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SIMULADO Legislação Penal e Processual Penal Especial para OAB Exame XXXVII - 2023

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Questões resolvidas

Quanto às condutas previstas na Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/1941), é correto afirmar que:
a) a ação penal é de iniciativa privativa do ofendido;
b) se pune a tentativa de contravenção, assim como as condutas consumadas;
c) configura perturbação do trabalho ou sossego alheios o abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;
d) são inaplicáveis as medidas de segurança previstas no Código Penal;
e) na prática de vias de fato a pena aumenta-se de 2/3 se a vítima for maior de 60 anos.

Sobre a contravenção penal, assinale a afirmativa incorreta.
a) Em geral, a contravenção penal é espécie de infração penal menos grave do que o crime, sendo, por isso, chamada pela doutrina de crime‐anão.
b) Assim como o Código Penal, a Lei de Contravenções Penais (DL n. 3.688) prevê hipóteses de extraterritorialidade em que a lei brasileira será aplicável à contravenção praticada fora do território nacional.
c) Como regra geral, o sujeito que pratica contravenção penal depois de transitado em julgado a sentença que o tenha condenado por crime no Brasil ou no exterior ou, no Brasil, por contravenção, é reincidente.
d) Não é punível a tentativa de contravenção.
e) Para a contravenção penal, nos termos da lei especial, as penas principais são multa e prisão simples.

Em matéria de contravenções penais, podemos afirmar que:
(A) as penas principais previstas na Lei das Contravenções Penais são: prisão simples, multa e perda de função pública.
(B) a lei brasileira é sempre aplicada à contravenção praticada fora do território nacional.
(C) recusar o recebimento de cheque é contravenção penal prevista na Lei de Contravenções Penais.
(D) é contravenção penal anunciar substância destinada a provocar aborto.
(E) a exploração da credulidade pública é uma contravenção penal.

Em relação à contagem de tempo para remição da pena, é correto afirmar que:
a) o direito à remição não prescinde do efetivo e comprovado exercício de atividades laborais pelo reeducando;
b) tem direito à remição o reeducando que demonstra que a vaga de trabalho existia e foi retirada;
c) a omissão estatal na promoção de atividades laborativas permite a contagem de tempo ficta para remição;
d) tem direito à remição o reeducando que demonstra que a vaga de trabalho ofertada não pôde ser desempenhada;
e) tem direito à remição o reeducando que demonstra que não dispunha de habilidades para a vaga de trabalho ofertada.

Acerca da atividade laborativa do preso, nos termos da Lei de Execuções Penais, é correto afirmar que:
a) o trabalho do preso poderá ser gerenciado por fundação ou empresa pública, com autonomia administrativa, e terá por objetivo a formação profissional do condenado.
b) os presos que concordarem em realizar o trabalho externo em serviço ou obras públicas estarão sujeitos ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho.
c) o trabalho do preso será remunerado, mediante prévia tabela, não podendo ser inferior ao salário mínimo.
d) o trabalho é obrigatório para todos os presos, em caráter definitivo ou provisório.
e) o trabalho externo será admissível para os presos em regime semiaberto somente em serviço ou obras públicas realizadas pela Administração Direta ou Indireta, caso em que o limite máximo de número de presos será de 30% (trinta por cento) dos empregados da obra.

Pedro, réu primário, foi condenado, em março de 2020, à pena privativa de liberdade de 12 (doze) anos, em regime inicialmente fechado, por cometimento de crime hediondo com resultado morte. Quando já havia cumprido 2 (dois) anos e 5 (cinco) meses da pena, foi surpreendido por um agente penitenciário, portando um aparelho telefônico apto a estabelecer comunicação com o ambiente externo.
Neste caso, nos termos da Lei de Execuções Penais (LEP), é correto afirmar que:
a) Pedro cometeu falta leve, pois a falta grave somente se configura quando o detento é flagrado utilizando efetivamente o aparelho telefônico ou outro similar para estabelecer comunicação com o ambiente externo ou quando apresentar reincidência na conduta de portar aparelho telefônico ou similar. Portanto, deverá ser advertido pela autoridade administrativa competente e poderá progredir de regime, quando houver cumprido 2/5 (dois quintos) da pena, em razão da natureza hedionda do crime cometido.
b) Pedro cometeu falta grave, pois a LEP não faz distinção, para fins de qualificação da conduta como falta grave, entre os atos de portar e utilizar efetivamente aparelho telefônico para estabelecer comunicação com o ambiente externo. Portanto, deverá ser advertido pela autoridade administrativa competente e poderá progredir de regime, quando houver cumprido 2/5 (dois quintos) da pena, em razão da natureza hedionda do crime cometido.
c) Pedro não cometeu falta leve ou grave, pois a LEP não qualifica como falta a conduta do detento de, tão somente, portar aparelho telefônico, sendo necessário o flagrante de efetiva comunicação com o ambiente externo através do aparelho telefônico para a configuração da respectiva falta. Portanto, Pedro poderá progredir de regime, quando houver cumprido 50% (cinquenta por cento) do montante da pena.
d) Pedro cometeu falta grave, ainda que não tenha sido flagrado, efetivamente, estabelecendo comunicação com o ambiente externo. Portanto, estará sujeito às sanções disciplinares previamente estabelecidas e o prazo para a obtenção da progressão de regime de cumprimento da pena será interrompido. Caso em que o reinício de sua contagem terá como base a pena remanescente.
e) Pedro cometeu falta média, pois a falta grave somente se configura quando o detento é flagrado utilizando efetivamente o aparelho telefônico ou outro similar para estabelecer comunicação com o ambiente externo. Portanto, estará sujeito às sanções disciplinares previamente estabelecidas e o prazo para a obtenção da progressão de regime de cumprimento da pena será majorado para 60% (sessenta por cento) da pena fixada em sentença.

A autorização das saídas temporárias é benefício previsto nos Arts. 122 e seguintes da Lei de Execução Penal (LEP), com o objetivo de permitir ao preso que cumpre pena em regime semiaberto visitar a família, estudar na comarca do Juízo da Execução e participar de atividades que concorram para o retorno ao convívio social, aplicável ao condenado que não tenha praticado crime hediondo com resultado de morte.
Sobre esse tema, é correto afirmar que:
a) o benefício depende de ato motivado do juiz da execução penal, devendo cada autorização de saída temporária do preso ser precedida de decisão judicial motivada e individualizada;
b) o benefício depende de ato motivado do juiz da execução penal, ouvido o Ministério Público e a administração penitenciária, desde que o preso tenha comportamento adequado, tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
c) é incabível a fixação de calendário anual de saídas temporárias por ato judicial único, ainda que observadas as hipóteses de revogação automática, devendo haver a apreciação individual de cada pedido, com decisão fundamentada, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
d) o calendário prévio das saídas temporárias deve ser fixado pelo Juízo das Execuções, sendo possível delegar à autoridade prisional a escolha das datas específicas nas quais o apenado irá usufruir os benefícios, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
e) respeitado o limite anual de trinta e cinco dias, estabelecido na LEP, é cabível a concessão de maior número de autorizações de curta duração, até o limite de cinco vezes ao ano, já intercaladas durante os doze meses, com ou sem pernoite, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.

A Administração da Penitenciária Central do Estado comunica à Vara de Execuções Penais que o apenado Russel estaria envolvido na tentativa de introdução de entorpecentes, aparelhos de telefonia celular e carregador de bateria na unidade prisional, que lhe foram encaminhados por correspondência tipo SEDEX, sendo a abertura do pacote feita por agentes públicos, antes de haver a efetiva entrega.
Diante desse cenário, é correto afirmar que:
a) pratica falta grave o reeducando que recebe encomenda a ele dirigida e autoriza sua verificação, sendo identificado material de natureza ilícita;
b) não pratica falta grave o reeducando em razão de conduta praticada por terceiro, sob pena de violação do princípio constitucional da intranscendência;
c) pratica falta grave o reeducando que não tem disciplina e senso de responsabilidade suficiente, recebendo encomenda com drogas e aparelho celular;
d) não pratica falta grave o reeducando em razão da não descoberta dos itens ilícitos em seu poder direto ou no interior da sua cela;
e) pratica falta grave o reeducando que confirma como sua correspondência remetida por terceiro a ele não relacionado e que contém produtos ilícitos.

André foi condenado em primeira instância pela prática de um crime de latrocínio e, como respondeu ao processo na condição de preso, foi extraída carta de execução provisória. Durante a execução provisória de sua pena, André foi encontrado com vários aparelhos de telefonia celular e uma faca escondidos em sua cama.
Descobertos os fatos por agentes penitenciários, André:
a) poderá ter reconhecida contra si a prática da falta grave pelo diretor do estabelecimento penitenciário, desde que a conduta seja assim prevista e que seja instaurado procedimento administrativo prévio, assegurado direito de defesa;
b) não poderá ser punido com regressão de regime caso a conduta não esteja prevista em lei como falta grave, mas poderá ser colocado em regime disciplinar diferenciado por determinação do diretor do presídio;
c) poderá ser punido em decisão direta proferida pelo juízo da execução, desde que a conduta esteja prevista como falta grave, não sendo necessária a oitiva do apenado ou de sua defesa técnica;

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Questões resolvidas

Quanto às condutas previstas na Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/1941), é correto afirmar que:
a) a ação penal é de iniciativa privativa do ofendido;
b) se pune a tentativa de contravenção, assim como as condutas consumadas;
c) configura perturbação do trabalho ou sossego alheios o abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;
d) são inaplicáveis as medidas de segurança previstas no Código Penal;
e) na prática de vias de fato a pena aumenta-se de 2/3 se a vítima for maior de 60 anos.

Sobre a contravenção penal, assinale a afirmativa incorreta.
a) Em geral, a contravenção penal é espécie de infração penal menos grave do que o crime, sendo, por isso, chamada pela doutrina de crime‐anão.
b) Assim como o Código Penal, a Lei de Contravenções Penais (DL n. 3.688) prevê hipóteses de extraterritorialidade em que a lei brasileira será aplicável à contravenção praticada fora do território nacional.
c) Como regra geral, o sujeito que pratica contravenção penal depois de transitado em julgado a sentença que o tenha condenado por crime no Brasil ou no exterior ou, no Brasil, por contravenção, é reincidente.
d) Não é punível a tentativa de contravenção.
e) Para a contravenção penal, nos termos da lei especial, as penas principais são multa e prisão simples.

Em matéria de contravenções penais, podemos afirmar que:
(A) as penas principais previstas na Lei das Contravenções Penais são: prisão simples, multa e perda de função pública.
(B) a lei brasileira é sempre aplicada à contravenção praticada fora do território nacional.
(C) recusar o recebimento de cheque é contravenção penal prevista na Lei de Contravenções Penais.
(D) é contravenção penal anunciar substância destinada a provocar aborto.
(E) a exploração da credulidade pública é uma contravenção penal.

Em relação à contagem de tempo para remição da pena, é correto afirmar que:
a) o direito à remição não prescinde do efetivo e comprovado exercício de atividades laborais pelo reeducando;
b) tem direito à remição o reeducando que demonstra que a vaga de trabalho existia e foi retirada;
c) a omissão estatal na promoção de atividades laborativas permite a contagem de tempo ficta para remição;
d) tem direito à remição o reeducando que demonstra que a vaga de trabalho ofertada não pôde ser desempenhada;
e) tem direito à remição o reeducando que demonstra que não dispunha de habilidades para a vaga de trabalho ofertada.

Acerca da atividade laborativa do preso, nos termos da Lei de Execuções Penais, é correto afirmar que:
a) o trabalho do preso poderá ser gerenciado por fundação ou empresa pública, com autonomia administrativa, e terá por objetivo a formação profissional do condenado.
b) os presos que concordarem em realizar o trabalho externo em serviço ou obras públicas estarão sujeitos ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho.
c) o trabalho do preso será remunerado, mediante prévia tabela, não podendo ser inferior ao salário mínimo.
d) o trabalho é obrigatório para todos os presos, em caráter definitivo ou provisório.
e) o trabalho externo será admissível para os presos em regime semiaberto somente em serviço ou obras públicas realizadas pela Administração Direta ou Indireta, caso em que o limite máximo de número de presos será de 30% (trinta por cento) dos empregados da obra.

Pedro, réu primário, foi condenado, em março de 2020, à pena privativa de liberdade de 12 (doze) anos, em regime inicialmente fechado, por cometimento de crime hediondo com resultado morte. Quando já havia cumprido 2 (dois) anos e 5 (cinco) meses da pena, foi surpreendido por um agente penitenciário, portando um aparelho telefônico apto a estabelecer comunicação com o ambiente externo.
Neste caso, nos termos da Lei de Execuções Penais (LEP), é correto afirmar que:
a) Pedro cometeu falta leve, pois a falta grave somente se configura quando o detento é flagrado utilizando efetivamente o aparelho telefônico ou outro similar para estabelecer comunicação com o ambiente externo ou quando apresentar reincidência na conduta de portar aparelho telefônico ou similar. Portanto, deverá ser advertido pela autoridade administrativa competente e poderá progredir de regime, quando houver cumprido 2/5 (dois quintos) da pena, em razão da natureza hedionda do crime cometido.
b) Pedro cometeu falta grave, pois a LEP não faz distinção, para fins de qualificação da conduta como falta grave, entre os atos de portar e utilizar efetivamente aparelho telefônico para estabelecer comunicação com o ambiente externo. Portanto, deverá ser advertido pela autoridade administrativa competente e poderá progredir de regime, quando houver cumprido 2/5 (dois quintos) da pena, em razão da natureza hedionda do crime cometido.
c) Pedro não cometeu falta leve ou grave, pois a LEP não qualifica como falta a conduta do detento de, tão somente, portar aparelho telefônico, sendo necessário o flagrante de efetiva comunicação com o ambiente externo através do aparelho telefônico para a configuração da respectiva falta. Portanto, Pedro poderá progredir de regime, quando houver cumprido 50% (cinquenta por cento) do montante da pena.
d) Pedro cometeu falta grave, ainda que não tenha sido flagrado, efetivamente, estabelecendo comunicação com o ambiente externo. Portanto, estará sujeito às sanções disciplinares previamente estabelecidas e o prazo para a obtenção da progressão de regime de cumprimento da pena será interrompido. Caso em que o reinício de sua contagem terá como base a pena remanescente.
e) Pedro cometeu falta média, pois a falta grave somente se configura quando o detento é flagrado utilizando efetivamente o aparelho telefônico ou outro similar para estabelecer comunicação com o ambiente externo. Portanto, estará sujeito às sanções disciplinares previamente estabelecidas e o prazo para a obtenção da progressão de regime de cumprimento da pena será majorado para 60% (sessenta por cento) da pena fixada em sentença.

A autorização das saídas temporárias é benefício previsto nos Arts. 122 e seguintes da Lei de Execução Penal (LEP), com o objetivo de permitir ao preso que cumpre pena em regime semiaberto visitar a família, estudar na comarca do Juízo da Execução e participar de atividades que concorram para o retorno ao convívio social, aplicável ao condenado que não tenha praticado crime hediondo com resultado de morte.
Sobre esse tema, é correto afirmar que:
a) o benefício depende de ato motivado do juiz da execução penal, devendo cada autorização de saída temporária do preso ser precedida de decisão judicial motivada e individualizada;
b) o benefício depende de ato motivado do juiz da execução penal, ouvido o Ministério Público e a administração penitenciária, desde que o preso tenha comportamento adequado, tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
c) é incabível a fixação de calendário anual de saídas temporárias por ato judicial único, ainda que observadas as hipóteses de revogação automática, devendo haver a apreciação individual de cada pedido, com decisão fundamentada, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
d) o calendário prévio das saídas temporárias deve ser fixado pelo Juízo das Execuções, sendo possível delegar à autoridade prisional a escolha das datas específicas nas quais o apenado irá usufruir os benefícios, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
e) respeitado o limite anual de trinta e cinco dias, estabelecido na LEP, é cabível a concessão de maior número de autorizações de curta duração, até o limite de cinco vezes ao ano, já intercaladas durante os doze meses, com ou sem pernoite, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.

A Administração da Penitenciária Central do Estado comunica à Vara de Execuções Penais que o apenado Russel estaria envolvido na tentativa de introdução de entorpecentes, aparelhos de telefonia celular e carregador de bateria na unidade prisional, que lhe foram encaminhados por correspondência tipo SEDEX, sendo a abertura do pacote feita por agentes públicos, antes de haver a efetiva entrega.
Diante desse cenário, é correto afirmar que:
a) pratica falta grave o reeducando que recebe encomenda a ele dirigida e autoriza sua verificação, sendo identificado material de natureza ilícita;
b) não pratica falta grave o reeducando em razão de conduta praticada por terceiro, sob pena de violação do princípio constitucional da intranscendência;
c) pratica falta grave o reeducando que não tem disciplina e senso de responsabilidade suficiente, recebendo encomenda com drogas e aparelho celular;
d) não pratica falta grave o reeducando em razão da não descoberta dos itens ilícitos em seu poder direto ou no interior da sua cela;
e) pratica falta grave o reeducando que confirma como sua correspondência remetida por terceiro a ele não relacionado e que contém produtos ilícitos.

André foi condenado em primeira instância pela prática de um crime de latrocínio e, como respondeu ao processo na condição de preso, foi extraída carta de execução provisória. Durante a execução provisória de sua pena, André foi encontrado com vários aparelhos de telefonia celular e uma faca escondidos em sua cama.
Descobertos os fatos por agentes penitenciários, André:
a) poderá ter reconhecida contra si a prática da falta grave pelo diretor do estabelecimento penitenciário, desde que a conduta seja assim prevista e que seja instaurado procedimento administrativo prévio, assegurado direito de defesa;
b) não poderá ser punido com regressão de regime caso a conduta não esteja prevista em lei como falta grave, mas poderá ser colocado em regime disciplinar diferenciado por determinação do diretor do presídio;
c) poderá ser punido em decisão direta proferida pelo juízo da execução, desde que a conduta esteja prevista como falta grave, não sendo necessária a oitiva do apenado ou de sua defesa técnica;

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Legislação Penal e Processual Penal Especial para OAB Exame XXXVII - 2023 (
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2ZYvu )
Ordenação: Por Matéria
Legislação Penal e Processual Penal Especial
Questão 1: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Decreto-Lei nº 3.688/1941 - Lei das Contravenções Penais
Acerca da Lei das Contravenções Penais, avalie as afirmativas a seguir e assinale V para a verdadeira e F
para a falsa.
 
( ) É punível a tentativa de contravenção, na forma do Código Penal.
 
( ) No caso de ignorância ou de errada compreensão da lei, quando escusáveis, a pena pelo
cometimento de contravenção penal pode deixar de ser aplicada.
 
( ) Não se verifica a reincidência quando o agente pratica uma contravenção depois de transitar
em julgado a sentença que o tenha condenado, no Brasil, por motivo de contravenção.
As afirmativas são, segundo a ordem apresentada, respectivamente,
 a) V – V – V.
 b) V – V – F.
 c) V – F – V.
 d) F – V – V.
 e) F – V – F.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/2180195
Questão 2: FGV - JL (TJ GO)/TJ GO/2022
Assunto: Decreto-Lei nº 3.688/1941 - Lei das Contravenções Penais
Quanto às condutas previstas na Lei das Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688/1941), é correto
afirmar que:
 a) a ação penal é de iniciativa privativa do ofendido;
 b) se pune a tentativa de contravenção, assim como as condutas consumadas;
 c) configura perturbação do trabalho ou sossego alheios o abuso de instrumentos sonoros ou sinais
acústicos;
 d) são inaplicáveis as medidas de segurança previstas no Código Penal;
 e) na prática de vias de fato a pena aumenta-se de 2/3 se a vítima for maior de 60 anos.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/2211900
Questão 3: FGV - AJ (TJ AM)/TJ AM/Oficial de Justiça Avaliador/2013
Assunto: Decreto-Lei nº 3.688/1941 - Lei das Contravenções Penais
Sobre a contravenção penal, assinale a afirmativa incorreta.
 a) Em geral, a contravenção penal é espécie de infração penal menos grave do que o crime, sendo,
por isso, chamada pela doutrina de crime‐anão.
 b) Assim como o Código Penal, a Lei de Contravenções Penais (DL n. 3.688) prevê hipóteses de
extraterritorialidade em que a lei brasileira será aplicável à contravenção praticada fora do território
nacional.
 c) Como regra geral, o sujeito que pratica contravenção penal depois de transitado em julgado a
sentença que o tenha condenado por crime no Brasil ou no exterior ou, no Brasil, por contravenção, é
reincidente.
 d) Não é punível a tentativa de contravenção.
 e) Para a contravenção penal, nos termos da lei especial, as penas principais são multa e prisão
simples.
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Questão 4: FGV - NeR (TJ AM)/TJ AM/2005
Assunto: Decreto-Lei nº 3.688/1941 - Lei das Contravenções Penais
Em matéria de contravenções penais, podemos afirmar que:
 a) as penas principais previstas na Lei das Contravenções Penais são: prisão simples, multa e perda
de função pública.
 b) a lei brasileira é sempre aplicada à contravenção praticada fora do território nacional.
 c) recusar o recebimento de cheque é contravenção penal prevista na Lei de Contravenções Penais.
 d) é contravenção penal anunciar substância destinada a provocar aborto.
 e) a exploração da credulidade pública é uma contravenção penal.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/126568
Questão 5: FGV - PJ (MPE GO)/MPE GO/2022
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
Em relação à contagem de tempo para remição da pena, é correto afirmar que:
 a) o direito à remição não prescinde do efetivo e comprovado exercício de atividades laborais pelo
reeducando;
 b) tem direito à remição o reeducando que demonstra que a vaga de trabalho existia e foi retirada;
 c) a omissão estatal na promoção de atividades laborativas permite a contagem de tempo ficta para
remição;
 d) tem direito à remição o reeducando que demonstra que a vaga de trabalho ofertada não pôde ser
desempenhada;
 e) tem direito à remição o reeducando que demonstra que não dispunha de habilidades para a vaga
de trabalho ofertada.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/1865124
Questão 6: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
Acerca da atividade laborativa do preso, nos termos da Lei de Execuções Penais, é correto afirmar que
 a) o trabalho do preso poderá ser gerenciado por fundação ou empresa pública, com autonomia
administrativa, e terá por objetivo a formação profissional do condenado.
 b) os presos que concordarem em realizar o trabalho externo em serviço ou obras públicas estarão
sujeitos ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho.
 c) o trabalho do preso será remunerado, mediante prévia tabela, não podendo ser inferior ao salário
mínimo.
 d) o trabalho é obrigatório para todos os presos, em caráter definitivo ou provisório.
 e) o trabalho externo será admissível para os presos em regime semiaberto somente em serviço ou
obras públicas realizadas pela Administração Direta ou Indireta, caso em que o limite máximo de número
de presos será de 30% (trinta por cento) dos empregados da obra.
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Questão 7: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
Acerca da monitoração eletrônica prevista na Lei de Execuções Penais (Lei nº 7.210/1984), analise as
afirmativas a seguir e assinale V para a verdadeira e F para a falsa.
( ) O condenado eletronicamente monitorado está obrigado a receber visitas do servidor
responsável pela monitoração eletrônica, responder aos seus contatos e cumprir suas orientações.
( ) O juiz poderá definir a fiscalização por meio da monitoração eletrônica quando conceder o
livramento condicional ou a suspensão condicional da pena.
( ) A violação comprovada dos deveres do condenado quanto à monitoração eletrônica poderá
acarretar a conversão da pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade.
As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,
 a) V – V – V.
 b) V – F – V.
 c) V – F – F.
 d) F – V – V.
 e) F – F – F.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/questoes/2180214
Questão 8: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
Pedro, réu primário, foi condenado, em março de 2020, à pena privativa de liberdade de 12 (doze) anos,
em regime inicialmente fechado, por cometimento de crime hediondo com resultado morte. Quando já
havia cumprido 2 (dois) anos e 5 (cinco) meses da pena, foi surpreendido por um agente penitenciário,
portando um aparelho telefônico apto a estabelecer comunicação com o ambiente externo.
Neste caso, nos termos da Lei de Execuções Penais (LEP), é correto afirmar que
 a) Pedro cometeu falta leve, pois a falta grave somente se configura quando o detento é flagrado
utilizando efetivamente o aparelho telefônico ou outro similar para estabelecer comunicação com o
ambiente externo ou quando apresentar reincidência na conduta de portar aparelho telefônico ou similar.
Portanto, deverá ser advertido pela autoridade administrativa competente e poderá progredir de regime,
quando houver cumprido 2/5 (dois quintos) da pena, em razão da natureza hedionda do crime cometido.
 b) Pedro cometeu falta grave, pois a LEP não faz distinção, para fins de qualificação da conduta como
falta grave, entre os atos de portar e utilizar efetivamente aparelho telefônico para estabelecer
comunicação com o ambiente externo.
Portanto, deverá ser advertido pela autoridade administrativa competente e poderá progredir de regime,
quando houvercumprido 2/5 (dois quintos) da pena, em razão da natureza hedionda do crime cometido.
 c) Pedro não cometeu falta leve ou grave, pois a LEP não qualifica como falta a conduta do detento
de, tão somente, portar aparelho telefônico, sendo necessário o flagrante de efetiva comunicação com o
ambiente externo através do aparelho telefônico para a configuração da respectiva falta.
Portanto, Pedro poderá progredir de regime, quando houver cumprido 50% (cinquenta por cento) do
montante da pena.
 d) Pedro cometeu falta grave, ainda que não tenha sido flagrado, efetivamente, estabelecendo
comunicação com o ambiente externo. Portanto, estará sujeito às sanções disciplinares previamente
estabelecidas e o prazo para a obtenção da progressão de regime de cumprimento da pena será
interrompido. Caso em que o reinício de sua contagem terá como base a pena remanescente.
 e) Pedro cometeu falta média, pois a falta grave somente se configura quando o detento é flagrado
utilizando efetivamente o aparelho telefônico ou outro similar para estabelecer comunicação com o
ambiente externo.
Portanto, estará sujeito às sanções disciplinares previamente estabelecidas e o prazo para a obtenção da
progressão de regime de cumprimento da pena será majorado para 60% (sessenta por cento) da pena
fixada em sentença.
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Questão 9: FGV - JE TJPE/TJ PE/2022
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
A autorização das saídas temporárias é benefício previsto nos Arts. 122 e seguintes da Lei de Execução
Penal (LEP), com o objetivo de permitir ao preso que cumpre pena em regime semiaberto visitar a
família, estudar na comarca do Juízo da Execução e participar de atividades que concorram para o
retorno ao convívio social, aplicável ao condenado que não tenha praticado crime hediondo com
resultado de morte.
Sobre esse tema, é correto afirmar que:
 a) o benefício depende de ato motivado do juiz da execução penal, devendo cada autorização de
saída temporária do preso ser precedida de decisão judicial motivada e individualizada;
 b) o benefício depende de ato motivado do juiz da execução penal, ouvido o Ministério Público e a
administração penitenciária, desde que o preso tenha comportamento adequado, tenha cumprido o
mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os
objetivos da pena;
 c) é incabível a fixação de calendário anual de saídas temporárias por ato judicial único, ainda que
observadas as hipóteses de revogação automática, devendo haver a apreciação individual de cada
pedido, com decisão fundamentada, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e
1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
 d) o calendário prévio das saídas temporárias deve ser fixado pelo Juízo das Execuções, sendo
possível delegar à autoridade prisional a escolha das datas específicas nas quais o apenado irá usufruir
os benefícios, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se primário, e 1/4, se reincidente, e
haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena;
 e) respeitado o limite anual de trinta e cinco dias, estabelecido na LEP, é cabível a concessão de
maior número de autorizações de curta duração, até o limite de cinco vezes ao ano, já intercaladas
durante os doze meses, com ou sem pernoite, desde que tenha cumprido o mínimo de 1/6 da pena, se
primário, e 1/4, se reincidente, e haja compatibilidade do benefício com os objetivos da pena.
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Questão 10: FGV - JE TJPR/TJ PR/2021
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
A Administração da Penitenciária Central do Estado comunica à Vara de Execuções Penais que o apenado
Russel estaria envolvido na tentativa de introdução de entorpecentes, aparelhos de telefonia celular e
carregador de bateria na unidade prisional, que lhe foram encaminhados por correspondência tipo
SEDEX, sendo a abertura do pacote feita por agentes públicos, antes de haver a efetiva entrega.
 
