg P2O5
8ppm ---- X kg P2O5
X= 80kg p2o5
Como o fosfato simples só possui 18% de fósforo
iremos dividir os 80Kg por 0,18 para achar o quanto
de fosfato simples precisamos aplicar ao solo.
Cálculo em 7 passos para cálculo do potássio
Objetivo mínimo de potássio: 2,5%
Objetivo máximo: 6%
1. Calcular o Potássio em relação a CTC
(potássio dividido pela CTC x 100
2. Definir a meta de potássio na CTC (adubação
cara)
3. Calcular a deficiência de potássio (Meta - a
quantidade atual do solo) (a meta - a
quantidade obtida no passo 1
4. multiplicar a diferença entre a meta e a
atual em % pela CTC
5. Multiplicar o resultado por 100
6. Dividir o resultado por 0,7, pois se tem um
aproveitamento de 70%
7. Dividir por 0,6, pois existe 60% de potássio no
cloreto.
Recomendação de Matéria Orgânica
Mínimo de 5 Kg/M² para esterco de Bovinos
Mínimo de 1 Kg/M² para esterco de galinhas
Mínimo de 3 kg/M² para esterco de porco
Micronutrientes B, C, Fe, Mn, Mo e Zn
Quatro exemplos que possuem micronutrientes:
Br-12, Br-12 extra, Br 13 e Br 15.
Nitrogênio
Um adubo modulador da produção de plantas
forrageiras tropicais, devido ao aumento na
quantidade de células. O Nitrogênio vai aumentar o
ganho da forrageira, também conhecida como Uréia
(uréia necessita de água para a expansão).
O Nitrogênio vai fazer com que a planta produza
mais células porém elas hipertrofiam, quando ocorre
a chuva as plantas crescem de maneira exorbitante
(está ligado ao teor de proteína e crescimento da
planta)
Recomendação- usar Nitrogênio somente no final da
tarde
A falta de ureia deixa as folhas amarelas (clorose)
● Fontes de N: Ureia, Sulfato de amônio, Nitrato
de amônio e Nitrocálcio
● Aplicação: Após cada pastejo, após a cada
corte, em estações chuvosas
A eficiência está relacionada à temperatura,
luminosidade e águ e a cobertura de matéria
orgânica garante a umidade e assegura a
possibilidade de utilizar uréia.
1 unidade animal/Ha ————- Não tem necessidade
2 Unidade animais/Ha ----- 50Kg de N ------ 110 Kg de
uréia/Ha
3 Unidade animais/Ha ----- 100Kg de N ------ 220Kg
de uréia/Ha
18
 
B O V I N O C U L T U R A
O conteúdo presente não é de minha autoria.
C�nteúd�s
● Sistema de criação e termos zootécnicos
● Escrituração zootécnica
● Instalações utilizadas na pecuária
● Manejo da vaca
● Manejo sanitário de bovinos
● Boas práticas no manejo de bezerro
● Controle de carrapato em bovinos de leite
● Boas práticas de manejo de ordenha
● Manejo reprodutivo bovino (Inseminação artificial)
● Raças de corte
● Implementação da atividade pecuária de corte
…… Sistema de criação e term�s z��técnic�s …
O Brasil é um dos principais produtores de leite do
mundo, é importante para economia do nosso país.
O sistema de criação se define em quão
dependente é o bovino pois quanto mais
dependente maior o valor a ser utilizado na
produção.
Sistema de criação é o conjunto de elementos que
interagem entre si, dinâmicas organizadas pelo
homem para valorizar recursos pelo intermediário
de animais domésticos.
Elementos
● Produtor: centro de decisões inerentes à
produção. Dono da estrutura e dos animais
● Território: espaço disponível para o sistema
de criação
● Rebanho: conjunto de animais
Sistema de produção
● Intensivo: bovino 100% dependente, passa a
maior parte da vida confinado.
● Extensivo: boi a pasto, ele tem tudo o que
precisa no ambiente
● Semi intensivo: meio dependente.
Característica do intensivo ……………………… …………………………………
Só justificado com gado altamente produtivo, com
100 ou mais vacas e média acima de 20kg.
O animal recebe alimentação durante todo o
período produtivo (feno, volumoso (elemento com
alto teor de fibra), ração e água). Além disso,
contém instalações mais complexas como
ventiladores para conforto térmico, limpeza, cama,
n° de lotação e outros...
● Vantagens: maior concentração de vacas
por propriedade, altos índices produtivos,
maior controle do processo, produção
constante.
● Desvantagens: problemas de casco, animal
totalmente dependente, maior manutenção
de resíduos, necessidade de mão de obra de
alta qualidade, disseminação de doenças
(não há distanciamento)
Instalações: galpões de descanso, cama (madeira
vazada, borracha, areia, brita), comedouros, sala de
ordenha próxima e outros…
Sistema extensivo ………………………………………………………………………………..
Predominância da criação a pasto, o gado busca seu
próprio alimento.
Características: Rebanho heterogêneo (dupla
aptidão), gado mestiço/rustico, produtor mais
interessado no bezerro, instalações simples, uma
ordenha diária, animal preso apenas para dormir.
Sistema semi-intensivo ………………………………………………………………………
Predominante da atividade leiteira no país.
Características: suplementação principalmente na
seca, presença de instalações de conservação de
alimentos, gado selecionado com característica
produtiva, duas ordenhas diárias, criação e reposição
de fêmeas, criação de macho depende do grau de
sangue, por vezes utiliza a rotação de pastagem
Deve-se separar elementos para produzir na seca,
pois o preço do leite é elevado/valorizado.
Percentual de vacas em lactação
Vl = Nº de vacas em lactação/ total de vacas no
rebanho.
O ideal é 83%, porém maior de 75% é um bom
resultado. O ideal também é que ocorra o intervalo
de parto entre 12 meses (um bezerro por ano),
porém depende da raça, manejo, nutrição….
1
Duração da lactação (DL)
Total de dias do parto ao término da lactação.
● Ideal: lactação de 10 meses (305 dias)
● Mestiços meio sangue: acima de 290 dias
● Vaca mais azebuadas : acima de 270 dias
Persistência da lactação
Após o terceiro mês da lactação ocorre um declínio
na lactação, o ideal é de 10% por mês de queda.
Produção de leite por vaca
PVO (ordenhada): leite diário/ nº de vacas
ordenhadas
PTV (total de vacas): leite diário/nº total de vacas
Produção por lactação
● Á pasto: acima de 3.000 por vaca
● Holandesa confinada: acima de 7.000 por
vaca
Período seco
Induzir 60 dias antes do parto para que ocorra a
secagem do animal e um descanso. Acimade 120
dias de descanso é ruim.
2
………………… Escrituração z��técnica ……………………
É o conjunto de práticas com objetivo de conhecer
com precisão a realidade, efetuar seleção
tecnicamente embasada, nortear as estratégias de
crescimento.
● Sentido amplo: Inclui até um inventário
● Sentido restrito: anotações de manejo
Identificação dos animais
Colocação do brinco, marcação (ferro quente, pasta
de hidróxido de sódio, crio (a frio)e tatuagem.
Informações colhidas produtiva, reprodutiva,
sanitária
Quem coleta os dados: responsável pelo curral ou
pessoa com melhor instrução e mais organizada
pois deve-se realizar de forma disciplinada
Freqûencias: definitiva (uma única vez. ex:nº e nome
da vaca) e variáveis (maior frequência ex: volume
de leite)
Tipo de avaliação
Na avaliação individual deve fazer a descrição
completa dos animais com fotos, nome, nº, cor da
pelagem e particularidades, raça, grau de sangue e
outros… Na avaliação em grupo deve ter a descrição
de dados referentes ao manejo como por exemplo,
vermifugação.
Tipos de fichas:
● Ficha cadastral do animal
● Ficha de controle leiteiro
● Ficha de controle geral do rebanho
● Calendário sanitário (vacina, banho,
verminose)
● Ficha de controle reprodutivo
● Ficha de controle de ganho de peso
● Ficha de controle de cria
Outros índices zootécnicos importantes
1º parto: determinar o percentual de fertilidade da
fazenda. Em 45 dias não dá para ter certeza de
uma gestão, mas nos 60 dias sim.
O Grupo 1 tem prioridade de nutrição, em um
rebanho bem manejado não existe grupo 4, já em
um rebanho iniciando assistência é comum grupo 4.
Anotações mínimas
● Parto: nome e nº da vaca, data, tipo de
parto, condição do corpo no parto, sexo da
cria
● Estro: data, nome e nº
● Inseminação Artificial: nome e nº da vaca e
touro.
● Aborto: data, nome e nº
● Outras ocorrências: infecções uterinas,
cistos, retenção de placenta
● Tratamentos: nome e número da vaca,
problema, data e tratamentos efetuados
● Controle leiteiro: pesar o leite quinzenal ou
mensal.
● Controle de medicações
● Controle produtivo
Lotação média do país: 1 unidade animal (420 kg)
por hectare. > 1 hectare = 10.000m^2
Melhoram a lotação: reforma e recuperação da
pastagem, pastejo rotacionado, diferenciamento de
pastagem…
3
Percentual de prenhez: Vacas prenhas/ total de
vacas x 100
- Acima d 75% é bom
Taxa de fertilidade: bezerro por ano / nº de vacas x
100
Intervalo entre partos: intervalo de partos
consecutivos. O ideal é 3 meses de descanso e 9 de
prenhez.
4
…... Instalações utilizadas na pecuária …..
Escolha de localidade
Como possui localização fixa, precisa considerar;
- Clima (umidade e temperatura):
temperatura ideal tanto para plantações
quanto para os animais
- Solo: de qualidade para o cultivo
- Relevo: ideal não muito íngreme
- Acesso: para a chega dos animais, insumos,
assistência técnica, caminhão de leite.
Não existe instalações e sistema de produção
padrão, devido a heterogeneidade desses fatores
Fatores a considerar:
● Exposição aos raios solares
● Circulação agradável de ar
● Bem drenado para alagamentos
● Temperatura confortável
● Protegido de ventos fortes
Função das instalações: Proporcionar manejo
confortável para melhor expressar genética
Sistema de ordenha
● Manual: utilização das mãos, rendimento
variável dependendo de uma série de
fatores. Normal: 18 a 25 vacas por homem
ou 200 a 250 litros por homem/dia.
