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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ 
GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA 
 
 
Por 
André Luiz Ribeiro de Azevedo- 2021094344853 
Danielle de Melo Oliveira Souza-202109368974 
Eduarda Vitória Saraiva Braga – 202102126347 
Elizabethe Castro Sá da Cruz -202108319351 
Estela Mazza Cardoso -202108706876 
Julia da Silva Guedes -202209053576 
Letícia Fia Gomes de Oliveira - 202102103681 
 
 
 
Atividade avaliativa 
solicitada pelo professor 
Sérgio Dias Guimarães 
Júnior para a disciplina de 
Teorias e Técnicas 
Psicoterápicas 
 
 
 
NOVA IGUAÇU – RIO DE JANEIRO 
2023. 
 2 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A disciplina de Teorias e Técnicas Psicoterápicas, lecionada pelo Docente Sérgio 
Guimarães, possibilitou aos discentes compreender os propósitos da psicologia clínica; 
entender o critério da saúde mental; estabelecer as diferenças entre as formas de 
tratamento, a relação terapêutica, os objetivos, alcances e limitações das práticas 
terapêuticas. 
No texto do livro “Teorias e técnicas psicoterápicas”, a autora Maria Cristina 
Urrutigaray resume a psicoterapia em quatro elementos: os seus meios, seu objeto de 
tratamento, sua função e seus objetivos. Esclarecendo que o objeto focal de toda 
psicoterapia está centrado nos conflitos, estejam eles no psiquismo da própria pessoa, 
ou na relação com outros. (Urrutigaray, 2018) 
Por meio dessa leitura e de um rico e diverso referencial teórico indicado pelo 
docente que em sala desenvolmemos uma nova perspectiva da psicoterapia e 
expandimos as noções acerca dessa prática, o que íncitou a busca por mais informações 
sobre as temáticas trabalhadas em aula. 
Foi então que, como forma de obter mais conhecimento e para a realização do 
seguinte trabalho entrevistamos a psicóloga clínica com abordagem em Terapia 
Cognitivo-Comportamental, Cristiane Martins. 
 
2. ENTREVISTA 
 
A entrevistada Cristiane Martins – CRP 22.202, formou-se em 1995, atuando como 
Psicóloga Clínica com abordagem em Terapia Cognitivo Comportamental, pós-
graduada em Sexualidade humana, Psicologia hospitalar e jurídica; desenvolveu 
trabalhos em todas as suas especializações e obteve vivências em diversas áreas. 
Como estudantes de psicologia foi interessante entrevistar alguém que decidiu 
seguir a carreira e que assim como nós, foi apresentada as suas variadas formas de 
atuação. Acreditamos que a clínica de psicologia se torna enriquecida com a experiência 
do profissional tanto no campo acadêmico, como na construção cultural e ambiental que 
compreenda o contexto do cliente e atenda suas demandas de saúde mental. 
 3 
No texto da Maria Cristina, do livro “Teorias e Técnicas Psicoterápicas” na página 
11 está destacado que: “Subjetividade é o que diferencia um indivíduo do outro, pois é 
o que faz você se expressar, sentir, agir de acordo com o seu julgamento, com seu modo 
particular de pensar e de ser. A subjetividade não é inata, ela é construída por meio 
das suas experiências e vivências.” (Urrutigaray, 2018) 
Isso ressalta a importância de um profissional de saúde mental, como futuramente 
seremos, estar aberto as possibilidades. O terapeuta precisa sempre examinar e 
questionar sua prática e deve se atualizar com as novas teorias e procedimentos, porque 
eles são dirigidos a pessoas atravessadas e impactadas pelo contexto em que vivem, 
dentro de uma determinada realidade socio-histórica que deve ser levada em 
consideração, por isso, conforme o tempo passa, a ciência evolui para acompanhar as 
mudanças do mundo e dos humanos. 
A psicóloga entrevistada relata que seu trabalho hoje se caracteriza 
predominantemente na área clínica com ênfase em TCC, mas atravessa vertentes e 
outras abordagens, assim como na fala de B.F. Skinner: “Não considere nenhuma 
prática como imutável. Mude e esteja pronto a mudar novamente. Não aceite verdade 
eterna. Experimente.” 
