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Educação do Campo x Educação Rural – De acordo com a pesquisadora Arlete Ramos, um dos primeiros desafios enfrentados nessa discussão é justamente entender o que significa Educação do Campo e Educação Rural. A diferença entre elas se dá nas práticas pedagógicas, gestão educacional e políticas educacionais. “A Educação do Campo se origina dos movimentos sociais, das lutas dos trabalhadores do campo. Diferente da Educação Rural, que é um projeto do sistema capitalista, para manter a hegemonia da Educação numa perspectiva dualista, que é de classe do campo que se reverbera por meio do agronegócio”. Políticas Públicas – Entender as políticas públicas de educação inclusiva, observando seu surgimento, diretrizes, avanços e desafios, é uma das tarefas que devem ser realizadas. De acordo com a pesquisadora da Uesb, o surgimento da Educação do Campo se dá no primeiro Encontro Nacional de Educadores da Reforma Agrária (Enera), em 1997, mas se transforma em uma política pública, com as diretrizes operacionais, em 2002. Nesse contexto, desde 2002 até os últimos anos, pergunta-se: “quais foram os avanços que aconteceram no campo, nas áreas rurais do Brasil?”. Segundo Ramos, desde a década de 1990, movimentos sociais vêm se articulando para debater questões educacionais. A pesquisa aponta que, entre os principais ganhos dessa política de Educação do Campo, estão ações relacionadas à conquista de espaços públicos de luta, divulgação das experiências em cursos específicos e programas, inserção na agenda política e normativa do país com resoluções e decretos específicos. Além disso, destacam-se a produção acadêmico-científica de natureza coletiva, a organização curricular diferenciada, a flexibilização do calendário escolar, o ano letivo estruturado independente do ano civil e os espaços de aprendizagem que vão além da sala de aula, e contemplam também a lida no campo, a família, a convivência social, a cultura, o lazer e os movimentos sociais. Para as pesquisadoras, a organização do ensino em séries anuais, períodos semestrais, ciclos e a alternância regular de períodos de estudos também representaram um avanço. O Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), lançado em 2011, tem modificado a realidade das regiões rurais, O país tem hoje 73.483 instituições de ensino municipais e estaduais no campo, das quais 1.856 quilombolas, 2.823 indígenas. As demais 68.804 são escolas rurais ou unidades em assentamentos. http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/educacao-no-campo http://portal.mec.gov.br/todas-as-noticias/208-noticias/591061196/17608-programa-implementara-educacao-do-campo-e-atendera-76-mil-escolas Conferência Nacional por uma Educação Básica do Campo. Conferencia Nacional Por Uma Educacao Basica do Campo - 1998 - Compromissos e desafios.pdf