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Prévia do material em texto

EPIDEMIOLOGIA, 
HIGIENE E 
SANEAMENTO 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1. EPIDEMIOLOGIA, HIGIENE E SANEAMENTO......................................3 
2. EPIDEMIOLOGIA.....................................................................................4 
3. HISTÓRIA DA EPIDEMIOLOGIA.............................................................5 
4. DEFINIÇÕES E CONCEITOS IMPORTANTES EM EPIDEMIOLOGIA...9 
5. ÁREA DE ATUAÇÃO DA EPIDEMIOLOGIA.........................................25 
6. DEFINIÇÃO DE SAÚDE.........................................................................26 
7. EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA.................................................27 
8. EPIDEMIOLOGIA BÁSICA....................................................................28 
9. HIGIENE E SANEAMENTO...................................................................32 
10. PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS PELA FALTA DE 
SANEAMENTO BÁSICO..................................................................................43 
11. REFERÊNCIA........................................................................................47 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
1. EPIDEMIOLOGIA, HIGIENE E SANEAMENTO 
 
Nesta apostila iremos abordar os seguintes temas: EPIDEMIOLOGIA, 
HIGIENE E SANEAMENTO, assuntos importantes para a nossa formação e 
crescimento profissional. 
O objetivo desta matéria é informar, explicar, apresentar e discutir 
assuntos relacionados a Epidemiologia, Higiene e Saneamento. 
 
 
(Fonte: https://escritospsicanaliticos.wordpress.com/2016/01/31/epidemiologia-basica-e-saude-publica/) 
 
 
 
 
 
 
4 
 
2. EPIDEMIOLOGIA 
 
O objetivo principal da epidemiologia é melhorar a saúde das 
populações. Nesta apostila vamos estudar um pouco dos princípios básicos e 
métodos epidemiológicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
(Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/3134076/) 
 A epidemiologia é uma ciência fundamental para a saúde pública. 
 A epidemiologia tem dado grande contribuição à melhoria da saúde das 
populações. 
 A epidemiologia é essencial no processo de identificação e mapeamento 
de doenças emergentes. 
 Na maioria das vezes, ocorrem grandes atrasos entre as descobertas 
epidemiológicas e a sua aplicação na população. 
5 
 
3. HISTÓRIA DA EPIDEMIOLOGIA 
 
A epidemiologia originou-se das observações de Hipócrates feitas há 
mais de 2000 anos de que fatores ambientais influenciam a ocorrência de 
doenças. Entretanto, foi somente no século XIX que a distribuição das doenças 
em grupos humanos específicos passou a ser medida em larga escala. Isso 
determinou não somente o início formal da epidemiologia como também as 
suas mais espetaculares descobertas. 
Hipócrates (460 a.C - 377 a.C), considerado o pai da medicina 
científica, foi o primeiro a sugerir que as causas das doenças não eram 
intrínsecas à pessoa nem aos desígnios divinos, mas que estava relacionada a 
características ambientais. Embora as causas relatadas por Hipócrates tenham 
sido superadas, reconhecemos que ele lançou as bases para a procura da 
causalidade das doenças e agravos à saúde, norte principal da epidemiologia 
até hoje. Hipócrates, em Tratado dos ares, das águas e dos lugares (século V 
a.C.), coloca os termos epidêmico e endêmico, derivados de epidemion (verbo 
que significa visitar: enfermidades que visitam) e endemion (residir 
enfermidades que permanecem na comunidade). Ele sugere que condições 
tais como o clima de uma região, a água ou sua situação num lugar em que os 
ventos sejam favoráveis são elementos que podem ajudar o médico a avaliar a 
saúde geral de seus habitantes. Em outra obra, Tratado do prognóstico e 
aforismos, trouxe a ideia, então revolucionária, de que o médico poderia 
predizer a evolução de uma doença mediante a observação de um número 
suficiente de casos. Essa também é, até hoje, uma das principais 
características da epidemiologia e da demografia. 
6 
 
Hipócrates considerava que para se fazer uma correta investigação das 
doenças, era necessário o conhecimento das peculiaridades de cada lugar, e a 
observação da regularidade das doenças num contexto populacional. O inglês 
John Graunt, em 1662, publicou em Londres, um trabalho sobre as 
observações acerca das estatísticas de mortalidade no qual analisou 
nascimentos e óbitos semanais, quantificou o padrão de doença na população 
londrina e apontou características importantes nesses eventos, tais como: 
diferenças entre os sexos, diferenças na distribuição urbano-rural; elevada 
mortalidade infantil; variações sazonais (ROTHMAN, 1996). Graunt também é 
considerado um dos precursores da epidemiologia e da demografia como 
disciplinas, já que criou as bases para a observação da distribuição de 
freqüência de dados populacionais de mortalidade coletados rotineiramente. 
Outro inglês, John Snow, é pioneiro na procura sistemática dos 
determinantes das epidemias. Seu ensaio sobre a maneira de transmissão da 
cólera, publicado em 1855, apresenta memorável estudo a respeito de duas 
epidemias de cólera ocorridas em Londres em 1849 e 1854 (WINKELSTEIN, 
1995). Suas anotações sistemáticas sobre os casos levaram a desenvolver a 
ideia de que a epidemia da cólera era ocasionada por parasitas invisíveis e não 
por miasmas. Elaborou hipóteses sobre a qualidade da água como meio 
principal de contágio. Daquela época até o início do século XX, a epidemiologia 
foi ampliando seu campo, e suas preocupações concentraram-se sobre os 
modos de transmissão das doenças e o combate às epidemias. Os achados de 
John Snow , de que o risco de contrair cólera em Londres estava relacionado 
ao consumo de água proveniente de uma determinada companhia, 
proporcionaram uma das mais espetaculares conquistas da epidemiologia. Os 
7 
 
estudos epidemiológicos de Snow foram apenas um dos aspectos de uma série 
abrangente de investigações que incluiu o exame de processos físicos, 
químicos, biológicos, sociológicos e políticos. 
 A partir das primeiras décadas do século XX, com a melhoria do nível 
de vida nos países desenvolvidos e com o consequente declínio na incidência 
das doenças infecciosas, outras enfermidades de caráter não-transmissível 
(doenças cardiovasculares, câncer e outras) passaram a ser incluídas entre os 
objetos de estudos epidemiológicos, além do que, pesquisas mais recentes, 
sobretudo as que utilizam o método de estratificação social, enriqueceram esse 
campo da ciência, ensejando novos debates. No entanto, é a partir do final da 
Segunda Guerra Mundial que assistimos ao intenso desenvolvimento da 
metodologia epidemiológica, com a ampla incorporação da estatística, 
propiciada em boa parte pelo aparecimento dos computadores. A aplicação da 
epidemiologia passa a cobrir um largo espectro de agravos à saúde. 
 Os estudos de Doll e Hill (1954), estabelecendo associação entre o 
tabagismo e o câncer de pulmão, e os estudos de doenças cardiovasculares 
desenvolvidas na população da cidade de Framingham, Estados Unidos, são 
dois exemplos da aplicação do método epidemiológico em doenças crônicas. 
A abordagem epidemiológica que compara os coeficientes (ou taxas) 
de doenças em subgrupos populacionais tornou-se uma prática comum no final 
do século XIX e início do século XX. A sua aplicação foi inicialmente feita 
visando o controle de doenças transmissíveis e, posteriormente, no estudo das 
relações entre condições ou agentes ambientais e doenças específicas. Na 
segunda metade do século XX, esses métodos foram aplicados para doenças 
8 
 
