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Universidade potiguar
Curso de medicina
Disciplina de mecanismo de defesa e doença III
Profª Carla Elenuska F. B. Rodrigue
cefbrodrigues@unp.br
cefbrodrigues@gmail.com
1
1. Descrever sobre as características gerais,
transmissão e patogênese do Clostridium
2. Correlacionar as patologias com cada uma das
espécies bacterianas.
2
1.CARACTERÍSTICAS GERAIS
• BGPA de maior importância clínica
• Espécies clinicamente importantes
• São grandes e de extremidades cegas,
formadores de endosporos
3
2. DADOS CLÍNICOS QUE SUGEREM UMA INFECÇÃO
POR ANAERÓBIOS
• Secreção fétida
• Tecido necrosado
• Gás nos tecidos ou secreções
• Infecção após mordida de animais
4
3. FISIOLOGIA
• Não podem usar o oxig como aceptor de elétrons
terminal na produção de energia
4. EPIDEMIOLOGIA
• Microbiota normal – TI dos SH e outros
mamíferos
• Solo, esgoto e ambientes aquáticos
5
1.PATOLOGIA
2.TRANSMISSÃO
• Esporos presentes no solo penetram através de 
FERIMENTOS
3. PATOGÊNESE
• TOXINA TETÂNICA – Exotoxina produzida no local 
do ferimento 
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA 
CLÍNICA UNP PROFª CARLA 
ELENUSKA 6
• É transportada no interior do axônio para SNC e
se liga a receptores gangliosídicos
• Atua inibindo a liberação dos mediadores
inibitórios (GLICINA)
• Espasmos musculares fortes e prolongados
7
4. SIGNIFICADO CLÍNICO
• Período de incubação: 4 dias a semanas
• Espasmos musculares fortes (paralisia espástica,
tetania)
• Trismo e riso sardônico
• Opisthotonos
• Colapso respiratório / morte
8
9
5. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
 Não existe diagnóstico microbiológico nem 
sorológico (bactérias são raramente isoladas de 
um ferimento)
 Produz um esporo terminal – BGP em forma de 
raquete de tênis
10
6. TRATAMENTO
• Antitoxina
• Penicilina
• Sedativos e relaxantes musculares
7. PREVENÇÃO
• Imunização com TOXÓIDE TETÂNICO
11
1. PATOLOGIA
2.TRANSMISSÃO
• Contaminação de vegetais e carnes com os esporos
• Alimentos são enlatados ou embalados a vácuo sem 
esterilização – esporos sobrevivem e germinam no 
ambiente anaeróbio
• Ingestão da toxina pré-formada
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA 
CLÍNICA UNP PROFª CARLA 
ELENUSKA 12
3. PATOGÊNESE
• TOXINA BOTULÍNICA (A,B e E) é absorvida no TI e
transportada através CS até sinapses do nervo
periférico
• Atua bloqueando a liberação da acetilcolina
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA 
CLÍNICA UNP PROFª CARLA 
ELENUSKA 13
4. SIGNIFICADO CLÍNICO
• BOTULISMO CLÁSSICO 
 Fraqueza, diplopia e disfagia
 Ausência de febre ou sinais de sepse
 Paralisia progressiva dos músculos estriados
 Paralisia respiratória
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA 
CLÍNICA UNP PROFª CARLA 
ELENUSKA 14
• Ferimento botulínico – organismos crescem em
um ferimento contaminado e produzem a toxina
no local
• Botulismo infantil – organismos crescem no
intestino e produzem toxina (mel contaminado)
• FRAQUEZA, PARALISIA - SUPORTE RESPIRATÓRIO
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA 
CLÍNICA UNP PROFª CARLA 
ELENUSKA 15
5. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Organismo não é normalmente cultivado
• Toxina botulínica pode ser identificada em
alimentos que não foram ingeridos
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA 
CLÍNICA UNP PROFª CARLA 
ELENUSKA 16
7. TRATAMENTO
• Antitoxina trivalente
• Suporte ventilatório
8. PREVENÇÃO
• Esterilização adequado dos alimentos enlatados 
e embalados à vácuo
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA 
CLÍNICA UNP PROFª CARLA 
ELENUSKA 17
• Cozimento adequado dos alimentos
• Latas inchadas devem ser descartadas
DISCIPLINA DE MICROBIOLOGIA 
CLÍNICA UNP PROFª CARLA 
ELENUSKA 18
1. PATOLOGIA
2.TRANSMISSÃO
• Solo ( esporos)
• Microbiota normal – TI e vagina
3. PATOGÊNESE
 CRESCEM EM TECIDOS TRAUMATIZADOS (MÚSCULOS)
 Várias toxinas - alfa-toxina (lecitinase) , age danificando 
membranas celulares (eritrócitos ) - hemólise 
19
• ENZIMAS DEGRADATIVAS
 Proteases, DNAses, hialuronidases e colagenases –
produzem gases nos tecidos
4. SIGNIFICADO CLÍNICO
• Gangrena gasosa 
Dor, edema, presença de gás nos tecidos
Hemólise e exsudatos sanguinolentos
20
5. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
• Amostras biológicas – Tecidos e exsudados
• Bacteroscopia – BGP grandes, outras morfotipos
bacterianos e restos celulares
• Cultivo em condições de anaerobiose e 
• Identificação através de testes bioquímicos
21
6. TRATAMENTO
• Remoção imediata e extensa do material estranho 
e tecido desvitalizado
• Penicilina
• Tratamento sintomático
22
1. PATOLOGIA
2. TRANSMISSÃO
 3% em torno da flora normal do TGI
 Em torno de 30% pac hospitalizados tornam-se 
colonizados
 Causa comum de diarreia nosocomiais
 Rota fecal oral – mãos de profissionais
23
3. PATOGÊNESE
 Exotoxinas A e B – morte enterócitos
4. SIGNIFICADO CLÍNICO
 Diarreia associada a pseudomembranas
 Geralmente não hemorrágica, LPMN presentes na 
metade dos indivíduos acometidos
24
3. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
 Pesquisa das exotoxinas A e B nas fezes
4. TRATAMENTO
 Suspender atb responsáveis pela doença
 Metronidazol e vancomicina
 Reposição de fluidos
 Em alguns casos ttt não elimina o estado de 
portador
25
1. Descrever sobre as principais características
gerais, formas de tranmissão e patogênese dos
Clostridium
2. Associe cada espécie as suas, respectivas,
patologias
26