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Antiguidade
03 Mesôpotamia
08 Egito
13 Grécia
19 Roma
Idade Média
Feudalismo
Inquisição
Cruzadas
23
27
31
Idade Moderna
35 Renascimento
39 Reforma e Contrareforma
43 Antigo Regime
48 Expansão Marítima 
53 Revolução Inglesa
57 Revolução Industrial 
61 Iluminismo
66 Independência dos EUA
Idade 
Contemporânea
71 Revolução Francesa
76 Independência da América Espanhola
82 Imperialismo
89 Revolução Russa
95 Primeira Guerra Mundial
100 Crise de 1929
105 Totalitarismo Nazismoe Fascismo
110 Segunda Guerra Mundial
115 Guerra Fria
120 Revolução Chinesa
125 Descolonização da África eda Ásia 
130 Revolução Cubana
135 Revolução Mexicana
HISTÓRIA GERAL
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SUMÁRIO
História do 
Brasil
139 Brasil Colônia 
147
Brasil Colônia Organização 
Social Brasileira 
de 1500-1549
153 Escravidão no Brasil
160
164 Independência do Brasil
168 Brasil Império 
175 A Primeira República 
183 Getúlio Vargas 
190 República Liberal
197 Ditadura
205 Redemocratização
Fuga da Família Real 
para o Brasil
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UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA
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Mesopotâmia
 
 onhecida também como um dos berços da 
 civilização humana, já que abrigou alguns dos
 primeiros povos sedentários após a Revolução 
Neolítica por volta de 5.000 a.C., recebe esse nome por
se localizar entre dois rios: e , fazendoTigre Eufrates
parte dos povos do Crescente Fértil. Mesopotâmia 
vem do grego e significa “entre rios” ou “terra entre rios” 
e ocuparia hoje, predominantemente, o território do 
Iraque. Acostumada com os períodos de cheia, vazão
ou estiagem muitas vezes prolongadas (no caso da
Baixa Mesopotâmia ou Caldeia), assim como no Egito, 
a sociedade mesopotâmica desenvolve técnicas 
hidráulicas e de cultivo agrícola que atendessem as 
demandas locais (que também conta com regiões
 desérticas e montanhosas, como na Alta Mesopotâmia
 ou Assíria).
HISTÓRIA GERAL
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UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA
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 (acreditavam em vários deuses), Politeístas
acreditavam em deuses ligados aos elementos da 
natureza e cada cidade possuía um (tem-zigurate 
plo) em homenagem ao deus protetor daquela re-
gião construído pela população, em sua maioria po-
bre, sem nenhum tipo de pagamento.
 Denominada , a escrita suméria cuneiforme
consiste em inscrições em blocos de argila, com um
 instrumento pontiagudo chamado cunha.
 Acredita- se que tenha sido criada para aten-
der as necessidades de registro da administração 
das cidades- estado.
 Outros povos importantes da Mesopotâmia, 
foram os , que dominaram os sumérios for-Acádios
mando o Império Acádio, com uma curta duração,
sendo derrubado rapidamente pelos ou Amoritas
Babilônicos. Os se desenvolvem na Babilônicos 
região da Babilônia transformando-a, por volta de
 2.000 a.C., em um importante centro urbano e 
comercial.
 Os babilônicos também foram responsáveis 
pela criação de um dos mais importantes códigos de
 leis que se tem notícia: o . Código de Hamurábi
 Antes dele, outros já existiam, porém, menos 
severos, como o código de Ur Nammu que também
era usado em determinadas ocasiões. Hamurábi foi
 um temido rei da Babilônia que utilizou como lema 
o que chamamos de “olho por olho, dente por dente
 como princípio para a .Lei de Talião
 Entre os principais povos que ocuparam o ter-
ritório mesopotâmico, podemos destacar os Sumé-
rios por sua grande importância histórica no que diz
respeito à organização social das primeiras cidades-
estado (aquelas que possuíam autonomia adminis-
trativa umas das outras), sendo as mais significati-
vas: , e . Além disso, os sumérios fo-Ur Uruk Nipur
ram os possíveis responsáveis pela criação da escri-
ta por volta de 4.000 a.C..
HISTÓRIA GERAL
 A trata- se do momento em Revolução Neolítica
que o ser humano descobre a agricultura e o pasto-
reio, isto é, descobre que pode cultivar vegetais e 
criar animais para se alimentar permitindo- se,
então, deixar de ser nômade (migrar de uma região
a outra em busca de alimentos) e estabelecer- se 
em um único lugar, tornando- se sedentário.
Para lembrar
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UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA
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conhecidos por serem combatentes cruéis e sangui-
nários. Seu principal rei, Assurbanipal, é lembrado
por se tratar de um homem erudito que mandou 
construir a Biblioteca de Nínive, reunindo em escrita
cuneiforme os conhecimentos obtidos até ali.
Após o enfraquecimento do império assírio, os
, cujo rei fica conhecido caldeus Nabucodonosor 
pela construção de seus jardins suspensos, ganha 
destaque pela conquista da Palestina e de toda a 
Mesopotâmia. Por fim, com a morte de Nabucodo-
nosor, o império dos caldeus é conquistado por Ciro
II, rei dos persas em 539 a.C., acabando com a era
babilônica.
HISTÓRIA GERAL
 Com a morte de Hamurábi, o império acadia-
no foi enfraquecido dando lugar para os , Assírios
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UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA
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HISTÓRIA GERAL
3- Dentre os principais povos da Mesopotâmia 
podemos citar:
a) sumérios, saxões e acádios
b) caldeus, persas e assírios
c) sumérios, babilônicos e hebreus
d) caldeus, sumérios e amoritas
e) acádios, burgúndios e amoritas
Questões
1- (UFC – CE) Leia com atenção as afirmativas a 
seguir sobre as condições sociais, políticas e eco-
nômicas da Mesopotâmia.
I – As condições ecológicas explicam por que a 
agricultura de irrigação era praticada através de 
uma organização individualista.
II – Na economia da Baixa Mesopotâmia, a fome e
 as crises de subsistência eram frequentes, causa-
das pela irregularidade das cheias e também das 
guerras.
III – Na Suméria, os templos e zigurates foram 
construídos graças à riqueza que os sacerdotes 
administravam à custa do trabalho de grande parte 
da população.
IV – A presença dos rios Tigre e Eufrates possibilitou
 o desenvolvimento da agricultura e da pecuária,
 também, a formação do primeiro reino unificado 
da história.
Sobre as alternativas anteriores, é correto afirmar:
a) I e II são verdadeiras.
b) II e IV são verdadeiras.
c) I e IV são verdadeiras.
2- A mais antiga forma de escrita, chamada de 
escrita cuneiforme, era caracterizada pela utilização
 de blocos de argila talhados por um objeto ponti-
agudo denominado cunha. Assinale a alternativa 
correta que contenha mais informações sobre este 
tipo.
a) Desenvolvida pelos fenícios, por volta de 
5.000 a.C., tinha como objetivo registrar as ativi-
d) I e III são verdadeiras.
e) II e III são verdadeiras.
Vamos praticar 
b) Desenvolvida pelos sumérios, por volta de 
5.000 a.C., tinha como objetivo registrar os nasci-
mentos dos cidadãos da cidade de Ur.
c) Desenvolvida pelos acádios, por volta de 4.000 
a.C., tinha como objetivo registrar as atividades 
econômicas e administrativas do reino.
d) Babilônios
e) Desenvolvida pelos sumérios, por volta de 4.000 
a.C., tinha como objetivo registrar as atividades 
econômicas e administrativas do reino.
dades militares durante os combates contra os 
persas.
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UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA
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HISTÓRIA GERAL
1- E
II – Na economia da Baixa Mesopotâmia, a fome e
 ascrises de subsistência eram frequentes, 
causadas pela irregularidade das cheias e também
 das guerras.
Devido ao clima e ao relevo hostil do território 
mesopotâmico, o cultivo de alimentos em grande
escala era muitas vezes prejudicado, principalmente
 por períodos extensos de cheia ou de estiagem.
III – Na Suméria, os templos e zigurates foram 
construídos graças à riqueza que os sacerdotes
 administravam à custa do trabalho de grande parte
 da população.
O comércio desenvolvido com outras regiões, 
trazia riqueza apenas para a nobreza, que contava,
também, com cobrança de impostos do povo. 
A população era muito pobre, vivia do comércio local
 e da troca do excedente de suas pequenas planta-
ções ou de serviços prestados principalmente na 
agricultura.
 
2- E
Desenvolvida pelos sumérios, por volta de 4.000 a.C.,
tinha como objetivo registrar as atividades econô-
micas e administrativas do reino.
A escrita cuneiforme surge devido a necessidade 
de controlar ganhos e gastos das cidades- estados
que, já neste momento, possuíam autonomia 
administrativa e comercial.
 3- D
Caldeus, sumérios e amoritas
Além dos caldeus, sumérios e amoritas, a Mesopotâmia
 também foi composta pelos acádios, assírios, hebreus 
e hititas.
Partiu Corrigir
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HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 2 - EGITO
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Egito
 
 ocalizado no extremo Nordeste da África, a
 “dádiva do Nilo”, como é chamada a antiga 
 civilização egípcia, se forma por meio da 
mistura de diversos povos recém sedentarizados 
às margens do rio Nilo em pequenos povoados de-
nominados por volta no ano 3.100 a.C., nomos,
permanecendo de forma abundante e fértil até 
aproximadamente 32 a.C.. 
Ainda que localizado em região desértica, compõe 
com a Mesopotâmia a região do Crescente Fértil, 
o que faz com que essa civilização consiga desen-
volver de forma significativa a agricultura (princi-
palmente o cultivo de cereais) e técnicas hidráulicas 
como represamento, sistemas de drenagem e de 
irrigação de regiões muito secas.
Para Lembrar
 Crescente Fértil foi o nome dado pelo
arqueólogo James Henry Breasted à região dos rios 
Jordão, Nilo, Tigre e Eufrates por formarem um 
arco semelhante a uma lua crescente.
 A sociedade egípcia
era estratificada, isto é, 
dividida em classes da 
seguinte forma: 
Faraó
Sacerdotes
Nobreza
Escribas
Soldados
Camponeses e artesãos
Escravos
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HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 2 - EGITO
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 Faraó: A sociedade egípcia era teocrática
(sistema de governo em que o poder político se
 encontra diretamente ligado e baseado no poder 
religioso, pela encarnação da divindade no gover-
nante no caso do Egito) e por isso via no faraó a 
figura de um deus vivo com poder absoluto, líder 
supremo de todas as esferas (administrativa, legis-
lativa, política, militar e religiosa).
 Nobreza: Camada social composta por 
aqueles que eram diretamente ligados ao faraó,
 como sua família, os sacerdotes e suas respectivas
 famílias, e os oficiais de alta patente do exército e 
suas famílias. 
 Escribas: Os únicos com permissão para 
assumir cargos públicos, eram os “detentores” da 
escrita e responsáveis pelos cuidados administra-
tivos do reino. Só os escribas podiam escolher a 
quem ensinariam sua função para que dessem 
continuidade ao seu trabalho.
 Soldados: Classe de trabalhadores respei-
tados, porém sem influência. Eram responsáveis 
pela segurança, principalmente das fronteiras.
 Artesãos: Classe de trabalhadores com
 habilidades manuais. Normalmente abasteciam
 com utensílios o comércio local, porém, no caso 
de artesãos muito bons, eram contratados pelo
faraó para trabalhar na ornamentação de templos 
e palácios.
 Camponeses: Responsáveis pelo abasteci-
mento da sociedade, compunham a maior parte da 
população. Trabalhavam em terras do faraó ou de 
outros nobres e apenas uma pequena parcela do 
que era cultivado pertencia a eles como forma de 
pagamento pelo trabalho na lavoura. Os campo-
neses eram, também, aqueles que sustentavam o 
reino devido ao pagamento de impostos muito altos
calculados pelos escribas e cobrados pelo .vizir
 Escravos: Não se sabe ao certo sobre a 
existência de escravos no Egito antigo, pois a 
escravização era fruto da captura de adversários
de guerra e essa civilização não passou por uma 
quantidade significativa de batalhas. Alguns 
historiadores acreditam que, se existia, os escravi-
zados eram muito poucos.
 Politeístas, como os mesopotâmicos, os
 egípcios acreditavam em diversos deuses e em
 uma função para cada um, como Ra, o deus supre-
mo, Nut, deusa do céu, Osíris, deus dos mortos etc.
Inúmeros templos de extrema imponência foram 
construídos em homenagem a esses deuses como 
os templos Luxor, Karnak, Abu Simbel, Kom Ombo,
entre outros.
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HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 2 - EGITO
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esfinges pirâmides e as para o enterro de seus
faraós, que após a eram colocados emmumificação
sarcófagos para se manterem intactos, já que 
acreditavam em uma vida após a morte.
 Muito desenvolvidos em relação a técnicas
 hidráulicas, agrícolas e arquitetônicas, os egípcios
 também desenvolveram uma forma de escrita dife-
rente da dos sumérios, a . Os hieróglifos,hieroglífica
são caracteres desenvolvidos por volta de 3.200 a.C
com o objetivo de estabelecer uma forma de escre-
ver na língua egípcia. Possuindo mais de 6000 
caracteres caiu em desuso, também, devido à 
complexidade. 
 Além dos templos, os egípcios construíram 
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HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 2 - EGITO
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esquecida, e o rei como também o povo dedicaram
-se muito mais a seguir a tradição dos seus ante-
passados, considerados os únicos povos ateus da
Antiguidade.
e) a religião do povo no antigo Egito era bastante
distinta da do rei, em razão do caráter supersticio-
so que as camadas mais pobres das sociedades 
antigas tinham, sobretudo por não terem acesso à 
3- (Vunesp-SP) Os Estados Teocráticos da Meso-
potâmia e do Egito evoluíram, acumulando cara-
cterísticas comuns e peculiaridades culturais. Os
egípcios desenvolveram a prática de embalsamar
o corpo humano porque
a) se opunham ao politeísmo dominante na época.
b) os seus deuses, sempre prontos para castigar 
os pecadores, desencadearam o dilúvio.
c) depois da morte a alma podia voltar ao corpo 
mumificado.
d) construíram túmulos, em forma de pirâmides
 truncadas, erigidos para a eternidade.
e) os camponeses constituíam categoria social
 inferior.
Vamos praticar 
Questões
1- (UFPE) - Em relação à arte do Egito Antigo, 
assinale a alternativa correta.
a) Visava à valorização individual do artista.
b) Manifestava as ideias estéticas com represen-
tações da natureza, evitando a representação da 
figura humana.
c) Estava destinada à glorificação do faraó e à 
representação da vida de além-túmulo.
d) Aproveitava os hieróglifos como ornamentação.
e) Era um arte abstrata de difícil interpretação.
2- Em relação à religião no antigo Egito e sua 
complexidade no que se refere ao funcionamento 
da sociedade egípcia, é correto afirmar que:
a) a religião dominava todos os aspectos da vida 
pública e privada do antigo Egito. Cerimônias eram
realizadas pelos periodicamente pelos sacerdotes,
para garantir a chegada das cheias, para que as 
colheitas fossem abundantes, para agradecer ou 
para pedir perdão aos deuses. 
b) a religião no antigo Egito, como nos demaispovos da Antiguidade, não tinha grande influência,
já que estes povos, para sobreviverem, tiveram 
que desenvolver uma enorme disciplina no trabalho
e viviam em constantes guerras.
c) a religião tinha apenas influência na vida da 
família dos reis, que a usava como forma de manter
 o povo submetido a sua autoridade.
d) o período conhecido como antigo Egito constitui 
o único em que a religião foi quase inteiramente 
escola e a outros saberes só permitidos à família 
real.
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HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 2 - EGITO
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Partiu Corrigir
1- C
A arte era algo restrito à nobreza ainda que os 
artesãos pertencessem às classes baixas da 
pirâmide social egípcia.
2- A
A religião dominava todos os aspectos da vida
 pública e privada do antigo Egito, que via no 
faraó, o próprio deus vivo, a responsabilidade
pelas chuvas e pela abundância nas colheitas. 
Caso a estiagem se prolongasse, ou pragas
 invadissem as plantações, cerimônias eram
 realizadas para pedir perdão aos deuses por 
erros cometidos pela população e pelo faraó.
3- C
Os egípcios acreditavam em uma vida após a 
morte, onde a alma poderia voltar e necessitar 
do antigo corpo. Nesse sentido, havia a necessi-
dade de que o corpo fosse mumificado para que
durasse por bastante tempo. É necessário 
salientar, que o processo de mumificação era
feito apenas entre os nobres, principalmente aos
mais próximos ao faraó.
 
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13
HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 3 - GRÉCIA
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Grécia
 
 amosa pelo legado deixado para o Ociden-
 te como a Filosofia, a Democracia, o Teatro
 e a Arquitetura, a Grécia Antiga é uma civili-
zação, e não um país como conhecemos hoje.O
povo grego ou heleno se considerava como tal,
devido aos laços culturais que os uniam (hélade)
independente do território que ocupavam.
 Podemos dizer que a Grécia Antiga era divi-
dida em cinco partes ou cinco territórios ocupados
pelos helenos, que são: Grécia Asiática, Magna 
Grécia, Grécia Continental, Grécia Insular e Gré-
cia Peninsular.
 Período Micênico: do século XV a.C. com o 
início da expansão micênica ao século XII a.C. com 
a chegada dos povos indo-europeus.
 Período Arcaico: do século VIII a.C. ao 
século VI a.C.. Esse período é marcado pelo início 
da expansão territorial grega e da reunião dos genos
 (povoados formados inicialmente por membros de 
uma descendência comum) em unidades político- 
administras maiores, formando assim as chamadas
pólis, isto é, as cidades- Estado gregas comandadas
 pelos , os “bem nascidos” donos de terras.eupátridas
Também dividimos a história da Grécia em cinco
 períodos: 
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14
HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 3 - GRÉCIA
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 do ano 508 a.C. com oPeríodo Clássico:
estabelecimento da Democracia (formado pelo radi-
cal grego “ ” (povo) e de “ ” (poder), signi-demo kratia
fica “poder do povo”. Com o desenvolvimento das 
atividades comerciais e das formas de organização,
novas classes sociais surgem na Grécia exigindo 
participação nas decisões tomadas em Atenas, o 
que fez com que sua aristocracia revesse a forma 
de comandar a região.
 Mais tarde, com a eleição do aristocrata 
Clístenes, é consolidada a Democracia ateniense, 
permitindo a participação dos cidadãos no que dizia
respeito às ações relacionadas à pólis)
em Atenas até o ano 338 a.C. quando a Grécia é 
dominada pelos macedônios.
 Período Helenístico: do ano 336 a.C., com a
 ascensão de Alexandre, o Grande ao trono mace-
dônico até o fim de seu império no ano 323 a.C. 
com sua morte.
 Duas grandes pólis marcam a existência do
império grego: e . Organizadas daEsparta Atenas
mesma maneira, com construções suntuosas e fun-
cionais,as pólis eram compostas pela , umaágora
espécie de praça localizada na parte baixa da cida-
de onde eram realizadas as , julgamen-assembléia
tos e as atividades comerciais e pela , o acrópole
ponto mais alto no relevo da pólis, onde se localiza-
vam os templos (os gregos eram politeístas e acre-
ditavam em deuses e semideuses com característi-
cas humanas, como virtudes ou defeitos e, assim 
como outros povos da antiguidade, construíam 
esses templos em homenagem a esses deuses) e 
palácios e, também, era o local de observação
militar.
 Atenas: Conhecida por ser a pólis da cultura
 e da política, Atenas era organizada em classes
sociais da seguinte maneira:
 Eupátridas: Filhos de pai e mãe atenienses,
eram considerados os cidadãos atenienses. As mu-
lheres não possuíam nenhum direito e eram sub-
missas aos homens.
 Metecos: Considerados estrangeiros caso
não fossem filhos de pais atenienses mesmo tendo 
nascido na pólis ateniense. Podiam possuir terras,
mas deveriam pagar impostos por sua permanência
em Atenas.
 Escravos: Prisioneiros de guerra, escraviza-
dos por dívidas ou filhos de escravizados. Eram 
uma parcela grande e muito importante para a so-
ciedade ate-niense por serem os que trabalhavam 
na produção agrícola, pastoril, no trabalho domésti-
co e na mineração enquanto seus proprietários po-
diam se dedicar à arte, filosofia etc.
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HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 3 - GRÉCIA
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 Espartanos: Espartíatas ou esparciatas, eram
os descendentes dos dórios e a elite agrária de
Esparta.Sua principal atividade era a carreira militar
e eram os detentores do poder político espartano.
 Periecos: Embora livres, não possuíam 
direitos políticos. Se dedicavam às atividades 
comerciais ou artesanais e compunham as baixas
patentes do exército e podiam ser proprietários de
terras.
 Eram ligados (presos) à terra na condiçãoHilotas:
de servos de forma hereditária. Viviam nas depen-
dências dos grandes latifundiários e pagavam 
impostos altíssimos.
 Esparta: Conhecida como cidade militar de-
vido ao exército forte e seu poderio bélico. A socie-
dade espartana dividia- se em:
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16
HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 3 - GRÉCIA
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b) Atenas não conseguiu fazer crescer o comércio 
terrestre e marítimo, mesmo tendo desenvolvido 
seu sistema político-democrático, já que, ao con-
trário das outras cidades- Estado gregas, não se 
situava na costa.
c) A formação de uma economia escravista contri-
buiu para o florescimento da civilização urbano-de-
mocrática ateniense, pois liberou os cidadãos livres
do trabalho, dando-lhes tempo para se dedicarem 
à vida política e social da polis.
d) Ao contrário de todas as outras cidades- Estado
gregas, em Atenas se aceitava que estrangeiros 
participassem das assembléias que decidiam o fun-
cionamento da sociedade. Isto a colocava como a
polis mais democrática de toda a Grécia clássica.
e) A existência de clãs e tribos alfabetizados, inde-
pendentes econômica e militarmente, pouco contri-
buiu para o desenvolvimento da democracia, já que
 defendiam formas de governos tiranos ou autocra-
tas.
2- Universidade Estadual da Paraíba - No século 
V a.C., Atenas emergiu como uma proeminente 
cidade-estado (polis) grega. Marque a única alter-
nativa que condiz com a organização política e 
econômica ateniense.
a) O modelo de democracia ateniense é uma cria-
ção da era moderna. Uma sociedade escravocrata,
 onde mulheres nada decidem e só os homens com
 posses é que podem votar e ser votados não pode
 ser mesmo aceita como democrática.
Vamos praticar 
Questões
1- (UEPA) - Universidadedo Estado do Pará 
“Atenas era uma cidade extraordinariamente cos-
mopolita. Um ateniense poderia observar milhares 
de imigrantes temporários e permanentes de outras
 cidades gregas ou de terras não gregas trabalhan-
do a sua volta, muitas vezes fazendo exatamente o
 mesmo trabalho que ele, sem, contudo, comparti-
lhar de nenhum de seus direitos de cidadão.
 A característica mais marcante da cidadania
ateniense é que, quando viajava para além dos limi-
tes de sua própria pólis, era imediatamente privado 
de seus direitos políticos”.
No que se refere à democracia ateniense, é correto
afirmar que:
a) apesar da não inclusão de estrangeiros na cida-
dania ateniense, as leis da pólis ateniense eram 
amplas e incluíam direitos e deveres dos metecos.
b) o cosmopolitismo ateniense contribuiu para diver-
sos avanços intelectuais e econômicos da cidade-
estado ateniense, mas não interferiu na constituição
de um sistema político democrático que realmente
incluísse estrangeiros, mulheres e escravos na 
cidadania.
c) a manutenção da escravidão durante a vigência
da democracia ateniense foi um fator impeditivo e
desestruturante do regime democrático na cidade-
estado.
d) a transição da Aristocracia para a Democracia, 
na Atenas do período clássico, se baseou nas re-
formas de Drácon e Sólon, que pretendiam res-
tringir o poder dos eupátridas (nobres), em favor 
da ampliação dos direitos dos cidadãos: homens,
mulheres, nativos e estrangeiros.
e) a cosmopolita sociedade ateniense do século 
V a.C. deu origem à democracia como regime polí-
tico derivado da convivência multicultural de nati-
vos atenienses e estrangeiros, chamados metecos,
oriundos de civilizações mediterrâneas diversas.
(JONES, Peter V. O mundo de Atenas: uma introdução à 
cultura clássica ateniense. São Paulo: Martins Fontes, 1997, p.156)
(Grifo do Autor)
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17
HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 3 - GRÉCIA
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Em Atenas, no século V a.C., normalmente quando
o escravo de um particular era libertado, ele passa-
va a ser considerado:
a) cidadão com plenos direitos.
b) indivíduo que obrigatoriamente participava do 
exército da cidade.
c) meteco, estrangeiro livre residente na cidade.
d) escravo do Estado, sujeito a trabalhos forçados.
e) indivíduo que ameaçava a cidade, sendo, portan-
to, expulso.
3- (UFJF/MG) - A aspiração máxima do escravo, 
obtido por guerra, era alcançar a alforria. Vários 
textos aconselhavam a promessa de liberdade 
como estímulo. A decisão de libertar o escravo 
partia do senhor na imensa maioria dos casos e, 
com frequência, o candidato à alforria pagava seu 
preço ao dono.
(CARDOSO, C. O trabalho compulsório na antiguidade. 
Adaptado. Rio de Janeiro: Graal, 2003. p. 57)
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HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 3 - GRÉCIA
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Partiu Corrigir
1- B
Ainda que Atenas seja o berço da Democracia e 
que esta tenha sido criada devido ao surgimento 
de novas classes sociais, o privilégio político se
manteve nas mãos apenas dos que eram conside-
rados os cidadãos atenienses, isto é, os eupátridas.
2- C
O ócio para os gregos era algo que deveria ser vi-
vido e celebrado, pois era nele que o homem dis-
frutava de momentos de criação e fruição da vida.
3- C
Devido ao fato de o poder estar concentrado nas 
mãos dos eupátridas, que na maioria das vezes
eram os donos dos escravizados, as leis eram 
feitas de acordo com seus próprios interesses e
manter os metecos à disposição deles por meio 
do Estado era como tê- los ainda sobre seus
domínios.
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19
HISTÓRIA GERAL
UNIDADE - ROMA4
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Roma
 
 egundo o poeta Virgílio em sua obra ,Eneida
 a fundação de Roma se dá quando Enéias,
 o herói troiano, foge para a península Itálica
após a destruição de Tróia no ano de 1400 a.C. e de-
pois, seus filhos Rômulo e Remo, que foram jogados 
em um rio para morrerem, voltam para assumir o trono
que estava nas mãos de inimigos de seu pai. Mitos à 
parte, a formação de Roma se dá pela junção de pe-
quenos povoados de latinos e sabinos situados às 
margens do rio Tibre, se tornando uma cidade- Estado
após a invasão e conquista da região pelos etruscos.
Dividimos a História de Roma em:
 Monarquia: período que vai de 753 a.C até
 509 a.C. Nesse momento, o poder era concentrado
 nas mãos de um rei (monarca), que contava com o
 apoio de uma , composta por Assembleia Curiata
trinta chefes de famílias representando o povo. O rei
 era eleito e seu sucessor não era hereditário, e sim
 escolhido pela Assembleia e exercia as funções po-
líticas, administrativas e religiosas. A sociedade ro-
mana durante o período monárquico, era dividida 
em grupos sociais da seguinte forma:
 Patrícios: eram a elite local. Camada com-
posta por nobres proprietários de terras.
comerciantes, camponeses, artesãos Plebeus: 
e pequenos proprietários de terra.
 Clientes: pessoas livres, porém, dependentes
 economicamente dos patrícios e em alguns casos 
de plebeus. Podiam ser estrangeiros ou romanos 
pobres que por precisarem dos patrícios acabavam
 lhe devendo ajuda em forma de trabalho ou em 
questões militares participando de batalhas, de 
serviços para os soldados etc. 
 República: período que vai de 509 a.C. até 
27 a.C. Nesse momento, o Senado que sempre foi 
forte em Roma, se consolida como órgão de maior 
poder político, o que causa conflitos entre patrícios,
 que queriam manter o poder e os privilégios, e 
plebeus.
Durante a República, os plebeus se levantaram em
 cinco momentos contra os patrícios entre os anos 
449 e 287 a.C., o que garantiu direitos importantes 
como os Tribunos da plebe, Leis das XII tábuas,
Leis Licínias e Lei Canuleia que permitiram sua par-
ticipação na política romana.
 Expansão Romana: período que vai do sé-
culo IV a.C. com a conquista de toda a Península
Ibérica até o século I a.C. com a conquista de toda 
a bacia do Mediterrâneo.
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20
HISTÓRIA GERAL
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 Crise da República: período que se estende
de aproximadamente 130 a.C. a 27 a.C. A crise que
 antecede o início do Império Romano é causada 
devido ao descontentamento da população escravi-
zada que só crescia. Os trabalhos forçados e os cas-
tigos físicos levaram a inúmeras revoltas e como o 
número de escravos chegou a ultrapassar o de pes-
soas livres, as revoltas ameaçaram o poder dos go-
vernantes. Apenas em 326 a escravidão por dívidas
foi abolida.
 Império Romano: período que vai de 27 a.C.
com a reorganização da sociedade até 476 com a 
queda do imperador Rômulo Augusto. Esse momen-
to da história romana é marcado pela constante dis-
puta pelo poder, pela divisão do império em duas 
partes; Império Romano do Ocidente, tendo Roma 
como capital e Império Romano do Oriente, tendo 
como capital Constantinopla; e pela Política do Pão 
e Circo, que consistia na doação de pães e trigo
para o povo e oferecimento de inúmeros espetácu-
los públicos, como luta de gladiadores etc. com o 
objetivo de ludibriar a população que poderia se le-
vantar contra o governo a qualquer momento devido
à pobreza, o desemprego e os altíssimos impostos 
cobrados pelo imperador. A queda do Império Roma-
no do Ocidente se dá a partir do desgaste das rela-
ções sociais e da economia, se consolidando com 
as invasões bárbaras.
UNIDADE - ROMA4
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21
HISTÓRIA GERAL
gabaritageo.com.brVamos praticar 
 
1- (Ufv) A respeito das classes que compunham a 
sociedade romana na Antiguidade, é CORRETO 
afirmar que: 
a) os "plebeus" podiam casar-se com membros das
famílias patrícias, forma pela qual conseguiam quitar
suas pendências de terra e dinheiro, conseguindo 
assim certa ascensão social. 
b) os "plebeus" compunham a classe formada pelos
camponeses, artesãos e alguns que conseguiam 
enriquecer-se por meio do comércio, atividade que 
lhes era permitida. 
c) os "clientes" eram estrangeiros acolhidos pelos 
patrícios e transformados em escravos, quando sua
conduta moral não condizia com a de seus proteto-
res. 
d) os "patrícios" foram igualados aos plebeus, du-
rante a democracia romana, quando da revolta dos 
clientes, que lutaram contra a exclusão social da 
qual eram vítimas. 
e) os "escravos" por dívida eram o resultado da 
transformação de qualquer romano em propriedade
de outrem, o que ocorria para todos que violassem
a obrigação de pagar os impostos que sustentavam
o Estado expansionista.
2- (Ufg) O governo da República romana estava di-
vidido em três corpos tão bem equilibrados em ter-
mos de direitos que ninguém, mesmo sendo romano,
poderia dizer, com certeza, se o governo era aristo-
crático, democrático ou monárquico. Com efeito, a 
quem fixar a atenção no poder dos cônsules a cons-
tituição romana parecerá monárquica; a quem fixá-la
no Senado ela mais parecerá aristocrática e a quem
fixar no poder do povo ela parecerá claramente de-
mocrática. 
Políbios descreve a estrutura política da República
romana (509-27 a. C.), idealizando o equilíbrio entre 
os poderes. Não obstante, a prática política republi-
cana caracterizou- se pela 
a) organização de uma burocracia nomeada a partir
de critérios censitários, isto é, de acordo com os ren-
dimentos. 
b) manutenção do caráter oligárquico com a ordem 
equestre dos "homens novos" assumindo cargos na
 administração e no exército. 
c) adoção da medida democrática de concessão da
cidadania romana a todos os homens livres das pro-
víncias conquistadas. 
d) administração de caráter monárquico com o po-
der das assembleias baseado no controle do exérci-
to e da plebe. 
e) preservação do caráter aristocrático dos patrícios
que controlaram o Senado, a Assembleia centuria-
ta e as magistraturas.
3- (Fuvest) A expansão de Roma durante a Repúbli-
ca, com o consequente domínio da bacia do Mediter-
râneo, provocou sensíveis transformações sociais e
econômicas, dentre as quais: 
a) marcado processo de industrialização, êxodo ur-
bano, endividamento do Estado. 
b) fortalecimento da classe plebeia, expansão da 
pequena propriedade, propagação do cristianismo. 
c) crescimento da economia agropastoril, intensifica-
ção das exportações, aumento do trabalho livre. 
d) enriquecimento do Estado romano, aparecimento
de uma poderosa classe de comerciantes, aumento
do número de escravos. 
e) diminuição da produção nos latifúndios, acentua-
do processo inflacionário, escassez de mão-de-obra
escrava. 
UNIDADE - ROMA4
(POLÍBIOS. "Historia". Brasília: 
Ed. da UnB, 1985. Livro VI, 11.p. 333.)
Questões
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22
HISTÓRIA GERAL
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Partiu Corrigir
UNIDADE - ROMA4
1- B
Os "plebeus" compunham a classe formada pelos
camponeses, artesãos e alguns que conseguiam 
enriquecer-se por meio do comércio, atividade que 
lhes era permitida, porém, isso não lhes dava poder
político ainda que lhes desse certa influência.
2- E
Preservação do caráter aristocrático dos patrícios 
que controlaram o Senado, a Assembleia centuriata
e as magistraturas. É importante lembrar que nesse
momento a Assembleia centuriata chegou a ter mais
poder que o Senado.
 3- D
A partir da conquista das rotas do Mediterrâneo, os 
comerciantes passam a se tornar influentes em rela-
ção à política. O aumento de pessoas escravizadas
devido a dominação dos territórios conquistados,
foi um fator de extrema importância para o que viria
a ser o enfraquecimento da República romana.
 
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HISTÓRIA GERAL
UNIDADE 5 - FEUDALISMO
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Feudalismo
 
sistema feudal começa a ser esboçado
 na Europa a partir do êxodo urbano 
ocorrido em Roma após as invasões ger-
mânicas. Os proprietários de terra abandonam os 
centros urbanos para fugir da crise econômica, da 
violência e das imposições feitas pelos germânicos 
nas regiões ocupadas.
 Em busca de trabalho, moradia e proteção 
parte da população busca as propriedades rurais 
para oferecer sua mão- de- obra estabelecendo, 
assim, uma relação denominada . No colonato
colonato, o colono entrega parte do que é produzido
ao proprietário da terra e fica com uma outra parte 
(bastante desigual) para sua sobrevivência.
 Com o passar do tempo, a ligação entre o co-
lono, a terra e seu proprietário se tornam indissociá-
veis tornando- se uma relação de servidão, condição
 imprescindível do sistema feudal, que vigorará do 
século V ao século XV trazendo consigo uma retra-
ção econômica e a ruralização da sociedade.
Características gerais
Todas as relações feudais eram diretamente ligadas
 à terra, onde o proprietário desta é o esuserano 
 aquele que recebe parte dessa terra como doação,
 o , que em troca, passa a dever lealdade a vassalo
seu benfeitor. Essa relação de e suserania vassa-
lagem (ou relação feudo-vassálica) acontecia ape-
nas entre nobres, o que chamamos de relação
horizontal e a relação entre o e o servo senhor 
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HISTÓRIA GERAL
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UNIDADE 5 - FEUDALISMO
feudal (servidão) chamamos de relação vertical.
É importante dizer que os senhores feudais tinham,
 na prática, mais poder que os reis pois administra-
vam e cobravam taxas e impostos de acordo com 
sua vontade em seus feudos. 
 A sociedade feudal era fortemente influencia-
da pela Igreja Católica, que tinha no , além doclero
poder religioso, o poder político e o controle social
por meio da imposição da existência do céu e do 
inferno no imaginário coletivo.
 Os servos além de pagarem impostos para o
senhor feudal, contribuíam também com o clero pa-
gando o dízimo, isto é, a décima parte de toda a sua
produção deveria ser doada à Igreja.
Os impostos
 Durante o feudalismo, inúmeros impostos de-
veriam ser pagos pelos servos, dentre eles os prin-
cipais são a , onde cerca de 25 a 50% daquiloTalha
que era produzido deveria ser entregue ao senhor,
e a que consistia na realização de traba-corveia 
lhos domésticos duas ou três vezes por semana no
manso senhorial. Além desses ainda existiam as 
banalidades, mão-morta, formariage entre outros.
O auge
 Por volta do século X, Alta Idade Média, hou-
ve um avanço nas tecnologias agrícolas proporcio-
nando um aumento na produtividade. Esse aumento
estimulou as trocas trazendo de volta o comércio, 
isto é, ocasionou o chamado renascimento comer-
cial. Com o renascimento comercial, as feiras (bur-
gos) se tornam atrativas e parte da população migra
para essas regiões formando pequenos centros urba-
nos, ou seja, acontece a partir de agora o renasci-
mento urbano.
A crise
 O auge do sistema feudal 
trouxe consigo um 
grande aumento demográfico, 
porém, a produção agrícola 
não foi suficiente para suprir a 
demanda de abastecimento. O
desmatamento de florestas e o 
assoreamento de rios para 
transformar em áreas de cultivo,
acarretaram mudanças climáti-
cas bruscas com períodos de 
 A doença, a fome, a miséria e a cobrança de
 impostos provocaram que revoltas camponesas 
ameaçaram a velha ordem feudal abrindo caminho 
para a centralização política dando início ao Antigo
Regime.muitas chuvas ou de estiagem, muito frio ou muito 
calor trazendo a fome para a maior parte da popula-
ção e abrindo espaço para a proliferação de doenças
e epidemias. É nesse contexto que a peste negra
atinge a Europa. 
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HISTÓRIA GERAL
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UNIDADE 5 - FEUDALISMO
Questões
1- UFPE - A crise do sistema feudal acelerou-se 
no século XIV. Esta crise manifestou-se de várias 
maneiras. Assinale a alternativa incorreta.
a) Devido à forma de exploração utilizada durante 
toda a Idade Média houve esgotamento do solo e 
consequentemente a produção agrícola diminuiu.
b) A queda da produção agrícola teve como conse-
quência imediata a subida dos preços.
c) Com a falta de produtos os mercados tendiam a
fechar nas cidades e a fome atingiu também a po-
pulação do campo.
d) Neste período a peste negra assolava em toda a
Europa causando a morte da população.
e) Com a diminuição da taxa de crescimento popu-
lacional os preços tenderam a baixar e os senhores
feudais e nobres mantiveram seu padrão econômi-
co.
2- (PUC-MG)– Nos séculos XIV-XV, a sociedade 
feudal experimentou uma grave crise geral, que 
abalou profundamente as estruturas que sustenta-
vam essa sociedade, abrindo espaços para a cria-
ção de relações capitalistas no interior das socieda-
des europeias.
Os efeitos da depressão dos séculos XIV-XV sobre 
a sociedade europeia foram os seguintes, EXCETO:
a) a expansão marítima dos séculos XV e XVI, 
rompendo os estreitos limites do comércio medieval.
b) a centralização do poder nas mãos do rei, em 
contrapartida ao poder pulverizado dos senhores 
feudais.
c) o surgimento de uma nova cultura mais urbana e 
laica, em oposição à rural-religiosa do feudalismo.
d) a busca de urna nova espiritualidade, possibili-
tando a ruptura da unidade cristã através da Refor-
ma.
3- FATEC – Dentre as causas da desagregação da 
ordem econômica feudal, é possível mencionar:
a) a capitalização intensa realizada pelos artesãos 
medievais e a criação de grandes unidades indus-
triais, que acabaram subvertendo a economia feudal.
b) o desinteresse da nobreza e do clero pela manu-
tenção do Feudalismo, pois esses setores se bene-
ficiariam com o advento da sociedade baseada no
lucro.
c) o surgimento das corporações de ofício e a subs-
tituição do “justo preço”, que restringia as possibili-
dades de lucro, pelo preço de mercado.
d) o revivescimento do comércio e a consequente 
circulação monetária, que abalaram a autossuficiên-
cia da economia senhorial.
e) a substituição gradativa do trabalho escravo pelo
 trabalho assalariado dentro do feudo, o que criou 
condições para a constituição de um sistema de 
mercado dentro da própria unidade feudal.
Vamos praticar e) a ocupação do poder político pela burguesia, 
sustentada no crescente enriquecimento dessa classe.
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HISTÓRIA GERAL
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UNIDADE 5 - FEUDALISMO
Partiu Corrigir
1- E
Ocorreu um na taxa de crescimento po-aumento 
pulacional, os produtos ficaram escassos e os pre-
ços , enquanto isso, os nobres continuaram altos
cobrando impostos.
2- E
A burguesia não ocupou o poder político mesmo 
ascendendo economicamente. Com a crise do sis-
tema feudal, os reis viram na burguesia apenas um
aliado importante no processo de centralização do
poder.
3- D
O renascimento comercial trás de volta a circulação
 monetária e um êxodo rural significativo. Esse pro-
cesso transforma o modelo econômico vigente, fa-
zendo com que a burguesia ascenda ganhando 
autonomia.
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HISTÓRIA GERAL
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Inquisição
 
A 19th-century depiction of Galileo before the Holy Office,
by Joseph-Nicolas Robert-Fleury
 nstituindo tribunais para o julgamento de indiví-
 duos contrários à doutrina católica, inicia- se por
 volta do século XIII um longo período de perse-
guição, tortura e morte. Aqueles que fossem julga-
dos e condenados poderiam ser submetidos a pe-
nas de prisão temporária ou perpétua ou a castigos
em praça pública, podendo variar de humilhações 
até mesmo à carbonização em fogueiras, os cha-
mados Autos de Fé.
 As denúncias aconteciam de forma anônima
e o acusado não possuía nenhum direito de defesa.
As acusações mais comuns eram as de bruxaria, 
onde fazer um chá, estudar ciência ou até mesmo 
ler determinado tipo de livro poderia levar um indiví-
duo à fogueira. Nesses casos, as mulheres eram 
as maiores vítimas.
UNIDADE 6 - INQUISIÇÃO
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HISTÓRIA GERAL
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 A inquisição teve muita força em Portugal, 
Itália e principalmente Espanha, onde em determi-
nado momento, os reis passar a fazer uso dela com
o objetivo político tendo como maiores vítimas os 
judeus, que eram perseguidos, condenados e 
tinham seus bens confiscados pela coroa. Na 
Inglaterra, a força da Inquisição não atingiu patama-
res tão significativos.
 Tribunais da Inquisição (ou Tribunais do Santo
Ofício) também foram instaurados nas colônias por-
 
 Cientistas como Giordano Bruno e Galileu 
Galilei foram perseguidos por desenvolverem teo-
rias que iam contra as ideias cristãs. Galileu, por 
defender a descoberta dos anéis de Saturno, man-
chas solares, satélites etc. conseguiu se livrar da
fogueira, o que infelizmente não aconteceu com 
Bruno, queimado em praça pública acusado de 
blasfêmia e heresia.
tuguesas e espanholas, mas sem muito êxito. Por 
volta do século XVII, a inquisição perde força sendo
extinta tempos depois. 
Glossário
Blasfêmia: Insultar ou desrespeitar as doutrinas 
(conjunto de leis) católicas.
Heresia: Ideias contrárias às que eram pregadas
pela Igreja Católica.
Herege: Aquele que comete a heresia.
UNIDADE 6 - INQUISIÇÃO
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HISTÓRIA GERAL
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sete filhos; outros quatro haviam morrido (...). Em
28 de setembro de 1583 Menocchio foi denunciado
ao Santo Ofício, sob a acusação de ter pronunciado
palavras heréticas e totalmente ímpias sobre Cristo."
3- (Unesp) "Galileu, talvez mais que qualquer outra
pessoa, foi o responsável pelo surgimento da ciência
moderna. O famoso conflito com a Igreja católica se 
demonstrou fundamental para sua filosofia; é dele a
argumentação pioneira de que o homem pode ter 
expectativas de compreensão do funcionamento do 
universo e que pode atingi-la através da observação 
do mundo real." 
O "famoso conflito com a Igreja católica" a que se 
refere o autor corresponde
a) à decisão de Galileu de seguir as ideias da Re-
forma Protestante, favoráveis ao desenvolvimento 
das ciências modernas.
b) ao julgamento de Galileu pela Inquisição, obri-
gando-o a renunciar publicamente às ideias de 
Copérnico.
c) à opção de Galileu de combater a autoridade 
política do Papa e a venda de indulgências pela 
Igreja.
d) à crítica de Galileu à livre interpretação da Bíblia, 
ao racionalismo moderno e à observação da 
natureza.
e) à defesa da superioridade da cultura grega da 
antiguidade, feita por Galileu, sobre os princípios 
das ciências naturais.
UNIDADE 6 - INQUISIÇÃO
Vamos praticar 
a) o dogma monofisista que prega a ideia da natu-
reza exclusivamente divina de Cristo, negando-lhe
a natureza humana.
b) os pontos fundamentais e indiscutíveis da Igreja
Católica, combatendo formas diferentes de interpre-
tação.
c) a questão iconoclasta, propagando a destruição
dos ícones e fortalecendo o poder dos monges.
d) os dogmas albigenses acerca da existência de 
um deus do bem, criador daalma e um deus do mal,
criado do corpo.
e) os procedimentos teológicos da Igreja Católica, 
propagados pelo Bispo Ário, que reafirmam Cristo 
como um ser desprovido da mesma substância do
pai.
2- (Ufjf) Leia, atentamente, o trecho a seguir, atra-
vés do qual o autor demonstra aspectos da realida-
de vivida por parte da população da Europa Ociden-
tal, no início da Idade Moderna: "Chamava-se Do-
menico Scandella, conhecido por Menocchio. Nas-
cera em 1532 (...), em Montereale, uma pequena al-
deia nas colinas de Fruili (...). Era casado e tinha
sas contrárias à fé católica.
II. Para além das grandes transformações pelas 
quais a Europa estava passando, com o desenvol-
vimento da vida urbana e instituições comerciais, 
grandes contingentes populacionais viviam sob 
péssimas condições de vida, perceptíveis nas varia-
ções demográficas da instituição familiar.
III. Nesse período, grandes contingentes de campo-
neses migravam para as áreas urbanas e ingressa-
vam no trabalho fabril, submetendo-se a longas jor-
nadas de trabalho e a baixos salários.
a) Todas estão corretas. 
b) Todas estão incorretas. 
c) Apenas a I e a II estão corretas.
d) Apenas a I e a III estão corretas. 
e) Apenas a II e III estão corretas. 
(GUINZBURG, C. 
"O queijo e os Vermes")
Agora, leia as afirmativas adiante e, em seguida,
marque a alternativa correta. 
I. O trecho acima aponta para a atuação da Inquisi-
ção como meio de julgar e punir aqueles que fos-
sem suspeitos de difundir ideias e práticas religio-
(Stephen Hawking, 
"Uma breve história do tempo")
1- (Mackenzie) Em 1231, o Papa Gregório IX criou
os Tribunais da Inquisição, tendo entre outros obje-
tivos impor: 
Questões
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HISTÓRIA GERAL
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Partiu Corrigir
1- B
Os Tribunais do Snao Ofício tinham como objetivo, 
além de julgar, fiscalizar e garantir que os dogmas 
da Igreja fossem transmitidos da maneira correta 
em toda a Europa.
2- C
O aumento populacional, a miséria e o desconten-
tamento por esses e por outros inúmeros motivos 
poderia trazer uma revolta contra a instituição cató-
lica que só exigia de seus fiéis e não garantia nada
em troca.
3- B
Momento em que, para se livrar da fogueira, 
Galileu é obrigado a negar o Heliocentrismo.
UNIDADE 6 - INQUISIÇÃO
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HISTÓRIA GERAL
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Cruzadas
 
