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UNIESI - CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ITAPIRA
ÍTALO NADALINI SECCHI
LÉIA CARDOSO PEREIRA
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA CONSTRUÇÃO EM LIGHT STEEL FRAME
ITAPIRA – SP
2022
ÍTALO NADALINI SECCHI
LÉIA CARDOSO PEREIRA
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA CONSTRUÇÃO EM LIGHT STEEL FRAME
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ITAPIRA (UNIESI) para a obtenção do título de Bacharel em Engenharia Civil. 
Orientador: Esp. Inara de Camargo Gomes
ITAPIRA – SP
2022
RESUMO
O objetivo deste estudo foi apresentar, com base em uma revisão de literatura, as principais vantagens e desvantagens do emprego de Light Steel Frame em construções civis. Esta revisão de literatura de cunho qualitativo e exploratório empregou as palavras chaves para busca: “construção civil” e “Light Steel Frame” nas bases de dados Science Direct, Google Acadêmico, Banco Digital de Teses e Dissertações e Portal de Periódicos da CAPES. Foram incluídos estudos publicados a partir de 2000, nos idiomas inglês, português e espanhol. Conforme os resultados dessa pesquisa, foi verificado que o LSF possui 23 vantagens contra 8 desvantagens, sendo essas últimas intimamente relacionadas a aspectos mais pessoais do que estruturais. O LSF é um material que apresenta ótima durabilidade, permite flexibilidade arquitetônica, baixo custo de produção, permite maior área útil no edifício por possuir menor espessura, reduz impacto ambiental e possui excelente desempenho acústico. Em contrapartida, as desvantagens compreendem o preconceito do emprego do material no Brasil, escassez de mão-de-obra especializada e a formação de pontes térmicas que alteram a inércia térmica. Portanto, pode-se concluir que o LSF é um material ótimo para construções civis, mas cabe ao Engenheiro o papel de escolha e planejamento para que as desvantagens sejam eliminadas por meio de métodos esclarecidos neste trabalho. 
Palavras-chave: Engenharia Civil. Light Steel Frame. Construções Civis.
ABSTRACT
The aim of this study was to present, based on a literature review, the main advantages and disadvantages of using Light Steel Frame in civil construction. This qualitative and exploratory literature review used the keywords for search: “civil construction” and “Light Steel Frame” in the Science Direct, Google Scholar, Digital Bank of Theses and Dissertations and CAPES Periodicals databases. Studies published since 2000 in English, Portuguese and Spanish were included. According to the results of this research, it was found that LSF has 23 advantages against 8 disadvantages, the latter being closely related to more personal than structural aspects. LSF is a material that presents excellent durability, allows architectural flexibility, low production cost, allows a larger useful area in the building because it has less thickness, reduces environmental impact and has excellent acoustic performance. On the other hand, the disadvantages include the prejudice of the use of the material in Brazil, shortage of specialized labor and the formation of thermal bridges that alter the thermal inertia. Therefore, it can be concluded that LSF is an excellent material for civil construction, but the Engineer has the role of choice and planning so that the disadvantages are eliminated through methods clarified in this work.
Keywords: Civil Engineering. Light Steel Frame. Civil Constructions.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 - Classificação das fontes bibliográficas......................................................10
Figura 2 - Light Steel Frame e subsistemas....................................................................12
Figura 3 - Estrutura moldada LSF.............................................................................14
Figura 4 - Painéis de LSF.........................................................................................15
Figura 5 - Medidas para alcance da inércia térmica..................................................17
Figura 6 - Placa OSB................................................................................................20
Figura 7 - Placa Cimentícia.......................................................................................21
Figura 8 - LSF e sistemas tradicionais de construção..............................................22
Figura 9 - Temperatura na fachada de edificação em LSF......................................23
Figura 10 - Mitigação de Pontes térmicas...............................................................25
	
	
	
	
	
	
	
SUMÁRIO
Sumário
1 INTRODUÇÃO	7
2 OBJETIVOS	8
2.1 Objetivo Geral	8
2.2 Objetivos Específicos	9
3 METODOLOGIA	9
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO	13
4.1 Estruturas em LSF	14
4.1.1 Painéis	14
4.1.2 Pisos	15
4.2 Isolamento térmico	16
4.2.1 Pontes térmicas	16
4.2.2 Massa térmica	17
4.3 Isolamento acústico	18
4.3.1 Placa OSB.	20
4.3.2 Placa OSB.	20
4.4 Vantagens e Desvantagens	21
4.4.1. Vantagens do Light Steel Frame	25
4.4.2. Desvantagem do Light Steel Frame	26
CONSIDERAÇÕES FINAIS	26
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	28
1 INTRODUÇÃO
 	O Light Steel Frame (LSF) é considerado “um sistema construtivo que consiste na utilização, exclusivamente, de materiais “secos”, como, por exemplo, os perfis de aço formados a frio, as placas de vedação e as lãs de rocha ou de vidro para isolamento térmico”. (GOMES et al., 2013, p. 21). De forma complementar, Crasto (2005, p. 43) cita que o LSF é “um sistema construtivo de concepção racional caracterizada pelo uso de perfis formados a frio de aço galvanizado compondo sua estrutura e por subsistemas que proporcionam uma construção industrializada e a seco”. 
