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TCC---Karen-Andreza-Marcelino

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KAREN ANDREZA MARCELINO 
 
 
 
 
 
 
ESTUDO COMPARATIVO ENTRE OS COMPORTAMENTOS 
ESTRUTURAIS DE ESCADAS APOIADAS E 
AUTOPORTANTES EM CONCRETO ARMADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
NATAL-RN 
2022
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE 
CENTRO DE TECNOLOGIA 
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL 
 
Karen Andreza Marcelino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estudo comparativo entre os comportamentos estruturais de escadas apoiadas e autoportantes 
em concreto armado 
 
 
 
Trabalho de Conclusão de Curso na modalidade 
Monografia, submetido ao Departamento de 
Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte como parte dos requisitos 
necessários para obtenção do título de Bacharel em 
Engenharia Civil. 
 
Orientador: Prof. Dr. José Neres da Silva Filho 
 
Coorientador: Eng. MSc. Pedro Mitzcun Coutinho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Natal-RN 
2022 
Marcelino, Karen Andreza.
 Estudo comparativo entre os comportamentos estruturais de
escadas apoiadas e autoportantes em concreto armado / Karen
Andreza Marcelino. - 2022.
 87 f.: il.
 Monografia (Graduação) - Universidade Federal do Rio Grande
do Norte, Centro de Tecnologia, Curso de Engenharia Civil,
Natal, RN, 2022.
 Orientador: Prof. Dr. José Neres da Silva Filho.
 Coorientador: Me. Pedro Mitzcun Coutinho.
 1. Escadas apoiadas - Monografia. 2. Escadas autoportantes -
Monografia. 3. Métodos analíticos e numéricos - Monografia. 4.
Esforços internos - Monografia. 5. Deslocamentos - Monografia.
I. Silva Filho, José Neres da. II. Coutinho, Pedro Mitzcun. III.
Título.
RN/UF/BCZM CDU 645.497
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Sistema de Bibliotecas - SISBI
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Central Zila Mamede
Elaborado por Ana Cristina Cavalcanti Tinôco - CRB-15/262
Karen Andreza Marcelino 
 
 
 
Estudo comparativo entre os comportamentos estruturais de escadas apoiadas e autoportantes 
em concreto armado 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso na modalidade 
Monografia, submetido ao Departamento de 
Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio 
Grande do Norte como parte dos requisitos 
necessários para obtenção do título de Bacharel em 
Engenharia Civil. 
 
 
Aprovado em 11 de fevereiro de 2022: 
 
 
___________________________________________________ 
Prof. Dr. José Neres da Silva Filho – Orientador 
 
___________________________________________________ 
Eng. MSc. Pedro Mitzcun Coutinho – Coorientador (FUNPEC/UFRN) 
 
___________________________________________________ 
Profa. Dra. Fernanda Rodrigues Mittelbach – Examinadora interna (UFRN) 
 
___________________________________________________ 
Prof. Dr. Rodrigo Barros – Examinador interno (UFRN) 
 
 
 
 
 
 
Natal-RN 
 2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
À minha mãe, que me abastece diariamente 
com seu amor incondicional, me dando forças 
para seguir em frente. E ao meu pai, meu anjo 
da guarda, que me acompanha a cada passo, 
iluminando o meu caminho nesta jornada. 
 
Tudo é por vocês e para vocês. 
AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço à minha família, que me supriu com todo o amor e carinho que uma pessoa 
poderia desejar na vida. À minha mãe, que pacientemente me dá apoio e ânimo todos os dias, 
me nutrindo com seu amor e me inspirando a ser um ser humano melhor. Ao meu pai, que em 
vida fez tudo por mim, e que, agora, me norteia do céu. E ao meu irmão, por todo o 
incentivo. 
Ao meu orientador, Prof. Dr. José Neres da Silva Filho, por ter sido uma luz na minha 
vida acadêmica, me lembrando da minha capacidade e me encorajando a ser a melhor 
profissional que eu possa ser. 
Ao Eng. MSc. Pedro Mitzcun Coutinho, pelo auxílio como coorientador, contribuindo 
para o meu crescimento acadêmico nesta reta final do curso, bem como para o início da minha 
vida profissional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
Estudo comparativo entre os comportamentos estruturais de escadas apoiadas e 
autoportantes em concreto armado 
 
O presente trabalho tem como objetivo realizar um estudo comparativo entre os cálculos 
analíticos de escadas apoiadas e autoportantes em concreto armado. Para tanto, foram 
determinados os aspectos geométricos das escadas de estudo, além das ações atuantes nestas, 
de acordo com a NBR 6120 (ABNT, 2019). Em seguida, foram obtidos os esforços 
solicitantes internos através de métodos analíticos e numéricos, sendo utilizado o Software 
Ftool (MARTHA, 2018) para as escadas convencionais e os métodos de Araújo (2014) e 
Knijnik & Tavares (1977) para as escadas autoportantes. Foram determinados, também, os 
deslocamentos das escadas por meio do Software Ftool (MARTHA, 2018), para as escadas 
convencionais, e pelo método de Araújo (2014), para as escadas autoportantes. Além disso, 
foram realizados os dimensionamentos das estruturas segundo a NBR 6118 (ABNT, 2014) e 
posterior análise comparativa entre os resultados de esforços, deslocamentos e 
dimensionamentos dos sistemas, com foco na eficiência estrutural, levando em consideração 
as variáveis “espessura da laje” e “vinculações”, para as escadas apoiadas, e “espessura da 
laje” e “método de cálculo dos esforços”, para autoportantes. Verificou-se que a maior parte 
das amostras analisadas apresentou um aumento na variação percentual de momentos fletores, 
assim como na análise de forças cortantes, realizada para uma parte das amostras. Em se 
tratando de deslocamentos e áreas de aço de cálculo, houve a diminuição para todas as 
amostras. 
 
Palavras-chave: Escadas apoiadas. Escadas autoportantes. Métodos analíticos e numéricos. 
Esforços internos. Deslocamentos. 
 
 
 
 
 
 
 
ABSTRACT 
 
Comparative study between the structural behavior of supported and free-standing 
stairs in reinforced concrete 
 
The present work aims to carry out a comparative study between the analytical calculations of 
supported and free-standing stairs in reinforced concrete. To this end, the geometric aspects of 
the study stairs were determined, as well as the loads acting on them according to NBR 6120 
(ABNT, 2019). Then, the internal stresses were obtained through analytical and numerical 
methods, using the Ftool Software (MARTHA, 2018) for the conventional stairs and the 
Araújo (2014) and Knijnik and Tavares (1977) methods for the free-standing stairs. The 
stairs’ displacements were also determined using the Ftool Software (MARTHA, 2018) for 
the conventional stairs and by the method of Araújo (2014) for the self-supporting stairs. In 
addition, the design of the structures was carried out according to NBR 6118 (ABNT, 2014) 
and then it was made a comparative analysis between the results of stresses, displacements 
and design of the structures, focusing on structural efficiency, considering the variables "slab 
thickness" and “landings” for supported stairs and “slab thickness” and “calculation method” 
for free-standing stairs. It was found that most of the analyzed samples showed an increase in 
the percentage variation of bending moments, as well as in the analysis of shear forces 
performed for a part of the samples. In terms of displacements and steel areas, there was a 
decrease for all samples. 
 
Keywords: Supported stairs. Self-supporting stairs. Analytical and numerical methods. 
Internal efforts. displacements. 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
Figura 1 - Algumas formas de escadas em edifícios: (a) escada reta apoiada no patamar; (b) 
escada reta apoiada lateralmente; (c) escada com lances adjacentes; (d) escada em U; (e) 
escada em leque; e (f) escada bifurcada ................................................................................... 21 
Figura 2 - Principais dimensões de escadas..............................................................................23 
Figura 3 - Diferentes sistemas estruturais para escadas armadas longitudinalmente: a) 
esquema da escada em planta; b) escada apoiada nas extremidades AE e DH; c) escada 
engastada nas extremidades AE e DH; d) escada apoiada nos pontos BF e CG; e) escada 
apoiada nas extremidades AE e DH e no ponto CG; e f) escada apoiada nas extremidades AE 
e DH e nos pontos BF e CG ..................................................................................................... 27 
Figura 4 - Classificações das escadas quanto à direção das armaduras principais ................... 28 
Figura 5 - Disposição da armadura em uma escada apoiada em vigas laterais ........................ 29 
Figura 6 - Modelo de cálculo e esforços solicitantes da escada armada transversalmente: a) 
modelo de cálculo; b) diagrama de momentos fletores; e c) diagrama de forças cortantes ..... 30 
Figura 7 - Escada apoiada em vigas nas extremidades ............................................................. 30 
Figura 8 - Decomposição das cargas atuantes: a) carga aplicada na projeção horizontal do vão; 
b) componente da carga transversal à laje da escada; e c) componente da carga paralela à laje 
da escada ................................................................................................................................... 31 
Figura 9 - Configuração das armaduras e empuxo ao vazio de escadas armadas 
longitudinalmente ..................................................................................................................... 31 
Figura 10 - Escada armada em cruz.......................................................................................... 32 
Figura 11 - Corte de uma escada autoportante genérica ........................................................... 33 
Figura 12 - Momentos transversais médios no patamar ........................................................... 34 
Figura 13 - Consideração do patamar engastado nos lances .................................................... 35 
Figura 14 - Carregamento nos lances isolados ......................................................................... 36 
Figura 15 - Diagrama de momentos fletores na direção longitudinal ...................................... 37 
Figura 16 - Diagrama de forças cortantes ................................................................................. 37 
Figura 17 - Sistema de estrutura de barras espacial.................................................................. 38 
Figura 18 - Modelo analítico do método de Knijnik & Tavares (1977) ................................... 39 
Figura 19 - Curva para obtenção de esforços ........................................................................... 39 
Figura 20 - Perspectivas da geometria da estrutura do edifício ................................................ 42 
Figura 21 - Planta de formas da caixa de escada (cm) ............................................................. 43 
Figura 22 - Fluxograma de amostras ........................................................................................ 45 
Figura 23 - Interpretação das nomenclaturas das amostras ...................................................... 45 
Figura 24 - Dimensões da escada (cm) ..................................................................................... 48 
Figura 25 - Corte A-A’ ............................................................................................................. 49 
Figura 26 - Corte B-B’ ............................................................................................................. 49 
Figura 27 - Esquema estrutural da amostra .............................................................................. 51 
Figura 28 - Diagrama de forças cortantes (kN) ........................................................................ 51 
Figura 29 - Diagrama de momentos fletores (kNm)................................................................. 52 
Figura 30 - Situação deformada da estrutura (mm) .................................................................. 52 
Figura 31 - ECA15-1: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) .................... 79 
Figura 32 - ECA18-1: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) .................... 79 
Figura 33 - ECA12-2: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) .................... 80 
Figura 34 - ECA15-2: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) .................... 80 
Figura 35 - ECA18-2: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) .................... 81 
Figura 36 - ECS12: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) ........................ 81 
Figura 37 - ECS15: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) ........................ 82 
Figura 38 - ECS18: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) ........................ 82 
Figura 39 - ECE12: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) ........................ 83 
Figura 40 - ECE15: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) ........................ 83 
Figura 41 - ECE18: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos fletores (kNm) ........................ 84 
 
LISTA DE GRÁFICOS 
 
Gráfico 1 - Momentos fletores positivos na região do lance das amostras do grupo G1 ......... 61 
Gráfico 2 - Momentos fletores positivos na região do patamar 1 das amostras do grupo G1 .. 61 
Gráfico 3 - Momentos fletores negativos na região do patamar 1 das amostras do grupo G1 . 62 
Gráfico 4 - Momentos fletores positivos na região do patamar 2 das amostras do grupo G1 .. 62 
Gráfico 5 - Momentos fletores negativos na região do patamar 2 das amostras do grupo G1 . 63 
Gráfico 6 - Forças cortantes na viga inferior das amostras do grupo G1 ................................. 66 
Gráfico 7 - Forças cortantes na viga intermediária das amostras do grupo G1 ........................ 66 
Gráfico 8 - Forças cortantes na viga superior das amostras do grupo G1 ................................ 67 
Gráfico 9 - Momentos fletores positivos na região do lance das amostras do grupo G2 ......... 68 
Gráfico 10 - Momentos fletores negativos na região do lance das amostras do grupo G2 ...... 69 
Gráfico 11 - Momentos fletores negativos na região do patamar 2 das amostras do grupo G2
 .................................................................................................................................................. 69 
Gráfico 12 - Flechas máximas das amostras do grupo G1 ....................................................... 71 
Gráfico 13 - Flechas máximas das amostras do grupo G2 ....................................................... 72 
Gráfico 14 - Áreas de aço das amostras dos grupos G1 e G2 .................................................. 73 
 
 
LISTA DE QUADROS 
 
Quadro 1 - Resumo da caracterização dos modelos estruturais de estudo ............................... 47 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE TABELAS 
 
