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Discente: Pedro dos Santos Feitosa Junior Disciplina: SOI III Como o tabaco está relacionado às neoplasias pulmonares? E os cigarros eletrônicos - como orientar seu paciente? O câncer pulmonar constitui importante problema de saúde, sendo uma das causas mais comuns de morte por neoplasias malignas. Os carcinomas do pulmão originam-se de células capazes de se dividir, as quais são potencialmente suscetíveis a sofrer transformação capaz de produzir lesões pré-neoplásicas, como displasia, carcinoma in situ, hiperplasia adenomatosa atípica e hiperplasia difusa de células neuroendócrinas; mais tarde, tais lesões podem dar origem aos diversos tipos de tumores pulmonares (FILHO, GERALDO, 2016). O tabagismo causa mais de 80% dos casos de câncer do pulmão. O risco de desenvolvimento desse tipo de câncer em tabagistas aumenta com a duração do uso e o número de cigarros fumados por dia. Riscos industriais também contribuem para a incidência do câncer de pulmão, como por exemplo a exposição ao asbesto. Além do tabagismo e dos fatores industriais, também há indícios sugestivos de uma predisposição familiar ao câncer de pulmão. Isso pode ser atribuído a uma predisposição genética, cujo traço é expresso apenas quando há algum outro fator predisponente importante - no caso, tabagismo (NORRIS, 2021). Quando um indivíduo está exposto ao fumo do tabaco ocorrem alterações nas células causadas pelos carcinogêneos presentes no tabaco (aminas aromáticas, nitrosaminas, hidrocarboneto voláveis e PAH), nomeadamente através da ligação covalente a regiões nucleófílicas do ADN de metabolitos ativados, que facilitam a transformação de um epitélio brônquico num epitélio com características de malignidade. Estes componentes vão interagir com macromoléculas celulares causando alterações proteicas, peroxidação lipídica e modificações no ADN, levando a alterações severas da função celular, nomeadamente, no que diz respeito ao controlo do crescimento celular (BARROS, 2016). O cigarro eletrônico por sua vez é constituído de substâncias toxicas como o formaldeído, metais pesados flavorizantes e entre outras que se assemelham ao cigarro tradicional e podem gerar danos semelhantes ou até mesmo maiores. Dentre as alterações destacam-se: enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatite e até mesmo o câncer. Portanto, evitar o uso desses cigarros eletrônicos podem evitar danos a curto e longo prazo, uma vez que a sua ação sobre os pulmões pode ser ainda mais grave que ação do cigarro normal, uma vez que a porcentagem de nicotina e outras substâncias nocivas podem ser ainda maiores. E de grande importância para o médico pneumologista conhecer e compartilhar para os seus pacientes sobre os malefícios do uso de cigarros desde os mais comuns até os atuais cigarros eletrônicos, devendo estes demostrar por meio de imagens ou até mesmo casos reais as consequências cancerígenas que esses podem causar. Discente: Pedro dos Santos Feitosa Junior Disciplina: SOI III