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Intertextualidade em Poemas Brasileiros

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Questões resolvidas

O poema ¿Com licença poética¿, do livro Bagagem, de Adélia Prado, dialoga com um poema modernista.
Assinale a alternativa que apresenta o nome do poema e seu autor.
Ode ao burguês, de Mário de Andrade.
Pronominais, de Oswald de Andrade.
Poema de sete faces, de Carlos Drummond de Andrade.
José. de Carlos Drummond de Andrade.
O filho do século, de Murilo Mendes.

Glauco Mattoso é pseudônimo de Pedro José Ferreira da Silva. Na verdade, o pseudônimo faz uma homenagem a um outro poeta, de quem o pós-modernista é herdeiro na sátira e na crítica de costumes.
Esse poeta é:
Basílio da Gama
Carlos Drummond de Andrade
Castro Alves
Gregório de Matos
Augusto dos Anjos

São poetas brasileiros contemporâneos, EXCETO: Adélia Prado Glauco Mattoso Arnaldo Antunes Manoel de Barros Oswald de Andrade

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Questões resolvidas

O poema ¿Com licença poética¿, do livro Bagagem, de Adélia Prado, dialoga com um poema modernista.
Assinale a alternativa que apresenta o nome do poema e seu autor.
Ode ao burguês, de Mário de Andrade.
Pronominais, de Oswald de Andrade.
Poema de sete faces, de Carlos Drummond de Andrade.
José. de Carlos Drummond de Andrade.
O filho do século, de Murilo Mendes.

Glauco Mattoso é pseudônimo de Pedro José Ferreira da Silva. Na verdade, o pseudônimo faz uma homenagem a um outro poeta, de quem o pós-modernista é herdeiro na sátira e na crítica de costumes.
Esse poeta é:
Basílio da Gama
Carlos Drummond de Andrade
Castro Alves
Gregório de Matos
Augusto dos Anjos

São poetas brasileiros contemporâneos, EXCETO: Adélia Prado Glauco Mattoso Arnaldo Antunes Manoel de Barros Oswald de Andrade

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O poema ¿Com licença poética¿, do livro Bagagem, de Adélia Prado, dialoga com um poema modernista. Assinale a
alternativa que apresenta o nome do poema e seu autor.
Glauco Mattoso é pseudônimo de Pedro José Ferreira da Silva. Na verdade, o pseudônimo faz uma homenagem a um
outro poeta, de quem o pós-modernista é herdeiro na sátira e na crítica de costumes. Esse poeta é:
:
Disc.: LITERATURA BRASILE 2023.1 EAD (G) / EX
Prezado (a) Aluno(a),
Você fará agora seu TESTE DE CONHECIMENTO! Lembre-se que este exercício é opcional, mas não valerá ponto para
sua avaliação. O mesmo será composto de questões de múltipla escolha.
Após responde cada questão, você terá acesso ao gabarito comentado e/ou à explicação da mesma. Aproveite para se
familiarizar com este modelo de questões que será usado na sua AV e AVS.
 
1.
Poema de sete faces, de Carlos Drummond de Andrade.
Ode ao burguês, de Mário de Andrade.
O filho do século, de Murilo Mendes.
José. de Carlos Drummond de Andrade.
Pronominais, de Oswald de Andrade.
Explicação:
"Italo Moriconi, em seu livro A poesia brasileira do século XX, diz que este poema desafia a tradição poética, ¿ao reescrever
o Poema de sete faces de Drummond, afirmando, de maneira ostensiva, a diferença de seu ponto de vista feminino.¿
(MORICONI, Ítalo. A poesia brasileira do século XX. p.141). A reescritura de um texto, para os teóricos da literatura, recebe
o nome de intertextualidade. Percebemos uma relação intertextual entre o poema ¿Com licença poética¿, de Adélia Prado,
e o poema modernista ¿Poema de sete faces¿, de Carlos Drummond de Andrade." ( Conteúdo online)
Gabarito
Comentado
 
2.
Gregório de Matos
Augusto dos Anjos
Carlos Drummond de Andrade
Basílio da Gama
Castro Alves
Explicação:
Glauco Mattoso é pseudônimo de Pedro José Ferreira da Silva. Na verdade, trata-se de um trocadilho, mais facilmente
entendido se o lermos como se fosse uma única palavra ¿ ¿glaucomatoso¿. O poeta é portador de glaucoma, doença
congênita que lhe acarretou perda progressiva da visão, até a cegueira total em 1995. Este pseudônimo é, também, uma
espécie de homenagem a Gregório de Matos, poeta barroco, de quem o pós-modernista é herdeiro na sátira e na crítica de
costumes.
 ( conteúdo on-line)
Leia o fragmento do poema VI retirado da obra Menino do Mato, de Manoel de
Barros.
Desde o começo do mundo água e chão se amam
e se entram amorosamente
e se fecundam [...].
Penso com humildade que fui convidado para o banquete dessas águas.
Porque sou de bugre.
Porque sou de brejo.
Acho agora que estas águas que bem conhecem a inocência de seus pássaros e de suas
árvores.
Que elas pertencem também de nossas origens.
(p. 455-6).
Com relação à construção poética de Manoel de Barros, assinale a alternativa
incorreta.
da sua memória
mil
e
mui
tos
 
