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1 
 
PARASITOLOGIA ANIMAL II – CARRAPATOS 
Data: 23/09/2022 
 
Filo Arthropoda => dividido em classe Insecta e Classe Arachnida 
Na classe Arachnida: 
Ordem Ixodida 
 Familia Ixodidae (carrapatos duros) 
 Familia Argasidae (carrapatos moles) 
 
Ectoparasitas causadores de perdas econômicas 
Transmissão de doenças (protozoários e rickettsias) 
Menor produção de carne e leite (irritação + hematofagia) 
Desvalorização dos couros (lesões e miiases) 
Queda da fertilidade 
Limitações comerciais de animais 
Resíduos de carrapaticida no leite, carne e ovos 
Custos do controle: produtos, instalações, mão de obra... 
 
Morfologia geral 
Sem segmentação somática 
Gnatossoma (cérebro e olhos) 
 Hipostômio 
 Orgão de Haller 
Idiossoma 
 
2 
 
Gnatossoma 
 Capítulo 
 Peças bucais 
Idiossoma 
 Patas 
 Estigmas respiratórios 
 Placas adanais 
 
Familia Ixodidae 
‘’Carrapatos duros’’ 
Escudo quitinoso dorsal 
• Reino Animal 
• Filo Arthropoda 
• Classe Arachnida 
• Ordem Ixodida 
• Família Ixodidae 
 
Familia Argasidae 
‘’Carrapatos moles’’ 
Ausência de escudo 
Carrapatos de aves e ‘’de chão’’ 
 
• Reino Animal 
• Filo Arthropoda 
• Classe Arachnida 
• Ordem Ixodida 
• Família Argasidae 
 
 
Familia Ixodidae 
Capítulo terminal (visível dorsalmente) 
Escudo quitinoso dorsal 
Dimorfismo sexual (escudo) 
3 
 
Placas espiraculares posteriores a coxa IV 
 
Capítulo situado anteriormente e visível quando observado de cima 
Escudo = cobre todo o dorso de macho e porção anterior nas fêmeas 
Dimorfismo sexual aparente 
Machos menores que as fêmeas 
Ciclos com 1 a 3 hospedeiros 
 
Rhipicephalus microplus 
‘’Carrapato do boi’’ 
Hospedeiros: Bovídeos e mais raramente hospedeiros domésticos e silvestres 
Excepcionalmente ataca o homem 
Carrapato monoxênico 
Ciclo: uma fase parasitaria e outra de vida livre 
 
 
Rhipicephalus microplus macho (a) e fêmea (b) 
 
 
Morfologia 
Peças bucais curtas 
Escudo não ornamentado 
Sem festões 
Abertura respiratória circular 
Coxa I com duas projeções triangulares 
Macho com 2 pares de placas adanais e apêndice caudal 
4 
 
Ciclo evolutivo 
 
Carrapato de um hospedeiro – larva, ninfa e adultos aderem e se desenvolvem em um 
único hospedeiro 
Fêmeas ingurgitadas caem do hospedeiro e realizam a postura de 2.000 a 4.500 ovos => 
larvas eclodem após 14 a 146 dias, dependendo das condições climáticas => larvas 
aderem ao hospedeiro, se alimentam e sofrem mudas para ninfas e então para o estágio 
adulto. 
Acasalamento no hospedeiro 
 
Fase parasitaria – 21 a 35 dias 
Fase de vida livre – 30 dias 
Teleógena (21 dias) => Solo => 2000 – 3000 ovos => Larva infectante => Metalarva (4° 
dia) => Ninfa (8° dia) => Metaninfa (11° dia) 
Neandro = quitina = gonandro 
Neógena (14-15° dia) = Partenógina 
(18° dia) = Teleógina 
 
 
Rhipicephalus sanguineus 
Peças bucais curtas 
Base do capítulo hexagonal 
Escudo não ornamentado 
Presença de festões 
Abertura respiratória em virgula 
Coxa I com fenda profunda 
Vista dorsal do gnatossoma e do escudo de adultos (A) 
fêmea e (B) macho de Rhipicephalus sanguineus. Vista 
ventral das coxas e trocânteres de um macho adulto (C). 
Tarso e metatarso do quarto par de pernas de um adulto 
(D) macho e (E) fêmea 
5 
 
Macho com 1 par de placas adanais e sem apêndice caudal 
‘‘carrapato marrom do cão’’ 
Trioxeno, ataca cães e outros mamíferos 
Mudas realizadas fora do hospedeiro 
Longa sobrevivência no ambiente (até 19 meses) 
Orelhas e membros anteriores dos cães 
 
Ciclo biológico 
 
 
Espécie com ciclo evolutivo de três hospedeiros 
Acasalamento no hospedeiro 
Fêmeas fertilizadas se alimentam por cerca de 14 dias => caem ao solo e fazem postura 
de aproximadamente 4.000 ovos em locais abrigados => ovos eclodem após 17 a 30 dias 
=> larvas que eclodem dos ovos se alimentam por 6 dias aproximadamente no hospedeiro 
seguinte => larvas caem ao solo e sofrem muda para o estágio de ninfa => ninfas vão para 
o terceiro hospedeiro, se alimentam por 4 a 9 dias => caem ao solo e mudam para adultos. 
6 
 
