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Olá, caro estudante! 
 
Seja bem-vindo ao estudo da Lei Orgânica do Distrito Federal. 
 
Antes de iniciarmos o estudo da lei, é importante que você tenha conhecimento do fato de que, desde 2005 a LODF é 
conteúdo obrigatório para qualquer concurso ou processo seletivo no âmbito do Distrito Federal. Portanto, não 
negligencie o estudo desta lei, já que ela lhe renderá preciosos pontos para sua aprovação. 
 
A criação da LODF decorre do disposto na Constituição Federal de 1988, mais precisamente seu art. 32: 
 
Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos com 
interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os 
princípios estabelecidos nesta Constituição. 
 
Em atendimento ao disposto acima, a Câmara Legislativa do DF promulgou em 08 de junho de 1993 a Lei Orgânica do DF. 
 
A LODF é a principal lei do Distrito Federal. Ela estabelece preceitos jurídicos sobre a sua estrutura política legal, ou seja, 
define os valores fundamentais do DF, seus objetivos prioritários, os símbolos do DF, a divisão em regiões administrativas, 
as competências do DF, etc. Em resumo: é a lei que organiza o DF. 
 
Como já dito, a LODF é conteúdo obrigatório para os concursos, porém, os editais voltados para os concursos e processos 
seletivos não cobram a lei inteira. Regra geral são três títulos da lei a serem estudados: 
 
- o Título I que irá dispor sobre a autonomia do DF, valores fundamentais, objetivos prioritários, direito de petição e 
representação e soberania popular. 
 
- Título II que define Brasília, símbolos do DF, território do DF, integração com a região do Entorno, Regiões 
Administrativas, competências e vedações do DF, Administração Pública e Servidores Públicos. 
 
- Título III que traz um estudo detalhado dos poderes do DF: Legislativo e Executivo. 
 
Uma observação muito importante para quem quer se preparar de forma eficiente é saber que os conteúdos dos Títulos 
I e II equivalem aproximadamente a 85% das questões de prova, portanto, é importante dar uma atenção especial a esses 
títulos. 
 
Diante do exposto, que tal darmos início a nossa jornada pelos artigos da LODF? 
 
Bons estudos!! 
 
Suzele Veloso, professora de LODF. 
 
 
 
 
 
 
 
Conteúdo Programático: 
LEI ORGÂNICA DO DISTRITO FEDERAL 
1 Título I - Dos Fundamentos da Organização dos Poderes e do Distrito Federal. 
2 Título II - Da Organização do Distrito Federal. 
3 Título III - Da Organização dos Poderes. 
 
TÍTULO I - DOS FUNDAMENTOS DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES E DO DISTRITO FEDERAL 
 
1. DISPOSIÇÕES INICIAIS 
O Distrito Federal é um ente político (ou federativo, pois faz parte da federação brasileira) atípico, anômalo, ESPECIAL, 
diferente em relação aos demais. Ora possui características de um Estado, ora de Município e em alguns casos possui 
características que não existem nem em Estados e nem em Municípios. 
 
 TOME NOTA: por possui características de Estado e de Município, costuma-se dizer que o DF possui natureza 
HÍBRIDA 
 
Uma das grandes características que tornam o Distrito Federal ente atípico é o fato de que é de competência da União 
Federal manter e organizar o Poder Judiciário, o Ministério Público, as Polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros do 
Distrito Federal. Logo, a organização das carreiras citadas não fica a cargo do Distrito Federal, bem como a remuneração 
dos servidores e demais despesas dos órgãos citados. 
 
 OLHA AÍ O FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL: 
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: 
(...); 
XVII - organização judiciária, do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios e da Defensoria Pública dos 
Territórios, bem como organização administrativa destes; 
(...) XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal, bem como 
prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio. 
 
 
 DICA: A autonomia do DF é parcialmente tutelada pela União. 
 
O DF é ente federativo que possui autonomia Política, Administrativa e Financeira (autonomia PAF), consubstanciada em 
uma tríplice capacidade: AUTOORGANIZAÇÃO (criar suas próprias leis), AUTO-GOVERNO (ter um governo próprio, eleito 
pela população do DF) E AUTOADMINISTRAÇÃO (ter uma administração pública própria). 
 
 TOME NOTA: O DF não detém soberania. Soberania é uma prerrogativa da República Federativa do Brasil. 
 
Nos termos do art. 32 da Constituição Federal o Distrito Federal será regido por Lei Orgânica. Lei orgânica é a lei 
fundamental do Distrito Federal, pois estabelece preceitos jurídicos sobre a sua estrutura política legal, exigindo-se, 
contudo, obediência aos limites estabelecidos pela Constituição Federal. 
 
A LODF foi promulgada em 08 de junho de 1993, mediante votação em dois turnos com interstício mínimo de dez dias e 
aprovada por dois terços da Câmara Legislativa. 
 
2. VALORES FUNDAMENTAIS 
O Distrito Federal possui alguns valores considerados como fundamentais, ou seja, algumas características que para o 
DF são fundamentais, devem ser assegurados a todos, tais como a cidadania, a dignidade da pessoa humana, a não 
discriminação, etc. São elementos fundamentais que devem ser garantidos a todos, vejamos: 
 
VALORES FUNDAMENTAIS DO DF: 
I – a preservação de sua autonomia como unidade federativa; 
II – a plena cidadania; 
 
III – a dignidade da pessoa humana; 
IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; 
V – o pluralismo político. 
 
- Ninguém será discriminado ou prejudicado em razão de nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, características 
genéticas, estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções políticas ou filosóficas, orientação sexual, 
deficiência física, imunológica, sensorial ou mental, por ter cumprido pena, nem por qualquer particularidade ou 
condição, observada a Constituição Federal. 
 
 
 
DICA para auxiliar na memorização: 
AU tonomina 
CI dadania 
DI gnididade da pessoa humana 
VA lores sociais do trabalho e da livre iniciativa 
PLU ralismo político. 
 
 
3. OBJETVOS PRIORITÁROS 
A LODF define também os objetivos prioritários do DF. Objetivos são as metas que o DF pretender alcançar. Atualmente, 
são quatorze objetivos prioritários (eles são atualizados com um certa frequência). Vejamos: 
 
I – garantir e promover os direitos humanos assegurados na Constituição Federal e na Declaração Universal dos Direitos 
Humanos; 
II – assegurar ao cidadão o exercício dos direitos de iniciativa que lhe couberem, relativos ao controle da legalidade e legitimidade 
dos atos do Poder Público e da eficácia dos serviços públicos; 
III – preservar os interesses gerais e coletivos; 
IV – promover o bem de todos; 
V - proporcionar aos seus habitantes condições de vida compatíveis com a dignidade humana, a justiça social e o bem comum; 
VI – dar prioridade ao atendimento das demandas da sociedade nas áreas de educação, saúde, trabalho, transporte, segurança 
pública, moradia, saneamento básico, lazer e assistência social; 
VII – garantir a prestação de assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; 
VIII – preservar sua identidade, adequando as exigências do desenvolvimento à preservação de sua memória, tradição e 
peculiaridades; 
IX – valorizar e desenvolver a cultura local, de modo a contribuir para a cultura brasileira; 
X – assegurar, por parte do Poder Público, a proteção individualizada à vida e à integridade física e psicológica das vítimas e das 
testemunhas de infrações penais e de seus respectivos familiares; 
XI – zelar pelo conjunto urbanístico de Brasília, tombado sob a inscrição nº 532 do Livro do Tombo Histórico, respeitadas as 
definições e critérios constantes do Decreto nº 10.829, de 2 de outubro de 1987, e da Portaria nº 314, de 8 de outubro de 1992, 
do então Instituto Brasileiro do Patrimônio Cultural – IBPC, hoje Instituto do PatrimônioHistórico e Artístico Nacional – IPHAN; 
XII – promover, proteger e defender os direitos da criança, do adolescente e do jovem. 
XIII - valorizar a vida e adotar políticas públicas de saúde, de assistência e de educação preventivas do suicídio. 
XIV - promover a inclusão digital, o direito de acesso à Internet, o exercício da cidadania em meios digitais e a prestação de 
serviços públicos por múltiplos canais de acesso. 
 
Como dica de prova, destacamos o fato de que todos os objetivos iniciam com verbos no infinitivo!! 
 
☺ Para facilitar a memorização, destacamos a seguir apenas as palavras chaves dos objetivos do DF: 
(palavras chaves de cada um) 
I - direitos humanos 
II - cidadão - controle dos atos do Poder Público 
III - interesses gerais e coletivos 
 
IV- bem de todos 
V - habitantes → dignidade humana, a justiça social e o bem comum; 
VI – prioridade: educação, saúde, trabalho, transporte, segurança pública, moradia, saneamento básico, lazer e 
assistência social; 
VII - assistência jurídica integral e gratuita (insuficiência de recursos) 
VIII - identidade, memória, tradição e peculiaridades 
IX - cultura local 
X - proteção das vítimas e das testemunhas de infrações penais e familiares 
XI - zelar pelo conjunto urbanístico de Brasília 
XII - criança, do adolescente e do jovem 
XIII - prevenção do suicídio 
XIV - inclusão digital 
 
 
4. DIREITO DE PETIÇÃO E REPRESENTAÇÃO 
 
No art. 4º da LODF há a previsão de um direito que deve ser assegurado para todos no âmbito do DF: o direito de petição 
e representação. Petição significa “pedir” e representação é o mesmo que “denunciar”. 
 
PETICIONAR=PEDIR 
REPRESENTAR=DENUNCIAR. 
 
Assim, a LODF garante a qualquer pessoa o direito de pedir e de denunciar junto aos órgãos e entidades públicas do DF. 
Pedir, por exemplo, cópia de documentos, certidões, etc. Denunciar, por exemplo, qualquer irregularidade que tiver 
conhecimento. 
 
SAIBA: um recurso é uma espécie de pedido, de petição. Se alguém recorre de alguma coisa, está pedindo que algo seja 
reavaliado. Assim, ao recorrer por exemplo de uma multa de trânsito o motorista está exercendo seu direito de 
petição. 
 
Diante disso, a LODF dispõe que “é assegurado o exercício do direito de petição ou representação, independentemente 
de pagamento de taxas ou emolumentos, ou de garantia de instância.” 
 
Direito de Petição 
→ Universal 
Sem taxa, emolumentos ou garantia de instância 
 
APRENDA: garantia de instância é o mesmo que ter que pagar algum valor para poder recorrer. Veja o exemplo: se um 
determinado proprietário for multado em razão de irregularidades de seu estabelecimento e resolver recorrer 
administrativamente não irá pagar nada, por que tal recurso, nada mais é do que uma PETIÇÃO, um pedido de 
reapreciação da punição que lhe foi imposta, e sabemos que o direito de petição no DF é universal, independe de taxas 
ou emolumentos. 
 
Se, por ventura, for proferida decisão INDEFERINDO o recurso, o proprietário do estabelecimento poderá apresentar novo 
recurso para ser apreciado pela 2ª instância administrativa, e nesse caso não precisará GARANTIR A INSTÂNCIA, ou seja, 
pagar para recorrer para uma outra instância administrativa. 
 
CUIDADO COM A PROVA: O Direito de petição e representação não é um dos objetivos prioritários do DF. Trata-se 
apenas de um direito que é assegurado pela LODF. 
 
5. SOBERANIA POPULAR 
➔ A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos 
e, nos termos da lei, mediante: 
 
I – plebiscito; 
II – referendo; 
III – iniciativa popular. 
 
TOME NOTA: as bancas examinadoras costumar cobrar as três formas de exercício direto da soberania popular, 
quais sejam, plebiscito, referendo e iniciativa popular. 
Plebiscito e referendo são consultas populares. A diferença entre eles é o momento em que é feita esta consulta. Se a 
consulta é feita previamente à edição da lei ou de um ato administrativo a consulta se dá por PLEBISCITO. Se a consulta 
popular é feita posteriormente à edição de uma lei ou ato administrativa, dá-se o nome de REFERENDO. 
A iniciativa popular é um projeto de lei, feito por qualquer cidadão que, caso, reúna, no mínimo 1% de assinatura dos 
eleitores do DF, distribuídos em três zonas eleitorais, poderá ser apresentado na Câmara Legislativa do DF e caso seja 
aprovado pelos deputados distritais, tal projeto se tornará lei. 
 
TÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL 
 
1. DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
a) Brasília: capital da República Federativa do Brasil e sede do Governo do Distrito Federal. 
 
DICA DE PROVA: O DF não possui capital. Somente os Estados possuem suas capitais. Brasília é a Região Administrativa 
n.º 1 do DF, onde fica a sede do governo do DF. É muito importante não confundir Brasília com o próprio DF, que além 
de Brasília abarca todas as outras RA’s (Taguatinga, Ceilândia, Gama, Samambaia, etc.) 
 
b) Os símbolos do Distrito Federal são: a bandeira, o hino e o brasão . 
 OBS: A lei poderá estabelecer outros símbolos e dispor sobre seu uso no território do Distrito Federal. 
 
c) Considera-se território do Distrito Federal o espaço físico-geográfico que se encontra sob seu domínio e jurisdição. 
 
d) O Distrito Federal, na execução de seu programa de desenvolvimento econômico-social, buscará a integração com a 
região do entorno do Distrito Federal. 
Entorno? Goiás e Minas 
 
2. DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DO DISTRITO FEDERAL 
 
➔ O Distrito Federal organiza-se em Regiões Administrativas, com vistas à descentralização administrativa, à 
utilização racional de recursos para o desenvolvimento socioeconômico e à melhoria da qualidade de vida. 
 
Em razão da impossibilidade de se dividir o DF em municípios, ele foi dividido apenas administrativamente através das 
RA’s. As Administrações Regionais integram a estrutura administrativa do Distrito Federal. 
 
ATENÇÃO: A criação ou extinção de Regiões Administrativas ocorrerá mediante lei aprovada pela maioria absoluta dos 
Deputados Distritais. O projeto de lei de criação ou extinção de uma RA é de competência privativa do GOVERNADOR; 
porém, este projeto de lei deve ser aprovado pela CLDF. 
 
➔ Escolha do Administrador Regional será feita com a participação popular, de acordo com a lei. Ainda não foi 
editada a lei que vai dispor sobre a participação popular na escolha do administrador regional, portanto, na 
prática, a escolha tem sido feita pelo governador do Distrito Federal, com base na Lei distrital n.º 2.861/2001,não 
havendo qualquer participação do povo no processo de escolha. Todavia, para fins de prova que se baseie na Lei 
Orgânica, a escolha é feita com participação popular, nos termos da lei que disporá sobre o assunto. 
 
 TOME NOTA: a LODF não diz como será feita a escolha do administrador com a participação popular. Não consta 
na LODF se será por meio de voto ou qualquer outra forma. A Lei apenas destaca que a escolha do administrador 
regional deve ocorrer com a participação popular. A forma como isso será feito, será disciplinada em outra lei, que 
 
ainda não existe. Desta feita, caso caia na prova questões do tipo: “ a escolha do administrador regional se dará por 
VOTO POPULAR, o item está errado. A lei fala em participação popular e não voto popular 
 
➔ A remuneração dos Administradores Regionais NÃO PODERÁ SER SUPERIOR à fixada para os Secretários de 
Estado do Distrito Federal. 
 DICA DE PROVA: não poderá ser superior, mas é possível que seja idêntica. 
 
➔ As Administrações Regionais integram a estrutura administrativa do Distrito Federal. 
➔ Cada Região Administrativa do Distrito Federal terá um Conselho de Representantes Comunitários, com funções 
consultivas e fiscalizadoras, na forma da lei. 
➔ Com a criação de nova região administrativa, fica criado, automaticamente, conselho tutelar para a respectiva 
região. Observe que não há necessidade de lei para a criação do conselho tutelar, a criação é automática: criada 
a RA automaticamente estará criadoo Conselho Tutelar da respectiva região. 
 
 DICA IMPORTANTE: A Lei Orgânica não cita, em nenhum momento, o termo “cidades-satélites”, termo usual com o 
qual nos referimos às regiões administrativas. Portanto, caso essa expressão apareça na prova de LODF, é provável que o 
item esteja errado. 
 
Lista das RAs: 
• RA I Brasília 
• RA II Gama 
• RA III Taguatinga 
• RA IV Brazlândia 
• RA V Sobradinho 
• RA VI Planaltina 
• RA VII Paranoá 
• RA VIII Núcleo Bandeirante 
• RA IX Ceilândia 
• RA X Guará 
• RA XI Cruzeiro 
• RA XII Samambaia 
• RA XIII Santa Maria 
• RA XIV São Sebastião 
• RA XV Recanto das Emas 
• RA XVI Lago Sul 
• RA XVII Riacho Fundo 
• RA XVIII Lago Norte 
• RA XIX Candangolândia 
• RA XX Águas Claras 
• RA XXI Riacho Fundo II 
• RA XXII Sudoeste/Octogonal 
• RA XXIII Varjão 
• RA XXIV Park Way 
• RA XXV SCIA - Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (Cidade Estrutural e Cidade do Automóvel) 
• RA XXVI Sobradinho II 
• RA XXVII Jardim Botânico 
• RA XXVIII Itapoã 
• RA XXIX SIA - Setor de Indústria e Abastecimento 
• RA XXX Vicente Pires 
• RA XXXI Fercal 
• RAXXXII Sol Nascente e Por do Sol 
• RA XXXIII: Arniqueira 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Administrativa_I_(Bras%C3%ADlia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gama_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Taguatinga_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brazl%C3%A2ndia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sobradinho_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Planaltina_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Parano%C3%A1
http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%BAcleo_Bandeirante
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ceil%C3%A2ndia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Guar%C3%A1_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruzeiro_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Samambaia_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Maria_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Recanto_das_Emas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lago_Sul
http://pt.wikipedia.org/wiki/Riacho_Fundo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lago_Norte
http://pt.wikipedia.org/wiki/Candangol%C3%A2ndia
http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81guas_Claras_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Riacho_Fundo_II
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sudoeste/Octogonal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Varj%C3%A3o_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Park_Way
http://pt.wikipedia.org/wiki/Setor_Complementar_de_Ind%C3%BAstria_e_Abastecimento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_Estrutural
http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cidade_do_Autom%C3%B3vel&action=edit&redlink=1
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sobradinho_II
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jardim_Bot%C3%A2nico_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Itapo%C3%A3_(Distrito_Federal)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Setor_de_Ind%C3%BAstria_e_Abastecimento
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vicente_Pires
http://pt.wikipedia.org/wiki/Fercal
 
 
3. DA COMPETÊNCIA DO DISTRITO FEDERAL 
Por ser autônomo, o DF possui competências, ou seja, atividades, serviços que deve desempenhar. Por exemplo, é 
necessário dispor sobre serviços funerários e administração dos cemitérios. Esta é uma das competências do DF. E, aliás, 
essa é uma competência PRIVATIVA, já que esse assunto é de interesse apenas do próprio DF. Logo, o Distrito Federal 
deverá dispor sobre serviços funerários e administração de cemitérios. 
 
 IMPORTANTE: Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios, 
cabendo-lhe exercer, em seu território, todas as competências que não lhe sejam vedadas pela Constituição Federal. 
 
Desta feita, tudo o que um Estado faz, o DF também faz. Tudo que um município faz, o DF também faz. 
 
3.1 CLASSIFICAÇAO DAS COMPETÊNCIAS 
As competências do DF são divididas em: privativa, comum e concorrente. 
 
a) COMPETÊNCIA PRIVATIVA: 
O DF possui competências classificadas como PRIVATIVAS, já que cabe somente ao DF tratar do assunto. São assuntos 
privativos do DF, de modo que não cabe a outro ente federativo (um Estado, um Município ou mesmo a União Federal) 
dispor sobre esse assunto. É DE INTERESSE DO DF. 
 
Assim pegue, por exemplo, o seguinte assunto: “licenciar a construção de qualquer obra”. Pare e pense: esse assunto é 
de interesse só do DF ou é de interesse de outros entes federativos? Cabe ao governador do Rio de Janeiro vir ao DF 
licenciar uma obra? Fornecer alvará de construção? CLARO QUE NÃO!!! Logo, esse assunto é de competência PRIVATIVA 
DO DF. 
 
Este é um macete para acertamos questões sobre competências. Caso o aluno não consiga memorizar os assuntos que 
são de competência privativa, relacionados logo abaixo, deve analisar o item e se perguntar: esse assunto é de interesse 
só do DF ou também é de interesse de outros entes federativos? Se a resposta for no sentido de que o assunto é de 
interesse só do DF, a competência será privativa. MAS LEMBRE-SE: raciocine analisando a competência voltada apenas 
ao âmbito do DF. Logo, sabemos que o governador do Rio de Janeiro tem competência para licenciar uma obra, só que o 
interesse dele é fazer isso LÁ NO RIO DE JANEIRO e não AQUI NO DF! 
 
Assim, analise cada situação, restringindo apenas ao âmbito do próprio DF. 
 
Vejamos outro exemplo: “dispor sobre a limpeza de logradouros públicos, remoção e destino do lixo domiciliar e de 
outros resíduos”. Pare e pense: esse assunto é de esse assunto é de interesse só do DF ou é de interesse de outros entes 
federativos? Cabe ao presidente da república ou ao prefeito de Ribeirão Preto vir ao DF tratar da limpeza pública ou 
remoção de lixo domiciliar? CLARO QUE NÃO! Logo, esse assunto é de competência privativa. 
 
Segue abaixo as competências privativas do DF: 
 
Art. 15. Compete privativamente ao Distrito Federal: 
I – organizar seu Governo e Administração; 
II – criar, organizar ou extinguir Regiões Administrativas, de acordo com a legislação vigente; 
III – instituir e arrecadar tributos, observada a competência cumulativa do Distrito Federal; 
IV – fixar, fiscalizar e cobrar tarifas e preços públicos de sua competência; 
V – dispor sobre a administração, utilização, aquisição e alienação dos bens públicos; 
VI – organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços de interesse local, incluído o 
de transporte coletivo, que tem caráter essencial; 
VII – manter, com a cooperação técnica e financeira da União, programas de educação, prioritariamente de ensino 
fundamental e pré-escolar; 
VIII – celebrar e firmar ajustes, consórcios, convênios, acordos e decisões administrativas com a União, Estados e 
Municípios, para execução de suas leis e serviços; 
 
IX – elaborar e executar o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual; 
X – elaborar e executar o Plano Diretor de Ordenamento Territorial, a Lei de Uso e Ocupação do Solo e Planos de 
Desenvolvimento Local, para promover adequado ordenamento territorial, integrado aos valores ambientais, mediante 
planejamento e controle do uso, parcelamento e ocupação do solo urbano; 
XI – autorizar, conceder ou permitir, bem como regular, licenciar e fiscalizar os serviços de veículos de aluguéis; 
XII – dispor sobre criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas; 
XIII – dispor sobre a organização do quadro de seus servidores; instituição de planos de carreira, na administração direta, 
autarquias e fundações públicas do Distrito Federal; remuneração e regime jurídico único dos servidores; 
XIV – exercer o poder de polícia administrativa; 
XV – licenciar estabelecimento industrial, comercial, prestador de serviços e similar ou cassar o alvará de licença dos que 
se tornarem danosos ao meio ambiente, à saúde, ao bem-estar da população ou que infringirem dispositivos legais; 
XVI – regulamentar e fiscalizar o comércio ambulante, inclusive o de papéis e de outros resíduos recicláveis; 
XVII – dispor sobre a limpeza de logradourospúblicos, remoção e destino do lixo domiciliar e de outros resíduos; 
XVIII – dispor sobre serviços funerários e administração dos cemitérios; 
XIX – dispor sobre apreensão, depósito e destino de animais e mercadorias apreendidas em decorrência de transgressão 
da legislação local; 
XX – disciplinar e fiscalizar, no âmbito de sua competência, competições esportivas, espetáculos, diversões públicas e 
eventos de natureza semelhante, realizados em locais de acesso público; 
XXI – dispor sobre a utilização de vias e logradouros públicos; 
XXII – disciplinar o trânsito local, sinalizando as vias urbanas e estradas do Distrito Federal; 
XXIII – exercer inspeção e fiscalização sanitária, de postura ambiental, tributária, de segurança pública e do trabalho, 
relativamente ao funcionamento de estabelecimento comercial, industrial, prestador de serviços e similar, no âmbito de 
sua competência, respeitada a legislação federal; 
XXIV – adquirir bens, inclusive por meio de desapropriação, por necessidade, utilidade pública ou interesse social, nos 
termos da legislação em vigor; 
XXV – licenciar a construção de qualquer obra; 
XXVI – interditar edificações em ruína, em condições de insalubridade e as que apresentem as irregularidades previstas 
na legislação específica, bem como fazer demolir construções que ameacem a segurança individual ou coletiva; 
XXVII – dispor sobre publicidade externa, em especial sobre exibição de cartazes, anúncios e quaisquer outros meios de 
publicidade ou propaganda, em logradouros públicos, em locais de acesso público ou destes visíveis. 
 
b) COMPETÊNCIA COMUM: 
 
As competências do DF consideradas COMUNS são assuntos que são de interesse do DF e de interesse NACIONAL. Por 
isso, são competências do DF em COMUM com a UNIÃO. 
 