 O LSF tem sido empregado em larga escala em construções civis fora do Brasil devido às suas inúmeras vantagens. Por ser um material composto principalmente por aço apresenta uma alta sustentabilidade devido ao potencial de reciclagem deste. Gorgolewski (2006) aponta que o material apresenta inúmeras vantagens, possibilitando uma construção sustentável de baixo custo, o que é um resultado de difícil reprodutibilidade com outros materiais empregados na construção civil. Além disso, o isolamento acústico da armação de aço leve (LSF) e das paredes duplas dos pinos de madeira estão sendo estudados há várias décadas e há vários relatórios e documentos técnicos excelentes sobre esse tópico, especialmente para paredes duplas internas e paredes de pinos de madeira (fachadas e paredes interiores) e, em menor grau, para fachadas de armação de aço leve. (PAUL et al., 2015). 
	Neste sentido, este trabalho investiga as principais vantagens e desvantagens do emprego de LSF na construção civil, visando a construção de um material de consulta atualizado para contribuir com a disseminação de conhecimento e uma melhoria na conduta dos profissionais. 
2 OBJETIVOS
	A fim de elucidar as etapas percorridas para o desenvolvimento deste trabalho, foram elaborados os objetivos geral e específicos. 
2.1 Objetivo Geral
Apresentar, com base em uma revisão de literatura, as principais vantagens e desvantagens do emprego de Light Steel Frame em construções civis. 
2.2 Objetivos Específicos
	- Buscar na literatura os conceitos acerca de construção civil e Light Steel Frame;
	- Detalhar, de forma clara e concisa, as vantagens e desvantagens do emprego deste material nas construções civis;
	- Discutir acerca dessas vantagens e seu emprego no meio civil. 
3 METODOLOGIA
Este estudo se caracteriza como pesquisa básica pois objetiva gerar conhecimentos novos e úteis para o avanço da ciência sem aplicação prática prevista. Envolve verdades e interesses universais”. (PRODANOV et al., 2013, p. 51). 
	No tocante à abordagem este estudo é qualitativo pois analisa de forma empírica e não numérica o tema em questão. Logo, “preocupa-se, portanto, com aspectos da realidade que não podem ser quantificados, centrando-se na compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais”. (GERHARDT et al., 2009, p. 32).
	Quanto à sua natureza, este estudo enquadra-se como pesquisaexploratória porque visa “proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses”. (GERHARDT et al., 2009, p. 35). Além disso, a exploração visa “facilitar a delimitação do tema da pesquisa; orientar a fixação dos objetivos e a formulação das hipóteses ou descobrir um novo tipo de enfoque para o assunto”. (PRODANOV et al., 2013, p. 52).
	Quanto ao método esta pesquisa adota o indutivo pois possui “o objetivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se basearam”. (LAKATOS et al., 2003, p. 86). 
	No tocante aos procedimentos teóricos fez-se uso do levantamento bibliográfico que consiste em uma busca
elaborada a partir de material já publicado, constituído principalmente de: livros, revistas, publicações em periódicos e artigos científicos, jornais, boletins, monografias, dissertações, teses, material cartográfico, internet, com o objetivo de colocar o pesquisador em contato direto com todo material já escrito sobre o assunto da pesquisa. (PRODANOV et al., 2013, p. 54).
