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WBA0864_v1.0
APRENDIZAGEM EM FOCO
PROTEÇÃO CONTRA 
INCÊNDIO E EXPLOSÕES
2
APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
Autoria: Júlio Assis de Freitas
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
No seu cotidiano, você pensa em proteção contra incêndio e 
explosão? Ao visitar um local público, como um shopping, um 
cinema, um teatro ou um estádio esportivo, você observa as rotas 
de fuga possíveis em caso de emergência? Observa se existem 
equipamentos de prevenção e combate a incêndio disponíveis e de 
fácil acesso? Identifica onde estão localizados extintores, hidrantes 
e botoeiras de acionamento de alarme de incêndio? A maioria das 
pessoas certamente responderia que não.
Nesse contexto, a Segurança do Trabalho é uma área que abrange 
conhecimentos multidisciplinares, como ergonomia; higiene 
ocupacional; técnicas de análise de perigos e riscos; implantação 
e manutenção de sistema de gestão; trabalho e resgate em altura; 
trabalho e resgate em espaço confinado; consultoria especializada 
e treinamento; entre tantos outros. A prevenção contra incêndios 
e explosões é mais uma das ramificações possíveis da área em 
que o profissional pode se especializar, sendo possível atuar 
exclusivamente nesse campo caso pretenda, já que o mercado 
corporativo, acadêmico ou de consultorias possui demanda para tal.
Nesta disciplina, você será apresentado a conceitos de prevenção 
contra incêndio e explosões que irão ajudá-lo a entender princípios 
elementares do fogo e meios para controlá-lo. Ademais, estudará 
sobre como prevenir a ocorrência de incêndios e explosões, 
conceitos sobre suas causas, classes de fogo e seus respectivos 
métodos de extinção e meios de propagação do fogo. Você verá 
também questões pertinentes à gestão administrativa no âmbito 
da prevenção contra incêndio e explosões, que incluem a obtenção 
3
da autorização para uso da edificação pelo corpo de bombeiros, 
conhecida na maioria das unidades federativas como AVCB (Auto 
de Vistoria do Corpo de Bombeiros); a composição, o treinamento 
e a manutenção de brigada de emergência; e a elaboração do PAE 
(Plano de Atendimento Emergencial).
É objetivo desta disciplina, portanto, introduzir os conceitos e as 
noções fundamentais destacados anteriormente, de maneira que 
você tenha o domínio suficiente do tema como um profissional 
de Segurança do Trabalho para operar ou gerir equipes na 
implementação e na manutenção de medidas de prevenção contra 
incêndio e explosões. Para isso, acompanhe e interaja com os 
conteúdos apresentados, visto que estes trarão conhecimentos 
indispensáveis ao profissional da área, independentemente de uma 
atuação em nível mais operacional ou mais estratégico.
Bons estudos!
INTRODUÇÃO
Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira 
direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática 
abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar 
reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática 
profissional. Vem conosco!
Introdução à proteção 
contra incêndio
______________________________________________________________
Autoria: Júlio Assis de Freitas 
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
TEMA 1
5
DIRETO AO PONTO
Água, terra, fogo e ar são considerados os quatro elementos da 
natureza elementais para a vida, segundo algumas culturas antigas. 
Logo, percebe-se a importância do fogo para o homem.
Desde que o homem descobriu formas de provocar o fogo por 
vontade própria, atritando pedras para gerar faíscas ou friccionando 
gravetos de madeira, passou a dominar uma ferramenta poderosa 
para gerar luz e calor. Isso se deu na chamada era da pedra polida, 
cerca de 7.000 a.C., e, a partir daí, vieram a chamada era do metal, 
que não existiria sem o fogo para a fundição; a era industrial, em 
que o vapor gerado a partir do fogo movia máquinas e locomotivas; 
entre tantos outros avanços que só foram possíveis com o auxílio do 
fogo. Até chegarmos aos dias atuais.
O Brasil, ao longo de sua história, migrou de um país cuja economia 
fundamentalmente se sustentava na agricultura, na pecuária e no 
extrativismo de suas matas e jazidas minerais, para uma nação que 
equilibra o agronegócio e os centros urbanos, onde se concentram 
polos industriais, financeiros e tecnológicos. Com o advento da 
urbanização, surgiram áreas de alta densidade demográfica, 
habitações multifamiliares onde essa população residia, assim 
como fábricas e prédios comerciais onde trabalhavam. No entanto, 
nenhuma dessas construções foi concebida tendo como premissa a 
segurança contra incêndios (SCI).
Com isso, pagou-se um alto preço em vítimas de lesões graves ou 
fatais, em incêndios que poderiam ter sido evitados, a exemplo dos 
icônicos casos dos edifícios Joelma e Andraus e, mais recentemente, 
da boate Kiss, ocorrido em janeiro de 2013, com 245 vítimas 
fatais. Instalações elétricas precárias; materiais de revestimento 
e acabamento altamente inflamáveis e geradores de gases 
intoxicantes quando em combustão; ausência de equipamentos 
6
de prevenção e combate a incêndio; e ausência de rotas de fuga 
adequadas para o volume de pessoas na edificação foram fatores 
que contribuíram para o aumento significativo do número de vítimas 
nesses acidentes. Esses eventos adversos no Brasil e no mundo 
serviram de motivadores para ampliar os requisitos legais para 
tornar as edificações mais seguras no âmbito da prevenção contra 
incêndios.
No Brasil, cada unidade federativa regula os requisitos de SCI para 
as edificações e é o corpo de bombeiros que avalia se o projeto 
técnico das edificações atende aos requisitos técnicos mínimos 
para aprovação, os quais variam de acordo com o tipo de ocupação, 
como comércio, indústria, depósito, cinemas etc. Eventualmente, 
os bombeiros podem flexibilizar os requisitos para uma edificação 
em casos especiais, após consulta prévia e validação pelo órgão, e 
mediante contrapartidas. Como exemplo de uma situação destas, 
podemos citar um galpão logístico construído para servir de 
depósito, para o qual as normas técnicas dos bombeiros requeiram 
a compartimentação dos barracões em blocos não superiores a 
1.500 m² de área cada.; porém, caso essa compartimentação fosse 
indesejada ao empreendimento, por limitar a movimentação das 
cargas e reduzir o espaço útil, ela poderia ser substituída pela 
instalação de chuveiros automáticos.
Geralmente, como no exemplo dado, a contrapartida resulta em 
uma opção mais onerosa que o requisito inicial. Com isso, os 
bombeiros sinalizam que suas normas não são rígidas a ponto 
de “engessar” negócios, mas estão abertas a ajustes desde que 
estes resultem em um nível de segurança contra incêndio igual ou 
superior aos requisitos mínimos. 
Pelo exposto, você certamente já percebeu que há um nível de 
complexidade envolvido na regularização de edificações com 
os bombeiros que requer profissionais habilitados e com pleno 
7
domínio técnico para tal. O projeto técnico de SCI, que deve 
ser aprovado pelos bombeiros para liberar uma edificação, 
por exemplo, deve necessariamente ser elaborado sob a 
responsabilidade técnica de apenas três profissionais: o engenheiro 
civil, o engenheiro de segurança do trabalho ou o arquiteto. 
Porém, isso não significa que não haja espaço nesse mercado para 
profissionais de outras especialidades, como aqueles que instalam 
e dão manutenção em sistemas de detecção, alarme e combate a 
incêndio.
Para encerrar, considerando que a legislação regulatória sobre a 
proteção contra incêndio é diferente em unidades da Federação, 
sugerimos que você acesse o site do corpo de bombeiros do 
seu estado ou Distrito Federal e se familiarize com a interface, 
em especial as páginas em que é descrita e disponibilizada para 
consulta a legislação local.
PARA SABER MAIS
O extintor de incêndio é um equipamento portátil que, apesar do 
nome, é mais recomendado para o combate a um princípio de 
incêndio, haja vista que sua capacidade de carga é limitada. Assim, 
caso o incêndio atinjagrande escala, outros meios de combate 
são mais indicados, como hidrantes e sistemas de chuveiros 
automáticos.
Isso, entretanto, não é demérito algum quanto à importância desse 
equipamento, pelo contrário! É preferível que o fogo seja controlado 
em sua fase inicial, quanto não causou maiores danos materiais ou 
colocou em risco os ocupantes do local.
A Figura 1 ilustra bem o princípio de funcionamento de extintores 
de água pressurizada, pó químico seco ou pó ABC, conhecidos no 
8
mercado respectivamente como AP, PQS ou ABC, para que você se 
familiarize com essas nomenclaturas.
Figura 1 – Componentes básicos do extintor de incêndio
Fonte: elaborada pelo autor.
Vejamos a seguir uma breve explanação sobre cada componente 
ilustrado na Figura 1.
• Cilindro: é o vasilhame onde fica contido o agente extintor.
• Agente extintor: é o produto que efetivamente irá extinguir 
o fogo, variando de acordo com o tipo do extintor; os mais 
comuns são água, pó químico ou pó ABC e CO2.
• Mangueira e esguicho: elementos usados para direcionar o 
jato de agente extintor.
• Manômetro: indica que há pressão no interior no cilindro para 
expelir o agente extintor.
9
• Anel de segurança: evita o acionamento acidental do extintor, 
travando o gatilho.
• Alça e gatilho: conjunto destinado a servir de ponto de pega 
para transportar o extintor e controlar a dispersão do agente 
extintor por meio do acionamento do gatilho.