Tabela 1 - Espessuras vertical e média das lajes ...................................................................... 49 
Tabela 2 - Cargas totais atuantes na escada .............................................................................. 50 
Tabela 3 - Momentos de fissuração e constantes elásticas ....................................................... 53 
Tabela 4 - Esforços solicitantes internos das escadas do grupo G1 ......................................... 54 
Tabela 5 - Flechas máximas das escadas do grupo G1 (mm) ................................................... 54 
Tabela 6 - Áreas de aço de cálculo dos lances do grupo G1 .................................................... 55 
Tabela 7 - Áreas de aço de cálculo do patamar P1 do grupo G1 .............................................. 56 
Tabela 8 - Áreas de aço de cálculo do patamar P2 do grupo G1 ..............................................56 
Tabela 9 - Resumo das áreas de aço de cálculo das amostras do grupo G1 ............................. 57 
Tabela 10 - Resumo das áreas de aço das amostras do grupo G1 segundo disposições 
construtivas ............................................................................................................................... 57 
Tabela 11 - Esforços solicitantes internos das escadas do grupo G2 ....................................... 58 
Tabela 12 - Flechas máximas das escadas do grupo G2 (mm) ................................................. 58 
Tabela 13 - Áreas de aço de cálculo dos lances do grupo G2 .................................................. 59 
Tabela 14 - Áreas de aço de cálculo do patamar P2 do grupo G2 ............................................ 59 
Tabela 15 - Resumo das áreas de aço de cálculo das amostras do grupo G2 ........................... 59 
Tabela 16 - Resumo das áreas de aço das amostras do grupo G2 segundo disposições 
construtivas ............................................................................................................................... 59 
Tabela 17 - Comparativo entre os momentos fletores das amostras do grupo G1 ................... 64 
Tabela 18 - Comparativo entre as forças cortantes das amostras do grupo G1 ........................ 67 
Tabela 19 - Comparativo entre os momentos fletores das amostras do grupo G2 ................... 70 
Tabela 20 - Comparativo entre as flechas máximas das amostras do grupo G1 ...................... 71 
Tabela 21 - Comparativo entre as flechas máximas das amostras do grupo G2 ...................... 72 
Tabela 22 - Comparativo entre as áreas de aço das amostras dos grupos G1 e G2 .................. 73 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE SÍMBOLOS 
 
H Desnível de uma escada 
e Altura dos degraus de uma escada 
n Número de degraus de uma escada 
g Profundidade dos degraus de uma escada 
h Altura da laje do lance de uma escada 
ℎ1 Altura vertical da laje do lance de uma escada 
ℎ𝑚 Altura vertical média da laje do lance de uma escada 
ℎ𝑝 Altura da laje do patamar de uma escada 
𝛼 Ângulo de inclinação de uma escada 
𝛾𝑐 Peso específico aparente do concreto 
𝑔𝑝 Carga linear uniformemente distribuída de peso próprio do patamar de 
uma escada 
𝑔𝑙 Carga linear uniformemente distribuída de peso próprio do lance de 
uma escada 
𝑔𝑟 Carga linear uniformemente distribuída de peso próprio do 
revestimento 
q Carga acidental linear uniformemente distribuída 
𝑙𝑦 Vão na direção longitudinal de uma laje 
𝑙𝑥 Vão na direção transversal de uma laje 
𝑀𝑚á𝑥 Momento fletor máximo 
p Carga linear uniformemente distribuída atuante sobre a laje de uma 
escada 
l Vão de uma escada 
𝑉𝑚á𝑥 Força cortante máxima 
𝑝1 Carga linear uniformemente distribuída atuante sobre o patamar de uma 
escada 
𝑀𝑦 Momento fletor na direção transversal do patamar de uma escada 
b Maior vão do patamar de uma escada 
a Maior vão do lance de uma escada 
c Menor vão do patamar de uma escada 
𝑀𝑥𝑝 Momento fletor na direção longitudinal do patamar de uma escada 
M Momento transmitido do patamar para o lance de uma escada 
autoportante 
L Menor vão do lance de uma escada 
H Reação horizontal de equilíbrio de uma escada 
R Reação vertical de equilíbrio de uma escada 
𝑝2 Carga uniformemente distribuída sobre o lance de uma escada 
x Distância partindo do patamar em direção ao lance de uma escada 
𝑥𝑚á𝑥 Posição do momento fletor máximo positivo no lance de uma escada 
𝑊0 Flecha máxima na extremidade em balanço do patamar de uma escada 
autoportante 
𝐸𝑐𝑠 Módulo de deformação secante do concreto 
𝐼𝑐 Momento central de inércia na seção do concreto 
�̅� Grandeza hiperestática de momento fletor 
�̅� Grandeza hiperestática de esforço horizontal 
𝑞𝑝 Carga uniformemente distribuída sobre o patamar de uma escada 
b Distância entre os centros dos lances adjacentes de uma escada 
𝑡𝑝 Espessura do patamar de uma escada 
𝑡𝑙 Espessura do lance de uma escada 
𝑓𝑐𝑘 Resistência característica à compressão do concreto 
𝑓𝑦𝑘 Resistência característica de escoamento do aço 
𝑔𝑔 Carga linear uniformemente distribuída de peso próprio do guarda-
corpo 
𝑝𝑙 Carga linear total uniformemente distribuída na horizontal sobre o 
lance de uma escada 
𝑝𝑙
′ Carga linear total uniformemente distribuída inclinada sobre o lance de 
uma escada 
𝑝𝑝 Carga linear total distribuída uniformemente o patamar de uma escada 
𝑀𝑟 Momento de fissuração de um elemento estrutural 
𝑦𝑡 Distância do centro de gravidade da seção à fibra mais tracionada da 
seção de um elemento 
𝑓𝑐𝑡 Resistência do concreto à tração direta 
𝑓𝑐𝑡𝑘,𝑖𝑛𝑓 Valor mínimo da resistência característica à tração do concreto 
𝐾𝑚𝑜𝑙𝑎 Constante elástica da mola do apoio semirrígido de uma escada 
𝑀𝑚á𝑥,𝑙 Momento fletor máximo no lance de uma escada 
𝑀𝑚á𝑥,𝑝 Momento fletor máximo no patamar de uma escada 
𝑉𝑉𝐼 Força cortante atuante na viga inferior de uma escada 
𝑉𝑉𝑀 Força cortante atuante na viga média de uma escada 
𝑉𝑉𝑆 Força cortante atuante na viga superior de uma escada 
𝑏𝑤 Largura da alma de uma viga 
d Altura útil 
𝑀𝑑 Momento fletor de cálculo 
𝐴𝑠 Área da seção transversal da armadura longitudinal de tração 
𝐴𝑠,𝑒𝑓 Armadura longitudinal efetiva de uma peça estrutural 
𝐴𝑠,𝑑𝑖𝑠𝑡,𝑒𝑓 Armadura de distribuição efetiva de uma peça estrutural 
𝑀𝑘 Momento fletor característico 
𝛾𝑓 Coeficiente de ponderação de ações 
c Cobrimento da armadura em relação à face de um elemento 
𝜙𝑙,𝑎𝑑𝑜𝑡𝑎𝑑𝑜 Diâmetro adotado das barras de armadura longitudinal de uma peça 
estrutural 
𝐴𝑠,𝑚í𝑛 Armadura longitudinal mínima de uma peça estrutural 
𝜌𝑠,𝑚í𝑛 Taxa geométrica mínima de armadura longitudinal 
𝐴𝑐 Área da seção transversal de concreto 
𝐴𝑠,𝑛𝑒𝑐 Armadura longitudinal necessária de uma peça estrutural 
𝐴𝑠,𝑑𝑖𝑠𝑡 Armadura de distribuição de uma peça estrutural 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 18 
1.1 Considerações iniciais .................................................................................................... 18 
1.2 Justificativa .................................................................................................................... 18 
1.3 Objetivos ........................................................................................................................ 19 
1.4 Estrutura do trabalho ...................................................................................................... 19 
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .............................................................................................. 21 
2.1 Generalidades das escadas ............................................................................................. 21 
2.2 Aspectos geométricos .................................................................................................... 22 
2.3 Cargas atuantes .............................................................................................................. 24 
2.3.1 Peso próprio ........................................................................................................... 24 
2.3.2 Revestimento .......................................................................................................... 25 
2.3.3 Sobrecarga .............................................................................................................. 25 
2.4 Sistemas estruturais e esforços solicitantes ................................................................... 25 
2.4.1 Escadas convencionais ........................................................................................... 28 
2.4.1.1 Escada armada transversalmente .................................................................... 28 
2.4.1.2 Escada armada longitudinalmente ..................................................................30 
2.4.1.3 Escada armada em cruz .................................................................................. 32 
2.4.2 Escadas autoportantes ............................................................................................ 32 
2.4.2.1 Cálculo de solicitações por meio do método simplificado de Araújo (2014) 33 
2.4.2.2 Cálculo de solicitações por meio do método simplificado de Knijnik & 
Tavares (1977) ............................................................................................................ 38 
2.5 Pesquisas relacionadas ................................................................................................... 40 
3 MODELOS E METODOLOGIA DE ESTUDO ................................................................... 42 
3.1 Considerações gerais ...................................................................................................... 42 
3.2 Metodologia ................................................................................................................... 43 
3.3 Modelos estruturais ........................................................................................................ 45 
4 CÁLCULO DE ESFORÇOS, DESLOCAMENTOS E DIMENSIONAMENTO DAS 
ESCADAS ................................................................................................................................ 48 
4.1 Geometria e cargas atuantes nas escadas ....................................................................... 48 
4.2 Escada apoiada ............................................................................................................... 50 
4.2.1 Esforços internos .................................................................................................... 50 
4.2.2 Deslocamentos ....................................................................................................... 54 
4.2.3 Dimensionamento da armadura.............................................................................. 54 
4.3 Escada autoportante ....................................................................................................... 57 
4.3.1 Esforços internos .................................................................................................... 57 
4.3.2 Deslocamentos ....................................................................................................... 58 
4.3.3 Dimensionamento da armadura.............................................................................. 58 
5 ANÁLISE DOS RESULTADOS .......................................................................................... 60 
5.1 Análise comparativa dos esforços em função da rigidez das escadas apoiadas ............ 60 
5.1.1 Momentos fletores .................................................................................................. 60 
5.1.2 Forças cortantes ...................................................................................................... 65 
5.2 Análise comparativa dos esforços em função da rigidez das escadas autoportantes ..... 68 
5.3 Análise dos deslocamentos das escadas apoiadas .......................................................... 70 
5.4 Análise dos deslocamentos das escadas autoportantes .................................................. 72 
5.5 Estudo comparativo entre áreas de aço de cálculo das escadas dos grupos G1 e G2 .... 73 
6 CONCLUSÕES E SUGESTÕES DE TRABALHOS .......................................................... 75 
6.1 Conclusões gerais .......................................................................................................... 75 
6.2 Sugestões para trabalhos futuros .................................................................................. 76 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 77 
ANEXO A - FORÇAS INTERNOS DAS AMOSTRAS DO GRUPO G1 .............................. 79 
ANEXO B - PROCEDIMENTO DE DIMENSIONAMENTO DAS AMOSTRAS DOS 
GRUPOS G1 E G2 ................................................................................................................... 85 
 
 
 
 
 
 
18 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
1.1 Considerações iniciais 
 
 As escadas de edifícios, caracterizadas como elementos de circulação vertical, são 
projetadas com diversas formas e dimensões, dependendo de fatores como espaço disponível, 
tráfego de pessoas e aspectos arquitetônicos. Essas estruturas podem apresentar um ou mais 
lances retangulares ou podem ser curvas, sendo convencionalmente apoiadas em vigas e 
paredes de alvenaria estrutural ou concreto (ARAÚJO, 2014). 
Segundo Aoki et al. (2014), é necessário estabelecer as dimensões da escada de acordo 
com as normas técnicas vigentes, assim como a legislação pertinente, previamente ao 
dimensionamento da estrutura. Tal procedimento deve ser realizado com o intuito de 
promover a comodidade e segurança dos usuários que trafegam na escada, respeitando as 
relações ergonômicas. 
Uma etapa imprescindível no projeto de edifícios em concreto armado é a concepção 
estrutural e, assim, é necessário que sejam estabelecidos sistemas eficientes para retratar o 
comportamento da estrutura. Nesta conjuntura, visto que as escadas se traduzem em um dos 
principais elementos estruturais que constituem os edifícios, é de fundamental importância 
que sejam utilizados modelos estruturais apropriados para representá-las, atendendo 
simultaneamente aos aspectos de segurança, economia e aqueles relativos ao projeto 
arquitetônico (OLIVEIRA, 2008). 
Sendo assim, a aplicação de arranjos estruturais distintos às escadas implica na 
obtenção de esforços e dimensionamentos diferentes, que revelam as características 
comportamentais inerentes a cada sistema, tornando possível a análise da eficiência em cada 
situação. Nesta perspectiva, a proposta do presente trabalho é realizar um estudo comparativo 
sobre diferentes sistemas estruturais de escadas em concreto armado – apoiadas e 
autoportantes –, considerando aspectos qualitativos e quantitativos, com foco na eficiência 
estrutural. 
 
1.2 Justificativa 
 
A realização deste trabalho se justifica pela quantidade relativamente pequena de 
estudos comparativos entre a eficiência estrutural de diferentes sistemas construtivos de 
escadas, com o intuito de investigar e melhor compreender o comportamento estrutural, a fim 
19 
 
de fortalecer o acervo de pesquisas relativas a esta temática, além de dar suporte à tomada de 
decisão dos engenheiros civis projetistas estruturais, aprofundando conhecimentos sobre o 
dimensionamento de escadas apoiadas e autoportantes em concreto armado. 
 
1.3 Objetivos 
 
O presente trabalho tem como objetivo geral fazer um estudo comparativo, sob o 
ponto de vista estrutural, entre os cálculos analíticos e numéricos de escadas apoiadas – em 
diferentes casos de vinculações – e autoportantes em concreto armado. 
Os objetivos específicos são: 
• Realizar uma revisão bibliográfica a respeito dos modelos de obtenção de esforços e 
dimensionamento de escadas apoiadas e autoportantes; 
• Obter esforços internos e fazer o dimensionamento analítico de escadas apoiadas em 
concreto armado, com diferentes situações de vinculação; 
• Obter esforços internos segundo os métodos de Araújo (2014) e Knijnik & Tavares 
(1977) e fazer o dimensionamento analítico de escadas autoportantes em concreto 
armado; 
• Fazer uma análise comparativa entre os resultados de esforços internos, deslocamentos 
e dimensionamentos das escadas apoiadas e autoportantes. 
 