	De forma complementar, Fonseca (2002, p. 32) cita que “a pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos, como livros, artigos científicos, páginas de web sites”. Segundo Gil (2002) as fontes bibliográficas podem ser classificadas de forma hierárquica, conforme apontado na figura abaixo.
Figura 1 - Classificação das fontes bibliográficas
Fonte: Gil (2002, p. 44).
De forma complementar, Lakatos et al. (2003, p. 224) aponta que “é imprescindível correlacionar a pesquisa com o universo teórico, optando-se por um modelo teórico que serve de embasamento à interpretação do significado dos dados e fatos colhidos ou levantados”. 
Delineado o tipo de estudo deste trabalho, foram estabelecidas as palavras chaves para busca: “construção civil” e “Light Steel Frame”. Em seguida foram estabelecidas as bases para busca: Science Direct, Google Acadêmico, Banco Digital de Teses e Dissertações e Portal de Periódicos da CAPES. 
Para seleção dos trabalhos a serem incluídos nesta revisão de literatura, foram estabelecidos critérios de inclusão e de exclusão, os quais estão apresentados no quadro abaixo.
Quadro 1 - Critérios de inclusão e exclusão
	CRITÉRIOS DE INCLUSÃO
	CRITÉRIOS DE EXCLUSÃO
	Artigos, teses, dissertações e monografias disponíveis na íntegra
	Trabalhos que não estejam disponíveis na íntegra
	Trabalhos em inglês, português e espanhol
	Trabalhos nos demais idiomas
	Trabalhos contemplando o uso de Light Steel Frame em construções civis
	Cartas ao editor, editoriais, reportagens e entrevistas
	Trabalhos publicados a partir de 2000
	Trabalhos anteriores ao ano de 2000
Fonte: Autoria própria (2020).
	Desta forma, após a busca dos artigos e seleção, foi realizado um fichamento com o intuito de apresentar as principais vantagens e desvantagens do emprego do material visando uma discussão empírica. 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Segundo Heredia et al. (2010, p. 2), “a definição em português do nome Light Steel Framing é de “Light” = leve, “Steel” = aço e “Framing” que deriva da palavra “Frame” = esqueleto. Portanto é uma estrutura (esqueleto) de aço leve, por se tratar de perfis de aço formados a frio”. A estrutura de uma construção civil habitacional empregando LSF contempla pisos, paredes e cobertura que “reunidos, eles possibilitam a integridade estrutural da edificação, resistindo aos esforços que solicitam a estrutura. Esses elementos, apesar de serem comuns em qualquer edificação, possuem aspectos diferentes neste sistema”. (SANTOS et al., 2019, p. 24). Todos os materiais empregados são pré-fabricados, sendo a construção considerada “a seco”. Os pré moldados compõem uma estrutura, como demonstrado na figura abaixo.
Figura 2 - Light Steel Frame e subsistemas
Fonte: Daltro et al. (2015). 
	Não existe no Brasil uma normatização específica para construções com LSF mas o cálculo é embasado em subsistemas presentes nas orientações das normas NBR 15235:2005, 14762:2001, 6355:2003 e 15217:2005 que tratam especificamente de perfis de aço formados a frio; Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio, Perfis estruturais formados a frio e Chapas de “Drywall”, respectivamente. 
4.1 Estruturas em LSF
	Conforme citado anteriormente, a estrutura de conjuntos habitacionais compreende principalmente estruturas pré-fabricadas como pisos e painéis. A figura abaixo apresenta a montagem da estrutura de uma casa em LSF.
Figura 3 - Estrutura moldada LSF
Fonte: Firmino (2019, p. 20).
4.1.1 Painéis
Os painéis são estruturas maiores que podem ter função no conjunto da estrutura. Segundo Teixeira et al. (2018, p. 2) “quando funcionam apenas para vedação interna ou externa são chamados de painéis não-estruturais. Paredes estruturais ou autoportantes estão sujeitas a cargas verticais axiais e a cargas horizontais devido ao vento ou a abalos sísmicos”. 
Segundo Rodrigues (2006), os painéis possuem a função de distribuição das forças recebidas verticalmente de forma horizontal por meio de diafragmas alocados neste sentido. Após a transferência para estas estruturas, existe o condicionamento do impacto às fundições. Segundo Teixeira et al. (2018, p. 2) “a formação dos painéis é obtida basicamente por perfis verticais com seção Ue, ou seja, pelos montantes, e por perfis horizontais com seção transversal U denominados de guias”. A imagem abaixo demonstra a estrutura dos painéis em LSF. 