• Gás expelente: geralmente trata-se de nitrogênio pressurizado 
e tem a finalidade de “empurrar” o agente extintor para fora 
quando se aciona o gatilho.
• Tubo pescador: tubo interno ao cilindro por onde flui o agente 
extintor quando se aciona o gatilho.
Extintores de espuma mecânica são muito parecidos com a 
ilustração da Figura 1, com a diferença de que o agente extintor é 
uma solução de água e líquido gerador de espuma, similar a um 
detergente, e seu esguicho promove a mistura do líquido e do ar, 
resultando em uma espuma que extingue o fogo por abafamento. 
Já o extintor de CO2 dispensa o pescador, pois seu interior já está 
preenchido com o gás comprimido, suas paredes são mais grossas 
e ele não possui manômetro, visto que a pressão interna é muito 
maior em relação aos demais modelos; essa pressão é necessária 
para que o CO2 seja expelido com velocidade suficiente para ser 
projetado alguns metros, de forma que o seu operador fique em 
uma posição segura em relação ao fogo.
TEORIA EM PRÁTICA
José mantém no quintal de sua casa uma pequena oficina mecânica. 
Como ele atua na informalidade, não tem licença dos bombeiros 
nem equipamentos de prevenção e combate a incêndio.
10
Há na oficina um tambor metálico com aproximadamente 100 litros 
de óleo diesel, no qual José mergulha peças automotivas diversas 
para limpeza. No entorno, ficam armazenados ainda materiais 
diversos, inclusive algumas pilhas de pneus, embalagens de óleo de 
motor e graxa.
Certo dia, o ajudante de José esqueceu o tambor destampado e nele 
ocorreu um princípio de incêndio. Nas proximidades, havia apenas 
uma mangueira de jardim usada na lavagem do piso da oficina. José 
rapidamente tampou o tambor, extinguindo o fogo
Diante desse cenário, reflita e responda:
• Explique tecnicamente o conceito que José aplicou, ainda que 
de forma intuitiva.
• Pneus, óleo e graxa deveriam rapidamente ser removidos de 
perto do fogo, uma vez que eles constituem um dos elementos 
do tetraedro do fogo. Qual?
• Seria recomendável utilizar a água da mangueira de jardim 
para extinguir o fogo? Justifique.
• Caso não fosse possível alcançar a tampa do tambor de diesel 
ou qualquer outro objeto para fechá-lo, haveria uma forma 
segura de se utilizar a mangueira de jardim para controlar o 
princípio de incêndio? Justifique e descreva de que forma se 
daria a interação no tetraedro do fogo.
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
11
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
O segundo capítulo do livro indicado apresenta um importante 
registro histórico da evolução da segurança contra incêndio em 
nosso País, dando ao leitor uma visão abrangente do cenário 
político, social e econômico nesse âmbito.
SEITO, Alexandre Itiu et al. A Segurança contra incêndio no Brasil. 
São Paulo: Projeto Editora, 2008.
Indicação 2
A Seção 1.1 – A segurança contra incêndio no Brasil e no mundo do 
livro indicado, além de um breve relato histórico, detalha conceitos 
Indicações de leitura
12
importantes, como os componentes do tetraedro do fogo, as classes 
de incêndio e o registro de alguns grandes incêndios ocorridos no 
Brasil e no mundo.
ALMEIDA, Marcos Rangel. Prevenção e combate ao sinistro. 
Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. Ao se pressionar o ___________ de um extintor de incêndio de 
pó químico seco, abre-se a válvula, liberando o ______________, 
que é impulsionado pelo ______________. O usuário deve, então, 
manusear o ___________, direcionando o jato para a origem do 
___________. 
 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
a. Cilindro; pó químico seco; esguicho; extintor; fogo.
b. Gatilho; seu conteúdo; cilindro; esguicho; combustível.
c. Gatilho; agente extintor; gás expelente; esguicho; fogo.
13
d. Botão; agente extintor; PQS; ar comprimido; extintor; incêndio.
e. Anel de segurança; gás expelente; tubo pescador; gatilho; 
fogo.
2. Assinale a alternativa que indica corretamente a classe 
de um incêndio em uma floresta e o papel que a madeira 
e o oxigênio do ar, respectivamente, desempenham no 
tetraedro do fogo. 
a. Classe A, combustível e convecção.
b. Classe B, sólido inflamável e comburente.
c. Classe A, inflamável e oxidante.
d. Classe A, combustível e comburente.
e. Classe C, comburente e combustível.
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: A alternativa preenche corretamente as lacunas do 
texto, descrevendo de forma racional e adequada como se dá o 
princípio de funcionamento de um extintor de pó químico seco.
Ao se pressionar o gatilho de um extintor de incêndio de pó 
químico seco, abre-se a válvula, liberando o agente extintor, 
que é impulsionado pelo gás expelente. O usuário deve, então, 
manusear o esguicho, direcionando o jato para a origem do 
fogo. 
Questão 2 - Resposta D
Resolução: A madeira é um material sólido que queima em 
superfície e profundidade e deixa resíduos, o que a enquadra 
14
na Classe A de incêndios. Ela serve de combustível por 
dispersar gases inflamáveis no processo de pirolise, os 
quais se misturam ao oxigênio, que desempenha o papel de 
comburente, resultando em fogo mediante a presença de 
calor.
Proteção ativa e passiva 
contra incêndio 
______________________________________________________________
Autoria:Júlio Assis de Freitas 
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
TEMA 2
16
DIRETO AO PONTO
Neste Tema, abordaremos os sistemas de detecção e alarme de 
incêndio, os quais têm como objetivo identificar o princípio de 
incêndio o quanto antes e informar aos ocupantes para que possam 
abandonar a edificação em segurança enquanto as equipes de 
emergência atuam no controle do fogo. Um sistema de detecção e 
alarme de incêndio básico é composto por uma central de alarme 
na qual estão ligados todos os periféricos: detectores de fumaça 
ou temperatura, acionadores manuais de alarme, botoeiras de 
acionamento de alarme, sinalizadores audiovisuais e alguns 
módulos eletrônicos de controle.
O detector de fumaça é um dispositivo instalado próximo ao teto 
ou forro que contém componentes eletrônicos fotossensíveis, os 
quais detectam a presença de fumaça quando esta invade a câmara 
interna do dispositivo, ilustrado pela Figura 1.
Figura 1 – Detector de fumaça
Fonte: Rawf8/iStock.com. 
O detector de calor é fisicamente muito parecido com o detector 
de fumaça, mas sua atuação se dá por meio de sensores regulados 
17
para enviar o sinal de alarme quando a temperatura do ar excede o 
nível programado. Dessa forma, é mais recomendado em ambientes 
com materiais que não gerem fumaça durante a queima.
Os acionadores manuais são dispositivos acionados por algum 
usuário que detecte visualmente um princípio de incêndio. Estão em 
desuso aqueles modelos em que se quebrava um vidro de proteção 
para acionar o alarme; os modelos atuais são rearmáveis, conforme 
ilustrado na Figura 2.
Figura 2 – Acionador manual de alarme de incêndio
Fonte: baona/iStock.com. 
Os sinalizadores audiovisuais são dispositivos que possuem 
conjuntamente uma sirene sonora e uma luz piscante que informam 
aos ocupantes da edificação que algo está ocorrendo, inclusive 
para os deficientes auditivos. O modelo é ilustrado na Figura 3. A 
reação dos ocupantes mediante o alarme é definida no plano de 
18
atendimento emergencial, devendo ocorrer simulados periódicos 
para garantir que todos se portem da maneira esperada.
Figura 3 – Sinalizador audiovisual
Fonte: spxChrome/iStock.com. 
Existem variações de dispositivos de detecção e alarme, como o 
detector de fumaça ativo, que suga o ar constantemente por 
meio de ventoinha interna, para ter um menor tempo de resposta 
na detecção em ambientes críticos (ex. data centers), ou sensores 
de abertura de portas de emergência, que podem ser ligados 
à central de alarme para indicar que a passagem foi utilizada. No 
entanto, aqui nos limitamos a apresentar apenas os modelos mais 
comumente encontrados na maioria das edificações.
PARA SABER MAIS
As centrais de alarme de incêndio, em que ficam ligados todos os 
periféricos descritos anteriormente, têm por objetivo monitorar 
19
todos esses dispositivos, informar ao operador da central de onde se 
origina o eventual sinal de incêndio e, conforme sua programação, 
acionar o alarme de incêndio geral nos sinalizadores audiovisuais da 
edificação. Basicamente, temos dois tipos de central de alarme no 
mercado, as convencionais e as endereçáveis.
De forma resumida, a principal diferença é que, nas centrais 
convencionais, temos a ideia da origem do fogo, pois ela indicará 
em seu painel a região de onde vem o sinal de incêndio, de acordo 
com o laço onde está instalado o dispositivo emissor do sinal, 
como um detector de fumaça ou acionador manual. Já uma central 
endereçável é capaz de descrever o ponto exato de origem do sinal 
de incêndio, informando inclusive o tipo do dispositivo emissor 
do sinal, se foi um detector de fumaça, um acionador manual ou 
qualquer outro tipo existente no sistema. Outra vantagem da 
central de alarme endereçável é que ela faz uma leitura ativa dos 
dispositivos a ela conectados, diagnosticando e informando falhas, 
como um detector de fumaça desconectado ou excessivamente 
empoeirado por dentro. A Figura 4 apresenta um croqui do sistema 
de detecção e alarme de incêndio.