Diante desse cenário, é correto afirmar que:
 a) pratica falta grave o reeducando que recebe encomenda a ele dirigida e autoriza sua verificação,
sendo identificado material de natureza ilícita;
 b) não pratica falta grave o reeducando em razão de conduta praticada por terceiro, sob pena de
violação do princípio constitucional da intranscendência;
 c) pratica falta grave o reeducando que não tem disciplina e senso de responsabilidade suficiente,
recebendo encomenda com drogas e aparelho celular;
 d) não pratica falta grave o reeducando em razão da não descoberta dos itens ilícitos em seu poder
direto ou no interior da sua cela;
 e) pratica falta grave o reeducando que confirma como sua correspondência remetida por terceiro a
ele não relacionado e que contém produtos ilícitos.
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Questão 11: FGV - Of (MPE RJ)/MPE RJ/2019
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
André foi condenado em primeira instância pela prática de um crime de latrocínio e, como respondeu ao
processo na condição de preso, foi extraída carta de execução provisória. Durante a execução provisória
de sua pena, André foi encontrado com vários aparelhos de telefonia celular e uma faca escondidos em
sua cama.
 
Descobertos os fatos por agentes penitenciários, André:
 a) poderá ter reconhecida contra si a prática da falta grave pelo diretor do estabelecimento
penitenciário, desde que a conduta seja assim prevista e que seja instaurado procedimento
administrativo prévio, assegurado direito de defesa;
 b) não poderá ser punido com regressão de regime caso a conduta não esteja prevista em lei como
falta grave, mas poderá ser colocado em regime disciplinar diferenciado por determinação do diretor do
presídio;
 c) poderá ser punido em decisão direta proferida pelo juízo da execução, desde que a conduta esteja
prevista como falta grave, não sendo necessária a oitiva do apenado ou de sua defesa técnica;
 d) poderá ser punido, independentemente de o fato estar previsto como falta grave no momento de
sua prática, já que a execução penal não está sujeita ao princípio da legalidade;
 e) não poderá ser punido, ainda que a conduta esteja prevista como falta grave em lei, pois sua
condenação não é definitiva.
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Questão 12: FGV - AJ (TJ AL)/TJ AL/Oficial de Justiça Avaliador/2018
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
Tício, enquanto cumpria pena em regime aberto, praticou fato definido como falta grave, sendo certo
que a Lei nº 7.210/84 traz as consequências diante de tal comportamento.
 
Considerando as previsões do diploma legal mencionado e a jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça, é correto afirmar que:
 a) o reconhecimento de falta grave independe de procedimento administrativo ou judicial, bastando
declaração do diretor do estabelecimento penitenciário;
 b) o reconhecimento de falta grave depende da instauração de procedimento administrativo e, diante
dessa natureza, dispensa a exigência de defesa técnica;
 c) o reconhecimento regular de falta grave pode justificar a regressão per saltum do regime de
cumprimento de pena;
 d) o reconhecimento regular de falta grave pode justificar a perda de todos os dias remidos;
 e) o reconhecimento regular de falta grave interrompe o prazo para fim de comutação de pena.
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Questão 13: FGV - Ana (DPE MT)/DPE MT/Advogado/2015
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
João Fernandes foi condenado à pena de oito anos de reclusão pela prática do crime de estuprode
vulnerável. Quando se encontrava em regime semiaberto, foi encontrado na cela com um telefone celular
escondido embaixo do seu colchão.
Diante dessa situação, é correto afirmar que João
 a) praticou falta grave e, caso punido, poderá ter todos os seus dias remidos revogados.
 b) não praticou falta grave, pois a execução penal também está sujeita ao princípio da legalidade.
 c) praticou falta grave, mas, mesmo punido, não poderá ter o período de contagem do livramento
condicional interrompido.
 d) praticou falta grave e, caso punido, poderá ter até metade dos dias remidos revogados.
 e) praticou falta grave, mas, mesmo punido, não poderá ter aplicada a regressão de regime de
cumprimento de pena.
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Questão 14: FGV - AP (SEAP MA)/SEAP MA/2013
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
As faltas disciplinares classificam‐se em leves, médias e graves.
 
As alternativas a seguir apresentam faltas graves segundo a lei de execução penal, à exceção de uma.
Assinale‐a.
 a) Deixar de conservar em ordem os objetos de uso pessoal.
 b) Fugir.
 c) Tiver em sua posse, utilizar ou fornecer aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a
comunicação com outros presos ou com o ambiente externo.
 d) Descumprir, no regime aberto, as condições impostas.
 e) Faltar com o dever de obediência ao servidor e respeito a qualquer pessoa com quem deve
relacionar‐se.
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Questão 15: FGV - CL (SEN)/SEN/Assessoramento Legislativo/Direito Penal, Processual
Penal e Penitenciário/2012
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
Com relação ao Regime Disciplinar Diferenciado, instituído pela Lei n. 10.792/2003, assinale a alternativa
correta.
 a) O período de aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado nunca poderá ultrapassar 360 dias,
sendo vedada a repetição da sanção por nova falta grave.
 b) O Regime Disciplinar diferenciado nunca poderá ser aplicado a presos provisórios.
 c) A autorização para a inclusão do preso em regime disciplinar diferenciado dependerá de
requerimento circunstanciado elaborado pelo diretor do estabelecimento ou outra autoridade
administrativa e despacho fundamentado da autoridade judicial competente.
 d) O preso terá direito a sair de sua cela por um período de duas horas semanais para banho de sol.
 e) Cumprido o requisito objetivo para a progressão de regime, o preso passará por um período de
avaliação, não inferior a seis meses, a fim de que se possa determinar se tem condições de deixar o
regime disciplinar diferenciado.
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Questão 16: FGV - Of (PM RJ)/PM RJ/2021
Assunto: Dos Órgãos da Execução Penal (art. 61 a 81-B da Lei nº 7.210/1984)
Gustavo, em dificuldades financeiras, decide se apropriar diariamente da quantia de R$1.000,00 do caixa
do supermercado em que trabalha, fazendo isso durante cinco dias seguidos, avaliando que a retirada
diária não permitiria sua descoberta. O gerente do estabelecimento comercial verifica os desvios e
solicita a instauração de dois inquéritos policiais em delegacias diversas.
Em razão dos fatos, Gustavo é denunciado pela prática de 4 crimes de apropriação indébita perante a 1ª
Vara Criminal da Comarca de Duque de Caxias/RJ e 1 crime de apropriação indébita perante a 2ª Vara
Criminal daquela mesma comarca.
A primeira ação penal ensejou a condenação de Gustavo em continuidade delitiva, assim como, na ação
penal perante a 2ª Vara Criminal, foi proferida sentença condenatória.
Transitadas em julgado ambas as condenações, é correto afirmar, com relação à execução das penas
cominadas, que Gustavo
 a) poderá buscar a unificação das penas perante o juízo da execução penal.
 b) poderá buscar a unificação das penas perante qualquer dos juízos que tenha julgado as ações
penais originariamente.
 c) nada poderá fazer para reduzir o tempo de pena a ser cumprido, devendo cumprir primeiramente a
pena mais grave, para, após, iniciar o cumprimento da pena menos grave.
 d) precisará ingressar com pedido de revisão criminal perante o Tribunal de Justiça para reduzir o
tempo de pena a ser cumprido.
 e) nada poderá fazer para reduzir o tempo de pena a ser cumprido, diante do trânsito em julgado das
sentenças condenatórias, mas poderá cumprir as penas de maneira concomitante, caso compatíveis as
sanções penais aplicadas.
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Questão 17: FGV - AP (SEAP MA)/SEAP MA/2013
Assunto: Dos Órgãos da Execução Penal (art. 61 a 81-B da Lei nº 7.210/1984)
Na forma do Art. 61 da LEP, assinale a alternativa que indica órgãos da execução penal.
 a) OAB e Ministério Público.
 b) Secretaria de Polícia Civil e Juízo da Execução.
 c) Patronato e Conselho da Comunidade.
 d) Defensoria Pública e OAB.
 e) Conselho Penitenciário e Conselho Tutelar.
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Questão 18: FGV - PJ (MPE GO)/MPE GO/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
João foi condenado à pena de detenção, a ser inicialmente cumprida no regime semiaberto. Apesar
disso, foi recolhido, por determinação do juízo competente em matéria de execução penal, a
estabelecimento penal destinado a presos que cumpriam pena no regime fechado, devendo ajustar-se a
este último regime até que sobrevenha vaga em local adequado.
 
À luz da sistemática vigente, a decisão do juízo mostra-se:
 a) correta, pois João deve cumprir pena privativa de liberdade e, na ponderação entre a mínima lesão
à sua esfera jurídica e o interesse público a ser satisfeito, este último deve prevalecer;
 b) incorreta, pois, na falta de estabelecimento adequado ao regime imposto, devem ser adotadas
medidas alternativas, como a saída antecipada do regime com falta de vagas;
 c) correta, pois os regimes de cumprimento da pena, com exceção do aberto, são intercambiáveis,
independendo das características do respectivo estabelecimento;
 d) correta, desde que seja cominada à infração penal praticada por João pena que também admita o
seu cumprimento no regime inicialmente fechado;
 e) incorreta, pois é vedado que João cumpra a pena em regime fechado, logo, o deferimento de sua
liberdade incondicionada é medida que se impõe.
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Questão 19: FGV - PJ (MPE GO)/MPE GO/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
O Art. 122 da Lei de Execução Penal exige, para a concessão da progressão de regime, o preenchimento
dos requisitos de natureza objetiva e subjetiva.
 
Constituem tais requisitos:
 a) lapso temporal e bom comportamento carcerário;
 b) lapso temporal e gravidade abstrata dos delitos;
 c) lapso temporal e relevância das faltas cometidas pelo apenado;
 d) longa pena a cumprir e gravidade em concreto dos delitos;
 e) longa pena a cumprir e bom comportamento carcerário.
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Questão 20: FGV - DP MS/DPE MS/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Após as alterações do Art. 112 da Lei de Execução Penal (LEP), promovidas pela Lei nº 13.964/2019,
criou-se uma lacuna jurídica sobre a progressão de regime aos apenados reincidentes, condenados por
crimes hediondo (ou outro a ele equiparado) e comum.
Sobre o tema, é correto afirmar que:
 a) nas disposições sobre a execução das sanções criminais, o julgador deve recorrer à analogia in
bonam partem para a integração normativa, observados, ainda, o princípio da legalidade e o da
retroatividade da lei penal mais benéfica;
 b) em que pese a restrição normativa contidano Art. 112, VII, da LEP, porquanto o legislador usou a
palavra “reincidente”, a exigência de 60% do cumprimento de pena pode ser corrigida pelo intérprete da
norma, alcançando outros apenados;
 c) não é possível a retroatividade do patamar estabelecido no Art. 112, V, da Lei nº 13.964/2019
(40%), àqueles apenados que, embora tenham cometido crime hediondo ou equiparado, sem resultado
morte, não sejam reincidentes em delito de natureza semelhante;
 d) a lei posta em vigor não se desliga da mens legislatoris e, atualmente, em hipótese de reincidência
genérica em crime hediondo ou a ele equiparado, sem resultado morte, importa na exigência do
cumprimento de 60% da pena para a obtenção da progressão de regime.
 
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Questão 21: FGV - JE TJAP/TJ AP/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Na hipótese de agente que tem contra si condenação definitiva a cinco anos de reclusão em regime
fechado e mandado de prisão pendente de cumprimento, o pedido de antecipação da expedição da sua
guia de recolhimento ou expedição de carta de execução de sentença deve ser:
 a) deferido, visando possibilitar a análise de pedido de progressão de regime ou de prisão domiciliar
pelo Juízo competente;
 b) indeferido, pois a expedição tem como pressuposto o cumprimento do mandado de prisão;
 c) indeferido, pois a expedição tem como pressuposto o início do cumprimento da pena privativa de
liberdade;
 d) indeferido, por permitir a administração, à distância, da execução da própria pena;
 e) deferido, permitindo o cômputo de prazos aquisitivos de benefícios executórios a seu favor.
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Questão 22: FGV - JE TJMG/TJ MG/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Com base na redação atual do Art. 112 da Lei nº 7.210/1984, a pena privativa de liberdade será
executada de forma progressiva, com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada
pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos
I. 30% (trinta por cento) da pena,
II. 40% (quarenta por cento) da pena,
III. 25% (vinte e cinco por cento) da pena,
IV. 20% (vinte por cento) da pena,
( ) se o apenado for primário e o crime tiver sido cometido com violência à pessoa ou grave
ameaça.
( ) se o apenado for reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça.
( ) se o apenado for condenado pela prática de crime hediondo ou equiparado, se for primário.
( ) se o apenado for reincidente em crime cometido com violência à pessoa ou grave ameaça.
Assinale a opção que apresenta a associação correta, segundo a ordem apresentada.
 a) III, IV, I e II.
 b) III, IV, II e I.
 c) IV, III, II e I.
 d) IV, III, I e II.
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Questão 23: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Em relação à concessão de benefícios de execução penal, assinale a afirmativa correta.
 a) O preenchimento de requisitos de ordem objetiva para obtenção de benefícios é suficiente.
 b) O preenchimento de requisitos de ordem subjetiva para obtenção de benefícios é suficiente.
 c) O comportamento do sentenciado durante a execução só pode ser avaliado por comissão técnica
específica.
 d) A longa pena a ser cumprida, por si só, é inapta para se aferir o mérito do executado.
 e) A gravidade abstrata do crime constitui fundamento idôneo para negar o benefício.
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Questão 24: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
O apenado comete falta disciplinar de natureza grave, devidamente apurada em Procedimento
Administrativo Disciplinar. Nesse caso, nos termos do Art. 118, inciso I, da Lei nº 7.210/84,
 a) impõe-se a regressão de regime, uma vez que a lei não concede ao juiz discricionariedade.
 b) é facultada ao juiz da execução a imposição de regressão de regime, diante de sua
discricionariedade.
 c) é facultada ao juiz da execução a manutenção do regime em que submetido o apenado, após
avaliação em audiência de justificação.
 d) é facultada ao juiz da execução a manutenção do regime em que submetido o apenado, em razão
da função reintegradora do agente à sociedade.
 e) é facultada ao juiz da execução a manutenção do regime em que submetido o apenado, em razão
da necessidade de ressocialização, reeducação e reabilitação.
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Questão 25: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
A concessão de prisão domiciliar prevista no Art. 117 da Lei de Execução Penal tem como pressuposto
 a) a execução da penal em regime aberto.
 b) a inexistência de estabelecimento no regime semiaberto.
 c) a inexistência de estabelecimento no regime aberto.
 d) o risco de contágio pela Covid-19.
 e) a obtenção de permissão para sair do estabelecimento.
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Questão 26: FGV - Inv Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
A Lei nº 7.210/84, Lei de Execução Penal, passou por significativas alterações em decorrência do advento
da Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime). Um dos temas alterados foi a progressão de regimes, prevista
no Art. 112 da Lei.
 
Em relação à nova sistemática da progressão de regimes, especificamente quanto à quantidade de pena
a cumprir, é incorreto afirmar que
 a) o réu primário autor de crime não hediondo e cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça,
poderá progredir de regime após o cumprimento de 16% da pena no regime anterior.
 b) o réu reincidente em crime cometido sem violência à pessoa ou grave ameaça e não hediondo,
poderá progredir de regime após o cumprimento de 20% da pena no regime anterior.
 c) o réu condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa
estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado poderá progredir de regime após o
cumprimento de 60% da pena no regime anterior.
 d) o réu reincidente em crime hediondo com resultado morte poderá progredir de regime após o
cumprimento de 70% da pena no regime anterior.
 e) o réu primário, condenado por crime hediondo sem resultado morte, poderá progredir de regime
após o cumprimento de 40% da pena no regime anterior.
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Questão 27: FGV - Per (PC AM)/PC AM/4ª Classe/Biologia/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Joaquim foi condenado a 8 anos de pena privativa de liberdade pelo cometimento do crime de homicídio,
em regime inicial fechado. Uma vez iniciada a execução penal, Joaquim pretendia ostentar bom
comportamento a fim de exercer atividades laborativas e educativas no cárcere.
 
Neste sentido, assinale a opção incorreta à luz dos ditames da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84).
 a) Durante o regime fechado, Joaquim poderá ser beneficiado por trabalho externo em serviço ou
obras públicas realizadas por órgãos da Administração Direta ou Indireta, ou entidades privadas, desde
que tomadas as cautelas contra a fuga e em favor da disciplina.
 b) Durante o regime fechado e semiaberto, Joaquim poderá obter a remição da pena pelo estudo na
ordem de 1 (um) dia de pena a cada 12 (doze) horas de frequência escolar divididas, no mínimo, em 2
(dois) dias.
 c) Durante o regime fechado e semiaberto, Joaquim poderá obter a remição da pena peloestudo na
ordem de 1 (um) dia de pena a cada 3 (três) dias de trabalho.
 d) No regime semiaberto, Joaquim poderá exercer trabalho externo, bem como frequentar ensino
superior fora do estabelecimento prisional.
 e) Ao longo da execução penal, qualquer trabalho desempenhado por Joaquim deverá ser sempre
remunerado, sendo-lhe garantidos os benefícios da Previdência Social.
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Questão 28: FGV - AJ (TJDFT)/TJDFT/Judiciária/"Sem Especialidade"/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Quando determinada a realização de exame criminológico, deve ser considerado como data-base para
progressão de regime o momento:
 a) do preenchimento do requisito objetivo, se já superado o lapso temporal;
 b) em que o Juízo das Execuções deferiu o benefício, após implementação do último pressuposto
pendente;
 c) em que o reeducando foi inserido no atual regime, se já superado o lapso temporal;
 d) da realização do requerimento de progressão, se já superado o lapso temporal;
 e) da realização do exame favorável ao reeducando, se já superado o lapso temporal.
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Questão 29: FGV - AJ (TJ MS)/TJ MS/Fim/Bacharel em Direito/2022
Assunto: Do Condenado e do Internado (arts. 5º a 60 da Lei nº 7.210/1984)
Alberto, cumprindo pena por delito equiparado a hediondo, em unidade prisional de regime fechado, foi
instado a trabalhar externamente, pela diretoria do estabelecimento, em entidade privada.
Após a recusa não justificada do apenado, é correto afirmar que:
 a) ao preso em regime fechado, é vedado o trabalho externo;
 b) aos condenados por crimes hediondos ou equiparados, é vedado o trabalho externo;
 c) o condenado à pena privativa de liberdade é obrigado a trabalhar, sob pena de cometimento de
falta grave;
 d) o preso, cumprindo pena em regime fechado, poderá prestar serviço em entidade privada, desde
que haja sua expressa manifestação de concordância;
 e) para autorização de trabalho externo é indispensável a autorização do diretor da unidade prisional,
bem como observância de requisitos subjetivos de aptidão, disciplina e responsabilidade e requisito
objetivo consistente em cumprimento mínimo de 1/8 da pena.
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Questão 30: FGV - AJ (TJDFT)/TJDFT/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Sobre a possibilidade de aplicação de prisão domiciliar à mulher gestante ou que for mãe ou responsável
por crianças ou pessoas com deficiência que possua condenação definitiva, é correto afirmar que:
 a) é cabível, desde que não tenha cometido crime com violência ou grave ameaça à pessoa;
 b) não é cabível, por expressa falta de previsão legal;
 c) é cabível, excepcionalmente, por interpretação do Art. 117 da LEP, aos apenados em regime
semiaberto e fechado;
 d) não é cabível, pois a substituição se limita à fase da prisão preventiva;
 e) é cabível, desde que não tenha cometido o crime contra seu filho ou dependente.
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Questão 31: FGV - AJ (TJDFT)/TJDFT/Apoio Especializado/Psicologia/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
A aposentada Joaquina, 72 anos, foi presa em flagrante logo após sair de um supermercado de onde
havia furtado duas garrafas de whisky e artigos variados de perfumaria. Na Delegacia, Joaquina declarou
que, ao pagar suas compras no caixa de autoatendimento, esqueceu-se de incluir estes itens.
 
Sobre essa situação, é correto afirmar que:
 a) Joaquina é inimputável por se tratar de pessoa idosa com mais de 70 anos;
 b) é indicada a internação compulsória da idosa para o tratamento da dependência alcoólica;
 c) idosos com diagnóstico de demência senil são semi- imputáveis para efeito processual penal;
 d) a família de Joaquina poderá ser processada por abandono moral e material de incapaz;
 e) maiores de 70 anos podem se beneficiar do regime aberto em sua residência, se condenados.
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Questão 32: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Com base na Lei de Execuções Penais, avalie as afirmativas a seguir.
I. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios
poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando houver doença
grave de irmão.
II. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto poderão obter autorização
para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, para frequência a curso supletivo
profissionalizante, bem como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo da Execução.
 
III. O condenado que cumpre pena por praticar crime hediondo com resultado morte terá direito à
saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, para frequência a curso supletivo
profissionalizante na Comarca do Juízo da Execução, desde que tenha cumprido, no mínimo, 1/4 (um
quarto) da pena.
 
Está correto o que se afirma em
 a) I, apenas.
 b) II, apenas.
 c) I e II, apenas.
 d) II e III, apenas.
 e) I, II e III.
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Questão 33: FGV - JE TJPE/TJ PE/2022
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
José cumpre pena pelo crime de roubo em regime fechado na cidade de Recife/PE. Sua família, contudo,
reside em Petrolina/PE, razão pela qual sua defesa requer a transferência para estabelecimento prisional
localizado nessa cidade, a fim de contribuir com o processo de ressocialização do apenado.
Diante do caso apresentado, é correto afirmar que:
 a) é direito subjetivo de José ser transferido para Petrolina/PE sendo imperativa a viabilização de sua
transferência pelo juízo de execução penal;
 b) a existência de vagas no estabelecimento de Petrolina/PE, torna absoluto o direito de José de ser
transferido para perto de sua família;
 c) a transferência de José independe de prévia consulta ao juízo da localidade de Petrolina/PE, sendo
suficiente a comunicação prévia da ordem de transferência;
 d) a transferência de José para Petrolina/PE dependerá da conveniência da Administração e pode ser
negada por decisão fundamentada do juízo da execução penal;
 e) a transferência de José para Petrolina/PE somente pode ser negada em caso de o apenado estar
em regime disciplinar diferenciado ou de inexistência de vagas em estabelecimento prisional.
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Questão 34: FGV - DP RJ/DPE RJ/2021
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Paulo foi condenado por infração ao Art. 217-A, do CP, n/f Art. 71, do CP (estupro de vulnerável em
continuidade delitiva) à pena de 13 anos e 4 meses de reclusão e, após cumprir 2/3 da pena, foi-lhe
concedido o livramento condicional. Paulo estava cumprindo regularmente o período de prova do
livramento condicional quando foi preso por cumprimento de mandado de prisão referente à nova
condenação transitada em julgado, por fato cometido anteriormente à concessão do livramento
condicional, à pena de 5 anos e 4 meses de reclusão, por infração ao Art. 157, §2º, II, do CP (roubo
circunstanciado pelo concurso de pessoas).
Considerando a situação apresentada, a nova condenação por fato praticado anteriormente à concessão
do livramento condicional (LC) é causa de:
 a) revogação facultativa do LC, devendo o juiz unificar as penas e determinar a manutenção do
livramento condicional;b) revogação do LC e, em relação à condenação por estupro, após a unificação das penas e
cumprimento dos requisitos, não poderá ser o livramento condicional novamente concedido,
computando-se como tempo de cumprimento de pena o período de prova;
 c) revogação do LC e, em relação à condenação por estupro, após a unificação das penas e
cumprimento dos requisitos, não poderá ser o livramento condicional novamente concedido, não se
computando como tempo de cumprimento de pena o período de prova;
 d) revogação do LC e, em relação à condenação por estupro, após a unificação das penas e
cumprimento dos requisitos, poderá ser o livramento condicional novamente concedido, não se
computando como tempo de cumprimento de pena o período de prova;
 e) revogação do LC e, em relação à condenação por estupro, após a unificação das penas e
cumprimento dos requisitos, poderá ser o livramento condicional novamente concedido, computando-se
como tempo de cumprimento de pena o período de prova.
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Questão 35: FGV - DP RJ/DPE RJ/2021
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Ana, primária, mãe solo de filhos gêmeos de 2 anos, foi presa em flagrante em 21/06/2020, restando
condenada à pena de 5 anos de reclusão por infração ao Art. 33, caput, da Lei nº 11.343/2006 (tráfico
de drogas) e à pena de 2 anos de reclusão por infração ao Art. 333, do CP (corrupção ativa), tendo sido
fixado o regime semiaberto. Ana encontra-se cumprindo regularmente a pena imposta, sem qualquer
falta disciplinar praticada e com bom comportamento carcerário.
Para fins de progressão de regime, Ana deverá cumprir:
 a) 40% da pena em relação à condenação pelo tráfico de drogas e 16% da pena em relação à
condenação pela corrupção ativa;
 b) 40% da pena em relação à condenação pelo tráfico de drogas e 1/8 da pena em relação à
condenação pela corrupção ativa;
 c) 3/5 da pena em relação à condenação pelo tráfico de drogas e 1/6 da pena em relação à
condenação pela corrupção ativa;
 d) 1/8 da pena total imposta;
 e) 40% da pena total imposta.
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Questão 36: FGV - DP RJ/DPE RJ/2021
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Sobre a saída temporária de visita à família, prevista no Art. 122, da Lei de Execução Penal, é correto
afirmar que:
 a) pode ser concedida por prazo não superior a sete dias, com a possibilidade de ser renovada por
mais quatro vezes ao ano;
 b) pode ser autorizada a presos que cumprem pena no regime fechado e no regime semiaberto;
 c) o juiz não poderá impor a fiscalização por meio de equipamento de monitoração eletrônica;
 d) para a concessão, o apenado primário deverá cumprir pelo menos 1/4 da pena, e o apenado
reincidente, pelo menos 1/3 da pena;
 e) após a concessão, a prática de falta disciplinar de natureza média revoga automaticamente o
benefício.
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Questão 37: FGV - Del Pol (PC RN)/PC RN/2021
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Enquanto cumpria pena em regime semiaberto, identificou-se que Gabriel tinha uma faca escondida
embaixo de sua cama.
 