Veja este exemplo: “combater as causas da pobreza, a subnutrição e os fatores de marginalização, promovendo a 
integração social dos segmentos desfavorecidos”. Pare a pergunte: esse assunto é de interesse só do DF? NÃO!! 
Combater a causas da pobreza e subnutrição é um assunto de interesse do DF e nacional, onde quer que haja pobreza 
ou subnutrição. 
 
Logo, essa é uma competência do DF em COMUM com a UNIÃO. 
 
Outro exemplo: “preservar a fauna, a flora e o cerrado”. Pare a pergunte: esse assunto é de interesse só do DF? NÃO!! 
Preservar a fauna, a flora e o cerrado é um assunto de interesse do DF e nacional. Cabe a todos a preservação da fauna, 
da flora e do cerrado. Logo, a competência é do DF em comum com a UNIÃO. 
 
Segue abaixo as competências comuns do DF com a União: 
 
Art. 16. É competência do Distrito Federal, em comum com a União: 
I – zelar pela guarda da Constituição Federal, desta Lei Orgânica, das leis e das instituições democráticas; 
II – conservar o patrimônio público; 
 
III – proteger documentos e outros bens de valor histórico e cultural, monumentos, paisagens naturais notáveis e sít ios 
arqueológicos, bem como impedir sua evasão, destruição e descaracterização; 
IV – proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas; 
V – preservar a fauna, a flora e o cerrado; 
VI – proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência; 
VII – prestar serviços de assistência à saúde da população e de proteção e garantia a pessoas portadoras de deficiência 
com a cooperação técnica e financeira da União; 
VIII – combater as causas da pobreza, a subnutrição e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos 
segmentos desfavorecidos; 
IX – fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar; 
X – promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico; 
XI – registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais 
em seu território; 
XII – estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito. 
Parágrafo único. Lei complementar deve fixar norma para a cooperação entre a União e o Distrito Federal, tendo em vista 
o equilíbrio do desenvolvimento e o bem-estar no âmbito do território do Distrito Federal. 
 
C) COMPETÊNCIA CONCORRENTE 
 
As competências concorrentes são competências legislativas. Trata-se de uma competência para criar leis sobre um 
assunto. Assim, toda vez que constar em prova compete ao DF “LEGISLAR SOBRE”, trata-se de uma competência 
CONCORRENTE. 
 
Segue abaixo as competências concorrentes do DF: 
 
Art. 17. Compete ao Distrito Federal, concorrentemente com a União, legislar sobre: 
I – direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; 
II – orçamento; 
III – junta comercial; 
IV – custas de serviços forenses; 
V – produção e consumo; 
VI – cerrado, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio 
ambiente e controle da poluição; 
VII – proteção do patrimônio histórico, cultural, artístico, paisagístico e turístico; 
VIII – responsabilidade por danos ao meio ambiente, ao consumidor e a bens e direitos de valor artístico, estético, 
histórico, espeleológico, turístico e paisagístico; 
IX – educação, cultura, ensino e desporto; 
X – previdência social, proteção e defesa da saúde; 
XI – defensoria pública e assistência jurídica nos termos da legislação em vigor; 
XII – proteção e integração social das pessoas com deficiência; 
XIII – proteção à infância e à juventude; 
XIV – manutenção da ordem e segurança internas; 
XV – procedimentos em matéria processual; 
XVI – organização, garantias, direitos e deveres da polícia civil. 
 
 OBS: 
a) O Distrito Federal, no exercício de sua competência suplementar, observará as normas gerais estabelecidas pela União. 
b) Inexistindo lei federal sobre normas gerais, o Distrito Federal exercerá competência legislativa plena, para atender 
suas peculiaridades. 
c) A superveniência de lei federal sobre normas gerais SUSPENDE a eficácia de lei local, no que lhe for contrário. 
 
☺ Vamos resolver uma questão juntos? 
 
(FUNIVERSA - PC-DF – ESCRIVÃO) De acordo com a Lei Orgânica do Distrito Federal, compete privativamente ao Distrito 
Federal: 
a) legislar sobre organização, garantias, direitos e deveres da polícia civil. 
b) legislar sobre as custas de serviços forenses. 
c) registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais 
em seu território. 
d) instituir e arrecadar tributos, observada a competência cumulativa do Distrito Federal. 
e) preservar a fauna e a flora do cerrado. 
 
 Comentários sobre a questão acima: o enunciando pede que o candidato assinale a alternativa que conste uma 
competência privativa do DF, ou seja, algo que seja de interesse local, só do DF, não interessa ao governador de São 
Paulo, do Rio de Janeiro, ao Presidente da República, etc. As letras “a” e “b” podemos descartá-las, pois se referem a 
“legislar sobre” um assunto. Nesse caso, elas são competências concorrentes. A letra “c” fala, resumidamente, sobre 
pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais (ouro, manganês, urânio, etc). Vê-se claramente que explorar ouro 
ou urânio não é assunto de interesse local, só do DF, que não interessaria a nenhum outro ente federativo. É assunto de 
interesse nacional (a União Federal , através do Presidente da República seria a maior interessada), portanto, a letra “c” 
é uma competência comum. A letra “e” também é assunto de interesse nacional, qual seja, preservar a fauna, a flora e o 
cerrado. Assim, a competência privativa é justamente a letra “d”, qual seja, instituir e arrecadas tributos, o IPVA, IPTU, 
ICMS, etc. Trata-se de um assunto de interesse local, não cabe ao governador de São Paulo arrecadar IPVA, por exemplo, 
no DF. Cabe somente ao governador do DF, a cobrança e arrecadação dos impostos no DF. Letra correta, portanto, é a 
letra “d”. 
 
 
4. DAS VEDAÇÕES 
 
O art. 18 da LODF prevê as vedações ao DF. Aquilo que é proibido ao DF fazer. Vejamos as vedações: 
 
I – estabelecer cultos religiosos ouigrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou 
manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na 
forma da lei, a colaboração de interesse público; 
 
II – recusar fé aos documentos públicos; 
 
III – subvencionar ou auxiliar, de qualquer modo, com recursos públicos, quer pela imprensa, 
rádio, televisão, serviço de alto-falante ou qualquer outro meio de comunicação, propaganda 
político-partidária ou com fins estranhos à administração pública; 
 
IV – doar bens imóveis de seu patrimônio ou constituir sobre eles ônus real, bem como conceder 
isenções fiscais ou remissões de dívidas, sem expressa autorização da Câmara Legislativa, sob 
pena de nulidade do ato. 
 
Veja que são quatro vedações. A primeira se refere ao fato de que é vedado ao DF manter relações com igrejas, cultos, 
subvencionar (auxiliar financeiramente) ou embaraçar (impedir) o funcionamento, exceto no caso de colaboração de 
interesse público, como por exemplo, a possibilidade de religiosos ingressarem em estabelecimentos prisionais para 
atender e orientar detentos e internos. 
 
A segunda vedação é recusar fé a documentos públicos. Recusar fé é negar a autenticidade de um documento público. 
Assim, não cabe, por exemplo, a um servidor não querer aceitar a apresentação por um particular de um documento 
público. Se se trata de documento público, o servidor deve receber e atender a solicitação daquele particular. 
 
A terceira vedação é subvencionar ou auxiliar com recursos públicos, propaganda político-partidária, ou seja, financiar, 
incentivar com dinheiro público propaganda de partidos políticos. 
 
 
A quarta vedação é sobre doar bens públicos, conceder isenções de impostos ou perdoar (remir) dívidas sem autorização 
da CLDF. Observe que o DF pode até doar bens públicos, conceder isenções de impostos ou perdoar (remir) dívidas, 
DESDE QUE HAJA AUTORIZAÇÃO DA CLDF. 
 
5. DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
A Lei orgânica disciplina também toda a estrutura administrativa do DF: 
→A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes do Distrito Federal obedece aos princípios de 
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, razoabilidade, motivação, transparência, eficiência, interesse 
público, participação popular, e também ao seguinte: 
 
ATENÇÃO: A CF/88 destaca no art. 37 os princípios da Administração Pública, quais sejam, LEGALIDADE, 
IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE E EFICIENCIA – LIMPE. No DF, conforme visto temos o LIMPE TRIMPP. 
Legalidade 
Impessoalidade 
Moralidade 
Publicidade 
Eficiência 
Transparência 
Razoabilidade 
Interesse público 
Motivação 
Participação Popular 
 
DICA DE PROVA: Dos dez princípios aplicáveis à Administração Pública do DF a LODF dedica alguns dispositivos para tratar 
especificamente da PUBLICIDADE, dispondo sobre como deve ser feita a publicidade no âmbito da Administração Pública 
do DF. 
 
Vejamos: 
 
- O princípio da publicidade aduz que os atos praticados pela Administração Pública devem ser públicos, de conhecimento 
de todos. Assim, a LODF determina que: 
 
A administração é obrigada a fornecer certidão ou cópia autenticada de atos, contratos e 
convênios administrativos a qualquer interessado, no prazo máximo de trinta dias, sob pena 
de responsabilidade de autoridade competente ou servidor que negar ou retardar a 
expedição. 
 
 A administração pública é obrigada a fornecer a qualquer cidadão, no prazo máximo de dez 
dias úteis, independentemente de pagamento de taxas ou emolumentos, certidão de atos, 
contratos, decisões ou pareceres, para defesa de seus direitos e esclarecimento de situações 
de interesse pessoal ou coletivo. 
 
 
RESSALTE-SE AINDA QUE A PUBLICIDADE NÃO DEVE CONTER NENHUM CARATER DE PESSOALIDADE, dispondo a LODF 
que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e para as campanhas dos órgãos e entidades da administração 
pública, ainda que não custeada diretamente pelo erário, obedecerá ao seguinte: 
→Ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar 
símbolos, expressões, nomes ou imagens que caracterizem promoção pessoal de 
autoridades ou servidores públicos; 
→Ser suspensa noventa dias antes das eleições, ressalvadas aquelas essenciais ao interesse 
público. 
 
 
IMPORTANTE!! Todavia, a aplicação de tal princípio não é absoluta, já que em algumas situações, é necessária a 
existência de sigilo, conforme disposto em lei. 
 
Ultrapassada as regras sobre o princípio da publicidade a LODF passa a destacar todas as regras de como funcionará a 
Administração Pública. Seguem tais regras: 
 
a) os cargos, os empregos e as funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos 
estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da legislação; 
 
b) a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de 
provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, 
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado, em lei, de livre nomeação e exoneração; 
OBS: O ingresso na Administração Pública do DF deve se dar através de concurso público de PROVAS ou PROVAS E 
TÍTULOS (não é possível a avaliação somente de títulos) para CARGOS EFETIVOS. É possível o ingresso em cargos em 
comissão, onde é livre a nomeação. 
 
c) o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período; 
OBS: não confunda: o prazo de validade é de ATÉ 2 ANOS e não de 2 anos. 
 
d) durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, o aprovado em concurso público de provas ou de 
provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados, para assumir cargo ou emprego na carreira; 
OBS: lembre-se que o aprovado é aquele que passou em concurso público dentro do numero de vagas previstas no edital. 
Ele (o aprovado) possui direito de ser nomeado com prioridade sobre os novos concursados, caso seja aberto um novo 
concurso. 
Os classificados são aqueles que passaram no concurso, porém, alem do numero de vagas previstas. Por isso, não 
possuem o direito de serem nomeados. Para os classificados, há apenas expectativa de direito de nomeação. 
 
e) as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e pelo menos 
cinquenta por cento dos cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos e condições 
previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; 
OBS: as funções de confiança, ou seja, funções de DIREÇÃO, CHEFIA E ASSESSORAMENTO só podem ser destinadas 
exclusivamente àqueles que são servidores ocupantes de cargo efetivo (concursados). 
Os cargos em comissão (de livre nomeação e exoneração) que também se destinam às funções de direção, chefia e 
assessoramento, devem ser preenchidos mediante a destinação de 50% para servidores efetivos, os demais podem ser 
preenchidos por qualquer pessoa. 
Assim, 
 
FUNÇÕES DE CONFIANÇA: exclusivamente servidores efetivos; 
CARGOS EM COMISSÃO: no mínimo 50% de servidores de carreira (efetivos). 
 