● Mecânica: sistema de vácuo gerado por uma
máquina. Permite a redução de tempo de
ordenho e do número de retireiros. Leite
teoricamente mais higiênicos.
- Tem um pulsador alternando a
pressão para não lesionar o
teto/glândula.
● Modelo balde ao pé: bomba, tubulação.
válvula e torneira de vácuo, vacuômetro e
conjunto de ordenha com pulsador, teteira e
lata de 50 litros.
● Modelo por circuito fechado: indicada para
ordenha em sala de fosso, evita a perda de
tempo com montagem.
Padrões de Orientação
Construção Leste - Oeste: o sol deve passar por
cima e não ter a incidência lateral
Instalações ideais:
- curral de espera: recepção do gado das
pastagem, sem acesso a alimentação,
coberto com sombra, piso ideal é o de
concreto
- Embarcadouro
- Depósito de materiais
- Curral de alimentação: deve suplementar
vacas já ordenhadas
- Sala de manuseio do leite: tanque para
lavar baldes e suporte para latões de boca
para baixo (evitar contato com o piso).
- Bezerreiro: Ao menos duas baias para
dividir por idade, cochos na parte externa
(água, alimento, leite), piso deve ser elevado ,
drenado e com ventilação.
- Sala de ordenha: grupo de 4 animais, piso
de concreto, o ideal é não possuir estrutura
de alimentação. Proporciona vacas contidas
todos no mesmo sentido.
- Brete para manejo
Silos de armazenamento
1. Aéreo (armazenamento, não confecciona silagem)
2. Encosta
5
3. Superfície (armazenamento e produção de
silagem)
4. Trincheira
5. Cisterna (não é prático)
6. Bolsa
Pé de lúvio
1. Vacas zebuínas não precisam muito de pé de lúvio,
a não ser que possuam uma dieta muito carregada
de milho.
2. O pé de lúvio é uma substância de 5% de formol
e 5% de sulfato de cobre e água para lavar os pés
dos bois. Essas substâncias são colocadas na
entrada ou saída por onde o boi passa molhando os
pés na solução.
Picadeira
1. O mais organizado possível
2. Colocar pessoas que saibam manejar e manter
crianças longes
3. Facas afiadas e manutenção em dia
4. Não utilizar roupas largas
Farmácia
1. Bem organizada
2. Medicamentos de qualidade
……………………………... Manejo da vaca ……………………………………...
A melhor opção é o cruzamento gir com holandês
pois essas raças são adaptadas a climas distintos.
Caso vá para um clima mais frio tende a voltar o
cruzamento para X e um clima mais quente tende
a voltar pro cruzamos pro Y.
● Vaca leite - girolando
● Vaca corte - nelore
Tudo começa na criação do bezerro
Bezerras bem criadas: escolha de bom material
genético, desmame de forma correta, ganho de peso
correto (deve ter rotina de pesagem e gráfico de
crescimento), manejo do parto ideal (parto não é
assistido pois se incomodam).
- Alimentação descontrolada: Gordura no
periovario nas vacas e na bezerra deposita
gordura na região do úbere ocupando o
alvéolo na produção de leite.
Cuidados com a novilha do desmame a
cobertura
Pois são os animais que substituirão as vacas
● Rebanho fechado: nasceu o bezerro,
seleciona, e não entra animal de fora. Deve
ter tudo para produzir.
● Rebanho aberto: há compras de vacas e
reposição. Há risco sanitário (brucelose e
tuberculose).
Após a desmama
Encaminhar para bom pasto e em época de seca
suplementação (verde picado/ silagem/ feno). Deve
fornecer sombra, água e minerais.
- Se a vaca não tem bom escore corporal ela não
entra em cio.
- Fósforo, cobalto, sódio e cobre (minerais
necessários)
6
Qual objetivo?
Atingir peso de cobertura, estar dentro dos índices
ideias
Escore corporal:
1. muito magras (não entram em cio)
2. magra
3. boa
4. gorda
5. muito gorda (tem cio, mas não emprenham, tem
subfertilidade).
Observação e palpação do processo espinhoso,
transverso das lombares e tuberosidade isquiática
Atingindo o peso ideal pode ser liberada para
reprodução e não idade.
Recomendação do primeiro touro: não ter um porte
muito elevado
Manejo de novilhas prenhas
1. Forragem de boa qualidade, isso para compensar o
pouco espaço ruminal devido a compressão por
conta do filhote
2. Suplementação com verde picado, silagem ou feno
3. Dois meses antes deve se começar um manejo
de reconhecimento para acalmar a vaca
Manejo de vaca seca
● Descanso de 60 dias
● Próximo ao parto não se deve engordar
muito as vacas pois podem gerar doenças
metabólicas como exemplo Cetose (acúmulo
de corpos cetônicos), retenção de placenta,
entre outros
● Não pode parir magra pois demora mais a
dar cio (o ideal é 3 meses de paridas porém
nesses casos, podem demorar 5 ou mais)
Manejo da vaca em lactação
Rotina: Vem do pasto > entra no curral de espera
(sem alimentação) > vai pra sala de ordenha (com
bezerro ou não) > alimentação (em pé, para fechar
ósteo e etc) > retornoao pasto (final de tarde pra
noite).
Vaca em lactação
Tratar do pasto para não precisar tratar as vacas
● Nas águas: principalmente as pastagens
- Boas pastagens nas águas
suportam 8 a 10kg
- Suplementação depende do
potencial da pastagem associado ao
potencial leiteiro dos animais
● Na seca: suplementação com volumoso e
concentrado
- Suplementação pois existem poucos
nutrientes
Principais alimentos volumosos: Aquele que tem
teor de fibra mais que 18%, celulose
- Forrageiras destinadas ao pastejo,
forrageira fornecidas verdes e picadas no
cocho (capineiras e cana), conservadas pela
fermentação (silagem), conservada pela
desidratação (feno).
Cana é boa mas tem deficiência em ptn, para
melhorar pica a mesma e adiciona uréia na
quantidade adequada
7
Alimentos concentrados: menos que 18% de fibra,
alta energia, maior que 60% de nutrientes
digestíveis totais
- Concentrador energético: em energia, pouca
fibra. Grãos de cereais, amido, milho, sorgo,
arroz, trigo.
- Concentrados proteico : pouca fibra e
bastante proteína. Oleaginosas: soja,
algodão, amendoim
Regras utilizadas
● Seca: merece concentrado acima de 3kg (
1kg de concentrado / 3 litros de leite).
● Águas: acima de 5kg
Seca: 12L de leite = acima de 3L (12-3 = 9L) > 9/3 =
3 kg d concentrado
Águas: 8L de leite = acima de 5L (8-5 = 3L) > 3L/3:
1kg de concentrado
Tudo depende da alimentação e genética do animal
Qualidade de água: Deve ser de qualidade
Inseminação X touro
Não pode ser em qualquer propriedade, pois tem
que
Observação do cio: Vaca correndo muco cristalino na
vulva não é fator importante para inseminar.
- Vaca que monta na outra: a que está no cio
é a de baixo. Fator a ser considerado é:
deixar montar, a parada que tá preparada.
Tempo após inseminação para diagnosticar
gestação:
● Palpação:: 60 dias
● Ultrassom: 30/45 dias
Secagem da vaca
60 dias antes do parto ou quando a produção está
muito baixa.
Princípios: interromper o estimules
- Não deve secar vaca com mastite, deve
tratar e quando curar secar.
- Tratamento: esgotar o teto e antibióticos de
longa duração, cortar o concentrado e
passar para um pasto com pouco capim
Método de secagem em 5 dias
- 1º dia: suspende a ordenha, suspende o
concentrado. Come apenas volumoso e água
durante o dia e a noite sem água e sem
comida.
- 2º dia: Ordenha a vaca, apenas volumoso e
água durante o dia e noite sem água e
comida
- 3º e 4º dia: Apenas volumoso e água
durante o dia e sem água e sem comida
noite
- 5º dia: Limpeza do teto e pré dipping /
intramamário vaca seca / pós-dipping.
Bovino precisa de 3% volumoso do seu peso vivo
8
…………,,,,,,,,,…. Manejo
sanitário de b�vin�s
…,,,,………,,,,...
Técnicas
O acompanhamento trás sanidade Ex: pesagem,
tratamento antiparasitário, exame laboratorial e
exame de fezes.
Patologias importantes
Febre aftosa, Clostridioses, Pneumoenterites,
Leptospira, Endoparasitoses, Ectoparasitoses,
IBR/BVD, Raiva, Pasteurelose, Mastite, Brucelose,
Tuberculose.
- Existe curso para capacitação de diagnóstico
a campo de tuberculose e coleta de sangue.
Tuberculose …………………………………………………………………………………….
Causada pelo Mycobacterium bovis, afeta bovinos e
búfalos. Desfecho clínico e potencial zoonótico.
● Órgãos afetados: pulmão, fígado e baço.
Diagnóstico: tuberculina (antígeno da tuberculose).
Leva o material refrigerado e uma pistola com
aplicação intradérmica (da caroço na pele) > Mede o
nódulo e de acordo com o resultado é positivo ou
negativo.
A tuberculose aviária dá reação na aplicação, mas
não causa patologia no bovino. Então deve-se inocular
as duas e comparar o nódulo de uma e da outra.
● Na inoculação a primeira deve ser para
tuberculose aviária e a segunda bovina.
● Na vaca de leite aplica no pescoço e vaca de
corte na prega caudal
Brucelose ……………………………………………………………………………………………………..
Doença zoonótica causada pelo gênero Brucella. Nos
bovinos está relacionada a reprodução, geralmente
gera aborto no final da gestação.
Marcação: mudou desde 2017, não deve colocar o V.
Apenas colocar o último número do ano.
● B19: vacina reativa, vacinar entre 3 a 8
meses. Menos que 3 imunidades baixas, e
acima de 8 dá falso positivo.
● RB51: não reativa e mais cara.
Clostridiose …………………………………………………………………………...…………………………….
Ao puxar a língua de um animal doente, se a mesma
estiver rígida pode ser tétano e se tiver flácida,
botulismo.
