Prévia do material em texto
Gestão e planejamento nas políticas públicas em saúde e na organização das ações e serviços de saúde no âmbito do SUS JOÃO PESSOA – PB 2020 Profa. Dra. Danyelle Nóbrega de Farias PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE DA FAMÍLIA Conteúdo programático Conceito do Planejamento; O Processo do Planejamento; Planejamento em Saúde; Métodos de Planejamento em Saúde; Planejamento no Sistema Único de Saúde; Princípios do Planejamento do SUS; Instrumentos do Planejamento e Orçamento de Governo; Instrumentos de Planejamento do SUS; Avaliação em Saúde – breve abordagem; Importância da Institucionalização da Avaliação nos Serviços de Saúde; Sistematização de planejamento para Territorialização; Para iniciar... Apresentação do vídeo: Muito desgaste sem planejamento. Disponível em: https://youtu.be/LOyX-vgdQGQ Apresentação do vídeo: Planejamento é tudo. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=nfIx2zk--fk https://youtu.be/LOyX-vgdQGQ http://www.youtube.com/watch?v=nfIx2zk--fk POR QUE PRECISAMOS PLANEJAR? O ato de planejar consiste em desenhar, executar e acompanhar um conjunto de propostas de ação com vistas à intervenção sobre um determinado recorte da realidade. O planejamento pode ser visto como um instrumento de racionalização da ação humana – ação realizada por atores sociais, orientada por um propósito relacionado com a manutenção ou a modificação de uma determinada situação. (Teixeira, 2002) Prática cotidiana de gestão do SUS Enorme avanço e desafio aos gestores Identificar e selecionar conhecimentos, métodos, técnicas e instrumentos de trabalho Tomar decisões e a conduzir o processo de implementação de políticas, planos, programas e ações de saúde O aperfeiçoamento do processo de planejamento e gestão do sistema em todos os níveis demanda Acesso a informações de natureza técnico-científica e político-institucional Contribuem para a incorporação de conhecimentos e tecnologias de formulação, a implementação e a avaliação de políticas, planos, programas e projetos Destinados a intervir sobre o estado de saúde da população e sobre o próprio sistema de serviços de saúde IMPORTANTE! O planejamento é objeto de grande parte do arcabouço legal do SUS, quer indicando processos e métodos de formulação, quer como requisito para fins de repasse de recursos e de controle e auditoria. (Brasil, 2011) Fonte: UFSC, 2012. Figura 1: Planejamento Planejamento Instrumento contínuo para diagnosticar a realidade Propor alternativas para transformá-la Os meios para viabilizar que isso aconteça As oportunidades para executar as ações pensadas Reinício do ciclo CONCEITUANDO O PLANEJAMENTO O Processo de Planejamento O planejamento faz parte de um ciclo administrativo, o qual engloba um conjunto de tarefas e atividades necessárias para administrar uma organização de maneira sequencial e contínua. Fonte: UFSC, 2012. Figura 2: Ciclo administrativo Base para a etapa de planejamento – novo ciclo Por que planejamento na área da saúde? Articula diferentes unidades, programas e serviços para garantir o cuidado à saúde de toda a sociedade; Conforma interesses e conflitos; Isso exige um grande esforço e muita competência de gestão. Impossível realizar sem planejamento! Planejamento em saúde Planejamento em Saúde Potencializa o alcance dos objetivos por reduzir as incertezas envolvidas no processo decisório; Processo contínuo de pensar o futuro; Implica em tomada de decisão permanente; Processo de análise de uma realidade, que permite a identificação do que se deseja alcançar e das decisões a serem tomadas para produzir os resultados esperados; Envolve modos de pensar a realidade, questionamentos para melhor compreendê-la e um processo de decisão continuado sobre o quê, como e quando fazer, sobre quem são os responsáveis pelas ações e sobre os custos envolvidos. Fonte: BRASIL, 2016. Métodos de planejamento em saúde Quando se pretende alcançar objetivos complexos em organizações, como no caso da saúde Fonte: UFSC, 