3.
Na experiência estética com a língua, o eu poético encontra ressonâncias no
ato da criação.
O rompimento da ordem sintática constrói imagens inesperadas que tiram o
leitor do lugar-comum.
O complexo linguístico do pantanal manuelino valoriza o sublime das coisas
simples do chão.
As imagens do universo surreal superam a categoria das particularidades
regionais.
O real se torna visível pela experiência de vida do poeta que imprime realidade
ao local.
Explicação:
Ênio Silveira, editor das obras de Manoel de Barros, fala sobre a estratégia do poeta: ¿guiados por ele, vamos abrindo
horizontes de uma insuspeitada nova ordem natural, onde as verdades essenciais, escondidas sob a ostensiva banalidade
do óbvio e do cotidiano, vão se revelando em imagens surrealistas descritas com absoluta concisão.¿
 
Gabarito
Comentado
Gabarito
Comentado
 
4.
out
ros
ros
tos
sol
tos
pou
coa
pou
coa
Pag
amo
meu
ANTUNES, A. 2 ou + corpos no mesmo espaço. São Paulo: Perspectiva, 1998.
Trabalhando com recursos formais inspirados no Concretismo, o poema atinge uma expressividade que se caracteriza
pela
Leia os textos abaixo e responda:
TEXTO 1
Quando nasci veio um anjo safado
O chato dum querubim
E decretou que eu tava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim.
BUARQUE, Chico. Letra e música. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. 
 
TEXTO 2
Quando nasci um anjo esbelto
Desses que tocam trombeta, anunciou:
Vai carregar bandeira.
Carga muito pesada pra mulher
Essa espécie ainda envergonhada.
PRADO, Adélia. Bagagem. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986
Os poemas de Adélia Prado e de Chico Buarque estabelecem intertextualidade em relação ao poema de Carlos
Drummond de Andrade por:
dispersão das unidades verbais, para questionar o sentido das lembranças.
reestruturação formal da palavra, para provocar o estranhamento no leitor.
renovação das formas tradicionais, para propor uma nova vanguarda poética.
fragmentação da palavra, para representar o estreitamento das lembranças.
interrupção da fluência verbal, para testar os limites da lógica racional.
Explicação:
A fragmentação das palavras, uma proposta do Concretismo, foi associada ao sentido de esgotamento do emissor face à
memória do receptor.
 
5.
ausência de recursos.
falta de criatividade.
reiteração de imagens.
oposição de ideias.
negação dos versos.
IFB-2017
No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos
passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos O verbo tem que pegar delírio.
(BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.)
 
A genealogia da poesia está marcada, no poema, por duas
palavras: descomeço e começo.
Tendo isso em vista, indique a interpretação coerente com a poética de Manoel de Barros:
Explicação:
A reiteração das imagens, como a do anjo que prevê ou vaticina, no caso de Chico Buarque, o destino.
 
6.
Há, no poema, uma crítica severa à origem da linguagem, de acordo com a tradição
religiosa. Isso mostra que a poética de Manoel de Barros marca a supremacia do
homem e a desvalorização das coisas.
O poeta faz referência a duas genealogias: a religiosa e a antropológica. Mas não
demonstra, em todo o poema, qualquer crítica infundada às instituições religiosa e
escolar. O tom utilizado, no poema, é lúdico.
Nota-se, no poema, um jogo de inversões de sentidos e uma crítica exclusiva à
instituição escolar, pois a poética de Manoel de Barros se baseia no didatismo e no
moralismo.
O poeta enfatiza o delírio do verbo em vários momentos históricos, inclusive antes do
aparecimento do homem na Terra.
Para o poeta, poetizar é pegar delírio, que significa escrever com maturidade.
Explicação:
O poeta faz referência a duas genealogias: a religiosa no primeiro verso, No descomeço era o verbo., e a
antropológica nos versos O delírio do verbo estava no começo, lá/onde a criança diz. Mas não
São poetas brasileiros contemporâneos, EXCETO:
 
Ao lermos o poema Com licença poética, de Adélia Prado, percebemos uma relação intertextual com qual poema
modernista de Carlos Drummond de Andrade? Com licença poética Quando nasci um anjo esbelto, desses que tocam
trombeta, anunciou: vai carregar bandeira. Cargo muito pesado pra mulher, esta espécie ainda envergonhada. Aceito os
subterfúgios que me cabem, sem precisar mentir. Não sou feia que não possa casar, acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor. Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina. Inauguro linhagens, fundo reinos ¿ dor
não é amargura. Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô. Vai ser coxo
na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável. Eu sou.
demonstra, em todo o poema, qualquer crítica infundada às instituições religiosa e escolar. O tom
utilizado, no poema, é lúdico.
 
7.
Oswald de Andrade
 Arnaldo Antunes
Adélia Prado
Manoel de Barros
 Glauco Mattoso
Explicação:
Oswald de Andrade foi poeta do Modernismobrasileiro.
 
8.
Cota zero
No meio do caminho
José
política literária
Poema de sete faces
Explicação:
"Ítalo Moriconi, em seu livro A poesia brasileira do século XX, diz que este poema desafia a tradição poética, ¿ao reescrever
o Poema de sete faces de Drummond, afirmando, de maneira ostensiva, a diferença de seu ponto de vista feminino.¿
(MORICONI, Ítalo. A poesia brasileira do século XX. p.141). A reescritura de um texto, para os teóricos da literatura, recebe
o nome de intertextualidade. Percebemos uma relação intertextual entre o poema ¿Com licença poética¿, de Adélia Prado,
e o poema modernista ¿Poema de sete faces¿, de Carlos Drummond de Andrade." ( conteúdo online)

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