Amblyomma spp 
Animais domésticos e silvestres 
Pode parasitar o homem 
Trioxeno 
Mudas fora do hospedeiro 
Longa sobrevivência fora dos hospedeiros 
Cães do meio rural 
 
Morfologia 
Peças bucais (hipostômio) longas 
Escudo ornamentado 
Com festões 
Abertura respiratório variável 
Coxa I com espinhos de tamanho variável 
Machos sem placas adrenais e sem apêndice caudal 
Base do capítulo de quadrangular a hexagonal 
 
 
 
Amblyomma maculatum 
 
Ciclo evolutivo 
Ciclo evolutivo típico de um carrapato de três hospedeiros 
Fêmeas adultas aderem ao hospedeiro e realizam apenas um grande repasto sanguíneo e 
durante esse período acasalam uma única vez => uma vez fertilizada, cai ao solo e realiza 
a postura de vários milhares de ovos em locais abrigados => larvas que eclodem se 
Vista dorsal do gnatossoma e escudo 
do adulto (A) fêmea e (B) macho de 
Amblyomma americanum 
7 
 
alimentarão por cerca de 6 dias no próximo hospedeiro => caem ao solo e sofrem muda 
para estágio de ninfa => ninfa sobe ao hospedeiro, se alimenta, cai ao solo e se torna 
adulto. 
 
As larvas e ninfas se alimentam em roedores, coelhos e aves que habitam o solo. Os 
adultos se alimentam em mamíferos maiores, como cervos, bovinos, equinos e ovinos. 
Machos se alimentam de forma intermitente e acasalam repetidamente 
 
 
Dermacentor Doença de Lyme 
Base dorsal do capítulo é retangular 
Machos sem placas adanais 
Machos com as coxas em tamanho crescente 
Palpos curtos 
 
Fêmea de Dermacentor variabilis 
8 
 
1. Base do capítulo 
2. Palpos curtos 
3. Escudo parcial, toda a superfície é ornamentada e a cor predominante é bege 
4. Presença de olhos 
5. A fase feminina difere da fase de ninfa pela presença de um poro genital 
6. Sulco anal abaixo do ânus 
7. Presença de festões (faixas de sulco e cristas na parte posterior do abdome) 
 
 
Macho de Dermacentor variabilis 
 
1. Base do capítulo retangular 
2. Palpos curtos (os palpos têm o mesmo comprimento dos capítulos de base) 
3. Escudo completo, toda a superfície é ornamentada, com zonas alternadas entre a bege 
e marrom 
4. Presença de olhos 
5. Presença de poros genitais 
6. Sulco anal abaixo do ânus 
7. Presença de festões 
 
 
Ixodes 
Escudo não ornamentado 
Placas espiculares circulares ou ovais 
9 
 
Palpos longos 
Ausência de festões 
Placas ventrais nos machos 
Espinho longo no primeiro par de coxas 
 
 R. microplus R. sanguineus Amblyomma Dermacentor Ixodes 
Peças bucais Curtas Curtas Longas Curtas Longas 
Placas 
adanais 
2 pares 1 par Ausente Ausentes Ausente 
Presença de 
festões 
Ausentes Presentes Presentes Presentes Ausentes 
Escudo 
ornamentado 
Não Não Sim ‘’Não’’ Não 
Coxa I Formação 
triangular na 
margem 
superior 
Fendida Não fendida 
 
 
PARASITOLOGIA ANIMAL II – SARNAS 
Data: 
 
• Filo Arthropoda 
• Classe Arachinida 
• Ordem Astigmata 
• Famílias: Sarcoptidae/ Psoroptidae/ Knemidocoptidae 
 
Diferenças morfológicas básicas 
Formato do idiossoma 
Formato do gnatossoma 
Comprimento das patas 
Tamanho e forma dos pedicelos 
Dimorfismo sexual 
10 
 
Sarcoptes scabiei 
Morfologia 
Contagiosa 
Pruriginosa 
 
Estrias transversais com projeções triangulares na face 
dorsal 
Fêmeas tem pulvilo no primeiro e no segundo par de 
coxas - 1200 
Machos com pulvilo no primeiro, segundo e quarto par 
de coxas – 1204 
O terceiro e o quarto pares de perna na fêmea e o terceiro par de pernas no macho 
terminam em cerdas longas e não apresentam pulvilos 
Contorno arredondado 
Aparelho bucal arredondado 
0,6 mm de comprimento 
Ânus terminal/dorsal 
Patas curtas escassamente projetadas além do perímetro do corpo 
Recoberto por estrias transversais dorsais, promovidas deescamas triangulares 
 