Figura 4 – Croqui ilustrativo de sistema de detecção 
e alarme de incêndio
Fonte: elaborada pelo autor.
20
Na Figura 4, em uma central convencional, quando acionado o 
dispositivo C5, ela acusaria alguma informação, como um LED aceso 
no seu painel, que remeteria ao armazém como sendo a origem do 
fogo, dando uma ideia de onde se tem que atuar. Já em uma central 
endereçável, seria informado exatamente o dispositivo C5 e seu tipo, 
podendo, inclusive, cada periférico receber nome personalizado 
para facilitar a identificação de sua localização. Assim, desde que 
previamente programados na memória da central, esses nomes 
personalizados serão exibidos no display da central.
Outra diferença importante é que as centrais endereçáveis suportam 
mais periféricos do que as convencionais, então cabe ao projetista 
especificar o modelo que oferece o melhor custo-benefício. Um 
pequeno comércio com balcão e estoque, por exemplo, pode não 
demandar uma central endereçável.
TEORIA EM PRÁTICA
Nesta Teoria em Prática, você vai aprender a identificar os requisitos 
que os bombeiros impõem para cada tipo de ocupação de uma 
edificação, inclusive as proteções ativas e passivas. Usaremos 
como referência o estado de São Paulo, mas, caso você esteja em 
outra unidade da Federação, saiba que os trâmites serão similares, 
bastando a consulta no site local dos bombeiros. 
Busque pelo Decreto n. 63.911, de 10 de dezembro de 2018, no 
site do corpo de bombeiros do Estado de São Paulo, ou a legislação 
equivalente no seu estado de atuação.
Seu cliente vai construir uma oficina de conserto de veículos e quer 
que você especifique as medidas de proteção contra incêndio. O 
estabelecimento será uma edificação térrea com área construída 
maior que 1.500 m². Nesse sentido, responda:
21
• Com base no anexo A do Decreto, informe o grupo e a divisão 
do estabelecimento.
Agora verifique, no mesmo anexo, a tabela referente ao grupo e à 
divisão do estabelecimento e responda:
• Suponha que fosse requerida uma compartimentação 
horizontal máxima de 1.000 m², mas seu cliente não 
pretende construir paredes corta-fogo, já que quer ter no 
estabelecimento um maior pátio para a manobra de veículos 
possível. Nesse caso, existe um meio técnico para atender ao 
Decreto e à expectativa do cliente? Justifique.
• Esse tipo de ocupação requer detecção e alarme de incêndio?
• Das medidas de proteção contra incêndio requeridas, 
classifique as ativas, as passivas e as que não se enquadram 
em nenhuma dessas categorias.
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Indicações de leitura
22
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
O quinto capítulo do livro indicado dá ao leitor uma visão mais 
abrangente das questões que envolvem a arquitetura de uma 
edificação em relação ao fogo.
SEITO, Alexandre Itiu et al. A Segurança contra incêndio no Brasil. 
São Paulo: Projeto Editora, 2008.
Indicação 2
A Seção 1.2 do livro indicado complementa as informações da 
primeira indicação, porém, nesta obra, a abordagem do autor é mais 
didática e voltada ao meio acadêmico.
ALMEIDA, Marcos Rangel. Prevenção e combate ao sinistro. 
Londrina:Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2017.
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
23
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. A _________ e ___________ de incêndio são um sistema que visa 
_________ o princípio de incêndio e alertar os ___________ sobre 
a ocorrência, reduzindo o ______________ para _________ da 
edificação e __________ ao fogo. 
 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.
a. Detecção; o alarme; informar; bombeiros; risco; colapso 
estrutural; combate.
b. Detecção; a proteção; apagar; brigadistas; calor; proteção; 
reação.
c. Proteção ativa; a proteção passiva; controlar; responsáveis; 
perigo; ocupantes; combate.
d. Supervisão; o controle; identificar; moradores; tempo; 
abandono; reação.
e. Detecção; o alarme; identificar; ocupantes; tempo de resposta; 
abandono; combate. 
2. Assinale a alternativa que indica corretamente a função do 
(A) acionador manual, do (B) sinalizador audiovisual e do (C) 
detector de calor: 
a. (A) dispositivo pelo qual o usuário aciona o alarme de incêndio 
manualmente; (B) dispositivo que emite sinais sonoros e 
luminosos para alertar sobre uma emergência na edificação; 
24
(C) dispositivo que detecta fumaça e envia sinal de alerta para 
a central de alarme.
b. (A) dispositivo pelo qual o usuário aciona o alarme de incêndio 
manualmente; (B) dispositivo que emite sinais sonoros e 
luminosos para alertar sobre uma emergência na edificação; 
(C) dispositivo que detecta o aumento da temperatura e envia 
sinal de alerta para a central de alarme.
c. (A) dispositivo pelo qual o usuário interrompe o fornecimento 
de energia elétrica manualmente; (B) dispositivo que emite 
sinais sonoros e luminosos para alertar sobre emergência 
na edificação; (C) dispositivo que detecta o aumento da 
temperatura e envia sinal de alerta para a central de alarme.
d. (A) dispositivo pelo qual o usuário aciona o alarme de incêndio 
manualmente; (B) dispositivo que emite sinais sonoros e 
luminosos para alertar sobre uma emergência na edificação; 
(C) dispositivo que detecta o aumento da temperatura da água 
do reservatório de incêndio.
e. (A) dispositivo portátil para ligar os chuveiros automáticos 
manualmente; (B) dispositivo que emite sinais sonoros e 
luminosos para alertar sobre uma emergência na edificação; 
(C) dispositivo que detecta o aumento da temperatura e envia 
sinal de alerta para a central de alarme. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta E
Resolução: A alternativa preenche corretamente as lacunas do 
texto, descrevendo de forma racional e adequada o papel do 
sistema de detecção e alarme de incêndio.
A detecção e o alarme de incêndio são um sistema que visa 
identificar o princípio de incêndio e alertar os ocupantes 
25
sobre a ocorrência, reduzindo o tempo de resposta para 
abandono da edificação e combate ao fogo.
Questão 2 - Resposta B
Resolução: O acionador manual é o dispositivo pelo qual 
o usuário aciona o alarme de incêndio manualmente; o 
sinalizador audiovisual é o dispositivo que emite sinais sonoros 
e luminosos para alertar sobre uma emergência na edificação; 
o detector de calor é o dispositivo que detecta o aumento da 
temperatura e envia sinal de alerta para a central de alarme.
Preparação para reação 
a emergências 
______________________________________________________________
Autoria: Júlio Assis de Freitas 
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
TEMA 3
27
DIRETO AO PONTO
Aqui vamos abordar o plano de abandono, parte importante do PAE 
(Plano de Atendimento Emergencial), que assegura a retirada segura 
da população de uma edificação em caso de emergência.
A brigada de emergência é organizada de forma a ter membros 
destacados para atender às diversas hipóteses acidentais mapeadas 
no PAE, como as equipes de combate a incêndio, as que prestam 
primeiros socorros e removem vítimas do cenário emergencial 
e as que auxiliam na organização do fluxo de saída das pessoas 
da edificação em direção a locais seguros durante a reação à 
emergência. Ela pode ter a figura do líder de abandono, que é 
aquele que mantém a comunicação constante com os demais líderes 
e decide se o cenário requer o abandono da edificação, dando o 
comando para que os brigadistas de sua equipe iniciem o processo 
de retirada da população da edificação. 
Cada PAE tem seus detalhes definidos pelos responsáveis pela sua 
elaboração, mas é comum verificar procedimentos que adotam dois 
alarmes distintos. O primeiro, geralmente um alarme intermitente, 
serve para reunir a brigada e direcioná-la ao local da emergência. 
Assim, imagine que se trata de um vazamento de combustível. Nesse 
caso, os membros da brigada vão atuar na contenção do vazamento, 
no fechamento de válvulas e nas demais medidas definidas no 
PAE para essa hipótese acidental. Caso, eventualmente, o cenário 
evolua para um incêndio com o combustível vazado entrando 
em combustão, pode ser necessário o abandono de área pela 
população.
Nesse cenário hipotético, compete ao líder de abandono decidir o 
momento para a retirada dos ocupantes, conduzindo-os para locais 
seguros enquanto perdurar a reação à emergência. Isso pode ser 
28
feito por meio de um segundo tipo de alarme, uma sirene contínua 
indicando que os ocupantes da edificação devem interromper 
suas atividades imediatamente e seguir de forma ordenada 
para os pontos de encontro de emergência. Uma vez iniciado o 
comando para a retirada da população, cada membro da brigada de 
emergência ligado ao líder de abandono já deve conhecer seu papel 
previamente e colocá-lo em prática. A Figura 1 ilustra um exemplo 
de fluxograma de procedimento de abandono.
Figura 1 – Fluxograma de abandono
Fonte: elaborada pelo autor.
Após a saída de todos à vista, se assim definido no PAE, a equipe de 
abandono procede com a varredura em ambientes mais remotos, 
como banheiros, vestiários, refeitórios e salas fechadas, para 
verificar se nenhuma pessoa ficou para trás sem ter percebido a 
movimentação de abandono e alarmes. As ações da equipe de 
29
abandono ocorrem em paralelo com as demais equipes, como as 
de combate a incêndio e primeiros socorros, assegurando que a 
população da edificação se coloque em local seguro caso a situação 
emergencial fuja do controle.
