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TEORIA HUMANISTA 
Carl Rogers 
1902- 1987 
CARL RANSOM ROGERS 
Nasceu em 08.01.1902 em Oak Park, Chicago; 
 
Formado em Teologia, História e Psicologia; 
 
Foi o mais influente psicólogo na história 
Americana; 
 
Seus pais eram protestantes, universitários e 
conservadores; 
 
Os irmãos eram numa totalidade de cinco, 
quatro irmãos e uma irmã; 
 
 
 
 
 
 
 
CARL RANSOM ROGERS 
 
Desenvolveu teorias sobre a personalidade e prática 
terapêutica; 
 
Escreveu seu primeiro livro em 1942; 
 
Soube unir com perspicácia terapêutica o conceito de 
organismo humano e as possibilidades de sua ação; 
 
Faleceu em 4 de fevereiro do 1987. 
 
 
 
A criação familiar era baseada nos princípios da 
educação moral e religiosa e no respeito a questões 
ética; 
 
Casou-se em 1924 com Hellen Elliot (amiga de infância); 
 
Teve dois filhos: David e Natalie. 
 
Roger com sua filha Natalie, em 
1981 
Família 
Trajetória Profissional 
Em 1919 ingressou na Universidade de 
Wisconsin cursando Agricultura, neste 
mesmo período transferiu seu curso para 
História, com intuito de dedicar-se para 
carreira Eclesiástica, concluindo em 1924. 
 
Participou de alguns Congresso e 
Seminários nos quais ampliaram sua 
convicções e modificaram sua vida. 
 Federação Mundial dos Estudantes 
Cristãos 
 Seminário da União Teológica 
 
 
 
Ministrou junto com alguns colegas o Seminário de reflexão 
auto-facilitado , no qual percebeu sua não-vocação para o 
ministério pastoril. 
 
Ingressa na Teachers’ College da Universidade de Columbia 
para a seguinte trajetória: 
 
Graduar-se em PSICOLOGIA CLINICA E 
PSICOPEDAGOGIA. 
 
Obter o DOUTORADO através da tese sobre TESTE 
DE PERSONALIDADE PARA CRIANÇAS. 
 
LECIONAR como DOCENTE, no qual só foi 
reconhecido após deixar a instituição. 
 
 
 
 
 
 
 
Trajetória Profissional 
Em 1939 publica o livro "O tratamento clínico da criança- 
problema”. 
 
Através da publicação do livro é chamado para ser 
Professor Catedrático da Universidade de Estado do Ohio 
ministrando as Técnicas de Psicoterapia no qual utilizava a 
gravação integral das entrevistas e de tratamentos 
completos, como metodologia de investigação sobre os 
processos terapêuticos. 
 
Eleito presidente da Associação Americana de Psicologia 
em 1946. 
Trajetória Profissional 
Publica em 1957 o mais importante artigo: “As condições 
necessárias e suficientes para mudança terapêutica da 
personalidade”, sendo até hoje um dos pilares do 
modelo da Terapia Centrada no Cliente. 
 
Posteriormente pesquisa e publica alguns livros sobre os 
grupos de encontro que segue a linha de divulgação e 
análise da sua pesquisa. 
Trajetória Profissional 
 
ASPECTOS TEÓRICOS 
 
A teoria surgiu como uma terceira via entre os dois 
campos predominantes da Psicologia em meados 
do séc. XX; 
 
Aborda as relações interpessoais muito importantes 
ao crescimento do indivíduo nos processos de 
construção e organização pessoal da realidade; 
 
CONTRIBUIÇÕES 
Um dos mais influentes pensadores americanos. 
 
Usando a Abordagem Centrada na pessoa (ACP) 
publicou vários livros (16), dentre os quais se 
destacam: "Tornar-se Pessoa", "Um Jeito de Ser" e 
"Terapia Centrada no Cliente“. 
A Abordagem 
Centrada na 
Pessoa é uma 
abordagem das 
 relações 
interpessoais. 
 