Após observância de todas as formalidades legais, foi confirmada a conduta de Gabriel, sendo a
informação encaminhada para o Poder Judiciário.
Considerando apenas as informações expostas, a conduta de Gabriel:
 a) não configura falta grave por ausência de previsão legal;
 b) configura falta grave e permite a regressão de regime e perda da integralidade dos dias remidos;
 c) configura falta grave, permitindo a regressão de regime, mas não a perda de qualquer dia remido
a partir do trabalho;
 d) permite o reconhecimento de falta grave e, consequentemente, a regressão de regime e a perda
de parte dos dias remidos;
 e) não permite consequências em relação à progressão ou aos dias remidos, mas tão só a aplicação
de regime disciplinar diferenciado.
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Questão 38: FGV - Del Pol (PC RN)/PC RN/2021
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
A legislação penal vigente dispõe que as penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma
progressiva, devendo o apenado satisfazer requisitos de ordem objetiva e subjetiva para progredir de
regime.
Sobre o processo de execução penal, dispõe a lei que:
 a) poderá ser fixada, como condição para progressão para regime aberto, a prestação de serviços à
comunidade;
 b) a falta grave, quando admitida pelo apenado, poderá ser reconhecida independentemente de
processo administrativo;
 c) nos crimes praticados com violência, a realização do exame criminológico é indispensável;
 d) a previsão de determinada conduta como falta grave não exige respeito ao princípio da legalidade
e, consequentemente, da irretroatividade da lei mais gravosa;
 e) não poderá ser concedido livramento condicional ao apenado reincidente na prática de crimes
hediondos com resultado morte, apesar de possível, em tese, a progressão de regime.
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Questão 39: FGV - AJ (TJ RO)/TJ RO/Pedagogo/2021
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Conforme fixado na sentença condenatória, Jonas está cumprindo pena restritiva de direitos consistente
em limitação de fim de semana.
 
De acordo com a Lei nº 7.210/1984 (Lei de Execução Penal), no âmbito da execução da pena atribuída a
Jonas:
 a) caberá ao Ministério Público determinar a intimação do condenado, cientificando-o do local, dias e
horário em que deverá cumprir a pena;
 b) nos casos de violência doméstica contra a mulher, o agressor pode se negar a comparecer, sem
justa causa, ao programa de recuperação determinado pelo juiz;
 c) poderão ser ministrados ao condenado, durante o tempo de permanência, cursos e palestras, ou
atribuídas atividades educativas;
 d) o condenado encaminhará, mensalmente, ao juiz ou ao defensor público, um relatório sobre as
atividades realizadas no cumprimento da pena imposta;
 e) a forma de cumprimento da pena de limitação de fim de semana deve se ajustar às condições
pessoais do juiz da execução.
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Questão 40: FGV - TJ Aux (TJ SC)/TJ SC/2015
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Michael, condenado em regime fechado pela prática do crime de roubo, vinha trabalhando dentro da
penitenciária de modo a garantir a remição de parte do tempo de execução da pena. Ocorre que foi
punido pela prática de falta grave dentro da unidade. Diante disso, Michael:
 a) poderá ter revogado todo o tempo remido;
 b) recomeçará a contagem para remição a partir da data em que o juiz confirmar a perda dos dias
remidos;
 c) poderá ter revogado até 1/3 do tempo remido;
 d) não poderá recorrer da decisão do juiz da Vara de Execuções Penais que determinar a perda dos
dias remidos;
 e) poderá ter revogado até 1/2 do tempo remido.
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Questão 41: FGV - AJ (TJ RO)/TJ RO/Oficial de Justiça/2015
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Vinicius foi condenado pela prática de um crime de extorsão simples a pena de 05 anos de reclusão, a
ser cumprida em regime inicial fechado, pois, apesar de, antes desses fatos, ser primário e de bons
antecedentes, as circunstâncias do crime foram graves. Após cumprimento de 1/6 da pena aplicada,
obteve progressão para o regime semi-aberto. Ocorre que, no cumprimento da pena, praticou falta
grave, devidamente reconhecida apósobservância de todas as exigências legais e garantida a ampla
defesa. Nesse caso, poderá o juiz da execução determinar a:
 a) regressão de regime e a interrupção do prazo para concessão do livramento condicional;
 b) regressão de regime, revogação de até 1/3 do tempo remido, mas não a interrupção do prazo para
concessão do livramento condicional;
 c) interrupção do prazo para concessão do livramento condicional, mas não a regressão de regime;
 d) revogação de todo o tempo remido, a regressão de regime, mas não a interrupção do prazo para
concessão do livramento condicional;
 e) revogação de até 1/3 do tempo remido, regressão de regime e a interrupção do prazo para
concessão do livramento condicional.
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Questão 42: FGV - TSJ (DPE RJ)/DPE RJ/2014
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Durante inspeção de rotina em presídio, em julho de 2013, o Diretor da Unidade, quando de passagem
por determinada ala, foi afrontado por um detento, que, atrás das grades, abaixou as calças, balançou
sua genitália e afirmou que era daquilo que o Diretor precisava para ocupar o seu dia. Instaurado o
devido procedimento administrativo disciplinar para apurar o cometimento de falta grave pelo
condenado, com descrição precisa do fato e observância do contraditório e da ampla defesa, com
assistência prestada por Defensor Público desde o início, concluiu-se pela sua ocorrência. Perante o Juízo
das Execuções Penais, antes da homologação, o apenado foi novamente ouvido, acompanhado por
Defensor Público. Como resultado do reconhecimento do cometimento de falta grave, enquadrada nos
Arts. 50, VI, e 52 da Lei nº 7.210/1984, o juiz da execução penal poderá decretar
 a) a perda integral dos dias remidos, começando o novo período a partir da data da infração
disciplinar.
 b) a perda parcial dos dias remidos, limitada ao patamar máximo de 1/3 a revogação do tempo a ser
remido, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.
 c) a perda parcial dos dias remidos, limitada ao patamar máximo de 2/3 a revogação do tempo a ser
remido, recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.
 d) a perda integral dos dias remidos, sem alteração da contagem para a obtenção de outros
benefícios.
 e) a perda parcial dos dias remidos, sendo o tempo respectivo computado para a concessão do
livramento condicional e indulto.
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Questão 43: FGV - CL (SEN)/SEN/Assessoramento Legislativo/Direito Penal, Processual
Penal e Penitenciário/2012
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Quanto à monitoração eletrônica no curso de execução da pena, indique a alternativa correta.
 a) A saída mediante utilização de monitoração eletrônica somente será autorizada a condenados que
estejam cumprindo pena em regime aberto ou em prisão domiciliar.
 b) É dever do condenado que tiver sido autorizado a sair do estabelecimento prisional com utilização
de monitoração eletrônica receber visitas do servidor responsável pela referida monitoração, responder
aos seus contatos e cumprir suas orientações.
 c) A violação a quaisquer dos deveres inerentes à saída temporária mediante utilização de
monitoração eletrônica imporá ao condenado a revogação do benefício, vedada a regressão de regime.
 d) O condenado não poderá violar o dispositivo de monitoração eletrônica e nem permitir que outrem
o faça, salvo quando houver dúvidas acerca de seu regular funcionamento.
 e) Ao condenado em regime fechado que apresentar comportamento satisfatório, poderá ser
deferida, em caráter excepcional, a saída temporária mediante utilização de dispositivo de monitoração
eletrônica.
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Questão 44: FGV - CL (SEN)/SEN/Assessoramento Legislativo/Direito Penal, Processual
Penal e Penitenciário/2012
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Quanto à execução da pena, indique a alternativa correta.
 a) Os condenados que cumprem pena em regime semiaberto e os presos provisórios poderão obter
permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, em caso de falecimento ou doença grave do
cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão, vedada a medida para condenados que
cumprem pena em regime fechado.
 b) Os condenados que cumprem pena em regime fechado somente poderão obter permissão para
sair do estabelecimento, mediante escolta, quando a medida se mostrar imprescindível para o tratamento
de doença infecciosa.
 c) Os condenados que cumprem pena em regime semiaberto somente poderão obter autorização
para saída temporária do estabelecimento, sem vigilância direta, quando se tratar de comparecimento a
curso supletivo profissionalizante, bem como de instrução do 2º grau ou superior, na Comarca do Juízo
da Execução.
 d) A autorização para saída temporária do estabelecimento com o fim de comparecimento a curso
supletivo profissionalizante será automaticamente revogada quando o condenado a cumprimento de
pena em regime semiaberto revelar baixo grau de aproveitamento do curso.
 e) Para fazer jus à autorização de saída temporária do estabelecimento com o fim de
comparecimento a curso supletivo profissionalizante, o condenado deverá assinar termo de compromisso
de realização de trabalho dentro do sistema carcerário relativos à área de especialização cujas aulas irá
frequentar.
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Questão 45: FGV - CL (SEN)/SEN/Assessoramento Legislativo/Direito Penal, Processual
Penal e Penitenciário/2012
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
No curso de processo de execução da pena que cumpria em regime fechado, Mévio trabalhou
internamente por quatro anos, tendo requerido o benefício da remição que foi deferido e homologado
pelo juiz competente. Elaborado novo cálculo de pena já constando os dias remidos, Mévio veio a
praticar falta grave devidamente reconhecida após a observância de todas as garantias legais. Na
hipótese respectiva, com relação ao benefício antes referido e deferido, observada a jurisprudência dos
Tribunais Superiores,
 a) o juiz poderá determinar a perda de todos os dias remidos.
 b) a falta praticada não terá qualquer reflexo nos dias remidos já homologados pelo juiz da execução.
 c) o juiz poderá revogar até 1/3 do tempo remido.
 d) o juiz poderá revogar até 1/2 do tempo remido.
 e) o apenado perderá os dias remidos limitados há um ano.
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Questão 46: FGV - CL (SEN)/SEN/Assessoramento Legislativo/Direito Penal, Processual
Penal e Penitenciário/2012
Assunto: Da Execução das Penas em Espécie (arts. 105 a 170 da Lei nº 7.210/1984)
Valéria, cumprindo pena privativa de liberdade decorrente de condenação pela prática de crime de roubo
qualificado, e já em regime semiaberto, após progressão de regime concedida pelo Juiz da Vara de
Execuções Penais, foi autorizada a sair temporariamente do estabelecimento prisional para visitar a
família, não retornando, contudo, ao estabelecimento, na data aprazada. Constatada a fuga da apenada,
o Juiz da Vara de Execuções Penais determinou imediatamente a regressão do regime de cumprimento
de pena, para o fechado, e expediu mandado de prisão. Em relação ao fato narrado, é possível afirmar
que
 a) a regressão cautelar de qualquer regime de pena privativa de liberdade em razão de fuga só é
permitida, segundo jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, após a oitiva do condenado
determinada pelo art. 118, §2º da Lei de Execuções Penais.
 b) a regressão cautelar dos regimes de pena privativa de liberdade aberto e semiaberto em razão de
fuga só é permitida, segundo jurisprudênciadominante dos Tribunais Superiores, após a oitiva do
condenado determinada pelo art. 118, §2º da Lei de Execuções Penais.
 c) a regressão cautelar de qualquer regime de pena privativa de liberdade em razão de fuga é
permitida, segundo jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, antes da oitiva do condenado
determinada pelo art. 118, §2º da Lei de Execuções Penais.
 d) a regressão cautelar dos regimes de pena privativa de liberdade aberto e semiaberto em razão de
fuga é permitida, segundo jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, antes da oitiva do
condenado determinada pelo art. 118, §2º da Lei de Execuções Penais.
 e) A regressão cautelar, segundo jurisprudência dominante dos Tribunais Superiores, não é admitida,
em nenhuma hipótese, por ausência de expressa previsão legal para o instituto.
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Questão 47: FGV - AJ (TJ RO)/TJ RO/Pedagogo/2021
Assunto: Da Execução das Medidas de Segurança (arts. 171 a 179 da Lei nº 7.210/1984)
No curso da ação penal, o exame de insanidade mental revelou que o réu, por doença mental, era, ao
tempo do ato, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato, resultando assim na aplicação
de medida de segurança.
A guia para execução da medida provisória será expedida pelo(a):
 a) perito judicial;
 b) Ministério Público;
 c) autoridade judiciária;
 d) defensor público;
 e) núcleo psicossocial.
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Questão 48: FGV - OJE (TJ RS)/TJ RS/2020
Assunto: Da Execução das Medidas de Segurança (arts. 171 a 179 da Lei nº 7.210/1984)
Sobre a imposição das medidas de segurança, é correto afirmar que:
 a) sempre será aplicada pelo juiz da sentença;
 b) a execução é de competência do juiz da execução penal;
 c) determinada a internação pelo juiz, caberá exclusivamente ao oficial de justiça o cumprimento do
mandado de captura;
 d) é possível a imposição após o trânsito em julgado da sentença, quando a execução da pena não
tenha se dado em razão de fuga ou ocultação do réu;
 e) transitada em julgado sentença que afasta cabalmente a periculosidade do réu, não poderá ser
imposta pelo juiz da execução penal.
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Questão 49: FGV - Ana (MPE RJ)/MPE RJ/Processual/2019
Assunto: Do Procedimento Judicial (arts. 194 a 197 da Lei nº 7.210/1984)
Durante execução penal, foi constatada, após regular procedimento administrativo, a prática de falta
grave por parte do apenado Marcos, que cumpria sua pena em regime fechado. O promotor de justiça
com atribuição, informado do fato, requereu ao juízo da execução a perda de parte dos dias remidos,
além da interrupção da contagem do prazo para obtenção de progressão de regime e comutação de
pena. O juízo deferiu apenas a perda de parte dos dias remidos, indeferindo o reinício da contagem do
prazo para obtenção de progressão de regime e comutação de pena.
 
Intimado da decisão, com base na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, o promotor de justiça
poderá apresentar recurso de agravo, que:
 a) não permite juízo de retratação, questionando o não deferimento do pedido de interrupção do
prazo para obtenção de progressão de regime, mas não a decisão sobre o reinício da contagem do prazo
para obtenção de comutação de pena;
 b) permite juízo de retratação, questionando o não deferimento do pedido de interrupção do prazo
para obtenção de progressão de regime, mas não a decisão sobre o reinício da contagem do prazo para
obtenção de comutação de pena;
 c) não permite juízo de retratação, questionando o não deferimento do pedido de reinício da
contagem do prazo para obtenção de progressão de regime e do pedido de reinício da contagem do
prazo para obtenção de comutação de pena;
 d) permite juízo de retratação, questionando o não deferimento do pedido de reinício da contagem
do prazo para obtenção de progressão de regime e do pedido de reinício da contagem do prazo para
obtenção de comutação de pena;
 e) permite juízo de retratação, questionando o não deferimento do pedido de reinício da contagem do
prazo da comutação de pena, mas não do pedido de reinício da contagem do prazo para obtenção da
progressão de regime.
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Questão 50: FGV - AJ (TJ AL)/TJ AL/Judiciária/2018
Assunto: Do Procedimento Judicial (arts. 194 a 197 da Lei nº 7.210/1984)
A Lei nº 7.210/84 trata da matéria Execução Penal, afastando-se, assim, a maioria das previsões sobre o
tema trazidas pelo Código de Processo Penal.
Sobre as previsões da Lei de Execução Penal e a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores
sobre o tema, é correto afirmar que:
 a) a execução penal é procedimento administrativo, de modo que não está sujeita ao princípio da
legalidade;
 b) a prática de falta grave permite ao magistrado a revogação de todos os dias de pena remidos;
 c) o recurso de agravo é o cabível contra as decisões da execução, admitindo ao juízo a quo o
exercício do juízo de retratação;
 d) a regressão de regime cautelar, diante da prática de novo crime doloso, nunca será admitida;
 e) a prática de falta grave interrompe o prazo de contagem do livramento condicional.
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Questão 51: FGV - Ana (TJ SC)/TJ SC/Jurídico/2018
Assunto: Do Procedimento Judicial (arts. 194 a 197 da Lei nº 7.210/1984)
Após regular reconhecimento de falta grave, o juiz da Vara de Execuções Penais determinou a regressão
de regime de cumprimento de pena, a perda de 1/3 dos dias remidos e o reinício da contagem do prazo
para concessão de indulto.
Da decisão do juiz, caberá:
 a) recurso em sentido estrito, pois não cabe reinício da contagem do prazo para concessão de
indulto, apesar de ser admitida perda de parte dos dias remidos e regressão de regime;
 b) agravo, pois não cabe, em razão do reconhecimento de falta grave, regressão de regime, em que
pese seja admitida perda de parte dos dias remidos e reinício do prazo do indulto;
 c) agravo, pois não cabe reinício da contagem do prazo para concessão de indulto, apesar de ser
admitida perda de parte dos dias remidos e regressão de regime;
 d) recurso em sentido estrito, tendo em vista que não se admite perda de parte dos dias remidos e
nem reinício da contagem do prazo para concessão de indulto;
 e) agravo, tendo em vista que não se admite perda de parte dos dias remidos e nem reinício da
contagem do prazo para concessão de indulto.
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Questão 52: FGV - JE TJPA/TJ PA/2008
Assunto: Do Procedimento Judicial (arts. 194 a 197 da Lei nº 7.210/1984)
O Ministério Público requer ao juiz a suspensão e posterior revogação de livramento condicional, isso
porque o apenado foi preso durante o período de prova e terminou condenado pela prática de novo
crime. Aludindo ao fato de que, embora a condenação pelo novo crime tenha sido proferida durante o
período de prova do livramento, o trânsito em julgado somente ocorreu após o término do citado
livramento, o juiz indeferiu o requerimento do Ministério Público. Dessa decisão:
 a) não cabe recurso.
 b) cabe apelação.
 c) cabe recurso em sentido estrito.
 d) cabe agravo.
 e) cabe carta testemunhável.
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Questão 53: FGV - JE TJPA/TJ PA/2009
Assunto: Lei nº 7.492/1986 - Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro
Anísio Estélio enviou valores para o estrangeiro com o fim específico de se furtar ao pagamento do
imposto devido. Antes da denúncia, efetuou o pagamento do tributo.
O Ministério Público o denuncia pelo crime de evasão de divisas. Nesse caso:
 a) aplica-se o princípio da consunção e extingue-se a punibilidade.
 b)o crime meio (evasão de divisas) é absorvido pelo crime fim (sonegação), sendo extinta a
punibilidade pelo pagamento.
 c) aplica-se a analogia in bonam partem, uma vez que, embora os crimes tenham natureza diversa,
um absorve o outro.
 d) há concurso formal, heterogêneo, de crimes, aplicando-se a pena mais grave, acrescida de 1/6.
 e) há concurso material, sendo um delito contra a Ordem Financeira Nacional e outro contra a Ordem
Tributária e o primeiro será punido.
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Questão 54: FGV - Insp Pol (PC RJ)/PC RJ/2008
Assunto: Lei nº 7.492/1986 - Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro
Na Lei dos Crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (Lei 7.492/86), não está previsto o seguinte
crime:
 a) gerir fraudulentamente instituição financeira.
 b) induzir ou manter em erro, sócio, investidor ou repartição pública competente, relativamente a
operação ou situação financeira, sonegando-lhe informação ou prestando-a falsamente.
 c) fazer inserir elemento falso ou omitir elemento exigido pela legislação, em demonstrativos
contábeis de instituição financeira, seguradora ou instituição integrante do sistema de distribuição de
títulos de valores mobiliários.
 d) ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de
bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de crime contra o sistema financeiro
nacional.
 e) efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do país.
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Questão 55: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
A partir da interpretação conforme a Constituição conferida pelo Supremo Tribunal Federal, a prisão
temporária passou a contar com nova apresentação.
 
Assinale a opção que corresponde a um desses novos elementos.
 a) Imprescindibilidade para a investigação preliminar em geral, a partir de elementos concretos,
sendo proibida sua utilização como prisão para averiguações.
 b) Se houver fundadas razões de autoria do indiciado nos crimes previstos no Art. 1º, inciso III, da
Lei nº 7.960/89, admitida a interpretação extensiva do rol.
 c) For justificada em fatos novos ou contemporâneos que fundamentem a medida cautelar, com base
no Art. 312, § 2º, do CPP.
 d) A medida cautelar for adequada à gravidade em abstrato do crime, às circunstâncias do fato e às
condições pessoais do indiciado.
 e) Puder ser cumulada com a imposição de medidas cautelares diversas, previstas nos artigos 319 e
320, ambos do CPP.
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Questão 56: FGV - Del Pol (PC RN)/PC RN/2021
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
Aberto inquérito para apurar a prática do crime de roubo majorado pela restrição da liberdade da vítima,
na forma do Art. 157, §2º, V, do Código Penal, praticado em 05/01/2021, a autoridade policial, presentes
fundados indícios de autoria, entendeu ser imprescindível às investigações a decretação da prisão
temporária do indiciado Henrique, ainda que esse possua residência fixa.
Diante da situação apresentada, a prisão temporária do agente:
 a) poderá ser decretada pelo juiz, ainda que de ofício, pelo prazo inicial máximo de cinco dias;
 b) poderá ser decretada pelo juiz, mediante representação, pelo prazo inicial de trinta dias;
 c) não poderá ser decretada, por não se tratar de crime hediondo ou previsto no rol da legislação
aplicável;
 d) não poderá ser decretada pelo juiz, pois o acusado possui residência fixa;
 e) poderá ser decretada pelo juiz, por representação do delegado, dispensada a manifestação do
Ministério Público.
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Questão 57: FGV - TJ (TJ CE)/TJ CE/Judiciária/2019
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
Alan, funcionário público de determinado Tribunal de Justiça, estava sendo investigado, em inquérito
policial, pela suposta prática dos crimes de associação criminosa e corrupção passiva. Decorrido o prazo
das investigações, a autoridade policial encaminhou os autos ao Poder Judiciário solicitando novo prazo
para prosseguimento dos atos investigatórios. O Ministério Público apenas concordou com o
requerimento de prorrogação do prazo, não apresentando qualquer outro requerimento. O magistrado,
por sua vez, ao receber os autos, concedeu mais 15 (quinze) dias para investigações e, na mesma
decisão, decretou a prisão temporária de Alan pelo prazo de 05 (cinco) dias, argumentando que a
cautelar seria imprescindível para as investigações do inquérito policial.
 
Alan foi preso temporariamente e mantido separado dos demais detentos da unidade penitenciária. Ao
final do 4º dia de prisão, a autoridade judicial prorrogou por mais 05 (cinco) dias a prisão temporária,
esclarecendo que os motivos que justificaram a decisão permaneciam inalterados, ainda sendo
necessária a medida drástica para as investigações.
 
Procurado pela família do preso, o advogado de Alan deverá esclarecer que:
 a) a prisão temporária foi decretada e prorrogada de maneira válida, mas houve ilegalidade na sua
execução, tendo em vista que os presos temporários não podem ser mantidos separados dos demais
detentos;
 b) a prisão temporária não poderia ter sido prorrogada pelo prazo de 05 (cinco) dias, já que essa
cautelar somente tem prazo máximo total de 05 (cinco) dias, que foi o período inicialmente fixado;
 c) a prisão temporária, mesmo que presentes os requisitos legais, não poderia ter sido decretada de
ofício pela autoridade judicial;
 d) a prisão temporária foi decretada e prorrogada de maneira válida, não havendo também qualquer
ilegalidade em sua execução;
 e) o crime de associação criminosa não admite a decretação da prisão temporária por não estar
previsto no rol da Lei nº 7.960/89.
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Questão 58: FGV - AJ (TJ AL)/TJ AL/Oficial de Justiça Avaliador/2018
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
Vitor, Oficial de Justiça, recebeu mandado de prisão temporária e mandado de busca e apreensão para
cumprimento acompanhado de membros da Polícia Civil. Diante dos mandados recebidos, Vitor fez uma
análise da regularidade dos instrumentos de acordo com as previsões da lei.
Assim, diante das previsões legais, Vitor deverá verificar se foi:
 a) subscrito o mandado de busca e apreensão pelo escrivão e assinado pelo promotor que
apresentou o requerimento de expedição;
 b) expedido o mandado de prisão temporária, em duas vias, uma das quais será entregue ao
indiciado e servirá como nota de culpa;
 c) exposto, no mandado de busca e apreensão, o crime pelo qual o indiciado está sendo investigado,
dispensada a exposição dos motivos e fins do mandado;
 d) expedido o mandado de prisão temporária, a partir de decisão proferida pelo magistrado, seja de
ofício ou a partir de requerimento do Ministério Público ou representação do Delegado;
 e) identificada, o mais precisamente possível, no mandado de busca e apreensão, a casa em que será
realizada a diligência, sendo irrelevante a indicação do proprietário ou morador, ainda que conhecido.
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Questão 59: FGV - Of (TJ SC)/TJ SC/Justiça e Avaliador/2018
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
Durante investigação de prática de crime de extorsão simples, considerando que a prisão do indiciado
José era indispensável para as investigações, após representação da autoridade policial, mas sem
requerimento expresso do Ministério Público, o juiz competente decretou a prisão temporária de José
pelo prazo inicial de 10 dias. Quando o oficial de justiça, acompanhado de força policial, foi cumprir o
mandado de prisão, José entrou imediatamenteem contato com seu advogado, para esclarecimentos. O
advogado de José deverá esclarecer que a prisão temporária:
 a) não é válida, porque não cabe prisão temporária antes do oferecimento da denúncia;
 b) não é válida, apesar de cabível no delito mencionado, em razão do prazo fixado pelo magistrado;
 c) é válida e, ao final do prazo, deverá o preso ser colocado em liberdade independentemente de
nova ordem judicial;
 d) é valida, apesar de decretada de ofício em razão da ausência de requerimento do Ministério
Público;
 e) não é válida, porque o crime investigado não está no rol daqueles que admitem essa modalidade
de prisão.
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Questão 60: FGV - TJ Aux (TJ SC)/TJ SC/2015
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
A Lei nº 7.960/89 traz uma medida cautelar pessoal de natureza constritiva conhecida como prisão
temporária. Sobre tal medida, é correto afirmar que:
 a) poderá ser decretada de ofício pelo magistrado;
 b) ainda que decorrido o prazo da prisão fixado pelo magistrado, a soltura do preso depende da
expedição de alvará neste sentido;
 c) sendo o crime investigado hediondo, poderá ter seu prazo inicial fixado em até 30 dias;
 d) em regra, terá prazo de 05 dias, improrrogável;
 e) poderá ser decretada caso esteja sendo investigada a prática de homicídio doloso qualificado, mas
não de homicídio doloso simples.
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Questão 61: FGV - AJ (TJ PI)/TJ PI/Judiciária/Analista Judicial/2015
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
O crime que admite a decretação de prisão temporária, quando observados os demais requisitos legais,
é:
 a) homicídio privilegiado;
 b) epidemia culposa;
 c) adulteração de substância medicinal;
 d) envenenamento de substância alimentícia;
 e) tortura.
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Questão 62: FGV - AP (SEAP MA)/SEAP MA/2013
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
Com relação à Lei n. 7.960/89, que dispõe sobre prisão temporária, assinale a afirmativa correta.
 a) O prazo limite, seja qual for o crime em apuração, é de 30 dias.
 b) O prazo, em se tratando de crime hediondo ou assemelhado, é de trinta dias, enquanto nos demais
é de cinco dias, não sendo possível a prorrogação.
 c) O juiz, atendendo representação da autoridade policial ou a requerimento do Ministério Público,
poderá decretá‐la de ofício.
 d) O preso, decorrido o prazo da prisão, deverá ser posto imediatamente em liberdade,
independentemente de alvará de soltura, salvo se já tiver sido decretada sua prisão preventiva.
 e) Os presos temporários, dentro do possível, devem ficar separados dos demais detentos.
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Questão 63: FGV - Del Pol (PC AP)/PC AP/2010
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
Relativamente ao tema prisão temporária, analise as afirmativas a seguir:
I. A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou
de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias. A prorrogação dispensará
nova decisão judicial, devendo entretanto a autoridade policial colocar o preso imediatamente em
liberdade findo o prazo da prorrogação.
II. Ao decretar a prisão temporária, o Juiz poderá, de ofício, determinar que o preso lhe seja
apresentado, solicitar esclarecimentos da autoridade policial e submeter o preso a exame de corpo
de delito.
III. Os presos temporários deverão permanecer, obrigatoriamente, separados dos demais detentos.
Assinale:
 a) se somente a afirmativa I estiver correta.
 b) se somente a afirmativa II estiver correta.
 c) se somente a afirmativa III estiver correta.
 d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
 e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Questão 64: FGV - Adv (SEN)/SEN/2008
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
Relativamente à prisão temporária, assinale a afirmativa correta.
 a) A prisão temporária poderá ser decretada em casos de grande repercussão pública para garantir a
ordem pública, em crimes como roubo, estupro com resultado morte e homicídio qualificado.
 b) São requisitos para a decretação da prisão temporária a garantia da ordem pública, da ordem
econômica ou ainda a necessidade de aplicação da lei penal e a conveniência da instrução criminal.
 c) A prisão temporária poderá ser requerida pelo delegado de polícia ou pelo promotor de justiça,
devendo o juiz decidir em até vinte e quatro horas, dispensada a fundamentação em caso de urgência.
 d) São princípios que se aplicam ao regime da prisão temporária a taxatividade e inadmissibilidade de
renovação automática.
 e) A prisão temporária será decretada por dez dias, prorrogáveis por mais dez dias, salvo nos casos
de crimes hediondos em que o prazo será de trinta dias, prorrogáveis por mais trinta dias.
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Questão 65: FGV - Insp Pol (PC RJ)/PC RJ/2008
Assunto: Lei nº 7.960/1989 - Prisão Temporária
Assinale a alternativa que indique o crime em que não caberá prisão temporária.
 a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°)
 b) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único)
 c) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°)
 d) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°)
 e) estelionato (art. 171, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°)
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Questão 66: FGV - PJ (MPE GO)/MPE GO/2022
Assunto: Lei nº 8.038/1990 - Procedimentos dos Crimes de competência originária dos
Tribunais
Em relação ao procedimento fixado na Lei nº 8.038/1990, referente à competência originária dos
Tribunais, é correto afirmar que:
 a) após o oferecimento da denúncia, a parte acusada será notificada pelo relator designado por
sorteio para apresentar defesa prévia;
 b) no julgamento que deliberar sobre o recebimento da denúncia, não há previsão de sustentação
oral para qualquer uma das partes;
 c) ofertada a denúncia, o relator designado por sorteio deliberará sobre o seu recebimento,
determinando a citação do acusado em caso de admissibilidade;
 d) o procedimento especial privilegia a oralidade, disciplinando-se a ocorrência de debates orais após
a instrução, facultada a conversão em memoriais, em caso de complexidade;
 e) entre o oferecimento da denúncia e o juízo de admissibilidade a ser proferido pelo Tribunal, não há
espaço para dilações probatórias.
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Questão 67: FGV - TecGes Admin (ALEMA)/ALEMA/Advogado/2013
Assunto: Lei nº 8.038/1990 - Procedimentos dos Crimes de competência originária dos
Tribunais
A Lei n. 8.038/90 disciplina a forma procedimental para o julgamento das ações penais originárias
perante o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça.
 
