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BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Base Nacional Comum Curricular 
No dia 6 de abril de 2017, a proposta da BNCC, Base Nacional Comum Curricular, foi entregue pelo 
Ministério da Educação ao Conselho Nacional de Educação. De acordo com a Lei 9131/95 coube ao 
CNE, como órgão normativo do sistema nacional de educação, fazer a apreciação da proposta da 
BNCC para a produção de um parecer e de um projeto de resolução que, ao ser homologado pelo 
Ministro da Educação, se transformou em norma nacional. 
O CNE realizou audiências públicas regionais em Manaus, Recife, Florianópolis, São Paulo e Brasília, 
com caráter exclusivamente consultivo, destinadas a colher subsídios e contribuições para a 
elaboração da norma instituidora da Base Nacional Comum Curricular. 
O produto desses encontros resultou em 235 documentos protocolados com contribuições recebidas 
no âmbito das audiências públicas, além de 283 manifestações orais. Estas audiências não tiveram 
caráter deliberativo, mas foram essenciais para que os conselheiros tomassem conhecimento das 
posições e contribuições advindas de diversas entidades e atores da sociedade civil e, assim, 
pudessem deliberar por ajustes necessários para adequar a proposta da Base Nacional Comum 
Curricular, elaborada pelo MEC, considerando as necessidades, interesses e pluralidade da 
educação brasileira. 
No dia 15 de dezembro, o parecer e o projeto de resolução apresentados pelos conselheiros relatores 
do CNE foram votados em Sessão do Conselho Pleno e aprovados com 20 votos a favor e 3 
contrários. Com esse resultado, seguiram para a homologação no MEC, que aconteceu no dia 20 de 
dezembro. 
E no dia 22 de dezembro de 2017 foi publicada a Resolução CNE/CP nº 2, que institui e orienta a 
implantação da Base Nacional Comum Curricular a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das 
etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica. Lembrando que a BNCC 
aprovada se refere à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental, sendo que a Base do Ensino Médio 
será objeto de elaboração e deliberação posteriores. 
Agora, conforme dispõe a Resolução, caberá ao CNE resolver as questões suscitadas durante o 
processo de implementação da Base. 
A partir do ano que vem, todas as escolas do país terão que adequar o que ensinam no nível 
fundamental (do 1º ao 9º ano) à nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Elas têm até 2020 
para terminar a mudança. Agora, para saber o que seu filho deve aprender, é só consultar em 
www.basenacionalcomum.mec.gov.br. 
O documento, que vem sendo discutido desde 2015 por especialistas, foi homologado pelo Conselho 
Nacional de Educação (CNE) e aprovado pelo Congresso Nacional. Veja o que diz o texto sobre 
alguns temas polêmicos. 
O Português 
O tempo considerado como adequado para a alfabetização mudou. O novo documento prevê que a 
criança esteja lendo e escrevendo plenamente no 2º ano — um ano antes do que o Plano Nacional 
de Educação previa. O Brasil, porém, já não consegue alfabetizar as crianças nem mesmo no 3º ano 
do fundamental. Segundo a Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), o índice de alunos com nível 
insuficiente em leitura, em 2017, é de 54,73%. A especialista Janaina Spolidoro diz que a mudança é 
boa, mas é um desafio: “A escola terá que mudar o currículo e treinar os professores”, diz a 
especialista. 
A Matemática 
Alguns especialistas em Matemática afirmam que a quantidade de conteúdos obrigatórios da base é 
muito extensa. Claudia Groenwald, autora de artigo sobre a Matemática na BNCC, avalia como 
positiva a base, mas explica que as escolas terão que definir a quantidade de tempo a ser dedicado 
para cada conteúdo. Para ela, a listagem de conteúdo é muito extenso e nem todos são tão 
importantes para o desenvolvimento do pensamento matemático necessário no ensino fundamental. 