Características gerais 
Ênfase nas relações interpessoais e ao 
crescimento destas. 
 
Centrado no desenvolvimento da 
personalidade do indivíduo em seus 
processos de construção e organização 
pessoal da realidade e sua capacidade de 
atuar como pessoa integrada. 
 
Homem 
 
É visto como uma totalidade, um organismo 
em processo de integração, uma pessoa na 
qual os sentimentos e as experiências 
exerçam um papel muito importante, como 
fator de crescimento. 
Conhecimento 
É construído a partir da experiência pessoal e 
subjetiva no decorrer do processo vir a ser da pessoa 
humana. 
 
É atribuído ao sujeito papel central e primordial na 
elaboração e criação do conhecimento. 
 
O humano tem curiosidade natural para o 
conhecimento. 
 
- Seu campo de interesse é a pessoa, 
considerada na sua individualidade e em sua 
totalidade 
- Tem uma visão otimista da pessoa e das suas 
potencialidades 
- Dinamismo fundamental da pessoa é entendido 
como sendo a tendência auto-realização 
(realização das potencialidades) 
Entende que a pessoa é 
fundamentalmente livre e responsável. 
 
Sem excluir o inconsciente, valoriza mais o 
consciente. 
 
Valoriza mais o presente e o futuro que o 
passado. 
 
Pressuposto fundamental da Abordagem Centrada na 
Pessoa é que em todo indivíduo existe : 
 
- tendência à atualização, 
 
- tendência inerente ao organismo para crescer, 
desenvolver e atualizar suas potencialidades numa 
direção positiva e construtiva. 
CAMPO DE EXPERIÊNCIA 
É a forma de o indivíduo perceber e 
experimentar seu mundo. 
 
“As palavras e os símbolos estão para a 
realidade na mesma relação que um mapa 
para o território que o represente... 
Vivemos num “mapa” de percepções que 
nunca é a própria realidade” (Rogers, 1951) 
“ Posso confiar na minha experiência.” 
 
“ a experiência é, para mim, a suprema autoridade.” 
 
“(...) o eu verdadeiro é algo que se descobre 
tranqüilamente por meio da própria experiência, e não 
algo imposto sobre esta.” 
CARACTERÍSTICAS DO SELF 
É um processo dinâmico e fluido, não uma entidade 
estática. 
 
Elemento integrador do campo de experiência. 
 
Disponível a consciência, não necessariamente 
consciente. 
SELF (Autoconceito) 
“a vida, no que tem de melhor, é um processo que flui, 
que se altera e onde nada é fixo” 
“(...) a forma mais profunda de desespero é escolher 
ser outra pessoa que não ele mesmo’.” 
“ O aspecto paradoxal da minha experiência é que, 
quanto mais me disponho a ser simplesmente eu 
mesmo em toda a complexidade da vida e quanto 
mais procuro compreender e aceitar a realidade em 
mim mesmo e nos outros, tanto mais sobrevêm as 
transformações.” 
SELF (Autoconceito) 
 
 
Real (como a pessoa vê a si mesma) 
 
Ideal (Como a pessoa gostaria de ser) 
SELF 
 
Percepção de como o indivíduo é, maneira como a 
pessoa se vê - as sensações do organismo do bebê 
que se diferenciam e ficam discriminadas como eu. 
 
 
Congruência Incongruência 
 
Realidade Externa Realidade Subjetiva 
 
Self Real Self Ideal 
 
ATITUDES 
FACILITADORAS 
 
 
“(...) as atitudes e os sentimentos do 
terapeuta são mais importantes que sua 
orientação teórica. Seus procedimentos e 
suas técnicas são bem menos importantes 
do que suas atitudes.” 
Consciência da personalidade do indivíduo; 
 
Ser humano imperfeito dotado de muitos sentimentos 
e potencialidades; 
 
Cada pessoa tem sua potencialidade que é 
valorizada; 
 
Cada pessoa é única com suas necessidades 
próprias. 
 
