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METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA Profª. Drª. Walkiria Martinez Heinrich Ferrer Reitor Márcio Mesquita Serva Vice-reitora Profª. Regina Lúcia Ottaiano Losasso Serva Pró-Reitor Acadêmico Prof. José Roberto Marques de Castro Pró-reitora de Pesquisa, Pós-graduação e Ação Comunitária Profª. Drª. Fernanda Mesquita Serva Pró-reitor Administrativo Marco Antonio Teixeira Direção do Núcleo de Educação a Distância Paulo Pardo Coordenadora Pedagógica do Curso Fabiana Aparecida Arf Edição de Arte, Diagramação, Design Gráfico B42 Design *Todos os gráficos, tabelas e esquemas são creditados à autoria, salvo quando indicada a referência. Informamos que é de inteira responsabilidade da autoria a emissão de conceitos. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida por qualquer meio ou forma sem autorização. A violação dos direitos autorais é crime estabelecido pela Lei n.º 9.610/98 e punido pelo artigo 184 do Código Penal. Universidade de Marília Avenida Hygino Muzzy Filho, 1001 CEP 17.525–902- Marília-SP Imagens, ícones e capa: ©envato, ©pexels, ©pixabay, ©Twenty20 e ©wikimedia F385m Ferrer, Walkiria Martinez Heinrich Metodologia da pesquisa científica [livro eletrônico] / Walkiria Martinez Heinrich Ferrer. Fabiana Aparecida Arf (coord.) - Marília: Unimar, 2019. PDF (173p.) : il. color. ISBN 978-85-86860-39-3 1. Artigo Científico 2. Investigação Científica 3. Normas Técnicas (ABNT) 4. Metodologia Científica 5. Pesquisa Científica 6. Projeto de Pesquisa 7. Trabalhos Acadêmicos – Graduação I. Título. CDD – 00143 006 Aula 01: 017 Aula 02: 028 Aula 03: 034 Aula 04: 043 Aula 05: 050 Aula 06: 064 Aula 07: 074 Aula 08: 085 Aula 09: 097 Aula 10: 112 Aula 11: 121 Aula 12: 132 Aula 13: 151 Aula 14: 161 Aula 15: 170 Aula 16: Organização do Estudo no Ensino Superior Tipos de Conhecimento: Mítico, Popular, Filosófico e Científico Conhecimento Científico e o Conceito de Verdade Métodos de Pesquisa Científica Tipos de Pesquisa Científica Normas Técnicas (Abnt) – Apresentação e Orientações Gerais O Uso Correto de Citações em Documentos - NBR 10520/2002 – Parte 1 O Uso Correto de Citações em Documentos - NBR 10520/2002 – Parte 2 Referências – NBR 6023/2018 – Parte 1 Referências – NBR 6023/2018 – Parte 2 Desenvolvimento de uma Investigação Científica Artigo Científico: Orientações Básicas Projeto de Pesquisa – Apresentação Gráfica Apresentação Gráfica Monografia de Graduação – TCC – Parte 1 Apresentação Gráfica Monografia de Graduação – TCC – Parte 2 Trabalhos Acadêmicos da Graduação Introdução Olá, caro(a) aluno(a)! Vamos falar de Metodologia da Pesquisa Cientí�ca? Mas este diálogo deverá estar livre de pré-conceitos com relação a esta disciplina, pois o objetivo aqui consiste em oferecer instrumentos para tornar seu processo de ensino aprendizagem o mais prazeroso e produtivo possível. Metodologia da pesquisa Cientí�ca não se resume às normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a conhecida e temida ABNT - embora seja de inegável importância para a compreensão e produção do saber. A�nal, qual a importância da Metodologia da Pesquisa Cientí�ca? A mesma importância de uma moldura para uma obra de arte, pois imaginem a clássica obra de Leonardo da Vinci “Mona Lisa” sem uma moldura de destaque. Agora imagine uma excelente obra cientí�ca sem a observância correta das normas técnicas? Certamente irá comprometer seu conteúdo. Assim, caro(a) aluno(a), o conteúdo da disciplina de Metodologia da Pesquisa Cientí�ca foi elaborado com o objetivo de fornecer os principais elementos para o desenvolvimento de suas atividades de forma responsável e segura. Inicialmente, o presente livro apresenta discussões a respeito da organização de seus estudos no ensino superior, sobre o conhecimento cientí�co e a concepção de verdade, orientações básicas de formatação grá�ca e os métodos e tipos de pesquisa. Em um momento posterior, a exposição volta-se ao uso correto das citações e referências em um documento cientí�co com base nas normas técnicas especí�cas da ABNT – NBR 10520/2002 e NBR 6023/2018. O livro de Metodologia da Pesquisa Cientí�ca também aborda as questões centrais para elaboração de um artigo cientí�co, projeto de pesquisa e monogra�a de conclusão de curso – não somente quanto à apresentação grá�ca, mas também orientações centrais para o seu desenvolvimento. 3 Ao �nal, você terá a oportunidade de conhecer os principais trabalhos didáticos desenvolvidos durante sua formação acadêmica, como resumos, resenhas, ensaios teóricos e �chamentos. Assim, caro(a) aluno(a), desfrute de um aprendizado necessário para o desenvolvimento seguro e responsável de suas atividades cientí�cas. Bom estudo! 4 01 Organização do Estudo no Ensino Superior Estudar online. Cada estudante tem estilo próprio de estudo, não é? Alguns preferem estudar fazendo leitura em voz alta, outros preferem redigir resumos do conteúdo ou apenas fazer anotações dos tópicos centrais. Portanto, cada estudante desenvolve seu estilo próprio de estudo e este estilo próprio que procuramos absorver e adaptar à rotina de estudos no ensino superior. A esta adaptação vamos chamar de “mudança de postura”, ou seja, deverá desenvolver uma postura de auto atividade didática. Nesse nível de ensino o estudante deverá ir além dos recursos oferecidos, desenvolver estudos extraclasse, pautados em uma rotina diferenciada. No ambiente do ensino superior, o estudante precisa ter uma maior autonomia no processo de aprendizagem, pois não basta aguardar as solicitações dos docentes para elaboração de atividades que irão compor a nota. Aquele já conhecido “vale nota? ”não poderá ser priorizado, obviamente que boas notas garantem a aprovação nas disciplinas, mas o aluno não poderá �car restrito ao que é solicitado, deve ir além. 6 Autoatividade cientí�ca + rotina de estudos = CONHECIMENTO CIENTÍFICO Durante o ensino médio, de uma forma geral, o estudante coloca-se mais como um consumidor de conhecimento, adotando uma postura passiva perante os professores. No ensino superior, o estudante é, acima de tudo, um produtor de conhecimento, e sua postura torna-se participativa. Mas para garantir uma participação construtiva, consciente e crítica, o aluno deverá estar preparado. Dado o novo estilo de trabalhos a ser inaugurado pela vida universitária, a assimilação de conteúdos já não pode mais ser feita de maneira passiva e mecânica como costuma ocorrer, muitas vezes no ciclo anterior. Já não bastam a presença física às aulas e o cumprimento forçado de tarefas mecânicas: é preciso dispor de um material de trabalho especí�co de sua área e explorá-lo adequadamente. (SEVERINO, 2016, p. 40). Durante os anos de sua formação na graduação, você, estudante do ensino superior, deve priorizar alguns instrumentos, responsáveis pela disciplina de sua vida acadêmica e cientí�ca. Tais instrumentos servirão como base para a complementação do processo de aprendizagem realizado em sala de aula. 7 Instrumentos de estudo Em primeiro lugar, vamos falar de sua biblioteca pessoal, um acervo bibliográ�co entendido como um conjunto de obras referentes à sua área de atuação. Este acervo pessoal poderá ser em formato físico (livros impressos) ou eletrônico, mas é imprescindível a aquisição paulatina e seletiva do referencial teórico necessário à complementação do conteúdo referente à formação acadêmica. O seu acervo pessoal, de estudante universitário, deverá compreender diferentes fontes de consulta, desde os materiais básicos (dicionários, manuais e textos introdutórios) até os especializados. É importante ressaltar que isso não signi�ca que você, estudante do ensino superior, terá que pautar seu aprendizado apenas em manuais ou apostilas, e sim que em um momento inicial de eu curso representa uma primeira aproximação com os temas tratados. Posteriormente, seguindo a evolução do curso, o aluno irá se dedicar às fontes especializadas, um pouco mais complexas e elaboradas. Na verdade,“[...] nesse momento, os textos introdutórios só serão utilizados para cobrir eventuais lacunas do processo sequencial de aprendizagem”. (SEVERINO, 2016, p. 40). Assim como o acervo bibliográ�co pessoal, as revistas especializadas desempenham um importante papel na formação acadêmica do estudante universitário. Periódicos especializados representam um arcabouço teórico fundamental no processo de ensino aprendizagem, pois disseminam as recentes pesquisas que se desenvolvem nas diferentes áreas. Assinatura de periódicos é o ideal, mas o custo não é baixo, portanto recomenda-se criar o hábito da consulta a periódicos online da biblioteca de sua universidade. Geralmente as bibliotecas mantêm assinaturas de periódicos de signi�cativa expressão em suas respectivas áreas de conhecimento. 8 Biblioteca online | Fonte: Disponível aqui Acervo bibliográ�co + revistas especializadas = BIBLIOTECA PESSOAL A organização do tempo e as condições de estudo no ambiente universitário destacam-se como principais instrumentos de complementação do processo de ensino aprendizagem, pois, por meio de determinados hábitos de estudo, cria-se uma rotina que favorece o processo de ensino aprendizagem. Certamente, na atualidade, o estudante universitário depara-se com uma in�nidade de atividades durante o dia, semana e ou mês, dentre elas o trabalho. É cada vez mais comum as instituições de ensino superior manterem um número expressivo de discentes que trabalham durante toda a semana. 9 https://pixabay.com/pt/photos/livros-smartphone-m%C3%A3o-manter-3348990/ Gerenciamento de tempo | Fonte: Disponível aqui Cabe a você, aluno(a), organizar seu tempo de forma que possa conciliar trabalho, estudo e lazer. Mas é certo que terá que eleger prioridades, pois durante os anos da graduação terá que realizar alguns “sacrifícios sociais” em benefício de sua formação acadêmica. Otimizar o tempo + eleger prioridades = ENSINO SUPERIOR A organização dos estudos na universidade requer algumas práticas que irão viabilizar a formação ou aprimoramento de sua base teórica, dentre elas a preparação prévia para as aulas. Com o programa da disciplina em mãos, você terá conhecimento do conteúdo a ser ministrado nas próximas aulas e assim poderá realizar pesquisa prévia sobre o tema e participar das aulas com 10 https://pixabay.com/pt/illustrations/cron%C3%B4metro-gerenciamento-de-tempo-2061851/ contribuições construtivas, além de solucionar as dúvidas sobre o conteúdo. Dúvidas que, sem o estudo prévio, irão aparecer durante as avaliações, ou seja, tarde demais! Na metodologia ativa esta prática recebe a denominação de “aula invertida”, o estudo prévio de temas ou até mesmo textos indicados para estudo antes da aula. Vale a ressalva de que a leitura de um texto não se resume apenas à compreensão imediata do vocabulário linguístico disponível, mas acima de tudo corresponde a um exercício de compreensão, interpretação e uma elevada dose de experiência e conhecimentos que integram nosso cotidiano. Nesse sentido, Marconi e Lakatos ressaltam que: A leitura e um processo pelo qual o leitor busca de forma ativa compreender e interpretar um texto. A profundidade de sua leitura varia conforme seus objetivos, seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor etc. Leitor competente não se contenta em extrair informação do texto, decodi�cando palavra por palavra. Sua leitura consiste em uma atividade que implica estratégia de seleção, antecipação, construção de hipótese, inferência e veri�cação, sem as quais não é possível alcançar o nível de pro�ciência. (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 3). Munido de referencial teórico anterior, durante as aulas você deve fazer anotações sobre as questões centrais discutidas pelo docente. Vale a ressalva de que não signi�ca que deverá anotar absolutamente todas as falas, pois, certamente tal atitude irá atrapalhar no acompanhamento do raciocínio do professor, o que é prejudicial ao entendimento do conteúdo teórico ministrado. Tais anotações, que aparentemente retratam questões esparsas, serão reescritas posteriormente, com o preenchimento das “lacunas”. Com essa prática você tem um resumo crítico de todas as aulas ministradas, já com uma literatura complementar. 11 Figura 1 - Fluxograma da organização do estudo | Fonte: (SEVERINO, 2016, p. 51). A adoção de determinadas práticas de estudo que envolvam uma participação ativa do aluno promove resultados extremamente positivos em termos de aprendizagem. Por meio de um �uxograma da “vida de estudos” na universidade, Severino retrata a organização adequada para o aproveitamento do tempo dedicado ao estudo no ambiente universitário. O �uxograma acima indica os caminhos percorridos para que você crie hábitos de pesquisas e estudos. É claro que cada indivíduo tem estilo próprio de estudo, que deve ser considerado no momento da de�nição de sua rotina. 12 Formas de documentação No contexto globalizado e informatizado você tem acesso a uma multiplicidade de informações em quantidade inimaginável, uma simples busca no “google” já apresenta uma imensa quantidade de informações em tempo real. Mas o que pode ser utilizado como fonte de pesquisa? O problema consiste exatamente nessa imensa quantidade, pois não há garantia quanto à qualidade desse material. Por essa razão, você, aluno(a) universitário(a), deve realizar uma pesquisa seletiva nos meios eletrônicos, pois “[...] como se trata de uma enorme rede, com um excessivo volume de informações, sobre todos os domínios e assuntos, é preciso saber garimpar, sobretudo, dirigindo-se a endereços certos”. (SEVERINO, 2016, p. 149). A preocupação inicial diz respeito ao site que você vai consultar. É preciso veri�car sua credibilidade, se representa uma fonte con�ável de pesquisa em sua área especí�ca. Posteriormente, procure investigar a autoria, a base teórica de seus autores e se há outras publicações. Para evitar problemas com fontes de pesquisa não con�áveis, realize suas buscas nos bancos de dados disponibilizados pelas bibliotecas das universidades. Esses são procedimentos necessários para realizar uma pesquisa seletiva nos meios eletrônicos e garantir a qualidade de suas descobertas cientí�cas. Da mesma forma, não basta a leitura contínua sem as devidas anotações. É preciso documentar todas as descobertas, seja de uma obra interessante que foi citada em uma leitura que você esteja fazendo ou informações importantes para uma análise especí�ca. São formas diferenciadas de documentação, mas o importante é o registro de suas descobertas. Esses registros formam sua base teórica de consulta e fontes de pesquisa que serão usadas tanto durante sua formação acadêmica como posteriormente, no exercício pro�ssional. 13 ATENÇÃO, não basta desenvolver atividades: é preciso REGISTRAR SUAS DESCOBERTAS, sempre! Estudiosos retratam diferentes formas de documentação como mecanismo de estudo pessoal em que você pode encontrar vários formatos de documentação pessoal. Segundo Severino, do ponto de vista técnico e como método de estudo, é possível citar três formas de documentação: a documentação temática, bibliográ�ca e a documentação geral. Documentação temática: Indica informações sobre determinado conteúdo em especial ou formação geral, podem ser extraídas de leitura particular, assim como aulas, palestras e conferências. 14 A documentação temática destina-se ao registro dos elementos cujos conteúdos precisam ser apreendidos para o estudo em geral e para trabalhos especí�cos em particular. Esses elementos podem ser conceitos, ideias, teorias, fatos re�exões pessoais, dados sobre autores, informes históricos, etc. (SEVERINO, 2016, p. 71). Documentação bibliográ�ca: Pode ser considerada um complemento da documentação temática, pois destina-se ao registro de informações sobre os livros, artigos, revistas relacionadas a determinado assunto. São informações centrais sobre o que o leitor irá encontrar na obra, geralmente disponível em resumos (artigos), orelhas (livros) e assim por diante. Documentação geral: Destina-se aoarquivo, de forma organizada, de material adquirido durante a formação acadêmica, como, por exemplo, apostilas de estudo, trabalhos acadêmicos, dentre outros. Há alguns anos, era muito comum o uso de �chas impressas para realizar essas formas de documentação. Alguns ainda resistem aos avanços tecnológicos e preferem trabalhar com os meios físicos. Porém, tais atividades podem ser desenvolvidas em formato digital, por meio de programas editores de textos, particularmente o word. (SEVERINO, 2016). Independentemente da forma do registro, se físico ou digital, o importante é inserir o hábito da documentação na rotina de estudo, otimizando o aprendizado e criando as condições favoráveis à produção do conhecimento. 15 02 Tipos de Conhecimento: Mítico, Popular, Filosófico e Científico Ao chegar até aqui, você já compreendeu que no processo de ensino aprendizagem não basta a absorção e compreensão de conteúdo, mas essencialmente é preciso produzir conhecimento. Mas o que é CONHECIMENTO? Ao tratar do conhecimento cientí�co é importante considerar que estamos falando de um processo não linear, marcado por contínuas transformações. O denominado “saber historicamente acumulado” foi construído pelas sucessivas contribuições de diferentes gerações, pois se trata de um processo aditivo e, portanto, evolutivo. A cada geração são incorporados novos valores aos já existentes e, com essa adição, a cultura evolui. Encontrar uma de�nição precisa de conhecimento é uma tarefa complexa, mas podemos de�ni-lo como “[...] o resultado de uma relação que se estabelece entre um sujeito que conhece, que podemos chamar de sujeito cognoscente, e um objeto a ser conhecido, o objeto cognoscível. O conhecimento é a ponte que os liga”. (MEZAROBA, 2014, p. 33). Segundo essa concepção, o sujeito cognoscente é aquele que se propõe a RECONSTRUIR determinado objeto de estudo, ou o objeto cognoscível. Essa reconstrução estará pautada em determinado tipo de conhecimento, ou seja, terá como base de investigação os pressupostos históricos de determinados conjuntos de conhecimento. 17 Aquecimento global | Fonte: Disponível aqui Assim se inicia e se encerra o ciclo de investigação, pois, por meio do conhecimento, o investigador reconstrói o objeto de estudo e, como resultado, obtêm um novo conhecimento, que, posteriormente poderá utilizar para uma diferente reconstrução de outro objeto de estudo. Com esse movimento cíclico, a humanidade vem construindo seu saber historicamente acumulado, seu “conhecimento”. O CONHECIMENTO é o caminho pelo qual o sujeito cognoscente (PESQUISADOR) reconstrói (ANALISA) o objeto cognoscente (OBJETO DE ESTUDO) para chegar a um novo conhecimento. 18 https://pixabay.com/pt/illustrations/terra-mundo-globo-universo-espa%C3%A7o-683436/ Tipos de conhecimento Caro(a) aluno(a), conforme exposto anteriormente, por meio do conhecimento o sujeito cognoscente transforma o objeto cognoscível, reconstruindo o objeto segundo suas percepções. Este é o processo de construção do conhecimento, diferentes construções e reconstruções de diferentes objetivos. Mas atenção, nesta discussão você precisa estar atento ao TIPO DE CONHECIMENTO que será a base teórica de sua reconstrução, pois, o resultado dependerá diretamente do tipo de conhecimento que foi utilizado. Pois bem, de acordo com determinado tipo de conhecimento, descobrimos diferentes “mundos”, cada qual relativo ao conhecimento e/ou tipos de conhecimentos que são utilizados como base teórica. Mas já falamos algumas vezes em “tipos de conhecimento”, não é? Mas a�nal, quais são os tipos de conhecimento que posso utilizar como base teórica para a reconstrução do objeto? Dentre os tipos de conhecimento destaca-se o mítico, religioso, �losó�co, popular (vulgar) e cientí�co. Vamos a eles: Conhecimento mítico Implica uma certa fantasia da história original, o que lhe confere um caráter de falsidade. Na maioria das vezes, o mito apresenta-se como verdade instituída, portanto, dispensa a veri�cação da veracidade de suas a�rmações. Apenas é aceito como verdade, sem questionamentos, re�exão ou crítica. Como não há possibilidade de veri�cação da veracidade das a�rmações do conhecimento mítico, a ciência acaba por negar as informações provenientes desse tipo de conhecimento. 19 Pegasus – Mitologia grega | Fonte: Disponível aqui Lembrando que o conhecimento mítico ainda está presente em nossa realidade, desde os super-heróis dos �lmes de ação até os personagens românticos das séries que ainda encantam boa parte do público televisivo. Não há possibilidade de comprovação cientí�ca do conhecimento mítico, mas ainda assim permeia o imaginário das pessoas. 