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Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf Antiguidade 03 Mesôpotamia 08 Egito 13 Grécia 19 Roma Idade Média Feudalismo Inquisição Cruzadas 23 27 31 Idade Moderna 35 Renascimento 39 Reforma e Contrareforma 43 Antigo Regime 48 Expansão Marítima 53 Revolução Inglesa 57 Revolução Industrial 61 Iluminismo 66 Independência dos EUA Idade Contemporânea 71 Revolução Francesa 76 Independência da América Espanhola 82 Imperialismo 89 Revolução Russa 95 Primeira Guerra Mundial 100 Crise de 1929 105 Totalitarismo Nazismoe Fascismo 110 Segunda Guerra Mundial 115 Guerra Fria 120 Revolução Chinesa 125 Descolonização da África eda Ásia 130 Revolução Cubana 135 Revolução Mexicana HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br SUMÁRIO História do Brasil 139 Brasil Colônia 147 Brasil Colônia Organização Social Brasileira de 1500-1549 153 Escravidão no Brasil 160 164 Independência do Brasil 168 Brasil Império 175 A Primeira República 183 Getúlio Vargas 190 República Liberal 197 Ditadura 205 Redemocratização Fuga da Família Real para o Brasil Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf gabaritageo.com.brLicenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 3 UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA gabaritageo.com.br Mesopotâmia onhecida também como um dos berços da civilização humana, já que abrigou alguns dos primeiros povos sedentários após a Revolução Neolítica por volta de 5.000 a.C., recebe esse nome por se localizar entre dois rios: e , fazendoTigre Eufrates parte dos povos do Crescente Fértil. Mesopotâmia vem do grego e significa “entre rios” ou “terra entre rios” e ocuparia hoje, predominantemente, o território do Iraque. Acostumada com os períodos de cheia, vazão ou estiagem muitas vezes prolongadas (no caso da Baixa Mesopotâmia ou Caldeia), assim como no Egito, a sociedade mesopotâmica desenvolve técnicas hidráulicas e de cultivo agrícola que atendessem as demandas locais (que também conta com regiões desérticas e montanhosas, como na Alta Mesopotâmia ou Assíria). HISTÓRIA GERAL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 4 UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA gabaritageo.com.br (acreditavam em vários deuses), Politeístas acreditavam em deuses ligados aos elementos da natureza e cada cidade possuía um (tem-zigurate plo) em homenagem ao deus protetor daquela re- gião construído pela população, em sua maioria po- bre, sem nenhum tipo de pagamento. Denominada , a escrita suméria cuneiforme consiste em inscrições em blocos de argila, com um instrumento pontiagudo chamado cunha. Acredita- se que tenha sido criada para aten- der as necessidades de registro da administração das cidades- estado. Outros povos importantes da Mesopotâmia, foram os , que dominaram os sumérios for-Acádios mando o Império Acádio, com uma curta duração, sendo derrubado rapidamente pelos ou Amoritas Babilônicos. Os se desenvolvem na Babilônicos região da Babilônia transformando-a, por volta de 2.000 a.C., em um importante centro urbano e comercial. Os babilônicos também foram responsáveis pela criação de um dos mais importantes códigos de leis que se tem notícia: o . Código de Hamurábi Antes dele, outros já existiam, porém, menos severos, como o código de Ur Nammu que também era usado em determinadas ocasiões. Hamurábi foi um temido rei da Babilônia que utilizou como lema o que chamamos de “olho por olho, dente por dente como princípio para a .Lei de Talião Entre os principais povos que ocuparam o ter- ritório mesopotâmico, podemos destacar os Sumé- rios por sua grande importância histórica no que diz respeito à organização social das primeiras cidades- estado (aquelas que possuíam autonomia adminis- trativa umas das outras), sendo as mais significati- vas: , e . Além disso, os sumérios fo-Ur Uruk Nipur ram os possíveis responsáveis pela criação da escri- ta por volta de 4.000 a.C.. HISTÓRIA GERAL A trata- se do momento em Revolução Neolítica que o ser humano descobre a agricultura e o pasto- reio, isto é, descobre que pode cultivar vegetais e criar animais para se alimentar permitindo- se, então, deixar de ser nômade (migrar de uma região a outra em busca de alimentos) e estabelecer- se em um único lugar, tornando- se sedentário. Para lembrar Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 5 UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA gabaritageo.com.br conhecidos por serem combatentes cruéis e sangui- nários. Seu principal rei, Assurbanipal, é lembrado por se tratar de um homem erudito que mandou construir a Biblioteca de Nínive, reunindo em escrita cuneiforme os conhecimentos obtidos até ali. Após o enfraquecimento do império assírio, os , cujo rei fica conhecido caldeus Nabucodonosor pela construção de seus jardins suspensos, ganha destaque pela conquista da Palestina e de toda a Mesopotâmia. Por fim, com a morte de Nabucodo- nosor, o império dos caldeus é conquistado por Ciro II, rei dos persas em 539 a.C., acabando com a era babilônica. HISTÓRIA GERAL Com a morte de Hamurábi, o império acadia- no foi enfraquecido dando lugar para os , Assírios Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 6 UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA gabaritageo.com.br HISTÓRIA GERAL 3- Dentre os principais povos da Mesopotâmia podemos citar: a) sumérios, saxões e acádios b) caldeus, persas e assírios c) sumérios, babilônicos e hebreus d) caldeus, sumérios e amoritas e) acádios, burgúndios e amoritas Questões 1- (UFC – CE) Leia com atenção as afirmativas a seguir sobre as condições sociais, políticas e eco- nômicas da Mesopotâmia. I – As condições ecológicas explicam por que a agricultura de irrigação era praticada através de uma organização individualista. II – Na economia da Baixa Mesopotâmia, a fome e as crises de subsistência eram frequentes, causa- das pela irregularidade das cheias e também das guerras. III – Na Suméria, os templos e zigurates foram construídos graças à riqueza que os sacerdotes administravam à custa do trabalho de grande parte da população. IV – A presença dos rios Tigre e Eufrates possibilitou o desenvolvimento da agricultura e da pecuária, também, a formação do primeiro reino unificado da história. Sobre as alternativas anteriores, é correto afirmar: a) I e II são verdadeiras. b) II e IV são verdadeiras. c) I e IV são verdadeiras. 2- A mais antiga forma de escrita, chamada de escrita cuneiforme, era caracterizada pela utilização de blocos de argila talhados por um objeto ponti- agudo denominado cunha. Assinale a alternativa correta que contenha mais informações sobre este tipo. a) Desenvolvida pelos fenícios, por volta de 5.000 a.C., tinha como objetivo registrar as ativi- d) I e III são verdadeiras. e) II e III são verdadeiras. Vamos praticar b) Desenvolvida pelos sumérios, por volta de 5.000 a.C., tinha como objetivo registrar os nasci- mentos dos cidadãos da cidade de Ur. c) Desenvolvida pelos acádios, por volta de 4.000 a.C., tinha como objetivo registrar as atividades econômicas e administrativas do reino. d) Babilônios e) Desenvolvida pelos sumérios, por volta de 4.000 a.C., tinha como objetivo registrar as atividades econômicas e administrativas do reino. dades militares durante os combates contra os persas. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 7 UNIDADE 1 - MESOPOTÂMIA gabaritageo.com.br HISTÓRIA GERAL 1- E II – Na economia da Baixa Mesopotâmia, a fome e ascrises de subsistência eram frequentes, causadas pela irregularidade das cheias e também das guerras. Devido ao clima e ao relevo hostil do território mesopotâmico, o cultivo de alimentos em grande escala era muitas vezes prejudicado, principalmente por períodos extensos de cheia ou de estiagem. III – Na Suméria, os templos e zigurates foram construídos graças à riqueza que os sacerdotes administravam à custa do trabalho de grande parte da população. O comércio desenvolvido com outras regiões, trazia riqueza apenas para a nobreza, que contava, também, com cobrança de impostos do povo. A população era muito pobre, vivia do comércio local e da troca do excedente de suas pequenas planta- ções ou de serviços prestados principalmente na agricultura. 2- E Desenvolvida pelos sumérios, por volta de 4.000 a.C., tinha como objetivo registrar as atividades econô- micas e administrativas do reino. A escrita cuneiforme surge devido a necessidade de controlar ganhos e gastos das cidades- estados que, já neste momento, possuíam autonomia administrativa e comercial. 3- D Caldeus, sumérios e amoritas Além dos caldeus, sumérios e amoritas, a Mesopotâmia também foi composta pelos acádios, assírios, hebreus e hititas. Partiu Corrigir Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 8 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 2 - EGITO gabaritageo.com.br Egito ocalizado no extremo Nordeste da África, a “dádiva do Nilo”, como é chamada a antiga civilização egípcia, se forma por meio da mistura de diversos povos recém sedentarizados às margens do rio Nilo em pequenos povoados de- nominados por volta no ano 3.100 a.C., nomos, permanecendo de forma abundante e fértil até aproximadamente 32 a.C.. Ainda que localizado em região desértica, compõe com a Mesopotâmia a região do Crescente Fértil, o que faz com que essa civilização consiga desen- volver de forma significativa a agricultura (princi- palmente o cultivo de cereais) e técnicas hidráulicas como represamento, sistemas de drenagem e de irrigação de regiões muito secas. Para Lembrar Crescente Fértil foi o nome dado pelo arqueólogo James Henry Breasted à região dos rios Jordão, Nilo, Tigre e Eufrates por formarem um arco semelhante a uma lua crescente. A sociedade egípcia era estratificada, isto é, dividida em classes da seguinte forma: Faraó Sacerdotes Nobreza Escribas Soldados Camponeses e artesãos Escravos Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 9 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 2 - EGITO gabaritageo.com.br Faraó: A sociedade egípcia era teocrática (sistema de governo em que o poder político se encontra diretamente ligado e baseado no poder religioso, pela encarnação da divindade no gover- nante no caso do Egito) e por isso via no faraó a figura de um deus vivo com poder absoluto, líder supremo de todas as esferas (administrativa, legis- lativa, política, militar e religiosa). Nobreza: Camada social composta por aqueles que eram diretamente ligados ao faraó, como sua família, os sacerdotes e suas respectivas famílias, e os oficiais de alta patente do exército e suas famílias. Escribas: Os únicos com permissão para assumir cargos públicos, eram os “detentores” da escrita e responsáveis pelos cuidados administra- tivos do reino. Só os escribas podiam escolher a quem ensinariam sua função para que dessem continuidade ao seu trabalho. Soldados: Classe de trabalhadores respei- tados, porém sem influência. Eram responsáveis pela segurança, principalmente das fronteiras. Artesãos: Classe de trabalhadores com habilidades manuais. Normalmente abasteciam com utensílios o comércio local, porém, no caso de artesãos muito bons, eram contratados pelo faraó para trabalhar na ornamentação de templos e palácios. Camponeses: Responsáveis pelo abasteci- mento da sociedade, compunham a maior parte da população. Trabalhavam em terras do faraó ou de outros nobres e apenas uma pequena parcela do que era cultivado pertencia a eles como forma de pagamento pelo trabalho na lavoura. Os campo- neses eram, também, aqueles que sustentavam o reino devido ao pagamento de impostos muito altos calculados pelos escribas e cobrados pelo .vizir Escravos: Não se sabe ao certo sobre a existência de escravos no Egito antigo, pois a escravização era fruto da captura de adversários de guerra e essa civilização não passou por uma quantidade significativa de batalhas. Alguns historiadores acreditam que, se existia, os escravi- zados eram muito poucos. Politeístas, como os mesopotâmicos, os egípcios acreditavam em diversos deuses e em uma função para cada um, como Ra, o deus supre- mo, Nut, deusa do céu, Osíris, deus dos mortos etc. Inúmeros templos de extrema imponência foram construídos em homenagem a esses deuses como os templos Luxor, Karnak, Abu Simbel, Kom Ombo, entre outros. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 10 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 2 - EGITO gabaritageo.com.br esfinges pirâmides e as para o enterro de seus faraós, que após a eram colocados emmumificação sarcófagos para se manterem intactos, já que acreditavam em uma vida após a morte. Muito desenvolvidos em relação a técnicas hidráulicas, agrícolas e arquitetônicas, os egípcios também desenvolveram uma forma de escrita dife- rente da dos sumérios, a . Os hieróglifos,hieroglífica são caracteres desenvolvidos por volta de 3.200 a.C com o objetivo de estabelecer uma forma de escre- ver na língua egípcia. Possuindo mais de 6000 caracteres caiu em desuso, também, devido à complexidade. Além dos templos, os egípcios construíram Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 11 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 2 - EGITO gabaritageo.com.br esquecida, e o rei como também o povo dedicaram -se muito mais a seguir a tradição dos seus ante- passados, considerados os únicos povos ateus da Antiguidade. e) a religião do povo no antigo Egito era bastante distinta da do rei, em razão do caráter supersticio- so que as camadas mais pobres das sociedades antigas tinham, sobretudo por não terem acesso à 3- (Vunesp-SP) Os Estados Teocráticos da Meso- potâmia e do Egito evoluíram, acumulando cara- cterísticas comuns e peculiaridades culturais. Os egípcios desenvolveram a prática de embalsamar o corpo humano porque a) se opunham ao politeísmo dominante na época. b) os seus deuses, sempre prontos para castigar os pecadores, desencadearam o dilúvio. c) depois da morte a alma podia voltar ao corpo mumificado. d) construíram túmulos, em forma de pirâmides truncadas, erigidos para a eternidade. e) os camponeses constituíam categoria social inferior. Vamos praticar Questões 1- (UFPE) - Em relação à arte do Egito Antigo, assinale a alternativa correta. a) Visava à valorização individual do artista. b) Manifestava as ideias estéticas com represen- tações da natureza, evitando a representação da figura humana. c) Estava destinada à glorificação do faraó e à representação da vida de além-túmulo. d) Aproveitava os hieróglifos como ornamentação. e) Era um arte abstrata de difícil interpretação. 2- Em relação à religião no antigo Egito e sua complexidade no que se refere ao funcionamento da sociedade egípcia, é correto afirmar que: a) a religião dominava todos os aspectos da vida pública e privada do antigo Egito. Cerimônias eram realizadas pelos periodicamente pelos sacerdotes, para garantir a chegada das cheias, para que as colheitas fossem abundantes, para agradecer ou para pedir perdão aos deuses. b) a religião no antigo Egito, como nos demaispovos da Antiguidade, não tinha grande influência, já que estes povos, para sobreviverem, tiveram que desenvolver uma enorme disciplina no trabalho e viviam em constantes guerras. c) a religião tinha apenas influência na vida da família dos reis, que a usava como forma de manter o povo submetido a sua autoridade. d) o período conhecido como antigo Egito constitui o único em que a religião foi quase inteiramente escola e a outros saberes só permitidos à família real. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 12 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 2 - EGITO gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- C A arte era algo restrito à nobreza ainda que os artesãos pertencessem às classes baixas da pirâmide social egípcia. 2- A A religião dominava todos os aspectos da vida pública e privada do antigo Egito, que via no faraó, o próprio deus vivo, a responsabilidade pelas chuvas e pela abundância nas colheitas. Caso a estiagem se prolongasse, ou pragas invadissem as plantações, cerimônias eram realizadas para pedir perdão aos deuses por erros cometidos pela população e pelo faraó. 3- C Os egípcios acreditavam em uma vida após a morte, onde a alma poderia voltar e necessitar do antigo corpo. Nesse sentido, havia a necessi- dade de que o corpo fosse mumificado para que durasse por bastante tempo. É necessário salientar, que o processo de mumificação era feito apenas entre os nobres, principalmente aos mais próximos ao faraó. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 13 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 3 - GRÉCIA gabaritageo.com.br Grécia amosa pelo legado deixado para o Ociden- te como a Filosofia, a Democracia, o Teatro e a Arquitetura, a Grécia Antiga é uma civili- zação, e não um país como conhecemos hoje.O povo grego ou heleno se considerava como tal, devido aos laços culturais que os uniam (hélade) independente do território que ocupavam. Podemos dizer que a Grécia Antiga era divi- dida em cinco partes ou cinco territórios ocupados pelos helenos, que são: Grécia Asiática, Magna Grécia, Grécia Continental, Grécia Insular e Gré- cia Peninsular. Período Micênico: do século XV a.C. com o início da expansão micênica ao século XII a.C. com a chegada dos povos indo-europeus. Período Arcaico: do século VIII a.C. ao século VI a.C.. Esse período é marcado pelo início da expansão territorial grega e da reunião dos genos (povoados formados inicialmente por membros de uma descendência comum) em unidades político- administras maiores, formando assim as chamadas pólis, isto é, as cidades- Estado gregas comandadas pelos , os “bem nascidos” donos de terras.eupátridas Também dividimos a história da Grécia em cinco períodos: Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 14 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 3 - GRÉCIA gabaritageo.com.br do ano 508 a.C. com oPeríodo Clássico: estabelecimento da Democracia (formado pelo radi- cal grego “ ” (povo) e de “ ” (poder), signi-demo kratia fica “poder do povo”. Com o desenvolvimento das atividades comerciais e das formas de organização, novas classes sociais surgem na Grécia exigindo participação nas decisões tomadas em Atenas, o que fez com que sua aristocracia revesse a forma de comandar a região. Mais tarde, com a eleição do aristocrata Clístenes, é consolidada a Democracia ateniense, permitindo a participação dos cidadãos no que dizia respeito às ações relacionadas à pólis) em Atenas até o ano 338 a.C. quando a Grécia é dominada pelos macedônios. Período Helenístico: do ano 336 a.C., com a ascensão de Alexandre, o Grande ao trono mace- dônico até o fim de seu império no ano 323 a.C. com sua morte. Duas grandes pólis marcam a existência do império grego: e . Organizadas daEsparta Atenas mesma maneira, com construções suntuosas e fun- cionais,as pólis eram compostas pela , umaágora espécie de praça localizada na parte baixa da cida- de onde eram realizadas as , julgamen-assembléia tos e as atividades comerciais e pela , o acrópole ponto mais alto no relevo da pólis, onde se localiza- vam os templos (os gregos eram politeístas e acre- ditavam em deuses e semideuses com característi- cas humanas, como virtudes ou defeitos e, assim como outros povos da antiguidade, construíam esses templos em homenagem a esses deuses) e palácios e, também, era o local de observação militar. Atenas: Conhecida por ser a pólis da cultura e da política, Atenas era organizada em classes sociais da seguinte maneira: Eupátridas: Filhos de pai e mãe atenienses, eram considerados os cidadãos atenienses. As mu- lheres não possuíam nenhum direito e eram sub- missas aos homens. Metecos: Considerados estrangeiros caso não fossem filhos de pais atenienses mesmo tendo nascido na pólis ateniense. Podiam possuir terras, mas deveriam pagar impostos por sua permanência em Atenas. Escravos: Prisioneiros de guerra, escraviza- dos por dívidas ou filhos de escravizados. Eram uma parcela grande e muito importante para a so- ciedade ate-niense por serem os que trabalhavam na produção agrícola, pastoril, no trabalho domésti- co e na mineração enquanto seus proprietários po- diam se dedicar à arte, filosofia etc. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 15 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 3 - GRÉCIA gabaritageo.com.br Espartanos: Espartíatas ou esparciatas, eram os descendentes dos dórios e a elite agrária de Esparta.Sua principal atividade era a carreira militar e eram os detentores do poder político espartano. Periecos: Embora livres, não possuíam direitos políticos. Se dedicavam às atividades comerciais ou artesanais e compunham as baixas patentes do exército e podiam ser proprietários de terras. Eram ligados (presos) à terra na condiçãoHilotas: de servos de forma hereditária. Viviam nas depen- dências dos grandes latifundiários e pagavam impostos altíssimos. Esparta: Conhecida como cidade militar de- vido ao exército forte e seu poderio bélico. A socie- dade espartana dividia- se em: Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 16 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 3 - GRÉCIA gabaritageo.com.br b) Atenas não conseguiu fazer crescer o comércio terrestre e marítimo, mesmo tendo desenvolvido seu sistema político-democrático, já que, ao con- trário das outras cidades- Estado gregas, não se situava na costa. c) A formação de uma economia escravista contri- buiu para o florescimento da civilização urbano-de- mocrática ateniense, pois liberou os cidadãos livres do trabalho, dando-lhes tempo para se dedicarem à vida política e social da polis. d) Ao contrário de todas as outras cidades- Estado gregas, em Atenas se aceitava que estrangeiros participassem das assembléias que decidiam o fun- cionamento da sociedade. Isto a colocava como a polis mais democrática de toda a Grécia clássica. e) A existência de clãs e tribos alfabetizados, inde- pendentes econômica e militarmente, pouco contri- buiu para o desenvolvimento da democracia, já que defendiam formas de governos tiranos ou autocra- tas. 2- Universidade Estadual da Paraíba - No século V a.C., Atenas emergiu como uma proeminente cidade-estado (polis) grega. Marque a única alter- nativa que condiz com a organização política e econômica ateniense. a) O modelo de democracia ateniense é uma cria- ção da era moderna. Uma sociedade escravocrata, onde mulheres nada decidem e só os homens com posses é que podem votar e ser votados não pode ser mesmo aceita como democrática. Vamos praticar Questões 1- (UEPA) - Universidadedo Estado do Pará “Atenas era uma cidade extraordinariamente cos- mopolita. Um ateniense poderia observar milhares de imigrantes temporários e permanentes de outras cidades gregas ou de terras não gregas trabalhan- do a sua volta, muitas vezes fazendo exatamente o mesmo trabalho que ele, sem, contudo, comparti- lhar de nenhum de seus direitos de cidadão. A característica mais marcante da cidadania ateniense é que, quando viajava para além dos limi- tes de sua própria pólis, era imediatamente privado de seus direitos políticos”. No que se refere à democracia ateniense, é correto afirmar que: a) apesar da não inclusão de estrangeiros na cida- dania ateniense, as leis da pólis ateniense eram amplas e incluíam direitos e deveres dos metecos. b) o cosmopolitismo ateniense contribuiu para diver- sos avanços intelectuais e econômicos da cidade- estado ateniense, mas não interferiu na constituição de um sistema político democrático que realmente incluísse estrangeiros, mulheres e escravos na cidadania. c) a manutenção da escravidão durante a vigência da democracia ateniense foi um fator impeditivo e desestruturante do regime democrático na cidade- estado. d) a transição da Aristocracia para a Democracia, na Atenas do período clássico, se baseou nas re- formas de Drácon e Sólon, que pretendiam res- tringir o poder dos eupátridas (nobres), em favor da ampliação dos direitos dos cidadãos: homens, mulheres, nativos e estrangeiros. e) a cosmopolita sociedade ateniense do século V a.C. deu origem à democracia como regime polí- tico derivado da convivência multicultural de nati- vos atenienses e estrangeiros, chamados metecos, oriundos de civilizações mediterrâneas diversas. (JONES, Peter V. O mundo de Atenas: uma introdução à cultura clássica ateniense. São Paulo: Martins Fontes, 1997, p.156) (Grifo do Autor) Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 17 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 3 - GRÉCIA gabaritageo.com.br Em Atenas, no século V a.C., normalmente quando o escravo de um particular era libertado, ele passa- va a ser considerado: a) cidadão com plenos direitos. b) indivíduo que obrigatoriamente participava do exército da cidade. c) meteco, estrangeiro livre residente na cidade. d) escravo do Estado, sujeito a trabalhos forçados. e) indivíduo que ameaçava a cidade, sendo, portan- to, expulso. 3- (UFJF/MG) - A aspiração máxima do escravo, obtido por guerra, era alcançar a alforria. Vários textos aconselhavam a promessa de liberdade como estímulo. A decisão de libertar o escravo partia do senhor na imensa maioria dos casos e, com frequência, o candidato à alforria pagava seu preço ao dono. (CARDOSO, C. O trabalho compulsório na antiguidade. Adaptado. Rio de Janeiro: Graal, 2003. p. 57) Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 18 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 3 - GRÉCIA gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- B Ainda que Atenas seja o berço da Democracia e que esta tenha sido criada devido ao surgimento de novas classes sociais, o privilégio político se manteve nas mãos apenas dos que eram conside- rados os cidadãos atenienses, isto é, os eupátridas. 2- C O ócio para os gregos era algo que deveria ser vi- vido e celebrado, pois era nele que o homem dis- frutava de momentos de criação e fruição da vida. 3- C Devido ao fato de o poder estar concentrado nas mãos dos eupátridas, que na maioria das vezes eram os donos dos escravizados, as leis eram feitas de acordo com seus próprios interesses e manter os metecos à disposição deles por meio do Estado era como tê- los ainda sobre seus domínios. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 19 HISTÓRIA GERAL UNIDADE - ROMA4 gabaritageo.com.br Roma egundo o poeta Virgílio em sua obra ,Eneida a fundação de Roma se dá quando Enéias, o herói troiano, foge para a península Itálica após a destruição de Tróia no ano de 1400 a.C. e de- pois, seus filhos Rômulo e Remo, que foram jogados em um rio para morrerem, voltam para assumir o trono que estava nas mãos de inimigos de seu pai. Mitos à parte, a formação de Roma se dá pela junção de pe- quenos povoados de latinos e sabinos situados às margens do rio Tibre, se tornando uma cidade- Estado após a invasão e conquista da região pelos etruscos. Dividimos a História de Roma em: Monarquia: período que vai de 753 a.C até 509 a.C. Nesse momento, o poder era concentrado nas mãos de um rei (monarca), que contava com o apoio de uma , composta por Assembleia Curiata trinta chefes de famílias representando o povo. O rei era eleito e seu sucessor não era hereditário, e sim escolhido pela Assembleia e exercia as funções po- líticas, administrativas e religiosas. A sociedade ro- mana durante o período monárquico, era dividida em grupos sociais da seguinte forma: Patrícios: eram a elite local. Camada com- posta por nobres proprietários de terras. comerciantes, camponeses, artesãos Plebeus: e pequenos proprietários de terra. Clientes: pessoas livres, porém, dependentes economicamente dos patrícios e em alguns casos de plebeus. Podiam ser estrangeiros ou romanos pobres que por precisarem dos patrícios acabavam lhe devendo ajuda em forma de trabalho ou em questões militares participando de batalhas, de serviços para os soldados etc. República: período que vai de 509 a.C. até 27 a.C. Nesse momento, o Senado que sempre foi forte em Roma, se consolida como órgão de maior poder político, o que causa conflitos entre patrícios, que queriam manter o poder e os privilégios, e plebeus. Durante a República, os plebeus se levantaram em cinco momentos contra os patrícios entre os anos 449 e 287 a.C., o que garantiu direitos importantes como os Tribunos da plebe, Leis das XII tábuas, Leis Licínias e Lei Canuleia que permitiram sua par- ticipação na política romana. Expansão Romana: período que vai do sé- culo IV a.C. com a conquista de toda a Península Ibérica até o século I a.C. com a conquista de toda a bacia do Mediterrâneo. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 20 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Crise da República: período que se estende de aproximadamente 130 a.C. a 27 a.C. A crise que antecede o início do Império Romano é causada devido ao descontentamento da população escravi- zada que só crescia. Os trabalhos forçados e os cas- tigos físicos levaram a inúmeras revoltas e como o número de escravos chegou a ultrapassar o de pes- soas livres, as revoltas ameaçaram o poder dos go- vernantes. Apenas em 326 a escravidão por dívidas foi abolida. Império Romano: período que vai de 27 a.C. com a reorganização da sociedade até 476 com a queda do imperador Rômulo Augusto. Esse momen- to da história romana é marcado pela constante dis- puta pelo poder, pela divisão do império em duas partes; Império Romano do Ocidente, tendo Roma como capital e Império Romano do Oriente, tendo como capital Constantinopla; e pela Política do Pão e Circo, que consistia na doação de pães e trigo para o povo e oferecimento de inúmeros espetácu- los públicos, como luta de gladiadores etc. com o objetivo de ludibriar a população que poderia se le- vantar contra o governo a qualquer momento devido à pobreza, o desemprego e os altíssimos impostos cobrados pelo imperador. A queda do Império Roma- no do Ocidente se dá a partir do desgaste das rela- ções sociais e da economia, se consolidando com as invasões bárbaras. UNIDADE - ROMA4 Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 21 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.brVamos praticar 1- (Ufv) A respeito das classes que compunham a sociedade romana na Antiguidade, é CORRETO afirmar que: a) os "plebeus" podiam casar-se com membros das famílias patrícias, forma pela qual conseguiam quitar suas pendências de terra e dinheiro, conseguindo assim certa ascensão social. b) os "plebeus" compunham a classe formada pelos camponeses, artesãos e alguns que conseguiam enriquecer-se por meio do comércio, atividade que lhes era permitida. c) os "clientes" eram estrangeiros acolhidos pelos patrícios e transformados em escravos, quando sua conduta moral não condizia com a de seus proteto- res. d) os "patrícios" foram igualados aos plebeus, du- rante a democracia romana, quando da revolta dos clientes, que lutaram contra a exclusão social da qual eram vítimas. e) os "escravos" por dívida eram o resultado da transformação de qualquer romano em propriedade de outrem, o que ocorria para todos que violassem a obrigação de pagar os impostos que sustentavam o Estado expansionista. 2- (Ufg) O governo da República romana estava di- vidido em três corpos tão bem equilibrados em ter- mos de direitos que ninguém, mesmo sendo romano, poderia dizer, com certeza, se o governo era aristo- crático, democrático ou monárquico. Com efeito, a quem fixar a atenção no poder dos cônsules a cons- tituição romana parecerá monárquica; a quem fixá-la no Senado ela mais parecerá aristocrática e a quem fixar no poder do povo ela parecerá claramente de- mocrática. Políbios descreve a estrutura política da República romana (509-27 a. C.), idealizando o equilíbrio entre os poderes. Não obstante, a prática política republi- cana caracterizou- se pela a) organização de uma burocracia nomeada a partir de critérios censitários, isto é, de acordo com os ren- dimentos. b) manutenção do caráter oligárquico com a ordem equestre dos "homens novos" assumindo cargos na administração e no exército. c) adoção da medida democrática de concessão da cidadania romana a todos os homens livres das pro- víncias conquistadas. d) administração de caráter monárquico com o po- der das assembleias baseado no controle do exérci- to e da plebe. e) preservação do caráter aristocrático dos patrícios que controlaram o Senado, a Assembleia centuria- ta e as magistraturas. 3- (Fuvest) A expansão de Roma durante a Repúbli- ca, com o consequente domínio da bacia do Mediter- râneo, provocou sensíveis transformações sociais e econômicas, dentre as quais: a) marcado processo de industrialização, êxodo ur- bano, endividamento do Estado. b) fortalecimento da classe plebeia, expansão da pequena propriedade, propagação do cristianismo. c) crescimento da economia agropastoril, intensifica- ção das exportações, aumento do trabalho livre. d) enriquecimento do Estado romano, aparecimento de uma poderosa classe de comerciantes, aumento do número de escravos. e) diminuição da produção nos latifúndios, acentua- do processo inflacionário, escassez de mão-de-obra escrava. UNIDADE - ROMA4 (POLÍBIOS. "Historia". Brasília: Ed. da UnB, 1985. Livro VI, 11.p. 333.) Questões Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 22 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE - ROMA4 1- B Os "plebeus" compunham a classe formada pelos camponeses, artesãos e alguns que conseguiam enriquecer-se por meio do comércio, atividade que lhes era permitida, porém, isso não lhes dava poder político ainda que lhes desse certa influência. 2- E Preservação do caráter aristocrático dos patrícios que controlaram o Senado, a Assembleia centuriata e as magistraturas. É importante lembrar que nesse momento a Assembleia centuriata chegou a ter mais poder que o Senado. 3- D A partir da conquista das rotas do Mediterrâneo, os comerciantes passam a se tornar influentes em rela- ção à política. O aumento de pessoas escravizadas devido a dominação dos territórios conquistados, foi um fator de extrema importância para o que viria a ser o enfraquecimento da República romana. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 23 HISTÓRIA GERAL UNIDADE 5 - FEUDALISMO gabaritageo.com.br Feudalismo sistema feudal começa a ser esboçado na Europa a partir do êxodo urbano ocorrido em Roma após as invasões ger- mânicas. Os proprietários de terra abandonam os centros urbanos para fugir da crise econômica, da violência e das imposições feitas pelos germânicos nas regiões ocupadas. Em busca de trabalho, moradia e proteção parte da população busca as propriedades rurais para oferecer sua mão- de- obra estabelecendo, assim, uma relação denominada . No colonato colonato, o colono entrega parte do que é produzido ao proprietário da terra e fica com uma outra parte (bastante desigual) para sua sobrevivência. Com o passar do tempo, a ligação entre o co- lono, a terra e seu proprietário se tornam indissociá- veis tornando- se uma relação de servidão, condição imprescindível do sistema feudal, que vigorará do século V ao século XV trazendo consigo uma retra- ção econômica e a ruralização da sociedade. Características gerais Todas as relações feudais eram diretamente ligadas à terra, onde o proprietário desta é o esuserano aquele que recebe parte dessa terra como doação, o , que em troca, passa a dever lealdade a vassalo seu benfeitor. Essa relação de e suserania vassa- lagem (ou relação feudo-vassálica) acontecia ape- nas entre nobres, o que chamamos de relação horizontal e a relação entre o e o servo senhor Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 24 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 5 - FEUDALISMO feudal (servidão) chamamos de relação vertical. É importante dizer que os senhores feudais tinham, na prática, mais poder que os reis pois administra- vam e cobravam taxas e impostos de acordo com sua vontade em seus feudos. A sociedade feudal era fortemente influencia- da pela Igreja Católica, que tinha no , além doclero poder religioso, o poder político e o controle social por meio da imposição da existência do céu e do inferno no imaginário coletivo. Os servos além de pagarem impostos para o senhor feudal, contribuíam também com o clero pa- gando o dízimo, isto é, a décima parte de toda a sua produção deveria ser doada à Igreja. Os impostos Durante o feudalismo, inúmeros impostos de- veriam ser pagos pelos servos, dentre eles os prin- cipais são a , onde cerca de 25 a 50% daquiloTalha que era produzido deveria ser entregue ao senhor, e a que consistia na realização de traba-corveia lhos domésticos duas ou três vezes por semana no manso senhorial. Além desses ainda existiam as banalidades, mão-morta, formariage entre outros. O auge Por volta do século X, Alta Idade Média, hou- ve um avanço nas tecnologias agrícolas proporcio- nando um aumento na produtividade. Esse aumento estimulou as trocas trazendo de volta o comércio, isto é, ocasionou o chamado renascimento comer- cial. Com o renascimento comercial, as feiras (bur- gos) se tornam atrativas e parte da população migra para essas regiões formando pequenos centros urba- nos, ou seja, acontece a partir de agora o renasci- mento urbano. A crise O auge do sistema feudal trouxe consigo um grande aumento demográfico, porém, a produção agrícola não foi suficiente para suprir a demanda de abastecimento. O desmatamento de florestas e o assoreamento de rios para transformar em áreas de cultivo, acarretaram mudanças climáti- cas bruscas com períodos de A doença, a fome, a miséria e a cobrança de impostos provocaram que revoltas camponesas ameaçaram a velha ordem feudal abrindo caminho para a centralização política dando início ao Antigo Regime.muitas chuvas ou de estiagem, muito frio ou muito calor trazendo a fome para a maior parte da popula- ção e abrindo espaço para a proliferação de doenças e epidemias. É nesse contexto que a peste negra atinge a Europa. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 25 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 5 - FEUDALISMO Questões 1- UFPE - A crise do sistema feudal acelerou-se no século XIV. Esta crise manifestou-se de várias maneiras. Assinale a alternativa incorreta. a) Devido à forma de exploração utilizada durante toda a Idade Média houve esgotamento do solo e consequentemente a produção agrícola diminuiu. b) A queda da produção agrícola teve como conse- quência imediata a subida dos preços. c) Com a falta de produtos os mercados tendiam a fechar nas cidades e a fome atingiu também a po- pulação do campo. d) Neste período a peste negra assolava em toda a Europa causando a morte da população. e) Com a diminuição da taxa de crescimento popu- lacional os preços tenderam a baixar e os senhores feudais e nobres mantiveram seu padrão econômi- co. 2- (PUC-MG)– Nos séculos XIV-XV, a sociedade feudal experimentou uma grave crise geral, que abalou profundamente as estruturas que sustenta- vam essa sociedade, abrindo espaços para a cria- ção de relações capitalistas no interior das socieda- des europeias. Os efeitos da depressão dos séculos XIV-XV sobre a sociedade europeia foram os seguintes, EXCETO: a) a expansão marítima dos séculos XV e XVI, rompendo os estreitos limites do comércio medieval. b) a centralização do poder nas mãos do rei, em contrapartida ao poder pulverizado dos senhores feudais. c) o surgimento de uma nova cultura mais urbana e laica, em oposição à rural-religiosa do feudalismo. d) a busca de urna nova espiritualidade, possibili- tando a ruptura da unidade cristã através da Refor- ma. 3- FATEC – Dentre as causas da desagregação da ordem econômica feudal, é possível mencionar: a) a capitalização intensa realizada pelos artesãos medievais e a criação de grandes unidades indus- triais, que acabaram subvertendo a economia feudal. b) o desinteresse da nobreza e do clero pela manu- tenção do Feudalismo, pois esses setores se bene- ficiariam com o advento da sociedade baseada no lucro. c) o surgimento das corporações de ofício e a subs- tituição do “justo preço”, que restringia as possibili- dades de lucro, pelo preço de mercado. d) o revivescimento do comércio e a consequente circulação monetária, que abalaram a autossuficiên- cia da economia senhorial. e) a substituição gradativa do trabalho escravo pelo trabalho assalariado dentro do feudo, o que criou condições para a constituição de um sistema de mercado dentro da própria unidade feudal. Vamos praticar e) a ocupação do poder político pela burguesia, sustentada no crescente enriquecimento dessa classe. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 26 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 5 - FEUDALISMO Partiu Corrigir 1- E Ocorreu um na taxa de crescimento po-aumento pulacional, os produtos ficaram escassos e os pre- ços , enquanto isso, os nobres continuaram altos cobrando impostos. 2- E A burguesia não ocupou o poder político mesmo ascendendo economicamente. Com a crise do sis- tema feudal, os reis viram na burguesia apenas um aliado importante no processo de centralização do poder. 3- D O renascimento comercial trás de volta a circulação monetária e um êxodo rural significativo. Esse pro- cesso transforma o modelo econômico vigente, fa- zendo com que a burguesia ascenda ganhando autonomia. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 27 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Inquisição A 19th-century depiction of Galileo before the Holy Office, by Joseph-Nicolas Robert-Fleury nstituindo tribunais para o julgamento de indiví- duos contrários à doutrina católica, inicia- se por volta do século XIII um longo período de perse- guição, tortura e morte. Aqueles que fossem julga- dos e condenados poderiam ser submetidos a pe- nas de prisão temporária ou perpétua ou a castigos em praça pública, podendo variar de humilhações até mesmo à carbonização em fogueiras, os cha- mados Autos de Fé. As denúncias aconteciam de forma anônima e o acusado não possuía nenhum direito de defesa. As acusações mais comuns eram as de bruxaria, onde fazer um chá, estudar ciência ou até mesmo ler determinado tipo de livro poderia levar um indiví- duo à fogueira. Nesses casos, as mulheres eram as maiores vítimas. UNIDADE 6 - INQUISIÇÃO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 28 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br A inquisição teve muita força em Portugal, Itália e principalmente Espanha, onde em determi- nado momento, os reis passar a fazer uso dela com o objetivo político tendo como maiores vítimas os judeus, que eram perseguidos, condenados e tinham seus bens confiscados pela coroa. Na Inglaterra, a força da Inquisição não atingiu patama- res tão significativos. Tribunais da Inquisição (ou Tribunais do Santo Ofício) também foram instaurados nas colônias por- Cientistas como Giordano Bruno e Galileu Galilei foram perseguidos por desenvolverem teo- rias que iam contra as ideias cristãs. Galileu, por defender a descoberta dos anéis de Saturno, man- chas solares, satélites etc. conseguiu se livrar da fogueira, o que infelizmente não aconteceu com Bruno, queimado em praça pública acusado de blasfêmia e heresia. tuguesas e espanholas, mas sem muito êxito. Por volta do século XVII, a inquisição perde força sendo extinta tempos depois. Glossário Blasfêmia: Insultar ou desrespeitar as doutrinas (conjunto de leis) católicas. Heresia: Ideias contrárias às que eram pregadas pela Igreja Católica. Herege: Aquele que comete a heresia. UNIDADE 6 - INQUISIÇÃO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 29 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br sete filhos; outros quatro haviam morrido (...). Em 28 de setembro de 1583 Menocchio foi denunciado ao Santo Ofício, sob a acusação de ter pronunciado palavras heréticas e totalmente ímpias sobre Cristo." 3- (Unesp) "Galileu, talvez mais que qualquer outra pessoa, foi o responsável pelo surgimento da ciência moderna. O famoso conflito com a Igreja católica se demonstrou fundamental para sua filosofia; é dele a argumentação pioneira de que o homem pode ter expectativas de compreensão do funcionamento do universo e que pode atingi-la através da observação do mundo real." O "famoso conflito com a Igreja católica" a que se refere o autor corresponde a) à decisão de Galileu de seguir as ideias da Re- forma Protestante, favoráveis ao desenvolvimento das ciências modernas. b) ao julgamento de Galileu pela Inquisição, obri- gando-o a renunciar publicamente às ideias de Copérnico. c) à opção de Galileu de combater a autoridade política do Papa e a venda de indulgências pela Igreja. d) à crítica de Galileu à livre interpretação da Bíblia, ao racionalismo moderno e à observação da natureza. e) à defesa da superioridade da cultura grega da antiguidade, feita por Galileu, sobre os princípios das ciências naturais. UNIDADE 6 - INQUISIÇÃO Vamos praticar a) o dogma monofisista que prega a ideia da natu- reza exclusivamente divina de Cristo, negando-lhe a natureza humana. b) os pontos fundamentais e indiscutíveis da Igreja Católica, combatendo formas diferentes de interpre- tação. c) a questão iconoclasta, propagando a destruição dos ícones e fortalecendo o poder dos monges. d) os dogmas albigenses acerca da existência de um deus do bem, criador daalma e um deus do mal, criado do corpo. e) os procedimentos teológicos da Igreja Católica, propagados pelo Bispo Ário, que reafirmam Cristo como um ser desprovido da mesma substância do pai. 2- (Ufjf) Leia, atentamente, o trecho a seguir, atra- vés do qual o autor demonstra aspectos da realida- de vivida por parte da população da Europa Ociden- tal, no início da Idade Moderna: "Chamava-se Do- menico Scandella, conhecido por Menocchio. Nas- cera em 1532 (...), em Montereale, uma pequena al- deia nas colinas de Fruili (...). Era casado e tinha sas contrárias à fé católica. II. Para além das grandes transformações pelas quais a Europa estava passando, com o desenvol- vimento da vida urbana e instituições comerciais, grandes contingentes populacionais viviam sob péssimas condições de vida, perceptíveis nas varia- ções demográficas da instituição familiar. III. Nesse período, grandes contingentes de campo- neses migravam para as áreas urbanas e ingressa- vam no trabalho fabril, submetendo-se a longas jor- nadas de trabalho e a baixos salários. a) Todas estão corretas. b) Todas estão incorretas. c) Apenas a I e a II estão corretas. d) Apenas a I e a III estão corretas. e) Apenas a II e III estão corretas. (GUINZBURG, C. "O queijo e os Vermes") Agora, leia as afirmativas adiante e, em seguida, marque a alternativa correta. I. O trecho acima aponta para a atuação da Inquisi- ção como meio de julgar e punir aqueles que fos- sem suspeitos de difundir ideias e práticas religio- (Stephen Hawking, "Uma breve história do tempo") 1- (Mackenzie) Em 1231, o Papa Gregório IX criou os Tribunais da Inquisição, tendo entre outros obje- tivos impor: Questões Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 30 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- B Os Tribunais do Snao Ofício tinham como objetivo, além de julgar, fiscalizar e garantir que os dogmas da Igreja fossem transmitidos da maneira correta em toda a Europa. 