1.4 Estrutura do trabalho 
 
O trabalho está dividido em seis capítulos, incluindo este, e o conteúdo abordado por 
cada capítulo está organizado da seguinte forma: 
No Capítulo 1 são abordadas as considerações iniciais sobre o estudo, assim como a 
justificativa, objetivos gerais e específicos e estrutura do trabalho. 
No Capítulo 2 é apresentadaa revisão bibliográfica realizada, que aborda as 
generalidades das escadas, aspectos geométricos, cargas atuantes, sistemas estruturais, 
esforços solicitantes e pesquisas relacionadas realizadas. 
No Capítulo 3 são expostas as caracterizações dos modelos estruturais de estudo, 
assim como as considerações realizadas para o desenvolvimento do trabalho. 
No Capítulo 4 são realizados os cálculos para obtenção de esforços, deslocamentos e 
dimensionamentos das escadas de cada sistema estrutural. 
20 
 
No Capítulo 5 é realizada a análise comparativa entre os resultados obtidos no 
Capítulo 4, assim como a discussão sobre aspectos qualitativos e quantitativos relativos às 
eficiências estruturais dos sistemas de escadas. 
No Capítulo 6 são abordadas as conclusões gerais provenientes da pesquisa e 
sugestões para trabalhos futuros. 
 
21 
 
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 
 
2.1 Generalidades das escadas 
 
Cunha e Souza (1994, p. 299) citam que “as escadas têm como função unir, através de 
degraus sucessivos, os diferentes pavimentos de uma construção”. Além do fato de este tipo 
de estrutura ser a solução mais utilizada para conectar pavimentos, é fundamental aludir à 
importância do correto dimensionamento de uma escada, pois esta é uma condição substancial 
para a aprovação de grande parte dos projetos nos órgãos responsáveis. Na maior parte dos 
casos, as escadas de edifícios possuem forma retangular, como mostra a Figura 1, ao passo 
que, em outras situações, imposições arquitetônicas podem induzir a diferentes formas. 
 
Figura 1 - Algumas formas de escadas em edifícios: (a) escada reta apoiada no 
patamar; (b) escada reta apoiada lateralmente; (c) escada com lances adjacentes; 
(d) escada em U; (e) escada em leque; e (f) escada bifurcada 
 
Fonte: Cunha e Souza (1994) 
 
Conforme Carvalho e Faria (s. d.), pelo fato de as escadas serem estruturas cujos 
elementos ocupam diversos planos e grandes espaços, há duas tendências principais: projetar 
uma estrutura com elementos esteticamente mais apreciáveis ou minimizar suas dimensões 
para que ocupem o menor espaço possível. 
No que diz respeito às dimensões, existem normas de âmbito municipal e nacional que 
especificam valores que devem ser respeitados no projeto de uma escada. Entre estas normas, 
a Norma Brasileira (NBR) 9050 (ABNT, 2020) – Acessibilidade a edificações, mobiliários, 
espaços e equipamentos urbanos – trata, entre outros tópicos, da segurança na evacuação de 
22 
 
pessoas durante incêndios e, também, das dimensões ideais que visam garantir o conforto e a 
segurança dos usuários que transitam na estrutura (CARVALHO; FARIA, s. d.). 
As escadas são, normalmente, apoiadas em vigas, paredes de alvenaria estrutural ou 
paredes de concreto. No caso das escadas em concreto armado, a depender da localização 
desses apoios, podem ser classificadas como escadas armadas transversalmente, escadas 
armadas longitudinalmente e escadas armadas em cruz, especificando, assim, a direção das 
armaduras principais, que determinará o procedimento de cálculo a ser utilizado para o 
dimensionamento (ARAÚJO, 2014). 
 
2.2 Aspectos geométricos 
 
As dimensões de uma escada são determinadas a partir do desnível a ser vencido (H). 
Com o valor de “H” e a altura dos degraus – ou espelho (e) –, que é definida de acordo com 
normas técnicas, é possível calcular o número “n” de degraus necessários a partir da Equação 
1 (CUNHA; SOUZA, 1994). 
 
 n =
H
e
 (1) 
 
Segundo as recomendações da NBR 9050 (ABNT, 2020), as dimensões para a altura e 
profundidade dos degraus – ou piso (g) – devem ser constantes ao longo de toda a escada e, a 
título de dimensionamento, devem obedecer às condições das Equações 2, 3 e 4: 
 
 0,63 m ≤ g + 2 ∙ e ≤ 0,65 m (2) 
 
 0,28 m ≤ g ≤ 0,32 m (3) 
 
 0,16 m ≤ e ≤ 0,18 m (4) 
 
Diversas relações entre a altura e a largura dos degraus são propostas na literatura, mas 
a mais empregada – abordada por Araújo (2014) e Cunha e Souza (1994) – é a fórmula de 
Blondel, dada pela Equação 2. 
No que diz respeito à largura da escada, dependendo da finalidade da estrutura, pode 
haver ampla variação. Para escadas de serviço ou secundárias, por exemplo, a largura pode 
23 
 
variar entre 70 e 90 cm, enquanto para as escadas de escritórios ou de edifícios residenciais é 
utilizada, usualmente, a largura de 120 cm. Já em escadas de edifícios comerciais ou públicos 
podem ser utilizadas larguras de 2 m ou mais (ARAÚJO, 2014). 
Os principais aspectos geométricos da escada, citados anteriormente, estão expostos na 
Figura 2. 
 
Figura 2 - Principais dimensões de escadas 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Como pode ser observado na Figura 2, o ângulo de inclinação “α” pode ser calculado a 
partir da Equação 5, em função das dimensões dos degraus. 
 
 cosα =
g
√g2 + e2
 (5) 
 
Além disso, a NBR 6118 (ABNT, 2014) indica os seguintes limites mínimos para a 
altura de lajes maciças, os quais devem ser seguidos no dimensionamento das escadas: 
a) 7 cm para cobertura não em balanço; 
b) 8 cm para lajes de piso não em balanço; 
c) 10 cm para lajes em balanço; 
d) 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN; 
e) 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN; 
f) 15 cm para lajes com protensão apoiadas em vigas, com o mínimo de l/42 para lajes de 
piso biapoiadas e l/50 para lajes de piso contínuas; 
g) 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes-cogumelo, fora do capitel. 
 
24 
 
2.3 Cargas atuantes 
 
Para a realização do dimensionamento das armaduras dessas estruturas é necessário, 
depois de estimadas as dimensões, estabelecer as cargas atuantes, que são agrupadas em 
cargas permanentes e cargas acidentais. Dentre as cargas permanentes, que ocorrem com 
valores constantes ao longo da vida útil da construção, estão incluídos o peso próprio, 
revestimento e eventualmente alvenarias e/ou parapeitos. Já as cargas acidentais, que ocorrem 
em função da finalidade da construção, são consideradas como cargas uniformemente 
distribuídas sobre a superfície da escada. Vale ressaltar que a NBR 6120 (ABNT, 2019) 
estabelece a obrigatoriedade da consideração de cargas acidentais ao longo dos parapeitos 
(ARAÚJO, 2014). À vista disso, as cargas atuantes estão especificadas nos subitens a seguir. 
 
2.3.1 Peso próprio 
 
O peso próprio é uma carga vertical proveniente das regiões dos lances (trechos 
inclinados) e patamares, considerada por m² de projeção horizontal da escada (ARAÚJO, 
2014). No caso de o material da estrutura ser o concreto armado, a NBR 6120 (ABNT, 2019) 
indica o peso específico aparente (γc) de 25 kN/m³, a título de cálculo. 
Araújo (2014) especifica que o peso próprio do patamar (gp) é calculado a partir do 
produto entre o peso específico aparente do material constituinte – no caso do presente estudo, 
o concreto armado – e a espessura da estrutura. Assim, o valor de “gp” é dado pela Equação 
6. 
 
 gp = γc ∙ hp = 25 ∙ hp (6) 
 
No caso dos lances, além do peso da laje, deve ser levado em conta também o peso 
dos degraus. Como pode ser observado na Figura 2, a altura “h1”, que representa a altura 
vertical da laje, pode ser obtida através dos valores da altura inclinada “h” e do ângulo de 
inclinação “α”. Assim, “h1” é calculada através da Equação 7. 
 
 h1 =
h
cosα
 (7) 
25 
 
Já a altura média da escada é calculada considerando, além da espessura da laje, 
metade da altura dos degraus (e/2) – nos casos em que os degraus, assim como a laje, forem 
construídos em concreto armado. Sendo assim, “hm” é obtida por meio da Equação 8. 
 
 hm = h1 +
e
2
 (8) 
 
Conforme Araújo (2014), o peso próprio do trecho do lance (gl) é dado, então, pela 
Equação 9. 
 
 gl = γc ∙ hm = 25 ∙ hm (9) 
 
2.3.2 Revestimento 
 
O peso proveniente do revestimento (gr) é também considerado como carga vertical 
por m² de projeção horizontal da escada e depende domaterial empregado como piso. É 
possível avaliar o valor do peso do revestimento levando em consideração o peso específico 
dos materiais utilizados, porém, na ausência de informações sobre o projeto da escada, é 
possível adotar o valor de 1,0 kN/m² (CUNHA; SOUZA, 1994). 
 
2.3.3 Sobrecarga 
 
As cargas acidentais (q) são determinadas de acordo com a finalidade da escada, sendo 
caracterizadas como cargas verticais distribuídas uniformemente sobre a superfície da 
estrutura. Conforme a NBR 6120 (ABNT, 2019), a depender do controle de acesso à área da 
escada, ou seja, se há acesso controlado de pessoas (sem acesso ao público) ou não (com 
acesso ao público), a sobrecarga atuante pode assumir os seguintes valores: 
a) Escadas sem acesso ao público: 2,5 kN/m²; 
b) Escadas com acesso ao público: 3,0 kN/m². 
 
2.4 Sistemas estruturais e esforços solicitantes 
 
Campos Filho (2010) afirma que a escada em concreto armado mais utilizada é aquela 
que possui como elemento resistente uma laje armada em apenas uma direção, cujos degraus 
26 
 
não dispõem de finalidade estrutural. O modelo estrutural deste tipo de escada corresponde a 
uma laje armada em apenas uma direção, simplesmente apoiada, solicitada por ações 
verticais. Além disso, os esforços e solicitações de tal sistema podem ser calculados a partir 
do modelo de viga isostática. 
A depender de cada situação, torna-se possível aplicar diferentes sistemas estruturais 
às escadas, como pode ser visto na Figura 3, que mostra exemplos de diferentes condições de 
apoio referentes a uma escada armada longitudinalmente (Figura 3a). Assim, pode-se inferir 
que diferentes condições de vinculação resultam em esforços solicitantes internos distintos e, 
portanto, em dimensionamentos diferentes (IIT KHARAGPUR, 2008). 
 
 
27 
 
Figura 3 - Diferentes sistemas estruturais 
para escadas armadas longitudinalmente: a) 
esquema da escada em planta; b) escada 
apoiada nas extremidades AE e DH; c) 
escada engastada nas extremidades AE e 
DH; d) escada apoiada nos pontos BF e CG; 
e) escada apoiada nas extremidades AE e 
DH e no ponto CG; e f) escada apoiada nas 
extremidades AE e DH e nos pontos BF e 
CG 
 
Fonte: Adaptado de IIT Kharagpur (2008) 
 
Serão especificadas, a seguir, as particularidades dos sistemas estruturais que serão 
abordados neste trabalho. 
28 
 
2.4.1 Escadas convencionais 
 
Como já citado anteriormente, as posições dos apoios – que podem ser vigas ou 
paredes – determinam a direção das armaduras principais de uma escada, ou seja, se esta será 
armada transversalmente, longitudinalmente ou em cruz, definindo, assim, o procedimento de 
cálculo a ser utilizado para o dimensionamento da estrutura (ARAÚJO, 2014). As três 
situações citadas serão abordadas a seguir, podendo ser observadas na Figura 4. 
 
Figura 4 - Classificações das escadas quanto à direção 
das armaduras principais 
 
Fonte: Araújo (2014) 
 
2.4.1.1 Escada armada transversalmente 
 
Esta escada é composta por elementos que a apoiam ao longo de seu comprimento, 
sendo abordada como uma laje armada em apenas uma direção, visto que a relação ly/lx é 
superior a 2 – sendo ly e lx os vãos nas direções longitudinal e transversal, respectivamente. 
Neste caso, os degraus colaboram na resistência da estrutura (CUNHA; SOUZA, 1994). Um 
exemplo de escada armada transversalmente apoiada em vigas, assim como a disposição de 
sua armadura, pode ser observado na Figura 5. 
 
 
29 
 
Figura 5 - Disposição da armadura em uma escada apoiada 
em vigas laterais 
 
Fonte: Cunha e Souza (1994) 
 
Como mostra a Figura 6, os esforços internos solicitantes máximos de momento fletor 
(Equação 10) e força cortante (Equação 11) são obtidos através das equações da análise 
estrutural, em que “p” é a carga uniformemente distribuída atuante na escada, e calculados por 
unidade de comprimento, como vigas, enquanto o dimensionamento da armadura – detalhado 
na NBR 6118 (ABNT, 2014) – deve ser realizado levando em consideração a altura média da 
laje “hm” (CUNHA; SOUZA, 1994). 
 
 Mmáx =
p ∙ lx
2
8
 (10) 
 
 Vmáx =
p ∙ lx
2
 (11) 
 
 
30 
 
Figura 6 - Modelo de cálculo e esforços solicitantes da escada 
armada transversalmente: a) modelo de cálculo; b) diagrama de 
momentos fletores; e c) diagrama de forças cortantes 
 
Fonte: Adaptado de Araújo (2014) 
 
2.4.1.2 Escada armada longitudinalmente 
 
A escada armada na direção longitudinal é utilizada quando não há apoios ao longo de 
seu comprimento ou quando, mesmo com os apoios laterais, a relação ly/lx for superior a 2 
(CUNHA; SOUZA, 1994). A Figura 7 apresenta a vista em planta de uma escada deste tipo. 
 