Uma vez concluída a retirada dos ocupantes da edificação, se assim 
estiver previsto no PAE, alguns membros da equipe de abandono 
podem ficar monitorando os pontos de encontro para que ninguém 
saia do local até que a emergência seja controlada. Já o excedente 
da equipe pode se deslocar para prestar suporte em outras frentes, 
como combate e primeiros socorros.
É recomendado que visitantes, como clientes, fornecedores, 
prestadores de serviço e afins, circulem sempre acompanhados 
pelos seus anfitriões enquanto estiverem nas dependências da 
empresa e sigam as suas orientações em casos de emergência. Por 
fim, é importante que, nas rotinas de inspeção das instalações, os 
brigadistas verifiquem se as saídas de emergência não se encontram 
obstruídas ou trancadas.
PARA SABER MAIS
O abandono de uma edificação não deve ser confundido 
com correria, visto que algumas vítimas de incêndios não são 
carbonizadas ou asfixiadas e intoxicadas por fumaça, mas são 
pisoteadas durante uma ação desesperada e desordenada de 
abandono. Assim, visando prevenir esse tipo de situação, é que se 
faz importante a prática de exercícios simulados periódicos, para 
que tanto os brigadistas quanto a população da edificação saibam 
como se portar em um cenário real de emergência.
30
A ABNT NBR 15.219:2020 (ABNT, 2020) estabelece alguns 
procedimentos básicos quedevem ser informados aos ocupantes da 
edificação. Assim, lê-se no item 4.3:
[...] 4.3 Procedimentos básicos de atendimento de emergência. 
4.3.1 Recomendações gerais para a população da planta. Devem ser 
previamente divulgadas ao menos as seguintes instruções, para os 
casos de abandono de área ou edificação: a) acatar as orientações 
dos brigadistas; b) manter a calma; c) caminhar em ordem, sem 
atropelos; d) permanecer em silêncio; e) havendo pessoas em pânico, 
se possível, acalmá-las e avisar a um brigadista; f) não voltar para 
apanhar objetos; g) ao sair de um lugar, fechar as portas e janelas 
sem trancá-las; h) não se afastar das outras pessoas e não se parar 
nos andares; i) levar consigo visitantes que estiverem no seu local 
de trabalho; j) ao sentir cheiro de gás, não acender ou apagar luzes; 
k) deixar a rua e as entradas livres para a ação dos bombeiros e do 
pessoal de socorro médico; l) encaminhar-se ao ponto de encontro 
e aguardar novas instruções. 4.3.1.1 Em locais com mais de um 
pavimento: a) não utilizar o elevador, salvo por orientação da brigada 
de emergências; b) descer até o nível da rua e não subir, salvo 
por orientação da brigada de emergências; c) ao utilizar escadas, 
deparando-se com equipes de emergência, dar passagem pelo lado 
interno da escada. (ABNT, 2020, p. 13)
A norma prevê ainda que procedimentos específicos sejam 
elaborados para auxílio aos portadores de deficiência e/ou 
mobilidade reduzida durante a operação de abandono, devendo 
cada indivíduo ser acompanhado por dois brigadistas ou voluntários 
designados pelo líder da brigada.
Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 15.219. Plano de 
emergência – Requisitos e procedimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 2020.
31
TEORIA EM PRÁTICA
Com o objetivo de exercitar o dimensionamento de saídas de 
emergência, considere que você é o engenheiro ou o arquiteto 
responsável de um projeto técnico para uma oficina de autos, 
divisão G-4. O prédio em questão é uma edificação com 1.000 m² de 
área (100 x 10 m) em um único pavimento que atravessa a quadra, 
tendo acessos pela avenida principal e pelos fundos, como ilustra o 
croqui da Figura 2.
Figura 2 – Croqui representativo da oficina
Fonte: elaborada pelo autor.
Para fins de desenvolvimento do exercício, tome por base a 
legislação da unidade da Federação a qual você pertence. Se tiver 
dificuldades em encontrar, use a legislação do Estado de São Paulo, 
pois os trâmites serão similares, bastando a consulta no site local 
dos bombeiros. 
Baseado na instrução técnica relativa ao assunto, responda:
32
• Serão necessárias saídas de emergência para a avenida e 
para a rua dos fundos ou apenas uma delas é suficiente? 
Fundamente sua resposta.
• Qual a largura mínima da(s) saída(s) de emergência?
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
A cartilha elaborada pelo Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias 
de Engenharia de São Paulo (INBAEP/SP) apresenta informações 
Indicações de leitura
33
complementares sobre itens vistos neste Tema, como saídas de 
emergência, escadas de segurança e brigada de incêndio.
IBAPE. Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de 
São Paulo (org.). Inspeção predial: prevenção e combate a incêndio. 
São Paulo: Ibape, 2013. 
Indicação 2
A elaboração de um PAE é um requisito legal obrigatório, tanto que 
o decreto dos bombeiros de todo o País exige que o proprietário ou 
responsável pelo uso da edificação elabore e mantenha esse plano. 
Entretanto, nenhum decreto define como deve ser elaborado o 
PAE, ficando a cargo dos responsáveis por essa elaboração adotar 
a metodologia de sua preferência. Recomenda-se, assim, a leitura 
da ABNT NBR 15.219:2020, que é a referência técnica mais adotada 
pelo mercado para a elaboração de um plano de atendimento 
emergencial.
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 15.219. Plano 
de emergência – Requisitos e procedimentos. Rio de Janeiro: ABNT, 
2020.
Indicação 3
O livro indicado, em seu Capítulo XXI, traz mais informações sobre 
a elaboração de um PAE, agregando ao que foi apresentado neste 
material, além de propor uma metodologia para essa elaboração.
SEITO, A. I. et al. A Segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo: 
Projeto Editora, 2008.
34
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. De acordo com a ABNT NBR 15.219:2020, o PAM é definido 
como uma pessoa jurídica de ______________, sem fins 
lucrativos, com estatuto e sede estabelecida, interligada por 
sistema eletrônico de comunicação, organizada mediante 
__________________, que visa à prevenção, ao controle e à 
mitigação de ________________, com atuação cooperativa e de 
forma organizada entre empresas e órgãos públicos, sob a 
coordenação operacional do ________________. 
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. 
 
Fonte: ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 15.219. 
Plano de emergência – Requisitos e procedimentos. Rio de Janeiro: 
ABNT, 2020. 
a. Direito público; plano formal de atuação; acidentes; Corpo de 
Bombeiros.
b. Direito privado; estatuto; emergências; engenheiro de 
segurança do trabalho.
c. Direito público; procedimento formal; incêndios; Corpo de 
Bombeiros.
35
d. Direito privado; plano formal de atuação; emergências; Corpo 
de Bombeiros.
e. Direito público; plano formal de atuação; acidentes; Corpo de 
Bombeiros. 
2. Analise as assertivas a seguir: 
 
I - Acatar as orientações dos brigadistas. 
II - Caminhar em ordem, sem atropelos. 
III - Voltar para apanhar objetos pessoais. 
IV - Ao sentir cheiro de gás, acender luzes para verificar a 
origem do vazamento. 
V - Encaminhar-se ao ponto de encontro e aguardar novas 
instruções. 
 
Quais assertivas NÃO representam procedimentos básicos de 
abandono da edificação a serem informados aos ocupantes?
a. I e IV, apenas.
b. III e IV, apenas.
c. III e V, apenas.
d. I e V, apenas.
e. II e III, apenas. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta D
Resolução: A alternativa preenche corretamente as lacunas 
do texto, refletindo a definição de PAM dada pela NBR 
15.219:2020.
De acordo com a ABNT NBR 15.219:2020, o PAM é definido 
como uma pessoa jurídica de direito privado, sem fins 
36
lucrativos, com estatuto e sede estabelecida, interligada por 
sistema eletrônico de comunicação, organizada mediante 
plano formal de atuação, que visa à prevenção, ao controle 
e à mitigação de emergências, com atuação cooperativa e de 
forma organizada entre empresas e órgãos públicos, sob a 
coordenação operacional do Corpo de Bombeiros.
Questão 2 - Resposta B
Resolução: Não se deve voltar para pegar objetos pessoais 
durante o procedimento de abandono, tampouco se deve 
acender ou apagar a luz emambientes com cheiro de gás, 
para não gerar centelhas comuns em interruptores simples 
que podem servir de fonte de ignição, o que pode resultar em 
explosão. 
Brigada de emergência: 
organização e atuação 
______________________________________________________________
Autoria: Júlio Assis de Freitas 
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
TEMA 4
38
DIRETO AO PONTO
Abordaremos aqui as atribuições e os procedimentos básicos de 
uma brigada de emergência. 
Ainda que se intitule Brigada de Emergência, o foco dessa equipe 
deve ser a prevenção das emergências, não necessariamente na 
contingência apenas, apesar de que ela deve também estar apta a 
atuar caso algo indesejado ocorra. Diante disso, é importante que 
ela realize em sua rotina ações preventivas, focadas em evitar que 
emergências ocorram. Isso pode e deve estar documentado no PAE 
(Plano de Ação Emergencial), para que cada membro da brigada 
tenha ciência de suas atribuições no âmbito preventivo. 
