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1.7 – Linhas de Corrente e a Equação da Continuidade para Fluidos UFABC – Fenômenos Térmicos – Prof. Germán Lugones MÓDULO 1 – MECÂNICA DOS FLUIDOS 52 A trajetória seguida por uma partícula de fluido em um fluxo estacionário é chamada linha de corrente (ou linha de fluxo) Um conjunto de linhas de corrente, forma um tubo de corrente (ou tubo de fluxo). Partículas fluidas não podem fluir para dentro ou fora dos lados desse tubo; se pudessem, as linhas de fluxo cruzariam umas com as outras. Linhas de corrente vS At each point along its path, the particle’s velocity is tangent to the streamline. A velocidade da partícula é sempre tangente às linhas de corrente. Considere o fluxo de um fluido ideal por um cano de tamanho não uniforme Ponto 1: seção reta de área , velocidade do fluido . Ponto 2: seção reta de área , velocidade do fluido . Nenhum fluido pode escoar pelas paredes laterais do tubo. A1 v1 A2 v2 Equação da continuidade Num intervalo de tempo : • o fluido que estava em se desloca uma distância . • Logo, um cilindro de fluido com volume escoa para o interior do tubo através de . No mesmo intervalo : • um cilindro com volume escoa para fora do tubo através de . Como o fluido é incompressível temos: . !t A1 !x1 = v1!t !V1 = A1v1!t A1 !t !V2 = A2v2!t A2 !V1 = !V2 " !V O fluido é incompressível mesma densidade em todos os pontos. • A massa que flui para o interior do tubo através de no tempo é: • A massa que flui para fora do tubo através de no tempo é: # ! !m1 A1 !t !m1 = !!V = !A1v1!t !m2 A2 !t !m2 = !!V = !A2v2!t O fluido é incompressível e o fluxo é estacionário a massa de fluido que passa pelo ponto 1 em , deve ser igual à massa que passa pelo ponto 2 no mesmo intervalo de tempo: Simplificando obtemos a equação de continuidade: A velocidade é grande onde o cano é estreito (pequeno A) e pequena onde o cano é largo (grande A). # !t !m1 = !m2 !A1v1!t = !A2v2!t O produto Av é a vazão volumétrica dV/dt, ou seja, a taxa com a qual o volume do fluido atravessa a seção reta do tubo: A equação de continuidade mostra que a vazão volumétrica possui sempre o mesmo valor em todos os pontos ao longo de qualquer tubo de fluxo. Vazão Capítulo 14 – Mecânica dos fluidos 93 O produto Av é a vazão volumétrica dV/dt, ou seja, a taxa com a qual o volume do fluido atravessa a seção reta do tubo: (14.11) Velocidade de escoamento Seção reta do tubo de escoamentoVazão volumétrica de um !uido = Avdt dV A vazão mássica é a taxa de variação da massa por unidade de tempo através da seção reta do tubo. Ela é dada pelo produto da densidade r pela vazão volumétrica dV/dt. A Equação 14.10 mostra que a vazão volumétrica possui sempre o mesmo va- lor em todos os pontos ao longo de qualquer tubo de escoamento (Figura 14.22). Quando a seção reta de um escoamento diminui, a velocidade aumenta e vice- -versa. A parte mais profunda de um rio possui uma seção reta maior e correntes mais lentas que as partes rasas, mas a vazão volumétrica é a mesma nos dois casos. Essa é a essência da máxima “Águas profundas ainda correm”. Quando um tubo com diâmetro de 2 cm é ligado a um tubo com diâmetro de 1 cm, a velocidade do escoamento no tubo de 1 cm é quatro vezes maior que a velocidade do escoamento no tubo de 2 cm. Podemos generalizar a Equação 14.10 para o caso do escoamento de um fluido que não é incompressível. Se r1 e r2 forem as densidades nas seções 1 e 2, então r1A1v1 ! r2A2v2 (equação da continuidade, fluido compressível) (14.12) Se o fluido for mais denso no ponto 2 que no ponto 1 (r2 > r1), a vazão volumé- trica no ponto 2 será menor que no