crônicas não transmissíveis tais como doença cardíaca e câncer, sobretudo 
nos países industrializados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Primeiras observações epidemiológicas 
John Snow identifcou o local de moradia de cada pessoa que morreu por cólera em 
Londres entre 1848-49 e 1853-54 e notou uma evidente associação entre a origem 
da água utilizadapara beber e as mortes ocorridas. A partir disso, Snow comparou 
o número de óbitos por cólera em áreas abastecidas por diferentes companhias e 
verificou que a taxa de mortes foi mais alta entre as pessoas que consumiam água 
fornecida pela companhia Southwark. Baseado nessa sua investigação, Snow 
construiu a teoria sobre a transmissão das doenças infecciosas em geral e sugeriu 
que a cólera era disseminada através da água contaminada. Dessa forma, foi capaz 
de propor melhorias no suprimento de água, mesmo antes da descoberta do micro-
organismo causador da cólera; além disso, sua pesquisa teve impacto direto sobre 
as políticas públicas de saúde. O trabalho de Snow relembra que medidas de saúde 
pública, tais como melhorias no abastecimento de água e saneamento, têm trazido 
enormes contribuições para a saúde das populações. Ficou ainda demonstrado 
que, desde 1850, estudos epidemiológicos têm identificado medidas apropriadas a 
serem adotadas em saúde pública. Entretanto, epidemias de cólera são ainda 
frequentes nas populações pobres, especialmente em países em desenvolvimento. 
Em 2006, houve em Angola 40 mil casos de cólera com 1.600 óbitos, enquanto no 
Sudão foram 13.852 casos e 516 mortes, somente nos primeiros meses do mesmo 
ano. 
(Fonte: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/3497840/mod_resource/content/3/BONITA%20et%20al%20-
%20cap%C3%ADtulo%201.pdf) 
9 
 
4. DEFINIÇÕES E CONCEITOS IMPORTANTES EM 
EPIDEMIOLOGIA 
 
A epidemiologia foi definida por Last como ―o estudo da distribuição e 
dos determinantes de estados ou eventos relacionados à saúde em populações 
específicas, e sua aplicação na prevenção e controle dos problemas de saúde‖. 
Essa definição deixa claro que os epidemiologistas estão preocupados não 
somente com a incapacidade, doença ou morte, mas, também, com a melhoria 
dos indicadores de saúde e com maneiras de promover saúde. O termo 
―doença‖ compreende todas as mudanças desfavoráveis em saúde, incluindo 
acidentes e doenças mentais. 
 
(Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/291029/) 
10 
 
A Epidemiologia estuda o processo saúde-doença em populações 
humanas, com o objetivo de prevenção e controle. Cabe à Epidemiologia 
encontrar respostas para as seguintes questões: 
1) Como a doença se distribui segundo as características das pessoas, 
dos lugares que elas habitam e da época considerada? 
2) Que fatores determinam a ocorrência da doença e sua distribuição 
na população? 
3) Que medidas devem ser tomadas a fim de prevenir e controlar a 
doença? Como devem ser conduzidas? 
4) Qual o impacto das ações de prevenção e controle sobre a 
distribuição da doença? 
A Associação Internacional de Epidemiologia (IEA), em seu Guia de 
Métodos de Ensino (ORGANIZACIÓN MUNDIAL DE LA SALUD, 1973), define 
epidemiologia como: 
o estudo dos fatores que determinam a frequência e a 
distribuição das doenças nas coletividades humanas. 
Enquanto a clínica dedica-se ao estudo da doença no 
indivíduo, analisando caso a caso, a epidemiologia 
debruça-se sobre os problemas de saúde em grupos de 
pessoas, às vezes grupos pequenos, na maioria das 
vezes envolvendo populações numerosas. 
 
11 
 
 
(Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/279004/) 
Sendo assim, a epidemiologia tem muito em comum com a demografia: 
ambas estudam populações. 
De acordo com a IEA, são três os principais objetivos da epidemiologia: 
I. Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde das 
populações humanas. 
II. Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e 
avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das 
doenças, bem como para estabelecer prioridades. 
III. Identificar fatores etiológicos na gênese das enfermidades. 
O conceito de epidemiologia depende, em grande medida, do contexto 
histórico, dos conhecimentos acumulados na área de saúde, da etapa da 
12 
 
transição epidemiológica e demográfica, bem como da interpretação que se 
tenha em determinada época e contexto sobre a saúde (BEAGLEHOLE; 
BONITA; KJELLSTRÖM, 1994). 
 
(Fonte: https://pt.slideshare.net/elisreis0601/epidemiologia-conceitos-basicos) 
Epidemiologia ―é a ciência que estuda a distribuição e os determinantes 
dos problemas de saúde (fenômenos e processos associados) em populações 
humanas‖, segundo definem Almeida e Rouquayrol. É a ciência básica para a 
saúde coletiva, principal ciência de informação de saúde. Estuda a saúde, mas 
na prática principalmente pela ausência de saúde sob as formas de doenças e 
agravos, estes últimos definidos pelo diagnóstico clínico. Seu objeto são as 
relações de ocorrência de saúde-doença em massa (em sociedades, 
coletividades, comunidades, classes sociais, grupos específicos, etc.). As 
relações são referidas e analisadas mediante o conceito de risco. 
13 
 
A Epidemiologia Descritiva estuda o comportamento das doenças em 
uma comunidade, isto é, em que situações elas ocorrem na coletividade, 
segundo características ligadas à pessoa (quem), ao lugar ou espaço físico 
(onde) e ao tempo (quando) fornecendo elementos importantes para se decidir 
que medidas de prevenção e controle estão mais indicadas para o problema 
em questão e também avaliar se as estratégias adotadas causaram impacto, 
diminuindo e controlando a ocorrência da doença em estudo. 
Quanto aos Modelos Explicativos em Epidemiologia que são as formas 
de explicar a saúde e o adoecimento humano, desenvolvemos a seguir os mais 
usados na epidemiologia. Este resumo foi baseado no livro Introdução à 
Epidemiologia de Naomar de Almeida Filho e Maria Zélia Rouquayrol – 2002. 
Citamos, também a seguir, algumas definições fundamentais que têm cada 
qual seu entendimento particular e mais ou menos importância a depender do 
modelo. 
 Modelo Biomédico – onde temos mais claramente a saúde como 
ocorrência de doença e esta como desajuste ou falha orgânica ocasionada na 
reação a um estímulo a cuja ação o organismo está exposto. Quanto à 
etiopatogenia, as doenças podem ser: infecciosas ou não infecciosas e 
conforme sua duração, agudas ou crônicas. 
 Modelo Processual – trabalha com o conceito de processo saúde-
doença ou história natural da doença. Segundo Levell e Clark - 76, ―denomina-
se de história natural da doença ao conjunto de processos interativos que cria o 
estímulo patológico no meio ambiente ou em qualquer outro lugar, passando 
pela resposta do homem ao estímulo, até às alterações que levam a um 
defeito, invalidez, recuperação ou morte‖. Este objetiva dar sentido a diferentes 
14 
 