Figura 4 - Painéis de LSF
Fonte: Freitas et al. (2006). 
4.1.2 Pisos
Segundo Souza et al. (2010, p. 28), 
os perfis galvanizados que formam as vigas do entrepiso são do tipo Ue, empregados isoladamente ou compondo perfis caixa ou I. São alinhados paralelamente entre si na horizontal, sendo que seus espaçamentos devem ser os mesmos considerados para os montantes, respeitando desta forma o conceito “in line framing”, característica básica do sistema Light Steel Framing. As vigas de piso são dimensionadas ao momento fletor, à força cortante e à combinação força cortante-momento fletor. Outros esforços solicitantes poderão ser considerados, tais como: forças normais de compressão ou de tração devidas à ação do vento; forças concentradas nas vigas sem enrijecedores transversais, etc. Para impedir a flambagem lateral com torção, as vigas devem ser travadas lateralmente com bloqueadores feitos de perfis Ue e fitas de aço galvanizado. 
	A laje de piso a ser colocada pode ser úmida ou seca. A laje do tipo úmida é elaborada com base em um molde feito de aço ondulado sobre o qual é aplicado concreto armado (FREITAS et al., 2006). Por sua vez, a laje do tipo seca “é formada por placas rígidas parafusadas às vigas de entrepiso. São mais leves e proporcionam maior velocidade de execução da obra, pois dispensam o uso de água e apresentam instalação mais fácil”. (SOUZA et al., 2010, p. 29). 
4.2 Isolamento térmico
A avaliação correta do desempenho térmico das paredes de armação de aço leve requer análises mais complexas e detalhadas do que as necessárias para construções de RC e alvenaria, calculando o desempenho térmico real, incluindo todos os detalhes da construção e pinos de metal. A heterogeneidade dos materiais e a alta frequência de pinos de metal podem levar a uma superestimação da resistência térmica usando dados técnicos disponíveis dos fabricantes. Para considerar as armações de metal, a norma inglesa (Doran et al., 2002) propõe um método simplificado baseado na norma internacional ISO 6946, com um bom acordo com resultados modelados, usando o software de elementos finitos para uma única armação de metal frio / quente e paredes híbridas. Para paredes duplas de armação de metal frio, novos algoritmos simples foram encontrados com uma boa concordância com os resultados modelados. (ANGELIS et al., 2014). 
4.2.1 Pontes térmicas
	O termo “ponte térmica” se refere à pontos de concentração de calor na estrutura queenvolve construções civis. Isso pode levar a uma maior oscilação de gastos energéticos, podendo ser visualizado um aumento de 30% na demanda de energia. Segundo Martinsa et al. (2017, p. 4),
as pontes térmicas têm duas consequências negativas importantes, nomeadamente: um aumento do fluxo de calor; e uma diminuição da temperatura na superfície interior. Normalmente, o efeito de um elemento estrutural em contato com a envolvente exterior pode causar uma "ponte térmica", isto é, um caminho rápido e fácil para conduzir o calor. O problema das pontes térmicas é delicado e extremamente inconveniente, podendo comprometer a eficácia de qualquer sistema de isolamento aplicado. Durante a fase de projeto, muitas vezes, o efeito das pontes térmicas ainda permanece como um problema que é negligenciado ou superficialmente considerado na avaliação do desempenho térmico dos edifícios.
	Para solucionar essa questão, é recomendado o uso de isolamento térmico contínuo exterior associado a um sistema colado que tem maior eficácia. (ERHORN-KLUTTING et al., 2009). 
4.2.2 Massa térmica
	A estabilização de temperatura, conceituada como inércia térmica, é essencial em edificações para otimizar a demanda energética e evitar oscilações. Isso visa a absorção e um balanço da energia recebida a partir do sol, reduzindo a energia operacional necessária. Em estruturas que apresentam uma inércia térmica prejudicada a demanda energética é maior, como acontece nas edificações contendo LSF. 
	Contudo, podem ser realizadas algumas atividades que contribuem para a estabilidade da inércia térmica, sendo 3 atitudes apresentadas na figura a seguir.
Figura 5 - Medidas para alcance da inércia térmica
Fonte: Martinsa et al. (2017, p. 5). 
