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Patologia especial.
Sistema Digestório.
Timpanismo
É a distensão dos pré­estômagos por acúmulo excessivo de gases, devido à sua não eliminação, decorrente de falha na eructação. Em condições normais, qualquer quantidade de gás produzida nos pré­estômagos é eliminada na eructação. O processo da eructação, nos ruminantes, compreende cinco estádios ou fases: 
Estádio de separação, quando as bolhas gasosas formadas durante a fermentação ruminal normal atravessam a ingesta e se coalescem com o gás livre do saco dorsal
Estádio de deslocamento, em que, por uma contração do rúmen, o gás livre é deslocado para a frente e para baixo, em direção à cárdia.
Estádio de transferência, quando a cárdia se abre e o gás passa para o esôfago.
Estádio esofágico, em que, por uma contração retrógrada do esôfago, o gás é empurrado para a faringe.
Estádio faringopulmonar, no qual, pela abertura do esfíncter nasofaringiano, o gás passa aos pulmões, onde parte é absorvida e parte é exalada na expiração.
Principais Causas
Nos ruminantes em função de causas primarias está diretamente ligado a sua alimentação com excesso de concentrado e baixa quantidade de fibra, o tamanho da granulometria também acaba influenciando.
Já a forma secundaria está associada principalmente a desregulação em função a presença de gás em excesso no	rúmen.
Alterações significativas
Lesões macroscópicas de timpanismo em um bovino. A. Intensa congestão e hemorragia da região cervical (seta). B. Intensa palidez da porção caudal do tórax e da cavidade abdominal. C. Linha de demarcação de timpanismo no esôfago caudal (seta), com a porção cranial congesta e a caudal pálida.
Tratamento?
Quando se trata de uma lesão de grande extensão, requer tratamento cirúrgico imediato. Uma vez que sendo primário ou secundário o timpanismo acaba evoluindo muito rápido e causando um morte rápida devido ao processo agudo.
Outra forma de evitar tal afecção é em relação á alimentação do animal, fornecendo as quantidades corretas de concentrado e fibras e regulamentando o tamanho da granulometria do alimento, uma vez que a mesma influencia nas atividades ruminais.
Acidose Lática e Rumenites
Alterações inflamatórias do rúmen, ou seja, rumenites, estão frequentemente associadas à acidose láctica ou acidose ruminal.
Imagens ao lado mostram alterações macroscópicas da acidose láctica em bovino. A. Intensa dilatação ruminal, com conteúdo líquido. Cortesia do Dr. David Driemeier, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS. B. Acentuada hiperemia e erosões multifocais da mucosa ruminal.
Principais causas
Qual o Tratamento?
Ocorre como resultado da ingestão de quantidades excessivas de carboidratos altamente fermentáveis, normalmente originários de grãos; por isso, a condição também é conhecida clinicamente pelos termos sobrecarga ou indigestão por grãos. 
É comum em animais em engorda confinada, em vacas leiteiras de elevada produção e, menos frequentemente, em pequenos ruminantes. Na sua forma aguda, provoca a morte e, na crônica, queda de produção. 
há rápida proliferação de Streptococcus, principalmente S. bovis, que produzem D e L­ácido láctico, reduzindo o pH para 5 a 4,5. Com isso, há diminuição no número de Streptococcus, mas há proliferação de lactobacilos que produzem ainda mais ácido láctico.
Estenose Pilórica, Dilatação, deslocamento e torção.
Estenose pilórica é uma alteração funcional de origem congênita ou adquirida comumente descrita no cão e raramente observada no gato e no equino. A forma congênita é caracteriza clinicamente por retardo no esvaziamento gástrico, vômitos recorrentes e crescimento retardado em animais recém desmamados. 
Porém quando se trata de torções o grau de comprometimento depende do local da torção e se há outros órgãos envolvidos como por exemplo o baço.
Alterações inflamatórias(Gastrite e abomastite) e Ulceras gástricas.
Gastrite e abomasite são termos usados para definir a inflamação do estômago e a do abomaso, respectivamente. Gastrite é um termo mal empregado tanto do ponto de vista do clínico como do patologista, uma vez que geralmente é utilizado no contexto de animais que apresentam quadro clínico de vômito ou para lesões macroscópicas da mucosa gástrica, como erosão, ulceração, hemorragia ou necrose, sem que necessariamente ela apresente inflamação microscopicamente. Essas lesões são comumente resultantes de lesões químicas, mecânicas ou isquêmicas
Alterações inflamatórias e suas classificações.
As alterações inflamatórias do intestino são genericamente denominadas de enterite, embora o termo seja empregado preferencialmente para designar a inflamação do intestino delgado. 
As inflamações do ceco, cólon e reto são especificamente chamadas de tiflite ou cecite, colite e proctite, respectivamente.
Nos casos de envolvimento segmentar do intestino delgado, são usados os termos duodenite (envolvimento do duodeno), jejunite (envolvimento do jejuno) e ileíte (envolvimento do íleo).
Nos processos inflamatórios difusos que envolvem também o estômago, utiliza­se o termo gastrenterite.