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Monitoria de
Bases Biológicas I
AP2
Monitoras:
Giovanna Lopes
Eugênia Cavalcante
A prova será presencial, no seu dia
de aula e no horário da sua
subturma. Será no laboratório de
Bases BIológicas, localizado no 1º
andar do prédio Anexo (está com
o nome de Laboratório de
Patologia, mas é lá mesmo) <3
Bem-vindos à nossa
revisão da AP2,
componente prático! 
Mitocôndria
Relatório 11
ESTRUTURA
Corpúsculos
Elementares
Complexo proteico
com atividade da ATP-
sintase
Membrana Interna
Impermeável;
Transporte
transmembrana de
prótons (H+)
Matriz Mitocondrial
Enzimas que
metabolizam piruvato e
ác. graxo, RNAt, RNAm
e RNAr
Ribossomos
Mitocondriais
RNAr, participam da
síntese proteica
Correlação Clínica: Miopatia Mitocondrial
Grupo de doenças que 
Fraqueza muscular;
afetam a cadeia respira-
tória do DNA;
Lisossomos
Relatório 12
São organelas associadas à digestão celular;
Primários: ainda sem atividade em processos de digestão;
Secundário: quando associado a algum endossomo ou outro vacúolo
para digestão;
Fagossomo: é a vesícula formada quando uma célula fagocita uma
partícula do meio extracelular;
Autofagossomo: vesícula cdlular que contém enzimas responsáveis
pela destruição da célula;
corpos residuais: partículas que "sobraram" dentro do lisossomo e
não foram digeridas
Lisossomos
Correlações clínicas; Gota e Silicose
Gota: doença caracterizada pela formação de cristais de
ác. úrico nas articulações, os quais são fagocitados pelos
granulócitos e formam pontes com os endossomas,
resultando em deformações nas articulações;
Silicose: acometem principalmente pessoas que trabalham
com minério. A sílica inalada rompe a parede dos
lisossomos, que liberam enzimas digestivas dentro dos
alvéolos
Contração Muscular
Relatório 13
MORFOLOGIA
Células cilíndricas, alongadas
e multinucleadas com
estriações transversais
Função: Contração rápida,
descontínua e voluntária
Através das junções neuromusculares,
pela fenda sináptica, é liberado acetilcolina
 desencadeia uma despolarização do
sarcolema, resultando na abertura dos
canais de cálcio nas cisternas terminais
dos RE. 
1.
2.
Mecanismo de Contração Muscular
3. O cálcio liberado vai se ligar com a
troponina, que pressiona a
tropomiosina, expondo o sítio ativo da
actina, onde a cabeça da miosina se
ligará. 
4. Pelo gasto de energia, a miosina se
rotaciona, aproximando a sua cabeça
do sítio de ligação na actina,
promovendo assim, a contração
muscular. 
 
Correlação Clínica: Miastenia Gravis
A miastenia gravis é uma doença autoimune, caracterizada pela
fraqueza crescente dos músculos esqueléticos
Os anticorpos formados contra os receptores de acetilcolina das fibras
musculares esqueléticas se ligam aos receptores e os bloqueiam 
O número de sítios disponíveis para o início da despolarização do
sarcolema muscular é reduzido. 
Mecanismos de Transporte: Osmose
Relatório 14
Especializações de Membrana: Desmossomos
Relatório 15
Correlação Clínica: Pênfigo
No pênfigo, o corpo sintetiza anticorpos contra as principais proteínas que
constituem os desmossomos. Dessa forma, ocorre perda de adesão entre os
queratinócitos da epiderme, em um processo de clivagem por acantólise.
Especializações de Membrana: Discos Intercalares
Células Musculares Estriadas Cardíacas
Relatório 16
O tecido muscular estriado cardíaco
possui células cilíndricas, alongadas e
ramificadas, que se prendem por meio de
junções intercalares complexas.
São mais curtas em comparação com as
fibras musculares esqueléticas.
Apresentam estriações transversais e
suas fibras contém apenas 1 ou 2 núcleos
elípticos, localizados no centro da fibra. 
As fibras cardíacas são circundadas por uma
delicada bainha de tecido conjuntivo, equivalente
ao endonísio do músculo esquelético.
MORFOLOGIA
Os discos intercalares são complexos
juncionais encontrados na interface de
células musculares adjacentes. Essas junções
podem ser vistas nas fibras musculares
cardíacas como traços retos ou com
aspecto de escada.