UNIDADE 7 - CRUZADAS
 niciadas no século XI, as Cruzadas eram expedi-
 ções de caráter religioso e econômico que dura-
 ram até o século XIII. Quando falamos sobre o 
caráter religioso dessas expedições, é imprescindí-
vel pensar que os objetivos eram difundir o cristia-
nismo e, principalmente, dominar a Terra Santa
(Palestina), ou seja, tirar do domínio muçulmano a 
terra onde havia nascido Jesus Cristo, território 
onde os europeus foram proibidos de entrar. Além 
disso, dominar rotas comerciais muito rentáveis es-
tava no plano dos reis católicos.
 Ainda em relação à questão religiosa das cru-
zadas, é importante lembrar que a Igreja Católica foi
dividida em Igreja Ocidental e Igreja Oriental desde 
1054 com o Cisma do Oriente, e reunificá-la traria 
ainda mais poder para a igreja do ocidente. Em rela-
ção à economia, além da conquista das rotas comer-
ciais, uma outra questão foi cogitada pelos monarcas
europeus: a possível retirada da população marginal 
que só aumentava devido ao crescimento demográ-
fico da Europa e envio destes a regiões conquistadas
pelos cruzados. 
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UNIDADE 7 - CRUZADAS
 Ao todo, oito cruzadas foram bastante rele-
vantes: a Cruzada dos Nobres convocada pelo papa
 Urbano II (1096-1099); a cruzada dos imperadores 
conhecida como Segunda Cruzada (1147-1149); a 
Cruzada dos Reis (1189-1192); a Cruzada Comer-
cial, que teve como diferencial o fato de ter sido or-
ganizada pelos comerciantes de Veneza e não pela
 nobreza (1202-1204); e entre os anos de 1218 a 
1270 mais quatro cruzadas ocorreram sem muitas 
diferenças em relação as anteriores. Alguns histo-
riadores defenderam por muito tempo, a existência 
de uma cruzada organizada por crianças no ano de 
1212, porém, por falta de evidências a historiografia 
acredita que tenha sido apenas romantização de 
algum evento ocorrido no período.
 As cruzadas eram compostas
 por membros da nobreza, como
os próprios príncipes e reis e pela 
população que, quando não 
era obrigada a participar,
era atraída pela ideia de 
que se lutassem pelo reino 
teriam os seus pecados
perdoados por Deus, 
uma forma de 
indulgência. 
 Religiosamente as cruzadas falharam, porém, 
comercialmente contribuíram para a expansão co-
mercial europeia interna e externamente com a 
abertura das rotas do Mar Mediterrâneo, além de 
dar início a troca de conhecimentos ligados, princi-
palmente, à produção agrícola. Muitas mortes ocor-
reram de ambos os lados devido aos confrontos 
militares e às diversas doenças proliferadas em 
consequência das invasões.
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UNIDADE 7 - CRUZADAS
c) a conquista dos lugares sagrados do cristianismo
situados na Ásia Ocidental.
d) a “reabertura” do Mediterrâneo, que, possibilitan-
do a reativação dos contratos entre Ocidente e 
Oriente, intensificou o renascimento comercial e ur-
bano na Europa.
e) o declínio do comércio, o desaparecimento da 
vida urbana e a descentralização política no ociden-
te da Europa.
2- (FATEC) Atendendo ao apelo do papa Urbano II, 
em 1095, a Europa cristã organizou uma série de 
expedições militares conhecidas como Cruzadas, 
cujos objetivos declarados eram a conquista da Ter-
ra Santa de Jerusalém, a ajuda aos bizantinos e a 
união da cristandade contra os muçulmanos. Apesar
das oito Cruzadas, realizadas entre 1096 e 1270, 
nenhum desses objetivos foi plenamente alcançado. 
Por outro lado, como destaca o medievalista 
Jacques Le Goff, os comerciantes foram os grandes
ganhadores da expansão cristã do século XII.
No contexto da Europa feudal, as Cruzadas contri-
buíram para a
a) conquista, pelos árabes, de territórios cristãos na 
Península Ibérica.
b) dinamização dos contatos comerciais entre o 
Oriente e o Ocidente.
c) ampliação das áreas feudalizadas pela nobreza 
guerreira vitoriosa.
3- Deve-se notar que a ênfase dada à (FUVEST)
faceta cruzadística da expansão portuguesa não 
implica, de modo algum, que os interesses comerciais 
estivessem dela ausentes – como tampouco o haviam 
estado das cruzadas do Levante, em boa parte mane-
jadas e financiadas pela burguesia das repúblicas 
marítimas da Itália. Tão mesclados andavam os 
desejos de dilatar o território cristão com as aspira-
ções por lucro mercantil que, na sua oração de obe-
diência ao pontífice romano, D. João II não hesitava
em mencionar entre os serviços prestados por Por-
tugal à cristandade o trato do ouro da Mina, 
“comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o 
nome do Salvador, “nunca antes nem de ouvir dizer 
conhecido”, ressoava agora nas plagas africanas…
Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia e o Brasil”. 
Revista de História (USP), 
161, 2.º Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado.
Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que
 a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI foi 
um empreendimento
a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas 
dos séculos anteriores, já que essas eram, na reali-
dade, grandes empresas comerciais financiadas 
pela burguesia italiana.
b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era
 comum, à época, a concepção de quea expansão 
da cristandade servia à expansão econômica e vice-
versa.
c) por meio do qual os desejos por expansão territo-
rial portuguesa, dilatação da fé cristã e conquista de
novos mercados para a economia europeia 
mostrar-se-iam incompatíveis.
d) militar, assim como as cruzadas dos séculos an-
teriores, e no qual objetivos econômicos e religiosos
 surgiriam como complemento apenas ocasional.
e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comér-
cio intercontinental, a despeito de, oficialmente, 
autoridades políticas e religiosas afirmarem que seu
único objetivo era a expansão da fé cristã.
Vamos praticar 
Questões
1- (UFPI) As cruzadas influíram decisivamente na 
história da Europa na Baixa Idade Média. A mais 
significativa de suas consequências foi:
a) a reunificação das Igrejas Católica e Ortodoxa, 
separadas em 1054 pelo Cismo do Oriente.
b) um novo Cisma no cristianismo com o início da 
Reforma protestante no século XVI.
d) dizimação dos campos de cultivo pelas epidemias 
da peste negra.
e) expansão do Império Bizantino sobre as áreas 
mediterrânicas. 
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Partiu Corrigir
UNIDADE 7 - CRUZADAS
1- D
A entrada de novos produtos fez com que o comér-
cio ganhasse uma maior diversidade aumentando 
sua atividade.
2- D
Como já foi dito, o único aspecto positivo das cruza
das foi a ampliação das relações comerciais.
3- B
Durante a Idade Média perdurava a concepção de 
que a expansão da cristandade servia à expansão 
econômica e vice-versa.
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Renascimento
 
UNIDADE 8 - RENASCIMENTO
 niciado em Florença (hoje Itália) por volta do sé-
 culo XIV e difundido por toda a Europa, o Renas-
 cimento se estende até o século XVII como um 
movimento cultural, político e social em meio a toda
a agitação econômica pulsante no período.
 Em meio à crise da Idade Média, artistas, 
cientistas, pensadores e literatos vão em busca da 
cultura antiga para buscar novas ideias e novas 
formas de reler o mundo. Até esse momento, Deus 
estava no centro de todas as questões humanas e 
era Ele quem decidia todas as coisas do mundo, o 
que chamamos de teocentrismo 
(teo = Deus centrismo = no centro). 
Com o pensamento renascentista, uma nova ideia 
e um novo olhar substituem o teocentrismo; o 
antropocentrismo , ou seja, o homem como o 
centro de tudo o que há no Universo e a principal 
criação divina. A essa valorização do ser humano, 
damos o nome de .Humanismo
 Além do Humanismo, o Renascimento trás 
consigo outros importantes aspectos que são:
Individualismo: a busca, pelo homem, do auto-
conhecimento e de seu poder de criação, afirmar 
sua própria personalidade e ambicionar o reconhe-
cimento de seus talentos.
busca pelo prazer individual como umHedonismo: 
grande bem.
 busca pelo autoconhecimento Neoplatonismo:
acima de qualquer bem material como única forma 
de chegar a Deus. 
pregava a volta à natureza e a apre-Naturalismo: 
ciação de sua beleza, o que passa a ser retratado 
com frequência nas pinturas renascentistas.
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UNIDADE 8 - RENASCIMENTO
Racionalismo: ideia de que todo o conhecimento 
poderia ser obtido por meio da razão e da ciência.
o conhecimento deveria ser Experimentalismo: 
provado cientificamente por meio de experimentos 
para que pudesse ser aceito.
Os grandes renascentistas
Literatura: Dante Alighieri, autor de A Divina 
Comédia; Dom Miguel de Cervantes, autor de 
Quixote; Maquiavel (ainda que sua ocupação 
principal não fosse a de literato) autor de O Príncipe;
Shakespeare, autor de Romeu e Julieta, Macbeth, 
O Mercador de Veneza entre outras obras; 
Luís de Camões, autor de etc.Os Lusíadas
Galileu Galilei (descoberta dos anéis de Ciências: 
Saturno, satélites naturais etc.) e Nicolau Copérnico 
(teoria Heliocêntrica).
 Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio, Artes:
Michelangelo, Sandro Botticelli, Ticiano Vecellio, 
entre outros.
 Felippo Brunelleschi, Arquitetura:
Donato Bramante, Leon Batistta Alberti. 
Leonardo Da Vinci Homem Vitruviano 
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UNIDADE 8 - RENASCIMENTO
b) ao modo de produção feudal, resultante do 
aumento da produtividade agrícola e da expansão 
do poder dos senhores feudais, ampliando a explo-
ração sobre a classe servil. 
c) à finalização da concorrência comercial entre as 
cidades italianas que disputavam a hegemonia no 
mar Mediterrâneo. 
d) à eclosão da Reforma Protestante, que condena-
va o apoio da Igreja Católica às interpretações cien-
tíficas dos fenômenos religiosos. 
e) ao fortalecimento das tradições, que afirmavam a
identidade entre as raças e a igualdade da capaci-
dade intelectual entre elas.
2- Mackenzie - "A natureza, ao dar-vos um filho, vos
 presenteia com uma criatura rude, sem forma, a 
qual deveis moldar para que se converta em um 
homem de verdade. Se esse ser moldado se des-
cuidar, continuareis tendo um animal; se, ao contrá-
rio, ele se realizar com sabedoria, eu poderia quase 
dizer que resultaria em um ser semelhante a Deus." 
3- Unesp - Os centros artísticos, na verdade, 
poderiam ser definidos como lugares caracterizados 
pela presença de um número razoável de artistas e 
de grupos significativos de consumidores, que por 
motivações variadas — glorificação familiar ou indi-
vidual, desejo de hegemonia ou ânsia de salvação 
eterna — estão dispostos a investir em obras de 
arte uma parte das suas riquezas. Este último ponto
 implica, evidentemente, que o centro seja um lugar 
ao qual afluem quantidades consideráveis de recur-
sos eventualmente destinados à produção artística. 
Além disso, poderá ser dotado de instituições de 
tutela, formação e promoção de artistas, bem como 
de distribuição das obras. Por fim, terá um público 
muito mais vasto que o dos consumidores propria-
mente ditos: um público não homogêneo, 
certamente (...). (Carlo Ginzburg. 
A micro-história e outros ensaios, 1991.) 
Os “centros artísticos” descritos no texto podem ser
identificados 
a) nos mosteiros medievais, onde se valorizava 
especialmente a arte sacra. 
b) nas cidades modernas, onde floresceu o Renas-
cimento cultural. 
c) nos centros urbanos romanos, onde predomina-
va a escultura gótica. 
d) nas cidades-estados gregas, onde o estilo dórico 
era hegemônico. 
e) nos castelos senhoriais, onde prevalecia a arqui-
tetura românica.
Vamos praticar 
Questões
1- (Uefs 2016) O movimento em direção à moderni-
dade iniciado pela Renascença foi significativamen-
te acelerado pela Revolução Científica do século 
XVII. A Revolução Científica destruiu a cosmologia
medieval e estabeleceu o método científico – a 
observação e a experimentação rigorosa e sistemá-
tica – como meio essencial de desvendar os segre-
dos da natureza. PERRY, Marvin.
 Tradução de Waltensir Dutra e Silvana Vieira. 
Civilização ocidental. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p. 282.
a) ao renascimento científico europeu, que introdu-
ziu novas concepções relativas, dentre outras, ao 
heliocentrismo, à anatomia humana, às operações 
matemáticas decimais e à produção de textos. 
Erasmo de Roterdã 
a) teocentrista, priorizando a ideia do sobrenatural 
e da ligação do Homem com o divino. 
b) experimentalista, em que todo e qualquer conhe-
cimento humano se daria por meio da investigação 
científica. 
c) escolasticista, doutrina que admitia a fé como a 
única fonte verdadeira de conhecimento. 
d) antropocentrista, valorizando o Homem e suas 
obras como base para uma visão maisracional do 
mundo. 
e) epicurista, apontando para uma postura ideológi-
ca que configurou a transição para a Idade Moderna.
No trecho anterior, datado de 1529, do filólogo e 
pensador da cidade holandesa de Roterdã, 
encontra-se manifesta a presença do pensamento 
A afirmação do texto relaciona-se
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UNIDADE 8 - RENASCIMENTO
1- A
Novas formas de experimento e técnicas científicas 
são introduzidas na cultura ocidental a partir do Re-
nascimento e levadas às diversas áreas como a 
Matemática, as artes etc. 
2- D
Principais características do Renascimento. Nessa 
alternativa, além do antropocentrismo, outras 
características estão presentes como o racionalismo, 
hedonismo, individualismo e experimentalismo.
3- B
O renascimento urbano e comercial iniciados no 
século X trouxeram consigo uma efervescência cul-
tural quando as trocas começam a acontecer com 
outros povos, isso fez com que as cidades modernas 
já viessem com esse solo fértil para o rompimento 
com o velho pensamento e aceitação do que era 
novo.
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Reforma e Contrareforma
 
UNIDADE 9 - REFORMA E CONTRAREFORMA
 Lutero era um exímio estudioso da doutrina 
católica e isso fazia com que ele enxergasse de for-
ma crítica coisas que em sua opinião eram condená-
veis, como a cobrança das , isto é, a indulgências
venda do perdão dos pecados, a que simonia
consistia na venda de objetos ditos relíquias sagra-
das, que trariam a cura de doenças ou até mesmo 
prosperidade material, venda de cargos eclesiásti-
cos etc., ou seja, a venda de favores divinos e espi-
rituais. Além disso, Martinho Lutero não concordava 
com a maneira como os fiéis eram tratados. Padres 
rezavam a missa de costas e em latim, o que para 
uma população iletrada era completamente incom-
preensível.
 Inconformado, Martinho Lutero escreve as 
95 teses , um documento que apontava e explicava 
todos os erros e incoerências cometidos pela Igreja 
de Roma com o objetivo de iniciar uma discussão 
acerca de um novo catolicismo que fosse acolhedor 
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UNIDADE 9 - REFORMA E CONTRAREFORMA
e que, de fato, seguisse aos preceitos de Jesus e o 
coloca na porta de uma basílica. 
Rapidamente, cópias do documento se espalham 
pela Europa (graças a criação da prensa por 
Johannes Gutemberg por volta de 1415) chegando 
ao arcebispo de Mainz (Alberto de Brandemburgo). 
Nas teses, o monge defendia o cristianismo ao 
alcance de todos, a livre interpretação da Bíblia e 
sua tradução em vários idiomas para que os fiéis 
tivessem acesso ao que estava escrito nela, a sal-
vação pela fé e a ideia de que todo homem poderia 
chegar a Deus sem o intermédio de um clérigo. 
 A iniciativa de Lutero não foi bem recebida 
pela alta cúpula da Igreja, que após julgá-lo 
condenou- o à excomunhão, por outro lado, 
Martinho Lutero recebe o apoio dos príncipes 
alemães, da Inglaterra e de grande parte da 
burguesia europeia dando início a uma nova divisão
no seio do catolicismo com o surgimento do 
Protestantismo.
A Contrarreforma
 A Igreja Católica de Roma decide dar uma 
resposta à atitude de Lutero e convoca o Concílio de 
Trento, o mais duradouro da história iniciado em 
1546 e concluído em 1563. Nesse concílio um con-
junto de medidas foi adotado com o objetivo de con-
quistar os fiéis perdidos e acirrar as perseguições 
aos hereges.
 No concílio é criada a Companhia de Jesus 
por Inácio de Loyola. Conhecidos como “Soldados 
de Jesus”, os Jesuítas tinham como missão expan-
dir a fé católica por meio da catequese. Além disso, 
o concílio decide acabar com as indulgências e 
simonias, cria os seminários com o objetivo de en-
sinar a fé católica evitando, assim, a venda de 
cargos eclesiásticos. Foi mantida e reforçada a 
crença em santos e a ideia da infalibilidade do 
Papa como o supremo representante de Deus na 
Terra, e foi criado, também, o que consistia Index
em uma lista de livros proibidos. Os Tribunais do 
Santo Ofício voltam a agir intensamente na Europa.
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UNIDADE 9 - REFORMA E CONTRAREFORMA
no livre exame da Bíblia.
d) ao fortalecimento do Estado Nacional absolutista
cuja consolidação representava o apoio à teoria da 
supremacia e do universalismo do poder papal.
e) Todas as alternativas estão corretas.
2- Unesp - As reformas protestantes do princípio do 
século XVI, entre outros fatores, reagiam contra
a) a venda de indulgências e a autoridade do Papa, 
líder supremo da Igreja Católica. 
b) a valorização, pela Igreja Católica, das atividades 
mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia. 
c) o pensamento humanista e permitiram uma ampla 
revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica. 
d) as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela 
Igreja Católica na América e na Ásia. 
e) o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo 
Ofício, órgão diretor da Igreja Católica.
3- Uel - Dentre os fatores que contribuíram para a 
difusão do Movimento Reformista Protestante, no 
início do século XVI, destaca-se
a) o cerceamento da liberdade de crítica provocado 
pelo Renascimento Cultural.
b) o declínio do particularismo urbano que veio a 
favorecer o aparecimento das Universidades.
c) o abuso político cometido pela Companhia de 
Jesus.
d) o conflito político observado tanto na Alemanha 
como na França.
e) a inadequação das teorias religiosas católicas 
para com o progresso do capitalismo comercial. 
Vamos praticar 
Questões
1- UFRN – No século XVI surgiu, na Europa, um 
movimento de caráter religioso, político e econômico
que deu origem à Reforma protestante, iniciada 
como uma reação:
a) ao progresso do capitalismo comercial, que pre-
conizava o lucro e estimulava o desenvolvimento 
das atividades mercantis, condenados pela Igreja 
Católica.
b) à crise da Igreja Católica, que se manifestava 
através da vida desregrada, do luxo do alto clero, da
venda de cargos eclesiásticos e de relíquias 
sagradas.
c) à teoria religiosa católica, que estava alicerçada 
na predestinação absoluta, na salvação pela fé e 
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Partiu Corrigir
UNIDADE 9 - REFORMA E CONTRAREFORMA
1- B
Além do péssimo tratamento dado aos fiéis, Lutero 
criticava os gastos exagerados dos membros do alto 
clero, seu luxo e o desrespeito dos clérigos aos 
votos, como o celibato.
2- A
A venda de indulgências e a autoridade do Papa, 
líder supremo da Igreja Católica e os excessos da 
Igreja.
3- E
A Igreja condenava o enriquecimento por meio do 
trabalho, a usura e diversas outras atividades
econômicas desempenhadas pela burguesia. 
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Antigo Regime
 
UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME
 om a crise do feudalismo, reis europeus 
 viram na aliança com a burguesia uma 
 oportunidade de centralizar o poder em 
suas mãos, já que os senhores feudais estavam 
enfraquecidos política e economicamente. A partir 
de então, tem início na Europa a formação dos 
Estados Nacionais, dando início ao chamado Antigo 
Regime ou Absolutismo. Esse sistema político acon-
tece em diversos países europeus, porém, utiliza-
mos essa nomenclatura (AntigoRegime) para tratar 
essencialmente do modelo francês. 
 O Antigo Regime é caracterizado por um sis-
tema monárquico e personalista, onde o rei detém 
todo o poder social, político e econômico de seu 
Estado, isto é, o monarca é . A justifica-absolutista
tiva para a centralização desse poder era baseada 
na teoria da predestinação ou Teoria do Direito Di-
vino, onde o rei havia sido escolhido por Deus para 
ocupar sua posição.
 Economicamente, o Antigo Regime ou Absolu-
tismo é caracterizado pelo , que Mercantilismo
consiste em um conjunto de práticas econômicas 
baseados em medidas para o enriquecimento do 
reino. Algumas das características do mercantilismo 
são a , , balança comercial favorável o metalismo o 
protecionismo o monopólio das atividades mer- e 
cantis.
 A sociedade durante o absolutismo era esta-
mental, ou seja, era dividida em estamentos da se-
guinte forma:
1° estado: composto pelo (a alta cúpula alto clero
da Igreja Católica como bispos, arcebispos, cardeais 
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UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME
2° estado: composto pela (hereditária). nobreza
Não pagavam impostos, viviam luxuosamente.
composto por aproximadamente 95% da 3º estado: 
população. Era formado pelo baixo clero, por comer-
ciantes, camponeses, trabalhadores urbanos e bur-
guesia. Pagavam impostos e eram os responsáveis 
pelo sustento dos 1° e 2° estados.
 A partir da década de 1780, impulsionados 
pelo pensamento iluminista, questionamentos pas-
sam a surgir causando fervor na população francesa, 
o que culminará na Revolução de 1789 dando fim ao 
Antigo Regime.
SOCIEDADE DO ANTIGO REGIME
PRIVILEGIADOS
CLERO NOBREZA
NÃO PRIVILEGIADOS
TERCEIRO ESTADO
BURGUESIA/POVO
e o papa). Não pagavam impostos, exerciam forte 
influência política e acumulavam terras e muita 
riqueza
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Vamos praticar 
UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME
Questões
1- Uece - Atente para as seguintes citações: 
I. "Os reis, aristocratas e tiranos, independentemen-
te da nação a que pertençam, são escravos que se 
revoltam contra o soberano da Terra, isto é, a huma-
7nidade, e contra o legislador do universo, a nature-
za." 
(Maximilien Robespierre, líder e comandante do terror Jacobi-
no, defensor de ideias revolucionárias para aquele tempo, 
como voto universal, eleições diretas, educação gratuita e 
obrigatória, e imposto progressivo, segundo a renda.) 
II. "[...] garantir a propriedade do rico, a existência 
do pobre, o usufruto do industrial e a segurança de 
todos." 
(Boissy d'Anglas, sobre o objetivo da Constituição de 1795, da 
qual foi o relator, promulgada pela Convenção após a queda 
do regime de terror implantado pelos jacobinos sob liderança 
de Robespierre.) 
Analisando as citações acima, pode-se afirmar cor-
retamente que 
a) representam, respectivamente, os momentos de 
maior radicalização popular e de acomodação bur-
guesa dentro do movimento revolucionário que der-
rubou o Antigo Regime na França em 1789. 
b) caracterizam o processo de reação da nobreza 
que, liderada por Robespierre, atacou os interesses 
da burguesia que a escravizava. 
c) significam o fim do Estado Burguês, pois tanto 
Robespierre quanto d'Anglas desejavam a seguran-
ça de todos os franceses indistintamente.
d) ambas reproduzem a preponderância dos princí-
pios burgueses de supremacia da liberdade indivi-
dual e da fraternidade entre as classes sociais.
2- (Unesp 2007) Observe a gravura, produzida na 
época da Revolução Francesa de 1789. 
Pode-se afirmar que os personagens da gravura re-
presentam 
a) o ideal que caracterizava o estado Absolutista, 
segundo o qual o poder do monarca não conhecia 
limites. 
b) os interesses da nobreza que, em aliança com a 
Igreja e os trabalhadores urbanos, assegurou os pri-
vilégios feudais. 
c) a exploração do terceiro estado pelo clero e pela 
nobreza, cuja contestação desencadeou o processo 
revolucionário. 
d) a insegurança durante a fase do Terror jacobino, 
que ocasionou o êxodo da população civil para o 
campo, em busca de proteção.
e) a tentativa de unir a sociedade francesa para su-
perar as dificuldades econômicas enfrentadas nas 
vésperas da revolução.
3 -Cesgranrio - O regime monárquico absolutista, 
forma política predominante entre os Estados 
modernos europeus nos séculos XVI a XVIII, cara-
cterizava-se, do ponto de vista político e social, 
pelos seguintes aspectos:
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UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME
2 – neutralidade do príncipe diante dos conflitos so-
ciais, especialmente quanto aos interesses antagô-
nicos de camponeses, burgueses e aristocratas
3 – caráter divino da autoridade real, situada acima 
das leis e dos indivíduos, considerados apenas 
súditos;
4- inexistência de quaisquer limites, mesmo na prá-
tica, ao exercício da autoridade despótica do 
monarca.
Assinale:
a) se somente os itens 1 e 3 estão corretas.
b) se somente os itens 2 e 4 estão corretas.
c) se somente os itens 3 e 4 estão corretas.
d) se somente os itens 1 e 2 estão corretos.
e) se somente os itens 2 e 3 estão corretas.
1 – concentração de todos os poderes nas mãos do 
príncipe enquanto soberano absoluto;
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Partiu Corrigir
UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME
1- A
O terceiro estado era composto também pela alta 
burguesia que se aproximava da nobreza muitas 
vezes defendendo alguns de seus privilégios e indo 
contra a “população comum”.
2- C
Por volta do século XVIII a crise na França tinha 
aumentado e passado do limite trazendo ainda mais 
empobrecimento para a população, que ainda assim, 
era obrigada a pagar impostos e assistir à ostentação 
dos 1° e 2° estados.
3- A
Absolutismo baseado na Teoria do Direito Divino.
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HISTÓRIA GERAL
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Expansão Marítima
 
UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA
 om o objetivo de enriquecer os Estados re-
 cém formados, os reinos europeus decidem 
 iniciar a expansão de suas atividades eco-
nômicas buscando, entre os séculos XV e XVI, rique-
zas além-mar.
 Pioneiro na atividade marítima, Portugal inves-
te em tecnologia naval (com ajuda da burguesia mer-
cantil enriquecida e cada vez mais ascendente) por 
meio da criação da , comandada Escola de Sagres
pelo infante D. Henrique, o navegador. Esta escola 
reunia estudos científicos ligados à navegação, ba-
seando- se em grandes nomes como Marcopolo, por 
exemplo.
 O domínio de rotas comerciais rentáveis era o 
grande objetivo dos portugueses, que iniciaram sua 
empreitada com a conquista de Ceuta (1415) no 
continente africano. Em, 1488 Bartolomeu Dias final-
mente dobra o Cabo da Boa Esperança conseguindo 
provar que existia, de fato, uma passagem para ouro 
oceano e em 1498, Vasco da Gama chega às Índias. 
Nesse mesmo período (1500), Pedro Álvares 
Cabral chega ao Brasil. Outro fator importante na 
motivação portuguesa era a necessidade encontrar 
rotas que não fossem terrestres para evitar os sa-
ques frequentes e para servir como passagem alter-
nativa, já que as conhecidas eram monopolizadas 
O Theatrum Orbis Terrarum (Teatro do Globo 
Terrestre) de Abraão Ortélio, publicado em 1570 em
Antuérpia, considerado o primeiro atlas moderno, 
resultado das intensas explorações marítimas. Teve 
31 edições, em sete idiomas
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HISTÓRIA GERAL
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UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA
por Gênova e Veneza. 
 Enquanto Portugal estava interessado em ro-
tas comerciais no Oriente devido à variedade de 
produtos como especiarias, cânfora, sândalo, pe-
dras preciosas, ouro, porcelana, perfumes, remédios 
e tecidos (muito apreciados na Europa), a Espanha 
inicia sua expansão também buscando uma nova 
rota comercial que levasse às Índias, porém nave-
gador enviado para a empreitada, Cristóvão Colom-
bo, acabou chegando no território das Bahamas 
(América) no dia 12 de outubro de 1492. Em 1504, 
seguindo a mesma rota traçada por Colombo, Amé-
rico Vespúcio descobre que o caminho feito não 
dava nas Índias e percebe, então, que na verdade o 
território encontrado não era conhecido pelos euro-
peus, afirmando para a coroa espanhola que havia 
descoberto, um novo continente (o americano). De 
1519 a 1522, Fernão de Magalhães realiza a primeira 
viagem marítima ao redor do mundo.
 Para que não houvesse rivalidade entre as 
duas novas potências, o papa Alexandre VI sugere 
a criação de um tratado dividindo o Novo Mundo 
entre seus respectivos “donos”. Então, em 1494 é 
assinado por Portugal e Espanha o Tratado de Tor-
desilhas, que consistia em uma linha imaginária par-
tindo de Cabo Verde, onde a 370 léguas na direção 
Oeste se localizava o território pertencente a Portu-
gal e o que ficasse a Leste a Espanha. 
 A expansão marítima carrega consigo um ras-
tro de morte das populações alcançada pelos euro-
peus na América. Doenças, estupros e assassinatos 
marcaram o período de exploração e saque de nos-
so continente.
 Não podemos esquecer que as monarquias 
católicas almejavam a difusão do cristianismo em 
todo o mundo, o que fez com que as Grandes Nave-
gações tivessem, também, um caráter religioso.
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UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA
Vamos praticar 
Questões
1- Fuvest - Quando a expansão comercial europeia 
ganhou os oceanos, a partir do século XV, rapida-
mente o mundo conheceu um fenômeno até então 
inédito: populações que jamais tinham tido qualquer 
contato umas com as outras passaram a se aproxi-
mar, em diferentes graus. Uma das dimensões dra-
máticas desses novos contatos foi o choque entre 
ambientes bacteriológicos estranhos, do qual resul-
tou a “mundialização” de doenças e, consequente-
mente, altas taxas de mortalidade em sociedades 
cujos indivíduos não possuíam anticorpos para en-
frentar tais doenças. Isso ocorreu, primeiro, entre as 
populações
a) orientais do continente europeu.
b) nativas da Oceania.
c) africanas do Magreb.
d) indígenas da América Central.
e) asiáticas da Indonésia.
2- Fuvest – Deve-se notar que a ênfase dada à 
faceta cruzadística da expansão portuguesa não 
implica, de modo algum, que os interesses comerci-
ais estivessem dela ausentes – como tampouco o 
haviam estado das cruzadas do Levante, em boa 
parte manejadas e financiadas pela burguesia das 
repúblicas marítimas da Itália. Tão mesclados anda-
vam os desejos de dilatar o território cristão com as 
aspirações por lucro mercantil que, na sua oração 
de obediência ao pontífice romano, D. João II não 
hesitava em mencionar entre os serviços prestados 
por Portugal à cristandade o trato do ouro da Mina, 
“comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o 
nome do Salvador, “nunca antes nem de ouvir dizer 
conhecido”, ressoava agora nas plagas africanas… 
Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia e o Brasil”. 
Revista de História (USP), 161, 2º Semestre de 2009, 
p.16-17. Adaptado. 
Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que 
a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI foi um 
empreendimento 
a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas 
dos séculos anteriores, já que essas eram, na reali-
dade, grandes empresas comerciais financiadas 
pela burguesia italiana. 
b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era 
comum, à época, a concepção de que a expansão 
da cristandade servia à expansão econômica e vice-
versa.
c) por meio do qual os desejos por expansão territo-
rial portuguesa, dilatação da fé cristã e conquista de 
novos mercados para a economia europeia mostrar-
se-iam incompatíveis.
d) militar, assim como as cruzadas dos séculos ante-
riores, e no qual objetivos econômicos e religiosos 
surgiriam como complemento apenas ocasional.
e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comér-
cio intercontinental, a despeito de, oficialmente, au-
toridades políticas e religiosas afirmarem que seu 
único objetivo era a expansão da fé cristã.
3- Uff 
A DESCOBERTA DA AMÉRICA E A BARBÁRIE 
DOS CIVILIZADOS
 A conquista da América pelos europeus foi uma 
tragédia sangrenta. A ferro e fogo! Era a divisa dos 
cristianizadores. Mataram à vontade, destruíram 
tudo e levaram todo ouro que havia. Outro espanhol, 
de nome Pizarro, fez no Peru coisa idêntica com os 
incas, um povo de civilização muito adiantada que lá 
existia. Pizarro chegou e disse ao imperador inca 
que o papa havia dado aquele país aos espanhóis e 
ele viera tomar conta. O imperador inca, que não 
sabia quem era o papa, ficou de boca aberta, e 
muito naturalmente não se submeteu. Então Pizarro, 
bem armado de canhões conquistou e saqueou o 
Peru. – Mas que diferença há, vovó, entre estes 
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UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA
homens e aquele Átila ou aquele Gengis-Cã que 
marchou para o ocidente com os terríveis tártaros, 
matando, arrasando e saqueando tudo? – A diferen-
ça única é que a história é escrita pelos ocidentais e 
por isso torcida a nosso favor. Vem daí considerar-
mos como feras aos tártaros de Gengis-Cã e como 
heróis com monumentos em toda parte, aos célebres 
“conquistadores” brancos. A verdade, porém, manda 
dizer que tanto uns como outros nunca passaram de 
monstros feitos da mesmíssima massa, na mesmís-
sima forma. Gengis-Cã construiu pirâmides enormes 
com cabeças cortadas aos prisioneiros. Vasco da 
Gama encontrou na Índia vários navios árabes car-
regados de arroz, aprisionou-os, cortou as orelhas e 
as mãos de oitocentos homens da equipagem e de-
pois queimou os pobres mutilados dentro dos seus 
navios. (Monteiro Lobato, 
História do mundo para crianças. 
Capítulo LX) 
O texto de Monteiro Lobato expressa a dificuldade 
de definirmos quem é civilizado e quem é bárbaro. 
Mas isso à parte, pensando a atuação europeia nos 
séculos XVI e XVII nas áreas americanas, um nú-
mero razoável dessas visões equivocadas justificou 
o avanço espanhol e a destruição dos astecas, 
maias e incas explicados por:
a) necessidades sociais impostas pelas caracterís-
ticas culturais do território espanhol e pela presença 
muçulmana que limitava as condições de enriqueci-
mento da monarquia, levando à conquista da Amé-
rica e à constituição de uma base política iluminista.
b) necessidades religiosas decorrentes da perda de 
poder da Igreja Católica frente ao avanço das refor-
mas protestantes e das alianças com as potências 
ibéricas para estabelecer o Império da Cristandade, 
baseado na Escolástica.
c) necessidades políticas oriundas das tensões na 
Península Ibérica que levaram a Espanha a organi-
zar o processo de conquista do Novo Mundo como 
única alternativa para sua unidade política, utilizando 
para isso o apoio do Papado e da França de 
Francisco I.
d) necessidades econômicas provenientes da 
divisão do território espanhol, fruto da diversidade 
cultural e étnica, e das disputas pelo poder entre 
Madri e Barcelona, ampliadas pelas vitórias portu-
guesas na África e na Ásia e pelo desenvolvimento 
daeconomia do açúcar no Brasil.
e) necessidades econômicas, políticas e religiosas 
dos recém-centralizados estados modernos, através 
do mercantilismo metalista que inundou a Europa de 
prata e de ouro, levando em seguida a uma revolu-
ção nos preços, que provocou inflação, e ao avanço 
de novas formas de desenvolvimento da agricultura.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA
1- D
Os povos ameríndios não tinham imunidade contra 
determinadas doenças trazidas pelos europeus que 
em contato com eles acabavam mortos por infecções.
2- B
O interesse comercial estava aliado ao religioso, o 
garante á expansão esse “caráter cruzadista” citado 
no texto.
3- E
O texto de Monteiro Lobato traz um caráter extre-
mamente racista baseado nas teorias raciais do 
século XIX. 
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Revoluções Inglesas
 
UNIDADE 12 - REVOLUÇÕES INGLESAS
Alegoria da Guerra Civil Inglesa 
por William Shakespeare Burton
 onsideradas como as primeiras revoluções 
 burguesas, isto é, encabeçadas pela elite 
 comercial, as Revoluções Inglesas aconte-
ceram no século XVII marcando a Idade Moderna. 
A burguesia inglesa vinha exigindo sua emancipa-
ção política desde o século XVI devido a sua impor-
tante influência nas atividades mercantis da Ingla-
terra, ainda que mantivesse uma relação próxima 
com a nobreza.
Podemos dividir a história das revoluções inglesas 
em:
Revolução Puritana e Guerra Civil
 Ocorrida entre os anos 1640 e 1648. Conhe-
cida também como Guerra Civil, é marcada dissolu-
ção do Parlamento após a im-Petição de Direitos 
posta ao rei Carlos I pelo Parlamento em troca do 
apoio financeiro que este precisava. Pressionado, 
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UNIDADE 12 - REVOLUÇÕES INGLESAS
Carlos teve que aceitar garantindo aos parlamenta-
res que não aumentaria impostos e tributos sem sua 
aprovação, não convocaria exércitos e respeitaria 
seus súditos. O rei não cumpriu com o combinado 
acarretando consequências terríveis, como a Guerra 
Civil. Carlos foi condenado à morte e executado.
Carlos I, rei de Inglaterra, 
por Antoon van Dyck
República de Oliver Cromwell
 Com a morte de Carlos, Oliver Cromwell, um 
dos mais importantes parlamentares assume o po-
der. Em seu governo (1649-1658), Cromwell traz 
mudanças favoráveis à burguesia com a criação dos 
 Atos de Navegação, 
 porém, com o passar 
 do tempo passa a se 
 sentir ameaçado pelo 
 Parlamento e o dis-
 solve em 1653 tornan-
 do- se Lorde Protetor 
 da República (título 
 criado por ele mesmo), 
 governando até sua 
 morte em 1658. 
Estatua de Bronze
de Olivier Cromwell
1599 - 1658
Restauração da dinastia dos Stuart
 Com a morte de Cromwell, seu filho Richard 
assume o poder, mas sem força é derrubado pelo 
Parlamento que pedia a restauração da monarquia. 
Nesse cenário, a dinastia Stuart volta ao trono. 
Revolução Gloriosa
 Acontece em 1688 e é marcada, além da 
questão política, pela questão religiosa que eram 
estreitamente ligadas e eram motivo de discórdia 
desde a morte de Elisabeth I.O rei Jaime II (católi-
co) foi destituído do trono por pressão do Parlamen-
to para que Guilherme de Orange e Maria Stuart, 
que eram protestantes, pudessem assumir a monar-
quia. O Parlamento era de maioria protestante e um 
reinado católico como o de Jaime ameaçaria seus 
privilégios. Com Guilherme no poder, o Parlamento 
consegue consolidar a monarquia parlamentar ingle-
sa como ainda é atualmente. 
Isabel I 
de Inglaterra
Jaime II, 
por Godfrey Kneller
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Vamos praticar 
UNIDADE 12 - REVOLUÇÕES INGLESAS
1- Espm - Thomas Hobbes era admirador do método 
matemático e da racionalidade, e crítico da demo-
cracia. Quando em 1628, observava os conflitos 
entre o rei e o Parlamento, traduziu e publicou um 
ataque ao grego Tucídides à democracia para mos-
trar, pelo exemplo de Atenas na Guerra do Pelopo-
neso, os efeitos danosos da democracia. Hobbes 
se empenhava em tomar o partido de Carlos I no 
conflito com o Parlamento. Em 1640, diante da 
guerra civil, fugiu para a França. Em 1651 publicou 
sua obra 'Leviatã', em que apresentou sua visão do 
Estado. (Flávio de Campos. A escrita da História)
O inglês Thomas Hobbes deve ser relacionado, res-
pectivamente, à guerra civil (mencionada no texto) 
e à visão de Estado:
a) Primavera dos Povos – Estado liberal;
b) Comuna de Paris – Estado socialista;
c) Revolução Francesa – Estado liberal;
d) Revolução Puritana – Estado absolutista;
e) Revolução Gloriosa – Estado absolutista.
2- Fuvest - As chamadas “revoluções inglesas”, 
transcorridas entre 1640 e 1688, tiveram como re-
sultados imediatos
a) a proclamação dos Direitos do Homem e do Cida-
dão e o fim dos monopólios comerciais.
b) o surgimento da monarquia absoluta e as guerras 
contra a França napoleônica.
c) o reconhecimento do catolicismo como religião 
oficial e o fortalecimento da ingerência papal nas 
questões locais.
d) o fim do anglicanismo e o início das demarcações 
das terras comuns.
e) o fortalecimento do Parlamento e o aumento, 
no governo, da influência dos grupos ligados às 
atividades comerciais.
3- FGV - A Reforma, a despeito de sua hostilidade à 
magia, estimulara o espírito de profecia. A abolição 
dos intermediários entre o homem e a divindade, 
bem como a ênfase na consciência individual, 
deixavam Deus falar diretamente a seus eleitos. 
Era obrigação destes tornar conhecida a Sua men-
sagem. E Deus não fazia acepção de pessoas: pre-
feria falar a John Knox do que à sua rainha, Maria 
Stuart da Escócia. O próprio Knox agradeceu a 
Deus ter-lhe dado o dom de profetizar, que assim 
estabelecia que ele era um homem de boa-fé.
 Na Inglaterra, as décadas revolucionárias de-
ram ampla difusão ao que praticamente constituía 
uma profissão nova – a do profeta, quer na qualida-
de de intérprete dos astros, ou dos mitos populares 
tradicionais, ou, ainda, da Bíblia.
HILL, Christopher, 
O mundo de ponta-cabeça. 
Ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640. 
Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo,
Companhia das Letras, 1987, p. 103
O texto se refere ao ambiente político e religioso da 
Inglaterra no século XVII. A esse respeito é correto 
afirmar:
a) A insatisfação popular na Inglaterra era decorrente 
da perspectiva protestante de manter os sacerdotes 
como intermediários entre Deus e os homens.
b) Os revolucionários basearam-se em princípios 
estritamente racionais e científicos, em uma nítida 
ruptura com as crenças e o profetismo da época.
c) Apesar de todas as disputas religiosas dos séculos 
XVI e XVII, os monarcas ingleses mantiveram-se 
neutros, o que permitiu a preservação da monarquia.
d) Para os revolucionários ingleses, Deus considera-
va apenas os parlamentares como pessoas aptasa 
transmitir a doutrina e indicar os caminhos da salva-
ção.
e) A movimentação revolucionária esteve vinculada 
aos conflitos religiosos decorrentes da chamada Re-
forma Protestante iniciada no século XVI.
QUESTÕES
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Partiu Corrigir
UNIDADE 12 - REVOLUÇÕES INGLESAS
1- D
O trabalho de Hobbes é publicado após o conflito 
ocorrido entre Carlos I e o Parlamento. Hobbes era 
defendia as ideias absolutistas de Carlos I.
2- E
O objetivo do Parlamento desde o início das revolu-
ções inglesas era uma participação na política para 
que pudessem garantir seus direitos, já que possuíam 
enorme importância para a economia do Estado inglês.
3- E
Devido a Reforma Protestante, a Igreja Católica dá 
início a uma perseguição intensa aos protestantes e 
como na Inglaterra o Parlamento era composto por 
eles, um rei católico poderia ameaçar seus interesses.
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Revolução Industrial
 