“Pense no ensino de função, por exemplo, no 9º ano. Poderia perfeitamente ficar no ensino médio”, 
diz. 
 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
A Questão Racial 
O documento é considerado um avanço no debate da questão racial. Torna, por exemplo, obrigatório 
o ensino da cultura afro-brasileira. Em um dos pontos, prevê, em História, o estudo das “diferentes 
formas de organização política na África: reinos, impérios, cidades-estados e sociedades linhageiras 
ou aldeias”. No entanto, alguns especialistas acreditam que alguns pontos poderiam ser repensados. 
“Tem que ter não só o olhar do colonizador, mas o de luta e de resistência dos próprios colonizados”, 
afirmou o especialista em educação afro-referenciada Pedro Bárbara. 
A Religião 
A base tornou o ensino religioso obrigatório, mas no modelo não confessional, ou seja, sem escolher 
uma só fé. A ideia é ensinar sobre diversas doutrinas e valores. No 1º ano, os estudantes devem 
aprender a “respeitar características físicas e subjetivas de cada um" e “valorizar a diversidade de 
formas de vida”. No 5º ano, já precisam “identificar elementos da tradição oral nas culturas e 
religiosidades indígenas, afro-brasileiras, ciganas, entre outras”. No 6º ano, “reconhecer e valorizar a 
diversidade de textos religiosos (do Budismo, Cristianismo, Espiritismo, Hinduísmo, Islamismo, 
Judaísmo, entre outros)”. 
A Questão De Gênero 
O CNE retirou questões de gênero e orientação sexual da base. Uma versão preliminar definia que as 
escolas deveriam “discutir as distintas concepções de gênero e sexualidade”. Com a alteração, o 
tema deixou de ser considerado objeto de conhecimento. Por outro lado, foi incluída a habilidade de 
“reconhecer a coexistência como uma atitude ética de respeito à vida e à dignidade humana”. A 
mudança foi defendida sob alegação de que a versão anterior era “doutrinação”. Já a professora Sara 
Wagner, travesti e estudiosa do tema, acredita que o novo modelo impede a discussão sobre o 
preconceito de gênero em sala. 
Ensino Médio Em Debate 
Os documentos já aprovados definem os conteúdos do ensino infantil e do fundamental. O Ministério 
da Educação liberou, na última semana, o documento com a proposta de base do ensino médio para 
o Conselho Nacional de Educação homologar. 
Após a homologação do texto pelo MEC e a publicação, as mudanças estabelecidas pela reforma 
desse nível de ensino também deverão ser implementadas em até dois anos nas escolas de todo o 
Brasil. A partir de então, o Enem e livros didáticos adotados também deverão mudar. 
Uma das consequências da base é o começo do novo modelo de ensino médio. O documento dará 
as diretrizes de 60% da carga horária dessa etapa de ensino em todas as escolas do país. Os 40% 
restantes da carga horária serão dedicados à parte flexível e não serão definidos pela base. 
O governo federal liberou verba para os estados ampliarem o número de escolas em horário integral 
— um dos objetivos do novo ensino médio. Em 2018, foram 451 escolas no Brasil. No estado do Rio, 
em 2016 e 2017, foram mais 81 unidades. Agora, são 216 escolas de ensino médio com o horário 
ampliado. Neste ano, mais 35 escolas entrarão no programa do governo federal. 
A terceira e mais recente versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) referente ao ensino 
médio foi entregue pelo Ministério da Educação (MEC) ao Conselho Nacional de Educação 
(CNE) na tarde de terça-feira, 3. A partir de agora, o documento será discutido junto à sociedade em 
audiências e debates e, depois, seguirá para apreciação dos conselheiros e posterior homologação 
do MEC. A etapa da Base que diz respeito à educação infantil e ao ensino fundamental, por sua vez, 
foi homologada pelo ministro Mendonça Filho em dezembro de 2017 e já é norma para as redes e 
escolas de todo o país. 