2- C O aumento populacional, a miséria e o desconten- tamento por esses e por outros inúmeros motivos poderia trazer uma revolta contra a instituição cató- lica que só exigia de seus fiéis e não garantia nada em troca. 3- B Momento em que, para se livrar da fogueira, Galileu é obrigado a negar o Heliocentrismo. UNIDADE 6 - INQUISIÇÃO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 31 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Cruzadas UNIDADE 7 - CRUZADAS niciadas no século XI, as Cruzadas eram expedi- ções de caráter religioso e econômico que dura- ram até o século XIII. Quando falamos sobre o caráter religioso dessas expedições, é imprescindí- vel pensar que os objetivos eram difundir o cristia- nismo e, principalmente, dominar a Terra Santa (Palestina), ou seja, tirar do domínio muçulmano a terra onde havia nascido Jesus Cristo, território onde os europeus foram proibidos de entrar. Além disso, dominar rotas comerciais muito rentáveis es- tava no plano dos reis católicos. Ainda em relação à questão religiosa das cru- zadas, é importante lembrar que a Igreja Católica foi dividida em Igreja Ocidental e Igreja Oriental desde 1054 com o Cisma do Oriente, e reunificá-la traria ainda mais poder para a igreja do ocidente. Em rela- ção à economia, além da conquista das rotas comer- ciais, uma outra questão foi cogitada pelos monarcas europeus: a possível retirada da população marginal que só aumentava devido ao crescimento demográ- fico da Europa e envio destes a regiões conquistadas pelos cruzados. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 32 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 7 - CRUZADAS Ao todo, oito cruzadas foram bastante rele- vantes: a Cruzada dos Nobres convocada pelo papa Urbano II (1096-1099); a cruzada dos imperadores conhecida como Segunda Cruzada (1147-1149); a Cruzada dos Reis (1189-1192); a Cruzada Comer- cial, que teve como diferencial o fato de ter sido or- ganizada pelos comerciantes de Veneza e não pela nobreza (1202-1204); e entre os anos de 1218 a 1270 mais quatro cruzadas ocorreram sem muitas diferenças em relação as anteriores. Alguns histo- riadores defenderam por muito tempo, a existência de uma cruzada organizada por crianças no ano de 1212, porém, por falta de evidências a historiografia acredita que tenha sido apenas romantização de algum evento ocorrido no período. As cruzadas eram compostas por membros da nobreza, como os próprios príncipes e reis e pela população que, quando não era obrigada a participar, era atraída pela ideia de que se lutassem pelo reino teriam os seus pecados perdoados por Deus, uma forma de indulgência. Religiosamente as cruzadas falharam, porém, comercialmente contribuíram para a expansão co- mercial europeia interna e externamente com a abertura das rotas do Mar Mediterrâneo, além de dar início a troca de conhecimentos ligados, princi- palmente, à produção agrícola. Muitas mortes ocor- reram de ambos os lados devido aos confrontos militares e às diversas doenças proliferadas em consequência das invasões. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 33 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 7 - CRUZADAS c) a conquista dos lugares sagrados do cristianismo situados na Ásia Ocidental. d) a “reabertura” do Mediterrâneo, que, possibilitan- do a reativação dos contratos entre Ocidente e Oriente, intensificou o renascimento comercial e ur- bano na Europa. e) o declínio do comércio, o desaparecimento da vida urbana e a descentralização política no ociden- te da Europa. 2- (FATEC) Atendendo ao apelo do papa Urbano II, em 1095, a Europa cristã organizou uma série de expedições militares conhecidas como Cruzadas, cujos objetivos declarados eram a conquista da Ter- ra Santa de Jerusalém, a ajuda aos bizantinos e a união da cristandade contra os muçulmanos. Apesar das oito Cruzadas, realizadas entre 1096 e 1270, nenhum desses objetivos foi plenamente alcançado. Por outro lado, como destaca o medievalista Jacques Le Goff, os comerciantes foram os grandes ganhadores da expansão cristã do século XII. No contexto da Europa feudal, as Cruzadas contri- buíram para a a) conquista, pelos árabes, de territórios cristãos na Península Ibérica. b) dinamização dos contatos comerciais entre o Oriente e o Ocidente. c) ampliação das áreas feudalizadas pela nobreza guerreira vitoriosa. 3- Deve-se notar que a ênfase dada à (FUVEST) faceta cruzadística da expansão portuguesa não implica, de modo algum, que os interesses comerciais estivessem dela ausentes – como tampouco o haviam estado das cruzadas do Levante, em boa parte mane- jadas e financiadas pela burguesia das repúblicas marítimas da Itália. Tão mesclados andavam os desejos de dilatar o território cristão com as aspira- ções por lucro mercantil que, na sua oração de obe- diência ao pontífice romano, D. João II não hesitava em mencionar entre os serviços prestados por Por- tugal à cristandade o trato do ouro da Mina, “comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o nome do Salvador, “nunca antes nem de ouvir dizer conhecido”, ressoava agora nas plagas africanas… Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia e o Brasil”. Revista de História (USP), 161, 2.º Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado. Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI foi um empreendimento a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas dos séculos anteriores, já que essas eram, na reali- dade, grandes empresas comerciais financiadas pela burguesia italiana. b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era comum, à época, a concepção de quea expansão da cristandade servia à expansão econômica e vice- versa. c) por meio do qual os desejos por expansão territo- rial portuguesa, dilatação da fé cristã e conquista de novos mercados para a economia europeia mostrar-se-iam incompatíveis. d) militar, assim como as cruzadas dos séculos an- teriores, e no qual objetivos econômicos e religiosos surgiriam como complemento apenas ocasional. e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comér- cio intercontinental, a despeito de, oficialmente, autoridades políticas e religiosas afirmarem que seu único objetivo era a expansão da fé cristã. Vamos praticar Questões 1- (UFPI) As cruzadas influíram decisivamente na história da Europa na Baixa Idade Média. A mais significativa de suas consequências foi: a) a reunificação das Igrejas Católica e Ortodoxa, separadas em 1054 pelo Cismo do Oriente. b) um novo Cisma no cristianismo com o início da Reforma protestante no século XVI. d) dizimação dos campos de cultivo pelas epidemias da peste negra. e) expansão do Império Bizantino sobre as áreas mediterrânicas. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 34 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 7 - CRUZADAS 1- D A entrada de novos produtos fez com que o comér- cio ganhasse uma maior diversidade aumentando sua atividade. 2- D Como já foi dito, o único aspecto positivo das cruza das foi a ampliação das relações comerciais. 3- B Durante a Idade Média perdurava a concepção de que a expansão da cristandade servia à expansão econômica e vice-versa. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 35 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Renascimento UNIDADE 8 - RENASCIMENTO niciado em Florença (hoje Itália) por volta do sé- culo XIV e difundido por toda a Europa, o Renas- cimento se estende até o século XVII como um movimento cultural, político e social em meio a toda a agitação econômica pulsante no período. Em meio à crise da Idade Média, artistas, cientistas, pensadores e literatos vão em busca da cultura antiga para buscar novas ideias e novas formas de reler o mundo. Até esse momento, Deus estava no centro de todas as questões humanas e era Ele quem decidia todas as coisas do mundo, o que chamamos de teocentrismo (teo = Deus centrismo = no centro). Com o pensamento renascentista, uma nova ideia e um novo olhar substituem o teocentrismo; o antropocentrismo , ou seja, o homem como o centro de tudo o que há no Universo e a principal criação divina. A essa valorização do ser humano, damos o nome de .Humanismo Além do Humanismo, o Renascimento trás consigo outros importantes aspectos que são: Individualismo: a busca, pelo homem, do auto- conhecimento e de seu poder de criação, afirmar sua própria personalidade e ambicionar o reconhe- cimento de seus talentos. busca pelo prazer individual como umHedonismo: grande bem. busca pelo autoconhecimento Neoplatonismo: acima de qualquer bem material como única forma de chegar a Deus. pregava a volta à natureza e a apre-Naturalismo: ciação de sua beleza, o que passa a ser retratado com frequência nas pinturas renascentistas. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 36 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 8 - RENASCIMENTO Racionalismo: ideia de que todo o conhecimento poderia ser obtido por meio da razão e da ciência. o conhecimento deveria ser Experimentalismo: provado cientificamente por meio de experimentos para que pudesse ser aceito. Os grandes renascentistas Literatura: Dante Alighieri, autor de A Divina Comédia; Dom Miguel de Cervantes, autor de Quixote; Maquiavel (ainda que sua ocupação principal não fosse a de literato) autor de O Príncipe; Shakespeare, autor de Romeu e Julieta, Macbeth, O Mercador de Veneza entre outras obras; Luís de Camões, autor de etc.Os Lusíadas Galileu Galilei (descoberta dos anéis de Ciências: Saturno, satélites naturais etc.) e Nicolau Copérnico (teoria Heliocêntrica). Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio, Artes: Michelangelo, Sandro Botticelli, Ticiano Vecellio, entre outros. Felippo Brunelleschi, Arquitetura: Donato Bramante, Leon Batistta Alberti. Leonardo Da Vinci Homem Vitruviano Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 37 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 8 - RENASCIMENTO b) ao modo de produção feudal, resultante do aumento da produtividade agrícola e da expansão do poder dos senhores feudais, ampliando a explo- ração sobre a classe servil. c) à finalização da concorrência comercial entre as cidades italianas que disputavam a hegemonia no mar Mediterrâneo. d) à eclosão da Reforma Protestante, que condena- va o apoio da Igreja Católica às interpretações cien- tíficas dos fenômenos religiosos. e) ao fortalecimento das tradições, que afirmavam a identidade entre as raças e a igualdade da capaci- dade intelectual entre elas. 2- Mackenzie - "A natureza, ao dar-vos um filho, vos presenteia com uma criatura rude, sem forma, a qual deveis moldar para que se converta em um homem de verdade. Se esse ser moldado se des- cuidar, continuareis tendo um animal; se, ao contrá- rio, ele se realizar com sabedoria, eu poderia quase dizer que resultaria em um ser semelhante a Deus." 3- Unesp - Os centros artísticos, na verdade, poderiam ser definidos como lugares caracterizados pela presença de um número razoável de artistas e de grupos significativos de consumidores, que por motivações variadas — glorificação familiar ou indi- vidual, desejo de hegemonia ou ânsia de salvação eterna — estão dispostos a investir em obras de arte uma parte das suas riquezas. Este último ponto implica, evidentemente, que o centro seja um lugar ao qual afluem quantidades consideráveis de recur- sos eventualmente destinados à produção artística. Além disso, poderá ser dotado de instituições de tutela, formação e promoção de artistas, bem como de distribuição das obras. Por fim, terá um público muito mais vasto que o dos consumidores propria- mente ditos: um público não homogêneo, certamente (...). (Carlo Ginzburg. A micro-história e outros ensaios, 1991.) Os “centros artísticos” descritos no texto podem ser identificados a) nos mosteiros medievais, onde se valorizava especialmente a arte sacra. b) nas cidades modernas, onde floresceu o Renas- cimento cultural. c) nos centros urbanos romanos, onde predomina- va a escultura gótica. d) nas cidades-estados gregas, onde o estilo dórico era hegemônico. e) nos castelos senhoriais, onde prevalecia a arqui- tetura românica. Vamos praticar Questões 1- (Uefs 2016) O movimento em direção à moderni- dade iniciado pela Renascença foi significativamen- te acelerado pela Revolução Científica do século XVII. A Revolução Científica destruiu a cosmologia medieval e estabeleceu o método científico – a observação e a experimentação rigorosa e sistemá- tica – como meio essencial de desvendar os segre- dos da natureza. PERRY, Marvin. Tradução de Waltensir Dutra e Silvana Vieira. Civilização ocidental. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p. 282. a) ao renascimento científico europeu, que introdu- ziu novas concepções relativas, dentre outras, ao heliocentrismo, à anatomia humana, às operações matemáticas decimais e à produção de textos. Erasmo de Roterdã a) teocentrista, priorizando a ideia do sobrenatural e da ligação do Homem com o divino. b) experimentalista, em que todo e qualquer conhe- cimento humano se daria por meio da investigação científica. c) escolasticista, doutrina que admitia a fé como a única fonte verdadeira de conhecimento. d) antropocentrista, valorizando o Homem e suas obras como base para uma visão maisracional do mundo. e) epicurista, apontando para uma postura ideológi- ca que configurou a transição para a Idade Moderna. No trecho anterior, datado de 1529, do filólogo e pensador da cidade holandesa de Roterdã, encontra-se manifesta a presença do pensamento A afirmação do texto relaciona-se Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 38 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 8 - RENASCIMENTO 1- A Novas formas de experimento e técnicas científicas são introduzidas na cultura ocidental a partir do Re- nascimento e levadas às diversas áreas como a Matemática, as artes etc. 2- D Principais características do Renascimento. Nessa alternativa, além do antropocentrismo, outras características estão presentes como o racionalismo, hedonismo, individualismo e experimentalismo. 3- B O renascimento urbano e comercial iniciados no século X trouxeram consigo uma efervescência cul- tural quando as trocas começam a acontecer com outros povos, isso fez com que as cidades modernas já viessem com esse solo fértil para o rompimento com o velho pensamento e aceitação do que era novo. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 39 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Reforma e Contrareforma UNIDADE 9 - REFORMA E CONTRAREFORMA Lutero era um exímio estudioso da doutrina católica e isso fazia com que ele enxergasse de for- ma crítica coisas que em sua opinião eram condená- veis, como a cobrança das , isto é, a indulgências venda do perdão dos pecados, a que simonia consistia na venda de objetos ditos relíquias sagra- das, que trariam a cura de doenças ou até mesmo prosperidade material, venda de cargos eclesiásti- cos etc., ou seja, a venda de favores divinos e espi- rituais. Além disso, Martinho Lutero não concordava com a maneira como os fiéis eram tratados. Padres rezavam a missa de costas e em latim, o que para uma população iletrada era completamente incom- preensível. Inconformado, Martinho Lutero escreve as 95 teses , um documento que apontava e explicava todos os erros e incoerências cometidos pela Igreja de Roma com o objetivo de iniciar uma discussão acerca de um novo catolicismo que fosse acolhedor Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 40 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 9 - REFORMA E CONTRAREFORMA e que, de fato, seguisse aos preceitos de Jesus e o coloca na porta de uma basílica. Rapidamente, cópias do documento se espalham pela Europa (graças a criação da prensa por Johannes Gutemberg por volta de 1415) chegando ao arcebispo de Mainz (Alberto de Brandemburgo). Nas teses, o monge defendia o cristianismo ao alcance de todos, a livre interpretação da Bíblia e sua tradução em vários idiomas para que os fiéis tivessem acesso ao que estava escrito nela, a sal- vação pela fé e a ideia de que todo homem poderia chegar a Deus sem o intermédio de um clérigo. A iniciativa de Lutero não foi bem recebida pela alta cúpula da Igreja, que após julgá-lo condenou- o à excomunhão, por outro lado, Martinho Lutero recebe o apoio dos príncipes alemães, da Inglaterra e de grande parte da burguesia europeia dando início a uma nova divisão no seio do catolicismo com o surgimento do Protestantismo. A Contrarreforma A Igreja Católica de Roma decide dar uma resposta à atitude de Lutero e convoca o Concílio de Trento, o mais duradouro da história iniciado em 1546 e concluído em 1563. Nesse concílio um con- junto de medidas foi adotado com o objetivo de con- quistar os fiéis perdidos e acirrar as perseguições aos hereges. No concílio é criada a Companhia de Jesus por Inácio de Loyola. Conhecidos como “Soldados de Jesus”, os Jesuítas tinham como missão expan- dir a fé católica por meio da catequese. Além disso, o concílio decide acabar com as indulgências e simonias, cria os seminários com o objetivo de en- sinar a fé católica evitando, assim, a venda de cargos eclesiásticos. Foi mantida e reforçada a crença em santos e a ideia da infalibilidade do Papa como o supremo representante de Deus na Terra, e foi criado, também, o que consistia Index em uma lista de livros proibidos. Os Tribunais do Santo Ofício voltam a agir intensamente na Europa. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 41 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 9 - REFORMA E CONTRAREFORMA no livre exame da Bíblia. d) ao fortalecimento do Estado Nacional absolutista cuja consolidação representava o apoio à teoria da supremacia e do universalismo do poder papal. e) Todas as alternativas estão corretas. 2- Unesp - As reformas protestantes do princípio do século XVI, entre outros fatores, reagiam contra a) a venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica. b) a valorização, pela Igreja Católica, das atividades mercantis, do lucro e da ascensão da burguesia. c) o pensamento humanista e permitiram uma ampla revisão administrativa e doutrinária da Igreja Católica. d) as missões evangelizadoras, desenvolvidas pela Igreja Católica na América e na Ásia. e) o princípio do livre-arbítrio, defendido pelo Santo Ofício, órgão diretor da Igreja Católica. 3- Uel - Dentre os fatores que contribuíram para a difusão do Movimento Reformista Protestante, no início do século XVI, destaca-se a) o cerceamento da liberdade de crítica provocado pelo Renascimento Cultural. b) o declínio do particularismo urbano que veio a favorecer o aparecimento das Universidades. c) o abuso político cometido pela Companhia de Jesus. d) o conflito político observado tanto na Alemanha como na França. e) a inadequação das teorias religiosas católicas para com o progresso do capitalismo comercial. Vamos praticar Questões 1- UFRN – No século XVI surgiu, na Europa, um movimento de caráter religioso, político e econômico que deu origem à Reforma protestante, iniciada como uma reação: a) ao progresso do capitalismo comercial, que pre- conizava o lucro e estimulava o desenvolvimento das atividades mercantis, condenados pela Igreja Católica. b) à crise da Igreja Católica, que se manifestava através da vida desregrada, do luxo do alto clero, da venda de cargos eclesiásticos e de relíquias sagradas. c) à teoria religiosa católica, que estava alicerçada na predestinação absoluta, na salvação pela fé e Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 42 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 9 - REFORMA E CONTRAREFORMA 1- B Além do péssimo tratamento dado aos fiéis, Lutero criticava os gastos exagerados dos membros do alto clero, seu luxo e o desrespeito dos clérigos aos votos, como o celibato. 2- A A venda de indulgências e a autoridade do Papa, líder supremo da Igreja Católica e os excessos da Igreja. 3- E A Igreja condenava o enriquecimento por meio do trabalho, a usura e diversas outras atividades econômicas desempenhadas pela burguesia. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 43 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Antigo Regime UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME om a crise do feudalismo, reis europeus viram na aliança com a burguesia uma oportunidade de centralizar o poder em suas mãos, já que os senhores feudais estavam enfraquecidos política e economicamente. A partir de então, tem início na Europa a formação dos Estados Nacionais, dando início ao chamado Antigo Regime ou Absolutismo. Esse sistema político acon- tece em diversos países europeus, porém, utiliza- mos essa nomenclatura (AntigoRegime) para tratar essencialmente do modelo francês. O Antigo Regime é caracterizado por um sis- tema monárquico e personalista, onde o rei detém todo o poder social, político e econômico de seu Estado, isto é, o monarca é . A justifica-absolutista tiva para a centralização desse poder era baseada na teoria da predestinação ou Teoria do Direito Di- vino, onde o rei havia sido escolhido por Deus para ocupar sua posição. Economicamente, o Antigo Regime ou Absolu- tismo é caracterizado pelo , que Mercantilismo consiste em um conjunto de práticas econômicas baseados em medidas para o enriquecimento do reino. Algumas das características do mercantilismo são a , , balança comercial favorável o metalismo o protecionismo o monopólio das atividades mer- e cantis. A sociedade durante o absolutismo era esta- mental, ou seja, era dividida em estamentos da se- guinte forma: 1° estado: composto pelo (a alta cúpula alto clero da Igreja Católica como bispos, arcebispos, cardeais Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 44 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME 2° estado: composto pela (hereditária). nobreza Não pagavam impostos, viviam luxuosamente. composto por aproximadamente 95% da 3º estado: população. Era formado pelo baixo clero, por comer- ciantes, camponeses, trabalhadores urbanos e bur- guesia. Pagavam impostos e eram os responsáveis pelo sustento dos 1° e 2° estados. A partir da década de 1780, impulsionados pelo pensamento iluminista, questionamentos pas- sam a surgir causando fervor na população francesa, o que culminará na Revolução de 1789 dando fim ao Antigo Regime. SOCIEDADE DO ANTIGO REGIME PRIVILEGIADOS CLERO NOBREZA NÃO PRIVILEGIADOS TERCEIRO ESTADO BURGUESIA/POVO e o papa). Não pagavam impostos, exerciam forte influência política e acumulavam terras e muita riqueza Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 45 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME Questões 1- Uece - Atente para as seguintes citações: I. "Os reis, aristocratas e tiranos, independentemen- te da nação a que pertençam, são escravos que se revoltam contra o soberano da Terra, isto é, a huma- 7nidade, e contra o legislador do universo, a nature- za." (Maximilien Robespierre, líder e comandante do terror Jacobi- no, defensor de ideias revolucionárias para aquele tempo, como voto universal, eleições diretas, educação gratuita e obrigatória, e imposto progressivo, segundo a renda.) II. "[...] garantir a propriedade do rico, a existência do pobre, o usufruto do industrial e a segurança de todos." (Boissy d'Anglas, sobre o objetivo da Constituição de 1795, da qual foi o relator, promulgada pela Convenção após a queda do regime de terror implantado pelos jacobinos sob liderança de Robespierre.) Analisando as citações acima, pode-se afirmar cor- retamente que a) representam, respectivamente, os momentos de maior radicalização popular e de acomodação bur- guesa dentro do movimento revolucionário que der- rubou o Antigo Regime na França em 1789. b) caracterizam o processo de reação da nobreza que, liderada por Robespierre, atacou os interesses da burguesia que a escravizava. c) significam o fim do Estado Burguês, pois tanto Robespierre quanto d'Anglas desejavam a seguran- ça de todos os franceses indistintamente. d) ambas reproduzem a preponderância dos princí- pios burgueses de supremacia da liberdade indivi- dual e da fraternidade entre as classes sociais. 2- (Unesp 2007) Observe a gravura, produzida na época da Revolução Francesa de 1789. Pode-se afirmar que os personagens da gravura re- presentam a) o ideal que caracterizava o estado Absolutista, segundo o qual o poder do monarca não conhecia limites. b) os interesses da nobreza que, em aliança com a Igreja e os trabalhadores urbanos, assegurou os pri- vilégios feudais. c) a exploração do terceiro estado pelo clero e pela nobreza, cuja contestação desencadeou o processo revolucionário. d) a insegurança durante a fase do Terror jacobino, que ocasionou o êxodo da população civil para o campo, em busca de proteção. e) a tentativa de unir a sociedade francesa para su- perar as dificuldades econômicas enfrentadas nas vésperas da revolução. 3 -Cesgranrio - O regime monárquico absolutista, forma política predominante entre os Estados modernos europeus nos séculos XVI a XVIII, cara- cterizava-se, do ponto de vista político e social, pelos seguintes aspectos: Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 46 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME 2 – neutralidade do príncipe diante dos conflitos so- ciais, especialmente quanto aos interesses antagô- nicos de camponeses, burgueses e aristocratas 3 – caráter divino da autoridade real, situada acima das leis e dos indivíduos, considerados apenas súditos; 4- inexistência de quaisquer limites, mesmo na prá- tica, ao exercício da autoridade despótica do monarca. Assinale: a) se somente os itens 1 e 3 estão corretas. b) se somente os itens 2 e 4 estão corretas. c) se somente os itens 3 e 4 estão corretas. d) se somente os itens 1 e 2 estão corretos. e) se somente os itens 2 e 3 estão corretas. 1 – concentração de todos os poderes nas mãos do príncipe enquanto soberano absoluto; Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 47 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 10 - ANTIGO REGIME 1- A O terceiro estado era composto também pela alta burguesia que se aproximava da nobreza muitas vezes defendendo alguns de seus privilégios e indo contra a “população comum”. 2- C Por volta do século XVIII a crise na França tinha aumentado e passado do limite trazendo ainda mais empobrecimento para a população, que ainda assim, era obrigada a pagar impostos e assistir à ostentação dos 1° e 2° estados. 3- A Absolutismo baseado na Teoria do Direito Divino. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 48 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Expansão Marítima UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA om o objetivo de enriquecer os Estados re- cém formados, os reinos europeus decidem iniciar a expansão de suas atividades eco- nômicas buscando, entre os séculos XV e XVI, rique- zas além-mar. Pioneiro na atividade marítima, Portugal inves- te em tecnologia naval (com ajuda da burguesia mer- cantil enriquecida e cada vez mais ascendente) por meio da criação da , comandada Escola de Sagres pelo infante D. Henrique, o navegador. Esta escola reunia estudos científicos ligados à navegação, ba- seando- se em grandes nomes como Marcopolo, por exemplo. O domínio de rotas comerciais rentáveis era o grande objetivo dos portugueses, que iniciaram sua empreitada com a conquista de Ceuta (1415) no continente africano. Em, 1488 Bartolomeu Dias final- mente dobra o Cabo da Boa Esperança conseguindo provar que existia, de fato, uma passagem para ouro oceano e em 1498, Vasco da Gama chega às Índias. Nesse mesmo período (1500), Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil. Outro fator importante na motivação portuguesa era a necessidade encontrar rotas que não fossem terrestres para evitar os sa- ques frequentes e para servir como passagem alter- nativa, já que as conhecidas eram monopolizadas O Theatrum Orbis Terrarum (Teatro do Globo Terrestre) de Abraão Ortélio, publicado em 1570 em Antuérpia, considerado o primeiro atlas moderno, resultado das intensas explorações marítimas. Teve 31 edições, em sete idiomas Licenciado para: NicolasCoutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 49 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA por Gênova e Veneza. Enquanto Portugal estava interessado em ro- tas comerciais no Oriente devido à variedade de produtos como especiarias, cânfora, sândalo, pe- dras preciosas, ouro, porcelana, perfumes, remédios e tecidos (muito apreciados na Europa), a Espanha inicia sua expansão também buscando uma nova rota comercial que levasse às Índias, porém nave- gador enviado para a empreitada, Cristóvão Colom- bo, acabou chegando no território das Bahamas (América) no dia 12 de outubro de 1492. Em 1504, seguindo a mesma rota traçada por Colombo, Amé- rico Vespúcio descobre que o caminho feito não dava nas Índias e percebe, então, que na verdade o território encontrado não era conhecido pelos euro- peus, afirmando para a coroa espanhola que havia descoberto, um novo continente (o americano). De 1519 a 1522, Fernão de Magalhães realiza a primeira viagem marítima ao redor do mundo. Para que não houvesse rivalidade entre as duas novas potências, o papa Alexandre VI sugere a criação de um tratado dividindo o Novo Mundo entre seus respectivos “donos”. Então, em 1494 é assinado por Portugal e Espanha o Tratado de Tor- desilhas, que consistia em uma linha imaginária par- tindo de Cabo Verde, onde a 370 léguas na direção Oeste se localizava o território pertencente a Portu- gal e o que ficasse a Leste a Espanha. A expansão marítima carrega consigo um ras- tro de morte das populações alcançada pelos euro- peus na América. Doenças, estupros e assassinatos marcaram o período de exploração e saque de nos- so continente. Não podemos esquecer que as monarquias católicas almejavam a difusão do cristianismo em todo o mundo, o que fez com que as Grandes Nave- gações tivessem, também, um caráter religioso. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 50 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA Vamos praticar Questões 1- Fuvest - Quando a expansão comercial europeia ganhou os oceanos, a partir do século XV, rapida- mente o mundo conheceu um fenômeno até então inédito: populações que jamais tinham tido qualquer contato umas com as outras passaram a se aproxi- mar, em diferentes graus. Uma das dimensões dra- máticas desses novos contatos foi o choque entre ambientes bacteriológicos estranhos, do qual resul- tou a “mundialização” de doenças e, consequente- mente, altas taxas de mortalidade em sociedades cujos indivíduos não possuíam anticorpos para en- frentar tais doenças. Isso ocorreu, primeiro, entre as populações a) orientais do continente europeu. b) nativas da Oceania. c) africanas do Magreb. d) indígenas da América Central. e) asiáticas da Indonésia. 2- Fuvest – Deve-se notar que a ênfase dada à faceta cruzadística da expansão portuguesa não implica, de modo algum, que os interesses comerci- ais estivessem dela ausentes – como tampouco o haviam estado das cruzadas do Levante, em boa parte manejadas e financiadas pela burguesia das repúblicas marítimas da Itália. Tão mesclados anda- vam os desejos de dilatar o território cristão com as aspirações por lucro mercantil que, na sua oração de obediência ao pontífice romano, D. João II não hesitava em mencionar entre os serviços prestados por Portugal à cristandade o trato do ouro da Mina, “comércio tão santo, tão seguro e tão ativo” que o nome do Salvador, “nunca antes nem de ouvir dizer conhecido”, ressoava agora nas plagas africanas… Luiz Felipe Thomaz, “D. Manuel, a Índia e o Brasil”. Revista de História (USP), 161, 2º Semestre de 2009, p.16-17. Adaptado. Com base na afirmação do autor, pode-se dizer que a expansão portuguesa dos séculos XV e XVI foi um empreendimento a) puramente religioso, bem diferente das cruzadas dos séculos anteriores, já que essas eram, na reali- dade, grandes empresas comerciais financiadas pela burguesia italiana. b) ao mesmo tempo religioso e comercial, já que era comum, à época, a concepção de que a expansão da cristandade servia à expansão econômica e vice- versa. c) por meio do qual os desejos por expansão territo- rial portuguesa, dilatação da fé cristã e conquista de novos mercados para a economia europeia mostrar- se-iam incompatíveis. d) militar, assim como as cruzadas dos séculos ante- riores, e no qual objetivos econômicos e religiosos surgiriam como complemento apenas ocasional. e) que visava, exclusivamente, lucrar com o comér- cio intercontinental, a despeito de, oficialmente, au- toridades políticas e religiosas afirmarem que seu único objetivo era a expansão da fé cristã. 3- Uff A DESCOBERTA DA AMÉRICA E A BARBÁRIE DOS CIVILIZADOS A conquista da América pelos europeus foi uma tragédia sangrenta. A ferro e fogo! Era a divisa dos cristianizadores. Mataram à vontade, destruíram tudo e levaram todo ouro que havia. Outro espanhol, de nome Pizarro, fez no Peru coisa idêntica com os incas, um povo de civilização muito adiantada que lá existia. Pizarro chegou e disse ao imperador inca que o papa havia dado aquele país aos espanhóis e ele viera tomar conta. O imperador inca, que não sabia quem era o papa, ficou de boca aberta, e muito naturalmente não se submeteu. Então Pizarro, bem armado de canhões conquistou e saqueou o Peru. – Mas que diferença há, vovó, entre estes Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 51 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA homens e aquele Átila ou aquele Gengis-Cã que marchou para o ocidente com os terríveis tártaros, matando, arrasando e saqueando tudo? – A diferen- ça única é que a história é escrita pelos ocidentais e por isso torcida a nosso favor. Vem daí considerar- mos como feras aos tártaros de Gengis-Cã e como heróis com monumentos em toda parte, aos célebres “conquistadores” brancos. A verdade, porém, manda dizer que tanto uns como outros nunca passaram de monstros feitos da mesmíssima massa, na mesmís- sima forma. Gengis-Cã construiu pirâmides enormes com cabeças cortadas aos prisioneiros. Vasco da Gama encontrou na Índia vários navios árabes car- regados de arroz, aprisionou-os, cortou as orelhas e as mãos de oitocentos homens da equipagem e de- pois queimou os pobres mutilados dentro dos seus navios. (Monteiro Lobato, História do mundo para crianças. Capítulo LX) O texto de Monteiro Lobato expressa a dificuldade de definirmos quem é civilizado e quem é bárbaro. Mas isso à parte, pensando a atuação europeia nos séculos XVI e XVII nas áreas americanas, um nú- mero razoável dessas visões equivocadas justificou o avanço espanhol e a destruição dos astecas, maias e incas explicados por: a) necessidades sociais impostas pelas caracterís- ticas culturais do território espanhol e pela presença muçulmana que limitava as condições de enriqueci- mento da monarquia, levando à conquista da Amé- rica e à constituição de uma base política iluminista. b) necessidades religiosas decorrentes da perda de poder da Igreja Católica frente ao avanço das refor- mas protestantes e das alianças com as potências ibéricas para estabelecer o Império da Cristandade, baseado na Escolástica. c) necessidades políticas oriundas das tensões na Península Ibérica que levaram a Espanha a organi- zar o processo de conquista do Novo Mundo como única alternativa para sua unidade política, utilizando para isso o apoio do Papado e da França de Francisco I. d) necessidades econômicas provenientes da divisão do território espanhol, fruto da diversidade cultural e étnica, e das disputas pelo poder entre Madri e Barcelona, ampliadas pelas vitórias portu- guesas na África e na Ásia e pelo desenvolvimento daeconomia do açúcar no Brasil. e) necessidades econômicas, políticas e religiosas dos recém-centralizados estados modernos, através do mercantilismo metalista que inundou a Europa de prata e de ouro, levando em seguida a uma revolu- ção nos preços, que provocou inflação, e ao avanço de novas formas de desenvolvimento da agricultura. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 52 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 11 - EXPANSÃO MARÍTIMA 1- D Os povos ameríndios não tinham imunidade contra determinadas doenças trazidas pelos europeus que em contato com eles acabavam mortos por infecções. 2- B O interesse comercial estava aliado ao religioso, o garante á expansão esse “caráter cruzadista” citado no texto. 3- E O texto de Monteiro Lobato traz um caráter extre- mamente racista baseado nas teorias raciais do século XIX. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 53 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Revoluções Inglesas UNIDADE 12 - REVOLUÇÕES INGLESAS Alegoria da Guerra Civil Inglesa por William Shakespeare Burton onsideradas como as primeiras revoluções burguesas, isto é, encabeçadas pela elite comercial, as Revoluções Inglesas aconte- ceram no século XVII marcando a Idade Moderna. A burguesia inglesa vinha exigindo sua emancipa- ção política desde o século XVI devido a sua impor- tante influência nas atividades mercantis da Ingla- terra, ainda que mantivesse uma relação próxima com a nobreza. Podemos dividir a história das revoluções inglesas em: Revolução Puritana e Guerra Civil Ocorrida entre os anos 1640 e 1648. Conhe- cida também como Guerra Civil, é marcada dissolu- ção do Parlamento após a im-Petição de Direitos posta ao rei Carlos I pelo Parlamento em troca do apoio financeiro que este precisava. Pressionado, Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 54 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 12 - REVOLUÇÕES INGLESAS Carlos teve que aceitar garantindo aos parlamenta- res que não aumentaria impostos e tributos sem sua aprovação, não convocaria exércitos e respeitaria seus súditos. O rei não cumpriu com o combinado acarretando consequências terríveis, como a Guerra Civil. Carlos foi condenado à morte e executado. Carlos I, rei de Inglaterra, por Antoon van Dyck República de Oliver Cromwell Com a morte de Carlos, Oliver Cromwell, um dos mais importantes parlamentares assume o po- der. Em seu governo (1649-1658), Cromwell traz mudanças favoráveis à burguesia com a criação dos Atos de Navegação, porém, com o passar do tempo passa a se sentir ameaçado pelo Parlamento e o dis- solve em 1653 tornan- do- se Lorde Protetor da República (título criado por ele mesmo), governando até sua morte em 1658. Estatua de Bronze de Olivier Cromwell 1599 - 1658 Restauração da dinastia dos Stuart Com a morte de Cromwell, seu filho Richard assume o poder, mas sem força é derrubado pelo Parlamento que pedia a restauração da monarquia. Nesse cenário, a dinastia Stuart volta ao trono. Revolução Gloriosa Acontece em 1688 e é marcada, além da questão política, pela questão religiosa que eram estreitamente ligadas e eram motivo de discórdia desde a morte de Elisabeth I.O rei Jaime II (católi- co) foi destituído do trono por pressão do Parlamen- to para que Guilherme de Orange e Maria Stuart, que eram protestantes, pudessem assumir a monar- quia. O Parlamento era de maioria protestante e um reinado católico como o de Jaime ameaçaria seus privilégios. Com Guilherme no poder, o Parlamento consegue consolidar a monarquia parlamentar ingle- sa como ainda é atualmente. Isabel I de Inglaterra Jaime II, por Godfrey Kneller Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 55 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 12 - REVOLUÇÕES INGLESAS 1- Espm - Thomas Hobbes era admirador do método matemático e da racionalidade, e crítico da demo- cracia. Quando em 1628, observava os conflitos entre o rei e o Parlamento, traduziu e publicou um ataque ao grego Tucídides à democracia para mos- trar, pelo exemplo de Atenas na Guerra do Pelopo- neso, os efeitos danosos da democracia. Hobbes se empenhava em tomar o partido de Carlos I no conflito com o Parlamento. Em 1640, diante da guerra civil, fugiu para a França. Em 1651 publicou sua obra 'Leviatã', em que apresentou sua visão do Estado. (Flávio de Campos. A escrita da História) O inglês Thomas Hobbes deve ser relacionado, res- pectivamente, à guerra civil (mencionada no texto) e à visão de Estado: a) Primavera dos Povos – Estado liberal; b) Comuna de Paris – Estado socialista; c) Revolução Francesa – Estado liberal; d) Revolução Puritana – Estado absolutista; e) Revolução Gloriosa – Estado absolutista. 2- Fuvest - As chamadas “revoluções inglesas”, transcorridas entre 1640 e 1688, tiveram como re- sultados imediatos a) a proclamação dos Direitos do Homem e do Cida- dão e o fim dos monopólios comerciais. b) o surgimento da monarquia absoluta e as guerras contra a França napoleônica. c) o reconhecimento do catolicismo como religião oficial e o fortalecimento da ingerência papal nas questões locais. d) o fim do anglicanismo e o início das demarcações das terras comuns. e) o fortalecimento do Parlamento e o aumento, no governo, da influência dos grupos ligados às atividades comerciais. 3- FGV - A Reforma, a despeito de sua hostilidade à magia, estimulara o espírito de profecia. A abolição dos intermediários entre o homem e a divindade, bem como a ênfase na consciência individual, deixavam Deus falar diretamente a seus eleitos. Era obrigação destes tornar conhecida a Sua men- sagem. E Deus não fazia acepção de pessoas: pre- feria falar a John Knox do que à sua rainha, Maria Stuart da Escócia. O próprio Knox agradeceu a Deus ter-lhe dado o dom de profetizar, que assim estabelecia que ele era um homem de boa-fé. Na Inglaterra, as décadas revolucionárias de- ram ampla difusão ao que praticamente constituía uma profissão nova – a do profeta, quer na qualida- de de intérprete dos astros, ou dos mitos populares tradicionais, ou, ainda, da Bíblia. HILL, Christopher, O mundo de ponta-cabeça. Ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640. Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo, Companhia das Letras, 1987, p. 103 O texto se refere ao ambiente político e religioso da Inglaterra no século XVII. A esse respeito é correto afirmar: a) A insatisfação popular na Inglaterra era decorrente da perspectiva protestante de manter os sacerdotes como intermediários entre Deus e os homens. b) Os revolucionários basearam-se em princípios estritamente racionais e científicos, em uma nítida ruptura com as crenças e o profetismo da época. c) Apesar de todas as disputas religiosas dos séculos XVI e XVII, os monarcas ingleses mantiveram-se neutros, o que permitiu a preservação da monarquia. d) Para os revolucionários ingleses, Deus considera- va apenas os parlamentares como pessoas aptasa transmitir a doutrina e indicar os caminhos da salva- ção. e) A movimentação revolucionária esteve vinculada aos conflitos religiosos decorrentes da chamada Re- forma Protestante iniciada no século XVI. QUESTÕES Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 56 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 12 - REVOLUÇÕES INGLESAS 1- D O trabalho de Hobbes é publicado após o conflito ocorrido entre Carlos I e o Parlamento. Hobbes era defendia as ideias absolutistas de Carlos I. 2- E O objetivo do Parlamento desde o início das revolu- ções inglesas era uma participação na política para que pudessem garantir seus direitos, já que possuíam enorme importância para a economia do Estado inglês. 3- E Devido a Reforma Protestante, a Igreja Católica dá início a uma perseguição intensa aos protestantes e como na Inglaterra o Parlamento era composto por eles, um rei católico poderia ameaçar seus interesses. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 57 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Revolução Industrial A UNIDADE 13 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Coalbrookdale, cidade britânica considerada um dos berços da Revolução Industrial. Revolução Industrial ocorreu na Inglaterra na segunda metade do século XVIII. Caracterizada pela evolução nos meios de produção, a RI traz consigo mudanças sociais signi- ficativas a curto, médio e longo prazo, como a trans- formação da manufatura em maquinofatura, trans- formação da sociedade rural em urbana, transforma- ção das relações de trabalho, mecanização do cam- po, surgimento da classe operária (chamada também de proletariado, que são os donos da força de traba- lho, isto é, dos braços). A partir do surgimento dessa nova classe social, instaura- se na Inglaterra a cha- mada , ou seja, a luta entre a luta de classes bur- guesia (dona dos meios de produção, das máquinas, das fábricas) e o proletariado (expressão muito utili- zada por Karl Marx e Friedrich Engels). Nesse mo- mento, a vida dos trabalhadores e trabalhadoras era muito dura, as condições de trabalho eram precárias com jornadas de até 15 horas e salários miseráveis. Com isso, os sindicatos começam a ser criados e a luta por direitos trabalhistas passa a existir. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 58 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 13 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Pioneira na industrialização, a Inglaterra conta com subsídios necessários para o início desse pro- cesso, como uma ótima posição geográfica tanto para o comércio quanto para a obtenção de matéria- prima, pois estava situada em uma região rica em jazidas de minério de ferro (utilizado na construção das máquinas e ferrovias) e minas de carvão (prin- cipal combustível para o funcionamento das fábricas). Além disso, os ingleses contavam com uma burgue- sia enriquecida e emancipada. Esses fatores aliados a disponibilidade de mão-de-obra, exploração de co- lônias (como o Brasil) e saques a navios, principal- mente espanhóis, vindos da América carregados de ouro contribuíram para a acumulação de um grande capital. Revolução Industrial Dividimos a Revolução Industrial em 3 fases: 1ª fase De 1750 a 1850 (alguns consideram o período de 1780 a 1840). Acontece apenas na Inglaterra e é marcada pela utilização de máquinas a vapor. Devi- do ao desenvolvimento das técnicas de produção fabril, nesse momento há o crescimento da indústria têxtil. 