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1 PARASITOLOGIA ANIMAL II – CARRAPATOS Data: 23/09/2022 Filo Arthropoda => dividido em classe Insecta e Classe Arachnida Na classe Arachnida: Ordem Ixodida Familia Ixodidae (carrapatos duros) Familia Argasidae (carrapatos moles) Ectoparasitas causadores de perdas econômicas Transmissão de doenças (protozoários e rickettsias) Menor produção de carne e leite (irritação + hematofagia) Desvalorização dos couros (lesões e miiases) Queda da fertilidade Limitações comerciais de animais Resíduos de carrapaticida no leite, carne e ovos Custos do controle: produtos, instalações, mão de obra... Morfologia geral Sem segmentação somática Gnatossoma (cérebro e olhos) Hipostômio Orgão de Haller Idiossoma 2 Gnatossoma Capítulo Peças bucais Idiossoma Patas Estigmas respiratórios Placas adanais Familia Ixodidae ‘’Carrapatos duros’’ Escudo quitinoso dorsal • Reino Animal • Filo Arthropoda • Classe Arachnida • Ordem Ixodida • Família Ixodidae Familia Argasidae ‘’Carrapatos moles’’ Ausência de escudo Carrapatos de aves e ‘’de chão’’ • Reino Animal • Filo Arthropoda • Classe Arachnida • Ordem Ixodida • Família Argasidae Familia Ixodidae Capítulo terminal (visível dorsalmente) Escudo quitinoso dorsal Dimorfismo sexual (escudo) 3 Placas espiraculares posteriores a coxa IV Capítulo situado anteriormente e visível quando observado de cima Escudo = cobre todo o dorso de macho e porção anterior nas fêmeas Dimorfismo sexual aparente Machos menores que as fêmeas Ciclos com 1 a 3 hospedeiros Rhipicephalus microplus ‘’Carrapato do boi’’ Hospedeiros: Bovídeos e mais raramente hospedeiros domésticos e silvestres Excepcionalmente ataca o homem Carrapato monoxênico Ciclo: uma fase parasitaria e outra de vida livre Rhipicephalus microplus macho (a) e fêmea (b) Morfologia Peças bucais curtas Escudo não ornamentado Sem festões Abertura respiratória circular Coxa I com duas projeções triangulares Macho com 2 pares de placas adanais e apêndice caudal 4 Ciclo evolutivo Carrapato de um hospedeiro – larva, ninfa e adultos aderem e se desenvolvem em um único hospedeiro Fêmeas ingurgitadas caem do hospedeiro e realizam a postura de 2.000 a 4.500 ovos => larvas eclodem após 14 a 146 dias, dependendo das condições climáticas => larvas aderem ao hospedeiro, se alimentam e sofrem mudas para ninfas e então para o estágio adulto. Acasalamento no hospedeiro Fase parasitaria – 21 a 35 dias Fase de vida livre – 30 dias Teleógena (21 dias) => Solo => 2000 – 3000 ovos => Larva infectante => Metalarva (4° dia) => Ninfa (8° dia) => Metaninfa (11° dia) Neandro = quitina = gonandro Neógena (14-15° dia) = Partenógina (18° dia) = Teleógina Rhipicephalus sanguineus Peças bucais curtas Base do capítulo hexagonal Escudo não ornamentado Presença de festões Abertura respiratória em virgula Coxa I com fenda profunda Vista dorsal do gnatossoma e do escudo de adultos (A) fêmea e (B) macho de Rhipicephalus sanguineus. Vista ventral das coxas e trocânteres de um macho adulto (C). Tarso e metatarso do quarto par de pernas de um adulto (D) macho e (E) fêmea 5 Macho com 1 par de placas adanais e sem apêndice caudal ‘‘carrapato marrom do cão’’ Trioxeno, ataca cães e outros mamíferos Mudas realizadas fora do hospedeiro Longa sobrevivência no ambiente (até 19 meses) Orelhas e membros anteriores dos cães Ciclo biológico Espécie com ciclo evolutivo de três hospedeiros Acasalamento no hospedeiro Fêmeas fertilizadas se alimentam por cerca de 14 dias => caem ao solo e fazem postura de aproximadamente 4.000 ovos em locais abrigados => ovos eclodem após 17 a 30 dias => larvas que eclodem dos ovos se alimentam por 6 dias aproximadamente no hospedeiro seguinte => larvas caem ao solo e sofrem muda para o estágio de ninfa => ninfas vão para o terceiro hospedeiro, se alimentam por 4 a 9 dias => caem ao solo e mudam para adultos. 