Foi isso que a Cristiane fez. Permitiu novas possibilidades na aplicação das suas 
técnicas e da sua prática clínica. “Psicoterapia é o tratamento, por meios psicológicos, 
de problemas de natureza emocional, no qual uma pessoa treinada estabelece com o 
paciente um objetivo de remover, modificar ou retardar sintomas, de intervir em 
modelos perturbados do comportamento e de promover um crescimento e um 
desenvolvimento positivo da personalidade”. (WOLBERG, 1972; in: RIBEIRO, 2013) 
Isto se refere também a capacidade de estabelecer diálogo verbal e não verbal; o 
quanto o cliente se sente acolhido e de certa forma desconfortável no seu processo 
terapêutico. Faz parte do trabalho do profissional de psicologia a consolidação da 
relação dialética entre o cliente e o terapeuta. “O psicoterapeuta é aquele que cuida, 
porque, parafraseando C. G. Jung, quando diante da alma de seu paciente, o terapeuta 
se coloque com sua alma também, pois só assim os clientes reencontram a si mesmos.” 
(URRUTIGARAY, 2018) 
 4 
Cristiane obteve conhecimentos de áreas afins da psicologia, como segurança 
pública; a psicologia social; e a supervisão de outros profissionais de saúde mental. A 
entrevistada enfatizou a importância do relacionamento do profissional de psicologia 
com outros profissionais. Alguns profissionais ainda têm reticências em trabalhar junto 
ao serviço de psicologia. Temos aprendido em sala de aula com o professor Sergio e nos 
debates com os colegas, a importância da interação com a comunidade terapêutica e a 
padronização ética da profissão construída pelo nosso conselho. Baseado nisso, é 
possível caracterizar essas priorizações nesse relacionamento profissional. 
Em primeiro lugar, se destaca a importância de o profissional de psicologia estar 
vivendo seu processo terapêutico. Fazer psicoterapia possibilita o autoconhecimento, a 
solução de conflitos e a melhora da saúde mental. É nela que o cliente olha para si 
mesmo e pensa nas razões que levam à determinados pensamentos ou atitudes em 
relação a uma e mais áreas de sua vida. Apesar de não ser obrigatória que um estudante 
de psicologia faça terapia, quando ele se submete a essa vivência poderá ver, de perto, 
de dentro e do ponto de vista do paciente, como a profissão acontece na prática, e, além 
disso, ele já se familiariza com a terapia, algo que deverá fazer parte de seu futuro 
cotidiano. Isso ajuda, inclusive, que ele seja melhor quando estiver formado e lidando 
diretamente com os pacientes. No texto do livro “Ser Terapeuta”, Ieda Porchat e Paulo 
Borges afirmam que, “estaria correto dizer que o paciente não projeta sobre o analista, 
mas dentro do analista. Ele age sobre a mente do analista. Deste ponto de vista, a 
contratransferência não é apenas parte da relação analítica, mas é uma criação do 
paciente e parte de sua personalidade. O psicanalista, desta forma, não é concebido 
como um ser mecânico capaz de produzir interpretações com base puramente em seu 
conhecimento teórico, mas deve ser capaz de receber o impacto emocional do paciente 
e pensar sobre este. Sua atitude é oposta à do paciente, que descarrega seus 
sentimentos no analista. Entre outras razões, é devido a esta função que é esperada do 
analista que este deve analisar-se por longos anos para desenvolver uma capacidade 
emocional extensa e ser capaz de conter, na linguagem de Bion, os sentimentos do 
paciente, pensar sobre eles e devolvê-los de maneira mais aceitável, mais 
compreensível ao paciente.” (PORCHAT; BARROS, 2006) 
Em segundo lugar, a supervisão é a oportunidade que todo psicólogo precisa para 
potencializar seus resultados. Isso se dá pelo fato de o profissional ter saído do 
 5 
isolamento ampliando suas possibilidades e capacitações. Oferece significativa 
segurança e aperfeiçoamento, possibilitando maior ajuda a seus pacientes. 
No livro “Cartas a um jovem Terapeuta”, o autor Contardo Calligaris, promove 
inúmeras reflexões para psicoterapeutas, aspirantes e curiosos da psicologia, a respeito 
da necessidade da supervisão, validamos uma afirmativa assertiva combinatória com asfalas e reflexões também promovidas na sala de aula. O autor reflete: “o futuro 
psicoterapeuta trará consigo uma boa dose de sofrimento psíquico e precisará se curar. 