Sobre tal diploma legal, analise as afirmativas a seguir.
 
I. O acusado, apresentada a denúncia ou a queixa ao Tribunal, será notificado para oferecer
resposta no prazo de 15 dias.
 
II. O relator decidirá monocraticamente pelo recebimento ou rejeição da denúncia ou da queixa,
devendo submeter ao colegiado eventual improcedência imediata da acusação.
 
III. O Supremo Tribunal Federal, inobstante a previsão da realização do interrogatório logo após o
recebimento da denuncia, tem entendido que aquele ato de oitiva do acusado deve se realizar ao
final da instrução, como previsto atualmente no procedimento ordinário.
 
Assinale:
 a) se somente a afirmativa I estiver correta.
 b) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
 c) se somente as afirmativas I e II estiveremcorretas.
 d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
 e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Questão 68: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 8.069/1990 - (Dos Crimes - ECA, arts. 225 ao 244-B)
Daniel foi flagrado em posse de grande acervo de fotografias e vídeos de pornografia infanto-juvenil,
acervo este armazenado digitalmente. Ficou comprovando, ainda, que em momento anterior, havia
compartilhado arquivos do mesmo teor, mediante uso de programa de compartilhamento de dados.
 
Nota:
Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio,
inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que
contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: Pena – reclusão, de
3 (três) a 6 (seis) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 11.829/08);
Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de
registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente: Pena –
reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
 
Nessas circunstâncias, Daniel deverá responder
 a) apenas pelo delito do Art. 241-A do ECA, diante da consunção do Art. 241-B do ECA.
 b) apenas pelo delito do Art. 241-B do ECA, em razão do não esgotamento da sua potencialidade
lesiva.
 c) pelos delitos dos artigos 241-A e 241-B, ambos do ECA, em concurso material.
 d) pelos delitos dos artigos 241-A e 241-B, ambos do ECA, em concurso formal.
 e) pelos delitos dos artigos 241-A e 241-B, ambos do ECA, em continuidade delitiva.
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Questão 69: FGV - Of (TJ SC)/TJ SC/Infância e Juventude/2018
Assunto: Lei nº 8.069/1990 - (Dos Crimes - ECA, arts. 225 ao 244-B)
Os adolescentes José, Marcelo e Vitor são apreendidos por autoridade policial quando consumiam
cerveja, vodca e gim, respectivamente, em frente a um bar de grande movimentação. Indagados sobre
como tiveram acesso às bebidas, responderam: José comprou a cerveja diretamente no bar; Marcelo
recebeu as doses de vodca gratuitamente do garçom, que é seu amigo; e Vitor ganhou a garrafa de gim
de presente do pai.
Diante das informações prestadas pelos adolescentes, à luz do ECA, as condutas do dono do bar, do
garçom e do pai de Vítor, configuram, respectivamente:
 a) crime; infração administrativa; e crime;
 b) crime, infração administrativa; e infração cível;
 c) crime; crime; e crime;
 d) crime; crime; e infração cível;
 e) crime; fato atípico; e infração cível.
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Questão 70: FGV - Of (TJ SC)/TJ SC/Infância e Juventude/2018
Assunto: Lei nº 8.069/1990 - (Dos Crimes - ECA, arts. 225 ao 244-B)
Jorge, 18 anos, grava dois filmes com sua namorada, Júlia, de 17 anos. O primeiro, com cenas
pornográficas da adolescente, e o segundo, com cenas de sexo explícito em que ele participa, ambos
com o consentimento dela. Passados quatro meses da gravação, o relacionamento termina e Jorge
mantém os vídeos armazenados em seu aparelho celular. Ayrton, primo de Jorge, pega o telefone e
transmite o vídeo com as cenas pornográficas da adolescente para Jean, que, ao abri-lo, apaga o
conteúdo imediatamente de seu telefone.
De acordo com os dados do problema e os crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, é
correto afirmar que:
 a) Jorge não praticou crime, já que o vídeo foi consentido;
 b) Jean praticou crime, pois chegou a abrir o vídeo;
 c) Ayrton não praticou crime, pois as cenas eram pornográficas, e não de sexo explícito;
 d) Jorge praticou crime, quando fez o vídeo;
 e) Ayrton não praticou crime, porque não vendeu o vídeo.
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Questão 71: FGV - Ana (MPE RJ)/MPE RJ/Processual/2016
Assunto: Lei nº 8.069/1990 - (Dos Crimes - ECA, arts. 225 ao 244-B)
João, de forma livre e consciente, disponibilizou, por meio de publicação em seu site na internet, vídeo
contendo cena de sexo explícito envolvendo adolescente. De acordo com o ordenamento jurídico, João
cometeu crime previsto:
 a) no Estatuto da Criança e do Adolescente, cuja pena é de reclusão de 3 (três) a 6 (seis) anos, e
multa;
 b) no Estatuto da Criança e do Adolescente, cuja pena é de detenção de 4 (quatro) a 10 (dez) anos,
e suspensão do site;
 c) no Código Penal por estupro, cuja pena é de reclusão de 6 (seis) a 12 (doze) anos, e suspensão do
site;
 d) na Lei do Marco Civil da Internet, cuja pena é de reclusão de 4 (quatro) a 10 (dez) anos, e
suspensão do site;
 e) na Lei do Marco Civil da Internet cuja pena é de detenção de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.
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Questão 72: FGV - AJ (TJ PI)/TJ PI/Judiciária/Escrivão Judicial/2015
Assunto: Lei nº 8.069/1990 - (Dos Crimes - ECA, arts. 225 ao 244-B)
Em relação ao Estatuto da Criança e Adolescente (Lei nº 8.069/90), é correto afirmar que:
 a) deixar o médico, enfermeiro ou dirigente de estabelecimento de atenção à saúde de gestante de
identificar corretamente o neonato e a parturiente, por ocasião do parto, é crime apenado com reclusão;
 b) privar a criança ou adolescente de sua liberdade, procedendo à sua apreensão sem estar em
flagrante de ato infracional ou inexistindo ordem escrita da autoridade judiciária competente, é crime
apenado com reclusão;
 c) deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança ou adolescente de fazer
imediata comunicação à autoridade judiciária competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele
indicada é crime apenado com reclusão;
 d) promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o
exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro é crime apenado com
detenção;
 e) adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que
contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente é crime apenado
com reclusão.
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Questão 73: FGV - Tec NS (SME Cuiabá)/Pref Cuiabá/Bacharel em Direito/2015
Assunto: Lei nº 8.069/1990 - (Dos Crimes - ECA, arts. 225 ao 244-B)
Aristides, zeloso professor de português, com mais de 20 anos de magistério na rede pública municipal,
sempre primou pela excelência de seus alunos. Ocorre que João, adolescente do 9º ano do Ensino
Fundamental, não consegue se comportar em suas aulas, prejudicando os demais alunos. Aristides já
conversou com João, reuniu-se com os pais do aluno, todavia o adolescente se comporta pior a cada dia.
Em uma determinada aula, João, ao tentar acertar um amigo, joga um vidrinho de tinta guache que cai e
mancha a camisa do professor. Aristides, muito nervoso, decide repreender imediatamente o aluno.
Assim, coloca-o de castigo, em pé, de costas para os demais alunos e de frente para a lousa, durante
cinco minutos, equilibrando o vidrinho de tinta guache na cabeça e repetindo a seguinte frase, em voz
alta, a cada intervalo de um minuto: “Sou o bobo da turma!”
A respeito da conduta do professor Aristides, assinale a afirmativa correta.
 a) Está correta, pois Aristides, como educador, tem o direito de repreender os seus alunos.
 b) Não está correta, porque Aristides se excedeu, cometendo uma infração administrativa prevista no
Estatuto da Criança e do Adolescente.
 c) Não está correta, porque Aristides se excedeu, cometendo um crime previsto no Estatuto da
Criança e do Adolescente.
 d) Está correta, pois Aristides, como educador, tem o direito de repreender os seus alunos, somente
não podendo usar castigo físico.
 e) Não estácorreta, porque Aristides se excedeu, mas não cometeu nenhum crime ou infração
administrativa previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.
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Questão 74: FGV - NeR (TJ AM)/TJ AM/2005
Assunto: Lei nº 8.069/1990 - (Dos Crimes - ECA, arts. 225 ao 244-B)
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é correto afirmar que:
 a) somente é ato infracional a conduta descrita como crime.
 b) são idênticas as medidas legais previstas para os atos infracionais praticados por crianças e
adolescentes.
 c) apenas fotografar, sem a publicação, cena de sexo explícito envolvendo adolescente não é crime.
 d) entregar gratuitamente a adolescente fogos de estampido é sempre crime.
 e) é crime o ato de deixar o médico, enfermeiro ou dirigente de estabelecimento de atenção à saúde
de gestante de identificar corretamente o neonato e a parturiente por ocasião do parto.
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Questão 75: FGV - Alun Of (PM AM)/PM AM/2022
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
Acerca dos crimes hediondos, previstos na Lei nº 8.072/90, assinale a opção que apresenta modalidade
delitiva não incluída como hedionda.
 a) Epidemia com resultado lesão corporal grave.
 b) Roubo qualificado pelo resultado lesão corporal grave.
 c) Falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
 d) Extorsão mediante sequestro.
 e) Favorecimento da prostituição de criança, adolescente ou de vulnerável.
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Questão 76: FGV - Esc Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
A Lei dos Crimes Hediondos (8072/90) contempla tratamento mais rigoroso a diversos crimes nela
previstos, tanto no seu artigo 1º, que prevê os crimes hediondos propriamente ditos, quanto no seu
artigo 2º, que contempla os chamados crimes hediondos por equiparação. A caracterização de um crime
como hediondo faz com que determinados institutos sejam vedados.
 
Dentre as proibições legais não está
 a) fiança.
 b) liberdade provisória.
 c) graça.
 d) indulto.
 e) anistia.
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Questão 77: FGV - JE TJSC/TJ SC/2022
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
NÃO é considerado como crime hediondo o crime de:
 a) constituição de milícia privada;
 b) porte ilegal de arma de fogo de uso proibido;
 c) furto qualificado pelo emprego de explosivo;
 d) roubo circunstanciado pelo emprego de arma de fogo;
 e) extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima.
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Questão 78: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
José efetuou em 2022 um roubo no meio da rua, em menos de 1 minuto, utilizando-se de uma faca de
cozinha para ameaçar a vítima. Na mesma ocasião, portava ilegalmente arma de fogo de uso proibido,
que se encontrava fechada em sua mochila, mas esta arma não foi mostrada ou anunciado seu porte à
vítima do roubo.
Nos termos da Lei nº 8.072/1990 (Lei de Crimes Hediondos), é correto afirmar que
 a) José não praticou nenhum crime hediondo, já que a Lei nº 8.072/1990 somente abarca os crimes
contra a vida, previstos no Título I, Capítulo I da Parte Especial do Código Penal.
 b) José praticou um crime não hediondo e um crime hediondo, já que o crime de roubo, mediante
ameaça com faca, é enumerado na Lei nº 8.072/1990 como uma das espécies de crimes hediondos.
 c) José praticou duas modalidades de crimes hediondos, insuscetíveis de graça ou anistia, mas que
admitem a fiança, por se tratar de crimes contra o patrimônio.
 d) José praticou duas modalidades de crimes hediondos, insuscetíveis de graça, anistia ou fiança.
 e) José praticou um crime não hediondo e um crime hediondo, já que o crime de porte ilegal de arma
de fogo de uso proibido é enumerado na Lei nº 8.072/1990 como uma das espécies de crimes
hediondos.
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Questão 79: FGV - AT (TCE TO)/TCE TO/Direito/2022
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
Relativamente aos crimes previstos na Lei nº 8.072/1990, NÃO é considerado como crime hediondo ou
equiparado o crime de:
 a) genocídio;
 b) estupro;
 c) furto qualificado pelo emprego de explosivo;
 d) constituição de milícia privada;
 e) falsificação de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
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Questão 80: FGV - DP RJ/DPE RJ/2021
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
Sobre as alterações trazidas pela Lei nº 13.964/2019 (Pacote Anticrime), é correto afirmar que:
 a) seguindo o anseio legislativo de maior recrudescimento penal, o limite de cumprimento das penas
privativas de liberdade poderá alcançar o patamar de quarenta anos, independentemente do momento
da prática do delito;
 b) ainda que surtam efeitos na execução da pena e, portanto, no sistema carcerário, o crime de
roubo circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (Art. 157, §2º-A, I, do Código Penal) passou a ser
considerado hediondo;
 c) o juiz não poderá receber a denúncia apenas com fundamento nas informações das declarações do
réu que realizou a colaboração premiada, mas poderá decretar medidas cautelares reais;
 d) a exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá após dez anos do término do
cumprimento da pena dos crimes graves contra a pessoa;
 e) o cumprimento e/ou rescisão do acordo de não persecução penal é/são causa(s) interruptiva(s) da
prescrição.
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Questão 81: FGV - AJ (TJ PI)/TJ PI/Judiciária/Oficial de Justiça e Avaliador/2015
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
Constituem crimes hediondos, EXCETO:
 a) homicídio em atividade típica de grupo de extermínio praticada por um agente só;
 b) epidemia com resultado morte;
 c) favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente
ou de vulnerável;
 d) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal;
 e) lesão corporal seguida de morte, quando praticada contra integrante do sistema prisional.
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Questão 82: FGV - Adv (SUSAM)/SUSAM/2014
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
A doutrina classifica os crimes, quanto à sua gravidade, como sendo de menor potencial ofensivo, de
médio potencial ofensivo, de grave potencial ofensivo e hediondos.
 
No tocante a estes de maior gravidade, de acordo com a Lei nº 8.072/90 e a Constituição Federal,
atentando‐se à jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, assinale a afirmativa correta.
 a) O crime de associação para o tráfico é equiparado aos hediondos.
 b) O crime de homicídio híbrido (qualificado e privilegiado) ostenta a natureza de crime de hediondo.
 c) O crime de homicídio simples, em hipótese alguma, é considerado hediondo.
 d) O condenado pela prática de crime hediondo ou assemelhado pode iniciar o cumprimento da pena
privativa de liberdade em regime mais brando do que o fechado.
 e) O apenado reincidente específico em crime hediondo deverá cumprir 2/3 da pena para ter direito
ao livramento condicional e 3/5 da pena para ter direito à progressão de regime.
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Questão 83: FGV - JE TJAM/TJ AM/2013
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
A Lei n. 8.072/90 dispõe sobre os crimes hediondos, enquanto a Constituição Federal indica outros
assemelhados, orientando o legislador a dar tratamento mais rigoroso aestas infrações.
Atento à jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, as alternativas a seguir apresentam crimes
que ostentam essa natureza, à exceção de uma. Assinale‐a.
 a) Estupro de vulnerável e tráfico de entorpecentes.
 b) Tráfico de entorpecente e extorsão mediante sequestro.
 c) Tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico.
 d) Latrocínio e tortura.
 e) Homicídio qualificado e tortura.
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Questão 84: FGV - Proc Leg (ALMT)/AL MT/2013
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
Avalie os tipos de crimes listados a seguir.
I. Extorsão mediante sequestro;
II. Estupro;
III. Qualquer homicídio, simples ou qualificado, desde que doloso;
IV. Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou
medicinais.
De acordo com a Lei n. 8.072/90, são considerados crimes hediondos:
 a) I e II, somente.
 b) I e III, somente.
 c) I, II e IV, somente.
 d) I, III e IV, somente.
 e) II, III e IV, somente.
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Questão 85: FGV - CL (SEN)/SEN/Assessoramento Legislativo/Direito Penal, Processual
Penal e Penitenciário/2012
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
Segundo a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, o texto constitucional e a Lei 8072/90,
NÃO ostenta a natureza de crime hediondo ou assemelhado
 a) Extorsão qualificada pela morte.
 b) Estupro.
 c) Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou
medicinais.
 d) Epidemia com resultado morte.
 e) Associação para o tráfico.
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Questão 86: FGV - TJ TRE PA/TRE PA/Administrativa/Segurança Judiciária/2011
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
Quanto aos crimes hediondos, analise os itens a seguir:
I. extorsão qualificada;
II. roubo com uso de meio insidioso;
III. tráfico de animais silvestres;
IV. epidemia com resultado morte.
É correto afirmar que são crimes hediondos somente os itens
 a) I e III.
 b) I e IV.
 c) II e III.
 d) II e IV.
 e) I, II e III.
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Questão 87: FGV - Del Pol (PC AP)/PC AP/2010
Assunto: Lei nº 8.072/1990 - Crimes Hediondos
De acordo com a Lei 8.072/90, assinale a alternativa que não apresenta um crime considerado hediondo.
 a) latrocínio (art. 157, § 3º, in fine); extorsão qualificada pela morte (art. 158, § 2º) e
envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal (art. 270).
 b) epidemia com resultado morte (art. 267, § 1º); homicídio qualificado (art. 121, § 2º, I, II, III, IV e
V) e extorsão qualificada pela morte (art. 158, § 2º).
 c) latrocínio (art. 157, § 3º, in fine); epidemia com resultado morte (art. 267, § 1º); e homicídio
qualificado (art. 121, § 2º, I, II, III, IV e V).
 d) latrocínio (art. 157, § 3º, in fine); falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto
destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1º, § 1º-A e § 1º-B; e homicídio
qualificado (art. 121, § 2º, I, II, III, IV e V).
 e) latrocínio (art. 157, § 3º, in fine); epidemia com resultado morte (art. 267, § 1º); falsificação,
corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273,
caput e § 1º, § 1º-A e § 1o-B e homicídio qualificado (art. 121, § 2º, I, II, III, IV e V).
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Questão 88: FGV - AFFC (CGU)/CGU/Correição e Combate à Corrupção/2022
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
No que toca à punibilidade dos crimes fiscais e o uso da analogia, é correto afirmar que:
 a) a extinção da punibilidade dos crimes fiscais pode ocorrer por processo de integração determinado
pela analogia;
 b) o pagamento parcial dos débitos oriundos de contribuições sociais e tributos, inclusive os
acessórios, conduz à extinção da punibilidade;
 c) nas leis fiscais, de caráter similar às penais, é possível o recurso à analogia ampla, a favor ou
contra o agente;
 d) em caso de leis fiscais de repercussão penal com lacunas intencionalmente deixadas em aberto
pelo legislador, não se admite analogia;
 e) o pagamento parcial dos débitos oriundos de contribuições sociais e tributos, excluídos os
acessórios, conduz à extinção da punibilidade.
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Questão 89: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Luiz, vereador na cidade de Natal/RN, incorreu na prática do Art. 1º, incisos I, II e IV, c/c. os artigos 11 e
12, inciso I, todos da Lei nº 8.137/90, consubstanciada em fraude tributária consistente na redução de
ICMS devido ao Estado do Amazonas, praticado no âmbito de filial da sucursal da Refinaria de Petróleo
de Manguinhos, situada em Comarca de Careiro da Várzea/AM.
 
Quando do comportamento delitivo do Luiz, havia pedido de recuperação judicial da Refinaria de Petróleo
de Manguinhos processado na Comarca de Careiro da Várzea/AM. Posteriormente o TJAM, em sede de
exceção de incompetência, acolheu o pedido defensivo e determinou que o processamento da
recuperação judicial da Refinaria de Petróleo de Manguinhos passasse para a competência da Comarca
do Rio de Janeiro/RJ, em razão deste ser o local da sede do principal estabelecimento comercial da
referida empresa.
 
A competência para o processo e o julgamento do crime tributário será
 a) da Vara Única da Comarca de Careiro da Várzea/AM.
 b) do Tribunal de Justiça do Amazonas.
 c) de uma das Varas Criminais da Comarca do Rio de Janeiro/RJ.
 d) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
 e) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.
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Questão 90: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Durante a investigação das atividades desenvolvidas por determinado grupo na gestão de uma pessoa
jurídica, Frigga foi identificada por ter realizado a supressão de tributo estadual, qual seja, o Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, no valor de R$ 11.670,00, incidindo na regra do Art. 1º,
inciso II, c/c. o Art. 11, ambos da Lei nº 8.137/90. Para tanto, Frigga inseriu elementos inexatos em livro
exigido pela lei fiscal, durante os meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto,
setembro, outubro, novembro e dezembro de 2020.
 
O débito do ICMS de R$ 11.670,00 corresponde ao total do ano de 2021, sendo apurado em
circunstância única, conforme Auto de Infração e Imposição de Multa, gerando apenas uma certidão de
dívida ativa.
 
Diante da hipótese é correto afirmar que
 a) há crime tributário, pois a regra da insignificância não alcança os débitos tributários estaduais.
 b) há crime tributário, pois a reiteração criminosa obsta a aplicação do princípio da insignificância.
 c) há crime tributário, pois o débito tributário ultrapassa o valor estabelecido como mínimo para
execução fiscal.
 d) não há crime tributário, pois o débito está abaixo do mínimo para execução fiscal e não há
reiteração criminosa.
 e) não há crime tributário, pois o débito está abaixo do mínimo para execução fiscal, ainda que haja
reiteração criminosa.
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Questão 91: FGV - AFTE (SEFAZ AM)/SEFAZ AM/2022
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Em relação aos crimes contra a ordem tributária tipificados nos artigos 1º e 2º da Leinº 8.137/1990, é
correto afirmar que o contribuinte pode ser punido
 a) só se ele quiser o resultado da supressão ou de redução do tributo.
 b) só se ele assumir o risco de produzir o resultado da supressão ou de redução do tributo.
 c) se ele quiser ou assumir o risco de produzir o resultado da supressão ou de redução do tributo.
 d) só se ele der causa ao resultado por impudência, negligência ou imperícia.
 e) se ele, de qualquer forma, der causa ao resultado da supressão ou redução do tributo,
independentemente da sua vontade.
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Questão 92: FGV - AFTE (SEFAZ AM)/SEFAZ AM/2022
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Antônio teve auto de infração lavrado em seu desfavor pela omissão do recolhimento de tributo, por ter
prestado declarações falsas sobre seus rendimentos tributáveis às autoridades fazendárias, na sua
declaração anual de ajuste do Imposto sobre a Renda – Pessoa Física. Nesse mesmo ensejo, foi
confeccionada representação fiscal para fins penais, que veio a ser apensada ao precitado auto de
infração.
 
Antônio interpôs recurso administrativo dessa autuação, ora pendente de julgamento.
 
A esse respeito, assinale a afirmativa correta.
 a) Antônio pode ser denunciado pelo Ministério Público a qualquer tempo.
 b) Antônio pode ser denunciado pelo Ministério Público só quando este receber a representação fiscal
para fins penais.
 c) Antônio pode ser denunciado pelo Ministério Público só quando houver lançamento definitivo do
tributo.
 d) Antônio pode ser denunciado pelo Ministério Público mesmo se os tributos e acessórios forem
pagos.
 e) Antônio pode ser denunciado pelo Ministério Público mesmo se o crédito tributário for extinto por
decisão judicial.
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Questão 93: FGV - TFE (Sefaz AM)/SEFAZ AM/2022
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Em relação à infração administrativa fiscal, assinale a afirmativa correta.
 a) Toda infração administrativa fiscal implica necessariamente prática de crime contra a Ordem
Tributária.
 b) A infração administrativa fiscal sempre decorre do descumprimento de obrigação tributária
principal.
 c) A infração administrativa fiscal não pode decorrer de responsabilidade objetiva do contribuinte.
 d) A infração administrativa fiscal sempre decorre do descumprimento de obrigação tributária
acessória.
 e) Todo crime contra a Ordem Tributária implica necessariamente prática de infração administrativa
fiscal.
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Questão 94: FGV - Adv (SEN)/SEN/2022
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Sobre o crime de sonegação fiscal e os crimes contra as ordens tributária e econômica e contra as
relações de consumo, analise as afirmativas a seguir.
 
I. Constitui crime funcional contra a ordem tributária, com pena de detenção, de 2 (dois) a 5 (cinco)
anos e multa, patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração
fazendária, valendo-se da qualidade de funcionário público.
 
II. Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no Art. 1º, incisos I a IV, da Lei
nº 8.137/1990, antes do lançamento definitivo do tributo.
 