OBS IMPORTANTE: Do percentual definido para os cargos em comissão (no mínimo 50 de efetivos) excluem-se os 
cargos em comissão dos gabinetes parlamentares e lideranças partidárias da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Logo, 
os cargos em comissão dos gabinetes parlamentares e lideranças partidárias da Câmara Legislativa do Distrito Federal 
não precisam contar com uma quantidade mínima de efetivos. 
 
f) a lei reservará percentual de cargos e empregos públicos para portadores de deficiência, garantindo as adaptações 
necessárias a sua participação em concursos públicos, bem como definirá critérios de sua admissão; 
OBS: A LODF não estabelece um percentual, mas determina que deve haver uma reserva para deficientes. Com base na 
Lei Complementar n. 840/2011, NO DISTRITO FEDERAL SERAO RESERVADAS 20% DAS VAGAS PARA AS PESSOAS 
PORTADORESDE DEFICIENCIA.  ANOTA AÍ: 20% das vagas e não “até 20% das vagas” (mas isso está na LC 840/11 e 
não na LODF, ok). 
 
 
g) a lei estabelecerá os casos de contratação de pessoal por tempo determinado para atender a necessidade temporária 
de excepcional interesse público; 
 
h) para fins do disposto no art. 37, XI, da Constituição da República Federativa do Brasil, fica estabelecido que a 
remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos, dos membros de qualquer dos 
Poderes e dos demais agentes políticos do Distrito Federal, bem como os proventos de aposentadorias e pensões, não 
poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e 
Territórios, na forma da lei, não se aplicando o disposto neste inciso aos subsídios dos Deputados Distritais; 
OBS: o Teto remuneratório do DF tem como limite o subsídio pago aos Desembargadores do TJ. EXCETO para deputados 
distritais que poderão ultrapassar esse teto. 
 
➔ os acréscimos pecuniários percebidos por servidores públicos não serão computados nem acumulados, para fins 
de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico fundamento; 
➔ a remuneração dos servidores públicos e o subsídio somente podem ser fixados ou alterados por lei específica, 
observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem 
distinção de índices; 
➔ os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo; 
➔ é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de 
pessoal do serviço público; 
 
i) é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários: 
j.1) a de dois cargos de professor; 
j.2) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
j.3) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
 
j) a administração fazendária e seus agentes fiscais, aos quais compete exercer privativamente a fiscalização de tributos 
do Distrito Federal, terão, em suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores 
administrativos, na forma da lei; 
 
l) ressalvada a legislação federal aplicável, ao servidor público do Distrito Federal é proibido substituir, sob qualquer 
pretexto, trabalhadores de empresas privadas em greve; 
 
m) todo agente público, qualquer que seja sua categoria ou a natureza do cargo, emprego, função, é obrigado a declarar 
seus bens na posse, exoneração ou aposentadoria; 
OBS: veja que a LODF não abre exceção: TODO AGENTE PÚBLICO deve declara sés bens na posse, exoneração e 
aposentadoria. 
 
ATENÇÃO: São obrigados a fazer declaração pública anual de seus bens, os seguintes agentes públicos: 
I – Governador; 
II – Vice-Governador; 
III – Secretários de Estado do Distrito Federal; 
IV – diretores de empresas públicas, sociedades de economia mista, autarquias e fundações; 
V – Administradores Regionais; 
VI – Procurador-Geral do Distrito Federal; 
VII – Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal; 
VIII – Deputados Distritais; 
IX – Defensor Público-Geral do Distrito Federal. 
 
 ATENÇÃO: de acordo com o previsto acima, estão EXCLUÍDOS da determinação de declaração anual de bens: 
- Diretor da Polícia Civil 
- Comandante da Polícia Militar 
- Comandante dos bombeiros 
 
Porém, estas autoridades devem declarar seus bens na posse, exoneração e aposentadoria; só não precisam declarar 
anualmente. 
 
→lei disporá sobre cargos que exijam exame psicotécnico para ingresso e acompanhamento psicológico para progressão 
funcional; 
 
→a criação, transformação, fusão, cisão, incorporação, privatização ou extinção de sociedades de economia mista, 
autarquias, fundações e empresas públicas depende de lei específica; 
 
→.A direção superior das empresas públicas, autarquias, fundações e sociedades de economia mista terá representantes 
dos servidores, escolhidos do quadro funcional, para exercer funções definidas, na forma da lei. 
 
→. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria com a remuneração ou subsídio de cargo, emprego 
ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Lei Orgânica, os cargos eletivos e os cargos em 
comissão declarados, em lei, de livre nomeação e exoneração. 
 
 ATENÇÃO: 
➔ É proibida a designação para função de confiança ou a nomeação para emprego ou cargo em comissão, incluídos 
os de natureza especial, de pessoa condenada, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial 
colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena, salvo se 
sobrevier decisão judicial pela absolvição do réu ou pela extinção da punibilidade, por: 
I – ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral; 
II – prática de crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente; 
III – prática de crimes previstos no Estatuto do Idoso; 
 IV – prática de crimes previstos na Lei Maria da Penha. 
 
➔ Fica vedada a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o 
terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo 
de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de 
função gratificada, na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes do Distrito Federal, 
compreendido na vedação o ajuste mediante designações recíprocas. 
 
➔ As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado, prestadoras de serviços públicos, responderão 
pelos danos que seus agentes, nesta qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o 
responsável nos casos de dolo ou culpa. 
 
➔ Os atos de improbidade administrativa importarão suspensão dos direitos políticos, perda da função pública, 
indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação 
penal cabível. 
 
6. DOS SERVIDORES PÚBLICOS 
 
Além de dispor sobre as regras da Administração Pública do DF, a LODF define também alguns direitos sobre os servidores 
públicos do DF. Inclusive é nesse ponto que a LODF acaba indo de encontro ao disposto na LC 840/11. Assim é necessário 
não confundir os dispositivos da LODF com os dispositivos da LC 840/11 e marcar os itens de acordo com o que pede o 
enunciado da questão, ok? 
 
O Distrito Federal instituirá regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, 
autarquias e fundações públicas, nos termos do art. 39 da Constituição Federal. 
 
 ATENÇÃO: esse regime jurídico já foi criado. Em 2011 foi editada a Lei Complementar n.º 840, o regime jurídico do servidor do 
DF. 
 
 
→ A lei assegurará aos servidores da administração direta ISONOMIA (igualdade) de vencimentos para cargos de 
atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas 
as vantagens de caráter individual e as relativas a natureza ou local de trabalho. 
 
 DICA DE PROVA: a lei assegura a igualdade de VENCIMENTOS e não de REMUNERAÇÃO. É possível visualizar uma 
diferença grande de remuneração entre servidores do Executivo e do Legislativo, porém, o VENCIMENTO deve ser igual. 
 
→ Serão remunerados exclusivamente por subsídio, fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer 
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, os agentes públicos 
listados abaixo: 
- membro de Poder (governadores, vice-governadores, deputados, juízes, 
desembargadores) 
- detentor de mandato eletivo 
- Secretários de Estado 
- Administradores Regionais 
- demais casos previstos na Constituição Federal 
 
O pagamento por subsídio é um pagamento “especial”, “diferenciado”, eis que é um pagamento em parcelaúnica vedado 
o acréscimo de adicionais, gratificações, abonos, etc. A princípio ele é previsto, como visto acima, para as autoridades, 
TODAVIA, a LODF prevê a possibilidade de servidores públicos também receberem por subsídio, desde que sejam 
organizados em carreira, vejamos: 
 
Art. 33, § 6º A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira 
pode ser fixada nos termos do § 5º (subsídio). 
 
→ A lei deve disciplinar a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em 
cada órgão, autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade, 
treinamento e desenvolvimento, modernização, reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a 
forma de adicional ou prêmio de produtividade. ASSIM, caso haja economia na utilização de recursos orçamentários, 
esses recursos poderão ser utilizados até como adicional ou prêmio de produtividade para os servidores. 
 
→Às entidades representativas dos servidores públicos do Distrito Federal cabe a defesa dos direitos e interesses 
coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas. 
 
6.1. DIREITOS DOS SERVIDORES DO DF: 
 
Os direitos dos servidores públicos do DF é matéria que COM FREQUENCIA é cobrada em prova e no caso, cobra-se o 
texto literal da LODF. Por isso, é imprescindível a leitura repetitiva de tais direitos, com bastante resolução de exercícios, 
para uma boa memorização. 
 
São direitos dos servidores públicos, sujeitos ao regime jurídico único: 
 
I – gratificação do titular quando em substituição ou designado para responder pelo expediente; 
II – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais, facultado ao Poder Público 
conceder a compensação de horários e a redução da jornada, nos termos da lei; 
III – proteção especial à servidora gestante ou lactante, inclusive mediante a adequação ou mudança temporária de suas funções, 
quando for recomendável a sua saúde ou à do nascituro, sem prejuízo de seus vencimentos e demais vantagens; 
IV – atendimento em creche e pré-escola a seus dependentes, nos termos da lei, bem como amamentação durante o horário do 
expediente, nos 12 primeiros meses de vida da criança; 
V – vedação do desvio de função, ressalvada, sem prejuízo de seus vencimentos, salários e demais vantagens do cargo, emprego 
ou função: 
a) a mudança de função concedida a servidora gestante, sob recomendação médica; 
 
b) a transferência concedida a servidor que tiver sua capacidade de trabalho reduzida em decorrência de acidente ou doença de 
trabalho, para locais ou atividades compatíveis com sua situação. 
VI – recebimento de vale-transporte, nos casos previstos em lei; 
VII – participação na elaboração e alteração dos planos de carreira; 
VIII – promoções por merecimento ou antigüidade, no serviço público, nos termos da lei; 
IX – quitação da folha de pagamento do servidor ativo e inativo da administração direta, indireta e fundacional do Distrito Federal 
até o quinto dia útil do mês subseqüente, sob pena de incidência de atualização monetária, obedecido o disposto em lei. 
X - Direito de greve, exercido nos termos e nos limites definidos na lei complementar. 
XI - É garantido ao servidor público o direito à livre associação sindical, observado o disposto no art. 8º da Constituição Federal. 
XII - Participação na gerência de fundos e entidades para os quais contribui. 
XIII - Licença para atendimento de filho, genitor e cônjuge doente, a homem ou mulher, mediante comprovação por atestado 
médico da rede oficial de saúde do Distrito Federal. 
XIV - Percebimento de adicional de um por cento por ano de serviço público efetivo, nos termos da lei. 
XV - Contagem, para todos os efeitos legais, do período em que o servidor estiver de licença concedida por junta médica oficial. 
XVI - Computar como exercício efetivo, para efeito de progressão funcional ou concessão de licença-prêmio e aposentadoria nas 
carreiras específicas do serviço público, o tempo de serviço prestado por servidor requisitado a qualquer dos Poderes do DF. 
 
6.2. ESTABILIDADE 
 
➔ São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em 
virtude de concurso público. 
 
6.3. PERDA DO CARGO PARA O SERVIDOR ESTÁVEL 
O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de: 
I – em virtude de sentença judicial transitada em julgado; 
II – mediante processo administrativo em que lhe sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa; 
III – mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurado o 
contraditório e a ampla defesa. 
 
 ATENÇÃO 1: Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele REINTEGRADO COM TODOS OS 
DIREITOS E VANTAGENS devidos desde a demissão, e o eventual ocupante da vaga será RECONDUZIDO AO CARGO DE 
ORIGEM, SEM DIREITO A INDENIZAÇÃO, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade remunerada. 
 
 ATENÇÃO 2: Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada 
até seu adequado aproveitamento em outro cargo. 
 