2012. Figura 3: Métodos de planejamento em saúde A s s u m e a lg u n s p re s s u p o s to s e m re la ç ã o à re a lid a d e A s s u m e a re a lid a d e e m u m n ív e l d e c o m p le x id a d e m u ito m a io r A gestão se caracteriza pela incerteza; o campo em que ela transita incorpora a probabilidade do conflito e, por conta disto, o processo de planejamento só pode ser assumido como um processo aberto e sem final definido a priori. Métodos de planejamento em saúde Planejamento Estratégico Situacional Fonte: BRASIL, 2016; UFSC, 2012. No âmbito do SUS Enorme avanço e desafio aos gestores Planejamento no Sistema Único de Saúde Importante ferramenta de gestão Envolve a consolidação de uma cultura que exige mobilização, engajamento e decisão de gestores e profissionais Fonte: BRASIL, 2016. Planejamento em Saúde Ação social Transformação de uma situação em outra melhor Forte aliado da Equipe de Saúde da Família e do Gestor Disponibiliza ferramentas e tecnologias importantes Identificação dos problemas Definição de intervenções eficientes e eficazes Planejamento no Sistema Único de Saúde Fonte: BRASIL, 2016; BRANDÃO; ALVES; BRASIL, 2017. Planejamento no SUS Responsabilidade conjunta das 3 esferas de governo Desenvolver seus processos de planejamento de maneira integrada Levar em conta as atividades das demais esferas Complementaridade Funcionalidade Atividades desenvolvidas Planejamento no Sistema Único de Saúde Fonte: BRASIL, 2016; BRANDÃO; ALVES; BRASIL, 2017. Princípios do planejamento do SUS Princípios do planejamento no SUS 1- o planejamento consiste em uma atividade obrigatória e contínua 2- o planejamento no SUS deve ser integrado ao planejamento governamental geral 3- o planejamento deve respeitar os resultados das pactuações entre os gestores nas Comissões Intergestores Regionais, Bipartite e Tripartite 4- o planejamento deve estar articulado constantemente com o monitoramento, a avaliação e a gestão do SUS 5- o planejamento deve ser ascendente e integrado 6- o planejamento deve contribuir para a transparência e a visibilidade da gestão da saúde 7- o planejamento deve partir das necessidades de saúde da população Fonte: Ministério da Saúde, 2016 Fonte: BRASIL, 2016. Os sete princípios gerais que orientam os gestores das três esferas de gestão na organização de suas atividades de planejamento estão descritos nos seguintes documentos: 1. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. 2. Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990. 3. Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011. 4. Lei Complementar nº141, de 13 de janeiro de 2012. 5. Portaria de Consolidação nº 1, de 28 de setembro de 2017, Arts. 435 ao 441. Princípios do planejamento do SUS Fonte: BRASIL, 2019. 6. Portaria de Consolidação nº 1, de 28 de setembro de 2017, Arts. 94 ao 101. 7. Resolução (CNS) Nº 453, de 10 de maio de 2012 – organização Conselhos; 8. Resolução (CNS) Nº 459, de 10 de outubro de 2012 – orientação relatórios quadrimestrais; 9. Resolução CIT Nº 8, de novembro de 2016 (processo de pactuação interfederativa de indicadores para o período 2017- 2021). Princípios do planejamento do SUS Fonte: BRASIL, 2019. Editada a cada 4 anos - (Lei nº 13.249, de 13 de janeiro de 2016). Lei n. 12.798, de 04 de abril de 2012 Orientar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) Lei nº 13.808, de 15 de janeiro de 2019 Instrumentos de planejamento e orçamento de governo Fonte: BRASIL, 2016; BRANDÃO; ALVES; BRASIL, 2017. Instrumentos de Planejamento do SUS Plano de Saúde Programação Anual de Saúde Relatórios de Gestão Pactuação Interfederativa de Indicadores - SISPACTO INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Instrumento central de planejamento para definição e implementação de todas as iniciativas no âmbitoda saúde para o período de 4 anos Plano de saúde Expresso em diretrizes, objetivos e metas; É vedada a transferência de recursos para o financiamento de ações não previstas nos planos de saúde; Objetivos = o que se