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Copyright © 1990, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados Sede: Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210-3122 Telex: (021) 34333 ABNT - BR Endereço Telegráfico: NORMATÉCNICA ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas Palavra-chave: Registro de pressão 7 páginas NBR 10071NOV 1994 Registro de pressão fabricado com corpo e castelo em ligas de cobre para instalações hidráulicas prediais SUMÁRIO 1 Objetivo 2 Documentos complementares 3 Definições 4 Condições gerais 5 Condições específicas 6 Inspeção 7 Aceitação e rejeição 1 Objetivo Esta Norma fixa as condições exigíveis para o recebimento de registros de pressão, destinados a instalações hidráulicas prediais de água potável fria ou quente, fabricados em ligas de cobre. Nota: Estas exigências se referem à qualidade de inspeção e às faixas de resultados em que os registros de pressão de- vem se situar quando submetidos aos seguintes ensaios: de resistência ao uso, de perda de carga, de estanquei- dade, de torque de instalação, de torque de operação e de alinhamento, bem como às condições gerais de acaba- mento das peças. 2 Documentos complementares Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 5023 - Barra e perfil de ligas cobre-zinco-chumbo - Especificação NBR 5626 - Instalações prediais de água fria - Procedimento NBR 6314 - Peças de ligas de cobre fundidas em areia - Especificação NBR 6366 - Ligas de cobre - Análise química - Método de ensaio NBR 6941 - Peças de ligas de cobre fundidas em co- quilha - Especificação NBR 7198 - Projeto e execução de instalações prediais de água quente - Procedimento NBR 8010 - Registro de pressão para instalações hidráulicas prediais - Verificação de estanqueidade à pressão interna - Método de ensaio NBR 8133 - Rosca para tubos onde a vedação não é feita pela rosca - Designação, dimensões e tolerâncias - Padronização NBR 10074 - Registro (válvula) de pressão - Verificação da resistência ao torque de montagem nas instalações - Método de ensaio NBR 10075 - Registro (válvula) de pressão - Verificação da resistência ao torque de operação - Método de ensaio NBR 10076 - Registro (válvula) de pressão - Verificação do alinhamento das roscas de entrada e saída - Método de ensaio NBR 10077 - Registro (válvula) de pressão para ins- talações prediais - Determinação do coeficiente (K) de perda de carga - Método de ensaio Origem: Projeto NBR 10071/1993 CB-02 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:010.10 - Comissão de Estudo de Metais Sanitários NBR 10071 - Copper alloy single handle bath valve for plumbing use - Specification Descriptors: Handle bath valve Esta Norma substitui a NBR 10071/1987 Válida a partir de 30.12.1994 Especificação 2 NBR 10071/1994 NBR 10078 - Registro de pressão - Verificação da resistência ao uso - Método de ensaio NBR 10283 - Revestimentos eletrolíticos de metais e plásticos sanitários - Especificação ASTM-B-124 - Specification for copper and copper alloy forging rod, bar, and shapes ASTM-E-54 - Methods for chemical analysis of special brasses and bronzes ASTM-E-62 - Methods for chemical analysis of copper and copper alloys (photometric methods) ASTM-E-75 - Methods for chemical analysis of copper- nickel and copper-nickel-zinc alloys ASTM-E-478 - Methods for chemical analysis of copper alloys 3 Definições Os termos técnicos utilizados nesta Norma estão definidos em 3.1 a 3.3 e nas NBR 5626 e NBR 7198. 3.1 Registro de pressão Válvula de pequeno porte, instalada em sub-ramal ou em pon- to de utilização, destinada a regular a vazão de água, assim como seu fechamento, pela movimentação de um vedante elastomérico contra uma sede. 3.2 Componentes básicos dos registros de pressão Os diversos elementos básicos e conjuntos que constituem o registro de pressão são os relacionados de 3.2.1 a 3.2.10 e indicados na Figura 1. Nota: Figura meramente ilustrativa, não restritiva Figura 1 - Registro de pressão NBR 10071/1994 3 3.2.1 Castelo Peça que se acopla ao corpo e suporta o mecanismo de acionamento e de vedação do registro. 3.2.2 Cabeça de manobra Tipo de volante de seção quadrada, somente acionável por chave quadrada especial. 3.2.3 Canopla Peça de acabamento destinada a recobrir o castelo de um registro embutido em parede. 3.2.4 Corpo Peça com paredes de espessura aproximadamente constante, com três orifícios externos, sendo dois opostos, um de entrada e outro de saída, e o terceiro orifício onde se monta o mecanis- mo de obturação. 