Faz parte da rotina no mínimo mensal da brigada a realização 
de uma reunião ordinária, e um dos tópicos a ser discutido é a 
análise de riscos existentes na edificação. É necessário que essas 
reuniões sejam documentadas em atas e que o acompanhamento 
da evolução dos riscos identificados, discutidos e tratados fique 
registrado. O esquema da Figura 1 ilustra como a gestão da brigada 
pode tratar e sanar os desvios identificados em suas inspeções 
preventivas.
39
Figura 1 – Ciclo de resolução de problemas
Fonte: elaborada pelo autor. 
Do mais, a brigada pode, através dos meios disponíveis, promover 
ações informativas para a população fixa e flutuante, abrindo canais 
de comunicação para receber informações, sugestões e reclamações 
pertinentes à segurança da edificação, bem como promover 
exercícios simulados e conhecer e contribuir para a atualização do 
plano de atendimento a emergências.
Como já foi colocado, a brigada deve priorizar ações preventivas 
como as listadas anteriormente, mas também deve estar preparada 
para realizar ações emergenciais caso elas ocorram. Essas ações 
são aquelas previstas no PAE da empresa, o qual o brigadista deve 
40
conhecer em detalhes. O PAE de cada local vai abordar pontos 
específicos e peculiares ao imóvel, mas as ações emergenciais 
mínimas que o brigadista deve dominar são as listadas a seguir.
• O brigadista, assim como toda a população fixa da edificação, 
deve estar apto a reconhecer uma situação emergencial, 
seja ela um princípio de incêndio, uma vítima de acidente 
ou mal súbito que precise de apoio, um cenário envolvendo 
risco ambiental (como vazamento de produtos químicos), 
ou quaisquer outras situações mapeadas como hipóteses 
acidentais no PAE.
• Se é importante reconhecer o cenário emergencial, também 
é necessário conhecer os meios disponíveis para comunicá-
lo, como ramal de emergência, rádio e acionadores manuais 
de alarme. Devem ser de amplo conhecimento do brigadista 
os procedimentos de abandono de área e os canais para 
acionamento de apoio externo se necessário, como bombeiros 
e ambulâncias.
• Geralmente o PAE deixa a cargo do brigadista do setor de 
manutenção o procedimento de desligamento da energia 
da edificação; logo, este é um procedimento a ser aplicado 
em situação emergencial que deve ser conhecido por no 
mínimo um brigadista por turno. Naturalmente, a atuação 
em combate a incêndio e em primeiros socorros, que fazem 
parte do conteúdo programático de formação e reciclagem dos 
brigadistas, também deve ser conhecida.
• Por fim, em caso de necessidade de solicitação de apoio 
externo, algum brigadista deve estar apto a recepcionar e 
orientar o bombeiro ou outro serviço de emergência, para que 
esse serviço não perca tempo procurando o local dentro da 
empresa em que deverá atuar.
41
PARA SABER MAIS
A Instrução Técnica n. 17 – Brigada de emergência (SÃO PAULO, 2019), 
ou simplesmente IT-17, do Corpo de Bombeiros do estado de São 
Paulo, traz em seu Item 5.6 alguns procedimentos mínimos que 
devem ser dominados pela brigada de emergência, brevemente 
citados a seguir:
Alerta: ao se identificar uma situação emergencial, qualquer pessoa 
da edificação deve conhecer os meios disponíveis para comunicá-la 
aos demais ocupantes e brigadistas.
Análise da situação: após o alerta, a brigada deve analisar a 
situação, decidindo se tem meios para controlá-la ou se necessita 
de apoio externo. Também deve avaliar se deve desencadear os 
procedimentos simultaneamente ou por prioridade, de acordo com 
os recursos e a quantidade de brigadistas disponíveis.
Primeiros socorros: a brigada deve pôr em prática os protocolos de 
atendimento pré-hospitalar e de retirada da vítima da área de risco, 
se assim for necessário.
Corte de energia: cortar a energia elétrica local ou geral, quando 
necessário.
Abandono de área: retirar a população da edificação e conduzi-la 
para uma área segura, se necessário.
Confinamento do sinistro: buscar confinar o sinistro, a fim de 
evitar que ele se espalhe para outras áreas.
Isolamento da área: evitar o acesso ao local do sinistro por pessoas 
não autorizadas.
42
Extinção do sinistro: eliminar o sinistro e reestabelecer a 
normalidade.
Investigação: Investigar as causas do sinistro e suas consequências 
e realizar reunião extraordinária da brigada sempre após um sinistro 
ou exercício simulado, para discutir sobre a atuação da brigada e 
possíveis melhorias.
É altamente recomendável, portanto, que o PAE preveja esses 
procedimentos em seu corpo, estabelecendo responsáveis e formas 
de atuação dos membros da brigada para que cada um deles seja 
realizado se necessário. Ademais, devem ser previstos cenários 
em exercícios simulados que forcem a brigada e os ocupantes da 
edificação a praticar a aplicação desses procedimentos. 
Referências
SÃO PAULO. Instrução Técnica n. 17 – Brigada de Incêndio. São Paulo: 
Governo do Estado de São Paulo, 2019. 
TEORIA EM PRÁTICA
Nesta Teoria em Prática, exercitaremos o dimensionamento de uma 
brigada de emergência. Usaremos como referência a legislação do 
estado de São Paulo, mas, caso você esteja em outra unidade da 
Federação, os trâmites serão similares, bastando a consulta no site 
local dos bombeiros. Acesse o site dos bombeiros de São Paulo e, 
na aba de legislação, localize a Instrução Técnica n. 17 – Brigada de 
emergência (IT-17/2019). 
Considere que você é engenheiro de segurança do trabalho e possui 
uma consultoria que presta serviços na área de treinamentos para 
43
segurança do trabalho. O seu projeto atual é dimensionar a brigada 
com base nas seguintes informações:
Ocupação: shopping center, opera em dois turnos.
Edificação: térreo, primeiro e segundo andares, mais dois subsolos 
de garagem.
População flutuante: cerca de 3,5 mil clientes por dia durante a 
semana e cerca de 6 mil clientes aos finais de semana e feriados.
População fixa por turno (somados os funcionários, lojistas e 
terceiros): 
• 5 pessoas por subsolo.
• 85 pessoas no térreo.
• 38 pessoas no primeiro andar.
• 23 pessoas no segundo andar. 
Fonte: SÃO PAULO. Instrução Técnica n. 17 – Brigada de Incêndio. 
São Paulo: Governo do Estado de São Paulo, 2019. 
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
Indicações de leitura
44
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional.Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
O Capítulo 7 do livro indicado discorre sobre o comportamento 
humano em incêndios, seja por parte dos brigadistas, seja por parte 
dos ocupantes da edificação. Já o Capítulo 19 foca exclusivamente 
na brigada de incêndio. Ambos os capítulos complementam os 
conhecimentos discutidos nesta Aprendizagem em Foco.
SEITO, A. I. et al. A Segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo: 
Projeto Editora, 2008.
Indicação 2
A Instrução Técnica n. 17 do estado de São Paulo discorre sobre a 
brigada de emergência e é a referência legal mais completa sobre o 
tema na atualidade, tanto que a maioria das unidades da Federação 
a adota como base para redigirem suas instruções locais.
45
SÃO PAULO. Instrução Técnica n. 17 – Brigada de Incêndio. São 
Paulo: Governo do Estado de São Paulo, 2019. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. Qualquer empresa que adote um sistema de gestão de seus 
processos se preocupa em elaborar procedimentos, de modo 
que o conhecimento sobre a forma correta de executar alguma 
atividade não fique apenas “na cabeça” de quem a prática. Assim, 
se futuramente essa pessoa não estiver mais na empresa, a 
outra pessoa que assumir o cargo saberá como agir. E isso não 
é diferente no caso de uma brigada de emergência. O modus 
operandi do procedimento de abandono, por exemplo, não pode 
estar apenas “na cabeça” dos elaboradores do PAE. 
 
Assinale a opção que apresenta todos os procedimentos 
mínimos a serem adotados pela brigada, segundo a Instrução 
Técnica n. 17 dos bombeiros de São Paulo. 
 
Fonte: SÃO PAULO. Instrução Técnica n. 17 – Brigada de Incêndio. 
São Paulo: Governo do Estado de São Paulo, 2019. 
46
a. Alerta, análise da situação, primeiros socorros, corte de 
energia, mapa de risco, confinamento do sinistro, rota de fuga, 
extinção do sinistro, investigação.
b. Alerta, análise da situação, resgate em espaço confinado, 
resgate em altura, abandono de área, confinamento do 
sinistro, isolamento da área, extinção do sinistro, investigação.
c. Alarme, análise da situação, primeiros socorros, corte de 
energia, abandono de área, confinamento do sinistro, 
isolamento da área, extinção do sinistro, reunião 
extraordinária.
d. Alerta, análise da situação, primeiros socorros, corte de 
energia, abandono de área, confinamento do sinistro, 
isolamento da área, extinção do sinistro, investigação.
e. Alarme, análise da situação, primeiros socorros, simulado de 
emergência, abandono de área, confinamento do sinistro, rota 
de fuga, extinção do sinistro, investigação.
2. Cada procedimento da brigada tem um objetivo: o combate a 
incêndio visa extinguir o fogo; a contenção de derramamentos 
visa reduzir o impacto ambiental e evitar que o produto 
eventualmente inflamável se espalhe e propague o fogo; a 
varredura visa verificar se ninguém ficou para trás em locais 
remotos da edificação durante o abandono; e assim por 
diante. Veja os objetivos listados a seguir: 
I) Retirar a população da edificação e conduzi-la para área 
segura, se necessário. 