III. É pública incondicionada a ação penal por crime de sonegação fiscal.
 
Está correto o que se afirma em
 a) I, II e III.
 b) II e III, apenas.
 c) I e III, apenas.
 d) I e II, apenas.
 e) I, apenas.
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Questão 95: FGV - Del Pol (PC RN)/PC RN/2021
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Sávio possui um pequeno comércio de venda de material de escritório. Considerando a situação
financeira precária da empresa e procurando reduzir o valor do tributo devido, Sávio praticou uma série
de condutas que, em tese, tipificariam o delito do artigo 1º, inciso I, da Lei nº 8.137/1990 (constitui
crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório,
mediante as seguintes condutas: inciso I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades
fazendárias).
Sobre o delito tipificado na referida legislação, e de acordo com a posição da jurisprudência dos Tribunais
Superiores, é correto afirmar que:
 a) o prazo prescricional começa a contar da data da conduta de omitir informação;
 b) é punível quando praticado através de conduta dolosa ou culposa, comissiva ou omissiva;
 c) é, em tese, de natureza material, pois somente estará configurado com o lançamento definitivo do
tributo;
 d) é classificado como formal, restando consumado com a omissão da informação capaz de reduzir o
tributo devido;
 e) permite que a expressividade do valor do tributo sonegado possa ser concomitantemente utilizada
para elevar a pena base e depois como majorante na terceira etapa ao aplicar a pena.
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Questão 96: FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2011
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Cássio de Creta obteve, em habeas corpus, o trancamento de ação penal, na qual era acusado de
sonegação fiscal, com relação ao Imposto de Renda Pessoa Física, em virtude de estar ainda sendo
apurado o tributo devido em procedimento administrativo próprio. Cássio também estava sendo acusado
de crime de falsidade ideológica, visto ter alterado a documentação de veículo adquirido, inserindo no
Certificado de Propriedade do carro declarações falsas. Cássio de Creta, em 2007, adquiriu um veículo
Lamborghini, pelo valor de R$ 500.000,00, em nome de seu empregado Vinicius de Esparta, para ocultar
sua titularidade. Em 2010, foi simulada a venda do carro de Vinícius a Cássio, por R$ 180.000,00.
Nesse caso, o crime de falso documental
 a) é absorvido pelo crime de sonegação fiscal, e a ação penal será igualmente trancada.
 b) será apurado na Justiça Federal, por ter sido atraído pelo crime de sonegação fiscal, após a regular
apuração do tributo devido.
 c) é crime meio, pelo que não será apurado de forma autônoma, esgotando-se no crime fim, de
sonegação.
 d) tem potencial lesivo autônomo, que não se esgota na prática de sonegação, pelo que será apurado
pela Justiça Estadual.
 e) é atingido pelo princípio da consunção, exaurindo-se no crime de sonegação fiscal.
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Questão 97: FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2011
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Juraci Silva ingressou com pedido de habeas corpus, depreendendo-se dos autos que o paciente fora
denunciado pela suposta prática dos crimes definidos nos arts. 4º, II, a, b e c da Lei 8.137/90 (cartel) e
288 do CPB (formação de quadrilha), cominado com o art. 69 do CPB (concurso material). Juraci
questiona a competência da Justiça Estadual do Estado do Rio de Janeiro para julgar o processo crime,
em virtude da acusação de cartel, sendo certo que os atos praticados pelo paciente demonstram que
Juraci, bem como os demais acusados, todos diretores de empresas do mesmo segmento econômico, se
reuniam em hotéis para estabelecer, de forma artificial, o preço de seus produtos; no caso, gases
industriais, segmento enérgico de importância nacional estratégica. Foi ainda apurado que as empresas
envolvidas, por meio de seus diretores, almejavam a fixação artificial de preços e quantidades vendidas e
produzidas para controlar o mercado nacional. Nesse caso, a ordem deve ser
 a) concedida, visto ser inequívoco o interesse da União por se tratar de setor estratégicopara a
economia nacional e o risco à ordem econômica transcender a esfera local.
 b) denegada, visto que só há competência da Justiça Federal, conforme artigo 109, VI, da CRFB, nos
casos expressamente referidos por lei.
 c) denegada, visto que a Lei 8.137/90 afasta a competência federal nos casos de crime contra a
ordem econômica.
 d) concedida, uma vez que a formação de quadrilha e o concurso material são absorvidos pelo crime
de formação de cartel, de competência federal.
 e) concedida, pois qualquer formação de cartel é prejudicial ao mercado e à economia nacional.
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Questão 98: FGV - ARE (SEFAZ AP)/SEFAZ AP/2010
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Em relação aos crimes contra a ordem tributária, não se configura causa da extinção da punibilidade:
 a) o pagamento do tributo antes do oferecimento da denúncia.
 b) a anistia.
 c) a abolitio criminis.
 d) a prescrição.
 e) o parcelamento do débito tributário.
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Questão 99: FGV - ARE (SEFAZ AP)/SEFAZ AP/2010
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Eis o texto da Lei n.8.137/90:
 
Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição
social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:
I. omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;
II. fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de
qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;
III. falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro
documento relativo à operação tributável;
IV. elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou
inexato;
V. negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente,
relativa à venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la
em desacordo com a legislação.
Pena - reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Parágrafo único. A falta de atendimento da exigência da autoridade, no prazo de 10 (dez) dias,
que poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou
da dificuldade quanto ao atendimento da exigência, caracteriza a infração prevista no inciso V.
Art. 2° Constitui crime da mesma natureza:
I. fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra
fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;
II. deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou
cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres
públicos;
III. exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem
sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;
IV. deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de
imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;
V. utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da
obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à
Fazenda Pública.
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Em relação aos crimes acima tipificados, é correto afirmar que:
 a) o artigo 1º da Lei nº 8.137, segundo a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é material
ou de resultado.
 b) o inciso I do artigo 1º trata das obrigações tributárias ditas principais, ou seja, relacionadas à
omissão de informações e prestação de declarações falsas às autoridades fazendárias.
 c) o inciso I do artigo 2º traduz-se em delito material, exigindo-se, para configuração do crime,
apenas o dolo genérico.
 d) o parágrafo único do artigo 1º cuida de delito omissivo impróprio.
 e) os crimes não são prescritíveis em razão da indisponibilidade do interesse público bem como da
imprescritibilidade do ressarcimento ao erário público.
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Questão 100: FGV - FRE (SEFAZ AP)/SEFAZ AP/2010
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
A doutrina jurídica brasileira procura, há tempos, estabelecer critérios que permitam distinguir a sanção
penal tributária da sanção administrativa tributária.
As alternativas a seguir apresentam critérios distintivos frequentemente citados, à exceção de uma.
Assinale-a.
 a) Competência legislativa para o estabelecimento das sanções - enquanto as sanções administrativas
tributárias podem ser instituídas pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios relativamente aos
tributos de sua competência, as sanções criminais deverão ser estabelecidas por leis nacionais de
competência exclusiva da União (art. 22, I da CF).
 b) Consideração valorativa do bem tutelado - o legislador selecionou algumas condutas conexas à
obrigação de pagar tributos e classificou-as como crime, atribuindo maior importância ao bem jurídico
tutelado e/ou reconhecendo a maior gravidade da conduta do sujeito ativo.
 c) Gravidade da sanção - no caso de crimes, a sanção penal predominante é a pena restritiva de
liberdade.
 d) Fonte normativa - as sanções penais tributárias não figuram no Código Tributário Nacional, mas em
outros diplomas legais.
 e) Sanção patrimonial - tanto a sanção penal tributária como a sanção administrativa tributária
implicam necessariamente algum tipo de pena patrimonial.
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Questão 101: FGV - FRE (SEFAZ AP)/SEFAZ AP/2010
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Há uma acirrada discussão sobre a relação entre o processo administrativo tributário e a ação penal,
principalmente no que tange ao cumprimento da obrigação principal, tema que costuma colocar
advogados e representantes do Ministério Público em polos argumentativos opostos.
Essa discussão tem relação com:
 a) a submissão do Ministério Público aos órgãos de julgamento administrativo, como o recentemente
criado Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF).
 b) o instituto da denúncia espontânea prevista no artigo 138 do Código Tributário Nacional.
 c) impossibilidade de o contribuinte ser duplamente penalizado - tanto na esfera administrativa como
na judicial.
 d) a necessidade de constituição definitiva do crédito tributário para a consumação de crime fiscal
relativo à supressão ou redução do tributo como elemento essencial à configuração do delito.
 e) o início da contagem do prazo prescricional da cobrança do crédito tributário.
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Questão 102: FGV - FRE (SEFAZ AP)/SEFAZ AP/2010
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
O pagamento do tributo tem importantes consequências para fins de caracterização do crime contra a
ordem tributária.
Com relação a este assunto, assinale a afirmativa incorreta.
 a) A denúncia espontânea relativa ao pagamento do tributo, nos termos previstos no artigo 138 do
Código Tributário Nacional, é causa de exclusão de responsabilidade na área tributária evitando, assim, a
caracterização do crime;
 b) A denúncia espontânea, aperfeiçoada nos termos da legislação vigente, não tem qualquer
influência na caracterização dos crimes contra a ordem tributária, como a supressão ou redução do
tributo.
 c) Para que se configure a denúncia espontânea, nos termos do artigo 138 do Código Tributário
Nacional haverá necessidade, se a lei assim o exigir, do pagamento de juros e multa de mora.d) É fundamental, para que se aperfeiçoe a denúncia espontânea, que seja realizada antes do início
do procedimento de fiscalização.
 e) O instituto da denúncia espontânea guarda certa semelhança com as figuras da desistência
voluntária e do arrependimento eficaz, nos termos do Código Penal vigente.
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Questão 103: FGV - FRE (SEFAZ AP)/SEFAZ AP/2010
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Muito se discute sobre a natureza do crime contra a ordem tributária como crime formal ou crime
material. Admitindo-se o enquadramento como crime material, ainda que hipoteticamente, seria correto
afirmar que:
 a) não admite tentativa.
 b) não se pode falar em culpa.
 c) é irrelevante o aspecto subjetivo para a configuração do crime.
 d) é necessário haver efetiva supressão ou redução do tributo.
 e) o crime deverá estar previsto em lei.
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Questão 104: FGV - FRE (SEFAZ AP)/SEFAZ AP/2010
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
A Lei 8.137, de 27 de dezembro de 1990 prevê algumas hipóteses de crimes praticados por funcionários
públicos como as relacionadas nas alternativas a seguir, à exceção de uma.
Assinale-a.
 a) Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho.
 b) Extraviar livro oficial, processo fiscal ou qualquer documento de que tenha a guarda em razão da
função.
 c) Inutilizar qualquer documento acarretando pagamento indevido ou inexato do tributo.
 d) Exigir para si ou para outrem vantagem indevida eximindo-se de proceder ao lançamento ou
cobrança do tributo.
 e) Aproveitar-se da condição de funcionário público para defender interesse privado perante a
administração fazendária.
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Questão 105: FGV - AFRM (Angra)/Pref Angra/2010
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Cássio Túlio e Virgilio Arantes foram denunciados com base no artigo 1º da Lei 8137/90, havendo
indícios de fraude (omissão de operação econômica) no cometimento da conduta delituosa praticada.
Entretanto, foi constatado que não houve a constituição definitiva do crédito tributário pela Fazenda, no
processo administrativo fiscal. Dessa forma,
 a) inexiste condição objetiva de punibilidade.
 b) inexiste crime, à vista da falta de requisito formal.
 c) devem ser apurados o ilícito e o crédito fazendário.
 d) deve haver a suspensão condicional do processo penal.
 e) deve ser reconhecida a continuidade delitiva.
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Questão 106: FGV - Of Cart (PC RJ)/PC RJ/2009
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Em relação à Lei 8.137/90, analise as afirmativas a seguir.
 
I. Os crimes previstos nos artigos 1 o e 2 o da Lei 8.137/90 terão sua punibilidade extinta se o
agente promover o pagamento integral dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais,
inclusive acessórios, mesmo depois de oferecida a denúncia.
 
II. Os crimes previstos nos artigos 4 o, 5 o e 6 o da Lei 8.137/90 terão sua punibilidade extinta se o
agente firmar e cumprir acordo de leniência com a União, por meio da Secretaria de Direito
Econômico do Ministério da Justiça.
 
III. Os crimes previstos no artigo 7 o da Lei 8.137/90 terão sua punibilidade extinta caso o juiz
verifique a excessiva onerosidade da pena pecuniária prevista para o referido crime, considerando a
situação econômica do réu.
 
Assinale:
 a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
 b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
 c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
 d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
 e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Questão 107: FGV - Proc (TCM-RJ)/TCM RJ/2008
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
Assinale a alternativa que apresente corretamente como se manifestou o Plenário do Supremo Tribunal
Federal acerca da necessidade de se aguardar o término do procedimento administrativo-fiscal para que
se possa iniciar o processo penal por delito contra ordem tributária previsto no art. 1º da Lei 8.137/90.
 a) O Supremo Tribunal Federal autoriza que os processos administrativo e penal caminhem
concomitantemente em razão do princípio da independência das instâncias administrativa e penal.
 b) O Supremo Tribunal Federal não autoriza que os processos administrativo e penal caminhem
concomitantemente em razão do princípio da independência das instâncias administrativa e penal.
 c) O Supremo Tribunal Federal autoriza que os processos administrativo e penal caminhem
concomitantemente em razão da alta probabilidade de prescrição dos crimes caso fosse necessário
aguardar o término do procedimento administrativo.
 d) O Supremo Tribunal Federal não autoriza que os processos administrativo e penal caminhem
concomitantemente porque não está presente uma condição objetiva de punibilidade e porque o
lançamento definitivo é elemento do tipo.
 e) O Supremo Tribunal Federal autoriza que os processos administrativo e penal caminhem
concomitantemente porque os tipos penais do art. 1º da Lei 8.137/90 são crimes de perigo, e não de
dano.
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Questão 108: FGV - JE TJPA/TJ PA/2008
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
José da Silva e Manoel de Souza são empresários do ramo têxtil e detêm, respectivamente, 45% e 50%
do mercado de produção de fantasias infantis no Estado do Pará. Tomando conhecimento de que a
empresa cearense “Rapadura” de propriedade da executiva Maria de Jesus abriu uma filial na cidade de
Belém e iniciou sua produção, José e Manoel decidem ajustar a fixação artificial do preço de seus
produtos, além de fazerem uma aliança para controlar os fornecedores de matéria prima indispensável
(tinta atóxica) em toda a Região Norte, tudo com vistas a impedir o funcionamento e desenvolvimento da
empresa concorrente. Que crime praticaram José e Manoel?
 a) Crime de estelionato (art. 171 do Código Penal).
 b) Crime contra as relações de consumo (art. 7º da Lei 8.137/90).
 c) Crime contra a ordem econômica (art. 4º da Lei 8.137/90).
 d) Crime de fraude no comércio (art. 175 do Código Penal).
 e) Não praticaram crime algum. A conduta é atípica.
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Questão 109: FGV - Cons Sub (TCM PA)/TCM PA/2008
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
O Plenário do Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da necessidade de se aguardar o
término do procedimento administrativo-fiscal para que se possa iniciar o processo penal por delito
contra ordem tributária previsto no art. 1º da Lei 8.137/90. Assinale o argumento jurídico que não serviu
de fundamento para essa decisão.
 a) A representação fiscal para fins penais de que trata a Lei 9.430/96 constitui uma condição de
procedibilidade.
 b) O lançamento definitivo na esfera administrativa é elemento do tipo penal de sonegação (art. 1º,
8.137/90).
 c) Não há falar em alta probabilidade de prescrição dos crimes em razão da necessidade de se
aguardar o término do procedimento administrativo devido ao óbice dos arts. 111 e 116 do Código Penal.
 d) O lançamento definitivo na esfera administrativa constitui uma condição objetiva de punibilidade do
tipo penal de sonegação (art. 1º, 8.137/90).
 e) O lançamento definitivo na esfera administrativaé essencial porque os tipos penais do art. 1º da
Lei 8.137/90 são crimes de perigo e não de dano.
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Questão 110: FGV - Insp Pol (PC RJ)/PC RJ/2008
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
O Supremo Tribunal Federal decidiu que os crimes previstos no art. 1º da Lei 8.137/90 são crimes
materiais. Isso significa que:
 a) é preciso aguardar o término do procedimento administrativo-fiscal em que seja constatada a
efetiva redução ou supressão do tributo para ajuizar a ação penal por crime de sonegação fiscal.
 b) é preciso que a denúncia venha acompanhada de laudo pericial subscrito por dois peritos oficiais
atestando a falsificação da Certidão Negativa de Débitos Fiscais.
 c) o autor do crime terá a pena aumentada em 1/3 a 2/3.
 d) não será instaurado inquérito para apuração da conduta do funcionário que patrocinar, direta ou
indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária, valendo-se da qualidade de
funcionário público.
 e) a lei foi revogada.
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Questão 111: FGV - AFRE RJ/SEFAZ RJ/2007
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
De acordo com o art. 1º da Lei 8.137/90, qual das condutas a seguir não constitui crime contra a ordem
tributária?
 a) Omitir informação ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias.
 b) Fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer
natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal.
 c) Falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda ou qualquer outro elemento
relativo à operação tributável.
 d) Reduzir a carga tributária por meio de elisão.
 e) Negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documentos equivalentes, relativos
a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com
a legislação.
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Questão 112: FGV - NeR (TJ AM)/TJ AM/2005
Assunto: Lei nº 8.137/1990 - Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de
Consumo
O crime de patrocinar diretamente interesse privado perante a administração fazendária, valendo-se da
qualidade de funcionário público:
 a) é crime de patrocínio infiel, previsto no Código Penal.
 b) é crime de favorecimento pessoal, previsto no Código Penal.
 c) é crime de advocacia administrativa, previsto no Código Penal.
 d) é crime contra a ordem tributária, previsto em lei especial.
 e) é crime de exploração de prestígio, previsto no Código Penal.
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Questão 113: FGV - AJ (TJ RO)/TJ RO/Oficial de Justiça/2021
Assunto: Disposições Gerais (arts. 60 a 62 da Lei nº 9.099/1995)
Em relação à Lei nº 9.099/1995, é correto afirmar que:
 a) os institutos despenalizadores aplicam-se aos crimes previstos no Estatuto do Idoso, por expressa
determinação legal;
 b) o âmbito de incidência legal dos institutos despenalizadores não ultrapassa os limites formais e
orgânicos dos Juizados Especiais Criminais;
 c) crimes eleitorais que contam com um sistema punitivo especial não admitem a aplicação dos
institutos despenalizadores;
 d) aos crimes praticados com violência doméstica ou familiar contra a mulher, é possível a aplicação
da suspensão condicional do processo;
 e) a Lei Anticrime estendeu a aplicação do juiz das garantias aos procedimentos especiais, incluindo a
Lei dos Juizados Especiais Criminais.
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Questão 114: FGV - TJ (TJ RO)/TJ RO/2021
Assunto: Disposições Gerais (arts. 60 a 62 da Lei nº 9.099/1995)
As infrações penais de menor potencial ofensivo devem, preferencialmente, ser processadas e julgadas
no âmbito dos Juizados Especiais Criminais.
A Lei nº 9.099/1995, no entanto, fixa duas hipóteses expressas em que o fato poderá ser apurado no
Juízo Criminal Comum, quais sejam:
 a) não ser o acusado encontrado para ser intimado ou a infração penal ter sanção que exige
instrução criminal para a sua imposição;
 b) complexidade ou circunstâncias do caso não permitirem a formulação da denúncia ou não ser o
acusado encontrado para ser citado;
 c) multiplicidade de autores do fato, por condutas praticadas em concurso de pessoas, ou quando o
fato apurado demandar a realização de perícia complexa;
 d) elevada ofensividade e repercussão em concreto da conduta ou impossibilidade de localização do
autor do fato para intimação dos atos processuais;
 e) duração excessiva da instrução processual, sem justa causa, ou quando houver conexão entre a
infração penal comum e a de menor potencial ofensivo.
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Questão 115: FGV - TJ (TJ AL)/TJ AL/Judiciária/2018
Assunto: Disposições Gerais (arts. 60 a 62 da Lei nº 9.099/1995)
O processo perante o Juizado Especial Criminal é marcado pelo princípio da oralidade, informalidade,
celeridade e economia processual, de modo que a Lei nº 9.099/95, que trata do tema no âmbito
estadual, trouxe um procedimento próprio, conhecido como sumaríssimo.
De acordo com as previsões da Lei nº 9.099/95, em respeito ao princípio da:
 a) economia processual, a competência do Juizado Especial Criminal é definida pelo local da
consumação do crime, ainda que outro seja o local de sua prática;
 b) celeridade, a citação a ser realizada no Juizado Especial Criminal poderá ser pessoal ou fictícia
através de edital, esta no caso de o acusado não ser localizado;
 c) economia processual, dos atos praticados em audiência considerar-se-ão desde logo cientes as
partes e interessados, mas não os advogados constituídos e defensores, que têm a prerrogativa de
intimação pessoal;
 d) oralidade, serão objeto de registro escrito exclusivamente os atos havidos como essenciais, como
denúncia, alegações finais e sentença, que devem, em regra, ser integralmente transcritos;
 e) celeridade, a prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer
meio hábil de comunicação.
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Questão 116: FGV - Est For (MPE RJ)/MPE RJ/2016
Assunto: Disposições Gerais (arts. 60 a 62 da Lei nº 9.099/1995)
O processo, no âmbito dos Juizados Especiais Criminais, é regido pelos princípios:
 a) da integralidade e da consumação;
 b) da oralidade e da consumação;
 c) da oralidade e da integralidade;
 d) da oralidade e da economia processual;
 e) da informalidade e da integralidade.
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Questão 117: FGV - TJ Aux (TJ SC)/TJ SC/2015
Assunto: Disposições Gerais (arts. 60 a 62 da Lei nº 9.099/1995)
Durante a comemoração de um aniversário, José Antônio, primário e de bons antecedentes, subtraiu o
celular da aniversariante em um momento de distração desta. Foi descoberto 03 dias após o fato, razão
pela qual foi denunciado pela prática do crime de furto simples consumado (pena: 01 a 04 anos de
reclusão e multa). Considerando apenas os dados narrados, é correto afirmar que:
 a) por ser primário e de bons antecedentes, caberá oferecimento de proposta de transação penal,
mas não de suspensão condicional do processo;
 b) a competência será determinada pelo local em que ocorreu a ação, ainda que outro seja o local da
consumação;
 c) por ser primário e de bons antecedentes, caberá oferecimento de proposta de suspensão
condicional do processo ou, em momento posterior, de transação penal;
 d) não cabe proposta de suspensão condicional do processo e nem de transação penal, pois o delito
não é de menor potencial ofensivo;
 e) porser primário e de bons antecedentes, caberá oferecimento de proposta de suspensão
condicional do processo, mas não de transação penal.
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Questão 118: FGV - Est For (MPE RJ)/MPE RJ/2014
Assunto: Disposições Gerais (arts. 60 a 62 da Lei nº 9.099/1995)
De acordo com a legislação penal vigente, são considerados crimes de menor potencial ofensivo aqueles:
 a) cuja pena máxima cominada seja igual ou inferior a 2 (dois) anos ou multa;
 b) que admitem suspensão condicional do processo;
 c) com pena mínima cominada igual ou inferior a 1 (um) ano;
 d) com pena mínima cominada igual ou inferior a 1(um) ano e pena máxima igual ou inferior a 2
(dois) anos ou multa;
 e) com pena máxima cominada igual ou inferior a 1 (um) ano ou multa.
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Questão 119: FGV - Adv (SEN)/SEN/2008
Assunto: Disposições Gerais (arts. 60 a 62 da Lei nº 9.099/1995)
Relativamente aos juizados especiais criminais, analise as afirmativas a seguir:
 
I. São princípios que orientam os juizados especiais a oralidade, simplicidade, informalidade,
economia processual, celeridade e a busca pela conciliação.
II. Os conciliadores são auxiliares da Justiça, recrutados, na forma da lei local, preferentemente
entre bacharéis em Direito que exerçam funções na administração da Justiça Criminal.
III. Os atos processuais serão públicos, sendo vedada sua realização em horário noturno.
IV. É possível a aplicação dos institutos da conciliação e da transação no tribunal do júri nas
infrações de menor potencial ofensivo conexas com crimes dolosos contra a vida.
Assinale:
 a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
 b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
 c) se apenas as afirmativas I e IV estiverem corretas.
 d) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
 e) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
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Questão 120: FGV - JL (TJ GO)/TJ GO/2022
Assunto: Da Competência e dos Atos Processuais (arts. 63 a 68 da Lei nº 9.099/1995)
Em relação à competência dos Juizados Especiais Criminais, é correto afirmar que é:
 a) relativa, porém, só se admite o deslocamento da competência em razão de conexão ou
continência, para o Juízo Comum ou Tribunal do Júri, no concurso de infrações penais de menor potencial
ofensivo e comum;
 b) absoluta, não se admitindo o deslocamento da competência, por regras de conexão ou
continência, para o Juízo Comum ou Tribunal do Júri, mesmo no concurso de infrações penais de menor
potencial ofensivo e comum;
 c) relativa, porém, não se admite o deslocamento da competência, por regras de conexão ou
continência, para o Juízo Comum ou Tribunal do Júri, no concurso de infrações penais de menor potencial
ofensivo e comum;
 d) absoluta, porém, se admite o deslocamento da competência, por regras de conexão ou
continência, para o Juízo Comum ou Tribunal do Júri, no concurso de infrações penais de menor potencial
ofensivo e comum;
 e) relativa, pela qual se admite o deslocamento da competência, por regras de conexão ou
continência, para o Juízo Comum ou Tribunal do Júri, no concurso de infrações penais de menor potencial
ofensivo e comum.
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Questão 121: FGV - AJ (TJ RJ)/TJ RJ/Execução de Mandados/2014
Assunto: Da Competência e dos Atos Processuais (arts. 63 a 68 da Lei nº 9.099/1995)
A Lei nº 9.099/95 traz um procedimento simplificado a ser aplicado no âmbito dos Juizados Especiais
Criminais. Diante disso, algumas peculiaridades são previstas neste diploma legal. Sobre o procedimento
sumaríssimo do JECRIM, é correto afirmar que:
 a) a competência será determinada pelo local em que a infração for praticada e não pelo lugar da
consumação;
 b) da decisão de rejeição da denúncia caberá recurso em sentido estrito;
 c) da decisão que homologa a composição de danos entre autor do fato e vítima caberá recurso de
apelação;
 d) a sentença poderá dispensar o relatório e o dispositivo, mas não a fundamentação;
 e) cabe citação por edital no âmbito dos Juizados Especiais Criminais.
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Questão 122: FGV - JE TJPA/TJ PA/2008
Assunto: Da Competência e dos Atos Processuais (arts. 63 a 68 da Lei nº 9.099/1995)
Em tema de Juizados Especiais Criminais, assinale a alternativa correta.
 a) Não encontrado o acusado para ser citado, o juiz encaminhará o termo circunstanciado ao juízo
comum para a adoção do procedimento previsto em lei.
 b) Obtida a composição dos danos civis, em crime de ação penal pública incondicionada, o Ministério
Público deverá promover o arquivamento do termo circunstanciado.
 c) Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, o Ministério
Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multa, salvo se o autor da
infração tiver sido beneficiado anteriormente, no prazo de 10 (dez) anos, pela aplicação de pena
restritiva ou multa, por meio de transação penal.
 d) Não cabe aplicação de penas alternativas ou substitutivas.
 e) Caberá apelação da decisão que receber a denúncia ou a queixa.
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Questão 123: FGV - JL (TJ GO)/TJ GO/2022
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
Em relação ao crime de lesão corporal culposa na condução de veículo automotor e à possibilidade de
aplicação dos institutos despenalizadores previstos nos Arts. 74 e 76 da Lei nº 9.099/1995, é correto
afirmar que:
 a) independentemente da forma de execução, é considerado infração penal de menor potencial
ofensivo, admitindo a incidência dos institutos referidos;
 b) independentemente da forma de execução, é considerado infração penal de menor potencial
ofensivo, porém, não admite a incidência dos institutos referidos, por expressa vedação legal;
 c) na sua forma simples, é considerado infração penal de menor potencial ofensivo, porém, não
admite a incidência dos institutos referidos, por expressa vedação legal;
 d) quando majorado por causa de aumento de pena, não é considerado infração penal de menor
potencial ofensivo, não admitindo a incidência dos institutos referidos;
 e) mesmo na sua forma simples, não é considerado infração penal de menor potencial ofensivo, não
admitindo a incidência dos institutos referidos.
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Questão 124: FGV - Ana (MPE AL)/MPE AL/Jurídica/2018
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
A Lei nº 9.099/95, que disciplina o procedimento aplicável aos Juizados Especiais Criminais estaduais,
traz uma série de regras procedimentais próprias, além dos chamados institutos despenalizadores.
 