● Carbúnculo sintomático: conhecido como
manqueira. Gera febre, perda de apetite e
manqueira. Apresenta uma gangrena
localizada.
9
● Gangrena gasosa: inchaço caracterizado como
pastoso, congestão local (crepitação
subcutânea).
● Enterotoxemia: diarreia hemorrágica.
● Botulismo: desenvolvem osteofagia e
sarcofagia.
Pneumoenterite …………………………………………….………………………………………….
Comprometimento de vias respiratórias e diarréia.
Geralmente afeta bovinos jovens.
Há vacinação para a mãe aos 8 meses de gestação e
previne a patologia do bezerro e depois dá reforço no
bezerro recém nascido.
Pasteurelose …………………………………….…………………….…………………………………
Tem relação ao estresse e confinamentos.
Apresentam problemas respiratórios, secreção
purulenta nasal e ocular. Origem bacteriana
Mannheimia haemolítica.
Febre aftosa ………………………….…………………….………………………………….……………
Doença viral altamente contagiosa e grande
disseminação. O animal apresenta ulcerações no
corpo do animal e é de notificação obrigatória. Tem
potencial zoonótico e a repercussão clínica em
humanos é muito baixa.
,
Leptospira …………………….…………………….………………………………….……………………….…
Doença infecciosa causada pelo gênero leptospira. No
bovino pode apresentar problemas reprodutivos como
abortamento. Além disso, causa febre, icterícia,
alterações hepáticas e renais e icterícia.
Raiva …………………….…………………….………………………………….……………………….………
Encefalite viral aguda que gera um quadro
neurológico grave fatal., destrói a bainha de mielina
dos neurônios e não controla os impulsos.
É de notificação obrigatória e transmitida pelo
morcego.
BR/BVD …………………….…………………….………………………………….……………………….
Doença de cunho reprodutivo
● IBR: rinotraqueíte infecciosa bovina, causada
pelo herpesvírus ocasionando quadros de
rinotraqueíte, vulvovaginite, conjuntivite,
abortamento e infecção generalizada em
neonatos. Prejudica na fertilidade do animal
● BVD: diarréia viral bovina causada pela
família flaviridae e gênero Pesrísvirus, gera
aborto e má formação do feto.
Endoparasitoses ………………...…….…………………….………………………………….…
Nemaotide habito hematofago, atinge animais jovens
e como sintoma clínico apresenta edema de barbela.
- Os vasos sanguíneos têm porosidades para
trânsito de substâncias e não extravasa
devido a pressão coloidosmótica. Esses
parasitos consomem ptn e abaixa a pressão
coloidosmótica extravasando líquido.
10
Ectoparasites ………………...…….…………………….………………………………….…
Carrapatos (Rhipicephalus Boophilus microplus),
consome sangue e transmite babésia e anaplasma
que formam um complexo chamado tristeza
parasitária. Causa anemia.
11
https://www.researchgate.net/publication/251572308_Rhipicephalus_Boophilus_microplus_Biologia_Controle_e_Resistencia_Prefacio
…………… B�as práticas no manejo de bezerro
…………….
É uma das atividades mais complexas pois merece
toda atenção, uma mão de obra bem dedicada à
criação dos bezerros.. Há, por exemplo, fazendas de
criação de bezerros para avaliação de hematócritos,
que reflete na saúde do animal..
É comum entrar em uma propriedade e encontrar
inúmeros erros e o maior desafio é as doenças
infecto contagiosas, parasitárias e verminoses, pois
os mesmos nascem com imunidade zero.
O maior inimigo do bezerro é a umidade, as
instalações de criações refletem na saúde do animal.
Objetivo: reduzir a mortalidade dos bezerros, reduzir
o número de tratamentos, favorecer o
desenvolvimento e a imunidade (reduzir o stress).
Primeiro passo
Quem será o responsável pela criação, onde será
realizado (verificar as instalações) e quais recursos
necessários.
- Instalações: local deve ser de fácil acesso, de
passagem frequente próxima, local limpo e
confortável. Deve ter cuidados na corrente de
ar e umidade e facilidadede manejo como
limpeza.
- É essencial o período de descanso para a
produção do colostro de boa qualidade (60
dias).
Piquete maternidade
O piquete deve ser deve ser limpo, seco, organizado,
livre de lama, livre de água empoçada. Deve ser
controlado à parasitos, fácil acesso, boa visualização e
deve ter condições da vaca se isolar na hora do parto.
- A vaca deve ir pro piquete 30 dias antes do
parto para se acostumar.
Os primeiros cuidados vem da mãe e o parto ocorre
sem auxílio (em exceção com acidentes). Um sinal de
parto é a vaca levantar e deitar repetida vezes, dura
de 1 a 4 horas e é errado mais de 12 horas (a
placenta também deve sair até 12 horas)
- Emergência com o bezerro: dificuldade
respiratória, rejeição pela mãe, incapacidade
de mamar.
Primeira mamada
De 2 a 6 horas após o nascimento, em vaca brava
pode conduzir para o curral, caso o bezerro não saiba
mamar deve ordenhar o teto na boca do bezerro..
Fornecimento por baldes de aleitamento, frequência:
duas a três vezes ao dia
- Tetos cheios e brilhantes da vaca e o bezerro
com abdome vazio significa que o animal não
mamou, não que ela tenha bastante leite.
Em até 6 horas pós parto, o bezerro aproveita 70%
da imunoglobulina do colostro
● 12 horas: 50%
● 24 horas: abaixo de 20%
● Acima de 48 horas: crítico, pois o abdômen
não está mais aberto para macromoléculas,
que é uma imunoglobulina e depois de 48 o
bezerro digere e não absorve pois começa a
produção de ácido clorídrico e a
imunoglobulina é uma proteína.
Banco do colostro
12
Primeiro limpar o teto, o melhor é o do primeiro dia e
congelado dura 12 meses. Pode congelar em garrafa
pet previamente higienizada.
Deve descongelar em banho maria/ambiente a 37
graus, pois acima ou abaixo desnatura a proteína.
- Qualidade: pode avaliar pelo colostrômetro -
vidro com tarjas e funciona por densidade, se
for bom ele flutua e de acordo com a má
qualidade ele afunda.. Ou por refratometria
que dá o teor de proteína e compara com o
valor padrão.
Contenção do bezerro: mão no pescoço e outra na
virilha, levanta com o joelho e acompanho o animal
até o chão
Corte do umbigo: primeiro dia de nascido após a
primeira mamada, iodo a 10% em álcool com corte de
4 a 5 dedos e mão descontaminada.
- Deve lavar o umbigo com iodo por dentro
também até o umbigo secar.
Pesagem: O ideal é dobrar de peso aos 70 dias, o
bezerro deve nascer leve para evitar o problema de
parto.
Aleitamento
Pode ser Natural com um dos tetos ou Artificial, que
fornece em mamadeira ou balde de leites ou
substituto aquecido a 37 graus pois gelado ajuda a
regredir a goteira esofágica e deixa de conduzir o leite
diretamente para o abomaso.
+ O bezerro deve mamar de cabeça erguida
+ .O bico da mamadeira é adaptado à
velocidade de sucção natural do animal, sem
o risco de fazer uma falsa via.
Mamada cruzada: o bezerro mama na outra bezerra,
pois o leite é produzido por estímulo..
Ambiente de criação
Piquetes, galpões ou casas tropicais. Em todos, o
animal deve expressar comportamento natural.
- Piquetes: dá menos trabalho, a partir da
segunda semana de vida, cuidado com
acidentes, infecções e infestações e cuidado
com o clima e presença de sombras.
- Galpões: 3m por bezerro, cama de capim de
10cm de altura, limpeza total em 1 semana,
soltar animais em algumas horas por dia
- Casas tropicais: alojamento individual, acesso
a um abrigo, os animais ficam amarrados
para maior controle de alimentação e deve
permanecer por algumas horas.
Local de convivência: Lugar para exercício, convivência
e banho de sol. Deve ter pelo menos 10m2 por
animal, após a manhã soltar o animal e não soltar
com chuva.
- Depois de 15 dias pode ficar o dia todo
Fornecimento de concentrado e feno
Na fase de aleitamento não deve utilizar alimento
fermentado. Até 3 meses de idade o leite é tudo que
o animal precisa.
Dar antes dos 3 meses, cai no rúmen, fermenta,
produz ac.voláteis e incentiva a ruminação. Serve para
amadurecer o rúmen.
Desmama
O melhor método é a desmama progressiva para
não causar estresse, perda de peso e a baixa da
imunidade.
13
………...…… C�ntr�le de carrapato em b�vin�s de leite
……….....
Os animais mais sensíveis são de acordo com a
região que veio, caso não tenha carrapato do local de
origem são mais sensíveis, não envolvem a
modalidade de corte ou leite,.
Desafio: mudar a conduta enraizada, aplicar o veneno
em cima do carrapato, aplicação mediante observação
da infestação, mudança de atitude (deve aplicar um
controle estratégico)
- Boa estratégia é o banho com controlador.
Entendo o problema: Existe uma relação ecológica
carrapato-bovino - ambiente. O principal é achar o
ponto fraco e utilizar a arma correta.
Ciclo Monoxeno
1. A larva sobe no animal, se alimenta, vira
ninfa e depois adulta. Após isso, que a fêmea
fica ingurgitada e cai no solo.
2. Faz a postura no solo e os ovos no solo se
desenvolvem até virar larvas e encontrar um
animal para continuar o seu ciclo.
- Pode transmitir anaplasma e babésia.
O ciclo de vida do carrapato é 5% no animal, as larvas
sobem no bovino e 95% é retirada em vassoura de
calda e lambedura do próprio animal.
Atualmente os produtores aplicam o carrapaticida
quando o animal já apresenta carrapato e não aplica
um controle estratégico.
Quando o carrapato tá maior, é a fase mais difícil de
tratar devido a cutícula triplicada que gera uma
blindagem. Deve trabalhar em cima da larva,.
Como escolher um carrapaticida:
1. Escolher o momento certo de fazer: fase não
parasitária é um ponto fraco pois é sensível
a temperatura e umidade. Na fase
parasitária deve ter foco nas larvas com
acaricida.
