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OUTRAS BANCAS I. Crase 10587. (2012 – CESGRANRIO) O uso do sinal indicativo da crase é obrigatório em: (A) A metrópole exerce influência social e administrativa sobre a maioria das cidades da região. (B) Cada vez mais, os moradores têm acesso a bens de consumo como eletrodomésticos e celulares. (C) Nas grandes cidades, o crescimento populacional é sempre aliado a índices econômicos altos. (D) O governo precisa investir na saúde para corresponder a expectativa da população. (E) O planejamento familiar é necessário para não levar o mundo a uma situação insustentável. RESPOSTA O verbo “corresponder” é transitivo indireto, ou seja, exige um complemento com preposição. Além disso, a palavra que segue esse verbo, “expectativa”, é uma palavra feminina. Assim teremos a fusão da preposição com o artigo! Alternativa D. 10588. (2012 – CESGRANRIO) No trecho “50% e 70% das falhas ocorridas no passado em linhas de transmissão brasileiras estavam relacionadas às condições climáticas”, o sinal indicativo da crase deve ser empregado obrigatoriamente. Esse sinal também é obrigatório na palavra destacada em: (A) O Brasil sofreu as consequências da grande perda de carbono da floresta Amazônica. (B) A transformação acelerada do clima deve-se as estiagens em várias partes do mundo. (C) Alguns tipos de vegetação dificilmente resistem a uma grande mudança climática. (D) As usinas hidrelétricas, a partir de 1920, estavam associadas a regiões industriais. (E) O aumento da temperatura do planeta causará danos expressivos a seus habitantes. RESPOSTA O verbo “dever”, neste caso, exige um complemento com preposição, pois quem deve algo o deve a alguém. Além disso, a palavra que segue este verbo, “estiagens”, é feminina e está acompanhada do artigo plural “as”, como podemos ver. Alternativa B. 10589. (2012 – CESGRANRIO) No texto, a expressão às vezes apresenta o sinal indicativo de crase. Na seguinte frase, o a deveria também apresentar esse sinal: (A) A partir de hoje, não quero enviar mais mensagem de texto. (B) Ele pediu a todos os funcionários que enviassem notícias por e-mail. (C) Os jovens postam mensagem em redes sociais a mais de cem pessoas. (D) Podem-se trocar mensagens a vontade, mas não existe muita segurança. (E) Quero que a empresa tome medidas sobre trocas de mensagens dos funcionários. RESPOSTA As locuções adverbiais de tempo, modo e lugar que são femininos levam crase para diferenciarmos do substantivo feminino. Exemplo: à vontade é o modo, por isso leva crase. “A vontade de comer chocolate só aumentou!”, nessa frase não leva porque é apenas o substantivo. Alternativa D. 10590. (2012 – CESGRANRIO) As crases grafadas no início de cada uma das seguintes frases se justificam pela exigência do verbo acostumar: “Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios.” Uma quarta frase que poderia estar nessa sequência, grafada de acordo com a norma-padrão, seria a seguinte: (A) À ver injustiças. (B) À vida sem prazer. (C) À alguma forma de tristeza. (D) À todas as mazelas do mundo. (E) À essa correria em busca do sucesso. RESPOSTA Sendo o verbo “acostumar” um transitivo indireto, e seguindo a mesma lógica das frases do enunciado da questão, a frase da alternativa B leva crase porque a palavra “vida” é um substantivo feminino. Alternativa B. 10591. (2010 – FGV) Em “ofereceram à equipe chilena de salvamento [...]”, o emprego do acento grave: (A) É justificado pela regência de “ofereceram” e pela presença de artigo definido feminino antes de “equipe”. (B) É considerado facultativo por estar diante de substantivo coletivo. (C) Tem a mesma função em: “Eu não ia perder tempo com quem ganhou muito dinheiro à custa de mentiras”. (D) Antecede uma locução adverbial que expressa uma circunstância. (E) Não se manteria caso “ofereceram” fosse substituído por “deram”. RESPOSTA O verbo “oferecer”, como o enunciado já sugere, é transitivo indireto, e a palavra que o segue, “equipe”, é uma palavra feminina que exige o artigo A. Alternativa A. 10592. (2010 – FGV) Na frase “é ingênuo creditar a postura brasileira apenas à ausência de educação adequada” foi corretamente empregado o acento indicativo de crase. Assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase está corretamente empregado. (A) O memorando refere-se à documentos enviados na semana passada. (B) Dirijo-me à Vossa Senhoria para solicitar uma audiência urgente. (C) Prefiro montar uma equipe de novatos à trabalhar com pessoas já desestimuladas. (D) O antropólogo falará apenas àquele aluno cujo nome consta na lista. (E) Quanto à meus funcionários, afirmo que têm horário flexível e são responsáveis. RESPOSTA O verbo “falar”, neste caso, exige complementos um sem preposição e outro com preposição, pois quem fala algo o fala a alguém. O pronome “aquele”, portanto, configura-se como parte do objeto indireto deste verbo, pois a preposição “a” encontra-se com o “a” inicial do pronome em questão. Note que poderíamos trocá-lo por “a este” para confirmar o emprego da crase. Alternativa D. 10593. (2010 – FGV) Assinale a alternativa em que está correto o uso do acento indicativo de crase: (A) O autor se comparou à alguém que tem boa memória. (B) Ele se referiu às pessoas de boa memória. (C) As pessoas aludem à uma causa específica. (D) Ele passou a ser entendido à partir de suas reflexões sobre a memória. (E) Os livros foram entregues à ele. RESPOSTA O verbo “referir-se” (VTI) exige a preposição “a”, que se encontra com o artigo que antecede a palavra feminina “pessoas”. Alternativa B. 10594. (2010 – FGV) O acento indicativo de crase foi corretamente empregado apenas em: (A) o cidadão não atende à apelos sem fundamento. (B) no artigo, o autor citou à necessária reforma do Estado. (C) convencemos à todos da necessidade de um pacto social. (D) o debatedor não se rendeu àqueles discursos demagógicos. (E) os governantes dispuseram-se à colaborar. RESPOSTA O verbo “render-se” (VTI) exige a preposição “a”, que se liga ao “a” inicial do pronome “aqueles”. O emprego de crase nos pronomes demonstrativos fica fácil de confirmar quando conseguimos aplicar a troca por “a estes”, no caso. Alternativa D. 10595. (2012 – CESGRANRIO) O sinal indicativo de crase está adequadamente usado em: (A) Os pesquisadores dedicaram um estudo sobre games à um conjunto de pessoas idosas. (B) Daqui à alguns anos, os pesquisadores pretendem verificar por que os games são viciantes para os jovens. (C) Muitos dos idosos pesquisados obtiveram resultados positivos e passaram à se comportar de nova maneira. (D) A escolha de um determinado game se deveu à preocupação dos pesquisadores com as características que tal jogo apresentava. (E) Os estudos dos efeitos dos jogos eletrônicos sobre os idosos vêm sendo realizados à vários anos. RESPOSTA A regência do verbo “deve-se” exige a preposição A. A palavra na sequência é um substantivo feminino que exige o artigo A. Alternativa D. 10596. (2011 – CESGRANRIO) O sinal indicativo da crase está empregado de acordo com a norma-padrão em: (A) Depois de aportar no Brasil, Cabral retomou à viagem ao Oriente. (B) O capitão e sua frota obedeceram às ordens do rei de Portugal. (C) O ponto de partida da frota ficava no rio Tejo à alguns metros do mar. (D) O capitão planejou sua rota à partir da medição de marinheiros experientes. (E) Navegantes anteriores a Cabral haviam feito menção à terras a oeste do Atlântico. RESPOSTA A regência do verbo obedecer é indireta, ou seja, esse verbo pede preposição. “ordens” é um substantivo feminino no plural. Note que podemos observar o emprego do artigo mais facilmente por ele estar no plural. Alternativa B. 10597. (2011 – CESGRANRIO) O sinal indicativo da crase é necessário em: (A) Os cartões-postais traziam as novas notícias de quem estava viajando. (B) Recife abriga a mostra de antigos cartões-postais, fruto do esforço de um colecionador. (C) Reconhecer a importância de antigos hábitos, como a troca de cartões-postais, é valorizar o passado. (D) Enviar um cartão-postal aquela pessoa a quemse ama era, nos séculos XIX e XX, uma forma de amor. (E) Durante muito tempo, e em vários lugares do mundo, a moda de trocar cartões-postais permaneceu. RESPOSTA Enviar (VTDI) um cartão-postal (OD) A + aquela pessoa... (OI) = crase no pronome demonstrativo “aquela”. Alternativa D. 10598. (2011 – CESGRANRIO) O sinal indicativo de crase é necessário em: (A) A venda de computadores chegou a reduzir o preço do equipamento. (B) Os atendentes devem vir a ter novo treinamento. (C) É possível ir as aulas sem levar o notebook. (D) Não desejo a ninguém uma vida infeliz. (E) A instrutora chegou a tempo para a prova. RESPOSTA Ir é um verbo intransitivo geralmente acompanhado de um adjunto adverbial que exige a preposição A. O substantivo “aulas” está acompanhado do artigo no plural. Alternativa C. 10599. (2011 – CESGRANRIO) Em qual dos pares de frases abaixo o a destacado deve apresentar acento grave indicativo da crase? (A) Sempre que possível não trabalhava a noite./Não se referia a pessoas que não participaram do seminário. (B) Não conte a ninguém que receberei um aumento salarial./Sua curiosidade aumentava a medida que lia o relatório. (C) Após o julgamento, ficaram frente a frente com o acusado./Seu comportamento descontrolado levou-o a uma situação irremediável. (D) O auditório IV fica, no segundo andar, a esquerda./O bom funcionário vive a espera de uma promoção. (E) Aja com cautela porque nem todos são iguais a você./Por recomendação do médico da empresa, caminhava da quadra dois a dez. RESPOSTA Nesses dois casos temos exemplos de locuções adverbiais. À esquerda indica lugar e à espera indica o modo. Alternativa D. 10600. (2010 – CESGRANRIO) O sinal indicativo de crase deve ser usado somente no a presente em (A) Mas a dor de dente pode passar a ser um problema. (B) Os pais costumam levar a seus filhos a obrigação de serem felizes. (C) Não se deve dar importância a chamada da capa da revista. (D) Os livros publicados por universidades devem ser levados a sério. (E) O dinheiro não traz a felicidade que se imagina, quando se luta por ele. RESPOSTA Não se deve dar o quê? Importância (OD) A quem? (à) chamada da capa da revista (OI). Alternativa C. 10601. (2010 – CESGRANRIO) O acento indicativo da crase só está corretamente empregado em (A) Só consegui comprar a televisão à prestações. (B) O comerciante não gosta de vender à prazo. (C) Andar à pé pela orla é um ótimo exercício. (D) Entregue o relatório à uma das secretárias. (E) Chegaremos ao trabalho à uma hora da tarde. RESPOSTA A crase deve ser usada no emprego de hora determinada. Note que “uma”, nesse caso, não é um artigo indeterminado, mas sim um numeral. Alternativa E. 10602. (2010 – CESGRANRIO) Leia as frases abaixo A Inglaterra aprovou uma lei pela qual o país terá de cortar em 80% ____ suas emissões de carbono. O fato de as cifras virem ____ tona antes da conferência é outro sinal alentador. Esse cipoal de números torna complexa _____ discussão em Copenhague, mas não a inviabiliza. O Presidente Barack Obama anunciou que vai _____ Copenhague e que se compromete com um corte de 17% até 2020. As palavras que, na sequência, preenchem as lacunas acima corretamente são (A) as – à – a – a. (B) às – à – a – a (C) às – a – à – à. (D) as – a – a – à. (E) as – a – a – a. RESPOSTA “...terá de cortar...”: essa locução verbal é transitiva direta – “as” = artigo. “virem à tona” é uma locução adverbial com crase. “a discussão” é o sujeito do verbo “torna”, por isso não pode ter crase (o núcleo do sujeito não pode ser preposicionado). “vai a Copenhague” e volta DE Copenhague = sem crase. Alternativa A. 10603. (2013 – CESGRANRIO) Segundo a norma-padrão, o sinal indicativo da crase não deve ser utilizado no seguinte trecho: “Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas tendem a aceitar algumas afirmações”. A mesma justificativa para essa proibição pode ser identificada em: (A) “É natural que isso aconteça, quando mais não seja porque as certezas nos dão segurança e tranquilidade. Pô-las em questão equivale a tirar o chão de sob nossos pés.” (B) “Com o desenvolvimento do pensamento objetivo e da ciência, aquelas certezas inquestionáveis passaram a segundo plano, dando lugar a um novo modo de lidar com as certezas e os valores.” (C) “a visão inovadora veio ganhando terreno e, mais do que isso, conquistando posições estratégicas, o que tornou possível influir na formação de novas gerações, menos resistentes a visões questionadoras.” (D) “Ocorre, porém, que essa certeza pode induzir a outros erros: o de achar que quem defende determinados valores estabelecidos está indiscutivelmente errado.” (E) “Uma comunidade cujos princípios e normas mudassem a cada dia seria caótica e, por isso mesmo, inviável”. RESPOSTA Não ocorre crase antes de verbos. A palavra “a” presente nas frases é apenas uma preposição. Alternativa A. 10604. (2013 – CESGRANRIO) Há omissão do sinal indicativo da crase em: (A) Os vizinhos tomaram providências a respeito dos latidos. (B) O autor se refere a dupla de artistas como adoráveis. (C) Agradeci a ele pelo magnífico presente. (D) Os cães continuaram a latir sem parar. (E) Ela visita a avó todos os domingos. RESPOSTA A regência do verbo “referir-se” exige uma preposição “a”, e a palavra “dupla” é um substantivo feminino antecedido de artigo, portanto deveria ocorrer crase. Alternativa B. II. Regência 10605. (2011 – FGV) Assinale a alternativa em que a alteração do verso da canção tenha sido feita com adequação à norma culta. Não leve em conta possível alteração de sentido. (A) Nosso amor que eu não esqueço/Nosso amor de que eu não esqueço (B) Que você lhe diga/Que você lhe encontre (C) Diga que você me adora/Diga que você adora-me (D) Às pessoas que eu detesto/Às pessoas que não gosto (E) a comida que você pagou pra mim/a comida por que você optou para mim RESPOSTA O verbo optar exige a preposição “por”. Como temos um pronome relativo (que) na frase, a preposição fica antes dele para identificar a função sintática por ele retomada, no caso um objeto indireto. Alternativa E. 10606. (2011 – FGV) Leia o fragmento abaixo Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a fenômenos que há muito deveriam ter sido excluídos da vida política nacional, como a compra de votos e a atitude de diversos candidatos, durante as campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda a sorte de brindes em troca da promessa de voto dos eleitores. (Instituto Ethos. A Responsabilidade Social das Empresas no Processo Eleitoral. Disponível em: www.ethos.org.br. Com adaptações.) No trecho destacado acima, foi empregada a regência do verbo em completo acordo com a norma culta. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido. (A) O povo aspira a governos menos corruptos. (B) Ele assiste em Belém. (C) O combate à corrupção implica em medidas éticas por parte das empresas. (D) As empresas pagaram aos funcionários na data correta. (E) Muitas vezes o povo esquece o passado dos políticos. RESPOSTA A regência da frase da alternativa C não está correta porque o verbo “implicar” não admite preposição, pois é um verbo transitivo direto que significa “acarretar”, “provocar”, “ter como consequência”. Alternativa C. 10607. (2010 – FGV) A construção da frase “tentará descobrir alguma coisa que possuam em comum – um conhecido, uma cidade da qual gostam”, está correta em relação à regência dos verbos possuir e gostar. De acordo com a norma-padrão, assinale a alternativa que apresente erro de regência. (A) Apresentam-se algumas teses a cujas ideias procuro me orientar. (B) As características pelas quais um povo se identifica devem ser preservadas. (C) Esse é o projeto cujo objetivo principal é a reflexão sobre a brasilidade. (D) Eis os melhores poemas nacionalistas de que se tem conhecimento. (E) Aquela é a livraria onde foi lançado o romance recorde de vendas. RESPOSTA A frase expressa na alternativa A apresenta erro de regência porque o pronome “cuja” não pode ser preposicionado, pois o verbo “procurar” pede, neste caso, um complementodireto. Alternativa A. 10608. (2010 – FGV) “Eu não atino com a das que enfiei ontem”; a utilização da preposição “com” nesse fragmento, é devida à presença do verbo “atinar”. A frase a seguir em que a preposição destacada está mal empregada é: (A) Azul é a cor de que mais gosto. (B) Essa é a menina de quem estamos falando. (C) Ela estará aqui em uma hora. (D) Esses são os retratos de que tiraram. (E) Essa é a história a que aludi. RESPOSTA O uso da preposição está incorreto na frase da alternativa D porque o verbo “tirar” é transitivo direto. O pronome relativo retoma a função sintática do verbo posterior, por isso não pode haver aquela preposição. Alternativa D. 10609. (2012 – CESGRANRIO) A leitura do trecho “A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. [...] E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. [...]” permite concluir que as preposições são exigidas, respectivamente, pelos seguintes verbos: (A) desejar e ganhar. (B) desejar e pagar. (C) pagar e desejar. (D) necessitar e ganhar. (E) necessitar e pagar. RESPOSTA O verbo “necessitar” é sempre transitivo indireto, ou seja, sempre exige uma preposição. Já o verbo “pagar” pode admitir as duas transitividades, mas neste caso fala-se em pagar com algo, que é com o dinheiro ganho. Alternativa E. 10610. (2012 – CESGRANRIO) Considere o comportamento do verbo em destaque quanto à sua regência, em “para dar sabor e aroma aos alimentos”. O trecho do texto cujo verbo apresenta a mesma regência é: (A) “Quando você lê ‘aroma natural’” (B) “‘artificial’ no rótulo significa que os aromistas” (C) “que não existem na natureza” (D) “O processo encarece o produto” (E) “enviar as moléculas às fábricas de alimentos” RESPOSTA Assim como o verbo destacado no enunciado da questão (VTDI), a alternativa E é correta porque o verbo “enviar” exige dois complementos: um direto (as moléculas) e outro indireto (às fábricas de alimentos). Alternativa E. 10611. (2012 – CESGRANRIO) A frase cuja regência do verbo respeita a norma- padrão é: (A) Esquecemo-nos daquelas regras gramaticais. (B) Os professores avisaram aos alunos da prova. (C) Deve-se obedecer o português padrão. (D) Assistimos uma aula brilhante. (E) Todos aspiram o término do curso RESPOSTA A frase da alternativa A está de acordo com a norma-padrão porque o verbo “esquecer-se” exige um complemento indireto (com preposição de); a ênclise, que é o uso do pronome em relação ao verbo, está sendo usada adequadamente e as palavras que compõem o objeto indireto concordam em gênero, número e pessoa. Alternativa A. 10612. (2010 – FGV) Leia o fragmento abaixo: “[...] Só o Estado, reformado e renovado, incluindo o Legislativo e o Judiciário, poderá dispor dos meios e recursos, articulado à opinião pública, para reverter essa ameaça de colapso.” A regência do verbo dispor é a mesma de: (A) O artigo defende a necessidade de uma nova ética social. (B) Convém atualizar velhas formas de comportamento. (C) O autor expressa suas ideias de forma clara e objetiva. (D) O palestrante fugiu ao foco dos debates. (E) Busca-se uma saída para a crise institucional. RESPOSTA Os verbos exigem, nesse caso, um complemento com preposição (objeto indireto). Alternativa D. 10613. (2011 – CESGRANRIO) Dentre os períodos compostos abaixo, qual foi elaborado de acordo com a norma-padrão da língua? (A) Entrei e saí do escritório hoje correndo. (B) O relatório que te falei está em cima da mesa. (C) Esse é o colega que dei meu endereço novo. (D) O manual por que aprendeu a usar a máquina é ruim. (E) A ilha que eu mudei minha residência oficial é grande. RESPOSTA Nós aprendemos pelo (por + o) manual, certo? Ao usarmos o pronome relativo para a construção da frase, ele retoma também a função sintática, por isso a preposição (por) vem antes dele. Alternativa D. 10614. (2011 – CESGRANRIO) Considere as frases abaixo. I. Manuel aspira ........................ cargo de gerente na empresa. II. Quem quiser assistir .......................... filme, deve permanecer em silêncio. III. Certamente, essa decisão implicará ........................... dissolução do grupo. IV. Ao chegar ............................ casa, verificarei se os documentos estão em ordem alfabética. Em relação à regência verbal, a sequência que preenche corretamente as lacunas é: (A) o – ao – na – em (B) o – o – a – a (C) ao – o – na – em (D) ao – ao – a – a (E) ao – ao – na – em RESPOSTA O verbo “aspirar” no sentido de “desejar” é transitivo indireto, exigindo preposição A. O verbo “assistir” no sentido de “ver” é transitivo indireto, exigindo preposição A. O verbo “implicar” no sentido de ter como consequência, acarretar, gerar é transitivo direto. O verbo “chegar” exige que o adjunto adverbial seja com a preposição A, nunca EM. Alternativa D. 10615. (2011 – CESGRANRIO) “Se ainda restassem dúvidas, elas acabariam no alvorecer do dia seguinte...” O verbo acabar apresenta-se com a mesma regência com que aparece na acima: (A) O cantor mostrou muito talento e acabou aplaudido entusiasticamente. (B) As fortes chuvas acabaram com as plantações de grãos. (C) Eles acabaram de saber que foram aprovados no concurso. (D) Acabou por reconhecer que o adversário era superior. (E) A comemoração dos formandos acabou de madrugada. RESPOSTA O verbo “acabar” está sendo empregado como intransitivo, seguido de adjunto adverbial. Alternativa E. 10616. (2011 – CESGRANRIO) Em qual das sentenças abaixo, a regência verbal está em DESACORDO com a norma-padrão? (A) Esqueci-me dos livros hoje. (B) Sempre devemos aspirar a coisas boas. (C) Sinto que o livro não agradou aos alunos. (D) Ele lembrou os filhos dos anos de tristeza. (E) Fomos no cinema ontem assistir o filme. RESPOSTA O verbo “fomos” exige que o adjunto adverbial seja com a preposição A, nunca EM. O verbo “assistir” no sentido de “ver” é transitivo indireto, exigindo preposição A. Alternativa E. 10617. (2011 – CESGRANRIO) Substituindo o verbo destacado por outro, a frase, quanto à regência verbal, torna-se INCORRETA em: (A) O líder da equipe, finalmente, viu a apresentação do projeto./O líder da equipe, finalmente, assistiu à apresentação do projeto. (B) Mesmo não concordando, ele acatou as ordens do seu superior./Mesmo não concordando, ele obedeceu às ordens do seu superior. (C) Gostava de recordar os fatos de sua infância./Gostava de lembrar dos fatos de sua infância. (D) O candidato desejava uma melhor colocação no ranking./O candidato aspirava a uma melhor colocação no ranking. (E) Naquele momento, o empresário trocou a família pela carreira./Naquele momento, o empresário preferiu a carreira à família. RESPOSTA O verbo “lembrar” sem o pronome é transitivo direto. O correto seria “Gostava de lembrar os fatos... ou gostava de lembrar-se dos fatos...”. Alternativa C. 10618. (2013 – CESGRANRIO) “... aquelas que de algum modo atendem a suas necessidades e a fazem avançar.”, o verbo atender exige a presença de uma preposição para introduzir o termo regido. Essa mesma exigência ocorre na forma verbal destacada em: (A) “Certamente porque não é fácil compreender certas questões, as pessoas tendem a aceitar algumas afirmações como verdades indiscutíveis.” (B) “Introduziram-se as ideias não só de evolução como de revolução.” (C) “Inúmeras descobertas reafirmam a indiscutível tese de que a mudança é inerente à realidade tanto material quanto espiritual.” (D) “Por outro lado, como a vida muda e a mudança é inerente à existência, impedir a mudança é impossível.” (E) “Daí resulta que a sociedade termina por aceitar as mudanças.” RESPOSTA Na alternativa A, o verbo também é transitivo indireto com a preposição “A”. Alternativa A. 10619. (2010 – CESGRANRIO) Em relação à regência verbal e nominal, o emprego do pronome relativo, segundo o registro culto e formal da língua, está INCORRETO em: (A) A conclusão que chegamos é que o fracasso ensina ao homem como recomeçar. (B) O barco a cujos tripulantes me referipode voltar a navegar. (C) O ideal por que lutamos norteia nossos projetos. (D) O infortúnio a que está sujeito o empreendedor motiva-o. (E) Após o término da pesquisa, informei-lhe que tomasse cuidado para não errar. RESPOSTA O verbo chegar solicita a preposição “a”, que deve ser inserida antes do pronome relativo “que”. Alternativa A. 10620. (2010 – CESGRANRIO) O período escrito de acordo com a norma-padrão é (A) O formigueiro, sobre cuja a destruição foi atribuída às crianças, era muito antigo. (B) O astrônomo de cuja teoria lhe falei vem ao Brasil no próximo semestre. (C) O planeta que moramos tem condições para abrigar várias formas de vida. (D) A constelação cuja a estrela principal se chama Alpha Centauri fica no Hemisfério Sul. (E) O planeta Marte, cujo é vizinho próximo da Terra, não parece ter água em sua superfície. RESPOSTA O verbo “falar” exige a preposição “de” para introduzir o adjunto adverbial de assunto. Essa preposição deve ser posicionada antes do pronome relativo (cuja). Alternativa B. III. Pontuação 10621. (2012 – CESGRANRIO) No trecho “Conversamos com sociólogos, arquitetos, economistas, urbanistas e representantes de organizações internacionais sobre o assunto”, as vírgulas são empregadas para separar itens de uma enumeração, assim como em: (A) “Virou hábito na mídia e, provavelmente, em conversas cotidianas o uso do adjetivo ‘sustentável’.” (B) “Para alguns urbanistas, um elemento fundamental para ser levado em conta, quando se fala de sustentabilidade urbana, é o futuro.” (C) “Uma metrópole sustentável é aquela que, na próxima geração, tenha condições iguais ou melhores que as que temos hoje.” (D) “Nesse cenário, para que infraestrutura, segurança, saúde, educação e outros serviços públicos sejam acessíveis em toda a metrópole.” (E) “A rede de transportes, por exemplo, é um dos aspectos a serem observados na constituição das cidades.” RESPOSTA Assim como na frase expressa no enunciado da questão, a alternativa D está correta porque apresenta itens de uma enumeração (separação de elementos de mesma função sintática), o que não ocorre nas demais alternativas. Alternativa D. 10622. (2012 – CESGRANRIO) No seguinte trecho “Entretanto, para que possamos usufruir dessa energia, precisamos transportá-la a longas distâncias – muitas vezes, milhares de quilômetros – por meio de linhas de transmissão aéreas, expostas ao tempo e a seus caprichos”, o travessão serve para delimitar uma informação intercalada no discurso (que pode ser um adendo, um comentário, uma ponderação). Em situação semelhante, a vírgula pode ser substituída por travessão, com essa mesma função, em: (A) “Com o aquecimento global, o desmatamento e alguns fenômenos atmosféricos, esse número tende a aumentar nas próximas décadas.” (B) “Se as alterações do clima podem causar problemas na transmissão de energia, na distribuição a situação não é diferente.” (C) “Nessas áreas, as edificações, a substituição de vegetação por asfalto, a poluição dos automóveis e das fábricas causam alterações atmosféricas que favorecem a ocorrência de fortes tempestades.” (D) “a busca de maior comodidade para os consumidores, maior controle operacional pelas empresas, maior eficiência e maior flexibilidade da rede.” (E) “Outro aspecto relevante está na necessidade, cada vez maior, de adequar tais redes às normas legais de proteção e conservação ambiental.” RESPOSTA A vírgula que aparece na frase da alternativa E pode ser substituída pelo travessão porque isola uma informação, uma reflexão, acrescentada às informações consideradas essenciais. As trocas de pontuação, nesse caso, são possíveis. Alternativa E. 10623. (2012 – CESGRANRIO) Considere a pontuação empregada nos trechos transcritos abaixo: Antes do advento da internet, “bate-papo” significava conversa informal entre duas ou mais pessoas, em visitas e encontros de corpo e voz presentes. Um casal de mãos dadas na rua. Uma discussão animada de bar. Tal trecho está reescrito, sem alteração do sentido e de acordo com a norma-padrão, em: (A) Antes do advento da internet, “bate-papo” significava: conversa informal entre duas ou mais pessoas, em visitas e encontros de corpo e voz presentes. Isso podia se dar com um casal de mãos dadas na rua ou uma discussão animada de bar. (B) “Bate-papo” significava, antes do advento da internet, conversa informal entre duas ou mais pessoas, em visitas e encontros de corpo e voz presentes. Por exemplo: um casal de mãos dadas na rua ou uma discussão animada de bar. (C) “Bate-papo” significava conversa informal entre duas ou mais pessoas, em visitas e encontros de corpo e voz presentes: um casal de mãos dadas na rua e uma discussão animada de bar, antes do advento da internet. (D) “Bate-papo” significava conversa informal entre duas ou mais pessoas, em visitas e encontros de corpo e voz presentes, antes do advento da internet; um casal de mãos dadas na rua e uma discussão animada de bar. (E) “Bate-papo” significava conversa informal entre duas ou mais pessoas, antes do advento da internet, em visitas e encontros de corpo e voz presentes – um casal de mãos dadas na rua – uma discussão animada de bar. RESPOSTA A reescrita proposta na alternativa B está correta porque a pontuação utilizada auxilia na construção de um novo trecho (vide os dois-pontos, por exemplo). A nova disposição empregada aos termos mantém o significado original do trecho porque as vírgulas colocadas em posições determinadas permitem que isso ocorra. Além disso, os novos verbetes apresentados também não alteram o significado. Alternativa B. 10624. (2012 – CESGRANRIO) “Hoje, informação é poder.” No fragmento acima, a vírgula é empregada para separar o adjunto adverbial de tempo deslocado. Outro exemplo do texto em que a vírgula é utilizada com a mesma função encontra-se em: (A) “nomes e números em profusão, que nos chegam por jornais.” (B) “O estado de nossas células cerebrais, as nossas emoções.” (C) “Para quem, como eu, viaja bastante e tem de trabalhar em aviões ou em hotéis.” (D) “De repente eu me dava conta de como nossa existência é frágil, de como somos governados pelo acaso e pelo imprevisto.” (E) “meu palpite é que, no dia do Juízo Final, cada um de nós vai inserir o pen drive de sua vida no Grande Computador Celestial.” RESPOSTA As vírgulas utilizadas na frase apresentada na alternativa E isolam um adjunto adverbial de tempo; portanto, esse sinal gráfico isola a mesma função que a apresentada no enunciado da questão. Alternativa E. 10625. (2013 – FGV) Comenta o autor do livro: “Todos têm a mesma visão, todos sentem idêntico terror, todos colaboram na construção do santuário. Mas o que ocorre se não existem argonautas, se não existem mais testemunhas de tal experiência?” No fragmento acima, as aspas são empregadas para (A) destacar palavras importantes do texto. (B) indicar o motivo de o autor ter escrito o texto. (C) mostrar que a parte entre aspas é um resumo. (D) registrar que as palavras ditas pertencem a outra pessoa. RESPOSTA As aspas, além de isolarem uma citação, podem ser empregadas para palavras estrangeiras, neologismos, ironia, gírias, por exemplo. Alternativa D. 10626. (2011 – FGV) Porém, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros, assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem, não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. Assinale a alternativa em que a alteração do período acima tenha mantido adequação quanto ao seu sentido original e correção quanto à pontuação. (A) Sofrendo o Brasil, no entanto, os influxos de modelos legislativos estrangeiros – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem –, não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. (B) Entretanto, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativosestrangeiros, – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem – não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. (C) Sofrendo, contudo, o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem – não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. (D) Todavia, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros, – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem –, não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. (E) Contudo, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem, não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. RESPOSTA A alteração do período proposta na alternativa A mantém o sentido do trecho original porque a pontuação utilizada nessa reescrita (as vírgulas e o travessão) desloca alguns termos (por exemplo, a conjunção adversativa) de modo que o significado permaneça o mesmo. Os novos termos empregados (como a substituição do “porém” pelo “no entanto”) também auxiliam para que não haja alteração de significado. Alternativa A. 10627. (2011 – FGV) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. Assinale a alternativa que apresente pontuação igualmente correta para o período acima. (A) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato, ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. (B) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e – mais ainda – a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. (C) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e – mais ainda –, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. (D) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas, e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. (E) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios da empresas, e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões, sobre aspectos tão sensíveis, como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. RESPOSTA Os travessões utilizados no trecho da alternativa B apenas substituem as vírgulas do trecho original, que têm a função de isolar uma reflexão que é acrescentada à ideia do texto. Note também que a ordem direta (sujeito + verbo + complemento + adjunto adverbial) nas outras alternativas sempre é “quebrada” por uma pontuação incorreta. Alternativa B. IV. Acentuação Gráfica 10628. (2012 – CESGRANRIO) No trecho “É imperativo democratizar o acesso aos serviços básicos de uma metrópole e diminuir as desigualdades”, as palavras são acentuadas graficamente. O grupo em que as palavras devem ser acentuadas em virtude da mesma regra é (A) água, sustentável (B) automobilística, também (C) automóvel, saúde (D) expansão, precário (E) índice, perímetro RESPOSTA As palavras apresentadas na alternativa E são acentuadas pelo mesmo motivo que as expostas no enunciado porque ambas são proparoxítonas, as quais todas são acentuadas. Alternativa E. 10629. (2012 – CESGRANRIO) De acordo com as regras de acentuação, o grupo de palavras que foi acentuado pela mesma razão é: (A) céu, já, troféu, baú (B) herói, já, paraíso, pôde (C) jóquei, oásis, saúde, têm (D) baía, cafeína, exército, saúde (E) amiúde, cafeína, graúdo, sanduíche RESPOSTA O grupo de palavras apresentado na alternativa E é acentuado pela mesma razão porque todos os termos ali expostos configuram a regra do hiato (tônico, não seguido de NH, formando sílaba sozinho ou com “s”). Alternativa E. 10630. (2012 – CESGRANRIO) Algumas palavras são acentuadas com o objetivo exclusivo de distingui-las de outras. Uma palavra acentuada com esse objetivo é a seguinte: (A) pôr (B) ilhéu (C) sábio (D) também (E) lâmpada RESPOSTA A palavra exposta na alternativa A é acentuada porque distingue-se de outra, chamada regra dos acentos diferenciais, uma vez que “pôr” configura um verbo e “por” uma preposição. Essa regra foi mantida após o acordo ortográfico de 2009. Alternativa A. 10631. (2011 – CESGRANRIO) As palavras que, na sequência, recebem acento gráfico são: (A) hifens – latex – avaro (B) gratuito – video – recem (C) benção – egoista – vies (D) martir – item – economia (E) caracteres – seca – rubrica RESPOSTA A palavra “bênção” recebe acento gráfico porque é uma paroxítona terminada em “ão”; a palavra “egoísta” recebe acento gráfico porque é um hiato; e a palavra “viés” recebe acento gráfico porque é uma oxítona terminada em “e” seguido de “s”. Alternativa C. 10632. (2011 – FGV) Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a mesma regra que distribuídos. (A) sócio (B) sofrê-lo (C) lúcidos (D) constituí (E) órfãos RESPOSTA A palavra apresentada na alternativa D é acentuada pela mesma regra que a palavra “distribuídos”: regra do hiato (tônico, não seguido de NH, formando sílaba sozinho ou com “s”). Alternativa D. 10633. (2010 – FGV) Assinale a palavra que tenha sido acentuada por regra DISTINTA das demais. (A) relógio (B) deficiências (C) distância (D) nível (E) níveis RESPOSTA Todas as palavras apresentadas nas alternativas da questão são paroxítonas terminadas em ditongo crescente, o que não ocorre na alternativa D, que expõe uma palavra acentuada por ser uma paroxítona terminada em “l”. Alternativa D. 10634. (2010 – FGV) Assinale a palavra que NÃO tenha sido acentuada pela mesma regra que as demais. (A) até (B) está (C) país (D) biogás (E) contará RESPOSTA Todas as palavras apresentadas nas alternativas da questão são acentuadas porque são oxítonas, o que não ocorre na alternativa D, que expõe uma palavra acentuada pela regra do hiato (tônico, não seguido de NH, formando sílaba sozinho ou com “s”). Alternativa C. 10635. (2013 – CESGRANRIO) O grupo em que ambas as palavras devem ser acentuadas de acordo com as regras de acentuação vigentes na língua portuguesa é (A) aspecto, inicio (B) instancia, substantivo (C) inocente, maiuscula (D) consciente, ritmo (E) frequencia, areas RESPOSTA As duas palavras apresentadas na alternativa E são paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Alternativa E. 10636. (2011 – CESGRANRIO) Em qual das frases abaixo, a palavra destacada está de acordo com as regrasde acentuação gráfica oficial da língua portuguesa? (A) Vende-se côco gelado. (B) Se amássemos mais, a humanidade seria diferente. (C) É importante que você estude êste item do edital. (D) Estavam deliciosos os caquís que comprei. (E) A empresa têm procurado um novo empregado. RESPOSTA “Amássemos” é uma proparoxítona, e todas as proparoxítonas são acentuadas. Alternativa B. 10637. (2011 – CESGRANRIO) Que palavra obedece à mesma regra de acentuação que país? (A) Compôs (B) Baú (C) Índio (D) Negócios (E) Águia RESPOSTA A regra dos hiatos tônicos I e U justifica essa acentuação: são tônicos, formam sílaba sozinhos ou com S e não vêm seguidos de NH. Alternativa B. 10638. (2011 – CESGRANRIO) A frase em que ocorre ERRO quanto à acentuação gráfica é: (A) Eles têm confiança no colega da equipe. (B) Visitou as ruínas do Coliseu em Roma. (C) O seu sustento provém da aposentadoria. (D) Descoberta a verdade, ele ficou em maus lençóis. (E) Alguns ítens do edital foram retificados. RESPOSTA As paroxítonas terminadas em “ens” não são acentuadas. Essa terminação justifica o acento apenas das oxítonas. Alternativa E. 10639. (2011 – CESGRANRIO) Em relação às regras de acentuação gráfica, a frase que NÃO apresenta erro é: (A) Ele não pode vir ontem à reunião porque fraturou o pé. (B) Encontrei a moeda caida perto do sofá da sala. (C) Alguém viu, além de mim, o helicóptero que sobrevoava o local? (D) Em péssimas condições climaticas você resolveu viajar para o exterior. (E) Aqui so eu é que estou preocupado com a saúde das crianças. RESPOSTA As palavras “alguém”, “além” e “helicóptero” estão corretamente acentuadas. As duas primeiras por serem oxítonas terminadas em “em”, já a última é uma proparoxítona – todas são acentuadas. Alternativa C. 10640. (2011 – CESGRANRIO) O par de palavras que NÃO deve ser acentuado, segundo o registro culto e formal da língua, é (A) interim – polen. (B) itens – pudico. (C) juizes – prototipo. (D) economico – refem. (E) heroi – biceps. RESPOSTA As duas palavras têm a sílaba tônica na posição de paroxítona. Estas não podem ser acentuadas com as terminações “ens” e “o”, por isso ficam sem acento. Alternativa B. 10641. (2010 – CESGRANRIO) De acordo com o registro culto e formal da língua, os vocábulos que são acentuados, respectivamente, pelas mesmas regras de “aí” e “até” são (A) sabiá – fé. (B) café – além. (C) diário – reféns. (D) egoísta – você. (E) consciência – três. RESPOSTA As palavras “aí” e “egoísta” são acentuadas pela regra dos hiatos tônicos I e U. Já “até” e “você” são oxítonas terminadas em “e”. Alternativa D. 10642. (2008 – CESGRANRIO) A retirada do acento traz uma palavra de sentido diferente em (A) árido (B) reúne (C) árvore (D) técnico (E) pássaro RESPOSTA A palavra da letra C é uma proparoxítona, e não um hiato. Há diferença de sentido e classe gramatical entre “árvore” (substantivo) e “arvore” (do verbo “arvorar-se”). Alternativa C. 10643. (2010 – CESGRANRIO) As palavras que se acentuam pelas mesmas regras de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”, respectivamente, são (A) trajetória, inútil, café e baú. (B) exercício, balaústre, níveis e sofá. (C) necessário, túnel, infindáveis e só. (D) médio, nível, raízes e você. (E) éter, hífen, propôs e saída. RESPOSTA Médio – paroxítona terminada em ditongo crescente. Nível – paroxítona terminada em L Raízes – acentuada pela regra dos hiatos tônicos I e U. Você – oxítona terminada em “e”. Alternativa D. V. Concordância Verbal e Nominal 10644. (2012 – CESGRANRIO) A concordância verbal está usada de acordo com a norma-padrão, EXCETO em: (A) 80% da população brasileira mora nas regiões urbanas, expondo-se à poluição atmosférica e sonora. (B) A maioria das cidades brasileiras de grande porte possui uma rede de transportes que abrange todo o perímetro urbano. (C) Cada cidade brasileira receberão verbas especiais para promover programas voltados à sustentabilidade. (D) Mais de um país latino-americano apresentou altos índices de desigualdade social. (E) Nem os ambientalistas nem os arquitetos conseguem definir o melhor modelo de metrópole sustentável. RESPOSTA A frase apresentada na alternativa C não está correta porque o verbo não está concordando com o sujeito; o correto seria “receberá”. Lembre-se de que a regra é clara: o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito. Alternativa C. 10645. (2012 – CESGRANRIO) A concordância verbal está de acordo com a norma- padrão, EXCETO em: (A) 50% dos danos à rede de distribuição elétrica no Brasil têm sido provocados por raios e chuvas intensas. (B) A maioria das tempestades severas causa prejuízos incomensuráveis às redes de transmissão de energia. (C) Muitos dos problemas de queda de energia no ano de 2011 foram gerados por temporais nas regiões urbanas. (D) Está comprovado que a maior parte da energia elétrica consumida no país tem origem em fontes hidrelétricas. (E) Cerca de 20 estados brasileiros precisa modernizar suas redes de distribuição para garantir mais eficiência. RESPOSTA A frase apresentada na alternativa E, porque o verbo não concorda com o sujeito; o correto seria “precisam”. Quem precisa? Os 20 estados brasileiros = sujeito. Alternativa E. 10646. (2012 – CESGRANRIO) Considerando-se que há palavras variáveis e palavras invariáveis na língua portuguesa, qual é a frase que está em DESACORDO com a norma-padrão, no que diz respeito à concordância? (A) Estamos todos alerta em relação ao problema dos menores de rua. (B) A população está meio descrente em relação a soluções de curto prazo. (C) As organizações que cuidam das crianças receberam bastantes recursos este ano. (D) A partir de hoje, é proibido a adoção de crianças que tenham pais biológicos vivos. (E) No caso de crianças sob maus-tratos, muitas vezes, elas próprias fogem para as ruas. RESPOSTA Expressões como “é bom, é necessário, é permitido, é proibido” são invariáveis quando não determinamos o sujeito da frase. Entretanto, na letra D, temos “adoção” sendo determinada pelo artigo A; sendo assim, a expressão deveria fazer a concordância: ... é proibidA A adoção. Alternativa D. 10647. (2012 – CESGRANRIO) Os verbos irregulares oferecem uma dificuldade a mais em relação a sua conjugação, uma vez que não seguem o modelo mais comum dos verbos regulares. Que forma verbal destacada abaixo está conjugada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa? (A) Se essas crianças podessem, certamente não estariam nas ruas. (B) O que a sociedade deseja é que cada criança esteje em sua família. (C) É preciso que não meçamos esforços para tirar as crianças das ruas. (D) Se eu ver uma criança maltrapilha chorando na rua, não mais a ignorarei. (E) Seria importante que o Congresso proposse uma lei de proteção aos menores de rua. RESPOSTA O verbo que se configura de forma irregular (verbos irregulares são aqueles que sofrem alguns acidentes e que têm os seus morfemas modificados, de modo que não podemos estabelecer um paradigma entre eles), que está apresentado corretamente na alternativa C é “medir” – ou, como é conjugado aqui, “meçamos”. Alternativa C. 10648. (2012 – CESGRANRIO) A forma verbal utilizada no trecho do texto poderia estar tanto no singular quanto no plural, conforme a concordância exigida na norma-padrão. “A maior parte dos sabores que sentimos ao provar alimentos industrializados não vêm de ingredientes de verdade.” Um outro exemplo dessa dupla possibilidade é: (A) A metade dos jovens compareceram ao campeonato no fim de semana. (B) Mais de 80 países participaram da olimpíada de informática. (C) Muitos de nós gostamos de comidas típicas de países orientais. (D) Naquela tarde, menos de cem mil pessoas foram ao estádio de futebol. (E) Os menores preços daquele antivírus estão disponíveis na internet. RESPOSTA A frase exposta na alternativa A admite essa dupla possibilidade porque se trata de uma expressão partitiva. As expressões partitivas ou fracionárias permitem a dupla concordância do verbo, ou seja, ele tanto pode concordar com “metade” quanto com “jovens”. Alternativa A. 10649. (2012– CESGRANRIO) A seguinte frase apresenta concordância nominal de acordo com as regras da norma-padrão da língua portuguesa, já que o adjetivo anteposto concorda com o primeiro dos dois substantivos que o seguem. “Com esse resultado, renomadas consultorias e bancos começam a revisar a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.” No caso de um adjetivo vir posposto a dois substantivos, as seguintes expressões apresentam concordância de acordo com a norma-padrão, EXCETO (A) empresas e consultorias renomadas (B) consultorias e bancos renomadas (C) consultorias e bancos renomados (D) bancos e consultorias renomadas (E) economistas e bancos renomados RESPOSTA A alternativa B apresenta uma concordância incorreta porque o adjetivo, nesse caso, deve concordar com o substantivo mais próximo ou com todos eles, assumindo forma masculina plural se houver substantivo feminino e masculino. Alternativa B. 10650. (2012 – CESGRANRIO) Algumas formas verbais na 3ª pessoa do plural terminam com -êm conforme o exemplo destacado no trecho “A maior parte dos sabores que sentimos ao provar alimentos industrializados não vêm de ingredientes de verdade”. Um verbo que também apresenta essa grafia na 3ª pessoa do plural é (A) crer (B) ler (C) manter (D) prever (E) ver RESPOSTA Quando conjugado na terceira pessoa do plural, o verbo apresentado na alternativa C mostra-se como “mantêm”. Quando no singular, esse verbo diferencia-se do plural apenas pela acentuação: mantém. Alternativa C. 10651. (2012 – CESGRANRIO) De acordo com a norma-padrão, a frase que não precisa ser corrigida é: (A) Houveram muitos acertos naquela prova. (B) Existia poucos alunos com dúvidas na sala. (C) Ocorreram poucas dúvidas sobre a matéria. (D) Devem haver muitos aprovados este ano. (E) Vão fazer dois anos que estudei a matéria. RESPOSTA Todas as frases apresentadas nas alternativas da questão têm problemas de concordância, os quais afetam a norma-padrão da língua, exceto na alternativa C, já que a forma verbal “ocorreram” concorda com o sujeito “poucas dúvidas”. Alternativa C. 10652. (2011 – FGV) No Brasil, por exemplo, existem regras de criminal compliance [...] Assinale a alternativa em que a alteração do trecho acima tenha provocado INADEQUAÇÃO quanto à norma culta. Não leve em conta a alteração de sentido. (A) No Brasil, por exemplo, haverá regras de criminal compliance [...] (B) No Brasil, por exemplo, deve haver regras de criminal compliance [...] (C) No Brasil, por exemplo, há de existir regras de criminal compliance [...] (D) No Brasil, por exemplo, devem existir regras de criminal compliance [...] (E) No Brasil, por exemplo, poderão existir regras de criminal compliance [...] RESPOSTA A alteração feita na frase apresentada na alternativa C está inadequada porque a expressão “há de existir” não concordou com o sujeito “regras de criminal compliance”. Note também que neste caso o verbo “haver” não é usado como impessoal, pois está exercendo a função de verbo auxiliar do “existir”. Alternativa C. 10653. (2011 – FGV) Desse valor, R$ 265 milhões são oriundos do Orçamento da União [...] Assinale a alternativa em que se tenha mantido correção gramatical ao se alterar o trecho acima. (A) Desse valor, R$ 1,9 milhões são oriundos do Orçamento da União [...] (B) Desse valor, R$ 0,25 milhões são oriundos do Orçamento da União [...] (C) Desse valor, R$ 1,3 milhões é oriundo do Orçamento da União [...] (D) Desse valor, R$ 0,98 milhão são oriundos do Orçamento da União [...] (E) Desse valor, R$ 1,25 milhão é oriundo do Orçamento da União [...] RESPOSTA A alteração proposta na alternativa E é adequada porque a palavra “milhão” e o verbo “é” concordam com o número exposto, que é “1”. Alternativa E. 10654. (2010 – FGV) A Carta de Pero Vaz de Caminha De ponta a ponta é toda praia rasa, muito plana e bem formosa. Pelo sertão, pareceu-nos do mar muito grande, porque a estender a vista não podíamos ver senão terra e arvoredos, parecendo-nos terra muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro nem prata, nem nenhuma coisa de metal, nem de ferro; nem as vimos. Mas, a terra em si é muito boa de ares, tão frios e temperados, como os de Entre-Douro e Minho, porque, neste tempo de agora, assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas e infindas. De tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. (In: Cronistas e viajantes. São Paulo: Abril Educação, 1982.p. 12-23. Literatura Comentada. Com adaptações) “Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro nem prata, nem nenhuma coisa de metal, nem de ferro; nem as vimos.” Sobre as estruturas linguísticas do trecho em destaque, assinale a afirmativa correta: (A) Os pronomes “nela” e “as” se referem à nova terra. (B) Uma opção correta de acordo com a norma culta seria substituir “nem as vimos” por “nem vimos elas”. (C) É possível trocar a expressão “nem as vimos” por “nela” na ordem em que aparecem no período preservando a coerência do texto. (D) O pronome “nela” tem como referência a “terra”. (E) Neste trecho, a palavra “nem” pode ser suprimida a partir do 2º registro sem que haja prejuízo de coesão ou coerência textual. RESPOSTA O adjunto adverbial “nela” retoma a expressão “terra muito longa”. Alternativa D. 10655. (2010 – FGV) Contar é muito dificultoso. Não pelos anos que já se passaram. Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê, de se remexerem dos lugares. A lembrança da vida da gente se guarda em trechos diversos; uns com outros acho que nem se misturam [...] Contar seguido, alinhavado, só mesmo sendo coisas de rasa importância. Tem horas antigas que ficaram muito mais perto da gente do que outras de recente data. Toda saudade é uma espécie de velhice. Talvez, então, a melhor coisa seria contar a infância não como um filme em que a vida acontece no tempo, uma coisa depois da outra, na ordem certa, sendo essa conexão que lhe dá sentido, princípio, meio e fim, mas como um álbum de retratos, cada um completo em si mesmo, cada um contendo o sentido inteiro. Talvez seja esse o jeito de escrever sobre a alma em cuja memória se encontram as coisas eternas, que permanecem... (Guimarães Rosa. Apud Rubem Alves. Na morada das palavras. Campinas: Papirus, 2003. p. 139). Assinale a alternativa em que a forma verbal em destaque concorda com a expressão indicada entre parênteses: (A) “Mas pela astúcia que têm certas coisas passadas de fazer balancê [...]” – (astúcia) (B) “... uns com outros acho que nem se misturam [...]” – (uns com outros) (C) “Toda saudade é uma espécie de velhice.” – (velhice) (D) “[...] não como um filme em que a vida acontece no tempo [...]” – (filme) (E) “[...] em cuja memória se encontram as coisas eternas, que permanecem [...]” – (memória) RESPOSTA A forma verbal “misturam”, exposta na alternativa B, com “uns com outros”, ou seja, concorda com “eles”. Alternativa B. 10656. (2010 – FGV) Quanto às estruturas linguísticas e informações expressas no fragmento Um total de 33 mineradores presos há mais de duas semanas em uma mina no Chile, após um desmoronamento, disseram estar todos vivos em uma mensagem enviada por meio de uma sonda de perfuração, afirmaram neste domingo autoridades chilenas. pode-se afirmar que: (A) As formas verbais “disseram” e “afirmaram” dizem respeito a informações trazidas por diferentes grupos. (B) A forma verbal “disseram” tem como sujeito “autoridades chilenas”. (C) As autoridades chilenas foram responsáveis pelo envio da mensagem que dizia que os 33 mineradores estavam vivos. (D) A afirmação feita por autoridades chilenas dá ao texto uma característica argumentativa. (E) A expressão “após um desmoronamento” indica imprecisão quanto ao tempo em que o fato ocorreu. RESPOSTA A forma verbal “disseram” diz respeito à mensagem enviada pelos próprios mineradores, e a forma verbal “afirmaram” diz respeito à afirmação feita pelas autoridades chilenas. Esses verbos têm, portanto, sujeitos diferentes. Alternativa A. 10657. (2010 – FGV) “No título do texto (A era do insustentável)ocorre o seguinte fato gramatical: (A) a modificação de classe gramatical do vocábulo sustentável. (B) o uso indevido de uma forma verbal como substantivo. (C) a utilização de um substantivo por outro. (D) o emprego inadequado de um adjetivo. (E) um erro de concordância nominal. RESPOSTA A palavra “sustentável” é, originalmente, um adjetivo, mas no título do texto é usada como um substantivo, pois há um artigo que a antecede (do = preposição + artigo), provocando a substantivação do termo. Alternativa A. 10658. (2010 – FGV) “A maioria dessas pesquisas aponta para um aumento...”; no caso desse segmento do texto, há uma dupla possibilidade de concordância, como no seguinte trecho: (A) As pesquisas sobre o tema privilegiaram a estética. (B) Um milhão de pesquisas já mostrou essa verdade. (C) Bandos de pesquisadores trabalhavam sobre o tema. (D) Os telefones celulares são um problema para a segurança. (E) Milhares de telefones celulares são empregados no Brasil. RESPOSTA O verbo “mostrar”, na alternativa B, pode concordar com a palavra “milhão”, como é o caso, e com a palavra “pesquisas”, sendo conjugado como “mostraram”. Neste caso, chamamos de concordância atrativa. Alternativa B. 10659. (2012 – FGV) Assinale a alternativa cujo termo sublinhado desempenha uma função textual diferente de todas as demais. (A) Consumo de cocaína. (B) Combate ao tráfico. (C) Busca de aperfeiçoamento. (D) Enfrentamento da questão. (E) Custo da operação. RESPOSTA Nessa questão temos um comparativo de adjunto adnominal e complemento nominal. Uma maneira rápida de resolver é tentar fazer uma relação passiva (forma que caracteriza o complemento nominal): cocaína é consumida, o tráfico é combatido, aperfeiçoamento é buscado, a questão é enfrentada, mas note que não temos como inverter a operação é custada. Então, neste caso, temos um adjunto adnominal. Alternativa E. 10660. (2011 – CESGRANRIO) A frase em que a concordância nominal está INCORRETA é: (A) Bastantes feriados prejudicam, certamente, a economia de um país. (B) Seguem anexo ao processo os documentos comprobatórios da fraude. (C) Eles eram tais qual o chefe nas tomadas de decisão. (D) Haja vista as muitas falhas cometidas, não conseguiu a promoção. (E) Elas próprias resolveram, enfim, o impasse sobre o rumo da empresa. RESPOSTA A expressão “anexo” é um adjetivo e deve concordar com “os documentos comprobatórios da fraude”, ficando no plural. Alternativa B. 10661. (2012 – CESGRANRIO) No poema, o verso “O português são dois” está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. A frase em que também se respeita a norma-padrão, com relação à concordância, é: (A) Na reunião, houveram muitos imprevistos. (B) Estranhou-se as mudanças na empresa. (C) Devem fazer cinco meses que não o vejo. (D) Precisam-se de vendedores nesta loja. (E) Pensou-se muito nas sugestões dos funcionários. RESPOSTA Na alternativa E, o verbo fica no singular porque temos um Índice de Indeterminação do sujeito (se), logo não há concordância. Alternativa E. 10662. (2012 – CESGRANRIO) A língua portuguesa conhece situações de dupla possibilidade de concordância. A modificação possível do termo destacado, mantendo-se a concordância, de acordo com a norma-padrão, encontra-se em: (A) Jogar games de computador pode fazer bem à saúde – podem (B) um dos títulos mais populares do gênero no mundo, produzido pela Blizzard – produzidos (C) escolhidos pelos pesquisadores para integrar o grupo – integrarem (D) o grupo de controle não progrediu – progrediram (E) é preciso interagir socialmente – interagirem RESPOSTA Nesse caso, temos a concordância do verbo no infinitivo (ar, er, ir) que pode ser feita ou não. No caso podemos concordar diretamente com “escolhidos”, ou simplesmente deixar como está. Alternativa C. 10663. (2012 – CESGRANRIO) A frase em que a presença ou ausência da preposição está de acordo com a norma-padrão é: (A) A certeza que a sorte chegará para mim é grande. (B) Preciso de que me arranjem um emprego. (C) Convidei à Maria para vir ao escritório. (D) A necessidade que ele viesse me ajudar me fez chamá-lo. (E) Às dez horas em ponto, estarei à sua casa. RESPOSTA A utilização da preposição, quando nos é apresentada uma oração substantiva (introduzida por conjunção integrante – que), é facultativa. Alternativa B. 10664. (2011 – CESGRANRIO) A concordância do verbo destacado está correta em: (A) Diante do acontecido, todos houveram por bem participar da campanha de doação. (B) Com o passar dos dias, percebia-se os estragos causados pela chuva em toda a região. (C) Hoje, já fazem dois meses que aguardo notícias de meus compatriotas. (D) Choveu convites para o evento mais importante da minha cidade natal. (E) Agora, já não existe mais dúvidas de que precisamos economizar água. RESPOSTA Note que, nesse caso, não temos um verbo impessoal. Haver não está com sentido de existir ou ocorrer, assim ele faz a concordância naturalmente. Alternativa A. 10665. (2011 – CESGRANRIO) A frase em que a concordância nominal está INCORRETA é: (A) A confusão formada diante do prédio da instituição era meio grande. (B) Enviaremos incluso no imposto a taxa de iluminação pública. (C) Ela não devia deixar as crianças sós por tantas horas. (D) Finalmente, meu colega está quite com a Receita Federal. (E) Elas próprias descobriram o teor daquele documento. RESPOSTA A palavra “incluso” é um adjetivo e deve concordar com “taxa”; ficando, portanto, no feminino. Alternativa B. 10666. (2011 – CESGRANRIO) Em uma mensagem de e-mail bastante formal, enviada para alguém de cargo superior numa empresa, estaria mais adequada, por seguir a norma-padrão, a seguinte frase: (A) Anexo vão os documentos. (B) Anexas está a planilha e os documentos. (C) Seguem anexos os documentos. (D) Em anexas vão as planilhas. (E) Anexa vão os documentos e a planilha. RESPOSTA A expressão “anexos” é um adjetivo e deve, por isso, concordar com “os documentos”. Alternativa C. 10667. (2011 – CESGRANRIO) Em que sentença a concordância segue os parâmetros da norma-padrão? (A) Paguei a dívida e fiquei quites com minhas obrigações. (B) A secretária disse que ela mesmo ia escrever a ata. (C) Junto com o contrato, segue anexo a procuração. (D) A vizinha adotou uma atitude pouca amistosa. (E) Após a queda, a criança ficou meio chorosa. RESPOSTA Note que a palavra “meio” se refere ao vocábulo “chorosa” (adjetivo), sendo por isso um advérbio. Os advérbios não flexionam, ou seja, não concordam. Alternativa E. 10668. (2011 – CESGRANRIO) O plural, de acordo com a norma-padrão, do trecho “Foi um momento mágico, pois, apesar de bastante jovem, eu já vinha de uma experiência de vida cheia de mudanças e recomeços.” é (A) Foi momentos mágicos, pois, apesar de bastante jovens, nós já vínhamos de uma experiência de vida cheia de mudanças e recomeços. (B) Foi um momento mágico, pois, apesar de bastante jovem, eu já vinha de uma experiência de vidas cheias de mudanças e recomeços. (C) Foi um momento mágico, pois, apesar de bastante jovem, eu já vinha de experiências de vidas cheia de mudanças e recomeços. (D) Foram momentos mágicos, pois, apesar de bastante jovens, nós já vínhamos de experiências de vida cheias de mudanças e recomeços. (E) Foram dois momentos mágicos, pois, apesar de bastante jovem, eu já vinha de uma experiência de vida cheia de mudanças e recomeços. RESPOSTA Os verbos – foram, vínhamos – concordaram com o sujeito plural, e os nomes também fizeram as devidas mudanças. Alternativa D. 10669. (2011 – CESGRANRIO) A concordância verbal está corretamente estabelecida em: (A) Foi três horas de viagem para chegar ao local do evento. (B) Há de existir prováveis discussões para a finalização do projeto. (C) Só foi recebido pelo coordenador quando deu cinco horas no relógio. (D) Fazia dias que participavam do processo seletivo em questão.. (E) Choveu aplausos ao término da palestra do especialista em Gestão. RESPOSTA O verbo “fazer” é impessoal (sem sujeito) quando indicar tempo, temperatura ou fenômeno da natureza. Alternativa D. 10670. (2011 – FGV)Na expressão “votação do Código Florestal”, o termo sublinhado é paciente do termo anterior, ou seja, o Código Florestal é votado. Assinale a alternativa em que o termo destacado exerce essa mesma função. (A) Exploração de terras. (B) Competitividade do setor. (C) Tamanho de interesses divergentes. (D) Funcionamento da base aliada. (E) Leque de simpatizantes. RESPOSTA A alternativa A apresenta o mesmo tipo de transformação: terras são exploradas! Trata-se de um complemento nominal. Alternativa A. 10671. (2011 – CESGRANRIO) A sentença em que o verbo está corretamente flexionado de acordo com a norma-padrão, sem provocar contradição de significado, é: (A) O acaso ou a intencionalidade foi a causa da descoberta do Brasil. (B) Haviam 60% de possibilidades de o Brasil ter sido descoberto por acaso. (C) Eu e vocês acreditam na descoberta casual do nosso país. (D) Não gastava a corte tempo com as preocupações que ocupava os historiadores. (E) Devem haver mais evidências para a tese de desco-berta casual do Brasil. RESPOSTA A palavra OU ao ligar sujeito expressando exclusão de algum deles para o sentido deixará o verbo no singular. Alternativa A. 10672. (2013 – CESGRANRIO) A concordância nominal NÃO está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em: (A) A falta de infraestrutura e o tamanho das cidades são culpados pelo fracasso. (B) Cidades e regiões rurais parecem ser afetadas por problemas de tipos diferentes. (C) Os grandes centros mundiais e as cidades brasileiras estão destinadas ao caos urbano. (D) Os shopping centers e os condomínios residenciais são fechados ao público externo. (E) Transportes públicos de qualidade e organização do espaço são necessários à urbanização. RESPOSTA O adjetivo, por fazer referência a um substantivo masculino (centros) e outro feminino (cidades), deve ser empregado no masculino plural (destinados). Alternativa C. V. Conjunção 10673. (2012 – CESGRANRIO) Leia o fragmento abaixo: “Nesse cenário, para que infraestrutura, segurança, saúde, educação e outros serviços públicos sejam acessíveis em toda a metrópole, a manutenção da cidade se torna cada vez mais cara. É imperativo democratizar o acesso aos serviços básicos de uma metrópole e diminuir as desigualdades. No entanto, como fazer isso quando o dinheiro é limitado? [...]” No texto, a expressão “No entanto” pode ser substituída, sem alteração do sentido, por (A) Desde que (B) Entretanto (C) Porque (D) Quando (E) Uma vez que RESPOSTA A conjunção “no entanto” pode ser substituída por “entretanto” porque são classificadas como adversativas. Ambas procuram ligar ideias opostas, sendo, assim, sinônimas. Alternativa B. 10674. (2012 – CESGRANRIO) Um dos aspectos responsáveis por assegurar a coerência textual é a relação lógica que se estabelece entre as ideias do texto. No que diz respeito ao termo ou expressão destacada, essa relação lógica está explicitada adequadamente em: (A) “Essa fonte responde, atualmente, por cerca de 70% da energia elétrica consumida no país. Entretanto, para que possamos usufruir dessa energia, precisamos transportá-la a longas distâncias” – (relação de causalidade) (B) “99% da distribuição de energia elétrica no Brasil é aérea e concentra-se em grandes áreas urbanas” – (relação de conclusão) (C) “Os danos provocados por raios nas redes de distribuição podem se tornar ainda mais frequentes se levarmos em consideração o novo modelo” – (relação de condição) (D) “Essa transformação se dará tanto na disponibilização quanto no consumo de energia, levando, inclusive, à economia desse recurso.”– (relação de temporalidade) (E) “tende a tornar a distribuição mais sofisticada e, ao mesmo tempo, mais vulnerável a descargas elétricas, devido à utilização de componentes que contêm semicondutores, mais suscetíveis a danos por raios.” – (relação de oposição) RESPOSTA A relação de condição é estabelecida na alternativa C porque há na frase apresentada o nexo “se”. São também conjunções condicionais, por exemplo, caso, desde que, contanto que. Alternativa C. 10675. (2012 – CESGRANRIO) Em um texto, as frases relacionam-se umas com as outras, estabelecendo entre si relações que contribuem para a construção do sentido do texto. Essas relações podem não ser explicitadas por meio do uso de um conectivo, como é o caso das duas frases do fragmento abaixo. “Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava.” A relação construída entre essas duas frases pode ser expressa, sem alteração de sentido, pelo seguinte conectivo: (A) onde (B) como (C) contudo (D) portanto (E) conforme RESPOSTA O conectivo apresentado na alternativa C estabelece uma relação de oposição, que é justamente o sentido original expresso pelas frases do texto. Alternativa C. 10676. (2011 – CESGRANRIO) Na passagem “Você tem sido um vizinho muito compreensivo, e eu ando muito relapsa na criação dos meus cachorros. Isso vai mudar!” a conjunção que permite a junção da última oração acima com sua antecedente, sem alterar o sentido, é (A) logo (B) porque (C) mas (D) pois (E) embora RESPOSTA A conjunção “mas” mantém a relação expressa, que seria a de as orações apresentarem ideias divergentes. Agora o “relapso” não mais existirá, mudará a situação. Alternativa C. 10677. (2012 – FGV) “A ação da polícia ocorre em um ambiente de incertezas, ou seja, o policial, quando sai para a rua, não sabe o que vai encontrar diretamente;”. A expressão sublinhada indica a presença de uma (A) retificação. (B) conclusão. (C) oposição. (D) explicação. (E) enumeração. RESPOSTA O “ou seja” procura dar uma ideia de complemento à palavra “incertezas”; fica mais evidente o que se quer comunicar na frase anterior. Alternativa D. 10678. (2011 – FGV) É certo que a mudança do enfoque sobre o tema, no âmbito das empresas – principalmente, as transnacionais –, decorrerá também de ajustamentos de postura administrativa decorrentes da adoção de critérios de responsabilização penal da pessoa jurídica em seus países de origem. Tais mudanças, inevitavelmente, terão que abranger as práticas administrativas de suas congêneres espalhadas pelo mundo, a fim de evitar respingos de responsabilização em sua matriz. No trecho acima, as ocorrências da palavra QUE classificam-se, respectivamente, como (A) pronome relativo e preposição. (B) conjunção integrante e preposição. (C) conjunção integrante e conjunção integrante. (D) pronome relativo e conjunção integrante. (E) preposição e pronome relativo. RESPOSTA O primeiro “que” é considerado uma conjunção integrante (= isso) porque introduz uma oração subordinada substantiva. O segundo “que” é considerado uma preposição porque é parte do objeto indireto da oração, podendo ser substituído, de forma a sanar a questão, por “de”. Alternativa B. 10679. (2011 – FGV) Ficam hibernando à espera do momento eleitoral quando deveriam estar em praça pública em busca de militantes e se expondo ao debate. A conjunção quando, no período acima, tem valor (A) proporcional. (B) comparativo. (C) consecutivo. (D) temporal. (E) concessivo. RESPOSTA A conjunção “quando” tem valor concessivo (= embora) porque expressa uma ideia de contraste, de quebra de expectativa. Alternativa E. 10680. (2010 – FGV) No período: “Demorará, mas não importa o quanto demore para termos um final feliz”, “mas” e “para” estabelecem relações de sentido que indicam, respectivamente: (A) Conclusão, explicação. (B) Explicação, consequência. (C) Oposição, finalidade. (D) Causa, consequência. (E) Causa, explicação. RESPOSTA A conjunção “mas” sempre estabelece uma relação de oposição às ideias apresentadas em determinado texto. A preposição “para” estabelece uma relação de finalidade porque o objetivo buscado, e isso pode ser observado pelo contexto do trecho destacado, é o final feliz para aquela situação, independente do tempo que leve para isso acontecer. Alternativa C. 10681. (2012 – CESGRANRIO) “Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.” A palavra que tem o mesmo valor sintático e morfológico do que se destaca em: (A) Vamos ao Maranhão,que a passagem está barata. (B) Ainda que chova, irei ao encontro. (C) Há mais razões para sorrir que para chorar. (D) Ele espera que tudo dê certo. (E) A cidade em que nascemos só prospera. RESPOSTA No trecho destacado e na alternativa D, a palavra “que” é uma conjunção integrante (= isso). Na letra A, temos uma conjunção explicativa (= pois); na B, conjunção concessiva; na C, conjunção comparativa; na E, pronome relativo. Alternativa D. 10682. (2012 – CESGRANRIO) Os conectivos são responsáveis por relacionar termos e orações, criando entre eles relações de sentido, conforme se observa no trecho abaixo. “É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado” Os sentidos expressos por se e ou são, respectivamente, (A) tempo e lugar (B) causa e adição (C) concessão e modo (D) proporção e oposição (E) condição e alternância RESPOSTA “Se” é uma conjunção condicional e “ou” é uma conjunção alternativa. Alternativa E. VI. Pronomes 10683. (2012 – CESGRANRIO) “A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos.” Nós nos acostumamos a morar em apartamentos de fundos. A troca de pronomes também respeita as regras de concordância estabelecidas na norma- padrão em: (A) Tu te acostuma/Você se acostuma. (B) Tu se acostuma/Você se acostumas. (C) Tu te acostumas/Você se acostuma. (D) Tu te acostumas/Você vos acostuma. (E) Tu te acostumas/Você vos acostumais. RESPOSTA A alternativa C apresenta o verbo e o pronome concordando com a pessoa à qual se referem. Alternativa C. 10684. (2013 – FGV) Assinale a alternativa em que o pronome demonstrativo sublinhado foi empregado por referir-se a um momento distante no tempo. (A) “E, para além da nostalgia de uma infância em meio aos livros e à cultura dentro da Franco Giglio, aquela biblioteca, assim como imagino que outras pela cidade, marcaram infâncias, proporcionaram outras leituras do mundo...” (B) “...a muitos adultos que hoje produzem e transmitem essa paixão pelos livros a muitas outras crianças!” (C) “Nessa rua brincávamos com os vizinhos, corríamos e apertávamos campainhas” (D) “Mas a vocação de encontro e de lazer desses espaços públicos jamais deve ser perdida” RESPOSTA O pronome “aquela”, empregado na frase da alternativa A, é, neste caso, um indicativo de espaço, mais especificamente um espaço que está longe de quem relata o acontecido e de quem o ouve. Alternativa A. 10685. (2012 – FGV) “No momento em que começa a existir essa transformação política e social, a compreensão da sociedade como um ambiente conflitivo, no qual os problemas da violência e da criminalidade são complexos [...]” A presença do pronome demonstrativo essa na primeira frase desse segmento mostra que (A) a transformação aludida está presente no momento em que o texto foi composto. (B) esse segmento do texto não é o segmento inicial, já que se refere a algo dito antes. (C) a transformação política e social acontecerá em futuro próximo. (D) o autor apresenta uma visão depreciativa sobre a transformação referida. (E) o autor do texto considera a transformação algo conhecido de todos. RESPOSTA O pronome em questão (essa) refere-se a algo dito anteriormente, ou seja, retoma a ideia já apresentada. Alternativa B. 10686. (2012 – CESGRANRIO) O pronome se, em relação ao verbo, desempenha o mesmo papel que se verifica em “se indignar” (... falar mal dos outros ou se indignar com os preços...) em (A) “trocavam-se” (...por cartas não batiam papo, no máximo trocavam-se mensagens.) (B) “inicia-se” (... a qualquer hora do dia inicia-se uma conversa.) (C) “continua-se” (continua-se uma conversa) (D) “com que se escreve” (a velocidade frenética com que se escreve o que vai à mente...) (E) “se lembre” (é possível até que o emissor sequer se lembre da maioria...) RESPOSTA Os pronomes “se” são partes integrantes dos verbos. Nas outras alternativas, pronomes apassivadores. Alternativa E. 10687. (2012 – CESGRANRIO) De acordo com a norma-padrão o pronome se pode ser deslocado para depois do verbo destacado em: (A) “não se batia papo” (B) “estão se transformando” (C) “que se escreve” (D) “mal se conhecem” (E) “o emissor sequer se lembre” RESPOSTA O pronome “se” pode ser deslocado para depois do verbo na alternativa B porque se trata de uma locução verbal em que o último verbo está no gerúndio (não poderia se fosse no particípio). Alternativa B. 10688. (2013 – FGV) Assinale a alternativa em que o pronome relativo sublinhado tem seu antecedente corretamente indicado. (A) “Na mesma rua que hoje virou um grande corredor de corrida de carros cada vez mais vorazes de velocidade, ...”./velocidade. (B) “Primeiro veio a grande notícia, uma praça, onde era a caixa d’água do Bigorrilho, hoje pomposamente chamado de Reservatório Batel.”/praça. (C) “E a grande novidade se alastrou pela rua... onde ficávamos sabendo de todas as notícias do bairro, Inaugurou uma biblioteca!!!”/bairro. (D) “Foram tantas as referências, não só literárias, que me acompanharam a vida toda!”/literários. RESPOSTA O pronome relativo “onde” retoma lugar fixo e se refere, como sugere a alternativa B, à palavra “praça”. Alternativa B. 10689. (2011 – CESGRANRIO) A palavra em destaque na frase: “As coisas novas que aprendo exercitam o cérebro.” tem a mesma classe da palavra destacada em: (A) “[...] um sintoma de que eu me tornaria” (B) “[...] um teste vocacional que, para minha imensa surpresa, deu arquitetura” (C) “Tenho a comunicar que – aos 58 anos – comecei a ter aulas de piano” (D) “Dizem que, quando chegamos a uma certa idade, é bom aprendermos” (E) “Acho que nunca vou conseguir fazer piruetas patinando, [...]” RESPOSTA No trecho em destaque e na alternativa B, a palavra “que” é pronome relativo, além de retomar a expressão anterior “um teste vocacional”; poderíamos trocá-lo por “o qual”. Nas outras alternativas, temos conjunções integrantes (= isso). Alternativa B. VII. Vozes do Verbo 10690. (2012 – CESGRANRIO) A frase “os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse” apresenta voz passiva pronominal no trecho em destaque. A seguinte frase apresenta idêntico fenômeno: (A) Necessita-se de muito estudo para a realização das provas. (B) É-se bastante exigente com Língua portuguesa nesta escola. (C) Vive-se sempre em busca de melhores oportunidades. (D) Acredita-se na possibilidade de superação do aluno. (E) Criou-se um método de estudo diferente no curso. RESPOSTA A frase da alternativa E apresenta voz passiva pronominal porque é formada por um verbo principal conjugado na terceira pessoa acrescido do pronome “se”. Nas demais alternativas, temos um índice de indeterminação do sujeito. Alternativa E. 10691. (2011 – CESGRANRIO) O verbo em negrito é o verbo principal da expressão na voz passiva em “O documento foi publicado pela primeira vez em 1817 [...]”. Integra igualmente uma expressão da voz passiva o item destacado em: (A) “Embora narrassem fatos ocorridos havia apenas meio século [...]” (B) “Embora a carta de Caminha não tenha servido de fonte [...]” (C) “[...] por quase três séculos estivera perdida [...]” (D) “[...] não puderam [...] ser definitivamente comprovadas” (E) “Por mais profundas e detalhadas que sejam [...]” RESPOSTA A alternativa D apresenta voz passiva porque o sujeito sofre a ação, porque temos o verbo ser e um verbo seguido de particípio. Alternativa D. 10692. (2011 – CESGRANRIO) Segundo os compêndios gramaticais, existem duas possibilidades de escritura da voz passiva no português. Na frase abaixo, encontra-se uma delas: “A palavra nunca fora usada até então com viés pejorativo no Brasil.” A outra possibilidade de escritura, na forma passiva, na qual o sentido NÃO se altera é: (A) A palavra nunca se usou até então com viés pejorativo no Brasil. (B) A palavra nunca se usara até então com viés pejorativo no Brasil (C) A palavra nunca se tem usado até então com viés pejorativo no Brasil. (D) A palavra nunca se usava até então com viés pejorativo no Brasil. (E) A palavra nunca se usaria até então com viés pejorativo no Brasil. RESPOSTAA frase da alternativa B é adequada porque mantém a voz passiva (agora sintética) e, mesmo com a alteração da forma verbal, o tempo (pretérito-mais-que-perfeito) não é alterado. Alternativa B. 10693. (2011 – CESGRANRIO) O trecho em que se encontra voz passiva pronominal é: (A) “[...] feito hamsters que se alimentam de sua própria agitação.” (B) “Recolher-se em casa [...].” (C) “[...] sinal de que não se arrumou ninguém” (D) “Mas, se a gente aprende a gostar [...]” (E) “[...] nela a gente se refaz [...]” RESPOSTA A alternativa C apresenta voz passiva pronominal porque o verbo está conjugado na terceira pessoa e é acrescido do pronome “se”. Poderíamos fazer a forma analítica: sinal de que não foi arrumado ninguém. Alternativa C. 10694. (2009 – FGV) Leia o fragmento abaixo: “O Fórum Social Mundial (FSM) de Belém abre um novo ciclo do movimento altermundialista. O FSM acontecerá na Amazônia, no coração da questão ecológica planetária, e deverá colocar a grande questão sobre as contradições entre a crise ecológica e a crise social. Será marcado ainda pelo novo movimento social a favor da cidadania na América Latina, pela aliança dos povos indígenas, das mulheres, dos operários, dos camponeses e dos sem-terra, da economia social e solidária.” A respeito do trecho acima, analise as afirmativas a seguir: I. O termo altermundialista remete à expressão um outro mundo é possível. II. Há uma ocorrência de voz passiva. III. O plural de sem-terra poderia ser também “sem-terras”. Assinale: (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA “Altermundialista” significa exatamente “outro mundo é possível”; a voz passiva pode ser encontrada em “O Fórum Social Mundial [...] Será marcado (verbo ser + verbo no particípio) ainda pelo novo movimento social a favor da cidadania na América Latina [...]”; e o termo “sem-terra” apresenta a mesma forma para singular e plural. Alternativa A. 10695. (2009 – FGV) O segmento “...deixam de ser percebidas como revoluções” mostra uma forma de voz passiva com auxiliar (verbo ser); a frase a seguir em que a troca de voz passiva pronominal pela passiva com auxiliar não foi corretamente feita é: (A) Os ministérios são organizados para se demitirem./serem demitidos. (B) Nada se deve imputar aos homens dementes e aos enamorados./deve ser imputado. (C) O diabo não é tão feio como se pinta./é pintado. (D) O louvor e a censura fazem-se com poucas palavras./foram feitos. (E) Para dar justificação à união dos sexos inventou-se o amor./foi inventado. RESPOSTA Pode-se dizer que a troca de vozes não é adequada porque o tempo verbal é modificado. O correto seria “são feitos”. Alternativa D. 10696. (2008 – FGV) “A tutela dos direitos sociais [...] está devidamente resguardada [...] pelo princípio de proteção das minorias, [...] e o estabelecimento da igualdade étnica.” Assinale a alternativa em que haja período na voz ativa, com adequação gramatical à norma culta, correspondente semanticamente ao trecho do texto alterado acima. (A) O princípio de proteção das minorias e do estabelecimento da igualdade étnica resguardam devidamente a tutela dos direitos sociais. (B) O princípio de proteção das minorias e o estabelecimento da igualdade étnica resguardam devidamente a tutela dos direitos sociais. (C) O princípio de proteção das minorias e de estabelecimento da igualdade étnica resguarda devidamente a tutela dos direitos sociais. (D) O princípio de proteção das minorias e o de estabelecimento da igualdade étnica resguardam devidamente a tutela dos direitos sociais. (E) O princípio de proteção das minorias e o estabelecimento da igualdade étnica resguarda devidamente a tutela dos direitos sociais. RESPOSTA A alternativa B apresenta um período de voz ativa sem alterar o significado do trecho, sem alterar o tempo verbal (presente do indicativo). Em outras alternativas, é apresentado o tempo verbal correto, mas a concordância verbal inadequada. Alternativa B. VIII. Emprego dos Tempos e Modos Verbais 10697. (2012 – CESGRANRIO) No trecho abaixo, as formas verbais destacadas estão correlacionadas. “Mudanças estruturais e na ordem do pensamento são fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade seja ao menos possível.” Ao substituir a forma verbal são por seriam para expressar uma hipótese, a frase deve ser modificada, de acordo com a norma-padrão, para: (A) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade era ao menos possível. (B) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade for ao menos possível. (C) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade fosse ao menos possível. (D) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade será ao menos possível. (E) Mudanças estruturais e na ordem do pensamento seriam fundamentais para que, se não garantida, a sustentabilidade seria ao menos possível. RESPOSTA O verbo “ser”, conjugado na forma “seriam” (futuro do pretérito do indicativo), indica algo que ocorreria, se uma condição fosse atendida. Já o verbo “fosse” (no pretérito imperfeito do subjuntivo) indica a condição não atendida. Esse paralelismo –ria/–sse é considerado o ideal na linguagem-padrão. Alternativa C. 10698. (2012 – CESGRANRIO) O seguinte verbo em destaque NÃO está conjugado de acordo com a norma-padrão; (A) Se essa tarefa não couber a ele, pedimos a outro. (B) Baniram os exercícios que não ajudavam a escrever bem. (C) Assim que dispormos do gabarito, saberemos o resultado. (D) Cremos em nossa capacidade para a realização da prova. (E) Todos líamos muito durante a época de escola. RESPOSTA A conjugação do verbo pôr no subjuntivo é puser. Como “dispusermos” é um verbo derivado dele, usamos a mesma relação. Alternativa C. 10699. (2012 – CESGRANRIO) O verbo entre parênteses está conjugado de acordo com a norma-padrão em: (A) Desse jeito, ele fale a loja do pai. (falir) (B) O príncipe branda a sua espada às margens do rio. (brandir) (C) Os jardins florem na primavera. (florir) (D) Eu me precavejo dos resfriados com boa alimentação. (precaver) (E) Nós reouvemos os objetos roubados na rua. (reaver). RESPOSTA A conjugação do verbo “reaver” (verbo defectivo, ou seja, de um verbo que não tem conjugação completa), na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, é “reouvemos”. Alternativa E. 10700. (2013 – FGV) Os verbos de estado podem significar estado permanente, estado transitório, mudança de estado, aparência de estado e continuidade de estado. Assinale a alternativa em que o valor dado ao verbo sublinhado está incorreto. (A) “Na mesma rua que hoje virou um grande corredor de corrida de carros cada vez mais vorazes de velocidade, ...”/mudança de estado. (B) “Eu, já leitora voraz, assim como os carros nas ruas por velocidade, fiquei encantada”/continuidade de estado. (C) “E criei a Bisbilhoteca, que é a minha leitura da Franco Giglio...”/estado permanente. (D) “Aquela pequena casinha que parecia antiga, amarelinha...”/aparência de estado. RESPOSTA No caso da alternativa B, poderíamos trocar “fiquei encantada” por “tornei-me encantada”. Portanto, existe a ideia de mudança de estado momentâneo; existe uma transformação, e não uma continuidade de estado. Alternativa B. 10701. (2013 – FGV) “Nessa rua brincávamos com os vizinhos, corríamos e apertávamos campainha”. O emprego do pretérito imperfeito do indicativo nesses casos mostra ações que (A) ocorreram antes de outras ações passadas. (B) foram interrompidas por outras ações. (C) se passaram na dependência de outras ações. (D) aconteciam de forma habitual no passado. RESPOSTA Uma das características do pretérito imperfeito do indicativoé denotar ações que ocorriam com frequência no passado, ações que eram habituais, que era rotina. Alternativa D. 10702. (2013 – FGV) “[...] trazendo crianças e suas famílias para desfrutarem do que jamais poderiam ter em casa [...]”. O segmento sublinhado apresenta uma forma reduzida (infinitivo). A sua forma desenvolvida adequada é (A) para que desfrutassem. (B) para que desfrutaram. (C) para que desfrutem. (D) para que desfrutariam. RESPOSTA A forma desenvolvida ficaria no pretérito imperfeito do subjuntivo “desfrutassem”. Note que nas orações reduzidas não usamos as conjunções (para = preposição); ao colocarmos a conjunção (para que) devemos fazer ajustes nos tempos verbais. Alternativa A. 10703. (2011 – FGV) Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim. Assinale a alternativa em que a alteração do verso acima tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta possível alteração de sentido. (A) Que Vossa Excelência pagou pra mim (B) Que vós pagaste pra mim (C) Que Vossa Senhoria pagastes pra mim (D) Que tu pagastes pra mim (E) Que tu pagáreis pra mim RESPOSTA Os verbos devem concordar com o sujeito (pronomes, no caso). Todos os pronomes de tratamento (Vossa Excelência) são de 3ª pessoa (= você/ele), assim a letra A não apresenta problemas. Alternativa A. IX. Temas Combinados Leia o texto para responder as questões 10704 a 10709 Com a criação da Secretaria Estadual de Saúde paulista, em 1947, instituiu-se a recomendação de que os centros de saúde contassem com um “Serviço de Higiene Bucodentária”. Desde então, sucessivos arranjos institucionais marcaram a organização da assistência odontológica pública, tanto em São Paulo como em outras unidades federativas. Embora os profissionais buscassem desenvolver ações educativas, sua prática clínica reproduzia, essencialmente, o que faziam os dentistas nos consultórios particulares. A abordagem era individual e não se lograva realizar um diagnóstico de situação em termos populacionais e, menos ainda, se utilizava qualquer tecnologia de programação resultante de processos de planejamento que considerassem a saúde bucal da população como um todo. Tal cenário mudou radicalmente quando, em 1952, o SESP – Serviço Especial de Saúde Pública – implementou os primeiros programas de odontologia sanitária, inicialmente em Aimorés, MG, e em seguida em vários municípios do Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil. O alvo principal desses programas era a população em idade escolar, tida como epidemiologicamente mais vulnerável e, ao mesmo tempo, a mais sensível às intervenções de saúde pública. Assim, métodos e técnicas de planejamento e programação em saúde passaram a fazer parte do cotidiano de dezenas de profissionais de odontologia em várias regiões do País. A odontologia de mercado seguia absolutamente majoritária, mas deixou de ser a única modalidade assistencial neste segmento do setor saúde. (NARVAI, P.C. Saúde bucal coletiva: caminhos da odontologia sanitária à bucalidade (com adaptações). Revista de Saúde Pública, v. 40, São Paulo, ago. 2006. Disponível em: www.scielosp.org/pdf/rsp/v40nspe/30633.pdf). 10704. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) De acordo com o texto, a organização da assistência odontológica pública, antes da implantação dos primeiros programas de odontologia sanitária, estava caracterizada pela atuação dos profissionais de forma (A) distinta do que havia em relação aos consultórios particulares, nos quais se dava menos atenção ao planejamento da saúde bucal. (B) bastante engajada aos preceitos das ações educativas, tal como era comum nos consultórios particulares. (C) articulada com os propósitos de diagnóstico de situação em termos populacionais, com mais prevenção do que atendimento. (D) análoga ao que se vivenciava nos consultórios particulares, com ações que privilegiavam a abordagem individual. (E) alternativa ao tipo de atendimento dos consultórios particulares, privilegiando abordagens preventivas e coletivas. RESPOSTA (A) Errado – Não havia muitas diferenças em relação aos procedimentos adotados nos consultórios particulares, haja vista que a abordagem era individual e não contemplava diagnósticos em termos populacionais. (B) Errado – No trecho “Embora os profissionais buscassem desenvolver ações educativas, sua prática clínica reproduzia, essencialmente, o que faziam os dentistas nos consultórios particulares.”, dá-se a entender que os consultórios particulares não costumavam privilegiar ações de cunho educativo. (C) Errado – As similaridades com o atendimento realizado em consultórios particulares tornavam os procedimentos mais individualizados do que propriamente focados no coletivo. (D) Certo. (E) Errado – A abordagem, de forma similar ao praticado nos consultórios particulares, privilegiava o indivíduo, não o coletivo. Alternativa D. 10705. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) As ações educativas, no período relativo ao contexto da criação da Secretaria Estadual de Saúde paulista, eram (A) organizadas e assinalavam o desejo do poder público para se diminuir a abordagem individual. (B) incipientes e ainda estavam distantes de considerar a saúde bucal da população em sua totalidade. (C) inexistentes, e a população tinha de recorrer às orientações dos profissionais nos consultórios particulares. (D) previstas no serviço público e no particular, que privilegiavam a conscientização da população como um todo. (E) exclusivas dos profissionais de consultórios particulares, a quem cabia o trabalho de prevenção. RESPOSTA De acordo com o texto, quando da criação da Secretaria Estadual de Saúde paulista, não havia uma organização das ações educativas voltadas para a população. Essas ações, embora fossem tencionadas pelos profissionais envolvidos, não diferiam muito da abordagem individualizada praticada nos consultórios particulares, que não levavam em consideração políticas de planejamento da saúde populacional. Para validar esse pensamento, o texto foca sua atenção no exemplo da saúde bucal. Dessa forma, desconsideramos as letras A, C, D e E, por irem de encontro ao que foi exposto anteriormente. A letra B é, portanto, a que melhor resume as ideias trabalhadas no texto: as ações educativas eram incipientes (iniciantes, embrionárias, amadoras) e não abrangiam na sua completude a população. Alternativa B. 10706. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) Segundo o texto, o que justificava a escolha da população em idade escolar como alvo das ações dos programas de odontologia sanitária era (A) a impossibilidade dos indivíduos de entenderem essas ações, o que decorria da ausência de problemas de saúde bucal. (B) a falta de acesso a esse tipo de ação, o que tornava os indivíduos menos propensos aos problemas de saúde bucal. (C) a tendência natural dos indivíduos aos problemas de saúde bucal e, concomitantemente, a recusa por ações preventivas. (D) a fragilidade dos indivíduos, vítimas de problemas bucais, e, ao mesmo tempo, a tradição das ações sanitárias. (E) a suscetibilidade dos indivíduos aos problemas de saúde bucal e, simultaneamente, a forma como reagiam a essas ações. RESPOSTA De acordo com o texto “O alvo principal desses programas era a população em idade escolar, tida como epidemiologicamente mais vulnerável e, ao mesmo tempo, a mais sensível às intervenções de saúde pública.”. Isso quer dizer que esse público-alvo se mostrava mais suscetível aos problemas de saúde bucal e respondia mais facilmente às intervenções do poder público nessa área. Isso é plenamente traduzido na letra E. Não se menciona no texto que esses indivíduos se mostravam resistentes a esses tratamentos ou que não entendiam o propósito das ações. Também não se menciona o acesso restritivo a esses tratamentos como justificativa para a escolha do público-alvo em questão. Alternativa E. 10707. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) Observe três reescritas com base no trecho: … instituiu-se a recomendação de que os centros de saúde contassem com um “Serviçode Higiene Bucodentária”. I. … recomendava-se que os centros de saúde contassem com um “Serviço de Higiene Bucodentária”. II. … recomendou-se que os centros de saúde contavam com um “Serviço de Higiene Bucodentária”. III. … recomenda-se de que os centros de saúde contam com um “Serviço de Higiene Bucodentária”. Tendo por referência a regência verbal e o emprego dos verbos, está correto o contido em (A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. RESPOSTA Como a oração introduzida pelo “que” levanta uma possibilidade, exige-se que o verbo “contar” seja conjugado no modo Subjuntivo. Assim, são inválidas as construções II e III, em que as formas verbais “contavam” e “contam” estão flexionadas respectivamente no pretérito imperfeito do indicativo e no presente do indicativo. A construção I é a única válida, pois nela correlacionam-se de forma adequada os tempos pretérito imperfeito do indicativo – recomendava-se – e pretérito imperfeito do subjuntivo – contassem. Alternativa A. 10708. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) Em voz passiva, a frase – … em 1952, o SESP […] implementou os primeiros programas de odontologia sanitária … – assume a seguinte forma: (A) … em 1952, implementaram os primeiros programas de odontologia sanitária pelo SESP… (B) … em 1952, o SESP foi implementando os primeiros programas de odontologia sanitária… (C) … em 1952, os primeiros programas de odontologia sanitária foram implementados pelo SESP… (D) … em 1952, houve a implementação dos primeiros programas de odontologia sanitária no SESP… (E) … em 1952, os primeiros programas de odontologia sanitária implementou-se o SESP… RESPOSTA Na conversão da voz ativa para a passiva analítica, devem ser observados os seguintes procedimentos: 1) O sujeito da voz ativa (no caso, “SESP”) se converte no agente da passiva (“pelo SESP”); 2) O objeto direto (paciente) da voz ativa (no caso, “os primeiros programas de odontologia sanitária”) se converte em sujeito na voz passiva; 3) O verbo “ser” é acrescentado como auxiliar e é flexionado no mesmo tempo do verbo principal da voz ativa (no caso, pretérito perfeito do indicativo – tempo de “implementou”); 4) O verbo principal da voz ativa (no caso, “implementar”) assume a forma particípio na voz passiva. Assim, seguindo os procedimentos descritos, temos a seguinte construção em voz passiva analítica: “em 1952, os primeiros programas de odontologia sanitária foram implementados pelo SESP”. Alternativa C. 10709. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) A abordagem era individual e não se lograva realizar um diagnóstico de situação em termos populacionais e, menos ainda, se utilizava qualquer tecnologia de programação resultante de processos de planejamento que considerassem a saúde bucal da população como um todo. No trecho, se o termo tecnologia for empregado na forma plural, a oração em destaque deverá ser redigida, quanto à concordância verbal e nominal, da seguinte forma: (A) … se utilizava quaisquer tecnologias de programações resultante de processos de planejamento… (B) … se utilizavam qualquer tecnologias de programações resultantes de processos de planejamento… (C) … se utilizava quaisquer tecnologias de programação resultante de processos de planejamento… (D) … se utilizavam quaisquer tecnologias de programação resultantes de processos de planejamento… (E) … se utilizava qualquer tecnologias de programação resultantes de processos de planejamento… RESPOSTA Devem ser observados os seguintes procedimentos: 1) Emprego da forma plural “se utilizavam”, para que haja concordância com o núcleo do sujeito paciente “tecnologias” (se utilizavam quaisquer tecnologias... = quaisquer tecnologias ... eram utilizadas). 2) Emprego do plural “quaisquer”, concordando com o substantivo plural “tecnologias”. 