2ª fase Inicia-se aproximadamente em 1850 e vai até 1950 expandindo-se por outros países da Europa, Estados Unidos e Japão. É marcada pelo desenvol- vimento das telecomunicações (telégrafo, telefone, TV, rádio e cinema) e dos transportes (locomotiva e navios a vapor, automóveis e avião), pela utilização do aço em larga escala, pela utilização do petróleo como combustível, e pelo desenvolvimento das ciên- cias da saúde com a criação de medicamentos etc. 3ª fase Iniciada em 1950. A partir desse momento a RI se expande pelo mundo. É marcada pelo desenvolvi- mento das ciências em geral, da medicina nuclear, biotecnologia etc. É importante lembrar que nesse momento inicia-se a Guerra Fria trazendo a corrida armamentista e a corrida espacial abrindo as portas para estudos decisivos em relação à expansão tecnológica que continuamos a presenciar nos dias de hoje. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 59 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 13 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL Questões 1- Fuvest - Sobre a inovação tecnológica no sistema fabril na Inglaterra do século XVIII, é correto afirmar que ela: a) foi adotada não somente para promover maior eficácia da produção, como também para realizar a dominação capitalista, à medida que as máquinas submeteram os trabalhadores a formas autoritárias de disciplina e a uma determinada hierarquia. b) ocorreu graças ao investimento em pesquisa tecnológica de ponta, feito pelos industriais que par- ticiparam da Revolução Industrial. c) nasceu do apoio dado pelo Estado à pesquisa nas universidades. d) deu-se dentro das fábricas, cujos proprietários es- timulavam os operários a desenvolver novas tecno- logias. e) foi única e exclusivamente o produto da genialida- de de algumas gerações de inventores, tendo sido adotada pelos industriais que estavam interessados em aumentar a produção e, por conseguinte, os lucros. 2- PUC-Campinas - Dentre as consequências sociais forjadas pela Revolução Industrial pode-se mencionar: a) o desenvolvimento de uma camada social de trabalhadores, que destituídos dos meios de produ- ção, passaram a sobreviver apenas da venda de sua força de trabalho. b) a melhoria das condições de habitação e sobrevi- vência para o operariado, proporcionada pelo surto de desenvolvimento econômico. d) a criação do Banco da Inglaterra, com o objetivo de financiar a monarquia e ser também, uma insti- tuição geradora de empregos. e) o desenvolvimento de indústrias petroquímicas favorecendo a organização do mercado de trabalho, de maneira a assegurar emprego a todos os assala- riados. 3- PUC-Campinas - "O duque de Bridgewater cen- surava os seus homens por terem voltado tarde de- pois do almoço; estes se desculparam dizendo que não tinham ouvido a badalada da 1 hora, então o duque modificou o relógio, fazendo-o bater 13 badaladas." Este texto revela um dos aspectos das mudanças oriundas do processo industrial inglês no final do século XVIII e início do século XIX. A partir do conhecimento histórico, pode-se afirmar que: a) os trabalhadores foram beneficiados com a diminuição da jornada de trabalho em relação à época anterior à revolução industrial. b) a racionalização do tempo foi um dos aspectos psicológicos significativos que marcou o desenvolvi- mento da maquinofatura. c) os empresários de Londres controlavam com mais rigor os horários dos trabalhadores, mas como compensação forneciam remuneração por produtivi- dade para os pontuais. d) as fábricas, de modo em geral, tinham pouco controle sobre o horário de trabalho dos operários, haja vista as dificuldades de registro e a imprecisão dos relógios naquele contexto. e) os industriais criaram leis que protegiam os traba- lhadores que cumpriam corretamente o horário de trabalho. c) a ascensão social dos artesãos que reuniram seus capitais e suas ferramentas em oficinas ou do- micílios rurais dispersos, aumentando os núcleos domésticos de produção.Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 60 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 13 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 1- A Não podemos esquecer que a Revolução Industrial, além de uma evolução nos meios de produção, traz consigo imensas mudanças sociais principalmente nas relações de trabalho, o que reflete significativa- mente na economia. 2- A A partir do momento em que o trabalhador não é mais o dono do meio de produção e passa a ser alienado do processo produtivo, vender sua força de trabalho se tornou a única alternativa para a sobrevivência. 3- B É importante perceber que a ordem das fábricas transcende seus muros refletindo em diversos aspectos da sociedade, como a racionalização do tempo, os modelos de escolas que passam a preparar trabalhadores para a indústria etc. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 61 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Iluminismo UNIDADE 14 - ILUMINISMO ascido na França entre os séculos XVII e XVII, o Iluminismo se espalha por toda Eu- ropa consistindo em um movimento intele- ctual impulsionado pelo descontentamento com o Antigo Regime e seus desmandos. Liderado por intelectuais burgueses, o iluminis mo dá início ao chamado século das luzes (luz para as trevas absolutistas), defendendo a acima razão da fé e da religião, por isso, os iluministas diziam que seu objetivo era “derrubar o trono e abalar os altares” rompendo de uma vez por todas com os la- ços herdados da sociedade medieval. Os pensadores iluministas foram responsáveis por inúmeras mudanças na sociedade europeia e americana, pois influenciaram revoluções como a Francesa e lutas por independência das colônias na América. Suas ideias foram muito bem aceitas pela população, o que fez com que muitos reis, com medo de perder sua soberania, absorvessem em seus governos alguns dos pontos defendidos pelos iluministas transformando- se em déspotas escla- recidos. Os principais nomes dessa nova ideologia são: John Locke Conhecido como “o pai do iluminismo”: defendia a propriedade privada. uma monarquia representativa e constitucional e dizia que a soberania não estava no Estado, e sim na população que deveria ser livre. Foi o primeiro defensor da divisão do poder em 3: Executivo, Legislativo e Judiciário; Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 62 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 14 - ILUMINISMO Montesquieu Autor da obra (1748), também foi O espírito das leis defensor ferrenho do governo dividido em 3 poderes. Voltaire Defensor de uma monarquia centralizada, porém, com assessoria de filósofos para que os reis gover- nassem de acordo com o que fosse bom para todos sem prepotência. Adam Smith Considerado o pai da economia moderna, Smith cri- ticava o mercantilismo em todos os aspectos e de- fendia que o Estado deveria interferir o mínimo pos- sível nas atividades econômicas. Sua principal obra é .A Riqueza das Nações Denis Diderot e Jean d'alembert Os dois filósofos criaram a Enciclopédia (são os en- ciclopedistas), importante símbolo iluminista que reunia verbetes contendo todo o conhecimento cien- tífico até aquele momento, o que serviu para divul- gar suas ideias revolucionárias e opiniões acerca da política e da religião. Além dos pensadores citados, muito outros filósofos e cientistas foram adeptos do iluminismo e contribuí- ram para sua disseminação em todo o mundo. Montesquieu John Locke Voltaire Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 63 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 14 - ILUMINISMO Jean-Jacques Rousseau Autor da obra Rousseau defendia O contrato social, a igualdade jurídica, o governo democrático no qual a vontade do povo fosse soberana. Criticava o poder centralizado a religião acima de todas as coisas e a propriedade privada. Jean-Jacques Rousseau Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 64 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 14 - ILUMINISMO e) o Movimento Iluminista, no século XVIII, baseava-se no racionalismo e criticava os funda- mentos do poder da igreja que apoiava os princípios do poder monárquico absoluto. 3- Upe - As ideias liberais refizeram reflexões e anunciaram novas perspectivas sociais. Um dos seus pensadores mais famosos, Locke, defendia o(a) a) fim da propriedade privada e da escravidão, com a queda da sociedade colonial e o fim do mercanti- lismo. b) consolidação da monarquia constitucional, desta- cando a universalidade do conhecimento e as pos- sibilidades de massificação da cultura. c) pensamento de Descartes e o fim do idealismo, ressaltando o valor de democracia e da igualdade social na Europa do século XVII. d) liberdade natural dos humanos, afirmando a ne- cessidade da propriedade privada e combatendo o absolutismo. e) crescimento do capitalismo, sem afetar a força política da nobreza e dos poderes dos monarcas absolutistas da época. Vamos praticar Questões 1- Fatec - As grandes revoluções burguesas do sé- culo XVIII refletem, em parte, algumas ideias dos fi- lósofos iluministas, dentre as quais podemos desta- car a que a) apontou a necessidade de limitar a liberdade indi- vidual para impedir que o excesso degenerasse em anarquismo b) acentuou que o Estado não possui poder ilimita- do, o qual nada mais é do que a somatória do poder dos membros da sociedade c) visou defender a tese de que apenas a federaliza- ção política é compatível com a democracia orgâni- ca d) mostrou que, sem centralização e dependência dos poderes ao Executivo, não há paz social e) procurou salientar que a sociedade industrial so- mente se desenvolverá a partir de minucioso plane- jamento econômico. 2- IFCE - A Europa Ocidental vivenciou, entre os séculos XVI e XVIII, inúmeras transformações cultu- rais. É(são) uma dessas transformações: a) o Movimento Reformista do Século XVI foi cara- cterizado por uma unificação de pensamento e prá- ticas nos diversos países nos quais se difundiu. b) o Pensamento Científico, nos Séculos XVII e XVIII, fundamenta-se na Crítica, no Empirismo e no Naturalismo. c) os Tribunais da Santa Inquisição foram extintos entre 1545 e 1563, graças à Contrarreforma Religio- sa, que alterou os dogmas católicos a partir de um enfoque humanista. d) as ideias liberais econômicas, na metade do sé- culo XVIII, criticavam o Sistema Colonial e defen- diam a Manutenção dos Monopólios que eram o principal gerador de riqueza da sociedade. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 65 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 14 - ILUMINISMO 1- B A maioria dos iluministas defendia a divisão do poder entre os reis e o povo, não necessariamente o fim da monarquia, mas sim o fim do absolutismo e da cen- tralização do poder antidemocrático e prepotente. 2- E O Iluminismo, além de ser o mais importante movi- mento ocorrido na Idade Moderna, deixou legados que transformaram toda a sociedade ocidental. 3- D Locke defendia a propriedade privada, uma monar- quia representativa e constitucional e dizia que a soberania não estava no Estado, e sim na população que deveria ser livre. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 66 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Independência dos EUA The Destruction of Tea at Boston Harbor, lithograph depicting the 1773 Boston Tea Party UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA Independência dos Estados Unidos da América o dia4 de julho de 1776, após inúmeras lutas as Treze Colônias britânicas declaram sua independência. Divididas em duas regiões, as colônias do Norte e as do Sul tiveram uma forma diferente de se desenvolver. O Norte caracterizado pelas colônias de povoamento onde colonos perseguidos na Ingla- terra, principalmente devido à religião, viviam em pequenas propriedades, e o Sul caracterizado pelas colônias de exploração, onde grandes fazendeiros produziam gêneros agrícolas utilizando mão-de-obra escrava africana para a comercialização. Devido o crescimento das relações comerci- ais das colônias do Norte, a metrópole passa a to- mar medidas que dificultam a autonomia destas, como o aumento de taxas e criação de novos im- postos ampliando a influência da Coroa na América. Além das taxas, a coroa britânica coloca soldados nas colônias aumentando os gastos, que seriam pagos com o arrecadado após a criação de novas leis como a Lei do Açúcar (1764), que consistia na taxação pela exportação de grandes quantidades de açúcar e a Lei do Selo (1765), que obrigava a utili- zação do selo britânico em jornais, livros, documen- Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 67 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA tos e até baralhos e o pagamento por ele. A relação entre colônias e metrópole fica in- sustentável a partir da criação da Lei do Chá (1767) que garantia o monopólio desse comércio à Compa- nhia das Índias Ocidentais. Em 1770, após uma manifestação, 4 soldados ingleses foram mortos no conhecido Massacre de Boston aumentando a tensão, o que culminaria em 1773 no episódio conhecido como Festa do Chá de Boston, quando colonos jogaram ao mar todo o car- regamento de chá armazenado nos navios da Com- panhia das Índias que estavam ancorados no porto. Como reação, em 1774 a Coroa decreta os Atos In- toleráveis que determinava, entre outras “punições”, o fechamento do porto de Boston até que o prejuízo com o chá lançado ao mar fosse pago. A indignação entre os colonos aumentava a cada dia e ainda em 1774 acontece o Primeiro Con- gresso Continental de Filadélfia, onde o principal en- caminhamento foi o pedido da revogação dos Atos Intoleráveis à metrópole. Sem sucesso, no ano de 1775 é convocado o Segundo Congresso Continen- tal de Filadélfia que determina a declaração de guerra à Inglaterra. Thomas Jefferson ficou respon- sável pela elaboração da Declaração de Indepen- dência aprovada em 4 de julho de 1776, e apoiadas pela França, Holanda e Espanha, as tropas ameri- canas lideradas por George Washington conseguem a vitória no ano de 1783, quando derrotados, os in- gleses assinam o Tratado de Paris reconhecendo a independência dos Estados Unidos. Os britânicos avançam em Bunker Hill, por Percy Moran Declaração da Independência dos Estados Unidos George Washington Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 68 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA Questões 1- Upe - A passagem do século XVIII para o XIX foi marcada por um desequilíbrio nas relações entre a Europa e o Novo Mundo. As lutas políticas na América estavam ligadas à resistência contra a colonização europeia e às influências das ideias liberais. Sobre essa crise do Antigo Regime e suas implicações na América, assinale a alternativa CORRETA. a) A Guerra de Independência dos Estados Unidos acirrou as tensões políticas pré-existentes entre a França e a Inglaterra, servindo de palco para um confronto indireto entre essas duas nações. b) As tensões políticas entre a Espanha e suas colônias na América acabaram por reestruturar o império espanhol que, mediante as reformas bourbonianas, conseguiu manter seu poderio na América, até o final do século XIX. c) As relações entre Portugal e a América Portuguesa só se agravaram após a transmigração da família real para o Brasil em 1808, fugindo da invasão napoleônica. d) A Guerra do Paraguai, envolvendo Brasil, Portugal, Paraguai, Espanha e Inglaterra, é fruto direto desse contexto. e) As Conjurações Baiana e Mineira, ocorridas no início do século XIX, são reflexos desse quadro de desequilíbrio político entre Portugal e sua colônia na América. 2- Mackenzie - O processo da emancipação das Treze Colônias Inglesas da América do Norte, na segunda metade do século XVIII, é denominado de Revolução Americana, pois a) representou o fim do pacto colonial naquela parte do continente americano, servindo de modelo para os demais processos emancipatórios americanos. b) rompeu o Pacto Colonial mercantilista e criou uma sociedade liberal e democrática para todos os setores sociais. c) foi a primeira etapa das Revoluções Liberais que, a partir de então, iriam propagar-se somente na Europa. d) assinalou o início de uma sociedade capitalista, baseada no trabalho assalariado, l ivre das instituições feudais. e) a ideologia de seus grandes líderes era a mesma que caracterizaria, pouco tempo depois, a Revolução Inglesa. 3- Uel - Leia o texto a seguir: "[...] A independência e a construção do novo regime republicano foi um projeto levado adiante pelas elites das colônias. Escravos, mulheres e pobres não são os líderes desse movimento. A independência norte- americana (EUA) é um fenômeno branco, predominantemente masculino e latifundiário ou comerciante. [...]" Fonte: KARNAL, L. "Estados Unidos: da colônia à independência". São Paulo: contexto, 1990. (coleção repensando a história). P. 67. Com base no texto e nos conhecimentos sobre o processo de independência dos Estados Unidos, é correto afirmar que: a) O movimento de independência da América do Norte não representou a união das treze colônias por um sentimento único de nação, mas sim, um movimento contra o domínio da Inglaterra, potencializado pelo sentimento antibritânico. b) A América do Norte independente, com as reformas de caráter democrático, aboliu as diferenças entre os habitantes da colônia, instituindo a prática da inclusão por meio de uma Constituição Liberal. c) A colonização da América do Norte pela Inglaterra diferenciou-se daquela feita na América do Sul pelos espanhóis e portugueses porque contou com a Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 69 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA organização e assistência da metrópole nesse empreendimento de conquista e exploração. d) A força do catolicismo foi preponderante no processo de emancipação, pois incentivava o crescimento espiritual da população, libertação dos escravos e a expansão territorial - crescimento que só seria possível cortando os laços com a metrópole. e) Um dos problemas apresentados no período de lutas pela independência dos EUA foi a falta de um projeto comum entre as colônias do norte e as colônias do sul que não se harmonizavam quanto a um acordo na forma de promulgar a Constituição estadunidense do norte e do sul. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 70 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 15 - INDEPENDÊNCIA DOS EUA 1- A A França declarou apoio imediato às colônias britânicas na luta pela independência com o objetivo de desestruturar sua concorrente que vinha expandindo sua economia desenfreadamente com a Revolução Industrial. 2- B A conquista da independência dos EUA da metrópole mais poderosa do período serviu como influência para outras para outras colônias, possibilitando outros levantes que ocorreriam a partir de então. 3- A As treze colôniascompartilhavam apenas do mesmo sentimento antibritânico, porém, isso não fez com que suas diferenças fossem sanadas e isso refletirá mais tarde na Guerra de Secessão. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 71 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Revolução Francesa UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16 A Revolução Francesa ocorre em 1789 após o descontentamento absoluto por parte da população em relação ao Antigo Regime. Desemprego, fome, impostos e o descaso dos 1º e 2º estados foram a gota d'água para a eclosão da grande revolta que daria fim à idade moderna e início à idade contemporânea. Influenciados pelos ideias iluministas, o terceiro estado - composto pelo baixo clero, burgueses, comerciantes, camponeses, trabalhadores urbanos, sans-culottes (grupo mais radical formado, em sua maioria, por trabalhadores urbanos, comerciantes e desempregados) - que era o mais afetado pela crise que assolava o país, decide enfrentar e acabar de uma vez por todas com o sistema vigente e seus desmandos. A França passava por um desgaste econômico, político e social desde o reinado de Luis XIV, que esvaziou os cofres franceses gastando com guerras e luxos, como a construção do palácio de Versalhes. Esses fatores contribuíram para que a França continuasse sendo um país agrário, o que desagradava a burguesia que assistia à industrialização inglesa almejando o mesmo para seu país, e para agravar ainda mais a . Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 72 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16 situação, a França se envolve na luta pela indepen- dência das Treze Colônias britânicas gastando ainda mais. Devido à crise instaurada e a revolta popular iminente, conselheiros do rei Luís XVI e alguns de seus ministros sugerem a convocação dos Estados Gerais, uma assembleia para que fosse votada a obrigatoriedade do pagamento de impostos e redu- ção dos privilégios dos 1° e 2° estados, porém, os votos eram representativos o que fazia com que os dois primeiros estamentos estivessem em vanta- gem aumentando ainda mais o descontentamento da população. A contrapartida veio por parte da burguesia, que no dia 10 de junho de 1789, convocou uma Assembleia Nacional com o objetivo de redigir uma Constituição. Os 1° e 2° estados não compareceram e a tensão foi ficando cada vez maior. Nesse momento, uma grande revolta popular estoura em Paris iniciando a Revolução Francesa cujo lema era Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Em 1792, Luís XVI arma uma ofensiva contra os revolucionários articulando um ataque com os reis da Prússia e da Áustria. Quando a população francesa fica sabendo do intento de Luís, invade o palácio de Tulleries prendendo toda a família do monarca. No ano seguinte, Luís XVI e Maria Antonieta foram guilhotinados dando fim à Monarquia Constitucional e início a fase do Terror, tendo como principais líderes Danton e Robespierre e marcada pela radicalização da Revolução com os jacobinos no poder. Durante a fase do Terror, nasce o exército nacional francês, composto agora, pelo povo e não mais por membros da nobreza. Robespierre Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 73 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16 Em 1795, os jacobinos perdem o poder e a burguesia assume novamente o controle dando iní- cio à fase do Diretório. Nesse momento, nenhum avanço político ou social relevante ocorre na Fran- ça o que abre caminho para a ascensão de Napo- leão Bonaparte, que percebendo a fraqueza do go- verno, articula o golpe de 18 de Brumário tornando- se um grande ditador dos anos de 1800 até 1815 com sua derrota na batalha de Waterloo. Execução de Maximilien Robespierre durante o Terror. A Tomada da Bastilha, de Jean-Pierre Louis Laurent Houel. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 74 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16 Questões 1- PUCSP - As Revoluções Inglesas do século XVII e a Revolução Francesa são, muitas vezes, compa- radas. Sobre tal comparação, pode-se dizer que: a) é pertinente, pois são exemplos de processos que resultaram em derrota do absolutismo monárquico; no entanto, há muitas diferenças entre elas, como a importante presença de questões religiosas no caso inglês e o expansionismo militar francês após o fim da revolução. b) é equivocada, pois, na Inglaterra, houve vitória do projeto republicano e, na França, da proposta monárquica; no entanto foram ambas iniciadas pela ação militar das tropas napoleônicas que invadiram a Inglaterra, rompendo o tradicional domínio britânico dos mares. c) é pertinente, pois são exemplos de revolução social proletária de inspiração marxista; no entanto os projetos populares radicais foram derrotados na Inglaterra (os “niveladores”, por exemplo) e vitoriosos na França (os “sans-culottes”). d) é equivocada, pois, na Inglaterra, as revoluções tiveram caráter exclusivamente religioso, e, na França, representaram a vitória definitiva da proposta republicana anticlerical; no entanto ambas foram movimentos antiabsolutistas. 2- UFRGS - Após a Revolução de 1789, a França viveu um período de grande instabilidade, marcado pelo radicalismo e pela constante ameaça externa. Assinale a alternativa correta em relação a esse período. a) Com a queda da Bastilha, símbolo do autoritarismo real, os deputados da Assembleia Constituinte, aproveitando o momento político, proclamaram a República, pondo um termo final ao Antigo Regime. b) Em meio ao caos provocado pela fuga do Rei e pela derrocada da Monarquia, iniciou-se, em Paris, a criação de uma sociedade baseada nos ideais socialistas, a Comuna de Paris. c) o período conhecido como o Grande Terror foi protagonizado pelo jacobino Robespierre, que posteriormente foi derrubado por Napoleão, um general que se destacara por sua trajetória vitoriosa. d) o golpe do 18 Brumário representou a queda do Diretório, regime que se pretendia representante dos interesses burgueses, mas que era inepto a governar. e) Durante um curto período de tempo, após a queda da Bastilha, a França vivenciou uma Monarquia Constitucional, mas, na prática, o Rei ainda mantinha a mesma autoridade de antes. 3- Fuvest – A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, votada pela Assembleia Nacional Constituinte francesa, em 26 de agosto de 1789, visava a) romper com a Declaração de Independência dos Estados Unidos, por esta não ter negado a escravidão b) recuperar os ideais cristãos de liberdade e igualdade, surgidos na época medieval e esquecidos na moderna c) estimular todos os povos a se revoltarem contra seus governos, para acabar com a desigualdade social. d) assinalar os princípios que, inspirados no Iluminismo, iriam fundar a nova constituição francesa e) pôr em prática o princípio: a todos, segundo suas necessidades, a cada um, de acordo com sua capacidade. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 75 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE - REVOLUÇÃO FRANCESA16 1- A Além disso, as duas revoluções foram impulsionadas pela burguesia descontente e desejosa por mudanças. 2- D Napoleão Bonaparte se aproveita da instabilidade do governo na fase do Diretório e o Golpe, por sua vez, trazia a promessa de uma nação forte e autônoma. 3- D A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão é um reflexo do que a maior parte dos pensadores iluministas almejavam, que era a igualdade de todos perante a lei e um governo democráticosem prepotência. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 76 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Independência da América Espanhola UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA om a política expansionista de Napoleão Bonaparte, as metrópoles europeias ficam enfraquecidas deixando o terreno fértil para que as lutas por independência começassem a acontecer, e após a independência das Treze Colônias britânicas em 1776, as colônias espanholas na América passam a contar com a possibilidade de se livrarem dos grilhões do pacto colonial e de toda a exploração sofrida até ali. O território espanhol na América era dividido em 4 vice-reinados (ou vice-reinos), que eram No- va Espanha composto pela região que hoje com- preende o México e parte dos Estados Unidos; No- va Granada composto pela região onde hoje se lo- calizam Colômbia, Panamá e Equador; com-Peru posto por todo o território peruano; e Rio da Prata composto pela região onde hoje se localizam Ar- gentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Influenciados pelas ideias liberais, a elite criolla (composta por intelectuais) passa a almejar o Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 77 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br fim do pacto colonial para conseguir sua autonomia econômica e administrativa, e para o sucesso da empreitada, liberais e conservadores se unem. Porém, a estrutura social nas colônias hispano- americanas não favorecia o intento da elite que era a minoria. Além deles (criollos), que eram filhos de espanhóis nascidos na América e os latifundiários, grandes comerciantes e profissionais liberais da colônia, uma outra parcela da elite era composta pelos espanhóis responsáveis pela chapetones, administração e favoráveis à manutenção do ex- clusivo comercial. Sendo assim, num primeiro mo- mento a luta pela independência enfrentou entraves internos entre criollos apoiados pela Inglaterra e chapetones pela Espanha. De español e india, produce mestizo Os primeiros confrontos militares sofreram um forte ataque por parte da Espanha, porém, a cada novo embate mais apoio popular os criollos conseguiam. Um homem mestiço e sua esposa indígena, durante o Vice-Reino da Nova Espanha 1763, por Miguel Cabrera. As principais lideranças na luta pela independência das colônias hispano-americanas forma Tupac Amaru II e sua companheira Micaela, Simón Bolívar, San Martín, entre outros. Símon Bolívar Túpac Amaru II Após a independên- cia da Colômbia, Venezue- la, Equador, Argentina, Chi- le e Peru, os Estados Uni- dos criam a Doutrina Monroe, que tinha como lema “América para os americanos” cujo objetivo era combater uma restau- ração por parte das metró- poles e qualquer ofensiva militar destes contra os no- vos países recém libertos e UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 78 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br fragmentados após a Conferência do Panamá (contrariando o desejo de união de Simón Bolívar). Infelizmente, para a população nada mudou, pois o poder político e administrativo continuou nas mãos da elite criolla, os novos países continuaram servindo apenas como produtores de matéria-prima e dependentes da produção industrial europeia e o racismo estrutural continuou existindo mantendo a ideia de que negros, indígenas e mestiços eram inferiores. Países constituintes da América Hispânica. UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 79 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar Questões 1- UFPR - Leia o texto a seguir: É uma ideia grandiosa pretender formar de todo o mundo novo uma só nação com um só vínculo, que ligue suas partes entre si e com o todo. Já que tem uma mesma origem, uma mesma língua, mesmos costumes e uma religião, deveria, por conseguinte, ter um só governo que confederasse os diferentes Estados que haverão de formar-se […]. (Fonte: <http://www.iela.ufsc.br/noticia/sim%C3%B3n-bol%C3%ADvar-e- carta-da-jamaica>. Acesso em: 06 agosto 2017.) Considerando o extrato da “Carta de Jamaica”, de Simón Bolívar, e com base nos conhecimentos sobre as independências na América espanhola, assinale a alternativa correta. a) Os movimentos de independência na América espanhola foram impulsionados pela tentativa de invasão napoleônica no Haiti recém-libertado. A Carta de Jamaica foi o documento que fundamentou esses movimentos. b) Os movimentos de independência foram liderados por mestiços e escravos que ansiavam conseguir a liberdade expulsando os espanhóis. Aproveitando a ausência do rei Fernando VII, encarcerado por Napoleão, Bolívar escreveu a carta na Jamaica, chamando todas as colônias a se unirem para formar uma grande federação contra a coroa espanhola. c) Simón Bolívar foi o grande artífice das independências da América espanhola. Seu carisma e poder de mando permitiram unir todos os movimentos em uma grande frente libertadora, que começou na Argentina em 1816 e chegou até a Colômbia em 1821. d) O projeto de Simón Bolívar era tornar as colônias governadas pela Espanha em uma grande confederação de estados nos moldes das colônias americanas do Norte, porém as diferenças entre alguns líderes no interior do movimento anticolonial não viam com bons olhos esse projeto. e) A Carta de Jamaica foi a primeira declaração de independência das colônias espanholas. Escrita no formato da declaração de independência haitiana, declarava o fim da escravidão nas colônias e a expulsão dos peninsulares das terras americanas. 2- UNESP - Assinale a opção que contém um dos objetivos de Simón Bolívar: a) Emancipar a América Latina como uma associação comercial unitária, que, posteriormente, daria a origem à ALALC. b) Desenvolver a industrialização no continente sob a hegemonia norte-americana para fazer frente à forte economia inglesa. c) Desenvolver a solidariedade continental em torno da hegemonia do Canadá, estabelecendo um intercâmbio direto deste com todos os países latino- americanos. d) Estabelecer uma política separatista respeitando as diferenças culturais e até linguísticas entre os países latino-americanos. e) Criar uma Confederação dos Estados Americanos face à possível contraofensiva da Europa apoiada pela Santa Aliança. 3- Leia o texto a seguir: A guerra caracterizou e deu visibilidade ao processo de independência na América. Não há como duvidar dessa premissa. Primeiro, a elite criolla descobriu a possibilidade de utilizar a guerra como um elemento de união interna e, segundo, percebeu que poderia usar sua experiência como um meio capaz de encaminhar a América rumo ao Ocidente. Ambos os processos ocorreram numa sequência com objetivo de garantir a ordem frente aos conflitos étnicos e políticos, bem como de estabelecer uma imagem da América que fosse confiável e promissora, tanto UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 80 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br interna quanto externamente. Nem mesmo no fim da vida, Simón Bolívar desistiu de encarar a força – e, portanto, a guerra que lhe dava expressão – como meio importante para a produção de acontecimentos políticos favoráveis. (FREDRIGO, Fabiana de Souza. “As guerras de independência, as práticas sociais e o código de elite na América do século XIX: leituras da correspondência bolivariana”. Varia hist., Belo Horizonte, v. 23, n. 38, Dec. 2007. p. 311). De acordo como o texto, Simón Bolivar estava preocupado em construir uma imagem da Américaliberta que fosse bem vista aos olhos europeus e aos olhos dos próprios americanos. Essa preocupação refletia: a) Uma estratégia política orientada pela própria coroa espanhola. b) A adequação ao projeto moderno de nações politicamente emancipadas e aptas ao progresso. c) Um projeto de articulação política com os Estados Unidos da América, que se simpatizavam com as ideias de Bolívar. d) Um projeto articulado junto com o Brasil, já que Bolívar também exercia forte influência entre os políticos brasileiros. e) Uma estratégia política inspirada no “Destino Manifesto”, mas com o objetivo inverso. UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 81 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- D Entre os meses de junho e julho de 1826, as ex colônias hispano-americanas se reúnem no Congresso do Panamá para definir alguns pontos levantados durante o processo de luta pela independência, inclusive os que faziam parte da Carta da Jamaica elaborada em 1815 por Simón Bolívar. Nesse congresso fica decidido que os novos territórios estabeleceriam uma aliança de ajuda mútua, o fim da escravidão africana e a fragmentação em vários países, não como estados de uma única federação como desejado por Bolívar seguindo o modelo estadunidense. 2- E Para entender melhor essa resposta, leia esse trecho da Carta da Jamaica “É uma ideia grandiosa pretender formar de todo o Novo Mundo uma única nação com um único vínculo que ligue as partes entre si e com o todo. Já que tem uma só origem, uma só língua, mesmos costumes e uma só religião, deveria, por conseguinte, ter um só governo que confederasse os diferentes Estados que haverão de se formar; mas tal não é possível, porque climas remotos, situações diversas, interesses opostos e caracteres dessemelhantes dividem a América.” (Simón Bolívar. Carta da Jamaica [06.09.1815]. In: Simón Bolívar: política, 1983.) 3- B Bolívar sabia que a América hispânica possuía condições de se tornar uma grande potência devido a sua riqueza de recursos e era contra a dependência econômica que continuou existindo mesmo depois de sua independência política. UNIDADE 17 - INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 82 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Imperialismo UNIDADE 18 - IMPERIALISMO Imperialismo ou Neocolonialismo ntre os finais do século XIX e início do século XX as grandes potências capitalistas europeias como Inglaterra, França Alemanha (que estava crescendo em alta velocidade), Portugal, Holanda e a Pequena Itália com o objetivo de busca por novos mercados con- sumidores, matéria-prima e mão- de- obra barata, decidem “partilhar”, entre si, territórios nos conti- nentes africano e asiático formando colônias de ex- ploração. A esse episódio damos o nome de Impe- rialismo ou Neocolonialismo. Influenciados pelas teorias raciais higienis- tas, eugenistas e pelo darwinismo social, estes eu- ropeus justificavam a exploração de africanos e asi- áticos por considerarem-nos como raças inferiores que precisavam do europeu salvador para levar- lhes o progresso. O Neocolonialismo na África Com o objetivo de “civilizar” esse povo, expedições científicas, comerciais e religiosas foram realizadas no continente, quando na verdade o objetivo era apenas ganhar o máximo de dinheiro possível. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 83 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 18 - IMPERIALISMO Nesse continente, que já não era Portugal mais uma grande potência, mas detinha conheci- mentos importantes sobre o continente africano, recebe a posse de dos países Moçambique, Cabo Verde, Angola e Guiné explorando metais e pedras preciosas e o que mais houvesse de valor a ser ex- traído. Tempos depois, conflitos passam a aconte- cer entre belgas e holandeses que desejavam tam- bém esses territórios, o que trouxe algumas mudan- ças em sua geografia. A ocupa regiões menos relevantes Espanha para o contexto da época como Ilhas Canárias, Ceuta, Guiné Equatorial, Melila e Saara Ocidental. No caso da entre a população as Bélgica relações com os povos locais foram mais intensas, dramáticas e sangrentas, pois Leopoldo II, o rei Belga, decide transformar o território invadido por ele em seu “quintal” mandando, desmandando e tratando a população de forma desumana. Nesse sentido, o Congo, conhecido como Congo belga, é tratado por ele como sua propriedade pessoal. Graças a divisão de Leopoldo, o Congo belga ocupa também a região de Ruanda, o que trará mais adiante uma guerra étnico civil entre os povos hutus e os povos tútsis (1994) deixando sequelas até os dias de hoje. Conferencia de Berlim Cartoon de 1906, publicado na Punch, retrata Leopoldo II como uma serpente de borracha enredando um seringueiro congolês. A , maior potência mundial, inicia Inglaterra sua invasão pelos territórios onde hoje se localizam África do Sul, Nigéria e Egito com o objetivo de se expandir ainda mais construindo uma ferrovia que ligasse o Cairo à Cidade do Cabo. Para atingir seus intentos expansionistas, os ingleses invadem tam- bém Sudão, Zimbábue e Quênia provocando novos conflitos com as outras potências europeias. A já ocupava o continente africano França desde o século XVII para manter o abastecimento de escravos em suas colônias no Caribe, principal- mente provenientes de Madagascar e Ilhas Mau- rício. Porém, ao longo do século XIX, por meio de alianças com lideranças locais os franceses assi- nam tratados ocupando Argélia, Sudão, Burkina Faso, Níger, Chade, Tunísia, Costa do Marfim, Marrocos, Togo, Mali, Togo, Benin, República Centro Africana e Djibuti. Devido ao fato de ocupar Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 84 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 18 - IMPERIALISMO Pobreza na Ásia - resultado do neocolonialismo tantas regiões, franceses e alemães entram em confrontos diretos causando morte, principalmente das populações nativas. A Holanda, por sua vez, inicia sua invasão por um território e vai se expandindo aos poucos até se tornar uma das maiores exploradoras do continente africano. Iniciando sua conquista por Gana, por volta de 1857 se associa a investidores privados do Congo podendo explorar também a região. Mas é na África do Sul que os holandeses deixam suas maiores marcas explorando as popu- lações locais material e culturalmente mesmo tendo sendo expulsos pelos ingleses em 1805 depois da Guerra dos Bôers. Só depois da unificação do território italiano é que a inicia seu processo de expansão com Itália o objetivo de se fortalecer e alcançar suas rivais europeias, mas por não dispor de poder bélico para conquistar territórios maiores e mais ricos, os italianos ocupam apenas uma parte da Somália, Líbia e Eriteia. Em 1930, com a ajuda da França e da Rússia que possuía interesses em fazer uma aliança com a Itália, Mussolini consegue invadir e conquistar o reino da Etiópia. A , maior concorrente da Inglaterra Alemanha no período após sua unificação liderada por Bismark, passa a investir pesado na luta por terri- tórios e para evitar mais conflitos do que os que já estavam acontecendo, propõe uma conferência com a participação de todos os países envolvidos na colonização para definir os rumos que seriam tomados para por um fim a todos os embates pre- judiciais aos negócios. A Conferência de Berlim, co- mo ficou conhecido o evento, define entre outras coisas e de comum acordo, que a Alemanha pas- saria a ocupar os territórios da Tanzânia, Camarões e Namíbia. É importante lembrar que nenhumman- datário africano foi convidado a participar da Con- ferência, ratificando o poder europeu sobre suas terras. O Neocolonialismo na Ásia Na segunda metade do século XVIII, a Ingla- terra já ocupava a se estabelecendo na costa, Índia o passo seguinte foi adentrar o território se aprovei- tando de desavenças internas entre os estados indi- anos. Por meio de alianças com elites locais ou pela imposição da força, todos os reinos indianos foram dominados pelos ingleses interferindo em suas crenças, culturas e empobrecendo-os cada vez mais devido a exploração. Diferente do que aconteceu na África, a Inglaterra estabeleceu os chamados Estados Inter- mediários, como Butão, Nepal e Sikkin que eram livres, porém protegidos pelos ingleses no caso de ofensivas de outros países. A posse inglesa de territórios na índia foi duramente combatida com diversos conflitos, como a Revolta dos Sipaios em 1857. Os ânimos se exal- tam ainda mais quando a rainha Vitória da Inglater- ra foi coroada Imperatriz da Índia, retirando dos go- vernos locais sua autonomia de uma vez por todas até 1919. A economia chinesa sofria muito por causa do contrabando de chá e de ópio pelos europeus que gerava um lucro imenso para a Europa e um prejuízo absurdo para a China, para tentar resolver a situação, chineses procuram o apoio da Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 85 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 18 - IMPERIALISMO Inglaterra. Como não recebeu o apoio esperado, chineses da cidade de Cantão, queimam toneladas de caixas de ópio que seriam vendidos pelos ingle- ses e então, indignada, a Inglaterra declara guerra à China. Derrotada, a China assina o tratado de Nan- quim, que passava o território de Hong-Kong. Esse tratado permitia que cidadãos britânicos fossem inimputáveis pelas leis chinesas e que os portos chineses fossem abertos aos ingleses sem nenhum empecilho. Enfraquecida, a China acaba sendo ocupada por outros países como França, Itália, Alemanha, Japão e até Estados Unidos. A França foi quem obteve maior êxito na conquista do território chinês permanecendo nas regiões do Camboja, Saigon e Sião até o fim do século XIX. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 86 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 18 - IMPERIALISMO Questões 1- PUC - A partir da segunda metade do século XIX, as potências europeias começaram a disputar áreas coloniais na África, na Ásia e na Oceania. Seus objetivos eram a busca por fontes de matérias-primas, mercado consumidor, mão de obra e oportunidades de investimento. As justificativas morais para essa colonização, no entanto, estavam relacionadas com o que se chamava de darwinismo social, cujo significado é: a) o homem branco tinha a tarefa de cristianizar as populações pagãs de outros continentes, resgatando-as de religiões animistas e de práticas antropofágicas. b) o homem branco de origem europeia estava imbuído de uma missão civilizadora, através da qual deveria levar para seus irmãos de outras cores, incapazes de fazer isso por si mesmos, as vantagens da civilização e do progresso, resgatan- do-os da barbárie e do atraso aos quais estavam submetidos. c) os colonizadores europeus tinham a tarefa de ensinar os princípios fundamentais da democracia, ensinando aos povos colonizados o processo de governo democrático, permitindo-lhes se afastar de governos tirânicos e autocratas. d) a colonização tinha como tarefa repassar aos povos colonizados os fundamentos da economia capitalista, para que eles mesmos pudessem gerenciar as riquezas de seus territórios e, com isso, possibilitar o desenvolvimento social de seu país. e) estudar, segundo uma perspectiva antropológica, a organização das sociedades colonizadas, conhecer seus princípios religiosos, políticos, culturais e sociais, com o objetivo de ajudar a preservá-los. 2- PUCSP - O fato maior do século XIX é a criação de uma economia global única, que atinge progressivamente as mais remotas paragens do mundo, uma rede cada vez mais densa de transações econômicas, comunicações e movimentos de bens, dinheiro e pessoas, ligando os países desenvolvidos entre si e ao mundo não desenvolvido. Eric Hobsbawm. A era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008, p. 95. O processo histórico descrito no texto corresponde ao: a) avanço da indústria chinesa, que superou a concorrência comercial dos países do Ocidente e passou a monopolizar os mercados consumidores da Europa e da América. b) estabelecimento de clara hegemonia política e militar soviética, nos tempos da Guerra Fria, sobre o Leste europeu e o Sul e Sudeste do continente asiático. c) imperialismo norte-americano, que impôs seu domínio econômico-financeiro sobre a América, a Europa Ocidental e parte do continente africano. d) sucesso das políticas neoliberais de ampliação da produção industrial e dos mercados consumidores, que permitiram o rompimento das barreiras alfandegárias mesmo nos países socialistas da Ásia. e) expansionismo europeu sobre o Pacífico, a Ásia e a África, que impôs o controle político e comercial de potências ocidentais a diversas partes do mundo. 