6 Amblyomma spp Animais domésticos e silvestres Pode parasitar o homem Trioxeno Mudas fora do hospedeiro Longa sobrevivência fora dos hospedeiros Cães do meio rural Morfologia Peças bucais (hipostômio) longas Escudo ornamentado Com festões Abertura respiratório variável Coxa I com espinhos de tamanho variável Machos sem placas adrenais e sem apêndice caudal Base do capítulo de quadrangular a hexagonal Amblyomma maculatum Ciclo evolutivo Ciclo evolutivo típico de um carrapato de três hospedeiros Fêmeas adultas aderem ao hospedeiro e realizam apenas um grande repasto sanguíneo e durante esse período acasalam uma única vez => uma vez fertilizada, cai ao solo e realiza a postura de vários milhares de ovos em locais abrigados => larvas que eclodem se Vista dorsal do gnatossoma e escudo do adulto (A) fêmea e (B) macho de Amblyomma americanum 7 alimentarão por cerca de 6 dias no próximo hospedeiro => caem ao solo e sofrem muda para estágio de ninfa => ninfa sobe ao hospedeiro, se alimenta, cai ao solo e se torna adulto. As larvas e ninfas se alimentam em roedores, coelhos e aves que habitam o solo. Os adultos se alimentam em mamíferos maiores, como cervos, bovinos, equinos e ovinos. Machos se alimentam de forma intermitente e acasalam repetidamente Dermacentor Doença de Lyme Base dorsal do capítulo é retangular Machos sem placas adanais Machos com as coxas em tamanho crescente Palpos curtos Fêmea de Dermacentor variabilis 8 1. Base do capítulo 2. Palpos curtos 3. Escudo parcial, toda a superfície é ornamentada e a cor predominante é bege 4. Presença de olhos 5. A fase feminina difere da fase de ninfa pela presença de um poro genital 6. Sulco anal abaixo do ânus 7. Presença de festões (faixas de sulco e cristas na parte posterior do abdome) Macho de Dermacentor variabilis 1. Base do capítulo retangular 2. Palpos curtos (os palpos têm o mesmo comprimento dos capítulos de base) 3. Escudo completo, toda a superfície é ornamentada, com zonas alternadas entre a bege e marrom 4. Presença de olhos 5. Presença de poros genitais 6. Sulco anal abaixo do ânus 7. Presença de festões Ixodes Escudo não ornamentado Placas espiculares circulares ou ovais 9 Palpos longos Ausência de festões Placas ventrais nos machos Espinho longo no primeiro par de coxas R. microplus R. sanguineus Amblyomma Dermacentor Ixodes Peças bucais Curtas Curtas Longas Curtas Longas Placas adanais 2 pares 1 par Ausente Ausentes Ausente Presença de festões Ausentes Presentes Presentes Presentes Ausentes Escudo ornamentado Não Não Sim ‘’Não’’ Não Coxa I Formação triangular na margem superior Fendida Não fendida PARASITOLOGIA ANIMAL II – SARNAS Data: • Filo Arthropoda • Classe Arachinida • Ordem Astigmata • Famílias: Sarcoptidae/ Psoroptidae/ Knemidocoptidae Diferenças morfológicas básicas Formato do idiossoma Formato do gnatossoma Comprimento das patas Tamanho e forma dos pedicelos Dimorfismo sexual 10 Sarcoptes scabiei Morfologia Contagiosa Pruriginosa Estrias transversais com projeções triangulares na face dorsal Fêmeas tem pulvilo no primeiro e no segundo par de coxas - 1200 Machos com pulvilo no primeiro, segundo e quarto par de coxas – 1204 O terceiro e o quarto pares de perna na fêmea e o terceiro par de pernas no macho terminam em cerdas longas e não apresentam pulvilos Contorno arredondado Aparelho bucal arredondado 0,6 mm de comprimento Ânus terminal/dorsal Patas curtas escassamente projetadas além do perímetro do corpo Recoberto por estrias transversais dorsais, promovidas deescamas triangulares Biologia Ciclo evolutivo no hospedeiro – todas as mudas no hospedeiro Bolsas de muda – fêmeas escavam bolsas onde Ciclo de 17/21 dias Borda da orelha + prurido intenso + altamente contagioso