métodos de prevenção e controle dos problemas de saúde. Abrange a 
ocorrência das doenças em 2 domínios: o meio externo onde atuam 
determinantes e agentes e o meio interno onde se desenvolve a doença. No 
externo atuariam os fatores exteriores de natureza física, biológica, política e 
sócio-cultural. No Interno se processariam as mudanças bioquímicas, 
fisiológicas e histológicas e atuariam os fatores hereditários, congênitos, as 
alterações orgânicas consequentes de enfermidades anteriores e outros. 
Teríamos: o período patogênico (= doença propriamente dita) e o pré-
patogênico. Na pré-patogênese são importantes as definições dos fatores 
denominados de Agentes e Determinantes. O modelo fala em configurações 
com Probabilidades de Risco: mínimo, intermediário e máximo. 
 Modelo Sistêmico – Segundo Roberts, 1978 sistema é ―um conjunto de 
elementos de tal forma relacionados que uma mudança de qualquer elemento 
provoca mudança no estado dos demais elementos‖ e quando envolve seres 
vivos, costuma ser designado de ecossistema. Este conceito tem sido útil como 
forma de entender e analisar o processo saúde-doença. Segundo Naomar de 
Almeida Filho e Maria Zélia Rouquayrol - 2002, ―a estrutura geral de um dado 
problema de saúde constitui, funcionalmente um sistema epidemiológico em 
equilíbrio dinâmico. Cada vez que um de seus componentes sofre alguma 
alteração,esta repercute e atinge as demais partes, num processo em que o 
sistema busca novo equilíbrio‖. 
 Sistema Epidemiológico - também segundo Naomar e Rouquayrol, é ―o 
conjunto formado por agente, suscetível e pelo meio ambiente, dotado 
de uma organização interna que regula as interações determinantes da 
produção de doença, juntamente com os fatores vinculados a cada um 
15 
 
dos elementos do sistema‖. Os componentes deste sistema a serem 
considerados podem pertencer ao ambiente, ao agente patogênico ou 
ao suscetível. 
 Sistema epidemiológico-social - San Martin chama de ―aquele formado 
pelo ambiente, população, economia e cultura‖. Para ele a qualidade e 
dinâmica deste conjunto, incluindo o modo e as relações de produção, o 
tipo de desenvolvimento econômico, velocidade de industrialização, as 
desigualdades socioeconômicas, a concentração de poder, a 
participação comunitária, a responsabilidade individual e coletiva são 
essenciais na determinação do processo saúde-doença. 
Partindo das definições, podemos nos preparar para o estudo do 
processo saúde-doença e da intervenção sanitária no mesmo iniciando pelo 
entendimento dos conceitos fundamentais seguintes: 
AGENTES – A definição varia segundo o modelo de entendimento da 
epidemiologia adotado – veja Epidemiologia Descritiva: 
 No modelo biomédico, Agentes Etiológicos ou Fatores Etiológicos são 
―Os que agem na origem das doenças‖. Os agentes são os causadores das 
doenças (ou patógenos). 
 No modelo processual, Agentes são ―fatores que perturbam o ser 
diretamente em suas funções vitais produzindo a doença‖. 
 No modelo sistêmico o conceito extrapola o de agente ou fator etiológico 
clássico, onde um agente pode ser não só um micro organismo, mas um 
poluente químico, um gene, e outros que possam levar a agravo à saúde. 
16 
 
Nos dois últimos modelos, quando nos referimos a Agentes ou Fatores 
estamos falando em fatores ou agentes físicos (temperatura, radiação, etc), 
químicos (mercúrio), biológicos ou biopatogênicos (ancilostomídeos, 
nematódeos, bactérias, vírus, etc.), nutricionais (excesso de gorduras, ausência 
de proteínas), genéticos, etc. 
Os atributos dos Agentes Etiológicos ou Biopatógenos, segundo sua 
relação com o hospedeiro, são fundamentais para o entendimento das doenças 
infecciosas: 
 Infectividade é a capacidade de certos organismos (agentes) de 
penetrar, se desenvolver e/ou se multiplicar em um outro (hospedeiro) 
ocasionando uma infecção. Exemplo: alta infectividade do vírus da gripe e a 
baixa infectividade dos fungos. 
 Patogenicidade é a capacidade do agente, uma vez instalado, de 
produzir sintomas e sinais (doença). Ex: é alta no vírus do sarampo, onde a 
maioria dos infectados tem sintomas e a patogenicidade é reduzida do vírus da 
pólio onde poucos ficam doentes. 
 Virulência é a capacidade do agente de produzir efeitos graves ou fatais, 
relaciona-se à capacidade de produzir toxinas, de se multiplicar etc. Ex: baixa 
virulência do vírus da gripe e do sarampo em relação à alta virulência dos vírus 
da raiva e do HIV. 
 Imunogenicidade é a capacidade do agente de, após a infecção, induzir 
a imunidade no hospedeiro. Ex: alta nos vírus da rubéola, do sarampo, da 
caxumba que imunizam em geral por toda a vida, em relação à baixa 
imunogenicidade do vírus da gripe, da dengue, das shiguelas e das salmonelas 
que só conferem imunidade relativa e temporária. 
17 
 
 AGRAVO À SAÚDE – mal ou prejuízo à saúde de um ou mais indivíduos, de 
uma coletividade ou população. 
BOAS PRÁTICAS – conjunto de procedimentos necessários para garantir a 
qualidade sanitária dos produtos em um processo de trabalho (produção ou 
serviço). 
CASO: é uma pessoa ou animal infectado ou doente que apresenta 
características clínicas, laboratoriais e epidemiológicas específicas de uma 
doença ou agravo. 
CASO SUSPEITO: é a pessoa cuja história clínica, sintomas e possível 
exposição a uma fonte de infecção sugerem que o mesmo possa estar ou vir a 
desenvolver alguma doença infecciosa. O caso suspeito varia de acordo com 
cada doença ou agravo. 
COEFICIENTE - é a relação entre o número de casos de um evento e uma 
determinada população, num dado local e época. 
COMUNICANTE: são todos aqueles (pessoa ou animal) que estiveram em 
contato com um reservatório (pessoa - caso clínico ou doente e portadores ou 
animal infectado) ou com ambiente contaminado, de forma a ter oportunidade 
de adquirir o agente etiológico de uma doença. 
CONTAMINAÇÃO é a presença do agente (infeccioso no modelo biomédico) 
ou fator de risco (ver ―FATOR‖, ―FATOR DE RISCO‖ e texto de ―Risco em 
Saúde‖). 
CONTROLE quando relacionado a doenças significa operações ou programas 
desenvolvidos para eliminá-las ou para reduzir sua incidência ou prevalência; 
18 
 
ou ainda atividades destinadas a reduzir um agravo até alcançar um 
determinado nível que não constitua mais problema de saúde pública. 
DADO: é uma descrição limitada da realidade (Moraes 1994), não chega a ser 
uma informação. 
DANO (Aurélio) pode ser definido como: 1- Mal ou ofensa pessoal, prejuízo 
moral. 2- Prejuízo material causado a alguém ou a alguma instituição pela 
deterioração ou inutilização de seus bens. 3- Estrago, deterioração, 
danificação. – ver texto de ―Risco à Saúde‖ Para nossa padronização de 
linguagem, consideraremos principalmente o termos ―dano à saúde‖ que será 
correspondente ao termo ―agravo à saúde‖ – ver texto de ―Risco à Saúde‖. 
DETERMINANTES - No modelo processual (ver Epidemiologia), são ―fatores 
contribuintes ou determinantes parciais, que em sua articulação e provável 
sinergia propiciam a atuação do estímulo patológico‖. Temos os determinantes 
econômicos (miséria, privações), determinantes culturais (defecar próximo a 
mananciais sem tratamento como fator de esquistossomose ou hábitos 
alimentares perigosos), determinantes ecológicos (desequilíbrios produzidos – 
poluição atmosférica- ou não pelo homem) ou determinantes psicossociais 
(stress como imunodepressor; agressividade e desemprego como fatores 
importantes nos homicídios) e biológicos. 
DOENÇA ou ENFERMIDADE: Falta ou perturbação da Saúde, moléstia, mal, 
enfermidade. 
Quanto às Formas das doenças: 
19 
 