 DICA DE PROVA: a disponibilidade é a situação em que o servidor estável fica “disponível” em casa aguardando o 
chamado da Administração assim que surgir um cargo que possa ocupar. Durante esse período o servidor é remunerado, 
mas apenas proporcionalmente ao tempo de serviço que possui na Administração. 
 
6.4. APOSENTADORIA 
Ao servidor público efetivo, nos termos da Constituição Federal, é assegurado regime próprio de previdência social. 
 
O regime próprio de previdência social, observados os critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, é 
instituído por lei complementar. Assim, não caberá a LODF tratar especificamente sobre regras de aposentadoria, tais 
regras serão definidas em lei complementar. 
 
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES! 
 
OBS 1: O tempo de serviço público federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal será computado integralmente 
para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade. 
ATENÇÃO: caso o servidor do DF tenha sido servidor em qualquer outra esfera do serviço público (federal, estadual 
ou municipal, o tempo de serviço será integralmente contado para a aposentadoria do servido). 
 
 
OBS 2: O benefício de pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor 
falecido, qualquer que seja a causa mortis, até o limite estabelecido em lei. 
ATENÇÃO: a pensão por morte a ser recebida pelos beneficiários do servidor falecido (geralmente mulher e filhos) 
corresponderá à totalidade dos vencimentos que o servidor recebia. 
 
OBS 3: É assegurada a contagem em dobro dos períodos de licença-prêmio não gozados, para efeito de 
aposentadoria. 
ATENÇÃO: esse dispositivo apesar de ainda constar expressamente na LODF é considerado como tacitamente 
revogado pois a Constituição Federal proíbe a contagem fictícia de tempo para aposentadoria. 
 
OBS 4: Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma proporção e na mesma data, sempre que se 
modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios 
ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes de 
reenquadramento, transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na forma 
da lei. 
ATENÇÃO: sempre que houver reajuste na remuneração dos servidores em atividade, deverão ser reajustados os 
proventos dos servidores aposentados, além de lhe serem estendidos quaisquer benefícios ou vantagens concedidos 
aos servidores em atividade. 
 
OBS 5: Lei complementar estabelecerá aposentadoria especial (diferenciada) no caso de exercício de atividades 
consideradas penosas, insalubres ou perigosas, na forma do que dispuser lei federal. 
ATENÇÃO: para os servidores que trabalhem em atividades consideradas insalubres (perigosas paraa saúde), 
perigosas ou penosas, será estabelecida aposentadoria especial (cujo tempo geralmente é menor), através de lei 
complementar. 
 
 
TÍTULO III - DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES 
 
São Poderes do Distrito Federal, independentes e harmônicos entre si, o Executivo e o Legislativo. 
 
 
 
 
A LODF no seu Título III dispõe sobre os poderes do DF, quais sejam, o Executivo que é representado pelo Governador do 
DF e o Poder Legislativo que é representando pela Câmara Legislativa e Deputados Distritais. 
 
A título de disposições gerais sobre os poderes a LODF prevê: 
 
Art. 53. São Poderes do Distrito Federal, independentes e harmônicos entre si, o Executivo e o 
Legislativo. 
§ 1° É vedada a delegação de atribuições entre os Poderes. 
§ 2° O cidadão, investido na função de um dos Poderes, não poderá exercer a de outro, salvo 
as exceções previstas nesta Lei Orgânica 
 
1. DO PODER LEGISLATIVO 
O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Legislativa, composta de Deputados Distritais, representantes do povo, 
eleitos e investidos na forma da legislação federal. Atualmente a Câmara Legislativa é composta por 24 Deputados 
Distritais. 
 
A Câmara Legislativa do Distrito Federal tem sede em Brasília, Capital da República Federativa do Brasil. 
 LEMBRE-SE: o poder judiciário é organizado e mantido pela União. 
 
 
OBS: Poderá a Câmara Legislativa reunir-se temporariamente, em qualquer local do Distrito Federal, por deliberação da 
maioria absoluta de seus membros, sempre que houver motivo relevante e de conveniência pública ou em virtude de 
acontecimento que impossibilite seu funcionamento na sede. 
 
1.2. COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS DA CÂMARA LEGISLATIVA 
O art. 60 da LODF define os assuntos de competência privativa da CLDF, ou seja, assuntos que devem ser definidos apenas 
pela Câmara Legislativa (deputados distritais) sem a necessidade de anuência do governador do DF. 
 
É importante ter uma visão geral dessas competências, porém com o intuito de facilitar o estudo iremos destacar aquelas 
que já foram objeto de provas, ok! 
 
Art. 60. Compete, privativamente, à Câmara Legislativa do Distrito Federal: 
I – eleger os membros da Mesa Diretora e constituir suas comissões; 
II – dispor sobre seu regimento interno, polícia e serviços administrativos; 
III – estabelecer e mudar temporariamente sua sede, o local de suas reuniões, bem como o de suas comissões 
permanentes; 
IV – zelar pela preservação de sua competência legislativa; 
V – criar, transformar ou extinguir cargos de seus serviços, provê-los, e iniciar o processo legislativo para fixar ou modificar 
as respectivas remunerações ou subsídios; 
VI – sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar, configurando crime de 
responsabilidade sua reedição; 
VII – fixar o subsídio do Governador, do Vice-Governador, dos Secretários de Estado do Distrito Federal e dos 
Administradores Regionais, observados os princípios da Constituição Federal; 
VIII – fixar o subsídio dos Deputados Distritais, observados os princípios da Constituição Federal; 
IX – solicitar intervenção federal para garantir o livre exercício de suas atribuições, nos termos dos arts. 34, IV, e 36, I, da 
Constituição Federal; 
X – promover, periodicamente, a consolidação dos textos legislativos com a finalidade de tornar sua consulta acessível 
aos cidadãos; 
XI – dar posse ao Governador e ao Vice-Governador e conhecer da renúncia de qualquer deles; declarar vacância e 
promover as respectivas substituições ou sucessões, nos termos desta Lei Orgânica; 
XII – autorizar o Governador e o Vice-Governador a se ausentarem do Distrito Federal por mais de quinze dias; 
XIII – proceder à tomada de contas do Governador, quando não apresentadas nos prazos estabelecidos; 
XIV – convocar Secretários de Estado do Distrito Federal, dirigentes e servidores da administração direta e indireta do 
Distrito Federal a prestar pessoalmente informações sobre assuntos previamente determinados, importando crime de 
responsabilidade a ausência sem justificativa adequada ou o não atendimento no prazo de trinta dias, bem como a 
prestação de informações falsas, nos termos da legislação pertinente; 
XV – julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos do 
governo; 
XVI – fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta; 
XVII – escolher quatro entre os sete membros do Tribunal de Contas do Distrito Federal; 
XVIII – aprovar previamente, em votação ostensiva, após arguição em sessão pública, a escolha dos titulares do cargo de 
Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal indicados pelo Governador; 
XIX – suspender, no todo ou em parte, a execução de lei ou ato normativo declarado ilegal ou inconstitucional tanto pelo 
Supremo Tribunal Federal quanto pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal nas suas respectivas áreas de competência, 
em sentenças transitadas em julgado; 
XX – aprovar previamente a indicação ou destituição do Procurador-Geral do Distrito Federal; 
XXI – convocar o Procurador-Geral do Distrito Federal e o Defensor Público-Geral do Distrito Federal a prestar informações 
sobre assuntos previamente determinados, no prazo de trinta dias, sujeitando-se estes às penas da lei por ausência 
injustificada; 
XXII – declarar a perda do mandato do Governador e do Vice-Governador; 
XXIII – autorizar, por dois terços dos seus membros, a instauração de processo contra o Governador, o Vice-Governador 
e os Secretários de Estado do Distrito Federal; 
 
XXIV – processar e julgar o Governador nos crimes de responsabilidade, bem como adotar as providências pertinentes, 
nos termos da legislação federal, quanto ao Vice-Governador e aos Secretários de Estado do Distrito Federal, nos crimes 
da mesma natureza ou conexos com aqueles; 
XXV – processar e julgar o Procurador-Geral nos crimes de responsabilidade; 
XXVI – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 80, de 2014.) 
XXVII – aprovar previamente, em votação ostensiva, após arguição pública, a escolha dos membros do Conselho de 
Governo indicados pelo Governador; 
XXVIII – aprovar previamente a alienação de terras públicas com área superior a vinte e cinco hectares e, no caso de 
concessão de uso, com área superior a cinquenta hectares; 
XXIX – apreciar e julgar, anualmente, as contas do Tribunal de Contas do Distrito Federal; 
XXX – receber renúncia de Deputado Distrital e declarar a vacância do cargo; 
XXXI – declarar a perda de mandato de Deputado Distrital, como prevê o art. 63, § 2º; 
XXXII – solicitar ao Governador informação sobre atos de sua competência; 
XXXIII – encaminhar, por intermédio da Mesa Diretora, requerimento de informação aos Secretários de Estado do Distrito 
Federal, implicando crime de responsabilidade, nos termos da legislação pertinente, a recusa ou o não atendimento no 
prazo de trinta dias, bem como o fornecimento de informação falsa; 
XXXIV – apreciar vetos, observando, no que couber, o disposto nos arts. 66 e 67 da Constituição Federal; 
XXXV – aprovar previamente a indicação de presidente de instituições financeiras oficiais do Distrito Federal; 
XXXVI – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 80, de 2014.); 
XXXVII – emendar a Lei Orgânica, promulgar leis, nos casos de silêncio do Governador, expedir decretos legislativos e 
resoluções; 
XXXVIII – regulamentar as formas de participação popular previstas nesta Lei Orgânica; 
XXXIX – indicar membros do Conselho de Governo, nos termos do art. 108, V; 
XL – (Inciso revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 28, de 1999.); 
XLI – conceder título de cidadão benemérito ou honorário, nos termos do regimento interno; 
XLII – autorizar referendo e convocar plebiscito. 
 
1.3. DOS DEPUTADOS DISTRITAIS 
Como já afirmado, a Câmara Legislativa do DF é composta por 24 deputados distritais. A LODF prevê as prerrogativas dos 
deputados distritais que serão comentadas abaixo: 
 
1.3.1. IMUNIDADE MATERIAL 
Os Deputados Distritais sãoinvioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. 
 
Assim, os deputados não responderam nem civilmente (mediante o pagamento de indenização) nem criminalmente por 
suas palavras, opiniões e votos, desde que estejam atuando na qualidade de deputados. 
 
 Mas é importante lembrar que essa imunidade não abarca os crimes cometidos pelo parlamentar fora do mandato. 
 
1.3.2. IMUNIDADE FORMAL OU Foro especial por prerrogativa de função 
Os Deputados Distritais, desde a expedição do diploma, serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do 
Distrito Federal e Territórios. 
• UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE!!! A imunidade formal dos deputados distritais é adquirida no momento em 
que é expedido o diploma. A diplomação é o ato pela qual a Justiça eleitoral atesta quem são os eleitos com a 
entrega do diploma devidamente assinado. A cerimônia da diplomação é ato pelo qual a justiça eleitoral testa 
que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e marca o fim do processo eleitoral. Ela é realizada até o dia 
19 de dezembro do ano da eleição. Perceba que a posse só irá ocorrer em 1º de janeiro do ano seguinte ao da 
eleição, porém, a prerrogativa de foro especial já é adquirida desde a diplomação. 
 
1.3.3. IMUNIDADE PRISIONAL 
Desde a expedição do diploma, os membros da Câmara Legislativa não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime 
inafiançável. 
 
 ATENÇÃO!!! A prisão só é cabível se o deputado cometer crime inafiançável. São inafiançáveis os crimes de racismo, 
tortura, tráfico ilícito de entorpecentes, terrorismo, ação de grupos armados contra a ordem constitucional e o Estado 
Democrático, bem como os crimes definidos como hediondos. E um detalhe importante: deve estar em situação de 
flagrante. Caso cometa um crime inafiançável, mas não seja pego em flagrante, não poderá ser preso. 
 
Excetuando os crimes inafiançáveis, não caberá nenhum tipo de prisão, nem preventiva, nem temporária. O deputado 
responderá em liberdade o processo, exceto em flagrante de crime inafiançável. 
 