A
UNIDADE 13 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Coalbrookdale, 
cidade britânica considerada
um dos berços da Revolução Industrial.
 Revolução Industrial ocorreu na Inglaterra 
 na segunda metade do século XVIII. 
 Caracterizada pela evolução nos meios de 
 produção, a RI traz consigo mudanças sociais signi-
 ficativas a curto, médio e longo prazo, como a trans-
 formação da manufatura em maquinofatura, trans-
 formação da sociedade rural em urbana, transforma-
 ção das relações de trabalho, mecanização do cam-
 po, surgimento da classe operária (chamada também 
 de proletariado, que são os donos da força de traba-
 lho, isto é, dos braços). A partir do surgimento dessa 
 nova classe social, instaura- se na Inglaterra a cha-
 mada , ou seja, a luta entre a luta de classes bur-
 guesia (dona dos meios de produção, das máquinas,
 das fábricas) e o proletariado (expressão muito utili-
zada por Karl Marx e Friedrich Engels). Nesse mo-
mento, a vida dos trabalhadores e trabalhadoras era 
muito dura, as condições de trabalho eram precárias 
com jornadas de até 15 horas e salários miseráveis. 
Com isso, os sindicatos
começam a ser criados e
a luta por direitos 
trabalhistas passa 
a existir. 
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UNIDADE 13 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
 Pioneira na industrialização, a Inglaterra conta 
com subsídios necessários para o início desse pro-
cesso, como uma ótima posição geográfica tanto 
para o comércio quanto para a obtenção de matéria-
prima, pois estava situada em uma região rica em 
jazidas de minério de ferro (utilizado na construção 
das máquinas e ferrovias) e minas de carvão (prin-
cipal combustível para o funcionamento das fábricas). 
Além disso, os ingleses contavam com uma burgue-
sia enriquecida e emancipada. Esses fatores aliados 
a disponibilidade de mão-de-obra, exploração de co-
lônias (como o Brasil) e saques a navios, principal-
mente espanhóis, vindos da América carregados de 
ouro contribuíram para a acumulação de um grande 
capital.
Revolução Industrial
Dividimos a Revolução Industrial em 3 fases:
1ª fase
De 1750 a 1850 (alguns consideram o período de 
1780 a 1840). Acontece apenas na Inglaterra e é 
marcada pela utilização de máquinas a vapor. Devi-
do ao desenvolvimento das técnicas de produção 
fabril, nesse momento há o crescimento da indústria 
têxtil. 
2ª fase
Inicia-se aproximadamente em 1850 e vai até 1950 
expandindo-se por outros países da Europa, 
Estados Unidos e Japão. É marcada pelo desenvol-
vimento das telecomunicações (telégrafo, telefone, 
TV, rádio e cinema) e dos transportes (locomotiva e 
navios a vapor, automóveis e avião), pela utilização 
do aço em larga escala, pela utilização do petróleo 
como combustível, e pelo desenvolvimento das ciên-
cias da saúde com a criação de medicamentos etc.
3ª fase
Iniciada em 1950. A partir desse momento a RI se 
expande pelo mundo. É marcada pelo desenvolvi-
mento das ciências em geral, da medicina nuclear, 
biotecnologia etc. É importante lembrar que nesse 
momento inicia-se a Guerra Fria trazendo a corrida 
armamentista e a corrida espacial abrindo as portas 
para estudos decisivos em relação à expansão 
tecnológica que continuamos a presenciar nos dias 
de hoje.
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Vamos praticar 
UNIDADE 13 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Questões
1- Fuvest - Sobre a inovação tecnológica no sistema
fabril na Inglaterra do século XVIII, é correto afirmar 
que ela:
a) foi adotada não somente para promover maior 
eficácia da produção, como também para realizar a 
dominação capitalista, à medida que as máquinas 
submeteram os trabalhadores a formas autoritárias 
de disciplina e a uma determinada hierarquia.
b) ocorreu graças ao investimento em pesquisa 
tecnológica de ponta, feito pelos industriais que par-
ticiparam da Revolução Industrial.
c) nasceu do apoio dado pelo Estado à pesquisa nas 
universidades.
d) deu-se dentro das fábricas, cujos proprietários es-
timulavam os operários a desenvolver novas tecno-
logias.
e) foi única e exclusivamente o produto da genialida-
de de algumas gerações de inventores, tendo sido 
adotada pelos industriais que estavam interessados 
em aumentar a produção e, por conseguinte, os 
lucros.
2- PUC-Campinas - Dentre as consequências 
sociais forjadas pela Revolução Industrial pode-se 
mencionar:
a) o desenvolvimento de uma camada social de 
trabalhadores, que destituídos dos meios de produ-
ção, passaram a sobreviver apenas da venda de sua 
força de trabalho.
b) a melhoria das condições de habitação e sobrevi-
vência para o operariado, proporcionada pelo surto 
de desenvolvimento econômico.
d) a criação do Banco da Inglaterra, com o objetivo 
de financiar a monarquia e ser também, uma insti-
tuição geradora de empregos.
e) o desenvolvimento de indústrias petroquímicas 
favorecendo a organização do mercado de trabalho, 
de maneira a assegurar emprego a todos os assala-
riados.
3- PUC-Campinas - "O duque de Bridgewater cen-
surava os seus homens por terem voltado tarde de-
pois do almoço; estes se desculparam dizendo que 
não tinham ouvido a badalada da 1 hora, então o 
duque modificou o relógio, fazendo-o bater 13
badaladas."
Este texto revela um dos aspectos das mudanças 
oriundas do processo industrial inglês no final do 
século XVIII e início do século XIX. A partir do 
conhecimento histórico, pode-se afirmar que:
a) os trabalhadores foram beneficiados com a 
diminuição da jornada de trabalho em relação à 
época anterior à revolução industrial.
b) a racionalização do tempo foi um dos aspectos 
psicológicos significativos que marcou o desenvolvi-
mento da maquinofatura.
c) os empresários de Londres controlavam com 
mais rigor os horários dos trabalhadores, mas como 
compensação forneciam remuneração por produtivi-
dade para os pontuais.
d) as fábricas, de modo em geral, tinham pouco 
controle sobre o horário de trabalho dos operários, 
haja vista as dificuldades de registro e a imprecisão 
dos relógios naquele contexto.
e) os industriais criaram leis que protegiam os traba-
lhadores que cumpriam corretamente o horário de 
trabalho.
c) a ascensão social dos artesãos que reuniram 
seus capitais e suas ferramentas em oficinas ou do-
micílios rurais dispersos, aumentando os núcleos 
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Partiu Corrigir
UNIDADE 13 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
1- A
Não podemos esquecer que a Revolução Industrial, 
além de uma evolução nos meios de produção, traz 
consigo imensas mudanças sociais principalmente 
nas relações de trabalho, o que reflete significativa-
mente na economia.
2- A
A partir do momento em que o trabalhador não é 
mais o dono do meio de produção e passa a ser 
alienado do processo produtivo, vender sua força de 
trabalho se tornou a única alternativa para a 
sobrevivência.
3- B
É importante perceber que a ordem das fábricas 
transcende seus muros refletindo em diversos 
aspectos da sociedade, como a racionalização do 
tempo, os modelos de escolas que passam a 
preparar trabalhadores para a indústria etc.
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Iluminismo
 
UNIDADE 14 - ILUMINISMO
 ascido na França entre os séculos XVII e 
 XVII, o Iluminismo se espalha por toda Eu-
 ropa consistindo em um movimento intele-
ctual impulsionado pelo descontentamento com o 
Antigo Regime e seus desmandos.
 Liderado por intelectuais burgueses, o iluminis
mo dá início ao chamado século das luzes (luz para 
as trevas absolutistas), defendendo a acima razão 
da fé e da religião, por isso, os iluministas diziam 
que seu objetivo era “derrubar o trono e abalar os 
altares” rompendo de uma vez por todas com os la-
ços herdados da sociedade medieval.
 Os pensadores iluministas foram responsáveis 
por inúmeras mudanças na sociedade europeia e 
americana, pois influenciaram revoluções como a 
Francesa e lutas por independência das colônias na 
América. Suas ideias foram muito bem aceitas pela 
população, o que fez com que muitos reis, com 
medo de perder sua soberania, absorvessem em 
seus governos alguns dos pontos defendidos pelos 
iluministas transformando- se em déspotas escla-
recidos.
Os principais nomes dessa nova ideologia são:
John Locke
Conhecido como “o pai do iluminismo”: defendia a 
propriedade privada. uma monarquia representativa 
e constitucional e dizia que a soberania não estava 
no Estado, e sim na população que deveria ser livre. 
Foi o primeiro defensor da divisão do poder em 3: 
Executivo, Legislativo e Judiciário;
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UNIDADE 14 - ILUMINISMO
Montesquieu
Autor da obra (1748), também foi O espírito das leis 
defensor ferrenho do governo dividido em 3 poderes.
Voltaire
Defensor de uma monarquia centralizada, porém, 
com assessoria de filósofos para que os reis gover-
nassem de acordo com o que fosse bom para todos 
sem prepotência.
Adam Smith
Considerado o pai da economia moderna, Smith cri-
ticava o mercantilismo em todos os aspectos e de-
fendia que o Estado deveria interferir o mínimo pos-
sível nas atividades econômicas. Sua principal obra 
é .A Riqueza das Nações
Denis Diderot e Jean d'alembert
Os dois filósofos criaram a Enciclopédia (são os en-
ciclopedistas), importante símbolo iluminista que 
reunia verbetes contendo todo o conhecimento cien-
tífico até aquele momento, o que serviu para divul-
gar suas ideias revolucionárias e opiniões acerca da 
política e da religião.
Além dos pensadores citados, muito outros filósofos 
e cientistas foram adeptos do iluminismo e contribuí-
ram para sua disseminação em todo o mundo.
Montesquieu
John Locke
Voltaire
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HISTÓRIA GERAL
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UNIDADE 14 - ILUMINISMO
Jean-Jacques Rousseau
Autor da obra Rousseau defendia O contrato social,
a igualdade jurídica, o governo democrático no qual 
a vontade do povo fosse soberana. Criticava o poder 
centralizado a religião acima de todas as coisas e a 
propriedade privada.
Jean-Jacques Rousseau
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HISTÓRIA GERAL
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UNIDADE 14 - ILUMINISMO
e) o Movimento Iluminista, no século XVIII, 
baseava-se no racionalismo e criticava os funda-
mentos do poder da igreja que apoiava os princípios 
do poder monárquico absoluto.
3- Upe - As ideias liberais refizeram reflexões e 
anunciaram novas perspectivas sociais. Um dos 
seus pensadores mais famosos, Locke, defendia o(a) 
a) fim da propriedade privada e da escravidão, com 
a queda da sociedade colonial e o fim do mercanti-
lismo. 
b) consolidação da monarquia constitucional, desta-
cando a universalidade do conhecimento e as pos-
sibilidades de massificação da cultura. 
c) pensamento de Descartes e o fim do idealismo, 
ressaltando o valor de democracia e da igualdade 
social na Europa do século XVII. 
d) liberdade natural dos humanos, afirmando a ne-
cessidade da propriedade privada e combatendo o 
absolutismo. 
e) crescimento do capitalismo, sem afetar a força 
política da nobreza e dos poderes dos monarcas 
absolutistas da época. 
Vamos praticar 
Questões
1- Fatec - As grandes revoluções burguesas do sé-
culo XVIII refletem, em parte, algumas ideias dos fi-
lósofos iluministas, dentre as quais podemos desta-
car a que
a) apontou a necessidade de limitar a liberdade indi-
vidual para impedir que o excesso degenerasse em 
anarquismo
b) acentuou que o Estado não possui poder ilimita-
do, o qual nada mais é do que a somatória do poder 
dos membros da sociedade
c) visou defender a tese de que apenas a federaliza-
ção política é compatível com a democracia orgâni-
ca
d) mostrou que, sem centralização e dependência 
dos poderes ao Executivo, não há paz social
e) procurou salientar que a sociedade industrial so-
mente se desenvolverá a partir de minucioso plane-
jamento econômico.
2- IFCE - A Europa Ocidental vivenciou, entre os 
séculos XVI e XVIII, inúmeras transformações cultu-
rais. É(são) uma dessas transformações: 
a) o Movimento Reformista do Século XVI foi cara-
cterizado por uma unificação de pensamento e prá-
ticas nos diversos países nos quais se difundiu. 
b) o Pensamento Científico, nos Séculos XVII e 
XVIII, fundamenta-se na Crítica, no Empirismo e no 
Naturalismo. 
c) os Tribunais da Santa Inquisição foram extintos 
entre 1545 e 1563, graças à Contrarreforma Religio-
sa, que alterou os dogmas católicos a partir de um 
enfoque humanista. 
d) as ideias liberais econômicas, na metade do sé-
culo XVIII, criticavam o Sistema Colonial e defen-
diam a Manutenção dos Monopólios que eram o 
principal gerador de riqueza da sociedade. 
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Partiu Corrigir
UNIDADE 14 - ILUMINISMO
1- B
A maioria dos iluministas defendia a divisão do poder 
entre os reis e o povo, não necessariamente o fim da 
monarquia, mas sim o fim do absolutismo e da cen-
tralização do poder antidemocrático e prepotente.
2- E
O Iluminismo, além de ser o mais importante movi-
mento ocorrido na Idade Moderna, deixou legados 
que transformaram toda a sociedade ocidental.
3- D
Locke defendia a propriedade privada, uma monar-
quia representativa e constitucional e dizia que a 
soberania não estava no Estado, e sim na população 
que deveria ser livre.
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Independência dos EUA
 
The Destruction of Tea at Boston Harbor, 
lithograph depicting the 1773 
Boston Tea Party
UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA
Independência dos Estados Unidos da América
 o dia4 de julho de 1776, após inúmeras 
 lutas as Treze Colônias britânicas declaram 
 sua independência.
 Divididas em duas regiões, as colônias do 
Norte e as do Sul tiveram uma forma diferente de se 
desenvolver. O Norte caracterizado pelas colônias 
de povoamento onde colonos perseguidos na Ingla-
terra, principalmente devido à religião, viviam em 
pequenas propriedades, e o Sul caracterizado pelas 
colônias de exploração, onde grandes fazendeiros 
produziam gêneros agrícolas utilizando mão-de-obra 
escrava africana para a comercialização.
 Devido o crescimento das relações comerci-
ais das colônias do Norte, a metrópole passa a to-
mar medidas que dificultam a autonomia destas, 
como o aumento de taxas e criação de novos im-
postos ampliando a influência da Coroa na América. 
Além das taxas, a coroa britânica coloca soldados 
nas colônias aumentando os gastos, que seriam 
pagos com o arrecadado após a criação de novas 
leis como a Lei do Açúcar (1764), que consistia na 
taxação pela exportação de grandes quantidades de 
açúcar e a Lei do Selo (1765), que obrigava a utili-
zação do selo britânico em jornais, livros, documen-
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UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA
tos e até baralhos e o pagamento por ele.
 A relação entre colônias e metrópole fica in-
sustentável a partir da criação da Lei do Chá (1767) 
que garantia o monopólio desse comércio à Compa-
nhia das Índias Ocidentais.
 Em 1770, após uma manifestação, 4 soldados 
ingleses foram mortos no conhecido Massacre de 
Boston aumentando a tensão, o que culminaria em 
1773 no episódio conhecido como Festa do Chá de 
Boston, quando colonos jogaram ao mar todo o car-
regamento de chá armazenado nos navios da Com-
panhia das Índias que estavam ancorados no porto. 
Como reação, em 1774 a Coroa decreta os Atos In-
toleráveis que determinava, entre outras “punições”, 
o fechamento do porto de Boston até que o prejuízo 
com o chá lançado ao mar fosse pago.
 A indignação entre os colonos aumentava a 
cada dia e ainda em 1774 acontece o Primeiro Con-
gresso Continental de Filadélfia, onde o principal en-
caminhamento foi o pedido da revogação dos Atos 
Intoleráveis à metrópole. Sem sucesso, no ano de 
1775 é convocado o Segundo Congresso Continen-
tal de Filadélfia que determina a declaração de 
guerra à Inglaterra. Thomas Jefferson ficou respon- 
sável pela elaboração da Declaração de Indepen-
dência aprovada em 4 de julho de 1776, e apoiadas 
pela França, Holanda e Espanha, as tropas ameri-
canas lideradas por George Washington conseguem 
a vitória no ano de 1783, quando derrotados, os in-
gleses assinam o Tratado de Paris reconhecendo a 
independência dos Estados Unidos.
Os britânicos avançam em
Bunker Hill, por Percy Moran
Declaração da Independência
dos Estados Unidos
George 
Washington
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HISTÓRIA GERAL
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Vamos praticar 
UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA
Questões
1- Upe - A passagem do século XVIII para o XIX foi 
marcada por um desequilíbrio nas relações entre a 
Europa e o Novo Mundo. As lutas políticas na 
América estavam ligadas à resistência contra a 
colonização europeia e às influências das ideias 
liberais. Sobre essa crise do Antigo Regime e suas 
implicações na América, assinale a alternativa 
CORRETA.
a) A Guerra de Independência dos Estados Unidos 
acirrou as tensões políticas pré-existentes entre a 
França e a Inglaterra, servindo de palco para um 
confronto indireto entre essas duas nações. 
b) As tensões políticas entre a Espanha e suas 
colônias na América acabaram por reestruturar o 
império espanhol que, mediante as reformas 
bourbonianas, conseguiu manter seu poderio na 
América, até o final do século XIX. 
c) As relações entre Portugal e a América 
Portuguesa só se agravaram após a transmigração 
da família real para o Brasil em 1808, fugindo da 
invasão napoleônica. 
d) A Guerra do Paraguai, envolvendo Brasil, 
Portugal, Paraguai, Espanha e Inglaterra, é fruto 
direto desse contexto. 
e) As Conjurações Baiana e Mineira, ocorridas no 
início do século XIX, são reflexos desse quadro de 
desequilíbrio político entre Portugal e sua colônia 
na América.
2- Mackenzie - O processo da emancipação das 
Treze Colônias Inglesas da América do Norte, na 
segunda metade do século XVIII, é denominado de 
Revolução Americana, pois
 
a) representou o fim do pacto colonial naquela parte 
do continente americano, servindo de modelo para 
os demais processos emancipatórios americanos. 
b) rompeu o Pacto Colonial mercantilista e criou uma 
sociedade liberal e democrática para todos os 
setores sociais. 
c) foi a primeira etapa das Revoluções Liberais que, a 
partir de então, iriam propagar-se somente na 
Europa. 
d) assinalou o início de uma sociedade capitalista, 
baseada no trabalho assalariado, l ivre das 
instituições feudais. 
e) a ideologia de seus grandes líderes era a mesma 
que caracterizaria, pouco tempo depois, a Revolução 
Inglesa.
3- Uel - Leia o texto a seguir: 
 "[...] A independência e a construção do novo regime 
republicano foi um projeto levado adiante pelas elites 
das colônias. Escravos, mulheres e pobres não são 
os líderes desse movimento. A independência norte-
americana (EUA) é um fenômeno branco, 
predominantemente masculino e latifundiário ou 
comerciante. [...]" 
Fonte: KARNAL, L.
 "Estados Unidos: da colônia à independência". 
São Paulo: contexto, 1990. 
(coleção repensando a história). P. 67.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o 
processo de independência dos Estados Unidos, é 
correto afirmar que: 
a) O movimento de independência da América do 
Norte não representou a união das treze colônias por 
um sentimento único de nação, mas sim, um 
movimento contra o domínio da Inglaterra, 
potencializado pelo sentimento antibritânico. 
b) A América do Norte independente, com as 
reformas de caráter democrático, aboliu as 
diferenças entre os habitantes da colônia, instituindo 
a prática da inclusão por meio de uma Constituição 
Liberal. 
c) A colonização da América do Norte pela Inglaterra 
diferenciou-se daquela feita na América do Sul pelos 
espanhóis e portugueses porque contou com a 
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UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA
organização e assistência da metrópole nesse 
empreendimento de conquista e exploração. 
d) A força do catolicismo foi preponderante no 
processo de emancipação, pois incentivava o 
crescimento espiritual da população, libertação dos 
escravos e a expansão territorial - crescimento que só 
seria possível cortando os laços com a metrópole. 
e) Um dos problemas apresentados no período de 
lutas pela independência dos EUA foi a falta de um 
projeto comum entre as colônias do norte e as 
colônias do sul que não se harmonizavam quanto a 
um acordo na forma de promulgar a Constituição 
estadunidense do norte e do sul.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA
1- A
A França declarou apoio imediato às colônias 
britânicas na luta pela independência com o objetivo 
de desestruturar sua concorrente que vinha 
expandindo sua economia desenfreadamente com a 
Revolução Industrial.
2- B
A conquista da independência dos EUA da metrópole 
mais poderosa do período serviu como influência 
para outras para outras colônias, possibilitando 
outros levantes que ocorreriam a partir de então.
3- A
As treze colôniascompartilhavam apenas do mesmo 
sentimento antibritânico, porém, isso não fez com 
que suas diferenças fossem sanadas e isso refletirá 
mais tarde na Guerra de Secessão. 
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Revolução Francesa
 
UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16
 A Revolução Francesa ocorre em 
1789 após o descontentamento absoluto 
por parte da população em relação ao 
Antigo Regime. Desemprego, fome, impostos e o 
descaso dos 1º e 2º estados foram a gota d'água para 
a eclosão da grande revolta que daria fim à idade 
moderna e início à idade contemporânea.
 Influenciados pelos ideias iluministas, o 
terceiro estado - composto pelo baixo clero, 
burgueses, comerciantes, camponeses, 
trabalhadores urbanos, sans-culottes (grupo mais 
radical formado, em sua maioria, por trabalhadores
urbanos, comerciantes e desempregados) - que 
era o mais afetado pela crise que assolava o país, 
decide enfrentar e acabar de uma vez por todas 
com o sistema vigente e seus desmandos.
 A França passava por um desgaste 
econômico, político e social desde o reinado de 
Luis XIV, que esvaziou os cofres franceses 
gastando com guerras e luxos, como a construção 
do palácio de Versalhes. Esses fatores 
contribuíram para que a França continuasse sendo 
um país agrário, o que desagradava a burguesia 
que assistia à industrialização inglesa almejando o 
mesmo para seu país, e para agravar ainda mais a 
.
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UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16
situação, a França se envolve na luta pela indepen-
dência das Treze Colônias britânicas gastando 
ainda mais.
 Devido à crise instaurada e a revolta popular 
iminente, conselheiros do rei Luís XVI e alguns de 
seus ministros sugerem a convocação dos Estados 
Gerais, uma assembleia para que fosse votada a 
obrigatoriedade do pagamento de impostos e redu-
ção dos privilégios dos 1° e 2° estados, porém, os 
votos eram representativos o que fazia com que os 
dois primeiros estamentos estivessem em vanta-
gem aumentando ainda mais o descontentamento 
da população. A contrapartida veio por parte da 
burguesia, que no dia 10 de junho de 1789, 
convocou uma Assembleia Nacional com o objetivo 
de redigir uma Constituição. Os 1° e 2° estados não 
compareceram e a tensão foi ficando cada vez 
maior. Nesse momento, uma grande revolta popular 
estoura em Paris iniciando a Revolução Francesa 
cujo lema era Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
 Em 1792, Luís XVI arma uma ofensiva 
contra os revolucionários articulando um ataque 
com os reis da Prússia e da Áustria. Quando a 
população francesa fica sabendo do intento de 
Luís, invade o palácio de Tulleries prendendo toda 
a família do monarca. No ano seguinte, Luís XVI e 
Maria Antonieta foram guilhotinados dando fim à 
Monarquia Constitucional e início a fase do Terror, 
tendo como principais líderes Danton e Robespierre 
e marcada pela radicalização da Revolução com os 
jacobinos no poder. Durante a fase do Terror, nasce 
o exército nacional francês, composto agora, pelo 
povo e não mais por membros da nobreza.
Robespierre
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UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16
 Em 1795, os jacobinos perdem o poder e a 
burguesia assume novamente o controle dando iní-
cio à fase do Diretório. Nesse momento, nenhum 
avanço político ou social relevante ocorre na Fran-
ça o que abre caminho para a ascensão de Napo-
leão Bonaparte, que percebendo a fraqueza do go-
verno, articula o golpe de 18 de Brumário tornando-
se um grande ditador dos anos de 1800 até 1815 
com sua derrota na batalha de Waterloo. 
Execução de Maximilien 
Robespierre durante o Terror.
A Tomada da Bastilha, 
de Jean-Pierre Louis Laurent Houel.
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Vamos praticar 
UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16
Questões
1- PUCSP - As Revoluções Inglesas do século XVII 
e a Revolução Francesa são, muitas vezes, compa-
radas. Sobre tal comparação, pode-se dizer que:
a) é pertinente, pois são exemplos de processos 
que resultaram em derrota do absolutismo 
monárquico; no entanto, há muitas diferenças entre 
elas, como a importante presença de questões 
religiosas no caso inglês e o expansionismo militar 
francês após o fim da revolução.
b) é equivocada, pois, na Inglaterra, houve vitória 
do projeto republicano e, na França, da proposta 
monárquica; no entanto foram ambas iniciadas pela 
ação militar das tropas napoleônicas que invadiram 
a Inglaterra, rompendo o tradicional domínio 
britânico dos mares.
c) é pertinente, pois são exemplos de revolução 
social proletária de inspiração marxista; no entanto 
os projetos populares radicais foram derrotados na 
Inglaterra (os “niveladores”, por exemplo) e 
vitoriosos na França (os “sans-culottes”).
d) é equivocada, pois, na Inglaterra, as revoluções 
tiveram caráter exclusivamente religioso, e, na 
França, representaram a vitória definitiva da 
proposta republicana anticlerical; no entanto ambas 
foram movimentos antiabsolutistas.
2- UFRGS - Após a Revolução de 1789, a França 
viveu um período de grande instabilidade, marcado 
pelo radicalismo e pela constante ameaça externa. 
Assinale a alternativa correta em relação a esse 
período.
a) Com a queda da Bastilha, símbolo do 
autoritarismo real, os deputados da Assembleia 
Constituinte, aproveitando o momento político, 
proclamaram a República, pondo um termo final ao 
Antigo Regime.
b) Em meio ao caos provocado pela fuga do Rei e 
pela derrocada da Monarquia, iniciou-se, em Paris, 
a criação de uma sociedade baseada nos ideais 
socialistas, a Comuna de Paris.
c) o período conhecido como o Grande Terror foi 
protagonizado pelo jacobino Robespierre, que 
posteriormente foi derrubado por Napoleão, um 
general que se destacara por sua trajetória 
vitoriosa.
d) o golpe do 18 Brumário representou a queda do 
Diretório, regime que se pretendia representante 
dos interesses burgueses, mas que era inepto a 
governar.
e) Durante um curto período de tempo, após a 
queda da Bastilha, a França vivenciou uma 
Monarquia Constitucional, mas, na prática, o Rei 
ainda mantinha a mesma autoridade de antes.
3- Fuvest – A Declaração dos Direitos do Homem e do 
Cidadão, votada pela Assembleia Nacional 
Constituinte francesa, em 26 de agosto de 1789, 
visava
a) romper com a Declaração de Independência dos 
Estados Unidos, por esta não ter negado a 
escravidão
b) recuperar os ideais cristãos de liberdade e 
igualdade, surgidos na época medieval e esquecidos 
na moderna
c) estimular todos os povos a se revoltarem contra 
seus governos, para acabar com a desigualdade 
social.
d) assinalar os princípios que, inspirados no 
Iluminismo, iriam fundar a nova constituição francesa
e) pôr em prática o princípio: a todos, segundo suas 
necessidades, a cada um, de acordo com sua 
capacidade.
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Partiu Corrigir
UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16
1- A
Além disso, as duas revoluções foram impulsionadas 
pela burguesia descontente e desejosa por 
mudanças. 
2- D
Napoleão Bonaparte se aproveita da instabilidade do 
governo na fase do Diretório e o Golpe, por sua vez, 
trazia a promessa de uma nação forte e autônoma.
3- D
A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão é 
um reflexo do que a maior parte dos pensadores 
iluministas almejavam, que era a igualdade de todos 
perante a lei e um governo democráticosem 
prepotência.
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Independência da 
América Espanhola 
 
UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA 
AMÉRICA ESPANHOLA
om a política expansionista de Napoleão 
Bonaparte, as metrópoles europeias ficam 
enfraquecidas deixando o terreno fértil 
para que as lutas por independência começassem 
a acontecer, e após a independência das Treze 
Colônias britânicas em 1776, as colônias 
espanholas na América passam a contar com a 
possibilidade de se livrarem dos grilhões do pacto 
colonial e de toda a exploração sofrida até ali.
 O território espanhol na América era dividido 
em 4 vice-reinados (ou vice-reinos), que eram No-
va Espanha composto pela região que hoje com-
preende o México e parte dos Estados Unidos; No-
va Granada composto pela região onde hoje se lo-
calizam Colômbia, Panamá e Equador; com-Peru
posto por todo o território peruano; e Rio da Prata
composto pela região onde hoje se localizam Ar-
gentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
 Influenciados pelas ideias liberais, a elite 
criolla (composta por intelectuais) passa a almejar o 
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fim do pacto colonial para conseguir sua autonomia 
econômica e administrativa, e para o sucesso da 
empreitada, liberais e conservadores se unem. 
Porém, a estrutura social nas colônias hispano-
americanas não favorecia o intento da elite que era 
a minoria. Além deles (criollos), que eram filhos de 
espanhóis nascidos na América e os latifundiários, 
grandes comerciantes e profissionais liberais da 
colônia, uma outra parcela da elite era composta 
pelos espanhóis responsáveis pela chapetones, 
administração e favoráveis à manutenção do ex-
clusivo comercial. Sendo assim, num primeiro mo-
mento a luta pela independência enfrentou entraves 
internos entre criollos apoiados pela Inglaterra e 
chapetones pela Espanha.
De español e india, produce mestizo
 Os primeiros confrontos militares sofreram 
um forte ataque por parte da Espanha, porém, a 
cada novo embate mais apoio popular os criollos 
conseguiam.
Um homem mestiço e 
sua esposa indígena, 
durante o Vice-Reino da 
Nova Espanha 1763, 
por Miguel Cabrera.
As principais lideranças na luta pela independência 
das colônias hispano-americanas forma Tupac 
Amaru II e sua companheira Micaela, Simón Bolívar, 
San Martín, entre outros.
Símon Bolívar
Túpac Amaru II
 Após a independên-
cia da Colômbia, Venezue-
la, Equador, Argentina, Chi-
le e Peru, os Estados Uni-
dos criam a Doutrina 
Monroe, que tinha como 
lema “América para os 
americanos” cujo objetivo 
era combater uma restau-
ração por parte das metró-
poles e qualquer ofensiva 
militar destes contra os no-
vos países recém libertos e 
UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA 
AMÉRICA ESPANHOLA
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fragmentados após a Conferência do Panamá 
(contrariando o desejo de união de Simón Bolívar).
 Infelizmente, para a população nada mudou, 
pois o poder político e administrativo continuou nas 
mãos da elite criolla, os novos países continuaram 
servindo apenas como produtores de matéria-prima 
e dependentes da produção industrial europeia e o 
racismo estrutural continuou existindo mantendo a 
ideia de que negros, indígenas e mestiços eram 
inferiores.
Países constituintes
 da América Hispânica.
UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA 
AMÉRICA ESPANHOLA
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Questões
1- UFPR - Leia o texto a seguir:
É uma ideia grandiosa pretender formar de todo o 
mundo novo uma só nação com um só vínculo, que 
ligue suas partes entre si e com o todo. Já que tem 
uma mesma origem, uma mesma língua, mesmos 
costumes e uma religião, deveria, por conseguinte, 
ter um só governo que confederasse os diferentes 
Estados que haverão de formar-se […].
(Fonte: <http://www.iela.ufsc.br/noticia/sim%C3%B3n-bol%C3%ADvar-e-
carta-da-jamaica>. Acesso em: 06 agosto 2017.)
 Considerando o extrato da “Carta de Jamaica”, de 
Simón Bolívar, e com base nos conhecimentos sobre 
as independências na América espanhola, assinale a 
alternativa correta.
a) Os movimentos de independência na América 
espanhola foram impulsionados pela tentativa de 
invasão napoleônica no Haiti recém-libertado. A 
Carta de Jamaica foi o documento que fundamentou 
esses movimentos.
b) Os movimentos de independência foram liderados 
por mestiços e escravos que ansiavam conseguir a 
liberdade expulsando os espanhóis. Aproveitando a 
ausência do rei Fernando VII, encarcerado por 
Napoleão, Bolívar escreveu a carta na Jamaica, 
chamando todas as colônias a se unirem para formar 
uma grande federação contra a coroa espanhola.
c) Simón Bolívar foi o grande artífice das 
independências da América espanhola. Seu carisma 
e poder de mando permitiram unir todos os 
movimentos em uma grande frente libertadora, que 
começou na Argentina em 1816 e chegou até a 
Colômbia em 1821.
d) O projeto de Simón Bolívar era tornar as colônias 
governadas pela Espanha em uma grande 
confederação de estados nos moldes das colônias 
americanas do Norte, porém as diferenças entre 
alguns líderes no interior do movimento anticolonial 
não viam com bons olhos esse projeto.
e) A Carta de Jamaica foi a primeira declaração de 
independência das colônias espanholas. Escrita no 
formato da declaração de independência haitiana, 
declarava o fim da escravidão nas colônias e a 
expulsão dos peninsulares das terras americanas.
2- UNESP - Assinale a opção que contém um dos 
objetivos de Simón Bolívar:
a) Emancipar a América Latina como uma associação 
comercial unitária, que, posteriormente, daria a 
origem à ALALC.
b) Desenvolver a industrialização no continente sob a 
hegemonia norte-americana para fazer frente à forte 
economia inglesa.
c) Desenvolver a solidariedade continental em torno 
da hegemonia do Canadá, estabelecendo um 
intercâmbio direto deste com todos os países latino-
americanos.
d) Estabelecer uma política separatista respeitando 
as diferenças culturais e até linguísticas entre os 
países latino-americanos.
e) Criar uma Confederação dos Estados Americanos 
face à possível contraofensiva da Europa apoiada 
pela Santa Aliança.
3- Leia o texto a seguir:
A guerra caracterizou e deu visibilidade ao processo 
de independência na América. Não há como duvidar 
dessa premissa. Primeiro, a elite criolla descobriu a 
possibilidade de utilizar a guerra como um elemento 
de união interna e, segundo, percebeu que poderia 
usar sua experiência como um meio capaz de 
encaminhar a América rumo ao Ocidente. Ambos os 
processos ocorreram numa sequência com objetivo 
de garantir a ordem frente aos conflitos étnicos e 
políticos, bem como de estabelecer uma imagem da 
América que fosse confiável e promissora, tanto 
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interna quanto externamente. Nem mesmo no fim 
da vida, Simón Bolívar desistiu de encarar a força – 
e, portanto, a guerra que lhe dava expressão – 
como meio importante para a produção de 
acontecimentos políticos favoráveis.
(FREDRIGO, Fabiana de Souza. “As guerras de 
independência, as práticas sociais e o código de elite na 
América do século XIX: leituras da correspondência 
bolivariana”. Varia hist., Belo Horizonte, v. 23, n. 38, 
Dec. 2007. p. 311). 
De acordo como o texto, Simón Bolivar estava 
preocupado em construir uma imagem da Américaliberta que fosse bem vista aos olhos europeus e 
aos olhos dos próprios americanos. Essa 
preocupação refletia:
a) Uma estratégia política orientada pela própria 
coroa espanhola.
b) A adequação ao projeto moderno de nações 
politicamente emancipadas e aptas ao progresso.
c) Um projeto de articulação política com os Estados 
Unidos da América, que se simpatizavam com as 
ideias de Bolívar.
d) Um projeto articulado junto com o Brasil, já que 
Bolívar também exercia forte influência entre os 
políticos brasileiros.
e) Uma estratégia política inspirada no “Destino 
Manifesto”, mas com o objetivo inverso.
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Partiu Corrigir
1- D
Entre os meses de junho e julho de 1826, as ex 
colônias hispano-americanas se reúnem no 
Congresso do Panamá para definir alguns pontos 
levantados durante o processo de luta pela 
independência, inclusive os que faziam parte da 
Carta da Jamaica elaborada em 1815 por Simón 
Bolívar. Nesse congresso fica decidido que os 
novos territórios estabeleceriam uma aliança de 
ajuda mútua, o fim da escravidão africana e a 
fragmentação em vários países, não como estados 
de uma única federação como desejado por Bolívar 
seguindo o modelo estadunidense.
2- E
Para entender melhor essa resposta, leia esse 
trecho da Carta da Jamaica
“É uma ideia grandiosa pretender formar de todo o 
Novo Mundo uma única nação com um único 
vínculo que ligue as partes entre si e com o todo. 
Já que tem uma só origem, uma só língua, mesmos 
costumes e uma só religião, deveria, por 
conseguinte, ter um só governo que confederasse 
os diferentes Estados que haverão de se formar; 
mas tal não é possível, porque climas remotos, 
situações diversas, interesses opostos e caracteres 
dessemelhantes dividem a América.”
(Simón Bolívar. Carta da Jamaica [06.09.1815]. In: 
Simón Bolívar: política, 1983.)
3- B
Bolívar sabia que a América hispânica possuía 
condições de se tornar uma grande potência devido 
a sua riqueza de recursos e era contra a 
dependência econômica que continuou existindo 
mesmo depois de sua independência política.
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Imperialismo
 
UNIDADE 18 - IMPERIALISMO
Imperialismo ou Neocolonialismo
ntre os finais do século XIX e início do 
século XX as grandes potências 
capitalistas europeias como Inglaterra, 
França Alemanha (que estava crescendo em alta 
velocidade), Portugal, Holanda e a Pequena Itália 
com o objetivo de busca por novos mercados con-
sumidores, matéria-prima e mão- de- obra barata, 
decidem “partilhar”, entre si, territórios nos conti-
nentes africano e asiático formando colônias de ex-
ploração. A esse episódio damos o nome de Impe-
rialismo ou Neocolonialismo.
 Influenciados pelas teorias raciais higienis-
tas, eugenistas e pelo darwinismo social, estes eu-
ropeus justificavam a exploração de africanos e asi-
áticos por considerarem-nos como raças inferiores 
que precisavam do europeu salvador para levar-
lhes o progresso.
O Neocolonialismo na África
 Com o objetivo de “civilizar” esse povo, 
expedições científicas, comerciais e religiosas foram 
realizadas no continente, quando na verdade o 
objetivo era apenas ganhar o máximo de dinheiro 
possível.
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UNIDADE 18 - IMPERIALISMO
 Nesse continente, que já não era Portugal
mais uma grande potência, mas detinha conheci-
mentos importantes sobre o continente africano, 
recebe a posse de dos países Moçambique, Cabo 
Verde, Angola e Guiné explorando metais e pedras 
preciosas e o que mais houvesse de valor a ser ex-
traído. Tempos depois, conflitos passam a aconte-
cer entre belgas e holandeses que desejavam tam-
bém esses territórios, o que trouxe algumas mudan-
ças em sua geografia.
 A ocupa regiões menos relevantes Espanha
para o contexto da época como Ilhas Canárias, 
Ceuta, Guiné Equatorial, Melila e Saara Ocidental.
 No caso da entre a população as Bélgica
relações com os povos locais foram mais intensas, 
dramáticas e sangrentas, pois Leopoldo II, o rei 
Belga, decide transformar o território invadido por 
ele em seu “quintal” mandando, desmandando e 
tratando a população de forma desumana. Nesse 
sentido, o Congo, conhecido como Congo belga, é 
tratado por ele como sua propriedade pessoal.
 Graças a divisão de Leopoldo, o Congo 
belga ocupa também a região de Ruanda, o que 
trará mais adiante uma guerra étnico civil entre os 
povos hutus e os povos tútsis (1994) deixando 
sequelas até os dias de hoje.
Conferencia de Berlim
Cartoon de 1906, 
publicado na Punch, 
retrata Leopoldo II como uma serpente 
de borracha enredando um seringueiro congolês.
 A , maior potência mundial, inicia Inglaterra
sua invasão pelos territórios onde hoje se localizam 
África do Sul, Nigéria e Egito com o objetivo de se 
expandir ainda mais construindo uma ferrovia que 
ligasse o Cairo à Cidade do Cabo. Para atingir seus 
intentos expansionistas, os ingleses invadem tam-
bém Sudão, Zimbábue e Quênia provocando novos 
conflitos com as outras potências europeias.
 A já ocupava o continente africano França
desde o século XVII para manter o abastecimento 
de escravos em suas colônias no Caribe, principal-
mente provenientes de Madagascar e Ilhas Mau-
rício. Porém, ao longo do século XIX, por meio de 
alianças com lideranças locais os franceses assi-
nam tratados ocupando Argélia, Sudão, Burkina 
Faso, Níger, Chade, Tunísia, Costa do Marfim, 
Marrocos, Togo, Mali, Togo, Benin, República 
Centro Africana e Djibuti. Devido ao fato de ocupar 
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UNIDADE 18 - IMPERIALISMO
Pobreza na Ásia - 
resultado do neocolonialismo
tantas regiões, franceses e alemães entram em 
confrontos diretos causando morte, principalmente 
das populações nativas.
 A Holanda, por sua vez, inicia sua invasão 
por um território e vai se expandindo aos poucos 
até se tornar uma das maiores exploradoras do 
continente africano. Iniciando sua conquista por 
Gana, por volta de 1857 se associa a investidores 
privados do Congo podendo explorar também a 
região. Mas é na África do Sul que os holandeses 
deixam suas maiores marcas explorando as popu-
lações locais material e culturalmente mesmo tendo 
sendo expulsos pelos ingleses em 1805 depois da 
Guerra dos Bôers.
 Só depois da unificação do território italiano 
é que a inicia seu processo de expansão com Itália
o objetivo de se fortalecer e alcançar suas rivais 
europeias, mas por não dispor de poder bélico para 
conquistar territórios maiores e mais ricos, os 
italianos ocupam apenas uma parte da Somália, 
Líbia e Eriteia. Em 1930, com a ajuda da França e 
da Rússia que possuía interesses em fazer uma 
aliança com a Itália, Mussolini consegue invadir e 
conquistar o reino da Etiópia.
 A , maior concorrente da Inglaterra Alemanha
no período após sua unificação liderada por 
Bismark, passa a investir pesado na luta por terri-
tórios e para evitar mais conflitos do que os que já 
estavam acontecendo, propõe uma conferência 
com a participação de todos os países envolvidos 
na colonização para definir os rumos que seriam 
tomados para por um fim a todos os embates pre-
judiciais aos negócios. A Conferência de Berlim, co-
mo ficou conhecido o evento, define entre outras 
coisas e de comum acordo, que a Alemanha pas-
saria a ocupar os territórios da Tanzânia, Camarões 
e Namíbia. É importante lembrar que nenhumman-
datário africano foi convidado a participar da Con-
ferência, ratificando o poder europeu sobre suas 
terras.
O Neocolonialismo na Ásia
 Na segunda metade do século XVIII, a Ingla-
terra já ocupava a se estabelecendo na costa, Índia
o passo seguinte foi adentrar o território se aprovei-
tando de desavenças internas entre os estados indi-
anos. Por meio de alianças com elites locais ou pela 
imposição da força, todos os reinos indianos foram 
dominados pelos ingleses interferindo em suas 
crenças, culturas e empobrecendo-os cada vez 
mais devido a exploração.
 Diferente do que aconteceu na África, a 
Inglaterra estabeleceu os chamados Estados Inter-
mediários, como Butão, Nepal e Sikkin que eram 
livres, porém protegidos pelos ingleses no caso de 
ofensivas de outros países. 
 A posse inglesa de territórios na índia foi 
duramente combatida com diversos conflitos, como 
a Revolta dos Sipaios em 1857. Os ânimos se exal-
tam ainda mais quando a rainha Vitória da Inglater-
ra foi coroada Imperatriz da Índia, retirando dos go-
vernos locais sua autonomia de uma vez por todas 
até 1919.
 A economia chinesa sofria muito por causa 
do contrabando de chá e de ópio pelos europeus 
que gerava um lucro imenso para a Europa e um 
prejuízo absurdo para a China, para tentar resolver 
a situação, chineses procuram o apoio da 
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UNIDADE 18 - IMPERIALISMO
Inglaterra. Como não recebeu o apoio esperado, 
chineses da cidade de Cantão, queimam toneladas 
de caixas de ópio que seriam vendidos pelos ingle-
ses e então, indignada, a Inglaterra declara guerra 
à China.
 Derrotada, a China assina o tratado de Nan-
quim, que passava o território de Hong-Kong. Esse 
tratado permitia que cidadãos britânicos fossem 
inimputáveis pelas leis chinesas e que os portos 
chineses fossem abertos aos ingleses sem nenhum 
empecilho.
Enfraquecida, a China acaba sendo ocupada por 
outros países como França, Itália, Alemanha, Japão 
e até Estados Unidos.
 A França foi quem obteve maior êxito na 
conquista do território chinês permanecendo nas 
regiões do Camboja, Saigon e Sião até o fim do 
século XIX.
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Vamos praticar 
UNIDADE 18 - IMPERIALISMO
Questões
1- PUC - A partir da segunda metade do século XIX, 
as potências europeias começaram a disputar 
áreas coloniais na África, na Ásia e na Oceania. 
Seus objetivos eram a busca por fontes de 
matérias-primas, mercado consumidor, mão de 
obra e oportunidades de investimento.
As justificativas morais para essa colonização, no 
entanto, estavam relacionadas com o que se 
chamava de darwinismo social, cujo significado é:
a) o homem branco tinha a tarefa de cristianizar as 
populações pagãs de outros continentes, 
resgatando-as de religiões animistas e de práticas 
antropofágicas.
b) o homem branco de origem europeia estava 
imbuído de uma missão civilizadora, através da 
qual deveria levar para seus irmãos de outras 
cores, incapazes de fazer isso por si mesmos, as 
vantagens da civilização e do progresso, resgatan-
do-os da barbárie e do atraso aos quais estavam 
submetidos.
c) os colonizadores europeus tinham a tarefa de 
ensinar os princípios fundamentais da democracia, 
ensinando aos povos colonizados o processo de 
governo democrático, permitindo-lhes se afastar de 
governos tirânicos e autocratas.
d) a colonização tinha como tarefa repassar aos 
povos colonizados os fundamentos da economia 
capitalista, para que eles mesmos pudessem 
gerenciar as riquezas de seus territórios e, com 
isso, possibilitar o desenvolvimento social de seu 
país.
e) estudar, segundo uma perspectiva antropológica, 
a organização das sociedades colonizadas, 
conhecer seus princípios religiosos, políticos, 
culturais e sociais, com o objetivo de ajudar a 
preservá-los.
2- PUCSP - O fato maior do século XIX é a criação 
de uma economia global única, que atinge 
progressivamente as mais remotas paragens do 
mundo, uma rede cada vez mais densa de 
transações econômicas, comunicações e 
movimentos de bens, dinheiro e pessoas, ligando 
os países desenvolvidos entre si e ao mundo não 
desenvolvido.
Eric Hobsbawm. A era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e 
Terra, 2008, p. 95.
O processo histórico descrito no texto corresponde 
ao: 
a) avanço da indústria chinesa, que superou a 
concorrência comercial dos países do Ocidente e 
passou a monopolizar os mercados consumidores 
da Europa e da América. 
b) estabelecimento de clara hegemonia política e 
militar soviética, nos tempos da Guerra Fria, sobre 
o Leste europeu e o Sul e Sudeste do continente 
asiático. 
c) imperialismo norte-americano, que impôs seu 
domínio econômico-financeiro sobre a América, a 
Europa Ocidental e parte do continente africano. 
d) sucesso das políticas neoliberais de ampliação 
da produção industrial e dos mercados 
consumidores, que permitiram o rompimento das 
barreiras alfandegárias mesmo nos países 
socialistas da Ásia. 
e) expansionismo europeu sobre o Pacífico, a Ásia 
e a África, que impôs o controle político e comercial 
de potências ocidentais a diversas partes do 
mundo.
3- Udesc - Analise as proposições que se referem 
aos séculos XVII, XVIII e XIX. 
I. A Doutrina Monroe, estabelecida em 1823 pelo 
presidente norte-americano James Monroe, definiu 
os princípios sobre a segurança dos EUA, justificando 
intervenções e guerras contra vários países da 
América Latina. 
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UNIDADE 18 - IMPERIALISMO
II. A dominação inglesa, no território indiano, foi 
ampliada ao longo do século XVII e início do século 
XVIII por meio do comércio e da compra de 
grandes extensões de terras, pelas empresas como 
a Companhia Britânica das Índias Orientais. 
III. A partir do final do século XVIII e no decorrer do 
século XIX, as condições de vida na Europa 
sofreram transformações em decorrência de vários 
fatores, entre os quais a melhoria dos meios de 
transporte e comunicação, a introdução de novas 
técnicas de trabalho no campo e nas indústrias, 
além do aumento populacional. 
IV. A maioria dos países que surgiram após a 
Independência da América Espanhola se tornaram 
países republicanos e democráticos, devido à 
participação das populações descendentes de 
indígenas e de mestiços que tiveram suas 
reivindicações por terras e trabalhos atendidas. 
Assinale a alternativa correta.
 