pretende Diretrizes = aponta linhas de ação Metas = concretizar os objetivos no tempo, esclarecer e quantificar O que Para quem Quando Explicita os compromissos do governo a partir da Análise Situacional de Saúde da população Fonte: BRASIL, 2016; BRANDÃO; ALVES; BRASIL, 2017. Objetivo Efetivar a atenção básica como espaço prioritário de organização do Modelo de Atenção à Saúde, priorizando para tal, a estratégia de saúde da família; Diretriz Expansão e consolidação da estratégia de saúde da família; Meta Ampliar para 100 o nº de equipes de Saúde da Família; Indicador 40% de cobertura populacional com a estratégia de saúde da família. EXEMPLO Programação Anual da Saúde Coincide com o período definido para o exercício orçamentário – um ano calendário a) Definição das ações – alcance dos objetivos e cumprimento das metas; b) Estabelecimento de metas anuais; c) Identificação dos indicadores – monitoramento; e) Definição de recursos orçamentários. Operacionaliza as intenções expressas no Plano de Saúde Tem por objetivo anualizar as metas do Plano de Saúde e prever a alocação dos recursos orçamentários a serem executados; Precisa de aprovação dos respectivos Conselhos de Saúde. d) Definição dos responsáveis e parceiros; INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Deve conter: Fonte: BRASIL, 2016. O Relatório Anual de Gestão deve ser aprovado pelo Conselho de Saúde, após amplo debate com o gestor. Deve conter: a) Resultado da apuração dos indicadores; b) Análise da execução da programação; c) Recomendações julgadas necessárias (como revisão de indicadores). Recomenda-se também o envio ao Tribunal de Contas do Estado. Relatório Anual de Gestão INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Apresenta os resultados alcançados com a execução da Programação Anual de Saúde; Os gestores apresentam os Relatórios de Gestão quadrimestralmente e anualmente. Fonte: BRASIL, 2016. Linha do Tempo – Programação Anual de Saúde e Relatórios de Gestão JAN FEV MAR MAI SET DEZ Relatório do 3º Quadrimestre do ano anterior Relatório Anual de Gestão do ano anterior Programação Anual de Saúde do ano subsequente Relatório do 1º Quadrimestre do ano de exercício Relatório 2º Quadrimestre do ano de exercício ABR RREO do ano anterior RREO ano de exercício RREO ano de exercício Elaboração da LDO do ano subsequente LDO – Lei de Diretrizes Orçamentárias RREO – Relatório Resumido de Execução Orçamentária SISPACTO INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Fonte: BRASIL, 2016; SÃO PAULO, 2017. SARGSUS - SISTEMA DE APOIO AO RELATÓRIO DE GESTÃO INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Ferramenta de apoio on-line para os estados e municípios elaborarem os Relatórios de Gestão. Acórdão nº 1.459 de 2011 do Tribunal de Contas da União: Instituiu a obrigatoriedade da alimentação do sistema estados e municípios; e Permitiu o acesso aos relatórios de gestão registrados no sistema por qualquer cidadão via rede mundial de computadores. SARGSUS: DESCONTINUIDADE - ficará disponível apenas para encaminhamento de relatórios e apreciação por parte dos Conselhos de Saúde de anos anteriores a 2018 até 31 de dezembro de 2019. Fonte: BRASIL, 2019. Tela inicial de acesso ao SARGSUS http://aplicacao.saude.gov.br/sargsus/ INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS http://aplicacao.saude.gov.br/sargsus/ INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Fonte: BRASIL, 2016. A Portaria Nº 750, de 29 de abril de 2019 do Ministério da Saúde, institui o Sistema DigiSUS Gestor – Módulo Planejamento – DGMP, no âmbito do Sistema Único de Saúde Objetivo da capacitação: Discutir sobre os Instrumentos de Planejamento da Saúde, Ferramentas de Apoio ao Planejamento no SUS, o Papel do Controle Social no Planejamento do SUS e Capacitar Conselheiros Estaduais de Saúde no uso do DigiSUS Gestor – Módulo Planejamento (DGMP) DigiSUS Gestor Módulo Planejamento 1º PASSO: SOLICITAÇÃO DE ACESSO - Deve ser feita pelo Sistema de Cadastro e Permissões de