Prévia do material em texto
Proteína G As proteínas Gs medeiam a transmissão do sinal entre os receptores acoplados às proteínas Gs (GPCRs) e efetores múltiplos, tais como enzimas e canais iônicos. Os GPCRs podem ser ativados por ligantes como, por exemplo, hormônios, neurotransmissores (acetilcolina, norepinefrina, eicosanoides), hormônios polipeptídicos, entre outros. Nos últimos anos, tem sido frequente a identificação e associação causal de mutações em proteínas G e em seus receptores com diversas patologias. Também tem sido descrito que a dessensibilização e a internalização dos receptores acoplados à proteína G mediadas pela ativação de proteínas cinases estão envolvidas com proliferação, diferenciação e morte celular, além de síndromes neuropsiquiátricas. Considerando que a farmacodinâmica estuda o modo e o mecanismo da interação dos fármacos com os sistemas biológicos, resultando em ação terapêutica, é extremamente importante que sejam conhecidas as patologias que possam ser decorrentes de disfunções de receptores. Nesse contexto, pesquise e descreva quais patologias são resultantes da disfunção nas proteínas G e receptores acoplados a proteínas G. Resposta: Mutações nas proteínas G ou nos GPCR foram relacionadas a um amplo espectro de doenças hereditárias e somáticas que variam desde diferentes tipos de câncer até problemas como infertilidade. Esses receptores mutantes podem ser incapazes de gerar um sinal normal ou podem, constitutivamente, independentemente da ligação de uma agonista, gerar um sinal. Além disso, o problema pode estar na expressão inadequada do receptor na superfície celular ou pode apenas envolver o impedimento da sua ligação ao agonista.Também tem sido demonstrada associação causal de mutações em proteínas G e em GPCR com diversas endocrinopatias (p. ex., diabetes insípido nefrogênico, hipotiroidismo familiar, puberdade precoce familiar no sexo masculino e nódulos tiroidianos hiperfuncionantes) e doenças cardiovasculares (insuficiência cardíaca, aterosclerose e hipertensão arterial).