Não tão profunda quanto dermodex, então é considerada superficial em relação a ela Ciclo biológico Acasalamento na superfície da pele Fêmea cria um túnel permanente – uma galeria na epiderme, onde ela irá se nutrir com linfa Cada túnel contém uma fêmea, ovos e fezes 11 A maturação dos ovos leva 3 ou 4 dias As fêmeas começam a ovipor um a três ovos por dia, durante 2 meses A maioria das larvas se arrasta dos túneis para a superfície da pele Fases evolutivas Larva exapoda – 6 patas A oviposição começa 4 a 5 dias após completarem a escavação de um túnel As fêmeas não saem das galerias e, se removidas, voltam a escavar um novo túnel Ciclo FI – adultos e ninfas Adultos copulam na superfície da pele Cada fêmea deposita 40-50 ovos em tuneis escavados na epiderme No interior dos ovos forma-se uma larva hexápoda que eclodirá aos 5 dias aproximadamente A larva transforma-se em ninfa em 3-5 dias A ninfa passa por 2 estados ninfais até chegar a adulto em outros 3-5 dias As fases infectantes são as ninfas e os adultos... Em seu ciclo evolutivo, passam pelas fases de ovo, larva, duas fases de ninfa, macho, fêmea imatura e fêmea adulta ou ovígera. 12 Notoedres cati Ninhos – mais de uma fêmea nas bolsas de muda Pedicelos longos e não articulados Estrias concêntricas desprovidas de espinhos Região principalmente da face dos gatos Gatos são mais comuns terem notoedres ao invés de Sarcoptes Ânus mais dorsal Pulvilos na coxa igual o Sarcoptes Rosto curto e ‘’quadrado’’ Ciclo evolutivo Igual sarco porém fêmeas em ninhos As escamas dorsais arredondadas e dispostas transversalmente Abertura anal dorsal Fêmeas = 222 um de comprimento Machos = 150 um de comprimento Familia knemidocoptidae Knemidocoptes Corpo circular Alterações morfológicas por vezes irreversíveis nas patas das aves Patas curtas e grossas Ausência de estrias transversais e espinhos Sarna apenas de aves 13 Gnatossoma (1) com epímeros do primeiro par de patas de macho de Cnemidocoptes sp. formando um Y. Presença de um par de cerdas ao lado do ânus (2). Ciclo biológico A fêmea fertilizada cria um túnel na epiderme Fêmeas ovovíparas Larvas rastejam para a superfície da pele Larvas escavam a pele e criam ‘’bolsas de muda’’ (protoninfa, tritoninfa e adultos) O macho adulto emerge e procura pela fêmea na superfície da pele ou na bolsa de muda As fêmeas fertilizadas produzem novos tuneis ou amplia a bolsa de muda Ciclo completo = 17 a 21 dias Família Psoroptidae Psoroptes Não escavador 0,75mm Formato oval e patas longas Superfície dorsal lisa Peças bucais pontiagudas – perfurantes Pedicelos triarticulados (pedicelos) com ventosas terminais (afuniladas) Tubérculos abdominais arredondados no macho 1204 na fêmea 14 1230 no macho – no macho o último par de coxas é menor Gnatosoma pontiagudo Tinham estrias e escamas nos outros, neste a cutícula é lisa Macho de Psoroptes sp. com tubérculos abdominais (1) e ventosas copulatórias (2) Psoroptes ovis Hospedeiros. Equinos, bovinos, ovinos, caprinos e coelhos Os machos adultos buscam as tritoninfas fêmeas. Permanecem agarrados a elas até que sofram muda uma última vez, momento no qual ocorre a inseminação Em certos períodos do ano elas buscam uma parte do corpo do ovino para entrar em quiescência Quiescente nos meses quentes = fossa infra-orbitaria, virilha, pavilhão auricular, axila... Ovos com 250um de comprimento Período de ovo até adulto de 10 dias As fêmeas produzem dois a três ovos/dia PP = 16 dias A população de P.ovis em um hospedeiro pode dobrar a cada 6 dias --- obs: pesquisar sobre scrapie – diagnostico diferencial da sarna em ovinos Chorioptes Ácaro comum nos bovinos 15 Peças bucais mastigadoras => não perfurantes Primeiro e segundo pares de pernas mais desenvolvidos 1204 em fêmeas 1234 em machos Superficial Corpo coberto de cerdas