Biologia 
Ciclo evolutivo no hospedeiro – todas as mudas no hospedeiro 
Bolsas de muda – fêmeas escavam bolsas onde 
Ciclo de 17/21 dias 
Borda da orelha + prurido intenso + altamente contagioso 
Não tão profunda quanto dermodex, então é considerada superficial em relação a ela 
 
Ciclo biológico 
Acasalamento na superfície da pele 
Fêmea cria um túnel permanente – uma galeria na epiderme, onde ela irá se nutrir com 
linfa 
Cada túnel contém uma fêmea, ovos e fezes 
11 
 
A maturação dos ovos leva 3 ou 4 dias 
As fêmeas começam a ovipor um a três ovos por dia, durante 2 meses 
A maioria das larvas se arrasta dos túneis para a superfície da pele 
 
 
 
Fases evolutivas 
Larva exapoda – 6 patas 
A oviposição começa 4 a 5 dias após completarem a escavação de um túnel 
As fêmeas não saem das galerias e, se removidas, voltam a escavar um novo túnel 
 
Ciclo 
FI – adultos e ninfas 
Adultos copulam na superfície da pele 
Cada fêmea deposita 40-50 ovos em tuneis escavados na epiderme 
No interior dos ovos forma-se uma larva hexápoda que eclodirá aos 5 dias 
aproximadamente 
A larva transforma-se em ninfa em 3-5 dias 
A ninfa passa por 2 estados ninfais até chegar a adulto em outros 3-5 dias 
As fases infectantes são as ninfas e os adultos... 
Em seu ciclo evolutivo, passam pelas fases de ovo, larva, duas fases de ninfa, macho, 
fêmea imatura e fêmea adulta ou ovígera. 
12 
 
Notoedres cati 
Ninhos – mais de uma fêmea nas bolsas de muda 
Pedicelos longos e não articulados 
Estrias concêntricas desprovidas de espinhos 
Região principalmente da face dos gatos 
Gatos são mais comuns terem notoedres ao invés de Sarcoptes 
Ânus mais dorsal 
Pulvilos na coxa igual o Sarcoptes 
Rosto curto e ‘’quadrado’’ 
 
Ciclo evolutivo 
Igual sarco porém fêmeas em ninhos 
 
As escamas dorsais arredondadas e dispostas 
transversalmente 
Abertura anal dorsal 
Fêmeas = 222 um de comprimento 
Machos = 150 um de comprimento 
 
 
Familia knemidocoptidae 
Knemidocoptes 
Corpo circular 
Alterações morfológicas por vezes irreversíveis nas patas das aves 
Patas curtas e grossas 
Ausência de estrias transversais e espinhos 
Sarna apenas de aves 
13 
 
 
Gnatossoma (1) com epímeros do primeiro par de patas de macho de Cnemidocoptes sp. 
formando um Y. Presença de um par de cerdas ao lado do ânus (2). 
 
Ciclo biológico 
A fêmea fertilizada cria um túnel na epiderme 
Fêmeas ovovíparas 
Larvas rastejam para a superfície da pele 
Larvas escavam a pele e criam ‘’bolsas de muda’’ (protoninfa, tritoninfa e adultos) 
O macho adulto emerge e procura pela fêmea na superfície da pele ou na bolsa de muda 
As fêmeas fertilizadas produzem novos tuneis ou amplia a bolsa de muda 
Ciclo completo = 17 a 21 dias 
 
 
Família Psoroptidae 
Psoroptes 
Não escavador 
0,75mm 
Formato oval e patas longas 
Superfície dorsal lisa 
Peças bucais pontiagudas – perfurantes 
Pedicelos triarticulados (pedicelos) com ventosas terminais (afuniladas) 
Tubérculos abdominais arredondados no macho 
1204 na fêmea 
14 
 
1230 no macho – no macho o último par de coxas é menor 
Gnatosoma pontiagudo 
Tinham estrias e escamas nos outros, neste a cutícula é lisa 
 
 
Macho de Psoroptes sp. com tubérculos abdominais (1) e ventosas copulatórias (2) 
 
Psoroptes ovis 
Hospedeiros. Equinos, bovinos, ovinos, caprinos e coelhos 
Os machos adultos buscam as tritoninfas fêmeas. Permanecem agarrados a elas até que 
sofram muda uma última vez, momento no qual ocorre a inseminação 
Em certos períodos do ano elas buscam uma parte do corpo do ovino para entrar em 
quiescência 
Quiescente nos meses quentes = fossa infra-orbitaria, virilha, pavilhão auricular, axila... 
Ovos com 250um de comprimento 
Período de ovo até adulto de 10 dias 
As fêmeas produzem dois a três ovos/dia 
PP = 16 dias 
A população de P.ovis em um hospedeiro pode dobrar a cada 6 dias 
--- obs: pesquisar sobre scrapie – diagnostico diferencial da sarna em ovinos 
 
 
Chorioptes 
Ácaro comum nos bovinos 
15 
 
Peças bucais mastigadoras => não perfurantes 
Primeiro e segundo pares de pernas mais 
desenvolvidos 
1204 em fêmeas 
1234 em machos 
Superficial 
Corpo coberto de cerdas 
 