ponto 1 (A2v2 < A1v1). Deixamos os detalhes desta demonstração como um exercício. No caso do fluido incompressível, como r1 e r2 são sempre iguais, a Equação 14.12 se reduz à Equação 14.10. Um óleo incompressível de densidade igual a 850 kg/m3 é bom- beado através de um tubo cilíndrico a uma taxa de 9,5 litros por segundo. (a) A primeira seção do tubo tem 8,0 cm de diâmetro. Qual é a velocidade do óleo? Qual é a vazão mássica? (b) A se- gunda seção do tubo tem 4,0 cm de diâmetro. Quais são os valores para a velocidade e vazão volumétrica nessa seção? SOLUÇÃO IDENTIFICAR E PREPARAR: como o fluido é incompressível, a vazão volumétrica tem o mesmo valor (9,5 L/s) nas duas seções do tubo. A vazão mássica (o produto da densidade e da vazão volumétrica) também tem o mesmo valor nas duas seções. (Esta é a mesma afirmação de que nenhum fluido é perdido ou acres- centado em qualquer ponto ao longo do tubo.) Usamos a defi- nição da vazão volumétrica, Equação 14.11, para encontrar a velocidade v1 na seção de 8,0 cm de diâmetro e a equação da continuidade para escoamento incompressível, Equação 14.10, para encontrar a velocidade v2 na seção de 4,0 cm de diâmetro. EXECUTAR: (a) pela Equação 14.11, a vazão volumétrica na primeira seção é dV/dt ! A1v1, onde A1 é a área da seção reta do tubo de diâmetro de 8,0 cm e raio de 4,0 cm. Assim, v1 = dV>dt A1 = 19,5 L>s2 110-3 m3>L2 p 14,0 * 10-2 m2 2 = 1,9 m>s A vazão mássica é r dV/dt ! (850 kg/m3) (9,5 " 10–3 m3/s) ! 8,1 kg/s. (b) Pela equação da continuidade, Equação 14.10, v2 = A1 A2 v1 = p 14,0 * 10-2 m22 p 12,0 * 10-2 m22 11,9 m>s2 = 7,6 m>s = 4v1 As vazões volumétrica e mássica são as mesmas daquelas na parte (a). AVALIAR: a segunda seção do tubo tem a metade do diâmetro e um quarto da área de seção reta da primeira. Logo, a velo- cidade deve ser quatro vezes maior na segunda seção, o que é exatamente o que nosso resultado mostra. EXEMPLO 14.6 ESCOAMENTO DE UM FLUIDO INCOMPRESSÍVEL TESTE SUA COMPREENSÃO DA SEÇÃO 14.4 Uma equipe de manutenção está traba- lhando no trecho de uma estrada de três pistas, deixando apenas uma pista aberta ao trá- fego. O resultado é um tráfego muito mais lento (um engarrafamento). Os carros na estrada se comportam como (i) moléculas de um fluido incompressível ou (ii) moléculas de um fluido compressível? \ Figura 14.22 A equação da continuidade, Equação 14.10, ajuda a explicar a forma de um fluxo de mel despejado de uma colher. v1 v2 À medida que o mel cai, sua velocidade de escoamento v aumenta... ... e a seção reta A do !uxo diminui. A vazão volumétrica dV>dt = Av permanece constante. Book_SEARS_Vol2.indb 93 02/10/15 1:49 PM Exemplo: Fluxo de mel despejado de uma colher. Exemplo: polegar na extremidade de uma mangueira. De acordo com a equação de continuidade. diminuindo-se a área, o fluido aumenta a velocidade, visto que a vazão é constante (toda a quantidade que vem da torneira por um certo intervalo de tempo sai pela outra extremidade). Linhas de corrente e a equação da continuidade para fluidos Dinâmica dos fluidos; Prinćıpio de Bernoulli Problemas propostos Aula 2 8 / 21 ! Observe que o produto da área com a velocidade tem dimensão de volume por tempo, [A] [!x] [!t] = L3 T = volume tempo portanto o chamamos de vazão ou fluxo volumar. ! No nosso dia–a–dia, utilizamos a equação da continuidade na prática. Quem nunca colocou o polegar na extremidade de uma mangueira para que a água consiga atingir uma distância maior? Diminuindo-se a área, o fluido aumenta a ve- locidade, visto que a vazão é constante (toda a quantidade que vem da torneira por um certo intervalo de tempo sai pela outra extremidade).