Segundo o governo federal, o documento vai permitir a implementação da Reforma do Ensino Médio, 
que tem como ponto central a flexibilização dos currículos. Após discutido e aprovado, a Base vai 
nortear os currículos dessa etapa escolar e também servirá comoreferência para a formação dos 
professores do ensino médio, para os livros didáticos e, futuramente, para as avaliações. Veja as 
principais possíveis mudanças: 
 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
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Carga Horária 
A BNCC está em concordância com a reforma dessa etapa escolar aprovada pelo Congresso e 
sancionada pelo presidente Michel Temer em fevereiro de 2017. A nova lei flexibilizou a estrutura 
curricular do ensino médio, ao mesmo tempo em que determinou o aumento da sua carga horária de 
2,4 mil horas (o equivalente a quatro horas de aula por dia, em média) para 3 mil horas (o equivalente 
a cinco horas diárias, em média). Esse tempo será dividido em conteúdos de quatro áreas do 
conhecimento (1,8 mil horas) e itinerários formativos (1,2 mil horas), em que cada escola poderá se 
aprofundar em uma ou mais áreas. 
Disciplinas 
Outra novidade é que competências e habilidades das áreas de ciências humanas e da natureza 
passam a ser obrigatórias no ensino médio. Até o momento, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) orienta 
que apenas língua portuguesa e matemática são obrigatórias nas três últimas etapas da educação 
básica. As demais disciplinas, como biologia, física e química, são justificadas pelo conteúdo exigido 
em vestibulares. 
A organização da BNCC do ensino médio por área do conhecimento atendeu a uma solicitação dos 
secretários estaduais de educação e a recomendações de especialistas, conforme o governo. Para 
essa etapa eletiva, as escolas podem oferecer itinerários formativos de cada uma das áreas do 
conhecimento ou então que combinem conteúdos de diferentes áreas (como STEM, sigla em inglês 
referente a ciências, tecnologia, engenharia e matemática) ou mesmo itinerários formativos focados 
em algum aspecto específico de uma área como música ou filosofia. Os alunos poderão, ainda, optar 
por uma formação técnico-profissionalizante, que agora poderá ser cursada dentro da carga horária 
regular do ensino médio. 
Enem 
A BNCC do ensino médio deve influenciar mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 
Mas o ministro Mendonça Filho garantiu que isso só deve acontecer, gradualmente, a partir de 2020. 
Próximos Passos 
Não há um prazo para que a BNCC do ensino médio seja homologada. A Base da etapa anterior, por 
exemplo, levou oito meses. As redes de ensino só deverão buscar adequar-se ao documento com o 
desenvolvimento de currículos próprios depois da aprovação da versão final. 
Preliminarmente, o presidente do CNE, Eduardo Deschamps, considerou a Base do ensino médio um 
marco. 
— O encaminhamento por parte do MEC da Base Nacional Comum Curricular é, no meu 
entendimento, como conselheiro desta casa e como presidente do CNE, e também como secretário 
de estado de Educação de Santa Catarina, um marco para a educação brasileira. Esse documento 
vai servir de referência para que cada uma das redes e cada um dos sistemas possa elaborar seus 
currículos. 
Mendonça Filho destacou que o Brasil terá a oportunidade de desenvolver currículos nos estados e 
nas escolas. 
— A entrega da BNCC do ensino médio é mais uma etapa que concluímos de acordo com o Plano 
Nacional de Educação e atendendo à própria Constituição Federal, uma mudança de parâmetro 
importante para a educação do país — afirmou. 
É um documento que define quais são os objetivos que os educadores (professores e coordenadores 
pedagógicos) devem levar em conta na hora de elaborar o currículo dos ensinos infantil, fundamental 
e médio. 
Que Objetivos São Esses? 
 
São as habilidades mínimas que os alunos devem desenvolver durante seu percurso na escola. A 
 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
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Base Nacional Comum diz o que deve ser ensinado aos jovens para que tenham uma formação 
adequada. 