Figura 7 - Escada apoiada em vigas nas 
extremidades 
 
Fonte: Cunha e Souza (1994) 
 
O cálculo dos esforços é realizado da mesma forma que para as escadas armadas 
transversalmente e pode considerar a carga atuante tanto por m² horizontal quanto pelas 
componentes da carga na projeção horizontal do vão, como mostra a Figura 8 (CUNHA; 
SOUZA, 1994). 
 
lx (m) 
 V=plx/2 
M=plx2/8 
31 
 
Figura 8 - Decomposição das cargas atuantes: a) carga aplicada na projeção 
horizontal do vão; b) componente da carga transversal à laje da escada; e c) 
componente da carga paralela à laje da escada 
 
Fonte: Adaptado de Cunha e Souza (1994) 
 
Como já citado anteriormente, neste caso, os degraus não possuem função estrutural. 
Logo, o dimensionamento das armaduras de flexão deverá ser realizado considerando a altura 
mínima “h” da laje da escada. Além disso, neste tipo de escada é necessário avaliar o 
fenômeno do “empuxo ao vazio” na fase de detalhamento, visto que há a tendência de 
expulsão da armadura do concreto em determinados locais (CUNHA; SOUZA, 1994). A 
Figura 9 expõe a configuração da armadura para o caso das escadas armadas 
longitudinalmente, bem como o detalhe de empuxo ao vazio. 
 
Figura 9 - Configuração das armaduras e empuxo ao vazio de 
escadas armadas longitudinalmente 
 
Fonte: Adaptado de Cunha e Souza (1994) 
 
 
32 
 
2.4.1.3 Escada armada em cruz 
 
No caso das escadas armadas em cruz, a laje da estrutura está apoiada, ou engastada, 
em pelo menos três bordos, podendo ser calculada como uma laje armada em duas direções 
(CUNHA; SOUZA, 1994). 
Segundo Melges et al. (1997), os esforços para este tipo de escada são calculados com 
o auxílio de tabelas referentes às ações verticais, levando em consideração que os vãos são 
medidos na horizontal. Já no que diz respeito ao dimensionamento, é possível, na direção 
transversal, utilizar a altura vertical “h1” no cálculo da armadura mínima, enquanto na direção 
longitudinal utiliza-se a altura “h”. As vigas horizontais são calculadas normalmente, ao passo 
que, nas vigas inclinadas, as ações são tomadas como verticais por m² de projeção horizontal, 
sendo os vãos medidos na horizontal. A Figura 10 mostra o esquema deste tipo de escada. 
 
Figura 10 - Escada armada em cruz 
 
Fonte: Melges et al. (1997) 
 
2.4.2 Escadas autoportantes 
 
As escadas autoportantes são caracterizadas pelo fato de não possuírem apoios 
intermediários, apoiando-se apenas em vigas sobrepostas situadas nos pisos dos pavimentos. 
É comum que este tipo de escada seja projetado com dois lances e um patamar intermediário 
33 
 
– com este em balanço (ARAÚJO, 2014). O corte de uma escada autoportante genérica pode 
ser observado na Figura 11. 
 
Figura 11 - Corte de uma escada autoportante genérica 
 
Fonte: Knijnik & Tavares (1977) 
 
Uma vez que estas escadas não necessitam de estruturas auxiliares para se sustentar, o 
sistema estrutural autoportante torna-se a solução ideal no que diz respeito aos aspectos de 
funcionalidade e estética. Por mais que não haja soluções teóricas exatas para o cálculo deste 
tipo de escada, existem diversos autores na literatura que desenvolveram soluções 
simplificadas que proporcionam resultadossatisfatórios (KNIJNIK & TAVARES, 1977). Os 
métodos simplificados de cálculo considerados neste estudo serão aqueles de Araújo (2014) e 
Knijnik & Tavares (1977), os quais serão abordados a seguir. 
 
2.4.2.1 Cálculo de solicitações por meio do método simplificado de Araújo 
(2014) 
 
Araújo (2014) comenta que, a partir da análise numérica, vê-se que os esforços 
solicitantes variam ao longo das lajes da estrutura, concentrando-se na região interna – 
contato entre os dois lances e o patamar. A nível de projeto, é possível determinar os esforços 
médios, que são aplicados no dimensionamento das armaduras. 
Tendo em vista a carga uniformemente distribuída sobre o patamar “p1”, o autor 
mostra que os momentos fletores médios atuantes na direção transversal desta região possuem 
a variação apresentada na Figura 12. A título de cálculo, considera-se que o patamar é uma 
34 
 
laje independente dos lances e que há um engaste perfeito na linha s-s’, sendo o momento 
fletor “My” – por unidade de comprimento – dado pela Equação 12. Com este momento é 
possível dimensionar a armadura superior do patamar para a direção transversal. 
 
 My =
p1 ∙ b
2
8
 (12) 
 
Figura 12 - Momentos transversais médios 
no patamar 
 
Fonte: Araújo (2014) 
 
Já para o cálculo dos momentos fletores atuantes na direção longitudinal, considera-se 
que o patamar seja uma laje engastada nos lances – situação contrária à anterior –, como 
apresentado na Figura 13. O momento negativo “Mxp” no patamar é dado pela Equação 13. 
 
 Mxp =
p1 ∙ c
2
2
 (13) 
 
35 
 
Figura 13 - Consideração do patamar engastado nos lances 
 
Fonte: Araújo (2014) 
 
Consequentemente, o patamar transmite para os lances uma carga vertical e um 
momento, “p” e “M”, respectivamente. Visto que o patamar possui uma largura tal que b >
2 ∙ L, a carga e o momento fletor são dados pelas Equações 14 e 15, respectivamente, ambas 
expressas por unidade de comprimento. 
 
 p = p1 ∙ c (
b
2 ∙ L
) (14) 
 
 M = Mxp (
b
2 ∙ L
) (15) 
 
Cada lance pode ser calculado como uma viga inclinada, a qual pode estar rotulada ou 
engastada nas vigas dos pavimentos inferior e superior “Vinf” e “Vsup”. O modelo da Figura 
14 representa tal situação, considerando os lances rotulados nas vigas. As forças horizontais 
“H” se fazem necessárias para o equilíbrio dos lances. 
 
36 
 
Figura 14 - Carregamento nos lances isolados 
 
Fonte: Araújo (2014) 
 
A partir da resolução das barras da Figura 14, é possível obter as reações “R” e “H”, 
que são calculadas através das Equações 16 e 17, respectivamente. 
 
 R = p + p2 ∙ a (16) 
 
 H =
1
a ∙ tgα
(M + p ∙ a +
p2 ∙ a
2
2
) (17) 
 
O momento fletor em uma seção “S”, situada a uma distância “x” do patamar, é dado 
pela Equação 18, enquanto as forças cortantes nas vigas inferior e superior são dadas pelo 
equilíbrio das reações “R” e “H”, calculadas anteriormente. 
 
 M(x) = H ∙ x ∙ tgα − M − p ∙ x −
p2 ∙ x
2
2
 (18) 
 
A partir da derivação da Equação 18, igualando-a a zero, é possível, por fim, encontrar 
a posição xmáx (Equação 19) do momento fletor máximo positivo no lance. Os diagramas de 
momentos fletores e forças cortantes são dispostos conforme apresentado nas Figuras 15 e 16, 
respectivamente. 
 
37 
 
 xmáx =
H ∙ tgα − p
p2
 (19) 
 
Figura 15 - Diagrama de momentos fletores na direção longitudinal 
 
Fonte: Araújo (2014) 
 
Figura 16 - Diagrama de forças cortantes 
 
Fonte: Araújo (2014) 
 
Araújo (2014) ainda indica que é possível estimar a flecha máxima, na extremidade 
em balanço do patamar, através da Equação 20. 
 
 W0 =
1
Ecs ∙ Ic
(
p1 ∙ c
4
8
+
M ∙ a ∙ c
3 ∙ cosα
) (20) 
 
Onde “Ecs” é o módulo de elasticidade secante do concreto e “Ic” é o momento de 
inércia para uma seção transversal com 1 metro de base e altura equivalente à espessura da 
laje. 
 
38 
 
2.4.2.2 Cálculo de solicitações por meio do método simplificado de Knijnik & 
Tavares (1977) 
 
No método proposto, Knijnik & Tavares (1977) se basearam nas ideias desenvolvidas 
por Cusens & Kuang (1966), que analisam a escada através da aproximação, ou seja, da 
substituição do sistema espacial de lajes pelo de estrutura de barras espacial. Este sistema de 
barras está exposto na Figura 17, a qual mostra um pórtico espacial com duas barras 
inclinadas (representativas dos lances) unidas por uma barra, com o mesmo comprimento do 
patamar, localizada na interseção entre este e os lances. 
 
Figura 17 - Sistema de estrutura de 
barras espacial 
 
Fonte: Adaptado de Knijnik & Tavares 
(1977) 
 
Os autores explicam que este método de análise tem embasamento no esquema 
apresentado na Figura 18, para o qual foram escolhidas as grandezas hiperestáticas de 
momento fletor (M̅) e esforço horizontal (H̅), localizadas no ponto O, que é o ponto médio do 
sistema ABOB’A’. 
 
39 
 
Figura 18 - Modelo analítico do método de Knijnik & Tavares 
(1977) 
 
Fonte: Knijnik & Tavares (1977) 
 
Knijnik & Tavares (1977) abordam também simplificações provenientes da análise da 
literatura que podem ser adotadas, diminuindo a quantidade de variáveis envolvidas no estudo 
e facilitando os procedimentos de cálculo. Seguindo esta linha de raciocínio, os autores 
determinaram famílias de curvas que fornecem os valores de M̅/(qpa
3) e H̅/(qpa
2) (Figura 
19), os quais são dados em função dos parâmetros a/b, b1/b e tl/tp – cujas variáveis 
encontram-se indicadas na Figura 11. 
 
Figura 19 - Curva para obtenção de esforços 
 
Fonte: Knijnik & Tavares (1977) 
 
40 
 
2.5 Pesquisas relacionadas 
 
A pesquisa de Marques (2019) realizou uma análise comparativa entre os 
dimensionamentos de escadas em concreto armado a partir da utilização do Software 
CYPECAD e do cálculo manual indicado na NBR 6118 (ABNT, 2014). Para tanto, foram 
dimensionados dois modelos convencionais de escadas: escada armada longitudinalmente 
com um lance e escada em balanço com degraus isolados. Concluiu-se que o 
dimensionamento da escada armada longitudinalmente foi mais econômico através do cálculo 
manual, visto que a utilização do software levou a resultados mais conservadores no tocante à 
segurança da estrutura. Já para a escada em balanço com degraus isolados, o cálculo manual 
mostrou-se mais confiável, pois o programa apresentou limitações no lançamento da estrutura 
e das cargas aplicadas, gerando resultados muito diferentes daqueles calculados 
analiticamente. 
Oliveira (2008) explanou sobre os procedimentos de cálculo de escadas, analisando os 
comportamentos de dois sistemas estruturais de escadas em concreto armado, com foco na 
análise dos momentos fletores. O primeiro modelo estrutural abordado foi uma escada 
apoiada nos quatro lados, que foi calculada analiticamente por meio de simplificações 
envolvendo o uso das tabelas de Bares, enquanto o segundo foi uma escada autoportante, 
calculada por meio do Método dos Elementos Finitos (MEF), através do Software ANSYS. O 
autor verificou que, embora a escada autoportante apresentasse maiores esforços do que a 
escada apoiada, aquela não necessitou de vigas. Por outro lado, a escada apoiada em vigas 
exigiu menores espessuras nas lajes que constituem os lances e patamares, além de uma 
menor quantidade de armadura nas lajes, apesar de possuir um processo construtivo mais 
lento. 
Mafaldo (2019) focou na análise de uma escada autoportante em concreto armado, 
considerando a variação de espessura da laje para obtenção dos esforços normais de flexão e 
deformações. O autor utilizou os métodos analíticos de Araújo (2014) e Knijnik & Tavares 
(1977), além de métodos numéricos, através do MEF, com o auxílio do programa 
computacional SAP2000. A partir da obtenção dos esforços, foi observada a aproximação 
entre os modelos analíticos e numéricos com elementos de casca, ao passo que os elementos 
de barra apresentaram momentos fletores negativos maiores do que aqueles observadosnos 
outros dois modelos. Além disso, foi observada a diminuição nas flechas analisadas à medida 
que a altura da laje era aumentada. Para menores espessuras, o método analítico apresentou 
41 
 
maior deformação, porém, com o aumento da altura, o método analítico e o modelo de casca 
se aproximaram. 
 
 
42 
 
3 MODELOS E METODOLOGIA DE ESTUDO 
 
3.1 Considerações gerais 
 
Os materiais da escada a ser estudada são concreto armado de classe C30 (fck =
30 MPa) e aço CA-50 (f yk = 500 MPa). Considerando que a escada faz parte de um edifício 
localizado em ambiente urbano, com agressividade moderada, a NBR 6118 (ABNT, 2014) 
indica a classe de agressividade ambiental II, com cobrimento de 2,50 cm para as lajes das 
escadas. A estrutura do edifício é composta de vigas, pilares e lajes maciças, como 
apresentado na Figura 20. 
 
Figura 20 - Perspectivas da geometria da estrutura do edifício 
 
Fonte: IBRACON (2021) 
 
Os componentes estruturais da caixa de escada, especificamente, estão apresentados na 
planta de formas da Figura 21, considerando um pé-direito de 2,70 m. 
 