Nas partes em escada, distinguem-se
duas regiões: a parte transversal, que
cruza a fibra em ângulo reto (90º), e
a parte lateral, que caminha
paralelamente aos miofilamentos.
DISCOS INTERCALRES
ZÔNULA DE ADESÃO
Especialização da membrana da parte
transversal do disco intercalar, são
encontradas também nas partes
laterais e servem para ancorar os
filamentos de actina dos sarcômeros
terminais. Promovem forte adesão às
células musculares cardíacas para que
elas não se separem durante a
atividade contrátil.
ESTUTURA DOS DISCOS
INTERCALARES
JUNÇÕES COMUNICANTES
Encontradas na parte lateral dos
discos intercalares, responsáveis pela
comunicação iônica de células
musculares adjacentes. São formadas
por proteínas conexinas, organizadas
em grupos de 6 moléculas
(hexômeros), em torno de um poro
hidrofílico (conexons).
ESTUTURA DOS DISCOS
INTERCALARES
DESMOSSOMOS
Encontrados entre as membranas de
células cardíacas e promovem a
adesão entre elas. O lado externo da
sua membrana possui a placa de
ancoragem, constituído de 12
proteínas, onde se inserem filamentos
intermediários. O lado interno possui
duplas de proteínas caderinas,
ajudando na junção entre as placas. 
 Possuem forma de discos. 
ESTUTURA DOS DISCOS
INTERCALARES
D ISCOS INTERCALARES JUNÇÕES COMUNICANTES
DESMOSSOMOS
A função dos discos intercalares é dar
propagação rápida e sincronizada às
contrações do músculo cardíaco, além de
unir as células musculares estriadas
cardíacas entre si através das suas
extremidades.
Especializações de Membrana: Microvilosidades e Estereocílios
Intestino e Epidídimo
Relatório 17
As microvilosidades são projeções da
membrana plasmática frequentemente
digitiformes. São sustentados por
citoesqueleto polimerizado por proteínas,
actina e microfilamentos.
Sua função é ampliar a superfície da
membrana plasmática aumentando sua
eficiência para as trocas com a
cavidade ou o meio extracelular.
Aumenta a superfície de contato para
uma melhor absorção de nutrientes, pois
estão localizados principalmente no
Intestino Delgado.
MICROVILOSIDADES
Os microfilamentos que constituem as
microvilosidades, preenchem e sustentam
elas, tais especializações penetram
profundamente no citoplasma, na base das
projeções, interagindo com os demais
estereocílios do citoesqueleto na região
apical da célula.
Essa concentração de citoesqueleto ao
pé das projeções, denominada trama ou
teia terminal, é facilmente observada
ao microscópio de luz como uma linha
densamente corada.
ESTRUTURA INTERNA DAS
MICROVILOSIDADES
Dentre esses elementos do
citoesqueleto está a proteína
miosina. A interação entre os
microfilamentos de actina e os
feixes de miosina na teia terminal
propiciam às microvilosidades
movimentos como balançar, retrair
e distender, aumentando a
probabilidade de contato entre os
receptores da membrana e os
elementos da cavidade.
ESTRUTURA INTERNA DAS
MICROVILOSIDADES
A doença celíaca é uma
doença autoimune causada
pelo consumo de comidas que
contém glúten. A defesa do
corpo (Sistema Imunológico)
responde com ataque à
estrutura funcional do
Intestino Delgado e a
destruição das microvilosidades
e vilosidades.
Os estereocílios ocorrem em
epitélios absortivos e secretores,
como o do epidídimo e canal
deferente no sistema reprodutor
masculino, mas podem assumir
função sensorial, como nas
células pilosas integrantes do
epitélio dos canais semicirculares
e da cóclea no ouvido interno,
onde podem se mostrar em
associação com os cílios
sensoriais.
ESTEREOCÍLIOS
Os estereocílios possuem citoesqueleto
de preenchimento e ancoragem
idênticos ao de uma microvilosidade
comum, no entanto, podem ainda
revelar algumas características
distintas. 
Seu comprimento e calibre podem
assemelhar-se aos cílios móveis, ou
mostrarem ramificações. Por causa
das eventuais semelhanças com os cílios,
mas sem realizarem os movimentos
ritmados destes, foram então
denominados "falsos cílios".