E Esses Objetivos Valem Para Quem? 
Para todas as escolas públicas do País. A ideia é criar um padrão mínimo que todos os alunos 
brasileiros devem ter. Assim, espera-se melhorar a qualidade do ensino. 
Isso quer dizer que todas as escolas do País terão exatamente o mesmo currículo? 
Não. A base determina 60% do conteúdo a ser ensinado. O resto, os 40%, serão decididos 
regionalmente, de acordo com as características de cada estado ou região. 
Quem Decidiu Quais Serão Esses Objetivos? 
Eles foram discutidos com 116 especialistas em educação, entre acadêmicos e professores da 
educação básica. 
A Base Nacional Comum Já Está Valendo? 
Ainda não. Ele recebeu sugestões dos cidadãos no final do ano passado. Para este ano espera-se 
que o documento seja revisto pelo Conselho Nacional de Educação para, depois, ser implementado 
pelo Ministério da Educação (MEC). 
Existe Um Prazo Para Que Isso Aconteça? 
Sim. De acordo com o Plano Nacional de Educação, a base tem de ser aprovada até junho desse 
ano. Por ora, o documento está aberto á consulta pública até o dia 15 de março. 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem sido um dos assuntos mais falados na educação 
ultimamente. Trata-se do documento que mais recebeu sugestões e contribuições na história do país! 
Isso já mostra a importância que possui, não só para os educadores, mas para o país inteiro. 
A terceira versão da BNCC para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental foi divulgada no dia 
06/04/2017 em apresentação realizada em Brasília. Essa versão foi discutida em audiências 
públicas realizadas em todas as regiões do país, que resultaram em 619 colaborações enviadas ao 
Conselho Nacional de Educação (CNE). 
Quer saber mais sobre o assunto? Então descubra aqui algumas informações relevantes sobre esse 
documento que separamos neste post. Vamos lá? 
O que é a BNCC? 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que visa nortear o que é ensinado nas 
escolas do Brasil inteiro, englobando todas as fases da educação básica, desde a Educação Infantil 
até o final do Ensino Médio. Trata-se de uma espécie de referência dos objetivos de 
aprendizagem de cada uma das etapas de sua formação. Longe de ser um currículo, a Base 
Nacional é uma ferramenta que visa a orientar a elaboração do currículo específico de cada 
escola, sem desconsiderar as particularidades metodológicas, sociais e regionais de cada 
uma. 
Isso significa que a Base estabelece os objetivos de aprendizagem que se quer alcançar, por meio 
da definição de competências e habilidades essenciais, enquanto o currículo irá determinar como 
esses objetivos serão alcançados, traçando as estratégias pedagógicas mais adequadas. 
Sendo assim, a BNCC não consiste em um currículo, mas um documento norteador e uma 
referência única para que as escolas elaborem os seus currículos. De acordo com o Ministro 
Mendonça Filho, “os currículos devem estar absolutamente sintonizados com a nova BNCC, 
cumprindo as diretrizes gerais que consagram as etapas de aprendizagem que devem ser seguidas 
por todas as escolas”. A imagem abaixo ilustra bem essa relação da Base Nacional Comum 
Curricular e o currículo das escolas: 
 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
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“A Base é um documento normativo que define o conjunto orgânico progressivo das aprendizagens 
essenciais e indica os conhecimentos e competências que se espera que todos os estudantes 
desenvolvam ao longo da escolaridade. Ela se baseia nas diretrizes curriculares nacionais da 
educação básica e soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para formação 
integral e para a construção de uma sociedade melhor.” – Maria Helena Guimarães, Secretária 
Executiva do Ministério da Educação. 
Visando a unificar as influências e referências de cada instituição de ensino, a BNCC surge para 
solucionar um problema muito comum no Brasil. Quando analisam-se os currículos escolares 
espalhados pelo país, é possível encontrar discrepâncias muito grandes. 