Durante os anos de sua prática clínica, no futuro, muitas vezes você duvidará da 
eficácia de seu trabalho. Encontrará pacientes que não melhoram, agarrados a seus 
sintomas mais dolorosos como um náufrago a um salva-vidas; viverá momentos 
consternados em que as palavras que lhe ocorrerão parecerão alfinetes de brinquedo 
agitados em vão contra forças imensamente superiores. Nesses momentos (que, 
acredite, serão frequentes) será bom lembrar que você sabe mesmo (e não só pelos 
livros) que sua prática adianta. Sabe por que a prática que você propõe a seus 
pacientes já curou ao menos um: você.” (CALLIGARIS, 2021) 
O terapeuta é um profissional experimentado no processo terapêutico não pela 
prática de análise do outro, mas na capacidade da análise de si mesmo. Essa consciência 
da pluralidade promovida pela subjetividade individual construída pelos fatores inatistas 
e ambientalistas, nos ajuda na compreensão que a supervisão também é o auxílio 
necessário para que a prática na profissão aconteça da maneira apropriada, algo de suma 
importância, pois estimula a capacidade de observação do individuo analisado em uma 
ótica sociocultural-moral diferente. A supervisão aprimora a escuta, a percepção e a 
interação que o psicólogo, especialmente para os profissionais que estão começando no 
ramo, precisarão desenvolver com os clientes/ pacientes. 
Em terceiro lugar, a interação do psicólogo com o seu conselho e outros 
profissionais é imprescindível, pois gera observância dos princípios da Ética e disciplina 
da classe. Sem um conselho de ética; de militância pelos direitos e deveres da classe; a 
psicologia sempre será usurpada. No texto do livro “Psicoterapias: Abordagens atuais”, 
o autor Aristides Volpato cita Wampold: “Originalmente chamada de cura pela fala, a 
psicoterapia tem suas origens na medicina antiga, na religião, na cura pela fé e no 
hipnotismo. Foi, entretanto, ao final do século XIX que passou a ser utilizada no 
tratamento das assim denominadas doenças nervosas e mentais, tornando-se uma 
atividade médica inicialmente restrita aos psiquiatras. No decorrer do século XX, 
outros profissionais passaram a exercê-la: médicos clínicos, psicólogos, enfermeiros, 
 6 
assistentes sociais, entre outros, ultrapassando as fronteiras do "modelo médico". 
Houve uma grande proliferação de modelos e métodos apoiados em diferentes 
concepções sobre os sintomas e o funcionamento mentais, muitas vezes conflitantes e 
até antagônicas. Escolas surgiram, especialmente no pós-guerra, e sociedades 
científicas organizaram-se promovendo seus congressos, cursos de formação e 
estabelecendo regras para a prática do modelo que preconizavam, em uma convivência 
nem sempre pacífica. Uma babel de linguagens e métodos instalou-se na área, 
confundindo tanto os profissionais como as pessoas necessitadas de tratamento. 
Conservaram-se, contudo, na maioria das vezes, os termos relacionados com sua 
origem médica: paciente, diagnóstico, doença, etiologia, plano de tratamento, 
prognóstico, indicações e contraindicações.” (Wampold apud Cordioli, 2008) 
A Psicologia busca a compreensão acerca de como o ser humano cria a sua história, 
e o papel do psicólogo é utilizar essa ciência para conduzir uma pessoa à 
autodescoberta, à compreensão sobre as suas dificuldades e a forma com que se 
relaciona com o seu mundo interior e exterior. A padronização e regulamentação do 
conselho de psicologia, define com êxito a importância de a narrativa do psicólogo ser o 
profissional de saúde mental. 
Em um artigo publicado em 2018 no site do Conselho Federal de Psicologia ““O 
outro lado do paraíso” presta um desserviço à população brasileira”, o texto diz: É 
consenso no Brasil de que pessoas com sofrimento mental, emocional e existencial 
intenso devem procurar atendimento psicológico com profissionais da Psicologia, pois 
são os que tem a habilitação adequada. Isso é amplamente reconhecido por diversas 
políticas públicas, entre elas o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema Único de 
Assistência Social (SUAS), que empregam essas profissionais em larga escala. Mesmo 
na saúde suplementar, o exercício do cuidado psicológico é reconhecido e 
regulamentado. Há normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que 
obrigam os planos de saúde a oferecerem atendimento por profissionais da Psicologia. 
Somos uma profissão regulamentada pela Lei 4.119, de 27 de agosto de 1962, os 
cursos de Psicologia são aprovados e fiscalizados pelo Ministério da Educação e o 
Ministério da Saúde reconhece a Psicologia como uma profissão da saúde. As mais 
prestigiadas universidades públicas e privadas oferecem formação em Psicologia e 
nossa ciência e profissão passam rotineiramente pelo escrutínio das pesquisas 
acadêmicas. Tudo isso confere segurança à sociedade de que se trata de uma ciência e 
profissão respaldadas ética e tecnicamente. 