43 
 
Figura 21 - Planta de formas da caixa de 
escada (cm) 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
A estrutura será concebida e analisada de forma a atender aos requisitos das normas 
brasileiras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), dentre elas as NBR 6118 e 
6120 (ABNT, 2014, 2019). Além disso, as cargas permanentes e variáveis serão adotadas de 
acordo com a NBR 6120 (ABNT, 2019). Todas as ações permanentes e variáveis serão 
devidamente combinadas para a realização das verificações ELU (Estado Limite Último) em 
situação normal, referente à ruína estrutural, e das verificações ELS (Estado Limite de 
Serviço), referente à utilização funcional da estrutura, de acordo com as NBR 6118 e 8681 
(ABNT, 2014, 2003). 
Para o cálculo dos elementos estruturais serão utilizados, como aproximação, o 
módulo de elasticidade secante (Ecs) e o momento de inércia da seção bruta de concreto. 
Considera-se, também, que o material esteja integralmente dentro do regime elástico, de modo 
a garantir um nível de deformações baixo e recuperável. 
 
3.2 Metodologia 
 
A metodologia utilizada neste trabalho compreenderá as seguintes etapas: 
44 
 
1. Determinação dos aspectos geométricos da escada – considerando que as mesmas 
dimensões serão utilizadas para os sistemas estruturais apoiado e autoportante; 
2. Levantamento das ações atuantes nas estruturas de acordo com a NBR 6120 (ABNT, 
2019); 
3. Obtenção dos esforços solicitantes internos por meio de métodos analíticos e 
numéricos – através do Software Ftool (MARTHA, 2018) para as escadas 
convencionais e pelos métodos de Araújo (2014) e Knijnik & Tavares (1977) para as 
escadas autoportantes; 
4. Obtenção dos deslocamentos por meio do Software Ftool (MARTHA, 2018) para as 
escadas convencionais e pelo método de Araújo (2014) para as escadas autoportantes; 
5. Dimensionamento das estruturas segundo a NBR 6118 (ABNT, 2014); 
6. Análise comparativa entre os resultados de esforços, deslocamentos e 
dimensionamentos dos sistemas, com foco na eficiência estrutural. 
O estudo será realizado considerando a utilização de 18 amostras de escadas, das quais 
12 são variações da escada convencional apoiada (grupo G1) e 6 são referentes à escada 
autoportante (grupo G2). Para as escadas convencionais, a análise será influenciada pelas 
variáveis “espessura da laje” e “vinculações”. Já para as escadas autoportantes, as variáveis 
são a “espessura da laje” e o “método analítico de cálculo dos esforços” – métodos de Araújo 
(2014) e Knijnik & Tavares (1977). A título de comparação, todos os sistemas serão 
estudados para três espessuras de laje: 12 cm, 15 cm e 18 cm. O fluxograma da Figura 22 
detalha as amostras citadas. 
45 
 
Figura 22 - Fluxograma de amostras 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
3.3 Modelos estruturais 
 
As amostras possuirão nomenclaturas distintas, de acordo com as características de 
cada modelo. A interpretação do nome de cada amostra é feita com base na explicação 
mostrada na Figura 23, sendo a vinculação uma característica avaliada apenas para as 
amostras do grupo G1. 
 
Figura 23 - Interpretação das nomenclaturas das amostras 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Sendo assim, a nomenclatura das amostras do grupo G1 possuem as seguintes 
interpretações: 
46 
 
− ECA12-1: Escada convencional apoiada em vigas com laje de 12 cm de espessura do 
tipo 1 – apoios de 1° e 2° gênero; 
− ECA15-1: Escada convencional apoiada em vigas com laje de 15 cm de espessura do 
tipo 1 – apoios de 1° e 2° gênero; 
− ECA18-1: Escada convencional apoiada em vigas com laje de 18 cm de espessura do 
tipo 1 – apoios de 1° e 2° gênero; 
− ECA12-2: Escada convencional apoiada em vigas com laje de 12 cm de espessura do 
tipo 2 – dois apoios 2° gênero; 
− ECA15-2: Escada convencional apoiada em vigas com laje de 15 cm de espessura do 
tipo 2 – dois apoios 2° gênero; 
− ECA18-2: Escada convencional apoiada em vigas com laje de 18 cm de espessura do 
tipo 2 – dois apoios 2° gênero; 
− ECS12: Escada convencional com apoios semirrígidos em vigas com laje de 12 cm de 
espessura; 
− ECS15: Escada convencional com apoios semirrígidos em vigas com laje de 15 cm de 
espessura; 
− ECS18: Escada convencional com apoios semirrígidos em vigas com laje de 18 cm de 
espessura; 
− ECE12: Escada convencional engastada em vigas com laje de 12 cm de espessura; 
− ECE15: Escada convencional engastada em vigas com laje de 15 cm de espessura; 
− ECE18: Escada convencional engastada em vigas com laje de 18 cm de espessura. 
Já as nomenclaturas das amostras do grupo G2 podem ser interpretadas como: 
− EAp12-1: Escada autoportante com laje de 12 cm de espessura do tipo 1 – calculada 
através do método analítico de Araújo (2014); 
− EAp15-1: Escada autoportante com laje de 15 cm de espessura do tipo 1 – calculada 
através do método analítico de Araújo (2014); 
− EAp18-1: Escada autoportante com laje de 18 cm de espessura do tipo 1 – calculada 
através do método analítico de Araújo (2014); 
− EAp12-2: Escada autoportante com laje de 12 cm de espessura do tipo 2 – calculada 
através do método analítico de Knijnik & Tavares (1977); 
− EAp15-2: Escada autoportante com laje de 15 cm de espessura do tipo 2 – calculada 
através do método analítico de Knijnik & Tavares (1977); 
47 
 
− EAp18-2: Escada autoportante com laje de 18 cm de espessura do tipo 2 – calculada 
através do método analítico de Knijnik & Tavares (1977). 
O resumo da caracterização dos modelos estruturais de estudo, incluindo a 
nomenclatura destes, está exposto no Quadro 1. 
 
Quadro 1 - Resumo da caracterização dos modelos estruturais de estudo 
Grupos Modelos 
Sistema 
estrutural 
Modelo de 
análise 
Espessura 
(cm) 
Esquema estrutural 
G1 
ECA12-1 Escada apoiada 
em vigas 
(apoios de 1° e 
2° gênero) 
Analítico 
12 
 
ECA15-1 15 
ECA18-1 18 
ECA12-2 Escada apoiada 
em vigas 
(apoios de 2° 
gênero) 
12 
ECA15-2 15 
ECA18-2 18 
ECS12 Escada com 
apoios 
semirrígidos em 
vigas 
12 
ECS15 15 
ECS18 18 
ECE12 Escada 
engastada em 
vigas 
12 
ECE15 15 
ECE18 18 
G2 
EAp12-1 
Escada 
autoportante 
Analítico 
(ARAÚJO, 
2014) 
12 
 EAp15-1 15 
EAp18-1 18 
EAp12-2 Analítico 
(KNIJNIK 
& 
TAVARES, 
1977) 
12 
EAp15-2 15 
EAp18-2 18 
Fonte: Autora (2022) 
 
 
48 
 
4 CÁLCULO DE ESFORÇOS, DESLOCAMENTOS E DIMENSIONAMENTO DAS 
ESCADAS 
 
4.1 Geometria e cargas atuantes nas escadas 
 
Como especificado anteriormente, a escada a ser calculada é apoiada em três vigas e 
possui três patamares. A título de simplificação, serão consideradas as denominações VI, VM 
e VS para as vigas inferior, média (intermediária) e superior, enquanto para os lances e 
patamares serão utilizadas as letras L e P, respectivamente. Vale ressaltar que não há vigas 
inclinadas nas laterais da escada e que,no caso do estudo das escadas autoportantes, a viga 
VM será desconsiderada. 
No que diz respeito aos aspectos geométricos da escada, a partir do valor arbitrário de 
17 cm para os espelhos dos degraus, obteve-se o valor de 29 cm para os pisos – valores estes 
que obedecem aos requisitos de conforto e segurança especificados em norma –, totalizando 
16 degraus. A geometria e os cortes dos lances da escada estão expostos nas Figuras 24, 25 e 
26, a seguir. 
 
Figura 24 - Dimensões da escada (cm) 
 
Fonte: Autora (2022) 
49 
 
Figura 25 - Corte A-A’ 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Figura 26 - Corte B-B’ 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
A partir dos cortes, é possível observar a presença de um guarda-corpo, cujo peso (gg) 
será levado em conta nas cargas atuantes. O guarda-corpo será construído em aço, que 
segundo a NBR 6120 (ABNT, 2019) possui peso específico médio de 77,8 kN/m³, e sua carga 
será distribuída na área do lance. 
Além disso, assim como foi demonstrado no tópico 2.2, para a determinação da carga 
permanente proveniente dos lances, é necessário o cálculo das alturas médias das lajes, que 
podem ser observadas na Tabela 1. 
 
Tabela 1 - Espessuras vertical e média das lajes 
h (cm) 𝐡𝟏 (cm) 𝐡𝐦 (cm) 
12,00 13,91 22,41 
15,00 17,39 25,89 
18,00 20,86 29,36 
Fonte: Autora (2022) 
50 
 
Com os valores apresentados é possível calcular as cargas permanentes provenientes 
do peso próprio da estrutura. Uma vez que o carregamento estabelecido será distribuído ao 
longo da geometria original da escada, antes de realizar a simulação é preciso fazer a 
adaptação da carga atuante sobre os lances, fazendo com que a carga distribuída no 
comprimento horizontal passe a ser distribuída no comprimento inclinado. As cargas 
permanentes e variáveis estão apresentadas na Tabela 2, assim como as cargas totais atuantes 
nos lances – horizontal “pl” e inclinada “pl
′” – e patamares (pp). 
 
Tabela 2 - Cargas totais atuantes na escada 
h (cm) 
𝐠𝐩 
(kN/m²) 
𝐠𝐥 
(kN/m²) 
𝐠𝐠 
(kN/m²) 
𝐠𝐫 
(kN/m²) 
𝐪 
(kN/m²) 
𝐩𝐩 
(kN/m²) 
𝐩𝐥 
(kN/m²) 
𝐩𝐥
′ 
(kN/m²) 
12,00 3,00 5,60 0,09 1,00 3,00 7,00 9,69 8,07 
15,00 3,75 6,47 0,09 1,00 3,00 7,75 10,56 8,79 
18,00 4,50 7,34 0,09 1,00 3,00 8,50 11,43 9,52 
Fonte: Autora (2022) 
 
Torna-se possível, então, determinar os esforços e deslocamentos e, posteriormente, 
dimensionar as escadas dos grupos G1 e G2. 
 
4.2 Escada apoiada 
 
4.2.1 Esforços internos 
 
As reações de apoio nas vigas que sustentam a escada, bem como o momento fletor 
máximo do vão considerado, serão calculados por meio do Software Ftool (MARTHA, 2018), 
considerando cada lance como uma viga simplesmente apoiada de largura unitária (1 metro). 
No caso da amostra ECA12-1, por exemplo, o esquema estrutural utilizado pode ser 
visto na Figura 27. Os diagramas de forças cortantes e de momentos fletores provenientes do 
esquema são apresentados nas Figuras 28 e 29, respectivamente, enquanto as deformações da 
estrutura são exibidas na Figura 30. Os diagramas de esforços das demais amostras constam 
no Anexo A. 
51 
 
Figura 27 - Esquema estrutural da amostra 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
Figura 28 - Diagrama de forças cortantes (kN) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
52 
 
Figura 29 - Diagrama de momentos fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
Figura 30 - Situação deformada da estrutura (mm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
53 
 
No caso das amostras com vinculações semirrígidas, serão introduzidos apoios 
elásticos rotacionais (molas). Para calibrar a mola, será utilizada a estratégia de realizar a 
“correção” dos momentos negativos levando em consideração o momento de fissuração “Mr” 
do concreto (Equação 21) – abordado pela NBR 6118 (ABNT, 2014) –, que separa os 
comportamentos dos estádios I e II nos estados-limite de serviço. 
 
 Mr =
α ∙ fct ∙ Ic
yt
 (21) 
 
Onde: 
− α é o fator que correlaciona aproximadamente a resistência à tração na flexão com a 
resistência à tração direta, sendo 1,5 para seções retangulares; 
− fct é a resistência do concreto à tração direta do concreto. No estado de limite de 
formação de fissura, deve ser usado o fctk,inf (Equação 22 para concretos de classes até 
C50); 
− Ic é o momento de inércia da seção bruta de concreto; 
− yt é a distância do centro de gravidade da seção à fibra mais tracionada. 
 
 fctk,inf = 0,7 ∙ 0,3 ∙ fck
2/3
 (22) 
 
O momento de fissuração vai ser responsável por elevar o momento fletor positivo do 
lance biapoiado. Tal substituição ocorrerá a partir da definição iterativa de uma constante 
elástica “Kmola” na modelagem do Ftool (MARTHA, 2018), de modo a obter o valor do 
momento de fissuração no apoio da escada. As constantes de rigidez encontradas que induzem 
o sistema a elevar os momentos fletores positivos estão expostos na Tabela 3. 
 
Tabela 3 - Momentos de fissuração e constantes elásticas 
h (cm) 𝛂 
𝐟𝐜𝐭𝐤,𝐢𝐧𝐟 
(kN/cm²) 
𝐈𝐜 (𝐜𝐦
𝟒) 𝐲𝐭 (kN/m²) 𝐌𝐫 (kNm) 
𝐊𝐦𝐨𝐥𝐚 
(kNm/rad) 
12,00 1,50 0,20 14400,00 6,00 7,30 1310,00 
15,00 1,50 0,20 28125,00 7,50 11,40 5700,00 
18,00 1,50 0,20 48600,00 9,00 16,42 32000,00 
Fonte: Autora (2022) 
 
54 
 
Sendo assim, a Tabela 4 mostra os valores característicos dos esforços internos 
resultantes nos lances e patamares para as amostras do grupo G1. Visto que os trechos dos 
lances nos vãos inferior e superior da escada são idênticos, será considerado apenas um 
momento Mmáx,l, enquanto o momento do patamar P1 (inferior), Mmáx,p1, será idêntico ao do 
patamar P3 (superior). 
 