Pedicelo Tri articulado no pseuropotides Curto e não articulado em choriophites e pulvilo em formato de taça Aparelho bucal pontiagudo em pseuroptides Aparelho em choriopites arredondado Tubérculos abdominais Pseuropotides – arredondados Corioptes – truncados Ciclo evolutivo 16 Ciclo completo – 3 semanas (de ovo a adulto) Lesão principalmente na inserção na base da cauda e região axilar nos bovinos Os ácaros podem sobreviver por até 3 semanas fora do hospedeiro, o que permite a transmissão tanto pela cama e alojamento, quanto por contato direto As fêmeas produzem 15/20 ovos e vivem por 2 a 3 semanas Após a cópula, a fêmea inicia a postura de seus ovos na superfície da pele, colocando de 1 a 5 ovos por dia. As larvas eclodem e passam para ninfas 1, ninfas 2, machos ou fêmeas. Todas as fases evolutivas picam a pele, causando irritação, descamação e exsudação de soro. Alimentam-se de linfa e descamações e vivem e multiplicam-se sob a descamação Otodectes cyanotis Ácaro da orelha de cães e gatos Possíveis hospedeiros: Cães, gatos, raposas, furões e outros carnívoros silvestres Corpo oval Patas projetadas além do corpo Pedículos não articulados Fêmeas – 1200 Machos – 1234 Os ovos são depositados a uma taxa de um por dia e são grudados à pele do hospedeiro As fêmeas adultas produzem 15 a 20 dias ovos e vivem por 2 a 3 semanas A ação do parasita resulta em predisposição a otites Ciclo igual ao choriotides ORDEM PROSTIGMATA Familia Demodicidae Demodex Corpo alongado 0,4 mm (‘’crocodilo’’) 2 quelíceras e 2 palpus 17 Patas anteriores atrofiadas e articuladas Opistossoma com estrias transversais Pequeno dimorfismo sexual Ovos fusiformes Gnatomsoma –inseridas as peças bucais, capítulo, as quelíceras e os palpus Podossoma – inseridos os quatro pares patas Opistossoma – parte posterior ao podossoma Idiossoma – podossoma + opistossoma Localizados em folículos pilosos e glândulas sebáceas Raras em gatos, mais comuns em cães, suínos Ácaros comensais Predisposição hereditária Sem transmissão transplacentária Sem transmissão por contato – porém fêmeas paridas podem passar para os filhotes Os ácaros permanecem em uma postura de cabeça para baixo Todos têm dermodex, porém a demodicose é quando ocorre a proliferação exagerada do dermodex As fêmeas põem 20 a 24 ovos nos folículos pilosos, que dão origem a larvas Seguem-se então os estágios octópodes de protoninfa, tritoninfa e adulto Um folículo pode abrigar todos os estágios do ciclo evolutivo O ciclo se completa em 18 a 24 dias Neonatos e animais muito jovens, esses locais possuem estrutura simples Sarna seca causa hiperqueratose e cão se afasta dos outros – cão não se coça Sarna vermelha ou úmida – mais comum infecção secundaria, que é o que causa a coceira. Cão com sarna úmida pode ir a morte devido o envolvimento sistêmico da infecção bacteriana causada por outros microrganismos Ciclo evolutivo Ovos fusiformes dão origem a larvas hexápodes, seguem-se estágios octópodes de protoninfa, tritoninfa e adulto. Essas migram mais profundamente na derme. Um folículo pode abrigar todos os estágios do ciclo evolutivo concomitantemente. 18 PARASITOLOGIA ANIMAL II - PIOLHOS Data: Filo Arthopoda Classe Insecta – membros da classe insecta podem ser distinguidos dos outros artrópodes pela presença de apenas três pares de pernas nos adultos e pela divisão do corpo em três segmentos: cabeça, tórax e abdome Ordem Phthiraptera Sub-ordem Anoplura – conhecidos como piolho sugadores, em geralsão grandes, com até 5mm de comprimento, cabeças pequenas e pontiagudas e aparelho bucal terminal. Pernas fortes, cada qual com uma única garra grande. Exclusivamente de mamíferos. Sub-ordem Amblycera – piolhos mastigadores Sub-ordem Ischnocera - piolhos mastigadores Vista dorsal de uma fêmea adulta de piolho-sugador