20 https://pixabay.com/pt/photos/cavalo-pegasus-arcada-fantasia-3395135/ Religião | Fonte: Disponível aqui Conhecimento religioso Ao tratarmos do conhecimento religioso, é preciso estar ciente de que se trata de uma discussão no campo da fé e “[...] pressupõe a existência de forças que estão além da capacidade de explicação do homem, instâncias divinas consideradas criadoras de tudo o que existe. ” (MEZZAROBA, 2014, p. 53). Portanto, conhecimento religioso revela um contexto de certa forma ilusório, pois está permeado de noções abstratas, embora não haja a necessidade da veri�cação de suas a�rmações, pois se apresenta como verdade instituída: Sagrado: Poderes divinos responsáveis pela criação do universo e de tudo que existe. Mistério: Explicações de uma realidade desconhecida, mas que possibilita segurança aos indivíduos. Padrões morais: Controle da conduta dos indivíduos (desde a Antiguidade e Idade Média até a atualidade). 21 https://pixabay.com/pt/photos/religi%C3%A3o-f%C3%A9-cruz-luz-m%C3%A3o-3452582/ Geralmente há uma aceitação dos preceitos religiosos sem a necessidade de veri�cação da existência ou não de suas a�rmações. São aceitos sem a comprovação cientí�ca, apenas são aceitos. Um fato ocorrido há mais de uma década ilustra bem essa discussão, pois houve a aparição de uma suposta imagem de uma santa em um vidro de uma janela de uma residência de Ferraz de Vasconcelos, em São Paulo. Tal fato acarretou uma adoração ao que �cou conhecido como a “santa da janela”, mesmo com a a�rmação cientí�ca de uma falha no vidro acarretada por um problema na armazenagem do mesmo. Ou seja, a ciência não comprovou o milagre e ainda assim permaneceu sendo aceito como verdadeiro. Veja o relato completo deste fato no link abaixo. Relembre o caso Disponível aqui Em 2002, um fenômeno levou multidões a uma casa em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo: no vidro de uma janela, a imagem de Nossa Senhora aparecia todos os dias às 18h. O local virou ponto de peregrinação de �éis mesmo após a comprovação de que se tratava uma mancha causada pela humildade no vidro. 22 https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2017/02/1858125-santa-da-janela-ainda-atrai-fieis-15-anos-apos-aparicao.shtml Conhecimento filosófico Vamos �losofar? Quantas vezes nos perguntamos de onde viemos e para onde vamos? Perguntas clássicas para retratar o pensamento �losó�co. E �loso�a é exatamente isso: está pautada na re�exão e no questionamento. Não há uma preocupação aparente com a busca pela verdade, mas essencialmente pela indagação e conhecimento do signi�cado dos fatos, pois “[...] não basta conhecer somente o funcionamento das coisas, deve-se conhecer, fundamentalmente, o signi�cado delas na ordem geral do mundo”. (MEZZAROBA, 2014, p. 57). Você já deve ter percebido que a re�exão e questionamento permeiam todo o campo �losó�co, principalmente ao levantar questionamentos. Quem não se lembra da célebre indagação de Shakespeare: ser ou não ser, eis a questão! 23 Neste sentido, Marilena Chauí concentra formas diferenciadas de indagações em três eixos: 1. Por que pensamos o que pensamos, dizemos o que dizemos e fazemos o que fazemos? Isto é, quais os motivos, as razões e as causas para pensarmos o que pensamos, dizermos o que dizemos, fazermos o que fazemos? 2. O que queremos pensar quando pensamos, o que queremosdizer quando falamos, o que queremos fazer quando agimos? Isto é, qual é o conteúdo ou o sentido do que pensamos, dizemos ou fazemos? 3. Para que pensamos o que pensamos, dizemos o que dizemos, fazemos o que fazemos? Isto é, qual é a intenção ou a �nalidade do que pensamos, dizemos e fazemos? (CHAUI, 2000, p. 12). Pois bem, caro(a) aluno(a), podemos concluir que o conhecimento �losó�co, por si só, não é passível de veri�cação; situação semelhante ao conhecimento popular, vulgar ou também conhecido como “comum”. 24 Gato preto, símbolo de azar. Conhecimento popular (senso comum). Caro(a) aluno(a), em sua vida você já deve ter ouvido alguns “ditados populares” de seus pais ou familiares, como, por exemplo, “você vai morrer se comer manga e tomar leite logo em seguida”, ou então “gato preto dá azar”. Essas a�rmações, embora não comprovadas cienti�camente (não comprovadas em laboratório, por meio de experimentos), fazem parte do imaginário das pessoas e são seguidas à risca. Ainda temos outra frase constantemente propagada pelas pessoas: “acreditar não acredito, mas é bom evitar, não é? ” O conhecimento vulgar (senso-comum ou popular) decorre das experiências do homem na tentativa de explicar os fenômenos naturais, ou seja, um conjunto de informações passadas de geração em geração, absorvidas da realidade imediata. 25 Na maioria das vezes, essas informações não são contestadas pela ausência de um processo de veri�cação e acabam cristalizadas com o tempo, tornando-se verdades inquestionáveis. 26 03 Conhecimento Científico e o Conceito de Verdade Inicialmente, o ser humano utilizava o conhecimento mítico para explicar os fenômenos da natureza. Posteriormente, o conhecimento religioso passou a exercer essa função, além do conhecimento popular, que sempre desempenhou um papel primordial na formação do saber historicamente acumulado. A partir do século XVI a junção da observação (�losó�co) e experimentação (cientí�co) proporcionou o desenvolvimento do conhecimento cientí�co. Após a revolução cientí�ca do século XVI, o conhecimento cientí�co se destaca dos demais tipos de conhecimento pela capacidade de veri�cação de suas a�rmações, ou seja, por meio de métodos cientí�cos o conhecimento cientí�co assegura controle, sistematização, revisão e segurança. Desde então o conhecimento cientí�co tem se destacado dos demais, o que não signi�ca que os conhecimentos míticos, religiosos, �losó�cos e populares deixaram de ter importância, pois todos coexistem na atualidade. Portanto, a utilização de métodos cientí�cos confere cienti�cidade à investigação cientí�ca. Mas vale a ressalva de que a garantia da cienti�cidade não signi�ca que os resultados obtidos pelo conhecimento cientí�co são em sua totalidade “verdadeiros”: “As conquistas tecnológicas provam que algumas verdades devem estar sendo encontradas pelo método cientí�co. Se um carro anda, uma lâmpada acende e um computador funciona, é porque alguns conhecimentos cientí�cos estão corretos”. (VOLPATO, 2010, p. 35). Os métodos cientí�cos garantem a cienti�cidade dos resultados das investigações cientí�cas, mas não lhes garantem a obtenção de verdades absolutas, prontas e acabadas. Pois bem, caro(a) aluno(a), com a a�rmação do parágrafo anterior chegamos ao questionamento relativo à concepção de verdade: O que é verdade? Contrário de falso não basta! Existe verdade absoluta? Não! Há uma relatividade ao conceito de verdade. 28 Ciência | Fonte: Disponível aqui E, principalmente, podemos a�rmar que determinado conhecimento é VERDADEIRO? Novamente não!! Em razão da relatividade do conceito de “verdade” não há possibilidade de a a�rmação deste conhecimento ser considerado verdadeiro ou aquele ser falso. Portanto, não há conhecimento “verdadeiro”, pois estará sempre condicionado a algo ou a algum contexto. Pois bem, a discussão sobre a relatividade do conceito de verdade nos remete diretamente ao DOGMATISMO. O que é um dogma? Quando há uma suposta verdade, cristalizada por sucessivas a�rmações sem questionamentos a tendência é que se coloque como verdade absoluta. Daí o “perigo” do dogmatismo: Dogmatismo vem da palavra grega dogma, que signi�ca: uma opinião estabelecida por decreto e ensinada como uma doutrina, sem contestação. Por ser uma opinião decretada ou uma doutrina inquestionada, um dogma é tomado como uma verdade que não pode ser contestada nem criticada, 29 https://pixabay.com/pt/illustrations/aprendizagem-sugest%C3%A3o-escola-3245793/ como acontece, por exemplo, na nossa vida cotidiana, quando, diante de uma pergunta ou de uma dúvida que apresentamos, nos respondem: “É assim porque é assim e porque tem que ser assim”. O dogmatismo é uma atitude autoritária e submissa. Autoritária, porque não admite dúvida, contestação e crítica. Submissa, porque se curva às opiniões estabelecidas. (CHAUI, 2000, p. 109). A partir do momento em que aceitamos a�rmações sem questionamentos estamos contribuindo para manter verdades a priori e, assim, não vamos contribuir em nada com o avanço da ciência. A você, estudante do ensino superior, cabe um importante papel para combater o dogmatismo, desenvolver senso crítico para questionar o estabelecido e cristalizado. A postura dogmática nos condiciona a crer que o mundo existe tal como o percebemos. Só rompemos com a atitude dogmática à medida que somos capazes de estranhar, indagar, questionar determinado fato, coisa, lei, objeto, comportamento, que até então nos parecia normal. (MEZZAROBA, 2014, p. 39). Mas atenção! Questionar não signi�ca sair questionando tudo e todos, signi�ca ter uma base teórica sólida para poder se posicionar com conhecimento. Ser crítico signi�ca ter uma atitude re�exiva. Um exemplo clássico do dogmatismo pode ser encontrado no “mito da caverna” de Platão, que retrata muito bem a postura dogmática que deve ser evitada e combatida no ambiente universitário. 30 O MITO DA CAVERNA – A REPÚBLICA DE PLATÃO Vamos imaginar um grupo de homens adultos que habita uma caverna, cuja abertura permite a entrada da luz. Nossos personagens estão ligados uns aos outros amarrados com uma corda pelas pernas e pelo pescoço. Estão de tal modo atados que não podem mudar de posição, e assim são obrigados a permanecerem voltados para o fundo da caverna, de costas para sua entrada iluminada. Ao fundo, vê-se apenas uma parede onde se re�etem as sombras daqueles que passam pela frente da caverna. Digamos que exista um pequeno muro, da estatura de um homem, próximo à entrada da caverna. Por trás desse muro, outros homens passam frequentemente carregando sobre as costas estátuas de pedra e madeira, com as formas mais variadas, de maneira que lá no alto o Sol projeta sua luz sobre esses objetos contra a parede ao fundo da caverna, e os sons emitidos no exterior chegam ao seu interior como ecos. Esses homens aprisionados na caverna jamais conheceram o mundo exterior, e, portanto, a dimensão da realidade que conhecem se reduz àquelas sombras projetadas a sua frente e aos sons ecoados a distância. Portanto, para esses habitantes da caverna, as sombras são sua realidade e os ecos, o som real emitido por elas. Agora vamos supor que um desses homens consiga romper seus grilhões e saia da caverna com muita di�culdade, e é atingido por uma luz cuja intensidade jamais havia percebido antes. Ainda que se sentindo naturalmente perdido, aos poucos ele acostuma sua visão à nova cena e, habituando os ouvidos, passaria a distinguir melhor os sons anteriormente indistintos. Vendo as estatuetas se movendo sobre o muro, perceberia que são muito mais ricas de detalhes e mais bonitas do que as sombras que conhecia projetadas. Agora as sombras é que lhe parecem irreais. 31 Passando para o outro lado do muro, nosso herói liberto �ca em um primeiro momento tonto, ofuscado, com medo e confuso diante de tanta luz, mas depois passaria a ver as coisas em si mesmas e veria o próprio Sol. Entretanto, ele se daria conta de que seus companheiros da caverna ainda estavam em sua obscura ignorância acercade tudo e principalmente sobre o Sol, fator original que proporcionava as sombras da caverna e a causa última das coisas daquele mundo. Por amor, nosso homem volta à caverna para libertar seus irmãos da ignorância e da prisão. Mas, quando volta, ele é recebido como um louco, seus antigos companheiros não creem no que ele conta sobre a realidade lá fora, e ele não mais se adapta àquela realidade que eles pensam ser a verdadeira: a realidade das sombras. E nosso herói é simplesmente desprezado. (MEZZAROBA, 2014, p. 47). Acesse no Disponível aqui Quer saber mais sobre o Mito da caverna? No ambiente universitário, não há espaço para posturas dogmáticas e omissas, pois se trata exatamente de construção do conhecimento por meio de re�exões, indagações, críticas e posicionamentos estranhos a qualquer tipo de comodismo. 32 https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm 04 Métodos de Pesquisa Científica O que são métodos cientí�cos? Antes da de�nição, pergunto a você: em seu dia a dia, já percebeu que não há questionamento quando existe uma explicação cientí�ca para algum fenômeno ou fato social? Ou seja, geralmente há uma aceitação maior quando a ciência explica algo. Diferentemente do que ocorre com os demais tipos de conhecimento, não é? Outra pergunta: o que diferencia uma simples especulação de uma investigação cientí�ca? A resposta é: o MÉTODO CIENTÍFICO. Fonte: Disponível aqui No link abaixo, você encontra outras informações relativas ao método cientí�co. A cienti�cidade é obtida por meio da utilização de um método de pesquisa, da preocupação com a objetividade, da neutralidade cientí�ca e principalmente da obediência a algumas determinações tanto na investigação quanto na apresentação textual de um trabalho considerado cientí�co. "Fazer ciência" signi�ca, portanto, percorrer um processo, ou seja, seguir determinadas etapas de investigação e sistematizar de forma lógica e coerente as novas descobertas, transformando percepções do real em fundamentos teóricos. Pois bem, caro(a) aluno(a), pelo exposto podemos concluir que o método cientí�co confere cienti�cidade a uma investigação. 34 http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-58212006000200015 A ciência utiliza-se de um método que lhe é próprio, o método cientí�co, elemento fundamental do processo de conhecimento realizado pela ciência para diferenciá-la não só do senso comum, mas também das demais modalidades de expressão da subjetividade humana, como a �loso�a, a arte, a religião. Trata-se de um conjunto de procedimentos lógicos e de técnicas operacionais que permitem o acesso às relações causais constantes entre os fenômenos. ” (SEVERINO, 2016, p. 108). MÉTODO = CAMINHO PROCEDIMENTOS TÉCNICOS = COMO PERCORRER ESTE CAMINHO PARA CHEGAR AO CONHECIMENTO Podemos encontrar diferentes tipos de métodos cientí�cos, mas é possível a�rmar que uma investigação atinge seus objetivos quando se dispõe a percorrer, ou percorre, as seguintes etapas: a) Descobrimento do problema ou lacuna num conjunto de co- nhecimentos. Se o problema não estiver enunciado com clareza, passa-se à etapa seguinte; se o estiver, passa-se à subsequente. (2) Colocação precisa do problema, ou ainda recolocação de um velho problema à luz de novos conhecimentos (empíricos ou teóricos, substantivos ou metodológicos) 35 (3) Procura de conhecimentos ou instrumentos relevan tes ao problema (por exemplo, dados empíricos, teorias, aparelhos de medição, técnicas de cálculo ou de medição). Ou seja, exame do conhecimento para tentar resolver o problema. (4) Tentativa de solução do problema com auxílio dos meios identi�cados. Se a tentativa resultar inútil, passa -se para a etapa seguinte; em caso contrário, à subsequente. (5) Invenção de novas ideias (hipóteses, te orias ou técnicas) ou produção de novos da dos empíricos que prometam resolver o problema. (6) Obtenção de uma solução (exata ou aproximada) do problema com auxílio do instrumental conceitual ou empírico disponível. (7) Investigação das consequências da solução obtida. Em se tra tando de uma teoria, procura de prognósticos que possam ser feitos com seu auxílio. Em se tratando de novos dados, exame das consequências que possam ter para as teorias relevantes. (8) Prova (comprovação) da solução: confronto da solução com a totalidade das teorias e da informação empírica pertinente. Se o resultado é satisfatório a pesquisa é dada por concluída até novo aviso. Do contrário, passa-se para a fase seguinte. (9) Correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou da dos empregados na obtenção da solução incorreta. Esse é, naturalmente, o começo de um novo ciclo de investigação. (BUNGE, 1980 apud MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 80-81). Pois bem, após a necessária contextualização do método cientí�co, os quadros abaixo demonstram, de forma esquematizada, alguns métodos cientí�cos, os chamados métodos auxiliares e as correntes de pensamento, ou seja, a base teórica do método de pesquisa (referencial teórico): 36 Fonte: Marconi e Lakatos, 2017. MÉTODOS CIENTÍFICOS Indutivo Dedutivo Hipotético- dedutivo Dialético Sistêmico (estruturalista) MÉTODOS AUXILIARES Experimental Estatístico Histórico Comparativo REFERENCIAIS TEÓRICOS Teorias Sistêmicas Funcionalismo Estruturalismo Fenomenologia Comportamentalism Empirismo Positivismo e Neopositivismo Marxismo Para o trabalho de indução, são necessárias três etapas: observação dos fenômenos, descoberta da relação entre eles e generalização da relação. Portanto, como primeiro passo, observamos atentamente certos fatos ou fenômenos. Passamos, a seguir, à classi�cação, isto é, agrupamento dos fatos ou fenômenos da mesma espécie, segundo a relação constante que se nota entre eles. Finalmente, chegamos a uma classi�cação, fruto da generalização da relação observada. Exemplo: Observo que Pedro, José, João etc. são mortais; veri�co a relação entre ser homem e ser mortal; generalizo dizendo que todos os homens são mortais: Pedro, José, João ... são mortais. (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 84). Mas existem críticas ao método indutivo no que diz respeito ao seu caráter generalizador, pois, ainda que as premissas sejam verdadeiras a conclusão pode ser falsa. Marconi justi�ca que, por maior que seja o número de repetições de 37 certos eventos, não há justi�cativa para acreditar que ocorrerão no futuro. (MARCONI, 2001, p. 18). Fonte: Disponível aqui Veja no no link uma interessante discussão sobre as diferenças entre o método dedutivo e o método indutivo. Obviamente, caro(a) aluno(a), tal a�rmação não desmerece o método indutivo de forma alguma, pois, como exemplo, foi pela indução que se descobriu o fungo do qual a penicilina é extraída e todos sabemos os benefícios desta descoberta para a ciência. Ao optar pelo método indutivo, você vai estar atento a algumas questões, como, por exemplo, a amostragem utilizada, pois pode se mostrar insu�ciente ou tendenciosa e as duas formas irão comprometer os resultados e a credibilidade de sua investigação. 38 https://www.psicologiamsn.com/2016/03/diferenca-entre-o-metodo-dedutivo-e-indutivo-francis-bacon.html Amostra insu�ciente: em um pequeno vilarejo de 150 moradores no Estado de São Paulo, em determinado ano, duas pessoas morreram: uma atropelada por uma carroça puxada a burros e outra por insu�ciência renal. Jamais se poderia dizer que 50% da população que falece no vilarejo X são por acidentes de trânsito e 50% por insu�ciência renal. Amostra tendenciosa: a falácia da estatística tendenciosa ocorre quando uma generalização indutiva se baseia em uma amostra não representativa da população. (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 88-89). Percebeu que uma amostra tendenciosa pode, por exemplo, ser identi�cada em pesquisas de intenção de votos em períodos eleitorais? Nesse caso, são feitas duas mil consultas sobre determinado candidato a prefeito em um parque industrial. Ocorre que o candidato tem a defesa dos direitos dos trabalhadores como plataforma de governo. Adivinhe o resultado desta pesquisa?Pois é, pesquisa tendenciosa. Mas, obviamente, caro(a) aluno(a), devemos considerar, E MUITO, a ética na pesquisa, elemento imprescindível em toda investigação cientí�ca. O método dedutivo Este método procura, a partir de verdades universais, tirar conclusões particulares, e é utilizado principalmente pela lógica e pela matemática, as quais utilizando o raciocínio lógico partem de um princípio a priori, tido como 39 verdadeiro, para chegar a verdades simples. Parte-se do geral para o particular, enquanto o método indutivo parte do particular para o geral. Observe: Método Dedutivo Exemplo 1: (Clássico) Premissa maior – Todo homem é mortal Premissa menor – Paulo é homem Conclusão – Paulo é mortal. Exemplo 2: Premissa maior: Os cães são mamíferos Premissa menor: Rex é um cão Conclusão: Rex é mamífero. Exemplo 3: Premissa maior: Os homens são fãs de futebol Premissa menor: Cláudio é homem Conclusão: Cláudio é fã de futebol 40 Assim como no método indutivo, o método dedutivo também recebe críticas, pois a dedução pode não viabilizar novas descobertas, já que as conclusões obtidas já estavam explicitas nas premissas anteriores. A primeira premissa (maior) é uma lei geral, universal, a conclusão necessariamente deve estar em concordância ao estabelecido anteriormente. Então, se você adota o método dedutivo, o que irá fazer e ter um conjunto de premissas que deverão fundamentar todos os procedimentos que você optou por utilizar. Você pode adotar, por exemplo, uma teoria de base, para, à sua luz, proceder ao exame do fenômeno que é o seu objeto de pesquisa. (MEZZAROBA, 2014, p. 92). Niklas Luhmann é um pensador alemão já falecido, porém, muito prestigiado na atualidade, que formulou a chamada Teoria da Sociedade. Assim, se você tiver alguma a�nidade com o que pensava esse autor, poderá adotar sua teoria como uma perspectiva de análise, uma metodologia de apoio para aplicar ao que você quer estudar, por exemplo, o Estado contemporâneo. O método será o dedutivo, pois você partiria de uma teoria de base [referencial teórico], a Teoria da Sociedade, para desenvolver todo o seu raciocínio, tentando, a partir da obra daquele autor, responder às problemáticas ligadas ao seu objeto, o Estado contemporâneo, ou esclarecê-las. (MEZZAROBA, 2014, 93-94). Assim se faz ciência! Mas ciência não é um amontoado de dados e informações desconexas, e sim uma análise responsável, pautada em métodos cientí�cos. E assim se faz um trabalho cientí�co! 41 05 Tipos de Pesquisa Científica Pois bem, caro(a) aluno (a), de�nido o método de pesquisa que será empregado em sua investigação cientí�ca, vamos de�nir o tipo de pesquisa mais adequado para a reconstrução de seu objeto de estudo e a consequente construção do conhecimento. Já foi dito que há uma grande quantidade de métodos de pesquisa, e da mesma forma, também há uma grande quantidade de tipos de pesquisa. E é claro que não será possível analisar todos os tipos em nossa aula. Você deve estar atento ao objetivo e metodologia de sua investigação, a partir daí poderá de�nir o método e o tipo de pesquisa que será utilizada. Portanto, abaixo estão alguns tipos de pesquisas acadêmicas e suas principais características: Pesquisa quantitativa e Pesquisa qualitativa Na pesquisa quantitativa, estamos obviamente falando em quantidade e poderá ser aplicada para atender objetivos de quanti�cação de sua pesquisa. Tem caráter descritivo e a imparcialidade como principal característica. (MEZZAROBA, 2914). Ser imparcial signi�ca evitar interferência de fatores subjetivos na condução da investigação, como sentimentos e opiniões. Se a amostra não for tendenciosa, a pesquisa quantitativa é a melhor forma de garantir a objetividade cientí�ca. OBJETIVO DA INVESTIGAÇÃO: Estrutura judiciária PESQUISA QUANTITATIVA: Número de varas, cartórios, juízes, ações por ano, etc. Com esses dados, será possível avaliar se a estrutura é su�ciente para atender a demanda. (MEZZAROBA, 2014). 