 
 
Pedicelo Tri articulado no pseuropotides 
Curto e não articulado em choriophites e pulvilo em formato de taça 
Aparelho bucal pontiagudo em pseuroptides 
Aparelho em choriopites arredondado 
 Tubérculos abdominais 
Pseuropotides – arredondados 
Corioptes – truncados 
 
Ciclo evolutivo 
16 
 
Ciclo completo – 3 semanas (de ovo a adulto) 
Lesão principalmente na inserção na base da cauda e região axilar nos bovinos 
Os ácaros podem sobreviver por até 3 semanas fora do hospedeiro, o que permite a 
transmissão tanto pela cama e alojamento, quanto por contato direto 
As fêmeas produzem 15/20 ovos e vivem por 2 a 3 semanas 
Após a cópula, a fêmea inicia a postura de seus ovos na superfície da pele, colocando de 
1 a 5 ovos por dia. As larvas eclodem e passam para ninfas 1, ninfas 2, machos ou fêmeas. 
Todas as fases evolutivas picam a pele, causando irritação, descamação e exsudação de 
soro. Alimentam-se de linfa e descamações e vivem e multiplicam-se sob a descamação 
 
 
Otodectes cyanotis 
Ácaro da orelha de cães e gatos 
Possíveis hospedeiros: Cães, gatos, raposas, furões e outros carnívoros silvestres 
Corpo oval 
Patas projetadas além do corpo 
Pedículos não articulados 
Fêmeas – 1200 
Machos – 1234 
 
Os ovos são depositados a uma taxa de um por dia e são grudados à pele do hospedeiro 
As fêmeas adultas produzem 15 a 20 dias ovos e vivem por 2 a 3 semanas 
A ação do parasita resulta em predisposição a otites 
Ciclo igual ao choriotides 
 
 
ORDEM PROSTIGMATA 
Familia Demodicidae 
Demodex 
 
Corpo alongado 0,4 mm (‘’crocodilo’’) 
2 quelíceras e 2 palpus 
17 
 
Patas anteriores atrofiadas e articuladas 
Opistossoma com estrias transversais 
Pequeno dimorfismo sexual 
Ovos fusiformes 
Gnatomsoma –inseridas as peças bucais, capítulo, as quelíceras e os 
palpus 
Podossoma – inseridos os quatro pares patas 
Opistossoma – parte posterior ao podossoma 
Idiossoma – podossoma + opistossoma 
Localizados em folículos pilosos e glândulas sebáceas 
Raras em gatos, mais comuns em cães, suínos 
Ácaros comensais 
Predisposição hereditária 
Sem transmissão transplacentária 
Sem transmissão por contato – porém fêmeas paridas podem passar para os filhotes 
Os ácaros permanecem em uma postura de cabeça para baixo 
Todos têm dermodex, porém a demodicose é quando ocorre a proliferação exagerada do 
dermodex 
 
As fêmeas põem 20 a 24 ovos nos folículos pilosos, que dão origem a larvas 
Seguem-se então os estágios octópodes de protoninfa, tritoninfa e adulto 
Um folículo pode abrigar todos os estágios do ciclo evolutivo 
O ciclo se completa em 18 a 24 dias 
Neonatos e animais muito jovens, esses locais possuem estrutura simples 
Sarna seca causa hiperqueratose e cão se afasta dos outros – cão não se coça 
Sarna vermelha ou úmida – mais comum infecção secundaria, que é o que causa a coceira. 
Cão com sarna úmida pode ir a morte devido o envolvimento sistêmico da infecção 
bacteriana causada por outros microrganismos 
 
Ciclo evolutivo 
Ovos fusiformes dão origem a larvas hexápodes, seguem-se estágios octópodes de 
protoninfa, tritoninfa e adulto. Essas migram mais profundamente na derme. Um folículo 
pode abrigar todos os estágios do ciclo evolutivo concomitantemente. 
18 
 
PARASITOLOGIA ANIMAL II - PIOLHOS 
Data: 
 
Filo Arthopoda 
Classe Insecta – membros da classe insecta podem ser distinguidos dos outros artrópodes 
pela presença de apenas três pares de pernas nos adultos e pela divisão do corpo em três 
segmentos: cabeça, tórax e abdome 
Ordem Phthiraptera 
 Sub-ordem Anoplura – conhecidos como piolho sugadores, em geralsão 
grandes, com até 5mm de comprimento, cabeças pequenas e pontiagudas e aparelho bucal 
terminal. Pernas fortes, cada qual com uma única garra grande. Exclusivamente de 
mamíferos. 
 Sub-ordem Amblycera – piolhos mastigadores 
 Sub-ordem Ischnocera - piolhos mastigadores 
 
 
Vista dorsal de uma fêmea adulta de piolho-sugador Haematpinus (A) (Fonte: Smart, 
1943) e piolho mastigador Bovicola (B). (Fonte: Gullan e Cranston, 1994.) 
 