II) Buscar confinar o sinistro, evitando que ele se espalhe para 
outras áreas. 
III) Evitar o acesso ao local do sinistro por pessoas não 
autorizadas. 
Agora assinale as alternativas que se referem, 
respectivamente, aos procedimentos básicos da brigada 
listados anteriormente.
47
a. Análise da situação, confinamento do sinistro e isolamento da 
área.
b. Abandono de área, confinamento do sinistro e isolamento da 
área.
c. Abandono de área, extinção do sinistro e isolamento da área.
d. Abandono de área, confinamento do sinistro e investigação.
e. Abandono de área, primeiros socorros e isolamento da área. 
GABARITO
Questão 1 - Resposta D
Resolução: A alternativa lista corretamente os procedimentos 
mínimos da brigada de emergência, a saber: alerta, análise da 
situação, primeiros socorros, corte de energia, abandono de 
área, confinamento do sinistro, isolamento da área, extinção do 
sinistro, investigação.
Questão 2 - Resposta B
Resolução: A alternativa correta é aquela que traz, 
respectivamente, os procedimentos de abandono de área, 
confinamento do sinistro e isolamento da área.
Investigação de Incêndio
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Autoria: Júlio Assis de Freitas 
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
TEMA 5
49
DIRETO AO PONTO
Os elementos de uma instalação elétrica de baixa tensão podem 
ser verificados por meio de inspeção visual, com vistas à prevenção 
de incêndios de origem elétrica, pois esta é uma das causas mais 
recorrentes de incêndios nas edificações em geral, residenciais ou 
não. Cabos elétricos expostos são um fator gerador de risco de 
incêndio, uma vez que não estão protegidos contra atrito, batidas e 
intempéries, quando em ambiente externo, podendo assim ter seu 
isolamento comprometido.
Diante disso, de acordo com as normas dos bombeiros de todos 
os estados e do Distrito Federal, é proibido o uso de cabos isolados 
expostos em instalações elétricas, devendo estes necessariamente 
estar dentro de condutos fechados ou em perfilados. Só é admitido 
o emprego de cabos expostos se eles forem do tipo unipolar ou 
multipolar. 
A Figura 1 ilustra um cabo elétrico multipolar, composto por uma 
camada protetora externa na cor branca. Os três cabos internos 
são isolados individualmente; um cabo unipolar também possui a 
proteção externa, com a diferença de haver um único cabo isolado 
interno; já o que é denominado simplesmente como cabo isolado 
é aquele que não possui a camada protetora externa, apenas a 
camada isolante, equivalente à camada azul, marrom ou verde/
amarela, observada nos cabos mostrados na figura.
50
Figura 1 – Cabo elétrico multipolar
Fonte: malerapaso/iStock.com.
Outro ponto a se observar é se todos os circuitos dispõem de 
proteção contra sobrecorrente e curto-circuito, o que pode ser 
verificado a partir da existência de disjuntores ou fusíveis, no 
caso das instalações mais antigas. Todos os circuitos elétricos 
devem dispor de fio terra e as tomadas devem seguir o padrão 
da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), ou seja, os 
plugues devem dispor dos polos de aterramento (2 polos + terra ou 
3 polos + terra).
Os quadros de distribuição devem ser instalados em locais de fácil 
acesso, permanecer desobstruídos e possuir identificação pelo 
lado externo legível e de difícil remoção. Assim, deve-se indicar que 
se tratar de um quadro elétrico, orientar para a não abertura por 
pessoa não autorizada e indicar a tensão elétrica máxima presente.
Circuitos elétricos de corrente alternada, como os de acionamento 
da bomba de incêndio, e circuitos de corrente contínua, como os do 
sistema de detecção e alarme de incêndio, não podem compartilhar 
51
o mesmo conduto, salvo se forem blindados. Já os circuitos de 
segurança, que são aqueles que alimentam sistemas que devem 
atuar em situações emergenciais, como as bombas de incêndio e 
a iluminação de emergência, devem ser independentes de outros 
circuitos. Não é permitido o uso de dispositivo DR (Diferencial 
Residual) em circuitos destinados aos equipamentos de segurança 
contra incêndio.
Vale lembrar que os circuitos de segurança também devem ser 
protegidos da ação do fogo, por meio de materiais devidamente 
normatizados como sendo resistentes ao fogo, ou pelo 
encapsulamento destes em lajes, paredes ou pisos. Caso haja, o 
GMG (grupo moto gerador) deve ser acionado automaticamente no 
caso de queda de energia quandoele for responsável por alimentar 
os equipamentos de segurança.
Estes são os principais requisitos de uma rede elétrica de baixa 
tensão que podem ser verificados por inspeção visual por um 
profissional treinado para tanto, a fim de prevenir incêndios 
oriundos das instalações elétricas. Naturalmente nem todo incêndio 
de origem elétrica pode estar ligado às instalações, mas também 
aos equipamentos e aparelhos a elas conectados. Assim, estes 
também ser alvo de inspeção visual, com o objetivo de constatar 
fios desgastados, sobrecarga em tomadas pelo uso do dispositivo 
popularmente conhecido como “T” ou “benjamim”, entre outros 
riscos do tipo. 
PARA SABER MAIS
A Instrução Técnica n. 41 – Inspeção visual em instalações elétricas 
de baixa tensão, ou simplesmente IT-41 (SÃO PAULO, 2019), do 
Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo, traz em seu Item 2 
52
algumas premissas que devem ser atendidas pelas edificações. 
Naturalmente, essas premissas visam reduzir o risco de incêndio 
proveniente de falhas nas instalações elétricas. Entre estas, chama-
se a atenção para os Itens 2.3.1 e 2.3.2:
[...] 2.3.1 Cabe aos responsáveis técnicos, a respectiva 
responsabilidade quanto à elaboração do projeto das instalações 
elétricas de baixa tensão, quando da construção da edificação, a sua 
execução, a manutenção da instalação e a inspeção visual, conforme 
prescrições normativas e legislações pertinentes.
2.3.2 Cabe ao proprietário ou ao responsável pelo uso do imóvel a 
manutenção e a utilização adequada das instalações elétricas. (SÃO 
PAULO, 2019, p. 2)
Para regularizar uma edificação, faz parte do rol de documentos 
que devem ser apresentados aos bombeiros uma declaração de 
conformidade das instalações elétricas, elaborada e assinada 
pelo responsável técnico legalmente habilitado. Nota-se que esse 
dispositivo legal tem por objetivo não depositar sobre os bombeiros 
qualquer responsabilização jurídica decorrente de se liberar a 
edificação no tocante às instalações elétricas, uma vez que o 
responsável técnico da edificação a autodeclara como estando em 
conformidade. Isso é coerente, uma vez que o bombeiro vistoriador 
não tem necessariamente conhecimento técnico em engenharia 
elétrica para ele próprio atestar a conformidade das instalações.
Diante disso, fica evidente que a responsabilidade do profissional 
que atesta a conformidade das instalações elétrica é máxima. 
Nesse sentido, ele pode responder civil e criminalmente caso algum 
incêndio com origem nas instalações elétricas ocorra em um prédio 
sob sua responsabilidade técnica.
53
Referências
SÃO PAULO. Instrução Técnica n. 41 – Inspeção visual em instalações 
elétricas de baixa tensão. São Paulo: Governo do Estado de São Paulo, 2019.
TEORIA EM PRÁTICA
Você é o responsável técnico pelas instalações de uma dada 
edificação e, durante o processo de regularização dela com os 
bombeiros, você deve preencher e assinar alguns formulários, 
conhecidos como “anexos”, a fim de atestar que certos aspectos 
dessa edificação estão em conformidade. Após o preenchimento 
e a assinatura dos anexos, você deverá juntá-los com os demais 
documentos requeridos pelos bombeiros, como projeto 
técnico, atestado de brigada e outros, no processo eletrônico de 
regularização do imóvel.
Usando como base a legislação do estado de São Paulo, informe 
a letra e o título do anexo a ser preenchido para atestar a 
conformidade das instalações elétricas. Em seguida, considerando 
as medidas de proteção contra incêndio requeridas pelo Decreto 
SP 63.911/2018, preencha o anexo “A” da IT-01 para uma oficina de 
autos, edificação térrea com 1.500 m² de área total e 1.200 m² de 
área construída. Os dados gerais, como endereço, CNPJ, nome do 
proprietário e telefone, podem ser fictícios.
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
54
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
O Corpo de Bombeiros do estado de São Paulo elabora e revisa 
periodicamente uma coletânea de manuais técnicos para capacitar 
seus efetivos. O Volume 19, por exemplo, trata do tema “pesquisa 
de causas de incêndio”, e seus Capítulos I a V focam em técnicas de 
investigação de um cenário de incêndio que foram discutidas ao 
longo deste Tema.
SÃO PAULO. Corpo de Bombeiros. Coletânea de Manuais Técnicos 
de Bombeiros 19: pesquisa e causas de incêndio. São Paulo: Corpo 
de Bombeiros, 2006. 
Indicações de leitura
55
Indicação 2
A Instrução Técnica n. 41 do estado de São Paulo discorre sobre a 
inspeção visual em instalações elétricas e traz informações mais 
abrangentes sobre os tópicos que foram resumidamente discutidos 
neste material.