43 Na pesquisa QUALITATIVA estamos trabalhando com a percepção de qualidade, portanto, “[...] uma propriedade de ideias, coisas e pessoas que permite que sejam diferenciadas entre si de acordo com suas naturezas. [...] não vai medir seus dados, mas, antes, procurar identi�car suas naturezas. ” (MEZZAROBA, 2014, p. 136). Também pode ser descritiva e utilizar dados, mas não tem o mesmo caráter de imparcialidade da pesquisa quantitativa. OBJETIVO DA INVESTIGAÇÃO: Estrutura judiciária PESQUISA QUALITATIVA - se o atendimento é bom, se responde às necessidades em termos de e�ciência, etc. (MEZZAROBA, 2014). Nos dois tipos de pesquisa, quantitativa ou qualitativa, o importante é que o pesquisador promova a correta captação e utilização dos dados, caso contrário o resultado estará comprometido. 44 Um cientista de certa nacionalidade tem como objeto de estudo a capacidade motora das pulgas e promove uma pesquisa de caráter experimental em seu laboratório. Munido de suas anotações, de um microscópio, de uma pinça e de uma cobaia, ele se entrega aos seus objetivos: saber quantas pernas são necessárias para que seu inseto continue mantendo a capacidade de pular. Assim, sua experiência consistirá em ir arrancando as partes do animal, uma a uma, descrevendo os procedimentos e os respectivos resultados de sua pesquisa. Pois bem, após a remoção da primeira perna, o cientista conclama sua cobaia para que pule, e percebe que a pulga continua com suas habilidades motoras para o pulo preservadas, e prossegue em seu experimento. Mais adiante, após mais algumas perninhas retiradas e o pesquisador dando o comando para novos saltos, nosso cientista ainda está obtendo os mesmos resultados. Até que, �nalmente, a cobaia, apoiada em sua última perna, é submetida à derradeira intervenção da pinça e, recebendo a ordem para que pule, não mais o faz. Após descrever e justi�car todos os procedimentos adotados, nosso cientista interpreta os dados obtidos e chega à sua conclusão “cientí�ca”: pulga sem pernas �ca surda! (MEZZAROBA, 2014, p. 138). 45 Pesquisa teórica e pesquisa prática Revisão bibliográ�ca. Certamente já ouviram falar, não é? Pois bem, trata-se da PESQUISA TEÓRICA embasada em referencial teórico su�ciente para dar sustentação as suas a�rmações. Não necessariamente irá reverter em uma abordagem prática, mas é possível uma veri�cação empírica, prática, de suas a�rmações. Por bibliográ�ca entendemos não somente livros, mas todo material teórico disponível, como artigos em revistas especializadas, ensaios, documentos e todo material disponível de forma eletrônica. Aqui vale a ressalva da necessidade de selecionar as fontes de consulta em meios eletrônicos. O “Dr. Google” nem sempre traz informações adequadas! As ferramentas de busca geralmente trazem informações sobre tudo, mas veri�que se são con�áveis, principalmente se há indicação de autoria e se o autor é um nome de destaque em sua área. Já a PESQUISA PRÁTICA dedica-se à experimentação, tanto em laboratório como em campo, embora necessite de um arsenal teórico par realizar seus experimentos. PESQUISA TEÓRICA: Revisão bibliográ�ca, que compreende material impresso e eletrônico. PESQUISA PRÁTICA: Experimentação como característica central, além da obrigatoriedade de um mínimo de referenciais teóricos para embasar suas conclusões. TEÓRICA/PRÁTICA: A revisão bibliográ�ca acompanhada de fundamento descritivo, quantitativo aplicável à realidade. Fonte: a autora. 46 Quanto ao uso da pesquisa teórica/prática, podemos citar o estudo de caso como uma forma de investigação cientí�ca: Exemplo: [...] em um estudo de caso o pesquisador não terá como objeto a sonegação �scal, mas sim o caso de sonegação �scal x, ocorrido na localidade y. Então, o exame se dará sobre uma situação empiricamente veri�cável e não sobre o tema geral sonegação �scal. (MEZZAROBA, 2014, p. 148, grifo do autor). No estudo de caso, aliamos teoria e prática com um recorte metodológico, ou seja, nos propomos à veri�cação de um caso especí�co. Pesquisa descritivae pesquisa prescritiva No que diz respeito à PESQUISA DESCRITIVA, podemos ressaltar que sua aplicação se refere à descrição dos fatos analisados, não necessariamente propõe uma solução ao problema, apenas descreve o objeto de estudo a �m de dar subsídios a uma interpretação posterior. No próprio sentido da palavra: o pesquisador se propõe a descrever um fenômeno cientí�co ou fato social, dependendo do objetivo da pesquisa. Na pesquisa descritiva, o investigador poderá “[...] propor um modelo teórico ideal para explicar conceitos e apontá-lo como a melhor solução para determinados problemas. ” (MEZZAROBA, 2014, p. 143). 47 PESQUISA DESCRITIVA: Descreve o fenômeno de forma objetiva. PESQUISA PRESCRITIVA: Prescrição de soluções para os problemas suscitados pela descrição. Exemplo: Comparação entre sistemas tributários do Brasil e Canadá (descritiva). Solução: aplicar no Brasil o sistema canadense pois é mais e�ciente (prescritiva). Fonte: a autora Neste momento de nossa aula, convém ressaltar que na metodologia cientí�ca existe uma grande quantidade de tipos de pesquisa, alguns mais conhecidos e outros mais especí�cos, pois dependem muito do objeto de estudo e a área de conhecimento. Aqui foram apresentados os tipos que geralmente se destacam, mas se você, aluno(a), tiver interesse em aprofundar seu conhecimento, existem obras especializadas que tratam de outros tipos de pesquisa cientí�ca. 48 06 Normas Técnicas (Abnt) – Apresentação e Orientações Gerais Pois bem, caro(a) aluno(a), agora vamos tratar da apresentação grá�ca de seu trabalho cientí�co e para isso também devemos buscar orientações na ABNT, pois existem normas especí�cas para este �m. A Norma Brasileira de Referência (NBR) 14724/2011 regulamenta a apresentação grá�ca dos trabalhos acadêmicos: Esta Norma especi�ca os princípios gerais para a elaboração de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros), visando sua apresentação à instituição (banca, comissão examinadora de professores, especialistas designados e/ou outros). Esta Norma aplica-se, no que couber, aos trabalhos acadêmicos e similares, intra e extraclasse. (ANBT, 2011a, p. 1). No meio acadêmico, é muito comum a utilização de diferentes fontes e até mesmo inserção de cores nos trabalhos acadêmicos. Quem nunca entregou um trabalho acadêmico com título com fonte 14 ou 16? Ou ainda inseriu um WordArt para destacar ainda mais? Pois então, aviso que não mais. No ensino superior devemos seguir normas de padronização, expostas a seguir. Regras gerais da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) Primeiro, vamos às de�nições de trabalho acadêmico, ou seja, qual o tipo de documento que estamos tratando? Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), precisamente o item 3.35 da NBR 14724 (ABNT, 2011a, p. 4): 50 [...] trabalho de conclusão de curso de graduação, trabalho de graduação interdisciplinar, trabalho de conclusão de curso de especialização e/ou aperfeiçoamento documento que apresenta o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente, curso, programa, e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador. Ao elaborar uma investigação cientí�ca o pesquisador deve privilegiar suas características centrais, ou seja, sistematicidade, objetividade e precisão terminológica. Entretanto, o trabalho cientí�co não se esgota em seu conteúdo, pois ainda há que observar a sua "moldura", sua apresentação. Certamente a ausência de uma bela moldura comprometeria uma valiosa obra de arte. Da mesma forma, um trabalho cientí�co deve estar acompanhado de sua “moldura”, que, neste caso, representa as normas técnicas de documentação, citações e referências preconizadas pela ABNT. Sendo assim, abaixo estão expostas as regras gerais para apresentação grá�ca de seu trabalho acadêmico. Regras gerais Segundo orientação da NBR 14724: Os textos devem ser digitados ou datilografados em cor preta, podendo utilizar outras cores somente para as ilustrações. Se impresso, utilizar papel branco ou reciclado, no formato A4 (21 cm × 29,7 cm). Os elementos pré-textuais devem iniciar no anverso da folha, com exceção dos dados internacionais de catalogação-na-publicação que devem vir no verso da folha de rosto. Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados ou datilografados no 51 anverso e verso das folhas. As margens devem ser: para o anverso, esquerda e superior de 3 cm e direita e inferior de 2 cm; para o verso, direita e superior de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm. Recomenda- se, quando digitado, a fonte tamanho 12 para todo o trabalho, inclusive capa, excetuando-se citações com mais de três linhas, notas de rodapé, paginação, dados internacionais de catalogação na-publicação, legendas e fontes das ilustrações e das tabelas, que devem ser em tamanho menor e uniforme. (ABNT, 2011a, p. 9-10). A opção frente e verso foi inserida com a alteração desta norma em 2011, mas é um elemento não obrigatório, pois alguns preferem manter a impressão somente no verso. Mas você já se perguntou a razão da alteração? A mesma que permitiu o uso do papel reciclado: consciência ecológica e diminuir o uso indiscriminado de papel. Mas atenção: as margens se alteram quando fazemos a impressão no verso ou anverso da página, veja abaixo: 52 Pois bem, caro(a) aluno(a), após adequar corretamente as margens de seu trabalho, vamos esclarecer outras questões que geralmente trazem dúvidas na formatação, ou seja, espaçamento entre as linhas do corpo do trabalho, fonte e espaçamento das notas de rodapé, fonte dos indicativos de seção, títulos sem indicativo numérico e paginação. Espaçamento, notas de rodapé, indicativos de seção, títulos sem indicativo numérico e paginação Inicialmente, quanto ao espaçamento entre as linhas do trabalho, com exceção das “[...] citações de mais de três linhas, notas de rodapé, referências, legendas das ilustrações e das tabelas, tipo de projeto de pesquisa e nome da entidade, que devem ser digitados ou datilografados em espaço simples (ABNT, 2011a, p. 10) TODO o trabalho deve ser digitado com espaçamento 1,5. Observe que as notas de rodapé estão expostas em espaçamento simples e com fonte 10. Além disso: As notas devem ser digitadas ou datilografadas dentro das margens, �cando separadas do texto por um espaço simples entre as linhas e por �lete de 5 cm, a partir da 53 margem esquerda. Devem ser alinhadas, a partir da segunda linha da mesma nota, abaixo da primeira letra da primeira palavra, de forma a destacar o expoente sem espaço entre elas e com fonte menor. (ABNT, 2011a, p. 10). As referências ao �nal do trabalho devem estar separadas entre si por um espaço simples em branco e podem ser de�nidas como um “[...] conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identi�cação individual.” (ABNT, 2018b, p. 2). Outra questão importante que também gera muita dúvida: qual a diferença entre referências e bibliogra�a? Não há nada especí�co na ABNT, mas podemos de�nir referências como a relação de obras que foram efetivamente citadas no trabalho e bibliogra�a como o conjunto de obras lidas e/ou estudadas para a elaboração do trabalho. Geralmente utilizam-se apenas referências, mas consulte seu orientador sobre a necessidade de incluir também a bibliogra�a. REFERÊNCIAS = Obras NECESSARIAMENTE citadas no trabalho. BIBLIOGRAFIA = Obras lidas mas NÃO NECESSARIAMENTE citadas no trabalho. 54 Segundo NBR 14724, “o indicativo numérico, em algarismo arábico, de uma seção, precede seu título, alinhado à esquerda, separado por um espaço de caractere.” (ABNT, 2011a, p. 10). Os títulos das seções primárias devem começar em página ímpar (anverso), na parte superior da mancha grá�ca e ser separados do texto que os sucede por um espaço entre as linhas de 1,5. Da mesma forma, os títulos das subseções devem ser separados do texto que os precede e que os sucede por um espaçoentre as linhas de 1,5. Títulos que ocupem mais de uma linha devem ser, a partir da segunda linha, alinhados abaixo da primeira letra da primeira palavra do título (ABNT, 2011a). 55 Uma dúvida constante entre estudantes do ensino superior ao formatar seu trabalho: Introdução e conclusão são numeradas? Pois bem, segundo a ABNT, sim! Títulos principais que recebem numeração: introdução, capítulos e conclusão. Lembrete: sempre recuados à margem esquerda. Nos demais títulos, como resumo e sumário não há indicativo numérico. TÍTULOS SEM INDICATIVO NUMÉRICO: errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice(s), anexo(s) e índice(s). CENTRALIZADOS. TÍTULOS COM INDICATIVO NUMÉRICO: Introdução, capítulos e conclusão. RECUADOS À MARGEM ESQUERDA. 56 Quanto à paginação, há orientação da inclusão do algarismo na primeira página da parte textual, ou seja, na introdução. LEMBRETE: as páginas pré-textuais (a partir da folha de rosto) devem ser contadas, mas não numeradas. Portanto, Para trabalhos digitados ou datilografados somente no anverso, todas as folhas, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente, considerando somente o anverso. A numeração deve �gurar, a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior, �cando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha. (ABNT, 2011a, p. 10). Quando o trabalho for digitado ou datilografado em anverso e verso, a numeração das páginas deve ser colocada no anverso da folha, no canto superior direito; e no verso, no canto superior esquerdo. Para os trabalhos que apresentem apêndice e anexo “[..] as suas folhas ou páginas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. (ABNT, 2011a, p. 10). 57 EXEMPLO: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) Numeração progressiva, siglas, equações, fórmulas e ilustrações Elaborada conforme a NBR 6024 “[...] a numeração progressiva deve ser utilizada para evidenciar a sistematização do conteúdo do trabalho”. (ABNT, 2003a, p. 2). Destacam-se gradativamente os títulos das seções, utilizando-se os recursos de negrito, itálico ou sublinhado e outros, no sumário e, de forma idêntica, no texto. Embora a norma possibilite o uso da numeração até a seção quinaria (1.1.1.1.1), não é aconselhável que exceda a seção terciária (1.1.1), pois muitas divisões di�cultam o desenvolvimento do texto e comprometem o entendimento. 1 CAIXA ALTA (NEGRITO) 1.1 CAIXA ALTA (SEM NEGRITO) 1.1.1 Iniciais maiúsculas 1.1.1.1 Itálico O uso de siglas na redação do texto também requer certos cuidados, ou seja, não basta inserir a sigla e deixar o leitor desamparado quanto ao seu signi�cado. Segundo NBR 14724 “[...] a sigla, quando mencionada pela primeira vez no texto, deve ser indicada entre parênteses, precedida do nome completo”. (ABNT, 2011a, p. 11). 58 Quanto ao uso de equações e fórmulas, “devem ser destacadas no texto e, se necessário, numeradas com algarismos arábicos entre parênteses, alinhados à direita. Na sequência normal do texto, é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes, índices, entre outros). (ABNT, 2011a, p. 11). EXEMPLO: x² + y² = z² (x² + y²)/5 = n Normas técnicas para elaboração de tabelas e ilustrações Segundo NBR 14724/2011, que trata da elaboração de Trabalhos Acadêmicos, as tabelas reúnem informações tratadas estatisticamente e devem seguir as Normas de Apresentação Tabular do IBGE. (IBGE, 1993) Tabelas A tabela deve ser objetiva e reunir os dados de forma mais clara possível. Seus elementos principais são: título, cabeçalho, corpo e fonte. 59 Fonte: elaborada pela autora. Orientações quanto à apresentação grá�ca das tabelas: 1. As tabelas serão delimitadas no alto e em baixo, por traços horizontais com espessura superior aos demais; 2. as tabelas não devem ser “fechadas” por traços verticais nas laterais; 3. a separação das colunas por traços verticais é opcional; 4. quando uma tabela exceder a página deve-se repetir o cabeçalho na página seguinte. Segundo as Normas de Apresentação Tabular do IBGE; Quando uma tabela, por excessiva altura, tiver de ocupar mais de uma página, não deve ser delimitada na parte inferior, repetindo-se o cabeçalho na página seguinte. Neste caso, deve-se usar, no alto do cabeçalho ou dentro da coluna indicadora a designação Continua ou Conclusão, conforme o caso. (IBGE, 1993). 60 5. Muitas linhas e poucas colunas em uma mesma tabela permite sua disposição em duas ou mais partes, desde que separadas por um traço vertical duplo. Ilustrações Segundo NBR 14724/2011, as ilustrações devem estar dispostas da seguinte forma: Qualquer que seja o tipo de ilustração, sua identi�cação aparece na parte superior, precedida da palavra designativo (desenho, esquema, �uxograma, fotogra�a, grá�co, mapa, organograma, planta, quadro, retrato, �gura, imagem e outros), seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos, travessão e de seu respectivo título. Após a ilustração, na parte inferior, indicar a fonte consultada (elemento obrigatório, mesmo que seja produção do próprio autor), legenda, notas e outras informações necessárias à sua compreensão (se houver). A ilustração deve ser citada no texto e inserida o mais próximo 61 Fonte: a autora. possível do trecho a que se refere. (ABNT, 2011a, p. 11, grifo nosso). O autor deve estar atento para inserir a ilustração o mais próximo possível do trecho a que se refere. Investigações quantitativas (estatísticas) devem ser apresentadas em forma de tabelas (laterais abertas), e os demais tipos de ilustrações que contenham dados qualitativos (mapas, grá�cos, organogramas e outros) devem estar expostos como quadros, ou seja, com as laterais fechadas por traços verticais. Assim, caro(a) aluno(a), utilize as informações dispostas anteriormente para �nalizar seu estudo de forma organizada e coerente com as normas técnicas. Lembre-se: não basta um excelente estudo se não estiver com uma correta apresentação. Caso contrário, seu trabalho estará comprometido. 