a) Somente as afirmativas I, III e IV são 
verdadeiras. 
b) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. 
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 18 - IMPERIALISMO
1- B
A ideia de civilizar povos atrasados e inferiores era 
uma das justificativas utilizadas pelos brancos 
eurocêntricos salvadores que levariam o progresso 
aquele mundo, que na visão eurocêntrica era 
atrasada e pagã.
2- E
O objetivo europeu era, mais uma vez, garantir seu 
poderio econômico e cultural em todo o mundo, 
como tentou fazer nos séculos XV e XVI.
3- D
As afirmativas I e IV tratam do processo político 
ocorrido nas colônias americanas existentes desde 
o século XV.
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Revolução Russa
 
UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA
Resultado de inúmeros levantes que 
vinham ocorrendo aolongo do século XIX, 
a Revolução Russa marca a vitória da 
população sobre um sistema absolutista retrógrado 
e explorador.
 A Rússia pré-revolução era composta por 
uma população campesina (mujiques) de mais de 
70%, além de marinheiros e trabalhadores urbanos 
das poucas indústrias existentes na capital São 
Petersburgo, antiga capital do Império Russo e 
atrasada em relação aos outros países da Europa, 
a Rússia era um país agrícola com seus 
trabalhadores vivendo em uma miséria absoluta e 
sem o mínimo de perspectiva de mobilidade social, 
além da grande concentração de terras na mão da 
nobreza e do sistema de servidão que só seria 
abolido em 1861.
 As liberdades eram cerceadas pelo regime 
tzarista (czarista) em todos os âmbitos da 
sociedade por meio da Ochrana, polícia política 
imperial que interferia até mesmo na educação 
escolar, o exílio nos campos de trabalho era 
recorrente e a nobreza exercia influência no campo 
e nas cidades.
 Em troca de investimento na industrialização, 
Nicolau II se aliou à França e à Inglaterra pouco 
antes de 1914 aumentando a massa operária na 
capital e em Moscou, mas mesmo com a geração 
de novos postos de trabalho, as condições de vida 
dos trabalhadores só pioravam e a fome só crescia. 
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UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA
A Família Imperial Russa em 1913 
no Palácio de Livadia. 
Esquerda para direita Olga, Maria, Nicolau II, 
Alexandra Feodorovna, Anastásia, Alexei e Tatiana
 O descontentamento da população crescia, a 
oposição ao governo ganhava força e era repreen-
dida pelo exílio de seus líderes, como por Lênin
exemplo. A situação política na Rússia era tão in-
sustentável que até a oposição ao governo se via 
rachada em dois partidos: os lide-Bolcheviques 
rados por Lênin, mais radicais, defensores da luta 
armada e de uma revolução proletária em todo o 
mundo; e os , uma minoria, lidera-Mencheviques
dos por Plekhanov e defensores de uma revolução 
lenta, gradual e por vias pacíficas como por elei-
ções, por exemplo.
Pintura de Lenin na 
frente do Instituto 
Smolny, feita por
Isaak Brodski
 Em 1905, operários saem em marcha pací-
fica com o objetivo de entregar ao tzar (czar) uma 
carta reivindicando direitos e melhores condições 
de vida e trabalho. Os trabalhadores foram ataca-
dos pela guarda do palácio e a manifestação aca-
bou com milhares de operários mortos, episódio 
que ficou conhecido como o . Domingo Sangrento
Os trabalhadores empunhavam imagens de santos 
e placas pedindo paz, pão e terra. Nenhum deles 
estava armado.
 Pressionado e com medo de maiores 
levantes, o tzar convoca a Duma, uma espécie de 
parlamento com representantes do povo na tenta-
tiva de início de uma monarquia parlamentar. Como 
a Duma não passou de uma manobra para que o 
tzarismo ganhasse tempo para abafar os resquí-
cios do levante fracassado de 1905, os sovietes 
foram se fortalecendo e se organizando.
 Na Primeira Guerra Mundial, a Rússia 
declara apoio à França e Inglaterra e envia tropas 
para o combate ao lado da Tríplice Entente, 
gastando dinheiro em armamento, uniformes, 
alimentação etc. Nesse momento, a Rússia estava 
militarmente enfraquecida e economicamente 
devastada, o que foi a gota d'água para a 
Revolução.
 Movimentos populares saem às ruas, greves 
começam em todos os setores e marinheiros, tra-
balhadores rurais e urbanos de todos os lugares da 
Rússia se unem em luta. Em fevereiro de 1917, o 
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UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA
tzar Nicolau é obrigado a deixar o poder e forma-se, 
então, um governo provisório liderado por Kerensky, 
que pressionado pelos sovietes concede anistia 
política aos exilados, o que traz de volta os grandes 
líderes com Lênin e Trotsky.
 Lênin e Trotsky reorganizam o congresso e 
no dia 7 de novembro (do calendário russo e 25 de 
outubro do nosso) operários e camponeses tomam 
o poder formando o primeiro governo operário 
socialista da história.
Revolução de 1917
 A Rússia se retira da guerra em 1918 por meio 
da assinatura do Tratado de Brest-Litovsk e Nicolau II 
junto com sua família são assassinados.
 Após assumir o governo, os bolcheviques se 
deparam com uma grande guerra civil devido à si-
tuação da economia que continuava caótica e a 
miséria mantida. Além disso, a oposição ao novo 
governo cria o Exército Branco para enfrentar os 
soviéticos, que em contrapartida criam o Exército 
Vermelho liderado por Trotsky, derrotando a ofensiva 
dos nobres e burgueses russos. Como tentativa para 
sair da crise, o governo cria a NEP (Nova Política 
Econômica), que permitia a entrada de capital 
estrangeiro e o funcionamento de empresas 
estrangeiras na Rússia. A implantação da Nova 
Política Econômica trouxe resultados positivos e a 
economia passa a crescer. 
 Em 1922 é criada a União das Repúblicas 
Socialistas Soviéticas (URSS), formada por países 
favoráveis ao regime e 
liderada por Lênin. Com sua 
morte em 1924, a URSS 
passa por uma nova crise 
devido a disputa por sua 
liderança entre Trotsky e 
Stálin. Derrotado, Trotsky é 
expulso do país e Stálin é o 
novo líder soviético até sua 
morte em 1953.
 A URSS acaba em 1991.
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Vamos praticar 
UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA
Questões
1- PUC/RJ - Considerando-se em conjunto a 
Revolução de 1905 na Rússia, quanto às suas 
características e resultados principais, pode-se 
afirmar que, do ponto de vista das origens de 1917, 
sua maior importância foi:
a) Possibilitar a instalação de uma Monarquia 
Constitucional, dando liberdade aos partidos 
políticos.
b) Conceder autonomia às várias nacionalidades do 
Império Russo, além de revelar o acerto dos 
populistas.
c) Permitir a eleição da Duma e completar a 
abolição da servidão beneficiando milhões de 
camponeses.
d) Suscitar o aparecimento dos sovietes, demonstrar 
o peso decisivo do problema agrário e revelar a 
fraqueza da burguesia.
e) Abrir caminho ao desenvolvimento capitalista, 
assim como à reforma agrária, pela eliminação dos 
partidos revolucionários.
2- Unesp - No final da primavera de 1921, um 
grande artigo de Lenin define o que será a NEP 
[Nova política econômica]: supressão das 
requisições, impostos em gêneros (para os 
camponeses); liberdade de comércio; liberdade de 
produção artesanal; concessões aos capitalistas 
estrangeiros; liberdade de empresa – é verdade 
que restrita – para os cidadãos soviéticos. [...] Ao 
mesmo tempo, recusa qualquer liberdade política 
ao país: “Os mencheviques continuarão presos”, e 
anuncia uma depuração do partido, dirigida contra 
os revolucionários oriundos de outros partidos, isto 
é, não imbuídos da mentalidade bolchevique. 
(Victor Serge. Memórias de um revolucionário, 1987.) 
O texto identifica duas características do processo 
de constituição da União Soviética: 
a) a reconciliação entre as principais facções 
socialdemocratas e a implantação de um sistema 
político que atribuía todo poder aos sovietes de 
soldados, operários e camponeses. 
b) o reconhecimento do fracasso político e social 
dos ideais comunistas e o restabelecimento do 
capitalismo liberal como modo de produção 
hegemônico no país. 
c) a estatização das empresas e dos capitais 
estrangeiros investidos no país e a nacionalização 
de todos os meios de produção, com a implantação 
do chamado comunismo de guerra. 
d) a aguda centralização do poder nas mãos do 
partido governante e o restabelecimento temporário 
de algumas práticas capitalistas, que visavam à 
aceleração do crescimento econômico do país. 
e) o fimda participação russa na Guerra Mundial, 
defendida pelas principais lideranças do Exército 
Vermelho, e a legalização de todos os partidos 
socialistas.
3- Ufg - Há no romance Eu vos abraço, milhões, 
diversas concepções do termo “revolução”, as 
quais são defendidas ora por personagens fictícios, 
ora por personalidades históricas nele 
ficcionalizadas. Dentre essas concepções, a que 
está em conformidade com os fatos históricos e sua 
recriação no romance de Scliar é a de 
a) Júlio, que concebe a revolução como a luta armada 
com o objetivo de pôr fim à propriedade privada dos 
meios de produção e de comunicação. 
b) Valdo, que acredita na revolução como a 
instauração do Estado proletário, inspirado pelo 
Manifesto comunista e pela Revolução 
Bolchevique. 
c) Vargas, que compreende a revolução como a 
ruptura da ordem constitucional e a alteração da 
estrutura de classes no país. 
d) Rosa, que entende a revolução como a luta contra 
o capitalismo por meio da formação de alianças entre 
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UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA
partidos e governos de esquerda.
e) Prestes, que prega a revolução como a 
aceleração do desenvolvimento econômico 
sustentado pelas oligarquias agrárias.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA
1- D
Ainda que a burguesia demonstrasse 
descontentamento em relação ao tzarismo, ela 
ainda era desorganizada e sem um plano que se 
seguisse a uma possível revolução.
2- D
A tensão causada pela centralização do poder nas 
mãos dos Bolcheviques e a crise econômica foram 
importantes entraves para o desenvolvimento das 
ações do governo em seus quatro primeiros anos. 
3- B
Assim como para tantos outros revolucionários 
como Valdo descontentes desde o final do século 
XIX, a crença na revolução era o único combustível 
para um mundo melhor.
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Primeira Guerra Mundial
 
UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
corrida entre os anos de 1914 e 1918, a 
primeira grande guerra é marcada por 
milhares de mortes, economias 
destruídas e o surgimento dos EUA como a mais 
nova potência mundial, e o que era para ser um 
confronto entre países da Europa, acabou 
influenciando diretamente quase todo o mundo.
 A Europa passava por questões econômicas 
e políticas muito complexas oriundas das mazelas 
neocoloniais do século XIX, países como Inglaterra 
e França, que haviam ficado com a melhor “fatia do 
bolo”, ou seja, com as regiões mais ricas e de 
exploração infinitamente mais rentável estavam 
economicamente preparados para o progresso, 
enquanto Alemanha e Itália que além de terem uma 
unificação tardia, ficaram de fora do processo 
neocolonial abarcando apenas regiões 
exploratórias menos prósperas, o que fazia com 
que nadassem contra a corrente em uma 
concorrência desleal.
 É importante salientar que as novas colônias 
exploradas eram, além de importantes produtoras 
de matéria-prima, um mercado consumidor imenso 
para o escoamento da produção industrial das 
grandes potências europeias.
 Outro fator importante sobre o período que 
antecede a Primeira Guerra, é a chamada Paz 
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UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Armada, quando os países europeus passam a 
investir de maneira pesada na indústria bélica e no 
fortalecimento de seus exércitos pensando na 
iminência de possíveis conflitos ocasionados por 
disputas comerciais ou coisas do tipo. 
 Existiam ainda, questões de cunho 
nacionalistas como o pangermanismo que defendia, 
desde a unificação alemã, a união de todos os 
povos de origem germânica formando uma “Grande 
Alemanha”, ideal que confrontava o chamado pan-
eslavismo, que em contrapartida, defendia a união 
de todos os povos de origem eslava formando uma 
nação poderosa e expansionista liderada pela 
Rússia. Além disso, a Alemanha era assombrada 
ainda pelo o revanchismo francês devido à perda 
da região de Alsácia- Lorena para os alemães na 
guerra Franco Prussiana. Para completar os fatores 
combustíveis para a eclosão do conflito, a Inglaterra 
via a Alemanha como uma concorrente comercial 
extremamente forte e com uma linha de raciocínio 
estratégico que a alavancaria mais rápido do que os 
ingleses gostariam.
 O início da guerra se dá com o assassinato 
do príncipe herdeiro do Império Austro-húngaro 
(aliado da Alemanha, portanto, pangermanista), o 
arquiduque Francisco Ferdinando 
em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina. A visita 
soava como uma certa afronta e depois de 
investigações, ficou constatado que o responsável 
pelo homicídio foi um jovem membro da sociedade 
secreta sérvia Mão Negra, contrária à influência da 
Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O governo 
sérvio se nega a tomar providências contra o grupo 
Mão Negra e seus membros fazendo com que o 
Império Austro-húngaro declarasse no dia 28 de 
julho de 1914, guerra à Sérvia.
 Devido a alianças feitas anteriormente e que 
prevaleceriam depois do início da guerra (com ex-
ceção da Itália), o cenário da rivalidade estava pos-
to: de um lado a Tríplice Aliança formada por Ale-
manha, Itália e Império Austro-húngaro e do outro, 
a Tríplice Entente, composta por Inglaterra, França 
e Rússia. O Brasil, participa da guerra ao lado da 
Tríplice Entente enviando soldados, médicos, 
enfermeiros e alguns armamentos.
 A Primeira Guerra é marcada pelo entrinchei-
ramento de soldados em campos opostos e essa 
estratégia de trincheiras cavadas ao longo de mi-
lhares de quilômetros fez que o confronto durasse 
muito mais tempo do que o necessário, pois por 
não ser uma guerra de movimento, os territórios 
conquistados eram muito pequenos. Tanques de 
guerra aparecem pela primeira vez abalando ainda 
mais o psicológico dos inúmeros soldados amon-
toados em buracos sujos, cheios de ratos, passan-
do fome e deprimidos, e aviões passam a ser 
utilizados como armas de guerra.
Francisco Fernando 
da Áustria-Hungria
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UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
 Foi só em 1917 que a guerra ganha novos 
rumos com a saída da Rússia motivada por ques-
tões internas e entrada dos Estados Unidos, moti-
vado por questões econômicas. Os EUA entram no 
conflito trazendo novos armamentos e um exército 
renovado derrotando, assim, a Tríplice Aliança no 
ano de 1918.
Representação do assassinato do 
arquiduque Francisco Fernando
da Áustria-Hungria por Gavrilo Princip, 
um estudante sérvio da Bósnia
 Os países que compunham a Tríplice Alian-
ça foram obrigados a assinar o Tratado de Versa-
lhes, que entre diversas punições incluía a devo-
lução da região de Alsácia-Lorena à França e inde-
nizações vultuosas a seus adversários.
 O mundo pós-guerra ganha novos contor-
nos. Com as milhares de baixas na população 
masculina europeia, as mulheres são obrigadas a 
partir para o mercado de trabalho, principalmente 
nas fábricas, os EUA tornam-se os maiores forne-
cedores de bens de consumo do mundo e a 
Europa retrocede em décadas o tão almejado 
progresso.
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Vamos praticar 
UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Questões
1- UFSC - O campo de batalha é terrível. Há um 
cheiro de azedo, pesado e penetrante de cadá-
veres. Homens que foram mortosno último outubro 
estão meio afundados no pântano e nos campos de 
nabos em crescimento. As pernas de um soldado 
inglês, ainda envoltas em polainas, irrompem de 
uma trincheira, o corpo está empilhado com outros; 
um soldado apoia o seu rifle sobre eles. Um 
pequeno veio de água corre através da trincheira, e 
todo mundo usa a água para beber e se lavar; é a 
única água disponível. Ninguém se importa com o 
inglês pálido que apodrece alguns passos adiante.
BINDING, Rudolf Georg. Um fatalista na guerra. 
In: MARQUES, Adhemar et alii. 
História contemporânea através de textos.11. 
ed. São Paulo: Contexto, 2005. p. 119.
Sobre a Primeira Guerra Mundial, é CORRETO 
afirmar que:
a) a Primeira Guerra Mundial tem suas motivações 
vinculadas às disputas nacionalistas e imperialistas 
articuladas à política de alianças das grandes 
potências da época
b) a entrada da Rússia na guerra, logo após a 
Revolução Bolchevique de 1917, foi decisiva para o 
desfecho favorável aos países vinculados à Tríplice 
Aliança
c) não houve participação brasileira na Primeira 
Guerra, pois a organização do país como 
República, imprescindível para a formação de 
tropas militares, ainda era muito recente
d) a gripe espanhola ocorreu durante a Primeira 
Guerra Mundial e foi vista como ameaça para as 
nações em conflito; porém, com o desenvolvimento 
dos antibióticos no início do século XX, a doença foi 
controlada sem gerar maiores consequências
2- Acafe - Completam-se cem anos do término da 
Grande Guerra (1914-1918). A Primeira Guerra 
começa europeia e termina como um conflito 
mundial. No contexto desta guerra, e acerca de 
seus antecedentes, todas as alternativas estão 
corretas, exceto a:
a) As rivalidades imperialistas originárias desde o 
século XIX entre ingleses e alemães também 
contribuíram para a formação de alianças militares 
distintas.
b) Os russos, que faziam parte da Tríplice Entente, 
assinaram um armistício com os alemães e 
retiraram-se da guerra por causa da revolução que 
acontecia em seu território.
c) A Questão da Bósnia-Herzegovina, que tinha os 
sérvios e austríacos como aliados, desencadeou a 
Questão Balcânica quando os alemães invadiram 
Sarajevo.
d) Os Estados Unidos da América entraram 
militarmente na guerra em 1917, ao lado da Tríplice 
Entente. Esta participação estadunidense foi 
determinante para o término da guerra em 1918.
3- Três décadas — de 1884 a 1914 — separam o 
século XIX — que terminou com a corrida dos 
países europeus para a África e com o surgimento 
dos movimentos de unificação nacional na Europa 
— do século XX, que começou com a Primeira 
Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da 
quietude estagnante na Europa e dos acontecimen-
tos empolgantes na Ásia e na África.
O processo histórico citado contribuiu para a eclosão 
da Primeira Grande Guerra na medida em que
a) difundiu as teorias socialistas.
b) acirrou as disputas territoriais.
c) superou as crises econômicas.
d) multiplicou os conflitos religiosos.
e) conteve os sentimentos xenófobos.
ARENDT, H. 
As origens do totalitarismo.
 São Paulo: Cia. das Letras, 2012.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
1- A
Além das questões nacionalistas e imperialistas, 
não podemos esquecer que as alianças formadas 
pelos principais atores do conflito anteriormente 
traziam motivos relacionados às questões 
neocoloniais.
2- C
A Questão Balcânica consistia na luta da região dos 
Balcãs pela independência, pois estavam sob o 
domínio do Império Turco-otomano, Império Russo 
e Império Austro-húngaro. A invasão de Sarajevo 
pela Alemanha ia de encontro com a ideologia 
pangermanista o que levaria para mais longe ainda 
o sonho da independência balcânica.
3- B
Acirrou ainda mais as disputas territoriais.
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Crise de 1929
 
UNIDADE 21 - CRISE DE 1929
s dez anos que antecedem a crise de 
1929 são marcados por uma montanha 
russa econômica nos Estados Unidos, 
que culminará na maior crise do sistema liberal vista 
até o momento
 Passando pelo período de maior prosperida-
de de sua história, entre os anos de 1919 e 1925, 
os estadunidenses não viam a menor possibilidade 
de que o cenário econômico extremamente positivo 
pudesse mudar de direção, pois tornando-se os 
maiores produtores e fornecedores de bens de 
consumo do mundo, os Estados Unidos tinham 
mercado suficiente para escoar sua produção e 
aumentar cada vez mais seus lucros.
 O enriquecimento estadunidense permitiu, 
também, novas relações financeiras dentro do país 
como a expansão do crédito, por exemplo, o que 
aumentava cada vez mais o consumo interno. Além 
da oferta de crédito, o momento propiciou aumento 
nos salários e a criação de inúmeros novos postos 
de trabalho, tudo isso com o governo injetando mais 
dinheiro cada vez que a menor crise pudesse 
acontecer. 
 Essa expansão de crédito apresentava taxas 
de juros muito longe das reais e as reservas eram 
na verdade amparadas na poupança. E como a 
única coisa que era visível pelos investidores era a 
expansão, quem tinha ações na Bolsa de Valores 
de Nova Iorque só enxergava o crescimento, o que 
os estimulava a ampliar seus negócios e investir 
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UNIDADE 21 - CRISE DE 1929
cada vez mais.
 Em 1925, a Europa passa a apresentar seus 
primeiros sinais de recuperação econômica, dei-
xando de consumir uma parcela significativa de pro-
dutos dos Estados Unidos. O cenário, então, torna-
se o seguinte: taxas de juros artificiais, muito dinhei-
ro sem lastro circulando com a oferta de crédito al-
tíssima, super produção com o aumento de negó-
cios e uma boa quantidade de mercado consumidor 
perdido. Quando as consequências reais dessa fór-
mula para o fracasso passam a aparecer de forma 
inevitável, acontece o que os economistas chamam 
de Bolha Inflacionária. Uma enorme crise desaba 
sobre os Estados Unidos com a quebra da Bolsa de 
Nova Iorque acabando com sua economia e 
levando todos os países que estavam atrelados a 
ele junto.
 Falências, desemprego em massa, ações 
desvalorizadas e a perda de dinheiro trazem 
consigo o desespero geral aliado a fome e a perda 
de moradias. O que era um país inabalável com seu 
lindo “american way of life” e seus eletrodomésticos 
desejados por todo o mundo, torna-se um caótico 
campo de miseráveis e suicidas.
 Neste momento até mesmo o Brasil sofre 
alguns impactos como a perda na venda do café 
Fila de famílias esperando por ajuda financeira. 
Diversos programas de ajuda social foram criados 
pelo governo dos Estados Unidos a partir de 1933.
exportado em grande quantidade para os 
estadunidenses. Porém, o colapso da economia 
norte americana serviu como mola propulsora para 
a industrialização na América Latina que teria seu 
“boom” na década de 1930.
Com a eleição de Franklin Roosevelt, medidas mais 
eficazes contra a crise são tomadas por meio da 
política do New Deal (Novo Acordo), influenciado pela 
teoria econômica de John Maynard Keynes, que 
defendia a mediação do Estado para garantir o bem-
estar social, ideia oposta ao liberalismo em vigor até a 
crise. O New Deal consistia em medidas com 
intervenções estatais severas como:
● Direito a organização sindical para articulação 
entre Estado e trabalhadores
● Diminuição na jornada de trabalho para gerar 
novos postos de trabalho
● Limitação da produção agrícola, porém 
estimulando-a para que funcionasse de forma 
eficiente
● Desvalorização do dólar para aumentar as 
exportações mais significativas
● Criação de umsistema se seguridade social
● Empréstimos a bancos e empresas
● Criação de inúmeras obras públicas gerando 
emprego no setor de construção.
As medidas trazidas pelo New Deal surtiram o efeito 
esperado tirando os EUA da crise e influenciaram 
outras economias ao redor do mundo.
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UNIDADE 21 - CRISE DE 1929
- Migrant Mother, de Dorothea Lange
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UNIDADE 21 - CRISE DE 1929
Questões
1- UFES - O colapso deflagrado no mundo pela 
crise financeira dos anos 20 teve como principal ato 
o craque da Bolsa de Valores de Nova York, em 
outubro de 1929. Como consequência dessa crise, 
podemos destacar:
a) os preços e salários subiram, aumentando a oferta 
de empregos na área industrial europeia.
b) a Europa recuperou sua prosperidade com altos 
investimentos dos fundos particulares norte-
americanos.
c) o Brasil manteve-se fora da crise com contínuos 
aumentos das exportações do café.
d) o mundo todo foi afetado drasticamente, quando 
a Inglaterra abandonou o padrão-ouro, permitindo a 
desvalorização da libra.
e) nos primeiros anos da década de 30, a indústria 
alemã duplicou a sua produção, acarretando o 
crescimento do comércio mundial.
2- Vunesp - No fim da década de 20, anos de 
prosperidade, uma grave crise econômica, 
conhecida como a Grande Depressão, começou 
nos EUA e atingiu todos os países capitalistas. J. K. 
Galbraith, economista norte-americano, afirma que 
“à medida que o tempo passava tornava-se 
evidente que aquela prosperidade não duraria. 
Dentro dela estavam contidas as sementes de sua 
própria destruição.”
(Dias de boom e de desastre 
in J.M. Roberts (org), História do Século XX.).
A aparente prosperidade pode ser percebida nas 
seguintes características:
a) o aumento da produção automobilística, a 
expansão do mercado de trabalho e a falta de 
investimentos em tecnologia.
b) a destruição dos grandes estoques de 
mercadorias, o aumento dos preços agrícolas e o 
aumento dos salários.
c) a cultura de massa com a venda de milhões de 
discos, as dívidas de guerra dos EUA e o aumento 
do número de empregos.
d) a crise de superprodução, a especulação 
desenfreada nas bolsas de valores e a queda da 
renda dos trabalhadores.
e) o aumento do mercado externo, o mito do 
American way of life e a intervenção do Estado na 
economia.
3- Enem - Ao deflagrar-se a crise mundial de 1929, 
a situação da economia cafeeira se apresentava 
como se segue. A produção, que se encontrava em 
altos níveis, teria que seguir crescendo, pois os 
produtores haviam continuado a expandir as 
plantações até aquele momento. Com efeito, a 
produção máxima seria alcançada em 1933, ou 
seja, no ponto mais baixo da depressão, como 
reflexo das grandes plantações de 1927-1928. 
Entretanto, era totalmente impossível obter crédito 
no exterior para financiar a retenção de novos 
estoques, pois o mercado internacional de capitais 
se encontrava em profunda depressão, e o crédito 
do governo desaparecera com a evaporação das 
reservas. 
FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Cia. Editora 
Nacional, 1997 (adaptado).
Uma resposta do Estado brasileiro à conjuntura 
econômica mencionada foi o(a)
a) atração de empresas estrangeiras. 
b) reformulação do sistema fundiário. 
c) incremento da mão de obra imigrante. 
d) desenvolvimento de política industrial. 
e) financiamento de pequenos agricultores.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 21 - CRISE DE 1929
1- D
Economias do mundo todo precisaram tomar 
medidas emergenciais para conter os reflexos da 
crise dos EUA por estarem diretamente ligadas a 
ele.
2- D
É necessário acrescentar, também, a falta de trans-
parência inconsequente por parte das instituições 
financeiras estadunidenses.
3- D
A quebra dos EUA e dos países europeus direta-
mente ligados a eles, fez com que a concorrência 
industrial diminuísse significativamente abrindo 
espaço para a produção latino americana e sua 
inserção no mercado.
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Totalitarismo
 
UNIDADE 22 - TOTALITARISMO
Totalitarismos – O Nazifascismo
o longo do período entre guerras o mundo 
viu o capitalismo sofrer com o colapso do 
maior sistema liberal até aquele momento. 
Crise, inflação, desemprego e o empobrecimento 
da população aumentavam a cada dia e a busca 
por uma alternativa era latente. É nesse contexto 
que os regimes totalitários começam a surgir como 
uma solução para os problemas vividos pela 
Europa.
 Nascidos como partidos políticos radicais e 
extremistas, tanto o Nazismo quanto o Fascismo 
faziam oposição, também, ao comunismo e ao so-
cialismo ascendentes na Europa e ao anarquismo 
presente desde o século anterior.
 As principais características do Nazifascismo 
são o nacionalismo exagerado como justificativa 
para a submissão de outros povos – e no caso do 
Nazismo, isso fica bem claro com a perseguição, 
principalmente, aos judeus - ; o militarismo; o anti-
comunismo; o culto a força em detrimento da cultu-
ra e da ciência; o unipartidarismo, corporativismo e 
a ameaça a qualquer grupo opositor, entre outras.
O Fascismo
Fundado em 1919 com o nome de Fascio de com-
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UNIDADE 22 - TOTALITARISMO
combatimento,devido ao feixe (fascio) de lictor, sím-
bolo do antigo Império Romano, a organização atrai 
mui-tos membros vendendo sua ideia de fortaleci-
mento da nação italiana tão prejudicada pelos vizi-
nhos europeus antes e depois da Primeira Guerra 
Mundial. 
 Em 1920, liderados por Benito Mussolini, a 
organização se transforma em partido político 
dando origem ao Partido Nacional Fascista. Em 
1921, o par-tido disputa as eleições conseguindo 
eleger 20 de-putados. Almejando o poder do partido 
no país, em 1922 é organizada a Marcha sobre 
Roma, quando membros do partido com suas 
camisas negras pressionam o rei Vitor Emanuel III 
a nomear Mussolini como Primeiro-Ministro. 
Cedendo à pres-são, Vitor III nomeia Mussolini e o 
encarrega de formar um novo governo para o país.
 Em 1924, o fascismo se torna mais truculen-
to chegando a formar uma milícia para as eleições 
com o objetivo de obrigar os cidadãos a votarem 
em seus candidatos. Devido ao descontentamento 
de outros partidos, Mussolini decide tornar seu go-
verno mais recrudescido e militarizado deixando 
muito nítido que a partir daquele momento a Itália 
vivia uma ditadura.
Benito 
Mussolini 
(esquerda) 
e 
Adolf Hitler 
(direita)
Nazismo
 Organizado no início da década de 1920 por 
Adolf Hitler, o Partido Nacional-Socialista dos Tra-
balhadores Alemães (NAZI) surge com o mesmo 
propósito do partido fascista na Itália, porém, o 
NAZI tinha um outro objetivo, que era pressionar o 
fim da nova organização política iniciada na Ale-
manha com a República de Weimar.
 Em 1933, após o incêndio do parlamento 
alemão Hitler e seu partido começam a pressionar 
o presidente da Alemanha para que este o desse 
mais poderes baseando-se em uma proposta com 
pontos fortíssimos para a economia e para a polí-
tica. Em 1934 com a morte de Hindenburg (presi-
dente), Hitler assume o governo se auto-entitulando 
Chanceler da Alemanha e mais adiante como 
“führer”, senhor de todos os alemães.
 Fundado em 1919 com o nome de Fascio de 
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UNIDADE 22 - TOTALITARISMO
 Hitler desenvolve a base ideológica do que 
viria a ser o partido nazista enquanto ainda estava 
na prisão. Apostando no controle da população por 
meio de uma propaganda forte e persuasiva, Adolf 
Hitler logo cai nos gostos dos alemães sendo visto 
como o novo salvador da Alemanha que superaria, a 
partir de então, a humilhação sofrida pela derrota na 
Primeira Guerra Mundial. Utilizando o cinema e o 
rádio, Hitler consegue difundir seus ideais antissemi-
tas e passa a perseguir judeus e todos aqueles que 
não faziam parte da raça pura defendida por ele, ou 
seja, da raça ariana.
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Vamos praticar 
UNIDADE 22 - TOTALITARISMO
Questões
1- Fuvest - O período entre as duas guerras 
mundiais (1919-1939) foi marcado por: 
a) Crise do capitalismo, do liberalismo e da demo-
cracia e polarização ideológica entre fascismo e 
comunismo. 
b) Sucesso do capitalismo, do liberalismo e da 
democracia e coexistência fraterna entre fascismo 
e comunismo. 
c) Estagnação das economias socialista e 
capitalista e aliança entre os E.U.A. e a U.R.S.S. 
para deter o avanço fascista na Europa. 
d) Prosperidade das economias capitalista e 
socialista e aparecimento da guerra fria entre os 
E.U.A e a U.R.S.S. 
e) Coexistência pacífica entre os blocos 
americano e soviético e surgimento do capitalismo 
monopolista.
2- Puc - “O Fascismo italiano e o Nazismo alemão 
conquistaram o respaldo de muitos setores da 
população, conseguindo um financiamento junto à 
alta burguesia. Assim puderam resolver a crise do 
capitalismo, com a instalação de ditaduras de 
direita que garantiram a ordem do sistema, os 
lucros e as propriedades.” Servindo de exemplo a 
muitos países também atingidos pelos efeitos da 
Grande Depressão, o totalitarismo: 
a) Reforçou o desenvolvimento armamentista, 
preparando o terreno para a eclosão da Segunda 
Guerra Mundial. 
b) Transformou a Alemanha no país mais rico e 
poderoso da Europa, ameaçada em sua 
supremacia apenas pela Dinamarca. 
c) Organizou e contribuiu para a evolução do bloco 
capitalista, sob o controle dos Estados Unidos. 
d) Desenvolveu a tendência de cooperação entre os 
Estados. 
e) Reacendeu as velhas disputas nacionalistas 
existentes, desde o século XIX, entre a Grécia e a 
Turquia.
3- Cesgranrio - Entre Mussolini e Hitler, há em seus 
programas, pontos em comum, como a:
a) Mobilização contínua das massas através de 
apelos nacionalistas e a manutenção de uma 
política de apoio aos socialistas. 
b) Ideia de centralização administrativa e o 
fortalecimento dos mercados de troca, 
principalmente ingleses. 
c) Organização militar da juventude e a não 
intervenção do Estado na vida econômica e 
política. 
d) Necessidade de fortalecimento do Estado e a 
adoção do corporativismo como base da 
reestruturação das relações sociais. 
e) Produção de um ideal bélico que acentuasse o 
gênio militar dos fascistas e a incorporação das 
minorias étnicas ao Estado com plena liberdade.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 22 - TOTALITARISMO
1- A
Como colapso do liberalismo, comunistas e totali-
taristas apresentam agendas para a recuperação 
da economia.
2- A
O belicismo e o militarismo eram as características 
mais marcantes dos regimes totalitários, que por 
serem extremamente nacionalistas, buscavam sem-
pre a supremacia militar em relação aos outros 
países.
3- D
O fortalecimento do Estado era imprescindível para 
que o desenvolvimento almejado por seus líderes 
fosse colocado em prática, para isso era necessário 
que toda a nação estivesse em consonância. 
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Segunda Guerra Mundial
 
UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
onflito ocorrido entre os anos de 1939 e 
1945 envolvendo 72 nações e motivado 
por disputas econômicas, políticas, ideoló-
gicas e revanchistas. Enquanto isso, o Brasil passa-
va pelo Estado Novo, governo ditatorial da Era 
Vargas, que simpatizava bastante com Mussolini e 
Hitler.
 O período que antecede a segunda guerra 
mundial é marcado pela crise que se arrastava 
desde o término da primeira, agravado pela a ruína 
dos EUA em 1929 e todos os seus reflexos nos 
países da Europa.
 A Alemanha governada por Hitler tinha seu 
imaginário coletivo contaminado por suas ideias 
revanchistas geradas pela derrota humilhante na 
Primeira Guerra e pela assinatura do Tratado de 
Primeira Guerra e pela assinatura do Tratado de 
Versalhes (1919) que obrigava a Alemanha a pagar 
indenizações altíssimas aos países vencedores 
desestabilizando mais ainda sua economia. 
Compartilhando da mesma ideia de Adolf Hitler, 
Benito Mussolini consegue reforçar ainda mais o 
sentimento nacionalista de revanche na Itália. Esse 
revanchismo dos dois países europeus que se 
sentiam injustiçados e que eram governados por 
regimes totalitários e extremistas fez com que no 
ano de 1936, Alemanha e Itália assinassem um 
tratado de colaboração, isto é, a partir de agora os 
dois regimes mais recrudescidos da Europa 
estavam aliados. No mesmo ano, a Alemanha 
assinou tratados com a Espanha franquista e com o 
Japão a fim de impedir o avanço do comunismo 
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soviético no mundo e em 1939, assina o Pacto 
Germânico-Soviético de não-agressão com Stálin 
“garantindo” que não envolveria a URSS em seus 
planos de expansão territorial. 
 Em 1938, a Alemanha anexou a Áustria e 
uma pequena parte da antiga Tchecoslováquia ba-
seando-se na Teoria do Espaço vital, que consistia 
na ideia de que a raça ariana deveria povoar um 
único território expandindo-o o máximo possível. No 
dia 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a 
Polônia por meio de um ataque simultâneo por terra 
e pelo ar denominado blitzkrieg (guerra relâmpago) 
impossibilitando qualquer ofensiva polonesa, recu-
perando, assim, a cidade de Danzig.
 Decretando guerra, Hitler invade em seguida 
Dinamarca, Noruega, Holanda e Bélgica e, no ano 
seguinte, o sul da França. A partir de então, for-
mam-se o Eixo Berlim-Roma-Tóquio e a oposição 
liderada por Reino Unido e França chamados de 
Aliados.
 Ainda em 1941, o Japão ataca a base militar 
estadunidense de Pearl Harbor com o objetivo de 
neutralizar a tropa naval alocada ali. A atitude japo-
nesa fez com que EUA, China, Reino Unido e Aus-
trália declarassem guerra ao Japão, que por fazer 
parte do Eixo, recebe apoio alemão e italiano que 
declaram guerra aos Aliados. Em 1942, o governo 
brasileiro decretou estado de guerra contra a Ale-
manha e a Itália enviando, em 1944, tropas para o 
continente europeu.
 Com a entrada dos EUA e o apoio da China, 
os Aliados assumem uma posição privilegiada em 
relação ao Eixo que vinha sofrendo derrotas conse-
cutivas e em 1943, a Itália se retira da guerra .
rigoroso e pelo fortíssimo Exército Vermelho. 
 Enquanto tudo isso acontecia, dentro da 
Alemanha a perseguição, principalmente aos 
judeus, chegava a uma situação catastrófica com o 
holocausto matando mais de 6 milhões de pessoas.
 Traindo o Pacto 
Germânico-Soviético de 
não-agressão, Hitler 
invade a URSS em 
junho de 1941 e quando 
estavam perto de 
conquistar a cida-de de 
Salingrado, foram 
abatidos pelo inverno 
UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
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HISTÓRIAGERAL
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 No dia 6 de junho de 1944, o Eixo leva o 
golpe fatal, o chamado Dia “D” é marcado pela 
chegada das tropas aliadas (mais de 150 soldados) 
na Normandia no Noroeste da França expulsando 
os alemães da região. Em agosto libertaram Paris. 
Desaparecido desde 30 de abril 1945, Hitler não 
presenciou a ocupação de Berlim pelos soviéticos e 
nem a libertação da Polônia.
 Em 5 de maio de 1945, termina a guerra na 
Europa, porém, mesmo com o fim, o Japão conti-
nuou seus ataques por estar perdendo territórios 
para os EUA e a ofensiva estadunidense foi o ata-
que atômico às cidades de Hiroshima, em 6 de 
agosto e Nagazaki, no dia 9 do mesmo mês encer-
rando de forma mais desastrosa ainda o conflito no 
mundo todo. Em 2 de setembro de 1945, o Japão 
assina sua rendição.
 No dia 6 de junho de 1944, o Eixo leva o 
golpe fatal, o chamado Dia “D” é marcado pela 
chegada das tropas aliadas (mais de 150 soldados) 
na Normandia no Noroeste da França 
UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
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Vamos praticar 
1- ENEM - A participação da África na Segunda 
Guerra Mundial deve ser apreciada sob a ótica da 
escolha entre vários demônios. O seu engajamento 
não foi um processo de colaboração com o 
imperialismo, mas uma luta contra uma forma de 
hegemonia ainda mais perigosa.
MAZRUI, A. “Procurai primeiramente o reino do político…”. In: 
MAZRUI, A.; WONDJI, C. (Org.). História geral da África: 
África desde 1925. Brasília: Unesco, 2010.
Para o autor, a “forma de hegemonia” e uma de suas 
características que explicam o engajamento dos 
africanos no processo analisado foram:
a) Comunismo / rejeição da democracia liberal
b) Capitalismo / devastação do ambiente natural
c) Fascismo / adoção do determinismo biológico
d) Socialismo / planificação da economia nacional
e) Colonialismo / imposição da missão civilizatória
2- UFRGS - Em 1942, o governo brasileiro decretou 
estado de guerra contra a Alemanha e a Itália, 
enviando, em 1944, tropas para o continente 
europeu. Com relação à participação brasileira na 
Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que
a) a experiência da Força Expedicionária Brasileira 
(FEB), durante a Primeira Guerra Mundial (1914-
1918), foi decisiva para o sucesso da expedição 
brasileira.
b) a tomada de Monte Castelo, na Itália, foi a 
principal conquista militar realizada pelos pracinhas 
da FEB.
c) o Brasil, durante o período em que permaneceu 
neutro em relação aos conflitos, não permitiu a 
instalação de bases militares norte-americanas em 
seu território.
d) a participação do Brasil na guerra, contra os 
regimes nazifascistas, estava em consonância com 
a forma de governo democrática assumida por 
Getúlio Vargas, desde 1937.
e) a participação do Brasil junto aos aliados 
concedeu ao país um assento permanente no 
Conselho de Segurança da Organização das 
Nações Unidas.
3- UFPR - Segundo a historiadora Regina da Luz 
Moreira, “o retorno dos contingentes da FEB 
precipitou (...) a queda de Vargas em 1945”.
Fonte: CPDOC. "Fatos & Imagens > 1944: O Brasil vai à 
guerra com a FEB".
Assinale a alternativa que justifica a declaração 
acima, relacionando a atuação do Brasil, por meio 
da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na 
Segunda Guerra Mundial com o primeiro governo 
de Getúlio Vargas (1930-1945).
a) Ao lutar pela democracia e contra os fascismos 
na Europa com a FEB, o governo de Vargas perdeu 
apoio interno ao manter regime autoritário.
b) Ao lutar pela democracia e derrotar os fascismos 
na Europa, os pracinhas conquistaram apoio 
popular para derrubar a ditadura de Vargas.
c) Ao derrubar o regime franquista na Espanha, os 
soldados brasileiros inspiraram a população a lutar 
por eleições, após 15 anos de Estado Novo.
d) Ao derrotar os fascistas na Batalha de Monte 
Castelo na Itália, a FEB conquistou o apoio norte-
americano para derrubar a ditadura de Vargas.
e) Ao lutar pela libertação dos povos europeus, o 
governo brasileiro esgotou seus recursos 
financeiros no Exército, precipitando a queda de 
Vargas.
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Partiu Corrigir
1- C
Um capítulo esquecido da Segunda Guerra 
Mundial, é a participação de mais de 1 milhão de 
soldados africanos no enfrentamento ao Fascismo.
2- B
A maior parte do contingente brasileiro enviado 
para o confronto, a partir de 1944, ao lado dos 
aliados foi para a Itália.
3- A
A postura de Getúlio Vargas, antes e durante a 
Segunda Guerra, era de total apoio aos ideias 
nazifascistas e o apoio do Brasil aos aliados 
ocorreu apenas por conveniência, já que o Eixo 
estava sofrendo sucessivas derrotas e os EUA 
pressionavam o governo brasileiro para que 
tomasse uma posição. Desta forma, ainda que 
Vargas fosse simpatizante dos regimes totalitários 
europeus, lutar contra eles lá fora, mas manter uma 
ditadura aqui, fez com que a população passasse a 
enxergar sua incoerência e exigir o fim do Estado 
Novo.
UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
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Guerra Fria
 
om o final da Segunda Guerra Mundial, 
duas grandes potências despontam no 
mundo: Estados Unidos e URSS (União 
das Repúblicas Socialistas Soviéticas).Com 
ideologias totalmente opostas, a rivalidade era 
inevitável deixando pairar no mundo um clima de 
tensão e temor de que uma nova guerra pudesse 
acontecer. Essa rivalidade trouxe consigo uma 
bipolarização, de um lado os EUA tentando impedir 
o avanço do socialismo no mundo e, do outro, 
Stálin e sua URSS tentando impedir o monopólio 
capitalista e a desigualdade gerada por ele. É esse 
o cenário da chamada Guerra Fria, período que vai 
do ano de 1945 até 1989, quando EUA e URSS, 
ainda que rivais, não se envolvem em nenhum 
conflito armado direto, mas que gera uma série de 
confrontos ao redor do mundo e impactos na 
economia, política e sociedade em quase todo o 
planeta, levando países a se aliarem aos novos 
blocos formados para obterem proteção e condições 
mínimas de se relacionar comercialmente uns com 
os outros.
 