Temperatura entre 15 a 35 graus ou umidade
superior a 60% é favorável para o carrapato. O ponto
14
fraco dos carrapatos são os momentos mais quentes
do ano. Então deve começar a banhar quando tiver
menos, e quando o parasito tiver mais fragilizado,
controlando a pastagem (outubro a março).
2. Bovino como estratégia: retorna ao pasto,
pega carrapato e quando retorna (antes dos
carrapatos se tornarem teleóginas) toma o
banho de novo.
Animais de sangue doce não se lambem então
dificulta a remoção do carrapato, então fora dos
períodos quentes deve banhar somente esses
animais para manter o pasto limpo.
Na região de cerrado e regiões altas deve-se
trabalhar com umidade e não temperatura, trabalhar
com umidade baixa.
3. Escolha do produto: Há teste gratuito que
envia as teleóginas para a Embrapa Gado de
leite. O teste consiste na determinação do
produto mais adequado para combate do
carrapato do bovino em cada propriedade,
garantindo economia de recurso e de mão de
obra, desaceleração do processo de resistência
dos carrapatos e menor agressão ambiental.
Grupos de carrapaticidas: fosforados, amidinas,
piretróides, avermectinas, milbemicina, fluazuron
Teste
1. Colher e enviar o carrapato: 3 animais sem
tartar com 30-45 dias, arrancar somente as
fêmeas ingurgitadas (200). Deve lavar, secar,
colocar em pote plástico com furos. Depois,
enviar por sedex para Embrapa gado de leite
no mesmo dia ou acondicionar na geladeira.
Erros comuns: resíduo carrapaticida, pouco carrapato,
iniciar postura (demora do envio) e usar por mais de
um a informação do teste. É um teste anual.
Como fazer o tratamento?
Dose certa dá recomendações do fabricante bem
diluída em uma pré mistura.
O local do banho de preferência que pegue todo o
animal,, bico adequado para penetração em pelo
oleoso.
O tratamento deve ser feito com EPI 'S parasitário.
15
……………. B�as práticas de manejo de �rdenha
…...….
Conceito de ordenha sustentável - práticas para
obter leite:
● Saiba o que fazer
● Faça de forma correta, com monitoramento
● Faça com cuidado
● Sem estressar a vaca
Leite saudável quer dizer que a vaca está em boas
condições
Sinais naturais: Olhos fundos, Pelos arrepiados
O principal desafio da produção de leite é a mastite
bovina, ela pode ser contagiosa (subclinica) ou
ambiental (clinica)
Mastite contagiosa
Microrganismos oriundos do úbere
Transmitida por: mão, equipamentos, boca do bezerro
e outros. Está relacionadacom a prática de ordenha.
Patógenos: Staphylococcus aureus, agalactiae, bovis e
mycoplasma sp.
Mastite ambiental
Microrganismos do ambiente: cama, solo, com maior
incidência nas águas
Contaminação maior no pós ordenha- isso se dá pela
abertura constante do óstio sob efeito da ocitocina.
Está relacionado com o manejo pós ordenha
Patógenos: streptococcus dysgalactiae, uberis,,
coliformes, serratia sp., klebsiella sp..
Diagnóstico
Clínica: reduz a ingestão de alimento, calor, dor, rubor,
grumos e/ou sangue no leite. Usar caneca de fundo
preto para reconhecer grumos ou sangue, além de
reconhecer bactérias.
Subclínica: não tem sintomas claros, reduz a
quantidade de leite, detectada pelo C.M.T e por
contagem de CCS.
Foco no ordenhador
Lavar as mãos antes da ordenha e sempre que
realizar outra atividade
Cabelo preso e unhas cortadas com roupas
adequadas (aventais, luvas e botas).
Funcionários doentes ficam fora da sala de ordenha
16
A vaca e sua rotina
Mesma pessoa lidando com a vaca
Mesmos horários
Alimentação e ordenha em mesmos horários 3 locais
Formação da linha de ordenha: É a ordem de entrada
das vacas
1. As vacas primíparas sem mastite
2. Pluríparas sem mastite
3. Vacas com mastite curadas
4. Vacas com mastite subclínicas
5. Vacas com mastite clínica
Condução da sala de ordenha: Antes de buscar as
vacas arrumar e montar tudo. Depois deve fazer a
vaca andar por vontade própria, descobrir o alfa pois
elas seguem um líder e deixar elas aguardando na
sala de espera
Preparação para a ordenha: Canzil para prender o
pescoço ou peia de pé para prender as pernas (mas
evitar o uso)
Contato com a vaca: Chamar a vaca pelo nome e
sinalizar a presença antes de tocar o úbere para que
ela não se assuste (previne coices) e gerar uma
relação de amizade.
Lavagem do teto: Água direcionado para o teto e não
para o úbere, nunca lavar na sala de espera, não
ordenhar vaca molhada.
O teto deve ser lavado com água com cloro, porém a
vaca não pode beber água com cloro
Caneca de fundo preto:
California mastitis test: É um indicador de pH que
rompe os leucócitos do leite e coagula as proteínas.
Quanto mais coágulo mais grave
Pré dipping: Faz a prevenção de mastite ambiental
utilizando Iodo, Clorexidina ou Cloro. Deve ser feito em
todas as vacas com e sem mastite e em todos os
tetos.
Em seguida, deixar agir por alguns segundos e depois
secar
Ordenha mecânica: Fazer um fosso para auxiliar na
ordenha e o ordenhador não ter que ficar em posição
desconfortável e remover a teteira somente após
retirar o vácuo.
Pós dipping: Usar soluções como Glicerinada,
Clorexidina, Iodo ou cloro para evitar colonização de
bactérias da ordenha,o
Pós ordenha: Um bom cocho de alimentação, sempre
alimentar para manter os animais em pé e evitar a
mastite.
- Após a ordenha manter os animais em pé
por cerca de 20 minutos para o fechamento
do teto..
17
…….. Manejo repr�dutivo b�vino (Inseminação artificial)
………
Existem várias ferramentas para o melhoramento e
conservação do recurso genético.
- EX: marcadores genéticos, formação de banco
de semen, oócitos (por aspiração) embriões,
folículos, sexagem de semes, transferência de
embriões, fertilização in vitro, clonagem,
inseminação artificial
Inseminação artificial
Após a palpação deve achar a pelve, após achar a
pelve com a mão, o útero estará para trás. Em
seguida, deve puxar a mão em forma de concha, onde
a mão parar será a cérvix (entrada do útero), lodo,
deve passar o aplicador no trato genial até atingir o
útero.
Disposição mecânica > semen de reprodutor > T
genital feminina
- A palpação deve ser de mão contrária ao uso,
para que a outra seja utilizada para escrita.
A possibilidade de congelamento (-192ºC) de semen
conseguiu-se realizar a inseminação artificial
Benefícios: genética de ponta sem aquisicao de ouro,
maior produtividade devido a uma melhor genética,
maior reprodução, maximizar o uso de touros
melhoradores.
Escolha do acasalamento
O ideal é ter boas vacas e novilhas e ter certeza que
os reprodutores transmitirá suas características.
DEP (diferença espaçada nas progênies) avalia a DEP
para escolher o bom touro. Deve-se avaliar:
- D160: quantos dias pra ganhar 160kg
- GND: ganho de peso do nascimento a
desmama
- CPM: conformação, precocidade, musculatura
- Prepúcio e Umbigo
- HM: habilidade materna
Escolha do touro
● Qual o padrão racial do rebanho a se coberto
● Qual característica pretende melhorar
● Condições de manejo ambiental é um fator
limitante: não pode inserir vacas que não
resistem ao calor, a ectoparasitas e outros..
● Qual o dinheiro disponível
Passo a passo
1. Observação do cio: observa se alguma vai
manifestar o cio, para detectar a vaca deve aceitar a
monta.
2. Condução do local pro manejo
18
3. Contenção individual: prender no canzil, prender o
pé (leite), brete(corte)
4. Higienização: lavar e secar (vulva e anus)
5. Retirada da paleta do botijão: adequadamente
6. Descongelamento
7. Corte da paleta
8. Montagem do aplicador
9. Passagem da cerviz
10. Aplicação do semen
A reprodução é multifatorial, envolve, nutrição,
manejo genético e saúde.
O cio das vacas variam de acordo com o escore
corporal, se fizer em vacas magras ou muito gordas
decai a qualidade.
Condução e manejo racional: o estresse leva um pior
resultado
Cio
Dura de 12 a 18 horas (repete de 21 a 21 dias). A
observação deve ser em 2 horários (manhã e tarde)
de no mínimo 60 minutos.
As vacas zebuínas apresentam cios pouco evidentes
de 8-12h, já as vacas de alta produção geralmente
apresentam cio noturno e de 4 horas.
- Dificuldades: fêmeas dominantes rejeitam a
montam, macho rufião tem predileção por
algumas fêmeas e baixo libido, fêmeas com
baixo tempo de cio e noturno.
Pontos críticos
Não deve inseminar fêmea com menos de 35 dias de
parida, com ciclo menor que 18 dias e maior que 24
dias, muco com sangue/turvo/cheiro ruim
Higienização
● Contaminação do ambiente uterino (metrite)
● Limpeza realizada com todo cuidado
● Evitar direcionar a lavagem para o ambiente
de inseminação
● Água não pode entrar em contato com o
espermatozóide.
Manutenção e cuidado com botijão
● Aferir o nível do nitrogênio frequente,
implantar planilha de acompanhamento e
planilha identificadora de caneco.
● Manter sempre em ambiente evitado, seco e
livre de irradiação solar direta.
● Cuidado ao transportar, deve ser
transportado na vertical (existem caixas
protetoras para botijão).
● Botijão suando significa troca de
temperatura, deve fazer a troca do mesmo.
Cuidado ao retirar o semen
● Caneca no máximo 7 cm da boca (inha de
congelamento)
● Não manular a paleta com a mão (choque
térmico) e encostar nas paletas que ficam
● Tempo máximo de manipulação 10 segundos,
caso não ocorra, retornará para o caneco,
espere um tempo depois repetir.