Haematpinus (A) (Fonte: Smart, 1943) e piolho mastigador Bovicola (B). (Fonte: Gullan e Cranston, 1994.) Anoplura: hematófagos dos mamíferos Amblycera e Ischnocera: mastigadores de mamíferos e aves (mollophaga). Ordem Phthiraptera Altamente especifico Permanentemente ectoparasita Incapaz de sobreviver fora do hospedeiro por mais de um ou dois dias 19 A infestação maciça por piolhos = conhecida como pediculose Ligada a superlotação e falta de higiene, além de animais jovens ou idosos em condições ruins de saúde Presente nos pelos e pele Detectável a olha nu Transmissão direta Áreas especificas do corpo do hospedeiro Fêmeas geralmente maiores e mais numerosas Morfologia Insetos pequenos = 0,3 a 11mm Ápteros – não possuem asas Parasitas permanentes de aves e mamíferos Achatados dorsoventralmente Patas robustas Garras adaptadas Mamíferos = uma garra Aves = duas garras Biologia Ciclo evolutivo de um piolho mostrando a metamorfose hemimetabólica e a passagem por três estágios de ninfa antes de emergir um adulto com capacidade reprodutiva. Hemimetábolos – metamorfose incompleta, do ovo eclode uma ninfa que virará adulto 20 A fêmea deposita de 50 a 100 ovos/dia – lêndeas são os ovos operculados A ninfa eclode em 1 a 2 semanas – ninfa similar ao adulto, porém muito menor Alimentam-se de 1 a 3 semanas, passando por 3 estádios ninfais Alimentação Descamação Penas e plumas – piolhos mastigadores, que conseguem digerir queratina por serem piolhos de aves Secreções sebáceas Sangue – piolho sugador Ciclo biológico em média de 4 a 6 semanas Os adultos vivem cerca de 30 dias Sub-ordem Amblycera ou Ischnocera (malófagos) Conhecidos como piolhos mastigadores Cabeça arredondada e grande Cabeça mais larga do que o tórax 3 pares de pata no tórax Amblycera = antenas com 4 segmentos semelhantes e escondidas em fossetas antenais Ischnocera = antenas com 3 a 5 segmentos Tanto amblycera quanto ischnocera: Fragmentos de pele, pelos e penas Podem sugar sangue de ferimentos na pele Alta especificidade Adaptados a determinadas regiões do corpo Deslocamentos rápidos Subordem Amblycera Antena escondida (fosseta) 21 Tamanho médio a grande de 2 a 3 mm de comprimento Cabeça geralmente grande e arredondada, livre e horizontal Olhos pequenos ou ausentes Peças bucais paralelas à superfície ventral da cabeça Mandíbulas que cortam no sentido horizontal Antenas com 4 a 5 segmentos escondidas Sub-ordem amblycera: famílias de importância na medicina veterinária • Família Menoponidae • Família Boopidae • Família Gyropidae • Família Trimenoponidae Família Menoponidae Menacanthus stramineus Piolho de ave – galinhas, perus, galinhas d’angola, pavões, faisões, codornas, aves de cativeiro (canário) Piolho do corpo – pele, peito, coxas, coacla, asas e cabeça Mais patogênico Anemia grave 2,8 a 3,3 mm Cabeça ‘’triangular’’ 2 garras por pata 4 segmentos com antenas Familia boopidae Heterodoxus spiniger Piolho de cachorros – e outros canídeos 5 mm Amarelado 2 garras por pata Cobertura densa de cerdas 22 Sub-ordem ischnocera • Familia philopteridae – aves • Famílias Trichodectes Família Philopteridae Piolhos das aves são transportados por moscas Hippoboscidae – foresia Cuclotogaster Lipereus etc Família Trichodectidae Trichodectes = piolho mastigador dos cães Felicola = piolho mastigador dos gatos Felicola Amarelados 1 a 1,5 mm Bandas castanhas transversais Cabeça triangular com sulco Única garra tarsal Antenas com três segmentos Trichodectes Amarelado 1 a 22 mm Cabeça + larga que longa Antenas c/ três segmentos Uma garra tarsal 23 Familia Boviculidae Bovicole e damalinia é a mesma coisa Castanho 1 a 33 mm de comprimento Cabeça larga Antenas c/ três segmentos Uma garra tarsal Bandas transversais Indícios de partenogênese Sub-ordem anoplura – piolhos sugadores Familia