ATENÇÃO 2!!!! No caso de flagrante de crime inafiançável os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas 
à Câmara Legislativa, para que, pelo voto da maioria de seus membros, resolva sobre a prisão. Assim, mesmo sendo preso 
por crime inafiançável, a CLDF pode determinar que o deputado seja solto. 
 
1.3.4. IMUNIDADE PROCESSUAL 
Recebida a denúncia contra o Deputado Distrital por crime ocorrido após a diplomação, o Tribunal de Justiça do Distrito 
Federal e Territórios dará ciência à Câmara Legislativa, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo 
voto da maioria de seus membros, poderá, até a decisão final, sustar o andamento da ação. 
 
Sustar é o mesmo que suspender. Assim, após tomar conhecimento de crime ocorrido após a diplomação, a Câmara 
Legislativa pelo voto da maioria de seus membros poderá suspender o andamento da ação penal e assim a ação ficará 
parada aguardando uma decisão final da Câmara. 
 
IMPORTANTE: O pedido de sustação será apreciado pela Câmara Legislativa no prazo improrrogável de quarenta e 
cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. A sustação do processo suspende a prescrição, enquanto durar o 
mandato. 
 
1.3.5. IMUNIDADE PROBATÓRIA OU NÃO OBRIGATORIEDADE DE TESTEMUNHAR 
Os Deputados Distritais não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do 
exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações 
 
1.4. DAS VEDAÇÕES 
 
Os Deputados Distritais não poderão: 
I – desde a expedição do diploma: 
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia 
mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes; 
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum (cargos em 
comissão) nas entidades constantes da alínea anterior; 
II – desde a posse: 
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica 
de direito público, ou nela exercer função remunerada; 
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades referidas no inciso I, “a” (pessoa jurídica de 
direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público); 
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, “a” (pessoa jurídica de 
direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público); 
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. 
 
☺ Vamos a algumas explicações, né! 
 
A LODF prevê as vedações aplicáveis aos deputados, ou seja, aquilo que eles não poderão fazer. 
 
Observe um detalhe importante: algumas vedações se aplicam desde a expedição do diploma (que já explicamos no 
tópico imunidade formal). Outras vedações só se aplicam após o deputado tomar posse. 
 
 
Assim, desde a expedição do diploma, o deputado não poderá fechar contrato ou manter um contrato que já tenha com 
as pessoas jurídicas de Direito Público (União, Estados, DF, Municípios), com as autarquias, as fundações públicas, 
empresas públicas, sociedades de economia mista ou empresas concessionárias de serviço público (terceirizadas), exceto 
se o contrato obedecer cláusulas uniformes. Cláusulas uniformes são aquelas fixadas por apenas uma das partes, são 
contratos em que uma das partes é quem “manda”, quem define todas as condições. Nesse caso, se o contrato tiver 
cláusulas uniformes (fixadas somente pelas entidades públicas), o Deputado poderá fechar ou manter o contrato. 
 
Também é proibido ao deputado, desde a expedição do diploma, aceitar cargo função ou emprego remunerado nas 
pessoas jurídicas de Direito Público (União, Estados, DF, Municípios), com as autarquias, as fundações públicas, empresas 
públicas, sociedades de economia mista ou empresas concessionárias de serviço público (terceirizadas). A lei veda, 
inclusive, que o deputado ocupe cargos demissíveis ad nutum. “Ad nutum” significa livremente, ou seja, cargos em 
comissão que são de livre nomeação e exoneração. O que a LODF quis dizer é que o deputado não pode ocupar nem 
mesmo os cargos que são de ocupação precária, que podem ser retirados a qualquer tempo, os cargos em comissão. 
Porém, perceba que a vedação é apenas se o cargo, função ou emprego for remunerado. Se não houver remuneração, o 
deputado PODERÁ aceitar o cargo, o emprego ou a função. 
 
Agora vamos comentar as proibições que só existirão após o deputado tomar posse (isso quer dizer que mesmo com a 
expedição de diploma ele poderá fazer, só sendo proibido assim que tomar posse, em 1º de janeiro do ano seguinte ao 
da eleição). Vamos lá: não poderá ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze algum favor decorrente 
de contrato com a União, Estados, DF ou municípios ou exercer função remunerada em empresa que goze de algum favor. 
Não poderá ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum (cargos em comissão) nas pessoas jurídicas de 
direito público (União, Estados, DF e Municípios), autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa 
concessionária de serviço público). Perceba que nesse caso, mesmo sem remuneração não poderá ocupar o cargo ou 
emprego. 
 
 Também não poderá, desde a posse, patrocinar causa (ou seja, defender uma causa, advogar uma causa) em que sejam 
interessadas as pessoas jurídicas de direito público (União, Estados, DF e Municípios), autarquia, empresa pública, 
sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. 
 
Por fim, desde a posse, o deputado não poderá ser titular de mais de um cargo eletivo. Exemplo: ser deputado no DF e 
vereador no Goiás. Ser deputado no DF e Prefeito de Formosa do Rio Preto-BA. Não poderá ter dois cargos eletivos(cargos 
que são ocupados via eleição). 
 
1.5. PERDA DO MANDATO DO DEPUTADO DISTRITAL 
Perderá o mandato o Deputado Distrital: 
I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no tópico anterior; 
II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; 
III – que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias, salvo licença ou missão 
autorizada pela Câmara Legislativa; 
IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; 
V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal; 
VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado; 
VII – que utilizar-se do mandato para a prática de atos de corrupção ou improbidade administrativa. 
 
ATENÇÃO: 
- É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas 
asseguradas ao Deputado Distrital ou a percepção de vantagens indevidas. 
- Nos casos dos incisos I (infringir qualquer das proibições/vedações), II (procedimento for declarado incompatível com o 
decoro parlamentar), VI (sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado) e VII (utilizar-se do mandato 
para a prática de atos de corrupção ou improbidade administrativa), a perda do mandato é decidida por maioria absoluta 
dos membros da Câmara Legislativa, em votação ostensiva, mediante provocação da Mesa Diretora ou de partido político 
representado na Casa, assegurada ampla defesa. 
 
 
Assim, a perda do mandato não é automática. Por exemplo, se o deputado sofrer condenação criminal em sentença 
transitada em julgado, por si só essa condenação não acarretaria a perda do mandato. Após a condenação é a Câmara 
quem vai decidir se o deputado perderá ou não o mandato. Logo, poderá acontecer de o deputado ter uma condenação 
criminal transitada em julgado e mesmo assim, a Câmara Legislativa manter o mandato do deputado. Nessas quatro 
hipóteses (I, II, VI e VII) não basta a situação em si, a Câmara legislativa é quem vai decidir se ocorrerá a perda do mandato. 
 
Nos casos previstos nos incisos III a V (deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões 
ordinárias, salvo licença ou missão autorizada pela Câmara Legislativa; perder ou tiver suspensos os direitos políticos; 
quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na Constituição Federal), a perda será declarada pela Mesa 
Diretora, de ofício ou mediante provocação de qualquer dos membros da Câmara Legislativa ou de partido político nela 
representado, assegurada ampla defesa. 
 
1.6. SITUAÇÕES EM QUE NÃO OCORRERÁ A PERDA DO MANDATO 
 
Não perderá o mandato o Deputado Distrital: 
I – investido na função de Ministro de Estado, Secretário executivo de Ministério ou equivalente, Secretário de Estado do 
Distrito Federal, Administrador Regional, Chefe de Missão Diplomática Temporária ou dirigente máximo de Autarquia, 
Fundação Pública, Agência, Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista pertencentes à Administração Pública 
Federal e Distrital; 
II – licenciado pela Câmara Legislativa por motivo de doença ou para tratar, sem remuneração, de interesse particular 
desde que, neste caso, o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. 
 
O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura nas funções acima descritas ou no caso de licença do 
deputado superior a cento e vinte dias. 
 
Assim, se o Deputado Distrital for nomeado Administrador Regional, por exemplo, não perderá o mandato. Ele poderá 
assumir o cargo de administrador Regional e o suplente irá ocupar o cargo de deputado. Quando o deputado deixar de 
ser administrador regional poderá reassumir seu cargo. O suplente será, nesse caso, apenas o substituto. 
 
Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la, se faltarem mais de quinze meses para o 
término do mandato. 
 
Na hipótese do deputado ser investido na função de Ministro de Estado, Secretário executivo de Ministério ou 
equivalente, Secretário de Estado do Distrito Federal, Administrador Regional, Chefe de Missão Diplomática Temporária 
ou dirigente máximo de Autarquia, Fundação Pública, Agência, Empresa Pública ou Sociedade de Economia Mista 
pertencentes à Administração Pública Federal e Distrital, poderá optar pela remuneração de seu mandato. 
 
1.7. DO FUNCIONAMENTO DA CÂMARA LEGISLATIVA 
A Câmara Legislativa reunir-se-á, anualmente, em sua sede, de 1º de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de 
dezembro. As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subsequente, quando 
recaírem em sábados, domingos ou feriados. 
 
Assim, os trabalhos da Câmara Legislativa iniciam-se em 1º de fevereiro e vai até o dia 30 de junho, entrando em recesso 
parlamentar no 1º de julho até o dia 30 de julho. Os trabalhos retornam em 1º de agosto encerrando em 15 de dezembro, 
após o qual se inicia outro recesso parlamentar que vai de 16 de dezembro a 31 de janeiro. 
 
Durante o recesso, haverá uma comissão representativa da Câmara Legislativa, com atribuições definidas no regimento 
interno, cuja composição reproduzirá, tanto quanto possível, a proporcionalidade da representação partidária, eleita na 
última sessão ordinária de cada sessão legislativa. 
 
A sessão legislativa não será interrompida (em 30 de junho) sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias 
- LDO, nem encerrada (em 15 de dezembro) sem a aprovação do projeto de lei do orçamento - LOA. 
 
 
 Explicando melhor: os deputados não poderão entrar em recesso parlamentar em julho, ou seja, interromper a sessão 
legislativa (a interrupção se dá em 30 de junho) sem votar a lei de diretrizes orçamentárias, que é a lei que vai definir o 
que é prioritário e as regras do orçamento, bem como não poderão encerrar a sessão legislativa (o encerramento se dá 
em 15 de dezembro) sem a aprovação da Lei do orçamento que é a lei que estabelece as despesas e as receitas que serão 
realizadas no próximo ano. 
 
A LODF prevê a possibilidade de convocação extraordinária da Câmara Legislativa, ou seja, a convocação dos deputados 
para apreciar algum assunto que não estava previsto nas pautas de apreciação ordinária da Câmara. Essa convocação 
extraordinária poder ser feita: 
I – pelo Presidente, nos casos de: 
a) decretação de estado de sítio ou estado de defesa que atinja o território do Distrito Federal; 
b) intervenção no Distrito Federal; 
c) recebimento dos autos de prisão de Deputado Distrital, na hipótese de flagrante de crime inafiançável; 
d) posse do Governador e do Vice-Governador; 
II – pela Mesa Diretora ou a requerimento de um terço dos Deputados que compõem a Câmara Legislativa, para 
apreciação de ato do Governador do Distrito Federal que importe crime de responsabilidade; 
III – pelo Governador do Distrito Federal, pelo Presidente da Câmara Legislativa ou a requerimento da maioria dos seus 
membros, em caso de urgência ou interesse público relevante; 
IV – pela comissão representativa prevista no art. 68, § 5º, nas hipóteses estabelecidas nesta Lei Orgânica. 
 
IMPORTANTE!!!! Na sessão legislativa extraordinária, a Câmara Legislativa somente deliberará sobre a matéria para 
a qual tiver sido convocada. 
 
1.8. DAS COMISSÕES 
A Câmara Legislativa terá comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no 
seu regimento interno ou no ato legislativo de que resultar sua criação. A título de exemplo, temos a Comissão de 
Constituição e Justiça que é responsável por avaliar a constitucionalidade dos textos de lei a serem votados na Casa. 
 
Na composição de cada comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos 
blocos parlamentares com participação na Câmara Legislativa. 
 
Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe: 
I – apreciar e emitir parecer sobre proposições, na forma do regimento interno da Câmara Legislativa; 
II – realizar audiênciaspúblicas com entidades representativas da sociedade civil; 
III – convocar Secretários de Estado do Distrito Federal, dirigentes e servidores da administração pública direta e indireta 
do Distrito Federal e o Procurador-Geral a prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições; 
IV – receber petições, reclamações, representações ou queixas contra atos ou omissões das autoridades ou entidades 
públicas; 
V – solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão; 
VI – apreciar programas de obras, planos regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer; 
VII – fiscalizar os atos que envolvam gastos de órgãos e entidades da administração pública. 
 