3.2.5 Haste Peça que aciona o obturador ou vedante. 3.2.6 Mecanismo de obturação Conjunto mecânico que promove a abertura ou o fechamento do orifício da sede. 3.2.7 Obturador ou vedante Peça que interrompe ou regula o fluxo de água, atuando sobre o orifício da sede. 3.2.8 Orifício da sede Orifício de passagem da água. 3.2.9 Sede Região sobre a qual se assenta o obturador ou vedante, para fechar ou regular o fluxo de água do registro de pressão. 3.2.10 Volante ou manípulo Peça acoplada à haste, sobre a qual deve atuar uma força ou torque externo para abrir ou fechar o registro. 3.3 Diâmetro nominal (DN) Simples número que serve para classificar em dimensão os elementos de canalizações (tubos, conexões, aparelhos) e que corresponde aproximadamente ao diâmetro interno da tubulação, expresso em milímetros. 4 Condições gerais 4.1 Os corpos dos registros devem apresentar marcação permanente com os seguintes dados: a) nome ou marca do fabricante; b) diâmetro nominal; c) seta com sentido de passagem. 4.2 Do ponto de vista da instalação, o registro de pressão pode ser de dois tipos: a) de uso externo; b) de embutir, sendo, neste caso, dotado de canopla e volante decorativos. 4.2.1 No caso de volante e canopla cromados, deve ser obedecida a NBR 10283. 4.3 Nos registros destinados à instalação embutida, é obriga- tória a marcação adicional com nome, código ou marca de fabricante, para permitir a identificação sem necessidade de retirá-lo da tubulação ou danificar o acabamento da parede. Esta marcação pode ser feita no volante ou na canopla de acabamento, interna ou externamente. 4.4 A unidade de compra é a peça, que compreende o registro propriamente dito, a canopla e o volante (quando se existi- rem) que constituem o acabamento externo. Este acabamen- to pode ser comercializado separadamente do registro. 4.5 Os registros de pressão não devem apresentar defeitos como trincas, imperfeições de superfície e rebarbas internas ou externas. Estes defeitos, ou outros, podem ser detectados pelo tato ou à vista desarmada. 4.6 Para identificação dos diversos tipos de registros de pressão, fica estabelecida a classificação apresentada na Tabela 1. Tabela 1 - Classificação dos registros de pressão ABNT 1400 Registro de pressão com rosca interna na entrada e rosca externa na saída. Para instalações não embutidas. Com volante. ABNT 1403 Registro de pressão com roscas internas na entrada e na saída. Para instalações não embutidas. Com volante. ABNT 1405 Registro de pressão com roscas externas na entrada e na saída. Para instalações não embutidas. Com volante. ABNT 1407 Registro de pressão com rosca interna na entrada e rosca externa na saída. Para instalação subterrânea tipo passeio. Com cabeça de manobra ou quadrado na própria haste. ABNT 1416 Registro de pressão com rosca interna na entrada e rosca externa na saída. Para instalações embutidas. Com canopla e volante. ABNT 1418 Registro de pressão com roscas internas na entrada e na saída. Para instalações embutidas. Com canopla e volante. 4 NBR 10071/1994 4.7 A qualidade do acabamento deve ser suficiente para evi- tar possíveis danosfísicos pelo manuseio. 4.8 Indicam-se, para a fabricação do corpo e do castelo do registro de pressão, as ligas constantes da Tabela 2. 4.9 As peças do registro de pressão cujos materiais não são abordados nesta Norma devem ser fabricados em material que responda favoravelmente às solicitações que lhes são impostas pelo uso, sem provocar danos ao usuário. Os materiais e lubrificantes utilizados devem ser isentos de pro- dutos tóxicos e nocivos à saúde, e assim permanecer durante o seu uso em contato com a água. 4.10 É obrigatória a existência de um sextavado ou oitava do na entrada ou na saída, ou em ambas, do registro de pres- são. 4.11 No caso do volante ser solidário ao extremo da haste onde é acoplado, esta última deve ter curso suficiente para permitir a substituição da gaxeta, sem que seja preciso retirar o castelo. 