	A medida demonstrada na figura a é baseada no sistema de energia geotérmica que “consistem num conjunto de tubos dispostos horizontalmente ou verticalmente, com configuração paralela ou em série, que transportam um fluído permutador (e.g. água, glicol ou ar) que irá trocar calor com o solo” sendo este um material de grande inércia. (MARTINSA et al., 2017, p. 5). Os tubos são outra forma de permitir melhor circulação de ar e contribuir para o resfriamento de estruturas que constantemente reduzem sua inércia térmica. Os painéis de PCM são mais custosos e consistem em uma tecnologia que armazena o calor recebido para equilíbrio da temperatura, sem permitir elevações. (SANTOS et al., 2012). 
4.3 Isolamento acústico
	A transmissão sonora de paredes duplas é investigada e descrita há décadas por meio de modelos analíticos, medições e, mais recentemente, por análise estatística de energia e métodos numéricos. Em geral, a perda de transmissão sonora das paredes duplas internas tem sido investigada com mais frequência do que o isolamento acústico das paredes externas (fachadas). (SANTOS, 2019). 
Desde o artigo de London et al. (1950) mais de duas dezenas de modelos de previsão para isolamento acústico de paredes duplas foram publicados e continuam a ser desenvolvidos ou refinados. (DAVY, 2009). Especialmente para montagens com estrutura de aço, Warnock (2008) desenvolveu modelos de regressão para estimar a classe de transmissão de som (STC). Embora diferentes modelos sejam amplamente utilizados para descrever o isolamento acústico de paredes duplas, uma revisão de 17 modelos realizada por Hongisto em 2006 mostrou que existem grandes discrepâncias entre os resultados fornecidos pelos diferentes modelos (até 20 decibéis para faixas de frequência individuais e até 15 decibéis para R w) e que não existe um modelo geral para o isolamento acústico de paredes duplas.
Por outro lado, a influência de vários parâmetros no isolamento acústico de paredes duplas foi estudada por meio de medições em estudos paramétricos, geralmente para paredes duplas internas e com menor frequência para fachadas. Os parâmetros que foram variados incluem massa do painel, rigidez do painel, separação do painel, preenchimentos de cavidades, pinos (tipo, espaçamento, materiais, geometria) e tipo de conexões entre painéis e pinos (conexões de linha / ponto, elementos resilientes). Warnock (2008) fornece dados de classificação STC medidos e estimados para uma grande variedade de paredes duplas internas e externas medidas em diferentes laboratórios (NRC Canadá, laboratório da US Gypsum, Riverbank Acoustical Laboratories, Owens Corning e alguns outros). Por uma questão de simplicidade, muitos estudos tendem a limitar o grande número de parâmetros envolvidos na transmissão de som. Nesse sentido, alguns parâmetros foram amplamente estudados por vários autores e, em grande parte, enquanto outros raramente foram abordados, e sua influência na perda de transmissão de som e questões relacionadas, como a eficiência da radiação, permanecem pouco claras. Outro problema na avaliação experimental é a incerteza de medição e a baixa reprodutibilidade das medições de perda de transmissão sonora realizadas em diferentes instalações de teste. (ROYAR, 2012). 
A investigação numérica por meio do método de elementos finitos (MEF), método dos elementos finitos de guia de onda / elemento de contorno (WBFE) ou análise estatística de energia (AAE) também foi realizada tanto para paredes duplas quanto para partes específicas. (PRASETIYO et al., 2012). Em geral, há um número muito grande de artigos e alguns Relatórios Técnicos importantes (Poblet-Puig et al., 2006; Arjunan et al., 2013) no isolamento acústico de paredes duplas. No entanto, a literatura disponível não aborda algumas especificidades de projeto que normalmente são encontradas nas fachadas comuns ao mercado sul-americano, por exemplo, revestimento de placas de cimento e reforços horizontais entre pinos.
Em comparação com as paredes duplas de vigas de madeira para uso interno, o isolamento acústico das paredes duplas com armação Light Steel para fachadas e a influência de diferentes revestimentos raramente foram estudados. (AOKI et al., 2014). Alguns resultados são discutidos em alguns documentos e relatórios técnicos (BRADLEY et al., 2000; AOKI et al., 2014). Acontece que os dados STC para paredes exteriores de LSF que usam ladrilhos de cerâmica na parte superior da placa de cimento no lado externo são os mais disponíveis. 