Anoplura: hematófagos dos mamíferos 
Amblycera e Ischnocera: mastigadores de mamíferos e aves (mollophaga). 
 
Ordem Phthiraptera 
Altamente especifico 
Permanentemente ectoparasita 
Incapaz de sobreviver fora do hospedeiro por mais de um ou dois dias 
19 
 
A infestação maciça por piolhos = conhecida como pediculose 
 Ligada a superlotação e falta de higiene, além de animais jovens ou idosos 
em condições ruins de saúde 
Presente nos pelos e pele 
Detectável a olha nu 
Transmissão direta 
Áreas especificas do corpo do hospedeiro 
Fêmeas geralmente maiores e mais numerosas 
 
Morfologia 
Insetos pequenos = 0,3 a 11mm 
Ápteros – não possuem asas 
Parasitas permanentes de aves e mamíferos 
Achatados dorsoventralmente 
Patas robustas 
Garras adaptadas 
 Mamíferos = uma garra 
 Aves = duas garras 
 
Biologia 
 
Ciclo evolutivo de um piolho mostrando a metamorfose hemimetabólica e a passagem 
por três estágios de ninfa antes de emergir um adulto com capacidade reprodutiva. 
 
Hemimetábolos – metamorfose incompleta, do ovo eclode uma ninfa que virará adulto 
20 
 
A fêmea deposita de 50 a 100 ovos/dia – lêndeas são os ovos operculados 
A ninfa eclode em 1 a 2 semanas – ninfa similar ao adulto, porém muito menor 
Alimentam-se de 1 a 3 semanas, passando por 3 estádios ninfais 
 
Alimentação 
 Descamação 
 Penas e plumas – piolhos mastigadores, que conseguem digerir queratina por 
serem piolhos de aves 
 Secreções sebáceas 
 Sangue – piolho sugador 
Ciclo biológico em média de 4 a 6 semanas 
Os adultos vivem cerca de 30 dias 
 
Sub-ordem Amblycera ou Ischnocera (malófagos) 
Conhecidos como piolhos mastigadores 
Cabeça arredondada e grande 
Cabeça mais larga do que o tórax 
3 pares de pata no tórax 
 
Amblycera = antenas com 4 segmentos semelhantes e escondidas em fossetas antenais 
Ischnocera = antenas com 3 a 5 segmentos 
 
Tanto amblycera quanto ischnocera: 
Fragmentos de pele, pelos e penas 
Podem sugar sangue de ferimentos na pele 
Alta especificidade 
Adaptados a determinadas regiões do corpo 
Deslocamentos rápidos 
 
Subordem Amblycera 
Antena escondida (fosseta) 
21 
 
Tamanho médio a grande de 2 a 3 mm de comprimento 
Cabeça geralmente grande e arredondada, livre e horizontal 
Olhos pequenos ou ausentes 
Peças bucais paralelas à superfície ventral da cabeça 
Mandíbulas que cortam no sentido horizontal 
Antenas com 4 a 5 segmentos escondidas 
 
Sub-ordem amblycera: famílias de importância na medicina veterinária 
• Família Menoponidae 
• Família Boopidae 
• Família Gyropidae 
• Família Trimenoponidae 
 
Família Menoponidae 
Menacanthus stramineus 
Piolho de ave – galinhas, perus, galinhas d’angola, pavões, 
faisões, codornas, aves de cativeiro (canário) 
Piolho do corpo – pele, peito, coxas, coacla, asas e cabeça 
Mais patogênico 
Anemia grave 
2,8 a 3,3 mm 
Cabeça ‘’triangular’’ 
2 garras por pata 
4 segmentos com antenas 
 
Familia boopidae 
Heterodoxus spiniger 
Piolho de cachorros – e outros canídeos 
5 mm 
Amarelado 
2 garras por pata 
Cobertura densa de cerdas 
22 
 
Sub-ordem ischnocera 
• Familia philopteridae – aves 
• Famílias Trichodectes 
 
Família Philopteridae 
Piolhos das aves são transportados por moscas Hippoboscidae – foresia 
 
Cuclotogaster 
Lipereus 
etc 
 
Família Trichodectidae 
Trichodectes = piolho mastigador dos cães 
Felicola = piolho mastigador dos gatos 
 
Felicola 
Amarelados 
1 a 1,5 mm 
Bandas castanhas transversais 
Cabeça triangular com sulco 
Única garra tarsal 
Antenas com três segmentos 
 
 
Trichodectes 
Amarelado 
1 a 22 mm 
Cabeça + larga que longa 
Antenas c/ três segmentos 
Uma garra tarsal 
 
23 
 
Familia Boviculidae 
Bovicole e damalinia é a mesma coisa 
Castanho 
1 a 33 mm de comprimento 
Cabeça larga 
Antenas c/ três segmentos 
Uma garra tarsal 
Bandas transversais 
Indícios de partenogênese 
 
Sub-ordem anoplura – piolhos sugadores 
Familia haematopinidae 
Familia Ligognathidae 
 
Familia Haematopinidae 
Haematopinus sp. 
4 a 6 mm 
Garra única 
Esporão tibial – ‘’parte de baixo da garrinha’’ 
Pernas similares 
Processos angulares 
 
Processos angulares ou tubérculos ocelares 
Ausência dos olhos 
Cabeça alargada posteriormente (losango) 
‘’Nariz’’ curto 
Olhos ausentes 
Antenas com cinco artículos 
 
Haematopinus 
24 
 
Ciclo biológico 
As fêmeas produzem de 1 a 6 ovos por dia. Entre 12 e 20 dias dos ovos emergem as 
ninfas. As ninfas alcançam a maturidade em 15 a 22 dias. Os adultos vivem 2 a 3 semanas. 
 