UNIDADE 24 - GUERRA FRIA
Para impedir o avanço do 
socialismo no Mundo, 
como citado 
anteriormente, o então 
presidente Henry Truman
cria a chamada Doutrina 
Truman (1947) e, para 
alguns historiadores, esse 
é o verdadeiro início da 
Guerra Fria. 
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HISTÓRIA GERAL
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 Com o objetivo de reerguer seus aliados e 
garantir seu apoio, o general George Marshall de-
senvolve o chamado Plano Marshall, que consistia 
em um programa econômico de ajuda financeira 
aos países europeus devastados pela guerra que 
pertencessem ao bloco capitalista oferecendo, in-
clusive, a Stálin que recusou por questões ideoló-
gicas. Em contrapartida, no ano de 1949, a URSS 
cria o COMECON (Conselho de Assistência Econô-
mica Mútua), plano de auxílio econômico aos 
países aliados ao bloco socialista.
 EUA já haviam provado seu poder atômico 
em 1945 com as bombas lançadas em Hiroshima e 
Nagasaki e, em 1949, a URSS faz seus primeiros 
testes nucleares, dando início à corrida 
armamentista. Ainda em 49, os EUA criam a OTAN 
(Organização do Tratado do Atlântico Norte) que 
era uma espécie de braço armado do bloco 
capitalista, uma aliança militar dos países aliados 
do ocidente para sua defesa caso houvesse alguma 
ofensiva do bloco adversário e em 1955, como 
resposta, a URSS cria o Pacto de Varsóvia.
 Todos estes feitos tecnológicos deixaram 
muitos legados e até hoje desfrutamosde suas 
descobertas. Por outro lado, diversos conflitos 
como a guerra da Coreia, do Vietnã, Crise dos 
Mísseis (Cuba) etc., foram causados por questões 
ideológicas provenientes dessa bipolarização, 
como a construção do Muro de Berlim em 1961. O 
muro dividia a cidade de Berlim em duas partes, 
ocidental, sob o domínio capitalista e oriental, sob o 
domínio socialista. A construção tinha 155 
quilômetros e era guardada por policiais 
autorizados a atirar em qualquer um que tentasse 
atravessar para o outro lado. Famílias e amigos 
ficaram separados por mais de vinte anos até que 
após a imensa crise da URSS e o enfraquecimento 
da guerra, o muro foi derrubado em 1989 marcando 
o fim da Guerra Fria.
 Em 1957, a grande 
competição tecnológica entre 
as duas potências, além de 
fomentar a corrida armamen-
tista, deu início à grande 
corrida espacial que leva, 
pela primeira vez, satélites e 
homens ao espaço, como o 
UNIDADE 24 - GUERRA FRIA
astronauta estadunidense Neil Armstrong e o 
cosmonauta soviético Yuri Gagarin 
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Vamos praticar 
Questões
1- ENEM - “Os 45 anos que vão do lançamento das 
bombas atômicas até o fim da União Soviética não 
foram um período homogêneo único na história do 
mundo. […] Dividem-se em duas metades, tendo 
como divisor de águas o início da década de 70. 
Apesar disso, a história deste período foi reunida 
sob um padrão único pela situação internacional 
peculiar que o dominou até a queda da União 
Soviética.”
HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos. São Paulo: Companhia das 
Letras, 1996.
O período citado no texto e conhecido por Guerra 
Fria pode ser definido como aquele momento 
histórico em que houve:
a) corrida armamentista entre as potências 
imperialistas europeias ocasionando a Primeira 
Guerra Mundial.
b) domínio dos países socialistas do Sul do globo 
pelos países capitalistas do Norte.
c) choque ideológico entre a Alemanha 
Nazista/União Soviética Stalinista, durante os anos 
1930.
d) disputa pela supremacia da economia mundial 
entre o Ocidente e as potências orientais, como a 
China e o Japão.
e) constante confronto das duas superpotências 
que emergiram da Segunda Guerra Mundial.
2- Uerj - Se há apenas cinco ou dez anos 
dissessem a alguém em Cuba que um presidente 
norte-americano visitaria a Ilha, a resposta seria um 
sorriso irônico; mas se fosse mencionada a 
possibilidade de ver os Rolling Stones tocando em 
Havana, a reação teria sido uma gargalhada – ou 
um grito, se a pessoa assim informada tivesse seus 
60 ou 70 anos de vida. Porque aqueles que fomos 
jovens em Cuba na década de 1960 dificilmente 
esqueceremos as críticas políticas quando 
confessávamos ouvir os Beatles ou os Stones. 
Quem poderia ter previsto? Definitivamente, os 
tempos estão mudando. 
LEONARDO PADURA. Adaptado de Folha de S. Paulo, 12/03/2016.
As considerações do escritor sobre a sociedade 
cubana indicam que, na década de 1960 e no 
momento atual, as diferenças entre as condições 
de vida são contextualizadas, respectivamente, 
pelos seguintes aspectos das relações 
internacionais:
a) expansão mundial de regimes totalitários – 
supremacia das concepções neoliberais 
b) crescimento da influência global soviética – 
afirmação da hegemonia norte-americana 
c) bipolaridade entre capitalismo e socialismo – 
multipolaridade da ordem econômica 
d) política externa independente na América Latina – 
integração das nações subdesenvolvidas. 
3- Uern - A eclosão da guerra entre os blocos era 
improvável, mas a paz era impossível, sintetizava o 
cientista político francês Raymond Aron. A paz era 
impossível porque não havia maneira de conciliar 
os interesses em disputa. Um sistema só poderia 
sobreviver à custa da destruição total do outro. E a 
guerra era improvável porque os dois blocos tinham 
acumulado tamanho poder de destruição que, se 
acontecesse um conflito generalizado, seria, com 
certeza, o último. [...] 
(José Arbex Júnior. Guerra Fria: o Estado terrorista. 2. ed. São Paulo: 
Moderna, 2005. p. 10. Coleção Polêmica.)
 
UNIDADE 24 - GUERRA FRIA
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De acordo com o contexto da Guerra Fria descrito 
anteriormente, analise as afirmativas.
I. “Foi o oferecimento aos países da Europa 
ocidental de matérias-primas, produtos e capital, na 
forma de créditos e doações. Um verdadeiro 
programa de ajuda econômica e militar dos EUA 
aos países destruídos pela Guerra.”
II. “A resposta do bloco socialista veio a partir da 
formação de uma aliança entre a URSS e alguns 
países da Europa Oriental.”
As afirmativas I e II se referem às estratégias 
distintas adotadas, respectivamente, pelos EUA e 
URSS durante a Guerra Fria. Trata-se de
a) Macarthismo e Sionismo. 
b) Plano Marshall e Pacto de Varsóvia. 
c) Doutrina Truman e Política do Big Stick. 
d) Destino Manifesto e Estado de Bem-Estar Social. 
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Partiu Corrigir
1- E
EUA e URSS foram os grandes responsáveis pela 
derrota do Eixo e despontam como as grandes 
novas potências mundiais.
2- C
A bipolarização do mundo trouxe impactos em 
todos os setores da sociedade e em quase todo o 
mundo.
3- B
Aproveitando para lembrar que ambas as 
lideranças da Guerra Fria viviam em uma 
competição constante, o Plano Marshall deu origem 
ao COMECON como contrapartida soviética, a 
OTAN ao Pacto de Varsóvia e assim por diante.
 
UNIDADE 24 - GUERRA FRIA
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Revolução Chinesa
 
partir de 1949, a China passa por um pro-
cesso de fortalecimento econômico que 
abre caminho para seu possível desenvol-
vimento industrial e consolida a ascensão do 
comunismo no país. 
 Fundado no ano de 1921, o Partido Comu-
nista Chinês (PCC) tinha como uma das lideranças, 
Máo Tsé-tung (Mao Zedong) que em 1949, após 
anos de guerra civil, proclamou a República Popu-
lar da China. Conhecida também como Grande Re-
volução Proletária da China, a Revolução Cultural 
promovida por Mao Tsé trouxe, além de inúmeras 
mudanças, mortes e fortes perseguições aos opo-
sitores do regime e com o objetivo de substituir 
algumas das lideranças e formar um novo quadro 
político dentro do Partido Comunista Chinês, que 
fosse favorável a seus interesses, Mao provoca a 
chamada “limpeza política” para que seu projeto 
pudesse prosseguir sem obstáculos, já que o projeto 
inicial de desenvolver uma indústria forte e passível 
de concorrer com o resto do mundo denominado 
“Grande Salto Adiante” (1958) fracassou. 
 O objetivo do Grande Salto Adiante era 
transformar a China em um país industrializado a 
todo custo, para tanto, o cultivo de gêneros 
agrícolas, que era a principal atividade econômica 
chinesa no período, foi deixado de lado e como o 
projeto fracassou a fome entra em cena tornando o 
cenário desolador matando mais de 20 milhões de 
pessoas. 
 Para conseguir o apoio necessário e seguir 
sem os opositores, Mao convoca principalmente a 
UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA
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juventude por meio de uma propaganda motivadora 
prometendo combater os “Quatro Velhos” que 
impediam o crescimento chinês: o velho 
pensamento, os velhos hábitos, a velha cultura e os 
velhos costumes. Assim começa a Revolução 
Cultural na China.
 Enaltecendo o campesinato e o operariado, 
Maodesdenha da intelectualidade minimizando sua 
importância e fazendo com que a população 
passasse a enxergar a arte, a ciência e a cultura no 
geral como algo desnecessário e muitas vezes 
prejudicial. Estudantes denunciavam professores, 
queimavam livros, destruíam monumentos e 
provocavam motins.
 Ainda em 1941, o Japão ataca a base militar 
estadunidense de Pearl Harbor com o objetivo de 
neutralizar a tropa naval alocada ali. A atitude japo-
nesa fez com que EUA, China, Reino Unido e Aus-
trália declarassem guerra ao Japão, que por fazer 
parte do Eixo, recebe apoio alemão e italiano que 
declaram guerra aos Aliados. Em 1942, o governo 
brasileiro decretou estado de guerra contra a Ale-
manha e a Itália enviando, em 1944, tropas para o 
continente europeu.
UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA
 Conhecidos 
como a “Guarda 
Vermelha”, essa 
juventude deu 
fôlego e um 
destaque 
exacerbado a 
Mao Tsé, que por 
meio do “Livro 
Vermelho” 
distribuído 
obrigatoriamente 
nas escolas e em 
todas as instituições chinesas, difundia seus pensa-
mentos e impunha o que ele acreditava a toda a 
população.o e França chamados de Aliados.
Cantina dentro de uma comuna popular. O slogan na parede 
diz Coma de graça, trabalhe duro.
Emblema 
nacional da 
República 
Popular da 
China
Mao Tsé-Tung
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Vamos praticar 
Questões
1- ESPM - Em 1949 chegava ao fim a Revolução 
Chinesa. Sob a liderança de Mao Tsé-Tung foi 
fundada a República Popular da China. A partir de 
1950, a China ocupou lugar crucial no jogo de poder 
mundial que marcou a Guerra Fria e o século XX.
Sobre a história dos chineses desde a fundação da 
República Popular da China até os dias atuais é 
correto assinalar:
a) Ao término da revolução, em 1949, Mao Tsé-
Tung assumiu o governo da República Popular da 
China, enquanto Chiang Kai-Shek encontrou 
refúgio em Taiwan e lá fundou a China Nacionalista.
b) Ao término da revolução, em 1949, a China 
estava completamente unificada sob o governo de 
Mao Tsé-Tung.
c) Desde a sua fundação, em 1949, a República 
Popular da China passou a tomar parte do 
Conselho de Segurança da Organização das 
Nações Unidas (ONU) como membro permanente 
com direito a veto.
d) Apenas após o desmoronamento da União 
Soviética, em 1991, foi que a China foi admitida 
como membro permanente do Conselho de 
Segurança da ONU, com direito a veto.
e) Em 1997, Hong Kong, após longo tempo de 
dominação britânica, foi devolvida ao controle da 
China popular, tendo sido imediatamente imposto o 
socialismo em Hong Kong.
2- Mackenzie - "(...) Para os mais velhos, Mao é um 
constrangimento. É raro encontrar quem o defenda. 
Ao fim da viagem, quando eu já me conformava 
com o ritmo lento e as respostas esquivas dos 
chineses, testemunhei a única reação direta, quase 
intempestiva, de um professor de Economia da 
Universidade de Tsing-Hua, Denggao Long. Ao 
indagar se as mudanças na China mostravam uma 
verdadeira revolução de Deng, Long deu um pulo 
na cadeira e até arriscou o inglês: 'Revolução? 
Não! Reforma.' Eu sorri, e ele continuou: 
'Revolução, nunca mais na China. A Revolução 
Cultural foi uma tragédia, um erro (...)'." Revista 
"Época", 06/2008
Que aspecto da Revolução Cultural Chinesa, 
ocorrida entre as décadas de 1960/1970, justificaria 
a afirmação destacada no trecho anterior? Assinale 
a alternativa que responde, corretamente, à 
questão
.
a) A Revolução Cultural agiu em favor da 
burocratização do Estado Chinês e da planificação 
excessivamente centralizada da economia.
b) No plano econômico, a Revolução Cultural 
atrasou o avanço tecnológico do país, entre outros 
aspectos, devido às inúmeras perseguições a 
intelectuais, cientistas e educadores.
c) Por meio da mudança de mentalidade, o governo 
maoísta pretendia consolidar os ideais 
revolucionários burgueses, em detrimento da 
massa camponesa.
d) A Revolução Cultural combateu, duramente, o 
isolamento tradicional da cultura chinesa, 
valorizando o cosmopolitismo e a inovação criadora 
trazida pelo Comunismo.
e) Defendendo uma revolução proletária urbana, 
nos moldes da Revolução Russa, Mao Tse-tung 
precisou usar de extrema violência para conter a 
participação da massa camponesa, o que resultou 
em massacre.
3- FGV - Em 1949, uma revolução comunista 
tomou o poder na China. Foi o resultado de uma 
longa série de conflitos internos e externos. A esse 
respeito é correto afirmar que:
UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA
(José Jobson Arruda – 
História Moderna e Contemporânea)
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a) até a revolução, a China era dominada por 
potências imperialistas e o governo nacionalista 
não conseguia solucionar os problemas 
econômicos e as pressões regionais por 
autonomia.
b) os comunistas foram liderados por Chiang Kai-
shek, que se aliou a Mao Tsé-tung contra as 
potências imperialistas.
c) as tropas comunistas de Mao Tsé-tung se 
organizaram a partir da China Nacionalista, 
fundada em Taiwan.
d) os Estados Unidos se aproximaram do governo 
imperial chinês, impedindo a substituição do regime 
por uma república nacionalista.
e) as potências capitalistas consideraram 
imediatamente o governo comunista de Pequim 
como representante do povo chinês.
UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA
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Partiu Corrigir
1- A
Mao Tsé-tung (Mao Zedong) participou dos 
consecutivos anos de guerra civil como uma forte 
liderança, assim, com o enfraquecimento do 
governo que o antecede, Mao vê a oportunidade de 
assumir o poder e dar início a seu projeto 
personalista.
2- B
Com a perseguição à ciência, a tecnologia não se 
desenvolveu. Professores e pesquisadores foram 
perseguidos e enviados a campos de trabalho 
forçado para serem “reeducados”.
3- A
É muito importante lembrar que o território chinês 
era dominado por países europeus como França e 
Inglaterra que tornavam suas atividades 
econômicas limitadas e sem autonomia. 
UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA
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Descolonização 
Afro-asiática
 
UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA
E DA ÁSIA
pós a Segunda Guerra Mundial, o enfra-
quecimento das metrópoles europeias e a 
destruição de suas economias abriram
caminho para que as lutas por independência na 
África e na Ásia ganhassem ainda mais força. Com 
isso, as novas nações independentes procuraram 
organizar-se e articular-se de forma internacional de 
acordo com suas similaridades por meio das 
chamadas Conferências de Solidariedade Afro-
Asiáticas, realizadas em Bandung (1955) e no Cairo 
(1957) já que vinham de um histórico de exploração 
parecido.
 O processo de descolonização da África se dá 
por meio de inúmeras lutas, com lideranças fortes e 
com o apoio popular se estendendo do final do 
século XIX com a independência da Libéria, em 
1847, até 1993 com a tardia independência da 
Eritreia. A descolonização do continente africano dá 
origem a mais nações e força para as que já 
existiam.
 Milhares de africanos foram recrutados para 
lutar na Segunda Guerra ao lado de seus 
colonizadores gerando mais revolta e aumentando 
ainda mais o sentimento nacionalista e com o início 
da Guerra Fria os revolucionários africanos passam 
a receber apoio dos blocos capitalista ou socialista 
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UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA
E DAÁSIA
de acordo com suas ideologias. Além disso, o Pan-
africanismo, que defendia a união de todos os 
povos africanos, ganha destaque e torna-se um dos 
pontos fortes nas lutas independentistas.
 No caso asiático, as nações conquistam sua 
independência em momentos próximos, como uma 
onda revolucionária. 
 As Filipinas conseguem sua independência 
em 1946, seguidas por Irã, Paquistão, Índia, 
Camboja e China antes mesmo de 1950.
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Vamos praticar 
UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA
E DA ÁSIA
Questões
1- Cesgranrio - "A Conferência está de acordo em 
declarar que o colonialismo, em todas as suas 
manifestações, é um mal a que deve ser posto fim 
imediatamente."
 (DECLARAÇÃO DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG, 
abril de 1955)
Após a Segunda Guerra Mundial, a dominação 
ocidental no continente asiático e no continente 
africano foi contestada por movimentos locais de 
confronto com as nações imperialistas, em prol da 
independência e da autodeterminação dos povos 
desses continentes. Dentre os fatores que 
possibilitaram o processo de descolonização afro-
asiático, NÃO podemos apontar a (o):
a) influência da doutrina socialista, principalmente 
nas áreas coloniais que sofreram transformações 
revolucionárias, tais como o Vietnã e Angola.
b) transferência para as áreas coloniais de uma 
ideologia humanista e antinacionalista, expressa na 
organização doutrinária do Bloco dos Não-
Alinhados.
c) deslocamento dos centros hegemônicos das 
decisões políticas internacionais da Europa para os 
EUA e a U.R.S.S.
d) enfraquecimento das potências coloniais 
europeias provocado por sua participação na 
Segunda Guerra Mundial.
e) fim do mito da inferioridade dos povos afro-
asiáticos, em virtude das vitórias japonesas contra 
os ocidentais na guerra do Pacífico.
2- Fgv - "... em 1955, em Bandung, na Indonésia, 
reuniram-se 29 (...) países que se apresentavam 
como do Terceiro Mundo. Pronunciaram-se pelo 
socialismo e pelo neutralismo, mas também contra 
o Ocidente e contra a União Soviética, e 
proclamaram o compromisso dos povos liberados 
de ajudar a libertação dos povos dependentes...»
A conferência a que o texto se refere é apontada 
como um
a) indicador da crise do sistema colonial por 
representar os interesses dos países que estavam 
sofrendo as consequências do processo de 
industrialização na Europa.
b) indício do processo de globalização da economia 
mundial uma vez que suas propostas defendiam o 
fim das restrições alfandegárias nos países 
periféricos.
c) sintoma de esgotamento do imperialismo 
americano no Oriente Médio, provocado pela 
quebra do monopólio nuclear a favor dos árabes.
d) sinal de desenvolvimento da economia dos 
denominados "tigres asiáticos" que valorizou o 
planejamento estratégico, a industrialização 
independente e a educação.
e) marco no movimento descolonizador da África e 
da Ásia que condenou o colonialismo, a 
discriminação racial e a corrida armamentista.
3- Pucsp - "A economia dos países africanos 
caracteriza-se por alto endividamento externo, 
elevadas taxas de inflação, constante 
desvalorização da moeda e grande grau de 
concentração de renda, mantidos pela ausência ou 
fraqueza dos mecanismos de redistribuição da 
riqueza e pelo aprofundamento da dependência da 
ajuda financeira internacional, em uma escala que 
alguns países não tiveram nem durante o 
colonialismo".
 Leila Leite Hernandez. "A África na sala de aula". São Paulo: 
Selo Negro Edições, 2005, p. 615.
O fragmento caracteriza a atual situação geral dos 
países africanos que obtiveram sua independência 
na segunda metade do século XX. Sobre tal 
caracterização pode-se afirmar que:
a) deriva sobretudo da falta de unidade política 
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UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA
E DA ÁSIA
entre os Estados nacionais africanos, que impede o 
desenvolvimento de uma luta conjunta contra o 
controle do comércio internacional pelos grandes 
blocos econômicos.
b) é resultado da precariedade de recursos naturais 
no continente africano e da falta de experiência 
política dos novos governantes, que facilitam o 
agravamento da corrupção e dificultam a contenção 
dos gastos públicos.
c) deriva sobretudo das dificuldades de formação 
dos Estados nacionais africanos, que não 
conseguiram romper totalmente, após a 
independência, com os sistemas econômicos, 
culturais e político-administrativos das antigas 
metrópoles.
d) é resultado exclusivo da globalização econômica, 
que submeteu as economias dos países pobres às 
dos países ricos, visando à exploração econômica 
direta e estabelecendo a hegemonia norte-
americana sobre todo o planeta.
e) deriva sobretudo do desperdício provocado pelas 
guerras internas no continente africano, que tiveram 
sua origem no período anterior à colonização 
europeia e se reacenderam em meio às lutas de 
independência e ao processo de formação 
nacional.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA
E DA ÁSIA
1- C
É justamente nesse momento que as novas 
potências mundiais, EUA e URSS veem a 
oportunidade de expandir ainda mais seus 
domínios com a cooptação do apoio das novas 
nações independentes.
2- E
Esse momento marca a luta por liberdade em todos 
os sentidos. A partir do processo de descolonização 
nenhum tipo de opressão que ferisse a autonomia 
das novas nações independentes seria tolerado.
3- C
Ainda que o continente africano estivesse 
independente politicamente, sua estrutura 
econômica ainda seguiu abalada dificultando uma 
possível recuperação.
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Revolução Cubana
 
té o ano de 1959, Cuba vivia sob a égide 
dos Estados Unidos, isso devido a sua 
primeira luta por independência em 1898,
quando ainda era colônia da Espanha. Como 
lutaram ao lado dos cubanos e conseguiram um 
acordo de paz com a coroa espanhola, os 
estadunidenses se viram no direito de estabelecer 
uma espécie de protetorado em Cuba por meio da 
chamada Emenda Platt, que autorizava a 
intervenção estadunidense na ilha para protegê-la e 
manter sua independência. Aceitá-la era a condição 
para que os EUA retirassem suas tropas da ilha 
caribenha.
 Em 1933, a Revolta dos Sargentos, liderada 
por Fulgêncio Batista coloca um fim aos 
desmandos estadunidenses em Cuba, mas não 
acaba com toda sua influência. Batista se mantém 
como chefe das forças armadas até 1940, quando 
foi eleito presidente cumprindo seu mandato até 
1944. Em 1952, Batista volta ao poder por meio de 
um golpe de Estado apoiado pelos Estados Unidos 
que mantiveram o monopólio da indústria açucareira 
e do turismo por todo o governo de Fulgêncio.
 Esse monopólio estadunidense, consentido 
por Batista, aumentava o descontentamento do povo 
cubano e uma forte oposição se forma. No dia 26 de 
julho de 1953 acontece a primeira ofensiva por parte 
dos revolucionários: o Assalto ao Quartel Moncada, 
em Santiago de Cuba. Liderado por Fidel Castro, 
Abel Santamaria e Raúl Castro o ataque contava 
com mais 128 guerrilheiros, eram 135, porém, 4 
deles desistiram horas antes do ataque após as 
UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA
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palavras de Fidel: 
 “Companheiros: Poderemos vencer dentro de poucas 
horas ou sermos vencidos, mas em todo caso, ouçambem, companheiros, o movimento triunfará de qualquer 
forma. Se vencermos amanhã, será mais cedo do que 
Martí esperava. Se ocorrer o contrário, nosso gesto 
servirá de exemplo ao povo de Cuba, para tomar a 
bandeira e seguir adiante, o povo nos apoiará no 
oriente e em toda a ilha. Jovens do Centenário do 
Apóstolo! Como em 68 e 95, aqui no oriente damos o 
primeiro grito de Liberdade ou Morte! Vocês já 
conhecem os objetivos do plano. Sem dúvida alguma é 
perigoso, e todo aquele que saia comigo esta noite 
deve fazê-lo por sua vontade absoluta. Ainda está em 
tempo de decidir. Alguns terão que ficar por falta de 
armas, aqueles que estão determinados a ir, deem um 
passo à frente (foi este o momento em que quatro 
desistiram, Nota do Autor). A consigna é não matar, a 
não ser como última necessidade”.
 No primeiro confronto com as tropas de 
Fulgêncio, houve uma baixa enorme na tropa 
revolucionária, 60 homens foram mortos. Porém, a 
revolução já havia se espalhado e enquanto Batista 
era atacado politicamente por todos os lados, 
inclusive pelos EUA, seu poder era cada vez mais 
enfraquecido. 
UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA
 Fracassada a ofensiva, vários jovens 
morreram e os sobreviventes foram presos e 
condenados a 20 anos cada um, porém, devido a 
uma forte pressão popular Batista se vê obrigado a 
anistiá-los. Fidel se exila no México e prepara um 
novo ataque, agora em parceria, também, com Che 
Guevara. Castro volta à Cuba em 1956 
acompanhado de mais 80 homens que seguiram 
para Sierra Maestra.
Fidel Castro na prisão em julho de 1953 após o 
Assalto ao Quartel Moncada.
Em 31 de dezembro 
de 1958, a província 
de Santa Clara foi 
conquistada pelos 
rebeldes por meio da 
Batalha de Santa 
Clara, seguida por 
outras províncias 
centrais aumentando 
cada vez mais o 
apoio da população à revolução. Na madrugada, o 
ditador Fulgêncio Batista foge para a República 
Dominicana e no dia 1º de janeiro Raúl, Fidel, Che, 
Camilo Cienfuegos e todas as tropas 
revolucionárias chegam a Havana e tomam o 
poder. É dado início à verdadeira revolução em 
Cuba.
 “Todos nós que fomos à guerra, sabemos 
que a Pátria precisa de nossos esforços e de 
nossos braços. Se na guerra empunhamos os 
fuzis, hoje estamos dispostos a pegar as enxadas 
enxadas para semear a terra, para que esta nossa 
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HISTÓRIA GERAL
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terra produza o que precisamos; para que Cuba 
cresça, para que Cuba floresça, para que a reforma 
agrária seja um exemplo para os demais países 
irmãos, para sair da miséria em que vivemos 
durante mais de 50 anos.”
Camilo Cienfuegos. Havana, 1959.
UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA
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Vamos praticar 
Questões
1- FGV - Em janeiro de 1959, tropas 
revolucionárias comandadas por Fidel Castro 
tomaram o poder em Cuba. A luta revolucionária:
a) foi dirigida por uma guerrilha comunista que 
pôde derrotar o exército de Fulgêncio Batista, 
graças ao apoio militar oferecido pela União 
Soviética.
b) foi dirigida pelo Partido Comunista de Cuba, que 
conseguiu mobilizar camponeses e trabalhadores 
urbanos contra a ditadura de Fulgêncio Batista.
c) foi dirigida por dissidentes do governo de 
Fulgêncio Batista, com apoio inicial do governo dos 
Estados Unidos, interessado em democratizar a 
região do Caribe.
d) foi dirigida por uma guerrilha nacionalista e anti-
imperialista, que angariou apoios da oposição 
burguesa e de setores da esquerda cubana.
e) foi dirigida por um movimento camponês 
espontâneo que, gradativamente, foi controlado 
pelos comunistas liderados por Fidel Castro.
2- PUCRJ - Sobre o impacto da Revolução Cubana 
nas relações entre os EUA e a América Latina na 
década de 1960, assinale a alternativa correta:
a) A América Latina tornou-se o foco principal de 
preocupações militares para os norte-americanos 
no panorama da Guerra Fria neste período.
b) Os EUA passaram a investir também em 
programas que garantissem a expansão da 
influência norte-americana por via pacífica, como a 
Aliança para o Progresso.
c) Houve momentos de enfrentamento e tensão, 
como a bem-sucedida invasão da baía dos Porcos, 
em abril de 1961, por forças anticastristas.
d) A crise dos mísseis cubanos, em 1962, resultou 
de testes realizados com armas nucleares 
soviéticas em território cubano.
e) Os EUA abandonam a política praticada até 
então, que consistia na necessidade de exportar a 
democracia para os demais povos do continente. 
3- FGV - A Revolução Cubana, vitoriosa em 1959, 
teve como principal característica:
a) A mobilização popular por meio de 
manifestações de massas e a organização de 
seguidas greves gerais que interromperam as 
atividades econômicas de Cuba.
b) A prática do “foquismo”, com grupos armados 
que se dedicavam à luta armada caracterizada pela 
tática de guerrilhas.
c) A mobilização internacional por meio de 
campanhas que denunciavam o desrespeito aos 
direitos humanos por parte do governo cubano.
d) A intervenção soviética, que enviou tropas de 
apoio aos revolucionários e bombardeou bases do 
governo cubano.
e) A vitória eleitoral dos revolucionários no pleito de 
1958 e a gradativa implementação de medidas 
socializantes por Fidel Castro.
UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA
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Partiu Corrigir
1- D
A Revolução Cubana foi impulsionada pelos ideais 
de José Martí, um importante intelectual e 
revolucionário cubano do século XIX. Além disso, a 
intervenção estadunidense não fazia parte dos 
planos de independência de Cuba e se tornar livre 
era o real propósito.
2- B
Os EUA tinham como objetivo expandir sua 
influência na América Latina não só para explorá-la 
economicamente, mas também para impedir o 
avanço socialista no Ocidente.
3- B
O Foquismos foi uma tática de guerrilha criada por 
Ernesto Guevara, o Che, que tinha como objetivo 
formar focos revolucionários ao redor do mundo 
para minar o imperialismo.
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Revolução Mexicana
 
UNIDADE 28 - REVOLUÇÃO MEXICANA
o ano de 1910, liberais, camponeses, 
dissidentes do governo, indígenas, anar-
quistas e socialistas indignados com a 
 No ano de 1910, liberais, camponeses, 
dissidentes do governo, indígenas, anarquistas e 
socialistas indignados com a situação vivida pelo 
povo em relação à política e até mesmo ao clero, 
que detinha terras e riquezas sem dar a mínima 
aos fiéis, que em sua maioria, eram católicos, se 
levantam em uma luta armada que visava, além da 
reforma agrária e da estatização das empresas 
estadunidenses implantadas no México, um 
governo que atendesse de fato às demandas da 
população mexicana.
 Por quase 35 anos, o México foi governado 
por Porfírio Díaz 
um ditador que se 
manteve no poder 
graças a fraudes 
eleitorais e aos 
auxílios prestados 
de forma recorrente 
à elite agrária mexi-
cana e os empresá-
rios estadunidenses. 
Muitas crises inter-
nas eram evidentes, 
mas a situação se agrava ainda mais a partir da 
criação da Lei dos Baldios, que de 1893 até 1902 
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permitia a expropriação das terras indígenas, 
enriquecendo (mais) os latifundiários locais e 
estrangeiros.
 As eleições de 1910 evidenciaram as 
fraudes reelegendo Díaz e deixando revoltados os 
eleitores de Ignácio Madero Gonzalez que prometia 
a reformaagrária, primeira necessidade da 
população mexicana. A partir da derrota, Madero 
recebe o apoio das tropas revolucionárias de 
Emiliano Zapata e Pancho Villa 
conseguindo, então, derrotar o porfirismo. Ignácio 
Madero assume a presidência, porém, não cumpre 
a promessa e perde o apoio de Zapata que dá 
início ao Plano de Ayala, uma espécie de reforma 
agrária por conta própria, onde dividiria 1/3 das 
terras expropriadas dos latifundiários entre os 
camponeses. Os que assinaram o Plano pueblos 
Ayala desconheciam Madero como presidente.
 Ao mesmo tempo, os conservadores 
abandonavam Madero, que é assassinado dando 
lugar ao general Victoriano Huerta (líder dos 
conservadores), após um golpe de Estado.
 Huerta não tinha apoio nem dos 
revolucionários camponeses do México e nem 
mesmo dos EUA, desta forma é derrotado por 
Carranza que havia se juntado a Zapata e a uma 
pequena tropa de fuzileiros navais estadunidenses.
Em 1914, as tropas rebeldes de Pancho e Zapata 
tomam o Palácio do Governo e instituem Carranza 
como o novo presidente do México. Três anos 
depois, é outorgada a Constituição (vigente até 
hoje).
 Infelizmente, Zapata foi morto em 1919 e 
Pancho Villa em 1923. Os dois eram os 
responsáveis por manter o espírito camponês 
revolucionário vivo, e a morte dos líderes da 
revolução abriu espaço para que a burguesia 
voltasse ao poder.
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Questões
1- FUVEST - A Revolução Mexicana de 1910, do 
ponto de vista social, caracterizou-se:
a) pela intensa participação camponesa;
b) pela aliança entre operários e camponeses;
c) pela liderança de grupos socialistas;
d) pelo apoio da Igreja aos sublevados;
e) pela forte presença de combatentes estrangeiros.
2- Fuvest - Na América Latina, no século XX, 
aconteceram duas grandes revoluções: a Mexicana 
de 1910 e a Cubana de 1959. Em ambas, os 
a) camponeses sem terra lideraram sozinhos os 
movimentos. 
b) EUA enviaram tropas que lutaram e quase 
derrotaram os rebeldes. 
c) grupos socialistas iniciaram a luta armada, 
tornando hegemônicas suas ideias.
d) revolucionários derrubaram governos autoritários 
e alcançaram a vitória.
e) programas revolucionários foram cópias de 
movimentos europeus. 
3- A Revolução é uma súbita imersão do México em 
seu próprio ser (...) é uma busca de nós mesmos e um 
regresso à mãe. Nela, o México se atreve a ser. 
(OCTAVIO PAZ, escritor mexicano. Citado por 
Grandes Fatos do Século XX. Rio de Janeiro, Rio 
Gráfica, 1984.) 
A Revolução Mexicana, iniciada em 1911, trouxe à 
tona a organização e a luta de populações 
camponesas de origem indígena que até hoje utilizam 
esse movimento como símbolo. 
A eclosão da Revolução Mexicana pode ser explicada 
pelos seguintes motivos: 
a) a influência do ideário positivista e a atuação dos 
"científicos" nos movimentos camponeses
b) a luta do campesinato pela propriedade da terra e 
as reivindicações de setores burgueses por um maior 
espaço na política
c) a necessidade de uma modernização capitalista e 
o desejo da burguesia pela ampliação da influência 
do capital francês no país
d) a união dos liberais e dos comunistas mexicanos 
contra o porfiriato e o interesse dos grandes 
proprietários na aliança com o capital inglês 
e) pelo seu processo de independência no século 
XIX, onde o México se endividou e a revolução era 
uma possibilidade para alterar tal situação de 
dependência.
UNIDADE 28 - REVOLUÇÃO MEXICANA
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Partiu Corrigir
1- A
A Revolução Mexicana pode ser caracterizada como 
uma revolução camponesa, já que o motivo principal 
era a realização de uma reforma agrária, apoiada por 
alguns membros da elite.
2- D
A luta em ambas as revoluções era contra a tirania de 
governos autoritários e apoiados pela elite e pelos 
EUA.
3- B
A luta pela reforma agrária era vital, pois a população 
mexicana no período era de maioria camponesa e 
explorada pelos latifundiários, dentre eles, a própria 
Igreja Católica.
UNIDADE 28 - REVOLUÇÃO MEXICANA
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HISTÓRIA DO BRASIL
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O Brasil colonial e sua 
organização
 
UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA
 uando falamos em período colonial é ne-
 cessário compreender que este é longo e 
 se estende de 1500, com a chegada dos 
exploradores portugueses, até o ano de 1822 com a 
independência política do Estado Brasileiro. Para 
Boris Fausto, um importantíssimo historiador brasile-
iro, o período colonial pode ser dividido em três 
fases:
1500 – 1549: chegada dos portugueses até a cria-
ção dos Governos Gerais;
1549 – até as últimas décadas do século XVII: da 
nova organização pós capitanias hereditárias até o 
auge da exploração mineral; e
Final do século XVIII até 1822: ou seja, da crise do 
ciclo do ouro até a independência.
 Fausto periodiza dessa maneira, devido as 
imensas variáveis ocorridas no processo histórico 
do chamado período colonial. Desta forma, começa-
remos então pelo primeiro período.
 Curiosidade: O território brasileiro encantou os 
europeus principalmente por sua fauna e flora, tanto 
que alguns dos informantes que participavam de ex-
pedições que passavam por aqui o chamava de ter-
ra dos papagaios. Dom Manuel, então rei português 
chamou nosso território de Vera Cruz e depois de 
Santa Cruz, só a partir de 1503 é que os primeiros 
relatos com o nome Brasil passam a aparecer. 
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UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA
 A partir do ano de 1530, com a decadência do 
monopólio português nas rotas comerciais orientais, 
a coroa portuguesa passa a cogitar a ocupação do 
território brasileiro e envia para cá a primeira expe-
dição de povoamento. Antes disso, as terras brasi-
leiras conhecidas até o momento haviam sido arren-
dadas para a exploração do pau-brasil para um gru-
po de comerciantes liderados por Fernão de Loro-
nha (ou Noronha).
 Vale lembrar que nesse período a atividade 
econômica da colônia era basicamente a extração 
do pau-brasil para a comercialização na Europa. A 
venda de animais e até mesmo de indígenas ocorria, 
 Voltando ao que dizíamos anteriormente, a 
primeira expedição de povoamento, comandada por 
Martim Afonso, ocorre no ano de 1530 e se estende 
até 1533. A ocupação não tinha como intuito povoar 
o território como ocorre no caso das colônias ingle-
sas e espanholas, e sim patrulhar a costa brasileira 
e explorar a terra de forma mais ampla.
As capitanias hereditárias
Dom João III decide povoar o Brasil definitivamente 
por meio das chamadas capitanias hereditárias, que 
consistia na divisão do território brasileiro em 15 par-
tes que seriam doadas a 12 pessoas (donatários), 
que teriam a posse da terra podendo ser passada 
de geração para geração, porém, não eram os pro-
prietários desta que continuava pertencendo à Me-
trópole. Os donatários não pertenciam à nobreza, 
mas eram comerciantes aventureiros que almejavam 
um enriquecimento impossível estando em Portugal.
A organização social brasileira de 1500 a 1549
O objetivo primeiro dos portugueses, como já se é 
sabido, não era a ocupação do território brasileiro, 
já que estes estavam preocupados com as rotas ori-
entais rentáveis e ainda promissoras. Assim, para 
mostrar a posse sobre o território, Portugal estabele-
ce em nosso território as feitorias, isto é, entrepostos 
comerciais que serviam como depósito de produtosextraídos do Brasil, principalmente aves, plantas e 
pau-brasil até a ida para a Europa onde seriam co-
mercializados. Além disso, as feitorias tinham como 
objetivo fazer a segurança da costa brasileira para 
evitar possíveis invasões como as que aconteceriam 
mais adiante. O sistema das feitorias já era utilizado 
no continente africano, porém, com um caráter qua-
se que exclusivamente comercial.
Desembarque de Pedro Álvares Cabral em 
Porto Seguro em 1500
porém, não movimentava a economia de forma sig-
nificativa. A extração das árvores era realizada por 
indígenas, mas ainda não de maneira escravizada e 
sim por meio de trocas de objetos (escambo) ou até 
mesmo por meio até mesmo do chamado “cunha-
dismo”, mais comum entre os tupis-guaranis. O cu-
nhadismo consiste bem grosso modo na aceitação 
de pessoas de fora da família facilitando essas rela-
ções de trabalho.
PAU-BRASIL
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UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA
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UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA
 O sistema de capitanias hereditárias fracassou 
por motivos muito simples, como a falta de comuni-
cação entre uma capitania e outra ou entre a capita-
nia e a coroa, ataques indígenas e porque em muitas 
regiões, o principal produto de importação (cana-de-
açúcar) simplesmente não encontrava um solo ou 
clima que lhe fosse favorável. Quando falamos dos 
ataques indígenas às capitanias, devemos deixar 
bem claro que a relação dos europeus com a popu-
lação nativa marca um duro golpe com reflexos que 
permeiam nossa sociedade até hoje. Os milhares de 
indígenas subjugados, contaminados por doenças 
das quais eles não eram imunes, massacres pela 
posse das terras etc., marcaram os maiores proble-
mas da colonização do território brasileiro além da 
escravização dos africanos iniciada por volta de 
1540. As únicas capitanias que sobreviveram foram 
a de Pernambuco por ser a maior produtora de 
cana-de-açúcar do período e a de São Vicente que 
recebia auxílio financeiro da coroa portuguesa.
O Governo-Geral
 Como as coisas não estavam economicamen-
te fáceis para a coroa portuguesa nem nas Índias e 
nem no Brasil, dom João III decide enviar Tomé de 
 Cada donatário possuía autonomia econômi-
ca e administrativa podendo arrecadar impostos da-
queles que vivessem em suas terras, construir enge-
nhos, rodas d'água etc. Além disso, os donatários 
eram responsáveis pela formação das vilas, segu-
rança e organização político-social da capitania. 
Para que as terras continuassem sob a posse dos 
donatários, estes, obviamente, deveriam pagar im-
postos à metrópole pelos direitos e pela exploração 
dos recursos naturais daqui extraídos, desde o pau-
brasil até a pesca.
 Além das capitanias hereditárias, uma outra 
modalidade de utilização da terra no território brasi-
leiro que estava nas atribuições dos capitães-dona-
tários era possibilidade de doação das sesmarias. 
A maior parte das sesmarias eram terras virgens de 
difícil cultivo, o que justificava a doação já que gera-
va dinheiro e ajudava a cumprir com o pagamento 
dos tributos pelo donatário à coroa. Esse dinheiro 
era fruto das obrigações dos sesmeiros para com os 
donatários. Os sesmeiros tinham um contrato de 
cultivo de terra pelo prazo de cinco anos e deveria 
pagar pelo arrendamento.
 Importante: Hoje podemos notar que a forma-
ção das capitanias hereditárias e suas sesmarias 
são as grandes responsáveis pela concentração la-
tifundiária no Brasil, pois os prazos de arrendamento 
e de doação nunca eram atendidos permitindo que 
as terras não saíssem das mãos das mesmas famí-
lias por séculos.
 Para tornar o sistema de capitanias rentável, 
os donatários deveriam tirar do próprio bolso para 
investir nas terras, além disso, uma receita pronta 
veio da coroa portuguesa para que erros ou dificul-
dades muito significativas não atrapalhassem a em-
preitada. A receita era o sistema de , que plantation
consistia na produção de um único gênero agrícola 
para exportação (cana-de-açúcar), em grandes por-
ções de terra (latifúndio) e utilização da mão de 
obra-escrava, que nesse momento ainda era exclu-
sivamente indígena.
Nau de Pedro Álvares Cabral conforme retratada 
no Livro das Armadas, atualmente na Academia 
das Ciências de Lisboa.
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UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA
 O governo de Tomé de Sousa não levou sua 
função à finalidade esperada pela coroa portuguesa, 
pois o próprio governador era contra essa centrali-
zação administrativa uma vez que percebe que um 
dos pontos fracos seria a dificuldade de comunica-
ção entre as capitanias. 
 Segundo outro grande historiador brasileiro, 
Sérgio Buarque de Holanda, é com Tomé de Sousa 
que nasce verdadeiramente o Estado do Brasil que 
viria a ser consolidado com os governadores poste-
riores a ele (Duarte da Costa – 1553 a 1557 e Mem 
de Sá – 1557 a 1572).
Sousa, já em 1549, para se tornar o primeiro gover-
nador-geral, que iria, teoricamente, sanar os proble-
mas causados pela má administração portuguesa 
no período em que as capitanias hereditárias foram 
instituídas. Instaurado na Bahia, então capital do 
Brasil, o Governo-Geral chega com um sistema bu-
rocrático, cheio de funcionários e cargos fragmenta-
dos com o propósito de trazer uma centralização ad-
ministrativa que facilitaria o controle orçamentário e 
de produção colonial. Dentro do plano de centraliza-
ção estava também a criação das Câmaras Munici-
pais, que seriam as responsáveis pela administração 
das vilas. Toda a prestação de contas em relação ao 
que fosse produzido nos engenhos deveria ser feita 
ao Governo-Geral pelos vereadores, conhecidos co-
mo “homens bons” que compunham a Câmara, for-
mada pela elite local e chefiada por um juiz ordinário 
escolhido por ela. 
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Vamos praticar 
UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA
Questões
1- UNESP - Em 1534, a Coroa portuguesa estabele-
ceu o regime de capitanias hereditárias no Brasil 
Colônia. Entre as funções dos donatários, podemos
citar
a) a nomeação de funcionários e a representação 
diplomática.
b) a erradicação de epidemias e o estímulo ao cres-
cimento demográfico.
c) a interação com os povos nativos e a repressão 
ao trabalho escravo.
d) a organização de entradas e bandeiras e o exter-
mínio dos indígenas.
e) a fundação de vilas e cidades e a cobrança de 
impostos.
2- UNIOESTE - Para viabilizar a colonização e evitar 
gastos para a Metrópole, o rei português D. João III 
decidiu implantar em terras brasileiras um sistema já 
experimentado em outras colônias: o sistema das 
capitanias hereditárias. Sobre esta forma de ocupa-
ção do território, é INCORRETO afirmar:
a) As capitanias consistiram na divisão da colônia 
em quinze grandes faixas de terra, que se estendiam 
do litoral ao Meridiano de Tordesilhas.
b) Os donatários eram provenientes de um grupo 
pouco diversificado, ligado à grande nobreza portu-
guesa.
c) O sistema de capitanias foi regulamentado pelas 
cartas de doação e forais, instrumentos jurídico ad-
ministrativos que assinalavam os direitos e deveres 
dos donatários.
d) Com exceção das Capitanias de São Vicente e 
Pernambuco, as demais capitanias fracassaram, 
sendo várias as razões; dentre estas, falta de recur-
sos, isolamento, desentendimentos internos e ata-
ques de índios.
e) Os capitães-donatários recebiam uma doação da 
coroapela qual se tornavam possuidores, mas não 
proprietários da terra.
3- UERJ - Um dos principais problemas brasileiros 
da atualidade é a questão da concentração da pro-
priedade da terra. Os meios de comunicação de 
massa (rádio, televisão, jornal) trazem, todos os 
dias, matérias sobre invasões promovidas por cam-
poneses sem terra, mas a falta de terra para quem 
realmente trabalha nela não é um problema atual. 
Um instrumento de distribuição de terra do período 
colonial que comprova a longa duração deste pro-
blema no Brasil é:
a) o Regimento Geral
b) a Carta de Sesmaria
c) os Tratados de Saragoça
d) o Tratado de Tordesilhas
4- Unicamp - “Quando os portugueses começaram 
a povoar a terra, havia muitos destes índios pela 
costa junto das Capitanias. Porque os índios se le-
vantaram contra os portugueses, os governadores e 
capitães os destruíram pouco a pouco, e mataram 
muitos deles. Outros fugiram para o sertão, e assim 
ficou a costa despovoada de gentio ao longo das 
Capitanias. Junto delas ficaram alguns índios em 
aldeias que são de paz e amigos dos portugueses.”
(Pero de Magalhães Gandavo, 
Tratado da Terra do Brasil,
 em http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/ganda1.html. 
Acessado em 20/08/2012.)
Conforme o relato de Pero de Gandavo, escrito por 
volta de 1570, naquela época,
a) as aldeias de paz eram aquelas em que a cate-
quese jesuítica permitia o sincretismo religioso como 
forma de solucionar os conflitos entre indígenas e 
portugueses.
b) a violência contra os indígenas foi exercida com o 
intuito de desocupar o litoral e facilitar a circulação 
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UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA
do ouro entre as minas e os portos.
c) a fuga dos indígenas para o interior era uma rea
ção às perseguições feitas pelos portugueses e 
ocasionou o esvaziamento da costa.
d) houve resistência dos indígenas à presença por-
tuguesa de forma semelhante às descritas por Pero 
Vaz de Caminha, em 1500. (Unesp-2015) A consta- 
tação de que “Essa aliança refletiu-se numa política 
de terras que incorporou concepções rurais tanto 
feudais como mercantis” justifica-se, pois a política 
de terras desenvolvida por Portugal durante a colo-
nização brasileira
5- Unesp - A constatação de que “Essa aliança refle-
tiu-se numa política de terras que incorporou con-
cepções rurais tanto feudais como mercantis” justifi-
ca-se, pois a política de terras desenvolvida por Por-
tugal durante a colonização brasileira
a) permitiu tanto o surgimento de uma ampla cama-
da de pequenos proprietários, cuja produção se vol-
tava para o mercado interno, quanto a implementa-
ção de sólidas parcerias comerciais com o restante 
da América.
b) determinou tanto uma rigorosa hierarquia nobiliár-
quica nas terras coloniais, quanto o confisco total e 
imediato das terras comunais cultivadas por grupos 
indígenas ao longo do litoral brasileiro.
c) envolveu tanto a cessão vitalícia do usufruto de 
terras que continuavam a ser propriedades da Co-
roa, quanto a orientação principal do uso da terra 
para a monocultura exportadora.
d) garantiu tanto a prevalência da agricultura de 
subsistência, quanto a difusão, na região amazônica 
e nas áreas centrais da colônia, das práticas da pe-
cuária e da agricultura de exportação.
e) assegurou tanto o predomínio do minifúndio no 
Nordeste brasileiro, quanto uma regular distribuição 
de terras entre camponeses no Centro-Sul, com o 
objetivo de estimular a agricultura de exportação.
6- UEL - A centralização político-administrativa do 
Brasil colônia foi concretizada com a
a) criação do Estado do Brasil.
b) instituição do governo-geral.
c) transferência da capital para o Rio de Janeiro.
d) instalação do sistema das capitanias hereditárias.
e) política de descaso do governo português pela 
atuação predatória dos bandeirantes.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA
1- E
Os donatários tinham a responsabilidade de desen-
volver o povoamento, a formação de vilas etc., jus-
tamente pelo fato de a coroa portuguesa não ter di-
nheiro para tal empreitada.
2- B
Os capitães donatários não eram membros da alta 
nobreza, e sim comerciantes que apostavam no en-
riquecimento e em uma nova vida no Novo Mundo.
3- B
A doação das sesmarias foi permitida por dom João 
III por meio da assinatura da carta de Sesmaria.
4- C
A fuga em massa dos indígenas para o interior se 
deu devido à exploração, maus tratos, desrespeito, 
doenças e todos os males trazidos pelos coloniza-
dores. Por conhecerem o território, a recaptura des-
ses índios se tornava algo muito difícil.
5- C
A alternativa mostra que concepção feudal da doa-
ção de terra estava expressa no caráter hereditário 
e vitalício de propriedade. Já o caráter mercantil é 
expresso na utilização da terra para a exploração de 
um único produto por meio do sistema de plantation.
6- C
É importante lembrar que essa centralização não foi 
levada a cabo no momento da instituição dos Gover-
nos-Gerais e que o próprio Tomé de Sousa, primeiro 
governador, não via a possibilidade real de que isso 
acontecesse pelo menos até o fim de seu mandato 
devido a vários fatores, sendo o principal nesse pri-
meiro momento, a dificuldade de comunicação entre 
as capitanias.
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O Brasil colonial a partir de 1550
 
UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A 
PARTIR 1550
Os Jesuítas no Brasil
 e acordo com as ordens de dom João III, 
 para que o processo de colonização fosse 
 completo, era urgente realizar a conversão 
dos povos indígenas. Essa ideia de conversão tinha 
como objetivo difundir o catolicismo, trazer os indí-
genas para perto daquilo que desejava Portugal sem 
tanta resistência e impor uma “moral” que apagasse 
a nudez e a crença em elementos da natureza. Des-
ta forma, as lideranças indígenas e sua hierarquia 
seriam, na cabeça da metrópole, manipuláveis evi-
tando conflitos e guerras.
 Para tanto, uma escola foi organizada por pa-
dre Manoel da Nóbrega em 1549 na Bahia e no 
mesmo ano, Leonardo Nunes chega a São Vicente 
 
com o mesmo propósito. A Bahia e São Vicente fo-
ram os primeiros núcleos jesuíticos bem sucedidos 
no Brasil, iniciando um trabalho de catequização. 
Os padres ensinavam a língua portuguesa e para 
os indígenas “mais avançados” o latim. Os indíge-
nas eram obrigados a usar roupas e assistir a 
missas todos os dias. Além disso, nas escolas 
feitas de moradias para os filhos dos índios (que 
mais tarde viriam a se tornar os aldeamentos “cen-
tros de órfãos), meninos e meninas eram separados, 
impedidos de usarem chocalhos ou tocarem tambo-
res e ainda tinham aulas de teatro para que apren-
dessem a representar autos católicos em datas 
comemorativas. 
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UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A 
PARTIR 1550
 Mesmo assim, os jesuítas passaram a defen-
der os indígenas da escravidão, o que causou um 
mal-estar imenso entre a metrópole e a Igreja Cató-
lica e entre colonos e padres. Alegando que a pure-
za e a ingenuidade dos povos indígenas eram cara-
cterísticas dos povos do paraíso, os padres jesuítas 
costumavam dar abrigo a indígenas fugidos de seus 
“donos” tornando-se constantes alvos de ataques 
dos vendedores de índios.
 A atitude dos jesuítas abre um espaço ainda 
maior para a entrada de africanos escravizados no 
Brasil, o que se torna um mercadoextremamente 
cruel e rentável para os traficantes de escravos eu-
ropeus e mais adiante para os brasileiros também.
 Nas regiões mais prósperas do Brasil, a com-
pra de africanos para a escravização ocorreu em 
grande escala, porém, em regiões que não produ-
ziam para a exportação, como a vila de São Paulo, 
por exemplo, a alternativa ainda era a exploração da 
mão-de-obra indígena. Ao contrário do que nos foi 
 Para fugir da escravização, muitos índios 
saíam de suas regiões e migravam para outras por 
meio da mata, local desconhecido pelos colonizado-
res, e para recapturá-los uma nova empreitada tem 
início no Brasil: as bandeiras.
Entradas e Bandeiras
 Contratados como mercenários por paulistas 
donos de pequenas propriedades, brasileiros, portu-
gueses, mestiços e até mesmo alguns indígenas 
saíam em busca de índios fugidos para escravizá-
los. Essas expedições receberam o nome de bande-
iras e seus membros, de bandeirantes.
 Num primeiro momento, as bandeiras são ca-
racterizadas pelas expedições de apresamento, po-
A tentativa jesuíta de transformar os indígenas em 
“bons cristãos” carregava consigo, além da acultura-
ção, uma ideia de torná-los adeptos da forma de tra-
balho intensiva europeia. Esses foram os primeiros 
passos para a política colonizadora religiosa e 
regalista* no Brasil. -
 *Regalista: Aquele que defende as regalias do Estado, 
 sobretudo em relação à Igreja.
contado, os índios não eram preguiçosos ou fracos 
para as atividades braçais, e sim possuíam uma cul-
tura e visão do trabalho bem diferentes das espera-
das pelos portugueses, principalmente em relação 
ao trabalho compulsório intensivo e regular.
Ciclo da caça ao índio, quadro de Henrique Bernardelli, 
exposto no Museu Paulista da USP.
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UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A 
PARTIR 1550
 Os bandeirantes ficaram conhecidos por des-
bravarem o interior do Brasil até então desconheci-
do por portugueses e pela maioria dos colonos.
 As bandeiras duravam meses e seus resulta-
dos podiam ser, além da “descoberta de novas regi-
ões”, a descoberta de plantas ou outras coisas pas-
síveis de comercialização. E foi justamente em algu-
mas dessas expedições que as regiões de Minas 
Gerais, Mato Grosso e Goiás foram encontradas. 
Descobrindo a existência de metais e pedras preci-
osas nos recém “descobertos” lugares, a coroa por-
tuguesa se interessa a ponto de dar início, também, 
a expedições de busca de minérios. Essas expedi-
ções organizadas pela metrópole recebem o nome 
de Entradas.
 As bandeiras duraram até o século XVIII mu-
dando suas características conforme a necessidade 
de quem as contratava. Depois das expedições de 
apresamento de índios, os bandeirantes passam a 
capturar e a traficar negros escravizados, a buscar 
pedras preciosas, a fazer a segurança de proprieda-
des contra os ataques indígenas e até mesmo inva-
dir e acabar com quilombos. Os bandeirantes foram 
responsáveis, também, pela expansão do território 
brasileiro compreendido pelo Tratado de Tordesilhas, 
modificando nossa configuração econômica e geo-
gráfica.
"Os Bandeirantes" (óleo sobre tela de Henrique 
Bernardelli)
rém, quanto mais os bandeirantes adentravam o in-
terior do Brasil, mais regiões eram ocupadas, explo-
radas e tornadas motivos de disputa.
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Vamos praticar 
UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A 
PARTIR 1550
Questões
1- UFJF – “Quando chega a época do amanho da 
terra e da sementeira, (...) o padre dá a cada índio 
duas ou três juntas de boi para o amanho da roça 
(...). Pois o padre chegou a um índio, que lhe pare-
cia ser o mais aplicado. Que tinha ele feito dos bois, 
que o padre tinha lhe emprestado? (...) o coitado 
está com fome, desatrela o zebruno e o abate. (...) 
Desta maneira, o pobre boi do arado virou fumaça 
num único almoço (...) Aos europeus isto parecerá 
incrível, mas aqui entre nós é a pura verdade, que 
os índios deixam estragar as espigas de milho ma-
duras e amarelas, se os padres não os ameaçam 
expressamente com 24 pancadas de sova como 
castigo. Castigar desta maneira paternal tem resul-
tado extraordinário, também entre os bárbaros mais 
selvagens, de sorte que nos amam de verdade, co-
mo os filhos aos pais.”
(SEPP, Anton. (1655-1733). 
Viagem às missões jesuíticas e trabalhos apostólicos. 
São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo, 1972, p. 87.)
A passagem acima se refere ao trabalho que os je-
suítas desenvolviam junto aos índios do Brasil, nos 
séculos XVI e XVII. Sobre esse contexto histórico, 
aponte a alternativa correta:
a) Os jesuítas desenvolveram a catequese junto aos 
índios, como forma de escravizá-los, aplicando 
constantes castigos físicos a quem não trabalhasse;
b) Os jesuítas pregavam que os índios selvagens 
não tinham alma e que, portanto, era necessário 
convertê-los ao catolicismo, como forma de torná-los 
mais dóceis para serem escravizados pelos senho-
res de terras;
c) As missões tinham como orientação integrar os 
índios nos princípios da civilização cristã, promoven-
do a educação religiosa e para o trabalho;
d) O trabalho das missões foi interrompido, pois não 
alcançava resultados práticos e muitos padres aca-
bavam adquirindo hábitos próprios dos índios, o que 
contrariava os interesses da Igreja;
e) Apesar de conseguirem muitos resultados positi-
vos nas atividades econômicas, pois castigavam os 
índios preguiçosos, no campo religioso não alcança-
ram resultados, sendo baixo o número de índios que 
se converteram ao cristianismo.
2- UFU-MG - A atividade bandeirante marcou a atu-
ação dos habitantes da Capitania de São Vicente 
entre os séculos XVI e XVIII.
A esse respeito, assinale a alternativa correta.
a) Buscando capturar o índio para utilizá-lo como 
mão-de-obra, ou para descobrir minas de metais e 
pedras preciosas, o chamado bandeirismo apresa-
dor e o prospector foram importantes para a amplia-
ção dos limites geográficos do Brasil colonial.
b) As bandeiras eram empresas organizadas e 
mantidas pela Metrópole, com o objetivo de con-
quistar e povoar o interior da colônia, assim como 
garantir, efetivamente, a posse e o domínio do ter-
ritório.
c) As chamadas bandeiras apresadoras tinham uma 
organização interna militarizada e eram compostas 
exclusivamente por homens brancos, chefiados por 
uma autoridade militar da Coroa.
d) O que explicou o impulso do bandeirismo do sé-
culo XVII foi a assinatura do tratado de fronteiras 
com a Espanha, que redefiniu a linha de Tordesilhas 
e abriu as regiões de Mato Grosso até o Rio Grande 
do Sul, possibilitando a conquista e a exploração 
portuguesa.
e) Derivado da bandeira de apresamento, o serta-
nismo de contrato era uma empresa particular, orga-
nizada com o objetivo de pesquisar indícios de ri-
quezas minerais, especialmente nas regiões de 
Mato Grosso e Minas Gerais.
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UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A 
PARTIR 1550
3- Fuvest - “Viria das reducciones o maior entrave 
às correrias paulistas. Mais bem prevenidos e dis-
pondo de armas de fogo – apesar da competente 
licença régia só ter sido obtida em 1642 -, os jesuí-
tas organizam a resistência armada.”
Luiz Felipe de Alencastro. 
O trato dos viventes. p. 207
O choque descrito acima, entre paulistas e jesuítas, 
deve-se à atuação das:
a) Bandeiras de Caça ao índio que, muitas vezes, 
atacavam as missões jesuíticas para capturarem os 
índios aculturados.
b) Bandeiras de Contratação que se dedicavama 
atacar aldeamentos de índios insubmissos e de 
negros que viviam em quilombos.
c) Entradas que, com o apoio da coroa, penetravam 
no território da colônia em busca de riquezas.
d) Bandeiras de Mineração que se destinaram à 
procura de metais preciosos e tinham o apoio da 
coroa.
e) Tropas vicentinas (da capitania de São Vicente) 
que lutavam pela expansão do território português 
a América.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A 
PARTIR 1550
1- C
O objetivo dos jesuítas era transformar os povos 
indígenas em “bons cristãos” e para isso, os casti-
gos físicos e psicológicos eram largamente utiliza-
dos para pressionar o processo de aculturação.
2- A
Conforme foi dito, as bandeiras tinham o caráter da 
necessidade de quem as contratava, fosse para 
apresamento de índios e negros, para procura por 
minérios (bandeiras de prospecção) ou segurança 
de propriedades e ataques a quilombos.
3- A
A partir do momento em que os jesuítas se posicio-
nam contra a escravização dos índios, suas missões 
ou aldeamentos passam sofrer inúmeros ataque, 
principalmente contratados por particulares paulistas 
que não tinham dinheiro para a compra de escravi-
zados africanos.
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Escravidão do Brasil
 
UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL
 ntes de começar a falar sobre a escravidão 
 no Brasil, é necessário lembrar que os po-
 vos africanos sempre foram muito mais que 
simples mão-de-obra. Com reinos desenvolvidos 
economicamente, tecnologia em crescente avanço 
para a época sendo utilizada em diversas áreas, 
como a metalurgia, por exemplo, e uma rede co-
mercial importante e lucrativa, o continente africano 
não ficava atrás de nenhum dos Estados europeus.
 A ideia defendida pelo senso comum acerca 
da escravidão na África, naturaliza o trabalho escra-
vo como algo inerente aos africanos, o que não é 
verdade. Os africanos trazidos para a América foram 
sequestrados e tirados de suas regiões para serem 
vendidos pelos europeus, deixando suas raízes para 
trás para serem explorados como mercadoria e vive-
rem em condições degradantes e desumanas.
 Um outro ponto a ser lembrado trata da forma 
como o negro se comportava perante essa situação. 
Nunca houve passividade por parte do povo escra-
vizado, a resistência e a luta marcaram os quase 
quatro séculos de exploração e resistem até os dias 
de hoje (o que Clóvis Moura chamou de Quilomba-
gem).
 Durante a idade média, a escravidão foi abo-
lida por completo na Europa, exceto na região da 
Península Ibérica que volta a empregá-la novamen-
te de forma massiva a partir do século XV com a 
produção açucareira nas Ilhas Canárias, São Tho-
mé e Ilha da Madeira. Tornando-se um negócio ex-
tremamente rentável para além da utilização como 
mão-de obra, a venda de seres humanos como 
mercadoria se transforma em um novo nicho no 
mercado efervescente da época.
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UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL
 No Brasil, entre os anos de 1580 e 1620, a 
produção açucareira dá um salto imenso em relação 
a das outras colônias portuguesas e o mercado 
aquecido passa a comprar africanos para a escravi-
zação.
 A mão-de-obra escravizada que entra no Bra-
sil, é especializada, ou seja, escravizados que já co-
nheciam o trabalho na produção açucareira eram 
comprados para trabalhar nos engenhos da região 
nordeste, e isso fazia com que estes fossem mais 
caros. Mais adiante, acontecerá o mesmo fenôme-
no na região das Minas Gerais, quando a mão-de-
obra empregada para o trabalho na mineração tam-
bém deverá ser especializada. Esse fator desmente 
a ideia de que o escravizado era apenas o braço na 
produção. Seus conhecimentos eram vastos e enri-
queciam o trabalho e, consequentemente, seus 
senhores.
 A partir de 1560, a população indígena sofre 
uma das maiores baixas da história, as epidemias 
de varíola e sarampo dizimam grande parte dos ín-
dios, o que fez com que fosse necessária a compra 
de mais e mais africanos para o trabalho na lavoura.
 A lém das epidemias, a pressão dos jesuítas pelo 
fim da escravização dos indígenas fez com que no 
ano de 1570, a coroa portuguesa promulgasse leis 
que “dificultassem” a escravização dos “negros da 
terra”. Com a demanda crescente, traficantes de es-
 A população negra saía de diversas regiões 
do continente Africano para ser comercializada em 
diversos lugares da América, estima-se que só no 
Brasil, mais de 4,9 milhões de africanos tenham si-
do trazidos, principalmente por traficantes portugue-
ses e ingleses.
 Em um primeiro momento, o maior número de 
escravizados concentrava-se na região Nordeste do 
Brasil, mais rica devido à economia açucareira, po-
rém, após as bandeiras a escravização de africanos 
se espalha por todo o território.
 Os escravizados viviam nas chamadas sen-
zalas, que consistiam em habitações geralmente 
afastadas da casa-grande (casa de seus donos), de 
construção rústica, sem nenhum conforto, construí-
da de taipa, coberta de palha ou de outro material 
equivalente (MOURA, 2004). Era de costume não 
haver janelas ou qualquer meio de ventilação nas 
senzalas, o chão era sempre de terra batida, não 
havia mobiliário e muito menos recursos sanitários. 
À noite, os feitores (aqueles que dirigiam as proprie-
dades rurais) ou outro funcionário trancava as sen-
zalas com cadeados pelo lado de fora para evitar 
possíveis fugas.
 Os castigos físicos e todos os tipos de abusos 
eram comuns durante a escravidão. Artur Ramos 
(1942) foi o primeiro estudioso a sistematizar as 
práticas e instrumentos de castigo dividindo-os em 
três grupos: contenção e captura, utilizados princi-
palmente em casos de tentativa de fuga e podiam 
ser correntes, o tronco, as algemas etc.; instrumen-
tos de suplício, utilizados para punir “maus compor-
tamentos” do dia-a-dia, como preguiça ou rebeldia e 
podiam ser as argolas, o anjinho (uma espécie de 
Uma família brasileira do século XIX 
sendo servida por escravos
cravizados passam a lucrar mais, desta forma, não 
mediam esforços para obtenção de pessoas para 
serem vendidas. O setor de serviços ligados ao trá-
fico negreiro também aumentou, o comércio local 
nas regiões de venda de escravizados cresceu e até 
mesmo o setor de produção de embarcações atinge 
seu auge no período.
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UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL
 Muitas formas de classificação eram utilizadas 
dentro da estrutura escravocrata para separar os 
escravizados como, por exemplo: ladino, nome dado 
ao africano que já falava a língua portuguesa e já 
estava instruído na religião católica e no serviço do-
méstico ou do campo; ou boçal para denominar o 
africano recém-chegado. A aculturação do escravi-
zado era um processo que facilitava sua exploração 
e opressão. Aqui, eles não podiam praticar suas 
 Para fugir de todo esse sistema de violência 
estrutural e institucionalizada, além de toda a resis-
tência diária, os escravizados fundavam os quilom-
bos, isto é, formavam comunidades próprias por 
meio do ajuntamento de escravizados fugidos. Exis-
tiram inúmeros quilombos ao longo de todo período 
escravagista com estrutura própria e autonomia vi-
vendo do comércio de gêneros agrícolas e utensíli-
os produzidos pelos quilombolas. A República dePalmares ou Quilombo dos Palmares ficou conheci-
do como o mais importante de todos. Estabelecido 
na antiga capitania de Pernambuco que hoje perten-
anel com tarraxa que era apertado cada vez mais 
para causar mais dor e sofrimento ao escravizado), 
máscara, palmatória etc.; e por último, os instrumen-
tos de aviltamento utilizados para rebaixar, humilhar 
e expor o escravizado. Dentre os instrumentos de 
aviltamento estão o ferro de marcar, placas com ins-
crições que difamavam o escravizado, o açoite no 
pelourinho que, segundo Vieira Fazenda, era o local 
onde “se fazia justiça em nome do Rei”. Ali, além de 
escravizados, se castigavam os criminosos e os ca-
poeiras pegos com armas proibidas. As jornadas de 
trabalho eram extenuantes e a alimentação dos es-
cravizados consistia basicamente na sobra da casa 
grande misturadas ou até mesmo lavagem igual a 
que era dada aos animais. É importante lembrar que 
os estupros eram frequentes. Senhores abusavam 
sexualmente das mulheres escravizadas, que muitas 
vezes engravidavam e geravam filhos mestiços. 
Muito de nossa miscigenação se explica desta ma-
neira e não pela ideia da democracia racial que ten-
de a negar o racismo no Brasil.
crenças e costumes, pois caso o fizessem poderiam 
ser submetidos a castigos. Nas regiões das minas, 
os escravizados também recebiam denominação 
para os distinguirem dos outros, como os escravos 
de ganho, por exemplo. Estes eram os que trabalha-
vam na rua vendendo coisas ou prestando serviços, 
uma parte do dinheiro recebido pré estipulada deve-
ria ser entregue a seu senhor e caso sobrasse algo, 
ficaria com o escravizado. Muitas mulheres, para 
darem conta de levar a quantia estipulada pelos 
seus donos (normalmente alta em relação ao que 
elas recebiam pelas vendas), se prostituiam margi-
nalizando-as ainda mais.
Mapa da Capitania de Pernambuco com representação do Quilombo 
dos Palmares, confeccionado pelo pintor e gravurista holandês Frans 
Post em 1647. Palmares foi o maior quilombo do Brasil colonial.
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UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL
 Além de todo o desgaste político e econômico 
pelo qual passava o Estado brasileiro, a Inglaterra, 
movida por seus interesses, inicia um projeto de 
pressão para que a escravidão fosse abolida no 
Brasil. Devido às ameaças inglesas, algumas leis 
passaram a ser criadas na tentativa de manter o 
sistema escravista, mas, sem “desagradar” os bri-
tânicos. Em 1850, foi criada a lei Eusébio de Quei-
rós, que proibia o trafico internacional de escraviza-
dos para o Brasil, em 1871 a Lei do Ventre Livre da-
va a liberdade aos filhos de mulheres escravizadas 
a partir da data de sua promulgação e, em 1885, a 
Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe dava 
liberdade aos escravizados com mais de 60 anos.
 Nenhuma das leis surtia efeito, pois o tráfico 
não acabou com a Eusébio de Queirós, as mães 
escravizadas deveriam pagar indenização aos seus 
donos para que o filho fosse, de fato, livre com a Lei 
do Ventre Livre e, caso não tivesse como pagar, a 
criança permaneceria trabalhando para o dono de 
sua mãe até os 21 anos de idade. No caso da dos 
Sexagenários, dificilmente algum escravizado che-
gava aos 60 anos devido a tanto sofrimento e traba-
lho forçado.
 Somente no dia13 de maio de 1888, é que foi 
promulgada a Lei Áurea assinada pela princesa Isa-
bel abolindo de vez a escravidão no Brasil.
 Infelizmente, a Lei Área não trouxe nada além 
da liberdade, não garantia direitos sociais básicos e 
nenhuma outra política pública que favorecesse a 
população recém liberta. Os reflexos disso ainda 
são sentidos até os dias de hoje, pois o racismo 
continuou e ainda continua marginalizando a popu-
lação negra e negando-lhe oportunidades.
ce ao estado de Alagoas, Palmares se tornou um 
dos maiores símbolos da resistência negra no Brasil. 
Os quilombos geraram muitos impactos para a soci-
edade escravista, o desgaste social e econômico 
era gritante e fortalecia as ações dos abolicionistas.
Sessão do Senado em que se aprovou a Lei 
Áurea, a 12 de maio de 1888.
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Vamos praticar 
UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL
Questões
1- ENEM - A identidade negra não surge da tomada 
de consciência de uma diferença de pigmentação 
ou de uma diferença biológica entre populações ne-
gras e brancas e (ou)negras e amarelas. Ela resulta 
de um longo processo histórico que começa com o 
descobrimento, no século XV, do continente africano 
e de seus habitantes pelos navegadores portugue-
ses, descobrimento esse que abriu o caminho às 
relações mercantilistas com a África, ao tráfico ne-
greiro, à escravidão e, enfim, à colonização do con-
tinente africano e de seus povos. 
K. Munanga. 
Algumas considerações sobre a diversidade
 e a identidade negra no Brasil. 
In: Diversidade na educação:reflexões e experiências. 
Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37. 
Com relação ao assunto tratado no texto acima, é 
correto afirmar que:
a) a colonização da África pelos europeus foi simul-
tânea ao descobrimento desse continente.
b) a existência de lucrativo comércio na África levou 
os portugueses a desenvolverem esse continente.
c) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao 
início da escravidão no Brasil.
d) a exploração da África decorreu do movimento de 
expansão europeia do início da Idade Moderna.
e) a colonização da África antecedeu as relações 
comerciais entre esse continente e a Europa.
2- UFPB - O texto, a seguir, retrata uma das mais 
tristes páginas da história do Brasil: a escravidão.
“O bojo dos navios da danação e da morte era o 
ventre da besta mercantilista: uma máquina de 
moer carne humana, funcionando incessantemente 
para alimentar as plantações e os engenhos, as 
minas e as mesas, a casa e a cama dos senhores – 
e, mais do que tudo, os cofres dos traficantes de 
homens.” (Fonte: BUENO, Eduardo. Brasil: uma história:
 a incrível saga de um país. São Paulo: Ática, 2003. p. 112).
Sobre a escravidão como atividade econômica no 
Brasil Colônia, é correto afirmar:
a) As pressões inglesas, para que o tráfico de escra-
vos continuasse, aumentaram após 1850. Porém, 
no Brasil, com a Lei Eusébio de Queiróz, ocorreu o 
fim do tráfico intercontinental e, praticamente, desa-
pareceu o tráfico interno entre as regiões.
b) A mão-de-obra escrava no Brasil, diferente de ou-
tros lugares, não era permitida em atividades eco-
nômicas complementares. Por isso, destinaram-se 
escravos exclusivamente às plantações de cana-de-
açúcar, às minas e à produção do café.
c) A compra e posse de escravos, durante todo o 
período em que perdurou a escravidão, só foi permi-
tida para quem pudesse manter um número de, pelo 
menos, 30 cativos. Essa proibição justificava-se, 
devido aos altos custos para se ter escravos.
d) Muitos cativos, no início da escravidão, conse-
guiam a liberdade, após adquirirem a carta de alfor-
ria. Isso explica o grande número de ex-escravos 
que, na Paraíba, conseguiram tornar-se grandes 
proprietários de terras.
e) Os escravos, amontoados e em condições desu-
manas, eram transportados da África para o Brasil, 
nos porões dos navios negreiros, como forma de di-
minuição de custos. Com isso, muitos cativos mor-
riam antes de chegarem ao destino.
3- ENEM - Negro, filho de escrava e fidalgo portu-
guês, o baiano Luiz Gama fez da lei e das letras 
suas armas na luta pela liberdade. Foi vendido ile-
galmente como escravo pelo seu pai para cobrir dí-
vidas de jogo. Sabendo ler e escrever, aos 18 anos 
de idade conseguiu provas de que havia nascido li-
vre. Autodidata, advogado sem diploma, fez do di-
reito o seu ofícioe transformou-se, em pouco tempo,
em proeminente advogado da causa abolicionista.
AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. 
In: Revista de História. Ano 1, n.º 3. Rio de Janeiro: 
Biblioteca Nacional, jan. 2004 (adaptado).
A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na 
segunda metade do séc. XIX foi resultado de impor-
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UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL
tantes lutas sociais condicionadas historicamente. A 
biografia de Luiz Gama exemplifica
a) impossibilidade de ascensão social do negro for-
ro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo 
alfabetizado.
b) extrema dificuldade de projeção dos intelectuais 
negros nesse contexto e a utilização do Direito 
como canal de luta pela liberdade.
c) rigidez de uma sociedade, assentada na escravi-
dão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão 
social.
d) possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo 
apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de 
pai português. 
e) troca de favores entre um representante negro e 
a elite agrária escravista que outorgara o direito ad-
vocatício ao mesmo.
4- (UNESP) Entre as formas de resistência negra à 
escravidão, durante o período colonial brasileiro, 
podemos citar
a) a organização de quilombos, nos quais, sob su-
pervisão de autoridades brancas, os negros podiam 
viver livremente.
b) as sabotagens realizadas nas plantações de café, 
com a introdução de pragas oriundas da África.
c) a preservação de crenças e rituais religiosos de 
origem africana, que eram condenados pela Igreja 
Católica. 
d) as revoltas e fugas em massa dos engenhos, 
seguidas de embarques clandestinos em navios 
que rumavam para a África.
e) a adoção da fé católica pelos negros, que lhes 
proporcionava imediata alforria concedida pela 
Igreja.
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UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL
1- D
A expansão marítima ocorrida inicialmente pelos 
ibéricos trouxe a retomada massiva da escravização 
de pessoas.
 2- E
Além dos sequestros, os africanos raptados eram 
tratados como animais amontoados em porões de 
navios negreiros sujeitos a doenças e à fome.
3- B
O racismo impedia, além da mobilidade social, a in-
serção em meios considerados exclusivamente de 
brancos, como a academia, por exemplo.
4- C
Resistir à aculturação era uma forma de manter as 
raízes trazidas pelos povos africanos.
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A fuga da família real 
para o Brasil
 
UNIDADE 32 - A FUGA DA FAMILIA REAL PARA
O BRASIL
A fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil
 om o projeto expansionista napoleônico 
 para desestabilizar economicamente a In-
 glaterra, Napoleão Bonaparte decreta o 
Bloqueio Continental, que consistia na tentativa de 
isolar comercialmente seus inimigos britânicos. Para 
tanto, Bonaparte proibiu a entrada de produtos in-
gleses nos portos europeus e aquele Estado que se 
opusesse à determinação de Napoleão poderia ser 
invadido ou sofrer outros tipos de represália.
 Portugal mantinha estreitas relações comerci-
ais com a Inglaterra e não poderia, em hipótese al-
guma, atender as imposições feitas por Napoleão 
Bonaparte. Desta forma, para garantir a segurança 
da família real, com o auxílio da Inglaterra, em no-
 Com a chegada dos portugueses e transferên-
cia da corte para o Brasil, inúmeras mudanças pas-
sam a acontecer para transformar a colônia em um 
local considerado minimamente habitável para a fa-
mília real, seus agregados e todas as outras cente-
nas de infiltrados vindos em navios abarrotados na 
esperança de se proteger do ataque de Napoleão e 
de iniciar uma nova vida no novo mundo. Dentre as 
mudanças, estão a criação do Teatro Municipal do 
Rio de Janeiro, da Biblioteca Nacional, da Imprensa 
Régia, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do 
Banco do Brasil, entre outras coisas.
Embarque da família real portuguesa no cais 
de Belém, em 29 de novembro de 1807.
vembro de 1807 a corte portuguesa zarpa de Portu-
gal chegando ao Brasil em janeiro de 1808.
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UNIDADE 3 - A FUGA DA FAMILIA REAL PARA2
O BRASIL
 Com o passar do tempo e a derrubada de Na-
poleão Bonaparte, acontece o Congresso de Viena, 
que tinha como objetivo a reconstrução política, 
econômica e administrativa dos países europeus 
mais prejudicados e sua reestruturação geopolítica. 
É nesse congresso, que por sugestão de Alexandre 
I da Rússia, é criada a Santa Aliança, uma aliança 
militar que tinha como objetivo fazer a proteção dos 
Estados europeus mais enfraquecidos e, obviamen-
te, restaurar o absolutismo na Europa.
 Em 1815, o rei Dom João VI, após sofrer mui-
tas pressões para que voltasse a Portugal - pois no 
Congresso de Viena ficou estipulado que nenhum 
rei poderia governar seu Estado estando fora dele – 
eleva o Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves 
nos tirando o status de colônia. A partir de então a 
pressão pela independência do Brasil passa a se in-
tensificar. D. João resiste até 1821, quando parte 
para Portugal deixando seu filho Pedro como prínci-
pe regente do Brasil.
Dom João VI
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Vamos praticar 
UNIDADE 32 - A FUGA DA FAMILIA REAL PARA
O BRASIL
Questões
1- ENEM - “Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos 
que o presente Alvará virem: que desejando promo-
ver e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos 
mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou 
servido abolir e revogar toda e qualquer proibição 
que haja a este respeito no Estado do Brasil”.
 Alvará de liberdade para as indústrias (1º de Abril de 1808). 
In: Bonavides, P.; Amaral, R. 
Textos políticos da História do Brasil. 
Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado).
O projeto industrializante de D. João, conforme ex-
presso no alvará, não se concretizou. Que caracte-
rísticas desse período explicam esse fato?
a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e 
o fechamento das manufaturas portuguesas.
b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o pre-
domínio industrial inglês sobre suas redes de co-
mércio.
c) A desconfiança da burguesia industrial colonial 
diante da chegada da família real portuguesa.
d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a po-
sição dúbia assumida por Portugal no comércio in-
ternacional.
e) O atraso industrial da colônia provocado pela 
perda de mercados para as indústrias portuguesas.
2- Uerj - O impacto da vinda da Família Real portu-
guesa para o Brasil implicou alterações significativas 
para a cidade do Rio de Janeiro que se prolongaram 
durante todo o período conhecido como "joanino". 
Essas alterações produziram uma nova dinâmica 
socioeconômica e redefiniram, em vários aspectos, 
a inserção da cidade no contexto internacional.
Uma função urbana associada a essa nova inserção
está indicada em: 
a) crescente polo turístico em função da chegada da 
Missão Artística Francesa 
b) expressivo núcleo comercial articulado à nascen-
te rede ferroviária brasileira 
c) principal porto brasileiro relacionado à importação 
legal de manufaturas britânicas 
d) importante centro religioso decorrente da instala-
ção do Tribunal da Santa Inquisição.
3- Fuvest - Em novembro de 1807, a família real 
portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, 
chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento podeser visto como 
a) incapacidade dos Braganças de resistirem à 
pressão da Espanha para impedir a anexação de 
Portugal. 
b) ato desesperado do Príncipe Regente, pressio-
nado pela rainha-mãe, Dona Maria I. 
c) execução de um velho projeto de mudança do 
centro político do Império português, invocado em 
épocas de crise. 
d) culminância de uma discussão popular sobre a 
neutralidade de Portugal com relação à guerra 
anglo-francesa. 
e) exigência diplomática apresentada por Napoleão 
Bonaparte, então primeiro cônsul da França.
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UNIDADE 32 - A FUGA DA FAMILIA REAL PARA
O BRASIL
1- B
Portugal e Inglaterra mantinham acordos comerciais 
que deixavam o reino luso diretamente ligado aos 
britânicos. Mesmo a pós a revogação do tratado 
assinado entre Portugal e Inglaterra que proibia a 
criação de indústrias na colônia brasileira, uma das 
garantias do apoio inglês à corte portuguesa consis-
tia na redução da taxação dos produtos ingleses fa-
cilitando sua entrada no Brasil, algo que era extre-
mamente lucrativo para os britânicos.
2- C
Em troca da ajuda inglesa na fuga para o Brasil, 
Portugal assina Tratados como o de Aliança e Ami-
zade e o de Comércio e Navegação que acabavam 
com o pacto colonial e abria os portos brasileiros 
para os produtos ingleses.
3- C
O projeto de transferência da corte para o Brasil já 
era cogitado por Portugal e muito apoiado pela 
Inglaterra.
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Independência do Brasil
 
UNIDADE 33 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
 om o retorno de Dom João VI a Portugal, 
 Pedro, futuro Pedro I assume a regência
 do então Reino Unido a Portugal e Algar-
ves, o Brasil. Porém, a pressão para que ele tam-
bém retornasse para auxiliar o pai a governar seu 
país que estava passando por uma enorme eferves-
cência política desde 1820, quando tem início uma 
revolta liberal influenciada pelas ideias iluministas, 
só aumentava e a possibilidade de uma restauração,
isto é, de que o Brasil deixasse de ser um reino uni-
do a Portugal e voltasse a ser colônia era iminente.
 A ideia não agradava aos comerciantes brasi-
leiros, proprietários de terras, membros do Judiciá-
rio nascidos no Brasil e nem investidores, pois a 
restauração poderia trazer, além da dependência 
política, a possibilidade da volta do pacto colonial ou 
exclusivo comercial.
Independência ou Morte, por Pedro Américo, 
óleo sobre tela, 1888.
 Exposta no Museu Paulista.
Dom Pedro I
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UNIDADE 33 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
 A partir da decisão de Pedro em permanecer 
no Brasil, diversas rupturas com Portugal começam 
a acontecer. O príncipe contraria seu pai e os mem-
bros do parlamento português causando mais e 
mais tensão. Tropas portuguesas que se negaram a 
jurar fidelidade ao príncipe foram expulsas e uma 
novo exército passa a ser criado, foi criado um mi-
nistério composto por portugueses, porém, chefiado 
por José Bonifácio de Andrada e Silva, que era Bra-
sileiro. Bonifácio assume seu cargo com um olhar 
bem progressista defendendo a reforma agrária e o 
fim da escravidão ainda que gradativamente. Por 
outro lado, era a favor da monarquia com a partici-
pação de membros da elite ilustrada como represen-
tantes dos cidadãos.
 Para os conservadores, o sistema ideal de go-
verno do Brasil deveria ser a monarquia constitucio-
nal com autonomia política, porém, ainda dependen-
te de Portugal e para os chamados “extremados”, na 
ânsia de assegurar a representação popular e, prin-
cipalmente, a liberdade de imprensa, a saída seria a 
independência, pois se associava à ideia de Repú-
blica, de voto popular e de possíveis reformas que 
servissem também para a sociedade e não para o 
seleto grupo que compunha a elite.
 Em 1822, Pedro abre o debate acerca da pos-
sibilidade de eleições diretas acontecerem no Brasil,
o que não ocorreu devido a justificativa (não de Pe-
dro, mas sim dos membros da elite que compunham 
a política) de que a população brasileira não era le-
trada e muito menos ilustrada.
 Pedro não tinha mais tempo para tomar a ati-
tude de romper de uma vez por todas com Portugal 
e decide convocar um Assembleia Constituinte e o 
clima esquenta ainda mais. Só poderiam se manter 
em cargos públicos ou tomar posse destes, aqueles 
que apoiavam a independência e fossem leais ao 
príncipe. Além disso, tropas portuguesas e mares 
brasileiros seriam tratadas como inimigas. A pressão 
pela volta de Pedro aumentava e a última cartada de 
D. João foi revogar decretos do príncipe, forçando-o 
a criar a lei do Cumpra-se que consistia na aprova-
ção dele para qualquer despacho proveniente de 
Portugal. Quando Dom João percebe que sua von-
tade não será feita, passa a acusar os ministros bra-
sileiros e até mesmo seu filho de traição. A Princesa 
Leopoldina e José Bonifácio prevendo o pior, enviam 
mensageiros ao príncipe que estava em viagem in-
formando o que estava acontecendo e aconselhan-
do que a independência fosse proclamada com ur-
gência e então, no dia 7 de setembro de 1822, Pe-
dro proclama a independência do Brasil.
 