 7 
Para a entrevistada, a psicologia enfrenta diversos desafios, mas no ponto de vista 
pessoal acredita que entre os maiores estão o atendimento infantil, pois a dificuldade 
deste trabalho é inserir os pais. “Para se entender uma terapia infantil, é preciso 
considerar o que seja lidar com uma criança, o seu universo infantil, bem como os pais 
fazem quando se tornam progenitores. Para poder se conectar com esse universo, um 
adulto precisa entrar em contato com o seu próprio lado infantil e perceber as próprias 
necessidades de estimulação, de autorrealização, de satisfação e autorrenovação.” 
(URRUTIGARAY, 2018) 
Quando perguntamos quais eram as principais potências do seu trabalho como 
psicóloga, ela enfatizou a psicologia contemporânea como uma potência 
transformadora, capaz de promover mudanças no mundo e na realidade em que 
vivemos. A psicologia abre caminhos para que o crescimento do ser seja pensado de 
forma individual e contextualizada. Psicologia Contemporânea é um pensamento sobre 
as práticas e abordagens clínicas para atualidade na perspectiva de “teóricos modernos”. 
Propõe, por meio de uma articulação sistêmica, psicanalítica 
e multidisciplinar, o estudo, o desenvolvimento e a práxis da Psicologia aplicados ao 
processo vivo do psiquismo e dos seus desdobramentos. Neste rico campo 
de ressonância, o encontro é a palavra-chave para a observação profunda da 
condição humana e da empatia entre os pares analíticos. 
Entretanto, a opinião da entrevistada nessa colocação dividiu opiniões, existe uma 
resistência cientifica e contrapontos, pela falta de evidências cientificas, já que a 
sustentação da psicologia contemporânea é empírica. No livro “O Dilema da Psicologia 
Contemporânea”, Paulo da Silveira Rosas aponta: não encontrando apoio na psicologia 
acadêmica convencional para responder de modo adequado aos problemas postos pela 
sociedade, o psicólogo vem desenvolvendo no curso do século XX uma psicologia 
paralela, casuística, que por vezes nem chega a ser introspectiva, limitando-se a uma 
reflexão sobre a experiência individual. E esta psicologia paralela, em cumprimento a 
um estranho paradoxo, vem conquistando — aliás, com justiça — o principal lugar na 
formação acadêmica dos novos psicólogos. ao lado de uma reduzida literatura que se 
esforça por ser científica, no entanto divorciada dos problemas que logo terá a 
equacionar, por isso mesmo pouco atraente, o estudante entra em contato com uma 
literatura viva e atual, muito mais sedutora, mas construída sobre alicerces inseguros. 
esta é a que o norteará na sua atividade profissional futura, enquanto aquela será 
 8 
esquecida. Ou — e aqui é ainda mais desconcertante o paradoxo — muitos, a maioria, 
talvez, entre os se dedicam à pesquisa em psicologia, sobretudo à pesquisa 
experimental ou teórica, sempre estiveram distantes dos campos de aplicação 
profissional.É mais cômodo apontar falhas e ditar normas do que as cumprir, do que 
se expor, do que expor suas ideias ao inflexível juízo da prática, “sujar as mãos”. 
O dilema da psicologia contemporânea coloca-se basicamente em relação ao modelo 
científico das ciências naturais, à metodologia da pesquisa física e biológica, que 
pretende absorver. Pode ser assim formulado: 
Desenvolver-se de acordo com a metodologia científica é se isolar da realidade 
dinâmica da experiência individual, do comportamento em sua totalidade; ora, a 
intervenção psicológica baseada em construções teóricas isoladas da realidade é inútil; 
Renunciar à metodologia científica é fundamentar a intervenção psicológica em um 
conjunto de intuições sem controle; ora, a intervenção psicológica fundamentada em 
intuições sem controle é igualmente inútil. 
Será à psicologia inevitavelmente inútil? São as proposições acima verdadeiras? 
Bem. O comportamento da maioria dos psicólogos leva a supor que sim. insisto: são 
verdadeiras as proposições acima? Penso que não. trata-se a meu ver de um falso ou 
apenas aparente dilema. O erro básico entendo ter nascido com o dualismo cartesiano e 
se acentuado com a redução da psicologia ao status de uma ciência natural, com sua 
definição nos termos de uma ciência natural, que não é, que nunca foi. A partir da 
interação desta ciência com suas técnicas psicoterápicas e teorias, surge a sustentação 
para a Interpretação dos fluxos percebidos da realidade e com isso, podemos 
particularizar os Atendimentos com cada paciente. 