1.8.1 Comissões Parlamentares de Inquérito - CPI 
 
Às comissões parlamentares de inquérito aplica-se o seguinte: 
I – são criadas mediante requerimento: 
a) de um terço dos membros da Câmara Legislativa; 
b) de iniciativa popular, com o mínimo de subscritores previsto no art. 76; 
II – destinam-se à apuração de fato determinado e por prazo certo; 
III – têm poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos em lei e no regimento 
interno da Câmara Legislativa; 
IV – o requerimento, atendidas as formalidades regimentais, independe de aprovação; 
 
V – a instalação de comissão parlamentar de inquérito de iniciativa popular tem precedência sobre as demais e não pode 
ser inviabilizada em razão de formalidades regimentais; 
VI – suas conclusões, se for o caso, devem ser encaminhadas ao Tribunal de Contas, ao Ministério Público ou à 
Procuradoria-Geral do Distrito Federal, para que promovam, conforme o caso, a responsabilidade civil, criminal, 
administrativa ou tributária do infrator. 
 
1.9. DO PROCESSO LEGISLATIVO 
 
O processo legislativo se refere às leis que podem ser criadas pela Câmara Legislativa. 
 
O processo legislativo compreende a elaboração de: 
I – emendas à Lei Orgânica; 
II – leis complementares; 
III – leis ordinárias; 
IV – decretos legislativos; 
V – resoluções. 
 
1.10. DAS EMENDAS À LEI ORGÂNICA 
 
Emendas são alterações que são feitas na LODF. Como a LODF foi promulgada em 1993 com o passar do tempo e a 
evolução da sociedade é necessário atualizar ou alterar a LODF e isso se dá através das emendas à Lei Orgânica. 
 
A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta: 
I – de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Legislativa; 
II – do Governador do Distrito Federal; 
III – de cidadãos, mediante iniciativa popular assinada, no mínimo, por um por cento dos eleitores do Distrito Federal 
distribuídos em, pelo menos, três zonas eleitorais, com não menos de três décimos por cento do eleitorado de cada uma 
delas. 
 
A proposta será discutida e votada em dois turnos, com interstício mínimo de dez dias, e considerada aprovada se obtiver, 
em ambos, o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara Legislativa. 
 
Não será objeto de deliberação a proposta de emenda que ferir princípios da Constituição Federal. 
 
A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta 
na mesma sessão legislativa. 
 
A Lei Orgânica não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio. 
 
1.11. DAS LEIS 
 
A iniciativa das leis complementares e ordinárias, observada a forma e os casos previstos na Lei Orgânica, cabe: 
I – a qualquer membro ou comissão da Câmara Legislativa; 
II – ao Governador; 
III – aos cidadãos; 
IV – ao Tribunal de Contas, nas matérias de sua competência (organização interna); 
V – à Defensoria Pública, nas matérias de sua competência (organização interna); 
 
Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal a iniciativa das leis que disponham sobre: 
I – criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta, autárquica e fundacional, ou aumento de 
sua remuneração; 
II – servidores públicos do Distrito Federal, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria; 
III – organização da Procuradoria-Geral do Distrito Federal; 
 
IV – criação, estruturação, reestruturação, desmembramento, extinção, incorporação, fusão e atribuições das Secretarias 
de Estado do Distrito Federal, órgãos e entidades da administração pública; 
V – plano plurianual, orçamento anual e diretrizes orçamentárias; 
VI – plano diretor de ordenamento territorial, lei de uso e ocupação do solo, plano de preservação do conjunto urbanístico 
de Brasília e planos de desenvolvimento local; 
VII – afetação, desafetação, alienação, aforamento, comodato e cessão de bens imóveis do Distrito Federal. 
 
 Explicando melhor: Nos assuntos acima, a iniciativa da lei compete ao governador, mas ele depende da aprovação da 
Câmara Legislativa (deputados distritais). 
 
➔ Não será objeto de deliberação proposta que vise a conceder gratuidade ou subsídio em serviço público prestado 
de forma indireta, sem a correspondente indicação da fonte de custeio. 
➔ O Governador do Distrito Federal pode solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. 
➔ Se a Câmara Legislativa não se manifestar sobre a proposição em até quarenta e cinco dias, esta deverá ser 
incluída na Ordem do Dia, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, para que se ultime a 
votação. Os prazos não correm nos períodos de recesso da Câmara Legislativa, nem se aplicam a projetos de 
código e de emendas a esta Lei Orgânica. 
➔ Aprovado o projeto de lei, na forma regimental, será ele enviado ao Governador que, aquiescendo, o sancionará 
e promulgará. 
➔ Se o Governador do Distrito Federal considerar o projeto de lei, no todo ou em parte, inconstitucional ou 
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze dias úteis, contados da data 
do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e oito horas, os motivos do veto ao Presidente da Câmara 
Legislativa. 
• O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, parágrafo, inciso ou alínea. 
 
➔ Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Governador importará sanção. 
➔ Se o veto não for mantido, será o projeto enviado ao Governador para promulgação. 
 
Esgotado, sem deliberação no prazo de 30 dias do recebimento do projeto, o veto será incluído na Ordem do Dia da 
sessão imediata, sobrestadas as demais proposições até a sua votação final, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria 
absoluta dos Deputados, em votação ostensiva. 
 
Se a lei não for promulgada em quarenta e oito horas pelo Governador, após ter sido sancionado tacitamente ante a falta 
de sanção expressa do governador, o Presidente da Câmara Legislativa a promulgará e, se este não o fizer em igual prazo, 
caberá ao Vice-Presidente fazê-lo. 
 
➔ A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo 
projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara 
Legislativa. 
➔ Caso o projeto de lei seja vetado durante o recesso da Câmara Legislativa, o Governador 
comunicará o veto à comissão que ficará atuando durante o recesso, e, dependendo da urgência e da relevância 
da matéria, poderá convocar a Câmara Legislativa para sobre ele se manifestar, mediante uma convocação 
extraordinária. 
 
As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta dos Deputados da Câmara Legislativa e receberão 
numeração distinta das leis ordinárias. Constituirão leis complementares, entre outras: 
I – a lei de organização do Tribunal de Contas do Distrito Federal; 
II – o regime jurídico dos servidores públicos civis; 
III – a lei de organização da Procuradoria-Geral do Distrito Federal; 
IV – o código tributário do Distrito Federal; 
V – a lei que dispõe sobre as atribuições do Vice-Governador do Distrito Federal; 
VI – a lei que dispõe sobre a organização do sistema de educação do Distrito Federal; 
VII – a lei de organização da previdência dos servidores públicos do Distrito Federal; 
 
VIII – a lei que dispõe sobreo plano diretor de ordenamento territorial do Distrito Federal; 
IX – a lei que dispõe sobre a Lei de Uso e Ocupação do Solo; 
X – a lei que dispõe sobre o plano de preservação do conjunto urbanístico de Brasília; 
XI – a lei que dispõe sobre o plano de desenvolvimento local. 
XII – a lei de organização e funcionamento da Defensoria Pública do Distrito Federal. 
 
1.12. DA INICIATIVA POPULAR 
 
Uma das formas de soberania popular no DF é a iniciativa popular, como já visto lá no título I, art. 5º. A iniciativa popular 
é um projeto de lei redigido por qualquer cidadão que o apresentará à Câmara legislativa. É possível que a uma emenda 
à LODF se dê através de um projeto de iniciativa popular. 
 
A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara Legislativa de emenda à Lei Orgânica, por qualquer 
cidadão ou de projeto de lei devidamente articulado, justificado e subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado 
do Distrito Federal, distribuído por três zonas eleitorais, assegurada a defesa do projeto por representantes dos 
respectivos autores perante as comissões nas quais tramitar. 
 
1.13. DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL E FINANCEIRA 
 
A fiscalização das contas públicas no geral deve ser feita pela Câmara Legislativa. Chamamos essa fiscalização de controle 
externo. Todos os órgãos e entidades da Administração Pública devem prestar contas, inclusive qualquer pessoa física ou 
jurídica pública ou privada que utilize, guarde, arrecade, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos. 
 
Diante disso, dispõe a LODF que a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do Distrito 
Federal e das entidades da administração direta, indireta e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público, 
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação de subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela 
Câmara Legislativa, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. 
 
Deve prestar contas qualquer pessoa física ou jurídica pública ou privada que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou 
administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais o Distrito Federal responda, ou que, em nome deste, assuma 
obrigações de natureza pecuniária. 
 
Caberá ao Tribunal de Contas do DF auxiliar a CLDF. Veja que a fiscalização contábil e financeira (controle externo) deve 
ser feita pela Câmara Legislativa, mas ela será auxiliada pelo TCDF. 
 
Nesse auxílio, competirá ao Tribunal de Contas do DF: 
I – apreciar as contas anuais do Governador, fazer sobre elas relatório analítico e emitir parecer prévio no prazo de 
sessenta dias, contados do seu recebimento da Câmara Legislativa; 
II – julgar as contas: 
a) dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores da administração direta e indireta ou que 
estejam sob sua responsabilidade, incluídos os das fundações e sociedades instituídas ou mantidas pelo Poder Público do 
Distrito Federal, bem como daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo 
ao erário; 
b) dos dirigentes ou liquidantes de empresas incorporadas, extintas, liquidadas ou sob intervenção ou que, de qualquer 
modo, venham a integrar, provisória ou definitivamente, o patrimônio do Distrito Federal ou de outra entidade da 
administração indireta; 
c) daqueles que assumam obrigações de natureza pecuniária em nome do Distrito Federal ou de entidade da 
administração indireta; 
d) dos dirigentes de entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado que recebam contribuições, 
subvenções, auxílios e afins, até o limite do patrimônio transferido; 
III – apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal, a qualquer título, na administração 
direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as nomeações para cargo 
 
de provimento em comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as 
melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório; 
IV – avaliar a execução das metas previstas no plano plurianual, nas diretrizes orçamentárias e no orçamento anual; 
V – realizar, por iniciativa própria, da Câmara Legislativa ou de alguma de suas comissões técnicas ou de inquérito, 
inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades 
administrativas dos Poderes Executivo e Legislativo do Distrito Federal: 
a) da estimativa, lançamento, arrecadação, recolhimento, parcelamento e renúncia de receitas; 
b) dos incentivos, transações, remissões e anistias fiscais, isenções, subsídios, benefícios e afins, de natureza financeira, 
tributária, creditícia e outras concedidas pelo Distrito Federal; 
c) das despesas de investimento e custeio, inclusive à conta de fundo especial, de natureza contábil ou financeira; 
d) das concessões, cessões, doações, permissões e contratos de qualquer natureza, a título oneroso ou gratuito, e das 
subvenções sociais ou econômicas, dos auxílios, contribuições e doações; 
e) de outros atos e procedimentos de que resultem variações patrimoniais; 
VI – fiscalizar as aplicações do Poder Público em empresas de cujo capital social o Distrito Federal participe de forma direta 
ou indireta, nos termos do respectivo ato constitutivo; 
VII – fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados ao Distrito Federal ou pelo mesmo, mediante convênio, 
acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres; 
VIII – prestar as informações solicitadas pela Câmara Legislativa ou por qualquer de suas comissões técnicas ou de 
inquérito sobre a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de 
auditorias e inspeções realizadas; 
IX – aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, 
a qual estabelecerá, entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário; 
X – assinalar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, 
verificada a ilegalidade; 
XI – sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a decisão à Câmara Legislativa; 
XII – representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados; 
XIII – comunicar à Câmara Legislativa qualquer irregularidade verificada na gestão ou nas contas públicas, enviando-lhe 
cópias dos respectivos documentos; 
XIV – apreciar e apurar denúncias sobre irregularidades e ilegalidades dos atos sujeitos a seu controle. 
 
1.14. DO TRIBUNAL DE CONTAS 
O Tribunal de Contas do Distrito Federal, integrado por sete Conselheiros, tem sede na cidade de Brasília, quadro próprio 
de pessoal e jurisdição em todo o território do Distrito Federal, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 
96 da Constituição Federal (eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, organizar suas secretarias 
e serviços auxiliares, etc). 
 