3- Udesc - Analise as proposições que se referem aos séculos XVII, XVIII e XIX. I. A Doutrina Monroe, estabelecida em 1823 pelo presidente norte-americano James Monroe, definiu os princípios sobre a segurança dos EUA, justificando intervenções e guerras contra vários países da América Latina. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 87 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 18 - IMPERIALISMO II. A dominação inglesa, no território indiano, foi ampliada ao longo do século XVII e início do século XVIII por meio do comércio e da compra de grandes extensões de terras, pelas empresas como a Companhia Britânica das Índias Orientais. III. A partir do final do século XVIII e no decorrer do século XIX, as condições de vida na Europa sofreram transformações em decorrência de vários fatores, entre os quais a melhoria dos meios de transporte e comunicação, a introdução de novas técnicas de trabalho no campo e nas indústrias, além do aumento populacional. IV. A maioria dos países que surgiram após a Independência da América Espanhola se tornaram países republicanos e democráticos, devido à participação das populações descendentes de indígenas e de mestiços que tiveram suas reivindicações por terras e trabalhos atendidas. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. c) Somente as afirmativas I, II e III são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 88 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 18 - IMPERIALISMO 1- B A ideia de civilizar povos atrasados e inferiores era uma das justificativas utilizadas pelos brancos eurocêntricos salvadores que levariam o progresso aquele mundo, que na visão eurocêntrica era atrasada e pagã. 2- E O objetivo europeu era, mais uma vez, garantir seu poderio econômico e cultural em todo o mundo, como tentou fazer nos séculos XV e XVI. 3- D As afirmativas I e IV tratam do processo político ocorrido nas colônias americanas existentes desde o século XV. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 89 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Revolução Russa UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA Resultado de inúmeros levantes que vinham ocorrendo aolongo do século XIX, a Revolução Russa marca a vitória da população sobre um sistema absolutista retrógrado e explorador. A Rússia pré-revolução era composta por uma população campesina (mujiques) de mais de 70%, além de marinheiros e trabalhadores urbanos das poucas indústrias existentes na capital São Petersburgo, antiga capital do Império Russo e atrasada em relação aos outros países da Europa, a Rússia era um país agrícola com seus trabalhadores vivendo em uma miséria absoluta e sem o mínimo de perspectiva de mobilidade social, além da grande concentração de terras na mão da nobreza e do sistema de servidão que só seria abolido em 1861. As liberdades eram cerceadas pelo regime tzarista (czarista) em todos os âmbitos da sociedade por meio da Ochrana, polícia política imperial que interferia até mesmo na educação escolar, o exílio nos campos de trabalho era recorrente e a nobreza exercia influência no campo e nas cidades. Em troca de investimento na industrialização, Nicolau II se aliou à França e à Inglaterra pouco antes de 1914 aumentando a massa operária na capital e em Moscou, mas mesmo com a geração de novos postos de trabalho, as condições de vida dos trabalhadores só pioravam e a fome só crescia. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 90 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA A Família Imperial Russa em 1913 no Palácio de Livadia. Esquerda para direita Olga, Maria, Nicolau II, Alexandra Feodorovna, Anastásia, Alexei e Tatiana O descontentamento da população crescia, a oposição ao governo ganhava força e era repreen- dida pelo exílio de seus líderes, como por Lênin exemplo. A situação política na Rússia era tão in- sustentável que até a oposição ao governo se via rachada em dois partidos: os lide-Bolcheviques rados por Lênin, mais radicais, defensores da luta armada e de uma revolução proletária em todo o mundo; e os , uma minoria, lidera-Mencheviques dos por Plekhanov e defensores de uma revolução lenta, gradual e por vias pacíficas como por elei- ções, por exemplo. Pintura de Lenin na frente do Instituto Smolny, feita por Isaak Brodski Em 1905, operários saem em marcha pací- fica com o objetivo de entregar ao tzar (czar) uma carta reivindicando direitos e melhores condições de vida e trabalho. Os trabalhadores foram ataca- dos pela guarda do palácio e a manifestação aca- bou com milhares de operários mortos, episódio que ficou conhecido como o . Domingo Sangrento Os trabalhadores empunhavam imagens de santos e placas pedindo paz, pão e terra. Nenhum deles estava armado. Pressionado e com medo de maiores levantes, o tzar convoca a Duma, uma espécie de parlamento com representantes do povo na tenta- tiva de início de uma monarquia parlamentar. Como a Duma não passou de uma manobra para que o tzarismo ganhasse tempo para abafar os resquí- cios do levante fracassado de 1905, os sovietes foram se fortalecendo e se organizando. Na Primeira Guerra Mundial, a Rússia declara apoio à França e Inglaterra e envia tropas para o combate ao lado da Tríplice Entente, gastando dinheiro em armamento, uniformes, alimentação etc. Nesse momento, a Rússia estava militarmente enfraquecida e economicamente devastada, o que foi a gota d'água para a Revolução. Movimentos populares saem às ruas, greves começam em todos os setores e marinheiros, tra- balhadores rurais e urbanos de todos os lugares da Rússia se unem em luta. Em fevereiro de 1917, o Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 91 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA tzar Nicolau é obrigado a deixar o poder e forma-se, então, um governo provisório liderado por Kerensky, que pressionado pelos sovietes concede anistia política aos exilados, o que traz de volta os grandes líderes com Lênin e Trotsky. Lênin e Trotsky reorganizam o congresso e no dia 7 de novembro (do calendário russo e 25 de outubro do nosso) operários e camponeses tomam o poder formando o primeiro governo operário socialista da história. Revolução de 1917 A Rússia se retira da guerra em 1918 por meio da assinatura do Tratado de Brest-Litovsk e Nicolau II junto com sua família são assassinados. Após assumir o governo, os bolcheviques se deparam com uma grande guerra civil devido à si- tuação da economia que continuava caótica e a miséria mantida. Além disso, a oposição ao novo governo cria o Exército Branco para enfrentar os soviéticos, que em contrapartida criam o Exército Vermelho liderado por Trotsky, derrotando a ofensiva dos nobres e burgueses russos. Como tentativa para sair da crise, o governo cria a NEP (Nova Política Econômica), que permitia a entrada de capital estrangeiro e o funcionamento de empresas estrangeiras na Rússia. A implantação da Nova Política Econômica trouxe resultados positivos e a economia passa a crescer. Em 1922 é criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), formada por países favoráveis ao regime e liderada por Lênin. Com sua morte em 1924, a URSS passa por uma nova crise devido a disputa por sua liderança entre Trotsky e Stálin. Derrotado, Trotsky é expulso do país e Stálin é o novo líder soviético até sua morte em 1953. A URSS acaba em 1991. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 92 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA Questões 1- PUC/RJ - Considerando-se em conjunto a Revolução de 1905 na Rússia, quanto às suas características e resultados principais, pode-se afirmar que, do ponto de vista das origens de 1917, sua maior importância foi: a) Possibilitar a instalação de uma Monarquia Constitucional, dando liberdade aos partidos políticos. b) Conceder autonomia às várias nacionalidades do Império Russo, além de revelar o acerto dos populistas. c) Permitir a eleição da Duma e completar a abolição da servidão beneficiando milhões de camponeses. d) Suscitar o aparecimento dos sovietes, demonstrar o peso decisivo do problema agrário e revelar a fraqueza da burguesia. e) Abrir caminho ao desenvolvimento capitalista, assim como à reforma agrária, pela eliminação dos partidos revolucionários. 2- Unesp - No final da primavera de 1921, um grande artigo de Lenin define o que será a NEP [Nova política econômica]: supressão das requisições, impostos em gêneros (para os camponeses); liberdade de comércio; liberdade de produção artesanal; concessões aos capitalistas estrangeiros; liberdade de empresa – é verdade que restrita – para os cidadãos soviéticos. [...] Ao mesmo tempo, recusa qualquer liberdade política ao país: “Os mencheviques continuarão presos”, e anuncia uma depuração do partido, dirigida contra os revolucionários oriundos de outros partidos, isto é, não imbuídos da mentalidade bolchevique. (Victor Serge. Memórias de um revolucionário, 1987.) O texto identifica duas características do processo de constituição da União Soviética: a) a reconciliação entre as principais facções socialdemocratas e a implantação de um sistema político que atribuía todo poder aos sovietes de soldados, operários e camponeses. b) o reconhecimento do fracasso político e social dos ideais comunistas e o restabelecimento do capitalismo liberal como modo de produção hegemônico no país. c) a estatização das empresas e dos capitais estrangeiros investidos no país e a nacionalização de todos os meios de produção, com a implantação do chamado comunismo de guerra. d) a aguda centralização do poder nas mãos do partido governante e o restabelecimento temporário de algumas práticas capitalistas, que visavam à aceleração do crescimento econômico do país. e) o fimda participação russa na Guerra Mundial, defendida pelas principais lideranças do Exército Vermelho, e a legalização de todos os partidos socialistas. 3- Ufg - Há no romance Eu vos abraço, milhões, diversas concepções do termo “revolução”, as quais são defendidas ora por personagens fictícios, ora por personalidades históricas nele ficcionalizadas. Dentre essas concepções, a que está em conformidade com os fatos históricos e sua recriação no romance de Scliar é a de a) Júlio, que concebe a revolução como a luta armada com o objetivo de pôr fim à propriedade privada dos meios de produção e de comunicação. b) Valdo, que acredita na revolução como a instauração do Estado proletário, inspirado pelo Manifesto comunista e pela Revolução Bolchevique. c) Vargas, que compreende a revolução como a ruptura da ordem constitucional e a alteração da estrutura de classes no país. d) Rosa, que entende a revolução como a luta contra o capitalismo por meio da formação de alianças entre Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 93 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA partidos e governos de esquerda. e) Prestes, que prega a revolução como a aceleração do desenvolvimento econômico sustentado pelas oligarquias agrárias. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 94 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 19 - REVOLUÇÃO RUSSA 1- D Ainda que a burguesia demonstrasse descontentamento em relação ao tzarismo, ela ainda era desorganizada e sem um plano que se seguisse a uma possível revolução. 2- D A tensão causada pela centralização do poder nas mãos dos Bolcheviques e a crise econômica foram importantes entraves para o desenvolvimento das ações do governo em seus quatro primeiros anos. 3- B Assim como para tantos outros revolucionários como Valdo descontentes desde o final do século XIX, a crença na revolução era o único combustível para um mundo melhor. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 95 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Primeira Guerra Mundial UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL corrida entre os anos de 1914 e 1918, a primeira grande guerra é marcada por milhares de mortes, economias destruídas e o surgimento dos EUA como a mais nova potência mundial, e o que era para ser um confronto entre países da Europa, acabou influenciando diretamente quase todo o mundo. A Europa passava por questões econômicas e políticas muito complexas oriundas das mazelas neocoloniais do século XIX, países como Inglaterra e França, que haviam ficado com a melhor “fatia do bolo”, ou seja, com as regiões mais ricas e de exploração infinitamente mais rentável estavam economicamente preparados para o progresso, enquanto Alemanha e Itália que além de terem uma unificação tardia, ficaram de fora do processo neocolonial abarcando apenas regiões exploratórias menos prósperas, o que fazia com que nadassem contra a corrente em uma concorrência desleal. É importante salientar que as novas colônias exploradas eram, além de importantes produtoras de matéria-prima, um mercado consumidor imenso para o escoamento da produção industrial das grandes potências europeias. Outro fator importante sobre o período que antecede a Primeira Guerra, é a chamada Paz Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 96 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Armada, quando os países europeus passam a investir de maneira pesada na indústria bélica e no fortalecimento de seus exércitos pensando na iminência de possíveis conflitos ocasionados por disputas comerciais ou coisas do tipo. Existiam ainda, questões de cunho nacionalistas como o pangermanismo que defendia, desde a unificação alemã, a união de todos os povos de origem germânica formando uma “Grande Alemanha”, ideal que confrontava o chamado pan- eslavismo, que em contrapartida, defendia a união de todos os povos de origem eslava formando uma nação poderosa e expansionista liderada pela Rússia. Além disso, a Alemanha era assombrada ainda pelo o revanchismo francês devido à perda da região de Alsácia- Lorena para os alemães na guerra Franco Prussiana. Para completar os fatores combustíveis para a eclosão do conflito, a Inglaterra via a Alemanha como uma concorrente comercial extremamente forte e com uma linha de raciocínio estratégico que a alavancaria mais rápido do que os ingleses gostariam. O início da guerra se dá com o assassinato do príncipe herdeiro do Império Austro-húngaro (aliado da Alemanha, portanto, pangermanista), o arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, na Bósnia-Herzegovina. A visita soava como uma certa afronta e depois de investigações, ficou constatado que o responsável pelo homicídio foi um jovem membro da sociedade secreta sérvia Mão Negra, contrária à influência da Áustria-Hungria na região dos Balcãs. O governo sérvio se nega a tomar providências contra o grupo Mão Negra e seus membros fazendo com que o Império Austro-húngaro declarasse no dia 28 de julho de 1914, guerra à Sérvia. Devido a alianças feitas anteriormente e que prevaleceriam depois do início da guerra (com ex- ceção da Itália), o cenário da rivalidade estava pos- to: de um lado a Tríplice Aliança formada por Ale- manha, Itália e Império Austro-húngaro e do outro, a Tríplice Entente, composta por Inglaterra, França e Rússia. O Brasil, participa da guerra ao lado da Tríplice Entente enviando soldados, médicos, enfermeiros e alguns armamentos. A Primeira Guerra é marcada pelo entrinchei- ramento de soldados em campos opostos e essa estratégia de trincheiras cavadas ao longo de mi- lhares de quilômetros fez que o confronto durasse muito mais tempo do que o necessário, pois por não ser uma guerra de movimento, os territórios conquistados eram muito pequenos. Tanques de guerra aparecem pela primeira vez abalando ainda mais o psicológico dos inúmeros soldados amon- toados em buracos sujos, cheios de ratos, passan- do fome e deprimidos, e aviões passam a ser utilizados como armas de guerra. Francisco Fernando da Áustria-Hungria Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 97 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Foi só em 1917 que a guerra ganha novos rumos com a saída da Rússia motivada por ques- tões internas e entrada dos Estados Unidos, moti- vado por questões econômicas. Os EUA entram no conflito trazendo novos armamentos e um exército renovado derrotando, assim, a Tríplice Aliança no ano de 1918. Representação do assassinato do arquiduque Francisco Fernando da Áustria-Hungria por Gavrilo Princip, um estudante sérvio da Bósnia Os países que compunham a Tríplice Alian- ça foram obrigados a assinar o Tratado de Versa- lhes, que entre diversas punições incluía a devo- lução da região de Alsácia-Lorena à França e inde- nizações vultuosas a seus adversários. O mundo pós-guerra ganha novos contor- nos. Com as milhares de baixas na população masculina europeia, as mulheres são obrigadas a partir para o mercado de trabalho, principalmente nas fábricas, os EUA tornam-se os maiores forne- cedores de bens de consumo do mundo e a Europa retrocede em décadas o tão almejado progresso. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 98 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL Questões 1- UFSC - O campo de batalha é terrível. Há um cheiro de azedo, pesado e penetrante de cadá- veres. Homens que foram mortosno último outubro estão meio afundados no pântano e nos campos de nabos em crescimento. As pernas de um soldado inglês, ainda envoltas em polainas, irrompem de uma trincheira, o corpo está empilhado com outros; um soldado apoia o seu rifle sobre eles. Um pequeno veio de água corre através da trincheira, e todo mundo usa a água para beber e se lavar; é a única água disponível. Ninguém se importa com o inglês pálido que apodrece alguns passos adiante. BINDING, Rudolf Georg. Um fatalista na guerra. In: MARQUES, Adhemar et alii. História contemporânea através de textos.11. ed. São Paulo: Contexto, 2005. p. 119. Sobre a Primeira Guerra Mundial, é CORRETO afirmar que: a) a Primeira Guerra Mundial tem suas motivações vinculadas às disputas nacionalistas e imperialistas articuladas à política de alianças das grandes potências da época b) a entrada da Rússia na guerra, logo após a Revolução Bolchevique de 1917, foi decisiva para o desfecho favorável aos países vinculados à Tríplice Aliança c) não houve participação brasileira na Primeira Guerra, pois a organização do país como República, imprescindível para a formação de tropas militares, ainda era muito recente d) a gripe espanhola ocorreu durante a Primeira Guerra Mundial e foi vista como ameaça para as nações em conflito; porém, com o desenvolvimento dos antibióticos no início do século XX, a doença foi controlada sem gerar maiores consequências 2- Acafe - Completam-se cem anos do término da Grande Guerra (1914-1918). A Primeira Guerra começa europeia e termina como um conflito mundial. No contexto desta guerra, e acerca de seus antecedentes, todas as alternativas estão corretas, exceto a: a) As rivalidades imperialistas originárias desde o século XIX entre ingleses e alemães também contribuíram para a formação de alianças militares distintas. b) Os russos, que faziam parte da Tríplice Entente, assinaram um armistício com os alemães e retiraram-se da guerra por causa da revolução que acontecia em seu território. c) A Questão da Bósnia-Herzegovina, que tinha os sérvios e austríacos como aliados, desencadeou a Questão Balcânica quando os alemães invadiram Sarajevo. d) Os Estados Unidos da América entraram militarmente na guerra em 1917, ao lado da Tríplice Entente. Esta participação estadunidense foi determinante para o término da guerra em 1918. 3- Três décadas — de 1884 a 1914 — separam o século XIX — que terminou com a corrida dos países europeus para a África e com o surgimento dos movimentos de unificação nacional na Europa — do século XX, que começou com a Primeira Guerra Mundial. É o período do Imperialismo, da quietude estagnante na Europa e dos acontecimen- tos empolgantes na Ásia e na África. O processo histórico citado contribuiu para a eclosão da Primeira Grande Guerra na medida em que a) difundiu as teorias socialistas. b) acirrou as disputas territoriais. c) superou as crises econômicas. d) multiplicou os conflitos religiosos. e) conteve os sentimentos xenófobos. ARENDT, H. As origens do totalitarismo. São Paulo: Cia. das Letras, 2012. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 99 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 20 - PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL 1- A Além das questões nacionalistas e imperialistas, não podemos esquecer que as alianças formadas pelos principais atores do conflito anteriormente traziam motivos relacionados às questões neocoloniais. 2- C A Questão Balcânica consistia na luta da região dos Balcãs pela independência, pois estavam sob o domínio do Império Turco-otomano, Império Russo e Império Austro-húngaro. A invasão de Sarajevo pela Alemanha ia de encontro com a ideologia pangermanista o que levaria para mais longe ainda o sonho da independência balcânica. 3- B Acirrou ainda mais as disputas territoriais. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 100 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Crise de 1929 UNIDADE 21 - CRISE DE 1929 s dez anos que antecedem a crise de 1929 são marcados por uma montanha russa econômica nos Estados Unidos, que culminará na maior crise do sistema liberal vista até o momento Passando pelo período de maior prosperida- de de sua história, entre os anos de 1919 e 1925, os estadunidenses não viam a menor possibilidade de que o cenário econômico extremamente positivo pudesse mudar de direção, pois tornando-se os maiores produtores e fornecedores de bens de consumo do mundo, os Estados Unidos tinham mercado suficiente para escoar sua produção e aumentar cada vez mais seus lucros. O enriquecimento estadunidense permitiu, também, novas relações financeiras dentro do país como a expansão do crédito, por exemplo, o que aumentava cada vez mais o consumo interno. Além da oferta de crédito, o momento propiciou aumento nos salários e a criação de inúmeros novos postos de trabalho, tudo isso com o governo injetando mais dinheiro cada vez que a menor crise pudesse acontecer. Essa expansão de crédito apresentava taxas de juros muito longe das reais e as reservas eram na verdade amparadas na poupança. E como a única coisa que era visível pelos investidores era a expansão, quem tinha ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque só enxergava o crescimento, o que os estimulava a ampliar seus negócios e investir Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 101 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 21 - CRISE DE 1929 cada vez mais. Em 1925, a Europa passa a apresentar seus primeiros sinais de recuperação econômica, dei- xando de consumir uma parcela significativa de pro- dutos dos Estados Unidos. O cenário, então, torna- se o seguinte: taxas de juros artificiais, muito dinhei- ro sem lastro circulando com a oferta de crédito al- tíssima, super produção com o aumento de negó- cios e uma boa quantidade de mercado consumidor perdido. Quando as consequências reais dessa fór- mula para o fracasso passam a aparecer de forma inevitável, acontece o que os economistas chamam de Bolha Inflacionária. Uma enorme crise desaba sobre os Estados Unidos com a quebra da Bolsa de Nova Iorque acabando com sua economia e levando todos os países que estavam atrelados a ele junto. Falências, desemprego em massa, ações desvalorizadas e a perda de dinheiro trazem consigo o desespero geral aliado a fome e a perda de moradias. O que era um país inabalável com seu lindo “american way of life” e seus eletrodomésticos desejados por todo o mundo, torna-se um caótico campo de miseráveis e suicidas. Neste momento até mesmo o Brasil sofre alguns impactos como a perda na venda do café Fila de famílias esperando por ajuda financeira. Diversos programas de ajuda social foram criados pelo governo dos Estados Unidos a partir de 1933. exportado em grande quantidade para os estadunidenses. Porém, o colapso da economia norte americana serviu como mola propulsora para a industrialização na América Latina que teria seu “boom” na década de 1930. Com a eleição de Franklin Roosevelt, medidas mais eficazes contra a crise são tomadas por meio da política do New Deal (Novo Acordo), influenciado pela teoria econômica de John Maynard Keynes, que defendia a mediação do Estado para garantir o bem- estar social, ideia oposta ao liberalismo em vigor até a crise. O New Deal consistia em medidas com intervenções estatais severas como: ● Direito a organização sindical para articulação entre Estado e trabalhadores ● Diminuição na jornada de trabalho para gerar novos postos de trabalho ● Limitação da produção agrícola, porém estimulando-a para que funcionasse de forma eficiente ● Desvalorização do dólar para aumentar as exportações mais significativas ● Criação de umsistema se seguridade social ● Empréstimos a bancos e empresas ● Criação de inúmeras obras públicas gerando emprego no setor de construção. As medidas trazidas pelo New Deal surtiram o efeito esperado tirando os EUA da crise e influenciaram outras economias ao redor do mundo. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 102 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 21 - CRISE DE 1929 - Migrant Mother, de Dorothea Lange Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 103 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 21 - CRISE DE 1929 Questões 1- UFES - O colapso deflagrado no mundo pela crise financeira dos anos 20 teve como principal ato o craque da Bolsa de Valores de Nova York, em outubro de 1929. Como consequência dessa crise, podemos destacar: a) os preços e salários subiram, aumentando a oferta de empregos na área industrial europeia. b) a Europa recuperou sua prosperidade com altos investimentos dos fundos particulares norte- americanos. c) o Brasil manteve-se fora da crise com contínuos aumentos das exportações do café. d) o mundo todo foi afetado drasticamente, quando a Inglaterra abandonou o padrão-ouro, permitindo a desvalorização da libra. e) nos primeiros anos da década de 30, a indústria alemã duplicou a sua produção, acarretando o crescimento do comércio mundial. 2- Vunesp - No fim da década de 20, anos de prosperidade, uma grave crise econômica, conhecida como a Grande Depressão, começou nos EUA e atingiu todos os países capitalistas. J. K. Galbraith, economista norte-americano, afirma que “à medida que o tempo passava tornava-se evidente que aquela prosperidade não duraria. Dentro dela estavam contidas as sementes de sua própria destruição.” (Dias de boom e de desastre in J.M. Roberts (org), História do Século XX.). A aparente prosperidade pode ser percebida nas seguintes características: a) o aumento da produção automobilística, a expansão do mercado de trabalho e a falta de investimentos em tecnologia. b) a destruição dos grandes estoques de mercadorias, o aumento dos preços agrícolas e o aumento dos salários. c) a cultura de massa com a venda de milhões de discos, as dívidas de guerra dos EUA e o aumento do número de empregos. d) a crise de superprodução, a especulação desenfreada nas bolsas de valores e a queda da renda dos trabalhadores. e) o aumento do mercado externo, o mito do American way of life e a intervenção do Estado na economia. 3- Enem - Ao deflagrar-se a crise mundial de 1929, a situação da economia cafeeira se apresentava como se segue. A produção, que se encontrava em altos níveis, teria que seguir crescendo, pois os produtores haviam continuado a expandir as plantações até aquele momento. Com efeito, a produção máxima seria alcançada em 1933, ou seja, no ponto mais baixo da depressão, como reflexo das grandes plantações de 1927-1928. Entretanto, era totalmente impossível obter crédito no exterior para financiar a retenção de novos estoques, pois o mercado internacional de capitais se encontrava em profunda depressão, e o crédito do governo desaparecera com a evaporação das reservas. FURTADO, C. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1997 (adaptado). Uma resposta do Estado brasileiro à conjuntura econômica mencionada foi o(a) a) atração de empresas estrangeiras. b) reformulação do sistema fundiário. c) incremento da mão de obra imigrante. d) desenvolvimento de política industrial. e) financiamento de pequenos agricultores. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 104 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 21 - CRISE DE 1929 1- D Economias do mundo todo precisaram tomar medidas emergenciais para conter os reflexos da crise dos EUA por estarem diretamente ligadas a ele. 2- D É necessário acrescentar, também, a falta de trans- parência inconsequente por parte das instituições financeiras estadunidenses. 3- D A quebra dos EUA e dos países europeus direta- mente ligados a eles, fez com que a concorrência industrial diminuísse significativamente abrindo espaço para a produção latino americana e sua inserção no mercado. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 105 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Totalitarismo UNIDADE 22 - TOTALITARISMO Totalitarismos – O Nazifascismo o longo do período entre guerras o mundo viu o capitalismo sofrer com o colapso do maior sistema liberal até aquele momento. Crise, inflação, desemprego e o empobrecimento da população aumentavam a cada dia e a busca por uma alternativa era latente. É nesse contexto que os regimes totalitários começam a surgir como uma solução para os problemas vividos pela Europa. Nascidos como partidos políticos radicais e extremistas, tanto o Nazismo quanto o Fascismo faziam oposição, também, ao comunismo e ao so- cialismo ascendentes na Europa e ao anarquismo presente desde o século anterior. As principais características do Nazifascismo são o nacionalismo exagerado como justificativa para a submissão de outros povos – e no caso do Nazismo, isso fica bem claro com a perseguição, principalmente, aos judeus - ; o militarismo; o anti- comunismo; o culto a força em detrimento da cultu- ra e da ciência; o unipartidarismo, corporativismo e a ameaça a qualquer grupo opositor, entre outras. O Fascismo Fundado em 1919 com o nome de Fascio de com- Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 106 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 22 - TOTALITARISMO combatimento,devido ao feixe (fascio) de lictor, sím- bolo do antigo Império Romano, a organização atrai mui-tos membros vendendo sua ideia de fortaleci- mento da nação italiana tão prejudicada pelos vizi- nhos europeus antes e depois da Primeira Guerra Mundial. Em 1920, liderados por Benito Mussolini, a organização se transforma em partido político dando origem ao Partido Nacional Fascista. Em 1921, o par-tido disputa as eleições conseguindo eleger 20 de-putados. Almejando o poder do partido no país, em 1922 é organizada a Marcha sobre Roma, quando membros do partido com suas camisas negras pressionam o rei Vitor Emanuel III a nomear Mussolini como Primeiro-Ministro. Cedendo à pres-são, Vitor III nomeia Mussolini e o encarrega de formar um novo governo para o país. Em 1924, o fascismo se torna mais truculen- to chegando a formar uma milícia para as eleições com o objetivo de obrigar os cidadãos a votarem em seus candidatos. Devido ao descontentamento de outros partidos, Mussolini decide tornar seu go- verno mais recrudescido e militarizado deixando muito nítido que a partir daquele momento a Itália vivia uma ditadura. Benito Mussolini (esquerda) e Adolf Hitler (direita) Nazismo Organizado no início da década de 1920 por Adolf Hitler, o Partido Nacional-Socialista dos Tra- balhadores Alemães (NAZI) surge com o mesmo propósito do partido fascista na Itália, porém, o NAZI tinha um outro objetivo, que era pressionar o fim da nova organização política iniciada na Ale- manha com a República de Weimar. Em 1933, após o incêndio do parlamento alemão Hitler e seu partido começam a pressionar o presidente da Alemanha para que este o desse mais poderes baseando-se em uma proposta com pontos fortíssimos para a economia e para a polí- tica. Em 1934 com a morte de Hindenburg (presi- dente), Hitler assume o governo se auto-entitulando Chanceler da Alemanha e mais adiante como “führer”, senhor de todos os alemães. Fundado em 1919 com o nome de Fascio de Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com| | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 107 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 22 - TOTALITARISMO Hitler desenvolve a base ideológica do que viria a ser o partido nazista enquanto ainda estava na prisão. Apostando no controle da população por meio de uma propaganda forte e persuasiva, Adolf Hitler logo cai nos gostos dos alemães sendo visto como o novo salvador da Alemanha que superaria, a partir de então, a humilhação sofrida pela derrota na Primeira Guerra Mundial. Utilizando o cinema e o rádio, Hitler consegue difundir seus ideais antissemi- tas e passa a perseguir judeus e todos aqueles que não faziam parte da raça pura defendida por ele, ou seja, da raça ariana. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 108 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 22 - TOTALITARISMO Questões 1- Fuvest - O período entre as duas guerras mundiais (1919-1939) foi marcado por: a) Crise do capitalismo, do liberalismo e da demo- cracia e polarização ideológica entre fascismo e comunismo. b) Sucesso do capitalismo, do liberalismo e da democracia e coexistência fraterna entre fascismo e comunismo. c) Estagnação das economias socialista e capitalista e aliança entre os E.U.A. e a U.R.S.S. para deter o avanço fascista na Europa. d) Prosperidade das economias capitalista e socialista e aparecimento da guerra fria entre os E.U.A e a U.R.S.S. e) Coexistência pacífica entre os blocos americano e soviético e surgimento do capitalismo monopolista. 2- Puc - “O Fascismo italiano e o Nazismo alemão conquistaram o respaldo de muitos setores da população, conseguindo um financiamento junto à alta burguesia. Assim puderam resolver a crise do capitalismo, com a instalação de ditaduras de direita que garantiram a ordem do sistema, os lucros e as propriedades.” Servindo de exemplo a muitos países também atingidos pelos efeitos da Grande Depressão, o totalitarismo: a) Reforçou o desenvolvimento armamentista, preparando o terreno para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. b) Transformou a Alemanha no país mais rico e poderoso da Europa, ameaçada em sua supremacia apenas pela Dinamarca. c) Organizou e contribuiu para a evolução do bloco capitalista, sob o controle dos Estados Unidos. d) Desenvolveu a tendência de cooperação entre os Estados. e) Reacendeu as velhas disputas nacionalistas existentes, desde o século XIX, entre a Grécia e a Turquia. 3- Cesgranrio - Entre Mussolini e Hitler, há em seus programas, pontos em comum, como a: a) Mobilização contínua das massas através de apelos nacionalistas e a manutenção de uma política de apoio aos socialistas. b) Ideia de centralização administrativa e o fortalecimento dos mercados de troca, principalmente ingleses. c) Organização militar da juventude e a não intervenção do Estado na vida econômica e política. d) Necessidade de fortalecimento do Estado e a adoção do corporativismo como base da reestruturação das relações sociais. e) Produção de um ideal bélico que acentuasse o gênio militar dos fascistas e a incorporação das minorias étnicas ao Estado com plena liberdade. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 109 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 22 - TOTALITARISMO 1- A Como colapso do liberalismo, comunistas e totali- taristas apresentam agendas para a recuperação da economia. 2- A O belicismo e o militarismo eram as características mais marcantes dos regimes totalitários, que por serem extremamente nacionalistas, buscavam sem- pre a supremacia militar em relação aos outros países. 3- D O fortalecimento do Estado era imprescindível para que o desenvolvimento almejado por seus líderes fosse colocado em prática, para isso era necessário que toda a nação estivesse em consonância. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 110 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Segunda Guerra Mundial UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL onflito ocorrido entre os anos de 1939 e 1945 envolvendo 72 nações e motivado por disputas econômicas, políticas, ideoló- gicas e revanchistas. Enquanto isso, o Brasil passa- va pelo Estado Novo, governo ditatorial da Era Vargas, que simpatizava bastante com Mussolini e Hitler. O período que antecede a segunda guerra mundial é marcado pela crise que se arrastava desde o término da primeira, agravado pela a ruína dos EUA em 1929 e todos os seus reflexos nos países da Europa. A Alemanha governada por Hitler tinha seu imaginário coletivo contaminado por suas ideias revanchistas geradas pela derrota humilhante na Primeira Guerra e pela assinatura do Tratado de Primeira Guerra e pela assinatura do Tratado de Versalhes (1919) que obrigava a Alemanha a pagar indenizações altíssimas aos países vencedores desestabilizando mais ainda sua economia. Compartilhando da mesma ideia de Adolf Hitler, Benito Mussolini consegue reforçar ainda mais o sentimento nacionalista de revanche na Itália. Esse revanchismo dos dois países europeus que se sentiam injustiçados e que eram governados por regimes totalitários e extremistas fez com que no ano de 1936, Alemanha e Itália assinassem um tratado de colaboração, isto é, a partir de agora os dois regimes mais recrudescidos da Europa estavam aliados. No mesmo ano, a Alemanha assinou tratados com a Espanha franquista e com o Japão a fim de impedir o avanço do comunismo Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 111 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br soviético no mundo e em 1939, assina o Pacto Germânico-Soviético de não-agressão com Stálin “garantindo” que não envolveria a URSS em seus planos de expansão territorial. Em 1938, a Alemanha anexou a Áustria e uma pequena parte da antiga Tchecoslováquia ba- seando-se na Teoria do Espaço vital, que consistia na ideia de que a raça ariana deveria povoar um único território expandindo-o o máximo possível. No dia 1º de setembro de 1939, a Alemanha invade a Polônia por meio de um ataque simultâneo por terra e pelo ar denominado blitzkrieg (guerra relâmpago) impossibilitando qualquer ofensiva polonesa, recu- perando, assim, a cidade de Danzig. Decretando guerra, Hitler invade em seguida Dinamarca, Noruega, Holanda e Bélgica e, no ano seguinte, o sul da França. A partir de então, for- mam-se o Eixo Berlim-Roma-Tóquio e a oposição liderada por Reino Unido e França chamados de Aliados. Ainda em 1941, o Japão ataca a base militar estadunidense de Pearl Harbor com o objetivo de neutralizar a tropa naval alocada ali. A atitude japo- nesa fez com que EUA, China, Reino Unido e Aus- trália declarassem guerra ao Japão, que por fazer parte do Eixo, recebe apoio alemão e italiano que declaram guerra aos Aliados. Em 1942, o governo brasileiro decretou estado de guerra contra a Ale- manha e a Itália enviando, em 1944, tropas para o continente europeu. Com a entrada dos EUA e o apoio da China, os Aliados assumem uma posição privilegiada em relação ao Eixo que vinha sofrendo derrotas conse- cutivas e em 1943, a Itália se retira da guerra . rigoroso e pelo fortíssimo Exército Vermelho. Enquanto tudo isso acontecia, dentro da Alemanha a perseguição, principalmente aos judeus, chegava a uma situação catastrófica com o holocausto matando mais de 6 milhões de pessoas. Traindo o Pacto Germânico-Soviético de não-agressão, Hitler invade a URSS em junho de 1941 e quando estavam perto de conquistar a cida-de de Salingrado, foram abatidos pelo inverno UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 112 HISTÓRIAGERAL gabaritageo.com.br No dia 6 de junho de 1944, o Eixo leva o golpe fatal, o chamado Dia “D” é marcado pela chegada das tropas aliadas (mais de 150 soldados) na Normandia no Noroeste da França expulsando os alemães da região. Em agosto libertaram Paris. Desaparecido desde 30 de abril 1945, Hitler não presenciou a ocupação de Berlim pelos soviéticos e nem a libertação da Polônia. Em 5 de maio de 1945, termina a guerra na Europa, porém, mesmo com o fim, o Japão conti- nuou seus ataques por estar perdendo territórios para os EUA e a ofensiva estadunidense foi o ata- que atômico às cidades de Hiroshima, em 6 de agosto e Nagazaki, no dia 9 do mesmo mês encer- rando de forma mais desastrosa ainda o conflito no mundo todo. Em 2 de setembro de 1945, o Japão assina sua rendição. No dia 6 de junho de 1944, o Eixo leva o golpe fatal, o chamado Dia “D” é marcado pela chegada das tropas aliadas (mais de 150 soldados) na Normandia no Noroeste da França UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 113 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar 1- ENEM - A participação da África na Segunda Guerra Mundial deve ser apreciada sob a ótica da escolha entre vários demônios. O seu engajamento não foi um processo de colaboração com o imperialismo, mas uma luta contra uma forma de hegemonia ainda mais perigosa. MAZRUI, A. “Procurai primeiramente o reino do político…”. In: MAZRUI, A.; WONDJI, C. (Org.). História geral da África: África desde 1925. Brasília: Unesco, 2010. Para o autor, a “forma de hegemonia” e uma de suas características que explicam o engajamento dos africanos no processo analisado foram: a) Comunismo / rejeição da democracia liberal b) Capitalismo / devastação do ambiente natural c) Fascismo / adoção do determinismo biológico d) Socialismo / planificação da economia nacional e) Colonialismo / imposição da missão civilizatória 2- UFRGS - Em 1942, o governo brasileiro decretou estado de guerra contra a Alemanha e a Itália, enviando, em 1944, tropas para o continente europeu. Com relação à participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que a) a experiência da Força Expedicionária Brasileira (FEB), durante a Primeira Guerra Mundial (1914- 1918), foi decisiva para o sucesso da expedição brasileira. b) a tomada de Monte Castelo, na Itália, foi a principal conquista militar realizada pelos pracinhas da FEB. c) o Brasil, durante o período em que permaneceu neutro em relação aos conflitos, não permitiu a instalação de bases militares norte-americanas em seu território. d) a participação do Brasil na guerra, contra os regimes nazifascistas, estava em consonância com a forma de governo democrática assumida por Getúlio Vargas, desde 1937. e) a participação do Brasil junto aos aliados concedeu ao país um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. 3- UFPR - Segundo a historiadora Regina da Luz Moreira, “o retorno dos contingentes da FEB precipitou (...) a queda de Vargas em 1945”. Fonte: CPDOC. "Fatos & Imagens > 1944: O Brasil vai à guerra com a FEB". Assinale a alternativa que justifica a declaração acima, relacionando a atuação do Brasil, por meio da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Segunda Guerra Mundial com o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945). a) Ao lutar pela democracia e contra os fascismos na Europa com a FEB, o governo de Vargas perdeu apoio interno ao manter regime autoritário. b) Ao lutar pela democracia e derrotar os fascismos na Europa, os pracinhas conquistaram apoio popular para derrubar a ditadura de Vargas. c) Ao derrubar o regime franquista na Espanha, os soldados brasileiros inspiraram a população a lutar por eleições, após 15 anos de Estado Novo. d) Ao derrotar os fascistas na Batalha de Monte Castelo na Itália, a FEB conquistou o apoio norte- americano para derrubar a ditadura de Vargas. e) Ao lutar pela libertação dos povos europeus, o governo brasileiro esgotou seus recursos financeiros no Exército, precipitando a queda de Vargas. UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 114 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- C Um capítulo esquecido da Segunda Guerra Mundial, é a participação de mais de 1 milhão de soldados africanos no enfrentamento ao Fascismo. 2- B A maior parte do contingente brasileiro enviado para o confronto, a partir de 1944, ao lado dos aliados foi para a Itália. 3- A A postura de Getúlio Vargas, antes e durante a Segunda Guerra, era de total apoio aos ideias nazifascistas e o apoio do Brasil aos aliados ocorreu apenas por conveniência, já que o Eixo estava sofrendo sucessivas derrotas e os EUA pressionavam o governo brasileiro para que tomasse uma posição. Desta forma, ainda que Vargas fosse simpatizante dos regimes totalitários europeus, lutar contra eles lá fora, mas manter uma ditadura aqui, fez com que a população passasse a enxergar sua incoerência e exigir o fim do Estado Novo. UNIDADE 23 - SEGUNDA GUERRA MUNDIAL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 115 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Guerra Fria om o final da Segunda Guerra Mundial, duas grandes potências despontam no mundo: Estados Unidos e URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).Com ideologias totalmente opostas, a rivalidade era inevitável deixando pairar no mundo um clima de tensão e temor de que uma nova guerra pudesse acontecer. Essa rivalidade trouxe consigo uma bipolarização, de um lado os EUA tentando impedir o avanço do socialismo no mundo e, do outro, Stálin e sua URSS tentando impedir o monopólio capitalista e a desigualdade gerada por ele. É esse o cenário da chamada Guerra Fria, período que vai do ano de 1945 até 1989, quando EUA e URSS, ainda que rivais, não se envolvem em nenhum conflito armado direto, mas que gera uma série de confrontos ao redor do mundo e impactos na economia, política e sociedade em quase todo o planeta, levando países a se aliarem aos novos blocos formados para obterem proteção e condições mínimas de se relacionar comercialmente uns com os outros. UNIDADE 24 - GUERRA FRIA Para impedir o avanço do socialismo no Mundo, como citado anteriormente, o então presidente Henry Truman cria a chamada Doutrina Truman (1947) e, para alguns historiadores, esse é o verdadeiro início da Guerra Fria. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 116 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Com o objetivo de reerguer seus aliados e garantir seu apoio, o general George Marshall de- senvolve o chamado Plano Marshall, que consistia em um programa econômico de ajuda financeira aos países europeus devastados pela guerra que pertencessem ao bloco capitalista oferecendo, in- clusive, a Stálin que recusou por questões ideoló- gicas. Em contrapartida, no ano de 1949, a URSS cria o COMECON (Conselho de Assistência Econô- mica Mútua), plano de auxílio econômico aos países aliados ao bloco socialista. EUA já haviam provado seu poder atômico em 1945 com as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki e, em 1949, a URSS faz seus primeiros testes nucleares, dando início à corrida armamentista. Ainda em 49, os EUA criam a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que era uma espécie de braço armado do bloco capitalista, uma aliança militar dos países aliados do ocidente para sua defesa caso houvesse alguma ofensiva do bloco adversário e em 1955, como resposta, a URSS cria o Pacto de Varsóvia. Todos estes feitos tecnológicos deixaram muitos legados e até hoje desfrutamosde suas descobertas. Por outro lado, diversos conflitos como a guerra da Coreia, do Vietnã, Crise dos Mísseis (Cuba) etc., foram causados por questões ideológicas provenientes dessa bipolarização, como a construção do Muro de Berlim em 1961. O muro dividia a cidade de Berlim em duas partes, ocidental, sob o domínio capitalista e oriental, sob o domínio socialista. A construção tinha 155 quilômetros e era guardada por policiais autorizados a atirar em qualquer um que tentasse atravessar para o outro lado. Famílias e amigos ficaram separados por mais de vinte anos até que após a imensa crise da URSS e o enfraquecimento da guerra, o muro foi derrubado em 1989 marcando o fim da Guerra Fria. Em 1957, a grande competição tecnológica entre as duas potências, além de fomentar a corrida armamen- tista, deu início à grande corrida espacial que leva, pela primeira vez, satélites e homens ao espaço, como o UNIDADE 24 - GUERRA FRIA astronauta estadunidense Neil Armstrong e o cosmonauta soviético Yuri Gagarin Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 117 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar Questões 1- ENEM - “Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não foram um período homogêneo único na história do mundo. […] Dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da União Soviética.” HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. O período citado no texto e conhecido por Guerra Fria pode ser definido como aquele momento histórico em que houve: a) corrida armamentista entre as potências imperialistas europeias ocasionando a Primeira Guerra Mundial. b) domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas do Norte. c) choque ideológico entre a Alemanha Nazista/União Soviética Stalinista, durante os anos 1930. d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, como a China e o Japão. e) constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra Mundial. 2- Uerj - Se há apenas cinco ou dez anos dissessem a alguém em Cuba que um presidente norte-americano visitaria a Ilha, a resposta seria um sorriso irônico; mas se fosse mencionada a possibilidade de ver os Rolling Stones tocando em Havana, a reação teria sido uma gargalhada – ou um grito, se a pessoa assim informada tivesse seus 60 ou 70 anos de vida. Porque aqueles que fomos jovens em Cuba na década de 1960 dificilmente esqueceremos as críticas políticas quando confessávamos ouvir os Beatles ou os Stones. Quem poderia ter previsto? Definitivamente, os tempos estão mudando. LEONARDO PADURA. Adaptado de Folha de S. Paulo, 12/03/2016. As considerações do escritor sobre a sociedade cubana indicam que, na década de 1960 e no momento atual, as diferenças entre as condições de vida são contextualizadas, respectivamente, pelos seguintes aspectos das relações internacionais: a) expansão mundial de regimes totalitários – supremacia das concepções neoliberais b) crescimento da influência global soviética – afirmação da hegemonia norte-americana c) bipolaridade entre capitalismo e socialismo – multipolaridade da ordem econômica d) política externa independente na América Latina – integração das nações subdesenvolvidas. 3- Uern - A eclosão da guerra entre os blocos era improvável, mas a paz era impossível, sintetizava o cientista político francês Raymond Aron. A paz era impossível porque não havia maneira de conciliar os interesses em disputa. Um sistema só poderia sobreviver à custa da destruição total do outro. E a guerra era improvável porque os dois blocos tinham acumulado tamanho poder de destruição que, se acontecesse um conflito generalizado, seria, com certeza, o último. [...] (José Arbex Júnior. Guerra Fria: o Estado terrorista. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2005. p. 10. Coleção Polêmica.) UNIDADE 24 - GUERRA FRIA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 118 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br De acordo com o contexto da Guerra Fria descrito anteriormente, analise as afirmativas. I. “Foi o oferecimento aos países da Europa ocidental de matérias-primas, produtos e capital, na forma de créditos e doações. Um verdadeiro programa de ajuda econômica e militar dos EUA aos países destruídos pela Guerra.” II. “A resposta do bloco socialista veio a partir da formação de uma aliança entre a URSS e alguns países da Europa Oriental.” As afirmativas I e II se referem às estratégias distintas adotadas, respectivamente, pelos EUA e URSS durante a Guerra Fria. Trata-se de a) Macarthismo e Sionismo. b) Plano Marshall e Pacto de Varsóvia. c) Doutrina Truman e Política do Big Stick. d) Destino Manifesto e Estado de Bem-Estar Social. UNIDADE 24 - GUERRA FRIA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 119 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- E EUA e URSS foram os grandes responsáveis pela derrota do Eixo e despontam como as grandes novas potências mundiais. 2- C A bipolarização do mundo trouxe impactos em todos os setores da sociedade e em quase todo o mundo. 3- B Aproveitando para lembrar que ambas as lideranças da Guerra Fria viviam em uma competição constante, o Plano Marshall deu origem ao COMECON como contrapartida soviética, a OTAN ao Pacto de Varsóvia e assim por diante. UNIDADE 24 - GUERRA FRIA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 120 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Revolução Chinesa partir de 1949, a China passa por um pro- cesso de fortalecimento econômico que abre caminho para seu possível desenvol- vimento industrial e consolida a ascensão do comunismo no país. Fundado no ano de 1921, o Partido Comu- nista Chinês (PCC) tinha como uma das lideranças, Máo Tsé-tung (Mao Zedong) que em 1949, após anos de guerra civil, proclamou a República Popu- lar da China. Conhecida também como Grande Re- volução Proletária da China, a Revolução Cultural promovida por Mao Tsé trouxe, além de inúmeras mudanças, mortes e fortes perseguições aos opo- sitores do regime e com o objetivo de substituir algumas das lideranças e formar um novo quadro político dentro do Partido Comunista Chinês, que fosse favorável a seus interesses, Mao provoca a chamada “limpeza política” para que seu projeto pudesse prosseguir sem obstáculos, já que o projeto inicial de desenvolver uma indústria forte e passível de concorrer com o resto do mundo denominado “Grande Salto Adiante” (1958) fracassou. O objetivo do Grande Salto Adiante era transformar a China em um país industrializado a todo custo, para tanto, o cultivo de gêneros agrícolas, que era a principal atividade econômica chinesa no período, foi deixado de lado e como o projeto fracassou a fome entra em cena tornando o cenário desolador matando mais de 20 milhões de pessoas. Para conseguir o apoio necessário e seguir sem os opositores, Mao convoca principalmente a UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 121 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br juventude por meio de uma propaganda motivadora prometendo combater os “Quatro Velhos” que impediam o crescimento chinês: o velho pensamento, os velhos hábitos, a velha cultura e os velhos costumes. Assim começa a Revolução Cultural na China. Enaltecendo o campesinato e o operariado, Maodesdenha da intelectualidade minimizando sua importância e fazendo com que a população passasse a enxergar a arte, a ciência e a cultura no geral como algo desnecessário e muitas vezes prejudicial. Estudantes denunciavam professores, queimavam livros, destruíam monumentos e provocavam motins. Ainda em 1941, o Japão ataca a base militar estadunidense de Pearl Harbor com o objetivo de neutralizar a tropa naval alocada ali. A atitude japo- nesa fez com que EUA, China, Reino Unido e Aus- trália declarassem guerra ao Japão, que por fazer parte do Eixo, recebe apoio alemão e italiano que declaram guerra aos Aliados. Em 1942, o governo brasileiro decretou estado de guerra contra a Ale- manha e a Itália enviando, em 1944, tropas para o continente europeu. UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA Conhecidos como a “Guarda Vermelha”, essa juventude deu fôlego e um destaque exacerbado a Mao Tsé, que por meio do “Livro Vermelho” distribuído obrigatoriamente nas escolas e em todas as instituições chinesas, difundia seus pensa- mentos e impunha o que ele acreditava a toda a população.o e França chamados de Aliados. Cantina dentro de uma comuna popular. O slogan na parede diz Coma de graça, trabalhe duro. Emblema nacional da República Popular da China Mao Tsé-Tung Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 122 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar Questões 1- ESPM - Em 1949 chegava ao fim a Revolução Chinesa. Sob a liderança de Mao Tsé-Tung foi fundada a República Popular da China. A partir de 1950, a China ocupou lugar crucial no jogo de poder mundial que marcou a Guerra Fria e o século XX. Sobre a história dos chineses desde a fundação da República Popular da China até os dias atuais é correto assinalar: a) Ao término da revolução, em 1949, Mao Tsé- Tung assumiu o governo da República Popular da China, enquanto Chiang Kai-Shek encontrou refúgio em Taiwan e lá fundou a China Nacionalista. b) Ao término da revolução, em 1949, a China estava completamente unificada sob o governo de Mao Tsé-Tung. c) Desde a sua fundação, em 1949, a República Popular da China passou a tomar parte do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) como membro permanente com direito a veto. d) Apenas após o desmoronamento da União Soviética, em 1991, foi que a China foi admitida como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, com direito a veto. e) Em 1997, Hong Kong, após longo tempo de dominação britânica, foi devolvida ao controle da China popular, tendo sido imediatamente imposto o socialismo em Hong Kong. 2- Mackenzie - "(...) Para os mais velhos, Mao é um constrangimento. É raro encontrar quem o defenda. Ao fim da viagem, quando eu já me conformava com o ritmo lento e as respostas esquivas dos chineses, testemunhei a única reação direta, quase intempestiva, de um professor de Economia da Universidade de Tsing-Hua, Denggao Long. Ao indagar se as mudanças na China mostravam uma verdadeira revolução de Deng, Long deu um pulo na cadeira e até arriscou o inglês: 'Revolução? Não! Reforma.' Eu sorri, e ele continuou: 'Revolução, nunca mais na China. A Revolução Cultural foi uma tragédia, um erro (...)'." Revista "Época", 06/2008 Que aspecto da Revolução Cultural Chinesa, ocorrida entre as décadas de 1960/1970, justificaria a afirmação destacada no trecho anterior? Assinale a alternativa que responde, corretamente, à questão . a) A Revolução Cultural agiu em favor da burocratização do Estado Chinês e da planificação excessivamente centralizada da economia. b) No plano econômico, a Revolução Cultural atrasou o avanço tecnológico do país, entre outros aspectos, devido às inúmeras perseguições a intelectuais, cientistas e educadores. c) Por meio da mudança de mentalidade, o governo maoísta pretendia consolidar os ideais revolucionários burgueses, em detrimento da massa camponesa. d) A Revolução Cultural combateu, duramente, o isolamento tradicional da cultura chinesa, valorizando o cosmopolitismo e a inovação criadora trazida pelo Comunismo. e) Defendendo uma revolução proletária urbana, nos moldes da Revolução Russa, Mao Tse-tung precisou usar de extrema violência para conter a participação da massa camponesa, o que resultou em massacre. 3- FGV - Em 1949, uma revolução comunista tomou o poder na China. Foi o resultado de uma longa série de conflitos internos e externos. A esse respeito é correto afirmar que: UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA (José Jobson Arruda – História Moderna e Contemporânea) Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 123 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br a) até a revolução, a China era dominada por potências imperialistas e o governo nacionalista não conseguia solucionar os problemas econômicos e as pressões regionais por autonomia. b) os comunistas foram liderados por Chiang Kai- shek, que se aliou a Mao Tsé-tung contra as potências imperialistas. c) as tropas comunistas de Mao Tsé-tung se organizaram a partir da China Nacionalista, fundada em Taiwan. d) os Estados Unidos se aproximaram do governo imperial chinês, impedindo a substituição do regime por uma república nacionalista. e) as potências capitalistas consideraram imediatamente o governo comunista de Pequim como representante do povo chinês. UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 124 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- A Mao Tsé-tung (Mao Zedong) participou dos consecutivos anos de guerra civil como uma forte liderança, assim, com o enfraquecimento do governo que o antecede, Mao vê a oportunidade de assumir o poder e dar início a seu projeto personalista. 2- B Com a perseguição à ciência, a tecnologia não se desenvolveu. Professores e pesquisadores foram perseguidos e enviados a campos de trabalho forçado para serem “reeducados”. 3- A É muito importante lembrar que o território chinês era dominado por países europeus como França e Inglaterra que tornavam suas atividades econômicas limitadas e sem autonomia. UNIDADE 25 - REVOLUÇÃO CHINESA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 125 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Descolonização Afro-asiática UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E DA ÁSIA pós a Segunda Guerra Mundial, o enfra- quecimento das metrópoles europeias e a destruição de suas economias abriram caminho para que as lutas por independência na África e na Ásia ganhassem ainda mais força. Com isso, as novas nações independentes procuraram organizar-se e articular-se de forma internacional de acordo com suas similaridades por meio das chamadas Conferências de Solidariedade Afro- Asiáticas, realizadas em Bandung (1955) e no Cairo (1957) já que vinham de um histórico de exploração parecido. O processo de descolonização da África se dá por meio de inúmeras lutas, com lideranças fortes e com o apoio popular se estendendo do final do século XIX com a independência da Libéria, em 1847, até 1993 com a tardia independência da Eritreia. A descolonização do continente africano dá origem a mais nações e força para as que já existiam. Milhares de africanos foram recrutados para lutar na Segunda Guerra ao lado de seus colonizadores gerando mais revolta e aumentando ainda mais o sentimento nacionalista e com o início da Guerra Fria os revolucionários africanos passam a receber apoio dos blocos capitalista ou socialista Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 126 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E DAÁSIA de acordo com suas ideologias. Além disso, o Pan- africanismo, que defendia a união de todos os povos africanos, ganha destaque e torna-se um dos pontos fortes nas lutas independentistas. No caso asiático, as nações conquistam sua independência em momentos próximos, como uma onda revolucionária. As Filipinas conseguem sua independência em 1946, seguidas por Irã, Paquistão, Índia, Camboja e China antes mesmo de 1950. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 127 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E DA ÁSIA Questões 1- Cesgranrio - "A Conferência está de acordo em declarar que o colonialismo, em todas as suas manifestações, é um mal a que deve ser posto fim imediatamente." (DECLARAÇÃO DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG, abril de 1955) Após a Segunda Guerra Mundial, a dominação ocidental no continente asiático e no continente africano foi contestada por movimentos locais de confronto com as nações imperialistas, em prol da independência e da autodeterminação dos povos desses continentes. Dentre os fatores que possibilitaram o processo de descolonização afro- asiático, NÃO podemos apontar a (o): a) influência da doutrina socialista, principalmente nas áreas coloniais que sofreram transformações revolucionárias, tais como o Vietnã e Angola. b) transferência para as áreas coloniais de uma ideologia humanista e antinacionalista, expressa na organização doutrinária do Bloco dos Não- Alinhados. c) deslocamento dos centros hegemônicos das decisões políticas internacionais da Europa para os EUA e a U.R.S.S. d) enfraquecimento das potências coloniais europeias provocado por sua participação na Segunda Guerra Mundial. e) fim do mito da inferioridade dos povos afro- asiáticos, em virtude das vitórias japonesas contra os ocidentais na guerra do Pacífico. 2- Fgv - "... em 1955, em Bandung, na Indonésia, reuniram-se 29 (...) países que se apresentavam como do Terceiro Mundo. Pronunciaram-se pelo socialismo e pelo neutralismo, mas também contra o Ocidente e contra a União Soviética, e proclamaram o compromisso dos povos liberados de ajudar a libertação dos povos dependentes...» A conferência a que o texto se refere é apontada como um a) indicador da crise do sistema colonial por representar os interesses dos países que estavam sofrendo as consequências do processo de industrialização na Europa. b) indício do processo de globalização da economia mundial uma vez que suas propostas defendiam o fim das restrições alfandegárias nos países periféricos. c) sintoma de esgotamento do imperialismo americano no Oriente Médio, provocado pela quebra do monopólio nuclear a favor dos árabes. d) sinal de desenvolvimento da economia dos denominados "tigres asiáticos" que valorizou o planejamento estratégico, a industrialização independente e a educação. e) marco no movimento descolonizador da África e da Ásia que condenou o colonialismo, a discriminação racial e a corrida armamentista. 3- Pucsp - "A economia dos países africanos caracteriza-se por alto endividamento externo, elevadas taxas de inflação, constante desvalorização da moeda e grande grau de concentração de renda, mantidos pela ausência ou fraqueza dos mecanismos de redistribuição da riqueza e pelo aprofundamento da dependência da ajuda financeira internacional, em uma escala que alguns países não tiveram nem durante o colonialismo". Leila Leite Hernandez. "A África na sala de aula". São Paulo: Selo Negro Edições, 2005, p. 615. O fragmento caracteriza a atual situação geral dos países africanos que obtiveram sua independência na segunda metade do século XX. Sobre tal caracterização pode-se afirmar que: a) deriva sobretudo da falta de unidade política Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 128 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E DA ÁSIA entre os Estados nacionais africanos, que impede o desenvolvimento de uma luta conjunta contra o controle do comércio internacional pelos grandes blocos econômicos. b) é resultado da precariedade de recursos naturais no continente africano e da falta de experiência política dos novos governantes, que facilitam o agravamento da corrupção e dificultam a contenção dos gastos públicos. c) deriva sobretudo das dificuldades de formação dos Estados nacionais africanos, que não conseguiram romper totalmente, após a independência, com os sistemas econômicos, culturais e político-administrativos das antigas metrópoles. d) é resultado exclusivo da globalização econômica, que submeteu as economias dos países pobres às dos países ricos, visando à exploração econômica direta e estabelecendo a hegemonia norte- americana sobre todo o planeta. e) deriva sobretudo do desperdício provocado pelas guerras internas no continente africano, que tiveram sua origem no período anterior à colonização europeia e se reacenderam em meio às lutas de independência e ao processo de formação nacional. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 129 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 26 - DESCOLONIZAÇÃO DA ÁFRICA E DA ÁSIA 1- C É justamente nesse momento que as novas potências mundiais, EUA e URSS veem a oportunidade de expandir ainda mais seus domínios com a cooptação do apoio das novas nações independentes. 2- E Esse momento marca a luta por liberdade em todos os sentidos. A partir do processo de descolonização nenhum tipo de opressão que ferisse a autonomia das novas nações independentes seria tolerado. 3- C Ainda que o continente africano estivesse independente politicamente, sua estrutura econômica ainda seguiu abalada dificultando uma possível recuperação. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 130 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Revolução Cubana té o ano de 1959, Cuba vivia sob a égide dos Estados Unidos, isso devido a sua primeira luta por independência em 1898, quando ainda era colônia da Espanha. Como lutaram ao lado dos cubanos e conseguiram um acordo de paz com a coroa espanhola, os estadunidenses se viram no direito de estabelecer uma espécie de protetorado em Cuba por meio da chamada Emenda Platt, que autorizava a intervenção estadunidense na ilha para protegê-la e manter sua independência. Aceitá-la era a condição para que os EUA retirassem suas tropas da ilha caribenha. Em 1933, a Revolta dos Sargentos, liderada por Fulgêncio Batista coloca um fim aos desmandos estadunidenses em Cuba, mas não acaba com toda sua influência. Batista se mantém como chefe das forças armadas até 1940, quando foi eleito presidente cumprindo seu mandato até 1944. Em 1952, Batista volta ao poder por meio de um golpe de Estado apoiado pelos Estados Unidos que mantiveram o monopólio da indústria açucareira e do turismo por todo o governo de Fulgêncio. Esse monopólio estadunidense, consentido por Batista, aumentava o descontentamento do povo cubano e uma forte oposição se forma. No dia 26 de julho de 1953 acontece a primeira ofensiva por parte dos revolucionários: o Assalto ao Quartel Moncada, em Santiago de Cuba. Liderado por Fidel Castro, Abel Santamaria e Raúl Castro o ataque contava com mais 128 guerrilheiros, eram 135, porém, 4 deles desistiram horas antes do ataque após as UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 131 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br palavras de Fidel: “Companheiros: Poderemos vencer dentro de poucas horas ou sermos vencidos, mas em todo caso, ouçambem, companheiros, o movimento triunfará de qualquer forma. Se vencermos amanhã, será mais cedo do que Martí esperava. Se ocorrer o contrário, nosso gesto servirá de exemplo ao povo de Cuba, para tomar a bandeira e seguir adiante, o povo nos apoiará no oriente e em toda a ilha. Jovens do Centenário do Apóstolo! Como em 68 e 95, aqui no oriente damos o primeiro grito de Liberdade ou Morte! Vocês já conhecem os objetivos do plano. Sem dúvida alguma é perigoso, e todo aquele que saia comigo esta noite deve fazê-lo por sua vontade absoluta. Ainda está em tempo de decidir. Alguns terão que ficar por falta de armas, aqueles que estão determinados a ir, deem um passo à frente (foi este o momento em que quatro desistiram, Nota do Autor). A consigna é não matar, a não ser como última necessidade”. No primeiro confronto com as tropas de Fulgêncio, houve uma baixa enorme na tropa revolucionária, 60 homens foram mortos. Porém, a revolução já havia se espalhado e enquanto Batista era atacado politicamente por todos os lados, inclusive pelos EUA, seu poder era cada vez mais enfraquecido. UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA Fracassada a ofensiva, vários jovens morreram e os sobreviventes foram presos e condenados a 20 anos cada um, porém, devido a uma forte pressão popular Batista se vê obrigado a anistiá-los. Fidel se exila no México e prepara um novo ataque, agora em parceria, também, com Che Guevara. Castro volta à Cuba em 1956 acompanhado de mais 80 homens que seguiram para Sierra Maestra. Fidel Castro na prisão em julho de 1953 após o Assalto ao Quartel Moncada. Em 31 de dezembro de 1958, a província de Santa Clara foi conquistada pelos rebeldes por meio da Batalha de Santa Clara, seguida por outras províncias centrais aumentando cada vez mais o apoio da população à revolução. Na madrugada, o ditador Fulgêncio Batista foge para a República Dominicana e no dia 1º de janeiro Raúl, Fidel, Che, Camilo Cienfuegos e todas as tropas revolucionárias chegam a Havana e tomam o poder. É dado início à verdadeira revolução em Cuba. “Todos nós que fomos à guerra, sabemos que a Pátria precisa de nossos esforços e de nossos braços. Se na guerra empunhamos os fuzis, hoje estamos dispostos a pegar as enxadas enxadas para semear a terra, para que esta nossa Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 132 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br terra produza o que precisamos; para que Cuba cresça, para que Cuba floresça, para que a reforma agrária seja um exemplo para os demais países irmãos, para sair da miséria em que vivemos durante mais de 50 anos.” Camilo Cienfuegos. Havana, 1959. UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 133 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar Questões 1- FGV - Em janeiro de 1959, tropas revolucionárias comandadas por Fidel Castro tomaram o poder em Cuba. A luta revolucionária: a) foi dirigida por uma guerrilha comunista que pôde derrotar o exército de Fulgêncio Batista, graças ao apoio militar oferecido pela União Soviética. b) foi dirigida pelo Partido Comunista de Cuba, que conseguiu mobilizar camponeses e trabalhadores urbanos contra a ditadura de Fulgêncio Batista. c) foi dirigida por dissidentes do governo de Fulgêncio Batista, com apoio inicial do governo dos Estados Unidos, interessado em democratizar a região do Caribe. d) foi dirigida por uma guerrilha nacionalista e anti- imperialista, que angariou apoios da oposição burguesa e de setores da esquerda cubana. e) foi dirigida por um movimento camponês espontâneo que, gradativamente, foi controlado pelos comunistas liderados por Fidel Castro. 2- PUCRJ - Sobre o impacto da Revolução Cubana nas relações entre os EUA e a América Latina na década de 1960, assinale a alternativa correta: a) A América Latina tornou-se o foco principal de preocupações militares para os norte-americanos no panorama da Guerra Fria neste período. b) Os EUA passaram a investir também em programas que garantissem a expansão da influência norte-americana por via pacífica, como a Aliança para o Progresso. c) Houve momentos de enfrentamento e tensão, como a bem-sucedida invasão da baía dos Porcos, em abril de 1961, por forças anticastristas. d) A crise dos mísseis cubanos, em 1962, resultou de testes realizados com armas nucleares soviéticas em território cubano. e) Os EUA abandonam a política praticada até então, que consistia na necessidade de exportar a democracia para os demais povos do continente. 3- FGV - A Revolução Cubana, vitoriosa em 1959, teve como principal característica: a) A mobilização popular por meio de manifestações de massas e a organização de seguidas greves gerais que interromperam as atividades econômicas de Cuba. b) A prática do “foquismo”, com grupos armados que se dedicavam à luta armada caracterizada pela tática de guerrilhas. c) A mobilização internacional por meio de campanhas que denunciavam o desrespeito aos direitos humanos por parte do governo cubano. d) A intervenção soviética, que enviou tropas de apoio aos revolucionários e bombardeou bases do governo cubano. e) A vitória eleitoral dos revolucionários no pleito de 1958 e a gradativa implementação de medidas socializantes por Fidel Castro. UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 134 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- D A Revolução Cubana foi impulsionada pelos ideais de José Martí, um importante intelectual e revolucionário cubano do século XIX. Além disso, a intervenção estadunidense não fazia parte dos planos de independência de Cuba e se tornar livre era o real propósito. 2- B Os EUA tinham como objetivo expandir sua influência na América Latina não só para explorá-la economicamente, mas também para impedir o avanço socialista no Ocidente. 3- B O Foquismos foi uma tática de guerrilha criada por Ernesto Guevara, o Che, que tinha como objetivo formar focos revolucionários ao redor do mundo para minar o imperialismo. UNIDADE 27 - REVOLUÇÃO CUBANA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 135 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Revolução Mexicana UNIDADE 28 - REVOLUÇÃO MEXICANA o ano de 1910, liberais, camponeses, dissidentes do governo, indígenas, anar- quistas e socialistas indignados com a No ano de 1910, liberais, camponeses, dissidentes do governo, indígenas, anarquistas e socialistas indignados com a situação vivida pelo povo em relação à política e até mesmo ao clero, que detinha terras e riquezas sem dar a mínima aos fiéis, que em sua maioria, eram católicos, se levantam em uma luta armada que visava, além da reforma agrária e da estatização das empresas estadunidenses implantadas no México, um governo que atendesse de fato às demandas da população mexicana. Por quase 35 anos, o México foi governado por Porfírio Díaz um ditador que se manteve no poder graças a fraudes eleitorais e aos auxílios prestados de forma recorrente à elite agrária mexi- cana e os empresá- rios estadunidenses. Muitas crises inter- nas eram evidentes, mas a situação se agrava ainda mais a partir da criação da Lei dos Baldios, que de 1893 até 1902 Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 136 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br permitia a expropriação das terras indígenas, enriquecendo (mais) os latifundiários locais e estrangeiros. As eleições de 1910 evidenciaram as fraudes reelegendo Díaz e deixando revoltados os eleitores de Ignácio Madero Gonzalez que prometia a reformaagrária, primeira necessidade da população mexicana. A partir da derrota, Madero recebe o apoio das tropas revolucionárias de Emiliano Zapata e Pancho Villa conseguindo, então, derrotar o porfirismo. Ignácio Madero assume a presidência, porém, não cumpre a promessa e perde o apoio de Zapata que dá início ao Plano de Ayala, uma espécie de reforma agrária por conta própria, onde dividiria 1/3 das terras expropriadas dos latifundiários entre os camponeses. Os que assinaram o Plano pueblos Ayala desconheciam Madero como presidente. Ao mesmo tempo, os conservadores abandonavam Madero, que é assassinado dando lugar ao general Victoriano Huerta (líder dos conservadores), após um golpe de Estado. Huerta não tinha apoio nem dos revolucionários camponeses do México e nem mesmo dos EUA, desta forma é derrotado por Carranza que havia se juntado a Zapata e a uma pequena tropa de fuzileiros navais estadunidenses. Em 1914, as tropas rebeldes de Pancho e Zapata tomam o Palácio do Governo e instituem Carranza como o novo presidente do México. Três anos depois, é outorgada a Constituição (vigente até hoje). Infelizmente, Zapata foi morto em 1919 e Pancho Villa em 1923. Os dois eram os responsáveis por manter o espírito camponês revolucionário vivo, e a morte dos líderes da revolução abriu espaço para que a burguesia voltasse ao poder. UNIDADE 28 - REVOLUÇÃO MEXICANA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 137 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar Questões 1- FUVEST - A Revolução Mexicana de 1910, do ponto de vista social, caracterizou-se: a) pela intensa participação camponesa; b) pela aliança entre operários e camponeses; c) pela liderança de grupos socialistas; d) pelo apoio da Igreja aos sublevados; e) pela forte presença de combatentes estrangeiros. 2- Fuvest - Na América Latina, no século XX, aconteceram duas grandes revoluções: a Mexicana de 1910 e a Cubana de 1959. Em ambas, os a) camponeses sem terra lideraram sozinhos os movimentos. b) EUA enviaram tropas que lutaram e quase derrotaram os rebeldes. c) grupos socialistas iniciaram a luta armada, tornando hegemônicas suas ideias. d) revolucionários derrubaram governos autoritários e alcançaram a vitória. e) programas revolucionários foram cópias de movimentos europeus. 3- A Revolução é uma súbita imersão do México em seu próprio ser (...) é uma busca de nós mesmos e um regresso à mãe. Nela, o México se atreve a ser. (OCTAVIO PAZ, escritor mexicano. Citado por Grandes Fatos do Século XX. Rio de Janeiro, Rio Gráfica, 1984.) A Revolução Mexicana, iniciada em 1911, trouxe à tona a organização e a luta de populações camponesas de origem indígena que até hoje utilizam esse movimento como símbolo. A eclosão da Revolução Mexicana pode ser explicada pelos seguintes motivos: a) a influência do ideário positivista e a atuação dos "científicos" nos movimentos camponeses b) a luta do campesinato pela propriedade da terra e as reivindicações de setores burgueses por um maior espaço na política c) a necessidade de uma modernização capitalista e o desejo da burguesia pela ampliação da influência do capital francês no país d) a união dos liberais e dos comunistas mexicanos contra o porfiriato e o interesse dos grandes proprietários na aliança com o capital inglês e) pelo seu processo de independência no século XIX, onde o México se endividou e a revolução era uma possibilidade para alterar tal situação de dependência. UNIDADE 28 - REVOLUÇÃO MEXICANA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 138 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- A A Revolução Mexicana pode ser caracterizada como uma revolução camponesa, já que o motivo principal era a realização de uma reforma agrária, apoiada por alguns membros da elite. 2- D A luta em ambas as revoluções era contra a tirania de governos autoritários e apoiados pela elite e pelos EUA. 3- B A luta pela reforma agrária era vital, pois a população mexicana no período era de maioria camponesa e explorada pelos latifundiários, dentre eles, a própria Igreja Católica. UNIDADE 28 - REVOLUÇÃO MEXICANA Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 139 HISTÓRIA DO BRASIL gabaritageo.com.br O Brasil colonial e sua organização UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA uando falamos em período colonial é ne- cessário compreender que este é longo e se estende de 1500, com a chegada dos exploradores portugueses, até o ano de 1822 com a independência política do Estado Brasileiro. Para Boris Fausto, um importantíssimo historiador brasile- iro, o período colonial pode ser dividido em três fases: 1500 – 1549: chegada dos portugueses até a cria- ção dos Governos Gerais; 1549 – até as últimas décadas do século XVII: da nova organização pós capitanias hereditárias até o auge da exploração mineral; e Final do século XVIII até 1822: ou seja, da crise do ciclo do ouro até a independência. Fausto periodiza dessa maneira, devido as imensas variáveis ocorridas no processo histórico do chamado período colonial. Desta forma, começa- remos então pelo primeiro período. Curiosidade: O território brasileiro encantou os europeus principalmente por sua fauna e flora, tanto que alguns dos informantes que participavam de ex- pedições que passavam por aqui o chamava de ter- ra dos papagaios. Dom Manuel, então rei português chamou nosso território de Vera Cruz e depois de Santa Cruz, só a partir de 1503 é que os primeiros relatos com o nome Brasil passam a aparecer. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 140 gabaritageo.com.br UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA A partir do ano de 1530, com a decadência do monopólio português nas rotas comerciais orientais, a coroa portuguesa passa a cogitar a ocupação do território brasileiro e envia para cá a primeira expe- dição de povoamento. Antes disso, as terras brasi- leiras conhecidas até o momento haviam sido arren- dadas para a exploração do pau-brasil para um gru- po de comerciantes liderados por Fernão de Loro- nha (ou Noronha). Vale lembrar que nesse período a atividade econômica da colônia era basicamente a extração do pau-brasil para a comercialização na Europa. A venda de animais e até mesmo de indígenas ocorria, Voltando ao que dizíamos anteriormente, a primeira expedição de povoamento, comandada por Martim Afonso, ocorre no ano de 1530 e se estende até 1533. A ocupação não tinha como intuito povoar o território como ocorre no caso das colônias ingle- sas e espanholas, e sim patrulhar a costa brasileira e explorar a terra de forma mais ampla. As capitanias hereditárias Dom João III decide povoar o Brasil definitivamente por meio das chamadas capitanias hereditárias, que consistia na divisão do território brasileiro em 15 par- tes que seriam doadas a 12 pessoas (donatários), que teriam a posse da terra podendo ser passada de geração para geração, porém, não eram os pro- prietários desta que continuava pertencendo à Me- trópole. Os donatários não pertenciam à nobreza, mas eram comerciantes aventureiros que almejavam um enriquecimento impossível estando em Portugal. A organização social brasileira de 1500 a 1549 O objetivo primeiro dos portugueses, como já se é sabido, não era a ocupação do território brasileiro, já que estes estavam preocupados com as rotas ori- entais rentáveis e ainda promissoras. Assim, para mostrar a posse sobre o território, Portugal estabele- ce em nosso território as feitorias, isto é, entrepostos comerciais que serviam como depósito de produtosextraídos do Brasil, principalmente aves, plantas e pau-brasil até a ida para a Europa onde seriam co- mercializados. Além disso, as feitorias tinham como objetivo fazer a segurança da costa brasileira para evitar possíveis invasões como as que aconteceriam mais adiante. O sistema das feitorias já era utilizado no continente africano, porém, com um caráter qua- se que exclusivamente comercial. Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500 porém, não movimentava a economia de forma sig- nificativa. A extração das árvores era realizada por indígenas, mas ainda não de maneira escravizada e sim por meio de trocas de objetos (escambo) ou até mesmo por meio até mesmo do chamado “cunha- dismo”, mais comum entre os tupis-guaranis. O cu- nhadismo consiste bem grosso modo na aceitação de pessoas de fora da família facilitando essas rela- ções de trabalho. PAU-BRASIL HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 141 gabaritageo.com.br UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 142 gabaritageo.com.br UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA O sistema de capitanias hereditárias fracassou por motivos muito simples, como a falta de comuni- cação entre uma capitania e outra ou entre a capita- nia e a coroa, ataques indígenas e porque em muitas regiões, o principal produto de importação (cana-de- açúcar) simplesmente não encontrava um solo ou clima que lhe fosse favorável. Quando falamos dos ataques indígenas às capitanias, devemos deixar bem claro que a relação dos europeus com a popu- lação nativa marca um duro golpe com reflexos que permeiam nossa sociedade até hoje. Os milhares de indígenas subjugados, contaminados por doenças das quais eles não eram imunes, massacres pela posse das terras etc., marcaram os maiores proble- mas da colonização do território brasileiro além da escravização dos africanos iniciada por volta de 1540. As únicas capitanias que sobreviveram foram a de Pernambuco por ser a maior produtora de cana-de-açúcar do período e a de São Vicente que recebia auxílio financeiro da coroa portuguesa. O Governo-Geral Como as coisas não estavam economicamen- te fáceis para a coroa portuguesa nem nas Índias e nem no Brasil, dom João III decide enviar Tomé de Cada donatário possuía autonomia econômi- ca e administrativa podendo arrecadar impostos da- queles que vivessem em suas terras, construir enge- nhos, rodas d'água etc. Além disso, os donatários eram responsáveis pela formação das vilas, segu- rança e organização político-social da capitania. Para que as terras continuassem sob a posse dos donatários, estes, obviamente, deveriam pagar im- postos à metrópole pelos direitos e pela exploração dos recursos naturais daqui extraídos, desde o pau- brasil até a pesca. Além das capitanias hereditárias, uma outra modalidade de utilização da terra no território brasi- leiro que estava nas atribuições dos capitães-dona- tários era possibilidade de doação das sesmarias. A maior parte das sesmarias eram terras virgens de difícil cultivo, o que justificava a doação já que gera- va dinheiro e ajudava a cumprir com o pagamento dos tributos pelo donatário à coroa. Esse dinheiro era fruto das obrigações dos sesmeiros para com os donatários. Os sesmeiros tinham um contrato de cultivo de terra pelo prazo de cinco anos e deveria pagar pelo arrendamento. Importante: Hoje podemos notar que a forma- ção das capitanias hereditárias e suas sesmarias são as grandes responsáveis pela concentração la- tifundiária no Brasil, pois os prazos de arrendamento e de doação nunca eram atendidos permitindo que as terras não saíssem das mãos das mesmas famí- lias por séculos. Para tornar o sistema de capitanias rentável, os donatários deveriam tirar do próprio bolso para investir nas terras, além disso, uma receita pronta veio da coroa portuguesa para que erros ou dificul- dades muito significativas não atrapalhassem a em- preitada. A receita era o sistema de , que plantation consistia na produção de um único gênero agrícola para exportação (cana-de-açúcar), em grandes por- ções de terra (latifúndio) e utilização da mão de obra-escrava, que nesse momento ainda era exclu- sivamente indígena. Nau de Pedro Álvares Cabral conforme retratada no Livro das Armadas, atualmente na Academia das Ciências de Lisboa. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 143 gabaritageo.com.br UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA O governo de Tomé de Sousa não levou sua função à finalidade esperada pela coroa portuguesa, pois o próprio governador era contra essa centrali- zação administrativa uma vez que percebe que um dos pontos fracos seria a dificuldade de comunica- ção entre as capitanias. Segundo outro grande historiador brasileiro, Sérgio Buarque de Holanda, é com Tomé de Sousa que nasce verdadeiramente o Estado do Brasil que viria a ser consolidado com os governadores poste- riores a ele (Duarte da Costa – 1553 a 1557 e Mem de Sá – 1557 a 1572). Sousa, já em 1549, para se tornar o primeiro gover- nador-geral, que iria, teoricamente, sanar os proble- mas causados pela má administração portuguesa no período em que as capitanias hereditárias foram instituídas. Instaurado na Bahia, então capital do Brasil, o Governo-Geral chega com um sistema bu- rocrático, cheio de funcionários e cargos fragmenta- dos com o propósito de trazer uma centralização ad- ministrativa que facilitaria o controle orçamentário e de produção colonial. Dentro do plano de centraliza- ção estava também a criação das Câmaras Munici- pais, que seriam as responsáveis pela administração das vilas. Toda a prestação de contas em relação ao que fosse produzido nos engenhos deveria ser feita ao Governo-Geral pelos vereadores, conhecidos co- mo “homens bons” que compunham a Câmara, for- mada pela elite local e chefiada por um juiz ordinário escolhido por ela. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 144 gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA Questões 1- UNESP - Em 1534, a Coroa portuguesa estabele- ceu o regime de capitanias hereditárias no Brasil Colônia. Entre as funções dos donatários, podemos citar a) a nomeação de funcionários e a representação diplomática. b) a erradicação de epidemias e o estímulo ao cres- cimento demográfico. c) a interação com os povos nativos e a repressão ao trabalho escravo. d) a organização de entradas e bandeiras e o exter- mínio dos indígenas. e) a fundação de vilas e cidades e a cobrança de impostos. 2- UNIOESTE - Para viabilizar a colonização e evitar gastos para a Metrópole, o rei português D. João III decidiu implantar em terras brasileiras um sistema já experimentado em outras colônias: o sistema das capitanias hereditárias. Sobre esta forma de ocupa- ção do território, é INCORRETO afirmar: a) As capitanias consistiram na divisão da colônia em quinze grandes faixas de terra, que se estendiam do litoral ao Meridiano de Tordesilhas. b) Os donatários eram provenientes de um grupo pouco diversificado, ligado à grande nobreza portu- guesa. c) O sistema de capitanias foi regulamentado pelas cartas de doação e forais, instrumentos jurídico ad- ministrativos que assinalavam os direitos e deveres dos donatários. d) Com exceção das Capitanias de São Vicente e Pernambuco, as demais capitanias fracassaram, sendo várias as razões; dentre estas, falta de recur- sos, isolamento, desentendimentos internos e ata- ques de índios. e) Os capitães-donatários recebiam uma doação da coroapela qual se tornavam possuidores, mas não proprietários da terra. 