haematopinidae Familia Ligognathidae Familia Haematopinidae Haematopinus sp. 4 a 6 mm Garra única Esporão tibial – ‘’parte de baixo da garrinha’’ Pernas similares Processos angulares Processos angulares ou tubérculos ocelares Ausência dos olhos Cabeça alargada posteriormente (losango) ‘’Nariz’’ curto Olhos ausentes Antenas com cinco artículos Haematopinus 24 Ciclo biológico As fêmeas produzem de 1 a 6 ovos por dia. Entre 12 e 20 dias dos ovos emergem as ninfas. As ninfas alcançam a maturidade em 15 a 22 dias. Os adultos vivem 2 a 3 semanas. Familia Linognathidae Linognathus sp. Piolho de nariz longo Não apresentam olhos Comprimento de até 2 mm Primeiro par de pernas reduzido Garras robustas Antenas com 5 artículos Tórax pequeno e alongado Cerdas longas na margem dos tergitos Ciclo biológico As fêmeas realizam a postura de um ovo por dia. Os ovos eclodem em 10 a 15 dias, dando origem às ninfas que requerem 2 semanas para passarem pelos três estágios ninfais Ciclo = 20 a 40 dias Solenopotes capillatus Coloração azulada 1,2 a 1,5 mm de comprimento Rostro curto Primeiro par de pernas reduzido Garras robustas Espiráculos projetados Diferem-se de Linognathus pela presença de espiráculos abdominais posicionados em tubérculos pouco esclerotizados, que se projetam levemente de cada segmento abdominal 25 Falar que corpo do piolho é segmentado é errado, chama-se as divisões de tergitos As fêmeas põem um a dois ovos por dia. Os ovos eclodem em 10 dias e os piolhos sofre três mudas em 11 dias, quando atingem o estágio adulto. PARASITOLOGIA ANIMAL II – PULGAS Data: Ordem siphonaptera Pulgas e bichos de pé Cosmopolitas – distribuição mundial Alimentação (adultos e larvas) Aparelho bucal picador-sugador Ausência de asas - ápteros Holometábolos Corpo achatado lateralmente Efeitos do parasitismo Ação irritativa (DAPP – dermatite alérgica a picada ou a presença da pulga) Ação espoliadora (estresse e hematofagia) Ação inflamatória (penetrantes) Transmissão de patógenos Multiplicação do agente Yersínia pestis Complementação do ciclo biológico do endoparasito Dypylidium caninum – Ctenocephalides são hospedeiros intermediários do cestódio (forma infectante: cisticercoide) Biologia Metamorfose completa (hometábolos) Hematofagia é essencial para o início da postura 26 Ambos os sexos são hematófagos Fazem 2 a 3 refeições por dia – 10 minutos cada Tipos de associação Presença e alimentação permanentes: Tunga penetrans Presença permanente e alimentação intermitente: Ctenocephalides Temporários ou intermitentes – vivem fora do hospedeiro – pulex irritans – somente exercem a hematofagia Ciclo biológico Quatro estágios no ciclo evolutivo Ovo => larva (alimenta-se de matéria orgânica, sangue, fezes da pulga adulta) => pupa (no ambiente, não se alimenta) => adulto Ciclo total: 3 semanas a 1 ano (pupas) Pupas são a forma de resistência, em condições adversas elas permanecem por mais tempo Adultos vivem cerca de 200 dias Grande sobrevivência sem alimento Vários hospedeiros Cada fêmea põe 20- 30 ovos/dia Oviposição – Ambiente – Pulex - Hospedeiro – Ctenocephalides Ordem siphonaptera Família pulicidae Gêneros Pulex Ctenocephalides Xenopsilla Echinophaga27 Família tungidae Tunga Ordem siphonaptera Três pares de pata Espermateca Ctenidio protal Ctenideo genal Olhos e antenas rudimentares Espiráculos Sensilium Achatado laterolateralmente, e certas voltadas para trás Pulgas: morfologia Porção inferior – gena Aparelho bucal picador sugador Ctenídeos (identificação) Ctenideos para locomoção e dificultar a retirada do parasita pelo hospedeiro Pronoto, mesonoto e metanoto Sensilium Nono segmento abdominal Função sensorial, alinhamento das genitálias no acasalamento, emite ultra som (comunicação) Fêmea tem espermateca e macho tem um pênis que fica reprimida