DIFERENÇAS INDIVIDUAIS 
Foco do processo 
 
É ativo, porém, em situações mais complexas 
precisa da mediação de um adulto; 
 
Deve estar motivado para a 
aprendizagem; 
 
Ser humano imperfeito, dotado 
de muitos sentimentos e 
 potencialidades. 
 
CLIENTE 
CLIENTE 
Termo “cliente” ao invés de “paciente” porque assim enfatiza a 
participação responsável voluntária e ativa da pessoa; um 
paciente é em geral alguém que está doente, precisa de ajuda e 
vai ser ajudado por profissionais formados. também sugere 
igualdade entre o terapeuta e a pessoa buscando ajuda, 
evitando a implicação de que o indivíduo esteja doente ou 
participando de alguma experiência. 
 
Um cliente é alguém que deseja um serviço e que pensa não 
poder realizá-lo sozinho. Embora possa ter muitos problemas, é 
ainda visto como uma pessoa inerentemente capaz de entender 
 sua própria situação.Há uma igualdade e espontaneidade 
implícita no modelo do cliente, que não está presente no 
relacionamento médico-paciente. 
 
TERAPEUTA 
O terapeuta centrado no cliente mantém uma certeza 
de que a personalidade interior, e talvez não 
desenvolvida do cliente, é capaz de entender a si 
mesma. 
 
Para Rogers, um bom terapeuta deve possuir a 
habilidade para comunicar esta compreensão ao 
cliente. O cliente precisa saber que o terapeuta é 
autêntico, preocupa-se, ouve e o compreende de fato. 
Facilitador; função é permitir que o cliente 
desenvolva todo o seu potencial; 
 
Estabelecer “andaime”, um guia para o aprendiz; 
é também um mediador. 
 
Promove uma atmosfera de compreensão e 
aceitação na qual o cliente poderá expressar-se 
abertamente. 
 
TERAPEUTA 
Função do Terapeuta 
Ajudar a mobilizar tendências inerentes no sentido de 
uma compreensão e crescimento pessoal, fornecendo 
uma aceitação e compreensão em busca de mais 
conscientização. 
Autenticidade do facilitador 
 
 
Capacidade de o facilitador ser real, sem máscara 
nem fachada na relação com o cliente. 
TRÊS CONCEITOS 
 
- congruência (ser o que se sente, sem mentir para si 
e para os outros) 
 
- empatia (capacidade de sentir o que o outro quer 
dizer, e de entender seu sentimento) 
 
- aceitação incondicional (aceitar o outro como este é, 
em seus defeitos, angústias, etc.). 
 
CONGRUÊNCIA 
Harmonia entre a experiência e sua representação 
 
“Com este termo [congruente] pretendo dizer que 
qualquer atitude ou sentimento que estivesse 
vivenciando viria acompanhado da consciência 
desta atitude” 
 
A congruência é bem descrita por um Zen-budista ao 
dizer: "Quando tenho fome, como; quando estou 
cansado, sento-me; quando estou com sono, durmo". 
 
Um alto grau de congruência significa que uma 
interação entre: 
Comunicação (o que se está expressando); 
A experiência (o que está ocorrendo em nosso 
campo); 
A tomada de consciência (o que se está percebendo). 
 
A partir dessa relação, nossas observações e as de 
um observador externo seriam consistentes. 
 