 
Familia Linognathidae 
Linognathus sp. 
Piolho de nariz longo 
Não apresentam olhos 
Comprimento de até 2 mm 
Primeiro par de pernas reduzido 
Garras robustas 
 
Antenas com 5 artículos 
Tórax pequeno e alongado 
Cerdas longas na margem dos tergitos 
 
Ciclo biológico 
As fêmeas realizam a postura de um ovo por dia. Os ovos eclodem em 10 a 15 dias, dando 
origem às ninfas que requerem 2 semanas para passarem pelos três estágios ninfais 
Ciclo = 20 a 40 dias 
 
Solenopotes capillatus 
Coloração azulada 
1,2 a 1,5 mm de comprimento 
Rostro curto 
Primeiro par de pernas reduzido 
Garras robustas 
 
Espiráculos projetados 
Diferem-se de Linognathus pela presença de espiráculos abdominais posicionados em 
tubérculos pouco esclerotizados, que se projetam levemente de cada segmento abdominal 
25 
 
Falar que corpo do piolho é segmentado é errado, chama-se as divisões de tergitos 
As fêmeas põem um a dois ovos por dia. Os ovos eclodem em 10 dias e os piolhos sofre 
três mudas em 11 dias, quando atingem o estágio adulto. 
 
PARASITOLOGIA ANIMAL II – PULGAS 
Data: 
Ordem siphonaptera 
Pulgas e bichos de pé 
Cosmopolitas – distribuição mundial 
Alimentação (adultos e larvas) 
Aparelho bucal picador-sugador 
Ausência de asas - ápteros 
Holometábolos 
Corpo achatado lateralmente 
 
 
Efeitos do parasitismo 
Ação irritativa (DAPP – dermatite alérgica a picada ou a presença da pulga) 
Ação espoliadora (estresse e hematofagia) 
Ação inflamatória (penetrantes) 
 
Transmissão de patógenos 
Multiplicação do agente 
 Yersínia pestis 
Complementação do ciclo biológico do endoparasito 
 Dypylidium caninum – Ctenocephalides são hospedeiros intermediários do 
cestódio (forma infectante: cisticercoide) 
 
Biologia 
Metamorfose completa (hometábolos) 
Hematofagia é essencial para o início da postura 
26 
 
Ambos os sexos são hematófagos 
Fazem 2 a 3 refeições por dia – 10 minutos cada 
 
Tipos de associação 
Presença e alimentação permanentes: Tunga penetrans 
Presença permanente e alimentação intermitente: Ctenocephalides 
Temporários ou intermitentes – vivem fora do hospedeiro – pulex irritans – somente 
exercem a hematofagia 
 
Ciclo biológico 
Quatro estágios no ciclo evolutivo 
Ovo => larva (alimenta-se de matéria orgânica, sangue, fezes da pulga adulta) => pupa 
(no ambiente, não se alimenta) => adulto 
Ciclo total: 3 semanas a 1 ano (pupas) 
 Pupas são a forma de resistência, em condições adversas elas permanecem 
por mais tempo 
 
Adultos vivem cerca de 200 dias 
Grande sobrevivência sem alimento 
Vários hospedeiros 
Cada fêmea põe 20- 30 ovos/dia 
Oviposição – Ambiente – Pulex 
 - Hospedeiro – Ctenocephalides 
 
 
Ordem siphonaptera 
Família pulicidae 
Gêneros 
 Pulex 
 Ctenocephalides 
 Xenopsilla 
 Echinophaga27 
 
 
Família tungidae 
 Tunga 
 
Ordem siphonaptera 
Três pares de pata 
Espermateca 
Ctenidio protal 
Ctenideo genal 
Olhos e antenas rudimentares 
Espiráculos 
Sensilium 
Achatado laterolateralmente, e certas voltadas para trás 
 
Pulgas: morfologia 
Porção inferior – gena 
Aparelho bucal picador sugador 
Ctenídeos (identificação) 
Ctenideos para locomoção e dificultar a retirada do 
parasita pelo hospedeiro 
Pronoto, mesonoto e metanoto 
 
Sensilium 
 Nono segmento abdominal 
 Função sensorial, alinhamento das genitálias no acasalamento, emite ultra som 
(comunicação) 
Fêmea tem espermateca e macho tem um pênis que fica reprimida 
 