Família Pulicidae Gênero Ctenocephalides O primeiro etenideo genal é curto em C. canis 28 Os dois primeiros etenideos são de tamanho similar em C. felis C. canis apresenta a cabeça mais arredondada Pulex irritans Não tem ctenideos Olhos grandes Cerda pré ocular Cabeça arredondada anteriormente Hospedeiros – homem, cães, gatos, porcos ... Terceiro par de perna bem desenvolvido Echidnophaga gallinacea Não tem ctenideos Cabeça com fronte em ângulo Adulto (1,5 – 4 mm) Hospedeiro: aves, cães, gatos, roedores, equinos e humanos Mais comum em galinhas Tunga penetrans Bicho de pé Tórax menor que da família pulicidae Tubérculo frontal Uma cerda na região abaixo do olho PARASITOLOGIA ANIMAL II – MOSCAS Data: 28/10/2022 Ordem Diptera Sub-ordem Nematocera Sub-ordem Brachycera 29 Ordem Diptera Sub-ordem Brachycera Familia Calliphoridae Miíase Myia = mosca Iasis = doença ‘’infestação do homem e animais vertebrados por larvas de dípteros, por um certo período, alimentando-se de tecidos vivos ou necrosados, líquidos, substâncias do corpo ou sangue’’ Zumpt 1965 Scihub Família Calliphoridae Moscas varejeiras Dípteros de tamanho médio Coloração verde, azul ou cúprica Com brilho metálico Classificação quanto a estratégia alimentar das larvas Biontófagas* - alimentam-se de tecidos vivos Necrófagas – alimentam–se de tecidos mortos Necrobiontófagas – alimentam-se de tecidos necrosados em lesões, tecido morto em animais vivos Cochliomyia hominivorax ‘’ Mosca da bicheira ‘’ Verdes ou azuis com brilho metálico 8/10mm de comprimento Olhos alaranjados Corpo curto e largo Peças bucais lambedoras 30 Pelos amarelos e escuros na região inferior da fronte Segmentos abdominais sem pilosidades Larvas Cilíndricas 12 mm de comprimento Terminação truncada Espinhos em disposição circular Espiráculos terminais ou placas espiraculares em forma de leque Ciclo de vida Adulto => ovos na lesão => Larvas de terceiro estágio => Pupas Holometábolo – metamorfose completa Uma fêmea – de 90 a 330 ovos que eclodem em 14 a 18 horas Larva passa cerca de uma semana no animal, após isso ela cai e se torna pupa, onde passará de 7 a 54 dias no solo até se tornar mosca => mosca vive de 40 a 50 dias Histólise – Lise de tecidos da larva que não estarão presentes na mosca adulta Histogenese – formação de tecidos novos, presentes na mosca e que não existiam na larva Comportamento de adultos de C. hominivorax Propagação diária de 20 km Propagação total de 480km Maior atividade = 24,5°C Atividade diminui = ventos 8-10km Não voam com ventos de 24km/h 1,3 a 1,6 km dos riachos Uma postura a cada 3 dias (12 total) Postura total de +/- 3000 ovos (ao longo da vida, copulam uma vez mas colocam os ovos ‘’parcelados’) 31 Familia Oestridae Caracteristicas dos oestídeos Larvas robustas Miíase obrigatória em mamíferos – larvas são parasitas obrigatórios de animais Larva de primeiro instar sofre duas mudas no hospedeiro L3 ínstar matura e abandona o hospedeiro p/pupar Adultos com aparelho bucal atrofiado, afuncional Importantíssimos para a medicina veterinária: Oestrus ovis – ovinos e caprinos, íbex, camelos, raramente humanos. Passagens nasais. Gasterophilus nasalis Gasterophilus intestinalis Dermatobia hominis Dermatobia hominis (Mosca do berne nasal) Ocorrem em toda a américa do Sul exceto Chile, NE e pantanal brasileiro Regiões com relevo acidentado – preferencialmente ocorre nesses locais Toda a américa central e México Díptero robusto (10-13mm) Aparelho bucal atrofiado – não se alimentam em fase adulta Face amarelada Olhos alaranjados e distantes Tórax cinza/acastanhado não metálico Abdome azul metálico Patas pardas/ alaranjadas Asas cinzas – transparentes 32 Larvas piriformes (18/24mm) Dilatadas anteriormente Espinhos dispostos circularmente nos segmentos torácicos e primeiros abdominais, dirigidos