Alguns dados estão disponíveis para OSB coberto por revestimento de vinil, placa de fibra de madeira coberta por revestimento de vinil, placa de cimento no XPS e placa de cimento isolada. (WARNOCK et al., 2008). 
4.3.1 Placa OSB.
	Placas OSB é uma simples estrutura pré-definidas de pequenas lascas de madeira pré-orientadas de maneira como é mostrado na figura 6, proporciona também uma rigidez e resistência em sua aplicação. Essas placas são unidas com resinas aplicadas em altas temperaturas e pressão. Através desse processo automatizado, os painéis são permanentemente controlados e testados para verificar seus níveis de acordo com os padrões de qualidade. Podendo ser aplicada como revestimento de Steel Frame, ganhando assim a vantagem de uma construção a seco e assim eliminando as dificuldades de uma manutenção posterior (SOUZA, 2014)
Figura 6 - Placa OSB
Fonte: Souza, 2014 
4.3.2 Placa OSB.
A placa cimentícia é um material muito utilizado para a vedação de paredes internas e externas, forros, fachadas, entre outras muitas aplicações que são permitidas. É uma solução muito boa para projetos que exigem certa rapidez na entrega, mas sem deixar de lado a qualidade. Além disso, traz uma estética interessante para os ambientes como é mostrada na figura 7. (FREITAS e CRASTRO, 2006).
Fonte Freitas & Crastro 2006. Figura 7 - Placa Cimentícia
A partir dos dados disponíveis para paredes duplas externas, conclui-se que as camadas de placas de gesso foram as mais utilizadas para o aquecimento interno e que dobrar o número de camadas de placas de gesso aumenta a perda de transmissão de som em todos os casos. No entanto, a magnitude do aumento pode ser tão baixa quanto 1 decibéis ou tão grande quanto 11 decibéis. Um aumento de cerca de 7 decibéis na ponderada perda de transmissão de somRW, como relatado no Exemplo de Royar et al. (2012), parece ser uma regra geral bastante grosseira e provavelmente será mais representativa para paredes com pinos de aço mais flexíveis e apenas camadas de placas de gesso.
 
4.4 Vantagens e Desvantagens
Conforme aponta Gomes (2013, p. 23)
o Light Steel Frame (LSF) possui algumas vantagens, como redução em 1/3 os prazos de construção quando comparada com o método convencional, o alívio nas fundações, devido ao reduzido peso e uniforme distribuição dos esforços através de paredes leves e portantes, proporciona custo de 20% a 30% por metro quadrado inferior ao convencional, desempenho acústico através da instalação da lã de rocha e lã de vidro entre as paredes e forro, facilita a manutenção de instalações hidráulica, elétrica, ar condicionado, gás, custos diretos e indiretos menores, devido aos prazos reduzido e inexistência de perdas comuns nas construções convencionais. Cabe salientar, que o aço é o único material que pode ser reaproveitado inúmeras vezes sem nunca perder suas características básicas de qualidade e resistência. Não por acaso, o aço em suas várias formas, é o material mais reciclado em todo o mundo.
	Quando comparado com os sistemas convencionais de construção civil, tem-se uma maior necessidade de racionalização construtiva e maior inserção nos princípios de construção enxuta, como demonstrado no gráfico abaixo.
Figura 8 - LSF e sistemas tradicionais de construção
Fonte: Teixeira et al. (2018).
	Logo, os mesmos autores apresentaram as principais características do LSF e construções em alvenaria, como apontado no quadro abaixo. 
Quadro 2 - Comparação de LSF e alvenaria
Fonte: Teixeira et al. (2018).
Uma das principais desvantagens do emprego de LSF é a alta condutibilidade térmica do aço que pode originar “pontes térmicas que, se não forem tratadas corretamente durante a fase de concessão, podem penalizar significativamente o desempenho térmico e a eficiência energética do edifício, sendo importante usar isolamento térmico contínuo”. (MARTINSA et al., 2017, p. 3). Isto é preocupante porque as pontes térmicas podem também causar “patologias construtivas, redução dos níveis de conforto e criação de condições de insalubridade associadas à ocorrência de fenómenos de condensação, que são fomentados por superfícies frias localizadas dentro dos componentes de construção”. (MARTINSA et al., 2017, p. 3). A figura abaixo demonstra a oscilação de energia em uma fachada de construção civil em LSF.