62 07 O Uso Correto de Citações em Documentos - NBR 10520/2002 – Parte 1 Agora imagine uma situação em que você está fazendo sua investigação relativa ao objeto de estudo, lendo uma obra de destaque em sua área e se depara com uma passagem perfeita. Nesse momento, você pensa: “Estas linhas são tudo o que eu preciso para dar fundamento às minhas a�rmações, são perfeitas!” Posso copiar na íntegra? Posso interpretar a ideia com minhas palavras? A resposta é sim para as duas indagações, desde que haja uma estrita observância das normas referentes ao uso de citações. Todo texto compreendendo trabalhos de conclusão de curso de graduação, dissertações de mestrado ou teses de doutorado, tem uma base teórica. As citações são os instrumentos utilizados para conferir tal base e, ao mesmo tempo, enriquece as argumentações. As citações representam a base teórica de sua investigação. Por mais inteligente que seja, com um QI extremamente elevado, todo escrito tem um conjunto de obras para dar fundamento cientí�co às a�rmações do autor. Não basta um estudo produtivo, é preciso fundamentar suas a�rmações com estudos anteriores. Todavia, a utilização deste recurso deverá atender alguns critérios, caso contrário, poderá representar um "[...] calvário cruel de excelentes trabalhos que acabam radicalmente comprometidos pela falta de sua correta observância". (MEZZAROBA, 2014, p. 299). Nesse sentido, o texto a seguir traz algumas considerações quanto às principais orientações da ABNT no que diz respeito às citações em documentos (NBR 10520). Em primeiro lugar as de�nições: 64 CITAÇÃO INDIRETA: referência à ideia do autor (sem transcrição (não há cópia). CITAÇÃO DIRETA: transcrição literal de trechos do original consultado (há cópia). NOTAS DE REFERÊNCIA: notas que indicamas fontes consultadas (são inseridas no rodapé da página). NOTAS EXPLICATIVAS: usadas para comentários ou esclarecimentos que não possam ser incluídos no texto (são inseridas no rodapé da página). Fonte: a autora Tanto na citação indireta como na direta, a ABNT disponibiliza duas formas para indicar autoria e obra de terceiros. O que a Metodologia da Pesquisa Cientí�ca, assim como a própria ABNT, denomina de sistema de chamada, que pode ser numérico ou autor-data. No sistema numérico a autoria é indicada no rodapé da página, na mesma página em que a citação foi inserida. Deve-se inserir a obra completa, principalmente os elementos essenciais, ou seja, as informações indispensáveis à identi�cação da obra. SOBRENOME, nome. Título e subtítulo (se houver). Local de publicação: Editora, ano e página. Fonte: a autora No sistema de chamada autor-data, você insere, logo após a pontuação que fecha a citação, apenas o SOBRENOME do autor, ano e página. 65 (SOBRENOME, ano, p.) Fonte: a autora Na CITAÇÃO INDIRETA, você interpreta o que o autor está dizendo, qual sua ideia sobre determinada teoria ou fato. Essa referência à ideia pode ser de uma obra completa ou de apenas uma passagem, mas tanto na indireta quanto na direta você deve dar crédito ao autor original. Exemplo 1 – CITAÇÃO INDIRETA - sistema de chamada numérico A evidente correlação entre o liberalismo e a democracia manifesta-se na composição política da atualidade, pois, conforme Bobbio¹, um Estado liberal, pressupõe um Estado democrático. _____________ ¹ BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia. 7. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000, p. 69. Fonte: a autora 66 Exemplo 2 – CITAÇÃO INDIRETA - sistema de chamada autor-data A evidente correlação entre o liberalismo e a democracia manifesta-se na composição política da atualidade, pois um Estado liberal pressupõe um Estado democrático. (BOBBIO, 2000, p. 69). Fonte: a autora Quando há a opção pela transcrição literal de uma passagem você pode utilizar a citação direta curta ou direta longa. Você autor é quem vai decidir se precisa de uma transcrição longa ou curta para fundamentar sua argumentação. Aqui vai mais um lembrete: use o bom senso para o uso das citações. Embora sejam necessárias ao fundamento cientí�co devemos evitar exageros, pois podemos criar duas situações não muito agradáveis: Primeiro, a ausência de citações alerta para incidência de plágio, pois já foi dito que a “inspiração da madrugada” não pode criar um argumento absolutamente original, do início ao �m, sem uma base teórica. Por outro lado, o excesso de citações elimina a participação do autor e o texto �ca sem autoria. Portanto, procure a dosagem adequada segundo seu tema e metodologia adotados. Pois bem, caro(a) aluno(a), vamos às citações diretas. Como as citações diretas indicam transcrição literal da obra de terceiros devemos apresentar ao leitor sinais de que a passagem é uma cópia, para não pairar dúvidas quanto ao uso incorreto do texto e o risco de incidir em plágio. 67 Convém veri�car o link Disponível aqui A �m de evitar qualquer tipo de plágio, mesmo que inconsciente. Segundo a NBR 10520, as citações diretas inferiores a três linhas devem ser elaboradas no corpo do texto entre aspas duplas, com mesma fonte e espaçamento entre linhas utilizado no texto, sem negrito, grifo ou itálico. As aspas são os sinais para o leitor de que a passagem é cópia, portanto, não é permitido outros sinais. REPITO, somente aspas, sem itálico, negrito, todas maiúsculas, sublinhado ou outro recurso que estiver disponível. SOMENTE aspas duplas. Exemplo 1 – CITAÇÃO DIRETA CURTA - sistema de chamada numérico. A exata medida da aplicação da democracia na sociedade atual cabe ainda importantes considerações quanto às di�culdades de sua plena viabilidade, pois “[...] nela cabem o tema já clássico da teoria das elites e o tema ainda mais clássico do contraste entre democracia formal e democracia substancial”.¹ ___________ ¹MEZZAROBA, Orides; MONTEIRO, Cláudia Servilha. Manual de Metodologia da Pesquisa no Direito. São Paulo: Saraiva, 2003, p.252. Fonte: a autora 68 http://www.plagio.tccmonografiaseartigos.com.br/o-que-e-plagio Exemplo 2 - CITAÇÃO DIRETA CURTA - sistema de chamada autor-data. A exata medida da aplicação da democracia na sociedade atual cabe ainda importantes considerações quanto às di�culdades de sua plena viabilidade, pois “[...] nela cabem o tema já clássico da teoria das elites e o tema ainda mais clássico do contraste entre democracia formal e democracia substancial”. (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2003, p. 252). Fonte: a autora CITAÇÃO DIRETA CURTA – Entre aspas duplas no corpo do texto, mesma fonte e espaçamento que o texto original. Mas se você precisa de uma transcrição de uma passagem um pouco mais extensa, deve utilizar a citação direta longa. As citações diretas longas são transcrições que superam três linhas, e, portanto, devem estar em destaque no texto pela chamada “caixinha”, ou seja, recuo de quatro centímetros da margem esquerda, espaçamento simples entre linhas, fonte menor (times new roman 11), sem aspas, negrito ou itálico. 69 4 cm Exemplo 1: citação direta longa – sistema de chamada numérico À exata medida da aplicação da democracia na sociedade atual ainda cabem importantes considerações quanto às di�culdades de sua plena viabilidade, pois: Nela cabe o tema já clássico da teoria das elites e o tema ainda mais clássico do contraste entre democracia formal e democracia substancial. Nela cabe, en�m, o tema da ingovernabilidade, que emergiu nestes últimos anos. Por outra parte, não me parece que o tema do ‘poder invisível’ tenha recebido a necessária atenção dos escritores políticos, como mereceria’.¹ ___________ ¹ MEZZAROBA, Orides; MONTEIRO, Cláudia Servilha. Manual de Metodologia da Pesquisa no Direito. São Paulo: Saraiva, 2003, p.252. Fonte: a autora 70 4 cm Exemplo 2: citação direta longa – sistema de chamada autor-data. À exata medida da aplicação da democracia na sociedade atual ainda cabem importantes considerações quanto às di�culdades de sua plena viabilidade, pois: Nela cabe o tema já clássico da teoria das elites e o tema ainda mais clássico do contraste entre democracia formal e democracia substancial. Nela cabe, en�m, o tema da ingovernabilidade, que emergiu nestes últimos anos. Por outra parte, não me parece que o tema do ‘poder invisível’ tenha recebido a necessária atenção dos escritores políticos, como mereceria’. (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2003, p. 252). Fonte: a autora CITAÇÃO DIRETA LONGA – Recuo de 4 centímetros da margem esquerda, fonte menor, espaçamento simples. 71 É sempre bom ressaltar que você só vai utilizar os recursos de sinalização de transcrição (aspas para a citação curta e recuo para a longa) nas citações diretas. Nas citações indiretas são suas palavras, e não há porque alertar o leitor. Observe que no exemplo acima há duas palavras que estão entre aspas simples: ‘poder invisível’, isto ocorre quando no original a sentença está entre aspas duplas e como não podemos utilizá-las na citação direta devemos substituir por simples. Ou seja: Na transcrição da citação direta SUBSTITUI aspas duplas que constam no original por aspas simples. Agora, caro(a) aluno(a), você já deve ter se perguntado: e se na citação direta eu quiser transcrever apenas a primeira e a terceira sentença do texto que quero copiar? Ou seja, não preciso da segunda frase. E agora? É possível transcrever apenas a primeira e a terceira e “pular” a segunda sentença? Na próxima aula vamos ver esta e outras questões relativas ao uso das citações diretas. 72 08 O Uso Correto de Citações em Documentos - NBR 10520/2002 – Parte 2 Conhecimento | Fonte: Disponível aqui Seguimos com outras questões que constantemente geram dúvidas, mas que existem recursos da ABNT que normalizam o uso correto. Primeiro, vamos responder à questão da aula anterior: “E se, na citação direta, eu quiser transcrever apenas a primeira e terceira sentença do texto que quero copiar?Ou seja, não preciso da segunda frase. E agora? É possível transcrever apenas a primeira e a terceira e “pular” a segunda sentença? A resposta é a�rmativa: você pode SUPRIMIR parte do trecho que está sendo transcrito, tanto no início quanto no meio e no �nal. A parte suprimida deverá ser substituída por RETICÊNCIAS ENTRE COLCHETES [...]. Mas CUIDADO com o uso indiscriminado, você é responsável por sua autoria, portanto, não pode alterar o sentido do texto “montando” a�rmações de forma tendenciosa. Utilize os recursos disponíveis pela ABNT de forma consciente e responsável! 74 https://pixabay.com/pt/photos/livros-educa%C3%A7%C3%A3o-escola-literatura-462579/ Exemplo 1: citação direta longa – Ocorrência de supressão [...] e acréscimo [ ]. À exata medida da aplicação da democracia na sociedade atual ainda cabem importantes considerações quanto às di�culdades de sua plena viabilidade, pois: Nela cabe o tema já clássico da teoria das elites e o tema ainda mais clássico do contraste entre democracia formal e democracia substancial [...]. Nela cabe, en�m, o tema da ingovernabilidade, que emergiu nestes últimos anos. Por outra parte, não me parece que o tema do ‘poder invisível’ tenha recebido a necessária atenção dos escritores políticos [principalmente os clássicos], como mereceria’. ¹ ___________ ¹MEZZAROBA, Orides; MONTEIRO, Cláudia Servilha. Manual de Metodologia da Pesquisa no Direito. São Paulo: Saraiva, 2003, p.252. Agora, caro(a) aluno(a), vamos falar de acréscimo ou comentários à citação direta. Vamos imaginar uma situação que você quer inserir comentários seus na citação direta, tanto curta quanto longa. Você está transcrevendo o texto e em determinado momento sentiu necessidade de esclarecer algo ao leitor. Isso é possível pela inserção dos comentários de forma breve - muito breve - entre colchetes, como demonstra o exemplo acima. Mas CUIDADO: o uso excessivo acarreta a construção de um texto paralelo ao original que está sendo transcrito e acaba comprometendo a mensagem da obra. 75 Para citações diretas: [...] indica que parte do texto original foi extraído na transcrição. [ ] foram inseridos comentários na transcrição do texto original. Outra dúvida muito comum: devo corrigir quando encontrar erro de ortogra�a no texto original? A�nal o leitor pode pensar que o erro foi meu, não é? Negativo, não pode alterar uma vírgula. Lembre-se que precisa se manter �el ao texto original, ele não é seu. Se encontrar erro transcreva o erro e insira logo após “[sic]”, que indica que o erro não foi seu, mas você apenas o transcreveu. Observe no exemplo abaixo, o correto seria democracia e foi transcrito com o erro democracio: 76 Exemplo 2- Citação direta curta Ocorrência de ênfase e [sic] – sistema de chamada autor-data. A exata medida da aplicação da democracia na sociedade atual cabe ainda importantes considerações quanto às di�culdades de sua plena viabilidade, pois “[...] nela cabem o tema já clássico da teoria das elites e o tema ainda mais clássico do contraste entre democracia formal e democracio [sic] substancial”. (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2003, p. 252, grifo nosso). Fonte: a autora Pois bem, caro(a) aluno(a), agora imagine uma situação em que você quer ressaltar uma curta passagem de sua transcrição, apenas algumas palavras para dar uma ênfase maior ao que está sendo discutido. Como proceder? Veja no exemplo acima que as palavras “teoria das elites” estão em negrito, indicando uma ênfase, um destaque acentuado por você. Ao �nal da citação, após a referência da obra, insira “grifo nosso”. Esta expressão avisará ao leitor que você optou por destacar este trecho. Você, não o autor da obra que está sendo transcrita. Mas atenção: se o original que está sendo transcrito já estiver com termos em destaque insira ao �nal da referência a expressão “grifo do autor”. Lembrando que, para os destaques, podemos utilizar o negrito, itálico ou grifo. O importante é padronizar o texto como uso contínuo de apenas um deles. 77 ___________ ¹ ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez, 1999, p.16. Nas citações diretas: Ênfase de termos ou passagens = negrito, itálico ou grifo. Equívocos de ortogra�a ou digitação no original devem ser transcritos e inserido [sic] logo após a ocorrência. Dando continuidade aos recursos utilizados nas citações, vamos falar das notas de referência: deve ser uma numeração consecutiva, por algarismos arábicos, não se inicia a cada página e a cada capítulo e deve estar situada no rodapé da página. A primeira citação de uma obra (na mesma página) deve ter sua referência completa, as subsequentes (na mesma página) podem ser referenciadas de forma abreviada, permitindo a utilização das seguintes expressões: 78 Idem ou Id = mesmo autor Ibidem ou Ibid = mesma obra Op. cit. = obra citada Passim = em diversas passagens Loc. cit. = no lugar citado Cf. = con�ra, conforme Et seq. = seguinte, ou que se segue Et al = e outros Lembre-se: é preciso padronizar o uso dos recursos, opte por um deles e o utilize no desenvolvimento do texto. 79 ___________ ¹ ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho? Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. São Paulo: Cortez, 1999, p.16. ² Op.cit. ³ ALVES, Giovanni. A tragédia de Prometeu: a degradação a pessoa-humana-que-trabalha na era do capitalismo manipulatório. Bauru: Projeto Editorial Praxis, 2016. ⁴ ANTUNES, op.cit., p.20. Outra observação extremamente importante, caro(a) aluno(a), é que tais recursos só podem ser utilizados na mesma página que a referência original. Se você virar a página, deverá inserir a referência completa novamente. Relativo ao uso do apud, que signi�ca “citado por”, você deve estar atento ao uso inapropriado deste recurso. Novamente vamos imaginar uma situação em que você precisa utilizar uma obra de destaque em sua área, mas referida obra é de difícil localização e acesso. Embora na atualidade, com a rede mundial de computadores, o acesso tenha sido democratizado, ainda existem obras clássicas que estão disponíveis apenas na versão impressa e, nestes casos, é possível utilizar a chamada “citação de citação”. 80 Exemplo 1: citação direta curta – ocorrência de apud Sistema de chamada numérico. Segundo Filomeno “[...] há uma certa polêmica no que diz respeito aos elementos constitutivos de Nação”. ____________ ¹FILOMENO, 1999, p. 8 apud BOBBIO, Norberto. O futuro da democracia. 7. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000, p.9 Exemplo 2: citação direta curta – ocorrência de apud Sistema de chamada autor-data. Segundo Filomeno (apud BOBBIO, 2000, p. 9): “[...] há uma certa polêmica no que diz respeito aos elementos constitutivos de Nação”. Exemplo 3: citação direta curta – ocorrência de apud Sistema de chamada autor-data Segundo os clássicos da Teoria do Estado “[...] há uma certa polêmica no que diz respeito aos elementos constitutivos de Nação”. (FILOMENO apud BOBBIO, 2000, p. 9). 81 Com a associação/articulação da gestão toyotista e a utilização de novas tecnologias informacionais, a precarização do trabalho não se resume à questão salarial, ou seja, à “degradação” das relações e condições de trabalho leva ao conceito de “precarização¹ do trabalho”. _______________________ ¹ Não se resume ao aspecto salarial, mas também depreciação em termos de compensação �nanceira. Lembre-se: a obra citada pelo apud não deverá constar nas referências �nais, pois você não leu a obra, apenas utilizou uma citação. Apud – Citação de citação CITANDO apud CITADO A expressão apud deve ser utilizada na absoluta impossibilidade da localização da obra desejada. Por �m, as notas explicativas, ou seja, aquelas notas situadas no rodapé da página que servem para algum esclarecimento que queira inserir no texto. As notas explicativas deverão estar em numeração consecutiva, por algarismos arábicos, e não se inicia a cada página ou a cada capítulo. Fica localizada no rodapé da página. 82 As notasde referência e notas explicativas não podem ser usadas conjuntamente em um mesmo trabalho, pois como utilizam a mesma sequência numérica, poderiam trazer dúvidas durante a leitura. Mas o uso das notas explicativas também requer certos cuidados. Veri�que a necessidade de inserir tais notas, pois é muito comum o aluno inserir nota explicativa para tudo, até termos que são de conhecimento público. O autor que terá condições de avaliar a necessidade de inserir as notas. Embora não esteja explicito na ABNT não é aconselhável que as notas explicativas excedam 50% da página, pois quando isto acontece o leitor �ca com duas leituras paralelas, impossibilitando um bom entendimento. Pois bem, caro(a) aluno(a), agora que está ciente das principais orientações quanto ao uso correto das citações vamos trabalhar as normas sobre elaboração das referências. 83 09 Referências – NBR 6023/2018 – Parte 1 Muito bem, caro(a) aluno(a), como bom cidadão, você sabe que todos estamos condicionados a um conjunto de normas e sabemos exatamente nossos direitos e deveres em sociedade, ou seja, o que podemos e o que devemos fazer para uma convivência de certa forma pací�ca. E isso só ocorre porque acatamos as regras, observamos as normas. Da mesma forma, devemos estar atentos(as) às regras na elaboração de um trabalho cientí�co a �m de torná-lo compreensível. Portanto, a metodologia cientí�ca e as normas dela decorrentes não são “perfumaria”, como erroneamente se costuma ouvir. Dito isso, vamos às normas relativas à disposição das referências em um trabalho cientí�co. No decorrer de nossas aulas, você já percebeu que a produção do conhecimento não se resume ao texto apenas, não é? Pois bem, agora vamos falar da forma correta da disposição dos elementos de uma referência, ou seja, a ordem e a formatação adequada de autoria, título da obra, possível atualização, revisão e outras. Primeiro, vamos às de�nições. Segundo a NBR 6023/2018, norma que regulamenta a disposição dos elementos de referências: Esta norma �xa a ordem dos elementos das referências e estabelece convenções para transcrição e apresentação da informação originada do documento e/ou outras fontes de informação. Esta norma destina-se a orientar a preparação e compilação de referências de material utilizado para a produção de documentos e para inclusão em bibliogra�as, resumos, resenhas, recensões e outros. (ABNT, 2018b, p. 1). Para o estudo das referências, não há como �car sem exemplos, portanto, nesta aula você encontra diversos exemplos da disposição correta dos elementos de uma referência. Para casos especí�cos convêm a consulta ao original da NBR 6023/2018. Vamos lá? 85 Orientações gerais Segundo NBR 6023, a formatação das referências deve seguir as seguintes orientações: As referências devem ser colocadas em espaço simples, alinhadas à margem esquerda do texto e separadas entre si por uma linha em branco de espaço simples. Quando aparecerem em notas de rodapé, devem ser alinhadas à margem esquerda do texto e, a partir da segunda linha da mesma referência, abaixo da primeira palavra, de forma a destacar o expoente e sem espaço entre elas. (ABNT, 2018b, p. 5). As referências poderão estar expostas em ORDEM ALFABÉTICA ou ORDEM NUMÉRICA, em lista única. Ao optar por um recurso tipográ�co para o destaque do título (itálico, negrito ou sublinhado) você deverá mantê-lo para todas as referências de seu texto. 86 Exemplo 1 – Ordem alfabética. Exemplo 2 – Ordem numérica. No formato numérico, as referências seguem a numeração de acordo com o momento em que foi citada no texto. Agora, não há ninguém mais apto do que você para decidir qual é o mais adequado, ou seja, se as referências serão inseridas por ordem alfabética ou pelo sistema numérico. Mas não se esqueça de consultar seu orientador! Monografia no todo Livro e/ou folheto 7.1.1 Os elementos essenciais para livro e/ou folheto são: autor, título, subtítulo (se houver), edição (se houver), local, editora e data de publicação. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 6). 