3) Emprego da forma plural “resultantes”, concordando com o substantivo plural “tecnologias”. Assim, temos a seguinte redação: “… se utilizavam quaisquer tecnologias de programação resultantes de processos de planejamento…” Alternativa D. As questões 10710 a 10713 referem-se ao texto que segue. A odontologia de mercado jamais perdeu a hegemonia no sistema de saúde brasileiro. Em linhas gerais, sua concepção de prática centrada na assistência odontológica ao indivíduo doente, realizada com exclusividade por um sujeito individual no restrito ambiente clínico- cirúrgico, não apenas predomina no setor privado, como segue exercendo poderosa influência sobre os serviços públicos. A essência da odontologia de mercado está na base biológica e individual sobre a qual constrói seu fazer clínico e em sua organicidade ao modo de produção capitalista, com a transformação dos cuidados de saúde em mercadorias, solapando a saúde como bem comum sem valor de troca, e impondo-lhes as deformações mercantilistas e éticas sobejamente conhecidas. Neste início do século XXI, a maioria dos serviços públicos odontológicos brasileiros reproduz, mecânica e acriticamente, os elementos nucleares do modelo de prática odontológica do setor privado de prestação de serviços. (NARVAI, P. C. Saúde bucal coletiva: caminhos da odontologia sanitária à bucalidade (com adaptações). Revista de Saúde Pública, v. 40, São Paulo, ago. 2006. Disponível em: www.scielosp.org/pdf/rsp/v40nspe/30633.pdf). 10710. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) Conforme as informações apresentadas no texto, entende-se que (A) há uma crítica ao sistema de saúde brasileiro, que ignora a odontologia de mercado e deixa a população sem o devido atendimento. (B) a lógica da odontologia de mercado, com a transformação da saúde em mercadoria, impõe- se no serviço público de forma inovadora e crítica. (C) há explicitamente uma crítica à odontologia de mercado, pois esta compromete a qualidade da saúde da população brasileira. (D) se faz apologia à essência da odontologia de mercado, que minimiza as práticas que reproduzem o mecanicismo e a acriticidade. (E) a odontologia dos serviços públicos do início do século XXI apresenta encaminhamentos diversos do que se postula no sistema capitalista. RESPOSTA (A) Errado – O sistema de saúde brasileiro é adepto da odontologia de mercado e, por isso, é criticado. (B) Errado – A odontologia de mercado também está presente no setor privado, não se constituindo, assim, uma prática inovadora, e sim contestável. (C) Certo. (D) Errado – Fazem-se críticas à odontologia de mercado, e não apologia (elogio). (E) Errado – A odontologia de mercado está ancorada nas práticas regidas pela lógica capitalista. Alternativa C. 10711. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) Observe as frases: • A odontologia de mercado jamais perdeu a hegemonia no sistema de saúde brasileiro. • … solapando a saúde como bem comum sem valor de troca… Os sinônimos dos termos hegemonia e solapando são, respectivamente, (A) influência e construindo. (B) supremacia e enfraquecendo. (C) reclusão e ocultando. (D) constituição e reforçando. (E) superioridade e reformulando. RESPOSTA O termo “hegemonia” apresenta aproximação semântica com “liderança”, “supremacia”. Já o termo “solapando” é gerúndio do verbo “solapar”, que significa “enfraquecer”, “destruir”. Alternativa B. 10712. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) Analise as afirmações. I. Em – odontologia de mercado – e – realizada com exclusividade – as expressões preposicionadas estão empregadas com valor de adjetivo e de advérbio, respectivamente. II. Na oração – … solapando a saúde como bem comum… – os termos bem e comum devem ser classificados, respectivamente, como advérbio e adjetivo. III. Na oração – … sobre a qual constrói seu fazer clínico… – o pronome seu retoma a expressão serviços públicos. Está correto o que se afirma em (A) I, apenas. (B) III, apenas. (C) I e III, apenas. (D) II e III, apenas. (E) I, II e III. RESPOSTA (I) Verdadeira – O termo “de mercado” exerce função sintática de adjunto adnominal, modificando o substantivo “odontologia”,desempenhando, assim, função adjetiva. Já o termo “com exclusividade” exerce função de adjunto adverbial, modificando a forma verbal “realizada”, desempenhando, assim, função adverbial. (II) Falsa – O termo “bem” é classificado como substantivo e o termo “comum”, adjetivo. (III) Falsa – O pronome “seu” retoma 1 5 10 “odontologia de mercado”. Alternativa A. 10713. (Cirurgião Dentista Judiciário – TJ-SP – 2010 – VUNESP) Assinale a alternativa em que a frase contém informações em conformidade com o sentido do texto. (A) A concepção de prática da odontologia de mercado predomina no setor privado, apesar de não continuar exercendo poderosa influência sobre os serviços públicos. (B) A concepção de prática da odontologia de mercado não predomina no setor privado, mas continua exercendo poderosa influência sobre os serviços públicos. (C) A concepção de prática da odontologia de mercado não predomina no setor privado nem continua exercendo poderosa influência sobre os serviços públicos. (D) A concepção de prática da odontologia de mercado predomina no setor privado, porque continua exercendo poderosa influência sobre os serviços públicos. (E) A concepção de prática da odontologia de mercado predomina no setor privado e continua exercendo poderosa influência sobre os serviços públicos. RESPOSTA A odontologia de mercado não apenas predomina no setor privado, mas também continua a exercer uma forte influência no setor público. Alternativa E. O difícil equilíbrio “As tecnologias digitais aumentam a democratização infinitamente, e vão em caminho contrário ao da intervenção do Estado”, afirma o cientista político Alexandre Barros. Exemplo das mudanças em curso, “o governo do Egito caiu em uma revolta sem líder”, aponta Paulo Tonet Camargo, diretor da Associação Nacional de Jornais (ANJ). “Assistimos a um fenômeno fantástico no mundo, das revoluções sem líder”, diz ele. “As pessoas querem viver de acordo com sua própria consciência, dar opinião, exercer seu livre- -arbítrio. Esse é o novo modelo”. Para o diplomata Marcos Troyjo, o mundo vive o momento da fundação de algo novo, em plena construção e ainda desconhecido. Os três participaram do seminário Liberdade em Debate, promovido pelo Instituto Millenium, ao lado do jornalista Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, que destacou, nessa virada de paradigma, a necessidade de fortalecer as instituições para a mediação equilibrada do exercício do poder em suas diferentes esferas. Para Troyjo, o novo ambiente político e social em formação vai se basear em alguns parâmetros principais, entre eles a dinâmica altamente acelerada das tecnologias, crucial para a liberdade de expressão e um desafio para as empresas de comunicação. Ao permitir que cada vez mais gente tenha seu próprio canal de expressão, seja uma rádio on-line ou um blog, a Internet, segundo Barros, tornaria obsoletas as tradicionais alegações éticas e morais para 15 20 25 30 a intervenção do Estado na sociedade por meio de veículos públicos de comunicação. “A tecnologia torna a justificativa moral para intervenções nessa área menos crível”. Mas é preciso que a rede seja neutra e livre. “Por isso, a grande batalha para não controlar a Internet; por enquanto, dá para termos o Julian Assange no Wikileakes; daqui a pouco, não se pode mais”. Precisamos fortalecer nossa democracia, resgatando e restaurando, com força máxima, esses cânones básicos: equilíbrio e representatividade dos poderes; o poder mediador das instituições”, diz Gandour. Na avaliação dele, a Internet multiplica os canais de repercussão e interatividade e realimenta a produção de notícias, mas a maior parte do que se gera de informação primária na rede ainda nasce das redações tradicionais. Para Troyjo, passo importante para deixar o modelo de Estado Babá é a sociedade recusar a tutela, ou, no caso da mídia, o excesso de investimento publicitário estatal. Na análise de Alexandre Barros, os estados são quase sempre arbitrários e desmedidos quando tentam intervir nas ações da sociedade ou do indivíduo. Na opinião do cientista político, “é fundamental que exista liberdade tanto de pensamento como de circulação de ideias, de associação e de dissociação – quando alguém pode deixar uma religião, por exemplo, mesmo tendo sido batizado. Atualmente, qualquer esforço de controlar conteúdos na sociedade “é ridículo”, na opinião do diretor da ANJ. “Antigamente, o que não saía no Repórter Esso, ninguém ficava sabendo. Hoje, se algum telejornal não der a notícia, milhares de sites vão furá-lo em dois segundos”. (Jornal O Globo, Projetos de Marketing, 23 de março de 2011). 10714. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) De acordo com o contexto, o “difícil equilíbrio”, explicitado no título do texto, ocorre entre: (A) o uso das tecnologias digitais e o poder de expressão dos cidadãos. (B) a tradição de estabelecer limites sociais e a restrição ao emprego de tecnologias digitais. (C) a cultura da intervenção do Estado e a soberania popular. (D) a necessidade de fortalecer as instituições e a mediação equilibrada do exercício do poder. (E) o exercício do poder em suas diversas esferas e a intervenção do Estado na vida dos cidadãos. RESPOSTA O texto põe em campos opostos as justificativas éticas e morais para a intervenção do Estado na sociedade e a soberania desta, construída por meio da liberdade de expressão e pensamento. O emprego das tecnologias digitais se daria no sentido de potencializar o poder contestador da sociedade, em oposição às tentativas de controle da informação pelo Estado. Alternativa C. 10715. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) De acordo com o contexto, a afirmação segundo a qual “As tecnologias digitais aumentam a democratização infinitamente...” (linha 1) se justifica no seguinte trecho: (A) “As pessoas querem viver de acordo com sua própria consciência, dar opinião, exercer seu livre-arbítrio.” (linhas 5 e 6). (B) “...necessidade de fortalecer as instituições para a mediação equilibrada do exercício do poder...” (linhas 9 e 10). (C) “o novo ambiente político e social em formação vai se basear em alguns parâmetros principais, entre eles a dinâmica altamente acelerada das tecnologias...” (linhas 10 a 12). (D) “Precisamos fortalecer nossa democracia, resgatando e restaurando, com força máxima, esses cânones básicos...” (linha 19). (E) “os estados são quase sempre arbitrários e desmedidos quando tentam intervir nas ações da sociedade ou do indivíduo.” (linhas 25 e 26). RESPOSTA De acordo com o texto, as tecnologias digitais favorecem a democratização, haja vista que as pessoas encontram nela um meio para livremente se expressarem, emitindo juízos, opiniões, de acordo com o que suas consciências desejam. Essa democratização ganha uma amplitude infinita com a internet, e o exemplo da Primavera Árabe ilustra bem isso – uma revolução sem líder, amplificada em seu teor pela internet. Alternativa A. 10716. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) A ideia contida no segmento “...o mundo vive o momento da fundação de algo novo...” (linhas 6 e 7) pode ser inferida da expressão: (A) “mediação equilibrada” (linha 10). (B) “parâmetros principais” (linha 11). (C) “excesso de investimento” (linha 24). (D) “virada de paradigma” (linha 9). (E) “intervenção do Estado na sociedade” (linhas 14 e 15). RESPOSTA O trecho “... o mundo vive o momento da fundação de algo novo...” traz a ideia de mudança, observada com a utilização dos meios digitais para divulgação de informações, opiniões e ideias em geral. Esse conteúdo se aproxima da expressão “virada de paradigma”, que significa uma mudança nos padrões de acesso e de divulgação tradicionais da informação. Alternativa D. 10717. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) De acordo com o contexto, a expressão em destaque no segmento “...e vão em caminho contrário ao da intervenção...” (linhas 1 e 2) não significa: (A) opor-se a (B) estar em desacordo com (C) ir em contradição a (D) ir ao encontro de (E) ir de encontroa RESPOSTA A expressão “ao encontro de” é equivalente à ideia de “a favor de”, contrária, portanto, à ideia presente no trecho original. Não se deve confundir essa expressão com “de encontro a”, que significa “em oposição a”. Alternativa D. 10718. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) Acerca das ideias e estruturas linguísticas do segmento “Assistimos a um fenômeno fantástico no mundo, das revoluções sem líder...” (linha 4), é correto afirmar que: (A) Não acarretaria prejuízo sintático-gramatical ao segmento a omissão da preposição requerida pelo verbo. (B) Não acarretaria prejuízo semântico-gramatical ao segmento a inserção do artigo o após a vírgula. (C) Está subentendida a contração da preposição a com o artigo o, antes da expressão “das revoluções”. (D) Poder-se-ia flexionar o verbo na 3ª pessoa do plural, acrescido do pronome apassivador se – “Assistiram-se” –, para concordar com o sujeito da voz passiva “revoluções sem líder”. (E) Poder-se-ia substituir a vírgula por ponto e vírgula. RESPOSTA (A) Errado – A omissão da preposição “a” acarreta um problema de regência. O verbo “assistir”, no sentido de “presenciar”, é transitivo indireto e exige a regência da preposição “a”. (B) Errado – Deveríamos também acrescentar a preposição “a”, resultando na contração “ao”. Isso se dá em virtude de o verbo “assistir” – no sentido de “presenciar” – exigir a regência da preposição “a”. (C) Certo – “Assistimos a um fenômeno fantástico no mundo, (ao fenômeno) das revoluções sem líder...”. (D) Errado – Devido ao fato de o verbo ser transitivo indireto, não é possível haver uma construção passiva sintética. Tem-se, na verdade, um caso de indeterminação do sujeito, o que faz com que o verbo seja necessariamente conjugado na 3ª pessoa do singular: Assistiu-se a um fenômeno fantástico... (E) Errado – A elipse da forma verbal é demarcada pela vírgula, e não pelo ponto-e-vírgula. Alternativa C. 10719. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) Considerando o uso correto do recurso de coesão referencial anafórica, observa-se o uso inadequado do pronome demonstrativo no seguinte segmento: (A) “Esse é o novo modelo.” (linha 6). (B) “...nessa virada de paradigma...” (linha 9). (C) “...nessa área menos crível...” (linha 16). (D) “Por isso, a grande batalha...” (linhas 16 e 17). (E) “...esses cânones básicos:...” (linha 19). RESPOSTA O pronome “esse” – e suas variações – funciona como elemento coesivo anafórico, que cumpre a função de retomar aquilo já explicitado no texto. É o que ocorre nas letra A, B, C e D: o emprego das formas anafóricas se dá pela retomada de termos, expressões ou ideias anteriores – na letra A, retoma-se “revoluções sem líder”; na letra B, retoma-se “fundação de algo novo”; na letra C, retomam-se as intervenções do Estado na sociedade via meios públicos de comunicação; na letra D, retoma-se o conteúdo “É preciso que a rede seja neutra e livre”. Já o pronome “este” – e suas variações – funciona como elemento coesivo catafórico, que cumpre a função de antecipar aquilo que ainda será citado no texto. No caso, da letra E, deveria ser empregada a construção “estes cânones básicos”, uma vez que ela está antecipando a citação de “equilíbrio e representatividade dos poderes”. Alternativa E. 10720. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) “...os estados são quase sempre arbitrários e desmedidos quando tentam intervir...” (linha 25) – o verbo em destaque está incorretamente conjugado na frase: (A) Futuramente nós interviremos nas ações das instituições públicas. (B) Hoje nós é que interviemos nas ações das instituições públicas. (C) Se possível, nós interviríamos nas ações das instituições públicas. (D) Agora nós intervimos nas ações das instituições públicas. (E) Antes nós já tínhamos intervindo nas ações das instituições públicas. RESPOSTA (A) Certo – Trata-se da 1ª pessoa do plural do futuro do presente do indicativo. (B) Errado – Deve-se conjugar a 1ª pessoa do presente do indicativo, cuja grafia correta é “intervimos”. O presente do indicativo é uma necessidade, haja vista a presença do advérbio “Hoje”. (C) Certo – Trata-se da 1ª pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo. (D) Certo – Trata-se da 1ªpessoa do plural do presente do indicativo. (E) Certo – Trata-se da 1ª pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito do indicativo na sua forma composta. Alternativa B. 10721. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) “Hoje, se algum telejornal não der a notícia, milhares de sites vão furá-lo...” (linhas 30 e 31) – apresenta concordância incorreta a seguinte frase: (A) As milhares de matérias que publicamos são interessantes. (B) Os milhares de sites que visitamos são conhecidos. (C) Os milhares de provedores que consultamos são estrangeiros. (D) Os milhares de pessoas que consultam a rede são inteligentes. (E) Os milhares de usuários da rede são beneficiados. RESPOSTA Como “milhar” é um numeral masculino, ele deve ser acompanhado do artigo definido “o”. Assim, está correta a concordância em “Os milhares de sites”, “Os milhares de provedores”, “Os milhares de pessoas” e “Os milhares de usuários”. Porém, está errada a construção “As milhares de matérias”, devendo-se corrigi-la para “Os milhares de matérias”. Alternativa A. 10722. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) A regência nominal determina o emprego da expressão sublinhada no segmento: (A) “...no mundo, das revoluções sem líder” (linha 4). (B) “...nessa virada de paradigma, a necessidade...” (linha 9). (C) “...obsoletas as tradicionais alegações éticas e morais...” (linha 14). (D) “...com força máxima, esses cânones básicos...” (linha 19). (E) “...recusar a tutela...” (linha 23). RESPOSTA Nas alternativas B, C, D e E, as construções destacadas são resultado das respectivas regências verbais – em B, o verbo “destacar” solicita um adjunto adverbial regido pela preposição “em”; em C, o verbo “tornar” exige um objeto direto acompanhado de predicativo; em D, o verbo “restaurar” solicita um adjunto adverbial regido pela preposição “com”; em E, o verbo “recusar” exige um objeto direto. Já na alternativa A, a construção destacada é resultado da regência do nome “fenômeno”, que exige um complemento nominal regido pela preposição “de” – fenômeno das revoluções sem líder. Alternativa A. 10723. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) A preposição presente no segmento “alegações éticas e morais para a intervenção...” (linha 14) tem o mesmo valor semântico que a preposição sublinhada em: (A) “...vão em caminho contrário...” (linha 1). (B) “...caiu em uma revolta...” (linha 3). (C) “...de acordo com sua...” (linha 5). 1 5 10 15 20 (D) “Na análise de Alexandre...” (linha 25). (E) “...qualquer esforço de controlar...” (linha 29). RESPOSTA A preposição “para”, presente no trecho destacado, possui o sentido de finalidade, propósito. (A) Errado – A preposição “em” possui valor semântico de direção. (B) Errado – A preposição “em” possui valor semântico de complementaridade. (C) Errado – A preposição “com” possui valor semântico de aproximação, concordância. (D) Errado – A preposição “de” possui valor semântico de posse. (E) Certo – A preposição “de” possui valor semântico de finalidade e equivale a “para”. Alternativa E. Quando a infelicidade da pergunta é a resposta O que é o desenvolvimento sustentável? Não sabemos, felizmente. Como disse certa vez o psicanalista francês André Green, “a infelicidade da pergunta é a resposta”. E essa não é uma pergunta qualquer. É a pergunta. Com o Livro aprendemos que a revelação se dá pela História. E, mesmo a da humanidade, tem seus momentos definidores. Os próximos muitos anos são um desses momentos decisivos da história. Sabemos que estamos consumindo de uma forma insustentável os recursos que a natureza nos oferece e renova. E que, com o crescimento da população e a desejável elevação dos padrões de consumo de bilhões de pessoas, essa tendência será fortemente acelerada. O rumo atual é insustentável! Pode causar estranheza tal assertividade.Afinal, não apenas não sabemos com clareza o significado do conceito de desenvolvimento sustentável, como também não sabemos medir a noção de sustentabilidade com precisão. Há muitos esforços importantes sendo despendidos para nos aproximarmos de melhores mensurações da ideia de sustentabilidade. A medição do Produto Interno Bruto dos países está sob implacável crítica por suas grandes fragilidades, e a forma insuficiente e equivocada de as contas nacionais considerarem os recursos naturais é uma das razões mais importantes. Também a Comissão de Estatística das Nações Unidas tem promovido a elaboração de uma família de indicadores de desenvolvimento sustentável pelas instituições nacionais de estatística. E muitos indicadores sintéticos e outras formas de avaliar a sustentabilidade do desenvolvimento atual estão sendo aprimorados. Esses esforços têm dado origem a ferramentas importantes e úteis. As pesquisas científicas, assim como as estatísticas e indicadores, sugerem cenários com forte tendência à degradação da capacidade 25 30 35 40 da natureza de renovar serviços fundamentais à qualidade da vida humana (clima, água doce, solos férteis, biodiversidade, etc.) em velocidade condizente com as taxas previstas para sua utilização. Essa é a crise ambiental do século XXI em sua dimensão conhecida. Somos, contudo, muito ignorantes sobre a realidade natural do planeta e há um risco acima do aceitável de estarmos gerando processos irreversíveis que trariam no futuro consequências potencialmente catastróficas para a civilização e a espécie humana. Para qualquer mentalidade racional, o princípio da precaução é o imperativo aplicável. É importante lembrar que esse processo é insustentável para a civilização e para a biodiversidade do nosso tempo, mas não para a natureza. Na escala de tempo do planeta, contada em milhões e de milhões de anos, a humanidade é impotente para gerar dano significativo à natureza. Não sabemos o que é o desenvolvimento sustentável e tampouco temos claro o que significa desenvolvimento. A identidade entre crescimento econômico e desenvolvimento é o produto de uma época histórica, que, como todas as demais, será superada. Desenvolvimento, como observou notavelmente Jean Claude Carriérre, é etimologicamente inequívoco em várias línguas. Desenvolver não significa apenas “ampliar, crescer” e, sim, “des(fazer) o que está envolvido; ou, em espanhol, des(arrollar) o que está arrollado; ou ainda, em francês ou inglês, development/développement, isto é, des-envelopar”. Desenvolvimento, para a sabedoria da linguagem, é um processo de libertação de um potencial contido, aprisionado pelas circunstâncias da história. Finalmente, sustentável é muito mais do que simplesmente duradouro. E significa mais, até, do que compromisso com as futuras gerações. Sustentável diz respeito ao tempo. A consciência humana também diz respeito ao tempo e o que distingue o homem é a consciência. Chegou o momento de a humanidade deixar a adolescência, reconhecer a existência de limites e ampliar as fronteiras de sua relação com o tempo, isto é, assumir um pouco mais conscientemente a sua história em um tempo mais longo. 45A questáo do desenvolvimento sustentável confunde-se com a questão da consciência humana. A pergunta: “O que é o desenvolvimento sustentável?” é também a pergunta “Quem é o Homem?” A resposta para a pergunta sobre o que é o desenvolvimento sustentável é também a resposta sobre quem será o homem que o homem construirá. (Sérgio Besserman, Jornal O Globo, 15-8-2010, com adaptações). 10724. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) As expressões “contas nacionais” (linha 14) e “instituições nacionais” (linha 17) são uma referência a contas: (A) de uma nação específica. (B) da nação brasileira. (C) de nações não especificadas. (D) de nações desenvolvidas. (E) de nações em desenvolvimento. RESPOSTA O adjetivo “nacionais” está sendo empregado no sentido genérico, não se referindo a nenhuma nação em específico. O termo “nacionais” se traduz corretamente por “referente a qualquer país”. Alternativa C. 10725. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) Com base na coesão e coerência textuais, a alternativa correta quanto ao emprego da pontuação e de palavras ou expressões é: (A) No segmento “Os próximos muitos anos ...” (linha 5), a palavra em destaque pode ser substituída por “seguintes”. (B) A expressão “uma forma insustentável” (linha 6) está empregada em sentido conotativo. (C) No segmento “esforços importantes sendo despendidos” (linha 12), a palavra em destaque está grafada no lugar de “dispendidos”. (D) A expressão “muito ignorantes” (linha 24) significa muito estúpidos, muito grosseiros. (E) O emprego da vírgula antes da conjunção e em “por suas grandes fragilidades, e a forma insuficiente e equivocada ...” (linhas 13 e 14) é adequado. RESPOSTA (A) Errado – Se substituirmos por “seguintes”, será necessário alterar a colocação desse termo na frase. Para manter a coesão, devemos escrever “Os muitos anos seguintes...”. (B) Errado – Trata-se de uma expressão empregada em seu sentido denotativo, ou literal. (C) Errado – A grafia correta é “despendidos” e significa “gastos”, “desembolsados”, “empregados”, etc. (D) Errado – No contexto, a expressão “muito ignorantes” significa “muito leigos”, “pouco conhecedores”, etc. (E) Certo – A vírgula diante da conjunção aditiva “e” se justifica pelo fato de ela conectar orações de sujeitos diferentes: “a medição do Produto Interno Bruto”, na 1ª oração, e “a forma insuficiente e equivocada”, na 2ª oração. Alternativa E. 10726. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) De acordo com a sequência lógica do texto e com a coesão e a coerência textuais, o parágrafo que constitui contraponto ao parágrafo que o antecede é o: (A) 3° (B) 4° (C) 5° (D) 6° (E) 7° RESPOSTA O 7º parágrafo é introduzido pela conjunção coordenativa adversativa contudo. O conteúdo desse parágrafo é uma ressalva (oposição) em relação aos conteúdos dos parágrafos anteriores. Alternativa E. 10727. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) De acordo com a “sabedoria da linguagem” (linha 37), a palavra desenvolvimento significa: (A) ampliação (B) crescimento (C) liberação (D) aumento (E) progresso RESPOSTA Por meio do trecho “Desenvolvimento, para a sabedoria da linguagem, é um processo de libertação de um potencial contido, aprisionado pelas circunstâncias da história.”, é possível associar a palavra desenvolvimento à ideia de liberação. Alternativa C. 10728. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) A expressão “Esses esforços” (linha 19) retoma as ações explicitadas nos parágrafos: (A) 1° e 2° (B) 2° e 3° (C) 3° e 4° (D) 4° e 5° (E) 5° e 6° RESPOSTA A expressão “Esses esforços” retoma o conteúdo do 4º e 5º parágrafos. Neles, são apresentadas ideias dos esforços no sentido de mensurar melhor a ideia de sustentabilidade: no 4º parágrafo, cita-se a forma frágil da medição do Produto Interno Bruto dos países, que não leva em consideração a disponibilidade de recursos naturais; já no 5º parágrafo, cita-se o esforço da Comissão de Estatística das Nações Unidas de criar indicadores de medição para a sustentabilidade. Alternativa D. 10729. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) Acarretaria prejuízo à clareza, à coesão e à coerência do texto caso se omitisse a palavra sublinhada no trecho: (A) “O que é ...” (linha 1). (B) “E mesmo a da humanidade ...” (linha 3). (C) “... de uma forma insustentável ...” (linha 6). (D) “... natureza nos oferece ...” (linha 6). (E) “O que é o desenvolvimento ...” (linha 45). RESPOSTA (A) Errado – Omitindo o termo destacado, não se desfaz a ideia original de questionamento. (B) Certo – É necessário o artigo “a”, pois este é requerido pelo substantivo elíptico “história”. (C) Errado – A omissão do artigo indefinido “uma” não desfaz a ideia original de indeterminação. (D) Errado – A omissão do pronome “nos” apenas confere mais impessoalidade ao trecho, mas não compromete a clareza, a coesão e a coerência.(E) Errado – Omitindo o artigo definido “o”, não se desfaz a ideia original de questionamento. Alternativa B. 10730. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) Em “Afinal, não apenas não sabemos com clareza o significado do conceito de desenvolvimento sustentável, como também não sabemos ...” (linhas 9 e 10), entre as duas orações se estabelece relação semântica de: (A) adição (B) explicação (C) causa (D) comparação (E) finalidade RESPOSTA A locução não só ... como também tem valor aditivo. De acordo com o trecho, não sabemos nem o significado de desenvolvimento sustentável, nem como medi-lo. Alternativa A. 10731. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) “As pesquisas científicas, assim como as estatísticas e indicadores, sugerem ...” (linhas 19 e 20) – assim como nesse trecho, a concordância está correta na frase: (A) Eu, como ela, lutamos pelas causas ambientais. (B) Eu, como eles, lutamos pelas causas ambientais. (C) Ele, como tu, lutais pelas causas ambientais. (D) Tu, como ele, lutas pelas causas ambientais. (E) Nós, como eles, lutam pelas causas ambientais. RESPOSTA A forma verbal “sugerem” concorda com o núcleo do sujeito “pesquisas”. O trecho entre vírgulas “assim como as estatísticas e indicadores” é uma oração adverbial comparativa deslocada da ordem direta. Dessa forma, (A) Errado – O correto seria: Eu, como ela, luto pelas causas ambientais. (B) Errado – O correto seria: Eu, como eles, luto pelas causas ambientais. (C) Errado – O correto seria: Eu, como tu, luto pelas causas ambientais. (D) Certo. (E) Errado – O correto seria: Nós, como eles, lutamos pelas causas ambientais. Alternativa D. 10732. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) Não ocorre mudança de voz verbal em: (A) “... os recursos que a natureza nos oferece e renova ...” (linha 6) / os recursos que nos são oferecidos e renovados pela natureza ... (B) “Também a Comissão de Estatística das Nações Unidas tem promovido a elaboração ...” (linha 16) / Também a Comissão de Estatística das Nações Unidas promove a elaboração ... (C) “Há muitos esforços importantes sendo despendidos ...” (linha 12) / Despendem-se muitos esforços importantes ... (D) “Afinal, não apenas não sabemos com clareza o significado ...” (linhas 9 e 10) / Afinal, não apenas não se sabe com clareza o significado ... (E) “... reconhecer a existência de limites ...” (linha 43) / a existência de limites ser reconhecida ... RESPOSTA (A) Errado – A primeira construção está na voz ativa, pois o sujeito – natureza – é agente das ações verbais “oferecer” e “renovar”. Já a segunda construção está na voz passiva, pois o sujeito – recursos – é paciente das ações verbais “oferecer” e “renovar”. (B) Certo – Em ambas as construções, temos como sujeito “Comissão de Estatísticas das Nações Unidas”, agente da ação verbal “promover”. Dessa forma, temos ambas as construções na voz ativa. (C) Errado – A primeira construção está na voz ativa: não há sujeito, pois se trata de uma oração com verbo 1 5 10 impessoal “haver”. Já a segunda oração está na voz passiva, pois o sujeito – esforços – é paciente da ação verbal “despender”. (D) Errado – A primeira construção está na voz ativa, pois o sujeito – nós – é agente da ação verbal “saber”. Já a segunda construção está na voz passiva, pois o sujeito – significado – é paciente da ação verbal “saber”. (E) Errado – A primeira construção está na voz ativa, pois o sujeito – humanidade – é agente da ação verbal “reconhecer”. Já a segunda construção está na voz passiva, pois o sujeito – existência – é paciente da ação verbal “reconhecer”. Alternativa B. 10733. (Oficial de Fazenda – SEFAZ-RJ – 2011 – CEPERJ) A preposição para tem valor semântico de consequência no trecho: (A) “... previstas para sua utilização ...” (linha 22). (B) “... catastróficas para a civilização ...” (linhas 25 e 26). (C) “Para qualquer mentalidade ...” (linha 26). (D) “... é impotente para gerar ...” (linha 30). (E) “Desenvolvimento, para a sabedoria ...” (linha 37). RESPOSTA (A) Errado – A preposição “para” estabelece uma relação de finalidade. (B) Errado – A preposição “para” estabelece uma relação de complementaridade. (C) Errado – A preposição “para” estabelece uma relação de complementaridade. (D) Certo. (E) Errado – A preposição “para” estabelece uma relação de conformidade (equivale a “de acordo”). Alternativa D. Leia o texto a seguir e responda as questões 10734 a 10741. Quem fala palavrão no dia a dia de trabalho pode ser preterido na hora da promoção. É o que mostra pesquisa feita pelo site americano CareerBuilder. O estudo, que ouviu mais de dois mil gerentes de RH e 3.800 trabalhadores, indica que 64% dos gestores analisam negativamente um empregado que use termos chulos com frequência, enquanto 57% disseram ser menos propensos a promover essa pessoa. Descontadas as diferenças culturais entre Brasil e Estados Unidos, especialistas confirmam que, aqui também, o palavrão, especialmente quando não é usado com moderação, pode ser prejudicial à imagem profissional. Principalmente em empresas grandes e com estruturas hierárquicas mais formais. – Nos Estados Unidos, é possível notar que esse tipo de linguajar é evitado por questão de respeito, o que está associado ainda à cultura jurídica do país, muito rígida quanto a temas como o assédio moral – afirma Jorge Martins, consultor de Recrutamento da Robert Half, ao fazer a comparação. – Já no Brasil, o repúdio a esse tipo de comportamento tem mais a ver com o conservadorismo, que ainda predomina nas empresas grandes. Martins diz, ainda, que, por aqui, e nos países latinos de maneira geral, ainda existe uma grande confusão 15 20 25 30 entre o ambiente corporativo e o caseiro, o que pode explicar uma maior incidência de palavrões no mercado de trabalho nacional. Mas, para o especialista, o que pesa mesmo são as diferenças entre os setores, seja lá ou cá. – Em empresas como agências de publicidade ou da área de TI, as pessoas se soltam mais e o palavrão é mais comum e tolerado. Já em outras indústrias mais tradicionais, que têm uma cultura corporativa forte, a coisa funciona de forma diferente. De todo modo, é fundamental sempre saber se posicionar frente ao seu interlocutor. Ou seja: saber com quem está falando. É a regra que segue Conceição dos Santos, gerente de Departamento Pessoal de uma empresa de bebidas. Na sala que compartilha com cinco colegas, com quem tem intimidade, às vezes fala um palavrão, sem temer represálias. – Afinal, ninguém é de ferro. Mas, quando preciso atender ao público externo ou conversar com um coordenador de outra área, evito. Tem que falar com as pessoas certas – acredita Conceição, que também faz uma diferenciação entre diferentes tipos de palavrão. – Nunca xingo ninguém ou uso um palavrão para ofender. Eu falo em momentos de estresse ou de raiva, mas sempre em tom alto, e é comigo mesma. A gerente de DP está na estatística americana dos 51% dos empregados que usam palavrão no trabalho e dos 95% que só falam na frente dos colegas, como ainda mostra a pesquisa do CareerBuilder. E, embora os números sejam altos, quando o uso é exagerado pode criar problemas. O coach e sócio da Alliance Coaching, Alexandre Rangel, relata duas situações em que o palavreado afetou a carreira de dois profissionais. A primeira foi a de um diretor de marketing, demitido por um novo vice-presidente da companhia, entre outros motivos, por causa de seu linguajar chulo e agressivo. Já em outro caso, quando fazia um coaching para um grupo de oito supervisores, uma das questões com que Rangel precisou lidar foi a falta de tolerância de um participante com a boca suja de um dos seus pares. – Muitas vezes, as pessoas não percebem a necessidade de mudança na maneira de agir em função do ambiente em que está. Não dá para levar o comportamento de arquibancada para o trabalho – afirma Rangel. 35 40 45 E, embora a maioria dos funcionários admita falar palavrão no trabalho, eles próprios se incomodam quando os colegas exageram. É o que relata uma funcionáriade uma empresa da área de TI, que prefere não se identificar. Recém-chegada ao escritório, já conseguiu se incomodar com o comportamento pouco amigável de um integrante da equipe. – Mas não sou só eu. Houve uma rearrumação na sala, e ninguém quis sentar ao lado dessa pessoa. Para a coach Waleska Farias, especializada em gestão de carreira e imagem, uma palavra chula, muitas vezes, é utilizada como mecanismo de defesa, por quem busca mascarar algum tipo de sentimento. E, como no trabalho, nem sempre dá para botar em prática a máxima “os incomodados que se mudem”, ela sugere que, quando esse tipo de comportamento atrapalha o bom humor alheio, o ideal é tentar conversar com quem provoca a discórdia. – O primeiro passo é dizer diretamente para o “boca suja” que não gosta de palavrões. Se, ainda assim, ele não maneirar, pode ser o caso de ir falar com o chefe. A linguagem reflete o estado emocional das pessoas e a energia negativa pode acabar sendo reproduzida no entorno, o que nem sempre é bom – diz Waleska. (Uso de palavrões no trabalho pode diminuir chances de promoção. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/emprego/uso-depalavroes-no-trabalho-pode-diminuir-chances-de-promocao- 5833571#ixzz24BQYLtAU>. Acesso em: 12 set. 2012). 10734. (Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012 – COPS UEL) Sobre a substituição, sem prejuízo do sentido original, dos termos “preterido” (linha 1), “repúdio” (linha 10), “incidência” (linha 13) e “represálias” (linha 20) considere as afirmativas a seguir. I. “preterido” pode ser substituído por “desfavorecido”. II. “repúdio” pode ser substituído por “reiteração”. III. “incidência” pode ser substituído por “intermitência”. IV. “represálias” pode ser substituído por “retaliações”. Assinale a alternativa correta. (A) Somente as afirmativas I e II são corretas. (B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. (C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. (D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. (E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. RESPOSTA I. Verdadeira. II. Falsa – O termo “repúdio” (linha 10) pode ser substituído por “desprezo”, “rejeição”. Já “reiteração” significa “repetição”. III. Falsa – O termo “incidência” (linha 13) pode ser substituído por “repetição”, “ocorrência”. O termos “intermitência”, por sua vez, quer significa “descontinuidade”. IV. Verdadeira. Alternativa B. 10735. (Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012 – COPS UEL) Assinale a alternativa que explica, corretamente, a frase: “De todo modo, é fundamental sempre saber se posicionar frente ao seu interlocutor.” (linha 17). (A) Antecipa o caráter saudável do uso de palavrões no ambiente de trabalho quando se busca proporcionar descontração e assegurar a intimidade com os colegas e com o público. (B) Resume a recomendação de reprimir com rigor o uso de palavrões diante dos chefes e de altos funcionários e relaxar nas demais circunstâncias de trabalho. (C) Identifica a variedade de situações e circunstâncias do trabalho que devem ser diferenciadas pelo trabalhador através da adequação da linguagem e da moderação do uso de palavrões em certas ocasiões. (D) Sintetiza a necessidade de moderar o uso de palavrões perante o público externo e de liberá-lo diante de colegas de trabalho e de funcionários hierarquicamente superiores. (E) Sugere que o trabalhador deve impor seus hábitos linguísticos, mesmo que entre eles esteja o uso de palavrão, no ambiente de trabalho, a fim de garantir sua afirmação. RESPOSTA Essa frase faz referência às diversas situações em que é necessário identificar qual a mais adequada variedade de linguagem. Em situações mais informais, com falantes de maior intimidade, é até possível o emprego de um ou outro palavrão sem que isso seja julgado como inconveniente. Já em situações formais, diante de chefes ou pessoas de convívio não tão próximo, o emprego de palavrões se torna inadequado e deselegante. (A) Errada – De acordo com o texto, dependendo da situação de comunicação, não é saudável o emprego de palavrões no ambiente de trabalho. (B) Errada – Não se trata de rigor, e sim de discernimento. É preciso identificar as situações em que o emprego de palavrões não é adequado. (C) Certa. (D) Errada – Não se trata de liberar o uso de palavrões no ambiente de trabalho, pois, em muitas situações, o uso de uma linguagem chula pode ser desagradável no dia a dia profissional. (E) Errada – De forma alguma o texto sugere a imposição do linguajar chulo como forma de afirmação. É necessário haver discernimento e cautela no emprego de palavrões. Alternativa C. 10736. (Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012 – COPS UEL) Com base no texto, assinale a alternativa correta. (A) A pesquisa apontou que mais da metade dos gestores entrevistados admitiu que o uso de palavrões pelo trabalhador tem má repercussão. (B) A pesquisa comprovou que o risco de avaliação negativa atribuída aos trabalhadores que usam palavrões sobe a mais da metade, de acordo com os gestores entrevistados. (C) Mais da metade dos consultores brasileiros entrevistados para o texto admitiu fazer uso de palavrão no ambiente de trabalho. (D) O texto indicou que mais da metade dos candidatos a emprego nos Estados Unidos é descartada na entrevista de admissão em decorrência do hábito de falar palavrões. (E) O texto revelou que mais da metade dos trabalhadores americanos está sujeita à demissão por proferir palavrões no ambiente de trabalho. RESPOSTA (A) Certa – De fato, 64% dos gestores analisam negativamente um empregado que use termos chulos com frequência, enquanto 57% disseram ser menos propensos a promover essa pessoa. (B) Errada – A avaliação negativa é mais provável em profissionais que empregam frequentemente palavrões no ambiente de trabalho. É possível ocasionalmente se falar um palavrão no ambiente de trabalho sem que isso acarrete má avaliação. Há de se tomar cuidado para não se tornar frequente e inconveniente esse uso. (C) Errada – A estatística de 51% diz respeito aos empregados americanos que admitem fazer uso de palavrões no trabalho. (D) Errada – O resultado da pesquisa diz respeito a profissionais já empregados, e não a candidatos a vagas de emprego. (E) Errada – O risco de demissão se aplica aos que falam palavrões com frequência e de forma inadequada no ambiente de trabalho. Alternativa A. 10737. (Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012 – COPS UEL) Sobre os termos “profissional” (linha 6) e “profissionais” (linha 28), assinale a alternativa correta. (A) Os dois são adjetivos variáveis, isto é, ora aparecem no singular, ora aparecem no plural, conforme os substantivos que eles acompanham. (B) Os dois são substantivos que podem variar do singular para o plural, acarretando a mudança de significado e a perda do vínculo com a ideia de profissão. (C) “profissionais” é um substantivo no plural que tem uma carga de significado ambígua em decorrência do comportamento amador das pessoas designadas pelo termo. (D) “profissional”, no singular, é um adjetivo por ser invariável, isto é, o plural contrariaria as normas gramaticais, mesmo que o substantivo “imagem” estivesse no plural. (E) “profissional” está no singular para concordar com o substantivo “imagem”, mas poderia ser um substantivo, caso a construção fosse “imagem do profissional”. RESPOSTA O termo “profissional” é adjetivo e modifica o substantivo “imagem”. Já “profissionais” é substantivo, determinado pelo numeral adjetivo “dois”. (A) e (B) Falsas, por classificarem os dois termos como pertencentes à mesma classe gramatical. (C) Falsa, pois “profissionais” é usado para designar os empregados citados no texto. (D) Afirma equivocadamente que o adjetivo “profissional” é invariável. (E) Em “imagem do profissional”, o termo “profissional” é substantivo determinado pelo artigo definido “o”. Alternativa E. 10738. (Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012 – COPS UEL) Sobre a frase “E, embora os números sejam altos, quando o uso é exagerado pode criar problemas.” (linhas 26 e 27), considere as afirmativas a seguir. I. Fica subentendida a expressão “de palavrões”logo após “uso”. II. Fica subentendido que “uso exagerado” é aquele que excede os números apurados na pesquisa. III. O conectivo “embora” pode ser substituído por “a despeito de”, sem necessidade de alteração na flexão verbal. IV. O conectivo “embora” pode ser substituído por “ainda que”, sem prejuízo do sentido original. Assinale a alternativa correta. (A) Somente as afirmativas I e II são corretas. (B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. (C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. (D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. (E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. RESPOSTA I. Verdadeiro – O fato de tornar elíptico o termo “de palavrões” após “uso” se dá no sentido de evitar a repetição de “palavrão” (e suas variações), já citado algumas vezes no texto. II. Falso – O uso exagerado de palavrões é o alvo da pesquisa, que mostra que os profissionais com esse hábito são malvistos pelos gestores. III. Falso – Com o emprego da locução “a despeito de”, é necessário se alterar a construção para “E, a despeito de os números serem altos...”. IV. Verdadeiro – Os conectores “Embora” e “Ainda que” têm valor concessivo. Alternativa B. 10739. (Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012 – COPS UEL) Sobre o sentido do trecho “E, como no trabalho, nem sempre dá para botar em prática a máxima ‘os incomodados que se mudem’...” (linhas 41 e 42), assinale a alternativa correta. (A) Nas relações de trabalho, é recomendável buscar um paliativo, antes de sugerir ao chefe que transfira ou demita o funcionário que se excede nos palavrões. (B) Nas relações de trabalho, pode haver um inconveniente que inviabilize a mudança do funcionário incomodado com os palavrões proferidos pelo colega. (C) Nessas circunstâncias, cabe verificar se o funcionário que fala palavrões em excesso é um protegido do chefe, antes de solicitar uma transferência de setor. (D) No ambiente de trabalho, é necessário ponderar se o colega de trabalho está passando por alguma crise íntima ou pessoal, antes de tomar uma atitude drástica. (E) No ambiente de trabalho, é sugerido que o trabalhador dê preferência a mudar de emprego, evitando criar constrangimento ou inimizade com um colega de trabalho. RESPOSTA É possível concluir, pelo contexto, que os incomodados com os companheiros de trabalho que insistem em proferir palavrões nem sempre encontram mobilidade dentro da empresa. Não é possível, assim, criar um paliativo, sendo necessária uma conversa franca que manifeste a insatisfação. (A) Errada – Não é recomendável um paliativo, e sim uma conversa franca antes de se levar ao conhecimento dos superiores. (B) Certa. (C) Errada – Não se menciona no texto essa precaução de se verificar se o falante de palavrões é ou não um protegido do chefe. (D) Errada – Não se menciona no texto essa precaução de se verificar se o falante de palavrões está ou não passando por problemas íntimos. (E) Errada – Não se menciona no texto essa recomendação de se mudar de emprego. Alternativa B. 10740. (Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012 – COPS UEL) A respeito da ideia de tolerância, que aparece duas vezes ao longo do texto, considere as afirmativas a seguir. I. Nas agências de publicidade, as pessoas são mais indulgentes com o uso de palavrões. II. Os palavrões são recebidos com menos intransigência em empresas da área de TI. III. Um dos participantes do treinamento demonstrou pouca condescendência com o colega que abusava dos palavrões. IV. Um participante do treinamento exibiu falta de suscetibilidade ao excesso de palavrões proferidos pelo colega. Assinale a alternativa correta. (A) Somente as afirmativas I e II são corretas. (B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. (C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. (D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. (E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. RESPOSTA I. Verdadeiro – É o que se afirma no 4º parágrafo: “Em empresas como agências de publicidade ou da área de TI, as pessoas se soltam mais e o palavrão é mais comum e tolerado.”. II. Verdadeiro – É o que se afirma no 4º parágrafo: “Em empresas como agências de publicidade ou da área de TI, as pessoas se soltam mais e o palavrão é mais comum e tolerado.”. III. Verdadeiro – É feita uma menção no antepenúltimo parágrafo a uma empregada recém-chegada que se incomodou com os exageros de um colega: “Recém-chegada ao escritório, já conseguiu se incomodar com o comportamento pouco amigável de um integrante da equipe. ... Houve uma rearrumação na sala, e ninguém quis sentar ao lado dessa pessoa.”. IV. Falsa – Ao contrário: a funcionária recém-chegada se mostrou suscetível aos excessos de palavrões proferidos por um colega: “Recém-chegada ao escritório, já conseguiu se incomodar com o comportamento pouco amigável de um integrante da equipe.”