Sobre os institutos despenalizadores e o procedimento dos Juizados Especiais Criminais, assinale a
afirmativa correta.
 a) A citação será pessoal, como regra geral, nos Juizados Especiais Criminais, podendo, porém, ser
por edital, se o acusado não for localizado quando da diligência.
 b) A composição dos danos civis poderá ocorrer apenas nas ações penais de iniciativa privada, mas
não sobre quaisquer das espécies de ação pública.
 c) A transação penal poderá ser concedida ao réu condenado definitivamente, anteriormente, pelo
crime de ameaça ao pagamento de pena exclusivamente de multa.
 d) A suspensão condicional do processo poderá ser aplicada apenas às contravenções penais e às
infrações de menor potencial ofensivo, exigindo-se, ainda, que a pena mínima seja de até 01 (um) ano.
 e) A ação penal relativa aos crimes de lesão corporal culposa e lesão leve dolosa depende da
representação do ofendido, ainda que praticadas no contextode violência doméstica e familiar contra a
mulher.
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Questão 125: FGV - TAJ (TJ RJ)/TJ RJ/2014
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
A Lei 9.099 de 1990 trouxe um procedimento simplificado conhecido pela doutrina como sumaríssimo.
Sobre as previsões desse diploma legal, é correto afirmar que:
 a) o benefício da transação penal, atendidos os requisitos legais, pode ser aplicado às autoridades que
gozam de foro por prerrogativa de função, desde que pelo órgão competente;
 b) estando o autor do fato em local incerto e não sabido, poderá ser realizada sua citação por edital
no âmbito do Juizado;
 c) somente cabe composição dos danos civis nos crimes de ação penal privada;
 d) a transação penal, em que pese não gere reincidência, pode funcionar como maus antecedentes;
 e) são consideradas infrações de menor potencial ofensivo as contravenções e os crimes a que a lei
comine pena máxima não superior a 03 anos de reclusão.
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Questão 126: FGV - AJ (TJ RJ)/TJ RJ/Execução de Mandados/2014
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
Parte da doutrina afirma que a transação penal mitigou o princípio da obrigatoriedade da ação penal
pública. Sobre este instituto previsto na Lei nº 9.099/95, é correto afirmar que:
 a) não há vedação expressa à concessão do benefício ao autor condenado anteriormente
exclusivamente à pena de multa;
 b) será aplicada diretamente pelo magistrado, independentemente de proposta prévia do Ministério
Público;
 c) não poderá ser oferecido se o agente houver sido beneficiado por outra transação penal nos 07
(sete) anos anteriores;
 d) será irrecorrível a sentença do magistrado que aplica a transação penal aceita pelo autor do fato;
 e) não gerará reincidência nem maus antecedentes, em que pese produza efeitos civis.
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Questão 127: FGV - Del Pol (PC MA)/PC MA/2012
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
Com relação ao procedimento nos Juizados Especiais Criminais, assinale a afirmativa incorreta.
 a) A composição dos danos civis acarreta renúncia ao direito de queixa ou representação nas ações
penais privadas e públicas condicionadas à representação.
 b) Acolhendo a transação penal proposta pelas partes, o juiz, em decisão irrecorrível, aplicará pena
restritiva de direito ou multa, que não importará em reincidência.
 c) De acordo com a jurisprudência majoritária do Superior Tribunal de Justiça, no caso de concursos
de crimes, as penas deverão ser somadas ou exasperadas para fins de verificação do cabimento de
suspensão condicional do processo.
 d) Os embargos de declaração podem ser propostos oralmente e o prazo será de 5 dias da ciência da
decisão.
 e) A transação penal e a composição dos danos civis não são institutos privativos do Juizado Especial
Criminal.
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Questão 128: FGV - Of Cart (PC RJ)/PC RJ/2009
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
Com relação aos juizados especiais criminais, analise as afirmativas a seguir:
 
I. A lei prevê expressamente a possibilidade de que os institutos da composição dos danos civis e da
transação penal sejam realizadas perante o Tribunal do Júri nos casos em que há conexão entre
infração de menor potencial ofensivo e crime doloso contra a vida.
 
II. A aceitação da transação penal não terá efeitos civis nem constará de certidão de antecedentes
criminais, salvo, neste último caso, para que o autor não seja novamente beneficiado pelo mesmo
instituto no prazo de cinco anos.
 
III. É possível o oferecimento de transação penal ao autor que preencher os requisitos subjetivos
(antecedentes, conduta social, personalidade, motivos e circunstâncias do crime) mesmo que ela já
tenha sido anteriormente condenado pela prática de crime, com decisão transitada em julgado, à
pena de prestação pecuniária.
 
Assinale:
 a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
 b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
 c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
 d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
 e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Questão 129: FGV - Adv (SEN)/SEN/2008
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
Relativamente aos juizados especiais criminais, analise as afirmativas a seguir:
I. No rito processual previsto na Lei 9.099/95, oferecida a denúncia, o juiz deverá dar a palavra ao
defensor para responder à acusação antes de decidir se recebe a inicial.
II. Da sentença que homologa a transação penal cabe apelação no prazo de dez dias.
III. Não se imporá prisão em flagrante nem se exigirá fiança ao autor de infração de menor
potencial ofensivo, desde que após a lavratura do termo ele concorde em comparecer ao juizado
especial.
IV. É possível a proposta de transação penal nas infrações de menor potencial ofensivo, mesmo
quando o autor do fato já tiver sido condenado anteriormente, com sentença transitada em julgado,
por contravenção penal.
Assinale:
 a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
 b) se apenas as afirmativas II e III estão corretas.
 c) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
 d) se apenas as afirmativas I, II e IV estiverem corretas.
 e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Questão 130: FGV - Insp Pol (PC RJ)/PC RJ/2008
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
Relativamente aos Juizados Especiais Criminais, assinale a afirmativa incorreta.
 a) Nas hipóteses de infração de menor potencial ofensivo, ao autor do fato que, após a lavratura do
termo circunstanciado, for imediatamente encaminhado ao juizado ou assumir o compromisso de a ele
comparecer, não se imporá prisão em flagrante, nem se exigirá fiança.
 b) Nos casos de infrações penais de menor potencial ofensivo em que a ação penal é de iniciativa
privada ou de ação penal pública condicionada à representação, o autor do fato e a vítima poderão
realizar a composição dos danos, pondo fim ao litígio e acarretando a renúncia ao direito de queixa ou
representação.
 c) A composição dos danos civis será reduzida a escrito e homologada pelo Juiz mediante sentença
irrecorrível, porá fim ao processo, devendo, no entanto, a vítima ajuizar ação de conhecimento perante o
juízo civil competente.
 d) O processo perante o Juizado Especial orientar-se-á pelos critérios da oralidade, informalidade,
economia processual e celeridade, objetivando, sempre que possível, a reparação dos danos sofridos pela
vítima e a aplicação de pena não privativa de liberdade.
 e) Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo as contravenções penais e os crimes a
que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa.
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Questão 131: FGV - NeR (TJ AM)/TJ AM/2005
Assunto: Da Fase Preliminar (arts. 69 a 76 da Lei nº 9.099/1995)
Assinale a alternativa que complete corretamente a proposição a seguir:
No Juizado Especial Criminal, a composição civil, em ação penal pública condicionada, acarreta _____.
 a) renúncia ao direito de queixa
 b) extinção da punibilidade
 c) transação penal com aplicação de pena restritiva de direitos ou multa, a ser especificada na
proposta
 d) perdão judicial
 e) absolvição criminal
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Questão 132: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Do Procedimento Sumaríssimo (arts.77 a 83 da Lei nº 9.099/1995)
Paulo é réu em uma ação judicial que tramita junto ao Juizado Especial Criminal respectivo, pela prática
de delito de menor potencial ofensivo. O acusado não foi localizado para ser citado.
Neste caso, nos termos da Lei nº 9.099/1995, é correto afirmar que
 a) o ofendido deverá, no prazo assinalado pelo juízo, indicar nos autos 3 (três) endereços prováveis
para a localização do réu.
 b) o Juiz encaminhará as peças existentes ao Juízo comum para adoção do procedimento previsto em
lei.
 c) será realizada a citação por edital do acusado, no prazo de 10 (dez) dias.
 d) será realizada a citação ficta do acusado, no prazo de 15 (quinze) dias.
 e) será determinada a suspensão do processo pelo prazo de até 1 (um) ano, enquanto as medidas
possíveis para a localização do réu sejam implementadas.
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Questão 133: FGV - Del Pol (PC RN)/PC RN/2021
Assunto: Do Procedimento Sumaríssimo (arts. 77 a 83 da Lei nº 9.099/1995)
A Lei nº 9.099/1995 dispõe sobre os Juizados Especiais Criminais, próprios para o julgamento dos delitos
de menor potencial ofensivo, prevendo regramento e institutos próprios.
De acordo com a referida legislação e outras subsequentes:
 a) os crimes de menor potencial ofensivo sempre serão julgados no Juizado Especial Criminal;
 b) caberá recurso de apelação contra a decisão que rejeitar a denúncia;
 c) não será possível a suspensão condicional do processo quando não oferecida ou aceita a transação
penal;
 d) a sentença deverá, obrigatoriamente, conter relatório, fundamentação e parte dispositiva;
 e) consideram-se infrações de menor potencial ofensivo aquelas em que a pena máxima não é
superior a dois anos e não possuem a elementar violência ou grave ameaça à pessoa.
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Questão 134: FGV - Adv (ALERO)/ALERO/2018
Assunto: Do Procedimento Sumaríssimo (arts. 77 a 83 da Lei nº 9.099/1995)
Antônio, funcionário público, está sendo investigado pela suposta prática do crime de prevaricação
ocorrido em abril de 2018 (Art. 319 do CP. Pena: 3 meses a 1 ano de detenção e multa). Recebido o
procedimento em agosto de 2018, o Ministério Público verifica que na Folha de Antecedentes Criminais
de Antônio consta uma anotação, por fatos datados de 2014, referente ao crime de ameaça, tendo o
funcionário se beneficiado de transação penal naquela ocasião, sendo devidamente cumpridas as
medidas restritivas de direitos aplicadas, e extinta a punibilidade.
 
Considerando as informações narradas, o advogado de Antônio deverá esclarecer que, sob o ponto de
vista técnico,
 a) não poderá ser oferecido o benefício da transação penal, pois, em razão do benefício, Antônio não
mais é considerado tecnicamente primário;
 b) não poderá ser oferecido o benefício da transação penal em razão do benefício anteriormente
oferecido e aceito;
 c) não poderá ser oferecido o benefício da transação penal, que não é admitido aos crimes próprios
praticados por funcionário público;
 d) poderá ser oferecido o benefício da transação penal, já que o agente é tecnicamente primário, e,
descumpridas as condições, poderão as mesmas ser executados, mas não é possível oferecimento de
denúncia.
 e) poderá ser oferecido o benefício da transação penal, já que o agente é tecnicamente primário, mas,
descumpridas as condições, é possível oferecimento de denúncia.
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Questão 135: FGV - Of Cart (PC RJ)/PC RJ/2009
Assunto: Do Procedimento Sumaríssimo (arts. 77 a 83 da Lei nº 9.099/1995)
Assinale a alternativa correta:
 a) A transação penal somente poderá ser proposta pelo Ministério Público quando não for o caso de
arquivamento nem de oferecimento de denúncia.
 b) Havendo composição dos danos civis, ocorrerá a renúncia ao direito de queixa ou representação.
Caso o acordo seja homologado por sentença irrecorrível e posteriormente seja descumprido, o acordo
servirá como título a ser executado no juízo civil competente e a vítima poderá intentar a ação privada
subsidiária.
 c) A audiência preliminar buscará a conciliação entre as partes. Caso não haja conciliação, a vítima
deverá representar caso deseje que o autor do fato seja processado, sob pena de decadência do direito
de representação, substituindo-se o prazo decadencial previsto em lei pela exigência de representação
em audiência.
 d) Oferecida a denúncia ou queixa, o juiz deverá designar audiência de instrução e julgamento na
qual será feita tentativa de conciliação e de oferecimento de transação, quando cabível. Caso não haja
conciliação nem transação, o juiz receberá a denúncia ou queixa e começará a audiência dando a palavra
ao defensor para responder à acusação.
 e) A lei prevê o cabimento da apelação tanto para a sentença que aplica a pena restritiva de direito
ou multa decorrente de transação, como para a decisão que rejeita a denúncia ou queixa, como também
para a sentença que julga o processo no mérito.
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Questão 136: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Dentro do modelo de Direito Penal Consensual, os institutos despenalizadores ganharam especial relevo
no sistema brasileiro. No entanto, esses institutos geralmente estão associados a uma determinada
categoria de infrações penais, não tendo incidência às demais.
 
Assinale a opção que corresponde a um instituto que, observados seus requisitos legais, tem incidência
em infrações penais, independentemente da sua categoria.
 a) Composição dos danos civis.
 b) Transação penal.
 c) Acordo de não persecução penal.
 d) Sursis.
 e) Suspensão condicional do processo.
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Questão 137: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Acerca da suspensão condicional do processo, segundo a Lei nº 9.099/1995, no capítulo III referente aos
Juizados Especiais Criminais, é correto afirmar que
 a) somente é admitida a suspensão condicional do processo para os delitos de menor potencial
ofensivo cujas penas sejam abrangidas pela Lei nº 9.099/1995.
 b) a suspensão condicional do processo, quando do oferecimento da denúncia, poderá ser proposta
pelo Juiz do Juizado Especial Criminal, ainda que sem oitiva do Ministério Público.
 c) não correrá o prazo prescricional durante a suspensão condicional do processo.
 d) o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, pelo prazo
equivalente à prescrição prevista para o delito cometido pelo denunciado.
 e) se, no curso do prazo, o beneficiário não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano, a
suspensão não será revogada, entretanto, o Juiz proferirá advertência e fixará prazo para o cumprimento
da referida condição.
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Questão 138: FGV - JL (TJ GO)/TJ GO/2022
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Nas infrações penais de menor potencial ofensivo submetidas à ação penal de iniciativa privada:
 a) cabem transação penal e suspensão condicional do processo, mediante proposta do Ministério
Público;
 b) cabem transação penal e suspensão condicional do processo, mediante proposta do querelante;
 c) cabe apenas suspensão condicional do processo, mediante proposta do Ministério Público;
 d) cabe apenas suspensão condicional do processo, mediante proposta do querelante;
 e) não cabem transação penal e suspensão condicional do processo.
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Questão 139: FGV - NeR (TJ SC)/TJ SC/Provimento/2021
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Francisco foi denunciado pela suposta prática do crime de falsidade ideológica de documento público
(pena: reclusão, de 1 a 5 anos, e multa). Por ocasião da denúncia, o Ministério Público juntou a Folha de
Antecedentes Criminais de Francisco, onde constavam três ações penais em que figura como denunciado
por crimes da mesma natureza, nenhum deles, contudo, com sentença condenatória com trânsito em
julgado.
Considerando apenas as informações narradas e com base nas previsões da Lei nº 9.099/1995, o
Ministério Público:
 a) não poderá oferecer proposta de suspensão condicional do processo, considerando que Francisco
responde a outras ações penais por crimes da mesma natureza, apesar de não haver vedação com
fundamento na pena em abstrato prevista;
 b) poderá oferecer proposta de suspensão condicional do processo, já que tecnicamente primário e
de bons antecedentes, além de ser possível aplicação do instituto com base na pena prevista
abstratamente;
 c) não poderá oferecer proposta de suspensão condicional do processo, pois não se trata de infração
de menor potencial ofensivo, apesar de não haver vedação pelo fato de responder a outras ações penais;
 d) não poderá oferecer proposta de suspensão condicional do processo, pois responde a outras ações
penais e em razão de a pena máxima do delito ultrapassar 4 anos de reclusão;
 e) poderá oferecer proposta de suspensão condicional do processo, apesar de portador de maus
antecedentes, já que a pena mínima prevista para o delito é de 1 ano.
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Questão 140: FGV - Adv (IMBEL)/IMBEL/2021
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Marcos, funcionário público estadual, é investigado pela prática do crime de patrocínio de contratação
indevida, por instaurar licitação, em junho de 2021, com o objetivo de favorecer os interesses de uma
empresa privada junto à Administração Pública.
 
Descoberto o patrocínio irregular, a licitação vem a ser invalidada pelo poder público. Assim é que,
concluídas as investigações, sem que o funcionário admita o cometimento da infração, o Ministério
Público oferece denúncia imputando a Marcos a prática do crime descrito no Art. 337-G do Código Penal,
com a redação dada pela Lei nº 14.133/21. A pena cominada ao delito em questão é de reclusão de 6
(seis) meses a 3 (três) anos e multa. Considerando apenas os dados apresentados, assinale a afirmativa
correta.
 a) Caberia proposta de transação penal, por se tratar de crime de menor potencial ofensivo, nos
termos da Lei nº 9.099/95.
 b) Caberia proposta de suspensão condicional do processo por dois a quatro anos, mesmo que o
crime não seja de menor potencial ofensivo, já que a pena privativa de liberdade mínima cominada é
inferior a um ano.
 c) Não caberia nem a transação penal nem a suspensão condicional do processo, já que o crime em
questão não é de menor potencial ofensivo, nos termos da Lei nº 9.099/95.
 d) Caberia, no caso, a suspensão condicional do processo, pelo período de dois a quatro anos, pois a
pena privativa de liberdade máxima cominada ao delito é inferior a quatro anos.
 e) Embora não caiba a transação penal, seria admissível a suspensão condicional do processo por um
a três anos, já que a pena privativa de liberdade mínima cominada é inferior a um ano.
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Questão 141: FGV - Est For (MPE RJ)/MPE RJ/2020
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Vitor foi encaminhado para a Delegacia, onde foi lavrado termo circunstanciado, porque teria praticado
um crime de ameaça (Pena: 1 a 6 meses de detenção, ou multa contra João, delito esse de ação penal
pública condicionada à representação. Ao analisar o procedimento, o promotor de justiça verificou que
Vitor era tecnicamente primário e de bons antecedentes, mas que havia sido beneficiado com proposta
de transação penal no ano anterior. Considerando apenas as informações expostas, com base nas
previsões da Lei nº 9.099/95, é correto afirmar que:
 a) não poderá ser oferecida denúncia oral a ser reduzida a termo em caso de não aceitação pelo
suposto autor do fato de quaisquer dos institutos despenalizadores, devendo a denúncia ser apresentada
por escrito;
 b) não poderá ser oferecida proposta de transação penal, em razão do benefício anteriormente
concedido, mas caberá proposta de suspensão condicional do processo;
 c) poderá ser oferecida composição civil dos danos, que não importará renúncia ao direito de
representação em caso de aceitação;
 d) não poderá ser oferecida composição civil dos danos, que somente é cabível nas ações penais de
natureza privada;
 e) poderá ser oferecida proposta de transação penal, já que o suposto autor do fato é tecnicamente
primário.
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Questão 142: FGV - Ana (MPE RJ)/MPE RJ/Processual/2019
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Promotor de Justiça ofereceu denúncia em face de Luiz, imputando-lhe a prática do crime de estelionato
(Pena: reclusão, de 01 a 05 anos, e multa). Em que pese a pena mínima de um ano, deixou de oferecer
proposta de suspensão condicional do processo, sob o fundamento de que deveriam ser observados os
requisitos da suspensão condicional da pena e que Luiz responderia a três outras ações penais pela
suposta prática de crimes contra o patrimônio. No momento de avaliar o recebimento da denúncia, o
magistrado competente não concordou com o não oferecimento de proposta de suspensão condicional
do processo.
 
Considerando as informações narradas, com base na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o
promotor de justiça, ao não oferecer o benefício despenalizador, está:
 a) equivocado, já que somente o réu reincidente não faz jus ao benefício da suspensão condicional
do processo, apesar de os requisitos da suspensão condicional da pena realmente terem de ser
observados;
 b) equivocado, pois os requisitos da suspensão condicional da pena não se confundem com os da
suspensão condicional do processo e somente o réu tecnicamente reincidente não faz jus ao benefício;
 c) correto, mas, discordando o magistrado, deverá este submeter a questão ao Procurador-Geral de
Justiça, aplicando-se, por analogia, as previsões do art. 28 do CPP;
 d) correto, mas, diante da discordância, o magistrado poderá oferecer diretamente a proposta de
suspensão condicional do processo, já que se trata de direito subjetivo do réu;
 e) correto e, ainda que o magistrado discorde, nada poderá ser feito, tendo em vista que o Ministério
Público é o titular da iniciativa das ações penais públicas.
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Questão 143: FGV - AJ (TJ AL)/TJ AL/Oficial de Justiça Avaliador/2018
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Carlos foi denunciado pela prática de crime de lesão corporal praticado em contexto de violência familiar,
figurando como vítima seu irmão, Glauber (Art. 129, §9º, do Código Penal. Pena: 3 meses a 3 anos de
detenção). A natureza da lesão seria leve e Glauber demonstrou interesse em representar em face do
autor do fato.
 
Considerando que Carlos é primário e de bons antecedentes, sem qualquer outro envolvimento com o
aparato policial ou judicial, é correto afirmar que:
 a) não caberá aplicação de qualquer instituto despenalizador previsto na Lei nº 9.099/95, tendo em
vista que o crime em questão foi introduzido pela Lei nº 11.340/06(Lei Maria da Penha), que não admite
aplicação desses institutos;
 b) não caberá aplicação de qualquer instituto despenalizador previsto na Lei nº 9.099/95, tendo em
vista que o crime imputado não é infração de menor potencial ofensivo;
 c) caberá proposta apenas de transação penal e suspensão condicional do processo, mas não de
composição civil dos danos, já que o crime não é de ação penal privada;
 d) caberá proposta de composição civil dos danos, transação penal e suspensão condicional do
processo;
 e) caberá proposta de suspensão condicional do processo, mas não de transação penal ou
composição civil dos danos.
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Questão 144: FGV - TJ Aux (TJ SC)/TJ SC/2018
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Após investigação, foi identificado que Arthur era autor de um crime de falsidade ideológica de
documento particular (pena: 1 a 3 anos de reclusão e multa), figurando como vítima Zeca. Juntada a
folha de antecedentes criminais, verificou-se que Arthur nunca respondeu a qualquer outra ação penal.
Considerando o crime de falsidade ideológica de documento particular, com base nas previsões da Lei nº
9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais), a infração:
 a) não é de menor potencial ofensivo, de modo que não cabe suspensão condicional do processo,
transação penal e nem composição civil dos danos;
 b) não é de menor potencial ofensivo, mas cabe proposta de suspensão condicional do processo;
 c) é de menor potencial ofensivo, cabendo proposta de suspensão condicional do processo;
 d) é de menor potencial ofensivo, mas não cabe proposta de transação penal;
 e) é de menor potencial ofensivo, cabendo composição civil dos danos.
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Questão 145: FGV - Est For (MPE RJ)/MPE RJ/2016
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Pela prática do crime de estelionato (artigo 171, caput, do CP), em continuidade delitiva (artigo 71, do
CP), Valfrido é denunciado pelo Ministério Público Estadual. Quando do oferecimento da denúncia, o
Promotor de Justiça deixa de oferecer a proposta de suspensão condicional do processo, ao argumento
do descabimento da medida. No caso:
 a) o Promotor de Justiça não pode oferecer a suspensão condicional do processo porque tal medida
não tem cabimento em crimes contra o patrimônio;
 b) o Promotor de Justiça não pode oferecer a suspensão condicional do processo porque tal medida
não tem cabimento à hipótese de estelionato;
 c) a suspensão condicional do processo não tem cabimento, já que a continuidade delitiva impõe
somatório que eleva de um ano a pena base;
 d) a suspensão condicional do processo somente pode ser oferecida em hipótese de infrações de
menor potencial ofensivo;
 e) a suspensão condicional do processo é de iniciativa reservada ao juiz, sendo certo dizer que
somente poderá advir ao momento da sentença.
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Questão 146: FGV - Ana (DPE MT)/DPE MT/Advogado/2015
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Maria, que nunca havia tido qualquer envolvimento prévio com o aparato policial ou judicial, após
descobrir a traição de seu cônjuge, Erik, ofendeu a integridade física deste, causando-lhe lesões
corporais de natureza leve. Revoltado, Erik comparece à delegacia, onde registra o fato e manifesta
interesse de representar contra sua esposa.
Nessa situação, considerando que o crime é de menor potencial ofensivo, assinale a afirmativa correta.
 a) Poderá ser designada audiência preliminar para composição de danos civis e, caso o acordo ocorra
e seja homologado pelo juiz, o recurso cabível será de apelação.
 b) Poderá, caso não haja composição de danos, ser oferecida pelo Ministério Público proposta de
transação penal, que, sendo aceita, não gera reincidência nem maus antecedentes, mas gera efeitos
civis.
 c) Poderá ser designada audiência preliminar para composição de danos civis e, mesmo que o acordo
ocorra e seja homologado pelo juiz, não importará renúncia ou retratação ao direito de representação.
 d) Poderá ser oferecida proposta de suspensão condicional do processo caso não haja composição de
danos ou transação, sendo possível ao juiz impor condições adequadas ao fato e à situação do agente
além das previstas em lei.
 e) Poderá ser oferecida proposta de suspensão condicional do processo caso não haja composição de
danos ou transação, sendo que, no período de suspensão, caso as condições sejam cumpridas, correrá
prescrição normalmente.
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Questão 147: FGV - AJ (TJ RO)/TJ RO/Oficial de Justiça/2015
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Fátima, primária e de bons antecedentes, proprietária do estabelecimento comercial “Doce Salgado”, foi
denunciada pela prática do crime de vender mercadoria em condições impróprias para consumo,
tipificado no artigo 7º, inciso IX, da Lei 8.137, que prevê pena de detenção de 02 a 05 anos ou multa.
Considerando a situação narrada, é correto afirmar que:
 a) uma vez oferecida a denúncia, não mais caberá proposta de suspensão condicional do processo;
 b) poderá ser oferecida proposta de suspensão condicional do processo para Fátima e, em caso de
aceitação, durante a suspensão não correrá prazo prescricional;
 c) a pena em abstrato prevista para o delito não permite que seja formulada proposta de suspensão
condicional do processo;
 d) poderá ser oferecida proposta de suspensão condicional do processo para Fátima e, em caso de
aceitação, durante a suspensão correrá prazo prescricional;
 e) a suspensão condicional do processo é instituto privativo das infrações penais de menor potencial
ofensivo.
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Questão 148: FGV - TAJ (TJ RJ)/TJ RJ/2014
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Sobre o instituto da suspensão condicional do processo, é correto afirmar:
 a) em que pese o processo fique suspenso, o prazo prescricional continuará correndo normalmente;
 b) o acusado que vier a ser processado, no curso do prazo de suspensão, pela prática de
contravenção não poderá ter o benefício revogado por este motivo;
 c) será cabível seu oferecimento pelo Ministério Público apenas quando praticado crime de menor
potencial ofensivo;
 d) o acusado reincidente pela prática de crime doloso não fará jus ao benefício;
 e) o comparecimento pessoal semanal é umas das condições a ser necessariamente aplicada pelo
magistrado.
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Questão 149: FGV - Ana Adm (PROCEMPA)/PROCEMPA/Advogado/2014
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
No dia 25 de outubro do corrente ano, João, primário e de bons antecedentes, subtraiu para si a pasta
de trabalho e o celular de José, sem empregar violência ou grave ameaça. Em razão disso, foi indiciado
pela prática do crime de furto simples consumado, cuja pena privativa de liberdade em abstrato prevista
é de 1 a 4 anos de reclusão e multa.
 