Descongelamento
Temperatura de descongelamento: 35-37ºC
Mínimo tempo de exposição a luz
Tempo mínimo de congelamento sempre respeitado
(palheta fina 20s e paleta média 30s)
Principais Raças de Bovinos de Corte Criados no
Brasil
Cuidados ao montar aplicador
● Não abrir completamente o pacote (usar
luva)
● Encobrir a paleta cm papel toalha após o
descongelamento para eitr irradiação de luz
19
● Secar totalmente a plate antes de inserir no
aplicador
● Ejeção de semenno pacote de bainha pode
gerar contaminação
Erro na inseminação
● Não ultrapassar todos os animais
● Aplicat p semen direcionado para um dos
cornos: pois se um corno for escolhido a
ovulação pode estar ocorrendo no outro.
● Não aplicação total do semen
● Aplicação de semen ainda congelado
● Contaminação do aplicador
A simplicidade do procedimento e rusticidade dos
bovinos são os principais inimigos dos inseminadores.
…………………………..……... Raças de c�rte
…………….………………..………...
Raças mochas das ilhas ibéricas
Menor porte entre os taurinos (420 a 450kg), ótimo
acabamento, maciez e suculência, marmoreio de
carne (gordura entremeada - é uma característica
fenotípica).
● Aberdeen Angus: gado preto de corte
● Red angus: gado vermelhos de corte
● Red pool: pouco visto, tem cara grosseira.O animal da região dá em média 50% de
aproveitamento, com isso, divide para 2 o peso do
animal. (Cada arroba representa 15kg de carcaça)
Ex: 450kg/2 = 225 > 225/15= 15 arroba.
Raças do continente europeu
Raças fenotípicamente diferentes, subgrupo 1 (450 a
500 kg - Países Baixos), subgrupo 2 (interior dos
continentes 500-610 kg).
● Hereford: cara branca e tom avermelhado
pelo corpo
● Belgian Blue: foi selecionada em cima da
miostatina para serem musculosos
● Limousin: paro com olhos mais claros (parece
boi de óculos mas nao tem deficiência de
cobre)
● Charolês
● Simental: lembra o hereford
● Pardo suíço
● Piemontês: boi musculoso
Raças taurinas adaptadas
Raças taurinas introduzidas, no BR desde o período
colonial, são raças crioulas e naturalizadas (não tem
problema de carrapato, relevo, clima - adaptação)
● Caracu
● Pé duro curraleiro: raça quilombola isolada no
interior de Goiás.
● Compostos taurinas - senepol
● N`dama taurina do Senegal (África) +
Cruzamento com Red bull = senepol (menos
peso que o angus, adaptado a temperatura e
relevo)
Raças zebuínas
Surgiram em ambientes adversos, índices produtivos
mais baixos. Na Índia e Paquistão (350-450kg) e no
Brasil (460-500kg). Chegam no abate de 15@ a 17@
normal.
Biotipo indiano
● Guzerá , Sindi , Cangaian
● Gir : raiz de boi de corte mas atualmente
tende a ser boi leiteiro.
20
A intolerância indiana: deu origem ao Nelore
● Indubrasil
● Tabapuã: gado manso
Raças zebuínas americanas
● Brahma
Raças compostas
Cruzamento entre 2 ou mais raças, produtividade do
taurino, rusticidade do zebuíno, seleção permanente,
fixação do padrão racial.
● Santa Gertrudis: ⅝ shorthorn x ⅜ Brahman
● Bonsmara: ⅝ africânder x ⅜ hereford x 3/16
shorthorn
● Braford: ⅜ hereford ou poll hereford x ⅜
Brahman ou Nelore
● Brangus: ⅝ Aberdeen Angus ou Red angus X
⅜ Brahman ou Nelore.
● Cachin: ⅝ Charolês x ⅜ Brahman ou Zebu
(predominantemente Nelore)
● SIMBRASIL: ⅝ simental e ⅜ Brahma ou
Nelore.
Parto na seca: menos verme, menos umidade
……….. Implementação da atividade pecuária de c�rte
…………..
Como começar?
Devemos começar realizando uma análise física da
propriedade, realizando as seguintes perguntas para
identificar quais as necessidades da propriedade e
como adequá-la para produção:
● Localização e tamanho da propriedade: O
tamanho da área é extremamente
importante para que saiba quantos animais
se pode criar na propriedade. Montar uma
planta com tamanho e divisão de piquetes.
● Qual o relevo da propriedade? Adequar o gado
que será colocado na propriedade, isso porque
animais menos rústicos não serão bem em
relevos acentuados
● Existe disponibilidade de água? identificar os
pontos de água para criação de bebedouros.
● Qual o clima da região? Analisar o clima da
região onde a propriedade se encontra,
existem grandes diferenças climáticas que
farão com que possamos escolher a raça
mais adaptada de gado que será criado.
Utilizando gado mais rústico para climas
mais frios e gado menos rústico em climas
mais frios.
● Existe estrutura, casa, galpão na propriedade?
montar uma estruturante suporte aos
animais e seja adequada ao manejo.
Utilizando materiais de qualidade e
duradouros para montar os bretões, currais,
corredores, cerca elétrica e outros....
O estado das pastagens, analisar se existe a
necessidade de tratar o pasto antes de colocar os
animais no pasto.
Direcionamento Inicial
Conversa com o proprietário:
● Definir qual o objetivo da propriedade, se é
para cria, recria ou engorda dos animais.
● Definir quais as raças e cruzamentos serão
empregados
● Qual a precocidade e o nível de manejo
desejado
● Definir a estrutura e a mão de obra
necessária para gerir a produção.
Definir o tamanho da propriedade, tanto em alqueire
como em hectare., definir o tamanho da área
21
utilizável, retirando a área de reserva legal, área de
proteção permanente e de áreas que não podem ser
utilizadas.
O negócio pecuária de corte
As maiores dificuldades estão relacionadas a compra
e venda de animais. Saber utilizar aplicativos para
verificar valores de compra e de venda dos animais,
sendo o SCOT CONSULTORIAS o aplicativo que irá
dizer os preços médios de cada região para venda e
para compra de bezerros, do peso do animal e
demais fatores relacionados à produção de bovinos.
● As bezerras são mais baratas para compra
quando comparadas com os bezerros
machos. Além de serem mais comuns para o
abate e comercialização.3
Um bom peso de venda de boi fica em torno de
14/16@, que demonstra que o animal ainda é jovem e
possui um bom peso para comercialização.
Adubação e reestruturação são excelentes pontos a
se investir, gerando um pasto de qualidade.
Benefícios da estação de monta
● Concentrar a atenção para a reprodução
● Deslocar a mão de obra por pouco tempo
para a reprodução
● Planejar o momento favorável para partos
● Padronizar o lote de bezerros
● Escolher o momento adequado para
estabelecer a monta
● Determinar a duração da estação de monta
(Algo em torno de 5 a 6 meses, ideal é só 3
meses Novembro,Dezembro e Janeiro)
● Precocidade desejada
● Nível da mão de obra
A técnica de reprodução de IATF e IA deve sempre ser
ajustada e testada para manter a reprodução
funcional e de qualidade. Após 30 dias deve-se
verificar a gestação, caso dê negativo fazer uma nova
IA e se for novamente - , fazer o descarte do animal.
Fazer a seleção de matrizes por fertilidade. As vacas
que emprenharam na primeira IATF, tem grande
chances de gerar bezerras de excelente fertilidade
também.
● Estação de monta: Nov, Dez e Jan
● Estação de parição: Ago, Set e Out
● Desmame: Mar, Abril e Mai
Evitar parição nas águas
● Imunidade baixa
● Parasitas internos aumenta
● Se desmamados vão ter pasto de qualidade
Importância do Bem estar
O bom bem estar garante a boa produtividade,
melhora a qualidade da carne e amplia oportunidades
de negócio.
O primeiro passo para instaurar uma qualidade de
bem estar é escolher pessoas que gostem de
trabalhar com bovinos.
Deve- se manejar o animal de modo correto e evitar
estresses, sofrimento, dor, medo agressividade e
manejos aversivo.
22
 
S U I N O C U L T U R A
O conteúdo presente não é de minha autoria.
C�nteúd�s
● Introdução à suinocultura
● Criação de suíno
● Instalações de suínos
● Instalações na suinocultura
● Manejo Reprodutivo de Suínos
● Manejo sanitário de Suínos
● Manejo da fase de creche
● Manejo de dejetos de suínos
● Identificação de doenças em suínos
…… ….. Intr�dução à suin�cultura … ……..
A suinocultura cresceu nas últimas duas décadas a
nível comercial e o Brasil tem um grande volume de
exportação. Além disso, gera empregos significativos
e evoluiu as técnicas de criação e a forma de
controlar o negócio.
Crescimento e potencialidades do brasil
Um grande desafio é a implantação das medidas
preventivas visando a redução de barreiras
comerciais.
Um grande risco é a alta dependência de um único
país pois há um país como comprador majoritário.
- São cinco países responsáveis por 90% do
consumo (Rússia - 50%). Assim torna-se a
necessidade de ampliação no mercado
mundial.
→ Benefícios: produz renda para mais de 1,7 milhões
de pessoas, influencia na plantação de milho e soja
e gera crescente número de tecnologia relacionada e
custo de produção inferior aos países competidores.
O Brasil tem o terceiro maior rebanho mundial e o
4º maior produtor de carne e exportador e uma das
suas vantagens é a disponibilidade de terras
agricultáveis/maior produção de grãos.
Manejo orgânico de suínos
É uma alternativa para regiões menores produtores
de grãos..
→ Fazenda orgânica: tem um ambiente diferente,
consciência do proprietário e funcionários,
bem-estar familiar, forma de cultivar diferente, é o
meio ambiente onde vivem. Tem como foco o suíno
feliz e o ambiente e bem-estar ajuda também na
imunidade do animal.
- Apelo: gera um aumento significativo de
consumidores de alimentos pois são
baseados na produção com qualidade ética,
produção e abate considerando o bem estar
animal e respeito máximo ao meio
ambiente.→ Vantagens: poucos concorrentes, lucro alto
(porém com capital inicial relativamente baixo) ,
superou quase todos os animais domésticos.
→ Base: produtor é agricultor e às vezes o próprio
administrador, sistema produtivo e fases
integradas e em menor escala.
→ Elementos essências: animais de boa linhagem e
procedência, instalações e equipamentos eficientes,
alimentação racional, cultivo de alimentos interno,
ausência do rebanho, profilaxia das enfermidades,
escrituração zootécnica e econômica,
Bases obrigatórias
Sustentabilidade (independência produtiva) e
integração (integrar os processos produtivos).