. Alternativa D. 10741. (Auditor Fiscal – SEFAZ-PR – 2012 – COPS UEL) Sobre a expressão “boca suja”, que aparece duas vezes no texto (linhas 32 e 45), assinale a alternativa correta. (A) A atribuição do sentido conotativo à expressão depende da subjetividade do leitor, que pode interpretá-la em seu sentido denotativo e preservar os significados. (B) A linguagem conotativa ocorre somente na segunda vez, porque as aspas são usadas e porque a expressão personifica quem a proferiu. (C) O sentido conotativo aparece na primeira ocorrência porque não é da boca do falante que saem os palavrões pronunciados. (D) O uso da linguagem figurada está nas duas ocorrências, embora, na segunda, a expressão significa “aquele que fala palavrões”. (E) O uso da linguagem figurada na expressão consiste na transferência da ideia de sujeira, de quem ouve para quem fala. RESPOSTA A expressão “boca suja” está empregada em linguagem conotativa (figurada) nas duas aparições. Não há margem para ambiguidade, pois a interpretação literal (denotativa) não se aplica ao contexto. Na segunda aparição – o “boca suja” –, é feita uma menção àqueles que proferem palavrões de forma muito frequente. (A) Errada – Não há cabimento cogitar uma interpretação literal à expressão “boca suja”. Não é uma questão de escolha do leitor, interpretá-la como denotativa ou conotativa. (B) Errada – A conotação ocorre nas duas construções. Na segunda, tem-se uma substantivação da expressão. (C) Errada – O simples fato de os palavrões serem pronunciados por terceiros não é a justificativa para considerar conotativa a expressão “boca suja”. Ela é uma metáfora da pessoa que faz uso de linguagem chula. (D) Certa. (E) Errada – Não é propriamente a ideia de sujeira, e sim a de linguagem chula que está presente na metáfora “boca suja”. Alternativa D. Texto para as questões 10742 a 10751 Do campo para a cidade Até 1940, os migrantes se dirigiam predominantemente para a cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e também para a cidade e o estado de São Paulo, e eram em grande parte oriundos de Minas Gerais e do Nordeste. Desde então, seriam os estados dessa região os principais responsáveis pela expulsão de populações, que se dirigiriam primeiro para São Paulo e, após 1950-60, também para o Paraná, Goiás, Mato Grosso e Rondônia. Estabeleceram-se assim novos polos de atração de migrantes e novas áreas de expansão das fronteiras agrícolas, o que se acentuou após a instauração do regime militar em 1964. (...) Os anos 1970 assinalaram um ponto de inflexão extremamente significativo em nosso perfil demográfico, na medida em que começou a se inverter a relação entre população rural e urbana, ficando esta cada vez mais concentrada no que passava a ser, genérica e simbolicamente, denominado como Sul ou Sul Maravilha, numa alusão às possibilidades reais ou sonhadas que a região oferecia. Toda essa situação passaria a produzir desdobramentos econômicos e sociais graves, que seriam identificados e avaliados, cada vez mais, como negativos para o país. De um lado, o que se verificava era o esvaziamento e o empobrecimento do campo; de outro, com o inchamento das grandes cidades, um agravamento dos problemas de habitação, educação, saúde e segurança.Mais recentemente, os deslocamentos não se fizeram tanto de áreas rurais para urbanas, mas sim entre áreas urbanas e, nesse caso, não mais tendo como destino preferencial as cidades metropolitanas, e sim aquelas de médio porte, que se tornaram polos de atração de fluxos migratórios. (....) Todas essas transformações desenham um novo mapa e um novo perfil para a população brasileira. Somos, na virada do século XX para o XXI, um novo Brasil urbano, inclusive com uma diferenciação bem menor entre campo e cidade. Nosso povo deixou de ser jovem e começou a envelhecer. Sem dúvida, é hora de o Brasil amadurecer. (GOMES, 2002). 10742. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) “Até 1940, os migrantes se dirigiam predominantemente para a cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e também para a cidade e o estado de São Paulo, e eram em grande parte oriundos de Minas Gerais e do Nordeste”. Sobre esse segmento inicial do texto, a inferência correta é: (A) os migrantes, inicialmente dirigidos ao Rio de Janeiro, passaram a mudar seu destino para o Distrito Federal. (B) o fluxo migratório até 1940 seguia o padrão de partida de regiões mais pobres para regiões mais ricas. (C) a cidade e o estado de São Paulo atraíam predominantemente migrantes da região Nordeste. (D) os migrantes que se dirigiam ao Sul eram oriundos de grande parte de Minas e do Nordeste. (E) Minas Gerais e o Nordeste eram as únicas fontes dos migrantes para o Sul. RESPOSTA (A) Errado – O Rio de Janeiro era naquela época denominado de Distrito Federal. (B) Certo – A região Nordeste e o sertão de Minas Gerais concentram grande parte da população na zona de pobreza. (C) Errado – Não é possível afirmar que a maioria dos migrantes para São Paulo (capital e Estado) seja oriunda do Nordeste. O texto afirma que se trata de “uma grande parte”, o que não implica necessariamente maioria. (D) Errado – Rio de Janeiro e São Paulo estão situados na região Sudeste. Não é possível afirmar qual a composição dos migrantes para a região Sul, com base nas informações disponibilizadas no texto. (E) Errado – Não se pode afirmar qual a composição dos migrantes para a região Sul, uma vez que o trecho somente faz menção a Rio de Janeiro e São Paulo, situados na região Sudeste. Alternativa B. 10743. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) Num texto, a fim de ser criada coesão e coerência, estabelecem-se relações formais e semânticas entre elementos do texto. A alternativa em que o termo destacado do primeiro e segundo parágrafos do texto tem seu referente indicado de forma INADEQUADA é: (A) que − populações. (B) então − desde o ano de 1940. (C) a região − Sul ou Sul Maravilha. (D) dessa região − Minas Gerais e Nordeste. (E) o que − o estabelecimento de novos polos de atração de migrantes. RESPOSTA A expressão “dessa região” retoma apenas “Nordeste”, haja vista que Minas Gerais é um Estado. Alternativa D. 10744. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) “Até 1940, os migrantes se dirigiam predominantemente para a cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e também para a cidade e o estado de São Paulo, e eram em grande parte oriundos de Minas Gerais e do Nordeste. Desde então, seriam os estados dessa região os principais responsáveis pela expulsão de populações, que se dirigiriam primeiro para São Paulo e, após 1950-60, também para o Paraná, Goiás, Mato Grosso e Rondônia. Estabeleceram-se assim novos polos de atração de migrantes e novas áreas de expansão das fronteiras agrícolas, o que se acentuou após a instauração do regime militar em 1964. (...)” Por tratar-se de um texto didático, os vocábulos nele empregados têm caráter preponderadamente objetivo; o vocábulo desse primeiro parágrafo que acrescenta uma opinião do autor ao dado objetivo é: (A) região. (B) atração. (C) expulsão. (D) expansão. (E) instauração. RESPOSTA Com o emprego do vocábulo “expulsão”, tem-se a inserção de uma opinião implícita ao texto. O autor deixa a entender que as pessoas que migravam da região Nordeste o faziam a contragosto, de forma “forçada”. Esse posicionamento é reforçado pelo trecho “seriam os estados dessa região os principais responsáveis pela expulsão de populações”. Os outros vocábulos assumem o seu sentido próprio, isento de parcialidade. Alternativa C. 10745. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) “Estabeleceram-se assim novos polos de atração de migrantes e novas áreas de expansão das fronteiras agrícolas, o que se acentuou após a instauração do regime militar em 1964. (...)”. A relação estabelecida pelo autor do texto entre o segmento negritado e o anterior é a de que: (A) o regime militar, citado no segundo segmento, foi a razão do surgimento de novos polos de atração de migrantes e novas áreas de expansão das fronteiras agrícolas. (B) ainda que não sejam explicitadas as razões, o segundo segmento é apontado como causa de maior intensidade nas mudanças apontadas anteriormente. (C) tanto o primeiro quanto o segundo segmento indicam consequências do estabelecimento de novos polos de atração para os migrantes de Minas e Nordeste. (D) o primeiro segmento indica uma das razões para o surgimento de um regime militar de exceção, em 1964. (E) o segundo segmento (negritado) é apontado como a condição das alterações citadas no segmento anterior. RESPOSTA Após instauração do regime militar, acentuaram-se o surgimento de novos polos de atração de migrantes e a expansão de novas áreas agrícolas. Isso quer dizer que o regime militar foi o principal desencadeador desse processo, configurando, assim, a causa de maior relevância (não a única, mas a de efeitos mais intensos). (A) Inválida, uma vez que limita o regime militar como a única razão, o que não é verdade. (C) e (D) Estabelecem uma equivocada relação de causa e consequência. (E) Explora uma relação de condição não existente no texto. Alternativa B. 10746. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) Há um conjunto de fatores apontados como marcas de desdobramentos econômicos e sociais graves (3º parágrafo). A alternativa em que o problema apontado está corretamente definido é: (A) problemas de saúde − falta de pessoal e material para o atendimento de um número cada vez maior de migrantes, necessitados de assistência médica. (B) problemas de habitação − construção rápida demais de pequenas habitações para os migrantes, tendo como consequência uma série de acidentes. (C) empobrecimento do campo − a população rural, sem o apoio dos mais jovens, ficava restrita ao recebimento de valores dos programas sociais. (D) problemas de educação − dada a pobreza cultural dos migrantes, sobretudo os nordestinos, o nível de aprendizado caiu vertiginosamente. (E) esvaziamento do campo − reduzida utilização de máquinas agrícolas, mostrando defasagem na agricultura. RESPOSTA (A) Certo. (B) Errado – Problemas de habitação – com o crescente fluxo de migrantes para as grandes metrópoles, começa haver o povoamento de áreas impróprias para moradia ou, então, o aumento do número de “sem- teto”. (C) Errado – Empobrecimento do campo – com a concentração da atividade econômica nas grandes cidades e a migração para estas de grande parte da mão de obra, a economia do campo fica restrita a atividades de baixo valor agregado, resultando no seu empobrecimento. (D) Errado – Problemas de educação – com o crescente fluxo de migrantes para as grandes metrópoles, a rede de ensino destas não consegue atender toda a demanda. (E) Errado – Esvaziamento do campo – Com a concentração das principais atividades econômicas nas grandes metrópoles, ocorre para estas uma considerável migração da mão de obra, resultando no esvaziamento do campo. Alternativa A. 10747. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) O texto lido é um exemplo de texto didático, retirado de um livro de História do Brasilpara o ensino médio. Entre as características apontadas abaixo, aquela que corresponde mais especificamente ao texto lido é: (A) identificação clara das fontes dos conhecimentos transmitidos ao leitor. (B) a tentativa de mostrar a utilidade das informações prestadas para o conhecimento da realidade atual do país. (C) exposição de fatos históricos em ordem cronológica, identificando aqueles de maior importância para o assunto tratado. (D) linguagem clara e de uso coloquial a fim de que todos os leitores possam decodificar facilmente as informações prestadas. (E) a preocupação de explicar as razões dos fatos apontados, além de, com a preocupação de clareza, exemplificar continuamente. RESPOSTA (A) Errado – Embora a citação das fontes da informação seja uma característica presente no texto de caráter didático, o autor não a emprega no texto. (B) Errado – Não é objetivo do texto mostrar a utilidade das informações prestadas, mas somente as expor. (C) Certo – O autor expõe uma ordem cronológica de acontecimentos, destacando período de regime militar. (D) Errado – A linguagem empregada no texto não é rebuscada, mas mantém o tom formal. É equivocado afirmar que a linguagem predominante é a coloquial. (E) Errado – O texto até cita as razões, mas não se aprofunda nas explicações. Por exemplo, é citado que o regime militar acentuou o surgimento de novos polos de atração para migrantes, mas não se explicam as razões de isso ter ocorrido. Alternativa C. 10748. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) Há uma série de transformações citadas no texto como marcas de um novo perfil para nosso país; a transformação que está indicada de forma INCORRETA é: (A) migração da área rural para as áreas urbanas / migração entre áreas urbanas. (B) cidades metropolitanas como alvo de migrações / cidades de médio porte como alvo de migrações. (C) distinções bem acentuadas entre campo e cidade / diferenciação bem menor entre campo e cidade. (D) país de marcante distinção entre ambiente rural e urbano / menor diferenciação entre campo e cidade. (E) povo jovem e de grande dinamismo / povo mais maduro e consciente de suas responsabilidades. RESPOSTA O último período do texto afirma que o povo brasileiro começou a envelhecer, porém não é possível inferir, com base nas informações contidas no texto, que esse amadurecimento foi acompanhado de uma maior conscientização social por parte da população brasileira. Alternativa E. 10749. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) “Toda essa situação passaria a produzir desdobramentos econômicos e sociais graves”. Esse segmento do texto pode ser reescrito, conservando-se o seu sentido, de várias formas distintas; a frase em que a modificação proposta conserva esse sentido original é: (A) Desdobramentos econômicos e sociais graves passariam a ser produzidos por toda essa situação. (B) Graves desdobramentos sociais e econômicos viriam a ser produzidos por toda essa situação. (C) Graves desdobramentos econômicos e sociais seriam modificados por toda essa situação. (D) Toda essa situação seria levada a produzir graves desdobramentos econômicos e sociais. (E) Toda essa situação chegaria a produzir desdobramentos econômicos e sociais graves. RESPOSTA O trecho original está construído na voz ativa. Para convertê-lo para a voz passiva, as seguintes modificações são necessárias: 1) O paciente (alvo da ação) “desdobramentos econômicos e sociais graves” torna-se sujeito na voz passiva. 2) Insere-se o verbo auxiliar “ser” conjugado no mesmo tempo do verbo principal na voz ativa – no caso, “produzir”. Como este está no infinitivo, devemos somar a forma verbal “ser”. 3) O verbo principal da voz ativa – produzir – assume a forma particípio – produzido – na voz passiva. Assim, temos: Toda essa situação passaria a produzir desdobramentos econômicos e sociais graves = Desdobramentos econômicos e sociais graves passariam a ser produzidos por toda essa situação. Alternativa A. 10750. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) “Nosso povo deixou de ser jovem e começou a envelhecer. Sem dúvida é hora de o Brasil amadurecer”; o final do texto nos diz que: (A) é chegado o momento de o Brasil amadurecer, pois a maioria de nossa população já chegou à terceira idade. (B) apesar de o nosso povo ter deixado de ser jovem e ter começado a envelhecer, é hora de o nosso país amadurecer. (C) como nosso povo já deixou de ser jovem e começou a envelhecer, o momento de amadurecimento já deveria ter ocorrido. (D) certamente nosso país deve amadurecer, aproveitando-se do fato de que a maioria de nossa população é de jovens e ainda tardará muito em envelhecer. (E) é certo que nosso país deve amadurecer, visto que nossa população já deixou de ser predominantemente jovem e iniciou processo de envelhecimento. RESPOSTA Como os brasileiros já não estão mais concentrados de forma predominante na faixa etária jovem, o país está passando por um processo de envelhecimento, que resultará certamente no amadurecimento da população brasileira. Alternativa E. 10751. (Auditor Fiscal e Técnico de Tributos Municipais – Belo Horizonte- BH – 2012 – FDC) Nos segmentos abaixo, as preposições negritadas têm seu emprego justificado por algum termo anterior; o segmento em que o emprego da preposição (ou combinação de preposição + artigo) NÃO pertence a esse caso é: (A) inchamento das grandes cidades. (B) polos de atração de migrantes. (C) empobrecimento do campo. (D) a cidade do Rio de Janeiro. (E) expulsão de populações. RESPOSTA Não há necessidade da contração “do” (de + o) antes de “Rio de Janeiro”. É possível ligar o substantivo “cidade” a seu aposto especificador “Rio de Janeiro” sem a necessidade de emprego da preposição. Nos demais casos, a preposição “de” é solicitada pelo termo antecedente – expulsão de quem? empobrecimento de quê ou de quem? atração de quê? inchamento de quê? Alternativa D. A polícia e a violência na escola Miriam Abramovay e Paulo Gentili Em alguns países, a presença da polícia dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas. A proposta parece ser a maneira mais elementar de oferecer proteção às crianças e aos jovens, as principais vítimas da violência. Muros altos, grades imensas, seguranças armados ou policiais patrulhando o interior das escolas parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos: segurança e amparo. Todavia, os efeitos positivos desse tipo de iniciativa nunca foram demonstrados. Conforme evidenciam pesquisas e experiências no campo da segurança pública, o ataque aos efeitos da violência costuma não diminuir sua existência. Precisamos compreender a origem e as razões da violência no interior do espaço escolar para pensar soluções que não contribuam para aprofundá-las. Nesse sentido, quando as próprias tarefas de segurança dentro das instituições educacionais são transferidas para pessoas exteriores a elas, cria-se a percepção de que os adultos que ali trabalham são incapazes ou carecem de poder suficiente para resolver os problemas que emergem. Instala-se a ideia de que a visibilidade de uma arma ou a presença policial tem mais potência que o diálogo ou os mecanismos de intervenção que a própria escola pode definir. A medida contribui para aprofundar um vácuo de poder já existente nas relações educacionais, criando um clima de desconfiança entre os que convivem no ambiente escolar. A presença da polícia no contexto escolar será marcada por ambiguidades e tensões. Estabelecer os limites da intervenção do agente policial é sempre complexo num espaço que se define por uma especificidade que a polícia desconhece. Nenhuma formação educacional foi oferecida aos policiais que estarão agora dentro das escolas, o que constitui enorme risco. As pesquisas sobre juventude evidenciam um grave problema nas relações entre a polícia e os jovens, particularmente quando eles são pobres, com umareação de desconfiança e desrespeito promovendo um conflito latente que costuma explodir em situações de alta tensão entre os jovens e a polícia. Reproduzir essa lógica no interior da escola não é recomendável. A política repressiva não é o caminho para tornar as escolas mais seguras. A escola deve ser um local de proteção e protegido, e a presença da polícia pode ser uma fonte de novos problemas. Devemos contribuir para que as escolas solucionem seus problemas cotidianos com a principal riqueza que elas têm: sua comunidade de alunos, docentes, diretivos e funcionários. Programas de Convivência Escolar e outras alternativas têm demonstrado um enorme potencial para enfrentar a dimensão educacional da violência social. O potencial da escola está na ostentação do saber, do conhecimento, do diálogo e da criatividade. Não das armas. 10752. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) “Em alguns países, a presença da polícia dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas”. Nesse primeiro período do texto, deslocou-se o termo “em alguns países” para outras posições na frase; a nova posição que pode ALTERAR o sentido da frase original é: (A) A presença da polícia dentro das escolas, em alguns países, tem sido uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas. (B) A presença da polícia dentro das escolas tem sido, em alguns países, uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas. (C) A presença da polícia dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes, em alguns países, para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas. (D) A presença da polícia, em alguns países, dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas. (E) A presença da polícia dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas em alguns países. RESPOSTA Nas alternativas A, B, C e D, há a especificação de que a presença da polícia nas escolas se dá em alguns países. Já na alternativa E, o que se especifica é que a violência ocorre em alguns países. Nas alternativas A, B, C e D, o adjunto adverbial “em alguns países” modifica a 1ª oração – a presença da polícia dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes. Na alternativa E, o adjunto adverbial “em alguns países” modifica a 2ª oração – para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas. Alternativa E. 10753. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) Ao dizer que “a presença da polícia dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas”, o autor do texto pretende dizer, com o segmento sublinhado, que essa tem sido uma das formas: (A) mais atuais; (B) mais avançadas; (C) mais frequentes; (D) mais eficazes; (E) mais ineficientes. RESPOSTA O termo “recorrentes” significa “repetitivos”, “frequentes”, “reiteradas”. Assim, mais recorrentes significa mais frequentes. Alternativa C. 10754. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) Em muitas passagens do texto, o autor constrói frases com o auxílio de formas verbais no infinitivo. Se substituirmos essas formas pelo substantivo cognato correspondente, a única forma INADEQUADA da nova frase é: (A) “...para enfrentar a violência das sociedades contemporâneas” / para o enfrentamento da violência das sociedades contemporâneas; (B) “...parece ser a maneira mais elementar de oferecer proteção às crianças e aos jovens” / parece ser a maneira mais elementar de oferta de proteção às crianças e aos jovens; (C) “...parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos” / parecem um brinde àquilo que desejamos para nossos filhos; (D) “Precisamos compreender a origem e as razões das violências” / Precisamos da compreensão da origem e das razões das violências; (E) “...para pensar soluções que não contribuam para aprofundá-las” / para pensar soluções que não contribuam para o seu aprofundamento. RESPOSTA Nas alternativas A, B, D e E, a substituição pelos substantivos cognatos preserva o sentido original. Já na alternativa C, isso não ocorre. O verbo “brindar”, presente no trecho “...parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos”, adquire o significado de “homenagear”, “cumprimentar”, “felicitar”. O substantivo cognato “brinde”, no entanto, pode assumir significação associada a “pequeno presente”, “regalo”, “prenda”, como em “ganhou de brinde um convite para o show”. Pode ocorrer, assim, alteração do sentido original, em virtude da polissemia do substantivo “brinde”, que pode significar “ato de brindar” ou “prenda”. Alternativa C. 10755. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) “Muros altos, grades imensas, seguranças armados ou policiais patrulhando o interior das escolas parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos: segurança e amparo”. As vírgulas empregadas nesse segmento do texto, justificam-se pela mesma razão das que são empregadas em: I. “...com a principal riqueza que elas têm: sua comunidade de alunos, docentes, diretivos e funcionários”. II. “As pesquisas sobre juventude evidenciam um grave problema nas relações entre a polícia e os jovens, particularmente quando eles são pobres, com uma reação de desconfiança...”. III. “A escola deve ser um local de proteção e protegido, e a presença da polícia pode ser uma fonte de novos problemas”. IV. “O potencial da escola está na ostentação do saber, do conhecimento, do diálogo e da criatividade”. (A) I e II; (B) II e III; (C) III e IV; (D) I e IV; (E) I, II, III e IV. RESPOSTA As vírgulas se justificam pelo fato de estarem isolando termos coordenados entre si, componentes de uma enumeração. I. Verdadeira – As vírgulas separam os termos coordenados entre si: alunos, docentes, diretivos e funcionários. II. Falsa – As vírgulas são justificadas pelo fato de isolarem uma oração adverbial intercalada “particularmente quando eles são pobres”. III. Falsa – A vírgula se justifica pelo fato de estar separando uma oração de caráter adversativo, introduzida pelo conector “e” (= mas). IV. Verdadeira – As vírgulas separam os termos coordenados entre si: saber, conhecimento, diálogo e criatividade. Alternativa D. 10756. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) O segundo parágrafo do texto começa com o conectivo “todavia”, que mostra a oposição entre dois elementos do texto. A frase construída abaixo que mostra adequadamente a oposição presente no texto é: (A) Apesar de a presença da polícia nas escolas ser essa uma medida muito recorrente, os efeitos da medida nunca foram demonstrados. (B) Embora a presença da polícia no interior das escolas diminua a violência nesse espaço, muros altos e grades imensas podem colaborar na mesma tarefa. (C) Ainda que os efeitos positivos nunca tenham sido demonstrados, a construção de muros altos e de grades imensas nem sempre traz segurança e amparo. (D) Policiais no espaço escolar dá segurança, mas essa medida não costuma ser empregada isoladamente. (E) Mesmo que a segurança nas escolas tenha aumentado, isso não ocorre em função de medidas adotadas até agora. RESPOSTA O tópico frasal do 1º parágrafo diz respeito à presença cada vez mais recorrente da polícia nas escolas. Já o tópico frasal do segundo parágrafo diz respeito à pouca efetividade dessas medidas. Unindo esses dois tópicos por meio de um conector de oposição, temos como uma das possibilidades de construção a frase da letra A: Apesar de a presença da polícia nas escolas ser essa uma medida muito recorrente, os efeitos da medida nunca foram demonstrados. Alternativa A. 10757. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) “Todavia, os efeitos positivos desse tipo de iniciativa nunca foram demonstrados. Conforme evidenciam pesquisas e experiências no campo da segurança pública, o ataque aos efeitosda violência costuma não diminuir sua existência”. O segundo período desse fragmento do texto, em relação ao período anterior, funciona como: (A) causa; (B) consequência; (C) explicação; (D) comparação; (E) modo. RESPOSTA O 2º período é uma justificativa do 1º. É possível conectar os dois períodos da seguinte forma: Os efeitos positivos desse tipo de iniciativa nunca foram demonstrados, pois, conforme evidenciam pesquisas e experiências no campo da segurança pública, o ataque aos efeitos da violência costuma não diminuir sua existência. Alternativa C. 10758. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) Se “o ataque aos efeitos da violência costuma não diminuir sua existência”, a única medida realmente positiva entre as que estão abaixo é: (A) programas de convivência escolar; (B) construção de muros e grades; (C) patrulhamento ostensivo no espaço escolar; (D) melhorar a relação entre policiais e jovens; (E) terceirizar as medidas de segurança. RESPOSTA O texto julga como ineficaz a presença da polícia no ambiente escolar com o propósito de diminuir a violência. A essa ideia, somam-se as medidas de construção de muros e grades e patrulhamento ostensivo no espaço escolar. A convivência entre policiais e jovens é, assim, prejudicada, pois não causa boa impressão a terceirização da segurança nas escolas. Em contraposição a essas medidas, estão os programas que visam à melhoria da convivência no espaço escolar. Eles se mostram bem mais efetivos. Isso fica bem evidenciado no seguinte trecho: Programas de Convivência Escolar e outras alternativas têm demonstrado um enorme potencial para enfrentar a dimensão educacional da violência social. Alternativa A. 10759. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) O segmento do texto em que a forma verbal sublinhada pode também ser empregada, na frase, em número diferente (singular ou plural) é: (A) “Muros altos, grades imensas, seguranças armados ou policiais patrulhando o interior das escolas parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos: segurança e amparo”. (B) “Conforme evidenciam pesquisas e experiências no campo da segurança pública, o ataque aos efeitos da violência costuma não diminuir sua existência”. (C) “Instala-se a ideia de que a visibilidade de uma arma ou a presença policial tem mais potência que o diálogo ou os mecanismos de intervenção que a própria escola pode definir”. (D) “...cria-se a percepção de que os adultos que ali trabalham são incapazes ou carecem de poder suficiente para resolver os problemas que emergem”. (E) “Instala-se a ideia de que a visibilidade de uma arma ou a presença policial tem mais potência...”. RESPOSTA (A) Errado – A forma verbal “parecem brindar” também pode ser empregada na forma “parece brindarem”. Note, porém, que, para flexionar o verbo auxiliar – parecer – no singular, é necessário obrigatoriamente flexionar o verbo principal – brindar – no plural. Dessa forma, não é possível alterar isoladamente a forma verbal sublinhada “parecem”. (B) Errado – Não há como flexionar a forma verbal “costuma” de maneira diferente, haja vista que ela deve concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito “ataque”. (C) Certo – Há duas possibilidades: se os núcleos conectados pela conjunção “ou” – “visibilidade de uma arma” e “presença policial” – forem excludentes, o verbo “ter” assume a forma singular “tem”; se eles não forem excludentes, o verbo “ter” assume a forma plural “têm”. (D) Errado – Não há como flexionar a forma verbal “cria-se” de maneira diferente, haja vista que ela deve concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito paciente “percepção” (cria-se a percepção = a percepção é criada). (E) Errado – Não há como flexionar a forma verbal “instala-se” de maneira diferente, haja vista que ela deve concordar em número e pessoa com o núcleo do sujeito paciente “ideia” (instala-se a ideia = a ideia é instalada). Alternativa C. 10760. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) No terceiro parágrafo do texto, há a menção à medida de contratarem-se pessoas externas à escola para serviços de segurança; entre as consequências dessa medida, segundo o texto, NÃO se inclui: (A) o descrédito na competência do pessoal escolar; (B) o reconhecimento da falta de poder de decisão da própria escola; (C) a crença na exibição ostensiva de armas como medida de proteção; (D) a confiança na presença do poder policial; (E) a maior confiança no diálogo ou em mecanismos escolares de intervenção. RESPOSTA (A) Certo – É o que fica bem evidente no seguinte trecho “cria-se a percepção de que os adultos que ali trabalham são incapazes... para resolver os problemas que emergem”. (B) Certo – É o que fica bem evidente no seguinte trecho “cria-se a percepção de que os adultos que ali trabalham... carecem de poder suficiente para resolver os problemas que emergem”. (C) Certo – É o que fica bem evidente no seguinte trecho “Instala-se a ideia de que a visibilidade de uma arma... tem mais potência que o diálogo ou os mecanismos de intervenção que a própria escola pode definir.”. (D) Certo – É o que fica bem evidenciado no seguinte trecho: “Instala-se a ideia de que... a presença policial tem mais potência que o diálogo ou os mecanismos de intervenção que a própria escola pode definir.”. (E) Errado – É justamente o que é posto em xeque. Com a presença de pessoas externas à escola para serviços de segurança, cria-se a impressão de falta de autonomia por parte da direção escolar. Alternativa E. 10761. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) Marque o item em que as palavras sublinhadas nas duas frases possuam o mesmo valor semântico: (A) “...tem sido uma das respostas mais recorrentes para enfrentar a violência...” / “a visibilidade de uma arma ou a presença policial tem mais potência que o diálogo...”. (B) “Precisamos compreender as origens e a razão das violências no interior do espaço escolar...” / “...para enfrentar a dimensão educacional da violência social”. (C) “Precisamos compreender a origem e a razão das violências no interior do espaço escolar para pensar soluções...” / “...quando as próprias tarefas de segurança dentro das instituições de segurança são transferidas para pessoas exteriores a ela...”. (D) “...num espaço que se define por uma especificidade...” / “Devemos contribuir para que as escolas solucionem seus problemas...”. (E) “...cria-se a percepção de que os adultos que ali trabalham são incapazes...” / “Estabelecer os limites da intervenção do agente policial é sempre complexo num espaço que se define por uma especificidade...”. RESPOSTA (A) Errado – A palavra “mais”, na primeira construção, possui valor de intensidade, modificando o adjetivo “recorrentes”; já a palavra “mais”, na segunda construção, possui valor de quantidade, modificando o substantivo “potência”. (B) Errado – Na primeira construção, dá-se a entender que há vários tipos de violência no ambiente escolar; já na segunda construção, faz-se referência a um tipo específico de violência. (C) Errado – Na primeira construção, a preposição “para” dá a ideia de finalidade (transferida para quê?); já na segunda construção, a preposição “para” dá a ideia de posse (transferida para quem?). (D) Errado – Na primeira construção, o “que” é pronome relativo e possui valor adjetivo restritivo; já na segunda construção, o “que” é conjunção e estabelece relação de finalidade. (E) Certo – O “se”, presente nas duas construções, é partícula apassivadora e cria o efeito de impessoalização da linguagem. Alternativa E. 10762. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) A frase abaixo que apresenta voz verbal diferente das demais é: (A) “Programas de Convivência Escolar e outras alternativas têm demonstrado um enorme potencial...”. (B) “A presença da polícia no contexto escolar será marcada por ambiguidades e tensões”. (C) “Instala-se a ideia de que a visibilidade de uma arma ou a presença policial...”. (D) “...quando as próprias tarefas de segurança dentro das instituições educacionais são transferidaspara pessoas exteriores a elas...”. (E) “Todavia, os efeitos positivos desse tipo de iniciativa nunca foram demonstrados”. RESPOSTA (A) A frase está na voz ativa, pois o sujeito “Programas de Convivência Escolar e outras alternativas” é agente da ação verbal “demonstrar”. (B) A frase está na voz passiva analítica (verbo auxiliar + verbo principal no particípio). Seu sujeito – A presença da polícia no contexto escolar – é paciente da ação verbal “marcar”. (C) A frase está na voz passiva sintética (verbo principal + se). Seu sujeito – a ideia de que a visibilidade de uma arma ou a presença policial – é paciente da ação verbal “instalar”. (D) A frase está na voz passiva analítica (verbo auxiliar + verbo principal no particípio). Seu sujeito – as próprias tarefas de segurança dentro das instituições educacionais – é paciente da ação verbal “transferir”. (E) A frase está na voz passiva analítica (verbo auxiliar + verbo principal no particípio). Seu sujeito – os efeitos positivos desse tipo de iniciativa – é paciente da ação verbal “demonstrar”. Alternativa A. 10763. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) “Todavia, os efeitos positivos desse tipo de iniciativa nunca foram demonstrados. Conforme evidenciam pesquisas e experiências no campo da segurança pública, o ataque aos efeitos da violência costuma não diminuir sua existência. Precisamos compreender a origem e as razões da violência no interior do espaço escolar para pensar soluções que não contribuam para aprofundá-las”. Sobre a estrutura argumentativa desse parágrafo, pode-se dizer que: (A) os argumentos apresentados na defesa da tese se localizam no terreno das opiniões pessoais; (B) a autoridade dos argumentos apresentados está ligada à experiência profissional do autor do texto; (C) a presença de certos argumentos mostra a necessidade de combaterem-se as causas e não os efeitos da violência; (D) a opinião do autor é que devemos fazer pesquisas e experiências a fim de não haver o aprofundamento da violência; (E) segundo o autor, as soluções para os problemas detectados já foram encontradas, mas falta vontade política para aplicá-las. RESPOSTA (A) Errado – Segundo o texto, essas opiniões são endossadas por pesquisas e experiências na área de segurança pública e não se limitam a meras opiniões pessoais. (B) Errado – A autoridade dos argumentos se dá pela sua fonte – pesquisas e experiências na área de segurança pública –, e não propriamente pela experiência profissional do autor. (C) Certo – É o que fica bem explicitado no seguinte trecho: “...o ataque aos efeitos da violência costuma não diminuir sua existência. Precisamos compreender a origem e as razões da violência no interior do espaço escolar para pensar soluções que não contribuam para aprofundá-las.”. (D) Errado – A opinião do autor é que devemos compreender as verdadeiras razões da violência, baseando-se nas diversas experiências já bem-sucedidas. Não se entende que devamos experimentar sem antes de fato compreender as razões. (E) Errado – Segundo o autor do texto, ainda não conhecemos as verdadeiras razões da violência. Alternativa C. 10764. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) “A proposta parece ser a maneira mais elementar de oferecer proteção às crianças e aos jovens”. Se substituirmos o termo sublinhado por um pronome pessoal oblíquo átono, a forma correta da frase seria: (A) A proposta parece ser a maneira mais elementar de oferecer proteção a elas e a eles. (B) A proposta parece ser a maneira mais elementar de oferecer-lhes proteção. (C) A proposta parece ser a maneira mais elementar de oferecer a eles proteção. (D) A proposta parece ser a maneira mais elementar de oferecer proteção a eles, crianças e jovens. (E) A proposta parece ser a maneira mais elementar de lhes oferecer proteção às crianças e aos jovens. RESPOSTA É possível substituir o objeto indireto “às crianças e aos jovens” pelo pronome oblíquo “lhes”, resultando na construção A proposta parece ser a maneira mais elementar de oferecer-lhes proteção. Alternativa B. 10765. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) “Nesse sentido, quando as próprias tarefas de segurança dentro das instituições educacionais são transferidas para pessoas exteriores a elas, cria-se a percepção de que os adultos que ali trabalham são incapazes ou carecem de poder suficiente para resolver os problemas que emergem”. Sobre os componentes sublinhados desse fragmento do texto, a única afirmativa EQUIVOCADA é: (A) o pronome pessoal “elas” se refere às pessoas anteriormente citadas; (B) a primeira ocorrência da preposição “de” é devida à presença anterior do termo “percepção”; (C) a primeira ocorrência do pronome relativo “que” tem por antecedente “adultos”; (D) a segunda ocorrência do pronome relativo “que” tem por antecedente “problemas”; (E) a segunda ocorrência da preposição “de” é devida à presença anterior do verbo “carecer”. RESPOSTA (A) Errado – O pronome “elas” se refere a “instituições escolares”. (B) Certo – De fato, a preposição “de” é requisitada pela regência do nome “percepção” (percepção de algo). (C) Certo – De fato, o primeiro “que” é pronome relativo e retoma “adultos”. (D) Certo – De fato, o segundo “que” é pronome relativo e retoma “problemas”. (E) Certo – De fato, a preposição “de” é requisitada pela regência do verbo “carecer” (carecer de algo). Alternativa A. 10766. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) O título dado ao texto – a polícia e a violência na escola – conduz a uma discussão cuja solução é a seguinte: (A) “A política repressiva não é o caminho para tornar as escolas mais seguras”. (B) “Devemos contribuir para que as escolas solucionem seus problemas cotidianos com a principal riqueza que elas têm: sua comunidade de alunos, docentes, diretivos e funcionários”. (C) “O potencial da escola está na ostentação do saber, do conhecimento, do diálogo e da criatividade”. (D) “A presença da polícia no contexto escolar será marcada por ambiguidades e tensões”. (E) “Estabelecer os limites da intervenção do agente policial é sempre complexo num espaço que se define por uma especificidade que a polícia desconhece”. RESPOSTA O texto julga como ineficaz as medidas de policiamento ostensivo nas escolas. Elas geram falsas ilusões, atuando nos efeitos da violência, não em suas causas. A solução sugerida está nos programas de convivência escolar, comprovada no seguinte trecho: “Devemos contribuir para que as escolas solucionem seus problemas cotidianos com a principal riqueza que elas têm: sua comunidade de alunos, docentes, diretivos e funcionários”. Alternativa B. 10767. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) Num comentário sobre o texto lido nesta prova, um leitor do jornal onde a polícia e a violência na escola foi publicado escreveu: “Apoio a medida de levar policiais à escola, pois assim os marginais não terão coragem de invadi-la”. Tal comentário: (A) apoia a opinião do autor do texto diante do problema discutido; (B) sugere uma nova medida para solucionar o problema da violência na escola; (C) contraria a opinião das autoridades policiais; (D) opõe-se frontalmente à opinião dos autores do texto; (E) critica as medidas até agora tomadas para combater a violência nas escolas. RESPOSTA O texto explicita opiniões contrárias à presença ostensiva de policiais no ambiente escolar. Isso pode ser comprovado em alguns trechos, como “os efeitos positivos desse tipo de iniciativa [presença ostensiva da polícia nos ambientes escolares] nunca foram demonstrados.” e “A presença da polícia no contexto escolar será marcada por ambiguidades e tensões.”. Alternativa D. 10768. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) “...a presença da polícia pode ser uma fonte de novos problemas”. O fragmento do texto que NÃO serve de apoio para essa ideia é: (A) “...quando as próprias tarefas de segurança dentro das instituições educacionais são transferidas para pessoas exteriores a elas, cria-se a percepção de que os adultos que alitrabalham são incapazes...”. (B) “Instala-se a ideia de que a visibilidade de uma arma ou a presença policial tem mais potência que o diálogo...”. (C) “A presença da polícia no contexto escolar será marcada por ambiguidades e tensões”. (D) “Nenhuma formação educacional foi oferecida aos policiais que estarão agora dentro das escolas,...”. (E) “Muros altos, grades imensas, seguranças armados ou policiais patrulhando o interior das escolas parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos”. RESPOSTA (A) Certo – A menção a pessoas exteriores é uma referência negativa à presença ostensiva de policiais no ambiente escolar. (B) Certo – De fato, trata-se de uma falsa ilusão, consequência da presença de policiais no ambiente escolar. (C) Certo – De fato, trata-se de uma consequência negativa dessa escolha de segurança. (D) Certo – Trata-se de um risco, que pode trazer problemas na relação entre policiais e estudantes. (E) Errado – Essa declaração vai contra a tese presente no texto de que a presença da polícia no ambiente escolar pode trazer problemas. Essa declaração se limita a afirmar que se trata de uma medida segura e confiável. Alternativa E. 10769. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) Assinale a alternativa em que o valor do tempo verbal sublinhado foi corretamente indicado. (A) “Em alguns países, a presença da polícia dentro das escolas tem sido uma das respostas mais recorrentes...” / ação encerrada em tempo recente. (B) “...parecem brindar aquilo que desejamos para nossos filhos” / ação habitual no passado. (C) “Conforme evidenciam pesquisas e experiências no campo da segurança pública...” / ação que se iniciou no passado e continua no presente. (D) “A presença da polícia no contexto escolar será marcada por ambiguidades e tensões” / ação futura que se realizará na dependência de outra ação futura. (E) “Nenhuma formação educacional foi oferecida aos policiais...” / ação completamente realizada no passado. RESPOSTA (A) Errado – A forma verbal “tem sido” faz referência a ações que têm acontecido e que ainda continuam a acontecer. (B) Errado – A forma verbal “desejamos”, no presente do indicativo, tem noção atemporal (ou seja, independente do tempo), referindo-se a um hábito. (C) Errado – A forma verbal “evidenciam”, no presente do indicativo, tem noção atemporal (ou seja, independente do tempo), referindo-se a uma definição. (D) Errado – A forma verbal “será marcada” corresponde a uma ação futura. No contexto, a realização dessa ação não é dependente da concretização de outra. (E) Certo – A forma verbal “foi oferecida”, com o auxiliar flexionado no pretérito perfeito do indicativo, corresponde a uma ação verbal já concluída no passado. Alternativa E. 10770. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) Em todas as alternativas abaixo, foram reescritas frases com a finalidade de eliminar a presença do vocábulo “não”, mas mantendo-se o sentido original do texto. A alternativa em que a reescritura ALTERA o sentido original é: (A) “...o ataque aos efeitos da violência costuma não diminuir sua existência” / o ataque aos efeitos da violência costuma aumentar sua existência. (B) “...pensar soluções que não contribuam para aprofundá-las” / pensar soluções que sejam indiferentes a seu aprofundamento. (C) “Reproduzir essa lógica no interior da escola não é recomendável” / Reproduzir essa lógica no interior da escola é desaconselhável. (D) “A política repressiva não é o caminho para tornar as escolas mais seguras” / para tornar as escolas mais seguras devemos deixar de lado a política repressiva. (E) “O potencial da escola está na ostentação do saber, do conhecimento, do diálogo e da criatividade. Não das armas”. / A ostentação das armas é o contrário da escola, onde está a ostentação do saber, do conhecimento, do diálogo e da criatividade. RESPOSTA (A) Certo – Ocorre mudança de sentido, pois “não diminuir” não necessariamente significa “aumentar”. (B) Errado – A ideia de “não contribuir” encontra equivalência de sentido na construção “sejam indiferentes”. (C) Errado – A ideia de “não é recomendável” encontra equivalência de sentido na construção “desaconselhável”. (D) Errado – A ideia de “não é o caminho” encontra equivalência de sentido na construção “deixar de lado”. (E) Errado – A ideia de “Não das armas” encontra equivalência de sentido na construção “A ostentação das armas é o contrário da escola”. Alternativa A. 10771. (Analista de Controle Externo – TCE-RJ – 2012 – FEMPERJ) A alternativa cuja indicação gráfica está corretamente expressa é: (A) RIQUEZA – o sufixo -EZA forma substantivos abstratos a partir de adjetivos; (B) CONHECIMENTO – o sufixo -MENTO forma substantivos a partir de adjetivos; (C) POLICIAL – o sufixo -AL forma adjetivos a partir de verbos; (D) PROTEÇÃO – o sufixo -ÇÃO forma adjetivos a partir de verbos; (E) DESCONFIANÇA – o sufixo -ANÇA forma substantivos a partir de adjetivos. RESPOSTA (A) Certo – Deriva RIQUEZA do substantivo RICO. Trata-se de um substantivo abstrato, cuja existência está restrita a uma qualidade. (B) Errado – O sufixo -MENTO forma substantivos a partir de verbos. É o que ocorre com CONHECIMENTO, derivado de CONHECER. (C) Errado – O sufixo -AL forma adjetivos a partir de substantivos. É o que ocorre com POLICIAL, derivado de POLÍCIA. (D) Errado – O sufixo -ÇÃO forma substantivos a partir de verbos. É o que ocorre com PROTEÇÃO, derivado de PROTEGER. (E) Errado – O sufixo -ANÇA forma substantivos a partir de verbos. É o que ocorre com CONFIANÇA, derivado de CONFIAR. Alternativa A. Rumo à civilização da religação Analistas, especialmente vindos da biologia, das ciências da Terra e da cosmologia, nos advertem que o tempo atual se assemelha muito às épocas de grande ruptura no processo da evolução, épocas caracterizadas por extinções em massa. Efetivamente, a humanidade se encontra diante de uma situação inaudita. Deve decidir se quer continuar a viver ou se escolhe sua autodestruição. O risco não vem de alguma ameaça cósmica – o choque de algum meteoro ou asteroide rasante – nem de algum cataclismo natural produzido pela própria Terra – um terremoto sem proporções ou algum deslocamento fenomenal de placas tectônicas. Vem da própria atividade humana. O asteroide ameaçador se chama homo sapiens demens, surgido na África há poucos milhões de anos. Pela primeira vez no processo conhecido de hominização, o ser humano se deu os instrumentos de sua autodestruição. Criou-se verdadeiramente um princípio, o de autodestruição, que tem sua contrapartida, o princípio de responsabilidade. De agora em diante, a existência da biosfera estará à mercê da decisão humana. Para continuar a viver, o ser humano deverá querê-lo. Terá que garantir as condições de sua sobrevida. Tudo depende de sua própria responsabilidade. O risco pode ser fatal e terminal. Resumidamente, três são os nós problemáticos que, urgentemente, devem ser desatados: o nó da exaustão dos recursos naturais não renováveis, o nó da suportabilidade da Terra (quanto de agressão ela pode suportar?) e o nó da injustiça social mundial. Não pretendemos detalhar tais problemas amplamente conhecidos. Apenas queremos compartilhar e reforçar a convicção de muitos, segundo a qual a solução para os referidos problemas não se encontra nos recursos da civilização vigente. Pois o eixo estruturador desta civilização reside na vontade de poder e de dominação. Assujeitar a Terra, espoliar ao máximo seus recursos, conquistar os povos e apropriar-se de suas riquezas, buscar a prosperidade mesmo à custa da exploração da força do trabalho e da dilapidação da natureza: eis o sonho maior que mobilizou e continua mobilizando o mundo moderno. Ora, esta vontade de poder e de dominação está levando a humanidade e a Terra a um impasse fatal. Ou mudamos ou perecemos. Temos que mudar nossa forma de pensar, de sentir, de avaliar e de agir. Somos urgidos a fazer uma revolução civilizacional. Sob outra inspiração e a partir de outros princípios mais benevolentes para com a Terra e seus filhose filhas. Por ela os seres humanos poderão salvar-se e salvar também o seu belo e radiante planeta Terra. Mais ainda. Esposamos a ideia de que os sofrimentos atuais possuem uma significação que transcende a crise civilizacional. Eles se ordenam a algo maior. Revelam o trabalho de parto em que estamos, sinalizando o nascimento de um novo patamar de hominização. Estão surgindo os primeiros rebentos de um novo pacto social entre os povos e de uma nova aliança de paz e de cooperação com a Terra, nossa casa comum. Recusamo-nos à ideia de que os 4,5 bilhões de anos de formação da Terra tenham servido à sua destruição. As crises e os sofrimentos se ordenam a uma grande aurora. Ninguém poderá detê-la. De uma época de mudança passamos à mudança de época. Estamos deixando para trás um paradigma que plasmou a história nos últimos quinze mil anos. (Adaptação de BOFF, Leonardo. O despertar da águia: o dia-bólico e o sim-bólico na construção da realidade. Petrópolis: Vozes, 1998). 