“Nas minhas relações com as pessoas 
 descobri que não ajuda, a longo prazo, agir 
 como se eu fosse alguma coisa que não 
 sou.” 
Ocorre quando há diferenças entre a tomada de 
consciência, a experiência e a comunicação desta. 
Por exemplo: 
Pessoas que parecem estar com raiva (punhos 
cerrados, tom de voz elevado, praguejando) e que 
replicam que de forma alguma estão com raiva, ou 
as pessoas que dizem estar passando por um 
período maravilhoso mas que se mostram 
entediadas, isoladas ou facilmente doentes, estão 
revelando incongruência. 
INCONGRUÊNCIA 
 
A incongruência é visível também em observações 
como, por exemplo, "não sou capaz de tomar 
decisões", "não sei o que quero", "nunca serei capaz 
de persistir em algo”. A confusão aparece quando 
você não é capaz de escolher dentre os diferentes 
estímulos aos quais se acha exposto. 
Aceitação e Confiança 
 
Capacidade de aceitar a pessoa do cliente, os seus 
sentimentos, as suas opiniões, com valor próprio e 
confiar nele sem o julgar. É uma confiança no 
organismo humano e uma crença nas suas 
capacidades enquanto pessoa. 
 
“Por aceitação, quero dizer uma consideração 
afetuosa por ele enquanto uma pessoa de autovalia 
incondicional – de valor, independente de sua 
condição, de seu comportamento ou de seus 
sentimentos. Significa um respeito e apreço por ele 
como uma pessoa separada, um desejo de que ele 
possua seus próprios sentimentos à sua própria 
maneira. (...) a segurança de ser querido e prezado 
como uma pessoa parece ser um elemento 
sumamente importante em uma relação de ajuda.” 
 
Consideração Positiva Incondicional 
 
 
É um sentimento de acolhida sem 
reservas ou julgamento “(...) só pode ajudar 
uma relação em que a confiança tenha um 
lugar importante”. 
Compreender empaticamente 
A partir do seu quadro de referência interno. A 
compreensão empática acontece “quando o terapeuta 
tem a capacidade de compreender internamente as 
reações do cliente, tem uma consciência sensível da 
maneira pela qual o processo psicoterápico se 
apresenta ao cliente“. 
É se colocar no lugar do cliente como se o 
mundo interno dele fosse o seu. 
 
Perceber experiências e sentimentos e seus 
significados dos eventos na perspectiva de 
outra pessoa. 
RELAÇÕES FACILITADORAS 
Poderei dar-lhe a liberdade de ser?” 
 
“(...) a ‘compreensão’ das intenções significativas do 
cliente é essencialmente uma atitude de desejo de 
compreender. (...) é a atitude de querer 
compreender que é comunicada” 
 
“Essa abertura de consciência àquilo que existe nesse 
momento em si mesmo e na situação constitui, 
acredito, um elemento importante na descrição da 
pessoa que emerge da terapia” 
“Como posso proporcionar uma relação que essa 
pessoa possa utilizar para seu próprio crescimento 
pessoal?” 
 
 
“Descobri que quanto mais conseguir ser genuíno na 
relação, mais útil esta será.” 
 
 
“(...) torno-me uma companhia para meu 
cliente, acompanhando-o nessa busca 
assustadora de si mesmo, onde ele agora 
se sente livre para ingressar.” 
ENTÃO... 
 
 
Quando olhamos para uma pessoa a partir de nossa 
própria visão de mundo, a partir de nossos conceitos, 
idéias e valores, estamos adotando um referencial que 
é externo a esta pessoa e nos posicionando numa 
atitude de observadores. 
 
Mas se, ao ... 
... 
contrário, tentamos perceber esta pessoa da forma 
como ela mesma se percebe, tentando senti-la como 
ela se sente, tentando entrar na sua pele e ver com os 
seus olhos, estaremos adotando o referencial dela, 
ou seja, estaremos centrados nela. 
 
 
A terapia é uma forma de relação de ajuda, na medida 
em que permite que alguém cresça e se desenvolva. 
 
A terapia centrada na pessoa ou terapia centrada no 
cliente, busca ajudar as pessoas a ganhar de volta o 
contato com as experiências do organismo e a reduzir 
a incongruência. 
 
Teoria revolucionária – coloca o 
controle da vida das pessoas em suas 
próprias mãos (por isso, ameaça o 
poder); 
 
 Coloca a responsabilidade pela 
mudança no cliente. 
 
O 
B 
R 
I 
G 
A 
D 
A!!!

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