Tabela 4 - Esforços solicitantes internos das escadas do grupo G1 
Amostra 
𝐕𝐕𝐈 
(kN) 
𝐕𝐕𝐌 
(kN) 
𝐕𝐕𝐒 
(kN) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐥
+ 
(kNm) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐩𝟏
+ 
(kNm) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐩𝟏
− 
(kNm) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐩𝟐
+ 
(kNm) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐩𝟐
− 
(kNm) 
ECA12-1 18,80 18,90 18,80 23,40 18,50 - 18,30 - 
ECA15-1 20,70 20,70 20,70 25,60 20,20 - 20,00 - 
ECA18-1 22,50 22,60 22,50 27,90 22,00 - 21,80 - 
ECA12-2 18,50 19,20 18,50 23,40 18,00 - 18,80 - 
ECA15-2 20,30 21,10 20,30 25,60 19,70 - 20,60 - 
ECA18-2 22,10 23,00 22,10 27,90 21,40 - 22,40 - 
ECS12 18,50 19,20 18,50 16,20 10,90 -7,20 11,40 -7,30 
ECS15 20,40 21,00 20,40 14,30 8,60 -11,20 9,00 -11,40 
ECS18 22,20 22,90 22,20 11,60 5,60 -16,00 5,80 -16,40 
ECE12 18,50 19,20 18,50 7,60 2,50 -15,60 2,70 -16,10 
ECE15 20,30 21,00 20,30 8,30 2,70 -17,10 2,90 -17,60 
ECE18 22,20 22,90 22,20 9,00 3,00 -18,60 3,20 -19,10 
Fonte: Autora (2022) 
 
4.2.2 Deslocamentos 
 
Os deslocamentos obtidos por meio da modelagem no Ftool (MARTHA, 2018) para o 
centro do lance das escadas do grupo G1 estão apresentados na Tabela 5, a seguir. 
 
Tabela 5 - Flechas máximas das escadas do grupo G1 (mm) 
Modelo 12 cm 15 cm 18 cm 
ECA-1 15,29 8,57 5,39 
ECA-2 15,29 8,57 5,39 
ECS 9,62 4,04 1,65 
ECE 2,95 1,65 1,04 
Fonte: Autora (2022) 
 
4.2.3 Dimensionamento da armadura 
 
O processo de dimensionamento da escada armada longitudinalmente é análogo ao de 
uma viga com largura bw = 1 m = 100 cm, proporcionando resultados em armadura por 
55 
 
metro linear. Neste cálculo serão empregados os coeficientes kc e ks indicados nas tabelas de 
Pinheiro (1993). 
Este procedimento está detalhado no Anexo B e será aplicado para as lajes dos dois 
vãos, que são análogos. Visto que o cálculo será o mesmo – como foi citado anteriormente, os 
lances são idênticos e os patamares P1 e P3 são equivalentes –, os valores serão calculados 
para o primeiro vão. 
As Tabelas 6 a 9 apresentam as áreas de aço calculadas com base nos esforços internos 
das amostras, enquanto a Tabela 10 mostra o resumo das áreas de aço segundo as 
considerações construtivas de norma, considerando bitolas de 10 mm e 6,3 mm e 
espaçamentos máximos entre barras de 20 cm e 15 cm para as armaduras longitudinal e de 
distribuição, respectivamente. 
 
Tabela 6 - Áreas de aço de cálculo dos lances do grupoG1 
Amostra d (cm) 𝐌𝐝 (kNcm) 𝐀𝐬 (cm²/m) 
ECA12-1 9,00 3276,00 9,46 
ECA15-1 12,00 3584,00 7,47 
ECA18-1 15,00 3906,00 6,25 
ECA12-2 9,00 3276,00 9,46 
ECA15-2 12,00 3584,00 7,47 
ECA18-2 15,00 3906,00 6,25 
ECS12 9,00 2268,00 6,30 
ECS15 12,00 2002,00 4,00 
ECS18 15,00 1624,00 2,60 
ECE12 9,00 1064,00 2,84 
ECE15 12,00 1162,00 2,32 
ECE18 15,00 1260,00 1,93 
Fonte: Autora (2022) 
 
 
56 
 
Tabela 7 - Áreas de aço de cálculo do patamar P1 do grupo G1 
Amostra d (cm) 𝐌𝐝
+ (kNcm) 𝐀𝐬
+ (cm²/m) 𝐌𝐝
− (kNcm) 𝐀𝐬
− (cm²/m) 
ECA12-1 9,00 2590,00 7,19 - - 
ECA15-1 12,00 2828,00 5,66 - - 
ECA18-1 15,00 3080,00 4,93 - - 
ECA12-2 9,00 2520,00 7,00 - - 
ECA15-2 12,00 2758,00 5,52 - - 
ECA18-2 15,00 2996,00 4,79 - - 
ECS12 9,00 1526,00 4,07 -1008,00 2,69 
ECS15 12,00 1204,00 2,41 -1568,00 3,14 
ECS18 15,00 784,00 1,20 -2240,00 3,58 
ECE12 9,00 350,00 0,89 -2184,00 6,07 
ECE15 12,00 378,00 0,72 -2394,00 4,79 
ECE18 15,00 420,00 0,64 -2604,00 4,17 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 8 - Áreas de aço de cálculo do patamar P2 do grupo G1 
Amostra d (cm) 𝐌𝐝
+ (kNcm) 𝐀𝐬
+ (cm²/m) 𝐌𝐝
− (kNcm) 𝐀𝐬
− (cm²/m) 
ECA12-1 9,00 2562,00 7,12 - - 
ECA15-1 12,00 2800,00 5,60 - - 
ECA18-1 15,00 3052,00 4,88 - - 
ECA12-2 9,00 2632,00 7,60 - - 
ECA15-2 12,00 2884,00 5,77 - - 
ECA18-2 15,00 3136,00 5,02 - - 
ECS12 9,00 1596,00 4,26 -1022,00 2,73 
ECS15 12,00 1260,00 2,52 -1596,00 3,19 
ECS18 15,00 812,00 1,25 -2296,00 3,67 
ECE12 9,00 378,00 0,97 -2254,00 6,26 
ECE15 12,00 406,00 0,78 -2464,00 4,93 
ECE18 15,00 448,00 0,69 -2674,00 4,28 
Fonte: Autora (2022) 
 
 
57 
 
Tabela 9 - Resumo das áreas de aço de 
cálculo das amostras do grupo G1 
Amostra 𝐀𝐬,𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥 (cm²/m) 
ECA12-1 23,78 
ECA15-1 18,72 
ECA18-1 16,06 
ECA12-2 24,07 
ECA15-2 18,75 
ECA18-2 16,06 
ECS12 20,04 
ECS15 15,26 
ECS18 12,30 
ECE12 17,03 
ECE15 13,54 
ECE18 11,71 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 10 - Resumo das áreas de aço das amostras do grupo G1 segundo disposições 
construtivas 
Amostra 
Lance Patamar P1 Patamar P2 𝐀𝐬,𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥 
(cm²/m) 𝐀𝐬,𝐞𝐟 𝐀𝐬,𝐝𝐢𝐬𝐭,𝐞𝐟 𝐀𝐬,𝐞𝐟
+ 𝐀𝐬,𝐞𝐟
− 𝐀𝐬,𝐝𝐢𝐬𝐭,𝐞𝐟 𝐀𝐬,𝐞𝐟
+ 𝐀𝐬,𝐞𝐟
− 𝐀𝐬,𝐝𝐢𝐬𝐭,𝐞𝐟 
ECA12-1 9,81 2,08 7,85 - 2,08 7,14 - 2,08 31,04 
ECA15-1 7,85 2,08 6,04 - 2,08 5,61 - 2,08 25,74 
ECA18-1 6,28 2,08 5,23 - 2,08 4,91 - 2,08 22,66 
ECA12-2 9,81 2,08 7,14 - 2,08 7,85 - 2,08 31,04 
ECA15-2 7,85 2,08 5,61 - 2,08 6,04 - 2,08 25,74 
ECA18-2 6,28 2,08 4,91 - 2,08 5,23 - 2,08 22,66 
ECS12 6,54 2,08 4,13 3,93 2,08 4,36 3,93 2,08 29,13 
ECS15 4,13 2,08 3,93 3,93 2,08 3,93 3,93 2,08 26,09 
ECS18 3,93 2,08 3,93 3,93 2,08 3,93 3,93 2,08 25,89 
ECE12 3,93 2,08 3,93 6,28 2,08 3,93 6,28 2,08 30,59 
ECE15 3,93 2,08 3,93 4,91 2,08 3,93 5,23 2,08 28,17 
ECE18 3,93 2,08 3,93 4,36 2,08 3,93 4,36 2,08 26,75 
Fonte: Autora (2022) 
 
4.3 Escada autoportante 
 
4.3.1 Esforços internos 
 
Os esforços internos das escadas autoportantes serão calculados segundo os métodos 
de Araújo (2014) e de Knijnik & Tavares (1977). Será utilizada a mesma geometria aplicada 
às amostras anteriores, com a diferença de que, neste caso, não existe a viga intermediária. 
58 
 
Vale ressaltar que os patamares inferior e superior serão considerados extensões dos lances, 
de modo a ajustar o sistema estrutural aos métodos de cálculo, que serão aplicados apenas a 
um dos vãos (simetria). Além disso, Araújo (2014) calcula os momentos fletores transversal e 
longitudinal no patamar – Mtransv,p2
− e Mlong,p2
− . A Tabela 11 mostra os esforços calculados 
segundo os procedimentos especificados nos itens 2.4.2.1 e 2.4.2.2. 
 
Tabela 11 - Esforços solicitantes internos das escadas do grupo G2 
Amostra 
𝐕𝐕𝐈 
(kN) 
𝐕𝐕𝐒 
(kN) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐥
+ 
(kNm) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐥
− 
(kNm) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐩𝟏
+ 
(kNm) 
𝐌𝐦á𝐱,𝐩𝟏
− 
(kNm) 
𝐌𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐯,𝐩𝟐
− 
(kNm) 
𝐌𝐥𝐨𝐧𝐠,𝐩𝟐
− 
(kNm) 
EAp12-1 12,48 12,48 10,80 -5,56 - - -5,92 -5,65 
EAp15-1 13,57 13,57 11,72 -6,16 - - -6,55 -6,25 
EAp18-1 14,67 14,67 12,65 -6,75 - - -7,18 -6,85 
EAp12-2 - - - -17,11 - - - -17,11 
EAp15-2 - - - -18,94 - - - -18,94 
EAp18-2 - - - -20,78 - - - -20,78 
Fonte: Autora (2022) 
 
4.3.2 Deslocamentos 
 
Os deslocamentos obtidos por meio do equacionamento apresentado de Araújo (2014) 
para as escadas autoportantes estão apresentados na Tabela 12, a seguir. 
 
Tabela 12 - Flechas máximas das escadas do grupo G2 (mm) 
Modelo 12 cm 15 cm 18 cm 
EAp-1 2,94 1,63 1,02 
EAp-2 7,82 4,40 2,78 
Fonte: Autora (2022) 
 
4.3.3 Dimensionamento da armadura 
 
O dimensionamento das escadas autoportantes será efetuado de modo análogo àquele 
realizado anteriormente. Sendo assim, as Tabelas 13 a 15 apresentam as áreas de aço 
calculadas com base nos esforços internos das amostras, ao passo que a Tabela 16 mostra o 
resumo das áreas de aço segundo as considerações construtivas de norma, considerando 
bitolas de 10 mm e 6,3 mm e espaçamentos máximos entre barras de 20 cm e 15 cm para as 
armaduras longitudinal e de distribuição, respectivamente. 
 
59 
 
Tabela 13 - Áreas de aço de cálculo dos lances do grupo G2 
Amostra d (cm) 𝐌𝐝
+ (kNcm) 𝐀𝐬
+ (cm²/m) 𝐌𝐝
− (kNcm) 𝐀𝐬
− (cm²/m) 
EAp12-1 9,00 1511,58 4,03 -778,35 2,08 
EAp15-1 12,00 1641,10 3,28 -861,74 1,65 
EAp18-1 15,00 1770,63 2,83 -945,13 1,45 
EAp12-2 9,00 - - -2395,36 6,65 
EAp15-2 12,00 - - -2652,01 5,30 
EAp18-2 15,00 - - -2908,66 4,65 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 14 - Áreas de aço de cálculo do patamar P2 do grupo G2 
Amostra d (cm) 
𝐌𝐝,𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐯
− 
(kNcm) 
𝐀𝐬,𝐭𝐫𝐚𝐧𝐬𝐯
− 
(cm²/m) 
𝐌𝐝,𝐥𝐨𝐧𝐠
− 
(kNcm) 
𝐀𝐬,𝐥𝐨𝐧𝐠
− 
(cm²/m) 
EAp12-1 9,00 -828,10 2,21 -790,32 2,11 
EAp15-1 12,00 -916,83 1,76 -875,00 1,68 
EAp18-1 15,00 -1005,55 1,54 -959,68 1,47 
EAp12-2 9,00 - - -2395,36 6,65 
EAp15-2 12,00 - - -2652,01 5,30 
EAp18-2 15,00 - - -2908,66 4,65 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 15 - Resumo das áreas de aço de 
cálculo das amostras do grupo G2 
Amostra 𝐀𝐬,𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥 (cm²/m) 
EAp12-1 10,42 
EAp15-1 8,37 
EAp18-1 7,30 
EAp12-2 13,31 
EAp15-2 10,61 
EAp18-2 9,31 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 16 - Resumo das áreas de aço das amostras do grupo G2 segundo disposições 
construtivas 
Amostra 
Lance Patamar P2 𝐀𝐬,𝐭𝐨𝐭𝐚𝐥 
(cm²/m) 𝐀𝐬,𝐞𝐟
+ 𝐀𝐬,𝐞𝐟
− 𝐀𝐬,𝐝𝐢𝐬𝐭,𝐞𝐟 𝐀𝐬,𝐞𝐟
+ 𝐀𝐬,𝐞𝐟
− 𝐀𝐬,𝐝𝐢𝐬𝐭,𝐞𝐟 
EAp12-1 4,13 3,93 2,08 1,80 7,86 2,08 21,88 
EAp15-1 3,93 3,93 2,08 2,25 7,86 2,08 22,13 
EAp18-1 3,93 3,93 2,08 2,70 7,86 2,08 22,58 
EAp12-2 1,80 7,14 2,08 1,80 7,14 2,08 22,04 
EAp15-2 2,25 5,61 2,08 2,25 5,61 2,08 19,88 
EAp18-2 2,70 4,91 2,08 2,70 4,91 2,08 19,38 
Fonte: Autora (2022) 
60 
 
5 ANÁLISE DOS RESULTADOS 
 
Neste capítulo serão analisados os resultados obtidos no capítulo anterior. Para tanto, 
como já citado anteriormente, para as escadas convencionais, a análise será influenciada pelas 
variáveis “espessura da laje” e “vinculações”, ao passo que, para as escadas autoportantes, as 
variáveis são a “espessura da laje” e o “método analítico de cálculo dos esforços” – métodos 
de Araújo (2014) e Knijnik & Tavares (1977). 
Para realizar as análises comparativas, a título de cálculo, a análise seccional local será 
realizada a partir da Equação 23, que determina o percentual de variação entre os valores 
avaliados. 
 
 variação =
valor analisado − valor de comparação
valor de comparação
 (23) 
 
Sendo assim, os tópicos a seguir abordam as análises comparativas pertinentes a cada 
grupo de amostras. 
 