 Toda essa tensão se tornou campo fértil para 
disputas entre políticos brasileiros e portugueses e 
a volta de Pedro a Portugal já era quase certa. Po-
rém o “Partido Brasileiro”, que não era bem um par-
tido, mas podemos chamá-lo assim por ser o adjeti-
vo mais próximo para explicá-lo, se aliou a grupos 
que compartilhavam do mesmo interesse pedindo a 
permanência de Pedro no Brasil. Assim, no dia 9 de 
janeiro de 1922, Pedro decide ficar, o que deu ori-
gem ao chamado “Dia do Fico”.
José Bonifácio
 de Andrada
 e Silva
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Vamos praticar 
UNIDADE 33 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Questões
1- UFCE - A respeito da independência do Brasil, é 
correto afirmar que:
a) implicou em transformações radicais da estrutura 
produtiva e da ordem social, sob o regime monár-
quico.
b) significou a instauração do sistema republicano 
de governo, como o dos outros países da América 
Latina.
c) trouxe consigo o fim do escravismo e a imple-
mentação do trabalho livre como única forma de 
trabalho e o fim do domínio metropolitano.
d) implicou em autonomia política e em reformas 
moderadas na ordem social decorrentes do novo 
status político.
e) decorreu da luta palaciana entre João VI, Carlota 
Joaquina e Pedro I, e teve como consequência ime-
diata a abertura dos portos.
2- A respeito da independência do Brasil, é válido 
concluir que:
a) as camadas senhoriais, defensoras do liberalismo 
político, pretendiam não apenas a emancipação po-
lítica, mas também a alteração das estruturas eco-
nômicas.
b) o liberalismo defendido pela aristocracia rural 
apoiava a emancipação dos escravos.
c) a independência brasileira se caracterizou por ter 
sido um processo revolucionário com a participação 
popular.
d) a independência brasileira foi um arranjo político 
que preservou a monarquia como forma de governo 
e, também, os privilégios da classe proprietária.
e) a independência brasileira resultou do receio de 
D. Pedro I de perder o poder aliado ao seu espírito 
de brasilidade.
3- UFLA - Observe o seguinte texto: 
“Ser livre
um povo livre vive num país livre
na cidade livre, na rua livre, na casa livre
colônia e escravidãocaminham na mesma direção
quem declara independência
e não declara abolição
vai ver não é livre nada
apenas mudou de patrão
A Liberdade da Nação é a
Soma das liberdades de cada cidadão”.
(Milton Nascimento e Fernando Brant)
Com relação ao dia 7 de setembro, pode-se afirmar 
que:
a) A independência demonstrou que, mesmo não 
havendo abolição da escravidão, houve ganhos, 
especialmente para o povo, com a separação de 
Portugal.
b) Dom Pedro I mudou os moldes da economia bra-
sileira, não permitindo que se reproduzissem as 
mesmas características do período colonial.
c) Ao se instaurar a Monarquia do Brasil, seguindo o 
modelo da monarquia norte-americana, rompiam-se 
os acordos econômicos com a Inglaterra.
d) A Monarquia Brasileira passou a ser organizada a 
partir dos ideais populares e não dos interesses da 
aristocracia rural.
e) A independência concretizou as aspirações da 
elite agrária brasileira. 
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Partiu Corrigir
UNIDADE 33 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
1- D
O Brasil se torna independente politicamente de 
Portugal, porém, economicamente e socialmente o 
atraso continuou. 
2- D
O arranjo político continuou a serviço da elite brasi-
leira, que não pensou na população e muito menos 
em cogitar a participação popular na política.
3- E
Todo o corpo político brasileiro no contexto da inde-
pendência era composto pela elite agrária formada 
desde as capitanias hereditárias, logo, as poucas 
reformas atendiam apenas a esse grupo. 
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HISTÓRIA DO BRASIL
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Brasil império
 
UNIDADE 34 - BRASIL IMPÉRIO
 No ano de 1824, os Estados Unidos reco-
nhecem a independência brasileira passando a 
oferecer-lhe apoio, caso fosse necessário. Para a 
Inglaterra, um conflito com a nova nação implicaria 
em desvantagens comerciais, desta forma, mesmo 
que não oficialmente, os britânicos já viam o Brasil 
como um país independente. O que impedia a In-
glaterra de reconhecer oficialmente a independên-
cia brasileira era a existência da escravidão, uma 
forma de pressão para que esta fosse abolida no 
Brasil. Não por bondade, mas por interesses co-
merciais, pois a quantidade de pessoas escraviza-
das, logo, sem renda - o que significava menos 
O Primeiro Reinado
eríodo que do ano de 1822 até 1831, é 
marcado por um período de tensão entre 
Portugal e Brasil, e muita instabilidade 
consumidores - impedia que os ingleses 
lucrassem ainda mais.
 Apenas no ano de 1825 é que Portugal 
reconheceu a independência de sua ex colônia, em 
troca de uma indenização referente a uma dívida da 
com a Inglaterra e da garantia de que o Brasil não 
se juntaria a nenhuma outra colônia, pois acredita-
se que quando a notícia do reconhecimento de 
Portugal se espalhou, alguns comerciantes de 
escravizados (não há certeza de que tenham sido 
eles) teriam espalhado panfletos convocando 
Benguela a aderir a causa brasileira preocupando a 
coroa lusa.
 Ao contrário do que se pensa, diversos 
conflitos aconteceram no Brasil durante o processo 
de independência assim como nos outros países da 
América - as coisas não ocorreram de forma tão 
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HISTÓRIA DO BRASIL
pacífica como costuma-se dizer - e a partir de então, 
mudanças passam a acontecer em nosso país, nada 
de novo para a população que sempre esteve à mar-
gem das decisões políticas, mas significativas para 
aquele novo país que passava a ser esboçado. A pri-
meira grande mudança foi a outorga da Constituição 
de 1824 que dividia os poderes em 3 (executivo, le-
gislativo e judiciário) mais o Poder Moderador. A 
ideia de três poderes tinha cara de inovação e pro-
gresso já que vínhamos de um governo absolutista, 
porém, o Moderador, que consistia no poder de veto 
concentrado nas mãos de Dom Pedro, deixava bem 
claro que as coisas continuariam como sempre 
foram e para não restar dúvida, nessa Constituição 
mantinha a monarquia, hereditária e o imperador 
como uma figura divina e incontestável.
 Esse autoritarismo causa revolta e tensão no 
Brasil provocando a Confederação do Equador 
(1824) e a Guerra da Cisplatina (1825) desgastando 
o reinado de Pedro I que, devido à crise econômica e 
social, abdica do trono em prol de seu filho Pedro de 
Alcântara em 7 de abril de 1831.
O período Regencial
Antiga bandeira da Guarda Nacional 
da Província de São Paulo
Pintura de Simplício Rodrigues de Sá, c. 1830
Como Pedro de Alcântara tinha apenas cinco anos 
de idade e não poderia assumir o trono naquele 
momento, um governo provisório, regido por 
brasileiros, é instaurado e vigora no país de 1831 a 
1840 dando início ao período Regencial, dividido em 
quatro regências:
Regência Trina Provisória: de abril a julho de 1831.
Regência Trina Permanente: de 1831 a 1834.
Regência Una do Padre Feijó, mais conhecido como 
Regente Feijó: de 1835 a 1837.
Regência Una de Araújo Lima: de1837 a 1840.
Marcado por muita instabilidade política, social e 
econômica e nenhum progresso, o período regencial 
é caracterizado por revoltas como:
Cabanagem - na Província do Grão-Pará (1835 – 
1840);
Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos - na 
Província de São Pedro do Rio Grande do Sul (1835 
– 1845);
Revolta dos Malês – na Província da Bahia (1835);
Sabinada – também na Província da Bahia (1837 – 
1838); e
Balaiada - na Província do Maranhão (1838 – 1841).
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HISTÓRIA DO BRASIL
 Além de toda a troca de regentes e todas as 
revoltas, grupos políticos interessados em assumir 
o poder por meio de Pedro II, surgem aumentando 
cada vez mais a tensão política interna e externa. 
Esses grupos foram:
Restauradores ou caramurus: Defendiam a volta 
de Dom Pedro Primeiro e a restauração da 
monarquia absolutista. 
Liberais exaltados ou farroupilhas: Defendiam 
um governo federal, o fim do Poder Moderador e 
mais autonomia às províncias.
Liberais moderados ou ximangos: Defendiam a 
monarquia, porém, constitucional.
 A tensão política citada anteriormente, fez 
com que o partido Liberal, por meio de uma mano-
bra política, antecipasse a maioridade de Pedro 
Segundo, que só poderia assumir o trono aos de-
zoito anos, caso fosse casado ou aos vinte e um, 
caso fosse solteiro. Por meio da manobra, conhe-
cida como Golpe da Maioridade, aos 14 anos, no 
dia 23 de julho de 1840, Pedro de Alcântara se 
torna imperador do Brasil dando início ao Segundo 
Reinado.
O Segundo Reinado
A coroação de Pedro II aos 15 anos de idade em 18 de julho de 
1841 por François-René Moreaux, no Museu Imperial
 Período que vai de 1840 a 1889, o Segundo 
Reinado é caracterizado por um progresso signifi-
cativo, tanto econômico quanto social. É nesse mo-
mento que o café se torna a grande moeda brasi-
leira dando maior destaque a São Paulo, porém, em 
meio a tanta prosperidade econômica a escravidão 
ainda era a base da mão-de-obra no Brasil, critica-
do por diversos países que já a haviam abolido, 
mesmo que simplesmente por interesse econômico. 
Mas o governo, por sua vez, não tinha interesse na 
abolição para não desapontar a elite cafeeira.
 Com o crescimento constante da exportação 
do café, ferrovias foram construídas e tem início 
(impulsionado pelo Barão de Mauá) o primeiro surtoindustrial no Brasil, pequeno, porém, importante.
 Muito bem preparado para governar, mesmo 
sendo muito jovem, Pedro II decide transformar o 
sistema de governo em monarquia parlamentar, 
porém, o primeiro ministro não era o mais votado 
(como é hoje nos países com esse sistema) e sim 
escolhido pelo imperador o que acaba sendo 
chamado de “Parlamentarismo às avessas”.
Pedro II aos 39 anos de idade, 1865
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HISTÓRIA DO BRASIL
 Em relação às questões sociais, nada foi 
feito para a população em geral além da abolição 
da escravidão em 1888, que acabou com a popu-
laridade de Dom Pedro já abalada pela Guerra do 
Paraguai (1864-1870).
 Em novembro de 1889, após grande 
desgaste, Pedro II é obrigado a deixar o Brasil e a 
República é proclamada.
A última fotografia da família imperial no 
Brasil, 1889
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HISTÓRIA DO BRASIL
Questões
1- ENEM - Após o retorno de uma viagem a Minas 
Gerais, onde Pedro I fora recebido com grande 
frieza, seus partidários prepararam uma série de 
manifestações a favor do imperador no Rio de 
Janeiro, armando fogueiras e luminárias na cidade. 
Contudo, na noite de 11 de março, tiveram início os 
conflitos que ficaram conhecidos como a Noite das 
Garrafadas, durante os quais os “brasileiros” 
apagavam as fogueiras “portuguesas” e atacavam 
as casas iluminadas, sendo respondidos com cacos 
de garrafas jogadas das janelas.
VAINFAS, R. (Org.). Dicionário do Brasil Imperial. 
Rio de Janeiro: Objetiva, 2008 (adaptado).
Os anos finais do I Reinado (1822-1831) se 
caracterizaram pelo aumento da tensão política. 
Nesse sentido, a análise dos episódios descritos 
em Minas Gerais e no Rio de Janeiro revela:
a) estímulos ao racismo.
b) apoio ao xenofobismo
c) críticas ao federalismo
d) repúdio ao republicanismo
e) questionamentos ao autoritarismos
2- UFRGS - O processo de formação do Estado 
nacional brasileiro, no século XIX, envolveu uma 
série de fatores políticos, sociais e culturais.
Considere as afirmações abaixo, sobre esse 
processo.
I - A vinda da família real portuguesa para o Brasil, 
em 1808, ocasionou o completo desmantelamento 
das elites coloniais, que foram retiradas da 
administração política.
II - A lei de 07 de novembro de 1831, conhecida 
como Lei Feijó, declarou livres os escravos 
importados para o Brasil, impondo penas aos 
mercadores responsáveis pela entrada desses 
escravos no território brasileiro.
III - O período entre a abdicação de Pedro I e a 
regência efetiva de Pedro II foi caracterizado pela 
consolidação do processo emancipatório, pelo 
desenvolvimento econômico com a produção do 
café e pela estabilidade política marcada pela 
ausência de conflitos armados.
Quais estão corretas?
a) I
b) II
c) I, II
d) II, III
e) I, II e III.
3- FUVEST - No Brasil, do mesmo modo que em 
muitos outros países latino-americanos, as décadas 
de 1870 e 1880 foram um período de reforma e de 
compromisso com as mudanças. De maneira geral, 
podemos dizer que tal movimento foi uma reação 
às novas realidades econômicas e sociais 
resultantes do desenvolvimento capitalista não só 
como fenômeno mundial, mas também em suas 
manifestações especificamente brasileiras.
Emília Viotti da Costa, “Brasil: a era da reforma, 18701889”.
 In: Leslie Bethell, História da América Latina, v.5. 
São Paulo: Edusp, 2002. Adaptado.
A respeito das mudanças ocorridas na última 
década do Império do Brasil, cabe destacar a 
reforma:
a) eleitoral, que, ao instituir o voto direto para os 
cargos eletivos do Império, ao mesmo tempo em 
que proibiu o voto dos analfabetos, reduziu 
notavelmente a participação eleitoral dos setores 
populares.
b) religiosa, com a adoção do ultramontanismo 
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como política oficial para as relações entre o Estado 
brasileiro e o poder papal, o que permitiu ao Império 
ganhar suporte internacional.
c) fiscal, com a incorporação integral das demandas 
federativas do movimento republicano por meio da 
revisão dos critérios de tributação provincial e 
municipal.
d) burocrática, que rompeu as relações de patronato 
empregadas para a composição da administração 
imperial, com a adoção de um sistema unificado de 
concursos para preenchimento de cargos públicos.
e) militar, que abriu espaço para que o alto-comando 
do Exército, vitorioso na Guerra do Paraguai, 
assumisse um maior protagonismo na gestão dos 
negócios internos do Império.
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Partiu Corrigir
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1- E
2- B
3- A
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A primeira república
 
UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA
 om a perda de apoio das elites, da Igreja, 
 do exército e da população, o governo de 
 Dom Pedro II, principalmente a partir da 
década de 1870, inicia um processo significativo de 
declínio abrindo espaço para que os ideais republi-
canos ascendessem e conquistassem muitos adep-
tos. Além disso, a Guerra do Paraguai, a pressão 
dos abolicionistas e a “ameaça” da sucessão do tro-
no por Conde D'Eu, marido da princesa Isabel, 
agravaram ainda mais a situação deixando a tensão 
política muito maior.
 Em novembro de 1889, a crise estava conso-
lidada e republicanos e simpatizantes reuniram-se 
secretamente com o influente e descontente militar 
Proclamação da República
Marechal Deodoro da Fonseca, que aderiu ao mo-
vimento e liderou o golpe de Estado que acabaria 
com a monarquia no Brasil.
 No dia 15 de novembro, militares cercaram o 
Gabinete Ministerial e destituíram do cargo o viscon-
de de Ouro Preto. Após a ofensiva, conde D'Eu ten-
ta um contra-ataque e Pedro II a formação de um 
novo gabinete. Ambos fracassaram. Está extinta a 
monarquia no Brasil e é proclamada a República.
 De 1889 até 1894, o Brasil vive a transição 
para um governo republicano com um sistema pre-
Proclamação da República 
(Benedito Calixto)
República da Espada
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UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA
primeira Constituição da República trazendo inúme-
ras mudanças como o sufrágio “universal” masculi-
no, a naturalização de estrangeiros que possuíssem 
residência fixa no Brasil ou que fossem casados 
com cidadãos brasileiros, a transformação das pro-
víncias em estados da federação (unidades federa-
tivas, entre outras coisas como podemos ver em al-
guns dos artigos abaixo:
Art 1º - A Nação brasileira adota como forma de 
Governo, sob o regime representativo, a República 
Federativa, proclamada a 15 de novembro de 1889,
e constitui-se, por união perpétua e indissolúvel das 
suas antigas Províncias, em Estados Unidos do 
Brasil.
Art 47 - O Presidente e o Vice-Presidente da Repú-
blica serão eleitos por sufrágio direto da Nação e 
maioria absoluta de votos.
Art 63 - Cada Estado reger-se-á pela Constituição e 
pelas leis que adotar respeitados os princípios cons-
titucionais da União.
Art 69 - São cidadãos brasileiros:
1º) os nascidos no Brasil, ainda que de pai estran-
geiro, não, residindo este a serviço de sua nação;
2º) os filhos de pai brasileiro e os ilegítimos de mãebrasileira, nascidos em país estrangeiro, se estabe-
lecerem domicílio na República;
3º) os filhos de pai brasileiro, que estiver em outro 
país ao serviço da República, embora nela não ve-
nham domiciliar-se;
4º) os estrangeiros, que achando-se no Brasil aos 
15 de novembro de 1889, não declararem, dentro 
em seis meses depois de entrar em vigor a Consti-
tuição, o ânimo de conservar a nacionalidade de 
origem;
5º) os estrangeiros que possuírem bens imóveis no 
Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem 
filhos brasileiros contanto que residam no Brasil, 
salvo se manifestarem a intenção de não mudar de 
nacionalidade;
6º) os estrangeiros por outro modo naturalizados.
Art 70 - São eleitores os cidadãos maiores de 21 
anos que se alistarem na forma da lei.
§ 1º - Não podem alistar-se eleitores para as elei-
ções federais ou para as dos Estados:
sidencialista. Em 1891, durante o governo provisório 
de Marechal Deodoro da Fonseca, é promulgada a 
Deodoro da Fonseca
Art 28 - A Câmara dos Deputados compõe-se de 
representantes do povo eleitos pelos Estados e pelo 
Distrito Federal, mediante o sufrágio direto, garanti-
da a representação da minoria.
Art 41 - Exerce o Poder Executivo o Presidente da 
República dos Estados Unidos do Brasil, como 
chefe eletivo da Nação.
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UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA
 No campo econômico, a República da Espa-
da é marcada por uma tentativa frustrada de impul-
sionar a industrialização no Brasil por meio da polí-
tica do Encilhamento. Criada pelo então ministro 
Rui Barbosa, essa política consistia em estimular o 
crescimento e aquecimento da economia aumen-
tando a emissão de papel moeda, mesmo sem las-
tro. Essa atitude levou a inflação a índices muito al-
tos, à desvalorização da moeda, ao desemprego, 
falências e especulação agravando ainda mais a 
crise.
 Deodoro da Fonseca, além de não conseguir 
impedir que a situação econômica do país degringo-
lasse ainda mais, vinha demonstrando característi-
cas autoritárias e em 3 de novembro ratificou seu 
posicionamento ditatorial fechando o Congresso 
Nacional. O descontentamento foi geral e em 23 do 
 A população continuou mantida à margem das 
decisões políticas e, na prática, nada mudou para o 
povo. Como reflexo do crescente descontentamento, 
ainda na República da Espada ocorrem a Revolução 
Federalista (1893-1895) e a Revolta da Armada 
(1893-1894).
 O fracasso desse primeiro modelo de governo 
era o que faltava para que as elites agrárias do Bra-
sil assumissem o cenário político de uma vez por 
todas, como almejavam há tanto tempo. 
 De 1894 a 1930 o Brasil vive uma alternância 
§ 2º - São inelegíveis os cidadãos não alistáveis.
Além de todos esses artigos, a Constituição Federal 
de 1891 traz também a separação entre Estado e 
Igreja, o Hino Nacional e a bandeira brasileira como 
conhecemos hoje, entre outras coisas.
 No campo econômico, a República da Espada 
é marcada por uma tentativa frustrada de impulsio-
nar a industrialização no Brasil por meio da política 
do Encilhamento. Criada pelo então ministro Rui 
Barbosa, essa política consistia em estimular o 
crescimento e aquecimento da economia aumentan-
do a emissão de papel moeda, mesmo sem lastro. 
Essa atitude levou a inflação a índices muito altos, 
à desvalorização da moeda, ao desemprego, falên-
cias e especulação agravando ainda mais a crise.
1º) os mendigos;
2º) os analfabetos;
3º) as praças de pré, excetuados os alunos das 
escolas militares de ensino superior;
4º) os religiosos de ordens monásticas, companhias, 
congregações ou comunidades de qualquer deno-
minação, sujeitas a voto de obediência, regra ou 
estatuto que importe a renúncia da liberdade Indivi-
dual.
mesmo mês, Deodoro foi obrigado a renunciar dan-
do lugar ao vice-presidente marechal Floriano Pei-
xoto.
Floriano Peixoto.
República Oligárquica
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UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA
 Em 1898, Campos Sales do Partido Republi-
cano Paulista (PRP) é eleito presidente consolidan-
do a república oligárquica (Sales foi o segundo pre-
sidente, tendo sido o primeiro, Prudente de Morais 
também paulista), que para se manter estável passa 
a fazer uso de arranjos como a política dos gover-
nadores, por exemplo. Essa política consistia na 
“ajuda mútua” entre governadores e presidente au-
mentando a representação parlamentar de cada es-
tado no congresso, de acordo com o grupo regional 
dominante no momento.
 
existente desde a monarquia. Encontrando condi-
ções perfeitas para sua existência na desigualdade 
social, os coronéis controlavam os votos da popula-
ção que vivia em suas terras (chamadas de curral 
eleitoral) por meio da troca de favores, que podiam 
variar de um par de sapatos, um saco de farinha a 
uma vaga de emprego, ou por meio da violência e 
da opressão ( ). Não existia ne-voto de cabresto
nhum tipo de controle em relação aos processos 
eleitorais e as fraudes eram corriqueiras contabili-
zando votos de pessoas mortas, falsificação nas 
atas etc. Ainda que o coronelismo existisse em todas 
as regiões do Brasil, mesmo em áreas urbanas 
(com características distintas das rurais), sua maior 
concentração aconteceu na região nordeste onde se 
formou uma grande “nação de coronéis, como afir-
ma o historiador Boris Fausto.
 Com o passar do tempo, outros estados pas-
sam a questionar o poderio infindável de São Paulo 
e Minas Gerais. O Rio Grande do Sul passa a se 
posicionar de forma mais assertiva em 1906 com a 
candidatura de Afonso Pena (mineiro, porém, filiado 
ao partido sulista) e a partir de 1910 a presença 
gaúcha no Congresso se torna maior. Somado a 
isso, desentendimentos entre São Paulo e Minas 
como a indicação de Júlio Prestes por Whashington 
Luís para sua sucessão quebrando um acordo entre 
de poder entre governantes oriundos dos partidos 
republicanos paulista (PRP) e mineiro (PRM) dando 
início à chamada Política do Café com Leite, onde 
São Paulo representava o café (base da economia 
paulista) e Minas Gerais, o leite.Caracterizada por 
governos que representavam os grandes fazendei-
ros do Brasil, a República Oligárquica rompe com a 
presença militar na presidência (com exceção do 
Marechal Hermes da Fonseca eleito para o mandato 
de 1910 a 1914), porém continua com a prática dos 
conchavos políticos.
A avenida em 1902, 
vista da residência de Adam Von Bülow. 
Foto de Guilherme Gaensly.
 Além da política dos governadores, uma outra 
característica fortíssima do período é o que chama-
mos de . O coronelismo era nada mais, coronelismo
nada menos que uma continuação do clientelismo 
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UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA
 A partir de 1921 a tensão política começa a 
aumentar e em 1924, revoltosos passam a ocupar 
quartéis paulistas com o objetivo de assumir o con-
trole de São Paulo. Essa revolta teve como uma de 
suas características a forte presença de tenentes 
movidos, além de interesses políticos, pelo desejo 
de derrubar Arthur Bernardes, o então presidente, 
que havia expressado seu ódio aos militares. Esse 
será o embrião do tenentismo.
 No ano de 1929, as oposições ao PRP e uma 
parcela do PRM lançaram a candidatura de Getúlio 
Vargas à presidência e de João Pessoa à vice-presi-
dência formando a Aliança Liberal. Do outro lado, 
uma cisão do Partido Republicano Mineiro, apoiou 
 No dia 1º de março de 1930, Júlio Prestes 
venceu as eleições,porém, o resultado não foi bem 
aceito pela oposição dando início à chamada Revo-
lução de 1930 conduzida, principalmente pelos mili-
tares, que escolheram Getúlio Vargas para os repre-
sentar. Em 24 de outubro, após inúmeras manifesta-
ções e ofensivas por parte dos revoltosos em todo o 
Brasil, integrantes da cúpula militar representando o 
exército e a marinha depuseram o presidente da 
República instituindo uma Junta Provisória de gover-
no. Porém, por pressão dos revolucionários e da po-
pulação, Getúlio Vargas assume a presidência no 
dia 3 de novembro dando fim à Primeira República. 
PRP e PRM, foram a deixa para a ruptura política 
ocorrida em 1930.
Antiga sede da Bolsa do Café, em 
Santos
Júlio Prestes. Essa candidatura caiu nas graças das 
elites urbanas, da classe média e dos tenentes.
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Vamos praticar 
UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA
Questões
1- (FUVEST) O período de 1900 a 1930, identifica-
do no processo histórico brasileiro como República 
Velha, teve por traço marcante:
a) o fortalecimento da burguesia mercantil, que se 
utilizou do Estado como instrumento coordenador 
do desenvolvimento.
b) a abertura para o capital estrangeiro, principal 
alavanca do rápido desenvolvimento da região 
amazônica.
c) a modificação da composição social dos grandes 
centros urbanos, com a transferência de mão-de-
obra do Centro-Sul para áreas do Nordeste.
d) o pleno enquadramento do Brasil às exigências 
do capitalismo inglês, ao qual o país se mantinha 
cada vez mais atrelado.
e) o predomínio das oligarquias dos grandes Esta-
dos, que procuravam assegurar a supremacia do 
setor agrário-exportador.
2- (ENEM) “Completamente analfabeto, ou quase, 
sem assistência médica, não lendo jornais, nem re-
vistas, nas quais se limita a ver as figuras, o traba-
lhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o 
patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele 
luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os vo-
tos de cabresto, que resultam, em grande parte, da 
nossa organização econômica rural.”
(LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. 
São Paulo: Alfa-Ômega, 1976 (adaptado))
O coronelismo, fenômeno político da Primeira Repú-
blica (1889-1930), tinha como uma de suas princi-
pais características o controle do voto, o que limita-
va, portanto, o exercício da cidadania. Nesse perío-
do, esta prática estava vinculada a uma estrutura 
social:
a) igualitária, com um nível satisfatório de distribui-
ção da renda.
b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as 
classes.
c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos 
engenhos como forma produtiva típica.
d) ditatorial, perturbada por um constante clima de 
opressão mantido pelo exército e polícia.
e) agrária, marcada pela concentração da terra e do 
poder político local e regional.
3- (UFMG) Leia o texto:
Na Bruzundanga, como no Brasil, todos os repre-
sentantes do povo, desde o vereador até o presiden-
te da República, eram eleitos por sufrágio universal 
e, lá, como aqui, de há muito que os políticos tinham 
conseguido quase totalmente eliminar do aparelho 
eleitoral este elemento perturbador – “o voto”. Julga-
vam os chefes e capatazes políticos que apurar os 
votos dos seus concidadãos era anarquizar a insti-
tuição e provocar um trabalho infernal na apuração 
porquanto cada qual votava em um nome, visto que, 
em geral, os eleitores têm a tendência de votar em 
conhecidos ou amigos. Cada cabeça, cada senten-
ça; e para obviar os inconvenientes de semelhante 
fato, os mesários de Bruzundanga lavravam as atas 
conforme entendiam e davam votações aos candi-
datos conforme queriam. (…) às vezes semelhantes 
eleitores votavam até com nome de mortos, cujos 
diplomas apresentavam aos mesários solenes e 
hieráticos que nem sacerdotes de antigas religiões.
(BARRETO, Lima. Os Bruzundangas. 
Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 65-66.)
Todas as alternativas contêm informações que con-
firmam o comportamento eleitoral criticado na sátira 
de Lima Barreto, exceto em:
a) o domínio político dos coronéis rurais garantia a 
mecânica eleitoral fraudulenta operada através do 
voto de curral.
b) o interesse das elites agrárias e a exclusão das 
demais classes sociais da política estavam garanti-
dos nesse sistema político eleitoral.
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UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA
dos nesse sistema político eleitoral.
c) o sistema eleitoral descrito como corrupto estava 
na base da política dos governadores, posta em 
prática pelas oligarquias na chamada República 
Velha.
d) o sistema eleitoral fraudulento foi consolidado, no 
fim dos anos 20, através da ação decisiva da Aliança 
Liberal.
e) o voto de cabresto era uma forma de manipulação 
de eleitorado, seja através da compra de voto, seja 
através da troca do voto por favores.
4- (Fuvest-SP) A política do café, durante a Primeira 
República:
a) chegou ao auge do protecionismo com o Convê-
nio de Taubaté, passando depois a reger-se pelas 
leis do mercado.
b) procurou atender aos interesses dos cafeicultores 
através de constantes medidas de proteção ao pro-
duto.
c) pode ser equiparada a de outras produções agrí-
colas, todas elas amparadas por Planos de Defesa.
d) atendeu exclusivamente aos interesses dos gran-
des grupos internacionais através dos Planos de De-
fesa.
e) foi dirigida pelo governo do estado de São Paulo, 
enquanto o poder federal mantinha uma atitude dis-
tante e neutra.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA
1- E
Desde o império, a elite agrária brasileira almejou o 
controle político do país que foi alcançado após o 
desgaste da República da Espada na tentativa frus-
trada de um governo militar autoritário.
2 - E
O voto de cabresto era um dos mecanismos mais 
importantes para a garantia do poder dos coronéis, 
dos candidatos apoiados por eles e de toda a estru-
tura política baseada em conchavos característicos 
da República Oligárquica.
3 - D
O sistema fraudulento foi consolidado muito antes 
até mesmo da proclamação da República no Brasil, 
ao passo que a Aliança Liberal só surge em meados 
de 1920.
4- B
Atendeu aos interesses da elite agrária, principal-
mente dos cafeicultores que já haviam passado por 
momentos de crise em 1902, 1906 e, principalmente 
em 1929.
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Getúlio Vargas
 
A Era Vargas ou o Estado Getulista
Podemos dividir o governo de Getúlio Vargas em:
Governo Provisório - 1930 até 1934
Governo Constitucional - 1934 até 1937
Estado Novo - 1937 até 1945
Governo Democrático - 1951 até 1954
 partir de 1930, inúmeras mudanças come-
 çam a acontecer no país nos âmbitos social 
 e político. Politicamente, Vargas toma atitu-
des drásticas e ditatoriais para se manter no poder 
como o Fechamento do Congresso Nacional, a 
substituição dos governadores dos estados por in-
terventores federais indicados por ele, a suspensão 
da Constituição Federal, a perseguição ao Partido 
Comunista do Brasil (PCB, colocado na ilegalidade 
logo após 1930), além da criação de dois grandes 
ministérios dos quais seu governo irá girar em torno: 
o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e o 
Ministério da Educação e Saúde. No âmbito social, 
Getúlio ainda em seu governo provisório, avança na 
criação de uma vasta legislação trabalhista que le-
vava em consideração até o enquadramento dos sin-
dicatos comoum órgão consultivo e de colaboração 
com o poder público, trazendo-os para perto do go-
verno com vistas a evitar conflitos como ocorreram 
durante toda a década de 1920, e a criação de 
órgãos específicos para arbitrar conflitos entre pa-
trões e operários. Outra demanda iniciada logo após 
a assunção de Vargas foi a criação de uma legisla-
ção previdenciária outorgada também em 1943, já 
no Estado Novo, com a Consolidação das Leis do 
Trabalho criadas a duras penas e prestes a serem 
desmanteladas por nosso governo atual.
UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS
 No ano de 1932, São Paulo se torna o palco 
para um grande movimento causado pelo descon-
tentamento para com o governo de Vargas, a Revol-
ta Constitucionalista de 1932. Inúmeros foram os 
motivos alegados, principalmente pelos paulistas, 
mas o grande ponto foi o fato de Getúlio governar 
de forma autoritária sem um Constituição. Vários 
grupos antigovernistas participaram do movimento, 
dentre eles os tenentistas e o MMDC (sigla que sig-
nificava Martin, Miragaia, Dráusio e Camargo, qua-
tro jovens mortos durante a invasão de um jornal 
tenentista de São Paulo). Após mais de três meses 
de conflito, o governo brasileiro acabou com a revol-
ta, porém, para evitar conflitos futuros, Vargas deci-
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UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS
 A nova Constituição trazia consigo mudanças 
sociais importantíssimas como o estabelecimento 
da jornada de trabalho de 8 horas, a instituição do 
voto secreto, do voto feminino, a criação do manda-
do de segurança que protegia o cidadão brasileiro 
de quaisquer desmandos por parte do governo e a 
criação de políticas de proteção aos recursos natu-
rais brasileiros.
 O governo constitucional consolida Getúlio 
Vargas como presidente do Brasil. Nesse mesmo 
período a onda fascista ganha espaço na Europa e 
uma grande expressividade fora de lá. Aqui, é criada 
a AIB - Aliança Integralista Brasileira liderada por 
Plínio Salgado. Era um grupo de extrema direita e 
defensor do fascismo que defendia um governo cen-
tralizado e a perseguição aos comunistas. Em con-
trapartida, é criado como oposição, a ANL - Aliança 
Nacional Libertadora. Um movimento comunista que 
defendia a revolução, a reforma agrária e um país 
melhor sem desigualdades e sem opressão. Lidera-
do por Luís Carlos Prestes, a ALN organiza no ano 
de 1935, a Intentona Comunista com o objetivo de 
derrubar Vargas da presidência. Ambos os grupos 
foram perseguidos e abafados por Getúlio que pas-
sa,a partir de então, recrudescer seu governo cami-
nhando para a nova fase ditatorial que terá início em 
1937, após o Plano Cohen. Esse plano consistiu no 
boato de que a ameaça comunista estava chegando 
ao Brasil, e que para que isso não acontecesse, só 
um governo forte como o de Vargas poderia proteger 
nossa nação. Para tanto, Getúlio cancela as eleições 
presidenciais que ocorreriam em 37 e passa a im-
plantar medidas de exceção, como colocar os exér-
citos na rua. Hoje sabemos que os boatos foram in-
ventados pelo próprio governo para que Vargas con-
tinuasse no poder.
 Após o Plano Cohen, inicia-se no Brasil o go-
verno mais longo da República, o Estado Novo 
(1937-1945), governo de forte cunho ditatorial, sus-
 No ano de 1939, Vargas cria o Departamento 
de Imprensa e Propaganda- DIP, responsável pela 
censura e pela difusão de propagandas positivas 
sobre o governo, principalmente, por meio do pro-
grama , transmitido até hoje, porém Hora do Brasil
com o nome . No mesmo ano é criada Voz do Brasil
a Justiça do Trabalho e em 1943 a CLT é finalizada 
unificando as leis trabalhistas criadas desde 1930 e 
trazendo outras como o salário mínimo, o descanso 
semanal remunerado, as férias remuneras etc. A 
partir de então, Vargas passa a ser chamado de 
“Pai dos Pobres”. É ainda durante o Estado Novo, 
que as indústrias de base idealizadas por Getúlio 
saem do papel e são criadas no Brasil a Companhia 
Vale do Rio Doce, a Fábrica de Motores, a Compa-
nhia Siderúrgica Nacional e a Companhia Hidrelétri-
ca do São Francisco.
 O desgaste do Estado Novo se dá na Segun-
da Guerra Mundial, quando em 1944, Vargas se jun-
ta aos aliados para lutar contra o autoritarismo na 
Europa enquanto seu próprio governo era extrema-
mente autoritário. Essa e outras contradições enfra-
queceram a popularidade de Getúlio, que em 1945 
sofre um golpe de Estado organizado pelos militares 
de reunir uma Assembleia Constituinte para elabo-
rar a nova Constituição Federal do Brasil, outorgada 
em 1934.
pende a Constituição de 1934 e outorga a de 37 co-
nhecida com Constituição Polaca. A nova carta 
constitucional permitiu a concentração do poder no 
Executivo abolindo as outras instituições democráti-
cas e coloca organizações opositoras, como a ANL 
e a AIB na ilegalidade, além de institucionalizar as 
perseguições e permitir a prática da tortura.
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UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS
O governo de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951)
 O governo Dutra foi marcado pelo apoio de 
Vargas à sua candidatura, pelo forte alinhamento do
Brasil com os Estados Unidos, pela continuação da 
perseguição aos opositores, principalmente aos 
comunistas e pela continuação da exclusão dos tra-
balhadores rurais dos direitos trabalhistas. Economi-
camente não houve nenhum avanço na industriali-
zação e o incentivo à importação de bens de consu-
mo só aumentou os gastos do país esvaziando suas 
reservas e trazendo de volta a crise econômica. 
A volta de Getúlio Vargas e seu governo 
Democrático
 Candidato pelo Partido Trabalhista Brasileiro - 
PTB, Vargas volta à presidência pela via democráti-
ca e com o apoio de diversos setores da sociedade, 
além de partidos progressistas e até mesmo de al-
guns setores da esquerda.
 Após sua volta, Vargas passa a ser fortemen-
e a UDN - União Democrática Nacional. É o fim da 
Era Vargas.
O Estado Novo de Getúlio Vargas foi um 
exemplo de governo populista.
Para amenizar um pouco a situação difícil em que o 
Brasil estava sendo colocado, Dutra cria o chamado 
Plano Salte que consistia em determinar investimen-
tos públicos nos setores essenciais como saúde, 
educação, energia e transportes para o desenvolvi-
mento do país. O Plano não atendeu a todas as ex-
pectativas, mas permitiu manter um certo crescimen-
to econômico ao longo do mandato de Dutra.
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UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS
 
te pressionado pela UDN apoiada pelos EUA, 
porém, se mantém forte e continua firme em seu 
posicionamento nacionalista dando continuidade à 
campanha “O petróleo é nosso” iniciada em 1947. 
Em 1951, Getúlio envia para o congresso o projeto 
que criaria a Petrobrás garantindo o monopólio bra-
sileiro na exploração de nosso petróleo. Em 1953, o 
projeto virou lei que foi sancionada no dia 3 de outu-
bro. Este foi o último legado de Vargas que continu-
ou sofrendo fortes pressões para que renunciasse. 
Com o enfraquecimento de seu governo e declínio 
de suas forças, Getúlio se suicida no dia 24 de 
agosto de 1954 com um tiro no peito saindo da vida 
para entrar na história, conforme deixa escrito em 
sua carta testamento:
“Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos 
econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de 
uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e 
instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. 
Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha sub-
terrânea dos grupos internacionaisaliou-se à dos grupos 
nacionais revoltados contra o regime de garantia do tra-
balho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Con-
gresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se 
desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional 
na potencialização das nossas riquezas através da Pe-
trobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agita-
ção se avoluma. (…) Eu vos dei a minha vida. Agora vos 
ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o 
primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida 
para entrar na História.” 
(Carta testamento de Getúlio Vargas, 
23 de agosto de 1954). 
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Vamos praticar 
UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS
Questões
1- (PUC-RS) “Façamos a revolução antes que o 
povo a faça.” A frase, atribuída ao governador de 
Minas Gerais, Antônio Carlos de Andrada, deixa en-
trever a ideologia política da Revolução de 1930, 
promovida pelos interesses
a) da burguesia cafeicultora de São Paulo, com 
vistas à valorização do café.
b) do operariado, com o objetivo de aprofundar a 
industrialização.
c) dos partidos de direita fascistas, no intuito de 
estabelecer um Estado forte.
d) das oligarquias dissidentes, aliadas ao tenentis-
mo pela reforma do Estado.
e) da burguesia industrial, na busca de uma política 
de livre iniciativa.
2- (ENEM) Durante o Estado Novo, os encarregados 
da propaganda procuraram aperfeiçoar-se na arte da 
empolgação e envolvimento das “multidões” através 
das mensagens políticas. Nesse tipo de discurso, o 
significado das palavras importa pouco, pois, como 
declarou Goebbels, “não falamos para dizer alguma 
coisa, mas para obter determinado efeito”.
CAPELATO, M. H. 
Propaganda política e controle dos meios de comunicação.
 In: PANDOLFI, D. (Org.). Repensando o Estado Novo. 
Rio de Janeiro: FGV, 1999.
O controle sobre os meios de comunicação foi uma 
marca do Estado Novo, sendo fundamental à propa-
ganda política, na medida em que visava
a) conquistar o apoio popular na legitimação do 
novo governo.
b) ampliar o envolvimento das multidões nas 
decisões políticas.
c) aumentar a oferta de informações públicas para 
a sociedade civil.
d) estender a participação democrática dos meios 
de comunicação no Brasil.
e) alargar o entendimento da população sobre as 
intenções do novo governo.
3- (Cesgranrio) O regime político conhecido como 
Estado Novo implantado por golpe do próprio Presi-
dente Getúlio Vargas, em 1937, pode ser associado
à(ao):
a) radicalização política do período representada 
pela Aliança Nacional Libertadora, de orientação 
comunista, e pela Ação Integralista Brasileira, de 
orientação fascista.
b) modernização econômica do país e seu conflito 
com as principais potências capitalistas do mundo, 
que tentavam lhe barrar o desenvolvimento.
c) ascensão dos militares à direção dos principais 
órgãos públicos, porque já se delineava o quadro da 
Segunda Guerra Mundial.
d) democratização da sociedade brasileira em 
decorrência da ascensão de novos grupos sociais 
como os operários.
e) retorno das oligarquias agrárias ao poder, restau-
rando-se a Federação nos mesmos moldes da 
República Velha.
4- (UFPB) O governo Vargas tornou-se sinônimo de 
intervenção estatal. Embora essa política interven-
cionista tenha adquirido força no Estado Novo, pode 
ser percebida durante toda a chamada Era Vargas.
Sobre a Era Vargas, é correto afirmar:
a) O Departamento de Imprensa e Propaganda, 
embora impusesse limitações à imprensa, seguiu a 
orientação do estado, sem propaganda do governo 
e sem influência sobre a opinião pública.
b) O governo, na questão agrícola, extinguiu diver-
sos institutos, entre eles o do Açúcar e do Álcool, o 
do Pinho, o do Mate e o do cacau, e centralizou as 
ações do Ministério da Agricultura.
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UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS
c) Os principais opositores do governo foram facil-
mente cooptados pela política governamental de 
conciliação e políticos com visões opostas, como 
Luiz Carlos Prestes e Plínio Salgado, atuaram como 
ministros de Vargas.
d) O movimento sindical passou a ser tutelado já no 
início do primeiro governo Vargas, com a Lei de Sin-
dicalização (março de 1931) e, em decorrência, o 
sindicato tornou-se um colaborador do Estado, com 
o objetivo de intermediação e atenuação do conflito 
entre capital e trabalho.
e) O Brasil, com a implantação do Estado Novo, 
conseguiu a tão sonhada paz social, e o governo 
Vargas implantou, pela via da conciliação política, 
um governo de coalizão entre socialistas e
integralistas.
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Partiu Corrigir
1- D
As oligarquias “deixadas de lado” não aceitavam 
mais os privilégios de São Paulo e Minas Gerais e 
sua política do café com leite.
2- A
Por meio do DIP - Departamento de Imprensa e 
Propaganda, Vargas difunde propagandas positivas 
de seu governo durante o programa Hora do Brasil
transmitido pelo rádio, principal veículo de comuni-
cação da época.
3- A
O Estado Novo foi a ofensiva engendrada por 
Vargas após a criação da AIB e da ALN que organi-
zou a Intentona Comunista de 1935 com o objetivo 
de derrubar o governo.
4- D
Contrariando tanto os governos anteriores quanto 
os próprios ideais sindicais ao longo das duas dé-
cadas que antecederam o governo Vargas, sua po-
lítica de enquadramento dos sindicatos como 
órgãos de apoio ao poder público, os tirou da ilega-
lidade aproximando-os de seus “antigos inimigos”. 
O objetivo de Getúlio era evitar conflitos como os 
que vinham acontecendo desde 1920, dando um 
caráter de submissão àqueles que passaram a ser 
chamados de “sindicatos pelegos.
UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS
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República Liberal
 
UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL
Governo JK (1956-1961)
 pós o suicídio de Getúlio Vargas, João Fer-
 nandes Campos Café Filho, seu vice, ter-
 minou seu mandato sem grandes preten-
sões políticas. A instabilidade econômica pairava 
sobre o Brasil e o interesse dos militares em assu-
mir as rédeas do país era latente, porém, Café Filho 
não se rendeu e segurou a situação até a eleição 
presidencial seguinte, no ano de 1955.
 Apoiado pelos getulistas, Juscelino Kubitschek 
foi eleito novo presidente do Brasil por meio de uma 
coligação entre dois partidos de muita expressão, o 
Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido 
Social Democrático (PSD).
Plano Piloto de Brasília,
projetado pelo urbanista Lúcio Costa.
A campanha de JK 
teve como principal 
slogan o plano de 
desenvolvimento 
rápido que prometia 
trazer 50 anos de 
progresso em apenas 
5 anos de governo, o 
chamado 50 anos em 
5. Além disso, 
Juscelino contou 
também com a 
formulação de um que tinha como Plano de Metas
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UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL
 No setor energético, assim como no automo-
tivo, JK defendia a entrega do abastecimento de 
energia a companhias estrangeiras, o que foi muito 
criticado tanto por nacionalistas, quanto por uma 
parcela da burguesia que também tinha interesses 
no setor. Em relação ao setor alimentício nada foi 
feito, pois para que mudanças estruturais fossem 
realizadas, a reforma agrária deveria partir como um 
pilar importante e isso não agradava nem a mem-
bros do congresso,pois muitos eram latifundiários e 
nem à elite agrária brasileira. Na educação, nada de 
novo também.
 Outra grande característica do governo de 
Juscelino Kubitschek foi a construção da cidade de 
Brasília tornando-a a nova capital do Brasil no ano 
de 1960 além de outras inúmeras obras públicas 
caríssimas.
 Infelizmente, o nacional desenvolvimentismo 
tão esperado não veio, pois a promessa inicial de 
JK era que o progresso viesse por meio do fortale-
cimento da indústria nacional e a substituição de 
importados, o que não aconteceu já que, na verda-
de, por meio de inúmeras concessões o transplante 
 Após uma campanha conservadora e populis-
ta, Jânio Quadros, o candidato que iria varrer a cor-
rupção do Brasil com sua “vassourinha”, foi eleito 
presidente assumindo o cargo em janeiro de 1961. 
Pela moral e os bons costumes, Jânio foi eleito na 
expectativa de tomar as rédeas da política brasileira 
e reerguer a economia devastada por seu anteces-
 A campanha de JK teve como principal slogan 
o plano de desenvolvimento rápido que prometia 
trazer 50 anos de progresso em apenas 5 anos de 
governo, o chamado . Além disso, 50 anos em 5
Juscelino contou também com a formulação de um 
Plano de Metas que tinha como objetivo expandir o 
crescimento de cinco grandes setores da economia: 
energia, transportes, indústria, educação e saúde.
 O plano de Juscelino trouxe, de fato, inúmeros 
avanços para o país como a geração de empregos 
com a vinda das indústrias automotivas Volkswagen, 
Ford, Willis Overland, Mercedes Benz e General 
Motors, por exemplo, e para fortalecer ainda mais o 
setor automotivo, mais de 20 mil quilômetros de ro-
dovia foram construídos e o transporte rodoviário foi 
cada vez mais estimulado.
objetivo expandir o crescimento de cinco grandes 
setores da economia: energia, transportes, indústria, 
educação e saúde.
de multinacionais em nosso território apenas 
aumentou o lucro de suas matrizes. Assim, o domí-
nio do capital estrangeiro na economia nacional 
chegou a quase 90%, claro que isso se deu também 
devido aos inúmeros empréstimos feitos por 
Kubitschek para custear a tão enaltecida moderni-
zação do Brasil ao longo dos (nome anos dourados
dado pelo próprio JK ao período correspondente a 
seu governo).
Governo Jânio Quadros (1961)
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HISTÓRIA GERAL
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UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL
 Percebendo a pressão dos militares, Leonel 
Brizola, cunhado de João Goulart e então governa-
dor do Rio Grande do Sul, apoiado por generais de 
diversas partes do Brasil inicia a campanha pela Le-
galidade ou Cadeia da Legalidade para garantir a 
posse de Jango. Neste clima, a alternativa encontra-
da foi a adoção do sistema parlamentarista, onde o 
presidente tem seus poderes reduzidos em detri-
mento do Primeiro Ministro. Essa atitude tinha como 
objetivo frear as reformas de base almejadas por 
João Goulart.
 O governo de Goulart foi permeado por uma 
polarização que extrapolou o limite político alcan-
çando também a população. Sob uma forte tensão 
social, Jango assume o país com uma dívida exter-
 Politicamente, Jânio passou a ser mal visto 
devido a medidas econômicas para combater a in-
flação que causaram a desvalorização da moeda 
(de forma proposital) e retirada de subsídio do pe-
tróleo e de gêneros alimentícios trazendo aumentos 
nos itens da cesta básica, pão e passagem de ôni-
bus. Além disso, Jânio Quadros, numa tentativa 
frustrada de fazer as pazes com seus eleitores mais 
conservadores, adotou posturas descabidas em re-
lação a alguns dos costumes do povo brasileiro, co-
mo a proibição do uso de biquínis nas praias e ain-
da a regulamentação do cumprimento dos maiôs 
das misses que participassem de concursos televi-
sionados causando imensa revolta e milhares de 
protestos, principalmente por parte de artistas; proi-
biu corridas de cavalo nos dias úteis e rinhas de 
galo (essas todos os dias); proibiu também o uso de 
lança-perfume nos bailes de Carnaval. Como se não 
bastasse, talvez para causar alguma espécie de im-
pacto, o presidente colocou dois jumentos nordesti-
nos para pastar no jardim do Palácio da Alvorada.
 Defendendo ainda uma “terceira via”, isto é, 
uma política independente, Jânio retoma relações 
com Estados Unidos e União Soviética. Criticado 
por todos, isolado e sem apoio tanto do partido que 
o acolheu, quanto dos parlamentares, Jânio Qua-
dros se vê impossibilitado de governar renunciando 
sete meses depois de assumir a presidência.
Governo João Goulart (1961-1964)
 Após a renúncia de Jânio Quadros, João 
Goulart, seu vice assume a presidência em um am-
biente de muita tensão e oposição por parte dos mi-
litares que defendiam uma nova eleição para que 
pudessem assumir o governo. Estes militares criti-
cavam a postura política de Jango acusando-o de 
ser de esquerda, já que ele era progressista e de-
sor. Sem vínculos partidários anteriores e contra 
aquilo que era defendido por Vargas, Quadros caiu 
nas graças, principalmente da classe média.
fensor de pautas sociais como a reforma agrária, 
por exemplo.
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UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL
 É muito importante lembrar que o mundo pas-
sava pela Guerra Fria e o comportamento “à esquer-
da” de João Goulart ameaçava a grande raposa es-
tadunidense temerosa por uma aliança entre o Bra-
sil e o bloco socialista. A situação se torna mais deli-
cada quando, em 1962, Jango cria a Lei de Remes-
sas de Lucros que proibia as multinacionais de en-
viarem para fora do Brasil mais do que 10% do lucro 
obtido.
 Em 1963, após um plebiscito, a população de-
cide pelo fim do parlamentarismo e Jango pode dar 
início a seu projeto de governo almejado já com 
duas medidas importantes: o Plano Trienal, criado 
pelo então ministro do planejamento, Celso Furtado, 
tinha como objetivo incentivar o crescimento econô-
mico e abaixar a inflação ao mesmo tempo por meio 
de medidas, que hoje os historiadores consideram 
de austeridade; e as Reformas de Base, que consis-
tiam em mudanças estruturais que dessem condi-
ções para que fossem feitas as reformas educacio-
nal, agrária, eleitoral, tributária e urbana. Destas, a 
única que se destacou sendo de fato discutida, foi a 
reforma agrária e foi justamente isso o que trouxe 
mais problemas para João Goulart. A ideia de desa-
propriar terras improdutivas e dividi-las entre cam-
poneses não agradou à base de Jango no Congres-
so Nacional fazendo com que ele perdesse bastante 
apoio. 
 Enquanto tudo isso acontecia, movimentos 
sociais do campo e das cidades, da esquerda e da 
direita se mobilizavam. As reformas de base não 
saiam do papel e a inflação continuava aumentando. 
O caos era geral.
 A partir de setembro o golpe passa a ser es-
boçado após a Rebelião dos Sargentos liderada por 
sargentos e soldados da Marinha e da Força Aérea, 
que tinham como objetivo, assumir o poder. Para 
evitar que outros atos como esse se repetissem, 
Jango propõe estado de sítio e mais uma vez é criti-
cado pela direita e pela esquerda. O desgaste só 
na altíssima e com uma inflação que não parava de 
encarecer principalmente os alimentos.
aumenta.
 Em março de 1964, já sabendo da participa-
ção dos Estados Unidos ao lado dos golpistas, João 
Goulart garante em um discurso que seguirá com as 
Reformas de Base a todo custo deixando seus opo-
sitores ainda mais furiosos. Daí em diante a situação 
de Jango só piora. Ainda no mês de março, conser-
vadores convocam a Marcha da Família com Deus 
pela Liberdade 
Manifestantes na Marcha da Família com Deus pelaLiberdade em 19 
de março de 1964 na Praça da Sé, em São Paulo. Fonte: Arquivo 
Nacional/Correio da Manhã.
contando com mais de 500 mil pessoas clamando 
para que os militares intervissem e não permitissem 
que as Reformas de Base prosseguissem. Então, 
na madrugada do dia 31, militares de Juíz de Fora 
deflagram o movimento golpista fazendo imposi-
ções a Jango, que não as aceitou. Horas depois, o 
presidente foi obrigado a deixar o governo. O golpe 
está dado e o Brasil passará a viver por 21 anos 
sob um regime militar cruel e inescrupuloso.
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Vamos praticar 
UNIDADE 3 - REPÚBLICA LIBERAL7
1- FATEC - Afirma-se sobre o governo de Juscelino 
Kubitschek:
I. Possuía dois conceitos chave: o nacionalismo e o 
desenvolvimentismo.
II. Lançou o Plano de Metas, apontando como áreas 
prioritárias para o investimento estatal os setores de 
energia, alimentação, educação, transporte e indús-
tria de base.
III. Implantou a reforma agrária, desagradando a 
elite latifundiária brasileira.
IV. Era elitista, favorecendo os setores empresariais 
ligados direta ou indiretamente ao capital 
transnacional.
Está correto o que se afirma em:
a) I, II e IV apenas.
b) I, II, III e IV.
c) I e III apenas.
d) II, III e IV apenas.
e) I, III e IV apenas.
2- (Mackenzie SP/2002) A crise gerada pela renún-
cia do Presidente Jânio Quadros foi controlada tem-
porariamente em 1961 por meio:
a) da Emenda Parlamentarista, que possibilitou a 
posse de Goulart, conciliando os setores em 
confronto.
b) do Pacote de Abril, que favorecia o governo, 
garantindo-lhe a maioria no Congresso.
c) do Ato Institucional nº 5 e o consequente fecha-
mento total do regime.
d) da política de distensão, que abriu possibilidades 
de retorno à normalidade democrática.
e) do Golpe Militar, que encerrou o governo Goulart 
e impôs uma nova ordem política e econômica ao 
país.
3- ENEM - A moderna democracia brasileira foi 
construída entre saltos e sobressaltos. Em 1954, a 
crise culminou no suicídio do presidente Vargas. 
No ano seguinte, outra crise quase impediu a posse 
do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Em 1961, 
o Brasil quase chegou à guerra civil depois da ines-
perada renúncia do presidente Jânio Quadros. Três 
anos mais tarde, um golpe militar depôs o presiden-
te João Goulart, e o país viveu durante vinte anos 
em regime autoritário.
A partir dessas informações, relativas à história re-
publicana brasileira, assinale a opção correta.
a) Ao término do governo João Goulart, Juscelino
Kubitschek foi eleito presidente da República.
b) A renúncia de Jânio Quadros representou a pri-
meira grande crise do regime republicano brasileiro.
c) Após duas décadas de governos militares, Getúlio 
Vargas foi eleito presidente em eleições diretas.
d) A trágica morte de Vargas determinou o fim da 
carreira política de João Goulart.
e) No período republicano citado, sucessivamente, 
um presidente morreu, um teve sua posse contesta-
da, um renunciou e outro foi deposto.
4- UFF - Após a renúncia de Jânio Quadros, greves 
e paralisações fortaleceram os movimentos de es-
querda, provocando o período de tensões que ante-
cedeu a queda de João Goulart. A derrubada do 
Governo João Goulart – em 1º de abril de 1964 – 
está inspirada na interpretação de que o país estava 
sendo campo de uma verdadeira guerra revolucio-
nária. Segundo se afirmava, destinava-se esta a ins-
taurar a República Sindicalista.
IANNI, Octavio. O Colapso do populismo no Brasil. 
3a ed. RJ: Civilização Brasileira, 1975, p. 142 
O populismo no Brasil, a cuja crise o texto se refere, 
pode ser associado:
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UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL
a) Ao processo de extinção dos partidos políticos e 
à proposta de substituí-los pelos sindicatos.
b) À guerrilha praticada pelos movimentos de es-
querda com vistas à implantação do socialismo.
c) Às aspirações das classes populares ao papel de 
protagonista no cenário político brasileiro.
d) Ao paternalismo dos políticos brasileiros inaugu-
rado por Arthur Bernardes.
e) Aos benefícios, como o PIS e o PASEP, concedi-
dos às camadas populares do Brasil. 
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HISTÓRIA GERAL
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Partiu Corrigir
1- A 
 Um dos fatores responsáveis pelo fato de melho-
rias não terem acontecido no setor alimentício foi a 
não realização da reforma agrária.
2- A
A única alternativa para diminuir a tensão entre mili-
tares opositores e João Goulart foi a transformação 
do regime presidencialista por parlamentarista na 
tentativa de garantir que o presidente não tivesse 
plenos poderes para dar início ao programa das 
Reformas de Base.
3- E
Cronologicamente, a alternativa E apresenta a 
ordem correta dos fatos trazidos pelo texto.
4- C
Essa foi mais uma justificativa usada pelos militares 
para o golpe dado em João Goulart. O fortalecimen-
to dos movimentos sociais era taxado por eles como 
uma manobra da esquerda para tomar o poder.
UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL
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HISTÓRIA DO BRASIL
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Ditadura
 