Os Conselheiros do Tribunal serão nomeados entre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: 
I – mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade; 
II – idoneidade moral e reputação ilibada; 
III – notáveis conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública; 
IV – mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados 
no inciso anterior. 
 
Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal serão escolhidos: 
I – três pelo Governador do Distrito Federal, com a aprovação da Câmara Legislativa, sendo um de livre escolha, e dois 
alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo 
Tribunal, segundo os critérios de antiguidade e merecimento; 
II – quatro pela Câmara Legislativa. 
 
Os Conselheiros do Tribunal de Contas têm as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentose subsídio dos 
Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, aplicando-se-lhes, quanto a aposentadoria e 
pensão, as normas do art. 41 (normas específicas sobre o regime próprio de previdência do DF). 
 
 
Os Conselheiros, nas suas faltas e impedimentos, serão substituídos por Auditores, na forma da lei. 
 
Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal farão declaração pública de bens, no ato da posse e no término 
do exercício do cargo. 
 
É proibida a nomeação para o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal de pessoa que tenha 
praticado ato tipificado como causa de inelegibilidade prevista na legislação eleitoral. 
 
Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal, ainda que em disponibilidade, não poderão exercer outra 
função pública, nem qualquer profissão remunerada, salvo uma de magistério, nem receber, a qualquer título ou 
pretexto, participação nos processos, bem como dedicar-se à atividade político-partidária, sob pena de perda do cargo. 
 
2. PODER EXECUTIVO 
O Poder Executivo é exercido pelo Governador do Distrito Federal e auxiliado pelos Secretários de Estado. O mandato 
do Governador do DF será de quatro anos, permitida a reeleição para um único período subseqüente, e sua eleição 
importa na do Vice-Governador. 
 
→São condições de elegibilidade (para se candidatar) para Governador e Vice-Governador do Distrito Federal: 
I – nacionalidade brasileira; 
II – pleno exercício dos direitos políticos; 
III – domicílio eleitoral na circunscrição do Distrito Federal pelo prazo fixado em lei; 
IV – filiação partidária; 
V – idade mínima de trinta anos; 
VI – alistamento eleitoral. 
 
→ Será considerado eleito Governador do Distrito Federal o candidato que, registrado por partido político, obtiver a 
maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos. Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta no 
primeiro turno, faz-se nova eleição, na qual concorrem os dois candidatos mais votados, sendo considerado eleito o que 
obtiver a maioria dos votos válidos. 
→ O Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal tomarão posse em sessão da Câmara Legislativa, quando 
prestarão o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição Federal e a Lei Orgânica, observar as leis e 
promover o bem geral do povo do Distrito Federal. 
OBS: Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Governador ou o Vice-Governador do Distrito Federal, salvo 
motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será declarado vago 
→O Governador e o Vice-Governador deverão residir no Distrito Federal. 
→O Governador e o Vice-Governador não poderão, sem licença da Câmara Legislativa, ausentar-se do Distrito Federal 
por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo. 
→ O Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal poderão afastar-se durante trinta dias, a título de férias, em 
cada ano de seu mandato. 
→ O Governador e o Vice-Governador deverão, no ato da posse e no término do mandato, fazer declaração pública de 
bens. 
 
2.1. VACÂNCIA DOS CARGOS DE GOVERNADOR E VICE-GOVERNADOR 
 
A LODF dispõe nos artigos 92 e seguintes a possibilidade de vacância dos cargos de governador e vice-governador do DF: 
no caso de ausência, impedimento ou vacância definitiva do cargo de Governador, caberá ao Vice-Governador substituí-
lo.Todavia, se houver a vacância de ambos os cargos (governador e vice) serão sucessivamente chamados ao exercício da 
chefia do Poder Executivo o Presidente da Câmara Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e 
Territórios. 
 
Assim, caso ocorra uma situação em que o governador e o vice-governador venham a perder os cargos, a chefia do Poder 
Executivo caberá ao Presidente da CLDF e se ele não puder assumir, o Presidente do Tribunal de Justiça do DF. O 
Presidente da CLDF ou do TJDFT assumirá apenas interinamente para que novas eleições sejam realizadas. 
 
 
Se a vacância dos cargos de governador e vice-governador nos primeiros dois anos de mandato deles, assumirá, como já 
vimos o Presidente da CLDF ou do TJDFT interinamente e serão realizadas eleições gerais (com a participação da 
população) no prazo de 90 dias após a abertura da última vaga para escolha de novos governador e vice-governador. 
 
Todavia, se a vacância ocorrer nos últimos dois anos do mandato, a eleição para ambos os cargos será feita 30 dias depois 
da última vaga, pela Câmara Legislativa, na forma da lei. 
 
Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. É que se chama mandato “tampão”. 
 
2.3. PRINCIPAIS ATRIBUIÇÕES DO GOVERNADOR: 
Compete privativamente ao Governador do Distrito Federal: 
I – representar o Distrito Federal perante o Governo da União e das Unidades da Federação, bem como em suas relações 
jurídicas, políticas, sociais e administrativas; 
II – nomear os membros do Conselho de Educação do Distrito Federal; 
III – nomear e exonerar Secretários de Estado do Distrito Federal; 
IV – exercer, com auxílio dos Secretários de Estado do Distrito Federal, a direção superior da administração do Distrito 
Federal 
V – exercer o comando superior da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, e promover seus 
oficiais; 
• A nomeação do Diretor-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal dá-se por indicação em lista tríplice elaborada 
pelos Delegados de Polícia e Policiais Civis do Distrito Federal. 
VI – iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei Orgânica; 
VII – sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução; 
IX – vetar projetos de lei, total ou parcialmente; 
X – dispor sobre a organização e o funcionamento da administração do Distrito Federal, na forma desta Lei Orgânica; 
XI – remeter mensagem à Câmara Legislativa por ocasião da abertura da sessão legislativa, expondo a situação do Distrito 
Federal e indicando as providências que julgar necessárias; 
XII – nomear os Conselheiros do Tribunal de Contas do Distrito Federal, após a aprovação pela Câmara Legislativa 
XIII – nomear e destituir o Procurador-Geral do Distrito Federal, na forma da lei; 
XIV – nomear os membros do Conselho de Governo, a que se refere o art. 108; 
XV – nomear e destituir presidente de instituições financeiras controladas pelo Distrito Federal, após a aprovação pela 
Câmara Legislativa; 
XVI – enviar à Câmara Legislativa projetos de lei relativos a plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, 
dívida pública e operações de crédito; 
XVII – prestar anualmente à Câmara Legislativa, no prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa, as contas 
referentes ao exercício anterior; 
XVIII – prover e extinguir os cargos públicos do Distrito Federal, na forma da lei; 
XIX – nomear e destituir diretores de sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações mantidas pelo Poder 
Público; 
XX – subscrever ou adquirir ações, realizar ou aumentar capital, desde que haja recursos disponíveis, de sociedade de 
economia mista ou de empresa pública, bem como dispor, a qualquer título, no todo ou em parte, de ações ou capital 
que tenham subscrito, adquirido, realizado ou aumentado, mediante autorização da Câmara Legislativa; 
XXI – delegar, por decreto, a qualquer autoridade do Executivo atribuições administrativas que não sejam de sua exclusiva 
competência; 
XXII – solicitar intervenção federal na forma estabelecida pela Constituição da República; 
XXIII – celebrar ou autorizar convênios, ajustes ou acordos com entidades públicas ou particulares, na forma da legislação 
em vigor; 
XXIV – realizar operações de crédito autorizadas pela Câmara Legislativa; 
XXV – decretar situação de emergência e estado de calamidade pública no Distrito Federal; 
XXVI – praticar os demais atos de administração, nos limites da competência do Poder Executivo; 
XXVII – nomear, dispensar, exonerar, demitir e destituir servidores da administraçãopública direta, autárquica e 
fundacional. 
 
XXVIII – nomear e destituir o Defensor Público-Geral do Distrito Federal, na forma da lei; 
 
2.4. RESPONSABILIDADE DO GOVERNADOR 
 
A LODF define os crimes de responsabilidade que podem ser cometidos pelo governador do DF. Esses crimes são julgados 
pela CLDF e podem gerar o impeachment do governador. São crimes considerados graves para um agente político. 
 
Dessa forma, são crimes de responsabilidade os atos do Governador do Distrito Federal que atentem contra a 
Constituição Federal, contra esta Lei Orgânica e, especialmente, contra: 
I – a existência da União e do Distrito Federal; 
II – o livre exercício do Poder Executivo e do Poder Legislativo ou de outras autoridades constituídas; 
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; 
IV – a segurança interna do País e do Distrito Federal; 
V – a probidade na administração; 
VI – a lei orçamentária; 
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais. 
→Qualquer cidadão, partido político, associação ou entidade sindical poderá denunciar à Câmara Legislativa o 
Governador, o Vice-Governador e os Secretários de Estado do Distrito Federal por crime de responsabilidade. 
→ Admitida acusação contra o Governador, será ele submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça, nas 
infrações penais comuns, ou perante a própria Câmara Legislativa, nos crimes de responsabilidade. 
 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: a LODF define os crimes de responsabilidade, como elencamos acima. Outros crimes 
praticados pelo governador que não estejam listados como crimes de responsabilidade são chamados de crimes ou 
infrações penais comuns. Ou seja, qualquer outro crime, por exemplo, agressão contra sua esposa, deve ser considerado 
como crime comum, já que não foi listado pela LODF como crime de responsabilidade. 
 
Assim, em se tratando de infrações penas comuns, o julgamento deverá ser feito pelo Superior Tribunal de Justiça. 
 
Resumindo a competência para julgamento de crimes cometidos pelo governador: 
CRIMES JULGAMENTO 
Responsabilidade CLDF 
Comum STJ 
 
➔ O Governador ficará suspenso de suas funções: 
I – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pela Câmara Legislativa. 
• Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do 
Governador, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. 
 
2.5. DOS SECRETÁRIOS DE ESTADO DO DISTRITO FEDERAL 
 
Os secretários de Estado são os auxiliares diretos do governador do DF. Eles serão escolhidos entre brasileiros maiores 
de vinte e um anos, no exercício dos direitos políticos, não sendo possível nomear para o cargo de secretário pessoa que 
tenha sido condenada por ato tipificado como causa de inelegibilidade eleitoral, crimes previstos no Estatuto da Criança 
e do Adolescente, na Lei Maria da Penha e no Estatuto do Idoso. O impedimento se dá desde a condenação transitada 
em julgado até 8 anos após o cumprimento da pena. 
 
Competências dos Secretários de Estado do Distrito Federal: 
I – exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração do Distrito Federal, na área 
de sua competência; 
II – referendar os decretos e os atos assinados pelo Governador, referentes à área de sua competência; 
III – expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos; 
IV – apresentar ao Governador relatório anual de sua gestão; 
V – praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Governador do Distrito Federal; 
 
VI – comparecer à Câmara Legislativa ou a suas comissões, nos casos e para os fins indicados nesta Lei Orgânica; 
VII – delegar a seus subordinados, por ato expresso, atribuições previstas na legislação. 
Os Secretários de Estado do Distrito Federal serão, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, processados e julgados 
pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, ressalvada a competência dos órgãos judiciários federais. 
 
2.6. DO CONSELHO DE GOVERNO 
 
O Conselho de Governo é o órgão superior de consulta do Governador do Distrito Federal. O Conselho de Governo deve 
se pronunciar sobre questões relevantes suscitadas pelo Governo do Distrito Federal, incluída a estabilidade das 
instituições e os problemas emergentes de grave complexidade e magnitude. 
 
A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Governo e as atribuições de seus membros, que as 
exercerão independentemente de qualquer remuneração. 
 
O conselho de governo é presidido pelo Governador e dele também participam: 
I – o Vice-Governador do Distrito Federal; 
II – o Presidente da Câmara Legislativa; 
III – os líderes da maioria e da minoria na Câmara Legislativa; 
IV – o Procurador-Geral do Distrito Federal; 
V – quatro cidadãos brasileiros natos, residentes no Distrito Federal há pelo menos dez anos, maiores de trinta anos de 
idade, todos com mandato de dois anos, vedada a recondução, sendo dois nomeados pelo Governador e dois indicados 
pela Câmara Legislativa.

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