Família Pulicidae 
Gênero Ctenocephalides 
O primeiro etenideo genal é curto em C. canis 
28 
 
Os dois primeiros etenideos são de tamanho similar em C. felis 
C. canis apresenta a cabeça mais arredondada 
 
Pulex irritans 
Não tem ctenideos 
Olhos grandes 
Cerda pré ocular 
Cabeça arredondada anteriormente 
Hospedeiros – homem, cães, gatos, porcos ... 
Terceiro par de perna bem desenvolvido 
 
Echidnophaga gallinacea 
Não tem ctenideos 
Cabeça com fronte em ângulo 
Adulto (1,5 – 4 mm) 
Hospedeiro: aves, cães, gatos, roedores, equinos e humanos 
Mais comum em galinhas 
 
Tunga penetrans 
Bicho de pé 
Tórax menor que da família pulicidae 
Tubérculo frontal 
Uma cerda na região abaixo do olho 
 
 
PARASITOLOGIA ANIMAL II – MOSCAS 
Data: 28/10/2022 
Ordem Diptera 
 Sub-ordem Nematocera 
 Sub-ordem Brachycera 
29 
 
Ordem Diptera 
Sub-ordem Brachycera 
Familia Calliphoridae 
 
Miíase 
Myia = mosca 
Iasis = doença 
‘’infestação do homem e animais vertebrados por larvas de dípteros, por um certo período, 
alimentando-se de tecidos vivos ou necrosados, líquidos, substâncias do corpo ou 
sangue’’ 
 Zumpt 1965 
Scihub 
 
Família Calliphoridae 
Moscas varejeiras 
Dípteros de tamanho médio 
Coloração verde, azul ou cúprica 
Com brilho metálico 
 
Classificação quanto a estratégia alimentar das larvas 
Biontófagas* - alimentam-se de tecidos vivos 
Necrófagas – alimentam–se de tecidos mortos 
Necrobiontófagas – alimentam-se de tecidos necrosados em lesões, tecido morto em 
animais vivos 
 
Cochliomyia hominivorax 
‘’ Mosca da bicheira ‘’ 
Verdes ou azuis com brilho metálico 
8/10mm de comprimento 
Olhos alaranjados 
Corpo curto e largo 
Peças bucais lambedoras 
30 
 
Pelos amarelos e escuros na região inferior da fronte 
Segmentos abdominais sem pilosidades 
 
 
Larvas 
Cilíndricas 
12 mm de comprimento 
Terminação truncada 
Espinhos em disposição circular 
Espiráculos terminais ou placas espiraculares em forma de leque 
 
 
Ciclo de vida 
Adulto => ovos na lesão => Larvas de terceiro estágio => Pupas 
Holometábolo – metamorfose completa 
Uma fêmea – de 90 a 330 ovos que eclodem em 14 a 18 horas 
Larva passa cerca de uma semana no animal, após isso ela cai e se torna pupa, onde 
passará de 7 a 54 dias no solo até se tornar mosca => mosca vive de 40 a 50 dias 
Histólise – Lise de tecidos da larva que não estarão presentes na mosca adulta 
Histogenese – formação de tecidos novos, presentes na mosca e que não existiam na larva 
 
Comportamento de adultos de C. hominivorax 
Propagação diária de 20 km 
Propagação total de 480km 
Maior atividade = 24,5°C 
Atividade diminui = ventos 8-10km 
Não voam com ventos de 24km/h 
1,3 a 1,6 km dos riachos 
Uma postura a cada 3 dias (12 total) 
Postura total de +/- 3000 ovos (ao longo da vida, copulam uma vez mas colocam os ovos 
‘’parcelados’) 
31 
 
 
Familia Oestridae 
Caracteristicas dos oestídeos 
Larvas robustas 
Miíase obrigatória em mamíferos – larvas são parasitas obrigatórios de animais 
Larva de primeiro instar sofre duas mudas no hospedeiro 
L3 ínstar matura e abandona o hospedeiro p/pupar 
Adultos com aparelho bucal atrofiado, afuncional 
 
Importantíssimos para a medicina veterinária: 
Oestrus ovis – ovinos e caprinos, íbex, camelos, raramente 
humanos. Passagens nasais. 
Gasterophilus nasalis 
Gasterophilus intestinalis 
Dermatobia hominis 
 
 
Dermatobia hominis (Mosca do berne nasal) 
Ocorrem em toda a américa do Sul exceto Chile, NE e pantanal brasileiro 
Regiões com relevo acidentado – preferencialmente ocorre nesses locais 
Toda a américa central e México 
 
Díptero robusto (10-13mm) 
Aparelho bucal atrofiado – não se alimentam em fase adulta 
Face amarelada 
Olhos alaranjados e distantes 
Tórax cinza/acastanhado não metálico 
Abdome azul metálico 
 