Acesso (SCPA) http://aplicacao.saude.gov.br/datasus-scpaweb-usuario/ O primeiro passo é preencher um cadastro no SCPA. Quem já está cadastrado, basta acessar o SCPA e solicitar acesso ao sistema desejado http://aplicacao.saude.gov.br/datasus-scpaweb-usuario/ Pactuação Interfederativa de Indicadores INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Consiste no processo anual de pactuação interfederativa (Estados e Municípios) de metas para indicadores estabelecidos em âmbito nacional – SISPACTO. É um acordo firmado entre os representantes dos três entes federados e torna-se um compromisso de importância nacional. Prioriza o monitoramento de determinados aspectos da saúde em âmbito nacional, de modo a retratar a realidade e também fomentar a alteração da situação de saúde nos estados e municípios. Fonte: BRASIL, 2016. INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Fonte: BRASIL, 2016. Pactuação Interfederativa de Indicadores de Saúde 2017-2021 (Resolução CIT Nº 8, de 24 de novembro de 2016) Processo desenvolvido a cada ano, com vistas ao fortalecimento do Planejamento em Saúde Estabelece rol único de indicadores para pactuação nacional, classificados em universais e específicos. Indicadores universais – Expressam o acesso e a qualidade da organização em redes, alem de considerar os indicadores epidemiológicos de abrangência nacional e desempenho do sistema (IDSUS), sendo de pactuação comum e obrigatória nacionalmente; Indicadores específicos – Expressam as características epidemiológicas locais e de organização do sistema e de desempenho do sistema (IDSUS), sendo de pactuação obrigatória quando forem observadas as especificidades no território. INSTRUMENTOS BÁSICOS DE PLANEJAMENTO NO SUS Fonte: BRASIL, 2016. A formalização do processo de pactuação será mediante inserção das metas e validação no sistema DigiSUS, com posterior homologação pela Secretaria Estadual de Saúde. O Conselho de Saúde, acessando seu perfil, terá acesso às metas preenchidas pelo gestor para que faça a inserção do parecer. Após a inclusão das considerações pelo conselho de saúde, este poderá retornar a pactuação para ajustes pelo município (inicia-se o fluxo novamente), ou aprovar. O Conselho de Saúde deverá anexar a resolução referente. Destaca-se que no perfil do Conselho de Saúde não será possível editar os valores das metas. Nos relatórios quadrimestrais, a inserção de resultados será facultativa para aqueles indicadores cujos resultados parciais são passíveis de apuração no período, conforme os resultados que o gestor tiver disponível nas bases locais. Pactuação Interfederativa de Indicadores de Saúde 2017-2021 Planejamento Situacional em Saúde Análise da situação de saúde: problemas (necessidades, riscos e danos) Formulação de políticas e definição de prioridades • em diversos níveis de governo (nacional, estadual, municipal ) gestão e gerência do sistema de saúde • com diversos níveis de abrangência segundo problemas/grupos sociais (geral, particular, singular) Programação • programação de ações em sistemas de saúde • ações programáticas em unidades de saúde Gerenciamento da execução Enfoque do PES na Saúde Os 4 momentos do PES Explicativo: o que é, o que tende a ser? (Análise da situação inicial) Normativo: o que deve ser? (Desenho da SO, Programa Direcional) Estratégico: o que fazer? Com quem? Como? Para que? (Análise de viabilidade) Tático-operacional: fazendo .... (Condução do processo de operacionalização dos módulos do Plano) Planejamento Situacional em Saúde Análise da situação de saúde Problemas de saúde e problemas do sistemade serviços Necessidades, riscos e danos que afetam indivíduos e grupos; Insuficiência (de recursos) , ineficiência (gerencial), ineficácia (dos serviços) , inequidade (do sistema). Inadequação (das respostas sociais e do sistema de saúde aos problemas e necessidades) Métodos, técnicas e procedimentos para ASIS territorialização dos problemas e grupos sociais articulação dos enfoques clínico, epidemiológico e