SÃO PAULO. Instrução Técnica n. 41 – Brigada de Incêndio. São 
Paulo: Governo do Estado de São Paulo, 2019.
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. É fato que os bombeiros não têm a incumbência ou a 
competência técnica para vistoriar e aprovar as instalações 
elétricas de uma edificação; para tanto, um responsável 
técnico deve atestar a conformidade da edificação, eximindo 
os bombeiros de tal responsabilidade. 
 
É preciso assegurar que as instalações elétricas sigam seguras 
ao longo do tempo, nos intervalos entre uma vistoria e outra. 
Diante disso, segundo o que disciplina a Instrução Técnica n. 
56
41 dos bombeiros do estado de São Paulo, a quem compete a 
manutenção e a utilização adequada das instalações elétricas? 
 
Fonte: SÃO PAULO. Instrução Técnica n. 41 – Brigada de 
Incêndio. São Paulo: Governo do Estado de São Paulo, 2019.
a. Ao proprietário do imóvel e à concessionária de energia 
elétrica local.
b. Ao engenheiro eletricista e ao técnico em segurança do 
trabalho.
c. Aos bombeiros e ao responsável pelo uso do imóvel.
d. Ao proprietário ou responsável pelo uso do imóvel.
e. Ao proprietário do imóvel ou à corretora, caso ele esteja 
locado.
2. Em uma instalação elétrica segura, devem ser evitados cabos 
elétricos expostos, fora de condutos fechados ou perfilados, 
a fim de protegê-los de intempéries, atrito, esmagamento e 
outros agentes agressores mecânicos ou químicos. Sobre esse 
assunto, assinale a alternativa que preenche corretamente as 
lacunas: 
 
O cabo ____________ é aquele que não possui a camada 
protetora externa, apenas a camada isolante, geralmente 
em cores distintas para identificação de fase, neutro e terra, 
equivalentes à camada azul, marrom ou verde/amarela. Já o 
cabo ___________ é um cabo isolado com uma camada externa 
extra que lhe oferece proteção contra agentes agressores, 
assim como o cabo __________, o qual possui mais que um cabo 
isolado em seu interior.
a. Flexível; unipolar; multipolar.
b. Isolado; unipolar; multipolar.
c. Rígido; unipolar; bipolar.
57
d. Isolado; revestido; duplo.
e. Simples; unipolar; multipolar. 
GABARITO
Questão 1 -Resposta D
Resolução: Compete ao proprietário do imóvel ou responsável 
pelo seu uso assegurar a manutenção e a utilização adequada 
das instalações elétricas. 
Questão 2 - Resposta B
Resolução: A alternativa preenche corretamente o texto do 
enunciado, ficando o parágrafo correto da seguinte forma:
O cabo isolado é aquele que não possui a camada protetora 
externa, apenas a camada isolante, geralmente em cores 
distintas para identificação de fase, neutro e terra, equivalentes 
à camada azul, marrom ou verde/amarela. Já o cabo unipolar 
é um cabo isolado com uma camada externa extra que lhe 
oferece proteção contra agentes agressores, assim como o 
cabo multipolar, o qual possui mais que um cabo isolado em 
seu interior.
Legislação de segurança 
contra incêndio 
______________________________________________________________
Autoria: Júlio Assis de Freitas 
Leitura crítica: Joubert Rodrigues dos Santos Júnior
TEMA 6
59
DIRETO AO PONTO
Neste material, vamos discutir e fornecer uma visão holística 
dos principais conceitos e das principais legislações aplicadas à 
Segurança Contra Incêndio (SCI). Inicialmente, vale ressaltar que não 
há uma uniformização da legislação da SCI em nível federal, assim 
como acontece com as normas regulamentadoras de segurança 
do trabalho. Ocorre que cada unidade da Federação criou os seus 
próprios decretos e normas técnicas para regulamentar o assunto. 
Entretanto, é fato que a grande maioria dos estados e o próprio 
Distrito Federal utilizaram como referência a legislação do estado 
de São Paulo, procedendo com ajustes em nomenclatura de termos 
técnicos e/ou inclusões que entenderam ser pertinentes. Para 
citar um bom exemplo disso e deixar mais claro o que se pretende 
transmitir, os estados da região Sul do País denominaram o projeto 
que contempla as medidas de prevenção contra incêndio, cabíveis 
para um determinado imóvel a ser regularizado, como PPCI (Plano 
de Prevenção e Proteção Contra Incêndio), enquanto no estado de 
São Paulo as denominações são PTS (Projeto Técnico Simplificado), 
PT (Projeto Técnico) e CLCB (Certificado de Licenciamento do Corpo 
de Bombeiros). Porém, em sua essência, todas essas nomenclaturas 
se referem ao mesmo objeto, ou seja, um projeto técnico mais ou 
menos complexo, a depender do tipo de edificação e ocupação, para 
fins de regularização do imóvel pelos bombeiros. 
O mesmo ocorre com o próprio AVCB (Auto de Vistoria de Corpo de 
Bombeiros), como é conhecido na maioria das unidades federativas, 
que é o documento expedido para as edificações aprovadas pelos 
bombeiros. Alguns estados, em especial os do Sul do País, chamam 
esse documento simplesmente de “Alvará dos Bombeiros”.
60
Portanto, é imprescindível que o profissional que pretende atuar 
nesse segmento do mercado tenha conhecimento aprofundado 
da legislação das unidades da Federação em que pretende atuar, 
pois este é o primeiro passo para um processo de legalização 
bem-sucedido. A boa notícia é que a demanda por profissionais 
especializados na regularização de imóveis é significativa, uma 
vez que todas as edificações e áreas de risco, com exceção das 
residências unifamiliares, devem ter a aprovação no Corpo de 
Bombeiros para operar. 
O processo de obtenção do AVCB ou equivalente se dá por meio da 
apresentação de um projeto técnico e de documentos diversos, a 
depender das medidas de SCI requeridas para a edificação, como 
atestados emitidos por responsável técnico legalmente habilitado 
assegurando a conformidade das instalações elétricas, do SPDA 
(Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas), entre outros. 
O próximo passo é solicitar a vistoria pelos bombeiros, quando 
se avaliará se as medidas apresentadas em projeto estão em 
conformidade.
Uma vez que a vistoria seja realizada pelo profissional técnico do 
Corpo de Bombeiros e a edificação esteja em plena conformidade 
com o PT ou PTS aprovado, o AVCB é emitido. Contudo, 
constatando-se irregularidades, o vistoriador irá relacionar cada 
uma delas em documento específico, denominado “comunique-
se”, no qual adicionará os problemas identificados para que sejam 
providenciadas todas as correções necessárias. 
Dessa forma, tão logo as irregularidades sejam sanadas, nova 
vistoria deverá ser solicitada, em até 30 dias, sem a necessidade 
de serem recolhidas novas taxas. Expirado esse prazo para as 
correções, a nova vistoria ainda será possível, mas mediante um 
novo recolhimento das taxas de vistoria.
61
Figura 1 – Fluxograma simplificado do processo de regularização
Fonte: elaborada pelo autor.
PARA SABER MAIS
Quando se submete um projeto técnico para a aprovação nos 
sistemas eletrônicos dos bombeiros e em seguida se requisita a 
vistoria do imóvel para que sejam verificados os itens necessários 
para a sua regularização, são geradas taxas a serem recolhidas 
para custear as despesas administrativas e operacionais que o 
órgão público terá durante o processo. Como tudo o que toca a 
regularização pelos bombeiros, os valores e as regras que regulam 
essas taxas variam para cada unidade da Federação, mas alguns 
Corpos de Bombeiros disponibilizam em seu site uma ferramenta 
para simular essas taxas.
Como exemplo, as Figuras 2 e 3 apresentam, respectivamente, uma 
simulação realizada nos sites dos bombeiros de São Paulo e do Rio 
Grande do Sul.
62
Figura 2 – Simulação São Paulo
Fonte: captura de tela de http://www.ccb.policiamilitar.sp.gov.br/portalcb/_seguranca-
contra-incendio/#3. Acesso em: 7 mar. 2022.
Figura 3 – Simulação Rio Grande do Sul
Fonte: captura de tela de https://sisbom.cbm.rs.gov.br/msci/2k16/sistema/
nucleobase/webpadwebsite/principal/simulacao_delegaacao.php?gAcao=0. Acesso 
em: 7 mar. 2022.
Como pode ser observado nas Figuras 2 e 3, em São Paulo, é 
necessária apenas a metragem construída de edificação para 
calcular as taxas de regularização, enquanto no Rio Grande do Sul 
outras variáveis afetam o cálculo, como a altura da edificação em 
63
pavimentos, o risco e o tipo de plano a ser aprovado, completo ou 
simplificado.
Para localizar essas ferramentas, basta acessar a aba de 
regularização do site dos bombeiros e procurar por simuladores 
de taxas.
TEORIA EM PRÁTICA
Você foi procurado por um empresário que está abrindo um 
restaurante. Para que consiga o seu Alvará de Funcionamento, a 
Prefeitura de São Paulo exigiu, entre uma série de documentações, o 
AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). O empresário, leigo 
no assunto, então lhe procurou para que o auxilie nesse processo. 
Considerando que o restaurante possui um total de 700 m² de área 
construída, um subsolo para os clientes estacionarem seus veículos 
e dois cilindros de GLP de 190 kg cada para uso na cozinha, você 
deverá:
1. Definir a classificação da ocupação referente ao 
empreendimento.