5.1 Análise comparativa dos esforços em função da rigidez das escadas apoiadas 
 
Nesta primeira análise, serão comparados os esforços internos – momentos fletores e 
forças cortantes – obtidos para cada amostra do grupo G1, que diz respeito ao grupo das 
escadas apoiadas. A análise será influenciada tanto pelos tipos de vinculação das amostras 
quanto pela espessura das lajes destas. Os itens 5.1.1 e 5.1.2 abordarão cada esforço 
separadamente.5.1.1 Momentos fletores 
 
A seguir, o Gráfico 1 apresenta os resultados referentes aos momentos fletores 
positivos na região do lance. Os Gráficos 2 e 3 apresentam, respectivamente, os momentos 
positivos e negativos na região do patamar 1, e os Gráficos 4 e 5 apresentam, 
respectivamente, os momentos positivos e negativos na região do patamar 2 das escadas. Em 
seguida, é apresentada a Tabela 17, que aborda a comparação quantitativa entre os resultados 
de acordo com a Equação 23 mostrada anteriormente. 
 
61 
 
Gráfico 1 - Momentos fletores positivos na região do lance das amostras do 
grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Gráfico 2 - Momentos fletores positivos na região do patamar 1 das amostras 
do grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
 
62 
 
Gráfico 3 - Momentos fletores negativos na região do patamar 1 das amostras 
do grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Gráfico 4 - Momentos fletores positivos na região do patamar 2 das amostras 
do grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
 
63 
 
Gráfico 5 - Momentos fletores negativos na região do patamar 2 das amostras 
do grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
 
64 
 
Tabela 17 - Comparativo entre os momentos fletores das amostras do 
grupo G1 
Momentos fletores positivos (lance) 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm 23,40 23,40 16,20 7,60 
18 cm 27,90 27,90 11,60 9,00 
Variação -16% -16% +40% -16% 
Momentos fletores positivos (patamar 1) 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm 18,50 18,00 10,90 2,50 
18 cm 22,00 21,40 5,60 3,00 
Variação -16% -16% +95% -17% 
Momentos fletores negativos (patamar 1) 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm - - 7,20 15,60 
18 cm - - 16,00 18,60 
Variação 0% 0% -55% -16% 
Momentos fletores positivos (patamar 2) 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm 18,30 18,80 11,40 2,70 
18 cm 21,80 22,40 5,80 3,20 
Variação -16% -16% +97% -16% 
Momentos fletores negativos (patamar 2) 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm - - 7,30 16,10 
18 cm - - 16,40 19,10 
Variação 0% 0% -55% -16% 
Fonte: Autora (2022) 
 
A partir dos valores de variação expostos na Tabela 17, é possível observar que as 
amostras ECA-1 e ECA-2, apesar de possuírem condições de vinculação diferentes, 
apresentaram aproximadamente as mesmas variações. Uma vez que a única diferença entre as 
duas amostras é um dos apoios, que em um caso é do 1° gênero e, no outro, é do 2º gênero, 
vê-se que a restrição de translação horizontal da ECA-2 não implicou na variação significativa 
dos esforços, o que torna a variação de ambas as amostras praticamente idêntica, aumentando 
com a elevação da espessura das lajes. 
Além disso, na situação das amostras ECS, observa-se que estas são as únicas escadas 
que apresentam redução nos momentos fletores positivos do patamar 2 (intermediário) com o 
aumento da espessura das lajes. Isso já era esperado, visto que a indução do momento 
negativo para esta amostra necessitou do aumento da constante elástica dos apoios com a 
elevação da espessura. Assim, devido ao aumento do momento de fissuração com a elevação 
65 
 
da espessura, os momentos fletores positivos tenderam a diminuir, ao passo que os negativos 
aumentaram, com o aumento da rigidez dos apoios. 
No caso da escada em estudo, o aumento do momento fletor negativo da escada 
ECS18 em relação à ECS15 é de 55% e a consequente redução do momento fletor positivo é 
de até 97%. Sendo assim, as variações observadas para as amostras ECS possibilitam a 
inferência de que, quando a rigidez na ligação escada-apoio aumenta, o momento fletor 
negativo aumenta exigindo a adição de armadura negativa para combatê-lo. Como 
consequência, a armadura positiva reduz. Cabe ao projetista verificar o benefício da 
compensação das armaduras e/ou a opção por aumentar ou não o grau de engastamento 
escada-apoio. 
Já nas amostras ECE, verifica-se que houve o aumento de todos os momentos, como 
ocorrido no caso das amostras ECA-1 e ECA-2, só que com valores menores. Nota-se, então, 
que apesar de serem estruturas mais rígidas, as amostras ECE apresentaram percentuais de 
variação semelhantes àqueles das amostras ECA-1 e ECA-2, que seriam consideradas as 
estruturas menos rígidas dentre as amostras do grupo G1. 
 
5.1.2 Forças cortantes 
 
Os Gráficos 6, 7 e 8, a seguir, apresentam as forças cortantes atuantes nas vigas 
inferior, média (intermediária) e superior, respectivamente, para as amostras do grupo G1. 
Posteriormente, a Tabela 18 mostra a comparação quantitativa entre os resultados por meio de 
variações percentuais. 
 
66 
 
Gráfico 6 - Forças cortantes na viga inferior das amostras do grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Gráfico 7 - Forças cortantes na viga intermediária das amostras do grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
67 
 
Gráfico 8 - Forças cortantes na viga superior das amostras do grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 18 - Comparativo entre as forças cortantes das amostras do grupo 
G1 
Forças cortantes (viga inferior) 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm 18,80 18,50 18,50 18,50 
18 cm 22,50 22,10 22,20 22,20 
Variação -16% -16% -17% -17% 
Forças cortantes (viga intermediária) 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm 18,90 19,20 19,20 19,20 
18 cm 22,60 23,00 22,90 22,90 
Variação -16% -17% -16% -16% 
Forças cortantes (viga superior) 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm 18,80 18,50 18,50 18,50 
18 cm 22,50 22,10 22,20 22,20 
Variação -16% -16% -17% -17% 
Fonte: Autora (2022) 
 
Os valores expostos na Tabela 18 mostram que os valores de amostras distintas com a 
mesma espessura de laje possuem, aproximadamente, o mesmo valor de força cortante nas 
vigas analisadas. Além disso, as variações percentuais entre a menor e maior espessuras 
aumentam para todas as amostras, de modo semelhante, variando entre -16% e -17%. 
 
68 
 
5.2 Análise comparativa dos esforços em função da rigidez das escadas autoportantes 
 
Para as escadas do grupo G2, que trata das escadas autoportantes, a análise 
comparativa foi feita apenas em relação aos valores de momentos fletores, visto que apenas o 
método de Araújo (2014) foi capaz de determinar as forças cortantes. Vale ressaltar que, de 
modo a adequar a configuração da escada em estudo aos métodos de cálculo de esforços de 
Araújo (2014) e Knijnik & Tavares (1977), foi necessário considerar que os patamares 1 e 3 – 
patamares inferior e superior – eram extensões dos lances da escada. 
Deste modo, os Gráficos 9 e 10 apresentam, respectivamente, os valores de momentos 
fletores positivos e negativos na região do lance, ao passo que o Gráfico 11 expõe os 
momentos fletores negativos na região do patamar 2. Em seguida, a Tabela 19 mostra as 
comparações de cunho quantitativo entre as variações percentuais das diferentes amostras. 
 
Gráfico 9 - Momentos fletores positivos na região do lance das amostras do 
grupo G2 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
69 
 
Gráfico 10 - Momentos fletores negativos na região do lance das amostras do 
grupo G2 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Gráfico 11 - Momentos fletores negativos na região do patamar 2 das amostras 
do grupo G2 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
70 
 
Tabela 19 - Comparativo entre os momentos fletores 
das amostras do grupo G2 
Momentos fletores positivos (lance) 
Modelo EAp-1 EAp-2 
12 cm 10,80 - 
18 cm 12,65 - 
Variação -15% 0% 
Momentos fletores negativos (lance) 
Modelo EAp-1 EAp-2 
12 cm 5,56 17,11 
18 cm 6,75 20,78 
Variação -18% -18% 
Momentos fletores negativos (patamar 2) 
Modelo EAp-1 EAp-2 
12 cm 5,65 17,11 
18 cm 6,85 20,78 
Variação -18% -18% 
Fonte: Autora (2022) 
 
A Tabela 19 mostra que as variações percentuais com o aumento da espessura das 
lajes são idênticas para ambos os métodos de cálculo. Entretanto, vê-se que os valores obtidos 
por meio do método de Araújo (2014) são mais detalhados, uma vez que são calculados 
valores específicos para as regiões de patamar e de lance, ao passo que o método de Knijnik 
& Tavares (1977) forneceapenas o valor de momento para o encontro entre patamar e lance. 
Com base nesta premissa, torna-se inevitável acreditar que o método de Araújo (2014) 
possui maior acurácia, levando em consideração a comparação entre os vãos de patamar e de 
lance, que, logicamente, levariam ao aumento do momento positivo na região de lance e 
redução do momento negativo na região entre patamar e lance, situação traduzida pelos 
valores do método de Araújo (2014). 
 
5.3 Análise dos deslocamentos das escadas apoiadas 
 
O Gráfico 12, abaixo, apresenta os deslocamentos, ou flechas máximas, das amostras 
do grupo G1. Em seguida, a Tabela 20 mostra as comparações entre os valores apresentados. 
 
71 
 
Gráfico 12 - Flechas máximas das amostras do grupo G1 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 20 - Comparativo entre as flechas máximas das amostras do grupo 
G1 
Flechas máximas do grupo G1 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE 
12 cm 15,29 15,29 9,62 2,95 
18 cm 5,39 5,39 1,65 1,04 
Variação +184% +184% +483% +184% 
Fonte: Autora (2022) 
 
Os valores apresentados na Tabela 20 demonstram a diminuição significativa que 
ocorre entre as flechas das lajes de 12 cm e de 18 cm para todas as amostras. Verifica-se que 
as variações das amostras ECA-1, ECA-2 e ECE são iguais, de +184%, sendo as flechas da 
amostra ECE as menores, o que se justifica pela maior rigidez deste tipo de escada. 
Já a amostra ECS se destaca, visto que esta apresenta a maior variação percentual. A 
razão para tal diminuição pode ser justificada pela mesma razão da redução dos momentos 
fletores positivos do patamar 2 explicada anteriormente, uma vez que o aumento da espessura 
das lajes levou ao enrijecimento da estrutura. Logo, quanto mais rígida a estrutura, menor a 
flecha máxima da laje. 
 
 
72 
 
5.4 Análise dos deslocamentos das escadas autoportantes 
 
O Gráfico 13 mostra as flechas máximas das amostras do grupo G2, cujos resultados 
são, em seguida, comparados na Tabela 21. 
 
Gráfico 13 - Flechas máximas das amostras do grupo G2 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 21 - Comparativo entre as flechas máximas 
das amostras do grupo G2 
Flechas máximas do grupo G2 
Modelo EAp-1 EAp-2 
12 cm 2,94 7,82 
18 cm 1,02 2,78 
Variação +188% +181% 
Fonte: Autora (2022) 
 
Através dos dados expostos pela Tabela 21, é possível observar que, apesar da 
variação percentual da flecha máxima com o aumento da espessura das lajes ser 
aproximadamente a mesma para ambos os métodos de cálculo, as amostras cujos esforços 
internos foram calculados por meio do método de Araújo (2014), as EAp-1, possuem menores 
flechas. Pode-se concluir, então, que estas amostras são mais rígidas do que as EAp-2. 
 
 
73 
 
5.5 Estudo comparativo entre áreas de aço de cálculo das escadas dos grupos G1 e G2 
 
A última análise comparativa a ser realizada é entre as armaduras dimensionadas para 
todas as amostras do estudo. O Gráfico 14 mostra os valores das áreas de aço calculadas, 
enquanto a Tabela 22 faz um comparativo entre as amostras com espessuras de laje de 12 cm 
e de 18 cm. 
 