social envolvimento dos diversos atores sociais e políticos Planejamento Situacional em Saúde Políticas e prioridades Formulação de políticas em diversos níveis de governo (nacional, estadual, municipal ) em diversos âmbitos da gestão do sistema de saúde em diversos espaços de gerência de serviços de saúde em diversos níveis de abrangência:geral, particular, singular Métodos e técnicas para formulação de políticas Seleção de prioridades priorização de problemas, grupos sociais e/ou ações critérios de priorização técnicas de seleção de prioridades Planejamento Situacional em Saúde Processo de programação • Programação de ações Ações finalísticas e ações estratégicas Ações de saúde (promoção, prevenção e recuperação) Ações político-gerenciais e organizativas • Ações programáticas Segundo problemas específicos Segundo grupos sociais específicos Segundo áreas territoriais especificas • Processo de programação Elaboração de módulos operacionais Planejamento Situacional em Saúde Gerenciamento da execução Perfil do Dirigente perícia, conhecimento, experiência Gerência de Operações condução e organização do processo de trabalho seleção de tecnologias Monitoramento e prestação de contas controle social controle gerencial controle de qualidade Planejamento Situacional em Saúde MACRO: possibilidade de utilização da crítica ao enfoque estratégico situacional à luz da teoria da ação comunicativa, para a redefinição das relações entre atores sociais no processo de formulação de políticas; MESO: possibilidade de utilização do enfoque situacional, aliada a abordagens provindas da análise institucional e da “administração pública gerencial”, para o desencadeamento de processos de mudança organizacional no setor público MICRO: possibilidade de utilização do enfoque situacional , ao lado de outras contribuições para o “planejamento das práticas de saúde”, na perspectiva de mudança do processo de trabalho em saúde. Planejamento Situacional em Saúde Esses instrumentos interligam-se sequencialmente, compondo um processo cíclico de planejamento, monitoramento e avaliação Planejamento Monitoramento Avaliação Base para a etapa de planejamento – novo ciclo Fonte: BRASIL, 2016; BRANDÃO; ALVES; BRASIL, 2017. Monitoramento Acompanhamento sistemático de objetivos e metas que foram definidos para um projeto, programa ou serviço. Avaliação A coleta sistemática de dados sobre atividades, características e efeitos de programas para uso de interessados, de forma a reduzir incertezas, melhorar a efetividade e tomar decisões com respeito ao que aquele programa está fazendo, quais são seus resultados e como pode ser ajustado AVALIAÇÃO EM SAÚDE A partir dos indicadores de saúde Fonte: BRANDÃO; ALVES; BRASIL, 2017. Fonte: BRASIL, 2010. Expectativas da avaliação na Atenção Básica no SUS Importância da institucionalização da avaliação nos serviços de saúde Possibilita monitorar a capacidade dos serviços em responder às necessidades em saúde; Acompanhar os efeitos das intervenções; Identificar e corrigir problemas; Retroalimentar equipes de saúde, gestores, políticos e comunidades; Auxilia na tomada de decisão, ação capaz de subsidiar mudanças na construção e/ou na implementação de programas, projetos ou políticas de saúde. Demanda interna de acompanhamento de todo o processo de planejamento e gestão das políticas e/ou programas Carvalho et al., 2012 A avaliação é, pois, um poderoso instrumento de mudança que não deve ser visto como uma ameaça, mas sim como um incentivo para que os diferentes serviços de saúde cumpram padrões mínimos de qualidade Samico et al., 2010; Brousselle et al., 2011 TERRITORIALIZAÇÃO EM SAÚDE CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V TERRITÓRIO • A territorialização do Sistema Único de Saúde significa organizar os serviços de acordo com o território, ou seja, conhecer o território, onde a vida acontece, e, a partir das suas necessidades organizar os serviços. •Elemento para o planejamento e construção de um modelo adequado a realidade