Patas pardas/ alaranjadas 
Asas cinzas – transparentes 
32 
 
 
Larvas piriformes (18/24mm) 
Dilatadas anteriormente 
Espinhos dispostos circularmente nos segmentos torácicos e 
primeiros abdominais, dirigidos para ancorar o parasita no hospedeiro 
Porção anterior provida de 2 ganchos 
Espiráculos respiratórios posteriores em forma de leque com 
3 projeções 
 
Vetores/ agente forético 
Captura outras moscas em pleno voo, depositam ovos no abdômen delas e elas irão levar 
os ovos de dermatobia hominis 
 
Vetores 
Stomoxys calcitrans 
Haematobia irritans 
Tabanus spp 
Musca domestica 
 
Moscas escolhidas para a foresia precisam ser: 
• Mais lentas 
• Menores 
• Diurnas 
• Zoofilicas 
 
20/40 são operculados 
PI= 5/7 dias 
 
Miíase furunculosa 
Parasitismo =31/69 dias 
 Costelas 
 Paletas 
33 
 
 Patas dianteiras 
Período pupal = 25/132 dias 
Ciclo completo = 77 dias 
Histolise 
Histogenese 
 
 
Familia Muscidae 
Musca domestica 
6/8 mm de comprimento 
Coloração cinza escuro 
Cabeça cinzenta com faixa mediana preta 
Antenas castanho amareladas 
Região dorsal do tórax com linhas escuras 
Abdome amarelado 
Aparelho bucal lambedor 
Garras terminais nas patas (empódios) 
Ovos brancos alongados 
Indicativo de falta de higiene 
 
Stmoxys calcitrans 
Proboscida negra, longa rígida e não retrátil (para frente) 
Antenas com aristas plumosas 
Abdome cinzento com manchas escuras arredondadas 
Abdome mais curto e largo que o de M. domestica 
Picadora hematofoga? 
 
 
34 
 
 
Ciclo evolutivo da mosca Stomoxys calcitrans, mostrando a metamorfose 
holometabólica, com os ovos dando origem às larvas, pupa e, por fim, o adulto com 
capacidade reprodutiva 
 
Stomoxys calcitrans/ musca domestica 
Os ovos das duas espécies têm cerca de 1mm de comprimento. São depositados em grupos 
de 1 a 50 ovos, em matéria orgânica com elevada umidade. 
 
Existem 3 estágios larvais 
As larvas (L3) maduras tem coloração creme. 
8 – 15 mm de comprimento 
 
Desenvolvimento larvas: 
S.calcitrans = 10 -20 dias 
M.domestica = 3-8 dias 
 
Larvas maduras migram para zonas secas p/ pupar 
As pupas têm 3-4mm e cor castanha 
O estágio pulpar depende da temperatura ambiental 
 
Tempo de pupa: 
S. calcitrans = 6-26 dias 
M.domestica = 3-10 dias 
35 
 
 
 
Stomoxys calcitrans 
Ambos os sexos são hematófagos 
Fêmeas precisam de sangue p/oviposição 
Ingerem sangue várias vezes ao dia 
Hematofagia é muito dolorosa para os hospedeiros 
Importância econômica de S.calcitans 
Importância econômica e o nível de dano ainda discutíveis 
Picada dolorosa, pertuba e estressa muito os animais 
Redução do ganho de peso, na eficiência da conversão alimentar e na produção de leite 
 
 
Haematobia irritans 
‘’mosca dos chifres’’ 
Originou-se no velho mundo 
Introduzidas nos EUA com gado da Europa durante os anos 
1880’s 
Foi observada pela primeira vez no brasil em 1977 
 
O nome horn-fly originou-se da tendencia das moscas a agruparem-se ao redor dos 
chifres. Raro no Novo Mundo. 
Adultos com até 4mm de comprimento 
Cor cinza com listras escuras no tórax 
Probóscida orientada para frente 
No hospedeiro com a cabeça voltada para baixo 
Hematófaga 
 
Os ovos têm cerca de 1mm de comprimento e são depositadosnas fezes frescas dos 
bovinos 
Estágios larvais (1-3) utilizam bolos fecais para desenvolvimento e alimentação (4 dias) 
 
36 
 
Larvas maduras migram para a superfície do solo. A pupariação ocorre próximo ao bolo 
fecal. 
As pupas têm 3-4mm de comprimento e cor castanha. O período de desenvolvimento é 
de 6 a 26 dias 
 
Os adultos emergem do pupário em 6-8 dias 
Ambos os sexos permanecem no gado 
Se alimentam de 20-35 vezes por dia 
Pode haver de 1000-4000/animal = perda significativa de sangue 
Bovinos machos são mais atacados (até 20.000 moscas) 
Possivelmente por: 
Nível de testosterona 
Região cervical muito desenvolvida não lhes permite espantar moscas 
 
Adultos = recorrem a animais mais escuros 
Se alimentam em marcas 
Quando as populações são elevadas, descansam sem se alimentar, em outras espécies 
Maior impacto na produção do leite, e por consequência, no peso dos terneiros 
desmamados 
 
Controle 
Banhos 
Controle físicos – tuneis de vento

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