- Normas da sustentabilidade: restrita
utilização de insumos, restrita utilização de
alimentos não orgânicos, dejeto dos animais
aplicados à lavoura, insumo alimentos
orgânicos tem alto custo então o ideal é
produzir dentro da propriedade.
Integração: pasto → vacas se alimentam → vacas
vão para ordenha e captação da urina → urina
direcionada para o canavial (aduba por ser rica em
uréia) → cana como alimento para o suíno →
esterco dos suínos lavados e encaminhados para
irrigação do pasto.
- Normas de produção orgânica: as empresas
credenciadas ditam as normas e as
mesmas fiscalizam , validação no mercado
interno e externo (somente com o selo de
1
fiscalização). > Deve-se atentar a sanidade,
alimentação, qualidade de vida,
responsabilidade com o impacto ambiental,
escolha e aquisição de animais, instalações
e manejo animal .
- É proibido multiliações
Escolha e aquisição dos animais
Raças com rusticidade de boa produtividade e
resistência, origem preferencial de criação orgânica
e jovem logo após o desmame. Animais adquiridos
em criação convencional devem passar por uma
quarentena.
Princípios semelhantes a criação convencional:
seleção genética, escolha do tipo ideal dentro da
raça, busca pela precocidade, aquisição de animais
com mérito zootécnico.
Instalações e manejo
Deve seguir os princípios de B.E.A;
- Ambiente semelhante ao natural
- Especial cuidado com sombreamento
- Área de criação com ampla pastagem:
minimiza a competição
- Animais socializam: deve consultar a
credenciadora para saber os dados de
lotação
- Construir abrigos naturais
Necessidade: água limpa para banhar e beber, calor
ambiental mantém a tº corporal (leitões não retém
calor e necessitam de fonte artificial e adultos
perdem pouco calor), bloqueio da incidência de sol,
local de banho coberto.
Reprodução
Prefere-se monta natural mas é permitido a
inseminação artificial e castração.
Alimentação
Busca pela autossuficiência da produção, ter o
número de animais que pode alimentar, apenas
20% dos alimentos podem ser não-orgânicos,
proibido o uso de rações comerciais prontas.
- Aproveitamento de frutas, sobra de horta,
cana orgânica e plantação de abóbora.
Pastejo
De 30 a 40% da concentração, a própria presença
fertiliza o solo.
Sanidade animal
Foco na profilaxia, localizar o piquete em terra
fétil/inclinada, não incluir animais sem quarentena
(28 dias), bloquear trânsito de pessoas, vacinação
criteriosa, isolar animais doentes, limpeza
frequente, lavagem diária dos animais e secagem
na pastagem.
- produtos de limpeza: sabão, criolina
vassoura de fogo (mata parasitas e elimina
patógenos), hipoclorito de sódio, soda
cáustica
Tratamento alopático
Somente com risco de vida, o animal deve ser
separado do plantel e o produto não pode ser
comercializado como orgânico até liberação pelo
veterinário da certificadora.
Fitoterapia (recomendável): folha de bananeira
(verminoses e diarreia), melão de são caetano
(diarreia em leitões), folha de mandioca (não utilizar
muito por ser tóxica).
Homeopatia (todo grupo é medicado): A medicação é
adicionada ao açúcar e o açúcar a ração, que é
fornecida para todo o grupo.
- Preventivo de anemia em leitões
- Preventivo de diarreia em leitões
- Estresse de desmame
- Incremento de crescimento
- Incremento de engorda
- Facilitador de partos
- Transtornos reprodutivo
- Controle de moscas e verminose.
2
… …………………. Criação de suíno …………… … …….
Os suínos provavelmente são descendentes de
javalis asiáticos/europeus pois são parecidos na sua
morfologia geral e fórmula vertebral.
Sua domesticação começou na china e hoje existem
mais de 350 raças catalogadas no mundo.
Para a diferenciação e identificação de raças dos
suínos podemos observar o perfil fronto-nasal
(retilíneo, concavilíneo e ultraconcavilíneo) e pelos
tamanhos de orelhas (asiático,ibérica, céltica)
asiático - ibérica - céltica
Raças mais comuns no Brasil: Hampshire, Landrace,
Wessex, Lager-white, Duroc e Pietran.
Raças importadas
Duroc
Primeira raça introduzida no brasil, importante
atual cruzamento.
- Domesticação: tipo intermediário (produz
bem carne e toucinho), pelagem vermelha
uniforme, pouco côncavo com orelha média
tipo ibérica.
Landrace
Terceira posição entre os reprodutores do Brasil,
existem algumas linhagens (holandes, alemão,
sueco e inglês).
- Domesticação: Ideal para produção de carne
magra (consome menos), muito comum no
cruzamento Duroc X Landrace, pelagem
branca fina e sedosa, perfil pouco côncavo
com orelha comprida do tipo céltica.
Expostos ao sol podem apresentar problemas na
pele
Yorkshire (Large-White)
Maior produção de leite e leitões mais pesados, 11
leitões por leitegada, maior rebanho brasileirro.
- Domesticação: pelagem branca fina e
sedosa, pele despigmentada (U.V), perfil
ultraconcavalíneo com orelha comprida tipo
asiática. Comum no cruzamento LW x
Landrace e LW x Duroc
3
Hampshire
Pelagem preta com listra branca nos anteriores,
perfil ligeiramente côncavo com orelha asiática e
fina na base.
Wessex
Deu origem aos Hampshire, faixa branca nos
anteriores, perfil concavilíneo com orelha longa na
base, raça mansa e tolerante ao calor.
Pietran (raça de 4 pernis)
Perfil concavilíneo com orelha asiática, tem bom
desenvolvimento de posterior e anterior, maior área
de olho de lombo, tem leve cobertura de gordura.
Raças nacionais
Não possuem registros em associações,
apresentam baixa produtividade, apresentam alta
rusticidade, indicadas para produção de banha(sem
status sanitário).
Piau (molhada na língua indigena)
Primeira raça nacional, tem pelagem branca, creme
e negra.
Canastrão
Animal do sul do Brasil, pele grossa e pregueada
Pelagem negra com pelos rasos, perfil côncavo com
orelha céltica
Canastra (meia perna)
Membros curtos e produção de banha.
Moura
Pelagem tordilha, suíno do sul do Brasil
4
……………….…. Instalações de suín�s ……………….………
Categoria animal, existem animais de diferentes
tipos zootécnicos
- Reprodutores: machos que são
inseminadores
- Leitoa: jovem futura repositora
- Fêmea reprodutora: matriz
- Leitão na maternidade: contato direto com
a mãe
- Leitão na creche: recém desmamado
- Suíno em crescimento: caminhando para o
objetivo de crescimento e engorda
- Suíno em terminação
Reprodutor
● Inicia a reprodução aos 8 meses e
permanece até 2 anos e meio depois da
reprodução
● É responsável por ½ genética
Leitoa
● Fêmeas e reposição, incluídas as 150 dias e
liberadas aos 135 kg no terceiro cio.
● Intrusão em idade e liberação em peso
Fêmea reprodutora
● Fêmeas incorporada do plantel
● Fêmeas fecundadas, leitoas cobertas ou
Fêmeas que já pariram em ciclos anterior
Leitões na maternidade
● Nascimento ao desmame, entre 21 e 28
dias;
● Criações tecnificadas
Leitões na creche
● Desmama até a saída da creche, saída com
63 dias de idade com ideal de 24 kg
Suíno em crescimento
● Após a saída da creche, pertencem nessa
fase até aproximadamente 55 kg
Suíno em terminação
Última fase do ciclo, inicia aos 55kg e finaliza aos
100 a 120kg (5 meses/150 dias)
5
………...... Instalações na suin�cultura ……….…...
Local destinada a suinocultura
A granja é localizada na região mais alta do
terreno, local seco e boa declividade para escoar
água. É importante também a manutenção de
temperatura no ambiente.
- Do esterco de suíno pode-se aproveitar o
gás produzido e seu efeito fertilizante
Conforto térmico: Os galpões devem ser distantes
uns dos outros,nãoseguindo o mesmo padrão, A
distância entre o primeiro e o segundo deve ser 10x
da altura do primeiro e do segundo para o terceiro
dobrar essa distância.
Sombreamento com árvores: árvore deve ter a copa
alta ou a poda da região mais baixa para não
impedir a circulação de vento
Tipos de galpões
1. Maternidade : deve ser higiênico com disposição
da estrutura para facilitar o manejo e proteção
contra esmagamento.
+ Fonte de calor pros animais recém nascidos
que ficam em abrigos geralmente anexos a
essa estrutura
+ Gaiolas de parição: ferro com 2,2 de
comprimento, 1,1 de altura e 0,6 de largura.
Bebedouros do tipo chupeta e cocho para os
leitões e porcas
+ Escamoteador: presença de fonte de calor
2. Creche: Gaiola de piso vazado, divisórias
desmontáveis, 25 leitões menores por baia e 12
leitões maiores por baia
3. Gestação: Galpões coletivos (10m2/porca), vão para
as gaiolas próximo ao momento de parto.
+ Podem conter baias de reprodutores.
+ Pré cobrição: utiliza o macho para
estimulação de cio
4. Crescimento e terminação: Ideal a mesma baía
até o final do cio, parede divisória com .0,6m de
altura
+ Piso com inclinação e lote máxima de 25
animais
6
+ Reservatório de água: água de boa qualidade e tº
fresca, água para bebida e limpeza e estoque
mínimo de 3 dias.
+ Quarentenário: Impede a introdução de agentes
patogênicos, forma mais comum de introdução de
animais novos
+ Fábrica de ração: a maioria tem optado por
produzir os alimentos dentro do próprio sistema de
produção pois barateia o custo e possui maior
controle sobre qualidade.
- Deve ser próxima a entrada para facilitar
a chegada de insumo
- Deve ter triturador, balança para pesagem,
silo e misturador
+ Outros: depósito, escritório, tratamento de dejetos
7
…………………. Manejo Repr�dutivo de Suín�s ……v……….