ESTRUTURA INTERNA DOS
ESTEREOCÍLIOSEspecializações de Membrana: Cílios e Flagelos
Traqueia e Testículo
Relatório 18
Os cílios são especializações da
superfície apical da membrana
plasmática, são projeções cilíndricas
móveis, semelhantes a pelos, contendo
microtúbulos organizados e inseridos no
corpúsculo basal.
CÍLIOS
Sua estrutura interna consiste em
axonema (parte apical do cílio) e
corpo basal (base do cílio).
A função dos cílios é a propulsão de
muco e de outras substâncias sobre a
superfície do epitélio, através de
rápidas oscilações rítmicas.
O axonema consiste em 1 par de
microtúbulos ao centro circundados por
9 pares de microtúbulos, constituindo a
parte apical do cílio. Esses microtúbulos
são formados por um conjunto de 13
protofilamentos que, por sua vez, são
filamentos formados por várias
tubulinas. As tubulinas são
heterodímeros que possuem duas
subunidades (alfa e beta); juntas
constituem a subunidade do microtúbulo.
ESTRUTURA INTERNA DOS
CÍLIOS
A base do cílio é chamada de corpo
basal, formado por 9 trincas de
microtúbulos, semelhante aos centríolos.
Assim, o que difere o corpo basal e o
axonema nos cílios é a disposição dos
microtúbulos nessas regiões.
ESTRUTURA INTERNA DOS
CÍLIOS
Os flagelos são estruturas presentes
em células eucariontes e procariontes,
com a função básica de promover a
locomoção dessas células. A estrutura
interna do flagelo eucarionte
assemelha-se à estrutura interna do
cílio. Também será constituído por
axonema na parte apical e por corpo
basal na base da célula. Já no flagelo
procarionte, haverá a presença do
motor flagelado. 
FLAGELOS
A dineína é a proteína motora responsável pela
movimentação dos cílios e flagelos. Nos flagelos, essa
proteína atua em conjunto com os microtúbulos e
com moléculas de ATP. 
O flagelo bacteriano possui
estrutura interna complexa e
diferente do flagelo do
espermatozoide. O flagelo procarioto
são filamentos helicoidais compostos
por flagelina, cada um com o motor
rotativo na base, no sentido horário
e anti-horário. A sua rotação é
propulsionada pela força protônica,
gerada pelos prótons que ficam
entre as membranas da bactéria.
O motor flagelado converte energia
eletroquímica gerada pelos prótons
através da interação do stator e
rotor. 
 Já os flagelos do
espermatozoide possui as
mesmas estruturas básicas de
um flagelo eucarioto: axonema
com os microtúbulos e corpo
basal. 
FLAGELO EUCAR IONTE
FLAGELO PROCAR IONTE
A Síndrome de Kartagener ou Discinesia Ciliar
Primário estão associadas com anormalidades da
estrutura ciliar, através da perda ou modificação
da estrutura da dineína, modificando seu raio
radial nos cílios e perdendo a parte central de seus
microtúbulos nos flagelos dos espermatozoides. Essa
síndrome causa infertilidade masculina, já que os
danos a proteína dineína impede a locomoção dos
flagelos, comprometido a motilidade dos
espermatozoides, dificultando o processo de
fecundação. 
Mitose
Relatório 19
É o período do ciclo celular que ocorre
antes da Mitose em que a célula
aumenta o seu volume, tamanho e
número de organelas. É a fase onde a
célula reúne condições para a divisão. É
dividida em 4 etapas.
INTÉRFASE
G1 (Síntese proteica): Começa no
final da divisão celular anterior e
termina quando o DNA começa a se
dividir. Aqui a célula cresce e ocorre
uma intensa síntese de RNA e
proteínas, com grande aumento do
citoplasma. 
G0 (Repouso): A célula se concentra
em exercer sua função vital. Só sai
dessa fase quando recebe algum
estímulo para se preparar para a
divisão.
INTÉRFASE
S (Duplicação do DNA): Desencadea a
divisão celular e garante que as células-
filhas recebam as informações genéticas
necessárias. Ocorre a duplicação das
cromátides dos cromossomos, e cada um
fica com duas cromátides-irmãs unidas
pelo centrômero. Também ocorre a
duplicação dos centríolos da célula.
G2 (Duplicação dos centríolos):
Centríolos se separam para os polos
da célula, formando um sistema
importante para a divisão celular: o
fuso mitótico. Ao final dessa fase, a
célula completa seu crescimento e
está pronta pra Mitose.