87 Exemplo 1 – Elementos essenciais BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. Exemplo 2 – Elementos complementares BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Tradução: Marcus Penchel. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999. 145 p. Título original: Globalization: the human consequences. ISBN 85-7110-495-6. Trabalho acadêmico 7.1.2 Os elementos essenciais para trabalho acadêmico são: autor, título, subtítulo (se houver), ano de depósito, título do trabalho (tese, dissertação, trabalho de conclusão de curso e outros), grau (especialização, doutorado, entre outros) e curso entre parênteses, vinculação acadêmica, local e data de apresentação ou defesa. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 6). Exemplo 1 – Elementos essenciais RODRIGUES, Ana Lúcia Aquilas. Impacto de um programa de exercícios no local de trabalho sobre o nível de atividade física e o estágio de prontidão para a mudança de comportamento. 2009. Dissertação (Mestrado em Fisiopatologia Experimental) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. 88 Exemplo 2 – Elementos complementares RODRIGUES, Ana Lúcia Aquilas. Impacto de um programa de exercícios no local de trabalho sobre o nível de atividade física e o estágio de prontidão para a mudança de comportamento. Orientador: Mario Ferreira Junior. 2009. 82 f. Dissertação (Mestrado em Fisiopatologia Experimental) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Monografia no todo em meio eletrônico Inclui livros e/ou folhetos e trabalhos acadêmicos em meio digital ou eletrônico (disquetes, CD- ROM, DVD, online e outros). [...] Para documentos em meio eletrônico, as referências devem obedecer aos padrões indicados para os documentos monográ�cos no todo, de acordo com 7.1, acrescidas da descrição física do suporte (CD, DVD, pen drive, e- book, blu-ray disc e outros). (ABNT, 2018b, p. 7). Documentos eletrônicos: acrescentar a descrição física do suporte: CD, DVD, pen drive, e-book, blu- ray disc e outros. Exemplo 1 – Elementos essenciais GODINHO, Thais. Vida organizada: como de�nir prioridades e transformar seus sonhos em objetivos. São Paulo: Gente, 2014. E-book. 89 Exemplo 2 – Elementos complementares BAVARESCO, Agemir; BARBOSA, Evandro; ETCHEVERRY, Katia Martin (org.). Projetos de �loso�a. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011. E-book (213 p.). (Coleção Filoso�a). ISBN 978-85- 397-0073-8. Disponível em: http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/projetosde�loso�a.pdf. Acesso em: 21 ago. 2011. Parte de monografia Inclui seção, capítulo, volume, fragmento e outras partes de uma obra, com autor e/ou título próprios. Os elementos essenciais são: autor e título da parte, seguidos da expressão In: ou Separata de: e da referência completa da monogra�a no todo. No �nal da referência, deve-se informar a descrição física da parte. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 8). Exemplo 1 – Elementos essenciais SANTOS, F. R. A colonização da terra do Tucujús. In: SANTOS, F. R. História do Amapá, 1º grau. 2. ed. Macapá: Valcan, 1994. p. 15-24. Exemplo 2 – Elementos complementares MANFROI, V. Vinho branco. In: VENTURINI FILHO, W. G. (coord.). Bebidas alcoólicas: ciência e tecnologia. São Paulo: Blucher, 2010. v. 1, cap. 7, p. 143-163. 90 http://ebooks.pucrs.br/edipucrs/projetosdefilosofia.pdf Parte de monografia em meio eletrônico “As referências devem obedecer aos padrões indicados para partes de monogra�as, de acordo com 7.3, acrescidas das informações relativas à descrição física do meio eletrônico [...].” (ABNT, 2018b, p. 9). Exemplo 1 – Elementos essenciais INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (Brasil). Estômago. In: INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER (Brasil).Tipos de câncer. [Brasília, DF]: Instituto Nacional do Câncer, 2010. Disponível em:http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/estomago/de�nicao. Acesso em: 18 mar. 2010. Correspondência Inclui bilhete, carta, cartão, entre outros. Os elementos essenciais são: remetente (autor), título ou denominação [...], destinatário (se houver), precedido pela expressão Destinatário: local, data e descrição física (tipo). Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 10). Exemplo 1 – Elementos essenciais PILLA, Luiz. [Correspondência]. Destinatário: Moysés Vellinho. Porto Alegre, 6 jun. 1979. 1 cartão pessoal. Exemplo 2 – Elementos complementares PILLA, Luiz. [Correspondência]. Destinatário: Moysés Vellinho. Porto Alegre, 6 jun. 1979. 1 cartão pessoal. Autografado. 91 http://www2.inca.gov.br/ Correspondência disponível em meio eletrônico As referências devem obedecer aos padrões indicados em 7.5, acrescidas das informações relativas ao meio eletrônico (disquete, CD-ROM, DVD, pen drive, online e outros). [...]. (ABNT, 2018b, p. 10). Exemplo 1 – Elementos essenciais LISPECTOR, Clarice. [Carta enviada para suas irmãs]. Destinatário: Elisa e Tânia Lispector. Lisboa, 4 ago. 1944. 1 carta. Disponível em: http://www.claricelispector.com.br/manuscrito_minhasqueridas.aspx. Acesso em: 4 set. 2010. Publicação periódica – Inclui o todo ou partes de coleção, fascículo, revista, jornal e outros. Coleção de publicação periódica: A referência de toda a coleção de um título de periódico é utilizada em listas de referências e catálogos de obras preparados por livreiros, bibliotecas ou editoras. Os elementos essenciais são: título, subtítulo (se houver), local de publicação, editora, datas de início e de encerramento da publicação (se houver), e ISSN (se houver). Quando necessário, acrescentam- se elementos complementares para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 11). Exemplo 1 – Elementos essenciais REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939- . ISSN 0034-723X. 92 http://www.claricelispector.com.br/manuscrito_minhasqueridas.aspx Exemplo 2 – Elementos complementares REVISTA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA. Rio de Janeiro: IBGE, 1939- . ISSN 0034-723X. Trimestral. Coleção de publicação periódica em meio eletrônico As referências devem obedecer aos padrões indicados para coleção de publicação periódica, de acordo com [...] [9.10.1], acrescidas do DOI (se houver), e de informações relativas à descrição física do meio eletrônico (CD- ROM, online e outros). Exemplo 1 – Elementos essenciais ACTA CIRÚRGICA BRASILEIRA. São Paulo: Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento da Pesquisa em Cirurgia, 1997- . ISSN 1678-2674 versão online. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_ serial&pid=0102-8650&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 22 ago. 2013. Exemplo 2 – Elementos complementares ACTA CIRÚRGICA BRASILEIRA. São Paulo: Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento da Pesquisa em Cirurgia, 1997- . ISSN 1678-2674 versão online. Bimestral. A versão impressa iniciou em 1986. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php? script=sci_serial&pid=0102-8650&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 22 ago. 2013. 93 http://www.scielo.br/scielo.php?script http://www.scielo.br/scielo.php?script Artigo, seção e/ou matéria de publicação periódica: artigo, comunicação, editorial, entrevista, recensão, reportagem, resenha e outros Os elementos essenciais são: autor, título do artigo ou da matéria, subtítulo (se houver), título do periódico, subtítulo (se houver), local de publicação, numeração do ano e/ou volume, número e/ou edição, tomo (se houver), páginas inicial e �nal, e data ou período de publicação. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 13). Exemplo 1 – Elementos essenciais TEICH, D. H. A solução veio dos emergentes. Exame, São Paulo, ano 43, n. 9, ed. 943, p. 66-67, 20 maio 2009. Exemplo 2 – Elementos complementares MENDONÇA, Lenny; SUTTON, Robert. Como obter sucesso na era do código aberto. Entrevistado: Mitchekk Baker. HSM Management, São Paulo, ano 12, v. 5, n. 70, p. 102- 106, set./out. 2008. Artigo e/ou matéria de jornal: comunicação, editorial, entrevista, recensão, reportagem, resenha e outros Os elementos essenciais são: autor, título, subtítulo (se houver), título do jornal, subtítulo do jornal (se houver), local de publicação, numeração do ano e/ou volume, número (se houver), data de publicação, seção, caderno ou parte do jornal e a paginação correspondente. Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo ou matéria precede a data. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 15). 94 Exemplo 1 – Elementos essenciais OTTA, Lu Aiko. Parcela do tesouro nos empréstimos do BNDES cresce 566 % em oito anos. O Estado de S. Paulo, São Paulo, ano 131, n. 42656, 1 ago. 2010. Economia & Negócios, p. B1. Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico Exemplo 1 – Elementos essenciais PROFESSORES terão exame para ingressar na carreira. Diário do Vale, Volta Redonda, v. 18, n. 5877, 27 maio 2010. Caderno Educação, p. 41. Disponível em: http://www.bancadigital.com.br/diariodovale/ reader2/Default.aspx? pID=1&eID=495&lP=38&rP=39&lT=page. Acesso em: 29 set. 2010. Pois bem, caro(a) aluno(a), chegamos ao �nal da primeira parte da aula que normatiza o uso das referências. Mas, como já observaram, vamos precisar de mais uma aula para trazer outros exemplos de referências. São muitas as fontes de pesquisa, e para cada uma existe uma forma correta de fazer a referência. Nas aulas 9 e 10 selecionamos alguns exemplos de referências que poderão ser úteis para a �nalização de seu trabalho cientí�co. 95 http://www.bancadigital.com.br/diariodovale/ 10 Referências – NBR 6023/2018 – Parte 2 No dia 14 de novembro de 2018 foi divulgada a nova NBR 6023, que passou de 24 páginas (2002) para 74, com o diferencial da inclusão de diversos exemplos de referências de material online. Portanto, nesta aula, vamos dar continuidade ao desenvolvido na aula anterior, com a inserção de exemplos de referências, pelo menos as principais, tendo em vista o número excessivo de exemplos. Evento: documentos resultantes de atas, anais, congressos e outros. Evento no todo em monografia Os elementos essenciais são: nome do evento, numeração (se houver), ano e local (cidade) de realização, título do documento, seguidos dos dados de local, editora e data da publicação. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 16). 97 Exemplo 1 – Elementos essenciais CONGRESSO DO CENTRO-OESTE DE CLÍNICOS VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS, 3.; FEIRA DO CENTRO-OESTE DO MERCADO PET, 3., 2006, [Brasília, DF]. [Trabalhos cientí�cos e casos clínicos]. Ciência Animal Brasileira. Goiânia: UFG, nov. 2006. Suplemento 1. Exemplo 2 – Elementos complementares CONGRESSO INTERNACIONAL DO INES, 8.; SEMINÁRIO NACIONAL DO INES, 14., 2009, Rio de Janeiro. Anais [...]. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Educação de Surdos, 2009. 160 p. Tema: Múltiplos Atores e Saberes na Educação de Surdos. Inclui bibliogra�a. Evento no todo em meio eletrônico As referências devem obedecer aos padrões indicados para o evento no todo, de acordo com 7.8.1 e 7.8.2, acrescidas do DOI (se houver) e de informações relativas à descrição física do meio eletrônico (disquetes, CD-ROM, online e outros). Quando se tratar de obras consultadas online [...]. (ABNT, 2018b, p. 17). Exemplo 1 – Elementos essenciais CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPE, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos [...]. Recife: UFPE, 1996. Disponível em: http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais.htm. Acesso em: 21 jan. 1997. 98 http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais.htm Exemplo 2 – Elementos complementares CONGRESSO BRASILEIRO DE SOJA, 5.; CONGRESSODE SOJA DO MERCOSUL, 2009, Goiânia. Anais [...]. Brasília, DF: Embrapa, 2009. 1 CD- ROM. Siglas dos eventos: CBSOJA e MERCOSOJA. Tema: Soja: fator de desenvolvimento do Cone Sul. Parte de evento em monografia Os elementos essenciais são: autor, título do trabalho, seguidos da expressão In: nome do evento, numeração do evento (se houver), ano e local (cidade) de realização, título do documento, local, editora, data de publicação e páginas inicial e �nal da parte referenciada. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 17). Exemplo 1 – Elementos essenciais BRAYNER, A. R. A.; MEDEIROS, C. B. Incorporação do tempo em SGBD orientado a objetos. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS, 9., 1994, São Paulo. Anais [...]. São Paulo: USP, 1994. p. 16-29. 99 Exemplo 2 – Elementos complementares MARTIN NETO, L.; BAYER, C.; MIELNICZUK, J. Alterações qualitativas da matéria orgânica e os fatores determinantes da sua estabilidade num solo podzólico vermelho-escuro em diferentes sistemas de manejo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA DO SOLO, 26., 1997, Rio de Janeiro. Resumos [...]. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 1997. p. 443, ref. 6-141 Parte de evento em publicação periódica Os elementos essenciais são: autor, título do trabalho, título do periódico, subtítulo (se houver), local de publicação, numeração do ano e/ou volume, número e/ou edição, tomo (se houver), páginas inicial e �nal, data ou período de publicação, nota indicando o número e o nome do evento, e ano e local. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 18). Exemplo 1 – Elementos essenciais GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais [...]. Fortaleza: Tec Treina, 1998. 1 CD-ROM. 100 Exemplo 2 – Elementos complementares GONÇALVES, Carmen Diego. Estilo de pensamento na produção de conhecimento cientí�co. In: CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA, 4., 2000, Coimbra. Actas do [...]. Lisboa: Associação Portuguesa de Sociologia, 2000. Tema: Sociedade portuguesa: passados recentes, futuros próximos. Eixo temático: Reorganização dos saberes, ciência e educação, p. 1-18. Disponível em: http://aps.pt/wp-content/ uploads/2017/08/DPR462de12f4bb03_1.pdf. Acesso em: 3 maio 2010. Documento audiovisual: Filmes, vídeos, entre outros. Inclui imagens em movimento e registros sonoros nos suportes: disco de vinil, DVD, blu-ray, CD, �ta magnética, vídeo, �lme em película, entre outros. Os elementos essenciais são: título, diretor e/ou produtor, local, empresa produtora ou distribuidora, data e especi�cação do suporte em unidades físicas. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento.Os elementos diretor, produtor, local e empresa produtora ou distribuidora devem ser transcritos se constarem no documento. (ABNT, 2018b, p. 24). Exemplo 1 – Elementos essenciais OS PERIGOS do uso de tóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade. São Paulo: CERAVI, 1983. 1 �ta de vídeo (30 min), VHS, son., color. 101 http://aps.pt/wp-content/ Exemplo 2 – Elementos complementares CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Intérpretes: Fernanda Montenegro, Marilia Pera, Vinicius de Oliveira, Sônia Lira, Othon Bastos, Matheus Nachtergaele et al. Roteiro: Marcos Bernstein, João Emanuel Carneiro e Walter Salles Júnior. [S. l.]: Le Studio Canal; Rio�lme; MACT Productions, 1998. 5 rolos de �lme (106 min), son., color., 35 mm. Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico Inclui bases de dados, listas de discussão, programas de computador, redes sociais, mensagens eletrônicas, entre outros. Os elementos essenciais são: autor, título da informação ou serviço ou produto, versão ou edição (se houver), local, data e descrição física do meio eletrônico. Quando necessário, acrescentam-se elementos complementares à referência para melhor identi�car o documento. (ABNT, 2018b, p. 33). Exemplo 1 – Elementos essenciais APPLE. OS X El Capitan. Versão 10.11.6. [Cupertino]: Apple, c2017. 102 Exemplo 2 – Elementos complementares A GAME of Thrones: the board game. 2nd. ed. Roseville: FFG, 2017. 1 jogo eletrônico. Exemplo 3 – Elementos complementares FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL (Brasil). BNDIGITAL I: Coleção Casa dos Contos. Rio de Janeiro, 23 fev. 2015. Facebook: bibliotecanacional.br. Disponível em: https://www.facebook.com/bibliotecanacional.br/ photos/a.241986499162080.73699.217561081604622/1023276264366429/? type�1&theater. Acesso em: 26 fev. 2015. Exemplo 4 – Elementos complementares OLIVEIRA, José P. M. Repositório digital da UFRGS é destaque em ranking internacional. Maceió, 19 ago. 2011. Twitter: @biblioufal. Disponível em: http://twitter.com/#!/biblioufal. Acesso em: 20 ago. 2011. Exemplo 5 – Elementos complementares LAPAROTOMIA. In: WIKIPEDIA: the free encyclopedia. [San Francisco, CA: Wikimedia Foundation, 2010]. Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Laparotomia. Acesso em: 18 mar. 2010. 103 http://www.facebook.com/bibliotecanacional.br/ http://twitter.com/%23!/biblioufal http://en.wikipedia.org/wiki/Laparotomia Exemplo 6 – Elementos complementares CID, Rodrigo. Deus: argumentos da impossibilidade e da incompatibilidade. In: CARVALHO, Mário Augusto Queiroz et al. Blog investigação �losó�ca. Rio de Janeiro, 23 abr. 2011. Disponível em: http:// investigacao-�loso�ca.blogspot.com/search/label/Postagens. Acesso em: 23 ago. 2011. Indicação de responsabilidade Pessoa física O autor deve ser indicado pelo último sobrenome, em letras maiúsculas, seguido do prenome e outros sobrenomes, abreviados ou não, conforme consta no documento. [...] Os autores devem ser separados por ponto e vírgula, seguidos de um espaço. Convém que se padronizem os prenomes e sobrenomes para o mesmo autor, quando aparecerem de formas diferentes em documentos distintos. (ABNT, 2018b, p. 34). Exemplo 1 ALVES, Roque de Brito. Ciência criminal. Rio de Janeiro: Forense, 1995. 104 Exemplo 2 – Até três autores todos deverão ser indicados. SOUZA, J. C.; PEREIRA, A. M. Metodologia de trabalho. 3. ed. São Paulo: Estrela, 2011. Exemplo 3 – Quatro ou mais autores, convém indicar todos. Permite-se que se indique apenas o primeiro, seguido da expressão et al. TAYLOR, Robert; LEVINE, Denis; MARCELLIN-LITTLE, Denis; MILLIS, Darryl. Reabilitação e �sioterapia na prática de pequenos animais. São Paulo: Roca, 2008. Exemplo 4 – Permite-se que se indique apenas o primeiro, seguido da expressão et al. URANI, A. et al. Constituição de uma matriz de contabilidade social para o Brasil. Brasília, DF: IPEA, 1994. 105 Autores com nomes hispânicos, nomes compostos, com grau de parentesco e com sobrenomes com prefixos. Exemplo 1 – Sobrenomes hispânicos. GARCÍA MÁRQUEZ, Gabriel. O amor nos tempos do cólera. 33. ed. Rio de Janeiro: Record, 2008. Exemplo 2 – Grau de parentesco. ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços: um enfoque econômico-�nanceiro. 8. ed. São Paulo: Atlas, 2007. Exemplo 3 – Sobrenomes compostos. ESPÍRITO SANTO, Miguel Frederico de. O Rio Grande de São Pedro entre a fé e a razão: introdução à história do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1999. 144 p. Exemplo 4 – Sobrenome com pre�xo D’AMBROSIO, Ubiratan. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. 110 p. 106 Tradutor, revisor, orientador, ilustrador, entre outros, podem ser acrescentados após o título, conforme aparecem no documento. Exemplo 1 CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Tradução Vera da Costa e Silva et al. 3. ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1990. Exemplo 2 ACCORSSI, Aline. Materializações do pensamento social sobre a pobreza. Orientador: Helena Beatriz Kochenborger Scarparo.2011. 184 f. Tese (Doutorado em Psicologia) – Faculdade de Psicologia, PUCRS, Porto Alegre, 2011. Versões impressa e eletrônica. 107 Para entrevistas, o primeiro elemento deve ser o entrevistado. Exemplo 1 HAMEL, Gary. E�ciência não basta: as empresas precisam inovar na gestão. [Entrevista cedida a] Chris Stanley. HSM Management, São Paulo, n. 79, mar./abr. 2010. Disponível em: http://www.revistahsm.com. br/coluna/gary-hamel-e-gestao-na-era-da-criatividade/. Acesso em: 23 mar. 2017. Pessoas jurídicas As obras de responsabilidade de pessoa jurídica (órgãos governamentais, empresas, associações, entre outros) têm entrada pela forma conhecida ou como se destaca no documento, por extenso ou abreviada. Convém que se padronizem os nomes para o mesmo autor, quando aparecem de formas diferentes em documentos distintos. (ABNT, 2018b, p. 37). Exemplo 1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011. 2011. Versões impressa e eletrônica. 108 http://www.revistahsm.com/ Exemplo 2 UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Catálogo de teses da Universidade de São Paulo, 1992. São Paulo: USP, 1993. 467 p. Títulos e subtítulos “O título e o subtítulo devem ser reproduzidos como �guram no documento, separados por dois pontos.” (ABNT, 2018b, p. 40). Exemplo: PASTRO, Cláudio. Arte sacra: espaço sagrado hoje. São Paulo: Loyola, 1993. 343 p. “Referência com entrada pelo título, iniciado por artigo (de�nido ou inde�nido), deve ter grafados em letras maiúsculas o artigo e a palavra subsequente.” (ABNT, 2018b, p. 40). Exemplo: OS GRANDES clássicos das poesias líricas. [S. l.]: Ex Libris, 1981. 