10772. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2009 – FGV) Com relação à estruturação do texto e dos parágrafos, analise as afirmativas a seguir: I. Os três primeiros parágrafos em conjunto apresentam e descrevem o risco de autodestruição que acomete a humanidade. II. O quarto e o quinto parágrafos em conjunto apresentam os problemas e as soluções advindos do princípio de responsabilidade. III. O sexto, o sétimo e o oitavo parágrafos em conjunto advertem sobre a necessidade de mudança de paradigma e anunciam o início de novos tempos. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA (I) Correto. Vamos transcrever os três primeiros parágrafos para analisar: “Analistas, especialmente vindos da biologia, das ciências da Terra e da cosmologia, nos advertem que o tempo atual se assemelha muito às épocas de grande ruptura no processo da evolução, épocas caracterizadas por extinções em massa. Efetivamente, a humanidade se encontra diante de uma situação inaudita. Deve decidir se quer continuar a viver ou se escolhe sua autodestruição. O risco não vem de alguma ameaça cósmica – o choque de algum meteoro ou asteroide rasante – nem de algum cataclismo natural produzido pela própria Terra – um terremoto sem proporções ou algum deslocamento fenomenal de placas tectônicas. Vem da própria atividade humana. O asteroide ameaçador se chama homo sapiens demens, surgido na África há poucos milhões de anos. Pela primeira vez no processo conhecido de hominização, o ser humano se deu os instrumentos de sua autodestruição. Criou-se verdadeiramente um princípio, o de autodestruição, que tem sua contrapartida, o princípio de responsabilidade. De agora em diante, a existência da biosfera estará à mercê da decisão humana. Para continuar a viver, o ser humano deverá querê-lo. Terá que garantir as condições de sua sobrevida. Tudo depende de sua própria responsabilidade. O risco pode ser fatal e terminal”. (II) Incorreto. Os parágrafos reforçam ainda mais a problemática do princípio da autodestruição, e no final afirmam: ou mudamos ou perecemos. Há apenas esse reforço da gravidade do problema, sem haver, no entanto, proposições que visem a solucioná-lo. (III) Correto. Vamos analisar os parágrafos: Temos que mudar nossa forma de pensar, de sentir, de avaliar e de agir. Somos urgidos a fazer uma revolução civilizacional. Sob outra inspiração e a partir de outros princípios mais benevolentes para com a Terra e seus filhos e filhas. Por ela os seres humanos poderão salvar-se e salvar também o seu belo e radiante planeta Terra. Mais ainda. Esposamos a ideia de que os sofrimentos atuais possuem uma significação que transcende a crise civilizacional. Eles se ordenam a algo maior. Revelam o trabalho de parto em que estamos, sinalizando o nascimento de um novo patamar de hominização. Estão surgindo os primeiros rebentos de um novo pacto social entre os povos e de uma nova aliança de paz e de cooperação com a Terra, nossa casa comum. Recusamo-nos à ideia de que os 4,5 bilhões de anos de formação da Terra tenham servido à sua destruição. As crises e os sofrimentos se ordenam a uma grande aurora. Ninguém poderá detê-la. De uma época de mudança passamos à mudança de época. Estamos deixando para trás um paradigma que plasmou a história nos últimos quinze mil anos”. Alternativa D. As categorias da ética A vida humana se caracteriza por ser fundamentalmente ética. Os conceitos éticos “bom” e “mau” podem ser predicados a todos os atos humanos, e somente a estes. Isso não ocorre com os animais brutos. Um animal que ataca e come o outro não é considerado maldoso, não há violência entre eles. Mesmo os atos de caráter técnico podem ser qualificados eticamente. Esses atos sempre servem para a expansão ou limitação do ser humano. Sob a perspectiva ética, o que importa nas ações técnicas não é a sua trama lógica, adequada ou eficiente para obter resultados, mas sim a qualificação ética desses resultados. A eficiência técnica segue regras técnicas, relativas aos meios, e não normas éticas, relativas aos fins. A energia nuclear pode ser empregada para o bem ou para o mal. Na verdade, ela é investigada, apurada e criada para algum resultado, que lhe confere validade. Não vale por si mesma, do ponto de vista ético. Pode valer pela sua eventual utilidade, como meio; mas o uso de energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referir- se aos fins humanos a que se destina. Vê-se, pois, que o plano ético permeia todas as ações humanas. Isso ocorre porque o homem é um ser livre, vocacionado para o exercício da liberdade, de modo consciente. Sem liberdade não há ética. A liberdade supõe a operação sobre alternativas; ela se concretiza mediante a escolha, a decisão, a consciência do que se faz. Isso implica refugir à determinação unilinear necessária, à determinação meramente causal. É a afirmação da contingência, da multiplicidade. Diante da multiplicidade de caminhos a nossa disposição, avaliamos e escolhemos. Na verdade, somos obrigados a escolher. Somos obrigados a exercer a liberdade. Assim, a decisão supõe a possibilidade e, paradoxalmente, a necessidade de estimar as coisas e as ações humanas para atender as nossas demandas; supõe a avaliação de múltiplos fatores que perfazem uma situação humana complexa. Aí, portanto, temos também compreendida a esfera do valor. Não há liberdade sem valoração. Essa esfera, entretanto, é muito ampla, pois envolve não só o mundo da ética, mas também o da utilidade, da estética, da religião etc. Sob o ângulo especificamente ético, não haverá escolha, exercício da liberdade, definição ética quando não houver avaliação, preferência a respeito das ações humanas. Eis por que na base da ética, como dissemos, encontram-se necessariamente a liberdade e a valoração; a ética só se põe no mundo da liberdade, da escolha entre ações humanas avaliadas. A escolha, a decisão, que é manifestação de nossa liberdade, só é possível tendo por fundamento o mundo axiológico, tanto quanto este tem por condição de possibilidade a liberdade. Não se pode estimar sem alternativas possíveis. Na medida em que se escolhe, se avalia para obter a consciência do que é preferido. Ao escolher um caminho, pondera-se que, de algum modo ou sob algum prisma, é o melhor em relação a outro; o caminho escolhido mata outras possibilidades. Na escolha não pode haver indiferença. Ela está dirigida à ação, à exteriorização, à tomada de posição. Isto significa que a escolha, a decisão, nos leva à determinação normativa ou imperativa de uma via em detrimento de outra. O mundo oferece resistências e determinações necessárias e, por meio destas, as ações éticas se realizam precisamente enquanto as contrariam. As ações éticas brilham justamente quando se opõem às tendências “naturais” do homem. Assim, a liberdade não só se contrapõe à necessidade, como sua negação,mas também existe em função desta. Não há liberdade sem necessidade. Não há ética sem impulsão, sem desejo. A melhor prova da liberdade é o esforço de superação da necessidade, afirmando-a e negando-a dialeticamente, a um só tempo. Então, o mundo ético só é possível no meio social, no bojo das determinações sociais. O fenômeno ético não é um acontecimento individual, existente apenas no plano da consciência pessoal. Isso porque o ente singular do homem só se manifesta, como ser autêntico, em suas relações universais com a sociedade e com a natureza. Esse fenômeno é resultante de relações sociais e históricas, compreendendo também o mundo das necessidades, da natureza. A ética só existe no seio da comunidade humana. Os homens ou grupos de homens que controlam a produção e os meios de circulação econômica dos bens possuem maior liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle. Por aí se vê também que a liberdade e a ética não se reduzem a fenômenos meramente subjetivos; elas têm sempre dimensões sociais, históricas e objetivas. Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político para se obter uma distribuição igualitária dos direitos entre os homens, quer dentro das comunidades, quer entre as comunidades. Na verdade existe uma ética sobre a ética, uma metaética. A metaética é utópica, crítica, subversiva e transcende as condições mais imediatas da vida social. No entanto, ela precisa ser possível no mundo dos fatos sociais, sob pena de se perder como uma utopia de meros sonhos. (Adaptado de ALVES, Alaôr Caffé. In: www.centrodebate.org). 10773. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) A partir da tese defendida pelo autor, é correto afirmar que: (A) a ética é condicionante da existência humana e fundamenta qualquer tipo de ação que envolva uma escolha entre “certo” e “errado”. (B) o conceito de ética aplica-se sobretudo aos seres humanos que praticam atos de natureza técnica e atuam profissionalmente. (C) a violência entre animais brutos decorre da inexistência de uma noção ética que regule suas relações. (D) as noções de “bom” e “mau” estão na base das organizações sociais, sejam elas humanas ou não. (E) o princípio ético que orienta os atos técnicos está menos nos seus resultados e mais na própria concepção desses atos. RESPOSTA (A) Certo – No parágrafo de abertura, o autor esclarece que “os conceitos éticos ‘bom’ e ‘mau’ podem ser predicados a todos os atos humanos (...)”, enfim, o ser humano está apto a separar o certo do errado. E conclui no quarto parágrafo que “(...) o plano ético permeia todas as ações humanas.”. (B) Errado – Parafraseando o texto, os princípios éticos permeiam todos os âmbitos de ações humanas, até mesmo os de natureza técnica ou profissional. Não significa, assim, que estes últimos se destaquem frente aos demais. A expressão “até mesmo” enfatiza a inclusão, e não a relevância. (C) Errado – Segundo o texto, no primeiro parágrafo, não existe violência entre os animais brutos, pois inexistem para estes os conceitos de “bom” e “mau”. (D) Errado – Segundo o texto, os conceitos de “bom” e “mau” somente se aplicam às relações humanas. (E) Errado – No trecho “A eficiência técnica segue regras técnicas, relativas aos meios, e não normas éticas, relativas aos fins.”, fica evidente que os princípios éticos se concentram mais nos resultados (fins) do que nos meios. Alternativa A. 10774. (Auditor Fiscal da Receita Estadual– SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Com relação aos terceiro e quarto parágrafos, analise as afirmativas a seguir. I. O objetivo principal do terceiro parágrafo é conceituar regras técnicas e normas éticas. II. O plano do terceiro parágrafo inclui uma exemplificação para sustentar a tese anteriormente explicitada. III. O início do quarto parágrafo apresenta uma conclusão acerca das ideias apresentadas no terceiro. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Falsa – O objetivo central do texto é defender a seguinte tese: “A eficiência técnica segue regras técnicas, relativas aos meios, e não normas éticas, relativas aos fins.”. Até se trabalham sutilmente os conceitos de “regras técnicas” e “normas éticas”, mas a serviço do objetivo principal. (II) Verdadeira – A exemplificação do emprego da energia nuclear serve para diferenciar a regra técnica da norma ética, evidenciando, dessa forma, que a eficiência técnica leva em consideração a primeira em detrimento da segunda. (III) Verdadeira – Isso fica bem evidente com o emprego da conjunção “pois”, posicionada após o verbo (Vê-se, pois, que...). Trata-se de uma conjunção conclusiva, equivalente a “portanto”. Alternativa E. 10775. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) A escolha, a decisão, que é manifestação de nossa liberdade, só é possível tendo por fundamento o mundo axiológico. Considerando o contexto da frase, o vocábulo sublinhado tem significado equivalente a: (A) das normas. (B) dos mercados. (C) dos indivíduos. (D) das liberalidades. (E) das verdades. RESPOSTA De acordo com a definição dicionária, “axiológico” está relacionado a “axioma”, ou seja, a algo que deve ser tomado como regra, norma, e que não requer comprovações. Diz respeito às normas morais que devem reger a escolha dos indivíduos. Essa acepção se distancia das expressões “dos mercados”, pois esta se refere unicamente ao mundo dos negócios; “dos indivíduos”, pois as normas éticas são de cunho coletivo, e não individual; “das liberdades”, pois o texto regulamenta o exercício das liberdades individuais por meio das normas éticas; por fim, “das verdades”, já que o processo de escolha é pautado por aquilo que representa a melhor opção do ponto de vista ético, não tendo uma relação necessariamente restrita ao conceito de verdade. Alternativa A. 10776. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Da compreensão adequada de conceitos apresentados pelo texto, analise as afirmativas a seguir. I. O senso comum de liberdade é reconstruído e passa a incluir a noção de que nem todos são livres na mesma medida. II. O conceito de ética fundamenta-se numa perspectiva naturalista e põe em segundo plano seu viés social. III. As ideias de liberdade e obrigação não são concepções excludentes; ao contrário, envolvem implicação necessária. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeira – De acordo com o texto, a ideia de que todos são igualmente livres não é verdade. Isso fica bem evidente no trecho: “Os homens ou grupos de homens que controlam a produção e os meios de circulação econômica dos bens possuem maior liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle.”. (II) Falsa – Essa afirmativa é contradita na seguinte passagem do texto: “O fenômeno ético não é um acontecimento individual, existente apenas no plano da consciência pessoal. Isso porque o ente singular do homem só se manifesta, como ser autêntico, em suas relações universais com a sociedade e com a natureza.”. Dessa forma, só faz sentido se falar em ética quando esta é abordada sob um ponto de vista coletivo, social. (III) Verdadeira – De acordo com o texto, somos obrigados a buscar a liberdade e a escolher. Dessa forma, os termos “obrigação” e “liberdade” se relacionam entre si por meio de uma implicação. Alternativa D. 10777. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) A energia nuclear pode ser empregada para o bem ou para o mal. Na verdade, ela é investigada, apurada e criada para algum resultado, que lhe confere validade. Não vale por si mesma, do ponto de vista ético. Pode valer pela sua eventual utilidade, comomeio; mas o uso de energia nuclear, para ser considerado bom ou mau, deve referir-se aos fins humanos a que se destina. Considerando as estratégias de referenciação no trecho acima, assinale a alternativa cujo pronome não se refere à expressão energia nuclear: (A) ela. (B) lhe. (C) si. (D) sua. (E) que. RESPOSTA O pronome relativo “que” retoma o antecedente “fins humanos” (... se destina aos fins humanos). Já os demais pronomes de terceira pessoa – ela, lhe, si e sua – referem-se a “energia nuclear”. Alternativa E. 10778. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Sob o ângulo especificamente ético, não haverá escolha, exercício da liberdade, definição ética quando não houver avaliação, preferência a respeito das ações humanas. Eis por que na base da ética, como dissemos, encontram-se necessariamente a liberdade e a valoração; a ética só se põe no mundo da liberdade, da escolha entre ações humanas avaliadas. Com relação à estrutura e à compreensão do trecho transcrito, é correto afirmar que: (A) a grafia de por que justifica-se por se tratar, morfologicamente, de uma conjunção subordinativa explicativa. (B) a oração como dissemos é do tipo intercalada e expressa uma retificação ao que foi dito. (C) as palavras escolha e exercício classificam-se sintaticamente como núcleos de sujeito. (D) o deslocamento do vocábulo só para a posição anterior ao artigo a não altera o sentido original da frase. (E) a conjunção quando introduz uma oração que exprime condição para a realização do fato anteriormente expresso. RESPOSTA (A) Errado – A grafia “por que” se justifica por este introduzir uma interrogativa indireta – “Eis por que... encontram-se necessariamente a liberdade e a valoração”. É possível substituir a forma “por que” por “por que motivo”, ficando, assim, mais evidente a indagação indireta. (B) Errado – Não há uma retificação (correção), e sim uma ratificação (confirmação) do que foi dito antes. (C) Errado – Os termos “escolha” e “exercício” se classificam como objetos diretos do verbo impessoal “haver”. (D) Errado – Muda-se o sentido com essa alteração. Originalmente se diz que a ética está presente apenas no mundo da liberdade. Com a alteração, dá-se a entender que somente a ética está presente no mundo da liberdade. (E) Certo – Embora seja costumeiramente empregada com valor temporal, a conjunção “quando” introduz uma ideia de condição, equivalendo a “se”, “caso”. Alternativa E. 10779. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Quanto à estrutura e formação do vocábulo metaética, é correto afirmar que: (A) forma-se pelo processo de composição por aglutinação. (B) tem agregada ao radical étic- uma desinência nominal de gênero feminino. (C) contém um prefixo de origem grega também presente na palavra “metafísica”. (D) apresenta uma vogal de ligação -a, necessária em razão do hífen. (E) constitui-se por meio da justaposição de dois substantivos. RESPOSTA A palavra metaética é formada pela junção do prefixo “meta” – que significa “além de” – com o radical formador da palavra “ética”. Assim, temos um processo de derivação prefixal. Não se pode confundir com o processo de composição, uma vez que este exige a união de dois radicais, o que não é o caso da palavra metaética. Alternativa C. 10780. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) De acordo com o contexto, observa-se emprego não literal de vocábulo ou expressão em: (A) Isso não ocorre com os animais brutos. (B) supõe a avaliação de múltiplos fatores. (C) Na escolha não pode haver indiferença. (D) o caminho escolhido mata outras possibilidades. (E) O fenômeno ético não é um acontecimento individual. RESPOSTA Entende-se por linguagem literal aquela que deve ser entendida ao “pé da letra”, ou seja, trata-se da linguagem denotativa. Já a linguagem não literal, ou conotativa, diz respeito àquela em que o sentido empregado difere do literal. No caso da letra D, o vocábulo “mata” não está empregado no seu sentido dicionário – tirar a vida de um ser. Esse vocábulo é empregado no sentido de “elimina”. Alternativa D. 10781. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Na medida em que se escolhe, se avalia para obter a consciência do que é preferido. Ao escolher um caminho, pondera-se que, de algum modo ou sob algum prisma, é o melhor em relação a outro; o caminho escolhido mata outras possibilidades. Na escolha não pode haver indiferença. Com relação à forma e à significação do trecho acima, analise as afirmativas a seguir. I. A oração reduzida Ao escolher um caminho informa circunstância de tempo. II. A locução na medida em que poderia ser substituída, sem prejuízo da estrutura e do sentido, por à medida que. III. Nas duas ocorrências, a partícula se é analisada como parte integrante do verbo. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeira – A oração “Ao escolher um caminho” é adverbial temporal reduzida de infinitivo. Desenvolvida, poderia ser escrita da seguinte forma: “Quando se escolhe um caminho”. (II) Verdadeira – A locução conjuntiva “Na medida em que” é empregada com sentido causal, porém, no contexto, assume valor proporcional. Assim, faz sentido substituí-la pela locução adequada para esse sentido: “à medida que”. (III) Falsa – Nas aparições “se escolhe (algo)”, “se avalia (algo)” e “pondera-se (algo)”, o “se” desempenha papel de partícula apassivadora. Alternativa D. 10782. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Dos trechos transcritos do texto, assinale aquele em que se poderia empregar opcionalmente o acento indicativo de crase. (A) Preferência a respeito das ações humanas. (B) Diante da multiplicidade de caminhos a nossa disposição. (C) Na verdade, somos obrigados a escolher. (D) Podem ser predicados a todos os atos humanos. (E) Não se reduzem a fenômenos meramente subjetivos. RESPOSTA (A) Errado – Como a palavra “respeito” é substantivo masculino, não se admite o emprego da crase em “a respeito”. (B) Certo – Antes de pronomes possessivos femininos, é facultativo o emprego da crase. As construções “a nossa disposição” e “à nossa disposição” são admitidas. (C) Errado – Não se emprega a crase antes de verbos. Assim, não se admite o seu emprego em “a escolher”. (D) Errado – Os pronomes indefinidos repelem o artigo definido. Assim, não se admite crase em “a todos”. (E) Errado – Não se emprega crase antes de substantivos masculinos (no caso, “fenômenos”). Alternativa B. 10783. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Os homens ou grupos de homens que controlam a produção e os meios de circulação econômica dos bens possuem maior liberdade do que aqueles que não têm o poder desse controle. Assinale a alternativa em que se apresenta correta a reescrita do trecho acima quanto ao padrão escrito culto e ao sentido construído. (A) Os homens ou grupos de homens cujo o controle da produção e dos meios de circulação econômica dos bens é maior possuem mais liberdade do que aqueles que não tem o poder de controlá-lo. (B) Os homens ou grupos de homens que o controle da produção e dos meios de circulação econômica dos bens é maior possuem mais liberdade do que os que não têm o poder de o controlar. (C) Os homens ou grupos de homens para os quais o controle da produção e dos meios de circulação econômica dos bens é mais livre possuem mais liberdade do que aqueles que não tem aquele poder. (D) Os homens ou grupos de homens cujo controle da produção e dos meios de circulação econômica dos bens é maior possuem mais liberdade do que os que não têm esse poder de controle. (E) Os homens ou grupos de homens com controle da produção e dos meios de circulação econômica dos bens maiores possuem mais liberdade do que os que não têm o poder de controlar isto. RESPOSTA (A) Errado – A construção “cujo o” éinadequada, uma vez que o artigo é repelido por esse pronome relativo. Em vez da forma “tem” – sem acento –, deve-se grafar a forma “têm” – com acento –, para que haja concordância com o sujeito “aqueles”. Além disso, deve-se empregar a flexão “os” (controlá-los), para que haja a concordância com os referentes “produção” e “meios de circulação econômica”. (B) Errado – Em vez do pronome relativo “que”, devemos empregar a forma “cujo” – “Os homens ou grupos de homens cujo controle” –, uma vez que este pronome relativo é o indicado para relações de posse. Além disso, deve-se empregar a flexão “os” (os controlar), para que haja a concordância com os referentes “produção” e “meios de circulação econômica”. (C) Errado – Em vez da forma “tem” – sem acento –, deve-se grafar a forma “têm” – com acento –, para que haja concordância com o sujeito “aqueles”. (D) Certo. (E) Errado – Em vez de “maiores”, deve-se usar “maior”, para que haja a concordância com o substantivo “controle”. Além disso, deve-se empregar o pronome demonstrativo “isso”, em vez de “isto”, pois há referência a algo já citado no texto. Alternativa D. 10784. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Vê-se, pois, que o plano ético permeia todas as ações humanas. Com relação à frase transcrita e à análise sintática tradicional, considere as afirmativas a seguir. I. O vocábulo “que” é uma conjunção integrante e presta-se a articular a oração subjetiva ao núcleo verbal que a subordina. II. A forma verbal vê-se está na voz ativa e seu sujeito recebe a classificação de sujeito indeterminado. III. O período estrutura-se por coordenação, sendo a segunda oração coordenada sindética conclusiva introduzida pela conjunção pois. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeira – Temos uma oração principal – Vê-se – e uma oração subordinada substantiva subjetiva (função sintática de sujeito) – que o plano ético permeia todas as ações humanas. A conjunção “que” é, portanto, subordinativa integrante. (II) Falsa – A forma verbal “Vê-se” está na voz passiva sintética. (Vê-se algo = Algo é visto). O seu sujeito é oracional – que o plano ético permeia todas as ações humanas. (III) Falsa – Trata-se de um período composto por coordenação e por subordinação. Temos uma oração principal e, ao mesmo tempo, coordenada sindética conclusiva “Vê-se” e uma oração subordinada substantiva subjetiva – “que o plano ético permeia todas as ações humanas.”. Alternativa A. 10785. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) O advérbio Aí, no quinto parágrafo, refere-se ao processo compreendido nas etapas assim apresentadas pelo autor. (A) situação humana / múltiplos fatores / demandas (B) liberdade / decisão / avaliação (C) decisão / possibilidade / liberdade (D) decisão / possibilidade / avaliação (E) múltiplos fatores / demandas / ações humanas RESPOSTA Seguindo a ordem adotada no texto, o autor defende que a decisão de escolha deve envolver a possibilidade (e, ao mesmo tempo, a necessidade) de se estimar pessoas ou coisas e a avaliação de inúmeros fatores. Ou seja, podemos concluir que o processo resumido pelo advérbio “Aí” é descrito pela sequência decisão-possibilidade (e necessidade) de estimar – avaliação de inúmeros fatores. Dessa forma, temos na letra D a resposta. Observemos que a letra C até se aproxima da sequência, porém “liberdade” é decorrência de “valor”, que, por sua vez, é consequência do processo retomado pelo advérbio “Aí”. Alternativa D. 10786. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Da leitura do quarto parágrafo, deduz-se que o autor: (A) afirma-se perplexo ante a unilateralidade das escolhas. (B) contraria a ideia de liberdade como ação racionalmente concebida. (C) opõe-se à aceitação do determinismo como fonte das ações humanas. (D) defende a vocação como forma de realização pessoal. (E) situa na determinação causal a origem da infelicidade humana. RESPOSTA (A) Errado – O autor, em nenhum momento, transparece perplexidade. O seu ponto de vista é defendido de maneira harmônica e racional. (B) Errado – O autor afirma que a liberdade se concretiza a partir da consciência daquilo que se faz, ou seja, supõe que a liberdade seja resultado de um raciocínio de escolha. (C) Certo – A determinação unilinear e a mera determinação causal são insuficientes, segundo o autor, para que concretizemos a liberdade de escolha e de avaliação. (D) Errado – O autor não se concentra em aspectos de realização nem de vocação pessoal. Sua análise se concentra em aspectos gerais, ligados às escolhas humanas. (E) Errado – Não se cita no parágrafo uma relação entre a determinação causal e a infelicidade. Alternativa C. 10787. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Mesmo os atos de caráter técnico podem ser qualificados eticamente. Esses atos sempre servem para a expansão ou limitação do ser humano. Sob a perspectiva ética, o que importa nas ações técnicas não é a sua trama lógica, adequada ou eficiente para obter resultados, mas sim a qualificação ética desses resultados. No trecho acima, está implícita uma posição contrária à concepção de neutralidade atribuída aos atos de caráter técnico. O instrumento linguístico que permite a construção desse implícito é o emprego do vocábulo: (A) qualificados. (B) limitação. (C) mesmo. (D) não. (E) mas. RESPOSTA Das opções de termos apresentadas, a que quebra a ideia de neutralidade é a letra C. O termo “Mesmo” reforça a inclusão dos atos de caráter técnico no grupo de ações humanas que são passíveis de avaliação com base em critérios éticos. Alternativa C. 10788. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Nas alternativas a seguir, ambas as expressões servem essencialmente à articulação sequencial das ideias do texto, à exceção de uma. Assinale-a. (A) pois / porque (4º parágrafo). (B) assim / entretanto (5º parágrafo). (C) quando / eis por que (6º parágrafo). (D) mas também / então (9º parágrafo). (E) por aí / sempre (11º parágrafo). RESPOSTA Todos os termos apresentados nas letras A, B, C e D contribuem para a progressão textual, estabelecendo coesão entre as partes que compõem o texto. Já na letra E, a expressão “por aí” desempenha função coesiva, mas o mesmo não pode ser dito do advérbio “sempre”. Este apenas funciona como um modificador da ação verbal, não exercendo, assim, papel coesivo. A sua ausência apenas alteraria o sentido da ação verbal, mas não afetaria a continuidade entre as partes do texto. Alternativa E. 10789. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político para se obter uma distribuição igualitária dos direitos entre os homens, quer dentro das comunidades, quer entre as comunidades. Assinale a alternativa em que a reescritura do trecho mantém o padrão escrito culto e o sentido proposto pelo autor. (A) Existe, assim, um grande esforço, um esforço ético-político a fim de que se obtenha uma 1 5 distribuição igualitária dos direitos entre os homens, seja dentro das comunidades, seja entre as comunidades. (B) Há, assim, um grande esforço, um esforço ético-político afim de se obter uma distribuição igualitária dos direitos entre os homens, ora dentro das comunidades, ora entre as comunidades. (C) Tem, assim, um grande esforço, um esforço ético-político em obter uma distribuição igualitária dos direitos entre os homens, ou dentro das comunidades, ou entre as comunidades. (D) A, desta feita, um grande esforço, um esforço ético-político para obtenção de uma distribuição igualitária dos direitos entre os homens, quer dentro das comunidades, quer entre as comunidades. (E) Existem, entretanto, um grande esforço, um esforço ético-político por obter uma distribuição igualitária dos direitos entre os homens, mais dentro dascomunidades que entre as comunidades. RESPOSTA (A) Certo. (B) Errado – Deve-se empregar a construção “a fim de” – locução conjuntiva final – em vez da grafia errada “afim de”. Além disso, a construção “ora... ora” exprime ideia de alternância, de exclusão, o que contraria o sentido original de simultaneidade. (C) Errado – De acordo com o padrão formal, não se emprega o verbo “ter” no sentido de “haver”. Além disso, a construção “ou... ou” exprime ideia de alternância, de exclusão, o que contraria o sentido original de simultaneidade. (D) Errado – Em vez de “A”, deve-se empregar a forma verbal “Há”, flexão do verbo “haver”. (E) Errado – Deve-se empregar a forma verbal “Existe” – no singular –, para que haja concordância com o sujeito “esforço”. Além disso, a conjunção “entretanto” tem valor semântico de oposição, diferente da conjunção “assim”, de caráter conclusivo. A expressão “mais... do que” traz uma ideia de superioridade que não consta na redação original. Alternativa A. 10790. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2010 – FGV) Na frase do 4º parágrafo do texto “A liberdade supõe a operação sobre alternativas;” , o verbo irregular foi flexionado corretamente. Assinale a alternativa em que se apresenta flexão incorreta da forma verbal. (A) Eles impunham condições para que o acordo fosse assinado. (B) O julgador interveio na polêmica sobre os critérios de seleção. (C) Não foi confirmado se a banca quereria dar à redação caráter eliminatório. (D) Se os autores se disporem a ratear o valor, a publicação da revista será certa. (E) É necessário que atentemos para a questão da mudança de paradigma científico. RESPOSTA A forma verbal “se disporem” está incorretamente conjugada. Por se tratar do futuro do subjuntivo da forma verbal “dispor-se”, devemos empregar a flexão “se dispuserem”. Alternativa D. Corrupção, ética e transformação social Em toda História do Brasil, talvez nunca tenhamos visto um momento em que notícias de corrupção tenham sido tão banais nos meios de comunicação, e tão discutidas por grande parte da população. Em qualquer lugar (mesmo que seja um ônibus, por exemplo), sempre há alguém falando sobre a crise na saúde, a crise na educação e, inclusive, a crise ética na política brasileira. Contudo, é preciso notar também que, muitas vezes, enquanto cidadãos, nós mesmos raramente decidimos 10 15 20 25 30 fazer alguma coisa pela transformação da realidade – isso, quando fazemos algo. Certo comodismo nos toma de assalto e reveste toda a nossa fala de uma moral vazia, estéril, que se reduz à crítica que não busca alterar a realidade. Afinal de contas, em época de eleições, como a que estamos prestes a vivenciar, nós notamos nas propagandas políticas dos partidos a presença dos mesmos políticos e das mesmas propostas políticas, as mesmas já prometidas nas eleições anteriores, e que jamais foram executadas. Logicamente há as exceções de certos governantes que fazem por onde efetivar suas promessas, mas esses, infelizmente, continuam sendo uma minoria em todo o Brasil. Numa outra perspectiva, é interessante perceber também quão contraditória consiste ser a distância entre o que nós criticamos em nossos políticos e as ações que nós reproduzimos em nosso cotidiano. De uma forma ou de outra, reproduzimos a corrupção que nós percebemos na administração pública nacional quando empregamos o chamado jeitinho brasileiro, em que o peso de um sobrenome ou o peso da influência do status social passa a ser um dos elementos determinantes para a obtenção de certos fins. É nesse sentido que podemos apontar aqui um grave problema social brasileiro, uma das principais bases para se buscar o fim da corrupção política no Brasil: a existência de uma ética baseada em uma falta de ética. Como poderemos superar essa incongruência? Com certeza, a Educação pode ser a saída ideal. Mas tem de ser uma Educação voltada para desenvolver nas crianças, nos jovens e até mesmo nos universitários – independentemente de frequentarem instituições públicas ou privadas – uma preocupação para com o bem público, isto é, para com a sociedade. Uma Educação que os leve a superar uma concepção de mundo utilitarista, segundo a qual toda sociedade humana não passa de um somatório de indivíduos e seus interesses pessoais, que tão bem se acomoda ao jeitinho brasileiro, será o primeiro passo para se desenvolver uma sociedade mais justa, uma sociedade em que a preocupação com o público, com o coletivo, será a forma ideal para buscar a felicidade individual, que tanto preocupa certos conservadores. Para tanto, sabemos que é preciso não uma “educação política”, mas sim uma educação politizada. Uma educação que reconheça que a solução para a corrupção centra-se em conceber a política não apenas como 35 um instrumento para se alcançar um determinado fim, consolidando-se, portanto, numa mera razão instrumental. Uma educação na qual a própria política, a partir do momento em que buscar ser de fato um meio para se alcançar o bem de todos – como ao que se propõe o nosso modelo democrático –, vai estruturar uma ética que localizará no comodismo e no jeitinho brasileiro as raízes de nosso analfabetismo político, substituindo-os por outras formas de ação social ao longo da construção de uma cultura cívica diferente. (adaptado de MOREIRA, Moisés S. In www.mundojovem.com.br). 10791. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) De acordo com o texto, é incorreto afirmar que: (A) A concepção de democracia no Brasil inclui, contraditoriamente, a razão instrumental como filosofia. (B) O fato de fazermos uso do jeitinho como instrumento é uma das evidências de nosso analfabetismo político. (C) O conceito de Educação politizada implica a negação do modelo de civismo em voga na sociedade atual. (D) A ideia de justiça social deve ter como corolário a noção de que a felicidade de um é a felicidade de todos. (E) A equivalência entre bem público e sociedade é um dos pontos de partida para o sucesso da educação pública. RESPOSTA (A) Certo – O autor rejeita o emprego da política como unicamente um instrumento para se alcançar um determinado fim. Dessa forma, deixa claro que o brasileiro associa o conceito de democracia a uma razão meramente instrumental. (B) Certo – O autor considera o jeitinho brasileiro uma manifestação de corrupção, incoerente com as reivindicações em prol da ética no período de eleições. (C) Certo – O autor critica a forma de civismo adotada pelos brasileiros, que ainda privilegia o jeitinho brasileiro. (D) Certo – É defendida a ideia de uma sociedade que se preocupe com o público, o coletivo. (E) Errado – Essa ideia engloba todas as esferas de educação, independente de instituições públicas ou privadas. Alternativa E. 10792. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Com relação à estruturação do texto e dos parágrafos, analise as afirmativas a seguir: I. O primeiro parágrafo introduz o tema, situando historicamente a origem da corrupção no Brasil. II. O terceiro parágrafo opõe a capacidade de criticar o outro à incapacidade de observar a própria forma de agir. III. Do quinto parágrafo deduz-se que uma educação politizada ensina que os fins não justificam os meios. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA (I) Falsa – Não se fala no parágrafo da origem histórica da corrupção no Brasil. Apenas se afirma que ela tem sido bem mais comentada do que antes. (II) Verdadeira – Compara-se o comportamento do brasileiro no período de eleições, que reivindica a ética por parte dos políticos, com as atitudes do dia a dia, que privilegiam o jeitinho brasileiro. (III) Verdadeira – O autor defende que a política não se resume a um conjunto de instrumentos para a busca de um determinado fim. Alternativa D. 10793. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV)Com relação aos processos de formação de palavras, analise as afirmativas a seguir: I. Na palavra jeitinho, o sufixo -inho significa “diminuição”. II. Denomina-se composição o processo de formação da palavra utilitarista. III. A palavra analfabetismo forma-se por derivação prefixal e sufixal, a partir do radical alfabet-. Assinale: (A) se somente a afirmativa I estiver correta. (B) se somente a afirmativa II estiver correta. (C) se somente a afirmativa III estiver correta. (D) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA (I) Falsa – O sufixo – inho é marca de diminutivo pejorativo. (II) Falsa – Trata-se de um processo de derivação, com acréscimos de sufixos (útil – utilitário – utilitarista). (III) Verdadeira – Acrescentaram-se o prefixo -a(n) e o sufixo -ismo. Alternativa C. 10794. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) O emprego correto da vírgula verifica-se apenas em: (A) A educação, saída ideal para diversos problemas sociais, requer empenho coletivo, e a sociedade deve oferecê-lo. (B) A administração do dinheiro público que é bem de todos, precisa ser controlada, e regulada por leis adequadas. (C) Embora sejam instrumentos democráticos as leis não garantem a ética na gestão pública, fato incontroverso no Brasil. (D) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, muitos sofreriam sanções diariamente. (E) O tempo não para, as transformações sociais são urgentes mas há quem não perceba, que isso é evidente. RESPOSTA (A) Certo – O termo “saída ideal para diversos problemas sociais” é um aposto e, portanto, deve ser isolado por vírgulas. Já a vírgula antes do “e” aditivo é facultativa e se justifica pelo fato de serem diferentes os sujeitos das orações conectadas por essa conjunção. (B) Errado – Deveria haver uma vírgula depois de “público”, para isolar a oração explicativa “que é bem de todos”. Além disso, está equivocada a vírgula antes do “e” aditivo, uma vez que o sujeito das orações conectadas por essa conjunção é o mesmo. (C) Errado – Deveria haver uma vírgula depois de “democráticos”, para isolar a oração adverbial deslocada da ordem direta “Embora sejam instrumentos democráticos”. (D) Errado – A vírgula depois de “claro” deveria ser posicionada depois de “que”, para isolar a oração adverbial deslocada da ordem direta “se fôssemos levar a lei ao pé da letra”. (E) Errado – Deveria haver uma vírgula antes da conjunção adversativa “mas”. Além disso, é equivocado o emprego da vírgula depois de “perceba”, visto que ela está isolando a oração principal – perceba – da oração subordinada substantiva objetiva direta – que isso é evidente. Alternativa A. 10795. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) De acordo com a norma gramatical, o item em que se substituiu corretamente o complemento verbal sublinhado por um pronome é: (A) buscar a felicidade individual / buscar-la. (B) preocupa certos conservadores / preocupa-lhes. (C) localizará as raízes de nosso analfabetismo político / localizará elas. (D) sabemos que é preciso uma educação politizada / sabemo-lo. (E) tenhamos visto um momento / tenhamos-no visto. RESPOSTA (A) Errado – O pronome oblíquo “a” é o indicado para substituir o termo grifado, que é um objeto direto. Como “buscar” tem no final “r”, a forma resultante é “buscá-la”. (B) Errado – O pronome oblíquo “os” é o indicado para substituir o termo grifado, que é um objeto direto. A forma resultante é “preocupa-os”. (C) Errado – O pronome oblíquo “as” é o indicado para substituir o termo grifado, que é um objeto direto. Como a forma verbal está no tempo futuro, é necessário empregar a mesóclise nesse caso, resultando na forma “localizá-las-á”. (D) Certo. (E) Errado – O pronome oblíquo “o” é o indicado para substituir o termo grifado, que é um objeto direto. Como não se admite ênclise depois de particípio, devemos posicionar o pronome enclítico ao verbo auxiliar “tenhamos”. Como este tem final “s”, a forma resultante é “tenhamo-lo visto”. Alternativa D. 10796. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) A conjunção Contudo (linha 5) conecta: (A) a oração subordinada aditiva à oração principal: sempre há alguém falando. (B) os parágrafos um e dois, introduzindo valor de consequência entre os fatos. (C) os parágrafos um e dois, apresentando uma conclusão acerca do que se disse. (D) a oração subordinada subjetiva à principal: é preciso notar. (E) os parágrafos um e dois, informando contraste entre as ideias expostas. RESPOSTA A conjunção “Contudo” é coordenada adversativa. Nesse caso, está sendo empregada para conectar o 1º e o 2º parágrafos do texto, estabelecendo entre as ideias neles expostas uma relação de oposição ou contraste. Alternativa E. 10797. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) De acordo com a norma-padrão, o pronome relativo está corretamente empregado na seguinte alternativa: (A) Esses são alguns autores sem cujas ideias ele jamais teria escrito o artigo. (B) As características que um povo se identifica devem ser preservadas. (C) Esse é o projeto cuja a meta principal é a reflexão sobre civismo no Brasil. (D) Eis os melhores poemas nacionalistas os quais se tem conhecimento. (E) Aqueles são os escritores cujos foram lançados os romances traduzidos. RESPOSTA (A) Certo. (B) Errado – A forma verbal “se identifica” solicita a regência da preposição “com” (identificar- se com algo, com alguém). Assim, deve-se posicioná-la antes do pronome relativo, resultando nas construções “características com que um povo se identifica” ou “características com as quais um povo se identifica”. (C) Errado – O pronome relativo “cujo” e suas variações repelem o artigo definido posicionado após. (D) Errado – A construção “se tem conhecimento” exige a regência da preposição “de” (tem-se conhecimento de algo). Assim, deve-se posicioná-la antes do pronome relativo, resultando na construção “poemas nacionalistas dos quais se tem conhecimento” ou “poemas nacionalistas de que se tem conhecimento”. (E) Errado – O pronome “cujo” e suas variações devem ser acompanhados necessariamente por substantivo. Alternativa A. 10798. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Na frase “as ações que nós reproduzimos em nosso cotidiano”, a regência do verbo em destaque é a mesma de: (A) Alguns atribuem valor positivo ao famoso jeitinho. (B) Essa crítica, sem dúvida, cabe a todos os brasileiros. (C) Prefiro oposição inteligente a adesões inseguras. (D) Sem dúvida, a noção de civismo está na pauta de debates. (E) O comodismo contamina o indivíduo cansado de lutar em vão. RESPOSTA A forma verbal “reproduzimos” é transitiva direta e tem como complemento – objeto direto – o termo “ações”. (A) Errado – O verbo “atribuir” está sendo empregado como transitivo direto e indireto e tem como complementos “valor positivo” – objeto direto – e “ao famoso jeitinho” – objeto indireto. (B) Errado – O verbo “caber” é transitivo indireto e tem como complemento – objeto indireto – o termo “a todos os brasileiros”. (C) Errado – O verbo “preferir” é transitivo direto e indireto e tem como complementos “oposição inteligente” – objeto direto – e “a adesões inseguras” – objeto indireto. (D) Errado – O verbo “estar” é verbo de ligação. (E) Certo – O verbo “contaminar” é transitivo direto e tem como objeto direto o termo “o indivíduo”. Alternativa E. 10799. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Ao substituir a expressão sublinhada no fragmento “se reduz à crítica que não busca alterar a realidade”, assinale a alternativa em que o acento indicativo de crase deve ser empregado. (A) se reduz a mesma crítica. (B) se reduz a certa crítica. (C) se reduz a qualquer crítica. (D) se reduz a alguma crítica. (E) se reduz a toda crítica. RESPOSTA Os pronomes indefinidos “certa”, “qualquer”, “alguma” e “toda” repelem o artigo definido “a”, não havendo, assim, possibilidade de emprego da crase. Já o pronome demonstrativo “mesma” solicita o artigo “a”. Isso fica evidente com a substituição pela formamasculina “mesmo” acompanhada de um substantivo masculino – se reduz ao mesmo problema. Assim, temos a fusão da preposição “a” com o artigo “a”, resultando na contração “à”. Alternativa A. 10800. (Auditor da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) “Como poderemos superar essa incongruência?” Assinale a alternativa que não tem significação semelhante à do termo sublinhado: (A) Inconveniência. (B) Incompatibilidade. (C) Indolência. (D) Impropriedade. (E) Inadequação. RESPOSTA A palavra “indolência” significa “preguiça”, “falta de disposição”. Seu significado se distancia, assim, dos demais vocábulos, que apontam no sentido de “erro”, “inconsistência”. Alternativa C. O jeitinho brasileiro e o homem cordial O jeitinho caracteriza-se como ferramenta típica de indivíduos de pouca influência social. Em nada se relaciona com um sentimento revolucionário, pois aqui não há o ânimo de se mudar o status quo. O que se busca é obter um rápido favor para si, às escondidas e sem chamar a atenção; por isso, o jeitinho pode ser também definido como “molejo”, “jogo de cintura”, habilidade de se “dar bem” em uma situação “apertada”. Sérgio Buarque de Holanda, em O Homem Cordial, fala sobre o brasileiro e uma característica presente no seu modo de ser: a cordialidade. Porém, cordial, ao contrário do que muitas pessoas pensam, vem da palavra latina cor, cordis, que significa coração. Portanto, o homem cordial não é uma pessoa gentil, mas aquele que age movido pela emoção no lugar da razão, não vê distinção entre o privado e o público, detesta formalidades, põe de lado a ética e a civilidade. Em termos antropológicos, o jeitinho pode ser atribuído a um suposto caráter emocional do brasileiro, descrito como “o homem cordial” pelo antropólogo. No livro Raízes do Brasil, esse autor afirma que o indivíduo brasileiro teria desenvolvido uma histórica propensão à informalidade. Deve-se isso ao fato de as instituições brasileiras terem sido concebidas de forma coercitiva e unilateral, não havendo diálogo entre governantes e governados, mas apenas a imposição de uma lei e de uma ordem consideradas artificiais, quando não inconvenientes aos interesses das elites políticas e econômicas de então. Daí a grande tendência fratricida observada na época do Brasil Império, que é bem ilustrada pelos episódios conhecidos como Guerra dos Farrapos e Confederação do Equador. Na vida cotidiana, tornava-se comum ignorar as leis em favor das amizades. Desmoralizadas, incapazes de se impor, as leis não tinham tanto valor quanto, por exemplo, a palavra de um “bom” amigo. Além disso, o fato de afastar as leis e seus castigos típicos era uma prova de boa vontade e um gesto de confiança, o que favorecia boas relações de comércio e tráfico de influência. De acordo com testemunhos de comerciantes holandeses, era impossível fazer negócio com um brasileiro antes de fazer amizade com ele. Um adágio da época dizia que “aos inimigos, as leis; aos amigos, tudo”. A informalidade era – e ainda é – uma forma de se preservar o indivíduo. Sérgio Buarque avisa, no entanto, que esta “cordialidade” não deve ser entendida como caráter pacífico. O brasileiro é capaz de guerrear e até mesmo destruir; no entanto, suas razões animosas serão sempre cordiais, ou seja, emocionais. (In: www.wikipedia.org – com adaptações). 10801. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) De acordo com o texto, é incorreto afirmar que: (A) o jeitinho brasileiro é um comportamento típico de indivíduos de pouca influência social e avessos a formalidades. (B) a instituição do jeitinho tem origem, segundo os antropólogos, no comprovado caráter emocional do brasileiro. (C) a imposição de leis e de ordens tidas como artificiais pode explicar a propensão do brasileiro para driblar normas. (D) na sociedade colonial, era comum observar que o brasileiro tendia a valorizar a amizade em detrimento da própria lei. (E) o indivíduo que utiliza a ferramenta do jeitinho age por emoção, ignorando os limites entre as esferas pública e privada. RESPOSTA (A) Certo – Trata-se de um comportamento típico de pessoas de pouca influência social, que não desejam obedecer aos rigores formais das leis e vão em busca discretamente de favorecimentos imediatos. (B) Errado – O texto apresenta esse comportamento como suposto, e não como já comprovado. É o que fica evidenciado no trecho: Em termos antropológicos, o jeitinho pode ser atribuído a um suposto caráter emocional do brasileiro. (C) Certo – É o que se afirma no 3º parágrafo: as instituições e as leis muitas vezes foram impostas aos brasileiros, sem haver um diálogo prévio entre governante e governado. (D) Certo – Em virtude do caráter coercitivo das leis, tornava- se uma prova de amizade driblar os rigores formais para favorecer um conhecido. (E) Certo – O indivíduo não obedece aos rigores previstos de forma objetiva nas leis, deixando-se levar pela necessidade de ser cordial em suas relações. Alternativa B. 10802. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Com relação à estruturação do texto e dos parágrafos, analise as afirmativas a seguir: I. O segundo parágrafo introduz o tema, discorrendo sobre a origem etimológica de jeitinho. II. O quarto parágrafo apresenta um fato que busca explicar a disposição para a informalidade nas relações comerciais. III. O quinto parágrafo esclarece as diferenças entre as noções de cordialidade e passividade, que não são sinônimas. Assinale: (A) se somente a afirmativa I está correta. (B) se somente a afirmativa II está correta. (C) se somente a afirmativa III está correta. (D) se somente as afirmativas II e III estão corretas. (E) se todas as afirmativas estão corretas. RESPOSTA (I) Falsa – Discorre-se sobre a origem etimológica de cordial. (II) Verdadeira – Apresentam-se exemplos de fatos cotidianos observados no período colonial que endossam a tese do jeitinho brasileiro: a necessidade de se fazer amizade com os brasileiros, citada pelos comerciantes holandeses, e a menção de aplicar as leis aos inimigos, citada pelo adágio da época. (III) Verdadeira – Nesse parágrafo, cita-se a menção de Sérgio Buarque de Holanda, que estabelece diferenciação entre tom cordial e tom pacífico. O brasileiro tem da primeira característica, mas não necessariamente da segunda. Alternativa D. 10803. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Deve-se isso ao fato de as instituições brasileiras terem sido concebidas de forma coercitiva e unilateral, não havendo diálogo entre governantes e governados, mas apenas a imposição de uma lei e de uma ordem consideradas artificiais, quando não inconvenientes aos interesses das elites políticas e econômicas de então. A respeito do uso do vocábulo quando no fragmento acima, pode-se afirmar que se trata de uma conjunção: (A) subordinativa com valor semântico de condição. (B) coordenativa com valor semântico de tempo. (C) coordenativa com valor semântico de finalidade. (D) subordinativa com valor semântico de concessão. (E) coordenativa com valor semântico de explicação. RESPOSTA De acordo com o contexto, a expressão quando não assume valor condicional, equivalendo a desde que não. Lê-se no texto que são impostas leis e ordens consideradas artificiais, desde que não sejam inconvenientes aos interesses das elites políticas e econômicas. Vale ressaltar que a ideia de tempo está associada a uma relação de subordinação, e não coordenação, como se afirma na letra B. Alternativa A. 10804. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Assinale a alternativa que complete corretamente as lacunas do fragmento a seguir: ____ que ____ ao mínimo as exigências de documentos autenticados para compra e venda de imóveis. (A) Foi divulgado – seria reduzida. (B) Foi divulgada – seria reduzidas. (C) Foi divulgado – seria reduzido. (D) Foi divulgada – seriam reduzida. (E) Foi divulgado – seriam reduzidas. RESPOSTA A primeira lacuna deve ser preenchida com a forma “Foi divulgado”, para que haja concordância com o sujeito oracional “que seriam reduzidas ao mínimo as exigências...”.O verbo de sujeito oracional deve ser conjugado na 3ª pessoa do singular. Já a segunda lacuna deve ser preenchido com “seriam reduzidas”, para que haja concordância com o substantivo e núcleo do sujeito “exigências”. Alternativa E. 10805. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Em termos antropológicos, o jeitinho pode ser atribuído a um suposto caráter emocional do brasileiro /o que favorecia boas relações de comércio e tráfico de influência Quanto ao emprego de pronomes pessoais, os trechos sublinhados foram corretamente reescritos em: (A) pode ser-lhes atribuído / as favorecia. (B) pode ser a ele atribuído / lhes favorecia. (C) pode ser atribuído a ele / as favorecia. (D) pode-o ser atribuído / as favorecia. (E) pode sê-lo atribuído / lhes favorecia. RESPOSTA O termo “a um suposto caráter emocional do brasileiro” exerce função sintática de objeto indireto. Dessa forma, deve-se representá-lo pelo pronome oblíquo “lhe” ou pela forma “a ele”, apropriados para esse fim. São possíveis, assim, as seguintes construções: pode ser-lhe atribuído, pode lhe ser atribuído, lhe pode ser atribuído, pode ser atribuído a ele, pode ser a ele atribuído, etc. Já o termo “boas relações de comércio e tráfico de influência” exerce função de objeto direto. Dessa forma, deve-se representá-lo pelo pronome oblíquo “as”, apropriado para esse fim. Como o pronome relativo “que” atua como fator de próclise, deve-se posicionar o pronome oblíquo antes do verbo, resultando na construção “o que as favorecia”. Alternativa C. 10806. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Deve-se isso ao fato de as instituições brasileiras terem sido concebidas de forma coercitiva e unilateral. Tem significação oposta à do termo sublinhado o vocábulo: (A) licenciosa. (B) tirana. (C) normativa. (D) proibitiva. (E) repressora. RESPOSTA O adjetivo “coercitiva” é derivado do substantivo “coerção”, que significa “proibição”, “repressão”, “norma”, etc. Dessa forma, a única opção que se afasta desse significado associado à imposição é a letra A: a ideia de “licenciosa” está associada à ideia de “concessão”, “liberação”. Alternativa A. 10807. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) O emprego correto da vírgula verifica-se apenas na frase: (A) Quando as instituições falham o cidadão que é sempre o maior prejudicado, perde, pois deixa de ter garantidos os caminhos legais para o amplo exercício da cidadania. (B) A democracia brasileira embora já esteja consolidada, é recente pois o país viveu um longo período sob comando de dirigentes não escolhidos por eleições diretas. (C) A lei determina que, todos os cidadãos, independentemente de sua condição social, têm direito à educação gratuita e de qualidade em todos os níveis, mas nem todos podem usufruir desse direito. (D) O jeitinho, fenômeno generalizado no Brasil, dificilmente é avaliado como dano social, isto é, quase nunca é associado a comportamentos que podem ferir interesses coletivos. (E) Terminado o debate foi a vez de todos se confraternizarem numa agradável parada para o cafezinho, que já se encontra na lista das instituições nacionais. RESPOSTA (A) Errado – Deve-se empregar uma vírgula após “falham”, para se isolar a oração adverbial deslocada da ordem direta “Quando as instituições falham”. Já a oração adjetiva “que é sempre o maior prejudicado” deve ser isolada por vírgulas, por ter caráter explicativo. O correto, então, seria: Quando as instituições falham, o cidadão, que é sempre o maior prejudicado, perde, pois deixa de ter garantidos os caminhos legais para o amplo exercício da cidadania. (B) Errado – Deve-se isolar por vírgulas a oração adverbial deslocada da ordem direta “embora já esteja consolidada”. Além disso, deve-se empregar vírgula após “recente”, para isolar a oração coordenada explicativa “pois o país viveu um longo período sob comando de dirigentes não escolhidos por eleições diretas.”. Assim, o correto seria: A democracia brasileira, embora já esteja consolidada, é recente, pois o país viveu um longo período sob comando de dirigentes não escolhidos por eleições diretas. (C) Errado – É equivocado o emprego da vírgula após “que”, uma vez que a ligação do verbo com o seu complemento se dá de forma direta. Assim, o correto seria: A lei determina que todos os cidadãos, independentemente de sua condição social, têm direito à educação gratuita e de qualidade em todos os níveis, mas nem todos podem usufruir desse direito. (D) Certo – As vírgulas que isolam o termo “fenômeno generalizado no Brasil” se justificam por se tratar de um aposto explicativo. Já as vírgulas que isolam a expressão “isto é” se justificam por se tratar de uma expressão interpositiva. (E) Errado – Deve-se empregar a vírgula após “debate”, para isolar a oração adverbial reduzida deslocada da ordem direta “Terminado o debate”. Assim, o correto seria: Terminado o debate, foi a vez de todos se confraternizarem numa agradável parada para o cafezinho, que já se encontra na lista das instituições nacionais. Alternativa D. 10808. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do fragmento a seguir: O texto refere-se ______ teses antropológicas, cujos temas interessam ______ todos que se dispuserem ______ investigar a história do jeitinho brasileiro. (A) as – à – à. (B) às – a – à. (C) às – a – a. (D) as – à – a. (E) às – à – a. RESPOSTA A primeira lacuna deve ser preenchida com a forma “às”, resultado da contração da preposição “a” – exigida pela regência da forma verbal “referir-se” (referir-se a algo) – com o artigo definido “as” – solicitado pelo substantivo feminino plural “teses”. Já a segunda lacuna deve ser preenchida com a preposição “a”, exigida pela regência do verbo “informar” (informar algo a alguém). Não ocorre crase, pois o pronome indefinido “todos” repele o artigo definido. Por fim, a terceira lacuna deve ser preenchida com a preposição “a”, exigida pela regência do verbo “dispor-se” (dispor-se a algo). Não ocorre crase, pois o verbo “investigar” repele o artigo definido. Alternativa C. 10809. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) De acordo com a norma padrão, o pronome relativo está corretamente empregado apenas na seguinte alternativa: (A) essas são algumas ideias por cujos os ensinamentos procuro me guiar. (B) aquelas são as mais antigas histórias de comércio as quais se tem memória. (C) apresentou um projeto que a principal filosofia dele é a democratização do saber. (D) o comportamento ético por que um povo se orienta define seu caráter. (E) o filósofo onde me refiro defendeu tese recentemente. RESPOSTA (A) Errado – O pronome relativo cujo (e suas variações) repele o artigo definido posicionado depois dele. (B) Errado – A construção se tem memória exige a regência da preposição de (se tem memória de algo). Dessa forma, devemos empregar a contração das quais (aquelas são as mais antigas histórias de comércio das quais se tem memória). (C) Errado – Deveria ser empregado o pronome relativo cujo para indicar a relação de posse (apresentou um projeto cuja principal filosofia é a democratização do saber). (D) Certo – A preposição por é solicitada pela forma verbal se orienta (se orienta por algum caminho). (E) Errado – O pronome relativo onde é empregado apenas para se referir a lugar. Devemos empregar, no trecho transcrito, o pronome relativo que (o filósofo a que me refiro defendeu tese recentemente). Alternativa D. 10810. (Fiscal da Receita Estadual – Amapá-AP – 2010 – FGV) Assinale a alternativa que apresenta uma concordância nominal incorreta. (A) Persistência é necessário à obtenção de resultados positivos na carreira profissional. (B) As questões definidas serão bastantes para a arguição do doutorando. (C) Vão incluídos na pasta do congressista a programação e o mapa dos locais dos eventos. (D) Consideraram-se satisfatórios os resumos encaminhados à organização do simpósio. (E) Anexo à tese vão as cópias dos documentos históricos referidos no artigo. RESPOSTA (A)Certo – Como o substantivo “persistência” não está determinado por artigo, emprega-se a forma invariável “é necessário”. (B) Certo – O termo “bastantes” tem função adjetiva e equivale a “muitas”, “suficientes”. (C) Certo – Opta-se pela flexão masculino plural “Vão incluídos”, para que haja a concordância com os núcleos do substantivo composto “programação” e “mapa”. Outra possibilidade é efetuar a concordância com o núcleo mais próximo: Vai incluída na pasta do congressista a programação e o mapa... (D) Certo – Emprega-se a forma plural “Consideraram-se satisfatórios”, para que haja concordância com o núcleo do sujeito paciente “resumos” (Consideraram-se satisfatórios os resumos = Foram considerados satisfatórios os resumos). (E) Errado – Deve-se empregar a forma plural “Anexas”, para que haja concordância com o substantivo “cópias”. Outra possibilidade é utilizar a expressão invariável “Em anexo”. Alternativa E. 1 5 10 15 20 Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica No Brasil, embora exista desde 1988 o permissivo constitucional para responsabilização penal das pessoas jurídicas em casos de crimes ambientais (artigo 225, parágrafo 3º), é certo que a adoção, na prática, dessa possibilidade vem se dando de forma bastante tímida, muito em razão das inúmeras deficiências de técnica legislativa encontradas na Lei 9.605, de 1998, que a tornam quase que inaplicável neste âmbito. A partir de uma perspectiva que tem como ponto de partida os debates travados no âmbito doutrinário nacional, insuflados pelos também acalorados debates em plano internacional sobre o tema e pela crescente aceitação da possibilidade da responsabilização penal da pessoa jurídica em legislações de países de importância central na atividade econômica globalizada, é possível vislumbrar que, em breve, discussões sobre a ampliação legal do rol das possibilidades desse tipo de responsabilização penal ganhem cada vez mais espaço no Brasil. É certo que a mudança do enfoque sobre o tema, no âmbito das empresas – principalmente, as transnacionais –, decorrerá também de ajustamentos de postura administrativa decorrentes da adoção de critérios de responsabilização penal da pessoa jurídica em seus países de origem. Tais mudanças, inevitavelmente, terão que abranger as práticas administrativas de suas congêneres espalhadas pelo mundo, a fim de evitar respingos de responsabilização em sua matriz. Na Espanha, por exemplo, a recentíssima reforma do Código Penal – que atende diretivas da União Europeia sobre o tema – trouxe, no artigo 31 bis, não só a possibilidade de responsabilização penal da pessoa jurídica (por delitos que sejam cometidos no exercício de suas atividades sociais, ou por conta, nome, ou em proveito delas), mas também estabelece regras de como essa responsabilização será aferida nos casos concretos (ela será aplicável [...], em função da inoperância de controles empresariais, sobre atividades desempenhadas pelas pessoas físicas que as dirigem ou que agem em seu nome). A vigência na nova norma penal já trouxe efeitos práticos no cotidiano acadêmico e empresarial, pois abundam, naquele país, ciclos de debates acerca dos instrumentos de controle da administração empresarial, promovidos por empresas que pretendem implementar, o quanto antes, práticas administrativas voltadas à prevenção de qualquer tipo de 25 30 35 40 45 responsabilidade penal. Dessa realidade legal e da tendência político-criminal que dela se pode inferir, ganham importância, no espectro de preocupação não só das empresas estrangeiras situadas no Brasil, mas também das próprias empresas nacionais, as práticas de criminal compliance. Tem-se, grosso modo, por compliance a submissão ou a obediência a diversas obrigações impostas às empresas privadas, por meio da implementação de políticas e procedimentos gerenciais adequados, com a finalidade de detectar e gerir os riscos da atividade da empresa. Na atualidade, o direito penal tem assumido uma função muito próxima do direito administrativo, isto é, vêm-se incriminando, cada vez mais, os descumprimentos das normas regulatórias estatais, como forma de reforçar a necessidade de prevenção de riscos a bens juridicamente tutelados. Muitas vezes, o mero descumprimento doloso dessas normas e diretivas administrativas estatais pode conduzir à responsabilização penal de funcionários ou dirigentes da empresa, ou mesmo à própria responsabilização da pessoa jurídica, quando houver previsão legal para tanto. Assim sendo, criminal compliance pode ser compreendido como prática sistemática de controles internos com vistas a dar cumprimento às normas e deveres ínsitos a cada atividade econômica, objetivando prevenir possibilidades de responsabilização penal decorrente da prática dos atos normais de gestão empresarial. No Brasil, por exemplo, existem regras de criminal compliance previstas na Lei dos Crimes de Lavagem de Dinheiro – Lei 9.613, de 3 de março de 1998 – que sujeitam as pessoas físicas e jurídicas que tenham como atividade principal ou acessória a captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros, compra e venda de moeda estrangeira ou ouro ou títulos ou valores mobiliários, à obrigação de comunicar aos órgãos oficiais sobre as operações tidas como “suspeitas”, sob pena de serem responsabilizadas penal e administrativamente. Porém, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros, assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem, 50 não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. Trata-se, portanto, de um assunto de relevante interesse para as empresas nacionais e estrangeiras que atuam no Brasil, bem como para os profissionais especializados na área criminal, que atuarão cada vez mais veementemente na prevenção dos riscos da empresa. (...) (Leandro Sarcedo e Jonathan Ariel Raicher. Valor Econômico. 29/03/2011 – com adaptações). 10811. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Com base na leitura do texto, analise as afirmativas a seguir: I. Nas empresas transnacionais, políticas de criminal compliance devem ser pensadas em adequação às diferentes legislações que podem ser adotadas nos diversos países em que atuam. II. Para evitar que bens juridicamente tutelados sejam atingidos, o direito penal vem se aproximando cada vez mais do direito administrativo. III. No tocante ao modelo de criminal compliance adotado hoje no Brasil, percebe-se a nítida influência da reforma do Código Penal espanhol. Assinale (A) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (B) se todas as afirmativas estiverem corretas. (C) se nenhuma afirmativa estiver correta. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeiro – O 3º parágrafo deixa bem evidente esse pensamento, ao afirmar que “Tais mudanças, inevitavelmente, terão que abranger as práticas administrativas de suas congêneres espalhadas pelo mundo”. (II) Verdadeiro – Tal ideia vem bem explícita no 7º parágrafo. (III) Falso – Não há essa influência citada no texto. A Espanha é apresentada somente como um exemplo dentre países que adotaram práticas de “criminal compliance”. Alternativa D. 10812. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) É correto afirmar que o sexto parágrafo do texto, quanto à sua tipologia e à sua função discursiva em relação ao texto como um todo, mantém maior aproximação com o (A) quinto parágrafo. (B) sétimo parágrafo. (C) oitavo parágrafo. (D) quarto parágrafo. (E) segundo parágrafo. RESPOSTA O sexto parágrafo tem características expositivas, com a apresentação de uma definição acerca do que vem a ser “compliance”. Aproxima-se, dessa forma, quanto à tipologia e à forma do discurso, ao oitavo parágrafo, que define a expressão “criminal compliance”. Alternativa C. 10813. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 –FGV) Assinale a alternativa em que se tenha indicado INCORRETAMENTE a relação entre vocábulo e o termo a que ele se refere. (A) seus (linha 13) – das empresas (B) a (linha 4) – Lei 9.605 (C) dela (linha 26) – da tendência político-criminal (D) sua (linha 15) – das empresas (E) delas (linha 19) – das atividades sociais RESPOSTA O termo “dela” refere-se a “realidade legal”. O trecho “... da tendência político-criminal que dela se pode inferir”, dito de outra forma, equivale a”... “da tendência político-criminal que se pode inferir da realidade legal”. Alternativa C. 10814. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Por ínsitos (linha 39), NÃO se pode entender (A) inerentes. (B) peculiares. (C) típicos. (D) adventícios. (E) característicos. RESPOSTA O vocábulo “ínsitos” significa “implantados”, “inseridos”, “inatos” etc. Assim, as letras A, B, C e E apresentam possíveis sinônimos. Já na letra D, o vocábulo “adventício” significa “anormal”, “exótico”, “estranho”, “acidental”. Alternativa D. 10815. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) A palavra sujeitas (linha 48) exerce, no texto, função sintática de (A) complemento nominal. (B) objeto direto. (C) predicativo do objeto. (D) predicativo do sujeito. (E) adjunto adverbial de modo. RESPOSTA O termo “sujeitas” concorda com o substantivo “empresas transnacionais”, desempenhando, assim, função adjetiva. No trecho “empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem”, é possível identificar um verbo de ligação implícito: “empresas transnacionais que aqui operam (e estão) sujeitas às normas de seus países de origem”. O termo “sujeitas” exerce, assim, função sintática de predicativo do sujeito. Alternativa D. 10816. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a palavra que, no texto, NÃO tenha valor adverbial. (A) mais (linha 10). (B) bastante (linha 3). (C) penal (linha 46). (D) só (linha 27). (E) antes (linha 24). RESPOSTA (A) O termo “mais” modifica o substantivo “espaço”, desempenhando, assim, função adjetiva. (B) O termo “bastante” modifica o adjetivo “tímida”, desempenhando, assim, função adverbial. (C) O termo “penal(mente)” modifica o adjetivo “responsabilizadas”, desempenhando, assim, função adverbial. (D) O termo “só” modifica o verbo “ganham”, desempenhando, assim, função adverbial. (E) O termo “antes” modifica o verbo “implementar”, desempenhando, assim, função adverbial. Alternativa A. 10817. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Porém, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros, assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem, não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia (linhas 47 a 50). Assinale a alternativa em que a alteração do período acima tenha mantido adequação quanto ao seu sentido original e correção quanto à pontuação. (A) Sofrendo o Brasil, no entanto, os influxos de modelos legislativos estrangeiros – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem -, não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. (B) Entretanto, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros, – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem – não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. (C) Sofrendo, contudo, o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem – não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. (D) Todavia, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros, – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem -, não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. (E) Contudo, sofrendo o Brasil os influxos de modelos legislativos estrangeiros – assim como estando as matrizes das empresas transnacionais que aqui operam sujeitas às normas de seus países de origem, não tardará para que as práticas que envolvem o criminal compliance sejam estendidas a diversos outros segmentos da economia. RESPOSTA (A) Certo. (B) Errado – É equivocada a posição da vírgula após “estrangeiros”. Esta deveria ser posicionada após o segundo travessão. (C) Errado – É necessário haver uma vírgula após o segundo travessão, para separar as orações adverbiais reduzidas da oração principal “não tardará...”. (D) Errado – É equivocada a posição da vírgula após “estrangeiros”. (E) Errado – É necessária a presença do segundo travessão depois de “países de origem”. Alternativa A. 10818. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Trata-se, portanto, de um assunto de relevante interesse para as empresas nacionais e estrangeiras que atuam no Brasil, bem como para os profissionais especializados na área criminal, que atuarão cada vez mais veementemente na prevenção dos riscos da empresa (linhas 50 a 53). No período destacado acima, o SE classifica-se como (A) pronome reflexivo. (B) partícula apassivadora. (C) parte integrante do verbo. (D) pronome oblíquo. (E) indeterminador do sujeito. RESPOSTA A construção “Trata-se de”, formada por verbo transitivo indireto flexionado na 3ª pessoa do singular acompanhado da partícula “se”, é configuração do 2º caso de indeterminação do sujeito. O “se” recebe a classificação, portanto, de índice de indeterminação do sujeito. Alternativa E. 10819. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) No Brasil, por exemplo, existem regras de criminal compliance... (linha 41). Assinale a alternativa em que a alteração do trecho acima tenha provocado INADEQUAÇÃO quanto à norma culta. Não leve em conta a alteração de sentido. (A) No Brasil, por exemplo, haverá regras de criminal compliance... (B) No Brasil, por exemplo, deve haver regras de criminal compliance... (C) No Brasil, por exemplo, há de existir regras de criminal compliance... (D) No Brasil, por exemplo, devem existir regras de criminal compliance... (E) No Brasil, por exemplo, poderão existir regras de criminal compliance... RESPOSTA Deve-se empregar a forma verbal “hão de existir” no lugar de “há de existir”, para que haja concordância com o núcleo do sujeito “regras”. Alternativa C. 10820. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale o termo que, no texto, desempenhe função sintática idêntica à de à obrigação (linha 44). (A) às normas (linha 48). (B) de ajustamentos (linha 12). (C) a diversas obrigações (linha 29). (D) da adoção (linha 12). (E) dessa possibilidade (linha 3). RESPOSTA O termo “à obrigação” desempenha função sintática de objeto indireto do verbo bitransitivo “sujeitar” (sujeitar alguém a algo). (A) Errado – O termo “às normas” desempenha função sintática de complemento nominal de “sujeitas”. (B) Certo – O termo “de ajustamentos” é objeto indireto do verbo “decorrer”. (C) Errado – O termo “a diversas obrigações” é complemento nominal de “obediência”. (D) Errado – O termo “da adoção” é complemento nominal de “decorrentes”. (E) Errado – O termo “dessa possibilidade” é complemento nominal de “adoção”. Alternativa B. 10821. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a alternativa em que o elemento in- tenha valor idêntico ao de insuflados (linha 6). (A) influxos (linha 47). (B) intermediação (linha 43). (C) inaplicável (linha 4). (D) inúmeras (linha 3). (E) inferir (linha 26). RESPOSTA O prefixo “in-” em “insuflados” transmitea ideia de “entrada”, “interior”. (A) Certo. (B) Errado – O prefixo é “inter-”, e não “in-”. (C) Errado – Tem-se o prefixo “in-”, mas ele indica a ideia de negação. (D) Errado – Tem-se o prefixo “in-”, mas ele indica a ideia de negação (inúmeras = não é possível numerar). (E) Errado – Não há a presença do prefixo “in-”. Alternativa A. 10822. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Na Espanha, por exemplo, a recentíssima reforma do Código Penal – que atende diretivas da União Europeia sobre o tema – trouxe, no artigo 31 bis, não só a possibilidade de responsabilização penal da pessoa jurídica (por delitos que sejam cometidos no exercício de suas atividades sociais, ou por conta, nome, ou em proveito delas), mas também estabelece regras de como essa responsabilização será aferida nos casos concretos (ela será aplicável [...], em função da inoperância de controles empresariais, sobre atividades desempenhadas pelas pessoas físicas que as dirigem ou que agem em seu nome) (linhas 16 a 21). A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir: I. Há uma oração coordenada sindética aditiva e uma oração coordenada sindética alternativa. II. Há três orações na voz passiva, mas somente uma com agente da passiva explícito. III. Há quatro orações subordinadas adjetivas desenvolvidas e uma oração subordinada adjetiva reduzida. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeiro – A oração “ não só...mas também estabelece regras...” é coordenada sindética aditiva; já a oração “ou (que sejam cometidos) por conta, nome, ou em proveito delas” é coordenada sindética alternativa. (II) Verdadeiro – As orações na voz passiva são: “por delitos que sejam cometidos no exercício”, “regras de como essa responsabilização será aferida nos casos concretos”, “ela será aplicável [...], em função da inoperância”. A primeira traz o agente explícito – “pessoas jurídicas”. (III) Verdadeiro – As orações adjetivas desenvolvidas são: “que atende diretivas da União Europeia sobre o tema”, “que sejam cometidos no exercício de suas atividades sociais...”, “que as dirigem” e “que agem em seu nome”. Já a oração adjetiva reduzida é “desempenhadas pelas pessoas físicas”. Alternativa E. 10823. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) É certo que a mudança do enfoque sobre o tema, no âmbito das empresas – principalmente, as transnacionais -, decorrerá também de ajustamentos de postura administrativa decorrentes da adoção de critérios de responsabilização penal da pessoa jurídica em seus países de origem. Tais mudanças, inevitavelmente, terão que abranger as práticas administrativas de suas congêneres espalhadas pelo mundo, a fim de evitar respingos de responsabilização em sua matriz (linhas 11 a 14). No trecho acima, as ocorrências da palavra QUE classificam-se, respectivamente, como (A) pronome relativo e preposição. (B) conjunção integrante e preposição. (C) conjunção integrante e conjunção integrante. (D) pronome relativo e conjunção integrante. (E) preposição e pronome relativo. RESPOSTA A oração “que a mudança do enfoque...” é subordinada substantiva subjetiva (sujeito). Portanto, o “que” que a introduz é uma conjunção integrante. Já em “terão que abranger”, o “que” simplesmente conecta o verbo auxiliar ao principal, funcionando, assim, como preposição. Alternativa B. (Rodrigo Zoom. http://www.flickr.com/photos/rodrigozoom). 10824. (Auditor – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) A respeito da interpretação do quadrinho, analise as afirmativas a seguir: I. Associando texto e imagem, é correto afirmar que o uso da ironia é a chave para o entendimento do quadrinho. II. Na fala do homem, o humor reside em um trocadilho com relação à fala da mulher. III. Não há elementos textuais que indiquem ser possível afirmar com certeza se o homem entendeu ou não a mensagem da mulher. Assinale (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. RESPOSTA A fala do homem é ambígua, ou seja, dá margem a mais de uma interpretação. Uma possibilidade é ele ter de fato entendido o correto significado de “sedentária” e ter se expressado de forma irônica na sua resposta à mulher. Outra possibilidade é ele ter entendido errado o significado de “sedentária”, associando essa palavra a sede, gerando, assim, um efeito de humor. Assim, temos: (I) Falso – A ironia é uma possibilidade de interpretação. A outra é o trocadilho “sedentária” por “sedenta”, que gera o efeito de humor. (II) Verdadeiro – O humor pode ser gerado da troca de “sedentária” por “sedenta”. (III) Verdadeiro – Conforme explicado, há duas interpretações possíveis para a fala do homem. Não se pode afirmar qual delas é a que cabe de fato ao contexto do quadrinho. Alternativa B. 1 5 10 10825. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) A respeito do quadrinho, analise as afirmativas a seguir: I. Ao passar parte da fala do homem para o discurso indireto, ficaria correta a frase “O homem pediu à mulher que trouxesse um copo de água bem gelada para ele”. II. Na fala da mulher, ficaria correto substituir devia por deveria. III. Há marcas linguísticas na fala do homem que caracterizam o registro coloquial. Assinale (A) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeiro – A forma “traga” – imperativo afirmativo –, presente no discurso direto, converte-se em “trouxesse” – pretérito imperfeito do subjuntivo – no discurso indireto. (II) Verdadeiro – É frequente na linguagem coloquial a troca do futuro do pretérito pelo pretérito imperfeito. (III) Verdadeiro – A redução de “está” para “tá” é uma marca de registro coloquial. Alternativa C. 10826. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a alternativa em que a alteração da fala do homem do quadrinho NÃO tenha sido feita com adequação à norma culta. Não leve em conta possível alteração de sentido. (A) Quando tu voltares, traz um copo de água bem gelada para mim! (B) Quando vós voltardes, trazei um copo de água bem gelada para mim! (C) Quando tu voltares, não tragas um copo de água bem gelada para mim! (D) Quando vós voltardes, não tragais um copo de água bem gelada para mim! (E) Quando vós voltardes, não trazeis um copo de água bem gelada para mim! RESPOSTA A flexão da 2ª pessoa do plural do Imperativo Negativo do verbo “trazer” é “não tragais”. Alternativa E. Último Desejo Nosso amor que eu não esqueço E que teve o seu começo Numa festa de São João Morre hoje sem foguete Sem retrato e sem bilhete Sem luar, sem violão Perto de você me calo Tudo penso e nada falo Tenho medo de chorar Nunca mais quero o seu beijo Mas meu último desejo Você não pode negar Se alguma pessoa amiga pedir Que você lhe diga 15 20 Se você me quer ou não Diga que você me adora Que você lamenta e chora A nossa separação Às pessoas que eu detesto Diga sempre que eu não presto Que meu lar é o botequim Que eu arruinei sua vida Que eu não mereço a comida Que você pagou pra mim (Noel Rosa) 10827. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a alternativa em que a alteração do verso da canção tenha sido feito com adequação à norma culta. Não leve em conta possível alteração de sentido. (A) Nosso amor que eu não esqueço (v.1) / Nosso amor de que eu não esqueço (B) Que você lhe diga (v.14) / Que você lhe encontre (C) Diga que você me adora (v.16) / Diga que você adora-me (D) Às pessoas que eudetesto (v.19) / Às pessoas que não gosto (E) Que você pagou pra mim (v.24) / Por que você optou para mim RESPOSTA (A) Errado – O verbo “esquecer”, quando pronominal, é transitivo indireto e solicita a regência da preposição “de”. Assim, a correta reescrita seria “Nosso amor de que eu não me esqueço”. (B) Errado – O verbo “encontrar” é transitivo direto. Portanto, o seu complemento deve ser substituído pelo pronome pessoal oblíquo “o(a) (s)”. Assim, a correta reescrita seria “Que você o encontre”. (C) Errado – Orações subordinadas fazem com que empreguemos a próclise (pronome oblíquo antes do verbo), e não a ênclise (pronome oblíquo depois do verbo). (D) Errado – O verbo “gostar” solicita a regência da preposição “de”. Portanto, a reescrita correta seria “Às pessoas de que não gosto”. (E) Certo – “Por que” equivale a “Pela qual”. A preposição “por” é exigida pelo verbo “optar”. Alternativa E. 10828. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) A respeito da composição de Noel Rosa, analise as afirmativas a seguir: I. É possível inferir pela leitura da composição que se trata do último desejo da vida de um dos amantes. II. Não é possível identificar textualmente se a voz que fala na composição é masculina ou feminina. III. O último desejo é constituído por dois pedidos. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se nenhuma afirmativa estiver correta. (D) se todas as afirmativas estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Falso – Não se pode afirmar que seja o último desejo da vida de um dos falantes. É sim apenas o último pedido que ele faz à amada. (II) Verdadeiro – É possível inferir contextualmente que se trata de uma figura masculina. Porém, textualmente, não há elementos indicadores de gênero que identifiquem essa pessoa. (III) Verdadeiro – São dois pedidos: um, caso as indagações partam de pessoas amigas, e outro, caso as indagações partam de pessoas que o personagem detesta. Alternativa B. 10829. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Diga que você me adora Que você lamenta e chora A nossa separação Às pessoas que eu detesto Diga sempre que eu não presto (versos 16-20) No trecho acima há quantas ocorrências, respectivamente, de pronomes e conjunções? (A) Sete e cinco. (B) Cinco e cinco. (C) Seis e cinco. (D) Sete e quatro. (E) Seis e quatro. RESPOSTA Em destaque, temos os pronomes: pronome pessoal do caso reto “eu”, pronome pessoal do caso oblíquo “me”, pronome de tratamento “você”, pronome possesivo “nossa” e pronome relativo “que” (substituindo “pessoas”). Sublinhado, temos as conjunções: conjunção integrante “que” introduzindo orações subordinadas substantivas objetivas diretas e a conjunção coordenativa aditiva “e”. Diga que você me adora Que você lamenta e chora A nossa separação Às pessoas que eu detesto Diga sempre que eu não presto Alternativa D. 10830. (Auditor Fiscal da Receita Estadual – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Que você pagou pra mim (verso 24) Assinale a alternativa em que a alteração do verso acima tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta possível alteração de sentido. (A) Que Vossa Excelência pagou pra mim (B) Que vós pagaste pra mim (C) Que Vossa Senhoria pagastes pra mim (D) Que tu pagastes pra mim (E) Que tu pagáreis pra mim RESPOSTA (A) Certo. (B) Errado – O correto seria “Que vós pagastes pra mim”. (C) Errado – O correto seria “Que Vossa Senhoria pagou pra mim”. (D) Errado – O correto seria: “Que tu pagaste pra mim”. (E) Errado – O correto seria “Que tu pagaras pra mim”. Alternativa A. Cidadania e Responsabilidade Social do Contador como agente da conscientização tributária das empresas e da sociedade 1 5 10 15 20 Entende-se que a arrecadação incidente sobre os diversos setores produtivos é necessária para a manutenção da máquina governamental, para a sustentação do Estado em suas atribuições sociais e para aplicação na melhoria da qualidade de vida da população. É imprescindível que a tributação seja suportável e mais bem distribuída e que contribuam com justiça e se beneficiem dessa contribuição. A conjuntura atual exige maior qualificação em todas as áreas do conhecimento; assim, a profissão contábil deve despertar para a conscientização tributária. Conceitos como parceria e corresponsabilidade no sistema tributário somente podem ser efetivados se a sociedade como um todo estiver mais esclarecida e comprometida. Apresentar alguns fatores como a falta de conscientização tributária e participação cidadã pode representar um alerta, mas não é o suficiente. Ao analisar o progresso da humanidade, percebe-se que o desenvolvimento social e econômico foi possível porque o homem sistematizou formas de organização entre os povos. A necessidade de organização fez com que o Estado se tornasse o elemento direcionador desse processo. E, como forma de se autofinanciar, criou o tributo a fim de possibilitar as condições mínimas de sobrevivência para a sociedade civil. E, como partícipe e ponto referencial de controle, exatidão e confiança, surgiu o profissional contábil. O contador – aqui citado na forma masculina sem querer suscitar questões de gênero – não pode mais ser visto como o profissional dos números, e sim um profissional que agrega valor, espírito investigativo, consciência crítica e sensibilidade ética. Se a atual conjuntura exige maior qualificação profissional, o conhecimento contábil deve transcender o processo específico e visualizar questões globais pertinentes ao novo mundo do trabalho, que exige criatividade, perfil de empreender e habilidade de aprender, principalmente nas relações sociais. Sendo assim, alguns conceitos tornam-se essenciais para estabelecer a relação entre Estado, sociedade, empresa e o contador. O Estado tem por missão suprir as necessidades básicas da população; assim, sua eficiência e transparência tornam-se mister do processo. Entre a sociedade, a empresa e o Estado, está o profissional contábil, que, por sua vez, é o 25 30 35 elo entre Fisco e contribuinte. É de fundamental importância que esse profissional aprimore seu entendimento tributário, percebendo sua necessidade. Ratifica-se, assim, o conceito de que a conscientização tributária pode representar um ponto de partida para a formação cidadã como uma das formas eficazes de atender às demandas sociais, com maior controle sobre a coisa pública. É dever do Estado manter as necessidades básicas da população; e, para isso, são impostas obrigações. Os contribuintes, porém, não possuem apenas deveres, mas também plenos direitos. Se o Fisco – aqui referenciando-se o estadual – é por demais significativo para o funcionamento da máquina administrativa, sua eficiência e transparência tornam-se mister do processo. Nesse sentido, se a evasão tributária é uma doença social, seu combate ou tratamento não pode ficar restrito aos seus agentes; é necessário o envolvimento de toda a sociedade. Entretanto, interesses diversos sempre deixaram a sociedade à margem do processo, como se ela não precisasse participar de forma efetiva das decisões econômicas e, em contrapartida, contribuir de forma direta e irrestrita para a própria sustentação. (...) (MERLO, Roberto Aurélio; PERTUZATTI, Elizandra. Disponível em: <www.rep.educacaofiscal.com.br/material/fisco_contador.pdf>. Com adaptações). 10831. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Com base na leitura do texto, analise as afirmativas a seguir: I. Aponta-se, no texto, uma nova perspectiva de atuação do profissional contábil, diferente da concepção tradicional de profissional dos números. II. O texto defende a necessidade de se desenvolver no profissional contábil uma consciência tributária. III. O contador deve igualmente se envolver no combate à evasão tributária. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas II eIII estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeira – É o que se menciona no quarto parágrafo: o contador deve agregar ao seu trabalho valor, espírito investigativo, consciência crítica e sensibilidade ética. (II) Verdadeira – Cita-se de forma explícita essa informação no 2º parágrafo: “a profissão contábil deve despertar para a conscientização tributária.”. (III) Verdadeira – Não só o contador, mas toda a sociedade, segundo o texto, deve se envolver no combate à evasão tributária. Alternativa E. 10832. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) O contador – aqui citado na forma masculina sem querer suscitar questões de gênero – não pode mais ser visto como o profissional dos números, e sim um profissional que agrega valor, espírito investigativo, consciência crítica e sensibilidade ética (linhas 15 a 17). A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir: I. O par de travessões poderia ser substituído por um par de parênteses. II. As duas ocorrências da conjunção E têm valor aditivo. III. A primeira oração do período está na voz passiva. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeiro – O trecho “aqui citado... questões de gênero”, de caráter explicativo, pode ser demarcado por vírgulas, travessões ou por parênteses. (II) Falso – O primeiro “e” tem caráter adversativo, equivalendo a “mas”; o segundo “e” tem valor aditivo. (III) Verdadeiro – A oração “O contador... não pode ser mais visto...” está na voz passiva analítica, com o sujeito paciente “O contador”. Alternativa E. 10833. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a alternativa correta a respeito da relação entre o quinto e o sexto parágrafos. (A) O sexto parágrafo estabelece uma relação de oposição com o parágrafo anterior. (B) O quinto e o sexto parágrafos poderiam ser fundidos num só. (C) O quinto parágrafo apresenta uma definição, que será desdobrada no parágrafo seguinte. (D) Os dois parágrafos apresentam aspectos semelhantes em relação ao mesmo assunto, sendo um paráfrase do outro. (E) O sexto parágrafo apresenta uma ressalva em relação ao parágrafo anterior. RESPOSTA O quinto parágrafo traz no seu primeiro período uma afirmação geral, que cita a existência de relações entre Estado, sociedade, empresa e o contador. O segundo período inicia a explicação dessas relações, que é continuada no sexto parágrafo. Dessa forma, poderíamos fundir quinto e sexto parágrafos num só, pois eles têm uma ideia central única – o primeiro período do 5º parágrafo. Alternativa B. 10834. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Entre a sociedade, a empresa e o Estado, está o profissional contábil, que, por sua vez, é o elo entre Fisco e contribuinte. É de fundamental importância que esse profissional aprimore seu entendimento tributário, percebendo sua necessidade. Ratifica-se, assim, o conceito de que a conscientização tributária pode representar um ponto de partida para a formação cidadã como uma das formas eficazes de atender às demandas sociais, com maior controle sobre a coisa pública (linhas 24 a 28). As ocorrências do QUE no período acima classificam-se, respectivamente, como (A) pronome relativo – pronome relativo – pronome relativo (B) pronome relativo – conjunção – conjunção (C) conjunção – conjunção – conjunção (D) conjunção – pronome relativo – pronome relativo (E) pronome relativo – pronome relativo – conjunção RESPOSTA O primeiro “que” é pronome relativo e substitui o termo antecedente “profissional contábil”. O segundo “que” introduz a oração subordinada substantiva subjetiva (sujeito) “que esse profissional aprimore seu entendimento tributário”. Portanto, trata-se de uma conjunção integrante. Por fim, o terceiro “que” introduz a oração subordinada substantiva completiva nominal “de que a conscientização tributária pode trabalhar...”