 Forma Manifesta é aquela que apresenta sinais e/ou sintomas clássicos 
de determinada doença. 
 Forma Inaparente ou Sub-Clínica é aquela em que o indivíduo que não 
apresenta nenhum sinal ou sintoma (ou que apresenta muito poucos), apesar 
de estar com a doença presente.(revelada às vezes somente através de 
exames laboratoriais). 
 Forma Abortiva ou Frustra é aquela que desaparece rapidamente após 
poucos sinais ou sintomas. 
 Forma Fulminante é aquela que leva rapidamente a óbito. 
Quanto ao processo de adoecimento e seus Períodos: 
 Período de Incubação é o intervalo de tempo que decorre desde a 
penetração do agente etiológico no hospedeiro (indivíduo já está infectado), até 
o aparecimento dos sinais e sintomas da doença, variando de acordo com a 
doença considerada. 
 Período de Transmissibilidade é aquele em que o indivíduo é capaz de 
transmitir a doença quer esteja ou não com sintomas 
Quanto às causalidades do processo de adoecimento: 
 Multicausalidade é o processo pelo qual as inúmeras presenças 
(Fatores, Agentes ou Determinantes), tendo acesso ao homem, interagem e 
podem provocar determinados agravos. Para que uma doença ou agravo tenha 
início, nenhum fator será por si só capaz de desencadear o processo 
patológico, esta multiplicidade é a multicausalidade. 
20 
 
 Relação Causal: diz-se de numa associação estatística significativa, 
quando uma ocorrência pode ser atribuída a determinado fator ou fatores. Ex: 
associação hábito de fumar e câncer do pulmão. 
 Relação não Causal: diz-se quando uma ocorrência não pode ser 
atribuída a determinado fator ou fatores apesar de ter numa associação 
estatísticasignificativa. Ex: associação entre manchas escuras nos dedos (e ou 
dentes) e câncer de pulmão. 
ENDEMIA - É a ocorrência de determinada doença que acomete 
sistematicamente populações em espaços característicos e determinados, no 
decorrer de um longo período, (temporalmente ilimitada), e que mantém uma 
de incidência relativamente constante, permitindo variações cíclicas e sazonais. 
EPIDEMIA – É a ocorrência em uma comunidade ou região de casos de 
natureza semelhante, claramente excessiva em relação ao esperado. O 
conceito operativo usado na epidemiologia é: uma alteração, espacial e 
cronologicamente delimitada, do estado de saúde-doença de uma população, 
caracterizada por uma elevação inesperada e descontrolada dos coeficientes 
de incidência de determinada doença, ultrapassando valores do limiar 
epidêmico preestabelecido para aquela circunstância e doença. Devemos 
tomar cuidado com o uso do conceito de epidemia lato-sensu que seria a 
ocorrência de doença em grande número de pessoas ao mesmo tempo. 
EQUIDADE é a distribuição proporcional de determinado atributo ou direito 
populacional junto com eficiência, liberdade de escolha e maximização da 
saúde. Como no exemplo na prestação de serviços de saúde a equidade 
horizontal seria o tratamento igual de indivíduos que se encontram em situação 
21 
 
de saúde igual e a equidade vertical seria o tratamento apropriadamente 
desigual em situações de saúde distintas de forma a priorizar os maiores 
problemas e obter uma saúde igualitária. 
HOSPEDEIRO: Ser vivo que oferece, em condições naturais, subsistência ou 
alojamento a um agente infeccioso (OPAS 92). Pode ser humano ou outro 
animal (inclusive aves e artrópodes) Hospedeiro primário ou definitivo é onde o 
agente atinge a maturidade ou passa sua fase sexuada; hospedeiro 
intermediário ou secundário é aquele onde o parasita se encontra em forma 
assexuada ou larvária. No modelo sistêmico o Homem pode ser hospedeiro 
intermediário ou definitivo. 
SURTO é a ocorrência de dois ou mais casos epidemiologicamente 
relacionados – Alguns autores denominam surto epidêmico, ou surto, a 
ocorrência de uma doença ou fenômeno restrita a um espaço extremamente 
delimitado: colégio, quartel, creches, grupos reunidos em uma festa, um 
quarteirão, uma favela, um bairro etc. 
TENDÊNCIA SECULAR são as variações observadas em longo período de 
tempo, geralmente 10 anos ou mais. 
VARIAÇÃO CÍCLICA – são variações no comportamento (incidência e 
prevalência, mortalidade, letalidade, etc) das doenças em ciclos periódicos e 
regulares (que se repetem em períodos anuais, mensais, semanais ou até em 
certas horas do dia). 
 VARIÁVEL – Que pode apresentar diversos valores distintos, que pode ter ou 
assumir diferentes valores, diferentes aspectos segundo os casos particulares 
ou as circunstâncias – ―Aurélio‖. 
22 
 
VETORES são seres vivos que veiculam o agente desde o reservatório até o 
hospedeiro potencial. 
 Vetores mecânicos são os transportadores de agentes, geralmente 
insetos, que os carreiam nas patas, probóscides, asas ou trato gastro-intestinal 
contaminados e onde não há multiplicação ou modificação do agente. 
 Vetores biológicos são aqueles em que os agentes desenvolvem algum 
ciclo vital antes de serem disseminados ou inoculados no hospedeiro. 
VEÍCULOS são fontes secundárias, intermediárias entre o reservatório e o 
hospedeiro como objetos e materiais (alimentos, água, roupas, instrumentos 
cirúrgicos, etc.). 
SAZONALIDADE - É a propriedade de um fenômeno considerado periódico 
(cíclico) de repetir-se sempre na mesma estação (sazão) do ano. As doenças 
são sujeitas à variação sazonal com aumentos periódicos em determinadas 
épocas do ano, geralmente relacionados ao seu modo de transmissão. Por 
extensão do significado, o termo abrange em alguns textos também as 
variações cíclicas. 
RESERVATÓRIO de agentes infecciosos (reservatório de bioagentes) é o ser 
humano ou animal, artrópode, planta, solo ou matéria inanimada em que um 
agente normalmente vive, se multiplica ou sobrevive e do qual tem o poder de 
ser transmitido a um hospedeiro susceptível. Classificam-se as doenças 
segundo seu reservatório como: 
 Antroponoses são as doenças onde o homem é o único reservatório, 
único hospedeiro e único susceptível (gripes, DST, febre tifóide). 
23 
 