60 f. 109 “Em títulos e subtítulos longos, podem-se suprimir as últimas palavras, desde que não seja alterado o sentido. A supressão deve ser indicada por reticências entre colchetes.” (ABNT, 2018b, p. 40). Exemplo: ARTE de furtar [...]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1992. Pois bem, após a exposição dos exemplos trabalhados nesta aula, você tem elementos su�cientes para apresentar as referências de sua pesquisa de forma organizada e coerente. Lembre-se, não basta realizar uma excelente pesquisa, necessariamente sua apresentação deverá estar pautada nas normas técnicas da ABNT. Com este cuidado especial, você terá segurança no desenvolvimento de seu trabalho. 110 11 Desenvolvimento de uma Investigação Científica Pois bem, caro(a) aluno(a), ao chegar neste momento do curso, você já tem condições de utilizar corretamente todos os recursos disponibilizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. E agora está pronto para desenvolver, com segurança, seu trabalho cientí�co. Mas o que é exatamente trabalho cientí�co? Consiste em uma monogra�a de conclusão de curso de graduação, o chamado TCC? Uma dissertação desenvolvida em um programa de mestrado, ou então uma tese, exigida no doutorado? Tais trabalhos são desenvolvidos de forma diferenciada ou diz respeito a uma questão conceitual? Vejamos. Tipos de monografias Durante sua formação acadêmica o estudante do ensino superior já desenvolveu diferentes tipos de trabalhos cientí�cos, mas o que diferencia um do outro é a profundidade da investigação. Geralmente no �nal do curso de graduação o estudante deverá desenvolver um Trabalho de Conclusão de Curso, o chamado TCC, que não compreende uma investigação muito complexa ou original. “À medida que ascendem na carreira universitária, esses trabalhos vão exigindo maior embasamento, mais re�exão, mais amplitude e criatividade.” (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 260). É muito comum a denominação de monogra�a para todos os trabalhos acadêmicos, em qualquer nível, mas existem características que diferenciam as investigações pelo “nível de pesquisa, a profundidade, a �nalidade do estudo, a metodologia utilizada e originalidade do tema e das conclusões.” (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 260). Embora alguns autores considerem os demais tipos de trabalhos desenvolvidos na pós-graduação como "monogra�as", convém estabelecer alguma distinção entre eles, pois basicamente o ponto diferenciador consiste na profundidade na análise desenvolvida. 112 Neste sentido, Marconi e Lakatos (2017, 162-163), ao de�nir dissertação, relatam que “[...] tem caráter didático [...] de natureza re�exiva, requer sistematização, ordenação e interpretação dos dados. Por ser um estudo formal, exige metodologia própria do trabalho cientí�co.” Por outro lado, tese indica “[...] o mais alto nível de pesquisa e requer não só exposição e explicação do material coletado, mas também análise e interpretação dos dados” (MARCONI; LAKATOS, 2017, p. 269). Geralmente, na tese, busca-se temas originais. De modo geral, monogra�a (graduação), dissertação (mestrado) e tese (doutorado), compreendem um estudo sistemático, lógico e responsável de determinado tema, a �m de apresentar resultados que estejam fundamentados cienti�camente. Tal tarefa, todavia, não pode ser realizada de forma aleatória, com um simples relato dos resultados obtidos pela observação da realidade. Necessariamente uma investigação cientí�ca deve seguir determinadas etapas de pesquisa, para que seja atingido o rigor cientí�co e o resultado possa ser transmitido, de forma clara, para a comunidade e essa possa acompanhar e testar a veracidade da pesquisa. 113 Etapas da Investigação Científica Após a determinação do tema-problema da pesquisa o passo seguinte consiste no levantamento bibliográ�co. Isso tem início nos textos básicos (revistas, enciclopédias e dicionários da área, no caso, jurídica e outros), propiciando uma primeira aproximação de você aluno(a) ao tema proposto. Posteriormente, consultam-se textos especializados (fontes jurídicas: doutrinas, jurisprudência, legislação e outros), e se aprofunda a análise. A tarefa seguinte consiste na seleção do material localizado, pois dispomos de uma grande quantidade de material bibliográ�co. Isso evita dispersão e atraso na elaboração do trabalho. Severino (2016, p. 158), na mesma obra, ensina que: [...] Nem tudo será necessariamente lido, pois nem tudo interessará devidamente ao tema a ser estudado. Os documentos que se revelarem pouco pertinentes ao tema serão deixados de lado. Para presidir a essa triagem, utilizem-se as resenhas, que permitem avaliar a utilidade do documento em questão. Na falta delas, além da opinião de especialistas, o melhor caminho é tomar contato direto com a obra, lendo seu sumário, o prefácio, a introdução, as 'orelhas', assim como algumas passagens do seu texto, até o momento em que se possa ter dela uma opinião. Após a seleção do material localizado, ele é lido e �chado. Para a realização dessa tarefa torna-se necessário um roteiro provisório de trabalho, basicamente um sumário provisório, ou o que os autores denominam de "esqueleto" de pesquisa, no qual deverão estar descritas suas etapas, com base nas suas percepções iniciais com relação ao tema proposto e o objetivo do trabalho. 114 Finalmente, você deve ater-se à construção lógica do trabalho, ou seja, a sequência organizada das ideias e conclusões, pois o receptor-leitor não participou das etapas anteriores da elaboração do trabalho e não tem o nível de conhecimento do emissor-autor relativo ao tema em questão. Para que a mensagem seja recebida em sua totalidade o texto deve ser inteligível. [...] as partes do trabalho, seus capítulos e, no interior deles, os parágrafos, devem ter uma sequência lógica rigorosa, determinada pela estrutura do discurso. Não basta que as proposições tenham sentido em si mesmas: é necessário que o sentido esteja logicamente inserido no contexto do discurso e da redação. (SEVERINO, 2016, p. 161). Pelo exposto, caro(a) aluno(a), entende-se que você deve estar atento(a) à compreensão de seu texto. A�nal, você escreveu para transmitir uma mensagem, não é? Portanto, esta mensagem deve estar compreensível, caso contrário seu texto será apenas para completar requisitos de seu curso. Situação lamentável!! Neste sentido,sua atenção também é necessária para outras questões que, aparentemente, podem ser apenas detalhes, mas NÃO SÃO!!! A seguir algumas questões que devem ser observadas para a construção de um texto cientí�co: coerência entre as partes, da escolha do tema, estilo do texto e a construção do parágrafo. Para você saber: o autor de um texto cientí�co deve estar atento(a) ao equilíbrio das várias partes do texto. Imagine uma introdução de cinco páginas e um desenvolvimento (corpo do trabalho) com seis páginas. Outro exemplo de desequilíbrio: uma bibliogra�a de 15 páginas para um trabalho de 10 páginas. Comumente, uma introdução tem de uma a três páginas; o desenvolvimento ocupa de 10 a 60 páginas; a conclusão tem em média de uma a seis páginas e a bibliogra�a 20 a 50 obras. Evidentemente ela pode ser maior ou menor, mantendo-se sempre, porém, a proporção. (HENRIQUE; MEDEIROS, 2008, p. 198). 115 Quanto à escolha do tema? Ao escolher o tema de seu trabalho cientí�co, seja ele de graduação, mestrado ou doutorado, você deve estar atento(a) à sua disponibilidade de tempo, tanto pro�ssional como acadêmico, como também observar se a metodologia adotada poderá ser realizada no período regular de seu curso. Entrevistas ou aplicação de questionários são excelentes técnicas de pesquisa, mas somente se o tempo disponível permitir. Temos que ser realistas! Ainda sobre a escolha do tema, o importante é você se apaixonar por ele. Todo pesquisador procura algo a ser desvendado, aquele tema que gostaria de saber mais, aprender mais, ou seja, um tema que lhe desperte a vontade de pesquisar, de ler, questionar, ler novamente e buscar outras ideias. Pesquisa é garimpo. O pesquisador faz o mesmo trabalho do garimpeiro que remove a terra em busca de metais preciosos. O pesquisador “remove” seu conhecimento por meio de livros, documentos, faz experimentos em busca de seu objeto de estudo. Se não houver paixão pelo tema seu trabalho de pesquisa será uma tortura, e você vai exercer forçosamente as atividades de pesquisa. Portanto, busque paixão em sua análise! 116 Quando você nem imagina o que investigar em seu trabalho: 1. Busque pelas discussões atuais em sua área de interesse, como, por exemplo, artigos em periódicos especializados. 2. Realize um desenvolvimento mais rigoroso de temas já desenvolvidos em outro momento de sua vida acadêmica, como na graduação ou especialização. Outra consideração importante relativa à redação diz respeito à linguagem utilizada. Certamente você já se deparou com uma leitura tão complexa que precisou consultar dicionários para desenvolver o raciocínio e o entendimento. O resultado será uma leitura desgastante que só será concluída se for necessária. Lembre-se, caro(a) aluno(a), o objetivo de sua investigação é disseminar conhecimento e contribuir de forma signi�cativa para sua área tanto acadêmica quanto pro�ssional. Não há razão para di�cultar a vida do leitor, não é? Em trabalhos cientí�cos, impõe-se um estilo sóbrio e preciso, importando mais a clareza do que qualquer outra característica estilística. A terminologia técnica só será usada quando necessária ou em trabalhos especializados, nível em que já se tornou terminologia básica. De qualquer modo é preciso que o leitor entenda o raciocínio e as ideias do autor sem ser impedido por uma linguagem hermética ou esotérica. Igualmente evite-se a pomposidade pretensiosa, o verbalismo vazio, as fórmulas 117 feitas e a linguagem sentimental. O estilo do texto será determinado pela natureza do raciocínio especí�co às várias áreas do saber em que se situa o trabalho. (SEVERINO, 2002, p. 84). Pois bem, ao registrar suas descobertas cientí�cas, você deve estar atento(a) à redação e a disposição dos parágrafos, pois um desequilíbrio da extensão dos parágrafos no decorrer do texto pode comprometer o entendimento do texto e tornar a leitura um desgastante desa�o ao leitor. De um ponto de vista da redação do texto, é importante ressaltar a questão da construção do parágrafo. O parágrafo é uma parte do texto que tem por �nalidade expressar as etapas do raciocínio. Por isso, a sequência dos parágrafos, o seu tamanho e a sua complexidade dependem da própria natureza do raciocínio desenvolvido. Duas tendências são incorretas: ou o excesso de parágrafos – praticamente cada frase é tida como um novo parágrafo – ou a ausência de parágrafos. Como a paragrafação representa, ao nível do texto, as articulações do raciocínio, 118 percebe-se assim a insegurança de quem assim escreve. Neste caso é como se as ideias e as proposições a ela correspondentes tivessem as mesmas funções, a mesma relevância no desenvolvimento do discurso e como se este não tivesse articulações. (SEVERINO, 2016, p. 164). O exposto até aqui representa algumas considerações relativas ao desenvolvimento de uma investigação cientí�ca. Certamente cada pesquisador tem o estilo próprio para realizar seu estudo, mas a observância destas orientações leva a uma maior racionalização das tarefas e, consequentemente, maior aproximação com a objetividade cientí�ca e a utilização metódica dos recursos disponíveis. 119 12 Artigo Científico: Orientações Básicas Caro(a) aluno(a): não basta a produção do conhecimento, é preciso disseminar suas descobertas, torná-las públicas à comunidade cientí�ca. Uma das formas de disseminação de sua pesquisa é a publicação em revistas especializadas, ou melhor, quali�cadas. Para publicação de um artigo cientí�co, convém consultar seu qualis, ou seja, uma pontuação de�nida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), para indicar a qualidade dos periódicos (revistas especializadas) dos cursos de pós-graduação. Por meio de um conjunto de procedimentos, pelo qual são avaliadas algumas condições como número de artigos por edição, periodicidade e outros fatores, a CAPES distribui os periódicos por meio de estratos, indicando seu nível de excelência dentre os demais. A consulta poderá ser feita diretamente na Plataforma Sucupira, da própria CAPES, seguindo as orientações de preenchimento você terá acesso às publicações dos Programa de Pós-graduação em praticamente todas as áreas. Fonte: Disponível aqui Veja como fazer a consulta a qualis CAPES na plataforma Sucupira, que é uma importante ferramenta para coletar informações, realizar avaliações e servir de base de referência do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Mas vamos ao artigo cientí�co! Primeiro a de�nição: 121 https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/veiculoPublicacaoQualis/listaConsultaGeralPeriodicos.jsf Artigo cientí�co pode ser de�nido como um texto, de certa forma sucinto, dos resultados de uma investigação ou de estudos acadêmicos realizados sobre determinado tema. Constitui uma forma rápida de disseminação em periódicos especializados (impressos ou eletrônicos), e seu referencial é composto por discussões polêmicas da atualidade ou resgate teórico de questões já trabalhadas anteriormente, dependendo do tipo de pesquisa que foi realizada. As orientações quanto à redação, especi�camente construção do parágrafo e tipo de linguagem, são as apresentadas na aula 11. Da mesma forma, como colocado nas aulas 8 e 9, há que se observar o uso adequado das citações em um documento, tanto diretas quanto indiretas. A NBR 10520/2002 disponibiliza alguns recursos necessários para um texto acadêmico, contribuindo para inviabilizar a ocorrência de plágio, ou seja, apropriação indevida de obras de terceiros. Ao autor cabe a decisão quanto à quantidade de citações, mas deve �car atento(a), pois as citações trazem o fundamento teórico ao desenvolvimento do texto e a ausências das mesmas indica um possível plágio, pois todo escrito tem sua base teórica, não pode ser fruto apenas de re�exões pessoais. A situação contrária também requer cuidado, pois o uso excessivo de citações indica, no mínimo, “preguiça mental”. Quanto ao aspecto formal, Severino (2016) indica claramente que, embora a estrutura seja semelhante a qualquer trabalho cientí�co,o artigo cientí�co deverá seguir uma lógica relativa à sequência dos elementos, ou seja, deve-se ressaltar os objetivos, metodologia empregada, a fundamentação teórica, seguindo à análise dos dados e as conclusões obtidas. 122 Estrutura de um artigo científico Todo escrito representa um esforço mental para desenvolver uma temática com base em postulados cientí�cos, portanto, tal esforço não deve ser ignorado. Desde que pautado em rigoroso processo metodológico, todo trabalho cientí�co representa valiosa contribuição para o meio acadêmico ou pro�ssional. Alguns aspectos da estrutura de um artigo cientí�co podem variar de acordo com o que determina a coordenação de seu curso ou o periódico em que for submetido para publicação, pois nas duas situações o artigo poderá ser recusado se estiver em desacordo com as normas. De uma forma geral, com relação à estrutura, podemos de�nir artigo cientí�co da seguinte forma: Título e subtítulo (se houver) Nome(s) do autor(es) Resumo na língua do texto Palavras-chave na língua do texto Resumo na língua inglesa - abstract Palavras-chave na língua inglesa – Keywords INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO CONCLUSÃO Referências Abaixo, veja algumas considerações sobre cada item da estrutura de um artigo cientí�co, ressaltando que podem variar, dependendo das normas de formatação determinadas pelo seu curso ou pelo periódico que o artigo for submetido. 123 Título Não é incomum uma atenção inadequada ao título de um artigo cientí�co, mas o autor deve considerar que o título é um “cartão de visita” para seu escrito e representa a indicação precisa do conteúdo que o leitor encontrará durante a leitura, portanto, deve ser objetivo e conciso. Nome(s) do autor(es) Segundo a NBR 6022 (ABNT, 2018a, p. 7), autor(es) são “Pessoa(s) física(s) responsável(eis) pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de um documento”. Admite-se coautoria, desde que efetivamente tenha contribuído com o artigo e, da mesma forma, seja responsável por seu conteúdo. Resumo na língua do texto O resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do documento. Deve ser composto de uma sequência de frases concisas, a�rmativas e não de enumeração de tópicos. Não é admitido o uso de citações, grá�cos ou equações. Recomenda-se o uso de parágrafo único. Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular. Extensão de 100 a 250, segundo NBR 6028/2003 (ABNT, 2003c). Resumo na língua inglesa – abstract Seguir as mesmas orientações relativas ao resumo, assim como às palavras- chave. Convêm procurar um pro�ssional especializado para a tradução do resumo e palavras-chave para o inglês. Tradutores online não são adequados para um trabalho acadêmico. 124 Introdução A introdução ou a apresentação é a parte inicial do artigo e apresenta uma síntese do tema proposto, “[...] onde devem constar a delimitação do assunto tratado, os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do artigo”. (ABNT, 2018a). Nesse momento ocorre uma apresentação ao leitor do que ele encontrará no texto, além da forma como foram atingidos os resultados (metodologia). Não é o momento adequado para colocação de tabelas, grá�cos ou apresentação de citações. Desenvolvimento O desenvolvimento do artigo cientí�co con�gura o chamado "miolo do texto", momento em que o autor discorrerá sobre o tema proposto e poderá inserir as citações, tanto diretas quanto indiretas, a �m de fundamentar teoricamente suas argumentações. “Parte principal do artigo, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado. Divide-se em seções e subseções, conforme a NBR 6024/2003, que variam em função da abordagem do tema e do método. Conclusão A conclusão ou considerações �nais expressam uma síntese das pré-conclusões expostas anteriormente nas diferentes partes do artigo. Da mesma forma que a introdução, não é o momento adequado para inserir citações, grá�cos ou tabelas. Referências Segundo a NBR 6023, as referências representam um “conjunto padronizado de elementos descritivos, retirados de um documento, que permite sua identi�cação individual” (ABNT, 2018b, p. 3). No caso do artigo cientí�co, deve-se inserir, em ordem alfabética ou numérica somente as obras citadas durante o desenvolvimento. 125 Apresentação gráfica A Associação Brasileira de Normas Técnicas de�ne algumas questões de formatação grá�ca, mas são regras gerais, extensivas aos diferentes formatos de trabalhos, seja TCC, dissertação, tese ou outra modalidade de trabalho acadêmico. Referidas normas estão dispostas na aula 7 – Normas Técnicas (ABNT) – Apresentação e orientações gerais. TÍTULO: Objetivo e conciso. AUTORIA: Responsável pelo conteúdo intelectual. RESUMO: Objetivo, método, resultados e conclusões. PALAVRAS-CHAVE: Relativas ao conteúdo do artigo. ABSTRACT: Objective, method, results and conclusions. KEYWORDS: Related to the content of the article. INTRODUÇÃO: Problema, objetivos e metodologia. DESENVOLVIMENTO: Exposição fundamentada do assunto tratado. CONCLUSÃO: Síntese das conclusões parciais. REFERÊNCIAS: Relação, em ordem alfabética, das obras citadas. 126 Modelo de artigo cientí�co. Modelo de artigo científico 127 RESUMO: o resumo deve ressaltar o objetivo, o método, os resultados e as conclusões do documento. Deve ser composto de uma sequência de frases concisas e a�rmativas e não de enumeração de tópicos. Não é admitido o uso de citações, grá�cos ou equações. Recomenda-se o uso de parágrafo único. Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular. Extensão de 100 a 250 palavras NBR 6028/2003. PALAVRAS-CHAVE: as palavras-chave devem �gurar logo abaixo do resumo, antecedidas da expressão Palavras-chave: Três palavras-chave separadas entre si por ponto e �nalizadas também por ponto. INTRODUÇÃO: parte inicial do artigo, em que devem constar a delimitação do assunto tratado, os objetivos da pesquisa e outros elementos necessários para situar o tema do artigo. Caixa alta, recuo à esquerda e negrito. NBR 6022/2018. DESENVOLVIMENTO: parte principal do artigo, que contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado. Divide-se em seções e subseções, conforme a NBR 6024, que variam em função da abordagem do tema e do método. NBR 6022/2018. CONCLUSÃO: parte �nal do artigo, na qual se apresentam as conclusões correspondentes aos objetivos e hipóteses. NBR 6022/2018. REFERÊNCIAS: elemento obrigatório, elaborado conforme a NBR 6023. Somente as obras citadas no texto. Em ordem alfabética. 