. Portanto, trata-se de uma conjunção integrante. Alternativa B. 10835. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) A respeito da estrutura do texto e suas ideias, analise as afirmativas a seguir: I. O texto apresenta apoio em trajetória histórica para abordar seu tema. II. Há trechos de autorreferencialidade (metalinguagem) no texto. III. O texto não apresenta argumentos, limita-se à exposição de fatos. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (D) se nenhuma afirmativa estiver correta. (E) se todas as afirmativas estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeira – É o que se faz, por exemplo, no 3º parágrafo, no qual é feita uma contextualização histórica que justifica a necessidade de criação do tributo e sua função social. (II) Verdadeira – Podemos citar como exemplos alguns trechos isolados entre travessões, como “aqui citado na forma masculina sem querer suscitar questões de gênero” e “aqui referenciando-se o estadual”. Neles, há uma explicação para o que se disse, o que caracteriza a metalinguagem. (III) Falsa – O texto apresenta sim posicionamentos. Um deles se refere à necessidade de o profissional contábil não se restringir a um profissional de números. Alternativa C. 10836. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Ao analisar o progresso da humanidade, percebe-se que o desenvolvimento social e econômico foi possível porque o homem sistematizou formas de organização entre os povos (linhas 10 e 11). A oração sublinhada no período acima tem valor (A) causal. (B) concessivo. (C) comparativo. (D) temporal. (E) consecutivo. RESPOSTA A oração reduzida “Ao analisar o progresso da humanidade” pode ser desenvolvida da seguinte forma: “Quando se analisa o progresso da humanidade”. A oração em destaque, portanto, tem valor temporal. Alternativa D. 10837. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) É imprescindível que a tributação seja suportável e mais bem distribuída e todos contribuam com justiça e se beneficiem dessa contribuição (linhas 3 e 4). Em relação ao período acima, atribua a seguinte convenção: QUE = Δ e E = +. Assinale a alternativa que melhor represente a estrutura do período. (A) É imprescindível Δ [a tributação (A + B) + todos (D + E)]. (B) É imprescindível Δ (a tributação A + B + todos D + E). (C) É imprescindível Δ (a tributação A + B) + (todos D + E). (D) É imprescindível Δ (a tributação A) + (B) + (todos D) + (E). (E) É imprescindível Δ a tributação (A + B) + [todos (D + E)]. RESPOSTA O melhor esquema que traduz a sintaxe do período é a letra A. O “que” é uma conjunção integrante, responsável por introduzir o trecho “que a tributação seja... dessa contribuição”, que funciona como sujeito da oração principal “É imprescindível”. Internamente a esse trecho, podemos identificar trechos coordenados entre si (ligados, portanto, pelo +): 1) “que a tributação seja... mais distribuída” e “(que) todos contribuam... dessa contribuição” 2) “suportável” e “mais bem distribuídas” – predicativos de “seja” 3) “todos contribuam com justiça” e “(todos) se beneficiem dessa contribuição”. Alternativa A. 10838. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a alternativa em que a oração desempenhe função sintática DISTINTA da de que o desenvolvimento social e econômico foi possível (linha 10). (A) que a arrecadação incidente sobre os diversos setores produtivos é necessária para a manutenção da máquina governamental, para a sustentação do Estado em suas atribuições sociais e para aplicação na melhoria da qualidade de vida da população (linhas 1 a 3). (B) que a tributação seja suportável (linha 3). (C) manter as necessidades básicas da população (linha 29). (D) que esse profissional aprimore seu entendimento tributário(linha 25). (E) participar de forma efetiva das decisões econômicas (linha 35). RESPOSTA A oração “que o desenvolvimento social e econômico foi possível” é subordinada substantiva subjetiva, ou seja, desempenha função sintática de sujeito. As orações apresentadas nas letras A, B, C e D também desempenham função sintática de sujeito. Já na letra E, a oração “participar de forma efetiva das decisões econômicas” é subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo. Alternativa E. 10839. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a palavra formada pelo mesmo processo que corresponsabilidade (linha 6). (A) necessidades (linha 22). (B) qualificação (linha 17). (C) imprescindível (linha 3). (D) irrestrita (linha 36). (E) governamental (linha 2). RESPOSTA Em “corresponsabilidade”, temos um processo de derivação, com o acréscimo do prefixo “co-” e do sufixo”-dade” ao radical formador de “responsável”. Da mesma forma, temos “imprescindível”, formado pela soma do prefixo “im-” e do sufixo “-vel” ao radical formador de “prescindir”. Nas demais opções, temos apenas o acréscimo de prefixos ou sufixos aos radicais formadores. Alternativa C. 10840. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Nesse sentido, se a evasão tributária é uma doença social, seu combate ou tratamento não pode ficar restrito aos seus agentes; é necessário o envolvimento de toda a sociedade (linhas 32 a 34). Assinale a alternativa em que a alteração do trecho destacado no período acima NÃO tenha sido feita de acordo com a norma culta. Não leve em conta alteração de sentido. (A) é necessária a discussão aberta entre todos os membros da sociedade. (B) é necessário debate com toda a sociedade. (C) é necessário abertura política para se discutir a questão. (D) é necessária participação de toda a sociedade. (E) é necessária a organização de um debate público a respeito da questão. RESPOSTA A expressão “é necessário” é invariável quando o substantivo posposto não é determinado. Flexiona-se apenas quando o substantivo é determinado por artigo, pronome ou numeral. Dessa forma, é equivocada a construção apresentada na letra D. Em vez de “É necessária participação...”, deve-se empregar a construção “É necessário participação...”. Alternativa D. 10841. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Ratifica-se, assim, o conceito de que a conscientização tributária pode representar um ponto de partida para a formação cidadã como uma das formas eficazes de atender às demandas sociais, com maior controle sobre a coisa pública (linhas 26 a 28). No período acima, empregou-se corretamente o acento grave para indicar o fenômeno da crase. Assinale a alternativa em que o acento grave tenha sido empregado corretamente. (A) Em visita ao Rio, fomos à Copacabana da Bossa Nova. (B) Esta prova vai de 13h às 18h. (C) Finalmente fiquei face à face com a tão esperada prova. (D) Os candidatos somente podem deixar o local de prova à partir das 15h. (E) Pedimos um bife à cavalo. RESPOSTA (A) Certo – O nome de lugar “Copacabana da Bossa Nova” solicita o artigo definido “a”. Isso pode ser evidenciado por meio do seguinte artifício: “fomos à Copacabana da Bossa Nova” = “voltamos da Copacabana da Bossa Nova”. Notemos que, alterando-se a preposição “a” pela preposição “de”, o resultado é a contração “da”, evidenciando, assim, a necessidade do artigo definido por parte do nome. (B) Errado – Como “13h” está antecedido pela preposição “de” – não contraída com artigo –, devemos anteceder a preposição “a” a “18h” – sem contração com o artigo “as”. (C) Errado – Não se emprega crase em expressões formadas por palavras repetidas. (D) Errado – Não se emprega crase antes de verbos – no caso, “partir”. (E) Errado – Não se emprega crase antes de palavra masculina – no caso, “cavalo”. Alternativa A. 10842. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a palavra que, no texto, NÃO desempenhe papel adjetivo. (A) suficiente (linha 9). (B) alguns (linha 8). (C) sua (linha 24). (D) própria (linha 36). (E) diversos (linha 1). RESPOSTA (A) O termo “suficiente” é substantivo. (B) O termo “alguns” modifica “fatores”, desempenhando função adjetiva. (C) O termo “sua” modifica “vez”, desempenhando função adjetiva. (D) O termo “própria” modifica “sustentação”, desempenhando função adjetiva. (E) O termo “diversos” modifica “setores”, desempenhando função adjetiva. Alternativa A. 10843. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Ao analisar o progresso da humanidade, percebe-se que o desenvolvimento social e econômico foi possível porque o homem sistematizou formas de organização entre os povos (linhas 10 e 11). Assinale a alternativa em que a alteração da estrutura destacada no período acima tenha provocado alteração sintática e semântica. (A) porquanto o homem tenha sistematizado formas de organização entre os povos. (B) pois o homem sistematizou formas de organização entre os povos. (C) conquanto o homem tenha sistematizado formas de organização entre os povos. (D) já que o homem sistematizou formas de organização entre os povos. (E) uma vez que o homem sistematizou formas de organização entre os povos. RESPOSTA As conjunções e locuções conjuntivas “porque”, “pois”, “porquanto”, “já que” e “uma vez que” têm valor semântico causal ou explicativo. Já a conjunção “conquanto” tem valor semântico concessivo, equivalendo a “embora”. Alternativa C. 10844. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Nesse sentido, se a evasão tributária é uma doença social, seu combate ou tratamento não pode ficar restrito aos seus agentes; é necessário o envolvimento de toda a sociedade (linhas 32 a 34). Assinale o termo que NÃO poderia ser colocado após o ponto e vírgula sob pena de provocar grave alteração de sentido. (A) portanto, (B) não obstante, (C) logo, (D) nesse sentido, (E) assim, RESPOSTA A oração após o ponto-e-vírgula tem valor semântico conclusivo. Dessa forma, os conectores “portanto”, “logo”, “nesse sentido”, “assim” são adequados para introduzir essa oração. A locução conjuntiva “não obstante”, por sua vez, tem valor concessivo, equivalendo a “embora”. Alternativa B. (Rodrigo Zoom. http://tirasnacionais.blogspot.com). 10845. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Pela leitura do quadrinho, é possível inferir que (A) o menino não gosta do seu pai. (B) o menino não acredita na explicação da mãe. (C) a mãe percebe a ironia na fala do filho. (D) o pai do menino é feio. (E) o pai do menino havia sido uma pessoa bonita. RESPOSTA A mãe justifica ser bonita por ser uma boa pessoa. Seguindo essa lógica, como o pai do garoto não é bonito, é de se esperar que ele não seja uma boa pessoa. Essa é a interpretação ingênua do garoto. Alternativa D. 10846. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a alternativa em que a alteração da última fala do menino tenha sido feita mantendo-se a equivalência de tempos verbais. (A) Não sabia que o papai é uma pessoa tão ruim assim. (B) Não sabia que o papai fora uma pessoa tão ruim assim. (C) Não sabia que o papai era uma pessoa tão ruim assim. (D) Não sabia que o papai foi uma pessoa tão ruim assim. (E) Não sabia que o papai seria uma pessoa tão ruim assim. RESPOSTA A forma composta “havia sido” corresponde à forma simples do pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo. Alternativa B. 10847. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Assinale a alternativa em que se tenha feito corretamente a transposição da primeira fala do menino para o discurso indireto. (A) O filho perguntou à mãe como é possível ela ser tão bonita, tão magrinha e ter os cabelos com tanto brilho. (B) O filho perguntou à mãe como era possível a senhora ser tão bonita, tão magrinha e ter os cabelos com tanto brilho. (C) O filho perguntou à mãe como seria possível a senhora ser tão bonita, tão magrinha e ter os cabelos com tanto brilho. (D) O filho perguntou à mãe como seria possível ela ser tão bonita, tão magrinha e ter os cabelos com tantobrilho. (E) O filho perguntou à mãe como era possível ela ser tão bonita, tão magrinha e ter os cabelos com tanto brilho. RESPOSTA Na conversão do discurso direto para o indireto, a forma verbal “é” – presente do indicativo – se converte na forma “era” – pretérito imperfeito do indicativo. Além disso, o pronome de tratamento “senhora” se converte em “ela”. Assim, a construção adequada seria: “O filho perguntou à mãe como era possível ela ser tão bonita, tão magrinha e ter os cabelos com tanto brilho.”. Alternativa E. 10848. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Em relação à fala da mãe, analise as afirmativas a seguir: I. Há quatro orações. II. Todas as orações da fala são coordenadas. III. Todas as orações são desenvolvidas. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (C) se nenhuma afirmativa estiver correta. (D) se todas as afirmativas estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Falso – Há 5 (cinco) orações: a oração principal “Basta” e as orações subordinadas “ser uma boa pessoa”, “fazer o bem ao próximo”, “não mentir” e “comer os legumes”. (II) Falso – Há 1 oração principal – “Basta” – e 5 orações subordinadas coordenadas entre si. (III) Falso – As orações subordinadas são reduzidas de infinitivo. Alternativa C. 10849. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Na fala da mãe, há (A) um artigo. (B) dois artigos. (C) três artigos. (D) cinco artigos. (E) quatro artigos. RESPOSTA Os artigos estão identificados em destaque: “Basta ser uma boa pessoa, fazer o bem ao próximo, não mentir e comer os legumes”. Alternativa E. 1 5 10 10850. (Analista de Controle Interno – SEFAZ-RJ – 2011 – FGV) Em relação à expressão Putz!, enunciada pelo menino, analise as afirmativas a seguir: I. Constitui exemplo de palavra formada por onomatopeia. II. Classifica-se como interjeição. III. É exemplo de estrangeirismo. Assinale (A) se apenas a afirmativa III estiver correta. (B) se apenas a afirmativa I estiver correta. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se apenas a afirmativa II estiver correta. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. RESPOSTA (I) Falso – Não se trata da imitação de um som de um animal ou objeto. (II) Verdadeiro – Trata-se de uma interjeição, indicativa de uma reação de surpresa. (III) Falso – Não se trata de uma palavra estrangeira. Alternativa D. Financiamento de campanhas eleitorais: aspectos éticos Além dos aspectos legais, as empresas que decidirem participar do processo eleitoral devem buscar procedimentos éticos na tomada de decisões relacionadas ao financiamento de candidatos e partidos políticos. Tradicionalmente, os controladores das empresas são os responsáveis pela decisão de como os recursos devem ser distribuídos entre candidatos e partidos. Os sócios e colaboradores dificilmente são consultados, e muitas vezes o apoio reflete mais as posições pessoais dos controladores do que os valores e princípios das empresas. A consulta aos sócios e colaboradores sobre candidatos e partidos que a empresa deve apoiar não implica, necessariamente, transformar a decisão desse apoio em algo coletivo. O simples fato de consultá-los ajuda a criar um ambiente socialmente responsável nas empresas. É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. Também é certo, por outro lado, que, ao aumentarem a transparência do processo de tomada de decisões, as empresas adquirem o respeito das pessoas e comunidades que são impactadas por suas atividades e são gratificadas com o reconhecimento e engajamento dos seus colaboradores e a preferência dos 15 20 25 30 35 consumidores, em consonância com o conceito de responsabilidade social, o qual, é sempre bom lembrar, está se tornando cada vez mais fator de sucesso empresarial e abrindo novas perspectivas para a construção de um mundo economicamente mais próspero e socialmente mais justo. Outra iniciativa que pode ter grande impacto junto aos colaboradores, parceiros e sócios das empresas é a promoção de debates sobre o processo eleitoral e o funcionamento e atribuições das instâncias de poder em jogo nas eleições (Presidência da República, Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas). As empresas podem convidar candidatos, cientistas políticos, jornalistas e administradores públicos para a discussão de ideias, propostas e conceitos. Também podem incentivar debates políticos dentro da empresa, bem como trazer matérias sobre o tema em publicações internas. É importante desmistificar a ideia de que política é uma sujeira só e sem utilidade. Essa é uma forma de contribuir para aumentar a consciência política e a qualidade do voto dentro de toda a cadeia produtiva, entre os parceiros e colaboradores. Esse procedimento ajuda a criar na sociedade ambiente ético e transparente, acentuando a democracia nas relações sociais e políticas. Além de consultar sócios, parceiros e colaboradores e de realizar debates, as empresas podem também promover campanhas de esclarecimento junto a seus colaboradores. Um conceito útil para ser adotado é o do voto consciente. Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a fenômenos que há muito deveriam ter sido excluídos da vida política nacional, como a compra de votos e a atitude de diversos candidatos, durante as campanhas eleitorais, de “doar” cestas básicas e toda a sorte de brindes em troca da promessa de voto dos eleitores. O conceito de voto consciente é justamente o contraponto dessas práticas, visando estabelecer critérios racionais que façam do voto um instrumento de cidadania. Voto consciente é aquele em que o cidadão pesquisa o passado dos candidatos, avalia suas histórias de vida e analisa se as promessas e programas eleitorais são coerentes com as práticas dos candidatos e de seus partidos. (Instituto Ethos. A Responsabilidade Social das Empresas no Processo Eleitoral. Disponível em: <www.ethos.org.br>. Com adaptações). 10851. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) Com base na leitura do texto, analise as afirmativas a seguir: I. Tradicionalmente, a decisão de uma empresa apoiar determinado candidato no processo eleitoral tem mais relação com uma concepção individual do que empresarial. II. As consultas a sócios e colaboradores e debates com os candidatos ajudam a promover a responsabilidade social das empresas. III. É possível, dentro do conceito ético de responsabilidade social, que a empresa apoie candidato que não represente a convicção pessoal de seus controladores. Assinale (A) se todas as afirmativas estiverem corretas. (B) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (C) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (E) se nenhuma afirmativa estiver correta. RESPOSTA (I) Verdadeira – Geralmente são os controladores que tomam esse tipo de decisão, sem que sejam consultados sócios e colaboradores. (II) Verdadeira – É o que se afirma no terceiro parágrafo: “O simples fato de consultá-los ajuda a criar um ambiente socialmente responsável nas empresas.” (III) Verdadeira – Dentro da lógica de não se confundirem os interesses dos controladores com os da empresa, torna-se possível sim um apoio por parte da empresa que divirja dos interesses de seus controladores. Alternativa A. 10852. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) O texto se classifica como (A) narrativo. (B) injuntivo. (C) descritivo. (D) dissertativo. (E) epistolar. RESPOSTA O texto analisa o tema das questões éticas que envolvem a participação das empresas no apoio a candidatos e no financiamento de campanhas políticas. Propõe procedimentos que podem contribuir para que os princípioséticos sejam atendidos plenamente. Essa forma de abordagem caracteriza o texto como dissertativo. Vale ressaltar que texto narrativo se caracteriza por contar uma história e texto injuntivo, por instruir. Já no texto descritivo, caracteriza-se algo e o texto epistolar corresponde ao padrão da carta. Alternativa D. 10853. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) Também é certo, por outro lado, que, ao aumentarem a transparência do processo de tomada de decisões, as empresas adquirem o respeito das pessoas e comunidades que são impactadas por suas atividades e são gratificadas com o reconhecimento e engajamento dos seus colaboradores e a preferência dos consumidores, em consonância com o conceito de responsabilidade social, o qual, é sempre bom lembrar, está se tornando cada vez mais fator de sucesso empresarial e abrindo novas perspectivas para a construção de um mundo economicamente mais próspero e socialmente mais justo (linhas 11 a 17). O período acima é composto por (A) seis orações. (B) oito orações. (C) nove orações. (D) sete orações. (E) dez orações. RESPOSTA É possível identificar as seguintes orações: 1) Também é certo, por outro lado 2) ao aumentarem a transparência do processo de tomada de decisões 3) que as empresas adquirem o respeito das pessoas e comunidades 4) que são impactadas por suas atividades 5) e são gratificadas com o reconhecimento e engajamento dos seus colaboradores e a preferência dos consumidores, em consonância com o conceito de responsabilidade social 6) é sempre bom 7) lembrar 8) o qual está se tornando cada vez mais fator de sucesso empresarial 9) e abrindo novas perspectivas para a construção de um mundo economicamente mais próspero e socialmente mais justo. Vale ressaltar que, em “está se tornando”, temos uma locução verbal, que conta como uma única oração. Alternativa C. 10854. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) Voto consciente é aquele em que o cidadão pesquisa o passado dos candidatos, avalia suas histórias de vida e analisa se as promessas e os programas eleitorais são coerentes com as práticas dos candidatos e de seus partidos (linhas 35 a 37). A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir: I. O adjetivo eleitorais refere-se sintaticamente tanto a promessas quanto a programas, mas semanticamente diz respeito somente a programas. II. Há somente uma conjunção integrante. III. Há dois pronomes substantivos e dois pronomes adjetivos. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Falso – O adjetivo “eleitorais” se refere tanto sintática como semanticamente aos substantivos “promessas” e “programas”. (II) Verdadeiro – Trata-se da conjunção “se”, que introduz a oração subordinada substantiva objetiva direta “se as promessas e os programas eleitorais são coerentes com as práticas dos candidatos e de seus partidos.”. (III) Verdadeiro – São pronomes substantivos “aquele” e “que”, que substituem “voto consciente”. E os pronomes adjetivos são “suas” e “seus”, que acompanham, respectivamente, os substantivos “promessas” e “programas eleitorais”. Alternativa E. 10855. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) Infelizmente, ainda hoje assistimos no Brasil a fenômenos... (linha 31). No trecho acima, foi empregada a regência do verbo em completo acordo com a norma culta. Assinale a alternativa em que isso NÃO tenha ocorrido. (A) O povo aspira a governos menos corruptos. (B) Ele assiste em Belém. (C) O combate à corrupção implica em medidas éticas por parte das empresas. (D) As empresas pagaram aos funcionários na data correta. (E) Muitas vezes o povo esquece o passado dos políticos. RESPOSTA (A) Certo – O verbo “aspirar”, no sentido de “almejar”, é transitivo indireto e é regido pela preposição “a”. (B) Certo – O verbo “assistir”, no sentido de “morar”, “residir”, é intransitivo e é regido pela preposição “em”. (C) Errado – O verbo “implicar”, no sentido de “acarretar”, é transitivo direto. Assim, o correto seria “implica medidas éticas”. (D) Certo – O verbo “pagar” é bitransitivo e solicita como objeto direto um nome de coisa e como objeto indireto um nome de pessoa (pagar algo a alguém). (E) Certo – O verbo esquecer, quando não pronominal, é transitivo direto (Esquecer algo). Quando pronominal, é transitivo indireto e é regido pela preposição “de” (Esquecer-se de algo). Alternativa C. 10856. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) Essa é uma forma de contribuir para aumentar a consciência política e a qualidade do voto dentro de toda a cadeia produtiva, entre os parceiros e colaboradores (linhas 24 e 25). A respeito do período acima e sua relação com o texto, analise as afirmativas a seguir: I. O pronome Essa tem valor anafórico. II. Em toda a cadeia produtiva, a supressão do artigo “a” não provoca alteração de sentido. III. O período é todo composto por subordinação. Assinale (A) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Verdadeiro – O pronome “essa” é anafórico, ou seja, retoma uma ideia já citada no texto. No caso, a expressão “essa forma” retoma a ideia de “desmistificar a ideia de que a política é uma sujeira só e sem utilidade”. (II) Falso – Com a presença do artigo definido, trata-se de uma cadeia específica; sem a presença do artigo definido, trata- se de uma cadeia qualquer. (III) Verdadeiro – Temos a oração principal “Essa é uma forma” e a oração subordinada substantiva completiva nominal “de contribuir”; esta última oração se comporta como principal da oração subordinada substantiva objetiva indireta “para aumentar a consciência política e a qualidade do voto dentro de toda a cadeia produtiva, entre os parceiros e colaboradores”. Alternativa A. 10857. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) Os sócios e colaboradores dificilmente são consultados, e muitas vezes o apoio reflete mais as posições pessoais dos controladores do que os valores e princípios das empresas (linhas 4 e 5). A respeito da vírgula no período acima, é correto afirmar que (A) está correta, pois se trata de vírgula antes da conjunção E com valor adversativo. (B) está correta, pois é caso de vírgula antes da conjunção E que inicia oração com sujeito diferente do da anterior. (C) está incorreta, uma vez que não é necessário usar vírgula já havendo a conjunção E, mesmo sem valor aditivo. (D) está incorreta, já que introduz oração aditiva, mesmo que os sujeitos sejam diversos. (E) é facultativa, pois as orações apenas se justapõem e não se coordenam. RESPOSTA Não ocorre vírgula antes do “e” aditivo. No entanto, seu uso é facultado caso essa conjunção conecte orações com sujeitos diferentes. Se, por ventura, as orações tiverem o mesmo sujeito, torna-se proibitivo o emprego da vírgula. Alternativa B. 10858. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) Assinale a palavra que tenha sido acentuada seguindo a mesma regra que distribuídos (linha 4). (A) sócio (B) sofrê-lo (C) lúcidos (D) constituí (E) órfãos RESPOSTA O termo “distribuídos” é acentuado pelo fato de o “i” formar hiato e estar isolado em uma sílaba (dis – tri – bu – í – dos). (A) Errado – A palavra “sócio” é acentuada pelo fato de ser paroxítona terminada em ditongo crescente. (B) Errado – O termo “sofrê-lo” é acentuado pelo fato de ser oxítona terminada em “e”. (C) Errado – A palavra “lúcidos” é acentuada pelo fato de ser proparoxítona. (D) Certo – A forma verbal “constituí” – 1a pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo – é acentuada pelo fato de o “i” formar hiato e estar isolado numa sílaba (cons – ti – tu – í). (E) Errado – A palavra “órfãos” é acentuada devido ao fato de ser paroxítona terminada em“ão(s)”. Alternativa D. 10859. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) É correto afirmar, em relação ao texto, que o quinto parágrafo (A) retoma o parágrafo anterior, relativizando-o. (B) tem papel aditivo em relação aos dois parágrafos anteriores. (C) explicita o parágrafo anterior. (D) explica os dois parágrafos anteriores. (E) dá continuidade ao parágrafo anterior, exemplificando-o. RESPOSTA O quinto parágrafo é iniciado pelo conector aditivo “Além disso”. Ele soma informação aos dois parágrafos anteriores: o 3º, que aponta a necessidade de se consultarem sócios ou colaboradores da empresa sobre que candidato apoiar; e o 4º, que aponta a necessidade de se promoverem debates nas empresas, com convites aos candidatos participantes do pleito. Alternativa B. 10860. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários (linhas 8 a 11). Assinale a alternativa que apresente pontuação igualmente correta para o período acima. (A) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato, ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. (B) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e − mais ainda − a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. (C) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas e − mais ainda −, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. (D) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas, e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões sobre aspectos tão sensíveis como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. (E) É certo que a separação dos valores e princípios pessoais dos controladores dos valores e princípios das empresas, e, mais ainda, a transformação dessa dissociação em um novo critério para a tomada de decisões, sobre aspectos tão sensíveis, como o apoio a determinado partido ou candidato ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários. RESPOSTA (A) Errado – A vírgula antes de “ainda” é equivocada, pois separa o sujeito – “a separação dos valores e princípios... o apoio a determinado partido ou candidato” – do respectivo predicado – “ainda é uma atitude difícil para grande parte dos empresários.”. (B) Certo. (C) Errado – É equivocado o emprego da vírgula após “– mais ainda –”, pois se isola a conjunção “e” do restante da oração aditiva. (D) Errado – Está equivocado o emprego da vírgula antes da conjunção “e”, pois esta tem caráter aditivo e está conectando dois termos coordenados entre si: os núcleos do sujeito. (E) Errado – Está equivocado o emprego da vírgula antes da conjunção “e”, pois esta tem caráter aditivo e está conectando dois termos coordenados entre si: os núcleos do sujeito. Também está equivocada a vírgula depois de “decisão”, pois esta isola nome – decisão – e complemento nominal – sobre os aspectos tão sensíveis. Alternativa B. 10861. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) No último parágrafo, as aspas em doar confirmam, para o vocábulo, seu aspecto de (A) polifonia. (B) coloquialismo. (C) antonímia. (D) metáfora. (E) ironia. RESPOSTA O verbo “doar” foi empregado num sentido irônico. Isso quer dizer que não se pode levar a sério o que é dito, pois não se trata propriamente de uma doação. Se analisarmos o contexto, as cestas básicas e os vários brindes são apresentados como instrumentos de chantagem eleitoral – e não uma doação ou ato de caridade -, servindo como moeda de troca para a obtenção do voto do eleitor. Alternativa E. 10862. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) Assinale a palavra em que o prefixo tenha o mesmo valor semântico que o de dissociação (linha 10). (A) dissolver (B) dispor (C) discordar (D) disenteria (E) dissimular RESPOSTA O prefixo “dis-” em “dissociação” tem valor semântico de negação. (A) Errado – O valor semântico do prefixo é de separação, espalhamento. (B) Errado – O valor semântico do prefixo é de organização, arranjo. (C) Certo – O valor semântico do prefixo é de negação. (D) Errado – O valor semântico do prefixo é de “mau estado”, “mau funcionamento”. (E) Errado – O valor semântico do prefixo é de ênfase, reforço da ação – no caso, reforço da ação simular. Alternativa C. 10863. (Analista Judiciário – TRE-PA – 2011 – FGV) É importante desmistificar a ideia de que política é uma sujeira só e sem utilidade (linhas 23 e 24). Em relação ao período acima, analise as afirmativas a seguir: I. É possível deslocar o vocábulo só para antes do verbo sem provocar alteração de sentido. II. Há uma oração subjetiva. III. Há uma oração completiva nominal. Assinale (A) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. (B) se nenhuma afirmativa estiver correta. (C) se todas as afirmativas estiverem corretas. (D) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas. (E) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. RESPOSTA (I) Falso – Se deslocarmos o advérbio “só” para antes da forma verbal “é”, tal advérbio assume o significado de “somente” – “a política é só (= somente) uma sujeira”. Na redação original, por sua vez, o advérbio tem valor de intensidade. (II) Verdadeiro – Trata-se da oração reduzida “desmistificar a ideia de que...”, que exerce função sintática de sujeito. (III) Verdadeiro – Trata-se da oração “de que política é uma sujeira só e sem utilidade”. Alternativa A. 10864. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Na questão, assinale a opção que está de acordo com as ideias do texto. A mobilização permanente dos movimentos proletários estimulou o aparecimento de um Estado cada vez mais interventor, que, em meados do século XX (também por conta de outros fatores), realizou-se plenamente: o Estado Social. O Direito e a Justiça do Trabalho são, em última análise, uma das expressões desse Estado Social (menos liberal e mais interveniente), uma vez que um dos pressupostos do direito trabalhista é que há, entre empregado e empregador, um desnível de poder que deve ser sanado, inclusive por meio da atuação jurídica estatal. Dessa forma, não é exagero dizer, a pressão dos trabalhadores ao longo dos séculos XIX e XX ajudou a democratizar várias sociedades capitalistas no Ocidente – dado que fez surgir, como consequência de suas lutas, as primeiras normas do Direito do Trabalho, materializadas nos primeiros acordos entre trabalhadores e patrões. A existência dos movimentos proletários é, portanto, a causa histórica da formação do Direito e da Justiça do Trabalho no mundo. (Raquel Veras Franco, Breve histórico da justiça e do direito do trabalho no mundo – http://www.tst.gov.br/Srcar/Documentos/Historico). (A) As primeiras normas do Direito do Trabalho impulsionaram as lutas dos trabalhadores por sua revogação. (B) O Estado Social, como menos liberal e mais interveniente, ainda ignora o Direito e a Justiça do Trabalho. (C) Entre empregado e empregador, segundo os pressupostos do direito trabalhista, há uma simetria que deve ser mantida. (D) A pressão dostrabalhadores ao longo dos séculos XIX e XX prejudicou a democratização das sociedades capitalistas do Ocidente. (E) A realização do Estado Social decorre, em parte, da mobilização permanente dos movimentos proletários do século XX. RESPOSTA (A) Errado – Os trabalhadores se sentiram privilegiados com as primeiras normas do Direito do Trabalho, sendo equivocado afirmar que estes lutaram pela revogação (anulação). (B) Errado – São o Direito e a Justiça do Trabalho uma das expressões do Estado Social. (C) Errado – Há sim uma assimetria, visto que há um desnível na relação de poder entre patrões e empregados. (D) Errado – Foi essa pressão dos trabalhadores que estimulou a democratização em muitas sociedades capitalistas. (E) Certo. Alternativa E. 10865. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Na questão, assinale a opção que está de acordo com as ideias do texto. O exame sereno dos fatos mostra que o Movimento dos Sem-Terra – MST tem sido, ao longo dos anos, instrumento de contenção política da revolta desesperada dos que se encontram sem lugar no mundo. Sem o MST, provavelmente haveria hordas de excluídos saqueando e incendiando os campos, como em outros tempos históricos. Fala-se muito no direito de propriedade como extensão natural da liberdade dos homens. Mas o direito à propriedade não é o direito que a herança atribui. O acesso à propriedade da terra, que é, em princípio, direito de todos os homens, não pode ser impedido pela voracidade ambiciosa de alguns. A terra não deve servir ao enriquecimento, porque é o único meio de sobrevivência de todos os seres. A terra e a água são indispensáveis à vida, e o direito à vida, de acordo com os mais antigos princípios de justiça, é anterior ao direito à propriedade e sobre ele prevalece. (Mauro Santayana, Jornal do Brasil, 19/04/2006). (A) A atuação do MST tem sido benéfica à sociedade, pois contém a possível onda de saques e incêndios no campo. (B) O MST permite a explosão da revolta desesperada dos que se encontram sem lugar no mundo. (C) O direito à propriedade deve ser circunscrito ao que a herança atribui aos beneficiários. (D) A terra deve servir ao enriquecimento e ao desenvolvimento de apenas alguns setores da sociedade. (E) O direito à propriedade deve prevalecer sobre o direito à vida, em qualquer circunstância. RESPOSTA (A) Correto. (B) Errado – Segundo o texto, o MST atua no sentido de conter uma revolta explosiva por parte dos sem-terra. (C) Errado – O que se afirma no texto é justamente o oposto: “...o direito à propriedade não é o direito que a herança atribui”. (D) Errado – Segundo o texto, o direito à terra é de todos os homens e não pode ser instrumento das ambições de alguns indivíduos. (E) Errado – É o oposto: o direito à vida é anterior ao da propriedade. 1 5 Alternativa A. 10866. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Assinale a opção que representa continuidade coesa e coerente para o texto abaixo. Em 1850, o Brasil tinha dois milhões de escravos. Na Europa, a revolução industrial passou a exigir cada vez mais mão de obra, que se tornou escassa. Por outro lado, a mão de obra livre do país não servia aos propósitos da plantação cafeeira. A solução preconizada então foi a imigração europeia. Começam a criar, na época imperial, colônias de imigrantes, trazidos com a convicção de uma natural superioridade da raça com uma ética própria para o trabalho. Em 1824, foi criada a primeira colônia alemã em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. (Sidnei Machado – http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/article/viewPDFInterstitial/1766/1463). (A) Por meio de contratos de parceria, os imigrantes europeus vendiam seu trabalho futuro. (B) Contanto que, em 1852, Vergueiro, comece a contratar diretamente imigrantes na Europa, financiado pelo governo. (C) Ficava devendo as passagens, transporte, comissões de contrato, além de outras despesas. (D) Porquanto, nesse contexto, os escravos libertos passaram a não ter trabalho, ficando sem condições de inserção social e de sobrevivência. (E) No entanto, o trabalho foi fornecido ao trabalhador europeu, pois era mais vantajoso ao proprietário, dadas as condições contratuais onerosas impostas aos imigrantes. RESPOSTA Na letra B, temos uma frase incompleta, que apresenta somente uma oração subordinada condicional (“Contanto que, em 1852...”) sem sua respectiva oração principal. Na letra C, não está claro qual é o sujeito de “ficava”. Na letra D, temos uma frase incompleta, que apresenta somente oração subordinada causal (“Porquanto, nesse contexto,..”) sem sua respectiva oração principal. Na letra E, não há compatibilidade semântica em iniciar a frase pelo conector adversativo “No entanto”. Alternativa A. 10867. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Julgue como verdadeiros (V) ou falsos (F) os itens a respeito do texto abaixo. Uma única inovação ocorrida no século XV teve enorme influência para o progresso, a inclusão social e a redução da pobreza. Foi a invenção do conceito de capital social pelo frei Luca Paccioli, o criador da contabilidade. Antes de Luca Paccioli, um comerciante ou produtor que não pagasse suas dívidas poderia ter todos os bens pessoais, como casa, móveis e poupança, arrestados por um juiz ou credor. Muitos cientistas políticos e sociólogos usam o termo capital social de forma equivocada, numa tentativa deliberada de confundir o leitor. (Adaptado de Stephen Kanitz, O capital social. Veja, 12 de abril, 2006). ( ) Depreende-se da expressão “Uma única inovação” (linha 1) que as demais inovações ocorridas no século XV não resistem até hoje. ( ) Preservam-se a coerência textual e a correção gramatical ao trocar “invenção” (linha 2) por criação e “criador” (linha 2) por inventor, respectivamente. ( ) Apesar de se classificar como artigo indefinido, o artigo “um” tem a função de determinar ou identificar, no texto, “comerciante” (linha 3) e “produtor” (linha 3). ( ) Por integrar uma enumeração, a vírgula depois de “poupança” (linha 4) é facultativa e pode ser suprimida sem que se prejudique a correção gramatical do texto. ( ) Por constituir um valor oposto às informações do primeiro parágrafo, o período final do texto admite ser iniciado pelo conectivo No entanto, seguido de vírgula, fazendo-se os ajustes nas iniciais maiúsculas. A sequência correta é (A) V V F V F. (B) F V F F V. (C) V F F F V. (D) F V V F F. (E) F F V V F. RESPOSTA (I) Falso – Foi essa única inovação que, diferentemente das demais, foi significativa para o progresso, a inclusão social e a redução da pobreza. (II) Verdadeiro – São palavras sinônimas que, no contexto, mantêm o mesmo sentido. (III) Falso – O artigo indefinido “um” tem sentido equivalente a “qualquer cidadão” ou “qualquer produtor”, não se especificando quem. (IV) Falso – Se retirarmos a vírgula, transformaremos a oração adjetiva explicativa “arrestados por um juiz ou credor” em adjetiva restritiva, mudando, assim, o sentido da frase original. (V) Verdadeiro – Enquanto o primeiro parágrafo aborda a criação do conceito de capital social e suas contribuições, o segundo insere a ressalva de que muitos cientistas e políticos empregam esse conceito de forma equivocada. Alternativa B. 10868. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro gramatical. (A) No livro Breve História do Trabalho no Brasil , Almir Pazzianotto esboça a trajetória da classe trabalhadora, da colonização portuguesa ao último governo militar. Mostra como se explorou, sem limites éticos e humanos, a mão de obra indígena e negra e como, durante a Primeira República, as oligarquias, com medo das ideias revolucionárias trazidas pelos imigrantes, procuraram bloquear as tentativas de organização dos trabalhadores. (B) Mostra também como se desenhou o modelo sindical brasileiro, a partir do primeiro governo de Getúlio Vargas, e por que esse modelo se manteve incólume até a Constituição de 1988, apesar das profundas transformações político-institucionais pelas quais passou o Paísnesse período. (C) Registra, também, que a redemocratização do Brasil significou apenas uma atenuação do modelo anterior, sendo ainda marcante a participação do Estado na vida sindical, por meio de normas obrigatórias relativas a modelo de organização, registro, quotas compulsórias, negociações salariais e dissídios coletivos. (D) O autor dedica atenção especial à figura marcante de Getúlio Vargas, suas ideias sobre o movimento trabalhista e sobre o papel reservado às classes operárias no desenvolvimento nacional, trazendo o livro, em apêndice, a íntegra da Carta Testamento e de três célebres discursos proferidos no Dia do Trabalho. (E) Embora fundamentado em sólida bibliografia, o livro não tem a aridez dos textos acadêmicos. Almir Pazzianotto Pinto, como advogado trabalhista no ABCD paulista, como Ministro do Trabalho ou como Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, conviveu com muitos dos personagens que retratam e foi testemunha de outras tantas histórias que registra, emprestando, assim, um calor especial à narrativa. (http://www.stpinf.com:8080/producao/genadm.nsf/Paginas) RESPOSTA Há um erro de concordância verbal em “retratam”, que deveria estar no singular, por concordar com o sujeito “Almir Pazzianotto Pinto”. O correto, portanto, seria: “Embora fundamentado em sólida bibliografia, o livro não tem a aridez dos textos acadêmicos. Almir Pazzianotto Pinto, como advogado trabalhista no ABCD paulista, como Ministro do Trabalho ou como Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, conviveu com muitos dos personagens que retrata e foi testemunha de outras tantas histórias que registra, emprestando, assim, um calor especial à narrativa”. Alternativa E. 10869. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro. (A) A Primeira Revolução Industrial pode ser entendida como uma guinada de todos os indicadores econômicos ingleses, sobretudo nas duas últimas décadas do século XVIII. (B) Tal avanço dos indicadores econômicos tiveram várias razões: a intensificação do Comércio Internacional desde o século XVI, a Revolução Agrícola (e a expulsão de vastos contingentes de campesinos para as cidades), o surgimento de uma indústria têxtil inglesa etc. (C) Esses acontecimentos propiciaram o que o historiador Eric Hobsbawm chama de a “partida para o crescimento autossustentável”. Por “crescimento autossustentável” entende- se: o poder produtivo das sociedades humanas, até então sujeito a variáveis climáticas ou demográficas, tornou-se crescente e constante – livre de epidemias, fomes, pestes ou intempéries, que regularmente ceifavam grandes contingentes de mão de obra em quase toda a Europa. (D) Contraposto à Idade Média, em que o problema crônico da produção era a falta de homens e mulheres nos campos (e não de terras), o período que se segue à Revolução Industrial é aquele em que o homem começa a tornar-se um pouco mais supérfluo. (E) Como explicita Hobsbawm, trata-se de período em que, às grandes massas de desempregados e campesinos desapossados, juntou-se um sistema fabril mecanizado que produzia “em quantidades tão grandes e a um custo tão rapidamente decrescente a ponto de não mais depender da demanda existente, mas de criar o seu próprio mercado”. (Raquel Veras Franco, Breve histórico da justiça e do direito do trabalho no mundo – http://www.tst.gov.br/Srcar/Documentos/Historico). RESPOSTA Ocorre um erro de concordância verbal em “tiveram”, que deveria estar no singular, por concordar com o núcleo do sujeito “avanço”. O correto, portanto, seria: “Tal avanço dos indicadores econômicos teve várias razões: a intensificação do Comércio Internacional desde o século XVI, a Revolução Agrícola (e a expulsão de vastos contingentes de campesinos para as cidades), o surgimento de uma indústria têxtil inglesa etc.”. Alternativa B. 10870. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de concordância. (A) As riquezas geradas eram, de fato, imensas e as condições de vida nas cidades costumavam ser horríveis. Para se ter ideia, alguns recenseamentos ingleses, da década de 1840, relatam que o homem do campo vivia, em média, 50 anos e o da cidade, 30 anos. (B) Talvez esses números sejam indicadores da dramaticidade das modificações ocasionadas, na vida de milhões de seres humanos, pela Revolução Industrial. (C) Essa dramaticidade que, muitas vezes, nos escapa, mas que podemos entrever, como nos informa Hobsbawm, se levarmos em conta que era comum, nas primeiras décadas dos oitocentos, encontrar trabalhadores citadinos vivendo de forma que seria absolutamente irreconhecível para seus avós ou mesmo para seus pais. (D) A fragmentação das sociedades campesinas tradicionais, que originou as grandes massas nas cidades, fazem com que, nas palavras de Hobsbawm, “nada se tornasse mais inevitável” do que o aparecimento dos movimentos operários. (E) Aqueles trabalhadores, que viviam em condições insuportáveis, não tinham quaisquer recursos legais, somente alguns rudimentos de proteção pública. (Raquel Veras Franco, Breve histórico da justiça e do direito do trabalho no mundo – http://www.tst.gov.br/Srcar/Documentos/Historico). RESPOSTA A forma verbal “fazem” deveria estar no singular, uma vez que há de se manter a concordância com o núcleo do sujeito “fragmentação”. O correto, então, seria: “A fragmentação das sociedades campesinas tradicionais, que originou as grandes massas nas cidades, faz com que, nas palavras de Hobsbawm, ‘nada se tornasse mais inevitável’ do que o aparecimento dos movimentos operários”. Alternativa D. 10871. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale a opção gramaticalmente correta. (A) O primeiro interesse dos espanhóis e portugueses pela América foi o ouro acumulado. A mera exploração do ouro, no entanto, não assegurou à Portugal a manutenção da colônia, ameaçada de ocupação. Nesse período, somente a ocupação representava verdadeiro domínio. Por outro lado, os gastos de defesa eram bastante elevados. (B) Como os portugueses já possuíam experiência no cultivo do açúcar em grande escala nas ilhas do Atlântico, a junção desse conhecimento técnico dos portugueses com a capacidade de transporte dos holandeses na Europa permitiriam a produção do açúcar em larga escala no Brasil. (C) O principal problema para essa expansão seria a mão de obra, pois não haviam na colônia e o transporte de Portugal era economicamente inviável. (D) Na expansão da plantação do açúcar no Brasil, Portugal utilizou-se, inicialmente, do trabalho de índios escravizados. Mas o sistema de monopólio da produção do açúcar entraram em decadência com o início da produção nas ilhas das Antilhas, fazendo com que o preço do produto caísse. (E) A necessidade política de colonização das terras e a ausência de mão de obra excedente na Península Ibérica, na época, levaram Portugal a optar pela introdução da mão de obra escrava africana (negra). (Sidnei Machado – http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/ article/viewPDFInterstitial/1766/1463). RESPOSTA (A) Errado – É equivocado o emprego do acento grave antes de “Portugal”, que não pede artigo definido “a” (“Fui a Portugal” sem crase, pois “Voltei de Portugal” sem artigo definido). (B) Errado – Há um equívoco de concordância no uso da forma “permitiriam”, que deveria estar no singular para concordar com o núcleo do sujeito “junção”. (C) Errado – Há um equívoco na flexão da forma “haviam”, uma vez que o verbo “haver” é impessoal (sentido de “existir”) e só admite flexão no singular (havia na colônia...). (D) Errado – Há um equívoco na flexão da forma “entraram”, que deveria estar no singular para concordar com o núcleo do sujeito “sistema”. (E) Certo. Alternativa E. 10872. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Os trechos a seguir foram adaptados de uma reportagem da Folha de S.Paulo, 30 de abril de 2006. Assinale aquele que não apresenta erro de natureza gramatical.(A) Um diploma universitário ou o ingresso no ensino superior não são garantias que os salários não se deteriorem de modo mais intenso nos períodos de crise, pois as maiores perdas entre 2002 e 2006, ocorreram nos trabalhadores com mais de 11 anos de estudo. (B) A maior perda real da remuneração das pessoas, com maior nível de instrução ocorre em razão da grande oferta de mão de obra qualificada, sem ter a contrapartida da expansão das vagas “de classe média”. (C) À força de trabalho “abundante” traz-se um alto nível de competição no mercado de trabalho que “achatam” os salários, especialmente em períodos de fraco nível de atividade econômica. (D) Com farta oferta de mão de obra no Brasil, as empresas podem selecionar profissionais qualificados pagando-lhes salários mais baixos e, muitas vezes, contratar um profissional mais capacitado do que a função exigiria. (E) O fenômeno não é uma tendência mundial: trata-se de uma anomalia do mercado de trabalho brasileiro, que existe uma redução de postos de trabalho possuindo remunerações mais elevadas por que o modelo econômico brasileiro destrói empregos de classe média. RESPOSTA (A) Errado – Há um equívoco no emprego da vírgula depois de “2006”, uma vez que esta separa sujeito – as maiores perdas entre 2002 e 2006 – e verbo – ocorreram. (B) Errado – Há um equívoco no emprego da vírgula depois de “pessoas”, uma vez que esta separa nome – pessoas – e adjunto adnominal – com maior nível de instrução. (C) Errado – Há um erro de flexão na forma “achatam”, que deveria estar no singular para concordar com o núcleo do sujeito “nível”. (D) Certo. (E) Errado – Há vários equívocos: primeiro, a ausência da preposição “em” antes do pronome relativo “que”; segundo, a forma “por que” está mal empregada. Há a necessidade de emprego da forma “porque”, uma vez que se trata de uma explicação. Também seria necessária uma vírgula antes da forma explicativa “porque”. Assim, o correto seria: “O fenômeno não é uma tendência mundial: trata-se de uma anomalia do mercado de trabalho brasileiro, em que existe uma redução de postos de trabalho possuindo remunerações mais elevadas, porque o modelo econômico brasileiro destrói empregos de classe média”. Alternativa D. 10873. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Assinale a opção que corresponde a erro gramatical. A história do petróleo no Brasil, dos primeiros passos até este (1) novo degrau, que é a conquista da autossuficiência, não tem nome ou fisionomia particular. Pertence, na verdade, a todos os (2) brasileiros e administradores que acreditaram na possibilidade de o nosso país desenvolver o seu setor de petróleo com competência e talento. Ela foi escrita, capítulo a (3) capítulo, por valorosos trabalhadores de várias categorias, do técnico de ponta ao mais modesto operário, e não somente (4) por esses, que labutam na linha de frente, nos trabalhos de pesquisas e análises, como também, com igual dedicação e entusiasmo, pelos que lhe (5) dão suporte, na retaguarda, inclusive no plano administrativo, essencial quando eficiente. (Joel Mendes Rennó, Jornal do Brasil, 19/04/2006). (A) 1. (B) 2. 1 5 1 (C) 3. (D) 4. (E) 5. RESPOSTA (1) Correto – A forma “este” é catafórica, ou seja, antecipa um termo ainda a ser citado – no caso, “conquista da autossuficiência”. (2) Correto – A forma “os” é pronome demonstrativo e equivale a “aqueles”. (3) Correto – Não se emprega acento grave em expressões formadas por palavras repetidas: capítulo a capítulo. (4) Correto – Emprega-se a vírgula antes do “e”, pois este tem valor adversativo (= mas). (5) Errado – Há um equívoco de concordância: deveria ser empregada a forma “lhes”, uma vez que esta substitui “trabalhadores”. Alternativa E. 10874. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Em relação ao texto a seguir, assinale a opção incorreta. O Estado Contemporâneo enfrenta desafios maiores do que os do Estado Moderno. Se o segundo deveria, precipuamente, garantir o funcionamento da concorrência mercantil, o Estado Contemporâneo deve garantir, ao mesmo tempo, liberdade e igualdade; deve equilibrar os interesses entre capital e trabalho, tornando-se, para isso, cada vez mais intervencionista – o que o faz passar, aliás, por duas crises: a da legitimação (dessa intervenção) e a fiscal (diferença crescente entre as saídas necessárias e as entradas insuficientes à distribuição de recursos). (Raquel Veras Franco, Breve histórico da justiça e do direito do trabalho no mundo – http://www.tst.gov.br/Srcar/Documentos/Historico). (A) Em “maiores do que” (linha 1), a eliminação de “do” mantém a correção gramatical do período. (B) A expressão “segundo” (linha 1) retoma o antecedente “Estado Moderno” (linha 1). (C) O sinal de dois-pontos isola citação de outra voz que não a do autor do texto. (D) Em “que o faz passar” (linha 4), o pronome “o” retoma o antecedente “Estado Contemporâneo” (linha 2). (E) Os parênteses podem ser eliminados, sem prejuízo para a correção gramatical do período, desde que se coloque um travessão antes de “diferença” (linha 5). RESPOSTA O uso dos dois-pontos antecede uma enumeração, que explicita as duas crises: a primeira, referente à crise da legitimação; e a segunda, referente à crise fiscal. Além disso, o discurso (a “voz”) após os dois-pontos permanece o do autor. Alternativa C. 10875. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Assinale a opção que não está de acordo com as estruturas do texto. A relação conflituosa entre fazendeiros e colonos, aliada à crescente dificuldade de importação de escravos negros da África a partir da década de 60, exige que se use a mão de obra nativa, forçando- a ao trabalho na lavoura. Os fazendeiros também reclamavam uma legislação que permitisse garantias dos investimentos na mão de obra, do cumprimento dos contratos, da repressão às greves e, ainda, que lhes propiciasse adequada 5produtividade. A promulgação da Lei do Ventre Livre, em 1871, sinalizando a abolição da escravidão, criou as condições para uma legislação que, ao mesmo tempo em que fazia a regulação minuciosa da contratação do trabalho livre, previa a obrigação de o homem livre contratar, como mecanismo de combate à vadiagem. (Sidnei Machado – http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/ article/viewPDFInterstitial/1766/1463). (A) A forma verbal “exige” (linha 2) está no singular para concordar com “relação conflituosa” (linha 1). (B) A expressão “reclamavam” (linha 3) está sendo empregada com o sentido de lamentavam. (C) A substituição de “se use” (linha 2) por seja usada mantém a correção gramatical do período. (D) Em “que lhes propiciasse” (linha 4) o pronome “lhes” refere-se a “Os fazendeiros”. (E) As vírgulas após “1871” (linha 5) e após “escravidão” (linha 5) isolam oração reduzida de gerúndio. RESPOSTA A expressão “reclamavam” possui o sentido de “pedir com insistência”, “exigir”. Na letra A, temos um sujeito simples com núcleo no singular (“relação”). Na letra C, a construção passiva pronominal “se use” equivale à passiva analítica “seja usada”. Na letra D, o pronome “lhes” é pessoal oblíquo anafórico e retoma “fazendeiros”. Na letra E, a oração “sinalizando a abolição da escravidão” é subordinada adjetiva explicativa reduzida de gerúndio. Alternativa B. 10876. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Assinale a opção que apresenta justificativa correta para o emprego da vírgula correspondente. O setor de petróleo brasileiro merece legitimamente a comemoração pelo sucesso presente, (1) e as perspectivas do futuro contemplam êxito no trabalho de todas as empresas que atuam nessa área no Brasil, em especial, a Petrobras. Este futuro terá, com certeza, a marca do realismo e da humildade, (2) que são duas virtudes que, invariavelmente, andam juntas. Realismo no reconhecimento das possibilidades e limitações de todas as coisas. Humildade na renúncia a qualquer espécie de soberba, (3) de cega arrogância, (4) entendendo que a construção de uma nação e a consolidação de empresas fortes não são façanhas apenas de um punhado de homens, mas,sim, do esforço de uma sociedade inteira, (5) unida pelos laços multiplicadores da solidariedade nacional. (Joel Mendes Rennó, Jornal do Brasil, 19/04/2006). (A) 1 – Isola oração subordinada adjetiva explicativa. (B) 2 – Isola oração subordinada adjetiva restritiva. (C) 3 – Isola complemento circunstancial. (D) 4 – Isola oração reduzida de gerúndio. (E) 5 – Isola oração apositiva. RESPOSTA (1) Errado – Emprega-se a vírgula para separar orações coordenadas aditivas com sujeitos diferentes. Vale ressaltar que esse uso é facultativo. (2) Errado – Emprega-se a vírgula para separar uma oração subordinada adjetiva explicativa da oração principal. (3) Errado – Emprega-se a vírgula para isolar o aposto explicativo “de cega arrogância”. (4) Correto. (5) Errado – Não se trata de uma oração, uma vez que não há verbo. Trata-se simplesmente de um aposto. Alternativa D. 1 5 10877. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Avalie as afirmações abaixo, a respeito do emprego das estruturas linguísticas no texto, para assinalar a opção correta. Quando se ouve a palavra “preço”, as primeiras imagens que invadem nossa mente são as de cartazes de liquidação, máquinas registradoras, cheques e cartões de crédito. Mesmo nas sociedades orientais, menos capitalistas que a nossa, a ideia de preço é sempre ligada à noção de objeto de valor. Porém, diferentemente do que a mídia informa, nem tudo pode ser comprado e parcelado em três vezes no cartão. As coisas realmente importantes da vida têm seu preço, isso é certo, mas a forma de pagamento é bem diversa das praticadas nos shopping centers. Na infinita negociação que é viver, se sairá melhor aquele que possuir uma sólida conta corrente de reservas emocionais e de bom senso do que aquele que confia apenas em sua coleção de cartões de plástico. Lucrará mais aquele que souber responder com sabedoria a pergunta: vale a pena pagar o preço? (Adaptado da Revista Planeta, maio de 2006). I. Para a coerência textual, o vocábulo “as” tanto pode ser interpretado como um pronome, substituindo o substantivo “imagens” (linha 1), quanto como um artigo definido que deixa implícita a concordância com “imagens” (linha 1). II. O acento indicativo de crase em “à noção” (linha 3) decorre da presença da preposição a, exigida por “ligada” (linha 3) e do artigo determinante de “noção” (linha 3). III. Por ser expressa a comparação em estrutura oracional, o termo “do que” (linha 4) pode ser escrito apenas como “que”, sem prejuízo da correção gramatical do texto. IV. A retirada do pronome em “isso é certo” (linha 5) resulta em erro gramatical, porque a oração fica sem sujeito; o que prejudica a coesão textual. V. Devido ao emprego da vírgula, mantêm-se a coerência textual e a correção gramatical ao empregar o pronome átono depois do verbo em “se sairá” (linha 6): sairá-se. VI. As regras gramaticais possibilitam também o emprego do acento indicador de crase em “a pergunta” (linha 8): à pergunta. Estão corretos apenas os itens (A) I, II e VI. (B) I, II, III e V. (C) I, IV e VI. (D) II, III, V e VI. (E) III, IV e V. RESPOSTA (I) Correto – O vocábulo “as” tanto pode exercer sua função usual de artigo definido como também de pronome demonstrativo, equivalendo a “aquelas”. (II) Correto – O vocábulo “ligada” é regido pela preposição “a” (ligada a algo). Como “noção” é palavra feminina, há também a exigência do artigo “a”. Sendo assim, emprega-se o acento grave para marcar a fusão dos dois elementos (a + a = à). (III) Errado – A preposição “de” é exigida pelo termo “diferentemente” (diferentemente de algo), não sendo possível, assim, a omissão dela na frase. (IV) Errado – Não seria erro gramatical e nem o sujeito passaria a ser inexistente. Seria possível depreender o sujeito elíptico, não havendo, portanto, equívocos de coerência. (V) Errado – Não se usa ênclise após verbo conjugado no futuro. (VI) Certo – O verbo “responder” possibilita duas regências – responder algo a alguém ou responder a algo. Alternativa A. 10878. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Na questão, assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. A Revolução Industrial também causou a formação de enormes aglomerados de desempregados nas cidades, ___1___, em geral, cresciam sem nenhum planejamento urbano. Esse fenômeno, ___2___ não passou despercebido a escritores como Émile Zola ou Alexis de Toqueville, propiciou o surgimento de fenômenos ___3___desconhecidos, ___4___ o alcoolismo e a demência em massa. (Raquel Veras Franco, Breve Histórico da Justiça e do Direito do Trabalho no Mundo – http://www.tst.gov.br/Srcar/Documentos/Historico). 1 2 3 4 (A) as quais cujo já seja (B) que que até então como (C) cujas porém então taiscomo (D) e todavia antes sejam (E) quando entretanto anteriormente quaissejam RESPOSTA O campo (1) pode ser preenchido com “que” ou “as quais”. Não é possível usar “cujas”, pois este pronome não vem acompanhado de um substantivo. Não se pode usar “e”, pois, além de ser incoerente, não se emprega vírgula para separar aditivas de mesmo sujeito. Não é possível usar “quando”, pois criaria incoerência. O campo (2) pode ser preenchido com “que”. Não é possível usar “porém”, “todavia” e “entretanto”, pois haveria a necessidade de uma vírgula antes de “não passou”. Não é possível usar “cujo”, pois este pronome não vem acompanhado de um substantivo. O campo (3) é correto e coerentemente preenchido com o termo “até então”. O campo (4), para manter a coerência com o restante do texto, deve ser preenchido com um conector de exemplificação (no caso, “como”). Alternativa B. 10879. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Na questão, assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. A extinção do uso da mão de obra escrava no Brasil se deu por um processo lento, com vistas à transição para a formação de um mercado de trabalho livre.___1___, a segunda metade do século XIX é um período marcado pela preocupação de constituição e regulamentação legal do uso do trabalho livre no Brasil. A regulação dessas novas modalidades de uso da mão de obra contou com a mediação do Estado (Império), que disciplinava os contornos do trabalho livre. ___2___ haja uma inexplicável lacuna na bibliografia do direito do trabalho, as leis de locação e serviços de 1830, 1837 e 1879 representam o principal marco na experiência de intervenção estatal na contratação do trabalho livre no Brasil. O período de transição da escravidão ___3___ adoção do trabalho livre é longo. A importação de mão de obra europeia tem início no ano de 1850, ___4___ talvez a primeira experiência na importação de colonos pela firma Vergueiro & Cia. Os colonos eram cativados para o paraíso de terras férteis e abundantes ___5___ oferta de trabalho livre e passavam a conviver com a mão de obra escrava nas fazendas. (Sidnei Machado – http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/article/viewPDFInterstitial/1766/1463). 1 2 3 4 5 (A) Todavia Contudo na era com a (B) Por isso Conquanto para a sendo pela (C) Porquanto No entanto com a é da (D) Conquanto Desde que até a seria na (E) No entanto Porquanto pela foi e RESPOSTA O campo (1) exige, para se manter a coerência, um conector conclusivo (no caso, “por isso”). O campo (2) exige, para se manter a coerência, um conector concessivo (no caso, “conquanto” = “embora”). O campo (3) exige, para se manter a coerência, o conector prepositivo “para”. O campo (4) exige, para se manter a coerência, a forma no gerúndio “sendo”, que introduz uma oração adverbial temporal reduzida. O campo (5) exige, para se manter a coerência, a presença da forma “pela”, que introduz o agente da passiva “pela oferta de trabalho livre”. Alternativa B. 10880. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Na questão, assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto. Os primeiros imigrantes trazidos por empresas importadoras eram, em geral, obrigados ___1___ assinar contratos de parceria com o importador para trabalharem nas lavouras do café do estado de São Paulo. O contratanteadiantava ___2___ despesas de transporte da Europa ___3___ colônias e o necessário ___4___subsistência inicial. Nas colônias, o imigrante recebia determinado número de pés de café para cultivar. Tinha direito ___5___ meação no resultado da venda. (Sidnei Machado – http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/article/viewPDFInterstitial/1766/1463). 1 2 3 4 5 (A) à as as à a (B) à às às à à (C) a as as a a (D) a às às a à (E) a as às à à RESPOSTA Em (1), não se emprega crase antes de verbos (no caso, “assinar”). Em (2), a forma verbal “adiantava” pede objeto direto, não havendo, assim, necessidade da preposição “a”, o que implica não ocorrer crase. Em (3), há a fusão da preposição “a” (exigência de “transporte”) com o artigo “as” (exigência de “colônias”), o que implica crase (no caso, “às”). Em (4), há a fusão da preposição “a” (exigência de “necessário”) com o artigo “a” (exigência de “subsistência”), o que implica crase (no caso, “à”). Em (5), há a fusão da preposição “a” (exigência de “direito”) com o artigo “a” (exigência de “meação”), o que implica crase (no caso, “à”). Alternativa E. 10881. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Os trechos a seguir constituem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os nos parênteses e assinale a resposta correta. ( ) Essa meta, alcançada 53 anos depois, começou a ganhar contornos de realidade nos anos 80, quando a empresa atingiu a produção de 500 mil barris/dia. ( ) Criada pelo decreto assinado pelo presidente Getúlio Vargas, em 3 de outubro de 1953, a Petrobras já nasceu com a missão de alcançar a autossuficiência na produção brasileira de petróleo. ( ) Entretanto, foi no início da década de 70 que começou a ser delineada a estratégia que resultaria nas primeiras conquistas da empresa. Na época, o país crescia a taxas de 10% ao ano, o que contribuiu para que, naquela década, o consumo de derivados duplicasse. ( ) Porém, foi depois do alinhamento de preços dos combustíveis às cotações internacionais que a empresa conseguiu maior acesso ao mercado de capitais internacional. Com isso, obteve os recursos para financiar os investimentos necessários que resultaram na autossuficiência. ( ) Assim, ao longo das últimas cinco décadas, diante do nacionalismo que cerca o petróleo no Brasil, os interesses da Petrobras confundiram-se com os do país. (Jornal do Brasil, 23/04/2006). (A) 3º, 1º, 4º, 2º, 5º. (B) 1º, 2º, 3º, 4º, 5º. (C) 2º, 1º, 3º, 5º, 4º. (D) 4º, 5º, 1º, 3º, 2º. (E) 5º, 3º, 2º, 1º, 4º. RESPOSTA A sequência correta é 2º – 1º – 3º – 5º – 4º. Note que, no primeiro parágrafo, apresenta-se a Petrobras, referenciada direta e indiretamente em todos os outros parágrafos. No segundo parágrafo, a expressão “Essa meta” retoma a expressão ao final do primeiro parágrafo “autossuficiência na produção brasileira de petróleo”. No terceiro parágrafo, a conjunção “entretanto” cria uma ressalva semântica entre as décadas de 80 e 70. O quarto parágrafo retoma os dois anteriores, ratificando o alinhamento da Petrobras com o nacionalismo. Já no quinto parágrafo, há uma ressalva semântica entre “nacionalismo” e “mercado de capitais internacional”. Alternativa C. 10882. (Auditor Fiscal do Trabalho – 2006 – ESAF) Os trechos abaixo constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de pontuação. (A) As dívidas contraídas na imigração eram pagas com juros de 6% ao ano, não podendo o colono deixar de cumprir o contrato antes de saldá-las integralmente, além de ter de comunicar o contratante com seis meses de antecedência. (B) O não cumprimento do contrato gerava multa para o colono. Outras cláusulas apareciam nos regulamentos das colônias, tais como as que impunham um controle disciplinar rigoroso, com aplicação de penas severas aos infratores. (C) As experiências iniciais do trabalho livre do colono foram marcadas por inúmeros conflitos, desentendimentos, greves, denúncias de cobranças de taxas abusivas pelo importador, rebeldia contra controle moral e disciplinar severo imposto nas colônias. (D) Esses fatos redundaram na acusação de Portugal ao Brasil da prática de escravidão disfarçada. O descumprimento do contrato pelo colono, por exemplo, poderia representar, além da rescisão, a multa e a pena de prisão de oito dias a três meses. (E) Contudo, para os fazendeiros, o clima era, de insegurança generalizada no cumprimento dos contratos, o que reclamaria uma regulamentação jurídica mais eficiente do que a então vigente. (Sidnei Machado – http://calvados.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/direito/article/viewPDFInterstitial/1766/1463). RESPOSTA É equivocado o emprego da vírgula depois da forma verbal “era”, pois esta isola verbo de ligação e predicativo, termos que deveriam ser ligados diretamente. Alternativa E. 10883. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Em relação às informações do texto, assinale a opção correta. A produção brasileira de petróleo e gás certamente dará um salto quando estiverem em operação os campos já descobertos na chamada camada do pré-sal. Embora essa expansão só possa ser efetivamente assegurada quando forem delimitadas as reservas, e os testes de longa duração confirmarem a produtividade provável dos campos, simulações indicam que o Brasil terá um saldo positivo na balança comercial do petróleo (exportações menos importações), da ordem de 1 milhão de barris diários. Com isso, o petróleo deverá liderar a lista dos produtos que o Brasil estará exportando mais ao fim da próxima década. O petróleo é negociado para pagamento à vista (menos de 90 dias). Então, é um volume de recursos que pode ter, de fato, forte impacto nas finanças externas do país. Como é uma riqueza finita, a prudência e a experiência econômica recomendam que o Brasil tente poupar ao máximo essa renda adicional proveniente das exportações de petróleo. O mecanismo mais usual é conhecido como fundo soberano, por meio do qual as divisas são mantidas em aplicações seguras que proporcionem, preferencialmente, bom retorno e ainda contribuam positivamente para o desenvolvimento da economia brasileira. Os resultados dessas aplicações devem ser direcionados para investimentos internos que possibilitem avanços sociais importantes (educação, infraestrutura, meio ambiente, ciência e tecnologia). (O Globo, Editorial, 13/10/2009). (A) É indiscutível que, quando estiverem em operação os campos da camada do pré-sal, o Brasil terá um saldo na balança comercial do petróleo da ordem de 1 milhão de barris diários. (B) É recomendável que os recursos arrecadados com a exploração do petróleo da camada do pré-sal sejam mantidos num fundo seguro, que proporcione retorno garantido e contribua favoravelmente para o desenvolvimento da economia brasileira. (C) Somente quando estiverem em operação os campos da camada do pré-sal, o petróleo será negociado para pagamento à vista. (D) Estima-se que, no final da próxima década, com os campos do pré-sal já em operação, o Brasil lidere a lista dos países importadores de petróleo, com forte impacto na balança comercial. (E) A renda adicional proveniente da exportação do petróleo da camada do pré-sal deverá ser aplicada diretamente em investimentos com repercussão na área social. RESPOSTA (A) Errado – Não se pode afirmar que se trate de algo indiscutível, pois, segundo o texto, essa estimativa somente será efetivamente assegurada quando forem delimitadas as reservas de pré-sal. Trata-se, portanto, de uma simulação, que precisará ser confirmada. (B) Certo. (C) Errado – Segundo o texto, o petróleo já é assim negociado, independentemente de estarem ou não em operação os campos de exploração do pré-sal. (D) Errado – Segundo o texto, ao fim da próxima década, o petróleo deverá liderar a lista de produtos exportados (e não importados) pelo Brasil. (E) Errado – Segundo o texto, os recursos provenientes do pré-sal devem ser, antes, aplicados de forma segura, preferencialmente em fundos soberanos. Daí é que seus rendimentos (resultados dessas aplicações) seriam direcionados a investimentos em avanços sociais. Éequivocado dizer, portanto, que os recursos do pré-sal seriam diretamente direcionados à área social, sem passar por etapas intermediárias. Alternativa B. 10884. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Assinale a opção correta a respeito do texto. Aferrado à valorização do aqui e agora, o sábio indiano Svâmi garante que “só o presente é real”, o que equivale a considerar o passado e o futuro como puras ilusões. Viver no presente implica aceitar o primado da ação (o ato) sobre a esperança, o que equivale a trocar a passividade do estado de espera pela manifestação ativa da vontade de fazer. Em outras palavras, importa a flecha mais do que o alvo, o ato mais do que a expectativa. Como bem acentua Comte-Sponville, a ausência pura e simples de esperança não corresponde à mágoa, traduzida na acepção comum da palavra desespero. O desespero/desesperança é, antes, o grau zero da expectativa, portanto um regime de acolhimento do real sem temor, sem desengano, sem tristeza. Esse regime, ou essa regência, pode ser chamado de beatitude ou de alegria: uma aceitação e uma experiência da plenitude do presente. (Muniz Sodré. As estratégias sensíveis: afeto, mídia e política. Petrópolis: Vozes, 2006, p. 206). (A) O autor do texto defende a ideia de que o ser humano, ao criar expectativas em relação ao futuro, não deve desesperar-se, mas, sim, manter-se passivo no estado de espera. (B) A ideia central desenvolvida no texto baseia-se no pressuposto de que se vive, atualmente, uma era em que predomina o desespero. (C) Uma das ideias secundárias desenvolvidas no texto é a de que os fins justificam os meios, como se depreende do trecho “importa a flecha mais do que o alvo”. (D) Uma das ideias desenvolvidas no texto é a de que o real só é, de fato, apreendido quando o indivíduo compreende o passado e o futuro como ilusões. (E) Para sustentar a ideia apresentada no primeiro parágrafo, o autor do texto argumenta que é o medo do futuro que motiva os indivíduos a viverem intensamente o aqui e agora. RESPOSTA (A) Errado – O que o texto afirma é justamente o oposto: deve-se trocar a passividade do estado de espera pela manifestação ativa da vontade de fazer. (B) Errado – Não se pode afirmar que se parte desse pressuposto, pois não há uma referência a um padrão de comportamento predominante na sociedade. Há, sim, a explicitação da visão de um teórico, o indiano Svâmi. (C) Errado – A metáfora “importa mais a flecha do que o alvo” faz referência à valorização do ato (“a flecha”) em detrimento da expectativa (“o alvo”). (D) Certo – No primeiro período, há uma pista que torna essa inferência coerente: considerar só o presente como real significa considerar futuro e passado meras ilusões. Essa, de fato, é a tese do texto. (E) Errado – O que motiva as pessoas a viverem plenamente o presente é a vontade ativa de fazer, valorizando mais o ato do que a expectativa, e não necessariamente o medo do futuro. Alternativa D. 10885. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Assinale a opção que apresenta corretamente ideia contida no trecho abaixo. O período a que, hoje, assistimos se caracteriza pela perda de legitimidade dos governos e dos modelos neoliberais, mas, ao mesmo tempo, por dificuldades de construção de projetos alternativos. Uma das barreiras para a construção de tais projetos é o próprio fato de esses governos estarem engajados em uma estratégia de disputa hegemônica contínua, convivendo com o poder privado da grande burguesia – das grandes empresas privadas, nacionais e estrangeiras, dos bancos, dos grandes exportadores do agronegócio, da mídia privada. Se essa elite econômica não dispõe de grande apoio interno, conta com grandes aliados no plano internacional, especialmente entre os países globalizadores. (Emir Sader. A nova toupeira: os caminhos da esquerda latino-americana. São Paulo: Boitempo, 2009). (A) Quanto maior o engajamento de um país em disputas por hegemonia, maior a crise de legitimidade das políticas neoliberais por ele desenvolvidas. (B) A elite econômica de um país globalizado prescinde de apoio interno para manter seu poder hegemônico sobre os governos carentes de legitimidade. (C) O poder hegemônico dos países globalizadores dificulta o avanço de projetos que visem à superação dos modelos neoliberais. (D) A maior dificuldade dos governos de países globalizados é enfrentar a aliança da mídia privada com os países globalizadores. (E) Na elite econômica de um país, é a mídia privada que mais poder exerce sobre o governo de um país. RESPOSTA Conforme afirma o texto, a constante disputa dos países por posições hegemônicas dificulta o surgimento de projetos alternativos que substituam o modelo neoliberal. A letra A é falsa, pois os dois eventos (a disputa por posições hegemônicas e o desgaste de legitimidade) envolvendo os países de modelo neoliberal são concomitantes (simultâneos). Um não implica o outro necessariamente, como se afirma na assertiva A. A letra B é falsa, pois não se pode afirmar que um país globalizado prescinde de apoio interno. O texto afirma que, não havendo este, há apoio de grandes grupos internacionais. É uma compensação, não significando, no entanto, que o apoio interno seja desnecessário. A letra D e a letra E são falsas, pois simplesmente não é possível inferir essas interpretações com base nas informações disponíveis no texto. Alternativa C. 10886. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Assinale a opção que reproduz corretamente ideia contida no trecho abaixo. A realidade dos juros não se restringe ao mundo das finanças, como supõe o senso comum, mas permeia as mais diversas e surpreendentes esferas da vida prática, social e espiritual. A face mais visível dos juros monetários – os juros fixados pelos bancos centrais e os praticados nos mercados de crédito – representa apenas um aspecto, ou seja, não mais que uma diminuta e peculiar constelação no vasto universo das trocas intertemporais em que valores presentes e futuros medem forças. Pode-se, por exemplo, examinar a moderna teoria biológica do envelhecimento como uma troca intertemporal cuja síntese é “viver agora, pagar depois”. A senescência dos organismos é a conta de juros decorrente do redobrado vigor e aptidão juvenis. (Texto adaptado de Eduardo Giannetti. O valor do amanhã: ensaio sobre a natureza dos juros. São Paulo: Companhia das Letras, 2005). (A) Ao se fazer analogia entre os juros pagos em transações financeiras e os pagos em relações sociais, verifica-se que, apesar de, nestas, eles estarem embutidos, não há interesse da sociedade em desvelar esse fato. (B) A moderna teoria biológica prioriza as análises que abordam as mudanças no corpo do ser humano como trocas intertemporais às quais é inerente o pagamento de juros. (C) Os juros mais altos pagos pelos cidadãos são aqueles que, sorrateiramente, resultam da própria natureza finita dos seres humanos, determinada pelo irreversível envelhecimento do corpo. (D) O conceito de juros tem sido aplicado restritamente às situações do mercado financeiro porque, via de regra, prevalecem, nas sociedades, as noções estabelecidas pelo senso comum. (E) Prevalecendo a característica dos juros de que eles sempre envolvem uma troca intertemporal, a aplicação do conceito de juros pode ser estendida a outras situações da vida dos indivíduos. RESPOSTA Segundo o texto, o conceito de juros extrapola as finanças e se aplica às mais diversas situações que envolvam trocas intertemporais. É o caso da moderna teoria biológica do envelhecimento, que pode ser resumida por “viver agora, pagar depois”. A letra A é incorreta, pois não se pode inferir, pelas informações contidas no texto, que há desinteresse da sociedade em aplicar o conceito de juros às diversas situações. Há possivelmente um desconhecimento, e não uma falta de interesse. A letra B é falsa, pois, no texto, não se afirma que a teoria biológica priorize as análises das mudanças no corpo como trocas intertemporais. Trata-se apenas deuma possível abordagem, dentre outras. A letra C é falsa, pois não há elementos no texto que afirmem que tais juros são os mais altos pagos pelos cidadãos. A letra D é falsa, pois o próprio texto exemplifica situações, diferentes das do mercado financeiro, que empregam o conceito de juros em suas abordagens. Alternativa E. 10887. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Nas opções, são apresentadas propostas de continuidade do parágrafo abaixo. Assinale aquela em que foram atendidos plenamente os princípios de coesão e coerência textuais. Duas ameaças simétricas rondam a determinação dos termos de troca entre presente e futuro. A miopia temporal envolve a atribuição de um valor demasiado ao que está próximo de nós no tempo, em detrimento do que se encontra mais afastado. A hipermetropia é a atribuição de um valor excessivo ao amanhã, em prejuízo das demandas e interesses correntes. (Eduardo Giannetti. O valor do amanhã: ensaio sobre a natureza dos juros. São Paulo: Companhia das Letras, 2005). (A) Contudo, a miopia temporal nos leva a subestimar o futuro, e a hipermetropia a supervalorizar o futuro, o que desfaz, em parte, a referida simetria. (B) Por serem ameaças cujo resultado é idêntico, tanto a miopia temporal quanto a hipermetropia tornam irrelevante o fenômeno dos juros nas situações de troca entre presente e futuro. (C) Apesar dessa simetria, não existe uma posição credora – pagar agora, viver depois –, mesmo porque sempre abrimos mão de algo no presente sem a expectativa de recebermos algo no futuro. (D) Diante dessas ameaças, cabe perguntar se existe um ponto certo – um equilíbrio estável e exato – entre os extremos da fuga do futuro (miopia) e da fuga para o futuro (hipermetropia). (E) Essa simetria conduz, portanto, à conclusão de que vale mais a pena subordinar o presente ao futuro, e não, o contrário, o que nos fará atribuir valor excessivo ao futuro, sem risco de incorrermos em hipermetropia temporal. RESPOSTA A letra A quebra a coesão devido ao uso do conector de oposição “Contudo”. Seria mais apropriado um conector conclusivo. Além disso, o trecho final contradiz o início do parágrafo, ao afirmar que se desfaz a simetria. A letra B é incoerente, pois essas duas ameaças reforçam a aplicabilidade do conceito de juros nas situações de troca entre presente e futuro. A letra C é incoerente, pois é de se esperar que a miopia temporal torne mais difícil para o indivíduo abrir mão de algo no presente. O trecho final afirma que isso ocorreria sempre. A letra D é coerente e mantém a coesão com o início do parágrafo. A letra E quebra a coesão, pois a afirmação ao final de que “vale mais a pena subordinar o presente ao futuro, e não, o contrário” não pode ser depreendida do restante do texto. Alternativa D. 10888. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Assinale a opção que constitui continuação coesa, coerente e gramaticalmente correta para o texto de Luiz Gonzaga Beluzzo, adaptado do Valor Econômico de 14 de outubro de 2009. A marca registrada das crises capitaneadas pela finança é o colapso dos critérios de avaliação da riqueza que vinham prevalecendo. As expectativas dos possuidores de riqueza capitulam diante da incerteza e não é mais possível precificar os ativos. Os métodos habituais que permitem avaliar a relação risco/rendimento dos ativos sucumbem diante do medo do futuro. A obscuridade total paralisa as decisões e nega os novos fluxos de gasto. (A) Essa decisão pela corrida privada para as formas imaginárias, mas socialmente incontornáveis do valor e da riqueza vai afetar negativamente a valorização e a reprodução da verdadeira riqueza social, ou seja, a demanda de ativos reprodutivos e de trabalhadores. (B) Em contraposição a esse fenômeno, depois do colapso financeiro deflagrado pela quebra do Lehman Brothers, os preços dos ativos privados foram atropelados pelos mercados em pânico, na busca impossível da desalavancagem coletiva. Vendedores em fúria e compradores em fuga fizeram evaporar a liquidez dos mercados e prometiam uma deflação de ativos digna da Grande Depressão dos anos trinta. (C) Contanto que a reação das autoridades dos países desenvolvidos foi menos eficaz para restabelecer a oferta de crédito no volume desejado e impotente para reanimar o dispêndio das famílias e dos negócios. Empresas e consumidores trataram de cortar os gastos (e, portanto a demanda de crédito) para ajustar o endividamento contraído no passado à renda que imaginam obter num ambiente de desaceleração da economia e de queda do emprego. (D) Essas intervenções dos bancos centrais e dos Tesouros, sobretudo nos Estados Unidos, conseguiram, aos trancos, barrancos e trombadas legais, estancar a rápida deterioração das expectativas. Contrariando os augúrios mais pessimistas, a ação das autoridades foi capaz de afetar positivamente as taxas do interbancário e restabelecer as condições mínimas de funcionamentos dos mercados monetários. (E) Em tais circunstâncias, a tentativa de redução do endividamento e dos gastos de empresas e famílias em busca da liquidez e do reequilíbrio patrimonial é uma decisão “racional” do ponto de vista microeconômico, mas danosa para o conjunto da economia, pois leva necessariamente à deterioração dos balanços. É o paradoxo da “desalavancagem”. RESPOSTA Na letra A, a expressão “Essa decisão” não referencia nenhum termo no trecho anterior. Na letra B, há um problema de coesão, pois a conexão estabelecida por “Em contraposição a” estabelece uma equivocada relação de oposição. Há, sim, uma concordância entre os trechos, e não uma oposição. Na letra C, a primeira frase está incompleta, uma vez que é composta somente por orações subordinadas. Além disso, o emprego do conector condicional “Contanto que” gera prejuízos à coerência e à coesão textuais. Na letra D, a expressão “Essas intervenções” não referencia nenhum termo no trecho anterior. A letra E é a correta. O termo “tais circunstâncias” retoma todo o trecho anterior, contribuindo, dessa forma, com a coesão textual. Alternativa E. 10889. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Os trechos abaixo constituem um texto adaptado de Muniz Sodré (As estratégias sensíveis: afeto, mídia e política), mas estão desordenados. Ordene-os, indique a ordem dentro dos parênteses e assinale a opção que corresponde à ordem correta. ( ) Ao redor do que se tem chamado de “imprensa de opinião” ou de “publicismo”, organizaram-se os espaços públicos das democracias inaugurais na modernidade ocidental. ( ) O espaço público realiza, modernamente, a mediação dos interesses particulares da sociedade civil, visando principalmente a preservar as garantias dos direitos individuais frente ao poder do Estado. É aí fundamental o papel da imprensa. ( ) É preciso deixar claro, contudo, que, a despeito de sua grande importância, a imprensa não define o espaço público. Ele não é um puro espaço de comunicação, e, sim, uma potência de conversão do individual em comum, o que não deixa de comportar zonas de sombras ou de opacidades não necessariamente comunicativas. ( ) Assim, a ampliação técnica da tradicional esfera pública pelo advento da mídia ou de todas as tecnologias da informação não implica necessariamente o alargamento da ação política. ( ) Por outro lado, vem definhando a representação popular, que era o motor político do espaço público e base da sociedade democrática, fenômeno que remonta ao século XIX, quando a experiência da soberania popular se converteu em puro diálogo, senão em mera encenação espetacular. (A) 2, 4, 1, 3, 5. (B) 2, 1, 5, 4, 3. (C) 1, 2, 4, 5, 3. (D) 2, 1, 3, 5, 4. (E) 3, 5, 1, 2, 4. RESPOSTA A alternativa que apresenta a sequência mais lógica e coerente é a letra D. Vejamos: Em (1), é explicitada a tese do texto, que confere à imprensa importante papel na preservação das garantias dos direitos individuais frente ao poder do Estado. Em (2), os termos “imprensa de opinião” e “publicismo” dão continuidade à ideia do último período de (1).Em (3), a conjunção “contudo” estabelece uma ressalva entre o que será dito e o que foi dito com respeito à importância da imprensa nos dois trechos anteriores. Em (4), a expressão “por outro lado” relativiza a ideia exposta em (3), reafirmando mais uma vez o importante papel da imprensa na sociedade. Por último, em (5), a conjunção “assim” dá ao texto tons conclusivos. Alternativa D. 10890. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Os trechos a seguir constituem um texto adaptado de O Globo, Editorial, 14/10/2009, mas estão desordenados. Ordene-os nos parênteses e indique a sequência correta. ( ) Esse quadro se alterou significativamente: em volume, a produção nacional de petróleo vem se mantendo próxima aos patamares de consumo doméstico. A redução dessa dependência no campo da energia foi acompanhada por um salto expressivo nas exportações brasileiras (que cresceram uma vez e meia na última década), com razoável equilíbrio entre produtos básicos e manufaturados na pauta de vendas. ( ) Apesar de a economia brasileira ter ainda um grau de abertura relativamente pequeno para o exterior – se comparado à média internacional –, o câmbio sempre foi apontado como um dos fatores mais vulneráveis do país. No passado, o Brasil era muito dependente de petróleo importado e de insumos essenciais para a indústria. ( ) Além desse equilíbrio, os programas de ajuste macroeconômico têm garantido uma estabilidade monetária que ampliou o horizonte de investimentos e as possibilidades de um desenvolvimento sustentável de longo prazo. ( ) Tal promoção foi reforçada pela capacidade de reação da economia brasileira à recente crise financeira, a mais grave que o mundo atravessou desde o fim da Segunda Guerra Mundial. ( ) Assim, as principais agências classificadoras de risco promoveram a economia brasileira para a categoria daquelas que não oferecem risco cambial aos investidores estrangeiros. (A) 2, 1, 3, 5, 4. (B) 5, 3, 4, 1, 2. (C) 4, 5, 2, 3, 1. (D) 3, 2, 1, 4, 5. (E) 4, 1, 2, 3, 5. RESPOSTA A alternativa que traz a sequência mais lógica e coerente é a letra A. Vejamos: Em (1), é feita uma apresentação da temática do texto, que gira em torno da influência do câmbio na economia brasileira com as mudanças no cenário econômico. Em (2), a expressão “Esse quadro” retoma o último período de (1): “No passado, o Brasil... de insumos essenciais para a indústria”. Em (3), a expressão “desse equilíbrio” retoma o último período em (2), que afirma ter o país alcançado um equilíbrio na pauta de vendas entre produtos básicos e manufaturados. Em (4), a conjunção “Assim” confere tons conclusivos ao texto. Em (5), a expressão “Tal promoção” retoma a ideia desenvolvida em (4). Alternativa A. 10891. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas do texto adaptado do Jornal do Brasil, Editorial, 7/10/2009. Vários, e de distintos naipes, foram os questionamentos ___1___ construção do IDH como tal. Por que não mortalidade infantil de crianças abaixo de 5 anos de idade em vez de expectativa de vida? Por que não incluir outros indicadores, tais como nível de pobreza, déficit habitacional, acesso ___2___ água potável e saneamento básico? Por que não acrescentar outras dimensões relacionadas ___3___ meio ambiente (que afeta o padrão de vida desta e das próximas gerações), aos direitos civis e políticos, ___4___ segurança pessoal e no trabalho, ___5___ facilidade de locomoção? Qual a confiabilidade dos dados fornecidos por quase duas centenas de países? Há uma escassez de informação em relação ___6___ maioria das dimensões sugeridas para uma comparação internacional, sem contar ___7___ confiabilidade dos dados. 1 2 3 4 5 6 7 (A) à a ao à à à a (B) da à com o com a da com a da (C) a na pelo da na da à 1 5 10 (D) na da no na de a uma (E) pela de a em com a pela coma RESPOSTA Em (1), há a necessidade de emprego da preposição “a” em virtude da regência exigida em “questionamentos a algo”. Como se está diante de uma palavra feminina – “construção” –, há também a necessidade de emprego do artigo “a”. Sendo assim, temos as condições necessárias para o emprego da crase (a + a = à). Em (2), para manter o paralelismo, empregamos somente a preposição “a”. Não se emprega o artigo “a” antes de “água”, uma vez que não foi empregado o artigo “o” antes de “saneamento”. Em (3), (4) e (5), há a necessidade da preposição “a”, em virtude da regência exigida em “relacionada a algo”. Além disso, para manter o paralelismo, devemos anteceder artigos em todos os substantivos coordenados entre si. Assim, teremos as construções: “ao meio ambiente”, “à segurança pessoal” e “à facilidade de locomoção”. Em (6), há a presença da preposição “a”, exigida pela regência “em relação a algo”, e do artigo “a”, exigido pelo substantivo feminino “maioria”. Em (7), temos somente a necessidade do artigo “a”, que define o substantivo “confiabilidade”. Alternativa A. 10892. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Em relação ao texto, assinale a opção correta. Sintoma do arrefecimento da ideologia nos mais variados âmbitos da vida social, há uma distinção, presente no meio acadêmico, segundo a qual, enquanto nas décadas passadas as grandes celeumas intelectuais tinham como pano de fundo embates ideológicos, hoje as disputas girariam basicamente em torno de divergências metodológicas. A discussão em torno do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – cujo ranking divulgado este ano mostra um ligeiro avanço da pontuação do Brasil, embora o país continue na 75ª colocação – não poderia fugir à regra. Criado pelos economistas Mahbub ul Haq e Amartya Sen e calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Índice de Desenvolvimento Humano, ao longo dos anos, vem recebendo uma série de críticas da comunidade científica internacional. Críticas metodológicas, por pressuposto. Baseado em três dimensões fundamentais do desenvolvimento humano, o IDH combina indicadores socioeconômicos, relacionados à renda (medida pelo Produto Interno Bruto per capita), à saúde (entendida como a capacidade de se levar uma vida longa e saudável, expressa pela expectativa de vida ao nascer) e à educação (medida pela alfabetização da população acima de 15 anos associada às taxas de matrícula do ensino fundamental ao superior). (Jornal do Brasil, Editorial, 7/10/2009). (A) A expressão “arrefecimento” (linha 1) está sendo empregada com o sentido de aquecimento, fortalecimento. (B) O cálculo do IDH leva em consideração índices relativos à renda, à saúde e à educação no país. (C) Pelos sentidos do texto, percebe-se que há unanimidade na comunidade científica internacional quanto à correção da metodologia adotada para determinar o Índice de Desenvolvimento Humano. (D) No meio acadêmico, os atuais embates ideológicos passam ao largo das divergências metodológicas. (E) A palavra “celeumas” (linha 2) está sendo empregada com o sentido de consenso. RESPOSTA (A) Errado – A expressão “arrefecimento” é empregada no sentido de “resfriamento”, “desaquecimento”. (B) Certo. (C) Errado – Não se pode afirmar que há unanimidade. Quando se afirma que o IDH vem recebendo muitas críticas da comunidade científica internacional, não se deve entender que toda a comunidade está a criticar. (D) Errado – O que se afirma no texto é que os grandes embates se reduzem basicamente a divergências metodológicas. Sendo assim, há uma proximidade, e não um distanciamento, como se afirma na assertiva (“passa ao largo de”). (E) Errado – A palavra “celeumas” está sendo empregada no sentido de “divergências”, “polêmicas”, “discussões”. Alternativa B. 10893. (Analista Tributário da Receita Federal do Brasil – 2009 – ESAF) Assinale a justificativa correta para o emprego de vírgula. A economia real nos Estados Unidos e na Europa segue em compasso de espera. Isso significa que o produto e o emprego seguem em declínio, (1) mas a uma velocidade menor. Seja como for, as injeções de liquidez,