4.12 Não são permitidos processos de impregnação, rebita- mento ou soldagem para estanqueidade do corpo ou do cas- telo. 4.13 A superfície da sede e a ela adjacente devem ser to- talmente usinada, a fim de não apresentar rebarbas ou de- graus no sentido da saída da água. 4.14 Os registros de pressão devem apresentar as dimensões constantes da Tabela 3 e da Figura 2. Tabela 2 - Materiais Materiais Referência Processo para produção da peça Notas C-83600 NBR 6314 Fundição em areia ou casca - C-84300 NBR 6314 Fundição em areia ou casca - C-84400 NBR 6314 Fundição em areia ou casca - C-85400 NBR 6314 Fundição em areia ou casca - C-86500 NBR 6314 Fundição em areia ou casca - Liga 1 NBR 6941 Fundição em molde permanente - Liga 2 NBR 6941 Fundição em molde permanente - Liga 3 NBR 6941 Fundição em molde permanente - - ASTM-B-124 Perfil para forjamento (A) CuZn36Pb3 NBR 5023 Perfil para fácil usinagem - CuZn40Pb3 NBR 5023 Perfil para fácil usinagem - (A) Cu = 58/62% ; Pb = 1,2/2,5% ; Fe = 0,3% (máx.); outros elementos = 0,5% (máx.); Zn = restante. Nota: Outras ligas de cobre podem ser utilizadas, desde que os registros atendam às demais exigências desta Norma. Tabela 3 - Dimensões de registros de pressão Unid.: mm Diâmetro Espessura mínima da parede Espessura (b) (h) mín. nominal mínima na para ABNT 1416 (DN) Fundido Forjado sede (a) mín. e ABNT 1418 15 2,2 2,0 3 5 32 NBR 8133 20 2,2 2,0 3 5 33 NBR 8133 25 2,2 2,0 3 5 39 NBR 8133 Tipo de rosca NBR 10071/1994 5 Figura 2-(b) - Registro ABNT 1405 Figura 2-(c) - Registros ABNT 1403 e ABNT 1418 Nota: Figura meramente ilustrativa, não restritiva. Figura 2 - Registros de pressão Figura 2-(a) - Registros ABNT 1400, ABNT 1407 e ABNT 1416 6 NBR 10071/1994 5 Condições específicas Os registros de pressão devem atender às condições estabelecidas de 5.1 a 5.7. 5.1 Composição química A determinação da composição química das ligas de cobre deve ser realizada segundo a NBR 6366, complementada pelas normas ASTM-E-54, ASTM-E-62, ASTM-E-75 e ASTM-E-478. 5.2 Estanqueidade 5.2.1 É optativa a escolha do ensaio pneumático ou hidrostático. 5.2.2 Com o registro fechado, deve ser ensaiado sob pressão de ar de 0,55 MPa, sem apresentar qualquer vazamento, durante 5 s. 5.2.3 Com o registro aberto, deve ser ensaiado sob pressão de ar de 0,55 MPa, sem apresentar qualquer vazamento, durante 5 s. 5.2.4 Com o registro fechado, deve ser ensaiado sob pressão de água de 1,40 MPa, sem apresentar qualquer vazamento, durante 60 s. 5.2.5 Com o registro aberto, deve ser ensaiado sob pressão de água de 1,40 MPa, sem apresentar qualquer vazamento, durante 60 s. Nota: O registro deve ser ensaiado conforme a NBR 8010. 5.3 Perda de carga Quanto à perda de carga, o registro deve ser ensaiado con- forme NBR 10077. O valor do coeficiente K de perda de carga do registro não deve exceder os da Tabela 4. 5.4 Resistência ao uso 5.4.1 Quanto à resistência ao uso, o registro, após submetido ao número de ciclos de abrir e fechar da Tabela 5 e ensaiado conforme NBR 10078, não deve apresentar vazamento quan- do ensaiado conforme 5.2. 5.4.2 No caso em que o registro apresentar vazamento pelo preme-gaxeta, após ser submetido ao número de ciclos de abrir e fechar da Tabela 5, sempre que possível, o preme- gaxeta deve ser reapertado até se obter a estanqueidade. Ca- so não se consiga a estanqueidade, o registro é considerado reprovado. 5.5 Resistência ao torque de instalação 5.5.1 O registro deve resistir ao torque de instalação da Ta- bela 6, quando ensaiado conforme NBR 10074. Tabela 4 - Valores máximos do coeficiente K da perda de carga DN Valores de K Faixa de vazão para determinação de K (L/s) 15 45 0,20 a 0,30 20 40 0,40 a 0,60 25 32 0,60 a 1,15 Tabela 5 - Número de ciclos de abrir e fechar no ensaio de resistência ao uso Classes ABNT Nº de ciclos 1400 - 1403 - 1405 7000 1407 1000 1416- 1418 30000 Tabela 6 - Torque de instalação Torque mínimo de resistência na instalação DN (N.m) 15 45 20 75 25 95 NBR 10071/1994 7 5.7 Alinhamento Quanto ao alinhamento, a máxima deflexão permissível, lida no relógio comparador, é de 10 mm, quando o registro é ensaiado conforme NBR 10076. 6 Inspeção Os critérios e procedimentos de exames visuais e dimen- sionais do produto em apreço devem ser feitos previamente, mediante acordo entre as partes interessadas. 7 Aceitação e rejeição Devem ser aceitos os registros que obedeçam aos requisitos especificados nesta Norma. 5.5.2 Após este ensaio, e não se constatando surgimento de trincas ou outras falhas observáveis por inspeção visual, o registro deve ser submetido ao ensaio de estanqueidade, conforme 5.2. 5.6 Resistência ao torque de acionamento excessivo 5.6.1 O registro deve resistir ao torque de operação na haste (ver Tabela 7, quando ensaiado conforme NBR 10075. 5.6.2 Após verificação de resistência ao torque de operação, o registro deve ser submetido ao ensaio de estanqueidade, conforme 5.2. Tabela 7 - Resistência ao torque de acionamento excessivo Classes ABNT 1416 e ABNT 1418 Classes ABNT 1400, ABNT 1403, ABNT 1405 e ABNT 1407 Torque de acionamento Torque de acionamento (N.m) (N.m) 15 6 ± 0,1 8 ± 0,1 20 6 ± 0,1 10 ± 0,1 25 6 ± 0,2 12 ± 0,1 DN