Quando questionada sobre o conflito ético no seu cotidiano de trabalho, a 
profissional especificou a falta de especialização de alguns colegas de profissão, o 
psicólogo se achar capaz de atender qualquer demanda sem se especializar, lidamos 
com pessoas em sofrimento, angústias e variadas demandas; precisamos sempre nos 
atualizar e se especializar na área que pretendemos atender. Isso está presente no nosso 
código de ética. 
 Em sala de aula temos ouvido continuamente do Professor Sergio que a 
Psicologia demanda especialização. Para conseguir um desempenho eficiente, é preciso 
ir além do conhecimento adquirido na graduação e reforçar o repertório técnico. A 
graduação é somente o primeiro passo de uma longa jornada. 
 9 
Na carreira de psicólogo, aprimorar o conhecimento de forma contínua é essencial. 
Não apenas pelas vantagens conquistadas no mercado de trabalho, mas também para 
oferecer um atendimento mais efetivo aos seus clientes. 
Como recomendação para nós estudantes de psicologia, nossa futura colega de 
profissão deixou uma mensagem de inspiração e motivação. Disse: “Gostaria que os 
estudantes de hoje mantivessem em mente a importância do autocuidado, a principal 
ferramenta de trabalho do psicólogo, é ele mesmo. Auto investimento facilita o manejo 
das demandas que surgem no campo profissional. Aproveitar esse período da formação 
para estudar, participar de congressos, palestras, cursos de férias, e fazer estágios 
extracurriculares. Só depois de toda experiencia da graduação definir uma área de 
atuação”. 
3. CONCLUSÃO 
A experiência da unificação dos conceitos científicos com a vivência prática dos 
psicólogos, as demandas e os enfrentamentos pessoais e interpessoais do prestador de 
serviço de saúde mental, é de maneira surpreendente a conexão e aprendizado mais 
entusiasmante que um aluno de psicologia poderia ter. Aqui nesse grupo de trabalho, 
interagiram prováveis psicanalistas, humanistas, behavioristas e qualquer outra 
abordagem escolhida no futuro, depois de muito estudo e aprofundamento. Começamos 
um diálogo sem respostas, as respostas foram novos questionamentos. De tantas 
perguntas fica a reflexão sobre o ser humano ser o sujeito de sua própria história. 
"Há dez mil modos de ocupar-se da vida e de pertencer a sua época. Há dez mil 
modos de pertencer a vida e de lutar pela sua época." Nise da Silveira. 
Somos gratos pela Cristiane que de maneira generosa compartilhou suas 
experiências, conhecimentos, vivências e perícias na psicologia. Também pelo nosso 
professor Sergio, por todas as valiosas lições nessa disciplina que vamos carregar 
durante todo o nosso desenvolvimento profissional e pessoal. As variadas áreas de 
atuação do profissional, a psicologia e suas diferentes abordagens, ampliaram uma 
infinitude de possibilidades e perspectivas futurísticas a respeito das probabilidades que 
cada um dos discentes desse grupo poderão viver. 
 10 
“a vida ainda encontra espaço de manobra para o seu permanente processo de 
reinvenção.” (GUIMARÃES, 2023) 
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
CALLIGARIS, Contardo. Cartas a um jovem terapeuta: reflexões para 
psicoterapeutas, aspirantes e curiosos. 1. ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda, 
2004; 
CORDIOLI, Aristides V. Psicoterapias: abordagens atuais. 3. ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2008; 
GUIMARÃES, Sergio. Poeiras da vida: terceirização, subjetividade e possíveis 
resistências. 1. Ed. Porto Alegre: Editora FI, 2023; 
PORCHAT, Ieda; BARROS, Paulo. Ser terapeuta: depoimentos. 5. ed. São Paulo: 
Summers Editora, 2006; 
URRUTIGARAY, Maria. C. F. Teorias e técnicas psicoterápicas. 1. ed. Rio de 
Janeiro: SESES, 2018; 
“OUTRO LADO DO PARAÍSO” PRESTA UM DESSERVIÇO À POPULAÇÃO 
BRASILEIRA. Conselho Federal de Psicologia. Brasília, 05 fev. 2018. Disponível em: 
https://site.cfp.org.br/o-outro-lado-do-paraiso-presta-desservico-populacao-
brasileira/#:~:text=Mesmo%20compreendendo%20o%20car%C3%A1ter%20de,tema%
20t%C3%A3o%20grave%20como%20o . Acesso em: 25 mai. 2023. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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