 Zoonoses são infecções comuns aos homens e outros animais. 
 Anfixenoses onde homens e animais são reservatórios (leiximaniose). 
 Fitenoses - as plantas são os reservatórios e o homem susceptível 
(blastomicose). Obs:Os reservatórios humanos incluem os portadores e os 
doentes (casos clínicos). 
PERIGO - de acordo com o ―Aurélio‖, pode ser definido como: 1- Circunstância 
que prenuncia um mal para alguém ou para alguma coisa; 2- Aquilo que 
provoca tal circunstância; 3- Estado ou situação que inspira cuidado; 4- 
Situação de fato da qual decorre o temor de uma lesão física ou moral a uma 
pessoa ou de uma ofensa aos direitos dela. Não encontramos o termo nos 
textos de epidemiologia - veja discussão e uso em vigilância no texto de ―Risco 
à Saúde‖. 
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO - Método de planejamento muito usado na 
Saúde Pública. 
POLUIÇÃO é a presença de substâncias nocivas à saúde, não 
necessariamente infecciosas, no ambiente. 
 PONTO CRÍTICO DE CONTROLE é a etapa do processo de produção onde 
existe o risco de dano ao produto (ou ao trabalhador) e onde é possível aplicar 
medidas de controle para evitá-lo, preveni-lo ou reduzi-lo. (termo mais usado 
na vigilância de produtos – alimentos, método HACCAP). 
PORTADORES são os que têm o agente infeccioso, podem transmiti-lo, mas 
no momento não apresentam sintomas. 
 Portadores ativos ou já tiveram sintomas ou virão a tê-los. 
24 
 
 Portadores passivos são os que nunca apresentaram ou apresentarão 
sintomas; estes são os mais importantes epidemiologicamente por difundirem o 
agente etiológico contínua ou intermitentemente apesar de passarem 
desapercebidos. 
OCORRÊNCIA - acontecimento, sucesso, circunstância (dicionário ―Aurélio‖). 
PANDEMIA - caracterizada por uma epidemia com larga distribuição 
geográfica, atingindo mais de um país ou de um continente. Um exemplo típico 
deste evento é a epidemia de AIDS que atinge todos os continentes. 
PATÓGENO - são os agentes causadores das doenças – ver Modelo 
Biomédico em ―Agente‖ e em ―Epidemiologia‖. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
5. ÁREA DE ATUAÇÃO DA EPIDEMIOLOGIA 
 
O alvo de um estudo epidemiológico é sempre uma população 
humana, que pode ser definida em termos geográficos ou outro qualquer. Por 
exemplo, um grupo específico de pacientes hospitalizados ou trabalhadores de 
uma indústria pode constituir uma unidade de estudo. Em geral, a população 
utilizada em um estudo epidemiológico é aquela localizada em uma 
determinada área ou país em um certo momento do tempo. Isso forma a base 
para definir subgrupos de acordo com o sexo, grupo etário, etnia e outros 
aspectos. Considerando que as estruturas populacionais variam conforme a 
área geográfica e o tempo, isso deve ser levado em conta nas análises 
epidemiológicas. 
 
(Fonte: https://pt.slideshare.net/MuriloCarvalho/aula-1-de-epidemiologia) 
26 
 
6. DEFINIÇÃO DE SAÚDE 
 
Em qualquer das definições de epidemiologia adotada, é fundamental o 
entendimento do que é saúde, já que é a partir dessa definição individual que 
construiremos o conceito coletivo. Conceituar saúde não é tarefa simples. 
Como a epidemiologia, esse conceito está determinado pelo contexto histórico. 
Os parâmetros (referências) utilizados para sua definição nortearam a criação 
dos indicadores epidemiológicos. 
Repare que o mais comum é definir a saúde como a ausência de 
doença. Dessa maneira, o estudo da saúde da população somente precisaria 
de dados sobre mortalidade e morbidade segundo causas. Entretanto, 
sabemos que na prática encontramos, muitas vezes,indivíduos nos quais não 
se diagnostica doença, mas apresentam características que poderíamos 
considerar não saudáveis, tais como inadaptabilidade à comunidade ou 
freqüente tristeza, o que torna difícil identificá-los como saudáveis. 
Além disso, a percepção da saúde varia muito entre culturas, entre 
grupos sociais, entre gerações. 
 
 
 
 
 
Considerando as situações expostas e com a finalidade de adotar um 
conceito positivo da saúde, em 7 de abril de 1947 entrou em vigor, na 
Organização Mundial da Saúde (OMS), o conceito de saúde como: “o 
estado de mais completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a 
ausência de enfermidade”. Apesar desse conceito ser de maior dificuldade 
operacional por requerer um completo bem-estar, é um horizonte a ser 
perseguido e norteador da atual epidemiologia, especificamente da 
epidemiologia do envelhecimento. Marcando esta data, comemoramos, 
anualmente, o Dia Mundial da Saúde em 7 de abril. 
27 
 
 
7. EPIDEMIOLOGIA E SAÚDE PÚBLICA 
Em termos gerais, saúde pública refere-se a ações coletivas visando 
melhorar a saúde das populações. A epidemiologia, uma das ferramentas para 
melhorar a saúde pública, é utilizada de várias formas . 
 
(Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/2766494/) 
Os primeiros estudos epidemiológicos tinham por objetivos investigar a 
causa (etiologia) das doenças transmissíveis. Tais estudos continuam sendo 
essenciais porque possibilitam a identificação de métodos preventivos. Nesse 
sentido, a epidemiologia é uma ciência médica básica que tem por objetivo 
melhorar a saúde das populações, especialmente dos menos favorecidos. 
28 
 
8. EPIDEMIOLOGIA BÁSICA 
 
Para nós é muito importante conhecermos um pouco mais sobre a 
Epidemiologia, desta forma, um livro muito interessante a ser estudado é 
EPIDEMIOLOGIA BÁSICA, de Beaglehole R, Bonita R, Kjellström T., um livro 
de cabeceira para quem tem interesse em aprofundar-se mais no assunto, 
desta forma vamos disponibilizar um breve resumo desta obra: 
 