local; • Os serviços de saúde devem se adaptar às necessidades da população, e não o contrário. •Segundo DIAS et al (2009) A territorialização na APS é de suma importância, pois permite identificar os problemas de saúde da população, bem como delineá-la e caracterizá-la, além de criar vínculo entre a equipe da ESF e os usuários dos serviços de saúde, favorecendo assim, o acesso aos serviços e análise dos impactos das ações. CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Introdução O Sistema Único de Saúde (SUS) → Início da década de 1990, após a promulgação da Lei Orgânica da Saúde, lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, complementada pela lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990 Diversidade de ações e serviços Descreve-se o modelo institucional do SUS Esferas de governo, Comissões Intergestoras na Saúde, Conferências e Conselhos de saúde (RAMOS, DE MIRANDO NETTO, 2017) CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Introdução Programa de Saúde da Família (PSF) Organização da APS Estratégia de reorientação do modelo assistencial, com potencial caráter substitutivo das práticas convencionais Novo modelo na atenção à saúde X Modelo assistencial mecanicista e biomédico Modelo de saúde coletivo, multiprofissional e centrado na família e na comunidade (GOMES, OLIVEIRA,2001) CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Introdução APS Porta de entrada (GOMES, COTTA, et al., 2001) Cuidados primários de saúde Sistemas de referência integrados, funcionais e mutuamente amparados, levando à progressiva melhoria dos cuidados gerais de saúde para a população Atenção primaria saúde + Atenção básica = Atenção à saúde (MOROSIN, CORBO;2007) (GOMES, COTTA, et al., 2001) CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Organizar a Rede de Cuidado progressivo do sistema e garantir a população acesso aos serviços básicos, especializados e assistência hospitalar Distrito Sanitário Distrito I, II, III, IV e V Distrito IV Alto do Céu, Ipês, Cordão Encarnado, Varadouro, Distrito Mecânico, Ilha do Bispo, Mandacaru, 13 de maio, Roger, Padre Zé, Jaguaribe, Tambiá, Bairro dos Estados, Pedro Gondim e Centro CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V 29 Equipes de Saúde da Família ALTO I e II; ALTO INTEGRADO III, IV, V e VI; MANDACARU VII, VIII e IX; IPÊS; VIVER BEM INTEGRADO; TAMBIÁ; ROGER I, II e III; VARADOURO I e II; CORDÃO I e II; DISTRITO MECÂNICO I e II; ILHA I e II; MATINHA I; MATINHA II; PAULO AFONSO 3 Unidades Básicas de Saúde Distrito Sanitário Distrito Sanitário IV CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Farmácias polo UBS MANDACARU; USF VIVER BEM INTEGRADO; USF ROGER I E II; USF ALTO DO CÉU INTEGRADO; USF DISTRITO MECÂNICO I E II; USF ILHA DO BISPO I E II; USF IPÊS; USF VARADOURO I E II; USF MATINHA I O processo de regulação Polo de marcação e núcleo de regulação Distrito Sanitário Distrito Sanitário IV CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Hospitais de apoio HOSPITAL SANTA ISABEL, HOSPITAL EDSON RAMALHO, HOSPITAL 13 DE MAIO, HOSPITAL PADRE ZÉ Serviço de especialidade CAISI; CAPSI; CAPS GUTEMBERG BOTELHO, RESIDÊNCIA TERAPÊUTICO, CRAS, ILHA DO BISPO E PADRE ZÉ, REGULAÇÃO, CAIS JAGUARIBE, CENTRO DE REFERÊNCIA DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA Distrito Sanitário Distrito Sanitário IV CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Centro do território do Distrito Sanitário V, situado à Rua Ariosvaldo Silva, 842, Torre Distrito Sanitário Distrito Sanitário IV CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Rua Porfírio Ribeiro, Alto do Céu, abrangência de Mandacaru, João Pessoa Unidade Integrada CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Inaugurada em 2007 Escola Estadual de Ensino Fundamental Padre Ibiapina Unidade Integrada CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Unidade Integrada Estrutura física UNIDADE INTEGRADA USF ALTO DO CÉU III USF ALTO DO CÉU IV USF ALTO DO CÉU V USF ALTO DO CÉU