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Simulado de Metodologia e Prática de Geografia
Simulado MDgyOTI4MjQ5MTAxNjI1MDc2MzE4
Realizado em 30/06/2021 15:18
Aluno(a) CRISTIANE DO ROCIO ANDRADE DE OLIVEIRA SIPEN TRINKEL
Sua nota neste simulado 20
1ª) No governo federal presidido por Fernando Collor de Melo (1990-1992), o então Ministro da Educação (1991-1992) José Goldemberg, afirmou sobre a modalidade da EJA: “O adulto analfabeto já encontrou seu lugar na sociedade. Pode não ser um bom lugar, mas é o seu lugar. Vai ser pedreiro, vigia de prédio, lixeiro ou seguir outra profissão que não exige alfabetização. Alfabetizar o adulto não vai mudar muito sua posição dentro da sociedade e pode até perturbar. Vamos concentrar nossos recursos em alfabetizar a população jovem. Fazemos isso agora e desaparece o analfabetismo” Considerando o papel da educação e especialmente da Geografia, podemos apontar que o discurso do ministro enaltece:
A importância de reduzir o analfabetismo do Brasil, com ações conjuntas e contribuição de todas as disciplinas escolares.
Que a EJA não era prioridade, aspecto que contribui para exclusão, apesar de enfatizar a importância da educação para as novas gerações.
A incapacidade do governo em promover alfabetizar todas os indivíduos devido a falta de recursos financeiros para investir em educação.
Que não é prioridade no então governo a alfabetizar de todos os indivíduos independentemente da faixa etária.
A política neoliberal, onde é dever do Estado ofertar ensino apenas as crianças.
2ª) Sobre a postura do professor de Geografia na EJA, quanto aos recursos didáticos, as metodologias, planejamento das aulas, podemos pontuar que deve ser:
Deve ser mais rígida que na educação básica (fundamental e médio).
Igual modelo que segue no ensino médio, já que a idade não difere muito, adotar planejamento flexível, utilizar diversos recursos e metodologias variadas.
Seguir na íntegra o padrão estabelecido pelos programas oficiais, contudo planejamento flexível.
Manter mesmo exemplo adotado no ensino fundamental, pois, os estudantes apresentam mesmos níveis de dificuldades, planejamento flexível com diversificada metodologia.
Ministrar aulas que atenda os conteúdos oficiais, mas também considere a experiência dos estudantes, planejamento flexível com várias metodologias e usos de recursos didáticos.
3ª) No Brasil colônia (1530 a 1822), especialmente no início desse período o ensino era de responsabilidade dos jesuítas que desenvolviam uma educação voltada aos interesses da Igreja, ou seja, alheio à realidade da vida da colônia, sem utilidade prática a economia e a sociedade nascente. Os ensinamentos dos jesuítas tinham como público:
os escravos, pois a leitura era alento;
os brancos pobres, o intuito era alfabetiza-los
os índios, uma vez que era preciso catequiza-los;
os filhos dos nobres, assim manteriam o poder;
toda a população, que deveria saber ler e escrever.
4ª) Conforme a legislação federal, no ensino fundamental II (6º ao 9º ano) e no ensino médio, as aulas de Geografia devem ser ministradas por indivíduo habilitado em Geografia. Entretanto, na ausência do professor de Geografia, professores de áreas afins podem ministrar as aulas, a saber, graduado em:
História
Química
Física
Matemática
Literatura
5ª) No Brasil, o ensino de Geografia vai apresentar avanços a partir da criação dos cursos de formação de professores de Geografia, no século XX. A primeira instituição superior a ofertar o curso foi:
Universidade de Brasília
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Academia de Ensino Superior de Olinda
Universidade Estadual de São Paulo
Universidade Federal de Minas Gerais
6ª) Para Cavalcanti (2003, p.160): “O diálogo que pode ocorrer no ensino não se dá de forma direta de pensamento para pensamento, ao contrário, ele só pode ocorrer por meio das palavras e de seu significado. A palavra é uma expressão de um conceito e seu significado é, nesse sentido, uma generalização. Porém os significados das palavras não são estáticos, ao contrário, alteram-se constantemente, mudando também a relação entre as palavras e o pensamento”. Aponte a mensagem da autora para os docentes de Geografia:
A Geografia deve seguir um padrão único de ensino.
Toda mudança da Geografia pode ser abordada através das aulas expositivas.
Aulas expositivas permanecem como melhor opção para o ensino de Geografia.
A pluralidade da Geografia requer um professor dinâmico, atendo as mudanças.
Toda nova metodologia de ensino deve ter como base as palavras
7ª) Pensar a educação escolar enquanto prática social e cultural é possibilitar aos educandos o desenvolvimento da imaginação, criatividade, criticidade e valores. Para tanto, é essencial:
Investimentos financeiros apenas nos estabelecimentos escolares.
Somente participação da família e dos docentes no processo de aprendizagem
Tão somente qualificação dos profissionais da educação.
Adotar modelos de projetos de outros países que obtiveram sucesso
Infraestrutura física, bons profissionais e participação da família.
8ª) Em 1827 foram instituídas as academias de Direito de Olinda e de São Paulo, em 1837, o tradicional Colégio Dom Pedro II. As instituições foram fundadas com o intuito de:
valorizar o ensino da sociedade brasileira;
formar camada de intelectuais na elite;
desenvolver ensino de qualidade para todos;
fortalecer a elite governante e as demais pessoas brancas;
promover o crescimento econômico, extensivo a todos.
9ª) A metodologia reálias pode ser ótima alternativa no processo de ensino geográfico, uma vez que consistem em:
Representação do espaço através de mapas.
Uso de objetos reais modelos e mesmo miniaturas.
Conjunto de técnicas disponíveis na internet.
Produtos recicláveis sem valor comercial.
Software gratuito que simula a realidade.
10ª) Na educação básica a Geografia deve ser mantida nos currículos escolares, pela sua importância na formação cidadã, pois poderá:
ampliar os conhecimentos integrados de fenômenos biológicos;
favorecer a leitura de fatos e fenômenos fora do Planeta Terra;
contribuir na análise de fatos históricos sem possibilidade de atuação efetiva;
possibilitar questionamentos, compreensão e intervenção da realidade do local ao global;
potencializar o processo de aprendizagem de exatas, especialmente química e física.

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