EPIDEMIOLOGÍA BÁSICA. Beaglehole R, Bonita R, Kjellström T. Washington 
DC: Organización Panamericana de la Salud; 2003. (Publicación Científica 
551). ISBN: 92-75-31551-5 
O texto originou-se da necessidade percebida em muitos países de 
um texto básico sobre epidemiologia publicado pela Organização Mundial da 
Saúde (OMS). Um grande número de epidemiologistas de todo o mundo 
colaborou na preparação do livro, que foi testado em dez países diferentes 
antes da publicação da primeira edição em inglês, em 1993. O livro foi 
preparado claramente com a ideia de oferecer um texto de apoio para um 
primeiro curso em epidemiologia. 
No contexto brasileiro, é um livro para uso na graduação de cursos da 
área de saúde. Com menos de duzentas páginas, não tem a pretensão de ser 
exaustivo do tema, mas sim de introduzir o iniciante nos conceitos básicos da 
epidemiologia, assim como apresentar sua aplicação em algumas áreas, como 
na clínica, em questões ocupacionais, ambientais e nos serviços de saúde. 
A estrutura do texto, dividido em 11 capítulos, é clara e lógica. A 
sequência dos temas também segue uma ordem lógica e um curso pode ser 
montado em cima do livro seguindo essa sequência. Os primeiros seis 
capítulos tratam de conceitos básicos: o que é epidemiologia, medidas de 
ocorrência e efeito, tipos de estudo, estatística, causalidade e prevenção. 
Cinco desses capítulos tratam da epidemiologia aplicada a situações mais 
específicas: doenças transmissíveis, clínica, saúde ambiental e ocupacional e 
29 
 
serviços de saúde. O último capítulo versa sobre o aperfeiçoamento do leitor 
na disciplina, abordando questões como leitura de artigos, preparo de um 
projeto de pesquisa e indicando outras fontes de informação sobre 
epidemiologia, seja na forma de cursos, livros ou periódicos. 
 Uma das maiores dificuldades em se preparar um texto introdutório, 
em que se queira limitar a complexidade e o tamanho, é onde parar. Neste 
caso, parece-me que decisões acertadas foram tomadas na maioria das 
vezes. Em alguns momentos, porém, o conteúdo é muito superficial e 
demanda algum material adicional. Mas, é importante reafirmar que este é um 
texto introdutório. 
O primeiro capítulo apresenta a já tradicional história de John Snow e 
a epidemia de cólera em Londres no século XIX, antes de dar uma definição 
da epidemiologia e de discorrer sobre sua utilidade. O capítulo é completado 
com alguns exemplos de aplicação da epidemiologia com sucesso no controle 
e diagnóstico de algumas doenças. Funciona bem para despertar o interesse 
do estudante, que frequentemente vê a epidemiologia como algo complicado e 
distante. 
O capítulo seguinte trata da mensuração de saúde e doença, e 
apresenta com clareza as medidas de ocorrência de doenças. Aborda a ideia 
de padronização de taxas, mas não trata de sua operacionalização. A seção 
sobre medidas de efeito, no entanto, é bastante sucinta, e me parece que a 
discussão sobre riscos relativos e atribuíveis necessitará, num curso, de 
complementação. Não se aborda nem chance (odds) nem a razão de chances 
e sua relação com a prevalência. Como muitos estudos epidemiológicos 
apresentam resultados em termos de chance, este parece outro tópico que 
merecerá aprofundamento. 
 Tipos de estudo e vieses são abordados no capítulo 3, com um bom 
número de exemplos para ilustrar diferentes situações. Estudos 
observacionais e experimentais são tratados e discutidos com bom equilíbrio 
entre os conteúdos. Também os capítulos 5 (causalidade) e 6 (prevenção) 
apresentam cobertura suficiente dos tópicos para um curso introdutório. O 
capítulo sobre causalidade tem como eixo os critérios de Bradford Hill. Já o 
capítulo sobre prevenção é fortemente baseado nas ideias de Geoffrey Rose . 
30 
 
 Na minha experiência pessoal com o livro, o que atrapalha neste 
capítulo é a inclusão de prevenção primordial – um conceito um tanto artificial 
que os alunos de graduação têm dificuldade em apreender, diferente do que 
ocorre com prevenção primária, secundária e terciária, bem mais 
concretizáveis. Estatística é uma matéria sempre difícil de ser trabalhada nas 
graduações da área de saúde. Não raro, os alunos não chegam mesmo a 
entender a necessidade desta ferramenta, visto que não apreendem a ideia de 
variabilidade amostral e suas consequências nas estimativas obtidas em 
estudos científicos baseados em amostras, especialmente a questão da 
precisão e a necessidade de testes. 
Nesse sentido, o capítulo 4 do livro não ajuda muito. Apresenta-se o 
essencial sobre tabelas e gráficos, e as definições das medidas de tendência 
central e variabilidade. Há uma seção sobre intervalo de confiança e outra 
sobre testes de hipóteses em que o teste Z e o teste t são apresentados. O 
capítulo termina com o teste do qui-quadrado, correlação, e um par de 
parágrafos sobre regressão linear. Diferente do restante do livro, que é rico em 
exemplos, este capítulo quase não os tem. Isso dificulta bastante a utilização 
do capítulo num curso. Ele serve basicamente como uma referência teórica 
para as definições e algumas fórmulas. 
A partir do capítulo 7, inicia-se a parte mais ligada à aplicação da 
epidemiologia com doenças transmissíveis. 
 O capítulo sobre epidemiologia clínica é particularmente curto, talvez 
porque alguns tópicos já tenham sido trabalhados em capítulos anteriores. 
Seguem-se os capítulos sobre saúde ambiental e ocupacional e serviços de 
saúde, com um conjunto de exemplos que permitem um trabalho adequado 
sobre os temas, lembrando sempre o nível introdutório do livro. No geral, este 
é um livro atualizado e equilibrado para servir de base para um primeiro curso 
em epidemiologia, em nível de graduação. Alguns temas, dependendo das 
características do curso, deverão ser complementados. 
O livro está disponível em português, tradução da versão original em 
inglês de 1993, editadopela Livraria Santos Editora, com custo em torno de 
R$ 40,00. Há uma reimpressão atualizada de 2003, em espanhol, que inclui 
pequenas alterações. Sugere-se ao professor que investigue alternativas 
31 
 
brasileiras de textos introdutórios à epidemiologia, como o livro de Almeida 
Filho & Roquayrol , ou o mais extenso de Pereira . 
 
Aluísio J. D. Barros Programa de Pós-graduação em Epidemiologia, 
Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil. 
(Fonte: http://www.scielo.br/pdf/csp/v22n1/26.pdf) 
 
Hill AB. The environment and disease: association or causation? Proc R Soc 
Med 1965; 58:295- 300. 
Rose G. Sick individuals and sick populations. Int J Epidemiol 1985; 14:32-8. 
Almeida Filho N, Rouquayrol MZ. Introdução à epidemiologia. Rio de Janeiro: 
Medsi; 2002. 
Pereira MG. Epidemiologia: teoria e prática. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan; 1995. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
9. HIGIENE E SANEAMENTO 
 
 
 
Muitas pessoas acreditam que para se ter saúde basta manter uma 
boa alimentação e evitar vícios que afetam o organismo. Outras, que a saúde 
depende de acesso a bons serviços de prestação de assistência pública ou 
privada. 
Apesar de esses fatores - e muitos outros, em conjunto - serem 
indispensáveis para alcançarmos condições ideais de vida com saúde, faz-se 
necessário ressaltar que a higiene é um dos mais importantes para assegurar 
tais condições. 
 
(Fonte: https://pt.slideshare.net/maryanneef/higiene-pessoal-31499699) 
Higiene: São todas as ações que praticamos 
para manter a saúde física e mental e 
prevenir doenças. 
33 
 
Quando nos referimos à higiene, falamos não apenas da individual, no 
dia-a-dia, como tomar banho e escovar os dentes. Além dessas ações, 
voltadas para o cuidado e preservação do corpo, todas aquelas direcionadas à 
manutenção da saúde mental também integram o que denominamos higiene 
pessoal. 
 