2. Informar ao empresário as medidas de SCI (Segurança Contra 
Incêndio) que ele deverá implementar no seu restaurante para 
que consiga obter o AVCB e dar andamento ao processo de 
regularização de seu negócio na Prefeitura da cidade de São 
Paulo.
Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, 
acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de 
aprendizagem.
64
LEITURA FUNDAMENTAL
Prezado aluno, as indicações a seguir podem estar disponíveis 
em algum dos parceiros da nossa Biblioteca Virtual (faça o log 
in por meio do seu AVA), e outras podem estar disponíveis em 
sites acadêmicos (como o SciELO), repositórios de instituições 
públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou 
periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. 
Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de 
autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos 
que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, 
portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na 
construção da sua carreira profissional. 
Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da 
nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso!
Indicação 1
O livro indicado foielaborado por um especialista no tema do 
estado do Paraná e acrescentará em seus estudos uma visão de 
como funcionam naquele estado alguns tópicos abordados neste 
Tema. Indicamos em especial os Capítulos 3 e 10, que tratam 
respectivamente do cálculo de carga de incêndio, que o responsável 
técnico por regularizar uma edificação terá que calcular, e do 
processo de vistoria de uma edificação pelos bombeiros para 
liberação do “Alvará dos Bombeiros”, como o AVCB é conhecido no 
Paraná.
FERNANDES, Ivan Ricardo. Engenharia de segurança contra 
incêndio e pânico. Curitiba: CREA-PR, 2010. 
Indicações de leitura
65
Indicação 2
A cartilha indicada, elaborada pelo IBAPE (Instituto Brasileiro de 
Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo), traz conceitos 
importantes sobre segurança contra incêndio. Vale a pena estudá-
la na íntegra, já que se trata de uma leitura rápida, com 60 páginas 
apenas. No caso dos temas abordados aqui, indicamos o capítulo 
final, que trata de licenças do Corpo de Bombeiros.
IBAPE. Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de 
São Paulo (org.). Inspeção predial: prevenção e combate a incêndio. 
São Paulo: Ibape, 2013. 
QUIZ
Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a 
verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto, Para Saber 
Mais, Teoria em Prática e Leitura Fundamental, presentes neste 
Aprendizagem em Foco.
Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão 
elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco 
e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de 
questões de interpretação com embasamento no cabeçalho 
da questão.
1. Segundo Fernandes (2010), a vistoria de segurança contra 
incêndio, que é realizada pelo Corpo de Bombeiros do estado do 
Paraná, visa verificar o cumprimento das medidas de segurança 
contra incêndio exigidas naquele estado. Assinale a alternativa 
que relaciona corretamente em quais situações essas vistorias 
serão executadas. 
66
Fonte: FERNANDES, Ivan Ricardo. Engenharia de segurança 
contra incêndio e pânico. Curitiba: CREA-PR, 2010. 
a. Por solicitação de qualquer pessoa, para fins de concessão de 
“Certificado de Vistoria e Conclusão de Obras”; por solicitação 
da Prefeitura local para fins de “Alvará de Funcionamento” ou 
“Liberação de Uso Comercial”; por solicitação do interessado 
para edificações antigas, históricas e/ou de interesse de 
preservação; por solicitação de qualquer pessoa, quando se 
tratar de edificações de risco iminente; por decisão do Corpo 
de Bombeiros; regularmente; e conforme leis específicas.
b. Por solicitação do interessado, para fins de concessão de 
“Certificado de Vistoria e Conclusão de Obras”; por solicitação 
do interessado para fins de “Alvará de Funcionamento” 
ou “Liberação de Uso Comercial”; por solicitação do órgão 
responsável pela preservação do patrimônio histórico 
para edificações antigas, históricas e/ou de interesse de 
preservação; por solicitação de qualquer pessoa, quando se 
tratar de edificações de risco iminente; por decisão da Polícia 
Militar; aleatoriamente; e conforme leis específicas.
c. Por solicitação do interessado, para fins de concessão de 
“Certificado de Vistoria e Conclusão de Obras”; por solicitação 
do interessado para fins de “Alvará de Funcionamento” ou 
“Liberação de Uso Comercial”; por solicitação do interessado 
para edificações antigas, históricas e/ou de interesse de 
preservação; por solicitação de qualquer pessoa, quando se 
tratar de edificações de risco iminente; por decisão do Corpo 
de Bombeiros; regularmente; e conforme as leis específicas.
d. Por solicitação de qualquer pessoa, para fins de concessão de 
“Certificado de Vistoria e Conclusão de Obras”; por solicitação 
da Prefeitura local para fins de “Alvará de Funcionamento” ou 
“Liberação de Uso Comercial”; por solicitação do interessado 
para edificações antigas, históricas e/ou de interesse de 
67
preservação; por solicitação do interessado, quando se tratar 
de edificações de risco iminente; por decisão do Corpo de 
Bombeiros; regularmente; e conforme leis específicas.
e. Por solicitação dos Bombeiros, para fins de concessão de 
“Certificado de Vistoria e Conclusão de Obras”; por solicitação 
do interessado para fins de “Alvará de Funcionamento” ou 
“Liberação de Uso Comercial”; por solicitação do interessado 
para edificações velhas; por solicitação de qualquer pessoa, 
quando se tratar de edificações de risco iminente; por decisão 
do Corpo de Bombeiros; aleatoriamente; e conforme leis 
específicas. 
2. Preencha as lacunas no texto de modo que ele reflita a 
definição das licenças do Corpo de Bombeiros que é dada pelo 
Ibape (2013). 
 
As licenças do Corpo de Bombeiros são ___________ 
emitidos pelo Corpo de Bombeiros Militar e certificam que, 
_______________, a edificação possuía as medidas de ___________ 
mínimas necessárias para a edificação. São elas que atestam 
a adoção, por parte do condomínio, do__________________, 
técnicas e organizacionais integradas para garantir à 
___________________ a segurança contra incêndio e pânico 
prevista em legislação competente. 
 
Fonte: IBAPE. Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de 
Engenharia de São Paulo (org.). Inspeção predial: prevenção e 
combate a incêndio. São Paulo: Ibape, 2013. 
a. Papéis; durante a época da vistoria; plano de abandono; 
conjunto de medidas estruturais; comunidade e ao 
patrimônio.
68
b. Documentos; durante a época da vistoria; segurança contra 
incêndio; conjunto de medidas estruturais; edificação e a seus 
usuários.
c. Documentos; na opinião pessoal do vistoriador; saída de 
emergência; conjunto de medidas estruturais; edificação e a 
seus usuários.
d. Documentos; segundo a Lei; cunho administrativo; plano de 
auxílio mútuo; edificação e a seus usuários.
e. Papéis; desde sempre; segurança contra incêndio; conjunto de 
medidas estruturais; vizinhança e ao meio ambiente.
GABARITO
Questão 1 - Resposta C
Resolução: A alternativa correta é aquela que lista como 
situações em que serão feitas vistorias pelos Bombeiros: 
por solicitação do interessado, para fins de concessão de 
“Certificado de Vistoria e Conclusão de Obras”; por solicitação 
do interessado para fins de “Alvará de Funcionamento” ou 
“Liberação de Uso Comercial”; por solicitação do interessado 
para edificações antigas, históricas e/ou de interesse de 
preservação; por solicitação de qualquer pessoa, quando se 
tratar de edificações de risco iminente; por decisão do Corpo de 
Bombeiros; regularmente; e conforme leis específicas.
Questão 2 - Resposta B
Resolução: A alternativa correta é aquela que preenche 
as lacunas de modo que o texto final seja: “As licenças do 
Corpo de Bombeiros são documentos emitidos pelo Corpo 
de Bombeiros Militar e certificam que, durante a época da 
vistoria, a edificação possuía as medidas de segurança contra 
incêndio mínimas necessárias para a edificação. São elas que 
69
atestam a adoção, por parte do condomínio, do conjunto de 
medidas estruturais, técnicas e organizacionais integradas 
para garantir à edificação e a seus usuários a segurança 
contra incêndio e pânico prevista em legislação competente”.
BONS ESTUDOS!
	Apresentação da disciplina
	Introdução
	TEMA 1
	Direto ao ponto
	Para saber mais 
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 2
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 3
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 4
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 5
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	TEMA 6
	Direto ao ponto
	Para saber mais
	Teoria em prática
	Leitura fundamental
	Quiz
	Gabarito
	Inicio 2: 
	Botão TEMA 24: 
	Botão TEMA 25: 
	Botão TEMA 4: 
	Botão TEMA 1: 
	Botão TEMA 2: 
	Botão TEMA 3: 
	Botão TEMA 22: 
	Botão TEMA 23: 
	Botão TEMA 9: 
	Inicio : 
	Botão TEMA 20: 
	BotãoTEMA 21: 
	Botão TEMA 18: 
	Botão TEMA 19: 
	Botão TEMA 5: 
	Botão TEMA 6: 
	Botão TEMA 7: 
	Botão TEMA 8: 
	Inicio 2: 
	Botão TEMA 16: 
	Botão TEMA 17: 
	Botão TEMA 10: 
	Botão TEMA 11: 
	Botão TEMA 12: 
	Botão TEMA 13: 
	Inicio 3: 
	Botão TEMA 14: 
	Botão TEMA 15:

Mais conteúdos dessa disciplina