Apesar deter sido colocada em prática nos últimos anos, a ideia de uma base curricular comum às 
escolas de todo o Brasil já existe desde a promulgação da Constituição de 1988, cujo artigo 210 
prevê a criação de uma grade de conteúdos fixos a serem estudados no Ensino Fundamental. Veja 
abaixo o trecho retirado do documento oficial: 
Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar 
formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. 
Fonte: Constituição da República Federativa do Brasil, 
consultada em 21/02/2017, às 08:05 
Com a BNCC, os direitos de aprendizagem de todos os alunos passam a ser assegurados. Dessa 
forma, o principal objetivo da Base é: 
garantir a educação com equidade, por meio da definição das competências essenciais para a 
formação do cidadão em cada ano da educação básica. 
O Que Existia Antes Da BNCC? 
Certamente não é a primeira vez que as escolas brasileiras se veem diante de diretrizes curriculares 
elaboradas pelo governo. Entre os anos de 1997 e 2000, segundo estabelecido pela Lei de Diretrizes 
e Bases da Educação Nacional (LDB), foram criados os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) 
para os Ensinos Fundamental e Médio. Somente mais tarde, por meio do Programa Currículo em 
Movimento, incluiu-se uma proposta para o desenvolvimento de uma grade também para a Educação 
Infantil. 
Embora tenham o objetivo de criar condições que permitam o acesso aos conhecimentos necessários 
ao exercício da cidadania dos jovens, os Parâmetros Curriculares Nacionais não eram tão detalhados 
ou tampouco tão objetivos quanto almeja ser a BNCC. 
 
Como A BNCC Foi Elaborada? 
 
Depois da definição dos profissionais que fariam parte da comissão de especialistas para a 
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elaboração da proposta da Base Nacional Comum Curricular, em junho de 2015, e do lançamento do 
Portal BNCC, em julho do mesmo ano, o texto preliminar da Base foi divulgado. 
Assim, em setembro de 2015, abriu-se espaço para as contribuições do público. Inicialmente 
programado para receber feedbacks até o dia 15 de dezembro, esse prazo acabou 
sendo prorrogado até 15 de março de 2016, quando a consulta pública da primeira versão foi 
concluída. 
O portal recebeu mais de 12 milhões de contribuições e, a partir delas, o documento foi revisado. 
Em maio de 2016, a segunda versão da Base Nacional Comum Curricular foi publicada, dando início 
aos Seminários Estaduais realizados em todas as unidades da federação. Os 27 Seminários foram 
organizados e articulados pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED) e pela 
União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME), entre os meses de junho e 
agosto. 
O objetivo desses Seminários foi receber contribuições relevantes de alunos, professores, 
especialistas, coordenadores e instituições para melhorar ainda mais o documento. 
No total, houve participação de mais de 9 mil pessoas. 
Em setembro de 2016 o documento preliminar que sistematizou os Seminários realizados foi 
entregue ao Ministro da Educação, Mendonça Filho. Contendo as principais observações feitas pelos 
educadores, esse documento apresentava preocupações, como a linguagem confusa e genérica do 
documento, que na teoria deveria ser claro e conciso. 
Após a entrega do documento ao Ministro, foi anunciada pelo MEC uma medida que separava a Base 
Nacional Comum Curricular em duas partes, uma referente à Educação Infantil e ao Ensino 
Fundamental e a outra relativa ao Ensino Médio. 
Na apresentação do dia 06/04/2017, foi anunciada a terceira versão da Base da Educação Infantil 
e Ensino Fundamental. A terceira versão do documento relativo ao Ensino Médio, por sua vez, será 
divulgada no início de 2018. 
Competências Do Século XXI Na BNCC 
Conforme foi dito pela Secretária Executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, na apresentação do 
dia 06/04/2017, a BNCC tem como objetivo garantir a formação integral dos indivíduos por meio de 
desenvolvimento das chamadas competências do século XXI. 