(Fonte: https://pt.slideshare.net/maryanneef/higiene-pessoal-31499699) 
Nessa perspectiva, o homem deve ser orientado a buscar uma vida 
equilibrada, reconhecendo, porém, que a saúde física e mental dependem de 
ações tanto individuais como coletivas. 
No nível das ações individuais, para que as pessoas optem por adotá-
las, faz-se necessário que saibam de sua importância e tenham condições de 
34 
 
utilizá-las. Daí a relevância da educação e orientação para a saúde 
transmitidas nas esferas familiar, cultural e das ações governamentais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Considerando-se o permanente inter-relacionamento do homem com 
os seus semelhantes e o meio ambiente, amplia-se sua responsabilidade no 
campo da higiene. Assim, ao nos referimos à higiene e sua relação com as 
condições de saúde da população não podemos pensar apenas na dimensão 
da responsabilidade individual. 
 Consequentemente, o conceito de higiene deve incorporar a dimensão 
social, que abrange os fatores econômicos e políticos, redundando na 
responsabilidade governamental. 
Quando se Deve Lavar as Mãos? 
• Ao chegar no trabalho e antes de iniciar as tarefas. 
• Ao iniciar um novo serviço ou trocar de atividade. 
• Depois de utilizar o sanitário, tossir, espirrar ou assoar o nariz. 
• Depois de usar panos ou materiais de limpeza. 
• Depois de recolher lixo ou outros resíduos. 
• Sempre que tocar em sacarias, caixas, garrafas, sapatos e etc. 
• Depois de manusear alimentos crus ou não higienizados. 
• Antes de iniciar o manuseio de alimentos prontos. 
• Depois de tocar em alimentos estragados. 
• Depois de manusear dinheiro 
 
35 
 
 
(Fonte: http://biossegurancanarede.blogspot.com.br/2013/04/como-lavar-as-maos-adequadamente.html) 
Ações de higiene pessoal são aquelas que estão ao alcance do indivíduo. 
Dependem de seu próprio conhecimento e ou interesse em agir. 
 
36 
 
 
(Fonte: https://pt.slideshare.net/avesaves/higiene-e-sade-6676929) 
Saneamento é o conjunto de medidas, visando preservar ou modificar 
as condições do ambiente com a finalidade de prevenir doenças e promover a 
saúde. O saneamento básico, mais conhecido, restringe-se ao abastecimento 
de água, disposição de esgotos e destino adequado do lixo. O saneamento 
tanto pode ser um componente como quase um sinônimo de promoção à 
saúde. 
Segundo a World Health Organization - WHO (2004), saneamento é o 
controle de todos os fatores do meio físico, que exercem ou podem exercer 
efeitos nocivos sobre o seu bem estar físico, mental e social. A própria OMS 
define saúde como o estado de completo bem estar físico, social e mental, e 
não apenas a ausência de doença. 
37 
 
 
(Fonte: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=26908) 
Modernamente, a oferta de saneamento associa sistemas constituídos 
por uma infraestrutura física (obras e equipamentos) e estrutura educacional, 
legal e institucional que abrange os seguintes serviços: 
• Abastecimento de água às populações, com qualidade compatível com a 
proteção de sua saúde e em quantidade suficiente para a garantia de 
condições básicas de conforto; 
• Coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente 
segura dos esgotos sanitários, nestes incluídos os rejeitos provenientes das 
atividades doméstica, comercial e de serviços, industrial e pública; 
• Coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente 
segura dos resíduos sólidos rejeitados pelas mesmas atividades; 
38 
 
• Coleta de águas pluviais e controle de empoçamentos e inundações; 
• Controle de vetores de doenças transmissíveis (insetos, roedores, moluscos). 
 
39 
 
 
(Fonte: https://www.sosma.org.br/blog/serie-agua-o-que-e-saneamento-basico/) 
 
40 
 
 
(Fonte: https://www.sosma.org.br/blog/serie-agua-a-gestao-do-saneamento-basico/) 
 
41 
 
No Brasil, as companhias estaduais de saneamento são responsáveis 
por 79% da população abastecida. Os demais são atendidos por sistemas 
operados pelas próprias prefeituras municipais ou mediante convênios com o 
governo federal (IBGE, 2004). 
Outras atividades de saneamento são: controle de animais e insetos, 
saneamento de alimentos, escolas, locais de trabalho e de lazer e habitações. 
Normalmente qualquer atividade de saneamento tem os seguintes objetivos: 
 Controle e prevenção de doenças; 
 melhoria da qualidade de vida da população; 
 melhorar a produtividade do indivíduo e, 
 facilitar a atividade econômica. 
Você sabe a diferença entre Saneamento Ambiental e Saneamento Básico? 
Entre as ações de saneamento tem aquelas que nós chamamos de 
básicas, compreendendo o abastecimento de água, acesso a rede coletora e 
tratamento de esgoto, acesso a coleta e destinação de resíduos sólidos e a 
drenagem de águas pluviais. 
A ausência desses serviços tem resultado em precárias condições de 
saúde e incidência de doenças, principalmente de veiculação hídrica. 
Segundo o IBGE (2007), no Brasil, 76% da população conta com 
abastecimento de água por rede geral, 44% da população dispões de rede de 
esgoto e 76% da população tem seu resíduo coletado. No Paraná de um total 
de 399 municípios 191 ainda utilizam lixões para a destinação dos resíduos 
sólidos, apenas 64% dos municípios são atendido pela rede de esgoto 
A ocorrência de doenças infecciosas ocorridas pelas más condições de 
saneamento e esgotamento sanitário estão entre as principais causas de 
ausência no trabalho e baixa produtividade do trabalhador. Dados divulgados 
http://www.sinergiaengenharia.com.br/voce-sabe-a-diferenca-entre-saneamento-ambiental-e-saneamento-basico/
42 
 
pelo Ministério da Saúde, afirma que para cada R$1,00 investido no setor de 
saneamento, economiza-se R$4,00 com hospitais e doenças. 
Já o Saneamento ambiental é o conjunto de ações sócioeconômicas que 
tem por objetivo alcançar a Salubridade Ambiental, ou seja, um ambiente 
capaz de prevenir a ocorrência de doenças veiculadas pelo meio ambiente e 
de promover condições favoráveisà saúde da população urbana e rural. 
Enquanto um se preocupa mais com a questão do acesso ao serviço, 
esta tem um aplicação um pouco mais ampla, além do acesso aos serviços de 
saneamento, incluem as questões ambientais e de preservação ambiental, tais 
como: Qualidade do ar, qualidade da água, qualidade do solo, destinação dos 
resíduos sólidos, impactos ambientais e educação ambiental. 
A crise de água que São Paulo vem atualmente passando é resultado de 
uma série de questões como a falta de cuidado das nascentes, desmatamento 
da mata ciliar, poluição e desperdício. Para não afetar o abastecimento de 
água para a população, estão tendo que pensar em uma alternativa para 
captação dessa água. 
Para não agravar mais ainda a situação o Governo de São Paulo está 
buscando alternativas para captação de água para abastecimento público. 
(Fonte: http://www.sinergiaengenharia.com.br/voce-sabe-a-diferenca-entre-saneamento-ambiental-e-
saneamento-basico/) 
 
 
 
 
 