para ancorar o parasita no hospedeiro Porção anterior provida de 2 ganchos Espiráculos respiratórios posteriores em forma de leque com 3 projeções Vetores/ agente forético Captura outras moscas em pleno voo, depositam ovos no abdômen delas e elas irão levar os ovos de dermatobia hominis Vetores Stomoxys calcitrans Haematobia irritans Tabanus spp Musca domestica Moscas escolhidas para a foresia precisam ser: • Mais lentas • Menores • Diurnas • Zoofilicas 20/40 são operculados PI= 5/7 dias Miíase furunculosa Parasitismo =31/69 dias Costelas Paletas 33 Patas dianteiras Período pupal = 25/132 dias Ciclo completo = 77 dias Histolise Histogenese Familia Muscidae Musca domestica 6/8 mm de comprimento Coloração cinza escuro Cabeça cinzenta com faixa mediana preta Antenas castanho amareladas Região dorsal do tórax com linhas escuras Abdome amarelado Aparelho bucal lambedor Garras terminais nas patas (empódios) Ovos brancos alongados Indicativo de falta de higiene Stmoxys calcitrans Proboscida negra, longa rígida e não retrátil (para frente) Antenas com aristas plumosas Abdome cinzento com manchas escuras arredondadas Abdome mais curto e largo que o de M. domestica Picadora hematofoga? 34 Ciclo evolutivo da mosca Stomoxys calcitrans, mostrando a metamorfose holometabólica, com os ovos dando origem às larvas, pupa e, por fim, o adulto com capacidade reprodutiva Stomoxys calcitrans/ musca domestica Os ovos das duas espécies têm cerca de 1mm de comprimento. São depositados em grupos de 1 a 50 ovos, em matéria orgânica com elevada umidade. Existem 3 estágios larvais As larvas (L3) maduras tem coloração creme. 8 – 15 mm de comprimento Desenvolvimento larvas: S.calcitrans = 10 -20 dias M.domestica = 3-8 dias Larvas maduras migram para zonas secas p/ pupar As pupas têm 3-4mm e cor castanha O estágio pulpar depende da temperatura ambiental Tempo de pupa: S. calcitrans = 6-26 dias M.domestica = 3-10 dias 35 Stomoxys calcitrans Ambos os sexos são hematófagos Fêmeas precisam de sangue p/oviposição Ingerem sangue várias vezes ao dia Hematofagia é muito dolorosa para os hospedeiros Importância econômica de S.calcitans Importância econômica e o nível de dano ainda discutíveis Picada dolorosa, pertuba e estressa muito os animais Redução do ganho de peso, na eficiência da conversão alimentar e na produção de leite Haematobia irritans ‘’mosca dos chifres’’ Originou-se no velho mundo Introduzidas nos EUA com gado da Europa durante os anos 1880’s Foi observada pela primeira vez no brasil em 1977 O nome horn-fly originou-se da tendencia das moscas a agruparem-se ao redor dos chifres. Raro no Novo Mundo. Adultos com até 4mm de comprimento Cor cinza com listras escuras no tórax Probóscida orientada para frente No hospedeiro com a cabeça voltada para baixo Hematófaga Os ovos têm cerca de 1mm de comprimento e são depositadosnas fezes frescas dos bovinos Estágios larvais (1-3) utilizam bolos fecais para desenvolvimento e alimentação (4 dias) 36 Larvas maduras migram para a superfície do solo. A pupariação ocorre próximo ao bolo fecal. As pupas têm 3-4mm de comprimento e cor castanha. O período de desenvolvimento é de 6 a 26 dias Os adultos emergem do pupário em 6-8 dias Ambos os sexos permanecem no gado Se alimentam de 20-35 vezes por dia Pode haver de 1000-4000/animal = perda significativa de sangue Bovinos machos são mais atacados (até 20.000 moscas) Possivelmente por: Nível de testosterona Região cervical muito desenvolvida não lhes permite espantar moscas Adultos = recorrem a animais mais escuros Se alimentam em marcas Quando as populações são elevadas, descansam sem se alimentar, em outras espécies Maior impacto na produção do leite, e por consequência, no peso dos terneiros desmamados Controle Banhos Controle físicos – tuneis de vento