“As competências do século XXI dizem respeito a formar cidadãos mais críticos, com capacidade de 
aprender a aprender, de resolver problemas, de ter autonomia para a tomada de decisões, 
cidadãos que sejam capazes de trabalhar em equipe, respeitar o outro, opluralismo de ideias, que 
tenham a capacidade de argumentar edefender seu ponto de vista. (…) A sociedade 
contemporânea impõe um novo olhar a questões centrais da educação, em especial: o que aprender, 
para que aprender, como ensinar e como avaliar o aprendizado.” Maria Helena Guimarães, 
Secretária Executiva do Ministério da Educação. 
Sendo assim, as competências do século XXI preveem a formação de cidadãos críticos, criativos, 
participativos e responsáveis, capazes de se comunicar, lidar com as próprias emoções e propor 
soluções para problemas e desafios. Essas competências guiaram a elaboração da BNCC e implicam 
em uma desvinculação da escola do passado, que valoriza a memorização de conteúdos. 
Como Ficam As Diferenças Regionais Do Ensino Na BNCC? 
Após a aprovação da versão final da Base Nacional Comum Curricular, a Secretaria da Educação de 
cada estado e município poderá incluir em seus currículos conteúdos específicos (como a História e 
a Geografia da região ou as tradições específicas dos povos indígenas daquele estado, por exemplo), 
configurando a chamada base diferencial. 
Isso está de acordo com uma estratégia do Plano Nacional de Educação, que visa a “desenvolver 
tecnologias pedagógicas que combinem, de maneira articulada, a organização do tempo e das 
 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
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atividades didáticas entre a escola e o ambiente comunitário, considerando as especificidades da 
educação especial, das escolas do campo e das comunidades indígenas e quilombolas.” 
Dessa forma, a Base Nacional Comum Curricular pretende unificar conteúdos básicos, que devem 
ser ensinados em todo o país e que correspondem ao currículo mínimo obrigatório de todas as 
escolas. Ao mesmo tempo, pretende que os ensinamentos tradicionais e regionais continuem sendo 
passados aos alunos, correspondendo à parte diversificada do currículo escolar. 
Portanto, as escolas poderão acrescentar ao seu Projeto Político Pedagógico (PPP) o que for 
característico de cada comunidade, sem deixar de lado os direitos dos alunos previstos na BNCC. 
BNCC Para Educação Infantil E Ensino Fundamental 
Como foi dito anteriormente, no dia 06/04/2017 foi apresentado o documento da Base Nacional 
Comum Curricular relativo à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental. 
A nova versão da Base prevê que os estudantes devem, ao longo da educação básica, 
desenvolver competências cognitivas e socioemocionais para sua formação. São 10 
as competências gerais determinadas pela BNCC e consideradas fundamentais para os estudantes: 
1) Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social e 
cultural para entender e explicar a realidade (fatos, informações, fenômenos e processos 
linguísticos, culturais, sociais, econômicos, científicos, tecnológicos e naturais), colaborando para a 
construção de umasociedade solidária. 
2) Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a 
investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, 
elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e inventar soluções com base nos 
conhecimentos das diferentes áreas. 
“Nós entramos na escola, aos seis anos, com 98% de índice criativo saímos da faculdade, aos 23 ou 
24 anos, com apenas 2%.” – Luís Rasquilha, especialista em futuro. 
3) Desenvolver o senso estético para reconhecer, valorizar e fruir as diversas 
manifestações artísticas e culturais, das locaisàs mundiais, e também para participar de práticas 
diversificadas da produção artístico-cultural. 
4) Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ ou verbo-visual (como Libras), 
corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e digital para expressar-se 
e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, 
produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 
5) Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica, significativa, reflexiva 
e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as escolares) ao se comunicar, acessar e 
disseminar informações, produzir conhecimentos e resolver problemas. 
6) Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e 
experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer 
escolhas alinhadas ao seu projeto de vida pessoal, profissional e social, com liberdade, autonomia, 
consciência crítica e responsabilidade. 
7) Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e 
defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos 
e a consciência socioambiental em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em 
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 
8) Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções 
e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas e com a pressão do grupo. 
9) Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e 
promovendo o respeito ao outro, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de 
grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de origem, 
 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
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etnia, gênero, orientação sexual, idade, habilidade/necessidade, convicção religiosa ou de qualquer 
outra natureza, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual deve se comprometer. 
10) Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e 
determinação, tomando decisões, com base nos conhecimentos construídos na escola, segundo 
princípios éticos democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 
Essas competências serviram de referência para estruturação de toda a Base da seguinte forma: 
» Educação Infantil: organizada por campos de experiências, se baseia em seis direitos de 
aprendizagem e desenvolvimento: 
1) conviver; 
2) brincar; 
3) participar; 
4) explorar; 
5) expressar; 
6) conhecer-se. 
 e em cinco campos de experiências: 
1) o eu, o outro e o nós; 
2) corpo, gestos e movimento; 
3) traços, sons, cores e formas; 
4) oralidade e escrita; 
5) espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. 
 
» Educação Fundamental: parte das quatro áreas do conhecimento definidas pela LDB: 
1) Linguagens (Língua Portuguesa, Artes, Educação Física e Língua Inglesa); 
2) Matemática 
3) Ciências da Natureza; 
 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
4) Ciências Humanas (Geografia e História). 
definindo unidades temáticas e habilidades que devem ser aprendidas em cada ano, observando-
se a progressão dos alunos. 
 
Todo início do ano, ao definir o que ensinar, a professora de Ciências Dayana de Souza, da EM 
Vereador Edemundo Pereira de Sá Carvalho, em Araruama, a 108 quilômetros do Rio de Janeiro, 
recorre ao currículo da rede. Diante da mesma situação, José Iolanilson, docente de Geografia da 
EMEF Padre Inácio, em Boqueirão, a 146 quilômetros de João Pessoa, conta com o livro didático e o 
apoio da coordenação pedagógica. Já Luciana Balieiro, que leciona para a pré-escola na CMEI 
Humberto de Alencar Castelo Branco, em Manaus, faz um diagnóstico da turma e planeja as 
atividades seguindo a tradição da escola. 
MEC Apresenta Terceira E Última Versão Da Base Nacional Comum Curricular 
 
A definição de quais conteúdos ensinar e do que é desejado que os estudantes saibam é influenciada 
por diferentes referências. Buscando solucionar a questão, o Ministério da Educação (MEC) 
convocou pesquisadores, formadores de professores e representantes de associações como a União 
Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Associação Nacional de Pós-
Graduação e Pesquisa em Educação (Anped). O grupo vem se reunindo periodicamente para criar a 
base nacional comum dos currículos, um descritivo de conteúdos e saberes necessários para cada 
ano e segmento da Educação Básica (leia no quadro abaixo exemplos de três outros países que 
criaram currículos nacionais). 
 
O próximo passo será a apresentação de uma versão do documento aos secretários de Educação, 
que o levarão aos professores da sua rede para que seja discutido. "Queremos determinar direitos de 
aprendizagem e desenvolvimento. A proposta valerá para escolas públicas e particulares", afirma 
Maria Beatriz Luce, secretária de Educação Básica do MEC. "Estamos pensando qual Educação 
queremos e que cidadão vamos formar." O debate sobre um currículo nacional é antigo. De um lado, 
estão os defensores de referências que garantam ao alunado de qualquer cidade ser apresentado 
aos conteúdos essenciais ao desenvolvimento educacional do país - fundamental à equidade no 
ensino. Do outro, quem crê na impossibilidade da proposta, dadas as dimensões continentais do 
nosso território e sua variedade cultural. O argumento é facilmente derrubado, pois a ideia é que cada 
rede acrescente a ela pontos relacionados à realidade local. 