Na prófase, as células costumam sofrer a
condensação gradual da cromatina (o DNA foi
duplicado na intérfase) que irá constituir os
cromossomos mitóticos. O envoltório nuclear se
fragmenta no final da prófase em virtude da
fosforilação da lâmina nuclear, originando vesículas
que permanecem no citoplasma. 
PRÓFASE
Começam a aparecer microtúbulos entre os
dois pares de centríolos, iniciando-se a
formação do fuso mitótico. Durante essa fase,
o nucléolo se desintegra. 
Os centrossomos e seus centríolos, que
se duplicaram na interfase, separam-se,
migrando um par para cada polo da
célula.
É a fase da Mitose que ocorre depois da
prófase e antes da metáfase.
Aqui o envoltório nuclear se desintegra em
fragmentos e desaparece. Os microtúbulos
que emergem dos centrossomos nos polos
do fuso mitótico atingem os cromossomos
condensados. 
PROMETÁFASE
Outros microtúbulos do fuso fazem
contato com os microtúbulos vindos
do polo oposto. As forças que alguns
motores proteicos exercem nesses
microtúbulos no fuso mitótico movem
o cromossomo até o centro da
célula, iniciando a Metáfase.
No centrômero, cada cromátide-
irmã possui uma estrutura
proteica denominada cinetocoro.
Alguns dos microtúbulos do fuso
mitótico se ligam ao cinetocoro,
arrastando os cromossomos.
I NTERFASE E PROMETAFASE
Na metáfase, os cromossomos migram graças à
participação dos microtúbulos e se dispõem no plano
equatorial da célula, formando a placa equatorial.
Cada cromossomo, cujo DNA já está duplicado,
divide-se longitudinalmente em duas cromátides, que
se prendem aos microtúbulos do fuso mitótico por
meio de uma região, o cinetocoro, localizado no
centrômero. 
METÁFASE
Na anáfase, por um processo complexo, os
cromossomos-filhos separam-se e migram para os
polos da célula, seguindo a direção dos
microtúbulos do fuso. Nesse deslocamento, os
centrômeros seguem na frente e são
acompanhados pelo restante do cromossomo. O
centrômero é uma região mais estreita
(constrição) do cromossomo, que mantém as
cromátides juntas até o início da anáfase.
ANÁFASE
A telófase é caracterizada pela reconstrução dos
envoltórios nucleares das células-filhas, em
consequência da desfosforilação dos filamentos da
lâmina nuclear e da fusão das vesículas originadas do
envoltório nuclear no final da prófase. Os
cromossomos se tornam gradualmente menos
condensados, o que leva ao reaparecimento da
cromatina. À medida que o núcleo se refaz, os
nucléolos se reconstituem.
TELÓFASE
A citocinese, processo que ocorre a divisão do
material nuclear, é acompanhada pela divisão do
citoplasma, que se inicia na anáfase e termina após a
telófase. Consiste no aparecimento de um anel que
consiste em actina e miosina, abaixo da membrana
celular, na zona equatorial da célula. A diminuição
gradual do diâmetro desse anel acaba dividindo o
citoplasma em duas partes iguais, cada uma com um
núcleo novo, originando as duas células-filhas. 
CITOCINESE
Apoptose
Relatório 20
A célula aqui se encontra em
NECROSE.
As células em necrose incham,
suas organelas também
aumentam de volume e,
finalmente, a célula se rompe,
lançando seu conteúdo no
espaço extracelular,
desencadeando processos
inflamatórios.
A célula aqui se encontra em APOPTOSE.
A célula e seu núcleo tornam-se compactos,
diminuindo de tamanho. Nessa fase, a célula
apoptótica é facilmente identificado no
microscópio de luz, porque apresenta o núcleo
com a cromatina muito condensada e corando-se
fortemente. Em seguida, a cromatina é cortada
em pedaços por endonucleases de DNA. O
citoplasma da célula forma saliências que se
separam da superfície celular. Os fragmentos
que se destacam dessa maneira estão envolvidos
por membrana plasmática modificada e os
corpos apoptóticos são rapidamente fagocitados
pelos macrófagos. Em razão disso, a apoptose
não evoca resposta inflamatória.
Boa prova e se cuidem!
Obrigada pela atenção, guerreiros!

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