-Reprodução da Fêmea-
Puberdade
É o preparo do organismo para atividade sexual. A
idade de indução sexual é de 5 a 6 meses
- A indução hormonal para o cio antes da
idade não é recomendado
Fatores que interferem na puberdade: raça,
genótipo, nutrição, manejo e ambiente. O manejo
correto dos suínos irá maximizar os resultados da
produção
● Fêmeas transferidas entram em cio após 4
a 7 dias, isso porque a troca de ambiente
induz o cio
● Mistura de lote ou troca de baia induz a
liberação do cio
● Contato com o cachaço tem um efeito
bioestimulante
● Feromônios presentes na saliva vão
estimular a fêmea. O cachaço vai tocar
focinho a focinho com a fêmea e estimular
o cio da fêmea
Flushing- maior fornecimento de nutrientes.
Quantidade maior de ração que o normal. Mesmo
volume com teor energético maior.
Iniciar de 7 a 10 dias antes da data prevista de cio.
Essa técnica aumenta a taxa de ovulação de
qualidade
Primeiro acasalamento
Condições: bom estado corporal, ração de
crescimento e gestação. A instalação e o manejo
devem estar de acordo
O peso deve ter mais influência do que a idade
A taxa de ovulação cresce do 1° para o 3° cio, o ideal
de ovulação é o 3°sio. O peso nunca deve ser inferior
a 110Kg
- A idade pode ficar entre 5 e 6 meses
Local de cobertura
Baía de acasalamento
Fêmea levada ao macho, devem ter tamanhos
semelhantes e proporcionais. Assim como, piso
adequado para evitar escorregões e lesões
- Devem ter acompanhamento da cobertura
Manifestações de Cio
Início da ovulação é de 33 a 39 horas em
primíparas e 24 a 36 horas em nulíparas (primeiro
cio). A duração da emprenhação é de 3 horas
● A fêmea pode emprenhar de mais de um
macho
● O espermatozoide tem sobrevivência de 40
a 60 horas e os ovulos sobrevivem por 15
horas.
● A vulva intumescida e avermelhada com
corrimento vaginal claro e viscoso
● Micção frequente e perda de apetite
● Excitação e emissão de grunhidos
● A fêmea em cio procura o cachaço se o
mesmo estiver por perto e fica imovel na
presença do cachaco.
● A fêmea ergue a garupa e aproxima as
orelhas, quando tocada em sua região
posterior pelo homem ou quando há
presença do reprodutor
Reflexo de tolerância ao homem
São áreas que se pressionadas pelo homem serão
estimulantes para o cio.
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Reflexo de tolerância ao cachaço
1. Ação hormonal
2. Contato focinho a focinho
Número de coberturas por cio
Ideal 2 montas por cio. Pode-se utilizar um segundo
cachaço na remonta
Diagnóstico de gestação
Externa (ultrassom), deve ser o mais precoce
possível.
● Retornam ao cio entre 21 a 35 dias e o
reaparecimento dos sinais do cia quer dizer
ausência de gestação
Ultrassom e palpação
Avaliação baseada na ecogenicidade, realizada 21 a
60 dias pós cópula/IA
Palpação para diagnóstico: palpação retal, entre 30 a
60 dias
Cuidados com gestação
Duração- 114 dias
● Evitar exposição da fêmea a ambientes
estressantes
● Utilizar baias individuais principalmente no
primeiro (fixação dos embriões na parede
uterina) e último mês (aumenta o número
de mortes pré-parto)
● Transferência para a maternidade, 5 a 7
dias antes do parto para não esmagar o
leitão
Esquema reprodutivo
9
10
…………………. Manejo sanitário de Suín�s …………………….
Atividades planejadas para a prevenção e
manutenção da saúde dos animais. Se ocorre uma
doença, acontece a perda de desempenho e pode
gerar altas taxas de mortalidade.
Biosseguridade: identificar todas as possíveis
transmissões de doenças e neutralizá-las com
controles sanitários, como a vacinação.
- Fatores importantes para a biosseguridade:
qualidade de água, qualidade de alimentos e
bons fornecedores, cercas de isolamento para
impedir entrada de outros animais,
vestimenta adequada, limpeza e desinfecção.
Quarentena
A entrada de novos animais aumenta o risco de
doenças; Deve-se fazer o isolamento e cuidados na
introdução de animais com objetivo de evitar
introdução de agentes patogênicos.
- Mínimo por 28 dias a 40 dias e a distância
mínima de 500m, separada por barreira
física vegetal.
Alto status sanitário: distância de 2km, inspeção dos
lotes 2 vezes ao dia. Devem ser feitos exames clínicos
e laboratoriais.
Adaptação sanitária: Exposição gradativamente os
animais de reposição aos patógenos existentes na
granja.
- Dura de 20 a 90 dias, após quarentena.
- Principais atividades: vacinação, contato com
suínos mais velhos, uso de rufiões.
-
Só deve comprar reprodutor de GRSC (granjas de
reprodutores suídeos certificadas)
Limpeza e desinfecção
Deve preparar as instalações no recebimento de um
novo lote de suínos, isso diminui a pressão de
infecção e aumenta a produtividade e lucratividade
+ Representa menos de 1% do custo total.
+ Minimiza os efeitos negativos de doenças
endêmicas
- Desinfetantes: glutaraldeído, fenol, compostos
de cloro, ácidos e formaldeído.
Na suinocultura os grupos são transferidos em sua
totalidade de uma instalação a outra. Não mistura
lote.
Vazio sanitário: é o descanso que se inicia após a
infecção. fazem com o que os patógenos morram,
devido aos produtos utilizados e a ausência do
hospedeiro.
Densidade de alojamento: deve respeitar cada fase de
criação, maiores densidades levam a uma maior
pressão de infecção.
Programa de limpeza
Limpeza e desinfecção após saída dos animais:
limpeza seca e desmontagem dos equipamentos,
lavagem de instalações, desinfecção de parede, piso
teto e equipamentos em geral
Medidas complementares
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Pedilúvio: escavado no chão situado em entradas
específicas onde trabalha com Cal, solução
desinfetante para desinfecção de suínos
Rodolúvio: para entrada de caminhões
+ limpeza e desinfecção dos veículos, arredores
de construções, água, silo de ração..
Destino de animais mortos
Enterramento, incineração, compostagem.
Utilização de medicamentos
Papel na promoção e manutenção da saúde dos
rebanhos.
Algumas doenças têm a notificação obrigatória.
Abordagens terapêuticas para o uso de
antimicrobianos em animais de produção
Promotor de crescimento: uso de antimicrobianos
orais de baixa absorção intestinal, em baixas
dosagens e por longos períodos, tendo como função
modular a flora intestinal, resultando em ganhos de
desempenho.
Profilático: prevenir de forma individual antes da
doença ocorrer.
Metafilático: tratamentode animais em risco.
Previne de forma grupal a disseminação do agente
infeccioso assim que alguns animais adoecem
Terapêutico: tratamento individual ou grupal dos
animais doentes.
Medicação oral
Presença de alimento no trato gastrointestinal:
altera a eficiência
Solubilidade dos medicamentos: às vezes não pode
dar com veículo aquoso. E, existem medicações via
água e via ração.
-
Programa de vacinação
Um dos métodos eficaz de prevenção
Sistema intensivo > proximidade dos animais >
utilização de vacinas > redução de perdas econômicas
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……….………..…... Manejo da fase de creche …………v…..…..….
É a fase mais importante da vida de um suíno. Na
saída da maternidade e na entrada da creche
ocorrem variações técnicas/ características genéticas.
Sendo assim cada animal terá uma necessidade
diferente de outro. Deve-se ter cuidados como não
deixar o animal passar frio, fome, sede…
Inseminação artificial
O sêmen deve ser conservado entre 16 e 17°C.
90 mls, usa 3 doses em leitoas e em fêmeas adultas
2 doses.
Hora zero e hora doze para Inseminação em 2 doses
e hora 24 para Inseminação em 3 doses
Lactação atual
O ciclo seguinte só terá sucesso se a Lactação atual
for eficiente (fêmea bem conduzida com leitão ao pé,
tendo bem estar e nutrição terá boa lactação).
As dificuldades de produção de leite interferem no
próximo ciclo.
- Ambiência, temperatura, conforto e umidade
são essenciais
Escore da fêmea saindo do desmame
Varia de muito magra a muito gorda; De 4 a 7 dias
após desmame a fêmea retorna ao cio, o escore ideal
é o de transição do 2 pro 3
Caliper: equipamento utilizado para identificar o
escore corporal dos suínos
Manejo alimentar pós cobertura
Leitoas devem consumir 1,8kg da cobertura até o
parto e Matrizes comem 2,3kg até 30 dias e 1,8kg
até o parto
Mito: fêmeas não devem deixar de comer 1 dia antes
do parto. O parto requer energia, elas devem se
alimentar sim com 0,5 kg de farelo
Momento do parto
A fêmea arreia a barriga próximo do momento do
parto
Manejo imediato correto: secagem e limpeza das vias
aéreas dos filhotes, corte do umbigo para evitar
bactérias e infecções e colostro para proporcionar
imunidade.
A secagem é feita com pó de secagem,. que seca e
mantém a temperatura
Banco de colostro
Todo lugar que possui filhotes deve ter um banco
porque existem fêmeas que não produzem colostro
ou não produzem em quantidade e qualidade. Muitas
fêmeas parem 22 leitões, tem casos que o colostro
não é suficiente e nem os tetos.
● Mães de leite: Quando se falta teto e tem
filhotes demais utiliza-se mães de leite para
amamentar os filhotes
Arraçoamento pós parto
É a quantidade de alimento que os porcos vão comer
após o parto.
● Primeiro dia 2kg
● Segundo dia 2,5kg
● Terceiro dia 3kg
● Quarto dia 3,5kg
● Quinto dia 4 kg
● Sexto dia 4,5kg
● Sétimo dia 5kg
● Oitavo dia á vontade
Protocolos de vacinas das matrizes
Parvovirose, leptospirose, erisipela, colibacilose, rinite
atrófica, streptoculose…
Manejo de 3°dia : Administração de FE, reserva é
limitada a 3 dias
Desafios: diarreias, refugo de leitões, pode ocorrer
devido a erros no manejo vacinal e/ou erro de
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proteção contra o vento. Isso baixa a imunidade do
leitão
Melhora de desempenho: Ração sólida e adocicada
aos 7 dias e uso de probióticos.