 
Com a base comum se cumprirá a meta 7 do Plano Nacional de Educação (PNE) - fomentar a 
qualidade da Educação Básica, do fluxo escolar e da aprendizagem. A lei determina que até junho de 
2016 ela seja encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE). Os professores, segundo o 
MEC, poderão opinar por meio de uma plataforma digital, ainda não disponível. 
 
O documento será apenas o primeiro nível de concretização do currículo, que se completa após o 
trabalho das redes estaduais ou municipais e, posteriormente, de cada escola, com o projeto político-
pedagógico (PPP). José Gimeno Sacristán, da Universidade de Valência, na Espanha, aponta no 
livro Saberes e Incertezas sobre o Currículo (542 págs., Ed. Penso, tel. 0800-703-3444, 72 reais) que 
as indicações governamentais não constituem por si sós o que vai ser ensinado nas salas de aula. "O 
currículo deixa de ser um plano proposto quando é interpretado e adotado pelos professores." Por 
isso, conhecer a proposta é fundamental para que você compreenda o que pode mudar na sua vida 
profissional e se posicionar. 
 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 
 
 
10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 
Currículos Pelo Mundo 
Estados Unidos 
• Início 2008. 
• Quem fez Um grupo privado de educadores, gestores e especialistas ligados à Educação. 
• Especificidades Foca no que ensinar e define padrões para as competências que os alunos devem 
ter em Língua e Matemática. Se baseia nos elementos comuns entre as unidades da federação. 
Austrália 
• Início 2008. 
• Quem fez Uma instituição autônoma, com a ajuda dos melhores especialistas em cada disciplina. 
• Especificidades É baseado em boas práticas nacionais e internacionais e corresponde a 80% dos 
conteúdos (o restante cabe às escolas). 
Argentina 
• Início 2004. 
• Quem fez Políticos, professores e técnicos. 
• Especificidades Define os conteúdos que devem fundamentar os currículos de todas as escolas. 
Os chamados Núcleos de Aprendizagens Prioritários (NAP) pautam a formação docente e a criação 
de material didático. 
Consultoria Max Moder, consultor nas áreas de currículo e organização curricular da Organização 
dasNações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e Paula Louzano, doutora em 
Política Educacional pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. 
1 - A existência de uma base curricular nacional é suficiente para a melhoria da Educação? 
 
Não. Mas a iniciativa pode ser a espinha dorsal para a criação de outras políticas públicas ligadas à 
formação e à carreira docentes, às condições de trabalho e de aprendizagem e à infraestrutura. Uma 
vez definido o que as crianças precisam saber, fica mais fácil estabelecer o necessário para isso 
acontecer. "Se há uma base comum, é possível determinar seja no sertão ou na cidade, a estrutura 
para garantir que os alunos aprendam", diz Maria do Pilar Lacerda, diretora da Fundação SM. 
2- Se o país já tem os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e as Diretrizes Nacionais 
Curriculares, para que criar um currículo? 
 
Os dois documentos trazem orientações para a escola, mas não têm a mesma função de um currículo 
nacional. Sobre os PCN, a pesquisadora Paula Louzano, doutora em Política Educacional pela 
Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, afirma que são apenas sugestões. "Eles não 
explicitam o que o professor tem de ensinar nem o que os alunos têm de aprender." Já as diretrizes 
foram pensadas para um contexto em que o docente tivesse uma formação que o capacitasse para 
adaptá-las à sua realidade, o que não ocorreu. "A proposta era avançada, mas, infelizmente, as 
condições de aplicação foram precárias, com formação docente aligeirada e falta de estrutura nas 
escolas", conta Carlos Roberto Jamil Cury, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais 
(PUC-MG). "Redes e escolas incorporaram as diretrizes a seu modo e não se garantiu que conteúdos 
essenciais fossem ensinados em 
todo o país." 
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