Nesse caso,
 a) poderá ser oferecida a ele proposta de transação penal, pois suas circunstâncias pessoais são
favoráveis.
 b) deverá ser designada audiência de composição dos danos civis, funcionando eventual acordo como
renúncia ao direito de representação.
 c) em razão da pena cominada, no momento da denúncia, poderá ser oferecida proposta de
suspensão condicional do processo.
 d) não caberá composição dos danos, transação ou suspensão condicional doprocesso, tendo em
vista que o crime praticado não é de menor potencial ofensivo.
 e) a ação penal será privada, logo depende do oferecimento de queixa-crime.
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Questão 150: FGV - Of Cart (PC RJ)/PC RJ/2009
Assunto: Da Execução, das Despesas Processuais e Disposições Finais (arts. 84 a 92 da Lei
nº 9.099/1995)
Julio Setembrino foi denunciado pela suposta prática do crime previsto no art. 155, § 2o, pela conduta de
tentar subtrair os pertences de Agostino Natal, mediante emprego de chave falsa. O Ministério Público
classifica a conduta como furto qualificado (com previsão de pena de reclusão de dois a oito anos) na
modalidade tentada. O advogado do réu peticiona ao juiz requerendo seja o Promotor instado a
manifestar-se sobre a proposta de suspensão condicional do processo prevista na Lei 9.099/95, porque
seu cliente estaria disposto a cumprir as condições ali previstas, bem como porque Julio Setembrino
nunca foi condenado por outro crime, nem está respondendo a outro processo, presentes ainda os
demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código Penal). O juiz
envia os autos ao promotor para que se manifeste.
 
Assinale a alternativa que indique a manifestação correta a ser adotada pelo Ministério Público.
 a) Manutenção da denúncia nos termos em que foi oferecida e extração de cópia dos autos à OAB
para apuração de falta disciplina do advogado, que formulou pedido juridicamente impossível.
 b) Manutenção da denúncia nos termos em que foi oferecida, pois o acusado não preenche o
requisito objetivo do artigo 89, da Lei 9.099/95, pois o crime deve ter pena mínima de um ano.
 c) Manutenção da denúncia nos termos em que foi oferecida, pois mesmo presentes os requisitos
objetivos e subjetivos para a propositura da suspensão condicional do processo, a vítima é quem possui
legitimidade para o oferecimento da proposta.
 d) Modificação da denúncia, retirando-se a acusação e oferecendo a transação penal, tendo em vista
a presença dos requisitos objetivos e subjetivos que a autorizam.
 e) Manutenção da denúncia porém com oferecimento da suspensão condicional do processo, tendo
em vista a presença dos requisitos objetivos e subjetivos que a autorizam.
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Questão 151: FGV - JE TJMG/TJ MG/2022
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Considerando o entendimento do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, bem como
os dispositivos da Lei nº 9.296/1996, acerca da interceptação telefônica, analise as afirmativas a seguir.
I. O prazo previsto na Lei nº 9.296/1996 para a duração de interceptação telefônica é de 15 (quinze)
dias, podendo ser prorrogado de forma sucessiva, enquanto for imprescindível como meio de prova,
conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal.
II. Segundo jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça, a transcrição de todas as
conversas captadas pela interceptação telefônica é necessária para garantir a fidedignidade das
provas.
III. A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determinada pelo juiz a requerimento
do Ministério Público somente na investigação criminal.
Está correto o que se afirma em
 a) II, somente.
 b) III, somente.
 c) I, somente.
 d) I e III, somente.
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Questão 152: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
A interceptação de comunicações telefônicas depende de decisão judicial fundamentada, a qual não
excederá quinze dias, renovável por igual período, apontando a indispensabilidade do meio de prova,
indícios razoáveis de autoria e fato investigado constituir infração penal punida com pena de reclusão,
que poderá ser determinada de ofício ou por representação da autoridade policial ou do Parquet,
devendo, nesses casos, o pedido demonstrar a necessidade da medida, com indicação dos meios a
serem empregados.
 
Quanto ao uso da fundamentação per relationem, na jurisprudência do STJ, na interceptação telefônica é
correto afirmar que
 a) a utilização da técnica, seja para fim de reafirmar a fundamentação de decisões anteriores, seja
para incorporar à nova decisão os termos de manifestação ministerial anterior, não implica vício de
fundamentação.
 b) não se admite a utilização da técnica da fundamentação per relationem para justificar a quebra do
sigilo das comunicações telefônicas ou sua prorrogação.
 c) a existência de representação da autoridade policial é suficiente para a aplicação da técnica da
fundamentação per relationem, ainda que não haja incorporação formal na decisão judicial.
 d) a existência de manifestação do Ministério Público é suficiente para a aplicação da técnica da
fundamentação per relationem, ainda que não haja incorporação formal na decisão judicial.
 e) a utilização da técnica, para fim de reafirmar a fundamentação de decisões anteriores, depende de
prévia decisão judicial fundamentada de forma autônoma.
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Questão 153: FGV - Esc Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Durante as investigações da prática de crimes de corrupção ativa e passiva, delitos previstos no Art. 317
e 333 do Código Penal, a autoridade policial representou pela interceptação dos ramais telefônicos de
dois investigados.
 
Sobre a medida de interceptação telefônica, aponte a afirmação correta.
 a) O juiz deve decidir o pedido no prazo de 48 horas.
 b) Durante a fase de investigação criminal, apenas o delegado de polícia pode requerer a
interceptação.
 c) Preenchidos seus requisitos, a interceptação das comunicações telefônicas não poderá exceder o
prazo de quinze dias, sem possibilidade de renovação.
 d) A interceptação é admissível no caso de crime punido com pena de detenção ou reclusão.
 e) Preenchidos seus requisitos, a interceptação das comunicações telefônicas não poderá exceder o
prazo de quinze dias, renovável por igual período quando ficar comprovada sua indispensabilidade.
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Questão 154: FGV - AJ (TJDFT)/TJDFT/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2022
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Ao proceder a investigação de associação para o tráfico de drogas, o Ministério Público, seguindo os
requisitos e formalidades legais, solicitou a interceptação telefônica de diversos alvos. Em determinada
etapa, ficou caracterizado que Rambão, sargento da Polícia Militar, durante o expediente, acobertava o
tráfico ilícito, recebendo remuneração indevida para tanto. Em razão da caracterização de crime militar,
houve a extração de peças para o órgão com atribuição para avaliar o oferecimento de denúncia perante
a Justiça Militar Estadual.
 
No que se refere à interceptação telefônica, deve ser compartilhado o seguinte material:
 a) apenas os áudios que contêm conversas relevantes;
 b) apenas os áudios selecionados para renovação da medida;
 c) apenas os áudios que tenham locução do policial militar;
 d) apenas os áudios que indiquem condutas criminosas;
 e) a integralidade dos áudios.
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Questão 155: FGV - Alun Of (PM SP)/PM SP/2021
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Oficial de Polícia Militar investigava, por meio de procedimento próprio, a prática de infração disciplinar
por determinado policial militar. Com objetivo de obter provas do ilícito funcional, o oficial interceptou
diretamente ligação telefônica realizada entre o policial investigado e terceira pessoa.
 
De acordo com a Constituição da República, a prova obtida com ogrampo telefônico é
 a) ilícita, pois é inviolável o sigilo das comunicações telefônicas, salvo por ordem judicial ou
legislativa, para fins de investigação criminal, civil ou administrativa.
 b) ilícita, pois é inviolável o sigilo das comunicações telefônicas, salvo por ordem judicial, para fins de
investigação criminal ou instrução processual penal.
 c) lícita, pois a regra geral da inviolabilidade do sigilo das comunicações telefônicas não se aplica a
oficiais da Polícia Militar no exercício da função.
 d) lícita, pois a regra geral da inviolabilidade do sigilo das comunicações telefônicas se aplica também
a oficiais da Polícia Militar, exceto quando tiver objetivo de instrução de processo administrativo
disciplinar.
 e) ilícita, pois a regra geral da inviolabilidade do sigilo das comunicações telefônicas se aplica também
a oficiais da Polícia Militar, exceto quando tiver objetivo de investigação de crime militar.
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Questão 156: FGV - Ag Pol (RN)/PC RN/2021
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
A Lei nº 9.296/1996 (Lei de Interceptação Telefônica) disciplina o procedimento de interceptação
telefônica, tratando-se de medida cautelar probatória.
A referida medida:
 a) pode ser decretada pelo juiz, durante o inquérito, de ofício ou após representação da autoridade
policial, por prazo indeterminado se o crime for de natureza hedionda;
 b) não admite prorrogação, caso fixada pelo prazo inicial de quinze dias;
 c) pode ser requerida e deferida diretamente pelo juiz com base exclusivamente em denúncia
anônima;
 d) pode ser deferida independentemente da espécie de sanção penal cominada ao crime investigado;
 e) não será admitida quando a prova puder ser feita por outros meios disponíveis.
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Questão 157: FGV - NeR (TJ SC)/TJ SC/Remoção/2021
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Durante investigações em relação a gravíssimo crime de organização criminosa que envolveria
funcionários públicos, o Ministério Público constatou, após realização de diversas diligências, a
indispensabilidade de interceptação das conversas telefônicas dos investigados. Em razão disso,
apresentou requerimento ao Poder Judiciário para que fosse decretada tal interceptação, antes mesmo
do oferecimento da denúncia. O magistrado competente deferiu o requerimento do Ministério Público,
destacando que a interceptação deveria durar quinze dias, além de decretar a prisão temporária de dois
dos investigados ao verificar a imprescindibilidade para as investigações e confirmar a gravidade do caso,
criticando o Ministério Público pela ausência de pedido nesse sentido.
Considerando as informações expostas, a decisão do magistrado foi:
 a) válida em relação à prisão temporária, mas inválida no que tange à interceptação telefônica, pois
não poderia ter sido prevista pelo prazo inicial de quinze dias, apesar de poder ser decretada durante as
investigações;
 b) totalmente correta, pois possível a interceptação telefônica durante as investigações, e a prisão
temporária foi válida, tendo em vista que a imprescindibilidade para a investigação é um de seus
fundamentos;
 c) inválida em relação à interceptação telefônica, que não poderia ocorrer durante as investigações,
antes do oferecimento da denúncia, mas válida em relação à prisão temporária;
 d) totalmente equivocada, pois não poderia ter determinado a interceptação telefônica durante as
investigações nem decretado a prisão antes do oferecimento da denúncia;
 e) válida em relação à interceptação telefônica, que poderá ocorrer durante as investigações, mas
inválida em relação à decretação da prisão temporária.
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Questão 158: FGV - EspLM (CM Salvador)/CM Salvador/Advogado Legislativo/2018
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Durante determinada investigação penal de crime de associação para o tráfico, entendendo pela
existência de indícios de autoria e inexistência de outros meios para obtenção da prova, a autoridade
policial representou pela decretação da interceptação das comunicações das linhas telefônicas de
titularidade de determinado investigado. Ao receber o pedido, o magistrado, de maneira fundamentada,
autorizou a interceptação pelo prazo inicial de 30 (trinta) dias, deixando claro que eventual pedido de
prorrogação desse prazo deveria ser devidamente fundamentado. 
 
Com base apenas nas informações narradas, é correto afirmar que:
 a) a interceptação das comunicações telefônicas não poderia ser requerida pela autoridade policial,
dependendo a autorização de pedido expresso do Ministério Público;
 b) a interceptação das comunicações telefônicas não poderia ser autorizada durante as investigações,
sob pena de violação do sistema acusatório;
 c) o crime de associação para o tráfico, diante da sanção penal prevista, não admite interceptação
das comunicações telefônicas;
 d) o prazo fixado pelo magistrado na decisão que autorizou a interceptação das comunicações
telefônicas não é válido;
 e) a decisão que determinou a interceptação das comunicações telefônicas foi válida, diante do crime
investigado, da representação da autoridade policial e do prazo fixado. 
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Questão 159: FGV - Adv (ALERO)/ALERO/2018
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Com dúvidas sobre as medidas que poderiam ser adotadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
a ser instaurada, deputados estaduais solicitaram esclarecimentos aos advogados da Assembleia
Legislativa, em especial sobre o tema interceptação de conversas telefônicas.
 
Com base nas previsões constitucionais e na Lei nº 9.296/96, deverá ser esclarecido que a interceptação
de comunicações telefônicas
 a) poderá ser determinada diretamente pela CPI, mas o prazo inicial máximo será de 15 dias.
 b) poderá ser determinada diretamente pela CPI, desde que instaurada para apurar também infrações
de natureza penal, sejam elas punidas com reclusão ou detenção.
 c) não poderá ser determinada diretamente pela CPI, dependendo, dentre outros requisitos, de
autorização judicial, sendo o prazo inicial máximo de 30 dias.
 d) não poderá ser determinada diretamente pela CPI, dependendo, dentre outros requisitos, de
autorização judicial, da existência de indícios de autoria e o fato investigado deve constituir crime, seja
punido com pena de detenção ou reclusão.
 e) não poderá ser determinada diretamente pela CPI, dependendo, dentre outros requisitos, de
autorização judicial e que a prova não possa ser obtida por outros meios disponíveis.
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Questão 160: FGV - Proc (ALERJ)/ALERJ/2017
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Comissão Parlamentar de Inquérito de determinada Assembleia Legislativa, regularmente instaurada,
determina a interceptação de comunicações telefônicas de Jorge, com base na Lei nº 9.296/96, bem
como a quebra do sigilo de dados telefônicos de João, sendo que ambos figuravam na condição de
investigados. Apenas com base nas informações obtidas por esses meios, o Ministério Público ofereceu
denúncia em face de Jorge e João, encaminhando junto com a inicial acusatória a transcrição das
conversas obtidas com a interceptação de Jorge e a relação de dados telefônicos de João.
Apenas com base nas informações narradas e na posição majoritária do Supremo Tribunal Federal, é
correto afirmar que:
 a) a relação de dados telefônicos de João configura prova válida, enquanto a transcrição a partir da
interceptação das conversas telefônicas de Jorge configura prova ilícita;
 b) ambas as provas, oriundas da interceptação telefônica e da quebra de sigilo de dados, devem ser
consideradasválidas;
 c) ambas as provas, oriundas da interceptação telefônica e da quebra de sigilo de dados, são ilícitas,
devendo ser desentranhadas dos autos;
 d) ambas as provas, oriundas da interceptação telefônica e da quebra de sigilo de dados, são ilícitas,
mas podem continuar nos autos em razão da teoria da fonte independente;
 e) o registro dos dados telefônicos de João configura prova ilícita, enquanto a transcrição das
conversas de Jorge, obtidas por interceptação telefônica, configura prova válida.
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Questão 161: FGV - Ana (MPE RJ)/MPE RJ/Processual/2016
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Carlos é investigado pela prática do crime de homicídio culposo na direção de veículo automotor (art.
302, CTB – pena: detenção, de 2 a 4 anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou
habilitação para dirigir veículo automotor). No curso das investigações, o Ministério Público encontra
dificuldades na obtenção da justa causa, mas constam informações de que Carlos conversa e ri dos fatos
com amigos ao telefone, admitindo o crime. Diante disso, o delegado representa pela interceptação de
comunicações telefônicas. Sobre os fatos narrados, é correto afirmar que a interceptação:
 a) não deverá ser decretada, pois ainda na fase de inquérito policial;
 b) poderá ser decretada, mas não poderá ultrapassar o prazo de 30 dias, prorrogável por igual
período;
 c) não deverá ser decretada em razão da pena prevista ao delito investigado;
 d) poderá ser decretada e a divulgação de seu conteúdo sem autorização judicial configura crime;
 e) poderá ser decretada, sendo que o conteúdo interceptado deverá ser, necessariamente,
integralmente transcrito.
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Questão 162: FGV - TSJ (DPE RJ)/DPE RJ/2014
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Após demonstrar a inviabilidade de outros meios de prova em investigação criminal sobre tráfico de
drogas, Delegado de Polícia Civil obteve, com parecer positivo do Ministério Público, no período
compreendido entre outubro e dezembro de 2013, o deferimento e a prorrogação sucessiva de
interceptações telefônicas contra desviante conhecido como “Fabio Aspira”, decorrente de juízo positivo
do Magistrado competente. No curso da investigação, foram captados diálogos incriminadores de um
terceiro agente, identificado como “Paulão B. Vulcão”, em conversa com “Fabio Aspira”, sem que seu
terminal telefônico fosse interceptado. Posteriormente, em atividade de jornalismo investigativo,
determinado repórter consegue gravar conversa com “Paulão B. Vulcão”, na qual este admite ser o líder
da facção criminosa “Movimento Estratégico Independente de Entorpecentes Rústicos”, o que é
posteriormente usado na persecução penal contra os desviantes. Por fim, quando finalizada a
investigação, constata-se que “Fabio Aspira” ocupa cargo, por aprovação em concurso público, de Guarda
Municipal, há seis anos. A prova angariada no Inquérito Policial, incluindo a interceptação telefônica, é,
posteriormente, utilizada pela Administração Pública Municipal, em Procedimento Administrativo
Disciplinar (PAD).
À luz da hipótese formulada e dos conceitos e limites legais, é correto afirmar que
 a) dados obtidos em interceptação telefônica, judicialmente autorizada para produção de prova em
investigação criminal, podem ser usados em Procedimento Administrativo Disciplinar, contra a mesma ou
as mesmas pessoas em relação às quais foram colhidos, ou contra outros servidores cujos supostos
ilícitos teriam despontado à colheita dessa prova.
 b) o terminal telefônico criado internamente por operadora de telefonia, com o fim de efetuar desvio
de chamadas de um terminal objeto de interceptação judicial (chamado de “desvio duplo”), não é
alcançado pela medida constritiva incidente sobre este último, contaminando a prova produzida.
 c) a interceptação realizada na linha telefônica do corréu “Fabio Aspira”, que captou diálogo com
“Paulão B. Vulcão”, mediante autorização judicial, constitui prova ilícita em relação a este último, não
podendo ser utilizada para subsidiar ação penal, pois dependeria de ordem judicial específica.
 d) não é lícita a prorrogação do prazo legal de autorização para interceptação telefônica, ainda que
de modo sucessivo (períodos sucessivos de quinze dias), mesmo quando o fato seja complexo e, como
tal, exija investigação diferenciada e contínua.
 e) para ser utilizada como prova judicial válida, a gravação de conversa presencial entre uma pessoa
e seu interlocutor depende de autorização judicial prévia, enquadrando-se nas mesmas regras da
interceptação telefônica.
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Questão 163: FGV - JE TJAM/TJ AM/2013
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
A interceptação de comunicações telefônicas observará o disposto na Lei n. 9.296/96.
A esse respeito, assinale a afirmativa incorreta.
 a) A interceptação dependerá de ordem do Juiz competente da ação principal, podendo ser
determinada de ofício, ou a requerimento da autoridade policial ou do representante do Ministério
Público.
 b) A interceptação deve concretizar‐se em segredo de justiça, podendo ser determinada durante as
investigações ou durante o processo penal.
 c) Não será permitida a interceptação para se apurar crime apenado com detenção.
 d) Quando for possível ser a prova feita por outros meios disponíveis, a interceptação não pode ser
deferida.
 e) Segundo a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores, o prazo da interceptação não
poderá exceder de 15 dias, sendo permitida uma única renovação por igual prazo.
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Questão 164: FGV - Adv (SEN)/SEN/2008
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Relativamente ao regime legal das interceptações telefônicas, analise as afirmativas a seguir:
 
I. Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando a prova puder ser feita
por outros meios disponíveis.
II. A interceptação telefônica não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo
se comprovada a indispensabilidade desse meio de prova.
III. A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determinada pelo juiz, de ofício, ou a
requerimento da autoridade policial durante a investigação criminal e na instrução processual penal.
IV. A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial sem que as partes
tomem conhecimento desse material.
 
Assinale:
 a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
 b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
 c) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
 d) se todas as afirmativas estiverem corretas.
 e) se apenas a afirmativa I estiver correta.
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Questão 165: FGV - Insp Pol (PC RJ)/PC RJ/2008
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Assinale a alternativa que indique o crime em que não é cabível a interceptação das comunicações
telefônicas regulada pela Lei 9.296/96.
 a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°)
 b) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único)
 c) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°)
 d) ameaça (art. 147)
 e) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°)
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Questão 166: FGV - Insp Pol (PC RJ)/PC RJ/2008
Assunto: Lei nº 9.296/1996 - Interceptação Telefônica
Relativamente à lei de interceptações telefônicas, assinale a afirmativa incorreta.
 a) A interceptação das comunicações telefônicas poderá ser determinada pelo juiz, de ofício ou a
requerimento da autoridade policial, na investigaçãocriminal.
 b) Deferido o pedido de interceptação, o ofendido conduzirá os procedimentos de interceptação.
 c) O pedido de interceptação de comunicação telefônica conterá a demonstração de que a sua
realização é necessária à apuração de infração penal, com indicação dos meios a serem empregados.
 d) Só será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando a prova não puder ser feita
por outros meios disponíveis.
 e) Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou
quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.
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Questão 167: FGV - Alun Of (PM AM)/PM AM/2022
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
Acerca do crime de tortura, tipificado na Lei nº 9.455/97, assinale a afirmativa correta.
 a) A tipicidade objetiva do crime de tortura exige a imposição de sofrimento físico, não se amoldando
à hipótese de imposição de sofrimento psicológico.
 b) A Lei nº 9.455/97 exige que o sujeito ativo seja agente público para caracterização do delito de
tortura.
 c) O tipo penal de tortura exige como especial fim de agir que a conduta do agente seja motivada por
qualquer forma de discriminação.
 d) Se a tortura resulta em lesão corporal de natureza grave ou se resulta na morte da vítima,
aplicam-se, respectivamente, causas de aumento de 1/3 e 2/3 da pena.
 e) As disposições da Lei nº 9.455/97 aplicam-se mesmo que o crime não tenha sido cometido em
território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição
brasileira.
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Questão 168: FGV - Ag TE (SEFAZ BA)/SEFAZ BA/Administração e Finanças/2022
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
José, após longa apuração, foi acusado pelo Ministério Público da prática do crime de tortura no exercício
de suas funções públicas. Considerando a robustez das provas existentes, consultou o seu advogado a
respeito das consequências de eventual condenação criminal, mais especificamente em relação à sua
situação funcional, pois ocupava cargo de provimento efetivo no âmbito do Poder Executivo do Estado
Alfa.
O advogado respondeu corretamente que, ante os termos da Lei nº 9.455/1997, José
 a) deve perder o cargo de provimento efetivo e não mais poderá ingressar no serviço público, mesmo
após o período de cinco anos de reabilitação penal.
 b) ficará suspenso do cargo de provimento efetivo durante o período de cumprimento da pena, não
tendo direito à remuneração correspondente.
 c) deve perder o cargo de provimento efetivo, mas não há óbice a que reingresse no serviço público,
a qualquer tempo, caso preencha os requisitos exigidos.
 d) deve perder o cargo de provimento efetivo, e sofrerá a interdição para o exercício de cargo, função
ou emprego público pelo dobro do prazo da pena aplicada.
 e) terá a sua situação funcional apreciada pela autoridade administrativa competente, que somente
não aplicará a sanção de perda do cargo se houver bons antecedentes.
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Questão 169: FGV - Ag Sg Pen (DEPEN MG)/DEPEN MG/2022
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
Em certo presídio, foi encontrado um apetrecho que permitia aplicar choques, com a inscrição “DIREITOS
HUMANOS”.
Após a devida investigação, por meio de uma câmera do circuito interno de televisão, verificou-se que o
agente de segurança penitenciário Gabriel fez uso do apetrecho contra o preso José, para que ele
delatasse outros presos que teriam recebido celulares no presídio de forma ilícita. Comprovou-se,
também, que o Diretor Geral do presídio teve conhecimento e detinha provas do fato, mas nada fez para
apurá-lo e aplicar as devidas punições a Gabriel.
Diante desse cenário e à luz da Lei nº 9.455/1997, assinale a afirmativa correta.
 a) O crime cometido por Gabriel é insuscetível de fiança, embora suscetível de concessão de graça.
 b) O juiz, caso condene Gabriel, poderá fixar o regime semiaberto para início do cumprimento da
pena.
 c) O Diretor Geral incorre nas mesmas penas que Gabriel, em razão de sua omissão.
 d) Gabriel, caso condenado, terá aplicada uma causa de aumento de pena, por ser agente público.
 e) A condenação de Gabriel acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição
para seu exercício pelo triplo do prazo da pena aplicada.
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Questão 170: FGV - Del Pol (PC RN)/PC RN/2021
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
A Lei nº 9.455/1997 tipifica o crime de tortura e aponta as suas diversas espécies. Sobre o delito em
questão, analise as afirmativas a seguir.
I. admite tentativa;
II. é insuscetível de graça ou anistia, mas permite o indulto;
III. pode ser praticado por conduta comissiva ou omissiva.
Está correto somente o que se afirma em:
 a) I;
 b) III;
 c) I e II;
 d) I e III;
 e) II e III.
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Questão 171: FGV - Sold (PM CE)/PM CE/2021
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
Com relação ao crime militar de tortura, assinale a afirmativa incorreta.
 a) O sargento que presencia a tortura de outro militar por um cabo, e nada fizer para impedi-lo,
praticará o crime militar de tortura, incorrendo no mesmo tipo penal e pena que o cabo, em coautoria.
 b) O bem jurídico tutelado no crime de tortura é a dignidade da pessoa humana, visto que este tipo
penal visa proteger tanto a integridade física quanto psíquica do ser humano.
 c) A ação penal no crime militar de tortura será sempre pública incondicionada.
 d) O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
 e) Se da prática do crime militar de tortura resultar lesão corporal grave, a pena aplicada será a de
reclusão de quatro a dez anos.
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Questão 172: FGV - Of (PM PB)/PM PB/2021
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
Em relação à perda do cargo como efeito da sentença penal condenatória, a Constituição da República
de 1988 estabeleceu, no Art. 125, § 4º, um sistema especial em que cabe ao Tribunal competente a
decisão. No entanto, por força de tratados internacionais, uma lei especial confere competência ao juiz
de direito, em primeiro grau, para decretar a perda do cargo do militar como efeito automático da
condenação penal.
Trata-se da lei de:
 a) Tortura (Lei nº 9.455/1997);
 b) Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013);
 c) Abuso de Autoridade (Lei nº 13.869/2019);
 d) Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/1990);
 e) Terrorismo (Lei nº 13.260/2016).
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Questão 173: FGV - AJ (TJ PI)/TJ PI/Judiciária/Escrivão Judicial/2015
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
Ressalvada a situação daquele que se omite, quando tinha dever de evitar ou apurar, os condenados por
crime de tortura, na forma da Lei nº 9.455/97, devem cumprir a pena em regime:
 a) integralmente fechado;
 b) inicialmente fechado;
 c) inicialmente semiaberto;
 d) inicialmente semiaberto, no caso de tortura vindicativa;
 e) aberto.
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Questão 174: FGV - Of Cart (PC RJ)/PC RJ/2009
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
Com relação ao crime de tortura, previsto na Lei 9.455/97, analise as afirmativas a seguir:
 
I. A condenação pelo crime de tortura acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a
interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.
 