Fatores que afetam o desmame
Porcas velhas com reposição criteriosa, clima quente,
genética.
Bons desmames são feitos no inverno e com os
leitões entre 21 e 28 dias de vida com cerca de 7 a
8kg.
Planejamento da creche
Alojamento adequado para quantidade de animais,
lavagem, desinfetante, manutenção correta,
hidratação, conforto, ambiência e sanidade..
Chegada dos leitões
● Serão reclassificados em: Herniados, Artrite,
Baixo peso, Lordose (desvios de coluna)
● Separar as baias por tamanho de leitões e
por sexo
● Dar cuidados aos que chegam necessitando
Conforto e Ambiência
Mantê-los em temperatura quente, pois os filhotes
têm dificuldades em reter temperatura. Deve manter
umidade em 70 e com o tempo ir oscilando entre 50
e 70.
Marcações em leitões para identificar animais
doentes.
● Traços na horizontal = diarreia
● Traços na vertical= tosse
● Círculo= artrite
● Fraco= x
Índices buscados
● GPD mínimo de 400g
● Idade entre 35 e 42 dias
● CAA- entre 1,25 e 1,60
● Peso mínimo de 18 kg
● Mortalidade máxima de 3%
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………...……….. Manejo de dejet�s de suín�s …………………
Quanto maior oconsumo alimentar, maior número
de animais na produção e maior produção de dejetos.
- Os dejetos e gases produzidos (co2 e metano)
trazem impactos ambientais, a diferença é
como vão ser manejados.
Resíduos
Água não potável após o uso, fezes oriunda da
limpeza das granjas, urina oriunda das limpezas
diárias e resíduo de ração que não vão ser mais
utilizadas
- Geram compostos químicos e orgânicos que
levam à poluição do solo, lençol freático e
atmosférica.
-
Nesses resíduos terá Nitrogênio, fósforo, potássio o
que é ruim é o microrganismos patogênicos. Fora
isso, serve de fertilizante.
O que fazer com os dejetos
1. Sem tratamento: utilização como fertilizante
2. Com tratamento: separa em fração líquida e
sólida, com a fração sólida faz depuração
anaeróbica produzindo biogás e
compostagem levando para plantações. A
fração líquida passa com tratamento
biológico aeróbio ( fertilizante) e anaeróbico
(gás)
Biodigestor
Sistema de decomposição biológica baseado na
decomposição anaeróbica.
É destinado para os dejetos de suínos e pode produzir
biogás e fertilizantes.
Fertirrigação: subproduto da biodigestão utilizado na
adubação. Aumenta a produção de massa
Modelos de biodigestor
Modelo indiano: Existe uma campânula de metal que
em contato com os dejetos leva a oxidação (não há
sucesso)
Modelo Chines: Tem apenas uma entrada e uma
saída com campânula de alvenaria. O problema é a
necessidade de fluidificar os dejetos (procedimento
manual)
Modelo canadense: Há uma entrada e uma saída,
com uma única câmara que deposita dejetos e um
lona no qual capta o gás e sai o biogás. Mais utilizado
Possui um agitador que mantém o material
homogêneo e não precisa de uso manual.
Utilização de biogás e biofertilizante
Biogás: aquecimento ambiental, refrigeração,
iluminação, incubadora, geração de energia elétrica,
gás de fogão e outros. Gera economia na propriedade.
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Biofertilizante: aproveitado na agricultura (repõe os
nutrientes e não possui agentes causadores de
pragas ou doenças), produzido através do processo
anaeróbio proveniente do biodigestor.
Legislação ambiental
ABCS (associação brasileira de criação de suínos)
● Distância mínima do curso de águas e
profundidade de lençóis
● Existência das áreas de preservação
permanente
● Distância da propriedade de meios urbanos
● Distância da propriedade/ acessibilidade/
abastecimento.
As granjas são classificadas de acordo com o
potencial poluidor de água, ar e solo
- P / M /G e subdividida em I, II e III
Os órgãos que devem ser consultados para
legalização da granja são: Órgãos estaduais do meio
ambiente, IBAMA e sistema nacional do meio
ambiente (SISNAMA)
Inicialmente há uma licença prévia, depois licença de
instalação e por fim a licença de operação.
Estrutura física
● Uma caixa de recepção e distribuição de
dejetos
● Biodigestor e tanque de decantação (depósito
de fertilizante)
● As dimensões devem ser de acordo com o
número de animais
● Os dejetos vão para Lagoas produzidas
(previamente demarcadas com levantamento
topográfico): deve ser construída sem
possibilidade de invasão de águas externas
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……………… Identificação de d�enças em suín�s …………..…
Saúde é o completo estado de bem estar mental,
físico e social, não é somente a ausência de doenças.
A doença não é apenas a presença de um agente
etiológico mas é sim um desequilíbrio entre a
presença de um agente etiológico, o ambiente e a
imunidade do hospedeiro.
Comportamento:
Os suínos são extremamente curiosos, quando eles
não demonstram curiosidade pode ser um sinal de
distúrbio ou problema de saúde..
Além disso, são animais que vivem em sociedades
grupais hierárquicas, e apresentam emoções bem
definidas,quando se encontram em estado de
estresse, medo ou qualquer outra coisa que o tire de
seu estado de bem estar, causa alterações na
imunidade, frequência cardíaca e respiratório.
Os suínos possuem uma memória boa e associativa,
então quando os suínos são castigados ou passam
por processos constantes de estresse eles começam
a sofrer antes mesmo de passarem pela situação
estressante, o que causa malefícios ao organismo do
animal.
Identificação de animais doentes
Quanto mais cedo identificarmos a doença no animal
mais cedo eles serão tratados e menos prejuízo
serão gerados.
Os suínos com comportamentos anormais devem
ser marcados e observados para identificar se há
alguma patologia.
Principais sistemas acometidos
SISTEMA RESPIRATÓRIO superior (nariz, faringe,
laringe, traquéia, brônquios) e inferior (bronquíolos e
alvéolos).
Sinais clínicos das doenças respiratórias:
● Alterações nos focinhos
● Tosse seca ou produtiva
● Secreção nasal
● Dispneia
● Espirro
● Perda de desempenho
Rinite Atrófica dos suínos
Causada pela associação de duas bactérias
que vão acometer o trato respiratório inferior e
atrofiar os cornetos, impedindo o resfriamento do ar
e a filtração do ar. A doença pode ser identificada por
sangramentos nasais, perda de desempenho e
desvios nasais.
Pneumonia
● Broncopneumonia
Causado pelo agente mycoplasma associado
a outros agentes que produzirão um
complexo respiratório. Gerando uma reação
em brônquios e alvéolos e impedindo a troca
gasosa nas regiões acometidas
● Pleuropneumonia
Ocorre na pleura, formam-se zonas com
fibras e zonas firmes e pode facilmente ser
identificado em necropsias pois os pulmões
estão aderidos às costelas.
Os principais sinais clínicos da pneumonia são: Tosse
seca, tosse produtiva (há a presença de catarro),
secreções nasais, dispneia/ Batedeira, dificuldade
respiratória extrema e perda de desempenho
SISTEMA DIGESTÓRIO
É um sistema de grande importância para a
suinocultura. É composto por boca, faringe, esofago,
estomago, fígado pâncreas, intestino delgado,
intestino grosso,
Os principais sinais clínicos são vômitos,
palidez, perda de desempenho, diarréias.
Úlcera Gástrica
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Pode ser causada por diversos fatores como estresse,
dieta, uso contínuo de anti-inflamatórios, quantidade
de tempo que ele passa em jejum. Sendo o estresse o
principal causador das úlceras gástricas.
Reconhecer os sinais clínicos das úlceras gástricas é
extremamente importante para o tratamento,.
Deve-se reconhecer a palidez (causada pela perda de
sangue para o trato digestório), reconhecer alterações
nas fezes que possuem aspecto sanguinolento
Diarréias
Ocorre quando há um desequilíbrio no processo de
absorção e secreção dos líquidos, tendo uma alta na
quantidade de água nas fezes.
Realizar a avaliação das fezes para reconhecer um
processo de diarréia. Sabendo que as fezes normais
possuem uma consistência mais sólida e seca.
Enquanto que na diarréia as fezes estão mais
líquidas e cremosas.
Existem também as fezes hemorrágicas,
onde após um processo de hemorragia o sangue que
foi extravasado para dentro do sistema digestório
sai nas fezes
SISTEMA NERVOSO
Sistema mais importante do suínos, sendo
ele dividido em SNC e SNP
Principais sinais clínicos causados por alterações no
sistema nervoso:
● Morte súbita
● Falta de coordenação motora
● Decúbito lateral
● Movimentos de pedalagem
● Tremedeira
● Vocalização
● Andar cambaleante: falta de coordenação
motora
Encefalite
Causada pelo Streptococcus suis e acomete animais
mais jovens, mais frequente no período pós
desmame e misturas (quando há um alto estresse e
diminui o sistema imune).
- Inicia com andar cambaleante e evolui parra
pedalada
SISTEMA LOCOMOTOR
Artrites
Processo inflamatório das articulações e gera
dificuldade locomotora. Mais comum em aimais de
sexo masculino e manejados em ambientes com piso
liso (leva a lesão e bacteria se instala)
- Sinais Clínicos: Dificuldade de apoiar o
membro, dor, dificuldade de locomoção.
DOENÇAS DE PELE
Generalizada: modificação da coloração da pele e
depois surgem bolhas que formam crostas para todo
o corpo do animal.
Localizadas: pequenas lesões que surgem na região
dorsal e ventral do pescoço recobertas por crostas
escamosas.
CANIBALISMO
Comem os rabos e a ponta das orelhas um
dos outros, geralmente é multifatorial, questão
ambiental, lotação, manejo, estresse, problema
sanitário e outros..
Com isso, abre porta para entrada de bactérias e a
maioria se instala na costela fazendo paralisia dos
membros posteriores.
É fundamental ter sempre uma ficha com
identificação e escritura correta de tudo que ocorre
dentro do lote para que tenha informações de todo o
histórico e tentar solucionar os problemas.
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