Gráfico 14 - Áreas de aço das amostras dos grupos G1 e G2 
 
Fonte: Autora (2022) 
 
Tabela 22 - Comparativo entre as áreas de aço das amostras dos grupos G1 e G2 
Áreas de aço 
Modelo ECA-1 ECA-2 ECS ECE EAp-1 EAp-2 
12 cm 23,78 24,07 20,04 17,03 10,42 13,31 
18 cm 16,06 16,06 12,30 11,71 7,30 10,61 
Variação +48% +50% +63% +45% +43% +25% 
Fonte: Autora (2022) 
 
Através da Tabela 22 é possível observar um comportamento análogo entre todas as 
amostras, em que o percentual da área de aço tende a diminuir com a elevação da espessura 
das lajes das escadas, sendo as amostras EAp-2 as que apresentam a menor redução. 
Nota-se, então, que mesmo aumentando a sobrecarga nas escadas a partir do aumento 
da espessura da laje – que eleva o peso próprio da estrutura –, há uma compensação com o 
74 
 
aumento do braço de alavanca da armadura, que eleva, também, o momento resistente da 
seção, requerendo um percentual menor de armadura. 
Em se tratando de aspectos econômicos, vê-se que a EAp18-1 é a amostra que 
apresenta menos aço, no entanto, não se pode necessariamente afirmar que esta escada possui 
o melhor custo-benefício, visto que quanto maior a seção, maior a quantidade de concreto 
exigida, principalmente em se tratando de uma escada autoportante, que requer maior rigidez. 
 
75 
 
6 CONCLUSÕES E SUGESTÕES DE TRABALHOS 
 
6.1 Conclusões gerais 
 
A partir do estudo desenvolvido foi possível observar que a aplicação de arranjos 
estruturais distintos a escadas implica na obtenção de esforços internos, deslocamentos e 
dimensionamentos diferentes, aspectos que demonstram as características comportamentais 
inerentes a cada sistema, tornando possível a análise das eficiências em cada situação. Sendo 
assim, com base nas análises exibidas no capítulo anterior, referente aos momentos fletores, 
forças cortantes – para o caso das escadas apoiadas –, deslocamentos e dimensionamentos 
obtidos para os diferentes modelos propostos, podem ser estabelecidas algumas conclusões 
gerais acerca desta pesquisa. 
Analisando os valores referentes aos momentos fletores nas amostras do grupo G1, 
observou-se que as amostras ECA-1 e ECA-2 apresentaram praticamente as mesmas 
variações. Apesar de haver uma diferença nas condições de vinculações das amostras – uma 
possui um apoio do 1° gênero e outro do segundo, enquanto a outra apresenta dois apoios do 
2º gênero –, a restrição de translação horizontal gerada pelos apoios das ECA-2 não implicou 
na variação significativa dos esforços quando comparada às ECA-1. 
Ademais, em se tratando das ECS, somente estas amostras apresentam redução nos 
momentos fletores positivos com o aumento da espessura das lajes. Uma justificativa para tal 
acontecimento seria a necessidade do aumento da constante elástica dos apoios com a 
elevação da espessura, que fez com que os momentos fletores negativos aumentassem. 
No que diz respeito às amostras ECE, houve um aumento de todos os momentos, 
como ocorrido no caso das amostras ECA-1 e ECA-2, só que com valores menores. Nota-se, 
então, que por mais que se trate de estruturas mais rígidas, os percentuais de variação das 
amostras ECE apresentaram valores semelhantes àqueles das amostras ECA-1 e ECA-2, 
estruturas menos rígidas. 
No tocante às escadas do grupo G2, ocorreram variações percentuais idênticas nos 
momentos fletores para ambos os métodos de cálculo com o aumento da espessura das lajes. 
Porém, foi possível notar que os valores obtidos por meio do método de Araújo (2014) são 
mais detalhados, ao passo que o método de Knijnik & Tavares (1977) fornece apenas o valor 
de momento para o encontro entre patamar e lance. Além disso, com base nos resultados 
obtidos, verificou-se que o método de Araújo (2014) possui maior acurácia. 
76 
 
A análise de forças cortantes para as escadas do grupo G1 mostrou que as variações 
destes esforços para amostras distintas apresentaram aproximadamente o mesmo valor de 
força cortante nas vigas analisadas, aumentando conforme a elevação da altura das lajes. 
Em se tratando de deslocamentos, houve uma diminuição relevante entre as flechas 
das lajes de 12 cm e de 18 cm para todas as amostras. Notou-se que, dentre as amostras do 
grupo G1, as variações das amostras ECA-1, ECA-2 e ECE são iguais, de +184%, sendo as 
flechas da amostra ECE as menores, o que se justifica pela maior rigidez deste tipo de escada. 
As amostras ECS se destacaram por possuírem a maior variação percentual, justificada pelo 
enrijecimento da estrutura com o aumento da altura das lajes. Já no grupo G2, a variação 
percentual da flecha máxima com o aumento da espessura das lajes foi aproximadamente a 
mesma para ambos os métodos de cálculo, porém, as amostras EAp-1 se mostraram mais 
rígidas. 
Por fim, em relação às áreas de aço de cálculo, foi possível verificar um 
comportamento semelhanteentre as amostras de ambos os grupos, em que o percentual da 
área de aço tendeu a diminuir com a elevação da espessura das lajes das escadas, sendo as 
amostras EAp-2 as que apresentam a menor redução. Assim, observou-se que mesmo com o 
aumento da sobrecarga nas escadas, houve uma compensação com o aumento do braço de 
alavanca da armadura, que eleva, também, o momento resistente da seção, requerendo um 
percentual menor de armadura. 
 
6.2 Sugestões para trabalhos futuros 
 
Com o intuito de incrementar o conteúdo abordado no estudo desenvolvido, são feitas 
as seguintes sugestões de trabalhos: 
• Realizar análise comparativa com esforços internos obtidos através do método de 
cálculo numérico, com o auxílio de programas computacionais baseados no MEF; 
• Estender a pesquisa para outros tipos de escadas, como a plissada, por exemplo; 
• Realizar estudo focando nos aspectos construtivos de custo-benefício entre as escadas, 
desenvolvendo o detalhamento destas; 
• Fazer uma análise não linear física a fim de comparar os esforços internos obtidos com 
os transcritos neste trabalho de pesquisa. 
 
77 
 
REFERÊNCIAS 
 
AOKI, S. M.; NETO, J. D. S. G.; TAKARA, E. M. Calcular escadas. Centro Universitário 
UNICAPITAL e Faculdades Intregadas Paulistas FIP. São Paulo, 2014. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6118: Projeto de estruturas 
de concreto - Procedimento. Rio de Janeiro, 2014. 238 p. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120: Cargas para o 
Cálculo de estruturas de edificações. Rio de Janeiro, 1980. 5 p. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8681: Ações e segurança 
nas estruturas - Procedimento. Rio de Janeiro, 2003. 22 p. 
 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: Acessibilidade a 
edificações, mobiliário, espaço e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004. 97 p. 
 
ARAÚJO, J. M. Curso de concreto armado: Volume 4. 4. ed. Rio Grande: Dunas, 2014. 
 
CAMPOS FILHO, A. Projeto de escadas de concreto armado. Departamento de 
Engenharia Civil - DECIV/UFRGS. Porto Alegre, 2010. 
 
CARVALHO, R. C; FARIA, A. Escadas de edifícios de concreto armado. S. d. 
 
CUNHA, A. J. P.; SOUZA, V. C. M. Lajes em concreto armado e protendido. 1. ed. 
Niterói: EDUFF, 1994. 
 
CUSENS, A. R.; KUANG, JING-GRO. Experimental Study of a Freestanding Staircase. 
Journal of the American Concrete Institute, v. 63, n° 5, maio de 1966. 
 
IBRACON - Instituto Brasileiro do Concreto. 2021. 
 
IIT KHARAGPUR. Indian Institute of Technology Kharagpur. Structural Analysis. Version 
2 CE. 2008. 
 
KNIJNIK, A.; TAVARES, J. J. A. Escada autoportante sem apoio no patamar. Revista 
Estrutura, n.81, 109-126, 1977. 
 
MAFALDO, J. G. Estudo comparativo analítico e numérico via Método dos Elementos 
Finitos (MEF) de escada reta autoportante em concreto armado. Trabalho de Conclusão 
de Curso. Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal do Rio Grande do 
Norte, Natal/RN, 2019. 89 p. 
 
MARQUES, B. M. Análise comparativa do dimensionamento em concreto armado de 
escadas através da utilização do software CYPECAD e do cálculo manual de acordo 
com a ABNT 6118 (2014). Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de 
Ouro Preto, Ouro Preto/MG, 2019. 96 p. 
 
MARTHA, L. F. FTOOL - Um programa gráfico-interativo para ensino de comportamento 
de estruturas. Versão educacional 4.00.04, Rio de Janeiro, 2018. 
78 
 
MELGES, J. L. P.; PINHEIRO, L. M.; GIONGO, J. S. Concreto armado: Escadas. São 
Carlos: USP/Departamento de engenharia de estruturas, 1997. 58p. Apostila. 
 
OLIVEIRA, C. R. Considerações sobre Modelos Estruturais. Ciência et Praxis. v. 1, n. 1, 
2008. 
 
PINHEIRO, L. M. Concreto armado: tabelas e ábacos. São Carlos, Escola de Engenharia de 
São Carlos, USP, 1993. 
 
79 
 
ANEXO A - FORÇAS INTERNOS DAS AMOSTRAS DO GRUPO G1 
 
Figura 31 - ECA15-1: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
Figura 32 - ECA18-1: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
(a) 
(b) 
(a) 
(b) 
80 
 
Figura 33 - ECA12-2: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
Figura 34 - ECA15-2: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
(a) 
(a) 
(b) 
(b) 
81 
 
Figura 35 - ECA18-2: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
Figura 36 - ECS12: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
(a) 
(a) 
(b) 
(b) 
82 
 
Figura 37 - ECS15: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
Figura 38 - ECS18: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
 
(a) 
(a) 
(b) 
(b) 
83 
 
Figura 39 - ECE12: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
Figura 40 - ECE15: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
(a) 
(a) 
(b) 
(b) 
84 
 
Figura 41 - ECE18: (a) forças cortantes (kN) e (b) momentos 
fletores (kNm) 
 
Fonte: Adaptado de Ftool (MARTHA, 2018) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(a) 
(b) 
85 
 
ANEXO B - PROCEDIMENTO DE DIMENSIONAMENTO DAS 
AMOSTRAS DOS GRUPOS G1 E G2 
 
O processo de dimensionamento da escada armada longitudinalmente é análogo ao de 
uma viga com largura bw = 1 m = 100 cm, proporcionando resultados em armadura por 
metro linear. Nesse cálculo serão empregados os coeficientes kc e ks indicados nas tabelas de 
Pinheiro (1993). Este procedimento será aplicado para as lajes dos dois vãos e, como estas 
possuem as mesmas dimensões, o procedimento de cálculo das armaduras principais será o 
mesmo. 
Tomando como exemplo o caso da amostra ECA12-1, o dimensionamento segue as 
etapas a seguir: 
1) O momento fletor de cálculo (Equação 24), obtido a partir da aplicação do coeficiente 
de ponderação γf = 1,4 ao momento fletor característico (Mk), é: 
 
 Md = γf ∙ Mk (24) 
 
Mk = Mmáx = 23,4 kNm/m = 2340 kNcm/m 
 
Md = 1,4 ∙ 2340 = 3276 kNcm/m 
 
2) A altura útil “d” da seção, distância da borda comprimida até o centro de gravidade da 
armadura, é dada pela Equação 25, onde “c” é o cobrimento nominal designado para o 
projeto, equivalente a 2,50 cm. Adotando o diâmetro de 10,0 mm para a armadura 
principal: 
 
 d = h − c −
ϕl,adotado
2
 (25) 
 
d = 12 − 2,5 −
1,0
2
= 9,00 cm 
 
3) Através da Equação 26, é possível calcular o coeficiente kc; 
 
86 
 
 kc =
bw ∙ d²
Md
 (26) 
 
kc =
100 ∙ 9²
3276
= 2,47 cm2/kN 
 
4) De acordo com os valores de Pinheiro (1993), o kc de 2,53 cm²/kN corresponde a um 
ks de 0,026 cm²/kN (domínio 3). A área de aço será dada, então, pela Equação 27; 
 
 As =
Md ∙ ks
d
 (27) 
 
As =
3276 ∙ 0,026
9
= 9,46 cm2/m 
 
5) A área de aço deve ser comparada com o valor mínimo permitido por norma, que é 
dado pela Equação 28, onde “ρs,mín” é a taxa mínima de aço – indicada na NBR 6118 
(ABNT, 2014) – e “Ac” é a área de concreto; 
 
 As,mín = ρs,mín ∙ Ac (28) 
 
As,mín =
0,150
100
∙ 100 ∙ 12 = 1,80 cm2/m 
 
6) Como a área de aço calculada é maior do que a área mínima, “As” será a área de aço 
necessária, ou seja, As = As,nec = 9,46 cm
2/m; 
7) A área efetiva de aço correspondente ao diâmetro de 8,0 mm será de As,ef =
9,81 cm2/m com espaçamentos de s = 8 cm; 
8) No que diz respeito à armadura de distribuição, a NBR 6118 (ABNT, 2014) indica 
que, para lajes armadas em uma direção, deve ser o maior valor entre 20% da 
armadura principal, metade da armadura mínima e 0,9 cm²/m. Sendo assim: 
 
As,dist ≥ {
0,20 ∙ As,ef = 0,20 ∙ 9,81 = 1,96 cm
2/m
0,5 ∙ As,mín =0,5 ∙ 1,80 = 0,90 cm
2/m
0,90cm2/m
 
87 
 
As,dist = 1,96 cm
2/m 
 
9) Adotando o diâmetro de 6,3 mm para a armadura de distribuição, obtém-se uma área 
efetiva de As,dist,ef = 2,08 cm
2/m com espaçamentos de s = 15 cm.

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