II. Constitui crime de tortura submeter alguém sob sua guarda, com emprego de graveameaça, a
intenso sofrimento mental como forma de aplicar medida de caráter preventivo.
 
III. O disposto na Lei de Tortura (Lei 9.455/97) aplica-se ainda quando o crime não tenha sido
cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira.
 
Assinale:
 a) se nenhuma afirmativa estiver correta.
 b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
 c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
 d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
 e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Questão 175: FGV - Insp Pol (PC RJ)/PC RJ/2008
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
Em relação aos atos que podem constituir crimes de tortura, assinale a afirmativa incorreta.
 a) constranger alguém com emprego de violência ou ameaça, causando-lhe sofrimento físico com o
fim de obter informação
 b) constranger alguém com emprego de violência ou ameaça, causando-lhe sofrimento físico para
provocar ação ou omissão de natureza criminosa
 c) constranger alguém com emprego de violência ou ameaça, causando-lhe sofrimento físico em razão
de discriminação racial ou religiosa
 d) submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou ameaça, a
intenso sofrimento mental, como forma de aplicar castigo pessoal
 e) constranger alguém sem emprego de violência nem ameaça, para que faça algo que a lei não
obriga
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Questão 176: FGV - Insp Pol (PC RJ)/PC RJ/2008
Assunto: Lei nº 9.455/1997 - Crimes de Tortura
Relativamente ao crime de tortura (Lei 9.455/97), é correto afirmar que a pena do crime é aumentada
quando:
 a) o crime é cometido contra agente público.
 b) o crime é cometido por pessoa maior de sessenta anos.
 c) o crime é cometido por agente público.
 d) o crime é cometido durante o repouso noturno.
 e) a pessoa que tinha o dever de evitá-las ou apurá-las se omite em face dessas condutas.
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Questão 177: FGV - Del Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
No dia 13 de dezembro de 2021, Joaquim trafegava em seu veículo automotor, em via urbana, no
Município de Manaus, com sinalização expressa de velocidade máxima de 40 km/h, por estar em área
escolar. No entanto, violando seu dever de cuidado, fez o carro alcançar a marca de 80 km/h, vindo a
atropelar motociclista que trafegava pela mesma via, que, em virtude das lesões sofridas, veio a falecer
no local.
 
Instaurada a devida investigação, enquanto se aguardava a elaboração das peças técnicas, surgiu a
informação de que a escola havia sido desativada e que o local passou a ter nova velocidade limite, de
90 km/h, determinada por ato administrativo municipal.
 
Diante dessa hipótese assinale a afirmativa correta.
 a) Não há alteração da situação jurídico-penal, pois não houve modificação do fim de proteção do
tipo penal.
 b) Houve abolitio criminis, em razão da alteração ocorrida na norma integradora, acarretando
extinção da punibilidade.
 c) Houve abolitio criminis, em razão da sucessão de normas convocadas pelos elementos normativos.
 d) Houve abolitio criminis, em razão da ocorrência de novatio legis administrativa, que favorece o
agente.
 e) Não há alteração da situação jurídico-penal, em razão da incidência da regra do tempus regit
actum.
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Questão 178: FGV - Inv Pol (PC AM)/PC AM/4ª Classe/2022
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Na madrugada de 01/01/2022, José estava dirigindo seu veículo regularmente, dentro do limite de
velocidade da via, portando sua carteira nacional de habilitação, quando foi surpreendido por Manoel, 71
anos, que conduzia sua bicicleta e atravessava a estrada. José não conseguiu frear para evitar a colisão,;
tomado de violenta emoção, José fugiu do local. Ao prosseguir pela estrada, José avistou um posto da
Polícia Rodoviária a 20 minutos do local, porém prosseguiu a viagem. Manoel morreu de hemorragia ao
chegar no hospital. Posteriormente, exame constatou a presença de 8 dg/L de álcool no sangue de
Manoel.
 
Em relação ao caso, é correto afirmar que
 a) José praticou o crime de omissão de socorro, previsto no Art. 135 do CP.
 b) José praticou o crime de omissão de socorro, previsto no Art. 304 do CTB.
 c) José praticou o crime de homicídio culposo na condução de veículo, previsto no Art. 302 do CTB,
com a incidência da causa de aumento pela omissão de socorro.
 d) José praticou os crimes de homicídio culposo na condução de veículo (Art. 302 do CTB) e omissão
de socorro (Art. 304 do CTB).
 e) José não praticou crime algum.
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Questão 179: FGV - Per (PC AM)/PC AM/4ª Classe/Biologia/2022
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
O Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) contempla modalidades especiais dos crimes de homicídio
e lesão corporal, todas praticadas na direção de veículo automotor.
 
Caso reste demonstrado que o condutor do veículo automotor se encontrava sob a influência de álcool ou
de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência quando causou a morte de um
pedestre, é correto afirmar que será responsabilizado pelo crime de homicídio
 a) doloso do Código Penal comum, com dolo eventual, caracterizado pela presença do álcool ou
substância psicoativa que determine dependência.
 b) culposo do Código Penal comum, em razão da presença da culpa consciente, caracterizada pela
presença do álcool ou substância psicoativa que determine dependência.
 c) culposo do Código de Trânsito, na modalidade qualificada, caracterizada pela presença do álcool ou
substância psicoativa que determine dependência.
 d) doloso do Código de Trânsito, na modalidade qualificada, caracterizada pela presença do álcool ou
substância psicoativa que determine dependência.
 e) culposo do Código de Trânsito, com a incidência da agravante em razão da presença do álcool ou
substância psicoativa que determine dependência.
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Questão 180: FGV - AS (SEMSA Manaus)/Pref Manaus/Condutor de Motolância/2022
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
É considerado crime de trânsito a condução de veículo automotor com capacidade psicomotora alterada
em razão da influência de álcool.
 
Essa conduta pode ser constatada observando-se uma concentração mínima da substância igual a
 a) 0 decigramas de álcool / litro de sangue.
 b) 2 decigramas de álcool / litro de sangue.
 c) 4 decigramas de álcool / litro de sangue.
 d) 6 decigramas de álcool / litro de sangue.
 e) 8 decigramas de álcool / litro de sangue.
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Questão 181: FGV - AS (SEMSA Manaus)/Pref Manaus/Motorista de Autos/2022
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
A condução de veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool
é considerada crime de trânsito.
 
Essa conduta pode ser constatada observando-se uma concentração mínima da substância igual a
 a) 0 decigramas de álcool / litro de sangue.
 b) 2 decigramas de álcool / litro de sangue.
 c) 4 decigramas de álcool / litro de sangue.
 d) 6 decigramas de álcool / litro de sangue.
 e) 8 decigramas de álcool / litro de sangue.
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Questão 182: FGV - JL (TJ GO)/TJ GO/2022Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Quanto ao crime de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (Art. 303 da Lei nº
9.503/1997), é correto afirmar que:
 a) se cuida de crime que admite tentativa;
 b) é inaplicável o instituto da transação penal;
 c) se inicia a ação penal por intermédio de queixa do ofendido;
 d) se aumenta de 1/3 à metade da pena se o agente conduz o veículo com excesso de velocidade;
 e) implica extinção da punibilidade no caso de ser cabível a composição civil dos danos e ser esta
homologada em juízo.
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Questão 183: FGV - Ag Pol (RN)/PC RN/2021
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Andressa dirigia seu carro, em velocidade compatível com o local, quando, por desatenção, perdeu a
direção do veículo e atropelou Zilda, que sofreu lesões gravíssimas. Cientificada do fato, a autoridade
policial se dirigiu ao hospital da localidade, lá encontrando Andressa, que prontamente havia socorrido a
vítima e aguardava a chegada de familiares desta. O exame de alcoolemia constatou que Andressa não
havia feito uso de álcool ou entorpecentes. Em seu relatório de vida pregressa, constava a existência de
uma única anotação relacionada também a crime de trânsito.
Tratando-se de delito de trânsito, ocorre que:
 a) o crime praticado é de ação penal pública incondicionada;
 b) a gravidade da lesão culposa praticada no contexto altera a tipificação da conduta de Andressa;
 c) a autora não poderá ser presa em flagrante, por ter prestado pronto e integral socorro à vítima;
 d) a autoridade policial poderá determinar, direta e cautelarmente, a suspensão da habilitação para
dirigir de Andressa;
 e) a autoridade policial poderá representar pela decretação da prisão preventiva em caso de
reincidência específica de Andressa.
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Questão 184: FGV - Del Pol (PC RN)/PC RN/2021
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Durante almoço comemorativo, José emprestou seu carro a Matheus, para que ele fosse buscar sua
namorada, ciente de que este não possuía carteira de habilitação. Quando trafegava normalmente pela
via pública, Matheus foi parado em blitz rotineira, sendo constatado que não possuía a devida
autorização legal para dirigir.
Diante desse quadro fático, de acordo com as previsões legais e jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça:
 a) José responderá pelo crime de entregar veículo automotor a pessoa não habilitada, enquanto
Matheus deverá ser absolvido em razão da atipicidade comportamental;
 b) José e Matheus não responderão por qualquer infração penal, pois suas condutas não geraram
qualquer perigo de dano ao bem jurídico protegido;
 c) a conduta de José é atípica, devendo Matheus responder pelo crime de dirigir veículo em via
pública sem a devida permissão ou habilitação;
 d) caso viesse a causar lesão culposa em terceiro, Matheus responderia pelos crimes de lesão culposa
na direção de veículo automotor e de dirigir em via pública sem a devida permissão ou habilitação, em
concurso material;
 e) José responderá pelo crime de entregar veículo automotor a pessoa não habilitada, enquanto
Matheus responderá pelo crime de dirigir veículo em via pública sem a devida permissão ou habilitação.
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Questão 185: FGV - AgTT (Pref Salvador)/Pref Salvador/2019
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
A condução de veículos automotores sob a influência de álcool é considerado crime de trânsito se o
condutor apresentar concentração igual ou superior a
 a) 0,0 miligramas de álcool por litro de ar alveolar.
 b) 0,1 miligramas de álcool por litro de ar alveolar.
 c) 0,2 miligramas de álcool por litro de ar alveolar.
 d) 0,3 miligramas de álcool por litro de ar alveolar.
 e) 0,4 miligramas de álcool por litro de ar alveolar.
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Questão 186: FGV - GM (Pref Salvador)/Pref Salvador/2019
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Antônio, para desviar de um caminhão que bloqueava a rua, decidiu passar com seu carro sobre a
calçada, vindo, porém, a atropelar Joaquim, que saía da portaria de seu prédio para caminhar.
Após ajudar a vítima a se levantar e constatar a natureza leve dos ferimentos por ela sofridos, Antônio
comunicou por telefone o ocorrido a uma autoridade policial e acionou uma ambulância para prestar o
socorro, seguindo seu caminho antes que as autoridades chegassem ao local, pois teria que buscar sua
filha na escola.
Considerando as informações narradas, é correto afirmar que Antônio
 a) responderá pelo crime de omissão de socorro previsto no Código de Trânsito Brasileiro, pois não
prestou diretamente socorro à vítima, em concurso com o crime de lesão corporal culposa praticada na
direção de veículo automotor de natureza simples.
 b) não responderá por crime previsto no Código Brasileiro de Trânsito, pois, apesar da violação do
dever objetivo de cuidado, o fato foi praticado sobre a calçada, e não na via de tráfego, como exige esse
diploma legal.
 c) responderá por crime de lesão corporal culposa praticada na direção de veículo automotor,
podendo ter sua pena aumentada em razão de o fato ter sido praticado sobre a calçada.
 d) responderá pelo crime de tentativa de homicídio culposo praticado na direção de veículo
automotor, com a causa de aumento por não ter prestado socorro à vítima.
 e) poderá ter sua habilitação suspensa por um período de até 10 anos, caso seja condenado por
crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro.
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Questão 187: FGV - GM (Pref Salvador)/Pref Salvador/2019
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
As opções a seguir apresentam alguns crimes de trânsito dispostos no Código de Trânsito Brasileiro, à
exceção de uma. Assinale-a.
 a) Entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada.
 b) Deixar o condutor do veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima.
 c) Trafegar em velocidade incompatível com a segurança nas proximidades de hospitais, gerando
perigo de dano.
 d) Dirigir sob a influência de álcool em qualquer quantidade no sangue, mesmo sem sinais que
indiquem alteração da capacidade psicomotora.
 e) Participar, na direção de veículo automotor, de disputa automobilística não autorizada pela
autoridade competente.
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Questão 188: FGV - TDP (DPE RO)/DPE RO/Motorista/2015
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Joaquim é motorista e dirigia seu veículo sob forte chuva. Ao se deparar com um pedestre desavisado,
atropelou-o, causando sua morte.
 
Considere as situações a seguir:
I. pedestre estar na faixa de pedestres ou calçada;
II. motorista ter prestado socorro à vítima;
III. motorista não possuir Carteira de Habilitação;
IV. pedestre ter atravessado a rua fora da faixa;
V. motorista ter como profissão a condução de veículo de transporte de passageiros.
A pena aplicável seria aumentada em um terço nos seguintes contextos apresentados:
 a) I, II e III;
 b) I, III e V;
 c) II, III e IV;
 d) II, III e V;
 e) III, IV, V.
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Questão 189: FGV - GM (Paulínia)/Pref Paulínia/2015
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Oito amigos saíram para festejaro aniversário de um deles, Carlos, num pequeno bar, próximo à Avenida
das Flores. Após quatro horas de conversas e bebida, André e Xavier propõem uma pequena competição
de corrida de carro na avenida mencionada. Vendo que eram 3 horas da manhã e que a Avenida das
Flores estava vazia, os outros seis amigos – dentre eles, Carlos – toparam participar do desafio. No
primeiro minuto de corrida, Carlos, que estava dirigindo um dos carros, atingiu um táxi que adentrou a
avenida nesse instante, matando o motorista.
É correto afirmar que Carlos:
 a) se servidor público, estará sujeito apenas à pena de demissão do seu cargo;
 b) se habilitado, terá sua carteira de habilitação suspensa e poderá ser condenado a cumprir pena de
reclusão de até 2 anos;
 c) se habilitado, terá sua carteira de habilitação suspensa e poderá ser condenado a cumprir pena de
reclusão de até 10 anos, na hipótese de homicídio culposo;
 d) se ainda não habilitado, poderá ser proibido de obter habilitação para dirigir veículo automotor e
condenado a pena de reclusão de até 3 anos;
 e) se ainda não habilitado, poderá ser proibido de obter habilitação para dirigir veículo automotor e
condenado à pena de reclusão de até 6 anos.
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Questão 190: FGV - AJ (TJ PI)/TJ PI/Judiciária/Escrivão Judicial/2015
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Aristharco conduzia seu VW Karmann-Guia 1969, em via pública, nas proximidades da Praça
Desembargador Edgard Nogueira, Centro Cívico, Teresina/PI, sem documento, vindo a colidir, por
imprudência, com o Audi TT, de Rico, provocando-lhe escoriações diversas. Por ter reservado um
camarote numa boate, Rico disse que não queria fazer qualquer tipo de registro policial, declarando
expressamente sua vontade de não representar criminalmente contra Aristharco. Ainda assim, Policiais
Militares conduzem todos à Delegacia de Polícia, onde Rico reitera sua vontade, terminando a autoridade
policial por registrar todo o fato, encaminhando o procedimento ao Ministério Público. A conduta de
Aristharco deve configurar:
 a) lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e crime de dirigir sem habilitação;
 b) lesão corporal culposa na direção de veículo automotor;
 c) crime de dirigir sem habilitação;
 d) lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, agravada pela ausência de habilitação;
 e) crime algum, diante da extinção da punibilidade, pela renúncia à representação, absorvida a
direção sem habilitação.
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Questão 191: FGV - Age Tran (Osasco)/Pref Osasco/2014
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Sergio, em confraternização, ingeriu bebida alcóolica. Temeroso, entrega a direção de seu veículo ao seu
filho, Luiz, cuja habilitação encontra-se suspensa. Nesse caso:
 a) apenas Luiz comete crime de trânsito;
 b) apenas Sergio comete crime de trânsito;
 c) ambos cometem crime de trânsito, mas a pena máxima prevista para o crime cometido por Luiz é
maior do que a pena atribuída à conduta de Sergio;
 d) ambos cometem crime de trânsito, mas a pena máxima atribuída para o crime cometido por Sergio
é maior do que a pena máxima atribuída à conduta de Luiz;
 e) ambos cometem crime de trânsito, e as penas previstas aos crimes em questão são idênticas.
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Questão 192: FGV - Moto (Osasco)/Pref Osasco/Funerária/2014
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Marcelo conduzia veículo automotor quando se distraiu e colidiu com um veículo estacionado.
Pretendendo fugir da responsabilidade, se afastou imediatamente do local do acidente. Marcelo, nesse
caso:
 a) cometeu crime de trânsito, cuja pena é de detenção de três a cinco anos;
 b) não cometeu crime de trânsito, mas sim infração passível de multa;
 c) não cometeu crime de trânsito e tampouco infração passível de multa;
 d) cometeu crime de trânsito, cuja pena é de detenção de seis meses a um ano, ou multa;
 e) não cometeu crime de trânsito, porque não houve vítima.
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Questão 193: FGV - Moto (Osasco)/Pref Osasco/Funerária/2014
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Milton provocou um acidente de trânsito enquanto dirigia o veículo da prefeitura, na ocasião Cláudia foi
vítima com ferimentos aparentemente leves. Milton, temeroso quanto às consequências, deixa de prestar
socorro imediato, evadindo-se rapidamente do local. Milton, nesse caso:
 a) cometeu crime de trânsito, cuja pena é detenção de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não
constituir elemento de crime mais grave;
 b) não cometeu crime de trânsito, porque conduzia veículo da prefeitura;
 c) não cometeu crime de trânsito, porque Cláudia possuía apenas ferimentos aparentemente leves;
 d) cometeu crime de trânsito, cuja pena é detenção, de três a cinco anos;
 e) não cometeu crime de trânsito, porque saiu do local rapidamente.
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Questão 194: FGV - Moto (Osasco)/Pref Osasco/Transportes Pesados/2014
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Marco Antônio, motorista profissional, cometeu crime de trânsito enquanto realizava o seu trabalho. Na
ocasião estava sob as seguintes circunstâncias:
I. utilizando o veículo com placas adulteradas;
II. sobre faixa de trânsito permanentemente destinada a pedestres;
III. exercendo a função de motorista profissional de transportes pesados, profissão que exige
cuidados especiais com o transporte de carga.
A penalidade do crime de trânsito é agravada:
 a) apenas sob a circunstância I;
 b) apenas sob a circunstância II;
 c) apenas sob as circunstâncias I e II;
 d) apenas sob as circunstâncias II e III;
 e) sob as circunstâncias I, II e III.
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Questão 195: FGV - Moto (Osasco)/Pref Osasco/Transportes Pesados/2014
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
Osmar conduz caminhão em via pública, estando com a sua capacidade psicomotora alterada pela
ingestão de anfetaminas (substância psicoativa que determina dependência). Osmar, nesse caso:
 a) comete crime de trânsito cuja pena é de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão
da habilitação para dirigir;
 b) não comete crime de trânsito, mas apenas infração de natureza gravíssima;
 c) comete crime de trânsito e infração média;
 d) não comete crime de trânsito ou infração;
 e) comete crime de trânsito cuja pena é de detenção, de três a cinco anos, multa e suspensão da
habilitação para dirigir.
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Questão 196: FGV - Del Pol (PC AP)/PC AP/2010
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
José da Silva dirigia seu automóvel em velocidade acima da permitida e de forma imprudente. Ao passar
por um cruzamento, José não percebe que o sinal estava vermelho e atropela Maria de Souza, que vem a
sofrer uma fratura exposta na perna direita e fica mais de 30 dias impossibilitada de desenvolver suas
ocupações habituais.
A fim de socorrer a vítima, José da Silva para o carro, sai do veículo e retira Maria do meio da via.
Contudo, ao ver um grupo de pessoas vociferando e gritando “assassino!”, “pega!” e “lincha!”, José
retorna para seu veículo e se evade do local, sendo parado alguns metros adiante por uma patrulha de
policiais militares que o levam preso em flagrante à Delegacia de Polícia.
Com base no relato acima, analise as afirmativas a seguir:
I.Segundo a lei 9.503/97 (Código Nacional de Trânsito), José não poderia ser preso em flagrante
porque prestou socorro à vítima e só não permaneceu no local porque corria risco pessoal.
II. José praticou o crime de lesão corporal culposa grave na direção de veículo automotor.
III. José praticou o crime do art. 305, da Lei 9.503/97 (Afastar-se o condutor do veículo do local do
acidente, para fugir à responsabilidade penal ou civil que lhe possa ser atribuída).
Assinale:
 a) se somente a afirmativa I estiver correta.
 b) se somente a afirmativa II estiver correta.
 c) se somente a afirmativa III estiver correta.
 d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
 e) se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Questão 197: FGV - Ass Tec (DETRAN RN)/DETRAN RN/Administrativa/Gerenciamento de
Recursos Humanos/2010
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
“Amadeu Paes da Silva conduzia veículo automotor pela via pública, após ter consumido bebida alcoólica.
Abordado por policiais, negou-se a se submeter a teste de alcoolemia.” O principal argumento utilizado
por ele, de acordo com a doutrina e a jurisprudência, é o princípio da:
 a) Presunção de inocência.
 b) Não auto-incriminação.
 c) Inadmissibilidade das provas obtidas por meios ilícitos.
 d) Verdade real.
 e) Coisa julgada.
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Questão 198: FGV - Ass Tec (DETRAN RN)/DETRAN RN/Administrativa/Gerenciamento de
Recursos Humanos/2010
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
“A conduz veículo automotor em via pública quando percebe que B, seu inimigo, atravessará a rua,
momento em que A, objetivando causar lesões corporais em B, o atropela, tendo a vítima sofrido lesões
corporais de natureza leve.” A será responsabilizado pelo crime de:
 a) Lesões corporais dolosas, previsto no Código Penal (art. 129 do Decreto-Lei nº. 2848, de 7 de
dezembro de 1940).
 b) Lesões corporais culposas, previsto no Código de Trânsito (art. 303, da Lei nº. 9503/97, de 23 de
setembro de 1997).
 c) Lesões corporais culposas, previsto no Código Penal (art. 129, §6º do Decreto-Lei nº. 2848, de 7
de dezembro de 1940).
 d) Perigo para a vida ou saúde de outrem (art. 132 do Decreto-Lei nº. 2848, de 7 de dezembro de
1940).
 e) Omissão de socorro, previsto no Código Penal (Decreto-Lei nº. 2848, de 7 de dezembro de 1940).
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Questão 199: FGV - Ass Tec (DETRAN RN)/DETRAN RN/Administrativa/Gerenciamento de
Recursos Humanos/2010
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
De acordo com a Lei nº. 9503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), são
circunstâncias que sempre agravam as penalidades dos crimes de trânsito ter o condutor do veículo
cometido a infração, EXCETO:
 a) Com dano potencial para duas ou mais pessoas ou com grande risco de grave dano patrimonial a
terceiros.
 b) Utilizando o veículo sem placas, com placas falsas ou adulteradas.
 c) Quando a sua profissão ou atividade exigir cuidados especiais como transporte de passageiros ou
de carga.
 d) Utilizando veículo em que tenham sido adulterados equipamentos ou características que afetem
sua segurança ou seu funcionamento de acordo com os limites de velocidade prescritos nas
especificações do fabricante.
 e) Fora da faixa de trânsito temporária ou permanentemente destinada a pedestres.
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Questão 200: FGV - Ass Tec (DETRAN RN)/DETRAN RN/Administrativa/Gerenciamento de
Recursos Humanos/2010
Assunto: Lei nº 9.503/1997 - Crimes no Código de Trânsito Brasileiro (arts. 291 a 312B)
De acordo com a Lei nº. 9503, de 23 de setembro de 1997 (Código de Trânsito Brasileiro), aplica-se aos
crimes de trânsito de lesão corporal culposa a composição dos danos civis, a transação penal e a
necessidade de a vítima oferecer representação, EXCETO:
 a) Se o agente for amigo íntimo da vítima.
 b) Se o agente for inimigo capital da vítima.
 c) Se o agente estiver participando, em via pública, de corrida, disputa ou competição
automobilística, de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não
autorizada pela autoridade competente.
 d) Transitando em velocidade superior à máxima permitida para a via em 30km/h.
 e) Se o agente for parente em linha reta ou colateral, até o terceiro grau, inclusive, da vítima.
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Gabarito
1) E 2) C 3) B 4) D 5) A 6) A 7) C
8) D 9) B 10) B 11) A 12) C 13) C 14) A
15) C 16) A 17) C 18) B 19) A 20) A 21) A
22) B 23) D 24) A 25) A 26) C 27) B 28) E
29) D 30) C 31) E 32) A 33) D 34) E 35) D
36) A 37) D 38) E 39) C 40) C 41) B 42) B
43) B 44) D 45) C 46) D 47) C 48) Anulada 49) B
50) C 51) C 52) D 53) E 54) D 55) C 56) B
57) C 58) B 59) B 60) C 61) D 62) D 63) D
64) D 65) E 66) E 67) B 68) C 69) C 70) D
71) A 72) E 73) C 74) E 75) A 76) B 77) A
78) E 79) D 80) B 81) D 82) D 83) C 84) C
85) E 86) B 87) A 88) D 89) A 90) D 91) C
92) C 93) E 94) B 95) C 96) D 97) A 98) E
99) A 100) E 101) D 102) B 103) D 104) A 105) A
106) B 107) D 108) C 109) A 110) A 111) D 112) D
113) C 114) B 115) E 116) D 117) E 118) A 119) C
120) E 121) A 122) A 123) D 124) C 125) A 126) A
127) B 128) E 129) E 130) C 131) B 132) B 133) B
134) B 135) E 136) E 137) C 138) A 139) A 140) B
141) B 142) C 143) E 144) B 145) C 146) D 147) B
148) D 149) C 150) E 151) C 152) A 153) E 154) E
155) B 156) E 157) E 158) D 159) E 160) A 161) C
162) A 163) E 164) A 165) D 166) B 167) E 168) D
169) Anulada 170) D 171) A 172) A 173) B 174) E 175) E
176) C 177) A 178) B 179) C 180) D 181) D 182) E
183) C 184) A 185) D 186) C 187) D 188) B 189) Anulada
190) E 191) E 192) D 193) A 194) E 195) A 196) A
197) B 198) A 199) E 200) C

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