UNIDADE 38 - DITADURA
A ditadura militar no Brasil
 partir do golpe de 31 de março de 1964, o 
 Brasil mergulha em 21 anos de trevas, per-
 seguição política, fim das liberdades indivi-
duais, crise econômica e corrupção. Estamos viven-
do a ditadura militar.
 Em toda a América Latina, as décadas de 60, 
70 e 80 foram marcadas por essa terrível mancha 
em nossa história com o apoio dos governos esta-
dunidenses. O mundo vivia a guerra fria e a polari-
zação custou vidas e inúmeras famílias devastadas.
 No Brasil, 5 presidentes governaram (sem que 
tivessem sido eleitos) durante o regime militar, foram 
eles:
Humberto de Alencar Castello Branco 1964-1967
 Responsável pelo AI-1, o primeiro ato institu-
cional (atos institucionais eram decretos que garan-
tiam aos militares o poder necessário para tomar as 
decisões que achassem pertinentes) que, entre 
outras coisas, oficializava o fim das eleições diretas 
para presidente. 
 Além do AI-1, Castello Branco estabelece o 
bipartidarismo, que consistiu no fechamento de inú-
meros partidos políticos permitindo a existência de 
apenas dois: Aliança Renovadora Nacional - ARENA
 e Movimento Democrático Brasileiro - MDB. É no 
governo de Castello que o poder passa a ser mais 
centralizado no Executivo.
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198
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UNIDADE 38 - DITADURA
Artur da Costa e Silva 1968-1969
 Extremamente autoritário, o governo de Costa 
e Silva é marcado por pelo descontentamento da 
população que volta a se manifestar publicamente 
em prol da democracia. É nesse contexto que acon-
tece no Rio de Janeiro a Passeata dos Cem Mil con-
tando com a presença de jornalistas, artistas e po-
pulares. Neste evento, o estudante Edson Luis foi 
assassinato em um confronto com a polícia aumen-
tando ainda mais a tensão. Para evitar novas manifestações e calar a po-
pulação descontente, Costa e Silva decreta o AI-5, 
que colocava fim nas liberdades individuais e deixa-
va o cidadão brasileiro à mercê dos desmandos da 
polícia e do exército. A partir daí, a tortura, os homi-
cídios, a perseguição e a censura passam a aconte-
cer escancarada e indiscriminadamente.
 O Ato Institucional número 5 decreta o fecha-
mento do Congresso Nacional, a cassação de polí-
ticos e servidorespúblicos, a punição de qualquer 
um que atente contra o governo dando plenos pode-
res a seus órgãos de repressão, como vemos a 
seguir:
“Art. 11 - Excluem-se de qualquer apreciação 
judicial todos os atos praticados de acordo com 
este Ato institucional e seus Atos Complementares, 
bem como os respectivos efeitos.”
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-05-68.htm
 
Em resposta, inúmeros grupos armados começam 
a surgir no Brasil com o intuito de enfrentar a dita-
dura. Dentre eles estão o MR-8, a ALN, a VPR entre 
outros.
Para saber mais detalhes desse período sugerimos 
a pesquisa na página Memórias da Ditadura e no 
relatório final da Comissão Nacional da Verdade 
disponível no Portal do Governo Brasileiro. 


Emílio Garrastazu Médici 1969-1974
 Considerado como o período mais truculento 
da ditadura recebendo a alcunha de “anos de chum-
bo”, foi marcado por um aumento ainda maior da re-
pressão. Além disso, o governo Médici foi caracteri-
zado pelo aumento significativo da pobreza entre a 
população e pelo enriquecimento da parcela mais 
abastada do país.
 Conhecido como “milagre brasileiro” ou “mila-
gre econômico”, durante os anos 70, o Brasil esteve 
Depredação da sede do
Sindicato dos Metalúrgicos em 1964.
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199
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UNIDADE 38 - DITADURA
Ernesto Geisel 1974-1979
 Com a promessa de uma “abertura lenta e 
gradual”, Geisel inicia seu governo tomando medidas 
contraditórias em relação a isso. Essa abertura 
consistia na transição do regime ditatorial para um 
mais democrático, porém, movimentos populares 
continuaram fora das decisões políticas e a repres-
são continuou existindo. Com a criação do Pacote 
de Abril, essa contradição ficou mais nítida ainda. 
Dando mais poder e o controle do Legislativo aos 
 Em relação à economia, Geisel realizou inves-
timentos na indústria e na criação das usinas de 
Itaipu e Angra dos Reis (essa custando um valor es-
tratosférico), na construção da ponte Rio-Niterói e da 
rodovia Transamazônica.
 Porém, o caos social e agravamento da crise, 
fizeram com que, em 1978, os metalúrgicos do ABC 
iniciassem o maior ciclo de greves da história do 
Brasil até os dias de hoje evidenciando o enfraque-
cimento das políticas econômicas dos governos 
militares.
 A pressão popular pelo fim dos desmandos e 
dos constantes atentados aos direitos humanos fize-
ram com que em 1978, o AI-5 fosse revogado. Essa 
foi a única atitude de Geisel em relação à prometida 
abertura política.
João Batista Figueiredo 1979-1985
 Ainda que escolhido por militares, João 
Batista Figueiredo carregava a responsabilidade de 
acabar com a ditadura e com todos os males prove-
nientes dela. A esperança da abertura política pul-
sava cada vez mais no peito do brasileiro. Nesse 
sentido, depois de tanta luta por parte da sociedade, 
dos artistas e de inúmeros políticos, foi sancionada 
a Lei nº 6.683 de 28 de agosto de 1979, ou Lei da 
Anistia que contava com o seguinte texto:
Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no 
período compreendido entre 02 de setembro de
 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes 
políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais,
 aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e
 
 É no ano de 1970, que a seleção brasileira de 
futebol conquista o tricampeonato mundial e o go-
verno, se aproveitando disso, passa a difundir a 
ideia de que a boa imagem da seleção é o reflexo 
do país veiculando propagandas com forte apelo 
ufanista com slogans como “Brasil, ame-o ou 
deixe-o” e “Ninguém segura esse país”.
 Durante o governo Médici, a censura se tor-
nou mais rígida e órgãos como o DOI-CODI (Depar-
tamento de Operações Internas (DOI) e o Centro de 
Operação da Defesa Interna (CODI)) foram instala-
dos em diversas cidades do país com o intuito de 
conter ainda mais as ofensivas por parte da esquer-
da. No ano de 1973, o mundo atravessa a crise 
do petróleo. O aumento do preço do barril fez com 
que a inflação subisse e com que o Brasil contraísse 
cada vez mais dívidas devido a quantidade de em-
préstimos realizados. Ao final de 74, a crise econô-
mica, a inflação passando dos 25% ao mês, o de-
semprego, a falta de investimentos estrangeiros e o 
descontentamento crescente fizeram com que o 
regime militar começasse a perder força.
entre os dez maiores PIBs do mundo às custas do 
arrocho e congelamento dos salários, restrição de 
crédito e aumento nas tarifas do setor público. Com 
a redução da inflação, o Brasil passa a viver um 
crescimento econômico, ainda que com quase me-
tade da população vivendo abaixo da linha da 
pobreza.
políticos do Arena, e a eleição indireta de um terço 
dos senadores a serem escolhidos por um colégio 
eleitoral - os chamados senadores biônicos - cons-
tituído por deputados das assembleias legislativas e 
por delegados das câmaras municipais, ficou claro 
que o interesse de Geisel era manter os militares e 
seus indicados no governo por tempo indeterminado. 
Além disso, o mandato presidencial passou a ser 
de 5 anos. 
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UNIDADE 38 - DITADURA
 Isto é, os guerrilheiros. Para saber mais so-
bre os crimes cometidos por eles, como seques-
tros, luta armada etc. sugerimos o filme O que é 
isso, companheiro?, do diretor Bruno Barreto, ba-
seado no livro homônimo do jornalista e político, 
Fernando Gabeira.
 Após a promulgação da lei, vários exilados 
puderam voltar para o Brasil e inúmeros presos po-
líticos foram soltos imediatamente.
 Enxergando fim próximo, militares passam a 
praticar atentados culpabilizando a esquerda cons-
tantemente acusada de terrorismo. O mais conheci-
do dos atentados ocorreu em 30 de abril de 1981 no 
Riocentro, onde militares explodiram uma bomba 
 A tensão já extrapolava a todos os limites até 
que, finalmente, em 1982 acontecem as primeiras 
eleições gerais para governador e em 1983 tem iní-
cio a campanha pelas Diretas Já!, que consistia na 
união dos diversos partidos políticos, ou seja, uma 
campanha suprapartidária com o objetivo de trazer 
de volta as eleições presidenciais diretas, isto é, 
com a participação de toda a população.
Diretas Já!
 
§ 1º - Consideram-se conexos, para efeito deste 
artigo, os crimes de qualquer natureza 
relacionados com crimes políticos ou praticados
 por motivação política.
 Mesmo sendo um marco importante para a 
recuperação das liberdades, essa lei que anistiava 
ampla e irrestritamente todos os “criminosos” políti-
cos - que lutavam pela democracia - também anis-
tiou e perdoou os crimes de torturadores, estupra-
dores e assassinos que trabalhavam para o gover-
no como instrumentos de opressão e controle da 
sociedade. A contradição da lei é o fato de que esta 
excluía guerrilheiros urbanos e do campo, porém 
estes policiais e militares que atentaram violenta-
mente contra os direitos humanos citados anterior-
mente não entravam nessa exclusão mesmo tendo 
cometido crimes hediondos.
§ 2º - Excetuam-se dos benefícios da anistia 
os que foram condenados pela prática de crimes 
de terrorismo, assalto, sequestro e atentado
pessoal.
aos servidores da Administração Direta e Indireta,
 de fundações vinculadas ao poder público, 
aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, 
aos Militares e aos dirigentes e representantes 
sindicais, punidos com fundamento em Atos 
Institucionais e Comple-mentares (vetado).
acidentalmente dentro de um carro em uma come-
moração do dia internacional do trabalho. As bom-
bas seriam plantadas em locais pré determinados 
onde o evento comemorativoacontecia, mas a ope-
ração fracassou. O exército tentou encobrir o crime, 
porém não foi possível. Mesmo assim, o inquérito foi 
arquivado e ninguém foi punido.
Manifestações pelas eleições diretas para a 
presidência da República no Plenário da Câmara dos 
Deputados. Abril de 1984. 
Fotógrafo: Célio Azevedo.
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UNIDADE 38 - DITADURA
 A campanha pelas Diretas Já! ganha as ruas 
de todo o país com um enorme apoio popular e em 
abril de 1984, 1 milhão de pessoas ocupam a 
Cinelândia, no Rio de Janeiro e faltando poucos 
dias para a emenda pelas diretas ser votada, quase 
2 milhões de pessoas lotam o Vale do Anhangabaú 
em São Paulo contando com a presença de artistas 
da música, TV, cinema e teatro.
 Infelizmente, a emenda não foi aprovada, 
porém, a campanha foi responsável por enterrar o 
prestígio do governo militar no Brasil e enfraquece-lo 
por completo. Em 1985, mesmo indiretamente, foi 
 Em março de 1983, partidos de oposição ao 
governo representados pelo deputado federal Dante 
de Oliveira (PMDB), apresentaram ao Congresso 
Nacional uma emenda constitucional que propunha 
o fim do Colégio Eleitoral e o retorno imediato das 
eleições diretas para presidente e vice-presidente já 
para as eleições seguintes que ocorreriam em 1985. 
Em maio do mesmo ano, Ulisses Guimarães e Frei-
tas Nobre do PMDB, propõem a Luiz Inácio Lula da 
Silva, presidente do PT, uma campanha conjunta. 
Lula aceita e a apoia imediatamente.
eleito Tancredo Neves,
candidato da oposição
ao regime militar que
não pôde assumir por
ter falecido antes da
posse. Quem assume
a presidência é José 
Sarney, conservador, 
mas que marca o fim 
da ditadura com seu 
governo de transição
e o retorno das eleições diretas a partir dele.
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Vamos praticar 
UNIDADE 3 - 8 DITADURA
Questões
1- (FATEC) – No dia 13 de dezembro de 1968, o go-
verno brasileiro baixou o Ato Institucional nº 5 
(AI – 5). Em fevereiro de 1969, surgiu o decreto-lei 
nº 477. O governo, com estas duas medidas jurídi-
cas, pretendia: 
a) anistiar os envolvidos com a guerrilha do
Araguaia e iniciar um período de distensão política. 
b) consolidar as reformas iniciadas pelo vice presi-
dente Pedro Aleixo, permitindo, respectivamente, o 
funcionamento dos partidos políticos e das entida-
des estudantis. 
c) institucionalizar a repressão, suspendendo as 
garantias constitucionais e individuais, e afastar das 
universidades brasileiras os elementos considerados 
subversivos. 
d) isolar os generais que defendiam um endureci-
mento do regime militar e preparar o país para a 
“abertura política” realizada pelo presidente Emílio 
Garrastazu Médici. 
e) acabar com a guerrilha do Bico do Papagaio 
(AI – 5) e impedir a votação da Lei de Anistia pro-
posta pela Arena em agosto de 1968.
2- (UEL) "Caminhando contra o vento /Sem lenço, 
sem documento / No sol de quase dezembro / 
Eu vou / [...] Por entre fotos e nomes / Sem livro e 
sem fuzil / Sem fome sem telefone / No coração do 
Brasil / Ela nem sabe até pensei / Em cantar na 
televisão / O sol é tão bonito /Eu vou / Sem lenço 
sem documento / Nada no bolso ounas mãos / Eu 
quero seguir vivendo amor." 
(CaetanoVeloso, música "Alegria Alegria")
Com base na letra da canção e nos conhecimentos 
sobre o tropicalismo, é correto afirmar 
a) ao criticar a sociedade por meio da construção 
poética, a canção questiona determinada concepção 
de esquerda dos anos 1960. 
b) a letra da canção mostra que os tropicalistas 
usavam a arte como instrumento para a tomada 
do poder. 
c) ao valorizar a aproximação com a mídia os tropi-
calistas colocaram num plano secundário a qualida-
de estética de suas canções. 
d) para o tropicalismo as transformações sociais 
precedem as mudanças ocorridas no plano 
subjetivo. 
e) a letra da canção enfatiza temas sociais e revela 
o engajamento do autor na resistência política 
armada.
3- (UPE)
"Caminhando e cantando e seguindo a canção 
Somos todos iguais Braços dados ou não". 
(GeraldoVandré)
O ano de 1968 foi bastante rico para a história da 
juventude de muitos países. Maio de 68 - A Prima-
vera de Praga. No Brasil, a canção "Para não dizer 
que não falei das flores" era entoada em marchas, 
passeatas e atos públicos. Ao final do ano, contudo, 
o tempo fechou. O regime político também!
Sobre o período 1968-74 NÃO é correto afirmar
a) Durante o Governo Médici, a ordem institucional 
coexiste com a constitucional, tendo o regime militar 
reduzido os poderes do Congresso e tornado indire-
tas as eleições para governadores em 1970. 
b) É assinado o Ato Institucional n° 5, em 13/12/68, 
como resposta direta à não-autorização, pelo Con-
gresso, para que o Deputado Márcio Moreira Alves 
fosse processado.
c) Há um crescimento econômico acelerado promo-
vido por um sistema de câmbio flexível e por cres-
cente endividamento externo.
d) Ao final do período 1968-74, tem início o proces-
so de abertura política, que é consolidado pelo Go-
verno Geisel com a política de distensão.
e) O modelo econômico adotado permitiu uma ex-
cessiva concentração da riqueza e da renda e uma 
crescente perda do poder de compra dos salários.
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UNIDADE 38 - DITADURA
4- (COVEST/PE) Em relação ao modelo de desen-
volvimento econômico brasileiro, que teve seu auge 
no início da década de 70 com o chamado "milagre 
brasileiro", podemos dizer que: 
1. Houve, nesse período, uma considerável expan-
são da dívida externa, em decorrência de uma polí-
tica econômica que favoreceu aos investidores 
estrangeiros.
2. As pequenas empresas de bens de consumo du-
ráveis apresentaram um crescimento bem maior 
que as grandes.
3. Houve um apreciável crescimento interno da ri-
queza, mas a concentração de renda atingiu 
enorme proporções.
4. Houve um controle total da inflação, prioridade 
para o mercado interno e uma efetiva distribuição 
da propriedade e da renda.
5. Os salários apresentaram um crescimento subs-
tancial em relação aos períodos anteriores.
Assinale a alternativa que julgar correta
a) estão certas 1 e 3. 
b) estão certas 1 e 2.
c) estão corretas 2 e 3.
d) estão corretas 1 e 5.
e) estão corretas 4 e 5.
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Partiu Corrigir
UNIDADE 38 - DITADURA
1- C
O objetivo de ambos era legitimar de forma institu-
cional qualquer tipo de atitude tomada pelo governo 
para garantir seu poder. A partir disso, além de gru-
pos políticos, professores tanto da educação básica, 
quanto da superior passam a ser perseguidos e se 
tornam alvo de constantes ameaças como podemos 
ver:
“O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atri-
buições que lhe confere o parágrafo 1º do Art. 2º do 
Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968,
DECRETA:
Art. 1º Comete infração disciplinar o professor, 
aluno, funcionário ou empregado de estabelecimen-
to de ensino público ou particular que:
I - Alicie ou incite à deflagração de movimento que 
tenha por finalidade a paralisação de atividade es-
colar ou participe nesse movimento;
II - Atente contra pessoas ou bens tanto em prédio 
ou instalações, de qualquer natureza, dentro de es-
tabelecimentos de ensino, como fora dele;
III - Pratique atos destinados à organização de mo-
vimentos subversivos, passeatas, desfiles ou comí-
cios não autorizados, ou dele participe;
IV - Conduza ou realize, confeccione, imprima, te-
nha em depósito, distribua material subversivode 
qualquer natureza;
V - Sequestre ou mantenha em cárcere privado 
diretor, membro de corpo docente, funcionário ou 
empregado de estabelecimento de ensino, agente 
de autoridade ou aluno;
VI - Use dependência ou recinto escolar para fins 
de subversão ou para praticar ato contrário à moral
ou à ordem pública.
§ 1º As infrações definidas neste artigo serão 
punidas:
I - Se se tratar de membro do corpo docente, fun-
cionário ou empregado de estabelecimento de ensi-
no com pena de demissão ou dispensa, e a proibi-
ção de ser nomeado, admitido ou contratado por 
qualquer outro da mesma natureza, pelo prazo de
 cinco (5) anos;”
2- A
É importante destacar o papel que a arte engajada 
à política exerceu durante toda a ditadura. Os artis-
tas da música, teatro, cinema e artes plásticas tra-
ziam questionamentos tanto sobre a direita, quanto 
a esquerda.
3- D
A abertura política se dá a partir do governo de 
João Batista Figueiredo com a promulgação da Lei 
da Anistia em 1979.
4- A
O governo Médici foi a prova se que é possível sim 
existir um país rico com pobreza. A concentração de 
renda nas mãos de poucas pessoas foi obtida às 
custas do trabalhador que sofria com arrocho 
salarial e inflação altíssima. A crise se agrava com 
a quantidade exorbitante de empréstimos feitos 
pelo governo, principalmente, após a crise do
petróleo.
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Redemocratização do Brasil
 
UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO 
 pós 21 anos de ditadura militar, o Brasil 
 passa a viver, finalmente, a tão aguardada 
 redemocratização. Mesmo sem eleições 
diretas, que só viriam a acontecer no ano de 1989, 
Tancredo Neves, candidato da oposição ao regime 
militar foi eleito presidente. Tancredo não assumiu a 
presidência por ter falecido antes da posse deixando 
em seu lugar o vice José Sarney.
José Sarney 1985-1990
 Político experiente, Sarney assume um Brasil 
em frangalhos devido a tantos anos de instabilidade 
política, econômica e social. Seu governo é marcado 
pela transição da ditadura para a democracia e pela 
esperança de um país melhor. Embora estivesse 
longe de ser o presidente que os brasileiros queriam, 
já que era extremamente conservador e apoiador do 
regime militar desde o início, esse era o novo respon-
sável por conduzir o Brasil para que começasse a 
sair dos 21 anos de trevas. 
As principais características do governo Sarney são:
Emendão: Já de saída, em maio de 1985, o então 
presidente anuncia uma série de Emendas Consti-
tucionais de cunho democrático, como o reestabele-
cimento das eleições diretas, por exemplo. No mês 
seguinte, Sarney convoca a eleição para compor a 
Assembleia Constituinte responsável pela elabora-
ção da nova Constituição Federal. 
Ulysses Guimarães segurando uma cópia da Constituição de 1988.
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UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO 
Plano Cruzado: Implementado no ano de 1986, o 
Plano Cruzado tinha como objetivo combater a infla-
ção que já havia atingido mais de 500% segundo 
dados da Fundação Getúlio Vargas. Algumas das 
estratégias utilizadas para que o plano funcionasse 
foram:
a) substituição da moeda “cruzeiro” para o “cruzado”;
b) congelamento de preços;
c) criação de regras para a conversão da moeda;
d) conversão dos salários para o cruzado;
 Num primeiro momento, as medidas foram 
eficazes, os salários foram reajustados e o congela-
mento dos preços surtiu o efeito esperado, porém, 
meses depois a inflação voltou a subir e os preços 
congelados trouxeram a defasagem no valor de uma 
série de produtos. Mesmo assim, Sarney insiste e
lança o Plano Cruzado II autorizando o reajuste dos 
preços. Nesse momento, o combustível e a energia 
elétrica encarecem bruscamente aumentando a in-
flação mais uma vez.
Constituição Federal, ou Constituição Cidadã (1988): 
diferente do que esperava o presidente, a Constituição 
foi elaborada de forma democrática e aberta à toda a 
sociedade para que fosse, de fato, feita para todos os 
cidadãos. Depois de um ano inteiro de trabalho árduo, 
 José Sarney não resolveu os problemas eco-
nômicos do Brasil e ainda foi acusado de corrupção.
Fernando Collor de Mello 1990-1992
 Primeiro governo eleito diretamente desde 
1964, o governo Collor foi uma grande decepção. 
Fracassando desde o início, Collor depois de ter 
sido eleito fazendo uso de uma campanha em que 
prometia acabar com a corrupção, com os marajás 
e com a inflação em três meses, deixou claro que 
não sabia o que estava fazendo.
 Assim como José Sarney, o então presidente 
cria um plano de combate à inflação chamado Plano 
Collor, imposto de forma autoritária por ele sem ao 
menos ter sido votado pelo Congresso Nacional e 
com total apoio de sua ministra da Fazenda, Zélia 
Cardoso de Mello. O plano consistiu em:
Foto histórica de 1992, 
onde o presidente Collor deixa a presidência.
a nova Constituição incluía os agentes antes deixados 
à margem, como as mulheres, os índios, negros e imi-
grantes e trazia garantidos inúmeros direitos negados 
há tempos pelos diversos governos anteriores a 1988.
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UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO 
Itamar Franco 1992-1994
 Assume o governo interinamente em outubro 
de 1992 e em dezembro do mesmo ano, se torna o 
presidente oficial do Brasil até 1995.
Itamar traz Fernando Henrique Cardoso para o Mi-
nistério da Fazenda para a implantação de um novo 
programa econômico que tiraria o Brasil do caos in-
flacionário. Este programa foi tão bem sucedido, 
que Fernando Henrique Cardoso foi eleito presiden-
te na eleição seguinte.
Fernando Henrique Cardoso 
1994-1998 / 1998-2002
 O primeiro mandato de Fernando Henrique 
Cardoso foi marcado por uma melhora significativa 
na economia brasileira. Porém, em seu governo 
inúmeras privatizações aconteceram com a justifi-
cativa de diminuir os gastos públicos e a contrata-
ção de empresas privadas terceirizadas passou a 
ser permitida reduzindo o número de cargos.
 Com a política do então ministro, Antônio 
Palocci, a economia seguia a mesma receita aplica-
da no governo anterior de Fernando Henrique Car-
doso. O crescimento nas exportações era uma das 
apostas do governo somada ao crescimento na taxa 
básica de juros. Essa ortodoxia recebeu, em 2004, 
críticas de diversos ministros, além do próprio do 
Partido dos Trabalhadores.
 O aumento da exportação de produtos primá-
rios trazia crescimento real no PIB nacional, entre-
tanto, de uma forma muito tímida e inferior a países 
menores da América Latina.
 O governo chegou a criar no ano de 2003, o 
programa Bolsa Família, que consistia em uma im-
portante política de transferência de renda, porém, 
sua efetiva ampliação e importância na política na-
cional só foi observada no segundo mandato de 
Lula, onde o viés econômico já se apresentava de 
uma outra maneira com a saída de Palocci do mi-
nistério.
 No segundo mandato, O governo trabalhou 
em diversas frentes para a consolidação do tão so-
nhado mercado interno que alcançasse a população 
brasileira como um todo. O programa Bolsa Família 
passa a contemplar de 3,6 milhões de famílias em 
2004, para 12,8 milhões em 2010, o que trouxe uma 
diminuição significativa da pobreza e da desigual-
dade social. Combinado a isso, houve uma abertura 
de linhas de crédito e um crescimento nos investi-
mentos públicos que sai de um patamar de - 4,7 % 
do primeiro mandato, para 27,6% no segundo.Um outro fator extremamente relevante para 
o crescimento da renda nacional, foi a valorização 
do salário mínimo com aumento real acima da infla-
ção, que já vinha sendo aplicado desde o primeiro 
governo petista. Essa valorização trazia uma impor-
tância significativa para a economia, pois, cada au-
mento do salário mínimo jogava para cima a base 
dos outros salários, diminuindo assim, a distância 
da média salarial.
a) mudança da moeda de para cruzeiro cruzeiro 
novo;
b) confiscar a poupança de quem tivesse deposita-
do nela um valor acima de 50 mil cruzeiros novos 
(o chamado confisco) com a promessa de devolu-
ção após 18 meses, o que não ocorreu fazendo 
com que milhares de pessoas buscassem a justiça 
para reaver seu dinheiro;
c) privatização de empresas estatais;
d) demissão de funcionários públicos;
e) reforma administrativa;
f) overnight
g) flutuação cambial sob controle do governo; entre 
outras coisas.
 O plano não deu certo e a inflação continuou 
subindo, mesmo assim, Collor dá início ao Plano 
Collor II aumentando as tarifas para o setor energé-
tico, transporte e Correios. 
 As medidas tomadas pelos planos 1 e 2 agra-
varam a crise, deixaram pequenos empresários fali-
dos, aumentaram o desemprego e agravaram a cri-
se econômica. Além disso, em 1992, Pedro Collor 
de Mello, irmão de Fernando Collor, denuncia um 
esquema de corrupção envolvendo o presidente e 
seu tesoureiro de campanha Paulo Cesar Farias. 
Com a abertura da Comissão Parlamentar de Inqué-
rito (CPI), a popularidade de Collor, que já era baixa, 
caiu mais ainda provocando na população, principal-
mente nos jovens, um sentimento de indignação. 
Estes jovens unidos, foram às ruas com os rostos 
pintados de verde e amarelo para reivindicar a aber-
tura do processo de impeachment de Fernando 
Collor e ficam conhecidos como Geração Cara Pinta-
da ou somente Caras Pintadas. Após toda a agita-
ção, o processo de impeachment foi aberto e, com 
medo de perder seus direitos políticos (de votar e 
ser votado), Fernando Collor de Mello renuncia no 
dia 29 de dezembro do mesmo ano. Após a renúncia, 
quem assume o governo é Itamar Franco, seu vice.
Fernando Henrique com moedas de um real 
durante o anúncio do Plano Real.
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 Sem dúvida, foi um salto inquestionável na 
vida da classe trabalhadora, um momento de êxtase 
de um país que crescia e realizava uma distribuição 
de renda possibilitando maiores garantias de direitos 
sociais.
 Na linha fiscal, abriu desoneração para alguns 
setores, entre eles o automobilístico e de eletrodo-
méstico, que tirava o Imposto sobre Produtos Indus-
trializados (IPI).
 Em relação às questões sociais nada foi feito, 
porém, existia a esperança de que, em um segundo 
mandato, FHC olharia para isso. Assim, foi criada a 
lei que permitia a reeleição para presidente.
 Em seu segundo mandato, a ameaça de um 
aumento da inflação fez com que o governo pegas-
se mais empréstimos com o FMI aumentando nossa 
dívida externa. Além disso, a desigualdade social 
continuou gritante, o desemprego cresceu e uma 
crise no setor energético teve início. Esses fatores 
foram responsáveis por um enfraquecimento da
imagem do PSDB nas eleições presidenciais 
seguintes.
Luiz Inácio Lula da Silva 
2003-2006 / 2007-2010
 Depois de muitas eleições, Lula finalmente é 
eleito presidente da República em 2002. Tomando 
posse em 1º de janeiro de 2003, o novo presidente 
é a esperança de renovação para o povo brasileiro.
 Com a política do então ministro, Antônio 
Palocci, a economia seguia a mesma receita aplica-
da no governo anterior de Fernando Henrique Car-
doso. O crescimento nas exportações era uma das 
apostas do governo somada ao crescimento na taxa 
básica de juros. Essa ortodoxia recebeu, em 2004, 
críticas de diversos ministros, além do próprio do 
Partido dos Trabalhadores.
 O aumento da exportação de produtos primá-
rios trazia crescimento real no PIB nacional, entre-
tanto, de uma forma muito tímida e inferior a países 
menores da América Latina.
 O governo chegou a criar no ano de 2003, o 
programa Bolsa Família, que consistia em uma im-
portante política de transferência de renda, porém, 
sua efetiva ampliação e importância na política na-
cional só foi observada no segundo mandato de 
Lula, onde o viés econômico já se apresentava de 
uma outra maneira com a saída de Palocci do mi-
nistério.
 No segundo mandato, O governo trabalhou 
em diversas frentes para a consolidação do tão so-
nhado mercado interno que alcançasse a população 
brasileira como um todo. O programa Bolsa Família 
passa a contemplar de 3,6 milhões de famílias em 
2004, para 12,8 milhões em 2010, o que trouxe uma 
diminuição significativa da pobreza e da desigual-
dade social. Combinado a isso, houve uma abertura 
de linhas de crédito e um crescimento nos investi-
mentos públicos que sai de um patamar de - 4,7 % 
do primeiro mandato, para 27,6% no segundo.
 Um outro fator extremamente relevante para 
o crescimento da renda nacional, foi a valorização 
do salário mínimo com aumento real acima da infla-
ção, que já vinha sendo aplicado desde o primeiro 
governo petista. Essa valorização trazia uma impor-
tância significativa para a economia, pois, cada au-
mento do salário mínimo jogava para cima a base 
dos outros salários, diminuindo assim, a distância 
da média salarial.
Lula discursando para metalúrgicos em 1979
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 Para além dessas medidas houve também 
duas de grande significância, que foi o programa 
“Minha Casa Minha Vida”, e o acréscimo de duas 
alíquotas de imposto de renda para essa parcela 
da população que passa a ter um maior poder 
aquisitivo desde o início do governo Lula.
 Entretanto, uma dicotomia do período foi a 
qualidade dos empregos ao longo desse processo 
de redução da desigualdade. A questão de cresci-
mento econômico com o desenvolvimento leva 
como um dos eixos centrais o processo de indus-
trialização, o que não aconteceu. Os empregos que 
mais aumentaram foram no setor de serviços e da 
construção civil, de baixa remuneração e pouca 
qualificação profissional.
 Com o sucesso de seus dois mandatos, Lula 
indica a ministra Dilma Rousseff como candidata a 
presidência nas eleições seguintes.
Dilma Vana Rousseff 2011-2014 / 2015-2016
 Primeira mulher eleita presidente do Brasil, 
Dilma Rousseff assume o país sob uma conjuntura 
internacional completamente desfavorável acompa-
nhada de uma incessante queda, ano após ano, na 
taxa média de crescimento mundial.
 No campo nacional, Rousseff teve que lidar 
com a forte onda de crescimento da oferta, pois a 
política anticíclica de Lula tinha sido bem sucedida. 
Entretanto, essa onda de crescimento trouxe uma 
inflação, logo combatida com a diminuição de inves-
timento público, e a busca de uma meta fiscal apli-
cada antes de 2008.
 O governo, por Medida Provisória, baixou o 
preço da energia elétrica, desvalorizou a moeda, 
criou medidas protecionistas para o fortalecimento 
da produção nacional, como o aumento da taxação 
dos produtos importados, agiu para restrição da en-
trada de capital estrangeiro e desenvolveu um pro-
grama de infraestrutura logística para rodovias e fer-
rovias.
 Logo, o governo criava as condições concre-
tas para o desenvolvimento de uma indústria com-
petitiva, sólida e permanente. No final de 2012 o 
Brasil batia a menor taxa de desemprego, chegando
ao patamar de pleno emprego.Mas conforme o esperado, no ano seguinte, 
ressurge o fantasma da inflação, que trouxe de 
volta uma movimentação ortodoxa tanto externa 
quanto internamente.
 Mesmo com a mudança na linha econômica, 
o governo segue o ano de 2014 com os desempre-
gos em baixa garantindo a reeleição de Rousseff.
 O segundo mandato da presidenta entra em 
uma espiral de contradições a tudo que vinha sendo 
desenhado até aquele momento. Assim como no 
governo Lula, Dilma muda seu viés após a reeleição, 
porém, diferente do presidente anterior, no caso de 
Rousseff a mudança ocorre de maneira negativa. A 
troca do ministro da fazenda Guido Mantega por 
Joaquim Levy, figura conhecida por sua linha neo-
liberal, deixa claro que o plano de industrialização 
para o Brasil havia findado.
 Política e economia nunca estiveram separa-
das, e a contratação de Levy como ministro não foi 
suficiente para reconquistar a burguesia. O PIB caiu, 
o desemprego voltou assolar a população, a política 
fiscal foi contracionista e o Congresso Nacional não 
lhe deu nenhuma condição de reverter a situação 
existente, seu governo foi paralisado e logo golpea-
do em 2016.
Dilma após votar em Porto Alegre 
nas eleições de 2010.
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Michel Temer 2016-2018
 Após o golpe sofrido por Dilma Rousseff em 
agosto de 2016, Michel Temer, seu vice, assume a 
presidência. Foi um governo marcado por uma forte 
tensão social e uma crescente polarização iniciada 
em 2014 com a reeleição de Dilma. Essa situação 
abriu caminho para que o atual presidente Jair 
Messias Bolsonaro fosse eleito.
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Questões
1- (Ibmecrj ) “Em todo o Brasil, donas-de-casa, 
munidas com tabelas de preços da Sunab 
(Superintendência Nacional de Abastecimento e 
Preços), órgão fiscalizador do governo, eram prota-
gonistas de verdadeiras cenas de histeria coletiva, 
muitas vezes diante de câmeras de televisão, se 
um gerente de supermercado ou estabelecimento 
comercial era surpreendido remarcando preços. 
(…) O desaparecimento das mercadorias nos su-
permercados foi o ponto alto do desabastecimento, 
resultado do congelamento de preços.” 
(Vicentino e Dorigo. 
“História para o Ensino Médio”, pp. 645-646) 
O texto faz referência ao Plano Cruzado que, para 
combater uma elevada inflação que chegou a 80% 
ao mês, tinha como base de sustentação econômi-
ca o congelamento de preços e salários. A aplicação 
desse plano ocorreu na administração do presidente: 
a) José Sarney. 
b) Fernando Collor de Melo. 
c) Itamar Franco. 
d) Fernando Henrique Cardoso. 
e) João Baptista Figueiredo.
2- (Ufpr 2007) “E as esperanças vão sendo frustra-
das uma a uma: as Diretas Já, a eleição de Tancre-
do, o Plano Cruzado, o Plano Collor. E agora o Pla-
no Real, que, passada a euforia, vai revelando sua 
verdadeira face. O resultado é um só: a ruptura do 
elo que ligava, precariamente, é verdade, o esforço 
produtivo coletivo à luta individual. Com isso, a auto-
estima do povo brasileiro declina, a ideia de nação 
esmaece. As manifestações deste fenômeno são 
perceptíveis claramente na substituição da figura do 
cidadão pelo contribuinte e, especialmente, pela do 
consumidor. Volta a se impor avassaladoramente a 
identificação entre modernidade e consumo 'padrão 
primeiro mundo'. O cosmopolitismo das elites globa-
lizadas, isto é, seu americanismo, chega ao paroxis-
 
(MELLO, João Manuel Cardoso de e NOVAIS, 
Fernando A. Capitalismo tardio e sociabilidade moderna. 
In: “História da vida privada no Brasil: 
contrastes da intimidade contemporânea”. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 655-656.) 
Com base na leitura do texto, que aborda eventos 
ocorridos nos últimos vinte anos do século XX no 
Brasil, considere as afirmativas a seguir: 
1. O texto registra várias iniciativas na mobilização 
política e no plano da regulamentação da economia 
que, frustradas, levaram a população brasileira em 
geral a encarar com descrédito os rumos do país no 
derradeiro instante do século passado. 
2. O texto destaca o fortalecimento da ideia de na-
ção no fim do século XX, que resultou na ampliação 
da auto-estima nacional e na preponderância da 
ação coletiva organizada, em detrimento da atuação 
interessada em atingir objetivos puramente 
individuais. 
3. O texto assinala que a nova classe média urbana, 
ao assumir um comportamento vinculado ao
 “padrão primeiro mundo”, afastou-se da influência 
até então determinante do modo de vida 
norte-americano. 
4. Percebe-se no texto uma crítica explícita à impo-
sição de um consumismo que subordina os interes-
ses humanos a sua capacidade de consumo, ge-
rando uma expectativa que reduz o bem-estar à 
quantidade de objetos e bens adquiridos. 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.
mo, transmitindo-se à nova classe média, que ali-
menta a expectativa de combinar o consumo 'supe-
rior' e os serviçais que barateiam seu custo de 
vida.”
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3- (Pucrs) Considere as afirmativas a seguir, sobre 
fatos relacionados à política interna do governo Luís 
Inácio Lula da Silva. 
I. Foi criado o programa "Primeiro Emprego", como 
forma de combater o trabalho infantil e o escravo, 
em expansão em várias regiões do país.
II. Ampliaram-se, através do ProUni, as vagas no 
ensino superior, para acolher alunos provenientes 
do ensino público e com renda familiar reduzida.
III. O Programa Fome Zero, taxado por vários repre-
sentantes da sociedade civil de assistencialista, tem 
sido criticado pelos entraves burocráticos e pela 
forma de controle adotada para a concessão dos 
benefícios, que dificultam a expansão do programa.
IV. O Governo Federal reduziu significativamente os 
impostos visando a diminuir a carga tributária sobre 
a classe média e a produção industrial. 
Estão corretas as afirmativas 
a) I e II 
b) I e III 
c) II e III 
d) II e IV 
e) III e IV
4- O primeiro ano de Dilma Rousseff na Presidência 
teve dois grandes destaques: 
a) O aumento descontrolado da inflação, sobretudo 
nos produtos de linha branca e eletrônicos e o cres-
cimento nas vendas de produtos importados.
b) O grande crescimento da classe média e o au-
mento do desemprego.
c) A diminuição das vendas dos produtos importa-
dos e o desemprego. 
d) o lançamento de programas sociais e econômi-
cos e a saída de ministros do governo. 
e) maiores investimentos na educação e na saúde 
pública.
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1- A
O Plano Cruzado foi uma tentativa de José Sarney 
para o combate à inflação. Nos primeiros meses, o 
programa surtiu o efeito esperado, porém, logo 
depois o índice inflacionário voltou a subir.
2- B
3- C
O objetivo do governo Lula era ampliar as oportuni-
dades para a população menos favorecida criando 
programas de emprego, programas que permitiam 
o acesso à universidade etc.
4- D
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