VI CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Unidade Integrada Estrutura física Horário de funcionamento: Manhã Tarde Noite CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Unidade Integrada Estrutura física CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Unidade Integrada Estrutura física CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Unidade Integrada Estrutura física CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Unidade Integrada Estrutura física CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Territorialização Surgimento do bairro Mandacaru Início geográfico das ocupações Infraestrutura Equipes de Saúde da Família CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Territorialização Povoado em meados de 80 2007: Construção da USF integrada Meados de 2000: Ainda se pescava CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Territorialização População estimada > 8.000 10 MA, sendo 2 descobertas de ACSs 06 Associações comunitárias com ACSs ativos politicamente 01 unidade de polícia solidária 01 escola municipal e 01 CREI 01 CRAS 01 Centro de Cidadania Muitos centros religiosos. Predominantemente evangélicos e em menor número: templos católicos, de matriz africana, afrobrasileira e espíritas. CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Territorialização CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Alta demanda Acessibilidade comprometida pelo relevo Mangue poluído Condições de saneamento básico são precárias A população residente contribui para o agravo da situação Disputa entre 02 facções pelo tráfico de drogas Problemas sociais que agravam a saúde, como desemprego, violência e baixa renda que atinge diretamente ou indiretamente a comunidade em relação aos determinantes de saúde Territorialização Desafios do território CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Territorialização Equipamentos Sociais CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Mapa Situacional CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Mapa Situacional CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Mapa Situacional CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Mapa Situacional CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Mapa Situacional CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Mapa Situacional CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Fator de escolha da família Complexidade do caso Família Usuária, filha/cuidadora, genro e neta M.L.F; 61 anos Diabética; Hipertensa; Renal crônica ; AVC Depressão Caracterização da Família CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Avaliação fisioterapêutica Inspeção e palpação: Apresenta pele ressecada e edemas de membros inferiores com cacifo positivo. Avaliação da Amplitude de Movimento(ADM) e Força Muscular: Não realiza ADM ativa do hemicorpo esquerdo, apresenta espasticidade no membro superior esquerdo. CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Avaliação fisioterapêutica Quando investigado sobre suas higiene corporal e as AVD´s a mesma necessita de ajuda da cuidadora para realizar. Conduta: Alongamentos ADM- passiva do lado acometido; ADM ativa do lado contralateral; Treino de sentar- levantar Elevação dos membros inferiores; Mobilizações de punho e tornozelo; CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Avaliação da Enfermagem Ao exame clínico a usuária apresentava pele hipocorada, apesar de colaborativa, encontrava-se entristecida, tendo chorado em um dado momento da visita. Apresentava pico hipertensivo à verificação de PA, mobilidade comprometida e edema de MMII. Conduta: Orientações junto a equipe multiprofissional, oferta de atenção e apoio psicológico. Articulação junto a equipe a respeito do manejo do caso, ver a possibilidade de viabilização de cadeiras de rodas para usuária junto a equipe NASF. CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Avaliação do Farmacêutico Solicitado para filha/cuidadora os nomes dos medicamentos que a