 
43 
 
10. PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS PELA FALTA DE 
SANEAMENTO BÁSICO 
 
As doenças oriundas da falta de saneamento básico são decorrentes 
tanto da quantidade como da qualidade das águas de abastecimento, do 
afastamento e destinação adequada dos esgotos sanitários, do afastamento e 
destinação adequada dos resíduos sólidos, da ausência de uma drenagem 
adequada para as água pluviais e principalmente pela falta de uma educação 
sanitária. 
 Para o engenheiro sanitarista é conveniente classificar as doenças 
infecciosas em Categorias relacionando-as com o ambiente em que são 
transmitidas, desse modo: 
DOENÇAS INFECCIOSAS RELACIONADAS COM A ÁGUA: 
 Podem ser causadas por agentes microbianos e agentes químicos e 
de acordo com o mecanismo de transmissão destas doenças. Adquiridos pela 
ingestão de água ou alimento contaminados: 
 Cólera 
 Febre tifoide 
 Falta de água afeta a higiene pessoal e doméstica aumentando o 
risco de doenças, tais como: 
 Diarreias 
 Infecções de pele e olhos 
 Infecções causadas por piolhos 
Adquiridas pelo contato com a água que contém hospedeiros 
aquáticos: 
 Esquistossomose 
44 
 
Adquiridas através de picadas de insetos infectados que se 
reproduzem na água ou vivem próximos a reservatórios de água: 
 Malária 
 Febre amarela 
 Oncocercose(causa cegueira) 
DOENÇAS INFECCIOSAS RELACIONADAS COM EXCRETAS (ESGOTOS): 
São aquelas causadas por patogênicos (vírus, bactérias, protozoários e 
helmintos) existentes em excretas humanas, normalmente nas fezes. 
 Transmitidas de várias formas como: 
 Ingestão de alimento e água contaminada com material fecal. Ex: 
cólera, febre tifoide. 
 Penetração de alimentos existentes no solo através da sola dos 
pés. Ex: áscaris lumbricoides, amarelão. 
 Transmissão através de insetos vetores que se reproduzem em 
locais onde há fezes expostas ou águas altamente poluídas. 
DOENÇAS INFECCIOSAS RELACIONADAS COM O LIXO: 
Lixos quando mal dispostos, proporcionam a proliferação de moscas, 
serve ainda com o criadouro e esconderijo de ratos que também são 
transmissores de doenças, como consequência: 
 amebíase 
 peste bubônica 
 leptospirose (transmitidas pela urina do rato) e febres (devido a 
mordida do rato) 
Confira, a seguir, as principais doenças associadas à falta de 
saneamento básico: 
45 
 
Febre Tifoide: Doença infectocontagiosa causada pela ingestão da 
bactéria Salmonella typhi. Os principais sintomas são febre alta, alterações 
intestinais (que podem ir de prisão de ventre à forte diarreia), falta de apetite, 
tosse seca e aparecimento de manchas avermelhadas pelo corpo. 
Febre Paratifoide: Semelhante à febre tifoide, é causa por um tipo 
diferente de Salmonella, transmitida por fezes e urina de pessoas infectadas. 
Os principais sintomas são febre, diarreia, exaustão e aparecimento de 
manchas no tronco. 
Shigelose: Também chamada de disenteria bacteriana, trata-se de uma 
intoxicação alimentar causada pela bactéria Shigella. A doença se caracteriza 
por febre, vômitos, cólica abdominal, sangue nas fezes e, em alguns casos, 
convulsões. 
Cólera: Doença causada por uma bactéria transmitida por dejetos 
fecais de doentes, por ingestão oral (especialmente por água contaminada). O 
microrganismo se multiplica rapidamente no intestino humano, causando 
diarreia columosa, náuseas e vômitos, desidratação, câimbras, acidose e até 
mesmo colapso respiratório. É uma doença que, quando não devidamente 
tratada, pode causar a morte do paciente em até dois dias. 
Hepatite A: Doença contagiosa causada pelo vírus A, transmitido por 
meio do contato entre indivíduos e água contaminada com fezes. Geralmente 
não apresenta sintomas, mas os mais frequentes são cansaço, tontura, febre, 
dor abdominal, enjoo e pele amarelada. 
46 
 
Amebíase: Infecção parasitária que afeta o intestino. Os principais 
sintomas são cólicas abdominais, gases em excesso, diarreia, dor durante a 
evacuação e perda de peso. 
Giardíase: Infecção causada por parasitas que se prendem à parede 
do intestino, causando fraqueza generalizada, diarreia crônica e cólicas 
abdominais. 
Leptospirose: Mais comum em períodos de chuva, é causada pela 
infecção por uma bactéria presente na urina de ratos. Os principais sintomas 
são febre, vômitos, tosse e, em casos mais graves, hemorragias e insuficiência 
de órgãos — podendo levar à morte. 
 
(Fonte: http://biogeoqmar.paginas.ufsc.br/divulgacao/como-a-saude-publica-e-afetada-pela-falta-de-
saneamento-basico/) 
 
 
 
47 
 
REFERÊNCIA 
BEAGLEHOLE, R.; BONITA, R.; KJELLSTRÖM, T. Epidemiología básica. 
Washington, DC: Organización Panamericana de la Salud, 1994. 
Epidemiologia - Teoria e Prática de Pereira, Maurício Gomes Ed. Guanabara 
Koogan, RJ, 1995. 
Epidemiologia e Saúde de Maria Zélia Rouquayrol e Naomar de Almeida Filho, 
6º edição, 2003. 
F.G. Cezar e P. Abrantes em Princípio da Precaução: Considerações 
Epistemológicas sobre o princípio da precaução e sua relação com o processo 
de análise de risco – Caderno de Ciência & Tecnologia, Brasília, v20, n2, p255-
262, maio/ago 2003. 
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE. Atlas do 
Saneamento. Rio de Janeiro. 2004. 
Introdução à Epidemiologia de Naomar de Almeida Filho e Maria Zélia 
Rouquayrol - 2002 
Last JM. A dictionary of epidemiology, 4th ed. Oxford, Oxford University Press, 
2001. 
ORGANIZACIÓN MULDIAL DE LA SALUD. Epidemiologia: guia de metodos de 
enseñanza. Washington, DC, 1973. 
PALMEIRA, G. Epidemiologia. In: ROZENFELD, S., org. Fundamentos da 
Vigilância Sanitária [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2000, pp. 135-
194. ISBN 978-85-7541-325-8. Available from SciELO Books . 
Texto ―Enfoque de Risco nas Ações de Saúde‖, organizado pela Equipe 
Técnica do Centro de Vigilância Sanitária (Apostilas dos ―Cursos de Vigilância 
Sanitária 1998/99‖ e atualizado 2003). 
Texto ―Introdução à Epidemiologia‖ da Professora Jacira S. Simões (Apostila do 
Curso de Saúde Pública UNESP, Araraquara e do Curso de Vigilância Sanitária 
UNESP, Rio Claro – 2003). 
48 
 
Texto de Professora Esther Maria O Camargo, CBVS 1999. Texto do Prof 
Rubens Mazon, (CBVS 1998). 
Textos do ―Treinamento Básico em Vigilância Epidemiológica‖, organizado pela 
Equipe técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica. 
WORLD HEALTH ORGANIZATION – Water, Sanitation and Hygiene Links to 
Health. November, 2004.

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