3- UERJ - Um dos principais problemas brasileiros da atualidade é a questão da concentração da pro- priedade da terra. Os meios de comunicação de massa (rádio, televisão, jornal) trazem, todos os dias, matérias sobre invasões promovidas por cam- poneses sem terra, mas a falta de terra para quem realmente trabalha nela não é um problema atual. Um instrumento de distribuição de terra do período colonial que comprova a longa duração deste pro- blema no Brasil é: a) o Regimento Geral b) a Carta de Sesmaria c) os Tratados de Saragoça d) o Tratado de Tordesilhas 4- Unicamp - “Quando os portugueses começaram a povoar a terra, havia muitos destes índios pela costa junto das Capitanias. Porque os índios se le- vantaram contra os portugueses, os governadores e capitães os destruíram pouco a pouco, e mataram muitos deles. Outros fugiram para o sertão, e assim ficou a costa despovoada de gentio ao longo das Capitanias. Junto delas ficaram alguns índios em aldeias que são de paz e amigos dos portugueses.” (Pero de Magalhães Gandavo, Tratado da Terra do Brasil, em http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/ganda1.html. Acessado em 20/08/2012.) Conforme o relato de Pero de Gandavo, escrito por volta de 1570, naquela época, a) as aldeias de paz eram aquelas em que a cate- quese jesuítica permitia o sincretismo religioso como forma de solucionar os conflitos entre indígenas e portugueses. b) a violência contra os indígenas foi exercida com o intuito de desocupar o litoral e facilitar a circulação HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 145 gabaritageo.com.br UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA do ouro entre as minas e os portos. c) a fuga dos indígenas para o interior era uma rea ção às perseguições feitas pelos portugueses e ocasionou o esvaziamento da costa. d) houve resistência dos indígenas à presença por- tuguesa de forma semelhante às descritas por Pero Vaz de Caminha, em 1500. (Unesp-2015) A consta- tação de que “Essa aliança refletiu-se numa política de terras que incorporou concepções rurais tanto feudais como mercantis” justifica-se, pois a política de terras desenvolvida por Portugal durante a colo- nização brasileira 5- Unesp - A constatação de que “Essa aliança refle- tiu-se numa política de terras que incorporou con- cepções rurais tanto feudais como mercantis” justifi- ca-se, pois a política de terras desenvolvida por Por- tugal durante a colonização brasileira a) permitiu tanto o surgimento de uma ampla cama- da de pequenos proprietários, cuja produção se vol- tava para o mercado interno, quanto a implementa- ção de sólidas parcerias comerciais com o restante da América. b) determinou tanto uma rigorosa hierarquia nobiliár- quica nas terras coloniais, quanto o confisco total e imediato das terras comunais cultivadas por grupos indígenas ao longo do litoral brasileiro. c) envolveu tanto a cessão vitalícia do usufruto de terras que continuavam a ser propriedades da Co- roa, quanto a orientação principal do uso da terra para a monocultura exportadora. d) garantiu tanto a prevalência da agricultura de subsistência, quanto a difusão, na região amazônica e nas áreas centrais da colônia, das práticas da pe- cuária e da agricultura de exportação. e) assegurou tanto o predomínio do minifúndio no Nordeste brasileiro, quanto uma regular distribuição de terras entre camponeses no Centro-Sul, com o objetivo de estimular a agricultura de exportação. 6- UEL - A centralização político-administrativa do Brasil colônia foi concretizada com a a) criação do Estado do Brasil. b) instituição do governo-geral. c) transferência da capital para o Rio de Janeiro. d) instalação do sistema das capitanias hereditárias. e) política de descaso do governo português pela atuação predatória dos bandeirantes. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 146 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 29 - BRASIL COLÔNIA 1- E Os donatários tinham a responsabilidade de desen- volver o povoamento, a formação de vilas etc., jus- tamente pelo fato de a coroa portuguesa não ter di- nheiro para tal empreitada. 2- B Os capitães donatários não eram membros da alta nobreza, e sim comerciantes que apostavam no en- riquecimento e em uma nova vida no Novo Mundo. 3- B A doação das sesmarias foi permitida por dom João III por meio da assinatura da carta de Sesmaria. 4- C A fuga em massa dos indígenas para o interior se deu devido à exploração, maus tratos, desrespeito, doenças e todos os males trazidos pelos coloniza- dores. Por conhecerem o território, a recaptura des- ses índios se tornava algo muito difícil. 5- C A alternativa mostra que concepção feudal da doa- ção de terra estava expressa no caráter hereditário e vitalício de propriedade. Já o caráter mercantil é expresso na utilização da terra para a exploração de um único produto por meio do sistema de plantation. 6- C É importante lembrar que essa centralização não foi levada a cabo no momento da instituição dos Gover- nos-Gerais e que o próprio Tomé de Sousa, primeiro governador, não via a possibilidade real de que isso acontecesse pelo menos até o fim de seu mandato devido a vários fatores, sendo o principal nesse pri- meiro momento, a dificuldade de comunicação entre as capitanias. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 147 gabaritageo.com.br O Brasil colonial a partir de 1550 UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A PARTIR 1550 Os Jesuítas no Brasil e acordo com as ordens de dom João III, para que o processo de colonização fosse completo, era urgente realizar a conversão dos povos indígenas. Essa ideia de conversão tinha como objetivo difundir o catolicismo, trazer os indí- genas para perto daquilo que desejava Portugal sem tanta resistência e impor uma “moral” que apagasse a nudez e a crença em elementos da natureza. Des- ta forma, as lideranças indígenas e sua hierarquia seriam, na cabeça da metrópole, manipuláveis evi- tando conflitos e guerras. Para tanto, uma escola foi organizada por pa- dre Manoel da Nóbrega em 1549 na Bahia e no mesmo ano, Leonardo Nunes chega a São Vicente com o mesmo propósito. A Bahia e São Vicente fo- ram os primeiros núcleos jesuíticos bem sucedidos no Brasil, iniciando um trabalho de catequização. Os padres ensinavam a língua portuguesa e para os indígenas “mais avançados” o latim. Os indíge- nas eram obrigados a usar roupas e assistir a missas todos os dias. Além disso, nas escolas feitas de moradias para os filhos dos índios (que mais tarde viriam a se tornar os aldeamentos “cen- tros de órfãos), meninos e meninas eram separados, impedidos de usarem chocalhos ou tocarem tambo- res e ainda tinham aulas de teatro para que apren- dessem a representar autos católicos em datas comemorativas. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 148 gabaritageo.com.br UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A PARTIR 1550 Mesmo assim, os jesuítas passaram a defen- der os indígenas da escravidão, o que causou um mal-estar imenso entre a metrópole e a Igreja Cató- lica e entre colonos e padres. Alegando que a pure- za e a ingenuidade dos povos indígenas eram cara- cterísticas dos povos do paraíso, os padres jesuítas costumavam dar abrigo a indígenas fugidos de seus “donos” tornando-se constantes alvos de ataques dos vendedores de índios. A atitude dos jesuítas abre um espaço ainda maior para a entrada de africanos escravizados no Brasil, o que se torna um mercadoextremamente cruel e rentável para os traficantes de escravos eu- ropeus e mais adiante para os brasileiros também. Nas regiões mais prósperas do Brasil, a com- pra de africanos para a escravização ocorreu em grande escala, porém, em regiões que não produ- ziam para a exportação, como a vila de São Paulo, por exemplo, a alternativa ainda era a exploração da mão-de-obra indígena. Ao contrário do que nos foi Para fugir da escravização, muitos índios saíam de suas regiões e migravam para outras por meio da mata, local desconhecido pelos colonizado- res, e para recapturá-los uma nova empreitada tem início no Brasil: as bandeiras. Entradas e Bandeiras Contratados como mercenários por paulistas donos de pequenas propriedades, brasileiros, portu- gueses, mestiços e até mesmo alguns indígenas saíam em busca de índios fugidos para escravizá- los. Essas expedições receberam o nome de bande- iras e seus membros, de bandeirantes. Num primeiro momento, as bandeiras são ca- racterizadas pelas expedições de apresamento, po- A tentativa jesuíta de transformar os indígenas em “bons cristãos” carregava consigo, além da acultura- ção, uma ideia de torná-los adeptos da forma de tra- balho intensiva europeia. Esses foram os primeiros passos para a política colonizadora religiosa e regalista* no Brasil. - *Regalista: Aquele que defende as regalias do Estado, sobretudo em relação à Igreja. contado, os índios não eram preguiçosos ou fracos para as atividades braçais, e sim possuíam uma cul- tura e visão do trabalho bem diferentes das espera- das pelos portugueses, principalmente em relação ao trabalho compulsório intensivo e regular. Ciclo da caça ao índio, quadro de Henrique Bernardelli, exposto no Museu Paulista da USP. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 149 gabaritageo.com.br UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A PARTIR 1550 Os bandeirantes ficaram conhecidos por des- bravarem o interior do Brasil até então desconheci- do por portugueses e pela maioria dos colonos. As bandeiras duravam meses e seus resulta- dos podiam ser, além da “descoberta de novas regi- ões”, a descoberta de plantas ou outras coisas pas- síveis de comercialização. E foi justamente em algu- mas dessas expedições que as regiões de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás foram encontradas. Descobrindo a existência de metais e pedras preci- osas nos recém “descobertos” lugares, a coroa por- tuguesa se interessa a ponto de dar início, também, a expedições de busca de minérios. Essas expedi- ções organizadas pela metrópole recebem o nome de Entradas. As bandeiras duraram até o século XVIII mu- dando suas características conforme a necessidade de quem as contratava. Depois das expedições de apresamento de índios, os bandeirantes passam a capturar e a traficar negros escravizados, a buscar pedras preciosas, a fazer a segurança de proprieda- des contra os ataques indígenas e até mesmo inva- dir e acabar com quilombos. Os bandeirantes foram responsáveis, também, pela expansão do território brasileiro compreendido pelo Tratado de Tordesilhas, modificando nossa configuração econômica e geo- gráfica. "Os Bandeirantes" (óleo sobre tela de Henrique Bernardelli) rém, quanto mais os bandeirantes adentravam o in- terior do Brasil, mais regiões eram ocupadas, explo- radas e tornadas motivos de disputa. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 150 gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A PARTIR 1550 Questões 1- UFJF – “Quando chega a época do amanho da terra e da sementeira, (...) o padre dá a cada índio duas ou três juntas de boi para o amanho da roça (...). Pois o padre chegou a um índio, que lhe pare- cia ser o mais aplicado. Que tinha ele feito dos bois, que o padre tinha lhe emprestado? (...) o coitado está com fome, desatrela o zebruno e o abate. (...) Desta maneira, o pobre boi do arado virou fumaça num único almoço (...) Aos europeus isto parecerá incrível, mas aqui entre nós é a pura verdade, que os índios deixam estragar as espigas de milho ma- duras e amarelas, se os padres não os ameaçam expressamente com 24 pancadas de sova como castigo. Castigar desta maneira paternal tem resul- tado extraordinário, também entre os bárbaros mais selvagens, de sorte que nos amam de verdade, co- mo os filhos aos pais.” (SEPP, Anton. (1655-1733). Viagem às missões jesuíticas e trabalhos apostólicos. São Paulo: Ed. Universidade de São Paulo, 1972, p. 87.) A passagem acima se refere ao trabalho que os je- suítas desenvolviam junto aos índios do Brasil, nos séculos XVI e XVII. Sobre esse contexto histórico, aponte a alternativa correta: a) Os jesuítas desenvolveram a catequese junto aos índios, como forma de escravizá-los, aplicando constantes castigos físicos a quem não trabalhasse; b) Os jesuítas pregavam que os índios selvagens não tinham alma e que, portanto, era necessário convertê-los ao catolicismo, como forma de torná-los mais dóceis para serem escravizados pelos senho- res de terras; c) As missões tinham como orientação integrar os índios nos princípios da civilização cristã, promoven- do a educação religiosa e para o trabalho; d) O trabalho das missões foi interrompido, pois não alcançava resultados práticos e muitos padres aca- bavam adquirindo hábitos próprios dos índios, o que contrariava os interesses da Igreja; e) Apesar de conseguirem muitos resultados positi- vos nas atividades econômicas, pois castigavam os índios preguiçosos, no campo religioso não alcança- ram resultados, sendo baixo o número de índios que se converteram ao cristianismo. 2- UFU-MG - A atividade bandeirante marcou a atu- ação dos habitantes da Capitania de São Vicente entre os séculos XVI e XVIII. A esse respeito, assinale a alternativa correta. a) Buscando capturar o índio para utilizá-lo como mão-de-obra, ou para descobrir minas de metais e pedras preciosas, o chamado bandeirismo apresa- dor e o prospector foram importantes para a amplia- ção dos limites geográficos do Brasil colonial. b) As bandeiras eram empresas organizadas e mantidas pela Metrópole, com o objetivo de con- quistar e povoar o interior da colônia, assim como garantir, efetivamente, a posse e o domínio do ter- ritório. c) As chamadas bandeiras apresadoras tinham uma organização interna militarizada e eram compostas exclusivamente por homens brancos, chefiados por uma autoridade militar da Coroa. d) O que explicou o impulso do bandeirismo do sé- culo XVII foi a assinatura do tratado de fronteiras com a Espanha, que redefiniu a linha de Tordesilhas e abriu as regiões de Mato Grosso até o Rio Grande do Sul, possibilitando a conquista e a exploração portuguesa. e) Derivado da bandeira de apresamento, o serta- nismo de contrato era uma empresa particular, orga- nizada com o objetivo de pesquisar indícios de ri- quezas minerais, especialmente nas regiões de Mato Grosso e Minas Gerais. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 151 gabaritageo.com.br UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A PARTIR 1550 3- Fuvest - “Viria das reducciones o maior entrave às correrias paulistas. Mais bem prevenidos e dis- pondo de armas de fogo – apesar da competente licença régia só ter sido obtida em 1642 -, os jesuí- tas organizam a resistência armada.” Luiz Felipe de Alencastro. O trato dos viventes. p. 207 O choque descrito acima, entre paulistas e jesuítas, deve-se à atuação das: a) Bandeiras de Caça ao índio que, muitas vezes, atacavam as missões jesuíticas para capturarem os índios aculturados. b) Bandeiras de Contratação que se dedicavama atacar aldeamentos de índios insubmissos e de negros que viviam em quilombos. c) Entradas que, com o apoio da coroa, penetravam no território da colônia em busca de riquezas. d) Bandeiras de Mineração que se destinaram à procura de metais preciosos e tinham o apoio da coroa. e) Tropas vicentinas (da capitania de São Vicente) que lutavam pela expansão do território português a América. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 152 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 30 - O BRASIL COLONIAL A PARTIR 1550 1- C O objetivo dos jesuítas era transformar os povos indígenas em “bons cristãos” e para isso, os casti- gos físicos e psicológicos eram largamente utiliza- dos para pressionar o processo de aculturação. 2- A Conforme foi dito, as bandeiras tinham o caráter da necessidade de quem as contratava, fosse para apresamento de índios e negros, para procura por minérios (bandeiras de prospecção) ou segurança de propriedades e ataques a quilombos. 3- A A partir do momento em que os jesuítas se posicio- nam contra a escravização dos índios, suas missões ou aldeamentos passam sofrer inúmeros ataque, principalmente contratados por particulares paulistas que não tinham dinheiro para a compra de escravi- zados africanos. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 153 gabaritageo.com.br Escravidão do Brasil UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL ntes de começar a falar sobre a escravidão no Brasil, é necessário lembrar que os po- vos africanos sempre foram muito mais que simples mão-de-obra. Com reinos desenvolvidos economicamente, tecnologia em crescente avanço para a época sendo utilizada em diversas áreas, como a metalurgia, por exemplo, e uma rede co- mercial importante e lucrativa, o continente africano não ficava atrás de nenhum dos Estados europeus. A ideia defendida pelo senso comum acerca da escravidão na África, naturaliza o trabalho escra- vo como algo inerente aos africanos, o que não é verdade. Os africanos trazidos para a América foram sequestrados e tirados de suas regiões para serem vendidos pelos europeus, deixando suas raízes para trás para serem explorados como mercadoria e vive- rem em condições degradantes e desumanas. Um outro ponto a ser lembrado trata da forma como o negro se comportava perante essa situação. Nunca houve passividade por parte do povo escra- vizado, a resistência e a luta marcaram os quase quatro séculos de exploração e resistem até os dias de hoje (o que Clóvis Moura chamou de Quilomba- gem). Durante a idade média, a escravidão foi abo- lida por completo na Europa, exceto na região da Península Ibérica que volta a empregá-la novamen- te de forma massiva a partir do século XV com a produção açucareira nas Ilhas Canárias, São Tho- mé e Ilha da Madeira. Tornando-se um negócio ex- tremamente rentável para além da utilização como mão-de obra, a venda de seres humanos como mercadoria se transforma em um novo nicho no mercado efervescente da época. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 154 gabaritageo.com.br UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL No Brasil, entre os anos de 1580 e 1620, a produção açucareira dá um salto imenso em relação a das outras colônias portuguesas e o mercado aquecido passa a comprar africanos para a escravi- zação. A mão-de-obra escravizada que entra no Bra- sil, é especializada, ou seja, escravizados que já co- nheciam o trabalho na produção açucareira eram comprados para trabalhar nos engenhos da região nordeste, e isso fazia com que estes fossem mais caros. Mais adiante, acontecerá o mesmo fenôme- no na região das Minas Gerais, quando a mão-de- obra empregada para o trabalho na mineração tam- bém deverá ser especializada. Esse fator desmente a ideia de que o escravizado era apenas o braço na produção. Seus conhecimentos eram vastos e enri- queciam o trabalho e, consequentemente, seus senhores. A partir de 1560, a população indígena sofre uma das maiores baixas da história, as epidemias de varíola e sarampo dizimam grande parte dos ín- dios, o que fez com que fosse necessária a compra de mais e mais africanos para o trabalho na lavoura. A lém das epidemias, a pressão dos jesuítas pelo fim da escravização dos indígenas fez com que no ano de 1570, a coroa portuguesa promulgasse leis que “dificultassem” a escravização dos “negros da terra”. Com a demanda crescente, traficantes de es- A população negra saía de diversas regiões do continente Africano para ser comercializada em diversos lugares da América, estima-se que só no Brasil, mais de 4,9 milhões de africanos tenham si- do trazidos, principalmente por traficantes portugue- ses e ingleses. Em um primeiro momento, o maior número de escravizados concentrava-se na região Nordeste do Brasil, mais rica devido à economia açucareira, po- rém, após as bandeiras a escravização de africanos se espalha por todo o território. Os escravizados viviam nas chamadas sen- zalas, que consistiam em habitações geralmente afastadas da casa-grande (casa de seus donos), de construção rústica, sem nenhum conforto, construí- da de taipa, coberta de palha ou de outro material equivalente (MOURA, 2004). Era de costume não haver janelas ou qualquer meio de ventilação nas senzalas, o chão era sempre de terra batida, não havia mobiliário e muito menos recursos sanitários. À noite, os feitores (aqueles que dirigiam as proprie- dades rurais) ou outro funcionário trancava as sen- zalas com cadeados pelo lado de fora para evitar possíveis fugas. Os castigos físicos e todos os tipos de abusos eram comuns durante a escravidão. Artur Ramos (1942) foi o primeiro estudioso a sistematizar as práticas e instrumentos de castigo dividindo-os em três grupos: contenção e captura, utilizados princi- palmente em casos de tentativa de fuga e podiam ser correntes, o tronco, as algemas etc.; instrumen- tos de suplício, utilizados para punir “maus compor- tamentos” do dia-a-dia, como preguiça ou rebeldia e podiam ser as argolas, o anjinho (uma espécie de Uma família brasileira do século XIX sendo servida por escravos cravizados passam a lucrar mais, desta forma, não mediam esforços para obtenção de pessoas para serem vendidas. O setor de serviços ligados ao trá- fico negreiro também aumentou, o comércio local nas regiões de venda de escravizados cresceu e até mesmo o setor de produção de embarcações atinge seu auge no período. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 155 gabaritageo.com.br UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL Muitas formas de classificação eram utilizadas dentro da estrutura escravocrata para separar os escravizados como, por exemplo: ladino, nome dado ao africano que já falava a língua portuguesa e já estava instruído na religião católica e no serviço do- méstico ou do campo; ou boçal para denominar o africano recém-chegado. A aculturação do escravi- zado era um processo que facilitava sua exploração e opressão. Aqui, eles não podiam praticar suas Para fugir de todo esse sistema de violência estrutural e institucionalizada, além de toda a resis- tência diária, os escravizados fundavam os quilom- bos, isto é, formavam comunidades próprias por meio do ajuntamento de escravizados fugidos. Exis- tiram inúmeros quilombos ao longo de todo período escravagista com estrutura própria e autonomia vi- vendo do comércio de gêneros agrícolas e utensíli- os produzidos pelos quilombolas. A República dePalmares ou Quilombo dos Palmares ficou conheci- do como o mais importante de todos. Estabelecido na antiga capitania de Pernambuco que hoje perten- anel com tarraxa que era apertado cada vez mais para causar mais dor e sofrimento ao escravizado), máscara, palmatória etc.; e por último, os instrumen- tos de aviltamento utilizados para rebaixar, humilhar e expor o escravizado. Dentre os instrumentos de aviltamento estão o ferro de marcar, placas com ins- crições que difamavam o escravizado, o açoite no pelourinho que, segundo Vieira Fazenda, era o local onde “se fazia justiça em nome do Rei”. Ali, além de escravizados, se castigavam os criminosos e os ca- poeiras pegos com armas proibidas. As jornadas de trabalho eram extenuantes e a alimentação dos es- cravizados consistia basicamente na sobra da casa grande misturadas ou até mesmo lavagem igual a que era dada aos animais. É importante lembrar que os estupros eram frequentes. Senhores abusavam sexualmente das mulheres escravizadas, que muitas vezes engravidavam e geravam filhos mestiços. Muito de nossa miscigenação se explica desta ma- neira e não pela ideia da democracia racial que ten- de a negar o racismo no Brasil. crenças e costumes, pois caso o fizessem poderiam ser submetidos a castigos. Nas regiões das minas, os escravizados também recebiam denominação para os distinguirem dos outros, como os escravos de ganho, por exemplo. Estes eram os que trabalha- vam na rua vendendo coisas ou prestando serviços, uma parte do dinheiro recebido pré estipulada deve- ria ser entregue a seu senhor e caso sobrasse algo, ficaria com o escravizado. Muitas mulheres, para darem conta de levar a quantia estipulada pelos seus donos (normalmente alta em relação ao que elas recebiam pelas vendas), se prostituiam margi- nalizando-as ainda mais. Mapa da Capitania de Pernambuco com representação do Quilombo dos Palmares, confeccionado pelo pintor e gravurista holandês Frans Post em 1647. Palmares foi o maior quilombo do Brasil colonial. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 156 gabaritageo.com.br UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL Além de todo o desgaste político e econômico pelo qual passava o Estado brasileiro, a Inglaterra, movida por seus interesses, inicia um projeto de pressão para que a escravidão fosse abolida no Brasil. Devido às ameaças inglesas, algumas leis passaram a ser criadas na tentativa de manter o sistema escravista, mas, sem “desagradar” os bri- tânicos. Em 1850, foi criada a lei Eusébio de Quei- rós, que proibia o trafico internacional de escraviza- dos para o Brasil, em 1871 a Lei do Ventre Livre da- va a liberdade aos filhos de mulheres escravizadas a partir da data de sua promulgação e, em 1885, a Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe dava liberdade aos escravizados com mais de 60 anos. Nenhuma das leis surtia efeito, pois o tráfico não acabou com a Eusébio de Queirós, as mães escravizadas deveriam pagar indenização aos seus donos para que o filho fosse, de fato, livre com a Lei do Ventre Livre e, caso não tivesse como pagar, a criança permaneceria trabalhando para o dono de sua mãe até os 21 anos de idade. No caso da dos Sexagenários, dificilmente algum escravizado che- gava aos 60 anos devido a tanto sofrimento e traba- lho forçado. Somente no dia13 de maio de 1888, é que foi promulgada a Lei Áurea assinada pela princesa Isa- bel abolindo de vez a escravidão no Brasil. Infelizmente, a Lei Área não trouxe nada além da liberdade, não garantia direitos sociais básicos e nenhuma outra política pública que favorecesse a população recém liberta. Os reflexos disso ainda são sentidos até os dias de hoje, pois o racismo continuou e ainda continua marginalizando a popu- lação negra e negando-lhe oportunidades. ce ao estado de Alagoas, Palmares se tornou um dos maiores símbolos da resistência negra no Brasil. Os quilombos geraram muitos impactos para a soci- edade escravista, o desgaste social e econômico era gritante e fortalecia as ações dos abolicionistas. Sessão do Senado em que se aprovou a Lei Áurea, a 12 de maio de 1888. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 157 gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL Questões 1- ENEM - A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de pigmentação ou de uma diferença biológica entre populações ne- gras e brancas e (ou)negras e amarelas. Ela resulta de um longo processo histórico que começa com o descobrimento, no século XV, do continente africano e de seus habitantes pelos navegadores portugue- ses, descobrimento esse que abriu o caminho às relações mercantilistas com a África, ao tráfico ne- greiro, à escravidão e, enfim, à colonização do con- tinente africano e de seus povos. K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade negra no Brasil. In: Diversidade na educação:reflexões e experiências. Brasília: SEMTEC/MEC, 2003, p. 37. Com relação ao assunto tratado no texto acima, é correto afirmar que: a) a colonização da África pelos europeus foi simul- tânea ao descobrimento desse continente. b) a existência de lucrativo comércio na África levou os portugueses a desenvolverem esse continente. c) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão no Brasil. d) a exploração da África decorreu do movimento de expansão europeia do início da Idade Moderna. e) a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre esse continente e a Europa. 2- UFPB - O texto, a seguir, retrata uma das mais tristes páginas da história do Brasil: a escravidão. “O bojo dos navios da danação e da morte era o ventre da besta mercantilista: uma máquina de moer carne humana, funcionando incessantemente para alimentar as plantações e os engenhos, as minas e as mesas, a casa e a cama dos senhores – e, mais do que tudo, os cofres dos traficantes de homens.” (Fonte: BUENO, Eduardo. Brasil: uma história: a incrível saga de um país. São Paulo: Ática, 2003. p. 112). Sobre a escravidão como atividade econômica no Brasil Colônia, é correto afirmar: a) As pressões inglesas, para que o tráfico de escra- vos continuasse, aumentaram após 1850. Porém, no Brasil, com a Lei Eusébio de Queiróz, ocorreu o fim do tráfico intercontinental e, praticamente, desa- pareceu o tráfico interno entre as regiões. b) A mão-de-obra escrava no Brasil, diferente de ou- tros lugares, não era permitida em atividades eco- nômicas complementares. Por isso, destinaram-se escravos exclusivamente às plantações de cana-de- açúcar, às minas e à produção do café. c) A compra e posse de escravos, durante todo o período em que perdurou a escravidão, só foi permi- tida para quem pudesse manter um número de, pelo menos, 30 cativos. Essa proibição justificava-se, devido aos altos custos para se ter escravos. d) Muitos cativos, no início da escravidão, conse- guiam a liberdade, após adquirirem a carta de alfor- ria. Isso explica o grande número de ex-escravos que, na Paraíba, conseguiram tornar-se grandes proprietários de terras. e) Os escravos, amontoados e em condições desu- manas, eram transportados da África para o Brasil, nos porões dos navios negreiros, como forma de di- minuição de custos. Com isso, muitos cativos mor- riam antes de chegarem ao destino. 3- ENEM - Negro, filho de escrava e fidalgo portu- guês, o baiano Luiz Gama fez da lei e das letras suas armas na luta pela liberdade. Foi vendido ile- galmente como escravo pelo seu pai para cobrir dí- vidas de jogo. Sabendo ler e escrever, aos 18 anos de idade conseguiu provas de que havia nascido li- vre. Autodidata, advogado sem diploma, fez do di- reito o seu ofícioe transformou-se, em pouco tempo, em proeminente advogado da causa abolicionista. AZEVEDO, E. O Orfeu de carapinha. In: Revista de História. Ano 1, n.º 3. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, jan. 2004 (adaptado). A conquista da liberdade pelos afro-brasileiros na segunda metade do séc. XIX foi resultado de impor- HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 158 gabaritageo.com.br UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL tantes lutas sociais condicionadas historicamente. A biografia de Luiz Gama exemplifica a) impossibilidade de ascensão social do negro for- ro em uma sociedade escravocrata, mesmo sendo alfabetizado. b) extrema dificuldade de projeção dos intelectuais negros nesse contexto e a utilização do Direito como canal de luta pela liberdade. c) rigidez de uma sociedade, assentada na escravi- dão, que inviabilizava os mecanismos de ascensão social. d) possibilidade de ascensão social, viabilizada pelo apoio das elites dominantes, a um mestiço filho de pai português. e) troca de favores entre um representante negro e a elite agrária escravista que outorgara o direito ad- vocatício ao mesmo. 4- (UNESP) Entre as formas de resistência negra à escravidão, durante o período colonial brasileiro, podemos citar a) a organização de quilombos, nos quais, sob su- pervisão de autoridades brancas, os negros podiam viver livremente. b) as sabotagens realizadas nas plantações de café, com a introdução de pragas oriundas da África. c) a preservação de crenças e rituais religiosos de origem africana, que eram condenados pela Igreja Católica. d) as revoltas e fugas em massa dos engenhos, seguidas de embarques clandestinos em navios que rumavam para a África. e) a adoção da fé católica pelos negros, que lhes proporcionava imediata alforria concedida pela Igreja. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 159 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 31 - ESCRAVIDÃO DO BRASIL 1- D A expansão marítima ocorrida inicialmente pelos ibéricos trouxe a retomada massiva da escravização de pessoas. 2- E Além dos sequestros, os africanos raptados eram tratados como animais amontoados em porões de navios negreiros sujeitos a doenças e à fome. 3- B O racismo impedia, além da mobilidade social, a in- serção em meios considerados exclusivamente de brancos, como a academia, por exemplo. 4- C Resistir à aculturação era uma forma de manter as raízes trazidas pelos povos africanos. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 160 gabaritageo.com.br A fuga da família real para o Brasil UNIDADE 32 - A FUGA DA FAMILIA REAL PARA O BRASIL A fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil om o projeto expansionista napoleônico para desestabilizar economicamente a In- glaterra, Napoleão Bonaparte decreta o Bloqueio Continental, que consistia na tentativa de isolar comercialmente seus inimigos britânicos. Para tanto, Bonaparte proibiu a entrada de produtos in- gleses nos portos europeus e aquele Estado que se opusesse à determinação de Napoleão poderia ser invadido ou sofrer outros tipos de represália. Portugal mantinha estreitas relações comerci- ais com a Inglaterra e não poderia, em hipótese al- guma, atender as imposições feitas por Napoleão Bonaparte. Desta forma, para garantir a segurança da família real, com o auxílio da Inglaterra, em no- Com a chegada dos portugueses e transferên- cia da corte para o Brasil, inúmeras mudanças pas- sam a acontecer para transformar a colônia em um local considerado minimamente habitável para a fa- mília real, seus agregados e todas as outras cente- nas de infiltrados vindos em navios abarrotados na esperança de se proteger do ataque de Napoleão e de iniciar uma nova vida no novo mundo. Dentre as mudanças, estão a criação do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, da Biblioteca Nacional, da Imprensa Régia, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, do Banco do Brasil, entre outras coisas. Embarque da família real portuguesa no cais de Belém, em 29 de novembro de 1807. vembro de 1807 a corte portuguesa zarpa de Portu- gal chegando ao Brasil em janeiro de 1808. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 161 gabaritageo.com.br UNIDADE 3 - A FUGA DA FAMILIA REAL PARA2 O BRASIL Com o passar do tempo e a derrubada de Na- poleão Bonaparte, acontece o Congresso de Viena, que tinha como objetivo a reconstrução política, econômica e administrativa dos países europeus mais prejudicados e sua reestruturação geopolítica. É nesse congresso, que por sugestão de Alexandre I da Rússia, é criada a Santa Aliança, uma aliança militar que tinha como objetivo fazer a proteção dos Estados europeus mais enfraquecidos e, obviamen- te, restaurar o absolutismo na Europa. Em 1815, o rei Dom João VI, após sofrer mui- tas pressões para que voltasse a Portugal - pois no Congresso de Viena ficou estipulado que nenhum rei poderia governar seu Estado estando fora dele – eleva o Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarves nos tirando o status de colônia. A partir de então a pressão pela independência do Brasil passa a se in- tensificar. D. João resiste até 1821, quando parte para Portugal deixando seu filho Pedro como prínci- pe regente do Brasil. Dom João VI HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 162 gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 32 - A FUGA DA FAMILIA REAL PARA O BRASIL Questões 1- ENEM - “Eu, o Príncipe Regente, faço saber aos que o presente Alvará virem: que desejando promo- ver e adiantar a riqueza nacional, e sendo um dos mananciais dela as manufaturas e a indústria, sou servido abolir e revogar toda e qualquer proibição que haja a este respeito no Estado do Brasil”. Alvará de liberdade para as indústrias (1º de Abril de 1808). In: Bonavides, P.; Amaral, R. Textos políticos da História do Brasil. Vol. 1. Brasília: Senado Federal, 2002 (adaptado). O projeto industrializante de D. João, conforme ex- presso no alvará, não se concretizou. Que caracte- rísticas desse período explicam esse fato? a) A ocupação de Portugal pelas tropas francesas e o fechamento das manufaturas portuguesas. b) A dependência portuguesa da Inglaterra e o pre- domínio industrial inglês sobre suas redes de co- mércio. c) A desconfiança da burguesia industrial colonial diante da chegada da família real portuguesa. d) O confronto entre a França e a Inglaterra e a po- sição dúbia assumida por Portugal no comércio in- ternacional. e) O atraso industrial da colônia provocado pela perda de mercados para as indústrias portuguesas. 2- Uerj - O impacto da vinda da Família Real portu- guesa para o Brasil implicou alterações significativas para a cidade do Rio de Janeiro que se prolongaram durante todo o período conhecido como "joanino". Essas alterações produziram uma nova dinâmica socioeconômica e redefiniram, em vários aspectos, a inserção da cidade no contexto internacional. Uma função urbana associada a essa nova inserção está indicada em: a) crescente polo turístico em função da chegada da Missão Artística Francesa b) expressivo núcleo comercial articulado à nascen- te rede ferroviária brasileira c) principal porto brasileiro relacionado à importação legal de manufaturas britânicas d) importante centro religioso decorrente da instala- ção do Tribunal da Santa Inquisição. 3- Fuvest - Em novembro de 1807, a família real portuguesa deixou Lisboa e, em março de 1808, chegou ao Rio de Janeiro. O acontecimento podeser visto como a) incapacidade dos Braganças de resistirem à pressão da Espanha para impedir a anexação de Portugal. b) ato desesperado do Príncipe Regente, pressio- nado pela rainha-mãe, Dona Maria I. c) execução de um velho projeto de mudança do centro político do Império português, invocado em épocas de crise. d) culminância de uma discussão popular sobre a neutralidade de Portugal com relação à guerra anglo-francesa. e) exigência diplomática apresentada por Napoleão Bonaparte, então primeiro cônsul da França. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 163 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 32 - A FUGA DA FAMILIA REAL PARA O BRASIL 1- B Portugal e Inglaterra mantinham acordos comerciais que deixavam o reino luso diretamente ligado aos britânicos. Mesmo a pós a revogação do tratado assinado entre Portugal e Inglaterra que proibia a criação de indústrias na colônia brasileira, uma das garantias do apoio inglês à corte portuguesa consis- tia na redução da taxação dos produtos ingleses fa- cilitando sua entrada no Brasil, algo que era extre- mamente lucrativo para os britânicos. 2- C Em troca da ajuda inglesa na fuga para o Brasil, Portugal assina Tratados como o de Aliança e Ami- zade e o de Comércio e Navegação que acabavam com o pacto colonial e abria os portos brasileiros para os produtos ingleses. 3- C O projeto de transferência da corte para o Brasil já era cogitado por Portugal e muito apoiado pela Inglaterra. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 164 gabaritageo.com.br Independência do Brasil UNIDADE 33 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL om o retorno de Dom João VI a Portugal, Pedro, futuro Pedro I assume a regência do então Reino Unido a Portugal e Algar- ves, o Brasil. Porém, a pressão para que ele tam- bém retornasse para auxiliar o pai a governar seu país que estava passando por uma enorme eferves- cência política desde 1820, quando tem início uma revolta liberal influenciada pelas ideias iluministas, só aumentava e a possibilidade de uma restauração, isto é, de que o Brasil deixasse de ser um reino uni- do a Portugal e voltasse a ser colônia era iminente. A ideia não agradava aos comerciantes brasi- leiros, proprietários de terras, membros do Judiciá- rio nascidos no Brasil e nem investidores, pois a restauração poderia trazer, além da dependência política, a possibilidade da volta do pacto colonial ou exclusivo comercial. Independência ou Morte, por Pedro Américo, óleo sobre tela, 1888. Exposta no Museu Paulista. Dom Pedro I HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 165 gabaritageo.com.br UNIDADE 33 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL A partir da decisão de Pedro em permanecer no Brasil, diversas rupturas com Portugal começam a acontecer. O príncipe contraria seu pai e os mem- bros do parlamento português causando mais e mais tensão. Tropas portuguesas que se negaram a jurar fidelidade ao príncipe foram expulsas e uma novo exército passa a ser criado, foi criado um mi- nistério composto por portugueses, porém, chefiado por José Bonifácio de Andrada e Silva, que era Bra- sileiro. Bonifácio assume seu cargo com um olhar bem progressista defendendo a reforma agrária e o fim da escravidão ainda que gradativamente. Por outro lado, era a favor da monarquia com a partici- pação de membros da elite ilustrada como represen- tantes dos cidadãos. Para os conservadores, o sistema ideal de go- verno do Brasil deveria ser a monarquia constitucio- nal com autonomia política, porém, ainda dependen- te de Portugal e para os chamados “extremados”, na ânsia de assegurar a representação popular e, prin- cipalmente, a liberdade de imprensa, a saída seria a independência, pois se associava à ideia de Repú- blica, de voto popular e de possíveis reformas que servissem também para a sociedade e não para o seleto grupo que compunha a elite. Em 1822, Pedro abre o debate acerca da pos- sibilidade de eleições diretas acontecerem no Brasil, o que não ocorreu devido a justificativa (não de Pe- dro, mas sim dos membros da elite que compunham a política) de que a população brasileira não era le- trada e muito menos ilustrada. Pedro não tinha mais tempo para tomar a ati- tude de romper de uma vez por todas com Portugal e decide convocar um Assembleia Constituinte e o clima esquenta ainda mais. Só poderiam se manter em cargos públicos ou tomar posse destes, aqueles que apoiavam a independência e fossem leais ao príncipe. Além disso, tropas portuguesas e mares brasileiros seriam tratadas como inimigas. A pressão pela volta de Pedro aumentava e a última cartada de D. João foi revogar decretos do príncipe, forçando-o a criar a lei do Cumpra-se que consistia na aprova- ção dele para qualquer despacho proveniente de Portugal. Quando Dom João percebe que sua von- tade não será feita, passa a acusar os ministros bra- sileiros e até mesmo seu filho de traição. A Princesa Leopoldina e José Bonifácio prevendo o pior, enviam mensageiros ao príncipe que estava em viagem in- formando o que estava acontecendo e aconselhan- do que a independência fosse proclamada com ur- gência e então, no dia 7 de setembro de 1822, Pe- dro proclama a independência do Brasil. Toda essa tensão se tornou campo fértil para disputas entre políticos brasileiros e portugueses e a volta de Pedro a Portugal já era quase certa. Po- rém o “Partido Brasileiro”, que não era bem um par- tido, mas podemos chamá-lo assim por ser o adjeti- vo mais próximo para explicá-lo, se aliou a grupos que compartilhavam do mesmo interesse pedindo a permanência de Pedro no Brasil. Assim, no dia 9 de janeiro de 1922, Pedro decide ficar, o que deu ori- gem ao chamado “Dia do Fico”. José Bonifácio de Andrada e Silva HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 166 gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 33 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL Questões 1- UFCE - A respeito da independência do Brasil, é correto afirmar que: a) implicou em transformações radicais da estrutura produtiva e da ordem social, sob o regime monár- quico. b) significou a instauração do sistema republicano de governo, como o dos outros países da América Latina. c) trouxe consigo o fim do escravismo e a imple- mentação do trabalho livre como única forma de trabalho e o fim do domínio metropolitano. d) implicou em autonomia política e em reformas moderadas na ordem social decorrentes do novo status político. e) decorreu da luta palaciana entre João VI, Carlota Joaquina e Pedro I, e teve como consequência ime- diata a abertura dos portos. 2- A respeito da independência do Brasil, é válido concluir que: a) as camadas senhoriais, defensoras do liberalismo político, pretendiam não apenas a emancipação po- lítica, mas também a alteração das estruturas eco- nômicas. b) o liberalismo defendido pela aristocracia rural apoiava a emancipação dos escravos. c) a independência brasileira se caracterizou por ter sido um processo revolucionário com a participação popular. d) a independência brasileira foi um arranjo político que preservou a monarquia como forma de governo e, também, os privilégios da classe proprietária. e) a independência brasileira resultou do receio de D. Pedro I de perder o poder aliado ao seu espírito de brasilidade. 3- UFLA - Observe o seguinte texto: “Ser livre um povo livre vive num país livre na cidade livre, na rua livre, na casa livre colônia e escravidãocaminham na mesma direção quem declara independência e não declara abolição vai ver não é livre nada apenas mudou de patrão A Liberdade da Nação é a Soma das liberdades de cada cidadão”. (Milton Nascimento e Fernando Brant) Com relação ao dia 7 de setembro, pode-se afirmar que: a) A independência demonstrou que, mesmo não havendo abolição da escravidão, houve ganhos, especialmente para o povo, com a separação de Portugal. b) Dom Pedro I mudou os moldes da economia bra- sileira, não permitindo que se reproduzissem as mesmas características do período colonial. c) Ao se instaurar a Monarquia do Brasil, seguindo o modelo da monarquia norte-americana, rompiam-se os acordos econômicos com a Inglaterra. d) A Monarquia Brasileira passou a ser organizada a partir dos ideais populares e não dos interesses da aristocracia rural. e) A independência concretizou as aspirações da elite agrária brasileira. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 167 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 33 - INDEPENDÊNCIA DO BRASIL 1- D O Brasil se torna independente politicamente de Portugal, porém, economicamente e socialmente o atraso continuou. 2- D O arranjo político continuou a serviço da elite brasi- leira, que não pensou na população e muito menos em cogitar a participação popular na política. 3- E Todo o corpo político brasileiro no contexto da inde- pendência era composto pela elite agrária formada desde as capitanias hereditárias, logo, as poucas reformas atendiam apenas a esse grupo. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 168 HISTÓRIA DO BRASIL gabaritageo.com.br Brasil império UNIDADE 34 - BRASIL IMPÉRIO No ano de 1824, os Estados Unidos reco- nhecem a independência brasileira passando a oferecer-lhe apoio, caso fosse necessário. Para a Inglaterra, um conflito com a nova nação implicaria em desvantagens comerciais, desta forma, mesmo que não oficialmente, os britânicos já viam o Brasil como um país independente. O que impedia a In- glaterra de reconhecer oficialmente a independên- cia brasileira era a existência da escravidão, uma forma de pressão para que esta fosse abolida no Brasil. Não por bondade, mas por interesses co- merciais, pois a quantidade de pessoas escraviza- das, logo, sem renda - o que significava menos O Primeiro Reinado eríodo que do ano de 1822 até 1831, é marcado por um período de tensão entre Portugal e Brasil, e muita instabilidade consumidores - impedia que os ingleses lucrassem ainda mais. Apenas no ano de 1825 é que Portugal reconheceu a independência de sua ex colônia, em troca de uma indenização referente a uma dívida da com a Inglaterra e da garantia de que o Brasil não se juntaria a nenhuma outra colônia, pois acredita- se que quando a notícia do reconhecimento de Portugal se espalhou, alguns comerciantes de escravizados (não há certeza de que tenham sido eles) teriam espalhado panfletos convocando Benguela a aderir a causa brasileira preocupando a coroa lusa. Ao contrário do que se pensa, diversos conflitos aconteceram no Brasil durante o processo de independência assim como nos outros países da América - as coisas não ocorreram de forma tão Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 169 gabaritageo.com.br HISTÓRIA DO BRASIL pacífica como costuma-se dizer - e a partir de então, mudanças passam a acontecer em nosso país, nada de novo para a população que sempre esteve à mar- gem das decisões políticas, mas significativas para aquele novo país que passava a ser esboçado. A pri- meira grande mudança foi a outorga da Constituição de 1824 que dividia os poderes em 3 (executivo, le- gislativo e judiciário) mais o Poder Moderador. A ideia de três poderes tinha cara de inovação e pro- gresso já que vínhamos de um governo absolutista, porém, o Moderador, que consistia no poder de veto concentrado nas mãos de Dom Pedro, deixava bem claro que as coisas continuariam como sempre foram e para não restar dúvida, nessa Constituição mantinha a monarquia, hereditária e o imperador como uma figura divina e incontestável. Esse autoritarismo causa revolta e tensão no Brasil provocando a Confederação do Equador (1824) e a Guerra da Cisplatina (1825) desgastando o reinado de Pedro I que, devido à crise econômica e social, abdica do trono em prol de seu filho Pedro de Alcântara em 7 de abril de 1831. O período Regencial Antiga bandeira da Guarda Nacional da Província de São Paulo Pintura de Simplício Rodrigues de Sá, c. 1830 Como Pedro de Alcântara tinha apenas cinco anos de idade e não poderia assumir o trono naquele momento, um governo provisório, regido por brasileiros, é instaurado e vigora no país de 1831 a 1840 dando início ao período Regencial, dividido em quatro regências: Regência Trina Provisória: de abril a julho de 1831. Regência Trina Permanente: de 1831 a 1834. Regência Una do Padre Feijó, mais conhecido como Regente Feijó: de 1835 a 1837. Regência Una de Araújo Lima: de1837 a 1840. Marcado por muita instabilidade política, social e econômica e nenhum progresso, o período regencial é caracterizado por revoltas como: Cabanagem - na Província do Grão-Pará (1835 – 1840); Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos - na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul (1835 – 1845); Revolta dos Malês – na Província da Bahia (1835); Sabinada – também na Província da Bahia (1837 – 1838); e Balaiada - na Província do Maranhão (1838 – 1841). UNIDADE 34 - BRASIL IMPÉRIO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 170 gabaritageo.com.br HISTÓRIA DO BRASIL Além de toda a troca de regentes e todas as revoltas, grupos políticos interessados em assumir o poder por meio de Pedro II, surgem aumentando cada vez mais a tensão política interna e externa. Esses grupos foram: Restauradores ou caramurus: Defendiam a volta de Dom Pedro Primeiro e a restauração da monarquia absolutista. Liberais exaltados ou farroupilhas: Defendiam um governo federal, o fim do Poder Moderador e mais autonomia às províncias. Liberais moderados ou ximangos: Defendiam a monarquia, porém, constitucional. A tensão política citada anteriormente, fez com que o partido Liberal, por meio de uma mano- bra política, antecipasse a maioridade de Pedro Segundo, que só poderia assumir o trono aos de- zoito anos, caso fosse casado ou aos vinte e um, caso fosse solteiro. Por meio da manobra, conhe- cida como Golpe da Maioridade, aos 14 anos, no dia 23 de julho de 1840, Pedro de Alcântara se torna imperador do Brasil dando início ao Segundo Reinado. O Segundo Reinado A coroação de Pedro II aos 15 anos de idade em 18 de julho de 1841 por François-René Moreaux, no Museu Imperial Período que vai de 1840 a 1889, o Segundo Reinado é caracterizado por um progresso signifi- cativo, tanto econômico quanto social. É nesse mo- mento que o café se torna a grande moeda brasi- leira dando maior destaque a São Paulo, porém, em meio a tanta prosperidade econômica a escravidão ainda era a base da mão-de-obra no Brasil, critica- do por diversos países que já a haviam abolido, mesmo que simplesmente por interesse econômico. Mas o governo, por sua vez, não tinha interesse na abolição para não desapontar a elite cafeeira. Com o crescimento constante da exportação do café, ferrovias foram construídas e tem início (impulsionado pelo Barão de Mauá) o primeiro surtoindustrial no Brasil, pequeno, porém, importante. Muito bem preparado para governar, mesmo sendo muito jovem, Pedro II decide transformar o sistema de governo em monarquia parlamentar, porém, o primeiro ministro não era o mais votado (como é hoje nos países com esse sistema) e sim escolhido pelo imperador o que acaba sendo chamado de “Parlamentarismo às avessas”. Pedro II aos 39 anos de idade, 1865 UNIDADE 34 - BRASIL IMPÉRIO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 171 gabaritageo.com.br HISTÓRIA DO BRASIL Em relação às questões sociais, nada foi feito para a população em geral além da abolição da escravidão em 1888, que acabou com a popu- laridade de Dom Pedro já abalada pela Guerra do Paraguai (1864-1870). Em novembro de 1889, após grande desgaste, Pedro II é obrigado a deixar o Brasil e a República é proclamada. A última fotografia da família imperial no Brasil, 1889 UNIDADE 34 - BRASIL IMPÉRIO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 172 gabaritageo.com.br Vamos praticar HISTÓRIA DO BRASIL Questões 1- ENEM - Após o retorno de uma viagem a Minas Gerais, onde Pedro I fora recebido com grande frieza, seus partidários prepararam uma série de manifestações a favor do imperador no Rio de Janeiro, armando fogueiras e luminárias na cidade. Contudo, na noite de 11 de março, tiveram início os conflitos que ficaram conhecidos como a Noite das Garrafadas, durante os quais os “brasileiros” apagavam as fogueiras “portuguesas” e atacavam as casas iluminadas, sendo respondidos com cacos de garrafas jogadas das janelas. VAINFAS, R. (Org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008 (adaptado). Os anos finais do I Reinado (1822-1831) se caracterizaram pelo aumento da tensão política. Nesse sentido, a análise dos episódios descritos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro revela: a) estímulos ao racismo. b) apoio ao xenofobismo c) críticas ao federalismo d) repúdio ao republicanismo e) questionamentos ao autoritarismos 2- UFRGS - O processo de formação do Estado nacional brasileiro, no século XIX, envolveu uma série de fatores políticos, sociais e culturais. Considere as afirmações abaixo, sobre esse processo. I - A vinda da família real portuguesa para o Brasil, em 1808, ocasionou o completo desmantelamento das elites coloniais, que foram retiradas da administração política. II - A lei de 07 de novembro de 1831, conhecida como Lei Feijó, declarou livres os escravos importados para o Brasil, impondo penas aos mercadores responsáveis pela entrada desses escravos no território brasileiro. III - O período entre a abdicação de Pedro I e a regência efetiva de Pedro II foi caracterizado pela consolidação do processo emancipatório, pelo desenvolvimento econômico com a produção do café e pela estabilidade política marcada pela ausência de conflitos armados. Quais estão corretas? a) I b) II c) I, II d) II, III e) I, II e III. 3- FUVEST - No Brasil, do mesmo modo que em muitos outros países latino-americanos, as décadas de 1870 e 1880 foram um período de reforma e de compromisso com as mudanças. De maneira geral, podemos dizer que tal movimento foi uma reação às novas realidades econômicas e sociais resultantes do desenvolvimento capitalista não só como fenômeno mundial, mas também em suas manifestações especificamente brasileiras. Emília Viotti da Costa, “Brasil: a era da reforma, 18701889”. In: Leslie Bethell, História da América Latina, v.5. São Paulo: Edusp, 2002. Adaptado. A respeito das mudanças ocorridas na última década do Império do Brasil, cabe destacar a reforma: a) eleitoral, que, ao instituir o voto direto para os cargos eletivos do Império, ao mesmo tempo em que proibiu o voto dos analfabetos, reduziu notavelmente a participação eleitoral dos setores populares. b) religiosa, com a adoção do ultramontanismo UNIDADE 34 - BRASIL IMPÉRIO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 173 gabaritageo.com.br HISTÓRIA DO BRASIL como política oficial para as relações entre o Estado brasileiro e o poder papal, o que permitiu ao Império ganhar suporte internacional. c) fiscal, com a incorporação integral das demandas federativas do movimento republicano por meio da revisão dos critérios de tributação provincial e municipal. d) burocrática, que rompeu as relações de patronato empregadas para a composição da administração imperial, com a adoção de um sistema unificado de concursos para preenchimento de cargos públicos. e) militar, que abriu espaço para que o alto-comando do Exército, vitorioso na Guerra do Paraguai, assumisse um maior protagonismo na gestão dos negócios internos do Império. UNIDADE 34 - BRASIL IMPÉRIO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 174 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir HISTÓRIA DO BRASIL 1- E 2- B 3- A UNIDADE 34 - BRASIL IMPÉRIO Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 175 gabaritageo.com.br A primeira república UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA om a perda de apoio das elites, da Igreja, do exército e da população, o governo de Dom Pedro II, principalmente a partir da década de 1870, inicia um processo significativo de declínio abrindo espaço para que os ideais republi- canos ascendessem e conquistassem muitos adep- tos. Além disso, a Guerra do Paraguai, a pressão dos abolicionistas e a “ameaça” da sucessão do tro- no por Conde D'Eu, marido da princesa Isabel, agravaram ainda mais a situação deixando a tensão política muito maior. Em novembro de 1889, a crise estava conso- lidada e republicanos e simpatizantes reuniram-se secretamente com o influente e descontente militar Proclamação da República Marechal Deodoro da Fonseca, que aderiu ao mo- vimento e liderou o golpe de Estado que acabaria com a monarquia no Brasil. No dia 15 de novembro, militares cercaram o Gabinete Ministerial e destituíram do cargo o viscon- de de Ouro Preto. Após a ofensiva, conde D'Eu ten- ta um contra-ataque e Pedro II a formação de um novo gabinete. Ambos fracassaram. Está extinta a monarquia no Brasil e é proclamada a República. De 1889 até 1894, o Brasil vive a transição para um governo republicano com um sistema pre- Proclamação da República (Benedito Calixto) República da Espada HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 176 gabaritageo.com.br UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA primeira Constituição da República trazendo inúme- ras mudanças como o sufrágio “universal” masculi- no, a naturalização de estrangeiros que possuíssem residência fixa no Brasil ou que fossem casados com cidadãos brasileiros, a transformação das pro- víncias em estados da federação (unidades federa- tivas, entre outras coisas como podemos ver em al- guns dos artigos abaixo: Art 1º - A Nação brasileira adota como forma de Governo, sob o regime representativo, a República Federativa, proclamada a 15 de novembro de 1889, e constitui-se, por união perpétua e indissolúvel das suas antigas Províncias, em Estados Unidos do Brasil. Art 47 - O Presidente e o Vice-Presidente da Repú- blica serão eleitos por sufrágio direto da Nação e maioria absoluta de votos. Art 63 - Cada Estado reger-se-á pela Constituição e pelas leis que adotar respeitados os princípios cons- titucionais da União. Art 69 - São cidadãos brasileiros: 1º) os nascidos no Brasil, ainda que de pai estran- geiro, não, residindo este a serviço de sua nação; 2º) os filhos de pai brasileiro e os ilegítimos de mãebrasileira, nascidos em país estrangeiro, se estabe- lecerem domicílio na República; 3º) os filhos de pai brasileiro, que estiver em outro país ao serviço da República, embora nela não ve- nham domiciliar-se; 4º) os estrangeiros, que achando-se no Brasil aos 15 de novembro de 1889, não declararem, dentro em seis meses depois de entrar em vigor a Consti- tuição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem; 5º) os estrangeiros que possuírem bens imóveis no Brasil e forem casados com brasileiros ou tiverem filhos brasileiros contanto que residam no Brasil, salvo se manifestarem a intenção de não mudar de nacionalidade; 6º) os estrangeiros por outro modo naturalizados. Art 70 - São eleitores os cidadãos maiores de 21 anos que se alistarem na forma da lei. § 1º - Não podem alistar-se eleitores para as elei- ções federais ou para as dos Estados: sidencialista. Em 1891, durante o governo provisório de Marechal Deodoro da Fonseca, é promulgada a Deodoro da Fonseca Art 28 - A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo eleitos pelos Estados e pelo Distrito Federal, mediante o sufrágio direto, garanti- da a representação da minoria. Art 41 - Exerce o Poder Executivo o Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, como chefe eletivo da Nação. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 177 gabaritageo.com.br UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA No campo econômico, a República da Espa- da é marcada por uma tentativa frustrada de impul- sionar a industrialização no Brasil por meio da polí- tica do Encilhamento. Criada pelo então ministro Rui Barbosa, essa política consistia em estimular o crescimento e aquecimento da economia aumen- tando a emissão de papel moeda, mesmo sem las- tro. Essa atitude levou a inflação a índices muito al- tos, à desvalorização da moeda, ao desemprego, falências e especulação agravando ainda mais a crise. Deodoro da Fonseca, além de não conseguir impedir que a situação econômica do país degringo- lasse ainda mais, vinha demonstrando característi- cas autoritárias e em 3 de novembro ratificou seu posicionamento ditatorial fechando o Congresso Nacional. O descontentamento foi geral e em 23 do A população continuou mantida à margem das decisões políticas e, na prática, nada mudou para o povo. Como reflexo do crescente descontentamento, ainda na República da Espada ocorrem a Revolução Federalista (1893-1895) e a Revolta da Armada (1893-1894). O fracasso desse primeiro modelo de governo era o que faltava para que as elites agrárias do Bra- sil assumissem o cenário político de uma vez por todas, como almejavam há tanto tempo. De 1894 a 1930 o Brasil vive uma alternância § 2º - São inelegíveis os cidadãos não alistáveis. Além de todos esses artigos, a Constituição Federal de 1891 traz também a separação entre Estado e Igreja, o Hino Nacional e a bandeira brasileira como conhecemos hoje, entre outras coisas. No campo econômico, a República da Espada é marcada por uma tentativa frustrada de impulsio- nar a industrialização no Brasil por meio da política do Encilhamento. Criada pelo então ministro Rui Barbosa, essa política consistia em estimular o crescimento e aquecimento da economia aumentan- do a emissão de papel moeda, mesmo sem lastro. Essa atitude levou a inflação a índices muito altos, à desvalorização da moeda, ao desemprego, falên- cias e especulação agravando ainda mais a crise. 1º) os mendigos; 2º) os analfabetos; 3º) as praças de pré, excetuados os alunos das escolas militares de ensino superior; 4º) os religiosos de ordens monásticas, companhias, congregações ou comunidades de qualquer deno- minação, sujeitas a voto de obediência, regra ou estatuto que importe a renúncia da liberdade Indivi- dual. mesmo mês, Deodoro foi obrigado a renunciar dan- do lugar ao vice-presidente marechal Floriano Pei- xoto. Floriano Peixoto. República Oligárquica HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 178 gabaritageo.com.br UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA Em 1898, Campos Sales do Partido Republi- cano Paulista (PRP) é eleito presidente consolidan- do a república oligárquica (Sales foi o segundo pre- sidente, tendo sido o primeiro, Prudente de Morais também paulista), que para se manter estável passa a fazer uso de arranjos como a política dos gover- nadores, por exemplo. Essa política consistia na “ajuda mútua” entre governadores e presidente au- mentando a representação parlamentar de cada es- tado no congresso, de acordo com o grupo regional dominante no momento. existente desde a monarquia. Encontrando condi- ções perfeitas para sua existência na desigualdade social, os coronéis controlavam os votos da popula- ção que vivia em suas terras (chamadas de curral eleitoral) por meio da troca de favores, que podiam variar de um par de sapatos, um saco de farinha a uma vaga de emprego, ou por meio da violência e da opressão ( ). Não existia ne-voto de cabresto nhum tipo de controle em relação aos processos eleitorais e as fraudes eram corriqueiras contabili- zando votos de pessoas mortas, falsificação nas atas etc. Ainda que o coronelismo existisse em todas as regiões do Brasil, mesmo em áreas urbanas (com características distintas das rurais), sua maior concentração aconteceu na região nordeste onde se formou uma grande “nação de coronéis, como afir- ma o historiador Boris Fausto. Com o passar do tempo, outros estados pas- sam a questionar o poderio infindável de São Paulo e Minas Gerais. O Rio Grande do Sul passa a se posicionar de forma mais assertiva em 1906 com a candidatura de Afonso Pena (mineiro, porém, filiado ao partido sulista) e a partir de 1910 a presença gaúcha no Congresso se torna maior. Somado a isso, desentendimentos entre São Paulo e Minas como a indicação de Júlio Prestes por Whashington Luís para sua sucessão quebrando um acordo entre de poder entre governantes oriundos dos partidos republicanos paulista (PRP) e mineiro (PRM) dando início à chamada Política do Café com Leite, onde São Paulo representava o café (base da economia paulista) e Minas Gerais, o leite.Caracterizada por governos que representavam os grandes fazendei- ros do Brasil, a República Oligárquica rompe com a presença militar na presidência (com exceção do Marechal Hermes da Fonseca eleito para o mandato de 1910 a 1914), porém continua com a prática dos conchavos políticos. A avenida em 1902, vista da residência de Adam Von Bülow. Foto de Guilherme Gaensly. Além da política dos governadores, uma outra característica fortíssima do período é o que chama- mos de . O coronelismo era nada mais, coronelismo nada menos que uma continuação do clientelismo HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 179 gabaritageo.com.br UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA A partir de 1921 a tensão política começa a aumentar e em 1924, revoltosos passam a ocupar quartéis paulistas com o objetivo de assumir o con- trole de São Paulo. Essa revolta teve como uma de suas características a forte presença de tenentes movidos, além de interesses políticos, pelo desejo de derrubar Arthur Bernardes, o então presidente, que havia expressado seu ódio aos militares. Esse será o embrião do tenentismo. No ano de 1929, as oposições ao PRP e uma parcela do PRM lançaram a candidatura de Getúlio Vargas à presidência e de João Pessoa à vice-presi- dência formando a Aliança Liberal. Do outro lado, uma cisão do Partido Republicano Mineiro, apoiou No dia 1º de março de 1930, Júlio Prestes venceu as eleições,porém, o resultado não foi bem aceito pela oposição dando início à chamada Revo- lução de 1930 conduzida, principalmente pelos mili- tares, que escolheram Getúlio Vargas para os repre- sentar. Em 24 de outubro, após inúmeras manifesta- ções e ofensivas por parte dos revoltosos em todo o Brasil, integrantes da cúpula militar representando o exército e a marinha depuseram o presidente da República instituindo uma Junta Provisória de gover- no. Porém, por pressão dos revolucionários e da po- pulação, Getúlio Vargas assume a presidência no dia 3 de novembro dando fim à Primeira República. PRP e PRM, foram a deixa para a ruptura política ocorrida em 1930. Antiga sede da Bolsa do Café, em Santos Júlio Prestes. Essa candidatura caiu nas graças das elites urbanas, da classe média e dos tenentes. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 180 gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA Questões 1- (FUVEST) O período de 1900 a 1930, identifica- do no processo histórico brasileiro como República Velha, teve por traço marcante: a) o fortalecimento da burguesia mercantil, que se utilizou do Estado como instrumento coordenador do desenvolvimento. b) a abertura para o capital estrangeiro, principal alavanca do rápido desenvolvimento da região amazônica. c) a modificação da composição social dos grandes centros urbanos, com a transferência de mão-de- obra do Centro-Sul para áreas do Nordeste. d) o pleno enquadramento do Brasil às exigências do capitalismo inglês, ao qual o país se mantinha cada vez mais atrelado. e) o predomínio das oligarquias dos grandes Esta- dos, que procuravam assegurar a supremacia do setor agrário-exportador. 2- (ENEM) “Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem re- vistas, nas quais se limita a ver as figuras, o traba- lhador rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os vo- tos de cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica rural.” (LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1976 (adaptado)) O coronelismo, fenômeno político da Primeira Repú- blica (1889-1930), tinha como uma de suas princi- pais características o controle do voto, o que limita- va, portanto, o exercício da cidadania. Nesse perío- do, esta prática estava vinculada a uma estrutura social: a) igualitária, com um nível satisfatório de distribui- ção da renda. b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes. c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica. d) ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia. e) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e regional. 3- (UFMG) Leia o texto: Na Bruzundanga, como no Brasil, todos os repre- sentantes do povo, desde o vereador até o presiden- te da República, eram eleitos por sufrágio universal e, lá, como aqui, de há muito que os políticos tinham conseguido quase totalmente eliminar do aparelho eleitoral este elemento perturbador – “o voto”. Julga- vam os chefes e capatazes políticos que apurar os votos dos seus concidadãos era anarquizar a insti- tuição e provocar um trabalho infernal na apuração porquanto cada qual votava em um nome, visto que, em geral, os eleitores têm a tendência de votar em conhecidos ou amigos. Cada cabeça, cada senten- ça; e para obviar os inconvenientes de semelhante fato, os mesários de Bruzundanga lavravam as atas conforme entendiam e davam votações aos candi- datos conforme queriam. (…) às vezes semelhantes eleitores votavam até com nome de mortos, cujos diplomas apresentavam aos mesários solenes e hieráticos que nem sacerdotes de antigas religiões. (BARRETO, Lima. Os Bruzundangas. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d. p. 65-66.) Todas as alternativas contêm informações que con- firmam o comportamento eleitoral criticado na sátira de Lima Barreto, exceto em: a) o domínio político dos coronéis rurais garantia a mecânica eleitoral fraudulenta operada através do voto de curral. b) o interesse das elites agrárias e a exclusão das demais classes sociais da política estavam garanti- dos nesse sistema político eleitoral. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 181 gabaritageo.com.br UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA dos nesse sistema político eleitoral. c) o sistema eleitoral descrito como corrupto estava na base da política dos governadores, posta em prática pelas oligarquias na chamada República Velha. d) o sistema eleitoral fraudulento foi consolidado, no fim dos anos 20, através da ação decisiva da Aliança Liberal. e) o voto de cabresto era uma forma de manipulação de eleitorado, seja através da compra de voto, seja através da troca do voto por favores. 4- (Fuvest-SP) A política do café, durante a Primeira República: a) chegou ao auge do protecionismo com o Convê- nio de Taubaté, passando depois a reger-se pelas leis do mercado. b) procurou atender aos interesses dos cafeicultores através de constantes medidas de proteção ao pro- duto. c) pode ser equiparada a de outras produções agrí- colas, todas elas amparadas por Planos de Defesa. d) atendeu exclusivamente aos interesses dos gran- des grupos internacionais através dos Planos de De- fesa. e) foi dirigida pelo governo do estado de São Paulo, enquanto o poder federal mantinha uma atitude dis- tante e neutra. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 182 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 35 - A PRIMEIRA REPÚBLICA 1- E Desde o império, a elite agrária brasileira almejou o controle político do país que foi alcançado após o desgaste da República da Espada na tentativa frus- trada de um governo militar autoritário. 2 - E O voto de cabresto era um dos mecanismos mais importantes para a garantia do poder dos coronéis, dos candidatos apoiados por eles e de toda a estru- tura política baseada em conchavos característicos da República Oligárquica. 3 - D O sistema fraudulento foi consolidado muito antes até mesmo da proclamação da República no Brasil, ao passo que a Aliança Liberal só surge em meados de 1920. 4- B Atendeu aos interesses da elite agrária, principal- mente dos cafeicultores que já haviam passado por momentos de crise em 1902, 1906 e, principalmente em 1929. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 183 gabaritageo.com.br Getúlio Vargas A Era Vargas ou o Estado Getulista Podemos dividir o governo de Getúlio Vargas em: Governo Provisório - 1930 até 1934 Governo Constitucional - 1934 até 1937 Estado Novo - 1937 até 1945 Governo Democrático - 1951 até 1954 partir de 1930, inúmeras mudanças come- çam a acontecer no país nos âmbitos social e político. Politicamente, Vargas toma atitu- des drásticas e ditatoriais para se manter no poder como o Fechamento do Congresso Nacional, a substituição dos governadores dos estados por in- terventores federais indicados por ele, a suspensão da Constituição Federal, a perseguição ao Partido Comunista do Brasil (PCB, colocado na ilegalidade logo após 1930), além da criação de dois grandes ministérios dos quais seu governo irá girar em torno: o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e o Ministério da Educação e Saúde. No âmbito social, Getúlio ainda em seu governo provisório, avança na criação de uma vasta legislação trabalhista que le- vava em consideração até o enquadramento dos sin- dicatos comoum órgão consultivo e de colaboração com o poder público, trazendo-os para perto do go- verno com vistas a evitar conflitos como ocorreram durante toda a década de 1920, e a criação de órgãos específicos para arbitrar conflitos entre pa- trões e operários. Outra demanda iniciada logo após a assunção de Vargas foi a criação de uma legisla- ção previdenciária outorgada também em 1943, já no Estado Novo, com a Consolidação das Leis do Trabalho criadas a duras penas e prestes a serem desmanteladas por nosso governo atual. UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS No ano de 1932, São Paulo se torna o palco para um grande movimento causado pelo descon- tentamento para com o governo de Vargas, a Revol- ta Constitucionalista de 1932. Inúmeros foram os motivos alegados, principalmente pelos paulistas, mas o grande ponto foi o fato de Getúlio governar de forma autoritária sem um Constituição. Vários grupos antigovernistas participaram do movimento, dentre eles os tenentistas e o MMDC (sigla que sig- nificava Martin, Miragaia, Dráusio e Camargo, qua- tro jovens mortos durante a invasão de um jornal tenentista de São Paulo). Após mais de três meses de conflito, o governo brasileiro acabou com a revol- ta, porém, para evitar conflitos futuros, Vargas deci- HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 184 gabaritageo.com.br UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS A nova Constituição trazia consigo mudanças sociais importantíssimas como o estabelecimento da jornada de trabalho de 8 horas, a instituição do voto secreto, do voto feminino, a criação do manda- do de segurança que protegia o cidadão brasileiro de quaisquer desmandos por parte do governo e a criação de políticas de proteção aos recursos natu- rais brasileiros. O governo constitucional consolida Getúlio Vargas como presidente do Brasil. Nesse mesmo período a onda fascista ganha espaço na Europa e uma grande expressividade fora de lá. Aqui, é criada a AIB - Aliança Integralista Brasileira liderada por Plínio Salgado. Era um grupo de extrema direita e defensor do fascismo que defendia um governo cen- tralizado e a perseguição aos comunistas. Em con- trapartida, é criado como oposição, a ANL - Aliança Nacional Libertadora. Um movimento comunista que defendia a revolução, a reforma agrária e um país melhor sem desigualdades e sem opressão. Lidera- do por Luís Carlos Prestes, a ALN organiza no ano de 1935, a Intentona Comunista com o objetivo de derrubar Vargas da presidência. Ambos os grupos foram perseguidos e abafados por Getúlio que pas- sa,a partir de então, recrudescer seu governo cami- nhando para a nova fase ditatorial que terá início em 1937, após o Plano Cohen. Esse plano consistiu no boato de que a ameaça comunista estava chegando ao Brasil, e que para que isso não acontecesse, só um governo forte como o de Vargas poderia proteger nossa nação. Para tanto, Getúlio cancela as eleições presidenciais que ocorreriam em 37 e passa a im- plantar medidas de exceção, como colocar os exér- citos na rua. Hoje sabemos que os boatos foram in- ventados pelo próprio governo para que Vargas con- tinuasse no poder. Após o Plano Cohen, inicia-se no Brasil o go- verno mais longo da República, o Estado Novo (1937-1945), governo de forte cunho ditatorial, sus- No ano de 1939, Vargas cria o Departamento de Imprensa e Propaganda- DIP, responsável pela censura e pela difusão de propagandas positivas sobre o governo, principalmente, por meio do pro- grama , transmitido até hoje, porém Hora do Brasil com o nome . No mesmo ano é criada Voz do Brasil a Justiça do Trabalho e em 1943 a CLT é finalizada unificando as leis trabalhistas criadas desde 1930 e trazendo outras como o salário mínimo, o descanso semanal remunerado, as férias remuneras etc. A partir de então, Vargas passa a ser chamado de “Pai dos Pobres”. É ainda durante o Estado Novo, que as indústrias de base idealizadas por Getúlio saem do papel e são criadas no Brasil a Companhia Vale do Rio Doce, a Fábrica de Motores, a Compa- nhia Siderúrgica Nacional e a Companhia Hidrelétri- ca do São Francisco. O desgaste do Estado Novo se dá na Segun- da Guerra Mundial, quando em 1944, Vargas se jun- ta aos aliados para lutar contra o autoritarismo na Europa enquanto seu próprio governo era extrema- mente autoritário. Essa e outras contradições enfra- queceram a popularidade de Getúlio, que em 1945 sofre um golpe de Estado organizado pelos militares de reunir uma Assembleia Constituinte para elabo- rar a nova Constituição Federal do Brasil, outorgada em 1934. pende a Constituição de 1934 e outorga a de 37 co- nhecida com Constituição Polaca. A nova carta constitucional permitiu a concentração do poder no Executivo abolindo as outras instituições democráti- cas e coloca organizações opositoras, como a ANL e a AIB na ilegalidade, além de institucionalizar as perseguições e permitir a prática da tortura. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 185 gabaritageo.com.br UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS O governo de Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) O governo Dutra foi marcado pelo apoio de Vargas à sua candidatura, pelo forte alinhamento do Brasil com os Estados Unidos, pela continuação da perseguição aos opositores, principalmente aos comunistas e pela continuação da exclusão dos tra- balhadores rurais dos direitos trabalhistas. Economi- camente não houve nenhum avanço na industriali- zação e o incentivo à importação de bens de consu- mo só aumentou os gastos do país esvaziando suas reservas e trazendo de volta a crise econômica. A volta de Getúlio Vargas e seu governo Democrático Candidato pelo Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, Vargas volta à presidência pela via democráti- ca e com o apoio de diversos setores da sociedade, além de partidos progressistas e até mesmo de al- guns setores da esquerda. Após sua volta, Vargas passa a ser fortemen- e a UDN - União Democrática Nacional. É o fim da Era Vargas. O Estado Novo de Getúlio Vargas foi um exemplo de governo populista. Para amenizar um pouco a situação difícil em que o Brasil estava sendo colocado, Dutra cria o chamado Plano Salte que consistia em determinar investimen- tos públicos nos setores essenciais como saúde, educação, energia e transportes para o desenvolvi- mento do país. O Plano não atendeu a todas as ex- pectativas, mas permitiu manter um certo crescimen- to econômico ao longo do mandato de Dutra. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 186 gabaritageo.com.br UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS te pressionado pela UDN apoiada pelos EUA, porém, se mantém forte e continua firme em seu posicionamento nacionalista dando continuidade à campanha “O petróleo é nosso” iniciada em 1947. Em 1951, Getúlio envia para o congresso o projeto que criaria a Petrobrás garantindo o monopólio bra- sileiro na exploração de nosso petróleo. Em 1953, o projeto virou lei que foi sancionada no dia 3 de outu- bro. Este foi o último legado de Vargas que continu- ou sofrendo fortes pressões para que renunciasse. Com o enfraquecimento de seu governo e declínio de suas forças, Getúlio se suicida no dia 24 de agosto de 1954 com um tiro no peito saindo da vida para entrar na história, conforme deixa escrito em sua carta testamento: “Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha sub- terrânea dos grupos internacionaisaliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do tra- balho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Con- gresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Pe- trobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agita- ção se avoluma. (…) Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.” (Carta testamento de Getúlio Vargas, 23 de agosto de 1954). HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 187 gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS Questões 1- (PUC-RS) “Façamos a revolução antes que o povo a faça.” A frase, atribuída ao governador de Minas Gerais, Antônio Carlos de Andrada, deixa en- trever a ideologia política da Revolução de 1930, promovida pelos interesses a) da burguesia cafeicultora de São Paulo, com vistas à valorização do café. b) do operariado, com o objetivo de aprofundar a industrialização. c) dos partidos de direita fascistas, no intuito de estabelecer um Estado forte. d) das oligarquias dissidentes, aliadas ao tenentis- mo pela reforma do Estado. e) da burguesia industrial, na busca de uma política de livre iniciativa. 2- (ENEM) Durante o Estado Novo, os encarregados da propaganda procuraram aperfeiçoar-se na arte da empolgação e envolvimento das “multidões” através das mensagens políticas. Nesse tipo de discurso, o significado das palavras importa pouco, pois, como declarou Goebbels, “não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter determinado efeito”. CAPELATO, M. H. Propaganda política e controle dos meios de comunicação. In: PANDOLFI, D. (Org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: FGV, 1999. O controle sobre os meios de comunicação foi uma marca do Estado Novo, sendo fundamental à propa- ganda política, na medida em que visava a) conquistar o apoio popular na legitimação do novo governo. b) ampliar o envolvimento das multidões nas decisões políticas. c) aumentar a oferta de informações públicas para a sociedade civil. d) estender a participação democrática dos meios de comunicação no Brasil. e) alargar o entendimento da população sobre as intenções do novo governo. 3- (Cesgranrio) O regime político conhecido como Estado Novo implantado por golpe do próprio Presi- dente Getúlio Vargas, em 1937, pode ser associado à(ao): a) radicalização política do período representada pela Aliança Nacional Libertadora, de orientação comunista, e pela Ação Integralista Brasileira, de orientação fascista. b) modernização econômica do país e seu conflito com as principais potências capitalistas do mundo, que tentavam lhe barrar o desenvolvimento. c) ascensão dos militares à direção dos principais órgãos públicos, porque já se delineava o quadro da Segunda Guerra Mundial. d) democratização da sociedade brasileira em decorrência da ascensão de novos grupos sociais como os operários. e) retorno das oligarquias agrárias ao poder, restau- rando-se a Federação nos mesmos moldes da República Velha. 4- (UFPB) O governo Vargas tornou-se sinônimo de intervenção estatal. Embora essa política interven- cionista tenha adquirido força no Estado Novo, pode ser percebida durante toda a chamada Era Vargas. Sobre a Era Vargas, é correto afirmar: a) O Departamento de Imprensa e Propaganda, embora impusesse limitações à imprensa, seguiu a orientação do estado, sem propaganda do governo e sem influência sobre a opinião pública. b) O governo, na questão agrícola, extinguiu diver- sos institutos, entre eles o do Açúcar e do Álcool, o do Pinho, o do Mate e o do cacau, e centralizou as ações do Ministério da Agricultura. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 188 gabaritageo.com.br UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS c) Os principais opositores do governo foram facil- mente cooptados pela política governamental de conciliação e políticos com visões opostas, como Luiz Carlos Prestes e Plínio Salgado, atuaram como ministros de Vargas. d) O movimento sindical passou a ser tutelado já no início do primeiro governo Vargas, com a Lei de Sin- dicalização (março de 1931) e, em decorrência, o sindicato tornou-se um colaborador do Estado, com o objetivo de intermediação e atenuação do conflito entre capital e trabalho. e) O Brasil, com a implantação do Estado Novo, conseguiu a tão sonhada paz social, e o governo Vargas implantou, pela via da conciliação política, um governo de coalizão entre socialistas e integralistas. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 189 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- D As oligarquias “deixadas de lado” não aceitavam mais os privilégios de São Paulo e Minas Gerais e sua política do café com leite. 2- A Por meio do DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda, Vargas difunde propagandas positivas de seu governo durante o programa Hora do Brasil transmitido pelo rádio, principal veículo de comuni- cação da época. 3- A O Estado Novo foi a ofensiva engendrada por Vargas após a criação da AIB e da ALN que organi- zou a Intentona Comunista de 1935 com o objetivo de derrubar o governo. 4- D Contrariando tanto os governos anteriores quanto os próprios ideais sindicais ao longo das duas dé- cadas que antecederam o governo Vargas, sua po- lítica de enquadramento dos sindicatos como órgãos de apoio ao poder público, os tirou da ilega- lidade aproximando-os de seus “antigos inimigos”. O objetivo de Getúlio era evitar conflitos como os que vinham acontecendo desde 1920, dando um caráter de submissão àqueles que passaram a ser chamados de “sindicatos pelegos. UNIDADE 36 - GETÚLIO VARGAS HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 190 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br República Liberal UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL Governo JK (1956-1961) pós o suicídio de Getúlio Vargas, João Fer- nandes Campos Café Filho, seu vice, ter- minou seu mandato sem grandes preten- sões políticas. A instabilidade econômica pairava sobre o Brasil e o interesse dos militares em assu- mir as rédeas do país era latente, porém, Café Filho não se rendeu e segurou a situação até a eleição presidencial seguinte, no ano de 1955. Apoiado pelos getulistas, Juscelino Kubitschek foi eleito novo presidente do Brasil por meio de uma coligação entre dois partidos de muita expressão, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Democrático (PSD). Plano Piloto de Brasília, projetado pelo urbanista Lúcio Costa. A campanha de JK teve como principal slogan o plano de desenvolvimento rápido que prometia trazer 50 anos de progresso em apenas 5 anos de governo, o chamado 50 anos em 5. Além disso, Juscelino contou também com a formulação de um que tinha como Plano de Metas Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL No setor energético, assim como no automo- tivo, JK defendia a entrega do abastecimento de energia a companhias estrangeiras, o que foi muito criticado tanto por nacionalistas, quanto por uma parcela da burguesia que também tinha interesses no setor. Em relação ao setor alimentício nada foi feito, pois para que mudanças estruturais fossem realizadas, a reforma agrária deveria partir como um pilar importante e isso não agradava nem a mem- bros do congresso,pois muitos eram latifundiários e nem à elite agrária brasileira. Na educação, nada de novo também. Outra grande característica do governo de Juscelino Kubitschek foi a construção da cidade de Brasília tornando-a a nova capital do Brasil no ano de 1960 além de outras inúmeras obras públicas caríssimas. Infelizmente, o nacional desenvolvimentismo tão esperado não veio, pois a promessa inicial de JK era que o progresso viesse por meio do fortale- cimento da indústria nacional e a substituição de importados, o que não aconteceu já que, na verda- de, por meio de inúmeras concessões o transplante Após uma campanha conservadora e populis- ta, Jânio Quadros, o candidato que iria varrer a cor- rupção do Brasil com sua “vassourinha”, foi eleito presidente assumindo o cargo em janeiro de 1961. Pela moral e os bons costumes, Jânio foi eleito na expectativa de tomar as rédeas da política brasileira e reerguer a economia devastada por seu anteces- A campanha de JK teve como principal slogan o plano de desenvolvimento rápido que prometia trazer 50 anos de progresso em apenas 5 anos de governo, o chamado . Além disso, 50 anos em 5 Juscelino contou também com a formulação de um Plano de Metas que tinha como objetivo expandir o crescimento de cinco grandes setores da economia: energia, transportes, indústria, educação e saúde. O plano de Juscelino trouxe, de fato, inúmeros avanços para o país como a geração de empregos com a vinda das indústrias automotivas Volkswagen, Ford, Willis Overland, Mercedes Benz e General Motors, por exemplo, e para fortalecer ainda mais o setor automotivo, mais de 20 mil quilômetros de ro- dovia foram construídos e o transporte rodoviário foi cada vez mais estimulado. objetivo expandir o crescimento de cinco grandes setores da economia: energia, transportes, indústria, educação e saúde. de multinacionais em nosso território apenas aumentou o lucro de suas matrizes. Assim, o domí- nio do capital estrangeiro na economia nacional chegou a quase 90%, claro que isso se deu também devido aos inúmeros empréstimos feitos por Kubitschek para custear a tão enaltecida moderni- zação do Brasil ao longo dos (nome anos dourados dado pelo próprio JK ao período correspondente a seu governo). Governo Jânio Quadros (1961) Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 192 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL Percebendo a pressão dos militares, Leonel Brizola, cunhado de João Goulart e então governa- dor do Rio Grande do Sul, apoiado por generais de diversas partes do Brasil inicia a campanha pela Le- galidade ou Cadeia da Legalidade para garantir a posse de Jango. Neste clima, a alternativa encontra- da foi a adoção do sistema parlamentarista, onde o presidente tem seus poderes reduzidos em detri- mento do Primeiro Ministro. Essa atitude tinha como objetivo frear as reformas de base almejadas por João Goulart. O governo de Goulart foi permeado por uma polarização que extrapolou o limite político alcan- çando também a população. Sob uma forte tensão social, Jango assume o país com uma dívida exter- Politicamente, Jânio passou a ser mal visto devido a medidas econômicas para combater a in- flação que causaram a desvalorização da moeda (de forma proposital) e retirada de subsídio do pe- tróleo e de gêneros alimentícios trazendo aumentos nos itens da cesta básica, pão e passagem de ôni- bus. Além disso, Jânio Quadros, numa tentativa frustrada de fazer as pazes com seus eleitores mais conservadores, adotou posturas descabidas em re- lação a alguns dos costumes do povo brasileiro, co- mo a proibição do uso de biquínis nas praias e ain- da a regulamentação do cumprimento dos maiôs das misses que participassem de concursos televi- sionados causando imensa revolta e milhares de protestos, principalmente por parte de artistas; proi- biu corridas de cavalo nos dias úteis e rinhas de galo (essas todos os dias); proibiu também o uso de lança-perfume nos bailes de Carnaval. Como se não bastasse, talvez para causar alguma espécie de im- pacto, o presidente colocou dois jumentos nordesti- nos para pastar no jardim do Palácio da Alvorada. Defendendo ainda uma “terceira via”, isto é, uma política independente, Jânio retoma relações com Estados Unidos e União Soviética. Criticado por todos, isolado e sem apoio tanto do partido que o acolheu, quanto dos parlamentares, Jânio Qua- dros se vê impossibilitado de governar renunciando sete meses depois de assumir a presidência. Governo João Goulart (1961-1964) Após a renúncia de Jânio Quadros, João Goulart, seu vice assume a presidência em um am- biente de muita tensão e oposição por parte dos mi- litares que defendiam uma nova eleição para que pudessem assumir o governo. Estes militares criti- cavam a postura política de Jango acusando-o de ser de esquerda, já que ele era progressista e de- sor. Sem vínculos partidários anteriores e contra aquilo que era defendido por Vargas, Quadros caiu nas graças, principalmente da classe média. fensor de pautas sociais como a reforma agrária, por exemplo. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL É muito importante lembrar que o mundo pas- sava pela Guerra Fria e o comportamento “à esquer- da” de João Goulart ameaçava a grande raposa es- tadunidense temerosa por uma aliança entre o Bra- sil e o bloco socialista. A situação se torna mais deli- cada quando, em 1962, Jango cria a Lei de Remes- sas de Lucros que proibia as multinacionais de en- viarem para fora do Brasil mais do que 10% do lucro obtido. Em 1963, após um plebiscito, a população de- cide pelo fim do parlamentarismo e Jango pode dar início a seu projeto de governo almejado já com duas medidas importantes: o Plano Trienal, criado pelo então ministro do planejamento, Celso Furtado, tinha como objetivo incentivar o crescimento econô- mico e abaixar a inflação ao mesmo tempo por meio de medidas, que hoje os historiadores consideram de austeridade; e as Reformas de Base, que consis- tiam em mudanças estruturais que dessem condi- ções para que fossem feitas as reformas educacio- nal, agrária, eleitoral, tributária e urbana. Destas, a única que se destacou sendo de fato discutida, foi a reforma agrária e foi justamente isso o que trouxe mais problemas para João Goulart. A ideia de desa- propriar terras improdutivas e dividi-las entre cam- poneses não agradou à base de Jango no Congres- so Nacional fazendo com que ele perdesse bastante apoio. Enquanto tudo isso acontecia, movimentos sociais do campo e das cidades, da esquerda e da direita se mobilizavam. As reformas de base não saiam do papel e a inflação continuava aumentando. O caos era geral. A partir de setembro o golpe passa a ser es- boçado após a Rebelião dos Sargentos liderada por sargentos e soldados da Marinha e da Força Aérea, que tinham como objetivo, assumir o poder. Para evitar que outros atos como esse se repetissem, Jango propõe estado de sítio e mais uma vez é criti- cado pela direita e pela esquerda. O desgaste só na altíssima e com uma inflação que não parava de encarecer principalmente os alimentos. aumenta. Em março de 1964, já sabendo da participa- ção dos Estados Unidos ao lado dos golpistas, João Goulart garante em um discurso que seguirá com as Reformas de Base a todo custo deixando seus opo- sitores ainda mais furiosos. Daí em diante a situação de Jango só piora. Ainda no mês de março, conser- vadores convocam a Marcha da Família com Deus pela Liberdade Manifestantes na Marcha da Família com Deus pelaLiberdade em 19 de março de 1964 na Praça da Sé, em São Paulo. Fonte: Arquivo Nacional/Correio da Manhã. contando com mais de 500 mil pessoas clamando para que os militares intervissem e não permitissem que as Reformas de Base prosseguissem. Então, na madrugada do dia 31, militares de Juíz de Fora deflagram o movimento golpista fazendo imposi- ções a Jango, que não as aceitou. Horas depois, o presidente foi obrigado a deixar o governo. O golpe está dado e o Brasil passará a viver por 21 anos sob um regime militar cruel e inescrupuloso. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 194 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 3 - REPÚBLICA LIBERAL7 1- FATEC - Afirma-se sobre o governo de Juscelino Kubitschek: I. Possuía dois conceitos chave: o nacionalismo e o desenvolvimentismo. II. Lançou o Plano de Metas, apontando como áreas prioritárias para o investimento estatal os setores de energia, alimentação, educação, transporte e indús- tria de base. III. Implantou a reforma agrária, desagradando a elite latifundiária brasileira. IV. Era elitista, favorecendo os setores empresariais ligados direta ou indiretamente ao capital transnacional. Está correto o que se afirma em: a) I, II e IV apenas. b) I, II, III e IV. c) I e III apenas. d) II, III e IV apenas. e) I, III e IV apenas. 2- (Mackenzie SP/2002) A crise gerada pela renún- cia do Presidente Jânio Quadros foi controlada tem- porariamente em 1961 por meio: a) da Emenda Parlamentarista, que possibilitou a posse de Goulart, conciliando os setores em confronto. b) do Pacote de Abril, que favorecia o governo, garantindo-lhe a maioria no Congresso. c) do Ato Institucional nº 5 e o consequente fecha- mento total do regime. d) da política de distensão, que abriu possibilidades de retorno à normalidade democrática. e) do Golpe Militar, que encerrou o governo Goulart e impôs uma nova ordem política e econômica ao país. 3- ENEM - A moderna democracia brasileira foi construída entre saltos e sobressaltos. Em 1954, a crise culminou no suicídio do presidente Vargas. No ano seguinte, outra crise quase impediu a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Em 1961, o Brasil quase chegou à guerra civil depois da ines- perada renúncia do presidente Jânio Quadros. Três anos mais tarde, um golpe militar depôs o presiden- te João Goulart, e o país viveu durante vinte anos em regime autoritário. A partir dessas informações, relativas à história re- publicana brasileira, assinale a opção correta. a) Ao término do governo João Goulart, Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República. b) A renúncia de Jânio Quadros representou a pri- meira grande crise do regime republicano brasileiro. c) Após duas décadas de governos militares, Getúlio Vargas foi eleito presidente em eleições diretas. d) A trágica morte de Vargas determinou o fim da carreira política de João Goulart. e) No período republicano citado, sucessivamente, um presidente morreu, um teve sua posse contesta- da, um renunciou e outro foi deposto. 4- UFF - Após a renúncia de Jânio Quadros, greves e paralisações fortaleceram os movimentos de es- querda, provocando o período de tensões que ante- cedeu a queda de João Goulart. A derrubada do Governo João Goulart – em 1º de abril de 1964 – está inspirada na interpretação de que o país estava sendo campo de uma verdadeira guerra revolucio- nária. Segundo se afirmava, destinava-se esta a ins- taurar a República Sindicalista. IANNI, Octavio. O Colapso do populismo no Brasil. 3a ed. RJ: Civilização Brasileira, 1975, p. 142 O populismo no Brasil, a cuja crise o texto se refere, pode ser associado: Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL a) Ao processo de extinção dos partidos políticos e à proposta de substituí-los pelos sindicatos. b) À guerrilha praticada pelos movimentos de es- querda com vistas à implantação do socialismo. c) Às aspirações das classes populares ao papel de protagonista no cenário político brasileiro. d) Ao paternalismo dos políticos brasileiros inaugu- rado por Arthur Bernardes. e) Aos benefícios, como o PIS e o PASEP, concedi- dos às camadas populares do Brasil. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 196 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir 1- A Um dos fatores responsáveis pelo fato de melho- rias não terem acontecido no setor alimentício foi a não realização da reforma agrária. 2- A A única alternativa para diminuir a tensão entre mili- tares opositores e João Goulart foi a transformação do regime presidencialista por parlamentarista na tentativa de garantir que o presidente não tivesse plenos poderes para dar início ao programa das Reformas de Base. 3- E Cronologicamente, a alternativa E apresenta a ordem correta dos fatos trazidos pelo texto. 4- C Essa foi mais uma justificativa usada pelos militares para o golpe dado em João Goulart. O fortalecimen- to dos movimentos sociais era taxado por eles como uma manobra da esquerda para tomar o poder. UNIDADE 37 - REPÚBLICA LIBERAL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 197 HISTÓRIA DO BRASIL gabaritageo.com.br Ditadura UNIDADE 38 - DITADURA A ditadura militar no Brasil partir do golpe de 31 de março de 1964, o Brasil mergulha em 21 anos de trevas, per- seguição política, fim das liberdades indivi- duais, crise econômica e corrupção. Estamos viven- do a ditadura militar. Em toda a América Latina, as décadas de 60, 70 e 80 foram marcadas por essa terrível mancha em nossa história com o apoio dos governos esta- dunidenses. O mundo vivia a guerra fria e a polari- zação custou vidas e inúmeras famílias devastadas. No Brasil, 5 presidentes governaram (sem que tivessem sido eleitos) durante o regime militar, foram eles: Humberto de Alencar Castello Branco 1964-1967 Responsável pelo AI-1, o primeiro ato institu- cional (atos institucionais eram decretos que garan- tiam aos militares o poder necessário para tomar as decisões que achassem pertinentes) que, entre outras coisas, oficializava o fim das eleições diretas para presidente. Além do AI-1, Castello Branco estabelece o bipartidarismo, que consistiu no fechamento de inú- meros partidos políticos permitindo a existência de apenas dois: Aliança Renovadora Nacional - ARENA e Movimento Democrático Brasileiro - MDB. É no governo de Castello que o poder passa a ser mais centralizado no Executivo. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 198 gabaritageo.com.br UNIDADE 38 - DITADURA Artur da Costa e Silva 1968-1969 Extremamente autoritário, o governo de Costa e Silva é marcado por pelo descontentamento da população que volta a se manifestar publicamente em prol da democracia. É nesse contexto que acon- tece no Rio de Janeiro a Passeata dos Cem Mil con- tando com a presença de jornalistas, artistas e po- pulares. Neste evento, o estudante Edson Luis foi assassinato em um confronto com a polícia aumen- tando ainda mais a tensão. Para evitar novas manifestações e calar a po- pulação descontente, Costa e Silva decreta o AI-5, que colocava fim nas liberdades individuais e deixa- va o cidadão brasileiro à mercê dos desmandos da polícia e do exército. A partir daí, a tortura, os homi- cídios, a perseguição e a censura passam a aconte- cer escancarada e indiscriminadamente. O Ato Institucional número 5 decreta o fecha- mento do Congresso Nacional, a cassação de polí- ticos e servidorespúblicos, a punição de qualquer um que atente contra o governo dando plenos pode- res a seus órgãos de repressão, como vemos a seguir: “Art. 11 - Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.” http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-05-68.htm Em resposta, inúmeros grupos armados começam a surgir no Brasil com o intuito de enfrentar a dita- dura. Dentre eles estão o MR-8, a ALN, a VPR entre outros. Para saber mais detalhes desse período sugerimos a pesquisa na página Memórias da Ditadura e no relatório final da Comissão Nacional da Verdade disponível no Portal do Governo Brasileiro. Emílio Garrastazu Médici 1969-1974 Considerado como o período mais truculento da ditadura recebendo a alcunha de “anos de chum- bo”, foi marcado por um aumento ainda maior da re- pressão. Além disso, o governo Médici foi caracteri- zado pelo aumento significativo da pobreza entre a população e pelo enriquecimento da parcela mais abastada do país. Conhecido como “milagre brasileiro” ou “mila- gre econômico”, durante os anos 70, o Brasil esteve Depredação da sede do Sindicato dos Metalúrgicos em 1964. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 199 gabaritageo.com.br UNIDADE 38 - DITADURA Ernesto Geisel 1974-1979 Com a promessa de uma “abertura lenta e gradual”, Geisel inicia seu governo tomando medidas contraditórias em relação a isso. Essa abertura consistia na transição do regime ditatorial para um mais democrático, porém, movimentos populares continuaram fora das decisões políticas e a repres- são continuou existindo. Com a criação do Pacote de Abril, essa contradição ficou mais nítida ainda. Dando mais poder e o controle do Legislativo aos Em relação à economia, Geisel realizou inves- timentos na indústria e na criação das usinas de Itaipu e Angra dos Reis (essa custando um valor es- tratosférico), na construção da ponte Rio-Niterói e da rodovia Transamazônica. Porém, o caos social e agravamento da crise, fizeram com que, em 1978, os metalúrgicos do ABC iniciassem o maior ciclo de greves da história do Brasil até os dias de hoje evidenciando o enfraque- cimento das políticas econômicas dos governos militares. A pressão popular pelo fim dos desmandos e dos constantes atentados aos direitos humanos fize- ram com que em 1978, o AI-5 fosse revogado. Essa foi a única atitude de Geisel em relação à prometida abertura política. João Batista Figueiredo 1979-1985 Ainda que escolhido por militares, João Batista Figueiredo carregava a responsabilidade de acabar com a ditadura e com todos os males prove- nientes dela. A esperança da abertura política pul- sava cada vez mais no peito do brasileiro. Nesse sentido, depois de tanta luta por parte da sociedade, dos artistas e de inúmeros políticos, foi sancionada a Lei nº 6.683 de 28 de agosto de 1979, ou Lei da Anistia que contava com o seguinte texto: Art. 1º É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e É no ano de 1970, que a seleção brasileira de futebol conquista o tricampeonato mundial e o go- verno, se aproveitando disso, passa a difundir a ideia de que a boa imagem da seleção é o reflexo do país veiculando propagandas com forte apelo ufanista com slogans como “Brasil, ame-o ou deixe-o” e “Ninguém segura esse país”. Durante o governo Médici, a censura se tor- nou mais rígida e órgãos como o DOI-CODI (Depar- tamento de Operações Internas (DOI) e o Centro de Operação da Defesa Interna (CODI)) foram instala- dos em diversas cidades do país com o intuito de conter ainda mais as ofensivas por parte da esquer- da. No ano de 1973, o mundo atravessa a crise do petróleo. O aumento do preço do barril fez com que a inflação subisse e com que o Brasil contraísse cada vez mais dívidas devido a quantidade de em- préstimos realizados. Ao final de 74, a crise econô- mica, a inflação passando dos 25% ao mês, o de- semprego, a falta de investimentos estrangeiros e o descontentamento crescente fizeram com que o regime militar começasse a perder força. entre os dez maiores PIBs do mundo às custas do arrocho e congelamento dos salários, restrição de crédito e aumento nas tarifas do setor público. Com a redução da inflação, o Brasil passa a viver um crescimento econômico, ainda que com quase me- tade da população vivendo abaixo da linha da pobreza. políticos do Arena, e a eleição indireta de um terço dos senadores a serem escolhidos por um colégio eleitoral - os chamados senadores biônicos - cons- tituído por deputados das assembleias legislativas e por delegados das câmaras municipais, ficou claro que o interesse de Geisel era manter os militares e seus indicados no governo por tempo indeterminado. Além disso, o mandato presidencial passou a ser de 5 anos. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 200 gabaritageo.com.br UNIDADE 38 - DITADURA Isto é, os guerrilheiros. Para saber mais so- bre os crimes cometidos por eles, como seques- tros, luta armada etc. sugerimos o filme O que é isso, companheiro?, do diretor Bruno Barreto, ba- seado no livro homônimo do jornalista e político, Fernando Gabeira. Após a promulgação da lei, vários exilados puderam voltar para o Brasil e inúmeros presos po- líticos foram soltos imediatamente. Enxergando fim próximo, militares passam a praticar atentados culpabilizando a esquerda cons- tantemente acusada de terrorismo. O mais conheci- do dos atentados ocorreu em 30 de abril de 1981 no Riocentro, onde militares explodiram uma bomba A tensão já extrapolava a todos os limites até que, finalmente, em 1982 acontecem as primeiras eleições gerais para governador e em 1983 tem iní- cio a campanha pelas Diretas Já!, que consistia na união dos diversos partidos políticos, ou seja, uma campanha suprapartidária com o objetivo de trazer de volta as eleições presidenciais diretas, isto é, com a participação de toda a população. Diretas Já! § 1º - Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política. Mesmo sendo um marco importante para a recuperação das liberdades, essa lei que anistiava ampla e irrestritamente todos os “criminosos” políti- cos - que lutavam pela democracia - também anis- tiou e perdoou os crimes de torturadores, estupra- dores e assassinos que trabalhavam para o gover- no como instrumentos de opressão e controle da sociedade. A contradição da lei é o fato de que esta excluía guerrilheiros urbanos e do campo, porém estes policiais e militares que atentaram violenta- mente contra os direitos humanos citados anterior- mente não entravam nessa exclusão mesmo tendo cometido crimes hediondos. § 2º - Excetuam-se dos benefícios da anistia os que foram condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal. aos servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos Servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Comple-mentares (vetado). acidentalmente dentro de um carro em uma come- moração do dia internacional do trabalho. As bom- bas seriam plantadas em locais pré determinados onde o evento comemorativoacontecia, mas a ope- ração fracassou. O exército tentou encobrir o crime, porém não foi possível. Mesmo assim, o inquérito foi arquivado e ninguém foi punido. Manifestações pelas eleições diretas para a presidência da República no Plenário da Câmara dos Deputados. Abril de 1984. Fotógrafo: Célio Azevedo. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 201 gabaritageo.com.br UNIDADE 38 - DITADURA A campanha pelas Diretas Já! ganha as ruas de todo o país com um enorme apoio popular e em abril de 1984, 1 milhão de pessoas ocupam a Cinelândia, no Rio de Janeiro e faltando poucos dias para a emenda pelas diretas ser votada, quase 2 milhões de pessoas lotam o Vale do Anhangabaú em São Paulo contando com a presença de artistas da música, TV, cinema e teatro. Infelizmente, a emenda não foi aprovada, porém, a campanha foi responsável por enterrar o prestígio do governo militar no Brasil e enfraquece-lo por completo. Em 1985, mesmo indiretamente, foi Em março de 1983, partidos de oposição ao governo representados pelo deputado federal Dante de Oliveira (PMDB), apresentaram ao Congresso Nacional uma emenda constitucional que propunha o fim do Colégio Eleitoral e o retorno imediato das eleições diretas para presidente e vice-presidente já para as eleições seguintes que ocorreriam em 1985. Em maio do mesmo ano, Ulisses Guimarães e Frei- tas Nobre do PMDB, propõem a Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do PT, uma campanha conjunta. Lula aceita e a apoia imediatamente. eleito Tancredo Neves, candidato da oposição ao regime militar que não pôde assumir por ter falecido antes da posse. Quem assume a presidência é José Sarney, conservador, mas que marca o fim da ditadura com seu governo de transição e o retorno das eleições diretas a partir dele. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 202 gabaritageo.com.br Vamos praticar UNIDADE 3 - 8 DITADURA Questões 1- (FATEC) – No dia 13 de dezembro de 1968, o go- verno brasileiro baixou o Ato Institucional nº 5 (AI – 5). Em fevereiro de 1969, surgiu o decreto-lei nº 477. O governo, com estas duas medidas jurídi- cas, pretendia: a) anistiar os envolvidos com a guerrilha do Araguaia e iniciar um período de distensão política. b) consolidar as reformas iniciadas pelo vice presi- dente Pedro Aleixo, permitindo, respectivamente, o funcionamento dos partidos políticos e das entida- des estudantis. c) institucionalizar a repressão, suspendendo as garantias constitucionais e individuais, e afastar das universidades brasileiras os elementos considerados subversivos. d) isolar os generais que defendiam um endureci- mento do regime militar e preparar o país para a “abertura política” realizada pelo presidente Emílio Garrastazu Médici. e) acabar com a guerrilha do Bico do Papagaio (AI – 5) e impedir a votação da Lei de Anistia pro- posta pela Arena em agosto de 1968. 2- (UEL) "Caminhando contra o vento /Sem lenço, sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou / [...] Por entre fotos e nomes / Sem livro e sem fuzil / Sem fome sem telefone / No coração do Brasil / Ela nem sabe até pensei / Em cantar na televisão / O sol é tão bonito /Eu vou / Sem lenço sem documento / Nada no bolso ounas mãos / Eu quero seguir vivendo amor." (CaetanoVeloso, música "Alegria Alegria") Com base na letra da canção e nos conhecimentos sobre o tropicalismo, é correto afirmar a) ao criticar a sociedade por meio da construção poética, a canção questiona determinada concepção de esquerda dos anos 1960. b) a letra da canção mostra que os tropicalistas usavam a arte como instrumento para a tomada do poder. c) ao valorizar a aproximação com a mídia os tropi- calistas colocaram num plano secundário a qualida- de estética de suas canções. d) para o tropicalismo as transformações sociais precedem as mudanças ocorridas no plano subjetivo. e) a letra da canção enfatiza temas sociais e revela o engajamento do autor na resistência política armada. 3- (UPE) "Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais Braços dados ou não". (GeraldoVandré) O ano de 1968 foi bastante rico para a história da juventude de muitos países. Maio de 68 - A Prima- vera de Praga. No Brasil, a canção "Para não dizer que não falei das flores" era entoada em marchas, passeatas e atos públicos. Ao final do ano, contudo, o tempo fechou. O regime político também! Sobre o período 1968-74 NÃO é correto afirmar a) Durante o Governo Médici, a ordem institucional coexiste com a constitucional, tendo o regime militar reduzido os poderes do Congresso e tornado indire- tas as eleições para governadores em 1970. b) É assinado o Ato Institucional n° 5, em 13/12/68, como resposta direta à não-autorização, pelo Con- gresso, para que o Deputado Márcio Moreira Alves fosse processado. c) Há um crescimento econômico acelerado promo- vido por um sistema de câmbio flexível e por cres- cente endividamento externo. d) Ao final do período 1968-74, tem início o proces- so de abertura política, que é consolidado pelo Go- verno Geisel com a política de distensão. e) O modelo econômico adotado permitiu uma ex- cessiva concentração da riqueza e da renda e uma crescente perda do poder de compra dos salários. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 203 gabaritageo.com.br UNIDADE 38 - DITADURA 4- (COVEST/PE) Em relação ao modelo de desen- volvimento econômico brasileiro, que teve seu auge no início da década de 70 com o chamado "milagre brasileiro", podemos dizer que: 1. Houve, nesse período, uma considerável expan- são da dívida externa, em decorrência de uma polí- tica econômica que favoreceu aos investidores estrangeiros. 2. As pequenas empresas de bens de consumo du- ráveis apresentaram um crescimento bem maior que as grandes. 3. Houve um apreciável crescimento interno da ri- queza, mas a concentração de renda atingiu enorme proporções. 4. Houve um controle total da inflação, prioridade para o mercado interno e uma efetiva distribuição da propriedade e da renda. 5. Os salários apresentaram um crescimento subs- tancial em relação aos períodos anteriores. Assinale a alternativa que julgar correta a) estão certas 1 e 3. b) estão certas 1 e 2. c) estão corretas 2 e 3. d) estão corretas 1 e 5. e) estão corretas 4 e 5. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 204 gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 38 - DITADURA 1- C O objetivo de ambos era legitimar de forma institu- cional qualquer tipo de atitude tomada pelo governo para garantir seu poder. A partir disso, além de gru- pos políticos, professores tanto da educação básica, quanto da superior passam a ser perseguidos e se tornam alvo de constantes ameaças como podemos ver: “O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atri- buições que lhe confere o parágrafo 1º do Art. 2º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, DECRETA: Art. 1º Comete infração disciplinar o professor, aluno, funcionário ou empregado de estabelecimen- to de ensino público ou particular que: I - Alicie ou incite à deflagração de movimento que tenha por finalidade a paralisação de atividade es- colar ou participe nesse movimento; II - Atente contra pessoas ou bens tanto em prédio ou instalações, de qualquer natureza, dentro de es- tabelecimentos de ensino, como fora dele; III - Pratique atos destinados à organização de mo- vimentos subversivos, passeatas, desfiles ou comí- cios não autorizados, ou dele participe; IV - Conduza ou realize, confeccione, imprima, te- nha em depósito, distribua material subversivode qualquer natureza; V - Sequestre ou mantenha em cárcere privado diretor, membro de corpo docente, funcionário ou empregado de estabelecimento de ensino, agente de autoridade ou aluno; VI - Use dependência ou recinto escolar para fins de subversão ou para praticar ato contrário à moral ou à ordem pública. § 1º As infrações definidas neste artigo serão punidas: I - Se se tratar de membro do corpo docente, fun- cionário ou empregado de estabelecimento de ensi- no com pena de demissão ou dispensa, e a proibi- ção de ser nomeado, admitido ou contratado por qualquer outro da mesma natureza, pelo prazo de cinco (5) anos;” 2- A É importante destacar o papel que a arte engajada à política exerceu durante toda a ditadura. Os artis- tas da música, teatro, cinema e artes plásticas tra- ziam questionamentos tanto sobre a direita, quanto a esquerda. 3- D A abertura política se dá a partir do governo de João Batista Figueiredo com a promulgação da Lei da Anistia em 1979. 4- A O governo Médici foi a prova se que é possível sim existir um país rico com pobreza. A concentração de renda nas mãos de poucas pessoas foi obtida às custas do trabalhador que sofria com arrocho salarial e inflação altíssima. A crise se agrava com a quantidade exorbitante de empréstimos feitos pelo governo, principalmente, após a crise do petróleo. HISTÓRIA DO BRASIL Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 205 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Redemocratização do Brasil UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO pós 21 anos de ditadura militar, o Brasil passa a viver, finalmente, a tão aguardada redemocratização. Mesmo sem eleições diretas, que só viriam a acontecer no ano de 1989, Tancredo Neves, candidato da oposição ao regime militar foi eleito presidente. Tancredo não assumiu a presidência por ter falecido antes da posse deixando em seu lugar o vice José Sarney. José Sarney 1985-1990 Político experiente, Sarney assume um Brasil em frangalhos devido a tantos anos de instabilidade política, econômica e social. Seu governo é marcado pela transição da ditadura para a democracia e pela esperança de um país melhor. Embora estivesse longe de ser o presidente que os brasileiros queriam, já que era extremamente conservador e apoiador do regime militar desde o início, esse era o novo respon- sável por conduzir o Brasil para que começasse a sair dos 21 anos de trevas. As principais características do governo Sarney são: Emendão: Já de saída, em maio de 1985, o então presidente anuncia uma série de Emendas Consti- tucionais de cunho democrático, como o reestabele- cimento das eleições diretas, por exemplo. No mês seguinte, Sarney convoca a eleição para compor a Assembleia Constituinte responsável pela elabora- ção da nova Constituição Federal. Ulysses Guimarães segurando uma cópia da Constituição de 1988. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 206 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO Plano Cruzado: Implementado no ano de 1986, o Plano Cruzado tinha como objetivo combater a infla- ção que já havia atingido mais de 500% segundo dados da Fundação Getúlio Vargas. Algumas das estratégias utilizadas para que o plano funcionasse foram: a) substituição da moeda “cruzeiro” para o “cruzado”; b) congelamento de preços; c) criação de regras para a conversão da moeda; d) conversão dos salários para o cruzado; Num primeiro momento, as medidas foram eficazes, os salários foram reajustados e o congela- mento dos preços surtiu o efeito esperado, porém, meses depois a inflação voltou a subir e os preços congelados trouxeram a defasagem no valor de uma série de produtos. Mesmo assim, Sarney insiste e lança o Plano Cruzado II autorizando o reajuste dos preços. Nesse momento, o combustível e a energia elétrica encarecem bruscamente aumentando a in- flação mais uma vez. Constituição Federal, ou Constituição Cidadã (1988): diferente do que esperava o presidente, a Constituição foi elaborada de forma democrática e aberta à toda a sociedade para que fosse, de fato, feita para todos os cidadãos. Depois de um ano inteiro de trabalho árduo, José Sarney não resolveu os problemas eco- nômicos do Brasil e ainda foi acusado de corrupção. Fernando Collor de Mello 1990-1992 Primeiro governo eleito diretamente desde 1964, o governo Collor foi uma grande decepção. Fracassando desde o início, Collor depois de ter sido eleito fazendo uso de uma campanha em que prometia acabar com a corrupção, com os marajás e com a inflação em três meses, deixou claro que não sabia o que estava fazendo. Assim como José Sarney, o então presidente cria um plano de combate à inflação chamado Plano Collor, imposto de forma autoritária por ele sem ao menos ter sido votado pelo Congresso Nacional e com total apoio de sua ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello. O plano consistiu em: Foto histórica de 1992, onde o presidente Collor deixa a presidência. a nova Constituição incluía os agentes antes deixados à margem, como as mulheres, os índios, negros e imi- grantes e trazia garantidos inúmeros direitos negados há tempos pelos diversos governos anteriores a 1988. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 207 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO Itamar Franco 1992-1994 Assume o governo interinamente em outubro de 1992 e em dezembro do mesmo ano, se torna o presidente oficial do Brasil até 1995. Itamar traz Fernando Henrique Cardoso para o Mi- nistério da Fazenda para a implantação de um novo programa econômico que tiraria o Brasil do caos in- flacionário. Este programa foi tão bem sucedido, que Fernando Henrique Cardoso foi eleito presiden- te na eleição seguinte. Fernando Henrique Cardoso 1994-1998 / 1998-2002 O primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso foi marcado por uma melhora significativa na economia brasileira. Porém, em seu governo inúmeras privatizações aconteceram com a justifi- cativa de diminuir os gastos públicos e a contrata- ção de empresas privadas terceirizadas passou a ser permitida reduzindo o número de cargos. Com a política do então ministro, Antônio Palocci, a economia seguia a mesma receita aplica- da no governo anterior de Fernando Henrique Car- doso. O crescimento nas exportações era uma das apostas do governo somada ao crescimento na taxa básica de juros. Essa ortodoxia recebeu, em 2004, críticas de diversos ministros, além do próprio do Partido dos Trabalhadores. O aumento da exportação de produtos primá- rios trazia crescimento real no PIB nacional, entre- tanto, de uma forma muito tímida e inferior a países menores da América Latina. O governo chegou a criar no ano de 2003, o programa Bolsa Família, que consistia em uma im- portante política de transferência de renda, porém, sua efetiva ampliação e importância na política na- cional só foi observada no segundo mandato de Lula, onde o viés econômico já se apresentava de uma outra maneira com a saída de Palocci do mi- nistério. No segundo mandato, O governo trabalhou em diversas frentes para a consolidação do tão so- nhado mercado interno que alcançasse a população brasileira como um todo. O programa Bolsa Família passa a contemplar de 3,6 milhões de famílias em 2004, para 12,8 milhões em 2010, o que trouxe uma diminuição significativa da pobreza e da desigual- dade social. Combinado a isso, houve uma abertura de linhas de crédito e um crescimento nos investi- mentos públicos que sai de um patamar de - 4,7 % do primeiro mandato, para 27,6% no segundo.Um outro fator extremamente relevante para o crescimento da renda nacional, foi a valorização do salário mínimo com aumento real acima da infla- ção, que já vinha sendo aplicado desde o primeiro governo petista. Essa valorização trazia uma impor- tância significativa para a economia, pois, cada au- mento do salário mínimo jogava para cima a base dos outros salários, diminuindo assim, a distância da média salarial. a) mudança da moeda de para cruzeiro cruzeiro novo; b) confiscar a poupança de quem tivesse deposita- do nela um valor acima de 50 mil cruzeiros novos (o chamado confisco) com a promessa de devolu- ção após 18 meses, o que não ocorreu fazendo com que milhares de pessoas buscassem a justiça para reaver seu dinheiro; c) privatização de empresas estatais; d) demissão de funcionários públicos; e) reforma administrativa; f) overnight g) flutuação cambial sob controle do governo; entre outras coisas. O plano não deu certo e a inflação continuou subindo, mesmo assim, Collor dá início ao Plano Collor II aumentando as tarifas para o setor energé- tico, transporte e Correios. As medidas tomadas pelos planos 1 e 2 agra- varam a crise, deixaram pequenos empresários fali- dos, aumentaram o desemprego e agravaram a cri- se econômica. Além disso, em 1992, Pedro Collor de Mello, irmão de Fernando Collor, denuncia um esquema de corrupção envolvendo o presidente e seu tesoureiro de campanha Paulo Cesar Farias. Com a abertura da Comissão Parlamentar de Inqué- rito (CPI), a popularidade de Collor, que já era baixa, caiu mais ainda provocando na população, principal- mente nos jovens, um sentimento de indignação. Estes jovens unidos, foram às ruas com os rostos pintados de verde e amarelo para reivindicar a aber- tura do processo de impeachment de Fernando Collor e ficam conhecidos como Geração Cara Pinta- da ou somente Caras Pintadas. Após toda a agita- ção, o processo de impeachment foi aberto e, com medo de perder seus direitos políticos (de votar e ser votado), Fernando Collor de Mello renuncia no dia 29 de dezembro do mesmo ano. Após a renúncia, quem assume o governo é Itamar Franco, seu vice. Fernando Henrique com moedas de um real durante o anúncio do Plano Real. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 208 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO Sem dúvida, foi um salto inquestionável na vida da classe trabalhadora, um momento de êxtase de um país que crescia e realizava uma distribuição de renda possibilitando maiores garantias de direitos sociais. Na linha fiscal, abriu desoneração para alguns setores, entre eles o automobilístico e de eletrodo- méstico, que tirava o Imposto sobre Produtos Indus- trializados (IPI). Em relação às questões sociais nada foi feito, porém, existia a esperança de que, em um segundo mandato, FHC olharia para isso. Assim, foi criada a lei que permitia a reeleição para presidente. Em seu segundo mandato, a ameaça de um aumento da inflação fez com que o governo pegas- se mais empréstimos com o FMI aumentando nossa dívida externa. Além disso, a desigualdade social continuou gritante, o desemprego cresceu e uma crise no setor energético teve início. Esses fatores foram responsáveis por um enfraquecimento da imagem do PSDB nas eleições presidenciais seguintes. Luiz Inácio Lula da Silva 2003-2006 / 2007-2010 Depois de muitas eleições, Lula finalmente é eleito presidente da República em 2002. Tomando posse em 1º de janeiro de 2003, o novo presidente é a esperança de renovação para o povo brasileiro. Com a política do então ministro, Antônio Palocci, a economia seguia a mesma receita aplica- da no governo anterior de Fernando Henrique Car- doso. O crescimento nas exportações era uma das apostas do governo somada ao crescimento na taxa básica de juros. Essa ortodoxia recebeu, em 2004, críticas de diversos ministros, além do próprio do Partido dos Trabalhadores. O aumento da exportação de produtos primá- rios trazia crescimento real no PIB nacional, entre- tanto, de uma forma muito tímida e inferior a países menores da América Latina. O governo chegou a criar no ano de 2003, o programa Bolsa Família, que consistia em uma im- portante política de transferência de renda, porém, sua efetiva ampliação e importância na política na- cional só foi observada no segundo mandato de Lula, onde o viés econômico já se apresentava de uma outra maneira com a saída de Palocci do mi- nistério. No segundo mandato, O governo trabalhou em diversas frentes para a consolidação do tão so- nhado mercado interno que alcançasse a população brasileira como um todo. O programa Bolsa Família passa a contemplar de 3,6 milhões de famílias em 2004, para 12,8 milhões em 2010, o que trouxe uma diminuição significativa da pobreza e da desigual- dade social. Combinado a isso, houve uma abertura de linhas de crédito e um crescimento nos investi- mentos públicos que sai de um patamar de - 4,7 % do primeiro mandato, para 27,6% no segundo. Um outro fator extremamente relevante para o crescimento da renda nacional, foi a valorização do salário mínimo com aumento real acima da infla- ção, que já vinha sendo aplicado desde o primeiro governo petista. Essa valorização trazia uma impor- tância significativa para a economia, pois, cada au- mento do salário mínimo jogava para cima a base dos outros salários, diminuindo assim, a distância da média salarial. Lula discursando para metalúrgicos em 1979 Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 209 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO Para além dessas medidas houve também duas de grande significância, que foi o programa “Minha Casa Minha Vida”, e o acréscimo de duas alíquotas de imposto de renda para essa parcela da população que passa a ter um maior poder aquisitivo desde o início do governo Lula. Entretanto, uma dicotomia do período foi a qualidade dos empregos ao longo desse processo de redução da desigualdade. A questão de cresci- mento econômico com o desenvolvimento leva como um dos eixos centrais o processo de indus- trialização, o que não aconteceu. Os empregos que mais aumentaram foram no setor de serviços e da construção civil, de baixa remuneração e pouca qualificação profissional. Com o sucesso de seus dois mandatos, Lula indica a ministra Dilma Rousseff como candidata a presidência nas eleições seguintes. Dilma Vana Rousseff 2011-2014 / 2015-2016 Primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma Rousseff assume o país sob uma conjuntura internacional completamente desfavorável acompa- nhada de uma incessante queda, ano após ano, na taxa média de crescimento mundial. No campo nacional, Rousseff teve que lidar com a forte onda de crescimento da oferta, pois a política anticíclica de Lula tinha sido bem sucedida. Entretanto, essa onda de crescimento trouxe uma inflação, logo combatida com a diminuição de inves- timento público, e a busca de uma meta fiscal apli- cada antes de 2008. O governo, por Medida Provisória, baixou o preço da energia elétrica, desvalorizou a moeda, criou medidas protecionistas para o fortalecimento da produção nacional, como o aumento da taxação dos produtos importados, agiu para restrição da en- trada de capital estrangeiro e desenvolveu um pro- grama de infraestrutura logística para rodovias e fer- rovias. Logo, o governo criava as condições concre- tas para o desenvolvimento de uma indústria com- petitiva, sólida e permanente. No final de 2012 o Brasil batia a menor taxa de desemprego, chegando ao patamar de pleno emprego.Mas conforme o esperado, no ano seguinte, ressurge o fantasma da inflação, que trouxe de volta uma movimentação ortodoxa tanto externa quanto internamente. Mesmo com a mudança na linha econômica, o governo segue o ano de 2014 com os desempre- gos em baixa garantindo a reeleição de Rousseff. O segundo mandato da presidenta entra em uma espiral de contradições a tudo que vinha sendo desenhado até aquele momento. Assim como no governo Lula, Dilma muda seu viés após a reeleição, porém, diferente do presidente anterior, no caso de Rousseff a mudança ocorre de maneira negativa. A troca do ministro da fazenda Guido Mantega por Joaquim Levy, figura conhecida por sua linha neo- liberal, deixa claro que o plano de industrialização para o Brasil havia findado. Política e economia nunca estiveram separa- das, e a contratação de Levy como ministro não foi suficiente para reconquistar a burguesia. O PIB caiu, o desemprego voltou assolar a população, a política fiscal foi contracionista e o Congresso Nacional não lhe deu nenhuma condição de reverter a situação existente, seu governo foi paralisado e logo golpea- do em 2016. Dilma após votar em Porto Alegre nas eleições de 2010. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 210 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO Michel Temer 2016-2018 Após o golpe sofrido por Dilma Rousseff em agosto de 2016, Michel Temer, seu vice, assume a presidência. Foi um governo marcado por uma forte tensão social e uma crescente polarização iniciada em 2014 com a reeleição de Dilma. Essa situação abriu caminho para que o atual presidente Jair Messias Bolsonaro fosse eleito. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 211 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO Questões 1- (Ibmecrj ) “Em todo o Brasil, donas-de-casa, munidas com tabelas de preços da Sunab (Superintendência Nacional de Abastecimento e Preços), órgão fiscalizador do governo, eram prota- gonistas de verdadeiras cenas de histeria coletiva, muitas vezes diante de câmeras de televisão, se um gerente de supermercado ou estabelecimento comercial era surpreendido remarcando preços. (…) O desaparecimento das mercadorias nos su- permercados foi o ponto alto do desabastecimento, resultado do congelamento de preços.” (Vicentino e Dorigo. “História para o Ensino Médio”, pp. 645-646) O texto faz referência ao Plano Cruzado que, para combater uma elevada inflação que chegou a 80% ao mês, tinha como base de sustentação econômi- ca o congelamento de preços e salários. A aplicação desse plano ocorreu na administração do presidente: a) José Sarney. b) Fernando Collor de Melo. c) Itamar Franco. d) Fernando Henrique Cardoso. e) João Baptista Figueiredo. 2- (Ufpr 2007) “E as esperanças vão sendo frustra- das uma a uma: as Diretas Já, a eleição de Tancre- do, o Plano Cruzado, o Plano Collor. E agora o Pla- no Real, que, passada a euforia, vai revelando sua verdadeira face. O resultado é um só: a ruptura do elo que ligava, precariamente, é verdade, o esforço produtivo coletivo à luta individual. Com isso, a auto- estima do povo brasileiro declina, a ideia de nação esmaece. As manifestações deste fenômeno são perceptíveis claramente na substituição da figura do cidadão pelo contribuinte e, especialmente, pela do consumidor. Volta a se impor avassaladoramente a identificação entre modernidade e consumo 'padrão primeiro mundo'. O cosmopolitismo das elites globa- lizadas, isto é, seu americanismo, chega ao paroxis- (MELLO, João Manuel Cardoso de e NOVAIS, Fernando A. Capitalismo tardio e sociabilidade moderna. In: “História da vida privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea”. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 655-656.) Com base na leitura do texto, que aborda eventos ocorridos nos últimos vinte anos do século XX no Brasil, considere as afirmativas a seguir: 1. O texto registra várias iniciativas na mobilização política e no plano da regulamentação da economia que, frustradas, levaram a população brasileira em geral a encarar com descrédito os rumos do país no derradeiro instante do século passado. 2. O texto destaca o fortalecimento da ideia de na- ção no fim do século XX, que resultou na ampliação da auto-estima nacional e na preponderância da ação coletiva organizada, em detrimento da atuação interessada em atingir objetivos puramente individuais. 3. O texto assinala que a nova classe média urbana, ao assumir um comportamento vinculado ao “padrão primeiro mundo”, afastou-se da influência até então determinante do modo de vida norte-americano. 4. Percebe-se no texto uma crítica explícita à impo- sição de um consumismo que subordina os interes- ses humanos a sua capacidade de consumo, ge- rando uma expectativa que reduz o bem-estar à quantidade de objetos e bens adquiridos. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. b) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. mo, transmitindo-se à nova classe média, que ali- menta a expectativa de combinar o consumo 'supe- rior' e os serviçais que barateiam seu custo de vida.” Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 212 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO 3- (Pucrs) Considere as afirmativas a seguir, sobre fatos relacionados à política interna do governo Luís Inácio Lula da Silva. I. Foi criado o programa "Primeiro Emprego", como forma de combater o trabalho infantil e o escravo, em expansão em várias regiões do país. II. Ampliaram-se, através do ProUni, as vagas no ensino superior, para acolher alunos provenientes do ensino público e com renda familiar reduzida. III. O Programa Fome Zero, taxado por vários repre- sentantes da sociedade civil de assistencialista, tem sido criticado pelos entraves burocráticos e pela forma de controle adotada para a concessão dos benefícios, que dificultam a expansão do programa. IV. O Governo Federal reduziu significativamente os impostos visando a diminuir a carga tributária sobre a classe média e a produção industrial. Estão corretas as afirmativas a) I e II b) I e III c) II e III d) II e IV e) III e IV 4- O primeiro ano de Dilma Rousseff na Presidência teve dois grandes destaques: a) O aumento descontrolado da inflação, sobretudo nos produtos de linha branca e eletrônicos e o cres- cimento nas vendas de produtos importados. b) O grande crescimento da classe média e o au- mento do desemprego. c) A diminuição das vendas dos produtos importa- dos e o desemprego. d) o lançamento de programas sociais e econômi- cos e a saída de ministros do governo. e) maiores investimentos na educação e na saúde pública. Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf 213 HISTÓRIA GERAL gabaritageo.com.br Partiu Corrigir UNIDADE 39 - REDEMOCRATIZAÇÃO 1- A O Plano Cruzado foi uma tentativa de José Sarney para o combate à inflação. Nos primeiros meses, o programa surtiu o efeito esperado, porém, logo depois o índice inflacionário voltou a subir. 2- B 3- C O objetivo do governo Lula era ampliar as oportuni- dades para a população menos favorecida criando programas de emprego, programas que permitiam o acesso à universidade etc. 4- D Licenciado para: Nicolas Coutinho | nicolaslimacql@gmail.com | | Protegido por AlpaClass.com #R2UqduVjKf