paciente fazia uso e posologia Medicamentos em uso: Cilostazol 50mg 2x/dia Glibenclamida 5mg 1x/dia Furosemida 40mg 1x/dia Anlodipino 10mg 1x/dia Atensina 0,100 mg 2x/dia CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Avaliação do Farmacêutico Conduta: Foi prestada informações sobre o modo correto de administração dos medicamentos Cilostazol 50mg: Em jejum ou respeitando o intervalo de meia hora antes ou duas após o café da manha ou jantar Sugestão para a médica de mudança de terapia hipoglicemiante de sulfonilureia (glibenclamida) para insulinoterapia Furosemida 40mg: Não tem necessidade de ser tomada em jejum mas sim pela manhã, evitar noctúria CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Avaliação do Farmacêutico Conduta: Anlodipino 10 mg: Medicamento não deve ser partido Atensina 0,100 mg: Filha/Cuidadora, relata que esta tendo dificuldade de encontrar o medicamentos, explico que o mesmo encontra-se em falta na industria, sugiro a médica mudança para hidralazina 25 mg Intervenções farmacêuticas aceitas CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Objetivos(ESF): Garantir uma melhora na qualidade de vida da usuária Prestar apoio e orientar a mesma quanto ao fluxo da rede de saúde Contribuir com o tratamento da hemodiálise Metas(ESF): Ofertar atendimento de um profissional nutricionista- Acionar o NASF para visita Ofertar atendimento de um profissional fisioterapeuta- Acionar NASF para visita Ofertar atendimento de um profissional Psicologo- Acionar NASF para visita CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Cuidador Ajudar a usuária a frequentar a igreja, grupos de orações, grupos de idosos Promover momentos familiares e convívio com amigos para a usuária Definição do profissional de referência do caso Enfermeira da Unidade V Definição de periodicidade para reavaliação Realizar visita mensal para reavaliação após o atendimento da nutricionista e do fisioterapeuta CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V Propostas de intervenção com cronograma Junho Visita do Nutricionista Junho Visita do Fisioterapeuta Julho Reavaliação com a Equipe Multiprofissional CARTOGRAFIA DA USF INTEGRADO ALTO DO CÉU V A Sala de Situação de saúde disponibiliza indicadores epidemiológicos e operacionais relacionados a doenças e agravos caracterizados como problema de saúde pública. auxiliando na elaboração de análises contextuais utilizadas na formulação de políticas e na avaliação de intervenções específicas no campo da saúde. Portanto, o diagnóstico situacional possibilitou a visualização da realidade de trabalho na UBS, da necessidade da população e do perfil da comunidade. Considerações Finais Referências BRASIL. Manual de planejamento no SUS / Ministério da Saúde, Fundação Oswaldo Cruz. – 1. ed., rev. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 138 p. BRANDÃO, G.C.G.; ALVES, L.P.; BRASIL, M.L. Construções em saúde Coletiva. Ideia, 2017. 233p. BROUSSELLE, A. et al. Avaliação: conceitos e métodos. Editora Fiocruz, 2011. 291p. CARVALHO, A.L.B et al. A gestão do SUS e as práticas de monitoramento e avaliação: possibilidades e desafios para a construção de uma agenda estratégica. Ciência & Saúde Coletiva, v.17, n.4, p.901-911, 2012. PINHEIRO, R.; SILVA JUNIOR, A.G.; MATTOS, R.A. Atenção Básica e integralidade: contribuições para estudos de práticas avaliativas em saúde. Abrasco, 2008. PRADO, Marta Lenise do et al . Arco de Charles Maguerez: refletindo estratégias de metodologia ativa na formação de profissionais de saúde. Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro, v. 16, n. 1, p. 172-177. 2012. SAMICO et al.. Avaliação em Saúde: bases conceituais e operacionais. Rio de Janeiro: Medbook, 2010. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Centro de Ciências da Saúde. Planejamento na atenção básica. 2. ed. – Santa Maria : Ed. PRE, 2017. UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO. Gestão pública em saúde: a Importância do planejamento na gestão do SUS. São Luís, 2016.