128 Observações gerais: Número de páginas do artigo: de 15 a 20 páginas. Os artigos devem ser digitados em: Editor de texto: Microsoft Word – Formato: A4 (21,0 x 29,7 cm), posição vertical – Letra: Times New Roman – Fonte: 12 – Alinhamento: Justi�cado, sem separação de sílabas – Espaçamento entre linhas: 1,5 cm – Parágrafo: 1,25 cm – Margens: Superior e esquerda – 3 cm; Inferior e direita – 2 cm. As referências às obras citadas poderão seguir o sistema autor- data (AUTOR, ANO, PÁGINA) ou numérico (no rodapé). As transcrições com até 03 (três) linhas, no corpo do artigo, devem ser encerradas entre aspas duplas. Transcrições com mais de 03 (três) linhas devem ser destacadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com fonte 11, espaçamento simples e sem aspas. Ao �nal do texto, nas Referências deverão constar exclusivamente as obras citadas no artigo, uniformizadas, seguindo as normas vigentes da ABNT, NBR 6023 (em ordem alfabética e destaque do título em itálico). ATENÇÃO: Essas são orientações gerais, logo, é preciso consultar as normas de seu curso ou do periódico de seu interesse!!! 129 Do exposto até aqui, caro(a) aluno(a), você já percebeu que o ambiente acadêmico proporciona diferentes instrumentos para a efetivação do aprendizado, dentre eles, a produção do conhecimento cientí�co. A produção cientí�ca é de extrema importância para todos os níveis de ensino, desde que pautada em métodos e técnicas de pesquisa, além da correta observância das normas da ABNT. 13013 Projeto de Pesquisa – Apresentação Gráfica Nesta aula, vamos tratar do Projeto de Pesquisa, mas para tanto, convém inicialmente de�nir o que é Projeto de Pesquisa. Neste sentido, Severino (2016, p. 138-139) traz importantes considerações: Antes de ser realizado, um trabalho de pesquisa precisa ser planejado. O projeto é registro deste planejamento. Para elaborar o projeto, o pesquisador precisa ter bem claro o seu objeto de pesquisa, como ele se coloca, como ele está problematizado, quais as hipóteses que está levando para resolver o problema, com que elementos teóricos pode contar, de quais recursos instrumentais dispõe para levar adiante a pesquisa e quais etapas pretende percorrer. Ora, para chegar a todos esses elementos, o pesquisador precisa vivenciar uma experiência problematizadora. Além dos subsídios que estará recebendo do acúmulo de suas intuições pessoais, ele poderá colher elementos de suas leituras, dos cursos, dos debates, en�m, de todas as contribuições do contexto acadêmico, pro�ssional e cultural em que vive. Portanto, caro(a) aluno(a), antes de iniciar sua monogra�a de conclusão (graduação, mestrado ou doutorado), convêm de�nir sua “estratégia de pesquisa”, quais as etapas a seguir e de que forma irá cumpri-las. A seguir vamos trabalhar a apresentação grá�ca do Projeto de Pesquisa, assim como algumas informações importantes de cada etapa de sua investigação cientí�ca. As normas para elaboração de um projeto de pesquisa são variáveis entre as instituições, mas devem respeitar as especi�cações da ABNT. Portanto, tendo como base as Normas Técnicas estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), especi�camente a NBR 15287, atualizada em 2011, a estrutura de um projeto de pesquisa consiste em: 132 Normas Técnicas (ABNT). 133 Seguindo os elementos dispostos pela NBR 15287, abaixo estão alguns modelos para a apresentação grá�ca do projeto de pesquisa, seguidos de considerações quando necessário. Primeiro, as margens são as mesmas indicadas na aula 6, mas vamos relembrar: Agora sim! Vamos aos elementos essenciais de um projeto de pesquisa! 134 Modelo de Capa e Lombada. Parte externa Capa (obrigatório) e lombada (opcional) Percebeu que há uma indicação de que a lombada é opcional, não é? Sabe por quê? Este recurso somente é utilizado quando a monogra�a já estiver na chamada “capa dura”, geralmente na versão �nal. A maioria das instituições estão adotando a entrega da monogra�a em meios eletrônicos, mas já sabe como proceder se precisar da versão impressa. 135 Folha de rosto e folha de aprovação Parte interna Elementos pré-textuais Folha de rosto e folha de aprovação Resumo e Sumário Na elaboração do resumo, você deve estar atento(a) a algumas orientações: respectivamente deverá contemplar o objetivo, método, resultados e conclusões de sua investigação. Ainda ao redigir, atentar para uma sequência de frases a�rmativas. Deve-se usar o verbo na voz ativa e na terceira pessoa do singular. (ABNT, 2003c). Exemplo de voz ativa: “A presente pesquisa objetiva” 136 Modelo de Resumo – NBR 6028/2003. Redigir na terceira pessoa do singular torna seu trabalho mais acadêmico e cientí�co. Vamos ao modelo: Outro ponto extremamente importante e que incorre em muitos equívocos: no resumo não há inclusão de ilustrações, grá�cos, tabelas e citações. Recomenda- se parágrafo único. 137 Modelo de Sumário: NBR 6024/2003 (OBRIGATÓRIO). Quanto à sua extensão, os resumos devem ter: a. de 150 a 500 palavras os de trabalhos acadêmicos (teses, dissertações e outros) e relatórios técnico-cientí�cos; b. de 100 a 250 palavras os de artigos de periódicos; c. de 50 a 100 palavras os destinados a indicações breves. Os resumos críticos, por suas características especiais, não estão sujeitos a limite de palavras. Fonte: ABNT, 2003c, p. 2. 138 Elementos textuais Neste momento, vamos falar sobre os elementos que compõem o chamado “miolo” do projeto de pesquisa: tema-problema, hipóteses, objetivos, justi�cativas, referencial teórico, metodologia e cronograma. Tema problema Para tratar do tema-problema, vamos adotar como exemplo o tema O DESEMPREGO NO BRASIL, mas como é muito amplo, precisa ser delimitado, ou seja, direcionar a análise para algo mais especí�co. TEMA: O desemprego no brasil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Assim, delimitamos nosso tema e vamos analisar o desemprego no Brasil, mas somente durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. Em relação ao problema a ser estudado, Mezzaroba e Monteiro a�rmam: Aqui você deve formular (como uma indagação, pergunta, questão) o problema fundamental que você está se propondo a tratar, a clari�car e até a oferecer respostas, dependendo o tipo de pesquisa. Pense que o resultado de seu esforço de investigação será justamente a resposta encontrada por você no decorrer dessa tarefa. Em qualquer pesquisa sempre vamos nos defrontar com o estudo da(s) causas(s) e/ou do(s) efeito(s) do problema. Assim, preste atenção sobre o que você pretende investigar: causas, efeitos ou os dois. (Grifo do autor). (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2014, p. 200). 139 Modelo tema e problema. Percebeu a interessante dica dos autores citados acima? De�nir o objetivo é investigar as causas ou os efeitos do problema ajuda muito na delimitação do seu objeto. Você também pode investigar as causas e efeitos, ou seja, quais as causas do desemprego durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e quais seus efeitos. Outro ponto importante: para determinar o problema de investigação, o pesquisador deve terminar a redação com uma interrogação. No caso de nosso exemplo, vamos optar pelas causas do desemprego no Brasil: PROBLEMA: As políticas governamentais de Fernando Henrique Cardoso contribuíram para o agravamento do desemprego no país? 140 Hipóteses (obrigatório) As hipóteses podem ser interpretadas como possíveis soluções para o problema levantado, o que não signi�ca que sua veracidade deverá ser constatada ao �nal da investigação, pois novos dados poderão surgir durante o desenvolvimento do tema. Segundo Mezzaroba e Monteiro (2014, p. 200): Neste momento você apresenta as possibilidades de respostas para o(s) problema(s) suscitado(s), são os caminhos que o raciocínio deverá percorrer na tarefa de desenvolvimento fundamentado do trabalho. Podem ser a�rmativas ou negativas, a�nal você pode vir a mudar de ideia ao longo do curso da pesquisa. As hipóteses são previsões ou suposições que poderão ser con�rmadas ou não ao �nal da pesquisa. Portanto, as hipóteses são possíveis respostas para o problema levantado. Em nosso exemplo poderiam ser colocadas da seguinte forma: HIPÓTESES a. Não houve um incentivo por parte do Governo Federal para a criação de novos postos de trabalho. b. A modernização da indústria nacional intensi�cou o aumento do desemprego estrutural. c. Houve um aumento signi�cativo da disponibilidade de mão de obra em alguns setores da economia. 141 Figura 1 | Fonte: Fonte aqui Disponível aqui Objetivos (obrigatório) De�nir o objetivo de seu trabalho é extremamente importante para direcionar a investigação. Com isso, você estará mais seguro e diminuirá as chances do trabalho ganhar “braços”, ou seja, fugir do objetivo proposto e �car “divagando” entre outros possíveis objetivos. Já aconteceu de você realizar as pesquisas de seu tema e �car pensando “Esta questão é muito interessante, vou inserir no meu trabalho”, ou então, “Este ponto tem que ser abordado”. Ao �nal, você percebe que o trabalho ganhou várias rami�cações e fugiu do objetivo principal. Portanto, CUIDADO com os “bracinhos”! Segundo Mezzaroba e Monteiro (2014, p. 205-206): Se você está se propondo a pesquisar algum assunto é porque tem uma meta a ser alcançada, pretende constatar, veri�car, examinar ou analisar algo. Este é seu objetivo 142 geral. Enquanto o objetivo geral busca de�nir uma meta para o trabalho como um todo, os objetivos especí�cos estão voltados ao atendimento de questões mais particularesda pesquisa. ATENÇÃO! Jamais confunda o objetivo com o problema da pesquisa, apesar de haver uma certa proximidade entre ambos. Com o objetivo pretendemos sempre esclarecer, veri�car, examinar alguma coisa, objeto, lei, dentro de determinados parâmetros. O problema é a motivação da pesquisa, ou seja, é a pergunta ou perguntas que queremos responder com a nossa pesquisa. Se a análise estiver voltada às causas do desemprego no Brasil, o objetivo geral poderá ser de�nido como: OBJETIVO GERAL Veri�car as causas das altas taxas de desemprego no país durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Além do objetivo geral, você de�ne quais serão os objetivos secundários de sua investigação. Estes objetivos mais especí�cos, na realidade, são os capítulos ou as partes de sua investigação. Seguindo nosso exemplo de pesquisa, podemos de�nir os objetivos secundários como: 143 OBJETIVO ESPECÍFICOS a. Levantamento da taxa de desemprego em nossa História recente. b. Espécie de desemprego veri�cado no período: cíclico ou estrutural. c. Políticas econômicas e sociais do governo FHC no que diz respeito à geração de empregos. Justi�cativa (obrigatório) Este é o momento de evidenciar a importância de sua pesquisa, tanto como enriquecimento pessoal, como para o meio acadêmico em geral. Para Mezzaroba e Monteiro (2014, p. 205): 144 Neste momento apresentam-se os motivos, as razões que ensejaram a pesquisa, o estágio atual da problemática envolvida e o interesse na sua investigação. Justi�ca-se o interesse de pesquisar o objeto na forma que está propondo o autor do trabalho. Na justi�cativa devemos utilizar todos os argumentos indispensáveis para 'vendermos o nosso peixe'. Devemos demonstrar a necessidade e a importância da pesquisa. A justi�cativa é de extrema importância em seu projeto de pesquisa, principalmente se ele for apresentado em processo seletivo para ingresso em curso de mestrado ou doutorado. É o momento de salientar a necessidade e relevância de sua análise, tanto para o meio acadêmico, quanto para o contexto político, econômico e social. 145 Em “referencial teórico”, você poderá utilizar as citações, diretas ou indiretas, para demonstrar a base teórica de sua investigação. É o momento de trazer para a discussão os teóricos que você já tem conhecimento em sua área de investigação. Lembrando novamente que convêm utilizar o bom senso ao trabalhar com estes recursos, pois o excesso de citações poderá acarretar uma impressão equivocada sobre o pesquisador, ou seja, seu empobrecimento argumentativo. Um texto de cinco páginas com 20 citações demonstra que quase não houve argumentação do autor. Isso transforma o trabalho em um mero �chamento. Metodologia (obrigatório) Neste momento, você deve indicar qual metodologia será utilizada para desenvolver sua investigação. Como vimos anteriormente (aulas 4 e 5), você de�ne se adotará o método dedutivo ou indutivo, por exemplo, se utilizará Referencial teórico 146 pesquisa teórica ou prática ou então se você fará a aplicação de questionários ou entrevistas. Aqui é o momento de explicar ao leitor do seu projeto de pesquisa qual caminho será adotado para chegar ao seu objetivo. Cronograma (obrigatório) Pois bem caro(a) aluno(a), já falamos sobre a questão do tempo disponível para pesquisa, não é? Agora vamos organizar este tempo e distribuí-lo entre as diferentes etapas da pesquisa: O planejamento da pesquisa deve indicar a previsão de seu início e �m. Além de determinar essas datas, organize todas as atividades-meio de forma rigorosamente planejada e executável. Planeje tudo com senso de realidade. Lembre- se: o tempo passa rápido, especialmente quando não o desejamos. 147 O cronograma deverá prever o tempo necessário para a consecução de cada etapa da pesquisa: para localizar o material; para ler; para �char; para entrevistar; para colher dados estatísticos; para redigir cada parte da estrutura �nal do trabalho; para fazer as revisões recomendadas pelo orientador, se for o caso; para correção do português; para formatação (estética) do trabalho, e assim por diante. (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2014, p. 2017. Grifo do autor). As etapas mencionadas são para �ns de exemplo, pois podem ser alteradas de acordo com as especi�cidades e necessidades do tema proposto. Referências (obrigatório) Nas referências, você deve inserir apenas as obras que foram citadas em seu projeto de pesquisa, principalmente na etapa do referencial teórico. Lembrando: 148 REFERÊNCIAS – Obras citadas pelas citações diretas ou indiretas. BIBLIOGRAFIA – Obras lidas, mas não citadas. As referências poderão estar dispostas em ORDEM ALFABÉTICA ou por ORDEM NUMÉRICA. Assim, chegamos ao �nal da exposição das etapas do projeto de pesquisa. Convém salientar a importância da elaboração do projeto de pesquisa para organização de suas atividades, momento em que os passos serão de�nidos. Agora, vamos trabalhar as etapas de sua monogra�a de conclusão de curso. 149 14 Apresentação Gráfica Monografia de Graduação – TCC – Parte 1 Aos autores, cabe a responsabilidade pela apresentação grá�ca de uma monogra�a de conclusão de curso, assim como do projeto de pesquisa, desde que esteja em concordância com as normas da ABNT. O modelo aqui apresentado baseia-se nas normas técnicas estabelecidas pela NBR 14724/2011 – Informação e documentação – Trabalhos Acadêmicos – Apresentação. Assim, a estrutura de um trabalho acadêmico consiste em: 151 Modelo de Capa e Lombada As orientações básicas quanto ao formato do papel e tipo de fonte utilizada no TCC são as mesmas apresentadas para o Projeto de Pesquisa. A seguir, modelos para a apresentação grá�ca do TCC, acrescidos de algumas observações, quando pertinentes. 152 Modelo de errata. 153 Modelo de folha de rosto Imagine uma situação em que você vai defender sua monogra�a perante uma banca examinadora, condição de algumas instituições de ensino superior para conclusão da graduação, mestrado e doutorado. Feitas todas as revisões, você entregou a versão �nal para ser submetida à avaliação e na leitura �nal percebeu algum equívoco de datas ou outra informação que vai alterar o sentido da frase. Neste caso, você pode utilizar a opção da errata, que deverá ser entregue aos membros da banca antes do início do processo de defesa. Mas veja: SOMENTE SE O EQUIVOCO FOR ALTERAR O SENTIDO DE SUA AFIRMAÇÃO. Não é aconselhável o uso indiscriminado da errata. O ideal é fazer uma revisão muito atenta, mas, caso precise, existe esta possibilidade. 154 Modelo de folha de aprovação (obrigatório) Modelo Dedicatória (Opcional) e Agradecimentos (Opcional). Dedicatória e agradecimentos são elementos opcionais, logo, você pode inserir um agradecimento ou dedicatória se realmente for de sua vontade. Mas ATENÇÃO: os dois recursos deverão ser sucintos, breves. Não convém estendê- 155 Modelo de epígrafe 1 (Opcional) / Modelo de epígrafe 2 (Opcional). los por duas ou três páginas. Agora vamos falar da epígrafe: trata-se do texto em que o autor apresenta uma citação, seguida de indicação de autoria, relacionada com a matéria tratada no corpo do trabalho. Sabe aquela passagem de efeito escrita por um autor de renome em sua área? Pois bem, isto é uma epígrafe. Pode ser colocada em folha separada (fonte 11, espaçamento simples, recuo de quatro centímetros da margem esquerda e inserida no terço �nal da folha) ou após o título do capítulo (fonte 11, espaçamento simples, recuo de quatro centímetros da margem esquerda e situada no terço inicial da folha). 156 Segundo a NBR 6028/2003, os resumos devem ressaltar os objetivos, métodos e os possíveis resultados, ainda que parciais, que o tema proposto pretende alcançar. Deve-se evitar o uso de tabelas, grá�cos e citações. A sua extensão deverá compreender 150 a 500 palavras. As palavras-chave são três palavras representativas do conteúdo do trabalho. 157 Modelo de Lista de tabelas e de abreviaturas. A NBR 14724 não vincula a lista de tabelas a um mínimo de ocorrências,mas há orientação no sentido de utilizá-la quando exceder cinco tabelas. Mas esta é uma orientação, e apenas você, autor(a), pode determinar a necessidade da inclusão das listas de tabelas, abreviaturas, ilustrações e siglas. 158 Em trabalhos de conclusão de cursos, recomenda-se não exceder a sessão terciária, mas, quando necessário, proceder da seguinte forma: Sessão quaternária ( 1.1.1.1): inicial maiúscula e em itálico. Sessão quinária (1.1.1.1.1): inicial maiúscula e em negrito. Pois bem, caro(a) aluno(a), nesta aula trabalhamos os elementos da parte externa do trabalho acadêmico, ou seja, a capa e lombada. Também vimos a disposição grá�ca dos elementos pré-textuais: folha de rosto, errata, folha de aprovação, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, resumo na língua vernácula, resumo em língua estrangeira, lista de ilustrações, lista de tabelas, lista de abreviaturas e siglas e sumário. Na aula seguinte, vamos continuar com os modelos para a apresentação grá�ca da monogra�a de conclusão, abordando os elementos textuais: introdução desenvolvimento e conclusão, além dos elementos pós-textuais: referências, glossário, apêndice, anexo e índice. 159 15 Apresentação Gráfica Monografia de Graduação – TCC – Parte 2 Modelo de Introdução Dando continuidade à apresentação grá�ca da monogra�a de conclusão de curso, nesta aula vamos tratar dos elementos textuais, o chamado “miolo” do trabalho, principalmente o desenvolvimento, pois sua investigação será desenvolvida com o auxílio de obras de terceiros, por meio das citações diretas ou indiretas. Introdução (obrigatório) A introdução apresenta uma síntese do tema proposto e contém justi�cativa do trabalho e metodologia empregada (levantamento bibliográ�co, pesquisa de campo, uso de questionários e outros). Todas as páginas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas sequencialmente, mas não numeradas. A numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual, em algarismos arábicos, no canto superior direito da folha, a 2 cm da borda superior, �cando o último algarismo a 2 cm da borda direita da folha. No caso de o trabalho ser 161 constituído de mais de um volume deve ser mantida uma única sequência de numeração das folhas do primeiro ao último volume. Havendo apêndice ou anexo, as suas folhas devem ser numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. (ABNT, 2011a, p. 7). Lembre-se: não é o momento adequado para colocação de tabelas, grá�cos ou citações, este é seu momento de apresentar seu trabalho. Embora pareça algo sem sentido, a introdução deverá ser elaborada juntamente à conclusão, ao �nal de sua investigação. Desenvolvimento (obrigatório) A etapa do desenvolvimento do trabalho con�gura o chamado “miolo do texto”, momento em que o autor vai discorrer sobre o tema proposto e inserir as citações, tanto diretas quanto indiretas, a �m de fundamentar teoricamente suas argumentações. 