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Resenha 02 Texto: O Inconsciente, de Sigmund Freud (1915) Aluna: Thaís Barbosa Ribeiro - Matrícula 11411PSI057 Baseado em sua experiência com os pacientes na clínica psicanalítica, Freud, deu uma especial importância as forças do chamado “Inconsciente”, forças estas que influenciam poderosamente o comportamento do ser, ele postulou que a fonte dos problemas emocionais estão nas experiências traumáticas reprimidas dos primeiros anos de vida. Ele justifica o conceito de “Inconsciente” a partir da afirmação de que a consciência é repleta de lacunas - isso se justifica pelo recalcamento das lembranças, os atos falhos (parapraxias), os sonhos e sintomas psíquicos. Para Freud, há conexões correspondentes entre todos os eventos mentais e quando um pensamento ou sentimento parecem não estar relacionados aos pensamentos e sentimentos que o precedem, estas conexões estariam reprimidas no inconsciente. O Inconsciente só pode ser conhecido a partir do consciente, após uma tradução, transformação do que se encontra lá reprimido, para o plano da consciência, através do trabalho psicanalítico essa tradução se torna possível; o indivíduo que se encontra em análise deve suspender as suas resistências - aquelas que anteriormente recalcaram a lembrança no Inconsciente. Ele revelou a partir da noção de Inconsciente que a vida psíquica é povoada de pensamentos inconscientes e daí se originam os sintomas. Ele localiza esse Inconsciente como uma instância psíquica que “guarda” conteúdos e mecanismos e a ele não se associa apenas o que é da ordem do recalcado, mas vai muito mais além, lá residem os conteúdos inatos, filogenéticos, seus conteúdos são representantes da pulsão, fixados em fantasias, manifestações dos desejos. Os atos falhos foram um dos primeiros fenômenos sobre os quais Freud fez especulações, eles são provas dos motivos inconscientes, possuem importante significado psicanalítico, não se dão por acaso. Ele demonstrou que eles possuem um acordo entre o que foi recalcado e o desejo do sujeito, constituem um ato bem sucedido porque o desejo inconsciente se realiza neles. O conteúdo das lembranças encobridoras possui uma ligação de associação a um outro conteúdo que se encontra recalcado. Freud afirma que a memória é de natureza tendenciosa e que seleciona o que recebe, durante a infância as lembranças indiferentes surgem por um processo de deslocamento, as lembranças desconfortáveis são impedidas pela resistência e se encontram no Inconsciente, possíveis de serem trazidas à tona na análise. Os sonhos são a via mais rica para a investigação do Inconsciente do ser, eles são a realização mascarada de desejos proibidos, recalcados. O que é recordado e relatado pelo sujeito é o conteúdo manifesto do sonho, o que é oculto, inconsciente e carece de interpretações é o conteúdo latente do sonho. Esse Inconsciente como instância psíquica é uma brilhante descoberta de Freud, é a partir dessa descoberta que a Psicanálise é definitivamente separada de outras ciências, tais como a Psiquiatria, a Neurologia e a Psicologia. Inicialmente Freud se valeu da hipnose para promover a suspensão da resistência do sujeito, possibilitando que ele trouxesse em palavras as lembranças recalcadas, associadas ao sintoma. Essa prática não dura muito, é ineficaz, os resultados eram de pouca duração. Ele então passou ao método de associação livre, pela fala o paciente tornava possível a liberação dessas emoções escondidas, provocando a descarga destas - catarse.