Figura 9 - Temperatura na fachada de edificação em LSF
Fonte: Martinsa et al. (2017, p. 4).
	Sendo assim, Martinsa et al. (2017) apontam que é possível a mitigação dessas pontes térmicas por meio de aumento do caminho do fluxo de calor e redução da área de contato, como apontado abaixo.
Figura 10 - Mitigação de Pontes térmicas
Fonte: Martinsa et al. (2017, p. 4).
Abaixo algumas das vantagens e desvantagens do LSF encontradas com base nesta revisão de literatura.
4.4.1. Vantagens do Light Steel Frame.
Alta resistência – Devido a sua estrutura ser com aço galvanizado ele tem maior resistência a corrosão.
Baixo peso – Por serem leves os perfis de aço galvanizado não geram grandes cargas nas estruturas, por isso, o tipo de fundação mais utilizada é o radier.
Agilidade na construção – O método construtivo light steel frame é uma montagem 100% parafusada, é uma estrutura leve, seus componentes são fáceis de transportar e manusear, o que acarreta maior agilidade no processo da montagem, tornando esse método construtivo até 60% mais rápido que a construção convencional.
Obra limpa – O Light Steel Frame método construtivo a seco e industrializado, os perfis de aço já chegam na medida no canteiro de obra apenas para montagem, consequentemente isso gera uma obra mais limpa.
Ganho de espaço interno – É uma estrutura mais esbelta que a tradicional, podendo proporcionar um ganho de área útil de até 5%.
Desempenho acústico e térmico – É obtido a partir da combinação dos produtos de isolamento e revestimento entre as placas da parede, cerca de duas vezes mais superior ao desempenho da alvenaria convencional.
Precisão no orçamento – Os perfis de aço são produzidos em milímetros de acordo com projeto, o levantamento de quantitativos é bem mais preciso, evitando erros executivos, quantitativos e orçamentários. 
Facilidade de manutenção – Para fazer manutenção não é necessário quebrar paredes, apenas remover a placa de fechamento da parede, após solucionar o problema é só recolocar.
4.4.2. Desvantagens do Light Steel Frame
Limitação – As obras em Light Steel Frame tem a limitação de até cinco pavimentos com aço leve puro. Para mais pavimentos, é necessário misturar o sistema com outros métodos construtivos.
Falta de mão de obra especializada – O light steel frame exige mão de obra qualificada para garantir a eficiência da construção, e no Brasil são poucas as empresas e os profissionais qualificados para esse fim.
Barreiras culturais – A falta de conhecimento da população de forma geral sobre esse tipo de método construtivo que muitas vezes julgam erroneamente como frágil ou pouco resistente, isso por ser mais leve que a construção convencional.
Portanto, se tem inúmeras vantagens do emprego de LSF e pouquíssimas desvantagens. A estrutura de LSF é muito benéfica na construção civil, mas demanda mão de obra especializada, a qual é custosa no Brasil pela escassez de profissionais que trabalham com esse material. 
Dessa forma, a durabilidade supera a de muitos outros materiais, bem como o tempo de construção e a sustentabilidade, com a ausência de desperdício de materiais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
	
	A estrutura de construção pautada no material Light Steel Frame é uma inovação no âmbito da Engenharia Civil. O material tem sido muito adotado para emprego principalmente em edificações de moradia devido ao baixo custo e sustentabilidade. No entanto, no Brasil, a maioria das construções ainda são realizadas em alvenaria, o que conduz a um certo nível de preconceito frente ao emprego da liga. 
Por conseguinte, conforme os resultados dessa pesquisa, foi verificado que o LSF possui 23 vantagens contra 8 desvantagens, sendo essas últimas intimamente relacionadas a aspectos mais pessoais do que estruturais. O LSF é um material que apresenta ótima durabilidade, permite flexibilidade arquitetônica, baixo custo de produção, permite maior área útil no edifício por possuir menor espessura, reduz impacto ambiental e possui excelente desempenho acústico. 
Sendo assim, as desvantagens compreendem o preconceito do emprego do material no Brasil, escassez de mão-de-obra especializada e a formação de pontes térmicas que alteram a inércia térmica. 
Portanto, pode-se concluir que o LSF é um material ótimo para construções civis, mas cabe ao Engenheiro o papel de escolha e planejamento para que as desvantagens sejam eliminadas por meio de métodos esclarecidos neste trabalho. 
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