162 Modelo de Conclusão. Conclusão (obrigatório) Na conclusão, o(a) autor(a) procura resgatar as conclusões parciais obtidas ao �nal de cada parte ou capítulo, ou seja, apresenta uma síntese das ideias obtidas durante o desenvolvimento do trabalho. Referências (obrigatório) 163 Apêndice, anexo e índice (opcionais) 164 Modelo de Apêndice e Anexo. Modelo de índice. Índice 165 Relativo à inclusão de anexos e apêndices, observe o que os autores salientam: Em um Trabalho Acadêmico (TCC) raramente ocorre a necessidade de citar anexos (textos não produzidos pelo autor: transcrição de leis, tabelas estatísticas transcritas de alguma publicação) e apêndices (textos produzidos pelo próprio autor da monogra�a: questionários, entrevistas, tabelas, fotogra�as). Os anexos e apêndices são textos complementares do trabalho; contêm documentos ilustrativos que se tornaram inviáveis no interior dos capítulos. (HENRIQUES; MEDEIROS, 2008, p. 112). Segundo exposto acima, o autor deve considerar a necessidade da inclusão de apêndices ou anexos em sua monogra�a de conclusão de curso, pois o excesso da utilização desses recursos poderá comprometer a seriedade do trabalho e demonstrar carência de interpretação do autor. Introdução – o autor expõe ao leitor as partes do trabalho, expondo objetivos e metodologia. Desenvolvimento – momento em que o autor vai discorrer sobre o tema proposto, inserir as citações, tanto diretas quanto indiretas. Conclusão – o autor resgata as conclusões parciais dos itens anteriores. Não necessariamente trará novidades, vai organizar as conclusões obtidas e encerrar relacionando os resultados com os objetivos propostos. 166 Chegamos ao �nal da apresentação grá�ca de sua investigação cientí�ca, lembrando, mais uma vez, que as normas de apresentação grá�ca de seu trabalho não são meros detalhes. A adoção das normas trabalhadas durante nossas aulas são de extrema importância não somente para sua monogra�a de conclusão de curso, mas também deverá ser observada nas demais atividades acadêmicas desenvolvidas durante sua formação. Para �nalizar nossa discussão, convém salientar algumas questões relativas ao papel do orientador durante sua investigação cientí�ca: Quem é o orientador? O orientador é o docente que irá acompanhá-lo durante todas as etapas de desenvolvimento de sua monogra�a de conclusão de curso: [...] o orientador desempenha um papel de um educador, cuja experiência mais amadurecida interage com a experiência em construção do orientando. Não se trata de um processo de ensinamento instrucional, de um conjunto de aulas particulares, mas de um diálogo em que duas partes interagem, respeitando a autonomia e a personalidade de cada uma. [...] O papel do orientador não é o papel de pai, de tutor, de protetor, de advogado de defesa, de analista, como também não é o de feitor. De carrasco, de senhor de escravos ou de coisa que o valha. Ele é um educador, estabelecendo, portanto, com seu orientando uma relação educativa, com tudo o que isto signi�ca, no plano da elaboração cientí�ca, entre pesquisadores. A verdadeira relação educativa pressupõe necessariamente um trabalho conjunto em que ambas as partes crescem. Trata-se de uma relação de enriquecimento recíproco. É necessário que ocorra uma relação dialética em que esteja ausente qualquer forma de opressão ou submissão. (SEVERINO, 2016, p. 247). 167 Há uma interpretação equivocada da relação estabelecida entre o orientador e o orientando, pois é muito comum o aluno �car esperando que o orientador trace todo seu caminho de investigação. Lembre-se, ele é ORIENTADOR e não AUTOR. Toda responsabilidade na condução da pesquisa, inclusive o cumprimento de prazo, é sua. 168 16 Trabalhos Acadêmicos da Graduação Agora chegou o momento de tratarmos das demais atividades cientí�cas desenvolvidas durante sua formação acadêmica. É importante ressaltar que as normas técnicas trabalhadas nas aulas anteriores deverão ser aplicadas também aos trabalhos didáticos. Certamente não será possível uma análise completa destas atividades, pois há um número expressivo de trabalhos cientí�cos que podem ser solicitados durante seu curso, mas vamos trabalhar os principais. Vamos lá? Resumos Primeiro ponto a considerar: resumo não é uma miniatura do texto, ou seja, uma extração das questões centrais utilizando as palavras do autor, veremos adiante que isto é um dos tipos de resenha. Segundo a NBR 6028/2003, podemos considerar três formatos de resumos: crítico, indicativo e informativo. Vejamos: [...] resumo crítico: Resumo redigido por especialistas com análise crítica de um documento. Também chamado de resenha. Quando analisa apenas uma determinada edição entre várias, denomina-se recensão. [...] resumo indicativo: Indica apenas os pontos principais do documento, não apresentando dados qualitativos, quantitativos, etc. De modo geral, não dispensa a consulta do original. [...] resumo informativo: Informa ao leitor �nalidades, metodologia, resultados e conclusões do documento, de tal forma que este possa,inclusive, dispensar a consulta ao original. Com relação à extensão do resumo, a mesma norma de�ne que: 170 a. de 150 a 500 palavras os de trabalhos acadêmicos [Trabalho de Conclusão de Curso, TCC, Dissertações e Teses] e relatórios. b. de 100 a 250 palavras os de artigos de periódicos; c. de 50 a 100 palavras os destinados a indicações breves. Com base nas orientações gerais da ABNT para resumos didáticos, vamos considerar alguns formatos especí�cos. Resumos apresentados em eventos científicos: simples e expandido A participação em eventos cientí�cos faz parte da vida acadêmica e deve ser considerado um dos requisitos principais para a conclusão. As atividades de iniciação cientí�ca, além de agregar conhecimentos especí�cos ao saber adquirido no decorrer do curso, propicia uma valorização de seu currículo. Nos eventos cientí�cos, de iniciação cientí�ca ou especí�cos da pós-graduação, geralmente são solicitados dois tipos de resumos: simples e expandido. No resumo simples, deve-se considerar a exposição de objetivos, metodologia, resultados e conclusões. Deverá ser apresentado em parágrafo único e espaçamento simples e a extensão (geralmente) compreende entre 150 a 500, mas depende muito da natureza do evento. Por ter uma natureza mais sucinta, no resumo simples não há inclusão de citações, grá�cos, tabelas ou ilustrações. Observação importante: resumos apresentados em eventos cientí�cos deverão obedecer às normas do evento que, em sua maioria, estão de acordo com as normas técnicas da ABNT. 171 Modelo de Resumo simples Já o resumo expandido pressupõe uma análise mais detalhada e se permite a inclusão de citações, diretas ou indiretas, e geralmente compreende 4 ou 5 páginas. Também depende muito do evento em que o trabalho for destinado. Observe o modelo abaixo, lembrando que para resumo expandido, a consulta às normas do evento é imprescindível. 172 Resumo expandido. Resenhas É muito comum que, durante as atividades desenvolvidas nas disciplinas de seu curso, sejam solicitadas resenhas de determinadas obras. Também durante o desenvolvimento de sua monogra�a as resenhas poderão ser muito uteis no sentido de trazer informações prévias sobre determinada obra, facilitando a localização daquilo que realmente interessa ao objetivo de seu estudo. Resenha, recensão de livros ou análise bibliográ�ca é uma síntese ou um comentário dos livros publicados e em revistas especializadas das várias áreas da ciência, das artes e da �loso�a. (SEVERINO, 2016, p. 216-217). Percebeu a importância da resenha em sua vida acadêmica? E se trata de um excelente método de estudo para organizar sua leitura e atividades didáticas. 173 Ainda segundo Filomeno (2016) podemos relatar três tipos de resenhas: 1. Informativa – Apenas expõe o conteúdo do texto. 2. Crítica – Se manifesta sobre o valor do texto analisado (opinativa). 3. Crítico-informativa – Expõe o conteúdo e realiza comentários sobre ele. Agora, vamos ver um modelo de resenha crítico informativa, ressaltando que é uma sugestão para apresentação grá�ca e você encontra formatos diferentes na literatura da área, mas deverá apresentar os elementos básicos expostos abaixo. Resenha crítico-informativa Breve relato sobre a biogra�a e obras do autor; Exposição sintética do conteúdo do texto (Assunto, objetivos, ideia central); Comentários sobre a obra (Aspectos positivos ou negativos); Indicação de autoria da resenha. Relativo aos comentários sobre a obra, convém destacar que algumas resenhas trazem na sequência da exposição do conteúdo da obra, ou seja, você pode fazer os comentários intercalando com o conteúdo. Ou então no �nal da exposição do conteúdo, como consta no modelo 3. Ao tratar dos aspectos positivos, você pode “destacar a contribuição que o texto traz para determinados setores da cultura, sua qualidade cientí�ca, literária ou �losó�ca, sua originalidade, etc.; negativamente explicitar as falhas, incoerências e limitações do texto.” (SEVERINO, 2016, p. 217). Na resenha crítico-informativa, existe a possibilidade da inclusão de algumas passagens da obra (citações diretas), desde que em concordância com as normas técnicas da ABNT. Não há indicativo quanto à extensão da resenha, ou seja, a quantidade de páginas é relativa à natureza da obra analisada e ao objetivo do autor da resenha. 174 Mas lembre-se somente da obra que você está resenhando, nunca de outras obras. Neste ponto, há uma consideração de extrema importância: crítica não signi�ca ataque pessoal ao autor, mas diz respeito à obra que está sendo realizada a resenha. Ensaio teórico O ensaio teórico consiste em um resgate teórico consistente e amparado em uma documentação empírica e bibliográ�ca. Ainda pode ser de�nido como uma exposição lógica e, principalmente, re�exiva. Neste documento, há uma maior liberdade do autor para expor suas opiniões, defender sua posição com relação à discussão sem a necessidade de fundamentar teoricamente por meio de um acervo teórico. Mas, neste caso, a sólida formação intelectual do autor tem papel decisivo: Às vezes são encontradas tese, sobretudo de livre-docência e até mesmo de doutorado, com características de ensaios que são bem-aceitas devido a seu rigor e maturidade do autor. De fato, o ensaio não dispensa o rigor lógico e a coerência na argumentação e por isso mesmo exige grande formação cultural e muita maturidade intelectual. (SEVERINO, 2016, p. 218). O fato de o ensaio conferir maior liberdade ao autor faz com que seja um dos instrumentos mais utilizados no meio acadêmico, principalmente para atividades com caráter avaliativo. Fichamentos A prática de �chamentos é muito produtiva no sentido de organizar seus estudos ou uma pesquisa cientí�ca. Após a fase do levantamento bibliográ�co tem início a seleção do material, pois nem tudo poderá ser incorporado ao seu trabalho. Com a leitura do material selecionado você organiza as informações. Neste momento, o �chamento representa um instrumento e�caz de pesquisa. 175 Se o material estiver compilado de forma competente, não haverá necessidade de retornar às obras consultadas, e o pesquisador estará pronto para promover sua re�exão sobre as informações �chadas com muita segurança, determinando o sucesso do resultado do seu esforço. (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2014, p. 268, grifo do autor). Quando estiver na fase de redação de seu trabalho, você tem a opção de consultar os �chamentos (desde que bem feito) e não a obra original, o que acarreta um ganho de tempo. Lembrando que em décadas passadas, antes das inovações tecnológicas e o acesso quase que massi�cado dos computadores, era muito comum o uso de �chas em formato físico. Ainda é possível a aquisição destas �chas em papelarias. Portanto, você decide pelo formato, se físico ou um arquivo do Word em seu computador. Vamos aos tipos de �chamentos; não todos, mas aqueles que possam ser úteis em sua vida acadêmica. São eles: Ficha de aula, palestra, conferência e seminário Ficha-destaque Ficha de aula, palestra, conferência e seminário Este tipo de �cha é muito útil para anotações de exposição, seja presencial ou on line. Ao assistir a uma aula, por exemplo, você pode fazer anotações dos pontos centrais e depois transcrever para as �chas com complemento teórico, ou seja, com base em seus estudos. Observe o modelo abaixo: 176 Ficha de aula 1. Indicação do tipo de �cha 2. Nome do autor do �chamento 3. Data do evento (aula, palestra, etc.) 4. Nome do professor (palestrante, conferencista,painelista, etc.) 5. Título ou tema da aula (da palestra, do painel, do seminário, etc.) 6. Exposição do conteúdo ministrado. 7. Apreciação crítica, ressalvas, pontos de interesse ou de contato com outras informações, re�exão �nal sobre algum ponto ou sobre o conjunto do conteúdo das informações recebidas. 8. Data da realização do �chamento. (Autoria da �cha) Ficha destaque O uso destas �chas é muito útil para redação de sua investigação cientí�ca, pois constitui um resumo com fundamento teórico que você pode inserir emseu texto �nal. O que não descarta sua utilização durante seus anos de estudo no ensino superior, pois é uma forma bastante produtiva de organizar suas leituras. Neste tipo de �chas, você deve transcrever as principais passagens de sua leitura por meio das citações, sejam diretas ou indiretas, mas sempre com os elementos obrigatórios que já estudamos anteriormente (nas aulas 7 e 8), como autoria, ano e página. Vamos ao modelo: 177 Ficha destaque 1. Indicação do tipo de �cha. 2. Nome do autor do �chamento. 3. Referência bibliográ�ca completa. 4. Referente (se necessário) 5. Conteúdo do resumo (sempre indicando as páginas onde as ideias podem ser encontradas). 6. Observações pessoais e/ou comentários �nais. 7. Data da realização do �chamento. (Autoria da �cha) Fichas temáticas Com a utilização das �chas temáticas, você pode organizar seus estudos por determinados temas. Por exemplo, considerando tipos de sociedade como tema, você pode reunir em uma única �cha diferentes obras que tratam deste tema. Esta modalidade de �cha é estratégica para determinados tipos de pesquisa. Isso porque proporciona a organização de várias fontes segundo o tema (assunto, categoria, conceito, etc.) em uma mesma �cha, o que lhe facilita o acesso e a re�exão sobre o conjunto das informações. A exposição sobre o tema, segundo um ou mais autores, pode ser na forma de resumo ou de destaques, ou ambos. (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2014, p. 278-279). Observe o modelo de �cha temática: 178 Ficha temática 1. Indicação do tipo de �cha. 2. Nome do autor do �chamento. 3. Referência(s) bibliográ�ca(s) completa(s). 4. Tema (assunto; categoria; conceito). 5. Conteúdo. 6. Observações pessoais e/ou comentários. 7. Data da realização do �chamento. (Autoria da �cha) Com os três tipos de �chamentos mencionados chegamos ao �nal da aula sobre trabalhos acadêmicos. Portanto, caro(a) aluno(a), você já tem instrumentos muito produtivos para organizar seus estudos e realizar as atividades propostas pelo seu curso de forma consciente e responsável. Veja detalhes em: Disponível aqui Se você tem interesse em outras ferramentas de auxílio aos trabalhos acadêmicos, convém consultar uma coleção bastante interessante que trata dos trabalhos aqui mencionados, como também outras ferramentas, com maiores detalhes. A série apresenta quatro volumes: Resumo, Resenha, Planejar gêneros acadêmicos e Trabalhos de pesquisa. 179 https://medium.com/@dissensaoetreplica/conhe%C3%A7a-cole%C3%A7%C3%A3o-leitura-e-produ%C3%A7%C3%A3o-de-textos-t%C3%A9cnicos-e-acad%C3%AAmicos-86f7abb2e253 Conclusão Caro(a) aluno(a), chegamos ao �nal da disciplina de Metodologia da Pesquisa Cientí�ca. Durante as atividades propostas pelo livro da disciplina, você percebeu que foram apresentados instrumentos que irão acompanhá-lo durante sua trajetória no ensino superior. Observe com atenção as orientações. Desta forma, você certamente terá segurança para desenvolver todas as atividades propostas pelo seu curso, desde as anotações em sala de aula até a construção e �nalização de sua monogra�a de conclusão. Lembrando que as normas técnicas não são apenas detalhes, mas uma ferramenta essencial à conclusão de seus objetivos. Não somente na academia, as normas são também necessárias em sua vida, em seu cotidiano. Por meio da observação adequada do livro de Metodologia da Pesquisa Cientí�ca, você estará preparado para realizar suas atividades de forma segura e responsável. Seja persistente, coerente e responsável, assim, seu sucesso é apenas uma questão de tempo! Boas pesquisas! 180 Material Complementar Livro Como se faz uma tese Autor: Umberto Eco Editora: Perspectiva Sinopse: Por meio do texto, é possível ter uma noção geral de todos os “conselhos” dados por Umberto Eco aos que se desa�am a escrever teses acadêmicas de forma qualitativamente cientí�cas. Livro Metodologia da pesquisa Cientí�ca Autor: José Matias Pereira Editora: Atlas Sinopse: A obra discorre sobre os principais conceitos de metodologia da pesquisa, bem como os instrumentos utilizados na condução da investigação cientí�ca. Destina-se a pesquisadores de todos os níveis, da graduação e pós- graduação. Livro Pesquisa para iniciantes Autor: Flávia Lages de Castro Editora: Lumen Juris Sinopse: Em linguagem acessível aos pesquisadores que estão iniciando as práticas de pesquisa, a obra proporciona a exposição de elementos essenciais ao desenvolvimento de pesquisas cientí�cas. 181 Filme Fim dos Tempos Ano: 2008 Sinopse: Um professor de ciências propõe aos alunos uma pesquisa na qual terão que aplicar as regras de investigação cientí�ca. Filme O Nome da Rosa Ano: 1996 Sinopse: Em uma atuação impecável, o ator Sean Connery dá vida ao questionador monge franciscano Guilherme de Baskerville, chamado às pressas a um mosteiro italiano medieval para investigar vários casos de religiosos que tiveram mortes enigmáticas. A trama, baseada no livro do escritor Umberto Eco, desenrola-se em 1327, época em que a Igreja Católica já exercia poderio absoluto em todo o continente europeu. As mortes, é claro, foram tidas desde o princípio como obra do demônio. Mas a investigação minuciosa conduzida por Guilherme acabou provando o óbvio: o mistério tinha uma explicação muito mais racional (e controversa) do que aparentava. Por embasar seus julgamentos em evidências e não em dogmas ou verdades reveladas, o frade é representado como uma espécie de precursor do cientista moderno. O �lme também discute a relação de intolerância do pensamento religioso para com o cientí�co. 182 Web Documentário: breve histórico do método cientí�co. O documentário resgata as origens do método cientí�co, desde o Egito Antigo, passando pela Grécia e seus principais estudiosos. Conteúdo extremamente rico em detalhes do desenvolvimento dos principais métodos de pesquisa. Acesse o link Web Documentário: Pedro Demo fala sobre a educação pela pesquisa Excelente conteúdo trabalhado por Pedro Demo, autor de destaque da Metodologia Cientí�ca, que ressalta a importância da produção odo conhecimento no processo de ensino aprendizagem. Acesse o link 183 https://biologo.com.br/bio/breve-historia-do-metodo-cientifico/ https://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw ABNT. NBR 6022: Informação e documentação – Artigo em publicação periódica técnica e/ou cientí�ca – Apresentação. Rio de janeiro, 2018a. ABNT. NBR 6023: Informação e documentação – Referências – Elaboração. Rio de janeiro, 2018b. ABNT. NBR 6024: Numeração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação. Rio de Janeiro, 2003a. ABNT. NBR 6027: Sumário – Apresentação. Rio de Janeiro, 2003b. ABNT. NBR 6028: Resumo – Apresentação. Rio de Janeiro, 2003c. ABNT. NBR 6034: Índice – Apresentação. Rio de Janeiro, 2005. ABNT. NBR 10520: Informação e documentação – Citações em documentos – Apresentação. Rio de janeiro, 2002. ABNT. NBR 12225: Lombada – Apresentação. Rio de Janeiro, 2004. ABNT. NBR 14724: Informação e documentação – Trabalhos Acadêmicos – Apresentação. Rio de janeiro, 2011a. ABNT. NBR 15287: Informação e documentação – Projeto de pesquisa – Apresentação. Rio de Janeiro, 2011b. HENRIQUE, Antonio; MEDEIROS, João Bosco. Monogra�a no curso de Direito: como elaborar o trabalho de conclusão de curso (TCC). 6. ed. São Paulo: Atlas, 2008. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia cientí�ca. São Paulo: Atlas MEZZAROBA, Orides; MONTEIRO, Cláudia Sevilha. Manual de Metodologia da Pesquisa no Direito. 4. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2014. SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho cientí�co. 24. ed., São Paulo: Cortez, 2016. VOLPATO, Gilson L. Guia prática para redação cientí�ca. Botucatu: Best Writing, 2014. Referências 184 Organização do Estudo no Ensino Superior Tipos de Conhecimento: Mítico, Popular, Filosófico e Científico Conhecimento Científico e o Conceito de Verdade Métodos de Pesquisa Científica Tipos de Pesquisa Científica Normas Técnicas (Abnt) – Apresentação e Orientações Gerais O Uso Corretode Citações em Documentos - NBR 10520/2002 – Parte 1 O Uso Correto de Citações em Documentos - NBR 10520/2002 – Parte 2 Referências – NBR 6023/2018 – Parte 1 Referências – NBR 6023/2018 – Parte 2 Desenvolvimento de uma Investigação Científica Artigo Científico: Orientações Básicas Projeto de Pesquisa – Apresentação Gráfica Apresentação Gráfica Monografia de Graduação – TCC – Parte 1 Apresentação Gráfica Monografia de Graduação – TCC – Parte 2 Trabalhos Acadêmicos da Graduação