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DESENHO DIGITAL -ATIVIDADE 1

Texto sobre as diferenças conceituais e práticas entre CAD e BIM. Define os termos, explica que CAD representa formas geométricas 2D/3D sem semântica, enquanto BIM modela elementos construtivos com parâmetros (materiais, tempo, custos) e suporta projeto, planejamento e gestão na arquitetura.

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Erika Tiemi

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É comum ouvir comparações entre os softwares CAD e BIM que, intencionalmente 
 ou não, acabam os posicionando como tecnologias concorrentes ou, ainda, como 
 estágios diferentes de evolução do desenho técnico computacional – sendo o BIM 
 sucessor do CAD. Mas até onde essas comparações são coerentes com os 
 conceitos dessas tecnologias e fazem – ou não – sentido na prática? 
 CAD e BIM: Qual a diferença afinal? 
 Para fazer uma análise desses softwares é necessário ampliar o olhar para além do 
 uso e da aplicabilidade na área da arquitetura e do urbanismo. Antes de diferenciar 
 a utilização das tecnologias, deve-se diferenciar os conceitos. “CAD” significa 
 “Desenho Auxiliado por Computador” (Computer-Aided Design no original) e “BIM” 
 significa “Modelagem de Informação da Construção” (Building Information Modeling, 
 também no original). 
 A tecnologia CAD, presente em softwares como o AutoCAD, permite a realização de 
 desenhos técnicos 2D e 3D de forma computadorizada. 
 A tecnologia BIM é um processo baseado em modelagem 3D que possibilita o 
 design de arquitetura, engenharia e construção de forma multidimensional. O BIM 
 não deixa de ser também uma tecnologia de desenho auxiliada por computador. 
 Contudo, os próprios nomes já dão pistas para a diferenciação dos conceitos. 
 No CAD , o objeto principal é o desenho, isto é, a forma desenhada de maneira 
 assistida pelo computador; ao passo em que, no BIM , o objeto principal é a 
 informação modelada de forma assistida pelo computador. 
 O que isso quer dizer? 
 Entenda o CAD 
 Ao abrir um desenho técnico em CAD, praticamente todas as informações contidas 
 ali são essencialmente formas geométricas. Ou seja, informações gráficas alocadas 
 espacialmente em sistemas de coordenadas nos eixos X, Y e Z: pontos, linhas, 
 círculos, retângulos etc. 
 A organização dessas informações nos planos de trabalho definidos é o que 
 transforma pontos e linhas em representações gráficas convencionais de elementos 
 arquitetônicos ou de peças industriais, por exemplo. Duas linhas paralelas, nesse 
 sentido, passam a representar uma parede. Contudo, não é o software que faz a 
 leitura desta informação como uma parede. Para o programa, as propriedades 
 desse desenho são nada menos, nada mais, do que uma série de pontos 
 organizados de forma linear e paralela em determinado estilo gráfico (cor e 
 espessura). 
 O CAD não lê essa representação como “parede”, quem atribui este significado é o 
 projetista e o leitor. Além da arquitetura, da engenharia e da construção civil, 
 softwares CAD são utilizados amplamente na indústria espacial, aeronáutica e 
 automotiva. O CAD 2D e 3D permite a realização de desenhos técnicos e 
 detalhamentos com precisão nano milimétrica. 
 Entenda o BIM 
 Aproveitando o mesmo exemplo utilizado para o CAD, no caso da tecnologia BIM, 
 ao abrir um arquivo BIM no software Revit, por exemplo, a representação gráfica 
 transcende as formas geométricas e o sistema de coordenadas espaciais. 
 O BIM não realiza exclusivamente a representação de desenhos técnicos, tais como 
 linhas e pontos. Evidentemente, a tecnologia utiliza destes recursos de desenho 
 auxiliado por computador para produzir os modelos. No entanto, ao contrário do 
 CAD, o BIM atribui propriedades aos elementos gráficos que vão muito além de 
 cores ou espessuras. 
 O BIM projeta os elementos como eles são no mundo real, ou seja, projeta 
 componentes reais, como paredes, portas, janelas, pilares e vigas. Além de gerar 
 automaticamente o desenho 2D e a modelagem 3D, o BIM permite a configuração 
 de parâmetros vinculados aos elementos construtivos, tais como materiais, tempo 
 de construção, custos por unidade construtiva, dentre outros. Dessa forma, a 
 tecnologia BIM consiste em ferramentas que traduzem o processo construtivo de 
 ponta a ponta, incluindo plantas baixas e seções, perspectivas, modelagem 3D, 
 planejamento e gestão de obra, cronograma físico-financeiro, sustentabilidade, 
 eficiência energética e muito mais. 
 O CAD é excelente e insubstituível para criação de desenhos técnicos 
 bidimensionais e tridimensionais. Lembre-se: desenhos, não residências, nem 
 edifícios, hotéis ou estádios. 
 Já o BIM é uma tecnologia com foco nas áreas da arquitetura, engenharia e 
 construção civil que extrapolou os limites da representação gráfica do desenho 
 auxiliado por computador. 
 A implementação de softwares BIM para projeto, modelagem e gestão de obras 
 instala um processo colaborativo em uma plataforma unificada e centralizada, que 
 possibilita a atribuição de informações e parâmetros aos desenhos técnicos 
 convencionais, transformando-os em elementos inteligentes. 
 Em resumo, as ferramentas CAD podem ser melhores quando o propósito é 
 desenvolver desenhos técnicos; BIM, por sua vez, podem ser melhores aplicadas 
 quando a proposta é criar modelos que já apresentem ao usuário aspectos 
 imagéticos do que se projeta. 
 Fonte: Entenda as diferenças entre CAD e BIM | Engetax Elevadores 
 (https://engetax.com.br/cad-e-bim-qual-a-diferenca-afinal/) 
https://engetax.com.br/cad-e-bim-qual-a-diferenca-afinal/
 Minha análise em relação à arquitetura, design de interiores e construção civil 
 A utilização do desenho digital hoje em dia é imprescindível pela otimização de 
 tempo, trabalho, agilizando a visão do cliente em relação a construção ou reforma 
 do seu imóvel. Inclusive ajudando na customização dos materiais que serão 
 utilizados e execução de um projeto na margem financeira disponibilizada pelo 
 cliente. 
 No BIM é possível a visualização da disposição e medidas de paredes, portas, 
 janelas e móveis, possibilitando a alteração do projeto antes da realização, evitando 
 riscos de perdas de materiais, otimizando a execução da obra e possíveis 
 arrependimentos na escolha do projeto.

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